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Fabio 101

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Sobre Fabio 101

  • Data de Nascimento 06-03-1979

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Bolivia; Peru; Chile; Argentina; Uruguai; México e Guatemala
  1. Olá, amigos Mochileiros O caráter deste diário é ajudar todos aqueles que estão com viagem marcada ou impulsionar os que estão em dúvida de conhecer o México e a Guatemala. Como eu tive dificuldade de entender e conseguir algumas informações na fase de planejamento, escrevi este diário , esclarecendo alguns pontos e até mesmo dando algumas dicas. Cumpri meu roteiro perfeitamente e consegui terminar com folga de um dia, portanto posso transmitir a minha experiência e ajudar a galera a se dar bem e escapar de algumas roubadas. 21/12/2009 Saí de São Paulo às 4:50 da manhã, com escala no Panamá, para quem acha que o aeroporto do Panamá é horrível esta totalmente enganado, ele é fantástico, tem um monte de lojas de eletrônicos, roupas de grife e cosméticos, parece um shopping e o preço é muito bom. Não comprei nada, deixei para comprar na volta, o que acabou não acontecendo. Cheguei à Cidade do México as 15:30, existe uma diferença razoável de fuso assim que chegarem no aeroporto, acerte o relógio, outra dica importante, antes de sair do Brasil, verifique a condição climática da país, eu verifiquei e constatei que estava frio, portanto levei uma blusa, e acabei me dando bem e mau . Porque eu tinha um agasalho, porem não era suficiente. Lembre-se que as estações são invertidas a partir da linha do equador. O vento era muuuuito gelado, passei pela imigração e fui direto para o guichê de taxi, como eu não sabia como as coisas funcionavam, fui de taxi até o hotel, acabei me arrependendo, perdi 2 horas no trânsito e nem era horário de pico. A Cidade do México tem um sistema de metrô eficiente e o preço da passagem é ótimo P$30,00, tem uma estação em frente ao aeroporto. Mas como eu tinha acabado de chegar, não achei legal arriscar. Cheguei no Hotel Ambassador, que esta localizado no centro novo, acertei na mosca, o hotel é bom e esta bem localizado, é próximo do metrô e há comércio forte ao redor. Fazendo um comparativo com São Paulo é como se hospedar na Rua Pamplona. Deixei as coisas no hotel e saí para comer algo, minha primeira refeição foi no KFC, na Cidade do México tem uma boa parte as redes de fast-food americanas e mais as nacionais, os preços são convidativos, uma refeição é em média P$40,00 que é aproximadamente R$6,50. De saída já cheguei a conclusão que não ia rolar de comer junk-food todos os dias, este preço médio funciona para todos os fast-foods ( lembre-se estou falando de fast-food ). Dei mais uma volta, mas eu estava exausto, voltei para o hotel e encerrei o 1º dia. Dicas e Observações: • Para aqueles que não são de SP, Rua Pamplona é uma travessa da Av. Paulista. • Quando retirar o passaporte no Consulado Mexicano em São Paulo, verifique o nome impresso no visto, verifique letra por letra. Caso tenha alguma letra errada, você vai perder tempo na imigração. • Se possível leve um pouco de Peso Mexicano do Brasil, assim você se livra do preço abusivo do Aeroporto. • Consulte o site http://www.climatempo.com.br • Site do Metro da Cidade do México – http://www.metro.df.gob.mx 22/12/09 Agora sim, após uma boa noite de sono, acordei cedo e fui tomar café no Seven Eleven, este faz concorrência com a rede OXXO, é impossível e não achar uma destas lojas na cidade, aconselho fazer refeições nestes lugares, tem tudo que um mochileiro precisa, preço e variedade. Andei em direção ao Zócalo e já aproveitei e dei uma paradinha no Palácio de Belas Artes, é uma construção antiga e chama bastante atenção devido a sua beleza e lá comecei a ter as primeiras percepções da cultura mexicana. Vi alguns policiais montados em cavalos e eles usavam aqueles chapéus com abas grandes, igual de desenho animado, tirei uma foto sem eles perceberem. Na frente do Palácio de Belas Artes é normal ver também noivos, padrinhos de casamento e debutantes, eles aproveitam a bela construção para tirar algumas fotos. É possível entrar no prédio, não paga nada e vale perder alguns minutos nesta visita, o interior é revestido de mármore e tem uma arquitetura bastante interessante, este espaço funciona como um Teatro Municipal. Poucas quadras a frente encontrasse o Zócalo, na verdade chama-se Plaza Zócalo, é uma praça muito grande e tem uma bandeira mexicana maior ainda hasteada exatamente no centro, ao redor encontrasse a Catedral Metropolitana, o Palácio Presidencial e a Zona Arqueológica Del Templo Mayor, dos três só o Templo é necessário pagar P$51.00. No Palácio Presidencial, há várias pinturas e um mural grande de Diego Rivera que conta a história do México, pode fotografar a vontade. Já a Catedral pode ser fotografada, mas não use flash, certamente você vai tomar uma bronca. Deixei para visitar a zona arqueológica por último, é necessário ir com tempo e para quem gosta de fotografar isso será um prato cheio, a visita começa pelas ruínas e termina no museu anexo o qual o valor da entrada já esta incluso na entrada das ruínas. O Museu é bonito, limpíssimo e organizado, há diversas peças que foram retiradas das escavações locais, fotos a parte, sai tarde do museu, andei mais um pouco pelo centro antigo e retornei para o hotel. No meio do caminho, entrei em um pequeno shopping, o qual não me lembro o nome, mas acabei virando um cliente assíduo. Tem uma rede de fast-food mexicana chamada “Taco Inn”, é simplesmente delicioso. Para aqueles que apreciam a comida mexicana, com exceção do nome, esqueçam o sabor, cheiro e etc do que já comeram no Brasil, é totalmente diferente, é muito mais gostoso, só provando para ter uma idéia. Dicas e Observações: • Para os apreciadores de pimenta, aconselho não abusar; como em qualquer lugar existem vários níveis de ardência, porem o grau alto do México é muito forte. Eu experimentei uma pimenta forte, a minha língua ficou anestesiada, saiu lágrima do olho e o efeito demora a passar. • A Cidade do México é muito parecida com as grandes capitais brasileiras, o comércio é forte, e as condições de higiene são parecidas com as do Brasil. • Não assuste caso sua pele ficar ressecada, o ar da cidade é mega seco, use um bom hidratante que certamente irá ajudar. • O centro da cidade é altamente policiado, os carros da policia são lindos, quis bater uma foto, mas achei que iria pegar mau, acabei desistindo. 23/12/2009 Acordei cedo e novamente fui ao Seven Eleven, depois peguei o metro e fui em direção do “ Terminal de Autobuses Del Norte”. Não tem erro, é entrar no metro, fazer as baldeações corretamente e você chega fácil na estação. A Rodoviária é bem grande e movimentada, se bem que estive lá as vésperas do Natal, mas rodoviária é rodoviária em qualquer lugar do mundo, só há uma entrada, ande para sua esquerda, no final do saguão vai ter os guichês que vendem as passagens para as pirâmides de Teotihuacán, o valor da passagem é em torno de 60,00 pesos. Escolha um horário e pronto. A viagem até as pirâmides não é rápido, demora em torno de 1 hora só para ir. Eu escolhi o ônibus mais barato, ele estava meio panga, mas não tive problema, havia algumas pessoas em pé, mas como fui uma das primeiras a entrar, sentei e tudo foi resolvido. Ao chegar no parque, a entrada principal tem um monte de lojas de souvenires, uma do lado da outra, Não comprei nada, mesmo porque ficar camelando debaixo de sol com peso não é fácil. Comprei o ingresso, custou P$51,00, assim que passei a catraca já avistei uma série de construções, é simplesmente impressionante, do ponto de entrada, já é possível ver as 2 pirâmides. Eu levei um guia do México (revista folha) o qual tem muitas informações e mostra um raio x das zonas arqueológicas, o guia me ajudou não na questão de localização, mesmo porque não tem como se perder, o guia me ajudou com as informações sobre cada monumento. É possível subir até o topo da Pirâmide do Sol (essa é a grande e pode subir até o topo). A subida é tranqüila, é uma escadaria danada, mas nada do outro mundo, inclusive vi lá em cima uma pessoa de bengala. A Pirâmide da Lua é a que fica no final da Avenida dos Mortos, é possível subir até a metade, e mesmo assim é possível ter uma visão espetacular do parque. O parque tem uma infra-estrutura razoável, atrás da Pirâmide do Sol tem uma área com banheiro e uma lanchonete. Dicas e Observações • Não deixe de visitar as Pirâmides, marque um dia inteiro para fazer este passeio. • Vá devidamente calçado e não se esqueça de levar água. Eu levei o meu camelback, o que é um ótimo equipamento de viagem. • Dentro do Parque tem guia e vendedor ambulante por todo lado, pechinche e não tenha dó de dizer não. Os vendedores perseguem o turista, tenha paciência. 24/12/2009 Seven Eleven mais uma vez, diferente do Brasil a véspera de Natal no México é como qualquer outro dia, achei que tudo estaria fechado, mas não estava, o comércio funcionou normalmente, inclusive os museus. Então tirei o dia para visitar o Museu de Antropologia, é neste museu que esta exposta a famosa Pedra do Sol. Para quem curte museu, essa é uma oportunidade sensacional, a única mancada foi que optei por ir a pé, em viagem normalmente caminho bastante e como no mapa do guia o Museu aparentemente era perto do hotel, tomei coragem e fui, só que me dei mal, porque é longe, é como caminhar da estação Jabaquara até a estação Trianon MASP, o bom é q não tem subida. Cheguei lá exausto, só de lembrar, fico cansado. O Museu possui uma arquitetura moderna e é muito bonito. Paguei P$51,00, e comecei a rodar, andei, andei e andei, quando você estiver só o pó vai aparecer uma sala aonde fica uma das maiores preciosidades do México, o calendário asteca e realmente é impressionante, não só pelo tamanho, mas pelo estado de conservação e os detalhes da pedra, na mesma sala é possível verificar outras raridades arqueológicas como uma cabeça olmeca e estelas maias, este passeio é imperdível. Uma visita tranqüila demora 3 horas, depois de ver tudo e satisfeito saí e encontrei um carrinho estilo pipoqueiro, que vendia fruta picada, comi uma salada de fruta e para a minha surpresa no meio da salada tinha pepino cortado (normal pepino + fruta no México), achei estranho, não comi, aproveitei e dei para um esquilo que estava escalando a árvore. A área aonde encontrasse o Museu, é arborizada e tem um monte destes bichos. Após um descanso, assistindo “Los Voladores“ (este é um grupo de 4 pessoas, com os pé amarrados em uma corda, girando de ponta cabeça em um mastro e um deles toca flauta). Fui em direção do metrô, não estava com muita vontade de andar, desta vez estava a caminho de um bairro chamado “Coyoacan”, este bairro é onde fica dois museus interessantes, o Museu Leon Trotski e o Museu Frida Kalo. Porem não prestei atenção no bairro, cheguei na suposta rua do Museu Frida (calle Londres, 247), porem o número não existia e ninguém sabia me explicar aonde era o museu. Insisti mais um pouco e acabei tendo a sorte de achar uma santa mulher que tinha conhecido o museu a poucos dias, isso já era 16:30, o museu fechava as 18:00, ela explicou que, o museu ficava em Coyoacan e que na Cidade do México existiam “duas” ruas Londres. A distancia de uma rua para o outra é extrema, é como Santana e Vila Madalena (bairros de São Paulo). Decidi que seria importante achar pelos menos o caminho do museu, fui para o metro e me mandei para Coyoacan, foi uma ótima decisão, o museu não é perto do metro e muitas pessoas mal sabem aonde ficam, as ruas estavam desertas, andei uns 20 minutos pelo bairro, inclusive é um bairro com um visual bem bacana, se um dia eu for morar na Cidade do México, gostaria de morar neste bairro. Ele tem um toque boêmio, restaurantes, ruas largas, arborizadas e casas bonitas. Após perguntar a um comerciante, ele indicou a direção correta, e não demorou muito o Museu Trotski apareceu. Como já era de se esperar, já estava fechado, mas já sabia como chegar. Saí dali e fui para o Museu Frida, andei aproximadamente 5 quadras e achei uma casa azul de esquina, também já estava fechada. A minha missão naquele dia já estava completa, tomei o caminho de volta. Após um bom descanso, saí para procurar um lugar para comemorar o Natal. Jantei em um lugar próximo ao Hotel chamado Sambourns, esta é uma rede de restaurantes estilo as lojas do América, com uma comida até simpática e um preço alto para mochileiros, gastei P$145,00, mas como era Natal, não me importei, jantei e fui dar uma volta na praça, e para minha surpresa o centro estava cheio de gente, diferente do Brasil. Regressei para o Hotel, o roteiro do dia seguinte já estava preparado e mais uma vez a condição física seria primordial. Dicas e Observações • Não se esqueça os Museus Frida a Trotsky estão no bairro de Coyoacan. • Devido o Natal cair exatamente na sexta-feira, não houve Lucha Libre, esporte muito popular no México. As lutas acontecem toda sexta-feira na Arena México. Não tive a oportunidade de assistir, devido ao calendário. Fiquei com vontade de comprar uma máscara de lutador, mas pensei bem e deixei pra lá. Quem estiver interessado em comprar, tem várias barracas na feira permanente na praça ao lado do Palácio de Belas Artes. 25/12/2009 Seven Eleven novamente, peguei o metro com destino a Estação Guadalupe. Fui conhecer a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe a padroeira do México. Pela a multidão e devoção das pessoas, lembra a Aparecida do Norte, um monte de barracas de souvenires, pessoas chorando, outras andando de joelhos, outras acendendo velas, é um ambiente de pura devoção e fé. Existem 2 catedrais uma ao lado da outra, uma é bem antiga e estava passando por um processo de restauração e a outra é moderna, é onde ocorrem às missas, fiquei lá aproximadamente 1 hora e fui embora em direção da Praça Garibaldi, essa praça esta próximo do centro histórico e é lá que vários grupos de mariachis se apresentam. Mas por incrível que pareça, havia muitos mariachis, vestidos a caráter, com instrumentos e tudo mais, mas estavam indo embora, achei que as apresentações haviam acabado, voltei outras vezes e em nenhuma tive sucesso, nunca havia apresentação, os músicos sempre estavam indo embora , pedindo carona e nunca tocando, mais parecia um ponto de encontro do que um local de apresentação. Após isso não fiz mais nada de interessante a não ser andar pelo centro histórico e colocar o contato com a família em dia. Dicas e Observações • A Catedral de Guadalupe esta localizada bem próximo da estação de Guadalupe e é afastado do centro da cidade. É muito simples de chegar, entre no metro e faça as baldeações corretas e você chega lá. 26/12/2009 Seven Eleven, mais uma vez, como não há no Brasil resolvi aproveitar. Este foi o meu último dia na capital mexicana e fui visitar os lugares que considero mais importantes. Fui direto para Coyoacan, o primeiro Museu foi o Leon Trotski, desta vez não teve erro, estava aberto e foi uma das melhores partes da viagem, o lugar é pouco freqüentado, muitas pessoas não conhecem a história deste revolucionário que por ordem de Stalin, foi exilado e assassinado na Cidade do México, a entrada custa P$35,00 e a permissão para fotografar é mais P$15,00. É uma viagem no tempo, tive a sensação de que o dono da casa iria chegar a qualquer momento. Após muitas fotos tiradas e aprender um pouco da historia de Leon Trotski, fui conhecer a Casa Museu Pintora Frida Kallo, esta foi casada com o famoso pintor Diego Rivera, ambos expoentes das artes plásticas mexicana. O acesso ao museu custa P$55,00 e tem algumas gravuras e objetos pessoais da artista. A visita foi interessante, mas não considero inesquecível, gostei bem mais do Museu Trotsky, mas esta é a minha opinião, visitem e criem suas próprias opiniões. Voltei para a o centro, almocei em um restaurante chinês, barato, gostoso e mega bem servido, sai pesado, não peguei o endereço, mas para quem estiver a fim, ele esta em uma travessa próximo da Praça Zócalo. Saí de lá, andando devagar e acabei achando um bairro chinês, que batizei de Chinatown, foi uma pena descobrir este lugar só agora, há vários restaurantes, lojas de roupas e artigos orientais, inclusive achei uma loja de bebidas e tinha tequila de tudo quanto era jeito. Voltei para o hotel, para arrumar a bagagem, próximo destino era a cidade Merida, estou a caminho de Cancun. Dicas e Observações • Tenha sempre um mapa do Metro, isso pode ajudar bastante. 27/12/2009 O vôo estava arcado para às 5:00 da manhã, comprei a passagem no Brasil pela internet, escolhi uma empresa de aviação local chamada Volares, esta empresa Low Cost opera somente no mercado doméstico, ela utiliza aeroportos alternativos e guichês de embarque fora do aeroporto. No meu caso tive que ir até uma cidade próxima da capital, chamada Toluca era como sair de São Paulo e ir para Guarulhos. Peguei um taxi e cheguei no posto da Volares, onde é feito todo o processo de checking, mas não era no aeroporto, despachei a mala neste posto e após o concluído procedimento a empresa leva os passageiros ao aeroporto, aproveitei para comer um donuts na lanchonete, mas era um donuts muito mais gostoso, chamasse Cresp Cream, é um absurdo. Quando cheguei no aeroporto o frio por pouco não me mata, eu estava apenas com um agasalho polartec, até entrar no avião foi dureza. Após 2:40 de vôo, cheguei em Mérida e já senti o calor da planície de Yucatan, agora está tudo certo, peguei um taxi para a rodoviária. Merida é uma cidade colonial e tem alguns sítios arqueológicos Maias, inclusive tem uma pirâmide com uma construção bem diferente. Mas não achei que valeria a pena ficar 2 dias na cidade só para visitar uma ruína. Cheguei na rodoviária, comprei a passagem , despachei a mala e fui embora. Ainda bem que eu levei uma cruzadinha, nestas horas você dá a maior importância nos R$3,00 gasto. O ônibus andou aproximadamente 4 horas, a princípio a cidade de Cancun é como qualquer outra cidade litorânea, não tem prédios altos e aparenta ser uma cidade pobre. Para quem tem a imagem que Cancun é tudo lindo e badalação esqueça, é uma cidade litorânea como outra qualquer e lembra a cidade Itanhaém (Litoral Paulista), o terminal de ônibus fica no centro, como o meu hotel era no centro, peguei a mochila e fui andando e pedindo informações com o meu belo espanhol. Fiquei no Hotel Caribe Internacional, o hotel realmente condizia com as fotos que eu havia visto no Brasil e me agradou. Atenção Cancun é um dos lugares mais americanizados do mundo, o carregador de malas insiste em levar as malas, abrir a porta e no final de tudo ele fica olhando para a sua cara, é impressionante e engraçado, como sou brasileiro e mochileiro dei só P$30,00 para o carregador, ele olhou torto e saiu fora, tá certo que depois nem Buenos Dias ele falava, mas mochilada é isso ai. Eu estava faminto, fui ao MC Donalds e resolvi o problema, já sai dali e fui andando em direção da avenida principal de Cancun chamada Tulum, do lado direito da avenida (sentido Zona Hoteleira) tem uma infinidade de operadoras de Turismo, eles vendem os mais variados “paquetes turísticos”, ingresso para tudo quanto é parque ou balada, aqui você pode pesquisar o preço até cansar. Decidi já montar o meu cronograma e fechar todos os passeios, não se esqueça de pechinchar, com uma boa conversa dá para salvar alguns dólares. Saí da agência e fui em direção da Zona Hoteleira, este é o lugar do glamour de Cancun, Porche, Ferrari, estrangeiros endinheirados, restaurantes e baladas, este é o lugar. A princípio pensei em ir a pé, mas logo desisti, peguei um ônibus circular e fiquei muito contente, é longe do Centro da Cidade, o ônibus andou cerca de 20 minutos, quando eu vi uma galera descer , não pensei duas vezes fui atrás e não teve erro, quando você olha o centro da Zona Hoteleira, ai sim você diz que esta em Cancun, não é um lugar grande, mas é altamente bem freqüentado, aqui sim eu senti firmeza, andei até cansar, comi até um taco e paguei caro, P$25,00 por 1, caríssimo e nem era tão bom. Fiquei lá um tempão e peguei o busão de volta, é só pegar o ônibus escrito “Downtown”. Voltei para o hotel, tinha que descansar, no dia seguinte visitaria as ruínas de Chichen Itza Dicas e Observações • O México é um país com uma grande extensão territorial, por isso planeje bem sua viagem, você pode perder tempo se deslocando. • Há duas grandes companhias de ônibus a OCO e a ADO, esta última tem seus próprios terminais, então já dá para imaginar o tamanho da empresa, vale lembrar que a qualidade dos veículos também é excepcional, recomendo. • Efetuei a reserva do hotel via Decolar.com e deu tudo certo. • Antes de efetuar a reserva em albergues verifique a diária de um hotel, no meu caso o valor do Hotel ficou mais em conta do que albergue. • Existe a opção de alugar carro em Cancun, porem no período que estive lá não havia carros disponíveis. 28/10/2009 Acordei cedo, a Van passou às 7:00 da manhã e depois de pegar todo mundo foi até um hotel na zona hoteleira e de lá saia o ônibus para o passeio. Embarquei no busão, só eu de brasileiro. Parecia um passeio de aposentados, ninguém conversa com ninguém, silêncio total, o clima era horrível. O silêncio foi quebrado pelo guia, que começou a dar algumas explicações sobre a cultura Maia, o cara deu um show e tem talento, falava em espanhol e fazia tradução simultânea em inglês,. Primeira parada do passeio foi em um Cenote. O que é um cenote? Cenote é um buraco gigante na terra, parecido com uma caverna e dentro tem uma nascente, muito bonito, nunca tinha visto algo igual, mas seria mais legal se fosse completamente natural, na que eu fui, construíram um chafariz e uma plataforma de concreto, estragou o que a natureza levou milhares de anos para fazer. Tirei algumas fotos e fiquei aguardando o pessoal do ônibus voltar, como era permitido entrar na água, teve pessoas que não pensaram duas vezes. Tinha uma italiana feia pra caramba fazendo uma sessão de fotos com o marido, o mais interessante era as poses que ela fazia, só faltou tirar a roupa, eram poses vulgares e ela não estava nada preocupada, vi também uma família de japoneses e eles eram extremamente comportados, e tiravam fotos em posição de sentido e obedecia a escala familiar a única coisa que mudava era ponto a ser fotografado, a pose das pessoas era sempre igual. Isso é uma das coisas que tornam a viagem interessante, saindo do Cenote a próxima parada seria em um restaurante, estava incluso um almoço e o ingresso do parque no meu pacote. Após 30 minutos chegamos ao restaurante, ao lado dele tinha uma loja de artesanato de cultura Maia, entrei só para conhecer a até este momento o restaurante estava com as portas fechadas. Quando o restaurante abriu as portas, conforme as pessoas iam entrando, elas eram recepcionadas por uma salva de palmas dos funcionários, inclusive eu ganhei uma, tive vontade de cavar um buraco e enfiar a cabeça, mas como não era possível sorri e acenei para galera. Sentei-me à mesa com um casal do Zimbábue, trocamos algumas palavras, mas nada para virar amigo, a comida era legal e o que tinha de mais gostoso era uma sopa de lima, muito bom e uma delícia. Caso alguém ver este prato pode pedir porque é muito gostoso. Como a comida estava boa, fui repetir e encontrei uma tigela com uma pimenta, fiquei curioso para ver a potencia dela, eu não sou chegado a pimenta, mas resolvi experimentar, coloquei uma gota no canto prato e foi realmente uma gota, eu peguei um pedaço de frango e molhei na gota, viiiiiixi eu tive que cuspir o frango, a parada é forte num nível inacreditável, por isso tomem cuidado com pimenta no México. Todos no ônibus, próxima parada zona arqueológica de Chichen-Itza, levou quase duas horas para chegar, neste período o guia foi dando mais algumas explicações sobre cultura Maia. Assim que chegamos, vi um outdoor divulgando um show do Elton John em Abril de 2010 lá na zona arqueologia. O ônibus estacionou e todos desceram, o saguão da entrada parece um mini-shopping, lá todos os visitantes recebem uma pulseira de controle e já passa a catraca, e de saída a pirâmide de Kukulkan já esta a sua frente, esta é uma das sete maravilhas do mundo moderno, mas o parque não se resume apenas a pirâmide, há também outras estruturas bem interessantes, a primeira volta segui o guia e depois fiquei a vontade para explorar e tirar mais fotos. A única coisa que não consegui ver, foi o cenote sagrado dos maias, devido ao horário por algum motivo, a entrada é fechada e um guarda controla a saída, mas como sou brasileiro, quando ele virou as costas passei, mas ele viu e tive que voltar. Tirando uma infinidade de ambulantes, que não param de amolar, o passeio foi ótimo, as monumentos são legais, o parque é bem conservado, tem banheiro, lanchonete e lojinhas de souvenirs. Valeu!! Voltei capotado no ônibus e olha que a viagem de volta demorou umas 4 horas, cheguei com o estomago nas costas tomei um banho e fui dar mais uma volta, desta vez não fui para a Zona Hoteleira, fui procurar algum lugar para comer e acabei achando uma praça que ao redor era cheio de barraquinhas de comida e é lá que os locais vão passear, comer algo diferente, namorar, coisas para gente da cidade, não tinha 1 estrangeiro, este lugar chama-se Parque de Artesanato, foi ótimo achar este local. De saída comprei um taco, 3 por P$25,00, extremamente saboroso, acabei voltando todas as noites só para comer taco e de sobremesa comia uma massa de crepe, recheada com nutella, chamada marquesita, após o jantar regressei para o hotel. Dicas e Observações • O valor do parque para quem for sem excursão, são P$51,00 (dez/2010), para consultar o valor atualizado acesse o site http://www.inah.gob.bx. Todos os museus e parques arqueológicos do México são geridos por este órgão do governo. • Para quem quiser ver partes do show do Elton John, coloque no youtube (Elton John Chichen Itza). 29/12/2009 A Van passou cedo, e me levou até um hotel de onde sairia o catamarã, embarquei com destino a uma ilha chamada Isla Mujeres, a viagem durou 1:30, eu tinha a impressão que era um lugar paradisíaco, acabei me enganando, porque é um praião sem onda, a água até que é azulzinha, mas eu esperava um paraíso tropical. Talvez tenha sido o tempo, não estava um sol de rachar, comecei a procurar uma cadeira, que foi uma tarefa difícil, só conseguimos porque acertei com o dono da barraca que iria consumir P$200,00, como eu estava realmente com vontade de tomar cerveja sentei e pedi. Mas vale lembrar que o acordo só valia para a cadeira, o guarda sol não estava no acordo, não porque eu não negociei, mas porque não tinha, fiquei umas 6 horas com o sol fritando a minha cabeça. Tomei algumas garrafas de Corona, até que chegou um ambulante vendendo “pepitas”, pepitas são sementes de abóbora frita e salgada, experimentei , gostei e pedi um saquinho P$10,00, as primeiras colheras foi fácil, mas no final foi me dando um enjôo que eu fiquei arrependido de ter comprado, era extremamente asiático. Fiquei um bom tempo tomando sol, não entrei na água porque era muito fria, como o nosso passeio tinha almoço incluso aguardei chamar a minha vez. Tinha tanta gente na ilha, que conforme as pessoas iam desembarcando, ganhavam uma pulseira com uma determinada cor, a minha era roxa, fui almoçar por volta das 15:30, já estava azul de fome, a comida era cansada, nada que eu possa me lembrar com orgulho, após a refeição embarquei e tomei o rumo de volta, a noite não fiz nada além de ir comer alguns tacos e marquesita no parque de artesanatos. Dicas e Observações • Não deixe de passar protetor solar, o mormaço é forte, mesmo no inverno. • Na Ilha há algumas atividades, alem da praia, como o aluguel de buggys. Mas nada que me deixasse super empolgado. • Se tiver a intenção de fazer mergulho, vá para Cozumel. Eu não fui, mas conforme vários relatos, em Cozumel não tem nada a não ser o que esta embaixo d’água. 30/12/2009 Este foi um dia que não fiz nada, na verdade tirei o dia para entrar em contato com a família, lavar roupa e etc, resumindo a história colocar a mochila em ordem. Aproveitei para comprar a passagem para Palenque, esta seria a minha próxima escala, fui até a Zona Hoteleira para pesquisar algum lugar para passar o Ano Novo, entrei em todos os bares e baladas, o que eu mais gostei foi o famoso Coco Bongo, é a maior e mais famosa balada de Cancun, porém o valor estava salgado, U$250,00, não são pesos são dólares, estava tudo incluso, open bar, open restaurante e open café da manhã, open tudo, fiquei em dúvida porque saí do Brasil mirando esta balada, mas seria um exagero, gastar U$250,00 em uma noite tendo mais 15 dias de viagem pela frente, tive que me conformar, acabei comprando o ingresso no bar de frente ao Coco Bongo, chamado Congo paguei U$35,00 open bar, na verdade o open bar era cerveja, tequila e vodka, como não tinha a menor intenção de ficar no hotel na noite de ano novo paguei. Jantei mais uma vez no Parque de Artesanatos, mas desta vez com música ao vivo, enquanto eu saboreava uma quesadilla (é um tipo de fogazza) chegou um grupo de Son Jarocho, que é um estilo musical do estado de Vera Cruz, a música mais conhecidas deste estilo, é a famosa La Bamba, que o já falecido Ritchie Valens a tornou conhecida tocando-a em estilo rock and roll, histórias a parte, este grupo tocou 3 músicas em troca de P$30,00, valeu a pena porque a música era animada e engraçada e o cara que cantava era mais engraçado ainda, alem de cantar, ele explicava a história da música e os P$30,00 pesos não custou nada pelo tanto de risada que eu dei, não demorei muito por lá, no dia seguinte tinha outro passeio, desta vez as ruínas de Tulum. Dicas e Observações • Para quem quiser pesquisar preços e outras informações do Coco Bongo acesse: http://www.cocobongo.com.mx 31/12/2009 Parti cedo para Tulum, só que desta vez fui por conta própria, peguei o ônibus na rodoviária e paguei P$392,00 ida e volta e foi super tranqüilo, a viagem demora em torno de 1:50 e antes de chegar ao destino final o ônibus fez 2 escalas, a 1º em Praia del Carmen e outra em Shell-ra que é um dos dois parques aquáticos conhecidos e que me arrependi de não ter conhecido, só a frente do parque já dá para ter uma idéia da estrutura, não conheci ninguém que tenha ido, mas acredito que vale a pena. O ônibus me deixou em um ponto próximo do um centrinho comercial que tem uma infra-estrutura legal, banheiro, lanchonete e lojas de souvenir. Para chegar às ruínas de Tulum é só seguir uma única estrada e andar em torno de 10 minutos, caso tenha dúvida siga o fluxo de pessoas, é impossível se perder. Paguei P$51,00 e logo de saída fiquei deslumbrado, estas ruínas estão de frente para o mar do caribe, a água é azul turquesa, somado com um sol de rachar, virou uma combinação perfeita. Conforme fui andando, vi algo que não esperava, as ruínas são infestadas de iguanas, tem de tudo quanto é tamanho e elas nem se abalam com os humanos, elas ficam esticadas tomando sol e dá para tirar foto de perto. Em termos de arqueologia, existem inúmeras construções e estão bem preservadas, inclusive, o turista tem que caminhar em um espaço pré-determinado, não sendo possível encostar nas construções. Existe um ponto, que você desce uma escada de madeira e tem uma prainha, é o único ponto do parque que o turista tem acesso ao mar, para quem estiver afim de dar um mergulho, é só descer a escada e aproveitar, mas vai ter que pedir licença, a quantidade de gente é um ponto negativo, tinha gente alem da conta. Tirei um monte de foto, dei uma passada na lanchonete e fui esperar o ônibus da volta, o ônibus atrasou e fui chegar em Cancun às 20:00, só deu tempo de tomar banho, jantar ir embora para a Zona Hoteleira. Agora sim, cheguei na balada, lembre-se este Bar chama-se Congo, fica na frente ao Coco Bongo, entrei e arranjei uma mesinha, fiz amizade com um casal de canadenses, lá por volta das 22:00 o bar começou a bombar e vou dizer, a balada foi crazy, eu não sei se eu estava tão de fogo assim, eu vi o pessoal dançando e tomando todas, o DJ não parava de agitar, sei lá era uma clima sensacional. Passei a meia noite com a New Years Day do U2, com um chapeuzinho preto, daqueles bem americano, escrito “Happy New Year”, foi inesquecível. A única coisa ruim que aconteceu, foi o botão que dispara a foto da minha máquina quebrou, acredite, quebrou no meia da balada e eu tinha 11 dias de viagem pela frente, fiquei doído, mas não podia isso estragar a minha noite. Aqui vai uma dica, uma dica quentíssima, quando você chegar lá, procure falar inglês, eu me toquei rápido, eu pedi uma cerveja só que falei em espanhol, o barman não deu a mínima, fiquei olhando a galera pedindo, quando os americanos pediam eram atendidos imediatamente, então fui lá e falei, I wanna bear!! Fui atendido na hora, inclusive o barman colocou um guardanapo em baixo da garrafa. Agradeci em inglês e passei o resto da noite bem. Outra coisa que eu vi e achei um absurdo, lá pelas tantas da madrugada, eu vi um cara, pedir para o barman um coquetel, o barman na cara mais larga empurrou a caixa de gorjeta pra ele, o cara ficou com cara de pirulito e o barman continuou secando os copos, o cara sacou U$5,00 dólares e depositou na caixa. Eu fiquei ofendido pelo cara, mas como não era comigo, não podia fazer nada. Então tome cuidado, se bobear os locais arrancam até seu fígado. Fui embora de taxi, o ônibus para às 24:00, não sei se é devido ao feriado, paguei P$120,00 mais o meu chapéu “Happy New Year”, cheguei no hotel 4:30 da manhã, capotei na cama já com hora de acordar, a diária do hotel terminava as 12:00 e o meu ônibus para Palenque saia as 17:00 horas. Dicas e Observações • Se estiver com carro alugado, tome cuidado com bebida, vi uma blitz policial e havia alguns carros parados. • Antes de entrar no taxi, negocie com o motorista, não me lembro de ter visto taxímetro. 01/01/2010 Saí do Hotel às 12:00, andei até a rodoviária e despachei a mala, o ônibus saia às 17:00, tomei um chá de cadeira, nem me abalei, amarrei a mochila de mão no tornozelo e tirei mais um cochilo. Embarquei no horário previsto, tinha 15 horas de viagem pela frente, Palenque fica no estado de Chiapas, é região sudeste do país. Assisti um monte de filmes dublado. Dicas e Observações • 15 horas de ônibus não é brincadeira, caso tenha que fazer isso, sugiro que pegue um ônibus que viaje a noite. 02/02/2010 Virei a madruga viajando, cheguei por volta das 5:00 da manhã, ainda estava escuro, tinha neblina e acabado de chover, não deu para ver nada da cidade, peguei um taxi e fui para o hotel, que esta em um local que só tinha hotéis e todos com uma estrutura legal, achei que a cidade era grande e rica. Como cheguei antes do horário, tive que aguardar na recepção, estava exausto, precisava deitar, mas nesta altura do campeonato já estava acostumado a dormir sentado, então sentei e dormi. Depois de 2 horas fui encaminhado para o quarto, o qual era muito bom, grande e com um bom banheiro. Dormi até amanhecer, meio recuperado da maratona, fui andar novamente, percebi que eu estava errado quanto ao tamanho e riqueza da cidade, ela é pequena e meio pobre, não tem nada para fazer alem de visitar o sítio. O engraçado é que nem nas ruas tinha gente, dei uma pernada e parei para comer uma quesadilla. Enquanto esperava meu lanche, uma mulher puxou conversa e comentei que estava a caminho da Guatemala, ela ficou surpresa e disse que a Guatemala era cheia de guerrilheiros, assassinos e tudo mais, fiquei preocupado, não tinha visto nada a esse respeito na minha pesquisa, eu sabia que havia ocorrido uma revolta popular armada, mas que atualmente, já havia sido controlada. Como eu não tinha muito o que fazer uma vez que o meu vôo iria sair da Cidade da Guatemala (Capital da Guatemala). Eu tinha que tocar o bonde. Saí da lanchonete e parei na central de serviço ao turista, peguei a informação de como chegar a Palenque, é muito simples, aproximadamente 5 quadras da agência, sentido centro-bairro tem uma travessa que fica um monte de Vans paradas, estes carros são o transporte público da cidade, não espere algo maravilhoso, corri para o hotel para pegar meu kit exploração de ruína (máquina fotográfica, bota, camelback). Peguei a Van, paguei algo em torno de P$30,00, o trajeto demorou uns 15 minutos, cheguei comprei o bilhete P$51,00, entrei e de cara fiquei surpreso, o que eu não tinha visto de gente na cidade, estava vendo agora, e ainda por cima tinha acabado de chover, o parque estava pura lama, ainda bem que eu estava de bota, tinha gente de chinelo, como um ser humano consegue andar na lama de chinelo. Estas ruínas passam uma ótima impressão para quem vai visitar, como se trata de construções únicas e o estado de conservação é excelente, inclusive é possível ver alguns afrescos em ótimo estado. Para quem não sabe, as ruínas de Palenque são famosas, devido a uma torre de 3 andares e uma pirâmide, que no topo tem uma mausoléu e ainda uma série de outros templos, dá para passar algumas boas horas por lá, para quem curte arqueologia que é o meu caso, valeu todas as horas de ônibus, para quem não curte, não acho que seja uma boa, porque a cidade não oferece nada alem isso. Como estava a caminho da Guatemala, acabou sendo perfeito. Próximo do sítio existe um museu, com as peças retiradas das escavações, porém ele não esta no mesmo complexo, é necessário andar uns 10 minutos ou pegar a Van, eu fui andando, mas desta vez cheguei tarde, o museu estava fechado, é neste museu que estão as famosas máscaras mortuárias da cultura Maia. Peguei a Van, cheguei no centro e fui logo ver a saída de Palenque, não foi difícil achar uma agência de turismo, se bem que não são muitas, então o preço para tudo é meio tabelado. Fechei com uma empresa mequetrefe mas como a moça foi bem atenciosa fechei o negócio, acertei o pagamento, 50% no ato e 50% na Van. Bom é hora de fazer a mala novamente. Dicas e Observações • Muitos dos serviços que eu fechei fiz pagamento 50 / 50. • Nestas cidades pequenas, é possível trocar dinheiro no banco local, leve o passaporte. • O taco nas refeições é como o nosso pãozinho no almoço. • Existe outra rota para chegar a Guatemala, neste caso é necessário ir para uma cidade chamada Chetumal (cidade que fica na fronteira do México com Belize) passar dentro de Belize e cair na Guatemala. 03/01/2010 A Van chegou no horário previsto e saiu fazendo um cata por toda cidade, vi o hotel dos gringos, putz o meu era o pior. Como sempre silêncio total, então rompi o silêncio, comecei a conversar com a galera, em 15 minutos a Van inteira me conhecia, olha modesta parte brasileiro é brasileiro, acho que temos o dom de se confraternizar. Passado 1 hora, paramos para tomar café da manhã, tinha café da manhã no meu pacote e eu nem sabia, foi ótimo. O lugar “restaurante”, parecia uma casamata, igual filme de guerra do Vietnã. Lá dentro um monte de mesa rústica e o banquinho era um toco de madeira serrado e o teto era de palha seca. Você entrava na fila e podia escolher cereal, omelete, suco, fruta e outras coisas. Muito bem servido, foi o melhor café da manhã que eu tomei durante toda a viagem, estava uma delícia. Voltamos para Van que andou mais 1:30, até chegar ao posto da fronteira, que fica a margem do Rio Usumasinta, desde ponto para frente não existe mais nada a não ser o rio. Todos os passageiros da Van desceram, os que vão para Guatemala devem passar no posto da imigração para carimbar a saída do país. Um ponto importante a ser levantado, bem próximo deste posto existe um lugar que eu não fui mas acredito que deve se legal, chama-se Bonanpack, é uma zona arqueológica conhecido devido a grande quantidade de figuras pintadas nas ruínas. Só fui saber da dimensão do lugar quando voltei e pesquisei na net, vacilei. Passei no posto tranqüilo, carimbei a minha saída e fui em frente, no final da rua ficava um pear e lá estavam uns barquinhos, eles funcionam como taxi. Enquanto o piloto do barco organizava a saída, conheci uma argentina chamada Laura e um canadense chamado Sunday, ambos viajavam sozinhos. Embarcamos e lá fomos nós, o rio a nossa frente era largo, eu nunca estive na Amazônia, mas acredito que seja parecido, parecia muito as imagens que eu já havia visto na TV. A canoa andou cerca de 1 hora, mal colocamos os pés em terra firme veio um monte de criança correndo em nossa direção e mais uns 6 adultos, as crianças queriam qualquer coisa que você oferecesse e os adultos queriam trocar dinheiro. A principio fiquei desconfiado, mas acabei cedendo, troquei 10 dólares em um câmbio de 7,90, fiquei com medo da moeda ser falsa, mas não teve erro, assim que eu cambiei, entrei na lanchonete e comprei 1 cerveja, só para tirar o peso da consciência. A Cidade que não é cidade é pequeno povoado chamado Bhetel, é a 1º parada de quem vem do México via Palenque. Dali, ônibus e vans fazem o transporte dos turistas até Flores, eu não sei como e quanto custa fazer tudo isso avulso, eu fechei todo o transporte em Palenque. Esperei cerca de 3 horas, neste meio tempo fiz mais 2 amizades, conheci um japonês chamado Hiro, que afirmava que só sabia falar em espanhol Pollo e Gracias e a uma alemã chamada Anna, finalmente a Van chegou, ela estava destruída, mas destruída mesmo, não sei como ainda funcionava era um caixote de metal com motor e roda, impressionante, nem imagino a marca, só sei q acomodou 16 pessoas. A viagem até Flores demorou em torno de 5 horas, só de estrada de terra foram 3:30 com uma parada na Imigração Guatemalteca, quando a Van entrou na estrada de asfalto, não pensei duas vezes, comecei a bater palma e gritei, Aheeeeeee, o pessoal gostou e me acompanhou. Cheguei em Flores, esta é uma cidade que fica dentro de uma ilha, e o que conecta ela à cidade que fica ao redor é uma única ponte. Como já estava anoitecendo, e eu não tinha lugar para ficar, pedi para o motorista me deixar na rua mais movimentada, e ali mesmo consegui um quarto com banheiro por Q$100,00 ( quetsal ). O quarto era uma muquifo, um dos piores que já dormi, minha sorte é que eu sempre levo meu sleep-bag, tomei um banho e sai para encontrar o pessoal, tínhamos combinado de comer alguma coisa e tomar umas cervejas. Próximo do hotel achamos um cara que assava frango, mas não era brasa era fogo, a labareda queimava toda carne, mas como nestes lugares não tem muito o que escolher, fui pra cima do frango e repeti. E a cerveja, adivinha era Brahma, fiquei feliz e fiz todos os gringos tomarem nossa cerveja. Fora as ruínas a cidade não tem nada², voltei para o muquifo, tinha que descansar, no dia seguinte estava indo para a Ruínas de Tikal. Dicas e Observações • A cerveja guatemalteca chamasse Galo, em termos de sabor é como uma Cintra. • Flores tem várias Lans. • Não espere luxo, esta parte do país é muito simples. • Conversei com o cobrador da Van, sobre os guerrilheiros, ele disse que ainda existe mas é no extremo sul do país. A região que estávamos estava pacificada havia tempo. 04/01/2010 Acordei cedo, por volta das 8:00, o muquifo não tinha café, alias a Guatemala é como o México, não tem café da manhã. Fui para a porta, aguardar a Van que ia para Tikal. Fechei o translado com o cobrador da Van sucata. Ela passou e fui embora, a viagem é curta, em torno de 40 a 50 minutos até a entrada principal do Parque. Lá paguei Q$150,00 de ingresso, próximo a entrada principal havia uma lanchonete até arrumadinha, decidi fazer meu café da ali. Enquanto estava comendo o dono da lanchonete, ofereceu o serviço de guia, achei interessante e fechei. Foi formado um grupo que tinha a frente o guia (dono da lanchonete), ele ia dando a explicação em inglês e espanhol, muito legal, valeu a pena pagar o serviço. Quem for para Tikal achando que é parecido com Matchu Pitchu, esta totalmente errado, Tikal tem uma outra estrutura, as construções são completamente diferentes. O parque tem uma infra-estrutura que eu nunca havia visto em parque arqueológico. Além do parque ser sinalizado, ele tem uma série de banheiros e áreas de descanso e alguns guardinhas que ficam vigiando o pessoal. Antes de chegar lá, eu achava que era um lugar abandonado e em destruído, estava completamente equivocado, o parque é organizado. Você pode subir em algumas pirâmides, e mesmo assim, elas possuem uma escada de madeira, você não pisa na pedra, nas 2 principais pirâmides que estão localizadas na praça cerimonial é proibido subir. Se você for a Guatemala e tiver a oportunidade, não deixe de visitar Tikal, é de mais, é um lugar espetacular. Passei o dia inteiro subindo e descendo escada, como eu já estava esperto quanto a comida, levei algumas guloseimas na mochila, isso quebrou um galhão. Na saída tem uma algumas lojinhas de souvenirs e uma lanchonete, peguei a Van e fui embora. Cheguei no muquifo moído, como o chuveiro não saia água direito tive que tomar um banho de gato e sai para comprar a passagem de ida para Antigua, o que foi muito fácil, qualquer agência de turismo vende e agência em Flores é o que não falta. Peguei o 1º ônibus do dia seguinte, a viagem até Antigua é longa em torno de 12 horas, mas como eu estava sem pressa e já acostumado com ônibus, nem me abalei. Sai dali e me dei ao luxo de fazer uma refeição bacana, comi um burrito, gigante e muito bom e mais 3 cervejas, não me arrependi, dormi bem. Dicas e Observações • O câmbio em Flores estava U$1,00/ Q$7,80 • O Parque de Tikal tem não tem lanchonete dentro do perímetro das ruínas, somente banheiro. • A cidade tem um monte de Tuk Tuk, teve um cara que me disse para tomar cuidado com roubo. Não conheci nenhum estrangeiro que tenha sido roubado, mas como o local falou, é bom sempre ficar de esperto. • A passagem de ônibus e avião para Antigua pode ser comprada nas agências de turismo. 5/01/2010 Este foi o dia mais improdutivo, tomei um café em restaurante de frente do ponto do ônibus, não tem rodoviária, você pega o ônibus em um determinado lugar, embarquei as 8:00 da manhã, o ônibus até que estava legal, não tinha televisão e ele fez uma parada para almoço em um restaurante até que razoável. O destino final era Cidade da Guatemala (Capital do País), a rodoviária é bem pequena, na verdade é um estacionamento com uma casinha, como cheguei de noite, não deu pra ver muito da cidade, mas me pareceu ser uma cidade feia. Fiquei aguardando 1 hora o translado para Antigua, fechei este serviço junto com a compra da passagem do ônibus. Cheguei em Antigua as 22:30, arranjei uma Hotel legal, sem luxo por Q$100,00, tomei um banho e sai para comer alguma coisa, o comércio já estava todo fechado, acabei dando sorte e encontrei um restaurante aberto, não era restaurante de mochileiro, era restaurante bem arrumado e comida gostosa, mas naquela hora da noite não dá para escolher nada. Voltei para o hotel e desabei !!! Dicas e Observações • Todo o comércio da cidade de Antigua fecha as 23:00, deste horário pra frente é difícil de achar alguma coisa aberta. Inclusive as ruas ficam desertas, não passa carro, fica até assustador. Eles dizem que é devido a violência. • É fácil achar hospedagem em Antigua, a cidade vive basicamente do turismo. • É possível fazer a ponte aérea Flores/Antigua, não fiz, devido ao preço U$450,00, foi o que cobraram. 6/01/10 Acordei sem pressa, levantei tranqüilo e sai para conhecer a cidade. Antigua esta para Guatemala assim como Cuzco esta para o Peru. A cidade é pequena, antiga e bem movimentada, todo o comércio se concentra em uma região, a qual é tombada pela Unesco, as ruas são todas de pedra e tem turista por todo lado, agência de turismo e pousada então, nem comento. A cidade tem muitos restaurante e lojinhas que vendem de tudo. Ela possui uma série de serviços que um mochileiro necessita lavanderia, lan-house, casa de cambio e tudo mais. Gostei da cidade e não achei tão insegura como os próprios locais falam, se bem que nós brasileiros, vivemos em realidade completamente diferente, quando falamos de violência urbana, infelizmente pensamos nas baixarias que todos nós conhecemos, é como se tivéssemos uma tolerância maior para essa atividade repudiosa. Em todo caso, como não sou local, não me descuidei. Acabei fechando todos os meus passeios após uma longa cotação, andei o dia inteiro e já aproveitei para fotografar a cidade. Voltei para o hotel para descansar, o dia seguinte fui a a famosa feira de Chichincastenango. Dicas e Observações • É possível cambiar nos bancos, com uma cotação legal, U$1,00 / Q$8,29 • A cidade tem Mc Donald´s e Burguer King. • O para refeições não é nada tão caro, o que eu achei meio caro, foi o custo de ligação internacional. • Na rua do Mc Donald´s tem uma sorveteria chamada Pops, peça uma “chocolata“ isso é um Milkshake de sorvete de café e creme batido, é animal custa Q$12,00. 07/01/2010 Às 6:00 da matina eu já estava levantado, a Van passou e fui embora para Chichincastenango a viagem leva 2 horas só para ir. Esta feira acontece de terça e quinta e lá nada mais tem a não ser artesanato, comida típica e roupa. Comprei 2 capas de almofada, gosto de decorar minha casa com bugiganga dos países que visito. Além disso, comprei uns presentinhos para a minha família e não passou disso. Não sei se vale a pena pernoitar na cidade, teve pessoas da Van que ficaram por lá, não tenho idéia de como é a cidade sem a feira, mas me parece que é pior do que Antigua após às 23:00. Não se estresse com vendedores, eles realmente vão atormentar, teve uma mulher que ficou 20 minutos me perseguindo, eu disse a ela que não estava interessado, mas ela queria me vencer no cansaço. Tenha paciência para não se irritar, outra coisa que fiquei incomodado é o número de pedinte, é um exército, aonde você vai tem gente esticando a mão, não dá para ajudar todos, mas vai de cada um. Quando fui pegar a Van para retornar, o ponto de encontro era em um hotel, mais uma vez fui atormentado por um vendedor, mas dessa vez foi engraçado, o cara queria me vender uma faca e toda vez que eu olhava para ele, incansavelmente ele me oferecia a faca, ele fazia o gesto de se barbear com faca e o pior é que eu estava com barba por fazer, tive um crise de risos e fiquei aguardando a Van chegar. Voltei para Antigua, jantei e dormi. Dicas e Observações • Vá para Chichincastenango com um calçado confortável, a cidade é um sobe desce sem fim e o pavimento é todo de pedra. • Não tenho idéia da onde possa fazer câmbio na cidade, aconselho levar dinheiro. • O passeio custou Q$120,00 08/01/2010 Este foi um dos melhores dias da viagem, foi o dia que fui conhecer o Vulcão Pacaya. Este Vulção que esta em atividade, porem em uma atividade moderada. Se bem que em Maio de 2010 ele explodiu e espalhou cinza por todas as cidades ao redor, não sei como esta atualmente, espero que já esteja tudo bem. O vulcão fica próximo de Antiga a Van passa no hotel e leva até um certo ponto, mais ao menos no sopé da montanha. Dali pra frente um guia acompanha o pessoal, eles não deixam ninguém subir sozinho, acho que por 2 motivos, 1º porque que gera emprego para quem mora na região e outra por razão de segurança. A subida é super tranqüila, não tem do que se preocupar é uma estrada de terra, coberta por um pó cinza, quem esta acostumado a fazer treeking vai tirar letra, a subida demora em torno de 1:30, depende muito do grupo também, no meu tinha uma argentina que chegou no meio do caminho teve que montar em um cavalo, ai o grupo ficou mais lento e o outra coisa, a esperta foi de papete; quando vai se aproximando da fenda do vulcão, o terreno fica cheio de cascalho e pedra solta, adivinha o que aconteceu, ela deu uma topada e tirou um capota do dedão, eu não desejo o mal para ninguém, mas acho que ela mereceu. A agência de turismo inclusive alerta sobre isso, ir com calçado fechado. Subi tranqüilo, eu estava de bota e agasalho polarteck, estava frio a ponto de usar gorro, quando cheguei, já tinha um monte de gente lá, eu fiquei abismado com a cena. É muito legal ver a lava brotando da terra, é muito loco ! Você vê uma massa vermelha pegando fogo e de repente cai uma pedregulho e o mais legal é que não para, é uma atrás da outra. Tinha um pessoal que pegou bombom de marshamallow espetou em um palitinho e assava na pedra, é de mais, quem for para Antigua, não deixe de fazer este passeio. Cheguei em Antigua, faminto, almocei em restaurante, que só vende massa, fica ao na mesma calçada do Mc Donalds, preço e refeição muito bons. Após o almoço, fui circular mais um pouco pela cidade e acabei conhecendo uma galera do Rio de Janeiro, ficamos batendo papo um tempão e nesta conversa eles me deram uma dica muito boa, seguindo a calçada do Mc Donalds, passando a praça, no 2º quarteirão havia uma salsa, isso mesmo uma casa de salsa com música ao vivo, não pensei duas vezes, voltei para o hotel dei uma descansada e as 19:00 eu estava lá, a banda que estava tocando era de cubanos, o bar era bem legal e com uma decoração mais bacana ainda, o bar tinha inclusive uma sala climatizada onde ficava caixas de charuto cubano e hondurenho, havia charuto de U$70,00, eu não comprei nenhum. A única coisa ruim desta noite foi que o bar estava praticamente vazio, achei que era devido ao horário, mas me enganei. Lá pelas 23:30 paguei cerveja e a michelada que eu havia consumido e fui embora. Dicas e Observações • Michelada é uma bebida estilo Bloody Mary, que no lugar da vodka é cerveja e no lugar no molho inglês é molho shoyo, é gostoso, pode tomar. • O passeio do vulcão é possível fazer de manhã ou a entardecer do dia. 09/01/2010 Este foi o dia mais monótono e sem graça da viagem, não fiz nada ao não ser circular pela cidade, comer e ligar para a família. Dicas e Observações • O que tenho de mais interessante para registra é que não aconselho ninguém a comer em um restaurante bastante conhecido na Guatemala, chama-se Pollo Campeiro, é caro, comida é horrível e a porção é bem pequena. 10/01/2010 Este dia foi muito legal, o destino hoje foi Panajachel, como sempre sai de Antigua muito cedo, a Van fez uma parada em uma lanchonete de beira da estrada, tomei um café sem graça e voltei pra Van, a viagem demora em média 2 horas, logo que cheguei percebi que a cidade não tem nada alem do passeio de barco. Este lago se formou na base de vários vulcões e existe 12 ou mais povoados espalhados pelas margens e cada um mantém a tradição de se vestir de forma única. No caso quem mora no povoado A, não usa o mesmo modelo de roupa que o povoado B e assim por diante. Não existe dificuldade de arranjar um barco, no momento que a Van encosta, vai ter um monte de cara gritando preço e cercando você para vender o passeio, eu rachei o barco com 4 argentinas, o passeio ficou caro Q$150,00, mas não tinha como não ir, entrei no barco e fui embora. Conheci 4 comunidades e todas elas tirando a questão da roupa eram iguais, um monte de barraquinha vendendo artesanato e etc. O mais legal do passeio não foram as comunidades, mas sim a travessia de uma comunidade a outra, isso demora em torno de 1 hora, e o barco vai a milhão enfrentando todas as ondas e as vezes a onda suspendia o barco e ele batia com tudo na água, era uma porrada seca, o barco tremia, eu não sei como não rachou é incrível, depois eu perguntei para o piloto da onde vinha aquele barco, ele respondeu que era feito ali na região. Foi bem legal !! Depois do passeio de barco super emocionante fui almoçar, isso era em torno de 15:00, escolhi um restaurante, que parecia ser limpo. No cardápio tinha muita oferta de peixe, mas não quis arriscar, comi macarrão, depois fui esperar o Van no ponto de encontro e pegar o caminho de volta. Dicas e Observações • A Van até a cidade de Panajachel custou Q$120,00 ida e volta. • O passeio de barco custou Q$150,00, este valor pode ficar mais barato caso tenha mais pessoas no barco. 11/1/2010 Este foi mais um dia que não fiz nada, na verdade era hora de arrumar as coisas pra voltar pra casa. Arrumei tudo sem pressa e sai pra arranjar um serviço de shuttles. Nessa de andar para cima e pra baixo descobrir um feira gigantesca do lado do Pollo Campeiro, é um monte de barraca, mas são tantas que na verdade já virou um Shopping Center de barraca, vende de tudo e é setorizado, e o mais interessante é que você não consegue ver a luz do dia, o pessoal cobriu a feira inteira com lona, a impressão q eu tive é que eu estava em uma feira subterrânea. Perto do Pollo Campeiro tem um supermercado, lá eu comprei um saco de tortilha redonda e trouxe para o Brasil, fez o maior sucesso aqui. Este dia custou pra terminar, fiquei vagando pela cidade, ansioso para voltar e reencontrar minha família e amigos. Esta foi uma viagem sensacional, não tive nenhum contra-tempo, conheci lugares incríveis e uma cultural fantástica. Quem estiver pensando em viajar para esta região, não pense duas vezes, realmente é um lugar único. 12/1/2010 A Van passou as 2:00 da manhã, meu vôo estava marcado para 4:00, a viagem de uma cidade para outra demora em torno de 40 minutos. Meu vôo foi ótimo, as 23:00 horário local estava novamente no Guarulhos. Dicas e Observações • O serviço de shuttles custou Q$50,00, para o trajeto Antigua/Cidade da Guatemala. • Antes de embarcar, é necessário pagar uma taxa de embarque. Esta taxa não é recolhida para a companhia de aviação e sim para o governo Gualtemalteco. Considerações Finais Agradeço a todos os colegas que me ajudaram no momento que estava estruturando o meu passeio e obrigado também a todos que tiveram a paciência de ler este diário. Procurei reproduzir a experiência que vivi. Caso alguém tenha alguma dúvida, por favor, entre em contato no email abaixo, será um prazer ajudar. Se alguma parte não ficou clara, por favor me avise, terei o cuidado de corrigir !! [email protected] Sites Passagem / Hotéis : http://www.decolar.com ( deu tudo certo, recomendo ) Passagem p/ Cancun – http://www.volaris.com.mx ( serviço excelente, recomendo)
  2. Bom dia Silnei, Vou chegar na Guatemala, via Belize. Quero ir direto para Flores, é aqui q as dúvidas começam. Este é um bom lugar para sair para Tikal ? Tem alguma coisa nesta cidade para conhecer ? Quero sair de Flores e ir para Antigua, percebi q tem algumas algumas cidades que a galera pára pra conhecer, vale a pena ou não ? Pensei em fazer este trajeto com um carro alugado, é aconselhavel ou não ?
  3. Não tenho a menor noção e não conheço ninguem q ja tenha ido a Cidade do México ! Gostaria de saber se é tranquilo caminhar pela cidade ! Como gosto de conhecer o lado B do lugar, evito pegar conduções ! Porém não sei como a banda toca por lá, estou um pouco inseguro de andar pela cidade. Tem algum lugar ou horário q devo evitar ? O povo de lá passam as informações na boa ou evitam falar com estrangeiro ? Estou indo para lá no dia 21/10/2009, quero ficar em algum lugar próximo da AV. Paseo de la Reforma e de algum metro. Percebi que esta é a principal avenida e o metro interliga tudo ! Agradeço a atenção de todos !
  4. Bom dia, Kaiza Estou indo para o México em dezembro, achei muito legal as suas dicas ! Gostaria de saber se esta semana q vc ficou em Cancum, vc gastou muito dinheiro ? Até o momento, muito obrigado ! Fábio
  5. Sobre Tikal, essa é a razão de passar pela Guatemala ! Os problemas são outros. Como distancias, tempo em cada lugar, onde não perder tempo e mais uma porrada de pergunta ! Vc não poderia me ajudar ? Juro q mando um postal pra vc !!
  6. Bom dia, amigos Mochileiros Estou viajando para o México dia 21/12/2009 e seguirei até a Guatemala, de onde irei embora !! Quero pedir encarecidamente, informações sobre a Guatemala, qto mais eu leio, mais dúvidas surgem ! EU NÃO SEI O Q FAZER !! Alguem pode me ajudar ? Isso é um pedido de um mochileiro perdidaço !!! Muito obrigado !! Fábio
  7. Sem duvida !! Ligue antes e faça um pré-agendamento de qdo vc irá visitar o parque e já era !! Não esquece de levar a barraca e etc !! Boa vigem, aproveite o passeio e não economize nas fotos !! Um abraço,
  8. 15/6/06 Chegamos em Vitória (Espírito Santo), por volta das 7:00 da manhã e fomos direto para o Hotel “Camburi Praia Hotel” de ônibus circular nº 212. O Hotel era “sem vergonha”, de frente para a praia de Camburi, na Av. Dante Micheline. Pagamos R$73,00/diária com café da manhã, o valor cobrado é muito acima do que o Hotel oferece. Dormimos um pouco e às 15 horas fomos de ônibus para a rodoviária. O transporte coletivo de Vitória é muito bom, os moradores são receptivos e passam as informações com grande satisfação. Chegamos na rodoviária e compramos as passagens para Guaçui, era uma das etapas para chegarmos à cidade de Dores do Rio Preto (cidade onde há principal entrada para o Parque Nacional do Caparaó, pelo lado do Espírito Santo). Com as passagens em mãos voltamos para o Hotel. Fizemos uma parada rápida no Centro de Vitória, até então todo o comércio estava fechado devido ao feriado de Corpus Christi. Chegamos no Hotel, descansamos mais um pouco e fomos a um quiosque em frente a praia. Pedimos uma porção de camarão, uma de batata frita (ambas muito bem servidas) e 2 cervejas, andamos na orla da praia e voltamos para o Hotel, pois na manhã seguinte, teríamos uma viagem de cinco horas e meia pela frente. 16/6/06 Pegamos um ônibus até a rodoviária, saímos sem café da manhã, o Hotel não cumpriu o combinado, chegando na rodoviária tomamos um café rápido e logo na seqüência, embarcamos. Após 5 horas de viagem, chegamos à pequena cidade de Guaçui no interior do Espírito Santo. A idéia inicial era nos hospedar em Dores do Rio Preto, mas decimos ir para Pedra Menina que é um sub-distrito de Dores, depois de uma conversa com um taxista da região. *Algo muito importante a ser relatado é o tempo de viagem de Guaçui até Dores que é de 1:20; de Dores à Pedra Menina é de 1 hora. A cidade de Pedra Menina é o melhor lugar para quem quer subir o Pico da Bandeira, embora super pequena (parece que existe só uma rua) fica 20 minutos “de carro” até a entrada do Parque Nacional do Caparaó. Na própria rodoviária de Guaçui colhemos algumas informações e conseguimos o telefone de uma pousada em Pedra Menina, liguei para a Pousada dos Anjos, fui atendido por Sr. João Querubim, dono da pousada que me informou que seria impossível nos hospedar, pelo motivo de lotação, mas deu o telefone de uma simpática senhora “Dona Marlene”, que nos ofereceu uma hospedagem em sua casa (R$15,00 diária por pessoa). Esta é uma atividade comum por lá, pois a vila está iniciando o processo de exploração do turismo. Pegamos o ônibus para Dores, chegando na cidade, fomos almoçar no melhor restaurante “Restaurante da Dona Consuelo” (uma pensão), pagamos R$5,00 por pessoa, comida a vontade e sobremesa. Terminamos nosso almoço e voltamos para a nossa jornada, como estávamos entediados e ansiosos, pegamos um táxi (R$50,00) para Pedra Menina, pois os ônibus tinham horários marcados, como perdemos o das 16h pegaríamos o próximo que era apenas às 18h e chegaríamos muito tarde para subir ao pico (detalhe: os ônibus em Pedra menina passam de duas em duas horas ou até mais). Chegamos ao vilarejo de Pedra Menina, que possui uma única rua, mas é exatamente uma única rua, não foi nada difícil encontrar. D. Marlene que nos recebeu muito bem, nós deixamos as mochilas e começamos a nos preparar para a subida, sem descanso, sem banho, sem alimentação, resumindo: fiz tudo que não deveria fazer, até então a subida seria realizada à noite. Nós estávamos decidimos subir naquele momento, devido informações erradas, fui informado que a subida era fácil e rápida, tudo mentira. TOMEM CUIDADO, PARA NÃO CAIR NA MESMA ROUBADA QUE EU. O mesmo taxista fez mais uma corrida de 20 minutos até a um ponto de apoio que fica à 10 minutos do portão principal do parque (Guarita do IBAMA). Este ponto de apoio, nada mais é que uma casa de um Alemão, chamado Sasha que trabalha no transporte das pessoas, Pedra Menina/Acampamento Base e vice-versa, o acampamento Base do Pico da Bandeira (chama-se Casa Queimada, é uma área de camping, com sanitários e água encanada e um espaço de refeição, nada luxuoso, mas muito melhor do que se vê por aí). Chegamos na casa do Alemão, (eu e minha esposa), acertamos o transporte, R$60,00, em grupo é bem melhor porque o valor pode ser dividido entre as pessoas, como éramos em dois, acabou ficando caro. Fomos embora, chegamos na entrada principal do Parque por volta das 20:30, é permitido entrar até às 22:00, o guarda não queria deixar a gente subir porque, contrariando todas as informações que eu havia coletado, era necessário fazer reserva antecipada para ingressar, bastava uma ligação. Esta dica é muito importante. Depois de uma boa conversa, o guarda liberou a nossa entrada. Pagamos a taxa de R$9,00 por pessoa, e logo depois ele nos informou que lá na Casa Queimada era muito frio, mas eu nunca imaginei que fosse tão frio, eu achava que estava bem agasalhado. Negligenciei a dica do guarda, estava totalmente despreparado, e o pior, eu não levei nada para a subida: barraca, saco de dormir e etc, pois os nativos disseram que não era necessário. Levei somente a mochila de ataque, com algumas coisas dentro: água, chocolate, lanterna e mais um agasalho. Passamos a cancela, o Alemão levou a gente até o acampamento, mais 50 minutos de estrada de terra, muito íngreme e perigosa. Como a primeira idéia era subir o pico a noite, em uma conversa com o João Querubim, ele me garantiu que a subida para o Pico, era igual a uma romaria, tinha gente subindo que não acabava mais. Então eu achei que iria chegar no acampamento e iria subir na seqüência. TUDO ERRADO !!! Cheguei no acampamento, não tinha ninguém subindo naquela hora. Tinha um grupo do Rio de Janeiro muito bem preparado, que começaria a subida às 3:00 da manhã, eu cheguei ás 21:30, além de não ter onde esperar, eu não estava tão bem preparado assim. Pedi para o líder do grupo para que eu e minha esposa pudéssemos acompanhar o grupo, ele concordou, mas depois eu comecei a sentir medo. Todas as pessoas que estavam acampadas, tinham abrigo e estavam muito bem preparadas para passar a noite. A temperatura chegou a -8º, é um absurdo, para quem não tem tinha nem mesmo uma barraca. Neste momento minha esposa começou a chorar, sentamos na porta do banheiro (vestiário) num frio que eu nunca havia imaginado. Ficamos ali por um momento, me senti culpado por toda aquela desgraça. Estávamos no relento da noite, sem abrigo, comida e roupa adequada, sem poder voltar para a casa da D. Marlene porque estávamos muito longe e não sabíamos como chegar por causa da mata fechada, minha garganta deu um nó. Não sabia o que fazer ! Até que chegou uma moça, perguntou o que estava acontecendo, contamos o ocorrido, ela chamou um amigo dela para nos ajudar. O grupo de pessoas acampadas que ela fazia parte era grande, e por um acaso estavam sobrando barracas. Ele simplesmente nos emprestou uma barraca! Já não estávamos mais no relento, tínhamos agora uma barraca! Passamos a noite inteira cochilando em pequenos intervalos, só com a roupa do corpo, contando os minutos para a noite acabar! Foi uma noite tenebrosa, eu só pensava em ir embora!! Eu poderia facilmente ter morrido de hipotermia, isso é seriíssimo. Combinei com minha esposa, que assim que o sol nascesse iríamos embora. Estava decidido! 17/6/06 Quando vi os primeiros raios de sol, me enchi de esperança, minha confiança havia retornado, estava decidido a ir embora!! Eu e minha esposa saímos da barraca, não agüentávamos mais, ela olhou para mim e disse: -Depois do que passamos durante a noite, vamos embora?! Vamos subir esta porra!!! (SANTA FRASE). - Então vamos! (Eu disse) Logo em seguida o Leonardo apareceu, e veio nos auxiliar. Nos apresentou para o restante do grupo, fomos muito bem recebidos, nos forneceu café da manhã, lanche para a trilha e passou algumas boas dicas, “gente finíssima”, após este episodio, comecei a olhar com outros olhos a necessidade das pessoas. Este grupo era de Colatina (Espírito Santo), foram sensacionais, inesquecíveis. Uma dica muito importante para quem vai subir o pico de manhã, é partir logo cedo, para retornar cedo, no meio da mata escurece muito rápido. Minha esposa conheceu na porta do banheiro uma moça chamada Tati, que iria subir o morro naquele horário, pedimos para irmos no seu grupo, ela concordou e fomos; detalhe eles são de Colatina. Ela estava com o seu marido (Faiçal), o Adolfo (era a 4º vez no mês que ele iria subir o pico), mais a esposa e os filhos do Adolfo, o mais novo tinha 9 anos. Enfim começamos a subida, logo de início percebemos que o Adolfo e seus agregados estavam em uma forma muito melhor que à nossa, eles subiram muito mais rápido que nós. Eu, Vanessa, Tati e Faiçal, subimos no mesmo ritmo. Passamos a longa subida juntos, foi bem legal. A medida que íamos subindo, deslumbrávamos uma linda paisagem com um vento cortante; algo extremamente diferente de tudo que eu já havia feito. Estava curtindo cada momento da subida. Não é um percurso difícil e não é necessário uso de cordas. A trilha inteira é sinalizada, é só respeitar o caminho, aqui sim é fácil, mas é necessário preparo físico. Foi demais ! Ao chegar no cume da Montanha, tive a sensação de superação, em vista do que tinha acontecido, foi algo fantástico, ver todas aquelas nuvens, estar em um lugar pouco visitado, uma paisagem fantástica, foi um momento marcante na minha vida, que certamente não irei esquecer. Para quem gosta de trilhas, Pico da Bandeira tem que estar no topo da lista de lugares a conhecer. Após uma seção de fotos (15 minutos), lá vamos nós novamente, agora no sentido contrário, é a parte mais perigosa, portanto cuidado, a firmeza das pernas não é mais a mesma. E lá fomos nós, eu e a Vã, o Faiçal e a Tati, descemos sem maiores problemas, demoramos 3 horas para descer e quatro para subir. Chegamos no acampamento base sem problemas, o Faiçal nos ofereceu uma carona para descermos até Pedra Menina e que foi muito bem aceita. Em Pedra Menina nos despedimos satisfeitos com a superação e felizes com os novos amigos. Chegamos na pousada na D. Marlene, não fizemos mais nada a não ser tomar banho, jantar (R$5,00) e dormir. Fomos dormir por volta das 20:30. 18/6/06 Acordamos por volta das 9:00 da manhã demos uma volta pelo vilarejo e começamos o trajeto de volta. Quando era aproxidamente 20:30, chegamos em Vitória, tudo que havíamos passado, agora fazia parte do passado, nos hospedamos em um hotel legal, pedimos uma pizza que o slogan era “A verdadeira Pizza Paulistana”, de paulista não tinha nada, era muito ruim, para conseguir engolir, era necessário colocar catchup e maionese. Dormimos cedo, pois no dia seguinte era hora de voltar para casa. 19/6/06 Acordamos, fomos para o aeroporto; E o que aconteceu ? Overbook de novo, ocorreu um overbook na ida também ! Saímos de Vitória às 11:00 da manhã, chegamos em São Paulo às 13:00, deixei a Vanessa no aeroporto e fui direto para o trabalho. Cheguei atrasado mas cheguei. Saí do trabalho, fui o mais rápido possível para a casa, não via a hora de rever a minha cama. NOTA Espero que este diário, possa ser de grande ajuda para todos aqueles que tenham a intenção de subir o Pico, não ficaria nenhum um pouco contente em saber que alguém passou, o que eu passei, todo o aperto que infelizmente eu vivi, foi devido a falta de informação e negligência, esta foi a minha 1º viagem, eu não tinha idéia de como preparar uma viagem deste estilo. Hoje, sou mochileiro devido a esta viagem, orgulhosamente, posso dizer as viagens seguintes, tem sido perfeitamente realizadas. Nunca mais eu passei frio em viagem.
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