Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

daninoguei

Membros
  • Total de itens

    49
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra

Sobre daninoguei

  • Data de Nascimento 01-12-1975

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Países: EUA, Alemanha, Áustria, República Tcheca, Malásia, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Camboja, Emirados Árabes, Chile, Venezuela, Argentina, República Dominicana, Egito, Peru, Austrália, Nova Zelândia, México, Bolívia e Brasil (um pouco de cada um desses estados): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Maranhão, Sergipe, Tocantis, Mato Grosso e Pernambuco.
  • Próximo Destino
    Colômbia
  • Ocupação
    Supervisora Escolar

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. Rogêrio, fui sozinha sim... fiz tudo lá na hora. Exceto Alter do Chão e Marajó que reservei com antecedência pois me hospedei nas cidades. Mas em Alter reservei os passeios quando cheguei lá. Super de boa! Recomendo!
  2. Sim, as informações precisam ser atualizadas, mas não posso fazê-lo pois não retornei ao local! rs Fui em 2012 e em 4 anos muita coisa muda... A viagem estilo mochileiro deve ser feita mediante as circunstâncias de cada um. Eu cheguei num horário que não havia ônibus e na volta, optei pelo táxi para ter mais tempo para aproveitar a manhã. Certamente de ônibus é mais econômico, mas são as prioridades de cada um. Sobre se hospedar em hostel, gosto de fazê-lo quando a relação custo-benefício compensa. Já ouvi falar muito bem desse hostel que vc ficou, mas à época essa não era uma opção. Acredito que cada um encontra sua própria forma de viajar e se divertir. Não existe certo ou errado, não é? Aqui foram relatadas as minhas experiências apenas.
  3. Ana, boa tarde! Desculpa a demora, mas só agora vi tua pergunta... Esse link não é de onde fiquei não... Pode ir tranquila
  4. DIA 10/01: Retorno de carro para Cairns. Dia de acordar sem tanta pressa, tomar café da manhã e pegar a estrada para Cairns. Lá se foram 600 e cacetada de km de volta... Rodamos praticamente o dia todo e só fomos chegar em Cairns no fim do dia. Já nos arredores de Cairns, vimos um shopping e paramos para "almojantar". Detalhe: eram 19h e o shopping estava fechado!!!! Essa cultura de fechar as coisas cedo (inclusive um grande shopping) é muito diferente da nossa cultura e estranhei muito isso. Acabamos comendo num lugar chamado Red Rooster, uma espécie de KFC menos famoso. Era gostosinho e deu pra matar a fome... Hospedagem em Cairns: Gilligans Backpackers Resort – reservado pelo Booking – AUD$ 27 a diária Esse é um hostel “badalado”. Ele é bem grande e ao que vi, MUITOS jovens. Pertence a ele uma das baladas mais famosas da cidade e quem se hospeda, tem desconto na entrada e parece que um drink grátis. O barulho da balada em nada interferiu no nosso sono. Organizado, com ótimos e espaçosos quartos. Ficamos num quarto para 8 pessoas sem qualquer transtorno. Não tem internet grátis e nem café da manhã. A cozinha do hostel ficava do lado do nosso quarto e ela é super ampla, com várias pias, alguns cooktop, várias geladeiras, cafeteira, torradeira e chaleira elétrica para uso dos hóspedes. Não conhecemos as demais dependências devido ao pouco tempo. Depois da hospedagem e do banho, hora de dar uma voltinha na cidade, pois já era noite. A balada do hostel bombava de gente, mas não nos animamos para entrar porque tinha dresscode, as meninas todas com aqueles saltos de 15 cm e nós de chinelinho! rs Caminhando pelas ruas encontramos poucas opções abertas e paramos num pub chamado P. J. O Briens que tinha várias mesas na calçada. Ficamos lá batendo papo, conhecemos um compatriota e por volta da meia-noite tivemos que desocupar as mesas, optando pelo seguinte: ou entra pro pub ou vai embora. Entramos e nos divertimos muito. Música boa, ao vivo, gente bonita... apesar do cansaço, fomos até umas 2h da madrugada (algo mega tarde pros conceitos australianos! Hahaha). DIA 11/01: Cairns / Alice Springs – voo Qantas QF 1949 às 11h20 / Chegada em Alice Springs às 13h10. R$ 653,80 Esse foi nosso vôo mais caro. E esse preço ainda foi pesquisado e aguardado para ver se baixava, pois chegamos de início a ver o trecho por R$ 1200,00!!! Chegar em Alice Springs é se deparar com um outro país. O aeroporto é pequeno e vazio, mas bem organizado e com pouquíssimos táxis para nós. Felizmente conseguimos um simpático taxista indiano que nos levou até nossa hospedagem. Hospedagem em Alice Springs: Alice in The Territory – reservado pelo Booking – AUD$ 25,00 a diária em quarto quádruplo com banheiro privativo. O local é enorme, com muitos quartos dispostos em dois andares, aos fundos do estabalecimento, nas laterais de um jardim. O quarto é bem amplo e muito confortável. Tinha até TV, frigobar, banheira e a ducha era maravilhosa! Ficamos hospedadas no local por duas noites em quartos diferentes (na chegada da cidade e na chegada do Outback). Na primeira noite o quarto foi só nosso e na segunda, dividimos com uma inglesa. Os únicos senãos do local – fora não servir café da manhã, o que já é prática no país – é a distância do centro e a recepção que quase sempre está vazia. Tem até um telefone no balcão para vc telefonar e chamar a pessoa responsável. No dia que fomos para o Outback, saímos bem cedo e não tínhamos como devolver a chave do quarto, que decidimos levar conosco e devolver só na volta! Rs No local existe um restaurante, mas não vimos funcionar em nenhum dos dias. Aliás, fora as duas pessoas que nos atenderam na recepção e a hóspede com quem dividimos o quarto, não vimos mais ninguém na propriedade! rs Eles guardaram nossa bagagem no período que estivemos no Outback. Depois de nos acomodarmos no quarto e descansar um pouco, saímos para ir ao centro para comprar alguns itens a serem levados ao deserto, bem como alimentos para o nosso desjejum do dia seguinte. Bem perto do hostel tinha um "fio de água" que pensei ser um riozinho, com bastante árvores e areia junto. Na volta para a cidade descobri que aquela água era de chuva que teve, pois estava tudo seco... A cidade é meio avermelhada, pacata e com ruas tão vazias que dava a impressão de ser alguma cidade fantasma. Das poucas pessoas que encontramos pela rua, todas eram negras. Encontramos bastante aborígenes homens mais próximo do centro, sentados em praças. Não sabemos se é verdade, mas lemos na internet que muitos não trabalham, pois vivem de subsídios do governo, e que ficam à toa pelas ruas, bebendo, e que por isso era desaconselhável sair à noite, pois alguns se tornavam violentos. Como disse, lemos isso, mas não nos deparamos com nenhuma dessas situações e também não saímos à noite (não por medo, mas por cansaço mesmo! rs). Acredito que é mais a questão do preconceito e do exagero nessas informações encontradas! Ah, e informação importante: na cidade já encontramos bastante das famosas moscas do Outback! rs Caminhamos cerca de 30 minutos até o Centro, onde praticamente tudo estava fechado. Por sorte havia um pequeno shopping com um bom supermercado, onde nos abastecemos. Após as compras, como estávamos sem almoço, aproveitamos para comer e o lugar que encontramos aberto para isso foi o Uncles Tavern. O local tinha pratos que pareciam ser bons, mas antes das 18h só servem pizzas... Então, era o que tinha para comer...rs Como estávamos carregadas com sacolas de compras pesadas pelos 4,5 litros de água de cada uma (a orientação para a viagem ao Outback, é que cada um leve 3 litros de água consigo para o início da expedição) e outros itens, voltamos de táxi para o hostel, poupando nossos braços de carregar as compras. Dia de ir para a cama cedinho, repor o cansaço dos últimos dias e preparar para a jornada do Outback... DIA 12/01: Saída para o tour pelo deserto Outback: Uluru Fizemos a reserva prévia do tour por uma agência local. Foi o tour mais caro que fizemos, mas também o mais distante, e com maior necessidade de logística deles. Custou R$ 896 os três dias, incluindo transporte, guia, entrada nos parques do Outback, duas noites de acampamento, sendo uma ao "relento", três "almoços", duas "jantas" e dois cafés da manhã. Foi da agência mais barata que encontramos, mas dentro da proposta roots que é acampar no deserto australiano, posso dizer que foi tudo 100%. Ao longo do descritivo dos dias, vou detalhando o serviço da agência com refeições e etc... O site do pacote que fizemos é esse daqui: http://www.ntstandby.com.au/index.cgi?act=i&i=60&h=983&&dp=2 No dia anterior, como é praxe com as agências de lá, telefonamos para confirmar o tour e eles informaram que nos pegariam às 5h55. Exatamente isso, antes das 6h. Como contei no relato da nossa hospedagem de Alice Springs, a recepção ficava fechada, e isso incluía também o espaço do hall da recepção, uma vez que como também relatado, os quartos ficam numa área externa, margeando um jardim. Ou seja, acordamos e tivemos que ficar do lado de fora do hotel esperando o transporte para nosso tour. O detalhe é que chovia! Isso mesmo, chovia na porta do deserto australiano! rs E nós ali, desabrigadas, porque óbvio, não havia nenhum cobertinho e óbvio, não estávamos levando capa de chuva na nossa bagagem para o deserto. Esperamos até 6h30! É, o transporte atrasou... Sabe como é, né? Passeio com grupo, para pegar em vários hotéis, sempre tem a galera que atrasa e não é pontual, e quem se ferra são as últimas do roteiro... Mas beleza, quem está na chuva é para se molhar mesmo, íamos acampar no deserto e o exercício do desapego já começava aí! Hahah Embarcamos num micro ônibus adaptado com tração. Nosso grupo era composto por, aproximadamente, 20 pessoas das mais diferentes nacionalidades: EUA, Dinamarca, Eslovênia, Rússia, França, Suíça, China, Japão, Coreia e nós, do Brasil. Uma salada de idiomas! Para iniciar o entrosamento, nosso guia, Ken, pediu para todos se apresentarem e isso já foi legal para quebrar o gelo (coisa que o guia de Fraser Island não fez questão alguma de fazer conosco). No trajeto até Uluru, nosso primeiro destino, fizemos algumas paradas até o caminho e para as "maria mijonas" como eu, dá para ir tranquilo, porque os pontos de parada da estrada têm banheiros decentes para uso. Foi nos oferecido um desjejum no carro com biscoito salgado, queijo, maçã e suco (lá na Austrália eles vendem uma coisa legal, que é um pacotinho de biscoitos salgados já "acoplados" com um comportimento de queijo – alguns são queijo processado tipo polenguinho e outros, queijo sólido, tipo gruyere. Esses pacotinhos nos salvaram várias vezes na hora da fome!) Na primeira parada havia venda de alimentos e café e tinham alguns cangurus em cativeiro. Ownnnn.... nem preciso falar que adoramos e quase todos ficaram ali, babando nos bichinhos! Demos até comida (mato) na boca deles... Com mais umas duas a três paradas pelo caminho (inclusive para limpar o parabrisa do carro que fica cheio de insetos mortos!), chegamos no nosso acampamento para o almoço. Nosso primeiro almoço foi um sanduíche frio de presunto/queijo/salada, suco e barrinha de cereal. Isso tudo o guia já trouxe pronto, refrigerado e embalado individualmente. Nesse local da parada do almoço também havia uma piscina para quem quisesse se refrescar e uma pequena loja com bebidas, snacks e souvenirs. Aqui só paramos mesmo para comer e nem descarregamos nada do carro... Depois de um descanso, seguimos para Uluru... Uluru, para quem não sabe, é esse enorme monolito que é um local sagrado para os aborígenes. Algumas informações sobre seu tamanho divergem, mas o que importa saber é que ele é ENORME, e que sob a terra tem ainda tantos outros quilômetros de profundidade. Ao chegarmos ao local, primeiramente visitamos o Centro Cultural que tem no local. É uma breve introdução à cultura aborígene, com painéis explicativos, vídeos e etc. Tem também uma loja de souvenirs, que, com todo respeito à cultura e arte local, achei caríssima!!! Enfim, voltamos para o carro e andamos até o grande Uluru. O guia nos dá algumas explicações e caminhamos em volta da base, por um pequeno trecho. Eu achava que caminharíamos um trecho bem maior, mas a base não é toda contornável, pois em alguns trechos, o acesso aos pedestres / turistas acaba. Mais que bonito, na verdade, achei impressionantemente grandioso! Existem algumas pequenas cavernas na base, fruto da erosão, com arte rupestre (na verdade não sei se o termo rupestre é apropriado, mas dá para entender que são pinturas antigas nas paredes...rs). Uma coisa ao chegar no Outback que me surpreendeu, foi a presença de bastante verde (quando achei que não teria nada) e até de água (alguns pequenos poços ao redor do Uluru). Com relação à água, não sei se sempre encontramos lá ou se era só porque no dia anterior havia chovido muito. Depois da pequena volta à base retornamos ao carro e seguimos para um mirante, que na verdade é o mirante do nascer do sol. Ou seja, o melhor ponto para ver o Uluru ao nascer do sol. Não era nascer do sol, mas rendeu várias fotos... Aqui nesse ponto a empresa nos ofereceu mais um lanche, que eram uns bolinhos de chocolate com coco e frutas frescas, que caíram muito bem no calor que fazia... Mais uma vez, voltamos para o carro e rodamos... Chegamos então, a um outro ponto, que é o ponto onde todos se reúnem para ver o pôr do sol. Aqui várias empresas ficam, pois é o ponto tradicional e as empresas oferecem um brinde com espumante australiano e snacks (há suco para quem não bebe álcool). Algumas empresas mais "finas" servem mesas mais bonitas, mas a nossa foi com copinho de plástico mesmo, e estava tudo muito gostoso. O Uluru é famoso por mudar de cor durante o dia. Isso acontece por causa da sua constituição mineral. Li que a constituição tem muitos metais, e que o tom avermelhado é resultado de uma oxidação de anos, anos e anos... E aí que consegui registrar um pouco das mudanças de cor da rocha... O pôr do sol é tão bonito quando olhamos para a frente, em direção ao Uluru, como quando olhamos para trás... Um espetáculo! Hora de ir embora... Chegamos no acampamento já com noite escura e logo fomos orientados pelo guia sobre os procedimentos a serem tomados. Como o camping é no esquema colaborativo, ninguém tem moleza, todo mundo colabora de alguma maneira, e cada um é responsável por sua "cama". Nessa noite receberíamos um swag, que é como um saco de dormir, só que maior e de lona. Essa é a "cama", com um colchão dentro. Recebemos um lençol, travesseiro e fronha e mais um saco de dormir para colocarmos dentro desse swag. Onde dormiríamos? Ao relento, numa área plana ao lado do galpão da empresa. Cada empresa tem uma área própria dentro desse camping – The Ayers Rock Resort e a nossa era esse galpão que servia como refeitório e outro que servia como depósito dos materiais. Próximo da nossa base haviam dois banheiros (masculino e feminino) bem grandes, com banho quente, privadas, pias e etc. Juro que vi até gente com secador de cabelos em pleno deserto!! rs Antes de dormir, nosso jantar foi preparado por alguns dos turistas de nosso grupo. O guia só dá o material e orienta brevemente. Quem coloca a mão na massa, como dito, somos nós. A comida, toda preparada numa chapa quente, foi peito de frango e noodles com legumes. Comida rápida e gostosa! Para quem quisesse, havia cerveja geladinha vendida pelo guia pelo honestíssimo preço de AU$3 (lembrando que o preço médio nos bares é AUD$ 8!!!). Preciso confessar que eu estava mega tensa em dormir ao relento. Lógico que conscientemente eu sabia que não havia nenhum perigo real oferecido, pois sabia que não iam nos colocar num lugar com escorpiões, cobras e aranhas. Porém, a quantidade de insetos voadores é ENORME e meu medo era algum desses insetos (como aqueles besouros que batem as asas pesadamente) entrarem no meu saco de dormir. Graças a Deus fui brindada com uma noite de sono pesadíssimo, sob o céu mais estrelado que já vi na vida! E assim se encerrava nosso primeiro dia... DIA 13/01: Tour pelo deserto Outback: The Olgas Dia de acordar às 4h, com o céu ainda escuro, ao som de Here Comes The Sun ao fundo https://www.youtube.com/watch?v=Bj1AesMfIf8. Nosso guia era todo especial e separou várias músicas para compor a trilha sonora desse nosso trecho da viagem. Hora de dobrar o colchão e toda roupa de dormir, se arrumar rapidinho e sair do acampamento. Nosso café da manhã foi num espaço entre o Uluru e as Olgas. Quando o sol começou a nascer estávamos lá e teve outra trilha sonora, com a música do Rei Leão – https://www.youtube.com/watch?v=FyTZRrRzjvY. Arrepio toda vez que lembro da cena desse dia... No nosso café no meio do deserto teve água fervida no fogareiro para fazer café e chá. Tínhamos achocolatado, leite, cereais, mel, pão e geléias. Como disse, eles são super organizados... Depois do desjejum saímos caminhando para a caminhada no Vale dos Ventos. A caminhada foi curta, entre 2 e 3 horas, com nossas pausas para descanso e fotos. Mas ainda assim, uma caminhada linda! Uma curiosidade para as trilhas no Outback, é que elas têm horário máximo para a entrada, para que vc não esteja no meio da caminhada com o sol a pino e perigo de desidratação. As Olgas, ou Kata Tjuta na língua aborígene, são um conjunto de formações arredondadas e foi no vale entre elas que caminhamos. Após o trekking retornamos para o acampamento para o almoço. Esse foi o dia de Wraps de carne moída (preparada na chapa) com queijo e saladas (alface, pepino, tomate, pimentão e cebola). Simples, mas bem gostosinho... Após a organização do espaço, e pouco antes de irmos embora para a outra parte do Outback, algumas pessoas foram para a piscina do camping se refrescar. Confesso que estava com uma preguiça danada e fiquei foi só na sombrinha mesmo descansando... Do camping base para visitação de Uluru e The Olgas, fomos para a região do Kings Canion. Um pedaço é bem longe do outro e lá se foram mais algumas horas de estrada. No caminho, parada na estrada para recolhermos lenha para nossa fogueira e jantar da noite. Junto do local que recolhemos a lenha, avistamos esse que é chamado de Lake Amadeus, um lago de sal. A chegada no camping de Kings Canion foi por volta das 17h, mas dessa vez deu tempo e ânimo de curtir uma piscina... Nesse camping não dormiríamos mais ao relento, e sim em barracas com camas de camping. Preciso confessar que a barraca é mega quente, não entra uma brisa sequer e dormi melhor ao relento... O pôr do sol no camping estava um espetáculo! Essa noite foi bem descontraída e teve a participação de um número maior de pessoas no preparo do jantar, que foi à base de churrasco (espeto de carne, salsichas e carne de canguru – deliciosa, por sinal!), saladas variadas, pão assada na fogueira e purê de batatas, também preparado na fogueira. Foi uma delícia de comida e de noite... Dia 14/01: Tour pelo deserto Outback: Kings Canion Mais uma vez madrugamos às 4h – mas dessa vez o desjejum foi no acampamento - e rumamos em direção ao Kings Canion. Acho que esse foi o dia mais lindo do Outback. O Kings Canion é um lugar sensacional! A trilha desse dia foi maior do que a do Vale dos Ventos, e mais “desafiadora” também. Foram cerca de 4 horas para cumprir os 6 km entre subidas e descidas. A primeira subida foi a mais íngrime e difícil, mas nada que a trilha sonora do Rocky Balboa para nos incentivar e encher de gás! Esse nosso guia era mesmo uma figura! Após a “subidinha”, uma pausa para descansar e recuperar os batimentos cardíacos... Depois disso, fomos caminhando por cenários lindíssimo, entre áreas planas, subidas e descidas, sempre com o piso acidentado pela própria formação geológica local... Num dado momento temos uma “surpresa”, pois no meio do cânion existe um vale chamado “Jardim do Éden”. Uma área cheia de vegetação linda, com riozinho e poço (onde ninguém tomou banho). Ali fizemos outra parada para lanche e ficamos contemplando a natureza. Depois caminhamos mais umas duas horas (o Jardim do Éden marca o meio da trilha) e chegamos ao ponto final. No percurso, mais paisagens sensacionais! Particularmente, o trekking do Cânion foi o que mais gostei. Achei as paisagens e formação simplesmente incríveis! Depois disso retornamos ao acampamento base, para o almoço, que dessa vez consistiu em hambúrguer (tradicional bovino e de camelo, que é bem diferente!). Tudo pronto após o almoço, hora de arrumar tudo e retornar para Alice Springs. Saímos por volta das 13h e só retornamos à cidade por volta das 19h... É, minha gente, é longe pra caramba!! rs Mortas de cansaço, nessa noite nada mais nos restava a fazer do que tomar um looooongoooo banho, arrumar a bagagem e aproveitar para dormir cedo no conforto de uma cama macia após os dias roots...rs DIA 15/01: Alice Springs / Melbourne – vôo Qantas QF797 às 11h45 / Chegada em Melbourne às 15h50 – R$ 585,55 Hospedagem em Melbourne: Greenhouse Backpackers Melbourne – reservado pelo Booking – AUD$ 35 a diária em quarto quádruplo compartilhado com banheiro externo e café da manhã (que infelizmente não provamos porque nossas saídas foram antes do início do serviço). O hostel é super bem localizado, bem organizado, com boas camas e o banheiro bem amplo. O prédio tem vários andares e cada banheiro conta com vários chuveiros e vasos sanitários. O espaço é bem amplo! O único senão era o wifi que não pegava no nosso quarto, somente no corredor. Esse era um dia “morto” praticamente, pois chegando em Melbourne no fim do dia, não restava muitas coisas a fazer... A parada em Melbourne se deu devido ao tour para os Doze Apóstolos, que também queríamos conhecer... Esse tour nós deixamos para fechar na cidade mesmo, e como demoramos para chegar até o hostel, e temendo que as agências fechassem cedo e não conseguíssemos fechar nada, fomos salvas por um balcão de turismo na própria hospedagem. Antes mesmo de irmos para o quarto já fechamos nosso pacote e só depois disso é que saímos para passear... Andamos sem destino pela cidade, e como estávamos bem no centro, perto de vários comércios, aproveitamos para gastar os últimos dólares em comprinhas pessoais (bem inhas mesmo, porque tudo é caro!!) e em souvenirs de presentinhos para as famílias. Ali tínhamos uma loja ao lado da outra e foi bem fácil providenciar tudo... Ao fim das comprinhas paramos na Federation Square, a principal praça da cidade. A praça tem vários atrativos, mas nosso intuito era apenas um: comer! Por isso, paramos no primeiro restaurante - Time Out - cujo cardápio fez nossos olhinhos brilhar com o risoto, afinal, já eram quase 20 dias sem comer arroz! rs Fim do jantar, fim do dia... Hora de voltar para o hostel e dormir, afinal, no dia seguinte, só para não perder o costume, seria dia de madrugar... DIA 16/01: Tour 12 Apóstolos Como contei, fechamos o tour pelo hostel mesmo. Ele custou AUD$ 99 e é o preço base mesmo... Achei as paisagens bonitas, mas sinceramente não gostei muito não: rodamos muito, paramos muito pouco tempo nos lugares e a guia falava o tempo todo feito uma matraca... Primeiramente paramos num lago para o que eles chamaram de café da manhã (umas míseras bolachas e café e chá). Ali parece ser uma área destinada a piqueniques, pois tinha umas mesinhas... A segunda parada foi o Memorial Arch e aqui dava para dar uma olhadinha rápida, bem rápida na praia... Toda essa estrada vai beirando o mar e as paisagens são sensacionais... A terceira parada foi num local que era um camping (deu uma vontade danada de acampar na Austrália porque os caras têm uma baita estrutura!!) onde existem coalas soltos nas árvores e um papagaios coloridos bem lindos. Vi dois coalas dormindo nas árvores, mas não consegui fotografar porque não ficou legível. Os pássaros vêm comer nas nossas mãos (e um deles pousou na minha cabeça!) e me encantei com eles... Dá para ver pela minha cara nas fotos! rs A quarta parada foi para almoço. O tempo para comer foi tão rápido que mal deu tempo de usar o banheiro depois... E isso que os pratos foram adiantados previamente, pois a guia passava um papel para optarmos entre os pratos disponíveis e quando chegávamos lá já estava tudo pronto para nós... Nem deu tempo direito de ver a praia que tinha em frente do restaurante, que foi na região de Apollo Bay. A quinta parada foi numa floresta tropical (bem pequeninha). Tinha uma trilha delimitada para percorrermos e era bonita... A sexta parada foi finalmente os 12 Apóstolos... Pensa num lugar lotado! Pensou?! Era lá! Tanta gente, tanto ônibus de turismo... uma muvuca só... e um vento danado! As plataformas ficam bem cheias para a visitação e adivinha? O tempo era de aproximadamente 15 minutos apenas! Nem dá muito para contemplar, né? Mas paciência... Valeu pela beleza! Alguns “Apóstolos” já caíram pela erosão do mar e o do vento, mas ainda é bem bonito. No local tinha opção de voo de helicóptero, mas não me interessei em fazer... Finalmente, a última parada e a que mais gostei – mais que os 12 Apóstolos: o Loch ard George, que é uma espécie de Canion com uma prainha linda no meio.... Nesse ficamos um pouquinho mais de tempo... Retornando, só fizemos uma parada breve na estrada para “jantar” e depois, chegando no hostel, sem forças para mais nada, só restava terminar a mala e dormir, pois no dia seguinte retornávamos para o Brasil... DIA 17/01: Melbourne / Sydney – vôo JetStar JQ602 às 6h / Chegada em Sydney às 7h25 – R$ 173,92 Voo Sydney / São Paulo Madrugamos na nossa última manhã na Austrália e fomos para o aeroporto. Ao tentarmos fazer o check-in, não conseguíamos e quando fomos pedir informações descobrimos o quê? Que estávamos no aeroporto errado!!! E nós lá sabíamos que Melbourne tinha dois aeroportos? Na compra da passagem isso não tinha ficado claro... Aí, que o outro aeroporto era distante cerca de 80 km de onde estávamos. Daria tempo de chegar para o vôo?? Não!! Valia a pena pagar o táxi até lá?? Não!! O que fizemos? Bem, para nossa sorte a rota Melbourne / Sydney é bem movimentada e tinha um voo para uma hora após o nosso voo inicial. Morremos com AUD$ 50 para remarcar e foi isso aí! rs Afinal, tinha que ter emoção até o último momento, né? Chegando em Sydney mais um pouco de espera e embarque para o Brasil com nova conexão em Santiago (mas dessa vez de cerca de 3 horas somente...) O que levei dessa viagem além da marca da picada da formiga (que me acompanhou ainda por dias em SP) e do pé torcido (é, não contei aqui, mas no Outback torci o pé...)? Ótimas recordações desses paises incríveis! A vontade de ficar aqui era enorme... a vontade de conhecer mais cada cantinho da Nova Zelândia ainda me faz suspirar mesmo após meses de retorno... Enfim, recordações maravilhosas e olhos inundados da beleza de uma natureza generosa e exuberante!
  5. ** Esse post é sequência do relato de viagem feito aqui: http://www.mochileiros.com/nova-zelandia-e-australia-parte-2-nossos-dias-na-nova-zelandia-t109945.html DIA 03/01: Sydney Dia de acordar cedo para aproveitar o máximo da cidade andando... e olha que andamos muito nesse dia, pois fizemos tudo a pé! Começamos pelo Royal Botanic Gardens, um grande e bonito parque urbano. O parque é bem grande, ocupa uma grande área da cidade e é gratuito. Tem vários jardins temáticos, lindas árvores e muitos pássaros. Um dos pontos do parque, o Mrs. Macquaires Point, oferece a melhor vista da Opera House e da Harbour Brigde, formando uma vista digna do cartão postal da cidade. De lá continuamos nossa caminhada até a Opera House Sydney . Existe um tour guiado que na época custava AUD$37, mas achamos que era mais válido economizar esse valor para outras coisas, afinal, a grande graça do local é a arquitetura, que está aberta para a vista de todos. Ao lado existe o Opera Bar, um simpatissíssimo local para uma pausa. O preço médio das cervejas por toda Austrália é de AUD$ 8 e aproveitamos que estava um sol de rachar coco para molhar a garganta. O lugar “ferve” de gente e oferece uma bonita vista da Harbour Brigde. Caminhamos um pouco mais pela região do Circular Quay e como já era próximo da hora do almoço, optamos por ir até o Fish Market, um mercado de peixes que além da venda direta, tem restaurantes com os produtos fresquinhos e bons preços. Andamos uma vida até lá... pelo menos era isso que nos pareceu, debaixo do sol escaldante que fazia... Cruzamos a região de Darling Harbour, que também fervia de gente e seguimos até o mercado... Como era sábado, não poderia ser diferente, e ali também estava lotado. Existem várias opções de comida, algumas com estilo “self service”, onde você escolhe o alimento na vitrine e monta o prato com maior variedade de itens e outro a la carte. Eu optei pela versão à la carte no Doyle´s at the Fishmarket, porque achei que valia mais a pena (inclusive no preço, pois o outro esquema ficava mais caro). Pedi um salmão que custou AUD$ 23,50. Após o almoço, mais uma caminhada para fazer a digestão, e chegamos no Wild Life Zoo (que é no mesmo bairro de Darling Harbour). Queríamos ver coalas e cangurus e lemos que esse zoo era mais específico, só com animais da Austrália e mais perto do centro de Sydney do que o famoso Taronga Zoo. Achei o zoo bem arrumadinho, organizado, mas pequeno e caro! O ingresso custou AUD$ 40 e para mim não valeu a pena... Soubesse eu que no tour dos Doze Apóstolos veria coalas naturalmente soltos nas árvores e que no caminho pro Outback veria cangurus, e tinha economizado 40 pratas!!! Mas não dá para prever o futuro... *Dica: existem combos de ingressos que incluem o zoo, o museu de cera, o aquário onde o ingresso final fica mais barato, mas não era de nosso interesse as demais visitações. Na saída do zoo, como já estávamos beeeeem cansadas, optamos por voltar ao centro de Sydney de ferry boat. Foi uma boa opção, pois descansamos um pouco e vimos a cidade por outro ângulo. Ah, os ferrys de Sydney tem wifi grátis. Aproveite! rs Do Circular Quay caminhamos até o hotel. Já era fim de dia, e só deu tempo de tomar um banho e ir para o bairro The Rocks, o bairro mais antigo e boêmio da cidade, com vários pubs e restaurantes. Até queria ter tido tempo e disposição para caminhar por ali, mas fomos direto para o 3 Wise Monkeys, um pub onde terminamos nossa noite, bebendo um pouco mais de cerveja, batendo papo e ouvindo a excelente música local (o DJ era muito bom!) Dia 04/01: Esse foi o dia de praia! Porque afinal de contas, estávamos cansadas e queríamos aquele momento de deitar na areia e ver o tempo passar... Sydney tem várias praias, mas parece que a mais famosa é a Manly Beat. O acesso é feito por ferry boat que sai do Circular Quay. Existem vários terminais e tem barco saindo em mais de um deles (porque são empresas diferentes, pelo que entendi), mas é bem facinho... A viagem de ida e volta custou AUD$ 15,20 e durou entre 30 e 40 minutos. Não sei se só pelo fato de ser domingo, mas o ferry estava lotadaço! Desembarcar em Manly dá a sensação da rodoviária Tietê em horário de rush na véspera de feriado (quem é de SP me entende...). *Dica: guarde seu bilhete do ferry pois para sair da estação você precisará dele para inserir na catraca. Se não souber qual caminho deve tomar, basta seguir a massa... O terminal não fica de frente para a praia e você cruza uma área com grande comércio até chegar à praia A praia, como dito, tinha grande movimento, e buscamos o caminho da direita para tentar pegar um trecho com menos gente. Andamos até um pouco mais à frente de Shelly Beach e ai descobrimos que o acesso mais fácil, pavimentado, acabava ali. Dali para a frente era caminho por um parque, tipo trilha mesmo, e não seguimos pois não estávamos preparadas em termos de vestimenta e nem de espírito (como lembram, queríamos era descansar). Tomamos um banho de mar na Shelly Beach, que tem mar mais calmo, do tipo piscina (Manly é praia de ondas, para surfista). Esse trecho da praia é bem pequeno, e dá a sensação de ter mais gente, mas é só sensação... Tem banheiros públicos, ducha e uma grande área com mesas para piquenique. Nessa região as pessoas também praticam snorkel, na encosta das pedras e muita gente fazendo stand up paddle. Almoçamos na beira da praia, num restaurante chamado Manly Wine. A fome e o calor foram responsáveis por nos encantarmos com o ambiente local e nem fomos procurar outras opções mais viáveis. O lugar é bem bacana, mas é caro e as porções, minúsculas! Pedi um peixe com salada e olha só o que veio na minha mesa! rs O sol já estava mais fraquinho e fomos lagartear em Manly, até dormir na areia... Não consegui entrar no mar que é muito bravo e cheio de salva vidas, mas deu pra ver que a água é limpíssima! DIA 05/01: Sydney / Brisbane. Voo JetStar JQ810 às 6h10 .Chegada em Brisbane às 6h40 – R$ 292,68 Hospedagem em Brisbane: Go Now Family Backpackers – reservado pelo Hostel World  AUD$ 22,00 quarto duplo com banheiro compartilhado O hostel é bem localizado, o quarto é bom, bem funcional, tem ventilador, ar condicionado e um varalzinho de parede. O dono é bem simpático, os banheiros bons e o wifi grátis (coisa mais rara nas hospedagens!). Também tinha café da manhã, mas preciso dizer que era BEM ruim... Não vale a pena... Tem cozinha para uso dos hóspedes, mas não tem muitos utensílios e tudo é meio engordurado... Tem lavanderia também. Permitiu early checkin e guardou nossa bagagem quando fomos para Fraser Island. A passagem por Brisbane foi estratégica como acesso para Fraser Island, pois o tour saía de lá. Além do voo da manhã ser mais barato, também nos garantiria conhecer um pouco da cidade que é bem simpática. O que não estava no script foi a chuva que desabou logo pela manhã, nos obrigando a interromper o passeio que havíamos começado. Resultado? Voltamos para o hostel e fomos descansar... O bom foi que deu para recarregar um pouco as baterias dormindo durante o dia. Afinal, nada melhor do que dormir quando se está cansado, com tempo fresquinho e barulhinho de chuva, né? No fim da tarde a chuva tinha parado um pouco e saímos para comer. A cidade é bem mais acessível, economicamente falando, do que Sydney. Paramos num simpático restaurante chamado Beach Burrito. A chuva voltou... Quando parou, fomos dar uma voltinha pela região do South Bank Parklands. Ali existe uma piscina pública enorme e limpa. Só não entramos porque não estávamos com a roupa adequada, mas vontade não faltou. A água limpa, quentinha, com vista para o rio Brisbane. Um pouco mais à frente existe um ferry boat gratuito, que dá um rolezinho pela cidade, mas não conseguimos chegar a tempo e já tinha fechado. DIAS 06 E 07/01: Fraser Island Tour Esse era o dia de sair para o tour de Fraser Island, a maior ilha de areia do mundo e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O lugar prometia lugares incríveis e o acesso não é lá muito fácil... Optamos por ter como base de partida Brisbane, pois esse era mais fácil de chegar e sair do que os demais locais oferecidos. Contratamos o tour previamente através deste siste: https://www.fraserfree.com.au/fraser-island-tours Esse site parece ser uma espécie de portal, pois a empresa que nos atendeu efetivamente foi a Sunset Safari. Por esse tour pagamos R$ 738,50 e no local tínhamos que pagar mais AUD$ 60,00 equivalentes à taxa de acesso ao Parque Nacional. O passeio incluía além do transporte, hospedagem e guia, um jantar, um almoço e um café da manhã na ilha O ponto de saída foi no centro de Brisbane, num local de fácil acesso, onde o veículo estaria à nossa espera (era uma espécie de caminhão adaptado). Na minha cabeça, eu imaginei que levaríamos cerca de 3 horas até a ilha. Ledo engano... O lugar é longe! Saímos por volta das 8h e ao meio dia paramos para um almoço numa cidade intermediária, perto de onde pegamos o ferry. O almoço teve que ser no vapt vupt, pois o tempo dado pelo guia foi bem curto! De lá partimos novamente em direção ao ferry. Chegamos na ilha por volta das 14h somente!! A quantidade de carros no local é bem grande, e muitas famílias vêm com carros com tração e passam dias no local. Nosso tour tinha duração de 2 dias, mas já tínhamos sido advertidas de que seria pouco tempo, como de fato foi, principalmente se levarmos em conta o tempo de deslocamento... Ao chegar na ilha começamos a visitação pelo Eli Creek, que é um rio bem rasinho, como uma corredeira de parque aquático, que vai dar na praia. A água é absolutamente transparente... Caminhamos ali de uma ponta do rio até a praia e deu para dar uma refrescadinha... Em seguida partimos para visitar o Makeno, um navio naufragado no local, que está em ruínas. Esse navio enorme era um transatlântico que foi usado como navio hospital na I Guerra Mundial. Ele naufragou e encalhou na ilha em 1935. É até bonito ver toda aquela estrutura cor de ferrugem... Essa é só uma visita rápida para fotos Novamente entramos no carro e vamos agora para os Pinnacles, que são falésias de areia colorida. São bonitos, mas na minha opinião, não se comparam às falésias de areia colorida que temos aqui no Ceará. Além disso, só as vemos na fachada frontal, pois não há como caminharmos entre elas... Mais uma vez, só uma visitinha rápida para conhecer e fotos... Seguimos então para o Indian Head, um morro numa península que divide duas lindas praias. Esse é o ponto mais oriental da ilha e é bem bonita a vista de lá de cima. Ficamos lá um tempinho para fotos e contemplação Esse foi nosso último ponto de visitação, pois já era fim de tarde e de lá fomos para o Eurong Beach Resort, o local de nossa pernoite na ilha. Existem agências que fazer o pernoite em campings, mas essa agência tinha uma boa relação custo benefício e pareceu ser bem organizada. O hotel, apesar do nome “resort” é simples. Devem haver outros tipos de acomodações mais luxuosas, mas nosso quarto não deixou nada a desejar. Era bem grande, com quatro camas, uma pequena copa com frigobar e fogão, um banheiro bom e varanda. Além disso havia uma piscina onde fomos nos refrescar e encerrar o dia. Jantamos no hotel e esse foi o término do nosso primeiro dia na ilha. No dia seguinte já saímos do hotel de mala e cuia para outras visitações e de lá, seguindo novamente para Brisbane. Ah, um detalhe: o café da manhã da agência é um pouco mais simples do que o café da manhã dos hóspedes normais, mas não era nada que deixasse a desejar, pois tinha café, leite, chá, suco, pão, manteiga, cereais e geléias. Quem quisesse desfrutar de frios, ovos e etc, pagava uma taxa extra, mas achamos desnecessário. O primeiro ponto de visitação do segundo dia na ilha foi a pequena floresta local. Fraser é uma ilha bem interessante porque agrega num mesmo espaço uma série de cenários: tem praias lindas, rios cristalinos, floresta, dunas, falésias e lagos de coloração incrível. Realmente tivemos muito pouco tempo para explorar o potencial de tudo aquilo... A floresta é bem bonita e a pequena trilha bem estruturada, com alguns trechos com passarelas de madeira. Ao logo do percurso corre o riacho Wanggoolba, que é tão, tão cristalino, que nas fotos nem parece que tem água ali. Essa área marca a parte central da Ilha e é ali que existe a área de camping e piquenique Por fim, fomos ao Lago Birrabeen, um lago que dizem ser tão bonito quanto o famoso Lago Mackenzie, o principal da ilha. A água é absolutamente transparente e a areia, tão fininha e branca, que me faz até parecer bronzeada nas fotos... A única queixa do local é que o tempo para aproveitar o lago foi muito pequeno, pouco menos de 1 hora, o que não deu nem para o cheiro... O lago é cercado por uma bonita vegetação e ali perto existe área para piquenique, onde fizemos nosso almoço. O guia já traz tudo preparado em tigelas de inox: alface, tomate, cebola, pepino, beterraba, queijo, três tipos de embutidos fatiados, batata chips, pães, molhos e frutas. Após nosso lanche, ao meio dia, já era hora de ir embora... Seguimos novamente e só fomos chegar em Brisbane por volta das 17h30 Como impressão da empresa, eu achei tudo bem organizado, mas particularmente, achei que o guia foi meio impessoal e não parecia muito preocupado com o grupo. Minha impressão se justifica pelos seguintes pontos: 1. Ele dirigia feito louco, acelerando o carro, passando desavisadamente por buracos, sem se importar com as pessoas ao fundo do ônibus, que sacudiam feito sacos de batata. Uma das meninas, que estava nos bancos do fundo sem a “proteção” de outro banco à sua frente, quase caiu por duas vezes; 2. Ele dava as informações sobre o local enquanto dirigia, sem se importar em falar em tom de voz mais alto ou usar o microfone que tinha, e o som não chegava para quem estava no fundo do veículo; 3. Tive um problema com uma picada de formiga ao sair do lago e seguir para o ponto de piquenique (almoço). Foi a pior picada de formiga que já tomei na vida, pois doeu MUITO, me deu taquicardia, tremedeira, suadouro. Ao informar o guia, na tentativa de pedir ajuda, fui apenas informada de que se era formiga, não havia problema, pois as formigas dali não eram venenosas. Achei essa postura muito inconsequente, pois fiquei com o pé inchado por três dias, depois disso, por mais 15 dias com a pele do dedo picado descascando. Já em São Paulo fui pesquisar e descobri que naquela região vive a formiga bulldog, simplesmente entre as dez mais venenosas do mundo! Então, amigos, olhem para o chão quando andar na ilha e cuidado com as formigas! Já em Brisbane, depois de um banho, saímos para andar pela cidade. Próximo ao hostel ficavam várias opções de restaurantes e optamos por um kebab que foi bem baratinho. Em comparação com os kebabs daqui de SP, esse tinha o dobro do tamanho pela metade do valor... Fomos também numa cervejaria artesanal chamada The Charming Square. Um lugar mais badaladinho bem ali na área do South Bank DIA 08/01: Brisbane / Cairns / Airlie Beach Antes do voo para Cairns, tentamos alugar uma bicicleta para dar um passeio em Brisbane, pois vimos vários pontos de bike pelas ruas. Mas nossa tentativa não teve sucesso, pois para isso era preciso ter um cartão especial de ciclista, coisa que não tínhamos. Ficamos então andando a esmo mesmo, tomamos um belo café da manhã no Between The Bars Café (recomendado!!) e logo mais, aeroporto... Brisbane/ Cairns – vôo TigerAir 486 às 12h20 / Chegada em Cairns às 14h45 – R$ 214,15 Reserva de carro em Cairns: Ace Rental Cars – Aeroporto de Cairns. Uma agência pequena mas bem organizada. Carro bom! - AUD$ 120 por 3 diárias. Esse foi um dia mega cansativo... Ao fazermos nosso roteiro, colocamos na lista as ilhas Whitsundays. O plano era fazer um tour de dois dias a bordo de um barco por lá. Para isso, íamos de Brisbane para Airlie Beach, através do aeroporto de Proserpine. Quando fechamos o “circuito” e vimos que em seguida de Whitsundays iríamos para o deserto (na hora que nosso quarteto ia se desfazer e a Cláudia retornar para SP), constatamos que a passagem de Proserpine para Alice Springs era impagável e demorava muito mais, pois não tinha voo direto... O que fazer então? Bem, decidimos então que ao invés de Airlie Beach, íamos para Cairns e fazer o tour pela barreira de corais e não por Whitsundays. Acontece que já no final de tudo, mudamos de idéia, afinal, Whitsundays era sensacional, nosso foco não era o mergulho e ela também pertencia à barreira de corais. Só que as passagens para Airlie Beach já estavam compradas. O que fazer então? Bem, pesquisamos uma infinidade de lugares para saber se de Cairns havia algum tour para Whitsundays. Não, não havia! O motivo era bem simples: a distância!!! O que fazer então?! Ah, simples: alugamos um carro e fizemos um “bate e volta” de cerca de 700km em Arlie Beach, só para conhecer Whitsundays!! Assim, ao chegar em Cairns já à tarde, pegamos o carro e dá-lhe várias horas de estrada até Arlie Beach. A distância poderia ser percorrida mais rapidamente não fossem os 100 km/h de limite de velocidade... Como já tínhamos a experiência da multa na Nova Zelândia, resolvemos ficar na boa e respeitar as regras...Chegamos no Hostel de madrugada. Se a loucura valeu a pena?! Ah.... e como!!! Hospedagem em Airlie Beach: Base Airlie Beach Resort – reserva pelo Hostel World. AUD$ 52,80 por 2 diárias em quarto quádruplo compartilhado (mas que ficou fechado para nós). O hostel é bem legal, o quarto que ficamos, super amplo, com camas boas, closet (!!!!) e uma varandinha. A única queixa era o chuveiro que não esquentava (sabe Deus o motivo da falha no aquecedor!) e que o hostel não tem recepção 24 horas. Isso nos deu um pequeno transtorno, pois ao chegarmos à 1h da madrugada, tivemos que sair pelas ruas, pedindo a alguém com um celular local, que fizesse a gentileza de telefonar no número informado na porta da recepção, para que viessem nos atender. Como ainda existem pessoas boas no mundo, logo encontramos alguém disposto a nos ajudar, que telefonou para o hostel e o vigia logo apareceu. De resto, nenhuma queixa. Como quase todas as hospedagens que ficamos, não possuem café da manhã e a internet é paga. Possuem estacionamento. DIA 09/01 : Tour Ilhas Whitsundays Dia de conhecer a famosa ilha Whitsundays com a belíssima e famosa praia Whitehaven. Bem, para isso tínhamos exatamente 1 dia e reservamos nosso tour com esta empresa: https://www.reeffree.com.au/great-barrier-reef-tour/1-day-cruise-whitsundays-whitehaven-beach-and-hill-inlet-tour por AUD$ 189 (esse é o preço cheio, porque nós tivemos um desconto por já ter reservado o tour de Fraser Island com eles). A empresa é bem organizada e esse nosso tour nos dava direito à área vip do barco. Descobrimos depois que no mesmo barco existiam outros tipos de tours diferentes. Enfim, a possibilidade de ficar na área coberta com ar condicionado quando o sol ficou quentíssimo e de sentir o vento no rosto só quando tivesse vontade foi ótima! Também com esse pacote, tínhamos direito a um kit lanche, coisa que os outros não tiveram. Bem organizado, cada um recebeu uma bolsa térmica com o kit (sanduíche, biscoito, queijo, iogurte, fruta e água). A água eles fornecem depois novamente durante o dia, pois o calor é bravo e na praia não há venda de nenhum item de comida / bebida. No barco existe um bar com itens à venda... Antes de desembarcamos em Whitehaven, há duas paradas para pegar passageiros em outras ilhas. Whitehaven é uma praia gigantesca, bem extensa, com cerca 7 km (alguns dizem que são 9km) e nós fazemos paradas em 3 trechos dela. A agência divide o grande grupo em grupos menores para facilitar e cada um vai para uma parte diferente (mas todos passam pelas 3). Começamos com um trecho de mergulho com snorkel. Eles fornecem todos os equipamentos, até as roupas para quem quiser, mas só usamos o snorkel e pé de pato mesmo. Nesse trecho da praia já temos corais logo na beirada e é lindo! Corais coloridos, bastante peixe... mas é só em um pequeno trecho. Ficamos lá por um tempo e depois voltamos de barco para outra área... Essa segunda parada é com mais sombra, e ficamos ali só desfrutando daquele mar maravilhoso... É incrível estar naquele lugar! Depois, pegamos novamente o barco e vamos para uma parte da praia bem diferente, pois parece uma vegetação de mangue. Essa parte tem um banco de areia no meio, como que separando as duas partes, e uma delas tem um pouco mais de ondas... tudo isso numa mesma praia! Nesse trecho também existe um mirante. A trilha é autoguiada, mas o guia nos acompanha até lá no alto. A vista é simplesmente um desbunde!!! Após um tempo ali, voltamos de barco para o segundo trecho e lá ficamos até a hora de ir embora. Tentar descrever essa praia é faltar palavras... Dizer que é um mar de um azul cristalino, que parece uma grande piscina, que é deserto, bem preservado, que a areia é branquinha e tudo é perfeito, não faz jus... Na verdade, acho que nem as fotos fazem jus, mas elas são meu melhor registro. Uns dizem que é a praia mais bonita do mundo... outros que está entre as Top 10, mas para mim foi a mais linda que já estive (e olha que já estive em muitas!!). O que mais posso dizer? Que valeu a pena cada quilômetro rodado e cada dólar pago no tour! O tour chega no cais de Airlie Beach por volta das 18h30 e ainda dava para aproveitar a noite... Airlie Beach, depois de Sydney, fora o único lugar onde tínhamos visto vida noturna. Existem várias opções de bares e danceterias. A cidade ferve de noite e era tudo beeem pertinho do Hostel. Optamos por ir num lugar chamado Club House, porque além de boa música, até às 21h eles tinham um combo de jantar (eu comi frango à parmegiana com fritas e salada) com bebida (cerveja, refrigerante ou vinho) por AUD$ 15!!! Opção perfeita de diversão com economia... Também serviam cerveja em jarros de 1,2 litro por AUD$ 14, o que é muito válido, uma vez que um copo custa cerca de AUD$ 8. Nem precisa falar que ficamos lá um tempão, né? Ainda mais que tinha música ao vivo com super qualidade!!! ** Em breve a segunda semana na Austrália com o relato da experiência de acampar no deserto Australiano!
  6. Olá! A hospedagem eu reservei no começo de outubro, mas para a virada do ano muitos lugares já não tinham mais vagas. Não sei se vai passar o ano novo lá, mas em agosto, quando fiz umas consultas prévias, alguns lugares já não tinham mais vagas para a época... Verifique também que na época de Ano Novo muitos lugares cobram hospedagem mínima de 3 a 5 dias. Não sei qual seu roteiro, mas vale observar isso... Os tours reservei entre novembro e dezembro. Essa parte é mais tranquila... Eu fiz um novo post sobre meus dias na Nova Zelândia (foram poucos pq meu foco da viagem foi a Austrália) e lá tem os hostels que fiquei e o valor da diária. Talvez te ajude a ter uma base: http://www.mochileiros.com/nova-zelandia-e-australia-parte-2-nossos-dias-na-nova-zelandia-t109945.html
  7. DIA 26/12:Guarulhos / Santiago Hospedagem em Santiago: Che Lagarto Santiago – reserva pelo site do Che Lagarto – Valor R$ 40,29 a diária de um quarto feminino para 8 pessoas. A proposta inicial até era dar uma saidinha na noite chilena, mas tivemos um contratempo no voo de SP, e ficamos 5h trancadas dentro do avião em solo. O motivo? Uma pane elétrica que não era localizada!! Depois dessa, só nos restou a cama do Hostel, onde chegamos por volta das 2h. O hostel atende aos padrões da rede Che Lagarto, tem recepção 24 horas e é bem organizado. Os quartos têm acesso com chave eletrônica. Os quartos são amplos, com banheiro interno e, ao menos no quarto que estávamos, havia uma banheira. DIA 27/12: Santiago / Sydney Depois de tomar um gostoso café da manhã no Che Lagarto (os ovos mexidos eram sensacionais!), já saímos em direção ao aeroporto, pois nosso voo para Sydney era na hora do almoço. Dia de ficar no avião por loooongas horas. Ainda bem que o voo com amigas torna tudo mais divertido, ainda mais com umas garrafinhas a mais de vinho! Hehehe DIA 28/12: Chegada em Sydney no fim da tarde Hospedagem em Sydney: Hotel Ibis budget Sydney Airport – reserva pelo booking – AUD$ 42,25 a diária de um quarto quádruplo (quarto família). Como todos os Ibis, não possui café da manhã no valor da diária. Chegamos em Sydney no fim da tarde e optamos por essa hospedagem pela localização, uma vez que na manhã seguinte tínhamos um embarque para Auckland. Escolhemos o hotel e vimos que ele era ao lado do terminal doméstico. Julgamos que como todo bom aeroporto, conseguiríamos nos locomover internamente entre os terminais. Ledo engano! Em Sydney a locomoção entre os terminais é paga! Isso mesmo, paga-se AU$ 5,50 para utilizar o trem ou um ônibus (ambos ao mesmo custo). O Ibis tem um serviço de traslado por AU$ 6 e se for ficar nesse hotel, sugiro pegar o traslado, pois por AU$ 0,50 a mais, já fica na porta do hotel e não tem que ficar carregando sua bagagem! Esse hotel é meio bagunçado e é enorme! Não tem acesso por escadas e os elevadores não dão conta dos hóspedes que querem subir e descer, formando fila na recepção para acesso aos elevadores. O hotel não tem wifi gratuito Ao lado do hotel tem uma loja da Krispy Kreme, onde os donnuts são fabricados no local (tem um vidro e você assiste a produção). O melhor donnuts que já comi! Saído do forno, quentinho com um capuccino é o que há!! DIA 29/12: Sydney/ Auckland – vôo Emirates EK 412 às 8h45 / Chegada em Auckland às 14h - R$ 947,73 Hospedagem em Auckland: Nomads Auckland Backpakers Hostel – reserva pelo HostelWord – NZ$ 32,56 a diária num quarto para 4 pessoas (era quarto coletivo, mas ficou fechado para nós). O quarto tinha umas beliches tubulares de ferro BEM barulhentas. O quarto era pequeno também, mas ficamos tranquilas ali porque éramos só nós, o que dava mais liberdade. Não tem armário para todos os hóspedes. Não tem café da manhã na diária. É super bem centralizado!O wifi custa NZ$ 4 por 24 horas de uso. O hostel é este daqui: Reserva de carro em Auckland: Empresa Right Cars. Não reservem carro com essa empresa! Conto depois o perrengue da devolução! - NZ$ 109,45 por 3 diárias Após checkin no hostel, já era fim de tarde... Não tínhamos tanto tempo assim e optamos por conhecer o Monte Éden, que é um mirante (na verdade, o ponto natural mais alto de Auckland) de onde temos uma vista bem bonita da cidade. O Monte Éden é um vulcão extinto e uma das suas crateras está toda recoberta por grama. A atração é gratuita e até o topo dá para chegar de carro ou caminhando. É bem agradável e no fim da tarde ventava horrores por lá. * Dica: estacionar em Auckland é caro. Alguns estacionamentos têm pernoite por cerca de NZ$ 15. Procure por eles. É tudo automozatizado e você paga seu estacionamento em uma máquina e guarda o comprovante. Não há pessoas no estabelecimento para fazer a cobrança. Se não tiver dinheiro trocado, essas máquinas aceitam cartão de crédito. É bem simples de realizar a operação. DIA 30/12: Tour Waitomo Caves e Hobbiton Finalmente um dia que não era dia de andar de avião! Essa coisa de voar toda hora cansa a gente! Mas, para compensar, era dia de acordar cedo e pegar a estrada. Na parte da manhã optamos por visitar Waitomo Caves. Saímos de Auckland às 6h e lá se foram 3 horas de estrada até chegarmos em Waitomo. Optamos por reservar o tour com antecedência, diretamente no site local, pois como era alta temporada, não podíamos correr o risco de chegar no local e não ter vagas. E que sorte que fizemos isso, pois ao chegarmos, a primeira coisa que vimos no centro de visitantes, foi que não havia vagas para o dia! O ingresso compramos através do site http://www.waitomo.com/Existem vários “pacotes” de tour e você escolhe de acordo com a experiência que deseja e o seu tempo disponível. Para nosso tempo disponível e nosso bolso, optamos pelo Triple Cave Combo, com visitação à Ruakuri Cave, Aranui Cave e Waitomo Glowworm. Custou NZ$93. Ao reservar, você escolhe o horário de início do seu tour e eles mandam depois um e-mail confirmando o horário de visitação para Ruakuri e Aranui. Glowworm, como é o tour mais curto, fica no espaço entre os dois agendamentos. Chegamos em cima da hora, estacionamos no estacionamento local e nos dirigimos ao centro de visitantes. Lá já existe uma placa informando o ponto onde devemos aguardar o tour para Ruakuri Cave. Pontualmente chegaram para nos buscar, entregamos o voucher que recebemos via internet e embarcamos na van. Poucos minutos depois chegamos na porta da caverna Ruakuri. A estrutura é muito bem montada. Descemos por uma espiral, que vai se iluminando à medida que descemos (pelo menos conosco, que era o primeiro tour do dia aconteceu isso, não sei se com todos é assim) e começamos a visitação das galerias, em cerca de 1,5 km subterrâneo, numa visita com aproximadamente 2 horas de duração. É interessante saber que essa caverna foi aberta para visitação, pela primeira vez, em 1904!! O local era um antigo cemitério maori (mas não vemos nada na visitação). A caverna ficou interditada por 18 anos e foi reaberta somente em 2005. As formações são muito bonitas e tudo muito bem organizado. Passarelas existem para que não danifiquemos as formações e ao longo do caminho, existem sensores de movimento, pois se você ultrapassar o limite e tentar tocas nas paredes, soa um alarme. Chegamos num ponto da visitação onde as luzes são totalmente apagadas e quando nossa vista se adapta, começamos a ver os pontos brilhantes nas paredes. São os famosos animais que dão brilho às paredes da Glowworm. Aqui vemos um pouco deles (bem pouco se comparado com Glowworm) e já ficamos encantados. Num momento da visita, o guia nos convida a gritar bem alto e impressionantemente, a luz dos animais fica mais intensa! O guia explica que eles reagem quimicamente ao barulho brilhando mais! Impressionante! Também passamos por algumas formações como teias, que são formadas por esses animais para capturar alimento. Ao final dessa caverna, retornamos de carro para o Centro de Visitantes e creio que nesse momento houve algum desencontro de informações. Dissemos ao guia que em seguida tínhamos a Aranui Cave para fazer. Ele nos deixou no ponto e disse “aguardem aí”. Passou a hora do tour e não veio ninguém. Quando o mesmo guia volta para buscar outro grupo, viu que ainda estávamos lá e nos levou ao ponto de encontro da Aranui (que não era onde estávamos). Esperamos, esperamos e não veio ninguém. Na verdade, o tour já devia ter começado e o guia nos deixou na primeira vez no ponto errado. Como tudo lá é com hora marcada e o tour era também de 1h30 a 2h de duração, não daria tempo de fazermos o próximo horário porque perderíamos o tour dos Hobbits na parte da tarde. Então, pedimos uma carona para voltar ao Centro de Visitantes, explicamos a uma funcionária nosso problema e nosso dinheiro foi devolvido (a parte equivalente a essa visitação). Não houve qualquer questionamento quanto à isso! Em seguida fizemos o tour de Glowworm. Nessa parte do tour (a mais famosa e mais visitada) não é permitido fotografar. Antes de chegar ao ponto alto da visitação – o rio com o teto cheio dos “Vagalumes” - passamos por algumas galerias, mas que ficam sem graças depois de visitar Ruakuri. Ao fim das galerias chegamos numa área toda escura, embarcamos num pequeno bote e aí é só deslumbramento... Ninguém fala nada! O silêncio impera... Acho que é porque todos estão boquiabertos com a beleza! O teto da caverna parece um céu mega estrelado ou então, que foi recoberto com uma tela com milhões de leds. Parece qualquer coisa, menos algo natural! É incrível!! Simplesmente surreal! Vou colocar umas fotos da internet para ilustrar (mas essas fotos têm um efeito azulado da luz que é “forçado”, pois não é tão forte assim) Saindo de lá fascinadas, não havia tempo para almoço, pois precisávamos garantir a chegada em Matamata, a cidade onfe fica o Hobbiton Movie Set antes das 16h... Lá se foi cerca de 1h30 de estrada entre as atrações... Adquirimos nosso ingresso diretamente no site http://www.hobbitontours.com/por NZ$ 75. As visitações acontecem todos os dias, das 9h às 16h30 (horário final a depender da época do ano). Ao chegar no local, vemos várias mesas de madeira espalhadas e várias famílias fazendo piquenique. O local também tem um café que serve algumas opções de comida (não havia pratos quentes quando fui) e bebidas. Depois de um rápido lanche, visitamos a loja de souvernirs (bem cara por sinal!!) e logo embarcamos para nosso tour. Fomos em um ônibus com uma jovem guia que falava sem parar nem para respirar. A velocidade da sua fala fazia parecer que ela reproduzia um disco em alta rotação e de trás para frente. Resultado: não entendemos nada e fomos só seguindo o fluxo... rs Já no caminho, antes de desembarcar do ônibus, vemos os grandes campos com árvores gigantescas, que devem ter sido a inspiração para aquelas árvores do filme Senhor dos Anéis que eram humanóides. Chegando na vila, nos deparamos com uma série de casinhas de porta redonda, todas muito coloridas, cheias de flores e muito arrumadinhas. Tudo é muito conservado, muito organizado e vamos seguindo um roteiro a pé por todas as inúmeras casinhas (são cerca de 40, cada uma com um detalhe diferente!) O ponto alto das casinhas é a casa do Frodo (que inclusive tem um tamanho maior que as demais). No alto da colina, vemos acima dela uma grande árvore, que curiosamente, é uma árvore falsa, artificial! Detalhe: não é possível entrar em nenhuma casinha, como eu pensei que pudesse... ;-( Passamos pelo campo onde os hobbits festejavam e caminhamos um pouco mais até uma região de lago, onde temos o Green Dragon, que era o pub que os hobbits frequentavam. Ali temos uma degustação de cerveja. Ah, naquele calor todo, imagina nossa felicidade em encontrar uma cerveja geladinha nos esperando! Experimentamos também a cerveja de gengibre, que é sem álcool. É gostosinha, docinha e parece um refrigerante. Depois de uns minutos de descanso, voltamos para o ônibus e termina o tour. Terminado o tour dos Hobbits, hora de pegar a estrada novamente, com cerca de 2h30 até chegarmos em Auckland novamente... Já era noite, nosso espírito de viajante nos empurrava para sair e darmos uma volta pelo centro da cidade e jantarmos por lá. O vento era forte em Viaduct Harbour. Esse pedaço da cidade é como uma zona portuária revitalizada, cheia de restaurantes e baladinhas. A vista da cidade iluminada ali é bom bonita. É bem movimentado, mas o vento frio somado ao cansaço nos fez dar uma volta bastante breve e ao invés do restaurante, contentei-me com um sanduíche no food truck na esquina do hostel... E assim acabava nosso intenso dia... DIA 31/12: Auckland / Queenstown – voo JetStar JQ279 às 7h. Chegada em Queenstown às 8h55 – R$ 258,96 Devolução de carro em Auckland: Empresa Right Cars / Auckland . Uma novela! Fizemos a reserva pela questão do custo e tivemos algumas complicações na hora de devolver. A empresa fica bem longe do aeroporto. Ao desembarcar e pegar o carro tivemos que ligar num número solicitando que fossem nos buscar, porque não apareceu ninguém. A sensação que tivemos é que o carro que alugamos era o único da empresa! Hahaha Na hora da devolução, como íamos devolver o carro às 5h (pagamos uma taxa a mais por devolver o carro fora do horário de expediente da locadora!), tivemos que deixar o carro na rua, trancar e jogar a chave na caixinha de correio. É, isso mesmo! Olhar se estava tudo bem com o carro no momento da devolução? Bobagem! Nesse sentido contamos com a sorte... A empresa deixou um número de telefone de um serviço de táxi que nos pegaria no local da devolução e nos levaria para o aeroporto. Só que como não tínhamos telefone, pedimos para a recepção do hostel ligar e marcar um horário com o taxista (nosso horário previsto para chegar ao local). Mas nos perdemos para chegar na rua da devolução e chegamos depois do horário marcado com o taxista (na verdade nem sabemos se ele de fato foi!). Resultado? Não havia ninguém para nos levar de volta! Tivemos que ir até o aeroporto, buscar um taxista para nos seguir até o local e nos devolver para pegar o voo, o que aconteceu bem em cima da hora... Depois de quase um mês de devolução do carro, veio uma cobrança no cartão de crédito, feita pela empresa, de um valor que era quase o dobro do que pagamos pela locação. Procuramos a empresa e não havia justificativa para a cobrança, que eles diziam desconhecer. Resultado: contestação com a empresa de cartão de crédito, que ainda bem estornou o valor... Por essas questões, fujam dessa locadora!!! Aluguel de carro em Queenstown; Empresa Go Rentals – R$ 306,00 por 3 diárias (foi a mais cara, mas acreditamos que era pelo período de ano novo) Essa empresa é de confiança! A mais organizada que pegamos... Chegamos em Queenstown só como portão de desembarque, pois não íamos ficar lá, pois não tínhamos conseguido reserva de hospedagem para o Ano Novo (as opções de diárias que cabiam no nosso bolso não faziam reserva só para uma noite) e optamos em passar o ano novo em Wanaka, onde já era plano de ser nossa próxima parada. Mas, como estávamos em Queenstown, não dava para perder da chance de, pelo menos, dar uma voltinha na cidade, né? Pegamos o carro e programamos o GPS para nos levar ao Lago Wakatipu, que é um lago de degelo glaciar e que parecia bem bonito. Só que o GPS endoidou e nos levou para a direção oposta. Tipo, estávamos do lado da atração e daríamos a volta por toda cidade para voltar a ela! rs Isso foi ruim? De jeito nenhum... Esse erro do GPS nos levou por uma estrada lindíssima, margeada por lagos de cores incríveis e montanhas lindas... Nos apaixonamos pela Nova Zelândia nesse momento! Mas aí, percebemos o erro, pois não poderia ser tão longe... Fizemos o caminho de volta, e eis que voltamos ao centro de Queenstown! Hahaha E esse é o Lago Wakatipu: Tem um passeio de barco que segue por ele, mas não fizemos por falta de tempo e por achar que não valia também a pena. Andamos pelas ruas da cidade e aproveitamos para almoçar. O tempo estava meio fechado, alternando chuva, sol e nuvens pesadas. Depois do almoço paramos numa loja para comprar os itens da nossa “ceia de ano novo”, pois tínhamos certeza quem em Wanaka não haveria opções para jantar e que em nossa hospedagem também não teria nada... Compramos vinho, queijos, salame e fomos para a estrada. A serra até Wanaka é cheia de curvas e bem perigosa, principalmente com a chuva que caía. Tanto é que com um dos carros à nossa frente, houve um acidente, pois um dos carros rodou e bateu no que vinha no sentido contrário. Fim de tarde chegamos a Wanaka e nos dirigemos ao local da hospedagem Hospedagem em Wanaka – Aspiring Holiday Park e Motels – reservado pelo Hotel Club – R$ 51,44 a diária que não existiu! Ao chegar no local de hospedagem, o Aspiring Holiday, tivemos uma desagradável surpresa: não havia um quarto para nossa reserva! Para nós, na reserva, havíamos reservado um quarto quádruplo. Para o local, aparecia uma reserva de campervan!!! Ficamos desesperadas porque estava já no fim do dia, era 31 de dezembro, estava frio, chovendo, todas cansadas e detalhe: não havia vagas nas hospedagens da cidade, que além de ser pequena, de ser ano novo, estava recebendo um importante festival de música. Após muita discussão com o funcionário, conseguimos que ele nos imprimisse a reserva enviada pelo Hotel Club, como uma “prova” de que não usufruímos da hospedagem pela qual pagamos antecipadamente! É, não houve devolução do dinheiro, pois segundo eles, como a reserva foi feita pelo portal do Hotel Club, era com eles que tínhamos que resolver... e não resolvemos porque o site não é do Brasil, reclamei e ninguém deu resposta... Ou seja, 25 doletas jogadas no lixo. Mas nessa hospedagem nem tudo foi desespero, afinal, como diz o ditado, Deus fecha uma porta e abre uma janela. No nosso caso, ele abriu uma casa super aconchegante! Vou explicar: vendo nosso desespero e cara de cachorro que caiu da mudança, o dono do local disse que a família dele tinha uma casa ali próxima que estava vazia e que poderia nos alugar por NZ$ 50 a diária/pessoa. Era a solução, né?! Dormir no carro com frio e sem conforto era que não dava... Achávamos que a casa era tipo uma edícula, feiosa, empoeirada, mas estávamos satisfeitas mesmo assim, porque poderíamos tomar banho e dormir numa cama. Eis que, ao chegar na casa, temos essa agradável surpresa: A nossa melhor hospedagem! A melhor cama que dormimos e ainda tinha uma sala super aconchegante (ok, não curto a cabeça de animais na parede!), com lareira e TV para passarmos a noite fria de ano novo! Aí sim, hein?! E para quem achou que ia passar a noite de ano novo tomando vinho no gargalo e comendo o queijo inteiro a dentadas porque não teria nem faca, eis que nos animamos, fomos ao mercado e providenciamos essa linda mesa, onde encerramos nosso ano, bebendo vinho neozelandês de qualidade (a ótimo preço), quentinha na beira da lareira e vendo show na TV. Foi a melhor resposta para algo errado que tivemos na viagem! rs DIA 01/01: Acordamos com um dia lindo, algo quase inacreditável depois de todo frio e chuva do dia anterior e fomos para o centro alugar uma bicicleta para dar a volta no lago (NZ$ 20 por 2 horas). O lago Wanaka também é um lago de degelo glaciar e sua cor é incrível! É em torno dele que tudo acontece! Existem vários pontos de parada e “mirantes”. Só não ficamos mais tempo na pedalada porque tínhamos que pegar novamente a estrada e não havia muito tempo... Almoçamos na cidade, num restaurante que pertence a um hotel (Wineglass Café Edgewater). Fomos parar lá por indicação e o lugar é muito bonito mesmo, num gramado à beira do lago. A comida é boa, mas a porção não é farta...rs Depois do almoço, hora de cair na estrada em direção a Tekapo, onde 200 km nos esperavam! A estrada entre as duas cidades é simplesmente maravilhosa, e nem preciso dizer que demoramos uma eternidade para chegar até Tekapo, pois parávamos a todo instante para admirar e fotografar. O Mount Cook nos acompanha durante boa parte da viagem e é incrível ficar observando essa montanha toda branca... Hospedagem em Tekapo – Lakefront Lodge Backpackers – reservado pelo Booking – NZ$ 30 O hostel é bem grande, fica de frente para o lago e tem diferentes tipos de acomodações. O quarto que era para ser coletivo (mas que nós fechamos entre nós quatro), era minúsculo e não tem lugar algum onde colocar as mochilas, o que torna o ambiente, que já é pequeno, com mais dificuldade de locomoção. O banheiro é externo, coletivo e bem organizado.... Não servem café da manhã Já no fim da tarde chegamos em Tekapo e fomos diretamente deixar as malas no hostel. Depois aproveitamos a proximidade e fomos conhecer o Tekapo Spring, local de piscinas térmicas que tem vista linda do lago. Apesar de ainda estar em funcionamento, e de ter água quente, o vento frio nos desanimou de entrar na água e ficamos apenas tomando um café da tarde no local. Aproveitamos para buscar informações a respeito do tour astronômico, mas descobrimos mais tarde que não havia mais vagas naquela noite. Fica então a dica: procure reservar com antecedência para não ficar sem essa experiência, como nós ficamos... Você pode fazer a reserva por este site aqui: http://www.earthandskynz.com/window-to-the-universe/en/mtjohn-tour#booknow Sem muita alternativa, nossa noite se resumiu a procurar um lugar para comer na cidade. Essa tarefa quase que foi por água abaixo, pois tudo na cidade fecha às 21h. Essa é outra coisa para atentar na cidade... Achamos um lugar chamado Mackenzies e quando entramos, fomos de cara informadas que a cozinha estava fechada e que só teríamos acesso ao bar. Ainda bem que umas poucas porções eram servidas ali DIA 02/01: Aproveitamos a manhã em Tekapo para dar uma breve volta no lago e tirar algumas fotos da paisagem linda do lugar: Às dez da manhã tínhamos que desocupar o quarto do hostel e aproveitamos para já pegar a estrada. Christchurch seria a próxima parada, onde devolveriamos o carro e pegaríamos o voo para Sydney. Tivemos tempo para uma voltinha pela cidade antes do nosso voo. Christchurch sofreu um forte terremoto em 2011 e parece ainda não ter se reerguido. Na área do centro, para substituir as lojas e restaurantes, foram instalados coloridos containers que abrigam os estabelecimentos. Para substituir a igreja da cidade, que também foi destruída, foi construída uma inusitada Catedral de papelão, a Cardboard Cathedral, que atrai curiosos na visitação. Nos breves momentos de nossa caminhada, não conseguimos achar graça na cidade, que guarda um ar pesado e até meio triste, apesar dos lindos grafites e das cores dos containers. Christchurch / Sydney. Voo China Air CI0056 às 19h15 .Chegada em Syney às 20h30 – R$ 715,94 Chegamos em Sydney acreditando que ainda haveria tempo de sairmos para jantar e dar uma voltinha no centro... Ledo engano! Desembarcamos num voo da China Air onde parecia que a China inteira viajava... A imigração demorou horrores (engana-se quem pensa que fila de imigração só existe no aeroporto de Cumbica) e saímos do aeroporto por volta das 22h... Pegamos um táxi para irmos até o hotel (em 4 pessoas era o meio mais econômico para nós). Hospedagem em Sydney - Ibis Budget Sydney East – reserva pelo Booking – R$ 83,19 a diária. Optamos pelo Ibis porque em comparação com os hostels, era o mesmo preço. Hospedagem em Sydney é cara e essa foi das mais baratas que encontramos. Optamos também pelo Ibis pela localização, pois como Sydney tem um transporte coletivo caro, de nada adiantava economizar na diária da hospedagem e gastar mais dinheiro no transporte (além do tempo). O hotel não tem wifi grátis e o café da manhã custava AUD$ 9, o que é um preço bom para a região. Não é igual aos Ibis do Brasil, com frios e ovos mexidos, mas tinha pão, geleia, manteiga, mel, leite, café, chá, suco, cereais e iogurte. Achamos que a relação custo/benefício foi bem favorável... ** Em breve continuarei contando sobre a Austrália
  8. Acho que a situação deve ser como a nossa... uma reta, estrada boa e vazia, carro bom... Nem estávamos numa MEGA velocidade... Era 125 km/h... De repende começamos a ouvir a sirene e a polícia atrás dando farol e mandando parar. O carro parece ter se materializado ali! hahahah Foi um susto daqueles...
  9. No feriado de Páscoa viajei com uma amiga que me fez um convite: ir para a Austrália. Em menos de cinco minutos pensei e confirmei minha presença! (sou uma pessoa muito dífícil quando o assunto é viagem! ) O país não estava na minha bucket list, mas era uma ótima oportunidade de conhecê-lo. Além disso, tinha o desafio de colocar um ponto na Oceania, único continente onde meus pés ainda não haviam pisado. Desafio proposto, desafio aceito, e lá se foram longos meses de preparação para uma viagem com um total de 21 dias com mais 3 amigas. Coloca cidade aqui, tira cidade ali, coloca Nova Zelândia, tira Nova Zelândia, altera o itinerário, e finalmente chegamos ao roteiro final com as seguintes paradas: São Paulo, Santiago, Sydney, Auckland, Waitomo Caves, Hinuera, Queenstown, Wanaka, Lake Tekapo, Christchurch, Sydney, Brisbane, Fraser Island, Cairns, Airlie Beach, Whitsundays Island, Alice Spring, Outback, Melbourne, Sydney, Santiago, São Paulo! Ufa! Deu canseira só de listar as cidades... Parte 1: Confirmando a ida Compra da passagem pela Lan indo pelo Chile (rota mais curta) com seis meses de antecedência. Com essa antecedência conseguimos um preço “pagável” no trecho que é o mais caro. Paguei R$ 4848,00 com taxas (mas umas amigas conseguiram por um pouco mais barato que eu, em torno de R$ 4500,00). Cada amiga comprou a sua própria passagem, cada uma com um valor diferente, mas todas nessa faixa de preço. Nessa de cada uma comprar sua pasagem, houve desencontro no trecho Brasil / Chile, onde uma amiga foi sozinha. Parte 2: Casando itinerário Íamos em 4 amigas, mas uma delas ficaria menos dias. Tínhamos aí o desafio de encaixar a troca de cidades de forma tal que casasse sua data de retorno com nossa troca de cidades. Depois de ficar rodando o mapa, conseguimos! Dessa forma, a Cláudia nos acompanharia até a saída de Cairns. De lá partimos para Alice Spring e ela voltou para Sydney. Deu uma tristezinha desfazer nosso quarteto fantástico! ;-( Parte 3: Comprando trechos internos – a missão! A parte mais cara da nossa viagem foram os trechos internos. A Austrália é um país muito extenso e queríamos conhecer o máximo de coisas no tempo que tínhamos. Muitos viajantes optam por viajar pelo país com carros ou campervans, mas essa não era uma alternativa para nós. Então, vamos às passagens aéreas. As passagens internas tinham que ser compradas todas juntas, para que não corrêssemos o risco de, ao virar a tela, não ter mais o preço e/ou assento para a amiga. Pesquisamos e compramos todos os trechos pelo site do skyscanner. Concentramos as compras em dois cartões de créditos diferentes e depois dividimos as despesas equivalentes. * Dicas: A JetStar cobra um X a mais por bagagem despachada. Você coloca o peso aproximado que pretende despachar e eles cobram antecipadamente por isso. Como estávamos em grupo, o peso era considerado como total, e não por cada bagagem individual. Ainda bem! rs A Tiger também cobra um X a mais por bagagem despachada. Mas na hora da compra da passagem não sei dizer se isso não estava claro, se não nos atentamos e comemos bola... enfim, só sei dizer que morremos com AUD$ 90 por pessoa para despachar nossa pequena mochila na hora do check-in!!! Um assalto! A passagem aérea para Alice Springs é cara! A mais cara de todas! Isso se deve ao fato de que a Qantas monopoliza os voos para lá. Ou seja, não tem alternativa! Vá acompanhando os preços pelos sites que rastreiam passagens para conseguir um preço melhor. Mas já fique ciente que mesmo o preço menor é caro, bem caro! Pagamos R$ 653,00 o trecho, um voo de 2h20 e esse foi nossa melhor cotação, pois chegamos a ver por R$ 1200,00!!! Passo 4: Reservando hospesdagem Ficamos em hostels o tempo todo, à exceção de Sydney, onde o Hotel Ibis Budget custava o mesmo preço que o hostel. Como estávamos em 4 pessoas, foram raras as vezes que pegamos um quarto “compartilhado”, pois geralmente conseguíamos fechar o quarto só para nós. Procuramos a localização de todos os locais de hospedagem e ficamos sempre bem centralizadas, de forma a ter fácil acesso ao centro / atrações a pé, otimizando tempo e custo. *Dica: Auckland / Sydney e Queenstown (talvez outras cidades maiores também), cobram hospedagem mínima para a época de ano novo. Esse foi o motivo de passarmos o ano novo na pacata Wanaka. Passo 5: Reservando carro Optamos por usar o carro em 3 trechos, para baratear nossos custos. 1. Na Nova Zelândia, partindo de Auckland, queríamos ir para Waitomo Caves e Hobbinton Movie Set. As empresas que vendem os tours para lá cobravam caro e na ponta do lápis saía mais barato alugarmos um carro e dividir as despesas dele e comprar a entrada das atrações direto no site local. 2. Também na Nova Zelândia, para irmos de Queenstown para Wanaka e Tekapo, os ônibus intermunicipais não tinham horários flexíveis e atrapalhariam nossos planos. Na ponta do lápis também saía mais barato o aluguel do carro, facilitando as despesas e o trânsito. 3. Na Austrália, quando decidimos não ficar em Cairns, e sim em Arlie Beach (explicado depois no relato) * Dica: as estradas têm limite de velocidade máximo de 100km/h. Atenção porque nem sempre existem placas sinalizando a velocidade, e nesses casos pode acontecer de ser parado pela polícia e tomar uma multa, como aconteceu com a gente. Passo 6: Reservando os passeios Tínhamos alguns tours a serem feitos com agências, pois não estávamos com carro e etc... Esses tours foram todos reservados com antecedência, uma vez que tínhamos uma viagem bem apertada e cronometrada, e indo na alta temporada, não dava para arriscar não ter vaga para algum passeio na data que queríamos. *Dica: muitos passeios, mesmo reservados, precisam ser confirmados com um dia de antecedência. Muitos lugares fazem a reserva pelo site, sem qualquer transtorno causado pela distância. Passo 7: O visto australiano O visto australiano é super burocrático para tirar, mas não difícil de conseguir. Respire paciência, sente sua bunda na cadeira e prepare-se para responder um questionário gigantesco e para anexar mil e quinhentos documentos anteriormente digitalizados e alguns também autenticados em cartório. O Blog Quatro Cantos do Mundo ensina direitinho o passo a passo e as dicas para o processo. Clica aqui e dá uma olhada: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/ Atenção: se você vai entrar e sair do país, como nós, lembre-se de pedir um visto com múltiplas entradas. Não custa mais caro e te deixa mais seguro com problemas futuros. Após o pagamento, o visto é encaminhado via e-mail. Na Austrália, embora não seja exigência, solicitaram a carteirinha de vacinação da febre amarela. Se você tem, é bom levar. A Nova Zelândia não exige visto para nós brasileiros e nem exigiu nada da vacinação. Passo 8: Viajar.... Como a viagem foi longa e eu sou detalhista (hehehe) o relato será postado em partes... Aguardem que logo vem o resto...
  10. Olá... não dá para fazer bate e volta de 1 dia em Marajó porque não compensará o horário do barco, com o tempo de deslocamento e o tempo para andar pela cidade... Reserve pelo menos um fim de semana... Eu tenho um post com sugestão de um roteiro em Marajó para o fim de semana: http://www.aprendizdeviajante.com/index ... de-semana/ Espero ter ajudado...
  11. Valeu, Luis! Já fui pros Lençóis Maranhenses sim. Fui em agosto... só está mesmo é faltando tempo para escrever aqui! Beijos
  12. Não sei dizer não... Quando estava lá soube de uma pessoa que alugava carro, mas era o carro particular dela. Desconheço aluguel de motos e creio mesmo que não exista. Até porque, se alugarem motos, os mototáxis vão ter o maior prejuízo! rs Liga em alguma pousada para pedir informação, talvez eles possam te ajuda. Boa sorte!
  13. Pois é, Dino... eu sou suspeita porque amei muito esse lugar maravilhoso! Eu também voltaria, mas por enquanto sigo na minha meta de ticar Estados brasileiros ainda não conhecidos!
  14. Nati, pode encaminhar suas dúvidas para o meu email: [email protected] que ajudo no que puder / souber. Abraços, Dani
×
×
  • Criar Novo...