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peter tofte

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Tudo que peter tofte postou

  1. Coração valente! A trilha é tranquila e bonita. O que pode pegar é uma tempestade acima da linha das árvores. A erupção do Villarica foi antes ou depois de sua caminhada? Abs, peter
  2. Luiz: Não levei GPS. Não tenho o tracklog. Não é necessário pois não tem como errar. Trilha bem batida e dentro de um vale. Não tem como ir numa direção errada. Entra no Google earth com visão de satélite que vc consegue ver a trilha bem demarcada. Fiz a trilha em setembro, ainda estação seca. Outubro possivelmente chove um pouco, mas não deve ser tanto como no verão. Seu preparo físico é muito melhor que o meu! Mas gaste 3 dias ao menos em Huaraz para aclimatação. Leia sobre o MAM. Faça a excursão para a Laguna 69 e outras nas redondezas. A aclimatação infelizmente não tem correlação com o preparo físico. Assim capriche na aclimatação que vc faz a Quebrada tranquilo! Abs!
  3. Vamos lá. Tenta emendar num feriadao. Vc vem de avião para SSA e daqui vamos de carro para a Chapada! Vc carregou muito peso. Mesmo com minha Bora 80 nunca carreguei tanto peso. E melhor reabastecer do que carregar 13 kg de comida. Já levei no máximo para 6 dias! Abs, peter
  4. Hahahaha! Vc é uma figura! Ainda bem que eu não tava lá, senão o borrado poderia ter sido eu! E quantos quilos na mochila? Para quem estava fora de forma vc andou num ritmo muito pesado! Com muito calor o risco é a hipertermia, ainda mais num ambiente de terra e areia vulcânica. Parece que esquenta mais. Abs, Peter
  5. Muito bem Renato! Mais um relato seu legal de trilhas e aventuras, com ótimas fotos. Que perrengue. Fazer trekking como clandestino. Mas o lugar é bonito! Parece que pegou tempo bonito, sem chuva e muito frio. Acho que não haveria problema com a CONAF se lhe encontrassem. Normalmente o pessoal é simpático. Além disto vc poderia alegar que mandou um e-mail que eles não responderam e que encontrou a oficina fechada, sem placa indicando o fechamento das trilhas. Teve que lavar as calças depois do encontro com o "puma" ? Qual barraca vc levou? Abraços, peter
  6. Valeu LUKA! Espero que o tópico tenha infos úteis. Getúlio, Boa colocação! As vezes a carpa ou tarpa é mais demorada para montar. Especialmente em lajeados. O bivaque é a maneira mais simples e rápida de montar acampamento se vc tiver uma noite estrelada, sem chuva, e não precisar dela. Basta jogar o isolante e o saco no chão. Quando temos que montar a tarpa, se estivermos num terreno bom, com a experiência é fácil e rápido. Na Chapada tem roteiros com boas tocas de garimpeiro ou de vaqueiro. Dispensam tarpa, a exemplo dos Gerais de Machambongo. As vezes quando vem a chuva temos que fazer ajustes ou mudar a posição devido ao vento. Eu já me acostumei a montar minha poncho-tarpa na configuração de V invertido. Inclusive já tenho uns velcros na empunhadura de meus bastões de trekking que me permitem fixar a tarpa no bastão sem uso de cordolete ou nós. Isto ajuda na rapidêz da montagem. Assim a rapidêz depende do terreno em que vamos montá-la e da prática. Abraços, Peter
  7. Guilherme: Acho que vale a pena sim. Vc iria caminhar até o canion para avistar os condores. É uma caminhada tranquila. Se for descer o canion para subir para a borda do outro lado é mais puxado, mas mesmo assim creio que dá tempo. Penso que a maioria das pessoas faz o esquema bate-e-volta. Se vc alugar um carro fica mais fácil. O ônibus é um pouco demorado, assim vc teria de sair cedo. Pesquise os horários na internet. Abs, peter
  8. Parabéns Rafael! Ótimo relato, grande trilha, lindas fotos. Caprichou também nos mapas e no Google. O relato fica como referência. Gostaria de conhecer mais Minas. Apenas fiz a Lapinha-Tabuleiro mas gostei muito da região. Quem sabe numa oportunidade faça esta trilha. Abs, Peter
  9. Juca: É proibido. Compre o gás no seu destino. Se for voo internacional então...Elas passam a bagagem de porão no raio X. Ats, Peter
  10. Muito bem trekkers exploradores da Patagônia! Ricardo: o Renato está esperando o herdeiro. Se ele demorar muito deixa de ver o nascimento do filho...Assim as muito boas side trips sugeridas ficarão para a próxima! Gostaria de ir com ele para Lonquimay mas minha agenda está difícil nesta época. Quem sabe Cerro Castillo ano que vem Renato? Ricardo: tenho um guia que mostra Colonia Suiza-Pampa Linda. Se quiser eu fotocopio e vc pega lá em casa. É muito legal. Tem que cavar muito na Internet para achar alguma informação. Abs, Peter
  11. Valeu Edver! Este mundão é muito grande e o tempo curto. Falta muito para conhecer! Auzangate que nos espere em junho! Abs, Peter
  12. Gente: Complementando o meu texto acima. Uma das habilidades essenciais para bivacar tranquilo é a escolha do local do acampamento. Devemos saber ler o terreno, o tempo (clima) e o mapa para imaginar o que vamos encontrar pela frente. Se achamos um bom lugar, mais cedo do planejávamos parar, vale a pena acampar lá e começar a andar mais cedo na manhã seguinte. Ou então andar mais um pouco e, se não encontrar nada melhor, voltar para aquele bom lugar. Aprender como encontrar um bom lugar para dormir em um terreno não promissor ou em mau tempo é essencial e somente vem com a experiência. Isto é uma coisa boa do bivaque: ele exige mais da gente, obrigando-nos a desenvolver habilidades que não seriam tão necessárias se estivéssemos numa tenda. Abs, Peter
  13. É um recurso. Virar para trás e tirar fotos ajuda no caminho de volta, se vc voltar pelo mesmo caminho ou se perder e quiser voltar de onde partiu. Bom em bifurcações para mostrar de onde vc veio. O ideal é ter um mapa topográfico, bússola, e saber utilizá-los. Abs, peter
  14. Bruno: No Google Maps peguei estas 5 coordenadas: Início da estrada de terra, saindo da BR 070 antes de Cocalzinho (vindo de Brasília) 15°46'03.54"S 48°45'34.24"O Bifurcação: pegar a estrada à direita 15°44'55.87"S 48°51'01.50"O Sítio onde deixo o carro 15°44'31.71"S 48°52'11.68"O Início da trilha subindo para a Cidade de Pedra 15°43'35.60"S 48°53'32.27"O Você vai saber quando chegou na Cidade de Pedra...Fica 20 a 30 minutos do início da trilha. Depois da Cidade de Pedra tomo o rumo Oeste para encontrar água e acampar. Um ponto legal (numa vereda) fica aproximadamente em: 15°42'53.41"S 48°56'59.56"O Ao fundo da foto do seu Avatar parece o morro da Baleia e o Buracão, não? Abs, Peter
  15. Bruno: Não tenho. Talvez o Renato, que mora em Uruaçu, e companheiro de trekking, que escreve aqui, tenha as coordenadas. Vou olhar no Google Maps e lhe passo ao menos a coordenada de início. Abs, peter
  16. RAM: Depois do Rio Capivara tem um Terreiro de Candomblé. Se vc dobrar a direita após o terreiro, saindo da estrada do garimpo, vc cai na trilha. Tem trechos no lajeado que vai exigir algum trabalho . Acaba por encontrar a trilha tradicional. Poupa algum tempo. Abs, peter
  17. Milene: Acho que somente no Mediterrâneo. Dá uma olhada na Córsega, Sardenha e Creta,porque os invernos são mais amenos. Mas não tenho certeza, é necessário pesquisar. A quem faça até o Caminho de Santiago. Normalmente trilhas que envolvem montanhas estão com os passes de montanha fechados devido a neve. Pode até passar, mais aí é preciso ter piolet, crampons, etc... Abs, Peter
  18. Hahahaha! Otávio, então eu vou aproveitar a vaquinha e pedir uma Thor tb para mim! Abs, peter
  19. Belo relato Renato! Valeu muito esta travessia! Sempre bom de trilha e excelente companhia! Destaque especial para o seu sobrinho Alexandre. Incrível o que ele com apenas 12 anos conseguiu fazer! Aquela subida do Morro do Buracão estava difícil para nós adultos. Imagine para uma criança. O trekking foi muito legal por rever a bela paisagem do cerrado goiano, pelas companhias, ver pela 1ª vez soltos na natureza papagaios mulata e veados, excelentes banhos de cachoeira e experimentar a deliciosa gabiroba. Triste apenas foi presenciar aquele incêndio, muito provavelmente provocado pela tempestade de raios na manhã de sábado. Mas dizem que é um processo natural do cerrado para renovação da vegetação e adubação do solo com as cinzas do fogo. A turma que estava acampada nas Sete Quedas era muito legal. E nota 10 para a administração do PN Chapada dos Veadeiros pela forma como cuidam do Parque. Trilhas e local de acampamento muito limpos e organizados. Adiciono também algumas fotos tiradas por mim para ilustrar o trekking: Mansão do Renato: uma Thor da Marmot! Casebre do pobre tio Peter: Anoitecer no rio Preto (7 Quedas) Galera muito legal! Trekkers valentes! Baixando do Morro do Buracão O belíssimo Jardim de Maytreia (o Buda que virá) Abraços e até a próxima! Peter
  20. Valeu Kaabah! Realmente podemos quase ter certeza absoluta que não choverá em algumas épocas de seca. Na Chapada Diamantina é normalmente entre agosto e outubro. Realmente a segunda foto retrata um perrengue. Perdi a continuação da trilha e tive que acampar num local ruim, porque estava quase escurecendo e não havia tempo para achar algo melhor. O toldo do poncho não estava na horizontal, mas não tinha inclinação suficiente e a chuva empoçava nele forçando volta e meia a bater no teto para derramar a água acumulada. E o vento estava forte, portanto vinha chuva de açoite. Por isto prefiro hoje o formato em "V" invertido do poncho. Tem área coberta menor mas protege melhor. O lajeado também trazia água em direção ao bivaque. Enfim, vivendo e aprendendo. Se resolver voltar a bivacar poste sua experiência. Sortudo! Experiência inesquecível ver uma chuva de meteoros! Já vi estrelas cadentes mas não uma chuva destas... Abs, Peter
  21. Bivaque (bivie, bivi, bivouac) – sofrimento com gosto! A palavra bivaque vem do francês bivouac, que significa acampar sem tenda. Alguns dizem maliciosamente que significa sofrimento. Sem dúvida bivacar exige uma resiliência, estoicismo e conhecimento maior de um trekker. Envolve principalmente perder o medo de dormir sem um protótipo de casinha (tenda) entre você e a natureza ao seu redor. Os montanhistas estão bem mais acostumados ao bivaque. Nas escaladas ao estilo alpino muitas vezes eles levam apenas o saco de bivaque para acampar, se não chegam ao cume no mesmo dia ou se uma tempestade pegá-los no caminho. Na tragédia do passe Thorung La no circuito do Annapurna, Nepal, em outubro deste ano, onde morreram vários caminhantes após serem surpreendidos por uma tempestade de neve (white storm), possivelmente algumas mortes poderiam ter sido evitadas se os trekkers estivessem com um saco de bivaque. Elenco alguns prós e contras do bivaque: PRÓS 1) Grande interação com o meio ambiente. Podemos literalmente dormir debaixo de um céu estrelado, o que o teto da tenda não permite. 2) Carregamos menos peso. Um bom saco de bivaque dificilmente pesa mais que 500 gramas. Se pesar mais do que isto considere adquirir uma tenda ultralight. 3) Ocupa menos volume na mochila. 4) Pode acampar praticamente em qualquer lugar. Não necessita praticamente de espaço. Justo o comprimento e largura do seu corpo. 5) Não precisa de espeques e um solo onde possa fincar os espeques. Podemos bivacar sobre um lajeado de pedra. 6) É considerado 4 estações porque nenhum vento consegue derruba-lo. Mas atenção quanto à neve que pode soterra-lo. 7) Ótimo para usar em abrigos (covas) na neve. Pode dispensar o saco de dormir, a depender da temperatura durante a noite. Em alguns lugares aqui no Brasil basta levar o saco de bivaque e um liner (isto depende de cada um. Para mim até 20ºC basta o liner. O meu e o Reactor da Therm-a-rest). 9) Aumenta em alguns graus a temperatura de uso de um saco de dormir. 10) É bem mais rápido fazer e levantar um acampamento. Armar e desarmar tenda normalmente exige mais trabalho e tempo. CONTRAS 1) Menos confortável que uma tenda, especialmente se a pessoa for claustrofóbica. 2) O bivie se não tiver tecido respirável (e-Vent, Goretex ou outro material semelhante) vai lhe dar uma sensação de plástico contra a pele e vai fazer suar. Ele é ideal para locais mais frios e secos. Bivies que não sejam de tecido respirável inevitavelmente vão ter alguma condensação no seu interior. 3) Ficamos com movimentos reduzidos dentro dele se estiver chovendo ou nevando e se o saco de bivaque não estiver debaixo de um abrigo natural ou uma carpa. 4) Maior cuidado necessário na seleção do lugar para acampar. 5) Maior possibilidade de interação com insetos, répteis e roedores. 6) Um sono menos tranqüilo, enquanto não estiver acostumado. Alguns macetes que ajudam na hora de bivacar. Note que alguns são válidos também para tendas. Escolha um lugar que não possa empoçar água de chuva. Pendure a comida num saco estanque a jusante do vento em relação ao saco de bivaque, para o cheiro não atrair bichos ao lugar onde está dormindo. Jamais dentro do saco de bivaque. A mesma coisa vale para uma barraca. Idem, com o saco de lixo. Não entre no saco de dormir com a roupa que usou na hora de cozinhar ou comer. Se possível tome um banho após a refeição e troque de roupa antes de entrar no saco. Evite acampar em locais muito utilizados para camping. Toda uma fauna fica ao redor destes locais para conseguir comida, especialmente roedores. E onde têm roedores, tem cobras. Na Serra Fina li relatos de pessoas que no meio da noite descobriram ratos roendo a barraca para alcançar a comida dentro dela. No caso da Serra Fina são poucos e pequenos os locais de acampe para barracas. Com o bivaque teremos muito mais opções. Evite estes locais de acampamentos com sua rataria. Prefira lajeado ou terreno arenoso. Pode haver formiga ou cupim de terra em terreno com grama. Os soldados de algumas destas espécies tem picadas terríveis. Já vi o fundo de uma tenda todo mordido por formigas que ficaram debaixo da barraca na hora de montar. Não acampe muito próximo da água, especialmente perto de trilhas que animais usam para acessar a água. Deixe sempre uma abertura no saco de bivaque para respirar. Fecha-lo totalmente é um convite para visitar o além (intoxicação por CO2). Idealmente deixo ao menos o rosto do lado de fora. Se estiver frio, eu uso uma balaclava. Se tiver mosquito, um boné legionário com mosquiteiro. O rosto de fora também evita que o vapor d’água de sua respiração fique dentro do saco saturando o tecido e provocando condensação. Gosto de queimar uma sentinela (inseticida espiral) perto da barraca, a montante do vento, a mais ou menos 2 metros de distancia. Ajuda a espantar mosquitos e outros bichos. Deixe a headlamp bem a mão, na hora de dormir. Envolva as botas com um saco plástico para não molhar, se chover. Também evita a entrada de insetos. Dentro do saco de bivaque apenas um frasco bem estanque para urinar durante a noite, sem precisar sair dele. Se tiver muito mosquito prefira um lugar exposto ao vento. Passar Permethrin (se não for alérgico a ele) na tela do mosquiteiro. Ajuda a espantar os insetos. Ou então passar repelente nas mãos e rosto. Evitar acampar em pastagem que tenha cavalos. Os carrapatos são muito prováveis em pastagens. Se o saco de bivaque é do tipo envelope (sem zipers) é bom ter um isolante tipo EVA ou um foot print no comprimento total do saco de bivaque. Ele permitirá vestir o saco de dormir e o bivaque sem encostar o bumbum no solo, que pode estar molhado, enlameado, arenoso, evitando trazer terra para dentro do bivaque. Em todo caso o isolante de células fechadas ou um foot print evita sujar o saco e ajuda a conservação dele (maior durabilidade). Eu gosto de levar o isolante comum e um colchão inflável 3/4. O primeiro para proteger o saco. O segundo pelo conforto. Uso a mochila para proteger o restante das pernas que não coube em cima do inflável. Escolha do saco de bivaque Material. O tecido pode ser não respirável (nylon) ou respirável. Os não respiráveis são bem mais baratos, porém permitem a condensação. Os tecidos respiráveis são de PTFE (teflon) cheio de microporos que deixam o vapor do suor passar e não deixam a água líquida da chuva entrar. São marcas registradas dos fabricantes: Goretex da Gore, Hyvent da TNF, Omni Tech da Columbia e eVent da GE. Provavelmente você já conhece esta tecnologia porque os bons abrigos para chuva (hard shell) usam normalmente este material. O eVent é considerado um dos melhores porque tem o direct venting. O vapor d'água sai direto, tornando-o mais eficiente. Nos demais uma camada de PU (poliuretano) faz que o suor empape o tecido e daí ele evapora. O Goretex e os demais usam o PU de modo que a oleosidade natural da pele não bloqueie os microporos. Já a GE descobriu um processo de impermeabilização que não precisa da camada de poliuretano. Quem usou e comparou garante que o eVent é notavelmente superior. Desvantagem: depois de certo tempo tem que fazer novamente a impermeabilização e é muito inflamável. O fabricante atualmente está proibindo seu uso na fabricação de tendas para prevenir o risco de incêndio. Pelo fato de ser muito respirável podemos sentir frio durante a noite. Tamanho do bivaque: não pode ser estreito para apertar o saco de dormir e fazê-lo perder o loft, diminuindo a sua eficiência de isolamento térmico. Geralmente o tamanho é único (padrão) e eles têm boas dimensões. Mas se o usuário for grande (na altura e/ou largura) deve dar uma atenção maior às medidas. Se usar no inverno com um saco de dormir com mais recheio (mais loft) e um isolante inflável dentro do bivaque, é bom testar para ver se não comprime o loft. Para saber se a largura está boa entre no bivaque com o saco e o isolante, deite de lado e se mova de um lado para outro. Se tiver dificuldade está estreito. O isolante pode ser colocado dentro ou fora do bivaque. Se ficar apertado o jeito é colocá-lo fora. O sac de bivouac também deve permitir que possamos abrir e fechar o zíper do saco de dormir, inclusive flexionando os joelhos para alcançar o zíper abaixo da metade das coxas. Mas normalmente abrir o zíper até o fim é um processo trabalhoso. Abertura do bivaque: eu particularmente gosto daqueles sem zíper, onde se entra por uma abertura no topo, tipo envelope, como se estivesse vestindo uma calça. É menos prático e mais trabalhoso para entrar, mas não há o risco do zíper falhar e o peso é ligeiramente menor. Entretanto o zíper tem uma grande vantagem, além de facilitar a entrada: podemos abrir o zíper em certos pontos fazendo aberturas de modo a evitar condensação, especialmente na área dos pés/pernas. Entretanto o tecido respirável minimiza em muito a necessidade de zíper. Saco de dormir: pode ser sintético ou de down (duvet). Se for acampar num lugar ou num clima muito úmido, muito chuvoso, geralmente se leva o sintético. Mas o de penas também é tranqüilo, se tomarmos cuidado, como levá-lo dentro de um saco plástico ou saco estanque. Mas se o bivaque for de material não respirável, vá de sintético, devido à condensação. Outras opções: Quilt. Ainda não tenho um quilt, que pela ausência de piso (fundo) fica mais fácil de vestir dentro do bivaque. Especialmente bom para quem tem sono agitado e se move de um lado para outro. Entretanto ele não é tão quentinho como um saco de dormir tradicional. Aqui no Brasil, que temos clima mais ameno, creio que é uma boa aquisição. Pata de elefante (meio saco): é um saco de dormir pela metade. Apenas cobre as pernas e o quadril. Um cordolete elástico serve como um cinto, impedindo a entrada de ar frio. Deve ser associado a um casaco bom, preferencialmente de duvet. O casaco protegerá a parte superior do corpo. A vantagem é que você tem um sistema híbrido. O casaco pode usar também na hora em que não estiver dormindo. É popular entre montanhistas, especialmente para o caso de um bivaque de emergência. Tenho um bivi de eVent e estou gostando muito dele. Pesa 500 gramas. Poupo cerca de 1 kg ao deixar de levar a tenda solo de 1,5 kg. Não tem zíper (tipo envelope). Tenho outro de Pertex, muito leve, porém muito frágil (já rasgou) e ainda outro de nylon com zíper (que já falhou) em toda a lateral. Meu favorito é o de eVent. Uma coisa importante é saber armar o poncho-carpa com os bastões de trekking de modo que tenha um abrigo para cabeça. Os bastões e o poncho que uso para fazer o abrigo são multiuso. Eles viram minha barraca no caso de chuva. Eu coloco o saco de bivaque debaixo dele. Levo seis espeques e 4-6 cordoletes para sustentar o poncho. Abaixo alguns exemplos de bivaque, com ou sem poncho e seus arranjos. Bivaque sem toldo em cima, usando o abrigo natural de pedra de uma toca de garimpeiros (Chapada Diamantina) Bivaque com carpa-poncho. O formato da carpa não é ideal. Pode acumular água e permite chuva de açoite entrar pelos lados. De fato a noite foi miserável...Chapada Diamantina. O poncho-carpa é multipropósito. Na hora de andar ele é seu abrigo da chuva. Idem, Chapada Diamantina. Prefiro este formato do poncho-carpa. É mais abrigado da chuva de açoite. Chapada dos veadeiros, Goiás. Uma grande vantagem do poncho-carpa, além do baixo peso é a versatilidade: cozinhando com uma espiriteira, o que não é recomendado dentro de uma barraca. Chapada dos Veadeiros, Goiás. Com o tempo se perde o receio de fazer bivaque e o sono vem mais tranqüilo. Percebemos que as ameaças são imaginárias...ou não! Em todo o caso aprendemos a conviver com elas. Quem quiser contribuir no tópico, fique a vontade. Bom sofrimento! Bivacar vicia! Abs, Peter
  22. Hahahahaha! Ram-Alen, seja bem-vindo de volta ao Mochileoros com seu bom humor! Ainda não fiz este roteiro mas está em meus planos. Da casa do seu Massu (seu Jóia) dá pra descer até o Paraguaçu e subir para Igatu. Vá lá e posta o relato com as dicas que eu vou em seguida! Abs, peter
  23. A benzina, como alertei em msg anterior, só em fogareiros específicos.jamais deve ser usado em espiriteira.Para cozinhar para mais pessoas, mais dias, o fogareiro de benzina é melhor. Abs, peter
  24. Igor: Eu uso álcool combustível na minha espiriteira sem problema. Mas vc tem que comprar um galão específico aprovado pelo INMETRO num posto de gasolina para o bombeiro vender para vc. O alcool é 95-96%. Garrafinha de água mineral acho frágil. Se for de PET é mais resistente e seguro. O querosene tem maior poder calórico (tem mais calorias por peso) porém tem as desvantagens que Bullseye citou. Quatro dias/3 pessoas, depende do que vai cozinhar. Neste caso acho que benzina é a melhor solução, especialmente se usar uma panela grande para cozinhar uma quantidade para 3! Abs, Peter
  25. Hahaha! Grande Peregrino! Vale mesmo a pena conhecer a Kungsleden. Os nomes só citei porque comprei o mapa! Mas não me pergunta como se pronuncia! A Nallo 2 é melhor porém é muito cara. Acho que bate nos 700 Euros. Mas é um sonho de consumo! Eu tenho uma viking sergipana em casa. O segredo é elogiar dobrado! Abração, peter
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