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Danfs

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Sobre Danfs

  • Data de Nascimento 17-09-1982

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    Servidor público federal. Formado em Relações Internacionais.

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  1. Relato animal, Tiago. Cara, me diz uma coisa: desses passeios todos que você fez, quais você precisou reservar do Brasil, e quais fica de boa reservar lá no local mesmo? Um abraço.
  2. Oi Amarr! Lá em Bali, fiquei em um monte de cantos diferentes. Em Kuta, fiquei no Grannys Hostel. Em Ubud, fiquei num hostel que achei por lá... tava tentando lembrar o nome, mas não consigo. Tinha ficado no Nick's Pension, que inicialmente parecia legal, mas na primeira noite tive um problema com bedbugs na cama deles lá. Daí tem um hostel mais ou menos na rua da frente, que foi a salvação. Não tou conseguindo achar o nome dele aqui, porque entrei meio que sem reserva, daí não tenho nada registrado. Em Amed foi a mesma coisa. Daí voltei pra Semniak e fiquei no M Hostel. De todo jeito, é uma ilha grande. Dependendo do que você vai fazer lá, vai precisar ficar em vários lugares diferentes. Todos esses hostels que passei podem ser encontrados no Hostelworld.com ou no Booking.com.
  3. Cara, eu diria uma média em torno de 60 dólares por dia, incluindo hospedagem. Mas um só um pouco mais em Bali. Dá pra fazer com até menos que isso. É que eu gosto de comer relativamente bem ;P.
  4. Daê, DSS! Valeu, cara. Pode amolar a vontade. Tamos aqui pra isso. Ahaha. Então, quanto a Bromo, acabei de ver o erro. O povoado para ficar é o Cemoro Lewang, não Malang. Já corrigi lá. Ele fica quase dentro do Parque Nacional de Bromo. Você pode contratar todo o pacote de transportes em Yogya, incluindo hospedagens, o trek em Ijen, e o transporte final para Bali. O próprio hotel/hostel em Yogya pode te ajudar com isso. No meu caso, comprei o pacote por lá, só deixando em aberto Bromo, pra fazer tudo no meu tempo, já que geralmente eles fazem tudo num dia só. Eu acabei ficando 3 e meio. Você pode fazer tudo por conta também, mas isso vai exigir bem mais tempo e disposição, já que, como eu disse, transporte público lá pode ser bem caótico, e as rotas deles em geral são um inferno lá, quase inexistindo rota direta. Pra chegar em Bromo de Yogya por conta própria, por exemplo, você precisaria pegar um transporte pra Probolingo, Malang ou Surabaya, de lá pegar outro para os arredores de Bromo (nem sempre dá tempo de fazer isso no mesmo dia), arriscando perder um ou dois dias no processo em lugares que não têm muito para oferecer. Já o pacote é extremamente barato e poupa um tempo terrível, então nem compensa fazer diferente. Eu realmente recomendo mais de um dia em Bromo. Como eu disse, a visibilidade é bem instável, então a chance de você ver as coisas bem aumenta. Quando você estiver em Cemoro Lawang, tudo vai ser bem fácil. Você pode tranquilamente descer e andar pra Bromo, só levando uma ou duas horas. Se você encher o saco de andar todo dia, tem sempre uns caras de moto no povoado que podem te levar pra lá, e tb na base do monte, pra te levar de volta, tipo mototaxi mesmo. É só sair perguntando no meio do pessoal quem faz isso. Pro nascer do sol, a mesma coisa. Os melhores pontos são nos picos ao redor, onde você tem a visão do cenário geral, e não em Bromo. Ou você combina com alguém, ou você arruma na hospedagem mesmo um tour que leva grupos. Eu vi dois dias, um por tour, e outro combinei com um cara pra me levar de moto. O da hospedagem foi bem escroto. Os caras do tour frequentemente têm má-vontade, sempre tão com pressa, não param nos cantos legais, etc. Quando eu percebi isso, larguei mão, fiz a descida andando, parando nos miradores, e lá embaixo esperei alguém de moto passar. Quanto a Ijen, acho difícil você fazer por conta. Se eu não me engano, eles exigem guia para fazer. De toda forma, você geralmente vai pra lá fazer a trilha de madrugada, no escuro, pra poder ver as chamas, e fica lá até o amanhecer. Leva algumas horas pra chegar lá em cima. Quanto à cachoeira, eu não cheguei a fazer, mas é bem fácil. É uma day trip de lá.
  5. Foi 1 mês na Malásia e na Indonésia, com mega-cidades asiáticas, trekkings em vulcões, praias espetaculares e eventual vibe de “comer, rezar e amar”. Fugindo dos padrões asiáticos, são países majoritariamente muçulmanos, apesar de praticarem em geral uma versão bem mais leve e haver bolsões de diversas outras religiões, incluindo o budismo e o cristianismo. Ambos os países são formados por milhares de ilhas, e, associado ao caos no transporte terrestre típico do sudeste asiárito, a locomoção é no mínimo inconveniente. Tudo leva uma eternidade para chegar. Apesar disso, não interessa quantas horas você passou num ônibus circulado por galinhas e fumantes, no momento que você chega e vê o que está na sua frente, tudo é perdoado. Em termos de cenários naturais, poucos países no mundo (ou talvez nenhum outro) têm o impacto do que você pode encontrar por lá. Então vamos lá. O roteiro que eu segui foi esse. Não dá para cobrir tudo, mas é uma ótima “primeira vez” nesses países. Você vai querer voltar. A grande dica é: voe o máximo que puder. O transporte terrestre é, em regra, horrível, inacreditavelmente lento, não confiável, extremamente desconfortável (ex: ninguém parece ter muitas reservas quanto a fumar dentro de ônibus na Indonésia, e de ponto em ponto os ônibus costumam ser invadidos por dezenas de vendedores que se atropelam tentando enfiar comida e tiger balm na sua cara). Os vôos, por outro lado, costumam ser consideravelmente baratos e vão te fazer poupar horas preciosíssimas. Quanto ao transporte interno, pode ser tranquilamente coberto por taxis ou scooters. Em Bali, por exemplo, fazer uma rodada geral pela ilha numa scooter é quase a experiência essencial. Kuala Lumpur, a principal cidade da Malásia, e vem com todo o pacote que você espera de uma metróple asiática, incluindo arquitetura titânica, shoppings loucos e superpopulação. Se você quer ter uma visão geral da cidade, vá à Menara Kuala Lumpur, a 5ª torre mais alta do mundo, e pague para ir ao observation deck. A visão de lá é insana, especialmente se você conseguir chegar para o pôr-do-sol, e bem mais alta que as Petronas, pelo edifício estar em um morro. O que fazer na cidade: distrito do Golden Triangle, Lake Garden Park, Central Market, Mesquita Masjid Negara, Chinatown, e curtir a noite. Foto: Vista do Menara KL Dois a três dias na cidade são mais que o suficiente. Coloque na cabeça o seguinte: Malásia e Indonésia não são sobre cidades - com raras exceções (ex: Ubud). São sobre natureza, e templos. Em regra, então, evite-as, e siga logo para os pontos de interesse. Um ótimo hostel para ficar por lá é o Reggae Mansion, e o rooftop bar deles já paga a estada. Foto: As gigantescas Petronas Twin Towers, símbolo da cidade. A algumas horas de distância de KL, estão as Batu Caves, uma sequência de templos hindus erguidos dentro de cavernas. Foto: Batu Caves Interior das Batu Caves. Dá pra fazer tudo com uma half-day trip de KL, saindo bem cedo e pegando o primeiro ônibus possível para evitar a multidão. Foto: Batu Caves O caso de a Indonésia não ser sobre cidades é especialmente verdadeiro em Java. Se tiver que passar algum tempo nelas, passe o mínimo possível. Evite Jakarta totalmente, se possível nem saindo do aeroporto e voando direto para Yogyakarta. Yogya, por sinal, apesar de um pouco mais convidativa que Jakarta, também não é muito além de uma base para Borobudur, Prambanan, monte Merapi, algumas lagoas e templos menores. Você passa o dia visitando os lugares, e a noite afogando o calor tomando umas cervejas na piscina do hostel com o pessoal (recomendação: Venezia Garden) ou explorar a cena noturna da cidade - especialmente nos arredores da Malioboro Street -, que não é grande coisa, mas sempre tem algum lugar pra comer comida de rua, tomar uns drinks ou um café e bater um papo. Borobudur é um monumento budista, com uma vibe de Indiana Jones durante o nascer-do-sol, e com uma invasão de centenas de estudantes do primário querendo tirar fotos de/com você durante o resto do dia. O nascer do sol de lá é o destaque. Se você puder ver de dentro do complexo, veja. É mais caro, mas vale a pena. Você vai ver a névoa cobrindo o topo da vegetação ao redor e limpando enquanto o sol vai surgindo, e você está lá, no topo de Borobudur, cercado por um mar de árvores, com os sons de animais ficando cada vez mais altos, e as luzes intensas do nascer do sol colorindo tudo de cores quentes. Foto: Borobudur Você vai começar a perceber que todo os pontos de interesse na Indonésia parecem girar em torno do nascer do sol e do pôr-do-sol. Nascer do sol em Boroburur, nascer do sol em Ijen, nascer do sol em Bromo, pôr-do-sol em Bali, etc. Cansativo, mas completamente válidos. As imagens que você vai ver vão ficar na sua mente pra sempre. Então a regra é acordar de madrugada, pegar o primeiro transporte possível, assistir o espetáculo, e ficar lá curtindo o dia depois. Borobudur vai ser provavelmente o primeiro na sequência de potenciais pores/nasceres-do-sol mais épicos que você vai ver na vida. Você pode fazer facilmente os dois complexos em um único dia, indo a Borobudur bem cedo para assistir o nascer do sol, e passando a tarde em Prambanan. Ambos são apenas a algumas horas de distância da cidade. Prambanan é um complexo de templos hindus e budistas que vão te lembrar fortemente de Angkor Wat, apesar de serem mais modestos e bem menos impactantes. Foto: Prambanan De Yogya, você pode arranjar seu transporte para Bromo, Ijen e finalmente para Bali, o que vai envolver um conjunto de ônibus noturnos e balsas para travessia entre ilhas. Deixe tudo o mais livre possível, para aproveitar Bromo sem correria e dando um ou dois dias de folga, já que o tempo de lá, e a visibilidade, são bastante variáveis. Você não quer deixar de ver bem aquilo. Quando você finalmente vê Bromo do alto de Cemoro Lewang, vilarejo firmado nas encostas da enorme cratera que circunda o vulcão, você realmente sente que a Indonésia não está brincando quanto a cenários naturais. Um tapete de nuvens cobre uma planície que vai da base da encosta até a base do monte, que se refaz e se dispersa continuamente. Foto: Gunung Bromo Você pode ir até lá de carro/moto ou a pé - e eu fortemente recomendo isso, levando uns 40 minutos até a base do vulcão, passando por um pequeno monastério no caminho. A experiência é incrível. É você andando por um terreno desértico lunar, coberto por um espesso nevoeiro, pouco a pouco vendo o vulcão se definir no horizonte. É a experiência mais próxima de andar em outro planeta que você vai ter. Foto: A caminho de Bromo Com mais uma hora, você sobe até a cratera, com uma visão espetacular dos arredores, e da caldeira do vulcão ainda ativo e continuamente expelindo jatos de fumaça. Lá em cima, é só curtir a paisagem. Como não podia deixar de ser, existem os tours de nascer do sol, que lhe levam para outros lados da cadeia de montanha, mas nunca é realmente claro onde eles vão parar, além de a visibilidade sempre ser incerta. Várias pessoas que encontrei estavam devastadas por terem tido problemas com os motoristas, que frequentemente se recusam a parar nos pontos acordados, inclusive em pontos cruciais – como o próprio vulcão-, alegando que têm horário para cumprir (apesar de sempre chegarem bem mais cedo que o combinado, aparentemente). Foto: Vista da cratera de Bromo De Bromo, você pode seguir para Ijen, a caminho da travessia para Bali. Depois de um trek de algumas horas, no meio da madrugada, você chega na cratera. Você desce, o cheiro de enxofre começa a ficar extenuante, os olhos ardem. A cratera do Ijen é um dos únicos lugares do mundo onde você pode ver chamas azuis gigantescas causadas pela combustão do escapamento de gás sulfúrico a 600ºC, tudo isso ao lado ao lado de um lago azul turquesa de águas ácidas. Enquanto você está lá tentando respirar com os pulmões ardendo e manter os olhos lacrimejantes abertos com o enxofre denso no ar, do seu lado, algum trabalhador de coleta lá embaixo vai olhar para sua cara, acender um cigarro local de altíssimo teor de alcatrão, e subir as encostas da cratera com 50 kg de pedras de enxofre nos ombros, meio que lhe chamando de fresco. Foto: Ijen Crater Falando nisso, as características mais marcantes da população indonésia são: a hospitalidade, a humildade, o inglês falado em sotaque horrível e quase incompreensível e, acima de tudo, que fumam PRA CARALHO. Você nunca viu algo como aquilo antes. Eu não estaria exagerando se dissesse que em torno de 80% de todas as propagandas que você vê nas ruas são de cigarros, e que quase essa porcentagem da população masculina é fumante em cadeia. Aparentemente, não há restrições de lugares também. O país todo é uma sala de fumantes: em restaurantes, em quartos, na cama, em banheiros, em carros com vidros fechados, em ônibus públicos. A produção local de cigarros parece movimentar boa parte da economia, e você vê isso claramente. Juntando isso com a qualidade e renome do café local, o país é basicamente um paraíso dos fumantes. O café de lá é uma atração à parte. Quando você chega em Bali, são diversas as casas de produção artesanal de café, onde você vê todo o processo acontecer manualmente e tem acesso a inúmeras variedades com misturas de diversas especiarias - baunilha, ginseng, canela, gengibre, cacau, e algumas irreconhecíveis - todas disponíveis para degustação. E lá você encontra o lendário e absolutamente delicioso Kopi Luwak, produzido localmente e a preços risíveis. O café é feito com os grãos colhidos nas fezes desse animalzinho aí atrás, fermentados em seu sistema digestivo. Surpreendentemente, o café com cheiro mais espetacular que você vai experimentar. NUNCA o coe. E então você está em Bali, um lugar onde budistas, hindus, cristãos e muçulmanos convivem em uma harmonia digna de ser cantada por Bob Marley. Bali é uma ilhazinha mítica, com praias míticas e trânsito caótico mítico. Especialmente em Kuta e Seminyak, maiores destinos de lá juntamente com Ubud, é impossível pensar em Bali sem vir à mente uma sinfonia de buzinas e barulhos de motor e um cheiro de gasolina barata no ar. É uma ilha minúscula, que pode ser facilmente percorrida em algumas horas numa scooter, mas que pode levar uma eternidade nos horários de pico. Mas nem isso parece realmente importar quando você pisa nas praias. Foto: Padang Padang Beach Em termos de praias, os destaques estão no sul, a partir de Seminyak e Kuta, contornando a península de Bukit e nas ilhas Nusa vizinhas. Se você é um rato de praia, não vai ficar desapontado nessa região. Kuta Beach é onde o surf se introduziu na Indonésia e ainda é forte por lá. Em Seminyak, você vê o sol se pondo no mar ao som de músicos balineses, com um drink na mão, sentado em puffs na areia . Em Padang Padang Beach você fica lagarteando na areia branca e mergulhando nas águas cristalinas. Em Jimbaran, você experimenta os churrascos de frutos do mar a beira-mar. E quando quiser dar um tempo de praias, daí é pegar uma scooter pra rodar os templos espetaculares da ilha e depois seguir para Ubud, para passar quanto tempo você precisar passar no que alguns consideram, com justiça, como a melhor cidade da Ásia, que parece funcionar numa realidade a parte, alheia a qualquer coisa negativa. E quando até mesmo Ubud cansar, pegue a scooter e siga para Amed, no nordeste da ilha, para mergulhos inacreditáveis, num dos melhores sites da Indonésia, e ainda fora do radar dos viajantes a não ser por propaganda boca a boca. Foto: Kuta Beach Foto: Templo de Uluwatu no topo do penhasco Foto: Templo de Tanah Lot Ubud é a capital cultural de Bali. Você vai lá pra fazer uma detox do mundo real. Você simplesmente está lá, e inspira o ar intoxicante da cidade. Cada rua tem algo pra ver, algum canto que lhe chama a atenção e você quer continuar olhando. Comida boa está por todo lugar. Você acorda, anda pelas plantações de café, para num templo, assiste uma apresentação de danças balinesas, toma um café, bate um papo, anda mais, come mais, e pouco a pouco você se apaixona pela cidade. Se quiser aprofundar mais, tente um dos cursos de culinária típica ou meditação. Entre no clima. Foto: templo em Ubud. Foto: Terraços de arroz nos arredores de Jatiluwih Foto: apresentação de dança em Ubud Foto: Templo das águas sagradas Foi em Ubud que a perdição dos viajantes começou a dar as caras: bedbugs. Eles estão por toda parte em Bali e Lombok. Mesmo nas melhores acomodações, você pode acordar à noite e aquela praga estar por toda parte da sua cama. Você ouve pessoas gritando na madrugada, acordando em sobressalto e batendo histericamente a própria roupa, e sabe o porquê. As picadas coçam por dias a fio, e são dezenas delas. A saída é tentar limpar o máximo que der do lençol, se embrulhar completamente nele e no outro dia mudar de lugar. Ou sair no meio da madrugada procurando outra hospedagem,. Se você não foi picado por bedbugs, você não passou tempo suficiente na Indonésia. Foto: Pura Besakih Foto: pelada em Ubud Lombok é a ilha vizinha a Bali, podendo chegar lá com um vôo rápido ou por barco. Menos turística, mas ainda mais espetacular, se o seu negócio é trekking. De cara, você já vê que todo o ambiente da ilha é mais dramático, com vegetação mais intrincada, topografia mais irregular, a população mais tradicional. É lá que está o Gunung Rinjani, um vulcão ativo com uma cratera de 7km de diâmetro, com a caldeira preenchida por uma lagoa de uma cor insana que muda conforme a hora do dia, além das lendárias ilhas Gili, e as praias paradisíacas de Kuta Lombok. De Sengiggi ou do aeroporto, levam algumas horas para chegar em Senaru, que é o vilarejo onde você pode arranjar o trekking. É uma trilha de três dias e duas noites, dificuldade moderada, que vale cada centavo. Um dos cenários mais espetaculares e impactantes da Indonésia e um dos pontos altos de qualquer viagem para lá. Em Senaru existem diversas agências pra isso, sendo obrigatória a entrada com guia na trilha, impedindo trekking independente. As agências todas parecem extremamente improvisadas, ninguém realmente inspira confiança, mas há algumas bem profissionais em geral. Depois de algumas recomendações, acabei indo com a Rinjani Experience, que acabou fazendo um ótimo trabalho. Não espere qualquer tipo de luxo ou padrões altos de higiene. Os acampamentos são pilhas de lixo, com papel higiênico jogado por todos os lados. A comida é uma bosta, mas sustenta. Depois de 3 dias subindo, você chega na parte mais alta da cratera, a 3.736m de altura, e – como não poderia deixar de ser – vê o sol nascendo à distância e iluminando aos poucos a caldeira do vulcão, deixando a lagoa num cromo azul insano. Foto: Gunung Rinjani Foto: vista do terceiro acampamento. Foto: trilha do Rinjani. Foto: testando a “mochila” dos porters. Os fdp ainda fazem a trilha de chinelo. E mais rápido que você. E então entram em cena as ilhas Gili. Gili Trawangan, ou “Gili T”, é a lendária party island do país, que evoca bastante das ilhas da Tailândia. É pequena, toda ela podendo ser percorridas a pé em uma ou duas horas. De dia, a ilha cumpre todas as funções de praia-de-areia-branca-e-águas-azuis-e-cristalinas, com pontos ótimos de mergulho e escolas de certificação, bares de praia com chãos cobertos por puffs e colchões com narguilés ao lado, cinema a céu aberto a beira-mar, e comida a nível internacional. À noite, a ilha parece ter sido especificamente projetada para acolher alguém sob influência de LSD, com luzes coloridas e lamparinas espalhadas por todo lado, música eletrônica no ar e clima de rave. Ironicamente, todas as drogas além do álcool e cigarros são ilegais na Indonésia, com alguns casos resultando em pena de morte. Todas, exceto cogumelos. Cogumelos são tão aparentemente legalizados por lá que você encontra casas específicas para eles – bastante divertidas, por sinal –, com placas na frente de “aqui tem cogumelos”. Em Gili T, se você rodar até o lado mais afastado da ilha, você vai encontrar um reggae bar bem simpático, com cabras passeando no meio, umas pranchas de surf, e a referida placa, onde você pode tomar um shake turbinado de cogumelos com banana, que pode ou não lhe dar uma ótima recordação e histórias pra contar. Desde que pisei em Lombok, havia escutado falar de Kuta, com orlas extensas de praias de belezas dramáticas e semi-desertas. Lá, você segue o roteiro familiar de alugar uma scooter e sair percorrendo o litoral. Acabou sendo o lugar perfeito pra fechar o roteiro. Foto: posto de gasolina em Kuta Foto: Kuta Lombok A Indonésia é relativamente pequena, mas a diversidade de cenários resultante das milhares de ilhas que formam o país acabam dando a ele uma dimensão gigantesca. É impossível cobrir tudo numa viagem só, e lugares como Sumatra, Komodo e Flores fazem o lugar merecer mais algumas visitas. E você fica louco para voltar.
  6. Daí Triathleta, Acho que tem como diminuir a duração do trek. Fica mais puxado, você pode perder alguns trechos legais, mas já vi algumas pessoas fazendo o Annapurna em 10 dias, por exemplo. Ele é bem mais leve que o CBE, tem menos oscilações bruscas de altitude, comida melhor, hospedagem melhor. O que mais me broxou no Annapurna, pra ser sincero, é que o governo está construindo uma estrada em partes do principal trajeto do trek. Daí pode tirar um pouco o feeling da natureza. Quanto ao CBE, se você tirar Gokyo do roteiro, vai ganhar pelo menos 4 dias. Mas eu não realmente aconselho isso, porque a paisagem de lá é animal. Inclusive, mais impactante que o próprio campo base.
  7. Oi Luka! Cara... *acredito* que não, mas não tenho certeza. Até porque a própria circulação no território do campo base pareceu ser restrita às trilhas demarcadas, até para a segurança dos próprios alpinistas e dos equipamentos deles, e eu não lembro de ter visto nada além. Depois dele, mais especificamente entre ele e o Everest, só pareceu haver um glaciar, o que exigiria grampos e bastante cuidado pra fazer a travessia. Quando a controle oficial de acesso... não vi nenhum.
  8. Foram 1 mês no país, 17 dias de travessia no circuito, 5.560m de altitude máxima. Cruzando vilarejos sherpa, vales, mata, desertos congelados e os picos mais altos no planeta. Caminhadas intermináveis, noites congelantes, ar sufocante, comida em estado duvidoso, e cercado pelas paisagens mais grandiosas e vertiginosas que alguém pode ver. Catmandu, Patan, Bakhtapur, Bodhnath O Nepal sai de qualquer padrão de viagem. No momento em que você pisa no lugar, é imediata a sensação de estar fora da sua realidade. Tudo afeta profundamente os seus sentidos. Passear por Catmandu é se perder entre casas de aparências ancestrais, pontilhadas por incontáveis referências hindus e budistas, com um ar denso de um cheiro de velas perfumadas e incenso e barulhos indefiníveis. Foto: Praça Durbar / Catmandu. Também logo você percebe se tratar de um país extremamente pobre, que parece movimentar a sua economia unicamente com turismo e comércio de quinquilharias. Todas as lojas da cidade parecem vender o mesmo conjunto de enfeites e peças de metal baratas. Não existe o conceito de energia elétrica em tempo integral, com a maioria das cidades sofrendo períodos diários de blackouts, obrigando os hotéis a terem geradores próprios. Pedintes vagando por virtualmente todos os lugares. Postes com emaranhados irracionais de fios, e trânsito incompreensível. Ainda assim, nada parece atrapalhar a beleza atemporal do país. Foto: Bhaktapur Catmandu é o ponto de entrada para o país, e o lugar ideal para organizar o trek que você está de olho. Não faltam agências, para quem opta por elas, ou lojas de equipamentos, de todo tipo de qualidade e preço e legitimidade. A quantidade de produtos piratas é sobrecarregante, mas até mesmo eles costumam ser de qualidade acima do padrão, frequentemente fabricados nos mesmos lugares e com o mesmo material que os originais. Enquanto você organiza tudo, não faltam na cidade opções de lugares. É, acima de tudo, uma cidade extremamente barata, seja transporte, alimentação ou hospedagem. Passei em torno de 5 dias na cidade, e gastei a quantidade ínfima de US 20,00 no total por uma cama em quarto coletivo em um hostel extremamente recomendado na cidade, o Alobar 1000. Após voltar do trek, querendo mais privacidade, fiquei no Elbrus House, em quarto privado, por U$ 22,00 a noite. Foto: Patan Opções de visitas e lazer na cidade não faltam. Restaurantes de comida local internacional no Thamel, principal bairro turístico. Os arredores da Praça Durbar, perto de lá, é um labirinto de ruas que merecem pelo menos dois dias para serem percorridas. Cidades nas imediações, como Bodhnath, com sua estopa massiva, e Bhaktapur e Patan, com seus labirintos de ruas, templos, pagodas, praças e casas medievais, também são imperdíveis. A primeira pode ser feita com uma day-trip. As duas últimas merecem pelo menos dois dias inteiros para serem realmente aproveitadas. Foto: Bodhnath Daí você acorda um dia, e todo mundo na rua está jogando água e melando com pó colorido quem passa. Festival do Holi, o festival hindu das cores, sendo celebrado por lá, com uma rave na praça Durbar. Tudo o que eu estava usando nesse dia foi pro lixo. O Circuito Voltando ao trek, o Campo Base do Everest e o Circuito Annapurna são de longe os mais recomendados, ambos com em torno de 15 a 21 dias de trilha. Levei meses para decidir qual. Por mais que pudesse ser óbvia a escolha pelo Campo Base para alguns, ambos os circuitos têm atrativos titânicos. O Annapurna te leva por uma variação incrível de cenários, e com contato direto e contínuo com comunidades locais. O Everest coloca os picos gigantescos na sua cara, e o que perde um pouco em diversidade, ganha em massividade. É, também, o mais desgastante dos dois, com a constante e brusca variação de altitudes (e comida horrível durante o percurso). Tudo pode ser organizado a partir de Catmandu. Quando você escolhe o trek, resta uma outra escolha para fazer. Existem basicamente 3 níveis de dificuldade: trek completamente independente; trek com guia e/ou carregador (porter). Por mais que você esteja intimidado com o pensamento de passar três semanas andando sozinho por desolações geladas, a verdade é que o caminho não tem complicações. As trilhas são razoavelmente bem marcadas, fáceis de ser seguidas, e com um mapa básico você consegue fazer a coisa toda. Mais necessário que um guia, na minha opinião, seria o carregador. Por melhor que seja o seu preparo, quando a altitude começa a bater, tudo o que você não quer é estar com mais que 5kg nas costas. Se você preferir algo mais independente, você pode optar apenas pela passagem aérea para Lukla, e pelas reservas nos alojamentos, seguindo o caminho por si só e, caso precise, contratando um porter na saída do aeroporto de Lukla, o ponto de partida do trek, onde há vários esperando. Eu estava afim de fazer a trilha sozinho, então preferi essa opção. Você pode contratar tudo isso, ou partes disso, nas agências de Catmandu. Umas são mais confiáveis que outras, então é bom checar recomendações – A Trekkers’ Society, Eco Trek, Adventure Treks Nepal e a Holy Himalaya são ótimas opções. O preço por um “pacote completo”, com guia, carregador, hospedagem nas casas de chá, e 3 refeições por dia, e passagem aérea para Lukla, custa em torno de US 1.500,00 para uma pessoa, e US 1.000,00 se você se juntar a um grupo. A foto mostra o esqueleto do trek. A dinâmica dele é basicamente acordar, comer, ir do ponto “A” ao ponto “B”, parar pela noite numa das casas de chá disponíveis, com quartos, comida e aquecimento, e prosseguir no dia seguinte. Quase todos os pontos contam com boas (mas bem básicas) opções de alojamento. Chegar em Lukla é uma atração à parte, e envolve um vôo em aviões bimotores minúsculos, frequentemente cancelados, cruzando rajadas violentas de ventos vindos das cordilheiras, que sacodem o avião em turbulências que você nunca sentiu na vida, para no final aterrissar no que é considerado o aeroporto mais perigoso do mundo, fincado na encosta de um pico e com apenas 500m de pista para pouso, que começa imediatamente após um precipício. Foto: aeroporto de Lukla. Foto: fila de porters na saída do aeroporto de Lukla, esperando serem contratados. De Lukla, a porta de entrada para o circuito, o objetivo é chegar em Namche Bazaar, que é a base para ele. É o último povoado de bom tamanho na trilha, onde ainda existem lojas diversas para suprimentos, equipamentos, farmácias e hospedagem mais robusta. É um ótimo ponto para começo de aclimatação, a 3.441m de altitude. É possível chegar lá com 7 horas de trilha, ou parar na metade disso, descansando em Phakding, e fazer o percurso em 2 dias. Foto: entrada do Parque Nacional Sagarmatha (nome nativo do Everest). Durante toda a trilha, aclimatação será decisivo. A regra é um passo constante, mas lento. É extremamente fácil se sentir exausto a partir dessa altitude. Sintomas do mal de altitude podem aparecer a qualquer momento, o que exige que a pessoa descanse e desça para locais menos elevados. É normal ver helicópteros de resgate pousando e buscando pessoas com casos mais graves. Uma ótima saída para amenizar as reações do organismo é o Diamox, remédio vaso-dilatador que pode ser obtido em qualquer farmácia de lá. Realmente eficaz, apenas tendo um efeito um pouco indesejável de formigamento das extremidades. Uma dica básica para aclimatação é: caminhar alto, e dormir baixo. Você sempre procura dormir em um local levemente menos alto do que o ponto mais alto até onde você andou, e aumenta progressivamente nos dias seguintes. Foto: Namche Bazaar Foto: Engarrafamento em Namche Bazaar. O motivo de todo mundo evitar carne durante os dias da trilha. Você tem 100% de chance de pegar pelo menos uma intoxicação alimentar durante o percurso. O estado de conservação de todo tipo de carne é duvidoso, tendo em vista que não há refrigeração contínua. Na dúvida, o frango é a saída. A maioria é abatida no local, enquanto a carne é transportada de outras cidades. Se a conservação da comida é precária, a higiene, nem se fala. A mesma mão que pega no esterco de yak para colocar no aquecimento é a mão que vai fazer sua comida, sem nem considerar uma torneira no meio-termo. Sua higiene pessoal também vai ser abandonada aos poucos. São quase inexistentes as oportunidades para banho de água quente, e você provavelmente não vai querer chegar perto das frias. Um bom estoque de lenços umedecidos vai salvar sua vida. É após Namche Bazaar que você sai da civilização. A partir de agora, vão ser caminhadas que parecem cada vez mais intermináveis com a altitude crescente, com paradas esporádicas em pequenas vilas sherpa. O roteiro básico da trilha, desde Lukla: Dia 01 -> Vôo para Lukla. Lukla para Phakding (2652m) – 3 horas. Dia 02 -> De Phakding para Namche Bazaar (3446m) – 4 horas. Dia 03 -> Descanso em Namche Bazaar para aclimatação. Dia 04 -> Namche Bazaar para Tyangboche (3867m) – 4 horas Dia 05 -> Tyangboche para Dingboche (4343m) – 5 horas Dia 06 -> Dingboche para Lobuche (4930m) – 5 horas Dia 07 -> Lobuche para Gorak Shep. Trilha para o Campo Base (5364m) e retorno. 7 horas Dia 08 -> Trilha para o Kalapathar (5545m), retorno para Gorak Shep e trilha para Lobuche (4930m) Dia 09 -> Lobuche para Dzongla (4843m) – 5 horas Dia 10 -> Cruzar o Cho-La Pass (5420m) e trek para Thagnag Kharka – 8 horas Dia 11 -> Trek para o Gokyo Lake (4750m) – 4 horas Dia 12 -> Subir o Gokyo Ri e voltar ao Gokyo Lake. Dia 13 -> Descer para Dole (4210m) – 6 horas Dia 14 -> Descer para Namche Bazaar (3440m) – 5 horas Dia 15 -> Descer para Lukla (2804m) – 7 horas Dia 16 -> Vôo para Catmandu Você vai andar pra c***lho sobre terreno rochoso, com temperaturas frequentemente congelantes, e debaixo de um sol de um UV insano refletido na sua cara pela neve. Uma hora você está congelando, outra hora você se sente dentro de um micro-ondas. Roupas/equipamentos adequados são bem consideráveis. A lista básica: 1 Down Jacket (jaqueta de pluma) 1 Anorak respirável 1 ou 2 fleeces (um fino e um polartec) 1 conjunto de thermal underwear 1 gorro 1 óculos escuros polarizados (para dar conta da intensidade dos raios solares lá em cima, que são ampliados pela neve) 1 par de luvas isolantes 1 par de botas de trekking para frio 2 ou 3 pares de meia para frio e meias liner para usar por baixo 1 ou 2 bastões de caminhada 1 mochila cargueira e 1 mochila de ataque 1 balaclava ou protetor para pescoço e boca 1 pacote de lenços umedecidos 1 cartela de Diamox e outros remédios relevantes (especialmente pra infecção intestinal e dores de cabeça) 1 protetor solar fator 50 1 pomada labial Dependendo do mês que você for, você vai passar horas até encontrar outro ser humano, ou você vai esbarrar com eles durante boa parte da trilha. Dois períodos têm as melhores visões, pelas condições climáticas: de Setembro a Novembro, a altíssima estação; e de Abril a Maio. O primeiro período é o de maior movimentação, justificado pela visibilidade perfeita que você tem durante essa época. O período de Abril a Maio não perde consideravelmente em visibilidade, e ganha extraordinariamente pela baixa movimentação na trilha. Se você quer ter o cenário só para você, vá nesse período. Chegada em Tyangboche Os nepaleses são profundamente religiosos, com boa parte do país seguindo o hinduísmo, a outra parte, o budismo. Isso não muda lá em cima. As referências budistas estão espalhadas por toda trilha. Foto: Monastério em Tyangboche Foto: A trilha. Tudo o que eu estava usando nesse dia foi pro lixo. Foto: A trilha. Dingboche, de cara com o Ama Dablam, e a ponta do Everest ao fundo (lado esquerdo). São as primeiras visões do pico, identificável imediatamente pelas rajadas de vento que varrem a neve do seu cume. As casas de chá são as poucas chances de socialização que a trilha vai te oferecer, se você optar por fazer tudo só. Três semanas circulando sozinho por algumas das paisagens naturais isoladas mais épicas do mundo pode ser o paraíso para alguns, mas eventualmente pode bater uma necessidade de trocar um papo eventual. As casas de chá oferecem um meio de balancear isso. É onde todo mundo acaba, inevitavelmente reunidos ao redor dos fornos de esterco de yak para escapar um pouco do frio insano que começa a pegar quando você se afasta só uns 2 metros. Prayer flags firmadas no vale, que acreditam espalhar bênçãos pelo vento, cada vez que as agita. Vale do Khumbu, que corta o caminho até as encostas do Everest. O grande atrativo da trilha é a massividade da coisa. Os maiores picos do planeta estão bem em frente à sua cara. Tudo está em escalas que raramente você tem acesso na sua vida. Todo o cenário é titânico, e chega a ser difícil para você processar tudo o que os seus olhos estão captando, chegando a causar vertigens seja se você olhe para baixo ou para frente. Tudo é grandioso. A vila de Periche. Não necessária na trilha, mas localização espetacular. Foto: A trilha. Pra quem já leu o No Ar Rarefeito, do Jon Krakauer, um memorial para as vítimas do desastre de 1996, incluindo o Scott Fischer. As paisagens alienígenas do Glaciar do Khumbu. Chegada no campo base. O campo base. Visão do Everest do topo do Kalapathar, o ponto mais alto da trilha (5445m). Foi a partir daí que comecei a ter os maiores problemas com a altitude. Um dos efeitos é a diminuição vertiginosa do apetite. Seu corpo parece não conseguir processar tão bem o que você ingere. A qualidade da comida só acentua o problema. Todos lá parecem ter os mesmos problemas. Por melhor que você comece a trilha, depois de uma semana se alimentando mal e andando por horas àquela altitude, você enfraquece. Acordei com uma dor de cabeça incapacitante, que para a minha sorte foi resolvida por alguns comprimidos e um pouco de descanso, sem precisar descer. O maior problema, contudo, foi outro. Por algum motivo, nada parecia aquecer meus pés, por mais meias de frio e liners que eu usasse. No topo do Kalapathar, eu já não sentia mais nenhum deles. Passei horas depois tentando aquecê-los na casa de chá, encostado ao forno, até recuperarem a sensibilidade e a cor normal. Depois disso, comecei a usar sacos plásticos por cima das meias para aumentar o isolamento, o que ajudou enormemente. Foto: A trilha. A caminho de Gokyo. Gokyo foi outro desafio na trilha. Em todos os alojamentos da trilha estavam circulando relatos de que o trecho ao redor do Cho La Pass, que é o acesso padrão para lá, estava completamente congelado. Como tem áreas bastante íngremes e relativamente perigosas, estava levando muita gente a desistir ou não ser capaz de cruzar. Relatos de pessoas escorregando e sofrendo acidentes também começaram a chegar. Só era relativamente seguro para quem estava carregando grampos, que não era o meu caso, e nem do porter que estava comigo. Uma noite antes de partir para lá, comecei a pesquisar com os sherpas rotas alternativas. Acabei encontrando uma que quase ninguém usava, perguntei ao porter o que ele achava, e ele concordou. A rota não era usada por algum motivo. A trilha, que saía cortando as encostas dos picos, frequentemente não era grossa o suficiente nem para uma pessoa, com um lado de paredões de rocha, e o outro um precipício vertiginoso de algumas centenas de metros de profundidade, e vários pontos de deslizamento no caminho. Chegada em Gokyo, o último vilarejo da trilha. Visão de Gokyo Ri, a última subida. Já estava completando duas semanas na trilha. É a hora em que você já está pronto para voltar. A altitude passa a incomodar permanentemente. Frequentemente você levanta no meio da noite com falta de ar. Você quase não come mais. Você quer um banho quente, uma refeição que não seja um prato de arroz com batata ou macarrão ruim. Ainda assim, a sensação de subir pela última vez, e ter essa vista, é indescritível. Você está no topo do mundo. O caminho de volta. Ainda cinco dias de descida pela frente, e mais alguns esperando lugar no vôo de volta a Catmandu, continuamente cancelado pelas condições do vento. Mas agora era só seguir. Pokhara, a o lugar perfeito pra recuperar as energias depois da chegada, e deixar a ficha do que você passou e viu cair. No final, o circuito do Campo Base do Everest foi uma das experiências mais desgastantes e gratificantes que eu já fiz na minha vida. Se você gosta ou aguenta a falta de companhia constante por 3 semanas, vá só. Não pense duas vezes. Ficar só no meio daquele lugar é uma experiência única, de humildade, quase espiritual, e algo que você vai lembrar com orgulho e carinho pelo resto da vida. Acredite em mim. Eu sei que o Nepal ficou permanentemente comigo. Circuito Annapurna em breve.
  9. Ei pessoal, Tou indo fazer o Everest Base Camp trek em Abril, tou indo só, e não contratei nada ainda além da passagem. Não tava a fim de fazer o trekking só, e sim entrar em algum grupo por agência. Vocês acham uma boa deixar pra contratar lá? Ou recomendam reservar com antecedencia? Acho que vou ter em torno de 5 dias livres em Kathmandu pra esquematizar isso.
  10. Acho dois dias em Ayutthaya demais numa viagem com essa quantidade de dias. O lugar é pequeno, dá pra ir numa daytrip a partir de Bangkok. Digo o mesmo sobre Kanchanaburi (a não ser que você queira fazer a Seven Step Waterfall, daí você usa um dia pra a cidade, e outro pra a trilha). E Phuket... não tem atrativos. Eu pularia completamente, a não ser por uma noite lá pra pegar o barco pras ilhas.
  11. Não conheci Bali, mas Luang Prabang é imperdível... por algum motivo... Não sei o que tem naquela cidade, não é absurdamente alucinante, não tem atrativos inimagináveis, mas a sensação que você tem lá é completamente especial. Acho que é o lugar perfeito pra fechar uma viagem no Sudeste Asiático, deixando o ritmo frenético, o caos e os freakshows de lado e entrando num oásis de tranquilidade que é Luang Prabang. Um lado completamente diferente da região. Enfim, vou parar de falar de Luang Prabang pra não começar a soar como aqueles caras que acreditam em misticismo, mas com certeza vale ir pra lá, e só quando você passa por lá que você entende o porquê.
  12. Devido aos feedbacks, resolvi deixar os dois (Sapa e Luang Prabang), mas diminuí a estada em Luang Prabang pra um dia só. Na verdade, não vou nem pra Hoayxay... a Gibbon Experience pareceu ser turistão demais, e eu já fiz tirolesa bem mais alta que lá e não achei grande coisa... daí desisti. Mas troquei por outro lugar que encontrei... Luang Namtha. Próximo ao Nam Ha National Protected Area, dá pra fazer uns trekkings pela selva do Laos, que era o que eu tava querendo. O pensamento de ir pro sudeste asiático e não ver uma selva de lá tava me matando.
  13. Ei galera. Tou pensando em trocar Sapa e Luang Prabang por 4 dias em Hoayxay, pra fazer a Gibbon Experience (3 dias/2 noites na selva do Laos, fazendo trekking e canopy). Vocês acham que vale a pena? Luang Prabang é tão imperdível assim?
  14. Galera, acabei de descobrir um acampamento na própria Maya Bay (!!!) que parece ser ANIMAL!!!!!!! Já fiz a reserva. Alguém já ouviu falar disso?
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