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João Rosenthal

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Tudo que João Rosenthal postou

  1. Fala meu amigo, tudo certo? Obrigado pelo elogio, vou responder uma por uma: Visto - tiramos antecipadamente pela Embaixada do Egito em Brasília, processo feito por e-mail e correio. Dá pra tirar na hora também, mas já ouvi relatos de pessoas que foram maltratadas ou tiveram uma burocracia excessiva, então preferi já obter antes. Agência - se quer conforto pode ser uma opção, mas prefiro por conta própria. Não foi nada difícil, você passa alguns estresses básicos, mas nada que seja de outro mundo. Os passeios recomendo sempre guia porque saber a história é excelente, fora que te livra de alguns chatos vendendo coisas e invadindo a sua privacidade. Cruzeiro - nada de CVC, comprei na Internet pesquisando muito e diretamente com o operador egípcio. Câmbio - levamos dólares e trocamos ao longo da viagem. Por incrível que pareça na chegada no Aeroporto do Cairo o câmbio estava bom, mas em geral não variava muito. Mas leva dólar sim e já troca alguma coisa logo na chegada. Comida - humus, babaganoush, pão árabe, molhos variados, carne de cordeiro, vegetais preparados de um jeito típico deles, berinjela recheada. Eram muitas, e sempre em fartura. Recomendo pegar um rodízio árabe, não é exatamente esse o nome, mas você escolhe um prato principal e trazem acompanhamentos à vontade, é sensacional!
  2. Dia 06 - 04/10 - Edfu Temple e navegação pelo Nilo Acordamos às 5h para a visita ao Templo de Edfu, que fica na cidade de mesmo nome. Ao desembarcar o guia já estava nos aguardando, e fomos até a entrada de charrete passando por uma cidade quase que completamente vazia e muito suja, mas o nascer do sol estava lindo. Edfu é um importante templo do Egito Antigo e é bem grande também, mas por algum motivo não me marcou tanto, não sei se eu estava com sono ou se a quantidade insana de turistas me incomodou um pouco, só sei que não consegui me conectar mesmo tendo achado ele visualmente incrível. Templo de Edfu Depois de mais ou menos uma hora voltamos para o cruzeiro e o café da manhã estava servido. Novamente uma refeição excelente, como pagamos barato pelo cruzeiro eu imaginei que as refeições seriam meia boca, mas confesso que fui surpreendido positivamente. Não tinha sofisticação nenhuma, mas era sempre buffet livre e pratos bem feitos, alguns típicos egípcios. O resto da manhã foi na preguiça, tirei uma soneca no deck e entrei um pouco na piscina também - a piscina era muito legal, pois sua borda ficava quase na borda do barco e dava para relaxar apreciando toda a vista, e repito, olhar o Nilo não cansa nunca! O almoço foi servido e novamente muito bom, eu que como bastante amo quando é buffet livre 😂. A comida era bem variada e tinha até opção vegetariana pra quem não come carne. A tarde foi bem tranquila, não fizemos nenhuma parada, então aproveitei pra ler um pouco no deck e jogar ping pong com a minha mãe. No fim do dia o barco chegou em Luxor, nosso destino final ainda que tivéssemos mais uma noite a bordo. Descemos na cidade para dar uma volta e comprar um chip de celular, e a primeira impressão foi como todas as outras cidades do país: suja e visualmente feia, mas não era pra ver cidade bonita que a gente vai ao Egito, então eu não me importava. Ruas de Luxor Pela noite comemos o jantar e rolou uma apresentação de música árabe. Curti bastante, eu acho a música árabe incrível e os instrumentos são impressionantes, então foi um momento agradável. Depois fui para a minha programação normal noturna, apenas observar o Nilo e aquele silêncio da noite. Era um momento de paz total e que eu amava. Nilo ❤️ Pouco antes da meia noite fomos dormir, no dia seguinte faríamos um dos passeios mais aguardados da viagem: Templo de Hatshepsut e Vale dos Reis. Confesso que estava animado, já tinha visto fotos e lido relatos e é um dos destinos favoritos da galera. Dia 07 - 05/10 - Chegada em Luxor: Templo de Hatshepsut e Vale dos Reis Acordamos às 7, tomamos nosso café e fomos encontrar nosso guia para o passeio do dia. Ele falava português bem, até impressionante para um egípcio, e dizia que achou nos brasileiros um bom nicho para trabalhar. Cobrou 30 dólares por pessoa e incluía também carro com ar-condicionado e água liberada - a entrada das atrações era à parte. A primeira parada do dia foi o Templo da Rainha Hatshepsut, homenagem a uma das maiores líderes mulher da história do Egito Antigo. A construção é impressionante, linda e diferente de todos os demais templos, além de estar encravada no pé de uma montanha imponente no meio do deserto. Enfim, um lugar mágico, e como chegamos cedo estava relativamente vazio - nosso guia aconselhou começar por lá, pois a maioria começa pelo Vale dos Reis. Templo de Hatshepsut Dentro do templo já não é tão interessante assim, a melhor parte é mesmo observá-lo de fora. Minha mãe e irmã concordaram, então não ficamos tanto tempo assim no interior, a gente curtiu bem mais a parte externa. Do Templo de Hatshepsut até o Vale dos Reis não levou mais do que 15 minutos, ambos ficam praticamente em lados opostos de uma mesma montanha. O Vale dos Reis é imenso e você paga por cada atração que visita. O pacote mínimo inclui 3 lugares à sua escolha, exceto alguns que são considerados especiais e paga-se à parte. Escolhemos visitar as tumbas de Ramses III, Ramses VII e Ramses IX seguindo recomendação do nosso guia; difícil falar se foi a decisão certa porque não vi as outras, mas curti todas. Foi a primeira vez na vida que vi uma tumba egípcia real e original, e os detalhes e a beleza do local são impressionantes. Você entende o nível de idolatria que eles tinham por seus líderes, equiparados a deuses e tratados como tal. Por dentro das tumbas do Vale dos Reis Do Vale dos Reis seguimos para o último local, que se chama Medinet Habu, um templo pequeno mas muito lindo. Eu gostei bastante, em sua entrada estão as esculturas de vários faraós, e seus traços me lembraram um pouco Edfu. O bom dele é que pode ser visitado em pouco tempo, o que não cria aquela sensação de saturação - acredite, em algum momento isso bate no Egito. Ficamos por meia hora e depois voltamos pro cruzeiro para pegar as malas e fazer o check-out. Medinet Habu Saímos nós três caminhando com mala por Luxor atrás de nosso hotel, não queríamos pagar táxi porque não dava 20 minutos caminhando. Achamos um restaurante para comer, bem simples, mas muito bom e eu já estava cada dia mais apaixonado pela comida de lá, e o melhor de tudo é que os preços são muito bons, muito mais barato do que o Brasil. Muito bem alimentados fomos para o Nefertiti Hotel, um dos melhores da viagem, mas não pela qualidade dele em si - espera que eu explico. Chegamos e fomos recepcionados pelo Aladim (sim, esse era o nome dele 😅), que nos levou ao quarto e nos acomodou. O hotel era simples, mas nada a reclamar, mas a surpresa veio quando chegamos ao último andar, onde funcionava um restaurante. Que lugar! Uma vista panorâmica do Nilo com o Luxor Temple bem na nossa frente, uma paisagem completamente única e exclusiva. Demos uma volta pelo mercado que ficava ao lado do hotel, mas não impressionou e decidimos voltar e ficar no deck do hotel mesmo. Sério, aquele lugar dispensa palavras, era surreal a vista e a energia. Quando o sol começou a se pôr apreciamos um dos momentos mais lindos da viagem. Mas a surpresa positiva veio quando descobrimos que toda a família do Aladim estava lá para uma super festa da família, e conhecemos todos eles, já que estavam cada um morando em um canto do mundo. Era um mais gente boa que o outro, conversamos abertamente sobre temas "polêmicos" como a liberdade das mulheres no mundo árabe, inclusive com uma mulher da família. Foi daquelas experiência que só uma viagem proporciona, e no final ainda teve o bolo de aniversário que estava uma delícia. Fiquei com eles por horas e só fui dormir umas 3 da manhã.
  3. Dia 05 - 03/10 - Aswan (Nubian Village) e embarque no cruzeiro Depois do dia anterior eu gostaria de ter dormido até um pouco mais tarde, mas a minha mãe e irmã encanaram que queriam ir na Nubian Village e eu era minoria, então não tive muita escolha. Acordamos às 7, tomamos café e fomos pra marina encontrar o King Tutu e seu barco novamente. A viagem de barco até a vila é incrível, as paisagens, a vida local, os camelos na beira do rio. Mas esse foi o ponto alto da manhã, pois eu achei a Nubian Village um saco, tinham umas casinhas bonitinhas na entrada e só, o resto era uma vila extremamente suja e sem nada de interessante, fora que achei os locais muito esquisitos, ficavam encarando a gente com um olhar meio sinistro. Enfim, foi um passeio totalmente dispensável, por mim eu teria ficado rodando de barco mais um pouco pelo rio. Nubian Village Ficamos lá por menos de 1h e os três concordaram que o melhor era sair rapidinho dali, pois era um lugar nada a ver. Dito e feito voltamos pro barco e de lá pra Aswan, e chegamos no hotel perto das 11; só deu tempo de buscar a mala, tomar um ducha e ir pra recepção esperar a van que nos levaria ao navio. Ela atrasou um pouco, mas chegou e pouco depois do meio dia estávamos no cruzeiro. O valor foi de 160 dólares por pessoa (3D/2N) com todas as refeições e passeios no caminho inclusos; fazendo a conta de quanto deixamos de gastar com hotel, alimentação e deslocamento para Luxor, o valor real do cruzeiro foi de aproximadamente 50 dólares, muito justo para um rolê tão divertido. Quarto do cruzeiro, simples e confortável Assim que entramos já fomos pro nosso quarto, espetacular por sinal, o único ponto baixo é que era no primeiro andar e ficávamos no nível do rio, e a vista era somente o outro lado da margem; eu queria mesmo era uma vista mais panorâmica, mas pra isso era só ir para a piscina e área comum. Nossa primeira atividade a bordo foi o almoço, que estava maravilhoso. A comida do cruzeiro em geral era muito boa, muita variedade e qualidade, além de mesas espaçosas e confortáveis. Como cada passageiro tinha lugar marcado, ficamos na mesa com um casal indiano extremamente simpático e que virou nosso amigo ao longo dos 3 dias. Deck, o melhor lugar pra ficar Pela tarde fiquei no deck do navio, onde havia a piscina, música, bar e algumas outras atividades. Mas o melhor mesmo de lá era só observar a navegação, o Nilo tem algo diferente, uma energia que dá uma paz inexplicável. Tirando ping pong eu realmente não dei muita bola para as atividades que rolavam no cruzeiro, gostava mesmo é de puxar uma cadeira e ficar olhando aquela imensidão de rio com deserto e algumas vegetações. Perto do fim do dia paramos no Templo de Kom Ombo para conhecer. Cada passageiro possui um guia que o encontra na saída do cruzeiro e segue para a visitação, e no final deixa uma gorjeta para ele - no Egito é gorjeta pra tudo, isso irrita muito porque o valor que se contrata nunca será o valor real, e as gorjetas são altas e eles ficam putos se você deixa um valor baixo. Kom Ombo é um templo bacana, mas como se vê tanto templo no Egito ele é dos mais sem graça num balanço geral da viagem. Ainda assim eu gostei, se tivesse ido no meio/final da viagem provavelmente teria me entediado. Kom Ombo Voltamos pro cruzeiro e aí veio a melhor parte: por do sol no deck. O por do sol no Egito é o mais lindo que já vi na vida, em todo e qualquer lugar ele é mágico. Não sei se é o contraste com o deserto, mas já vi por do sol em outros desertos do mundo e não chegou aos pés do Egitão da Massa. Só sai de lá porque chamaram para jantar, comida novamente muito boa. Depois eu e minha irmã ainda curtimos uma piscina noturna e fomos dormir, pois no dia seguinte acordaríamos às 05h para visitar o Templo de Edfu 😴.
  4. Fala @Guilherme Mesquita Cara, eu to numa correria danada e tentando acabar o quanto antes, mas já te passo algumas informações. Eu amei Hurghada, o mar de lá é simplesmente de outro mundo, mas igual tem muito russo (eles dominam o litoral egípcio). A cidade em si não tem muita coisa e basicamente todos os passeios tem que ser via agência, mas tirando esse fato é de cinema. Fui para uma praia chamada Sharm El Naga no primeiro dia onde fizemos snorkel num mar de corais simplesmente inacreditável, no segundo dia fui mergulhar (decepcionante, não recomendo pra quem já mergulhou em outros lugares) e no terceiro dia fui para Paradise Island, outro lugar que é estar lá pra crer a cor da água. Não sei como é Sharm El Sheik porque não fui, mas falam bem também. Independente do local escolhido, o litoral do Egito é como um todo fantástico, acho que não tem muito erro. O bom de Hurghada é que é fácil incluir no roteiro, tem vários ônibus diretos para Luxor, é uma viagem tranquila de 5h. Abraço!
  5. Complementando de forma resumida o que já postaram: retira Milão, Zurique e Bruxelas, redistribui entre as demais cidades e aproveite melhor o roteiro. Não vai se arrepender. Suíça e Bélgica a parte boa está no interior, e Milão não vale a pena em um roteiro tão cheio como esse, cidade besta. Boa viagem!
  6. Fala Ricardo. Eu amei o Camboja, mas senti uma conexão mais forte com o Vietnã. Foi um país que me marcou demais. Qualquer um deles você vai curtir, Camboja é demais também!
  7. Dia 04 - 02/10 - Abu Simbel e passeio de barco pelo Nilo Acordamos às 04:40, nos arrumamos bem rápido, pegamos o café da manhã na recepção e no horário marcado a van passou para nos buscar. A viagem até Abu Simbel é bem cansativa, são quatro horas numa van relativamente desconfortável e com uma paisagem repetitiva; é bonito no começo, mas praticamente não tem variação o caminho inteiro. O ponto alto foi o nascer do sol, um espetáculo. Chegamos lá pouco depois das 09:00 e aí veio a parte chata: teríamos menos de 2h para visitar o templo incluindo a comprar de ingresso! Achei um absurdo, sendo que são 8h de ida e volta, tanto tempo na van para ver o templo na correria. Como não dava pra perder tempo reclamando, fomos rapidinho comprar o ingresso e ir desbravar um dos templos mais famosos de todo o Egito. Abu Simbel é um complexo de dois templos construídos por Ramses II, um para si e o outro para Nefertari, sua esposa favorita. Obviamente que o templo feito para si era muito mais bonito e imponente, essa turminha de faraós era bem narcisista 😂 Templo de Ramses II Abu Simbel é um lugar impressionante, eu amei. Por dentro ele é bem interessante também, várias salas cheias de pinturas que narram histórias e conquistas, sempre remetendo aos deuses. A crença deles era algo maior do que podemos imaginar. Mas a melhor parte de Abu Simbel é o exterior, aquelas construções super imponentes e bem preservadas, de frente para a represa. Uma informação que não sabia e descobri na hora é que tiveram que alterar a posição original do templo por conta da transposição do rio, e o local atual não é exatamente o mesmo da época faraônica. Complexo de Abu Simbel Às 11h voltamos para a van e retornamos para Aswan, mais 4h de estrada e eu doido pra estar no hotel de volta. Fora a fome que já estava me torturando quando chegamos na cidade de volta, fomos direto ao El Masry e aí foi aquela alegria! Saí de lá quase rolando, eu amo comida árabe e poder comer com qualidade e quantidade era uma felicidade indescritível. Por do sol espetacular no Nilo Voltamos pro hotel pra descansar, pois o calor em Aswan era excessivo, sempre beirando 40 graus durante o dia e 30 durante a noite. Quando o sol já estava começando a baixar contratamos um barqueiro por recomendação do recepcionista do hotel, e fomos ver o por do sol de dentro do Nilo. Acho que foi o passeio mais surpreendente de toda a viagem, eu não estava com grandes expectativas e foi sensacional! O por do sol era incrível e a vibe era de outro mundo, uma paz completa. Ficamos por aproximadamente 1h e já foi o suficiente pra renovar totalmente. O barqueiro também era um cara sensacional, um núbio chamado King Tutu que ficou nosso amigo, trocamos várias ideias com ele e no final combinamos um passeio para a Nubian Village na manhã seguinte. De cinema! De lá fomos a uma loja de temperos e especiarias egípcias, minha irmã e mãe amam isso e queriam de qualquer jeito. Eu me diverti, davam várias amostras grátis e o lugar era muito bonito. Ela compraram algumas coisas e depois voltamos bem cansados ao hotel. Novamente compramos umas frutas e comemos com iogurte no quarto do hotel. No dia seguinte, além do passeio de barco pela manhã, começaríamos o passeio de 2 noites no cruzeiro até Luxor. Confesso que estava muito animado com isso, seria a primeira vez na vida que faria um cruzeiro. Acabamos dormindo cedo novamente, o dia tinha sido muito puxado. Especiarias árabes
  8. Dia 03 - 01/10 - Chegada em Aswan e volta pela cidade Depois de passar a madrugada no aeroporto do Cairo, pegamos o voo para Aswan às 05:00 pela Egypt Air. O avião era basicamente nós três e uma excursão de japoneses que ocupou o avião inteiro. Eu amo japoneses porque eles são super silenciosos, ao contrário dos chineses. Consegui dormir no voo e às 06:20 pousamos literalmente no meio do Saara, em uma imensidão de areia que nunca tinha visto antes. Chegando em Aswan O aeroporto era pequeno mas organizado, foi bem tranquilo se localizar. Pegamos um táxi e de cara já veio o choque cultural "estamos no Egito": muita sujeira, muita bagunça, trânsito com leis inexistentes, muita buzina. Já fui para a Ásia e achei o Egito pior, parecia que era a mesma zona, só que com um pouco mais de agressividade (os asiáticos são mais zen). Aswan no geral é uma cidade muito feia, aliás todas as cidades egípcias são feias. Se vai pela parte urbano tá perdendo seu tempo. Maaas (foco no mas) todo o restante - história, templos, culinária, litoral - é sensacional. Vista do hotel Ficamos no Happi Hotel, localização espetacular bem no centro da cidade, próximo de tudo. Estávamos perto do Nilo, que é a parte mais agradável da cidade, e de restaurantes e outro locais úteis (banco, mercado, lojas). O hotel era muito simples, mas o preço era ótimo, algo em torno de 180 reais para os três com café da manhã. Chegamos umas 07:00 e para nossa sorte nos deixaram entrar no quarto mesmo que nossa diária só começasse ao meio-dia, e tiramos uma senhora soneca pra recuperar a noite em claro. Deu pra descansar. Acordamos perto da hora do almoço e fomos comer, e aí veio o grande achado de Aswan: o El Masry! Disparado o melhor restaurante da viagem! Comida egípcia raiz, com tudo a que tínhamos direito, em grande quantidade e por um preço super acessível (algo em torno de 35 reais por pessoa sem bebida). Era tanta coisa que em nenhum dia comemos tudo; tinha pães árabes, frango, babaganoush, humus, tahine, vários tipos de saladas e molhos. Enfim, era simplesmente fantástico. Comemos muito bem a viagem toda, mas em termos de custo benefício nenhum chegou aos pés do El Masry, que por sinal ficava a 5 minutos a pé do nosso hotel. Muito bem alimentados fomos dar uma volta pela orla do rio. Fazia muito calor nesse dia, então a caminhada foi um pouco desagradável, mas curti ver o Nilo tão de perto. Os vendedores de produtos e passeios de barco não paravam um segundo, mas foi tranquilo despistá-los, além do fato de que Aswan foi o pior lugar nesse quesito, depois ficou mais fácil lidar. Ficamos na rua por menos de uma hora e voltamos pro hotel por causa do calor que beirava os 40 graus nesse dia. Finalmente conhecendo o Nilo! De noite demos uma volta pelo mercado aberto da cidade, compramos algumas frutas e levamos pra comer no quarto. Fechamos o passeio de Abu Simbel com o hotel mesmo, o preço estava dentro das pesquisas que eu havia feito antes, então achamos mais fácil. Sairíamos às 05:00 do hotel no dia seguinte. Por conta disso fomos dormir cedo.
  9. Pela logística, eu tiraria com certeza Cracóvia, apesar de ser uma cidade incrível. Em 12 dias, se forem dias úteis de viagem (excluindo voos), dá pra fazer sim Praga, Viena e Budapeste.
  10. Eu sem dúvidas conheceria outro país. Os quatro (Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã) ficaria corrido mesmo, mas ao menos um deles é super viável. Se tiver que escolher um, faria o Vietnã. É um país sensacional, tem bastante coisa pra ver, mas se focar em alguma região dá pra fazer em menos tempo. Um roteiro legal lá seria Hanoi, Halong Bay e Hoi An, com uns 8 dias você faz.
  11. Dia 01 - 29/09 - Dubai (Burj Khalifa e Desert Safari) Chegamos em Dubai às 22:30 do horário local do dia 28/09 após uma viagem no sensacional Airbus A380. A imigração foi tranquila e fomos direto para Citimax Hotel dormir, pois estávamos exaustos. O hotel é excelente e o preço é excelente, pagamos 280 reais por noite para os três com café da manhã incluso. Ele também era bem localizado, relativamente perto do centro e do aeroporto. Parece uma cidade do futuro! Descansados, acordamos dia 29 para nosso primeiro dia real em Dubai. Tomamos café, que por sinal era bem razoável, e pegamos um táxi até o Burj Khalifa, pois tínhamos reservado pela internet e era com horário marcado. O valor dos ingressos achei bem caro, 180 Dirham, equivalente a 200 reais; como era uma vez na vida, pagamos. A entrada fica dentro do Dubai Mall, é bem fácil de achar, e a organização para a subida é impecavelmente organizada. Tudo certo, fomos até o andar 124, pois seria praticamente o dobro ir ao último. Eu particularmente achei incrível, a vista é de outro mundo. Você vê a cidade inteira, dá pra ter uma noção real do quão louca é a geografia de Dubai: prédios enormes, tudo muito moderno, encravado no meio do deserto. É realmente muito louco. O local é bem cheio, mas como é controlado por horário não chega a ser muvuca, dá pra aproveitar bem e ver as coisas com calma. Ficamos lá por aproximadamente 1h e depois descemos até o Dubai Mall para almoçar na praça de alimentação. Pedimos um prato chinês cada, que estava excelente, e já pegamos o táxi para retornar ao hotel. Não deu tempo de descansar muito, só tomamos uma ducha e o pessoal do Desert Safari passou para nos buscar no horário marcado. Também reservamos com antecedência, o valor foi de 130 Dirham por pessoa para o tour completo com janta, proporcionalmente ao Burj Khalifa achei o preço bem justo. O Desert Safari consiste em um passeio em uma 4x4 pelo deserto, uma espécie de rali onde o motorista faz alguma manobras mais ousadas pra divertir a galera. Dá pra dar algumas risadas, mas é bem rápido, e perto das 17h chegamos à tenda de beduínos (extremamente fake). A tenda é o tipo de role feito para turista, pessoas de todos os lugares se reúnem em um espaço amplo e lá há atividades de todo tipo: narguile, pinturas árabes, petiscos típicos, passeio de jipe, volta de camelo. O que mais curti mesmo foi o por do sol, um dos mais lindos que já havia visto (até chegar no Egito, pois o de Dubai se tornaria fraco perto daquilo). Era uma energia incrível, pés descalços na areia, uma brisa super refrescante e um sol enorme se pondo ao fundo. Perto das 19h servem o jantar, delicioso por sinal, com churrasco árabe e vários outros alimentos árabes que particularmente eu amo! Achando que é árabe 😂 Ao final do jantar há algumas apresentações de dança local, achei a maioria bem boba por sinal, mas é o tipo de coisa que turista ama. Eu não. Já estava doido pra ir embora, e foi o que aconteceu logo depois. A volta até Dubai demora 1:30h mais ou menos, e dormi quase o caminho todo. Chegamos no hotel e fomos direto tomar um banho e capotar, estava bem cansado apesar de não ter sofrido com o jetlag. O primeiro dia em Dubai foi bem proveitoso, não é uma cidade espetacular, mas eu estava curtindo conhecê-la. Dia 02 - 30/09 - Dubai (Medinat Jumeirah, Burj Al Arab e Dubai Mall) Acordamos umas 8:00h e fizemos as coisas com calma. Tomamos café, arrumamos as malas e fizemos check-out no hotel, deixando as malas no depósito. Descobrimos que sairia um transporte do hotel gratuito até um local que era metade do caminho para Jumeirah Beach, então decidimos ir nele. Dito e feito, às 11h pegamos a van e paramos no meio do nada, mas bem mais perto de Jumeirah. De lá pegamos um táxi e seguimos para Medinat Jumeirah, uma espécie de galeria com todo tipo de coisa árabe, e com uma arquitetura muito bonita, além de vários canais construídos ao redor. Medinat Jumeirah Demos uma volta longa por lá, eu curti o local. Não compramos nada, mas vimos algumas coisas muito legais. De lá seguimos a pé até um hotel (não lembro o nome) aberto ao público de onde se tinha uma vista privilegiada do Burj Al Arab, possivelmente o hotel mais famoso do mundo. É surreal! Uma arquitetura totalmente diferente e uma imponência absurda. Burj Al Arab Como já estávamos morrendo de fome pegamos um táxi até o Dubai Mall e almoçamos por lá, novamente em um restaurante chinês, pois eram bem mais em conta (aproximadamente 15 a 20 Dirham por um prato bem servido). Depois do almoço demos uma longa volta pelo shopping; eu particularmente não curto esse tipo de programa, mas como era o maior do mundo me senti na obrigação de conhecê-lo. Não me arrependi, tem muita coisa bacana e um aquário interessante; como é caro entrar dentro do aquário, ficamos observando da parte externa, já dá pra ver bastante coisa. Depois paramos para tomar um café gelado, pois em Dubai faz um valor insano! Era 40 graus todo dia, e de noite chegava no mínimo a 30, então ficar dentro do shopping com AC tinha suas vantagens! Por último fomos até as fontes da parte externa do shopping, um lugar bem animado com música, vários cafés e uma variedade cultural que não vemos no Brasil! Mulheres de burca, mulheres de mini saia, homens de regata, sheiks árabes, enfim uma mistura incrível, observar era uma atividade à parte. Quando já estava no fim da tarde voltamos pro hotel, pegamos nossas malas e fomos pro aeroporto. Chegamos 2h antes do embarque, fizemos o check-in e ficamos fazendo hora no portão de embarque. O voo pro Cairo saiu no horário correto, e aliás gostaria de fazer uma menção à pontualidade da Emirates! Já peguei 8 voos com eles e nunca atrasaram nada, é impressionante! Voltando à viagem, foram 3:50 até o Egito, e às 23:55 do horário local pousamos, imigração tranquila e depois foi só aguardar a madrugada no aeroporto, pois às 05:00 sairia nosso voo para Aswan.
  12. Oi Letícia, realmente são cidades bem baratas, somente Viena é um pouco mais cara, mas ainda assim achava opções razoáveis lá. Praga é um meio termo, é barata para padrões europeus, mas para padrões brasileiros é normal. Bratislava e Budapeste são bem em conta, dava pra comer muito bem por 5 euros.
  13. Acho excelente, amo essa região. Inclui Praga aí também, um ônibus de 4h desde Viena já mata. É na minha opinião uma cidade top 3 da Europa. Como eu disse, dá tranquilo para incluir Praga. Em 10 dias talvez fique levemente corrido, então acredito que 12 seria o ideal. Se for ficar 15, dá até pra pensar em alguma cidade do interior (Salzburg, Hallstatt, Cesky Krumlov, etc.). Um roteiro legal seria Praga (3 dias), Viena (3 dias), Bratislva (1 dia), Budapeste (3 dias). E os 2 ou 3 dias restantes seriam para deslocamento, pois se perde meio dia em cada um deles (exceto Viena - Bratislava que é 1:30h).
  14. Amigo, achei seu roteiro muito corrido, muito mesmo. Você fica pouquíssimo tempo nas cidades e sequer inclui dias para deslocamento. Vai ser basicamente chegar e sair, não compensa e não dá pra aproveitar, quando você chega num local é horrível nem poder se ambientar a ele e já ter que sair. Minha sugestão seria eliminar no mínimo dos mínimos umas 3 ou 4 cidades do roteiro, ganhando uns 5 ou 6 dias, e realocar em outros locais. Pela logística, o mais sensato seria retirar Lisboa, Berlim e Itália.
  15. Serão 12 dias completos? A viagem de ida não está inclusa nesse tempo? Se sim, será um roteiro bem compacto, eu faria 4 dias em Paris, 3 em Amsterdam e 3 em Madrid. Sobre locomoção, Paris para Amsterdam trem ou ônibus, e Amsterdam para Madrid avião.
  16. Oi Juliana! Sim, já fui e deu tudo certo. Curti Dubai, mas não tenho vontade de voltar, acho que dois dias foram suficientes. De toda forma foi excelente ter conhecido dentro de uma viagem ao Egito. Logo logo posto o relato aqui! Valeu.
  17. Planejamento: Eu, minha mãe e minha irmã nunca viajamos juntos, então decidimos que era hora de fazer a primeira viagem em família. As duas são autônomas e sou CLT, então basicamente eu precisava decidir minhas férias e elas se adaptariam a mim. Acabei conseguindo para final de setembro e primeira semana de outubro. Férias marcadas, era hora de decidir o destino. Queríamos África do Sul ou Egito, escolhidos a partir de uma sessão de Brainstorming de locais que agradavam cada um. Como o voo para o Egito tinha o melhor preço pela Emirates, e teríamos dois dias em Dubai sem custo extra de voo, optamos por esse para já conhecer um lugar a mais. Não pagamos barato, os voos SP - Dubai, Dubai - Cairo e Cairo - SP custaram R$4.300, mas ao menos deu pra pagar em 5 parcelas sem juros, o que não pesou tanto. Roteiro: O roteiro foi escolhido com muita pesquisa; o foco eram templos e a história egípcia, mas decidimos incluir Hurghada no caminho porque seriam uns dias para descansar e curtir o impressionante Mar Vermelho. Ficou desta forma: 27.09 - Voo Florianópolis - São Paulo 28.09 - Voo São Paulo - Dubai e chegada às 22:30 29.09 - Dubai: Burj Khalifa e Desert Safari 30.09 - Dubai: Medinat Jumeirah, Burj Al Arab e Dubai Mall 01.10 - Voos Dubai - Cairo e Cairo - Aswan, dia livre em Aswan 02.10 - Abu Simbel e passeio pelo Nilo 03.10 - Nubian Village e embarque no Cruzeiro, templo de Kom Ombo 04.10 - Edfu Temple e navegação pelo Nilo 05.10 - Desembarque do Cruzeiro, Templo de Hatshepsut, Vale dos Reis e Medinet Habu 06.10 - Luxor: Karnak Temple 07.10 - Ônibus para Hurghada e tarde livre na cidade 08.10 - Hurghada: Sharm El Naga 09.10 - Hurghada: Mergulho na Giftun Island 10.10 - Hurghada: Paradise Beach 11.10 - Manhã livre em Hurghada e voo para o Cairo de tarde 12.10 - Cairo: Pirâmides de Giza, Pirâmide de Saqqara, Pirâmide de Dahshur e Khan El Khalili 13.10 - Cairo: Museu Egípcio e Cairo Tower 14.10 - Cairo: Citadela e Hanging Church 15.10 - Voos Cairo - Dubai, Dubai - SP e SP - Florianópolis O povo egípcio Eu tinha lido coisas péssimas sobre o povo egípcio, e cheguei lá com preconceito, admito. Acreditem, não é NADA do que vocês podem ler por aí a partir de más experiências individuais. Claro que uma pessoa pode sair de lá com a pior impressão possível, mas conversando com outros viajantes pude notar que isso não é o senso comum. Vou dar algumas dicas de como lidar com eles e será muito tranquilo: Diga não e não olhe na cara. Raramente eles insistem, é sério, já fui em lugares muito piores e no Egito quase sempre os caras aceitam o não. Óbvio que um ou outro pode ser mais chato, mas no geral são muito fáceis de dispensar. Eu que fui para alguns países asiáticos, e ouvindo relato de gente que foi pra Índia por exemplo, Egito é level easy. Não aceite ajuda em local turístico, vão querer levar uma grana por fora. Apenas faça o que estiver contratado pela agência e diga não aos que te oferecem algo no caminho. Trate eles com bom humor. Os egípcios em geral são muito simpáticos e bem zueiros, adoram nosso humor brasileiro com piadinhas de tiozão, daquelas que um alemão ouvindo iria te xingar mentalmente. E eles amam brasileiros real. Barganhe tudo. Raramente no Egito existe tabela de preço, só em restaurante mesmo, então eles jogam um preço alto e é extremamente fácil baixá-lo. Pra ter uma ideia o cara queria cobrar 60 dólares no passeio de cavalo pelas Pirâmides de Giza, e no final fechamos por 20. Eles em geral falam bem mal o inglês, mas a maioria desenrola o básico. Muitos falam espanhol por causa da alta quantidade de turistas espanhóis. Converse bastante com eles se adquirir um mínimo de intimidade, eles são bem falantes e adoram conversar - se gostar de futebol, tá aí o assunto. Eles são muito solícitos, tentam fazer de tudo pra te ajudar. Por ser um país pobre e bem menos organizado, vai existir um nível de profissionalismo muito inferior ao brasileiro, mas eles fazem de tudo pra te ajudar. Fale "obrigado" em árabe sempre. A palavra é "shukraan" (fonética é Chukram - bem fácil de falar). Isso quebra o gelo e deixa eles bem felizes.
  18. Agora ficou claro! Sete dias em cada uma delas é tempo suficiente até demais, em Lisboa recomendo conhecer cidades vizinhas (Sintra, Cascais, etc.), e em Amsterdam dá pra conhecer o interior da Bélgica (Brugges ou Ghent).
  19. @Rafael_Salvador nem sabia! Ó o cara aí com as dicas quentes hahahaha Saudades de Amsterdam...
  20. Também acho 7 dias nada para essas três cidades, eu eliminaria no mínimo uma delas para poder aproveitar bem.
  21. Em Amsterdam eu poderia caminhar o dia todo no Red Light e nos canais ao redor dele, e ainda assim não me cansaria 😂 Sou suspeito pra falar, mas aquela cidade é muito foda!
  22. Eu curti a vibe de Berlim, agora de atração paga realmente não tem muita coisa. Mas a energia ali naquela área perto do Reichstag, Tiergarden, Brandemburg é incrível. Eu amava caminhar pela cidade sem destino mesmo, comprar uma cerveja e tomar em algum canto, pra mim é o melhor de Berlim. Cidade bem alto astral.
  23. Entendo, mas ao mesmo tempo comida e hostel são mais baratos em Amsterdam. Mas olha, no final não acho que fará praticamente nenhuma diferença no orçamento tirar um dia de Paris e colocar em Amsterdam, se for será algo mínimo.
  24. Amsterdam não é mais cara que Paris não, até achei mais em conta.
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