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peter tofte

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Tudo que peter tofte postou

  1. Hoffman: Eu acrescentaria algo a resposta da Bruna. Eu gosto muito de fazer trekkings solo na Argentina e Chile. Mas na Bolívia e Peru infelizmente existe a questão do roubo (no Peru, solo, tive um dos bastões roubados durante a noite por "ratoneros"). Com guia isto dificilmente aconteceria. Outra questão é vc sofrer do mal de altura. Solo seria difícil para evacuar. O guia (bem treinado) não só perceberia que vc esta com MAM severo, EPGA ou ECGA como lhe traria para baixo em cima do lombo de um burro. Os preços são tão em conta (veja quanto Bruna pagou sozinha por 6 dias! Se ela fosse num grupo pagaria menos) que vale contratá-los. E vc esta dando trabalho para pessoas humildes, o que os ajuda muito. É impressionante como é baixa a diária que eles ganham. E mesmo assim é bem superior ao que eles ganhariam na agricultura ou pastoreio. Eles recebem tão felizes a gorjeta ao final do trekking (usualmente 10% do valor pago a agência)! Bruna, ainda não fiz trilha na Bolívia. Mas seu relato fez perceber o que estou perdendo. Quando fizer com certeza vou postar. Abs, peter
  2. Valeu Ícaro! "Onde há vontade sempre há um caminho" Vamos juntar forças. Faço muitas vezes a trilha sozinho não por opção mas por dificuldade de achar parceiros com disponibilidade nas datas em que eu posso ir. E não gosto de trilhar pajeado por guia, só quando não conheço nada da área. Realmente dá uma grande sensação de liberdade. Aquela área é mesmo muito interessante. Quero conhecer o Rabudo e o Samuel.A Intocada também (fica dentro de um canion bem estreito que vi por cima indo para o Morro Branco do Paty). A minha próxima caminhada deve ser a travessia Capão-ibicoara, cortando a Chapada de norte a sul. Se quiser ir me fala. Abs, peter
  3. Bruna: Vc é uma montanhista valente. Parabéns! Gostei muito da descrição e da sensibilidade do seu relato. E as fotos conseguiram retratar toda a beleza do lugar. Uma coisa que me ajudou muito em Huayhuash foi a calça impermeável na hora de dormir com muito frio. Ela faz um "vapour barrier" que é muito eficiente. Mas a solução que vc encontrou foi de uma veterana! Suas sugestões são absolutamente corretas. O Diamox é bom tomar realmente como diz a bula, e antes de começar a caminhada. O formigamento não é nada diante do MAM. Botei a trilha na minha wish list por culpa do seu relato! Abraços e boas trilhas! Peter
  4. Parabéns Rafael! Relato muito bom, grande aventura. É bem difícil fazer navegação em mata fechada e com terreno acidentado. Levou GPS? O tracklog foi vc que fez? Fico me perguntando se consegue sinal no meio da mata. As fotos ficaram muito boas. Parece que vc acabou acampando num acampamento de caçadores. Abs, Peter
  5. Este relato é dedicado aos amigos e companheiros de trekking Edver e Renato. Mas eles estão numa "enrolation" para vir fazer trilha na Chapada! 25/04 Cheguei a Lençois de ônibus ao amanhecer. As seis horas já estava deixando a cidade pela estrada velha do garimpo. Como não chovia forte há algum tempo foi fácil atravessar os rios Ribeirão de Baixo e Capivara. Logo depois do Capivara, passando por um Terreiro de Candomblé, um rapaz me passou a dica de uma trilha que cortava caminho para a Cachoeira do Mixila. Cheguei na boca do cânion do Mixila pouco antes das 12 hs. Levei mais 1:30 hrs pulando entre as pedras e nadando até chegar a cachoeira. Linda, num cânion estreito, a maior parte do tempo na sombra. É uma das mais belas quedas d’água da Chapada. Voltei até a entrada do cânion, onde havia escondido a mochila num excelente lugar para acampar. Mas meu destino do dia era a cachoeira do Rio das Lajes, onde esperava bivacar numa toca de garimpeiro. Cheguei lá por volta de 16:30. No caminho parei para conversar com o Ailton, herdeiro de três tocas do pai que era garimpeiro. Hoje em dia ele trabalha como guia e mostra as tocas organizadas e arrumadas para os turistas. A toca do rio das Lajes é excelente. O único problema é o enxame de mosquitos. Obrigam-nos a usar um mosquiteiro. O asa-caída é um mosquito infame, chato e persistente. Sorte que durante a noite eles somem. Dormi muito bem bivacando na toca. Vista da toca. Morro do Jacu a esquerda. 26/04 Neste dia o trecho mais difícil. Iria das Lajes para o Morro Branco do Paty, caminho que já tinha feito no sentido inverso, em 2006. Parti pouco depois das oito horas. Eita trilha perrengosa. Terreno muito variado, irregular, com trilha difícil de seguir. Por mais de uma vez perdi o caminho. A trilha por vezes era muito sutil e discreta, especialmente nos inúmeros lajeados. Perdi ao menos 2 horas procurando a continuação da trilha em alguns trechos. A memória me traia. Apenas dispunha do mapa, numa escala de 1:100 000 (1cm = 1km), com alguma imprecisão. Um mapa adequado deveria ter escala 1:50 000. Não levei GPS porque tira um pouco da aventura e não dispunha de tracklog ou way points. Orquídeas. Atrás do Morro Branco do Paty, já perto do destino, perdi de vez a trilha ou ela fechou definitivamente. Pouco antes tinha passado por uma estranha plantação no meio do capinzal alto, onde plantaram arbustos em baldes. As plantas estavam ressequidas e mortas, sem folhas. Lugar ermo e afastado para um plantio. Na hora pensei num projeto de replantio de árvores nativas. Mais tarde, já afastado, caiu a ficha. Lembrei do filme "The beach" com Leonardo de Caprio. Descida para o Morro Branco do Paty (assinalado com a seta), vista de trás deste morro. Quase 5 horas e nada. Escurecia as 5:30. Decidi acampar num lajeado, com água da chuva da noite anterior empoçada em duas pequenas poças no lajeado, única fonte disponível. Na pressa para tentar chegar ao meu destino esqueci uma regra de ouro do bivaque: deixe um bom tempo disponível para procurar um bom lugar para bivacar. Seu conforto depende disto. Não havia nada bom por perto e não havia mais tempo para procurar antes de escurecer. Fiz uma omelete com jamón, comida liofilizada francesa. Coisa horrível que não honrava a famosa gastronomia daquele País. Mal escureceu e começou a chover. Uma tempestade de relâmpagos se aproximou com chuva grossa de açoite devido ao forte vento. O poncho-tarpa não segurou a chuva que vinha pela lateral. O saco de bivaque se rasgou simplesmente quando mudei de lado, porque a chuva batia na minha cara. A água escorria pelo lajeado de pedra passando por baixo do meu isolante. Noite miserável, dormindo num saco de dormir parcialmente molhado. A temperatura baixou para 16º C na madrugada. Testei toda a minha resiliência. 27/04 Acordei decidido a voltar. Não queria mais perder tempo procurando o caminho para o vale do Capão, que provavelmente estaria fechado pelo mato. Voltaria para a toca do rio das Lajes. Sai às 8 horas. Mesmo esta volta, debaixo de chuva e névoa, teve trechos onde tive de rastrear a trilha. Acampamento ao amanhecer. Os córregos quase secos na ida eram agora riachos caudalosos. A chuva intensa da noite anterior drenava serra abaixo. Outra toca, junto a cachoeira superior do rio das Lajes. Descansando no trajeto. Muito cansativo. Cheguei na toca por volta das 14 horas. Tratei de logo fazer uma comida liofilizada, purê de batatas da Knorr (uma das melhores coisas liofilizadas que já comi) e um strogonnoff da Liofoods. Nossa, só faltou eu lamber a panela. Para completar, aproveitei e botei uma garrafinha de alumínio com água junto à fogueira para fazer um chá verde e um missoshiro. A comida e a fogueira levantaram meu moral. Pendurei as coisas para secar. A cachoeira do rio da Lapa, perto da toca onde dormi. Ao escurecer, ao levantar a cabeça, a headlamp iluminou dois olhinhos no meio da mata junto a lapa, que pareciam ser de um gato sentado, me mirando. Tentei me aproximar para ver melhor, mas ele desapareceu na escuridão. Seria uma jaguatirica? Dormi bem. Estava bem abrigado e não choveu. 28/04 Dia preguiçoso. Levantei quase 8 da manhã. Estava compensando a péssima noite anterior. Café demorado. Li um pouco do meu livro de bolso e fiz anotações. Como estava voltando para Lençois, tinha tempo sobrando. Sai as 11 horas. No caminho, antes da toca do Ailton, vi uma trilha a direita. Parecia seguir para leste, descendo a serra do Bode, em direção a velha estrada do garimpo. Nada mais natural porque a serra do Bode era o centro nervoso da extração de diamantes na região e deveria haver mais de uma trilha subindo a serra para os inúmeros garimpos. Decidi seguí-la. Adoro trilhas novas. É enfadonho voltar pelo mesmo lugar (embora seja mais confortável). Foi uma excelente opção. No caminho encontrei a famosa toca do Canoão, também mantida pelo Ailton. É conhecida como a toca 5 estrelas da Chapada. Tem uma varanda e uma vista magnífica. Parece que um paisagista trabalhou no quintal da toca. E dentro dela tem até janela. Numa toca secundária estavam guardados os instrumentos de garimpo, mantidos ali para mostrar aos eventuais turistas interessados na história do lugar. Felino ou canídeo? Nos arredores vários indícios de que aquela era uma área de garimpo muito intenso. A trilha seguia por lajeados e atenção era requerida para reencontrar o caminho. Tipo de rocha onde se encontravam os veios de diamante. Formação curiosa. Mais para baixo da serra do Bode, uma área muito escavada pelo garimpo. Embora saibamos da histórica romântica do garimpo, do ponto de vista ambiental é fácil imaginar o desastre que aquilo foi para a Chapada. Especialmente com o avanço da tecnologia e dos recursos, largaram a batėia e passaram a usar jatos de água de alta pressão para tirar toda a terra e expor a rocha que continha os diamantes no subsolo. Milhares de toneladas de terra foram varridas encosta abaixo, assoreando o rio Sto. Antonio. O que antes era mata frondosa foi devastado. Garimpeiros brutais e ambiciosos só tinham olhos para o diamante. Muitas vezes, quando o garimpeiro bamburrava, ou seja, achava uma pedra grande de diamante, voltava para Lençois, pagava suas dívidas e ia para os bordéis, onde gastava tudo. Voltava dias ou semanas depois ao garimpo, tão pobre quanto antes. Provavelmente as prostitutas polacas e francesas voltaram ricas para a Europa. Creio que poucos garimpeiros escaparam deste ciclo vicioso de pobreza e conseguiram prosperar. Passei por uma destas áreas devastadas pelo garimpo. Havia pouca vegetação, o que tornava a caminhada difícil debaixo do sol das 2 da tarde. A rocha desnuda típica de jazida de diamantes estava exposta. A trilha seguia por um labirinto entre estas pedras. Cansativo. Entre 3 e 4 horas cheguei finalmente a estrada velha do garimpo. Na estrada reencontrei o Josemar Doidinho, velho garimpeiro da região, e um grupo de mountain bikers. Cheguei em Lençois ao escurecer. Tomei banho no Hotel Tradição (R$ 20), pertinho da estrada velha do garimpo. Pessoal gentil. Quando sai do hotel o recepcionista correu atrás de mim e disse que poderia ficar descansando no quarto até o horário do ônibus para SSA (23:15). Agradeci, mas segui, pois queria jantar antes de viajar. A viagem de volta foi tranqüila, chegando a Salvador cerca de 5 da manhã. Estragos da caminhada. As meias molhadas causam calo. E não é recomendável fazer trilha só de bermuda! Aquele trecho da Chapada tem muita coisa a ser explorada. Várias trilhas que estão fora dos roteiros tradicionais, que poucas pessoas conhecem, com exceção dos nativos.
  6. Parabéns Renato! Que pena que eu não consegui fazer esta trilha com vcs enquanto estava em BSB! Só conheci a Sertão Zen. Vc sempre sorridente nas fotos e o Adriano sempre sério. E parece que vc tem bastante sorte com as chuvas! Fiquei impressionado com a quantidade de bichos que vc avistou indo de carro. Até sussuarana e veado, que são muito ariscos. Abs, Peter
  7. Valeu Potiguar! Entretanto o relato foi feito de um trekking anos atrás. As coisas mudaram muito na Argentina, especialmente em BsAs, no quesito segurança. Mas normalmente o público que frequenta estas áreas de acampamento é um pessoal tranquilo. Abs, peter
  8. Isto aí Renato! Ninguém é contra guia e sim contra a obrigatoriedade. Os PN precisam ser democratizados. A exigência de guia deixava muita gente fora dos Parnas. Se as pessoas conhecessem os Parques no exterior com muito mais riscos e sem obrigatoriedade de guia, ficariam pasmadas como em alguns parques do Brasil ainda exigem guias mesmo para trekkers experientes, muitas vezes mais capacitados que alguns guias. Fazer terrorismo também não cola. Quem vai sem guia deve saber que assume um risco. Mas não é por isso que se deve afirmar que uma trilha fácil como as 7 quedas é perigosa. O pessoal do ICMBio foi muito criterioso e cuidadoso quando planejou e construiu aquela trilha. Abs, Peter
  9. Valeu, obrigado. Não havia atentado que já estava no relato. Barato considerando 3 dias, para duas pessoas e translados inclusos. Abs, Peter
  10. Bullseye: Achei apenas uns relatos no Fórum do Lonely Planet datados de 2012. Diziam ser difícil achar guias na região porque os nativos preferem garimpar ouro a trabalhar como guias. Recomendam daí contratar guia em La Paz. Uma recomendada é a bolivianmountainguides. Eles tem 3 trekkings na região: Apolobamba, Apolobamba 2 e Apolobamba Norte. Tb tem um relato de um casal que fez sem guia. Abs, peter
  11. Creio que vc está querendo cruzar o Paso Mamuil Malal 1207 m. Ele é para qualquer tipo de veículo. Apenas observar se no inverno não está provisoriamente fechado devido a uma grande nevasca. Ats, Peter
  12. Huayhuash solo é possível, mas apenas recordo de um vilarejo com mercado para abastecer (não recordo o nome, veja no relato) no trajeto. Talvez pequenos fazendeiros no caminho possam vender algo (queijo, pão) mas é incerto. Talvez vc possa fazer um acordo com agência de só ter o transfer, sem direito a mulas, guia e alimentação. Se tiver lugar sobrando nas vans, acho que concordam. Dormir num bivaque só com um bom saco de dormir - 10º C mas creio que não é aconselhavel. Mesmo no Peru vc eventualmente pode acordar e descobrir que sua mochila e demais coisas não estão mais lhe fazendo companhia! Parece que eles respeitam mais as coisas que estão dentro de uma tenda. Quanto a Apolobamba, Bolívia, parece que de ônibus de La Paz até Pelechuco são 14 a 24 hrs (info. do livro, pode estar defasado). La Paz-Charazani são 10 horas. Assim ao menos um dia inteiro para ir, outro para voltar. Penso que assim compensa mais o trekking mais longo, pois 2 dias para ir-voltar com apenas 4 acampados não é bom custo/benefício. No gráfico de altimetria mostra um total de 58 horas caminhando até Suches. Ou seja, aproximadamente 6 horas/dia se durar 10 dias, o que é uma boa média considerando os pasos e o ar rarefeito. Abs, peter
  13. Nada Anderson. Boa sorte no trekking. Bullseye: Achei o Apolobamba no livro “Trekking y Alpinismo en los Andes (Pitkethly, Harper e Saunders, Ed. Blume). O livro é de 2002. Os dados são os seguintes: Duração 10 a 11 dias, 100 km. Início em Charazani ou em Curva (a 4 hrs de Charazani em veículo 4x4) e final em Suches, na margem da laguna de mesmo nome. Pode terminar também em Pelechuco, mais ou menos na metade do roteiro sugerido. A maior parte do trajeto está acima dos 4.000 metros. Se optar seguir além de Pelechuco (até Suches) entra no Peru através do Paso Lusan. Depois faz uma curva e volta para a Bolívia em Suches. A altura máxima é o Paso Sunchuli, 5.100 metros. Um atrativo extra é que passa por Curva, local dos curandeiros Kollowayas. Se vc vai fazer este trekking e quiser chamar alguém, me fale. Mas penso que o ideal é contratar ao menos um arriero com 2 mulas. Abs, Peter
  14. Bullseye: Em tempo. Segundo a Wikipédia outro nome de Apolobamba é Kimsa Cruz. Tenho o relato desta trilha no "Trekking in the Andes" do Pitchkley. Se houver algo relevante lá passo para vc. Abs, peter
  15. Bullseye: Não tenho como opinar porque não conheço este trekking. Primeira vez que ouço falar! Será que ele não é conhecido por outro nome? Em todo o caso vc despertou a minha curiosidade, afinal estaria entre os top 10. Vou pesquisar!! Fazer Huayhuash sozinho é possível, ainda mais na alta estação. Vc sempre encontrará um grupo no caminho. Em caso de emergência e mediante uma gorjeta creio que o staff dos trekkings organizados poderia ajudar vc, mesmo no caso de uma evacuação. Como o Peru tem crescido muito devido a mineração, diminuiu a pobreza e o nº de casos de roubos. O problema de ir sozinho é mais de logística. Vc vai ter de pegar 2 ônibus para chegar a Popca a partir de Huaraz, e o segundo ônibus de linha vai só até Popca. Creio que não vai adiante. O primeiro acampamento fica cerca de uns 20 a 30 km acima de Popca e vc teria de ir a pé (o roteiro original do Lonely Planet, de Huayhuash 12 dias, começava em Popca). As agências colocam uma van para te levar direto ao local do 1º acampamento. Na volta eles compram a passagem antecipadamente de Popca para Huaraz. Vi habitantes locais sem encontrar passagem porque a agência já tinha comprado a maioria dos assentos! É algo que pode forçar vc a ficar uns dias a mais num lugarejo perdido dos Andes. Relatei que vi um trekker subindo sozinho o passo Siula, no sentido contrário. Mas ele deveria estar muito bem preparado fisicamente pelo tamanho da mochila, pois não tinha mulas. Se vc tiver um bom mapa e for bom de navegação, acho que dispensa guia. O segredo para ter segurança a noite é acampar nos locais onde já tem um grupo acampado. O pessoal as vezes rouba o que está fora da barraca. Outra coisa mais importante ainda, se vai solo, é a aclimatação, para vc não sofrer do MAM sozinho. Bolívia não posso afirmar nada categoricamente porque fui em 1999 e ainda não fiz trekking lá. Mas como é o País mais pobre da américa do Sul (e realmente a pobreza chama a atenção mesmo dos brasileiros) acho que a segurança fica a dever se vc não estiver num trekking organizado. Se souber mais de Apolobamba te falo, mas creio que não acrescentarei nada, pois apelarei ao Santo Google, coisa que vc já deve ter feito. Tenho dois livros em casa sobre trekkings nos Andes e vou consultar, mas não me recordo deste nome. Abs, peter
  16. Anderson: Se vc tiver tempo pode procurar lá. Na alta estação (inverno) eles tem saída todos os dias, praticamente. O que notei é que algumas empresas fazem um pool. Eles colocam seus clientes numa mesma excursão. Se vc tiver poucos dias lá, melhor já previamente acertar alguma coisa por e-mail. lembre-se que não é só Huayuash. É bom acertar ao menos 2 dias de excursão antes, para aclimatação (laguna Churup, Laguna 69). Mas estas excursões rápidas de um dia dá para acertar lá mesmo com tranquilidade. O Renato, meu companheiro de Trekking, é o mestre em planejamento. Talvez ele possa acrescentar algo. Abs, peter
  17. Parabéns Lupa, extended range trekker! Excelente relato, excelentes imagens. Dizem que a John Muir é possivelmente a melhor trilha dos Estados Unidos. Encarou, foi e tirou de letra! Provavelmente em breve vamos ver um relato seu da Apallachian trail e outras trilhas dos EUA. Abraços, peter
  18. Muito bem! A foto do mapa com seus pés calejados da trilha ficou ótima! Como estou de volta à Bahia, no dia que quiser fazer o Paty é só avisar. Roteiro tranquilo para 4 dias. Não porque vc precise de guia, apenas pela companhia. Trekking não é difícil. As pessoas devem apenas perder seus receios e sair da zona de conforto, com vc bem falou. Abs, Peter
  19. Ric: Parabéns pelo relato e fotos, Muito bom! Você é um excelente trekker que encara trilhas desafiantes pouco conhecidas por nós brasileiros. Posso dizer que ler seu relato foi um dos melhores presentes que recebi ontem na véspera de Natal! Fiquei com muitas saudades desta belíssima trilha que fiz em 2010. Em dezembro vc enfrentou as dificuldades decorrentes da neve ainda não derretida. Eu apenas enfrentei alguns manchões no final de fevereiro. Engraçado que o tempo não estava tão quente como vc pegou durante o dia. Não havia as placas que vc mostrou, indicando os side trips depois da laguna Nilfe. Vi alguns desvios mas sem placas. Curiosa aquela caverna que permitia bivaque. Vi pequenas tocas de lava, mas não dava para abrigar uma pessoa. Vi a placa para o side trip para a geleira negra mas não fui porque o dia seria cansativo, como vc constatou. Realmente parece que mudaram alguma coisa do trajeto. Tenho certeza que não subi o Los Pinos, seguindo por sua encosta esquerda. Acho que realmente abriram alternativas ou alteraram o trajeto. Salvo engano o caminho pela encosta seguia em parte por um chato carreo de pedras. Por isto acho que mudaram o trajeto. Vc instalou a barraca no mesmo ponto na laguna Blanca. Que bom que não pegou um vendaval. Eu particularmente gostei da Avutardas. Cheguei a nadar nela. Mas isto é só questão de gosto. Vc gosta de espaços amplos para acampar, devido ao visual e possibilidades de fotos. Quanto as caronas, na próxima vez vou usar uma máscara com a sua cara na hora de pedir carona! Se um dia coincidir datas de férias vamos fazer uma trilha juntos. Talvez a minha próxima seja o Paty. Penso muito no circuito do Annapurna. É um Tea House trekking. Não precisa levar barraca e comida, porque vc sempre fica em bons albergues baratíssimos ao longo da trilha. É um prazer ler a sua revisão de trilhas. É muito importante a atualização para os leitores que quiserem fazer a trilha. Assim eles não ficarão confusos ao encontrarem novo trajeto conflitando com meu relato já defasado. Vou ver suas imagens no Vimeo. Um Feliz Natal e um 2014 cheio de belíssimas trilhas, Abs, Peter
  20. Rodrigo: Em El Chalten a maioria dos atrativos dá para fazer ida e volta num dia. Apenas pedra del fraile e laguna toro estão mais distantes, aí é melhor acampar. Recomendo porém sempre acampar pois vc aproveita mais e não precisa voltar para a cidade a cada vez, além de ficar mais barato sem hospedagem. Não precisa de guia. As trilhas são muito bem sinalizadas. Seu roteiro está bom. Pelo visto seu vôo de ida e de volta é em Punta Arenas. Apenas acho que Ushuaia fica um pouco fora de mão. Não seria melhor fazer Torres del Paine ao invés de Ushuaia (cidade cara)? Abs, peter
  21. Acho que sim, mas aí não pode acampar no quintal da casa dos nativos que oferecem o espaço, a não ser se combinar antes com eles. As vezes deixam acampar de graça, especialmente se almoçar ou jantar na casa deles. Tem locais que dá para fazer camping selvagem, especialmente fora do Vale do Pati. Mas nesta época de chuva evita acampar nas margens de rios (muito perto). Abs, peter
  22. Valeu Otávio! O negócio então é descer do trem, esconder a mochila, partir para o ataque e depois voltar para acampar no IAP. Uma lástima aquele camping fechado! Abs, Peter
  23. Otávio: O que o pessoal faz então se quiser subir o Marumbi e acampar? Ou não acampa? Abs, peter
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