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Hendrik

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Tudo que Hendrik postou

  1. Eu gastei isso, mas a gente poupou e chorou um bocado. Em certas etapas não adianta chorar. Cê tem 2 ou 3 lodges e pronto, é pagar o que pedem. De Jiri prá Lukla era bem barato e Gokyo era mais barato que EBC. Eu tinha levado o dobro, uns 700 Dolars. Não se perderam, pois tinha ainda as lembrancinhas na volta, pensão em Kathmandu, restaurantes e uma taxa estranha prá embarcar no aeroporto. Tirando os maoístas, não notamos nada. Vi um bocado de gente caminhando só. Risco mesmo só quando cruzando os grupos de agências (como o do Luciano, acho) e suas filas de yaks. Pegamos chuva em Namche e mais uma ou duas vezes acima de Namche. Acho difícil pegar chuva na trilha, já que cê passa sempre por alguma vila e pode entrar nalguma pensão. O pior que pode acontecer é "perder" um dia, mas um dia de descanso é sempre bem-vindo. Em geral as núvens baixam de tarde. Não vai conseguir imaginar nem metade de você sentado ali em cima e olhar pro lado e ver o busão rolando a meio metro do abismo, hehehehe. E dá-lhe buzina!
  2. In Kathmandu, em especial em Thamel, com dólar você se arranja. Em algumas coisas em Lukla e Namche também. Cê pode não acreditar, mas tem uma pensão em Namche que cobrava 50 doletas a diária. Hehehehehe... o ar rarefeito deixa as pessoas meio avoadas... Mas nas pensões normais e prá comer? Não. Veja se troca seus Dolars por notas pequenas de Rúpias em Thamel mesmo. De 50 prá baixo. A economia local não estava acostumada com notas altas, muito menos com Dolars. E COM CERTEZA as pensões entre Jiri e Lukla não vão ter como lhe dar troco em Rúpia cê pagando em Dolar, mesmo que seja UM Dolar. Eu gastei uns 350 Dolars nos 31 dias no trek, desde quando desci em Jiri até quando embarquei em Lukla na volta. Ei, se puder, VÁ NO TETO DO BUSÃO, com a bagagem! MUITO MASSA! Frio, mas massa.
  3. Também li os livros do cara. Foram inspiracionais, sem dúvidas. Como alguém como nós via as montanhas. Alguéns como nós mas com carregadores, não era? Mais facin..
  4. É, eu tava meio preocupado com medicina prá altitude também. Até descobrir que Thamel e Brasil não são tão diferentes assim. Com umas poucas Rúpia tudo se ajeita. Tem uns supermercadinhos grandes num cruzamento bem movimentado do bairro. Leve seu LP com sua listinha de remédios e apontar os que quer. Comprei uns dois prá altitude, um prá cagar caso preso e outro prá prender quando solto. E mais umas besteirinhas. Levei da Europa uma boa pomada para contusões e como tendo a criar bolhas, levei também uns secondskin. Mas remédio de altitude ou relatado, se acha barato lá. Os remédios de soltar quando preso e prender quando solto são muito eficientes. Até demais. Tomava de prender e PRENDIA. Aí tinha de tomar o de soltar, que SOLTAVA. Aí ficava alternando, o que não era legal. Diamox meu irmão usou UMA vez e era apenas uma leve tonteira e dor-de-cabeça.
  5. Pois é... quando eu falei do pequeno trecho do Cho la que achei mais perigoso, quis dizer pequeno mesmo. Acho que não chegava a 10m... O Cho la em geral é coberto de neve e gelo. Onde a galera pisa, a neve comprime e vira gelo mesmo. Bem escorregadio. Como esse trecho pequeno é meio exposto e prá direita (sentido EBC-Gokyo) tem uma loooooooga escorregada até os quintos dos infernos, dá um frio na barriga. Bastão e devagar ali. Mas vi carregador de sandália e um pau na mão passando ali com sua carga enorme na testa. Tem uma pensão no Gokyo, Cho Oyu View, acho, que se comer lá e ficar uns dias, o quarto era de graça. Sopinha de alho boa demais. Roupa na trilha eu sugiro uma calça comprida forte e uma camisa de mangas longas. Durante o dia é QUENTE. Acho que por conta do ar rarefeito o Sol TORRA. Eu fiquei cheio de bolhas nos braços e pernas antes de mudar pra calça e camisa manga longa. De manhazinha e de noite faz frio de bater dente. Nessas horas um bom agasalho, luvas e gorrete são essenciais. Se o anorak é quebra-vento, ótimo. Tem trechos que venta prá caramba. Leve ou compre lá umas sandálias sem dedo, porque se for mijar ou cagar no meio da noite, cê não vai querer ficar meia hora amarrando bota com dedo gelado. E eu não vi ninguém que não tivesse caganeira. Bateria e frio não combinam mesmo. Eu levava a minha enrolada em meias e num bolso interno do casaco ou da calça. Eu dormia com ela dentro do saco também. Thamo foi a última vila que vi com tomada e cobrava 100 Rúpias por hora. Isso foi em 2005. É capaz de vilas mais acima já terem tomadas também. Acho que eram tomadas comuns, de dois buracos. Qualquer coisa, pergunte mesmo. Mas tenha em conta que minhas infos são de 2005... Inveja, viu? tou morrendo de vontade de voltar prá lá e acho que dessa vez faria só Gokyo e Thamo mesmo.
  6. Gokyo é belíssimo! se tiver tempo, VÁ! Os preços são melhores que na trilha pro EBC, a paisagem é fantástica, as pensões melhore, as trilhas, MUITO BOAS. Eu também estava preocupado com a travessia e comprei uns "meio-crampon". Acabou que não usei. Usei quando estive ano passado nos Alpes e sinceramente? é uma sola que cê amarra na sua bota, mais nada. Tem um pequeno trecho no Cho la que achei mais perigoso, mas com os bastões e devagarinho, correu tudo bem. Ninguém estava de crampon lá. Talvez sejam necessários em outras condições, mas não naquele dia. Talvez prá você compense alugar ou comprar segunda-mão em Namche, prá não ter de carregar peso morto desde Jiri. Mas bastões são essenciais! O Cho la é um dia todo de caminhada puxada. Só tem ponto de apoio na saída e na chegada. Os entretantos é só trilha. Eu achei bastante usado. Planeja fazer antes ou depois do EBC. Eu sugiro fazer depois, porque Gokyo é um lugar ótimo prá recuperar as energias e tirando a subida do Gokyo ri, as caminhadas ali são até mais planas. Mas não mais fáceis, já que o vale todo está acima dos 4.000m. A vila está de frente prá um dos "lagos sagrados" com altos picos brancos do outro lado. Muito bonito. O Gokyo ri está do lado e tem um cume enorme com ótimas vistas. Achei que dá prá ver o Evereste mlhor dali que do Kala. Seguindo Norte, paralelo ao glaciar cê pode ver os restantes "lagos sagrados". O último e menor é mais longe, mas vale a pena. Vistas de deixar a boca aberta todo tempo e muito solitário. Quando fui, não vi mais ninguém depois do 5° lago e passei horas e horas sozinho na trilha. Só você e as montanhas. O Cho Oyu é impressionante. Do Gokyo cê pode pegar outro passe pro vale que leva prá Thamo e de lá descer prá Namche. Alguns fazem isso. A trilha por Dole é basicamente descida. Fizemos Gokyo-Dole em menos de 1 dia de trilha, começando tarde. Alcançamos Namche no dia seguinte pro almoço e descemos prá... Jurami... esqueci... uma das vilas logo abaixo Namche.
  7. Thamo, isso. Muito boa a vila. Preços em conta e pouca gente. Bons passeios por perto. Vale a pena passar uma das noites de aclimatação por lá.
  8. Hendrik

    João Pessoa

    Sim, a localização é ótima. Cabo Branco é talvez a melhor praia urbana de JP. Ela e a do lado, Tambaú, fazem parte da mesma "enseada". Tem transporte público regular, muitos bares e restaurantes. O hotel fica de frente pro mar.
  9. Eu só conheço o dos trekkings. Mas cê só usaria parte pequena dele, dedicada ao trek do EBC. É descrito desde Jiri e tem umas dica boas de treks secundários. Eu te aconselho fortemente a passar uns dias em Namche. Muito massa essa vila. Acima dela tem outras e seguindo Norte, cê vai parar numa embaixo de um dos mosteiros budistas mais antigos do Nepal, construído nas encostas. Essa vila fica num lugar bem plano e é uma mudança de ares depois de dias sem pisar em lugar plano.
  10. Ordep, faz tempo que fui prá lá, mas acho que trilha não muda tanto assim. Saindo de Jiri, o trek pode durar uns 20-21 dias. Tudo depende de você. Eu e meu irmão levamos 30 dias, mas fizemos muitos treks de aclimatação e passamos dias extras em etapas apontadas nos guias como "aclimatar bem", tipo Namche e Lobuche. Mas isso depende de você. Pessoalmente, se eu voltar, vou fazer 30 dias de novo, porque é uma pena voar metade do planeta e correr na trilha. Mochila de 60l é até grande demais. Tem muita pensão na trilha, porque as trilhas na verdade são as estradas que ligam as pequenas vilas. Cê vai andar umas horas e encontrar pensão. Um bom saco-de-dormir, bons agasalhos, boas botas, água, lanchinho... pouco mais. Vi gente fazendo o trek com mochila escolar! Leve pouca coisa mesmo, porque as ladeiras são de matar e durante o dia é QUENTE. Um lenço contra a poeira é indispensável, senão vai comer terra o tempo todo cada vez que passar aquelas fileiras de yaks. Imagino que os Maoístas já não estejam mais "pedindo contribuição" uma vez que são governo agora. Tomara, pois essa doação era mais cara que a própria entrada no parque. Qualquer coisa, fique a vontade de perguntar.
  11. A minha é um e-Lite. Minúscula e com boa luz, porém eu achei meio ruim de mexer nos controles, principalmente de luvar. Nesse caso, minha simples Diamond que não lembro o modelo, com 1 led e 1 tipo de luz é boa que chegue pro necessário que faço (uma mijadinha no meio da noite, ler, montar barraca meio tarde, procurar coisas...). Porém a pilha dela é também da Diamond e nunca mais achei no mercado. Acho que a melhor lanterna é a que serve melhor à pessoa.
  12. Sei que a galera vai zoar, mas enfim, também é Amsterdam: De 23 à 27 de Novembro estará ocorrendo lá a 21° Cannabis Cup!
  13. Bom, eu vi gente com carregadores solares quando fui ao Nepal. Não sei do resultado, infelizmente. Mas... Que tipo de baterias está levando? tem backups delas? se não tem, sugiro ter. Em Kathmandu e algumas vilas maiores na trilha pro EBC tinham energia e venda de pilhas. Mas eu não confiaria 100% na qualidade delas... Em vilas com energia, sempre tem uma pensão onde pode recarregar sua bateria por um preço absurdo. Eu notei que o que mais come bateria é o frio. Então passei a andar com elas dentro do um rolo de meia e em contato com o corpo. Só metia na máquina e ligava quando estava absolutamente certo que valia a pena fotografar. Também dormia com elas dentro do saco.
  14. Bom, então você vai prá Índia em Dezembro e ficará lá um indeterminado tempo. Sua ida ao Nepal, se ocorrer, seria DEPOIS disso. Eu acho que isso já lhe ajudaria a decidir o que fazer no Nepal. Safaris penso serem possíveis e mesmo passeios e algumas trilhas curtas mais abaixo dos Himalaias. Mas para trilhas mais altas, como o EBC e o Annapurma, a coisas podem ficar bem brabas lá arriba. É possível, mas talvez exija mais equipo. E mais equipo = mais grana. A não ser que já tenha equipo. Aí fica mais barato.
  15. João Pessoa? Localizada entre Natal e Recife, é o perfeito campo-base. E provavelmente mais barata que Natal, Recife, Salvador e Fortaleza.
  16. São coisas bem distintas e longe uma das outras. Quanto tempo cê vai ter?
  17. "Gatinho Cheshire, que caminho devo seguir? - perguntou Alice. "Depende onde você quer chegar, respondeu o gato." Alice no País das Maravilhas.
  18. Se bem me recordo, ir pela crista é condição em todos trechos finais ao cume. Mas cada crista e diferente, claro. Menos o Gokyo ri. Esse era seguríssimo. No vale do Gokyo cê pode também visitar os Lagos Sagrados superiores. É uma puta caminhada direção norte, seguindo paralelo ao glaciar do Cho Oyu.
  19. Também notei isso, mas a maioria eram gente da mesma cidade que estavam por ali também. Mesmo assim surgiram turmas temporárias prá um passeio ou outro. Por exemplo, na trilha da Fumaça, sempre tinha conversa em volta de fogueira ou deitados na pedras, vendo AQUELE céu. Satélite passando e cometa caindo e estrelas e mais estrelas até sair pelos ouvidos. Levar um binóculo, mesmo fajuto, é indispensável prá essas horas.
  20. Mais ou menos, né? depende muito. Barraca no Paty COM CERTEZA é mais barato (de grátis) que "casa de nativo"... Mas se está em Lençóis ou Palmeiras com uma turma, também acho que alugar casa sai mais barato prá cada um que se dois forem dividir um camping.
  21. Duvido que exista algum sérios controle disso. Eu e meu irmão passamos a trilha do Jiri prá Lukla com walk-talkies no bolso de tela do lado de fora das mochilas, em pleno território maoísta onde havia ocasionais brigas com soldados (o "aeroporto" de Lukla em 2005 ainda exibia um grande mancha preta numa parede de um dos prédios da caserna militar, ataque maoísta). Teve muita gente curiosa sobre o aparelho e nos falamos prá caramba, combinando os almoços e jantares e dormidas. Cê não imagina como era duro correr de pensão em pensão atrás da mais barata aos 4000m depois de um dia de caminhada dura... Se tu vai sozinho, precisaria de walk-talkie prá que? "Estou querendo fazer o Passo KONGMA LA. Já vi um roteiro que incluía 3 passos: o Cho la, o Kongma La, e outro. Você analisou o Passo?, ou conversou com alguém sobre a dificuldade dele?" O Kongma la não conhecia até chegar em Lobuche, onde conhecemos uns caras, acho que uns italianos, que tinha vindo por ali. Disseram que era dureza e com certeza é menos usado. Com sorte você será o único na trilha! o Cho la, ao contrário, tem sempre gente (nas horas apropriadas, claro). Já que você tomou o interesse em passes, sugiro que na volta por Gokyo, depois de cruzar o Chi la sentido Khumbu-Gokyo, veja o passe Gokyo-Thami, o Renjo la. Pelas conversas, parece ser mais usado pelos carregados e caravanas de yak que por trekkers. 5390m e você aproveita prá conhecer outro vale, belíssimo, da regiões, onde se encontra um dos templos budistas mais antigos do Nepal, nas rochas de uma encosta. Chukung É CARO, viu? se prepare prá coçar a carteira e ver porções miseráveis no prato... Suponho que vá subir os Chokungs, né?
  22. A gente pegava água nas torneiras dos vilarejos. E tratava com clorine. Tínhamos dois cantís flexíveis, com mangueiras, claro. De 1,5l cada. Um era usado enquanto o outro ficava com a água em tratamento. As pensões podem ferver água, se você pedir (e pagar, acho). A gente so levava muita água nas caminhadas de aclimatação ou subida de picos. Sugiro usar e abusar dos chás. Nepal tem uns chás ótimos e são relativamente baratos (quanto mais alto, mais caras as coisas, claro.). Chá de limão é o mais barato, uma delícia, mata sede, esquenta e é diurético! Tinha um monte de gente que levava garrafa plástica mesmo. As pensões vendem dessas garrafas, supostamente de água mineral. Elas são lacradas. Abaixo de zero só durante a noite/madrugada. Nunca acordei e certamente não prá beber água, hehehehe... Durante o trek e subidas de pico, nossa água nunca congelou. Também tive um problema com um dos cantís. Pedi água à dona da pensão e ela meteu água fervente, que abriu o cantíl, hehehehehe. Substituí por uma garrafa. Não. Nossa água, a que sobrou do dia, ficava lá, mas nunca usamos nos quartos durante a noite. Mas em algumas altitudes pode ser que congelem sim. Depende, afinal os quartos acabam esquentando um pouco com o calor dos corpos. Meu, mijar de noite era duro mesmo. Quase não fiz, mas meu irmão fazia. Nas altitudes mais altas, era mesmo um tormento sair do saco. Nas pensões dessas altitudes, os potes de água ficavam com uma camada grossa de gelo que tinha de ser quebrada. Agora vai escovar dente com água e pedaços de gelo flutuando nela... Com certeza vestido! Lanterna faz parte do corpo de noite. Era um desses mesmo, fraquinho. Era proibido por conta dos maoístas, que confiscavam dos trekkers e usavam prá guerrilha. A gente não sabia e levou e usou, hehehehehe. Ainda é proibido?
  23. Olha, eu acho que é prá trekker iniciante, sim. Mas claro, quem quer fazer uma coisa dessas sem ajuda, tem de planejar um pouco e seria muito melhor que já tenha feito algum tipo de trek e dormido em um saco-de-dormir antes, hehehehehe. De resto, é só ir no seu tempo, um passo atrás do outro. Chegar em Namche Bazaar é fantástico. Vila em terraços numa encosta, logo acima dela ou após ela, numa curva da trilha, cê vê um enorme paredão de montanhas enormes. O Evereste vai estar lá. O Ama Dablam, considerada uma das montanhas mais bonitas do mundo, também vai ser perfeitamente visível. Tudo parece tão perto... mas ainda faltam dias de caminhada prá chegar lá. Mas vale a pena!
  24. Cê fez o circuito do Annapurna? é o segundo trek mais popular do Nepal! O do EBC é considerado mais duro, ainda mais se começar de Jiri. Fizemos esse trek sem carregador e levando um monte de bagagem inútil. Foi duro, mas é possível. Nota: também éramos novatos na atividade. Nós NUNCA tínhamos feito trek de vários dias e em montanha alta. As vias são claras, as pontes são fortes, o povo é amistoso, tem pensão a dar com o pau no caminho, água e comida não falt e todo mundo informa a direção caso perguntados (não como na Chapada Diamantina, onde as trilhas pareciam ser segredo de estado). Quem pensa ir independente, não creio haver o menor problema. Claro, é só não ficar tirando foto em beirada de precipício enquanto a fila de yak passa, como vi uma pessoa fazendo. E ela não estava indo independente...
  25. Olha, quando estive lá, tinha de quase tudo. Inclusive equipo de segunda-mão, deixados por expedições. Você vai ver, Thamel é um labirinto de lojas. Mas preço de roupa de marca era o mesmo que se comprar nos EUA. Esse corta-vento que cê tá falando é mais uma jaqueta que um corta-vento, não? O meu tem um zíper de cada lado, fora o do meio. Esses zípers laterais abrem o corta-vento até as axilas. Em Kathmandu comprei uma jaqueta dessas, cheia de bolsos, zípers e um fleece fino incorporado. Só serviu prá acumular suor, com ou sem zípers embaixo dos braços. Eu ainda não sei se eles DE FATO adiantam alguma coisa ou se suor faz parte do montanhismo. De qualquer forma, não eram roupas de trilha. Na trilha, a gente usou camisa ou fleece 90% do tempo. "Qual o material do seu azul ? Aqui achei um da Trilha e R... , modelo "Andes", de Goretex, fleece interno separável, bolsos e zipers de ventilação, por R$400,00. Acharia melhor e mais barato em KTM?" Sei não... mas tenho ouvido dizer que esses equipos 3-em-1 não são grande coisa, já que esse sistema de zípers que unem diversas camadas em apenas uma meio que impedem o material de funcionar bem. “Não que não se ache coisa boa lá.”-- Pois é! Será que posso achar um bom DOWN JACKET, de marca, por lá? Seria um investimento definitivo. Aquela foto sua dos gringos descendo o Cho La, a Jaqueta deles, amarela, com capuz, parece ser leve, quente, e "chique"... Eu pretendo também atravessar o KONGMA LA (5535 metros)..." Aquilo não era um down e era o Cris, austríaco. Ele era uma amarelão na trilha, hehehehehe. Era uam jaqueta "normal". A gente comprou umas imitações em Kathmandu. Mas não lembro de ter usado muito... Já o Cris, não tirava aquela jaqueta dele quase nunca! Não sei se tinha frio ou se o material era um milagre que não derretia a pessoa. Sinceramente não vi muitas situações onde uma proteção tão grande era necessária. Usar todos os casacos só ocorria nos quartos das pensões. Que frio! Durante a caminhada eu tinha uma naylon como primeira camada (a camada que mais suja e mais trocava, logo algodão tava fora de questão), e algumas vezes um ou dois fleeces. Apenas no início do dia, saindo cedo das pensões, é que a gente metia tudo, porque demorava pro corpo esquentar. Depois era só ir descascando as camadas. Usaria duas, provavelmente. Só usei TODAS camadas nos quartos das pensões. Desconheço essas marcas. Em geral aqui a escolha é fácil, já que as lojas de esporte de montanha tem sempre meias segundo tipo de uso e camada. Em geral pego uma ou duas fininhas térmicas, uma de espessura média prá trekking e uma ou duas grossonas. Em Namche comprei um par de meias de pêlo de yak, que adorei e mantinha meus pés mais quentes nas pensões. A gente, e muitos outros machos, fizemos boa parte da caminhada em bermudas. Depois dos 4000m, notei que minhas pernas tavam, assim como meus braços, tavam se enchendo de borbulhas devido ao sol forte (parecia fervura, hehehehe). Foi então que meti as calças vagabundas que compramos em Thamel e que ficaram nas pernas o resto do trek. Pedra prá sentar não vai faltar, nem se preocupe. Frio nas pernas nunca foi minha preocupação, então essa calça era mais que suficiente. Meu irmão que metia mais camadas por baixo, algumas vezes. Já nos quartos das pensões... Como disse, a gente tinha bermuda e uma imitação de calça. A nossa era impermeável, mas como disse, temperatura nas pernas nunca me incomodou. Me parece pau prá toda obra. Se eu tivesse grana, comprava, ehehehehe... Mas não que seja indispensável pro Nepal. Com certeza! E como os maoístas agora são governo, é bem capaz de não haver mais aquela taxa detestável na trilha entre Jiri e Lukla.
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