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Os Estrangeiros

Colaboradores
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Reputação

2 Neutra

Sobre Os Estrangeiros

  • Data de Nascimento 12-03-1984

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia
  • Próximo Destino
    Interior do RS
  1. Olá, pessoal Conhecemos um bom hostel chamado La Casita de la Abuela Hostal Verde. Localiza-se na Calle Hernandárias, 1074 (a cerca de 10 quadras da Plaza de la Democracia), na região central de Assunção. Ficamos lá no último reveillon e passamos muito bem. O local, uma antiga casa que foi transformada em hostel, possui 2 quartos coletivos (com ótimas camas, armários com chave e ar condicionado para o clima quente de Assunção - com banheiro coletivo) e um quarto privado (com banheiro). Além disso, tem café da manhã incluído, cozinha para uso comum e wifi. As diárias são 50.000Gs por pessoa nos quartos coletivos e 150.000Gs o quarto privado (para uma ou duas pessoas). Mas o que merece destaque é clima do lugar, descontraído e aconchegante. Quem atende é o próprio dono do local, Javier, que também é um experiente viajante e que recebeu por anos mochileiros em sua casa em Assunção, via Couchsurfing. Com toda essa bagagem, Javier sabe o que os viajantes precisam, sendo sempre solícito e disposto a dividir seu amplo conhecimento e dar dicas sobre o Paraguai. Mais informações: https://www.facebook.com/LaCasitaDeLaAbuelaHostalVerde?fref=ts
  2. Olá, JoseArthur Gracias pela colaboração. Tuas informações são muito bem-vindas.
  3. Por motivos profissionais, fomos para Mostardas-RS recentemente. A estadia foi curta, chegamos no sábado à tarde e partimos domingo pela manhã. A cidade, que fica a 200km de Porto Alegre, localiza-se no litoral sul do Rio Grande do Sul. O acesso é pela BR- 101, a partir de Capivari do Sul. O estado dessa estrada é péssimo em vários trechos. Nessas partes o jeito é ir devagar e tentar desviar porque há sequências de buracos enormes na estrada (foto abaixo). Chegando em Mostardas fomos até o hotel que tínhamos visto em um guia. A cidade é pequena e há 2 ou 3 opções de hospedagem. Fomos em uma das mais em conta, já que ficaríamos apenas um noite e no dia seguinte partiríamos bem cedo. O Hotel Mostardense (Rua Bento Gonçalves, 789 - a uma quadra da praça principal) é aparentemente um lugar era simpático. Tocamos a campainha e acordamos o atendente (dono?) que pelo jeito estava tirando sua sesta. Nos mostrou o quarto e informou que custava 70 reais a diária para o casal em um quarto com banheiro e café da manhã simples. Achamos ok e ficamos. Já instalados, nos demos conta de que o quarto não tinha ventilador, frigobar nem controle remoto para a televisão (que sintonizava em apenas um canal). Sabemos que há essas "regalias" em outros quartos mas pelo jeito é preciso insistir com o dono do estabelecimento. Apesar de ser relativamente barato, não acreditamos que valha a pena ficar lá: o banheiro estava sujo (com forte cheiro de urina) e o colchão era velho e mole. Além disso, na madrugada, chegou um grupo de hóspedes que ficou fazendo algazarra. Tivemos que levantar e pedir silêncio já que ninguém da administração tomava a iniciativa. No dia seguinte, saimos bem cedo e não chegamos a tomar o café da manhã. A cidade é pequena e pacata, mas simpática. Há um centro histórico com construções dos séculos XVIII e XIX. Sábado à noite os moradores se concentram na praça central, onde há nos entornos algumas opções de lanches e janta.
  4. Olá rr_depaula Em La Paz fomos apenas num bar chamado Ojo de Água, que fica na Llampu (nº 965), custou 10 bol/pessoa a entrada. Duas cervejas (Paceña) saíram por 25 bol. e vinham com folhas de coca para mascar. O legal é que apesar de alguns turistas, aparentemente o local é frequentado por bolivianos. No dia em que fomos tinha tipo um festival de grupos de danças típicas, bem bacana, mas no geral nos disseram que lá sempre tem algum grupo boliviano tocando. Não saberíamos te dizer quais os dias que funciona, mas acho que tu podes pegar essas informação em hostels assim como de outros locais pra ir. Até a próxima! Abs
  5. Já postamos por aqui que ficamos uns 10 dias no Señorial em La Paz (um ótimo custo benefício, já que estávamos num sistema de economia). Depois de uma viagem para o Uyuni voltamos e ficamos uma noite no Torino, num quarto para casal com banheiro coletivo. Era final de outubro e o hotel estava bem tranquilo, os banheiro limpos. A estrutura "Torino" facilita bastante a vida do viajante na nossa opinião. Utilizamos a agencia para fazer os passeios para o Chacaltaya e Tiwanaco, a cafeteria para tomarmos café da manhã (tudo bem gostoso) e no ultimo dia o restaurante que tem no térreo. Comemos um almoço bastante caprichado para padrões bolivianos (com sopa, prato principal, etc) a um ótimo preço, com certeza voltaríamos a ficar no Torino por essas facilidades. Contudo um ponto negativo: só há tomadas na recepção (algo que se mostrou bem comum em alguns hotéis simples na Bolivia).
  6. Galera Obrigada pela força, é sempre um incetivo pra nós continuarmos. Tentamos disponibilizar a informação da maneira que a gente gostaria de encontrar (e muitas vezes encontra aqui!): organizada, detalhada e ilustrada! Claro, teve coisas que a gente perdeu porque não anotou durante viagens e ainda teve preguiça de compilar tudo e escrever aqui no site depois de finalizada a trip, mas com o tempo fomos nos organizando e criando a consciencia que o site é feito por todos e que as informações/curiosidade dos participantes é o que move tudo isso. George Leonardo boa viagem para ti (ou melhor para vcs!) e qualquer dúvida é só escrever! Abs
  7. Aproveitando o gancho "hotéis baratos em La Paz", ficamos em um hotel em frente ao Áustria, chamado Señorial, também na Calle Yanacocha. Chegamos a tentar o Áustria, mas depois de esperar uns 15 minutos para sermos atendidos (ok, possivelmente demos azar), falamos com um senhor e não curtimos muito. O Señorial é um hotel antigo, meio obscuro, mas o quarto em que ficamos (de frente, no terceiro andar), era bem razoável (colchões bons, tudo limpo, etc). O banheiro era coletivo, porém era tranquilo também (o hotel não estava cheio em outubro/2010). Por 80 bolivianos o quarto para duas pessoas (estávamos pela economia mesmo) foi um ótimo custo-benefício. As meninas que faziam a limpeza eram simpáticas e limpavam o quarto todos os dias. Tinha cozinha, o que era bem importante já que estávamos viajando fazia 6 meses e quase sempre fazíamos a nossa própria comida. Também preferimos aquela região da "Yanacocha", mais simpática e perto de tudo. Abs!
  8. Embrera, Valeu por responder minha msg... Então, chegando +- 13h (sempre aumento um pouco as horas por causa dos imprevistos) em Copacabana, se eu conseguir já chegar e já fazer direto esse passeio pra Isla do Sol (no caso só lado sul né?!?!, qt tempo demora esse passeio??) e voltar no mesmo dia, seria perfeito! A minha dúvida é saber se existe mesmo esse passeio saindo de tarde, sempre tem esse horário? e voltar depois pra copa é certo tb? tem horarios de volta mesmo??? Vale a pena conhecer mesmo a Isla né, nem que vá e volte, não precisando dormir lá e não ir paro o lado norte (caminhada)???? Acho que li em alguns tópicos que não tem como ir direto de Copacabana pra Cuzco, teria que passar por Puno primeiro, e se pudesse (tiver tempo) tentaria conhecer as Islas Uros até dar o horário pra pegar o bus pra Cuzco. Mas realmente tem direto de copa pra cuzco? O ideal acho que seria assim: chegar de la paz e e dormir em Copacabana. Sair bem cedo, no primeiro barco para isla del sol, conhecer por lá o que desse e voltar pra copacabana até +- 13h, já pegar o bus pra Puno, lá conhecer a Islas Uros e pegar lá pelas 21h/22h um bus pra Cuzco e viajar durante a noite. O foda que os horários dos barcos de ida e volta são horríveis, parece não querem ajudar os turistas, pow o 1° barco sai muito tarde pra lá e os horários de volta são ruins d+ tb! Com esses horários acaba que tem q ficar mais um dia pra fazer isso tudo, aí acaba que teria q viajar de dia pra Cuzco (perdendo um dia) Vc ou alguém aqui do tópico tem sugestão de como fazer pra tentar conhecer isso tudo econimizando tempo, sendo que chego +- 13h em copacabana ??? ahahahahaahaha vlw Olá Tiago_Ju A escolha é, claro, de vocês, mas acho que a coisa vai ficar bem corrida (e daí, se vocês não se importam, beleza), mas a viagem (de barco) para a Isla del Sol dura umas 2hs. Então se vocês saírem "bem cedo" para a Isla (que é cerca de 8h30min quando sai o primeiro barco) vocês vão chegar perto da 10h30min. Até dá pra ficar só no lado sul e pegar o barco pra voltar, mas acho que o mais legal , que é a trilha que vai do lado norte ao lado sul (ou vice-versa), vocês vão deixar de fazer. Caso vocês fizessem esse percurso (que leva 2hs aprox.) vocês chegariam no outro lado quase 13hs. Nós tivemos que esperar até às 15h30min para pegar o barco que voltava para Copacabana, chegando no fim da tarde lá. Não se esqueçam que estamos falando de Bolívia e aí os horários nem sempre são assim bem exatos, 15hs pode virar tranquilamente 15h30min-16hs. Quanto seguir de Copa para Puno ou Cusco infelizmente não saberíamos informar porque não fizemos este percurso. De qualquer maneira fizemos um relato sobre Bolivia (Mochilão Econômico: La Paz, Copacaba, Oruro, Potosí e Salar do Uyuni) então se der pra ajudar com alguma outra informação é só perguntar. Abraços
  9. Olá pessoal, desculpem-nos pela demora da resposta. Bom vamos lá: Juu_lb- quanto ao tempo de viagem de Uyuni a La Paz: Tomamos um trem de Uyuni às 23hs (aprox.) e chegamos em Oruro pela manhã, cerca de 7hs. Lá pelas 8hs pegamos um ônibus na rodoviária até La Paz e chegamos cerca de 12hs. Ao todo deve ser uma viagem de 12hs, tem a opção de ir de ônibus também, de Uyuni a La Paz. Possivelmente deve ser um pouco mais rápido. flaviobarreto- Tentamos encontrar o preço da passagem de La Paz a Santa Cruz mas não estava nas nossas anotações (falha nossa!) mas imaginamos que deve ser algo como 200 bolivianos. Quanto ao tempo de viagem, o ônibus saiu às 17hs de La Paz e chegou no dia seguinte às 7hs em Santa Cruz. O ônibus era um semi-leito bem normal. Esperamos ter ajudado. Qualquer dúvida, é só escrever. Arrumamos umas configurações em nosso perfil, então, responderemos com mais rapidez. Abraços,
  10. Ótima contribuiçao, Gabriella, gracias. Sim, a coisa do motorista é muito importante mesmo. No local onde tivemos que ficar parados por causa do problema do carro (antes de chegar à laguna blanca e verde) havia um grupo de turistas que estava esperando o motorista despertar de uma soneca pois o cara ter ficado a noite toda bebendo. Sinceramente, um absurdo completo. É bom tomar todas as precauçoes possíveis antes, né. Até a próxima Abraço
  11. Olá! Olha, nós fizemos um 3-4 semanas porque como estávamos viajando por 6 meses era impossível ficar muito pouco tempo em cada lugar (não tínhamos energia pra ficar mudando toda hora!). Mas acreditamos que se não tens muito tempo pode ser assim: - 4-5 dias em La Paz - 2 em Copacabana - nenhum em Oruro (não vale muito a pena...) - 2 em Potosí - 2-3 em Uyuni (dependendo do pacote que fizer para o salar) Claro, tem que levar em conta o horário de chegada e partida em cada cidade, além dos programas que pretendes fazer. Qualquer dúvida, escreva! Estamos à disposição Abs
  12. Uyuni Pegamos um ônibus de Potosí a Uyuni. Esses ônibus não saem da moderna rodoviária de Potosí, e sim de uma tal “parada Uyuni”, todos os taxistas sabem onde é. Caso queira, você ainda pode ir de coletivo. Chegamos à parada com as passagens compradas no próprio hostel La Casona, você paga um pouco mais caro, mas compensa porque não precisa pegar táxi até a parada para comprar. O lugar de partida é um conglomerado de escritórios de agência de ônibus, encontramos a nossa e nos decepcionamos ao ver um ônibus bem pequeno e apertado aparecer para nos levar. O pior de tudo é que tinha um cheiro de urina muito desagradável dentro dele e, como boa parte dos ônibus bolivianos, as janelas eram lacradas e não podiam ser abertas. Além do cheiro ruim, o calor era grande. A viagem durou em torno de sete horas – saímos às 11h e chegamos às 18h. Como de praxe, não havia banheiro no ônibus e tampouco na única parada que fizemos no trajeto . Mas se você passar um bom tempo na Bolívia, logo vai perder a vergonha de fazer as necessidades na frente de todo mundo, até porque não há outra opção nessas viagens. Ao chegar na pequena cidade de Uyuni, logo descolamos um hotel bem pertinho de onde o ônibus parou. Os preços ali em volta eram todos meio parecidos, e os serviços também pareciam muito semelhante. Depois de nos acomodarmos, fomos até a agência Colque (indicação do pessoal aqui do site) e tentamos comprar o passeio de três dias e duas noites saindo pelo salar do Uyuni. O preço inicial era de 665 bol/pessoa. Logo de cara, pedimos desconto e o atendente disse que faria por 600. Insistimos e choramos ainda mais, alegando que a entrada nos parques também era cara, que já era nossa última semana de viagem, que nossa grana estava acabando... Queríamos fechar o pacote por 500 bol/pessoa. Depois de muita negociação, o senhor que nos atendia pediu que voltássemos no dia seguinte, porque os maiores descontos são dados bem próximos da saída das excursões. No outro dia, penamos para encontrar um lugar barato para tomar café-da-manhã. Por fim, compramos alguns pães numa feira que se forma em frente ao terminal de trens e tomamos uma batida em umas tendas no centro. Depois disso, lá pelas 8h45m, voltamos à Colque e lá fomos atendido por outro funcionário. Com ele, conseguimos fechar o negócio por 500 bol./pessoa. Logo depois, fomos ao hotel e pegamos nossa tralha para levar até a agência. O passeio sairia à 11h. Separamos tudo que iríamos precisar – roupas, saco de dormir, protetor solar, óculos, água, etc. – e deixamos o resto do equipamento na agência, já que iríamos voltar para Uyuni. Nesse meio tempo, compramos nossas passagens de trem para Oruro (nossa intenção era ir até Oruro para pegar ônibus para La Paz). NÃO DEIXE PARA COMPRAR NA ÚLTIMA HORA. O único atendente é muito lerdo. É bem possível que você espere uma hora ou mais para ser atendido. Além disso, não esqueça seus documentos, eles só vendem as passagens vendo os documentos – identidade ou passaporte. Como não poderia deixar de ser, a saída para o passeio pelo Uyuni também atrasou. Cerca de 40m depois do combinado, saímos para visitar o cemitério de trens e seguimos para o salar. Estávamos em sete turistas e mais o motorista – além de nós,um casal de franceses, um casal de colombianos e um basco. O salar estava bastante seco e, pode crer, é uma paisagem arrebatadora. Fazendo pose no salar Fizemos várias paradas e terminamos o dia no abrigo da agência Colque. Nos serviram uma boa janta. Havia luz entre 19h e 23h e um chuveiro “quente” (ou seja, com sorte podia se tomar um banho morno). Nossos companheiros de quarto roncavam tão alto que resolvemos sair do quarto com nossos sacos de dormir e passar a noite deitados no piso do corredor do abrigo. Nos levantamos às 6h para seguir viagem. Passamos por vários pontos turístico. Os lugares eram sem dúvida incríveis, mas o ritmo da viagem era péssimo. Seguíamos no desconfortável carro, parávamos, fazíamos fotos e seguíamos. Assim se repetiu o dia todo. Nos pareceu uma heresia conhecer lugares tão legais de maneira tão superficial. Preferiríamos estar mais tempo em cada lugar, nem que tivéssemos que cortar pela metade ou até menos os pontos visitados. Formações rochosas psicodélicas Flamingos: eles estão por toda parte Chegamos no fim da tarde à Laguna Colorada. Lá é o ingresso do parque que seria visitado no dia seguinte. Ventava muito, porém mesmo assim fizemos a trilha que leva a um morro de onde se pode ver melhor a lagoa. Com a saída do sol e o forte vento, a noite veio fria – no entanto, poderia ser bem mais frio, segundo relatos de nosso motorista e de outros viajantes. A janta servida foi ótima (macarrão com molho de tomate, simples mas muito bom). E até serviram um copinho de vinho para cada um. Nessa noite, antes de dormir, nos certificamos de que havia outros quartos livres no abrigo. Quando os roncos começaram, nos mudamos sorrateiramente para um quarto vazio que encontramos aberto. Lutando pra ficar em pé contra o vento na Laguna Colorada No dia seguinte, despertamos às 5h. O pior não era levantar tão cedo, e sim saber que só tomaríamos café-da-manhã apenas dali umas 3 ou 4h. Um de nós estava péssimo, com um problema de estômago. Mas o motorista não queria esperar. Serviu um chá de coca e nos fez entrar na caminhonete. Não sei o porquê tanta pressa, já que poucas horas depois a caminhonete iria quebrar e acabamos sem poder seguir viagem do mesmo jeito. Nessas horas, eles dizem a gente precisa ser compreensivo, mas quando a gente precisa, eles não são nada compreensivos conosco. A caminhonete quebrou no meio do caminho para umas águas termais iríamos visitar. Alguns de nós seguiram em outros carros que paravam no caminho e outros seguiram na própria caminhonete, a cerca de 20 km/h por cerca de uma hora. Lá nas águas termais, disseram que em 40m viria outra caminhonete nos pegar. É claro que não acreditamos, e fizemos bem: a caminhonete só chegou duas horas depois. Não era só nós que tínhamos problemas. Outro motorista bebeu tanto na noite anterior que não conseguia seguir viagem. O turista que estava levando teve de ficar esperando o querido bebum dormir algumas horas ali até que se recuperasse. E mais: como a ressaca seguiu forte mesmo depois da soneca, quem precisou ir dirigindo foi o turista, enquanto o folgado motorista ia indicando o caminho. Como nos atrasamos devido ao problema no carro, seria impossível visitar o resto dos pontos previstos para esse terceiro dia de excursão. Assim, seguimos direto para Uyuni. O motorista nos confidenciou de que era um absurdo levar oito pessoas na caminhonete em que estávamos (sete turistas e o motorista). Deve ser devido a isso e à péssima manutenção do veículo – havia várias soldas e remendos feitos com arame na parte de baixo do carro – que nosso transporte quebrou. Ao chegar na agência da Colque, cobramos o reembolso de parte do passeio. Eles pagaram 100 bol./pessoa, o que é um valor baixo, já que tínhamos pago, além do passeio, as entradas para o parque que mal conseguimos visitar. No entanto, estávamos cansados, pegamos a grana e caímos fora. Tivemos azar nesse passeio? Não podemos dizer isso. Em um passeio como esse na Bolívia, tudo pode acontecer. Perdemos o terceiro dia de passeio, mas os anteriores foram dentro do esperado. Ao sair da agência, finalmente tomamos banho numa lavanderia que oferecia duchas para turistas, a cerca de uma quadra da estação de trens. Depois disso, fomos com um amigo que tínhamos conhecido no passeio até uma pizarria. Iríamos os três pegar o trem. Comemos e fizemos hora ali e depois na estação. A partida estava prevista para a meia-noite. O trem não atrasou. Fomos na classe “salón” (a mais econômica) da empresa Expreso del Sur (esta costuma ter melhores recomendações do que a Wara-Wara). O salón custa metade da passagem da classe “ejecutivo” e seus bancos são relativamente confortáveis, mas o ar condicionado não funciona direito – precisamos usar os sacos de dormir nessa noite. A viagem foi tranqüila, apesar do frio. Nosso amigo foi no vagão “ejecutivo” e disse que lá o ar condicionado estava ok e que ainda davam mantas para os passageiros, apesar de os assentos não serem muito largos e uma senhora meio bolofa ter sentado ao seu lado, tornando a viagem bastante desconfortável. Chegamos perto das 7h da manhã em Oruro, conforme o previsto. Ao chegar já tomamos um táxi rumo a rodoviária para pegar o ônibus à La Paz. Há vários horários para La Paz, pegamos o que sairia mais próximo, às 8h. Foi uma viagem bastante agradável, tranqüila. Chegamos no nosso destino ainda pela manhã. Depois disso, tivemos que seguir viagem separados, um para o Peru, outro para o Paraguai. Mas isso já é conteúdo para outro relato. Esse acaba aqui. Espero que ajude futuros viajantes. Qualquer dúvida, pergunta aí! Abraços! Dicas e Custos - Ônibus Potosí -Uyuni: 33 bol./pessoa, comprado direto no hostel La Casona. - Táxi do hostel La Casona para Parada Uyuni: 10 bol. - Diária em hotel (ainda vou lembrar o nome): 60 bol. (30 bol./pessoa) :'> Pontos positivos: - Bom atendimento - Próximo da rodoviária Pontos negativos: - Banheiros pouco limpos - Chuveiro pouco quente - Passeio de três dias e duas noites a partir de Uyuni: 500 bol./pessoa na agência Colque. Outros companheiros de viagem pagaram preços entre 530 bol./pessoa e 560 bol./pessoa. - Entradas da Isla no salar do Uyuni: 15 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte). - Entradas no Parque Nacional (Laguna Colorada): 150 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte). - Trem de Uyuni para Oruro: 56 bol./pessoa na classe “salón”. Confira dias, horários e preços nesse endereço: http://www.fca.com.bo/contenido.php?seccion=2&subseccion=41 VÁ COM TEMPO DE SOBRA PARA COMPRAR, já que o atendimento é demorado. Se você deixar para comprar em cima da hora de sair para o passeio, é bem provável que você se atrase. Leve um saco de dormir ou casaco pesado, pois pode fazer frio à noite. - Táxi do terminal de trem para o terminal de ônibus de Oruro: 12 bol. (4 bol./pessoa). - Passagens de ônibus Oruro - La Paz: 23 bol./pessoa + 1,50 bol./pessoa de uso do terminal. Vamos repetir o que vimos em outros fóruns sobre Uyuni: leve óculos escuros, sacos de dormir, roupas confortáveis (às vezes faz bastante calor durante o dia), lanches e água. Tenha paciência com possíveis percalços de viagem. A Bolívia tem uma estrutura turística muito precária e muitas vezes a população não compreende as necessidades dos viajantes. No entanto, respire fundo, tente compreender o próximo e curta as maravilhosas paisagens que você irá conhecer. Esqueça os problemas e viva a aventura!
  13. Potosí O ônibus partiu da rodoviária de Oruro com os já habituais problemas de atraso. Diferente das outras viagens bolivianas, essa parecia seguir sobre estradas planas, sem as tão comuns e sinuosas subidas e descidas de morros. No entanto, foram nessa 4h de viagem que vimos o mais grave acidente em rutas bolivianas. Um carro vinha em nossa direção, a cerca de uns 500 metros, nossa ônibus numa reta, o carro numa curva em descida. Vimos um bando de lhamas bem no meio da estrada, mas o carro talvez não o tenha percebido ou estivesse em velocidade alta demais para desviar. O fato é que o motorista perdeu o controle, passou patinando no meio do bando sem acertar nenhum animal, e caiu para fora da pista levantando uma nuvem de poeira branca. Ainda pudemos ver o carro capotar incontrolável no meio do pó. Como não é costume dos bolivianos usar cintos de segurança, os acidentados provavelmente agora estão mortos ou paraplégicos. Nosso motorista não titubeou: seguiu viagem como se nada tivesse acontecido, e nem ao menos diminui a velocidade ao passar pelo carro acidentado. Os outros passageiros continuaram a assistir ao filme japonês que passava na televisão do ônibus, como se aquilo que passara ali fora não tivesse a mínima importância. “Talvez a vida aqui não valha absolutamente nada”, foi esse o pensamento que remoemos com tristeza e medo durante todo o resto do caminho. Ao chegar na moderna rodoviária de Potosí, rumamos num táxi para a plaza Simon Bolívar, conhecida por ser ter vários hotéis baratos em seu entorno. Conseguimos um preço melhor da corrida, pois uma dupla de holandeses também foi no táxi. O primeiro local que procuramos foi o RESIDENCIAL SUMAJ (C. Gumiel, 12 em frente à plaza). Além de um atendimento desleixado, o hostel estava vazio, dando um clima depressivo. O local não era de todo ruim, mas ao “mirar” o banheiro resolvemos procurar algo melhor. Acabamos seguindo para nossa segunda opção, o HOSTEL LA CASONA. Gostamos do local e resolvemos ficar (mais informações sobre esse hostel abaixo). Cozinhamos quase todos os dias no hostel mesmo. Como a cozinha só abria às 14hs (antes disso o staff utiliza para preparar o café da manhã e o almoço deles próprios))improvisávamos uns sanduíches e deixávamos para a noite uma refeição mais reforçada. As compras fazíamos ou no mercado municipal, que é bem próxima da Plaza 10 de Noviembre ou no supermercado SuperSur (esquina das ruas Periodista e Milares. Preços muito parecidos com os do mercado popular, exceto as frutas e verduras, muito mais caras). Fomos duas vezes na Confeitaria Santa Clara (Pasaje Boulevard, 33), onde comemos salteña de carne (gostosa) e uma llaucha (um salgado típico boliviano – não muito bom, pouco recheio e seco), além de bebermos uma (super) taça de café preto e uma coca-cola pequena. Fizemos algumas caminhadas pela cidade, há várias ruelas interessantes para se ver num fim de tarde. Ficamos na praça acompanhando o movimento dos transeuntes. Não chegamos a ir em nenhum museu nem fazer o passeio para as minas. Gostamos bastante da cidade, bonita, clima agradável (à noite é bem fria), nos lembrou Sucre em menor escala. Ruelas de Potosí com Cerro Rico ao fundo Catedral ao lado da Plaza 10 de Noviembre Dicas e custos: - Hostel La Casona (C. Chuquisaca, 460): 80 bol. quarto para duas pessoas, com banheiro coletivo :'> Pontos positivos: - Café da manhã gostoso (dois pães, manteiga e geléia, um copo de suco Tampico e uma taça a escolher: café preto, café com leite ou chá) - Banheiros coletivos bons e chuveiro farto e quente - Local bonito (construção antiga bem bacana) - Clima agradável, fácil de encontrar pessoas para trocar idéias - Ambiente propício para o descanso (apesar de ter bastante turistas) - Estabelecimento disponibiliza lavanderia, sessões de cinema no fim da tarde e excursões para as minas e outros locais – tudo pago à parte (não utilizamos nenhum desses serviços, logo não podemos opinar sobre a qualidade de cada um) - Boa localização (a uma quadra e meia da praça principal) - Cozinha ampla com geladeira Pontos negativos: - Falta de água por várias horas no primeiro dia - Péssimo sinal de internet (caía a cada minuto impossível fazer download ou upload), com muita sorte era possível ver os emails e ler algumas notícias - Cozinha aberta para hóspedes apenas a partir das 14hs Avaliação final: agradável e razoável custo-benefício. Voltaríamos, desde que não precisássemos usar a internet. - Lanche na Confeitaria Santa Clara (Pasaje Boulevard, 33): taça de café (grande) + coca-cola pequena + salteña carne + laucha = 11 bolivianos.
  14. Que bom que tu estás curtindo! É, achamos que o importante, ao menos para contar aqui no site, é a história em si e não os personagens, certo?! Apesar de que dá pra saber bastante da gente só pelas escolhas (trajetos, custos, lugares, opiniões, etc) que vamos fazendo pelo caminho. Acreditamos realmente que esse relato (assim como outros pitacos que damos por aqui) pode ajudar a vida de muitos mochileiros, como outros nos ajudaram e nos ajudam. Até a próxima! Abs
  15. Os Estrangeiros

    La Paz

    Vou deixar, rapidamente, o relato do percurso La Paz-Lima de ônibus, caso alguém tenho interesse em fazer. Comprei passagem para Lima na rodoviária de La Paz para às 8h30min do dia seguinte, pela empresa Nuevo Continente no valor de 450 bolivianos o ônibus cama , o semi-cama era 380 bolivianos. No dia da partida, quase perdi o ônibus pois cheguei 8h25min e estava quase saindo. Viajamos 2hs até a cidade de Desaguadero, lá paramos para fazer os trâmites de saída da Bolívia. A cidade é um caos, gente e mercadorias para tudo quanto é lado. Essa parte feita é preciso cruzar uma ponte (nessas alturas, a sua bagagem está sendo levado pela empresa até o outro lado da fronteira, no peru). Chegando do outro lado, tive que encarar uma longa fila onde demorou uns 30min para pegar os papéis de entrada. Depois disso, fomos instruídos a procurar a empresa Civa, pois esta que faria a segunda parte da viagem - até Lima. Após mais um pouco de confusão, eu e outra turista que estava no mesmo ônibus, fomos até tal empresa e apresentamos nossas passagens. Fomos informadas de que o ônibus sairia da rodoviária (mais ou menos distante 1km do centrinho) dali uma hora. Após embarcamos nesse segundo ônibus, a viagem seguiu tranquila. Na tarde, lá pelas 16hs, foi servido um lanche (bolacha recheada, um saquinho de batata Lays e um suco de caixa pequeno). É importante lembrar que quem curte algo diferente disso, além de água mineral (sempre bom ter à mão), tipo um sanduíche ou uma fruta é bom ou comprar em La Paz ou em Desaguadero (se conseguir apesar da confusão) porque os locais onde o ônibus pára não oferem variedade. Á noite foi servida a janta, bem gostosa: macarrão à bolognesa. Depois de uma noite de viagem, paramos pela manhã num restaurante, onde tinham uns banheiros, porém como era muita gente querendo usar, ficou um pouco difícil. Nesse local era possível comprar algo para beber ou comer. Depois dessa parada, deram um cachorro-quente, bem simples, além de um pequeno pacote com bolacha recheada. A chegada em Lima estava prevista para ás 11h30min, contudo só "atracamos" em Lima às 15hs. Não entendi o atraso pois não houve nenhum imprevisto na viagem. No final, tudo certo, a viagem apesar de longa e cansativa foi tranquila. O ônibus era bastante confortável. Qualquer dúvida, é só perguntar. Abs
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