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Iberê Matos

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Sobre Iberê Matos

  • Data de Nascimento 17-12-1985

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Rio de Janeiro (Todas as principais cidades, e atrações turísticas)
    Minas Gerais (São Thomé das Letras, e Poços de Caldas)
    São Paulo (Capital, Campos do Jordão, e Ubatuba)
    Espirito Santo ( Guarapari, e Iriri)
    Rio Grande do Norte (Todas as principais cidades e atrações menos Galinhos, situado no litoral norte)
    Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul (conheço bem pouco, pois fui na época em excursão)
    Disney
    Chile
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    Bolivia
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    França
    República Tcheca
    Espanha
    Austrália
    Nova Zelândia
    África do Sul
  • Próximo Destino
    Europa + Ásia (dezembro 2012/janeiro 2013)
  • Ocupação
    Marketista

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  1. Pow meu camarada mil desculpas eu tava mochilando pela Europa e só ví seu post agora Punaú vale muito a pena sim, vale fazer Punaú + MAracajaú Eu ví que ja passou da data de sua viagem Foi mal mesmo hkario
  2. brother o passeio de buggy que eu conheço é em jenipabu pra maracajau e punaú eu fui de van em pipa eu fazia tudo a pé é tudo pertinho da pra vc fazer todas as praias de pipa a pé em um dia rodando legal litoral sul, vc consegue fazer cotovelo, barreira do inferno, pirangi, e búzios em um dia, mas tb n sei se rola buggy pra isso aconselho pegar onibus mesmo cunhau se n me engano é depois de pipa extremo sul ae n rola de fazer dessa forma não mas meu camarada qq outra dúvida q vc possa vir a ter pode fazer contato desculpe a demora abração e boa viagem
  3. Fabíola, o Alam me contou a aventura em MP, viveram na verdadeira sociedade alternativa né? com certeza manteremos o contato eu n tenho facebook não mas tenho orkut! Iberê Matos pow, por um dia não fomos parar em MP tb ate hj n sei se foi sorte ou azar huahuuhauha beijo grande Fabí Zehluis durante a viagem sem contar a passagem rio x santiago x rio eu gastei 3000 dólares fora essa passagem q custou 780 reais e mais o equipamento q eu levei mas com essa grana n passei nenhuma vontade tudo q eu queria deu pra fazer menos o q a natureza não permitiu e vou te falar que é uma trip alucinante não achei corrido incluir a patagonia no roteiro tipo n foi uma viagem de trekking, foi uma viagem buscando conhecer os lugares então minhas expevtativas foram atendidas qq duvida faz contato meu camarada abração
  4. cara não sei se em 5 dias vc consegue fazer tudo isso não, eu fiquei 16 dias teria q ser no minimo sete pra fazer legal o ecocamping quando eu fui era 70 reais o chalezinho pra 2 pessoas dava 35 pra cada uma mas vc realmente selecionou as melhores coisas a se fazer grande abraço e boa viagem qualquer duvida tamos ae
  5. valeu por ter lido haole foi alucinante mesmo meu camarada grande abraço PS: ainda falta terminar a volta mas to bem sem tempo ultimamente
  6. Show Monica que bom que as dicas foram úteis obrigado ae pelo retorno qualquer duvida tamos ae
  7. Cara, compra em Punta Arenas! Lá tem zona franca, com preços tão legais quanto Ciudad del Este vale a pena financeiramente comprar lá e de Punta Arenas até Puerto Nateles é pertinho papo de 2 horas e meia à 3 horas! abraço
  8. Valeu Thalita que bom que você conseguiu aproveitar as dicas e melhor ainda que curtiu a viagem muito obrigado pelo retorno muita paz pra vc e quando voltar lá que aproveite o dobro beijao thalita
  9. El Calafate (04/02 à 07/02) A viagem até Calafate foi linda. Fronteiras rápidas, e o ônibus deu uma esvaziada em Rio Turbio, com isso consegui ir na primeira cadeira sem ninguém me esmagando e sozinho. O pôr do sol estava incrível, as montanhas nevadas encantadoras, e a fauna extremamente surpreendente, mostrando-se através de flamingos, patos, ovelhas, e até mesmo coelhos selvagens. Chegando em Calafate me perdi, e um táxi me parou e me cobrou 4 reais pela corrida até o hostel Huemul. Cheguei ao hostel e fiquei bem surpreendido, havia locker, coisa que não via desde o Che Lagarto. O recepcionista Tony me levou até o restaurante Cambalache e estava fechado, o cara me ofereceu 50 pesos emprestados, eu sem ter nada aceitei e paguei a ele no dia seguinte, saí em busca do restaurante e me deparei com uma cidade ainda mais bela do que Búzios ou Campos do Jordão. Foi amor a primeira vista pela cidade. No restaurante vendiam Guiness, Corona, e etc. Pedi uma pizza com um 7 up. A pizza foi a melhor da viagem, o nome do restaurante era Casablanca, fantástico, e por um preço justo. Depois disso fui até o hostel usar a net e dormir. No dia seguinte acordei 8 e meia com uma galera fazendo barulho no quarto. Me arrumei e fui cambiar dinheiro. Na Argentina foi onde encontrei o cambio mais justo para meus Reais. Fui até um barzinho que rolava surf music para tomar café da manhã. Meu encanto por Calafate crescia a cada instante. Ah, nesse dia acordei com o nariz sangrando bastante, eu no sonho devo ter ido ao passado consertar algum erro como no filme Efeito Borboleta. Hahuahuhuauha . Depois do café comprei um super casaco e uma camisa, liguei pra minha namorada, e quando saí do locutório tinha um cara tocando Natural Mystic do Bob Marley. Fui até o hostel, paguei o que devia ao Tony, paguei 2 diárias, e comprei a passagem até o parque Los Glaciares, as montanhas nevadas no caminho do parque eram presentes por todo o percurso. Ao chegar o motorista sugeriu que todos utilizassem o catamarã pois dele teríamos uma visão única do Perito Moreno, valeu muito ter feito, pois o barco de fato chegava bem próximo, e de lá pudemos ter uma noção da imensidão do Perito Moreno, e da quantidade de blocos de gelo que desprendiam dele . Ainda consegui ver 3 focas lindas de longe. Foi fabuloso. Em seguida fomos até as passarelas para apreciar uma nova vista do gigante azulado. Do barco deu pra ter uma noção da altura, das passarelas deu pra ter noção do tamanho. Só consegue-se ver parte do glaciar, mas o tamanho dessa parte já impressiona e muito. É algo absurdo, tão absurdo que perde-se no horizonte. Além de gigante os estrondos que ele proporciona com os desprendimento de gelo, chegam a assustar, parece que uma avalanche está por vir, mas na verdade é só um mísero caindo. Mísero se comparando a imensidão do glaciar, porque em qualquer outro lugar do planeta seria um baita pedaço. As cores também impressionam, é um misto de azul em varias tonalidades distintas, com preto, cinza, marrom, bege, e branco, muito branco, quase todo formado pelas cores branco e azul. A vista vale cada segundo, e cada centavo investido. Salve o Perito Moreno! Ao terminar a visita comí um hambúrguer, bebi chocolate quente, e uma água, e fiquei esperando por duas horas até o ônibus voltar, conversando com um casal de senhores argentinos muito legais. Durante a viagem de volta dormi e ao chegar fui direto ao Casablanca experimentar o famoso bife de chorizo argentino, o bife é de fato sensacional, a final são 400g de carne macia. Foi um jantar e tanto. Ainda encontrei lá um argentino que conhecia o Brasil quase inteiro. Fiquei conversando por meia hora e depois fui ao hostel. Chegando lá não pude tomar banho porque já eram mais de 23hs e as regras proíbem banho depois das 23hs. Escovei os dentes, deixei a nécessaire ao lado da minha cama e fui beber uma gelada ao lado do hostel. Conheci 2 israelenses e um casal de australianos com quem bebi algumas cervejas, troquei varias idéias e em seguida fui dormir. Ao chegar no Huemul descobri que algum ladrãozinho de merda roubou minha nécessaire com escova de dente, pasta, cotonetes, e listerine. Ah vai ser porco no inferno, tanta coisa pra roubar e nego rouba nécessaire. Constatei isso e fui dormir. Dia seguinte acordei bem tarde, pois já estava no final da viagem, e eu já tinha desistido de El Chaltén devido às finanças, me dei o luxo de dormir até mais tarde. Ao levantar tomei um belo banho, o Tony dono do hostel me deu uma escova de dente nova, e eu fui até o terminal comprar a passagem de volta a Natales. Almocei muito bem no Cambalache, comi um frango a parmegiana maior que o prato. A pequena e encantadora cidade já tava se tornando entediante. Dois dias são mais do que suficiente pra conhecer Calafate. Fiquei refletindo nesse dia sobre as diferenças entre o Brasil e os outros países sul americanos. Como pode l Brasil tão imenso e fazendo fronteiras com todos os países sul americanos exceto Chile e Equador, não ter neve, vulcões ativos, glaciares. Como pode não ter sido atingido pelo Império Inca, como pode ter a fauna tão diferente, sem lhamas, alpacas,, vicuñas, flamingos. Se parar pra pensar é muito estranho o Brasil ter uma cultura e geografia tão distintas dos países da América espanhola, porém mesmo com todas essas diferenças eu não trocaria o Brasil por país nenhum no mundo. Depois desse período entediado dormi das 18 as 22hs. Por volta de meia noite saí e tinham 4 pessoas no cambalache falando português. Nem acreditei, me integrei ao assunto, eles me convidaram pra sentar e começamos a beber uma gelada contando os “causos” da viagem. A galera tava em 8 na realidade saindo de Brasilia e indo em 2 carros até Ushuaia. Muito bacana a história deles. Até uma e meia éramos 5 e demos um role pela cidade. Só tinham 2 lugares abertos, o cabaret El Gran Judas, e um restaurante que não me deixaram entrar porque não estava de calça jeans, e sim de calça esportiva, e pro cabaret não iríamos. Prestem atenção no nome do lugar: El Gran Judas. Quem tem esposa ou namorada jamais irá freqüentar ali, pois já estaria ciente que é um grande traidor. Não sei com não foi a falência ainda. Bom, sem nada pra fazer regressamos ao hostel, e o Lucas me pediu pra fazer cmpanhia pra ele e pra a amiga dele. Tentamos voltar ao Cambalache e pra minha surpresa o Federco abriu as portas, e se juntou a nossa mesa onde bebemos cerveja até de manhã, o cara foi tão gente boa que além de nos deixar entrar não nos cobrou a conta. Ele arcou com metade do valor por gostar da nossa companhia. O moleque tem 19 anos e veio de BsAs trabalhar no restaurante da irmã em Calafate, bom a noite foi manerissima, foi uma interação cultural alucinante e depois fui dormir, fechei essa cidade com chave de ouro! No outro dia o Tony me acordou 10hs10min pois já estava na hora do check out e se eu na acordasse teria que pagar outra diária, foi gente fina o cara, porque o normal é deixarem a gente dormir e depois cbrar. Levantei, escovei os dentes, e fiquei aguardando até meio dia para almoçar. Um pouco antes fui ao Cambalache, fiquei ouvindo um Bob, enquanto aguardava meu frango a parmegiana. O Federico também estava bem cansado das brejas do dia anterior mas com um sorriso no rosto e atendendo super bem, me trouxe uma bandeja de frios de cortesia e uns pães, eu não pude aceitar, pois a final no dia anterior ele já tinha dado cortesias para a gente. Esse bar não é tão requintado quanto os outros, mas classificaria como um bom restaurante típico de Calafate, com cerveja bem gelada e um atendimento que beira a perfeição. Quem for a Calafate não pode deixar de conhecer. Situa-se na Gob. Mayano entre o hostel huemul e o hostel Calafate. Outra coisa boa é que os preços não são tão altos, e tem happy hour com 2x1 bhrama. Depois ao chegar no hostel tava tocando minha musica preferida de Cuzco... por toda carreteira! Esperei um pouco e fui enfrentar mais uma vez a chata fronteira do Chile, com a última fase da trip cumprida, deixando pendente apenas a fase de regresso! Gastos em Calafate: Cambio- R$500,00 x 1035 PA Táxi – 8 PA Pizza + Refri – 56 PA 2 Aguas – 16 PA 2 Mistos quente – 12 PA 1Casaco – 235 PA 1 Camisa – 40 PA 5 Cartões Postais – 10 PA 1 Agua – 5 PA 1 Empanada – 4 PA 2 diárias no hostel – 60 PA Ida e Volta Perito Moreno – 80 PA Ligações – 20 PA 1 Agua – 5 PA Ingresso do Perito Moreno – 75 PA Barco até o Perito Moreno – 45 PA Lanche – 31 PA Bife de Chorizo + Fritas + Água – 60 PA 3 Cervejas – 30 PA Hostel – 30 PA Almoço – 37 PA Passagem Puerto Natales – 60 PA Escova + pasta de dente – 26 PA Lanche – 20 PA Petisco – 16 PA Cerveja – 40 PA Almoço 37 PA
  10. Punta Arenas (01/02 e 02/02) Em Santiago junto ao Alexandre relembrei um puco dos bons momentos da viagem, e depois de despedir do meu camarada, segui rumo a Punta Arenas, o vôo passou de boa, e eu consegui dormir um pouco. No transfer conheci o Tobias, alemão gente fina com quem fui até o hostel independência. Cegando ao hostel o anfitrião me deu uma aula sobre Punta Arenas, e o parque Torres Del Paine, quando olhei a lista de hospedes o Paulo Motta também estava lá no hostel , mas tinha saído pra comprar sapatos. Eu também fui até a zona franca comprar cuecas e meias pois tinha abandonado várias pelo caminho. A zona franca austral é uma tentação, tudo muito barato. Minha grana tava curta e meu tempo também, às 16hs sairia um passeio até à Isla Magdalena e eu não queria perder, fui cambiar La plata e quando vi estava em frente a angencia. Eram 2 e 15 e pra minha surpresa o passeio era as 3hs, tive que pegar um coletivo correndo e ir até a estação, fui junto com uma senhora peruana chamada Susy, ela era fluente em 8 idiomas, conseguia falar com todos os turistas no navio. Então era esperar e ver os 150 mil pingüins que habitavam a ilha. No caminho haviam muitos golfinhos mas pra variar os astutos nadadores me escaparam das fotos. Ao chegar na ilha magdalena acho que tive a sensação mais incrível da minha vida. Nunca imaginei a quantidade que era 150 mil pingüins. Era pingüim por todo canto, algo incrível de se apreciar, totalmente imperdível. Salve a Isla Magdalena, fantástico santuário ecológico. Fascinante primeiro contato com a Patagônia, depois caminhei bastante com o Tobias para comprar a passagem até Puerto Natales, e enquanto ele foi cozinhar no hostel, eu fui lanchar num restaurantezinho. Cheguei ao hostel encontrei com o Paulo, ficamos trocando idéia por hras, até que eu decidi tomar um banho e então fomos beber um chopp austral. Rodamos vários bares, mas no último que tava o astral da noite. Falamos sobre muitas coisas, o Paulo é muito gente boa, parceirão mesmo, e depois fomos pro hostel papo de umas 4 e meia da manhã trebados. Noite muito punk. Quando cheguei fui direto dormir. Acordei no dia seguinte as 12hs40min, meu ônibus era as 14hs, arrumei as paradas, despedi da galera do hostel, e me adiantei rumo a Puerto Natales. O Paulo iria até Ushuaia pedindo carona junto com uma suíça linda que ele conheceu no hostel. Então mais uma fase da trip se iniciava, peguei um taxi até a companhia de ônibus Pacheco, cheguei meia hora antes da partida e consegui ainda almoçar uma hamburguesa com fritas. Depois embarquei rumo à Puerto Natales. Gastos em Punta Arenas: Cambio – 200 USD Transfer – 3000 CLP Jantar – 4700 CLP Coletivos – 1050 CLP Cuecas – 3800 CLP Almoço – 3500 CLP Isla Magdalena – 25000 CLP Noitada – 9500 CLP Hostel – 4500 CLP Taxi – 1050 CLP Almoço – 2400 CLP Puerto Natales (02/02 à 4/02) No ônibus dormi durante todo o percurso, cheguei na cidade e optei pelo hostel Danicar, que contava com uma excelente estrutura por um preço justo. Após me instalar fechei o pacote full Day em TDP, dei um role na cidade, liguei pra casa, antes de ligar percebi que havia esquecido a pchete com toda a minha grana e passaporte na agencia. Voltei correndo e ainda bem que ninguém chegou a ver. Ae depois fui ao mercado, comprei 2 pães, salame, mortadela de frango, queijo, coca cola, e água. Lanchei no albergue encontrei um casal de SP que tinha conhecido em Punta Arenas, tomei banho e fui dormir. Meu relógio biológico nesse dia me acordou com as galinhas, acordei as 6 da matina, e fiquei esperando até as 7 pelo desayuno, o diferencial desse café da manhã era um doce de leite maravilhoso. Logo após eu escovar os dentes o Sr José motorista chegou, a paisagem formada por montanhas e lagos já me impressionou logo de cara. Fomos antes a Cueva Del Milodón, bicho preguiça pré-histórico que residia no local. O lugar é interessante mas não imperdível, não sei na verdade nem se vale a pena de fato pagar a entrada, pois atualmente é apenas umas caverna com uma estátua do Milodón. Nada demais. Meu grupo era composto por casais e idosos, então esperei por cerca de 30 minutos até eles voltarem,e seguimos até o parque TDP. Ao sair da caverna, um senhor entro na van e disse ao guia que ele não servia nem para mentir, porque não nos acompanhou. Continuamos na carretera até chegar numa cafeteria onde comprei mais água, porém queria os artesanatos mas o preço não me permitia. Depois fomos até o lago Sarmiento que tem uma tonalidade de azul lindíssima, incrível. Na sequência fomos até laguna Amarga que parecia muito com a lagauna verde do salar no quesito cor de água, porém ao invés do Licancabur, estavam por lá as imponente Torres Del Paine, logo em seguida entramos no parque, carimbei meu passaporte e em seguida passamos por paisagens cada vez mais belas. O tom do lago Pehoe também é inacreditável. A queda Salto Grande é belíssima, e forma um lindo arco Iris a cima. Conseguimos ver os Cuernos Del paine bem límpidos e a visita valeu muuuito a pena, pois é rara essa visibilidade. Depois fomos almoçar na Parrilla Pehoé, um restaurante que abusava do preço, mas a comida era divina. Um bife custava o equivalente à R$20, mas valeu cada mordida, foi o melhor bife da viagem até então. Almoçamos em frente aos cuernos, e demos sequência a viagem partindo para o lago Grey, e finalizamos por lá vendo alguns ice bergs. O passeio valeu muito a pena, mesmo não fazendo o trekking devido a falta de tempo deu pra ter uma boa noção do que representa o parque e ainda ver paisagens belíssimas. Creio que um dia ainda volte com mais tempo para fazer pelo menos o W. Ao terminar o passeio comprei a passagem até Calafate para as 6 da tarde, pois era o único horário disponível. Depis fui ao mercado, liguei pra casa, respondi o e-mail da minha namorada que enfim deu sinal de vida, jantei no hostel, arrumei minhas malas, carreguei minha câmera, e fui dormir, pois o dia seguinte prometia, e a viagem até Calafate duraria 6 horas. Antes de finalizar esse dia queria relatar que esse lugar é mágico, que apesar do vento, do frio, esse lugar sempre tem algo que nos impulsiona a ir em frente. Então finalizando, penso que a Patagônia foi até agora a parte mais linda de toda a viagem, e que o astral daqui é de fato mágico! No dia seguinte acordei as 11hs mesmo tendo dormido cedo, descanse tudo que tinha pra descansar, tomei um belo banho, e saí pra almoçar. Como era minha despedida do Chile, escolhi um ótimo restaurante chamado Austral restaurante, e quando veio o prato tomei um susto. Pedi milanesa kayser com papas fritas. As batatas pareciam mais uma sopa de batatas de tanto óleo, e a carne tava comestível. Era um bife com queijo e presunto dentro, a conta foi bem alta em vista do que eles ofereceram. Péssima comida, compensada por um ótimo serviço. Voltei ao hostel, re-li todo o relato que estava sendo escrito dia após dia, para eu ter uma noção de tudo pelo que já havia passado na viagem, e ajudar o tempo a passar. Em seguida embarquei rumo à El Calafate! Gastos em Puerto Natales Cambio – 100 USD Hostel – 7000 CLP Passeio até TDP – 20000 CLP Mercado – 2300 CLP Água – 600 CLP Entrada na cueva Del Milodón – 3000 CLP Água – 1500 CLP Entrada TDP – 15000 CLP Almoço – 8000 CLP Jantar – 1500 CLP Ônibus até Calafate – 11000 CLP Hostel – 7000 CLP Internet – 500 CLP Almoço – 8400 CLP Água – 700 CLP Aperitivos – 1500 CLP
  11. Aríca (29/01 à 31/01) No dia 29 muito contra a vontade e graças ao excelente staff do hotel acordei as 7hs30min, tomei o desayuno muito desanimado e peguei um táxi por 5 soles até o aeroporto de Cuzco, no caminho percebi que havia esquecido tudo relacionado a banho. O aeroporto estava em festa devido aos resgates do pessoal que estava em MP. Fiz o check in, tive que dispensar junto a minha mochila, minha tão bem cuidada mala de regalos, e então fiquei aguardando o embarque. Durante o vôo minha cabeça doeu muito novamente. Ao sair peguei o táxi até Arica, que de 120 soles consegui pagar 60, com ele passei nas duas aduanas e não tive problema em nenhuma, e depois saímos em busca de um hotel, não teve nenhum que me agradasse e todos custavam em torno de 7000 CLP, acabei conseguindo um bom hotel por 10000 CLP com piscina, desayuno, e banheiro privado! Uma maravilha. Após isso mais uma boa surpresa, o cambio de 490 CLP por dólar, tinha virado 525 CLP por dólar, muito satisfatório! Troquei 180 USD, liguei pra casa, paguei o hotel, fui comer, comprei novamente as coisas que havia esquecido em Cuzco, e fui tomar um banho de piscina que não consegui por estar muito gelada, e então fui até o quarto e apaguei vendo TV. Depois por volta das 22hs acordei, fiquei vendo Ratatulia,em espanhol, depois fui a piscina e conheci a Sandra e sua mãe, duas bolivianas muito simpáticas com as quais fiquei conversando mais de uma hora, e mostrando as fotos da Bolivia. A Sandra não conhecia o Salar, nem Copacabana, e ficou encantada com as fotos. Na sequencia voltei ao meu quarto, para ver filmes e dormir. No dia seguinte acordei meio dia, botei o sono em dia, fui a praia, comi quatro empanadas de queijo com camarão, que estavam muy ricas, mas não se comparam com as do Donde Augusto. Depois disso fui rumo ao meu primeiro mergulho no pacífico. A água não era quente mas era bem menos gelada do que a de Viñas, quando vi que corria o risco de não conseguir, saí correndo e me joguei. Foi o banho que a alma necessitava. Agora estava pronto para a nova fase que se aproximava. Chegando no hotel fui comprar cadeado, cortador, agulha, e linha, e depois almocei no Mc Donald`s. Passei a tarde costurando as bandeiras na mochila, e relaxando pois a patagônia se aproximava. Fui jantar também no Mc Donald`s, e passei mal demais devido a tosse e ao excesso de comida. Fiquei tossindo a noite inteira, o que me fez dormir muito mal. Acordei as 8 depois de ter dormido muito mal, o quarto era de carpete, e na coberta tinham penas de pássaros, isso só piorava minha tosse. O café da manhã era horrível, e só tomei um suco, em seguida fui ao Mc, pois era a única opção aberta na cidade. Comi um misto quente e um suco de laranja, e uma casquinha. Antes de sair do hotel já havia tomado banho e deixado minhas malas na recepção, quando voltei para ter onde esperar, a vaca da recepcionista torceu o nariz arrogantemente, e eu fui em direção à piscina, Fiquei mais meia hora no hotel e não parei de tossir, com isso fui ao aeroporto esperar por lá mesmo. Para minha surpresa mesmo faltando 8 horas pro vôo o Alexandre também já estava lá. Trocamos experiência dos últimos dias, eu almocei e o Alexandre gravou um Cd pra mim com todas as fotos da viagem dele e do Gustavo. O Alexandre me relatou que ficou os últimos dias apenas descansando, e acabou não fazendo o downhill, nem o huyana potosí que eram suas missões, devido a uma forte dor na região lombar. No aeroporto almoçamos e lanchamos, o vôo para Iquique foi tranqüilo e rápido, minha cabeça nem doeu, já no aeroporto o mesmo estava em reforma, seriam mais 4 horas de espera, eu comi um hambúrguer e fiquei esperando o tempo passar. Ainda em Arica estava em dúvida a respeito da patagônia, não sabia se ia mesmo, ou se ficava em Santiago, pois mesmo tendo vôo só me restavam 500 USD para os próximos 10 dias, e na hora de embarcar quando já tinha decidido que em Santiago resolveria, descobri que minhas malas iam direto para Punta Arenas, pois os outros vôos Arica x Iquique, e Iquique x Santiago, eram apenas conexões do meu destino final que seria Punta Arenas, então já não havia mais nada a ser feito, e embarcava eu rumo a patagônia, sem muito pesquisado, nem planejado, mas embarcava eu para patagônia. Com o pensamento ainda incerto sobre como seria, onde ficar, o que fazer, e se a grana daria, estava num caminho sem volta. Decisão tomada, cabeça erguida, e carcaça preparada para o que viesse rumava mais uma vez nos caminhos do incerto, porém com muitas expectativas de ser uma experiência fantástica que seria levada para toda vida. Ao voar de Iquique para Santiago senti um pouco a cabeça. Gastos em Arica: Cambio: 200 USD Táxi – 5 soles Táxi – 60 soles Hotel – 20000 CLP Farmácia – 3400 CLP Lanche – 3450 CLP Água - 500 CLP Taxi – 1500 CLP Desayuno – 4200 CLP Cadeira – 1000 CLP Taxi – 1500 CLP Mc Donald`s – 3800 CLP Cigarro – 1500 CLP Agua – 1000 CLP Cadeado,e cortador – 1500 CLP Agulha e linha – 300 CLP Mc Donalds – 4300 CLP Coca cola – 300 CLP Mc Donalds – 2000 CLP Remédio – 3000 CLP Táxi – 6000 CLP Almoço – 3200 CLP Janta – 2400 CLP Cigarro – 1500 CLP Lanche – 3000 CLP
  12. Cuzco (23/01 à 29/01) Cuzco amanheceu em dia chuvoso, saí as 9hs pra entrar na net e ligar, consegui falar com minha namorada e voltei ao hostel. Acordei o Alexandre e fomos almoçar, perguntei ao guarda e ele me indicou o Chiffa, restaurante chinês na calle Belém. Pedi um yakissoba, e o Alexandre pediu um pescado, o meu veio um prato monstro e o do Alexandre um peixe gigante, devia ter uns 50cm, ambos saímos extremamente satisfeitos deixando ainda um pouco no prato, fomos cambiar a grana, cambiei 140 USD, comprei mais um cartão de memória, e fomos ver passeios. Fechamos o city tour passando por Saqsaywaman, Quenko, Puka Pukara, e Tambomochay. O convento Qorikancha é impressionante, tem vários quadros com bordas de ouro, paredes explicando o calendário e a astronomia Inca, o convento conta muito da história regional, e segundo o guia é o lugar mais sagrado do Peru. Em seguida fomos a Saqsaywaman, a incrível fortaleza Inca que foi a última a ser construída e a primeira a ser destruída. O templo tinha dupla função. Religiosa e Bélica. As pedras encaixadas sem uso de cimento chegam a medir 7 metros de altura pra fora da terra e mais 2 pra dentro, totalizando 9m. e do alto da colina temos a melhor visão da cidade de Cuzco, este ponto seria o olho do Puma, tendo em visto que Cuzco é no formato do Puma. Quenko é o lugar onde tinham os labirintos, e no interior de uma gruta eram realizados os sacrifícios, nessas ruínas também tem o monólito que antes era um Puma esculpido, simbolizando uma oferenda a Pacha Mama, deusa da terra. Depois nos dirigimos à Puka Pukara, que segundo o guia funcionava como uma espécie de aduana do império Inca, pois situava-se no cruzamento de todas as rotas conhecidas pelos incas. Depois fomos até Tambomochay, o lugar mais alto do complexo arqueológico, de onde vinha a água que abastecia a população. Lá situa-se a fonte que nunca seca. Depois fomos a uma loja caríssima e na saída ficamos presos devido a chuva que caía. Ah, eu estava usando minha camisa do mengão, o que levou o Douglas a me reconhecer como brasileiro e me parar na rua, isso antes de fecharmos o passeio, ao chegar em Cuzco e ir até o Mc Donald`s o encontramos novamente. Meu casaco estava com o zíper arrebentado e absolutamente imundo. Comprei um novo, também impermeável e abandonei o antigo no Mc. O Douglas nos disse que o hotel Qorikancha tinha um serviço muito bom, por apenas 10 USD. Com baño privado, Wi-fi, e desayuno. Enquanto o hostel que estávamos custava 5 USD e além do quarto ser coletivo, e n ter água no banheiro, não tinha nada incluído. Ao sairmos do Mc fomos direto ao hotel fazer reserva, e pegar as malas no outro. Ao chegar no Qorikancha tomei um belo banho, fiz minha barba, me arrumei, e enfim ia conhecer a famosa noite de Cuzco. Fiquei trocando idéia com o Douglas no pátio do hotel, enquanto o Alexandre usufruía alegremente da internet. Eu e o Douglas decidimos sair, enquanto o Alexandre preferiu ficar no hotel. Fomos então ao Mithology beber uma Corona, entramos para conhecer, e fomos conhecer outros lugares. Chegamos ao Mama África, bar bem agitado onde passamos grande parte da noite. Nesse bar encontrei André e Zé Guilherme, mais 2 amigos deles. Zé estudou comigo no jardim de infância. Foi muito bom ter encontrado essa galera. Na sequencia fomos a um outro bar onde a mulherada tava muito doida, dançando em cima do balcão. Parecia até filme, muita doideira! Logo na sequencia por volta das 3h da manhã fomos dormir. No dia seguinte, ainda destruído pela noite anterior, acordei por volta das 7 e 30, pois teríamos que fazer o Vale Sagrado. Nos reunimos no Desayuno, o Douglas não pôde ir a Machu Picchu por causa das chuvas. Caíram algumas barreiras, e os trens não estavam passando. Ou seja, a principio não teria como chegar até MP. Meio decepcionados com essa notícia, fomos até a agencia e mais uma notícia ruim se aproximava, a ponte de Pisaq caiu, e não seria possível conhecer o Vale Sagrado, mas logo a história mudou, faríamos o caminho inverso, começando por Chinchero. Ao chegar em Chinchero fomos até uma casa, assistir uma palestra sobre como fazer o tingimento natural de lã de alpaca, e a arte do tear. Lógico que depois de toda a palestra tive que comprar um caminho de mesa para mi mama, pelo show que foi feito as chincheras mereciam vender tudo. Depois caminhamos até a Iglesia onde tem muitas imagens de santos sofrendo, e eu preferi ficar do lado de fora. Nunca gostei da arte barroca, devido aos dentes e cabelos nas imagens. Em seguida fomos até as ruínas onde pudemos entender um pouco sobre a forma de plantio e a arquitetura dos gênios Incas. Após retornarmos ao ônibus, fomos as Ruínas machooloa, onde existe um belo mirador do Vale Sagrado. Depois fomos até Urubamba que estava com alto grau de destruição por causa das chuvas, o que impossibilitou a excursão de prosseguir até Calca, e nos fez ir direto a Ollantaytambo fazendo apenas uma pausa de 50 minutos no restaurante El Toldo que por sinal além de caro era um lixo. Fomos mal atendidos, e o macarrão com carne moída que pedi veio praticamente puro. Nota 2 pro maldito El Toldo. Chegamos a Ollantaytambo, e as ruínas são as mais incríveis de toda viagem. Essa cidade gerreou 15 anos contra o império inca, até o general Ollantay poder viver feliz com a princesa e a filha fruto desse amor proibido. Nesse dia recebi a notícia catastrófica que MP estava com todos os caminhos bloqueados por inundações, o que fez o Douglas e o Alexandre decidirem voltar para La Paz, mas eu sem sombra de dúvidas estava decidido a esperar para que se reabrissem os caminhos da cidade sagrada, afinal esse era o maior propósito da minha viagem. Por volta das 10 horas o Douglas foi embora, e meia hora depois o Alexandre também se foi, e então minha trip mudava de rumo, e as coisas a partir desse momento dependiam apenas do meu astral. Logo após a galera partir, joguei uma água no corpo e parti para mais uma noite cuzquenha. A noite foi mais uma vez regada à Corona, num astral tão doido quanto o da noite anterior. Foi muito maneiro, e eu ao voltar tinha esquecido o nome da rua e do hotel que estava, só tinha 2 soles no bolso, e mal sabia a missão que tinha pela frente. Consegui um táxi por 2 soles, e tentava explicar que o hotel tinha o mesmo nome do convento, e o coitado do cara ficou dando volta pela cidade por uns 40 minutos até o carro morrer, eu ter que empurrar na chuva e o carro não pegar mais. O cara era tão bonzinho que fez questão de me devolver os 2 soles, e me pediu que tomasse outro taxi. Depois de muito sacrifício encontrei o hotel e tive uma noite maravilhosa de sono. Acordei 10:15 e já tinha encerrado o café manhã do hotel. Encontrei mais 3 brasileiros no hall, que tentaram ir até MP, foram até Santa Thereza e de lá pra frente não conseguiram passar. Estavam os 3 decepcionados, e na expectativa do que fazer. Eu mudei para um quarto simples, tendo em vista que tava num duplo e o Alexandre foi embora a mudança se fazia necessária. Com o passar do dia as notícias sobre MP só pioravam, os helicópteros não paravam de passar , e a estimativa é que houvesse 2000 turistas presos em Águas Calientes. A esperança de conhecer a cidade perdida já tinha ido literalmente por água abaixo. Eu fui conhecer Maras e Moray. Maras é uma salineira diferente de todas as outras que já vi, que desde o império inca funciona para alimentar o escambo de produtos na região. É um sistema fantástico. E Moray talvez seja a plantação mais trabalhada, organizada, e admirável que já tive a oportunidade de conhecer. As plantas são postas cada uma em um dos muitos degraus que há no local. Cada degrau dista 50cm do outro impossibilitando a entrada de animais como vacas, ovelhas, cavalos, tornando possível o acesso somente à humanos e cachorros, porém se os cachorros entrarem não conseguem subir de volta, o que possibilita o acesso somente a humanos. E o mais incrível é que cada “andar” está em uma temperatura diferente, o que torna possível a adaptação das espécies vegetais de acordo suas necessidades. É realmente absurda a tecnologia agrícola utilizada. Depois dessas 2 visitas fomos até Chinchero, e como já tinha visto preferi jogar futebol com os peruanos. Nunca fui bom de bola, e obviamente na altitude seria ainda pior. Em menos de 5 minutos desisti devido a falta de ar . Ao chegar na cidade fui ao Mc Donald`s, e na sequencia liguei para casa, minha mãe apresentou a seguinte idéia: Lembra do Gustavo que se queimou no Salar? A viagem em virtude do ocorrido atrasou dois dias, o que salvou nós 3. Porque se chegássemos 2 dias antes estaríamos presos em MP! Muito obrigado Gustavo! Ao sair do telefone fui até o quarto do Dani, do Caio e do Zé Pedro ver se a night tava de pé, e eles confirmaram. Desci para tomar banho, e logo após encontrei a galera e fomos para um Reggae próximo ao Loki, o lugar tava muito cheio, e só vendia a cerveja cuzqueña que é horrível. Ficamos por lá uma meia hora, descemos para o bar que vende Corona gelada. Bebi 2, também tava rolando um Reggae e depois fomos ao Mama Africa, no caminho fiz amizade com 2 policiais, ficamos um tempã no Mushroons que também só vendia o lixo da cuzqueña, depois subimos ao Mama Africa onde comprei uma Corona extremamente quente e em seguida abandonei a galera para beber outra gelada e fiquei trocando idéia com os policiais que eram muito simpáticos, na hora de despedir o cara ate tirou a luva pra apertar minha mão. Voltei ao Mama Africa para despedir da galera, e peguei um táxi até o hotel, onde em poucos minutos dormi. O dia seguinte foi a gota d`água que faltava pra abandonar Cuzco, acordei 13horas, tentei ligar pra minha namorada e não consegui. Voltei ao hotel e encontrei o Zé, o Dani, e o Caio, os caras estavam indo almoçar e eu fui junto, No meio do caminho até a Calle Belém um babaca cuspiu no pescoço do Dani, e a maldita peruana apontou como se viesse de cima. O safado esbarrou no Dani e nós seguimos para o restaurante. Comos um delicioso Yakissoba e na hora de pagar percebemos que o maldito rato peruano havia roubado a carteira de nosso amigo com documentos e toda a grana. Voltamos ao hotel, discutimos o ocorrido. Estávamos com viagem marcada para Arequipa nesse dia, e todos sentam mau pressentimento desde cedo, encaramos o roubo como um aviso e desistimos da viagem. Fomos com o senhor Luigi, administrador de uma rede de hotéis até a policia turística fazer ocorrência para o Dani poder sair do país, e depois até a agencia para ver se eles conseguiam alterar a passagem de volta para o quanto antes voltarem ao Brasil. Eu me empolguei e paguei 133 USD de Cuzco até Tacna pela Lan, de lá estaria ao lado de Arica, de onde sairia ,eu próximo vôo. Uma observação importante a fazer sobre Cuzco é que essa cidade é muito parecida com a Lapa do Rio de Janeiro. É um lugar que te deixa tão a vontade a ponto de você ficar sujeito a tomar um bote a qualquer hora. As 22hs eu estava lá no quarto dos caras, o Dani não animou de sair, mas fomos eu, o Caio e o Zé. Primeiro fomos até o pub do The Point que tem uma decoração muito boa, depois fomos ao Ukuks onde tava rolando um show de rock e em seguida caímos pro Mithology, lá a Corona tava quente, e seguimos até o velho e bom bar das cortinas pretas, onde rolava um reggae latino americano alucinante e a minha deliciosa Corona estupidamente gelada. Fiquei por lá até uma 3 ou 4 horas e fui dormir. No outro dia acordei por volta das 2 da tarde, porque devido as chuvas todos os passeios que poderiam ser feitos já haviam sido, os outros estavam interditados. Ao me levantar fui almoçar num restaurante ótimo chamado Maison Espadeiro, na volta na rua encontrei o Dani, o Caio e o Zé e fui com eles até o Mc Donald`s para almoçar. No caminho de volta comprei alguns regalos, e fui fazer shiatsu. Esse tipo de massagem é oferecido a cada esquina, e outra oferta grande também na cidade é a de drogas. Os locais te abordam com panfletos de agencia ou boates nas mãos afim de te oferecer maconha ou cocaína. Bom, voltando ao decorrer da viagem, depois de fazer Shiatsu retornei ao Hotel, liguei pra casa pois todos estavam muito preocupados devido ao alto índice de chuvas em Cuzco, depois fui ao quarto dos amigos paulistas trocar idéia, e enfim voltei ao meu quarto para arrumar as malas, lanchar, tomar um bom banho. Em seguida por volta de umas 10hs fomos ao hostel The Point fazer minha despedida. Tava rolando por lá o aniversário de uma menina uruguaia que voltava de MP, a comemoração tava forte. Bebemos várias Brahmas, conhecemos a Fernanda e a Camila de floripa, que são muito maneiras, por volta da meia noite despedi da galera e fui pegar La ultima Corona de Cuzco. Pra variar um pouco acabou não sendo a última e só saí de lá 2 da manhã quando o Pub fechou. Depois fui dormir muito preocupado de perder o vôo no dia seguinte. Gastos em Cuzco Cambio – 140 USD Cambio – 100 USD Cambio – 100 USD Cambio - 100 USD Alomoço – 15 soles Corona – 60 soles City tour - 14 soles Mc Donalds – 26 soles Cartão de memória – 95 soles Casaco – 105 soles Qorikancha – 10 soles Boleto turístico – 70 soles Água - 2 soles Capa – 3 soles Vale Sagrado – 28 USD Hostel – 15 soles Hotel – 30 soles Capa de chuva – 3 soles Caminho de mesa – 45 soles Almoço – 25 soles Mc Donalds – 18 soles Corona – 60 soles Hotel – 30 soles Café – 10 soles Hotel – 35 soles Ligações – 8 soles Mc Donalds – 18 soles Jornais – 2 soles Maras e Moray – 45 soles Entrada em maras – 10 soles Corona – 50 soles Táxi – 3 soles Camisas do Perú – 40 soles Fantoshes – 5 soles Almoço – 15 soles Jantar – 15 soles Mercado 25 soles Táxi – 7 soles Passagem pra tacna – 133 USD Hotel – 70 soles Corona – 80 soles Almoço – 32 soles Regalos – 55 soles Shiatsu – 40 soles Cervejas – 28 soles Internet – 1 sol
  13. Copacabana e Isla Del Sol (21/01 à 23/01) No dia anterior demorei bastante a dormir, mas as 7 estava de pé, tomei um banho, e fiquei esperando a galera acordar. Decidimos contratar um taxi para fazer um city tour por Copacabana, fomos com ele até a Catedral que é linda demais, depois fomos ao baño Del Inca e ao Mirador Del Inca, retornamos a cidade, almoçamos pizza e então tratamos um caminho alternativo até a Isla Del Sol, no caminho passamos por lugares lindos como vilarejos, riachos, florestas, grutas, e outras belíssimas paisagens. A impressão que tínhamos era que estávamos dentro do livro Senhor dos Anéis, pois além da magia dos lugares por onde passamos, parecia que estávamos no condado, todas as pessoas eram pequenas e se dedicavam a vida rural, sem dúvida foi um dos lugares mais belos que conheci, pagamos um pouco mais caro mas as experiências não devem ser calculadas em valor financeiro. O taxista Isidoro havia de fato nos apresentado lugares divinos que se aproximavam ou ultrapassavam a visão de paraíso. Depois pegamos um barquinho de pesca até a Isla Del Sol, no meio do caminho decidimos ir direto até a parte norte. Pra mim foi a melhor escolha, mas um lugar encantador. Praticamente deserto porém maravilhoso. O Alexandre e os dois mineiros Bruno e Thiago, não gostaram devido ao fato de ser um lugar pacato, e decidiram andar com as malas e tudo em direção desconhecida atrás de um lugar onde houvesse mulheres. Para mim nada disso era importante, e decidi ficar a admirar as paisagens enquanto eles se matavam de andar atrás do astral oposto da ilha. Enquanto buscavam agito, eu já tinha encontrado o que buscava, paz e tranqüilidade. Muitos mochileiros brotavam das trilhas em diferentes direções, até que um me disse que meus amigos estavam a apenas cinco minutos dali, em direção ao refúgio Wiracocha, esperei um pouco mais e eles voltaram com suas malas e mochilas, e eu não me agüentei de rir. Eles descansaram, largaram as mochilas e continuaram a busca, e em seguida voltaram. O Thiago se destacou do grupo para continuar buscando um lugar mais agitado, já nós 3 depois de procurar bastante um albergue achamos um quarto meia boca com 2 camas, a terceira seriam colchão. Topamos e embarcamos na missão. Depois já de noite o cara me trouxe 2 sacos de feno, Os caras forçaram demais. Fiz maior briga e consegui um quarto privado pelo mesmo preço. O cara de pau ainda queria levar meu travesseiro em troca de uma almofada. Fiz maior guerra novamente e consegui ficar com o travesseiro. O albergue era em frente a um camping alternativo onde havia umas 40 barracas com rodas que chegavam a 10 pessoas tocando violão em todas as línguas imagináveis. O Bruno disse que tudo que o Thiago buscava estava ali. Fiquei tomando uma gelada com o Bruno , enquanto o Thiago estava sumido e o Alexandre rodava a ilha. Conhecemos 2 cariocas e um casal de Australianos. Quando a noite caiu fui usar o banheiro que era um buraco com uma privada e quando voltei o Thiago havia aparecido após andar por umas 5 horas na ilha, o Alexandre também tinha acordado! O safado do vigia do albergue viu que estávamos bebendo e nos cobrou as dívidas porque não tínhamos comprado cerveja com ele. Começou a chover forte, e todos entraram nas barracas, nós 4 fomos comer algo, chegamos ao albergue que Thiago tava hospedado e comemos muito bem. Depois voltamos ao nosso albergue onde eu e o Bruno ficamos conversando com o vigia, enquanto o Thiago caminhava na chuva entre as barracas gritando com minha lanterna na mão: “ Olá chicas argentinas, soy Del gobierno brasileño e vim com La mission de ayudar-las, não ayudo nobios maricóns, solamente chicas com frio”, Depois ele ainda na chuva cantava funks entre as barracas, foi uma risada generalizada, até o vigia que tava cheio de bronca ficou amigo da gente. O Brun e o Thiago voltaram pro albergue que tinha o restaurante, e eu fui dormir. No outro dia acordei as 7 horas, fomos comprar as passagens, e as 8:35 estávamos abandonando a ilha onde vivem os Aimarás. Ao aportar o Alexandre foi ligar, depois compramos as passagens direto para Cuzco. Almoçamos lasanha de truta e fomos para o ônibus. Logo passamos tranquilamente pela fronteira boliviana, e 300m depois pela peruana. Em pouco tempo estávamos em Puno. Quando chegamos, grande decepção. Os pilantras bolivianos nos enganaram novamente, nos venderam um ônibus cama de última geração, e nos deparamos com um lixo ambulante que custava 3 vezes menos e não tinha nem acento reclinável. Na verdade o acento reclinava um pouco, e o pouco que a mulher da frente reclinou esmagou minha perna. Depois de algum tempo o ônibus parou em Juliaca para botar um monte de bagulho no bagageiro. A viagem já tava se tornando um pesadelo, quando o motorista começou a dar carona pra todo mundo que pedia, e ao sair da cidade foi parado por uma blitz. Estavam errados pelos passageiros no corredor, e rolou a famosa propina brasileira. A viagem foi a pior até agora. O ônibus atrasou e só chegamos em Cuzco meia noite. Ao chegarmos o fomos ao Pirwa, Loki, e o The Point atrás de vaga, e não arrumamos nada. Acabamos em um tal de B e B, que era lega,.pelo menos pra ter onde dormir naquela noite. A viagem de Copacabana até Cuzco durou 11 horas, e estávamos exaustos. Foi chegar, tomar um banho num chuveiro quase sem água, que apenas pingava, e dormir. Gastos em Copacabana, e Isla Del Sol Cambio – 45 USD por 127 Soles City Tour + Barco para Isla Del Sol = 60 BOL por pessoa Almoço – 27 BOL Hamburguer com papas – 10 BOL Cerveja – 10 BOL Hospedagem – 30 BOL Jantar – 30 BOL Ida ao lado norte – 20 BOL Barco de volta para Copacabana – 20 BOL Almoço – 38 BOL Passagem Copacabana x Cuzco – 15 USD Pringles + 2 águas – 16 BOL Taxi – 15 Soles Hostel – 15 Soles
  14. La Paz (18/01 à 21/01) O ônibus de Uyuni até La Paz foi um verdadeiro inferno, morri de sede, calor, falta de ar. Além disso, as pílulas pra curar o mal da altitude me deixaram todo dormente, deve ter sido algum efeito contrário. O assento era muito apertado, e até cachorro tinha dentro daquele lixo. O banheiro não tinha luz, e a companhia era a Sur América. Ao chegarmos no terminal pegamos um táxi até o Loki, e a corrida equivalia a 2 USD, o Loki tava lotado e fomos até o Hostel Copacabana. A corrida dobrou para 4 USD, equivalente à 1 USD por pessoa, ridículo de barato. O hostel custou 10 USD por pessoa com banheiro privado, água quente, wi-fi, e internet no hall! Só poderíamos entrar no quarto meio dia, e enquanto a galera foi usar a net, eu fui ligar pra casa, falei a vontade com o pessoal por apenas 2 USD, porémnão consegui falar com minha namorada, a saudade só aumentava nos últimos dias. Retornei ao hostal e fomos ao mercado das bruxas, tinha muita coisa legal, e com preços inacreditáveis, compramos algumas coisas, tomamos um café hiper reforçado e fomos levar o Gustavo ao médico. Depois de fazer os curativos fomos ao hostel, Fizemos mais ligações e conhecemos o Mark, um brother muito maneiro do RJ que já tava por lá a duas semanas. Fomos ver um tênis mas o preço era similar ao do Brasil, comprei várias lembrancinhas a preço bacana, e fui almoçar com o Alexandre, comemos bem pertinho do hostel uma comida maravilhosa por um preço fantástico. Depois fomos tomar banho, voltar a ser gente e dar uma descansada. Em seguida fomos dar um role pra conhecer a Plazza Murillo e a San Francisco, curioso é que La Paz não tem praça das armas, acho que é a única cidade que visitei na América espanhola que não tem! Saindo da igreja caminhamos em busca de um super mercado, e acabei comprando um cartão pra minha câmera no caminho, e por sorte saímos em frente ao hostel. Fomos até o quarto alimentar o Gustavo, encontramos o Marc novamente. O moleque tem 18 anos e já foi pra MP, ele ficou na casa de um peruano que conheceu em Cuzco, depois ficou 3 semanas na Bolívia fazendo todos os passeios possíveis, incluindo Huyana Potosí, Downhill Coroico, Salar de Uyuni e todos os outros possíveis. Virou rato de La Paz. Depois o Alexandre foi dormir e eu fui com o Marc num restaurante judeu muito bom chamado El Lobo, comemos muito bem e fomos dormir. Acordei 13hs, e fomos almoçar no Brosso, segundo muitos é o melhor restaurante de La Paz, comemos pratos sensacionais como: Filé mignon, costela de veado, bife a parmegiana, e bebemos uma jarra de suco de laranja, custou mais ou meonso 7 USD pra cada um! Delicioso esse tal de Brosso, fica ae a indicação! Depois fomos levar o Gustavo ao médico apenas para trocar o curativo e tivemos a triste notícia que ele teria que voltar para o Brasil, e se internar por 10 dias, pois a queimadura havia inflamado e se ele não voltasse poderiam haver sérias complicações. Voltamos ao hostel e pesquisamos preços de passagens La Paz x São Paulo, enquanto a galera esperava a internet voltar pra ver as passagens eu deu mais um ataque consumista e gatei 450 BOL na mesma loja do dia anterior. Depois a médica veio no quarto e indicou ao Gustavo um excelente médico, eles foram dormir e eu fui no El Lobo com 2 suecas (Emilly e Helena) e com 2 brasileiros (Alan e Fabíola), onde ficamos trocando idéia até pouco mais de meia noite. Saímos de lá e quando chegamos ao hstel estava trancado, 2 inglesas acharam que tivéssemos sido roubados e chamaram o segurança de outro hotel, e o mesmo nos permitiu ligar para o nosso para ver o que estava acontecendo. Descobrimos que nosso vigia estava dormindo, conseguimos entrar, e fomos dormir sossegados. Dia seguinte acordei 6:45 da manhã cheio de gás, tomei um banhão, desci pra tomar café, encontrei a galera do dia anterior e rumei a Tiwanaku, fica mais ou menos 1 hora e meia de La Paz, o guia era excelente, mostrou tudo com muitos detalhes, ensinou como aconteceu a evolução da América pré colombiana, enfim, fez um trabalho fantástico. Dentro dos museus é proibido tirar foto, porém consegui uma do Monolito. As ruínas são todas reconstruídas, o que dá um ar artificial a região. Depois de conhecer tudo começou a chover muito, e eu saí correndo com a Michele, carioca que eu conheci, e quando nos demos conta estava chovendo granizo intensamente. Fomos almoçar, eu comi Lhama, e ela truta, mão tava tão boa a comida quanto no Pueblo Machuca mas valeu. Na sequencia mais um imprevisto, 8 batalhões da PM estavam formados, marchando em direção ao templo do sol, pois no dia seguinte seria a posse do Evo Morales em Tiwanaku, data histórica. Depois do almoço voltamos na van e no mei odo caminho paramos em um mirante para fotografar a imensa favela que é La Paz. Depois me despedi da galera e voltei ao hostel. O Gustavo tinha ido com o Alexandre num hospital top de linha, e o médico falou que seria necessária uma cirurgia, enxerto e internação, pois foi uma queimadura química, e esse procedimentos se faziam necessários. Procuramos a passagem na internet e não conseguimos comprar, então fomos à um agencia na calle Murillo, e confirmamos para o dia 21 às 8 e 45 da manhã a volta do Gustavo para o Brasil. Foi realmente uma pena mas creio que para a vida dele foi a melhor opção. Após comprarmos a passagem fiquei na portaria do hostel, a Emilly e a Helena me chamaram pra ir numa noitada no Wild Rover mas eu não tava tão animado, depois encontrei o Carlo, um italiano apaixonado por culturas antigas, e a Fabiola, eles me chamaram pra trocar idéia no El Lobo, e eu fui até lá com o Alexandre, batemos um bom papo, o Carlo me deu uma aula sobre culturas antigas, e astronomia. Minha vontade de ir a MP multiplicou, e enquanto isso o Alexandre conversava com o Alam e a Fabiola. Depois de algumas horas de conversa, cervejas e fotos, voltamos ao hostel para dormir. No outro dia acordamos bem cedo, o Alexandre levou o Gustavo até o aeroporto, e eu voltei a dormir. Depois por volta das 9 e meia descemos, tomamos café, e fechamos com um táxi para as 11hs irmos ao Chacaltaya. Nesse meio tempo liguei para casa e descobri que Gisela havia me ligado, fiquei bem mais tranqüilo e segui viagem. Botamos as malas no taxi e fomos até o Brosso comprar umas empanadas para levar, eu com meu portunhol achei que o taxista ia pegar a gente em frente ao Brosso, esperamos 15 minutos e nada, começou a bater o desespero dele ter roubado as malas, então o Alexandre foi até a esquina e lá estava o táxi. Depois fomos ao Chacaltaya, até que tinha bastante neve, foi muito legal. As paisagens eram magníficas, lagunas, riachos, e montanhas estavam presentes em todo o percurso. Fantástico. O Alexandre conseguiu subir, porém a altitude tentou me pegar e eu desisti. De qualquer forma, foi um dos melhores passeios da viagem. Foi a primeira vez que vi tanta neve. Depois do Chacaltaya seguimos até a rodoviária onde pegamos o ônibus até Copacabana. Fomos no ônibus discutindo futebol, com 2 mineiros e vários argentinos, depois de fazer a travessia de balsa até o vilarejo de San Pedro continuamos o caminho até Copacabana e ao chegar encontramos um hotel 3 estrelas chamado Ambassador, por 5 USD por pessoa, Jantamos truta, e enquanto eu fui dormir a galera foi dar uma volta, estava muito cansado e no dia seguinte iríamos até a Isla Del Sol. Gastos em La Paz : Cambio: 200 USD por 1400 BOL Cambio: 100 USD por 710 BOL Regalos – 164 BOL Telefone – 16 BOL Café – 18 BOL Táxi – 30 / 4 – 7,5 BOL Regalos – 300 BOL Táxi – 9 BOL Cartão Olympus 1gb – 130 BOL Hamburguer + suco – 32 BOL 3 Táxi – 30/3 = 10 BOL Almoço – 50 BOL Regalos – 450 BOL Tiwanaku – 60 BOL Entrada de Tiwanaku – 80 BOL Almoço – 40 BOL Regalos – 30 BOL Táxi – 10 BOL Pringles- 20 BOL El Lobo – 28 BOL Taxi Chacaltaya – 300/2 – 150 BOL Entrada – 15 BOL Ligação – 7 BOL Brosso – 14 BOL 2 águas – 8 BOL Hostel – 210 BOL Roupa suja – 24 BOL por 3 kg Onibus para Copacabana – 30 BOL Rodoviária – 2 BOL Balsa – 1,5 BOL Hotel – 35 BOL Jantar – 17 BOL
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