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Neith

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Sobre Neith

  • Data de Nascimento 21-12-1970

Bio

  • Ocupação
    Universitária/Operária
  1. Muito legal Leo. Parabéns pela organização e disponibilidade das informações. Neith
  2. Paulinha, do meu coração, Lamento muito não ter lido seu recado antes! Estive por muito tempo afastada do mundo virtual, mas já estou de volta! Espero que tudo tenha dado certo na sua trip. Um beijão pra você. neith
  3. Belem-Brasilia-Cuiabá-Cácere-Corixa-San Mathias-Santa Cruz-Cochabamba-La Paz-Copacabana-Puno-Cusco Os valores anotados foram os que pude me lembrar, mais gastei exatos R$ 2.000,00 entre passagens, hospedagens, alimentação, passeios e compras. 24/04/10 - Sábado Sai de Belém às 15:30h com destino à Brasilia para fazer uma prova de concurso. Ainda tive que passar uma semana por lá esperando o depósito de minhas férias. Belém-Brasilia – Gol – R$ 290,00 30-04-2010 Saí de Brasília às 19:00hs. Maria Emília, colaboradora dos Mochileiros e em quem eu me inspirei para fazer meu roteiro, me fez o favor impagável de ir me buscar no aeroporto de Cuiabá, me hospedar em sua casa por uma noite e ainda fez a gentileza de deixar contratada a van que me levaria para Cáceres no dia seguinte. Brasília-Cuiabá – Avianca – R$ 179,00 01-05-2010 - sábado Parti às 08:00 da manhã e cheguei às 12:00h em Cáceres. Por recomendações de Maria Emília, a van me deixou em frente à polícia federal. O policial me informou que não era mais necessário carimbar o passaporte de saída do Brasil, apenas o de entrada na Bolívia, em San Mathias. Tive que me hospedar por lá, já que só no dia seguinte teria transporte para Corixa. Estava acontecendo um campeonato de pesca na cidade. Descobri também que era a partir dali que se poderia conhecer o Pantanal, mas era preciso manter o foco. Cuiabá-Cacere – Van – 04 horas - R$ 40,00 01 diária Hotel Bahia – R$ 15,00 Almoço – R$ 9,00 Churrasquinho jantar - R$ 4,00 Café da manhã - R$ 3,00 02-05-2010 - domingo Sabia que pelo horário que eu estava partindo para Corixa, 09:00h, muito provavelmente eu teria que pernoitar em San Mathias, pois sabia que só tem transporte para Santa Cruz de La Sierra até às 10:00h da manhã. Eu só chegaria lá pelas 11:00h. A partir da fronteira, é preciso descer da van, apresentar os documentos no terceiro posto da PF brasileira, depois pegar um taxi até San Mathias, já na Bolívia. A policia federal boliviana dá uma olhada nos documentos de cada um e libera a passagem. San Mathias é pequena, empoeirada e muito quente. Tem vários pontos onde se pode cambiar dólares, euros, reais por bolivianos e vice-versa. Hospedei-me no Hotel Las Americas. Bom e barato. Cácere – Corixa – Van – 02:00h – R$ 17,00 Taxi Corixa – San Mathias – 20 minutos – R$ 5,00 Hotel Las Américas San Mathias – B$ 35,00 Almoço na churrascaria de brasileiros – B$ 45,00 (um assalto) 03-05-2010 - segunda -feira Na imigracion não me pediram a carteira de vacinação. Ainda bem, porque eu havia esquecido no hotel. Fechei minha conta no hotel e peguei um taxi até o terminal de bus. Sondei o que tinha para comer na lanchonete e fiquei aliviada ao saber que a dona era brasileira - o aspecto e o preparo dos lanches em San Mathias assusta um pouco. Às 09:00 parti para Santa Cruz. Taxi para o terminal de San Mathias – B$ 12,00 Taxa embarque – B$ 3,00 San Mathias-Santa Cruz – 16:00h – B$ 110,00 04-05-2010 - terça-feira A linha na qual viajei, Transvelasco, tem ônibus sem refrigeração e estava muito empoeirado. Mas não se poderia esperar outra coisa, considerando que mais da metade da viagem é feita por estrada de terra, e o frio que faz à noite dispensa o item refrigeração. O ônibus passa por várias pequenas cidades e pára em três delas para almoço, lanche e jantar. Finalmente, chegamos em Santa Cruz às 02:30 da manhã. Hospedei-me no Hotel Jenesheru, em frente ao terminal bimodal. Quarto com banho coletivo, mas tudo muito limpo. Santa Cruz é uma cidade grande, um centro comercial e industrial, segundo o taxista. Ainda assim, uma cidade pouco desenvolvida. Dentro do terminal tem um cajero eletronico do BNB, onde se pode sacar com VTM e outros Visas e Mastercard. Há outro também, do outro lado do terminal, anexo ao residencial La Gaiba, logo abaixo do Residencial Dárines. Uma coisa que não falta dentro e aos redores do terminal bimodal é local para cambiar; lojas, financeiras e até cambistas logo na entrada. Comprei minha passagem para Cochabamba para as 16:00h, depois de procurar muito. A maioria das linhas para lá, e são várias por sinal, saem pela manhã até às 10:00h. À tarde, tem horários entre às 17:00 e 21:00h. A disputa entre as várias flotas com destino a La Paz, Cochabamba , Patosi, Sucre, Uyni, Oruru, etc, é acirrada; feita as berros, no estilo corpo-a-corpo. Tolerância é um sentimento que é necessário cultivar com relação às empresas de ônibus na Bolívia. Eles lhe mostram fotos de flotas espetaculares e quando você entra, são ônibus velhos, provavelmente sucatas compradas de empresa brasileiras, pois os avisos afixados são em português e até os contatos para reclamação são números de agências de controle brasileiras. Também se vende a informação de que as flotas têm baño; até têm, mas nunca funcionam. Então haja autocontrole fisiológico até a próxima parada. O uso dos baños são todos pagos. E são assustadoramente sujos. Para quem é acostumado a ver paisagens montanhosas apenas na televisão ou por fotografias, fiquei maravilhada com o caminho de Cochabamba à La Paz. Hotel Jenesheru – B$ 40,00 Café da manhã – B$ 4,00 Santa Cruz-Cochabamba – 08:00 hs – B$ 60,00 + B$ 2,00 taxa Cochabamba-La Paz – 12:00 hs – B$ 30,00 + B$ 1,50 taxa Almoço – B$ 14,00 05-05-2010 – quarta-feira Cheguei à La Paz às 16:00. A entrada da cidade é feita por El Alto, outra cidade que cerca La Paz, sendo que a primeira fica no alto de uma serra, enquanto que a segunda, no vale mais abaixo. Mas ambas se confundem, parecendo uma única. O tão indicado Hotel Torino iria receber uma delegación e estava sem vaga. Em torno dele existem vários hostals e resolvi ficar no Hostal Áustria na Calle Yanacocha somente porque estava morta de enxaqueca e muito necessitada em comprar logo roupas quentes. O frio aqui estava muito intenso. Deixei minhas coisas no quarto e sai andando pelas ruas abarrotadas de gente, de carro, de vendas, de tudo. É um caos completo. A cidade é cheia de turistas de todo lugar do mundo. Comprei apenas o essencial para sobreviver ao frio até o dia seguinte. Não achei um restaurante atraente, então jantei pizza, suco de laranja e tomei finalmente um café com leite na Pizzaria Napolitana em frente Plaza Murillo! A enxaqueca passou na mesma hora. Mal da altura? Soroche? Que nada! Apenas ladeiras, muitas ladeiras, parecem ser as verdadeiras responsáveis pelo cansaço. Taxi para hotel – B$ 8,00 Diária hostal – B$ 45,00 cada ( 03 noites) Jantar pizzaria – B$ 22,00 Casaco, luvas e meias – B$ 115,00 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414160044.jpg 500 375 Legenda da Foto][Plaza Murillo][/picturethis] 06-05-2010 - sexta-feira. Estabema, o dono do Hostel deixou acertado que eu faria uma excursão para Tiwanaku ainda nesse dia. Tomei meu desayhuno no siber café do Hotel Torino e constatei que o lugar é realmente charmoso e aconchegante. De La Paz até as ruínas de Tiwanaku leva cerca de uma hora e trinta minutos. Tudo é fascinante nas ruínas da cidade, mas o que mais me impressionou foi o templo Kalasasaya. A visita termina com o almoço num restaurante nas redondezas das ruínas. Experimentei truta pela primeira vez e achei deliciosa. As quatro da tarde, de volta para La Paz, a minha companheira de viajem, dor de cabeça, voltou com força. Eu precisava muito comprar mais agasalhos e um sapato apropriado para parar de escorregar pelas ladeiras de pedra da cidade com meu saltinho plataforma. Andei durante horas pela Calle Sarganága, Calle Illampu e várias outras aos redores e só depois de estar literalmente congelando, me decidi pelos sapatos e pelo casaco. Minha cabeça estava a ponto de estourar e fui para o Siber Café Torino onde jantei truta. Decidi que no dia seguinte iria descansar e depois sair às compras novamente. Cancelei a excursão ao monte Chakautaia, pois não me parecia tão atraente e Estebam me desestimulou a ir por causa do frio que estava fazendo por lá. Café da manhã – B$ 22,00 Passeio Tiwanaku – B$ 130,00 (guia+transporte+ingresso) Almoço B$28,00 Sapatos B$ 115,00 Casacos – B$ 185,00 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414153746.jpg 500 312.5 Legenda da Foto][Monolito de Tiwanaku ][/picturethis] 07-05-2010 sexta-feira Acordei às 09:00h, tomei um banho, fiz minha contabilidade e sai para almoçar e procurar uma mochila, pois saí de casa com uma bolsa a tiracolo e umas poucas mudas de roupas. Encontrei um pequeno restaurante de comida familiar ao lado do siber café Torino. O restaurante era rotativo e estava lotado. Perdi a paciência de esperar e pedi licença para dividir a mesa com um rapaz que estava sozinho. Meu companheiro de mesa resolveu puxar conversa. Chamava-se Gabriel, trabalhava no ministério das finanças e se ofereceu para me levar aos museus que eu disse que queria visitar. Ele me pediu para que esperasse na Plaza Murillo para que fosse fechar o ponto e então sairia para passearmos. Bem brasileiro, né? De volta, tiramos umas fotos na Plaza Murrilo e depois ele me deixou no início da Calle Jaén, onde ficavam os museus. Fizemos outras fotos juntos e ele me fez prometer que esperaria por ele às 18:30, quando iria ao hostal me buscar para me acompanhar nas compras. O museu de música não me pareceu interessante e desisti de seguir pela rua adiante em busca dos outros, pois achei a ruazinha estreita muito sinistra. Aliás, logo na entrada tem a imagem de um cristo numa cruz verde e uma placa com uma inscrição logo abaixo que conta a história daquela calle, que era considerada mal-assombrada. Ainda bati muita perna pelo comércio atrás da mochila, mas nada; as que encontrava ou era muito boa e muito cara ou era barata mas pequena. Fui até à catedral São Francisco, muito bonita por dentro. Voltei para o hostal para descansar um pouco. No horário combinado, esperei pelo meu novo amigo que não chegava. Como o simpático Francisco me disse que eu deveria me apressar, pois logo fechariam as lojas, resolvi seguir sem o Gabriel. Andei muito, tanto pelas mesmas ruas já conhecidas quanto por outras que desbravei, pelo Shopping Central, mas nada da mochila perfeita! Depois de jantar na mesma pizzaria napolitana da primeira noite a cruel dor de cabeça passou. Então pude constatar que o café cortava mesmo a dor de cabeça. Depois, passeei pela Calle Socabaya onde todas as noites se montam feiras pelo meio da rua e lá as cholas vendem roupas, agasalhos, meias, gorros, luvas e outros acessórios desse tipo, além de gêneros alimentícios, bijuterias e outras bugigangas. As lojas em volta também ficam abertas até mais tarde, ao contrário do que o bom Francisco havia dito e reduzem o preço das mercadorias nesse horário. Voltei frustrada para o hostal sem a minha mochila. Francisco me disse que um tal Gabriel esteve por lá me procurando. Pena! Fiquei com remorso. Almoço – B$ 12,00 Presentes – B$ 60,00 Jantar – B$ 17,00 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414160515.jpg 375 500 Legenda da Foto][Templo do Sol_Tiwanaku][/picturethis] 08-05-2010 - sábado Às 06:30 sai do hostal em um taxi a caminho do cemitérios, de onde sai as vans e micro bus para Copacanana. A caminho para Copacabana, em certo trecho da viagem é necessário que os passageiros desçam e atravessem de barco para a outra margem do lago, enquanto o bus segue numa balsa. Amigos, jamais se esqueçam de uma coisa: nunca se esqueçam de escolher um assento do lado esquerdo do carro. Eu escolhi o direito e me arrependi mortalmente, porque as mais belas paisagens do lago Titicaca me apareceram de relance, esticando muito a cabeça para enxergar entre os chapéu das cholas sentadas do outro lado. Copacanana é muito encantadora. Uma cidade pequena, mas bem estruturada e com uma visão incrível do Titicaca. Não se precipite em escolher um hostal logo ao chegar no centro, pois na beira do cais existem alguns, onde, com certeza vale a pena ficar. Aqui tem também restaurantes, onde se pode saborear um bom prato de truta, várias barraquinhas de lanche, pedalhinhos, além do que, está de frente para as lanchas que fazem a travessia para as Islas Del Sol e De La Luna. Aqui comprei uma sacola de viagem. Desisti de encontrar a mochila dos meus sonhos. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414161324.jpg 500 375 Legenda da Foto][Vista da Isla De la Lua a partir da isla Del Sol][/picturethis] Comprei passagens para Cusco para o dia seguinte e outra de ida e volta para o lado sul da Isla Del Sol para as 13:30 na Agência Amazonia. Tem horários às 08:30 também e ao que me pareceu, outros fora das agências de turismo. Depois fui almoçar uma truta no restaurante Kota Irama. Logo que a lancha saiu, apareceu um cara recolhendo as passagens e informando que essa "incluía" um passeio turístico pela ilha ao valor de B$ 20,00 (??). Caso alguém não aceitasse seus serviços e tivesse adquirido a passagem de ida e volta, teria que voltar naquele mesmo dia às 15:30, ou seja, logo que o barco encostasse na ilha. Muitos gringos compraram. Eu fiquei indignada e mostrei a ele que na minha passagem estava anotado saída no dia 08-05 e retorno dia 09-05. Ele respondeu com sarcasmo que ou eu pagava, ou teria que voltar naquele mesmo dia e pronto. E continuou o discurso dizendo que todos precisariam comprar um mapa para se guiar melhor na ilha. Finalmente os outros perceberam que estavam sendo explorados e recusaram o tal mapa. Isso me deixou furiosa, mas achei melhor ficar calada. Dormiria na ilha e pronto, depois pensaria que lição daria naquele vigarista. Na chegada a Ilha Del Sol, existem muitos garotos se oferecendo para carregar as bagagens. Não há como recusar quando você olha para cima e vê as escadarias de pedra. É assustador. A paisagem do alto da ilha é sobrenatural; Vê-se a Ilha De La Luna no meio do Titicaca e ao redor as montanhas das cordilheiras cobertas de neves, além de uma grande variedades de flores que se encontra por todo o caminho. Fiquei no Hostel anti Wari, um chalezinho mencionado pelo colega Xunfhos e confirmei o que ele havia dito: a visão é privilegiada. Não compreendo porque eu era a única hospede ali, pois também é muito bom e barato. tudo é de tirar o fôlego: o cheiro delicioso da mata nativa, a visão do lago lá em baixo, as muitas variedades de flores pelos caminhos e, é claro, as ladeiras e a altitude! Jantei uma sopa muito boa e tomei uma xícara de café para satisfazer ao meu vicio. Dormi muito bem esta noite. Aliás, que noite esplêndida. Ressinto-me profundamente de ter passado três dias em La Paz morrendo de dor de cabeça durante o dia e dormindo mal à noite. Se não tivesse já comprado minha passagem para Cuzco, ficaria aqui mais um dia. La Paz – Copacabana – 03:00hs – B$ 15,00 Travessia ida e volta Isla Del Sol – B$ 25,00 Ingresso ilha – B$ 5,00 Carregador de bagagens – B$ 15,00 Diária hostal – B$ 30,00 Almoço – B$ 25,00 Jantar – B$ 14,00 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414162308.jpg 500 375 Legenda da Foto][Vista do lago Titicaca do alto da Isla del Sol][/picturethis] 09-05-2010 - domingo Acordei cedo para fazer umas fotos do pôr-do-sol, depois sai para uma caminhada pela ilha. Levei uma boina e minha pasta com as anotações do roteiro que estou fazendo. Pretendia ler sobre Cuzco e Arequipa. Deixe esses objetos sobre umas pedras e caminhei uns vinte metros para fazer umas fotos. Passaram dois garotos por ali e dei a eles alguns bolivianos para que me fotografassem de frente para o lago. As fotos ficaram ótimas. Quando retornei um minuto depois para pegar minha pasta e minha boina, não estavam mas lá. Os garotos os tinham levado. Às 13:00 horas fechei minha conta e fui almoçar num restaurante em frente ao cais. Comprei meu bilhete de volta no barco Sol Tours. Deixei minha bagagem no barco e fui até a ponte onde estava o barco da Amazonia. Lá estava o vigarista conversando com um outro cara. Perguntei se ele lembrava de mim, a quem ele havia enganado com a venda das passagens. Disse-lhes que estava voltando para Copacabana levando o bilhete comprado para retornar naquele dia e iria levá-lo à polícia. Então fui embora e os deixei berrando pedindo para que eu voltasse. Chegando em Copacanana, fui até à agência Amazonia, pois descobri que onde eu havia comprado o bilhete, era apenas um posto. Aliás, se você não chegar com pressa de atravessar, não se precipite em comprar passagens no ponto da praça em que o ônibus lhe deixa, pois na rua paralela existem diversas agências partindo para Puno, Cuzco, La Paz, Arequipa, Patosi, etc. Vale a pena também um passeio pela cidade, que é bem pequena e bonita. O senhor que me atendeu era muito gentil e lhe contei o ocorrido no barco. Ele ficou nervoso quando falei que havia resolvido falar com eles antes de ir à polícia. Elem mandou chamar o condutor e me perguntou se eu o reconhecia. Era o mesmo que conversava com o vigarista no cais. Mostrei-lhe a foto do vigarista e disse-lhe que no mínimo o condutor era conivente, pois quem recolhia as passagens era o vigarista e ele discursava alto para quem quisesse ouvir sobre a venda de seus serviços de guia. O senhor me pediu mil desculpas, devolveu meu dinheiro e chamou o condutor para sua sala. Às 18:30 subimos numa pequena van que depois de 30 minutos nos deixou em Kassani de onde descemos na imigração para dar saída do lado da Bolívia e caminhar a pé uns cinqüenta metros para carimbar a entrada no Peru. Foi então que lembrei que minha carteira de vacina estava na pasta que los niños levaram. Ainda bem que não me pediram também do lado do Peru. Em Kasany, trocamos de van por um ônibus no estilo europeu, antigo e muito desconfortável. Mas, em Puno, trocamos novamente por um maior e mais confortável. Copacabana-Cuzco – 11:00h – S$ 85,00 Almoço – S$ 15,00 Passagem sol Tour – S$ 20,00 ( não há como fugir disso, todos cobram o dobro do valor na volta) 10-05-2010 - segunda -feira Cheguei em Cuzco às 05:30h, na exata data em que havia programado. Logo na saída fui abordada por uma senhora oferecendo hospedam e os pacotes para as excursões locais e para Machu Pichu. Eu estava desorientada sem minha pasta e resolvi aceitar sua oferta, ainda que soubesse que estava me precipitando. Confirmei isso mais tarde quando saí para conhecer a cidade. Mas afinal, o quarto era o melhor que já havia conseguido; cama de casal, banheiro privado, TV a cabo e água quente na pia. Tomei uma ducha e sai para as ruas. A cidade tem um estilo medieval misturado à construções coloniais e algumas poucas construções feitas pelos Incas. É extremamente explorada pelo turismo. Eles caminham aos montes pela Plaza das Armas tirando fotografias, comprando artesanatos e quem já adquiriu seu pacote turístico, anda em zigzag tentando escapar das dezenas de agentes oferecendo os passeios e a visita à Machu Pichu. Às 13:30 o agente foi me buscar no hotel para o citty tour marcado ainda para aquele dia. Com o bilhete que se adquiri pode se visitar 16 pontos turísticos entre museus, fortalezas e outras ruínas de cidades incas. Surpresa é chegar no primeiro, Qoricancha, e descobrir que, mesmo ele estando incluído no bilhete, você precisa pagar para entrar no museu. Lá dentro, me senti idiota olhando como as pedras que os incas encaixavam não precisavam de argamassa para fixar. Não gostei desse lugar. Os demais são muito fascinantes, principalmente Saqsayhuaman. Diária Hotel Kamilah Lodge na Calle Pera – S$ 35,00 Almoço – S$ 12,00 Pacote City Tour (Van+Guia+boleto turístico – S$ 145,00 Pacote Machu Pichu (Tour Valle Sagrado+guias+passagens ida e volta para A. Calientes, hospedagem hotel Andean House +passagens vans+entrada M. Pichu) – U$ 225,00 [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414163000.JPG 500 375 Legenda da Foto][Plaza das Armas em Cuzco][/picturethis] 11-05-2010 - terça -feira Maria veio me buscar às 09:00h no hotel. Levei apenas uma bolsa com o essencial, pois já tinha experiência suficiente para saber que os incas gostavam mesmo de escadarias. Percorremos novamente os lugares que havíamos visitado no dia anterior, porém, tomamos o rumo de Qenqo, Tambomachay, Pisac e Ollantaytambo. Rolou um estresse com a guia, pois não nos levaram para Chinchero e Morray, que estavam no roteiro. A guia Jene, tinha uma voz irritante, estridente e era bem grossa com os turistas. Em certo momento, um americano se levantou furioso e foi até ela para exigir que parasse de falar ao microfone, pois estava estourando seus tímpanos. Eu não queria mais encrencas, resolvi ficar na minha. O lugar mais impressionante para mim foi Olaymtamtampo. Em todos os pontos visitados há feiras vendendo artesanatos, roupas, refrigerantes, biscoito, etc. É preciso ser rápido ao passar por elas, pois o assédio dos vendedores é muito forte. Às 16:30 concluímos o passeio para Olaymtamtampo e de lá ou você caminha dez minutos até a estação de onde saem os microbus para a estação de trem, ou paga S$ 1,00 para uma espécie de carruagem sobre moto com capacidade para três pessoas de levar até lá. Saindo da estação, o microbus lhe deixa na estação de onde parte o trem da Perurail. E aí temos mais feiras de artesanatos. Às 19:30 o locutor anunciou que se deve subir no trem. O horários do bilhete indicava que deveríamos estar na estação dos microbus às 17:30 com partida do trem ás 18:30. Se soubesse desse atraso proposital, teria ficado um pouco mais em Olaymtamtampo. O trem da Perurail nos levou da estação de Piscacusco até Águas Calientes ao tempo 01h:30m. A tripulação é muito gentil e mesmo em classe backpacker, eles servem um pequeno lanche. Viajei ao lado de uma senhora canadense e fiquei feliz de ter conseguido trocar com ela um diálogo em inglês, que apesar de entender bem, sou tímida para falar. Chegamos em Águas Calientes quase às nove horas sob uma chuva fina. O trem parou várias vezes e por até vinte minutos. Segundo a assistente de bordo, se outro trem estiver voltando, é necessário parar para lhe dar passagem, ainda que, obviamente, esteja noutro trilho. Não entendi. O hotel era bonzinho. Conforme a Maria havia me prometido, ela me deu os bilhetes da van de ida e volta para a entrada do parque e o ingresso de entrada. Também mandou chamar um guia e deixei acertado com ele que nos encontraríamos na entrada do parque e subiríamos às cinco da manhã. Ótimo para mim que gostaria de estar lá antes que essa multidão de turistas chegasse. AGUAS CALIENTES 12-05-2010 - quarta-feira Um garoto do hotel foi me deixar até o ponto de onde partem as vans para a entrada de Machu Pichu. Os ticketes de ida e volta mostravam o valor de U$ 14,00 cada. A fila estava grande para embarque. Em menos de uma hora chegamos à entrada do parque. Não encontrei meu guia e fiquei apreensiva, pois tinha a informação que não se permitia a entrada sem um. Rapidamente me juntei a um grupo que estava entrando e passei sem problemas. Acontece que o guia só falava em inglês e eu me sinto mais à vontade quando o grupo é misto. Logo, porém, percebi que estava entrando mais um grupo e estava sendo dividido em idiomas inglês e em espanhol. Enturmei-me com o segundo e segui adiante a escalada com eles. Fazia um frio intenso, garoava e a neblina lá em cima quase que ocultava a visão da cidade. Mas, ainda assim, era possível vislumbrar a cidade que tanto eu havia sonhado em conhecer. É encantadora! Recusei a subida até a montanha Huana Pichu porque li muitos relatos de que o esforço não valia muito a pena. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414174311.JPG 500 375 Legenda da Foto][Precipício em torno do alto de Machu Pichu com Rio Urubamba margeando a montanha][/picturethis] Depois que o grupo foi liberado pelo guia, caminhei livremente explorando mais um pouco da cidade. Subi até ao famoso topo de onde se fazem as fotos que vemos na imprensa, nos cartazes, etc. Fui para outro ponto e novamente tive que esperar a neblina abrir uma brecha para as fotos, mas não fiquei sozinha novamente por muito tempo. Um rapaz me cumprimentou e ofereceu os serviços de guia. Ele me levou para conhecer outros pontos e um pequeno trecho da extensa trilha feita pelos incas em torno das duas montanhas e, segundo ele, com acesso também até às montanhas colombianas. A trilha é estreita e sempre segue margeando por precipícios. É possível identificar a trilha contornando todas as montanhas à vista. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414175001.JPG 500 375 Legenda da Foto][Trilha Inca][/picturethis] Para acesso ao trecho mais perigoso, é necessário preencher o nome, identidade e hora em que se está entrando. Na saída, é necessário assinar e fechar a hora. Esse controle é para identificar se alguém entrou e se acidentou no local, pois se perder é impossível porque a trilha tem um único caminho de ida e volta e uma ponte que foi propositalmente levantada pelos incas para acesso em um certo ponto, ruiu. Descemos ao meio dia e almoçamos em um restaurante na Plaza das Armas em Águas Calientes. Tomei com Angel uma tulipa de cerveja e fiquei feliz por não ter repetido porque era muito forte e fiquei tonta. Voltei para o hotel e dormi até às seis da tarde. Saí pra dá uma volta e na recepção me informaram que Maria havia conseguido transporte para Cuzco no trem da Perurail que sairia às nove da noite. A princípio, não havia mais vagas no trem e eu teria que dormir mais uma noite lá. Pelos bilhetes que me deram, o preço da passagem é de U$ 29,00 backpacker.. O trem saiu às 09:15 da estação de Águas Calientes a caminho de Olaymtamtampo. De lá, trocamos o trem por vans que nos deixou até Piscacusco e novamente trocamos de transporte. Muitos maquinários trabalhavam à noite na recuperação dos trechos destruídos pela enxurrada. Na última troca de vans, o motorista Pedro, da agencia, aguardava pelos clientes para então, levar-nos para Cuzco. Enquanto esperava, conversei com um argentino que veio ao meu lado no trem dormindo profundamente. Ele não tinha transporte para Cuzco e perguntei a Pedro se ele poderia levá-lo conosco, ao que ele concordou desde que ele pagasse a passagem, é claro. Apesar de que, transporte para Cuzco não é problema, pois desde a primeira parada em Olaymtamtampo tem vans oferecendo serviços. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414173846.jpg 500 375 Legenda da Foto][Plaza das Armas em Aguas Calientes - Pose ao lado do Rei Inca][/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414181044.JPG 500 375 Legenda da Foto][Estação de Águas Calientes][/picturethis] O caminho é bem tenso, sempre margeando pelos precipícios do rio Urubamba. Viajaram conosco uma família de alemães muito arrogantes. Os dois filhos falavam quase berrando e o pai irritava-se com o motorista porque este não entendia quando lhe falava em inglês. Eu me encarregava de traduzir, mesmo que ele não pedisse e não me agradecesse por isso, mas eu sentia pena do pobre Pedro que ficava muito nervoso e, além do mais, eu não queria cair no precipício. A estrada é muito empoeirada e estreita, de modo que quando vem um carro em direção oposta, os dois ficam de encarando em desafio para ver quem retorna até onde seja possível passar os dois. Cheguei no hotel às 01:30 da manhã a ponto de morrer congelada. ESTRADAS RIO URUBANBA 13-05-2010 - quinta-feira Fiquei impressionada como em Cuzco o preço de roupas, sapatos e bolsas são baratos. Pelos meus planos, eu iria a Arequipa, mas então não resisti por muito tempo às tentações e resolvi fazer umas compras na Calle Pera, mesma rua do hotel que concentra uma grande quantidade de mercadorias e aceitam VTM e dólar. Estourei o que tinha me sobrado e tomei o rumo de volta pra casa pelos mesmos caminhos que vim, pagando valores iguais. Em Kasani, os agentes da imigração peruana estavam cobrando B$ 40,00 ou S$ 15 para carimbar os passaportes. Ficamos todos chocados com o descaramento deles. Do lado da Bolívia, brilharam cifrões nos olhos do agente quando ele pediu minha carteira de vacina e eu disse que havia perdido. Então ele me pediu $ 20,00 bolivianos “do refrigerante”. Eu disse: “Ah, sim. Da propina né?” E ele concordou rindo. Só que a propina deles é “gorgeta” e a minha era no sentido que bem conhecemos no Brasil. A partir de Santa Cruz, os ônibus começaram a ser revistados, e quem fosse sorteado, teria que descer e abrir toda a bagagem. Na barreira da polícia boliviana em Corixa, tanto do lado da Bolívia quanto do lado do Brasil, todos devem abrir as bagagens e bolsas e retirar cada objeto para ser vistoriado. 13-05-10 Cuzcu/Puno - 22:00 as 05:00 14-05-10 Puno/Kasani/Copa - 07:30 as 12:05 Copa/La Paz 13:30 as 16:35 La Paz - Cochabamba 21:00- 14-05 -às 05:00h do dia 15-05 15-05-10 Cochabamba/Sta Cruz 06:30 17:00 Sta Cruz_San Mathias 19:45 - 15/05 às 11:30 16-05 16-05 San Mathias /Corixa 13:00-13:20 Corixa /Cacere 13:30 - 15:30 Cacere/Varzea Grande 18:30 22:00 17-05-10 Cuiabá-Belém
  4. Carnaval 2010 – Ilha do Marajó Aqui, um breve relato sobre meu carnaval deste ano de 2010 na Ilha do Marajó. Acho que muitas pessoas não fazem relato porque não consideram importantes, mas agora que estou planejando fazer meu primeiro mochilão pela Bolívia e Peru – 28 abril a 17 de maio – percebi que cada relato é parte importante para se montar um roteiro pessoal de viagem, por mais modesto que possamos achar que seja. Dia 13/02 – Saída de Belém às 06h30min – Porto Hidroviário na Rua Marechal Hermes, próximo à Estação das Docas. O navio é bem grande, com capacidade, acredito, para 1000 passageiros, têm três andares, assentos dispostos em filas para até quatro pessoas. Nos altos, rola música ao vivo durante a viagem. Chega um momento em que só se vê céu e água, mas na maioria do percurso – médio de 3 horas – segue paisagens das florestas marginais. O desembarque para qualquer ponto do Marajó acontece no porto de Camará; uma localidade bem simples , com estrutura básica de lanchonetes e modestos restaurantes. N chegada, existem várias vans e ônibus aguardando os passageiros As cidades mais procuradas são Joanes, Salvaterra e Soure. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414112150.jpg 500 375 Legenda da Foto][Porto de Camará][/picturethis] Ficamos em Joanes, que é um distrito de Salvaterra, primeira localidade do percurso. As melhores pousadas estão à beira da Praia. Mas se você “não é de luxos”, pode ficar na Casa da Ester – 91-8803-0740. A casa fica na descida da praia. Não tem uma estrutura pronta para se chamar de hospedaria, mas a Ester é muito simpática e cobra R$ 15,00 a diária. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414112449.jpg 500 375 Legenda da Foto][Praia de Joanes][/picturethis] O que é caro é comer nos restaurantes. Infelizmente, turismo dentro da maioria dos lugares no Brasil é voltado para estrangeiro. Um peixe assado ( muito mal assado) sai por R$ 30,00. O consolo é que dá para até 03 pessoas. Compre peixe com os pescadores da praia – R$ 3,50 o kg – e peça para a Ester assar. É infinitamente mais delicioso. Se você quiser circular pela ilha, não se preocupe com transporte. A D. Rosário tem uma frota de vans que faz o percurso de Camará Joanes, Joanes-Salvaterra-Soure-Salvaterra-Joanes-Camará. Não tenho o telefone dela, mas é muito conhecida em toda a parte. Deixe acertado e ela vai lhe buscar onde estiver para lhe levar a qualquer ponto. Cobra em média R$ 3,00. O mais caro é a partir do posto de Camará para qualquer localidade – R$ 5,00 Existem também opções de ônibus locais, alguns até de graça, como o que leva passageiros até a praia do pesqueiro em Soure. 14-02 – Joanes-Salvaterra – As 07:00 da manhã, a van da D. Rosário vem pegando os interessados. Salvaterra é a mais bem estruturada, com um comércio variado. A praia, em minha opinião, deixa a desejar. Areia grossa, água barrenta para banho, mas vá lá... vale a aventura. Combine o retorno com a D. Rosário. 15/02 – Joanes-Soure – Novamente lá está D. Rosário às 07 da manhã para buscar os interessados. Vale dizer que ela só faz esse roteiro se tiver um número mínimo de passageiros. Mas, se você partir direto de Camará para Soure não terá problema com transporte. A van deixa os passageiros até a balsa que atravessa o rio de divisa entre Salvaterra e Soure. A travessia para pedestres não é paga e não dura mais que 10 minutos. Chegando em Soure, você consegue Komb´s – R$ 3,00 – até a praia do Pesqueiro que fica aproximadamente há 10 minutos de distância. Se tiver sorte, pode pegar o ônibus gratuito. Nós não tivemos. Novamente os preços de bebida e comida na praia são de arrepiar. Água mineral por R$ 3,00, o prato mais modesto – um pequeno pedaço de peixe frito com arroz – custa 15,00. Passeio com búfalo R$ 5,00. Pague mais R$ 3,00 no retorno para Soure, onde seu transporte já pré combinado vai estar lhe esperando. 16 /02 – Existem dois horários de travessia de Camará de volta para Belém: 06:30 da manhã e 15:00h. Combine com a D. Rosário e ela vai lhe buscar onde você estiver. Ah, e as comemorações de carnaval são bem modestas e charmosas. Não espere se esbaldar na farra por lá. Não deixe de saborear as tapioquinhas de mandioca com queijo de búfala: é uma delícia! Em Joanes, procure a banca da Rita em frente à mercearia do Gaúcho. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110414121204.jpg 500 375 Legenda da Foto][Praia do Pesqueiro em Soure][/picturethis]
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