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Bruno PsychoKillers

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Sobre Bruno PsychoKillers

  • Data de Nascimento 14-04-1979

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    Aventuras

Outras informações

  1. Olá amigos! Desculpem a longa demora em retornar e falar sobre este relato. Temos ainda algumas dúvidas a responder. Neste semana Santa de 2010 resolvemos refazer a trilha. Desta vez em 3 dias, com carga e novatos. Estes sofreram, e muito. Realmente, não há pontos muito difíceis, mas a longa distância é um verdadeiro desafio. Desta vez encontramos pessoas na trilha, mas poucas. Infelizmente, alguns perdidos. Para quem desejar infos e tracklogs desta expedição, entre em contato pelo site www.psychokillers.com.br. Teremos imenso prazer em ajudar e passar informações. Mas o básico é isto: muita perna pra andar, facão, pouca carga e disposição! Abraços a todos. Bruno "Kbça" Psycho Killers Adventure Team
  2. Saudações mochileiros! Venho compartilhar com vocês a incrível expediência da expedição Travessão x Lagoa Dourada, realizada nos dias 01 e 02 de maio de 2009. O local é o Parque Nacional da Serra do Cipó, ou melhor, boa parte dele. Às 06h30 o trajeto se inicia às margens da rodovia MG-010, que liga Belo Horizonte/MG à Conceição do Mato Dentro/MG. Por volta da altura do Km 110 da rodovia, em frente à Pousada Duas Pontes. Dali se inicia uma caminhada de aproximadamente 10 km a 12 km em direção ao Vale do Travessão. O "Travessão" é um monumental penhasco que divide as bacias do rio São Francisco e Rio Doce. Do alto, tem-se uma vista incrível cânion adentro. No caminho, é possível encontrar pinturas rupestres. Após o Travessão, muita subida! E felizmente, vários pontos de água no caminho. No trajeto, enfrentamos uma matinha repleta de samambaias (ou algo derivado delas), onde o facão se faz realmente necessário. Parte da trilha está batida, mas quando o mato fecha, o GPS é fundamental. Ou pelo menos, saber que deve-se seguir a noroeste. Após 29 km de caminhada, chega-se a um ponto onde normalmente se acampa, quando se faz a travessia em 4 dias. O lugar é gramado plano, amplo e possui um capão com riacho de água limpa. Como chegamos às 14h00 neste lugar, resolvemos esticar a caminhada. Logo após este local, à encosta de um paredão, temos um capinzal dos altos. Mato na altura do peito, e charco! Não se pisa no chão, apenas em capim molhado. MUITO CUIDADO, pois neste lugar é comum encontrar cobras, sobretudo nas bromélias. O desnível é menor nesta segunda parte, mas começa-se um sucessão de pequenas matinhas com travessias de um mesmo córrego que acompanha o declive do relevo. Infelizmente, não dá pra se escolher um lado, pois a mata nos desestimula a fazer o caminho diferente do indicado pelo GPS. Pela média precisão (aprox. 6 metros) do equipamento, pelo mato fechado e pelas trilhas "apagadas", por vezes é difícil saber qual o melhor ponto de se atravessar os capões. Com disposição e coragem, tem horas que é melhor optar por seguir o rumo, e não a trilha. No caminho, 3 casinhas abandonadas. E em ruínas. Ainda sobre o riacho, a última travessia deste é da margem esquerda pra direita. Fique à direita, pois caso contrário será necessário subir um paredão de pedra logo adiante, na base da escalaminhada. No caminho, chuva. Fina, mas constante. O melhor mesmo é evitar ir com chuva, pois vários pontos de travessia de água podem virar verdadeiros rios com a água que desce da serra. Para nossa sorte, este não foi o caso. No fim da tarde, chegamos ao alto da cachoeira das Braúnas. Uma das mais difíceis e menos fotografadas da Serra do Cipó. A descida deve ser feita seguindo-se à direita da cachoeira, por uma trilha bem definida (e íngreme) dentro da mata. No final, chega-se à belíssima Braúnas, verdadeira recompensa! A idéia era acampar no cânion da Braúnas, em um leito de areia bem confortável, cânion adentro. A chegada a este local foi às 18h30, em uma distância total de 38,5 km à pártir do início da trilha. Este local é onde normalmente se acampa, quando opta-se por 4 dias de travessia. Como a idéia era concluir em 2 dias, não levamos barracas ou carga adicional. Fomos com pouco peso e mochilas de ataque. O saco de dormir ocupada quase 80% da mochila, sobrando pouco espaço para comida e equipamentos. A noite de céu limpo ajudou, e o frio, colaborou. Iniciamos o 2º dia logo às 7h00. Continuamos até o final do cânion e subimos a montanha adiante, contornando suas curvas de nível. A vegetação (predominantemente cerrado) dificultava um pouco a subida, mas o nível de dificuldade não era dos maiores. Após vencermos um desnível de 300 metros em aproximadamente 4 km, iniciamos uma descida suave, rumo a outro riacho, perto da fronteira externa do parque. Como dito, em quase todo o percurso encontra-se água em abundância, mas o ideal é tratá-la com pastilhas de cloro, por mais que não tenha esgoto ou civilização por aquelas bandas... existem muito animais. Contornadas mais algumas montanhas, chega-se ao mirante que avista a Lagoa Dourada. Em todas as trilhas de GPS que se encontra, a indicação é para descer reto, morro abaixo. Recomendamos seguir à esquerda e acompanhar as curvas de nível, que com muita facilidade permitem o acesso ao local. A Lagoa Dourada (exatos 50 km desde o início) é um lugar onde tradicionalmente se acampa, seja no 3º dia de travessia, ou por adeptos ao camping. O lugar recebe este nome porque se trata de um fundo de vale, cercado por quase todos os lados por paredões de pedra, e com vegetação rasteira e dourada. Daí o nome. Tem um rio bom para banho, e em sua continuação, a cachoeira da Jabuticaba, pequena mas bonita. Seguindo para norte, continuamos nossa trilha. Subida leve por 2 km. Difurcação. Optamos pelo caminho mapeado no GPs à direita, que terminaria perto da entrada do Parque Nacional da Serra do Cipó. Caso sigam à esquerda, cairám em uma grande descida sinuoso da cascalho, terminando em São José da Serra. Mais 18 km nos esperavam serra abaixo.Trilhas bem definidas na maior parte do percurso, entre 2 serras. Vista de tirar o fôlego. Praticamente só descidas... 4 horas para concluir. No final da aventura, por volta de 16h00 de sábado, concluímos os 68 km de caminhada em 2 dias, chegando na MG-010. O ponto de chegada foi diferente do ponto de saída, o que nos obrigou a adotar uma logística de 2 carros. A dica que fica para os interessados nesta aventura é: pouca carga, facão, disposição pra andar muito e zelo pela trilha. Não só pela questão do lixo, que devemos levar de volta, mas também para não destruir as trilhas mais fechadas por onde passamos. O uso do facão é necessário, mas deve-se fazê-lo com critério. Esta travessia é pouco conhecida, portanto muita gente nunca ouviu falar. Mas a título de comparação, ela é bem mais pesada que a travessia da Serra dos Órgãos, em Petrópolis x Teresópolis. Mas com certeza, vale cada passo caminhado. Abraços a todos.
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