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Martonr

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  1. Caro amigo, saberias se no aeroporto de Panamá City tem algum maleiro grande onde possamos deixar alguma bagagem e embarcar apenas com a Mochilapara San Blas? Qual a forma mais rápida de se chegar até lá e qual o período de tempo ideal na sua opinião?

    Pergunto isso porque na Verdade estou indo para Cuba via Panamáe vou aproveitar suas dicas para conhecer esse local que parece mesmo paradisíaco. Vale a pena ficar nas cabanas do hoel mais estruturado que você citou? Você conhceu? A forma de acesso é a mesma?

     

    Texto: Claudia Severo / Mochila Brasil

    Fotos: Silnei Laise / Mochila Brasil

     

    San Blás é aquele tipo de destino que quando você descobre não quer contar pra ninguém. Medo de que acabem com tudo, que transformem em mais um refúgio para milionários ou produto de turismo de massa.

     

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    Caribe. Areia branca, coqueiros, água cristalina (que com a luz do sol lhe mostra todos os tons azúis e verdes da Faber-castell 48 cores ou das palhetas do Photoshop com todas as suas variantes)…

     

    Não bastasse a indescritível beleza, suas mais de 365 micro ilhas estão relativamente próximas à costa do Panamá, preservadas e sob a tutela da nação indígena mais organizada politicamente do continente americano, os Kuna: seguramente os guardiões do talvez “último paraíso (mochileiro) das Américas”.

     

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    Descobrimos San Blás conversando com outros mochileiros durante nossa jornada de 3 meses pela América Central (dezembro de 2007 a março de 2008). Os brasileiros que chegam às terras panamenhas costumam visitar Bocas del Toro, o Canal do Panamá e as regiões de serra e vulcões, também deslumbrantes mas as ilhas ah… são insuperáveis!

     

    Ao chegar no Brasil, pesquisamos no Google sobre o destino. Resultado: Não há material jornalístico (na editoria de turismo ou não) em língua portuguesa falando de San Blás.

     

    Portanto prepare-se porque você não só vai conhecer um dos lugares mais lindos do mundo, como vai encontrar ricas cultura e história, de um povo símbolo de legitimidade e resistência, que é guardião de San Blás (ou Kuna Yala, nome oficial da Comarca). Bem, mas apesar desse “escudo”, é bom correr, pois a estrada de terra com paredões de barro de quase 90 graus por onde passamos somente com bons 4x4 e motorista, já está sendo construída.

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    A comarca Kuna Yala (Terra Kuna, na língua Kuna) tem uma área de 3.206 Km² e mais de 365 ilhas, 36 delas habitadas. Estão em 373Km da costa caribenha do Panamá e em parte do território colombiano (em ambos os países em terra e mar).

     

    A capital da comarca é El Porvenir, onde há um pequeno aeroporto e alguma estrutura. Alguns viajantes ficam hospedados ali, nós preferimos seguir para Cartí Yandub, de onde partimos pra conhecer pedacinhos do paraíso.

     

    Integração

     

    Hospedados em uma cabana de uma família Kuna, pé na areia, paredes de bambú, telhado de palha… à luz de lampião, dormimos em redes, tomamos banho de canequinha (com todo o cuidado pra economizar a escassa água) e “encaramos” um banheiro pra lá de “alternativo” (pouco ecológico e nada confortável).

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    Na ilha só há um ponto coletivo com luz (captada por uma pequena placa de energia solar), que é aceso somente à noite. Alí, ao ar livre tomamos café e jantamos peixe, arroz e salada preparados pelos índios. Nos almoços o prato é mesmo, mas geralmente são servidos fora da ilha, pois todos partem dalí para outras ilhotas, as realmente paradisíacas. E sim, eles levam o almoço até você! Às refeições todos os viajantes se integram e se integram mais ainda quando regados de uma cervejinha! Pois é, há cerveja gelada (US$ 1 – muito barato se pensarmos no sufoco pra essa bebida chegar ali e ser mantida ao menos fria), água mineral (US$ 1) e alguns produtos de primeira necessidade pra vender em espécies de armazéns, montados nas próprias cabanas das famílias. É uma forma de incrementar a renda local, tendo em vista que o turismo é a maior receita de San Blás.

     

     

    As ilhas

     

    Como nosso papel é tentar passar pra você, entre outras coisas o que é bom e ruim (pra não entrar em “furadas”) dos lugares, tentaremos falar das principais ilhas em que estivemos, das que mergulhamos, comemos coco, conversamos com nativos, acompanhamos o preparo de uma refeição, compramos pão quentinho (!), bebemos água de coco (enquanto os nativos bebiam Pepsi) e, pasmem, na mais bela delas ficamos sozinhos!!!

     

    O setor Cartí é o mais atrativo para os visitantes por abrigar diversas pequenas ilhas e corais. Pra se ter idéia somente no chamado Cayos Limón são mais de 30 pequenas ilhas, entre elas:

     

    Isla Aguja

    Seguramente a primeira bela surpresa do arquipélago. Toda beleza cênica local, mais um banheirinho com vaso sanitário e o melhor: a opção de se hospedar ali! Noite indescrítivel e, se tiver a companhia de outros viajantes imagine se aquilo não vira festa à altura das do filme “A praia”?!

     

    Por US$ 10 a noite em rede fornecida pelo local ou espaço para sua barraca (deve levá-la) você certamente terá uma das experiências de viagem mais inesquecíveis de sua vida.

     

     

    Isla Del diablo

    A beleza continua com o adicional “conheça mais os Kunas”. Sim, ali com uma família super simpática acompanhamos o preparo de um almoço relâmpago: Pesca o peixe no mar, rala o coco, pica a banana, corta o limão, bota a panela na fogueirinha e lá está um autêntico prato Kuna. Dá pra ter boa conversa e conhecer um pouquinho do modo de vida deles.

     

    Isla Perro

    Unanimidade entre os questionados, a Perro é a mais linda ilha por onde estivemos. É cinematográfica e ali tivemos a sorte grande de ficarmos sós (mais a família local que seguia seu tranquilíssimo ritmo de vida enquanto nos extasiavamos com tanta beleza).

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    Um barco naufragado (barco hundido, em espanhol) está entre as ilhas Diablo e Perro. Alguns viajantes vão até ele com o snorkel e muito fôlego. Nenhum volta arrependido, o lugar é abrigo de inúmeras e belíssimas espécies de peixes.

     

    O aluguel do snorkel custa US$ 3.

     

    Isla Pelicano

    Pequena. É aquele tipo de ilha encontrada em livro didático infantil. Parece um desenho: uma porção de terra (no caso areia branquinha), cercada de água com um monte de coqueiros super verdes e carregados da fruta.

     

    Locomoção e alimentação

     

    Uma canoa de madeira com motor leva os turistas às ilhas. Os índios voltam à ilha “central” (no nosso caso a Cartí Yandub) e dela trazem o almoço para você esteja em que ilha estiver. Claro que há de se ter bom censo e, se há vários viajantes, saber onde a maioria estará, senão não existe logística Kuna (ou outra) que dê certo.

     

    Só o trajeto de uma ilha a outra é espetacular. Várias micro ilhas lindas, verdadeiros caprichos como a que tem um coqueiro só ou a Hormiga que tem apenas uma cabana Kuna.

     

    O viajante com um pouco mais de tempo e com US$ 10 a mais no bolso, pode tentar se aventurar também pelas “Cayos Holandesas”. Conjunto de ilhas duas horas adiante dali. Infelizmente tem épocas do ano em que há muito vento e mar muitíssimo agitado (foi o nosso caso, em fevereiro, nem tudo é perfeito!) então, resolvemos parar em ilhas no meio do caminho. Nenhum arrependimento!!!

     

    Dicas

    No barco, se não quiser “beber” muita água salgada, sente de costas à direção pra onde o barco vai. Sim, a repórter míope protegeu a lente de contato seguindo a dica do senhor Arquímedes (uma espécie de prefeito da “nossa ilha”).

     

    Levar uma câmera fotográfica subaquática pra lá é bem interessante. Outra coisa, acondicione muito bem em sacos plásticos o que levará no passeio às ilhas, pois é um verdadeiro “caldo”.

     

    Também é legal levar para o passeio, barrinhas de cereal e/ou frutas e água mineral. Os dois primeiros itens é melhor levar do continente, pois dificilmente encontrará à venda em Cartí Yandub.

     

    Nós, mortos de fome conseguimos comprar pão quentinho em uma ilha à caminho das Cayo Holandesas - mais surpreendente do que achar pão quente na padaria aqui perto de casa!!!

     

    Além das ilhas, visitar o pequeno museu local é interessante. Você vai conhecer um pouco mais da cultura Kuna e pode comprar bonitos artesanatos em madeira, palha, cerâmica ou as molas, vendidas em todas as partes. A entrada do museu custa US$ 2 por pessoa.

     

     

    Como chegar e onde ficar

     

    Via Colômbia por mar

    Já que a idéia de ir por terra naufragou, por que não tentar ir por mar? Pois bem, tentamos. Seriam 5 dias de viagem entre Cartagena e San Blás. Passamos dois dias na cidade colombiana tentando encontrar o serviço ou a carona (esqueça) mas todas as tentativas fracassaram. Sim, porque este não é um "passeio convencional"; vez ou outra viajantes de barco aportam por alí rumo ao norte ou ao sul, utilizando a cidade como base e para angariarem fundos para seguir viagem oferecem o "serviço".

    Há vantagens e desvantagens em optar pela viagem de barco. Conhecer novas pessoas e navegar pelo lindíssimo mar caribenho não é nada mal; já a desvantagem (para quem está com o tempo curto) é "perder" os 5 dias e se acostumar aos mareios.

    Cogitamos ir com o barco Stahlratte, o único que nos pareceu confiável e atraente. Qualquer criança que olhe para o barco holandês de 1903, imagina que seja um navio pirata!!! Segundo seu capitão, um alemão, desde fevereiro de 2006 ele traslada mochileiros entre Cartagena e San Blás.

    É preciso ficar atento às datas de partida de Cartagena. O custo médio por pessoa da viagem é de US$ 350 . Eles também fazem viagens para Cuba e Jamaica. Taí a dica pra quem tem um pouco mais de tempo e dinheiro.

    Mais informações no: http://www.stahlratte.org" onclick="window.open(this.href);return false;

     

     

    Via Colômbia (ao Panamá)

    Chegamos na Cidade do Panamá através de um vôo de 40 minutos de Cartagena, Colômbia, pela Copa Airlines. A companhia aérea panamenha ofereceu a passagem mais barata: cerca de US$ 400 por pessoa somente ida. Sim, absurdo preço para um vôo tão curto, os impostos na Colômbia são exorbitantes o que duplicam o preço anunciado. Vale lembrar que passagens ida e volta custam menos.

    Outra opção pode ser ir pela colombiana Aires. Pouca coisa mais cara que a Copa e com avião muito menor, preferimos "prestigiar" um Embraer e voamos pela Copa. Melhor que ir pelos aires não?!

    Você também pode encontrar vôos da Aero República, filial colombiana da Copa Airlines que a comprou em 2006.

     

    A idéia inicial da viagem era seguir por terra de São Paulo até a Guatemala, mas infelizmente não há estradas que liguem a América do Sul à América Central. A região de fronteira entre Colômbia e Panamá abriga a Selva de Darién, uma das mais perigosas florestas do mundo, não só por eventuais ações de guerrilhas, mas por ter sua natureza intocada (ainda que, algumas regiões da Província de Darién estejam ameaçadas pelo desmatamento).

     

    Via Brasil (ao Panamá)

    Quem tem planos de conhecer toda a América Central ou queira ir somente ao Panamá (o que já vale o investimento) e está sem tempo de percorrer longos trajetos em ônibus como fizemos, deve voar do Brasil direto para Cidade do Panamá. Pela Copa, a passagem ida e volta custa cerca de US$ 1000. Somente ida cerca de US$ 580.

    - Sites das companhias aéreas: Copa Airlines ( http://www.copaair.com" onclick="window.open(this.href);return false; ); Aires ( http://www.aires.aero" onclick="window.open(this.href);return false; ).

     

    VISTO - Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem no Panamá nem em outros países da América Central, exceto Belize (mais informações sobre viagens pela América Central, nas próximas edições).

     

    De Ciudad de Panamá à San Blás

    Pouco se falava sobre San Blás durante a viagem, mas quando isso acontecia era algo como “vou de qualquer maneira, só não sei como”. Pois bem, caminhando pelo Casco Viejo da Ciudad de Panamá, na Plaza de Francia, (matéria pra outra edição) onde estão alguns kunas, sobretudo mulheres vendendo artesanato e molas, perguntamos se elas poderiam nos ajudar com informações de como ir à San Blás. Tímidas mas super prestativas truncadamente iam nos dando as coordenadas.

     

    Como tínhamos idéia de ir em ônibus e sem agência, a conversa foi se prolongando e... Sim, é possível ir em ônibus (Ciudad de Panamá - Charco-Cartí) conforme elas nos explicavam, mas até um ponto de asfalto; no mais, era esperar ao “Deus dará” um 4x4 passar e nos dar uma carona (quase impossível) ou oferecer o serviço. Absolutamente “furada”. Esqueça.

     

    Eis que aparece Arnoldo Bonilla (também Kuna, genro do senhor Arquímedes, o “prefeito” da Cartí Yandub) quem nos oferece o serviço completo da Cabañas Cartí: transporte ida e volta, hospedagem, refeições e passeios nas ilhas! O que mais queriamos? Ir imediatamente!!!

     

    Ficou pra manhã seguinte: US$ 20 por pessoa, para ir; US$ 20 por pessoa para voltar, mais US$ 30 por dia (hospedagem na cabana, banheiro compartilhado, banho de canequinha, café da manhã, almoço e jantar e o passeio. Geralmente a ordem básica de visitas às ilhas é: Aguja, Diablo e Perro então reserve pelo menos 5 dias para estar em San Blás).

     

    Pechinche! Você pode (como nós) observar que não é muito fácil tentar montar alguma estrutura ali, que é difícil levar produtos para as ilhas, que cada turista (se não consciente) é uma “ameaça” ao frágil local e decidir não pedir desconto. Mas se na hora do perrengue o hábito de pechinchar aflorar…você conseguirá. Dois viajantes chilenos com quem cruzamos diversas vezes durante a viagem conseguiram baixar a diária para US$ 20 por pessoa.

     

    Cabañas Cartí:

    Telefones: 507 6697-1193 e 507 6733-6309.

    E-mail: [email protected] (Falar com o senhor Arquímedes).

     

     

    Outra opção é ficar hospedado na Ilha Aguja: US$ 10 a diária por pessoa em rede fornecida pelo local ou por pessoa em barraca de camping (deve levá-la). Leve também alimentos para preparar no local. O preço dos passeios deve ser negociado, mas não costuma sair menos de US$ 10 por pessoa. (Falar com o senhor Luiz Barnett: 507 6697-6603 e 507 6654-6277 ou com Tony Harrington 507 6699-6953 e 507 6709-2834)

     

    Para quem está com o orçamento mais folgado, bem mais folgado, uma opção de hospedagem é o Uaguinega Dolphin Cabañas (http://www.uaguinega.com/index-0.html" onclick="window.open(this.href);return false;) que fica na ilha Achutupu.

     

    + Na internet:

     

    http://www.congresogeneralkuna.org/" onclick="window.open(this.href);return false; - (em espanhol).

    http://es.geocities.com/kunayarki/" onclick="window.open(this.href);return false; - Notícias Kunas (em espanhol).

    http://www.uni-lueneburg.de/fb3/suk/akp" onclick="window.open(this.href);return false; ... dex_s.html - Informações sobre a língua Kuna (em espanhol, inglês e alemão).

    http://www.kammuigar.es.vg" onclick="window.open(this.href);return false; – informações sobre danças e tradições Kuna (em espanhol).

    http://deleonkantule.tripod.com/introesp.html" onclick="window.open(this.href);return false; - site do artista Kuna, Oswaldo DeLeón Kantule. Lindas obras e um pouco do universo Kuna na arte (em espanhol e inglês).

    Ah - fomos na época do carnaval - é feriadão por lá também - o pessoal some da cidade e vai p/ ilhas, praias, caribe, méxico, onde der!!!!! Nessa época, é bom reservar tudo antes (descobrimos depois isso)... ::cool:::'>

    A festa de carnaval é no Parque Porras, é é transmitida pela rádio troopiiiicúúúúú - hahahaha - casseta e planeta deveria ir fazer matéria por lá - hahaha

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