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ThaísLopes

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  1. Oi Má... Fico feliz em ter contribuído com a sua viagem! As informações daqui do site foram super importantes pra mim tb! Aproveita bastantão cada minutinho da sua aventura e depois conta pra gente! Beijinhos e boa viagem!
  2. Oioioi Henrique!!! Vou colocar as fotinhos sim!!! Essa é a última parte da missão! hehehe Juro que em breve separo algumas e posto! Palavra de escoteiro!
  3. Roma - Hora de voltar pra casa! Acordamos e terminamos de organizar o que faltava! Nossos sapatos eram o retrato do que havia sido a viagem: estavam acabados! (Tanto que tivemos que deixar alguns por lá!) Pegamos o ônibus para o aeroporto na hora do almoço! Chovia. O trânsito que já é caótico, ficou ainda pior! O motorista gritava, acenava e xingava cada carro que cruzava o caminho. Estava visivelmente nervoso e não parava de olhar para o celular, devia ter brigado com a namorada. Foi então que o aparelhinho tocou e ele abriu um sorrisão. Em alto e bom som, Michel Teló cantava no toque do celular: Nossa... nossa... assim você me mata! Ai, se eu te pego...ai...ai...se eu te pego! Depois do telefonema, ele acalmou e nós percebemos que o Brasil já nos mandava lembranças! Era hora de voltar para casa!
  4. Roma - Dia 4 Pensar que esse seria o nosso último dia de viagem, dava até um aperto no coração! Nessa altura, eu estava acabada: meus pés criaram calos que antes não existiam e eu já me sentia preparada para correr a maratona de São Silvestre! Mesmo assim, teria disposição para continuar as andanças pelo mundo por toda a vida! Mas era hora de diminuirmos o ritmo! Apesar de tudo o que ainda havia pra ser visto em Roma, já havíamos visitado os pontos imperdíveis da cidade. Tive vontade de voltar pra visitar os favoritos, mas percebi que teria que andar a cidade toda e rever tudo de novo! Foi então que decidimos fazer passeios mais alternativos e nada melhor do que começar com uma visita à Cripta dos Monges Capuchinhos. O lugar é um tanto macabro e nada comum ao que se refere à igrejas católicas! A capela é toda coberta por ossos humanos, formando arcos, luminárias e detalhes feitos com mandíbulas, fêmures e ossos da bacia dos antigos monges! Alguns esqueletos inteiros ainda repousam sentados vestidos com suas túnicas! É impressionante! Depois desse passeio, era hora de seguirmos para o outro lado de Roma, para conhecer a Igreja de São Paulo Fora dos Muros. Depois de nosso passeio pela Necrópole de São Pedro, tivemos um panorama tão amplo sobre a História do Cristianismo em Roma, que decidimos conhecer a basílica. Pegamos o metrô e depois de alguns minutinhos estávamos na região de Testaccio. A imensa basílica, uma das quatro igrejas patriarcais do Vaticano, foi construída sobre o túmulo do apóstolo Paulo em 324, mas infelizmente foi bastante destruída por um incêndio no século 19. Desde então, os detalhes artísticos de toda a arquitetura tentam ser restaurados. O que mais impressiona é os mosaicos dos papas, de Pedro a Benedito XVI, enfeitando as paredes da igreja. A grandiosidade da basílica, repleta de mármore não deixa nada a dever para a do Vaticano. O interessante é que, diferente da Basílica de São Pedro que vive apinhada de gente, aqui é possível caminhar com tempo e admirar a beleza do lugar. É possível ainda ver as ruínas de onde se acredita estar Paulo e as correntes que foram usadas para prendê-lo. Tanto o tour à Necrópole no Vaticano, quanto à visita a essa igreja, valem a pena mesmo para quem não é católico! Conhecer esses lugares é, na verdade, um banho de História. Ainda decididos a tirar o dia para passeios diferentes, saímos do circuito turístico para conhecer a Feira de Testaccio. Essa região é bem diferente do Centro Histórico, aqui é onde a população vive e leva sua vida rotineira, saindo para comprar legumes ou caminhando despreocupadamente. Roma tem tantas caras que às vezes dá até a impressão de que mudamos de cidade! Na feira de rua do bairro foi possível se misturar aos locais, ver velhinhas pechinchando, senhores conversando alto, e bancas vendendo os mais diversos produtos! Se o Centro Histórico é o coração da Roma Antiga, é em Testaccio que pulsa a realidade da Roma de hoje! Depois de viver um pouquinho da vida como ela é, seguimos para a Villa Borghese para descansar e absorver um pouquinho tudo o que havíamos visto nesses dias 30 dias de viagem. Ali, sentados nos banquinhos do parque, ficamos relembrando as peripécias da nossa aventura pela Europa. Não visitamos os museus, as galerias ou o zoológico, o que importava era ficar ali, sem pressa, se despedindo do que foi a melhor viagem de nossas vidas. À noite jantamos no mesmo restaurante do dia anterior. O dono do lugar, nos reconhecendo, foi super gentil e quando descobriu que tínhamos ascendência italiana passou a nos tratar como velhos amigos! Ao descobrir que nosso sobrenome de família era Moretti, mandou um de seus garçons sair para comprar a famosa cerveja italiana, que traz o mesmo nome. Tudo para nos agradar! No final, ganhamos desconto na conta e a cerveja como presente! Cortesia da casa, disse ele! Essa foi uma boa despedida da cidade! Antes de voltar para o hotel, ainda faltava se despedir do Coliseu! E ele estava lá, todo iluminado, se despedindo e já deixando saudades! Roma é uma cidade de múltiplas caras e já tínhamos visto quase todas elas: é a terra em que o papa mora, onde a pizza e o espaguete fazem o maior sucesso, é a terra dos italianos emotivos e tagarelas. Sem dúvidas, há atrações para muitos dias e muitas viagens! Agora é torcer para que a moedinha jogada na da Fontana di Trevi nos faça voltar!
  5. Roma - Dia 3 A capital da Itália é linda, mas é apenas parte do espetáculo. Ir até Roma e não conhecer o Vaticano e seus museus é quase um pecado! A esplendorosa Basílica de São Pedro, sua praça, os Palácios Papais e o Museu do Vaticano fazem desse Estado um motivo para voltar a Roma muitas vezes. Tanta beleza nos faz até esquecer o quanto da História Antiga se perdeu embaixo dos mármores do Vaticano. E embora muito tenha se perdido, um novo tesouro renascentista se ergueu. Sob a enorme cúpula projetada por Michelangelo, a Basílica de São Pedro impressiona os fiéis, inclusive os que não são católicos. A construção demorou mais de um século e todos os arquitetos romanos da época, renascentistas e barrocos, estiveram envolvidos de alguma maneira com o projeto. Com 11 capelas, 45 altares e 187 metros de comprimento, há verdadeiros tesouros, como a escultura de mármore Pietà, de Michelangelo, protegida por um vidro desde 1972. O foco central é o altar papal, onde se pode ver a cripta onde estaria enterrado São Pedro. Uma das experiências mais incríveis que tivemos, foi o tour pela Necrópole de São Pedro. Conseguir data para esse passeio não é tarefa fácil, a dica é agendar com bastante antecedência. Para a nossa sorte, conseguimos! Nosso guia foi um padre brasileiro super simpático chamado Wagner. Na visita, se desce por 7 metros nas escavações feitas em 1940, onde encontraram um túmulo que se acredita ser de São Pedro. As explicações do padre dão um panorama histórico muito legal de Roma e nos fez entender melhor as ruínas da cidade. Recomendo! Na saída do passeio, é possível subir ao domo da basílica e ter uma visão de todo o Vaticano. Apesar de ter a opção de pagar pelo elevador, a parte mais difícil da subida tem que ser feito à pé mesmo. O jeito é (mais uma vez) preparar as perninhas! Já visitar o Museu do Vaticano é mergulhar em uma das maiores coleções de arte clássica e renascentista do mundo. É possível observar antiguidades gregas e romanas, túmulos etruscos e escavações do Egito. Na época do renascimento, diversos trechos do museu foram decorados, entre eles, os aposentos do papa Júlio II, feitos por Rafael. O artista e seus discípulos levaram 16 anos para terminar. O gênio morreu antes de ver seu trabalho concluído, mas o resultado foi uma obra brilhante que pode ser conferido nas Salas de Rafael. Os corredores do Museu também levam a uma das obras mais aclamadas do mundo: os afrescos da Capela Sistina. O projeto da capela em si é bem simples: há apenas uma sala retangular e ampla com as mesmas medidas que a Bíblia atribuiu ao Templo de Salomão. Os visitantes entram olhando para cima, e veem o teto pintado por Michelangelo. Logo em seguida, abaixam a cabeça à procura do Juízo Final, daí o olhar se perde na frente de imagens tão perfeitas, criadas por esse grande gênio italiano. O único defeito disso tudo é a muvuva turística e a proibição das fotos (que todo mundo finge ignorar!). Depois de passar praticamente o dia todo no Vaticano, ainda tínhamos muito o que ver em Roma, por isso seguimos à pé a Via della Conciliazione rumo ao Castelo Sant’Angelo. Outra vez, nossas perninhas entraram em ação para a subida até o terraço. Depois dessa viagem, descobri que o provérbio está errado, o certo seria dizer “quem tem perna, vai a Roma!”. Cruzamos a Ponte Sant’Angelo impressionados com as esculturas. Todas elas são réplicas das obras de Bernini que antes enfeitavam o lugar. Cada um dos anjos seguram um instrumento usado na paixão de Cristo. A perfeição dos detalhes impressiona! Depois de tanta andança, nosso descanso foi na Piazza Navona. A praça concentra diversas atrações entre suas três fontes. Em estilo barroco, ela é repleta de cafés e lojas. No verão, os artistas de rua são figurinhas carimbadas. Mesmo cansados, ainda tínhamos que dar mais uns passinhos até nossa última atração do dia, a igreja das igrejas de Roma. O Pantheon é um dos edifícios mais simbólicos da cidade e só se tem a real dimensão de seu tamanho e de sua beleza diante dele. Quando visitamos, haviam tantos turistas disputando um espacinho para entrar, que fez com que desistíssemos da visita. Estávamos cansados demais para o empurra-empurra geral. Uma pena! Hora de voltar para o hotel, tomar banho e se arrumar para o jantar! Fechamos o dia com comida italiana! Nham nham nham!
  6. Roma - Dia 2 Hoje era dia de visitar as ruínas do Coliseu e do Fórum Romano! Eu estava radiante, afinal a Roma dos imperadores estava logo adiante! O Coliseu dispensa comentários! A engenhosidade do lugar e as estratégias para fazer dali o palco de grandes espetáculos fascina. Para entender melhor o Fórum Romano, centro da vida política e comercial da Antiguidade, vale subir no Monte Capitólio e observar de cima como se organizam seus templos, arcos, igrejas e como se desenha a Via Sacra. Logo na entrada está a Basílica Aemilia, um saguão retangular construído em 179 a.C. Perto dali, os Plutei de Trajano, belos painéis encomendados pelo imperador com a finalidade de decorar a Rostra, tribuna onde aconteciam os discursos, aparecem em destaque. Mais alguns passos, surge o Arco de Sétimo Severo, o monumento mais preservado do conjunto. Ainda há uma série de templos: de Saturno, Vespasiano, de Júlio César, Castor e Pólix, de Vespa e as enormes ruínas do Templo de Vênus e Roma, erguido em 121 a.C. Mais da era imperial pode ser visto nos Mercados de Trajano. No primeiro, a coluna que leva o nome do imperador é a grande atração. Com 30 metros de altura, sua construção é marcada por cenas esculpidas em sua estrutura que retratam a conquista da região da Dácia (atual Romênia). Logo atrás, eis que surge o que seriam os shoppings daquela época. Os Mercados de Trajano, eleitos entre as maravilhas do mundo clássico, reuniam mais de 150 lojas, que vendiam sedas e frutas. Com a mesma entrada que dá direito ao Coliseu, é possível ainda visitar a Colina do Palatino. Basta cruzar a Via Sacra e entrar em um dos locais mais agradáveis da Antiguidade. Com ladeiras repletas de pinheiros e flores silvestres, esse foi o lugar, segundo a lenda, onde Rômulo e Remo foram criados. Não deixe de conhecer os Jardins de Farnese, um dos primeiros Jardins Botânicos da Europa e o Domus Augustana, palácio que recebeu esse nome por ter servido de residência aos imperadores Augustus. Os Museus Capitólios também são imperdíveis: no Palazzo Nuovo, projetado por Michelangelo, há uma bela seleção de esculturas gregas e romanas; no Palazzo dei Conservatori, há salas cobertas por afrescos, grande acervo de esculturas e as galerias de arte do segundo andar exibem obras de Caravaggio, Veronese e Ticiano. Separe metade do dia pra conhecer essas atrações! Foi o tempo que levamos (E olha que nem ficamos muito tempo admirando aquilo tudo!). Descemos para o Circo Massimo, que apesar de ser apenas um descampado hoje em dia, era onde ocorriam as corridas de cavalos que animavam os romanos na Antiguidade! Bem próximo dali, um homem se aproximou e tentou aplicar um golpe na gente! Mal sabia ele que brasileiro é tudo macaco velho! Primeiro, ele pediu um cigarro afim de puxar papo. Quando viu que éramos brasileiros, começou a elogiar o clichê Brasil-futebol-samba! E fazia questão de pagar pelo cigarro! Disse que só tinha notas de 100 euros e que estava sem troco (nessa altura, ele já abria a carteira para nos mostrar um monte de notas!). A grande idéia era nos dar os 100 euros para que voltássemos troco pra ele! O homem muito solícito, ainda concluiu: Se vocês não tiverem euros, eu aceito dinheiro brasileiro! É pra rir ou pra chorar?! Enquanto saíamos de fininho, ele tentava nos acompanhar. Amigo, tenta com outro porque com a gente essa história não vai colar! É, meus caros, viver em um país onde tem tanta malandragem nos faz reconhecer um malandro de longe! Aqui são anos e anos de experiência! Nessa mesma região, vimos um vidro de carro quebrado. Os cacos ainda estavam no banco e o dono ainda não tinha descoberto que era o sortudo da vez! Hora de deixar tudo isso de lado e colocar a mão na Bocca della Veritá, escultura que supostamente morde as mãozinhas dos mentirosos. (Provavelmente, o malandrão que havia nos abordado a pouco, não se arriscaria!) Ela fica logo na entrada da igreja de Santa Maria de Cosmedin e mais uma vez, filas de turistas tomam o lugar. Dali, só uma ponte nos separava de Trastevere, o bairro mais charmoso de toda Roma! Atravessamos a ponte Palatino, (de onde é possível ver o que restou da Ponte Rotto, construída em 142 A.C.) e lá estávamos nós! Roma é uma confusão maravilhosa, tropeçamos em ruínas nos lugares mais improváveis, damos esbarrões em turistas com câmeras em punho e em gladiadores perto do Coliseu. Isso sem falar das igrejas escondidas, dos museus e das praças apinhadas de gente em volta! Mas é em Trastevere que tudo parece ficar mais tranquilo, é onde as pessoas se sentam à mesa e esperam o tempo passar diante de um bom vinho. Essa foi a região da cidade que mais gostei! O bairro ainda traz sua própria identidade, parecendo um vilarejo. Sem dúvidas, depois de uma maratona turística, vale a pena se refugiar pra essas bandas! Na década de 60, a Via Veneto era a região da curtição, hoje este título está com Trastevere. O labirinto de ruelas que formam este bairro, um dos mais originais da cidade, aos poucos tem se transformado em um lugar repleto de casas noturnas e butiques. Se estiver por lá, aproveite o clima do lugar, sente-se em uma mesinha ao ar livre, observe o vaivém dos romanos e termine o dia em uma Pizzaria - porque na Itália, literalmente, tudo acaba em pizza. Depois de passear pelo bairro, seguimos para o Monte Gianicolo. A subida é bem íngreme, mas a vista que se tem de lá de cima compensa a caminhada! Depois de tantas subidas durante a viagem toda, as perninhas começavam a reclamar, então na volta, pegamos um ônibus e seguimos para mais uma das regiões conhecidas da cidade. A área de Campo de Fiori, parte da Roma renascentista, é um lugar de compras e agito noturno. Na praça com o mesmo nome, as barraquinhas de frutas, legumes, carnes, aves e peixes movimentam o mercado que existe há séculos. Todos os dias, menos aos domingos, comerciantes e turistas lotam a praça. Mercearias e padarias completam o mercado, que nem sempre foi um espaço alegre. No centro da praça, há uma estátua do filósofo Giordano Bruno, queimado em 1600. A escultura é uma cruel lembrança das execuções que aconteciam ali. O dia chegava ao fim. Depois de muita História e muitas andanças, era hora de voltar para o hotel, amanhã era dia de Vaticano.
  7. Roma - Dia 1 Sabe aquele tipo de lugar que dá vontade de voltar uma, duas, três, diversas vezes e mesmo assim na hora de ir embora se tem a sensação que ainda falta muito para conhecer? Pois bem, esse lugar é Roma! Quem visita a cidade tem a certeza de duas coisas. A primeira é que não é possível ver tudo em uma única viagem, a segunda é que se anda muito. O metrô não chega ao miolo histórico, na verdade são apenas duas linhas. A limitação é devido ao subsolo, com mais de 2 mil anos de História, onde sempre tem algo novo surgindo em cada escavação. Mas mesmo com poucas linhas, se chega rapidinho ao Coliseu. E foi pra lá que fomos assim que chegamos à cidade! Dispensando grandes explicações, o maior anfiteatro da capital foi construído no terreno pantanoso onde estava o Palácio de Nero, a Domus Aurea. Para compreender cada pedacinho dessa obra admirável, contratar o audioguia é de grande ajuda, ou então ficar de ouvidos bem abertos para as explicações dos guias que se espalham pelo lugar! É bom ficar atento também aos “gladiadores”, que cobram para tirar fotos com os visitantes. Antes de posar com um sorrisão ao lado de um deles, negocie o preço. Devo admitir que fiquei impressionada com o Coliseu, tanto que todos os dias fiz questão de voltar ali pra dar uma olhadinha nele! No primeiro, apenas o vimos por fora, a visita ficaria para o dia seguinte, quando validaríamos nosso Roma Pass e desbravaríamos a cidade e seus museus! Dali, inspirados pela grandiosidade de tudo à nossa volta, seguimos para a Fontana di Trevi. Moedinha separada, hora de fazer um pedido! Cada um que passa por lá faz isso! Dizem que assim sempre se volta à Roma. Lembre-se de separar a moeda e a paciência para esperar sua vez à frente da maior fonte da capital. Pedido feito, hora de seguir para a Piazza del Popolo, mas antes disso faríamos uma paradinha rápida na Piazza di Spagna. No formato engraçado de uma gravata borboleta, a praça mais famosa da capital ferve durante os dias de verão (inclusive à noite). No centro, a Fonte da Barcaccia tem sido o principal ponto de encontro dos visitantes. A Scalinata di Spagna, belo lance de degraus salpicados por azaléias, é um dos cartões postais de Roma. Ok, admito, a escada é linda, mas depois de quase 1 mês de mochilão pela Europa, deu quase vontade de chorar na hora de subir todos aqueles degrauzinhos! O forte dessa região são as compras, a Via Condotti, ali pertinho, apesar de estreita, é o reduto das lojas mais elegantes do mundo. Sapatos, roupas e artigos de couro estão distribuídos nas vitrines de Valentino, Giorgio Armani, Salvatore Ferragamo e outros estilistas italianos responsáveis por ditar a moda pelo mundo. Chegamos então a Piazza del Popolo, que ao meu ver, não é tão bonita assim. A caminhada até ali nos deixou bem cansados, tanto que nem animamos de subir no Terraço Pincio! Não queríamos nem ouvir a palavra subida! O desânimo tinha mais a ver com o acúmulo de cansaço da viagem do que propriamente com as distâncias em Roma! Ainda assim, resolvemos voltar à pé, cortando ruas e admirando a arquitetura e monumentos que se mostravam a cada quarteirão. À noite resolvemos comer em uma trattoria próxima ao hotel. Amanhã, o dia seria de mais andanças pela cidade, então o melhor era descansar!
  8. Florença - Cinque Terre (Mar da Ligúria) Esse foi um daqueles dias em que bateu a dúvida do que deveríamos fazer!!! Florença estava ali, nos esperando... Mas havia Cinque Terre, a algumas horinhas dali! O que fazer??? Nos meus planos, já era pra termos conhecido Florença todinha... Mas na prática não foi bem assim! Logo que chegamos, a chuva não nos ajudou muito e o maridão teve que se recuperar do início de dor de garganta que ameaçava a viagem! No dia anterior, havíamos desbravado parte da Toscana... Isso queria dizer que nos dois dias em que estivemos na cidade, pudemos conhecê-la apenas à noite... E agora? O que fazer? Bom, Florença é pequenininha e já havíamos conhecido boa parte da cidade, decidimos então embarcar no trem, rumo à mais uma aventura: Cinque Terre! E lá fomos nós! A viagem de trem durou 2:30h. Esse é um passeio bem corrido pra quem sai de Florença e o corre corre não condiz com a calmaria do lugar! Lá é o tipo de lugar que a gente deve conhecer com calma, sem pressa! Chegamos à cidade e compramos o nosso passe de trem que permite conhecer os pequenos vilarejos na encosta do mar! Coisa mais fofa... Acontece que aqui, eu não contava com um detalhe: o medo (ou receio, como ele diz) que o maridão tem de altura! A cada paisagem que se abria diante dos meus olhos, um mar de desespero parecia tomar conta dele! Judiaçãooooo! Ele, vendo a minha animação, até tentou seguir pela encosta sem demonstrar a aflição que o tomava... mas isso não durou muito tempo! Na terceira ou quarta vila, ele não quis arredar o pé da estação de trem! Se justificou, dizendo que tudo era muito parecido e que devíamos voltar pra Florença! Juro que esperneei, briguei e tentei convencê-lo, mas vendo que ele não estava curtindo tanto quanto eu, decidi voltar! Até hoje, ele acha que eu não percebi que aquilo tudo foi por causa do medo de altura!!! (Ele acha que me venceu com a ideia de assistirmos a um lindo por do sol florentino!) hehehe De volta, não perdemos tempo, fomos desbravar o restinho da cidade que nos faltava conhecer! Pra mim, Florença foi uma grande surpresa! Ela resume exatamente o que eu imaginava da Itália... Enquanto Roma é um frenesi doido, por ali tudo tem um ritmo pacato, sem pressa... O sonho italiano de se caminhar por ruazinhas calmas, ao som de uma autêntica música italiana e por fim jantar em uma cantina com toalhinhas quadriculadas e um cardápio digno de se dizer "Mamma Mia" em voz alta, é o resumo de Florença! Amanhã era dia de seguirmos para o destino final da nossa viagem: Roma estava à nossa espera!
  9. Henrique, Vc acha que a gente não foi atrás de ingressos??? O valor é que não deixou... 2500 euros pra cada um!!!! hahaha Missão impossível!!! Mas a festa valeu por si só! Tanto que o maridão jura que a gente ainda volta pra assistir a uma final de perto!!! Vou tentar postar o finalzinho do relato... Estou em dívida com o Fórum! Depois tento dar mais detalhes dessa bagunça toda!!! Até mais!!!
  10. Oioioi Marcelle, Olhando o seu roteiro, deu até vontade de viajar de novo! hehehe Londres ficou bem apertado, 3 dias vai ser quase uma maratona! Tem muita coisa pra ver! Eu fiquei 5 e ainda voltei com gostinho de quero-mais! Eu tb não faço o estilo doida por museus, mas lá é quase impossível deixá-los passar despercebidos! Como o seu tempo por lá vai ser curtinho, vc vai ter que diminuir sua listinha de visitas. No seu primeiro dia, vc quase nem vai ver a cidade... só vai ficar dentro de museu! Daí não dáááá! Vc vai surtar! hehehe Os museus são enormes e mesmo que vc caminhe rapidinho, numa visita express, vai gastar pelo menos umas 2h em cada um! Sua lista inclui: - Natural History Museum - Science Museum - Victoria and Albert Museum - National Gallery - Tate Modern - London Tower Isso já dá 12h de imersão cultural... e olha que tem museu que vc gastará mais de 2h fácil fácil! Palpitando... eu tiraria a National Gallery (Ou passaria beeeeemmm rapidinho!), o Victoria and Albert Museum e o Tate Modern. (Esse último vale a pena se vc curte um estilo de arte mais moderna!) Outra dica é pesquisar antes sobre os museus e já ter uma idéia do que se pretende ver... Vamos nos falando e trocando figurinhas! Beijinhos
  11. Fico feliz em poder ajudar!!! Sei o quanto as dicas podem ser importantes nessa fase de planejamento! Que bom que o relato está sendo útil! Praga é bem fácil de se locomover... tudo é muito próximo! Eu praticamente não usei transporte público por lá... pra não dizer que não usei, peguei um tram (bondinho) na chegada e na volta! As informações sobre qual pegar verifiquei com o hotel! Já em Berlim, eu comprei o passe que dava direito aos transportes na cidade... assim pegava ônibus ou metrô para me locomover!!! Sobre o Global Pass - Pra mim achei super vantajoso! Explico porque: Primeiro que eu tenho uma leve tendência a chegar atrasada aos lugares e como previsto, isso realmente aconteceu na viagem (De Amsterdam para Berlim)... Como viajaríamos para vários lugares, pudemos fazer alguns passeios bate-volta! Mas o mais importante de tudo foi que o passe flexibilizou nossa viagem: Qdo chegamos em Veneza estava a maior chuva! São Pedro realmente não poupou esforços pra fazer Veneza ter mais água do que já tem! De lá da estação mesmo, resolvemos ir direto para Florença onde voltamos a encontrar aquele casal de amigos que havíamos deixado pra trás em Berlim... Eles haviam alugado um carro para conhecer a Toscana e embarcamos nessa com eles! Depois eles ficaram em San Giminiano e nós voltamos de trem para Florença! No fim, não conhecemos Veneza, mas nos aventuramos por outras paisagens da Itália! Ainda por lá, decidimos conhecer a região de Cinque Terre! Nada disso estava nos nossos planos e com certeza, o fato de não termos que nos preocupar com o trem ajudou muito! Se vc for viajar em mais pessoas, tem como vcs escolherem o passe Saver. Nesse caso, vcs tem desconto de 15% por viajarem juntos... Os passes de segunga classe são apenas para menores de 25 anos, fora isso só 1ª classe. A vantagem é que na hora das reservas (que são obrigatórias!) há sempre mais horários disponíveis para o pessoal da primeira. Vc vai gastar uma grana a mais com as reservas e deve levar em consideração tudo isso... tudo varia de trem pra trem, uns são mais caros que outros... depois dá uma olhada no site da Eurail pra ter uma noção dos valores! O Eurostar fica fora do passe e o preço é sempre salgadinho... O passe comprei pelo site da Eurail e as reservas eu fiz daqui do Brasil direto pelo site da Rail Europe! Depois de fuçar, fuçar e fuçar descobri que tem como fazer as reservas por esse site sem ter que consultar a ttoperadora (que é a representante aqui do Brasil e cobra uma taxa para efetuar as reservas!). Além do passe, viajei com todas as reservas feitas! Espero ter ajudado! Beijinhos
  12. Florença/Toscana - San Giminiano - Dia 2 Logo de manhãzinha, saímos ao encontro da Vivi e do Fred. Eles haviam alugado um Cinquecento para viajar até San Giminiano. Nossa aventura começava mais uma vez, agora em um carrinho tão pequenininho que mal cabiam nós quatro. Para dar mais uma pitada de adrenalina, o carro não vinha equipado com GPS. Isso queria dizer que, com um mapa em mãos, teríamos que nos achar nas estradas da Itália! Conclusão: as multas começaram a chegar meses depois. Aviso a quem pretende dirigir por lá: há uma verdadeira indústria de multas no país! E ela ganhou ainda mais força com a criação das chamadas Zonas de Tráfego Limitado. Nessas áreas, normalmente nos centros históricos de diversas cidades turísticas, há restrições de horário para circulação. O difícil é saber quais são eles. É um verdadeiro martírio para o motorista estrangeiro. Em Florença, esse tipo de infração corresponde à metade das multas de trânsito da cidade. Pena que só descobrimos isso depois! Nos perdemos algumas vezes, mas logo achamos a saída para a pista. Depois de algum tempo, era como se estivéssemos em uma cena de filme: uma pequena estrada cheia de curvas, margeada por campos, de onde se avista uma igrejinha com ar medieval bem no alto da colina. É, meus caros, esta é a bela realidade de uma das regiões mais charmosas da Itália, a Toscana. Quem conhece esse pedacinho italiano que mais parece um cenário produzido, deve esquecer o relógio e se desconectar do resto do mundo. O segredo aqui é curtir o momento de forma plena. A primeira cidadezinha que conhecemos foi Greve. Esta é a capital não oficial da região de Chianti, famosa por seus vinhos. Ela não faz parte da rota turística e fica situada em um labirinto histórico em uma colina de onde se revelam paisagens inesperadas. Por não fazer parte do roteiro de cidades imperdíveis, ela ainda guarda aquela carinha de cidade medieval a ser descoberta. A praça principal é a Piazza del Mercatale e por lá se encontram várias lojinhas que vendem os famosos vinhos Chianti. Na cidade ainda é possível visitar vinícolas, inclusive a região onde a famosa Monalisa de da Vinci viveu! É só seguir para a Villa Vignamaggio e se divertir com a paisagem! De lá, seguimos para San Giminiano. A cidade é famosa por manter 14 de suas 72 torres. O cenário parece saído de um conto medieval. O pequeno centro histórico com suas ruelas, igrejas e casinhas antigas fazem dessa cidade uma das mais interessantes da Toscana. Além disso, é aqui que se encontra a sorveteria premiada com o melhor sorvete do mundo! Nem preciso dizer que me deliciei com os gelatos de lá! Um passeio imperdível é subir a Torre Grossa com seus 54 metros de altura! De lá você vai ter uma das vistas panorâmicas mais lindas da Toscana e de quebra, ainda avista as diversas construções datadas do século 12 de um ângulo único! Ao descer, você pode desbravar as alas do Museu Cívico da cidade. Antes de voltarmos para Florença, nos despedindo definitivamente da Vivi e do Fred, aproveitamos para descansar na Piazza del Duomo e na Piazza della Cisterna, que ficam uma do ladinho da outra, bem no coração da cidade! A primeira é cercada por palácios do século 15 e por sete torres, a segunda, nomeada por sua cisterna, é rodeada por construções do século 13 e 14. Ficar ali nos faz esquecer do tempo! Só não se esqueça tanto do mundo a ponto de não ver os pombos que sobrevoam os turistas! A Vivi foi uma das vítimas e acabou na mira infalível dos pássaros! O dia chegava ao fim. Nossos amigos ficariam por lá e nós retornaríamos à Florença. Como não há trens em San Giminiano, eles nos levaram até a cidadezinha de Poggibonsi, de onde seguimos para o nosso destino. Em Florença, terminamos o dia com uma boa massa e já sentindo saudades dos nossos amigos de viagem!
  13. Munique/ Veneza ... Florença Plataforma correta, trem correto! Passaríamos à noite viajando e para isso, eu havia reservado uma cabine só para nós dois com banheiro incluso. Essa foi uma das regalias que me permiti durante a viagem. Com malas em mãos, subimos no trem à procura da cabine. Havíamos feito o check-out do hotel ainda no período da tarde e estávamos ansiosos por um banho. No corredor estreito, formou-se uma fila de passageiros perdidos. Logo entendi o que se passava: o vagão das cabines individuais não estava ali! Uma das comissárias nos avisou que havia ocorrido um problema e por isso teríamos que viajar em couchettes, cabines com beliches apertadinhas e sem banheiro! A novela começava ali! Estávamos cansados, sujinhos e estressados! Depois de pedir mil explicações e só escutar I’m sorry!, consegui permissão para tomar banho em um banheiro compartilhado inúmeros vagões a frente! E lá fomos nós, toalhinha e kit banho em mãos, rumo ao tão esperado momento relaxante! Tomar banho em um trem requer muita habilidade! A água do chuveiro não é contínua, parando a cada minuto; o box é bem apertadinho; e o ritmo chacoalhante do banheiro, faz a gente se sentir em uma máquina de lavar! Depois do banho relaxante, era hora de se preparar para dormir. Nunca foi tão difícil vestir um pijama! Depois do malabarismo, me encolhi na cama (já que não sobrava tanto espaço assim!) e dormi a noite toda! Acordamos com a comissária batendo na porta! Estávamos chegando. Ela nos deu um papel para que enviássemos à companhia de trem para ressarcimento. (Até hoje não obtive resposta!). Olhei para o maridão e vi que alguma coisa não estava bem! A temperatura havia caído bastante e como ele havia dormido de cabelo molhado, o resultado da conta foi um só: dor de garganta! Quando chegamos à Veneza, mal conseguíamos ver a cidade! Caía uma chuva tão forte que nem saímos da estação. Até tentamos. Arriscamos guardar as malas, vestir a capa e abrir o guarda-chuva, mas nem assim dava pra encarar. Quinze euros depois (pagos pelas malas) e marido ameaçando febre, resolvemos deixar Veneza pra trás! O sonho de se perder na cidade do amor e passear de gôndolas pelos canais teria que ficar pra próxima viagem. O jeito foi seguir para Florença. Nos nossos planos, chegaríamos na cidade somente no dia seguinte, quando a Vivi e o Fred já teriam saído de lá para desbravar a Toscana. Sendo assim, não nos veríamos mais, por isso nossa despedida em Berlim! Como chegamos um dia antes, mandei um email para eles explicando o ocorrido! Por fim, combinamos de seguir viagem com eles e conhecer algumas das cidadezinhas da Toscana no dia seguinte. O dia todo caiu aquela chuvinha rala, que não parava nunca. Acabamos ficando no hotel durante a tarde, o maridão aproveitou pra dormir um pouco e tentar se recuperar depois de alguns remédios! À noite, ele acordou renovado e bem melhor, era hora de desbravar Florença! Conforme andávamos, eu ficava cada vez mais encantada com o que via. Esta é, sem dúvidas, a cidade mais artística da Itália. E o melhor de tudo é que o melhor modo de desvendá-la é percorrendo suas ruazinhas com calma e conhecer desde as atrações mais populares até aqueles cantinhos que só quem mora ali sabe. A parte histórica, apesar de compacta, é para ser descoberta em vários dias. É só começar a dar alguns passinhos para se deparar com diversas construções de tirar o fôlego! Começamos pelo centro político da cidade, a Piazza dela Signora, ladeada pelo Palazzo Vecchio, atualmente a prefeitura de Florença, e a Igreja Santa Maria Novella, uma capela repleta de afrescos. Se perder pelas ruas da cidade nos faz esquecer daquele ritmo frenético de turista! A capital artística é praticamente um museu a céu aberto. Por isso, mesmo com um sistema de transporte público excelente, no centro histórico não é permitido o tráfego de ônibus. Mesmo para os mais preguiçosos, vale a pena conhecer tudo à pé. Aliás, foi assim que nos deparamos com a réplica da escultura de Davi, de Michelangelo, no meio da rua. Apesar da peça original estar dentro da Galleria dell’Academia, não há quem não se derreta com uma surpresa como essa. Na cidade de Michelangelo também se come bem. A carne de porco, especialmente a bistequinha (conhecida como bisteca à fiorentina) é a grande estrela do cardápio. E como um casal bom de garfo, não podíamos deixar terminar o dia sem experimentar o prato típico de Florença! Recomendadíssimo! Nham nham nham dá até água na boca só de lembrar!
  14. Oioioi Paulo, Vale muitooooo à pena ir ao Parque das Tulipas! E não se preocupe, ele estará repleto de flores! O ônibus sai de mais de uma estação de trem... Se eu não me engano, pegamos na estação Sul... Mas não tenho certeza! hehehe Vou tentar dar uma olhada na minha papelada e te confirmo! Até mais!
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