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Bia_mojotrotters

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Sobre Bia_mojotrotters

  • Data de Nascimento 23-10-1981

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Sou paulista e moro em Montréal. Além do Canadá, conheço os Estados Unidos, a Argentina, a Colômbia, e muitas cidades brasileiras.
  • Próximo Destino
    Em fevereiro de 2010, vou fazer uma viagem de volta-ao mundo, por um ano. Os seguintes países ou regiões fazem parte da lista: Fiji-Nova Zelândia-Austrália-Sudeste Asiático-Índia-Egito-Síria-Líbano-Jordânia-Marrocos-Espanha
  • Ocupação
    Jornalista, trabalho para a Rádio Canadá Internacional, em Montréal. Além disso, sou psicoterapeuta, couchsurfer e viajante!
  • Meu Blog
  1. Talvez nenhum dos 14 países que eu visitei na minha viagem de volta-ao-mundo tenha um talento tão pouco aproveitado para o turismo como o Líbano. Minha mãe, pai, amigos aventureiros, viajados ou cautelosos: independente da personalidade, acho que todos eles curtiriam demais esse país. E você também. Saiba porque. É tudo pertinho O país inteiro é quatro vezes menor do que o estado do Rio de Janeiro. Você sai da capital, Beirute, moderninha, pseudo-européia e pretensiosa, e chega a Tripoli, pura jóia árabe, em pouco mais de uma hora. No caminho entre as duas, Byblos, com suas ruínas romanas e Batroun, com sua parede fenícia e limonada imbatível, são outros destinos incríveis. Raramente você precisa passar mais de uma hora num carro ou ônibus em cada trecho para conhecer todo o país. Viajar aqui é muito fácil Nada de reservas de passagens, terminais de ônibus, estações de trem: o sistema local funciona com vans e mini-ônibus que correm a estrada norte-sul do país. Todas as cidades interessantes ficam às margens dessa rodovia. Pare na beira da estrada e em menos de 3 minutos um deles vai passar em direção ao seu destino. Perfeito pra viagem seguir seu ritmo biológico: se tiver cansado, durma mais um pouquinho, se tiver energia, pule da cama mais cedo. Você nunca vai perder o ônibus. A lendária hospitalidade árabe Quando a gente já tinha se preparado para passar o Natal no quarto de hotel, recebemos o convite para passar a ceia com uma família, convidados por um rapaz que acabávamos de conhecer num vinhedo. Mais de uma vez, ao se perder em algum lugar, ao invés de direções recebemos convites para entrar na casa de alguém e compartilhar chá e doces. Há mais libaneses no Brasil (entre 6 e 7 milhões) do que no Líbano (cerca de 4 milhões). Aqui, quase todo mundo tem um primo ou tio na terrinha. Garantia de amigos instantâneos. E o assédio a turistas é quase inexistente, mesmo nos pontos de maior interesse. História, paisagens e cultura Se você curte história: algumas das cidades mais antigas do mundo, como Byblos e Sidon estão aqui. Em Baalbeck você pode visitar as maiores ruínas romanas fora da Itália. Vestígios da triste guerra civil, como prédios abandonados e metralhados estão a cada esquina de Beirute. (Bônus: voce nao vai ter que dividir as ruínas com centenas de turistas como em Acrópole de Atenas). Se você curte natureza, o país é um prato cheio, com seus 300 dias de sol por ano, a beleza do Mar Mediterrâneo, neve nas montanhas, cedros e trilhas. E, com exceção de Beirute, o país é pouco ocidentalizado, apesar de grande parte da população falar inglês e francês. Você vai ser exposto à novas músicas, aromas e costumes bem únicos. A comida Tabouleh, fattoush, hommos, shish tawouk, kafta, sfiha, kibe. Doces perfumados de água de rosas, recheados de nozes, pistache e amêndoas. Café turco, narguilé, vinho e arak. A comida libanesa, apesar de bastante familiar para os brasileiros, aqui é ainda mais deliciosa, variada e saudável. O país é seguro? Como se sabe, a situação política do país é volátil. A fronteira com o Israel, no sul, é tensa e a viagem pra lá requer informação e cautela. Mas, principalmente em Beirute, a quantidade de obras é imensa, o que dá um certo indício da fé dos compradores e construtores na estabilidade e crescimento do país. Mesmo assim, recomenda-se checar antes da sua viagem as últimas notícias dos jornais e pesquisar com viajantes que acabam de voltar sobre a situação atual. Quanto à crime, os episódios de roubo ou violência são raríssimos. Vá sem medo.
  2. Bia_mojotrotters

    Dicas do Vietnã

    Valeu Heka! Confesso que quando disse pro meu pai que comprei 2 terninhos, ele, muito sabiamente, disse: "Mas AONDE é que você vai usar terninho, minha filha?" Realmente, pra uma jornalista que trabalha de calça jeans, talvez a compra tenha sido meio desnecessária... mas eu sempre quis ter um terno sob medida, poxa! E vc, gostou do resultado?
  3. Ola! Foi bem legal ler seu relato e lembrar da minha própria aventura. Até quem curte Senhor dos Anéis, como eu, vai amar! Também tenho um relato no meu blog: http://mojotrotters.com/pt/2010/03/portugues-a-travessia-de-tongariro/ Abs.
  4. Aqui vao algumas dicas de Montreal, todas elas coisas que eu gosto de fazer (turisticas ou nao). Deixei de lado os passeios mais obvios, tipo a Catedral de Notre Dame, faceis de se encontrar em qualquer folheto turistico. Para os enderecos, eh so fazer uma rapida busca Google. Coma poutine, o prato nacional quebequense, na La Banquise. Tome coqueteis gigantes no bar "La Distellerie". Faca um passeio de bicicleta no bairro Westmount e aprecie as mansoes enormes e luxuosas de la. Outro passeio legal de bicicleta pra se fazer eh no Canal Lachine, com uma parada no mercado Atwater, cheios de coisinhas gostosas pra comer, beber ou levar pra casa. Voce gosta de cervejas artesanais? Entao faca uma visita as cervejarias Dieu du Ciel, L'Amère à Boire, e Reservoir. Para um jantar de comida francesa nao muito caro, onde voce ainda pode trazer uma garrafa de vinho, o restaurante A La Decouverte. E se voce quiser gastar um pouco mais, Au Pied du Cochon. Quer dancar? Curta os domingos de manha no show de percussao coletiva - conhecido como Tam-tams - no parque Mont Royal. Para musica eletronica ao ar livre, o Piknik Eletronik, no Parque Jean Drapeau, domingos a tarde. Voce pode inclusive trazer sua comida e bebida e curtir o dia todo por la. Bateu saudade do Brasil? Domigo a noite tem musica brasileira ao vivo, toda semana no Les Bobards. E para comer uma feijoada ou uma coxinha, visite o Chez Brasil, na Rue Rachel X St. Laurent. Que por sinal eh da minha mae! Aproveitem Montreal.
  5. Sydney me faz pensar em uma linda garota caipira que acaba de mudar pra cidade grande e ainda não se deu conta do quanto ela é…poderosa. Esta é uma cidade internacional, que abriga tanto os elegantes adornos e chiques butiques como os marginais que invariavelmente surgem detrás das sua sombras. Uma cidade que veste lindos edifícios coloniais, casas imponentes, parques manicurados, portos efervescentes. Onde você encontra botecos boêmios, bistrôs descolados, pus animados. Ela não exibe a arrogância típica dos lugares que há tempos entraram pra liga das cidades-bambas internacionais, nem das beldades urbanas que são relembrados todos os dias da sua beleza. Não, essa é uma cidade que é generosa de si mesma. “Por favor, pise na grama”, pede uma placa fincada no parque, “Cheire as rosas, abrace as árvores”. Caminhadas costeiras roubam seu olhar de um canto a outro: de um lado o majestoso oceano, do outro esculturas marítimas criativamente esculpidas em paredes de pedra. Um passeio no Hyde Park proporciona um refúgio perfeito do sol; com suas árvores plantadas em curva. Ao lado do porto, uma enorme fonte em espiral construída em baixo relevo é a alegria e o refresco das crianças. Uma obra nada “útil”, obviamente cara, mas tão deliciosa. Obras de arte em tamanho gigante estão espalhadas no centro da cidade, como a de um homem fumando cachimbo construído numa placa de metal. Menos genérico, impossível. Uma cidade costeira que sabe ser relaxada e estilosa ao mesmo tempo. Para se chegar às suas praias, você precisa fazer uma pequena viagem, de ônibus ou ferry boat. Você não vai ver nem surfistas sem camisa nas avenidas principais nem o aparente stress do dia-a-dia na beira das praias. Essa cidade judia do mochileiro pobre: enquanto é perfeitamente possível usar as pernas como meio de transporte e jantar e almoçar macarrão instantâneo, seus inúmeros restaurantes, sorveterias italianas e de museus de primeira linha te fazem pensar que entrar numa dívida nem é tão mal assim. Como passar cinco dias perfeitos em Sydney: Dia 1: Devore o centro da cidade Veja logo de uma vez todas as atracões turísticas. Você não pode – e nem deve, na minha opinião - evitá-las. Comece o circuito em Darling Harbour. Aprenda mais sobre a marinha e o caso de amor dos australianos com a água no National Maritime Museum, que durante a nossa visita oferecia entrada franca. Na hora do almoço, você pode provar aquele que é considerado o melhor laksa da cidade, no Malay-Chinese Takeaway em Hunter St. e Pitt. Stroll, abaixo do Pitt Street Mall, e admirar a arquitetura dos shoppings Strand Arcade e do Queen Victoria Building, construídos em edifícios antigos. Dirija-se à Circular Quay mas resista a tentação de ir correndo para a Opera House. Vire para o lado oeste do porto, num lugar chamado The Rocks na George St, e observe as fachadas históricas. Visite o Museu de Arte Contemporânea, se você gostar deste tipo de programa. Agora voce já pode andar ao redor da Opera House, e a melhor hora pra isso é o pôr-do-sol. Assista os imensos morcegos surgirem do vizinho Jardim Botânico e voar ao seu redor. Se você quiser sair à noite, é só escolher uma das boates em Oxford St. Dia 2: Downtown – a missão Vá para o outro lado do Darling Harbour e assista os tubarões e pinguins serem alimentados no Aquário, ou veja de perto as cobras, crocodilos e cangurus do Wildlife Centre. Quando a fome bater, peça uma torta de carne coberta com molho, ervilhas e purê de batatas no Harry’s Cafe, em Woolloomooloo, uma instituicão em Sydney. Continue caminhando ate o bairro Kings Cross, o distrito da luz vermelha (bastante discreto se comparado ao padrões europeus). Suba e desça a Darlinghust St. até a Victoria St, cheia de restaurantes bacanas. Saboreie um sorvete italiano como sobremesa. Dia 3: A praia Vá para a Ipanema de Sydney, a Bondi Beach. E não deixe de fazer a caminhada de Bondi a Cogee, absolutamente deslumbrante. Dia 4: Os bairros descolados Comece em Surry St., que fica ao sul do centro da cidade. Depois tome um trem para Newtown, um bairro moderno, recheado de de coisinhas e pessoas interessantes. Um programa para um dia inteiro (e para a noite, se você estiver animado). Day 5: Praia – a missão Tome um ferry boat em Circular Quay até Manly. Durante o trajeto, aproveite para tirar fotos panorâmicas da cidade. Curta a praia, coma peixe com fritas. Faça a caminhada até Shelly Beach e, se tiver um snorkel e máscara, traga: é a sua oportunidade de avistar mini arraias e peixes gigantes, pertinho da areia. Opcional: Há muitos museus ao seu dispor: o Powerhouse, a Art Gallery of NSW, o Australian Museum, o Museum of Sydney. Faça um bate-e-volta até Hunter Valley, onde você pode degustar seus famosos shiraz em um (ou mais) vinhedos. Se você tiver un carro, faca a viagem de três horas até Canberra, a capital da Austrália, e observe a simetria perfeita do Parlamento com o National War Memorial. Roubadas a serem evitadas: A Sydney Tower O monorail As Blue Mountains (de accord com os locais, um lugar que já foi bonito até a chegada das companhias de turismo e lojinhas de souvenir.)
  6. Oi Silvio. Passei um mês maravilhoso no Líbano, agora estou na Síria. Há muitos poucos visitantes nesses dois países, principalmente agora, que é temporada baixa. No caso do Líbano, você tem razão: por conta das guerras e instabilidade política, muita gente tem medo de vir pra cá. Mas eu recomendo a visita sim, desde que você cheque a situação antes de comprar a passagem.
  7. Bia_mojotrotters

    Dicas do Vietnã

    Maratona fashionista: Hoi An, Vietnam Hoi An é uma parada obrigatório no itinerário do turista em Vietnam. Em segundo lugar, por ser uma cidade histórica, de ruas de paralelepípedos e casas centenárias que sobreviveram à guerra, patrimônio mundial da Unesco, graciosa e iluminada por lanternas coloridas. E arrisco dizer, em primeiro lugar, pela moda. Calcula-se que existam hoje cerca de 500 lojas de alfaiataria e sapateiros que fazem qualquer – eu disse QUALQUER roupa ou sapato sob medida. Isso numa cidade provinciana, de 120 mil habitantes. Em Hoi An, sua imaginação é o limite. Você pode desenhar sua peça. Mostrar uma foto de uma modelo na passarela com o vestido mais surreal e pedir um igualzinho. Usar um dos inúmeros catálogos disponíveis nas lojas, grossos feito listas telefônicas, com fotos de moda feminina, masculina e infantil das melhores marcas européias e americanas. Ou você pode se inspirar dos modelos de vestidos, camisas e ternos à mostra, feitos e copiados em todas as lojas. Nós passamos 5 dias na cidade e arrisco dizer que 70% do tempo a gente passou dedicado à moda. Dentro de loja. Indo de uma loja à outra. Vendo catálogo. Vendo vitrine. Tirando medidas. Provando, e vendo o resultado, e pedindo alterações. Sim, ficamos meio loucos, meio fascinados e meio obcecados. E aprendemos inúmeras lições, derivadas dos nossos erros e acertos. Quer saber como se dar bem em Hoi An sem ter que sofrer tanto? Siga em frente. 1 – Saiba o que você quer É muito melhor fazer uma lista das coisas que você quer ou precisa ANTES de começar a visitar as lojas. Além de te dar um foco, isso vai te facilitar na hora de fazer comparações e orçamentos. Você não vai gastar dinheiro à toa e se sentir como barata tonta olhando catálogos cheios de coisa que você não precisa. E que são lindas! Eu preferi investir a maior parte do meu dinheiro em peças clássicas, com os melhores tecidos disponíveis, e que não vão sair de moda. 2 – Conheça os limites das vendedoras Eu pedi uma calça capri preta, feita de lã e cashmere de 1a. (o mesmo tecido que eles usam pra fazer os ternos). Sim, a calça ficou exatamente como eu pedi. Mas como ela é justa – e o tecido não estica – eu percebi que sentar com ela vai ser uma experiência dolorosa. E que eu vou acabar não a usando muito por causa disso. Segundo a nossa experiência, as vendedoras estão lá para fazer o que você pede. E não para dar dicas de moda, caimento ou te alertar pra limitações das peças. Se você é meio leigo em tecidos, não invente. Prefira encomendar o que já foi feito, testado e aprovado. 3- Mais caro não quer dizer melhor Eu fiz encomenda em três lojas diferentes. A experiência mais agradável, em todos os sentidos, foi na loja mais barata: Thu Vân 2, na 499 Cua Dai St. Comprei um total de 8 peças – incluindo um terno – por US$150. Ter comprado muitas coisas na mesma loja me ajudou na negociação, é claro. Todas as peças ficaram perfeitas e precisei fazer apenas um ajuste em metade delas. Conversando com a vendedora, descobri que o dono da loja têm outros 2 estabelecimentos mais bem-localizados onde ele vende as mesmas roupas (ou seja, os mesmos tecidos trabalhados pelos mesmos alfaiates) mas com preços até 50% maiores. E os vendedores vão sempre insistir que o preço mais alto é justificado pela qualidade. Mentira. Já na Bin Hahn, na 53 Tran Hung Dao St, eu gastei muito mais. Apenas o terno de três peças foi US$105. Quando comparei a qualidade e o caimento dos dois ternos das duas lojas, ela parece ser idêntica. O trench coat de lã foi US$70, mas eu descobri tarde demais que poderia ter feito a mesma coisa por US$40 em outras lojas menos “bacanas”. Ou seja: fiz um mau negócio. Sim, eu fiquei satisfeita com as roupas, mas para o Beto a experiência foi dolorosa. Nada menos do que SETE ajustes no terno. Na quinta vez, eles resolveram recomeçar do zero. E ele ainda saiu com dois defeitos, na gola e na lapela, que a gente não conseguiu corrigir porque tínhamos um ônibus para pegar. E porque ele já estava de saco cheio. 4 – Venha com tempo As alterações são quase sempre necessárias e vão garantir o caimento perfeito da peça. Peça uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias até você ficar 100% satisfeito. Faça as compras de manhã cedo ou depois do pôr-do-sol. As lojas não têm ar-condicionado, e ficar provando casaco de lã e terno de cashmere no auge do calor não só é desagradável, como você pode passar por cima de alguns detalhes na pressa de tirar a roupa logo. Aconteceu comigo. Se você quiser experimentar te interessar e uma viagem ao Vietnam não estiver nos planos, você pode arriscar e pedir uma encomenda por e-mail. Você manda suas medidas, uma foto do modelo e eles enviam o produto pra sua casa, no mundo todo. Bi Hahn – 53 Tran Hung Dao St. Tel. 0935 071 349 [email protected] A loja mais cara, onde te servem água mineral e e lenços umedecidos gelados. Nossas experiências foram variadas: eu fiquei satisfeita com as roupas e desconfiada se o preço realmente justifica uma qualidade maior. O tempo dirá. O Beto ficou extremamente decepcionado com o paletó, que após 7(!) ajustes ainda não ficou perfeito. Thu Vân 2 – 499 Cua Dai St. Tel. 05103915007 [email protected] Não confundir com a Thu Vân 1, que fica no coração do centro velho e é bem mais cara (eu fui checar). Gostei de tudo o que eles fizeram, a vendedora era super simpática e os preços foram super baixos. Como dizemos no Ebay, A++++++ seller! Thu Tâm Fashion – 70 Tran Phu St. Tel. 84510 3911 021 [email protected] Experiência positiva, o casaco precisou de um ajuste pra ficar prefeito. Preço médio, se você negociar. Para ver as fotos dos produtos finais: http://mojotrotters.com/pt/2010/09/portugues-maratona-fashionista-hoi-an-vietnam/
  8. Atração: Visita dos domínios do Hezbolla, no sul do Líbano: Bint Jbeil, Maroun el-Rass, e Aytaroun Preço: Variável, mas cerca de US$50 para duas pessoas (veja explicação no fim do texto) Dificuldade: Negociar transporte barato e responder a eventuais interrogações Atenção: O sul do Líbano é a região com maior instabilidade política em todo e país, além de ser palco principal do conflito com Israel. Turistas teoricamente precisam de autorização para entrar, mas ninguém nos pediu nada. Talvez porque a gente tem meio que cara de libanês. Ou talvez tivemos sorte. Mas quem estiver interessado em visitar a região deve consultar as autoridades locais: policiais, soldados ou agentes de turismo. Os proprietários de uma confeitaria em Tyre negociaram em nosso nome um bom preço pra uma corrida de táxi. O destino: Bint Jbeil, sul do Líbano. Isso é pura hospitalidade libanesa: compre uns doces e bata um papo com um comerciante regado a chá que você ganha um amigo e ajudante pra vida toda. A viagem foi tranquila, com mais checkpoints militares do que de costume. Estávamos esperando que um dos soldados nos perguntasse sobre o objetivo da nossa visita. Nós então deveríamos solicitar uma autorização. Mas a cada parada, simplesmente eles gesticulavam para que o nosso carro seguisse em frente. Bandeiras e pôsteres de partidos políticos são comuns nas ruas do Líbano, marcando territórios feito grafite de gangues. Mas quanto mais ao sul se vai, mais bélicas as faixas: rapazes com keffiyeh ao redor do pescoço e rifles nas mãos, a barba e porte inconfundíveis de Hassan Nasrallah. Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah. Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera. Essa foi a última imagem que eu pude capturar nas duas horas seguintes: Bint Jbeil O único sinal que denuncia o estrago feito pelas bombas de Israel em 2006 é o ritmo frenético de contrução. A rua comercial principal – apenas uma dúzia de lojas de cada lado, não mais que isso – exibe arcos arabescos novinhos em folha. Para onde quer que você olhe, há casas e mansões em diferentes estágios de edificação. Ao invés de estátuas e monumentos, parques e rotatórias exibiam peças de artilharia pesada, como pedaços de mísseis anti-aéreos e aglomerados de foguetes Katyusha. Nós caminhávamos pra além da área comercial, em direção à uma mesquita de pedra. Um Ford antigo com dois rapazes dentro parou na nossa frente. O motorista, que falava um francês bem razoável, perguntou o que é que a gente veio fazer ali. "Só estamos dando uma volta", eu disse, nos apresentando. "Tudo bem"? "Você tem autorização pra estar aqui"? "Não, ninguém nos pediu ou ofereceu nada. Mas nós temos nossos documentos". A seu pedido, eu mostrei pra ele meu passaporte canadense. "Certo. Vocês podem continuar. Mas não sou eu quem decido nada, há outras pessoas responsáveis por esse tipo de controle. Você tem uma câmera?" "Tenho, mas não estou tirando fotos." Ele fez uma pausa pra refletir. "Ok, mas não continue nessa rua. Por favor, dê meia-volta." Fizemos o que ele pediu e paramos pra tomar um café na rua principal. Foi aí que o passeio começou a ficar interessante. "Sejam bem-vindos ao Líbano", um senhor de cinquenta e poucos anos nos disse com um grande sorriso no rosto. Durante sua estadia de alguns meses por ano na cidade, ele cuida de uma loja vizinha que vende sapatos e bolsas. No resto do tempo ele mora e trabalha perto de Detroit, onde é proprietário de um posto de gasolina, e onde moram sua mulher e seis filhos. "Eu amo os norte-americanos," ele disse, sem que tivéssemos perguntado nada."Eles são maravilhosos. Eu não me importo com o que os outros pensam." Nós sentamos do lado de fora da loja com ele, o proprietário do café e a sua cunhada. Ocasionalmente um ou outro amigo ou membro da família passava, tomava um café e dava um alô. "O que você acha das mulheres libanesas"?, ele me perguntou. "Porque eu as amo. Elas são tão limpas. Isso é muito importante pra gente. Primeiro, a limpeza. Depois, vem a beleza". E assim como os senhores em Tyre, ele nos ajudou a negociar um preço justo para uma corrida de táxi, ida e volta, à Maroun el-Rass e Aytaroun. Nós fechamos em 20,000 LBP, cerca de US$13. Maroun el-Ras Apenas cinco km de uma estrada íngreme separam Bint Jbeil de Maroun el-Rass, povoado com vista para a fronteira israelense. Bandeiras iranianas ondulam na entrada da cidade. Um tanque israelense destruído, com uma bandeira do Hezbolla em trapos, observa de cima a cidade Bint Jbeil. A poucos metros dali, uma estátua de pedra tem um pé sobre um capacete verde decorado com a Estrela de Davi. Fomos conduzidos ao recém-construído parque familiar da cidade. O portão foi decorado com símbolos iranianos. Pôsteres enormes do Ayatollah Khamenei e Mohammad Ahmedinejan são claramente visíveis do lado de fora. A entrada nos fazia lembrar um parque temático: canteiros manicurados alinhados à ruazinhas de paralelepípedos. Diversas tendas com telhado de palha abrigavam mesas de piquenique e churrasqueiras. Uma pequena mesquita, com o exterior já finalizado, ainda estava em construção do lado de dentro. O dia estava frio e os ventos, fortes. O parque estava vazio, se não fosse pela presença de dois jovens libaneses que vivem e trabalham na África Ocidental, atualmente passando férias em seu país de origem. Eles nos cumprimentaram calorosamente. "Então quer dizer que o Irã ajudou a construir esse lugar," eu perguntei a um deles. . "Não," ele sorriu. "Foi o Irã que construi tudo." Segundo o rapaz, famílias de todo o sul do Líbano vão para lá em finais-de-semana durante o verão. O parque ainda está finalizando a construção de um hotel, uma piscina e um terreno de paintball. Ele nos levou a uma extremidade do terreno, onde as montanhas descem vertiginosamente. "Olha aí os nossos vizinhos", ele disse, apontando para o horizonte. De lá dava pra ver claramente a fronteira cercada e a cidade israelita Avivim, com bem mais árvores do que no lado libanês. "E as pessoas aqui não tem medo de estarem tão próximas de Isarel?", eu o perguntei. Ele sorriu: "Nós aqui do sul não temos medo de nada." Aytarun e Aynata Nosso motorista nos levou de carro à Aytaroun, outra cidade fronteiriça sem nada que a distinguisse. "Aytaroun, nothing", ele disse, com seu inglês quase inexistente. Sem que a gente pedisse, ele nos levou à vizinha Aynata, onde um memorial aos combatentes do Hezbollah mortos foi construído. Do lado de dentro, várias pedras de mármore foram esculpidas com escrituras árabes e o logo do Hezbollah. Em muitas delas, repousavam coroas de flores, fotos de soldados e cópias do Alcorão com capas de couro. Eu fui do lado de fora pra poder tirar uma foto do monumento e fui interceptado por um Ford SUV, guiado por um homem fortão de jaqueta de couro, óculos de sol e um Bluetooth na orelha. "Salaam aleykum," ele me disse, sem muita convicção. "Aleykum salaam," eu respondi. "Ana min Brazil. Turisti. Afwan, ma behki arabi." Eu sou brasileiro. Turista. Desculpe, eu não falo árabe". Ele sorriu: "Você sabe o que é isso," ele perguntou em inglês. "É um monumento aos nossos mártires." Ele desceu do carro, que ficou parado no meio da rua. "Venha, eu te mostro." A passageira, uma mulher bem-vestida de véu, nos seguiu, sorrindo educadamente. Ele nos levou de volta pra dentro. "Esses aqui são para o populi," ele disse, apontado para os mármores do lado esquerdo. "Mães, irmãos e esposas." Eu deduzi que ele se referia aos civis."E esses aqui são para os mártires. Cada pedra homenagiea 14 soldados." Quinze combatentes da sua cidade natal morreram em 2006, ele nos disse. "Você é bem-vindo aqui," ele disse. "Fotos aqui, ok. Mas do lado de fora, nada de fotos." Eu concordei. O cemitério O taxista fez uma última parada antes de nos trazer de volta à Bint Jbeil: um cemitério. Pelas bandeiras e fotos era evidente que ele foi construído para os soldados do Hezbollah. O taxista nos conduziu pela fileira de túmulos, cada um decorado com um pequeno relicário de vidro. Paramos na penúltima tumba, e o motorista nos apontou para a foto de um homem já maduro, segurando um AK-47. "Esse é o meu pai," ele disse. Quanto custa visitar o sul do Líbano a partir de Beirute: (para duas pessoas. $1 = 1,500 libras libanesas ) Shared taxi de Beirute a Tyre: 15,000 LBP Taxi de Tyre a Bint Jbeil: 12,000 LBP Taxi ida e volta para Maroun el Ras, Aytarun : 20,000 LBP Taxi de Bint Jbeil a Tyre: 25,000 LBP Micro-onibus de Tyre a Beirut: 10,000 LBP (*texto escrito pelo Beto, meu parceiro*)
  9. Pedro, super divertida a sua história do Reveillon. Meu Deus, 9 pessoas, vocês são loucos! Hehehehhe. Mas estou certa que, apesar da bagunça, foi uma festa inesquecível. O legal do couchsurfing é isso: é tão gratifcante pra quem hospeda como pra quem é hospedado, aprendemos tanto. Thiago, que bom que você gostou. Espero que você se anime e aproveite muito dos sites e das amizades que você certamente fará. Abraços!
  10. Acabamos de ter uma das melhores experiência de couchsurfing até agora. 2 israelenses ficaram em casa 2 noites e nos proporcionaram um fim-de-semana super divertido. E detalhe: os caras só foram aceitos por mim por ter seguido direitinho (mas sem saber, claro) a minha dica número 2 do tutorial. Isso porque eles chegariam dia 1 de janeiro, e em teoria eu não ia aceitar ninguém nesta data. Como a cada ano, eu queria me recuperar da ressaca e do cansaço do Reveillon em paz. Mas não resisti e mudei de idéia ao ler a mensagem de pedido deles. Vejam só porque: "Olá Bianca and Roberto- (pontos por escrever uma introdução em português!) We are traveling buddies Tomer and Aelon – as you can see in our profile – and we will be visiting Montreal for the New Year’s weekend. We are looking for a couch for two nights, Friday Jan 1st and Saturday Jan 2nd. We understand from your profile that you are planning a one year round-the world trip in the end of 2009 "to calm down your travel bugs", so we weren't sure if you are around during the requested weekend. (aqui eles mostram que leram o nosso profile, o que pra mim é um sinal de consideração e respeito) :'> We liked that you're promising to make "dirty, political incorrect or somewhat inappropriate jokes." Too many people take things very seriously these days, so it’s nice to see there are laid-back people out there. (aqui eles mostram que temos algo em comum) You also looked fun with the pictures you posted with the other couchsurfers – playing band, beer fest, etc. (um elogio sempre cai bem!) As far as sharing things with you guys, you can't beat Samba teaching, but Aelon has Salsa skills and Tomer holds some very interesting theories about life and relationships, which he's willing to share at no extra charge Aelon cooks traditional Middle Eastern food with American influence, and Tomer is poker wiz. So if you’re up to it – we can provide you with a good conversation, nice meal, fun card game, and listening to wonderful music. (promessa de conversas sobre psicologia e relacionamentos, dança, poker e cozinha do Meio-Oriente! Esse foi o golpe de misericórdia, já me conquistaram ) Also, feel free to check us out on Facebook – Just search for Tomer Koron or Aelon Porat. We have Canadian and U.S. phone numbers you can call to as well. (oferecer Facebook e número de telefone pra mim indica transparência. E isso é importante, já que eles tem apenas 1 referência). Muito obrigado! Aelon and Tomer (bonus points pela assinatura em português). :'> :'> :'> O que começou com uma bela mensagem terminou com uma bela amizade. Não vemos a hora de ir pra Tel-Aviv rever nossos novos amigos. Quem quiser ler o relato completo da nossa aventura, clique aqui http://mojotrotters.com/2010/01/couchsurfing-diaries-aelon-and-tomer
  11. Rodrigo, não digo que seja impossível, mas é muito difícil. O acesso é relativamente complicado, e envolve um trajeto de ônibus a partir de Santa Marta de mais de uma hora, e uma boa caminhada de várias horas só para chegar no Pueblito. Fora que quando você chegar lá, eu garanto: você não vai querer ir embora tão cedo. O preço da entrada no parque também justifica uma estadia mais longa, já que você paga por entrada, não por dia. Reserve no mínimo 1 noite de hospedagem lá dentro, e se você quiser ter mais tempo pra relaxar e pra fazer a caminhada até o Pueblito, 2 ou idealmente 3 noites.
  12. É verdade, negrabela, e isso sempre acontece comigo quando eu viajo de mala. Se ela tiver rodinhas, então, piorou! Sei lá o que dá na cabeça da gente de achar que "dessa vez, vou usar esse vestido" - detalhe - que não é usado há cinco anos - ou coisas do tipo. Acho que só sofrendo um pouco (ou muito!), ou experimentando o prazer de viajar leve é que a gente se converte e não quer nunca mais voltar pra trás. Na minha última viagem, de um mês, eu caminhei uma vez umas 3 horas com a mochila nas costas, visitando a cidade, e fiquei na boa. Imagina se eu tivesse com um daqueles trambolhos de 90 litros que algumas pessoas usam! Isso teria sido impossível.
  13. Puxa, nem tinha notado que meu profile estava protegido. Pronto, já desbloqueei, pode ir lá dar uma olhada se quiser.
  14. Olá bfcosta! 99% das minhas experiências foram positivas. O 1% é devido àquelas pessoas com quem não bate muita química. Mas nunca tive problemas ou situações chatas pra resolver. Muito pelo contrário, as pessoas que eu recebi aqui colocaram um tempero, um colorido no meu cotidiano. Como amigos de viagem, só que em casa. Alumas pessoas depois de uma noite eu já estava pronta pra que elas fossem embora. Outras ficaram 3 noites e eu senti que foram embora cedo demais! Vou te dar alguns exemplos: numa terça-feira onde eu não tinha planos mais excitantes do que ficar em casa surfando a Internet, me vi com a companhia de 2 francesas fofas e simpáticas, a Amelie e a Sophie, loucas pra conhecer a noite de Montréal. Fizemos a festa juntas e foi um barato! Olha nós aqui: Ou eu chego em casa, meu namorado está cansado mas eu estou cheia de energia pra bater-papo. Ótimo, já que tenho a companhia de um casal de Taiwan que preparou um jantar pra gente e está super a fim de trocar idéias comigo por horas. E por aí vai. Se você optar por receber pessoas cujo profile te desperta um interesse qualquer, muito provavelmente você já tem meio caminho andado pra ter uma boa experiência. Nossos hóspedes ficam num sofá-cama na sala. Ou seja, eles sabem de antemão que de manhã nós circulamos por lá e fazemos um pouco de barulho. Nós nos sentimos à vontade o suficiente para emprestar uma cópia da nossa chave de casa durante a hospedagem. Mas tem gente que não faz isso e prefere que o surfista saia justo com o hospedeiro, de manhã ao sair pro trabalho, por exemplo. Nós deixamos as pessoas passarem até 3 noites aqui. Tem gente que deixa menos, ou mais. Mas o ponto é o seguinte: é sempre o hospedeiro quem faz as regras. A comunidade é baseada na confiança. Ou seja: meu hóspede confia em mim e eu confio nele. Os feedbacks, tipo como os do Ebay, ajudam a cristalizar essa confiança. Claro que se você mora com alguém, a outra pessoa tem que estar de acordo em ter um hóspede na casa que afinal também é dela. Mas se você for o hospedeiro, você pode ser o principal "resposável" por ela. Eu digo responsável entre aspas já que você não é obrigado a alimentar, passear, ou fazer o que quer que seja com seu convidado. Quer dar uma olhada no meu profile e ver nossas fotos com os couchsurfers, entra aqui: http://www.couchsurfing.org/people/bia_beto/ E aí, respondi suas dúvidas??
  15. Olá a todas! Não estou buscando companhia, desta vez. Estou apenas escrevendo pra me apresentar. Tenho 28 anos, sou paulista, mas moro em Montréal, no Canadá, há 5. Em fevereiro de 2010 vou fazer um mochilão com meu namorado durante um ano, e achei que essa era a época perfeita pra fazer parte desta comunidade e trocar dicas com vocês! Por morar fora do Brasil, todos os anos eu volto pra terrinha pra visitar a família e aí fica difícil fazer uma segunda viagem internacional. Esse mochilão foi a maneira que encontrei de matar vários coelhos com uma cajadada só! Quem quiser dicas sobre Montréal ou sobre viagem RTW, é só escrever. E aqui nesse blog, escrito por mim em português e pelo Beto, meu namorado, em inglês http://mojotrotters.com/pt/ você encontra dicas sobre a Colômbia, Guatemala, e planejamento de viagem volta-ao-mundo. E claro, quando a gente for pra estrada, a lista de países e de dicas vai aumentar bastante. Abraços!
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