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leocamuni

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Posts postados por leocamuni

  1. 02.04.2012

     

    Acordamos cedo e, como a viagem seria apenas as 13:30, resolvi subir os Cerros Santa Barbara e Calvário, de onde se tem uma ótima vista da cidade e do lago. Renata preferiu ficar e descansar, então segui sozinho para o café da manhã e para a subida. Poucas pessoas na rua, segui o caminho pelas ruas até o ponto em que a subida se inicia.

    Evidentemente, o efeito da altitude limitava bastante minha velocidade de ascenção, e levei cerca de 20 minutos para subir. Mas valeu muito a pena essa subida, a vista é realmente espetacular. Foi possível avistar a parte sul da Ilha do Sol, a enseada da cidade com seus barcos, e diversos pontos de chuva no entorno do lago.

    Depois de diversas fotos e contemplação, segui rumo abaixo do Calvário, desviando rapidamente para subir mais um pouco no Cerro Santa Barbara, e então de volta a cidade.

    Novamente, poucas pessoas nas ruas. De volta ao hotel, já preparamos nossas bagagens e fomos dar uma volta pela cidade antes do check-out. Paramos em uma praça para ouvir, por um breve periodo, um discurso politico (parecia uma inauguração, não me recordo ao certo). Rodamos por outras ruas, fomos até a feira, onde compramos maiz tostado, uma versão gigante de pipoca doce normalmente vendida no Brasil. Durante parte do trajeto, um cachorro nos seguiu. Também aproveitamos para fazer um lanche, ao invés de almoço. Ai sim, voltamos ao hotel para o check out definitivo.

    Saimos de Copacabana com destino a La Paz em um micro onibus, mais uma vez sem outros brasileiros. No caminho, o estreito de Tikina, em um dos braços do Titicaca, onde descemos do onibus, o qual atravessa em uma balsa, enquanto seguimos em pequenos barcos. O caminho é todo feito no altiplano. Atravessamos uma tempestade, e foi um grande susto quando um raio caiu muito proximo ao onibus, com um estrondo ensurdecedor. Chegamos em La Paz por El Alto, uma cidade na região metropolitana, que fica as margens da "cratera" onde a capital se localiza. A rodoviária não é tão ruim quanto imaginavamos, mas bastante movimentada, inclusive por mochileiros. Nossa primeira ação, ao chegar a rodoviária, foi procurar as empresas que fazem a viagem para Uyuni. Encontrei três, mas não nos passaram confiança. Sabiamos que havia uma empresa que faz o trecho, com um onibus mais confortavel e alimentação, bastante voltado para os turistas. Também pensamos em seguir até Oruro de onibus e depois continuar de trem. Deixamos para resolver isso até o dia seguinte. Tomamos um Taxi (Bs 10) para o hotel Torino. É relativamente perto e o transito não estava tão complicado naquele momento. Nos acomodamos no hotel, que tem uma boa relação custo x beneficio (Bs 140 para quarto com banheiro privativo), principalmente pela localização, bem ao lado da praça onde fica a sede do governo boliviano. Nesse dia já saimos para conhecer as redondezas.

    Andamos pela calle Commercio, logo acima do hotel, onde há ambulantes e muito movimento. O nome da rua é bastante apropriado. Também fomos até a calle Sagarnaga, onde jantamos em um restaurante Cubano.

    Mesmo a noite, em nenhum momento sentimos qualquer insegurança em La Paz. Voltamos então ao hotel, para um merecido descanso e preparação para o dia seguinte.

  2. 01.04.2012

     

    Acordamos cedo e descemos para o café da manhã, que apesar de simples foi suficiente. O tempo estava fechado e era possível avistar a chuva ao longo do lago Titicaca.

    Como acordamos cedo, arrumamos a mochila, capas de chuva e lanches, e ainda antes da saida para a ilha, passeamos um pouco pela orla, seguindo para o porto perto do horario de saida. Surpresa a nossa quando, ao conversar com o barqueiro, descobrimos que o barco só iria até o lado sul (Yumani) da Ilha. Fato consumado, nos contentamos com ficar apenas por lá e não fazer a trilha que liga uma parte a outra. Como o tempo era curto, poderiamos também explorar melhor o sul.

    Conformados, seguimos no barco pelo lago, embaixo de chuva, o que desanimou um pouco, pois não era possivel avistar as paisagens do caminho.

    Depois de quase uma hora, atracamos na ilha, ainda com uma chuva persistente. Desembarcamos e, logo na chegada, conforme haviamos lido em relatos, a cobrança de "ingresso" pelos nativos ainda no pier (Bs 5 por pessoa). Após o pagamento, nos abrigamos um pouco e vestimos as capas de chuva para subir a escadaria que dá acesso a parte habitada. A escadaria é bastante longa e, estando um pouco acima dos 3600m de altitude, a subida é bastante exigente. Subimos de for modulada, parando para descanso e apreciar a paisagem, ainda bastante encoberta. Cerca de 30 minutos depois, chegamos ao topo e a chuva enfim mostrava sinais de diminuir. Logo a chuva passou e as capas de chuva puderam ser retiradas. Rodamos pela área habitada por um tempo, sem encontrar grandes atrações, mas com alguns pontos de ótimo visual. Decidimos então seguir em direção a ponta da ilha, pela crista, com visão dos dois lados. Tirando a chegada, quase não encontramos pessoas durante esse trajeto, apenas alguns pastores com ovelhas e lhamas.

    Do alto, avistamos belas enseadas, o continente, que é bem proximo da ilha, e outras ilhas menores. Avistamos também algumas ruinas que ficavam as margens lago, então decidimos seguir até elas. Descemos vários terraços existentes na encosta, passando por lhamas e ovelhas que pastavam. Chegamos as ruinas, que ficam sobre uma lage de pedra, com um pier logo em frente, ótimo para fotos do lago. Nessa hora, o sol brilhava forte. Depois da visita e algumas fotos, seguimos subindo de volta para a area habitada. De lá, já descemos diretamente para o porto, pois o horario do barco se aproximava. Algumas crianças nadavam nas águas geladas do lago, muita animação. Em seguida, alguns turistas mais animados também deram alguns mergulhos.

    O retorno foi ensolarado. O barco tinha uma boa área aberta, seguimos nela para fotografar e tomar sol. Uma parada no retorno nos estranhou um pouco: uma ilha flutuante, a distancia parecida com as ilhas de Uros, mas quando se aproxima nota-se grande diferença. A construção da ilha é bem mais artificial, dando a entender que existem outros meios de flutuação embaixo da Totora. Uma parada totalmente desnecessária, mesmo para quem não visitou Uros.

    Chegando a cidade, fomos para o hotel, deixamos nossas coisas e seguimos para almoçar Pollo com Papas (Bs 58). Depois de satisfeitos, seguimos para a praça, onde compramos as passagens para La Paz (Bs 25 por pessoa), nosso destino do dia seguinte. Ainda seguimos para a catedral de Nossa Senhora de Copacabana. Uma coisa chama a atenção: a frente está oposta ao lago. Não encontrei uma explicação, pois normalmente as frentes de igrejas no litoral apontam para o mar.

    Uma volta pela cidade, algumas compras de suprimentos e voltamos para o hotel, para descansar depois de um dia bem puxado.

  3. 31.03.2012

     

    O onibus chegou cedo a Puno, as margens do lago Titicaca. A cidade não é das mais bonitas. Fora do centro, quase nenhuma casa possui reboco, deixando os tijolos expostos.

    Decidimos comprar o pacote para visitar as ilhas flutuantes dos Uros na prória rodoviária, numa agencia recomendada pelo guia (KollaSuyo Tours, s/ 15 por pessoa). Apesar de um pouco receosos, deixamos nossa bagagem na agência. Também já compramos logo a passagem para Copacabana (Titicaca Tours, s/ 20 por pessoa), com saida para as 14:30.

    O pacote incluia, além do barco, uma van para nos levar até o porto e também retornar a rodoviária após o passeio. No horário acertado, pegamos a van e seguimos cruzando a cidade em direção ao lago. O lago Titicaca está a 3809 metros acima do nível do mar, e é o lago navegável mais alto do mundo. Já havia ouvido falar bastante, mas me surpreendi com o tamanho e beleza do lago, que ocupa 8560km², o que dá aproximadamente 165km de comprimento por 60km de largura.

    O barco possuia poltronas confortaveis, estofadas, como as poltronas de onibus. No inicio do passeio, é possivel perceber que a cidade descarrega no lago boa quantidade de esgoto, deixando a água bastante poluida. No nosso grupo havia mais uma brasileira. Poucos minutos de navegação e já se avistam as famosas ilhas e os barcos, construidos com Totora, planta que cresce no Titicaca. Mais outros poucos minutos e chegamos a primeira parada, onde um guia nos mostra detalhes da planta e da construção das ilhas, com encenações dos moradores e maquetes feitas de totora. Também exibem seus artesanatos aos turistas e nos levam para conhecer suas casas. Cada ilha possui um grupo de familias ocupando, com casas independentes. No final, insistem bastante para comprarmos seus artesanatos. Opcionalmente, pode-se comprar um passeio de barco de totora entre duas ilhas (s/ 8 por pessoa). Optamos pelo passeio, que não tem nada de especial, mas é legal para umas fotos. Além disso, havia três crianças dentro do barco, que colaram na gente, querendo ver as fotos.

    Chegamos então em outra ilha, onde havia um patamar mais alto, semelhante a um observatório, dando vista para o "arquipelago" dos Uros. Após alguns minutos e outras fotos, seguimos de volta a Puno. A visita as ilhas é bacana, mas nada imperdível. Estando ali, vale a pena.

    Chegando em Puno, resolvemos ficar pelo centro e conhecer melhor a cidade. O centro da cidade é até bem cuidado. Abrimos o guia criativo e buscamos alguns pontos turisticos: igrejas e praças, nada demais. A rua principal do centro é um calçadão restrito a pedestres, onde é possível encontrar diversos tipos de comércio. Já era hora do almoço e saimos em busca de um restaurante para comer. Depois de andar pelo calçadão e algumas ruas adjacentes, encontramos um restaurante (menu a s/ 7). Logo depois de almoçar, decidimos utilizar um transporte alternativo para voltar a rodoviária, o tuk tuk (s/ 2), que nada mais é que uma motocicleta cabinada, com duas rodas na parte de trás. Voltando a rodoviária, retiramos nossas bagagens, intactas, e trocamos o restante de nossos Soles por Bolivianos (s/ 80 por Bs 200). As 14:30 seguimos no onibus, margeando o lago, em direção a Copacabana.

    Ao chegarmos a fronteira entre Peru e Bolivia, o onibus para em frente a um posto da policial peruana e todos desembarcam para se dirigir a imigração. Enquanto desciamos do onibus, fomos abordados por um policial peruano, que nos convidou a segui-lo até o posto da policia, alegando que queria fazer algumas perguntas. Ficamos surpresos e assustados com a atitude. Eramos os unicos brasileiros dentro do onibus. Seguimos para o posto, Renata ficou aguardando na primeira sala e fui com o guarda até uma segunda sala, onde o mesmo perguntou se eu falava espanhol. Respondi que não, mas que podia entender o que ele dizia. Ele pediu pra eu tirar tudo que estivesse no bolso: carteira, camera fotografica, passaporte e celular. Abriu minha carteira e viu que só tinha Bs 200 dentro. Afirmou que aquilo era muito pouco pra quem estava viajando a turismo e perguntou se eu tinha dolares. Respondi que sim, mas que não estavam comigo naquele momento. Pediu pra eu levantar a camisa, e em seguida me liberou. Chamou a Renata, solicitou também retornar tudo dos bolsos e logo em seguida a dispensou. Saimos querendo não entender, embora estivesse tudo claro: estavam atrás de dinheiro. O motorista do onibus, preocupado (e já conhecedor de outros eventos de extorsão), nos esperava de fora para orientar onde deveriamos nos apresentar para a imigração. Tivemos muita sorte, pois eu estava viajando com a doleira na cintura, mas pouco após sairmos de Puno, me senti incomodado e retirei a mesma, guardando na mochila. Quando desci do onibus, vi que ninguem ficaria e resolvi deixar a mesma na mochila mesmo. Isso evitou que parte do nosso dinheiro servisse a corrupção peruana. Parei para tirar uma foto na fronteira e o motorista me chamou a atenção, dizendo pra eu continuar andando. Passamos na imigração (eramos os ultimos da fila) e quando voltamos ao onibus, o motorista logo perguntou se tinham nos extorquido. Respondi que tentaram, mas não tiveram sucesso, e ele então revelou que é comum a perseguição aos brasileiros.

    Ao partirmos, um homem entrou no onibus para oferecer um hotel em Copacabana. Pegamos o cartão, ainda sem saber onde ficariamos. Chegando em Copacabana, resolvemos conhecer o hotel oferecido, e acabamos decidindo ficar por lá. O preço era bom (Bs 200 para o casal, por duas noites), o quarto tinha vista frontal para o lago e para o local onde os barcos partiam para a Ilha. A cidade é pequena, então tudo é muito perto, e o comércio também estava bastante próximo. Trocamos alguns dolares em uma casa de cambio para as primeiras despesas na Bolivia (US$ 100 por Bs 680).

    Saimos para comer com o tempo bastante encoberto e, assim que decidimos onde comeriamos, começou uma chuva de granizo, mas logo passou. Comemos a famos Truta do Titicaca e tomamos uma Paceña, cerveja famosa da Bolivia (Bs 53).

    Também já verificamos sobre o onibus para La Paz, e decidimos que para a Ilha do Sol somente fariamos um dia de passeio, não permanecendo na mesma. Já compramos alguns petiscos para comer durante o passeio na Ilha, pois não sabiamos o que encontrariamos por lá (Bs 52).

    Compramos o passeio de barco para a Ilha do Sol na própria recepção do hotel (Bs 30 por pessoa). A idéia inicial era descer no lado sul, fazer a trilha até o lado norte e então pegar o barco para retornar a Copacabana, e foi isso que a vendedora do passeio nos disse. Nossa primeira experiencia com as mentiras do povo boliviano estava por vir.

  4. 30.03.2012

     

    Dia de descanso pós trilha, mas também de aproveitar o restante do tempo em Cuzco. Acordei cedo e fui até a rodoviária, comprar as passagens para Puno (s/ 30 por pessoa), enquanto Renata preparava as bagagens. Aproveitei também para trocar mais alguns dólares e comprar alguns mantimentos. Como nossa diária vencia ao meio dia, guardamos a bagagem no depósito do Hostel e saímos para o tour pela cidade.

    Almoçamos num restaurante chamado Hanaq Pacha (Menu Turístico s/ 10), talvez a melhor relação custo x beneficio de toda a viagem, com direito a sorvete de sobremesa, ótima comida e atendimento idem. O restaurante fica numa rua já próxima a San Blas.

    Aproveitamos o dia para visita a mais alguns pontos turísticos da cidade: bairro de San Blas, pedra dos 12 ângulos e as famosas paredes dos Incas de um lado e dos "incapazes" do outro, e Qoricancha.

    Descemos novamente a avenida El Sol para as ultimas compras de presentes no shopping de artesanato (Camisetas por s/ 23, Cholos por s/ 10 e chaveiros por s/ 2).

    No fim da tarde, retornamos ao Hostel, acessamos a internet, retiramos as bagagens e solicitamos um táxi (s/ 6) para seguir até a rodoviária, de onde o ônibus sairia.

    Apesar dos relatos que ouvimos, o ônibus era relativamente confortável e não houve conflitos de passagens repetidas, ao menos nos assentos que adquirimos. No Peru, é normal que a taxa de embarque, conhecida com Tame, seja paga a parte (s/ 1,2 por pessoa). Por volta de 23:00 o ônibus partiu para nosso primeiro trajeto terrestre, e nos despedimos de ótimos dias na capital Inca.

  5. 29.03.2012

     

    Enfim, o grande dia, a chegada a cidade sagrada dos Incas. Saltamos bem cedo da cama, ou melhor, do saco de dormir, as 3:45, e as bagagens foram rapidamente arrumadas. Logo após a saída do acampamento, chegamos a um posto de controle, onde uma fila já se formava. Começou a clarear e conseguimos verificar que, apesar da chuva dos 3 dias anteriores, o dia amanheceria bastante limpo, apesar da neblina localizada no vale do Urubamba. Após o controle, subimos por um trecho margeando a borda do vale, e foi possível avistar uma das usinas hidrelétricas. No camping foi possível ouvir as obras que pareciam acontecer por ali e que, segundo os guias, se tratava de mais uma usina.

    Nos afastamos um pouco do vale e, com o raiar do dia, avistamos também alguns picos nevados no horizonte, logo acima da densa neblina. Subimos um sequencia de escadarias, a caminho do Intipunku, a Porta do Sol, de onde normalmente se tem a primeira visão da cidade. Devido a neblina, não avistamos a cidade, mas foi possivel ver as belas montanhas que circundam a região, com belas encostas muito acima do rio. Nesse ponto, a expectativa de chegarmos a Machu Picchu é grande.

    Janelas começaram a se abrir na neblina, e as primeiras visões foram do topo do Wayna Picchu e da estrada que desce para Aguas Calientes. Depois de um breve descanso e algumas fotos, seguimos descendo em direção a cidade, dali em diante faltava pouco. No caminho, a primeira aparição foi surpreendente, embora fosse apenas uma pequena parte. Adentramos a neblina em seguida, passando por alguns ruinas do entorno. Ao chegarmos, por volta de 8:30, o sitio se revelou em sua grandiosidade, embora o Wayna Picchu estivesse totalmente encoberto. Conforme planejado, a idéia era chegar o mais cedo, antes da multidão que vem de trem até Aguas Calientes, e sobe para a cidade sagrada em micro onibus.

    Surpreendentemente, não encontramos nenhum brasileiro durante toda a trilha, apesar da grande quantidade de grupos e caminhantes (estimo que estava com a lotação máxima permitida, de 500 pessoas por dia).

    Machu Picchu impressiona bastante, mas a paisagem que se revela na "ferrudura" que o rio Urubamba faz naquele ponto me impressionou mais ainda.

    Enfim, depois de alguns minutos da chegada, uma das paisagens mais famosas do mundo se revelou por inteiro, a cidade sagrada dos Incas com o Wayna Picchu ao fundo. Aproveitamos para tirar algumas fotos com o grupo, próximo ao ponto de chegada da cidade. Caminhamos então até a portaria, onde pudemos utilizar os banheiros, deixar as bagagens em um guarda volumes (s/ 6) e retirar nossos ingressos.

    O grupo foi então dividido para fazermos um tour guiado pela cidade, com explanações sobre os principais pontos, que durou em torno de uma hora e meia. Depois disso, fomos liberados para explorar o local. Rodamos toda a cidade, fomos as partes mais altas, tiramos fotos com as lhamas e visitamos a Ponte Inca. O tempo foi suficiente para conhecer tudo com tranquilidade.

    Quando adquirimos o pacote para a trilha Inca, opcionalmente poderiamos ter reservado também a entrada para o Wayna Picchu. Como já teriamos caminhado 4 dias, achamos que não seria interessante. De fato, não fez falta, mas o tempo disponível seria suficiente para subi-lo também com tranquilidade. Não sei se vale tanto a pena pela visão da cidade em si, mas provavelmente a visão do vale do Urubamba lá de cima deve ser impressionante.

    Tinhamos alguns petiscos conosco, para lancharmos durante a permanencia no sitio, mas ali pelas 13:00 a fome resolveu aparecer. Já tinhamos aproveitado bastante a visita e o tempo havia virado completamente, com chuva iminente. A chuva começou e, antes de nos dirigirmos a saida, nos abrigamos numa das construções cobertas, próximas ao acesso da entrada. Após alguns minutos, a chuva diminuiu. Retiramos nossa bagagem e compramos as passagens (US$ 18) para o onibus das 14:00, sentido águas calientes. Até pensamos em descer a pé pela trilha que leva a cidade, mas devido ao clima e a fome, essa idéia foi logo descartada. Carimbamos nossos passaportes com o carimbo de 100 anos da descoberta de Machu Picchu, comemorados em 2011. Alguns minutos antes da saida do onibus, a chuva voltou a cair mais forte.

    Descemos para a cidade no fundo do onibus, um zig zag interminavel. O trajeto é rapido, a cidade está as margens do Rio.

    Em Aguas Calientes, encontramos parte do grupo, que estava em um restaurante indicado pelos guias. Comemos uma pizza e suco para o almoço (s/ 49) por lá e ficamos de conversa, pois o trem só sairia as 18:45 da noite. Deixamos a bagagem e fomos caminhar um pouco pela cidade, apenas para conhecer. Próxima a entrada da estação, uma feira de artesanato com diversas barracas intercepta os turistas para compras de despedida. Na cidade, não vimos nenhum atrativo relevante, mas para quem quer visitar Machu Picchu com mais tranquilidade e não for fazer a trilha Inca, vale a pena passar uma noite por lá.

    Voltamos e ficamos no restaurante aguardando o horário do trem. Cerca de 45 minutos antes do horário marcado no bilhete, nos dirigimos a estação. Muitos turistas, das mais diversas nacionalidades, aguardavam no local. A viagem de trem em si não tem muitos atrativos, especialmente por estar a noite e estarmos cansados. Talvez com a luz do sol, o rio Urubamba e seu entorno atraia bem mais a atenção dos turistas. Durante a viagem, foi servido um lanche.

    O trem parou em Ollanta, onde baldeamos para um micro onibus que já nos aguardava. Nenhum dos guias retornou com a gente.

    Já em Cuzco, as 22:30, o onibus nos deixou em frente ao Hostel. Retiramos nossa bagagem do armazem, e enfim, depois de 4 dias de trilhas, um banho foi um grande premio. O pessoal do grupo até combinou um encontro mais tarde, mas não animamos sair. Dormir parecia um ótimo programa, ainda mais trocando o saco de dormir por uma cama macia.

  6. 28.03.2012

     

    Mais uma vez, acordamos antes do chamado dos porteadores. Durante a noite, o frio atingiu não menos que 8 graus na parte externa, porém, era visivel a geada que caiu nos pontos mais altos ao redor do acampamento e neve nos picos. Seria mais uma dia de subida no inicio, descendo em seguida. O dia também seria repleto de sítios arqueológicos, uma forma de preparação para a chegada na cidade sagrada.

    A medida que iamos subindo, o acampamento ia ficando abaixo, tornando visivel toda sua área e os porteadores desmontando as barracas.

    Entre os sítios visitados, conhecemos Runkurakay (aparentemente um templo ou observatório em formato circular), a uma altitude de 3760m, quase 1000m mais alto que Machu Picchu. De lá, o acampamento da noite anterior parece uma mancha na enconsta da montanha, com uma cachoeira logo acima.

    Além desse ponto, sobe-se mais um pouco, atingindo a altitude máxima a 3990m, com alguns pequenos lagos nas proximidades.

    Proximo a parada para o almoço, um pouco de chuva, mas de pouca intensidade e duração. Após o almoço, mais sítios arqueologicos muito interessantes e muito bem preservados.

    Durante a descida, Renata se queixou de fortes dores no joelho, então passei a carregar também a mochila dela. Me adiantei para chegar logo no acampamento da última noite e me aliviar da bagagem. Assim como na subida, muita neblina na descida. Esse trecho do caminho tem uma vegetação mais densa, além de passagens sob grandes pedras. A trilha desce na direção do rio Urubamba, e era possível avistá-lo em algumas janelas que se abriam no meio da neblina.

    Cheguei ao acampamento as 16:50, deixei a bagagem na barraca e comecei a retornar para buscar a Renata, mas ela já estava bem próximo, então não andei muito.

    Do acampamento, era possivel avistar o rio, em um trecho onde existe uma usina hidrelétrica e, aparentemente, havia obras em andamento.

    Depois de arrumadas as coisas na barraca, tivemos uma rápida merenda e, pouco tempo depois, um jantar especial, com muita fartura e variedade. Após o jantar, a equipe de porteadores, cozinheiro e ajudantes nos foi apresentada. Normalmente, os turistas se juntam e oferecem "propina" para que a equipe divida entre eles, que são pessoas bastante simples e, muito provavelmente, são remunerados precariamente. Demos nossa contribuição.

    Após o jantar, fomos dormir, pois no dia seguinte sairiamos as 4:30 da manhã para chegar bem cedo a cidade sagrada.

  7. 27.03.2012

     

    A primeira noite de camping foi relativamente tranquila, pouco barulho e um frio ameno (acredito que não caiu dos 10 graus do lado de fora). Como já é costume no Caminho Inca, logo cedo, os porteadores passam pelas barracas despertando os caminhantes para o desayuno e partida. Acordamos bem cedo, arrumamos as mochilas e quando nos chamaram já estavamos praticamente prontos. Desayuno feito, as 6:50 deixamos o acampamento, rumo ao dia mais difícil, 1400m de desnivel entre o ponto de partida e o ponto mais alto. O dia amanheceu bastante nublado, e a chuva seria quase certa (capas a postos). Ao longo do caminho, fomos ultrapassados por muitos porteadores e por pessoas de diversos outros grupos (muitos europeus, pelas caracteristicas físicas e idiomas). A subida não começa ingreme, mas logo vai se mostrando difícil. Há algumas áreas mais abertas, já previstas para descanso das pessoas. A maior parte da trilha é calçada com pedras, dando uma aparencia bacana ao caminho. Em alguns trechos, há água descendo bem ao lado do caminho. Também se vê algumas lhamas pastando nos pequenos vales que se formam. O grupo seguiu bem distribuido, uns mais a frente, outros mais lentos. A medida que a altitude aumenta, o ar se torna rarefeito e dificulta a atividade. Acima dos 3800m a falta de ar se acentua bastante. Como a subida é em forma de escada, com degraus bastante desformes, a cada 10 degraus era necessária uma pausa para se recompor. Os mais de 10kg da mochila agravam ainda mais a fadiga. Quase no fim da subida, uma chuva leve se iniciou, e ao chegarmos aos 4215m (ponto mais alto), fomos surpreendidos por uma rápida chuva de granizo. A temperatura estava em torno de 9 graus, as 13:00. A chuva nos acompanhou por toda a descida, que durou cerca de uma hora e meia (chegamos ao acampamento cedo, por volta de 14:30). Do acampamento, era possivel avistar uma bela cachoeira e também alguns picos nevados, quando as nuvens cediam. Depois de escolhermos uma barraca e arrumarmos as coisas, almoçamos, merendamos e ceiamos no resto do dia, além de conversar bastante com o pessoal do grupo. As refeições estavam bastante saborosas e diversificadas, especialmente considerando-se que estavamos em meio aos Andes e longe da civilização.

    Nossos companheiros argentinos se preocupavam se entendiamos o que estavam dizendo, em espanhol. Podiamos entender a maior parte, apesar de eles falarem bastante rapido. Até era possivel distinguir um pouco o sotaque daqueles que eram de regiões diferentes da Argentina, especialmente de Buenos Aires, por incrivel que pareça. O grupo tinha pessoas de diversas idades, desde garotas que aparentavam seus 20 anos até uma senhora que certamente tinha mais de 50, mas era bem rápida ao caminhar.

    Findo o dia, seguimos para um merecido descanso, pois não foi fácil.

  8. 26.03.2012

     

    Dia do início da Trilha Inca. Fechamos o pacote cerca de 4 meses antes, com a Inti Tours Peru, de Lima. A empresa pertence a um peruano, casado com uma brasileira. Antes de fechar o pacote, pesquisamos bastante sobre as empresas e opções disponíveis. Como não encontramos nada que desabonasse a Inti Tours, e o preço era o mais em conta (US$ 370 por pessoa, sendo 50% depositado antecipadamente em uma conta corrente no Brasil e o restante pago em dinheiro um dia antes da saída), optamos pela empresa. Tivemos uma dificuldade em conseguir o numero do comprovante de reserva junto ao governo peruano, ficou parecendo que deixaram para faze-la no ultimo minuto, mas ainda em tempo. Estavamos preocupados pelas diversas informações na internet relatando que deve ser feito com bastante antecedencia, devido a limitação de 500 pessoas por dia na trilha.

    Resolvemos deixar a mochila maior, de 75 litros, no hostel e levar apenas uma mochila de 60 litros e uma de 25 litros. Assim, acordamos cedo e, antes mesmo do desjejum, deixamos tudo arrumado e levamos a mochila que ficaria para o depósito do hostel.

    Desjejum feito, na hora acertada o segundo guia apareceu para nos buscar. Seguimos uma praça próxima ao hostel primeiramente, onde as pessoas já começavam a chegar. Depois o grupo seguiu até o ponto onde seria a partida. Nosso grupo: 5 casais, 2 homens e 15 mulheres, contando com 2 brasileiros (eu e Renata), 24 argentinos e 1 galês, além dos 4 guias (Sonia, Helio, Hector e Bruno).

    Saimos de Cuzco as 8:00, e no caminho a guia Sonia (aparentemente a coordenadora dos guias) foi nos explicitando como seria o trajeto, as paradas e outros detalhes.

    Antes de chegar a Ollanta, uma parada para lanche e algumas compras de ultima hora: folhas de coca (s/ 2), capa de chuva (s/ 5) e um bastão de caminhada (s/ 35).

    Chegamos ao ponto de partida, Piscacucho (km 82 da linha do trem para Águas Calientes), onde foram distribuidos os isolantes térmicos para os ultimos preparativos. Depois da foto com a turma toda na placa de início da trilha, as 11:30 iniciamos a caminhada, passando pelo ponto de fiscalização (uma fila para passar pela guarita), onde recebemos nossos carimbos. Saimos com um pouco de chuvisco, que logo se dispersou.

    A trilha começa com a travessia do Urubamba por uma ponte pencil e segue um trecho acompanhando a linha do trem, que margeia o lado oposto do rio. No primeiro dia, é possível ainda, em diversos pontos de descanso, encontrar barracas vendendo água, batata, refrigerante, isotonico, etc. As subidas são lever e curtas.

    Pelo caminho, somos ultrapassados pelos porteadores, pessoas contratadas para carregar toda a carga pesada de pernoite: barracas, utensilios, alimentos, etc. Para um grupo como o nosso, são muitos carregadores, além de cozinheiros para preparar as refeições.

    Paramos para descanso, banheiro e almoço em uma pequena vila do caminho, e as tendas estavam armadas em um campo de futebol.

    Depois do almoço, seguimos pela trilha, nos afastando lentamente do rio em distância e altitude. Do alto, foi possível avistar as primeiras ruinas da civilização Inca, um prelúdio do que viria pela frente. Também paramos para algumas fotos em ruinas menores. O grupo seguia de forma dispersa: alguns andavam mais rapidamente, outros eram mais lentos. Os guias se dividiam, de forma que um deles estava sempre a frente, outro fechando o grupo, e os outros dois acompanhando o pessoal.

    Chegamos ao local do primeiro pernoite ao entardecer. Não havia local para banho, e os banheiros também não eram dos mais limpos. Muitas barracas espalhadas por vários pontos. No momento da chegada, o pessoal já deixa as coisas na barraca e se reune para uma rápida "merenda", antes da "sena". No jantar, interagimos um pouco mais com nossos companheiros de trilha, e depois seguimos para a barraca para dormir, pois o dia foi cansativo e o segundo dia seria ainda mais puxado.

  9. 25.03.2012

     

    Acordamos cedo para o tour pelo Vale Sagrado. Tomamos café da manhã no hostel, bastante simples, mas suficiente para o desjejum.

    Encontramos o microonibus no local combinado e embarcamos para o passeio. No onibus, turistas de diversos paises e, como esperado, alguns brasileiros: dois casais e um rapaz, além de nós. O guia, Orlando, bastante descontraido e com boas informações. O idioma espanhol não impôs dificuldades para entendimento, muito tranquilo.

    A saída de Cuzco inicia-se com subida, passando pelos sítios arqueológicos (sem paradas) ao longo do percurso: Sacsayhuamán e Q'enqo, sendo possível uma visão limitada a partir da estrada. O percurso é um pouco longo, e o guia aproveita para contar um pouco da história da civilização Inca. Depois da subida inicial, passando a 3865 metros de altitude, inicia-se uma descida no sentido do vale do rio Urubamba.

    A primeira parada foi em Pisaq, onde a primeira atividade incluiu a visita a área de lapidação de pedras de uma fábrica de artesanato. Depois continuamos na famosa feira de Pisaq, onde ficamos por 40 minutos. Muita coisa interessante, mas, pelo pouco que vimos, os preços são mais caros que os praticados na feira de Cuzco. As vielas de Pisaq são pavimentadas, com um sistema de drenagem central de água da chuva, e algumas figuras desenhadas com pedras.

    Da feira, seguimos para o sitio arqueologico de Pisaq, onde permanecemos por 1 hora. É um sítio bastante grande, com diversas plataformas de plantio e duas áreas de ruinas de construções, mas devido ao limitado tempo, só foi possivel visitar uma delas. Na saida, compramos "Choclo" com queijo (s/ 2,5), com grãos enormes e bem claros.

    Para acessar os sítios arqueologicos, é preciso adquirir o Boleto Turistico. Existem 4 tipos de Boletos, sendo 3 para visitar áreas distintas e 1, mais caro, que dá direito a entrada em todas as áreas cobertas pelos outros 3. Adquirimos o Boleto com o próprio guia (s/ 70 cada), apenas para visitar os sítios do tour.

    Quando compramos o pacote, no dia anterior, optamos por não incluir o almoço, por considerar que teriamos mais liberdade em escolher o local quando estivessemos em Urubamba, onde almoçamos. Não foi bem assim, o onibus já deixava as pessoas em locais específicos, e precisamos escolher um deles para almoçar. Acabamos pagando mais caro (se comprado com o tour, sairia a s/ 25, sem o tour pagamos s/ 35 no El Maizal), mas com uma comida muito boa, incluindo Seviche, comida típico de frutos do mar no Peru.

    Após o almoço, seguimos para Ollantaytambo. Conhecida como Ollanta, é de lá que, atualmente, partem os trens até Aguas Calientes, ponto de partida para visita a Machu Picchu. O sítio de Ollanta é bastante interessante e praticamente dentro da cidade. Nessa parada, onde permanecemos por 1 hora, o guia expôs bastante a história incaica. As montanhas ao redor de Ollanta, no vale do Urubamba, são muito bonitas, e com vários indícios e ruinas da civilização Inca. O recorte das pedras chama a atenção pela perfeição.

    Após Ollanta, seguimos de volta para Cuzco, com uma parada prevista para uma vila chamada Chinchero. Nessa vila, fomos conduzidos a um conjunto de casas, logo na entrada, denominado Balcon del Inka. Lá, assistimos uma apresentação interessante sobre tratamento e tingimento de lãs de lhamas e Vicunhas. As mulheres ficam vestidas a carater, contam passo a passo o processo, passam pedaços de lã bruta e tratada entre os turistas e ainda distribuem um pouco de chá de coca. Com direita até a um coro e algumas piadas para descontrair. Depois nos levam para a área onde oferecem os produtos fabricados para os visitantes. Nessa área, também tiramos fotos com uma Lhama que estava amarrada na entrada e com um garoto, chamado Chino, que ficava abraçando todos os turistas para brincar com ele.

    Após Chinchero, já no cair da tarde, retornamos a Cuzco, chegando as 18:45. Voltamos ao hostel, onde nos encontramos com Luz e Helio, preposta da agencia e guia, respectivamente. Helio nos fez uma breve introdução da trilha Inca, dia a dia, e passou diversas informações sobre o percurso. Acertamos que um guia nos encontraria na porta do hostel no dia seguinte pela manhã.

    Fiz o pagamento da segunda parcela a Luz, porém a mesma não tinha troco. Seguimos então até a agencia, no inicio da avenida El Sol, onde pude receber o troco. Aproveitei para ir ao mercado e fazer compras para a trilha e também para lancharmos a noite, no proprio hostel.

    Retornando ao hostel, fiz a reserva de mais uma noite, pois chegariamos de Machu Picchu somente na noite de quinta, permanecendo em Cuzco ainda até a noite de sexta, quando então tomariamos o onibus para Puno. Reservamos um quarto de casal, com banheiro privativo (s/ 90).

    Depois de um dia cansativo, preparamos as coisas para a trilha e fomos dormir cedo, pois no dia seguinte iniciariamos a trilha Inca Clássica, com 4 dias de caminhada.

  10. 24.03.2012

     

    Após menos de 24 horas em Lima, seguimos para Cuzco. Acordamos cedo, ligamos para o mesmo taxista que havia nos trazido do Aeroporto até Miraflores, e seguimos de volta. No aeroporto, tudo muito tranquilo também, pois chegamos com bastante antecedencia para o caso de algum contratempo. O voo para Cuzco foi bastante tranquilo. Para esse voo, também conseguimos passagens relativamente baratas, US$ 60,00 por pessoa, pela Taca. Voamos de Embraer E190, avião muito confortavel, fabricado no Brasil. Quando vimos o avião da Starperu no aeroporto, concluimos que a Taca valia muito mais a pena, mesmo que fosse bem mais cara.

    A chegada no aeroporto de Cuzco é tensa, pois a cidade é cercada por montanhas e o avião faz uma curva bastante fechada antes de pousar. E o que dizem é que todos os voos são pela manhã porque a tarde o vento pode causar surpresas. Realmente, não haviam opções de voo para a parte da tarde. Mas fizemos um voo e um pouso bastante tranquilo, apesar de um leve chuvisco na chegada.

    Os efeitos da altitude não são sentidos logo que se chega. A principio, tudo parece normal, não há diferença alguma em relação ao nível do mar.

    Saimos na area de retirada de bagagem do aeroporto e uma surpresa: os carrinhos para transporte de malas ficam com porteadores, e não liberados para uso dos passageiros. Como estavamos com mochilas, isso não foi problema. Ao solicitarmos um taxi, o valor proposto foi de s/ 20, porém negociamos com um dos taxistas em s/ 15. Já dentro da cidade, uma suposta batida em uma van deu inicio a uma briga com o nosso taxista. O motorista da van desceu e veio discutor com o taxista, dizendo que o mesmo havia colidido com ele e feito um pequeno dano. Em nenhum momento sentimos que o carro havia batido. Mesmo assim, o motorista da van ficou xingando e exigiu que o taxista lhe entregasse um cartão para que o contactasse posteriormente. Chegando ao Hostel, decidimos pagar os s/ 20 solicitados inicialmente, pois ficamos com pena do taxista.

    Fomos primeiramente ao Hostel Pariwana, da mesma rede que nos hospedamos em Lima, mas estava lotado. Seguimos então para o Pirwa Colonial, também com ótima localização e bom custo x benefício. Não conseguimos um quarto com banheiro, mas ficamos em um quarto privativo de casal, sem banheiro (diária a s/ 75), já que ficariamos apenas duas noites antes de partir para a trilha Inca.

    Após definirmos a hospedagem e um chá de coca na recepção do hostel, fomos atrás do almoço do dia. Muitos não recomendam almoçar nas primeiras horas na altitude, mas como não estavamos sentindo qualquer efeito colateral e tinhamos fome, resolvemos arriscar. Encontramos um restaurante bem simples que oferecia Menu Turistico, incluindo um suco, a s/ 10. A entrada foi sopa, seguida do prato principal, que incluia uma carne. Não gostei muito da comida, e dispensamos o suco. Mais tarde, descobririamos outros restaurantes bem melhores e por um valor tão em conta quanto aquele.

    Após o almoço, até mesmo para aclimatação, decidimos seguir, a pé, até a rodoviária, descendo toda a avenida El Sol. A intenção era já verificar qual a viação tomariamos sentido Puno, alguns dias a frente. Evidentemente, passamos primeiramente pela praça principal da cidade, que estava em nossa rota. Chegamos na rodoviária com facilidade, e fomos buscar nossas opções, onde descobrimos que só era possível adquirir a passagem com antecedencia máxima de um dia. Na rodoviária, a Renata sentiu o primeiro efeito da altitude: passou mal do estomago.

    Na volta da rodoviária, decidimos passar pela famosa feira de artesanato existente ao final da avenida El Sol. A feira é bastante grande, com muitas opções para quem quer comprar lembranças para si ou para presentear. Compramos 2 Choulos (s/ 7,5 cada) para levar na trilha Inca. Deixamos os presentes para comprar no último dia em Cuzco. Aproveitamos para tomar um chá de coca e também compramos algumas balas de coca.

    Após a feira, decidimos tomar um onibus para agilizar a subida da avenida. Saltamos então quase chegando ao centro, para trocar mais alguns dolares (US$ 250 a cotação de s/ 2,66), passagem rápida pelo mercado para comprar água e outros mantimentos, e também fechar o passeio para o Vale Sagrado (s/ 35 por pessoa, sem almoço) no dia seguinte, aproveitando a aclimatação antes da trilha Inca.

    Voltamos ao hostel para banho e ligeiro descanso, e saimos para ver Cuzco a noite e jantar.

    Nos dirigimos a uma das indicações encontradas na internet (Haylly), onde comemos muito bem e tomamos uma cuzqueña por um valor bem em conta (s/ 22 para duas pessoas). Depois, uma volta pela região central de Cuzco, com suas vielas e pedras bem encaixadas, e então de volta ao hostel para descanso.

  11. 23.03.2012

     

    Depois de uma noite desconfortavel no aeroporto, por volta de 4:00 já seguimos para o guiche da TAM, onde deixamos as bagagens, as quais seriam despachadas diretamente para Lima. Passamos pela imigração ainda em BH, uma vez que o voo que tomariamos até SP seguiria para Buenos Aires apos a escala. O voo saiu no horario, por volta de 6:05, e chegamos em SP por volta de 7:15. No aeroporto de Guarulhos pudemos apreciar, ainda dentro do avião, um exemplar do A380, a maior aeronave de passageiros em operaçãp no mundo, atualmente. Apos breve espera, lá pelas 8:30 partimos em direção a Lima. Foram pouco mais de 5 horas de viagem. O tempo estava bastante fechando durante o percurso, mas por sorte houve uma janela sobre La Paz e foi possivel avistar a cidade, além do Ilimani e parte do lago Titicaca. Foi uma visão surpreendente e, mais tarde, dadas as condições climáticas, se comprovou como a única aparição do imponente Illimani para nós, mesmo tendo passado alguns dias em La Paz.

    A chegada a Lima foi uma atração a parte, pois a aeronave sobrevoa o Pacífico para fazer a volta e pousar no aeroporto, ao norte da cidade. Foi uma primeira visão do Pacífico pra ficar na memória.

    Chegando ao aeroporto, passamos pela imigração e alfandega, sem maiores problemas. Trocamos apenas dinheiro suficiente para chegarmos a Miraflores (20kms do Aeroporto) e comer alguma coisa (US$ 50 a cotação de s/ 2,55). Enquanto cambiavamos, um taxista já se ofereceu para nos levar. A desconfiança inicial sempre existe, mas depois de acertarmos o valor (s/ 50), aceitamos o serviço. No fim, ele se mostrou bastante atencioso, seguiu nos contando sobre a cidade e passou a beira mar para um rápido tour. Como já haviamos lido em alguns relatos, Lima é uma cidade frequentemente cinzenta, e foi o que se apresentou. Pegamos seu cartão para um contato no dia seguinte, quando retornariamos ao aeroporto para tomar o voo para Cuzco.

    Interessante em Lima é verificar que, apesar de estar a beira mar, o desnivel entre a cidade e o mar é relativamente grande, dadas as falesias que circundam a região litoranea.

    A cidade de cerca de 9 milhões de habitantes é bastante plana. O bairro de Miraflores exibe belos edificios, sendo abrigo de pessoas de classe mais alta. Tem ruas largas, arborizadas e bastante movimentadas. Lá, nos hospedamos no Pariwana Hostel, muito bem localizado, em frente a um parque e bastante proximo a área com agito noturno. Ficamos em um quarto duplo, com banheiro (diaria a s/ 98). Também relativamente próximo ao Shopping Larcomar e com bastante movimento de transporte público na própria avenida do Hostel.

    Depois de trocarmos um pouco mais de dinheiro (US$ 200 a cotação de 2,655), com melhor cotação que no aeroporto, fomos almoçar. Saimos procurando a (provavel) melhor opção para nossa primeira refeição no Peru. Acabamos optando por um restaurante de comida chinesa (China Wok), estilo fast food, por ainda estar com receio de experimentar a comida peruana. Já aproveitamos para experimentar a famosa Inka Cola, bem doce mas saborosa.

    Passamos no hostel para perguntar como chegar ao centro e decidimos tomar o transporte publico ali mesmo, pouco a frente. Andar de transporte publico em Lima foi uma grata experiencia. Saindo de Miraflores em direção ao centro, basicamente se segue por uma única via, a Avenida Arequipa. Os (micro) onibus do transporte publico peruano são antigos. O cobrador praticamente convida todos as pessoas que aguardam para entrar, quase individualmente. Eles não cobram imediatamente ao entrar no onibus. Depois de um tempo, o cobrador sacode um punhado de moedas na mão e, ai sim, as pessoas passam a pagar as passagens. O controle é baseado numa certa confiança e observação do trocador.

    Chegando ao centro, desembarcamos e seguimos um roteiro a pé, sugerido no guia. Passamos por algumas igrejas e ruas, e seguimos para a Plaza de Armas. O entorno da praça é bem bonito, as construções tem restauração recente. Foi uma visita rápida, sem adentrar qualquer construção, não tinhamos muito tempo e queriamos assistir ao por do sol no oceano.

    Após retornarmos do centro, no fim da tarde, seguimos direto para o Shopping Larcomar, de onde foi possivel assistir nosso primeiro por do sol no Pacífico.

    O Shopping é uma construção bastante interessante, pois ele se posiciona abaixo no nível da rua, com seus pisos adentrando a falesia. O topo, ponto turistico bastante frequentado, se forma uma bela praça e observatório. Após o por do sol, fomos conhecer o shopping e comer alguma coisa. Na volta, ainda passamos em um supermercado e compramos um pote de sorvete de Lucuma.

    Voltamos ao Hostel, tomamos o sorvete, banho e saimos um pouco para conhecer a noite em Miraflores. Depois de uma volta rápida em torno do parque Kennedy, onde existem alguns bares e restaurantes, encontramos um rua (Calle de las Pizzas) que aparentava ser o ponto de maior movimento. Sentamos em um bar (The Old Pub) e experimentamos o famoso Pisco Sour Peruano (s/ 16), bebida bastante saborosa. Não ficamos muito tempo, pois o dia havia sido cansativo e no dia seguinte começariamos cedo nosso deslocamento.

  12. 22.03.2012

     

    Embora a viagem em si começasse apenas no dia 23, no dia 22 já precisamos nos deslocar para BH, pois o voo até SP sairia as 6:02, e se fossemos viajar no mesmo dia, de carro, teriamos que sair de madrugada em plena sexta. Como a intenção era ser totalmente independente, optamos por sair de onibus (Teixeira), de Divinópolis para BH, as 21:30. Chegamos em BH as 23:30 e as 0:15 seguimos para o Aeroporto Internacional de Confins, onde chegamos por volta de 1:00. Esse aeroporto é bastante desconfortavel para dormir, e teriamos que aguardar até cerca de 4:30 para entregar as bagagens, uma vez que o check-in já tinha sido feito pela internet.

    Nossa passagem aerea BH x SP x Lima foi um achado: trocamos 4000 pontos da TAM para cada um, promoção dificil de encontrar até mesmo para voos dentro do Brasil.

  13. Eu e minha namorada fizemos um mochilão em 2012, meses de março e abril, totalizando 25 dias em 3 paises: Peru, Bolivia e Chile. Demorei um pouco pra fazer o relato (e nem está totalmente pronto ainda), mas vou publicando aqui a medida que for terminando (e aproveitando para reviver essa ótima experiência). Vou publicar dia a dia, acho que fica mais fácil pra assimilar.

    Pesquisamos bastante no Mochileiros.com antes de viajar, para montar o roteiro e escolher o que visitar (e o que não visitar), dentro de nossas possibilidades. Foi uma viagem de baixo custo, mas com muita atividade. Fizemos a trilha Inca Classica até Machu Picchu, visitamos a Isla del Sol, subimos o Cerro Chalcataya, descemos de bicicleta pela Estrada da Morte, cruzamos a região de Uyuni e Sud Lipez em 4x4, além de outros passeios em cada parada.

    Montamos uma planilha antes de viajar, com o planejamento, e revisamos a mesmo após a viagem, para servir de referência para outras pessoas. Nesse primeiro post, envio a planilha: Roteiro_Peru_Bol_Chi_pos.xls

  14. Boa tarde!

     

    Estou com algumas ideias de roteiro e gostaria de ajuda para definição da parte que envolve Copacana e Puno.

     

    Minha idéia é sair de Cusco a noite, chegar em Puno bem cedo, visitar Uros na parte da manhã, fazer algumas compras e então tomar o onibus para Copacabana a tarde, no mesmo dia. Chegando em Copacabana, tenho duas idéias e queria opiniões:

     

    1) Chegar em Copacabana no fim da tarde, dormir na cidade, ir cedo de barco para a ilha do sol, fazer a travessia Norte - Sul (ou vice-versa) por trilha, pegar o barco de volta para Copacabana e seguir para La Paz.

    Duvida: É possivel fazer a travessia e seguir para La Paz no mesmo dia?

     

    2) Chegar em Copacabana no fim da tarde, pegar o barco para a ilha do sol, dormir na ilha, fazer a travessia Norte - Sul (ou vice-versa) por trilha, pegar o barco de volta para Copacabana e seguir para La Paz.

    Duvida: Até que horas é possivel conseguir um barco para a ilha do sol?

     

    Qual opção vocês acham mais interessante? Ambas são viaveis?

     

    Desde já agradeço.

  15. Comprei a Ferrino Transalp 75, Azul, por R$ 360,00 a vista, na AS Divers, no Rio. As primeiras impressões são de uma mochila leve, resistente, com boas divisões. O sistema de ajuste das alças é interessante, com ajuste de altura bem simples. Ela possui uma placa de material plastico nas costas, e apenas uma barra central, cuja parte superior fica exposta. A principio, achei a distribuição de peso boa, mas não cheguei a colocar muita carga. Senti fala de fitas laterais de compressão e bolsos laterais retrateis. Os testes pra valer serão feitos em outubro desse ano, numa viagem para a Europa, e fevereiro do ano que vem, na trilha para o Roraima.

  16. [info]Tópico criado para discussão de assuntos sobre mochilas da marca FERRINO.

    http://www.ferrino.it/[/info]

    Pessoal, boa noite!

     

    Alguém tem ou já teve mochilas Ferrino?

    Estou interessado nos modelos Overland 60 + 10 e Transalp 75, e gostaria de conhecer a qualidade das mesmas, vantagens e desvantagens, entre outras informações. Agradeço antecipadamente qualquer colaboração. ::Cold::

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