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Vivi Mar

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Sobre Vivi Mar

  • Data de Nascimento 12-02-1981

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  1. Cicloviagem pela Serra da Mantiqueira no feriado. <3 . Bela e bruta. Linda e impiedosa. Divina e desumana. A Mantiqueira não dá trégua, são estradas de terra, subidas desgranhentas, acampamentos selvagens, longas descidas, um frio da "mulestia".... mas também são cenários de tirar o fôlego, ma região rica e muito agradável para se pedalar, com um povo acolhedor sempre com disposição pra um dedim de prosa, e toda aquela receptividade que o mineiro tem de sobra. . E assim, com o pensamento inabalável de que no domingo teríamos completado o trajeto e estaríamos de volta ao ponto de partida, passamos os 4 dias de feriado pedalando, acampando e cicloviajando pela Serra da Mantiqueira. Ritmo lento, baixa quilometragem, aproximadamente 150km, mas 3.500 de altimetria acumulada entre topos e vales, terra e lama, subidas e descidas.... com as bicicletas carregadas com nossas barracas, comidas, roupas, e todo equipamento necessário. . Fotos: https://www.facebook.com/vivi.mar.1044/media_set?set=a.1531258720278516.1073741888.100001832092050&type=3 Na quarta a noite reunimos o grupo em Itajubá: Vivi, Elaine, Meire, Ruiara, Fabio, Ricardo, Bruno e Heitor. Alguns já são amigos de longa data, mas o Heitor e Ruiara são amigos do Bruno/Meire e fariam sua primeira vivência com o 'cicloturismo' de maneira auto-suficiente. Fomos para o local de acampamento a uns 12 km da cidade e montamos acampamento por lá. No dia seguinte retornamos para Itajubá de onde saímos pedalando. Dia 1: Itajubá x Morrão x Taquaral - 34km com aproximadamente 1200 de altimetria subida acumulada Iniciamos a pedalada por volta de 11 da manhã em Itajubá e seguimos sentido Marmelopolis, pela estrada de chão (terra). Foram 15km de retas tranquilas, e na bifurcação se pegar a direita vai para Delfim Moreira, e pela esquerda sobe a serra pelo topo do morro. Pegamos a esquerda. Foram alguns kms de uma subida desgranhenta, com bastante terra, lama, e uma certa dificuldade devido a bicicleta pesada nesses trechos com mais lama escorregadia. Creio que uns 8kms de sobe sobe sobe constante pelo Taquaral. E lá no topo começa a descida, e depois um sobe/desce. 34 km rodados e Já começava a anoitecer. Hora de procurar um local para acampar. De um lado era encosta, e do outro barranco, rs. Diante da dificuldade de achar um local plano para acampar, optamos por adentrar numa propriedade rural e acampar na entradinha. Gastos do dia: 0,00 Link do dia (nao marquei completo): https://www.relive.cc/view/1043192930 . Dia 2: Acamps x Sertão Pequeno x Morangal x quase Virgínia - 28km com aproximadamente 978 de altimetria subida acumulada Levantamos acampamento tarde pois o dia amanheceu frio, gelado, úmido, e onde acampamos não batia sol. Subimos o restinho da serra, e a esquerda seguia para Barra, mas mantemos o nosso trajeto a direita. Entramos a esquerda novamente, sentido oposto a Cubatão. E no ponto de bus entramos a esquerda, sentido Prainha Morangal. (se entrar a direita segue para Marmelópolis). Em Morangal fizemos uma longa parada para fazer manutenção em 2 bagageiros do grupo, que devido a muitas costeletas na estradinha de terra não aguentaram o tranco. E da-lhe enforca gato, a melhor gambiarra de sempre, rs. Dali seguimos por 8 km por uma subidinha suave e pouco inclinada sentido Virginia. Logo depois da cachoeira de Virginia paramos para acampar antes de chegar na cidade. Gastos do dia: 10,00 bar de Morangal, com pasteis a R$ 1,50, espetinhos a R$ 2,00. Link do dia: https://www.relive.cc/view/1043192778 . Dia 3: Acamps x Virginia x Igrejinha São Miguel - 27 km com 916 de altimetia subida acumulada Levantamos acampamento e a partir daí foi somente descer, descer e descer. No centrinho de Virginia uns foram para o mercado, outros para padaria. Tocamos sentido Maria da Fé... saímos da cidade subindo a estradinha da Pousada Mantiqueira, e continuamos subindo até 1.500 de altitude, ali no topo saímos da principal pela estradinha da direita e descemos todo o vale por uma linda estradinha estreita e sem movimento algum. A descida era sentido Pinto Negreiros. Era cedo, por volta de 15hs, mas resolvemos acampar em uma Igreja/Cemitério no bairro de São Miguel que tinha um gramado bom e um riozinho ao lado. Foi o acampamento perfeito. Eu já acampei em Prefeitura, praças, escolinhas, ps, bombeiro, rodoviária, casa, abrigos, wc, ... mas nunca tinha acampado em um cemitério de vilarejo ...rs. Gastos do dia: 12,50 (Padaria, mercadinho, cerveja) Link do dia: https://www.relive.cc/view/1043192733 . Dia 4: São Miguel x subida até a capela x Mata de Cima x Charquinho x Jardim x Posses x Maria da Fé x Itajubá - 47,6 km com 868 de subida acumulada A subida não foi íngreme, mas constante, sobe sobe sobe.... e hoje foi o dia mais quente de todos, rs. Judiou um bocado da thurma toda, que com a bike carregada toda subida com sol forte fica mais sofrida. Já saímos subindo até a cruz (o ponto mais alto).... e a partir dali foram poucos km pedalados e muitas descidas até Maria da Fé, onde fizemos uma longa pausa para almoço. De Maria da Fé para Itajubá foi um pulinho, rs, descida rápida e retinha suave, e logo chegamos na praça de Itajubá. Link do dia: https://www.relive.cc/view/1043192979 . Agradeço a todos os companheiros de pedalada <3. Ao Ricardo por traçar o roteiro e por pesquisar toda a rota. Aos parceiros de sempre: Elaine, Fabio, Bruno e Meire, que dispensam comentários, são cias que adoro estar junto nos melhores momentos de Perrengue Supremo, rsrs. E agradeço especialmente a Ruiara e Heitor "O Roncador" (rsrsrs) pela valentia de terem seguido com a gente, mesmo que num ritmo mais lento e com toda a sofrência, não desistiram e terminaram o roteiro com alto astral e muita historia pra contar. Parabéns !!!
  2. FOTOS no link: https://www.facebook.com/vivi.mar.1044/media_set?set=a.1473536312717424.1073741881.100001832092050&type=3 Feriado: O ritmo era devagar, sem pressa. A paisagem, novidade. A previsão do tempo, desanimadora. O rumo, desconhecido. Os pernoites, acampar onde der... O roteiro, desafiador: Atravessar de Itumirim a Carrancas pelo alto da serra, subindo por um rastro de trilha carregando a bike morro acima, avançando por single track no topo, usando os acessos das cristas e acampando onde for possível... e o retorno por estradinhas de terra que interligam as cidades. . E assim, animados com o roteiro e otimistas com o tempo, eu, Fabio, Andre, Ricardo e Elaine partimos para Itumirim, onde chegamos na sexta feira a noitinha, e montamos nosso acampamento selvagem em uma cachoeira a pouco mais de 3km da cidade. . Dia 1: Itumirim x subida da serra trilha x single track topo x Acamps riozinho 30km, pouco mais de 800mts de subida acumulada. Os números não impressionam, mas não se iluda com a baixa quilometragem e altimetria, pois o terreno para subir a serra foi extremamente técnico (para quem esta com a bicicleta super carregada com barraca, comida, fogareiro, saco de dormir, alforges grandes, etc). Saímos da cidade pela zona rural, adentramos uma propriedade particular com a autorização do proprietário, atravessamos um milharal, abrimos mato no peito. A todo instante os carrapatos nos mostravam quem eram os donos do pedaço, e tentavam nos expulsar a qualquer custo. Logo interceptamos a trilha principal, mas este acesso para ser feito a pé, de trekking, mas era esta trilha mesmo que procurávamos. As subidas por laje de pedra exigiram muito esforço, alguns trechos carregando a bike pesada no colo, single track bem técnicos, muito empurra empurra, e sapateado com a sapatilha de bike derrapando nas pedras. No topo fizemos uma pausa em uma casinha em obras. Uma vez no topo seguimos por estradinhas de areia fofa, e por single track mais pedaláveis, visual de tirar o fôlego. E "só lazer". Logo caímos em uma estradinha de terra o que rendeu alguns kms, mas tão logo quanto entramos, também saímos, e mais uma vez tocamos de single track fugindo ao máximo dos acessos mais fáceis. Descemos uma encosta esburacada, atravessamos um pasto de capim alto, e novamente em outra estradinha, rumo a cachoeira. Mas nosso destino seguia sentido contrario a cachoeira que estava ainda a 12km. Com o avanço das horas, fizemos um acampamento selvagem em um riozinho perto de um pasto. Banho de rio, vinho pra acompanhar o jantar e hora de esticar o esqueleto para o dia seguinte. https://www.strava.com/activities/966142078 https://www.relive.cc/view/966142078 . Dia 2: Riozinho x single track pinheiros x retorno estradinhas x serra Carrancas asfalto ida x serra Carrancas volta x acamps riozinho 44 km 1007 mts de altimetria acumulada. Acordamos animados pois hoje o dia prometia mais single track de topo. Soubemos que hoje nesta estrada teria uma prova de bikers até Carrancas, por este motivo a estrada estava toda sinalizada. Rodamos 3 kms pela estradinha, e logo saímos da principal subindo um morro lateral por single track. A subida foi dura pois as bikes estavam bem pesadas, mas muito legal, pedalável. A descida então... só diversão. Adentramos uma propriedade de eucaliptos e dali seguimos descendo trilha e descendo trilha e descendo mais trilha... até que ela acabou...rs... Num riozinho, fim de linha. Vasculhamos tudo e achamos a continuação do outro lado do rio. Mas como perdemos muito tempo ali, e ainda tomaríamos perdido do outro lado do rio, a votação do grupo foi para retornar pelo mesmo caminho até a estradinha e seguir pela principal para ganhar tempo (mesmo trajeto que o grande grupo da prova passaria). E lá fomos nós... subimos tudo de novo, descemos até a estradinha, e nos misturamos aos competidores da prova...rsrs... eram uns 700 ciclistas aproximadamente. Seguimos cada um no seu ritmo, misturamos a tantos outros... e assim tocamos até a pista, pela estradinha principal. Na pista subimos o morro da pedreira de Carrancas pela face mais íngreme, este sim judiou, porque o asfalto pra mtb carregada judia, rsrs... mas subimos tudo pedalando. Chegamos em Carrancas e a cidade estava lotada por conta da prova. Tomamos uma cerveja e uns pasteis... e... voltamos, kkkk, subimos a mesma serra de volta, desta vez pela face menos íngreme. Logo saímos da pista, e saímos na estradinha de terra. Ainda tínhamos 2 horas de sol, e queríamos avançar pelo menos mais uns 15 ou 20 km antes de parar para acampar... porém, em uma descida houve um acidente com um dos integrantes do nosso grupo e não tivemos escolha, paramos no próximo riozinho para os primeiros socorros e ali mesmo acampamos. A Elaine é bem experiente, pedala a muitos anos. Foi um acidente mesmo. Inevitável. Ficamos preocupados com a queda, pois ela bateu joelhos, peito, bateu a face, abriu o queixo e bateu o rosto e lábios, além de sangrar bastante. https://www.strava.com/activities/966141991 https://www.relive.cc/view/966141991 . Dia 3: Abortado Infelizmente devido ao acidente de ontem, resolvemos abortar o retorno para Itumirim... A Elaine foi guerreira, aguentou tudo numa boa, acampou mesmo com dor no corpo todo... mas precisava de cuidados, já que os machucados não foram somente ralados... O Ricardo, André e Fabio saíram as 6 horas do acampamento, pedalaram sem bagagem e foram buscar o carro em Itumirim, enquanto ficamos no acampamento aguardando...Fim de linha... Final de pedalada.... felizmente ela passa bem !!! Melhoras Elaine
  3. Pessoal, como sempre recebo preciosas dicas dos amigos nos grupos, listas e fóruns, compartilho com vocês as fotos da nossa cicloviagem de final de ano pelo Chile/Argentina (Patagonia). FOTOS: https://www.facebook.com/vivi.mar.1044/media_set?set=a.1346901068714283.1073741875.100001832092050&type=3&notif_t=like&notif_id=1484782793917031 RELATO abaixo: Pedalar, pedalar e pedalar ... Definitivamente este não foi o lema da nossa cicloviagem de final de ano. Kkk A meta era 1.000 km... mas pedalamos pouco mais de 630 km com aproximadamente 11.000 mts de subida acumulada, e mesmo com a noite caindo as 22 horas os dias foram curtos para apreciar toda a beleza patagônica e vivenciar tudo o que uma cicloviagem pelos andes nos proporciona. Já sinto saudades..... . Ahhhh os vulcões; as geleiras; os incríveis arco-íris e as trilhas single track carregando a bike em busca do perrengue supremo. Ahhhh os ventos patagônicos...ora contra e ora a favor... As cabanas com fogão a lenha depois de um dia de pedalada na chuva. A receptividade dos moradores. A curiosidade das adoráveis crianças filhas dos mapuches. E os asados patagônicos para repor a caloria perdida. Os deliciosos acampamentos. Os passeios nos mercados em busca do alimento com o melhor custo-benefício. Os banhos de rio gelado e também a falta de banho. E também as discórdias de um grupo grande em movimento constante...poutz...esse merece um capítulo a parte kkkk. Enfim, tudo isso já deixa saudade e pela segunda vez volto da patagônia com gostinho de quero mais e com a sensação de que as férias foram curtas !!! . Como tem muita informação detalhada a respeito desta região na internet, vou me limitar a escrever apenas sobre o dia-a-dia da cicloviagem que devido a idade dos integrantes demos o nome de: ciclo dos trinta e uns + o meio século... cicloviagem que foi bem completa no sentido de diversidade de terreno, pois pedalamos pela terra, pela lama, pelo rípio, pelas montanhas, pelas subidas, pelas descidas, por single tracks, pelo asfalto, com ventos soprando em todas as direções... com as bikes pesadas com alforjes levando barraca, fogareiro, comida, saco de dormir, roupas, etc. Alguns poucos trechos foram bem exigentes fisicamente pois precisamos empurrar morro acima as bicicletas carregadas por estreitas trilhas single track, mas na grande maioria o roteiro é agradável, com subidas não muito técnicas, trajeto totalmente pedalável do início ao final para quem já tem o costume de pedalar e cicloviajar. RELATO COMPLETO: Voamos para Santiago (Vivi, Fabio, Bruna, Anderson, Getúlio, Meire e Bruno) e de lá embarcamos de bus da empresa Turbus para a cidade de Pucón, onde encontramos com a Viviane Benjamim, amiga de longa data que já se encontra em cicloviagem solo pela América do Sul a aproximadamente 1 ano. A partir dali, seguimos pedalando juntos, num grande grupo de 8 pessoas. . Dia 1: Pucon x Acamps Eucaliptos Iniciamos a pedalada tarde pois após o desembarque e reunião de todos em Pucon ainda precisamos ir montar as bikes e comprar mantimentos no mercado para os próximos dias. Saímos as 14hs já cansados de uma viagem de bus por 10 horas seguidas sem paradas e sem comer. Seguimos pela estrada sentido Conharipe e após 30 km percorridos paramos para acampar em uma clareira pouco adentro da mata, na beira da estrada. Meire achou o local de acampamento Perfect, rsrs Saldo do dia: 30 kms - 510 de subida acumulada - Gastos: Mercado . Dia 2: Acamps x Parque Nacional Villarrica (Quetrupillan) x Conharipe Mais dispostos e descansados, mas ainda com a bagagem pesada, não conseguimos sair tão cedo quanto gostaríamos, ainda mais com um grupo tão grande ... saímos as 11hs com a disposição pra encarar 15 km de subida... A estrada começa boa, somente de subida de chão de rípio mas com a estrada bem batida, e a subida segue agradável e não tão íngreme como imaginávamos. Logo depois inicia um trecho com erosões e terra escavada, como caminho de jeep ou motocross. Empurramos bikes morro acima nestes trechos não pedaláveis. E logo veio a merecida descida. Pelo aplicativo IOverlander (indicado pelo amigo Plácido do Livre Partida que esta em expedição de volta ao mundo) identificamos uma área para acampamento por perto, no lago da cidade. Acampamos ali e alguns tomaram banho na prainha. Não indico o local para acampar pois fica bem perto da cidade, e consequentemente tem lixo ao redor... se puder seguir mais um pouco pode achar outras áreas melhores para pernoitar... mas em caso de emergência, como era o nosso caso que já estava anoitecendo, dá pra montar a barraca e dormir tranquilo. Saldo do dia: 46 kms - 810 de subida acumulada - Gastos: 1 cerveja . Dia 3: Conharipe x Rio Liquine Dia de estrada boa, praticamente sem subidas tão íngremes e caminho nada técnico, apenas estrada de terra batida e com muuuito banho de rio. O dia foi prazeroso, com paradas para tentativa de pesca e lavação de roupa suja de terra e suor. Passamos batido pela cidade que é turística, e conforme dica de um Carabineiro (polícia local) paramos para ver as aguas calientes vulcânicas (não achamos o poço que ele indicou) e subimos 4 kms serra acima para acampar na ponte de madeira, em um rio largo, ao lado da ponte pênsil. Ótimo lugar para acampamento. Bom espaço, bem localizado, grátis, e ao lado de um lindo rio. Saldo do dia: 40 kms - 735 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 4: Rio Liquine x Paso Carirriñe x Lago Lanin (Prox Laguna Verde) Foram 14 km de subida pedalável, não muito íngreme mas ininterruptas e chegamos na aduana Chilena onde demos saída do Chile através do Paso Carirriñe. Os últimos 3 kms depois disso tinha muito pedregulho solto e era bem mais íngreme com o sol fritando a moleira. Empurramos 2 subidas e logo demos entrada na Argentina pelo Pq Nacional Lanin com a burocracia de sempre, preenche ficha, assina, apresenta documentos de entrada, saída, etc. Almoço na beira do rio. Viviane trocou o cabo do cambio que quebrou e fizemos uma longa parada. Seguimos por mais 14 km ate as lagoas e a noite deu sinal de vida. O camping oficial Laguna Verde custava aprox 50 reais/pessoa. Então aqui dividimos o grupo. Uma parte se hospedou no camping e por volta de 22hs eu, Fabio, Anderson, Bruna e Viviane adentramos na mata para um acamps selvagem clandestino perto de uma prainha. Saldo do dia: 45 kms - 1445 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 5: Acamps x San Martin de Los Andes Dia cheio de descidas e muuuito vento. No lago já lá em baixo pode acampar, mas passamos batido pois ainda era cedo. Em San Martin fizemos compras de mantimentos, cidade cara, turística. Gastamos 500 pesos para 3 pessoas (aprox 40 reais por pessoa) para nos reabastecer de comida para os próximos dias. Mercado estava cheio e logo anoiteceu. As hospedagens na região eram bem caras, a cara da riqueza, rs, e totalmente fora do nosso perfil... Alguns mochileiros bivacam na praia discretamente, mas estávamos em 8 pessoas com 8 bicicletas carregadas. Impossível não chamar a atenção. Já conformados em pernoitar ali sentados todos se encolheram na rodoviária para se proteger do vento e do frio. Muito frio.... Eu e Viviane sem querer desistir subimos na bike e fomos girar na cidade em busca de algum local pra acampar. Tentamos em casa, estacionamento, etc. Achamos o Bombeiro da cidade que tinha pouco espaço na sua base mas nos indicou a base do guarda parque. E lá fomos nós. Fomos recebidas com um largo sorriso e apos um breve bate papo que a Viviane me mandou parar de ablar errado (kkk) ele permitiu nosso acampamento na base, além de permitir também usar suas dependências. Corremos para avisar os amigos que passavam frio na rodoviária e montamos nossas barracas. O trajeto hoje foi curioso pois saímos de uma região bem arborizada ao redor de lagos, e com o passar dos kms a vegetação foi ficando cada vez mais seca, árida, com ventos fortes aumentando a cada km. Pedalamos a tarde toda com o vento forte e contra, o que desgastou mais. Saldo do dia: 70 kms - 950 de subida acumulada - Gastos: Mercado para os próximos dias - aprox 40 reais. . Dia 6: Réveillon - dia de repouso ativo - San Martin x Rio Hermoso Dia amanheceu chuvoso e aproveitamos para ir na cidade cambiar R$. Devido ao ano novo optamos por um dia de repouso ativo, trajeto curto, muito visual pelo caminho e pista de asfalto. Iniciamos a pedalada as 15 hs e paramos no Rio Hermoso para acampar e nos demos de presente algumas cervejas Andes no bar da Janete, além de conseguirmos um banho quente de chuveiro pela primeira vez desde o início da viagem (no meu caso). PS: No Chile não rolava cervejinha no bar pois não pode beber na rua, rs. O local de acampamento é roots mas tem outros locais mais bonitos para parar. Se puder, siga em frente mais alguns kms pois este rio não é bonito e fica na beira da estrada asfaltada sem muito movimento. Conhecemos um casal de cicloviajantes (Pedaleando Utopias) que passaram a noite com a gente, e são gente boa demais, super vibe. Passamos a virada juntos. Fizemos jantar coletivo e cada um preparou um prato. Vivi/Fabio: Arroz Branco. Bruna: Risoto. Viviane: Sobremesa arroz doce. Anderson: Feijão Preto. Meire/Bruno/Getúlio: Macarrão. e jantamos com cervejas e vinho tinto... muita fartura e um luxo ate então...rsrsrs Saldo do dia: 30 kms - 704 de subida acumulada - Gastos: 1 cerveja . Dia 7: Acamps Rio Hermoso x Lago Espejo (Rota dos 7 Lagos) Mais um dia sem grandes subidas, pedal prazeroso beirando os 7 lagos através da Rota 40 passando pelo PioPio, Lago Machoónico, Parque Nacional Nahue Huapi. Trajeto com muitos locais adequados para camping, seja estruturado, pagos ou gratuitos. Optamos por seguir ate o Espejo que é grátis e sem estrutura, mas ainda assim a área é muito bem conservada e monitorada por guarda parque que dão todas as instruções do local. No caminho a Viviane representou e ganhou quilos e mais quilos de churrasco de cordeiro, que carregamos durante todo o dia para nos deliciar com a iguaria durante a noite no acampamento. O acamps foi regado a vinho chileno, mais barato que agua lá. Saldo do dia: 66 kms - 714 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 8: Lago Espejo x Vila La Angostura x quase Bariloche Ainda no asfalto seguimos o pedal em ritmo de tartaruga manca pois o visual é lindo, de tirar o fôlego. No final do dia o pessoal optou por um camping estruturado (190 pesos/pessoa, equivalente a uns 50 reais). Eu, Fabio e Viviane optamos por seguir um pouco mais e acampar no meio do mato em algum local surpresa, rumo ao desconhecido. Ligamos o "radar" para identificar algum bom ponto pra acampar depois que vimos uma tempestade se formando nas montanhas e avançando em nossa direção com rapidez. Achamos uma trilha que não deu em nada. Viviane e Eu resolvemos descer por um caminho para ver se tinha alguma área boa. Estava frio e ventando muito, e a chuva formando... Foi quando um morador veio em nossa direção... e a cicloviagem mais uma vez nos presenteou com um incrível encontro... eu diria que o mais especial de toda a viagem... O morador era o Antônio, descendente da tribo Mapuche, que nos recebeu em seu lar com sua adorável esposa Carolina e seus filhos Valentin, Celina e Santino. Fomos acolhidos em sua sala bem simples com lareira, mate e uma boa prosa. Enquanto isso, lá fora o vento balançava as grandes árvores e a tempestade comia solta. Este encontro foi um presente. Ganhamos não apenas o calor e o abrigo da chuva, mas sim amigos e longas horas de conversa sobre a cultura local...Como retribuição da gentileza, tentamos mostrar a nossa cultura de cicloviajeiro, rsrsrs, e preparamos em nossos fogareiros (um com gas e outro que usa benzina – Msr) um jantar para toda a família com macarrão com molho, salada de atum e algas marinhas chilenas que fizeram o maior sucesso. Também abrimos a nossa cerveja especial Stella de 1 litro que carregávamos o tempo todo. Era o momento ideal... E o Antônio ainda tirou do rio (ele chamava de freezer, rs) uns vinhos e cervejas locais. Acampamos na grama da propriedade e eles dormiram na pequena sala. Na manhã seguinte preparamos e compartilhamos o nosso café da manhã com todos. As crianças foram adoráveis e eram "crianças" de verdade, que interagem, brincam, perguntam, questionam, correm, sobem em árvores em busca da cereja mais doce para te oferecer. Adoramos. Sem dúvida alguma foi a melhor noite de acampamento da viagem. MuiRica como eles diriam, rs. OBRIGADA Antônio e Carolina. Jamais esqueceremos de como vocês nos receberam bem e compartilharam tudo o de melhor que vocês tem ai !!! Muchas gracias !!! Saldo do dia: 56 kms - 952 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 9: Casa Antônio Mapuche x Bariloche x El Bolson Saímos tarde da casa do Antônio pois chovia e estava muuuito frio, e além disso, a manhã estava agradável em tão boas cias. Na estrada coincidentemente já cruzamos com o nosso grupo que ficou hospedado no camping, e a partir dali seguimos juntos pela rota de asfalto com bastante frio e vento, cada um contando as suas novidades da noite anterior. O vento estava a favor e rendeu, mas pedalamos de anorak, rs. O trânsito neste trecho aumentou consideravelmente e muitos caminhões, bus e carros passavam em alta velocidade. Já perto de Dina Huapi, pouco antes de Bariloche, o vento mudou de direção e ficou contra, o que dificultou demais este trecho. Entramos na via principal e além do alto número de veículos de carga, o vento empurrava lateralmente, com fortes rajadas. Complicou nossa vida. Trechos sem acostamento, e em algumas partes com acostamento em rípio. Aqui foram muitos tombos perigosos, bikes derrubadas no chão e um esforço desumano para manter a bicicleta na rota e desclipar a sapatilha a tempo em caso de desequilíbrio. Trecho muito duro somente devido a este forte vento lateral, pois se não fosse o vento seria bem tranquilo. Uma rajada de vento atingiu o Anderson que saiu na pista na frente de um auto que conseguiu frear, mas quase causou um acidente feio. Caminhão também deixava um vácuo quando passava e ficou difícil manter a direção. Todos tiveram problemas aqui. Apos Bariloche ainda teríamos 1 trecho de serra sem acostamento com esses ventos laterais por aproximadamente 120 kms. Pensamos na segurança do grupo e optamos por adiantar o dia de hoje pegando um bus para pular este trecho que estava colocando em risco a segurança do grupo. O bus custou 95 pesos (aprox 25 reais) + a abusiva taxa para embarque da bike que fica de caixinha para o motorista e cada um faz o seu valor, variando de 50 a 150 pesos... Pagamos 50 pesos pela bike (equivalente a 12 reais). Chegamos em El Bolson a noite. A cidade era bem vibe, a primeira que achei realmente atraente com um estilo menos “sofisticado” e bem aconchegante. E começou a luta para achar um lugar para os 8 acamparem. Pesquisamos camping, rios, etc. Uma pessoa nos abordou oferecendo seu Hostel, mas procurávamos por acampamentos free ou com baixo custo. A Merce nos ofereceu para acamparmos em frente ao seu hostel por esta noite porque já estava tarde, e porque ela tem uma simpatia por brasileiros, já que morou no Brasil por 8 meses. Nos recebeu muito bem. Uma simpatia de pessoa. Se alguém puder se hospedar em seu Hostel, segue o contato (Infinito Bolson 294 154284019 Fb Merce Sfeir). Saldo do dia: 50 kms - 514 de subida acumulada - Gastos: Ônibus . Dia 10: El Bolson x Mirante x Repouso Amanheceu e somente então notamos que a cidade é linda, charmosa e encravada em meio as montanhas nevadas. Nossa barraca estava montada em frente para uma linda montanha com o sol nascendo... Geou nos topos. Como retribuição resolvemos oferecer para a Merce o valor de um camping (que é o que poderíamos pagar) e ficar mais uma diária ali para conhecer a sua cidade e para um merecido repouso e organização do grupo. Proposta aceita com um largo sorriso. Demos 12 reais cada um e ficamos mais um dia no local (equivalente a 50 pesos cada um). No dia de repouso pedalamos ...rs... nas somente até o mirante da cidade, a placa indicou uns 7kms, mas não marquei. Tiramos muitas fotos e curtimos o dia, fizemos churrasco coletivo, preparamos espetos de bambu e kaftas com os hambúrgueres e carne moída que tínhamos na bagagem e botamos tudo pra assar. Saldo do dia: 7 km – repouso – Gastos: Vinho, cervejinha e churrasco para repor as calorias . Dia 11: El Bolson x Lago Puelo x Ponte Rio Azul (Passarela) x Guendarmeria Iniciamos a pedalada ao meio dia, 16 km de terra + alguns de asfalto e chegamos em Lago Puelo, onde a idéia era pegar um barco/voadeira para atravessar de retorno a fronteira do chile. Mas não foi bem assim. O parque era pago (130 pesos/pessoa), para chegar em todos os atrativos do Parque precisava de barco, e esses barcos que estavam ali não levavam carga nem bike, somente pessoas/pedestres. Nem para os atrativos e muito menos para atravessar para o Chile, rs. O jeito foi voltar ao Chile de trilha mesmo... seria um Bônus: aproximadamente 33 kms de Single Track fechado e cascudo por um caminho antigo que os moradores faziam para chegar na cidade. A pé seria passeio no bosque, com a bike leve também. Mas com as bikes carregadas era complicado porque a trilha era estreita e a bike travava em qualquer obstáculo. Voltamos 5 kms atrás para entrar na trilha sem necessidade de pagar a taxa do parque. A estradinha seguiu suave por 12 km de terra ate a passarela. Pausa de almoço na beira do rio e a partir daqui entramos em terras Mapuches as 17hs... não sabíamos, mas levamos 3 dias para sair dali, rsrsrs. Levamos mantimentos suficientes para estes 3 dias Plus de perrengue supremo. O single track inicia bem aberto, sinalizado e demarcado. Totalmente pedal Avel e por 4 kms seguidos foi bem legal, sem necessidade de descer da bike. Depois veio uma longa subida de pedregulhos que precisamos empurrar as bikes. No topo voltamos a pedalar, mas sempre entalando os alforjes, enroscando o guidão, dando cabeçada em galhos, pedivela em troncos, canaletas no cambio, capacitada em arvores, derrapada em pedras, etc. A descida foi ora pedalando, ora empurrando. Um bom trecho levei a bici no ombro pra agilizar a descida. A bicicleta da Viviane é a que mais sofreu aqui e a que mais exigiu esforço também claro, pois como ela esta na estrada a 1 ano, seus alforjes sao enormes, os dianteiros estavam carregados tanto quanto o traseiro, além de 1 violão em sua bagagem (?!) rsrsrs. Tentamos nos revezar para ajuda-la nesta árdua tarefa de subir. Nos trechos mais críticos precisávamos de 2 ou 3 pra levantar a bicicleta dela... na descida todo santo ajuda, rs, e a criatura tem sangue mapuche, deu conta do recado, da subida/carregar/descer com um sorrisão na cara de quem tá adorando a ralação toda. Confesso: Também me diverti horrores em algumas situações, e algumas discórdias rolaram, rs. O trecho é curto mas levamos horassssss com as bikes entaladas, kkk. Foram 5,5 kms de single e depois mais 4,5 km de single mais fechado e menos sinalizado após a porteira até a Guendarmeria. Chegamos as 21hs. O dia foi exigente, dureza, mas bem agradável pois boa parte da trilha foi “pedalável”, principalmente o topo e as descidas finais. E gosto bastante deste tipo de terreno. O Fabio desceu tudo montado, eu não arrisquei ... não dava pra mim, rs, e na parte mais técnica empurrei. Acampamos na Guendarmeria ao lado da base de fronteira, sem estrutura nenhuma... apenas umas mesinhas que eles deixam para uso de visitantes. Saldo do dia: 39 kms - 523 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 12: Guendarmeria Nacional x Fronteira Chile x Acamps no Mirante Lago Inferior Dia de pouca quilometragem e muito suor. Dia duro, duro mesmo, de empurra empurra morro acima com as bikes pesadas. Dia todo de single track curto, mas bem exigente com tantos alforjes. Pouquíssimos trechos pedaláveis, muita arvore caída e muitos obstáculos no percurso. Subidas íngremes de pedra para empurrar as bicicletas e também trechos com lama escorregadia. Canaletas estreitas que entalavam a bike, além de cascalho e pedras soltas e lisas que escorregava com sapatilha de ciclismo, rsrsrs. Um verdadeiro parque de diversões em busca do perrengue supremo como dizia o Getúlio a todo momento, rsrs. Aqui neste trecho alguns dos integrantes já estavam bem cansados, desgastados, fora da zona de conforto e com o psicológico abalado de tanto tempo enfiado no mato, rs, mas não tinha jeito, todos precisam engolir choro e tocar pra cima... tínhamos que seguir em frente, e rápido... para sair deste trecho ate o dia seguinte antes que nossos mantimentos se acabem... O dia de hoje foi curtíssimo, mas foi o dia que botou a prova o preparo físico e o bom humor (ou a falta dele, rsrsrs) de cada um de nós, hahaha. Alguns com mais espírito de perrengue como o Getúlio que estava em busca do Perrengue Supremo, rsrs, outros com menos, alguns com bom espírito de equipe, outros com mais disposição pra ajudar, outros sem muita animação pra isso, outros com disposição pra resmungar, alguns com mais interesse em ser prestativo, alguns curtindo mais, outros desejando o fim daquilo e acho que pensando: o que eu tô fazendo aqui?!, kkk, mas pasmem: tinham alguns com espírito competitivo, kkk, Fabio estava correndo para ver se pegava uma boa colocação no Strava, hahahahaha, e eu triste porque minhas baterias reserva tinham acabado e nem conseguia marcar o caminho pelo celular, hahaha.... mas enfim, cada um curtiu (ou não) a sua maneira, e na minha opinião este trecho foi um bônus bem legal para a trip, e entre mortos, felizes e algumas discórdias, no geral, a todo momento existia alguém que derrubava suor pra ajudar o companheiro, a maioria se ajudava nos trechos mais íngremes e escorregadios, e aos poucos o grupo avançava ... mas a passos lentos, rsrs. No topo optaram por acampar no Mirante do Lago Inferior que era um lugar lindo. Eu segui em frente mais um bom trecho pra ver se podíamos avançar mais alguns kms e acampar mais pra frente em algum lugar mais protegido do vento, menos exposto e pra render mais o dia de hoje... e voltaria para avisar a turma... então me aguardaram retornar sem montar as barracas... Andei andei andei rodei rodei e nada... não haveria nenhuma outra opção para acampar nos próximos kms. Meire e Getúlio também foram vasculhar a descida para o lago, e era muito íngreme, daria muito trabalho subir no dia seguinte. Voltei conformada e avisei a todos que ali era a melhor opção antes da chuva cair e de anoitecer. Meire e Getúlio também acharam. Então montamos as barracas de frente para um lindo visual do lago, num lugar top mas com pedras em baixo, rs, e após o jantar logo anoiteceu e caiu uma chuvarada. Saldo do dia: 8,29 kms - 342 de subida acumulada - Gastos: Zero . Dia 13: Mirante x Los Hitos Fronteira Rio Puelo x Fazenda Curral perto dos Carabineiros Mais um dia inteiro de single track em meio a mata fechada com bambu enroscando na bicicleta, tronco fechando a trilha, agua descendo pela montanha e poucos trechos pedaláveis... mas bem melhores que os de ontem. Nem se compara. Fomos bem devagar, com cautela. Um ajudando o outro, como realmente deve ser um grupo, ora um ajudando mais, ora menos, de acordo com a necessidade e com a reciprocidade... claro... afinal, estávamos todos no mesmo barco. Tínhamos que atravessar um rio com forte correnteza. Então desmontamos as bikes e fomos passando aos poucos, uma a uma, bagagem por bagagem, uma bicicleta de cada vez. A Meire foi a primeira a se jogar na água com boa carga de bagagem, e sem medo de agua fria deixou tudo do outro lado e voltou pra buscar mais... Tem meu total respeito e admiração !!! kkk. Eu não me molhei, rs, sinto muito frrrrio e não escondo de ninguém que não curto agua tão fria, kkkk, rs, então passei por cima de um troco/ponte lisa que atravessava para o outro lado um pouco mais acima, mas em caso de escorregar o machucado e o tombo seriam bem maiores, rsrs. Depois vieram outros 3 rios de aguas claras e cristalinas, mas com menor volume. A partir dali a trilha foi alargando cada vez mais, e ficando mais espaçada para passarmos pedalando. Fizemos uma parada para almoço em uma linda prainha e 1 km antes de chegar aos carabineiros paramos em 1 curral e montamos nosso acampamento. O Bruno foi ate o Carabineiro para saber sobre os tramites de entrada no Chile, e foi informado que para sair dali ainda precisaríamos de um barco... ouuu + 2 ou 3 dias de trilha mais fechada q esta, rs. Os Carabineiros também exigiram que a gente passasse um rádio ao achar o proprietário das terras permitindo nosso acampamento. Meire e Getúlio cumpriram a missão com louvor, acharam os proprietários e o radio foi passado. Tudo ok. A noite mais 2 ciclistas apareceram no caminho, aparentemente muuuuito cansados e sem comida pois não entendi se não estavam preparados para o trecho mais longo ou se deixaram cair no rio a bolsa com comida... Saldo do dia: 14 kms - 515 de subida acumulada - Gastos: Zero Dia 14: Acamps Fazenda x Carabineiros Chile x Barco x Curral 2 x Primeiro Curral Dos Carabineiros é possível atravessar o lago de barco para a outra margem, ou seguir por uma trilha por mais 1 ou 2 dias, aprox. 15 kms de single track também, mas que esta bem fechada para passar com bicicleta conforme informação que tivemos. O grupo optou pelo barco pois o valor era pequeno, já estávamos no final dos mantimentos e na trilha iríamos mais empurrar do que pedalar. Todos de acordo. Seguimos de barco. Coube 4 bikes + 4 pessoas em cada viagem, que custou 10.000 pesos cada viagem, o equivalente a 14 reais por pessoa, e nos dividimos em 2 grupos. Do outro lado do lago pegamos uma trilha/sendero por mais 6 kms, mas esta sim bem aberta, espaçosa, com cascalho solto mas pra gente que gosta de terreno um pouquinho mais técnico, é totalmente possível pedalar. Logo chegamos na estrada de terra/rípio e a pedalada finalmente começou a render, e rápido. Mas como nem tudo é perfeito... logo veio a chuva, e veio pra molhar tudo, e acompanhada de muito frio e vento. O grupo foi se afastando uns dos outros e não dava para parar para esperar pois o corpo logo desaquecia e começava a sentir muito frio. Então passamos a ponte com rio de agua azul e procuramos um local abrigado da chuva no Primeiro Curral. Era uma vendinha (Mini Market) e ali reagrupamos. Já era tarde, acho que 20hs, e soubemos que ainda faltava 25kms de subida e chuva ate a próxima cidade onde pretendíamos pernoitar. A dona da vendinha disse que a Dona Koka (Maria Alice) ali ao lado alugava cabanas para pescadores, e ficava ao lado da base militar. Ali mesmo estabelecemos os planos: a) Checar o preço da cabana e se cabia em nosso bolso para dormir todos lá b) Acampar na beira do rio azul que tinha uma prainha atraente, mas chovia bastante ... c) Pedalar os 25 kms restantes de subida (pelo que ela tinha informado) ate a próxima cidade sem parar para não esfriar. Felizmente o plano A deu certo. Dona Koka nos recebeu como uma mãe, e calorosamente acendeu o fogão a lenha, passou um café, serviu geleia e nos abrigou da chuva. A cabana era linda, limpa, aconchegante e sai por 6.250 pesos por pessoa, aprox. 30 reais/pessoa. Total de 50.000 pesos o aluguel. Compramos unszzzz vinhozzzz na vendinha e o Bruno/Fabio tiveram a ideia de comprar uma paleta inteira de cordeiro fresco com a dona Koka por 6.000 pesos, aproximadamente 5 reais por pessoa. O Bruno preparou o cordeiro no fogão a lenha e fizemos arroz, alface, couve que colhemos na horta na frente da cabana. Comemos. Comemos. Comemos. Comemos. Merecidamente !!! rs Saldo do dia: 21 kms - 475 de subida acumulada - Gastos: Cabana e Cordeiro. Dia 15: Cabana x Lhanada Grande x Dona Ita (Los Guindos – Santo Domingo) Bruno teve a feliz ideia de almoçarmos antes de partir, assim aproveitaríamos melhor a hospedagem da cabana. Compramos outra paleta de cordeiro pelo mesmo preço, mas desta vez com a costeletas. Tomamos banho quente (eu de chaleira, kkk, pois não era tão quente assim, rs – Anderson, pode me zuar !!! kkkk Faaa, traz uma chaleira de agua quente pra mim !!! hahahaha) e partimos alimentados. Dona Koka deu a dica de acamparmos na Dona Ita. Em Lhanada Grande fizemos as compras de comida e esperamos a chuva passar admirando arco íris na montanha. De volta ao pedal por mais alguns km de boa chegamos em Los Guindos, uma chácara onde o proprietário nos deixou acampar. Jantar, um vinho e uma brejinha de trigo pra quebrar o gelo, rs. Pelo que os moradores do Curral disseram seriam 20 kms somente de subida, mas achei a estradinha bem suave e a subida bem tranquila, quase sem inclinação. Fomos preparados para o pior, mas nem era tudo isso, rsrs, foi rápidinho, rs. Saldo do dia: 33 kms - 788 de subida acumulada - Gastos: Cordeiro e Mercado. Dia 16: Dona Ita x Balsa lago Tagua Tagua x Cochamó Saímos no horário para pegar a balsa e pedalamos 22 kms ate lá... mas o horário que nos indicaram estava errado, rs, e no final precisamos correr um pouco para não perder a balsa. As saídas são as 07, as 12 e as 16:30. Custou 1.050 pesos por pessoa, aprox. 5 reais. Chegamos com mais de meia hora de antecedência... mas soubemos que o Anderson teve problemas mecânicos 5 kms antes... ficamos bem preocupados com isso, mas as meninas Viviane e Bruna conseguiram que um morador fosse lá resgata-lo e ele chegou com a balsa já partindo, mas deu tempo. Ehhh, Anderson de volta !!! Festa festa festa até a balsa sacudir, rsrs. Atravessamos o lago Tagua Tagua e do outro lado uma pedalada tranquila e suave que vai margeando o lago sem cansar em nada, somente curtição. Ritmo passeio. A pedalada lembra a volta da represa de Nazaré Paulista, mas com um visual da volta da Ilha Grande no RJ e agua azul na lagoa o tempo todo. Para botar a prova a paciência do Anderson o seu furou umas 5 vezes seguidas. Rsrs. Em Cochamó ficamos no camping Cochamó por 3.ooo pesos (apro 15 reais). A vila é muito vibe, irada, e é base de partida para os vales e para as escaladas da região. Foi bom terminar a cicloviagem aqui ao invés de seguir para cidade grande como Puerto Mont (Mas depois soubemos pela Viviane que o trajeto para Chaiten era lindo, e que talvez desse tempo de irmos)... Mas enfim, acampamos com visual do vulcão e praia, e fizemos uma comemoraçãozinha com jantar coletivo. Saldo do dia: 70 kms - 744 de subida acumulada - Gastos: Camping e Mercado. Dia 17: Final Acordei triste. Hoje não tem pedalada. Final de cicloviagem e dia de repouso. Para quem tem mais dias livres vale a pena ir para a base dos picos e das escaladas, subir para o La Junta que são 8 kms de estradinha + 13 kms de trilha ate lá, e a partir dali tem diversos trekkings para os vales. Mas precisa reservar para acampar la, pois os espaços sao limitados, e estava cheio. Segue email para reserva antecipada: [email protected] e [email protected] . Não tivemos esta oportunidade. Alguns por falta de tempo hábil, outros por falta de tênis de trekking. Eu pq estou recuperando os joelhos de uma lesão do ano passado e não queria forçar os joelhos nas descidas... Nos despedimos da Viviane com o coração apertado e uma vontade de seguir adiante junto com ela... parceira firme e forte, guerreira, de bom coração... mas infelizmente precisamos retornar... e a partir dali ela seguiu sozinha rumo a Carretera Austral... Nos despedimos também da Bruna e do Anderson que ficariam ali em Cochamó por mais um dia. Valeu pessoal !!! E seguimos nosso rumo... A logística de retorno com a bicicleta foi um parto, rs. Daqui pegamos um bus de linha por 2 horas para Puerto Montt (3.000 pesos – aprox. 15 reais) e depois 14 horas de bus para Santiago com a Turbus (passagens de 14 a 23 mil pesos + de 5 a 10 mil para embarcar a bike naquele esquema maldito do motorista que fica de caixinha) + uma pausa em Santiago com Bruno, Meire e Getulio + vôo para Cordoba + 10 horas de espera de conexão + horas de voo pra SP + bike extraviada pela Tam o que demorou demais, e atrasos, atrasos ... Aff Dica de Cambio: Em SP cada 1 real valia 3,32 Pesos Argentinos. Nas cidades (San Martin, Angostura, etc) valia 4 pesos argentinos, e no aeroporto 5,60. Vale a pena pesquisar o melhor cambio pois a diferença é grande. Para o Peso Chileno idem... em SP cada 1 real valia 174 pesos, em alguns locais achamos por 180, 184. Mas no aeroporto era 1x 125. Entao vale a pena pesquisar isso...
  4. Oi Cris, Caramba, passei um tempo sem entrar aqui no forum, e geralmente eu recebia um email quando alguém respondia um post meu.... Entao ou nao enviaram o email ou realmente passou despercebido. Voce ja foi para a cicloviagem? Tambem moro em sp, que lugar vc mora? Quanto a pousadas, tem sim, em locais estratégicos, entao basta planejar os locais de pernoite que voce consegue pernoitar em pousadinhas sim. Para transporte nos onibus, sem problemas... com papelao ou plastico bolha, da pra transportar sem problemas. Eu geralmente levo um lençol e cubro a bike, e nunca tive problemas. Adorei sua mensagem. Beijos
  5. Como em toda cicloviagem eu pego dicas com os amigos nos grupos de cicloturismo e forum, tambem acho justo compartilhar as dicas, rs. Segue abaixo anotações da cicloviagem pela Chapada Diamantina. Pouca Quilometragem, mas muuuuita beleza...rs Fotos no link: Dicas e anotações da Cicloviagem na Chapada Diamantina (Bahia) sendo quase que total por estradinhas de terra e single track, pouquíssimo asfalto. Tem uma grande diferença entre o ciclista (seja de competição ou amador de final de semana) e o Cicloviajante. E a principal diferença entre eles é a pressa. A cicloviagem Volta da Chapada Diamantina foi um exercício para controlar a inquietude. Gostamos tanto de pedalar, e passamos tanto tempo sem pedalar/treinar, que quando subimos na bike a vontade é de girar do nascer do sol até o anoitecer. Mas na Chapada o foco era outro, a idéia era a baixa quilometragem e o máximo aproveitamento do ambiente, afinal, não tinha como deixar passar aquele demorado banho de rio, ou como deixar de acampar naquele local perfeito para esperar um belo pôr do sol no topo, ou dispensar aquela parada embaixo de uma mangueira forrada de mangas... mesmo que pra isso tínhamos que "perder" muito tempo pra tirar os fiapos dos dentes... Não perdemos a oportunidade de uma boa prosa com os moradores. Poderíamos nos limitar a um "boa tarde", mas optamos por "perder" 3 horas de causos e histórias da época do garimpo, ao ponto de brotar 1 lágrima em meus olhos no momento da despedida... mas afinal, a gente tinha que ir, estávamos apenas de passagem. Esta cicloviagem poderia ser feita em 1 dia, ou 2 dias, talvez 3 dias tranquilamente, mas freamos a vontade de pedalar muitos quilômetros, pedalamos pouco. Aqui... não era lugar pra treino... O trajeto era tão importante quanto o ponto final. Eu já conhecia as trilhas da Chapada e já fiz caminhadas pela região alguns anos atrás, mas pedalar por lá foi mágico. Não espere as íngremes e exigentes subidas da Estrada Real, nem as grandes distâncias do Jalapão, nem as retas intermináveis de pedalar pela região dos lagos do RJ, nem o relevo do Caminho da Luz em MG, muito menos o vento fresco de cicloviajar pelo Vale Europeu no Sul, pois aqui o esquema é outro. Na Chapada você não perde o fôlego somente por pedalar, mas as lindas paisagens que nos cercam também são de tirar o fôlego. Dia 1 - Dia de retas, terra, pouquíssimo asfalto e muuuito sol Trajeto: Mucugê x Guiné x Acampamento muquiado na estrada Distancia do dia: 50 km Jantar: Preparamos um bacalhau com arroz e azeitonas Gastos do dia: 2.50 - cerveja em Guine Tínhamos energia e disposição pra pedalar muito mais, mas resolvemos acampar desviando um pouco da estrada num local entocado que estava sombra. Deduzimos que o por do sol seria maravilhoso dali. E foi. O sol desceu avermelhado deixando as paredes rochosas num tom laranja. Um espetáculo a parte. . . Dia 2 - Dia de Terra, subidas para o Capão e céu nublado Acamps x Lavrinhas x Palmeiras x Vale do Capão Distancia: 45km Nos alimentamos de pastel de jaca e doce de leite caseiro durante o dia de hoje. Seguimos por estradinhas de terra, num lindo visual. O dia estava fresco, e com uma leve garoa para nossa sorte. Curtimos o dia com essa leve chuvinha. . . Dia 3 - Natal - Dia de curtir a noite de natal no Capão Optamos por passar o natal no Capão. Fizemos a caminhada ate a Cachoeira da Fumaça e a noite preparamos nossa ceia de natal. A cachoeira da Fumaça estava seca, e a trilha bem queimada devido ao incêndio que durou um mês na Chapada Diamantina. Mas o local merece sua visita pois sobrevive do turismo e continua belo. . . Dia 4 - Dia de Single Track e muito sol na cachola. Capão x Aguas Claras x Morrão x Acampamento no riozinho na base do Camelo Distancia 25km Nosso destino era a região de Lençóis, e tínhamos muitas opções pra chegar lá. O caminho habitual por estradas nós descartamos. Também descartamos a possibilidade de retornar por Palmeiras. E a ida por trilha (trekking) também não era uma boa devido a grande quantidade de obstáculos para empurrar a bike pesada com a bagagem. Optamos pela trilha single track Aguas Claras x Morrão x Barro Branco x Lençóis. E esta se mostrou ser a melhor das opções para a gente que estava de bicicleta pesada com mantimentos, barraca, panelas, fogareiro. Tivemos um lindo visual do início ao final. Acampamos em um riozão mais a esquerda da trilha, na caminho para a base da subida para o Camelo. O calor hoje foi intenso, o sol castigou das 7 da manhã ate cair a noite. A Lua nasceu linda de frente para o rio atrás do morro. Gastos do dia: Zero. . . Dia 5 - Dia de single track, areia fofa, sol forte, banho de rio, estradinhas de pedra e algumas subidas/descidas muito legais durante a trilha. Acampamento riozinho x mais Single Track x Barro Branco x areiao x Lencois x Rio Capivari x Cachoeira Roncador Distancia: 35km Saímos do acampamento e seguimos pela trilha por mais 10km com visual de tirar o folego. Depois seguimos por uma estradinha mais estreita e também outra trilha de uns 7 km ate lençóis. Fizemos uma parada para esperar o calor baixar e reabastecer a agua em Lençóis. Seguiríamos por estrada neste trecho, mas um morador deu a dica de seguirmos por estrada de terra pelo rio Capivari e Roncador, que poderíamos acampar selvagem por lá. Eram aprox 16km de estradinhas, trechos mais técnicos, alguns trechos de areião e banho de rio no trajeto. E lá fomos nós. No rio Capivari conhecemos o morador Josemar Doidinho e o Capoeirista Zal. Batemos um longo papo e comemos muita manga em seu quintal. Chegamos na cachoeira do Roncador no final da tarde depois de alguns problemas nos bagageiros, e montamos acampamento por lá numa parte mais alta da 'prainha'. O calor foi intenso a noite toda. . . Dia 6 - Dia de estradinhas, cachoeira e cidades históricas Distancia 33 km Saímos da prainha do Roncador e seguimos por 10km de estradinha de terra que melhorou muito neste trecho depois da cachoeira, poucos trechos de areião. Logo pegamos o asfalto por uns 7km e chegamos em Andaraí onde fizemos uma breve parada para o almoço. A manha foi tranquila, nada técnico o trajeto. De la fizemos uma parada na cachoeira e seguimos para Igatu. Foram 7 km de subidas de pedras lisas e não uniformes. A subida era curta e não era íngreme. O esforço era grande para manter a bike na linha reta nas pedras lisas que não davam tração. Mas foi a soma de tudo isso com o sol de 40 graus na cabeça sem nenhuma sombra que sacrificou um bocado alguns dos integrantes do grupo, rs. Igatu é linda, uma vila muito vibe, encravada na montanha, toda de pedra. Uma cidade charmosa, rústica, e com uma comunidade de escaladores que frequenta a vila. A escalada é forte por la. Adoramos. Pra quem estiver de passagem e precisar fazer um acampamento selvagem por lá, a dica dos moradores é: No centrinho pegar a primeira a direita ate o fim, atravessar a ponte do rio (não é a ponte de entrada da cidade), e lá tem a parte do rio onde é bom pra acampar. Claro, desnecessário dizer que não deve utilizar sabonete, shampoo, etc, e tomar o cuidado ao utilizar o 'wc', andar para muitos metros longe do rio, enterrar, e trazer seu papel higiênico e lixo de volta para a cidade. Apesar da cidade ser um charme, também achamos bem cara, rs, é bom levar um pouco de mantimentos para não depender somente do comercio local... afinal, um salgado pequeno do tamanho de uma empada custava 8 reais, uma tapioca de queijo 8 reais, pizza 40 reais. Optamos por uma carne de sol com mandioca que saiu por 20 reais dividido em 2 pessoas. . . Dia 7 - Final Distancia 21km Saímos de Igatu, descemos a ladeira de pedra do outro lado (não a mesma que viemos), e seguimos rumo a Mucuge. Trajeto sem dificuldade alguma, muito bem sinalizado, praticamente somente retas. Em pouco tempo chegamos em Mucugê. Para quem precisar de hospedagem: No centrinho ao lado do estabelecimento X Tudo tem o camping que custa 12 reais, os quartos na Estalagem custam 35, e na frente ao lado da padaria 25 por pessoa. . . Saldo final: Pneu furado: Zero (não me lembro de nenhum ter furado, rs, se alguém lembrar me corrige, rs) Bagageiro quebrado: 2 Gastos com comida em 7 dias de cicloviagem: 87,00 Gastos com bebidas durante a cicloviagem (suco, coco e breja): 28,00 Fotos de Vivi e Ricardo/Elaine.
  6. Ola Silva, que bacana. Fico feliz por ter inspirado voce a retomar seus projetos engavetados, rs. Caminhadas sao sempre legais, mas este trajeto é bem longo, e sempre com estradas, asfalto, estradas bem abertas, etc. Creio que o ideal para cumprir em pouco tempo seria bike mesmo, mas a pe tambem seria um bom desafio. Pensa com carinho... o importante é embarcar no sonho, rs. Abracos e ate breve.
  7. Pessoal, Como em toda cicloviagem procuro dicas nos foruns e grupos, no retorno sempre procuro retribuir, com informações atualizadas, e dicas pra quem se interessar. ps: Devido a falta de tempo fiz somente um resuminho do dia a dia, fotos, e apenas um texto para forum e grupos face. Abraços. fotos e post no face: Oh! Minas Gerais Quem te conhece Não esquece jamais Oh! Minas Gerais. Como dizem por ai: Tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos. E foi em velocidade de tartaruga manca que tivemos a honra de pedalar pela Estrada Real. Pouco mais de 400km de Diamantina a Ouro Preto. Curtindo cada cantinho, cada pedacinho, cada cidade, cada riozinho, cada prosa com moradores, cada acampamento. E ainda assim faltou tempo para desfrutar de tantas riquezas. Optamos por acampar durante o percurso. Demos preferencia pelos pequenos vilarejos e povoados menores. Levamos barraca, isolante, saco de dormir, panela, fogareiro, comida, no bagageiro das bikes. Nada de roteiros engessados. Tudo bem flexível. Pra onde o vento soprar... Não vou descrever aqui a quilometragem de cidade por cidade, pois no site http://www.estradareal.tur.br/caminho-diamantes tem todo o percurso, mapas, altimetria, planilhas, tudo detalhado para quem tem interesse em conhecer a ER e planejar o seu roteiro. Apenas um breve resumo dos custos da viagem, acampamentos, e alguns comentários: *Custo total de hospedagem nos 8 dias de cicloviagem: R$ 15,00. Somente em Ouro Preto que pagamos camping, nos demais dias contamos com a receptividade dos moradores. Acampamos em praças, escolas, associação, prefeitura, prainhas, rios, topo de montanha, e por ai vai. *Media de custo/dia com alimentacao: 18/dia. (incluindo cafe da manha, almoco e jantar) *Resumo de falhas tecnicas, rs: 1 gancheira da bicicleta quebrada, problemas no cambio, 3 pneus furados, 1 tombo no mata burro na vertical, 3 tombos na descida escorregadia de Tapera. *Para embarcar bike em SP a empresa Gontijo exigiu o pagamento de R$30,00 por bicicleta, indiferente do peso/cubagem. Alegando que não era bagagem pessoal. Tambem exigiu embalagem em caixa de papelao. No retorno a empresa Util nos atendeu bem, e não tivemos problema algum para embarcar com a bicicleta. *Gastos com primeiros socorros: R$15,00 sabonete Escabin para carrapatos. Contei 77 picadas de micuim. Aff. Todos pegaram 1 ou 2 carrapatos, somente eu que devo ter pisado no foco que peguei 77, rs Sexta) Saída de Diamantina as 14:00. Atraso devido a gancheira quebrada da bike do Andre. Acampamos gratuitamente no vilarejo de Vau com autorização da Valquiria que conhecemos lá na hora. Ela é presidente da associação e tem um abrigo para romeiros, com direito a banho quente. Tudo 0800. Jantamos no bar do seu Luiz. Caldinhos 2,00, feijão tropeiro por 4,00. Sábado) de Vau a 3 Barras, passando por SGPedras, Milho Verde. Por R$8,00 compramos nossa comida do dia, doce de leite, ovos, bananas, linguicinha caseira, etc. Acampamos no 'pé de jatobá', perto de uma falesia com permissão do proprietário Sr Sebastião que o Seu Marciliano que conhecemos no bar nos indicou. Banho de rio, acampamento ao lado do riozinho. No jantar preparamos um risoto de camarão seco com creme de leite e queijo e tomamos um vinho. Domingo) de 3 Barras a Itapanhoacanga, aprox 56km. A cidade estava em festa. Chegando na cidade conhecemos o Sr Laerte que nos ofertou a Associação para acamparmos. Mais um dia com a sorte ao nosso lado. Acampamos num local abrigado do frio, com ducha quente, e todo estruturado. Como se ainda não bastasse, quando estávamos começando a preparar o nosso jantar, o Laerte apareceu e disse que o Rei da Festa nos convocou para o jantar. Todo ano eles escolhem o Rei e a Rainha da festa, e assim dão sequencia a tradição desta linda festa de N Sra Rosário. Comemos um mexidão todos juntos, e nos divertimos com os causos da cidade. Segunda) De Itapanhoacanga a pouco depois de Conceição Mato Dentro, aprox 60km. Na saída da cidade subimos o temido morro para Tapera. Se não tirar o fôlego porque é ingreme, vai tirar o fôlego por tamanha beleza. Um trecho lindíssimo da ER, povoados super agradáveis. Fomos muito bem recebidos em todos os vilarejos pelo caminho. Conceição Mato Dentro é cidade grande. Um morador nos indicou um local para acamparmos saindo da cidade. Acampamos num riozinho a uns 10 km mais pra frente, no sentido da nossa rota. No jantar preparamos Arroz, Shitake e Fungui seco com shoyo, e frango desfiado. Terça) de Riozinho Conceição até topo de morro em Itambé. Ao sair do acampamento notamos que o rio que o morador indicou era outro 2km mais pra frente, e bemmm maior. Em Morro do Pilar abastecemos nosso estoque de comidas, e conhecemos o dono da lanchonete, que disse que tem um lindo riozinho com prainha no seu terreno, a 15km adiante. E lá fizemos nossa pausa para um banho de rio. Tem 1 rio 5km depois da cidade, e outro 10km após. Ótimo local para acampar, mas não ficamos pois ainda era cedo. Sentido Itambé acampamos no topo de um morro, que tinha um climão meio de montanha. Captamos agua para cozinhar de uma caixa d´agua azul lá no topo, em cima das pedras. Creio que sirva para agua do gado. Este acampamento foi ótimo. O céu estava estrelado, preparamos uma farofa de linguiça caseira, com ovos, queijo mineiro, arroz, etc. Quarta) Topo morro Itambe até Bom Jesus, aprox 55km. Em Itambé tem muitas cachoeiras. Fizemos uma parada para almoço em Ipoema. Aqui em Ipoema um cachorro passou a seguir a bicicleta. Sem nem ligar pra gente, simplesmente passou a correr ao lado das bicicletas. Tentamos expulsar mas ele nem ligou. Tocamos para Bom Jesus, onde coincidentemente encontramos outros ciclistas que tínhamos encontrado dias antes. Acampamos na Usina conforme dica dos moradores, e o Fernando que é guia na cidade nos deu todas as dicas. Valeu Fernando !!! E lá na Usina fizemos nosso churrasco de despedida da Meire e Bruno, que iriam partir no dia seguinte devido a compromissos familiares. Quinta) Bom Jesus x Santa Barbara. A altimetria começa a se tornar nossa amiga. Pedalamos por quilometros por trechos mais planos com dia nublado. A cidade Barão de Cocais é bem grande, não é muito acolhedora por ser bem grande, rs. PS: O cachorro passou o dia todo seguindo as bicicletas. Tentamos expulsar mas ele nem ligava. O plano era seguir para Catas Altas, mas demoramos e logo escureceu. A cidade de Santa Barbara era grande, e seria dificil um local adequado para acampar. PS: No final do dia o cachorro se tornou nosso ídolo depois de correr por 66km no ritmo das bicicletas, com a lingua pra fora, sem pedir nada em troca. E ele ainda corria com apenas 3 patas. Ganhou colo, comida, agua e todos os cuidados. Conversamos com um morador que nos indicou a Prefeitura. E logo estávamos nós montando nossas barracas dentro da Prefeitura da Cidade, e o prefeito veio pessoalmente nos buscar para tomar banho e um café em sua casa. Agradecimento especial ao Prefeito Leris, e seu vice, que nos acolheu e recebeu tão bem em sua cidade. Adoramos a prosa. A noite o cachorro desapareceu. Respiramos aliviados, pois ele não poderia continuar nos seguindo por mais tantos km. Sexta) Prefeitura Santa Barbara x Bento Rodrigues (apos Sta Rita durao), aprox 55km no total. Ao acordar e desmontar acampamento, o cão estava lá. Abanando o rabo e pronto pra correr mais outros tantos km. Mas hoje tinhamos trechos de pista, asfalto, e seria perigoso para o cão. Entre choros de despedida, achamos um morador que aceitou adotar a cadelinha maratonista. Teve que amarrar para ela não vir correndo atras de nós. Foi triste a despedida do cãozinho que correu por 66km quase na velocidade das bicicletas. Na descida a gente dava perdido nele, mas nas subidas ele nos alcançava, kkk. No Bicame de Pedra conhecemos ciclistas de Santa Barbara que nos deram muitas dicas dos locais. Passamos por Catas Altas, visual lindo do Caraça. De um outro angulo estava dominado até a metade pelas mineradoras, aff. Lá batemos um rango por 8,70. Precisava de algo mais substancioso, rs. 5km adiante tem um povoado chamado Morro de Aguas Quentes. Fizemos uma breve parada em Sta Rita Durão, e 10km adiante encostamos em Bento Rodrigues. A proxima cidade seria Camargos bem pequena, e depois Mariana, que é enorme. Então optamos por acampar por ali. Moradores nos autorizaram a acampar na praça, em frente à igreja. Havia um banheiro externo que usamos, e agua potavel na praça. Sábado) Bento Rodrigues x Ouro Preto. A saída foi tranquila. Fizemos uma pausa em Mariana para o almoço. R$10,00 coma a vontade perto da rodoviária.A partir dali foi somente asfalto, e uma serrinha tranquila para subir, porém, com muitos carros. A marcha pulando da bike, corrente escapando toda hora, e todos os problemas mecanicos que acontecem no final de qualquer cicloviagem, rs. Não curti este trecho. Talvez durante a semana tenha menos movimento de veículos. Chegamos as 13:30 em Ouro Preto. Compramos nossa passagem de retorno para o dia seguinte pela manhã, pois no mesmo dia não tinha mais vaga. E acampamos na pousada São Francisco, em frente a Rodoviaria. R$15,00/pessoa. Mais fotos no link: https://picasaweb.google.com/…/CicloviagemEstradaRealDiaman… Um pouco mais sobre a Estrada Real: “Em meados do século XVIII já eram muitos os caminhos que conduziam às de Minas Gerais, mas também muitos eram os seus descaminhos. Para evitar estes descaminhos a Coroa Portuguesa determinou que o ouro e os diamantes deixassem as terras mineiras apenas por trilhas outorgadas pela realeza, que receberam o nome de Estrada Real. Inicialmente, o caminho ligava somente a cidade de Paraty às províncias auríferas do interior de Minas, a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto (Caminho Velho). No entanto, a Coroa Portuguesa percebeu a necessidade de um trajeto mais seguro e rápido ao porto do Rio de Janeiro, surgindo então o caminho novo.”
  8. Vivi Mar

    Travessia Bolinha-Graciosa

    Ola, A Travessia foi um sucesso. Pela primeira vez consegui fazer uma trilha pelo parana com o tempo 100% aberto, sem nenhuma nuvem. Ceu azul, noite estrelada, nascer e por do sol fantasticos, e a lua nascendo vermelha e gigante em paranagua. Foi um espetaculo a parte. Adoreiiiiii a travessia. Realmente esta bem sinalizada. Ate o ciririca esta uma avenida, depois disso a trilha fecha um pouco a vegetacao mas esta bem batida, e super sinalizada com as fitas. Mesmo nos trechos de rio tem sempre 1 ou 2 fitas na hora de saida. De qualquer forma, valeu pelo seu relato, foi de grande importancia para calcularmos tempo, distancia, etc. Fotos: https://picasaweb.google.com/108071881949914249746/TravessiaCiriricaGraciosaParana
  9. Vivi Mar

    Travessia Bolinha-Graciosa

    Muito bom ! Me diverti demais com o relato. E como fiquei com um gostinho de quero mais, tô indo pra lá !!! hahahaha Valeu por compartilhar essas preciosas dicas. Abraços Vivi
  10. Eita preula. Que perrengue da mulestia !!! kkkkk Parabens a todos por aguentarem firmes Já tomei uns perdidos e realmente, manter o psicologico tranquilo, parar para pensar com calma, é a melhor solução. Fico feliz que conseguiram sair ilesos, e principalmente, SOZINHOS !!! Do mesmo jeito que entraram, kkkk. Não que receber ajuda do Aguia desmoralize, não é isso, mas prezo muito pela auto suficiencia, hahahaha. Parabens mais uma vez. Apesar de se enfiarem em furada, conseguiram se sair muito bem perante a dificuldade, rs. E a gente aqui se divertiu horrores com o relato, kkkkkk Valeu por compartilhar a experiencia !!!
  11. Valeu Leandro, tambem pretendo retornar daqui algum tempo,
  12. Ahhh, que massa Ana, vou checar o seu relato agora mesmo. A gente conseguiu chegar tranquilamente até o inicio da trilha sim, num sitiozinho, sem problema algum. Fomos na caçamba de uma pickup corsa alias, rs, não era 4x4 não. rs Pode ser mesmo que devido ao periodo a estrada esteja prejudicada.
  13. Olá pessoal, compartilho infos da cicloviagem que fizemos agora no final do ano, caso alguem precise de dicas, estamos a disposição. Abraços Banho de rio, sol, chuva, vento, vilarejos, comunidades, acampamentos, amigos, bicicleta, espírito de equipe, gratidão, receptividade dos moradores, esforço físico extremo com o calor de 45º e paisagens de tirar o fôlego. E foi assim que passamos este final de ano... pedalando 535km pelo deserto do Jalapão no Tocantins em busca do Perrengue Supremo, rsrs. Local considerado deserto não só pela paisagem, mas também pela ausência de pessoas durante longas distâncias. Mais fotos no link: https://picasaweb.google.com/108071881949914249746/BikeCicloviagem535kmJalapaoTocantinsEChapadaVeadeirosGO Fotos de Vivi, Fábio e Andre. Dicas para quem se interessar pelo roteiro: E foi só lançar a idéia de pedalar pelo Jalapão que alguns amigos se interessaram. Tivemos algumas semanas para programar um roteiro, treinar um pouco (bem pouco, rs) e pensar em cardápios nutritivos, afinal, a idéia era uma cicloviagem auto-suficiente, sem carro de apoio. Iriamos carregar todo o equipamento, fogareiro, barraca, gas, isolante termico, roupas, agua, e mantimentos para café da manhã, almoço e jantar para todos os dias. Saimos de SP dia 20/12 Vivi, Fábio, Monica e Andre. E em Americana encontramos com os demais integrantes Meire, Bruno e Getulio que veio do Paraná para seguir com a gente. Fizemos uma parada para pernoite em Padre Bernardo, revezamos os motoristas, e seguimos em frente. No dia seguinte chegamos em Ponte Alta, uma das portas de entrada para o Jalapão. A cidade não correspondeu com nossas expectavidas. Apesar de pequena e simpática com moradores amáveis, vários carros disputavam o som do Arrocha mais alto, a cidade não estava muito agradável aos ouvidos. Assim como na estreita ponte os motoqueiros disputavam agilidade. Tratamos de aprontar as bikes, deixamos os carros no estacionamento de uma pousada (gratuitamente) e caimos na estrada iniciando a pedalada no dia seguinte no horário mais indicado, rs, quase meio dia, rs. Dia 1 - 22/12 Ponte Alta x Lagoa Azul O dia amanheceu nublado para nossa sorte, mas o mormaço permanecia. Iniciamos a pedalada quase ao meio dia. 15km pedalamos sem nenhum esforço chegamos na gruta, o 1º ponto d´agua. Fizemos uma longa parada. Logo neste início o alforge do André quebrou. Arrebentou a alça (marca Curtlo). Improvisamos com enforca gato. Choveu e a terra daquele ultimo trecho ficou pegajosa, fizemos esforço de subida em estrada plana, não rendeu a pedalada da tarde. Nosso ponto de acampamento para hoje era o rio vermelho mas passamos por uma bifurcação a esqueda com a placa "Lagoa Azul a 6,5km" e optamos por não perder os atrativos locais. Conhecemos um morador da Lagoa que disse que sua família não se incomoda de receber visitantes e tocamos pra lá. A lagoa é pequena, não é azul, rs, e não é um bom ponto para se banhar pois é região de brejo. Mas foi um ótimo repouso com céu estrelado. A família nos recebeu muito bem, a estrada de desvio era boa, estava melhor do que a principal e quase toda plana. Acampamos numa antiga escola, tinha banheiro com chuveiro. Não cobraram nada para acampar, mas é bom deixar algum alimento, ou algo para ajudá-los. Fazem óleo e doces de buriti. Pedalamos aproximadamente 47km hoje. Mas a melhor opção é seguir direto até o Rio Vermelho mesmo. Dia 2 - 23/12 Lagoa Azul x Rio Vermelho x Abrigo Pablo Escobar A pedalada começou com muito mormaço e sol entre as nuvens. Torcemos para chover e tirar aquele abafado. Choveu, mas não o suficiente. A chuva mais forte estava mais adiante. Passamos pelo Rio Vermelho, e quilometros depois com algumas subidas pegamos a bifurcação à esquerda, rumo a Cachoeira da Velha. São 20km de desvio até lá, em uma estradinha reta sem visual, com alguns trechos de areia batida, outros trechos de castalho solto, e alguns trechos de areia mais umida que exigia mais força no pedal. Acho que tudo depende da chuva/sol do dia. Nos ultimos 10km resolvi apressar a pedalada até o ponto de chegada, e devido as "costelinhas" do caminho, a bike 'quicou' demais e quebrou o meu bagageiro. Chegamos numa fazenda e o morador Guilherme nos atendeu muio bem, e nos recebeu com agua gelada. Aliás, a Monica entregou uma foto ao Guilherme que levou a pedido da Michele e do Artur, casal que fez este roteiro de cicloviagem tempos atras, e numa atitude de gratidão enviaram fotos das pessoas mais que especiais daquela região. No decorrer da viagem foram entregues todas as fotos. Acampamos gratuitamente na antiga pousada jalapão, que é um abrigo de viajantes desde que proibiram acampamento na cachoeira da Velha. Preparamos nosso jantar especial com carne, costelinha, arroz, feijão e farofa. Dia 3 - Noite de Natal. Abrigo x Cachoeira da Velha x Prainha x Prainha Cariocas Seu Antonio Acordei e fiz uma gambiarra no meu bagageiro com uma tala com esparadrapo, e enforca gato para dar sustentação. Pedalamos 9km até a Cachoeira da Velha que é gigante + 1 km até a Prainha. Vale a pena. Ida e volta para a cachoeira 20km+ 20 km para voltar até a bifurcação. Muito sol, muito muito muito sol. Esse dia conhecemos os 45 graus do jalapão, e como passamos a manhã na cachoeira/prainha saimos oficialmente para pedalar ao meio dia, com o sol fritando os miolos. Pedalamos o dia todo nos arrastando por trechos de areia fofa, empurrando bicicleta pesada, e outros trechos pedaláveis, com o sol esgotando nossas energias. Já no final da tarde o Guilherme cruzou com a gente no caminho e disse que tinha 2 noticias. Uma ruim e outra boa. A ruim é que depois de terminado este trecho, chegariamos no rio, e ainda teriamos 9km empurrando a bike até a Prainha, já que a areia estava fofa. Aff. A boa é que ele tinha cervejas geladas no carro e trouxe para nós a pedido da Meire/Bruno. Ufa. Relaxamos para nos refrescar, e depois aceleramos a pedalada até a bifurcação que desce para a Prainha Cariocas. Foram 9km até lá, alguns trechos pedaláveis no começo, e depois empurrando a bike no escuro. Chegamos por volta de 20hs no local. O Seu Antonio é muito gente boa, bom de papo, uma simpatia de pessoa. O seu camping é super limpo, muito bem estruturado, acampamos na beira do rio. Mas diferentemente dos demais pontos de acampamento, este acampamento foi pago, e bem caro. R$20,00 o camping + 5,00 para visitação da prainha + 5,00 para utilização do espaço quiosque, e 5 reais cada cerveja skolzinha. Um assalto. Como era noite de natal, e não tinhamos como retornar tudo, rs, ficamos por ali mesmo. Banho de rio, e todos prontos para o natal. Pedalamos hoje 80km. Para quem está de bike carregada, com peso nos alforges, não indico. Muitos trechos de areia fofa, e não sei se é pior tentar pedalar na marcha levinha e girar girar girar até derrapar... ou empurrar a bike pesada. Dia 4 - 25/12 Seu Antonio x Rio Novo x Dunas Dona Benita Pedalamos e empurramos os 9km de areia para sair do Seu Antonio até chegar na bifurcação e tocar para o caminho oficial. Mas antes disso... durante este percurso... o bagageiro do Fábio tambem quebrou. Pedalei rapido alguns km para buscar as chaves com outro integrante do grupo, mas quando voltei, nem tinha parafuso para ser apertado, rs, quebrou/partiu mesmo. Fiz uma outra gambiarra no bageiro dele com enforca gato, mas perdemos muito tempo nisso, até o sol pegar forte. Pedalamos 22km até Rio Novo quando o sol fritou os miolos. Fizemos uma longa parada ali na comunidade para esperar o sol abaixar um pouco, tomamos banho de rio, agua gelada e uma cervejinha para refrescar. Ali moram algumas familias, e viajantes são bem vindos. Numa emergencia pode acampar gratuitamente no quintal do bar ou nas casas do vilarejo caso seja preciso. Assim que o sol baixou pedalamos 13 km até a Dona Benita, uma figura alegre, festeira, de sorriso largo, e muitos causos de onça pra contar. A pedalada a tarde foi agradável, com muito visual da Serra Espirito Santo. Chegamos na Benita as 16:30, em tempo para curtir o por do sol nas dunas, são 10 km de ida e volta para as dunas. Camping na Benita 15. Dia 5 - 26/12 Benita x Mateiros Saímos da Benita com um superrrrrrrr vento contra, pedalando na reta com esforço de subida. Mas foi super agrádavel, pois o vento cortou a sensação de calor, que conforme um turista que passou estava na marca dos 40 graus. Visual fantástico da Serra Espirito Santo. Se tivéssemos tempo teriamos feito a trilha para o topo da serra, mirante. As 11:30 chegamos em Mateiros, foram somente 35km aproximandamente. Precisávamos de uma bicicletaria, pois estavamos com 1 bicicleta sem freio, 2 bagageiros quebrados e 1 alforge tambem. Uma longa parada para fazer estes reparos. O pastor é o responsavel pela bicicletaria, mas não estava. Voltamos mais tarde e nada. Mais tarde e nada. Ele chegou no finalzinho da tarde, e os bagageiros não tinham jeito mesmo. Deu uma ajeitada na bike sem freio, compraram outro VBrake, e reforçamos as gambiarras nos bagageiros. Iamos acampar no gramado do posto de gasolina gratuitamente, mas como fizemos hora na cidade para esperar a bicicletaria abrir, almoçamos na dona Rosa que nos ofereceu pouso. Pode montar a barraca de vocês ai em qualquer lugar, são muito bem vindos guerreiros, disse ela. Convite aceito. R$15 Almoço coma a vontade, Cerveja 2,50, Camping Gratis. Dia 6 - 27/12 Mateiros x Cachoeira Formiga Um amigo disse: Não deixem de conhecer a Cachoeira do Formiga. Levamos a sério e resolvemos acampar lá. Dia de pedalzinho bem curto. 26km. Daria para esticar de mateiros até lá tranquilamente. Numa comunidade proxima viramos atração, era festa de formatura de 3 moradores, com churrasco e 11 familias reunidas. Nos receberam com prato de comida, e uma boa prosa, alem de nos apresentar toda a familia, e os responsáveis pela festa. Nos despedimos com ar de quero ficar. Fizemos uma parada no Fervedouro do Ceiça, o ultimo fervedouro, são 10 para entrar. Se tiver fila o tempo de permanencia é de 20 minutos. Nunca tinha ido num Fervedouro antes. Gostei, rs. Não fomos no Fervedouro Buritis devido a dica de um morador que era longe da pista e o caminho de areia muito fofa. 2 km a frente pegamos a direita, e entramos para a direita rumo à cachoeira, e foram 6km de areia, empurrando e pedalando em alguns trechos. Logo chegamos na cachoeira, e acampamos por lá, na Cachoeira do Formiga 25,00 para acampar. Somente a visita 20,00. Ali eles tem bastante problema com o lixo local, vimos muito lixo jogado na propriedade toda, e muitos visitantes usando detergente na agua do rio, e os proprios moradores lavando louca ou usando sabonete no rio. Mas a cachoeira é fantastica, cor de agua esmeralda, nunca vi nada igual. Vale a pena conhecer. Dia 7 Formiga x São Felix Voltamos 6km até a pista (por uma outra variante sem areia, rsrsrs, sendo possivel voltar pedalando) Fizemos uma paradinha para almoço no riozinho para esperar o calorão baixar. Passamos no povoado de prado, mas não desviamos para ir na cachoeira. 20 km após o povoado, chegamos a São Felix, a tempo e curtir o pôr do sol na prainha. A idéia era acampar na prainha, mas o pessoal optou por pernoitar no quintal de um morador, Paulinho, na no centrinho mesmo. Acampamos gratuitamente. Tem um camping na cidade mas a Irá não estava neste dia. O Paulinho tambem tem quartos/pousadinha que aluga para viajantes. Neste dia pedalamos 60km. Dia 8 São Felix x Posto de Fiscalização Tomamos café da manhã na Tia Rô paes caseiros e descemos 2 km até o Fervedouro do Alecrim 5,00 reais para entrada. Fervedouro maior, sem ninguem, vazio, com maior volume de agua mas com menor pressão de areia. Vale a pena conhecer. Banho de rio depois de 10km de pedalada. Passamos em 2 riozinhos, e fizemos parada de almoço no ultimo, rio das abelhas, com muitas abelhas que enrroscam no cabelo, não tem prainha e nem sombra. Pedalamos em media 52km hoje. Chegamos numa prainha deliciosa onde fica o posto de fiscalização O responsavel era o Williams que foi super gente boa. Acampamos por lá gratuitamente, e ele ainda preparou um peixe que tinha acabado de pescar. Preparamos nosso arroz, feijão, farofa, e degustamos do peixe fresco preparado e pescado pelo Williams. A cicloviagem foi dividida em AM e PM, Antes de Mateiros e Pós Mateiros, rs. Depois de mateiros as estradas tem o chão mais firme, de terra batida, e a pedalada começou a render muito mais. Em grupo grande o avanço é mais lento, são mais problemas mecanicos, mais tempo para todos se arrumarem, mas mesmo assim conseguimos pedalar em bons horários nestes ultimos dias. Antes de Mateiros tinham mais trechos de areia fofa, lama, e terra não firme que afundava o pneu. Dia 9 Posto Fiscal x Camping do Camilo x Rio Prainha x Casa Abandonada x Fazenda Saimos no horario de sempre e chegamos as 9 da manhã no Camping do Camilo. O Camilo é camping, restaurante e bar, e tem algumas trilhazinha/riozinhos pela região. São exatos 27km do posto de fiscalização até o bar do Camilo. 23km depois do Camilo, tem um riozao com uma praia deliciosa, tem uma casa antes e uma casa depois da ponte, é um ótimo ponto para parada, mas como ainda era cedo, resolvemos tocar mais a frente. Mais um bagageiro quebrado, dessa vez do Brunão. Mais 15km chegamos no proximo rio e uma casa abandonada, que seria nosso ponto de pernoite mas depois de uma votação resolvemos tocar mais um pouco. Depois desta casa que tem um pé de manga na porta, a proxima rua a esquerda leva até o povoado de Lago do Tocantins, e é um atalho que economiza 20km. Iamos arriscar, mas logo no começo já notamos a areia fofa, então preferimos seguir pela estrada principal de cascalho. Meu bagageiro quebrou o outro lado, grrr, desta vez o Fábio e Andre fizeram uma gambiarra com um pedaço de mangueira. E deu super certo. Mais 10km e chegamos numa fazenda em frente a bifurcação Novo Acordo x Lagoa do Tocantis. Acampamos ali, gratis e tomamos banho de canequinha na torneira. 74,3 km pedalamos hoje. O Camilo indicou para ficarmos no Bar do toto em Novo Acordo no inicio do asfalto na beira do rio Dia 10 - Ano Novo. Fazenda x Lagoa do Tocantins Nosso Plano inicial era fazer a cicloviagem em roteiro formato ferradura. Começar em ponte alta e terminar em novo acordo. Em Novo Acordo pedalar 120km de volta à Ponte Alta, ou pegar um transporte. Mas soubemos que Novo Acordo é uma cidade maior, que teriam muitos shows, carros de som...rs... então passar o reveillon por lá não nos agradou. Soubemos que a estrada à esquerda da fazenda chegava no vilarejo de Lagoa do Tocantins, que lá tem o Balneário que podemos acampar, e a cidade era pequena, com facil acesso para Ponte Alta, onde deixamos nosso nosso veiculo. 28km de pedalada e já chegamos. 2 km dali fica o Baneario, uma especie de piscinão, com um bar. Final de tarde do dia 31 o local ficou vazio e silencioso, ufa. Fizemos ali a nossa comemoração de reveillon e final de cicloviagem. A noite fomos para o Centro e encontramos todas as figuras que nos ajudaram no dia de hoje. O moço do bar, os motoqueiros que fizeram o resgate do veiculo, etc. Problemas mecanicos: Bagageiro da Vivi quebrou os 2 lados. Bagageiro Fábio quebrou todos os parafusos. Bagageiro Bruno quebrou 2 lados Alforge Andre Roda do Andre Nenhum pneu furado De volta ao carro, paramos na Chapada dos Veadeiros em Goiás para conhecer. Vale da Lua 15,00 a entrada Cachoeiras da fazenda São Bento, Almecegas I e II (8 km de Alto Paraiso) 20,00 Camping de 20 a 30 reais em media. Ficamos no Catavento mais afastado da cidade. Na ida para o Tocantins rodamos até Padre Bernardo. Na volta em Natividade cidade histórica (35,00 pousada July com café), e em Catalão tambem. Em ponte alta 40/pessoa e deixamos o carro no estacionamento por 10 dias gratuitamente.
  14. Vivi Mar

    Travessia da Serra fina

    É verdade Re, seu relato está completissimo, cheio de dicas, impressões pessoas, emoção, preciosas informações. Muito bom mesmo. Parabéns, e obrigada por compartilhar sua cia e este relato com a gente Abraços, e até a proxima, muito em breve hein !!!
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