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Duke

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  1. Duke

    [ Dicas inéditas ] Costa Rica & Panamá 2018.

    @Rodrigo Hudson Falaê, Rodrigo! Beleza? Cara, antes de viajar eu dei uma atualizada na minha carteira de vacinação. Moro em SP e marquei uma consulta no Hospital das Clínicas de São Paulo porque lá existe um serviço de atendimento ao viajante. Além de darem dicas sobre os destinos de viagem, eles aplicam as vacinas necessárias. Há anos eu não tomava vacinas. Estava apenas com a vacina da Febre Amarela em dia (obrigatória no embarque aqui no Brasil). Então tive que atualizar boa parte da minha imunização. Mas pelo que o doutor disse, as vacinas Dupla (anti-tétano), hepatite A e hepatite B são muito recomendadas para quem vai viajar para a América Central. É difícil encontrar a vacina da hepatite A no setor público e até mesmo na rede particular. Então paguei pela aplicação em uma clínica. Além disso, o doutor não me recomendou comer peixes do mar do caribe. Ele me explicou detalhadamente o motivo, mas a grosso modo, esses peixes (principalmente maiores) contém uma toxina por causa da vida marinha que eles levam nos corais. Vale a pena você buscar esse tipo de serviço de atendimento na sua cidade. Principalmente com mais de 15 dias de antecedência da sua viagem (prazo para efeito das vacinas, caso você precise tomar alguma). O doutor do hospital me disse que ainda há um baixo índice de malária na costa sul do caribe da Costa Rica, mas nada de risco. Por isso ele achou que não era necessário receitar remédios preventivos para malária. Como o seu roteiro envolve outros países da América Central, seria bacana você estar bem informado sobre isso. Aliás, os planos pra sua jornada estão show! Sem dúvida vai ser uma viagem sensacional! Mandou muito bem. [ Vale lembrar pra todos que lerem essa resposta que qualquer medicamento ou vacinação só devem ser tomados com a orientação e prescrição de um médico. ] Abraço e boa viagem, Cadu
  2. ALÔ, galera mochileira! Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V. Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá. RESUMO: 20 dias de viagem. Intinerário: 3 noites em San José/Costa Rica. 4 noites em La Fortuna/Costa Rica. 1 dia em Siquirres/Costa Rica. 5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica. 5 noites em Bocas del Toro/Panamá. 1 noite na Cidade do Panamá. Passagem Copa Airlines: R$ 2.300,00 Custo total de hospedagem + alimentação: US$ 2.000,00 Custo total com tours + entradas + shuttles: US$ 521 Dica número 1: Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação. ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ========== O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica. É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem. [ MITO ] Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem. Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz. Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado. [ DICA INÉDITA ] Os táxis comuns têm cor vermelha. Táxis executivos têm cor laranja. Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida. O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização. Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros. Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada. Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância. O que isso quer dizer? As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea. O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) Saindo de San José: Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal. Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal. A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento. O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente. ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ========== Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas. Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h. [ MITO ] É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais. De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri. Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa. Deve-se evitar viajar à noite. Regiões como Turrialba não são seguras à noite. [ DICA INÉDITA ] A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país. Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência. Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente. Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet. Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas. Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América. A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava. No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna. Caindo aos pedaços. Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas! Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado. Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência. Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50. [ HOSPEDAGEM ] Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas. La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede. Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite. Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140. Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/) É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo. São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades aquáticas. Tours/Passeios: Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00. Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00. Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00. Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5. Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana. O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto. ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ========== Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting. Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio. Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso. Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting. Além disso, oferecem um pacote sensacional: Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso. O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais. O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade. Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas). ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ========== Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas. [ MITO ] Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus. [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ] O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado. Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00. Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00. O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica. O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária. Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região. Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo. Tours/Passeios: A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa. Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus. Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro. Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem. [ Praia de Manzanillo ] O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva. Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando. Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta. Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada. Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00). Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ========== Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga. Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai. Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem. Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido. Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral. Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo. [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ] Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante. Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira. Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas: Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado. De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana. Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta. Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta. Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho. Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours. Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado. Mas me surpreendi positivamente. As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua. Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto. Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ] Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite. Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila. Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais. Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel. Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha. Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel. Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos. [ O MITO QUE É VERDADE ] À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo. A diferença é grande no comparativo com os costarricenses. A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição. Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada. [ HOSPEDAGEM ] Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu. Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia. [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ] Tours/Passeios: Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo. O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite. Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano. Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico! E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água. O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00). Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho). Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes). Playa de las Estrellas: Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar. Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado. Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central. Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água. O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele. Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda. [ DICA INÉDITA ] Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch. Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h! Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar. Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado. Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada. Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação. [ Skully's / Playa Paunch ] ========== CIDADE DO PANAMÁ ========== A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante. Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência. O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá. É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital. O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância). A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify. No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá. [ HOSPEDAGEM ] Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital. Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina. Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar. Tours/Passeios: Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias. Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/) CONCLUSÃO: Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias. A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
  3. ALÔ, galera mochileira! Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V. Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá. RESUMO: 20 dias de viagem. Intinerário: 3 noites em San José/Costa Rica. 4 noites em La Fortuna/Costa Rica. 1 dia em Siquirres/Costa Rica. 5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica. 5 noites em Bocas del Toro/Panamá. 1 noite na Cidade do Panamá. Passagem Copa Airlines: R$ 2.300,00 Custo total de hospedagem + alimentação: US$ 2.000,00 Custo total com tours + entradas + shuttles: US$ 521 Dica número 1: Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação. ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ========== O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica. É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem. [ MITO ] Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem. Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz. Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado. [ DICA INÉDITA ] Os táxis comuns têm cor vermelha. Táxis executivos têm cor laranja. Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida. O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização. Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros. Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada. Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância. O que isso quer dizer? As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea. O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) Saindo de San José: Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal. Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal. A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento. O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente. ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ========== Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas. Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h. [ MITO ] É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais. De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri. Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa. Deve-se evitar viajar à noite. Regiões como Turrialba não são seguras à noite. [ DICA INÉDITA ] A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país. Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência. Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente. Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet. Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas. Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América. A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava. No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna. Caindo aos pedaços. Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas! Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado. Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência. Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50. [ HOSPEDAGEM ] Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas. La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede. Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite. Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140. Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/) É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo. São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades aquáticas. Tours/Passeios: Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00. Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00. Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00. Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5. Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana. O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto. ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ========== Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting. Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio. Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso. Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting. Além disso, oferecem um pacote sensacional: Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso. O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais. O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade. Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas). ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ========== Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas. [ MITO ] Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus. [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ] O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado. Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00. Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00. O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica. O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária. Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região. Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo. Tours/Passeios: A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa. Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus. Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro. Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem. [ Praia de Manzanillo ] O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva. Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando. Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta. Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada. Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00). Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ========== Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga. Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai. Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem. Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido. Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral. Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo. [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ] Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante. Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira. Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas: Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado. De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana. Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta. Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta. Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho. Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours. Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado. Mas me surpreendi positivamente. As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua. Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto. Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ] Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite. Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila. Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais. Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel. Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha. Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel. Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos. [ O MITO QUE É VERDADE ] À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo. A diferença é grande no comparativo com os costarricenses. A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição. Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada. [ HOSPEDAGEM ] Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu. Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia. [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ] Tours/Passeios: Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo. O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite. Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano. Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico! E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água. O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00). Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho). Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes). Playa de las Estrellas: Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar. Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado. Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central. Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água. O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele. Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda. [ DICA INÉDITA ] Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch. Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h! Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar. Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado. Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada. Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação. [ Skully's / Playa Paunch ] ========== CIDADE DO PANAMÁ ========== A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante. Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência. O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá. É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital. O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância). A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify. No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá. [ HOSPEDAGEM ] Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital. Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina. Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar. Tours/Passeios: Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias. Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/) CONCLUSÃO: Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias. A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
  4. @Elder Walker Fala Elder! Massa o seu planejamento de viagem. Fiz parte deste trajeto que você desenhou. Cruzei de ônibus o trecho Santiago > Mendoza > Buenos Aires. A estrada entre Santiago e Mendoza é muito bonita, sinuosa e com um alto fluxo de ônibus. Muitas vezes em pista única. Vai devagar e sempre, de boa. Não é uma estrada perigosa. Prefiram fazer esse trecho à luz do dia e curtam a paisagem. Alguns quilômetros depois que você cruzar a fronteira da Argentina e passar pela aduana, sentido à Mendoza, vocês encontrarão a ponte Inca próxima à beira da estrada: http://viagemempauta.com.br/2014/09/24/conheca-puente-del-inca-na-argentina/ Vale a parada para tirar fotos. Como eu estava viajando em ônibus, não pude parar e conhecer de perto. Mas vi pela janela. Mendoza é muito bacana, bonita e organizada. Lá também rola a siesta de almoço que dura uma eternidade. O Centro de Mendoza é o ponto alto da cidade para um bom almoço ou jantar. O Parque General San Martin é bem cuidado e também vale a visita. Os portões enormes foram fabricados na Escócia. Também vale a visita ao Clube Mendoza de Regatas que fica dentro do parque... reza a lenda que o restaurante é top. Não tive tempo de provar. Caso alguém te recomende o Zoológico de Mendoza, passem longe de lá! Me recomendaram, disseram que a vista era incrível, mas tive uma experiência muito ruim. Ele fica localizado no alto de uma montanha, em um bairro muito perigoso. Além disso, o zoológico estava abandonado e com animais nitidamente doentes. Vale você se informar sobre as condições do motor ao dirigir na altitude, no norte da Argentina. Já li um relato por aqui de pessoas que tiveram que se preparar com uma peça sobressalente. Não me lembro exatamente o que era, mas vale você fazer uma pesquisa para prevenir. No mais, boa viagem, divirtam-se e solte o relato por aqui! Abraço!
  5. Duke

    Quero sugestões para Costa Rica Mar/Abr-18

    @Kennya Macedo P. dos Santo Então você está mais do que preparada. Voltarei de lá um pouco antes da sua viagem. Vou fazer um relato atualizado aqui no Mochileiros quando voltar pra compartilhar as dicas mais atuais com a galera.
  6. Duke

    Quero sugestões para Costa Rica Mar/Abr-18

    Olá, Kennya e Fabrício! Beleza? Estou indo pra Costa Rica na primeira semana de março. Já estou com as pesquisas bem avançadas... Vocês devem estar por dentro do corre-corre da vacina da Febre Amarela mas sempre é bom reforçar: O certificado internacional de vacinação da Febre Amarela é obrigatório para entrar no país. Essa semana fui numa consulta com um infectologista especialista em viagens e ele também recomendou as vacinas de hepatite A e Hepatite B pra quem viaja para a América Central. Repelente é um item obrigatório. Sobre hospedagens, procurem ficar na rede de hostels Selina. São bem recomendados. Na região central do país opte por ficar em La Fortuna ao invés de Monteverde. Existem mais atrações de ecoturismo em La Fortuna. Procure pela Reserva do SkyAdventure. É o parque florestal com mais infra e atrações. Abraço, Cadu
  7. Duke

    10 dias na Costa Rica

    E aí, Marcial! Beleza? Tenho uma dúvida em relação ao clima. Pelas fotos que você postou, fizeram dias de sol... Foi isso mesmo? Como estava o clima durante esses seus dias de viagem (março)? Abraços, Cadu
  8. Fala, Thaís! Excelente (e engraçado) o seu relato. Ri sozinho diversas vezes. Nem sei se você vai ler meu comentário porque a gente escreve as coisas aqui no Mochileiros e depois esquece da vida... Vou fazer um trajeto muito parecido com o seu. Retirei dos planos as praias do Pacífico e Nicarágua-Boladona. O seu relato me deu maior segurança na hora de atravessar a fronteira Panamá-Costa Rica. Valeu, mesmo. Não deixe de ir à Jericoacoara/Ceará e Lençois/Maranhão. Qualquer outra praia do mundo fica no chinelo. Bjs, Cadu
  9. Duke

    Salkantay Sozinha

    Falaê Paulo! Estaremos em Cusco em datas diferentes. Começarei a trilha na primeira semana de outubro. Bom trekking pra tu! Abração Carlos
  10. Duke

    Salkantay Sozinha

    Falaê, Paulo. Beleza? Li que você irá fazer essa trilha em outubro? Já tem data certa? Irá fazer com alguma agência? Estarei em Cuzco na primeira quinzena de outubro. Eu estava me preparando para ir a Choquequerao. Falei com diversas agências mas não há grupos formados. E não quero fazer a trilha sozinho. Estou vendo outras oportunidades de trilhas. Abraço
  11. Olá, compañeros! Depois de muita pesquisa e trocas de emails com 3 agências de Cuzco, vim aqui pra dar um levante nesse tópico. A agência Qorianka tem o melhor preço para os 5 dias de caminhada para Choquiquerao (US$ 220 / valor em setembro 2016). Alguém aqui deste tópico já fez o trekking com eles. Estou esperando a Amazon Explorer responder. Essa agência tá muito bem ranqueada no TripAdvisor. E a Mystic Lands me cobrou US$ 610 pelo pacote: Choquiquerao + Montaña 7 Colores + Moray/Salineras. Pra que geral saiba: Não há saídas diárias de grupos para Choquiquerao. Cada agência faz uma saída m-e-n-s-a-l. Então pesquisem as datas e fiquem atentos antes de comprarem as passagens de avião se o seu objetivo principal é visitar Choquiquerao. Tô indo pra lá na primeira semana de outubro. Haverá um grupo saindo logo nesta primeira semana. Alguém também estará em Cuzco nesse período? Abraço Duke
  12. Fala galera! Viagem irada de 24 dias por esses três países. Espero poder ajudar. Comprei a passagem de ida (Rio de Janeiro x Santiago do Chile) na LAN (por incrível que pareça, mais barata que a VARIG), e a volta foi Montevideo/URU x Rio de Janeiro pela GOL. As duas juntas deram R$ 1.450,00 (compradas antes da crise 2008). - DIA 15/10 Voei do Rio de Janeiro para Santiago do Chile pela LAN. O vôo sai na hora certa (14:50h) e aterrissei em Santiago às 20:05h. Peguei o táxi do aeroporto até o Hostel. Seu eu bem me lembro paguei R$ 80,00 por este táxi. Já tinha reservas feitas no Hostal Forestal (http://www.hostalforestal.cl). Albergue bem barato e bem localizado (está à duas quadras do metrô de Baquedano), mas o café da manhã deixa a desejar. É um pão com um pote de geléia aberta à deus dará, e leite em pó pra misturar com água. Santigo é bem organizada, limpa e segura. Vc pode ir de metrô para todos os cantos. Poucos dias lá já bastam para você visitar todos os atrativos: Cerro Santa Lucia, Cerro San Cristóvan, Almoço no "Dónde Augusto" no Mercado Central (muito bom!), Plaza de Armas e Palácio de la Moneda. Para quem quiser, as agências ainda oferecem passeios às vinículas. Mas como já ia passar na capital do vinho (Mendoza/Argentina), pulei pra póxima casa do tabuleiro: Puerto Varas. - DIA 16/10 Neste dia à noite (20:00h) peguei o ônibus para Puerto Varas. (Empresa: Pullman - R$ 115) Depois de 13 horas de uma estrada de pista dupla e lisa que nem um tapete cheguei na manhã do dia 17/10 às 9:00h em Puerto Varas. Aliás, o transporte rodoviário no Chile é coisa de primeiro mundo. Além das estradas excelentemente conservadas (em razão de vários pedágios), dentro do ônibus vão mais 2 motoristas que revezam o trajeto entre si. Existe ainda um painel para os passageiros informando a troca de motoristas, quanto tempo cada um dirige e um alarme que informa o excesso de velocidade. (Obs.: Há lanche e café da manhã para grandes trajetos). - DIA 17/10 Chegando na rodoviária de Puerto Varas me deparei com uma cidade de cinema. Casas de colonização alemã e o Lago Llanquihue com o volcão Osorno ao fundo coberto de neve. Foi um raro dia de sol (chove bastante no segundo semestre nesta região). Corri para o Hostel que estava à uma quadra da Rodoviária para fechar os passeios dos dias seguintes. Me hospedei no melhor alojamento de toda a viagem: Hostel Ellenhaus (Calle San Pedro, 325 / http://www.ellenhaus.cl). Durante a viagem no Chile minha mãe me acompanhou. Dividimos um quarto com camas box super confortáveis, banheiro privativo (ducha muito boa e quente), TV à cabo e café da manhã do Hilton (omelete, frutas, tortas, geléias, pães, suco, café, leite...). Pagamos pelo quarto R$ 50,00 à diária (R$ 25 pra cada). Saindo dali fomos até a Casa do Turista que fica na beira do Lago. Muito fácil de encontrar (a cidade é minúscula). Ali fechamos dois passeios: llha Chiloé (R$ 130) e Circuito dos Lagos Andinos (R$ 80). Para almoçar, fomos no "Dónde Gordito". Procure por este restaurante subindo a cidade. Ele fica dentro de um armazén em frente ao posto de gasolina da cidade... A primeira impressão quem vê de fora é de uma pensão de quinta categoria. Mas depois que entra, é um ambiente bem aconchegante, todo em madeira e cheio de raridades penduradas pelas paredes. Parece que vc está dentro de um navio. Comida boa e farta. Um salmão que nunca vi na vida. Outro bom atrativo na cidade é um grande Cassino perto do Lago. Para quem não quiser jogar, tem um restaurante du bom lá dentro. - DIA 18/10 O dia amanheceu feio e chuvoso. Por causa da floresta que cerca esta região o ar fica muito húmido e chove bastante. Mesmo assim saímos rumo à Chiloé, às 7:00h. Foram nós dois, um casal de Curitiba e outro do ABC Paulista. Todos gente finíssima! Resumo da ópera: Ao contratar o passeio, compre um trajeto que vá até Castro (cidade histórica de Chiloé). Lá nasceu o modo arquitetônico de se construir casas em palafitas. Nosso passeio foi somente até Ancud (capital da Ilha). Lá não tem mais nada pra fazer além da Igreja branca que fica logo na chegada da ilha e o pitoresco Mercado Central. O guia ainda nos empurrou um passeio de meia hora até a praia que dava acesso à ilha dos pingüins. Fuja disso! Chegamos lá, não pegamos o bote por que chovia cântaros e ainda tivemos que pagar à mais por ter ido até lá. Chiloé tem mais de 100 igrejas, todas feitas em madeira e muitas se tornaram patrimônio. Apenas uma está em Ancud. - DIA 19/10 Mais um dia fechado e de chuva. Mas eu estava esperançoso...Iria conhecer hoje Salto Pethrué (uma das coisas que me levaram ao Chile). É magnífico. Pegamos o ônibus da excursão e em meia hora estávamos na entrada de uma floresta muito diferente da nossa. Um frio do cão e uma paisagem fenomenal. Logo de cara você atravessa uma ponte de madeira e olha um rio rolar por debaixo da ponte e entre as pedras. Mais uma caminhada de 3 minutos cheguei ao Salto Pethrué. Mesmo com o dia nublado, escondendo o volcão Osorno ao fundo, me deparei com várias quedas d'água e um rio cor esmeralda! É inexplicável... Através daquele verde transparente você vê o fundo de pedras... É um lugar para se passar horas adimirando. Uma paisagem e uma paz inigualável. De lá fomos até o porto de Pethrué para pegar o catamarã que faz o Cruce de los Lagos até a vila de Peulla. Desta cidade as pessoas partem rumo à Bariloche. Ficamos em Peulla e descobrimos que a vila oferece vários atrativos: Passeio de Jipe, Cavalgada, Canopy, expedições... Eu e os curitibanos pagamos US$ 25 cada um pelo Canopy: Uma espécie de arvorismo em que você sobe até a copa de uma árvore e passa de tirolesa para outras 8 árvores. Demais! A paisagem é alucinante e por debaixo das árvores corre um rio... Na chuva foi ainda mais alucinante. Cheguei ensopado. No final da tarde fizemos o trajeto de volta para Puerto Varas pois o nosso ônibus de volta para Santiago saía às 21:00h. - DIA 20/10 Chegamos de manhã em Santiago e fomos para o Hotel Paris (muito conhecido aqui no Fórum). O Forestal e o Bellavista já estavam lotados. Pagamos R$ 100 uma diária (R$ 50 pra cada). O Hotel é muito bom (3 estrelas), mas não deve nada ao de Puerto Varas onde pagamos R$ 25 cada um. À tarde pegamos o metrô até a estação Central, entramos no Terminal San Borja e pegamos o ônibus da "Tur Bus" pra Viña del Mar (R$ 25,00). Em 2 horas chegamos lá e fomos abordados na própria rodoviária por uma agência que fazia o city tour Viña/Valparaíso. Pagamos R$ 34,00 e lá fomos nós. Por mim, ficaria dois dias em Valparaíso, porque a cidade é demais (Os elevadores que ligam a cidade baixa à cidade alta são uma atração à parte). Mas como a minha mãe tinha data marcada para voltar ao Rio, tivemos que fazer o "bate-pronto". Pedi ao guia-motorista que me deixasse na cidade alta e me buscasse na cidade baixa para que pudesse ao menos andar em um dos elevadores. Almoçamos numa casa azul que está em todos os postais. A vista é de tirar o fôlego. Prepare o bolso porque a comida e a cerveja no Chile não são baratos. Viña é muito bonita e paradisíaca, mas em uma tarde você conhecesse tudo. No final da tarde pegamos o ônibus da Tur Bus de volta (R$ 20,00). - DIA 21/10 Na mahã deste dia peguei o ônibus da Tur Bus rumo à Mendoza (R$ 43,00) e minha mãe pegou a VARIG de volta ao Rio de Janeiro. A estrada de Santiago para Mendoza é incrível (compre um lugar na janela do lado esquerdo). Ela passa pelo meio dos Andes e todas as montanhas ainda estavam nevadas. Depois de 5 horas de viagem chegamos à Aduana (um galpão enorme no meio do nada) pra fazer os trâmites. Estava me despedindo dos pedintes chilenos. Tudo eles pedem gorjeta (propina). O cara que chama o táxi, o cara que põe a sua mala no ônibus, o fiscal da empresa de ônibus... Mais três horas de viagem e já estava em Mendoza. Estava entrando na querida Argentina: Moeda fraca, táxi barato, comida barata, vinho barato e um povo que a cada ano trata os brasileiros à pão de ló. O interesse do argentino não está só no dinheiro do turista, mas no intercâmbio cultural. É realmente um povo culturado e que lê em média 20 livros por ano. Chegando em Mendoza fui para o Hostel da rede Campo-Base chamado Mendoza Inn. Ele está localizado na melhor zona de restaurantes, bares e curtição de Mendoza. E está à poucas quadras do gigante parque San Martín. Como fiquei somente uma noite em Mendoza não aproveitei os passeios para o Aconcágua, Puente del Inca, Vinícolas, Cabalgatas... Estava morto da viagem de Puerto Varas (13 horas) e ainda iria encarar mais 15 horas pela Andesmar rumo à Buenos Aires. Aproveitei a cidade para descansar, conhecê-la e trabalhar de sommelier por dois dias. A cidade é incrível e ultra segura. Mendoza foi fundada no meio do nada. Foi toda projetada e as árvores que estão lá, foram plantadas para aumentar a humidade do ar de uma região tão seca. Quando há degelo dos andes, a prefeitura abre uma comporta de água que escorre por todas as caneletas de pedra das ruas da cidade. É um sistema de irrigação para molhar as árvores de todas as ruas e avenidas. Lá você vai andar à pé sozinho pelas calçadas. Em Mendoza todos andam de carro (só dá gente rica). Na hora do almoço as lojas fecham e só voltam abrir às 17:00h!!! Depois funcionam até 23:00h/00:00h. Aguardem as cenas dos próximos capítulos... ainda vem aí Buenos Aires (velha conhecida), Punta del Este e Montevideo. Continuo no próximo post, Té já! -------------------------------- - DIA 22/10 Aproveitei para andar por Mendoza. Antes de sair do albergue perguntei ao recepcionista o que tinha pra fazer por perto. Ele me recomendou ir até o Zoológico de Mendoza, pois está localizado no alto de um Cerro que dá vista para a cidade. Me meti na maior fria... Serviu para contar o fato pra vocês, pra não passarem pelo mesmo! (rs) Fui até o Parque San Martín pra pegar o ônibus indicado pelo rapaz... Depois de uma longa espera no ponto, entrei no ônibus. Daqui a um tempo o ônibus começou a sair da cidade e passar numa comunidade muito pobre e sinistra. O ônibus estava com umas 10 pessoas... Rodou, rodou, rodou e nada de chegar no Zoológico. Depois, dois caras mal encarados subiram no ônibus e não pagaram passagem. Começaram a conversar com o motorista... Bom, em qualquer lugar do mundo isso não é um bom sinal. Eu tinha duas opções: 1) Descer do ônibus naquele faroeste e esperar mais meia hora pelo outro. 2) Tirar o relógio de R$ 15 do pulso, guardar na mochila e esperar o bendito ponto do Zoológico. Demorou mais uns 10 minutos e chegou o ponto do Zoo (pra mim foi 1 hora!). Desci do ônibus e logo me entrosei com a pouca gente que tinha na porta. Paguei 8 pesos pelo ingresso e entrei. Pra vocês rirem mais um pouco, o zoológico era imundo. Tava todo abandonado e cheio de lixo. Andei logo no início e as 4 primeiras jaulas estavam vazias... Continuei subindo o caminho asfaltado e chega o primeiro animal: O Tucano numa jaula do tamanho de uma que tinha aqui em casa que abrigava um periquito. Os bichos estavam meio doentes, o leão nem se aguentava... Dei meia volta e saí daquele lugar. Para pegar o ônibus eu precisava de moedas. Fui até o caixa pra trocar alguma nota, mas o cara que me atendeu, sumiu. Vi uma placa de loja de souvenirs. Entrei na loja completamente vazia de brindes, chaveiros cacarecos e uns bichos de pelúcia encardidos que sobraram... Tinha uma mulher varrendo o chão que gentilmente trocou a minha nota por moedas. Mas como o ônibus demorou a passar, fiz sinal para o primeiro táxi e voltei para o paraíso do Parque San Martín. De lá fui para o Centro de Mendoza encher a cara de Havana e fazer mais algumas fotos da cidade. Pela noite peguei o ônibus da Andesmar para Buenos Aires (R$ 75,00). - DIA 23/10 Durmindo dentro do ônibus a moça que veio ao meu lado me acordou. Perguntou se eu queria o travesseiro que esqueci de pegar com o comissário de bordo (ela havia pego um pra mim enquanto dormia). De manhã, acordei cedo e ainda estávamos na estrada. A hora prevista de chegada no Terminal de Retiro era às 10:30h. Chegando lá fui para o Hostel El Firulete (US$ 13,00 / Calle Maipú, 208 / http://www.ar-hostels.com). Por estar no Centro, só não é bom pra quem tem sono leve (eu durmo como uma pedra). Porque, sem dúvida, é o Hostel mais bem localizado de Buenos Aires. Ele fica atrás da Rua Florida, 2 quadras de duas estações de metrô, 5 quadras do Café Tortoni, 2 quadras da Casa Rosada, restaurantes bons e baratos e comércio mais farto do que a 25 de Março em São Paulo. Café da manhã de primeira com cereais, torradas, media lunas... O staff é muito atencioso e simpático. Toalhas limpas estão inclusas na diária. Gostei muito. - DO DIA 24/10 AO 04/11 Eu já havia passado uma semana em Buenos Aires há dois anos atrás. Vocês podem achar doidera minha ter ficado lá do dia 24/10 a 04/11, mas explico: Além de não ter conhecido tudo da primeira vez, escolhi Buenos Aires pra ficar um tempo. Ainda recebi duas pessoas cariocas pra mostrar um pouco do que já conhecia da cidade e encontrar com uns amigos que moram por lá. Curto muito aquela cidade. Passeios que indico: - Tire um sábado ensolarado para ir ao Rio Tigres. Pegue um táxi (R$ 20,00) até a Estação Ferroviária de Maipú do "Tren de La Costa" e compre o bilhete (R$ 8,00). Tigres é a estação terminal, mas durante o percurso vc pode descer do trem para conhecer os bairros da província e pegar o trem novamente sem pagar por isso. Desça primeiro na Estação Barrancas: Lá tem uma feira de antiguidades bem maneira. Depois desça na Estação San Isidro: Lá tem um shopping com uma feira de artesanato, a Igreja recém reformada e o Centro da cidade. Volte para o trem e vá até a estação final. Lá vc vai encontrar um parque de diversões bem novo (Parque de La Costa), um Cassino e o Puerto de Fruthos de onde saem os passeios de barco pelo Rio Tigres (R$ 10,00). - Jardim Japonês (R$ 5,00): Se tu curte fazer fotografias, vai ficar doido com a paisagem. Fica em Palermo. - Tire um dia para comer na faixa e ir jantar no Baía Madero (Puerto Madero). Fuja do Siga la Vaca (muita turistada e atendimento bate-pronto). No Baía Madero a comida é a mais barata do bairro e o atendimento VIP. A sugestão é o Ojo de Bife (uma carne muito boa de dois andares) e um vinho Trapiche Malbec Tinto (R$ 17,00 a garrafa 3/4). - Tire um dia para ir de Buque Bus até Colonia del Sacramiento no Uruguai. A única cidade colonizada por portugueses naquela região. Em 1 hora de catamarã vc está lá. A cidade é bem histórica, com praias no Rio Prata. Vc ainda pode alugar carrinhos de golf pra andar por toda parte (leve carteira de motorista). No final da tarde pegue o catamarã de volta para Buenos Aires. Se preferir, passe uma noite por lá para aproveitar melhor. A cidade é bem tranqüila. - DIA 5/11 Neste dia de manhã peguei o Buque Bus para Colonia del Sacramiento. Comprei um pacote na Buque Bus que tinha a integração com um ônibus que me levou direto até Punta del Este (1 hora de catamarã + 5 horas de bus). Assim que vc chega na rodoviária de Punta dá de cara com a Playa Brava e a escultura dos 5 dedos. A cidade é demais. Também pudera... Não é à toa que recebeu o título de Capital Turística do Mercosul. Punta del Este é a cidade que tem tudo de melhor que um turista espera (inclusive nós mochileiros!). Praias de águas cristalinas, segurança máxima, badalação e tudo mais... A minha única decepção foi o Hostel. Como o Mike Weiss já tinha colocado aqui no Mochileiros, o Hostel 1949 é brabo (US$ 14,00). É uma pena, porque é o Hostel melhor localizado (os quartos tem vista para o mar e está no Centro, perto de tudo na Av. Gorlero). O staff é antipático, o café da manhã é o básico do básico (pão, geléia, leite e café) e a internet é muito lenta, quando funciona. Se vc encontrar brasileiros neste Hostel, pode apostar que não leram o Mochileiros. Existe uma outra opção: O Hostel La Barra (que fica num bairro ao lado à uns 4 km - " La Barra"). Pra mim, bastou a cama pra dormir. Punta del Este é uma cidade para se passar uma semana. Fui até o Conrad, entrei no Cassino pra jogar (óbvio), fui na Playa Mansa (a melhor pra curtir e dar um mergulho)... La Barra também é bom para curtir uma praia... É uma restinga com uma faixa de areia que forma uma Baía de águas azuis. De meia em meia hora sai um micro ônibus da rodoviária para La Barra. Não deixe de ir à Casa Pueblo... No próximo post explico. Té mais!
  13. Duke

    [Arquivo] Salar de Uyuni

    Oi, Sueli! Valeu pelo toque. Estou aqui tentando traçar um roteiro Rio de Janeiro / La Paz / Salar de Uyuni / Salta / Buenos Aires / Rio de Janeiro. Por isso estou pesquisando os detalhes e vendo se é viável ($$$). Tô incluindo Copacabana nesse intinerário... e vou seguir a sua sugestão e passar por Tilcara. Estou indo em outubro. Na volta te passo as dicas para sua viagem em dezembro. Já estive no Peru, também. Se precisar de dicas é só perguntar. Muito obrigado! bjs, Cadú
  14. Duke

    [Arquivo] Salar de Uyuni

    Olá, galera do fórum! Me acudam... Eu gostaria de saber como faço o trecho Uyuni x Salta, SEM PASSAR POR SAN PEDRO. Direto! Sei que o transporte do Chile pra Salta é escasso, por isso vou fazer o Salar terminando o passeio de volta em Uyuni e de lá ir pra Salta. Mas como eu faço isso, minha gente!? Ônibus? Tren a las nubens? Quanto tempo leva? Quanto custa? Alguma alma já deve ter feito esse percurso. Abraços a todos do fórum mais completo da internet. Cadú
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