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aletchos

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Sobre aletchos

  • Data de Nascimento 03-10-1984

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Argentina, Bolívia, Peru, Chile, Uruguai, Inglaterra, Escócia, País de Gales, França, Itália, Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Grécia, Eslováquia, Egito, Israel, Japão e República Dominicana.
  • Próximo Destino
    EUA.
  • Meus Relatos de viagem
    [url=http://getoutside.com.br/?p=10]5 razões para você esquiar no Chile[/url]
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  1. aletchos

    Dicas do Salar de Uyuni - Fotos e vídeos

    Estive no Salar em agosto e setembro deste ano e trago aqui meu relato para ajudar quem estiver planejando uma trip para lá. Além do Salar, passei por La Paz, Cusco, fazendo a Salkantay até Machu Picchu. No meu blog tem mais posts da trip toda - www.getoutside.com.br. Como chegar Em geral, o Salar de Uyuni é explorado a partir de duas bases: A cidade de Uyuni, na Bolívia, e também vindo do Chile, basicamente para as pessoas que juntam o Deserto do Atacama com o Salar de Uyuni. Vou relatar, aqui, as duas possibilidades: Terrestre: Eu cheguei em Uyuni vindo de ônibus de Potosí. Basicamente, cheguei do Brasil no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra e de lá peguei um voo para Sucre. Do aeroporto de Sucre peguei um táxi para a estação rodoviária de Potosí, de onde peguei o ônibus para Uyuni. Como muita gente escolhe fazer esse trajeto, vou relatar em detalhes a partir do aeroporto de Sucre. Também existe um ônibus que sai de La Paz (maiores informações no site da empresa Todo Turismo) e um que sai diretamente de Sucre (empresa 6 Octubre), mas me parece uma melhor opção fazer Sucre Potosí de taxi e de Potosí pegar o ônibus. Sucre a Potosí: Para quem chega no aeroporto de Sucre, existem táxis que fazem o trajeto saindo do próprio aeroporto diretamente a Potosí, sem efetivamente entrar na cidade de Sucre. Na saída do aeroporto já indique que você procura um táxi para a estação rodoviária de Potosí que irão direcionar você. Paguei R$32, dividindo com mais 3 pessoas. O trajeto durou algo como 2h30, praticamente todo em vias asfaltadas e em boas condições. O carro não era lá dos mais modernos, mas deu para o gasto. Potosí a Uyuni: Na estação rodoviária de Potosí existem ônibus frequentes saindo para Uyuni. O ônibus sai por BSB 30 (algo como R$ 13). Você também tem que pagar BSB 1 de taxa por utilizar a estação rodoviária. O trajeto é bem tranquilo (em torno de 4 horas), em estradas asfaltadas, e o ônibus era relativamente confortável. Em termos de horário, pelo que apurei tem ônibus saindo a cada meia hora. Como falei, muita gente une o Deserto do Atacama ao Salar de Uyuni. Neste caso, existem passeios que saem de ambos os lados e você tem a opção tanto de voltar para sua origem ou ficar em outro destino. No meu caso, saí e voltei para Uyuni, mas fica aqui registrado que você pode começar o tour no Deserto do Atacama e terminar em Uyuni. Leia aqui os posts da minha viagem ao Deserto do Atacama. Aéreo: Uyuni possui um aeroporto pequeno, que é servido por empresas locais. Obviamente, não há voos diretos do Brasil, mas você encontra voos para as principais cidades bolivianas. Eu fui de Uyuni para La Paz saindo do aeroporto de Uyuni e paguei algo como R$ 300 pela empresa aérea Amaszonas. Apesar de mais cara, a opção aérea pode ser uma boa opção para quem está com o tempo corrido. Quando ir ao Salar de Uyuni Você pode visitar o Salar de Uyuni em todos os períodos do ano. No período de chuva, contudo, alguns lugares ficam alagados e você não poderá rodar por todo o Salar. Contudo, é no período de chuva que você vai conseguir ver o espelho! São aquelas imagens do Salar refletindo o céu como se fosse um espelho. Por isso que algumas pessoas entendem que o melhor período seria logo após o período de chuva (que é durante o nosso verão). Saiba que, em geral, a temperatura é baixa no Salar de Uyuni e em Uyuni também, já que estamos falando de locais com grande altitude. Foto: Isla Incahuasi, no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Esteja preparado para o frio em qualquer época que você pretender visitar o Salar. Onde ficar no Salar de Uyuni Se você fizer viagens de 2, 3 ou 4 dias pelo Salar de Uyuni é bem provável que sua agência vá providenciar sua hospedagem, mas isso não significa que você não deve se preocupar. Li vários relatos de pessoas que ficaram em lugares bem ruins e que passaram muito frio à noite. Eu não tenho do que reclamar dos lugares que fiquei nas 2 noites que passei no passeio pelo Salar e região, então preste atenção e leia a respeito das agências antes de ir a Uyuni ou a San Pedro de Atacama, caso sua trip comece pelo Atacama. Como disse, eu saí de Uyuni, e fiquei hospedado no Hotel Bunker (paguei R$ 40 por um quarto duplo que dividi com um amigo). Simples, com um café justo e bem localizado (ao lado da estação de trem), porém não encontrei eles no Booking.com. Neste link aqui você tem uma listagem das melhores hospedagens em Uyuni, e as melhores avaliações são para o Hotel de Sal Casa Andina, Hotel Joya Andina, Hostal Quinua Dourada, Hotel Jardines de Uyuni e o Hostal Reina del Salar. Quanto gastei no Salar de Uyuni Sempre coloco que o seu budget é pessoal e cada um sabe onde a coisa aperta. Já passei dos tempos das vacas magras e hoje, apesar de curtir um perrengue de mochila por amor apenas, me dou alguns luxos, como quartos privativos e comida boas em alguns momentos. Foto: Local da parada para almoço no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Dito isso, vamos aos números. Do dia que pisei em Uyuni ao dia que fui embora eu gastei R$ 701, da seguinte forma (valores em reais convertidos de USD e BSB com cotação do dia que viajei): R$ 40, diária de quarto duplo (dividi com um amigo) no Hostal Bunker, em Uyuni. R$ 408, tour de 3 dias e 2 noites com a Cordillera Traveller; R$ 24, galão de água de 5 litros, biscoitos e protetor labial em Uyuni; R$ 13, entrada na Isla Incahuasi (ilha de Cactos que visitamos no primeiro dia do passeio pelo Salar de Uyuni); R$ 2, banheiro no segundo dia; R$ 9, 15 min de internet na parada para almoço na Laguna Hedionda, no segundo dia; R$ 2, banheiro na Laguna Hedionda; R$ 69, entrada na Laguna Colorado (obrigatório); R$ 7, banho no alojamento da segunda noite; R$ 7, cookies em uma parada do terceiro dia; R$ 87, diária de quarto duplo (paguei sozinho) no Hostal Bunker, já em Uyuni, depois do passei pelo Salar; R$ 28, pizza e uma cerveja no Restaurante Jalisco, em Uyuni; R$ 5, táxi de Uyuni ao aeroporto. Os valores acima não incluem os valores de passagem para chegar e sair de Uyuni. Agências de Viagem Existem muitas agências vendendo passeis pelo Salar de Uyuni, tanto em Uyuni como em San Pedro de Atacama. Pesquisei muito antes de ir e li inúmeras recomendações e críticas a algumas agências. Você vai passar 3 dias ou mais rodando pelo Salar, em lugares remotos, com muito frio e condições precárias. Economizar demais pode ser uma má ideia, já que são inúmeros os relatos de carros em más condições, hospedagens ruins e com muito frio. Dito isso, minha dica é contratar apenas com as agências que você possui alguma referência segura. Vídeo: Vídeo da minha viagem por Bolívia e Peru, incluindo a passada pelo Salar de Uyuni. Eu fiz meu tour com a Cordillera Traveller, que possui uma loja em Uyuni e outra em San Pedro de Atacama também. Li boas referências sobre eles e minha experiência foi muito boa, seja pelo guia que nos acompanhou, pelo carro, tempo que tivemos para explorar, locais aonde ficamos hospedados e pela comida que foi fornecida ao longo de todo o passeio. Como falei acima, paguei algo em torno de R$ 408 pelo tour de 3 dias. As fotos do próximo item aqui deste post mostram o carro e as hospedagens que passamos. Por fim, não vejo necessidade de contratar com antecedência. Você conseguirá espaço em algum tour mesmo contratando no dia anterior à partida. Atrações do Salar de Uyuni Enfim, vamos falar do tour de 3 dias que fiz pelo Salar de Uyuni. Como disse antes, você pode contratar tours de até um dia, então depende do tempo que você tem para explorar por lá. Você também pode contratar tour saindo de Uyuni e terminando em San Pedro de Atacama e vice versa, e muita gente escolhe essa opção. Na realidade, apenas o primeiro dia é, de fato, no Salar. Os demais dias são explorando a região, que é muito bonita também. Dia 1 – Uyuni a San Juan Partimos do escritório da Cordillera Traveller às 10:30 da manhã. A primeira parada é em Uyuni mesmo, na atração conhecida como Cemitério de Trens. São locomotivas antes utilizadas na extração de carvão e que ficaram abandonadas na região. Depois do Cemitério de Trens dirigimos por mais alguns minutos até o povoado de Colchani, que vive da extração de sal e de artesanatos. É uma parada rápida para que você possa comprar algum artesanato e dar uma volta pelo povoado. De Colchani seguimos para o meio do Salar de Uyuni, diretamente para o local aonde paramos para almoço. Trata-se de um antigo hotel de sal que fica no meio do Salar e hoje é utilizado como área de parada dos tours. É aqui que ficam dois ícones do Salar de Uyuni, que é a praça de bandeiras e o monumento de sal ao Rally Dakar. O almoço é preparado pelo próprio motorista. Neste primeiro dia tivemos carne de lhama (um bife bem duro!), batata, arroz e salada. Existem opções vegetarianas também, basta você avisar com antecedência ao pessoal da agência. Depois do almoço você rodará por alguns quilômetros Salar a dentro, até se perder na imensidão branca. Em algum momento no meio do nada seu guia irá parar para você apreciar o Salar e tirar as famosas fotos de perspectiva. Depois desta parada no meio do Salar partimos para conhecer a Isla Incahuasi, que é a ilha de cactos que fica no meio do Salar. Se você quiser fazer a pequena trilha até o topo você deve pagar algo em torno de R$ 13. A vista lá de cima é bem legal, mas em razão da altitude a subida é um pouquinho cansativa, mas nada demais. Eu recomendo a subida! Tirei umas fotos bem legais de drone nesse lugar, dá uma olhada aí abaixo: A próxima parada será no local da primeira noite. Cada agência para em um local diferente. No meu caso, o lugar da primeira noite era uma casa no povoado de San Juan. Aluguei um saco de dormir para o frio, mas a verdade é que a casa era super aconchegante e confortável, com bom isolamento térmico e sequer precisei do saco. Dividi o quarto com um grande amigo que conheci no aeroporto de Sucre ao acaso e depois seguimos viajando juntos (Grande Thiagão!) pelo Salar e, depois, nos encontramos em Cusco. Viajar tem dessas coisas legais! Logo que você chega você será acomodado no seu quarto. Aos que quiserem tomar banho, existe a possibilidade de tomar banho quente (nesse dia matei o banho). Logo após, o jantar é servido. O jantar foi uma sopa e frango com fritas! Você pode comprar bebidas também nesta parada, como cerveja e vinho. Ah, recebemos uma garrafa de vinho boliviano como cortesia. Depois do jantar dei uma volta na rua, já que o céu estava limpo e as condições estavam ótimas para observar as estrelas. Dia 2 – San Juan a Huayllajara Depois do café da manhã, o tour do segundo dia parte lá pelas 8:30 da manhã. Já não teremos mais a paisagem branca do Salar de Uyuni, mas sim as demais belezas da região, como vulcões, montanhas, lagunas, flamingos e outros animais da região. Nesse dia você visitará o Salar de Chiguana (primeira parada do dia), que não tem nem de perto a beleza do Salar de Uyuni, se destacando apenas pelos trilhos do trem que o corta e é bem fotogênico. Depois, você vai até o mirante do vulcão Ollague. Aqui existe uma lojinha para comprar água e comida e também utilizar o banheiro (paga-se algo como R$ 2). A partir daqui você vai para a parte mais bonita do dia, que são as lagunas. Você visitará as lagunas de Cañapa, Chiarcote e Hedionda, aonde você deve parar para almoço. Depois do almoço você vai até o Deserto de Siloli, onde você vai conhecer a famosa Arbol de Piedra, uma formação rochosa muito curiosa. Por fim, a última atração do dia é a Laguna Colorada. Aqui, você deve pagar R$ 69 para ingressar. Como o tour segue pelo parque aonde fica a Laguna Colorada, você não tem a opção de não ingressar e não pagar. Da Laguna Colorada você parte para a hospedagem do segundo dia. Aqui sim faz frio, então esteja preparado. É aqui que você vai precisar do seu saco de dormir também, já que, apesar das acomodações serem boas, a noite é extremamente fria e pode chegar a -20 graus. Mas não se assuste: Você ficará bem com o saco de dormir. Aqui os quartos são para 6 ou mais pessoas, então é provável que seu grupo todo irá dormir no mesmo quarto. Nessa hospedagem também é possível tomar banho quente (neste dia eu não matei o banho!), que sai por algo em torno de R$ 9. Você também terá Wi-Fi, mas por tempo limitado. Ah, é possível carregar seus celulares, câmeras, etc. Como você pode ver, o povo aproveitou para atualizar o Instagram nesse dia! O jantar foi muito bom. Em primeiro lugar, a tradicional sopa. Depois uma massa com molho bolognesa. Muito bom! Tivemos até uma sobremesa dessa vez (pêssego em conserva). Depois do jantar a maioria das pessoas foi dormir, já que no dia seguinte teríamos que partir às 5:00 da manhã. Dia 3 -Huayllajara a Uyuni O terceiro e último dia começa bem cedo. Você deve estar pronto, com suas coisas arrumadas e café da manhã tomado às 5:00 da manhã. Isso porque a primeira parada do dia é uma visita aos géiseres, que ficam a 4.900 metros de altitude. Os géiseres são mais ativos logo ao nascer do sol, por isso a necessidade de se acordar tão cedo. A parada nos géiseres é rápida, e logo você parte para uma piscina de águas termais localizadas à beira de um lago. Ninguém do meu grupo encarou o banho, já que fazia bastante frio, mas haviam algumas pessoas aproveitando. Daqui partimos para visitar as Lagunas Verde y Blanca, de onde você pode avistar o famoso vulcão Licancabur. Você poderá parar aqui para tirar algumas fotos e caminhar pelas lagunas, que são muito bonitas. Essa é a última parada do tour, que daqui parte para a fronteira com o Chile para deixar quem vai seguir até San Pedro de Atacama. O pessoal que optou por ir ao Chile deve fazer a passagem pela imigração e pegar uma outra van da agência que segue até San Pedro. Os que voltam para Uyuni tem um trajeto de aproximadamente 7 horas pela frente, com uma parada para almoço no povoado de Vila Mar. Aqui você pode dar uma volta pelo pequeno povoado e ver um pouco do dia a dia do povo que lá vive. Quem segue o blog sabe que eu adoro fotografar pessoas, e aqui tirei uma foto que gostei bastante: Também aproveitei para fazer umas imagens de drone, já que paramos à beira de um córrego muito bonito. O almoço foi bem simples, com arroz, tomate e atum. Comemos na beira do córrego das fotos acima, ao lado do carro mesmo. Depois do almoço dirigimos até Uyuni, aonde nosso tour enfim terminou. O Salar de uyuni é um lugar espetacular e sempre esteve na minha lista de desejos. Como você pode ver pelas fotos acima, é, de fato, um lugar lindo com paisagens fantásticas, e o melhor de tudo é que é possível você visitar esse destino a um custo baixíssimo, como se vê pelos meus custos, e isso que me dei ao luxo de algumas comodidades, como quartos individuais, etc. Mais informações dessa trip no www.getoutside.com.br.
  2. Pessoal, estive no Deserto do Atacama em agosto de 2016 e queria colocar aqui meu relato para ajudar o pessoal do fórum que está planejando uma trip para lá. Como chegar no Deserto de Atacama Para visitar o Deserto de Atacama você quase certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama, um povoado com 3 mil habitantes instalado no meio do deserto e que serve de base para todos os principais passeios ao Deserto do Atacama. De avião O aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama, situada a aproximadamente 1 hora e 20 minutos de carro de San Pedro de Atacama. Calama é o principal ponto de chegada para quem chega de avião ao Deserto do Atacama. Paguei 76 dólares pelo voo de ida e volta pela Sky Airline, saindo de Santiago. No aeroporto mesmo existem umas 5 empresas de transfers que fazem o trajeto Calama – San Pedro de Atacama. Todas cobram um preço tabelado de 12.000 pesos ida e 20.000 ida e volta. Se você chega e sai de Calama, feche ida e volta e informe o dia e horário do seu voo de volta que eles irão pegar você no seu hotel/hostel a tempo do seu voo de volta. Sobre qual empresa escolher, todas parecem sérias e estruturadas, mas a Transfer Vip aparentemente possui mais carros, o que pode ser uma vantagem. De ônibus Você também pode chegar a San Pedro de Atacama de ônibus. A viagem saindo de Santiago leva quase 24 horas, o que certamente é cansativo. Com a Tur Bus você consegue comprar passagens até San Pedro, e com a Pullman Bus você chega até Calama. Quanto gastei no Deserto de Atacama Bom, gastos são sempre importantes, mas cada um sabe o budget que tem e o que pode gastar em uma viagem. Eu anotei absolutamente tudo o que gastei nessa viagem, dos passeios ao chocolate. Usei um app que gosto demais, que é o Travel Pocket (recomendo!). Segundo minhas anotações no app, meus gastos ficaram assim: CLP 339.250,00 (pesos chilenos, aproximadamente 522 dólares); USD 575,00; e BRL 1.386,00 (neste valor está apenas a passagem para o Brasil). Assim, podemos dizer que minha viagem no total saiu por algo como R$ 5.220,00 (considerando 1 real como 3,5 dólares). Quando ir ao Deserto de Atacama O Deserto do Atacama é um destino que pode ser visitado durante todo o ano, sem restrições. O tempo é extremamente seco e raramente chove. Temperaturas. Basicamente, essa é a principal questão envolvendo o clima que você vai se preocupar. A amplitude térmica é muito grande por lá, ou seja, você vai pegar frio à noite e nas primeiras horas da manhã e calor durante o dia. Nos meses de verão (mesmo período do verão no Brasil) você terá temperaturas mais altas durante o dia, e no inverno (período em que eu estive por lá) já não tão altas. Por outro lado, no inverno você terá noites e manhãs mais frias do que no verão. Para você ter ideia, no passeio aos Geysers del Tatio eu peguei -13 graus logo ao amanhecer. Na tarde, já de volta a San Pedro, a temperatura estava um pouco acima de 20 graus, ou seja, uma diferença de 33 graus no mesmo dia! Geysers del Tatio – Temperatura quando estive por lá foi -13 graus! Os períodos com temperaturas mais amenas e uma amplitude térmica não tão grande é de março a maio e de setembro a novembro, portanto esses seriam os melhores meses para visitar o Deserto do Atacama, mas, como falei antes, você tem condições climáticas para visitar o Atacama durante todo o ano. Sobre o tempo ser seco, leve Bepantol e um hidrante e beba bastante água. É que com o tempo seco, sua boca e pele ficarão secas (incrivelmente secas), então você deve passar o Bepantol nos lábios o dia todo ou vai ficar com a boca parecendo a lua cheia de crateras! Onde ficar em San Pedro de Atacama A não ser que você procure algo muito específico, você certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama. É aqui que estão as agências e de onde saem os passeios para visitar o Deserto do Atacama. A cidade é praticamente toda voltada para o turismo, então você encontra opções de hospedagem para todos os bolsos e gostos. Saiba, contudo, que você está no meio do deserto e, em razão disso, recursos são escassos. São comuns relatos de falta de água, falta de água quente, falta de luz, internet, etc. Também em razão disso os preços são relativamente mais caros do que em outros lugares que já visitei. As ruas bucólicas de San Pedro de Atacama. Na foto, a rua Caracoles. Li praticamente todos os reviews de todos os lugares, peguei recomendações de blogueiros que confio que estiveram por lá, e acabei fechando no Booking.com. Certamente não é a opção mais barata, mas longe de ser mais cara. Tinha um café da manhã excelente, um quarto extremamente confortável e limpo, banheiro ótimo com água quente, Wi-Fi que funcionava razoavelmente bem, excelente localização e um igualmente excelente atendimento (em breve um review mais detalhado). O Hotel Pat'ta Hoiri é uma boa opção para quem está disposto a investir um pouco mais em conforto, sem pagar os preços estratosféricos de alguns hotéis de San Pedro de Atacama. Contudo, certamente não é a opção para os mochileiros que querem economizar ao máximo! Além da análise preço, a localização é um fator relevante. A principal rua de San Pedro de Atacama é a Caracoles, onde estão a maioria das agências e serviços que você precisa (farmácia, restaurantes, bares, etc). Grande parte do comércio está na Caracoles ou nas ruas próximas, portanto o mais próximo que você ficar daqui, melhor. De todo modo, San Pedro não é uma cidade muito grande, então com alguns minutos de caminhada você chega à grande maioria das hospedagens. Contudo, quando você está cansado do dia inteiro de passeios, é sempre melhor que o restaurante ou bar que você vai jantar esteja o mais próximo possível de onde você está ficando. Enfim, um ponto a considerar! Um hostel que também é muito bem avaliado e que já bons reviews de blogueiros é o Hostal Lickana. Esse hostel fica muito bem localizado e tem excelente reviews no Booking.com também e tem preços mais em conta que o Hotel Pat'ta Hoiri. Estou escrevendo um post com uma pesquisa bem extensa de preços comparados com as avaliações de outros viajantes e opiniões de blogueiros e logo posto aqui para vocês. Onde comer em San Pedro de Atacama Apesar de ser um povoado pequeno e simples, San Pedro de Atacama oferece opções excelentes de comida. Na Rua Caracoles estão bons restaurantes, mas nas ruas próximas você encontra outras opções interessantes também. Vou relatar aqui os lugares onde comi, o que comi e quanto gastei exatamente em cada refeição, mas fico extremamente feliz se vocês colocarem outras opções nos comentários, assim aumentamos as opções para quem está lendo esse post aqui. Restaurante La Casona, na Rua Caracoles Restaurante muito bom, comida extremamente bem servida (mata a fome e sobra) e de qualidade. Paguei 15.070 pesos pelo menu do dia (foto abaixo) e uma cerveja. Restaurante Blanco, na Rua Caracoles Outro excelente restaurante na Caracoles, talvez um dos melhores da cidade. Paguei 20.405 pesos pelo jantar, com vinho e água. O menu do dia, que saia por 10.000 pesos (o meu saiu mais caro pelo vinho e água), está descrito na foto abaixo, juntamente com as fotos dos pratos que consegui tirar por lá. Restaurante La Pica del Indio, Rua Tocopilla Restaurante um pouco mais em conta, que fica na rua Tocopilla, uma travessa da Caracoles. Gastei 8.140 pesos para comer um ceviche como entrada e peito de frango com batatas de prato principal. O valor do menu, com sobremesa, era 4.500 pesos, mas como bebi duas cervejas o preço subiu! O frango não estava muito bom, mas é uma opção mais em conta para quem quer pagar menos. Restaurante Delicias del Carmen, Rua Caracoles Outro bom restaurante na Caracoles. Paguei 12.100 pesos por uma entrada de salada de quinoa e frango com fritas, e também bebi uma cerveja por lá. Uma outra opção do cardápio, pelo mesmo valor, era uma caesar salad. Fotos abaixo! Restaurante Tierra Natural, Rua Caracoles Aqui, paguei 9.900 pesos por um frango com batatas salteadas e uma Coca-Cola. Comida muito boa, feita com ingredientes orgânicos e naturais e um clima muito legal. Achei o serviço um pouco atrapalhado, mas acredito que isso se deu pois já era mais tarde do que o normal. Restaurante Adobe, Rua Caracoles Outro excelente restaurante de San Pedro. Jantei aqui em duas ocasiões. Na primeira, comi uma pizza muito boa e duas Coca-Colas, que me saíram por 16.830 pesos. A pizza alimenta duas pessoas que não comem muito (vou ficar devendo a foto)! Na segunda vez, um risoto de quinoa e uma Coca, que me saíram por 13.305 pesos. Fora essas opções acima, existem tantas outras na própria Caracoles. E como falei antes, ficaria feliz se outras pessoas pudessem comentar no post outras opções que usaram. Além dos restaurantes acima, também tomei uns chopps e comi uma pizza que eles mesmo fazem no Bar Chelacanbur, que fica também na Caracoles. Por lá, na final do futebol masculino da olimpíada e vendo o Brasil levar o ouro, deixei 12.500 pesos numa pizza que foi dividida em 5 pessoas e em uma quantidade de cerveja que me deixou relativamente bêbado! Agências de Viagem em San Pedro de Atacama Uma das grandes dúvidas na viagem ao Deserto do Atacama diz respeito às agências de viagem, afinal são muitas opções! Outra dúvida é se devemos fechar os passeios com antecedência ou se deixamos para fechar quando estivermos lá. Vou tentar responder essas dúvidas! Qual agência escolher? Como falei, são muitas. E os critérios de escolhas são muitos e muito pessoais também. Antes de qualquer coisa, só queria colocar que usei três agências diferentes e não recebi qualquer apoio delas por ter o blog. Aliás, elas sequer sabiam (e nem devem saber) do blog. Só escrevo isso pois li algumas críticas no TripAdvisor para alguns blogueiros que recomendavam passeios de agências que ofereceram apoio a esses blogueiros e o serviço e preço prestado por essas agências aparentemente não foi tão bom (e não estou fazendo qualquer julgamento aos blogueiros, agências ou a pessoa que escreveu no TripAdvisor). Enfim, vou dizer como eu escolhi a minha agência. No hotel que fiquei, o dono recomendou a agência Latchir. Visitei e verifiquei os preços, que eram bons. Os passeios são quase todos distantes de San Pedro, ou seja, você vai ter que percorrer longas distâncias de carro. É importante pagar barato, mas o barato pode sair caro, pois seu trajeto (seja de ônibus, van, pickup, etc) pode ser um inferno, isso sem falar no carro quebrar ou até algum acidente. Depois, visitei a Ayllu, muito recomendada por blogueiros e brasileiros que visitam o Deserto do Atacama. Achei a Ayllu com um preço alto (por vezes seis vezes mais caras que as demais), mas não fechei nenhum passeio com eles para dizer se o preço compensa ou não. Contudo, dada a grande diferença, acho bem difícil que valha até 6 vezes mais. Depois, visitei a Grado 10, também muito bem falada pelos viajantes brasileiros. Em termos de preço, saiu mais caro que a Latchir, mas bem mais barata que a Ayllu. Acabei fechando com eles. Por que escolhi a Grado 10? Bons reviews no Trip Advisor e em blogs no Brasil e, principalmente, pelo grande diferencial: O caminhão! Todas as demais agências fazem os trajetos em vans, micro ônibus ou pickups. A Grado 10 faz num caminhão overland adaptado para esse tipo de viagem. Eu já conhecia esse tipo de caminhão há muitos anos, pois meu grande sonho de viagem é cruzar a África num desses. Quando bati o olho não teve jeito! Apesar de ser rústico, o caminhão é extremamente confortável por dentro, com bancos reclináveis e janelas grandes. No Valle de la Luna pudemos assistir ao nascer da lua de cima do caminhão e na Laguna Cejar ficamos lá em cima enquanto o caminhão ia para o lugar onde faríamos nosso brinde da tarde! Claro que isso é um pequeno detalhe e que me cativou, mas achei o serviço excelente também. A nossa guia (Camila) era excelente, prestativa, com muito conhecimento e falava espanhol e inglês, mas todos os brasileiros entendiam ela sem problema algum. A Grado 10 só tem 4 passeios, os mais tradicionais: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplanicas (sem Piedras Rojas). Fechei os 3 primeiros com eles e paguei 80.000 pesos. Também li bons reviews sobre a agência Atacama Connection e fechei com eles apenas o Lagunas Altiplanicas com Piedras Rojas (pois a Grado 10 não fazia Piedras Rojas). Tudo ocorreu bem, o veículo era um micro ônibus confortável, a guia tinha conhecimento e era muito prestativa, mas não tinha a mesma vibe do caminhão da Grado 10 hehe! De todo modo, nada a reparar quanto ao serviço prestado pela Atacama Connection. O preço que paguei por esse passeio foi 35.000 pesos. Por fim, fiz o Salar de Tara com a agência Crisol(não achei site, por isso estou indicando o Facebook). Honestamente, não pesquisei absolutamente nada sobre essa agência, fechei o passeio um dia antes depois de sentar num bar com uns brasileiros que iam no dia seguinte e recomendaram. O carro e o guia eram muito bons e o passeio foi excelente também, portanto não tenho absolutamente nada a reportar sobre eles. Um post que me ajudou bastante na avaliação de agências foi este aqui, do Viaje na Viagem, além, claro, do Trip Advisor. Geralmente, quando os passeios saem muito cedo da manhã (como é o caso dos Geysers del Tatio, que você sai próximo das 5, dependendo da época do ano) as agências oferecem café da manhã durante o passeio. Nos passeios de longa duração também é oferecido almoço, portanto a inclusão de refeições é um ponto também a ser observado na sua escolha. Devo reservar com antecedência? Sendo bem objetivo, não vejo razões para você reservar com antecedência. São muitas opções de agência e você dificilmente ficará sem poder fazer algum passeio que queira fazer. Ainda, quase todas aceitam uma chorada e concedem um desconto no preço inicial, então minha recomendação é que você feche os passeios apenas quando chegar em San Pedro de Atacama. Passeios no Deserto de Atacama Existem muitas opções do que fazer por lá. Os passeios tradicionais são 4: Valle de la Luna: O mais próximo de San Pedro, fica há uma meia hora do centro da cidade. Nesse passeio você faz uma visita guiada dentro do Valle de La Luna, que tem formações muito lindas. Ao final do dia, você sobe até onde fica a pedra do Coyote para ver o por do sol. Quando estive por lá também era época de lua cheia, e de lá vimos a lua nascer junto com o por do sol, foi lindo! Neste post aqui conto um pouco mais sobre o passeio ao Valle de La Luna e também mostro algumas das fotos que tirei por lá. Geysers del Tatio: Nesse passeio você sairá bem cedo de San Pedro (perto das 4 ou 5 da manhã), pois os geysers são mais ativos antes de o sol nascer. O problema é que faz muito frio por lá, e você deve ir preparadíssimo. Em agosto, quando estive lá, peguei temperaturas de -13 graus. É um passeio que dura o dia todo, você percorrerá uns 200 km de carro e atingirá uma altitude de 4.300 metros. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Lagunas Altiplanicas: Um dos passeios mais distantes de San Pedro. As paisagens do altiplano são espetaculares (as fotos abaixo falam por si só). Este passeio dura o dia todo e você percorrerá uns 270 km de carro ida e volta. Você vai visitar a Laguna Chaxa e o povoado de Socaire, e também as lagunas Miscante e Miñiques. É na laguna Chaxa que você verá inúmeros flamingos e terá a chance de tirar as fotos que tirei abaixo! Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Lagunas Cejar e Tebenquiche: Esse passeio tem duração de meio dia e fica a apenas 30 km de San Pedro de Atacama. Aqui você terá a oportunidade de nadar em uma das lagunas, que tem 200 vezes mais sal que o mar. É possível também avistar flamingos, mas eu não tive essa sorte. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Além dos passeios tradicionais mencionados acima, existem outras ótimas opções do que fazer. Algumas eu listo aqui: Salar de Tara: Além dos passeios acima, também visitei o Salar de Tara. É um dos mais distantes de San Pedro e também onde você atingirá uma das maiores altitudes (pouco mais de 4.800 metros). O frio não é tão extremo como nos Geysers, mas é bom ir preparado para temperaturas baixas. É um passeio de dia inteiro e você vai rodar quase 300 km ida e volta. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Tour Astronômico: A baixa luminosidade no deserto e a baixa umidade fazem do Atacama um dos melhores lugares do mundo para se observar as estrelas. Apesar de fotografia noturna ser uma das minhas preferidas, quando cheguei em San Pedro era a primeira noite de lua cheia, e a lua cheia, em razão da sua grande luminosidade, faz com que você veja um número menor de estrelas do que o normal. Em razão disso, o tour astronômico mais conhecido do Deserto do Atacama não estava ocorrendo. Esse tour é feito pela empresa Space e você pode encontrar maiores informações no site deles. No último dia, contudo, consegui ir para o meio do deserto tirar fotos noturnas, pois a lua cheia nasceria duas horas depois do anoitecer. Vulcão Lascar: O Lascar é um vulcão ativo que fica acima dos 5.500 metros de altitude. Inúmeras agências em San Pedro oferecem um hiking para subir o vulcão. Infelizmente, meu pouco tempo no Deserto do Atacama não permitiu incluir a subida ao Lascar. Sandboard: Você pode fazer sandboard no Valle de La Muerte. Essa é outra atividade que gostaria, mas que não consegui incluir no tempo que estive por lá. Em dias de lua cheia, o pessoal faz o sandboard à noite, o que deve ser muito legal. Inúmeras agências oferecem esse passeio, então você não terá problemas em encontrar alguém que leve você até lá! Termas de Puritama: Outro que não consegui incluir, as Termas de Puritama são piscinas termais no meio do deserto, localizadas a 30 km de San Pedro. É uma excelente opção para relaxar depois de um dia cansativo no deserto. Inúmeras empresas levam você até lá e o preço é algo em torno de 9.000 pesos. Salar de Uyuni: O Salar de Uyuni fica na Bolívia, mas inúmeras agências em San Pedro fazem travessias até lá pelo deserto, que duram de 3 a 4 dias. O que levar ao Deserto do Atacama Fazer as malas para essa viagem ao Deserto do Atacama não é muito simples. Você tem que considerar que vai pegar temperaturas extremamente frias e temperaturas relativamente quentes, tudo no mesmo dia. Fora os itens básicos de higiene pessoal e vestuário, acredito que a lista abaixo é suficiente: Meias para frio: Se você tiver meias de esqui, ótimo. Você vai usar no passeio dos Geysers del Tatio e pode ser bom para dormir também. Se você não tiver meias de esqui, leve a mais grossa que você tiver. Calçado confortável: Leve sandália e um tênis confortável para fazer os passeios, já que você vai andar com frequência. Não vejo necessidade para uma bota de trekking ou algo mais pesado, a não ser que você vá fazer algum trekking mais pesado, como o Lascar. Eu estava com um tênis goretex da The North Face, que é bem reforçado, mas praticamente todo mundo que vi por lá estava com tênis normal. Se você tiver uma bota ou um tênis mais reforçado, ótimo, caso contrário não vejo necessidade de comprar um. Calça térmica: Se você tiver, será muito útil. Ainda que você não tenha uma calça térmica técnica (aquelas para esqui, frio extremo, etc), uma ceroula ou uma calça justa ao corpo e que retenha o calor já será muito boa. Blusa térmica: Basicamente, o mesmo que da calça térmica, mas para a parte de cima do corpo. Eu tenho várias, porque esquio, e você pode encontrar umas baratinhas na Decathlon e na Centauro. Fleece: O fleece é o que chamamos de segunda camada, um blusão bem quentinho e excelente para reter o calor. Além do fleece, pense em moletons também para usar como segunda camada. Jaqueta: Terceira e última camada, você pode levar um corta vento ou até algo mais pesado (eu andei com minha jaqueta de ski nos dias de muito frio). Luva e touca: Eu usei luva de ski e passei frio nos geysers, mas em todos os outros passeios me virei bem com uma luva de lã e mão no bolso. Para quem sente frio na cabeça, uma touca é bem útil por lá. Roupas leves: Além das roupas acima focadas no frio, leve roupas leve, como camisetas, calça jeans, etc, pois boa parte dos passeios serão feitos em temperatura amena. Um casaquinho não muito pesado também é muito útil para as noites em San Pedro. Filtro solar: É sol o dia todo e sol forte, não economize no FPS! Mochila de ataque: Leve uma mochila de ataque para usar durante o dia, especialmente para guardar as roupas que você for tirando e a água que você precisará carregar com você. Bepantol e hidratante: O tempo é muito seco e seus lábios e pele ficaram muito ressecados, mas ressecados como você nunca viu antes. Sua mão vai ficar áspera e seus lábios vão rachar, então evite isso ao máximo com Bepantol e hidratante. Soro fisiológico ou Sorine: Seu nariz fica desconfortavelmente seco, então use esses produtos para ajudar um pouco. Colírio: O olho também sofre com o tempo seco. Espero que a lista acima ajude vocês! Como falei antes, estou escrevendo uma série de posts sobre o Deserto do Atacama, e aos poucos vou publicando e colocando o link aqui para ajudar todo mundo. Coloquei aqui as informações que relatei no meu blog e o link para o post completo com mais fotos e informações está aqui. Espero que ajude! Não esquece de seguir o blog no Instagram para curtir as fotos que tirei lá no Atacama! Clica aqui.
  3. Pessoal, vou replicar aqui um relato que fiz no meu blog e que pode ser útil para a galera do fórum também. O link para o post original com outras fotos de Varanasi, as fotos da minha viagem e outros posts da Índia é http://getoutside.com.br/o-que-fazer-em-varanasi/. Varanasi foi minha última cidade na Índia e ela veio com tudo para me derrubar. Aqui o caos, os cheiros, as cores, as vacas e o choque parecem ser potencializados. Você deve estar preparado mentalmente para conhecer a Índia, o que eu chamo de India Mode, mas aqui realmente você será testado. Antes das minhas dicas do que fazer, algumas informações importantes: Como chegar: Varanasi possui aeroporto próprio, assim como estação de trem. As duas opções são as mais utilizadas. Eu fiz um post sobre como comprar passagens de trem na Índia, e recomendo que você dê uma lida caso queria ir de trem para Varanasi. O aeroporto de Varanasi fica bem afastado da cidade e o taxi para o centro da cidade custa em torno de 500 rúpias. Ainda dentro do aeroporto existe uma cabine onde você faz o pagamento antecipado do taxi, assim não precisa barganhar preços com motoristas. Eu cheguei em Varanasi de avião, vindo de Kathmandu, no Nepal. Onde ficar: Quanto mais próximos das Ghats, melhor. As Ghats são as escadarias às margens do Rio Ganges, onde praticamente tudo acontece em Varanasi. A principal e mais agitada Ghat é a Dashashwamedh Ghat, mas muitos turistas preferem ficar em ghats menos movimentadas. Eu fiquei hospedado no hostel Zostel, que é uma rede de hostels bem conhecida na Índia. Muitos mochileiros usam o Zostel, eu inclusive me hospedei no Zostel em Delhi também. A localização não é a melhor, mas o ambiente compensa. Relativamente limpo, com muitos estrangeiros e áreas de convívio muito legais. Você também pode marcar passeios por eles, pedir comida, lavar roupa e demais facilidades que um hostel normalmente oferece. Enfim, vamos à lista do que fazer em Varanasi. Faça um passeio de barco no Ganges no nascer do sol Esse é um passeio bem tradicional e você não deve perder. Antes do sol nascer, centenas de pessoas se aglomeram nas Ghats de Varanasi para iniciar seu dia em contato com o Rio Ganges. No meio daquele caos e naquela água sagrada e imunda, pessoas tomam banho, rezam, mergulham, nadam, fazem rituais, cremam corpos e lançam cadáveres, soltam oferendas, escovam os dentes, lavam roupas e, dali, partem para mais um dia qualquer. Seu hotel ou hostel certamente terá indicações sobre como fazer esse passeio. Chegue antes do sol nascer na Dashashwamedh Ghat, a principal Ghat de Varanasi. De lá partem inúmeros barcos, primeiro rio acima e, depois, retornando ao mesmo ponto de partida. A luz do nascer do sol é incrível e você terá uma perspectiva incrível e privilegiada de tudo o que acontece naquelas águas logo cedo. Caminhe pelas Ghats de Varanasi As Ghats são onde praticamente tudo acontece em Varanasi. Escadarias construídas à beira do rio Ganges onde a população se conecta com o rio sagrado. Varanasi tem 87 ghats e é lá que acontecem as cerimônias religiosas, inclusive as famosas cremações. Você pode caminhar entre as ghats, segundo a margem do rio e ver tudo o que acontece por lá. Pessoas meditando, pescando, tomando banho no rio imundo, crianças jogando cricket, turistas, macacos e vacas. Caminhar entre as ghats é um jeito legal de conhecer Varanasi. Comece pela Dashashwamedh Ghat, a principal ghat de Varanasi. Virado para o rio, caminhe para a sua esquerda, onde você chegará na Manikarnika Ghat, que é a ghat onde ocorrem a maioria das cremações à beira do Ganges. Depois, volte em direção à Dashashwamedh Ghat e caminhe até onde você puder. No final, pegue um tuk-tuk para retornar ao seu destino. Assista à cerimônia Ganges Aarti Diariamente, ao anoitecer, uma cerimônia é realizada na Dashashwamedh Ghat. Turistas e locais se aglomeram nas escadarias para assistir o ritual, que é dedicado a Shiva, ao rio Ganges, Surya (deus do sol), Agni (deus do fogo) e para todo o universo. Chegue cedo, pois a ghat fica cheia. O ritual é uma dança, que inclui música e o uso de candelabros com velas que são acesas pelas pessoas que estão nas ghats. Caminhe e se perca pelas ruas e becos de Varanasi Varanasi é um grande caos, em todos os lugares e a toda hora. Passei por outras cidades da Índia, mas nenhuma chegou perto de Varanasi no quesito caos. Esse caos é, para muitas pessoas, uma das principais atrações da Índia. Eu sempre digo que você tem que estar preparado mentalmente para encarar a Índia para não estragar sua viagem com as incomodações que encontrará. Dito isso, caminhe bastante por Varanasi e faça parte desse caos. Em todas as minhas viagens eu sempre prefiro caminhar pelas cidades, já que são nessas horas que você vivenciará o dia a dia do lugar que está visitando e terá oportunidades de conhecer genuinamente aquela cidade. Assista às cerimônias de cremação Para os hindus, a cremação é um rito de passagem e Varanasi, por ser uma cidade sagrada, é considerada um dos locais mais importantes para esse ritual. A Manikarnika ghat é a principal ghat para as cremações. Ao chegar lá, é possível que supostos guias irão querer levar você para um lugar para ver melhor as cerimônias. Não aceite. Você pode chegar bem perto das pilhas de cremação e assistir todo o ritual, a chegada do corpo, os últimos ritos e o fogo ser aceso. As cenas são meio chocantes para a nossa cultura, não apenas pela cremação ao ar livre, mas também por tudo que cerca o lugar. Dezenas de pessoas se aglomeram nas pilhas de cinzas para tentar encontrar restos de ouro ou outro material de valor, enquanto água do rio é bombeada para ajudar nesse processo. Fotografar as cremações é proibido e você será interpelado pelas pessoas caso fotografe as cerimônias. Para ver todos os posts da minha viagem para a Índia, clique aqui: http://getoutside.com.br/asia-2/india/.
  4. aletchos

    Como comprar passagem de trem na Índia

    Galera, estou compartilhando outro post que fiz no meu blog e que pode ser útil para o pessoal aqui do Mochileiros. O texto orginal está em http://getoutside.com.br/como-comprar-passagem-de-trem-na-india/. Lá no blog existem outras postagens da minha viagem e que também podem ser úteis. Depois de definir os destinos que visitaria dentro da Índia, fui pesquisar a melhor forma de me locomover entre esses destinos. Para esclarecer, não escolhi trem para todas as viagens internas, já que algumas o avião pareceu a melhor opção. Minhas viagens de trem foram de Jaipur para Agra e de Agra para Delhi. Onde comprar Você pode realizar a pesquisa e a compra de passagens de trem no site oficial da autoridade Indiana de ferrovias, mas faça isso somente se você gosta das coisas difíceis, porque o processo é extremamente complicado. Para facilitar, praticamente todo o processo pode ser feito no site da empresa Cleartrip, uma empresa privada que, em parceria com a autoridade Indiana, disponibiliza o processo de pesquisa e compra de passagens de trem em sua plataforma. Isso não significa que ele será simples, como veremos adiante. Como comprar O processo é relativamente simples, mas você precisará fazer alguns procedimentos para concluí-lo Cadastro Você precisará fazer um cadastro no Cleatrip e, também, na IRCTC, que é a empresa Indiana de ferrovias, já que será necessário linkar sua conta Cleartrip à sua conta na IRCTC para concluir o procedimento. O bom é que o procedimento é feito todo no site da Cleatrip e funciona da seguinte forma: No canto direito superior, clique em “Your Trips”, e depois em “Register”. Preencha a tela de cadastro seguindo as instruções. Escolha um nome de usuário, indique seu e-mail e um número de celular indiano. Sim, isso mesmo. Mas não se preocupe, basta você indicar 10 números aleatórios (preferencialmente começando com 9) e seguir adiante, preenchendo os demais dados de identificação e clicar em “Register”. Próxima tela será a tela de ativação. Você precisará de três dados: Seu nome de usuário, e-mail OTP e Mobile OTP. Os dois primeiros foram enviados para o e-mail que você indicou no cadastro. Para obter o terceiro, faça o seguinte procedimento: 1. Tire uma foto da página do seu passaporte que tem a sua foto; 2. Envie um e-mail com a foto acima para o endereço [email protected], explicando que você é brasileiro e precisa do seu Mobile OTP para concluir a compra da sua passagem e também informe o seu nome de usuário (user id) que está no e-mail que você recebeu. Eu enviei a seguinte mensagem: Hello,I’m a traveller from Brazil and I’m trying to book some train tickets. I’m sending a copy of my passport in order to get the mobile OTP to conclude my purchase.My username is [iNCLUA SEU USER ID]. Thanks, Alessandro No dia seguinte você receberá um e-mail com seu Mobile OTP. De posse de todas as informações, vamos pesquisar e comprar! Pesquisa Após entrar no site da Cleartrip, clique no trem à esquerda da tela (“Trains”). A tela central irá aparecer com a possibilidade de pesquisar seus destinos e datas. Você logo vê que não é possível pesquisar o trajeto da volta, então o jeito é pesquisar trajeto por trajeto. Além dos destinos e datas, você deve definir a classe da sua viagem de trem. Para maiores informações sobre as classes, acesse o Wikipedia clicando aqui. Para efeitos comparativos, eu comprei minhas passagens nas classes AC2 e AC3, e em breve contarei como foi essa experiência. Depois de clicar em “Search Trains”, seus resultados aparecerão, conforme mostra a figura abaixo: Veja o melhor horário e clique em “Check Availability” para verificar a disponibilidade no horário indicado. A tela para cadastro irá aparecer novamente. Clique no lugar indicado pela seta vermelha abaixo: Preencha seu user ID, e-mail OTP e Mobile OTP e clique para concluir a verificação. Uma tela de confirmação irá aparecer, clique em “Continue booking”. Compra A próxima tela depois de clicar em “continue booking” é a mesma de antes e você deve clicar em “Check Availability” novamente, onde a opção de “Book” irá aparecer. Se a opção “Waitlist” aparecer (como na foto acima), isso significa que você pode reservar um lugar na lista de espera (o número entre parenteses diz quantas pessoas estão na lista). Se aparecer “Available”, isso significa que existem lugares disponíveis para serem comprados. Clique em “Book”, confira se as informações estão todas corretas, inclusive o valor no canto direito, e depois clique em “Continue Booking”. Próximo passo é preencher os dados dos viajantes e escolher o seu beliche, caso sua classe tenha essa opção (quando voltar da Índia irei postar fotos da disposição de cada beliche. Uma dica, contudo, é pegar as camas laterais e no topo, pois são as que dão maior privacidade). Depois de tudo preenchido, clique em “Continue to pay”. Pagamento Agora é hora de pagar. No canto esquerdo, escolha Credit Card para pagar com cartão de crédito. Digite os dados do cartão e clique em “Pay Securely Now”. O Cleartrip cobra uma taxa de 1,8% do total da sua compra, o que me parece valer muito a pena considerando a facilidade de usar o sistema deles. Depois de processado o pagamento, você será transferido para uma tela de confirmação e um e-mail será enviado a você. Pronto, você comprou sua passagem de trem pela Índia. Qualquer dúvida, escreve no comentário abaixo que eu tento ajudar! Para ver todos os posts da minha viagem para a Índia, clique aqui.
  5. aletchos

    Tutorial de como tirar visto para a Índia

    Pessoal, vou postar meu relato sobre como tirar visto para a Índia. Coloquei o texto originalmente no meu blog http://getoutside.com.br/como-tirar-visto-para-india-2/, assim como outros posts sobre minha viagem para a Índia. Esse post pode é dividido em dois: (A) Aqueles que podem obter o visto pela internet e (B) aqueles que precisam obter o visto enviando a documentação ao consulado Indiano. Recentemente o procedimento para obtenção de visto para brasileiros que visitarão a Índia foi simplificado, autorizando a obtenção do visto na chegada ao país (Tourist Visa on Arrival). Porém, essa alteração beneficia somente as pessoas que ingressarão na Índia uma única vez e que não precisam de visto por mais de 30 dias! IMPORTANTE: Antes de você seguir adiante, saiba que os procedimentos aqui relatados são para o visto de turista. Para informações sobre outros vistos, consulte o site do Consultado da Índia no Brasil. IMPORTANTE²: Brasileiros devem ter carteira de vacinação internacional com certificado de vacina da febre amarela. Você não precisa enviar a carteira de vacinação para obter o visto, mas não vai conseguir entrar no país sem ela. IMPORTANTE³: O visto pelo correio é válido a partir da data de emissão, e não da entrada no país. Se programe para pedir seu visto próximo da viagem. Já o visto pela internet vale por 30 dias contados da chegada no país. IMPORTANTE4: Seu passaporte deve ser válido por no mínimo 6 meses e ter no mínimo duas folhas para vistos em branco. IMPORTANTE5: Antes de enviar seu passaporte pelo correio, tire cópias das páginas principais por segurança e caso você precise de visto para algum país de trânsito. Visto pela internet (ETA) Agora brasileiros podem ser beneficiados pelo Visa on Arrival, ou seja, você recebe o visto no desembarque, sem a necessidade de enviar seu passaporte para o consulado e seguir o procedimento burocrático que explicarei mais adiante. Contudo, existem algumas questões a serem observadas. 1: Esse visto só é válido para turistas. 2: O seu passaporte deve ter no mínimo mais 6 meses de validade da data em que você chegará na Índia e no mínimo duas páginas de visto em branco. 3: Você deve pedir o visto com no mínimo 4 dias de antecedência da sua data de chegada e no máximo 30 dias. No site eles dão um bom exemplo: Se você está pedindo o visto no dia 1º de setembro, então você deve marcar a data de chegada entre 5 de setembro e 4 de outubro. 4: Taxas: A taxa custa US$ 60 por pessoa e deve ser paga com cartão de crédito ou débito. 5: Validade: O visto é válido por 30 dias contados da data da sua chegada. Se você precisa de mais tempo, então terá que seguir o procedimento que relatei no restante desse post, enviando sua documentação ao consulado Indiano no Brasil. 6: Entrada: O visto é válido para entrada em 16 aeroportos indianos, sendo eles Ahmedabad, Amritsar, Bengaluru, Chennai, Cochin, Delhi, Gaya, Goa, Hyderabad, Jaipur, Kolkata, Lucknow, Mumbai, Tiruchirapalli, Trivandrum e Varanasi. A foto abaixo resume o procedimento todo: Primeiro, você deve fazer o preenchimento do formulário on-line disponível no seguinte endereço: https://indianvisaonline.gov.in/visa/info1.jsp.'>https://indianvisaonline.gov.in/visa/info1.jsp. Depois de preencher todas as informações (para instruções sobre como preencher o formulário você pode verificar o restante desse post, já que os formulários são bem semelhantes), você precisará fazer o pagamento da taxa aplicável. Guarde o número Application ID, pois você precisará dele nos passos seguintes. Depois de concluído o pagamento, você receberá o ETA (Eletronic Travel Authorization) no e-mail que você indicou no seu formulário. Imprima o ETA e leve com você, pois você precisará apresentar este documento na sua chegada, além de ter que guardá-lo sempre com você em sua viagem. Se você precisa de um visto de mais de 30 dias ou se você irá viajar para outro país e depois retornar à Índia, siga o procedimento que relato a seguir. Visto pelo correio (múltiplas entradas e mais de 30 dias) Se você vai precisar entrar mais de uma vez na Índia ou se você precisa ficar mais de 30 dias no país (visto de mais de 30 dias), então você deve seguir este procedimento. No meu caso, eu passei duas semanas na Índia, fui para o Nepal e voltei para pegar meu voo de volta para o Brasil saindo de Nova Délhi. Nesse caso de múltiplas entradas, como mencionei, o visto deve ser solicitado ainda no Brasil, antes do embarque. O procedimento é burocrático, mas eu detalho abaixo o passo a passo: Passo 1 – Preenchimento do formulário on-line Primeiro passo é preencher o formulário on-line disponível no site do governo indiano para vistos (https://indianvisaonline.gov.in/visa/). Clique no link e depois vá em “Online Visa Application“. Preencha o país de origem e depois selecione o consulado (Indian Mission). Se você está no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo ou Rio de Janeiro você deve selecionar BRAZIL-SAO PAULO. Os demais estados devem selecionar BRASILIA. Preencha as demais informações, inclusive o tipo de visto, que no caso de turistas é TOURIST VISA. Ao passar para a próxima tela você terá que preencher inúmeras informações pessoais. Chamo a atenção para os seguintes pontos: Marcas de Identificação (Visible identification marks): Eu tenho duas tatuagens e somente preenchi “TATTOO”. Outros passaportes: Depois de indicar o número e demais informações do seu passaporte brasileiro, você também deverá indicar se possui documentos de identificação de outras nacionalidades. A falta dessa informação é uma das principais razões para atraso na emissão de vistos, então preste atenção. Eu tenho passaporte europeu e tive que, além de preencher todas as informações exigidas, enviar uma cópia do passaporte para o consulado. Caso você queira salvar e continuar o preenchimento do formulário posteriormente, anote o número Temporary Application ID que está indicado no topo da tela. A próxima tela também consiste de informações pessoais, como endereço, nome do seus pais, etc. Preencha e passe para a próxima página. Na próxima página você deverá indicar informações referentes a sua visita. Indique as cidades a serem visitadas, duração do visto (o visto de turista tem normalmente duração de 6 meses), se você terá múltiplas entradas (você deve marcar se vai sair e voltar da Índia e quantas vezes), propósito da visita (marque tourism se você está indo a passeio), dia de chegada e porto de entrada (utilize o nome da cidade que você vai entrar na Índia), além de informar se já visitou a Índia antes e se já teve sua entrada negada alguma vez. Depois, você precisará indicar quais países você visitou nos últimos 10 anos e se já visitou algum dos países SAARC nos últimos 3 anos. Os países em questão são o Afeganistão, Butão, Paquistão, Maldivas, Bangladesh, Sri Lanka e Nepal. Você precisa indicar também um nome de referência na Índia. Indique o nome e endereço do hotel que você vai ficar e isso já é suficiente. Indique, também, uma referência no Brasil e, para finalizar, faça o upload da sua foto. IMPORTANTE! A foto a ser anexada aqui deve ser a mesma a ser enviada pelo correio ao consulado. O tamanho é 5cm X 5cm, com fundo branco e sem sombras. Para evitar dor de cabeça e ter seu visto negado, vá em uma loja especializada e informe que você precisa da foto nesse formato e nessas condições. Se possível, peça para a pessoa lhe enviar também o arquivo digital para o upload no formulário. Depois de fazer o upload na foto, passe para o próximo passo e confirme seus dados. Se tudo estiver ok, clique em “Verified and Continue“. Na página seguinte você receberá seu� Applicant ID. Guarde bem esse número, pois você irá precisar dele. Imprima o formulário em folhas separadas (2 páginas) e assine abaixo do espaço para a foto e no final da segunda página. Passo 2 – Pagamento da taxa Acesse o seguinte link para saber o valor da taxa a ser paga:� http://www.database.indiaconsulate.org.br/indiacon/cpvfndcT_maint.asp. Preencha todas as informações para saber o valor total e escolha Postal submission/ Sedex charge. Quando fiz meu visto, o valor era de R$ 185,00 para múltiplas entradas e visto de 6 meses, que já inclui o valor do SEDEX que será utilizado pelo consulado para devolver seu passaporte pelo correio. Consulte o seguinte link para saber o valor da taxa: http://cgisaopaulo.in/cgi.php?m=1&id=fee_brazilian Com a informação do valor correto, vá até uma agência do Santander e deposite EM DINHEIRO o valor na conta do consulado. Quando fiz meu visto (janeiro 2015), a conta do consultado era a seguinte: Consulado Geral da India Banco Santander Agência: 4793 – SP Conta: 130003802 IMPORTANTE: O depósito deve ser feito na boca do caixa em um banco Santander. Não adianta fazer pela internet ou qualquer outro meio! Guarde o comprovante pois você precisa encaminhar o comprovante original pelo correio. Passo 3 – Envelope de retorno Prepare um envelope para ser utilizado pelo consulado para devolver seu passaporte. Para isso, coloque o endereço do consulado como remetente e o seu como destinatário no envelope. Você pode indicar um endereço diferente do seu residencial, mas é importante que você escreva, junto ao seu nome como destinatário, o seu Application ID. Passo 4 – Carta de autorização Você precisa redigir uma carta autorizando o consulado a enviar seu passaporte pelo correio. O texto sugerido pelo pessoal do consulado segue transcrito abaixo: To: Vice Consul, Consulate General of India, Sao Paulo Date: From: [sEU NOME COMO NO PASSAPORTE, NÚMERO DO PASSAPORTE] Dear Sir, I am including a self-addressed envelop containing the following address /details: [sEU NOME COMO NO PASSAPORTE] [ENDEREÇO COMPLETO, COM CEP] [NÚMERO DO SEU APPLICATION ID] I authorize the Consulate to return my passport by SEDEX using the enclosed self-addressed envelop. Regards, [sEU NOME COMO NO PASSAPORTE E ASSINATURA] Eu li que seria necessária o reconhecimento de firma dessa assinatura, mas o site do consulado não traz essa exigência. Decidi não fazer o reconhecimento de firma e deu certo. Passo 5 – Impressão do comprovante de pagamento Digitalize o comprovante de pagamento da taxa e depois imprima na parte de trás da primeira página do seu formulário. Passo 6 – Envio do formulário e documentos para o consulado Agora que você já imprimou o formulário on-line, colou sua foto, assinou o formulário e fez o pagamento da taxa, chegou a hora de encaminhar sua documentação pelo correio. Encaminhe toda a documentação abaixo, dentro de um envelope endereçado ao Consultado da Índia que você está utilizando (Brasília ou São Paulo). Verifique o endereço no site do consulado. Quando redigir seu nome e endereço como remetente, não esqueça de incluir, novamente, o seu� Application ID. Os documentos a serem enviados são: 1: Formulário impresso; 2: Comprovante original de pagamento da taxa; 3: Envelope de retorno; 4: Carta de autorização para envio de documentos; 5: Passaporte; 6: Cópia de outros passaportes, caso você tenha dupla nacionalidade. Tempo de emissão do visto O procedimento é muito rápido. Para vocês terem uma ideia, enviei minha documentação na quinta-feira, e na terça-feira da semana seguinte já estava com meu passaporte de volta em mãos. De todo modo, é bom que você peça seu visto com no mínimo duas semanas de antecedência da viagem para evitar qualquer problema, como greve ou atraso nos correios. Para ver todos os posts da minha viagem para a Índia, clique aqui: http://getoutside.com.br/asia-2/india/.
  6. Oi Cintia, eu tenho uma da The North Face com Goretex. Se você puder levar uma impermeável, ótimo. Não precisa ser necessariamente uma bota, existem bons tênis de trilha, que são mais baratos. O importante é ter um solado de borracha bem reforçado e ser confortável. Como falei, muita gente faz com tênis normal também.
  7. Fala Tuane, fevereiro é a época de chuvas, e a trilha inka clássica é inclusive fechada nesse período. Contudo, eu fui em fevereiro e fiz uma trilha diferente, que é a Inka Jungle Trek (aqui você encontra o meu relato dela: http://getoutside.com.br/machu-picchu/). Eu peguei chuva na trilha, mas não foi muita coisa, deu para fazer a trilha de boa. Mas é bom que você fique com isso em mente, de que o período é bem propício à chuva. Abs!
  8. Vocês vão curtir, não tenho dúvidas disso!!! No pacote que contratei já tinha o ingresso para Machu Picchu e também a subida à Wayna Picchu, além do guia, que fez um tour por Machu Picchu logo que chegamos lá e depois nos deixou o resto do dia livre para explorarmos. Acredito que a maioria dos pacotes já vem com esses ingressos e guia inclusos. Eu recomendo que você contrate antes de ir, se possível, assim evita qualquer imprevisto. Qualquer dúvida é só postar aí!! bjos Eu queria saber onde você deixou sua cargueira? Vou fazer a mesma trilha e estou tentando entender o que faço com a cargueira, já que levarei somente a mochila ataque. Ficarei hospedada nas proximidades da Plaza de Armas, depois farei a trilha. Se eu deixar a cargueira no hotel terei de pagar diárias pelos dias que a cargueira ficou guardada lá? Oi Rose, tudo bem? Eu deixei a cargueira no próprio hostel em que eu estava (Loki) e eles não me cobraram nada por isso, pois sabiam que eu ia fazer a trilha. Eles tinham uma sala bem grande com armários para guardar as malas e mochilas. Conversa com o pessoal do local onde você ficará hospedada para ver se eles fornecem isso, como muita gente fica fora para fazer as trilhas, talvez eles ofereçam alguma solução!
  9. Puxa, Renata, vou ficar te devendo essa. Eu honestamente não vi o pessoal oferecendo saída para apnéia, mas acho que vale perguntar nas operadoras de mergulho. Recomendo a Dressel Divers e a Pelicano, que foi a que eu mergulhei. Abraço, Alessandro
  10. Valeu, Mima! É possível fazer o mergulho sem ter o curso na Isla Catalina sim, o que é chamado de batismo no Brasil e discovery scuba lá fora. Minha namorada mergulhou lá, no ponto conhecido como The Aquarium, e ela não tem certificação! Qualquer dúvida que eu puder te ajudar, fica à vontade para escrever aí. Abraço!
  11. Legal, Michel! Se precisar de alguma ajuda é só escrever. Abração!
  12. Que bom que você gostou!! Não precisa ter medo, a trilha é tranquila, tanto que eu fiz ela mancando hehe! Mas falando sério, não é uma trilha muito difícil, apesar da longa distância. Não é obrigatório usar bota, no meu grupo tinha bastante gente de tênis comum. A bota é certamente uma segurança a mais, e se ela for impermeável melhor ainda, mas como falei, muita gente faz sem bota. Uma opção para você é talvez alugar uma bota ou tênis de trilha lá em Cusco, tem vários lugares que fazem isso. No próprio Loki (hostel que fiquei em Cusco) tem. Abração e qualquer dúvida avisa!
  13. aletchos

    Esqui no Chile

    Kosmos, vou tentar te ajudar também. Fui esquiar no Chile nos dois últimos anos e fiquei sempre em Farellones e, diariamente, subia para La Parva, El Colorado e Valle. Ficar em Farellones me pareceu a opção mais econômica de todas, apesar do pequeno incomodo de ter que me deslocar diariamente até as estações. Mas como era muito perto, no meu ponto de vista compensa. Para exemplificar, Farellones fica algo como 5 min de carro de el colorado, uns 10 de La Parva e uns 15 do valle, algo assim. Já estive 4 vezes no Chile para esquiar e somente ano passado fui conhecer La Parva. Não sei porque razão eu ignorava essa estação, mas preciso admitir que fiquei louco com o lugar. Gostei muito das pistas e do povo que frequenta (não é muita turistada). Abaixo segue um vídeo que fiz lá no ano passado (fui em agosto): Ano passado fiz o seguinte: Aluguei um carro em Santiago, passei em um mercado e comprei mantimentos e fui para o hostel Chile Xtremo que fica em Farellones. Fui 2 dias a La Parva, 2 Colorado, 1 Farellones (as outras não abriram nesse dia em razão da nevasca) e no meu último dia iria para o Valle, mas aí nevou muito e não conseguimos chegar, então acabamos descendo para Santiago. Financeiramente falando, acho que se hospedar em Farellones é uma boa opção, principalmente se você estará de carro. No meu blog tem um post que fiz sobre minhas passadas por lá. O link é http://getoutside.com.br/chile/. Abração!
  14. Valeu, Bruno!! Espero que tenha ajudado mesmo! Para fazer o vídeo do mergulho eu usei a GoPro Hero 3+, com filtro vermelho para águas tropicais. Foi meu primeiro mergulho com a GoPro e você pode ver que eu tremi bastante, ainda preciso pegar um melhor jeito de segurar a câmera embaixo d'água. Você não precisa ser certificado para fazer esse mergulho, pois ele é bem raso e sem muitas dificuldades. No entanto, se você não tiver a certificação, você terá que fazer o que se chama de batismo (discovery em inglês), onde um instrutor vai descer junto com você. O batismo sai por algo em torno de USD 160 e toda a operação leva algo 1 período inteiro (manhã ou tarde). É bom reservar o dia todo para isso, pois você volta bem cansado depois. Lugar barato para comer é o Subway, sempre hehe. Por USD 5 você come um sanduíche de 15cm. Fora isso, tem um lugar muito bacana que eu gostei em Miami que se chama Crazy About You (http://www.crazyaboutyourestaurant.com/). É um lugar muito legal, com uma vista linda da Biscayne Bay, e os preços são incrivelmente baratos para o que você leva em termos de comida, serviço, local, etc. Quem nos levou lá foi uma americana amiga nossa la de Miami!
  15. Existe e é exatamente esse ônibus verde que aparece na foto (entre outro locais esta escrito em letras garrafais na plaquinha - Villa Pablon) que te deixa bem em frente ao portão de entrada do Mirador. Esse azul tb leva até um mirador, o Mirador Pampahasi, só que para chegar lá, ainda tem que andar umas 2 quadras. :'> :'> :'> :'> Maria Emília hehehe se é um caso de amor eu não vou me meter hehe!! É como o João falou, o imperdível é subjetivo e depende até do contexto!! Eu achei a cidade muito interessante e não me arrependo nem um pouco de ter ido pra lá, mas acho que considerando a pergunta do André, eu preferiria explorar mais Cusco. Meu único arrependimento em La Paz é não ter feito a bike na estrada da morte, mas fica pra próxima. Apesar de não considerar La Paz imperdível, certamente passarei por lá mais vezes pq não consegui ver tudo o que queria pela Bolívia!! Abração!! Ah, e obrigado pela dica do bus!!!
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