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rgnovelli

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  1. rgnovelli

    Dicas de trekking no Nepal

    Stink, Hendrik, como estou saindo de férias amanhã (vou passar 15 dias na Patagônia em lua de mel), não vou mais poder compartilhar a ansiedade com vocês aqui no fórum. Assim, só quero desejar a vocês toda a sorte do mundo nessa fantástica trip que eu já tive o prazer de fazer. É uma viagem que vai ficar marcada pro resto de suas vidas. Não percam um só segundo, falem com todas as pessoas, tirem muitas fotos, vivam cada segundo dessa viagem...... Aí vão as últimas 2 dicas. Cuidado com o peso da bagagem no retorno (Kathmandu - Delhi). O peso permitido é de 20 Kg e cada Kg adicional vai custar a bagatela de US$ 100,00 !!!!! Essa foi a informação que obtive no aeroporto de Kathmandu. Para não correr o risco de pagar essa fortuna, e para aliviar o peso da mochila, deixei parte das minhas roupas usadas no trekking com os sherpas. Comprem umas camisas do Brasil (as piratas custam uns R$7 ou R$8 nos camelôs) para dar aos sherpas. Eles adoram o futebol brasileiro e 2 deles chegaram até a chorar quando presenteei 5 deles com as camisetas, no final do trekking. Fico aqui aguardando o retorno de vocês com todos os detalhes. Lembrem-se que no final tudo acaba dando certo !!!! Um grande abraço e boa sorte !!!! Rogerio
  2. Vinícius / Hendrik, o dia está chegando !!!!! Imagino o que está se passando na cabeça de vocês ....... queria muito estar indo de novo...quem sabe no ano que vem... Levei um kit bem básico de medicamentos: - Dorflex (dores musculares) - não usei - Cafiaspirina (dor de cabeça) - usei - Coristina (corisa) - usei - Esparadrapo / Band-Aid - não usei - Floratil (diarréia) - usei (esse é essencial) - Trisorb (conjuntivite) - usei Da lista do Vinicius, sugiro somente incluir um colírio para conjuntivite. Como uso lentes de contato, levei por precaução e acabei usando 2 vezes. Nos 2 dias em que eu fiquei mais desgastado, acordei no meio da noite com conjuntivite. Mas nada muito sério. Com 2 dias de colírio eu já estava bem. A preocupação com a garganta tem sentido. Um dos caras que estava comigo não subiu o Gokyo Ri devido a problemas na garganta. ()`s Rogério
  3. Stink, na ida, quando cheguei em Delhi, peguei um taxi para o The R Blues e paguei 3 dólares. Não sei se esse é o preço normal ou se faz parte de um "pacote", pois me pareceu que o taxista tinha um "convênio" com o hotel. Quando eu disse que eles não aceitam nenhuma moeda que não seja a rúpia indiana, me referi somente ao Tourist Lounge que fica em frente ao aeroporto. Os taxistas e o hotel aceitaram dólares normalmente. Em Kathmandu, o ideal seriam 2,5 dias. Claro que se houver mais dias livres, melhor, pois aí você pode explorar os locais fora do eixo turístico e sentir como é de fato o cotidiano deles. Mas em 2,5 dias é possível ver quase tudo: Dia 1 : Bhaktapur e Patan Dia 2 : Kathmandu (Pashupatinath, Bouddhanath e Swayambhunath) Dia 3 : Kathmandu Durbar Square (metade do dia) O Thamel pode ser visitado em qualquer dia e horário. As lojas de quiquilharias (eqpto. técnico, jóias, CD`s, artesanato, etc...) ficam abertas até 19 ou 20 horas. Os restaurantes e bares ficam até bem mais tarde. Quando você andar a pé pelo Thamel depois das 22 horas, nào se assuste com as inúmeras propostas que você vai receber para comprar drogas. Os caras te abordam e perguntam se você fuma. Se você diz "não", eles simplesmente se afastam sem ficar enchendo o saco. Se você titubear na resposta, prepare-se para ouvir a lista completa de drogas de todos os tipos que o cara vai te oferecer........a lista é enorme..... Mas não se preocupe com violência. O Nepal, apesar de muito pobre, é um país com índices baixíssimos de violência. Andei muito sozinho, a pé, em todos os horários do dia, por locais bem distantes dos pontos turísticos, e em nenhum momento me senti sequer ameaçado por qualquer pessoa. Os nepaleses são pessoas extremamente simpáticas e curiosas sobre o modo de vida dos ocidentais. Eles se aproximam de você o tempo todo para jogar conversa fora. Quando ficam sabendo que somos brasileiros, os caras ficam maravilhados (eles adoram futebol). Um deles me disse que adorava o Brasil, e que não gostava dos argentinos !!!!!!! Depois disso, comprei uma 10 maçãs do cara !!!! Impagável..... {}`s
  4. Hendrik, é isso mesmo......saímos de Dingboche por volta de 8 horas. Depois de uma 4 horas de caminhada pelo vale de Chukung, de onde se tem uma baita vista do Island Peak, eu e outro cara decidimos voltar e passar o resto do dia em Dingboche descansando. Os outros 2 caras que estavam comigo decidiram subir o Chukung Ri. Voltaram para o lodge em Dingboche depois das 9 da noite. Me desculpe, mas não sei te informar se tem busão para Jiri aos Domingos, pois comecei o trekking em Lukla. {}`s
  5. Stink, vamos por partes... Passei uma manhã em Swayambhunath e vi 2 cerimônias de cremação. É um negócio bem tosco. Os familiares do morto enrolam o corpo em uma espécie de palha e botam fogo. Enquanto o corpo està em chamas, os familiares/amigos ficam dando algumas voltas em torno do cadáver. Depois, jogam as cinzas no Rio Bagmati e alguns ainda pulam no rio para "se purificar". Não sei se as cremações rolam o dia todo. Metade do dia em Bhaktapur é mais do que suficiente. Passei 3 horas lá sem nenhuma pressa e vi tudo o que tinha que ver, exceto o Palácio das 55 janelas, que estava em restauração. Na outra metade do dia, vá até Patan, que também é muito interessante. A macacada de Swayambhunath não dá moleza. Qualquer coisa que você deixar apoiada nos beirais do templo, já era. Os macacos levam embora, e ainda ficam te encarando. Fique esperto com seu equipamento fotográfico. Pra falar a verdade, esperava ver mais macacos por lá. Não eram tantos assim........ Acho que você vai conseguir ver tudo em Kathmandu nos seus 3 dias.. Eu passei 5 dias cheios lá, e como não tinha pressa, fui umas 4 vezes na Kathmandu Durbar Square, fui a pé até Swayambhunath, dei voltas e mais voltas pelo Thamel, o bairro das quiquilharias, etc..... Em Delhi (cheguei às 22:50 e meu vôo para Kathmandu era às 8:30) achei um hotelzinho bem razoável chamado The "R" Blues, que tinha até ar condicionado. Arrumamos um quarto para 3 que saiu por 13 dólares por pessoa. Nada como poder deitar em uma cama e tomar um banho depois de horas e horas de vôo (já tinha ficado 9 horas mofando no aeroporto de Frankfurt). Na volta, fiquei esperando em um Tourist Lounge em frente ao aeroporto (é só atravessar a rua). Se você ficar por lá, tenha rúpias indianas em mãos, pois os caras não aceitam nenhuma outra moeda para se entrar lá. Passei um puta sufoco pois na horário em que cheguei, não havia nenhuma casa de câmbio aberta no aeroporto e quem trocou dólares comigo foi o mesmo taxista que, na ida, me levou ao The "R" Blues... Conheci 2 caras que foram para Chitwan. Um deles gostou, o outro não, pois não conseguiram ver nenhum tigre. Mas os 2 disseram que dar banho em elefantes dentro do rio não tem preço.... abraço,
  6. Hendrik, quando fiz um dia de aclimatação em Dingboche, fui dar uma caminhada pelo vale de Chukung. Estávamos em 4 pessoas e 2 delas optaram por subir o Chukung Ri. Só não fui pois fiquei com medo de me desgastar demais e atrapalhar minha aclimatação, afinal de contas meu objetivo era o Kala Pattar. Mas, de qq. maneira, a montanha é perfeitamente "trekkavel". abraço,
  7. Stink, não sei se vai dar tempo de ver tudo, mas aí vão alguns passeios imperdíveis em Kathmandu: - Pashupatinath Temple - Bouddhanath Stupa - Swayambhunath Temple - Kathmandu Durbar Square - Bhaktapur Durbar Square - Patan Durbar Square - Nagarkot No Thamel, não deixe de : - tomar uma Everest Beer no Tom e Jerry Pub - jantar no Everest Steak House - gastar horas na livraria Pilgrins - comprar muitos pôsters e cartões postais - etc... Se lambrar de mais coisas, vou escrevendo.........
  8. Pena que você está com problemas de tempo. O Cho La e os lagos de Gokyo são simplesmente fantásticos. Isso sem falar da visão da Face Norte do Everest, visto do cume do Gokyo Ri. Pelo menos você já vai ter motivo para voltar ao Nepal e fazer essa rota. Tem muito lugar bacana para se conhecer em Kathmandu. Quantos dias livres você vai ter lá ?
  9. 30/40 Km por semana ?!? Eu não fazia nem metade disso na época em fui pra lá. Então nem precisa se preocupar......você não vai ter nenhum problema com a altitude. É só seguir aquelas regras que você lê em todos os livros: beber muita água, subir devagar (máximo 300/400 metros verticais por dia), se alimentar bem, etc...... Tirar fotos é uma grande terapia....tirei 700 fotos !!!! Depois de chegar no Campo Base, você vai voltar pela mesma trilha ou vai até Gokyo, cruzando o Chola Pass ?
  10. Stink, meu roteiro foi o seguinte : Dia 01 : Lukla - Monjo Dia 02 : Monjo - Namche Bazar Dia 03 : aclimatação em Namche Dia 04 : Namche - Khunjung Dia 05 : Khumjung - Tengboche Dia 06 : Tengboche - Dingboche Dia 07 : aclimatação em Dingboche Dia 08 : Dingboche - Lobuche Dia 09 : Lobuche - Gorak Shep - subida Kala Pattar (5.545 m) Dia 10 : Gorak Shep - Base Camp - Gorak Shep Dia 11 : Gorak Shep - Lobuche Dia 12 : Lobuche - Dzongla Dia 13 : Dzongla - Chola Pass - Gokyo Dia 14 : subida ao Gokyo Ri (5.483 m) Dia 15 : Gokyo - Dole Dia 16 : Dole - Namche Dia 17 : Namche - Lukla Quanto a mal estar de altitude, comecei a sentir um pouco de dor de cabeça em Dingboche (aprox. 4.400 m), mas nada assustador. Mas fiquei só o pó no dia em que fui de Lobuche para Gorak Shep e ainda subi o Kala Pattar. Fiquei lá em cima até escurecer e desci de volta à G.Shep á noite, com head lamp. Cara, nunca senti tanto cansaço na vida. Não tinha forças para nada. Fiquei tão fraco que no dia seguinte acordei com conjuntivite, diarréia, etc...... Nesse dia tia um holandês que meu um Diamox. Não sei se foi o tal Diamox, mas a verdade é que melhorei bastante durante o dia, no caminho para o Campo Base. Considerando meu preparo físico (não sou nenhum atleta), acho que me saí muito bem.. Em Gorak Shep, vi uma argentina ser resgatada de helicóptero com HAPE e no lodge em Lobuche (4.900 m) apareceu um alemão muito mal. A sorte é que tinha um médico espanhol por lá que conseguiu reanimar o cara. Mas o alemão é maluco. Fez G.Shep - Kala Pattar - Base Camp - Lobuche no mesmo dia. Quase o fulano morre de parada cardíaca. O resumo da história é : vá devagar e sempre, respeite os seus limites, curta muito o visual e a cultura local. Assim, com certeza nada vai dar errado..... Abraço...
  11. Pô, cara, eu também estava lá.... Assisti a palestra do Niclevicz às 14:15 e a palestra do Rodrigo Raineri e do Vitor Negrete às 16:45. O Rodrigo e o Vitor escalaram o Everest pelo Tibet. O Vitor chegou no cume e encontrou o Niclevicz e o Irivan lá no cume. O Rodrigo desistiu quando estava a 8.800 metros !!!!!! A apenas 50 m do cume !!!! Conheci o Rodrigo no trekking que fiz em Out/2004, ....gente finíssima.....
  12. Stink, quanto à disponibilidade de telefonia, o negócio é o seguinte: Nos principais vilarejos (Lukla, Namche, Khunjung, Tengboche e Gokyo) há alguns lodges que já possuem telefonia satelital. A discagem é muito simples e bem estável. Eu fiquei em alguns lodges que não tinham telefonia. Nesses casos, é só procurar os melhores lodges do lugar que você acaba encontrando serviço de telefonia. Mas.........prepare o bolso........os caras (sherpas) cobram a bagatela de US$ 5,00 por minuto !!!!!!! Em Namche há diversos locais com acesso á Internet, bem mais em conta (se me lembro bem, algo como US$ 10,00 por 30 minutos de acesso). Abraços, Rogério
  13. Oi, galera........deixa eu ver se ajudo um pouco.... Fiz o trekking ao Campo Base no ano passado e fiz a opção Pachage Trekking. Óbvio que fica mais caro, mas se você tem grana disponível, acho que vale o investimento. Afinal, depois de um longo dia de caminhada, você já chega em um lodge com reserva feita, o Porter já chegou e deixou suas tralhas, você não precisa ficar procurando lugar pra ficar, etc.... Fomos em 4 pessoas (nos conhecemos no aeroporto) e contratamos um Guia e 2 Porters para levar nossas bagagens. Durante a caminhada, carregamos apenas uma mochila pequena para as necessidades do dia (água, um casaco, binóculo, dinheiro, etc...). Nesse esquema está tudo incluído (hospedagem, refeições, porters, etc...). Tem gente que acha que fazer o trekking nesse esquema não tem graça, mas aí é uma questão de opinião. Eu fiz desse jeito e acreditem......foi a melhor experiência da minha vida. Download Attachment: 013.jpg 45,88 KBEstou com inveja de vocês......queria muito voltar para aquele lugar fantástico !!!!!!! Hendrik, não se preocupe com a trilha......é impossível se perder. Na verdade, a trilha é um caminho único, sem bifurcações, e não há como se perder. Como fiz o trekking a partir de Lukla, não sei dizer se o caminho de Jiri até Lukla também é assim......... Stink, respondendo o email que você me enviou, não se preocupe com as baterias. No caminho, há várias vilas onde será possível recarregá-las (Lukla, Monjo, Namche, Tengboche, Dingboche, Gorak Shep, Gokyo). Acho que só não será possível carregar as baterias em Lubuche, Dzongla e Deboche). Qualquer outra dúvida, é só perguntar....... Um abraço.......... Rogério
  14. Oi, Pat !!!! Obrigado pela dica. Estou indo para um lugar muito frio, mas mesmo assim acho que vou levar uma dessas toalhas. Vou pesquisar um pouco mais nas lojas antes de decidir.... Valeu !!!! Rogério
  15. Raquel, uma boa alternativa são as botas Hi-Tec. Comprei uma há uns 3 meses (Hi-Tec Turbulence) e paguei R$ 180,00. O preço normal dessa bota é um pouco mais salgado mas tem uma loja aqui em SP (Mundo Terra - www.mterra.com.br) que de vez em quando faz um bazar (todos os itens da loja entram em promoção de 10 a 40%) e aí dá pra comprar muita coisa boa a barata. A bota saiu com 30% de desconto e é excelente. Lá também tem Snake, Guaicurus, Bull Terrier, etc....
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