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silviomoser

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Tudo que silviomoser postou

  1. Dias 21 e 22 de Abril de 2018, 34kM. Participantes Silvio Moser (eu), Jorge Moreira e Diogo Rhoden. Fomos de carro até a Barragem do Salto, ponto de inicio do trekking. Passamos pela barragem e ´pegamos a estrada por caminhos do interior em meio aos campos de São Chico em direção à Barragem do Blang. Dali 10 Km chegamos no Blang, me surpreendi com o tamanho da barragem, parecia muito menor pelo Google Earth. Pretendíamos fazer um almoço ali, mas o tempo se armou e prometeu um aguaceiro. Combinamos de recolocar as mochilas e tocar direto até a Barragem do Divisa, afinal, tomar chuva ali parado é melhor andando ao destino. O terreno é todo por estradas, mas com muitos aclives e declives acentuados, então cansa por isso. Chegamos à Barragem do Divisa, onde onde montamos acampamento e pernoitamos. Lugar muito show, tranquilo, com área muito boa para armar acampamento. Armamaos as barracas, catamos lenha então começou a chover. Foi meia hora, tempo pra tirar um cochilinho e descansar da caminhada do dia. Logo passou a chuva e deu certo a proteção que fizemos para a lenha e churrasqueira de pedras com uma lona. Fizemos um salsipão (salsichão com pão) com mostrada Hemmer na brasa da fogueira e daí pra dormir foi um abraço; No outro dia de manhã cedo levantamos e fomos esperar a aurora. Foi um momento mágico, a premiação de todo sofrimento da caminhada. Fizemos um cafezão, com direito à café passado, salame, bolachas, resto de salsichão e daí fomos dar uma explorada no local. Fomos no vazadouro da represa e exploramos o terreno abaixo, com direito a cascatas e piscinas naturais. Um espetáculo. Hora de desmontar o acampamento e dar adeus à este belo local. Aconselho uma visita. Show!
  2. Trekking realizado dias 21 e 22 de Abril de 2017, 10 amigos. Talvez um dos mais difíceis que fiz, em torno de 40km, no inicio subida de praticamente 1000m no final descida igual, com direito a se perder varias vezes na trilha,mesmo com gps é complicada. Deixo um video no YT com algumas fotos. Nao tem fotos do Josafaz pois ali acabou minha bateria.
  3. Ola Claudia, muito legal o relato e muito grato pelas diversas dicas. Ah, sim, muito grato pela planilha dos custos. Olha só, acho que tem uma coisa que não fecha, nos campings: 51,63 x 2 = 471,44 Abração,
  4. Bom dia Adriana, depende da época eu creio. Passamos por vários pontos onde nota-se que deve alagar tudo muito fácil, sobretudo nas partes onde as estradas/trilhas as vezes se misturam às dunas de areia. Essa área é um parque de área de preservação, é banhado. Apareça.
  5. Muito legal, boa pedida aproveitar a oportunidade de fazer um trekking com o coroa. O meu infelizmente já não aguenta mais. Grande abraço,
  6. Opa, bom dia. Sim, é por ali. Ali no meu mapa, a ultima foto, do ponto onde está escrito "33Km", são 12Km para o sul, até a Barra da Lagoa do Peixe. Ah, sobre os Dogs, rsrsrsrs Sim, eles chegaram 3 dias de volta no farol ! Imagina o que aprontaram pelo caminho de volta! Grande Abraço.
  7. Travessia Canela x Usina de Canastra x Usina de Bugres 27 e 28/Dezembro/2016 - 28Km Participantes: Silvio Moser, Jorge Moreira e Diogo Rhoden Tracklog : https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16093606 Primeira etapa, pegar Ônibus até Canela para o início. Jorge e Diogo pegam em POA as 6h, enquanto eu espero eles em São Leopoldo as 6:30h. Era 6h e eu já tinha tomado dois copões de café atônito esperando os amigos. Desembarcamos na rodoviária em Canela era 9:30 e começamos a caminhar ainda pela cidade. Claro, passamos pela Catedral de Pedra, dando início aos trabalhos. A cidade foi sendo deixada para trás, mas para minha surpresa, pois apesar de minha família ser dessa região fazia mais de 20 anos que eu não passava pelo local, o asfalto se estendeu por vários alguns quilômetros adiante depois da cidade. A neblina foi constante durante todo o trajeto. [foto] A estrada tomou agora o formato padrão da região, sendo feita principalmente de pedras não muito pequenas misturadas ao saibro. Paramos numa vinícola familiar (Vinícola Telha) e compramos uma garrafa de vinho bordô e 2 de suco de uva puríssimo. Uma delícia, recomendamos. [foto] Foram 4 horas de caminhada sempre descendo até avistarmos a Usina de Canastra, passamos da entrada e fomos até a barragem. Uma barbada pois a conversa estava muito boa e para baixo todo santo ajuda. Aqui neste lugar que se inicia o rafting de Três Coroas. Como de praxe, conhecemos um ser... digamos... diferente: Seu Paulo, portador de um olho e três dentes. Como ele mesmo diz, mora sozinho há 35 anos "nesse buraco". Mas contou algumas histórias hilárias e nos ensinou uma trilha para chegarmos até a barragem e usina de Bugres com direito a uma parada num bolicho. Na foto, Paulo `q esquerda de chapéu. Como era 14:30h e ainda era cedo para montarmos acampamento, resolvemos nos despedir e seguir adiante, pegando a trilha que S.Paulo nos ensinou. voltamos um trecho, passamos na Usina do Canastra para conhecê-la. Aí começou uma chuvinha, aos poucos. O calor já estava bem forte, e com a capa de chuva, parece que virou uma sauna. a trilha começou leve acompanhando um riacho de pedras onde foi possível abastecer água. Então começou a subida. E bota subida nisso. Além do calor, e da chuva abafada pela capa, o terreno era bem acidentado, na verdade eram os restos de uma estradinha antiga com muito pedregulho e bastante íngreme. Pô, o S.Paulo ainda disse que, quando tem baile lá em cima, ele sobe, toma umas, desce de volta só pra dar comida "pros bicho" e volta. PQP! Ainda pra ajudar, no meio da subida comecei a me incomodar com meu nervo ciático. Mas se eu quisesse passear tinha convidado minha mãe pra ir junto. E a chuva engrossou e começou a cair de balde. Com a Divina Proteção Era 20h quando chegamos na Sociedade União do Rancho Grande, o tal de bolicho. O rapaz que cuida, do local, Jean, já estava se retirando (mora em frente) quando chegamos e pedimos por comida, pouso, banho e uma coca cola 2l beeeeeeeeem gelada, a qual bebemos como se fosse a última do planeta. Agradecemos muito a hospitalidade, inclusive ele queria que dormíssemos num casa ao lado da dele e que estava desocupada. Respeitosamente agradecemos, mas não caminhamos tanto carregando nossas barracas para dormir dentro de uma casa, né não? Só não rolou comida, pois o horário já era deamsiado tarde, mas sem problemas, afinal quem tem miojo... colocamos nossas barracas na cancha de bocha do local, fizemos comida, tomamos o bom vinho da Vinícola Telha e dormimos muito bem, obrigado. Bom dia, café da manhã e seguimoso baile. Foi só colocar a mochila nas costas e começou a desabar o mundo de novo. Esta região é de beleza natural ímpar. Para qualquer lado que se olha os olhos se enchem de beleza. Faz muito bem isso! Chegamos em torno do meio-dia na Usina/barragem de Bugres, quando pegamos a última subida íngreme para finalizar. Chegamos as 13:35 na rodovia RS-235 que liga Canela à São Francisco de Paula. QUando avistamos a rodovia vimos dois ônibus passando, um para cada lado. esperamos pelo próximo que passou eram 15:30. Quando chegamos na rodoviária de Canela novamente, recebemos a notícia de que tínhamos que esperar mas uma hora e meia pelo ônibus que nos levaria embora. Mas não dá pra perder o humor, afinal a aventura foi maravilhosa. Agradeço de coração aos irmãos Jorge Moreira e Diogo Rhoden por mais essa indiada no Curriculum. That´s All Folks! PS.: ô rodoviariazinha furreca essa de Canela... Não espere para comer nada lá!
  8. Boa dia, muito legal o trekking, e agradeço pelo relato. Em setembro, eu e um amigo saímos para fazer esse caminho, mas um senhor nos disse que a ponte lá no meio do caminho não estava mais lá e não tinha como atravessar a pé. Acabamos ficando no meio do caminho. Depois fiquei sabendo que a informação não estava correta, enfim acabamos não fazendo, mas pretendo refazer agora completa e esse relatos de vocês me deu mais vontade ainda. Seria possível tu conseguires este arquivo kmz do google earth? Creio que será muito útil. Grande abraço, Silvio Moser ( [email protected])
  9. Fala Sandrão! Cara, Pastelina é um salgadinho feito com farinha, agua e sal. E só. Um clássico. Tem as imitações, não caia nelas. rsrsrs Grande abraço.
  10. É que aqui no Sul, não sei se já conheces nosso litoral, só tem vida entre novembro / abril. O resto do ano só falta aquelas bolas de feno sendo arrastadas pelo vento. rsrsrss abraço,
  11. Bom dia. A praia fica a 14km da BR e da cidade de Mostardas, localidade "Balneário Mostardense". É um viliarejo, veja foto acima, que só tem gente no verão, saindo da temporada vira cidadezinha bem deserta, se tiver algum camping, só se for nesta localidade. Dali pro sul só costa deserta. Sobre o farol, veja na ultima foto do post, foi um mapa que tracei no g.earth. Fica mais 14km para o sul, local deserto, tem uma pequena vila de pescadores que se criou ao redor do farol. Sobre o farol, é uma área militar e proibido o acesso. Não espere entrar na área do farol, os militares que ficam por lá não são sempre os mesmos e a intrução que eles tem é de não deixar entrar.
  12. MOSTARDAS -> FAROL -> TAVARES percurso : 50km 26/27 de Maio de 2016, quinta/sexta feira feriado de Corpus Christi. A aventura para mim começa as 5h pegando o trem em São Leopoldo até Porto Alegre. Enquanto isso o Diogo vem de Gravataí para nos encontrarmos na rodoviária de POA. Chegamos em cima da hora, o ônibus da Viação Palmares partiu as 6:15h. As 10:20 desembarcamos na rodoviária da simpática e pacata cidade de Mostardas https://pt.wikipedia.org/wiki/Mostardas, onde as ruas cidade estavam decoradas para a procissão de Corpus Christi. Dali até a orla são 14km. No começo estrada de areia com saibro e muito boa manutenção. Nas laterais muita cultura de pinos com extração da resina e goma para indústria de cosméticos, desinfetantes, etc. É uma das atividades econômicas predominantes na região. A partir da placa avisando que agora estamos dentro da área de reserva é que a aventura começa a tomar forma. Estamos na Trilha das Dunas. No início um pequeno trecho com vegetação fechada, mas logo se abre uma região de banhado dos dois lados, com diversas espécies de aves entre outros animais. Logo em seguida o ambiente faz jus ao nome da trilha. Um trecho até o Balneário Mostardense onde a estrada se confunde com dunas e lâminas d´agua empoçadas, mas não chega a nos enganar conforme verão adiante na trilha do Talha Mar. Uma única árvore encontrada e uma pausa na sombra para descanso e almoçar uma Pastelina com água. Seguimos em direção à orla, chegamos no Balneário Mostardense. Uma pequena vila na orla onde no verão recebe um certo movimento e há muitas casas de veraneio, mas agora no inverno o número de pessoas é bastante reduzido, então o som do vento litorâneo zunindo pelos pinheiros é constante e o tempo parece estagnado. Paramos para dar um descanso no mercadinho da D.Irene, distante uns 200m da beira do mar. Lá fui informado que "Bah, coca-cola essa época do ano é bem difícil...". Mas abriu o freezer e tirou uma daquelas bem pequenas, acho que é 200ml. Bebi em dois ou três goles. E seguimos no rumo. Ao chegar na beira da praia, dois homens que vinham do mar para a cidade descem de uma moto (uma CG meia-boca) e a empurram, pois a areia revolta não permitia pilotar. De capacete, um deles pergunta se conhecemos outra via de acesso, ao que respondo que não sou do local e desconheço, mas informo que este acesso está bom até Mostardas, e foi de onde nós viemos. (lembrem desta pessoa). Ali na beira do mar fiz meu agradecimento pois fazia uns 7 anos que não via o oceano. God is good. Subi na única e inabitada guarita de salva vidas do local, estava precisando trocar as vestes de baixo pois tinha suado muito e estava assando. Podia ter me trocado ali mesmo fora, pois não havia ninguém a quem esconder nada. Vida nova! Seguimos ao sul, com vento contra. Praia quase que completamente deserta, não fosse a mescla de alguns pescadores de final de semana com suas camionetes e isopores com bebidas e guloseimas e pescadores locais em seus carros tomados pela ferrugem, sem para brisas e carregados de redes. Bandos de aves de variadas espécies revoavam como reação ao ataque sempre infrutífero da nossa companhia que nos seguiu praticamente até o Farol, um simpático cachorro que foi todo o percurso ensandecidamente abrindo buracos onde ele cabia quase que pela metade dentro. Batizamo-lo de "Tatú Dog" Meus pés começaram a me torturar, pois tinha comprado um tênis/bota novo pela internet "de promoção" e resolvi arriscar e fazer o trekking com eles, mesmo novos (GoNew -> corram delas). Uma porcaria, não façam isso, não existe milagre em termos de equipamento. Quase me matou e estragou com a caminhada. Lá pelos 20km fui obrigado a retirá-los e ir adiante de Havaianas. Minha salvação. Adiante alguns km encontramos os restos de um naufrágio que eu já tinha visto por fotos há anos. Click ! O tempo estava fechando e a tardinha ia chegando quando conseguimos avistar o Farol de Mostardas (https://pt.wikipedia.org/wiki/Farol_de_Mostardas). Incrível como as distâncias parecem próximas nesse ambiente, juro que parecia que o farol tinha rodinhas na sua base e estavam empurrando-o mais para longe à medida em que aproximávamos. Ô farol difícil de chegar! A lanterna sinalizadora foi ligada então começamos a nos atucanar, pois a noite era iminente e não tínhamos ainda onde armar acampamento. Um carro passou com um casal por nós, dez metros depois parou e voltou de ré. Abriu a janela e indagou onde estávamos indo. Respondemos que estávamos indo tentar conhecer o farol. Perguntou sobre onde estávamos hospedados ao que respondemos que nossa hospedaria estava dentro das mochilas mas estávamos meio preocupados pois não conhecíamos o local e o tempo estava se armando. Então ele disse que tinha cruzado por nós de moto lá atrás (lembram?) na entrada do balneário quando estava indo buscar o carro e sua esposa. Se apresentou como sub-oficial comandante da área militar e responsável pela guarda e operação do Farol de Mostardas e, acho que sensibilizado nos convidou para passar a noite com eles na área do Farol !!! Eles deram-nos abrigo, com chuveiro quente, cama, um baita dum café com pão feito na hora, mingau, frios, etc eu disse que já fora militar então o papo rolou até algumas horas. O farol visto de baixo é lindo, quatro faixos de luz giram em um período específico, pena que não dava para captar com a câmera que eu portava. O próprio farol é uma construção linda, completamente recoberta de ladrilhos e muito bem mantida pelos Marinheiros. Esta versão reformada data de 1940 e parece nova. Fomos dormir. Levantei as 5:30h e fiquei sentado na escada à frente da casa fumando um cigarro. Diogo levantou em seguida, quando o Sub Oficial Paulo Cesar nos convidou para irmos juntos para desligar o farol e subir nele. Quase não acreditamos. Subimos e vimos o amanhecer lá de cima. Tomamos uma verdadeira aula de funcionamento do farol, seus equipamentos e demais atividades. Muita gratidão por esse momento inesperado. Pena que não foi possível assistir ao "por do sol matinal" (sic.Diogo) pois a nebulosidade não permitiu. Mas valeu muito, essas são coisas que acontecem na nossa vida e devemos lembrar eternamente. O sub-oficial Villarinho me deu até um par de tênis que ele usava para correr mas estava bem inteiro para eu completar a jornada calçado, visto que meu tênis não tinha mais como usar pois me machucava muito os pés. Essa foi a sorte, pois não sabíamos ainda o que estava por vir. Tomamos café, e partimos as 10:20h. Tínhamos em torno de 14km ainda pela frente e nosso ônibus era só as 16h na BR101. Uma barbada! Nem precisaríamos apressar o passo. O pessoal do Farol tem 4 cães, 1 fêmea (a mãe) e 3 filhos. Pensa nuns cachorros sem noção, meio selvagens e completamente destrambelhados. Parecem uma gangue, um mexe e os outros compram qualquer briga. Os 3 filhos sairam e foram junto nos acompanhando. Qualquer carro que chegasse perto eles avançavam, se atiravam na frente. Não sei como não foram atropelados. Seguimos para o sul mais 5km quando entramos na trilha do Talha Mar em direção à BR101, onde pegaríamos o ônibus das 16h. Pegaríamos, não fosse uma "cagadinha" de errar a trilha do Talha Mar um pouco depois de entrarmos nela. Caímos num brejo ladeando a lagoa e fomos se embretando cada vez mais procurando a estrada que não achávamos nunca. Depois de 2 horas caminhando paramos num banco de areia e almoçamos frutos do mar. Da marca Coqueiro. E de sobremesa frutas tropicais (1 banana). Aos cachorros eu dei umas bolachas folhadas. Eu atirava tipo disco-fly e eles pegavam no ar em sensacionais saltos e bocadas. Mas depois notamos que eles caçavam o tempo todo e até comeram uma lebre na nossa frente. Agora... pensa num lugar isolado. De repente, sabe-se lá de onde, saiu de trás das dunas de areia um homem dirigindo um veículo que realmente não sei como descreve-lo. Era tipo uma gaiola, misto de madeira, com algumas coisas penduradas e muito pouca lataria feita com algumas placas de sinalização. A capô era de uma placa parada de ônibus. Era algo entre uma tobata e uma carroça sem animais. O motor era tão barulhento (pópópopópópó) que os cães o xingaram até a 4a geração. Não sei porquê, veio lembranças de Mad Max. Veio direto e parou ao nosso lado. Apertei sua mão e pedi por informação se a estrada da Talha Mar estava perto ou ainda faltava muito. Ele apontou para o lado de onde viemos e disse "Tá vendo aqueles pinos? É lá que passa a estrada." Eu olhei para trás e não enxerguei pinos. Aliás não enxerguei qualquer árvore. Realmente não existia nada além de dunas e banhado. "Lá atrás!" - insistiu. Levantei a cabeça e enxerguei lá no horizonte uma fina faixa verde acima das dunas. A fina faixa verde no horizonte era uma área de pinus. E lá estava a estrada. Sabe desânimo? Desespero? Multiplique! Tínhamos que voltar tudo que caminhamos naquela área difícil até a estrada para daí retomar nosso curso. Isso era em torno de 14:10h. Perguntei se ele não podia nos dar uma carona e ele disse que não ia para aquele lado. "Eu vim só ver vocês aqui." Ligou a fubica, deu meia volta e sumiu se peidando todo pelo mesmo lado de onde apareceu. Se não fosse ele, seguiríamos adiante e nos perderíamos cada vez mais.INCRÍVEL. OK, você deve estar se perguntando porquê diabos não tiramos uma fotinho sequer desse personagem. Também nos perguntamos depois. Tiramos fotos até das formigas no caminho, mas deste importante personagem não nos lembramos de levantar a mão e dar um clique. Depois minha esposa deu uma versão que deve ser a mais plausível : "Não se pode tirar fotos de anjos". Hmm, all makes perfect sense. Bem, fizemos o que dava para fazer. Baixamos a cabeça e saímos a toda máquina caminhando de volta. Pior: o vento parou e levantou uma horda de mosquitos que nos acompanhavam caminhando e nos picavam com a ferocidade de um leão que não comia havia duas semanas. As duas horas de ida voltamos em 1h20min. Achamos a estrada era 15:30h e tínhamos 8km até a rodovia para pegar o onibus das 16h. No way. A esta hora eu simplesmente não estava mais aguentando de dores tremendas nos pés, panturrilha, coxas, quadris, costas, ombros e braços. O pescoço, os cabelos, sobrancelhas e unhas não doíam. Ainda. Ao chegar na placa de saída da reserva simplesmente não aguentei e me atirei na lateral da estrada. Os quadris começaram a doer de uma forma muito intensa. Então ouvimos o barulho de um caminhão que logo surgiu e parou ao nosso lado. Era uma caçamba de recolhimento de lixo do município. Tinha já 4 pessoas empoleiradas na cabine. Pararam e perguntaram se precisávamos de ajuda. Eu disse que se conseguissem uma carona até a rodovia seria de muito bom grado. Ele disse "olha, ali atrás tem lugar, mas tá cheio de lixo. Se não for incômodo...". Eu disse que não tinha problema, mas realmente não tinha condições de subir. Então eu e o Diogo subimos nas portas laterais e fomos pendurados pelos espelhos retrovisores. O rapaz que estava na cabine telefonou, não sei pra quem, e foi informado de que o ônibus que pensávamos ter perdido tinha atrasado sua saída de Tavares e ainda não tinha passado na federal. Nossa! O motorista puxou uma reduzida e meteu pé na táboa! Loucura! Eu estava todo quebrado, pendurado num caminhão de lixo a toda máquina, os cachorros correndo ao lado, o Diogo no outro lado rindo sem parar. Cara, coisa de louco. Até pensei em pegar a câmera, mas não tinha como, se soltasse o puta-merda caía. Ao chegarmos na rodovia, descemos e agradecemos a carona, mas realmente pensamos ter perdido o ônibus. Os cachorros, lembram que falei que eram totalmente "sem-noção"? Pois então, começaram a avançar nos carros que passavam na rodovia, por muito pouco não foram atropelados. Eles nunca tinham saído da beira do mar no farol, aquilo era uma aventura em outro planeta para eles. Uma alma bondosa guiando um gol vermelho parou e ofereceu carona. Quando o Diogo foi falar com ele o Ônibus apareceu e dispensamos a carona agradecendo. Acho que deu uns 2 minutos. Se tivéssemos atrasado mais 2 minutos não teríamos como voltar e dormiríamos na BR. Uma grande aventura. Agradeço a Deus, meus mentores, guias e protetores espirituais, a minha esposa que amo e permitiu que eu realizasse essa aventura, ao grande parceiro Diogo Rhoden e aos novo amigos Alexandre Villarinho e Paulo César da Marinha do Brasil, ao Tatú-Dog, aos cães sem noção, ao cara do veículo estranho no banhado. That´s All Folk´s ! Silvio Moser http://www.meusitefree.com.br
  13. Um link com algumas fotos que tirei na trip : http://picasaweb.google.com/silviomoser/20091113_trilhaDosTrilhos# Moser
  14. Ah, sim... um toque sobre a SilverTape. Como choveu pra baralho, e estava com os tenis todos molhados, a silvertape não funcionou, pois ela não grudou no tenis. quando remendei, durou no maximo uns 500m. Moser
  15. Na verdade não tenho medo de altura, então os viadutos metálicos foram barbada. O que realmente foi difícil pra mim foi o terreno, isso me matou no final (trilhos, dormentes e pedras o tempo todo). No final, teve um tunel de 809m que foi subindo o tempo todo, eu estava com os dois pés de tênis abertos, cheio de calos, minha mochila arrebentou a alça direita então tive que caminhar segurando um lado e na outra mão a lanterna já com pouquissima bateria. Foi muito punk. Mas venci. Moser
  16. Olá, Cacius... há uns 2 meses atrás fui navegar na internet procurando depoimentos sobre alguma trilha legal aqui no RS e acabei caindo no seu, o que me "atiçou" na hora para fazê-la. Fiquei este tempo todo planejando a trip, tracei a trilha no Google Earth, calculando distancias, marcando tuneis, viadutos, provaveis lugares para acampar, etc... E procurando algum parceiro para realizar. Muitos amigos na mesa de boteco se empolgavam mas, ao ver as dificuldades do roteiro (sobretudo viadutos) corriam da parada. Até que achei um camarada (Leandro Dalri) que aceitou o desafio e fomos realizar neste final de semana. Saímos de São Leopoldo as 5h da manhã de carro em direção à Muçum e chegamos lá as 7:30h. Mas fizemos ao contrário, fomos de muçum à Guaporé. Foi uma trip inesquecível. Realizamos na sexta-feira, dia 13... hehehe... cruzamos o v13 numa sexta-feira 13 abaixo de chuva o tempo inteiro. Ah, sim... cada um de nós comprou uma barraquinha chinesa super barata e nos ferramos no acampamento, pois bateu o maior temporal as 4:30h da manha e entrou agua por todos os lados. Minha bota Bull-Terrier também não aguentou, me ferrei com a bota também, soltou a sola dos dois pés, mas só na frente até o meio do pé. Mas mesmo assim dificultou em muito a caminhada. Bem, ainda não tive tempo (nem ânimo) para publicar tudo e fazer um texto decente, mas vou fazer. Por enquanto, publiquei um pequeno vídeo em : Aguardem depoimento completo. SHINE ON! Moser
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