Ir para conteúdo

Fábio Borges

Membros
  • Total de itens

    237
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra

Sobre Fábio Borges

  • Data de Nascimento 19-01-1981

Bio

  • Ocupação
    Advogado
  1. Fazia tempo que eu e a Vivi pretendíamos conhecer o Itatiaia. Nosso amigo Angelônimo, que já tinha alcançado por duas vezes o cume do gigante, nos convidou para tentar chegar ao Pico do Ovo a partir do Pico do Gigante. Topamos na hora, conhecer o parque Nacional do Itatiaia ainda mais picos menos badalados seria bem interessante. 1º Dia A ideia do Angelônimo era acessar o Pico do Gigante pelo bairro da Serrinha, da cidade de Resende e de lá "achar" uma trilha aberta a não sei a quanto tempo para o Pico do Ovo. Para essa missão além nos três, represantes da babilônia paulistana, foram convocados o carioca Junior e o Inglês Sir Simon. Saímos de São Paulo no ultimo ônibus para Resende eu, Vivi, Angelonimo e Simon. Chegamos por volta das 4h00 da madrugada e esperamos o Junior que viria do Rio de carro. Como eu estava com sono, deitei no canto da rodoviária e tirei um breve cochilo até o Junior chegar por volta das 5h00 da manhã. Da Rodoviária partimos para o bairro da Serrinha. O dia não demorou a clarear. Da estrada avistamos o Sol ao poucos foi iluminando o nosso primeiro objetivo, o Pico do Gigante. A lua que estava atrás do Pico dava um toque final aquela maravilhosa paisagem. Chegamos no final da estrada do bairro da Serrinha (1000 mts) e estacionamos o carro na pousada do amigo do Angelonimo. Todos comeram algo rapidamente num breve café da manhã e deram aquele ajuste final nas mochilas e seguimos trilha acima sempre tendo como referencia o rio Pirapitinga que teria que permanecer a nossa direita durante toda a subida. Devido a quantidade de caminhos feitos na mata para captação de águas para as casas abaixo, levamos alguns perdidos que nos custou pelo menos uma hora, pois somente quando cruzamos o rio nos demos conta que estamos errados. Voltamos e achamos a trilha que seguia em direção da crista que nos levaria até o cume, com o rio pirapitinga a nosso direita rasgando o vale. Dava para escutar inúmeras quedas d'águas. A trilha segue suave até aos 1.300 mts, depois disso a inclinação começa a ficar cada vez mais intensa. Neste trecho ela seguia bem demarcada até chegar em uma enorme formação rochosa no meio (cerca de 1.400 mts) e sumir totalmente. Demoramos uns 15 minutos para entender que a trilha só poderia seguir pelo lado esquerdo da rocha, mas tinha um trecho bem complicado de aderência, como as mochilas estavam pesadas, ninguém quis arriscar. O Simon tentou subir pela encosta mais ao lado e avistou uma corrente que ajudaria a subir aquele trecho exposto, como conseguimos subir pelo mesmo caminho que o Simon segurando nos cipós, não precisamos dela. Por volta do meio dia paramos para um breve lanche. O altímetro marcava 1.500 mts, nosso destino era a chegar em uma caverna a mais ou menos nos 2.000 mts. Parecia que a cada metro de altitude que ganhávamos aumentava a inclinação, como sempre eu e a Vivi exageramos em alguns itens de nossa dieta e peso do conforto era sentido nas costas. A trilha passou a ficar cada vez mais confusa depois dos 1.500 mts. Em alguns trechos ela chegava a fechar totalmente em meio vegetação rasteira, por isso tivemos que interceptar a trilha por outros trechos. Fomos ganhando altitude e cada vez mais o grande maciço rochoso do gigante expunha a sua face por meio de algumas lages de rocha de inclinação considerável, tanto que em algumas há correntes para auxiliar a escalada. Com o dia chegando ao fim, ainda estávamos na casa dos 1.800 mts, sabíamos que se seria difícil chegar a caverna. Depois de um longo trecho de subida chegamos a Pedra do Sapo, 1.900 mts. Para o tanto que subimos aquele trecho de pouca ou quase nada de inclinação foi um alívio. Não demoraria muito para o sol se por e todos estavam cansados, menos a Vivi. Achamos um trecho na trilha próximo a Pedra do Sapo para montar minha barraca e da Vivi e os demais bivacaram. Acampamento montado, era a hora de jantar. Nosso Cardápio: Carrê suíno defumado; arroz com fungi. O carrê temperamos com ervas finas e um pouco de pimenta do reino, fritamos com um pouco de azeite. O arroz é daqueles de saquinho e vem em grande quantidade. O carret estava delicioso, fazendo até os vegetarianos Angelonimo e Simon provarem um pouco. Nos fartamos e depois de uma pequena conversa sobre o dia seguinte fomos dormir, quer dizer o Junior já estava faz tempo rs. 2º dia - Se este dia merecesse um nome seria Tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe, grave isso. Pelo GPS estávamos 1 km em linha reta do cume. O Angelonimo disse que daquele trecho em diante seria por platos rochosos e o avanço seria mais fácil. É não foi bem assim... rs Acordamos cedo e saímos para tomar nosso café da manhã. O dia amanheceu lindo sem nuvens, a frente o vale do Rio Paraíba e ao fundo o Pico do Gigante e a lua atrás dele. Todos com mochilas prontas, retornamos a caminhar por volta das 8h30. A inclinação fica mais tranquila da Pedra do Sapo até a caverna que seria nosso destino no dia anterior pela nossa programação. Demoramos pelo menos 1h para chegar, de dia e descansados, na caverna do local de nossa pernoite. Ou seja, tomamos a decisão certa de dormir na pedra do sapo. Ficamos alguns minutos conversando e retornamos a subida. Na caverna a trilha segue para esquerda, escalamos uma encosta bem ingrime, bem protegida pela vegetação ainda alta deste trecho. Encontramos a trilha e seguimos por ela até o primeiro trecho de escalaminhada. A trilha termina numa enorme pedra que em que vc tem que escalar e fazer uma pequena travessia para passar para o plato. Depois deste lance, perdemos completamente a trilha. Demoramos pelo menos uns 30 minutos procurando e nada. Decidimos confiar no gps e ir direcionando mesmo que não tenha trilha aparentemente. Fomos abrindo caminho por meio de uma floresta de bambus. Em alguns trechos a trilha estava completamente tomada por eles, as vezes conseguimos a vistar antigas marcas de facões nos bambus. Nosso ritmo de caminhada quando tinha bambu caia consideravelmente. Por volta das 10:50 da manhã chegamos em um enorme paredão de rocha. Alguns trechos daria uma boa escalada em móvel, pois há enormes fendas. Quem sabe um dia eu tomo coragem de escalar dessa maneira. Olhamos bem para o paredão para escolher o melhor caminho, já que não há totens e nem setas nas pedras (graça a Deus!). Aqui a escalaminhada começa a ficar legal... Depois de vencermos esse lance, saímos num belo mirante que dava vista para o Pico do Ovo e para o Gigante que parecia estar do lado, já estávamos na casa dos 2.050 mts de altura e ainda eram 11h00. Paramos para tirar fotos e comer algo rápido. Seguimos caminhado e ao contrário do que o Angelonimo disse, o passeio do dia não seria somente sobre platôs rochosos, pois entre uma e outra rocha tinha bambu. A trilha em alguns trechos não existia, víamos as marcas de facões mas tinha outra dezena de bambu no meio da trilha, por causa disso revezávamos na batida do facão, pois era cansativo re-abrir a trilha. Por volta das duas horas chegamos na base do Gigante e paramos para um breve almoço. Fiquei ali admirando aquelas enormes fendas imaginando como seria escalar elas e quando eu teria nível para isso rs. Estávamos felizes porque apesar da trilha fechada, progredimos bem. É daqui em diante que se enquadra definitivamente o nome "tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe." Estávamos na casa dos 2.100 mts, por isso faltaria 90 mts na vertical e mais ou menos 1,5 km de trilha até o ponto onde seria possível escalar até o cume sem o auxilio de corda. Demoramos um e meia até chegar ao ponto onde a trilha toca para cima numa inclinação bem acentuada. Em alguns trechos usávamos as árvores para auxiliar na subida. Quando termina o pequeno bosque de baixas árvores a trilha segue para a esquerda por uma enorme canaleta com o paredão rochoso a sua direita. Nesta hora a poucos metros do cume o tempo fechou totalmente e já não se via nada no vale abaixo. Dura vida de montanhista, passa dois dias subindo até o cume e quando chega, está tudo fechado com uma enorme cortina branca. Chegamos ao cume as 16h30. Assinamos e tiramos fotos do livro do cume, constatamos que fazia mais de um ano que ninguém subia até o cume e na temporada passada foi apenas uma dupla que subiu. Conversamos por alguns minutos, até que decidimos voltar a caminhar, pois ainda teríamos que achar o local para o acampamento que estava num bosque mais abaixo do gigante, sentido oeste, e já passara das cinco da tarde. Mas como entre querer partir e partir tem uma grande diferença, embalamos em outra conversa e demoramos mais um pouco para sair. A visibilidade era pouca devido a neblina e não tardou para escurecer, não tinha trilha visível a noite por isso o progresso era lento. Nossa água estava acabando, naquela altura somente eu e a Vivi possuímos um pouco cada. Demoramos 1h30 para chegar a área de acampamento marcada no GPS. A vegetação era intensa, alternando bambu e outra árvore que cresce um monte de irmãzinhas ao lado, impedindo a passagem. No acampamento, ainda fomos atrás de água, novamente guiado somente pelo GPS. Demoramos mais duas hora para achar a maravilhosa água que brotava da terra geladinha. Matamos nossa sede e voltamos para o acampamento em 30 minutos rs. Exatamente as 21h chegamos ao acampamento com a missão do dia completamente cumprida. Enquanto eu motava a barraca, Vivi foi preparar o jantar. Cardápio: Feijão preto de caixinha. Costelinha de porco defumada. Arroz com fungi. Salada de Pipino. A Vivi colocou o feijão preto para ferver com os generoso pedaços de costelinha. Novamente os vegetarianos não resistiram. Desta vez a fome era tanta que não sobrou arroz e nem feijão. Depois do jantar todos foram dormir, eu fiquei na barraca lendo o livro do Casagrande até que o sono viesse. 3º Dia. Acordamos não muito cedo, todos levantaram depois das 7h da manhã. Depois do café, fui junto com o Junior e o Simon buscar água novamente. De manhã demoramos apenas 15 minutos, bem mais rápido que ontem a noite. De volta ao acampamento, demoramos muito para sair, somente as 10h30 iniciamos a caminhada rumo ao pico do ovo. O dia que prometia ser um dos piores, pois não havia trilha dali em diante. Ao sair do bosque e alcançar a trilha que levava para o cume, tivemos noção do tanto que demoramos tanto para andar tão pouco ontem a noite. Do alto de uma pedra decidimos o melhor caminho para descer e abrir a trilha até o ovo. Nos primeiros metros descendo a vegetação era bem espaçada o que evitava abrir picada, somente algumas marcas para localizar o caminho. Pouco antes do meio dia achamos uma nascente d'água. Matamos a sede e completamos nossos estoques, pois não saberíamos se haveria água mais a diante. Seguimos pela colo que liga os dois picos, passamos por enormes blocos de pedra até chegarmos a uma nascente maior. Do leito do rio seguimos para a crista que estava a leste do leito. Alcançamos a crista e seguimos agora em sentido sul/ sudeste na direção do Ovo pelo melhor caminho possível, contudo toda aquela vegetação mamão com açúcar que tínhamos passados até aquele momento daria lugar para enormes ilhas de bambus.Não dá para descrever o que era aquilo, nossa progressão caiu muito. As cinco da tarde achamos uma pequena caverna e outros locais bons para bivaque próximo a ela. Depois de avançar um pouco e constatar que não chegaríamos ao Pico do ovo naquele dia, decidimos ficar por ali. Como havia muitas aranhas no teto da caverna, achamos por bem tentar improvisar o dormitório da barraca como uma tela de proteção para o bivaque. Antes do jantar comemos queijo e terminamos de tomar o vinho. Cardápio: Pasta peni de preparo rápido 1 a 2 min. molho branco. Picanha defumada fatiada Salada de Pipino. Jantar preparado era hora de repor as energias. Neste dia a comida não estava tão farta, mas estava boa, as fatias de picanha deveriam ser cortadas mais grossas para ficar mais suculenta, estavam cortadas como frios, bem fino. 4º Dia No dia seguinte decidimos que o Angellonimo e o Junior seguiriam abrindo a trilha, enquanto eu e o Simon voltaríamos até a água para um reabastecimento. Esse foi o dia mais cedo que acordamos. De café tomado, todos foram cumprir suas tarefas. No caminho para água percebi o pouco que avançamos depois que encontramos os bambus. De volta ao acampamento esperamos pelo aviso dos dois que seguiram abrindo a picada até o Ovo. Por volta das 11h da manhã o Simon chamou pela gente, pois eles estavam quase chegando ao cume e ali tinha alguns mirantes. Chegamos ao cume do Ovo ao meio dia, ficamos apreciando aquele visual magnífico com o Vale abaixo, gigante ao lado e a Serra Fina, Prateleira e Agulhas Negras ao fundo. Não achamos livro de come, só quando decidi escrever esse relato, achei em uma blog que existe uma latinha. Depois de uma boa pausa, passamos a discutir se avançávamos para o próximo objetivo ou retornaríamos pelo mesmo caminho. Devido ao tempo que levaria e mais o pouco de comida que tínhamos, decidimos abortar e retornar pelo mesmo caminho. Retornamos para o acampamento e fizemos um almoço e subimos para o Pico do Gigante pela picada que abrimos. Fui na frente junto com a Vivi, pois queria apreciar o pôr do sol. Chegamos na crista do gigante com um céu azul e sol que se punha atrás do Pico das Agulhas Negras e do Prateleiras na parte alto do Itatiaia, com Serra Fina Bem ao fundo. Tirei várias fotos da Vivi fazendo yoga e com a chegada dos demais fomos para o acampamento. Neste dia o jantar era lentilha com costelinha de porco defumada. Depois do jantar ficamos algum tempo conversando e depois de algumas horas fomos dormir. 5º Dia. No dia seguinte fui com o Simon assistir o sol nascer. Fiz algumas fotos e depois voltei para o acampamento para tomar café e arrumar as coisas para descer até a serrinha onde estava o carro do Junior. Demoramos 8 horas para descer. Entramos no carro e seguimos para Resende querendo achar um restaurante, mas só encontramos pizzarias abertas, mas acabamos indo ao Habbis. Apesar de chegarmos cedo na rodoviária, conseguimos perder o ônibus e por sorte tinha outro em seguida e conseguimos partir. fotos: http://fslzonadeconforto.blogspot.com.br/2013/07/conquista-do-pico-do-gigante-2180-mts-e.html
  2. 2º dia – Presidente Figueiredo. Cachoeira do Asframa e da Porteira. Depois de descansar à tarde anterior todinha, acordamos bem cedo e já descemos para tomar o café da manhã miado do hostel (www.manaushotel.com.br) novamente um pão puma com queijo quente e suco de acerola, lógico apenas um copo. Depois do café, fomos até o banco sacar dinheiro e constatamos como o trânsito da cidade era caótico. Parece que negligenciar os problemas do trânsito é uma cultura nacional. No caminho Vivi comprou um pequeno saco de castanha do Pará, que descobri que os demais estados do norte a chamam de castanha do Brasil já que ela dá em outros estados e não somente no Pará. Ao experimentar a castanha constatamos que o sabor dela fresca é muito melhor das que encontramos aqui. Provem! Voltamos ao hostel, arrumamos nossas coisas e fomos até a locadora buscar o carro. Atenção! Faça a reserva do carro antes, pois é bem possível que não encontre um por um preço justo ou não encontre algum. Pesquisei em várias e a que tinha o melhor preço era a locadora Viriato Rent a Car (www.viriatorentacar.com.br) diária, com seguro e quilometragem livre R$ 75,00. A locadora fica próxima ao Hostel, por isso fomos a pé, porém mesmo assim chegamos cedo e precisamos aguardar a sua abertura. Enquanto aguardávamos chegaram Lucas e Itana que estavam na esperança de encontrar um carro para irem até Presidente Figueiredo. De pronto já oferecemos uma carona caso eles não encontrassem. continua... mais informações: http://fslzonadeconforto.blogspot.com.br/2012/11/conhecendo-um-pouco-da-amazonia-2-parte.html
  3. Segue o link de meu blog sobre as viagens que faço http://fabiobroges.blogspot.com.br/.
  4. Grande Brunão!!! uma pena não ter conseguido varar o mato no percurso planejado... mas valeu a tentativa... quem sabe munidos de facão a gente não consegue ganhar esse trecho
  5. Valeu Jorge por mais uma agradável companhia.. sem dúvidas voltarei para fazer a outra parte do trajeto... inté a próxima!
  6. Grande Relato Jorgito!!! Sempre é um prazer passar qualquer perrengue em sua companhia... há tempos que não tinha um perrengue desses... isso sim é trilha de verdade, onde pantufas não são bem vindas... ou melhor, servem de oferenda para o tinhoso kkkkkkkkkk minhas fotos http://www.facebook.com/media/set/?set=a.182819181803920.48985.100002275186328&type=3
  7. Cris altera a sua assinatura aqui e escreve assim.. Já estou com o pé na pantufa e a gente se vê em casa kkkkkkkkkkkk
  8. Este relato será um pouco diferente dos que eu fazia, pois não discorrerei sobre bifurcações, ponto de referências e todas essas coisas que transformam o relato em um guia de trilha, contudo quem quiser o tracklog, basta entrar em contato. fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.138019539617218.37906.100002275186328 Fazia mais de um mês que tínhamos programado a subida do Pico do Paraná para o ultimo final de semana, porém mais uma vez uma frente fria acabou com nossas expectativas e tivemos que alterar nosso roteiro. Dentre as muitas opções, escolhemos a travessia da Serra do Poncianos, que liga o distrito de São Francisco Xavier à Monte Verde pela crista da serra. Dos que estavam confirmados para o Pico do Paraná mais da metade não foi, então seguimos eu, a minha companheira para tudo Vivi, Leo, André, Carol, Diana e o Brunão, que já tinha realizado essa travessia a poucos finais de semana atrás. Eu e a Vivi despertamos no sábado às 05h30min e logo ligamos para o Leo para saber se alguma Carol, ops..., se alguém se atrasou. Como desta vez ninguém perdeu a hora, tomamos o nosso café da manhã e partimos para São José onde encontraríamos o Brunão. A viagem foi tranqüila e pouco depois das 07h30min já estávamos na casa do Brunão. Estacionei o meu carro e partimos para São Francisco no carro do nosso amigo joseense. Ao chegar a São Chico, fomos logo à padaria para um café da manhã mais reforçado, já alguns não tinham comido nada antes de sair de casa. Todos alimentados e seguimos para a fazenda Monte Verde de onde iniciava nossa pernada. Ao chegar ao ponto inicial, uma ultima ajustada em nossas cargueiras e “bora” caminhar. Eram 10h40. A trilha, na verdade a antiga estrada, que leva até a Pedra da Onça não tem erro basta atravessar a porteira e tocar para cima. Esse primeiro trecho é o mais chato. Estradinha longa e sem visual até o topo do Morro, ou seja, nosso maior desafio era vencer o considerável desnível de mais de 800 metros até a Pedra da Onça. A subida, apesar de chata, foi tranqüila. Devido ao grupo estar praticamente andando no mesmo ritmo, não demorou muito para chegar à bifurcação da trilha do Jorge. Fazia uma hora e quarenta minutos que tínhamos iniciado a caminhada. Ao olhar esse tempo, fiquei espantado como demoramos a chegar neste local da outra vez que estive por essas bandas. Mais meia hora de pernada e chegamos ao cume da Pedra da Onça. Lá encontramos um grupo de conhecidos que também pretendiam realizar essa travessia, porém fomos surpreendidos com a notícia que estavam desistindo. Como já passava do meio-dia resolvemos almoçar por aqui. Ficamos parados por uma hora e neste tempo além das trocas de informações com o outro grupo, tentamos sem sucesso convencê-los a seguir conosco. Todos de barriga cheia e chegou hora da parte divertida. Seguimos a picada nítida que sai a direita da clareira. Não tardou muito para ela se fechar, finalmente começou a ralação. Apesar de contarmos com o tracklog fornecido pelo nosso amigo Mamute, não sei o que eu e o Brunão fizemos de errado ao transformar o arquivo do trackmaker para o compatível com o Garmin, pois não constava a trilha, mas somente os pontos de referência. A fina garoa e a neblina não davam trégua. Não tínhamos visibilidade alguma e só contávamos com o GPS e nosso senso de direção. Dentre as muitas vezes que perdemos a trilha, resolvemos fazer o nosso próprio caminho. Até a pedra partida fizemos poucas paradas, mais para reagrupar do que para descansar. Finalmente depois de 3 horas de árduo vara-mato chegamos à Pedra Partida. Para chegar ao seu cume escalamos um pequeno trecho e lá estávamos no seu topo a 2000 metros de altura. O frio e a baixa visibilidade impediram que ficássemos mais tempo e logo procuramos um abrigo para descansar e seguir a caminhada até o StarBars. Após uma pequena parada, iniciamos a descida até o Starbars. Devido ao horário e o cansaço do grupo, decidimos que acamparíamos no platô ou em qualquer clareira que encontrássemos pelo caminho. Não demoramos meia hora e já estávamos sentados no bar. O Brunão pediu uma caipirinha e o Leo um suco de limão. A noite não demorou a cair e teríamos que andar a noite até o platô, porém o Brunão perguntou para a dona do starbars se ela não conhecia um lugar próximo que poderíamos armar nossas barracas. Sorte! Sorte e Sorte! Essa palavra estaria conosco a noite toda. A conversa com a dona do starbars rendeu muito mais que o esperado, pois ela tem uma área de camping, ou seja, era tudo o que queríamos. Preços e informações tratar diretamente através do email [email protected] ou procurar o perfil no facebook. Dormimos em um galpão que já tinha duas barracas montadas, porém decidimos esticar apenas nossos isolantes. Acampamento montado, quer dizer, isolantes esticados e era hora de fazer nossos respectivos jantares. O meu jantar e da Vivi foi capeletti de presunto e queijo (cozinha em 2 minutos) ao molho de tomate com ervas finas. Prato simples, barato e muito mais gostoso que miojo e aquela ração para cachorro chamada liofoods. O Brunão mandou um arroz com peito de frango desfiado da vapza temperado com cebola e, se não me falhe o paladar, orégano. As meninas foram de arroz, purê de batatas e lingüiça frita com cebola. Após o jantar tomamos nossos vinhos e aos poucos a roda foi diminuindo. Nem bem o dia clareou e já comecei a dar muita risada. O Brunão me contou que no meio da noite a Diana e a Carol o acordaram jurando que tinham dois homens altos rondando a casa com um facão na mão. Ele me disse que saiu e não tinha nada. Ao vê-las encolhidas em uma das barracas que já estavam montadas perguntei se era por isso que estavam dormindo ali. Elas responderam que sim. Como tirador de sarro que sou já logo falei: “vixe manuuu barraca a prova de balas, quero uma dessas” rs. Essas meninas só me dão alegria. Ao sair do galpão, tive uma ótima visão. O tempo tinha mudado completamente e fazia sol. Aproveitei para colocar minhas coisas molhadas para secar, já que sabia que cedo não sairíamos dali. Depois das maravilhosas tapiocas preparadas pela Carol, seguimos para o pico do Selado, eram pouco mais que 10 da manhã. A trilha, ou melhor, avenida, que leva ao Selado não trás maiores dificuldades sendo impossível de ser perder devido ao grande fluxo de turistas. Creio que em uma hora e meia estávamos no selado. O André foi o primeiro a dar um pulo do gato para alcançar o cume final do selado, o resto da galera ficou na pedra antes da fenda. Quando cheguei ali, fiquei analisando, olhando, olhando e me bateu uma insegurança de pular aquela fenda e decidi por bem não arriscar. Mas não pense que pular essa fenda seja uma coisa do outro mundo, mas como fiquei com medo, melhor não arriscar e agüentar as brincadeiras da galera. Nossa como fui aloprado, mas faz parte. Ficamos contemplando a paisagem por meia hora e voltamos em 40 minutos até o starbars. Fizemos um rápido almoço e seguimos pelas entediantes ruas de Monte Verde até o início da trilha do Jorge. Como estávamos com o tempo apertado tocamos direto até o carro, fazendo somente uma pausa no segundo ponto d’água. Saímos da trilha do Jorge exatamente às 17h e mais uma hora de descida estávamos em nossos carros. O trecho da descida foi um festival de tombos proporcionado pelo André e pela Diana.
  9. Gandre relato Jorge... superou todas as expectativas... vamos pensar na próxima. abraços
  10. Tem sim... 8 dias e 7 noites e voce faz o trekking Cachora - Choquequirao - Aguas Calientes - Machu Picchu! Vc tem pode me informar mais ou menos o preço?
  11. Vejo que a galera aqui está animada... sei que eu fiz um convite para muitos ingressarem em um grupo que tenho aqui em sp de trilhas, mas como esse ultimo mês foi corrido no escritório para mim, não consegui acessar o forum direito e muito menos contatar os interessados. Quem quiser me add no msn e conversamos é mais fácil [email protected] Zara, só uma dica nesta trilha... devida a chuva desse ano, houve muito desabamento nesta região, e teve um relato do Jorge Soto (deve estar aqui no forum) que informa justamente um que houve bem na trilha... ou seja, cuidado com relatos antigos.... abraços
×
×
  • Criar Novo...