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Roberto_Ribeiro

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Tudo que Roberto_Ribeiro postou

  1. Tem como fazer esse esquema sim felipe. Quem diz isso não sou eu, que ainda não conheci o local, mas sim o chapa PauloMotta no tópico Dicas Bolivianas. Ele fez exatamente este roteiro, com a diferença de que ele aportou na parte sul da ilha, trekkou até a parte norte, dormiu lá e de lá mesmo pegou um barco no dia seguinte para Copa, a tempo de pegar o ônibus para Puno. De acordo com ele, a parte norte tem menos pousadas e é menos movimentada, mas dá pra dormir lá sim. E que dá pra conhecer a ilha inteira e fazer o trek até a parte norte, pegando o ultimo barco que sai de Copa para a ilha, então não deve ter barco até muito tarde, apesar de eu não poder afirmar uma hora exata.
  2. Cacete, deu até mal-estar pensar nessa sua história, leo!! Bom, Santa Cruz - Uyuni direto já está fora de questão, heheh, sempre me falaram dos perigos dessa viagem mas nunca imaginei algo assim. Agora, com relação ao trajeto via Sucre, você disse que os ônibus saem para Uyuni por volta de 8h30. Este é o único horário, ou saem outras linhas mais tarde? Caso seja o único, há alguma possibilidade de chegar em Sucre de manhãzinha e já partir para Uyuni direto, ou todos os ônibus que vêm de SC necessariamente chegam em Sucre após este horário? Não que eu não queira conhecer Sucre, mas o tempo da viagem está marcado a conta-gotas. Por fim, o trajeto SC-Cochabamba-Oruro-Uyuni dizem ser bem mais seguro do que fazer escala em Sucre. Mas ele demora muito mais tempo de viagem também?
  3. Essas explorações turísticas são um porre mesmo, mas não são exclusivas de MP ou mesmo do Peru. O que mais tem nos EUA são atrações falsas e/ou desmoralizadas por turismo barato. E Machu Picchu Pueblo é algo que dói na alma de facto, mas não tanto por exemplo quanto a cidade de Mimoso, no oeste bahiano, renomeada em 1998 para Luís Eduardo Magalhães Ao menos o mapa da trilha de Salkantay parece bem correto, e pode servir inclusive para quem for fazer a trilha inca e quiser se localizar geograficamente.
  4. Roberto_Ribeiro

    Iquique

    Eu pretendo ir a San Pedro e voltar para a Bolívia subindo o litoral do Chile. Queria saber, há ônibus direto de Iquique a La Paz? Se sim, alguém sabe quanto custa e quanto tempo leva a viagem?
  5. Hahahaha, rindo demais aqui com o tópico. Mas brincadeiras à parte, essa história de alho é bobagem. As cobras não cheiram como nós, elas capturam os odores na ponta da lingua e injetam estes em orifícios nasais no céu da boca, que identificam os aromas e mandam a informação para o cérebro. Desta forma, as cobras usam o olfato como forma de localização espacial mais do que para sentir cheiros em si, uma forma de compensar pela audição ruim. Não é alho que vai mantê-la afastada, provavelmente ela nem vai sentir à medida que se aproxima de você. Isso é ainda pior em cobras de hábitos noturnos, pois elas não têm boa visão e portanto caçam quase que exclusivamente via sensores termais. Sem contar que, cruz-credo andar horas numa trilha fedendo a alho; já basta o suor e um ou outro eventual cocô de cavalo ou vaca em que você pise Para evitar cobra, o melhor a se fazer é evitar andar em mato fechado. Não tem jeito, tem de saber andar no mato, e não tem livro que vá te ensinar bem o suficiente, é só com experiência para saber identificar onde pisar e por onde ir. Mesmo gente bastante experiente e safa é picada frequentemente, então não há garantias. Uma forma de evitar picadas é usar uma perneira, eu usei uma vez quando fui a campo, é uma espécie de meião de latex que vai do tornozelo ao joelho, pesa um pouco, é desconfortável e é quente à beça, mas não há cobra no mundo que consiga penetrar. Muito dificilmente uma cobra vai te atacar por fome, visto que você é bem maior que ela e é um ser estranho, os acidentes acontecem normalmente por a cobra se sentir ameaçada, ou você entrar no território dela. Uma curiosidade sobre cobras é que a área de território delas é bem pequena, e ela não vai te caçar por muito tempo. Nem se você for o Usain Bolt você conseguirá correr de uma cobra, mas vale a pena tentar pois as chances dela desistir no meio do caminho são grandes. Um pesquisador do Butantã me disse uma vez que se você estiver correndo de uma cobra por muito tempo, a probabilidade é que os dois estejam simplesmente correndo para o mesmo lado, e brincou dizendo que se você parar ela provavelmente vai passar reto por você.
  6. O problema de escutar música em viagem é bateria. Um iPod até que dura bastante tempo, o Touch dura menos mas ainda dá pro gasto, mas um MP3/MP4 genérico dura umas 4h de bateria. Mesmo um iPod acaba se esgotando eventualmente, e nem sempre você terá uma tomada à disposição para recarregar, especialmente se for fazer viagens longas de ônibus, treks de vários dias ou ficar em pousadas e hostels com acomodações precárias. Eventualmente o aparelho acaba se tornando apenas um peso a mais na mala, isso é, dependendo da viagem que você for fazer. O que eu acho bem bacana é quem leva instrumentos musicais nas viagens, tipo gaita, flauta, etc. Tem que saber tocar, claro, senão vira apenas uma apurrinhação para quem estiver perto. Um vizinho antigo meu ia todo ano para a Região Sul de bicicleta, uma senhora viagem por si só, e numa dessas ele resolveu levar um violino junto. Depois disse que mesmo com o peso extra de uns 10kg, foi a melhor idéia que já tinha tido, e que isso cortou quase todo o tédio da viagem, em partes onde ele ficava muitas horas acampado antes de dormir. Genial, eu achei, quem dera eu consiga fazer algo assim um dia.
  7. Minha escolha foi Ásia -- aliás, decepcionantemente um dos poucos a escolher este continente tão rico e com culturas tão diferentes umas das outras, e todas da nossa. Como é mais divertido pôr todos os roteiros em ordem do que citar apenas um, cá está a minha: 1. Ásia 2. Europa 3. Oriente Médio 4. Ilhas da Oceania 5. EUA & Canadá 6. África 7. América Latina 8. Brasil Brasil eu já conheço relativamente bem, mais nunca é demais, porém é a ultima prioridade no momento. Machu Picchu e Patagônia são dois sonhos que eu espero realizar num futuro próximo, mas a AL como um todo não me desperta tanta curiosidade. África eu morro de vontade de conhecer o norte, todos os países mediterrâneos, e espero poder incluí-los na minha futura tour pelo Oriente Médio; África subsaariana não me interessa tanto, alguns países em especial mas não o continente como um todo. O resto está mais ou menos na ordem correta de interesse mesmo, sendo que eu conheço bem o Canadá mas voltaria para lá num piscar de olhos.
  8. Não entendo as pessoas que dizem que a Colque cobra US$110 ou mais pelo passeio, a não ser que estejam falando o passeio de 4 dias que volta para Uyuni, mas esse é bem mais caro. No site deles diz US$85, mas recebi outro dia desses um e-mail da Colque esclarecendo esta questão: No caso, o passeio que sai de Uyuni e vai até San Pedro. Preço relativo a julho deste ano, que é alta temporada, não sei se em baixa é mais barato.
  9. Uma outra dúvida que eu tenho sobre o Mal de Altitude (obrigado LeoRJ por responder às minhas da outra página!) é com relação à desaclimatação. Por exemplo, eu me aclimatei bem a 4k de altura, aí desço para o nível do mar por dois ou três dias e depois volto para 4k -- vou voltar desaclimatado? Eu sei que cada um é cada um e reações das mais diversas existem, mas em média é normal desaclimatar tão rapidamente assim? Pergunto isso pois vou passar pelo Salar de Uyuni, que fica a 3.800m, ficar uns 3 dias no norte do Chile (700m em San Pedro e 0m em Iquique/Arica) e logo após ir a La Paz, que está mais ou menos na mesma altitude do Salar, e me pergunto se vou ter de passar mais uns dois ou três dias reaclimatando em La Paz antes de encarar o Chakaltaya e o Huayna Potosí.
  10. Giovanny, sobre a fronteira em Puerto Quijarro, eu não estive lá ainda, mas um amigo meu esteve e essa dica vem dele: Carimbe sua entrada no país lá e exija os documentos para poder sair do país. Quando este meu amigo foi, os policiais disseram que ele podia carimbar o passaporte (ele foi com passaporte mas dá pra ir só com RG sim, deve ter de carimbar algum papel) em Santa Cruz, caso ele quisesse. Chegando em Santa Cruz o policial da delegacia queria cobrar 350 bolivianos de cada membro do grupo para carimbar os passaportes, dizendo ser uma taxa padrão (mentira, o serviço é gratuito). Depois de reclamarem muito o cara baixou para 200 bolivianos todo o grupo, dizendo que tinha ido com a cara deles, etc. Na fronteira com o Peru, nova confusão. O policial de Santa Cruz que carimbou os passaportes não deu os documentos para saída do país, e por pouco não ficaram dentro da Bolívia, com o ônibus (e as coisas deles) seguindo viagem a Puno. Por sorte eles deram uma chorada e foram liberados, mas poderiam ter entrado numa senhora enrascada. Então, a liberdade em Puerto Quijarro é grande até demais, não caia nessa e resolva tudo que tiver de resolver por lá.
  11. Meu post infelizmente não terá fotos, pois os destinos citados foram visitados antes de eu ter uma câmera digital, e procurar e escanear albuns antigos se mostra uma tarefa homérica dada a localização indeterminada dos mesmos 1º - Puerto Varas (Chile): cidade lacustre na região dos grandes lagos, é um daqueles pequenos paraísos antigos que não se encontra mais. Uma cidadezinha com pouco mais de 30mil habitantes que, apesar de ter uma ótima infraestrutura de hotéis e pousadas, não está arrasada pelo turismo, e ainda preserva a maior parte de sua estrutura tradicional e da economia pesqueira. Além do cenário vislumbrante dos lagos e do vulcão Osorno, a cidade, por ter sido em parte colonização européia (como um velho lá me explicou), tem uma arquitetura bem peculiar e diversas plantações de flores, quase uma Holanda do terceiro mundo. 2º - Montreal (Canadá): não sei se por eu nunca ter ido à Europa, mas Montreal para mim foi um baque de civilizações. Era como estar imerso num mar de povos e gente diferente, não como NY que é tudo segregado, mas sim uma cidade onde todo mundo parece ser viajante, o que menos se encontra por lá são canadenses hahah. Sem contar a arquitetura européia do centro histórico, as milhares de praças, museus, etc. Era mais ou menos tudo que eu esperava encontrar e ainda assim me surpreendeu enormemente, carisma puro a cidade. 3º - Thunder Bay (Canadá): a cidade em si não é grandes coisas, é pequena e meio caipira, apesar de ter um centro bastante arrumadinho e agradável. O que faz o charme dela é a localização. Construída toda ao longo do Lake Superior, de costas para uma enorme floresta de pinheiros e paisagem levemente montanhosa, é o paraíso de qualquer mochileiro com qualquer gosto por natureza. Milhares de treks, trilhas de escalada, áreas de camping, ilhas, cachoeiras, etc. Até andar pela cidade você sente isso, já que ela é construída no meio da floresta e é tudo muito espaçado, andar de ponto A até ponto B é praticamente um trek por si só. Destaque para uma ilha com um enorme e raso lago de água doce dentro dela, onde toda sua orla é uma extensa área de camping. 4º - Abrolhos (Bahia): um arquipélago de cinco ilhas a umas 3h de barco do sul da Bahia. As ilhas não são o atrativo, já que duas são fechadas para a marinha e duas para pesquisadores, sobrando apenas uma para se visitar; a paisagem fantástica e o clima de desolamento é o que se está procurando lá. É praticamente água água por todos os lados, com as cinco ilhas formando uma espécie de rosquinha, e uma meia dúzia de barcos ancorados aqui e ali. É um local para apenas sentar e relaxar, ver o tempo passar (mais devagar que você nunca viu), nadar nas águas cristalinas e aproveitar o céu mais estrelado e os por e nascer do sol mais fantásticos que eu já vi. Claro que o grande tchans é mergulhar, há dezenas de passeios de mergulho por lá, incluindo uma nau antiquíssima afundada e um submarino abatido a 40m de profundidade, mas eu garanto que mesmo quem não sabe ou não queira mergulhar consegue aproveitar muito bem este pequeno paraíso. 5º - Fernando de Noronha (Pernambuco): muitos aqui já devem conhecer, alguns até incluíram em suas listas, mas não tem como deixar de citar. Desde a topografia exuberante até as construções do tempo do império, sem esquecer das praias, é tudo de tirar o fôlego. Lembro até hoje de chegar lá à tarde e ir caminhar pela orla perto da minha pousada, para descobrir uma praia quase deserta com 1km de extensão e uns 500m mar adentro com a água na altura da canela. Sem brincadeira, achei que eu fosse conseguir andar até o horizonte, e as ondas que estouram quando o nível da água começa a subir vão até a areia, creio que seja o paraíso dos surfistas, pegar uma mesma onda por 5 minutos. E essa foi a mais "sem graça" das praias, por assim dizer. O lado negativo, e que jogou a ilha para o quinto lugar, é que é o exemplo típico de um lugar arrasado pelo turismo. Tanto por parte do governo, que deixa construir hotéis enormes e superlota a ilha, quanto por parte da população local que inunda a ilha de lixo, bairros de pousadas que parecem favelões e praticam um turismo predatório (5 reais por uma garrafinha de água de 500ml é pra mandar pra casa do capeta). Uma pena, que ao menos sirva de exemplo para outros locais que visam se tornar populares.
  12. Ao meu ver, a noção de "filme mochileiro" abrange algo maior do que simplesmente jovens quebrados que andam a esmo com mochila nas costas. Se é verdade que a diferença entre o turista e o mochileiro é que um não sabe de onde veio enquanto o outro não sabe para onde vai, mesmo que com motivações diferentes, o viajar sem rumo ao desconhecido é o ato mochileiro mais básico. Tendo isso em mente, eu sugiro três filmes: [*] Alice nas Cidades: todo filme do Wim Wenders envolve de alguma forma uma viagem, sendo que este é o suprassumo deles. Apesar de se passar somente na Alemanha, mostra uma visão bastante peculiar da particularidade de cada cidade por onde passa, a medida que um escritor percorre a pé, por carona e por trem um país dividido pela guerra fria atrás da localização dos pais da menina Alice, do título. Outro filme do Wim Wenders com um contexto parecido, mas mais enfocado nos caminhos do que nos locais, é o Reis da Estrada. [*] Um Filme Falado (2003): mostra uma viagem de cruzeiro de mãe e filha, começando em Lisboa e percorrendo todo litoral mediterrâneo, passando pela Riviera Francesa, por Pompéia, Atenas, Cairo e Istambul, terminando no Canal de Suez. Ao longo da viagem, além da história mediterrânea que é recontada por via das locações que resistiram ao tempo, é explicitada as diferenças culturais e linguísticas que fomentam a base da experiência mochileira. [*] The Ister (2004): esse é bem menos mochileiro que os outros, pois o grande enfoque do filme são discussões filosóficas acerca de uma palestra do Heidegger, mas o filme não deixa de ter seus méritos. É na verdade um documentário sobre três filósofos que atravessam o Rio Danúbio num barco, do seu delta na Romênia até sua origem na floresta negra da Alemanha, passando por diversos países europeus que o rio cruza, e recontando as relações culturais e de poder entre os povos que compartilharam o rio em comum, bem como a situação atual que os países vivem.
  13. Cara, São Jorge é a cidade mais fake do mundo. É uma vilazinha pseudohippie que não tem nada para se fazer ou ver. Creio que sequer tenha habitantes, todo mundo que eu conheci lá na verdade morava em Alto Paraíso e ia pra lá umas duas vezes por semana para cuidar das pousadas. Cavalcante também é pequena mas ao menos é uma vila de verdade, tem um riachozinho carismático que corta ela ao meio, tem vida própria, etc. Inclusive tem mais opções de pousadas, São Jorge é um cartel descarado, todas as pousadas, das mais arrumadinhas até as que estão em construção e nem teto têm (acredite, já vi oferecerem destas) custam R$ 25 por noite. Assim como todos os campings custam R$ 7 em baixa temporada e R$ 10 em alta. Por fim, também tem muito passeio bacana pelos lados de Cavalcante, se pá mais interessantes que os de São Jorge, que na verdade se resumem ao vale da lua, ao "mirante" (uma antena da BrT que dá para escalar) e uma ou outra cachoeira legalzinha. Dá pra fazer todo interior da chapada em um dia, saindo de Cavalcante cedo e voltando no fim do dia.
  14. Quanto à questão de tempo percorrido, alguém sabe me informar qual trajeto até Uyuni leva menos tempo de viagem, se é Santa Cruz - Sucre - Potosí - Uyuni ou Santa Cruz - Cochabamba - Oruro - Uyuni? Estou na mesma da Amanda_RJ e Maneca (antes de se decidir), vou fazer essa viagem em julho e queria passar pelo Salar antes de MP, e o fator que mais está pegando é o tempo, que está amarrado a conta-gotas
  15. De facto o Chile é mais caro, a moeda local não é bem valorizada frente ao dólar, mas relativamente tudo é mais caro, especialmente alimentação, que eu acho mais caro que em certos lugares no Brasil (que já é bem caro se comparado à Bolívia). Por outro lado, você vai ter de passar pelo norte do Chile (Calama-Iquique-Arica) de qualquer forma, seja na ida ou seja na volta. A não ser que você queira excluir San Pedro do Atacama por completo da sua viagem, aí sim é bem mais barato ir pelo trajeto interno da Bolívia e pegar o tour de 4 dias pelo Salar que te deixa de volta em Uyuni. Uma dúvida: onde você conseguiu esse itinerário do tempo de estrada e preços de cada trecho da viagem?
  16. Aproveitando a rabeira de ônibus saindo de Santa Cruz, alguém sabe se existem linhas que liguem Santa Cruz diretamente a Uyuni? Ou tem obrigatoriamente que passar pelo trajeto SC-Sucre-Potosí-Uyuni? E se for o caso da segunda opção (com as escalas), quanto tempo de ônibus leva o trajeto completo?
  17. É como o LeoRJ falou, fabricio, tudo depende do seu roteiro delineado. Tem gente que vai para San Pedro do Atacama e fica uma semana na vila, fazendo todos os passeios possíveis. Tem gente que chega em Cusco e fica 2, 3 semanas. Tem gente que fica 1 mês em La Paz. Agora, você pode fazer esse roteiro de forma bem mais condensada. Do Atacama até Uyuni, passando pelo Salar, são 3 dias, e as trilhas até Machu Picchu também têm dias contados (1 dia se for de trem até Aguas Calientes, 2 ou 4 dias pela trilha inca, 5 por salkantay, etc.). De resto, você fica em cada lugar o tempo que desejar, ou que dispuser. Agora, eu aconselho a você, caso tenha 18 dias contados limitando sua viagem, que planeje ela para ser feita em menos tempo, tipo 16 dias. Pois você vai estar arranjando os ônibus na hora, e não necessariamente vai ter para aquela hora, daquele dia. Já conheci pessoas que tiveram de dormir em certas cidades que não constavam no roteiro porque chegaram nelas à noite e não tinha mais transporte para o destino original. Outra dica que todo mundo diz é que, se for voltar para o Brasil de avião, que o faça de La Paz, que sai bem mais em conta (sem contar que é bem mais perto que Santiago).
  18. As várias e ótimas dicas aqui deste tópico são todas para o curtíssimo prazo, precauções a serem tomadas até 15 dias antes de viajar. Mas e para médio e longo prazo, há algo que possa ser feito para aliviar os sintomas? No sentido de, quanto maior a capacidade cardio-pulmonar da pessoa, menos intensos serão os sintomas, ou a chance de ter AMS? Outra dúdiva, eu moro em Brasília, a 1.200m. Isso fará alguma diferença para quando eu subir para 4.000m, ou será como se eu estivesse saindo no nível do mar?
  19. Eu diria que há vantagens e desvantagens em todos os casos, a melhor escolha depende muito do seu grupo, do lugar para onde você vai e da experiência que você quer ter. Mas uma coisa é certa, um grupo grande é incontrolável e só atrapalha, até na hora de escolher onde comer vai haver rachas. Do que eu já conversei com outros mochileiros e das minhas próprias experiências, 4 pessoas é o máximo, acima disso vira bagunça. Não necessariamente um grupo menor que isso vai ser melhor também, de 3 pessoas você pode acabar caindo numa panela de escolhas (2 contra 1), enquanto de 2 pessoas, se você se desentender com seu colega, fodeu! Já sozinho é outro esquema totalmente diferente, não é melhor nem pior eu diria, varia de situação para situação. É a melhor escolha caso você queira conhecer gente nova, ou caso você tenha interesse em modificar o roteiro de acordo com a ocasião (não que isso também não possa ser feito em grupo, mas é mais difícil). Por exemplo, certa vez eu fui rodar o litoral do Nordeste num grupo de 6 pessoas (bastante grande), e logo no começo da viagem o primo de um dos meus amigos que ia conosco se apaixonou por uma vilazinha neo-hippie no sul da Bahia, e decidiu que iria passar 1 semana lá. Nós levamos numa boa, desejamos boa sorte, ele ficou e nós seguimos em frente. Mas, se por acaso ele dependesse de nós para alguma coisa, ou nós dependessemos dele, iria gerar um problema bem chato, problema este que não aconteceria caso ele estivesse sozinho. Porém, viajar sozinho tem seu lado negativo também, mochilar então mais ainda. O que o LeoRJ falou é bem verdade e coerente, mas eu vou discordar dele em dois pontos • Não necessariamente tem de se abrir mão de várias coisas, os membros do grupo podem se separar de quando em quando para fazer atividades diferentes, nada impede. Por exemplo, um quer ficar dormindo enquanto o outro quer conhecer a cidade, ou então um quer continuar na balada enquanto o outro quer voltar pra pousada. É só avisar um ao outro para não se perderem, e cada um segue seu rumo. Isso, claro, dentro de um local específico, quando é hora de pôr o pé na estrada, o roteiro é rei. Claro que cada um faz suas viagens diferentemente, mas eu pelo menos sempre deixei bem claro antes de viajar com quem quer que fosse que o roteiro é tal e só será mudado se todos concordarem, e sempre funcionou; • Sim, se a pessoa fica doente atrapalha tudo, e quanto mais gente no grupo, maior a possibilidade de alguém ficar doente. Por outro lado, se você está sozinho e você fica doente, aí você está fodido. Quando eu fui para o Pantanal eu fui sozinho, e peguei uma infecção violenta na garganta lá. Sorte que liguei para o meu pai e ele tinha um conhecido em Campo Grande, voltei pra lá suando no ônibus e maldizendo meu azar, mas depois pensei como eu tive sorte de ter ajuda por perto. Agora imagina isso num país estrangeiro, um colega de um amigo meu pegou salmonella na Bolívia por ter comido um pão com ovo na rua (ok, ele pediu por isso), deve ter sido horrível para esse meu amigo e o outro colega deles que estava junto, mas aposto que pro sujeito que perdeu 12kg se cagando no hotel foi uma maravilha estar em grupo.
  20. Obrigado pela dica, Leo! Estava muito difícil descobrir se Salkantay é exclusiva para agências ou não. A maioria das pessoas nunca nem ouviu falar dela, e confundem com o Caminho Inca, já famoso por ser controlado. Imagino que realmente seja bem difícil sem os porteadores, mas essa é a idéia, quando voltar postarei as impressões aqui. Porém, fiquei sabendo que a partir de 2008, há uma entrada cobrada pelo próprio governo de Cusco para entrar na trilha, algo em torno de 120 soles. Você sabe algo a respeito disso? Se sim, essa taxa é paga antecipadamente em Cusco, ou há algum pedágio no meio do caminho? Pra quem estiver interessado, achei este mapa com as trilhas até Machu Picchu. Não vou postar como imagem pois estouraria a barra de rolagem, então é só entrar no link abaixo http://www.andeantravelweb.com/peru/treks/salkantay-machu-picchu-map.gif A trilha de Salkantay é a da esquerda, nomeada no mapa como "Route of the Alternative Salkantay Trek via Santa Teresa" O site de onde eu peguei ele contém o itinerário da caminhada: http://www.andeantravelweb.com/peru/treks/salkantay-santa-teresa-machu-picchu-trek.html
  21. Para quem foi recentemente, ou tem as informações, a trilha Salkantay necessita de uma agência contratada? Estou pensando em ir com um grupo de amigos, sem guia. Fiquei sabendo que a trilha Inca até não muito tempo atrás podia-se fazer sem guia nem agência, mas que agora é obrigatório; porém não achei nenhuma informação relacionada a isso da Salkantay Outra dúvida é com relação ao caminho. Muito se falou aqui neste tópico sobre a dificuldade e falta de estrutura de Salkantay, mas ao menos a trilha é demarcada? Há ao menos placas, ou um caminho retilíneo que seja óbvio de ser seguido, ou há a probabilidade de nos perdermos, seja numa bifurcação ou numa planície? (isso levando em conta se formos sem guia) Por fim, também fiquei sabendo que a chegada a Machu Pichu pela trilha Inca você chega por cima da cidade, vendo ela no desfiladeiro, enquanto que por Aguas Calientes você chega por baixo, perdendo assim a vista. Pela Salkantay, por onde se chega?
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