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Detog

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Sobre Detog

  • Data de Nascimento 01-07-1980

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    Trabalho com Finanças.

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  1. Olá galera, encontrei várias informações sobre Bogotá e Cartagena antes de viajar para Colômbia, de Santa Marta nem tanto. Vou postar aqui algumas informações uteis e o relato da viagem em família que fizemos em Agosto de 2015. Espero que seja útil e de boa leitura para quem se interesse. Bogotá – Fica a mais de 2.600 metros de altitude e por isso o clima é ameno o ano todo. É uma capital bem organizada, limpa, com calçadas largas e ciclovias bem feitas (adorei essa parte). O transito é chato como em toda capital. A maioria dos prédios tem a fachada de tijolinho vermelho. Ficamos hospedados na Zona Norte, uma região nobre com bons restaurantes, mas longe do centro e dos principais pontos turísticos. As ruas têm números ao invés de nomes, é fácil se localizar. Ficamos três dias, poderia ter ficado um dia a mais para conhecer a Catedral de Sal em Zipaquirá ou talvez a Laguna de Guatavita, que são mais longes da cidade. Deve-se visitar principalmente o Monserrate, La Candelária e Centro Histórico. Cartagena – Faz muito calor o ano todo e é um choque para quem vem do friozinho de Bogotá. É uma cidade com um conteúdo histórico muito rico e se parece com as capitais do Nordeste do Brasil. A melhor parte é andar pelas ruas dentro da cidade amuralhada, com casas coloniais de arquitetura espanhola e muitos jardins nos terraços. Ficamos no bairro de Bocagrande, um bairro cheio de prédios modernos e comércio forte. A praia não é bonita, e se quiser conhecer uma praia com cor de caribe é necessário fazer um passeio de barco até Ilhas do Rosário ou Playa Blanca. Também se deve visitar o Castelo de San Filipe de Barajas e o Mirante de La Popa. O forte calor e a abordagem de muitos vendedores ambulantes incomodam um pouco. Santa Marta – Não é um destino muito procurado pelos brasileiros, que normalmente vão pra San Andres depois de Cartagena. Conhecemos o centro de Santa Marta e não achei nada demais. A praia da cidade tem uma orla melhor que a de Cartagena e só, não achei muito interessante. O legal de Santa Marta é que tem várias praias próximas para se conhecer, com destaque para as praias dentro do Parque Tairona, acho que as melhores são a Praia Cristal e Cabo San Juan, é necessário fazer trilha ou pegar uma lancha para chegar até as praias e não dá pra ver tudo no mesmo dia. Tem também a Playa Blanca e Baía de Taganga, que ficam fora do Parque Tairona e também são muito bonitas. Ficamos num Hotel Resort longe da cidade, pois meu filho e esposa queriam conforto, piscina e sossego. Valeu a pena. Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2015 Fomos pra Colômbia num voo da Avianca que saiu de madrugada e nos custou US$ 355 por adulto e mais US$ 307 do Tadeu. A surpresa foi por conta das taxas aeroportuárias da Colômbia, US$ 208 por pessoa. Só conseguimos marcar a viagem de última hora, pois a relação tempo e dinheiro estavam difíceis, conseguimos fechar um negócio a tempo da Vivi, grávida de cinco meses, ainda poder viajar de avião. O pai dela nos levou no aeroporto de Guarulhos e fizemos o embarque numa boa. A aeronave tinha um problema e demoramos uma hora a mais para sair, chegamos em Bogotá de manhã com meia-hora de atraso. Na chegada percebemos que era uma cidade muito plana, apesar de ficar a mais de 2.600 metros de altitude. Pegamos nossas malas, troquei alguns dólares no aeroporto e pegamos um táxi até o Hotel Dann Norte (US$ 84/dia). O taxista nos cobrou 35.000 COP (R$44), cerca de 7.000COP (R$ 10) a mais porque ainda não conhecíamos o sistema de taxímetro deles, que é tabelado, mas tudo bem, pois não achei caro. Como era de manhã e não tínhamos quarto disponível, deixamos as malas no hotel e fomos dar um rolê. A cidade de Bogotá tem avenidas largas com boas ciclovias e muita gente andando de bicicleta, eu como sou ciclista adorei! Fomos até o parque da 93, uma área nobre com uma praça bonita com uns brinquedos legais e restaurantes ao redor. O Tadeuzinho ficou nos brinquedos com a Vivi enquanto eu fui dar uma volta pelo quarteirão. Trocamos mais dólares em um centro comercial próximo a 93 onde tinha umas dez casas de cambio. Troquei na primeira e me ferrei, pois as do segundo andar tinham taxas melhores. Almoçamos no Mc Donalds 28.000COP (R$36) e voltamos para o hotel pouco depois de meio-dia. Tivemos que esperar um pouco na recepção até nosso quarto ficar pronto. Depois tomamos um banho e descansamos um pouco. No final de tarde fomos até o bairro de Usaquen, mais ao Norte, onde tem uma feira, um centro comercial bacana e alguns restaurantes. Chegando lá o Tadeu dormiu e não tínhamos como nos locomover. A Vivi sentou com ele no colo na pracinha e eu tirei umas fotos. Tomamos um café num restaurante que dava pra deitar ele num banco estofado. Depois acordou cheio de energia querendo apostar corrida em todas as rampas e escadas. Fomos até o centro comercial, a entrada fica numa estação antiga e o restante é moderno. O legal é só a parte velha. Depois jantamos no Archies, um restaurante de rede que gostei, comemos pizza, vinho e suco 66.000COP (R$ 82). O Tadeu gostou, pois a moça levou ele para fazer um biscoito doce, que depois ele comeu com muito gosto. Quinta-Feira, 06 de Agosto de 2015 Tiramos esse dia para conhecer o centro histórico, a região da Candelária e o Monserrate, que são os principais pontos turísticos de Bogotá. Optamos por ir ao centro pelo Transmilênio, um sistema de ônibus por corredores com paradas em estações que funciona bem. Andamos por dez minutos antes de chegar á estação, compramos um cartão (1.800 COP / ou 2,25 R$ pessoa) e tomamos o ônibus em direção ao centro. É um evento cada vez mais raro ver Dona Viviane andando de busão, ela diz que não, mas reclamou que o ônibus estava cheio e não tinha lugar pra sentar. Chegamos ao centro descendo na Estação de Águas Claras, um lugar parecido com a Praça da Sé. Descemos uma rua de pedestres bonita com uma fonte do lado esquerdo e um corredor exclusivo para ônibus ao lado direito. Paramos numa praça que tinha todo tipo de desocupado. Até pensei em tirar uma foto, mas achei que não era uma boa ideia. Entramos na bela Catedral de São Francisco e depois fomos ao Museu do Oro, que fica em frente. O Museu do Oro é um dos mais legais e conhecidos da Colômbia e vale a visita (6.000COP/ R$7,5). São três andares com exposições que mostram vários objetos em ouro, cobre e prata feitos pelas populações andinas que viviam aqui desde antes da chegada dos espanhóis. O Tadeuzinho não se interessou muito pelas obras e ficou brincando no celular, depois pediu para ir embora. Depois do Museu do Oro entramos numa feira com artesanatos típicos, e depois fomos pela Carreira Sete em direção aos prédios públicos. Paramos na Praça Bolívar, onde ficam o Congresso, Palácio de Justiça e outros prédios importantes, além de muitos pombos, que o Tadeuzinho adorou correr atrás. Depois da Praça Bolívar fica o Palácio de Nariño, sede do governo colombiano. Não foi tão legal porque era uma rua fechada onde não podia subir na calçada e os guardas ficavam te olhando. Deixamos a região do centro histórico e tomamos um taxi até o Monserrate. A entrada custa 17.000COP (22R$) e crianças com mais de um metro pagam inteira. O Tadeu tinha 1,02 mts, mas não pagou e ninguém falou nada. Subimos num teleférico que cabem umas quarenta pessoas até o topo, cerca de 500 metros acima da cidade. Lá do alto é possível ver toda a cidade de Bogotá. É muito legal ver como a cidade fica numa região plana ao lado da cadeia de montanhas, vê-se os bairros de La Candelária, Centro, Macarena, Chapineiro, Zona Norte, além do aeroporto e alguns parques. Lá em cima tem uma igreja, uma feirinha de artesanato e alguns restaurantes. Comemos um lanche meia-boca numa lanchonete lá de cima. Na volta o teleférico estava muito cheio e demoramos uns quarenta minutos para voltar. Na volta do Monserrate íamos tomar um táxi até a Candelária, mas como o táxi era luxuoso o taxista queria 12.000COP (R$15), recusamos, pois paga-se 5.000 COP (R$6) num taxi comum. Pegamos um taxi comum e paramos em La Candelária, um bairro histórico com algumas ladeiras, casas antigas, cafés, restaurantes e hostels. A Vivi e o Tadeu estavam cansados e não queriam andar, e o Tadeu queria colo, então deixei os dois num café: Juan Valdez, uma rede com muitas franquias na Colômbia, e fui dar uma volta. O Tadeu comeu um pedaço de bolo de chocolate e ficou muito esperto, correndo e brincando depois do descanso. Descendo as ruas de La Candelária, passamos em frente ao Museu Botero, e entramos. Gostamos muito, é um museu simples, não se paga pra entrar e tem quadros do Botero e suas gordinhas, que o Tadeu adorou. O prédio é legal, em estilo clássico espanhol, e uma fonte no meio do jardim central. Na volta de La Candelária pensamos em pegar o Transmilênio novamente, mas era horário de pico e parecia impossível entrar no ônibus sem ser pisoteado, além disso, eu tinha a companhia de uma mulher grávida que não gosta de andar de coletivo e uma criança cansada, então pegamos um taxi de volta ao hotel. Achei que ia demorar muito devido ao transito de Bogotá, mas até que não. O taxista pegou uma avenida que vai margeando as montanhas ao leste e logo estávamos na Zona Norte, e também não foi caro, apenas 16.000COP (R$ 20). Percebemos que a cidade estava muito agitada, não parecia um final de tarde normal, então descobrimos que era véspera de feriado prolongado, a Batalha de Boyacá, que comemora a independência da Colômbia. Em frente ao hotel, metade da avenida estava fechada para os ciclistas. A Vivi e o Tadeu ficaram no hotel dormindo e eu fui dar uma volta. Quando saí, havia muitas bicicletas na rua, eu nunca tinha visto tantas bicicletas juntas, nem na Estrada Velha de Santos. Verifiquei que tinha uma loja que alugava bicicletas e me programei para pedalar no dia seguinte. Voltei para o hotel, a Vivi e o Tadeu se arrumaram e nós fomos jantar no El Corral, uma rede de restaurantes da Colômbia, a Vivi comeu uma carne de cordeiro e eu comi um hambúrguer mais ou menos, gastamos COP 72.000 (R$90), mas eu não gostei muito, porque a luz acabou durante um tempo e não tinham geradores, e ainda prefiro um hambúrguer do McDonald’s ou Burger Kings que é mais barato e mais gostoso. Sexta-Feira, 07 de Agosto de 2015 Conforme tinha me programado no dia anterior, de manhã fui até a loja perto do hotel onde alugava bicicletas. Várias ruas estavam fechadas para os ciclistas e tinha bastante gente pedalando. O clima era bom, com um pouco de frio e nuvens no céu. A Vivi levou o Tadeu para brincar num pula-pula de um restaurante Archie’s enquanto tomava sorvete, e eu fui alugar minha bike. Paguei 30.000COP (R$ 38) pra ficar com ela a manhã inteira, e me deram uma bike da hora. Combinei com a Vivi dela ir de táxi até o Parque da 93 e eu iria pedalando. Pedalei cerca de 13kms até chegar na 93, não fui direto, desci da calle 116 até a 53 pela carrera 15 e dei uma volta grande até voltar na 100, conhecendo vários bairros da cidade. O fato de ser uma cidade plana ajuda a pedalar, mas os poucos aclives cansam muito, pelo fato de estar a mais de 2.600 metros de altitude. Agora descobri porque o Nairo Quintana é tão bom nas subidas. A Vivi ficou com o Tadeu no parquinho da 93, como era feriado tinha bastante crianças. Ele pediu para andar de bike comigo, mas não tinha cadeirinha de criança, então eu sentei ele de lado no cano e dei uma volta com ele, até uma hora que meu tênis ou o pedal raspou com força no calcanhar dele. Ele chorou bastante, mesmo assim quis andar mais um pouco, mas agora tomando mais cuidado. Na volta pedalei mais uns 13kms, passeando até o final de todas as direções das ciclovias no norte. Entreguei a bike, e Vivi voltou de táxi e fomos almoçar. Almoçamos no Archie’s, pois os preços eram bons e tinha pasta com carne, que eu queria, pagamos cerca de 110.000 COP (138R$) e saí de lá satisfeito e com a barriga cheia. Passamos no hotel apenas para pegar as malas que tinham ficado na recepção e depois pegamos um táxi até o aeroporto, por 27.000COP (R$34). No aeroporto a moça do balcão se confundiu e queria nos cobrar 70.000COP (R$88) por excesso de peso. Isso é o que dá viajar com uma mala gigante ao invés de duas médias. Felizmente não precisamos pagar, pois não era um voo doméstico. A companhia considerou como continuação do voo internacional que fizemos á dois dias atrás. Fomos para Cartagena num voo de 1,30hs. Ao viajar de Bogotá para Cartagena, a impressão é de sair do ar-condicionado e entrar num forno, mudamos radicalmente de ambiente: um puta de um calor, música na rua, vento no rosto, muitos turistas, uma bagunça. Na saída do aeroporto, o taxi é tabelado, e você já entra sabendo quanto vai pagar (20.000COP/R$25). Fomos para o Hotel Millenium no bairro de Bocagrande, (US$129/dia). O pessoal do staff era meio lento e demoraram pra fazer o nosso check in. Fomos jantar e a Vivi queria ver a orla, na rua de trás do hotel, na volta da praia rolou uma ventania que nunca tinha visto, com galhos de arvore e cadeiras voando, e tivemos que nos esconder no hall de outro hotel. A ventania passou rapidamente e fomos comer um cachorro quente num bar ao lado do hotel, gastamos 33.000COP (R$ 40), com batata frita e refrigerante, o dogão era gostoso e tinha varias opções de salsichas. Sábado, 08 de Agosto de 2015 Pegamos o primeiro dia para passear dentro da cidade amuralhada. Antes disso a Vivi quis conhecer a praia de Bocagrande, encontramos uma praia feia, sem orla, calçadas com entulho, areia preta e muitos ambulantes, tudo isso debaixo de um sol escaldante e com um transito chato pra caramba. Ficamos pouco tempo, pegamos um taxi e fomos para dentro da muralha, os taxis cobram 6.000COP (R$ por esse trecho. A cidade dentro da muralha é realmente muito bonita. Casas coloniais espanholas, com varandas de madeiras, floridas, de cores diferentes, um lugar encantador. O taxista nos deixou na Praça de Santo Domingo, onde tinha uns restaurantes, andamos um pouco e paramos numa praça arborizada, onde compramos água e um picolé. Entramos no Museu do Oro de Zenu, parecido com o Museu do Oro de Bogotá, mas muito menor. O Tadeu adorou, não sei por que, talvez pela sombra. Andamos bastante dentro da cidade. Compramos algumas bugigangas numa loja de artesanato, onde o Tadeu sentou-se num burrinho pra tirar foto. De vez em quando ele cansava e pedia cacunda, daí eu cansava e descia ele pra andar um pouco. Almoçamos no Subway por 30.000COP (R$38), e não dava vontade de sair de lá de dentro, por causa do ar-condicionado. Fomos até a Praça do Relógio, onde compramos um pacote por 50.000COP por adulto (R$63) para andar de barco no dia seguinte até Ilhas do Rosário e Playa Blanca. Depois fomos até a muralha de frente ao mar. Eu e o Tadeu subimos as escadinhas e andamos por cima da muralha. No centro da muralha tem janelas grandes que fazem sombra, onde os nativos ficam descansando, namorando ou dormindo. Voltamos para a cidade, a Vivi estava cansada e parou pra tomar um café com o Tadeu. Eu fui dar mais uma volta sozinho. Passei no Palácio da Inquisição e fomos para a Praça de San Pedro Claver, onde tem uma igreja muito da hora que estava fechada. Era uma praça legal, e subimos um mirante em cima da muralha que dava pra ver o lado externo da cidade, de frente para o porto, nada demais. Voltamos para o hotel porque o Tadeu estava cansado de andar na cidade e queria curtir a piscina. Criança não gosta de ver arquitetura. A piscina do hotel tinha uma parte coberta e outra descoberta, mas não dava pra usar a parte descoberta porque havia uma construção do lado do hotel e tinha bastante resto de concreto dentro da piscina, mas podíamos usar a parte coberta, então brinquei bastante com ele na água. No começo da noite voltamos para a cidade amuralhada para jantar. Era sábado à noite e a cidade estava em festa. Tinha transito, mas logo pedimos para o taxista nos deixar em frente á cidade e fomos o resto andando. Sentamos num restaurante na Praça de Santo Domingo, havia um casamento em frente á igreja, tinha gente dançando músicas típicas colombianas. Comemos uma pizza e tomei cerveja, mas o calor era muito forte e a cerveja não estava gelada, então tomei água mesmo. Gastamos 68.000COP (R$85). Depois o Tadeu ficou muito cansado e não deu pra continuar de rolê. Tive que andar com ele no colo um pouco, pegamos um táxi e ele chegou no hotel dormindo. Domingo, 09 de Agosto de 2015 Hoje tivemos que acordar cedo para fazer o passeio de barco até Ilhas do Rosário e Playa Blanca. O passeio estava marcado para ás 8 horas, mas saímos do porto cerca de 40 minutos depois. Pagasse uma taxa de 13.500 COP por adulto (R$17) para entrar no porto. Nosso barco era grande, mas era um dos mais lentos, pois a Vivi não pode ir nas lanchas rápidas por causa da barriga. Seria melhor ter ido somente á Playa Blanca de ônibus, como nos foi oferecido primeiramente, pois seria mais rápido, mais barato e aproveitaríamos mais tempo na praia, mas infelizmente não sabíamos. O barco partiu de Cartagena, deixando os prédios de Bocagrande pra trás e entrando num estuário. Demorou duas horas pra chegar nas Ilhas do Rosário, eu olhava para as ilhas, voltava pra dentro do barco e tinha a impressão de que as ilhas continuavam sempre do mesmo tamanho. As ilhas do Rosário não têm praia, e nosso passeio era apenas para conhecer o Aquário, no qual pagasse entrada de 25.000COP (R$31) por adulto e 20.000COP por criança (R$25). Eu queria entrar um pouco naquela água clarinha, mas não tinha onde. De qualquer forma, gostei do aquário. Vimos arraias, tubarões, peixes grandes, meros, tartarugas, etc. A melhor parte é o show de alimentação dos peixes, com destaque para o tanque dos tubarões, onde todos os tubarões subiram em cima de um deck onde estava o instrutor para ganhar os peixes. Depois vêm a melhor parte, o show com os golfinhos, eles são realmente muito inteligentes, meu menino adorou e bateu palmas. Saímos do aquário sem tempo pra nada e voltamos para o barco, daí ficamos mais 1:30hs dentro do barco até a Playa Blanca. Descemos na Playa Blanca onde tínhamos um almoço na faixa, era um almoço simples, com pescado, arroz, banana frita, salada e suco, servido num restaurante atrás da praia. Infelizmente, no caminho entre a praia e o restaurante havia muito lixo e sujeira. Uma lagoa que podia ser bonita cheia de sacolas plásticas, garrafas, embalagens, etc. Almoçamos rápido e fomos curtir a praia, com água azul e areia clarinha, como era Domingo a praia estava muito cheia e não dava pra curtir numa boa. Tinha muita gente e faltava espaço na areia e dentro d’água. A Vivi ficou com o Tadeu brincando na água e eu fui dar uma volta. Tive a impressão de que eles ficaram no canto mais cheio da praia. Eu voltei e chamei os dois para um local que tinha menos gente. Ficamos lá por um tempo mais sossegados, mas logo o barqueiro passou chamando todo mundo de volta. Queria ter ficado um pouco mais. Na volta, mais 1:30hs até Cartagena. O tempo gasto no barco foi ocioso de mais e não indico esse passeio em barco lento, apenas em lancha rápida. Até que toca uma música colombiana, salsa e cumbia. É legal e lembra um pouco o axé da Bahia, mas ninguém é tão animado como os baianos de Porto Seguro. Voltamos para o hotel com o Tadeu roncando no meu colo, quando chegamos ele acordou e ainda teve pique pra pular na piscina. Brinquei com ele um pouco na água, mas já estava ficando de noite. Tomamos banho e decidimos comer em algum lugar perto do hotel mesmo. Não vimos nenhum restaurante que nos agradasse muito, então resolvemos gastar pouco dinheiro e comemos num Burger King, gastei 36.000COP (R$45) e na volta passamos no mercadinho pra comprar frutas, iogurte e suco. Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2015 Eu acordei bem cedo e fui dar um rolê sozinho pela orla de Bocagrande. É um bairro com muitos prédios modernos que fica numa região privilegiada de Cartagena, cercada de águas por todos os lados. De frente tem a praia e no fundo tem uma baía com o porto. Andei sete quilômetros em 1:30hs e tirei umas fotos na praia, no El Laguito e em parte da orla que tinha calçamento. O legal em sair sozinho e de manhã é que nenhum ambulante me ofereceu nada. Quando você está com criança e mulher, fica mais vulnerável e torna-se um alvo fácil. Voltei para o hotel, tomamos café e fomos conhecer o Convento de La Popa e depois Castelo de San Filipe de Barajas. Combinei o preço de 60.000COP (R$75) com um taxista da frente do hotel, depois parei pra pensar e achei que foi caro, mesmo ele tendo nos esperado em La Popa, pois lá no alto não tem taxi. Pagamos 5.000COP (R$ 6) por adulto para entrar. La Popa é um convento que fica na parte mais alta da cidade e dá pra ter uma vista magnifica de toda Cartagena, com a cidade amuralhada, Getsemani, e Bocagrande ao fundo, e também toda a periferia do outro lado da cidade, com uma lagoa cercada por uma grande comunidade pobre. O interior do convento também é legal, é um prédio com um jardim no meio e uma igreja. Saímos do convento, o taxista nos esperava do lado externo, e nos levou até o Castelo, que não é longe, mas não dá pra descer de a pé. Ele nos deixou em frente o castelo e foi embora. Fazia um sol infernal, então tivemos que nos render á insistência dos ambulantes e comprar três chapéus de sombrero por 10.000COP cada (R$12,5), até porque o castelo é um forte, e só se anda debaixo do sol, a parte interna é muito curta e restrita a pequenos túneis. Como fazia muito calor, o Tadeu cansou rápido e queria cacunda, principalmente na subida. Combinei com ele que daria cacunda na subida, mas no reto ele teria que andar sozinho. Ás vezes eu tento fazer uma competição, vamos ver quem chega primeiro! E assim ele acaba me dando um pouco de descanso. Pagasse 17.000COP (R$21) por adulto pra entrar no castelo. Nem era tão grande quanto eu imaginava. O legal mesmo eram os túneis, porque são mais fresquinhos, e os bangalôs erguidos na parte alta, com sombra e vista para a cidade. Saímos do castelo e fomos andando até um shopping que fica na quadra de trás. Entramos no shopping, trocamos dinheiro, a Vivi comprou umas roupas para a neném que está por vir numa loja que estava em promoção. Gastamos cerca de 46.000COP (R$57) pelo almoço na praça de alimentação. O bom do shopping é o ar condicionado, dá um refresco, pois a cidade é tão quente que, por mais que o passeio seja bonito, chega uma hora que você está exausto por causa do calor. Saímos do shopping e voltamos para o hotel, pois a viagem não é só nossa, é do Tadeu também, e ele queria brincar na piscina. Chegando ao hotel, ficamos um pouco chateados, pois tinham dedetizado o nosso quarto e não podíamos entrar, e também não era possível usar a piscina, que estava em manutenção. Peraí, disse a Vivi, eu paguei pela diária, e não posso entrar no meu quarto e nem usar a piscina? Mas o problema foi logo resolvido, o hotel do outro lado da rua era do mesmo dono e também tinha uma piscina, e o quarto em uma hora já não tinha mais cheiro. Usamos a piscina do hotel na frente, que o Tadeu gostou mais que a do nosso. Esse menino nada como um peixe, e não tem medo de entrar na água, mesmo sabendo que não dá pé pra ele. No final da tarde fomos ao bairro de Getsemani, ao lado da cidade amuralhada, mas chegamos tarde e escureceu muito rápido. Vimos alguns prédios históricos e entramos num parque, mas ficamos pouco tempo. Entramos na cidade amuralhada para jantar, daí o Tadeu ficou cansado e começou a fingir sono pra ganhar colo. Eu estava muito cansado e não aguentava carregar ele por um trajeto muito longo, então paramos num restaurante com pasta, e comemos um macarrão delicioso, gastamos uns 80.000COP (R$100). Na volta ele estava mais esperto e andou um pouco. Pegamos um taxi e voltamos pro hotel. Terça-Feira, 10 de Agosto de 2015 Demos bobeira, pois tínhamos a manhã toda em Cartagena e não sabia mais de nenhum passeio legal pra fazer, ou seja, podia ter ido na Playa Blanca no dia anterior, e fazer La Popa e o Castelo hoje de manhã, mas é fácil ser esperto depois. Quando se chega, não se sabe ao certo quanto tempo leva cada passeio. Tudo bem. Decidimos ir na praia de Bocagrande. Quando chegamos, fomos abordados por centenas de ambulantes, todos oferecendo alguma coisa ou pedindo pelo amor de Deus, fique na minha cadeira. Eles oferecem cadeira de praia, massagem, brincos de bambú, tatuagem de hena, colar de pedras, doce de sei lá o que, e outras bugigangas sem utilidade aparente. Sentamos numas cadeiras á beira mar e eu logo entrei na água. Apesar da areia da praia ser preta, a água é quente, limpa e muito clara. Tomei um banho de mar muito gostoso com o Tadeu, enquanto a Vivi era importunada por todo tipo de vendedor. As piores são as mulheres da massagem, cuidado pra não ser enrolado. Não dava pra ficar na praia, a gente sabe que o pessoal depende do turismo pra sobreviver e somos educados com todos eles, mas eles são muitos e isso acaba aborrecendo. Voltamos pro hotel, tomamos banho e pegamos um taxi até a Berlinas, empresa de ônibus que nos levaria pra Santa Marta. Na saída do hotel, quiseram nos cobrar 70.000COP (R$88) por um seguro hoteleiro que em nenhum momento nos disseram que deveríamos pagar, eu disse que não pagaria e ninguém insistiu. Era um micro-onibus que não sai de um terminal, sai de sua própria garagem. Pagamos 32.000COP por pessoa (R$40) pela passagem até Santa Marta, inclusive o Tadeu, quatro horas de viagem, com parada em Barranquilla, que fica no meio do caminho e é a quarta maior cidade da Colômbia. Não almoçamos nada, apenas compramos frutas e salgadinhos para comer durante a viagem. No caminho, é possível ver um pouco das paisagens e também das comunidades pobres ao longo da estrada. Depois de Barranquilla, passamos por um lugar chamado Cienaga, com um lago grande de um lado e o Oceano Atlântico do outro. Nesse lugar havia casas muito pobres e muito lixo nas ruas. Não fiquei surpreso, também vemos isso no Brasil. O motorista do micro ônibus foi bacana e parou na frente do hotel pra gente, que ficava na rodovia, a quinze quilômetros de Santa Marta. Pegamos um taxi na Rodovia e ele nos levou até o outro lado da pista e entrou no hotel. Dessa vez ficamos num lugar firmeza, o Irotama Resort, com todo conforto e lazer que a Vivi e o Tadeu queriam, paguei US$180 por dia. Nosso quarto era um bangalô numa área com muitas árvores. Ainda deu tempo de pegar uma piscina no final de tarde, ela era bem grande. De noite não quisemos sair, pois a cidade era um pouco longe e estávamos cansados, jantamos uma pizza num restaurante dentro do resort, por 62.000COP (R$78). Quarta-Feira, 11 de Agosto de 2015 A Vivi e o Tadeu queriam passar o dia dentro do Resort e eu queria sair para conhecer as praias no Parque Tairona, rolê que eles não poderiam fazer, pois existem muitas trilhas. O Tadeu não tem disposição para andar e pede colo, e a Vivi está grávida. Acordei cedo e fui dar uma volta sozinho dentro do resort, então entrei na agência de passeios dentro do resort e tinha um grupo indo para o Parque Tairona na Praia Cristal e Neguanje, que era uma das praias que queria conhecer, então voltei correndo para o bangalô, fiz uma mochila e corri para me juntar ao grupo. Depois percebi que não era bem o tipo de passeio que eu queria fazer, pois tinha poucas trilhas nesse rolê. O passeio das trilhas é o que vai para o Aquário, Arrecifes e Cabo San Juan, mas como tinha me decepcionado com o Áquario das Ilhas do Rosário e tinha boas referências da Praia Cristal, peguei esse passeio mesmo. O micro-onibus passa pela rodovia e não chega a entrar em Santa Marta. De um lado fica o parque e do outro fica a Sierra Nevada de Santa Marta, a cadeia de montanhas litorâneas mais alta do mundo. Paguei 70.000COP (R$88) pelo passeio e mais 25.000 COP (R$31) para entrar no parque por ser estrangeiro. Na entrada, nos fazem assistir um filme de uns dez minutos falando sobre o parque. Depois o micro-onibus vai sacudindo todo mundo por uma estradinha cheia de buracos. Paramos num mirante para sacar umas fotos de uma praia muito bonita, depois chegamos á praia de Neguanje, onde ficamos pouquíssimo tempo. Entramos em umas lanchas que nos levaram até a Praia Cristal, essa sim é muito bonita. Águas cristalinas, areias branquinhas e muitos corais, ao redor da praia a vegetação é bem seca. Deixei minha mochila num cantinho e fiquei um tempão dentro d’água, depois cansei de ficar na água e fui tomar uma cerveja. É importante fazer o pedido do almoço bem antes, pois se pedir na hora não tem comida. Eu fui até um restaurante comprar cerveja, mas a guia do nosso tour me chamou a atenção que era para ir no outro restaurante. Só que no restaurante que ela nos levou a cerveja estava quente, então eu preferi ficar no outro. Os restaurantes são bem simples, pobres construções de madeira com cobertura de palha. Antes de almoçar, fiquei bastante tempo na água e dei um rolê bom pela praia. Subi até um mirante para tirar umas fotos mais bonitas. Tinha um espanhol na trilha do mirante com quem conversei um pouco e tiramos fotos um do outro. Meu prato custou 25.000COP (R$31) fora as cervejas que tomei antes por 5.000 COP (R$6) cada. Comi um bifão, com arroz, salada e bananas fritas. As bananas fritas são salgadas e prensadas, são muito gostosas, e nem parece que se está comendo banana. Depois do almoço fiquei de saco cheio e com vontade de ir embora, mas tinha que esperar o fim do passeio. A praia já não tinha mais graça, pois passei muito tempo sozinho no local. Então fiquei descansando debaixo de uma sombra e esperando o horário da volta. Pegamos o micro-onibus na praia de Neguanje e voltamos pro hotel. Cheguei no hotel por volta das 16:30hs e encontrei a Vivi e o Tadeu dentro do quarto prontos para voltar á piscina. Só deixei minha mochila no quarto e fui curtir o fim de tarde na piscina com o Tadeuzinho. Fomos um monte de vezes no tuboagua, brincamos de saltos e tubarão, e depois tomamos sorvete de massa. A Vivi ficou relaxando numa espreguiçadeira. Eu não consigo fazer isso, a menos que esteja com uma cerveja na mão. De noite resolvemos não sair novamente. O Tadeu disse que queria comer pizza de novo, mas eu e a Vivi não. O bom era que o mesmo restaurante de pizza também tinha massas, então nós pedimos uma mini pizza pra ele, e nós dois comemos uma bela pasta. Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2015 Hoje a Vivi e o Tadeu resolveram sair um pouco do hotel. Decidimos conhecer a cidade de Santa Marta e depois ir até a Baía de Taganga, seguindo o conselho de uma família que tínhamos conhecido no passeio de barco de Cartagena. Pegamos a van do hotel que sai ás 9:30, passa em Rodadero, uma região com vários hotéis, e vai até o centro. Santa Marta tem vários balneários e hotéis resort, também tem vilas bem pobres ao redor. Não achei a região do centro interessante. Descemos num lugar de comercio popular com muitas barraquinhas de camelô, ruas estreitas e as casas não eram bonitas. Andamos até chegar na catedral de Santa Marta, que é bonita, mas nada demais. Fomos até a orla da baía. A orla é melhor que a de Cartagena, pois pelo menos tem um calçadão onde é possível caminhar. Fazia muito calor e não tínhamos a intenção de ficar muito tempo no centro de Santa Marta, pois ainda queríamos conhecer as praias, então tomamos um táxi e pedimos que nos levasse até Taganga, poucos quilômetros ao norte. A região de Taganga é uma vila com jeitão meio descolado, até meio hyppie. Nos disseram que era uma praia muito linda, mas achamos uma praia normal. No canto direito de quem olha da rua havia alguns banhistas, e do outro lado era cheio de pequenas embarcações. Assim que chegamos fomos abordados por um barqueiro que nos ofereceu levar até a Praia Grande, em uma ponta da baía, a princípio nós recusamos, pois nossa intenção era de ficar em Taganga, mas a praia não era bonita, e as fotos da Praia Grande pareciam legais, além disso, era apenas cinco minutos de lancha num mar calmo, então decidimos ir. O rolê nos custou apenas 12.000COP (R$15) ida e volta todo mundo. Quando chegamos à Praia Grande o barqueiro nos apresentou para a companheira dele e disse para ficarmos em sua barraca. A Vivi sentou-se nas espreguiçadeiras debaixo da sombra e eu fui para a água com o Tadeu. A praia era bonita sim, não tanto quanto a Praia Cristal, mas a água era clara e dava pra ver vários peixes. Inclusive, compramos um snorkel e o Tadeu usou muito. Eu subi até um mirante para tirar foto da praia, depois almoçamos na barraca e todo o almoço, mais cervejas que bebi antes mais aluguel das cadeiras saiu por 72.000COP (R$90). Ficamos mais um pouco no canto direito da praia, onde tinha mais peixes, até o barqueiro chegar e voltarmos para Taganga. Não entramos na praia em Taganga. Ainda pensávamos em conhecer a Playa Blanca, que ficava no caminho, mas o Tadeu estava bastante cansado e pediu para ir pro Hotel. Também o tempo começou a fechar, então desistimos de conhecer a Playa Blanca. O taxi de volta de Taganga até o Resort custou 30.000COP (R$38), era um pouco longe mesmo. O Tadeu dormiu no táxi, mas acordou logo que chegamos no hotel e passamos o resto da tarde brincando na piscina. De noite a Vivi queria comer num centro comercial que tinha perto do resort, na rodovia. Pegamos um taxi por 6.000COP (R$7,5) até lá apenas por ser de noite e achamos que poderia ser perigoso, mas era perto. Comemos uma rede de Crepes e Waffes, que a Vivi estava com vontade, mas eu não gostei porque não tinha carne, e não sou chegado a Waffes, gastamos 68.000COP (R$85). Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2015 Dia de vir embora, até dava pra sair do hotel e conhecer a Playa Blanca, mas não fomos porque o Tadeu queria ficar na piscina e tínhamos que fazer o check out ao meio-dia. Passamos a manhã na piscina, eu tomei um banho de mar. A praia é quase privativa. Conhecemos as outras duas piscinas que ficam nos prédios de apartamentos, mas não entramos. Fizemos o check out ao meio dia e passamos o resto da tarde aproveitando a estrutura do hotel. Depois vimos que até poderíamos continuar na piscina se quiséssemos, pois existem banheiros com chuveiro e vestiário pra quem já fez check out e continua lá dentro, mas tudo bem. A volta foi estressante, pois o Tadeu foi colocado por engano em um voo antes do nosso que já tinha saído, então tive que pagar uma diferença de passagem e multa para colocar ele em nosso voo. Sorte que tinha vaga, pois o valor que paguei depois consegui reembolso. O voo de Santa Marta atrasou e chegamos em Bogotá com pouco tempo para fazer a conexão, apenas uma hora para transitar do terminal domestico até o internacional, fazer um novo check in e passar pela imigração. Tivemos que furar fila e pedir desculpas, caso contrário nós perderíamos nosso voo para São Paulo e teríamos que esperar até o dia seguinte. Fiz tudo correndo com o Tadeu no colo, e ele ainda queria ir ao banheiro. Quando chegamos ao salão de embarque, o povo já estava entrando na aeronave, fomos os últimos a embarcar. Por sorte deu tudo certo. Chegamos a São Paulo na manhã do dia seguinte, cansados e felizes por mais uma viagem internacional no currículo.
  2. Olá galera, já fui mochileiro de verdade e pesquisei muito aqui no site. Confesso que hoje em dia não sou mais o mesmo, pois ando de táxi, não durmo em albergue e uso mala de rodinhas. Minha esposa gosta de conforto e tenho um menino de três anos, mas o espírito ainda é o mesmo. Vou postar aqui nossa viagem que fizemos em Outubro para Espanha e Portugal. Partimos de São Paulo no dia 17 de Outubro via Campinas, pois era mais barato, e agora tenho que pagar passagens para três, pois o Vinicius paga também. O pai da Vivi nos deixou em Congonhas, onde pegamos um ônibus da TAP até Viracopos. O Vinicius corria alegremente pelo saguão do aeroporto, daí uma faxineira disse que levaria ele pra casa dela, pois ele era muito bonito. Ele agarrou na minha perna e não correu mais. Depois, ele abriu o berreiro na polícia federal, pois queria voltar pra comprar algodão doce, mas não podíamos voltar, então a moça da polícia disse que iria passar o “chorão” na frente, e não precisamos pegar fila. A refeição durante o vôo foi melhor que eu imaginava, e ainda serviram vinho. O bom de viajar a noite é que a criança dormiu a maior parte do tempo. Chegamos á Europa na Sexta 18 através de Conexão no Aeroporto de Lisboa. Almoçamos na praça de alimentação, com o Vinicius imitando um galo pra comer, e depois pulou todos os bancos do aeroporto. Chegamos à Barcelona no começo da noite e fomos pro hotel Grand Guitart com um taxista não oficial que nos abordou no aeroporto, sei que não é uma boa fazer isso, mas o preço dele era bom e a corrida foi tranquila, o cara só parecia meio emburrado porque percebeu que eu desconfiei dele. BARCELONA No primeiro dia em Barcelona, Sábado 19, saímos para conhecer a cidade a partir do bairro L’Eixample. A arquitetura dos prédios nos chamou a atenção pelos papéis de parede nas fachadas e curvas que lembram as obras do Gaudí. Passamos pela Casa Batló, importante obra de Gaudí, no Passeig de Gracia. Descemos para o centro antigo, passando por bonitas fontes e praças. Passamos pela Praça de Catalunya, e entramos em La Rambla, alternando entradas e saídas nas ruelas da Ciutat Vella, e depois do Bairro Gótico, parando para comer, comprar e tirar fotos. Almoçamos num restaurante perto de La Barceloneta, e fomos á praia. Tinha bastante gente curtindo a praia, inclusive o Vinicius, que tirou o tênis e foi á areia. Depois voltamos á cidade, tomamos sorvete e fomos ao Parc de Ciutadella, que tem belos jardins e fontes. O Vinicius ficou um tempão no parquinho brincando com outras crianças. No final do dia, subimos até o arco do triunfo, e voltamos pro Hotel de ônibus. A cidade de Barcelona é ótima para andar com um carrinho de bebê, o transporte público é acessível, a cidade é plana e todas as calçadas tem acesso. No Domingo, 20, começamos o rolê pela Av.Diagonal, e fomos até La Pedrera, outro importante prédio do Gaudí, paramos com o Vinicius em um parquinho e fomos até a Sagrada Família, que até hoje está em construção. A igreja é muito grande e imponente, havia uma multidão em torno dela, tiramos fotos por fora e, nem tinha fila, quando fui comprar o bilhete, descobri que fecharia em dez minutos, por isso não tinha fila, então não pudemos entrar. Tomamos o metro até o Parc Guell, no alto da cidade, com uma bela vista e várias obras do Gaudí. O ruim foi subir o morro empurrando o carrinho, com o Vinicius dizendo: _Força pai, você consegue! Foi o lugar que mais gostei de Barcelona, a Vivi que é arquiteta também gostou muito, pois se lembrou das aulas na faculdade. Sua arquitetura é muito particular e diferente. Depois pegamos um ônibus errado e fomos parar perto do estádio do Barça, como estávamos do lado, decidimos conhecer o Camp Nou, mas para nosso azar, estava fechado (domingo á tarde). Só perdemos tempo. Voltamos pro hotel, tomamos um banho, e fomos passear a noite em La Rambla. Segunda 21, pegamos um carro na Avis de manhã, que já estava agendado. A Vivi disse que queria um carro grande, então o cara nos deu uma Renault Kangoo. Fomos pra Sagrada Família com a ilusão de entrar na igreja, doce engano, a fila para comprar os bilhetes era tão imponente quanto a catedral, desistimos. Fica a dica: se quiser entrar na Sagrada Família, compre o bilhete antes pela internet. Fomos até o Parc Montjuic, num morro que fica a oeste da cidade. Paramos o carro no Parking e subimos de funicular, depois tomamos o teleférico até o Castelo de Montjuic, no alto do morro, de onde é possível ver o porto e toda a cidade. O parque é legal, mas o Guell é melhor por causa das obras do Gaudi, o Montjuic é um antigo forte e tem uma melhor vista. Comemos um lanche, voltamos pro carro e caímos na estrada rumo a Valencia. Na saída de Barcelona, nos perdemos, e fiquei em dúvida se estava na rodovia certa, pois as placas indicavam Zaragoza, que é a Noroeste, enquanto Valencia fica a oeste, mas estava certo. Lá na frente a rodovia se separa em duas pistas. Passei num pedágio onde tirei um tíquete, e tive que pagar no final, quase chegando em Valencia. O sistema deles é diferente. Foi muito fácil encontrar o hotel em Valencia, pois havia placas de transito em luminárias indicando o sentido das principais vias. Ficamos no hotel NH Ciudad de Valencia. VALENCIA Na Terça, 22, tomamos um café horrível na frente do hotel e compramos umas frutas, em um lugar onde tinha um monte de velhas gritando. Depois fomos de carro conhecer o centro velho. Paramos em um parking e fomos ás ruas. A maioria delas fechadas para o transito de veículos. Têm muitas lojas de roupas misturadas ás construções antigas. A região é bonita, lembra um pouco o centro velho de Barcelona, só que é menor. Tomamos café numa praça bonita com charretes, eu e o Vinicius corremos atrás das pombas, e subi na torre de uma igreja, chegando no alto com a língua de fora. Fomos á uma antiga torre, que era a porta de entrada da velha cidade. Depois de muito escolher onde almoçar, acabamos escolhendo um restaurante italiano meia boca, com um garçom grosso e comida ruim. A Vivi perdeu uma hora na El Corte Inglês, a maior loja de departamentos da Espanha, e eu fiquei entediado enquanto o Vinicius dormia no carrinho. Depois fomos até a praia de Malvarosa. Na praia tem uma pirâmide muito legal com cordas, é um brinquedo para crianças e adultos, eu gostei e subi bem alto, relembrando os tempos de infância. Ficamos bastante tempo na praia, o Vinicius brincou na areia e até arrumou um amiguinho espanhol. Tomei uma cerveja num restaurante a beira mar, e antes de ir embora ainda encontramos um parquinho. De noite fomos ao Burger King e pela primeira vez encontramos dois brasileiros em Valencia, não eram turistas, moravam lá, e disseram que os brasileiros não costumam vir a Valencia a turismo como a gente. Na Quarta 23, fomos conhecer a Cidade de Ciências de Artes, obras do arquiteto Santiago Calatrava. Acho que as construções lembram um pouco o estilo do Niemeyer, só que são mais modernas por utilizaram aço e vidro. Passamos a manhã toda andando pelo complexo e seus espelhos d’água. Não entramos em nenhum prédio. Nosso interesse era somente ver a arquitetura. Paramos num jardim ao lado onde tinha um parquinho pro Vinicius brincar. Depois fomos almoçar no centro de Valencia, comi uma paella a valenciana (sem frutos do mar..rs), e no final da tarde fomos pra Madrid. A caminho de Madrid e Vinicius acordou e paramos num posto para ele comer um cachorro quente. Subimos a serras vendo placas de touros por todo o caminho. Na chegada a Madrid, já de noite, encontramos rapidamente a região do hotel, tendo apenas um pouco de dificuldade de entrar em sua rua. Ficamos no Florida Celeuisma, em uma região perto do centro. Á noite o Real Madrid jogava e os bares estavam todos cheios, comi a refeição mais deliciosa da viagem, um churrasco espanhol cheio de gordura acompanhado de três taças de vinho barato. Saí do bar com o coração batendo mais forte. A Vivi ficou brava, e eu fui dormir feliz. MADRID Acordei logo cedo na Quinta, 24, e fui devolver o carro na Grand Via. Achar a loja foi fácil, mas tinha que entregar num estacionamento subterrâneo que eu demorei pra encontrar. Ainda bem que os espanhóis não buzinam quando você fica parado no meio da rua. Voltei no hotel e saímos pra passear, pegando nosso primeiro dia de frio. Começamos pelo Palácio Real, depois centro velho, passando por charmosas ruas de pedestres, até a Plaza do Sol, onde fica a estátua do Urso Madroño. Fomos até a Plaza Mayor, uma importante praça histórica de Madrid, onde almoçamos, depois fomos ao Mercado de San Miguel, o mercado mais legal de toda a viagem, onde eu bebi cerveja e o Vinicius comeu um iogurte delicioso. Paramos em um parquinho pro Vinicius brincar e fomos até o Museu do Prado. Como ele dormia, aproveitamos para fazer um passeio cultural e visitamos o museu. Não dá pra ver tudo, então a gente pega algumas obras principais e conhece o contexto. Na saída, havia uma grande manifestação popular contra um projeto sobre educação. Tentamos fugir das manifestações voltando ao centro, mas eles vieram em nossa direção. Além disso, começou a chover, e a Vivi ficou brava. Queríamos voltar pro hotel de metro, mas estava muito cheio devido aos manifestantes. Então, arrumamos uma rua mais tranquila, jantamos, e voltamos pro hotel mais tarde, quando o tumulto já estava menor. Na Sexta, 25 chovia muito. Nós queríamos pegar um trem até Toledo, mas ficamos com medo da chuva. Não dava pra sair na rua. Demoramos pra sair do hotel, e quanto saímos fomos até a Estação de Atocha. Tem uma floresta tropical dentro dessa estação, é muito legal. Decidimos entrar no museu Reina Sofia, que fica em frente, pois dentro do museu não chove. É um museu com obras modernas, que eu não gosto, mas era melhor que tomar chuva ou ficar trancado no hotel. Depois que a chuva parou, almoçamos perto do hotel e fomos ao Parque do Retiro, tipo o Ibirapuera de Madrid. É um parque legal, com construções imponentes, e a vegetação de outono estava muito bonita. Fomos ao Palácio de Cristal, na beira do lago, e começou a chover novamente. Ficamos um tempo numa barraquinha, onde tomei uma breja, e quando a chuva diminuiu nós saímos, passando por pontos clássicos da cidade, como a Puerta de Alcala, o Prédio dos Correos, e o Edificio Metropole, na Grand Via. Por ultimo, eu ainda fiz a Vivi andar até a Plaza de Espana, onde tem uma estátua de Dom Quixote e Sancho Pança. Voltamos e jantamos no Shopping Principe Pio, que fica anexo á estação de trem e metro na frente do hotel. No Sábado 26, era nosso último dia em Madrid e restava pouco a fazer. Eu queria ver uma plaza de Toros, então fomos de metro. Achei caro pra entrar, 10 euros, mas eu queria assim mesmo. Brinquei de touro e toureiro com o Vinicius na arena, e no final ele saiu abatido, sendo carregado no colo da mamãe. É uma pena que não consegui ver uma tourada. Demos um rolê no bairro de Salamanca, e a Vivi entrou na El Corte Ingles. Não comprou nada, foi só pra me encher o saco. Eu estava com pressa, pois sempre fico tenso em aeroportos, pois tenho a impressão que vou perder o voo ou que ele não vai sair. Comemos no MC Donalds e fomos de táxi pro Aeroporto. Chegamos lá bem cedo, e o Vinicius ficou tocando o terror, deixando a mãe dele brava e com vergonha. Pegamos um jatinho da Embraer pra Porto. Chegando no Porto, fomos recepcionados por um taxista muito simpático, que nos levou ao Hotel Vila Galé. A recepção no hotel também foi muito boa, com funcionários muito simpáticos. Jantamos no hotel, e o Vinicius estava chorando, o pessoal do hotel era tão legal, que uma moça ficou conversando com ele pra gente conseguir jantar. PORTO No Domingo 27 saímos pra passear nas ruas do Porto, estava um dia lindo. A primeira impressão é de uma cidade velha e suja, mas foi o lugar que mais gostamos, depois de Barcelona, é claro. O ambiente da cidade é descontraído. Passamos pela Rua de Santa Catarina, onde fica o comercio, fomos á igreja da Trindade e prédio da Prefeitura. Passamos pela Estação São Bento, que eu achei linda, principalmente pelos azulejos. Passamos pelo Palácio da Bolsa e saímos na Zona Ribeira, onde fica o Douro. Tinha muitos turistas nessa região, e muitas pessoas sentadas nos restaurante á margem do rio. Compramos um passeio de barco pelo Douro e primeiro fomos almoçar, foi o almoço mais caro da viagem, 44 euros. Depois, fizemos o passeio de barco pelas sete pontes, que dura uma hora. O Vinicius tomou uma bronca do capitão, porque estava fazendo bagunça, ficou triste e dormiu. Atravessamos a ponte até Vila Nova de Gaia, onde fizemos um passeio numa bodega, com direito á degustação. Tem várias bodegas, o passeio é o mesmo em todas, vale fazer pelo menos uma. Depois levamos o Vinicius em um parquinho, subimos o teleférico até o alto da cidade, e apreciamos a vista no alto de um convento, que fica no ponto mais alto de Gaia. Voltamos para o Porto pela ponte. Tomei um puta susto quando fui tirar uma foto do Vinicius e percebi que o corpo dele passava pelo vão das grades. Á noite tinha jogo do Porto vs. Sporting. Nos falaram para não sair na rua, pois era perigoso, mas fomos a um restaurante em frente do hotel: O Triunfante. Foi uma das melhores refeições da viagem. Depois, ficamos sabendo que teve um monte de brigas do lado de fora do Estádio do Dragão, bem perto do nosso hotel. Na Segunda 28, fui pegar um carro que já estava alugado na Hertz. Dessa vez o cara foi mais bacana e me deu um Audi A3. Perdemos um pouco de tempo e saímos já tarde para um passeio a Braga e Guimarães. São cerca de 70km a norte do Porto. Primeiro fomos a Braga, visitamos a Igreja da Sé, que é muito antiga, a Vivi comprou souvenirs, e almoçamos. Gostei da cidade, era bem organizada e maior do que eu imaginei. Depois fomos á Guimarães, berço da nação portuguesa. Conhecemos as ruínas do castelo onde viveu Dom Infante Henriques, tomamos um café, e demos um rolê no centrinho da cidade. Achei parecida como uma cidade da Estancia das Águas Paulista, tipo Amparo ou Serra Negra. Na volta ao Porto nos perdemos, e demos umas voltas na cidade até encontrar a direção do hotel. Eu sei, sou burro, da próxima vez vou alugar um GPS, mas agora já foi. O problema do Porto é que é difícil ler as placas das ruas, pois as letras são muito apagadas. Então, é quase impossível saber onde está. Paramos num mercado, compramos umas guloseimas, e depois achamos o caminho do hotel, pois tinha placas indicando a direção do hotel. Á noite, o restaurante Triunfante estava fechado, então comemos um lanchinho meia boca numa lanchonete da esquina. Na Terça 29, deixamos a cidade do Porto em direção á Lisboa. Primeiro paramos em Aveiro, a Veneza Portuguesa, onde fizemos um gostoso passeio de barco no meio dos canais, e a Vivi comprou sal de Aveiro, que é o melhor sal do mundo, de acordo com os vendedores de sal de Aveiro. Era uma cidade bonita que dava pra ficar mais um tempinho, mas já tínhamos uma programação. Então caímos na estrada novamente até Fátima, onde paramos pra Vivi pagar promessas. É uma cidade bem organizada com estrutura para receber os romeiros. Não gostei dos restaurantes, e comemos um lanche mais-ou-menos. A igreja é bem maior que eu imaginava, nas fotos parecia menor. Assistimos uma missa rápida, e a igreja estava cheia de brasileiros. A Vivi brigou com uma mulher na fila de preencher o livro de visitas. Depois ascendemos velas pra santa e o Vinicius e eu brincamos de pega-pega do lado de fora, num grande espaço aberto pra receber os fiéis. Chegamos em Lisboa de noite e erramos a entrada. Fomos parar em Amadora, uma outra cidade, e quando voltamos pra Lisboa, pegamos uma entrada errada novamente e atravessamos o Rio Tejo, pela Ponte 25 de Abril. Como eu queria ter alugado o GPS... Quando chegamos na região do hotel, mais de uma hora depois, ainda apanhamos pra achar o hotel, pois era necessário passar por debaixo de uma ponte. Chegamos exaustos. Tomamos um banho e jantamos num restaurante em frente ao hotel. Fui dormir pregado. LISBOA Na Quarta 30, fomos passear em Cascais e Sintra. O Vinicius disse que queria ir pra Praia, então fomos primeiro pra Cascais. Chegamos num lugar chamado Boca do Inferno, onde tem uns paredões de pedra ao invés de praia. Foi difícil achar uma praia, pois existem poucas, e a faixa de areia é muito pequena. Dei um rolê procurando uma praia maior, fui parar em Estoril, daí percebemos que não teria praia grande, então voltamos num lugar ruim de estacionar no centro de Cascais, e ficamos em uma praia pequenininha. O Vinicius adorou, jogou areia na água, tirou a roupa, e molhou a bunda. Depois fomos pra Sintra, que fica em uma montanha, e o clima era mais ameno, com um ar mais gelado. Percebi que a Vivi estava emburrada, pois ela queria ter ficado em Cascais, mas não me disse nada. Almoçamos em Sintra, uma cidade bem elegante numa montanha verde. Depois subimos até o Castelo da Pena. Esse passeio seria melhor ter feito de manhã, com Cascais por último. O Castelo da Pena fica no alto da montanha, é todo colorido e pitoresco. Foi construído e habitado pelos descendentes de Dom Pedro. Na volta, paramos num Shopping em Lisboa, pra deixar a Vivi feliz. Ela fez compras na Zara, levamos o Tadeu na Toys Surs, e fomos jantar num restaurante muito bom. Até aqui, meu dia tinha sido ruim, mas quando voltava do banheiro, o Vinicius veio correndo até mim, olhei pra ele e vi uma nota de cem euros no chão. Como não tinha como saber quem era o dono, não tive dúvidas, peguei e coloquei no bolso. Ganhei o dia. Falei pra Vivi que agora tínhamos dinheiro sobrando, ela gastou mais um pouco, e voltamos felizes pro hotel. Tiramos a Quinta 31 pra conhecer Lisboa, mas antes disso eu tive que entregar o carro na Hertz. Dirigir em Lisboa é muito complicado, pois não existem quarteirões. Você entra numa rua pensando em dar a volta, e a rua faz uma curva e te joga em um bairro totalmente diferente. Depois de apanhar um pouco no transito, entreguei o carro numa boa e voltei pro hotel. Conhecemos o Parque Eduardo VII, numa região de aclive, com gramado no meio e bosques dos lados, e a praça do Marques do Pombal, com muito transito e uma grande estátua no meio. Descemos pela Av. Liberdade, que é bem arborizada, até o Centro Velho. Passamos pela Praça do Rossio e chegamos á Rua Augusta. Na Rua Augusta tinha muitos turistas, além de lojas e restaurantes. No final da rua, tem o Arco e a Praça do Comercio, em frente ao Rio Tejo, com vários restaurantes. Subimos de bondinho até o Castelo de São Jorge, um morro bem ao lado, que não dava pra subir empurrando o carrinho. Dentro do bondinho, tem batedores de carteira muito espertos, e bateram a de um cara que estava ao meu lado, ainda bem que não era a minha. Entramos no Castelo de São Jorge, que é um antigo forte no alto do morro onde se tem uma bela vista da cidade de Lisboa. Depois descemos a pé, passando pela igreja da Sé de Lisboa, e voltando á Rua Augusta para almoçar. Iríamos até o Parque Vasco da Gama, pois queria levar o Vinicius no Aquário, mas o metro de Lisboa estava em greve, os ônibus estavam cheios, e me dei conta de que já era tarde. Resolvemos voltar para o hotel a pé, era uma caminhada longa, mas tudo bem. Paramos numa praça pro Vinicius brincar, depois apostamos corrida num calçadão, fomos num supermercado comprar leite e guloseimas, e comemos num restaurante bom perto do hotel. Na Sexta, 01, fomos conhecer a região de Belém. O transporte público de Lisboa é muito ruim. Olhando no mapa, as atrações parecem perto, mas na verdade a estação de Belém é longe da Torre. Outro problema é que o trem e o metro não são interligados. Nós pagamos o metro, e depois tivemos que pagar o trem. Descemos em Belém e caminhamos até o Monumento aos Descobrimentos, ao lado do Rio Tejo, se quiser, pode pagar pra subir a Torre de Elevador. Andamos até a Torre de Belém. Ventava bastante e a água do estuário agitada. Decidimos entrar na Torre de Belém, mas a fila era grande e demorava muito, além disso, de vez em quando a água do mar vinha com força e batia em quem estava na fila. Diante disso, desistimos de entrar na torre. Ela é bonita, e acho que vale a pena entrar, mas pra mim não era tão importante, queria apenas conhecer o local. Fomos ao Mosteiro dos Jerônimos, do outro lado da pista. O Vinicius e a Vivi estavam com fome, tiramos fotos do Mosteiro, do lado de fora, e comemos num MC Donalds na vila de Belém. Não sabia que tinha essa vila com casas tão bonitas. Podia ter ficado ali mais tempo, mas tinha que levar o Vinicius no Aquário. Então, pegamos o trem, que demorou, e fizemos conexão até o Parque das Nações, também ao lado do Rio Tejo, só que mais a leste. Essa é uma zona moderna de Lisboa, com prédios novos, um grande Shopping ao lado da estação, pavilhões de exposições, e um teleférico. Como o Vinicius estava quase dormindo, tentamos chamar a atenção dele, e fazê-lo correr, entramos no Aquário, que é bastante grande, o maior que já fui. O Vinicius ficou mais esperto lá dentro, vendo todos os peixes, pinguins, tubarões, pererecas, etc. Ele adorou e até hoje me pede pra voltar no Aquário. Saímos já de noite, jantamos no Shopping Vasco da Gama, e a Vivi ainda fez mais umas comprinhas, compramos uma mala adicional para carregar as roupas, souvenirs e garrafas de vinho. Ao sair do metro, outra dor de cabeça com os transportes publicos de Lisboa, pois era necessário ter o bilhete para sair da estação, que aqui no Brasil não precisa, e tinhamos perdido. A funcionaria da estação nos deu uma bronca e disse que precisariamos comprar outro bilhete para sair, então a Vivi bateu boca com ela e, depois de revirar toda a mala com as coisas do Vinicius, achei os bilhetes. Quando chegamos no hotel, o Vinicius estava muito cansado e dormiu. Foi bom, pois sendo hoje o último dia de viagem, era também o dia de arrumar as malas. No Sábado, 02, saímos ás 7hs do hotel, com o Vinicius ainda sonolento, e pegamos um táxi. O Aeroporto estava cheio, mas como temos uma criança pequena, os agentes mandavam a gente passar na frente, e rapidamente estávamos no saguão de embarque. Ainda gastamos os poucos euros que nos restavam comprando azeite, vinho, e um brinquedo que o Vinicius viu de longe. O vôo foi durante o dia e o menino não dormiu em nenhum momento. Tinha umas crianças da idade dele no banco da frente e eles fizeram a maior zueira no avião. Tinha até uma mulher do lado incomodada, mas fazer o que. O avião chegou no final da tarde em Campinas e fazia muito calor. Os pais da Vivi foram nos buscar, o que foi bom, pois pudemos ficar mais tempo no Duty Free. Voltamos para casa felizes da vida, por realizar mais uma viagem pra Europa, e contando nossas aventuras pra toda a família. Custos aproximados: Passagens aéreas TAP: R$ 8.600 Hoteis: R$ 3.700 Aluguel de carro: R$ 1.500 Rango: R$ 4.200 Táxi: R$ 400 Outros: R$ 1.600 Total: R$ 20.000
  3. Olá pessoal! Eu sempre leio as histórias de outros viajantes. Vou colocar aqui a minha contribuição com o relato de nossa viagem por Nova York. Sábado – 14 de Agosto de 2.010 Nossa viagem para Nova York estava programada para Abril, mas no final de Março a Vivi descobriu que estava grávida e o médico recomendou que não viajássemos, pois o primeiro trimestre é o de maior risco. Foi um bom conselho, pois a semana que estaríamos em Nova York foi a que ela mais enjoou, e não teríamos aproveitado nada. Dizem que o segundo trimestre é a melhor época da gravidez, pois a barriga não está muito grande e a mãe está bem disposta. Então, alteramos a data de nossa viagem para Agosto. Não antes de pagar uma multa de R$ 760 a Delta Linhas Aéreas. O pai da Vivi nos levou cedo ao aeroporto de Guarulhos, pois a Vivi queria reservar um dos assentos preferenciais. O cara da Delta disse que ela precisava de uma carta do médico autorizando a viajar, ou não poderia embarcar. A Vivi fez um barraco com ele. O cara tava de gozação, pois essa autorização é só a partir do sétimo mês, e ela está de cinco. Daí, teve um outro funcionário de bom senso que estava do lado e avisou que não tinha problema, daí fizemos o “Check In”. O avião partiu no horário previsto e o vôo foi tranqüilo. Bom início de viagem. Domingo – 15 de Agosto de 2.010 Chegamos ao aeroporto de JFK ás 6:30 da manhã. Achei que tudo nos EUA era de primeira, mas havia uma goteira no teto do aeroporto. A moça da imigração tinha cara de brava, mas passamos sem nenhum problema. Pegamos nossa mala e tomamos um táxi do lado de fora, pagando US$ 45 + encargos + gorjeta, cerca de US$ 60 (a gorjeta é normal em Nova York, e em alguns casos até obrigatória). Se chegar com pouca bagagem, pode tomar um trem e depois pegar o metro até o hotel, vai custar US$ 7 por pessoa. É mais barato, mas estávamos com malas e não quis exigir muito da Vivi devido á gravidez. O motorista de táxi era africano, assim como todos os taxistas, são estrangeiros. Ele pegou uma via expressa, atravessou um túnel e logo estava em Manhattan. Ficamos olhando para os prédios como dois caipiras que chegam à cidade grande. Ficamos no Hotel Roosevelt, mas como era muito cedo, não pudemos fazer o Check in, então deixamos as malas e fomos dar um rolê. A localização do hotel é muito boa, na 45th com a Madison, pertinho de tudo. Primeiro descemos a Quinta Avenida até a Madison Square, passamos em frente à Public Library e ao Empire State e voltamos. Fomos até o Rockefeller Center, um conjunto de prédios bem legais onde tem uma fonte. Passamos na Catedral de Saint Patrick, acho que é o padroeiro da cidade, e voltamos pro Hotel. Fizemos o check in e descansamos um pouco. De tarde, estava rolando uma feira livre na Madison. Tinha várias barraquinhas. Algumas vendiam suco de frutas, e também tem umas que vendem uns espetinhos. Enquanto andávamos, começou a chover um pouco, mas bem fraquinho, só que a Vivi tinha feito chapinha e arrumou um guarda-chuva. Fomos até a Times Square com guarda-chuva. A Times Square tem painéis luminosos pra todos os lados, e mesmo com a chuva, tinha muita gente lá. Entramos numas lojas de crianças e depois jantamos num Pub Irlandês. Não gostei muito da comida, mesmo pagando um pouco acima da média. Flat Iron Building Feira na Madison Avenue Times Square at night Segunda – 16 de Agosto de 2.010 Saímos de manhã e fomos até a Estação Grand Central, que fica perto do Hotel. A estação é um dos pontos turísticos da cidade, e aparece no filme Madagascar, tem linhas do metrô em anexos. O metrô nova-iorquino não é nada agradável, apesar de eficiente, o interior das estações é muito quente, sem falar na sujeira. Pelo menos dentro dos trens tem ar condicionado. Tomamos a linha verde até o Battery Park, no extremo sul de Manhattan, onde começamos nossa caminhada. O Battery Park é uma grande praça com um antigo Forte, o Castelo de Clinton, que era uma antiga fortaleza. A cidade começou a se desenvolver a partir dali, que era onde chegavam os imigrantes. Ao lado fica o píer com barcos que saem para a Estátua da Liberdade e o Ferry–boat até Staten Island (esse é de graça). Logo adiante tem o Touro da Bolsa, que representa a agressividade nos negócios, várias pessoas tiram fotos ao lado do touro. Subimos mais um pouco e entramos na Trinity Church, ou, Igreja da Trindade. Em frente á igreja fica a Wall Street. A rua é pequena, mas é importante, pois ali fica a Stock Exchange, o Federal Hall e outros prédios importantes. Tem um prédio do Donald Trump, tem também umas câmeras que filmam você na rua e você aparece ao vivo na internet. Os brasileiros ligam para casa e dão o endereço do site para seus familiares verem eles ao vivo na net. É um mico, mas é legal. Fomos até o Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas. Não tem nada lá, só um buraco enorme e um prédio gigantesco que está sendo erguido. Em frente fica a Capela de Saint Paul, que pegou fogo em 1700 e alguma coisa com mais ¼ da cidade. Em matéria de proporção, imagine o tamanho da catástrofe. Subimos até o City Hall, uma praça sem graça, e eu queria atravessar a ponte do Brooklin, mas a Vivi já estava cansada, então voltamos pro Hotel. De tarde fomos andando até o terminal rodoviário, pois eu queria ver o preço de passagens para Washington. Do terminal, descemos um pouco e passamos em frente á Madison Square Garden, onde jogam os Knicks. Ali perto fica a Macy’s, a maior e mais tradicional loja de departamentos dos EUA. O olho da Vivi até brilhou. São oito andares de lojas com roupas, perfumes, apetrechos e promoções. Ficamos lá bastante tempo, e eu comprei uma calça da Levis por US$ 30. A Vivi não comprou nada, mas viu preço de tudo. Estava chovendo quando saímos. Á noite fomos numa pizzaria, e mais uma vez eu achei que não comi bem, mesmo gastando bastante. Comida nos EUA é muito barato, pois existem redes de Fast Food em toda esquina, então eu pensei: já que é pra comer mal, então vou comer mal gastando pouco, e passei o resto dos dias comendo em Fast Food. Touro da Bolsa de Nova York Wall Street Taxis amarelos - eles estão por toda parte Terça – 17 de Agosto de 2.010 Estava um sol bonito de manhã, então resolvemos subir ao Empire State. São US$ 20 por pessoa. Tinha bastante gente subindo, mas a fila até que não era grande. No final da tarde costuma ser pior. Apesar do dia claro, havia uma camada de poluição no céu que atrapalhou um pouco as fotos. É muito legal, a gente vê os prédios altos na parte sul, o Centro Financeiro, depois existem alguns bairros com prédios mais baixos. O Empire State é muito mais alto que os outros edifícios em volta. Na parte norte também existem prédios muito grandes, e depois deles vêm o Central Park. O difícil é conseguir um espaço no muro no meio de tanta gente, ainda mais pra tirar fotos. Eu estava com a minha camisa do Timão e chamei muita atenção no Empire State e também na rua. Algumas pessoas ficavam observando como é linda a camisa, e teve até um segurança que a elogiou, e disse assim: _ Ronaldo! Saímos do Empire State e fomos até o Central Park. Antes disso, nos perdemos no metrô, pois Nova York tem linhas paralelas, sendo locais e expressas. Pegamos uma expressa, ao invés da local, e o trem passou direto pela estação que queríamos descer. Tivemos que voltar. Descemos na 86th, na metade do Central Park, achando que dava pra ver o Parque e ainda conhecer um museu durante a tarde, mas o Parque é gigantesco, bem maior do que imaginávamos, então conhecemos somente metade dele. Nos concentramos na parte sul, que é onde estão as principais atrações. Primeiro passamos em um lago cheio de tartarugas e subimos num belvedere que tem uma vista legal para o parque. Depois entramos no Ramble, um bosque cheio de pássaros, e saímos em um lago que tinha um monte de gente remando em barquinhos. Ainda bem que a Vivi não quis andar de barco, pois eu que teria que remar. Já estávamos cansados, então passamos numa praça onde os artistas de rua fazem apresentações. Comemos um cachorro quente e ouvimos um cara tocando Jazz, e também um grupo de dança fazendo acrobacias. Andamos mais um pouco. Passamos por um grande gramado onde tinha um monte de gente com roupa de praia tomando sol, é a praia verde. Depois passamos em outro gramado onde tinha uma galera jogando baseball. Eles adoram isso. São tão fanáticos pelos Yankees como somos pelo Corinthians em São Paulo. Dentro do parque tem uns caras que andam de bicicleta e vão te puxando em um carrinho. A gente pagou US$ 40 pra um turco chamado Galic, que estava com a camisa do Galatassaray, e ele foi nos puxando. O cara era gente boa, e foi legal porque ele explicou um monte de coisas sobre o parque que não saberíamos sozinhos, como por exemplo: onde morava o JFK, e onde o John Lennon foi morto, que fizeram um jardim pra ele batizado como Straberry Fields. Na volta do Central Park ainda passamos novamente na Times Square. Dessa vez o tempo estava bonito e tiramos fotos melhores. Fomos pro Hotel, mas não sem antes passar em alguma loja de roupas para a Dona Viviane fazer suas compras. Vista sul desde o Empire State com o Centro Financeiro e o Rio Hudson Gramado do Central Park Times Square Quarta, 18 de Agosto de 2.010 Em Nova York os hotéis não servem café da manhã, mas dentro da Grand Station tem uns lugares legais pra comer, e até um mercadinho pra comprar cerveja e levar para o Hotel. Não pode tomar na rua, com risco de ser preso! Pegamos a quarta-feira de manhã para fazer o passeio de barco até a Estátua da Liberdade, e fomos até o porto no Battery Park. A viagem no barco custa US$ 12 por pessoa, e te leva primeiro até a Estátua da Liberdade. A fila é grande, mas como o barco vai cheio, não demora muito e o tempo no barco também é rápido. O ticket não dá direito a subir na estátua, se quiser tem que comprar outro bilhete lá na ilha, mas achei desnecessário. Apenas tiramos fotos em frente á estátua, apreciamos a baía de Manhattan e demos uma volta na ilha. Ao lado do porto tem uma loja que vende lembrancinhas e também um restaurante. Na volta o barco passa por Ellis Island, que é um prédio onde os imigrantes que chegavam aos EUA desembarcavam antigamente. Depois voltamos para Manhattan e decidimos ir até o Brooklin. A Vivi queria ir a uma loja chamada Motherhood, que só vende roupas para grávidas. A loja fica no início do Brooklin, em um Shopping. Pegamos o metrô e descemos na avenida do Shopping, só que 1.400 números acima. Começamos voltar a pé, pensando que seriam pelo menos 100 números por quarteirão, mas andamos uns seis quarteirões e não reduzimos nem 100 números. Ainda que não era uma região muito agradável. Então tomamos um ônibus que parou em frente ao Shopping. Lá dentro a Vivi fez a festa. Foi bem atendida pela moça da loja, e levou embora uma coleção de roupas para grávida, com sacolas pesadas. No final da tarde fomos até a Union Square, onde o cara da ToySurs tinha dito que tinha uma loja enorme para enxoval de bebês. Era a BabySurs, três andares só com bugigangas para bebês. Compramos o carrinho e a cadeirinha por bem menos da metade do preço que pagaríamos no Brasil. Além da cadeirinha trouxemos mais um monte de coisas, tudo precisa, e chamamos um táxi para nos levar ao hotel. Esse foi o dia das compras, pelo menos já fizemos a obrigação, pois as compras mais importantes já estavam feitas. Grand Central Station Estátua da Liberdade Ilha de Manhattan Quinta, 19 de Agosto de 2010 Resolvemos ir até o Museu Metropolitan, o maior das Américas, que fica ao lado do Central Park. Tomamos o metrô e descemos um pouco mais pra cima, onde fica o Guggenheim, do arquiteto Frank Lloyd Wright. É um prédio quadrado no meio de um prédio redondo, que fica de frente para o Central Park. É um museu de arte moderna, que eu não aprecio muito, mas fecha ás quintas-feiras. Então, apenas apreciamos a sua arquitetura do lado de fora. Essa região tem prédios residenciais muito elegantes. Todos eles têm toldos na frente e parecem hotéis. Descemos algumas quadras até chegar ao Metropolitan. Dizem que um programa bem nova-iorquino é comer cachorro quente sentado na escadaria do museu, mas o sol estava muito forte pra ficar do lado de fora. O museu sugere uma tarifa de US$ 20 por pessoa, mas você pode pagar menos, se quiser, só que eu não tive essa cara de pau e paguei o preço sugerido. Lá dentro existem exposições de artes de todos os continentes. Passamos pelas européias, que já conhecemos bem, quadros de santos italianos ou pinturas francesas de batalhas. A parte africana é mais interessante, pois tem umas esculturas meio macabras que não se vê em outros lugares. Tem arte pré-colombiana, com as esculturas de Mais, Incas e Astecas. Enfim, é tanta coisa que tem uma hora que você se cansa. A gente já tava com fome, mas mesmo assim ficamos no museu até ver os quadros do Van Gogh, Monet e Rennoir. Passamos por uma ala egípcia, outra só para obras americanas e tem até um lugar só com armas de guerra. Saindo do museu, resolvemos comer o nosso cachorro quente, mas sentados na sombra dentro do parque. Eu ainda queria subir a ponte do Brooklin, então tomamos o metrô e fomos até lá. O sol estava castigando, mas tinha um monte de turistas fazendo a mesma coisa. Depois passamos pelas vilas de Chinatown, Little Italy e Soho. A Chinatown tem lojas muito baratas e, ao contrario do que se possa imaginar, não se vende só porcaria. A Little Italy já foi maior, mas hoje em dia foi quase engolida pela Chinatown, que cresceu muito. As ruas do Soho são um pouco mais lights, e têm lojas de grife, mas é legal apreciar as escadarias de ferro retorcido dos prédios, que lembram bem os filmes norte-americanos. Não podíamos deixar Nova York sem assistir a uma peça na Broadway. Então, na volta para o hotel, passamos na Times Square e compramos dois bilhetes para ver o Fantasma da Ópera, o maior clássico da Broadway. Fomos pro Hotel, tomamos um banho e fomos para o Teatro. Tinha uma fila longa, e nossas cadeiras eram lá no fundão, pois o ingresso era um dos mais baratos, paguei US$ 66 cada. A gente não entendeu muita coisa que eles falavam, mas foi legal mesmo assim. Metropolitan Museum of Art Ponte do Brooklin Teatros da Broadway Sexta, 20 de Agosto de 2010 Nesse dia a gente acordou bem cedo para fazer um passeio até Washington, mas pensando bem, são mais de quatro horas no busão para ir, e depois mais quatro para voltar, e ficaríamos apenas algumas horas na cidade. Também pesou o fato de que a Vivi não comprou tudo que queria. Decidimos não ir para Washington, mas como estávamos acordamos saímos para caminhar. Passamos em frente ao prédio da ONU, Chrysler Building e passamos em umas lojas. Descemos de metrô até a 14th e saímos andando por uma região que ainda não tínhamos explorado. Passamos em frente uma Universidade e paramos na Washington Square. Algum filme romântico desses que a mulherada gosta foi filmado aqui. Resolvemos visitar o Museu de História Natural, que fica do lado oeste do Central Parque. O passeio me pareceu mais legal do que o do dia anterior. A entrada custou US$ 16 por pessoa. Assim como no Met, o preço da entrada é sugerido, mas pagamos o valor integral. São quatro pavimentos setorizados de acordo com o habitat natural ou continente de origem dos animais, tem uma parte também só de dinossauros, que é tão legal quanto o resto do museu. É um bom passeio para levar crianças. Voltamos pro Hotel depois do museu e descansamos um pouco, pois havíamos acordado muito cedo. A parte da tarde foi reservada para Compras. A Vivi queria voltar à loja da Macy’s. Compramos roupas para a gente e alguns presentes para família, mas quem ganhou mais coisas foi o bebê. Á noite nós fomos numa pizzaria, mas já era mais de dez da noite. Não pensei que em Nova York os restaurantes fechavam tão cedo. Entramos numa pizzaria e o garçom disse que estava fechando. Tinha outro bar perto do hotel também estava fechado. Acabamos comendo numa pizzaria Fast Food, a pior pizza que já comi, com dois dedos de massa e fria. Pelo menos comprei uma cerveja para tomar no hotel. Sede da ONU Washington Square Tiranossauro Rex no Museu de História Natural Sábado, 21 de Agosto de 2010 Saímos de manhã e a Vivi fez as compras que faltavam. Passou em uma loja de perfumes e comprou pra ela e pras irmãs, depois fomos na loja da Victoria Secret onde ela comprou um monte de cremes, por US$ 5 cada. Compramos também um monte de souvenirs. Dizem que Nova York tem uns Outlets muito legais, principalmente em Jersey, mas felizmente não fomos a nenhum. Conheci umas mulheres que foram ao Jersey Gardens e ficaram lá o dia inteiro. Eu reclamo que a Vivi compra muito, mas até que ela é tranqüila. Existem mulheres com muito mais disposição às compras. Empacotamos tudo nas malas e fizemos o Check out. Vai aqui uma dica que é sempre bom lembrar: sempre que for contratar um serviço, pergunte o preço antes, sempre! Fizemos duas ligações rápidas para a mãe da Vivi do quarto do hotel, eu imaginei que sairia caro, mas nem tanto. Pagamos US$ 98, e eu me senti lesado, mas é o preço que se paga por usar um serviço sem se informar primeiro. Pra guardar as malas do hotel, os carregadores pedem US$ 1 por mala. A gente tinha sete malas, sendo duas pequenas, de mão. A Vivi deu US$ 5 pro carregador, e ele disse que faltava US$ 2. É o costume deles, mas achei bastante cara de pau. Demos um role na cidade antes de ir pro Aeroporto, pois ainda tínhamos bastante tempo. Subimos a pé a Sexta Avenida, onde tinha uma feira de sábado. Fomos até o início do Central Parque, onde tem um monte de charretes oferecendo passeio pelo parque. Descemos a Quinta, passamos em frente ás lojas da Nike, Dior, Diesel, Burberry, Chanel, etc. Apenas passamos em frente. Chamamos um táxi grande para levar todas as malas pro Aeroporto. Ainda tive que pagar US$ 75 por excesso de bagagem, pois tinha cinco malas pra despachar, e voltei com duas como bagagens de mão. O vôo de volta foi tranqüilo e chegamos em São Paulo no Domingo de manhã. Prédios na região da Times Square Loja da Macy's Quinta Avenida Em todos esses dias que ficamos nos Estados Unidos, todas as pessoas que tivemos contato foram educadas e prestativas, mesmo não falando um inglês perfeito. Com exceção de um cara no aeroporto que foi grosso com a Vivi no último dia. Gostamos muito de Nova York, que apesar de ser uma cidade grande, é muito gostosa para se explorar a pé. Recomendo e espero voltar em breve. Para ver mais fotos: http://www.panoramio.com/user/313802/tags/New%20York%20-%20USA Denis Tognetti
  4. Sinistro não, é só não comer qualquer tranqueira nas paradas, e como os buses são muito baratos, pegue um com mais comodidade. Infelizmente, não tenho horários, pois já faz algum tempo... Quem quiser ver umas fotos, segue endereços: http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Puerto%20Quijarro-BO http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Santa%20Cruz%20-%20BO http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Potos%C3%AD-BO http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Uyuni-BO http://www.panoramio.com/user/313802/tags/La%20Paz-BOL http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Copacabana%20-%20BOL http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Puno%20-%20PER http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Cusco%20-%20PER http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Machu%20Picchu-PER http://www.panoramio.com/user/313802/tags/Lima%20-%20PER Abraço Denis Tognetti
  5. Segue uma idéia geral de preços. No total, gastei R$ 16 mil, fora as compras. Foram R$ 5,8 de passagens de avião ida e volta pela Alitalia, mais R$ 1,9 de passagens de trem, R$ 3,8 de hoteis e R$ 4,5 entre rango e entrada nas atrações turísticas. Gastava uma média de 100 euros por dia com refeição e as entradas. Não dava pra luxar, mas não era pouca grana, pois almoçamos e jantamos bem (um prato cada), tomando vinho e deixando gorjeta. Média de 32 euros por refeição. Segue uma idéia geral de preços em euros: Em euros Entrada no Castelo de Versailles 13,5 Subida a Torre Eiffel 8,0 Subida ao Arco do Triunfo 9,0 Subida a Torre de Notre Dame 8,0 Entrada no Museu do Louvre 9,0 Passeio de Barco no Rio Sena 11,0 Trem ida e volta de Nice a Monaco 13,0 Coliseum e Fórum Romano 12,0 Entrada no Museu do Vaticano 14,0 Entrada na Galeria dell'Uficio 6,0 Onibus Turístico em Roma 19,0 Passeio de Gondola em Veneza 100,0 Hotel Aulivia Ópera Paris 106,0 Hotel Ibis Nice 65,0 Hotel Novotel Milano 130,0 Hotel Mari Veneza 75,0 Hotel Club Firenze 65,0 Hotel Regent Roma 103,0 Trem de Paris a Nice 114,0 Trem de Nice a Milão 68,0 Trem de Milão a Veneza 33,0 Trem de Veneza a Florença 54,0 Trem de Florença a Roma 42,0
  6. Olá Galera, vou colocar aqui o relato de minha viagem de Paris a Roma, que fiz em Abril de 2009 com minha esposa Viviane. Espero que gostem e que sirva de inspiração para outros mochileiros. 01. São Paulo – 18.04.09 Acordamos ansiosos para nossa primeira viagem á Europa. E eu, além de ansioso, estava inquieto, pois queria chegar logo ao Aeroporto para ter certeza de que nada daria errado. A sogra e a cunhada foram nos levar ao aeroporto. Chegamos com quatro horas de antecedência, almoçamos no Viena e ficamos de rolê esperando o embarque. Ao entrar no avião tivemos o primeiro contato com a Europa, pois a tripulação falava italiano. Pegamos um vôo da Alitália. Eles nos encheram de comida: massa e vinho, e dormimos de pança cheia. 02. Paris – 19.04.09 O vôo foi cansativo e dormimos mal. Chegamos à Milão com o tempo feio e fazia um puta frio. Tínhamos que fazer conexão e passar pela anfândega. O aeroporto de Malpensa é muito grande e os corredores passam por dentro do Duty Free. Grande jogada de marketing. Pegamos o vôo da Air France e eu não entendia nada que o cara falava, nem em inglês e menos ainda em francês. O tempo foi melhorando e podemos ver as vilas ao redor de Paris pela janela. O avião arremeteu no aeroporto de Charles de Gaulle e a Vivi resolveu levantar para ir ao banheiro. Acabou tomando uma bronca do comissário. Chegamos em Paris naquele aeroporto enorme e não sabíamos para onde ir. Os bilhetes de trem são vendidos em máquinas eletrônicas com débito no cartão de crédito. Perdi o medo da maquininha e comprei o bilhete para Paris. A influência africana em Paris é muito forte e podemos perceber isso dentro do trem. Tinha vários caras ouvindo rap. Fizemos baldeação e descemos na estação de Chateau d’Eau. Ficamos no Hotel Best Western Aulívia Opera, em uma região cheia de imigrantes orientais e africanos. Um bairro legal com vários bares, mas os quartos eram minúsculos. Tomamos um banho e saímos para caminhar. Paris é uma cidade agradável e convidativa para um passeio a pé pelas suas ruas cheias de bares, com gente papeando e bebendo. Passamos pela avenida de Saint Denis, cheia de restaurantes asiáticos, sexy shops e prostitutas velhas, mas apesar de tudo, não era um local degradado. Os prédios antigos e o clima descontraído tornam o lugar gostoso para uma caminhada. Chegamos ao Rio Sena, que é muito mais legal. Vimos o Louvre e a Torre Eiffel de longe. Entramos na região do Louvre e passamos em frente á pirâmide e passeamos pelo Jardim dês Telluires. Atravessamos a praça do Obelisco, onde Louis XVI e Maria Antonieta foram decapitados após a Revolução Francesa. Entramos na Champs Elysees. As árvores são podadas de forma simétrica e os jardins são muito bem cuidados. Só é preciso tomar cuidado antes de se sentar em um café, pois um capuccino por aqui não sai por menos de 6 euros. Existem vários restaurantes com toldos nas calçadas, e muita gente comendo, bebendo e conversando. Não dava pra passar por lá sem fazer o mesmo, então sentamos e tomamos um café com croissant. Depois fomos até o Arco do Triunfo, no final da avenida. O arco foi idealizado por Napoleão Bonaparte como símbolo das conquistas francesas no início do século XIX. Descemos uma rua até a Torre Eiffel, mas estávamos tão cansados que não curtíamos mais a caminhada. Então voltamos pro hotel de metrô. Paris é como um grande queijo suíço, pois existem muitas linhas de metrô e estacionamentos subterrâneos, e nós viramos um casal de tatus, de tanto andar debaixo da terra. No aniversário de nosso primeiro ano de casamento, eu queria assistir ao segundo jogo da semifinal do campeonato paulista entre Corinthians e São Paulo, mas a Vivi queria jantar num restaurante chique. Como não tinha nenhum lugar televisionando o jogo, mas também não tínhamos grana suficiente para ir a um bom restaurante, comemos uma pizza em um restaurante turco e bebemos vinho francês. Depois comprei cerveja no mercadinho de um chinês e fomos dormir. 03. Paris – 20.04.09 Tomamos o café da manhã no hotel e fomos caminhar pelas agradáveis ruas de Paris. Passamos em frente á igreja de Saint Chapelle e na antiga feira de Lês Halles, numa estrutura toda de vidro. Depois entramos na Catedral de Notre Dame, e a Vivi ascendeu uma velinha para Nossa Senhora. Não subimos à torre, pois era caro (9 euros) e tinha muita gente. Atrás da igreja tem um bonito jardim em homenagem à João XXIII, e de lá, atravessamos o Rio Sena e fomos para o Quartier Latin. As ruas do Quartier Latin são ainda mais interessantes. É uma das regiões mais antigas de Paris e tem bastante cafés. Fomos nos Jardins de Luxemburgo. Onde as pessoas ficam sentadas sem fazer nada ao redor de um lago artificial, apenas olhando os corvos tomarem banho. Os parisienses gostam de tomar sol e não fazer nada. Saímos dos Jardins de Luxemburgo e voltamos para o Quartier Latin. Entramos na Igreja de Saint Germain de Pres, a mais antiga da cidade, do século XII. Fomos em frente ao Café Doux Magots, um dos mais tradicionais de Paris, mas estava cheio de gente. Comemos em um restaurante ali perto. O garçom era grosso, mas a refeição e o vinho foram uma das melhores da viagem. Fomos até o Museu Dorsay, ao lado do Rio Sena, mas não entramos. Voltamos para o hotel de metrô e tomamos um banho para ir á Torre Eiffel no final de tarde. Antes de ir á Torre Eiffel fomos até o Lês Invalides. Um palácio que foi utilizado pelo exército francês para abrigar os soldados feridos. Em minha opinião, nada interessante perto de outros cartões postais da cidade. E a Vivi ficou inválida, pois a bota deu dois calos nos pés dela e dificultou a nossa caminhada até a Torre Eiffel. A Torre Eiffel é tudo de bom. Não perdemos tempo e compramos o bilhete para subir de elevador. Eu queria subir a pé, mas a Vivi foi mais persuasiva e acabei fazendo a vontade dela. Era quase sete da noite, mas em Paris demora pra escurecer e vimos o final de tarde e o pôr-do-sol em cima da torre. Ficamos três horas lá no alto. Existem restaurantes e lojas de souvenirs, e os preços são os mesmos do resto da cidade. Vimos a cidade se ascender e descemos felizes da vida. A Vivi só não estava mais feliz porque seus pés estavam doendo e o vento desarrumava seu cabelo. Atravessamos o Rio para tirar fotos da torre do outro lado, e vimos um cara roubar a câmera fotográfica de um japonês. E por falar em japonês, Paris está cheia deles. Eles estão em toda parte com suas máquinas de fotos, e sempre andam em bando. Voltamos tarde para o hotel e comemos pão com queijo e salame, que comprei na vendinha do chinês. 04. Paris – 21.04.09 Tomamos o trem de manhã em direção ao subúrbio e fomos conhecer o Castelo de Versailles. Fica na última estação de trem Rive Gauche, 20 km a sudoeste de Paris. Havia uma fila enorme para comprar os bilhetes, cerca de 40 minutos. Andar pelos jardins é de graça. O bilhete é para entrar no castelo. Os jardins são muito grandes. Pense em um lugar grande e multiplique: são os jardins do Palácio de Versailles. Infinitamente maior que os Jardins de Luxemburgo ou das Telluires. Descemos até o lago, andamos pelos jardins que parecem um labirinto, pois tem paredes altas e trepadeiras, e vimos estátuas nas fontes. Percebi que o Museu do Ipiranga foi inspirado no Chateau de Versailles. Entramos no Chateau. As paredes são forradas com panos e cada quarto é de uma cor diferente. O ponto alto são os quartos de Maria Antonieta e Louis XVI, e também a sala de espelhos. Penso que valeu o preço (13,5 euros), que foi o mais caro da viagem. Na volta fomos até o Grande Arco de la Defense, que segundo a Vivi não é um Arco, pois não é curvo. Ele fica numa região alta e cheia de prédios modernos. É o centro financeiro da cidade, e tem um shopping, onde a Vivi fez umas comprinhas. O Grande Arco de la Defense representa um passo para o futuro e fica na mesma linha do Arco do Triunfo, Champs Elysees e Museu do Louvre. Na volta, jantamos em um restaurante perto do hotel. Meu bife espirrava sangue e eu estava tão cansado que nem senti o sabor da comida. 05. Paris – 22.04.09 Arrumamos nossas malas e deixamos no hotel, pois era nosso último dia em Paris. Primeiro fomos tirar umas fotos em frente à Torre. Quando viajo, gosto de dar um role procurando os melhores ângulos para as fotos, e nesse caso, o melhor lugar era no Champs de Mars (campo de Marte) com a torre ao fundo. Depois cruzamos o Rio Sena e fizemos o passeio de barco, vendo os pontos turísticos ao redor e os parisienses tomando sol nos Lês Quais. Comemos um cachorro quente no Jardim dês Telluires e logo após entramos no Museu do Louvre pela pirâmide. O museu é imenso e não dá pra ver tudo em poucas horas, então, nos concentramos em conhecer o contexto. Passamos pelas pinturas italianas da época do renascimento, vimos as pinturas francesas. Os italianos pintavam santos e coisas sobre a igreja e a família, já os franceses pintavam sobre a guerra e conquistas e havia vários quadros de Napoleão. Passamos pelas esculturas, antiguidades egípcias e povos da antiguidade. A Monalisa é a principal atração e fica numa sala tão cheia que é difícil de chegar perto. Vimos também a Vênus de Milo, história do Louvre e ficamos cansados. Quatro horas dentro do Louvre foi o bastante. Ainda havia tempo de ir ao Arco do Triunfo e subir as escadas. A subida ao arco é pelas escadas, não tem elevador, e tinha uma galera gritando e tocando o terror atrás, então subimos bem rápido. A vista é muito legal. Achei mais interessante que a vista da Torre Eiffel, e dá uma perspectiva interessante da Champs Elysees, La Defense e da Torre. Voltamos pro hotel, pegamos nossas malas e fomos para a Estação de Trem de Austerlitz, sempre que nem tatu. O metrô em Paris é muito eficiente. Tomar trem na Europa é tranqüilo. A passagem já estava reservada, então foi só entrar e procurar os nossos assentos. No final do último vagão. E haja reclamação, por causa de ter que carregar a mochila pesada, e porque viajamos de segunda classe, e na primeira classe tinha leito... 06. Nice – 23.04.09 Chegamos de manhã em Nice e tomamos um café ao lado da estação de trem. Nosso hotel fica na avenida da praia, o problema é que fica perto do aeroporto, longe da cidade. Não percebi esse detalhe quando reservei, e sofremos por conta disso, primeiro porque tivemos que tomar dois ônibus até encontrar o hotel e não é legal ficar andando com uma mochila de mais de dez quilos nas costas. Ainda mais quando sua esposa está irritadíssima porque você fez besteira. E os motoristas não falam inglês e não são prestativos, então tivemos que nos virar por conta própria. Encontramos o hotel e tomamos um banho para tirar o cansaço e fomos conhecer a cidade. Nice não tem metrô, mas o sistema de ônibus é eficiente e tínhamos passe que servia para várias viagens o dia todo. Descemos numa rua com vários restaurantes perto do centro. Eu comi um bife com pão e batatas, meu prato preferido na França. A Vivi comeu uma macarronada com frutos do mar, e o cara do restaurante nos ensinou a comer macarrão usando a colher e o garfo, que é muito mais prático. A praia é de pedras e não dá pra andar descalço porque o pé dói. Tem que usar um calçado. Os franceses ficam deitados tomando sol, e algumas francesas faziam “topless”, mas só as mais velhas. Não vi nenhuma mocinha com os peitos de fora, que pena. Alguns corajosos se aventuravam a entrar na água gelada, devem ter vindo da Escandinávia. O mar tem uma tonalidade de azul royal que é extremamente bonito. Caminhamos pela orla até um morro no final da avenida. Lá existem ruínas de uma antiga fortificação e um mirante. É interessante subir, pois se tem uma vista de toda a cidade. Lá no alto havia um parque com crianças brincando e um bar onde tomei cerveja. O legal mesmo é a vista, o canto dos pássaros e a brisa suave do mediterrâneo. Do outro lado do morro havia uma marina com restaurantes legais e um transatlântico enorme, mas não fomos lá. Voltamos para Nice e entramos num bairro ao lado do centro com prédios em estilo italiano. Pintados de vermelho ou amarelo, com janelas verdes de madeira e roupas secando do lado de fora, que segundo a Vivi, são o Ó do Borogodó. Muitos bares, restaurantes e lojinhas interessantes. Demos um role pelo local e voltamos para o hotel com a intenção de voltar lá de noite. Estávamos cansados e dormimos até anoitecer, ficou tarde para sair ao centro. Então resolvemos comer no bairro mesmo, onde estávamos, mas os restaurantes em Nice fecham cedo. Fomos entrar em uma pizzaria, mas o dono disse que estavam fechando. Encontramos uma hamburgueria aberta do outro lado da rua. Comemos lá, e o francês nó cego ainda esqueceu de colocar o hambúrguer no meu lanche, eu mostrei pra ele, o cara ficou sem graça e fez outro lanche pra mim. 07. Nice – 24.04.09 O café da manhã no Íbis é muito caro pelo que oferece, então saímos pelo bairro até encontrarmos uma brasserie com lanches pela metade do preço. Depois tomamos um bus até a estação de trem e fomos de lá para Mônaco. A viagem é curta e para em algumas estações ao longo do caminho. Dura cerca de meia-hora e vai o tempo todo margeando o Mar Mediterrâneo, são paisagens muito bonitas. Chegando em Mônaco, você desce umas escadas até a parte baixa da cidade, na frente da marina. Mônaco é exatamente como dizem: estando lá, você se sente um mendigo. E olha que eu estava com minha melhor roupa! Tudo é muito luxuoso. Havia vários iates atracados na marina, um mais imponente que o outro. Fizemos a pé o circuito da Fórmula 1. Passamos por dentro do túnel que fica rente ao mar e subimos em seguida a rua que vai até a frente do Cassino. Em nosso mapa havia o anuncio de um passeio de Ferrari pelo circuito da Fórmula 1 por apenas 85 euros. A Vivi ficou muito empolgada, mas infelizmente não encontramos o passeio. O garçom da pizzaria onde almoçamos nos disse que seria necessário ligar e agendar, e não conseguimos fazê-lo. Então, disse á Vivi que levaria ela para andar de barquinho em Mônaco. Que legal! O barquinho vai de uma ponta até a outra da Marina e o passeio dura menos de dois minutos e custa 1 euro. Quando o passeio terminou, ela se sentiu enganada e ficou ainda mais nervosa. Só isso! Mônaco respira Fórmula 1 e a cidade já se preparava para o próximo GP daqui um mês. As arquibancadas já estavam prontas e havia vários pneus amontoados. As lojas de souvenirs vendem camisetas da Fórmula 1 e eu comprei uma pra mim. Passamos em frente a uma concessionária da Ferrari e erramos o caminho da Estação de Trem ao ir embora. Perdemos bastante tempo. Chegando a Nice passamos no hotel, tomamos um banho e voltamos para o centro. Eu disse á Vivi que levaria ela ao Cassino á noite, e ela ficou muito feliz. Então, mostrei a ela um supermercado chamado Cassino. A felicidade dela acabou e não fomos nem ao supermercado, nem ao cassino de verdade. Ficamos andando nas ruas de Nice. Fomos á Praça Massina, que é a Praça Principal. Eles têm um ônibus moderno sobre trilhos no centro da cidade. Interessante. Paramos num bar no centro e tomamos água com menta. Não era alcoólico, mas ficamos curiosos ao ver um cara tomando na mesa ao lado e pedimos o mesmo drink. Andamos pela orla da praia e comemos um lanche no Mcdonalds. Quando procuramos um ônibus para voltar ao Hotel, descobrimos que eles param de circular ás oito da noite, e já era dez. Tivemos que voltar a pé para o hotel, quase uma hora de caminhada pela orla com um vento gelado em nosso rosto e a Vivi reclamando. 08. Milão – 25.04.09 Saímos do hotel e fomos pra estação tomar o trem com tempo de sobra. No trem sentamos ao lado de um casal jovem de italianos que tinham um bebê. A Vivi ficou encantada. O trem vai até Gênova e depois volta para subir á Milão. Daí entraram duas alemãs com crianças. Eles comiam pepino cru, tomate e salaminho. E depois a mulher cantou uma música suave pro menino dormir. Detalhe: Eu e a Vivi dormimos, mas o menino não. Em Milão estava chovendo. Um tempo chato com garoa e vento. Tivemos que tomar um ônibus na estação para chegar á Estação de Trem. O Hotel Novotel da Rede Accor foi o mais luxuoso que ficamos durante a viagem, pois devido á Feira de Móveis, todos os hotéis estavam lotados e com os preços três vezes mais caros. Tomamos um bonde até a Estação e depois outro até a região do Duomo. Estava lotado. A grande maioria eram as pessoas voltando da feira, peruas ricas gastando o dinheiro do marido, arquitetas e decoradores, homossexuais e muita gente fashion. Entramos na Galeria Vittorio Emanuelle, um lugar com lojas de grife: Gucci, Armani, Dior e outras. Tudo muito caro. Até mesmo um simples café não sai por menos de 6 euros. O Duomo estava fechado. Ao redor existem várias lojas de roupa. Comemos uma macarronada com vinho em um restaurante da região. Passamos em frente a uma loja da Ferrari. Ali eu me senti ainda mais pobre. Uma gravata custa 100 euros! Não é pra “nóis”. Depois de dar voltas em torno do Duomo tomamos um gelato, passamos novamente na Galeria Vittorio Emanuelle e pisamos no Buraco do Touro. Um desenho que existe no chão da Galeria que os visitantes devem pisar. Não sei o motivo, mas fizemos. Quando já não tinha mais ninguém na rua e já era noite, voltamos pro hotel. 09. Milão – 26.04.09 Para a Vivi, este era um dia muito importante: o dia de ir á Grande Feira de Móveis de Milão. Tomamos o metrô na Estação e aí houve uma confusão, pois eu já tinha os bilhetes de metrô que tinha pago 1 euro. Mas a placa estava dizendo que era 4 euros. Entramos no metrô com o bilhete de 1 euro, só que descemos na estação errada. Tínhamos que descer na Estação Rho-Fiera, mas descemos em Fiera Milano City, uma outra feira que não tem nada a ver e não havia nada lá. Depois de andar em círculos perto do metrô e descobrir que não havia nada lá, voltamos para a estação e tivemos que comprar outro bilhete para ir á feira certa. Além do frio e do vento eu ainda tive que engolir a cara feia da Dona Viviane, que no final ainda falou: _ Ta vendo! Eu te disse... A Feira de Móveis acontece em um local grandioso. Muito maior, por exemplo, que o Anhembi. O lugar é tão grande que tem esteiras rolantes para andar lá dentro e não se cansar. São vinte pavilhões com tendências de móveis, lustres e outros apetrechos. Existem sofás da hora, camas muito loucas e cadeiras confortáveis. Móveis que entram pra dentro e lustres que parecem discos voadores. É impossível olhar tudo, mas passamos em mais da metade dos pavilhões, e clicamos algumas fotos. Comemos panini, e os caras do bar foram mal educados, pois você pega o pão num lugar e a bebida do outro lado, só que ninguém te explica. Saindo da Feira de Milão, fomos dar mais uma volta em torno do Duomo. Hoje ele estava aberto e nós entramos. É uma igreja gótica muito legal. A Vivi se empolgou e resolveu fazer umas compras. Comprou uma bolsa da Benetton por um preço razoável. Eu não comprei nada. Estava chovendo e ventando e nos molhamos bastante. Então voltamos pro hotel. Á noite resolvemos comer no hotel. Queríamos comer no Íbis, que é mais barato, mas disseram que não poderíamos comer lá porque estávamos hospedados no Novotel. Tivemos um problema no restaurante do Novotel, pois não tinha mesa sobrando. Sentamos sem saber em uma mesa que estava reservada, e o garçom ao pedir para que saíssemos foi extremamente grosso e mal educado. Deixamos o restaurante indignados e de estomago vazio. A vivi foi brigar com o gerente na recepção, e eu atravessei a rua na chuva e fui comprar uma pizza na vendinha de um árabe porco e banguela. Entrei no hotel com a pizza debaixo do braço e comemos no quarto. O cara ainda colocou sardinha na pizza, mas eu que fui cabeçudo por não saber o que é sardinha em italiano. Aquilo me embrulhou o estomago, pois não gosto de sardinha. Fomos dormir cansados e morrendo de raiva. 10. Veneza – 27.04.09 Saímos do hotel por volta das 8hs e pra nossa sorte tomamos o bonde, pois como era segunda-feira de manhã, o trânsito estava uma loucura, mas cortamos caminhos pelos trilhos dos jardins e chegamos no terminal a tempo de pegar o trem para Veneza. Dentro do trem fomos conversando com uma professora que estava de excursão com um monte de moleques. A viagem durou cerca de três horas, e descemos em Veneza Mestre. Nosso hotel ficava na vila de Campalto. Imaginávamos que seria perto de Mestre, mas era bem longe e o ônibus demorava passar. Ficamos cerca de quarenta minutos sentados no ponto esperando o ônibus e estávamos confusos, pois demorou tanto que ficamos na dúvida se realmente ele passava por ali. Com a mochila pesada nas costas e a cara de brava da Dona Viviane era mais difícil esperar o busão, mas pra minha sorte ele chegou. Descemos no ponto certo, ainda bem, porque o próximo ponto era bem longe do hotel. Apesar de ser um pouco longe, este foi o hotel mais legal da viagem. Os donos eram um casal de idade bastante atenciosos que fizeram questão de nos explicar sobre os passeios em Veneza e nos dar alguns mapas falando sobre a região. Deixamos nossas malas no hotel e, debaixo de chuva, fomos comprar um passe de ônibus para ir á Veneza. Só que a tabacaria que vendia bilhetes de ônibus estava fechada por causa da chuva, então, nós entramos no ônibus sem pagar e torcemos pra não aparecer nenhum guarda (em toda a viagem eu não vi nenhum). O ônibus passou por uma ponte que liga Veneza ao continente e chegou ao terminal, que fica na entrada da cidade, é o único lugar onde é possível chegar de transporte terrestre, pois o resto da cidade só é possível andar a pé, ou de barco. Compramos um bilhete que é válido para 36 horas de transporte público, e assim podíamos andar de Vaporeto toda hora. O Vaporeto é como um ônibus público. São as embarcações que atravessam o Grande Canal de Veneza, e passam a todo momento. É legal, pois quando você estiver cansado pode pegar o Vaporeto e passear pelo canal. Almoçamos em um restaurante Fast Food de comida italiana que fica na entrada da cidade. Não é legal por ser Fast Food, mas é bom porque era barato. Passamos por uma ponte nova, do arquiteto Santiago Calaclava e saímos andando em direção á Ponte Rialto. Estava chovendo, mas era tão legal estar em Veneza e apreciar essa cidade tão exótica que nem ligamos pra chuva. A Ponte Rialto fica no meio do Grande Canal e é a mais interessante delas, tanto pela arquitetura diferenciada, quanto pelas lojas que tem dentro. Depois da Ponte Rialto saímos andando pela cidade na direção da Piazza San Marco, mas como se perder em Veneza é extremamente fácil, nos perdemos e quando achei que estávamos chegando na Piazza San Marco, chegamos novamente na entrada da cidade, de frente ao terminal, ou seja, do outro lado da cidade. Partindo da entrada da cidade, resolvemos ir até a Piazza San Marco, mas desta vez de Vaporetto, assim não tinha como errar. Atravessamos todo o Canal de Vaporetto e chegamos á Piazza San Marco, quase no final da cidade. Já estava escuro e a igreja de São Maro estava fechada. Voltaremos no dia seguinte. Da Piazza San Marco fomos a pé até a Ponte Rialto, no meio da cidade, e de lá tomamos um Vaporetto para o terminal de ônibus. Ficamos sem jantar, e preocupados, pois o hotel ficava em uma vila tão pacata, que imaginei que não encontraríamos nenhum restaurante aberto. Pra nossa sorte, encontramos um bom restaurante aberto, e eu comi uma pizza de salcicha com batata frita, que depois, aqui no Brasil, me perguntaram como é que tive coragem de comer esse troço, mas estava muito gostosa, e foi acompanhada de um bom vinho italiano. 11. Veneza – 28.04.09 De manhã saímos e fomos pra Veneza, teríamos o dia todo para andar e se perder no meio da cidade. Aproveitamos bastante o bilhete de transporte, e pegamos um Vaporetto direto para a Praça São Marco. Estava cheio de gente e a entrada da igreja estava lotada, então, resolvemos andar pela cidade e voltar depois. A praça São Marco é um local muito perigoso, pois existem várias lojas de grife, não deixe a sua esposa ficar olhando para as vitrines. Os restaurantes são caros, e nem são tão bons, mas cobram como se fossem. É impossível não se perder nas ruas estreitas de Veneza. A cidade toda é cheia de becos e vielas, e por mais que você esteja com um mapa na mão, acabará se perdendo. Passamos na Ponte da Acadêmia e fomos para o outro lado da cidade. Pegamos várias vezes o Vaporetto. Eu não queria fazer o passeio de gôndola pois achava caro (100 euros) e pra mim não era importante, mas se soubesse que para a Vivi era tão importante teria feito. Só que ela só falou isso depois que fomos embora de Veneza, aí já era, né! Depois do almoço o sol abriu e conseguimos tirar algumas fotos muito legais da cidade. Compramos enfeites de Murano que a Vivi adorou, são vidros desenhados de uma ilha homônima da região. Entramos na Igreja de São Marco, que é bastante diferente das outras igrejas que entramos na Itália, deve ser por causa da influência bizantina na arquitetura da cidade. Como Veneza é uma das cidades italianas mais próximas do Oriente, foi a que sofreu maior influência da antiga cultura Bizantina. Isso pode ser notado nas contruções históricas. No final da tarde pegamos um Vaporetto errado e fomos parar em Lido. Foi muito legal, pois descobrimos uma ilha com uma vilinha da hora. Jantamos lá e me senti constrangido, pois na Itália ninguém racha uma pizza inteira, só eu e a Vivi. Cada um tem a sua pizza, até um moleque de oito anos estava comendo a sua pizza inteira na mesa ao lado, e nós dois rachando uma pizza. 12. Florença – 29.04.09 Saímos correndo do hotel, pois esse era o trem que saía mais cedo de todos da viagem, cerca de 9hs da manhã. O problema é que como o hotel era longe, tínhamos que sair cedo, e por pouco não perdemos a viagem, porque pegamos um trânsito no meio do caminho e um trecho em obras. A viagem até Firenze durou duas horas. Chegando lá, fomos para o hotel que ficava do lado da estação de trem. A Vivi não gostou muito porque a decoração não era tão caprichada, mas é muito mais fácil sair da estação e ter o hotel do lado, sem precisar ficar pegando ônibus. Se eu pudesse, todos os hotéis seriam ao lado da estação de trem. Deixamos nossas malas no hotel e fomos andar pela cidade. Firenze foi o local em que ficamos menos tempo, só um dia. O hotel ao lado da estação de trem foi muito importante, pois assim não perdemos tempo com deslocamentos. Firenze não parece uma cidade tão grande, e a maioria das atrações estão concentradas perto uma das outras. Entramos na Igreja de Santa Maria del Fiore. Legal e colorida por dentro. Depois fomos em direção ao Rio Arno, um dos principais cartões postais de toda a Europa. Vimos a Ponte Vecchio, com suas lojas de relógios no meio da ponte. Parecem casas de palafitas, mas são lojas caras. A Ponte Vecchio é a única que não foi bombardeada durante a segunda guerra mundial. Entramos na Galeria dell’ Uficio, um museu com quadros da época do renascimento. Na minha opinião, foi mais legal do que o museu do Louvre, pois as obras estão concentradas em ordem cronológica e, por haver menos opções, você consegue apreciar melhor. A que mais gostei foi “O nascimento de Vênus”, de Boticcelli. Á noite a gente saiu pra comer. Eu não aguentava mais comer pizza, e também não queria comer macarrão, mas o cardápio italiano não tem muitas opções, é uma coisa ou outra, então, como já tínhamos comido macarronada na hora do almoço, comemos pizza na janta. O cardápio dizia que tinha ovo na pizza, eu pensei que fosse como uma pizza portuguesa, mas não, o cara fritou um ovo e jogou no meio da pizza, fazendo uma baita meleca! Comemos, mas não me agradou muito, e acho que foi a pizza mais exótica que já comi. 13. Florença a Roma – 30.04.09 O trem para Roma só sairia depois do meio-dia, então teríamos a manhã toda pra andar em Firenze. Fomos para o Rio Arno e atravessamos as suas pontes várias vezes procurando por bons angulos para tirar fotos. Estava um dia bonito, e isso ajudou bastante. Resolvi ir até a praça Michelangelo, que fica no alto da cidade e oferece uma belíssima vista de Firenze, mas como parecia ser perto, decidimos ir a pé, só que entramos no caminho errado e subimos um puta de um morro á toa. Á toa porque tinha um muro na frente e não dava pra ver nada, e a Vivi ficou reclamando que estava com dor no joelho. Daí, quando descobri o caminho certo para a Praça Michelangelo, ela não queria subir. Eu subi sozinho, mas não queria deixar ela esperando muito tempo, então tirei umas fotos rápidas e voltei. Na volta para o hotel compramos umas gravuras para colocar na parede da nossa casa. A feira de camelôs em Firenze era cheia de brasileiros. Eu estava falando em italiano com um vendedor, mas quando ele me viu falando em português com a Vivi, começou a falar em português também. Havia muitos brasileiros morando em Firenze, normalmente eles trabalham no comércio ou são motoristas de táxis. Tomamos o trem e, como estávamos com fome, compramos um McDonalds e fomos comendo dentro do trem. O trem estava cheio de brasileiros indo para Roma. Não era só a gente que estava comendo. Dentro do trem estava maior banquete. Chegamos em Roma e descemos na Estação Terminal. Ela é bastante grande e também é interligada com o metrô. Tomamos o metrô até a estação Flamínio, e de lá, deveríamos tomar um outro trem até o nosso hotel, mas descemos do lado errado do metrô e não vimos a estação de trem. Então, ao invés de tomar o trem, tomamos um bonde para outro lado da cidade. É bom que a passagem dá direito a várias viagens por uma hora, pois tomamos um monte de ônibus erroneamente. O problema é que eu sou cabeça dura, e se o cara me dá uma informação que não me parece coerente, eu não acredito, e acabamos batendo cabeça. Depois de perguntar para várias pessoas, encontramos a estação de trem e chegamos ao hotel. Muito cansados, deixamos as malas no hotel e voltamos pra conhecer a cidade. Meu bilhete tinha perdido a validade, e na entrada da estação não tinha nenhum guichê, então, passei por baixo da roleta. Começamos nosso passeio descendo no metrô Republica, era uma praça grande com umas construções de pilares enormes. Atravessamos a rua na frente dos carros, que passam com tudo, e os pedestres também se jogam na frente deles com tudo, daí eles param, não tem farol de pedestres, só a faixa, mas eles obedecem. Descemos a rua em direção á região onde está a Fontana de Trevi. Lá haviam muitos italianos desocupados, sentados em frente dela sem fazer nada. A Fontana de Trevi é muito legal. Surpreende, pois antes de chegar lá você imagina uma simples fonte, mas ela é imensa e muito da hora. Trocamos umas moedas numa sorveteria pra jogar na fonte, pois diz a lenda que você deve jogar uma moeda na fonte para sempre voltar á Roma, a além disso, a massa do sorvete italiano é deliciosa, e sempre que podemos tomávamos sorvete. Passamos no Pantheon, uma interessante construção do Século III que foi a única do Império Romano que ainda está intacta. Lá dentro tem uma abertura no teto que reflete a luz do sol, e o interior parece uma igreja. Do lado de fora tem uma praça da hora e umas carroças. Perto do Pantheon tem a Praça Navona, que tem bonitas fontes e vários restaurantes, é um dos locais mais agradáveis para se andar em Roma. Saímos andando pela cidade e passamos na frente do Capitólio, com o prédio em homenagem a Vittorio Emanuelle, responsável pela unificação da Itália em 1.860. É um prédio muito legal e bastante imponente, todo de branco. De repente, surpreendentemente, avistamos o Coliseum no final de uma rua. É assim, você sai para andar e ver um monte de coisas interessantes, e de repente se vê de frente o Coliseum. Fomos até lá, e como já era fim de tarde, ele estava fechado. O sol da tarde refletia nele e conseguimos tirar umas fotos muito bonitas. Voltaremos no dia seguinte. 14. Roma – 01.05.09 Tomamos o metrô e descemos na Estação Termini, no centro de Roma. Lá compramos um guia de Roma e descemos as ruas da cidade até o Coliseum. Devido ao feriado do dia do trabalho na Itália, o valor da entrada ao Coliseum estava mais barata (de 12 euros para 1 euro), então estava super-lotado. Ficamos quarenta minutos na fila do Coliseum. Lá dentro é muito legal. Demos toda a volta entre as arquibancadas antigas, que já não existem mais, pois o Coliseum ficou abandonado por mais de mil anos, após a queda do Império Romano. Havia bastante gente lá dentro e os melhores locais para tirar fotos eram bem disputados. Do lado de dentro é muito interessante. Existem várias colunas abaixo do antigo piso, de onde saíam os gladiadores e os animais. Palco de sangrentas batalhas. Dizem que era tão legal que os Romanos faziam até batalha naval lá dentro. Ainda assim, acho que visto do lado de fora ele é ainda mais legal. Saímos do Coliseum e entramos no Fórum Romano. Mais uma hora de fila e bastante gente lá dentro. O Fórum Romano e o Palatino são enormes. Trata-se da antiga cidade de Roma da época do Império Romano, onde ficam as principais construções da antiguidade. Se eu soubesse que era tão grande, teria almoçado antes, pois estava com fome e lá dentro não tem nada pra comer. Saímos do Fórum Romano e fomos para a região de Trastevere, onde havia alguns restaurantes, mas já estavam todos fechados, era quatro da tarde. Então comemos um lanche meia-boca. Andamos ainda mais. Passamos pela ponte sobre o Rio Tibre e na Ilha Tiberina. É um lugar bonito, mas como tínhamos visitado primeiro Paris, então a gente acaba comparando, e nós achamos Paris mais interessante. Fomos ao Circus Máximus, ao lado do Palatino, onde aconteciam as corridas de bigas na antiguidade. Não existe mais nada no local, e sobrou apenas um vale gramado com a pista de bigas no centro. Depois pegamos o metrô até a Piazza de Spagna. Dizem que é uma das praças mais bonitas de Roma. E realmente é interessante. Haviam muitos italianos sentados tomando sol no final de tarde. É diferente o jeito como tantas pessoas ficam sentadas na cidade sem fazer nada. Em frente á Piazza de Spagna tem uma igreja, e descendo as ruas que estavam todas cheias, fomos até a Fontana de Trevi mais uma vez. Tinha mais gente do que na Piazza de Spagna. Foi o lugar que mais gostamos em Roma. Hoje comemos em um restaurante perto da Fontana de Trevi. Foi o jantar mais caro da viagem, mas também um dos mais saborosos. Comi uma deliciosa pasta italiana acompanhada de um bife. Primeiro e segundo pratos. 15. Roma – 02.05.09 Em nosso último dia de viagem, resolvemos ir até o Vaticano, e realmente pagamos nossos pecados. Era um sábado e parecia que a cidade estava ainda mais cheia que no feriado. Tomamos o metrô até a Praça São Pedro. Estava sol e tivemos que enfrentar uma fila de uma hora e meia para entrar na Igreja de São Pedro. Sem contar que diversos italianos mal educados furam fila próximo da entrada, e quando entramos, havia uma manada de gente nos empurrando para dentro. A igreja é muito legal, mas o excesso de gente atrapalhou o passeio. Teve uma hora que a Vivi viu o Papa subindo em um elevador e dando “Ciao”. Acho que era o Papa, um velho de cabeça branca dando “Ciao” só pode ser o Papa. Passamos em frente ao túmulo de alguns papas, mas não o de João Paulo II. Fiz o sinal da cruz e deixei a igreja. Compramos lembrancinhas na loja do Vaticano para as mães e as avós. Almoçamos em uma rede de Fast Food de comida italiana perto do Vaticano, e fomos entrar á Cidade do Vaticano. Esse foi o pior momento, pois havia uma fila muito mal organizada de cerca de três horas de espera, com vários italianos tentando furar fila. E ainda começou a chover forte, então, desistimos de entrar no Vaticano, e voltamos para a Estação de Metrô sem visitar a Capela Sistina. Como ainda tínhamos algum tempo na cidade, fomos até o Parque Borghese, em uma parte alta da cidade. Foi melhor do que esperávamos, pois tivemos uma vista de Roma do alto, e ainda descobrimos uma feira de comidas típicas de várias regiões da Itália, com direito a degustação de vinho, queijo, salames e cerveja. Tudo que eu gosto. E tinha bandas locais tocando. A gente tinha dinheiro sobrando e compramos um monte de especiarias na feira. No final da tarde, passamos no hotel para pegar nossas malas e fomos á Estação Termini. De lá, saem trens até o Aeroporto de Fiumicino. O Aeroporto é muito grande, acho que tão grande quanto o Charles de Gaulle, em Paris. O trem para perto do embarque Internacional, e foi bem fácil se localizar. Fomos barrados na Alfândega, pois estava com duas garrafas de vinho na bagagem de mão, então a moça mandou que nós voltássemos e fizéssemos o despacho junto das malas. Passamos na loja da Ferrari, comemos um lanche e fomos pro saguão esperar o avião. A volta não foi menos cansativa que a ida. Onze horas de vôo na classe econômica não é nada legal, mas por sorte estava noite e conseguimos dormir um pouco. No final da viagem paramos no Duty Free e a Vivi fez a festa. Eu comprei um perfume e bebidas. A Vivi gastou um pouco mais, e ainda ficou furiosa comigo porque não aprovei quando ela quis comprar mais uma bolsa. Chegamos em casa de manhã, felizes da vida e com lembranças maravilhosas da Europa.
  7. Olá Daniela, Segue abaixo alguns custos que tive durante a viagem, estão todos convertidos em reais: Transporte (valor por pessoa) R$ Bus de SP a Corumbá 180,00 Trem de Corumbá a Sta Cruz 50,00 Bus de Sta Cruz a Sucre 25,00 Bus de Sucre a Uyuni 17,00 Bus de Uyuni a La Paz 18,00 Taxi de La Paz ao Aeroporto 13,00 Van de La Paz ao Aeroporto 1,00 Bus de La Paz a Tihuanaco 6,00 Bus de La Paz a Copacabana 9,00 Bus de Copacabana a Puno 6,00 Bus de Puno a Cusco 33,00 Van de Cusco a Ollantaytambo 6,00 Vôo de Cusco a Lima 230,00 Taxi do Aeroporto a Lima 25,00 Vôo de Lima a SP (Gol) 560,00 (na época estava em promoção, hoje eu não sei). Hotéis (valor da diária) R$ Santa Cruz Hotel Suécia 1 pessoa 13,00 Uyuni Hotel Avenida 1 pessoa 14,00 La Paz Hostal Copacabana 1 pessoa 18,00 La Paz Hostal Copacabana 1 casal 28,00 Copacabana Hospedaria Sucre 1 casal 19,00 Cusco Hospedaria San Blas 1 casal 24,00 (não curti não, era meio sujo) Lima Hotel El Ducado 1 casal 132,00 (como era o final da viagem, queria ficar num hotel da hora, mas achei muito caro). Passeios (valor por pessoa) Passeio de 1 dia no Salar 56,00 Entrada Ilha Intihuasi 3,00 Passeio ao Chacaltaya 17,00 Entrada em Chacaltaya 4,00 Entrada no Valle della Luna 4,00 Entrada em Tihuanaco 22,00 Passeio de 1/2 dia á Ilha do Sol 4,00 Passeio á Ilha dos Uros 16,00 Entrada Qoricancha e Catedral 9,00 Pacote (City tour em Cusco + Sacsayhuaman + Qenqo + Vale Sagrado + almoço + Pisac + Ollantaytambo + Trem ida e volta + hotel em águas calientes + entrada em Machu Picchu + guia) 288,00 Microbus de Machu Picchu a Águas Calientes 11,00 City tour em Lima 10,00 Abraço. Denis Tognetti
  8. Esse é o relato de minha viagem á Bólívia e Peru feita em novembro de 2007. Já faz algum tempo, mas acredito que algumas informações podem ser úteis e, assim como eu gosto de ler sobre relatos de outros viajantes, penso que o meu também pode servir de inspiração a outros mochileiros como eu. 1. De São Paulo a Corumbá – 15.11.07 Depois de três anos de espera, finalmente consegui fazer minha incrível viagem a Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. Eu e a Vivi estávamos nas preparações para o nosso casamento, e a Vivi não queria ir, pois estávamos com pouca grana, mas eu fui firme, não queria prorrogar por mais um ano e colocar um sonho na frente de outro. Então, fui sozinho. A Vivi foi me levar na rodoviária do Tietê onde peguei o ônibus da Viação Andorinha. Chegando lá, ela ficou com vontade de ir também, então tomou a vacina contra febre amarela e comprou uma passagem de avião para me encontrar em La Paz uma semana depois. O ônibus saiu da rodoviária do Tietê ás 11 da manhã debaixo de chuva e seguiu em direção ao interior. Tinha vários bolivianos dentro do ônibus, uma policial que sentou ao meu lado e conversou comigo o tempo inteiro, até a divisa do Mato Grosso do Sul, onde ela desceu, e mais três caras de Santo André, Fernando, Eduardo e Thiago, que também estavam indo para Machu Picchu. Fizemos paradas em Botucatu e Presidente Prudente. O onibus passa pelo Rio Paraná, na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas estava escuro então eu não vi nada. Nós compramos cerveja nas paradas e fizemos a maior zueira. Mas depois a cerveja acabou e o pessoal ficou cansado, daí todos dormiram. 2. Corumbá e Trem da morte – 16.11.07 De madrugada o ônibus fez uma parada em Campo Grande, mas estava escuro e não dava pra tirar fotos. Acordei ás 6 da manhã na cidade de Miranda com uma hora a menos de fuso. O café da manhã parecia bastante gorduroso, então eu preferi não comer. Depois foram mais duas horas até Corumbá. É legal porque o onibus atravessa o Pantanal e é possível avistar tuiuius e jacarés na beira da estrada. O onibus foi direto para a fronteira. Descemos no posto policial para carimbar o passaporte e preencher um controle de imigração. É bem tranquilo. Ao passar na fronteira os cambistas te abordeam para trocar dinheiro, troquei R$ 100 por B$ 360. O contraste é imediato. Em Corumbá as ruas são bem cuidadas e a cidade é organizada. Em Puerto Quijarro as ruas são de terra e existe bastante pobreza. Ao descer do ônibus vários Bolivianos se aproximam de você para oferecer serviços, contratamos uma corrida de táxi por B$10 até a estação de trem. Em frente a estação também é tudo precário. Alguns bolivianos que vieram conosco no ônibus ficariam um dia na cidade para tomar o trem no dia seguinte, pois não haviam mais bilhetes, mas eu não queria perder um dia ali. Então conversamos com uns caras na estação que combinaram em colocar a gente pra dentro do trem sem bilhete mediante uma caixinha. Daí começou a aventura. Primeiro ficaram com as nossas identidades. Os caras ficaram preocupados, mas eu não esquentei tanto, pois estava com meu passaporte. Também não tínhamos direito a assentos. Sentávamos nas poltronas vazias, mas se o dono do assento chegasse eramos obrigados a levantar e procurar outro lugar. Faziamos muita algazarra. Compramos cerveja numa parada, e como era muito barato R$ 0,60 compramos uma caixa e distribuimos para as pessoas no vagão. Até que tomamos um enquadro da polícia boliviana, pois é proibido consumir bebidas alcoólicas dentro do trem. Depois do come da polícia a galera ficou mais calma. O engraçado é que justo o Fernando, que é o mais tranquilo da galera, foi quem tomou uma geral, pois os outros caras já tinham tomado a sua cerveja, inclusive eu, e tinha um boliviano com uma latinha na mão que jogou pela janela quando a polícia chegou, Andávamos de um vagão para outro, fizemos amizade com as outras pessoas no trem e passávamos metade do tempo em pé entre os vagões. No trem se vende de tudo: frango frito, espetinho, peixe frito, pão de todo tipo, soda fria, água mineral, suco, gelatina, etc. É muito cômico, não existe higiente e só os bolivianos têm coragem de comer a comida. Poucos brasileiros se atrevem a comer. Á tarde eu dormi um pouco, pois sabia que quando chegássemos em Roboré o trem ficaria cheio e ficaríamos sem lugares pra sentar. E foi o que aconteceu. Já estava de noite e havia muita gente do lado de fora da estação. Entrou um monte de gente pra viajar e outro monte de gente vendendo comida. Havia uma menina com um balde de suco que gritava: suco, suco, suco. E quando você pedia o suco ela enfiava o braço dentro do balde com um copo de plástico e pegava o suco pra você. Eu não estava muito preocupado com o meu lugar, nem os caras, com excessão do Salcinha, um cara de São Paulo que se juntou a nós e queria sentar, então, como só havia um lugar vago, deixamos para o Salcicha. Ficamos mais de duas horas em pé entre os vagões, contando piada e dando risada. Até que o condutor do trem passou e arrumou lugar para todo mundo, cada um em um vagão diferente. Consegui dormir um pouco. Os caras ainda foram despejados novamente e tiveram que caçar novos assentos. 3. Trem da Morte e Santa Cruz de la Sierra – 17.11.07 Quando amanheceu tinha comida diferente passando: pão com mortadela, pão com salcicha, café brasileiro, gelatina de pata de vaca, etc. Acordamos com a polícia chamando o Fernando: _ Usted estava con las Chicas? Ele não entendeu nada, então os guardas foram embora, eu disse a ele que os guardas perguntaram se ele estava com as meninas. Tinha duas meninas assanhadas dentro do trem. Eram duas bolivianas bonitas, mas menor de idade, e o Fernando ficou conversando com uma delas. E acabou sobrando pra ele novamente, pois a bolsa da menina sumiu e os guardas acharam que ele poderia ter pegado. Fizeram ele abrir a mochila novamente. Depois o condutor do trem apareceu e não deixou que os policiais revistassem mais ninguém. É preciso ter cuidado com as mochilas. As nossas estavam todas juntas e estávamos em bastante gente, por isso fiquei mais tranquilo, mas se estivésse sozinho teria mais cuidado. A hora dentro do trem não passa de jeito nenhum. Estávamos ansiosos para chegar logo em Santa Cruz de la Sierra. E eu estava louco para escovar os dentes e tomar banho. Também estava com fome, pois com medo de ir ao banheiro do trem, que era imundo, preferi não comer nada, apenas barras de cereais e cerveja. O capitão devolveu nossos documentos de manhã pra nossa felicidade, e também para a felicidade do Salcicha, que era o mais preocupado. Há pelo menos duas horas um bolivianos falou pra gente que faltava meia hora pra chegarmos em Santa Cruz. Quando o trem chegou, nos despedimos do pessoal e fomos para o hotel Suécia, na frente do Terminal. Tomamos banho e voltamos para o Terminal para comprar as passagens para o dia seguinte. Depois fomos para o centro de Santa Cruz, um lugar bonito, com uma igreja grande que estava fechadae uma praça limpa e arborizada. Em volta da praça ficam as sedes do governo da província de Santa Cruz e faixas pelo movimento de separação que existe na Bolívia. Já era 4 da tarde e não encontrávamos restaurantes abertos. Então comemos “hamburguesas con papas fritas” e cerveja local. Fazia dois dias que eu não me alimentava direito, e saí dali com a barriga cheia. Tirei algumas fotos no centro de Santa Cruz enquanto os caras ficaram sentados no banquinho e depois voltamos para o Hotel para dormir um pouco. Por volta das 11 da noite, os caras me acordaram e fomos pra balada. Haviam poucos bares no centro. O Eduardo e o Thiago queriam ficar rodando por todas as ruas até achar um bar mais legal, mas não haviam mais. Tinha uns três na frente da praça 24 de Septiembre, e andamos mais uma hora até decidirem entrar em um deles, o Café Lorca, que eu gostei muito. Comemos uma poção de amendoim com batatas e bananas fritas e tomamos cervejas. Descobrimos neste bar que o agito da cidade fica em outra avenida, longe do centro. O Eduardo e o Thiago ainda foram pra lá, mas eu e o Fernando voltamos pro hotel, pois já era tarde. E antes de tomar o táxi pro hotel o Fernando quase toma a terceira geral, pois resolveu tirar a água do joelho no meio da praça. 4. Santa Cruz de la Sierra a Sucre – 18.11.07 Acordei bem cedo e, como a galera ainda estava dormindo, resolvi dar uma volta sozinho. Primeiro fiquei um pouco na internet e depois comprei minha passagem para Sucre. Como sempre ouvi que essa viagem era uma das mais cansativas, então comprei numa companhia boa. Encontrei um italiano que estava conosco no trem e tomei uma cerveja com ele no bar. Comprei xampu e barbeador numa barraca. É difícil encontrar mercadinhos na Bolívia, e na farmácia não encontrei protetor solar. Voltei para o hotel. O Eduardo e Fernando tinham saído, mas o Thiago ainda estava dormindo. Eu acordei ele, pois daqui a pouco teríamos que sair do hotel. O boliviano que limpa os quartos nos disse que nunca foi a La Paz, pois a estrada é muito perigosa e os motoristas dirigem bêbados! É bom saber. Muito obrigado pela informação. Deixamos as malas no hotel e fomos no centro almoçar. Encontramos um restaurante com comida brasileira muito bom. Comi arroz, feijão, picanha e batata frita e linguiça. Os donos eram brasileiros e a maioria dos clientes também. Em Santa Cruz existem muitos brasileiros que estudam medicina lá, pois é mais barato. As mulheres de Santa Cruz também são bonitas, ao contrário do resto da Bolívia. Encontramos um mini-mercado no centro. Comprei umas barras de cereal e depois voltamos para o hotel para pegar as malas. Antes de pegar o onibus ainda tomamos umas cervejas no terminal. No restaurante que entramos não tinha cerveja, mas o balconista foi correndo buscar em outro bar pra gente. Me despedi da galera e tomei o onibus. Buscama, confortável e muito bom. Paramos a noite em um local muito pobre chamado Samaipata. O restaurante era sujo e o banheiro era imundo. Acho que o mais sujo que já vi em toda minha vida, mas ainda assim, tinha pessoas que comiam naquele local sem preconceito, inclusive estrangeiros. A estrada para Sucre sobe os altiplanos bolivianos e é muito ruim, mas eu nem percebi, foi dormi a viagem toda, e quando tive fome comi as minhas barras de cereais. 5. Sucre a Uyuni – 19.11.07 O ônibus chegou á Sucre ás 6 da manhã, como previsto. A rodoviária é feia e o entorno também. Comprei a passagem para Uyuni para ás 7 da manhã, portanto não tinha tempo livre para conhecer a cidade, mas o ônibus passou pela parte histórica, e deu pra ver que ela é bem interessante. Pena que não consegui tirar fotos. Ao meu lado sentou um espanhol, senhor aposentado que viajava sozinho pela América do Sul durante quatro meses. Conversamos por toda a viagem até chegar em Potosí, ás 11 hs. Ele ficaria dois dias na cidade, e eu tive que esperar outro ônibus da mesma companhia que continuaria a viagem. Não tive uma boa impressão de Potosí. Achei ela feia, suja e desorganizada, mas depois me contaram que a parte histórica é bastante bonita, e tem o Cerro Rico e o Palácio de la Moneda. Na saída de Potosí, o motorista do ônibus bateu de propósito em uma caminhonete, apenas porque o cara parou no meio da rua. Fomos para uma delegacia e perdemos cerca de uma hora e meia por conta disso. Os motoristas na Bolívia são muito irresponsáveis. Nos cruzamentos não existem semáforos, passa quem buzinar primeiro. Não se estacionam os carros ao lado da calçada para embarque e desembarque. Eles param no meio da rua mesmo e quem vêm atrás tem que esperar e fica buzinando. Também não existem faixas de pedestres, e os motoristas fecham os cruzamentos, causando grandes engarrafamentos, é uma terra sem lei. A viagem de Potosí a Uyuni foi muito cansativa. Estradas de terra sem nenhuma sinalização e penhascos enormes. Nesse momento da viagem tive um pouco de dor de cabeça, pois estávamos a cerca de 5.000 mts de altitude. Conheci no onibus três brasileiros de Rondônia: Jairo, Jeronimo e Natália. Conversamos um pouco, mas quando o ônibus chegou em Uyuni ás 8:30 da noite, nós nos desencontramos e eu acabei fechando o passeio ao salar com a agência Blue Line, e fiquei num quarto com banheiro privado num hotel em frente à agência Hotel Avenida. Á noite não foi tão fria como eu achava que seria, e consegui dormir tranquilo. 6. Salar de Uyuni – 20.11.07 Acordei bem cedo e fui dar um rolê no centro de Uyuni. O dia estava bonito e a cidade parecia calma e agradável. As lojas ainda nem estavam abertas. Tirei umas fotos e fiquei esperando a hora passar até o início do passeio que começaria ás 10:30hs. Teve um austríacos que faria o passeio conosco, mas passou mal por causa da altitude e ficou no hotel. Conheci duas meninas suiças que fariam o passeio, muito legais, falavam várias línguas, então conversamos em inglês e espanhol. Tinha também dois casais jovens de alemães, mas estes eram muito fechados. Somente uma das meninas tentou conversar comigo, mas a gente não se entendeu muito bem. O guia não explicou nada. Somente nos levou até os lugares e serviu o almoço. Primeiro fui ao cemitério de trens, um local com um monte de trens antigos e sucateados. Lá encontrei com os 3 brasileiros de Rondonia. Estavam fazendo o passeio de 3 dias. Depois fomos a um pequeno povoado onde em um museu do deserto e umas lojas de artesanato. Em seguida entramos no Salar. É quase impossível olhar para o chão sem um óculos de Sol, por causa da claridade. O carro andou em linha reta por mais de meia hora. Fizemos uma pequena parada para foros no meio do salar. O chão é muito branco e duro. Eu pensava que fosse arenoso, mas não é. Depois chegamos á Ilha Intihuasi. Parece uma ilha no meio do oceano, mas é um mar de sal petrificado. A ilha tem diversos cactus gigantes. Encontrei os três brasileiros e fiquei metade do tempo andando com eles. Subimos até o topo da ilha, com muito cansaço por causa da altitude. Outra metade do tempo fiquei andando com as duas suiças. Tirei umas fotos legais com elas no meio do Salar. Eu que não gosto muito de comidas diferentes, comi uma das refeições mais exóticas da minha vida: Quinua com carne de llama. Gostei muito, a quinua parece um arroz com casca meio adocicado, e a carne de llama é parecida com carne de carneiro. Todos ficaram conversando em alemão durante o almoço, inclusive as duas suiças, e eu fiquei boiando. Adorei o passeio ao salar, foi um dos pontos altos da viagem. Na volta nós passamos pelo hotel de sal, mas não entramos. Vimos também os geiseres que brotam do solo devido à atividade vulcânica. Esta hora fazia frio e ventava muito. Chegamos á Uyuni em meio de um vendaval que derrubou várias placas e não era possível enchergar direito devido ás tempestades de areia. Eu não tinha mais direito a ficar no hotel e ainda faltavam duas horas para o meu ônibus sair. Então entrei numa pizzaria para passar o tempo. Encontrei dois equatorianos que vieram me pedir cigarro no salar, e também um alemão e um argentino que se juntaram a nós na mesa. Ficamos conversando em espanhol e inglês, assistindo jogo e tomando cerveja. O alemão não falava nada em espanhol, mas estava aprendendo, e viajava junto com o argentino, que falava bem o inglês. Fo muito legal. O argentino me recomendou um hotel em La Paz onde os hóspedes podem escrever nas paredes, podem fumar maconha e ainda é cheio de argentinos. Eu hein! Tinha dois ônibus que faziam a viagem até La Paz, um mais economico a B$50, e outro mais caro B$200 com semi-leito, ar condicionado e banheiro. Então pensei, eu quero aventura, e comprei a passagem do ônibus mais barato. Saí para pegar o ônibus, e nesse meio tempo só pude ir duas vezes ao banheiro. Eu precisava ir mais uma, afinal, tinha bebido cervejas. O onibus saiu sem checar os passageiros e sem esperar ninguém, e tivesse ido ao banheiro teria ficado pra trás. O onibus era ruim, a estrada horrível e ainda colocaram um monte de bolivianos sentados no meio do corredor. E eu morrendo de vontade de mijar. Não resisti. Joguei pela janela a água de minha garrafa e mijei dentro dela. Como o onibus estava escuro, ninguém viu. Pouco depois o ônibus parou para o pessoal mijar á beira da estrada. Para descer do ônibus tinha que pular os bolivianos que estavam no chão. É nisso que dá pegar o onibus mais barato. 7. La Paz – 21.11.07 A viagem de onibus foi muito cansativa. Foram quatro horas numa estrada de terra e o onibus pulava muito. Era impossível dormir. E eu ainda viagei com minha mochila no meio das pernas, pois o risco de ser roubado era grande. No caminho sentou um estudante equatoriano ao meu lado, estava voltando de um congresso na Argentina com mais oito amigos. Foi minha sorte fazer amizade com ele, chamava-se Carlos, pois quando o onibus parou em Oruro de madrugada para troca de ônibus, eu não estava entendendo nada, e foi ele que me orientou. A viagem de Oruro a La Paz foi num ônibus melhor e foi tranquila. Só haviam estrangeiros e deu pra dormir numa boa. Nada de bolivianos sentados no corredor. A chegada em La Paz é pela cidade de El Alto, a mais de 4.000 mts de altitude. A primeira impressão é de que La Paz é uma grande favela. Mas não é bem assim. Na rodoviária usei a internet e depois tomei um táxi até o Hostal Copacabana. Estava cheio e tinha que esperar algumas horas. Dei uma olhada em outros hostels, mas acabei ficando mesmo no Copacabana. Essa foi a parte mais chata na viagem. Sozinho em uma cidade grande e pobre, cansado e sem nenhuma programação de passeio para fazer. Dormi um pouco no hotel e depois fui dar uma volta na cidade. Encontrei o Carlos com outro amigo equatoriano, ficamos andando juntos na cidade. Descemos até a avenida principal, 9 de Julio. Fomos na Igreja de São Francisco, onde La Paz foi fundada. Depois fomos até o palácio do Governo. Lá estava tendo uma grande manifestação contra o Parlamento, que tinha projeto de mudar a sede para Sucre. Bolivianos e Chollas gritavam palavras de ordem, e haviam policiais armados por todo lado. Bateu um medo, pois lembrei dos confrontos que tiveram a pouco tempo atrás nessa região e deixaram vários mortos, mas por sorte, tudo não passou de uma manifestação pacífica. Mais tarde começou a chover, então entrei no museu de artes. Fiquei lá até a chuva passar. Prédio interessante com arquitetura espanhola e uma grande fonte no meio do páteo interno. Depois fui andar na avenida principal de La Paz, e percebi que a cidade não é tão pobre quanto parece. E nas ruas do centro antigo, onde estou hospedado, vende-se de tudo, e o preço das coisas é bastante economico. Á noite entrei sozinho em um bar para ver o jogo do Brasil. Todos lá dentro torciam para o Uruguai, menos eu, mas o Brasil ganhou de 2x1. Tomei três cervejas, fiquei bêbado e voltei para o hotel logo após o final da partida. Dormi como uma criança. 8. La Paz (Chacaltaya) – 22.11.07 Fui fazer o passeio ao Nevado Chacaltaya que contratei no dia anterior. O guia passou no hotel para me pegar ás 8:30hs conforme combinado. Entrei na van, só tinha europeus. Eram duas suiças, um casal de italianos e um casal de suecos. A van foi subindo as ruas de La Paz pela periferia, ao invés de utilizar a autopista, acredito que para não pagar pedágio. É muito legal, os bolivianos constroem prédios beirando os barrancos. É como os “puxadinhos” feitos no Brasil. Os filhos casam e constroem as casas em cima das casas de seus pais. As casas viram prédios de três ou quatro andares amontoados nos morros. A van parou num lugar bem alto para sacarmos algumas fotos, depois continuou o passeio até Chacaltaya, que dura cerca de uma hora e meia. Paramos no meio do caminho novamente para tirar fotos de Wuayna Potosí, com mais de 6.400 mts de altitude, muito bonito. A base de Chacaltaya fica a 5.200 mts de altitude. Infelizmente não é mais possível esquiar, pois o aquecimento global derreteu parte da neve e hoje em dia a pista de ski mais alta do mundo serve apenas de passeio turístico. Como eu não sei esquiar e nunca tinha visto neve em minha vida, não me importei muito. Estava ansioso para subir até o pico da montanha. Começamos a caminhada. O guia foi na frente, o italiano, acostumado a andar na neve também. As duas senhoras suiças não aguentaram subir até o topo e pararam na metade. O sueco passou mal com a altitude, e eu parava para respirar ofegante a cada três passos, e como não sabia andar na neve, caía toda hora. Demoramos quarenta minutos para subir os 200 mts que separam a base do pico, parece muito, mas não é nada fácil subir 200 mts quando se está a mais de 5.000 mts de altitude. Tiramos fotos lá no alto. Havia um símbolo do nazismo desenhado numa pedra que a italiana fez questão de riscar. Depois, o italiano me ensinou a andar na neve, e a caminhada foi mais fácil. Tomei chá de coca na base do Chalcataya. Não é ruim, mas não dá nenhum barato. Na volta de Chacaltaya, passamos pela cidade de La Paz e fomos para o Vale de le Luna, do outro lado da cidade. São pedras esculpidas pela ação do tempo que parecem a formação rochosa da lua, eu não achei muita graça, mas como estava incluso no passeio, vale a pena. Lá encontrei três brasileiras, mas não deu tempo de conversar com elas porque a van já ia voltar. A região sul de La Paz é mais rica, tem bairros bons, com shoppings e construções mais novas. A van nos deixou perto do hotel. Eu dormi um pouco e ás 8 da noite tomei um táxi até o aeroporto para buscar a Vivi. O vôo dela chegaria ás 11hs. Eu fiquei no aeroporto todo ese tempo impaciente, e o avião atrasou 1:30hs. Para o meu desespero, ela não desceu do avião. E como a gente não tinha se falado a tarde eu não sabia o que tinha acontecido. Tentei ligar para o Brasil, mas os telefones não faziam ligação a cobrar. O motorista de táxi me levou de volta ao hotel e disse para eu ficar tranquilo, mas eu ainda estava tenso. Não tinha nenhuma loja de cabines telefonicas funcionando, pois já era 2:00 da manhã. Também não dava pra ligar do hotel e nem pra acessar a internet. E eu continuei sem saber o que tinha acontecido. Pra aumentar minha agonia, a campainha do hotel estava quebrada e o cara da recepção estava dormindo. Eu fiquei meia-hora do lado de fora chamando até o cara acordar. Fui dormir preocupado, na verdade, quase não dormi. Deitei sem tirar a roupa do corpo para não perder tempo quando acordasse no dia seguinte. 9. La Paz (Tihuanaco) – 23.11.07 Acordei ás 6 da manhã e tomei um táxi até a Rodoviária, pois sabia que lá as cabines telefonicas estariam funcionando. Consegui ligar para a Vivi. Ela perdeu o vôo porque pegou um grande congestionamento em São Paulo (básico). Voltei para o hotel, dei mais umas voltas na cidade e tirei mais fotos. Já tinha pedido o horário dos passeios para Tihuanaco. Então resolvi ir sozinho. Os ônibus para Tihuanaco saem de frente ao cemitério, assim como ôninus para várias outras localidades. Ele sobe a cidade pela periferia para não pagar pedágio, e passa por El Alto. Enquanto La Paz fica num buraco e tem 2 milhões de habitantes, El Alto tem 1 milhão e ambas são bem pobres. La Paz se eleva sobre as montanhas, e El Alto se estende por um extenso planalto. No centro de El Alto ainda existem ruas de terra, e existe uma grande feira que acontece de terça e domingo onde se vende de tudo, de roupas velhas até pilhas usadas. A viagem demora cerca de uma hora e meia. Estava sol e céu azul. Acho que foi o dia mais bonito da viagem. O ônibus para na frente do museu. Achei a entrada cara – B$ 80. O museu não tem graça e não pode tirar fotos. Legal mesmo é o sítio arqueológico que fica mais adiante. Tihuanaco foi uma civilização andina que viveu a mais tempo que o império inca. Existem vários artesanatos que datam de antes de cristo. Vasos de cerâmica, estátuas, lanças e outros apetrechos. Saí do museu, porque além de chato ainda tinha um monte de excursões lá dentro. Fui pro Sítio Arqueológico. Logo na entrada você sobe um morrinho que dá vista para todo o sítio. Na praça central tinha mais de quinhentas pessoas e estavam fazendo uma oferenda com uma llama em um tipo de ritual que eu não entendi. Haviam pessoas de várias nacionalidades. No fundo da paisagem tem uns morros que formam uma paisagem muito bela, até porque estava sol e céu azul. Eu tirei fotos no portal do sol, passei ao lado do ritual, mas não perguntei o que era, e o pessoal começou a ir embora. O sítio arqueológico ficou vazio. Eu ainda fiquei lá por mais uma hora, mas não tinha nada mais pra fazer. Sentei numas barraquinas que tem na frente do museu e bebi uma cerveja. Mas não tinha nenhuma sombra no local e a cerveja ainda estava quente. Então, fui embora. Fiquei um tempão esperando passar um microonibus para voltar a La Paz, e quando chegou um, estava lotado, daí eu fiz uma besteira. Não recomendo entrar em um microonibus boliviano que esteja lotado, pois fui sentado num banco ao lado da porta, e mesmo que não haja mais espaço, eles colocam mais gente dentro do ônibus. Fui com uma cholla do meu lado apertada e quase sentada no meu colo. Uma sensação nada interessante, pois aparentemente, elas não tomam banho, e também não são nada atraentes. Chegando a La Paz, tinha um desfile nas ruas perto do cemitério e o trânsito estava ainda mais caótico, então resolvi ir até o centro a pé, não tem problema, pois é só descida, e ainda conheci uma parte da cidade que provavelmente eu não veria. As ruas parecem um grande mercado, com barraquinhas nas calçadas que vendem de tudo e você tem que ir pro meio da rua se quiser desviar delas e andar mais rápido. Comi uma pizza no centro de La Paz, mas não gostei, não se parece em nada com as pizzas de São Paulo. E depois fui pro hotel descansar um pouco, pois teria que buscar a Vivi daqui a pouco. Quando acordei saí do hotel e resolvi ir até o aeroporto de van, é mais barato e você se integra á cidade. Fiquei menos tempo no aeroporto. A Vivi chegou num vôo antes que veio direto de Santa Cruz. Só que ela chegou sem a mala, ou melhor, mochila, que ficou em Cochabamba em outro vôo. Daí a gente preencheu um papel para a Aerosur entregar a mochila no dia seguinte, só que a Vivi falou que ficaríamos no Hotel Copacabana. Hotel bonito, de cinco estrelas, só que ela se confundiu, estávamos no Hostel Copacabana, de mochileiros e cheio de brasileiros, pelo que dizem, só que eu não encontrei nenhum. 10. La Paz a Copacabana – 24.11.07 Eu queria levar a Vivi para dar uma volta no centro de La Paz antes de irmos á Copacabana, afinal, ela perdeu um dia e não conheceu nada de La Paz. Mas precisávamos esperar os caras da Aerosur trazerem a mochila dela. Eles levaram no Hotel Copacabana, então, tive que ligar para a empresa e avisar que estávamos no Hostel Copacabana. Foi rápido e meia-hora depois o cara chegou com a mochila dela. Depois disso nós descemos pra andar pela cidade. Passamos na Calle Sagarnaga, Mercado das Bruxas, que tem um monte de especiarias e roupas baratas, vende até feto de llama. Passamos pelo convento de São Francisco, Palácio do Governo e descemos para a 9 de Julio. Almoçamos no Brosso, um restaurante muito legal no centro de La Paz. Depois voltamos para o Hostel. A cada passo na subida parávamos para descansar. E a Vivi comprou um monte de bugigangas, pois tudo é muito barato, então ela adorou. Pegamos nossa mochila no hotel e tomamos um táxi até o cemitério. De lá partem microonibus para Copacabana. Entramos numa jardineira e aguardamos a partida. Existem ônibus de turistas que vão para lá, só que são mais caros e saem de manhã, e já estava tarde. A viagem é muito bonita, pois vai margeando o lago Titicaca e passa por várias montanhas ao redor do lago. Até parece o mar, de tão grande. Tem uma hora que o ônibus para e entra numa balsa, e a gente tem que pegar um barquinho até o outro lado. É muito legal. Chegamos na cidade e o ônibus parou em frente á igreja de Nossa Senhora de Copacabana, que é muito grande. Procuramos um hotel perto da igreja, mas não encontramos nenhum hotel legal, e acabamos ficando em um que parecia ser melhorzinho. Depois descobrimos que os hotéis melhores ficam mais perto do lago, mas já era tarde. Estava muito frio e era preciso usar blusas, gorro e até cachecol. A tarde, comemos um lanche num restaurante na rua que vai para o lago, e á noite fomos em outro restaurante, pois a Vivi queria comer “Trutcha” do Lago Titicaca. Até eu comi peixe, que não gosto, mas não podia perder a oportunidade de comer truta do Lago Titicaca. O restaurante era bem bacana, e o casal de garçons pareciam estrangeiros muito loucos que gostaram da cidade e resolveram ficar por lá. Na volta para o hotel estava ainda mais frio e a cidade já estava vazia. 11. Copacabana a Puno – 25.11.07 Acordamos cedo e fomos a um restaurante tomar café. Lá encontramos três brasileiros que iam pegar o trem da morte no mesmo dia que eu, mas não entraram no trem porque não tinham passagem. No dia seguinte o trem entrou em greve, e eles tiveram que pegar um avião. Contratamos um passeio de meio-dia até a Ilha do Sol. Corremos pro hotel e voltamos para fazer o passeio. Ficamos em cima da escuna, mas ventava forte e a Vivi preferiu descer. O motorista da escuna guiava o barco com o pé. Demorou uma hora e meia pra chegar na ilha. Chegando lá, ficamos pouco mais de uma hora. Foi tempo suficiente pra subir a escada do sol, que canseira! Lá em cima tem uma vilinha e mais nada além da paisagem. Um menino periu para tirar uma foto. Eu tirei e depois ele falou que tinha que pagar. Tudo bem, eu já imaginava, e dei uma moeda a ele. Descemos as escadas, tomamos um chá de coca e pegamos a escuna de volta. Ela ainda passou por uma construção antiga dos Incas. Um templo num barranco da ilha do sol. Chegando em Copacabana, pegamos as mochilas no hotel e tomamos um busão pra Puno. Cinco minutos depois descemos a fronteira com o Peru. Fomos os primeiros do ônibus a passar pela aduana, e depois ficamos do lado peruano, onde carimbamos os passaportes, trocamos o dinheiro, e ficamos esperando o resto da galera. A viagem dura mais algumas horas ao redor do lago, até chegar em Puno. De lá, desembarcamos na rodoviária e fomos até o porto pegar uma lancha para conhecer as ilhas flutuantes dos povos uros. O busão e a lancha no peru são legais, bem melhores que os transportes na Bolívia. E o guia explicava tudo em inglês e castelhano. As Ilhas dos Uros são ilhas flutuantes feitas com raízes da Totora, uma planta típica da região. E ficam numa parte do lago que é protegida dos ventos. Os Uros moram nas ilhas, que são construídos por eles mesmos, parece palha. O chão é firme e úmido. O guia fez algumas explicações e depois ficamos á vontade para andar na ilha. Demos uma volta em um barco de totora até a Ilha Taquile, uma das principais delas. Que tem até bar, hotel e telefone público. Tinha umas inglesas que dormir uma noite no hotel. Deve ser uma experiência muito interessante. Adoramos as ilhas, e na volta pegamos um pôr do sol que foi um dos mais bonitos da viagem. Em Puno, o ônibus ia demorar pra sair, então fomos de táxi até o centro para comer num restaurante. Pedimos uns mistos e tomei uma inca-cola, diferente e gostosa, mas eu estava com pressa, então nós fomos bem rápidos. A cidade parecia ser interessante, ao contrário do que eu tinha lido, mas estava de noite, então não dá pra ter uma boa idéia. Voltamos pra rodoviária e ficamos com mais seis brasileiros, os três que tínhamos conversado de manhã e as três meninas que conheci em La Paz. Combinamos de ficar juntos na sequencia da viagem, pois todos tinham o mesmo roteiro até Machu Picchu, mas a Vivi não gostou muito de uma das meninas, que por coincidência era a mais bonita e que falava mais. No ônibus, tivemos que viajar com as mochilas entre as pernas, pois estava de noite e disseram que era perigoso. Eu hein. Não quero ter os meus pertences roubados. 12. Cusco – 26.11.07 O busão chegou em Cusco ás 4 da madruga. Saímos da rodoviária e tinha um cara lá do lado de fora gritando meu nome. É que como chegaríamos de madrugada, combinei um hotel com o cara da agência de viagens de Puno. O cara colocou nossas malas num táxi e fomos pro hotel. Conosco foram as três brasileiras, o cara com as duas paranaenses, um casal de espanhóis, uma israelense e um australiano. Não deu pra ver muita coisa de madrugada, mas percebi que as ruas eram estreitas e as casas tinham uma arquiteura espanhola. Estava com sono e não prestei atenção no hotel. A Vivi também não. Ainda bem. Acordamos de manhã e percebemos que estávamos num moquifo, pra mim sozinho está bom, mas não pra ficar com minha noiva. Os caras do hotel não eram chegados numa limpeza, tinha até bituca de cigarro no chão. O piso do banheiro era vermelho, a privada estava respingada e pra tomar banho tinha aquela cortininha safada. Saímos do hotel e fechamos todo o passeio incluindo city tour em Cusco, Vale Sagrado, trem para Águas Calientes, hotel e entrada para Machu Picchu. O guia foi conosco até a estação de trem para comprar as passagens para Machu Picchu. Na volta, passamos em uma agência de viagens e compramos as passagens de avião para Lima. Eu queria ir de busão, mas tínhamos poucos dias, e precisávamos ganhar tempo. Comemos uma lasanha em um restaurante da Praça de Armas e depois fomos pro hotel. O passeio ia começar. O city tour começa pela Praça de Armas, uma praça grande com flores e chafarizes. De um lado tem uma grande igreja, a catedral de Cusco, e do outro fica a grande igreja da Companhia de Jesus. Nas duas outras pontas, corredores com várias lojas cobertas por bares e restaurantes nas varandas. O city tour começou pela catedral, tivemos que pagar para entrar, e isso já rolou um stress, pois achavamos que estava incluso. A catedral é da hora, tem a forma de uma cruz e um monte de estátuas maneiras lá dentro. Depois descemos a rua e fomos até o templo de Qoricancha, estava chovendo e apareceu uns caras tirando fotos da gente. A Vivi comprou capas de chuva, só que eu não queria usar. Também pagamos a entrada ao templo de Qoricancha que não estava incluso no bilhete. O bilhete é importante, pois tem um monte de sítios arqueológicos legais que se forem pagos de forma avulsa saem mais caro, mas não dá entrada aos museus mais legais de Cusco. No Qoricancha tem um páteo grande no centro e arredores ao redor. A monitora mostrou pra gente a arquitetura inca e o calendário astronomico. As paredes do templo têm uma pequena inclinação do lado interno e as pedras eram postas de um jeito que não desabavam quando havia terremotos. A astrologia deles tinha animais considerados sagrados pelos Incas. O Puma, o condor e a serpente. Do lado de fora do templo tem um jardim com um gramado muito bonito. Depois do Qoricancha tomamos a van e subimos algumas montanhas ao redor de Cusco, podendo avistar a cidade, e fomos até o sítio arqueológico de Sacsayhuaman. A área que compreende o sítio arqueológico é muito grande e ninguém pode construir casas na região. Parte das ruínas foi destruída pelos espanhóis, mas ainda assim é bem legal e tem um monte de lugares para andar. Tinha um cara com um condor que fazia poses para a gente tirar fotos. Tinha peruanas que também faziam poses com llamas e trajes típicos para fotos. É claro que tinha que pagar. E também tinha um mirante muito legal que dava pra ver toda a cidade de Cusco. Na hora de ir embora apareceu os caras que tiraram foto da gente em Cusco, e a princípio eu não me interessei, mas o postal ficou tão legal que acabamos comprando. Depois ainda fomos num sítio onde tinha uma fonte da juventude, e eu passei um pouco de água nos meu cabelos brancos. Na volta a van parou numa feira de malhas, mas a gente não comprou nada. Já tinhamos comprado um tapete com o calendário Inca na fonte de Qenqo. O preço inicial de 300 pesos saiu por 180. O assédio dos vendedores é de mais, só perde para Salvador, então você não pode mostrar interesse nas bugigangas, se não os caras te pegam e imploram até você comprar. De noite fomos dar um rolê no centro de Cusco. Ao redor da praça de armas tem vários restaurantes. Comemos uma pizza e tomamos cerveja Cusqueña numa varanda em frente a praça de armas. Pizza ruim, cerveja boa e preço bom. Depois fomos ao Mama África, que todo mundo fala. Tem bastante concorrência entre as casas noturnas, e fica um monte de gente de dando folder e falando pra você entrar na casa que eles fazem propaganda. No Mama África tomamos um drink chamado Machu Picchu, que é groselha, suco de laranja e licor de menta. As três bebidas não se misturam, e o copo forma as cores do reggae. O Mama África é escuro e tinha um pessoal dançando salsa, mas eu e a Vivi não quisemos arriscar. 13. Cusco (Vale Sagrado) – 27.11.07 Na turma que fez o passeio ao Citytour e que hoje iria ao Vale Sagrado tinha um casal muito engraçado, pois o homem sempre se atrasava e a esposa ficava chamando ele o tempo todo. Antes do passeio nós descemos pra tirar umas fotos da praça de armas e tomar o café da manhã. A van passa pelo mesmo caminho que fez para Sacsayhuman, mas continua até passar para o outro lado da montanha. Descendo a montanha rumo a Pisac é possível avistar o Vale Sagrado. Pedimos para a van parar para tirar fotos. O bus parou perto de uma van e todos desceram. Antes de chegar a Pisac paramos em uma feira paramos em uma feira onde eu e a Vivi compramos o álbum de fotos para nossa viagem. Muito da hora. Depois paramos na feira de Pisac. É uma das feiras de artesanato mais legais da região e toma várias ruas do vilarejo que fica entre as montanhas. A Vivi se empolgou com as compras e eu fiquei tenso, tive que dar uma breque nela e, quando voltamos para o ônibus, estavam todos sentados esperando pela gente. As ruínas de Pisac ficam no meio das montanhas e é preciso muito folego para as caminhadas. Passamos por trilhas nas montanhas até chegar ás ruínas. É muito legal, pois fica a 3.300 mts de altitude, assim como Cusco e Chinchero, e as três cidades que têm a mesma altitude, mesmo estando numa região montanhosa, tem tambpem a mesma distância: 3km, formando um triangulo perfeito. Pisac é mais impressionante que Sacsayhuman, mas ambos são muito legais. Voltei exausto para a Van. Tomamos suco de laranja feito na hora nas barraquinhas perto dos ônibus. De Pisac saímos e o ônibus atravessa todo o Vale Sagrado, margeando o Rio Urubamba, a caminho de Ollantaytambo. Não tem sobe e desce e passamos por várias plantações e vilarejos pelo caminho. Almoçamos num restaurante legal, e ficamos conversando com um suiço muito louco que se sentou conosco e identificou-se como Miguel, e começou a conversar. O cara tinha largado mulher e filho na suiça para viajar o mundo, era novo, tinha 32 anos, e estava na estrada a quase um ano, pois esse era o sonho dele. Já tinha passado pela Ásia e Europa, e agora estava pela América do Sul. De volta ao busão, a maioria dos viajantes eram europeus, e todos ou quase todos tinham um livro que liam durante a viagem. Enquanto eu e a Vivi, os dois brasileiros chatos, falávamos o tempo todo. Em Ollantaytambo teríamos mais escadas pra subir. A cidade parece maior que Pisac. Achei interessante o sistema de escoamento de água a céu aberto, feito elos Incas, uma arquitetura rica e inteligente. A montanha que subimos em Ollantaytambo era menor que a de Pisac, mas não menos cansativa, pois o ônibus não vai até a metade, como em Pisac. Existe um ponto da montanha onde tem uns desenhos, nesse local o sol bate apenas uma vez por ano, no solstício de verão. A van seguiu para Chinchero, mas deixou a gente com nossas mochilas em Ollantaytambo, onde pegaríamos o trem para Machu Picchu. Tínhamos algumas horas para ficar na cidade e nada para fazer. Então resolvemos tomar umas cervejas. O Miguel foi com a gente, e também outro suiço que estava a três meses na América do Sul. Os caras são muito educados, conversaram entre eles em espanhol para que eu e a Vivi participassemos da conversa, pois um era da região francesa da Suiça e o outro da região italiana. O italiano eu entendo, mas francês não. Tomamos umas cervejas quentes num restaurante e depois fomos a uma Lan House, onde acessamos email e comemos um lanche. Descemos juntos para a estação, por uma rua escura. Lá entramos e nos separamos dos suiços dentro do trem. O trem é só de turistas e estava cheio de brasileiros e um monte de gente conversando. Eu e a Vivi acabamos dormindo, e só acordamos em Águas Calientes. Indo para o hotel eu encontrei o Eduardo e o Fernando na praça central da vila. Eles estavam um dia em nossa frente, mas conversamos pouco, e no hotel, colocaram a gente no melhor quarto. Enquanto a Vivi tomava banho eu desci com os brasileiros e tomei uma cerveja, mas voltei logo pra não deixá-la sozinha. E tem mais, no dia seguinte teríamos que acordar antes das 5hs para ir a Machu Picchu. 14. Machu Picchu – 28.11.07 Acordamos com o guia batendo à nossa porta. Não era nem 5hs da manhã. Levantei com toda disposição, afinal, hoje era o grande dia de ir a Machu Picchu. O grande dia. Saímos do hotel e pegamos um ônibus ás 5:30hs da manhã. De noite não dava pra ver direito, mas de manhã foi possível ver o povoado de águas calientes. A beira do rio Rurubamba e cercado de montanhas por todos os lados. Montanhas bem altas que cercavam toda a vila. O ônibus que vai a Machu Picchu sobe a montanha em zique-zague. A subida parece que não acaba mais. Lá no alto tem um restaurante caro e uma fila enorme pra entrar na cidade. O guia nos deu um suco e dois lanchinhos pra gente comer lá dentro. É proibido, mas colocamos na mochila então ninguém viu. Foi bom porque lá dentro não vende comida, então matamos a fome na hora do almoço sem precisar sair da cidade. Tinha muita serração de manhã e não era possível tirar boas fotos. Eu estava ansioso pra tirar uma foto em Machu Picchu com a camisa do timão. O guia ficou a parte da manhã conosco, deu algumas explicações nos principais pontos da cidade e depois foi embora. Ficamos por conta e teríamos o dia todo para andar lá dentro. O casal de espanhóis e os seis brasileiros estavam conosco, mas quando fomos subir o Wayna Picchu cada um foi no seu ritmo. Nos separamos. As brasileiras foram na frente e os espanhóis foram atrás. Quando se olha o tamanho do morro dá vontade de desistir, mas continuamos. Fizemos em uma hora, dentro da média. No meio do caminho a serração foi se acabando e o sol apareceu. Loucura! A visão lá de cima é fantástica e as fotos ficaram da hora. Ficamos lá no alto cerca de uma hora. A entrada para o Wayna Picchu é limitada a 400 pessoas por dia, portanto, é bom entrar cedo. Mesmo no pico da montanha existem construções da época do Império Inca, escadas, muros de pedra e um observatório. Olhar para baixo dá até vertigem. Você vê o Rio Urubamba serpenteando as montanhas em direção ao Vale Sagrado. Tem um pássaro em Machu Picchu que se alimenta da comida que as pessoas dão pra ele, e quando eu tirei meu pão pra fora da mochila ele rapidamente apareceu, voando em um ou dois segundo até o alto da montanha para participar do lanche com a gente. Na volta encontramos um monte de gente subindo o Wayna Picchu, e nós descendo, dando incentivo pra quem subia. Encontramos vários brasileiros, e tambem tinha o Suiço Miguel, com umas brasileiras. O dia foi bom, fez sol o dia todo. Andamos a cidade de trás pra frente , depois da frente pra trás. Tiramos fotos no cartão postal de Machu Picchu. Depois eu fiz alguns filminhos muito legais. A cidade é muito louca. As pedras se encaixam em um ângulo levemente inclinado que mantêm a estrutura firme quando acontece os terremotos. Existem umas llamas que ficam pastando no meio do gramado. É uma forma inteligente de manter a grama baixa sem precisar mandar cortar. Saímos de Machu Picchu. Eu tomei uma cerveja Cusqueña no bar em frente á entrada e depois pegamos a van de volta. São seis dólares a van para voltar até Águas Calientes. É bastante caro, mas a Vivi estava cansada e nós já tínhamos andado o dia todo. Mas conheci umas meninas que foram e voltaram de a pé. Deve ser legal, pois quem não tem tempo pra fazer a trilha Inca pode ir a pé desde Águas Calientes e sentir um pouco da aventura. Á tarde saímos pra comer no povoado de Águas Calientes. Comemos uma pizza, compramos umas camisetas e mais uma vez encontramos um monte de brasileiros lá. O povoado de Águas Calientes é interessante porque não tem carros. Só o trem chega lá passando entre as montanhas, ao lado do Rio Urubamba. É uma vila pequena e bem turística, que serve de ponto de apoio para quem vai á Machu Picchu. Antes de dormir, eu precisava encontrar uma Lan House, pois o Corinthians jogaria com o Vasco, e caso ele ganhasse, estaria livre do rebaixamento para a série B, mas infelizmente não deu certo. O Vasco ganhou a partida no Pacaembú e minha agonia continuaria por mais alguns dias. 15. De Cusco a Lima – 29.11.07 Acordamos de manhã bem cedo para tomar o trem de volta á Cusco. A estação ficava atrás do hotel, e eu achei que o trem fosse para um lado, mas ele foi para o outro. Tudo bem. Tomamos o trem e descemos em Ollantaytambo, que é mais barato, e de lá tomamos uma van até Cusco. A van chegou em Cusco e fomos tomar um café da manhã antes de pegar nossas malas no hotel. Como tínhamos um tempo disponível antes de tomar o vôo para Lima, resolvemos dar mais uma volta em Cusco para terminar de conhecer a cidade. Mas já tínhamos visto o principal, e nenhum dos museus que entrávamos aceitava o bilhete geral. Na verdade, os museus dentro da cidade que aceitam o bilhete não têm graça. Os melhores tem que pagar avulso. O vôo de Cusco até Lima saiu ás 2hs da tarde, e uma hora depois chegamos em Lima. Eu gostaria mesmo de ter ido de ônibus para ir apreciando a paisagem, mas são cerca de 20hs de viagem e já não tínhamos esse tempo. O avião levanta vôo da cidade de Cusco. A vantagem é poder vê-la de cima, cravada no meio das montanhas. Quando chegamos em Lima parecia uma outra viagem. O clima é totalmente diferente do ambiente andino a que tinha me acostumado. O tempo estava feio e nublado, sem falar na poluição. É uma cidade grande e não turística. Tomamos um táxi no aeroporto que nos levou até o bairro de Miraflores. Pedi ao táxista que nos indicasse alguns hotéis da região. Ele nos levou em alguns hotéis caros que certamente ele tinha comissão. Pior é que os hotéis não ficam um perto do outro, se não, eu poderia escolher. Eles ficam afastados e não há uma zona turística central. Pedi para ir ao bairro de Miraflores porque tinha lido que era um dos melhores de Lima. Realmente é um bairro bonito, mas era diferente de todo o resto da viagem. Deixamos nossas malas no hotel e saímos para dar uma volta. O Oceano Pacífico ficava a dois quarteirões do hotel e pouco mais adiante tinha o Shopping Larcomar, em frente ao mar e em cima de um grande barranco. O Shopping Larcomar é legal porque parte dele é aberto e fica em cima de um barranco de frente pro Oceano. Dá tomar um chopp olhando para o pôr do sol no Pacífico. Também só isso que é bonito, pois a água é turva e gelada e a praia é toda de pedras. Ninguém entra, mas é uma fantasia boba de brasileiro ver o oceano pacífico, ou seja, chegar ao outro lado do continente. Comemos comida mexicana em uma loja do Shopping. A Vivi comeu um Taco e eu comi um Burritos, e tomamos cerveja Brahma, que é muito vendida por aqui. Voltamos pro hotel e eu passei mal, mais tarde quem passou mal por causa da comida foi a Vivi. 16. Lima – 30.11.07 Eu melhorei, mas a Vivi continuou passando mal durante o café da manhã e teve que usar o banheiro do hotel. Eu pedi desculpas a todos, em espanhol, e disse que minha esposa estava enbaraçada (grávida). De manhã a gente nem saiu, ficamos no hotel e eu esperei um pouco pra ver se ela melhorava. Só que ela também não queria perder o dia deitada no hotel, então, um pouco antes do almoço, tomamos um ônibus e fomos para o centro de Lima. Primeiro passamos em frente a uma praça com uma grande estátua de San Martin, depois andamos mais um pouco e chegamos á Plaza de Armas, onde fica a sede do Governo Peruano. Havia uns jardins bonitos e uns prédios bem ajeitados. A calçada de um dos prédios parecia tão bem encerada que se não fosse preta seria possível se ver no chão. Um peruano chegou perto da gente e ofereceu um city tour que nos levava até o Cerro, um morro perto do centro de onde era possível avistar toda a cidade. Lá em cima é bem legal, pois se vê Miraflores, o centro, o oceano, as rodovias ao redor de Lima e outros morros ao redor. Apesar do tempo feio, valei a pena. Á tarde, com a Vivi já recuperada da comida mexicana, voltamos de táxi para o hotel e mais uma vez fomos comer no Shopping Larcomar, mas desta vez pegamos mais leve. De noite descobrimos uma rua em Miraflores que tem um monte de barzinhos. Não reparei se existem hotéis ao redor, mas acho que o agito era aqui e nós não sabíamos. Tinha um Bar do Brasil com um monte de morenas com a poupa da bunda de fora dançando. Não gostei. Comemos em outro boteco e voltamos pro hotel. 17. De Lima a São Paulo – 01.12.07 Em nosso último dia de viagem eu apressei a Vivi para descermos até a praia para tomar um banho de mar. Deveríamos ter feito isso ontem, mas acabou não dando tempo. O bairro de Miraflores fica no alto e para chegar na praia tem que descer umas escadas que descem o barranco. Andamos pela praia. Não tinha ninguém tomando banho, nem de água, nem de sol. Até porque não tinha sol. É ruim entrar na água, pois além de ela ser muito gelada, o mar é bravo e a praia cheia de pedras é mais um obstáculo. É ruim de andar a pé sobre elas, pois machuca os pés. Eu molhei só as pernas, que já era o suficiente. A Vivi molhou os pés sem tirar o tênis. Nos apressamos em subir o barrando novamente, pois queria tomar um banho antes de ir pro aeroporto, e ainda tinha o risco de pegar um trânsito na volta, pois o aeroporto fica do lado oposto da cidade. E realmente pegamos trânsito na volta, mas como saímos do hotel bem cedo, então não teve problema. A Gol estava com vôo novo para Lima, portante, a passagem aérea saiu em promoção por apenas R$ 500, mas não gostei do atendimento, pois em um vôo de cinco horas eles nos serviram apenas umas bolachinhas. Chegamos ás 9hs da noite no aeroporto de Guarulhos e os pais da Vivi estavam esperando a gente. Saímos do aeroporto e antes mesmo de passar em casa, fomos comer uma pizza descente. Pra terminar, no dia seguinte foi o último jogo do Corinthians no campeonato brasileiro. E infelizmente, o Timão empatou em 1 x 1 com o Grêmio, e o resto da história todos já conhecem.
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