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milamguerra

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Tudo que milamguerra postou

  1. Maravilha de relato, Amanda. Agora que eu fiquei bastante curiosa pra saber o que te aguardava no dia seguinte, faz favor de não sumir de novo, viu?! E, olha, viagem sem perrengue não tem graça. Na hora dá desespero, raiva mas depois a gente acaba rindo com as "cabeçadas" e tendo boas histórias para contar. Menina, já sofri convertendo o euro em Portugal, pelo jeito vou entrar em coma se ficar convertendo a libra. Sei que vale, mas que país caro! Estou com a viagem quase toda planejada, mas o clima está me desestimulando, especialmente porque pretendo visitar as Highlands escocesas. Só vejo foto cinza... []'s, Camila
  2. Olá, José Maria! Minha bota está exatamente com o mesmo problema. Você chegou a consertar a sua? []'s, Camila
  3. @emmanuel_oliveira Pucón tem o Villarica e uma natureza exuberante. Aliás, achei um lugar muito melhor e mais barato para esquiar, especialmente pra quem é iniciante, do que o Vale Nevado. Mais pra ver lá: Ojos del Caburgua e o Lago Caburgua ali perto, caminho para o Paso Internacional Mamuil Malal, Parque Huerquehue, El Cañi, muitas termas etc. Em Puerto Varas o Osorno é imperdível com a sua lindíssima estrada e vista fantástica para o Lago Llanquihue. Tem também os Saltos Petrohue e a estrada até a cidade musical de Fruttilar. Paisagens incríveis com vulcões no horizonte. E Chiloé, os pinguins de Magalhães chegam lá em setembro. Bariloche tem MUITA coisa pra ofercer. Recomendo ir no Catedral e, mesmo que não vá esquiar, suba até o Refúgio Lynch. A vista de lá é show. Ainda tem o Cerro Tronador no PN Nahuel Huapi, a Ruta dos 7 Lagos, o Cerro Otto, barco até Isla Victoria e Bosque de Arrayanes... Enfim, é passeio pra caramba... Tenho relatos aqui no Mochileiros pra você ter uma noção: - Santiago, Pucón e Puerto Varas: - Bariloche: []', Camila
  4. @emmanuel_oliveira Em ambos os passeios você vai ver paisagens lindas. Aproveite, Mendoza tem muito a oferecer! []'s, Camila
  5. @emmanuel_oliveira Verdade. O centro de Mendoza não tem nada demais mesmo, mas eu ADOREI as vinícolas e, especialmente, a região das montanhas. Fiz um offroad show e fiz também o passeio da Alta Montanha, em que você vai percorrendo a Ruta 7, passa pela estação de esqui de Penitentes, por Puente del Inca e, se não tiver muita neve, pode fazer uma caminhadinha até uma laguna no Parque do Aconcágua, assim como falou o @D FABIANO. Se não tiver fechado de neve, também dá pra ir no Cristo, que fica na fronteira entre Chile e Argentina. Há quem goste desse passeio e há quem ache chão demais... enfim, você precisa avaliar e ver se é o tipo de passeio que você gosta de fazer. Meu relato de Mendoza (um dos vídeos está nos comentários): []'s, Camila
  6. @emmanuel_oliveira Nunca fiz o Cruce Andino, mas dizem que é lindo. Se você tiver oportunidade de fazer, acho que vale a pena. Vai passar por Mendoza e não reservou nenhum dia inteiro pra ficar na cidade? Que pecado! Estive em Bariloche, Santiago, Pucón e Puerto Varas sempre em início de setembro. Pude esquiar em todas essas cidades nessa época. Em Mendoza estive na segunda quinzena de maio e Penitentes estava fechada por falta de neve. Já o Parque do Aconcágua (um pouquinho pra cima de Penitentes) estava fechado porque tinha neve demais. Não sei como fica em setembro, mas neve é um troço imprevisível. []'s, Camila
  7. @Mariana Limongi Oi, Mariana! Estive em Portugal em maio/junho de 2018, usei vários tipos de transporte e passei por várias das cidades que você vai visitar. Dá uma olhadinha no meu relato: https://www.mochileiros.com/topic/76209-portugal-em-maio-e-junho-18-dias-por-lisboa-sintra-cascais-óbidos-nazaré-talasnal-guimarães-e-porto/. De Lisboa (Cais do Sodré) para Cascais e Sintra (Rossio) você faz de trem, é o mais prático e barato. Pode ir a Fátima de trem ou ônibus. Para Óbidos, são poucos horários/origem/destinos e a estação de trem fica um pouco longe da cidadela. Se for com malas pode ser um problema. Veja aqui o relato de uma moça que usou esse transporte para lá: https://www.viaggiando.com.br/2014/07/transporte-em-portugal.html Partindo de Óbidos para Coimbra você tem que baldear em Caldas da Rainha. Pode pegar um ônibus (ou táxi) até CR e de lá um trem ou um ônibus para Coimbra. Eu fiz esse trecho com um carro que aluguei em Cascais. Guimarães x Porto tem trem, mas eu fiz de ônibus. É até mais rápido que o trem, cerca de 1 hora. Já Porto x Lisboa eu fiz no trem alfapendular, dá duas horas e meia de viagem. No site da Companhia de comboios de Portugal você consegue ver todos os horários/itinerários/preços e planejar melhor a sua viagem de trem: https://www.cp.pt Aqui o site de uma das empresas de ônibus: https://www.rede-expressos.pt []’s, Camila
  8. @Melissa Harumy Seo Estive em maio e junho em Portugal por 18 dias e fiz um relato detalhado, dá uma olhada: Sobre passagens aéreas, na época em que estava procurando, as mais baratas eram as da Ibéria com conexão em Madri. Eu voei de TAP porque peguei um bom preço para uma passagem direta (odeio conexão e fujo delas sempre que posso), mas fiquei monitorando os preços um tempão. Acompanhe o Melhores Destinos e o ViajaNet, que sempre dão dicas de passagens com desconto. []'s, Camila
  9. @Fernando/Perereca Depende do que você pretende fazer em Lisboa. Uma coisa que gostei muito dele é que você tem livre acesso a todos os transportes públicos da cidade entre metrôs, trens (inclusive os que vão para Sintra e Cascais), bondes, ônibus, elevadores e não precisa recarregar. Você tem que analisar o que deseja fazer em Lisboa e o que o cartão dá gratuidade (incluindo transportes) ou desconto para ver se vale a pena para você: https://www.visitlisboa.com/pt-pt/plan/tickets-offers/lisbon-card Outra coisa, em Sintra ele dá descontos em alguns locais, mas só oferece gratuidade no trem que vai e volta de lá. Uma opção seria ir a Sintra no primeiro ou no último dia que estiver em Lisboa e comprar um cartão de 48 horas. @D FABIANO, tive que enfrentar as filas normalmente para poder validar a entrada. Pelo menos quando fui, não podíamos passar na frente só porque tínhamos o cartão. []'s, Camila
  10. @D FABIANO Fui no início de junho. Durante o passeio de barco o tempo deu uma pequena melhorada, pelo menos não choveu tanto quanto no restante do passeio. De todos os dias que passamos no Porto, o que fomos para o Douro foi o que o tempo estava pior. Azar mesmo. A região é incrível. Um dia a gente volta...
  11. Dia 13 - Guimarães x Porto de ônibus Levantamos cedo e saímos arrastando nossas malinhas (pequenas, ufa!) até a estação de trem de Guimarães de baixo de uma chuvinha fina e chatinha. Infelizmente vimos no painel que o nosso trem não seria operado e, portanto, pegamos um taxi até a rodoviária. Compramos nossas passagens e fomos para a plataforma indicada. Caos total. Um montão de gente embolada, perdida, cheia de malas, entre portugueses que vão diariamente trabalhar no Porto e turistas que, como nós, ficaram sem trem. MUITOS asiáticos com malas enoooormes também. Resultado: zona. Mas pegamos o nosso busum e partimos para o Porto. A viagem demorou muito mais do que esperávamos por conta de um acidente na estrada. Saímos de Guimarães com um frio danado e chegamos no Porto com o tempo um pouco melhor, sol entre nuvens. Meus pés estavam muito doloridos de tanto andar por aquelas ruas de pedrinhas durante 13 dias de viagem e, não sabendo exatamente onde estávamos quando o ônibus parou no terminal, acabei pedindo ao motorista do ônibus, (super simpático e prestativo, por sinal) para chamar um táxi pra mim. Ele recomendou que fôssemos a pé, mas insisti no táxi e lá fomos nós, por 700 mts de descida até o nosso estúdio. Rsrsrs... um furo provocado pela preguiça. Enfim, chegamos no Porto por volta das 10h e ficamos hospedados no Oporto Chic & Cozy, um estúdio super bem localizado e muito aconchegante. O horário de check-in, assim como a maioria dos hotéis e estúdios de Portugal, era por volta das 15h, mas o proprietário quebrou o nosso galho e aceitou guardar nossas malas até às 13h, permitindo que ficássemos com o estúdio a partir desse horário. Gente fina. Deixamos nossas malas no estúdio, o anfitrião nos deu todas as dicas sobre a cidade e partimos para explorar a região de mapinha na mão. Estávamos hospedados bem próximos à famosa Praça da Liberdade, onde há uma estátua de D. Pedro IV, nosso D. Pedro I. Claro que a primeira parada e as primeiras fotos do dia foram por ali mesmo, mas ficamos muito preocupados com um palco imenso que estava sendo montado ali na praça. Nossa preocupação se justificou no último dia, mais abaixo eu conto. Demos uma passada na linda estação de trem de São Bento. Estava LOTADA, quase não dava pra andar por ali com todo mundo apreciando e fotografando os azulejos, que realmente são lindos e contam histórias diversas do país. Caminhamos um pouco pelo centro e fomos até a Sé do Porto, de onde tivemos a nossa primeira vista para o Rio Douro, um dos símbolos da cidade. Eram 11:50 e a fome já estava batendo. Resolvemos dar uma olhada nos restaurantes indicados pelo nosso anfitrião e paramos em um pequeno restaurante ao lado da estação de trem de São Bento chamado O Rápido. O rapaz que nos recebeu disse que o restaurante estava fechado e que ainda demoraria cerca de 30-45 minutos para abrir. Achamos estranho, ele não parecia interessado em nos receber, mas o restaurante havia sido muito bem recomendado e o marido ficou a fim de comer a vitela que eles servem. Demos mais uma volta ali no centro (agora com chuva, só pra variar), eu ainda fui atrás de outro restaurante da lista do nosso anfitrião, mas estava fechado. Acabamos retornando ao O Rápido cerca de meia hora depois. O estômago já estava colado nas costas, de tanta forme. Havia uns dois ou três senhores almoçando e o mesmo rapaz, com cara de poucos amigos, nos indicou uma mesa. Fomos então atendidos por uma senhora muito educada e sorridente, a comida estava muito boa e veio rápido, mas saímos de lá com a impressão de que não gostam de receber estrangeiros. Cerca de 99% dos clientes eram portugueses, entre médicos, advogados etc., que inclusive chegaram com reserva já feita. Um casal de gringos (não sei a nacionalidade, mas pareciam americanos) também recebeu o mesmo tratamento estranho que nós. Coincidência ou não, foi o único dia em toda a viagem em que me senti mal depois do almoço e tive que tomar um remédio para ajudar na digestão. Saímos de lá com um pouco de sol (oba!) e fomos andar mais pela cidade. Passamos pela Igreja e Torre dos Clérigos, pelo Jardim da Cordoaria, caminhamos até a Praça de Parada Leitão ali pertinho, onde fica a Universidade do Porto e a Igreja das Carmelitas (toda de azulejos). Depois fomos na Livraria Lello (famosa por ter inspirado J.K. Rowling a compor a biblioteca de Hogwarts). Linda e cheia, como sempre. A gente tem que passar antes na “bilheteria”, que fica em outra loja na esquina, e paga-se € 5 por pessoa. Esse valor é descontado nas compras que você fizer na livraria. Antes de chegar à bilheteria a gente passa por várias “bugingangas” de franquias famosas como bonequinhos funko do HP, de Star Wars, canecas, camisas, chaveiros etc. Não se pode entrar com bolsas, mochilas ou malas, então há perto da bilheteria uns armários transparentes onde você coloca as bolsas/mochilas, e deposita € 1 para poder trancar o armário e levar a chave. É permitido fotografar e filmar na livraria, que é realmente lindíssima, mas não consegui nenhuma foto sem que alguém aparecesse pra “enfeitar” a minha lembrança. A Lello tem dois andares. Sou apaixonada por livros, mas não compro mais físicos, só ebooks, então quando saí, como não tinha comprado nada para descontar o valor da entrada, ganhei um livreto contando a história desta que é considerada a mais bela livraria do mundo. Dali partimos para o Café Magestic, outro estabelecimento comercial que virou atração turística por conta da J. K. Rowling. Dizem que no Magestic ela escreveu grande parte do primeiro livro do HP. Costuma ter fila, mas felizmente quando chegamos ela estava bem pequena e entramos logo em seguida. O lugar é bonito, mas muito antigo e está precisando de uma boa reforma em seu interior. Eu pedi um café, o marido pediu um cappuccino e cada um pediu uma torta de maçã. Nem preciso dizer que a torta era tamanho miniatura e o preço dela era inversamente proporcional ao tamanho, né? Mas pelo menos estava tudo muito gostoso. A conta? € 19,5. Eita atração turística cara! Andamos um pouco pela Rua Santa Catarina, que é cheia de lojas e, consequentemente, de gente também. Caminhamos mais pela cidade e depois passamos em um mercadinho próximo ao nosso estúdio para comprar o nosso jantar: penne com molho de tomate e champignon que fiz no estúdio (€ 2,11 para duas pessoas). Nesse mercadinho comprei também umas caixinhas de After Eight (chocolate de menta que eu AMO) por € 2. O marido trabalhou o restante da noite e não saímos mais. Dia 14 – Tour pelo Douro e degustação de vinhos Contratamos um tour pelas vinícolas e região do Douro com a agência Douro Exclusive ainda aqui no Brasil e essa talvez tenha sido a única “extravagância” da viagem. Às 9h em ponto a Ana nos pegou de van no estúdio e chegou falando português brasileiro quase sem sotaque, achamos muito simpático da parte dela. Mas quando pegamos os próximos passageiros (um casal de mexicanos) o tour passou a ser feito todo em inglês porque depois deles, chegaram um dinamarquês, uma romena e um americano. Tudo perfeito, menos o tempo, que estava bem feio e chovia bastante, mas fomos nós para o Douro assim mesmo. A região do Douro fica relativamente distante do Porto e levamos cerca de 2h até lá. Indo pela autoestrada poupa-se tempo, mas também não se aprecia a beleza da região. Preferimos passar por dentro, uma estrada “interiorana” e cheia de curvas, mas muito bela. Antes de pegar o caminho do vale passamos, na estrada mesmo, pela região onde se produz o vinho verde. Ficamos sabendo também que existe um vinho verde tinto! O nome vinho é verde é uma denominação de origem porque as uvas dessa região específica têm um grau de acidez elevado e, mesmo quando maduras, a acidez delas parece a de uvas ainda verdes. Não paramos em muitos mirantes porque a chuva não deu muita trégua, no máximo a Ana dava uma reduzida e observávamos a paisagem de dentro da van mesmo. De qualquer forma, deu pra ver um pouquinho da beleza da região do Douro. Imagino como deve ser lindo nos dias de sol. Uma das principais uvas de Portugal é a touriga nacional. A denominação que os portugueses dão às suas uvas é diferente da que usamos aqui na América do Sul e em alguns outros países, então fica difícil identificar lá a uva que a gente mais gosta ou que está mais acostumado. Lá, por exemplo, encontramos, além da touriga nacional, a touriga franca, tinta roriz, tinta amarela, touriga francesa, tinta cão, tinta barroca etc. Nada de merlot, cabernet sauvignon, malbec, carmenere, pinot noir, cabernet franc, tannat etc. A primeira parada do dia foi na Quinta de Tourais. Gente, que vinhos! O lugar é bonitinho, também funciona como hotel e o Fernando, proprietário da quinta, nos recebeu super bem. Para acompanhar os 5 vinhos que degustamos ele serviu pão, queijo e um chourizo muito bons. Se não me falha a memória, eles produzem cerca de 15.000 garrafas por ano, uma produção bastante artesanal e só comercializam vinhos de mesa, mas o Fernando nos serviu um vinho do Porto tawny direto do barril, que ele produz somente para consumo pessoal, e que já aviso: você não acha igual em lugar nenhum! Delicioso. Depois desse, todos os outros que experimentamos nas Caves de Vila Nova de Gaia ficaram sem graça. Saímos da Quinta dos Tourais direto para um almoço harmonizado no restaurante DOC, do chef Rui Paula. O restaurante é muito alinhado e fica na beira do Douro, na verdade, em cima do Douro em um deque muito bonito e agradável. Só pra variar, estava chovendo e nem deu para curtir muito a vista. Fiquei tão distraída com o papo, o vinho e a comida divina que esqueci de tirar foto lá de dentro. Eu nem sei se depois de tanto vinho eu ainda estava falando bem o inglês, mas depois de um almoço sensacional com vinhos também deliciosos, partimos para conhecer uma quinta de vinho do Porto. A Fonseca produz vinhos do Porto deliciosos e é uma parada mais “comercial”, digamos assim. Bem diferente da experiência na Quinta dos Tourais. O vinho do Porto é muito mais alcoólico do que o vinho de mesa tradicional. Geralmente tem entre 19 a 22% de teor alcoólico, enquanto os de mesa ficam, normalmente, entre 11 e 14%. Ou seja, o vinho do Porto é ótimo pra deixar todo mundo de pilequinho rapidinho. Imagine só com essa quantidade toda aí depois de outras tantas... Confesso que saí da Fonseca já bem sorridente. Pelo programa terminaríamos o passeio com um tour de barco pelo Rio Douro e como o tempo estava bem ruinzinho, chovendo e ventando bastante, a Ana nos deu a opção de visitarmos outra vinícola. No entanto, todos nós preferimos arriscar o barco e São Pedro maneirou a mão na chuva. Durante o passeio de barco, mais vinho. Sinceramente, é provável que no fim do passeio eu não estivesse falando nem o português direito... (hic!) Obviamente chegamos mortos lá pelas 19h e não saímos mais do estúdio. O jantar foi um sandubinha caseiro com suco de laranja porque era só o que “cabia” no estômago. Nós adoramos esse tour e se algum dia voltarmos à região, pretendemos fazer outro. Dia 15 – Farol Molhe do Douro e Caves de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia Acordamos relativamente cedo e às 9h15 estávamos no ponto do bonde nº 1 (Passeio Alegre), que vai até a região do Farol Molhe do Douro. Não lotou, mas havia bastante gente. Aconselho chegar cedo para não enfrentar muita fila porque este é um bonde bastante usado pelos turistas. Como toda viagem de bonde, ele sacode, faz barulho e vai bem lentinho, mas valeu. Chegando lá, caminhamos pela orla, que é bastante agradável, até o Farol propriamente dito. A manhã estava uma delícia e com sol (nem acreditei!). Há muita gente correndo, pedalando e se exercitando naquela área, que também conta com uma praça muito agradável e banheiros públicos gratuitos. A região é muito bonita mas não há nada demais por lá além do farol, da orla e da Fortaleza de São João da Foz. Minha intenção era ir à tardinha para ver o pôr do sol, acontece que o tempo ficou tão mequetrefe em todo período dessa nossa viagem que não rolou nenhum dia com entardecer aproveitável. Sendo assim, resolvemos ir pela manhã mesmo e não contar com o pôr do sol. Eu havia visto fotos muito bonitas da região no entardecer com a arrebentação dando seu show. Este espetáculo, como vários outros nessa viagem, ficou para uma próxima visita. Como já havíamos passeado de bonde na ida, resolvemos voltar no ônibus 500 (Praça da Liberdade – Matosinhos, passa a cada 20 minutos), que tem parada na Praça da Liberdade, pertinho do nosso estúdio. Custou € 1,95 por pessoa. E que ônibus! Novinho, confortável, estava vazio e conseguimos pegar os assentos de frente do segundo andar e fomos apreciando o lindo caminho às margens do Douro. Em qualquer ponto de ônibus de Portugal (pelo menos os que vi) tem um cartaz indicando trajetos, horários e preços de cada ônibus que passa por ali. Demos uma passadinha no estúdio para o marido colocar uma bermuda e descemos caminhando até a Ribeira. Já era hora do almoço e a fome apertava. Queríamos almoçar por ali mesmo e os preços só me desanimavam. A pressa é mesmo inimiga da perfeição e acabei “entrando” no pior restaurante de toda a viagem. Pedi um bacalhau frito que estava bem ruim e o marido comeu uma francesinha horrorosa. Se arrependimento matasse estaríamos agora enterrados no fundo do Rio Douro. Juro. Depois do almoço fomos caminhando pela parte inferior da Ponte D. Luís I até Vila Nova de Gaia. Prepare-se para o vento na ponteee! Nossa primeira parada foi na Cave Cálem, onde contratamos uma degustação simples com dois vinhos e outra mais elaborada com três (€ 12 + € 15) branco, ruby e tawny e compartilhamos ambas entre nós dois. É bom reservar essas visitas com antecedência porque há horários específicos para os idiomas e, como não fizemos isso, quando chegamos lá estava no horário da visita em inglês. Fomos nesse grupo mesmo, mas antes aguardamos uns minutinhos no museu da Cálem, onde há também um painel de aromas bem legal. Saímos pela loja, onde se pode comprar os vinhos do porto da Cálem. Não compramos nada, apesar de termos gostado dos vinhos. Nossa intenção nessa viagem não era mesmo trazer vinho nenhum. Caminhamos um pouco pela agradável Ribeira de Vila Nova Gaia (onde ficam as caves). Há muitos bares e restaurantes e os turistas ficam também sentados pela margem do rio aproveitando a vista, tomando sorvetes etc. Por indicação de amigos fomos em busca da cave da Graham’s, que fica um pouquinho afastada das demais, na parte de cima dessa região de caves. Subimos uma rua relativamente íngreme (embora não muito longa) e conseguimos pegar um tour mesmo sem marcar com antecedência. Dessa vez a turma da vez era em português, brasileiro. Gostamos bastante da Cálem, mas adoramos a Graham’s. Como eu disse antes, os vinhos do Porto têm teor alcoólico maior que os de mesa e ficamos preocupados com aquele tantão de vinhos do porto que estávamos bebendo (jogar fora nem pensar, né?!), mas até que foi bem tranquilo e não ficamos nem tontinhos dessa vez. Enfim, pedimos duas degustações diferentes (€ 15 e € 20), assim como na anterior, e compartilhamos entre nós. A Graham’s é mais cara que a Cálem, mas gostei mais do vinho deles, especialmente os tawny. As degustações tanto da Cálem quanto da Graham’s são servidas sem petiscos, mas na Graham’s você pode comprar tábuas que vêm com queijo, pão etc, pasteizinhos de nata, chocolates e mais umas coisinhas. Mas prepare o bolso! Além do lugar ser fofo, super bonito, por estar mais alta, a Graham’s tem também uma vista lindíssima para o Douro, Porto e Vila Nova de Gaia, com a Ponte D. Luís I na composição. O lugar tem também um café com várias mesinhas internas e externas para quem quiser ficar apreciando a vista. Chega de vinho! Não aguentávamos mais beber, tanto que quando compramos o bilhete para o teleférico de Gaia ganhamos uma degustação grátis, mas não quisemos passar nem perto. Subimos de teleférico (achei caro pelo pequeno trajeto: € 6 por pessoa) e fomos caminhando até o Mosteiro da Serra do Pilar, de onde se tem uma linda vista para o Douro e para a cidade do porto. É um lugar imperdível para quem deseja apreciar a cidade do Porto “de fora”. Descemos e atravessamos para o porto novamente caminhando pela ponte, dessa vez pela parte superior onde passa o metrô de superfície. Logo ali está a Sé, a Estação São Bento e a Praça da Liberdade. Uma caminhada curta e super agradável para fechar um dia muito bacana no Porto. Paramos em um dos bares da Praça para experimentar o tal pimento padrão, muito recomendado por um amigo nosso. Um ótimo petisco para tomar com cerveja, mas tomamos com um sprite mesmo porque ninguém aguenta tanta bebedeira dois dias seguidos, né? Perguntamos ao garçom sobre o palco que tinha sido montado ali na praça e, para nosso desespero total e completo, ele disse que haveria naquela noite um show de um DJ famoso e que no ano anterior o show tinha ido até às 4h da madruga. Se eu tivesse uma bomba na mochila tinha jogado naquele palco naquela hora mesmo. Já estava antevendo a noite sem dormir, depois o trem para Lisboa no dia seguinte e depois o avião para o Brasil mais à noite. Fiquei cansada só de pensar. Enfim, fazer o quê, né? Nada de bomba. A área estava cheia de gente já aguardando o show e resolvemos jantar em casa mesmo. Quando a noite caiu subimos a Torre dos Clérigos (€ 5 por pessoa) para observar e tirar umas fotos da cidade à noite. São 240 degraus até a parte mais alta da torre e a escada vai ficando cada vez mais estreitinha. Lá de cima se tem uma vista em 360 graus da região. Muito bonito. Sem dúvida nenhuma gostei mais do Porto do que de Lisboa, apesar de ter gostado muito da capital portuguesa também. Dia 16 – Porto Lisboa de trem alfapendular e, enfim, Lisboa x Rio Acordamos tarde porque o sujeito levou o show até às 2h da manhã e nada de dormir com aquela altura toda. Arrumamos as malas, fiz o restante do penne com champignon e partimos para a Estação de São Bento debaixo de chuva, de onde pegaríamos o trem para a estação de Campanhã e, de lá, finalmente para Lisboa. Cerca de 5 minutos separam essas duas estações e mais 2h30 separam Campanhã da estação Oriente, onde paramos, e a mais próxima do aeroporto. Descemos em Campanhã e ficamos esperando o trem, observando a preocupação de todo mundo em como entrar logo de cara no vagão correto sem ter que ficar pulando de vagão em vagão com o trem já em movimento. Bem, sei lá, mas pra não correr riscos eu sempre perguntava a um fiscal da estação onde mais ou menos o meu vagão pararia. É muito comum ver gente perdida puxando mala entre vagões. Comemos uns sandubas de atum em um café vendidos no trem. É um pouco caro, mas o serviço de bar deles quebra um bom galho. Aconselho não deixar para comprar muito depois do trem sair porque os produtos vão acabando ao longo da viagem. Já o Wi-Fi... não rolou. Novamente usamos o serviço de cacifos automáticos da estação para deixar nossas malas e fomos fazer hora no shopping Vasco da Gama, ali no Parque das Nações. Muito bom shopping com muitas lojas, cinema e uma ótima praça de alimentação. Do shopping pegamos nossas malas na estação de trem, de lá pegamos o metrô para o aeroporto e o avião para o Brasil. Até breve, Portugal! Voltaremos!
  12. @D FABIANO Uma pena não termos parado. Li por aí, inclusive, que a Universidade de Coimbra é tão importante e representativa que a J.K. Rowling se inspirou nela para compôr as vestimentas dos alunos de Hogwarts, entre outras coisas do livro. Eu gostaria muito de ter pelo menos dado uma volta de carro pela cidade, mas o marido não quis nem negociar. Chovia muito e acho que isso acabou pesando. Coimbra ficou para uma próxima oportunidade. Motivos para voltar. []'s, Camila
  13. DIA 9: Nazaré x Talasnal x Coimbra x Guimarães de carro alugado e trem Tomamos um café da manhã super bem servido com a Fátima (pago à parte) e pegamos a estrada. Amanheceu chovendo muito em Nazaré e ficamos desanimados por dois motivos: tínhamos esperança de ainda ver as nazarenas secando sardinha e o plano principal do dia era visitar a aldeia de xisto chamada Talasnal, próxima a Coimbra. Bem, ninguém seca nada na chuva né? Então, nada de nazarenas e quase desistimos do Talasnal, especialmente porque achávamos que grande parte da estrada até lá ainda era de terra. Terra com chuva nunca é bom negócio. Mas que bom que resolvemos arriscar, pois a estrada está toda asfaltada, um tapete mesmo, e a chuva não castigou tanto assim. Mas é sempre bom subir e descer com atenção porque a estrada tem passagens bem estreitas, especialmente nos trechos mais próximos às aldeias. Antes de chegar no Talasnal demos uma paradinha na pequena aldeia de Casal Novo, também de xisto. Fiquei por ali fotografando um pouquinho na esperança de ver um Hobbit... A aldeia do Talasnal é linda e maior que Casal Novo, com casas de pedra e corredores estreitos, decorada com flores e plaquinhas muito fofas. Fique atento porque a vila é construída na montanha e acompanha o terreno, ou seja, há escadas e rampas por toda parte. Vimos pouquíssimos turistas estrangeiros por lá, a maioria era de portugueses mesmo. A pedra de xisto nada mais é que a nossa ardósia, que nessas velhas aldeias eram utilizadas em estado bruto. No Talasnal há um pequeno hotel, um restaurante e um ou dois bares. Para o restaurante (Ti Lena), recomenda-se fazer reserva antes, assim como para o hotel. Nenhum deles abre no inverno e só é possível chegar nessa aldeia alugando um carro. A região é explorada também pelos trilheiros e deve mesmo render ótimas caminhadas. É linda! A chuva permaneceu por quase todo o passeio e isso acabou nos forçando a descer mais cedo do que esperávamos. A intenção era ver um pouco de Coimbra antes de entregar o carro, mas já estávamos cansados, de saco cheio da chuva e do vento frio, então entregamos o carro na Guerin e partimos arrastando as malas até a estação de trem ali pertinho. De lá partimos para Coimbra B (a segunda estação de Coimbra) e de lá para Guimarães. Chegamos quase 22h em Guimarães e fomos arrastando as malas até o Guest House Vimaranes (cerca de 1 km). Fazia um frio danado. O Vimaranes é um T1 (como chamam por lá) com 1 quarto, sala, cozinha e banheiro, muito bem localizado em uma ruela medieval lindinha, silenciosa e próxima a restaurantes, bares, padarias, atrações etc. Também recomendo. DIA 10: Guimarães a pé Guimarães é a cidade onde Portugal teve início, onde Dom Henrique nasceu, e de onde ele partiu para suas conquistas e posterior formação do país. Uma cidadezinha linda, super acolhedora e que dá pra fazer tudo a pé. Não foi à toa que entregamos o carro em Coimbra e não nos arrependemos. Por ser uma cidade relativamente pequena e super turística, estacionar no centro da cidade não é lá muito fácil. Pra quem vai de carro, talvez só seja possível encontrar vaga na região do castelo, dependendo da hora. Levantamos preocupados com a desgraça da greve dos ferroviários anunciada para o dia em que nosso trem partiria de Guimarães para o Porto. A moça do guest house procurou informações junto à CP (Comboios de Portugal) e eles confirmaram a greve, mas disseram não poder dizer qual comboio funcionaria, pois o funcionamento de cada trem dependeria da adesão de seus responsáveis à tal greve. Queríamos cancelar o trem, mas o atendente disse que isso só poderia ser feito online, já que a compra foi online. Fomos então à rodoviária comprar passagem de ônibus e descobrimos que há muitos ônibus para o Porto (de várias empresas) e que eles são até mais rápidos que o trem, pois não param. Descobrimos também que não se pode comprar passagens com antecedência, conforme fazemos no Brasil. Compra-se uma passagem sem poltrona marcada para o próximo ônibus daquela empresa que vá para o destino que você quer. Bem, nada feito então. Aproveitamos para caminhar pelas ruelas medievais e conhecer um pouco a cidade, apesar do tempo feio. Depois fizemos compra no mercado Froiz (ao lado da Igreja de São Francisco), pertinho de onde estávamos hospedados e partimos para conhecer as atrações da cidade. Logo de cara a gente vê a Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos e a Avenida do Largo da República do Brasil, muito bonita e bem cuidada. Partimos em seguida para o Castelo de Guimarães, que é uma linda construção medieval localizada no centro da cidade e logo atrás do Paço dos Duques de Bragança. Comprando os ingressos para os dois lugares a gente consegue um desconto. Não há muito o que ver lá dentro do castelo porque são só ruínas, mas a fortaleza é imponente e muito fotogênica. Lá dentro a história de Portugal é contata por meio de painéis e um videozinho educativo para crianças. Saímos do castelo mortos de fome e fomos almoçar um bacalhau a brás no restaurante Paraxut, na Praça São Tiago, ao lado do Largo das Oliveiras. Apesar do tempo estar fechando escolhemos comer do lado de fora, mas fomos obrigados a terminar o vinho dentro do restaurante, pois a chuva não teve piedade de nós. Tanto o Largo das Oliveiras quanto a Praça São Tiago (e outras pracinhas próximas) recebem muitos turistas e ficam cheias da hora do almoço em diante. O Largo das Oliveiras fica bem cheio praticamente o dia todo porque o pessoal para ali para um café, um chopp, um vinho, um lanche, um almoçou ou jantar. O lugar é uma graça mesmo. Depois do almoço fomos para o apartamento e ficamos presos até às 17h porque chovia muito forte. O marido aproveitou para trabalhar e eu para cochilar. Quando a chuva parou corremos para a nossa visita ao Paço, que fecha às 18h, com nosso bilhete já comprado no castelo. - Paço dos Duques de Bragança: imponente castelo do século XV e muito avançado para a sua época. Nunca vi tanta lareira (tamanho extra grande) em um só lugar em toda a minha vida. Ali a gente percebe que Guimarães é uma cidade MUITO fria... Dentro do palácio há uma capela, em cuja entrada há uma placa em vários idiomas (inclusive o português, claro) pedindo silêncio. E não é que havia um trio de brasileiros batendo papo em voz alta logo na entrada, DENTRO da capela? Foi necessário alguém apontar para a placa e pedir silêncio e, ainda assim, uma das moças “ameaçou um barraco”. Juro que eu não entendo por que fazemos isso... Custa tanto assim respeitar as regras, gente? Aff! Enfim, deu tempo para a visita e ainda ficamos de bobeira fotografando em torno do castelo e do palácio. Os jardins no entorno do castelo e do Paço são lindos, ótimos para tirar fotos, para relaxar, ler um livro ou fazer um piquenique. Retornamos para o apartamento, fiz um nhoque com champignon e molho de tomate para o jantar (com material comprado no mercado, total de 2,26 € para DUAS pessoas!), e jantamos com a garrafa de vinho que ganhamos. O marido trabalhou o restante da noite e ficamos em casa mesmo. Estava bem frio, a ponto de ligarmos o aquecedor. DIA 11: Guimarães a pé Amanheceu um sol lindo e logo pulamos da cama. Coloquei roupa para lavar (me agradeci várias vezes nessa viagem por ter decidido alugar algumas hospedagens com máquina de lavar) e fomos bater perna pela cidade. Adoro dias em que o sol acorda “feliz”... Na volta estendi a roupa e fomos almoçar. Nesse dia eu comi o melhor bacalhau de toda a viagem no restaurante El Rei, na Praça de São Tiago. Delícia, recomendo. Aproveitando o tempo bonito fomos caminhando até o teleférico que nos levaria ao Parque da Penha, mas ele não estava funcionando porque passava por reparos. Acabamos desistindo de subir aquele dia e fomos tomar um café no Largo das Oliveiras. À noite fomos fotografar o castelo e o Paço. Uma das coisas que mais me agradou em Portugal foi poder andar com mochila e câmera a tira colo para todo lado sem correr o risco de ser assaltada e/ou estuprada e/ou assassinada. Passava das 22h e estávamos amarradões fotografando por lugares desertos nas proximidades dos castelos. Confesso que deu um medão, especialmente quando passamos por áreas pouco iluminadas nos jardins, mas foi mais o medo costumeiro do avançado da hora + noite do que por nos sentirmos verdadeiramente ameaçados. Já no retorno passamos em frente ao Paço e ouvimos uma música erudita sendo executada com perfeição vinda de dentro dele. Olhamos o programa pendurado na porta e ficamos muito frustrados por não termos nos tocado a tempo de irmos ao tal concerto com coral sinfônico que estava acontecendo aquela noite dentro do Paço. Grande furo. Por isso, recomendo sempre olhar a programação da cidade com antecedência porque esses eventos parecem ocorrer com frequência por lá. Dia 12 - Guimarães a pé Só pra variar o tempo amanheceu fechado, frio e chuvoso. Ficamos um pouco de preguiça na cama e o marido trabalhou o resto da manhã. Em seguida, fomos direto almoçar o bacalhau do El Rey. Eu já estava até babando, mas para nossa tristeza, o restaurante estava fechado. Buááá... Comemos então um bacalhau assado no Paraxut. Gostoso e muito bem servido, mas o do El Rey ganha pelo sabor. Partimos então para o Parque da Pena com o tempo ruim mesmo, afinal, era nosso último dia na cidade e ainda não tínhamos ido até lá. Dessa vez o teleférico (5 € ida e volta, se compradas juntas) estava funcionando. Chegando lá, na saída do teleférico há uma placa pouco intuitiva com indicações sobre o parque. Não me entendi com aquela placa e escolhi qualquer caminho mesmo. Acho que todos eles são bonitos e todos “levam a Roma”, como diz o ditado... O Parque é bem extenso, tem área de camping, piscina, igreja, alguns bares e restaurantes, banheiros, estacionamento amplo e muito lugar bacana para curtir com a família. Vimos várias famílias inteiras por lá, de crianças pequenas a idosos de bengala, mesmo naquele frio todo, fazendo piquenique e se divertindo no parque. Caminhamos um pouco na área e me pareceu ser um local muito agradável em dias de com sol e calor, mas fazia um frio tão úmido e tão cortante que eu já estava doida para descer dali. Seguimos por mais alguns caminhos e chegamos no mirante que tem uma vista lindíssima da igreja com a cidade abaixo. Lá de cima a gente vê também o Castelo e o Paço no centro da cidade. Ventava demais e mesmo bem agasalhada e com um bom corta-vento eu estava sofrendo com o frio. Imagino que a umidade do local tenha feito a sensação térmica despencar. Fiquei muito feliz quando entramos no teleférico e começamos a descer. O lugar é muito bonito, mas não achei assim muito turístico não. Tem uma igreja bonita, uma vista também muito bonita, áreas naturais muito agradáveis mas saí de lá com a percepção de que é um local mais voltado para a família portuguesa mesmo e não tanto para o turista. De qualquer forma, gostei de ter ido e acho que vale a visita, especialmente em dias ensolarados. Descemos com uma chuva fininha, passamos no Largo das Oliveiras para um café com uma espécie de brioche e fomos para o apartamento arrumar as coisas e jantar (novamente o nhoque baratinho feito com material comprado no Froiz. Dessa vez compramos também um dos vinhos de 2 € do mercado, mas não gostamos muito). Ainda não sabíamos se o nosso trem seria ou não operado por conta da greve dos ferroviários. Se sim, ele partiria às 07h43 do dia seguinte e resolvemos tentar. Adorei Guimarães. O ar medieval do centro histórico, as praças, os castelos, até mesmo o friozinho... a cidade é realmente um encanto, além de muito bem cuidada. As ruas principais ficam apinhadas de jovens durante a noite nos fins de semana e durante o dia recebem muitos turistas. Quem quiser visitar, mas não quiser se hospedar lá, pode fazer um bate-volta do Porto (ou de outras cidades vizinhas) de carro alugado, ônibus, trem ou excursão por agência e conhecer o centro histórico todo em um dia. Até breve, Guimarães! Foi um prazer conhecer você. Próximo capítulo: Porto e Douro
  14. DIA 5 – Lisboa X Cascais de trem e ônibus Com malas e uns pinguinhos de chuva, resolvemos pegar o metrô ali perto do estúdio onde estávamos em Lisboa até o Cais do Sodré, estação de onde sai o trem para Cascais (€ 2,25). Tudo super tranquilo. Aliás, o transporte em Portugal é muito bom, abundante, bem interligado e prático, especialmente nas grandes cidades. Chegamos com sol em Cascais, almoçamos em um dos restaurantes próximos ao Hotel Baía, onde estávamos hospedados, e depois caminhamos um pouco ali por perto, que é uma região muito bonita. O Hotel Baía fica extremamente bem localizado e é bastante bom. Só não gostei do cheio de cigarro no quarto. Eca! Aproveitamos que o dia estava bom e fomos de ônibus até o Cabo da Roca (€ 3,35 o trecho). A rodoviária fica próxima à estação de trem, do outro lado da rua. Quando chegamos o busum estava saindo e achamos que havíamos perdido aquele horário. Foi quando uma moça se aproximou de nós perguntando se nosso destino era o Cabo da Roca. Quando confirmamos, ela acenou para o motorista, ele parou e entramos. A passagem compramos diretamente com ele. Bem, começamos a subir a serra e o tempo foi fechando, fechando e bichou. Quando chegamos lá, estava tudo cinza, um frio da p*** e ameaçando chuva. O lugar é realmente lindo, mas o vento é impossível. Fiquei desconfortável com aquela ventania toda e comecei a ter dor de cabeça mesmo bem agasalhada e com um bom corta-vento. O marido estava de bermuda e não sei como a alma dele não fugiu do corpo achando que ele estava morto de tão gelado. A região é muito perigosa, portanto, fique de olho. Qualquer escorregadela na direção do vento pode valer a sua vida. Voltamos também de ônibus para o centro de Cascais e o tempo já tinha virado completamente. Mesmo assim, esperança é a última que morre e fomos caminhando até a Boca do Inferno, acompanhando o mar, com esperança de que as nuvens deixassem o sol escapulir um pouco ao se pôr, mas não rolou. Ficamos lá um tempo brincando com a câmera e voltamos frustrados pro hotel. Uma pena. Já vi fotos muito bonitas desse local quando o sol favorece. É bom lembrar que na Boca do Inferno também venta bastante. Nossa noite terminou com uma massa e um vinho da casa em um dos restaurantes próximos ao hotel. O marido foi trabalhar e eu fui dormir. DIA 6 – Cascais Chuva, frio e trabalho. Depois do café da manhã fomos caminhar um pouco pela orla. Fazia sol entre nuvens, mas em meia hora começou a chover e ventar muito. Voltamos para o hotel, o marido trabalhou um pouco e almoçamos em um restaurante indiano DIVINO chamado Masala ali no centrinho de Cascais. Show! Parada obrigatória para quem curte comida indiana. Por falar nisso, há muitos indianos em Portugal. O centro de Cascais é cheio de restaurantes dos mais diversos tipos, todos enfileirados, uns próximos aos outros, e há vários de comida indiana e tailandesa. Eu ainda nutria uma esperança de visitar Azenhas do Mar de ônibus partindo de Cascais, mas o tempo estava uma grande porcaria e o fato de termos que ir a Sintra me desanimou totalmente. Chuva, hotel, cochilo. Acordamos com o tempo ainda feio e resolvemos tentar umas fotos do mar com longa exposição, que esse tipo de tempo favorece. Só pra sacanear, São Pedro mandou sol com chuva. Kkk... Ô perseguição! Caminhamos pelas ruelas do centro da cidade, que é uma gracinha, até que a chuva apertou demais e tivemos que voltar. Pedimos uns travesseiros em uma pastelaria ali do centro e ficamos completamente decepcionados. Não tinha absolutamente NADA a ver com o que comemos em Sintra. Mas nessa pastelaria descobrimos o nome do café que gostamos e que tomamos no Brasil (em casa, em padarias e bares, por exemplo). Guarde esse nome: abatanado. Em algumas regiões chamam de café americano (café coado). E o tal carioca de café (!) nada mais é do que o expresso com mais água. À noite pegamos um taxi no fim da rua lateral do hotel e fomos visitar a família do marido, que já mora na região há uns bons anos. DIA 7: Cascais x Óbidos de carro alugado Chuva de novo. Marido trabalhou pela manhã, almoçamos num restaurante tailandês que não achei lá essas coisas e, com nossas malas, pegamos um táxi (cerca de € 5) até a Guerin, de quem alugamos um carro online ainda no Brasil. De lá partimos para Óbidos com um pouco de chuva e tempo feio. As estradas portuguesas são ótimas e bem sinalizadas, mas o Google Maps foi fundamental. Sobre os pedágios, que lá eles chamam de portagens, optamos por passar por eles automaticamente, usando a via “V”, específica para esse fim. O carro vem equipado com um aparelhinho e você faz o pagamento dos pedágios na devolução do veículo, mas precisa contratar esse serviço quando alugar. Bem, chegamos a Óbidos preocupados em como levaríamos as malas até a hospedagem, já que escolhemos o Foral Guest House, que fica dentro das muralhas. Recomendo muito o Foral, as acomodações são pequenas, mas muito boas e práticas e ele não fica muito longe da entrada. Paramos no estacionamento do aqueduto (€ 5 por 24 horas) e fomos puxando nossas malinhas até o Foral (malas pequenas, amo vocês!). Apesar das pedrinhas serem muito irregulares, há no meio da rua umas pedras grandes que facilitam essa tarefa. Tivemos que carregar mesmo as malas somente por um pedacinho pequeno. Para quem vai ficar hospedado mais longe da entrada, há taxis por ali e eles têm autorização para entrar. Carros comuns não entram nem mesmo para deixar malas. Alguns hotéis oferecem transporte de malas por moto. Pergunte antes. O tempo não estava legal, mas fomos bater perna pela cidade. Que linda! Óbidos é uma gracinha! Acho um passeio imperdível e fiquei muito feliz por tê-la colocado no meu roteiro e ainda mais por ter escolhido dormir por lá, o que nos deu mais tempo para explorar tudo. Caminhamos bastante, tiramos muitas fotos, e tomamos um suco de laranja geladinho e M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, feito na hora(a laranja é um dos fortes da região), na praça do castelo, onde acontecem as festas medievais da cidade, (como o Mercado Medieval de Óbidos, no verão). Adorei o castelo de Óbidos também, pena não que é permitido visita-lo... Não deixem de experimentar a ginjinha no copinho de chocolate, estão por TODA parte. Tomei/comi 3, mesmo assim porque não posso com chocolate, se não, teria ficado bêbada de ginjinha e de chocolate. Rsrs... A cidade é fofíssima, cheia de lojinhas de lembrancinhas, restaurantes, pastelarias (lanchonetes/padarias) e wine bars. E, sim, fica lotada de turistas. À noite, no entanto, fica bem vazia. Pra quem tem grana e quiser uma hospedagem em grande estilo, o castelo é hoje uma pousada... Jantamos um bacalhau assado, comemos uma sobremesa de abacaxi com ginja deliciosíssima no restaurante da proprietária do nosso guest house e fomos explorar a cidade e as muralhas e tirar fotos noturnas das muralhas, mas estava um frrrriiiooo... DIA 8: Óbidos x Nazaré de carro Como o Foral não oferece café da manhã, fomos lanchar na padaria Capinha D’Óbidos. Muito boa e charmosinha. A gente vê os pães sendo preparados ali mesmo, no fogão à lenha, e recebe-os quentinhos. Nham! Depois disso aproveitamos a manhã para mais umas fotos da cidade, mesmo com tempo ruim, e para comprar lembrancinhas (a rua principal é cheia de lojinhas). Terminamos nossa estadia em Óbidos almoçando em um dos inúmeros restaurantes da região. Hora de pegar a estrada novamente até Nazaré, a cidade das ondas gigantes. Tchau, Óbidos! Amei muito você! Em cerca de meia hora/40 minutos estávamos em Nazaré. Entramos direto na parte alta da cidade, onde ficava a nossa hospedagem. Escolhi a Fátima House, onde alugamos um quarto com banheiro privativo e cozinha compartilhada. A Fátima é um doce, super prestativa e muito carinhosa com os hóspedes, não canso de recomendá-la. Ganhamos até um brinde na chegada. Deixamos nossas tralhas e, aproveitando o tempo um pouco melhor, fomos caminhar pelos mirantes da cidade, que ficam pertinho da casa da Fátima. Lindo! Lá de cima a gente vê a praia embaixo, as casas e o mar. Caminhamos pelas trilhas que levam ao farol, de onde são fotografadas as super ondas da Nazaré, que recebe surfistas do mundo todo durante os campeonatos promovidos na região. Nesse local, foi registrada a maior onda do mundo, mas não avistamos nenhuma, porque elas normalmente só acontecem em setembro. Mesmo assim, a região é muito bonita e vale a visita. Pagamos € 1 para visitar o Museu do Surf e o farol. Depois de explorar bastante a região, que também tem uma igreja muito bonita, descemos de ascensor para ver as mulheres que secam sardinhas na beira da praia, mas já era tarde e elas não estavam mais lá. Caminhamos pela orla e jantamos em um dos diversos restaurantes por ali. Subimos novamente de ascensor e ficamos pela região namorando a paisagem. Cenas do próximo capítulo: - De Nazaré à Aldeia do Talasnal (aldeia de xisto) de carro - De Coimbra a Guimarães de trem
  15. Acho 10 minutos de parada no Cabo da Roca muito pouco, especialmente se o dia estiver bom, não? É verdade que com 10 minutos eu já estava doida pra fugir daquela ventania sinistra, mas mesmo assim me parece pouco tempo...
  16. @mariojr Exatamente! O 434 está geralmente lotado, especialmente nos horários de chegada dos trens. Bateu uma preguiça danada disso e acabamos pegando o táxi mesmo. Não me arrependo, especialmente porque estávamos em casal. Além de tudo, o taxista era muito conversado e foi nos contando sobre os cruzeiros que ele faz nas férias com a família e falou muito sobre as novelas brasileiras. Pena que não assisto nenhuma. Daria um bom papo. Rsrsrs... Por falar nisso, TODOS os portugueses com quem conversamos adoram as novelas brasileiras. Sobre o ônibus de dentro do Parque da Pena, também vi que anda lotado. Pudera. Afinal, aquela subida é muita ralação em dia de sol pra quem já está exausto. Em uma outra oportunidade, eu faria muita coisa diferente em Sintra, a começar por não enfiar tanta coisa num dia só. Dá pra curtir mais e sofrer menos com um pouco mais de tranquilidade. Achei doideira o que eu fiz. []'s, Camila
  17. Olá, pessoal! Esse tópico anda parado, mas quero deixar o link do meu relato (com muitas fotos) onde conto sobre minha viagem de 18 dias em Portugal em maio/junho de 2018. Comecei por Lisboa, já postei também sobre Sinta e ainda vou postar sobre Cascais, Cabo da Roca, Óbidos, Nazaré, Aldeia do Talasnal e Porto. Taí pra quem interessar: []'s, Camila
  18. @D FABIANO O Palácio Nacional até aparece na foto que tirei dentro do Castelo dos Mouros, lá embaixo, mas só passamos em frente, por isso acabei não o incluindo no relato. Eu faria Pena e Mouros em um dia e Regaleira, Nacional e Azenhas do Mar em outro. Mesmo assim ainda é capaz de faltar tempo. São todos imensos mesmo e a gente para toda hora para uma foto. []'s, Camila
  19. DIA 4: Sintra – Quinta da Regaleira, Palácio da Pena e Castelo dos Mouros de trem e taxi Que dia! Pegamos o metrô cedinho na estação do Rossio de graça com o nosso Lisboa Card e paramos na estação final de Sintra (não desçam na estação Portela de Sintra, por favor heim!). Acontece que nem lembramos do horário em que começamos a usar o Lisboa Card e quando chegamos na estação de Sintra, o cartão já tinha vencido e não conseguimos liberar a catraca para sair da estação. Tivemos que pedir ajuda a um dos vigilantes, que liberou a catraca muito a contragosto e provavelmente achando que estávamos aplicando algum tipo de golpe. De lá fomos caminhando até o centrinho da cidade, é pertinho e a caminhada é agradável. Não resisti e fui direto à Periquita, que vende os famosos Travesseiros de Sintra. Como chegamos bem cedo, estava vazio (oba!) e os travesseiros estavam quentinhos. Nham! Que delícia! Sem fila e sem estresse experimentei o meu doce preferido de toda a viagem. Recomendo os travesseiros da Periquita. Não perca, porque não achei igual em nenhum outro lugar! De lá caminhamos até a Quinta da Regaleira, que fica próxima do centro e a caminhada é praticamente toda plana. A Quinta é um lugar lindo e delicioso para passar umas horas. Reserve um tempo para explorar os jardins cheios de simbolismos, as grutas e belas áreas de mata e quedinhas d’água dessa propriedade idealizada por um brasileiro muito sui generis. O palácio em si é interessante, mas a visita fica restrita a uma pequena parte dele. Durante nossa passagem havia um pequeno conserto com um quarteto de violinos. Muito bonito! O Poço Iniciático é surreal: E esse caminho de pedras próximo a uma queda d’água faz a gente querer ficar ali o dia todo. Ficamos apaixonados pelos jardins da Regaleira. Retornamos ao centro, almoçamos por ali mesmo e, bem, confesso que eu já estava bem cansada. Além disso, uma bolha no dedo me deixou com muita preguiça de procurar o ônibus turístico 434. Pegamos então um taxi em frente ao restaurante e subimos até o Palácio da Pena (€ 10). Fiquei surpresa de ver que o taxista falava inglês e francês. Amarrou num papo e conseguiu uma cliente francesa pra não descer com o carro vazio e ainda negociou com ela, em francês, uma viagem a Cascais. Aliás, falar dois ou três idiomas por lá não me pareceu vantagem e sim obrigação. Qualquer atendente de boteco fala pelo menos o inglês e se vira muito bem no espanhol e no francês. Na entrada do Parque da Pena compramos o bilhete conjunto com os jardins, o palácio e o Castelo dos Mouros, que sai mais barato. Eu queria visitar a área dos lagos e, por isso, tive a brilhante ideia de subir a pé caçando a entrada. #@$&*¨@&*%¨ Descemos mata adentro seguindo as placas malucas do parque, mas não tivemos fôlego pra chegar nos lagos, tivemos que subir tudo de novo e ainda perdemos o busum hop-in hop-off que roda o parque. Gente, sério, cansa demais. O palácio fica lá no alto e subir aquelas ruas no calor é um saco. Enfim, a área externa do Palácio da Pena tem uma arquitetura muito interessante, diferente e oferece uma linda vista para a cidade e para a região. De lá se pode ver o Castelo dos Mouros também. Já a parte interna do palácio, onde fica o museu propriamente dito, não achei lá essas coisas. Talvez por já estar careca de visitar o Museu Imperial de Petrópolis e os dois serem bem semelhantes, passei pelos aposentos meio sem paciência. Pra quem é apaixonado por museus, no entanto, ou que nunca tenha visitado um do estilo, vale a pena. Pra quem não quer visitar o museu, mas quer passear pela área externa do palácio e apreciar a paisagem lá de cima, aconselho comprar somente o bilhete do parque, que dá direito também a caminhar pelas sacadas externas do palácio. Lá dentro tem banheiros e bar/restaurante. Detalhe: MUITA, MUITA GENTE! Descemos as ruas do Palácio caminhando, sob os protestos do marido, e, nessa hora, já estávamos mais que mortos. Não sei quem reclamava mais dos pés, eu ou ele. Mas, enfim, apesar dos muitos protestos do marido, continuamos (é pertinho) para o Castelo dos Mouros. Como sempre, turista aos montes, de todas as nacionalidades, mas estava menos cheio que a Pena. Prepare as pernas porque é escada pra todo lado, mas prometo que compensa. O lugar é lindo, a vista é incrível e você fica ali imaginando as batalhas travadas no local. Vá protegido porque o vento muitas vezes incomoda e castiga os desavisados. Do Castelo dos Mouros também se tem uma ótima vista para o Palácio da Pena: Saímos do castelo com a intenção de esperar o ônibus 434 para descer, mas fomos convencidos pelo cansaço e pelo condutor de um carro elétrico (adoramos esses carrinhos) que ficam ali na porta “pegando” os turistas. Pagamos € 5 por pessoa até a estação de trem. Quem estiver com a grana curta pode subir e/ou descer por trilhas dentro dos parques ou pelas estradas. Outra opção é comprar a passagem de ida e volta do 434 que sai a € 3, 90 o trecho ou € 6,90 ida e volta. Meu plano era pegar um ônibus para visitar a vila de Azenhas do Mar logo depois de visitar o Castelo dos Mouros. Até dava tempo, mas não deu fôlego. Ficou para uma próxima viagem. O cara do carro elétrico disse que o melhor horário para visitar o Palácio da pena é depois das 17h, pois tem muito menos excursões. Vejo que uma dúvida geral é se dá tempo de fazer Regaleira + Pena + Mouros em um só dia. Dá sim e foi o que eu fiz, mas na correria e sem aproveitar devidamente os locais que, diga-se de passagem são lindos e caros em tempos de real desvalorizado. O Parque da Pena, em especial, é muito extenso. A escolha é sua. Eu preferia ter optado por um pernoite em Sintra. Fica a sugestão. Cenas do próximo capítulo: - Lisboa x Cascais de trem e ônibus: Boca do Inferno e Cabo da Roca - Cascais x Óbidos de carro alugado
  20. @D FABIANO No seu caso então o Lisboa Card realmente não vale a pena. Uma coisa que achei bacana nele é que os transportes são totalmente gratuitos e isso me deu liberdade para pegar o metrô, por exemplo, todas as vezes que meus pés gritaram, mesmo que só para trechos curtos de uma estação a outra. É um conforto, eu diria, porque eu pensaria duas vezes se tivesse que pagar... Acho que o Lisboa Card compensa ainda mais para quem é fãzoca de museu. Dá gratuidade em praticamente todos eles.
  21. @D FABIANO Verdade, há ônibus que percorrem o mesmo trajeto. Em Lisboa andei uma vez no bonde antigo e outras duas no bonde novo. Claro que o novo é infinitamente mais confortável e mais estável, mas é legal pegar o antigo pelo menos uma vez porque eles são uma atração em si. Só achei os condutores dos bondes muito mal-humorados não só em Lisboa, mas no Porto também... Sobre o Museu de Arqueologia, estivemos lá, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas acabamos não entrando por motivo de força maior. O problema da fila do mosteiro é que precisávamos enfrentá-la para poder validar a entrada com o Lisboa Card. Achei um absurdo, pois se já está "pago", devíamos poder entrar direto ou passar por uma fila separada. Em todos os lugares que fomos com o cartão, tivemos que enfrentar a fila normal para validar a entrada. Se você comprar o ingresso para a Torre de Belém e para o Mosteiro em conjunto também tem um bom desconto. []'s, Camila
  22. Olá, Silnei! Postei há pouco um relato e também não consigo inserir as tags. Pode me ajudar? Obrigada! Camila
  23. Olá, mochileiros! Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts. DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. Mesmo assim, valeu muito. Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora. Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato! Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto. Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo! Há também lontras, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc. Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp. Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações. O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card. Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h. De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas. Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região. Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc. Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água. Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos). Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz. DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa. Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar. À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto. Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo. Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita... Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal. DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde) Um dia que eu não repetiria. Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro. - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país. - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali. A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas. Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa. Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco. Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe. Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol. Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo! Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. Veja mais abaixo: - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita - Cascais e Cabo da Roca de trem e ônibus - Óbidos, Nazaré e Aldeia do Talasnal de carro alugado - Guimarães de trem - Porto e Douro de ônibus e bonde
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