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Os Estrangeiros

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Tudo que Os Estrangeiros postou

  1. Olá, pessoal Conhecemos um bom hostel chamado La Casita de la Abuela Hostal Verde. Localiza-se na Calle Hernandárias, 1074 (a cerca de 10 quadras da Plaza de la Democracia), na região central de Assunção. Ficamos lá no último reveillon e passamos muito bem. O local, uma antiga casa que foi transformada em hostel, possui 2 quartos coletivos (com ótimas camas, armários com chave e ar condicionado para o clima quente de Assunção - com banheiro coletivo) e um quarto privado (com banheiro). Além disso, tem café da manhã incluído, cozinha para uso comum e wifi. As diárias são 50.000Gs por pessoa nos quartos coletivos e 150.000Gs o quarto privado (para uma ou duas pessoas). Mas o que merece destaque é clima do lugar, descontraído e aconchegante. Quem atende é o próprio dono do local, Javier, que também é um experiente viajante e que recebeu por anos mochileiros em sua casa em Assunção, via Couchsurfing. Com toda essa bagagem, Javier sabe o que os viajantes precisam, sendo sempre solícito e disposto a dividir seu amplo conhecimento e dar dicas sobre o Paraguai. Mais informações: https://www.facebook.com/LaCasitaDeLaAbuelaHostalVerde?fref=ts
  2. Olá, JoseArthur Gracias pela colaboração. Tuas informações são muito bem-vindas.
  3. Por motivos profissionais, fomos para Mostardas-RS recentemente. A estadia foi curta, chegamos no sábado à tarde e partimos domingo pela manhã. A cidade, que fica a 200km de Porto Alegre, localiza-se no litoral sul do Rio Grande do Sul. O acesso é pela BR- 101, a partir de Capivari do Sul. O estado dessa estrada é péssimo em vários trechos. Nessas partes o jeito é ir devagar e tentar desviar porque há sequências de buracos enormes na estrada (foto abaixo). Chegando em Mostardas fomos até o hotel que tínhamos visto em um guia. A cidade é pequena e há 2 ou 3 opções de hospedagem. Fomos em uma das mais em conta, já que ficaríamos apenas um noite e no dia seguinte partiríamos bem cedo. O Hotel Mostardense (Rua Bento Gonçalves, 789 - a uma quadra da praça principal) é aparentemente um lugar era simpático. Tocamos a campainha e acordamos o atendente (dono?) que pelo jeito estava tirando sua sesta. Nos mostrou o quarto e informou que custava 70 reais a diária para o casal em um quarto com banheiro e café da manhã simples. Achamos ok e ficamos. Já instalados, nos demos conta de que o quarto não tinha ventilador, frigobar nem controle remoto para a televisão (que sintonizava em apenas um canal). Sabemos que há essas "regalias" em outros quartos mas pelo jeito é preciso insistir com o dono do estabelecimento. Apesar de ser relativamente barato, não acreditamos que valha a pena ficar lá: o banheiro estava sujo (com forte cheiro de urina) e o colchão era velho e mole. Além disso, na madrugada, chegou um grupo de hóspedes que ficou fazendo algazarra. Tivemos que levantar e pedir silêncio já que ninguém da administração tomava a iniciativa. No dia seguinte, saimos bem cedo e não chegamos a tomar o café da manhã. A cidade é pequena e pacata, mas simpática. Há um centro histórico com construções dos séculos XVIII e XIX. Sábado à noite os moradores se concentram na praça central, onde há nos entornos algumas opções de lanches e janta.
  4. Olá rr_depaula Em La Paz fomos apenas num bar chamado Ojo de Água, que fica na Llampu (nº 965), custou 10 bol/pessoa a entrada. Duas cervejas (Paceña) saíram por 25 bol. e vinham com folhas de coca para mascar. O legal é que apesar de alguns turistas, aparentemente o local é frequentado por bolivianos. No dia em que fomos tinha tipo um festival de grupos de danças típicas, bem bacana, mas no geral nos disseram que lá sempre tem algum grupo boliviano tocando. Não saberíamos te dizer quais os dias que funciona, mas acho que tu podes pegar essas informação em hostels assim como de outros locais pra ir. Até a próxima! Abs
  5. Já postamos por aqui que ficamos uns 10 dias no Señorial em La Paz (um ótimo custo benefício, já que estávamos num sistema de economia). Depois de uma viagem para o Uyuni voltamos e ficamos uma noite no Torino, num quarto para casal com banheiro coletivo. Era final de outubro e o hotel estava bem tranquilo, os banheiro limpos. A estrutura "Torino" facilita bastante a vida do viajante na nossa opinião. Utilizamos a agencia para fazer os passeios para o Chacaltaya e Tiwanaco, a cafeteria para tomarmos café da manhã (tudo bem gostoso) e no ultimo dia o restaurante que tem no térreo. Comemos um almoço bastante caprichado para padrões bolivianos (com sopa, prato principal, etc) a um ótimo preço, com certeza voltaríamos a ficar no Torino por essas facilidades. Contudo um ponto negativo: só há tomadas na recepção (algo que se mostrou bem comum em alguns hotéis simples na Bolivia).
  6. Galera Obrigada pela força, é sempre um incetivo pra nós continuarmos. Tentamos disponibilizar a informação da maneira que a gente gostaria de encontrar (e muitas vezes encontra aqui!): organizada, detalhada e ilustrada! Claro, teve coisas que a gente perdeu porque não anotou durante viagens e ainda teve preguiça de compilar tudo e escrever aqui no site depois de finalizada a trip, mas com o tempo fomos nos organizando e criando a consciencia que o site é feito por todos e que as informações/curiosidade dos participantes é o que move tudo isso. George Leonardo boa viagem para ti (ou melhor para vcs!) e qualquer dúvida é só escrever! Abs
  7. Aproveitando o gancho "hotéis baratos em La Paz", ficamos em um hotel em frente ao Áustria, chamado Señorial, também na Calle Yanacocha. Chegamos a tentar o Áustria, mas depois de esperar uns 15 minutos para sermos atendidos (ok, possivelmente demos azar), falamos com um senhor e não curtimos muito. O Señorial é um hotel antigo, meio obscuro, mas o quarto em que ficamos (de frente, no terceiro andar), era bem razoável (colchões bons, tudo limpo, etc). O banheiro era coletivo, porém era tranquilo também (o hotel não estava cheio em outubro/2010). Por 80 bolivianos o quarto para duas pessoas (estávamos pela economia mesmo) foi um ótimo custo-benefício. As meninas que faziam a limpeza eram simpáticas e limpavam o quarto todos os dias. Tinha cozinha, o que era bem importante já que estávamos viajando fazia 6 meses e quase sempre fazíamos a nossa própria comida. Também preferimos aquela região da "Yanacocha", mais simpática e perto de tudo. Abs!
  8. Embrera, Valeu por responder minha msg... Então, chegando +- 13h (sempre aumento um pouco as horas por causa dos imprevistos) em Copacabana, se eu conseguir já chegar e já fazer direto esse passeio pra Isla do Sol (no caso só lado sul né?!?!, qt tempo demora esse passeio??) e voltar no mesmo dia, seria perfeito! A minha dúvida é saber se existe mesmo esse passeio saindo de tarde, sempre tem esse horário? e voltar depois pra copa é certo tb? tem horarios de volta mesmo??? Vale a pena conhecer mesmo a Isla né, nem que vá e volte, não precisando dormir lá e não ir paro o lado norte (caminhada)???? Acho que li em alguns tópicos que não tem como ir direto de Copacabana pra Cuzco, teria que passar por Puno primeiro, e se pudesse (tiver tempo) tentaria conhecer as Islas Uros até dar o horário pra pegar o bus pra Cuzco. Mas realmente tem direto de copa pra cuzco? O ideal acho que seria assim: chegar de la paz e e dormir em Copacabana. Sair bem cedo, no primeiro barco para isla del sol, conhecer por lá o que desse e voltar pra copacabana até +- 13h, já pegar o bus pra Puno, lá conhecer a Islas Uros e pegar lá pelas 21h/22h um bus pra Cuzco e viajar durante a noite. O foda que os horários dos barcos de ida e volta são horríveis, parece não querem ajudar os turistas, pow o 1° barco sai muito tarde pra lá e os horários de volta são ruins d+ tb! Com esses horários acaba que tem q ficar mais um dia pra fazer isso tudo, aí acaba que teria q viajar de dia pra Cuzco (perdendo um dia) Vc ou alguém aqui do tópico tem sugestão de como fazer pra tentar conhecer isso tudo econimizando tempo, sendo que chego +- 13h em copacabana ??? ahahahahaahaha vlw Olá Tiago_Ju A escolha é, claro, de vocês, mas acho que a coisa vai ficar bem corrida (e daí, se vocês não se importam, beleza), mas a viagem (de barco) para a Isla del Sol dura umas 2hs. Então se vocês saírem "bem cedo" para a Isla (que é cerca de 8h30min quando sai o primeiro barco) vocês vão chegar perto da 10h30min. Até dá pra ficar só no lado sul e pegar o barco pra voltar, mas acho que o mais legal , que é a trilha que vai do lado norte ao lado sul (ou vice-versa), vocês vão deixar de fazer. Caso vocês fizessem esse percurso (que leva 2hs aprox.) vocês chegariam no outro lado quase 13hs. Nós tivemos que esperar até às 15h30min para pegar o barco que voltava para Copacabana, chegando no fim da tarde lá. Não se esqueçam que estamos falando de Bolívia e aí os horários nem sempre são assim bem exatos, 15hs pode virar tranquilamente 15h30min-16hs. Quanto seguir de Copa para Puno ou Cusco infelizmente não saberíamos informar porque não fizemos este percurso. De qualquer maneira fizemos um relato sobre Bolivia (Mochilão Econômico: La Paz, Copacaba, Oruro, Potosí e Salar do Uyuni) então se der pra ajudar com alguma outra informação é só perguntar. Abraços
  9. Olá pessoal, desculpem-nos pela demora da resposta. Bom vamos lá: Juu_lb- quanto ao tempo de viagem de Uyuni a La Paz: Tomamos um trem de Uyuni às 23hs (aprox.) e chegamos em Oruro pela manhã, cerca de 7hs. Lá pelas 8hs pegamos um ônibus na rodoviária até La Paz e chegamos cerca de 12hs. Ao todo deve ser uma viagem de 12hs, tem a opção de ir de ônibus também, de Uyuni a La Paz. Possivelmente deve ser um pouco mais rápido. flaviobarreto- Tentamos encontrar o preço da passagem de La Paz a Santa Cruz mas não estava nas nossas anotações (falha nossa!) mas imaginamos que deve ser algo como 200 bolivianos. Quanto ao tempo de viagem, o ônibus saiu às 17hs de La Paz e chegou no dia seguinte às 7hs em Santa Cruz. O ônibus era um semi-leito bem normal. Esperamos ter ajudado. Qualquer dúvida, é só escrever. Arrumamos umas configurações em nosso perfil, então, responderemos com mais rapidez. Abraços,
  10. Ótima contribuiçao, Gabriella, gracias. Sim, a coisa do motorista é muito importante mesmo. No local onde tivemos que ficar parados por causa do problema do carro (antes de chegar à laguna blanca e verde) havia um grupo de turistas que estava esperando o motorista despertar de uma soneca pois o cara ter ficado a noite toda bebendo. Sinceramente, um absurdo completo. É bom tomar todas as precauçoes possíveis antes, né. Até a próxima Abraço
  11. Olá! Olha, nós fizemos um 3-4 semanas porque como estávamos viajando por 6 meses era impossível ficar muito pouco tempo em cada lugar (não tínhamos energia pra ficar mudando toda hora!). Mas acreditamos que se não tens muito tempo pode ser assim: - 4-5 dias em La Paz - 2 em Copacabana - nenhum em Oruro (não vale muito a pena...) - 2 em Potosí - 2-3 em Uyuni (dependendo do pacote que fizer para o salar) Claro, tem que levar em conta o horário de chegada e partida em cada cidade, além dos programas que pretendes fazer. Qualquer dúvida, escreva! Estamos à disposição Abs
  12. Uyuni Pegamos um ônibus de Potosí a Uyuni. Esses ônibus não saem da moderna rodoviária de Potosí, e sim de uma tal “parada Uyuni”, todos os taxistas sabem onde é. Caso queira, você ainda pode ir de coletivo. Chegamos à parada com as passagens compradas no próprio hostel La Casona, você paga um pouco mais caro, mas compensa porque não precisa pegar táxi até a parada para comprar. O lugar de partida é um conglomerado de escritórios de agência de ônibus, encontramos a nossa e nos decepcionamos ao ver um ônibus bem pequeno e apertado aparecer para nos levar. O pior de tudo é que tinha um cheiro de urina muito desagradável dentro dele e, como boa parte dos ônibus bolivianos, as janelas eram lacradas e não podiam ser abertas. Além do cheiro ruim, o calor era grande. A viagem durou em torno de sete horas – saímos às 11h e chegamos às 18h. Como de praxe, não havia banheiro no ônibus e tampouco na única parada que fizemos no trajeto . Mas se você passar um bom tempo na Bolívia, logo vai perder a vergonha de fazer as necessidades na frente de todo mundo, até porque não há outra opção nessas viagens. Ao chegar na pequena cidade de Uyuni, logo descolamos um hotel bem pertinho de onde o ônibus parou. Os preços ali em volta eram todos meio parecidos, e os serviços também pareciam muito semelhante. Depois de nos acomodarmos, fomos até a agência Colque (indicação do pessoal aqui do site) e tentamos comprar o passeio de três dias e duas noites saindo pelo salar do Uyuni. O preço inicial era de 665 bol/pessoa. Logo de cara, pedimos desconto e o atendente disse que faria por 600. Insistimos e choramos ainda mais, alegando que a entrada nos parques também era cara, que já era nossa última semana de viagem, que nossa grana estava acabando... Queríamos fechar o pacote por 500 bol/pessoa. Depois de muita negociação, o senhor que nos atendia pediu que voltássemos no dia seguinte, porque os maiores descontos são dados bem próximos da saída das excursões. No outro dia, penamos para encontrar um lugar barato para tomar café-da-manhã. Por fim, compramos alguns pães numa feira que se forma em frente ao terminal de trens e tomamos uma batida em umas tendas no centro. Depois disso, lá pelas 8h45m, voltamos à Colque e lá fomos atendido por outro funcionário. Com ele, conseguimos fechar o negócio por 500 bol./pessoa. Logo depois, fomos ao hotel e pegamos nossa tralha para levar até a agência. O passeio sairia à 11h. Separamos tudo que iríamos precisar – roupas, saco de dormir, protetor solar, óculos, água, etc. – e deixamos o resto do equipamento na agência, já que iríamos voltar para Uyuni. Nesse meio tempo, compramos nossas passagens de trem para Oruro (nossa intenção era ir até Oruro para pegar ônibus para La Paz). NÃO DEIXE PARA COMPRAR NA ÚLTIMA HORA. O único atendente é muito lerdo. É bem possível que você espere uma hora ou mais para ser atendido. Além disso, não esqueça seus documentos, eles só vendem as passagens vendo os documentos – identidade ou passaporte. Como não poderia deixar de ser, a saída para o passeio pelo Uyuni também atrasou. Cerca de 40m depois do combinado, saímos para visitar o cemitério de trens e seguimos para o salar. Estávamos em sete turistas e mais o motorista – além de nós,um casal de franceses, um casal de colombianos e um basco. O salar estava bastante seco e, pode crer, é uma paisagem arrebatadora. Fazendo pose no salar Fizemos várias paradas e terminamos o dia no abrigo da agência Colque. Nos serviram uma boa janta. Havia luz entre 19h e 23h e um chuveiro “quente” (ou seja, com sorte podia se tomar um banho morno). Nossos companheiros de quarto roncavam tão alto que resolvemos sair do quarto com nossos sacos de dormir e passar a noite deitados no piso do corredor do abrigo. Nos levantamos às 6h para seguir viagem. Passamos por vários pontos turístico. Os lugares eram sem dúvida incríveis, mas o ritmo da viagem era péssimo. Seguíamos no desconfortável carro, parávamos, fazíamos fotos e seguíamos. Assim se repetiu o dia todo. Nos pareceu uma heresia conhecer lugares tão legais de maneira tão superficial. Preferiríamos estar mais tempo em cada lugar, nem que tivéssemos que cortar pela metade ou até menos os pontos visitados. Formações rochosas psicodélicas Flamingos: eles estão por toda parte Chegamos no fim da tarde à Laguna Colorada. Lá é o ingresso do parque que seria visitado no dia seguinte. Ventava muito, porém mesmo assim fizemos a trilha que leva a um morro de onde se pode ver melhor a lagoa. Com a saída do sol e o forte vento, a noite veio fria – no entanto, poderia ser bem mais frio, segundo relatos de nosso motorista e de outros viajantes. A janta servida foi ótima (macarrão com molho de tomate, simples mas muito bom). E até serviram um copinho de vinho para cada um. Nessa noite, antes de dormir, nos certificamos de que havia outros quartos livres no abrigo. Quando os roncos começaram, nos mudamos sorrateiramente para um quarto vazio que encontramos aberto. Lutando pra ficar em pé contra o vento na Laguna Colorada No dia seguinte, despertamos às 5h. O pior não era levantar tão cedo, e sim saber que só tomaríamos café-da-manhã apenas dali umas 3 ou 4h. Um de nós estava péssimo, com um problema de estômago. Mas o motorista não queria esperar. Serviu um chá de coca e nos fez entrar na caminhonete. Não sei o porquê tanta pressa, já que poucas horas depois a caminhonete iria quebrar e acabamos sem poder seguir viagem do mesmo jeito. Nessas horas, eles dizem a gente precisa ser compreensivo, mas quando a gente precisa, eles não são nada compreensivos conosco. A caminhonete quebrou no meio do caminho para umas águas termais iríamos visitar. Alguns de nós seguiram em outros carros que paravam no caminho e outros seguiram na própria caminhonete, a cerca de 20 km/h por cerca de uma hora. Lá nas águas termais, disseram que em 40m viria outra caminhonete nos pegar. É claro que não acreditamos, e fizemos bem: a caminhonete só chegou duas horas depois. Não era só nós que tínhamos problemas. Outro motorista bebeu tanto na noite anterior que não conseguia seguir viagem. O turista que estava levando teve de ficar esperando o querido bebum dormir algumas horas ali até que se recuperasse. E mais: como a ressaca seguiu forte mesmo depois da soneca, quem precisou ir dirigindo foi o turista, enquanto o folgado motorista ia indicando o caminho. Como nos atrasamos devido ao problema no carro, seria impossível visitar o resto dos pontos previstos para esse terceiro dia de excursão. Assim, seguimos direto para Uyuni. O motorista nos confidenciou de que era um absurdo levar oito pessoas na caminhonete em que estávamos (sete turistas e o motorista). Deve ser devido a isso e à péssima manutenção do veículo – havia várias soldas e remendos feitos com arame na parte de baixo do carro – que nosso transporte quebrou. Ao chegar na agência da Colque, cobramos o reembolso de parte do passeio. Eles pagaram 100 bol./pessoa, o que é um valor baixo, já que tínhamos pago, além do passeio, as entradas para o parque que mal conseguimos visitar. No entanto, estávamos cansados, pegamos a grana e caímos fora. Tivemos azar nesse passeio? Não podemos dizer isso. Em um passeio como esse na Bolívia, tudo pode acontecer. Perdemos o terceiro dia de passeio, mas os anteriores foram dentro do esperado. Ao sair da agência, finalmente tomamos banho numa lavanderia que oferecia duchas para turistas, a cerca de uma quadra da estação de trens. Depois disso, fomos com um amigo que tínhamos conhecido no passeio até uma pizarria. Iríamos os três pegar o trem. Comemos e fizemos hora ali e depois na estação. A partida estava prevista para a meia-noite. O trem não atrasou. Fomos na classe “salón” (a mais econômica) da empresa Expreso del Sur (esta costuma ter melhores recomendações do que a Wara-Wara). O salón custa metade da passagem da classe “ejecutivo” e seus bancos são relativamente confortáveis, mas o ar condicionado não funciona direito – precisamos usar os sacos de dormir nessa noite. A viagem foi tranqüila, apesar do frio. Nosso amigo foi no vagão “ejecutivo” e disse que lá o ar condicionado estava ok e que ainda davam mantas para os passageiros, apesar de os assentos não serem muito largos e uma senhora meio bolofa ter sentado ao seu lado, tornando a viagem bastante desconfortável. Chegamos perto das 7h da manhã em Oruro, conforme o previsto. Ao chegar já tomamos um táxi rumo a rodoviária para pegar o ônibus à La Paz. Há vários horários para La Paz, pegamos o que sairia mais próximo, às 8h. Foi uma viagem bastante agradável, tranqüila. Chegamos no nosso destino ainda pela manhã. Depois disso, tivemos que seguir viagem separados, um para o Peru, outro para o Paraguai. Mas isso já é conteúdo para outro relato. Esse acaba aqui. Espero que ajude futuros viajantes. Qualquer dúvida, pergunta aí! Abraços! Dicas e Custos - Ônibus Potosí -Uyuni: 33 bol./pessoa, comprado direto no hostel La Casona. - Táxi do hostel La Casona para Parada Uyuni: 10 bol. - Diária em hotel (ainda vou lembrar o nome): 60 bol. (30 bol./pessoa) :'> Pontos positivos: - Bom atendimento - Próximo da rodoviária Pontos negativos: - Banheiros pouco limpos - Chuveiro pouco quente - Passeio de três dias e duas noites a partir de Uyuni: 500 bol./pessoa na agência Colque. Outros companheiros de viagem pagaram preços entre 530 bol./pessoa e 560 bol./pessoa. - Entradas da Isla no salar do Uyuni: 15 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte). - Entradas no Parque Nacional (Laguna Colorada): 150 bol./pessoa (apesar de fazer parte, não está incluído no valor do passeio, é preciso pagar à parte). - Trem de Uyuni para Oruro: 56 bol./pessoa na classe “salón”. Confira dias, horários e preços nesse endereço: http://www.fca.com.bo/contenido.php?seccion=2&subseccion=41 VÁ COM TEMPO DE SOBRA PARA COMPRAR, já que o atendimento é demorado. Se você deixar para comprar em cima da hora de sair para o passeio, é bem provável que você se atrase. Leve um saco de dormir ou casaco pesado, pois pode fazer frio à noite. - Táxi do terminal de trem para o terminal de ônibus de Oruro: 12 bol. (4 bol./pessoa). - Passagens de ônibus Oruro - La Paz: 23 bol./pessoa + 1,50 bol./pessoa de uso do terminal. Vamos repetir o que vimos em outros fóruns sobre Uyuni: leve óculos escuros, sacos de dormir, roupas confortáveis (às vezes faz bastante calor durante o dia), lanches e água. Tenha paciência com possíveis percalços de viagem. A Bolívia tem uma estrutura turística muito precária e muitas vezes a população não compreende as necessidades dos viajantes. No entanto, respire fundo, tente compreender o próximo e curta as maravilhosas paisagens que você irá conhecer. Esqueça os problemas e viva a aventura!
  13. Potosí O ônibus partiu da rodoviária de Oruro com os já habituais problemas de atraso. Diferente das outras viagens bolivianas, essa parecia seguir sobre estradas planas, sem as tão comuns e sinuosas subidas e descidas de morros. No entanto, foram nessa 4h de viagem que vimos o mais grave acidente em rutas bolivianas. Um carro vinha em nossa direção, a cerca de uns 500 metros, nossa ônibus numa reta, o carro numa curva em descida. Vimos um bando de lhamas bem no meio da estrada, mas o carro talvez não o tenha percebido ou estivesse em velocidade alta demais para desviar. O fato é que o motorista perdeu o controle, passou patinando no meio do bando sem acertar nenhum animal, e caiu para fora da pista levantando uma nuvem de poeira branca. Ainda pudemos ver o carro capotar incontrolável no meio do pó. Como não é costume dos bolivianos usar cintos de segurança, os acidentados provavelmente agora estão mortos ou paraplégicos. Nosso motorista não titubeou: seguiu viagem como se nada tivesse acontecido, e nem ao menos diminui a velocidade ao passar pelo carro acidentado. Os outros passageiros continuaram a assistir ao filme japonês que passava na televisão do ônibus, como se aquilo que passara ali fora não tivesse a mínima importância. “Talvez a vida aqui não valha absolutamente nada”, foi esse o pensamento que remoemos com tristeza e medo durante todo o resto do caminho. Ao chegar na moderna rodoviária de Potosí, rumamos num táxi para a plaza Simon Bolívar, conhecida por ser ter vários hotéis baratos em seu entorno. Conseguimos um preço melhor da corrida, pois uma dupla de holandeses também foi no táxi. O primeiro local que procuramos foi o RESIDENCIAL SUMAJ (C. Gumiel, 12 em frente à plaza). Além de um atendimento desleixado, o hostel estava vazio, dando um clima depressivo. O local não era de todo ruim, mas ao “mirar” o banheiro resolvemos procurar algo melhor. Acabamos seguindo para nossa segunda opção, o HOSTEL LA CASONA. Gostamos do local e resolvemos ficar (mais informações sobre esse hostel abaixo). Cozinhamos quase todos os dias no hostel mesmo. Como a cozinha só abria às 14hs (antes disso o staff utiliza para preparar o café da manhã e o almoço deles próprios))improvisávamos uns sanduíches e deixávamos para a noite uma refeição mais reforçada. As compras fazíamos ou no mercado municipal, que é bem próxima da Plaza 10 de Noviembre ou no supermercado SuperSur (esquina das ruas Periodista e Milares. Preços muito parecidos com os do mercado popular, exceto as frutas e verduras, muito mais caras). Fomos duas vezes na Confeitaria Santa Clara (Pasaje Boulevard, 33), onde comemos salteña de carne (gostosa) e uma llaucha (um salgado típico boliviano – não muito bom, pouco recheio e seco), além de bebermos uma (super) taça de café preto e uma coca-cola pequena. Fizemos algumas caminhadas pela cidade, há várias ruelas interessantes para se ver num fim de tarde. Ficamos na praça acompanhando o movimento dos transeuntes. Não chegamos a ir em nenhum museu nem fazer o passeio para as minas. Gostamos bastante da cidade, bonita, clima agradável (à noite é bem fria), nos lembrou Sucre em menor escala. Ruelas de Potosí com Cerro Rico ao fundo Catedral ao lado da Plaza 10 de Noviembre Dicas e custos: - Hostel La Casona (C. Chuquisaca, 460): 80 bol. quarto para duas pessoas, com banheiro coletivo :'> Pontos positivos: - Café da manhã gostoso (dois pães, manteiga e geléia, um copo de suco Tampico e uma taça a escolher: café preto, café com leite ou chá) - Banheiros coletivos bons e chuveiro farto e quente - Local bonito (construção antiga bem bacana) - Clima agradável, fácil de encontrar pessoas para trocar idéias - Ambiente propício para o descanso (apesar de ter bastante turistas) - Estabelecimento disponibiliza lavanderia, sessões de cinema no fim da tarde e excursões para as minas e outros locais – tudo pago à parte (não utilizamos nenhum desses serviços, logo não podemos opinar sobre a qualidade de cada um) - Boa localização (a uma quadra e meia da praça principal) - Cozinha ampla com geladeira Pontos negativos: - Falta de água por várias horas no primeiro dia - Péssimo sinal de internet (caía a cada minuto impossível fazer download ou upload), com muita sorte era possível ver os emails e ler algumas notícias - Cozinha aberta para hóspedes apenas a partir das 14hs Avaliação final: agradável e razoável custo-benefício. Voltaríamos, desde que não precisássemos usar a internet. - Lanche na Confeitaria Santa Clara (Pasaje Boulevard, 33): taça de café (grande) + coca-cola pequena + salteña carne + laucha = 11 bolivianos.
  14. Que bom que tu estás curtindo! É, achamos que o importante, ao menos para contar aqui no site, é a história em si e não os personagens, certo?! Apesar de que dá pra saber bastante da gente só pelas escolhas (trajetos, custos, lugares, opiniões, etc) que vamos fazendo pelo caminho. Acreditamos realmente que esse relato (assim como outros pitacos que damos por aqui) pode ajudar a vida de muitos mochileiros, como outros nos ajudaram e nos ajudam. Até a próxima! Abs
  15. Os Estrangeiros

    La Paz

    Vou deixar, rapidamente, o relato do percurso La Paz-Lima de ônibus, caso alguém tenho interesse em fazer. Comprei passagem para Lima na rodoviária de La Paz para às 8h30min do dia seguinte, pela empresa Nuevo Continente no valor de 450 bolivianos o ônibus cama , o semi-cama era 380 bolivianos. No dia da partida, quase perdi o ônibus pois cheguei 8h25min e estava quase saindo. Viajamos 2hs até a cidade de Desaguadero, lá paramos para fazer os trâmites de saída da Bolívia. A cidade é um caos, gente e mercadorias para tudo quanto é lado. Essa parte feita é preciso cruzar uma ponte (nessas alturas, a sua bagagem está sendo levado pela empresa até o outro lado da fronteira, no peru). Chegando do outro lado, tive que encarar uma longa fila onde demorou uns 30min para pegar os papéis de entrada. Depois disso, fomos instruídos a procurar a empresa Civa, pois esta que faria a segunda parte da viagem - até Lima. Após mais um pouco de confusão, eu e outra turista que estava no mesmo ônibus, fomos até tal empresa e apresentamos nossas passagens. Fomos informadas de que o ônibus sairia da rodoviária (mais ou menos distante 1km do centrinho) dali uma hora. Após embarcamos nesse segundo ônibus, a viagem seguiu tranquila. Na tarde, lá pelas 16hs, foi servido um lanche (bolacha recheada, um saquinho de batata Lays e um suco de caixa pequeno). É importante lembrar que quem curte algo diferente disso, além de água mineral (sempre bom ter à mão), tipo um sanduíche ou uma fruta é bom ou comprar em La Paz ou em Desaguadero (se conseguir apesar da confusão) porque os locais onde o ônibus pára não oferem variedade. Á noite foi servida a janta, bem gostosa: macarrão à bolognesa. Depois de uma noite de viagem, paramos pela manhã num restaurante, onde tinham uns banheiros, porém como era muita gente querendo usar, ficou um pouco difícil. Nesse local era possível comprar algo para beber ou comer. Depois dessa parada, deram um cachorro-quente, bem simples, além de um pequeno pacote com bolacha recheada. A chegada em Lima estava prevista para ás 11h30min, contudo só "atracamos" em Lima às 15hs. Não entendi o atraso pois não houve nenhum imprevisto na viagem. No final, tudo certo, a viagem apesar de longa e cansativa foi tranquila. O ônibus era bastante confortável. Qualquer dúvida, é só perguntar. Abs
  16. Oi Guilherme! Imagina, vamos postando conforme vamos terminando de escrever cada etapa, é muita informação. Logo, logo sai do forno Potosí e Uyuni. Estamos na estrada sim. Depois de sobrevivermos à Bolívia, um rumou para o Paraguai e outro para o Peru, nos reencontraremos em breve. Abraços
  17. Oruro Como a idéia era seguir para o Salar, ficamos tentados a ir parando em algumas cidades do caminho. Nossa primeira escolha foi mesmo Oruro. Saindo de Copababana tomamos um ônibus para La Paz às 10h30min (com um atraso normal de 15min) que saía da praça Sucre, compramos as passagens 30min antes. Na viagem, tudo certo, chegamos em La Paz cerca de 13h30min e já fomos em um guichê e compramos passagem para Oruro, com saída marcada para às 14h30min. Só deu tempo para ir numa padaria próxima pegar uma Coca-cola “fria” (quente), algumas empanadas de queijo e seguir para o próximo ônibus. Nesta viagem sofremos com o calor, porque era a hora mais quente do sol e o ônibus fervia, estávamos em um banco onde havia uma divisão de janelas, logo apenas os vizinhos da frente e de trás poderiam abrir seus vidros. Os bolivianos de modo geral são bem friorentos e quando viajam deixam os vidros todos fechados, o que dá uma sensação de claustrofobia e abafamento, ainda mais nesses ônibus em que não há ar-condicionado e sistema de ventilação. Estávamos um pouco aliviados que aquela “janela” do teto estava aberta, assim circulava um pouco de ar, mas em um dado momento uma senhora pediu para o “funcionário” do ônibus que fechasse, nós ainda tentamos solicitar para que ele deixasse ao menos um lado aberto, mas nada, no melhor estilo “educação boliviana de tratar turistas” fez que não era com ele e virou as costas. Nós ainda gritamos que estávamos falando com ele, mas ele nos ignorou com toda pompa e má-educação. Nós com raiva tivemos que agüentar ainda mais umas 2 hs de viagem abafada. Chegamos em Oruro depois de 3h30min de viagem, já no fim da tarde. Com um endereço de um hostel em mãos (RESIDENCIAL SAN SALVADOR, C. Velasco Galvarro, 6325 esq. C. Murgula, fica próximo à estação de trem), pegamos um taxi e fomos até o local. Pedimos por um quarto para duas pessoas com banheiro compartilhado. A mocinha apenas (como quase todos as/os recepcionistas dos lugares que passamos na Bolívia) nos alcançou a chave de um dormitório e disse para darmos uma olhada. O quarto era terrível (e olha, não somos muito exigentes não), mais parecia um cativeiro: tão pequeno que só cabia a cama e um espaço para abrir a porta, além de uma pequena janela (que dava para o corredor) e que estava estragada, não fechava. Informamos a recepcionista do estado do quarto mas ela apenas lamentou, disse que não havia outro com banho compartido, sequer nos ofereceu um com banho privado por um preço amigo. Desistimos dali e continuamos a caminhar pela rua Velasco Galvarro. Depois de perguntar em mais 2 ou 3 locais (que ou estavam lotados ou eram muito caros) acabamos ficando no RESIDENCIAL SAN MIGUEL na C. Sucre (na altura da C. Potosí) À primeira vista, contando que já era quase 19hs da noite e estávamos cansados de tanta viagem, parecia ser um lugar “habitável”, contudo, depois de nos instalarmos só víamos mais e mais defeitos (comentários sobre o local, abaixo). Enfim, depois de tudo isso, no dia seguinte, resolvemos procurar algo que oferecesse um melhor custo-benefício, porém o local que mais nos agradou (RESIDENCIAL GLORIA) se mostrou um tanto confuso quanto às informações de estar ou não disponível (num dia fomos atendidos por uns senhores que disseram que na manhã seguinte poderíamos chegar que teria vaga. Na manhã seguinte, para confirmar passamos no local e fomos atendidos por uma senhora que dizia que eles não estava recebendo ninguém, até o próximo mês. Vá entender...). Como pretendíamos ficar apenas aquele dia e seguir viagem no dia seguinte bem cedo, achamos que não valia a pena passar a maior parte do tempo procurando hospedagem, e nos rendemos, ficamos no local onde estávamos. Não exploramos muito a cidade, nos resumimos mais ao centro, próximo às praças mais principais, então ficaria difícil dizer o que achamos da cidade. Como tínhamos alguns trabalhos pendentes também precisávamos de internet, acabamos ficando várias horas em um lanhouse grande, localizada na esq. das ruas Doria Galvarro com Bolívar, em frente a Plaza da Entel. Um dia tomamos café da manhã no Mercado Municipal da cidade que fica a poucas quadras da Plaza 10 Febrero. Local bem agradável, fomos atendidos por uma senhora boliviana bem querida, que nos deu várias dicas sobre Oruro, o que visitar, etc. No fim da tarde retornamos e pedimos o clássico pastel de queijo + api, tudo gostoso e atendimento bacana novamente. No dia seguinte, seguimos para o Terminal de ônibus, pois havíamos comprado passagem (no dia anterior) para Potosí com saída ás 7h30min. Dicas e custos: - Ônibus de Copacabana para La Paz: 15 bol/pessoa. - Ônibus de La Paz para Oruro: 23 bol/pessoa + 2 bol/pessoa de uso terminal - Hora internet (esq. C. Doria Galvarro com Bolívar): 3 bol. - Café da manhã no Mercado Municipal: uma taça de Toddy, outra de café preto, dois sanduíches com ovo frio, tomate e maionese = 10,5 bol. - Lanche da tarde no Mercado Municipal: pastel de queijo (frito na hora) + api = 6 bol/pessoa. - Residencial San Miguel na C. Sucre (na altura da C. Potosí): 70 bol o quarto para duas pessoas, com banheiro privado. :'> Pontos positivos: - A ducha (apesar do box ser apertado) era quente e farta Pontos negativos: - Banheiro sem luz - Cabo da televisão vinha pela janela do banheiro e ficava flutuando no ar até conectar na TV, por isso, a janela do banheiro não podia ser fechada e quando estávamos escovando os dentes tínhamos que “driblar” o tal fio - Imagem da televisão ruim, apesar de ser “cable” - Colchão era velho de uma forma que quando dormíamos mais parecíamos estar em uma montanha, cheia de altos e baixos. - Atendimento ruim: recepcionistas, além de serem ríspidos, assistiam televisão em volume máximo até a meia noite, importunando os hóspedes que queriam descansar. Avaliação final: recomende apenas para os seus piores inimigos!
  18. Copacabana Tomamos um táxi até o Cemitério de La Paz. Logo que descemos avistamos algumas pessoas anunciando ônibus para Copacabana. Fomos até um homem que trabalhava para uma empresa e este nos informou o preço e disse que o próximo ônibus sairia às 12h30min (era 11hs). Nos certificamos de que teríamos assentos marcamos (coisa bem importante na Bolívia) e compramos as passagens. Ficamos na salinha da empresa, sentados junto com a bagagem. Um de nós saiu pelas ruas para comprar alguns lanches para comer durante a viagem (tempo previsto para chegar até Copacabana: 3h30min). Munidos de pães e chocolatada “Pil” entramos no horário correto no ônibus. Como de praxe, houve um atraso de 15-20min até a saída. O ônibus ainda parou em El Alto (município vizinho de La Paz) e pegou mais vários passageiros, completando a lotação. A paisagem, quando vai se aproximando de Copacabana, é realmente muito bela, sendo possível avistar o Lago Titicaca. Em um determinado momento da viagem, o ônibus parou e do nada algumas pessoas (locais) se postaram no corredor para descer. Bom, pensamos “vai ver é uma cidadezinha qualquer e essas pessoas vão ficar por aqui mesmo”. Mas não, após alguns passageiros descerem, subiram 2 ou 3 policiais e disseram que TODOS deveriam descer. Nós, sem saber o que estava acontecendo, descemos. Outras duas meninas turistas que também estavam no ônibus perguntaram para os policiais o que estava acontecendo e estes explicaram que o ônibus iria fazer a travessia do lago na balsa e que nós e os outros passageiros deveríamos tomar um barco para chegar até a outra margem. Indicou onde ficava a bilheteria (claro, teríamos que pagar pela travessia, apesar de ninguém ter nos avisado isso quando compramos a passagem de ônibus) e a saída dos barcos. Fomos até ali, compramos os tickets e seguimos para o outro lado do lago. Após chegar, ainda pedimos informação sobre o local em que o ônibus iria parar e pegar novamente os passageiros. Assim, meio perdidos subimos novamente no ônibus e depois de 30min estávamos na tão falada Copacabana. Ao chegarmos na cidadezinha, um de nó se pôs a procurar hotéis enquanto o outro ficava na praça cuidando das bagagens. Era uma luta encontrar hostals e hotéis com alguém na recepção (em Copacabana, eles simplesmente abandonam a recepção dos hotéis e deixam que o turista adivinhe se há vagas e os preços dos quartos). Nos hotéis em que alguém nos atendeu, os preços não variavam muito, 70 bolivianos para o quarto matrimonial com banheiro e tevê a cabo, e 50 bolivianos para o quarto sem banheiro e sem tevê. Nenhum deles disponibiliza cozinha. A única opção diferente que encontramos, mais barata e com cozinha (pequena e um pouco desorganizada, é verdade, mas ainda assim satisfatória) foi o HOTEL EMPERADOR (preço, localização e mais detalhes logo abaixo). É um hotel bastante simples, mas limpo e com bons banheiros. Além disso, por incrível que pareça, havia sempre alguém simpático na recepção. Fizemos dois passeios muito bons em Copacabana: a subida do Cerro Calvário e o trekking que liga o lado Norte ao lado Sul da Ilha do Sol. O Cerro Calvário, como sugere seu próprio nome, é um monte em que estão marcadas as estações do calvário de Jesus Cristo. Acreditamos que o local deve ser usado para procissões em datas especiais e festas religiosas. Segundo informações do centro turístico de Copacabana, o morro tem cerca de 160 metros. Sinceramente, olhando ali de baixo parece ter bem mais que isso, e continuamos acreditando que deve ter mesmo. A sinuosa subida demora cerca de uma hora para ser vencida e é bastante cansativa em virtude da altitude (o topo do cerro está a 3970 metros acima do nível do mar). O lugar tem ares de paz e peregrinação, e um de nós até levou uma vela e acendeu para a Virgem de Copacabana. Agora, se você é cético e não está nem aí para essas coisas, curta essa trilha e tudo que ela pode te oferecer: grátis, paisagens magníficas, muita contemplação e silêncio. Já no meio da subida há um maravilhoso mirante onde se vê o Titicaca e suas ilhas. A vista do topo também não fica para trás, é encantador estar diante daquele infindável lago de águas azuis. Vale muito a pena. Vista de Copacabana a partir do Cerro Calvário Para a Ilha do Sol, tomamos um barco às 8h30m e, após cerca de duas horas, atracamos no lado norte da ilha. É fácil encontrar a trilha e rumar para o lado sul, onde os barcos que voltam para Copacabana saem às 15h30m. A trilha demora cerca de duas horas para ser percorrida. A paisagem é bastante bonita, mas nada de muito espetacular. Recomendamos para quem curte trekkings e caminhadas. Também tome muito cuidado com os achacadores nessa ilha. Conforme nos informamos aqui mesmo no mochileiros.com antes de ir, há muita gente com recibos falsos tentando cobrar a entrada na ilha e nas suas comunidades. Há três “pedágios” básicos, ao chegar, no meio da trilha, e na entrada para o lado sul. Cada um cobra cerca de 5 bolivianos, mas não temos bem certeza do valor porque não pagamos NENHUM deles. Essa cobrança é ilegal, além de ser um desrespeito com os turistas. O dinheiro não vai para a comunidade, e sim para os caras-de-pau que fazem a cobrança. Passe reto e nem dê atenção aos cobradores, eles não tem a quem recorrer, já que estão fazendo algo ilegal. No lado sul, enquanto descansávamos depois da trilha, víamos os barcos chegarem e duas cholas cobrarem indevidamente os turista, que faziam fila para pagar. É tão falsa a cobrança que alguns barcos chegavam enquanto as cholas estavam ocupadas cobrando outros, então os turistas desciam numa boa, sem ninguém lhes cobrar nada. Depois das cobranças, vimos que as cholas compravam com o dinheiro recebido refrigerantes e salgadinhos e faziam um piquenique em frente ao lago rindo da cara dos turistas. Cholas em ação! Dicas e custos: - Táxi da C. Yanacocha em La Paz até o Cemitério: 12 bol. - Ônibus para Copacabana (saindo do Cemintério): 15 bol/pessoa, 3h30min de viagem - Lanche nas proximodades do cemitério (empanadas e chocolatada): 7 bol. - Tickets para pegar um barco e atravessar o lago: 1,5 bol/pessoa. - Diária no Hotel Emperador (C. Murillo, 235) em quarto matrimonial com banheiro coletivo: 15 bol/pessoa (com desconto, preço original 20 bol/pessoa). Se você chegar de ônibus, basta atravessar a praça em frente à parada de ônibus e virar a direita onde há uma grande igreja. Caminhe umas quatro ou cinco quadras e logo chegará ao hotel, que fica do lado esquerdo da rua. :'> Pontos positivos: - Excelente preço - Recepcionista simpático, mostrou os quartos e ainda negociou o valor original - Ambiente (quarto principalmente) limpo - Disponibiliza cozinha, apesar de pequena Pontos negativos: - Um pouco distante do “centrinho” (mas ainda bem possível de se ir caminhando) - Sem internet e café da manhã - Cozinha não possui geladeira Avaliação final: Honesto, ótimo custo-benefício! Barco para Ilha do Sol: - Há desconto para quem compra ida e volta ao mesmo tempo, sai por 20 bolivianos por pessoa. - O barco saiu às 8h30m de Copacabana, descemos no lado norte e tomamos o barco de volta no lado sul às 15h30m. - Leve protetor solar, roupas leves para a caminhada, água e lanche.
  19. Este mochilão faz parte de uma viagem maior que estamos fazendo, a trabalho, pela América do Sul. Resolvemos tirar umas “férias” e conhecer um pouco mais do oeste boliviano Nosso objetivo é compartilhar informações principalmente com viajante duros como nós, ou ainda com aqueles que ficam sempre adiando os planos de viagens com a desculpa de que não têm grana. Estamos copiando descaradamente o modelo de organização de um relato que lemos da Maria Emília, editora aqui do Mochileiros.com, pois achamos muito prático. Valeu Maria Emília (e outros mochileiros, claro) seus relatos e dicas estão nos ajudando muito, você é uma inspiração para nós!!! Bom, agora vamos ao que interessa: La Paz Chegamos em La Paz de ônibus, vindo de Cochabamba. Optamos por um ônibus semi-cama. O ônibus era realmente bom, apesar do motorista ter demonstrado ser muito pouco educado e desrespeitoso. Depois de alguns passageiros reclamarem de atraso (e o ônibus estava realmente parando mais do que devia), o tal motorista parou num pedágio e pediu para um policial interrogar os passageiros, pois, segundo ele, estávamos forçando-o a ultrapassar o limite de velocidade (o que era uma grossa mentira). Ok, hora de respirar fundo: não desanime, percalços assim são comuns na Bolívia, e sinceramente não sei se algo parecido não iria ocorrer se optássemos por outra companhia. Nessas horas, o melhor é desfrutar das boas poltronas e da linda paisagem. Foram cerca de 9 horas de viagem. Havíamos duas opções de estadia baratas, as duas muito próximas entre si, na rua Yanacocha. Sempre visando a economia, fomos a pé até o HOSTAL ÁUSTRIA e ao HOSTAL SEÑORIAL. São cerca de 15 minutos de caminhada a partir do terminal de ônibus, a altitude e o peso das bagagens tiram o fôlego é certo, mas não mata ninguém. Chegando lá, um hostal era na frente do outro. Acabamos optando pelo Señorial, pois a cozinha era melhor. Pegamos um quarto que tinha janela para frente do hotel, o que foi bom pela luminosidade e ruim pois há noite (cerca de 21-22hs) era um pouco barulhento. No outro dia, fizemos uma pesquisa para encontrar algo mais em conta, caminhamos um pouco pela parte central da cidade mas ainda assim o Señorial continuou sendo um ótimo custo- benefício e resolvermos permanecer nele. Tenha em conta que é raríssimo encontrar alojamento com cozinha nessa cidade, e é bastante importante para nós que estamos viajando há bastante tempo (e estamos cansados de comida de restaurante), além do fato de que preparar as próprias refeições é uma ótima forma de economizar. Não há supermercados próximos dessa zona. Apesar disso, há o Mercado Lanza, a cerca de quatro quadras do hotel Señorial. Este é um grande mercado popular no qual você pode tomar café da manhã por preços econômicos e comprar o que necessita para cozinhar. Como não há etiquetas em nenhum produto, muitas vezes os comerciantes querem lucrar em cima dos gringos e acabam fazendo preços mais altos. Não se aborreça, a regra é clara: pesquise o mesmo produto em várias tendas e pechinche. Um dia, por estarmos próximos, fizemos compras no HiperMaxi (na C. Rosendo Gutierrez, a duas quadras da Aniceto Arce), mas no resto foi tudo no Mercado Lanza mesmo. Nossas refeições eram simples, como massa à bolognesa, risoto (com arroz normal, do jeito mais simples possível), arroz com bife, arroz com proteína de soja, sopa instantânea, massa com atum, etc. Para café da manhã comprávamos (e armazenávamos na geladeira da cozinha do hotel) leite, manteiga, queijo, ovos e íamos nos organizando todas as manhãs. De lanche costumávamos ter sempre frutas (banana, maçã, laranja, bergamota, etc), além de pão, chá. Um de nós acabou de apaixonando pelo api, uma bebida bastante tradicional e popular na Bolívia, a base de uva e farinha de milho (pelo menos foi o que nos pareceu). Na calle Comércio, nº 1057 (a meia quadra da Plaza Murillo) há o Wist’upiku, um espaço mais refinado que serve api, pastel de queijo e ótimas empanadas (a de charque foi inesquecível). Se você for mais despreendido de luxos, vale a pena provar o api de um botequinho bem modesto, mas delicioso e cheio de bolivianos. Fica na C. Indaburo, ao cerca de cem metros da casa da cruz verde que fica na esquina com a C. Jaén. No último dia em La Paz (quando já não tínhamos mais nada para comer em nossa “despensa”) tomamos café da manhã em uma saltenãria, localizada na C. Yanacocha (na quadra que fica entre as C. Potosí e Comércio, do lado direito da rua para quem está subindo). Café completo, por um preço baratíssimo, com torradas, bolachas água e sal, manteiga, geléia, ovo mexido e uma bebida a escolher (café preto, com leite ou chá). Outro local possível também é no próprio Mercado Lanza onde há várias tendas com café, lanches, sucos, etc, todos com preços bem populares. Para quem viaja com laptop, encontramos (depois de muito procurar) duas opções de wi-fi, os cafés Alexander (esq. calle Socabaya e Potosí) e Sol Y Luna (calle Murillo, 999). Não sei porquê, o maldito sinal do Alexander não conseguia acessar o Mochileiros.com, tampouco o Banco do Brasil. No entanto, de resto era ok. O Sol Y Luna acessava esses sites tranquilamente. Ambos são cafés destinados a turistas (o Alexandre também parece ter muitos executivos), por isso os preços são acima da média boliviana. Recomendamos para quem está viajando com o orçamento mais folgado ou para quem necessita de wi-fi. Outra opção que se mostrou bem econômica foi uma lanhouse, próxima ao nosso hotel. O local era na calle Comercio (vindo da Plaza Murillo, logo depois da Yanacocha, do lado direito da rua), tipo em um shopping. Basta tomar elevador até o 3 º andar. A hora é barata e a velocidade é relativamente boa. Numa das noites, nos aventuramos no bar Ojo de Água (C. lllampu, 965) lugar que parece ser um ponto de encontro cultural pacenho. Além de nós, havia mais alguns poucos turistas, a maioria do público é composta de locais. Na noite em que fomos, havia uma competição de grupos de danças típicas. Tudo bastante simples, porém muito bonito e feito por pessoas dedicadas. A cerveja é servida com um pequeno prato de folhas de coca para ir mascando junto do trago. Muito bom. Dos museus que visitamos, tivemos uma ótima surpresa com um deles e entramos numa fria em outro. A fria foi o Museu da Coca (C. Linares, 906). Não queremos desestimular ninguém que quer visitar, mas realmente não nos agradou. O espaço é pequeno, muito pouco visual (mais coisas para ler do que ver), e a exposição em si parece mais uma grande colagem de trabalhos escolares, com direito a fotos de revistas coladas com fita adesiva, do que um museu propriamente dito. Por outro lado, o Museu dos Instrumentos musicais é radicalmente diferente. Há uma variedade enorme de instrumentos, alguns bastante comuns, outros raros, muitos exóticos. A cada sala, a música muda. Além de uma infinidade instrumentos bolivianos, há também uma sala dedicadas a instrumentos de diversas partes do mundo. Não é recomendado apenas para fissurados em música, e sim para todos, afinal a música é uma das dimensões humanas. Aliás, a C. Jaén por si só já um local interessante, que vale a visita. Durante nossa estada em La Paz fizemos 2 passeios: primeiro o monte Chacaltaya e no dia seguinte o sítio arqueológico de Tiwanaco. Em ambos, foram acertados pela agência do Hotel Torino, seguindo as dicas aqui do site, nem fizemos pesquisa entre as agências, fomos direto na Torino e não nos arrependemos, o pessoal foi bem simpático e confiável e ainda, por estarmos em duas pessoas, fazendo dois passeios, nos deram descontos. Seguindo o esquema que se repetiu nos dois dias de passeio, uma van passou em frente ao nosso hotel cerca de 9hs da manhã e seguimos até o Chacaltaya. No caminho paramos para tirar algumas fotos de La Paz e mais adiante num botequinho para mantimentos e lanches (no caso de que não havia levado), mas atenção, os preços eram bem superiores, então é bem importante levar já o lanche de La Paz (água, bolachas, sanduíches, chocolate, frutas, etc). A van sobe com certa dificuldade a estrada íngreme até chegar em uma espécie de “acampamento base” onde todos descem, podem ir ao banheiro, pagam suas entradas e iniciam a caminhada até o topo do Chacaltaya. O "acampamento-base" visto de cima A caminhada inicial é bem puxada, pois, apesar de não ser muito longa, é bem íngreme, o que torna tudo mais difícil, ainda mais a 5.000m de altitude. Muitas pessoas paravam (nós inclusive) para respirar e recuperar o fôlego. O dia estava bem bonito e apesar do frio, havia sol. Depois de se chegar ao primeiro ponto, o grupo segue para o segundo (um grupo de brasileiros que conhecemos no hotel disse que no grupo deles, muitas pessoas nem conseguiram seguir adiante), ainda mais alto, porém com um caminho um pouco mais plano. A vista lá de cima é algo recompensador, vale muito a pena o sacrifício. Na volta, quando estávamos descendo, começou a nevar. O frio era intenso, porém a neve deu todo um charme, algo inédito para nós. A segunda parte da caminhada no Chacaltaya No acampamento, já com todos lá embaixo, havia, para quem quisesse e pudesse pagar, chá de coca, chocolate quente, sanduíche e sopa, a preços um pouco acima da média. Tomamos um chá de coca para recuperar nossas forças, comemos uns pães e chocolates que havíamos levado e seguimos viagem com o grupo até o Vale de La Luna. O Vale consiste de formações geológicas que nada mais são (segundo a explicação do guia) do que o resultado de milhares de anos da ação da chuva sobre solo. O local é relativamente organizado (os banheiros são limpos, as trilhas são bem demarcadas, etc). Fizemos, por estarmos com pouco tempo, a trilha mais curta (de 20min) ao invés da trilha completa (cerca de 45min). No fim das contas foi até melhor, pois não achamos o local “lá essas coisas”, além do mais estava todo mundo bem cansado da caminhada no Chacaltaya. Quando já era quase 16hs, retornamos e a van deixou todos, como combinado, na C. Sagárnaga. No dia seguinte, já tínhamos agendado o passeio para Tiwanaco. Dessa vez, pegamos a van e quase na saída da cidade trocamos para um microônibus, maior e bem mais confortável. A estrada até as ruínas é bem pavimentada e a viagem segue tranqüila por cerca de 1h30min, quase 2hs. No ônibus mesmo, pagamos para o guia (uma figura ímpar) o ingresso do local. Este passeio dividiu opiniões, pois um de nós gostou bastante e outro detestou. Acreditamos que no final das contas o que interessa é o gosto da pessoa por esse tipo de assunto. Primeiramente, visitamos dois museus, um com artefatos e reconstituição da história dessa antiga civilização; o outro, ainda em construção, com o maior monolito encontrado no parque. Nosso pícaro guia explicava tudo muito bem e era bastante engraçado. Seguimos então para o parque de Tiwanaco, onde estão localizadas as ruínas. Para entrar, estrangeiros pagam 80 bolivianos, enquanto habitantes locais pagam apenas 10 bolivianos – coisa que, sob nosso ponto de vista, é uma estúpida forma de discriminação e preconceito. O passeio não é dos mais cansativos, apenas uma caminhada pelas ruínas. No entanto, sem almoço e com o sol forte do meio-dia, acaba se tornando um pouco maçante. Também há muitas crianças correndo e grupos escolares. Se você se interessa pelo tema de antigas civilizações, cremos que é uma boa pedida esse passeio. Mas se você não se inteeressa, talvez seja melhor poupar sua grana e seu tempo. Depois do passeio, lá pelas 14h, a van leva o grupo para um pequeno restaurante do povoado de Tiwanaco. Levamos lanches e fizemos nossa refeição dentro do microônibus, pois já imaginávamos que o restaurante que iriam nos levar seria caro para nosso orçamento (não deu outra, cada almoço custava 25 bolivianos). Depois que todos comeram, seguimos de volta para La Paz (no mesmo esquema do dia anterior, parando na C. Sagárnaga). Dicas e custos: - Passagem para La Paz (a partir de Cochabamba) pela empresa Flota Bolívar: 50 bol/pessoa (ônibus semi-cama) + 5 bol/pessoa pela uso do terminal. - Diária do Hotel Señorial (localizado na Calle Yanacocha, 540, a uma quadra da Plaza Murillo e três quadras da Av. Marical Santa Cruz): 35 bol/pessoa (quarto com banheiro coletivo) :'> Pontos positivos: - Disponibiliza cozinha (ampla), com geladeira - Quartos confortáveis - Banheiro coletivo grande, com duchas quentes e abundantes - Localização boa (a uma quadra e meia da Plaza Murillo) - Staff é legal, bastante simpático (principalmente as meninas da limpeza) - Os quartos eram limpos todos os dias Pontos negativos: - Não negociou o preço das diárias, mesmo a gente ficando mais de uma semana lá. - Não havia tomadas de energia nos quartos - Sem internet nem café da manhã - Quartos que dão para a frente são um pouco barulhentos à noite Avaliação final: voltaríamos e recomendaríamos para um amigo. - Api + pastel de queijo (Wist’upiku, C. Murillo, nº 1057, a meia quadra da Plaza Murillo): 8 bol.. Ainda nesse local: apenas api = 4 bol., apenas pastel de queijo ou empanadas de diversos sabores = 4,5 bol. - Cafés com sinal Wi-Fi: Café Alexander (esq. C. Socabaya e Potosí) e Sol Y Luna (C. Murillo, 999). Café expresso pequeno (praticamente o que há de mais barato nos menus): 8 bol. - Internet na C. Comércio (próximo da calle Yanacocha): 1,5 bol/hora. - Bar Ojo de Água (C. Lllampu, 965): 10 bol/pessoa para entrada. 2 cervejas (Paceña) saem por 25 bol. e vêem com folhas de coca para mascar. - Roubada: Museu da Coca (C. Linares, 906): 10 bol/pessoa - Bacana: Museu dos Instrumentos Musicais (início da C. Jaén): 5 bol/pessoa - Café da manhã em Salteñaria (localizada na C. Yanacocha, entre as C. Potosí e Comércio): 8 bol/pessoa. - Passeio pela Agência Torino para o monte Chacaltaya + Vale de La Luna: 40 bol/pessoa (com desconto, preço original: 50bol/pessoa) + 15bol/pessoa de entrada em cada parque. - Importante: não esquecer filtro solar, óculos de sol e além de agasalho reforçado (o frio pode ser bem intenso lá em cima), como um bom casaco, luvas e touca. Levar lanche e água. - Passeio pela Agência Torino para as ruínas de Tiwanaco: 45bol/pessoa (com desconto, preço original: 50bol/pessoa) + ingresso 80bol/pessoa.
  20. Bom, vamos dar também nosso pitaco nesse excelente tópico. Estamos viajando há 6 meses, percorremos Uruguai, Paraguai, Bolívia e parte da Argentina, indo devagarinho e ficando cerca de dois meses em cada país, como a Grace sugeriu. Honestamente, no nosso ritmo de gastos, podemos ficar numa boa viajando com R$ 15 mil por um ano. Em países caros como Uruguai e Argentina você pode fazer couch surfing e pegar carona boa parte do tempo. Já em países mais baratos como Bolívia e Paraguai é difícil caronear e fazer couch, mas tudo é mais econômico. Isso que estamos EM DOIS! Se você está com R$ 15 mil pra viajar SOZINHO pela América do Sul, é grana para passar dois anos na estrada. Basta ser humilde e se organizar. Quanto a viver de mochilagem, o negócio é se aventura e descobrir. Acho que muita gente que se joga numa viagem longa talvez esteja querendo dar-se o tempo de realmente descobrir do que gosta de fazer. Foi o que aconteceu conosco, depois de alguns meses, muitas coisas se clarearam. De repente você pode se dar conta de que quer é voltar para o lar, ou então que vai virar nômade de vez. O importante é que você vá atrás disso que você não sabe o quê é, mas sente que só a estrada pode te ensinar. Então aceite o desafio, descubra-se.
  21. Olá Sérgio, Cruzamos essa estrada em setembro desse ano e, infelizmente, estava bem longe estar asfaltada. Por isso, o ônibus pega longos e demorados trechos com desvios e aquela poeira fina do Chaco. Mesmo assim, foi uma viagem traquila, sem percalços, tudo como o previsto. Mas enfim, essa é a única rota que une o Paraguai à Bolívia. Hay que encarar.
  22. Olá, Patrimar, concordo com a mipocione: o Uruguai não é um dos países mais baratos da América do Sul. Ainda assim, você pode economizar em algumas coisas: Caronas - é relativamente tranquilo pegar caronas no Uruguai, e isso representa uma grande economia, já que lá os ônibus são tão ou mais caros que no Brasil. Aproveitem que vcs estão em duas, isso acaba dando mais segurança. De qualquer forma, conhecemos muitas mochileiras que viajavam até mesmo sozinhas de carona. Há um site que dá dicas de como e onde caronear. Apesar de ser argentino, também vale para a viagem de vcs, dá uma pesquisada lá: http://www.autostopargentina.com.ar/ Hostels - a maioria dos hostels em Montevideo têm cozinha para os hóspedes, coisa que reduz muito os custos de alimentação. Quando fomos para lá, ficamos no Che Lagarto. Esse hostel é bem localizado e ainda faz algumas promoções de vez em quando para quem faz reservas, dá uma navegada e fica ligada: http://www.chelagarto.com/index.php/en/hostel-in-montevideo.html Qualquer dúvida, é só perguntar, Abraços!
  23. Foi mal, me confundi mesmo Acho que tah muito legal teu roteiro. Em Encarnación, não vai se arrrepender de ficar no Hotel Germano (30 mil guaranis por um quarto simples sem banheiro, 50 mil com banheiro). Se quiser reservar, este é o telefone: (595-071) 203.346. Já em Assunção, tb ficamos num hotel bem barato, mas não era tão bom qto o Germano (digamos que não prezava muito pela limpeza, isso que nós já pegamos lugares bem encardidos). De qualquer forma, se a palavra de ordem é "economia", não custa dar uma olhada: Hotel Embajador, Calle Presidente Franco, 514 (é bem localizado), negocie o preço, a dona nos queria cobrar 70 mil guaranis por um quarto matrimonial, acabamos fechando por 50 mil, telefone (595-021) 493-393. À disposição, Abraços
  24. Olá, Camila, fizemos algo parecido com isso que você quer fazer, mas usando uma alternativa diferente de ir direto de Asunción para Sta. Cruz de La Sierra e, já que você disse que pode ir parando nas cidades, talvez seja uma boa pedida De Asunción rumamos para Filadélfia, uma pequena cidade perdida no meio do Chaco paraguaio, no meio do caminho entre Asunción e Sta Cruz. Bom, e o que tem lá? É uma cidade fundada por colonos menonitas refugiados da Europa no início do séc XX. Filadéfia é toda planejada, a arquitetura é germânica e a língua corrente é o alemão e na rua você vai encontrar a maior parte das pessoas loiras e de olhos azuis. É bizarro ver as placas de trânsito em alemão e espanhol. Enfim, este é um pedaço exótico e desconhecido do Paraguai que vale a pena conhecer, não apenas pela colonização, mas também pela vegetação - é muito distinta, parece um pouco a nossa caatinga. Há dois museus - um sobre a história dos menonitas e outro com animai empalhados do Chaco. Em Filadélfia, ficamos hospedados em casa de membros do Couch Surfing, se não estiver cadastrada, te cadastra e dá uma busca nos couchs da cidade. De lá, você pode tomar durante a noite um ônibus para Mariscal Estigarribia, descer na oficina de migração e esperar o ônibus que vem de Asunción para Sta Cruz (é preciso ligar para a rodoviária de Asunción e confirmar dias e horários ou então se informar antes de ir para Filadelfia). Pegamos esse ônibus de madrugada, o pessoal da migração até nos deu um quarto para dormirmos um pouco até o ônibus chegar. Chegamos em Sta Cruz de La Sierra no dia seguinte, em torno de umas 17h. Bueno, e de lá é só seguir viagem para teus pontos de interesse na Bolívia. Espero que aproveite a dica! Qualquer pergunta, estamos à disposição. Abraços
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