Ir para conteúdo

DanielFreitas

Membros
  • Total de itens

    13
  • Registro em

  • Última visita

Conquistas de DanielFreitas

Novo Membro

Novo Membro (1/14)

0

Reputação

  1. Cara ta muito bom o relato, no mesmo estilo que pretendo fazer agora fim de ano... a kombi ainda não saiu, ma ta quase, do mais queria saber se tens a lista de campings que tu ficou com onde(cidade)preços e telefones To me identificando muito com sua viagem pois ta bem ROOTS. Viajo sempre assim tbm. por isso queria estas informações abraços
  2. Valeu xará, Tainá e Ulisses pela dica do guia, vou baixar e tentar conseguir o oficial... abraços
  3. Pessoal, voces sabem se existe algum guia com boa informações sobre a america central em espanhol??? abraços
  4. Então verdão ta ai a minha tabela de custos e gastos.. achei até que ficou bem explicada, mas ve se pode te ajudar... qualquer coisa to por aqui custo viagem daf(3).xls
  5. OI Vanessa, desculpa a eterna demora nas resposta, espero que voce ainda esteja bem anima pra o mochilão... bom eu fui com 4 amigos e cada um teve as suas despesas, logicamente, mas não acampei em momento algum, fiquei sempre nos albergues, e sai bem barato. veja sua disponibilidade de acampa, de montar barraca, se seu equipamento é realmente bom, pq mesmo no verão, pra quelas banda faz friu.... um dica, na ilha do sol, voce está a 4.300 metros de altitude e lá que fica a troposfera onde ocorrem as chuvas e egadas, quando passei por lá peguei a maior tempestade de graniza, foi apavorante, isso que tava em hostal. perguntei pros nativos se era comum, e a resposta foi que de dezembro a abril sempre aontece, então se for acampar por lá se cuide... Vontando aos gastos eu gastei em 23 dias R$ 2.400, isso que tive que andar de avião duas vezes, tanto pra chegar a cochabamba quanto pra sair do Chile... mas na Rootzera 2000. dá e sobra qual seu roteiro? qual coisa manda email ou responde auqi abraços Daniel emai: [email protected]
  6. Ufffaaaaa.... Valeu galera pelo comentarios... agora esse ano vou por as fotos.. so mei relaxado hehehehe Guilherme olha só... a estrada é foda... vai ser dificil vo ver teu relato, mas olha só, alugar um carro... nunca ouvi falar nisso... tu vai deixar o carro aonde? tem agencia em santa maria? pq la na hidreletrica nao tem nada só um barraca do segurança dai ja começa os trilhos e tu tem que ir a pé acho que seria bom tu realmente sair as 7 da manhã, la em cusco pega um taxi e pede pra eles te elvar no terminal santido se eles nao souberem diz que queres pegar um onibus pra Quilabamba ou santa teresa... an rodoviaria que é bem tosca, só tem as agencias tem um monte de gente e Vans... aborda os cara na cara dura e negocia eu paguei 50 soles estavamos em 4 pessoas achamos mais 3 fomos de boa, se tu pedir acho que eles param pra fotos, mas a gente não parou pq ja estavos atrasados, so aquel parada rapida pra ir ao banheiro ao ar livre heheheheh abraço
  7. Oi estou pensando em ir a Costa Rica em janeiro de 2011 e to rpocuando algumas informaçoes sobre o pa´si e de alguns relatos que possam me ajudar.. quero ir para o lado do pacífico existe algum guia bom em portugues ou espanhol? vcs sabem quanta ta saindo a passagem de avião até la´? quanto em media pra ficar uma mes? o negocio é roots pretendo gastar com as passagens de avião e lá ficar acampado mesmo... ate
  8. ENTAO SO FALTOU O VALOR DA ENTRADA EM MACHU PICCHU QUE FOI 62 SOLES PRA ESTUDANTE OU 51 REAIS ATÉ
  9. MEMORIAL DE VIAGEM Relato sobre as experiências vividas na Bolívia, Peru, Chile e Uruguai, de 02 a 23 de janeiro de 2009 Foram 22 dias, com direito ao Trem da Morte, ida ao Chacaltaya, Titicaca (ilha do sol e ilha dos uros), Machu Picchu (via hidrelétrica), Vale sagrado, Arica, Deserto do Atacama e Montevideo Organizei um planilha com os preços do transporte utilizado da preparação da viagem Se alguem precisar de mais alguma dica é só entrar em contato até Depois de quase um ano de muita leitura, pesquisa e programação o dia da viagem chegara, estávamos ansiosos para trilhar os caminhos das Américas, estes cheios de historia, marcados por lutas e tradições e frequentemente percorrido por mochileiros do mundo todo. Éramos num total de 4 pessoas, Eu (Daniel) minha namorada (Maiara), minha irmã (Gizelle) e o cunhadão (Adilson), todos tínhamos em comum a vontade de conhecer as belezas da nossa querida América do Sul, porem cada um tinham uma percepção de mundo e realidade distinta que no final engrandeceu a viagem pois a troca de experiências e visões aconteceu todo o tempo. PARTINDO DE FLORIANÓPOLIS – 02/01/09 Como o programado, saímos de Floripa sexta feira no dia 02 de Janeiro as 16h30min, num ótimo ônibus da Eucatur já havíamos comprado as passagens um mês antes para garantir as passagens pegamos os primeiros bancos, para garantir uma visão panorâmica da viagem, as passagens saíram por R$ 168,00, cada. Saímos com uns 20 minutos de atraso, estava chovendo muito quando saímos e esta chuva nos acompanhou até campo grande, A viagem foi tranqüila, eu e a Maiara já conhecíamos o caminho, então para não houve muitas surpresas. Após uma breve parada pra jantar, seguimos viagem e acordamos já em SP próximo a divisa com o MS, mas 3 horas de viagem, um paradinha pro almoço e mais uma horinha até campo grande. CHEGADA EM CAMPO GRANDE – MS - 03/01/09 Chegamos a Campo Grande às 15h20min, aqui não tem horário de verão então atrasamos nosso relógio, foram 24 horas de viagem em baixo de chuva. Desembarcamos na rodoviária e fomos direto a agencia Canarinho comprar as passagens para Corumbá, as passagem saíram por R$ 77,00 cada, compramos a passagem para o horário das 23h59min, como eram ainda 16 horas, fomos no Hostel Internacional Corumbá - HI que fica bem na frente da Rodoviária para tentar um quarto, conversamos com o cara e conseguimos um quarto com uma cama e um banheiro por 20 pila , saiu 5 reais para cada, aqui descobríamos que seria bom viajar em grupo, pois a maioria das coisas racharíamos igualmente. Tínhamos tempo até o ônibus partir, então saímos pra fazer uma “fezinha” na lotérica, pois a mega-sena tava acumulada em 40 milhões, e sabe como é né quem não joga não ganha. Hehehe.. Feito isso voltamos para o hostal e tomamos um café, bolacha trazida de casa mais café do botequim (1 real). O quarto no Hostal, foi uma boa por que pudemos tomar banho dormir e aproveitar as dependências. A noite pedimos uma pizza (20 reais) e logo após fomos pra rodoviária pra pegar o ônibus, esperamos um pouco antes de embarcar, neste momento pudemos ver uma pequena confusão, havia um pessoal esperando o ônibus pra Corumbá as 23h30min junto de nos na sala de embarque, porem não houve nenhum comunicado que o ônibus já havia chego ou que já estava para partir, ou seja eles não embarcaram, daí a confusão foi feia, pois no nosso ônibus que seria o próximo não havia vagas para eles, então é bom ficar esperto no horário do embarque. O nosso saiu horário e rumamos para Corumbá. CORUMBÁ – 04/01/09 Chegamos a 06h20min, o Ônibus era bom, mas a viagem foi difícil, muito buraco e pouco sono, compramos um café na rodoviária (2,00) e comemos com nossos lanches. Na rodoviária conhecemos um pessoal do Paraná que também veio no nosso ônibus e iam fazer um roteiro parecido com o nosso, trocamos umas idéias, eles iam ir direto a Puerto Quijarro tentar comprar o bilhete pro Trem da morte, nos já tínhamos comprado o bilhete, pelo menos metade deles, fizemos o contato com a Indiano Tour, uma agencia de viagem que fica na rodoviária, compramos o Bilhete do SuperPullmam por 60 reais. Enquanto o pessoal do PR foi pra PQ, nos ficamos esperando a agencia abrir até a 08h30min. Quando abriu, Daniel o Boliviano que tinha negociado comigo os bilhetes, nos deu uma má noticia, nos disse que tinha ocorrido um problema na sexta na qual não saiu nenhum trem, ou seja, os bilhetes de sexta formam para sábado e o nossos de sábado, sairia domingo as 12h50min o trem era outro, serio o Expresso Oriental, classe SuperPullman. Ficamos desconfiados mas não tínhamos os que fazer pagamos o restante do bilhete (30 reais) e fomos atrás de hospedagem, essa foi a nossa primeira mudança no roteiro, mas tudo tranqüilo, o negocio é aproveitar, fomos atrás do HI, andamos um monte com as mochilas nas costas, tava um calor do cão pra variar, quando chegamos ao HI não havia vaga, estava tudo lotado, graças ao atraso do trem de sexta, pegamos uns números de hostal e hotéis com o recepcionista e saímos pesquisando, achamos um ao nosso alcance, o Hotel América, 25 reais pra cada com banheiro privado e café da manhã, pegamos um quarto de casal, não era aquela coisa, mas ta valendo. Deixamos as mochilas e fomos conhecer um pouco de Corumbá, fomos até o porto batemos algumas fotos, no museu do pantanal, muito interessante, conta a historia do pantanal, um pouco da guerra do Paraguai, a visão pantanera da guerra, vale a pena conferir, almoçamos e voltamos ao Hotel para aquela siesta hehehe.. Acordamos e fomos comprar comida no Posto de gasolina hehehe era a única coisa aberta tomamos um café e compramos cerveja e miojo para fazer a noite, choramos com a dona do hotel e ela nos deixou usar a cozinha, comemos, limpamos tudo e fomos dormir. Acordamos cedo tomamos um café reforçado no Hotel e fomos até o Terminal de Ônibus pegar o “Ônibus Fronteira” (R$ 1,70) foi 20 min. Até a aduana. Nos só descemos do latão fomos abordados por um taxista boliviano prometendo nos levar até o terminal ferroviário, assim que passássemos pela aduana. Conversamos e aceitamos a oferta, 2 reais cada. DICA: Vá ao Museu ao Pantanal, vale a pena BIENVENIDOS A BOLIVIA – 05/01/09 Já chegando em território Boliviano, descemos do táxi e fomos para a fila da aduna, tinha muita gente lá dentro, uma muvuca só, o oficial da policia federal boliviana tava distribuindo as fichas de preenchimento para entrar no país de pronto fomos preenchê-la, estávamos todos animados para entrar no país, foi ai que bateu o desespero, durante a preparação pra viajem tinha lido em alguns relatos que quando entrasse no país pedisse caso não fosse entregue uma folhinha verde para preencher, pois este é para turista e te da direito há permanecer 30 dias no país e você tem que apresentar a mesma quando sair para que não pague nenhum tipo de propina, pois bem, minha irmã, minha namorada e meu cunhado ganharam a verde e eu ganhei a branca que é para bolivianos, não que eu não queira ser confundido com boliviano que é meio difícil, mais, fiquei com medo de ter que pagar propina pra sair, daí fui atrás do oficial que tava entregando as fichas, ele não tava com uma cara muito boa, tentei arranhar um espanhol e ele foi curto e grosso, “preencha esta e não terás problema” tentei de novo, e ele me mandou pra fila, fiquei apreensivo mais não tinha mais o que fazer, o negocio foi entrar na fila e rezar pra quando saísse da Bolívia não tivesse que pagar propina. Durante a fila o que mais me chamou a atenção foi a foto do EVO MORALES num calendário na parede, é meio que de praxe ter a foto do presidente do país nas aduanas, mas um calendário, foi muito inusitado. Preenchido a folha e carimbado o passaporte voltamos ao táxi que estava nos esperando, logo atravessamos a aduana e o bicho pego, vários carros e muita buzina, nosso taxista se transformou e saiu buzinando pra quem tava na frente, dentro de 5 minutos estávamos na frente do “terminal ferroviário Puerto Quijaro” a estação de embarque do trem da morte. Era em torno de 10h30min, saltamos e fomos direto pra estação, batemos umas fotos e fomos confirmar se o nosso trem ia sair mesmo hoje, tava tudo confirmado ele sairia às 12h50min sabendo disso, começou nossa verdadeira aula de espanhol hehehe, eu e o Adilson fomos perguntar para o guardinha onde ficava o banheiro, ele nos olhou bem serio e retribui a pergunta.. Baño???? Putz e agora banheiro era baÑo em espanhol? Nos entre olhamos e agradecemos e fomos ver se as meninas sabiam? E agora elas achavam que era, fomos procurar nos livros que tínhamos, mas não tinha nada, bom fazer o que né. Nisso decidi explorar um pouco a estação, desci ate onde estavam vendendo os bilhetes, tinham uma fila bem grande, encontrei um casal de são Paulo que estavam tentando comprar os bilhetes, falei de nossa situação o que tinha ocorrido com nossas passagens e achava que ia ser difícil eles comprarem passagem pra hoje, desejei boa sorte, nos despedimos, de relance avistei o banheiro, tinha uma placa escrita BaÑo e embaixo Toalete, resolvido banheiro era Baño...hehehe, voltei e resolvemos ir fazer o primeiro Cambio, fomos negociar com umas mulheres, queríamos trocar 50 reais, pois a idéia era trocar dinheiro aos poucos pois não sabíamos quanto tempo íamos ficar pela Bolívia e é bem melhor você guardar seus reais e deixar pra gastar depois do que morrer com muitos bolivianos. Fomos negociar o cambio tava 2,75 BOL para 1 Real, enchemos o saco da mulher para ela fazer por 2,80, mas não deu jeito o máximo que conseguimos aumentar foi 3 centavos hehehe, então 50 reais deu 139 BOL. Logo que acabamos de fazer o cambio encontramos o pessoal do Paraná pelos arredores, eles tinham passado a noite ali e iriam pegar o mesmo trem que a gente, então como era ainda cedo decidimos explorar um pouco a região, fomos ate onde os paranaenses estavam hospedados deixamos as mochilas e fomos andar, as coisas por lá não são muito diferentes do Brasil, região fronteiriça é assim, fomos as mercado, batemos umas fotos e tomamos uma nova cerveja, pelo menos pra gente aqui do sul, SAMBA era o seu nome, era fabricado em ribeirão preto, mas a venda era proibida no Brasil, sabe se lá porque né, mas com o calor que tava fazendo e o preço em conta 5 por 10 reais, desceu que foi uma maravilha, depois de andar mais um pouco resolvemos ir almoçar, o restaurante era próximo a estação, pedimos o prato do dia, que vinha arroz, bife, batata e salada, 15 bolivianos, comemos bem e fomos pegar as mochilas, batemos uma ultima foto, comprei uma água 2,50 BOL, e rumamos para a estação. DICA: A Bolívia ta no mesmo fuso de Brasília, só que sem horário de verão, então o relógio fica igual ao MS CAMBIO: Fazer cambio na aduana vale mais, mas é um risco, cuidado com notas falsas, pegue sempre notas pequenas de 50 e 20, ou todo caso de 100, não existe nota de 10 nem de 5 de papel, fique esperto. TREN DEL LA MUERTE Entramos na estação e tinha uma pequena muvuca lá na catraca, pensei o jeito era se enfiar, mas quando cheguei perto, vi que a maioria não tinha bilhete, logo mostrei o meu e me deixaram passar, esperei um pouco pelo pessoal, logo que todos entraram, fomos procurar nosso vagão, era o terceiro a partir da locomotiva, batemos varias fotos e entramos todos eufóricos, daí sim percebemos que nossos bancos eram separados, e todos no corredor, putz mais uma mancada, a primeira foi o dia de atraso agora isso, mas nos nem imaginávamos o que estava por vir.... Esperamos mais um pouco e começou o vai e vem de mulheres e crianças vendendo de tudo um pouco, refrigerante água, uinhapê (pão de queijo) arroz com espetinho de coxa de frango tudo dentro de uma saquinho plástico, (o cara da nossa frente pego 2) tinha de tudo, mas o que mais incomodava era o LIMO, (limão), mulherada com a voz bem fininha gritando LIMO,a viagem toda foi triste. O trem em si era bom, pelo menos pra mim era, bancos meio que reclináveis tipo 45 graus em cima lugar pra por as mochilas um janelão bem grande, chacoalhava um bocado, mas tava ótimo. Após essa primeira imersão nos sentamos e exatamente às 12h50min o trem saiu, a euforia era enorme, cada arvore era uma foto, de tanto bater, comecei a conversar com o senhor que estava ao meu lado, era um alemão que ia a santa cruz visitar o irmão, bom nossa conversa foi pouca porque ambos arranhavam o espanhol, logo nos voltemos ao trem, pois o mesmo acabara de diminuir a velocidade, se é que isso era possível, olhei de relance e vi uma galera entrando correndo no trem, inclusive o casal de paulistas que havia encontrado na estação, não demorou muito e o trem voltou aos seus gloriosos 40 Km/h. E assim ele foi passando pelos chacos bolivianos, muitas áreas alagadas e muita pobreza, do ponto de vista financeiro, umas casas bem humildes, alguns gados e cabras e vários campinhos de futebol, de tempos em tempos o trem vazia uma parada, entrava e saia gente, eu já tava agoniado loco pra dar uma volta pelo trem, e foi isso que eu fiz, andei um pouco encontrei nossos amigos paranaenses, conversamos, e fomos para o fim do trem, bom vimos que mais para o fundo o negocio muda mesmo, uma galera em pé alguns no chão. Troquei uma idéia com uns bolivianos todos bem sorridentes, na volta encontrei o casal paulista, eles realmente tinham entrado correndo no trem e estavam se apertando numa mini cadeira que cabia só uma pessoa nos padrões bolivianos. Não tinham conseguido passagem e estavam de gaiato no trem, dei um tchau para eles e voltei para o nosso vagão. Logo o trem voltou a parar, era hora de descer do trem. hehehe só ele parou e fui junto com a massa boliviana pra fora pra esticar as canelas, fiquei uns 5 minutos fora e logo o trem apitou avisando que iria sair, nessas paradas o numero que mulheres e crianças vendendo coisas triplica, dessa vez o mais inusitado foi um churrasquinho de carne de porco que não deu nem tempo quando passou no nosso vagão, o cidadão boliviano pegou um e já foi abocanhando, não tive coragem de encarar, fiquei nas bolachas que trouxera de casa e na água Já era por volta das 19h30min, o sol estava se pondo atrás dos montes bolivianos uma ótima energia saltava do lugar, quando tudo vai bem, algo de ruim tende a acontecer, o trem parou e foi no meio do nada, ficamos atônitos, quando de repente a voz o maquinista nos traz o esperado, defeito no motor, o trem havia quebrado. O maquinista disse que dentro de 1 hora o trem voltaria a andar. PO uma hora, não tínhamos escolha, saímos do trem e fomos bater foto com o maquinista hahahahaha. Saímos andando, ficamos meio cabreiros de deixar as mochilas ali, então em principio ficou o Adilson cuidando e nos fomos andar, depois fiquei eu, depois não ficou ninguém fomos vasculhar o lugar, tava escuro, estão o que víamos era só as luzes dos fleches das maquinas e algumas casas próximas ao trem, nisso deu uma hora e o maquinista voltou a apitar, todos voltando correndo pro trem,nos sentamos e ouvimos o pior, não haviam concertado e iriam demorar mais. Ai bateu o desanimo, já estávamos cabisbaixos, quando derretendo, me aparece o Paulo e o Luis, nossos amigos paranaense, estavam procurando a gente, traziam a boa nova, tinham encontrado um boteco e estava rolando uma roda de violão com os brasileiros do trem, 3 cervejas (nova schin) geladíssimas por 10 BOL, não tivemos duvida me passa 6 hehehe, ficamos porá li tocamos e cantamos por algumas horas, quando o maquinista apitou de novo já passava da 21:00 voltamos pro trem novamente e o veio o anuncio, estava vindo outra locomotiva, sabe-se Deus da onde, decidimos ficar pelo trem, o jeito era dormir, a noite tava boa, então só peguei um moletom me ajeitei e apaguei, só acordei a 1:00 da manhã o trem começava a partir, ou seja ficamos 6 horas parados, voltei a dormir, acordei por volta das 7:00, altas noite de sono e o incrível sem mordidas de mosquito. Daí pra frente foi o mesmo, muito gente entrando e saindo e aquela sensação de não chegar mais, foram 6 horas de atraso, 6 horas esperando pra chegar, um calor do cão, já estávamos de saco cheio, a paisagem mudou bastante, já vários campos de soja, e uma periferia mais peculiar, chegamos por voltas das 14h00min. SANTA CRUZ DE LA SIERRA - 06/01/09 Logo no desembarque vimos que não éramos os únicos com o sentimento de querer chegar o pessoal desceu rápido e o pior, o portão da estação encontrava se fechado com vários seguranças e uma multidão de gente querendo entrar, então já viu né,foi o estouro da manado um monte de gente querendo sair um monte querendo entrar, logo passamos pela muvuca nos estabilizamos e fomos procurar ônibus pra LA PAZ, ali em Santa Cruz o terminal ferroviário é integrado ao rodoviário. Tava uma muvuca um monte de gente, na primeira empresa que abordamos, mas uma má noticia, não haveria ônibus para LA PAZ tão cedo, tinha ocorrido um deslizamento de terra gigante na única estrada que ligava Santa Cruz a Copacabana, conseqüentemente ate LA PAZ, putz o que fazer, tínhamos 3 opções, ficar mais um dia em santa cruz e esperar pra ver se davam jeito no deslizamento, pegar um ônibus ate Sucre e de lá ate LA PAZ um desvio de 15 horas, ou ir de avião. Decidimos ligar pro aeroporto, pegamos os nomes das empresas e tentamos descobrir quanto sairiam às passagens, tentamos varias vezes e não conseguimos boas informações, então decidimos pegar um TAXI até o aeroporto, na negociação com o taxista ele nos falou que estavam fazendo uma promoção de passagens aéreas, estavam saindo em torno de 150 bolianos, isso dava quase 50 reais, então decidimos ir até lá, nos despedimos de nossos amigos paranaenses, porem um deles veio conosco, o Rafael, o objetivo dele era chegar o mais rápido possível no PERU. Negociamos o preço do táxi, era 60 ele fez por 50 BOL, 10 pra cada, e lá fomos nos, num transito muito loco e dentro de 15 min. Estávamos lá, fomos pedir informação e descobrimos que a venda das passagem da promoção só estava acontecendo no centro de santa cruz e para os vôos da tarde, do qual não haviam mais vagas. Estávamos cansados, com fome, sujos e maltrapilhos, na hora decidimos pegar o próximo avião até Cochabamba que sairia só às 19h45min da noite o preço comparado as passagens aéreas do Brasil, saíram bem barato 72 DOLARES cada, minha irmã pagou no cartão, e tudo certo. Fizemos o 2º CAMBIO U$ 1,00 = 6,83 Bolivianos, troquei 25 Dólares, não valia trocar real ali. Depois não aguentei e fui tomar um banho, de torneira mesmo hehehe, no banheiro do aeroporto. Po foi salvador aquele banho hahahaha. Depois do Banho e trocar dinheiro, comemos uns sanduíches + suco = 25 BOL e o resto foi só relaxar e esperar o tempo passar, nosso amigo Rafael não quis topar o avião decidiu ficar em santa cruz e esperar, azar o dele, minutos mais tarde compramos um jornal e descobrimos que o deslizamento foi gigante e demoraria 4 dias no mínimo pra ajeitarem as coisas Por fim fomos a salão de embarque eu e a maiara nunca tínhamos andado ou melhor voado de avião, foi muito loco, primeira coisa que eu fiz quando sentei na poltrona foi apertar o cinto e ler as instruções em caso de acidente hehehe, Foi bem legal o voo, ainda ganhamos lanchinhos, chegamos exatamente as 20:30 em COCHABAMBA COCHABAMBA – 06/01/09 Bom infelizmente, ficamos pouco tempo lá, foi só o tempo de pegar as bagagens e pegar um táxi ate o terminal rodoviário 30 BOL, levamos 10 minutos. No terminal a maior loucura de novo, muita gente pra lá e pra cá. Uma coisa boa que achei foi a variedade de empresas, muitas mesmo de todos os tipos, destinos e preços, era só escolher, diferente do Brasil que sempre tem um monopólio de empresas, outra coisa foi a foto do EVO MORALES espalhado por toda a parte, em Sta. Cruz não me recordo de ver. Escolhemos nosso ônibus empresa TRANS SAN FRANSCISCO, que sairia as 22h00min, 50 bolivianos cada, ônibus BUS CAMA, como tínhamos 1H 20MIn ate o latão sair decidimos que merecíamos um cerveja a primeira realmente boliviana a provarmos foi TAQUIÑA(12 BOL), eu achei boa o problema é que esta meia quente, (esse problema nos acompanharia ate o Peru, o nosso gelado e bem diferente dos deles) comemos mais duas porção de PAPAS FRITAS (3,5 Bol cada) e fomos para o portão de embarque, já eram 21:50 e na hora de entrar mais um apavoro, não tínhamos pagado a taxa de embarque DICA: essas taxas são pagas em terminais dentro da própria rodoviária, não vem incluso na passagem, você tem que comprar Lá vai eu correndo no meio dos bolivianos era 2,50 BOL por cada passagem. Comprei e enfim embarcamos no latão, era bom, sem luxo reclinável e vinha com coberta. Logo dormimos, demorei a dormir apesar do cansaço, tomei um remédio que tinhamos comprado na rodoviária pra altitude (SOROCHE) e só acordei as 05h00min, já estávamos chegando a LA PAZ LINDA LA PAZ - 07/01/09 Chegamos estava amanhecendo o dia, descemos meio atordoados da viagem e da altitude, fazia muito frio. Eram apenas 5:00 hs e a rodoviária já estava lotada, muitos mochileiros e muitos bolivianos, tratamos de ir ao banheiro, (1,50 BOL) nos ajeitamos e tomamos o nosso primeira chazinho de coca pra aliviar a pressão. Logo que saímos do terminal vimos que estava realmente frio, decidimos pegar um táxi e ir ate a “calle Illampu”, pois conforme nossos guias lá teriam muitas opções de hostals. Checamos alguns, mas não nos agradamos nos preços, queríamos algo em orno de 15 bol a diária, andamos mais um pouco pela rua e nada, pra essas bandas já estava difícil caminhar, pegamos nossos mapas e decidimos ir para outra rua, péssima idéia, La Paz e um perau, só ladeira para todos os lados ela fica em baixo de altiplano, uma verdadeira panela, fomos descendo passamos pela “calle sarganaga” vimos alguns hostels e nada, nessa hora a mulherada já tava morta, nos também, mas continuamos, decidimos ira a Plaza Murillo. Putz pra chegar nela foi um trabalho tivemos que subir muito, até que fomos ao HOTEL TORINO, fica na “calle socabaya” não pagamos o que queríamos, mas foi ate onde pudemos agüentar 20 BOL num quarto coletivo, o Hotel ate que era bacana, com uma recepção bem aconchegante, os quartos também eram bons o nosso tinha só três camas de “solteiro”, que eram do tamanho de uma de casal, como estávamos em dois casais nem reclamamos. A Maiara estava mau, tomou mais uns remédios e decidiu deitar, eu já tava louco pra sair, mas ainda era cedo, em torno das 8:30, então decidimos tomar um banho e descançar um pouco, eu não me acertei com o aquecedor do chuveiro e tomei banho frio mesmo, cada gota parecia um faca entrando na pele, foi rápido e eficiente hehehe, minha irmã e meu cunhado foram mais pacientes e tomaram banhos quentes. Na volta ao quarto vimos que o mesmo não tinha tomadas e precisávamos recarregar as pilhas e baterias das maquinas, esse foi um ponto negativo do hotel, não há tomadas em nenhum quarto, somente na recepção e nos banheiros. Deixamos elas carregarem nos banheiros enquanto estávamos por ali. Por voltas das 10h00min a Maiara já tinha acordado e tomado banho, já estava bem melhor, então fomos às ruas. O nosso cronograma em La Paz se baseava em: visitar a Capital, subir o Chacaltaya, conhecer o sitio arqueológico de Tiahuanaco e bater uma foto com o EVO..hehehe..Nossa escolha do Hotel foi boa porque ficava do lado da catedral e do lado do palácio do governo, muito bela a Plaza Murillo, vale a pena perder uns minutos sentado por ali e ver a dinâmica da capital boliviana, muita correria, gente de todos os tipos, muito bacana. Mas como de praxe, todo mochileiro que vem a La Paz, deve passar pela calle das brujas, aquilo sim é mercado publico, existe um pouco de tudo, cheio de gente, a maioria turista num entra e sai de cada lojinha, cada uma recheada de muita cultura andina, artesanatos de todos os tamanhos e cores, roupas, casacos, jóias, animais, “perdemos” quase metade do dia na Rua, compramos varias coisas, a primeira coisa que comprei foi um saquinho de folha de coca....hehehe... Por volta das 14:00 horas achamos um restaurante dentro de uma galeria o PUERTA DEL SOL, o típico BBB, Bom, Bonito e Barato, pedimos o prato do dia, que tinha como entrada: sopa de verduras, com pãezinhos, mais salada e por fim um prato de massa com queijo e frango. Tudo isso por 15 Bolivianos, uma coisa vale lembrar, geralmente a comida é feita na hora, que é muito bom, mas não é como no Brasil, você realmente espera eles fazerem, e com isso a fome vai aumentando, quando vem a sopa você acaba com ela rapinho e torna a esperar mais uns 10 a15 min, e só assim vem a parte final do pedido, daí você já não ta mais com tanta fome, come tudo e fica satisfeito é o jeito boliviano de almoçar. Saímos por volta das 15 horas, decidimos fechar algum passeio para o próximo dia, já que para hoje não daria mais, pois a maioria sai pela manha bem cedo. Pesquisamos nas agencias espalhadas pela cidade e o preço sempre o mesmo, em torno de 65 BOL. Voltamos para o hotel, quase todo hostel, hotel, albergue o que for, tem um agencia própria ou uma parceria, eles já te abordam quando você chega, no nosso caso não foi diferente, já tínhamos visto no nosso Hotel, porem fomos pesquisar antes. Como não Havia muita diferença, fechamos no hotel mesmo, sairíamos as 7:00 do dia seguinte rumo a Montanha Chacaltaya, recomendação, levar óculos escuro e chocolate, Putz não tinha levado óculos, então a agencia me emprestou um, era de metalúrgico, com aquelas hastes do lado hahaha, cavalo dado não se olha os dentes né. Ainda tínhamos bastante tempo e fomos visitar as igrejas, muita gente nelas, tanto na catedral como na de San Francisco, uma típica arquitetura espanhola, com grande domos no teto. Por fim andamos mais um pouco pela cidade, tomamos umas ParceÑas (cerveja nacional Boliviana... muito booaa) comemos POLLO Frito andamos pelos calçadões cheios de vendedores ambulantes (é só dar 18:00 que eles aparecem) muitos engraxates, todos encapuzados, tipo com máscaras de ninja, so aparecendo os olhos, fui saber, e descobri que eles sentem vergonha de ser engraxates, então usam os capuzes para não serem identificados, depois tomamos mais uns café,( 18 Bol – com direito a omelete, pão, suco, queijo e presunto e doces )no próprio HOTEL meio caro mas já estávamos cansados, depois foi só um tombo, mas antes disso deixei minha pilhas carregando no banheiro, a noite foi tranqüila, tirando os argentinos que queriam festa no quarto ao lado, foi sossegado. CHACALTAYA - 08/01/09 SUBIDA Acordamos cedo, e fomos nos preparar para pegar o ônibus que iria nos levar até a montanha, fui lavar o rosto e vi o meu erro, meu carregado e minhas pilhas já não estavam mais lá.. e agora o que fazer... Não devia ter deixado lá, agora era apelar para o bom censo dos mochileiros, deixei dois bilhetes no banheiro pedindo para devolverem e fomos esperar o ônibus. Não tardou muito e ele veio, tinha bastante gente esperando, todos Brasileiros, o ônibus deu mais uma volta, passou em outros hostels e se foi. Começamos a rumar para o altiplano, fomos contornando a panela de La Paz, e vendo o favelão que é a cidade, muitas e muitas casas, varias pichações nos muros das estradas, a maioria a favor de EVO, e assim fomos até alcançar o altiplano. Ali as paisagens mudam completamente, bem poucas casas, comparado a La Paz, muita plantação e muito vento. O tempo não estava la aquelas coisas, tava bem nublado parecia que ia chover a qualquer minuto e nós rumando para a montanha. O CHACALTAYA, é uma das únicas montanhas do mundo que se pode chegar ao topo de Carro, antigamente funcionava uma estação de esqui, mas que hoje esta desativada devido a pouca neve no local. E la fomos nós, passando por pastores de Lhamas e lagos formados pelo degelo. O tempo estava cada vez pior, não víamos a montanha ela estava coberta de nuvens, e nos dentro do microônibus, começamos a ficar com medo, pó se chover o que vamos ver, será que vai dar de subir e agora, e o motora sentando o pé, quando derrepente a chuva despenca, e o motora num pau, mais alguns minutos granizo, a daí o desespero pego legal todos no ônibus estavam apreensivos, rajadas de granizo nos atingiam hora ou outra e o motora começa a subir, uma estrada muito perigosa cheia de pedregulho, mas ele foi subindo, e o granizo pegando e a galera gritando de medo, quando de repente, silêncio... Começara a nevar..... daí os gritos de medos deram lutar a gritos de euforia, provavelmente todos ali nunca tinham visto neve assim como nós, a janelas começaram a ser abertas, mesmo com o frio, e o que eram pedregulhos se tornaram neve e toda a montanha começou a ficar branca, e o motora ali tentando subir, derrepente ele abre a porta e os bolivianos que estavam com ele começaram a marca o caminho no meio da neve para que o motorista pudesse subir e o ônibus começou a balançar, parecia o trem da morte.. e fomos indo e os bolivianos marcando a estrada e a neve pegando, fomos até onde deu, derrepente o motora parou e disse, não dá de subir mais. De pronto houve aquele protesto... e agora... não vai dar de subir.. não vamos ate o topo.. o Motora nos disse que estávamos a 400 m da antiga estação a precisamente a uns 5.200 metro de altitude e que se alguém quisesse subir até lá a pé poderia, levaria uma hora, mais ele esperaria. Bom o jeito foi descer... e foi uma festa só...hehehe... tava tudo branco ao nosso redor e muita neve caindo, varias fotos, bonecos de neve, guerras de bola de neve.. foi muito legal.. valeu todo o esforço de chegar até ali. Estávamos todos eufóricos, foi quando um dos nossos que veio com a gente no ônibus puxa AQUELA camisa do Flamengo de 1995, a 11 do Romário pra bater foto,, aaaaaaaaaa não deu outra corremos pra perto dele e tiramos uma também hehehe, foi quando lembrei da minha bandeira de Imbituba que tinha ficado no BUS, resolvia ir pegar, estava a uns 100 m do latão, então fui correndo, quando cheguei na escada do ônibus e parei... as pernas bambearam sorte que me segurei no corrimão, que vacilo o meu, estávamos a 5:200 m de altitude e eu resolvo dar um pique hahahahaha, foi engraçado na volta voltei bem devagar e continuamos a nos divertir A DESCIDA Ficamos em torno de duas horas por lá a neve já tinha cessado e dava pra ver a estação bem pertinho, o motora fez a volta e começou a descer, estávamos todos felizes dentro do ônibus e tal, foi quando o ônibus começou a escorregar, putz aquele frio na barriga, não demorou muito e o motora pediu pra gente descer, dessa vez ninguém reclamou, fomos na frente e o latão atrás, acabamos por fazer o que os bolivianos fizeram na subida, varias pessoas descendo e demarcando a estrada pro motora, na descida encontramos varias vans e microônibus na estrada, eles tinham ficado bem mais abaixo que nos, ainda tivemos sorte hehehe, acho que fomos os únicos a ir mais longe.. o bom de descer a pé foi ver de perto os lagos congelados, pois quando subimos ainda não estava nevando e a paisagem era outra. Caminhamos uma meia hora e voltamos ao micro ônibus e continuamos a descer, a nevasca foi forte, pois tinha neve até no Altiplano, deixamos a montanha para traz e aos poucos a nuvens também começaram a desaparecer, daí sim pudemos der onde nos estávamos e o quão bela era a montanha.. VALE DA LUA - 08/01/09 No pacote estava incluso visitarmos o Vale da lua, já fazia bastante calor, descemos a montanha e fomos direto pra lá. Foi muito bom conhecer, o Vale da Lua são formações rochosas do tipo sedimentar que através do tempo foram esculpidas pelos ventos e pela chuva, dando uma aparência Lunar as rochas. Tem um circuito curto para percorrer, passando por escadarias e pontes e tudo mais. Foi bem massa porem depois da montanha deixa de ser empolgante. Mas valeu. Retornamos por voltas das 16h00min ao hotel, estávamos realizados, andamos mais um pouco pela cidade e decidimos não permanecer mais um dia para ir a tiahuanaco, era caro e teríamos que ficar mais um dia hospedados. Arrumamos nossas coisas, fechamos o hotel (meu carregador e pilhas não apareceram)e programamos a próxima parada, LAGO TITICACA GASTOS: 50 Bolivianos, Chacaltaya e 15 Bolivianos. Vale da Lua. das 7:00 as 16:00 hs DICAS: Leve roupas de frio, óculos escuros e chocolate, para dar energia. ROUBADAS: Nenhuma, só não chegamos ao topo, por causa de uma nevasca. COPACABANA - 09/01/09 Para chegar a Copacabana você deve pegar um ônibus que saí do Cemitério (é onde ficam os ônibus que saem para a região do Titicaca). São 4 hs de viajem saindo de La Paz, acordamos as 6:00 ajeitamos tudo e decidimos pegar um taxi até o cemitério era longe para caminharmos, então 6:50 pegamos um taxi na praça murillo, foi barato 10 BOL (2,50 p cada), chegamos em 10 minutos, tinham algumas vans e ônibus já a espera de passageiros, o preço era o mesmo (15 BOL), decidimos ir de ônibus, tinha lugar para bagagens e achamos que seria mais confortável, era bem apertado na real, demoramos a sair da cidade, pegamos a hora do Rush pela manhã. A vigem foi boa, logo se vê o Titicaca, é muito deslumbrante, o lago é todo recortado, cheios de montanhas ao redor, uma grande diversidade agrícola em suas margens, totalmente diferente do que tínhamos visto até então. A viagem é longa, e apesar de desconfortável deu pra dormir, logo chegamos ao estreito de Tiquina, lá tivemos que sair do ônibus, pois ele vai numa balsa e nos em um barquinho pequeno. Esticar as pernas foi bom, já deu pra ter uma noção do que esperar. Não demorou muito e já estávamos na estrada de novo, por sinal não tão ruim como de esperado. A segunda parte da viagem é mais chata, nos afastamos um pouco do lago, adormeci de novo e quando acordei o tempo tinha fechado e acabava de começar a chover, pensei, que merda logo agora... Chegamos a Copacabana as 11:30, embaixo de chuva, descemos e fomos colocar a capa de chuva nas mochilas, a chuva tava forte, mas sabe como é, só terminamos de colocar as capas, parou de chover e abriu aquele sol, menos mau. Copacabana é bem turística, tanto para nos mochileiros quanto para os bolivianos, a Padroeira da Bolívia se encontra ali, La Virgen de Candelaria, é muito comum voce encontrar carros enfeitados pelas ruas, pois os bolivianos os enfeitam para serem benzidos, parecido com o que acontece aqui com São Cristóvão. Foi também de Copacabana que foi retirado o nome da nossa “Copacabana”, pois sua praia também tem forma de arco, e pode ser bem vista do auto do monte calvário (não subimos). Existe uma rua principal, quem tem varias agencias de viagem, restaurantes, lojas de artesanato e por ai vai.. Nosso objetivo era ir até a ilha do sol então fomos as agencias negociar um pacote, fomos a duas e na segunda fechamos passagem de ida para a ilha num barco e no outro dia, ida para puno e ilhas flutuantes já em território peruano e depois para Cuzco. Fizemos 145 BOL cada, eu já sabia desse pacote, então foi fácil de decidir. O Nosso barco saia as 13h00min, então tratamos de comer uma bela Truta com arroz e papas fritas e descer uma HUARI (outra cerveja boliviana), por valor “tabelados” 15 BOL.. Comemos e descemos correndo para o porto, a cidade ficava para trás, há conhecemos pouco, mas já era hora de ir ISLA DEL SOL – 09/01/09 Chegamos ao porto e a fila tava grande, o barco era pequeno parecia que ia afundar com a montoeira de gente entrando, nos fomos os últimos a entrar, pegamos um lugar ruim, em baixo do barco, a janela não abria e o sol tava cruel, o barco vai muito devagar, ao poucos a cidade vai ficando pequena, a viagem é bonita, mas logo cansa , pois o lago é o maior do planeta, então fica tudo igual. Eu não agüentei o calor e levantei, fiquei em pé no fim do barco, lá pelo menos tinham um vento, ao longe podia ver um “pequeno” pico nevado, hora o outra aparecia um ilhota para quebrar a ”monotonia” um puro relax, calmo e tranqüilo, e assim foi até chegarmos próximos a ilha, realmente grande, ainda no barco avistamos um templo inca na margem sul, era o templo do sol, decidimos que iríamos visita – lo, não tardou e aportamos na face sul da ilha. DESEMBARQUE Os últimos serão o primeiros, fui o primeira a descer, era por voltas das 15:00 hs, de cara fui abordado por um menininho me oferecendo hostal, negociei com ele e pedi para ele esperar indo píer adentro, daí foi a vez das CHOLAS, me abordaram cobrando a entrada na ilha 5 BOL, paguei e me reuni com o pessoal na praia, todos pagamos as Cholas e estávamos a decidir se iríamos com o menino, foi quando veio um homem e nos ofereceu o seu hostal, disse para não confiarmos nas crianças que nos levaria para o dele, o menino falou algo em Aimará para o homem e ele devolveu gritando para menino, negociamos com o homem tambem e conseguimos algo mais vantajoso, um quarto de casal por 20 BOL, vista pro lago e banheiro com água quente. Fomos com ele, ou pelo menos tentamos, pois a nossa frente estava à primeira beleza da ilha a ESCADARELA INCA. Mais uma vez a altitude iria no matar, estávamos a 4.300 metros de altitude e tínhamos que subir 403 degraus de escada, e não eram degraus comuns eram altos, putz foi um sacrifício, eu não senti muito já a Maiara quase morreu a Zelle tava melhorzinha, mas tambem sofreu. Eu e o Adilson fomos na frente e o tiozinho, bem mais a frente, passamos pela FUENTE INCA é um bica d’água usada pelos antigos incas e pelo pessoal da ilha, dela eles retiram água para o seu (nosso) sustento. Ela também é conhecida como fonte da juventude, pois durante muito tempo foi procurada pelos espanhóis na espoca da colonização. É a única fonte de água do povoado, o movimento de pessoas é intenso, carregando água para suas casas, muitas vezes auxiliados por jegues, é muito interessante essa dinâmica, como eles tambem sobrevivem do turismo é essa água que eles usam para abastecer os chuveiros e para cozinhar. Após a fonte subimos cada vez mais, passamos por uns restaurantes continuamos a subir até chegar no HOSTAL - INTI MARKA, se tratava de uma pequena pousadinha com uma vista para nada menos que o monte ILLAMPU, fascinante, os quartos só tinham uma cama de casal e duas janelas, com aquele visual e com uma boa companhia, não precisaríamos de mais nada.... Acomodamos-nos e logo saímos para explorar, decidimos que a palavra descer era proibida, pois sabíamos que teríamos de SUBIR pra voltar, e naquele momento, não estávamos em condições. Fomos atrás do caminho para o templo do sol, pedimos informação e começamos a descer, não era muito e decidimos ir, passamos por varias plantações de batatas e caravanas de burritos acompanhados de Cholas, pedimos informação para ver se estávamos indo pro lugar certo...... e adivinhem... não estávamos, lá fomos nos subir de novo, que sacrifício.... DICA: Quando voce subir a escada inca, verá uma linha de transmissão de energia, para ir ao templo do sol basta segui-las, mas siga – as estando embaixo delas, assim chegará sem erro. Subimos até as linha e fomos, era bem reto, sempre com o Monte Illapmu a nos acompanhar estava um fim de tarde maguinífico, chegamos ao mirante do templo, tinha bastante gente por lá admirando a paisagem, conversei com alguns, perguntando se valeria a pena e tive uma surpresas, eles não iriam mais alem, estavam mortos de cansado e se descessem teriam que subir pra voltar, não me contive, cai na gargalhada, pois nos também estávamos pensando assim, mas chegando ali decidimos ir até lá, quando chegamos fomos abordados por um chola mestre dos magos, do nada ela apareceu pedindo o ticket da entrada que pagamos na entrada da ilha, tínhamos que apresentar pra entrar, só que tinha ficado no hostal, e agora chorei com ela e nada, fiquei insistindo até que ela disse que pelo menos tínhamos que pagar uma ,por sorte tinha 5 BOL e entramos, é bem pequeno mas vale a pena, é legal porque você pode entrar , encostar nas paredes tirar fotos e tudo mais. Reza a lenda que na ilha do sol nasceu o primeiro inca, e o templo do sol recebia visitas de todo o império, pois era um lugar sagrado e voce só podia visita – lo uma vês na vida existindo todo um processo, o templo era composto por três pisos, voce passava pelo primeiro dependendo da sua oferenda, do segundo dependendo da vontade do Curandeiro e só chegava ao terceiro depois de sua sorte ser tirara nas folhas de coca. Era mais fácil ganhar na mega sena do que visitar o templo hehehe. O sol já se punha e começava a esfriar então decidimos voltar, a subida foi mais uma vez triste, mas fomos recompensados com o nascer da lua. Uma lua cheia e brilhante apontava atrás do Illampu, incrível, se tivéssemos tentado chegar à ilha com lua cheia não conseguiríamos, foi demais. Cheguei ao quarto exausto, me joguei na cama e fiquei admirando a lua ainda pálida nascendo. Logo tomamos nosso banho, meio frio, mas tava bom, depois fomos comer num restaurante próximo ao hostal, muito aconchegante e bem quente, tava muito frio na rua, o restaurante tinha uma clara bóia que dava pra ver a lua, espetacular. Comi um prato de sopa, mais macarrão mais um paceña, quente mesmo hehehehe. (tudo deu 27,50 BOL) depois voltamos para o hostal e fomos dormir porem a noite ainda não tinha acabado, por volta das 2 horas da manhã o tempo fechou uma chuva de granizo avassalou a ilha, era granizo tocado a vento, de assustar, levantei e fui olhar, parecia que estávamos num furação raios pra todos os lados, de repente alguém bate na nossa porta, me assuntei, fui abrir, e era o Adilson tinha vindo ver se não estávamos embaixo d’água, pois nosso quarto ficava no mesmo nível da laje onde estávamos e a água poderia entrar facilmente. Então pus as mochilas encima da cama e o resto foi esperar passar, o impressionante foi ver o pessoal do hostal, digo as cholas e o tiozinho que alugou pra gente pegando o granizo com pás e colocando em tonéis, era uma forma deles não precisarem ir tanto buscar água. Pela manhã conversei com o Tiozinho e ele disse que de Dezembro a Abril toda noite é assim. Acertamos as coisas e descemos queríamos pegar o primeiro barco para Copacabana, pois nossa condução para Puno sairia as 13:00 hs de lá, então tomamos um café, com um visual incrível do amanhecer do Titicaca e fomos ate a praia, a decida foi tranqüila, chegamos pagamos 20BOL cada e pegamos o barco as 9:30, dessa vez fomos em cima do barco, ventava muito dessa vez,e contra a gente, o lago estava todo cheio de marolas, chegamos por voltas das 11:30. Em Copacabana, decidimos não almoçar e fomos atrás da nossa condução, fomos de novo à agencia pois havíamos esquecido de perguntar da onde sairia, era meio longe, mas tínhamos tempo gastamos nossos últimos bolivianos e fizemos cambio já para Soles peruanos, aqui já começamos a ver a diferença 1 real dava 1,3, Soles. Fomo pegar o ônibus tinha a maior muvuca, logo entramos para garantir lugar, e não é que teve gente que ficou esperando, rolo um OVERBOOKING de latão, lá pelas 13:30 saímos.. Destino PUNO – ILHA dos UROS PUNO – ILHA DOS UROS – 10/01/09 Andamos pouco de Copacabana a fronteira, o ônibus nos deixou e pegamos a fila pra sair do país, não demorou muito e lembra aquele lance da tarjeta branca que tinha pego na entrada do país, pois bem, não tive problemas, logo saímos da fila, entramos no peru andando e fomos para a fila da aduana peruana, que tinha o dobro do tamanho da outra, o jeito era encarar, ficamos esperando um pouco, depois fomos atendidos, a mesma coisa preencher um cadastro apresentar passaporte se for o caso e receber uma tarjeta pra apresentares quando saíres do país, com a Maiara deu problema ela assinou o nome errado hahahaha quero dizer a ordem do nome, teve que refazer duas vezes hahahaha, bom tirando isso seguimos viagem até a rodoviária de puno chegamos por volta das 16:00 horas, de lá quem iria para as ilhas pegou uma van e foi ate o porto e pegamos um barco e seguimos até as ilhas. Já estava ficando bem frio quando pisamos nas ilhas de totora, è algo inimaginável, a ilha realmente flutua, é algo doido de descrever, nosso guia juntamente com o Presidente Martin (o chefe da ilha) nos explicaram como as ilhas flutuam, elas ficam presas a blocos de totora (planta que nasce as margens do lago) estas são amarradas umas nas outra e fincadas no fundo do lago com grande eucaliptos, a vida útil de uma ilha dura em media 30 anos e que deve se colocar totora sobre totora diariamente, criando uma cama espessa, possível para que se possa estabelecer por ali. Eles vivem da pesca e do turismo, os Uros são uma civilização pré-incaica e falam também quéchua no lado peruano e aimará no lado boliviano (tbm há ilhas no lado boliviano). Cada ilha tem um presidente eleito pelo seu povo, e todos os presidentes escolhem um único que tem com objetivo cuidar dos interesses de todos os Uros. Depois de muito explicarem, ficamos livres para andar pela ilha, comprar uns artesanatos e bater milhares de fotos, depois fomos de barquinho de totora até outra ilha, um pouco maior que a nossa, esta tinha mais casas um tipo de barzinho e tudo mais, ficamos apenas 2 horas nas ilhas mais foi muito valido realmente estava frio o sol já se punha quando voltamos para o barco e seguimos para o porto. De lá o mesmo esquema, VAN – rodoviária e de lá ônibus para Cuzco, que sairia só às 20h30min então comemos algo na rodoviária e partimos para Cuzco CAMBIO: R$1,00 + 1,3 Novos sois (trocamos dinheiro numa casa de cambio bem na frente da aduana) DICAS: Fazer o pacote, agiliza a vida se voce quer conhecer bastante coisa em pouco tempo, porem é bom voce não fechar a ida de Puno ate Cuzco, assim voce consegue um desconto e não cai numa roubada. ROUBADAS: Nós pegamos um ônibus horrível para Cuzco, realmente ruim, teve gente no nosso grupo que mais tarde encontramos, nos afirmaram que pegaram um ônibus bom, então se voce for fazer o pacote peça pra não incluir o ônibus pra Cuzco, pois existem varias empresas com preços bons. Assim não corre o risco de ir todo apertado com monte CHOLAS falando o tempo todo CUZCO – A CAPITAL INCA - 11/01/09 Depois de 8 horas e meia de uma viagem terrível, chegamos a Cuzco, ônibus apertado, muitas cholas reclamando com o cobrador, paradas a todo e tempo e de quebra no início da viagem tinham vendido o mesmo número do meu banco para uma chola, meus deus que briga, eu tentei explicar pra ela e tal, mas quando vi ela já tava brigando com o cobrador, o cobrador dizendo que foi um erro que ela poderia sentar em outro lugar, eu me dispus a trocar, mas ela continuou a brigar, e o pior, levava tudo em cima do ônibus, todas elas, suas gigantescas sacolas e tudo mais, não quiseram por no bagageiro, foi foda. Então depois disso finalmente chegamos a Cuzco eram 05h30min da manhã e não sabíamos aonde ir, mas fomos abordados por uma jovem nos oferecendo hospedagem, tava no preço que queríamos, saiu 15 Soles por pessoas, quarto coletivo com chuveiro privado e água caliente..hehehe e ficava só algumas quadras da praça das armas, bom estávamos muito cansados, eu estava com febre e soltando excrementos bizarros pelo nariz hahahaha, não deu pra negociar muito, pegamos um taxi, 6 Soles e fomos até lá. O nome do Hostal era Tullumayo, e era bom, só não tinha cozinha, nosso quarto um dos melhores que pegamos na viagem, era o sótão, tinha seis camas de “solteiro” (grandes) e o banheiro, assim que chegamos, primeira coisa foi descarregar tudo, checar o chuveiro pra ver se realmente era quente, e era, e dormir, estava muito gripado, febre dor no corpo e coriza, tomei uns comprimidos e fui dormir, ainda era cedo, botei o relógio pra despertar e assim foi, por volta das 10:00 horas levantei, o pessoal já estava de pé, só faltava eu, ainda tava mal, mas era hora de ir, nos ajeitamos e fomos descendo, la em baixo fomos abordados por uma moça que estava vendendo os passeios do City Tour por 18 soles, do Vale sagrado por 25 soles,e ainda o Boleto Turístico ( que dá direito a entrar em 16 atrações ao redor de Cuzco, incluindo templos e museus ) por 70 Soles. O City Tour sairia na mesma tarde as 14:00 horas da frente da catedral, eu fiquei com o pé atrás já tinha tido algumas informações que o preço era um pouco mais baixo, mas não deu, foram 3 contra um e também estava doente, não pude questionar muito. Logo, nem tínhamos saído do Hostal e já se fora uma grana. Fechamos também o city tour, chorei e consegui por 15 e já que estávamos fazendo burrada já aproveitamos e fechamos o Vale sagrado também pro outro dia por 22 soles era 25. Tínhamos algumas horas antes de partir pro city tour, então fomos explorar a cidade, MAGNIFICA, uma arquitetura colonial espanhola todo construída sobre casas e templos incas, uma mistura de exploração e resistência... Muito bela a cidade as ruas todas bem largas, com paralelepípedos em sua maioria, muita gente, muitas lojas, algo diferente, não tenho muitas palavras pra descrever a cidade, Única seria a melhor, cidade turística e turística levada a sério, com infra-estrutura pra todos os gostos e bolsos. Uma coisa que achei interessante foi à limpeza da cidade, não vi nenhum papel no chão, absolutamente nada e não tinham pessoas limpando o tempo todo, havia também poucas lixeiras e olha que fui também à parte Povão da cidade, já não era tão organizado (por motivos políticos, obvio) mas sujeira... nada..um povo com outra formação creio eu. Então batemos varias fotos na Plaza das Armas e fomos tomar um café, fomos num bem a frente da praça, tinha a vista inteira dela, com suas duas igrejas e muitas flores pra todo o lado, alem de tudo o café era barato 6 soles, (café pão a vontade, doce de morango e copão de suco de laranja ) valeu pena. Comemos bem e fomos andar pela cidade ainda tínhamos duas horas, fomos ver a pedra de 12 ângulos que fica na “Calle Triunfo”, subindo a direita da catedral e só ir reto, tem um Guardião Inca parado a sua frente, é muito louco, todas a rochas são encaixadas uma nas outra e esta também, porem tem 12 incríveis ângulos, acho que o cara que esculpiu tava sendo demitido, então tentou ferrar o resto do pessoal pra que eles dessem jeito de encaixar ela nas outras hehehehehhe. Batemos varias fotos, claro, porem você não pode tocar (brasileiro sabe como é que é né...) o guardião ta lá pra isso, fica dando esporro na galera que toca. eu levei um hehehehe. Depois acabei indo na farmácia comprar remédios, não tava agüentando mais e dale papel higiênico pra cesar a corisa, fizemos mais um cambio, tava realmente ruim pra trocar dinheiro a maioria das casas de cambio tava pau a pau com o real, conseguimos uma que fazia 1 real = 1,21 novos sois, foi nessa que fizemos o cambio troquei 100 reais que deu 121 Soles e 50 Dólares a 3,11 que deu 155,50 num total de 276,16 Soles, Cuzco é uma cidade cara, acabei trocando ainda mais dinheiro na cidade, tive que economizar pois ainda faltava MACHU PICCHU e mais um monte de coisa. E assim foi, ligamos pro Brasil pra avisar que estávamos vivos e fomos esperar o micro na frente da catedral CITY TOUR O Micro chegou uns 10 minutos atrasados, logo vimos nossa agenciadora pegamos os bilhetes e embarcamos, nossa guia era JEINE, falava muito rápido o espanhol, mas dava pra entender o que não dava pra suportar era o tom esganiçado da sua voz, ta loco. Assim saímos, não demorou muito e logo paramos 1ª parada: Qorikancha Este templo não está incluso no City tour, fica ao lado da praça das armas, não sabíamos, sua entrada saia por 10 soles, paguei 5 com carterinha de estudante, é fantástico. Qorikancha significa templo cercado de ouro, e realmente era seus muros eram todos recobertos de ouro e dentro do jardim principal, segundo os historiadores encontrava se toda a fauna andina representada em tamanho natural, feita de ouro, os incas eram ótimos artesãos de metais, o ouro não tinha valor comercial e sim místico, sempre servia de oferenda aos deuses, ai voce imagina só quando os espanhóis chegaram e viram um templo cercado de ouro, e o templo é enorme.. aaa não deu outra né saquearam tudo, hoje funciona o convento de santo domingo, prática típica da colonização, construir sobre templos de oração incas, igrejas e conventos católicos, aos poucos os indígenas iam se catequizando e parando com as revoltas. Mesmo assim é belíssimo tem intacta os muros e as casas dos sacerdotes incas dentro do convento. Ilustrações do céu andino segundo os incas, uma réplica da formação do mundo segundo eles, varias rochas ainda não colocadas, mostrando como eram os encaixes e tudo mais e há também vários quadros sacros de artistas cusquenhos dos séculos XVII, XVIII, tinha também uma biblioteca, mas não pudemos ir, pois a visita foi corrida tinha muita gente La dentro vários guias, pouco espaço, uma falação só, ficamos no Maximo meia hora lá e depois seguimos rumo a Saqsaywaman 2ª parada: Saqsaywaman Chegamos rápido, apresentamos o boleto e seguimos é gigante, varias rochas gigantescas encaixadas uma nas outras, parece uma grande fortificação, mas não era, era onde se realizavam a festa do sol, um lugar de oferendas, um verdadeiro santuário, é muito impressionante, vale a pena. Batemos varias fotos, eu estava cada vez pior, mas seguimos adiante, ficamos uns 40 minutos por ali. 3ª parada – Q’enqo Fica bem próximo de Saqsaywaman é bem pequeno, tem um rocha grande na frente e vários tronos em sua volta, em baixo da rocha existe uma caverna que se acredita que era onde aconteciam as mumificações e alguns sacrifícios, não chega a impressionar, mas vale. 4ª parada - TAMBOMACHAY Já era próximo às 17h30min horas estava muito frio um vento cortante assobiava pelas nossas orelhas, pra mim que tava caindo de febre e gripe tava ótimo né... Fomos de micro até lá, tambem não demorou muito, o problema é que tivemos que andar ate lá, uma subida não muito íngreme, mas doente e a 3782 m. de altitude, não vinha bem, La é onde se encontra uma banheira inca, um rocha em formato de banheira, usada para rituais e coisas afins. Batemos umas fotos e voltamos para o micro 5ª parara Puka pukara Esse a fica em frente a TAMBOMACHAY. Era mais um ponto de observação militar, de La da pra ver a cidade de Cuzco era um lugar de rotas de comercio, servia para fiscalização do império, já tava muito mas muito frio, ventando muito, já não agüentava mais andar, mas mesmo assim fui, nessa hora lembrei do conselho do meu colega de sala Otelino “ quando não der vontade de ir em alguma coisa, pare e Vá pois não sabes quando vais voltar lá de novo” e fui mais por desencargo de consciência, era legalzinho, fiquei uns minutinhos e voltei pro ônibus, muitos nem desceram deveras o frio que fazia. Voltamos pro micro e fomos embora. As 18h00min já estávamos na praça das armas. Fomos direto pro Hostal, tomei um banho e cai na cama. VALE SAGRADO - 12/01/09 Acordamos cedo, comemos uns Paes e bolachas que aviamos comprado e fomos rumo a catedral para pegar a condução, agora era uma van, as 08h00min ela apareceu, destino PISAQ – OLLANTAYTAMBO E CHINCHERO, os incluídos no nosso pacote. O nosso guia agora era outro o seu nome era Martin – Martin, muito bom a figura, falava bem, sabia o que tava falando, com calma. Muito bom mesmo PISAQ - A viagem demora, saímos cedo, o tempo tava bom, ainda tava doente, mas assim fui. Na ida paramos no vilarejo pra gastar, foi bem isso, tinha algumas coisas bem legais e bem mais baratas do que em Cuzco, depois tocamos direto. Em Pisaq, descobrimos o porquê do nome Vale sagrado, o Calendário inca se baseava em duas épocas a da colheita (seca) e plantio (chuvosa), as colheitas eram feitas apenas numa época do ano, já no Vale ela acontecia até ter vezes por ano, (por ser um vale a incidência de sol é menor e a condensação do vapor é maior, fazendo chover mais) daí o sagrado. Pois bem Pisaq é muito massa, a van nos deixa longe das ruínas, então temos que descer e subir para chegar nelas ( a altitude de novo tava lá e eu doente) fiquei meio pra traz, o Martin ia na frente falando pelos cotovelos , o mais impressionante são os terraços agrícolas, são vários acima e abaixo da trilha, em Pisaq foram encontradas (pelos espanhóis) tumbas de antigos incas, pertencentes a corte real, ou seja, destruíram tudo em busca do oura e jóias que revestiam as tumbas, a visão do vale “vale” hehehe a pena tem se a noção da grandeza e a importância do mesmo para a região, não tardou muito e o tempo fechou, ó o sagrado ai de novo, uma chuva bem fininha que nos obrigou a puxar a capa de chuva, lá também pudemos ver um pouco da evolução das construções incas, umas muralhas bem mais antiga, onde as rochas ainda não eram encaixadas e outras mais “modernas”, foi muito massa, vale apena visitar. OLLANTAYTAMBO - É demais, muito grande, muito grande mesmo, Ollantaytambo foi a ultima fortaleza inca a cair, a cidade toda também esta sobre construções incas, toda ela, do alto de Ollantaytambo da pra se ter uma noção de como realmente eram divididas as cidades incas, nos morros os terraços agrícolas e os templos em baixo a cidadela, sempre com canais de drenagem e tudo mais, Martin nos explicou que a cidade também tinha um valor religioso muito forte, pois nos dias do equinócio o sol raiva pela montanha da frente que tem naturalmente ou não a forma de um rosto humano, representando o principal deus inca o Wiracocha, impressionante o negocio. Vale muito a pena da pra ver como eles carregavam as rochas, trazidas das montanhas próximas a cidade, sempre utilizando os talvegues e trazendo por rolamentos, Martin nos explicou que as rochas eram talhadas e lixadas já no canteiro e depois encaixadas em seus devidos lugares, não havendo nenhum tipo de polimento na hora do encaixe, ou seja, fazia certo ou tinha que fazer outra e descer a montanha de novo. CHINCHERO - Chinchero já fica na volta a Cuzco, é um vilarejo bem simples, tem um igreja colonial espanhola belíssima, segunda Martim é onde se originou a batata. Alem da igreja e da praça não há muito que ver, o que mais impressionou foi um encontro que tivemos assim que chegamos a cidade, fomos até um ateliê andino, indescritível a forma que as mulheres tecem os fios e produzem as cores, sempre utilizando folhas, frutos, madeira , pólen etc.. é incrível, elas aquecem no fogo e criam a tonalidade que querem, muito massa mesmo, vimos todo o processo desde a fabricação das cores até a tecelagem de cobertores, impossível ir embora sem deixar uns soles por ali. Nossa viagem ao vale sagrado terminou ali, um dinheiro muito bem gasto, é impressionante o que nos não conhecemos, sempre ouvimos falar de Machu Picchu e nunca destes templos e cidades que chegam a ser bem maiores que a cidade perdida. Um dia volto pra conhecer com mais calma CUZCO a noite. Bom não sou muito de baladas, então após banho e descanso dessa vez resolvemos ir comer em algum restaurante, fomos ate a “calle procurador”. É uma rua bem cosmopolita, restaurantes de todos os tipos gostos e preços, resolvemos ir a um mexicano TIPANA o nome, bem aconchegante e não muito caro. Eu ainda tava doente, já não tinha mais febre, mas a garganta comecara a arranhar, comemos guacamole, de entrada, eu uma sopa de feijão mexicanos, com muita pimenta e mais um prato de massa, sem falar no famoso PISCO SUR, tradicional do peru, uma delicia. Pra embalar pintou uma turma de mariates andarilhos tocando pra gente ouvir, foi muito show. Depois foi voltar pro Hostal e programar a Ida a Machu Picchu RUMO A MACHU PICCHU – MP - 13/01/09 Desde o planejamento da viagem vi as diversas formar de ir para a cidade perdida, existem algumas, de trem que parte de Cuzco, pela trilha inca clássica que leva 4 dias e três noites, a Salcatay que leva 6 dias e 5 noites, o caminho Sagrado 2 dias e 1 noite, todos esses seriam demais, porem são caros e alguns demandam muito tempo, foi assim que decidi ir pelo caminho alternativo, conhecido como MP via Hidrelétrica o Trajeto: CUZCO – SANTA MARIA – SANTA TEREZA + 3 HORAS NO TRILHA DO TREM, pra daí sim chegar a Águas Calientes – AC, cidade aos pés de MP. Pois bem, segundo as informações que tive do pessoal que fez esse trajeto e sobreviveu havia um ônibus que sairia de Cuzco as 20:00 horas rumo a Santa Maria de lá voce teria que pegar uma Van até Santa Tereza que lhe levaria até a hidrelétrica, onde começam os trilhos do trem dos quais voce tem que caminhar. Só tem um porem a maioria das pessoas que passaram por isso tudo, foram na época de seca de Maio a Outubro, pois o caminho é tenebroso e tem vários deslizamentos e tudo mais, nos estávamos indo na época de chuva, então, foram poucos que me aconselharam a ir, pois alguém tinham ido e ficado parado 15 horas e, passado por vários perrengues e não aconselhavam. Eu já estava decidido a ir assim mesmo desde que sai do Brasil. Minha irmã não queria ia a principio, mas no final resolveu ir. O preço em média era de 50 Soles, já as outras maneiras eram bem mais caras, pra ter uma idéia as trilhas, todas elas saiam por 135 Dolares, o tempo pra ir e pra voltar também era muito demorado, então foi assim que decidimos ir por este caminho. Acordamos perto das 09h00min, fizemos um café no quarto mesmo, com as coisas que compramos no mercado, pois a grana tava curta. Nesse terceiro dia tinhamos planejado visitar os museus e só a noite rumar para MP, mas antes tínhamos combinado de a primeira coisa a fazer era comprar a passagem pra Santa Maria, então fomos, eu e o Adilson pegamos um Taxi até um “terminal” SANTIAGO, porem o taxista não conhecia, então falei que queríamos pegar um ônibus pra cidade de Quillabamba, compreendido, lá fomos nos, o terminal fica próximo a estação de trem que leva a MP. Chegamos rápido, fomos entrando e perguntando o preço era em volta de 20 soles até santa Maria, só tinha uma coisa, não havia ônibus saindo as 20:00, o ultimo a sair seria as 14:00, putz bateu o desespero, a viagem levava em media 7 horas se saíssemos as 14:00 poderíamos chegar muito tarde, o ônibus é um pinga-pinga, e agora.... Saímos do terminal voltamos caminhando desesperados pensando o que fazer, foi quando vi três pessoas tentando falar com um homem, logo pensei, tão negociando pra ir a MP via Hidrelétrica, na hora me meti no meio da conversa, eles levaram um susto, mas não podia deixar escapar, eles não sabiam quanto em media era o preço estavam tentando negociar, eu já sabia então tomei conta das negociações, a oferta era fazer de Cuzco a Hidrelétrica por 50 Soles direto sem paradas, pensei um pouco e logo aceitei, conversei com as três figuras e decidimos ir, sairia ao meio dia, olhei no relógio e já passava das 11:00 horas, droga teríamos que correr, saímos correndo eu o Adilson ele chamou um táxi embarcamos e fomos encontrar as gurias que estavam na internet, foi a sorte, elas não terem saído de lá ainda, botamos elas no táxi e fomos correndo pro hostal explicando a situação, tínhamos pouco tempo pra arrumar a mochila de ataque, botamos poucas coisas na mochila uma muda de roupa toalha comida e água. DICA: compre bastante água, pois em Águas Calientes é tudo absurdamente caro,e você vai precisar, em MP não tem pra vender tambem Fechamos o Hostal e deixamos as mochilas no quarto guarda volume, era 1 Sol por dia, caralho que correria, saímos afoitos, o primeiro Taxi que passou se jogamos na frente já eram 11:40, hora do rush do meio dia, o motora pego uns caminho alternativo. 5 pra meio dia, chegamos, já estavam a nossa espera, embarcamos todos. fomos em 7 nos 4 uma americano (Dario) uma belga e um Porto riquenho,o motora da Van ainda parou no posto abasteceu e pronto 12:00 em ponto partimos. MP via Hidrelétrica Depois desse sufoco lá fomos nós, você pega o mesmo caminho pra chegar a Ollantaytambo, ate ali tudo bem pega umas estradinhas de chão bem boazinhas até, de Ollantaytambo você começa a subir, já é asfaltado muito bom por sinal, você vai subindo e as paisagens vão se modificando vários picos nevados ao fundo, muitos vales, casa incas ainda com teto de palha, rebanhos e tudo mais, a visual e surpreendente, e você continua a subir e o tempo começa a fechar, não tinha duvida ia chover, que merda, mais ainda estávamos no asfalto então pensei que não ia ter problema, hehehe.. e choveu muito forte e o motora num pau, ultrapassando ate os puliça, e fomos subindo, passando por cachoeira que atravessavam a pista, não tem drenagem elas realmente passam por cima da pista, é impressionante, dá medo, numa dessas vinha um ônibus e um caminhão na contra mão e nos já estávamos descendo tivemos que ficar parados nos meio da cachoeira pro caminhão passar e depois seguimos, a Belga só gritava, eu ria que me acabava. E a viagem seguiu, paramos pra ir ao banheiro e logo após, o asfalto acabou, tínhamos acabado de entrar na cidade de Santa Maria, ai começou a ficar ruim, já tinha chovido ali também, por sorte ela cessara, a estrada e as casas ficam na beira dos precipícios, e o motora ali tercerinha e acelerando e curva pra direita pra esquerda sobe e desce, numa dessas vinha uma van no sentido contrario, Pronto, morremos, como que ia passar duas vans ali, a belga fechou os olhos, ficamos apreensivos, mas a van que vinha deu ré e nos fomos indo, a outra van parou no barranco do precipício pra gente passa pelo lado, o motora foi indo bem devagar, só lembro de olha pro pessoal dentro da outra van, estavam brancos uns grudados nos vidros, hehehe depois dessa a belga começou a falar pro motora ir devagar e ele retrucava la da frente “se for devagar caímos”... e assim fomos um pouco antes de chegar a santa Tereza o motora parou pra esticarmos as pernas o tempo já tinha limpado, podia se ver o céu azul em alguns pedaços, aproveitei pra bater umas fotos com a van e da gigantesca plantação de coca que tinha ao lado hehehe. Logo seguimos já se haviam passado umas 6 horas de viajem andamos mais uma hora e chegamos já no escuro a base da hidrelétrica, foram 7 horas de percurso mais havíamos sobrevivido. Caminhada no escuro Putz, chegamos, e agora, na correria não tínhamos lembrados da lanterna. A Maiara trouxera uma, mas não tava funcionando e agora, ficar ali até amanhecer nem pensar, a sorte foi os nossos amigos da Van, cada um tinha uma lanterna, fomos em comboio e acelerado, começamos a andar e logo tivemos que voltar, havíamos passado da escada que leva a outro trilho, fizemos uma pequena trilha no escuro e daí sim chegamos as trilho certo (a escada fica a direita de quem vai) Agora era só rezar pra não vir nenhum trem e ir na luz dos nossos amigos, fizemos uma fila com as lanternas, uma na frente uma no meio e uma no final, só que há lanterna deles era daquela de cabeça, quando eles se viravam pra ver algo a gente parava, não dava pra ver nada, e pra piorar no guia do maldito porto riquenho tinha alguma rua ou atalho pelo lado direito e ele vinha procurando, daí bateu o desespero, eu não sabia desse atalho, caso eles pegassem nos também teríamos que ir, pois não tínhamos lanterna. Passamos pela ponte, o rio não víamos, só ouvíamos a força de suas águas, caísse ali já era, foi nessa hora que a Maiara resolve gritar, no meio da ponte eu estava na frente e ela La no meio, a não deu outra pensei, caiu no rio, sai correndo no escuro e dei de cara com ela, Maluca quase morri do coração, era só a adrenalina. E assim fomos no escuro e andando rápido, perdemos a vista que dizem ser linda, mas ganhamos nas estrelas o céu mais limpedo que já vi, uma hora o trem apita, saímos correndo no escuro pra fora dos trilhos eu gritei pro pessoal vir pra esquerda pois na direita estava o rio, vai que escorrega e cai, todos foram pra direita, me juntei a eles e ficamos esperando, ficamos uns 10 minutos, deu pra descansar, e nada do trem resolvemos continuar e o Porto riquenho não cansava de procurar a estrada, foi quando começamos a ver as luzes da cidade de AC ai sim apareceu a tal rua, ela fica antes dos túneis,(existem 2 de 1:10 min cada) não atravessamos, fomos pela estrada, caminhamos mais 5 minutos e o trem passa, grande porto riquenho e seu caminho hehehehe, chegamos por fim, eram 22:30, estávamos exaustos, fomos abordados como de praxe por alguém nos oferecendo quartos a 15 soles, com banheiro privado e cama de casal, fechamos na hora, antes de ir ao hostal fomos na bilheteria pra comprar a entrada de MP, já havia fechado, resolvemos ir dormir. O hostal era bom naquelas horas qualquer coisa seria bom, botamos o relógio para despertar as 04h30min e caímos de sono. MACHU PICCHU o dia chegara - 14/01/09 Acordamos botamos as roupas e saímos fomos sem demora comprar os bilhetes, já estava aberto eram próximo as 5:00 hs quando entramos não tinha fila alguma compramos, saiu por 62 Soles pra estudante, na saída encontramos um Mineiro, que também ia comprar o bilhete ele nos perguntou se íamos subir de ônibus e se já tínhamos comprado os bilhetes, iríamos mas não tínhamos comprado nada, ele nos olhou e disse, bom pra comprar é rápido agora a fila pra pegar o latão é gigante, ele disse que o colega dele estava na fila se nos comprássemos e os encontrassem poderíamos entrar ali com ele. Putz e agora, sai eu correndo pra comprar, a fila era enorme mesmo comprei rapidamente 7 dólares, e agora o pessoal não tinha chego ainda sai correndo pela fila pra ver se encontrava o mineiro e nada, voltei pro começo o pessoal havia chego olhamos em volta e pra nossa surpresa ele estava do nosso lado, caralho já chegamos abraçando e entramos na fila, não é muito bonito furar a fila, particularmente não gosto, mas não pude evitar. Embarcamos no primeiro ônibus e la fomos nos, chegamos em uns 10 minutos pegamos a fila pra entrar no parque, demoramos uma meia hora, entramos e ficamos esperando a Gizelle que tinha ido carimbar nosso passaporte, (existe um carimbo de MP, vale a pena lembrança). Entramos eram 7:00 horas o sol começa a raiar sobre a cidade uma coisa mágica, o sol nascendo e iluminado tudo, a cidade é mágica mesmo, começamos a admirá-la de repente decidimos subir Huayana Picchu, que é a montanha na frente da cidade, só sobem 400 pessoas por dia, fomos direto pra fila, ficamos um bom tempo nela, e o sol ali pra nos agraciar. Demorou mais entrou começamos a subir Huayana Picchu a subida é triste acho que faltou chibatadas nos escravos hehehehe, porque no começou os degraus são de meio metro e no final de 20 centímetros, é uma subida cansativa é muito mais íngreme que podíamos imaginar existem cabos de aço pra auxiliar, lembre se você esta na altitude, tudo cansa, mesmo nos arrastando subimos, a vista é soberba é uma visão inversa de MP, a cidade tem formato de condor, a vista é incrível vale a pena qualquer esforço, lembram da água que compramos ainda estávamos carregando, uma água de 2L nunca pesou tanto.. Subimos batemos varias fotos fizemos nosso café da manhã no topo e descemos com muito sacrifício e cuidado, mas descemos, levamos 1 hora pra subir e 45 minutos pra descer. Depois foi fantástico, não tem muito que descrever, vocês devem ir lá. Conhecemos a cidade toda, depois veio a chuva, mas nada que fechasse o visual, como havia lido em alguns relatos. Fomos privilegiados, depois de toda a caminha poucas horas dormidas, recebemos um presente divino, sol, bom tempo e conhecemos tudo, VALEU SENHOR!!!!! ÀGUAS CALIENTES – AC Estávamos cansados e decidimos pegar o ônibus pra descer também, mais 7 dólares, mas fazer o que, assim que descemos fomos a estação de trem comprar o bilhete pra voltar, se você quer realmente economizar compre até Ollantaytambo e de lá pegue uma van ou ônibus, foi o que faríamos, íamos comprar o bilhete quando vimos nosso colega que nos salvou nos trilhos Dário, ele também acabara vir de MP e também queria comprar passagem, pedimos o Backpacker que é o trem pra mochileiros, mais barato. Não tinha mais nem pra aquele dia nem pro próximo, então pensamos se formos pra Cuzco teremos que ficar no hostal de qualquer jeito, décimos ficar por ali, o preço do hostal era o mesmo, então compramos para o outro dia as 8:30 da manhã ( demos mais umas voltas, mas a cidade é muito cara e estávamos quebrado, fomos pro hostal negociamos pois queriam nos cobrar 25, mas lembraram da gente e fizeram por 15, depois fomos ao mercado publico, o lugar mais barato de AC e almoçamos um PF gigante por 6 soles de depois só foram excepcionais 16 horas de sono que tive. Hehehehe SAINDO DE AC OU TENTANDO – 15/01/09 Era aniversario do Adilson, queríamos chegar cedo em Cuzco para comemorar, chegamos cedo a estação tudo lindo, foi quando descobrimos que estava acontecendo o Dia do Paro, uma manifestação dos agricultores de Cuzco exigindo melhores condições para eles, muito louvável e tal, o manifesto era gigante, eles sitiaram Cuzco nada entrava ou saia da cidade. Caralho O que fazer devolver a passagem e ir pelos trilhos? Não. O jeito era esperar fomos ao mercado publico compramos pão queijo (meio suspeito) tomate e esse foi nosso almoço e lanche. Nosso amigo Dario também ficou preso conosco, foi bom pra discutir a política norte America hehehehe. Resumindo o pessoal começou a chegar a estação ficou abarrotada de gente a cuzqueña acabou e perto das 21:00 horas que chegou o primeiro trem do dia, foi a maior muvuca todos na porta, mas logo chegou a tropa de choque peruana e a moça da estação começou a chamar, primeiro saiu os trens que sairiam as 5:30 e as 8:30, la fomos nos, ficamos 12 horas presos na estação o aniversario do Adilson deixamos pra comemorar no próximo dia, chegamos a Ollantaytambo por volta da 23:00 e logo pegamos um ônibus ate Cuzco , hora da chegada 0:22 hs. Como já estávamos perdido resolvemos ir na rodoviária pra comprar passagem pra Arequipa, falamos com um taxista e ele disse que estava aberta, e fomo nos, um verdadeiro Hijo da Puta tava fechado, no começo da corrida disse que era 4 soles no final disse que era 6, fiquei puto, pague 4 e saímos tava tudo fechado, pegamos outro taxi e fomos pro Hostal acordamos o tiozinho e entramos, fizeram o mesmo preço pra gente, foi um tombo só. CUZCO – 16/01/09 Bom já estávamos na cidade e região há 5 dias já tínhamos extrapolado todo nosso orçamento pra aquele lugar, acordamos tomamos o café horrível no hostal e saímos caminhando, cronograma comprar passagem pra Arequipa e conhecer museus e igrejas. Dessa vez fomos andando, vimos melhor a cidade visitamos vários mercados públicos de artesanato, fomos no museu de Qoricancha vimos múmias e fermentas incas, compramos a passagem por 60 soles empresa CIAL e sairia as 22:00 hs bus cama e com direito a refeição. Depois voltamos a calle procurador, e comemoramos o aniversario do Adilson num belo almoço, o bom é que fizemos tudo com calma e deu tudo certo, compramos as ultimas lembrancinhas, comprei um pisco sur pra levar e uns presentes pra família DICA 1: o artesanato de Cuzco é bem parecido com o da Bolívia parece ter um toque a mais de qualidade, só que o preço é salgado, então gorros, blusas, luvas, roupas em geral, comprem na Bolívia) DICA 2:Pra visitar as igrejas agora existe um boleto religioso, não sabíamos, então não entramos. Voltamos ao hostal pagamos tudo tomamos banho e fomos pegar o latão era autos ônibus, banco de couro e tudo, a única coisa ruim era a teve muito alto e filme ruim, mas eu vi. hehehe AREQUIPA – 17/01/09 Chegamos a Arequipa pela manhã não saímos do terminal, ou melhor, saímos, pois ônibus pra Tacna fica no terminal ao lado, então fomos lá e compramos passagens a 25 soles cada, empresa Flores não era bus cama, mas era bom, saímos por volta das 9:00, a paisagem era outra já havia um ar desértico, porem com montanhas e vulcões, fomos contornando a região, muito interessante, passamos por uma fiscalização, contra a mosca da fruta e depois seguimos, o mais hilário, foi um tiozinho falando da importância de escovar os dentes no ônibus, falou um monte demonstrou, uma loucura, depois veio vender escovar e fio dental, hahahahaha, muito esperto. TACNA - 17/01/09 Chegamos a Tacna por volta das 14:00 hs, achei estranho o terminal, mas fazer o que dali o plano foi pegar um taxi até Arica, fomos abordados por taxistas dentro do terminal e fechamos com ele, é louco porque é tipo um empresa de ônibus que oferece taxi, tivemos que comprar passagem dentro do terminal assinar e pegar a papelada de entrada no Chile, assim fomos, é bem melhor, vai direto e é barato 12,50 soles por pessoas numa viagem em media de 1H, assim fomos uma estrada de asfalto impecável o deserto a nosso redor, depois de meia hora chegamos a aduana chilena. DICA: vá de taxi pra Arica o preço é quase o mesmo e você passará rápido, se for de ônibus terá que esperar as outras 40 pessoas passar pela aduana VIVA O CHILE!!! Arica – 17/01/09 Pra atravessar foi bem mais tranqüilo do que imaginava, durante o planejamento da cidade vi que a aduana do Chile era a mais chata que o pessoal olhava tudo, não poderia entrar com nada orgânico, que tinha cachorro cherando as malas e tudo mais, pegamos a fila, entregamos o papel declarando que não trazíamos nada daquilo, pura mentira a mala da Maiara vinha cheia de matos, ervas, sementes e tudo que uma estudante de agronomia podia carregar. Depois carimbaram nosso passaporte, pelo menos aqui olharam para a nossa cara e conferiram se éramos nós mesmos, depois foi a vez das malas, a Maiara suava e eu ria um bocado, passou pelo raios-X enorme e nada, pegamos do outro lado e la fomos nos, embarcamos no taxi de novo e fomos, andamos mais um pouco e algo azul começou a aparecer, não pude me conter era o Oceano Pacífico, o taxista vendo a nossa euforia de ver o mar outra vez, nos fez um “regalo” (agrado) e foi pela beira mar, a enseada de Arica tava cheia, muita gente na praia e quebrando umas ondas, muito sol, logo passamos e fomos direto pra rodoviária. Já eram perto das 16:00 hs logo na chegada resolvemos fazer um cambio na rodoviária, complicação total a moeda do Chile tem muito zeros e nada de vírgulas, 1 dólar dava 610 pesos chilenos, não trocavam reais, não sei dizer se é muito ou não, deve ser, mas as coisa lá são extremamente caras, comida então nem se fala. Troquei 110 dólares deu 67100 pesos. Depois fomos ver ônibus para San Pedro do Atacama, tinha so duas empresas que faziam e o valor era o mesmo, pagamos 15250 pesos ou 25 dólares, saída as 21:30, Bus cama empresa Veloz del Norte, compramos as 4 ultimas passagens. Fizemos um lanche na rodoviária mesmo, deixamos as mochilas na empresa de ônibus sem nenhum custo e fomos para a praia, curtir o final da tarde, incrível chegamos era perto das 17:00 hs e ainda tinha muita gente na praia... o SOL.... gigante se pondo no oceano.. Milhares de fotos, visual arrasador, não me contive tirei a blusa e me joguei no mar, fui dar uma nadada no pacifico, peguei uns jacarés nas marolas, daí deu a louca de nadar pra fora, la fui eu, não nadei nem 3 metros e derrepente aparece um negocio redondo na minha frente fiquei parado um tempo e logo apareceram mais 5, eram tartarugas marinhas, foi demais, fiquei ali admirando-as, quando bateu o desespero, pensei “pó nem to tão fora o chileno tão no raso e já tem tartarugas, deve ter tubarão nessa merda” daí sai nadando pro seco bem rápido hahahahaha, foi divertido, sai batemos mais uma fotos e perto das 21:00 h voltamos. Tomei um banho de torneira no banheiro da rodoviária e embarcamos rumo ao deserto. SAN PEDRO DO ATACAMA - 18/01/09 O ônibus era bom, durante a viagem só me lembro de parar por volta da 1:00 da manha para um revista geral, paramos na polícia federal chilena, tava muito frio, descemos todos os pegamos nossas mochilas e colocamos em um tipo de balcão enorme tínhamos que ficar há frente, e os policias vinham revistando, mexeram um pouco e logo foram pra outra, acho que é rotina pois o motora depois veio entregando nossos passaporte que ele havia pego na hora do embarque. Depois disso voltei a apagar, acordei perto das 6:00 da manha, olhei pela janela e vi o vidro todo respingado, logo pensei to sonhando ainda, voltei a olhar e realmente era o tinha imaginado, estava chovendo, já acordei todo mundo, tava chovendo, caraça estávamos no deserto mais árido do planeta e tava chovendo olhei pra frente e o pára-brisa do ônibus tava mexendo, não acreditei, fiquei olhando e logo parou, ali pra mim já tinha valido..hehehe. Andamos mais um bocado as paisagens eram ora retorcidas de rochas ora montanhosas sempre com um aspecto seco hehehe descemos em San Pedro as 10:15, a primeira coisa a fazer quando se chega é ir comprar passagens pra sair dali, nosso meta era ficar dois dias, e depois pegar um bus que sai-se e atravessa –se a fronteira pra argentina por Salta, fomos então as duas empresas que fazem esse trajeto a geminis e a Tur bus, e só saem 2 vezes por semana, terça e quinta era domingo, ficaríamos aquela noite e a de segunda, na terça, iríamos, ou pretendíamos, pois não haviam passagens, estava tudo lotado ate 1º de fevereiro, e agora... Essa decisão ate que foi rápida, vamos aproveitar como combinado e tentar pegar um carona pra Salta. Após o impasse, fomos atrás de hostal, pra isso andamos pela cidade, tirando a rua principal que é bem movimentada, o resto um verdadeiro faroeste ruas poeirentas casa baixas algumas com tetos de palha, muito típico de um deserto creio eu, andamos um monte até achar um hostal, estava tudo lotada, tinha muito mochileiro na cidade, tu andava e dava pra ver várias pessoas conversando em vários idiomas, achamos um que estava 6000 pesos a diária, queríamos ficar, mas íamos ficar em quartos coletivos e separados , não tinha 4 camas vagas num único quarto, resolvemos procurar, por sorte que estava nublado o tempo, se não teríamos torrado, andamos mais um monte, daí resolvemos deixar as mochilas com as meninas e saímos pra procurar, acabei achando um por 7000 pesos, ficaríamos num quarto só pra gente, banheiro coletivo, mas caliente e cozinha para cozinharmos a vontade, acabamos ficando neste mesmo, pra variar estávamos cansados e isso nos ajudou a escolher, o nome do hostal era Florida e ficava perto da rua principal na frente tinha uma agencia de turismo (corvash) da qual fechamos dois passeios para o dia seguinte, Gêiser Del Tatio e o Valle de La luna e Del la Muerte choramos e conseguimos desconto,de 4000 pesos. Fechamos os dois por 20000, só as entradas nos parque que sim tinham desconto pra estudante de 500 pesos, paguei 1500. Eram os mais baratos e o que dava pra fazer no mesmo dia. Na cidade em si não tem nada pra fazer alem de beber umas cervejas e interagir com o pessoal, é tudo extremamente caro, comida bebida, artesanatos, tudo. Já era perto do meio dia, estávamos com fome, então decidimos usar a cozinha do Hostal, fomos a um mercadinho e fizemos um mini rancho, macarrão, ovo, tomate cebola leite chocolate, pão, queijo e presunto, tudo isso sai por 6400 pesos, um prato do dia nos restaurantes mais baratos tava em media 3000 pesos. Foi uma ótima pedida, nos empanturramos de tanto comer. Após o almoço gravei na minha câmera a chuva caindo, fechou o tempo e por poucos segundos caiu um leve chuva que logo cessou, o dono do hostel vendo minha euforia, veio me dizer que faziam 5 anos que não chovia por lá, eu só sorri, mais um fui vez abençoado. Hehehe, à tarde após a Siesta, fomo conhecer a cidade o mercado publico e a praça, o resto é tudo igual. Comprei um camiseta, a mais barata que achei foi 6.000 pesos, em torno de 30 pila e um pisco chileno 2000. No Atacama achei cambio que aceitava real troquei 50 reais, e consegui 9,500 pesos chilenos, a noite foi tranqüila estava muito frio, muita gente nas ruas, muita cantoria, vimos um pouco e fomos dormir porque no outro dia tínhamos que acordar cedo. Gêiser del Tatio - 19/01/09 A van iria nos pegar as 4:00 da matina, os gêiseres ficam a 100 km de San Pedro do Atacama e so ficam ativos das 6:00 da manhã as 9:00, levantamos cedo e fomos esperar, tava bem escuro, mas o movimento de vans era intenso. A única precaução que tínhamos que tomar era nos agasalhar bem. Nos encapotamos de roupa e fomos, ainda levamos dois cobertores hehehe. Demorou uns 15 min. e lá fomos nós todo mundo dormiu no caminho, chegamos lá por volta das 5:45 da manhã, tava muito frio o guia nos deu as instruções na van, de hipótese alguma tocar na água, ela sai a uma temperatura de 85º C. contou vários acontecimentos de queimaduras de terceiro grau e ate morte. Depois da aula de terror, ele nos disse para estarmos as 7:00 horas ali para o café da manhã (estava incluso) e nos informou a temperatura ambiente menos 15º C. Meu deus como tava frio e lá fomos nos, parecia uma chaleira, vários gêiseres estávamos na base de um vulcão há 4321 metros acima do nível do mar, é impressionante, parecia que os gêiseres realmente tinham hora pra acordar, tava muito escuro ainda víamos sempre os vapores a serem soprados para o ar, daí íamos atrás as luzes da van iluminavam o nosso caminho, a mulherada se enrolava nas cobertas até o pescoço, foi muito engraçado, batemos varias fotos, aos poucos o dia ia clareando, mas nada do sol, ele estava atrás do vulcão, as vegetação era coberta por neve, mas sempre de um lado só o lado que ficava virada pro gêiser, as poucos chegaram mais pessoas e os maiores geisers começara a soprar, parecia um campo minado, tínhamos que olhar pro chão pra ver onde tinham gêiser, a mistura de enxofre com gelo e sal deixada na boca dos gêiseres era impressionante, uma experiência muito gratificante. Logo deu 7:00 e fomos tomar um café, muito bom por sinal, ele havia esquentado tudo nos gêiseres hehehe, café, chocolate quente, pão com queijo, bolachas, deu pra se esquentar, nosso guia disse que tinha esquentado tava agora -11º C. hehehe. Depois voltamos a andar, é imenso o negocio, e o sol começava a dar o seu brilho, mas ainda estava atrás do vulcão, meio hora depois, voltamos a van e fomos a outra parte do campo de gêisers, onde tem o Gran gêiseres, é um enorme e feroz gêiseres que fica borbulhando, sai muito vapor, naquela parte o sol já dava ar de sua graça, ficamos la esquentando, foi quando avistamos uma piscina termal, fizeram um muro em volta pra proteção nosso guia nos disse que quem se arriscasse a entra pra ficar próximo a saída do gêiser, a temperatura ali era por volta 35º C e mas longe ia decaindo ate 25º, fora faziam agora menos 5º, pensei um pouco e a dica do Otelino veio de novo a cabeça, que saber eu Vou, deixei tudo preparado fora toalha muda de roupa seca e o PISCO, já tava com um calção de praia por baixo da calça e do moletom, tirei rápido tudo e logo entrei.. hahahaha tava ótimo no começo bem mais quentinho que fora. Depois foi entrando mais gente, o Adilson tomo coragem e entrou também, dei uma de tolo e resolvi dar umas nadadas, quando parei, fiquei sonso, esqueci mais uma vez da altitude, ainda em que era raso, se não morria afogado hehehehe, Fiquei mais um pouco tomei coragem e sai me sequei bem rápido pra evitar congelar pus as roupas e abri o pisco pra dar aquela esquentada. Me arrependeria se não tivesse entrado, mais uma vez Valeu. Já se passava das 9:00 quando saímos de la, na volta passamos numa pequena lago para avistar os flamingos, muito massa, eles la nadando e ao fundo o vulcão licamcabur, ficamos um pouco ali, o calor já começava a incomodar, depois paramos também no caminho para ver as lhamas, varias delas, pastando próximo ao um córrego em seguida seguimos até um vilarejo típico do deserto que esta a beira da extinção, segundo o guia só moravam ali 7 pessoas, já com idade avançada, lá comemos churrasquinho de lhama e pastel de queijo feito com leite de cabra. Foi caro, mas pagamos. Daí depois foi tocar direto pra cidade, as 12h30min estávamos de volta. Valle de La luna e Del la Muerte Depois de preparar mais um “almuerzo” no hostal e dormir um pouco nosso segundo passeio chegou era 16:00 hs quando a van veio nos buscar. Primeiro fomos ao vale da morte, fomos a um mirante que dava pra ver o deserto e o vulcão licancabur, em seguida nos deixaram numa região para podermos ir caminhado pelo deserto até a outra parte, pra mim foi bem valida, deu pra analisar as formações rochosas do deserto e os vários dobramentos causados pelos choques das placas tectônica (bem geográfico né) rimos um bocado e vimos hora ou outra uma nuvem de chuva a cobrir o sol e logo pegamos de volta a van e não deu outra começou a chover, continuamos seguindo rumo ao vale da Lua, o vale fica bem dentro do deserto as formações rochosas como as três marias, a caverna de sal e o anfiteatro, chamam muito atenção, la podemos ver também algumas camadas de sal que cobrem o deserto. O gran finale fica pro final da tarde, o por do sol, subimos uma duna andamos mais um pouco e ficamos contemplando, mais um bela imagem, as variações de cores realmente são incríveis, o problema era o vento, ventava muito , ficamos quase meia hora lá, apos o sol se por voltamos para a van e as 20:30 já estávamos no hostal. San Pedro – Noite Depois do banho e de se agasalhar bem, fomos a um restaurante comer, a comida não é muito diferente do peru, so não tem batata, a tradicional sopa, salada, tortilla (um tipo de omelete) e arroz, saiu carinho 3,800 pesos, comemos e fomos dormir SAN PEDRO DO ATACAMA – CALAMA – SANTIAGO – 19/01/09 Acordamos cedo tomamos um café no hostal, acertamos tudo e fomos até o ponto de taxi para que nos levasse até a aduana para carimbarmos o passaporte e ir tentar a sorte na carona, o taxista foi muito bonzinho, disse que não faria a corrida por que iria enganar a gente, nos disse a direção a seguir, era muito perto e lá fomos nos, tava um rolo muito carro e ônibus saindo, muita gente na fila, tinha duas filas, entramos na errada depois voltamos pra certa, uma loucura, na hora de carimbar o passaporte, o cara nem viu nossos rostos, foi carimbando e chamando o próximo. Saímos e fomos pedir carona, ainda era cedo por volta das 9:00 HS, fizemos um plaquinha com o nome salta e começamos a pedir, passou alguns carros, caminhões e motos, na real o movimento tava fraco, fomos desanimando, as horas iam passando e nada, uma hora passou um motoqueiro brasileiro e trouxe a má noticia, ele nos disse que havia nevado nos Andes e a cordilheira estava fechado e só amanha abriria. Por isso o baixo movimento, caramba e agora, já não tínhamos mais dinheiro, ficar mais uma noite em San Pedro não ia dar, pois teríamos que comer e ficaríamos ainda na incerteza da carona o que fazer ???? Resolvemos voltar pra CALAMA e ver se tinha algum vôo barato pra Santiago. Os ônibus pra Calama iam sair só as 14:00 hs, resolvemos voltar aos taxistas. Fechamos com um, o preço era o mesmo que o ônibus (38000 pesos) choramos pra variar e conseguimos um desconto de 3000 pesos. Demoramos em torno de uma hora até o aeroporto, entramos e pra nossa surpresa, tava vazio, o aeroporto inteiro, não tinha uma alma viva, nada, subimos ao segundo piso e falamos com a atendente do restaurante, ela nos informou que a bilheteria só voltaria a abrir às 17 horas e eram ainda por volta das 14:00, resolvemos esperar um pouco, enquanto esperávamos vimos a posse do OBAMA ao vivo pela TV Chilena e depois novelinha velha da globo que tava passando em espanhol. Esperamos mais de uma hora e nada, ninguém chegava pra dar informação, foi quando apareceu o pessoal da limpeza no aeroporto, fui ate eles pra pedir informação, eles foram muito atenciosos, nos deram os valores, uma passagem de Calama pra Santiago tava em torno 145 mil e pouco, tava muito caro, então eles resolveram ligar pra agencia no centro de Calama, e conseguiram um pequeno desconto, não nos animamos muito pois ainda era muito caro, mas como eles foram muitos prestativos e já haviam chamado um táxi para nos levar ate lá, resolvemos ir. Embarcamos no táxi e mudamos o trajeto pedimos pra ir direto pra rodoviária da TUR BUS, (em Calama não tem um terminal único, cada empresa de ônibus tem a sua, como esta eu já havia ouvido falar bem, fomos para essa) o táxi saiu por 5000 pesos. Ao chegar la vimos que tinha ônibus as 18:15 pra Santiago no valor de 30000 pesos, tinha um porem so aceitava ser pago em pesos e eu e a Maiara não tínhamos o suficiente e o caixa eletrônico não aceitava nosso cartão, o jeito foi passar o cartão da Gizelle de novo. Por fim compramos, e esperamos, estávamos cansados e com fome a sorte é que no ônibus tinha lanchinho, um sanduíche e suco, foi a sorte, o ônibus era bom (bus- cama) bem confortável, com cobertor e tudo. A viagem foi ótima, dormi quase toda ela hehehe, ia fazendo algumas paradas de praxe, o bom foi ir vendo o litoral chileno, passamos por vários pedágios e quando mais nos aproximávamos de Santiago mais urbanizado a região se tornava, paramos pro almoço ainda na estrada e chegamos depois de longas porem confortáveis 20 horas de viagem SANTIAGO DEL CHILE - 20/01/09 Era por volta 14:00 horas quando aportamos no terminal Alameda, tinha muita gente, Nos havíamos dado uma volta muito grande e a grana já tava curta, e era inevitável já batia aquela vontade que voltar pra casa, então fomos ver se tinha passagem direto pra Floripa, olha a coincidência, não havia passagem pra vender ate dia 1º de fevereiro, caramba de novo, então fomos ver passagem pra Buenos Aires, esta tinha, porem só sairia no próximo dia as 9:30 e tava por 45000 pesos ou 214 reais, já estávamos devendo dinheiro pro Adilson e pra Gizelle e todo o caso, independente do que faríamos teríamos que pernoitar em Santiago então enquanto fazíamos as contas e procurávamos hostal no meu guia a Zelle foi na lan-house do terminal pra ver quanto tava a passagem de avião, não tardou muito e ela veio com uma boa noticia havia um promoção de passagens de Santiago até Montevideo da empresa Pluna, por 130 Dólares, e sairia amanha também as 7:15 da manha. Eu e a Maiara tínhamos exatamente 130 dólar cada e mais alguns reais, então pensamos, se fossemos de ônibus ate Buenos Aires, correríamos o risco de também não haver passagem e ter que pernoitar mais uma noite ou ficar até 1º de fevereiro por lá e também ficar poucos dias em Buenos Aires não seria legal, pois tem muita coisa pra conhecer, então decidimos arriscar, compramos as passagens pela internet e iríamos ficar em Santiago, fomos ate o centro de informação do terminal e pegamos mais um mapa com alguns hostals e nos informamos de como chegar, teríamos que ir de metrô. Tínhamos que pegar o metrô e saltar na estação “La moneda” e lá fomos nos, cheios de mochilas entupidas de coisas de dois paises e de rochas do atacama, (as estações de metro ficam próximas aos terminais), pagamos barato uns 140 pesos. Nunca havíamos andado de metro, gostei muito, muito rápido e eficiente, logo chegamos a estação, saímos e fomos procura, andamos um bocado, as quadras de Santiago são enormes, uma hora não agüentamos mais e fomos ao mais próximo que estava de nos já eram quase 16:00 horas, por fim achamos o hostal, o nome era CHE LAGARTO e fazia parte do HI, porem não tínhamos carterinha, mas mesmo assim conseguimos desconto de 1000 pesos, uma diária saiu por 8600, quarto e banheiros coletivos, poderíamos usar a cozinha e a internet era de graça, resolvemos ficar. Após nos instalarmos aconteceu algo muito inusitado, fomos ver o banheiro próximo ao nosso quarto, era bom e tudo só que a lâmpada tava quebrada, quebrada mesmo alguém tentou trocar e partiu o bocal, a atendente pediu desculpas e tal que teríamos que usar outro banheiro, aquela coisa toda, eu e o Adilson olhamos e vimos que era só tirar o bocal com um alicate e trocar a lâmpada, nos oferecemos pra fazer numa boa, ela não acreditou, chamou a dona do hostal que veio toda atenciosa perguntando o que precisaríamos se era preciso desligar a energia geral, eu e o Adilson nos entre olhamos e não contemos a risada, só precisaríamos de um alicate, ela não se conteu arrumou o alicate, mas mesmo assim desligou o hostal inteiro, em menos de um minuto tiramos o bocal e botamos a lâmpada nova, nossa ela ficou muito grata e nos deu mais um desconto, não queríamos mais ela insistiu, então aceitamos, o mais loco é que ela veio perguntar se éramos eletricistas no Brasil, rimos um bocado, respondi que no Brasil todo homem tem que saber fazer isso, ela nos agradeceu e foi embora, daí fiquei pensando, quanto que um eletricista chileno não ia cobrar pra fazer aquilo pra elas, ou que os homens chilenos são uns tanços. Bom ficamos por ali, a Gizelle e o Adilson pegaram um Ônibus e foram confirmar as passagens no aeroporto, foi a sorte, porque se não fizéssemos, teríamos que pagar uma taxa de embarque e pagar pelo pesos das mochilas, voltaram já no começo da noite, exaustos era muito longe o aeroporto, tomaram um banho e fomos comer, fomos a um restaurante venezuelanos próximo ao hostal, comemos, tomamos umas cervejas chilenas e voltamos, no outro dia foi madrugar pegar um taxi (5000) e ir pro aeroporto. MONTEVIDEO – URUGUAY - 22/01/09 O vôo saiu um pouco atrasado, mas foi muito legal, um avião bem pequeno e tava muito bonito o dia, atravessar a cordilheira doa Andes foi animal, as 10:00 horas já estávamos no Uruguai, passamos na free-shop do aeroporto, compramos um alfajors e saímos, fizemos o cambio, 1 real = 8,30 pesos uruguaios, pedimos informação e pegamos um ônibus do aeroporto ate o terminal três cruzes, 24 pesos. No Uruguai as coisas são bem parecidas com a do Brasil e vc pode falar português sem inventar um portunhol que eles lhe compreendem muito bem. Saltamos no terminal e fomos ver passagem pra Floripa, dessa vez tinha e ainda pra aquele dia compramos para as 16:00 horas, o valor foi salgado tava 2347 pesos ou 252,37 reais, DICA: troque dinheiro no terminal, 1 real lá tava a 9.30 pesos. Pagamos um pouco da passagem e a Gizelle pagou o resto no cartão, depois foi só esperar. Gastamos nossos últimos pesos no almoço, comemos a tradicional parrillhada, uma pratada cheia de carne de todos os tipos, meio gordurosa, mas foi bom (a Maiara ficou na torta de brócolis). Depois eu ainda peguei um ônibus na frente do terminal e fui dar um volta no centro, eles ficaram por ali, voltei em cima da hora, comprei ainda mais um cerveja e embarcamos, o ônibus foi melhor da viagem totalmente reclinável com direito a coca-cola pra galera (empresa TTL), sei que viemos de boa por volta das 8:00 paramos em sombrio, já em SC e fiz a ultima foto da viagem Exatamente as 10:00 horas saltei em Imbituba, minha terra mãe, estava satisfeito, tinha chego em casa, são e salvo e rico em aprendizado e com muitas historias pra contar. custo viagem daf(3).xls
×
×
  • Criar Novo...