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rataiczyk

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    Professor Universitário e Empresário
  1. Opa, eu estava mesmo querendo ir pra la (nunca fui, iria pra conhecer), mas não consigo chegar antes das 8h30. Vc ta pensando em fazer como? subir no sabado e descer domingo?
  2. Veja, como cuteleiro eu sou um ótimo churrasqueiro, então nao posso dizer com certeza por que eles fazem isso... Fato é que é possível eliminar as tensões com apenas um ciclo de aquecimento. o que eu imagino é o seguinte: ao se trabalhar mecanicamente o material, principalmente trabalhos de forjamento (marretadas), estamos deformando o material, e consequentemente "quebrando" os graos existentes. Isso gera tensoes. Ao se aquecer a peça até a temperatura de austenitização (mantendo a peça nesta temp por tempo suficiente), eliminamos as tensoes geradas, mas se não aquecermos a uma temperatura muito acima da necessária para isso nem a deixarmos por tempo excessivo, nao permitimos que os grãos cresçam novamente (o que ocorre no recozimento devido ao longo tempo de resfriamento). Aí, após o resfriamento vamos ter o refino de grão, se comparado ao estado antes desse processo. Ao se fazer isso algumas vezes consecutivas talvez seja possível refinar ainda mais o grao, mas é necessário trabalho mecânico para isso. Apenas a normalização sozinha feita varias vezes nao da esse resultado. Imagino que seja esse o motivo de se fazer varias vezes. É isso mesmo rafael. O objetivo de diminuir o tamanho de grão é aumentar a dureza (quanto menor o grão maior a dureza, pois é mais dificil de o grao se deformar). Além disso, grãos pequenos deixam o material mais homogêneo, então as tensoes geradas na têmpera serão melhor distribuídas, diminuindo o efeito delas.
  3. Exatamente, rafael. Fundamentalmente não tem muita diferença entre normalização e recozimento. A diferença é que no recozimento o tempo de resfriamento é maior que na normalização, pois na normalização busca-se um refino de grão. Poderiamos dizer entao que o recozimento é a linha A e a normalização é a linha C do diagrama. Mas a normalização não é necessária para o alívio de tensoes do desbaste e/ou conformação. Só pelo fato do material sofrer austenitização no processo da têmpera, ele altera toda a sua microestrutura, se rearranjando e assim já elimina as tensões, desde que a peça fique tempo suficiente na temperatura de austenitizaçao. A normalização antes da têmpera serve pra refinar o grao e deixar o material com uma estrutura mais uniforme, por isso ela melhora as propriedades do material após a tempera, mas não é estritamente necessária para temperar. As tensões que podem fazer o material sofrer danos são portanto aquelas geradas durante a tempera, na transformação austenita-martensita, por isso é tão importante o revenimento para o alívio destas tensões, sem no entanto desmanchar a martensita e não perder as propriedades. Existem casos em que é necessário mais de um revenimento, dependendo do tipo de aço. Pode-se ter "austenita retida" depois da têmpera, e entao durante o primeiro revenido ela se transforma em outra coisa, podendo gerar martensita. Aí vai ter tensões residuais de novo, e precisa de mais um revenimento.... Hahaha, quanto mais a gente fala mais problema aparece. Mas é por aí mesmo, cada aço tem suas particularidades...
  4. Rafael, vc pode fazer o que você quiser com a peça (esmerilhar, amassar, cortar, etc). Isso obviamente vai causar tensões irregulares sim. Mas se normalizar depois não tem problema nenhum, não vai fazer diferença. Pode normalizar antes de trabalhar a peça, para facilitar o trabalho, pois o material fica mais macio. Para normalizar, basta fazer um processo semelhante ao da curva A, que eu citei anteriormente, ou seja, elevar ate a temperatura de austenitização, deixar la por um tempo até homogeneizar (deixa uns varios minutos sem dó), e resfria bem lentamente, pode deixar dentro do forno mesmo, com ele desligado. Aí vc garante a normalização, e terá um material macio, facil de trabalhar. E basta fazer isso 1 vez. Convém fazer uma segunda vez somente se a peça sofrer muitos processos após a normalização, senão não tem motivo. Só tome cuidado com aços com alto teor de carbono, ao fazer isso eles vão perder carbono. Para evitar encha o forno com carvão. Quando for temperar não é necessário normalizar de novo. O alívio de tensões já é feito quando se aquece a peça até a regiao austenítica. Para evitar trincas, a têmpera deve ser feita da maneira mais homogênea possível: leva-se a peça toda até a temp de austenitização, deixa la uns minutos e resfria da forma mais lenta possivel mas que ainda seja possível obter a têmpera. Se o aço pode ser temperado no óleo, não faça na água. Depois obrigatoriamente faça o revenimento. Se quiser fazer têmpera seletiva use materias que sejam facilmente temperados, ou seja, aqueles que não necessitam de um resfriamento muito rápido para isso (por exemplo o 4340, que é possivel de temperar ao ar, em alguns casos). Assim voce resfria a parte a ser temperada mais calmamente, dando tempo da estrutura se rearranjar sem trincar. Mesmo assim ainda pode acontecer trincas. E obrigatoriamente faça o revenimento posterior. Se o aço for difícil de temperar, evite a tempera seletiva. Voce pode obter um efeito semelhante se depois da tempera completa e do revenimento, mergulha a parte que deve permanecer temperada na água, e com maçarico aqueça a outra parte cuidadosamente, até uma temperatura acima da Mi, do diagrama TTT e mantenha por alguns minutos, mas sem aquecer mais que isso. Isso vai "destemperar" esta parte. Mas lembrando que isso é muito dificil de fazer, e mesmo assim pode trincar a peça. Para saber qual o melhor meio pra temperar cada aço, existem tabelas e graficos que podem ser encontrados na internet, ou faça testes em casa com pequenas barras, verificando se elas empenam ou trincam.
  5. Como o tópico não saia mais dos topicos ativos, resolvi dar uma olhada... Não sou tão aficcionado por facas como vocês, mas confesso que tenho um certo interesse nesse assunto. Vi algumas fotos dos trabalhos que alguns de vcs fizeram e fiquei impressionado... Pra quem se diz cuteleiro de fim de semana realmente as facas que eu vi ficaram muito bonitas. Mas resolvi comentar principalmente por causa das últimas conversas, que vcs falam de problemas com a têmpera, diagramas de fase, etc... Como sou engenheiro mecânico (na verdade não sou ainda, mas ta quase... não fosse a greve dos professores) posso dar meu pitaco aqui. Bom, vamos lá (cuidado, ficou meio grande): O diagrama que o trauco postou recentemente (chamado diagrama de fase), é um diagrama que mostra as fases presentes na microestrutura do aço (neste caso, mas pode haver diagramas para outros materiais), conforme o teor de carbono e a temperatura. Por exemplo, se pegarmos um aço 1045, o que quer dizer 0,45% em peso de carbono, veremos que a 1400 F teremos uma microestrutura com 2 fases: ferrita e austenita. Se for abaixo dos 1300 F teremos ferrita e perlita. Se reduzirmos o teor de carbono, a quantidade de ferrita aumenta e a outra fase diminui. Podemos fazer essa análise para qualquer temperatura e concentração de carbono. Só pra constar, a ferrita é uma fase praticamente isenta de carbono, e por isso muito "mole". A perlita é uma fase rica em carbono, por isso é bem mais dura que a ferrita. A austenita, também chamada fase gama, é uma fase com menos carbono que a perlita mas mais que a ferrita, e também não apresenta propriedades magnéticas, por isso quando elevamos a temperatura de uma barra de aço ela deixa de atrair o ímã, ou seja, toda sua estrutura se transformou em austenita. Microestrutura de ferrita (parte clara) e perlita (parte escura) Microestrutura da Perlita (com maior aumento) Se houver outros elementos de liga presentes, diferentes de ferro e carbono, o diagrama muda, portanto para cada liga devemos utilisar o seu diagrama específico. O problema é que este diagrama não leva em conta o tempo de resfriamento do aço em questão. Ou seja, ele mostra como o aço se comportaria caso o resfriamento fosse extremamente lento, gerando a estrutura mais estável possível. Quando temperamos um aço, o que na verdade desejamos é obter uma estrutura de martensita. Note que esta estrutura nem aparece no diagrama de fase. Pois bem, a martensita é obtida a partir da austenita, quando resfriada rapidamente. A martensita se forma quase que instantaneamente quando se atinge uma determinada temperatura no resfriamento. Possui os grãos em forma de agulha e com o carbono que estava presente na austenita. Isso lhe confere uma alta dureza. Por isso, para obtermos uma têmpera, temos que aquecer o aço até a região da austenita, esperar até que todo o material fique homogêneo (completamente formado por austenita) e então aplicar um rápido resfriamento. O diagrama de fase serve então pra saber quais teores de carbono onde é possivel obter austenita e qual a temperatura necessária pra isso. Microestrutura da Martensita Já pra saber como o material deve ser resfriado para obter a têmpera devemos utilizar um outro diagrama, chamado TTT (tempo-temperatura-transformação), ou TRC (com resfiamento contínuo). As duas são basicamente a mesma coisa. Quando fazemos um resfriamento lento, deixamos o carbono presente no material se difundir em meio aos atomos de ferro. Quanto mais isso ocorrer, menos martensita conseguimos obter, pois esta não pode deixar escapar os atomos de carbono. Se o resfriamento for muito lento teremos no final as estruturas do diagrama de fase. Segue um exemplo de diagrama TTT Este é um diagrama para um aço carbono eutetóide, ou seja, aquele localizado exatamente no "v" do diagrama de fase, com aproximadamente 0,77% de carbono. A linha A1 é a temperatura de austenitização, ou seja, acima desta toda a estrutura é austenítica. As duas linhas curvas mostram a faixa onde há transformação de fase, formando perlita. A linha tracejada Mi é a temperatura de inicio de formação de martensita, e Mf a de fim. Agora pra entender o gráfico, vejamos a linha tracejada A. Ela representa um resfriamento lento (peça deixada dentro do forno desligado por exemplo). O material resfria desde os 800ºC, passa completamente pela regiao de transiçao (entre as linhas curvas) antes de atingir a temperatura ambiente. Isso significa que toda a austenita foi transformada em ferrita e perlita, e devido ao longo tempo de resfriamento os grãos ficaram grosseiros, resultando num material de baixa dureza. A linha B representa um resfriamento mais rápido que a A (peça resfriada ao ar por exemplo), porém também atravessou completamente a região de transição. Como o tempo de resfriamento foi menor, o grão é menor tb, resultando numa dureza maior. A linha C é um resfriamento mais rapido que o B (com ar soprado por exemplo). Também atravessou completamente a regiao de transição, mas o tempo é menos, logo o grão tambem é menor e a dureza é maior. A Linha D é um resfriamento mais rapido ainda (em óleo por exemplo). Desta vez não atravessou completamente a regiao de transição. Isso significa que nem toda austenita se transformou em ferrita+perlita e, portanto, transformou-se em martensita quando atravessou as Mi e Mf. O resultado é um material com 3 fases: ferrita, perlita e martensita. A linha E é um resfriamento muito rápido (em água por exemplo). Nem chega na região de transição, logo toda a austenita se transforma em martensita abaixo da Mf. Temos um material de uma única fase de martensita, com grão bastante fino, resultando um material muito duro. A linha T é a taxa de resfriamento crítica para se obter 100% de martensita. os exemplos que eu citei foram apenas um chute, e são só para efeito de comparação, não significa que se resfriar desta forma vai dar exatamente esse resultado. Se tivermos uma tabela como esta podemos estimar o tempo de resfriamento para cada um dos meios. Se esta tabela for para o aço em questão, para uma barra de 1 polegada, resfriada em água com agitação desde 800ºC até 100ºC vai levar (800 - 100)/190 = 3,7 segundos para que o centro da barra atinja 100ºC. Então, pela curva TTT que eu postei, o centro da barra vai sofrer um processo parecido com a curva D, ou seja, não vai ser corretamente temperada. Já na superfície da barra o resultado é outro com certeza. Em geral, quanto menor o teor de carbono, mais o cotovelo da regiao de transição vai para a esquerda, o que significa que para se obter a têmpera tem que resfriar mais rápido. Chega um momento que o cotovelo pode encostar no eixo vertical do diagrama, ou seja, fica impossível obter a têmpera. Por isso é difícil ou impossível temperar aços com baixo teor de carbono. Outros elementos de liga alteram severamente o diagrama, mas em geral facilitam a têmpera, mas cada caso é um caso. Veja por exemplo a curva para um AISI 4340: A martensita formada desta maneira gera severas tensões residuais no material, devido à sua transformação quase instantânea. As vezes, por este motivo, logo após a têmpera a peça pode sair empenada, ou mesmo trincada. Por isso é muito importante o revenimento. Ele serve para aliviar estas tensões e evitar trincas futuras. O que o trauco falou, sobre a densidade das fases tem fundamento, visto que a transformação da austenita para martensita tem um ligeiro aumento do volume, o que diminui a densidade, produzindo as tensões. Mas não é necessariamente a dilatação termica que causa a trinca e sim a tensão residual. Mas tem outro problema: ao resfriar o material, colocamos o meio de resfriamento em contato com a superfície da peça. Significa que o meio da peça vai demorar mais para ser resfriada que a superfície, podendo até acontecer de o meio não ser temperado. Essa diferença entre diversas areas da peça é o que normalmente causa os empenamentos e trincas, e deve ter sido por isso que a faca do rafael quebrou. Na região do fio havia muitas tensões concentradas enquando que na parte mais espessa da lâmina não... Acho que vou ficar por aqui, senão fico escrevendo até amanhã. Espero que tenham entendido as explicações. Qualquer dúvida, não se acanhem!!
  6. Então, to querendo ir pra aquelas bandas no corpus christi... Eu queria atravessar do cerro verde pro itapiroca. Mas como vai ser um feriadao, quem sabe dou uma esticada até o ciririca antes, hehehe. Alguém se arrisca?
  7. Como muitos sabem (e outros talvez não), a Fazenda da Bolinha, que dá acesso ao Cirirca, Tucum, etc, leva este nome devido a uma finada cadelinha que acompanhava os montanhistas nas trilhas. Mas isso já faz bastante tempo... No dia 25 de março deste ano, um domingo, eu e meu irmão resolvemos fazer um ataque ao Tucum durante a tarde, só pra dar uma descontraída a aproveitar aquela tarde livre. Pois bem, chegamos la com chuva e previsão de continuar a chuva por toda a tarde. Deixamos o carro, trocamos uma idéia com o proprietário da fazenda, e numa pausa da chuva, por volta das 13h30 iniciamos a trilha (está sendo cobrado 5 reais por pessoa para ter acesso às trilhas , não paga pra deixar o carro). A partir daí, nada de novo, a trilha está como sempre, bem demarcada, sem perigo de se perder. Segue serpenteando o rio até a bifurcação Tucum/Ciririca. No momento em que alcançamos o rio pela primeira vez, um cachorro começou a nos seguir. Ele era meio grande, mas parecia simpático, então deixamos que nos seguisse. Tinha um corte recente na cabeça, e constatamos depois que deveria ser por causa de algum tombo, pois ele estava todo molhado e era meio desastrado ao andar sobre as pedras... Tomamos a esquerda na bifurcação para ir ao Tucum, e o cachorro veio junto. E assim foi, nos acompanhando até o Tucum, passando pelo Camapuã, vencendo sozinho todos os obstáculos. Chegamos no topo do Tucum por volta das 15h30. O engraçado foi ver que, assim como nós, ele ficou com as pernas moles da subida do Camapuã! É claro que acabou ganhando uns pedaços de sanduíche la em cima na pausa pro lanche... Felizmente não choveu durante a trilha (o que parecia improvável), mas o tempo permaneceu bem fechado, abrindo só de vez em quando pra um visual. Lá em cima, no Camapuã, encontramos vestígios de uma fogueira que alguém havia feito! Ainda há pessoas que achem legal fazer isso... Na volta, o dog veio junto até mais ou menos onde ele nos encontrou, e daí correu na frente e desapareceu... Quando chegamos na fazenda contamos do ocorrido e nos disseram que o cachorro não era deles, e talvez pertencesse a algum caçador... De qualquer forma acho mais provavel que fosse um cachorro perdido de algum morador da região, pois não parecia muito ser um cão de caça. Ainda mais desastrado daquele jeito. Além disso, descobri que deixei o farol do carro aceso. Das 13h30 até as 18h, felizmente não descarregou a bateria.
  8. Temos um impasse aqui! hahahah Quando eu disse que estava engasgado, não me leve a mal, é que eu disse uma coisa da qual tinha praticamente certeza, aí vc veio e disse outra, então fiquei com uma pulga atrás da orelha... Bom, realmente não é necessário ter tantos satélites para obter a posição, o que eu quis dizer é que o celular tem maior capacidade de processamento de informação, que pode ser vantagem em determinados casos, em outros não. E sabendo que hoje temos pelo menos 3 sistemas de satélites de posicionamento (o americano GPS, o europeu Galileo e o russo Glonass) em breve teremos aparelhos capazes de se comunicar com os 3. O celular portanto ja estaria apto a processar esta enchurrada de informação (a processar, não captar, veja bem! Para isso necessitaria de mudança de hardware), enquanto os aparelhos dedicados precisariam de atualizações mais significantes. Mas enfim, deixemos isso de lado que não vem ao caso. Concordo com vc quando diz que o aparelho dedicado é melhor que o celular para a realização da tarefa dedicada, neste caso localização. E deveria ser, afinal é um aparelho "dedicado"! Mas aí tem aparelhos e aparelhos... E claro, se vc perguntar ao vendedor de gps qual é melhor entre o aparelho dele e um smartphone, ele vai dizer que é o aparelho dele... Além disso, o celular não tem barômetro (alguns ja tem na verdade), nem termometro, então obviamente o aparelho dedicado que possui estes itens vai dar estas informações de maneira muito mais precisa, não há parâmetro de comparação. E quanto à precisão do posicionamento, pode até ser que o celular não tenha tanta precisão, mas para fins de navegação amadora em trilhas de fim de semana é bem mais que suficiente. Falo isto pq eu tenho um etrex "amarelinho", daqueles bem antigos, que não tem nem antena de alta sensibilidade. E mesmo assim usei muito ele, sempre me serviu bem, e ainda hoje uso ele em algumas situações, apesar das inúmeras limitações. Porém hoje, o smartphone o supera de longe quanto à funcionalidade. claro que isto se deve ao fato de que o celular é muito mais moderno. Já o etrex 30 é a última geração destes aparelhos, então é de se esperar que ele seja muito melhor que o celular. Mas respeito da antena, posso dizer que o meu smartphone não perde em praticamente nada para um etrex com antena de alta sensibilidade das séries anteriores. Já comparei com o etrex vista hcx de um colega e eles tinham aproximadamente a mesma performance em mata fechada, sendo que o celular mostrava uma acurácia de 4m enquanto o vista mostrava 6m quando estávamos no topo do morro do Vigia, aqui no Paraná. Aí supus que deveria ser pelo fato de o celular naquele momento estar sincronizado com mais satélites que o etrex (não lembro quantos...), mas posso estar enganado. Quando eu comecei a falar disso (comparar aparelho dedicado com smartphone), eu queria expor ao usuario comum de aparelhos deste tipo (entenda-se usuario comum como as pessoas que vem aqui no forum perguntar qual o melhor aparelho de gps pra fazer aquela trilha no pico parana no fds por exemplo) que não vai necessitar de precisão milimétrica de posição e altitude e etc. Mas sim de algo que lhe indique o caminho correto pra chegar no topo. Antigamente o "amarelinho" podia até ser o sonho de consumo de alguns navegadores até experientes, e se hoje o celular é melhor, então com certeza serve perfeitamente a este propósito. Mas ainda perde no quesito robustez, pois o amarelinho é praticamente indestrutivel, e na duração da bateria, pois já consegui ficar mais de 48h com ele ligado. Cada um com seus pontos fortes e fracos. Agora, com relação à este tópico, o smartphone é interessante por permitir vizualizar qualquer mapa que vc tenha e usá-lo para navegação sem ter que fazer muito esforço. E com relação a alguns aparelhos dedicados ele leva algumas vantagens, mas obviamente tem tambem desvantagens. Acho muito interessante mostrar tb estas desvantagens, fazer esta discussão que temos feito com as vantagens e desvantagens de cada tecnologia, mas não leve para o lado pessoal, não quero chatear ninguém com isso, nem fazer ninguém trocar seu aparelho dedicado por um smartphone. Se a sua necessidade é pela precisão das medidas, robustez, pra fazer trabalhos de campo, etc, sua opção obviamente é pelo aparelho dedicado, ele deve ser melhor que o smartphone. Ao menos é o mínimo que se espera de um aparelho "dedicado". Agora imagine a seguinte situação: Vc é um aventureiro iniciante e tem aprox. 700 reais para investir num aparelho para navegação. Aí pode escolher um aparelho dedicado ou um smartphone nessa faixa de preço. Provavelmente a escolha seria pelo smartphone, pois apesar de aparelho dedicado poder ter algumas vantagens, principalmente com relação à precisao de medidas de posicao e altitude, o smartphone faz praticamente o mesmo serviço, sem grandes perdas de performance (considerando aquela trilha do fds), e ainda pode ter todas as outras funcionalidades do smartphone. Futuramente quando tiver mais experiência, pode ser que decida mudar pra um aparelho dedicado. Mas aí é pq suas necessidades mudaram. Mas tb pode ser que não goste muito da aventura e decida parar com a brincadeira. Aí o dinheiro nao foi jogado fora pois pode continuar utilizando o celular pra outras coisas normalmente. E agora voltando ao tópico: Estive conversando com alguns amigos meus (engenheiros de computação) a respeito dos aparelhos garmin, entre outros... Bom, existem maneiras de trocar o sistema operacional do aparelho, assim como acontece hoje com os smartphones, onde é possível instalar android, windows mobile, etc, inclusive algumas versões não oficiais, desenvolvidas pelos proprios usuários. Pois bem, segundo me disseram, tem uns gringos tentando desenvolver um OS pra instalar nos garmin e permitir então que o usuário tenha liberdade "total" de fazer o que bem entender com o aparelho (se eu encontrar algum forum disso eu posto aqui). Não seria liberdade total pois é limitado pelo hardware, obviamente. Mas em teoria seria possivel comunicar diretamente com o windows ou linux, trocar aquivos e etc, e usar softwares personalizáveis de codigo livre, como no android. Ou seja, seria possivel por exemplo instalar o OruxMaps, que eu citei anteriormente, no aparelho Garmin, ou até mesmo desenvolver seus proprios softwares se tiveres culhões pra isso e usar então os mapas topográficos do IBGE digitalizados na tela do aparelho. Seria a solução de todos os nossos problemas! Mas isso em teoria, pois pra isso acontecer alguem tem que desenvolver estes softwares primeiro. Sem contar que ao fazer a substituição do OS, perde-se a garantia do aparelho. Pode ser que, se isso der certo, a propria garmin compre estes softwares e os proximos aparelhos venham ja com ele, mas aí provavelmente vão implantar limitações, como ocorre com o proprio android oficial para cada aparelho celular. E muitos outros "pode ser"... Especulações a parte, até acho burrice da garmin não ter feito isso ainda...
  9. Olá Rafael, eu estava justamente pensando em criar um tópico desses... Bom, eu já usei o my tracks, e realmente ele é muito bom, e se não me engano não precisa desse procedimento todo que vc citou pois dá pra sincronizar ele com sua conta do google my maps que ele faz isso automaticamente. O problema, na minha opinião, é que em modo off line (sem internet) ele não carrega mapas, ou no maximo ele exibe o que está em cache. E além disso consome muita bateria, o que para uma trilha mais longa é ruim. Eu uso o OruxMaps, que pra mim é o melhor gratuito disponível hoje. Ele conta com mais recursos tudo em um único aplicativo e ainda é gratuito e sem publicidade. É para sistemas android, não sei se tem pra outros. Com ele dá pra salvar mapas offline a partir de varias fontes, inclusive do google, criar e editar tracks e waypoints, tudo diretamente a partir do celular ou importar do seu computador ou ainda de sites especializados (como o gpsies), além de ter opções de configuração do gps pra poupar bateria e etc... Aqui tem um review que achei na internet: http://www.androidz.com.br/forum/topic/7361-oruxmaps-navegador-offline/ E o site oficial, onde é possivel baixar o app (tem no market tb) e ver os manuais de utilização se precisar: http://www.oruxmaps.com/index.html
  10. Não sei te dizer Otávio... Mas aqui no Brasil não tem! (nunca vi pelo menos)
  11. Aqui vai uma opção pouco conhecida no Brasil, mas que já é razoavelmente popular na Europa em razão do seu custo benefício: http://camp-france.fr/shop/sport/minima-1-sl.html E aqui um vídeo dela:
  12. Pois é Getulio, por isso cabe a cada um analisar suas necessidades... Como minhas lanternas e outros apetrechos não usam pilhas AA fico com o celular. E também se eu nao tivesse nem celular, nem gps, e tivesse que escolher um pra comprar, escolheria o celular, pois mesmo que tenha o gps na trilha acabamos por levar o celular tb por segurança. Quanto ao carregador solar, não é tão grande coisa assim realmente. Ele na verdade é uma bateria de maior capacidade que a do celular e permite carregar o mesmo umas 2 ou 3 vezes. Daí tem um painelzinho solar embutido que leva o dia inteiro (se tiver sol) pra carregar metade da capacidade do carregador. Portanto é suficiente pra manter a carga do celular por alguns dias, se levar carregado de casa. Mas se a trip for muito longa, o carregador vai perdendo carga, e vai ser dificil recuperar toda essa carga novamente só com o sol, então ... A verdade é que eu comprei ele pois custou 10 dolares no dealextreme... Mais barato que uma bateria nova! Aí, pelo preço, foi um ótimo investimento.
  13. Bom, já que a conversa pendeu pra esse lado, vou continuar a discussão aqui. Fazendo um comparativo com o Defy e o etrex vista hcx: Peso: Motorola Defy > 118g com bateria (bateria 32g, logo só o aparelho 86g) etrex vista hcx > 156g com bateria (cada bateria 25g, mas como usa 2 pilhas, total 50g, logo só o aparelho 106g) (considerando pilhas AA recarregaveis sony) O smartphone nesse caso leva uma pequena vantagem Duração da bateria Defy > 20 ~30h , com gps ligado, como eu citei anteriormente (dados que eu mesmo obtive na prática) etrex > 25h , dados do fabricante Os dois aparelhos tem duração aproximadamente equivalente da bateria. Preço tanto o Defy quanto o etrex vista hcx tem preços semelhantes hoje no brasil, em torno dos 700 reais. A bateria do smartphone custa aproximadamente 35 reais, mesmo valor de 4 pilhas sony, portanto custa o dobro das pilhas. Se considerarmos uma travessia de 4 dias, supondo que caminhamos 12h por dia, tempo em que o aparelho permanecerá ligado, em 4 dias vamos precisar de 48h de bateria, ou seja, 2 conjuntos de baterias (2 x 25h). O smartphone tera entao 86 + 2x32 = 150g e 35 reais mais caro, enquanto o etrex tera 106 + 2x(2x25) = 206g sem custo adicional. Dá pra ver que a cada conjunto extra de baterias o etrex vai aumentar 18g a mais que o celular. Portanto quanto maior o tempo necessário de uso, mais vantajoso em termos de peso acaba sendo o smartphone (nesse caso o Defy). Mas vejam bem: não estou dizendo que o etrex é ruim nem quero fazer ninguem trocá-lo por um celular, mas analisando friamente, com a tecnologia que temos hoje o meu celular para a minha utilização está sendo mais vantajoso que o aparelho de gps. Vale mais a pena comprar um celular que pode ser utilizado como gps sem grandes perdas de performance que comprar um gps que nao pode ser utilizado como celular. Agora com a chegada da nova linha dos etrex, eles já tem a vantagem de poder usar o sistema de satelites russos (que não sei se já está em pleno funcionamento ainda). Aí depende de cada um analisar suas necessidades. E só pra desintalar uma coisa da garganta: Na verdade, acima de 12 canais receptores, tanto faz ter 50 ou 500. Indifere. Ao final, 12 serão usados. abs Retirado do site da garmin: Garmin eTrex Vista HCX Specification [...] GPS Performance - Receiver: WAAS-enabled, differential-ready, 12 parallel channel GPS receiver continuously tracks and uses up to 12 satellites to compute and update your position […] Portanto no máximo 12, e não acima de 12!
  14. Então, tenho usado o smartphone justamente em lugares onde nem sonho em ter sinal de celular, como trilhas e travessias na região da serra do mar aqui no Paraná. O sinal do gps dele é excelente, e como o processador do smartphone é bem superior à um gps de uso amador (não digo os profissionais, de agrimensura, mas os pessoais estilo etrex da vida), ele consegue processar um maior fluxo de informação de uma vez, por isso acaba trabalhando com mais satelites de uma vez só, aumentando a precisão. O etrex vista por exemplo, se não me engano, é capaz de receber sinal continuamente de 12 satelites simultaneamente, enquanto o celular suporta 32. Desta forma, é difícil o etrex conseguir acurácia melhor que uns 8m. Já o meu celular atinge até 4m facilmente. Isso independente de ter antena de celular ou não. Na cidade fica melhor ainda em função disso. E a antena dele, como eu disse antes, é de alta sensibilidade, muito semelhante às usadas nos etrex, ou seja, não perde sinal em mata fechada e nem mesmo dentro de casa. O que eu quero dizer é que para uso amador, o meu smartphone tem se saido melhor que os aparelhos de gps tradicionais para esta finalidade, e por um preço mais ou menos equivalente, com a vantagem de ter funcionalidades para uso em trilhas e travessias, à pé, de bicicleta, modo navegador automotivo, modo nautico, etc, e alem de gps ser um smartphone, que permite ter inúmeros outros aplicativos úteis, câmera (que é legal, pois permite fazer um foto-waypoint), etc. Lógico que para aplicações específicas como as que vc citou provavelmente não vai servir, mas um aparelho de gps convencional também não.
  15. Infelizmente eu não sei exatamente como resolver este problema.... Mas eu encontrei uma forma alternativa que me serviu perfeitamente: troquei o GPS pelo celular! Isso mesmo, troquei meu aparelho de GPS por um smartphone, mais especificamete o Motorola Defy. Aí vcs vão me dizer "vc é louco, vai detonar o celular na primeira trilha!", "vai molhar e vai estragar, vai cair no chão", "a bateria não dura nada", "mas o gps de verdade funciona bem melhor que o celular", etc, etc... O que eu digo? nada disso! Ele é feito pra aguentar porrada, e aguenta! já derrubei ele varias vezes, andando de bicicleta, jogando futebol, fazendo trilha... ele caiu de diversas formas e alturas e nada! nem riscou. E não tenho nenhuma capinha de proteção... É muito resistente à água (IPX5/6), tanto que ja tirei foto e filmei embaixo d'água (apesar de não ser recomendado fazer isso ), é à prova de poeira, então pode chover o quanto for que não da nada. A antena do gps dele é muito semelhante às dos garmins etrex de alta sensibilidade, tanto que dentro de casa pega sinal de vários satélites sem problemas (sincroniza com até 32 satelites). No meio do mato fechado tb nunca tive problemas. sinal dos satelites dentro de casa (o meu tá em francês, mas tem suporte pra português) A bateria dura cerca de 20h com o gps ligado direto (depende do software, o google maps torra a bateria). O software que eu uso permite regular como a antena do gps trabalha, pra poder poupar bateria. No meu ela chega a 30h de funcionamento sem problemas, o que é equivalente à durabilidade de pilhas duracell super-ultra-mota-foca no etrex vista por exemplo. Falando em software, o que eu uso é o OruxMaps, que é um aplicativo gratuito para android. Agora voltando ao tópico... ele permite baixar mapas de diversas fontes e salvar no SD do celular, inclusive mapas do google earth, google terrain (topográfico) e muitos outros (muitos mesmo, mais de 30 fontes). Dá pra escolher quais camadas vc quer pra poder dar zoom depois, e assim usar ele offline e ainda assim ter um bom desempenho do aparelho, sem travamentos, pois ele carrega apenas a área visível na tela e na camada adequada para o zoom, ao invés de carregar o mapa inteiro de uma vez, como aconteceria no aparelho gps. Aqui uma pequena parte de um mapa que tenho salvo no celular, na camada de nivel 10 do google: E aqui como ela fica vizualizando na camada de nivel 15 com uns tracks e waypoints (note que se fosse simplesmente zoom da imagem anterior não daria pra ver as curvas de nivel): E aqui a mesma região com a imagem de satélite, também salva no celular: Dá pra criar e editar rotas, waypoints, etc, manualmente, diretamente a partir do celular, registrar tracks exatamente como num aparelho gps, exportar e importar arquivos kml ou gpx sem precisar de nenhum software intermediário, etc, etc, etc. Resumindo, o software é excelente, e não duvido que tenha mais recursos que o proprio etrex vista que eu citei como exemplo. A única coisa é que o meu aparelho (defy) não tem barômetro integrado, pois o software suporta até isso... Mas alguns aparelhos, como o galaxi s já contam com esse recurso (mas não são à prova d'água...) Portanto, pra mim, resolveu perfeitamente o problema, com a vantagem de nem precisar obrigatoriamente usar o computador pra obter mapas e rotas e ainda poder usar no modo online onde tiver internet. E o preço desse meu aparelho no Brasil ta em torno de 650 reais, que não é muito mais caro que o gps, mas leva de brinde um smartphone!! Eu ainda comprei no dealextreme um carregador de emergencia, que nada mais é do que uma bateria recarregavel solar, com capacidade de carregar o celular umas 2 vezes. Ou seja, bateria infinita, pois é so deixar preso no topo da mochila que vai carregando com o sol.
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