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JanaPrevidi

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  1. Sim, as estações de metrô são lindíssimas. Lindas, lindas. E profuuuundaaaas. É aquele história né: "os palácios do povo devem ser tão vistosos quanto os dos nobres". Pois bem, a ideia foi seguida à risca. Tudo funciona de modo rápido e eficiente. As estações são extremamente limpas (como quase toda a cidade) e bem cuidadas. Pô, onde é que se pode encontrar lustre de cristal Bacará e mármore nas paredes? Nas estações de metrô da Rússia! COMO SE VIRAR NO METRÔ DE MOSCOU No início pode parecer complicado se achar no metrô de Moscou. Mas logo no segundo dia já dá pra entender como as coisas funcionam, já dá pra entender um pouco do cirílico (na falta do Google Translator, tínhamos o Doc. Volnei) e daí ninguém se perde mais. Enfim, vamos às dicas. COMPRANDO BILHETES Os bilhetes podem ser comprados em máquinas, mas preferimos comprar diretamente dos guichês. É só fazer um sinal mostrando o número de tickets e pronto. Faça um cálculo de mais ou menos quantas vezes utilizará o metrô, pois comprar em maior quantidade sai mais em conta. Valores em rublos: 1 ticket = 40 5 tickets = 160 11 tickets = 320 20 tickets = 540 40 tickets = 1080 60 tickets = 1300 1 dia de viagens ilimitadas = 210 ACESSANDO O METRÔ O metrô funciona das 5h até à 1h. As estações são marcadas com uma letra "M" em vermelho. Preste atenção nas portas da estação, pois existem umas para entrada e outras para saída. Nas portas de entrada (вход) são encontrados adesivos da cor verde, e nas de saída (выход) há um sinal de "proibido" (caso você esteja entrando, obviamente) em vermelho. A grande maioria das estações só é acessada através de escadas (para chegar às plataformas, devido à profundidade, há escadas rolantes). Existem algumas adaptações de metal para cadeirantes, mas se você estiver com malas, prepare-se para carregá-las por alguns degraus, pois elas não encaixam nas tais adaptações. ENTENDENDO AS LINHAS E DIREÇÕES As estações são muito grandes e normalmente mais do que uma linha passam por elas, são super conectadas. As linhas de trem são marcadas por números e cores diferentes. Ao entrar na estação, procure pela sua linha, através do número e da cor da mesma: Depois, é preciso escolher qual direção tomar: Ao descer na estação de destino, verifique qual saída tomar ou onde fazer a conexão para outra linha: PARA VER E SABER MAIS: http://www.amusingplanet.com/2013/05/art-and-decor-of-moscow-metro-stations.html http://www.beeflowers.com/moscowmetro/ http://www.hotelclub.com/blog/most-beautiful-subway-stations-in-moscow/ http://explorussia.com/blog-how-to-get-around-by-moscow-metro/ http://kremlintour.com/metro-guide http://www.himoscow.com/how-to-use-moscow-metro.html http://engl.mosmetro.ru/ FOTOS, GUIAS, MAPAS E RELATOS: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/
  2. Super relato! Estou indo em julho e com certeza vou levar teu relato em pdf no meu smartphone! Obrigado!
  3. Oi Michael! Eu estava bem preocupada em comprar tudo antecipadamente (entradas para Machu Picchu e passagens de trem), pois nas pesquisas que fiz esse era o conselho recorrente. Porém, essa antecedência não é tãããão necessária. Quer dizer, é sim, mas não precisa ser de mais de 1 semana. Topei com vários mochileiros que íam comprar as entradas para MP com a carteirinha ISIC (e isso só é possível lá). O negócio é chegar no Perú, compraro que precisa e dar um rolê. Uma semana de antecedência tá de boa. Abraço!
  4. Oi! Infelizmente não é possível tirar fotografias dentro da Igreja Tem algumas fotos a mais no meu blog: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/ Abraço!
  5. Oi Erica! Organizei tudo sozinha. Os trajetos BRASIL-PERÚ fiz com a TACA. Trechos aéreos internos com a Peruvian. Viagens de ônibus com a Cruz del Sur e a Inka Express. Passeios em Cuzco e Vale Sagrado fiz com uma agência, a Trebol Expeditions. Viagens de trem com a PeruRail. Os links, mais detalhes e fotos estão no meu blog: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/ Tudo isso foi comprado/contrato via internet, bem barbada. No que precisar, prende o grito. Abraço.
  6. Onde ficar em Buenos Aires Para quem curte mais agito e vida cultural noturna, com certeza a pedida é ficar na região de San Telmo. Fora isso, o centro, perto da Corrientes, da Rivadavia ou da Av. de Mayo (entre a 9 de Julho e a Leandro Alem) é bacana porque é perto de tudo. Já a Recoleta ou o Palermo são bairros mais residenciais, com alguns hostels e hotéis boutique mais caros. A primeira vez que estive em Buenos Aires foi meio trash. Um grupo de jovens sem grana e ... fomos parar perto da Bombonera. Sério, não aconselho ninguém a ficar por ali. O hostel era bacana e bem barato ... mas só fique se for caso de poupar meeeesmo: http://www.hostaldelaboca.com.ar/ . As outras vezes foram mais light. Na segunda vez fiquei no Dowtown Mate e, apesar do quarto privativo ser beeeem pequeno, valeu: http://www.downtownmate.com.ar. Na terceira vez eu tinha uma reserva no Ritz (http://www.ritzbuenosaires.com). Chegamos lá à tardinha e o cara disse que não havia mais quarto! Coooomo assim? Ele disse que havia um vazamento de água no quarto que havíamos reservado e que o mesmo estava inabitável. Ah tá! E aí saímos a catar um outro hostel. Econtramos o Grand Hotel Epaña, bem pertinho do Café Tortoni e há uma quadra da estação de metrô. O preço era de hostel e era ótimo. Não servem café da manhã, mas valeu muito. Me senti num filme dos anos 50. O Grand Hotel não tem site, mas pode ir sem medo: http://goo.gl/08Z7kL. Outros hostels ou que eu tinha em vista mas não fiquei: http://www.hostelcarlosgardel.com.ar http://www.avenuehostel.com http://www.bastop.com http://www.southern-house.com.ar http://www.viluzyentrehostel.com.ar http://www.hostelcolonial.com.ar QUANTO TEMPO FICAR O básico de Buenos Aires se vê em 3 dias. NÃO DEIXE DE IR/NÃO DEIXE DE FAZER Café Tortoni. Casa Rosada (não vale a pena entrar, não tem nada demais) e prédio do Congresso. Livraria Ateneo. Cemitério da Recoleta. Visitar a Bombonera e o Caminito. Complexo Histórico e Cultural Manzana de Luces. Museu Histórico Nacional. Caminhar à noite pelo Puerto Madero. Ir até a Biblioteca Nacional e subir até o 3º ou 4º andar para ter uma vista magnífica. Caminhe pelos pelos parques do Bairro de Palermo: Passeo de La Infanta, Jardim Botânico, Jardim Japonês, Parque 3 Febrero (Rosedal). Confira a programação do Teatro Cólon, do Teatro Cervantes, do Centro Cultural Borges e do Centro Cultural Recoleta. Compre um jornal e verifique toda a programação cultural e gratuita da cidade. PARA COMPRAR Passage de La Defensa (antiguidades e brechós), Mercado de San Telmo: dar uma caminhada desde a Casa Rosada até a Plaza Dorrego (San Telmo) pela Calle Barcarce aos domingos é bem interessante. Livraria e Bar Classica Y Moderna. A Calle Florida abriga um comércio pulsante (a loja Fallabella é uma boa pedida). O Bairro Once (entre Puerrydon y Corrientes) concentra o comércio popular e ali perto está o Shopping Abasto. PARA COMER e BEBER Se o bolso aguentar a facadinha e se ninguém for vegetariano (como eu), jantar em Puerto Madero é fantástico. Para os bolsos menos afortunados, a dica são as Calle Chile e Humebrto Primo, em San Telmo, onde ficam vários restaurantes. Para beber: San Telmo, sure! Mas um drink (um só que seja) em Puerto Madero tem seu charme ... Algumas dicas de bares e restaurantes: http://www.hardrock.com/cafes/buenos-aires http://www.acabarnet.com.ar El Álamo http://goo.gl/rYjiCx http://www.asiadecuba.com.ar Bodhi – vegetariano http://goo.gl/eCXwnE http://www.reycastro.com Hooters http://goo.gl/j9WgV6 http://www.mitosargentinos.com.ar/ SITES ÚTEIS http://www.whatsupbuenosaires.com http://www.aliembuenosaires.com.br http://www.todobuenosaires.com/ http://www.vivabuenosaires.com.br http://www.metrovias.com.ar http://www.welcomeargentina.com/ ARGENTINA - ROSÁRIO Estive em Rosário, na Argentina, apenas uma vez. Na verdade, a ideia era ir até Buenos Aires, mas não haviam passagens para a capital usando o programa de milhagem. E foi aí que surgiu a ideia de ir até Rosário, para depois seguir de ônibus para Buenos Aires. Aliás, a viagem até Buenos Aires é super confortável. As estradas são ótimas e é rapidinho. Fica a dica. Não é “A” cidade que todo turista quer ver, mas vale dar um pulo. É uma cidade “jovem”, cheias de universitários e de vida noturna. ONDE FICAR Como eu iria ficar apenas uma noite e tinha – ainda – um espírito backpacker, fiquei no Art Hostel. É um bom hostel, o quarto excelente, com um ar condicionado que liquidou o calor que fazia na cidade: http://artrosariohostel.com.ar/ Outros hostels ou hotéis que eu tinha em vista mas não fiquei: http://www.hostelrosarinos938.com.ar/ QUANTO TEMPO FICAR 1 ou 2 dias já são suficientes para o básico. NÃO DEIXE DE IR/NÃO DEIXE DE FAZER O mais legal de Rosário é que é uma cidade que fica à beira do Rio Paraná. Assim, existem várias “prainhas” na cidade. A mais organizada é a Praia Florida. É bacana caminhar pela orla, e, para quem gosta, apreciar os peixes frescos que o rio oferece. Vale ir até o Monumento à Bandeira, o Parque España, o Monumento e Parque Independência. A cidade também tem bonitos teatros e museus interessantes, mas não tive tempo de visitar. Tem também a casa do Che (a casa onde “nasceu” Che Guevara), mas não se pode entrar. SITES INTERESSANTES http://www.rosarioturismo.com http://www.terminalrosario.com.ar/ http://www.rosario.gov.ar/sitio/paginainicial/turismo.jsp http://www.rosario.com.ar/ http://www.welcomeargentina.com/ MAIS EM: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/
  7. Este relato é da viagem que fizemos pela Grécia, Turquia e Hungria em julho 2013. Como viajei com meus pais, que tem mais idade, tive que fazer algumas adaptações no roteiro, melhorando um pouco a qualidade da hospedagem e cortando as festinhas e noitadas. Nosso roteiro foi: ATENAS -3 DIAS SANTORINI - 2 DIAS BUDAPESTE - 3 DIAS CAPADÓCIA - 4 DIAS ISTAMBUL - 4 DIAS Neste tópico, vou me deter somente em Budapeste. Relato sobre a Grécia: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94360.html Relato sobre a Turquia: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94619.html#p946719 Mais em: http://golivegotraveling.blogspot.com.br 3 DIAS EM BUDAPESTE Inicialmente Budapeste não estava em nosso roteiro de viagem, somente a Turquia. A ideia de ir para a Turquia surgiu com uma promoção da ótima Turkish Airways: U$1.200 ida e volta,com taxas incluídas (POA-SP-ISTAMBUL-SP-POA). No final das contas, tínhamos tempo e decidimos incluir a Grécia e Budapeste. Chegando em Budapeste, partimos para o nosso apto, para nos organizar. Caminhamos pela praça Deák Ferenc até a grande Basílica de São Estevão. A Basílica é enorme (da pra entender para onde vai a grana do dízimo), mas não tive interesse em entrar. Não sou fã de arte sacra. Descemos pela charmosa rua Zrinyi e fomos conferir a programação do Teatro Duna Palota, que apresenta um show folclórico todas as noites. Achei CVC demais. Seguimos até a ponte Szechenyi (Chain Bridge) e ficamos observando as cores do sol se ponto. Bem bacana. Fomos até a praça Vigadò e depois até a Vörösmarti (eu queria ir no Hard Rock Café, que eu não deixo de conferir em cada cidade que eu passo). Paramos no Kakas (http://www.kakaspresszo.hu/), que é uma rede de restaurante/bar/pub que tem por lá. O cardápio de drinks é enorme e a decoração é bem criativa e moderna. Pena que não bati foto. Então fomos comer num "bastantão" árabe, porque a essa altura do campeonato a fome imperava. Voltamos para o apartamento por trás da Basílica, e aí deu pra ver como Budapeste é efervecente! É uma cidade pulsante, dinâmica, viva! Em todas as praças havia música, pessoas sentadas em barzinhos bacanas, cidade lotada, cheia de jovens e pessoas diferentes, de tudo quanto é tipo, todas descontraindo. Muito legal! No dia seguinte, resolvemos colocar o sono em dia. Lá pelas 10h é que se deu a alvorada. Fomos até o início da rua Vàci, com o objetivo de percorre-la toda até chegar no Mercado Público (meu pai é louco por Mercados). Esta rua é tipo como se fosse uma principal, cheia de lojas. Não circulam carros, é como um calçadão. É uma rua estreita, porque por ali só passavam carroças né. Quase chegando no mercado, tivemos que dar uma baita volta, porque tinha uma obra grande no caminho. Aliás, parece que toda a cidade está em obras. O mercado de Budapeste é muito legal. Tem bastante variedade de frutas e especiarias. Comi umas amoras gigantes que me fazem salivar agora. Também encontramos todo tipo de souvenir por lá, e com preços bem acessíveis. Tem algumas bancas que vendem comida típica, então almoçamos por lá. Ou seja, para comprar e almoçar não precisa ir em outro lugar, o Mercado te oferece tudo isso. Bem alimentados, era hora de conhecermos o lado "Buda". Caminhamos um montão pela beira do Danúbio até chegarmos ao Funicular que nos levaria aos altos de Buda. A vista lá de cima é fantástica! Na verdade essa parte da cidade era toda murada até uns séculos atrás, como uma fortaleza. Conhecemos o grande prédio que abriga vários museus (entre eles, o Museu de Belas Artes e o Museu de História da Hungria) e o Castelo de Buda (ou o que sobrou dele). Andamos pelas ruazinhas da região e seguimos para o metrô, para tomar o rumo de casa. (http://www.mng.hu/) Nosso terceiro dia foi dedicado ao lado Peste. Como havíamos caminhado muito nos dias anteriores e eu não conseguia admitir a ideia de pagar uma fortuna para andar naqueles ônibus turísticos, decidimos encarar o transporte público de Budapeste. Pagamos o equivalente a R$10,00 cada um para acessar de modo ilimitado os meios públicos de transporte por 24h. Também optamos por isso porque, ao contrário de muitas cidades, não precisaríamos necessariamente andar somente de metrô (o que nos faria deixar de ver muita coisa), porque a cidade é toda cortada por Trams, aqueles trenzinhos que andam na superfície, tipo um Trensurb (de POA) muito melhorado. Pensamos em ir até o Mercado das Pulgas, para ver se conseguíamos algumas pérolas antigas com precinhos camaradas, mesmo que ele fique bem longe do centro da cidade. Mas tivemos uma grata surpresa! No caminho do metrô, encontramos uma feira de antiguidades na Praça Deák Ferenc! Muuuito bacana! Compramos alguns "achados" e seguimos nosso roteiro. Bom, começamos pegando a linha 2 do tram, que é uma linha bacana, porque anda de um lado ao outro nas margens do rio Danúbio e também porque não utiliza modernos trams, mas um bem antigão, que parece de madeira. Finalizando o nosso tour no "amarelinho" (o apelido carinhoso que demos aos vagões), partimos para conhecer a maior construção da Hungria, que abriga o Parlamento. Bom, como mencionei antes, toda a cidade parece estar em obras, e o prédio do Parlamento não seria diferente. Uma pena, vimos pouco dele. Seguimos para a avenida Andrassy, uma das mais longas e importantes do lado Peste. A avenida é muito bonita, me lembrou um pouco Buenos Aires, Barcelona e Paris. Lá é possível encontrar lojas de estilistas renomados e bons restaurantes. Mas o nosso negócio não era esse, obviamente Nossa primeira parada foi na Ópera, onde pudemos visitar somente o saguão (mas já nos tirou o fôlego, de tão lindo). Parece com a Ópera parisiense, só que pequetitita. Depois do almoço eu insisti para ir na House of Terror. Eu não sabia direito do que se tratava, achava que poderia ser um daqueles "museus furada" (tem vários desses lugares na Europa. Tipo, uma ou duas salas que abrigam algumas peças, sem curadoria nenhuma e que ae intitulam museus, como se pra ser museu bastasse expôr um conjunto de "coisas"), mas sabia que tinha alguma coisa a ver com o holocausto. Bom, paguei pra ver. E valeu. Cara, fantástico! Talvez "chocante" seja a palavra mais adequada. Muito da história contemporânea húngara e europeia está ali. O museu é muito bem montado e por si só já diz muito. Tem um roteiro definido, que começa com um resumo das duas ocupações contemporâneas na Hungria: a ocupação nazista e a soviética. E aí em cada sala vemos um pedacinho do desenrolar dessas histórias, até chegar no nível subterrâneo do prédio, onde ficavam os presos políticos, membros da resistência húngara. O prédio era, antigamente, sede da polícia, ora nazista, ora soviética (me lembrou um pouco o memorial da ditadura em SP, aquele perto da estação Luz). Bom, fiquei mais de 1 hora lá dentro e muitos sentimentos foram despertados. Em cada sala haviam telas que exibiam depoimentos de pessoas que viveram nesses regimes. É de arrepiar. Vale muito visitar. Pegamos o metrô e fomos até uma das grandes partes "verdes" de Budapeste (toda cidade tem um parque ou coisa assim, e esse é um ponto que não deixo de visitar em cada lugar que eu passo), a um parque que fica no final da Andrassy e que eu não lembro o nome. Descemos na estação Szechenyi (não tente pronunciar, mero mortal!) para conhecer o Szechenyi Gyógyfurdó (haha ... Tá, é um negócio que tem umas piscinas com águas termais naturais). Bom, nas fotos da internet o lugar parecia bem legal, mas chegando lá, lembrava um piscinão de Ramos melhorado. Andamos pelo parque até o Castelo Vajdahunyad. Lindo, lindo, lindo. Daí fomos até a Praça dos Heróis (nada demais) e então tomamos um ônibus, novamente rumo a Buda, para subirmos o monte da Citadella e nos despedirmos de Budapeste. NOTES and TIPS - BUDA + PESTE?? Até 1878 haviam duas cidades, cortadas pelo rio Danúbio. E aí veio a unificação. Mas tem bastante diferença entre os dois lados. Buda é quase toda em um morro, cheia de ruas sinuosas e construções bem antigas, na maioria casas e pequenos negócios, prédios baixos. Peste é plana. A maioria das lojas e escritórios ficam aqui. Tem prédios mais altos e é mais agitada. - DO AEROPORTO PARA O CENTRO DA CIDADE: é muito simples ir do aroporto até o centro, e isso que estou falando de uma baita distância. Não tem metrô direto, mas tem um ônibus circular que te leva do aeroporto até a primeira estação de metrô. Dali, é só seguir. Não tem erro e custa 1/5 do valor de um transfer ou táxi. - HOSPEDAGEM EM BUDAPESTE: considerando o tamanho da cidade, econtramos poucas opçõoes de hotéis. Procurando no Booking e no TripAdvisor, percebi que a maior parte das hospedagens acontecem em aptos. De locação temporária. Assim, decidimos por um apto. Foi maravilhoso! Muito melhor do que hotel, sem dúvidas! Ainda mais por se tratar de um prédio do século XIX (não, não fiquei pensando em quantas pessoas já tinham morrido ali ... Hehe) Recomendo ficar em Peste, porque tem mais opções de restaurantes e também porque o acesso ao transporte público é mais fácil. Evite a região do Oktagon e Opera, prefira as regiõoes perto do Danúbio (Praça Deak Ferenc ou Vörösmarti). (http://www.holidaylettings.co.uk/rentals/budapest/360164) - A LÍNGUA: o húngaro é bem diferente. Ás vezes parece alemão, ás vezes meio árabe. Sei lá. Coisa mais maluca esses eslavos. Não tem como entender nada, mesmo. A pronúncia é bem diferente da escrita. Mas aprendi algumas coisas básicas, como dizer olá, desculpe, muito obrigado e por favor. Acho que é o mínimo, que demonstra interesse e respeito pelo país que se está visitando. E eles ficam super felizes. - COMENDO NA HUNGRIA: achei a comida meio insossa. Doc. Volnei experimentou diferentes tipos de Goulash (tipo uma carne em cubos refogada com cebola e outras coisas, parece uma carne de panela) e não gostou. Eu não tentei nada diferente, nem a dona Miriam, que parece estar mesmo aderindo ao vegetarianismo depois das cenas do mercado de Atenas. Em uma ocasião de almoço, seguimos a dica do nosso "host" e comemos no Oktogon Bistrô (perto do metrô Oktogon obviamente), uma espécie de "bastantão ajeitadinho". Pela primeira vez comemos em um buffet livre na Europa, e pagando pouco. Fica a dica. - USANDO O TRANSPORTE PÚBLICO EM BUDAPESTE: depois de se acostumar com a língua, fica muuuuito fácil andar de ônibus, tram e metrô. Bom, nem vou falar do metrô porque é básico né. Mas falando em tram e ônibus, todas as estações/paradas tem um nome (que é o nome da rua que corta aquela em que está a rota do tram/ônibus). Cada parada também informa toda a rota e os horários. Dentro dos ônibus, trams e do metrô tem um painel eletrônico informando a próxima parada. Ou seja, não tem erro, não tem essa de "pedir para o motorista avisar onde tem que descer", haha. Além de tudo isso, no site da estatal de transporte públicos tem mapas disponíveis para download. - MAIS SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO: não existe cobrador nos trams e nos ônibus. No metrô vimos alguns fiscais cobrando o ticket na entrada, mas não em todas as vezes que o usamos. Na teoria, tu deves comprar os tickets e validá-los nas máquinas nas estações ou quando entrar no meio de transporte escolhido. Bom, ninguém confere! Poooode ser que entre um fiscal, mas não vimos nenhum. Ou seja, na maldade, daria para andar de graça por tudo. Já pensou se fosse assim no Brasil? - LITTLE PARIS: Budapeste tem vários "apelidos carinhosos". Além de ser chamada de "Pérola do Danúbio", Não foi por acaso que mencionei a semelhança desta cidade com a capital francesa. Budapeste também é conhecida por "Pequena Paris". - THE HOUSE OF TERROR: foi o momento mais significativo da viagem à Budapeste. A cidade é linda, ok. Mas os sentimentos e ideias despertadas dentro da House of Terror foram impressionantes e me marcaram demais. É indescritível o que passa na cabeça quando vemos as imagens expostas lá, ou mais ainda, quando ouvimos o que aquelas pessoas tem a dizer. Para quem mora em países como o Brasil e/ou é muito jovem - ou seja, quem nunca viveu ou viu de perto um conflito como uma guerra, por exemplo -, fica bem difícil entender a dimensão de tudo aquilo. Não estou encontrando palavras agora ... mas essa experiência me fez pensar muito e me fez ter muita vontade de voltar a pesquisar. - O QUE FALTOU: como sempre, queria ter mais tempo. Faltou assistir alguma peça ou concerto na Ópera. Todos os dias eles oferecem um tour guiado (se não me engano, as 15h) com um mini concerto de piano no final do tour, mas nosso horários não fechavam. Também não tivemos tempo de conhecer a grande Sinagoga e a Academia Liszt, que também abriga um museu em homenagem a esse grande compositor húngaro. - WIRD, BUT FUNNY: várias vezes vimos uma galera numa espécie de "carrinho-bicicleta". Tipo, o pessoal sentado (umas 8 pessoas + o "motorista"), pedalando de lado (wtf!?) e tomando chopp (wtf!?²). Um modo genial de fazer um tour em grupo, hehe ... - CITADELLA: o monte da Citadella é uma das regiões mais altas da cidade (aliás, isso é outra coisa que acho básica quando se vai conhecer um lugar novo: ir até o ponto mais alto para ter uma visão panorâmica). Na subida, vimos muitas mansões antigas e tal, é um bairro nobre. No topo, tem um pequeno forte, um museu, um restaurante, barraquinhas com produtos típicos e a enorme escultura que respresenta a liberdade. Para chegar lá tem 3 jeitos: podes subir a pé e seguir pelas ruas íngremes e sinuosas do bairro. Podes subir a pé utilizando as escadas - que parecem ter degraus infinitos - que começam quase em frente ao Danúbio, ou podes ir com ônibus. Olha, não recomendaria ir a pé. No way. Para subir de ônibus, vá até a estação de tram/ônibus chamada Móricz Zsigmond körtér (estação final da linha 6A) e então no início da rua Villanyi (tem que caminhar só 1 quadra) pegue o ônibus no. 27, que te deixa no topo. Barbada. - QUANTO CU$TA BUDAPESTE: em relação à Europa Ocidental, os preços em Budapeste nem se comparam! É muito mais barato se hospedar e comer no leste europeu. - MINHA IMPRESSÃO: já tinha estado na República Tcheca e tinha amado. Praga ainda é, pra mim, a cidade mais bonita em que já estive. Depois de Budapeste tenho certeza de que o lete europeu é muito mais legal do que o resto da Europa. Sem dúvidas! - UM POUCO MAIS: a cidade é bem limpa e tem muitas áreas verdes. Sobrevoando Budapeste podemos conferir isso. Mas o povo lá não é tãão friendly ...
  8. 4 DIAS EM ISTAMBUL Ficamos em Istambul por 4 dias. Aaah ... Constantinopla ... era nisso que eu pensava quando tomei o vôo da AtlasJet Kayseri-Istambul. E foi aí que despertou em mim o monstrinho da curiosidade em conhecer cidades do Mundo Antigo que ainda "vivem" (mais do que quaisquer outras cidades). Já penso na antiga Ceuta, mas essa fica para o futuro. No primeiro dia ficamos por Sultanahmet. Começamos pelo Palácio Topkapi (http://www.topkapisarayi.gov.tr). É impressionante a riqueza de detalhes do palácio dos sultões. Os azulejos pintados a mão, um a um ... as madeiras trabalhadas .... impressionante também é imaginar a riqueza e a avareza dessas pessoas. Ainda que esteja sem mobiliário, dá para viajar para um mundo medieval, onde se enxerga as concubinas enclausuradas e às pessoas "comuns" batendo nos portões do palácio implorando por uma audiência com seu líder antes de morrer de fome. Decidimos visitar também a ala dos aposentos privados no palácio (pagando mais, é claro). Não vale a pena. Mas ... Segui sozinha para a Hagia Sophia (Santa Sofia - http://www.ayasofyamuzesi.gov.tr). Queria ver de perto os sincretismos religiosos, temporais e culturais que esta construção representa. Aí sim, Constantinopla estava sob meus olhos! Que fantástico! Quase fritos com o calor de Istambul no verão, fomos até a Mesquita Azul (http://www.bluemosque.co/). Estávamos ansiosos e um tanto receosos com as visitas às mesquitas. Era uma cultura muito diferente que se apresentava para nós, não sabíamos exatamente como seria. A Mesquita Azul foi a primeira de muitas que visitamos e foi tudo absolutamente tranquilo, normal. Pra ver como todos nós estamos sujeitos a formular PRÉ-conceitos (com muito destaque para o PRÉ) ... Para entrar nas mesquitas é necessário fazer algumas observações obviamente. Claro que não pode entrar gritando ou entrar semi-nu ("traje" típico da brasileira no verão, diga-se de passagem). Mas isso tudo é muito claro né. As mulheres precisam cobrir os cabelos, braços e pernas. Os homens só precisam tirar os sapatos. Como nós estávamos usando vestido longo, só precisamos colocar um lenço sobre a cabeça e os ombros. Mas se alguma mulher estiver usando short e regata, por exemplo, logo na entrada eles emprestam uma espécie de túnica, para usar durante a visita. Os turistas entram por um lado e os muçulmanos por outro. Mulheres e homens ficam em espaços separados (com exceção dos turistas). A noite foi reservada para as lojinhas da rua Taya Hatun e para os restaurantes no entorno da rua Dervisler. O segundo dia em Istambul foi destinado aos mercados e - mais - mesquitas. Começamos pelo Mercado de Especiarias, que, sem dúvida, foi o que eu mais gostei. Bem mais legal que o Grande Bazar. Este Mercado é pequeno, mas é organizado, limpo e não é tão lotado de turistas. Na verdade não tínhamos um rumo "certo". O legal é que no entorno deste mercado tem algumas feirinhas de rua, com frutas, verduras e coisas inimagináveis (ou alguém imagina sair de casa para comprar sangue-suga em uma garrafa pet?). São GRANDES labirintos CHEIOS de TUDO que é coisa. Tem que ter tempo ... Depois de caminhar muito, chegamos na Mesquita Suleymaniye, a maior da cidade. Esta mesquita é mais conservadora, mais "clean", enorme. Na verdade ela faz parte de um grande complexo, que inclui escola e hospital, além de alojamentos. Quando chegamos, não havia turista algum. Nos sentimos meio estranhos no início, mas foi só bobagem, ninguém dava bola. Caminhamos até o famoso Grand Bazaar. Sinceramente: nada demais. É enorme, mas metade dele (ou mais) é tomado por produtos made in China. A metade que oferece produtos turcos pratica valores muito maiores do que os encontrados em outros lugares de Istambul. No dia seguinte fomos para "o outro lado" de Istambul, para Taksim. Para chegar lá tomamos uma espécie de trensurb e fizemos um baldeamento para um funicular subterrâneo, um "metrô" quase vertical incrível, muito interessante. A emblemática Praça Taksim (deveria se chamar "Largo Taksim"), em que se encontram diversos prédios governamentais, me parecia "carregada". Um lugar meio denso e tenso. Parecia que a qualquer momento surgiriam grupos de pessoas, cartazes e, claro, as bombas. Talvez por isso a opressão já se fazia presente, negócio de filme. Seguimos pelo grande calçadão que é a rua Istiklal, repleta de restaurantes, de lojinhas locais e de lojas de marcas internacionais famosas. Há quem não goste muito de caminhar e prefira fazer o trajeto nos antigos bondinhos, que são um charme. No meio do caminho nos deparamos com uma manifestação. Me lembrou o movimento portenho das Madres de Plaza de Mayo. Óbvio que não conseguimos entender direito (eles falavam árabe, ou turco, duh), mas era algo relacionado à assassinatos ou "desaparecimentos", não sei. Havia presença da imprensa, e em dois tempos a polícia de choque já estava por ali. Um absurdo ver um monte de policiais cheio de parafernalhas e armamento de frente à senhoras e pessoas com feições tão frágeis e sofridas. Chegamos então à Torre Gálata (Galata Kulesi), uma antiga torre de observação da entrada do Chifre de Ouro. A vista lá de cima é bem legal, vale a pena para quem não for a outro ponto alto de Istambul. No entorno da torre tem muitas lojas que misturam arte e moda de vanguarda, bem bacana. No último dia em Istambul, sob o calor que fazia na cidade (nada comparado com o Forno Grande do Sul), decidimos fazer um passeio pelo Bósforo. Na verdade o objetivo era ir até o Café Pierre Loti, que fica no bairro chamado Eyüp (que recebe este nome em função da grande mesquita que há por ali), no "Chifre de Ouro". Poderíamos ir "por terra", mas aí teríamos que pegar o metrô, fazer mil baldeações e nos aventurar em 1 ou 2 ônibus. Já sabíamos os horários de barco e onde tínhamos que parar. O problema é que o "pier" de Eminönü em Sultanahmet é enorme e nos vimos bem longe do nosso ponto de embarque. O resultado foi três loucos correndo para não perder o tal transporte. Depois de uns quarenta minutos, desembarcamos e começamos nossa caminhada pelo bairro. Logo fomos até a fila para pegar o teleférico e subir até o monte onde está o Café Pierre Loti. Descobri o Pierre Loti vendo um programa na tv que eu gosto bastante. A TV Bandeirantes exibe nas segundas-feiras à noite um programa chamado Brasileiros Pelo Mundo, e foi ali que eu tive a ideia de ir até o Café. Infelizmente não fomos no horário do pôr do sol, que além de ser um horário bacana para admirar uma paisagem bonita, é também quando se pode ovir o chamado para oração das centenas de mesquitas de Istambul. O Café foi fundado em homenagem ao escritor Pierre Loti (pseudônimo), que era um apaixonado pela cidade de Istambul. Tem várias versões da mesma história. Mas parece que esse escritor ex-marinheiro tinha uma casa por ali, onde escrevia seus romaces. O monte Eyüp abriga um enorme cemitério, bonito, mas meio bizarro. Mesmo à tarde, vale uma visita, é vista é impressionante. Descemos o monte e continuamos nossa caminhada. Não chegamos a ir até a mesquita de Eyüp (Sultan Eyüp Camii). Sabíamos que era uma das mais bonitas, local importante de peregrinação, mas acontece que em função do Ramadãn haviam muuuuuuitas pessoas querendo fazer o mesmo. Pra se ter uma ideia, chegaram a montar uma grande estrutura fora da mesquita para que as pessoas que não conseguiam entrar também pudessem orar. Ao chegarmos novamente no cais de Eminönü, embarcamos em um barco grande e mais "turístico", para fazer um passeio que nos levaria além da Ponte Bogaziçi, no Estreito de Bósforo, e onde poderíamos ver o Palácio de Dolmabahçe e a Fortaleza Rumeli. Para encerrar a trip pela antiga Constantinopla, resolvemos ver uma cerimônia dos Whirling Dervishes. Os Dervishes são muçulmanos, porém, de uma "linha" mais "mística", chamada Sufismo. Antes de ir para a Turquia eu já tinha pesquisado pelos Sufis e já tinha me interessado por seus rituais. Na Capadócia recebemos um monte de ofertas de lugares que exibiam estas cerimônias como uma atração turística, com preços para turistas também. Decidimos deixar para Istambul e valeu a pena. Como não tínhamos tempo, optamos por assistir à cerimônia na Estação de Trem de Sirkeci, pagando 40 Liras cada um. Se tivéssemos mais tempo, eu teria ido assistir no Museu Sufi, que fica próximo à Torre Gálata (http://www.mevlanasufi.com - http://www.isbek.org). Enfim, a Cerimônia dura cerca de 1 hora e é bem interessante. Gostei muito da parte musical, porque eu A-M-O música "folclórica", seja de onde for. NOTES and TIPS - A CHEGADA EM ISTAMBUL: a saída do aeroporto de Istambul para o hotel foi uma doideira! Nossa, que gente mais maluca! Muitas luzes, muitas pessoas, muitos sons, parecia uma verdadeira confusão ... hehe - A COSMOPOLITA ISTAMBUL: a grande maioria das pessoas que moram na cidade são muçulmanas. A questão é que nós ocidentais não sabemos nada sobre a religião e cultura dos muçulmanos. Somos bombardeados com informações preconceituosas, exageradas e equivocadas. Istambul propriamente é uma cidade que fica entre dois continentes, tem grandes centros universitários, recebe turistas e imigrantes de todo o mundo, ou seja, é uma cidade rica em diversidade cultural. Aqui todos convivem em harmonia e os extremismos religiosos exibidos pela CNN passam longe. Em nenhum momento me senti constrangida ou reprimida por causa das roupas que usei ou pelo modo que me portei. Existem várias "linhas" de culto islâmico, e por aqui tudo é brando. Lógico que essa realidade não se aplica a lugares como o Afeganistão (!) suponho eu, mas chega de exageros ou generalizações ok. - O INGLÊS DOS TURCOS (ou a falta dele): espero que tenha sido somente a primeira impressão, mas pouquíssimos turcos falam inglês, e quase nenhum, um inglês "compreensível". Os taxistas ... pss ... foi um sarro pegar os táxis aero-hotel-aero. Mas mais engraçado foi eu e o doc. Volnei tentando comprar uma pizza perto do hotel. Absolutamente impossível! A gente tinha que se olhar e rir, porque ninguém se entendia. Mas sempre tem aquela linguagem universal, a mímica. Por sorte achei uma imagem de uma vaca (!) e apontei pra ela, fazendo gestos dizendo que não comia aquilo ... Hehhe ... Deu certo. - O HOSTEL PERTO DO AEROPORTO (Istambul): na noite de ontem, como só precisávamos dormir um pouco para pegar o voo para Atenas pela manhã, escolhemos um hotel perto do aeroporto. Ficamos no excelente e econômico Han Hostel. A maioria das pessoas no Brasil, por falta de conhecimento, conceituam de forma erada os "hostels" e "albergues", que, em qualquer lugar do mundo, nada mais são do que hospedagens mais econômicas em relação a hotéis, que oferecem serviços mais simples, mas que não deixam de apresentar o essencial para uma boa estadia. http://www.hanhostels.com/ - ONDE FICAR: os lugares que concentram mais hotéis em Istambul são as regiões de Sultanahmet, Fatih e Beyoglu/Taksim. Para mim, com toda certeza, o bairro mais interessante é Sultanahmet, que é a parte mais antiga da cidade. Fatih é mais residencial e distante, e Taksim é mais moderno, mais comercial. Depois de muito pesquisar, dentre as centenas de opções, escolhemos o Hotel Erboy (http://www.erboyhotel.com/). Localização excelente, ótimo custo-benefício. - TRANSPORTE PÚBLICO EM ISTAMBUL: basicamente se faz tudo a pé. Se for percorrer distâncias mais longas, o negócio é pegar um metrô de superfície. Não existem tickets, mas sim um cartão recarregável. No nosso caso, adquirimos o cartão no hotel mesmo. Pagamos 5 euros de caução e depois de usá-lo o devolvemos. Para carregar o cartão, basta ir a uma das muitas máquinas próximas de cada parada, encostar o cartão no sensor e colocar moedas ou papel moeda na máquina. - UMA EXPERIÊNCIA ANTROPOLÓGICA EM ISTAMBUL: Num dia desses, para voltar para o hotel, fizemos uma caminhada através da rua Yeniceriler. Quando estávamos chegando perto da Grande Mesquita (Mesquita Azul) é que nos demos por conta - na nossa vã inocência e santa ignorância - do que estava rolando não só em Istambul, mas no "mundo" muçulmano. Era a época do Ramadã (Hamadan, Ramadan)! Tinham MUITAS pessoas nas ruas e nas praças. Uma doidera! E a gente ficou parado ali na rua mesmo, tentando entender a dinâmica da coisa ... o melhor (eu acho) de tudo é que chegamos ao grande epicentro das comemorações um pouco antes das 21h. Ás 21h os milhares de megafones das centenas de mesquitas de Istambul começaram a "tocar". E aí, como num passe de mágica bizarra, TODAS as pessoas que estavam em nossa volta começaram a comer. Meu Zeus, era marmita saindo de tudo que é lugar. Famílias inteiras comiam muito, numa mistura de piquenique e banquete estranho. Essa refeição após o jejum de um dia inteiro se chama "iftar", e todos os membros possíveis da família se reúnem ou se visitam. - PASSEIOS DE BARCO PELO CHIFRE DE OURO E PELO BÓSFORO: existem dezenas de serviços turísticos que oferecem tours pelas águas que circundam Istambul ou então que vão mais além. Dizem que o tour mais legal é um que vai até o Mar Negro e faz algumas paradas em pequenos vilarejos, mas aí leva-se o dia inteiro praticamente. Os valores também variam bastante. O negócio é ir até as docas de Sultanahmet um dia antes e dar uma pesquisada em preços, rotas e horários. Optamos por uma coisa bem econômica, sem paradas nem nada, mas objetiva. É possível também pegar alguns barcos que seriam como "ônibus" da população local, tornando o passeio bem mais barato. - EYÜP: É um lugar bem interessante em seus contrastes. Ha muitas construções com ares europeus e, ao mesmo tempo, toda a austeridade muçulmana, é um lugar que em nada se parece com os outros cantos que vimos em Istambul. Explico: tirando as pessoas e as mesquitas, as construções me lembraram os bairros residenciais das cidades do leste europeu. Porém, ali, vimos pouquíssimos turistas e muuuuitos muçulmanos. TODAS as mulheres estavam cobertas, muitas com burkas. Nos sentimos um pouco estranhos, me sentia quase nua usando shorts. Esse gelo foi quebrado quando paramos em um banquinho para descansar. Imediatamente um grupo de umas três mulheres (1 usando burka) se aproximou e sentou também. Uma delas carregava uma criança com no máximo 1 ano. Minha mãe começou a brincar com a criança e eu fiquei com receio, mas logo a senhora que o carregava e todas as outras começaram a sorrir e falar coisas que não entendíamos (acho que era o nome do bebê). Inclusive a alcaçaram para que minha mãe o carregasse no colo. Bem legal. - PARA QUEM CURTE CAFÉS: dica que eu li no The Guardian antes de viajar http://www.theguardian.com/travel/2011/sep/14/10-best-cafes-hangouts-istanbul
  9. Este relato é da viagem que fizemos pela Grécia, Turquia e Hungria em julho 2013. Como viajei com meus pais, que tem mais idade, tive que fazer algumas adaptações no roteiro, melhorando um pouco a qualidade da hospedagem e cortando as festinhas e noitadas. Nosso roteiro foi: ATENAS -3 DIAS SANTORINI - 2 DIAS BUDAPESTE - 3 DIAS CAPADÓCIA - 4 DIAS ISTAMBUL - 4 DIAS Neste tópico, vou me deter somente na parte turca. Relato sobre a Grécia: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94360.html Relato sobre Budapeste: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94622.html Mais em: http://golivegotraveling.blogspot.com.br CAPADÓCIA - CAPPADOCIA - KAPPADOKIA A ideia de ir para a Turquia surgiu com uma promoção da ótima Turkish Airways: U$1.200 ida e volta,com taxas incluídas (POA-SP-ISTAMBUL-SP-POA). Decidimos ir primeiro para a Capadócia e depois, antes de voltar ao Brasil, ficar uns dias em Istambul. Isso porque como somos compradores compulsivos, sempre deixamos as compras para o finalda viagem, para não "pesar" as malas. Chegamos em Göreme bem na hora de uma das chamadas das mesquitas para oração. De arrepiar a soma do cenário exótico e daquele som. Neste primeiro dia, como já era tarde, aproveitamos para conversar bastante com o Mustafa (60% dos turcos se chamam Mustafá, ou Ali ou Mohamed, sério ), proprietário do hotel onde ficamos, e aprender mais coisas sobre a história, os hábitos e os costumes do local. Por indicação do Mustafá, jantamos em um restaurante perto do hotel, chamado Firinn, bem familiar. No nosso primeiro dia de "tour", começamos pelo Red Valley. Achei que não veria nada mais lindo do que esse vale, mas algo mais nos aguardava ... me perguntam se a Cappadócia é realmente bonita, e só digo isso: não existe câmera que consiga captar as belezas e a energia desses lugares, é de tirar o fôlego, sem dúvidas! Seguimos então a conhecer o Love Valley, a vila Cavusin, Pasabeg Valley, Devrent Valley, o mosteiro de Selme e as pequenas Avanos e Ucshair. Na volta para o hotel aproveitamos para conhecer uma fábrica tradicional de cerâmica. Aliás, tem cerâmica por tudo. Fomos conhecer a produção artesanal do famoso Chez Galip (http://www.chez-galip.com). Bem bacana, vale a pena se estiver com tempo. Tem toda uma explicação sobre como são feitas as peças e seus significados e até somos convidados a "botar a mão na massa", literalmente. E para fechar com chave de ouro, o sol ainda nos brindou com um baita espetáculo. Nosso segundo dia foi dedicado ao "green tour". O caminho já nos reservava belas surpresas, saindo um pouco do roteiro cavernas-bege. A primeira parada foi na cidade subterrânea de Derinkuyu. Calcula-se que existam mais de 200 cidades subterrâneas pela região. Foram "fundadas" com o mesmo propósito das cavernas, ou seja, era um "esconderijo", uma forma de se proteger. Essa, especificamente, é uma das maiores, com mais de 8 andares debaixo da terra e quilometros de extensão. Calcula-se que mais de 50.000 pessoas chegaram a habitá-la. Normalmente as pessoas ficavam por ali durante meses, sem ver a luz do sol. Haviam dutos de ar e locais para armazenar o alimento. Como nós não estávamos fugindo de nada, não ficamos mais do que 30 minutos. Pegamos carona nas explicações de um guia para um grupo, mas no meio do caminho decidimos que era hora de voltar ao sol. Tá bom, vou confessar. D. Volnei começou a meio que passar mal, haha, ataques de claustrofobia. Ainda bem que foi ele quem começou, porque sem demora eu também já estaria sufocando por entre aqueles labirintos de pedra. Seguindo nosso passeio, paramos então em um lugar muito mais aberto, digamos assim, o Ihlara Valley. O lugar me lembrou um pouquinho os Canyons aqui do RS misturados com um cenário do Colorado estadunidense. Lugares lindos é verdade, mas não adianta, não tem aquele "verde" como aqui na América. O Ihlara é bem extenso, muito limpo, bem preservado (belo exemplo, Brasil) e com uma ótima estrutura para os visitantes. Percorremos somente uma parte dele (cerca de 4km), mas foi bem bacana e vale muito a pena. Dentro do vale é possível encontrar dezenas de cavernas, sobretudo cavernas-igrejas. Entre elas está a famosa caverna de São Jorge, que parece ter vivido por ali algum tempo. Finalizamos nossos passeios no Göreme Open Air Museum. Sinceramente, nada demais. Depois de ver tantas cavernas, igrejas, igrejas-cavernas, não surpreende. Antes de partir para Istambul, demos uma boa caminhada por Göreme. Percorremos por cada cantinho, observando como "os locais" vivem e se comportam, observando o cotidiano. Não posso dizer que visitei um lugar se não fizer isso. Enfim, nos despedimos da região com uma ótima impressão. O mais interessante de tudo é que a Cappadócia, apesar de turística, tem ares provincianos e bucólicos. É uma tal de vila aqui, outra ali. Mini cidades que parecem perdidas no tempo ... e as pessoas mantém exatamente seus hábitos e costumes tradicionais, não montam aquele "espetáculo para turista ver". NOTES AND TIPS - COMO CHEGAR NA CAPPADÓCIA: tem dois aeroportos, um em Nevsehir e outro em Kayseri. Escolhemos fazer Budapeste - Istambul - Kayseri, primeiro por causa das opções de horários e depois pelo valor das passagens. Três cias aéreas voam para lá: Atlas Jet, Turkish e Pegasus. Voamos com a Atlas Jet (http://www.atlasjet.com) e foi bem bacana, ótimo serviço. Já em compensação, tenho que falar sobre a área de embarque doméstico do aeroporto de Atatürk, em Istambul. Cara, que caos! A rodoviária de Porto Alegre é mais organizada e agradável, com toda certeza. Esses turcos são muito doidos! No aeroporto de Kaysei também não foi diferente. Para sair do aeroporto e ir até o hotel, não tem jeito, só contratando transfer mesmo (todo hotel oferece transfer, a maioria com empresas terceirizadas). - ONDE FICAR NA CAPPADOCIA: o lugar mais legal é, sem dúvida, a pequena Göreme. Ucshair e Avanos também são bacanas, mas Göreme é mais tradicional, mais rústico, tem boas opções de lojas e restaurantes e fica perto das principais rotas dos tours. - NOSSO HOTEL EM GÖREME: Queríamos ficar em um hotel caverna e achávamos que teríamos que pagar muito por isso, mas tivemos uma grata surpresa. Claro que tem hotéis caríssimos, mas conseguimos um super em conta, o Canyon View (http://www.canyonviewhotel.com). Tem que tomar cuidado, porque vimos vários hotéis na internet que prometiam ser cavernas originais com ótima localização, mas que não são nada do que prometem. O Canyon View foi um baita achado! Bem pequeno (são apenas 6 quartos), bem familiar. Trata-se de uma grande caverna que há uns mil anos era uma Igreja (ainda dá pra ver os detalhes dos arcos, colunas e da tinta de cobria as paredes). Há uns 200 anos foi ocupada pelos antepassados do dono do hotel, para servir como residência. Foi uma baita experiência! - AS CAVERNAS: Logo no primeiro dia deu pra sacar o lance das cavernas. Estávamos em êxtase por conhecer as exóticas casas-caverna, mas depois de umas 2 horas isso se torna tão comum que perde o brilho, não que deixe de ser surpreendente, mas né. Tem caverna por todo lado. Inicialmente essas cavernas eram usadas por cristãos, que se escondiam diante da perseguição dos romanos e posteriormente dos otomanos (por isso muitas das cavernas eram Igrejas, locais de cultos cristãos). Depois, as pessoas começaram a utilizar esses espaços como moradia. Hoje a maioria das cavernas não é mais habitada, primeiro por causa do lance da preservação do local, e depois por questões de segurança. - COMENDO NA CAPPADÓCIA: comer na Capadócia é bom e barato. Não tem lá muitas opções (é kebab disso, kebab daquilo, dürum e alguns pratos que parecem padronizados, tipo "alaminutas"), mas tudo parece bem caseiro, como se estivesse comendo na cozinha da casa deles. Pra mim, que sou vegetariana, foi bem tranquilo, sempre haviam boas opções. Eles comem muito pão que se parece com pão árabe, pão sírio, tipo uma massa de pizza, e foram os melhores pães que já comi, nem os franceses ganham. Tomam muita sopa e as saladas são sempre com pepino japonês, pimentões, pimentas e berinjela (eggplant). Uma coisa legal é experimentar o Pottery Kebab, que é cozido dentro de um vasinho de cerâmica e, para comê-lo, temos que quebrar o tal do vaso. - COMPRAS NA CAPPADÓCIA: inicialmente achamos tudo bem em conta. Tem que pesquisar e pechinchar. Alguns turistas nos disseram que as coisas por lá estavam mais baratas do que em Istambul, então aproveitamos para encher as mochilas com souvenirs. O que mais se vê são os tapetes e tecidos, colchas, capas de almofada, toalhas de mesa, coisas assim estão por toooooodos os lados. Também tem muito olho grego (??), imagens religiosas, artigos para chá ou café, peças em cerâmica e lamparinas. Bom, depois que fomos para Istambul, pudemos encontrar os mesmos artigos a preços muito mais baixos. Ou seja, compre em Istambul. Ah, e tem que ter muuuuuita paciência para comprar com os turcos. Nunca compre nada pelo preço inicial, eles sempre baixam depois. Para comprar um lápis que seja, leva-se alguns bons minutos. Tudo é muito conversado e negociado. Haja saco. - O QUE VER/TOURS: tinha lido sobre pessoas que tentaram conhecer a região "por conta". Bom, é isso que eu defendo sempre, mas na Cappadocia não tem como. Alugar um carro lá é perder tempo. Transporte público não funciona. Então o negócio é contratar um tour de agência mesmo (custam entre €35 e €70 por pessoa, por dia, dependendo da agência e do tour escolhido) e torcer para não cair na mesma van que um grupo de chineses (eles são muito malas). Cada circuito recebe o nome de uma cor: tem o red, gold, yellow, blue, pink ... Bom e por aí vai. Geralmente um tour dura entre 5 e 8 horas. - O QUE NÃO FIZEMOS: bom, o tour tradicional na região é o passeio de balão. Bom, não fomos. Primeiro porque custa mais ou menos uns €150,00 por pessoa (glup!), depois porque alguém consegue me imaginar em um balão? No way man! Pode me dizer que é a coisa mais linda, que é suave e super tranquilo, mas nã nã nã. Eu definitivamente tenho pânico de altura. Já é difícil me colocar em um avião, que dirá em um balão. Meu negócio é terra, por isso tenho pernas e não asas - O AEROPORTO: já tinha comentado no post anterior a bagunça que são os aeroportos na Turquia. Para vôos internacionais, ok. Agora para vôos domésticos ... afff ... trabalhe em dobro a paciência e prepare-se para bizarrices.
  10. Oi! Bah,isso eu não sei te dizer ... mas acredito que sim... Eles tem um site. De repente entra em contato com eles: http://www.santuariocochahuasi.com/index.htm
  11. Oi Elizângela! Na verdade não economizamos tanto quanto poderíamos... em função de o grupo ser composto também pelos meus pais, que são mais velhos, era necessário atender à alguns ítens com um pouco mais de conforto. Então, por exemplo, não poupamos tanto com hotel, alimentação e transporte. Seguem os gastos (por pessoa): Passagem POA-Lima-POA: U$478,00 Passagem ida e volta Lima-Cusco: U$133 Ônibus Cusco-Puno: U$29 Tours em Puno: U$60 Hospedagem Puno (1 noite): U$15 Ônibus Puno – Cusco: U$40 Hospedagem em Cusco (3 noites): U$65 Boleto Turístico Cusco (entradas): U$35 Passeios em Cusco e Vale Sagrado: U$60 Hospedagem em Ollanta (1 noite): U$25 Trem Ollanta - Águas Calientes – Cusco: U$160,00 Hospedagem em Águas Calientes (1 noite): U$14 Entrada e tour em Macchu Picchu: U$70 Hospedagem Lima (1 noite): U$30 Transfers/táxis: U$20,00 Tours em Lima: U$5 Alimentação: U$110 TOTAL POR PESSOA: U$1350
  12. Oi! Tem mais uma ou outra no meu blog ... Aliás, vou dar uma lida nos teus relatos. Faz tempo que eu quero fazer a Patagônia e a Ilha de Páscoa!
  13. GRÉCIA - ATENAS Chegamos em Atenas perto do meio dia. Voo tranquilo, céu aberto e belas paisagens. O deslocamento até o hotel foi bem cômodo, pois tem uma estação de metrô quase dentro do aeroporto e outra ha uma quadra do nosso hotel. Cansados, mas empolgados, saímos a caminhar pelo bairro chamado Plaka (onde fica a Acropolis). Um bairro muito charmoso, com ruas estreitas, casas bem conservadas com sacadas floridas e muitos restaurantes. Fomos conhecer o grande Zappeion Garden (um parque enorme que fica quase no centro da cidade, com muito verde e um belo centro cultural) e otras cositas. Visitamos as ruínas do Arco de Adriano (construído em homenagem ao imperador romano homônimo) e o Templo de Zeus (que nunca chegou a ser terminado). O sol estava muito forte e o calor era intenso, aí tive que ceder às solicitações do doc. Volnei e da mad. Miriam. Apelamos para o CitySightseeing Bus, coisa de "turista CVC" eu sei (os créditos da expressão são do Felipe), mas realmente tenho que confessar que foi uma mão na roda. Pra quem não sabe, esses ônibus são aqueles turísticos, de dois andares, que fazem um circuito pelas principais ruas e pontos turísticos de uma cidade. Tu compra um bilhete que vale por 1 ou 2 dias, podendo descer e subir nos pontos determinados a hora que quiser. Olha, acho que vale a pena nas cidades grandes, pela comodidade e tb pq daí tu não ficas o tempo todo dependendo das pernas (que as vezes "faltam") e do metrô (onde não vemos nada do trajeto). Seguindo nosso roteiro, fomos ate o Estádio Kallimarmaro, uma réplica dos antigos estádios gregos, construído para as olimpíadas do final do seculo XIX. A saber, não é um estádio de futebol, mas sim uma arena com pista de atletismo, and that's all. Estádio Kallimarmaro Embarcamos no ônibus novamente, até um bairro chamado Monastiraki. Eu tinha lido bastante coisas boas sobre o referido lugar. Não vimos nada do que eu achava que encontraria. O que vimos foi a Grécia da crise. Muitos imigrantes vendendo tudo que e tipo de coisa nas ruas. Ruas sujas, prédios abandonados, prédios em ruínas, pessoas estranhas ... não foi legal. Então fomos até a Syntagma Square (já viu na tv os protestos que tem rolado aqui em Atenas né? Pois é, aqui), em frente ao Parlamento. Bacana o lugar. Assistimos a bizarra troca da guarda e aí a cama nos chamava. Feira roots no Monastiraki Antes, eu e doc. Volnei nao resistimos e fomos conhecer um pouco da noite de Plaka. Com vinho e petiscos, embalamos nossas discussões sobre economia e política, vigiados pelas colunas do Partenon iluminado e respaldados pelas energias dos gregos antigos. O segundo dia em Atenas foi dia de arqueologia bebê! Começamos com a Acrópole. Meu Zeus! Opa, Atena! Não tem como descrever ... não sei nem se eu mesma consegui entender o turbilhão de ideias, sentimentos e informações que eu tive lá em cima. É mágico, simplesmente mágico. Putz, o negócio tem 3000 anos! Imagina só quanta gente já não passou por ali, cada uma com uma história diferente ... E isso leva a gente a pensar o quão pequenos nós somos e que o mundo é tão grande, tão cheio de coisas para se conhecer ... O complexo da Acrópole é enorme, cheio de detalhes para se observar, não são somente os grandes templos (Partenon e Templo de Atenas). Depois de 2 horas lá em cima, seguimos para a região da Ancient Agora. Bom, em resumo, esse lugar é um enoooorme sítio arqueológico que fica nos pés da Acrópole. Tu te sentes como em uma cidade antiga (obrigada Coulanges), passando pelas ruas, pela avenida principal, pelas bases de onde estariam as moradias ... E lá no alto é que fica o Templo de Éfeso. No final desse roteiro longo, cansativo e lindíssimo, acabamos caindo no Monastiraki denovo. Mas desta vez tivemos uma grata surpresa. No início nos sentimos meio perdidos, só depois de algum tempo é que fomos entender onde estávamos. É porque ontem tívemos uma impressão bem ruim do bairro, mas mal sabíamos nós que aquela era uuuuma região específica e que se andássemos algumas poucas quadras chegaríamos no tão falado charmoso Monastiraki. Muito legal o lugar. E ainda por cima fomos brindados com uma enoooorme feira de antiguidades, um verdadeiro mercado das pulgas a céu aberto, com centenas de banquinhas vendendo tudo (mas tudo) que se possa imaginar. Monastiraki Como não temos muito tempo por aqui, temos temos que aproveitar ao máximo. Embarcamos no nosso "ônibus para turista CVC e partimos em direção ao sul da cidade, para o porto de Piraeus. Existe uma outra Atenas dentro de Atenas! Piraeus fica as margens do Mediterrâneo, banhado por um mar azulzinho azulzinho. Tem praias, marinas e o famoso porto, um dos maiores da Europa. Piraeus Voltando do Piraeus, tive que concluir o meu "passeio arqueológico", e ai fui para o New Acropolis Museum (http://www.theacropolismuseum.gr/en). Lindo, lindo. O New Acropolis conta toda a historia dessa colina, dos seus habitantes antigos e de todo trabalho arqueológico feito por la. Ali estão as mais importantes pecas encontradas neste sitio (fora aquelas que os "pesquisadores" franceses e ingleses não tomaram conta e levaram embora para seus países). E uma viagem no tempo ... mas tem uma outra coisa bacana neste museu, que e o encontro entre o antigo (ai de quem usar a palavra "velho") e o moderno. O prédio que abriga toda essa coleção ganhou um premio em 2011, por ser a mais bela construção da Europa naquele ano. E realmente e muito legal, bem arrojado. O chão de quase todo ele e feito de acrílico, para que se preserve e se possa observar as escavações abaixo do prédio. Acropole New Museum No último dia saímos para caminhar pelas ruas de Atenas, meio que sem destino. Começamos pela praça Omonia e seguimos em direção ao Mercado Público. O Mercado de Atenas ocupa uma área de mais ou menos duas quadras. Esperávamos encontrar uma certa variedade de produtos, assim como foi o maravilhoso Mercado de Firenze ... mas ... bem, o Mercado se resume a muitos corredores de açougues e peixarias. Tudo meio tosco, sangue por todo lado, sem refrigeração adequada, um negócio tenebroso! Tive que seguir pelo corredor de cabeça baixa, para não olhar aquele legítimo matadouro no centro da cidade! Depois que o doc. Volnei se satisfez (ele sempre tem que ir nos Mercados Públicos de toda cidade que visita), seguimos nossa caminhada pela rua Ermou, que é um grande calçadão com diversas lojas bacanas e tal. Do nada, uma surpresa bem agradável. Quase fomos "atacados" por um garçom maluco que nos convidou a prestigiar o restaurante em que trabalhava. Como estávamos com fome, pensamos, por que não? O restaurante se chama Taverna, e fica na rua Patroudu. Foi aberto em 1943 e permanece com a família. Serve pratos típicos e tem um preço muuuito convidativo. Não é um restaurante para turistas, mais parece que tu estás dentro da cozinha da casa de uma família grega. Muuito legal! Seguindo nosso city sightseeing day, passamos pela tradicional Apolonos até chegar na Pandrossou. Esta rua é A rua para comprar souvenirs e outros cacarecos. Voltamos para o hotel de metrô, para descansar um pouco. A tardinha fomos conhecer um bairro chamado Koloniaki, bem tradicional também. O objetivo era chegar até o topo do monte Lycabettus, o ponto mais alto da cidade (atenas tem diversos "morros"' tanto no centro quanto no seu entorno). O que nós não esperávamos era com o tal "ensaio para a greve", e nem que o bairro era cheio de ruas extremamente íngremes. Para subir no monte Lycabettus precisávamos pegar o funicular, mas para chegar até lá ... que puxada! Tivemos que subir muitas quadras, que de tão tão íngremes eram todas ligadas por escadarias. Quase sem pernas e sem fôlego, chegamos ao topo do monte. Olha, a vista da cidade valeu todo o esforço! Magnífico! Vimos o pôr do sol e todas as luzes da cidade se acendendo ... valeu mesmo! NOTES and TIPS - A PRIMEIRA IMPRESSÃO DOS GREGOS: os gregos são extremamente simpáticos, solícitos e atenciosos. Estão empatados com os tchecos no quesito gentiliza. Não espere o mesmo dos habitantes de nenhum país do oeste europeu. - A PIADA INTERNA: "Não entendo nada, até parece que estão falando grego ..." Aaaaaafff ... - TO DRINK: experimentamos a bebida típica dos gregos (por favor, ninguém me peça para lembrar do nome). Não gostei. Parece um licor doce de funcho. Mas deixa embriagado ... Ah, e água com gás nem pensar, não existe. Café bom, forte, também não, só "chafé". - TO EAT: O café da manhã é um tanto quanto estranho. Puxa vida, quem é que come tomate, pepino, azeitona e alface de manhã? Os turcos. E os gregos também. Aliás, azeitonas, assim como damascos e grandes cerejas tem preço de banana por aqui. Outra coisa: pimentaaaaa, muita pimeeentaaaa. - HOTEL de ATENAS: escolhemos um hotel em Plaka. Quem quiser vir, esqueça outras regiões, especialmente a Omonia. O hotel Herodion é maravilhoso, tem um terraço magnífico e um serviço de primeira. http://www.herodion.gr - Todos os sítios arqueológicos podem ser visitados com o mesmo ticket, portanto, faça tudo no mesmo dia. - Se fores ao New Acropolis Museum evite saias ou vestidos. O chão e de acrílico, lembra? O que dava de gurizinho olhando para os andares de cima ao invés de apreciar as obras ... hahaha - O QUE VI (muito) I: se na Itália encontramos uma chiesa em cada quadra, na Grécia não é diferente. Mas por aqui, as que dominam são as Ortodoxas Bizantinas. - O QUE VI (muito) II: os gregos fumam muuuito. Parece que a lei antifumo não vingou por aqui, fica só no papel ... - O TRÂNSITO: o trânsito em Atenas beira o caos, uma maluquice total. É carro estacionado na contramão, moto na calçada ... cinto de segurança, sinalização de trânsito e capacete servem pra que mesmo? - O OUTRO LADO: Atenas é uma cidade muito binita nas áreas turísticas, mas um olhar um pouco mais atento percebe os reflexos da grande crise. Andando fora dessas áreas quase que delimitadas, nem precisa ter um nível de percepção apurado para se dar conta dessa situação. Muita sujeira, prédios abandonados, pessoas muito carentes pedindo $$, carros bem velhos ... Compramos umas jóias bem bonitas de um senhor, que as vendia na rua. Me dei por conta de que talvez não pudéssemos ter adquirido estas peças se fosse há alguns anos atrás. As pessoas estão se desfazendo de seus bens pessoais, o negócio tá feio por aqui. - EM RESUMO: vale muito a pena sim conhecer Atenas. Muitas pessoas somente passam por ela para se dirigir até as ilhas gregas. Não faça isso. A cidade, apesar de muitos problemas, como toda grande metrópole (Atenas é gigantesca), tem muitos lugares lindos e mágicos para serem visitados. MAIS EM: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/
  14. Este relato é da viagem que fizemos pela Grécia, Turquia e Hungria em julho 2013. Como viajei com meus pais, que tem mais idade, tive que fazer algumas adaptações no roteiro, melhorando um pouco a qualidade da hospedagem e cortando as festinhas e noitadas. Nosso roteiro foi: ATENAS -3 DIAS SANTORINI - 2 DIAS BUDAPESTE - 3 DIAS CAPADÓCIA - 4 DIAS ISTAMBUL - 4 DIAS Neste tópico, vou me deter somente na parte grega. Relato sobre a Turquia: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94619.html Relato sobre Budapeste: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94622.html Mais em: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/ GRÉCIA - SANTORINI Não tem como vir para a Grécia e não visitar ao menos uma de suas ilhas. Foi difícil abrir mão de algumas e escolher apenas uma. Depois de muito pesquisar, escolhemos Santorini, primeiro por suas belezas naturais e segundo porque, segundo os comentários, era uma das mais sossegadas. Saímos bem cedinho de Atenas, até mesmo para evitar defrontar com alguma manifestação (que estavam programadas para aqueledia). Escolhemos vir para a ilha de navio, para aproveitarmos o passeio pelas ilhas gregas e também porque, como todos que me conhecem sabem, eu detesto aviões, então não hesito em evitá-los. A viagem foi bem agradável. Eu acho. Dormi quase todo tempo que durou o nosso mini cruise pelas ilhas. Ok, façam fila para me matar por favor ... Santorini surpreende muito. É uma ilha rochosa, que se originou de lava vulcânica (aliás, o vulcão ativo ainda está lá) e quase não tem praias. É bem grande e possui diversas partes, como se fossem bairros. A maior parte das construções fica na parte mais alta, na beira de penhascos altíssimos e imponentes. A parte mais bacana é a que fica justamente nestes penhascos, voltada para a ilha do vulcão, para a chamada "Caldera". Chegamos na ilha e fomos direto para o hotel, que era um dos atrativos dessa parte da viagem. Uma vista de tirar o fôlego! Então seguimos para o downtown de Santorini, que é Thira (ou Fira). Muito bacana. Lembra um pouco - e bem pouco - Veneza, com suas ruelas, mas é extremamente limpo e iluminado, tudo clarinho. Cheio de lojinhas e restaurantes. Thira Voltamos para o hotel pelas 20h, para não perder o maior atrativo da ilha: o pôr do sol. E é realmente fantástico! Santorini Sunset Na manhã seguinte, acordamos cedo para explorar todos os cantinhos possíveis. Começamos por Pirgos, uma vila bem simpática. Subimos um morro gigantesco (que me deu medo, óbvio) e seguimos por uma das Wines Roads. Tem muitas vinícolas na ilha. O curioso é que as uvas não são cultivadas em parreiras latadas ou espaldadas, mas em parreiras rasteiras. Meio bizarro, parece um matinho qualquer. E ás vezes é mesmo, porque tem por tudo que é canto, até em terrenos "baldios". Então fomos conhecer a famosa Red Beach. Aí começamos a perceber muitas diferenças entre as nossas praias e as deles. A água é simplesmente cristalina, e o no sol reflete uma coloração azulada magnífica. Mas a areia é muito estranha, é pedregosa (não encontrei outra palavra para definir) e escura. A Red Beach é legal, mas bem pequena. Red Beach Passamos por uma outra que não lembro o nome, E então paramos um pouco em Perissa. A rua beira mar de Perissa parece um pouco com Canasvieiras, em Floripa e Piriápolis, no Uruguai. Mas a areia é completamente preta! Wird! Seguindo nossa volta a ilha, fomos para Kamari, que é onde tem o aeroporto. Kamari e Perissa são separadas por um graaaaaaande morro, então são praticamente iguais. Só que Kamari é bem mais movimentada, com mais opções de lojas, restaurantes e entretenimento. Me lembrou muito as ruazinhas das praias do norte de Santa Catarina (com excessão do fato de que em Santorini não existem prédios). Perissa Rodamos, rodamos e fomos então para Oia (se pronuncia Ía), que não é uma praia, que está no lado da Caldera, na beira do penhasco. Oia é a localidade mais famosa de Santorini. É ali que são tiradas a maioria das fotos de wallpaper ou cartão postal. Na verdade é praticamente a mesma coisa do que Fira, mas com um pouquinho mais de "glamour", digamos assim. Já era noite quando cansados - e torrados - andamos um pouco por Imerovigli e Fira e aí fomos para o hotel, descansar e esperar a hora da partida do nosso navio, que nos levaria de volta a Atenas. Oia NOTES and TIPS: - DE ATENAS PARA AS ILHAS GREGAS: para ir de Atenas até o porto de Piraeus basta pegar o metrô. É uma alternativa bem econômica e rápida. Além disso, não tem erro: Piraeus é a última estação da linha verde, e ela fica bem em frente aos portões de partida dos ferries que se dirigem para as ilhas. É tudo bem sinalizado e organizado. Tem um painel eletrônico em frente a saída do metrô, que informa horários, destinos, os portões e a direção deles. - O FERRIE PARA SANTORINI: escolhemos ir para a ilha com o Highspeed 6, da Hellenic Seaways. Muito bom, recomendo. Ficamos na Business Class, e pela diferença no valor em relação à Economy Class afirmo com certeza, vale a pena fazer esse upgrade. (http://www.hellenicseaways.gr/) - O PORTO DE SANTORINI: praticamente todos os navios aportam no porto chamado Athinios. Somente os graaandes navios de cruzeiro param no Old Port. Para sair do porto e ir até o centro ou qualquer hotel, existem táxis, vans e ônibus. No stress, não precisa agendar nada com antecedência. - O HOTEL EM SANTORINI: depois de muuuito pesquisar, escolhemos ficar perto de Fira. Melhor localização, impossível. Tudo uma mão na roda. Escolhemos o Lilium Villas Santorini. The best of the bests! Serviço impecável, não tem absolutamente nada que se reclamar. Fica um pouco afastado do centro, e isso é bom, é muuuito tranquilo. Se achar que ficar longe dos burburinho não é legal, no problem, eles oferecem transfer gratuito para o centro de Fira. (http://www.lilium-v.gr/) - RENTING THE CAR: existem dezenas de locadoras de carro pela ilha. Vale pesquisar para encontrar tarifas melhores. Alugar um carro é o que 80% dos turistas costumam fazer e, só assim, é possível conhecer toda a ilha. Existem ônibus de transporte público também, são ônibus bem novos, mas daí não dá pra ver muuuuita coisa. Na verdade o que mais vimos por lá foram os triciclos. As estradas são muito sinuosas e não é em todo cantinho que podemos chegar de carro. Locamos um carro cabrio, o que é muito legal, a não ser que tu saía com ele de dia e no sol que é capaz de torrar. Torramos. A locadora escolhida foi a Santorini Holiday Cars. O serviço foi muito bom, mas o carro estava meio detonado. Normal. (http://www.santoriniholidaycars.com/) - QUANTO CU$TA SANTORINI: pelo valor das diárias nos hotéis e pousadas achávamos que tudo na ilha fosse aburdamente caro. Barato não é (aloou, estamos na Europa e o negócio aqui é Euro), mas achamos coisas mais em conta do que em Atenas. Com exceção de Oia, que é um absurdo de cara. - O NAVIO PARA ATENAS: decidimos voltar para Atenas à noite. Como já tínhamos visto toda a paisagem na viagem de ida e também queríamos poupar $$$ de mais uma diária de hotel, achamos que fosse uma boa opção. E foi. Escolhemos a cia Blue Star Ferries e o seu enorme Blue Horizon para navegar. A viagem dura 7h e então ficamos em uma cabine. Muito bacana, bem ampla e cômoda, deu pra ter um boa noite de sono. (http://www.bluestarferries.com)
  15. Olá. Com certeza o ideal é ir de trem. Muitas vezes as passagens aéreas são mais baratas do que as de trem, e além disso, aparentemente a viagem é mais rápida. Porém, os aeroportos se localizam longe dos centros das cidades e se perde muito tempo com check-ins, daí a viagem que seria mais rápida, fica mais longa e também mais cara. Só vá de avião se o valor da passagem realmente compensar e se os horários se adequem melhor ao que queres fazer. Sugiro planejar e comprar com antecedência: http://www.eurostar.com/ http://www.raileurope.com/ Se fores de avião: http://www.skyscanner.com – Pesquisa de cias aéreas do mundo todo, especialmente as europeias. http://www.whichairline.com http://www.airlinequality.com/Airlines/Web_links.htmm - Links para quase todas as cias. Aéreas do mundo e muitas reviews. http://www.europebyair.com http://www.vueling.com http://www.edreams.com Outra coisa, Amsterdam 9 dias? Acho muito ... 4 ou 5 são suficientes ...
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