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Thiago de Sá

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Sobre Thiago de Sá

  • Data de Nascimento 11-11-1982

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    Fora: Irlanda, Irlanda do Norte, País de Gales, Inglaterra, Espanha, Lisboa, Marrocos, Luxemburgo, Bélgica, Amsterdã, Suécia, Oslo, Alemanha, Paris, Veneza, Eslovênia, Budapeste, Turquia, Grécia, Genebra, Buenos Aires, Montevidéu, Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia, Panamá, Cuba, San Diego.

    Dentro: Chapada dos Veadeiros, Chapada Diamantina, Lençóis Maranhenses, Foz do Iguaçu, Jalapão, Porto de Galinhas, Boipeba, Itaparica, Litoral Paraibano, Foz do São Francisco, Araguaia, Serra da Canastra, Ilhabela, Airuoca, Ibitipoca, Carrancas, Bueno Brandão, Heliodora, Socorro, Juquitiba, Visconde de Mauá, Penedo, Céu do Mapiá, Guarapari, Meaípe, Costa Verde, Genipabu, Itirapina, Petar, Litoral Paulista, São Francisco Xavier, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Tocantins, Goiás, Acre, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Recife, João Pessoa, Natal, São Luis, Uberlândia, Vitória.
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  1. Olá pessoal, Estivemos na Colômbia entre 15 e 31 de janeiro de 2014, aproveitado uma daquelas excelentes promoções da LAN (São Paulo – Cartagena, R$ 700 ida e volta com taxas!). Deixo aqui algumas informações recentes: Para começar, um aviso, a Colômbia é demais! Um país lindo, multicultural, com diversas paisagens, muita comida boa e um povo encantador, alegre, educado e hospitaleiro. Não por acaso, é, para mim, o país que mais se parece com o Brasil dentre todos os que já visitei (porque a gente também é demais! rsrsrs). Como nem tudo vem de graça neste mundo, o voo era uma pechincha porque tinha uma pequena ‘inconveniência’, teríamos de esperar um dia em Bogotá tanto na ida quanto na volta. Chato, não? Foi a combinação perfeita para nosso roteiro. Ao contrário de muitos aeroportos sul-americanos, em Bogotá não é necessário pagar a taxa de embarque toda vez que se ingressa no aeroporto. Mais ainda, se estiver nos planos de alguém, é uma moleza dormir ali, ele dá um pau em conforto e estrutura em qualquer aeroporto brasileiro. Tanto na ida quanto na volta ficamos no Hostel Chocolate em Bogotá, bem localizado (Calle 12F No. 2-43. Centro Histórico La Candelaria), preço justo (20 pesos colombianos (COP) por pessoa por dia (pppd – multiplique por mais ou menos 1,2 para ter o valor em reais), café da manhã ruim. Desde o aeroporto até ali, é só pegar uma reta no Transmilênio, o BRT famoso de lá (aprox. 2 COP). Aliás, depois da caminhada e da bicicleta, esta é a melhor opção de transporte para praticamente todos os destinos na cidade. No dia da ida, fomos a Zipaquirá, a Catedral de Sal (várias opções de entrada, 25 a 35 COP). Confesso que não achei nada demais, exceto pela Ruta del Minero. Acho que fiquei decepcionado porque havia visto uma Catedral de Sal na Polônia sensacional, com lustres, quadros em baixo relevo e esculturas, tudo de sal, estava esperando algo assim. Expectativa alta demais... Creio que teria valido mais a pena ter ficado em Bogotá e ido ao Cerro Montserrat, por exemplo. O ponto alto da ida a Zipaquirá (Transmilênio + bus, 10 COP tudo) foi descobrir o queso com arequipe, uma sacada muito bacana (vende em qualquer vendinha ou mercado). Imaginem um cubo oco de queijo minas com o interior recheado de doce de leite ou goiabada. É um Romeu-e-Julieta portátil! Agora, imagine você comendo isto com um cafezinho. É ou não é uma boa sacada? Na manhã do outro dia, fomos para Cartagena. A cidade é viva! Dica importante: se for para qualquer outro lugar na Colômbia, dificilmente encontrará câmbio melhor que no centro de Bogotá ou Cartagena. Outra dica importante: a não ser que vc seja um fã de Guarujá ou Praia Grande, não perca tempo com as praias na cidade de Cartagena, muito menos se hospede ali. Fique na Cidade Emuralhada! Nós ficamos hospedados no El Viajero (Calle 7 Infantes, San Diego), boa opção (~35 COP pppd, quarto de 8 camas), agitado, bom café, boa internet. Também ficamos dois dias em um quarto de casal no Hotel San Augustin (~20 COP pppd), que, na verdade, é a casa de uma senhora muito gente fina, a Magdalena. Fica na Calle San Augustin, a entrada é por uma loja de roupas. Para um casal buscando tranquilidade, privacidade e economia, também é uma boa pedida. Praia bonita só mesmo no passeio das Islas del Rosario e Playa Blanca. Areia branca, mar azul-turquesa, coqueiros ao vento... Infelizmente, o turismo predatório está fazendo até estas duas maravilhas ficarem menos bonitas, muita gente, muito vendedor, barracas por todo canto, óleo de motor e lixo eventualmente. Mesmo assim, vale a pena ir (45 a 55 COP, lancha rápida)! Eu disse lancha rápida? Pois é, galera, o bagulho é rápido mesmo, pula que nem pipoca e, se o mar tiver agitado, vira o boi bandido! Prepare-se para uma dorzinha no rim, água na cara e muita diversão. Ou então, peque o barco maior, mais barato e muito mais lento. Outro passeio que vale demais a pena é o Vulcão Totumo (não lembro o preço), a sensação de entrar em uma cratera de lama é muito louca, é como nadar em uma vitamina. O mais divertido é que vc pode receber massagem lá dentro e, ao sair, um senhor banho no corguinho pelas tias que vivem por ali. O passeio é bastante surreal, intenso e bem divertido. Se vc for de carro de Cartagena para Santa Marta, não faça o tour, pois vc passará pelo vulcão. Daí, basta encostar e contratar tudo diretamente. Cartagena, e, sobretudo, a Cidade Emuralhada, é um lugar para se conhecer a pé, só vale alugar a bicicleta se for para dar rolé. O melhor roteiro ali não ter roteiro. Perca-se! Uma hora vc dá de cara com a muralha outra vez. Aliás, correr em cima dela ao nascer do sol é dez! O pôr-do-sol dali também é muito bonito. Quanto à comida, a conclusão que cheguei é que comer em Cartagena é oito ou oitenta: ou vc come as coisas da rua ou vc paga um pouco melhor em um restaurante legal. O meio termo não costuma compensar. Na rua, prove de tudo (de 1 a 4 COP), há muuuuuitas frutas, manga, caimito, níspero, granadilla (ah, a granadilla...) corozo, lulo, pitaya, uchuba (aqui chamamos de fisalis), há arepas assadas de queijo, arepas fritas, buñuelitos de carne... Tem também o Sucos Nativo, um lugar bem limpo que vende sucões deliciosos, geladinhos, fica a umas três quadras do El Viajero. Tem também um restaurante grego honesto, com uma salada grega deliciosa e um gyros por 7,5 COP. Agora, preparem-se para a esbórnia: ao lado do grego existe uma das melhores sorveterias do mundo!!! Chama-se Heladeria Paradiso e estou seguro em dizer que foi o melhor sorvete de chocolate da minha vida. Batemos cartão ali todos os dias, recomendo fortemente. Para comer melhor, duas opções, Socorro (comida típica colombiana, uns 50 COP) e Marea (também típico, especializado em frutos do mar, uns 50 COP). Aliás, no Marea, a vista é muito bonita e vc pode pedir qualquer coisa do menu porque tudo é sensacional. O ponto alto foi o arroz de frutos do mar e a sobremesa Marea, na qual eles colocam miniaturas de todas as 8 sobremesas do menu! Se for escolher um lugar para comer em grande estilo, sugiro ele. Para bailar uma sala, Quiebracanto, pertinho da muralha (entrada grátis, preços um pouco mais caros). De Cartagena, seguimos para Rodadero, em Santa Marta, de bus (43 COP). Outra vez, a praia não é nada demais, não valeu a pena ter ido ali. A praia de Santa Marta é ainda pior, perto do porto, suja, ruim. Ficamos na Casa del Ritmo (Calle 18 n° 2 – 59, Rodadero, uns 25 COP pppd). Daí, fizemos um passeio bem bacana de chiva até a Baia Concha e o mergulho de Waikiki (30 COP tudo). A chiva é um caminhão adaptado para carregar gente, todo colorido, e com música no talo o tempo todo. A praia é bonita, sem tanta gente e o mergulho é legal, muitos peixes, muita vida subaquática (eu vi uma lula e uma moreia, massa!). Outro passeio que pareceu interessante era o da Playa Cristal, mas era bem mais caro (40 do bus + 25 do mergulho + 37 da entrada do parque). Tinha também o de Buritaca + Quebrada Valencia que ficamos com muita vontade de ir, mas faltou tempo (40 COP). De Rodadero, seguimos para o paraíso na terra, Parque Tayrona! Ali, sim, estão as praias mais bonitas do litoral colombiano. São tão bonitas quanto a Playa Blanca de Cartagena, só que mais preservadas, por estarem em uma reserva florestal. O jeito mais barato é pegar uma van no mercado central de Santa Marta até a entrada do parque (6 COP). Dica importante: não façam um bate-e-volta, tentem ficar pelo menos três dias. A logística para ir é um pouco cara e vc terá de pagar para entrar no parque em todo reingresso (37 COP). Também é uma boa economia se vc levar água e alguma comida. Há um restaurante que aceita cartão no jantar, com preços um pouco mais caros que no centro de Cartagena (um prato simples sai por uns 20 COP). Nós ficamos hospedados em um dos quartos da cabana no Cabo San Juan (55 COP pppd, reservamos desde o Brasil, [email protected]). O lugar é simples e o banheiro fica longe, mas há uma boa razão para isto: a cabana fica em uma ponta avançada no mar, no alto, com uma vista incrível e a sensação de dormir no meio das ondas. Vale a pena demais! Se quiser pagar menos, há redes nesta mesma cabana (25 COP), assim como lá embaixo, na área de camping. Se for ficar na cabana, tanto no quarto quanto na rede, sugiro se preparar para o vento à noite, que às vezes bate forte. No Tayrona, o barato é curtir a praia, caminhar, curtir a praia, caminhar, nadar um pouco, ler um livro, nadar um pouco mais, comidinhas, dormir, acordar, dormir... Enfim, todo aquele complexo procedimento de não se fazer nada em praias paradisíacas. Detalhe: se ficar em Cañaveral ou Arrecifes, exclua os itens envolvendo natação no procedimento anterior, pois há correntes muito perigosas em ambas. A trilha para Pueblito, que sai do Cabo, também é bacana e te leva para um sítio arqueológico com um pouco da história dos povos nativos daquela região. Todo dia, por volta das 15h, sai um barco do Cabo San Juan para Taganga (45 COP por trecho). Foi com ele e com muita dor no coração que deixamos o Tayrona. Foi com ele também que relembramos como é divertido andar de barquinho na Colômbia, água pra todo lado, pancadão comendo solto e muitas, muitas ondas! Um casal de gringos foi deixado pelo barco na Playa Cristal, o que me pareceu uma interessante e mais barata opção para este passeio. Taganga faz juz às praias colombianas fora de parques: o cartão de visitas foi um monte de lixo e esgoto correndo ao lado de onde atracou nosso barco. O vilarejo dá a impressão de já ter sido mais legal, mas tem lá seu charme. Parece que os barzinhos e as baladas são o ponto alto dali, mas não aproveitamos muito esta parte, porque estávamos em slow motion depois de quatro dias no Tayrona e também porque sairíamos cedo no dia seguinte. Em nosso último dia em Bogotá, aproveitamos para dar uma volta pela cidade, centro histórico, Museu Botero (sensacional e gratuito), compramos um montão de granadillas e pitayas para toda a família e outro montão de café colombiano. À noite, conhecemos um lugarzinho bem interessante, chamado Chorro de Quevedo, onde começou a cidade de Bogotá. É uma praça com muitos bares e restaurantes, vida cultural ao ar livre, ponto de encontro de várias tribos alternativas, que se reúnem para tomar umas, ver uma peça de teatro de rua, praticar o skate, exibir aquela roupa esquisita, encontrar um naco de orelha para o décimo sétimo furo... Enfim, todo aquele complexo procedimento alternativo que faz lugares assim muito bacanas. Dito isto, malas prontas, de volta para casa, todos muito felizes em ter conhecido um país irmão tão legal e tão bonito. Espero que o roteiro ajude! Abs;
  2. Olá, só para Goiás Velho, sem pressa, três dias. Abs;
  3. Olá a todos, apesar de já ter circulado um bocado, nunca havia ido a Piri, cidade do meu estado querido, falha grave corrigida em janeiro deste ano. Como é sempre bom ter infos atualizadas sobre os lugares, deixo algumas dicas para os próximos viajantes. Aproveito para agradecer a todos os colegas que deixaram seus relatos aqui sobre a cidade, ajudaram muito! Piri vale enormemente a visita, pois reúne cultura e lazer, assim como Goiás Velho. Em comparação com esta, entretanto, Piri tem mais opções de cachoeira e uma estrutura de lazer mais desenvolvida, para o bem e para o mal. A parte ruim, por exemplo, é que as pousadas tem preços altos, mesmo durante a semana (R$ 120 o casal pra começar a conversa), razão pela qual optamos por ficar nas kitinetes da Dona Marli, na praça do Coreto (62-3331-2371 ou 62-9117-9620; R$ 60 o casal), e não nos arrependemos: conforto, simplicidade e uma simpatia fora do comum, tanto dela como do Seu Joaquim, seu marido. Lá há uma geladeira e uma mesa bem grande à disposição dos hóspedes. Compramos coisas de café-da-manhã e comemos por lá mesmo, sempre com um cafezinho preto cortesia do Joaquim todas as manhãs. Aliás, comer em Piri é demais, recomendamos fortemente o Restaurante Central, melhor quilo de comida goiana dos últimos tempos, e o Trilha Zen, para crepes (carne seca com abóbora, filé com gorgonzola, cogumelos com queijo, nutella com banana...) e cremes sensacionais (cajá-manga, manga, morango...). O Restaurante Casebre e a feirinha da praça do Coreto também são boas pedidas. Agora, pedida mesmo é alugar uma bikes turbinadas com o Barão na JC Bikes (62-3331-2348, Rua do Bonfim) e pedalar pelas trilhas da região!! As distâncias da maioria dos atrativos (entre 5 e 30km) favorecem muito o uso da bike e o preço também nos pareceu bem honesto pela qualidade das magrelas (R$ 40 por dia, mas bem negociável). O que não favorece muito é o relevo. Ao perguntarmos para o Barrão se havia muita coisa bonita para ver, sua resposta foi a própria definição do que significa pedalar por ali: "Aqui em Piri tem de tudo, só não tem reta!". O bom é que aquele chavão continua verdade, 'tudo que sobe tem de descer', e constatamos isto na trilha do Mirante do Ventilador, 1h30 para subir uma parede de 10km, 20min para voltar ladeira abaixo. Eles também oferecem socorro (incluso do preço), caso a bike quebre, e guiam, caso você queira se arriscar em passeios mais ousados. Como choveu muito, não visitamos muitas cachoeiras, embora tenhamos ficado impressionados com o preço das entradas, um absurdo, difícil achar algo por menos de R$20 por pessoa. A única que fomos foi a Fazenda Bom Sucesso (R$ 12 por pessoa), que tem uma sucessão de quedas (6, creio), sendo a últimas delas, Lagoa Azul, de uma beleza indescritível! Também compramos alguns quitutes feitos no local, como pamonha, frutas desidratadas, geleia e doce de leite, mas todos me decepcionaram um pouco: estavam longe de serem ruins, mas também estavam longe de serem deliciosos como tradicionalmente são os quitutes feitos em fazenda. Já comi outros muito melhores ali mesmo pelas bandas de Goiás. A parte cultural da cidade também é incrível, sugiro visitar a Igreja da Matriz, o museu das Cavalhadas e o museu do Divino. No final de semana a população da cidade cresceu muito, mesmo com chuva. Imagino que este crescimento deve chegar a ser um incômodo em um dia de calor ou em temporada. Mesmo assim, ficamos morrendo de vontade de voltar à cidade durante a festa do Divino. Outro atrativo interessante que conhecemos foi o Instituto de Permacultura do Cerrado (IPEC, a quatro quilômetros da cidade). Eles desenvolvem uma série de tecnologias sociais de construção e plantio em um local amplo e bastante vivo, tudo muito bonito, um exemplo de que é possível reinventar nossa relação com a natureza. Fiquei decepcionado apenas com o modo utilitarista com que a gerência do lugar nos tratou, com a sensação de que, mais importante do que ampliar o acesso das pessoas ao conhecimento da permacultura é ganhar dinheiro com isto, uma lógica ecocapitalista cada vez mais comum em iniciativas assim. Mesmo disposto a pagar o preço abusivo que cobravam (em torno de R$25 por uma hora de visita) e tendo feito a reserva com antecedência, tivemos a visita negada sob a desculpa de que todos estavam muito ocupados organizando um curso com mensalidades pagas e não seria possível deslocar uma única pessoa para fazer a visita. Não fosse pela atenção e carinho dos voluntários que ali estavam, não teria sido possível conhecer o lugar de verdade e sairíamos dali com uma impressão ruim do IPEC e da permacultura. O pessoal que gere o lugar precisa repensar seriamente o modo como eles se relacionam com os visitantes, hoje bastante contraditório com os princípios da agroecologia e da permacultura. Mesmo assim, vale a visita. Acho que é isso, se me lembrar de outras dicas volto a postar por aqui. Abração, pessoal, boas viagens!
  4. Olá pessoal, depois de girar mundos e fundos, decidi conhecer melhor meu estado querido, e, por isso, acabei de passar por Goiás Velho (jan/2013). Vale muito a visita! O lugar é cheio de cultura e paisagens naturais, prato cheio para quem gosta de combinar ambos. Na parte cultural, sugiro fortemente a visita à Casa de Cora Coralina e aos museus da cidade (Arcos, Cadeia, Arte Sacra), contam um pouco a história da fundação de Goiás e da constituição do povo goiano. Nada contra o pessoal que desce para Goiás Velho nos finais de semana para encher a cara e ouvir som automotivo, mas eu acho um desperdício ir até lá e sequer dar uma passadinha na riqueza cultural da cidade. Se a sua onda não é essa, evite feriados e finais de semana em temporada. A comida em geral é muito boa, sugiro o quilo do Bigode, quase na esquina da Praça do Coreto, e todos os empadões goianos possíveis, aquele trem é bão demais. O sorvete do coreto é sensacional!!! Nada mais bacana no final do dia do que tomar um sorvetinho na praça com os moradores da cidade e esperar a revoada de periquitos (aliás, como conversam aqueles bichinhos, não?). Na parte natureza, a Cachoeira das Andorinhas vale muito a pena. Ela não é imensa nem tem um barzinho do lado (o povo em Goiás adora colocar um barzinho DO LADO da cachoeira), é linda, aconchegante e cheia de estilo. Para chegar, táxi (R$ 35 o trecho), moto-táxi (R$15 o trecho) ou a boa e velha pernada (são uns 7km). Um taxista bem bacana é o tio do Bigode (esqueci o nome dele!), senhor educado e atencioso, cheio de causos, conheceu a Cora Coralina, uma ótima companhia. Há também diversos balneários, dois deles mais famosos: Santo Antonio e Poço do Sucuri. Todos os moradores vão indicar o primeiro, pois ele é cheio de piscinas, tem bar seco, bar molhado e bar úmido. Se a sua pegada for mais natureza e menos piscina, vá ao segundo, bem preservado, mais barato e com donos super atenciosos e agradáveis (entrada: 8 a 10 reais). Comer lá também é uma ótima pedida (15 a 20 reais por pessoa). Acampar também pareceu uma alternativa interessante. Há alguns atrativos naturais, como o Poço do Sucuri, uma queda d'água e algumas trilhas fáceis, vale passar o dia. Ficamos na pousada da Vó Du (acho que era esse nome), mais barata (R$50 o casal), mas com um atendimento infinitamente inferior à Pousada do Sol. As meninas da Pousada do Sol foram tão agradáveis que nos ajudaram todos os dias mesmo não estando hospedados por lá. Se couber no orçamento, fique na Pousada do Sol (R$80 a 100 o casal). Tivemos apenas duas decepções com Goiás Velho, ambas comuns a qualquer cidade do interior goiano. Primeiro, os relatos do povo dão conta de uma politicagem nojenta na cidade, a ponto de político deixar de cuidar de um hospital porque ele é dominado por outra ala/família. Outro ponto lamentável foi a sujeira que a cidade estava porque o ex-prefeito simplesmente deixou de fazer a coleta de lixo no período de transição de governos (viajamos em janeiro). Segundo, a oferta de transporte rodoviário é uma miséria: para ir Goiás Velho a Pirenópolis, um trajeto de 150km, tivemos de ir a Goiânia, depois a Anápolis e só então a Piri! Uma viagem que seria feita em, no máximo, 2h, levou um dia inteiro! É isso, pessoal, espero ter ajudado. Postarei a parte de Piri no tópico específico da cidade. Abração!
  5. Olá pessoal, acabei de comprar uma excelente lanterna para trilhas leves ou um camping de poucos dias. Chama-se Remix (especificações abaixo), da Princeton. Ela é leve, ilumina uma barbaridade e tem duas fontes de luz, ambas muito boas. Ainda não testei a durabilidade e a resistência à água, mas achei os controles bastante intuitivos, o design bacana e confortável e o preço melhor ainda. Paguei no ebay 31 dólares + 7 dólares de envio, sem nada mais na alfândega. Recomendo! Obrigado a todos pelas dicas, grande abraço. Remix SPECIFICATIONS POWER 70 Lumens LAMP 3 Ultrabright LEDs, 1 Maxbright LED BURN TIME 200 Hours BATTERIES 3 AAA WEIGHT 83 Grams The Remix is equipped with an asymmetrical single arm bracket, easily accessible battery door enclosure, and large push button switch. Combine these features with a simple & lightweight design and you have a headlamp built to perform in any environment. Whether your requirements call for long distance spotting, or close range area light, the Remix is up to the task with a combination of a single Maxbright LED and 3 Ultrabright LEDs. The end result; true versatility in a compact, water resistant, and self-contained package.
  6. Vbonias, valeu pelas dicas! Ela parece mesmo uma boa lanterna. Acho que preferiria trocar luminosidade por autonomia e leveza, estou na dúvida entre a Spot, Tikka Plus ou uma Princeton (Fuel, Remix). Alguma sugestão? Ah, em tempo: eu e minha namorada vamos ao Jalapão no comecinho de janeiro. Alguém por aqui interessado em nos fazer companhia? Abração!
  7. Fala Vbonias, muito obrigado pela dica. Estive olhando a Coast Led Senser, ela me parece animal, mas ficaram algumas dúvidas. O peso é de 280 gramas, correto? Interessante que nem o produtor fala o peso da bichinha. Quanto pagou por ela? Teve de pagar imposto? Ela é a prova d'água? Vi no site da Coast que a vida da bateria é de 15h. A ideia inicial é ter uma lanterna com menor capacidade de iluminação, mas que seja beeeem leve, com uma durabilidade maior de bateria e à prova d'água. Se alguém mais tiver uma dica, ficaria agradecido. Abração
  8. Pois é, pessoal, sei que o Niva da um trabalhinho mas ele tem algumas vantagens com relacao aos outros e como minha intencao nao é soca-lo em trilhas, no maximo fazer uns passeios off road, acho que ele dá pro gasto. Alem disso, é mais barato e eu encontrei um chuchuzinho, a mecanica está dez. Vamos ver se me apaixono ou me arrependo... Valeu pela dica do 4x4 Brasil, já me cadastrei. O camping da Tati é bem grande, sempre tem lugar. Abraço!
  9. Fala Nathan, mesmo que vc nao consiga falar no camping (nao tenho o telefone), nao tem segredo, basta chegar em Aiuruoca e perguntar qual a estrada que vai para o Bairro do Matutu. Depois de alguns quilometros voce verá placas do camping dela, que fica do lado da vendinha. Eu nao tenho duvidas de que é o melhor, mais aconchegante lugar de Aiuruoca, a comida dela é sensacional e os sucos sao de uma originalidade incrivel! Bebi suco de Hortela, Erva Cidreira e Limao, outro de Maracuja com laranja e cenoura, tudo plantado la mesmo. Isso sem falar que a localizacao e o visual do lugar sao fora-de-serie. Se vc for la, diga que recebeu indicacao do Thiago, que acampou com o irmao e um amigo espanhol junto com a namorada, ela deve se lembrar de mim. Ahh, e se for pegar algum guia, fique com o Matson, irmao dela, o rapaz é tranquilo e muito agradavel, aquela familia é apaixonante. Alem disso, estou prestes a adquirir um Niva, vamos manter contato para combinar alguma viagem juntos ok? Abraço!!
  10. LUXEMBURGO E HOLANDA - PRIMEIRA PARTE Um pequenino país ou um mega banco: difícil saber o que melhor descreveria Luxemburgo. Tudo por lá gira em torno do câmbio, das operações financeiras e das grandes corporações, a quantidade de dinheiro que circula é tão grande que quem vai pra lá limpar prato e trabalhar na construção civil são os espanhóis e portugueses, "na busca de uma vida melhor", sendo que os nossos irmãos patrícios já constituem parcela significativa na população, é comum encontrá-los por toda parte. Só pra se ter uma idéia, a renda per capita de Luxemburgo é algo em torno de 32.000 dólares e, por ser um paraíso fiscal, muitos desses dólares saem dos cofres públicos de países como o Brasil no nosso já conhecido círculo de corrupção. É lá também que fica a sede do Banco Europeu de Investimento. Porém, nem só de riquezas viveu a história desse Grão Ducado. Fundada em 963, a cidade funcionou por muito tempo como entreposto para comerciantes e, por não possuir nenhuma defesa natural como montanhas ou lagos, desenvolveu-se dentro de um complexo sistema de túneis e galerias que se estendia por vários quilômetros, formando uma espécie de formigueiro gigante, onde mais de 30.000 pessoas conviviam nos períodos de guerras e conflitos, ou seja, a maior parte do tempo. Durante as duas grandes guerras, essas Catacumbas foram ainda utilizadas como abrigo anti-aéreo e refúgio para a população para só então serem desativadas e transformadas em atração turística. Por medida de segurança, grande parte dos túneis foram explodidos ou fechados embora ainda reste um bom pedaço desse imenso formigueiro aberto a visitação pública, vale muito a pena passar por lá - isso se você não tiver claustrofobia... Além das Catacumbas, não há muito o que ver na cidade de Luxemburgo e acertei em só ter reservado um dia para visitá-la. Agora, é realmente incrível o que o dinheiro pode fazer por você, em parte nenhuma do mundo eu vi um Centro de Informações Turísticas tão completo, com tantas opções de passeio, folders e cartazes, atendentes prestativas e eficientes, tudo para me convencer de que ali houvesse alguma coisa de interessante. Acabei optando por fazer um dos roteiros, muito mais em consideração ao esforço deles do que pela esperança de garimpar uma esmeralda. Também queria conferir como o meu dinheiro, aquele que o Collor fez o favor de deixar ali, estava sendo investido. Depois de duas horas caminhando por ruas, pontes, ladeiras e escadarias, pude constatar que a cidade tem lá o seu charme, te surpreende com vistas muito bonitas, construções delicadas e um povo educado, de vida tranqüila, sem preocupações no rosto (também pudera...). Dizem que o norte do país tem paisagens ricas e alguns castelos, tive muita vontade de arranjar uma bike e seguir viagem, imaginem só? Quem sabe um dia eu não transformo essa idéia em realidade... Para voltar a Louvain-La-Neuve tive a mesma sorte da ida, caronas mil - com direito a Porsche e tudo mais - até o território belga e um ticket a menos do Go Pass. Depois de um bom banho e de arranhar o meu francês tosco na mesa de jantar com os moradores, fui dormir o sono dos justos porque no próximo dia partiria para conhecer mais um pedaço dos Países Baixos. E que pedaço! Na manhã seguinte, sigo na direção de Antuérpia, ponto máximo da linha férrea belga na direção de Amsterdã, até onde meu Go Pass poderia me levar. Antuérpia é muito industrializada e não parece oferecer nenhum grande atrativo mas foi ali que aprendi uma óbvia lição: não basta a cidade estar na divisa, mané, ela tem que ser pequena!!! Por conta do tamanho da cidade, foi um sufoco homérico encontrar a rodovia certa, passei mais tempo pra achar um bom ponto de carona do que pra visitar Luxemburgo inteira! Lição aprendida, finalmente consigo me livrar de Antuérpia graças a um ex-funcionário da ONU, um senhor que viveu em vários cantos do mundo, inclusive no Rio de Janeiro e que me deu uma aula sobre a história, geografia e cultura da Holanda. Aprendi, por exemplo, que os moinhos de vento que aparecem por toda a planície não só geram energia elétrica como têm papel determinante na drenagem do território - sem eles e sem o conjunto de canais e barragens, metade do país estaria submerso - os outros 50% do território que estão acima do nível do mar não ultrapassam os 50m de altitude, com exceção do ponto mais alto de toda a Holanda, justamente na tríplice fronteira com Bélgica e Alemanha (um morrinho de 320,5m e olha que eles fazem questão desse 0,5m). Ele também me disse que os famosos tamancos de madeira foram uma forma econômica e inteligente de facilitar o caminhar pelos pastos encharcados. Vendo aquela planície bucólica de longe, toda verdinha, com suas vaquinhas gordas e moinhos quixotescos, eu nem imaginava o lamaçal que era aquilo! Após ver de passagem Den Haag, mais conhecida por aqui como Haia - onde Rui Barbosa fez sucesso - despedi-me do meu professor em Ultrecht onde rapidamente consegui a carona que me levaria ao centro de Amsterdã. Vai vendo: o cara era um playboy podre de rico, com ouro no Rolex, Ray Ban na cuca, couro na jaqueta e goma no cabelo, vestia um Lamborghini nervoso e pagava de gatão, era quase o Johny Bravo. Enfim, a pessoa mais inimaginavelmente capaz de dar carona! A conclusão que pude tirar disso só poderia ser essa: se algum dia você se decidir por visitar Amsterdã, será preciso antes rever os seus conceitos... Até logo, pessoal! Thiago de Sá HOLANDA – SEGUNDA PARTE Assim que o Johny Bravo me deixou num canto da cidade, tratei logo de encontrar meu rumo para o centro. Não havia tempo a perder, minha intenção era passar um dia por lá e voltar no dia seguinte à Bélgica (onde eu estava com a cabeça quando tomei essa decisão??). Com uma fome cabulosa e um bolso cheio de vento, não teve jeito, tive de apelar para o delicioso MacDonald’s e foi lá que encontrei a primeira grande surpresa que Amsterdã me reservava, a tia indiana que tomava conta do banheiro, como que por mágica, sem que eu dissesse nada, me ofereceu hospedagem. Preferi não pagar pra ver... Do Mac direto para o Red Light District, hora de procurar um canto pra dormir e já dar uma espiada nas famosas janelas do local. Enquanto caminhava meio zonzo, nao sei se pelas janelas ou pelo sanduiche, percebi dois rapazes que conversavam em espanhol, UFA!, enfim alguem que nao fala estranho - o holandes tem som de alemao, primo do flamingo (?!?) e é ininteligível! Dario e Ronaldo se apresentaram como empresários e logo me ajudaram a procurar hostels, todos eles muito caros, por sinal. Como nada se encaixava no meu orçamento, comecei a perder as esperanças, foi aí que Dario me disse algo óbvio demais que até então não tinha me dado conta: se vou ficar apenas uma noite, pra quê eu preciso de hotel? Restaria só o problema de onde guardar minha mochila, que pesava demais, mas Ronaldo logo se dispôs a guardá-la no seu local de trabalho. Só que, para isso, os dois teriam de revelar sua verdadeira profissão… Antes vale fazer uma descrição sobre os dois: Dario era um colombiano sério, parrudo, bem vestido, de uns 40 anos, sempre muito educado, falava com firmeza sem ser agressivo, inspirava respeito sem esforço. Já Ronaldo era um peruano frágil, moreno, de corpo franzino, um cabelo negro e liso, delicado, não era muito difícil perceber que ele era gay. Antes empresários, Dario e Ronaldo revelaram que na verdade eram travestis e que também se prostituiam nas janelas famosas. Logo, eu deveria guardar minha mochila num daqueles quartinhos. Apesar do receio inicial, concordei sem problemas e fomos até a janela de Ronaldo. Quando ele me abriu as portas do armário, tive mais uma surpresa, de um lado havia toda a sorte de objetos de fetiche, couros, chicotes, vibradores e outros trecos esquisitos que me pergunto até agora pra quê serviriam (preferi não perguntar…). Do outro, um pequeno santuário, fotos familiares, ternos, calças, camisas, tudo muito arrumado e limpo. O contraste me fez arrebentar qualquer estereótipo, limar o pouco de preconceito que ainda me restava e lembrar que é muito louco como carregamos conosco por onde vamos uma pontinha de julgamento. Mais uma vez, em Amsterdã, é preciso rever os seus conceitos. Como Dario estava de folga, ele resolveu me mostrar a cidade, as ruas, decidiu me levar até um bar misto, tanto de gays quanto de heteros. Lá, depois de alguns goles – já não dizem que é bêbado que se diz as verdades? - Dario decidiu pagar pra ver se eu tinha alguma vocação homossexual e passou a me assediar, sempre com respeito, nada diferente do que faço com garotas. Depois das minhas negativas, foi a vez de Dario romper seus preconceitos (pois é, gays também têm os deles), para ele era simplesmente impossível esse comportamento de um hetero. De paquerador, ele passou a me tratar como amigo, me acolheu como irmão e retribuiu todo o respeito que tive por ele em atenção e hospitalidade, me convidando para ficar aquela noite na sua casa, onde morava com seu marido Kiko e seu amigo Ronaldo (ele o chamava de Ronaldinha!). Fato foi que fiquei quatro dias por lá, aproveitando a cidade de dia, conhecendo monumentos, enquanto que a noite visitava as baladas de Amsterdã, os bares, sempre na companhia ora de Dario ora de Kiko (Ronaldinho gostava muito de trabalhar), que não me deixavam pagar sequer uma bala. Os dois, aliás, viviam em perfeita harmonia, como marido e mulher, com brigas, carinhos e projetos futuros. Dario cozinhava maravilhosamente bem, acho que eu comi nesses quatro dias tudo o que eu deixei de comer durante as caronas! Quando Dario se travestia, passava a se chamar Monalisa, e era absolutamente irreconhecível, tanto que no primeiro dia em que foi para as janelas, ele me desafiou a encontrá-lo, o que só consegui depois de muito esforço! E olha que são muito poucas as janelas de travestis. A noite de Amsterdã é cheia de perigos, é preciso saber onde se está pisando e escolher cada passo com cautela. A cada esquina há um africano sussurando “cocaine, cocaine”, a cada noite um convite para transar sob o efeito das drogas mais loucas e a cada momento haverá alguém testando suas convicções. Na hora de partir de volta a Bélgica, Dario e Ronaldo me levaram à estação, foi uma despedida emocionante, guardarei eles para sempre no coração. Enquanto estive na Bélgica, na residência estudantil universitária, fui porcamente tratado, inclusive pelos meus anfitriões, mesmo estando em um quarto sem uso e apenas para dormir. Já em Amsterdã, fui super bem tratado por um casal de prostitutos travestis, como rei, comendo bem, sendo ciceroneado pela cidade, sem direito a pagar nada, muita atenção e carinho. Não deveria ser o contrário? Em Amsterdã, pessoal, é preciso rever os seus conceitos… De volta a Bélgica, peguei rapidamente minhas coisas em Louvain-la-Neuve e segui direto para a Alemanha, minha intenção era parar em Berlim a caminho da Polônia, onde meus amigos me esperavam!
  11. Fala moçada, acabei de ir la no feriado de 07 de setembro, fantastico, o lugar merece ser revisitado algumas vezes. Para quem vai, indispensavel é ficar no camping da Tati, na Estrada do Matutu, comida igual e hospitalidade igual so em Marte. Se for passar por la diga que conhece o Thiago, que foi no 07 de setembro com o irmao e um espanhol, se ela lembrar pede pra ela fazer um suco de hotela, limao e erva cidreira, putz!!!!! Visitem o pico do papagaio, a cachoeira do fundao e a dos garcias! Ah, e vale muito a pena gastar um pouquinho mais e comer uma truta saborosissima no Kiko e Kika, incrivel mesmo. Abração!!!!
  12. Pessoal, em breve pretendo colocar a continuacao da viagem ok? abraço
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