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Juliana.Frizon

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Sobre Juliana.Frizon

  • Data de Nascimento 02-12-1983

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    África do Sul, Tanzânia, Califórnia, Arizona, Utah, Nevada, PETAR, Agulhas Negras, Jalapão, Patagônia, Atacama, Uyuni, Pucón, Puerto Varas, Chapada dos Guimarães, Chapada Diamantina, Luján, Buenos Aires, Iguazu, Brotas, Ibitipoca, São Tomé das Letras...
  • Meus Relatos de viagem
    http://www.mochileiros.com/atacama-salar-de-uyuni-jan-2011-10-dias-t51831.html

    http://www.mochileiros.com/africa-do-sul-e-tanzania-fev-2014-17-dias-t94270.html

    http://www.mochileiros.com/eua-california-arizona-e-parte-de-utah-e-nevada-fev-2015-25-dias-t110772.html
  • Ocupação
    Farmacêutica

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  1. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Olá Marco!! Tudo bom? Aii que delicia, aproveitem muito!!! Nós só ficamos em hotéis, ainda mais pq não estavam muito caros. Achamos melhor alugar carro do que estudar os outros meios de transporte ou buscar táxi. Foi super divertido aprender a dirigir na mão inglesa!! Não me lembro de ter visto pedágios não!! Mas não pegamos mta estrada, os techos mais longos fizemos de avião. Vcs vão de Cape Town para Johanes de carro? Se sim façam uma pesquisa mais aprofundada. Sobre o clima, estava bem agradável, parecido com a temperatura daqui!!! Se precisarem de mais alguma coisa é só chamar! Ótima viagem para vcs!!!!
  2. Olá pessoal! Este é um breve relato da viagem que fiz com meu companheiro Elton. Ficamos um total de 25 dias viajando, de 14 de Fevereiro a 10 de Março de 2015, fazendo um circuito partindo de Los Angeles, indo para San Diego, Sedona, Tusayan (Grand Canyon), Page, Monument Valley, Las Vegas, Yosemite, San Francisco e terminando no ponto de início Los Angeles descendo a costa do Pacífico. Tivemos pouco tempo em cada um dos pontos (3 dias no máximo), então em muitas coisas não conseguimos nos aprofundar, mas foi uma viagem sensacional e conseguimos cobrir a maioria dos pontos que desejávamos. 13 de Fevereiro de 2015 – voo para Los Angeles A viagem do Tom começa nesse dia, ele embarcou à noite para me encontrar na escala em Miami (9 horas de viagem), onde eu já estava há uma semana a trabalho. De lá fomos para Los Angeles - Califórnia (mais 6 horas de viagem), onde nossa jornada começaria. 14 de Fevereiro de 2015 – viagem a San Diego Chegamos por volta das 12:00h em Los Angeles e nos encaminhamos para a Sixt (que fica dento do hotel Renaissance) onde alugamos o carro que nos acompanharia o resto da viagem. Para nossa alegria, tivemos um upgrade do Corolla que alugamos por um Cadillac show de bola. Não passeamos por Los Angeles nesse momento (preferimos deixar para a volta) e partimos para San Diego. Depois de uma breve passada pela Disney Downtown em Anaheim (uma gracinha, e de graça!), à noite estávamos em San Diego batendo na porta do Hotel Red Roof Inn que havíamos reservado via Booking.com, como todos os demais. Para nossa tristeza, nos informaram que a reserva havia sido cancelada pois o cartão informado era inválido. Com certeza haviam cancelado porque era Valentine´s Day naquele final de semana e a cidade estava abarrotada. Para os demais 10 hotéis da viagem isso não aconteceu. O único hotel com disponibilidade na cidade era o Marina Gateway (da companhia Best Western Plus) que conseguimos através do hotels.com e foi os olhos da minha cara e da cara do Tom juntas... rs... A dica então é sempre verificar se é alguma data especial nos lugares visitados e certificar-se da reserva com antecedência. Foi o único perrengue da viagem, quase dormimos no carro nesse dia, portanto, não recomendo esse hotel!! A Disney Downtown é uma cidade da Disney que beira os parques temáticos da Disney californiana, o Disneyland e o Disney California Adventure, que ficam de frente um para o outro. Falaremos um pouco do Adventure no último dia da viagem. 15 de Fevereiro de 2015 – Zoo San Diego O dia de hoje foi o passeio no Zoo de San Diego, que é considerado um dos melhores do mundo. Porém não tenho muita coisa para comentar, depois da África será muito difícil acharmos graça em algum zoológico. As novidades pra gente foram os pandas (que estavam dormindo), os coalas e o urso polar. Mas confesso que ver animais gigantes enjaulados não têm mais me deixado tão feliz. Dentro do Zoo tem dois cineminhas 4D (temáticas da Era do Gelo e Rio). Assistimos a Era do Gelo, bem bobinho, não recomendo. Saímos relativamente cedo do Zoo e fomos para a Marina para ver a famosa estátua do beijo do marinheiro e da enfermeira. Bem legal. Há também um Porta Aviões aberto à visitação, que infelizmente não conseguimos entrar por causa do horário (tinha acabado de fechar). O lugar é bem bonito, recomendo bastante. O fim da tarde estava bonito e escolhemos La Jolla para ver o pôr do sol, que, para o nosso azar, estava com o tempo fechado, então apreciamos a região praiana cheia de casarões. 16 de Fevereiro de 2015 – Sea World Hoje o dia foi do Sea World. Achamos bem melhor que o Zoo, os shows com golfinhos, leões marinhos e orcas são demais; os aquários são gigantescos e com vistas fantásticas dos animais nadando, apesar de sempre termos aquela sensação ruim com relação ao trato com os animais. Saindo do Sea World fomos até o Mission Bay para um lindo pôr do sol californiano. 17 de Fevereiro de 2015 – viagem a Sedona Nesse dia fizemos o percurso de San Diego até Sedona (Arizona), viagem bem longa que durou todo o dia. Vimos lindas paisagens típicas de deserto, bem legal. 18 de Fevereiro de 2015 – Out of Africa Como é de praxe em nossas viagens, sempre encontramos algum lugar para interagir com animais, e esse foi o dia do Out of Africa. Esperávamos por um passeio sem graça depois da nossa experiência em terras africanas, mas o lugar nos surpreendeu. Alimentamos zebras e girafas, fizemos um mini safari numa área que eles denominam de Serengueti (parque na Tanzânia que visitamos no ano passado), vimos um show bem divertido com tigre na água (que não nos aparentou nenhum maltrato com o animal), cobras gigantes e para finalizar vimos a alimentação dos animais, que nos surpreendeu bastante, por exemplo, ver um leão recebendo uma coxa inteira de carne! Vale a pena, recomendo! Nesse dia vimos o pôr do sol numa estrada que leva ao aeroporto (se não me engano se chama Airport Road) e depois ainda conseguimos ir até o centro da cidade para ver o único Mc Donald´s com o “M” de outra cor, bem legal. 19 de Fevereiro de 2015 – passeio de balão Sedona Hoje foi o dia de explorar a lindíssima região de Sedona. Naturalmente ornamentada com as charmosíssimas red rocks, a região nos surpreendeu muito, ainda mais com o tempo maravilhoso que São Pedro nos presenteou nesses dias. Pela manhã fizemos o esperadíssimo passeio de balão. Queríamos mesmo ter feito no Monument Valley, mas o passeio fecha para o inverno (o motivo ficou bem claro, veremos mais adiante no relato), mas era uma coisa que tínhamos muita vontade de fazer então escolhemos outro lugar que tivesse a nossa cara para realizar. Experiência cara, mas maravilhosa, pelo menos uma vez na vida temos que fazer coisas como essa. O voo ocorre apenas no nascer do sol que é quando o vento sopra para o lado oposto às rochas e dura cerca de 1 hora. O dia estava lindo e eu tenho outro motivo muito especial para amar esse dia, pois o Tom resolveu me pedir em casamento lá nas alturas. Fofo, né? rs Após o almoço conhecemos mais a região, tiramos milhões de fotos das lindas formações, conhecemos a capela que foi construída sobre as rochas e fizemos uma trilha para subir até a Cathedral Rock. Foi uma escalaminhada relativamente curta e o ponto final é a fenda entre as duas principais rochas que compõem o monumento. Vale a pena! Gostaríamos de ter feito muitas outras trilhas e explorar mais a região, mas o nosso roteiro nos chamava. Antes mesmo do pôr do sol nos encaminhamos para Tusayan (região do Grand Canyon) e no caminho paramos para conhecer o Slide Rock State Park. Estávamos cansados e o parque quase fechando, então não conseguimos explorar o parque muito profundamente, mas parece ser bonito. Sugiro começar conhecendo a região por ele, pois depois de conhecer Sedona ele pode se tornar sem graça! Durante nossas pesquisas sobre Sedona encontramos uma foto com uma frase bem legal. Acho que ela faz todo o sentido!! Chegamos à noite no Red Feather Lodge em Tusayan, uma pequena e graciosa cidade a poucos km da entrada do Grand Canyon. 20 de Fevereiro de 2015 – Grand Canyon (South Rim) Hoje o dia era do imponente Grand Canyon, South Rim. Nos hospedamos em Tusayan ao invés do Grand Canyon Village e ficamos muito satisfeitos com a escolha. Para ficar no Village era caríssimo, a reserva deveria ser feita com muito tempo de antecedência e não vimos muitas vantagens em termos de beleza e localização. No Yosemite (veremos adiante no relato) a impressão já foi contrária: seria bem legal a hospedagem dentro do parque. Não passamos pelo West Rim, onde tem a passarela de vidro, pois tínhamos pouco tempo e precisávamos priorizar nossos passeios. As informações sobre o West Rim é que não era a região mais bonita, além de ser bem caro passar pela tal ponte de vidro e não poder nem tirar fotos. Já o North Rim fecha no inverno. Então passeamos pelo South Rim que ouvimos dizer que é realmente a melhor face para conhecer o bixão! Passamos o dia conhecendo as dezenas de mirantes ao redor do canyon, fomos de ponta a ponta tirando milhões de fotos. Vacilamos por não deixar um espaço desse dia para assistir o IMAX (premiado documentário do Grand Canyon), ouvimos dizer que é bem legal e dura apenas 20 minutinhos. Após o pôr do sol nos encaminhamos para lá mas já estava fechado. Sugiro ver o filme logo pela manhã e depois ir para o parque apreciar os mirantes, o tempo é suficiente para isso. Jantamos na Big E, uma Steak House lindíssima no centrinho de Tusayan, toda temática de faroeste. Os pratos eram bem carinhos e não tão gostosos, mas o lugar é muito aconchegante, vale a pena. 21 de Fevereiro de 2015 – adentrando o Grand Canyon Esse era um dos dias que o Tom mais estava esperando: o dia da trilha para dentro do canyon. Seria uma trilha especial para a gente, pois estamos acostumados a “subir” os morros, vulcões, etc. Dessa vez “desceríamos”, então a experiência foi diferente. Escolhemos a trilha chamada “Bright Angel” por recomendação de uns americanos que conhecemos em Sedona. Foi uma trilha pesadíssima para mim, que não tenho muito preparo físico: 10 km de descida até chegarmos ao mirante do Rio Colorado. Para chegar até o Rio Colorado propriamente dito é recomendado dormir no alojamento na trilha pois são mais uns 10 km, mas não tínhamos tempo e também era preciso reserva prévia, então fomos apenas até o mirante. Obs.: Existe uma forma caríssima de fazer essa trilha que é montado em mulas (tadinhas), e vi no site que é necessário no mínimo 4 meses de antecedência para conseguir reservar esse passeio. Combinei com o Elton que desceríamos por 2 horas e então voltaríamos, afinal começamos a trilha tarde (9:30h da manhã), eu já estava meio cansada da viagem e queríamos apenas conhecer um pouquinho e sentir como é o interior do canyon. Mas quem disse que conseguimos voltar no tempo combinado? Eu já estava cansada da descida, foram 3 milhas (quase 5 km) descendo sem parar, já estava ficando tarde (quase meio dia), ainda tínhamos a viagem de carro para Page pela frente, meus joelhos começavam a dar sinal de vida (ou morte... rs) e pela trilha havia várias placas de alerta como por exemplo “Cuidado! Descer é opcional, mas subir é obrigatório!”. Eu estava com medo da estafa bater e eu não conseguir subir. Afinal, estamos sempre acostumados a subir no começo da trilha, a volta é descida e o santo ajuda. Dessa vez era o contrário e o psicológico começou a bater forte. Mas a curiosidade de chegar ao mirante e a vontade de vencer a trilha foi mais forte e continuamos. Estávamos apenas na metade do caminho. Pensei em desistir várias vezes mas o Tom me deu força (na verdade fez pressão psicológica! rs!) então tirava forças de onde não tinha (e medo de não ter mais nenhuma para a subida da volta). Enfim chegamos ao mirante! Paisagem linda, sensação de vitória! As fotos não mostram a beleza do lugar (aliás, é possível tirar fotos parecidas dos mirantes lá de cima), mas a sensação de conquista é fantástica! Ficamos lá um pouco, tiramos fotos e chegava a etapa mais difícil: a subida. Foram 10 km de subida que realizamos em aproximadamente 4 horas. Subimos num passo bem lento, tentando manter a respiração constante e parando o menor número de vezes. Houve momentos que eu achava que não fosse aguentar, mas deu tudo certo, chegamos a-ca-ba-dos (não havia músculo do corpo que não doesse), porém a sensação de vitória era inexplicável! Sem dúvida uma das trilhas mais difíceis que já fiz (entrando pra lista junto com a subida do vulcão Villarica em Pucón e Láscar no Atacama). Ainda tivemos a coragem de manter o roteiro e dirigir em torno de 200 km até a próxima parada: Page, onde nos hospedamos no Clarion Inn Hotel. 22 de Fevereiro de 2015 - Page Enfim havia chegado um dos lugares mais esperado por mim e pelo Tom: Page, onde veríamos o Antelope Canyon, Lake Powell e quem sabe Coyotte Buttes. Porém infelizmente a previsão do tempo estava certa: o dia amanheceu chovendo e nevando... Alegria e tristeza ao mesmo tempo, pois nunca havíamos visto neve na vida, porém os passeios mais bonitos poderiam ser prejudicados. Como bons brasileiros, não desistimos e fomos para o Antelope Canyon. O passeio é feito sempre com uma agencia de turismo e dura cerca de 1 hora e meia, incluindo o transporte de cerca de meia hora até a entrada do canyon. O canyon é simplesmente fantástico e a paisagem interna não muda, faça chuva ou sol (ou neve... rs) e é sempre muuuuuuito frio lá dentro. Porém o que me decepcionou no passeio é que esses 40 minutos não são suficientes para conhece o local com tranquilidade. Você entra em grupos, os tempos para tirar foto são curtíssimos, o grupo de trás vem “empurrando” e como é um lugar de luz limitada é necessário ajustar a máquina fotográfica e fazer várias tentativas e, se você não sabe muito bem essas técnicas (nosso caso), fica difícil conseguir uma boa foto. Mas o lugar é de uma exuberância extrema, linda mãe natureza fazendo seu papel, e essa beleza vai ficar gravada em nossa memória eternamente! Seguimos nosso roteiro para a região do Lake Powell, porém o tempo nublado infelizmente atrapalhou bastante a beleza desse local que pareceu ser lindíssimo. Vimos a Glen Canyon Dam, que é uma das gigantescas barragens dos Estados Unidos sobre o Rio Colorado. O Visitor Center tem um vidro imenso e dá uma vista bem legal, não deixem de passar por lá. Em seguida seguimos para o tão esperado Horseshoe Bend. Todos esses locais ficam bem pertinho de Page, então dá pra conhecer tudo em um único dia. Sem muitos comentários, as fotos resumem o lugar que, nem com chuva, teve sua beleza comprometida! 23 de Fevereiro de 2015 – Monument Valley Nesse dia havíamos planejado a tentativa de ida ao Coyotte Buttes. Para quem não sabe, é mais fácil ganhar na Mega Sena do que conseguir visitar esse lugar! Trata-se de formações rochosas que lembram as do Antelope Canyon, mas em maior grau e muito mais bonitas chamadas “waves” (ondas) e para conseguir visitá-las é necessário ser contemplado num sorteio cuja inscrição deve ser feita com no mínimo 4 meses de antecedência. Isso mesmo, não é só tempo de antecedência, mas sorte de ser sorteado. Se não me engano são 15 pessoas contempladas por dia. Planejamos ir até o local de sorteio e verificar as possíveis vagas remanescentes, porém o dia acordou branco de neve, para nossa tristeza. O dia nevado estava lindo, porém ficamos tristes pelos passeios de natureza. No dia anterior a chuva/neve não nos atrapalhou, mas hoje era impossível pensar em dirigir naquele clima. Então não fomos ao sorteio (ainda mais porque as estradas eram de difícil acesso quando secas, imagina nevadas), passamos a manhã descansando e pensando no que fazer, até que resolvemos brincar na neve, desenterrar o carro (rs) e seguir nosso roteiro rumo a cereja do bolo da viagem, o Monument Valley, na divisa do Arizona com Utah. Infelizmente a perspectiva não era boa, pois o lugar é mais alto e a tendência era de nevar ainda mais. Mas era o local que mais estávamos esperando, então resolvemos arriscar, mesmo sem correntes no carro (medoooo!). A viagem foi tranquila, com paisagens lindíssimas cobertas de neve, porém hoje e amanhã seriam os dias mais decepcionantes da viagem. O lugar mais esperado estava coberto de neve!!! Seguem algumas fotos da expectativa x realidade: Nesse ponto há uma trilha dentro do vale que pode ser feita de carro, estávamos ansiosíssimos, porém infelizmente a estrada estava tomada de neve, só poderíamos chegar lá com 4x4, o que resolvemos não fazer, pois os índios estavam superfaturando o passeio e a vista também não estava bonita com toda aquela neve. Nesse local atolamos o carro, vimos as mesas e cadeiras do restaurante cobertas de neve, estava um frio de rachar (foi o lugar da viagem que passamos mais frio - em torno de -5oC), e por isso resolvemos seguir viagem rumo a Las Vegas, nosso próximo destino. Porém, como bons brasileiros persistentes, encontramos um hotel lindinho e barato chamado Goulding´s Lodge ali perto e resolvemos passar a noite e esperar um milagre de São Pedro para o dia seguinte que, claro, não veio... kkk! 24 de Fevereiro de 2015 – Goosenecks e viagem a Las Vegas Sem milagres, infelizmente (rs), resolvemos desenterrar nosso Cadillac e seguir nossa viagem rumo a Las Vegas, mas antes decidimos seguir um pouquinho mais (em torno de 40 km) até o Goosenecks State Park. Foi uma ótima decisão, a estrada estava nevada porém segura, com paisagens maravilhosas (incluindo o Mexican Hat) e as formações do Goosenecks (que parecem o Horseshoe Bend em versão múltipla), estavam lindas sob um céu azul e ensolarado: Brincamos um pouco na neve e seguimos viagem rumo Las Vegas. Foi um caminho bem longo (uns 500 km) mas a estrada estava lindíssima, principalmente nas proximidades de Flagstaff: neve na estrada, lindas árvores verdinhas e um céu azul espetacular de fundo. Perto de Flagstaff também pegamos uma parte da Histórica Rota 66, bem legal. Chegando em Las Vegas, numa distancia de quase 50 km já podíamos ver as luzes dos hotéis! Uma árvore de Natal iluminada e enfeitada no meio do deserto! rs... As pessoas dizem que Las Vegas é amada ou odiada. Nós amamos! Deixamos as bagagens no hotel Tuscany (muito bom) e demos uma volta pela cidade. Nos encantamos com a rua principal, a Las Vegas Boulevard (mais conhecida como Strip) e seus os luxuosos e imensos cassinos inseridos dentro dos hotéis de diversas temáticas. 25 de Fevereiro de 2015 – Las Vegas Pela manhã fomos ao Tix4Tonight para comprar ingressos mais baratos para os shows que resolvemos assistir. Vale muito a pena, são quiosques espalhados por toda a cidade e vendem os ingressos para os dias próximos com bastante desconto. Vendem também desconto para restaurantes. Compramos por 5 dólares um vale desconto de 20% no Hard Rock, valeu a pena! Em seguida fomos até a High Roller para comprar ingressos para a maior roda gigante do mundo (tenho minhas dúvidas sobre essa informação) pois lemos que a compra antecipada garantia descontos. Compramos para o dia seguinte e vimos que seria o mesmo preço, então não sei se valeu a pena ter ido até lá só pra comprar. Aqui abro um parêntesis para falar da locomoção em Las Vegas. A parte mais badalada (Strip e redondezas) é pequena, mas não tão pequena para andar a pé o tempo todo. Andar de carro e estacionar é fácil, todos os lugares têm estacionamento gratuito. Mas vale lembrar que são estacionamentos gigantescos e você acaba tendo que andar bastante para chegar ao seu destino, principalmente quando é dentro de algum hotel. Os hotéis são muito muito muito grandes, então é sempre importante contar com esses tempos de deslocamento pois podem atrasar o roteiro. Passamos a manhã apenas comprando ingressos, praticamente. À tarde já estávamos mortos de andar e resolvemos fazer um passeio de carro, fomos até a Hoover Dam, que fica a uns 50 km de Las Vegas. O passeio foi legal, mas como já tínhamos visto a Glen Dam, a Hoover acabou não tendo muita graça. São bem parecidas, com a diferença que na Hoover você paga por tudo: para estacionar e para ir ao Visitor Center, que também nem é tão legal quanto na Glen. A noite fomos assistir ao show do ilusionista Dirk Arthur, que escolhemos devido às propagandas de que ele utilizava grandes felinos nos seus truques. Como diz o Tom, as mágicas eram bem de “botequim”, havia duas ajudantes seminuas dançando durante todo o show e os felinos mal apareceram. Mas foi divertido, bem o que eu esperava de um show de ilusionismo com uns truques até que bem legais! Em seguida corremos para o Bellagio para assistir o show das águas e o Cirque du Soleil, espetáculo “O” que todos nos diziam ser imperdíveis. O show das águas é muito bacana, ocorre de 15 em 15 minutos à noite, e de 30 em 30 minutos durante o dia, ao ar livre, vale muito a pena. E de graça! Hehehe!! Aqui vou confessar: eu dormi no espetáculo “O”!!! kkkkk... Pode ser o cansaço de todos os dias tão corridos, afinal o espetáculo era realmente lindo, as acrobacias dos bailarinos eram impecáveis, mas acho que não é o tipo de show que prende minha atenção, sabe? Mas valeu a pena, pelo menos uma vida temos que fazer coisas como essa: cirque du soleil, andar de balão, tango na argentina, etc... 26 de Fevereiro de 2015 – Las Vegas Nesse dia tiramos algumas fotos no letreiro de boas vindas a Las Vegas, que fica pertinho do aeroporto. Morremos de rir, pois havia uma fila relativamente grande para tirar foto na placa!! Kkk Seguimos para o Madame Tussauds (eu já havia visitado em Nova Iorque, mas o Tom não). Aqui abro um parêntesis para os hotéis/cassinos. Estacionamos no Hotel Venetia e, nas nossas andanças em busca do destino final (rs) passamos por uma área dentro desse hotel totalmente caracterizada da cidade de Veneza. Uma gracinha e muito caprichado, nos sentimos na Itália!! O mesmo encanto ocorre em todos os demais hotéis, onde podemos ver diversas cidades, dentre elas Paris, Nova Iorque, passando pelas pirâmides do Egito. Demais!! Voltando ao Madame Tussauds, para quem não conhece é um museu repleto de celebridades esculpidas em cera. Muito legal, as esculturas são muito reais, recomendadíssimo. O Tom fez vários novos amigos... kkk... Dentro do museu tem também um filme 4D até legalzinho, bem melhor do que vimos no Zoo de San Diego, mas claro sem comparação com os parques da Disney. Aproveitando a proximidade, demos uma voltinha no Fashion Mall, afinal eu sou mulher e filha de Deus, kkk, depois usamos nosso super desconto no Hard Rock e partimos para a MGM, para o show do David Copperfield que superou muitíssimo nossas expectativas. Os truques vão além do palco, chegam até nossos celulares, com e-mails de previsões do futuro próximo. O final foi hilário para nós, já tinha acontecido praticamente de tudo no show do cara, então o Tom falou: “Só falta sair um dinossauro dai de dentro”, dito e feito, sai um dinossauro enorme de dentro da caixa, rimos muito... Em seguida partimos para nossa ultima atração em Las Vegas que foi a volta na High Roller. A volta dura exatamente meia hora e de lá podemos ver a “Fabulosa Las Vegas” do alto. Bem legal. 27 de Fevereiro de 2015 – viagem a Yosemite Infelizmente tínhamos de partir de Las Vegas, sem conhecer muitos hotéis e os brinquedos da Stratosphere. Dois dias é muito pouco para conhecer a cidade. O dia foi praticamente inteiro na estrada, foram uns 700 km de viagem de Las Vegas até Yosemite, sem muitas surpresas. O único destaque é para o parque eólico de Tehachapi, que é o segundo maior dos Estados Unidos, os aerogeradores não tem fim no horizonte. 28 de Fevereiro de 2015 – Yosemite – Mariposa Grove Ficamos hospedados no Yosemite View Lodge, que se encontra a poucos km da entrada do parque. Diferentemente de Tusayan, essa sim seria uma hospedagem que valeria a pena ter sido feita dentro do parque, em nossa opinião. Mesmo estando bem próximos da entrada, estar hospedado e acordar em meio às lindas paisagens de Yosemite seria interessantíssimo. Já no Grand Canyon Village não vejo tanto essa vantagem, pois mesmo sendo próximo, você não consegue acordar olhando para o Canyon, precisa se deslocar até ele. Esse dia amanheceu chuvoso e nevando. Já imaginamos que seria mais um ponto “perdido” devido às condições climáticas, principalmente quando passamos pela portaria e nos informaram que a única coisa que poderíamos fazer com nosso carro (sem tração 4x4 e sem correntes de neve) seria o Yosemite Valley. Nossa perspectiva era ir até o Mariposa Grove para conhecer as sequoias gigantes, mas o carro só poderia passar pela estrada (Wynona Road) se houvesse correntes. Fomos até o vale, mal vimos as rochas mais famosas devido ao nevoeiro, fomos até o Visitor Center e estávamos quase indo embora quando abriu um pequeno pedaço de céu azul sobre nossas cabeças. Questionamos aos rangers sobre as condições da Wynona Road e, após algumas ligações eles liberaram para carros sem correntes! Ficamos muito felizes e partimos para lá. Foi um dia excepcional. A estrada tinha muita neve, o Tom até ficou com bastante medo de dirigir por ali, e eu na maior alegria fotografando e fazendo mil vídeos da aventura. Quando chegamos ao parque das Sequoias, tivemos a sorte de pegar pedaços de céu azul e foi uma experiência excepcional fazer trilha na neve no meio das sequoias gigantes. Estava um frio de rachar e no retorno começou a nevar bem pesado. Linda paisagem, adoramos. Na volta para o Vale passamos pelo Tunnel View, onde tivemos uma vista linda de uma das rochas mais famosas do parque, El Capitán, juntamente a uma cachoeira e um pôr do sol de tirar o fôlego. 1 de Março de 2015 – Yosemite Valley Até que enfim São Pedro resolveu jogar a nosso favor e esse dia amanheceu com um céu azul maravilhoso. Aproveitamos o dia conhecendo o Yosemite Valley que no dia anterior estava totalmente encoberto. Como tínhamos apenas esse dia para conhecer o vale, resolvemos fazer trilhas curtas e conhecer alguns mirantes de carro, assim abrangeríamos maior parte do parque. Para quem tem mais tempo, o ideal é acampar lá dentro, fazer as trilhas mais longas, como a Upper Falls Trail e Mist, por exemplo, e até escalar as majestosas rochas, como El Capitán e Half Dome. Fizemos uma pequena trilha até as cachoeiras (Lower Falls Trail); em seguida uma trilha um pouco maior e igualmente tranquila até o Mirror Lake, que mesmo seco estava fantástico; depois algumas fotos pelos diversos mirantes e, para acabar o dia, um pôr do sol de arrepiar no caminho para nosso hotel. Adoramos Yosemite, parque maravilhoso, e foi uma pena não termos mais tempo para desbravar o parque mais profundamente e encontrar os ursos!!! Hehehe!! Para quem não sabe o Yosemite é habitat dos ursos americanos (black bears) e o parque é inteiro sinalizado com placas de alerta de “como se comportar”, como por exemplo nunca deixar comida dentro de carros, ou nas barracas. Existem lixeiras e armários especiais por todo o parque para guardar tudo que possa atrair os grandalhões! Dizem que não é difícil de esbarrar por eles, mas infelizmente não foi nosso caso. 2 de Março de 2015 – viagem a San Francisco Dia de viagem mais uma vez. O percurso até San Francisco seria rápido (250 km), porém estávamos cansados e dormimos um pouquinho mais. No caminho passamos pelo Livermore Premium Outlet, mas com o dólar a mais de 3 reais quase não compramos quase nada. Chegamos no início da noite em San Francisco, trazidos pela gigante, lindíssima e iluminada Bay Bridge. Nos hospedamos no Super 8, passeamos um pouquinho pela cidade, descobrimos o quanto é difícil se locomover de carro por lá (falaremos mais adiante) e atravessamos a Golden Gate só para matar a vontade. 3 de Março de 2015 – San Francisco Primeiramente vou abrir um parêntesis para o trânsito em San Francisco. Ficamos muito pouco tempo na cidade, apenas 2 dias, então resolvemos andar de carro e explorar os pontos que nos haviam sugerido. Mas andar de carro por San Francisco é um pouco sofrido, os estacionamentos são caríssimos, as ruas são muito travadas e não há freeways como outras cidades grandes, como San Diego e Los Angeles. O tempo para andar uma distância “x” em San Francisco era muito maior que em qualquer outra cidade. O Tom se irritou bastante, queria ter andado a pé ou de ônibus, mas devido ao pouco tempo que tínhamos, decidimos permanecer de carro, porém o ideal mesmo é se locomover pela cidade com o transporte publico que, pelo que entendemos, funciona muito bem. Pela manhã fizemos o passeio por Alcatraz, uma ilha a 3 km do porto onde funcionava a famosa prisão e hoje abriga um museu. Adoramos o passeio. Como quase tudo nos EUA, o passeio é muito organizado incluindo um self guide que conta a história de alcatraz e nos coloca dentro de alguns dos maiores acontecimentos da prisão. O self guide está disponível em diversas línguas, incluindo nosso bom e velho português! Impossível não comparar com o nosso Carandiru aqui em SP que infelizmente foi demolido e é hoje um parque mais que abandonado. Não gosto de ficar “babando ovo” para as coisas dos EUA, mas esse é um dos exemplos que mostram como os caras sabem vender o peixe, ser patriotas, fazer dinheiro, etc. Mas vamos seguir com o relato! Em seguida passeamos pelo Pier 39 e Fisherman´s Wharf, o pega-turista da cidade, mas não deixa de ser um passeio legal. Lá tem restaurantes, lojinhas, mirante para os leões marinhos, cinema 7D, Madame Tussauds, uma padaria Boudin espalhando um delicioso cheiro de pães gigantes em forma de jacaré, caranguejo, etc. Bem legal o passeio por ali, diferentemente do píer de Santa Monica em Los Angeles, que relatarei mais adiante. No final da tarde fomos até a Coit Tower, que assim como os Tween Peaks são lugares onde conseguimos ver San Franscico de um patamar mais alto. 4 de Março de 2015 – San Francisco Hoje o dia foi da Golden Gate. Acordamos bem tarde, então o que conseguimos fazer nesse dia é passear pelos diversos lugares para vislumbrar a famosa ponte. Sinceramente eu achei a Bay Bridge muito mais bonita (rs), com sua iluminação e os dois andares, mas a fama da Golden Gate vem da arquitetura de uma obra relativamente grande para a época em que foi construída. Lemos também que ela é conhecida como a “ponte dos suicidas” devido às inúmeras intercorrências, vimos até alguns vídeos bem chocantes no You Tube. Ao final do dia nos encaminhamos para o Marin Headlands para ver o pôr do sol em um dos mirantes da Golden Gate, mas acabamos demorando um pouco mais que o previsto e não chegamos a tempo. Porém a Califórnia mais uma vez não nos negou um belo anoitecer... 5 de Março de 2015 – costa do Pacífico – San Francisco a San Simeon Hoje iniciamos nossa descida margeando a costa do Pacífico rumo a Los Angeles e ao fechamento do roteiro. Nessa viagem estivemos um pouco preguiçosos e acordando tarde (rs) e hoje foi um dia que nos arrependemos muito desse mau hábito. Andamos em torno de 200 km e chegamos em Monterey. Durante o trajeto paramos em inúmeros mirantes, inclusive em um deles conseguimos avistar baleias bem lá no horizonte. Por causa das paradas acabamos demorando muito nesse percurso. Curtimos um pouco o ar da cidade, tiramos muitas fotos e seguimos para Carmel. Para chegar a Carmel pegamos a 17-mile drive, uma estradinha privada com alguns mirantes lindíssimos onde assistimos mais um maravilhoso pôr do sol californiano. A partir daqui rolou nosso vacilo. Não havíamos pesquisado muito essa parte do roteiro, então ficamos em dúvida de continuar a descida após o anoitecer ou não. Como ainda havia mais de 500 km até Los Angeles resolvemos seguir um pouco e acabamos encontrando uma cidadezinha um pouco maior só em San Simeon. Infelizmente perdemos a vista diurna do trecho mais bonito da descida, que é a parte do Big Sur; e aí fica a dica para quem pretende fazer esse percurso. Não vacilem como a gente!!! Mesmo estando escuro, ainda pudemos ter uma sensação bem inusitada nesse percurso de Carmel a San Simeon. Uma lua cheia enorme estava presente e por isso conseguimos perceber os penhascos gigantes que nos rodeavam. Fiquei inclusive com bastante medo, principalmente depois que o Tom atropelou um componente de uma família maluca de guaxinins (ou sei lá qual o nome do bixo) que atravessava tranquilamente a rodovia. Ficamos super tristes, mas não tinha muito o que fazer. Pernoitamos em San Simeon, no Sea Breeze Inn. 6 de Março de 2015 – costa do Pacífico – San Simeon a Los Angeles Acordamos cedinho e seguimos nossa viagem rumo a Los Angeles, com diversas paradas pelo caminho. Passamos pelo Hearst Castle, mas resolvemos não entrar devido ao tempo curto que tínhamos. Em seguida fomos ao mirante dos elefantes marinhos, simplesmente fantástico. Nunca vi tantos animais juntos, ficamos um tempão admirando os bichanos. Daqui pra frente sofremos mais um pouco com a falta de termos planejado e traçado uma rota exata. O GPS, Waze e as próprias placas da rodovia acabam nos enganando e nos tirando o tempo todo da Highway 1 ou 101, que são as estradas que beiram a costa. Mais uma dica para quem pretende fazer esse percurso: pesquisar direitinho onde ficam as principais “encruzilhadas” para não sair das estradas desejadas. Os pontos que conseguimos fazer foram: Morro Bay, Montana de Oro, as Dunas próximas a Santa Maria e uma cidadezinha estilo dinamarquesa chamada Solvang. Chegando próximo a Los Angeles pegamos muito trânsito para os padrões da viagem e como constatamos que perderíamos o pôr do sol em Malibu, resolvemos passar pelo Camarillo Premium Outlet. Seguimos para nosso hotel Sheraton Gateway e resolvemos descansar e começar um novo dia, pois hoje não estávamos com muita sorte (rs)! 7 de Março de 2015 – Los Angeles – Universal Studios Passamos o dia na Universal Studios, um parque relativamente pequeno comparado ao homônimo em Orlando, porém com uma atração exclusiva que valeu muito a pena, que é o tour pelos estúdios. Nesse tour pudemos ver cidades cenográficas onde foram feitos diversos filmes famosos e também alguns efeitos utilizados nos filmes. O tour acontece dentro de um trenzinho que vai passando pelas diversas atrações: cidades cenográficas (como do filme “Tubarão” e outras réplicas de cidades reais como Nova Iorque) e participação em algumas encenações como a de inundação de uma estação de metrô (muito top), uma guerra quase real entre King Kong x dinossauros, uma queda de avião, simulação de chuva no faroeste, assassinato em Bates Motel, etc. Vale muito a pena, nós amamos o passeio! O restante do parque é bem simples, destaque apenas para a montanha russa da Múmia e simuladores do Transformers e Minions. Também vimos alguns shows, destaque para o Waterworld, o Tom gostou muito. É um filme de aventura ao vivo, com diversos efeitos pirotécnicos, bem legal. 8 de Março de 2015 – Los Angeles Esse foi o dia de conhecer Los Angeles. Começamos pelo famoso píer de Santa Monica, que na verdade mais parecia a baixada paulista em feriado prolongado... hehehe... Muito cheio, nenhuma paisagem muito bonita, tiramos foto da placa de Rota 66 e pulamos fora!! rs Seguimos para Beverlly Hills para um almocinho delícia no Cheesecake Factory (que eu amoooo, comemos umas 5 vezes lá durante a viagem... rs) e em seguida Hollywood, para ver a famosa calçada da fama, teatro chinês e a placa de Hollywood no morro. Finalizamos a noite no Staples Center para a partida Lakers x Maverick. Mesmo não entendendo nada de esporte, achei esse passeio bem legal e animado. O Tom lamentou que o Kobe Bryant não jogou e o que o time da casa ter perdeu. 9 de Março de 2015 – Disney Adventure California e voo para SP Esse era o dia do nosso voo de retorno para o Brasil e tínhamos planejado ficar de bobeira pela cidade, comprar o que estivesse faltando e ir cedo ao aeroporto, mas como pessoas “sem sossego” que somos resolvemos fazer uma correria e enfiar a Disney California Adventure no roteiro. Acordamos bem cedo, passamos no Wall Mart para comprar o que faltava e chegamos na Disney na abertura do parque. Não tínhamos muito tempo e começamos a fazer os principais brinquedos, a Montanha Russa “California Screamin” (que é uma das mais extensas do mundo), o brinquedo do Toy Story (bem bobinho), a roda gigante do Mickey (a única com emoção que já vimos), a montanha russa do Pateta, Tower of Terror (um elevador que despenca vários andares) e a atração principal do parque que é a Radiator Springs Racers. Trata-se de uma corrida em um carro pelo Monument Valley, o que teve um gosto amargo pra gente por termos passado pelo real embaixo de neve, mas foi bem interessante para fechar nossa viagem! E a frustração do parque foi a Soarin Over California não estar funcionando, era o que eu mais queria ver... O parque estava razoavelmente lotado e demos sorte de conseguir fazer tudo isso e mais alguns brinquedos menos importantes. Saímos em cima da hora rumo à locadora para devolver nosso Cadillaquin, só faltou escorrer uma lágrima do olho do Tom de lembrar que voltaria pro carrinho popular no Brasil... kkkk Então partimos para o aeroporto e voamos de volta para SP. A maratona do dia foi ótima, pois estávamos tão cansados que dormimos praticamente as 12 h de voo. 10 de Março de 2015 – chegada em São Paulo Após 12 horas de voo chegamos em São Paulo no meio do dia. Essa foi a mais longa viagem que já fizemos. Foram 25 dias viajando, 11 hotéis, quase 6.000 km dirigidos, 4 Estados, “alguns” dólares e uma vontade imensurável de começar o próximo roteiro!!!
  3. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Oi Marcio! Na Africa do Sul eu sei que tem safaris que podem sim serem feitos com carro particular. Mas não se te informar mta coisa pq não fizemos nenhum safari na Africa do Sul. Na Tanzânia não tem como, tem que ter guia cadastrado para entrar nos parques!! Abraço!
  4. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Obrigada Vinícius!! Beijos!!
  5. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Oieeee André! Tudo certinho? Desculpa a demora, só vi hoje sua msg, o site não mandou o aviso de resposta!!! Pois é, o preço é salgadinho mesmo diminuindo a qualidade dos hotéis. Então, de repente vale a pena vc ficar num hotel legal um dia, quem sabe já não resolve esse problema aí de vcs não serem necessariamente um casal?? Kkkk!!! Bom, sobre o aluguel de carros é exatamente o contrario viu? Odiamos a agencia de Capetown chamada Woodford. Chegando lá o carro ainda não havia voltado, tivemos de esperar um tempão mortos de cansados sa viagem! Em Johanesburgo foi a Avis, super boa, super indico. E em Zanzibar a agencia era bem simples, mas o Sabry deu todo o suporte, eu indico sim. O problema em Zanzi são os policiais que querem arrancar dinheiro dos turistas e a má sinalização! Mas nada que um Google Maps funcionando não resolva viu? Mas indico o Sabry sim!! Qualquer coisa vai berrando!!! Beijoooooo
  6. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Rafael, obrigada!!!!!!!!!!!!!!
  7. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Oie André! Certinho? e aí como estão os preparativos? Bom demais, né? Então, esse preço foi por pessoa... super caro, né? Lembrando que tínhamos o jipe/guia só pra gente, fizemos 5 dias de safári e ficamos em hotéis bons. Se quiser cortar algo, eu cortaria o Lake Manyara que foi o menos legal. Além disso, li aqui no fórum que muita gente acaba fazendo turma na própria cidade/agência, é uma opção. Mas vi muitos jipes estrumbados de gente, com as malas no bagageiro impedindo a visão. Além disso imagina se vc pegar uma turma chata? Vc vai sozinho? Aí é questão de gosto! Beijão, qualquer coisa dá um berro!
  8. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Olá André!! Vc está certíssimo, quanto antes se programar menos chance de se atrapalhar. Eu e o Tom pesquisávamos esse destino há anos, mas organizamos tudo em pouco mais de um mês... kkk... mas deu tudo mto certinho, ainda bem! Vamos às suas respostas. 1 - Sim, reservamos lá mesmo, mas recomendo reservar com antecedência. Quase ficamos sem passeio! Estava ventando muito e as agências que possuem barcos menores cancelaram o passeio. A única que encontramos com barco maior estava lotada e eu consegui depois de mta choradeira (e alguem deve ter desistido). Recomendo pesquisar e já deixar reservadinho pra não correr riscos. Custou em torno de 300 reais o mergulho e o CD com fotos e filmagens uns 80 reais. Se a água estiver com boa visibilidade vale a pena ter uma câmera pra tirar foto debaixo d´água, viu? nem todas as agencias levam esses tipos de cameras. 2 - Reservamos tudo com um pouco mais de um mês. Mas o safári demoramos mais para decidir, umas duas semanas antes estávamos fechando... rs... mas é melhor fazer com mais calma, né? A agência foi a Active Tanzania ([email protected]), fale com a Mary, nos atendeu muito bem e rápido. Teve paciência para as "n" trocas de roteiros que pedimos pra ela! Nosso guia foi o Emanuel, mas não sei se vc vai conseguir escolher. Pode perguntar à vontade!!! Beijãooo! Ju
  9. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Oi Raquel! Eu levei uma mala de rodinha tamanho médio e o Elton levou um mochilão de 70 litros. Assim eu ficava com as costas livres pra carregar a mochilinha de ataque que levamos. A minha mala ficou no limite do peso das companhias aéreas menores (não lembro mas acho que eram 20kg). Na South African Airways o limite era maior, lembro que foi tranquilo. O problema são as empresas menores mesmo, toma cuidado. Dá uma olhada no limite maximo de peso. A roupa suja foi ficando em sacos plásticos dentro da mala. Calça de trilha usei muito mais de uma vez! Kkk!! Como vc vai ficar mto mais que 17 dias acho que vai ter que arrumar lavanderia mesmo, viu? Pode perguntar o qto quiser!!! Beijos!!
  10. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Olá Bruno!! Obrigada, espero que nosso relato ajude mta gente!! Puxa, ver os gorilas deve ser demais!! Ainda quero voltar pra África pra isso e tb para ver o deserto, imagina que fantástico. Sugiro vc passar pelo Quênia tb, para ter uma vista do Kilimanjaro dentro do safári, infelizmente não coube nos nossos planos. A menos que vc queira escalar o Kili, aí não tenho nem comentários!! kkk Então, estou tentando resgatar uma planilha de gastos aqui para ficar mais fácil a visualização... mas gastamos um total aproximado de 15 mil por pessoa. Beijos!!
  11. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Oie Raquel, Ah, acredito que Zanzibar tem sim que entrar no seu trajeto. Se já estiver na Tanzânia, é imperdível. Gostamos demais e não se compara com as praias do Brasil, na nossa opinião. Olha, barato não ficou não... mas vale cada centavo! Basicamente os gastos maiores foram o safari de 5 dias por US 1790 e as passagens aéreas contendo os trechos maiores (SP-CP, CP-JB, JB-Dar, Dar-SP) que conseguimos por US 1300. O resto vc vai ajustando... Beijos!!!
  12. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Olá Douglas! Muito obrigada pelo elogio!! Fizemos o relato com muito carinho mesmo. E o lugar, não tem o que falar, é fantástico. Se precisar de alguma informação não deixe de nos procurar. Abraço!
  13. Juliana.Frizon

    África do Sul e Tanzânia

    Pessoal!!! Missão dada, missão cumprida!!! Vejam nosso relato da África + Tanzânia: africa-do-sul-e-tanzania-fev-2014-17-dias-t94270.html Beijos!!!
  14. Juliana.Frizon

    relato África do Sul e Tanzânia - Fev/2014 - 17 dias

    Olá pessoal!! Esse é o relato da minha viagem para África do Sul e Tanzânia com o meu namorado Elton. Ficamos no total 17 dias viajando, de 16 de Fevereiro a 4 de Março de 2014. A maioria das informações para realização da nossa viagem foram coletadas daqui do site do Mochileiros, então esse relato é uma singela forma de agradecimento e também contribuição para os demais viajantes. 16 de Fevereiro de 2014 Pegamos o vôo da South African Airways às 1:30 em Guarulhos com destino a Johanesburgo. Após 9h10m de vôo, chegamos em Johanesburgo e fizemos conexão para Cape Town. Após 2h de vôo chegamos, hora local em torno das 20h, isto é, 5h a mais que São Paulo. Nos dirigimos à loja da Woodford para pegar o carro que havíamos alugado via internet, e a surpresa foi que o carro ainda não havia chegado. O rapaz do balcão não fez absolutamente nada com relação ao ocorrido, inclusive disse que o valor que havíamos pagado de sinal era o valor que a empresa Cartrawler cobra para reservar o carro, então a culpa era dessa segunda empresa que havia reservado mais carros do que realmente eles possuíam. Ficamos bem bravos, mas comemos um lanche na Steers (o Mc Donalds da África do Sul, tem em toda esquina) e quando voltamos o carro já estava lá. No fim das contas, então, deu tudo certo, mas é preciso tomar cuidado com essa empresa. Podíamos ter ficado sem carro e ter nosso roteiro comprometido. Alugamos um Almera automático, quesito importantíssimo quando se trata de mão inglesa. Para alugar carro na África do Sul também é necessário ter carteira internacional de habilitação. O Elton fez essa carteira aqui no Brasil, no Poupa Tempo, é só pagar a taxa e a mesma chega em 1 semana na sua casa via Correios. Como passageira, digo que é sempre importante alertar o motorista que o carro não termina onde ele está acostumado... rs... O Elton se acostumou bem rápido, mas é sempre bom dar uma mãozinha para o motorista com relação às distâncias! Nos hospedamos no Fountains Hotel, achamos o quarto bem limpinho e adequado, apesar do ar condicionado não dar conta do calor. 17 de Fevereiro de 2014 Acordamos cedo e fomos em direção a Cape Point. Dirigimos devagar (o Elton ainda estava se acostumando à mão inglesa) e o GPS nos levou direitinho ao local, apesar de as estradas serem bem sinalizadas. O dia estava bonito, mas infelizmente chegando ao local uma forte neblina tomou conta do parque. Tanto Cape Point quanto Cape of Good Hope estavam totalmente encobertos, infelizmente não pudemos ver a paisagem maravilhosa que esperávamos. Mas é fato que o lugar é maravilhoso e mesmo com neblina valeu a pena. Seguimos para Boulders para iniciar nossa jornada de animaizinhos africanos. Achei que não fôssemos encontrar tantos pinguins pois estávamos no verão, porém felizmente eu estava enganada!! Vimos milhares de pinguins e uma praia maravilhosa!!! Primeiramente fomos ao lugar da foto, onde há um tablado onde os turistas podem admirar os pinguins. De um lado milhares deles perto da água, alguns nadando, lindos e encantadores. Do outro lado, papais pinguins chocando seus filhotes e com o bico aberto esperando comida. Fantástico! Na saída, resolvemos seguir em direção a uma prainha que havia alí perto, e lá tivemos a melhor das surpresas. Pinguins bem pertinho das pessoas, sem nenhuma barreira. Demais!! Eu passaria o meu dia inteiro ali com aqueles encantadores seres, mas era hora de seguir o nosso roteiro. Tivemos o nosso primeiro almoço na África do Sul, que foi em um restaurante com um visual sensacional e comida muito boa a um preço justo, bem menor do qualquer coisa similar no Brasil. Voltamos para Cape Town através da Chapman’s Peak, uma das estradas, sem dúvidas, mais lindas do mundo. É bem estreita, sinuosa e beirando abismos, fato que deu mais emoção à direção inglesa e à esplendorosa paisagem!! Chegamos em Cape Town em torno das 18h e fizemos a grande burrada de não ter aproveitado esse dia para subir a Table Mountain (achávamos que não daria tempo). Nos próximos dois dias a neblina/vento se apossou da montanha e infelizmente não pudemos ver Cape Town das alturas. Fica a dica que também lemos e não aproveitamos: qualquer sinal de Table Mountain desencoberta, corra e suba!! Não fique esperando o melhor momento de pôr do sol pois, como a gente, vc pode se dar mal!! Fomos passear e jantar no Waterfront, lugar imperdível. Bem animado, com várias lojinhas para compra de lembrancinhas, comidas deliciosas e baratas, grupos tocando músicas locais no meio da rua e ainda com vista para a onipresente Table Mountain. Indico para vcs um restaurante maravilhoso, chamado City Grill Steakhouse, dá de 100 no nosso famoso Outback Steakhouse, tanto no sabor quanto no preço. 18 de Fevereiro de 2014 Para esse dia estava previsto o mergulho com os tubarões brancos. Porém todas as agências haviam cancelado o passeio devido ao mal tempo (vento). Fomos para o Waterfront e felizmente conseguimos adiantar o passeio a Robben Island que estava reservado para o dia seguinte!! Enquanto aguardávamos a hora do nosso barco para a ilha, fomos até o Aquário, passeio que nem estava previsto no nosso roteiro, mas que foi bem bacana, recomendo!! Existe uma piscina enorme, com tubarão e tartaruga gigante e, para quem se interessar, um mergulho com cilindro dentro dessa piscina. Para quem fica do lado de fora, os vidros são gigantes, bem transparentes e temos a impressão de estar lá dentro também, bem legal! Seguimos para a Robben Island, a ilha onde os negros eram enviados na época do apartheid e onde Nelson Mandela ficou preso por mais quase 20 anos. É um passeio um pouco demorado pois o barco demora em torno de 2h para chegar a ilha, mas vale a pena tanto pela paisagem quanto pela história. Os próprios ex-prisioneiros guiam o passeio, o que dá um ar muito emocionante ao tour. Quem tem interesse em fazer esse passeio é importante comprar os ingressos com antecedência pela internet pois se esgotam rapidamente. Voltando da ilha descobrimos que a Table Mountain estava fechada devido ao vento (snif), então fomos ver o pôr-do-sol em Camps Bay, o que foi simplesmente fantástico!! Cape Town nos conquistou e dificilmente falamos em voltar para algum lugar, mas para lá quero voltar, e quero ficar hospedada em Camps Bay!! 19 de Fevereiro de 2014 Hoje o tão esperado dia do mergulho com os tubarões brancos havia chegado! Antes, um parêntesis para ficar de dica para os viajantes. Nessa época venta muito, e a maioria das agências não faz o passeio pois os barcos são pequenos. Após muita choradeira consegui uma vaga na Great White Shark Expeditions, que segundo informação, possuem um barco maior e por isso poderiam fazer o passeio mesmo com vento. Nós não sabíamos dessa informação e quase perdemos o passeio. Às 4:30 da manhã a van passou para nos pegar e após 3h de estrada estávamos tomando café e nos preparando para embarcar. O barco tinha em torno de 30 pessoas e na jaula iam em torno de 10 pessoas por vez. Os tripulantes levam pedaços de peixes gigantes que servem de isca para os tubarões, que são trazidos bem pertinho das jaulas com o mergulhadores. Experiência incrível, apesar da pequena visibilidade que a água estava naquele dia... Nos disseram que a melhor época de melhor visibilidade e melhor atividade dos tubarões é em junho-julho. Voltando do passeio, fomos para nossa última jantinha no agradabilíssimo Waterfront com vista para nossa encoberta Table Mountain. Essa não escapa da nossa próxima visita a Cape Town! 20 de Fevereiro de 2014 Acordamos cedinho e fomos em direção ao aeroporto para nosso vôo com destino a Johanesburgo. Chegamos em torno das 9h, pegamos nosso Ballade automático pela locadora Avis tranquilamente e fomos em direção ao Lion Park. As estradas são tão boas quanto às de Cape Town, espaçosas, quase não havia sinalização do Lion Park, mas o GPS nos levou direitinho. Os defensores dos animais que me desculpem, mas assim como o Zoo de Lujan na Argentina, o Lion Park fez parte de um dos dias mais felizes da minha vida. Estar em contato com os animais é a coisa mais sensacional que já fiz na vida. Pela manhã fizemos um pequeno safári com nosso próprio carro, onde vimos gazelas, leões, leões brancos, wild dogs, cheetahs e em seguida fomos ao Cub World para interação com os filhotes de leão, alimentação de girafas e à tarde fizemos o Cheetah Walking, totalmente exclusivo para nós dois. Foi demais! Parêntesis para a Cheetah: ela era um macho adulto, se chamava Philiks e fazia um som delicadíssimo ao pedir comida, como um gatinho. Era obviamente adestrada e possuía uma mania bem interessante: ela gostava de tocar os turistas para ganhar confiança. Cada vez que ela resolvia nos tocar era um hematoma novo!! Rs! Branquela do jeito que sou, as marcas são bem visíveis e creio que uma das arranhadas ficará comigo para sempre, ou pelo menos por um bom tempo. AMEI. Além disso, o Lion Park, que é considerado pela Trip Advisor um dos 100 passeios mais perfeitos do mundo, possui suricatos, zebras, alimentação de girafas, avestruzes, todos andando soltos em meio aos turistas. Muito bacana mesmo. À tarde dirigimos até o Gatz Guesthouse, que se encontrava próximo ao nosso destino do dia seguinte: Sun City. Esse hotel foi um dos mais simples que ficamos em toda nossa jornada na África, foi também um pouco difícil de ser encontrado pois trata-se de um sítio/chácara e só havia uma única placa no meio da estrada. Como estava escuro quase nos perdemos e o local não aparentava muita segurança. Mas felizmente deu tudo certo, fomos tratados muito bem e como no dia seguinte acordaríamos cedinho, até nos adiantaram o café da manhã à noite no quarto. 21 de Fevereiro de 2014 Acordamos cedinho para pegar a estrada e estar às 6 da manhã em Sun City para nosso safári em lombo de elefante. Esse passeio pode ser feito às 6 da manhã, 9 da manhã ou 4 da tarde. Havíamos reservado e pago o passeio com a agência Gametrackers, chegando lá uma ranger super simpática já nos aguardava para irmos até a reserva. Após uns 15 minutos chegamos num lugar totalmente temático, fomos muito bem tratados e mais uma vez fizemos um passeio exclusivo. Para o próximo horário havia uma reserva de 11 pessoas. No nosso horário só tínhamos nós! Ao chegar, os guias contam a história da família de elefantes, nos servem café e em seguida partem conosco para o safári. Escolhemos montar em elefantes diferentes para podermos tirar fotos um do outro e também para que mais de um elefante acompanhasse nosso safari. Porém nem uma coisa nem outra era realmente necessária. Com relação às fotos, além dos guias terem tirado fotos lindas com a nossa máquina, existe uma pessoa que te fotografa e filma durante todo o passeio. Bem comercialzão, mas não aguentamos e compramos o tal DVD. Quanto aos elefantes durante o safári, independente de quantos elefantes estão “tripulados”, a família toda passeia junta! O Elton montou num elefante enorme chamado Mana, logo atrás seguia a outra elefanta em que eu estava montada e para minha alegria, ela era mãe de um pequeno filhotinho que foi ao meu lado, seguindo a mãe, durante todo o passeio!! Atrás de mim estava um outro elefante “adolescente” e ainda um outro elefante grande fechando a fila. O passeio no lombo do elefante dura cerca de 1 hora, nesse local é possível ver rinocerontes e hipopótamos, segundo os guias, porém infelizmente não vimos nenhum animal. Havia chovido na noite anterior e nos disseram que os bichos acabam migrando para outros locais. Porém mesmo assim a experiência de estar tão próximo de animais tão carinhosos e carismáticos é única e sem tamanho! Ao final do passeio pudemos interagir mais um pouco com os bichinhos dando ração tanto através da tromba quanto direto na boca. Uma sujeira só!! Demais!! Triste foi se despedir! Voltando à Sun City, passamos o resto do dia explorando a região. Sun City é uma cidade repleta de hotéis de altíssimo padrão. É onde fica o primeiro Hotel 6 estrelas do mundo e diversos outros hotéis. Na região também existem os passeios, safaris, uma cidade em ruínas, passeio de balão, santuário de borboletas, crocodilos, etc. Tem bastante diversão para quem está hospedado. Os acessos são todos temáticos, bem legal. Tem também um centro de convenções que pareceu ser bem bonito. Eu adoraria passar minha convenção de vendas ali... ia reclamar não, viu? Rs! Resumindo, a impressão que tivemos é que o Sun City é uma “Disney” dentro da África. Bem turístico, temático, caro, comercialzão. Pra quem gosta, bacana! Visitamos o Waves Valley. É uma praia artificial, com onda artificial, bem bacaninha. Rola um sonzinho bem animado o tempo todo, tem guarda volume, empréstimo de toalhas, bóias para pegar uns tobogãs que têm por lá, bem divertidinho. Pagando uma taxa qualquer um pode entrar e passar o dia, foi o que fizemos, e várias outras pessoas também o fazem, o que acaba deixando o lugar um pouco lotado (rs)!!! Tinha um grupo de africanos animados que em certo momento começaram a cantar no meio da piscina e contagiaram a todos... Valeu a experiência. À tarde fomos conhecer o Crocodile Sanctuary e o lugar superou nossas expectativas pela quantidade de animais. Muitos, muitos, muitos crocodilos e filhotes de crocodilos. Por sorte pegamos a alimentação dos animais, que ocorre todo dia às 16h e foi bem legal. Os animais engolem frangos inteiros. Os tratadores vão acalmando os bichos com pauladas, mas é impressionante a sensação que temos que os tratadores seriam engolidos junto com a frangalhada. Bem legal. No final, uma interaçãozinha básica com um filhote de crocodilo. Pegamos o carro e fomos em direção à Pretória, cidade onde teríamos o passeio do dia seguinte, o Santuário do Kevin Richardson. Após aproximadamente 2h chegamos na cidade e nos hospedamos num hotel gracioso e barato chamado Montana Boutique, recomendo. 22 de Fevereiro Esse era o tão esperado dia de conhecermos a reserva do nosso ídolo Kevin Richardson. Para quem não conhece, ele é o chamado “Lion Whisperer”. Há muitos anos seguimos o moço através dos diversos vídeos no YouTube e sempre dizíamos: ainda vamos lá na fazenda dele. A “fazenda” dele na verdade é um santuário localizado dentro da Welgedacht Private Game Reserve, uma reserva particular nas proximidades de Pretória. A área dessa reserva é gigante, onde fizemos um safári de meio dia, e em seguida conhecemos o Kevin Richardson Wildlife Sancturary, que são grande “viveiros” onde ficam os animais do Kevin. Não me recordo o número exato, mas o Kevin tem em torno de 30 leões, 10 hienas e 2 leopardos pretos. O safári foi bem sem gracinha pois não há muitos animais, e como a área é enorme, foi difícil avistá-los. Só vimos algumas gazelas, gnus e girafas, mas bem de longe. Para nossa completa infelicidade fomos informados que o Kevin não estava lá naquele dia. Em nenhum momento haviam nos prometido conhecê-lo, mas a esperança nos seguiu até o último segundo desse dia. Porém infelizmente não conhecemos nosso ídolo, só os animais e as diversas curiosidades sobre ele. Fomos super bem tratados, passeio exclusivo mais uma vez e com direito a um churrasco feito especialmente para nós, muito legal. 23 de Fevereiro Saímos do Montana Boutique bem cedinho em direção ao aeroporto de Joahnesburgo onde às 9h embarcaríamos em direção a segunda e aventureira parte da nossa jornada africana: a Tanzânia!! Após 4h de vôo e mais uma hora de diferença em relação à SP (isto é, 6h a mais) desembarcamos em Dar Es Salaam, que não é a capital, mas é a maior cidade da Tanzânia. De cara já pudemos ver a grande diferença cultural com relação à África do Sul. Aqui sim começa a África de verdade!! Rs!!! Descendo do avião já buscamos a famosa “fila” para tirarmos o visto de entrada no país e para nossa surpresa na Tanzânia não há filas. A lei do mais forte e mais esperto impera. No início nos assustamos um pouco, tivemos uma sensação ruim, mas logo nos acostumamos! Durante toda nossa estadia não vimos nenhum sinal de violência ou situação de insegurança. O aeroporto de Dar também é bem diferente... Pegamos nossas malas e queríamos nos dirigir diretamente para o Check-in da FastJet onde pegaríamos nosso vôo para Kilimanjaro, mas a única porta dá direto para a rua e temos de entrar de novo no aeroporto. Nos deparamos com o normal, taxistas querendo nos puxar, vendedores de tudo, mas, para nossa surpresa, havia um tumulto razoável para entrar no aeroporto pois na porta de entrada já existe a passagem pelo raio X. Além de tudo tivemos uma sorte danada de querer entrar na mesma hora que estava rolando check-in de um vôo enorme para Dubai. Então após tomarmos várias pancadas do carrinho de uma senhora “educadíssima” que estava atrás de nós e que até acabou passando na nossa frente (rs), estávamos dentro do aeroporto novamente!!! O aeroporto se parece com uma rodoviária. Pequeno, com pouca estrutura, desorganizado, o checkin só abre 1h antes do vôo nacional, 2h antes do internacional. Aguardamos algumas horas morrendo de fome pois não há nenhuma lanchonete fora da área de embarque. Dentro da área de embarque, novas confusões... os portões de embarque são alterados, porém os letreiros sob os portões não... se vc não ficar ligado vc perde o vôo dentro da própria área de embarque. Vou abrir um parêntesis para falar de mais algumas características da Tanzânia, principalmente da região litorânea. A água que sai das torneiras é extremamente salobra. Sentimos muitíssima dificuldade para tomar banho pois não é possível se ensaboar e a sensação é que nunca estamos totalmente “limpos”. Outra característica importante de ser ressaltada são os preços. Na Tanzânia tudo é mais caro que a África do Sul. Desde as lanchonetes, safáris, hotéis, souvenirs, tudo. Outra coisa são as gorjetas. Para tudo se paga gorjeta, nos safáris as agências te entregam até cartas com sugestões de gorjetas para cada tipo de serviço. Isso nos irritou um pouco também, mas é a cultura do país. No fim deu tudo certo e às 19h embarcamos (ufa que alívio) para Kilimanjaro, vôo de 1 horinha. Em Kili, conforme combinado com a empresa Active Tanzânia, nosso ranger Emanuel estava nos esperando para mais 1 horinha de viagem até Arusha, onde nos hospedaríamos para no dia seguinte começar nossos 5 dias de safaris. Fechamos 5 dias de safáris com a Active Tanzânia, gostamos bastante da atenção dada pela agência em todo pré-viagem, durante a viagem eles cumpriram direitinho o que foi combinado e nosso ranger, Emanuel, foi um cara muito bacana! O preço é bem salgadinho, pagamos 1790 dólares por pessoa, mas com tudo incluído: comida, hotel, passeios, carro, ranger, tudo para 5 dias. Escolhemos bons hotéis, tínhamos o carro exclusivo para nós dois, fizemos 5 dias de safáris (o que é bastante) e andamos em torno de 1900 km. É caro, mas vale a pena... Na estrada a caminho de Arusha é possível avistar o grandioso Monte Kilimanjaro, o mais alto do continente africano, porém já era noite e infelizmente não pudemos ver. O mesmo ocorreu na volta para o aeroporto, então a dica para quem não escalou e quer ter uma boa vista do monte é pegar essa estrada de dia. Nos hospedamos no Out Post Lodge. Absurdamente simples e relativamente caro, tomamos um banho e dormimos. 24 de Fevereiro Às 8 da manhã o Manu passou para nos pegar, passamos na agência para acertar o resto do pacote, depois num mercadinho para comprar algumas porcarias (pois nos foi orientado que dentro dos lodges tudo era muito caro) e seguimos para o Lake Manyara. Nessa voltinha por Arusha acabei não tirando nenhuma foto da cidade por orientação do Manu. Ele disse que as pessoas podem simplesmente tomar a máquina da gente. A cidade é simples, as pessoas são humildes e o trânsito é desorganizado. Em Arusha grande parte das pessoas são cristãs, mas há boa parte de muçulmanos também, o que confere uma grande mistura de culturas. Vimos também os táxis mais comuns utilizados pela população, os chamados “tuk tuk”, mini-carros, bem engraçadinhos. O caminho para o Lake Manyara é cerca de 2h de estrada, onde pudemos ver o segundo maior Monte africano, o Monte Mero. Beirando as estradas vimos algumas comunidades, e desde já pudemos ver outra figura que nos acompanharia por toda a jornada na Tanzânia: as tribos Masaai. São tribos nômades, de vestimenta bem característica, espalhadas por toda a Tanzânia, depois falarei mais sobre elas. Próximo à hora do almoço chegamos ao Lake Manyara, lugar lindo, composto de vários tipos de vegetação: savana, floresta, lago e campo. O que mais vimos nesse parque foram babuínos. Figurinhas hilárias, parecem que adoram posar para as fotos dos turistas. Fazem a maior algazarra, brincam, brigam, pulam de galho em galho, arrancam piolhos uns dos outros e comem... demais!! Vimos centenas deles. Muitos mesmo. Fizemos nosso piquenique no meio do safári, em meio à natureza e à bicharada, cena que se repetiria nos próximos 4 dias, muito bacana. À tarde vimos elefantes, macacos do bumbum azul, girafas (muitas) perto do lago onde também haviam muitos flamingos, cena bem típica e linda de se ver. A hospedagem da primeira noite foi fora do parque, no Kirurumu Tented Lodge, simplesmente fantástico, com uma linda vista para o lago. Os quartos são enorme, possuem dois andares. Em cima nossa romântica tenda com varanda e vista para o lago. No andar de baixo, tudo em meio às pedras: cama extra para massagem, banheiro, chuveiro e lavatório. Demais, me apaixonei. Os acessos aos quartos também eram especiais, um caminho todo demarcado no meio das árvores, e nossas malas levadas por meninos da tribo Masaai. No restaurante, além de uma comidinha deliciosa no jantar (sempre com sopinha de entrada, prato principal e sobremesa) fomos absurdamente bem tratados pelos garçons que sabiam tudo sobre o futebol brasileiro e ficaram deslumbrados quando dissemos que éramos daqui. Enfim... super recomendo, amamos a estadia nesse lodge. 25 de Fevereiro Às 8h da manhã o Manu estava nos esperando para nossa jornada até o Serengeti, onde passaríamos os próximos 3 dias. Pensa num lugar longe... Após umas 2h chegamos no portão de entrada do Ngorongoro Conservation Area. Em alguns minutos estávamos no mirante para a cratera, que visitaríamos no último dia, e seguimos para o Serengeti, cuja entrada é mais umas 2h para frente em estradinha de terra seca, um pó danado. Esse caminho por dentro da área de conservação Ngorongoro é lindo demais. É uma região vulcânia com uma paisagem é fantástica, composta de campos com vegetação belíssima e habitada por tribos Masaai que receberam autorização de ocupação nessas áreas, o que deixa ainda mais a região com um ar especial. Vira e mexe encontramos alguns animais selvagens, como zebras, gnus e até elefantes. Nas proximidades dos portões do Serengeti tivemos a bênção de poder ver uns dos maiores espetáculos da natureza que é a migração de gnus e zebras. Para quem não conhece, em julho esses animais migram para o norte do Serengeti, voltando para o sul em outubro. É uma rota circular anual em busca de pastos frescos. Não tínhamos noção da quantidade de animais. São milhões, milhões... Quando encontrávamos algum foco de migração parávamos o jipe e ficávamos olhando... os animais não páram de vir do horizonte sem fim... É um negócio de louco. Lindo demais. Nessas horas podemos ter dimensão de quão maravilhosa e divina é a natureza! Para os fãs do desenho O Rei Leão, que se passa nas terras do Serengeti, o pai do Simba (leão, em suaíli) morre pisoteado durante a migração de gnus, lembram? No caminho também vimos leões em cerimônia de acasalamento. Manu nos explico que o casal fica cerca de 2 semanas nessa cerimônia, isolados do bando, sendo que de 15 em 15 minutos ocorre um rápido ato sexual. No meio tempo eles ficam deitadões, dormindo, numa boa. Tivemos a oportunidade de ver vários casais de leões assim, isolados, e em uma dessas situações esperamos os tais 15 minutos e vimos as obscenidades!! Kkk... Foi hilário. Em torno da hora do almoço chegamos ao portão do Serengeti National Park, tão esperado, melhor local para safári de todo o mundo de acordo com muitas opiniões. Fizemos nosso piquenique e tivemos uma tarde de safári nesse parque sensacional. Paisagens fantásticas e animais em pencas. Vimos de cara mais focos de migração de gnus, milhares e milhares deles.... leões, hienas, girafas, búfalos, suricatos e pra fechar o dia uma árvore de leões. Parquezinho de tirar o fôlego, viu? À tarde chegamos no Kati Kati Tented Camp. Sem dúvida hospedagem obrigatória dentro do Serengeti!!! Pensa num acampamento de luxo, em tendas com cama, banheiro privado e até água quente tinha, no meio, no coração do melhor parque de safári do mundo, sem nenhum tipo de cerca que separa sua tenda dos animais selvagens? Então, esse é o Kati Kati. Tudo que lemos sobre ele é verdade. Durante o jantar, leve uma lanterna para ver os olhinhos verdes e brilhantes das hienas que rondam as tendas. Demais, fiquei tão vidrada e apaixonada que uns dos funcionários andou conosco um pouquinho no meio do mato, na escuridão à “caça” das hienas... vimos uma delas de pertinho!! Gente, animal selvagem na sua frente no meio da mata e no escuro, coisa de louco!! De madrugada, rugido de animais, risadas de hienas enquanto dormimos... que pena que não aguentei ficar acordada para ver que mais animais passariam por ali. Resumindo, demais! Amamos! 26 de Fevereiro Ao abrir nossa tenda de manhãzinha pudemos ver lá no horizonte os balões das pessoas ricas... kkkk!! Não fizemos esse passeio por motivos óbvios... rs... mas para quem tem budget para isso, dizem que é o passeio de balão mais bonito do mundo, muitos até dizem ser melhor que o da Turquia. 550 dólares e tá tudo resolvido!! Esse foi um dia inteiro de safári pelas terras maravilhosas do Serengeti. Vimos hienas, búfalos, hipopótamos, vários pássaros (incluindo águias), elefantes tomando banho (super emocionante), gazelas (e vários outros bichinhos dessa família que não sei os nomes), leões de tudo quanto é jeito (na grama, na pedra, na árvore, dormindo, fazendo amor, etc). Esse foi o dia de ver o mais difícil dos Big Five, o leopardo. Vimos dois, um em cada árvore, e foi engraçadíssimo a quantidade de jipes que pararam para admirar a beleza do animal. Em seguida o leopardo desceu da árvore e ficou em posição de ataque, vimos uma grande correria de javalis, mas rapidamente perdemos todos de vista porque o mato estava alto e não pudemos concluir se houve a caça ou não... Como sempre, o almoço foi um piquenique no meio dos bichos... de um lado víamos uma manada de búfalos, do outro víamos uma pedra com uma leoa linda posando para fotos dos turistas. 27 de Fevereiro Nos despedimos do nosso camping querido e fomos para nossa última manhã de Serengeti. Vimos crocodilos, mais leões, hienas e o ponto forte desse dia foi a Hyppos Pool... um lago enorme com centenas de hipopótamos!! Muito legal. Pena que estava acabando nossa jornada no lindo Serengeti. Após o piquenique pegamos a estrada em direção ao Ngorongoro Sopa Lodge, o Lodge mais bacana que tínhamos escolhido. Fica dentro da Ngorongoro Conservation Area, a piscina tem uma vista maravilhosa para a cratera e é um lodge gigante, nos disseram que cabe em torno de 500 pessoas. Como é relativamente alto (2300 m de altitude) à noite faz um frio danado, enquanto jantamos há uma pessoa que leva bolsas de água quente para aquecer a cama, bem legal. Há um aviso nos quartos que não é sugerido andar sozinho a noite pelas ruelas do hotel pois às vezes há convidados mais que especiais caminhando por lá, tipo búfalos, hienas, leopardos, etc... rs... Felizmente não topamos com nenhum!! Kkkk!!! O hall de entrada e restaurantes são imensos, super chique. A vista do pôr-do-sol diretamente na cratera foi fantástico. Houve uma apresentação de componentes Masaai antes do jantar, que estava delicioso e claro fomos muito bem tratados. Lugar delicioso, pena que foi apenas uma noitezinha, nem conseguimos aproveitar toda essa estrutura. 28 de Fevereiro Acordamos cedíssimo para nosso último dia de safári, dessa vez na tão esperada cratera. Esse foi o único dia que acordamos tão cedo para fazer um safári porque os animais estariam mais ativos logo no nascer do sol. Diferentemente do que vimos que acontece na África do Sul, onde os safáris ocorrem basicamente de manhãzinha e de tardezinha, na Tanzânia em geral saímos pro safari em torno das 7:30h – 8h e passávamos o dia inteiro na selva. O nosso ranger disse que os animais são ativos o dia inteiro, que caçam a qualquer hora do dia e tal. Sinceramente não sabemos se é verdade ou não, mas foi a informação que nos foi passada. Bom, a cratera do Ngorongoro é a maior cratera de vulcão inativa do mundo. O vulcão entrou em erupção há 2-3 milhões de anos, sobrando apenas a base de 260 km quadrados, onde moram milhares de animais. É como se fosse um caldeirão, uma arca de Noé, repleta de animais. Os carros só podem permanecer 6 horas lá dentro, como a área não é tão grande assim, o tempo é suficiente. Foi uma manhã de tirar o fôlego. Não há nenhum metro quadrado desabitado, é bicho que não acaba mais. Vimos muitos pássaros exóticos, flamingos, hienas, leões, rinocerontes, hipopótamos, zebras, gnus, gazelas e todos os seus parentes, pumbas, búfalos, ufa... muitos muitos animais... em toda parte, em todo ângulo. A paisagem é da mesma forma impressionante, com suas lindas acácias que deixavam o ambiente com aquele ar de África que sonhamos desde criancinhas. Simplesmente demais. Como sempre, fizemos um lanchinho em frente a um lago, dessa vez repleto de hipopótamos, um frio danado até o sol começar a esquentar e então um calor danado!! Kkk... Para finalizar, já estávamos no caminho de saída da cratera quando avistamos muitos jipes e um leão imenso deitadão na sombra de um deles. Ficamos lá um tempinho admirando a folga do bicho, quando ele resolveu levantar e deitou na sombra do nosso jipe!! Demais!! Despedida perfeita da nossa jornada de safári e da deslumbrante cratera do Ngorongoro. Em torno da hora do almoço estávamos no nosso caminho de volta para Arusha. Passamos por uma verdadeira tribo Masaai, que nos receberam com dança típica, nos colocaram algumas peças de roupas para parecermos com eles, nos mostraram as casinhas, explicaram com vivem, como fazem fogo, e claro nos empurraram artesanatos. Legalzinho, mas como já estávamos cansados, grana acabando, aquela ansiedade por dinheiro de turista nos irritou um pouco... rs No caminho de volta para Arusha passamos por vários lugares de artesanato, bem caros e não tão bonitos, acabamos não comprando nada. Me arrependi de não ter comprado mais coisas na África do Sul, eram lindos e relativamente baratos, mas infelizmente como nossa jornada era longa não teríamos como carregar muita coisa. Fica a dica pra quem gosta dessas porcariazinhas!! Kkk... Pra quem está com bala na agulha, a pedra preciosa tanzanita é vendida em vários lugares e o brinco mais baratinho custa em torno de 250 dólares... rs!!! Em torno das 20h estávamos no aeroporto de Kilimanjaro para nosso vôo com destino a Dar Es Salaam, onde nos hospedamos no ajeitado Hotel Tanzanite, que se localizava bem pertinho da balsa que pegaríamos no dia seguinte para Zanzibar. 01 de Março Acordamos cedíssimo par pegar o táxi em direção à balsa que sairia às 6:00h em direção a Zanzibar. Era um sábado e o porto estava absurdamente lotado. Assim que colocamos o nariz para fora do táxi muitas pessoas já vêm querendo carregar nossas malas, falando ao mesmo tempo, e nós ainda meio perdidos procurando onde deveríamos pegar nossos bilhetes que estavam pré-reservados. Uma dessas pessoas mostrou o crachá da companhia da balsa então acabamos deixando-o levar nossas malas. Ele nos mostrou o guichê correto, e nos ajudou a embarcar, porém foi cortando fila no estilo tanzaniano, se batendo no meio das pessoas, e a gente com aquela cara de tacho... rs.... na hora de dar a gorjeta do infeliz, quase brigamos pois ele queria cobrar muito caro!! Ele não aceitava a gorjeta que queríamos dar, foi uma situação bem chata, nos sentimos quase roubados, foi bem tenso. A partir desse momento combinamos que ninguém pegaria nossas malas e se pegassem já diríamos claramente que não temos dinheiro!!! Kkk Passada a confusão do porto, andamos 1h e meia na balsa (que é bem confortável) chegamos em Zanzibar, que é uma ilha com uma certa independência, então carimbamos os passaportes e passamos pelo raio-x manual de malas... kkk.. É, haviam funcionários que abriam todas as malas de cada passageiro, era roupa caindo para tudo quanto é lado, uma gritaria, enfim... uma zona generalizada e um calor danado. Passando o novo sufoco, pra nossa alegria o simpático Sabry da agência Zanzibar Car hire de aluguel de carros estava nos esperando com o nosso Suzuki. Não fomos até um escritório para assinar a papelada, ele mesmo havia trazido tudo, o que deu um ar um pouco amador ao negócio. O Sabry nos explicou que a polícia de Zanzibar podia encrencar com a nossa carteira internacional de habilitação, então sugeriu que fizéssemos uma permissão especial por 10 dólares, depois nos levou para abastecer o carro, nos deu um mapa da ilha e então seguimos nosso caminho. Para nossa tristeza a ilha quase não possui sinalização, então nos perdemos um bocado. Quando avistamos uns policiais paramos para perguntar onde estávamos e para nossa surpresa ele nos informou que estávamos com a permissão inadequada, nos mostrou uma legislação para provar o erro e em uma das cláusulas havia uma multa a ser paga no caso de infração. Dissemos então que ligaríamos para o Sabry, ele quem deveria pagar, e aí então o guarda desconversou e deixou a gente seguir, explicando o caminho de forma totalmente errada. Durante o resto da nossa estadia passamos por outros policiais que aceitaram apenas nossa carteira internacional. Depois falei com o Sabry, ele disse que deveríamos ter pegado as credenciais desse guarda pois certamente ele iria denunciar esse tipo de atitude. Portanto, fica a dica para quem vai dirigir em Zanzibar, cuidado com a malandragem dos guardas. Além disso, se preparem para dirigir em uma ilha extremamente simples, com pouca sinalização, o ideal mesmo é ter GPS ou internet funcionando para ativar o Google Maps, que foi o que nos salvou nos dias seguintes. Depois de umas 2h perdidos enfim encontramos nosso Hotel, o Blu Marlin na praia de Kwenga. É um hotel simples, mas bem ajeitadinho, com uma vista deslumbrante, os donos são uma família de italianos, então os hóspedes em geral são italianos e inclusive eles possuem um guia especializado nessa língua. Não sabíamos disso, escolhemos o hotel pelas fotos e recomendações no Booking.com, o preço estava razoável e a idéia era pegarmos o carro e conhecer o restante dos lugares mais badalados. Nossa idéia foi boa mas não tão funcional. Isso porque a ilha não é como as praias do Brasil, que são margeadas por estradas e você tem acesso tranquilamente a todas as praias. As praias são em grande maioria particulares. Da estrada não há livre acesso às praias. Além disso, todas as ruas da ilha são na verdade rodovias, e os nativos caminham tranquilamente na beira da estrada: crianças indo para a escola, bicicletas, até charretes... Dá medo dirigir nesse lugar, ainda mais sem muita sinalização e na mão inglesa. Então nesse primeiro dia nos decepcionamos bastante com a ilha e resolvemos descansar um pouco no hotel, pegamos uma piscina e relaxamos. No dia seguinte nos juntaríamos à turma de italianos que já tinham um passeio agendado com o guia do hotel. 02 de Março Na hora combinada estávamos saindo do Hotel no nosso Suzuki, seguindo a turma de italianos. Como estávamos assustados com a questão “polícia” e “perdidos na ilha”, resolvemos fazer dessa forma para evitar a fadiga. Fomos ate o extremo sul da ilha, onde pegamos um barquinho e fizemos o mergulho com os golfinhos. Até que foi legal, mas seria um passeio Top se eu e o Tom nadássemos descentemente a ponto de mergulhar mar adentro (vergonha máster... rs). Ficamos apenas olhando do barco. As pessoas chegavam pertíssimo dos golfinhos, muitas até tocavam. O legal é que são golfinhos selvagens, não domesticados e treinados como os que vemos no Caribe, por exemplo. Depois nos dirigimos para um local onde era possível avistar os macacos típicos da região, uma floresta de plantas medicinais e um mangue. Passeio bem fraco pra quem acaba de vir do Serengeti e Ngorongoro, não recomendo não. Almoçamos no hotel e decidimos nos separar do grupo e nos aventurar pelas estradas de Zanzibar. Resolvemos tentar o Google Maps do meu iphone, que felizmente salvou o restante da nossa estadia e nos proporcionou visitar enfim os lugares maravilhosos e paradisíacos da ilha. Visitamos a praia de Nungwi, onde está localizado o Aquário natural de tartarugas e lá conhecemos o Omar, o guia do local que foi uma pessoa muito gentil e nos deu algumas dicas do que poderíamos conhecer na ilha. 03 de Março De manhã fomos de carro até Nungwi e embarcamos no “Kilimanjaro”, um barquinho de madeira charmosíssimo, em direção à ilha de Mnemba para realizar um snorkeling. O barquinho foi lotado de turistas, grande maioria italianos e franceses. Após umas 2 horinhas de agitação, opa, de navegação em águas multicores, chegamos próximos a ilha onde vimos milhões de peixes e corais maravilhosos. Almoçamos em uma praia deserta, sem estrutura nenhuma, apenas umas pequenas tendas onde os cozinheiros haviam acabado de pescar e preparar um peixe delicioso com arroz. A praia? Um sonho... eu mal consegui comer com aquela água verdinha na nossa frente. Após o almoço retornamos para Nungwi... É incrível como a água de Zanzibar é multicor, e as cores também mudam durante o dia com o movimento da maré, é um negócio sensacional. Já vi comparações de Zanzibar com as praias do Nordeste brasileiro e não há comparação. Não temos uma água assim no Brasil, vale sim a pena conhecer. Em torno das 16h em Nungwi embarcamos novamente em um barquinho de madeira para o “Sunset Cruise”. Nele conhecemos um pouquinho das praias do outro lado da ilha, as outras cores das águas de Zanzibar. Vimos diversos hotéis de altíssimo padrão com suas lindas praias particulares e do outro lado do campo de visão o lindo astro rei se pondo nas águas do índico. Nesse momento o céu também se tornou multicor. Simplesmente fantástico e fechando nossa jornada africana com chave de ouro! 04 de Março Infelizmente chegava ao fim nossa jornada. Esse dia foi inteiramente de viagem: primeiramente 1h e meia de balsa até Dar Es Salaam. Na balsa aconteceu algo bem curioso. Na TV estava passando o jogo da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha e as pessoas vibravam com as jogadas e gols do Brasil como se fossem brasileiros. É impressionante como gostam da seleção brasileira! Depois foi mais meia horinha de carro até o aeroporto, em torno de 4h de espera, 4h de avião até Johanesburgo, e depois em torno de 10h de avião até o aeroporto de Guarulhos. Aproveitando o assunto “avião”, que nesse dia foram muitos, gostaríamos de deixar registrado que durante toda nossa viagem todos os voos partiram no horário e não tivemos nenhum inconveniente como extravio de malas. Resumo da viagem: • 8 vôos; • 5 aeroportos; • 9 estadias; • 3 carros alugados; • 1200 kM dirigidos em carro alugado; • 1900 kM de 4x4 em Safari. Valeu África do Sul! Valeu Tanzânia!
  15. Juliana.Frizon

    África do Sul e Tanzânia

    Oi João!! Caraca aí sim hein! Roteiro super completo!! De Dar para Arusha fomos de avião pela FastJet. Como compramos bem em cima da hora pagamos USD 80 + taxas... Mas se comprar com antecedencia vc consegue uns USD 60. O onibus me parece que fica mais em conta, mas como não tinhamos mto tempo optamos pelo aviao msm. Ainda mais quando descobrimos essa empresa FastJet, vôos super super baratos!! Qualquer coisa pode ir nos perguntando!! Bjao!!
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