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Marcelo Lopes

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Tudo que Marcelo Lopes postou

  1. 03/04 – Amsterdã Acordamos exaustos e saímos para conhecer a região do Vondelpark. Compramos algumas coisas no mercado Albert Heinj e fomos tomar café no parque. Confesso que esperava um pouco mais do lugar. É um local de prática de cooper, caminhadas e de passagem. Assim como por toda cidade, hordas de bicicletas a todo momento cruzam seu caminho – na hora de saída do trabalho, lá pelas 17-18h, as ruas ficam lotadas de trabalhadores com suas bicicletas voltando pra casa. Vondelpark Novamente caminhamos sem rumo pelas vielas da cidade, que acho a melhor forma de curtir Amsterdã; compramos diversos souvenirs; optamos por não conhecer os dois principais museus da cidade, pois preferimos deixar a febre de arte para Madrid e Paris, pois não somos exatamente amantes das pinturas; essa decisão me pareceu acertada, pois acredito que Amsterdã tem tudo a ver com bares, cerveja, ver o tempo passar pelos canais da cidade, contemplar suas pontes, jardins, etc. A noite, buscamos um pub no Red Light District, o De Bekeerde Suster, que fica bem ao lado de uma coffee shop. Tomamos deliciosos chopps locais (na faixa de €3). Após, a janta foi no Wok to Walk. De Bekeerde Suster, mais um bom local para tomar ótimas cervejas em Amsterdã Seguem algumas observações finais sobre Amsterdã: - sistema de transportes excelente. Num lugar desses, realmente não faz muito sentido ter carro ou, caso tenha, usá-lo diariamente; - me pareceu acertado a hospedagem fora do centrão da cidade; - comida barata e farta: come-se fácil com menos de €10/dia; - não me fez falta os museus (depende de cada um). Amsterdã ao ar livre foi a grande atração; - cruzeiro pelos canais de dia é melhor para conhecer a cidade que os noturnos; - ótimas opções de compra nos mercados; - por fim, incrível notar como aparentemente TUDO funciona corretamente na cidade. Acho que isso é uma característica importante do “mundo desenvolvido”: as coisas são tão certas que os caras devem se estressar muito menos.
  2. 02/04 – Amsterdã Dormimos bastante, pois a travessia transatlântica nos deixou exaustos. Eu, que tenho medo de avião, não preguei o olho um minuto, apesar do vôo tranquilo. Dormimos cedo mas acordamos cedo, pois havíamos comprado via internet a visita a Casa de Anne Frank para aquele dia, às 10:40h (custou €8,50). Após uma pequena confusão com os transportes, chegamos no local – no bairro Jordaan – em cima da hora. A decisão de comprar via internet foi crucial: furamos uma fila enorme e entramos por uma porta (mal sinalizada) pela lateral. O museu em si eu não achei grandes coisas, mas é bastante informativo e, para quem leu o livro e gostou, vale bastante à pena. Eu achei o livro um porre, mas minha esposa adorou. Ao lado da Casa de Anne Frank há uma bela igreja com uma linda torre (Westerkerk) – parece que é ou foi a maior igreja protestante da Europa durante muitos anos. Westerkerk Após a visita procuramos uma cafeteria, pois minha esposa já estava entrando em crise de abstinência (de café...). No Starbucks de lá, peça o café pequeno: é uma jarra. Melhor ainda, o leite fica disponível e sai de graça – tem um leite cremoso delicioso. Comemos acompanhado de waffle com nutella, comprado numa das muitas lojas de doces e pães da cidade. Em geral, há boas lojas de pães e doces em Amsterdã, assim como em toda Europa que visitamos (em especial Paris). Após, fomos em direção ao Red Light District em busca da biblioteca pública da cidade, e descobrimos que na verdade ela fica ao lado da CS. O lugar é um verdadeiro achado!! Nossa intenção não era a biblioteca em si, mas sim subir até o último andar, onde há uma vista linda da cidade e free. Acabou que descobrimos um restaurante ótimo por lá, espécie de buffet self-service com diversas opções (saladas, sanduíches, grelhados, sopas etc.) a bons preços. Tomamos sopa de legumes com cerveja. Em geral, Amsterdã nos deixou com essa impressão: comida barata (come-se bem em termos de quantidade com €5) e as coisas são fartas. A água é de graça nos bares e restaurantes. Depois de uma estadia por lá, fiquei com a real impressão de que o custo de vida no Rio de Janeiro (no Brasil em geral) está realmente estratosférico. Difícil se segurar em meio a tanta perdição... Ótimas vistas desde a biblioteca Após a visita e almoço na biblioteca, fomos ao passeio Canal Cruise, pelos canais de Amsterdã. Compramos em uma das muitas lojas Tickets and Tour da cidade, que vendem entradas para diversos passeios. Saiu por €11, mais barato do que comprar direto com a empresa. Nessas lojas se vendem também combos de passeios: por exemplo, dois quaisquer por €30. Se não me engano, nessas lojas o Madame Toussaud sai a €18. O passeio durou 1h – tem outro que é mais longo e custa um pouco mais, e permite descer e subir em diversas estações ao longo dos canais – e passou pelos principais canais da cidade, com explicações dos pontos em quatro línguas (inglês, holandês, francês e espanhol). Achei que valeu muito a pena. Interessante ver, ao longo dos canais, as diversas “casas flutuantes” de Amsterdã. Algumas inclusive possuem jardim cuidados com muito esmero pelos moradores!! Uma ds muitas casas flutuantes de Amsterdã Após o Canal Cruise fomos ao Museu do Sexo. Esse só valeu a pena pelo baixo custo (€4). É bom para rir um pouco,tirar umas fotos engraçadas, mas não repetiria se conhecesse. Após, terminamos o dia num lugar espetacular para os amantes das cervejas artesanais: pegamos o tram 10 para uma região fora do centro histórico e fomos na cervejaria Browerij´t ij, que fica aos pés de um moinho. Muito bom!! Vários chopps feitos no local a módicos €2,30, com jarra de amendoim a €1 ou queijos e salame (€2) para acompanhar. O teor alcoólico dos chopps varia de 5% a 9%. Bebe-se ao ar livre, em mesas coletivas, ou do lado de dentro, pra quem não tolerar o frio. Nos finais de semana e sextas-feiras, eles oferecem visita guiada ao local de produção da cerveja. É uma boa alternativa ao Heineken Experience, caríssimo e me pareceu bastante turistão. Depois de muitos copos, ainda tivemos tempo de dar uma rodada no Red Light District – para ver as moças nuas nas vitrines, hahahaha – e uma saideira na Leidsenplein, forrando a barriga com Febo!! Para os amantes da boa cerveja, um lugar especial, de muito fácil acesso Mesas ao ar livre e confraternização entre os viajantes Alguns gastos do dia: Dois cafés no Starbucks: - €3,80 Waffel com nutella: €3,00 Cruzeiro nos Canais: €11 Almoço: €7,65 Museu do Sexo: €4,00 Coca-cola e água no mercado: €4,25
  3. André Considero que o Paris museum pass vale bastante a pena. E fácil saber se pra vc compensa, êh só entrar no site, ver as opções de visita gratuita que ele fornece e fazer as contas de acordo com o seu roteiro. Além disso ele te permite furar fila em diversas atracões (só nao consegui furar a fila na notre damme e saint chapelle). Ao contrario, o Paris visite eu considero furada. Abs
  4. 31/03 e 01/04 – Rio – Amsterdã e Amsterdã O vôo estava marcado para as 20:05h no Galeão. Chegamos por volta das 17:45h, com o tempo fechando – nuvens carregadas que me fizeram lembrar um cenário de trevas – e encontramos uma fila gigantesca, que na verdade fazia parte de dois vôos – o meu e o Rio-Paris da associada Airfrance. Demorou demais: cerca de 1h, e de nada adiantou termos feito o check-in online antes, já que a fila de entrega de bagagem era a mesma de quem não havia feito ainda. Sugiro portanto que, quem quiser dar uma olhada nos preços do freeshop, chegue bem cedo. Isso porque após a fila da bagagem ainda tem outra fila enorme do controle de passaporte. Dica: tinha uma funcionária da Polícia Federal que, ao perceber que havia muitos brasileiros na fila, começou a nos chamar. Parece que o trâmite de saída de brasileiros é mais rápido. Fique atento a uma dessas funcionárias que de repente ela pode passar você na frente. Não sei se isso é regra, mas foi a impressão que tive. O embarque estava marcado para começar as 19:05h, mas pelo atraso só foi começar lá pelas 19:45h. Pensei que o atraso do vôo seria gigante, mas por incrível que pareça conseguimos sair no horário. Essa foi a primeira de muitas impressões bastante favoráveis da KLM. O Boeing 777-200 era gigante e imponente – essa foi a impressão que tive, já que estou acostumado a viajar a trabalho em média uma vez por semana nos Airbus 319 e Boeing 737 de TAM e Gol, que parecem miniaturas diante do 777. 318 pessoas para serem embarcadas e uma agilidade e eficiência impressionantes: colocaram toda essa gente pra dentro em 20 minutos. O vôo em si foi espetacular: não sei se as trevas já haviam se dissipado dos céus, mas subimos com tamanha leveza que nem senti (estava tudo escuro). Foram 11h quase sem turbulência. Bebidas servidas com boa freqüência: vinho, cerveja, sucos diversos e refrigerantes. Comida boa: entrada com mais ou menos meia hora de vôo (degustação de algo parecido com amendoim), jantar (frango ou massa), sorvete na madrugada e, pela manhã, omelete para o café. Bebidas à vontade. Com relação à escolha do assento: se você não fizer questão de olhar pela janela – aliás, 80% do vôo se dá sem conseguir ver nada, pois tá tudo escuro – opte por uma poltrona em que você não seja obrigado a pedir licença a outro passageiro para ir ao banheiro, pois as idas em geral são freqüentes. Chegamos em Schiphol às 12h em ponto. Muito grande o aeroporto. Quem não está acostumado ou não for esperto se perde fácil. Mas muito bem sinalizado em inglês e holandês. Estava tão aflito com a imigração que fomos direto atrás dela – e esquecemos de olhar as lojas do freeshop local. Na verdade nem sei se Schiphol tem freeshop para chegada de voos (o Charles de Gaulle não teve). Aflição por nada. Chegamos juntos num guichê onde a oficial de imigração nem se levantou: pediu os passaportes, perguntou quantos dias em Amsterdã, para onde íamos depois, e tchau e benção. Carimbo garantido. Levamos algum tempo até entender como comprar o bilhete do trem para Amsterdam Centraal (CS), a estação de trens de Amsterdã. Pode comprar em uma das muitas máquinas espalhadas pelo aeroporto – aliás, a automação é freqüente na Europa, em trens, metrô, aeroportos etc – ou diretamente no guichê. A passagem custa €3,80, mas pode-se comprar a que vai pelo trem expresso (pula uma ou duas estações e vai direto para CS) e custa €0,70 a mais. Em cerca de 20 minutos chegamos em CS, uma estação localizada num prédio gigante e muito bonito quando visto de fora. Saindo, a esquerda, está o escritório da GVB, a empresa que opera os trams (uma espécie de bonde elétrico). O lindo prédio da estação central de trens de Amsterdã Aqui vai uma dica: assim que chegar em Amsterdã, nem pense duas vezes: compre o passe chamado day ticket da GVB. Ele lhe dá direito a usar por alguns dias de forma ilimitada os trams, que certamente serão seu principal meio de transporte na cidade, independentemente de onde você se hospedar, e custam, de forma unitária, €2,70 (válida por 1h, ou seja, nesse horário pode tomar quantos trams quiser). A única opção de não comprar eu acho que é comprar os tickets de museus, que me parece ser bem caros, e acabam dando direito ao transporte. Os preços do passe da GVB que me lembro são: €7,5 (1 dia), €12 (2) e €16 (3). Valem a partir da 1ª utilização. São pessoais e você deve fazer o check-in quando entra no ônibus e o check-out quando sai. As máquinas para checkin e check-out ficam nas portas do transporte. Ficamos hospedados na região do Vondelpark, no EMB Memphis Hotel, e tomamos o tram 2 para ir para lá. Os mapas turísticos de Amsterdã costumam ter a indicação dos trams que passam nas ruas, assim como todos os pontos de parada dos transportes. Depois de algumas horas visualizando aquele emaranhado de ruas, linhas e números, fica fácil transitar pela cidade sabendo exatamente qual tram tomar. Além disso, em toda parada (que são fixas, eles não abrem fora das paradas) tem um mapa e (fantástico!) o horário exato que o tram vai passar, todos os dias do ano, faça chuva ou faça sol. Nos três dias que ficamos em Amsterdã, só um tram se atrasou – cerca de 4 minutos. Além dos horários dos trams, há também o dos ônibus e dos ônibus noturnos. Atenção: o day pass não dá direito aos ônibus, que são de outra empresa (Conexxion), mas sim aos ônibus noturnos, que começam a circular após o fim dos trams, que param a 1h da manhã. Frente do EMB Memphis Hotel Achei ótima nossa opção de hotel. Primeiro, o bairro é espetacular: ruas arborizadas, tranqüilas, com lojas, cafés e confeitarias muito elegantes. Bem servido de trams – 2, 5 e 16. Achei o centrão de Amsterdã muito tumultuado para uma hospedagem. O hotel em si foi ótimo: paguei €89, sem café da manhã, reservando com uns cinco meses de antecedência. Quarto e banheiro (este o mais importante) impecavelmente limpo, arrumado diariamente, com frigobar e TV LCD grande. Vista desde o quarto das vizinhanças do hotel Ótimo quarto a um ótimo preço (para o caro padrão de Amsterdã) Banheiro impecavelmente limpo No primeiro dia, nos dedicamos a caminhar de forma descompromissada pela cidade, fazendo um reconhecimento dos principais pontos. A cinco minutos a pé do hotel estava a região dos museus, conhecida como Museumplein. Lá está, por exemplo, o Van Gogh e o Riijksmuseum. Em frente deste último está a famosa frase “I amsterdam”, que lota de gente durante o dia. Dica: se quiser “aquela” foto exclusiva, sozinho com a frase, procure ir ao local à tardinha, pois fica mais vazio. Para conseguir fotos exclusivas como estas, tem que ter paciência... Em geral no final da tarde fica mais tranquilo Quase esquina com a Museumplein está a Leidsenplein, praça e rua lotada de bares e, relevante, onde se concentram boas opções baratas de comida: Won to Walk, de comida asiática – estilo yakisoba; Febo, de comida “gordurosa” – ótimas asas de frango fritas, batatas com maionese e croquete de carne; Mc´Donalds; Starbucks etc. Mais a frente, uma espécie de centro de reuniões da cidade, a praça Dam Square, vizinha à região do Red Light District, mundialmente conhecida pelas prostitutas e coffee shops. Alguns gastos do dia Trem Schiphol – CS: €9,0 (para 2 pessoas com o trem rápido) Hot Dog no Museumplein: €4,50 Café Machiatto: €2,00 Batata com Maionese no Febo: €2,50 Day Pass de 2 dias: €12,00 Seguem algumas informações de utilidade pública mochileira em relação ao preço de comidas: Asas de frango no Febo – 3 por €2,20, 6 por €4,40. Batata frita no Febo: pequena €1,90, normal €2,20. Com maionese €2,50 Croquete de Carne no Febo: €1,50 Croquete de Carne no pão no Febo: €2,00 Pratos do Won to Walk: depende da quantidade de coisas que se coloca na refeição, mas começam em €4,90 e dificilmente passam de €8,00. McFish no Mc Donalds: €2,00 Quarteirão Mc Donalds: €1,95 Hambúrguer Mc Donalds: €1,00 Mercado Alberto Heinj: mercado mais popular de Amsterdã (o único? Não sei, mas é onipresente). Saladas (bons pratos, do tamanho de uma refeição): entre €2-€3. Latas de salsicha: €1 - €2. Pães: desde €0,50 dois pães. Frios em geral: desde €1,50. Água: desde €0,90. Cervejas, que no Brasil são classificadas como especiais, desde €0.90 (esse é o preço da Leffe, por exemplo). No Albert Heinj, ótimas opções de pratos bem econôicos e mais saudáveis que croquetes e afins de Amsterdã Teve gente que não acreditou: a Leffe custa centavos!! É a Skol deles... Padaria: croissants desde €1,00. Café desde €1,50 (atenção, o copo, em geral, é GIGANTE). Refeições: em geral, os menus do dia (salada, prato principal e sobremesa) giram em torno de €10. Na ausência de uma comida tradicional óbvia, em Amsterdã existem muitos restaurantes de “Parrillada Argentina”. Não provei. Os chopps não achei caro: vão desde €2,40, mais ou menos o preço do Brasil. O que mais achei de tradicional em Amsterdã em termos de comida fora os stropwaffles (acho que é assim que se escreve): uma massa fina e endurecida recheada com caramelo. Li que aquilo era bom pra tomar com café: coloca ele em cima da xícara (tampando-a), deixa derreter um pouco e come. Nos bares, servem aquilo a preços em torno de €1,50. No supermercado, por esse preço se compra um pacote com uns 20.
  5. Segue o relato de uma viagem de 17 dias por três países: Espanha (Madrid e adjacências; região da Andaluzia – Sevilha, Granada e alguns pueblos blancos), Holanda (Amsterdã) e França (Paris). Depois de muito mochilar pela América do Sul/Caribe, resolvemos partir para a Europa, numa viagem estilo casal. Ou seja, a idéia era aproveitar mesmo, não economizando principalmente em hotéis. Mas o espírito mochileiro ainda segue presente, então estou estimando por alto que o gasto total para duas pessoas (incluindo tudo: passagem, hotel, alimentação, transportes e gastos diários) tenha sido de R$9.600,00, com alguns souvenirs e sem considerar as compras mais caras (vinhos, terno, roupas, cremes femininos, etc.) Comprometo-me a tão logo chegue no Brasil anexar planilha com gastos totais. Assim como as fotos, que serão redimensionadas para carregarem rápido. Espero que aproveitem as informações e sintam-se livres para perguntas. PLANEJAMENTO Começamos o planejamento desta trip com mais de seis meses de antecedência. Com essa antecipação, conseguimos bons preços de passagens aéreas e reservas em hotéis que, em alguns casos, estavam o dobro do preço semanas antes da viagem (caso de Madrid, por exemplo). Dessa forma fica a primeira dica que julgo relevante: planejem e se antecipem; consultem diariamente os hotéis e companhias aéreas; cadastrem-se ou consultem sempre sites que divulgam promoções; façam inicialmente reservas que possam ser canceladas; usem bastante a internet. No caso da passagem aérea, comprei com mais de seis meses de antecedência. A companhia holandesa KLM faria sua estréia em vôos diretos do Rio de Janeiro para Amsterdã, e estava oferecendo um preço muito bom pelo porte da companhia e sua conhecida excelência no atendimento: US$709. Mas o melhor mesmo é que eles permitiam que realizássemos stopovers tanto na ida quanto na volta. Achei isso o diferencial. Ou seja: comprei uma passagem Rio – Madrid – Rio, com conexão em Amsterdã, mas que na verdade me permitia fazer (1) Rio – Amsterdã (pois seria a “conexão” antes de Madrid); dias depois, (2) Amsterdã – Madrid, terminando assim a primeira perna; agora o pulo do gato: a volta, ao invés de fazer Madrid – Amsterdã, pude fazer (3) Madrid – Paris, pois a KLM é do mesmo grupo da Airfrance, e então Paris seria a “conexão” da volta; e, por fim, dias depois, (4) Paris – Rio. Tudo pelos mesmos US$709, sem voar em companhias low cost nos trechos internos da Europa. Segue, portanto, mais uma dica: procurem os stopovers; busquem roteiros interessantes e que permitam realizar este tipo de estratégia; busquem países cujas companhias operam em associação (tipo KLM-Airfrance). Comprei a passagem com cartãso Platinum, o que também é uma boa estratégia, pois garante o seguro saúde necessário para entrar na Europa. Se informe no seu banco sobre essa possibilidade.
  6. Marc parabéns seu relato esta mto legal. Estou chegando aí em 4 de abril e tb fiquei muito p... da vida por nao conseguir passar meu cartão para comprar o ingresso do jogo da champions. Nao aceitou no site do Real Madrid, deve ter sido mesmo problema pelo qual vc passou. Uma duvida sobre o Abono Turístico: vc lembra qual a companhia desse ônibus que vai para Toledo? Saberia dizer qual o custo por fora do abono para esse ônibus? O que vc achu sobre o passe, lhe rendeu realmente alguma economia com transporte?
  7. Marcelo Lopes

    Madri

    Alguem poderia opinar sobre o cartão de transporte Abono Turistico? Fiquei sabendo que num dos passes (o que inclui a zona T) estaria incluida a possibilidade de ir a Toledo, mas não pela Renfe - imagino que seja por alguma empresa de onibus local. Como o transporte via Renfe custa 20 euros - ida e volta - e esse passe de 2 dias sai a 25 euros, não seria uma boa ter Toledo e a possibilidade de utilizar livremente o metro por esse preço?
  8. Diogo qual a avaliação q vc faz do hotel em que ficou? Estou indo agora no final do mês e devo ficar na região do voldenpark, que achas? Sobre cervejas, tb sou um aficionado. Mas já me disseram que na Europa m chope costuma ser bem caro, confirmas? Dizem que comparativamente o vinho sai muito mais em conta...
  9. Fala romulo, beleza? To indo agora em 31 de marco, então qdo vc estiver indo eu já poderei te dar os detalhes, acertos e arrependimentos. Mas a minha idéia fechou assim: Sevilha 3 noites e granada 3 noites. Nao mais pernoitarei em Ronda, mas vou alugar um carro em Sevilha e fazer bate volta, rodando pela região - pretendo ir a Arcos de la Frontera e Ronda, ambas em um dia só. Decidi fazer isso porque a outra opção seria alugar o carro em Sevilha e devolve-lo em granada, mas estive pesquisando e isso encarece muito a diária. Abs
  10. Daniel vi no teu planejamento de gastos que vc fez a carteira de estudante internacional. te serviu de alguma coisa, foi util? também estou no aguardo de madrid!! abs
  11. Matheus Caso vc compre as passagens de avião pelo cartão visa platinum, eles te dão de graça o seguro (certificado schengen). caso vc nao possua esse cartão, esse seguro é vendido por agências de viagens. ele é obrigatório para entrada na europa.
  12. só dá pra comprar com 2 meses de antecedência, e não é garantido que aceitem seu cartão de crédito.
  13. Olá Fernando Estarei na região mais ou menos nessa época que vc vai. Especificamente na Espanha, farei Madrid, Sevilha, Ronda e Granada, tendo que voltar a Madrid para pegar o voo rumo a Paris. Qual a sua idéia para Ronda? Acho que deve ser demais essa cidade, e como estarei com minha esposa, pretendo alugar um carro em Sevilha e devolve-lo em Granada, pernoitando em Ronda. Vc pensa em alugar carro? To achando meio salgados os preços via internet. 2 diárias ta me saindo a 120 euros, o que acho caro. Vc já pesquisou preço de aluguel de carro e tem dado mais ou menos isso? Como pretende fazer Sevilha - Granada? Tem Renfe nesse trajeto?
  14. Oi Tati, esse seu roteiro será muito parecido com o que vou fazer agora em Abril: 2 noites em Sevilha, 1 em Ronda e mais 3 em Granada. Também quero alugar um carro pra fazer Sevilha - Granada, com um pernoite em Ronda. Você lembra quanto que vc pagou no aluguel do carro no total? Estou com dúvida se há cobrança extra pelo fato de entregar o carro em Granada... E o percurso, é realmente muito bonito?
  15. Mauro, alguma dica para o aluguel de carros na andaluzia? qual a agencia/site que vc buscou? lembra-se de quanto pagou pela diária?
  16. Dia 13 – Santiago de Chile O dia foi bastante especial, já que a Juliana completava 29 anos. Decidimos adquirir um tour para conhecer Viña Del Mar e Valparaíso, duas cidades bastante próximas e que tem grandes atrativos. Contratamos um guia que falava bem o português e aparentemente conhecia bem a região. Ele nos cobrou 56 mil pesos pelo passeio feito em van e que durou o dia inteiro. O caminho para Viña é bem interessante, com diversas vinícolas ao longo da estrada, e há a possibilidade de paradas ao longo do percurso para boas fotos. A primeira cidade que paramos foi Viña, e a entrada da cidade é bem legal, quando pode-se vê-la de cima e tem boas paisagens. Após a sessão de fotos seguimos direto para a Quinta Vergara, um local onde há shows, exposições etc. Passeamos pela orla e ficamos um pouco na praia, onde pudemos tocar nas águas gélidas do Pacífico. Após o almoço – comemos um lanche rápido no McDonald´s para não perder tempo, que custou $4800 – seguimos diretamente para Valpo, cidade portuária de Pablo Neruda e que se abre feito um terraço diante do Pacífico (acho que essa frase é do poeta). Fomos visitar uma de suas casas – La Sebastiana, $6 mil a entrada – e depois fizemos uma visita bem agradável pelas ladeiras do bairro, que se estendem com uma vista impressionante para o porto e o pacífi-co. De volta a Santiago, resolvemos curtir a noite no Patio Bellavista, localizado na famosa calle Pío Nono. De todas as vezes que fui a Santiago o point da curti-ção sempre foi a Pío Nono, que possui um clima boêmio e jovem bem carioca. Bares, boates, restaurantes, um clima bem agradável, e desta última vez descobrimos o Patio Bellavista, que é um espaço onde se concentram diversos restaurantes, muitos com música ao vivo. O local estava bem cheio e nós tive-mos que esperar vagar mesa num grande restaurante central onde estava pro-gramado a apresentação de uma banda de rock. Tomamos vinho, ouvimos boa música, comemos uma bela pizza e desembolsamos $16 mil pesos, com o táxi incluído na volta pra casa. Dia 14 – Santiago de Chile Era nosso último dia em Santiago. Optamos por acordar bem tarde e, mais ou menos pelo horário do almoço, rumamos para a vinícola Concha y Toro, a mais famosa do Chile. Depois de uma pequena pesquisa na internet sobre como chegar no local, tomamos o metrô da cidade até a estação Las Mercedes. Da estação a vinícola fica a mais ou menos uns 15 minutos de ônibus urbano, que deixa exatamente em frente a CyT. O local é bastante agradável, e há dois tours disponíveis para se fazer dentro da vinícola. Escolhemos pelo mais bara-to – se não me engano custou $7 mil – que inclui um vídeo explicativo, visita guiada ao local onde estão plantadas as uvas, os tonéis (o famoso casillero del diablo) e uma prova de vinhos, além de um copo de brinde. Evidentemente que há uma loja para comprar os vinhos, e gastamos uns 40 mil pesos com as maiores delícias do Chile – gostei especialmente do vinho branco Marques de Caas Concha. Na noite do nosso último dia de Lua de Mel, ficamos batendo perna pelo bairro da Providencia, compramos algumas comidas enlatadas locais para levar ao Brasil e terminamos por jantar num fast food estilo americano. Acertamos a contratação de um serviço de shuttle para nos levar no dia seguinte ao aero-porto, serviço indicado pelo próprio Eurotel e que nos apanhou na madrugada o dia seguinte. Espero que esse relato tenha sido bastante proveitoso. As dúvida que porven-tura restarem aos mochileiros serão prazerosamente respondidas. Antes de terminar, revelo porque nossa estadia foi na capital chilena foi tão inesquecível e especial: Nove meses depois, mais uma integrante na família!!
  17. Dia 10 – Mendoza Foi um dia espetacular. Acordamos as 8h para o café e entramos na van rumo ao nosso rafting. Realmente me surpreendi com o passeio. Fomos até uma base próximo do rio Mendoza. Levamos cerca de uma hora para chegar no local, e pudemos ver várias vinícolas no caminho. Na base do passeio, um bar-restaurante às margens da rodovia, vestimos nossa roupa e subimos no ônibus que nos levou até a beira do rio. Colocamos o barco inflável nas costas e descemos por cerca de 20 minutos até o rio, que estava muuuuuuuito frio. Mas com o tempo, a tensão da descida (o nível de dificuldade era baixo) e o esforço da aventura esquentavam o corpo de tal forma que qualquer mergulho naquelas águas formadas pelo degelo dos Andes davam uma sensação fantástica de refrescor. Ao final da aventura, pode-se adquirir o CD de fotos tiradas pelo pessoal do tour, a $35. De volta a Mendoza, terminamos nossa estada da cidade como manda o figurino: enchemos nossas malas de bom vinho e espumante, comprados em uma loja especializada da cidade (há muitas). Foram tantos que tivemos que comprar, na rua principal de Mendoza, uma mochila adicional, a $60. Dia 11 – Mendoza – Santiago O dia na cidade argentina foi todo dedicado ao tour de Alta Montaña. Esse passeio é feito pela estrada que vai até Santiago do Chile, e que nesta época do ano encontra-se sem nenhum tipo de barreira de gelo. No caminho é possível tirar fotos da estrada e das paisagens nas paradas feitas pelo ônibus. Pode-se tirar boas fotos nas paradas Em uma delas, chega-se ao mirante do Aconcágua, que vê-se de longe - antigamente, neste tour podia-se ir até a entrada do Parque Aconcágua, mas agora não é mais permitido. Ainda assim, as fotos são boas. A primeira parada mais demorada se dá na estação de esqui de Los Penitentes, que nessa época do ano tem a cobertura de suas montanhas totalmente a mostra. Pode-se subir até o alto da estação através das telesillas (pagas), mas o grupo do tour decidiu que seguiríamos direto para um dos pontos mais interessantes, o Cristo Redentor. Trata-se de um monumento localizado a mais de 3800 metros de altura, ao qual se chega através de uma estrada sinuosa de terra, bastante inclinada e apertada, que chega a dar calafrios quando dois ônibus passam ao mesmo tempo. A difícil subida Faz bastante frio lá em cima, onde se pode comprar lembranças e tomar um chocolate quente revigorante. Não se fica muito tempo por lá, e logo iniciamos o caminho de volta, dessa vez com uma parada na localidade de Puente Del Inca, um sítio arqueológico da era incaica relativamente bem conservado, onde antigamente podia-se entrar para aproveitar de suas águas termais. Puente de Inca Na maior parte dos tours, o almoço – bastante bem servido – se dá nesta localidade. Voltamos mortos para o hotel e compramos as passagens para Santiago do Chile, pela Andesmar. O ônibus era daquele de dois andares, e confesso que a sensação de pegar a estrada, num ônibus desse porte, à noite, cruzando os Andes por uma estrada conhecida como “Caracóis” não é nada agradável, apesar do ônibus ser bastante confortável, com poltronas bem largas e inclináveis. A travessia se torna ainda mais desagradável quando se chega na aduana chilena, onde se perde fácil cerca de 2 horas cumprindo as normas da burocracia local. Cruzando os...
  18. Dia 6 – Buenos Aires Começamos cedo o dia resolvendo a nossa ida a Mendoza. Ao contrário do Brasil, quando muitas vezes andar de ônibus (em especial longas distâncias) é algo penoso, desconfortável e enfadonho, o serviço na Argentina me parece coisa de primeiro mundo. Nos dias anteriores havíamos visto pela televisão confrontos entre motoristas de ônibus ligados aos sindicatos na estação Retiro. Aquilo me deixou um pouco em dúvida sobre se valeria a pena comprar uma passagem de avião para Mendoza. Mas eu achei que seria uma experiência interessante cruzar quase metade do país horizontalmente em direção aos Andes através das rodovias argentinas. Fui na estação Retiro e dirigi-me à cabine de vendas da Chevallier, que acabou me vendendo uma passagem pela Flecha Bus, ao custo de $255 no ônibus coche cama. Havia uma opção mais barata (cerca de $220) e outra mais cara ($300), mas a minha escolha acabou sendo adequada, como veríamos dias depois. Ao longo do dia fomos ao bairro Recoleta, bem próximo do Centro, e o translado de táxi, ida e volta, nos custou cerca de $25. Passeamos pela Plaza Alvear, próxima do grande hotel de mesmo nome, que possui jardins floridos bem bonitos e fica ao lado da Basílica de Pilar e do Cemitério da Recoleta, um atrativo fúnebre cujo maior destaque é o túmulo da família Duarte, onde estão enterrados os restos mortais de Eva Perón. A entrada é franca e em determinados horários há tours guiados em espanhol e inglês. Plaza Alvear Família Duarte no Cemitério da Recoleta Ao redor daquela praça existem diversas opções de almoço, com preços não muito convidativos, a não ser nas promoções de parrillada, que normalmente não vem completas. Nosso almoço – parrilla com salada – ficou em $105. Também nas imediações há uma sorveteria Freddo, cujo grande lance é ficar pedindo “provinhas” às atenciosas garçonetes. Parrillada Naquela noite, optamos por assistir mais uma vez ao show de tango do Café Tortoni. O tradicional restaurante fica localizado na Av. de Mayo, e pelo preço acessível – $60 por pessoa no show tradicional, mais “porteño”, segundo o vendedor; e $80 no show turístico – é uma boa pedida. A duração de ambos é bem parecida, mas o show tradicional realmente me pareceu mais “argentino”. Pode-se pedir todos os pratos constantes do cardápio do restaurante ao longo das 1:15hr de espetáculo, mas os preços não são muito convidativos - comemos um sanduíche sem bebidas alcoolicas e a conta saiu de $45. É bom comprar com antecedência o ingresso para o show, dado que o local é pequeno e há grande fluxo de turistas. Dia 7 – Buenos Aires Depois de vários dias de muito calor, Buenos Aires amanheceu enfim com cara de Buenos Aires. Uma chuva fina caiu sobre a capital argentina, diminuindo um pouco a sensação tenebrosa de calor da cidade. Aproveitamos e fomos caminhar nos parques de Palermo, um programa bastante agradável que sempre procuro fazer, só ou acompanhado. Tomamos o metrô na Florida, e fomos em direção à estação Plaza Itália. De lá, deve-se caminhar pelo lado esquerdo de jardim zoológico, em direção à Av. Libertador. Nos finais de semana, ao redor do zoológico ficam charretes oferecendo um passeio pelo bairro, que é muito interessante. Como o dia estava chuvoso, não fizemos o passeio, e a chuva também parece ter espantado muitos argentinos do parque, que costuma encher aos domingos. Um dos lugares mais agradáveis para nós daquela região é o Rosedal, uma parque bem cuidado e cheio de flores belas que produzem fotos muito bonitas e românticas. Há também um lago onde se pode andar de pedalinho. Além disso, várias carroças de sanduíches, onde o meu preferido é o choripán (custa em torno de $5 nessas carrocinhas). Por volta da hora do almoço, voltamos para o centro e almoçamos no Café Oriente (Av de Mayo esquinsa com 18 de Julio), e comemos uma deliciosa milanesa de ternera, que acompanha purê ou batata frita, ao custo de $60 todo o almoço. As lindas flores do Rosedal Outra boa pedida para um casal a noite é o bairro de Palermo, na região de Palermo Hollywood, mais especificamente ao redor da Plaza Serrano. Na parte da tarde e ao cair da noite há várias tendas vendendo roupas descoladas e outros objetovs. É possível chegar por outros meios de locomoção, mas como era bem tarde preferimos ir de táxi. Ao redor da praça também há diversas opções de bares, e dessa vez demos a sorte de encontrar música ao vivo, e brasileira. Ficamos nas mesas colocadas pelos resutaurantes ao redor da praça, em frente ao Bar Macondo, tomando uma Quilmes e beliscando os sanduíches. Dia 8 – Buenos Aires - Mendoza Em nosso último dia em BsAs, aproveitamos a manhã para fazer compras. Nosso ônibus estava marcado para as 19hr, mas os dias anteriores tinham sido marcados por confrontos entre sindicalistas do setor de transportes na área próxima à estação – Plaza San Martin – então procuramos tentar chegar um pouco mais cedo a rodoviária. Acabou que nos demos mal, pois o ônibus atrasou demais (só saiu às 20:30hr). Mesmo para quem fala bem o espanhol é uma situação difícil, pois os funcionários são muito mal preparados e tratam muito mal a todos – turistas ou argentinos. De mo do que ficamos algum tempo sem saber se o ônibus sairia ou não, num sistema de informações muito complicado – é preciso ficar atento aos microfones anunciando a chegada do ônibus e a localidade de destino. Apesar dos contratempos na estação, pude conferir uma vez mais como são bons e confortáveis os ônibus argentinos. O serviço de bordo também é muito bom, melhor que muitas companhias aéreas low fare: espumante, vinho, sanduíche e uma farta janta. Dia 9 – Mendoza Apesar de verão, Mendoza ainda mantinha aquela paisagem típica de uma cidade situada aos pés da cordilheira dos Andes. Desde a chegada, pode-se ver, mesmo no abafado dos meses de janeiro, os picos nevados por detrás das cadeias montanhosas mais próximas de Mendoza. Um táxi da rodoviária até a rua principal da cidade custa cerca de $10. Como não tínhamos nenhum hotel reservado, fomos direto ao Niventus, mas a Juliana não gostou. Fomos então para o Puerta del Sol, bem localizado (próximo a Peatonal Sarmiento, que me parece ser a principal rua turística da cidade) mas que também não é lá essas coisas. Ambos são muito melhores vistos da internet do que ao vivo. O hotel nos custou $450 o casal pelas duas noites, pagos adiantado, o que eu achei um absurdo. Aproveitamos o primeiro dia para rodar a pé pela cidade, pela região do Paseo Sarmiento (coração turístico da cidade, onde ficam as principais lojas de aventuras, roupas e restaurantes) e Av Sarmiento até a Plaza Independência. Queríamos contratar alguns passeios turísticos, e por isso fomos inicialmente ao Backpackers II, hostel que eu já havia ficado hospedado numa outra oportunidade. Meu interesse maior era o tour de Alta Montaña, pois queria mostrar para a Ju os cumes nevados de Mendoza mais de perto. Mas estava lotado para os próximos dias, de modo que buscamos uma agência localizada na Av San Martin. Fechamos dois passeios: Alta Montaña e, por idéia da Juliana, um rafting, que acabou que foi um dos momentos mais inesquecíveis da viagem. Ambos custaram $360.
  19. O Chile eum pais de extremos, como fica claro pela sua topografia. A menos q vc faca trechos de avião, ir p o Sul ou norte em 8 dias fica complicado. De modo q sugiro 3 dias na capital, 2 na região de vina e valpo e, se quiser esticar, pode ir a região dos lagos - puerto varas e p montt. Mais q isso de distancia fica mto apertado.
  20. Dia 5 – Buenos Aires No dia que chegamos a Colônia já compramos nossa passagem no buque para Buenos Aires. Tínhamos visto a opção de comprar pela Buquebus pela internet, mas a passagem mais barata só dava direito ao horário das 05:30hr da manhã, num buque cujo trajeto deveria ser feito em 3hr. Para nossa surpresa, assim que chegamos a Colônia nos deparamos com uma enorme loja da Colônia Express na rodoviária da cidade. Como quem não quer nada, fui conferir o pre-o, e qual não foi nossa surpresa: passagem a $630 no buque das 11:15hr e com trajeto sendo feito em 1hr. Descobri então que os preços no local e da internet não guardam relação, e que ainda existia outra empresa disponível (Seacat). O preço pela Colônia Express acabou sendo menor que o da Buquebus e num horário ótimo. O catamarã era bem moderno, com duty free dentro da embarcação e bar com bebidas e salgados. Melhor: o porto em que desembarcamos é bem mais perto do centro de Buenos Aires do que o do Retiro, onde desembarcam os passageiros da Buquebus. Tomamos um táxi para o hotel Grand King na peatonal Lavalle, entre Florida e San Martín. Ótimo localização e ótimo custo-benefício: USD65 para quarto superior, o que, somado ao IVA, nos saiu a USD78 a diária. O café da manhã também mostrou-se melhor do que o do Holiday Inn, com grande fartura de pães, vários tipos de medialunas e uma quantidade impressionante de sachês de dulche de leche, que levamos às dezenas para casa. Nesse dia estávamos com muita fome e cansados, e aí achamos talvez nossa maior descoberta em termos de comida. Na própria Lavalle, muito próximo ao Grand King, descobrimos uma birosca pequena, meio kiosco meio restaurante, lotada de porteños. O dono, um senhor bem simpático, servia por trás do balcão milanesas, sanduíches gigantescos, empanadas e potes apetitosos de vários tipos de salada. O local estava lotado e atendia pelo sistema de senhas. Ficamos um tempo do lado de fora, olhando de soslaio, tentando entender a sistemática local. Juliana se encantou e não teve medo: meteu-se em meio ao monte de argentinos, meio que acotovelando-se, e disparou um portuñol simpático que fez todos pararem para olhar o velho bigodudo servir aquela brasileira em estado em êxtase em meio a tanta comida farta e barata. Resultado: um belo almoço constituído de um pote (estilo tupperware) generoso de quatro tipos de salada, uma milanesa soberba e duas empanaditas, com bebidas e ao custo de $30. Vimos ao vivo ao longo da tarde deste dia o que os jornais do Brasil já diziam. Buenos Aires estava em liquidação, e para nós brasileiros, a um preço imperdível. Roupas femininas de bom gosto sendo vendidas a $20-30, camisas de marcas conhecidas (Cristian Dior, Pollo, Brooksfield, Lacoste) a preços bastante convidativos, além das já famosas lojas esportivas. Para os não tão exigentes, a partir das 18hr a Florida transformava-se num verdadeiro camelódromo a céu aberto, com camisas Lacoste (falsificadas, mas idênticas às originais) a $35. De noite, fomos a Puerto Madero, uma já conhecida e ótima pedida para casais. As ruas do bairro enchem-se de gente, que circulam pelas ruas mesmo as 23-24hr. Preferimos algo mais descontraído: ficamos no Spell Bar, um misto de pub e restaurante, com danceteria no salão de baixo e restaurante descolado no andar térreo, localizado nos prédios da avenida principal de Puerto Madero. A conta saiu a $75, servindo champagne Chandon em garrafinhas e dois pratos mexicanos.
  21. Olá Mochileiros, Estarei em Ronda em abril/12. Minha idéia é alugar um carro em Sevilha e entrega-lo em Granada, com um pernoite em Ronda. Pelas minhas pesquisas trata-se de uma cidade no sopé de uma serra. Pergunta: é possível transitar facilmente de carro na cidade? Ou, pelo fato de estar de carro, teria que buscar um hotel nas cercanias? Grato pela ajuda!!
  22. 3 dias e vc vai a BsAs, Punta e Montevidéu? Acho muito pouco tempo pra isso. Sugiro que vc gaste dois dias em Mvd e um deles peque o ônibus que vai a Punta e conheça a cidade. Pega o ônibus de manhã cedo e volta no fim do dia. Esquece BsAs, gasto de tempo e $ a toa, dificlmente vc vai aproveitar o tempo de forma produtiva. Abs
  23. Marcelo Lopes

    Mendoza

    por esse preço é melhor ir no balcão da aerolineas em buenos aires e comprar uma passagem de avião. sai mais barato que isso, com certeza...
  24. chega cedo no estádio e compra direto na bilheteria. é tranquilo, como nas grandes cidades brasileiras sempre tem uns espertos ao redor mas em geral não tem problema não. esquece isso de comprar com organizadas... se quiser uma experiencia mais intensa, sugiro ir no estádio do independiente, em avellaneda. tem onibus urbano que te deixa lá na ida e na volta.
  25. Dia 3 – Punta Del Este Acordamos cedo para pegar o ônibus das 09:15h em Três Cruces rumo a Punta. Com relação a acordar cedo, realmente faz-se necessário: como já disse, os ônibus de Mvd são extremamente lentos – rodam a não mais do que 20-30km/h. E a 18 de junio, a avenida principal do centro, só vive engarrafada. Caso não queira passar pelo transtorno do ônibus, que tem um custo baixo ($16), pode-se pegar um táxi, que a corrida não será cara. Mas apesar de lentos, achei interessante um aspecto desse cotidiano uruguaio: ao contrário do Rio de Janeiro, onde sobem e descem dos coletivos pedintes de dinheiro, ou contando uma história triste (morte na família, doença, desemprego, expulso pelo tráfico etc.) ou vendendo mercadorias de origem duvidosa, em Mvd a prática cotidiana me pareceu ser o canto dentro dos coletivos. Inclusive com jovens levando instrumentos (na maior parte das vezes, um violão), e os passageiros aplaudindo ao final, deixando uma contribuição. Outro aspecto interessante é que, em nenhum momento, os locais fizeram cara feia ou me deixaram de dar algum tipo de informação solicitada. Ao contrário de Buenos Aires, onde os nativos – em especial no centro da cidade – parecem estar de saco cheio de falar com brasileiro (a não ser os que querem te vender alguma coisa), em Mvd todos foram bastante solícitos e atenciosos, dando sempre informações precisas. O ônibus da Cot (todos velhos, acabados e desconfortáveis) saiu no horário, e chegamos a Punta as 11:30h para fazer um bate volta, passando antes pela rodoviária de Maldonado, cidade vizinha. Realmente Punta del Este parece ser um lugar agradável para quem tem muito o que gastar em poucos dias. A chegada na região da Península – parte mais badalada do balneário, onde fica a avenida principal e maiores lojas e restaurantes – é muito bonita, com a Playa Mansa a esquerda e a Playa Brava do outro lado. Em meio aos grandes edifícios a beira mar, a rodoviária é muito bem localizada, quase em frente àquela famosa mão com os dedos pra fora da areia. Optamos por dar uma caminhada pela Playa Mansa e, como havíamos levado roupa de banho na mochila, alugamos cadeiras e barraca e passamos 2-3hr tomando o sol de Punta. Caso opte por fazer o mesmo, sugiro que saia daquela área onde tem os dedos, pois ali tudo é mais caro – nos pediram $300 pelo aluguel de duas cadeiras e uma barraca, mas cem metros para direita o preço caiu pra $140, sem choro. Nosso almoço dessa vez, infelizmente, foi no McDonald´s – $280, mas existem várias opções mais intere$$santes em Punta, em especal na região próxima a praia. Eu não bebo refrigerante algum, e um aspecto que achei legal no McDonald´s local é que no Uruguai eles servem água de graça. Voltamos para a capital no ônibus das 15:30hr, comprando a passagem na hora. Não há necessidade de comprar antecipado, assim você pode escolher a melhor hora de voltar estando em Punta mesmo. Há ônibus praticamente a cada 30 minutos, da Cot e da Copsa. Nesse dia, nosso último em Mvd, optamos por aproveitar a noite num lugar mais descolado, e nossa opção foi o famoso bar Fun Fun, localizado atrás do Teatro Solís, bem próximo da Plaza Independência. Demos azar com a noite de Mvd, pois chegamos numa 2ª feira. Até procuramos algo mais agitado, porém só na 4ªfeira conseguimos ir ao Fun Fun, que naquele dia teria uma apresentação de tango começando às 23hr. Além do aspecto pitoresco do bar, provamos a famosa La Uvita, um destilado realmente muito gostoso e servido em pequenas doses de $35. O show de tango foi razoável, com os sucessos de sempre e uma performance muito boa do clássico Barrio de Tango, e pedimos um prato com petiscos – a conta saiu $500, mas pagamos $70 com o “couvert artístico”. La Uvita e acompanhamentos Dia 4 – Montevidéu – Colônia Del Sacramento Nosso ônibus para Colônia Del Sacramento saiu as 09:15, uma vez mais pela empresa Cot (outra bosta de ônibus). Chegamos na pequena cidade colonial sob um sol escaldante, e para nossa infelicidade, ao contrário do informado na maior parte dos sites, os preços dos hotéis, mesmo os medianos, estavam bastante majorados. Achei um absurdo pagar uma fortuna (cerca de 70-80 dólares) para ficarmos numa espelunca, e apenas uma noite. Nesse momento me bateu o espírito mochileiro ainda presente em mim, e sugeri à minha esposa que fôssemos procurar um albergue. Da minha passagem anterior na cidade eu já tinha ouvido falar no El Viajero, e assim que chegamos na rodoviária pegamos um táxi (desnecessário, pois a cidade é bem pequena e chega-se rapidamente ao centro – são cerca de 3 quadras desde a rodoviária). Descemos umas 4 quadras depois em frente ao hostel, entretanto ele estava lotado. Depois de procurar por uns hotéis menos cotados – todos cobrando mais de USD70 – nos foi indicado o Hostel Colonial. Minha primeira impressão foi boa, o que me animou, pois sabia que a Ju poderia impor resistência. A estrutura do albergue até que era boa mesmo, com internet, cozinha e área social amplas e bicicletas para alugar, entretanto a limpeza não era seu forte. Além disso, os quartos compartidos eram mistos, o que fez com que eu e Ju dormíssemos com dois homens no quarto. Realmente, para uma lua de mel, a situação era constrangedora, mas resolvemos levar na brincadeira e entramos no espírito mochileiro. Almoçamos no La Pasiva, uma cadeia famosa no Uruguai que serve pratos rápidos (dois chivitos – carne de boi bem fina, que pode ser servida com pão ou não – e uma cerveja ao custo de $400), e depois de alugar uma bicicleta e rodar por todo centro histórico (que tem ruínas interessantes de época colonial, assim como um farol de onde se avista boa parte da cidade antiga), resolvemos parar numa espécie de “podrão” uruguaio ao cair da tarde: uma cópia das deliciosas kombis cariocas que servem cachorro-quente aos jovens em fim de noite, durante a madrugada após as noitadas. Não era uma Kombi, mas uma espécie de botequim na calçada, e ali saboreamos um delicioso choripán (lingüiça de churrasco no pão com molho de maionese) e uma saborosa milanesa. Ao longo daquela “tarde modorrenta”, que nos fez lembrar as tardes caribenhas dos romances de García Márquez, enchemos a cara com o intuito de encarar com mais diversão a noite num quarto em cima de uma beliche e ao som do ronco de dois gringos. Em plena lua de mel. Colonia desde o farol
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