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lowpower

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Tudo que lowpower postou

  1. Valeu Leticia! Com certeza você irá fazer uma viagem inesquecível! Cada passo, degrau e suor vai valer a pena! Boa viagem!
  2. lowpower

    Mochilas DEUTER

    Bom, estou começando agora e daí decidi investir em três equipamentos principais: uma boa mochila, uma boa barraca (escolhi a Katmandu 3/4 Azteq) e boas botas (Nômade Finisterre). No restante, quero economizar. A mochila ainda vou na loja experimentar. O problema é que maior que essas aí é a Aircontact PRO 55+15 SL, que eu já tenho medo de ficar grande demais... Olá Luiza! Quando ao "ficar grande demais" acho que você não precisa se preocupar tanto com isso, pois as mochilhas tem muitas regulagens que fazem com que o seu volume diminua, se você olhar nas fotos verá as tiras de compressão que são pra isso mesmo comprimir a mochila para que as coisas não fiquem soltas dentro da mala e para reduzir o volume dela. Também estou pra comprar a minha primeira cargueira e a dúvida de qual comprar é muito grande, visto a quantidade de marcas e modelos, mas é como todos falam aqui, pra saber se é essa mesmo so "vestindo" a mala. Faça um teste, vá numa loja e arrume sua mochila la (coloque o saco de dormir, uma barraca, panelas, etc), pois assim você terá noção de duas coisas: PESO que você consegue carregar, e TAMANHO (volume) que a mochila ficará. Eu estou indo em Setembro fazer o Caminho Inca (caminhada de Cusco a Machu Picchu de 4 dias e 3 noites) minha intenção era pegar uma de 60 L ja to levantando a possibilidade de levar uma de ate 80 L. Abraços! @Luiza! 55+10 é uma mochila que vai te atender em todas as viagens. Desde um simples fds até 5, 10 dias de viagem. 70 litros ai sim já fica grande demais para um simples fds. 35/45 litros pode ser pequena, pois a sua barraca é grande e vai ocupar bastante espaço na sua mochila. (É altamente recomendavel sempre levar a barraca dentro da mochila. Tire ela do saco e dobre de uma maneira que fique do tamanho do costado da mochila. O ideal é ela ficar em paralelo a sua coluna.) @Fecarmeluti! Cara, 80 litros para Trilha inca é exagero demais! Te garanto que com uma de 60 você faz. Isso se você for fazer solo. Se for fazer com alguma agencia, uma de 30 L resolve, já que eles levam toda comida e a barraca.
  3. lowpower

    Mochilas DEUTER

    A não ser que seus equipamentos sejam "minimalistas", tudo isso não vai caber em uma mala de 35 litros. Você precisa de no minimo uma de 50 ou até 60 litros. Act Lite é mais leve, porém não tem uma estrutura tão confortável quanto uma Aircontact. Ai você tem que colocar na balança: Levar peso extra ou um pouco menos de conforto. O ideal mesmo seria você ir em alguma loja experimentar. Mais uma coisa é certa, se você está disposta a gastar, então Deuter é realmente a melhor solução.
  4. Não deixe de postar as atualizações!! O seu roteiro pode servir de inspiração para muita gente! Ah!! E é claro, depois da viagem faça um relato!
  5. 60 é o ideal. Eu tenho uma de 70 e acho que é muito grande. Até para viagens longas. Meu pensamento é: Quanto mais espaço você tem, mas tranqueira desnecessária você leva. Então, cada mochila tem seus aspectos. Como falei, as de trilha tem muitas regulagens e acessorios externos para te dar mais conforto. Mas isso em um avião ou ônibus pode ser um problema. As de "mochileiro" tem menos regulagens e acessórios, tornando elas mais "resistentes" a viagens de ônibus, trem e avião. Ai não vai ter jeito, você quem vai ter que definir qual vai ser principal uso dela e ai se adaptar. Eu mesmo tenho uma para cada tipo de viagem. Quando vou fazer mochilão eu uso a minha Karrimor Global 70+15, que já vem com uma mochila pequena destacavel. Essa mochila levo coisa pra caramba. Já passei 1 mes com ela na europa e bolivia/peru. Quando vou fazer trilha levo minha Deuter 70+15 ou minha High Sierra 45+10, dependendo da duração da trilha.
  6. Mas mesmo que você compre pela net, passe em alguma loja na sua cidade e peça para olhar/experimentar. Não custa nada, pelo contrario, pode evitar uma bela dor de cabeça (ou nas dor nas costas)
  7. Não tem jeito. O preço das passagens são muito voláteis! Valor da minha passagem aumentou e agora está em 2.500R$. O que eu faço é colocar uma data limite. Tenho que comprar a passagem no máximo 2 meses antes da viagem. Assim consigo me programar e ter bastante tempo para pesquisar preços.
  8. Mochila e bota são duas coisas que não se pode pensar apenas no valor! Se elas te deixarem na mão, pode ter certeza que você vai passar maus bocados. O primeiro passo seria ver qual litragem realmente você precisa. 70 litros seria para 4 ou mais dias de trilha. Se você não vai fazer trilha, então deve ir para outra linha de mochilas, pois essas que você citou tem muitas fivelas. Se colocar na esteira de um aeroporto, o risco delas quebrarem é grande. O segundo passo seria você ir em algumas lojas e experimentar as mochilas. A mesma mochila que fica ótima em mim pode ficar uma droga em você. As mochilas com que tive contato foram da Quechua, Deuter, Kalilash, Curtlo e Trilhas e Rumos. Trilhas e rumos não achei confortavel, mas pelo valor pode ser que vala a pena. Curtlo eu tenho ouvido algumas reclamações quanto a durabilidade. O resto, eu recomendo todas marcas.
  9. Como a Kárenldc disse, você tem que dar uma pesquisada no fórum. Ninguem vai chegar com um roteiro pronto para você. Todas essas infos que você pediu tem aqui no fórum, mas precisa de paciência para ler e pesquisar.
  10. Eu tenho uma Contact Pro 70+15 e costumo usar camelback no bolso lateral. Ja caminhei em sol forte por horas e a aguá sempre manteve uma temperatura razoável. Não esquentava. Na verdade, uma vez coloquei aguá gelada (direto da bica) no camelback e em cima umas peras. Depois de andar varias horas sob sol forte parei para comer e para minha surpresa, a aguá estava geladinha e a pera também. A aguá que esquentava era a que ficava no cano do camelback, exposta ao sol.
  11. Olha, estou acompanhando passagens para os EUA a dois meses pois pretendo ir em agosto para lá. Normalmente a passagem sempre está saindo 2.300 e hoje ao fazer a pesquisa ela apareceu por 2.060. Sempre uso decolar.com para pesquisar as passagens.
  12. Cheguei em Cuzco de madrugada vindo de La Paz, no ônibus conheci 3 brasileiros do Rio Grande do Sul e rachamos o taxi até o hostel Loki. Depois de algum descanso, fomos a Plaza de Las Armas para procurar agencias para fecharmos nossos passeios, eu iria para Salkantay e eles para Trilha Inka Jungle. Acabamos fechando em agências diferentes pela razão do preço, fechei com a Liz’s Explorer (http://www.lizexplorer.com) e paguei $180 dólares. Galera fazendo os ultimos acertos nas mochilas. Às 04:00 da manhã do dia seguinte o guia apareceu na porta do hostel para me buscar, nisso conheci um casal de suíços que também fariam a trilha e que estavam no mesmo hostel que eu. Fomos caminhando até a Plaza São Francisco onde encontramos o resto do grupo, no total estávamos em 12 turistas, 1 guia, 1 cozinheiro e 1 homem que cuidava dos cavalos. No grupo havia um casal de alemães, um de suíços, um de brasileiros, mãe e filha canadenses, duas israelenses, um alemão solo e eu. Por volta das 5:30 partimos de van para o inicio da trilha, são aproximadamente 3 horas de estrada. O começo da viagem não é muito atraente, mais é possível ver picos gigantes cobertos de neve. Com o passar do tempo a paisagem vai mudando e a vista fica muito agradável. As duas ultimas horas de viagem variam entre uma descida por um vale maravilhoso e uma subida em uma estrada de terra até o vilarejo de Mollepata (2.900m). Chegando lá nós tomamos café em uma padaria e começamos a nos arrumar para a trilha. Pau de arara. Era permitido colocar uma mala com até 3kg com nos cavalos que iriam carregar as coisas. Como nós só teríamos acesso às malas no final de cada dia, peguei uma blusa, agua e alguns sneakers e despachei a minha cargueira. Levei apenas uma mochila de ataque de 15L. Às 9:30 subimos em um “pau-de-arara” e pegamos uma estrada de terra por mais uns 20 minutos. A vista do mar de montanhas deixava qualquer um de queixo caído, elas lembravam muito as montanhas de Minas Gerais, porém, com um tamanho muito maior. Descemos do “pau-de-arara” e começamos a trilha sob um tempo ensolarado mais com algumas nuvens. O começo foi bem puxadinho, subida forte e em zig-zag que me lembrou “isabeloca” da travessia Petrópolis-Teresópolis. Depois a trilha começa a andar em um sentido só e sem muita inclinação. Brasil, Alemanha, Canada, Israel e Suiça. A primeira parada foi depois em um campo aberto, onde haviam alguns cavalos e burros se alimentando do pasto e uma coisa que não gostei de ver foram as patas dianteiras dos animais amarradas. Segundo o guia era para eles não atacarem os humanos, mais não seria mais fácil fazer um caminho cercado para os trilheiros? Deu muita dó ver os bichos tendo de “pular” para conseguir se locomover. Também era possível ver outros grupos que iriam fazer a trilha nesse campo aberto. Mar de montanhas. Depois da breve parada continuamos a trilha, a caminhada já estava bem mais tranquila e ainda sem problemas com a altitude. Conforme íamos contornando as montanhas a vista ia mudando, deixávamos de ver o mar de montanhas e entravamos em um vale onde era possível ver algumas geleiras. Também era possível ver o caminho que seguiríamos pelo vale e olhando até que não parecia tão longe. Nuvens a esquerda e trilha que seguimos a direita. Quanto mais próximo chegávamos das geleiras, mais o tempo fechava. Nuvens de chuva vinham da nossa esquerda e fazia todo mundo ficar alerta para colocar as roupas de chuva a qualquer momento. Por sorte, quando começou a chover nos estávamos chegando no primeiro ponto de apoio, lugar onde nos almoçaríamos. Logo após pisarmos na área coberta, o céu despencou em uma chuva de granizo que até assustou um pouco. Outros grupos não tiveram a mesma sorte que nós e chegaram ensopados para o almoço. O almoço foi bem caprichado, de entrada tomamos uma sopa e o prato principal foi arroz, salada e hambúrguer. De bebida tivemos chá quente. Enquanto almoçávamos a chuva parou e entre as nuvens abriu um baita de um sol que fez secar a grama em alguns minutos, grama na qual deitamos para descansar e fazer a digestão. 40 minutos depois voltamos a caminhar pelo vale e agora já era possível ver onde seria o acampamento do primeiro dia, bem na base da montanha. Chegando ao acampamento. Chegamos ao acampamento no final da tarde e as barracas já haviam sido montadas pelo cozinheiro e o cara do cavalo. O lugar tinha uma certa infraestrutura, era coberto e cercado com uma lona para nos proteger do vento que é muito forte na região, mais não tinha eletricidade. Arrumamos as coisas dentro da barraca e fomos para o lado de fora tomar uma cerveja em um “barzinho” que tinha ali, pagamos 10 Soles em cada cerveja quente de quase 1 litro. Lá fizemos amizade com um grupo de brasileiros que também estavam fazendo a trilha. Varias cervejas depois, o dia foi acabando e o jantar foi servido. Além da sopa e pimenta, não lembro o que mais comemos. Depois da janta ficamos jogando baralho até que fomos vencidos pelo cansaço. Fui escovar os dentes e quando sai dei de cara com uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida: As geleiras da montanha sendo iluminadas por uma lua quase cheia em um céu lindo! A cena realmente foi de deixar os olhos cheios de lagrimas. Tentei tirar varias fotos, mais não saiu de jeito nenhum. O importante é que guardo essa imagem na cabeça. Imagina essa geleira reluzindo com a luz da lua. Simplesmente incrivel. Dia seguinte fomos acordados as 06:00 com um chá na cama, puta mordomia. Rs. Levantamos, tomamos um café caprichado com direito a panquecas e arrumamos as coisas para voltar a camelar. A mochila de 15L que eu estava carregando estava machucando meus ombros, então resolvi carregar a minha cargueira de 45L e deixar a de 15L para o cavalo levar. Apesar de estar levando mais peso, a cargueira era muito mais confortável. Começando a subida. Por volta das 09:00 começamos a andar sob um tempo instável, o caminho desse dia era com uma paisagem bem diferente da do primeiro. A vegetação era baixa e deixava às pedras a mostra. Também enfrentamos uma bela subida em ziguezague que foi de tirar o folego e foi ai que comecei a perceber os males da altitude. A subida começava em 3.800 metros e nos levava até 4.600, a parte mais alta da trilha. O folego acaba muito antes do que o de costume, você tenta puxar ar e ele simplesmente não vem. A cada ziguezague eu tinha que parar para tomar ar. Mais como o famoso ditado diz e eu repito para todos: devagar e sempre. Subidinha do capeta. Depois da parte mais pesada da subida, a chuva se juntou ao vento forte e eles começaram a torturar a gente sem trégua. A tortura chegou a tanto que em certos mementos até nevou. Por volta de meio dia chegamos ao ponto mais alto onde tem a famosa placa de Salkantay e as centenas de totens de pedras. Segundo o guia, cada visitante tem que levar uma pedra da base da montanha para aquela parte como “oferenda” para a montanha, para que ela te proteja. Para não contrariar a tradição, eu coloquei uma pedra que havia pego na base da montanha no topo do totem mais alto. Parte mais alta da trilha! Primeira experiencia acima dos 4 mil metros. Tiramos algumas fotos e logo voltamos a andar, o frio estava castigando muito e minhas mãos estavam começando a dar sinais de congelamento. Como estava com os bastões de caminhada e sem luvas impermeáveis, minhas mãos ficaram expostas ao clima o tempo todo. Daquele ponto a trilha já ficava mais fácil e rápida, pois era apenas descida. Os passos apressados nos levaram rapidamente para baixo e em pouco tempo a temperatura aumentou, mais a chuva não parou. Descemos o tempo todo sob chuva e com muita lama nas botas. Imagina o frio que estava lá. Apesar da descida rápida, parecia que o ponto de parada para o almoço não chegava nunca. Quando finalmente chegamos na cabana coberta e seca, percebi que minha blusa havia falhado e que minha barriga e peito estavam completamente ensopados. Acho que a fricção da barrigueira com a blusa fez com que a agua infiltrasse o tecido. Coloquei minhas roupas o mais perto possível de onde o pessoal cozinhava para ver se dava uma secada, mais não adiantou, ela pingava de tão molhada. Batemos um rango maravilhoso e tomamos muito chá para nos aquecer. Ficamos um bom tempo batendo um papo esperando a chuva passar mais ela não dava trégua, às vezes caia até granizo. Pessoal montando acampamento. Ficamos quase duas horas descansando antes de voltarmos a andar, a chuva estava intermitente e a trilha um lamaçal só. Novamente o caminho era só descida e a vegetação voltava a mudar, agora estávamos entrando em mata fechada, bem parecida com a do Brasil. Também era possível ver “cachoeiras” nas encostas das montanhas devido à quantidade de agua que caia do céu. No meio da tarde chegamos ao segundo acampamento, esse que já tinha uma infraestrutura um pouco melhor do que o primeiro. Tinha luz e até algumas pessoas morando lá. Chegamos embaixo de chuva e fomos para uma cabana esperar a galera terminar de montar as barracas, lá penduramos as roupas molhadas e ficamos tomando algumas cervejas, comendo pipoca e conversando. A noite foi caindo e o jantar foi servido, novamente sopa de entrada e um prato principal que eu não lembro qual era. Rs. De bebida tivemos chá quente e um energético que parecia chocolate quente. Ficamos jogando baralho até o sono bater e irmos todos dormir. Atravessamos a ponte e começamos a longa descida No terceiro dia fomos acordados novamente com um chá quentinho na porta de nossas barracas, uma maravilha. Ao abrir a porta da barraca já pude ver que o tempo continuava feio, com muita neblina e uma garoa chata. Arrumamos nossas coisas e esperamos o café da manhã ser servido, novamente comemos panquecas, pão com manteiga e chá. Depois do rango ainda ficamos conversando um bom tempo na esperança do tempo dar uma melhorada e enquanto isso, o nosso guia e um outro ficaram jogando bola na chuva. Antes de sairmos o guia nos falou que esse seria o dia mais longo mais que não teríamos muitas dificuldades, pois a trilha era bem nivelada. Começamos a andar e logo no começo já passamos por uma ponte para atravessar um dos afluentes do rio, essa seria a primeira de muitas. A paisagem lembrava muito as matas aqui do Brasil e o que para mim era comum, para os gringos era totalmente novidade. Eles não paravam de tirar fotos e perguntar sobre as plantas. As encostas das montanhas tinham muitas corredeiras de agua e também muita marca de erosão, sinal de que a natureza ainda não se recuperou das enchentes que afetaram o Peru alguns anos atrás. Por conta dessas erosões, em certo momento tivemos que sair da trilha e ir para uma estrada que seguia pelo outro lado do rio, pois, parte dela havia sido destruída e uma cachoeira havia se formado lá. Seguimos pela estrada o restante do caminho até chegarmos em La Playa, onde almoçamo. Depois de um ótimo rango, algumas brejas e um bom descanso, embarcamos em uma Van e seguimos para o Santa Teresa, vilarejo que teve boa parte de suas construções destruída pelas enchentes. Águas termais. Já reconstruíram boa parte. Em Santa Teresa nós colocamos nossas malas nas barracas, pegamos as roupas de banho e subimos na van novamente para irmos até as aguas termais para aproveitar já que a chuva havia dado uma trégua. São uns 15/20 minutos de van até chegar, pagamos 15 soles pela van e mais 5 ou 10 para entrar nas aguas termais, tudo por pessoa. O lugar está sendo reconstruído, pois foi totalmente destruído pelas enchentes. Ficamos um bom tempo relaxando nas piscinas, tomando cerveja, jogando conversa fora e sendo comidos pelos pernilongos. Voltamos ao acampamento e enquanto esperávamos o jantar assistimos o jogo de Peru 2 x 4 Chile (se não me engano) comendo pipoca. O jantar foi maravilhoso e era o que faltava pra botar todo mundo para dormir. Na madrugada caiu uma baita de uma chuva e alagou todas as barracas e consequentemente todas as malas, mais por sorte havia levado meu saco impermeável e minhas roupas se mantiveram secas. Criançada ensaiando. No quarto dia tomamos um café mais relaxado e sem muita pressa. Arrumamos as coisas e quando iriamos partir apareceu à oportunidade de pegar uma van para cortar mais da metade do caminho do dia que seria por estradas, mais preferi fazer a trilha do jeito “normal”. Saímos andando e passamos pela praça central de Santa Teresa onde estava havendo um ensaio para algum desfile, havia banda e crianças dançando coreografias. Bem legal. Pedra por pedra a galera foi construindo aquela "barragem". Seguimos andando até avistar o rio, lá o guia fez uma breve parada para explicar como a enchente afetou a região. Mostrou onde haviam algumas casas mais que agora só existem pedras. Descemos até chegar quase na altura do rio e atravessamos uma ponte, lá pudemos ver pessoas pegando pedra por pedra para construir um tipo de barreira. Também vimos caminhões e tratores trabalhando e atravessando um afluente para buscar pedras. Dessa vez estávamos andando contra o fluxo do rio, sempre andando por uma estrada de pedra/terra. Uma certa hora o guia perguntou se nos queríamos ter uma experiência diferente e é claro todos nos respondemos que sim. Ele então desceu por uma trilhazinha até o nível do rio onde havia um tipo de tirolesa, um cabo de aço esticado que ligava as duas margens e um carrinho. Eu achei que ele estivesse brincando, mais quando pediu dois voluntários caiu a ficha. Eu e um outro alemão nos voluntariamos, pegamos nossas malas e subimos no carrinho. O esquema era entrar no carrinho e puxar uma corda até chegarmos do outro lado. Lá nos descemos, tiramos as malas e empurramos o carrinho de volta. Do outro lado o pessoal puxou o carrinho pela corda e fez mesmo esquema, colocaram duas meninas e algumas malas no carrinho e empurraram. O carrinho parava na metade do rio, de lá para frente eu e o alemão que puxávamos o carrinho pela corda. Muito curioso. Depois dessa pequena aventura voltamos a caminhar por uma estrada só que dessa vez do lado esquerdo do rio. Mais durou muito tempo para cruzarmos o rio de novo, só que dessa vez por uma ponte pênsil. A caminhada não tinha muita coisa bonita para ver e a chuva não ajudava, mais quando chegamos perto da hidroelétrica vieram duas imagens um tanto curiosas. Do lado esquerdo havia uma parede de rocha e um buraco gigante de onde brotava uma imensa quantidade de agua, mais a frente havia uma montanha que tinha um “fenômeno” bem parecido. Quando parei para tirar algumas fotos percebi que Armin (Alemão) não estava se sentido muito bem e me ofereci para trocar de mochila com ele, já que a minha estava visivelmente mais leve que a dele. Mochilas trocadas, alemão feliz e seguimos viagem. Chegamos até a portaria do Santuário Histórico de Machu Picchu e lá tivemos que apresentar nossos passaportes. Após passar a portaria, contornamos a montanha de onde a agua brotava de um buraco e achamos a linha de trem que nos levaria até Aguas Calientes. Lá existem vários “botecos” e banquinhas, mais apenas as banquinhas estavam abertas. Acho que os botecos só abrem em alta temporada. Dizem que essa foi o homem que fez. Paramos em um desses botecos fechados para comer, o rango havia sido dado para nos quando saímos do camping em um isopor. Comemos, descansamos e seguimos viagem. O caminho a partir daí foi bem “monótono”, o tempo todo acompanhando a linha do trem, rodeado de mata e no final acompanhando um rio do lado esquerdo. A única coisa que distraia a trilha era quando o trem passava. Rs Esse caminho foi o mais fácil e o que pareceu mais demorado. Depois da longa caminhada finalmente chegamos a Aguas Calientes, uma cidade até que bonita e bem arrumada. Lá o guia nos indicou o hotel em que dormiríamos e como só tinha eu e Armin “sozinho” acabamos ficando no mesmo quarto. No quarto tinha 3 camas e um banheiro, tudo muito apertado mais depois dessa trilha aquilo mais parecia um resort! Rs Desfizemos as malas para tentar secar algumas roupas, tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa. Era por volta de 16:00 quando voltamos e para não perder o jantar colocamos 2 despertadores para tocar as 19:00. Mesmo assim não acordamos de nenhum jeito e se não fosse o pessoal do apartamento da frente nos perderíamos o jantar, que estava marcado para as 20:00. Levantamos rápido, nos trocamos e descemos para encontrar o resto do pessoal na frente do hotel. O guia apareceu e nos levou em um restaurante bem meia boca onde comemos, recebemos os nossos ticket’s de Machu Picchu, do trem para voltar para Cuzco e as instruções para o dia seguinte. Depois do rango voltamos para o hotel onde capotamos já que no dia seguinte teríamos que acordar as 03:00 para irmos para o tão esperado Machu Picchu. Acordamos as 03:30 de matina e apensar da noite passar voando, dormir em uma cama foi revigorante. Deixamos as cargueiras no hotel e partimos apenas com mochilas de ataque. Fomos até a entrada da cidade onde fica uma ponte que segue para o início da escadaria de Machu Phichu. Começo do sofrimento. A escadaria é íngreme, constante e as vezes com uns degraus muito estreitos. Ela vai cortando a estrada em que os micro-ônibus usam para chegar até a portaria do parque. Conforme íamos subindo, o dia ia clareando, o tempo esquentando e algumas construções de Machu Pichu ficando visíveis. O que nos dava mais animo para terminar de subir aquela escadaria sem fim. Mapa de Machu Pichu Quando chegamos na portaria do parque só havia um casal de italianos que haviam começado a trilha antes de nos. Mais alguns minutos depois chegou um ônibus com funcionários do parque e uns 30 minutos depois começaram a chegar o ônibus trazendo os turistas. Se não me engano, cada trajeto custa $8. Ficamos na fila esperando o guia chegar e quando ele chegou entramos no parque. Ele foi andando e explicando coisas da civilização, das construções, crenças, etc... Esperando o guia chegar. Machu Puchu é realmente impressionante, você fica de boca aberta ao ver aquelas milhares de pedras empilhadas de forma tão perfeita. A forma como eles pensavam em tudo, em como ter plantações, sistema de agua e irrigação, organização da cidade... Simplesmente impressionante. Eu passaria uma semana inteira lá para observar tudo, até os mínimos detalhes. Imagina o trampo para fazer tudo isso. Tempo e paciencia Sistema de agua e irrigação funcionam até hoje. Encaixe perfeito das pedras. Machu Pichu era uma escola de astronimia e eles estudavam o ceu pelo reflexo das estrelas nessas poças. Area onde ficavam as plantações. Tudo muito bem planejado. Pequena fila para subir. Passamos cerca de duas horas acompanhando o guia e depois fomos liberados para poder subir o WaynaPichu. O acesso ao WaynaPichu é restrito e apenas 400 pessoas podem subir por dia, mais conseguimos pegar lugar na fila e partimos em direção ao pico sem problemas. O único problema mesmo eram as centenas de degraus que enfrentaríamos novamente. Demoramos cerca de 45 minutos para chegar ao topo. Quase nada ingrime e sem degraus. A vista do topo do WaynaPichu é simplesmente incrível. De lá é possível ver de uma vista privilegiada de todo Machupichu, suas construções e formas. É uma ótima oportunidade para sentar, ouvir um reggae e refletir. Só desci de lá pois haviam nuvens de chuva chegando e seria bem perigoso descer aquela escadaria molhada. O visual compensa tudo. Fui embora do parque com o casal de brasileiros de micro-onibus pois já estava exausto. A viagem de volta demorou coisa de 15 minutos. Chegando em Aguas Calientes nos pegamos nossas coisas no hotel, fomos comer e ficamos esperando dar a hora de pegar o trem para Ollantaytambo. A estação de trem estava completamente lotada e o grupo acabou se separando. O trem balançava um pouco mais isso só contribuiu para pegar no sono mais fácil. Chegando em Ollantaytambo nós encontramos uma van que nos levaria de volta para Cuzco. Cheguei em Cuzco já de madrugada.
  13. Seria legal se você colocasse os preços das diarias! Bora que estou no aguardo do restante do relato!
  14. Cracóvia exige pelo menos 3 dias cheios. Mas recomendo 4 como o ideal. Dá para fazer Auschwitz e Minas de sal em 1 dia, mas fica bem corrido. E no seu caso, melhor coisa seriam as low cost. Veja na Rayanair e Easy Jet se elas fazem voos para lá.
  15. http://www.melhoresdestinos.com.br Esse site posta promoções diariamente! Muito bom!
  16. Travessia Saco Mamanguá – RJ Feriadão caindo em uma sexta-feira é sinônimo de viagem. A ideia era fazer a travessia da Ponta da Joatinga, porem conforme fomos conversando a ideia foi mudando e resolvemos fazer a travessia do Saco do Mamanguá. Essa travessia não é muito famosa e confesso que eu nunca havia ouvido falar nela. Não tive muito tempo para pesquisar sobre o roteiro e deixei praticamente tudo para os companheiros de trilha. O grupo dessa vez estava bem grande, com cerca de 30 pessoas confirmadas. Eu, Yuri, Val e Marcelo SBC partimos de sampa na quinta-feira pouco antes da meia noite e no caminho acabamos pegamos um pouco de transito na Rodovia dos Tamoios. Chegamos na rodoviária de Parati por volta das 7 horas da manha. Uma parte do pessoal estava lá desde quinta a noite e enquanto esperávamos o resto do pessoal de Minas e RJ chegarem fomos tomar um café da manha e dar uma volta pela cidade. Às 10 horas todos já haviam chegado e ai partimos para Parati-Mirim. Pouca gente né? rsrs A entrada da estrada para Parati-Mirim é bem discreta e fica na própria Rio-Santos sentido para São Paulo, a 15 km de Parati. São 8 km de estrada de terra bem batida e com alguns trechos de asfalto. Deixamos o carro em um estacionamento que tinha ducha e que ficava a poucos metros da praia, o preço foi de R$10 a diária. Às 11:00 começamos a andar para o começo da trilha porem encontramos um empecilho no meio do caminho: Um bar. Rsrsr Alguns (incluindo eu) foram tomar uma breja, outros comer umas coxinhas e tomar a ultima agua gelada. Com esse pequeno atraso, começamos a andar realmente as 11:30. Subida que judia das pernas! A trilha começa próxima a um pequeno muro á direita do bar. Aconselho fortemente a fazer um bom alongamento e aquecimento antes, pois o começo dela é uma subida das brabas. Ganhamos 200 metros de altitude em apenas 1 km, uma subida bem pesada onde a temperatura quente ajudou no desgaste físico. Chegamos ao final da imensa subida onde paramos para retomar o folego e esperar o pessoal que ficou para traz. A partir do final dessa subida a trilha fica em um sobe e desce interminável, tudo isso em mata fechada. Poucas vezes é possível ver o mar e o outro lado do Saco do Mamanguá. Durante os sobe e desce nos passamos por algumas casas de bacanas e outras de pessoas mais humildes, inclusive uma das vezes tivemos que “invadir” a casa que estava alugada pois a trilha ficava do outro lado do terreno. Praticamente mortos. Após horas caminhando finalmente chegamos na praia do Currupira, onde tem uma pequena vila com uma escola. Lá esperamos o barco que iria nos levar ate o outro lado do Saco já que não iriamos atravessar o mangue por questões de tempo e de dificuldade. O barco poderia nos levar ate uma vila de índios ou até a casa abandonada da Maria do Gás, a vila dos índios era mais perto e a casa da Maria do Gás era praticamente em frente da praia do Currupira. Devido a proximidade, optamos pela casa da Maria do Gás mais essa não foi uma escolha muito sábia. Já haviam nos alertados dos famosos Maruins mais não achávamos que seria uma coisa tão absurda. Ainda não tínhamos sentido o poder dos Maruins. Quando chegamos ao acampamento a coisa estava tranquila, montamos as barracas e demos um belo mergulho e tomamos um belo banho para relaxar. Depois que começou o ataque sem piedade, foi uma dificuldade jantar e depois dormir. Para eles, repelente era tempero e a tela-mosquito da barraca era praticamente um portal, pois eles eram tão pequenos que passavam facilmente por ela. Sem contar que picavam por baixo da roupa e até o couro cabeludo. Sinceramente? Foi a pior noite da minha vida. Depois ainda descobrimos que pegamos a pior época, que é a lua cheia. Na manhã seguinte os danados ainda estavam com fome e continuaram a beber o nosso sangue, mais isso até que foi bom, pois nunca vi um acampamento ser desmontado tão rápido. Rsrs. Antes das 08:00 já estávamos andando. Trilha? Nem tanto. O segundo dia foi uma recompensa do inferno que foi a subida no começo da trilha e a primeira noite. A caminhada era praticamente plana e em certos pontos era asfaltada (que merda). Nesse lado do Saco a vista é melhor, pois como existem muitas vilas e casas a vegetação já não é tão fechada. Seguimos até a praia do Cruzeiro onde tem uma vila de pescadores, um bar e onde também fica a entrada da trilha para o pico do Pão de Açúcar. Como estava cansado por causa da noite em claro, resolvi não subir. Enquanto algumas pessoas atacavam o pico, a maioria caiu no mar e ficou bebendo no bar, aproveitando para relaxar depois de ter saído do inferno. Novamente tínhamos duas opções, continuar a trilha por chão ou “cortar” caminho de barco. Escolhemos ir de barco pois não faria sentido pegar uma subida de 4 horas e sem vista nenhuma. Pegamos o barco na praia do Cruzeiro mesmo e partimos para Praia Grande do Cajaiba. Paraíso onde passamos segunda noite. Desembarcamos na Praia Grande do Cajaiba e onde havia bastante movimento, dois bares e vários barcos. Ficamos mais um tempo tomando algumas brejas e comendo algumas porções até que partimos para a Praia do Itaoca. Essa praia fica a apenas 25 minutos de caminhada e é maravilhosa, pois tem apenas uma casinha com uma família de 4 mulheres e apenas um homem (não sei como ele aguentava rsrs), pessoal muito simpático por sinal. Levantamos acampamento, nadamos, tomamos banho, comemos, conversamos e tivemos uma das melhores noites de sono de nossas vidas! Rsrs. Finalmente em Pouso do Cajaíba. No ultimo dias acordamos sem pressa, levantamos acampamentos e partimos para Praia do Pouso do Cajaiba. A caminhada já não foi tão fácil quanto a do segundo dia, mais a vista compensava. Como a trilha é mais aberta, tivemos belas visões da região porem também sofremos por causa sol. Passamos por mais vilarejos e pelas praias Calheus e Ipanema até chegarmos em Pouso do Cajaiba. Demoramos cerca de duas horas para percorrer esse trajeto. Já em Pouso, largamos as mochilas no bar e partimos para a farra, mais brejas, porcoes e sol! A coisa tava muito legal até que chegou hora de ir embora! Pegamos um barco que demorou 2:30h para nos levar de volta até Parati-Mirim. De lá foi cada um para seu carro e ai foi bater em retirada para sampa! Considerações finais: A trilha só compensa do segundo dia em diante. O que eu recomendaria seria fazer a travessia da Ponta da Joatinga, que termina em Pouso do Cajaiba e continuar até a praia do Cruzeiro. O primeiro dia realmente não compensou, mais valeu a experiência: “Sempre acreditar nas lendas urbanas”. Rsrs Os resgates podem ser agendados em Parati-Mirim mesmo. Dados: Data: 06,07 e 08 de Abril Total km a pé: 16km Gastos: Combustível: R$145* Pedágio: R$16,20* Estacionamento: R$20,00* 1º Camping: Free 2º Camping: R$15 1º Barco: R$18 2º Barco: R$20 3º Barco: R$20 *Gastos dividido por 4 pessoas.
  17. Seja bem vinda Evelyn. Praticamente todas essas perguntas que você fez já tem resposta, basta dar uma procurada no fórum. Mas vamos lá. Dos lugares que você falou, eu só posso ajudar em Londres e Amsterdã. Em Londres recomendo o Generator hostel. Fica muito bem localizado, limpo e bem organizado. Por sinal ele é bem agitado. Em Amsterdã tive uma pessima experiencia de hostel. Só posso dizer para você não ficar no StayOkey. Muito sujo. Em Londres o melhor jeito de se locomover é metro e onibus. Compra o DAY PASS e seja feliz. Em Amsterdã o metro é bem salgado. Só usei uma vez, o resto fiz tudo apé ou de bicicleta.
  18. Realmente 2 dias para Berlim não são nada. Eu tiraria um dia de Londres e colocaria um total de 3 em Praga.
  19. Realmente muito dificil!! Eu particularmente passei melhores momentos em Praga, mas Berlim não deixou em desejar nada.
  20. Não querendo ser chato, mais quase todas (se não todas) essas suas perguntas já foram respondidas no fórum. Basta ter paciência e pesquisar. Respostas abaixo:
  21. Apesar de não precisar, eu gosto de levar o passaporte para ter o carimbo de todos os países.
  22. Relato também publicado em http://www.tripsdolupa.com.br A Trilha do Ouro (ou caminho de Mambucaba) foi construída a partir das trilhas dos índios Guaianazes no século XVII e utilizada pelos escravos para transportar as riquezas extraídas de Minas Gerias para a praia de Mambucaba, entre Angra e Parati. Hoje a trilha, de aproximadamente 50 km, se encontra dentro do Parque Nacional Serra da Bocaina e sai de São José do Barreiro e vai até o vilarejo de Perequê. Para visitar a trilha e seus atrativos é necessária uma autorização que você deve solicitar diretamente para o parque. Ela em si não é difícil conseguir, porém é bom se antecipar já que o parque tem um limite diário de 80 visitantes. A entrada é gratuita. A trilha não tem um grau elevado de dificuldade, sendo a logística, a lama, as pedras escorregadias e a distancia total os seus principais desafios. Mas como diz o ditado: “Tá na chuva é para se molhar”. Vamos ao relato. 1ª Dia: Arrumando as coisas para tirar um cochilo. Partimos da rodoviária do Tietê na sexta-feira (08/02/2013) as 23:40... Mentira! Rá! Sexta-feira, véspera de carnaval... Até parece né? Nosso ônibus para Guaratinguetá da Pássaro Marron acabou saindo a 01:40, mas até ai tudo bem. Eu já havia previsto esse atraso e na verdade até estava contando com ele. Como eu falei, a logística é meio complicada e de Guaratinguetá teríamos que pegar outro ônibus com destino a São Jose do Barreiro, porem esse outro só sairia as 07:00. Ou seja, quanto mais o ônibus atrasasse menor seria o tempo que iriamos precisar dormir ao relento na rodoviária de Guará. Mesmo com o atraso, o ônibus chegou as 04:00 em Guaratinguetá e fomos obrigados a achar um cantinho para esticar nossos isolantes e tentar descansar. O comércio da rodoviária começou a abrir as 06:00 e com o barulho nos fomos acordados. Aproveitamos é tomamos café ali mesmo. As 07:00 partimos para São José do Barreiro. Panorâmica da praça de São José do Barreiro. Chegamos em SJB as 09:15 e fomos direto para a praça da igreja, onde encontraríamos com o resto do pessoal do RJ para pegar o segundo transporte para o inicio da trilha. O primeiro grupo havia saído as 08:00 com o Bruno da Rota da Aventura e a previsão era que ele voltasse as 10:00 para fazer a segunda viagem. Só que como as chuvas não deram trégua na noite anterior a estrada estava bem ruinzinha e o transporte retornou ao 12:00, bem na hora em que havíamos sentado para almoçar. Enquanto terminávamos de comer o Bruno foi resolver um “pepino” que havia dado com nossas autorizações lá na sede do parque. Portaria do Parque. Chegamos na entrada do parque por volta das 13:00. Antes de começar a trilha é necessário assinar a autorização e retirar uma cópia da mesma. A cópia deve ficar com você durante todo o restante da trilha, pois pode ser solicitado caso você passe por alguma fiscalização. Por volta de 13:30 começamos a andar, e como estávamos bem atrasados, o Bruno se encarregou de levar nossas mochilas até o primeiro acampamento, Barreirinha. Como estávamos leve pudemos andar sem muita pressa e curtir mais o lugar. O primeiro atrativo vem bem rápido, com 1,5k de trilha já temos a primeira cachoeira para se refrescar. A cachoeira do Santo Isidro tem cerca de 50 metros de queda e tem um belo poço onde é possível nadar. Ela tem uma praia muito tentadora a quem olhar, porém observando em volta é possível ver marcas de até onde a aguá sobe quando chove. Ou seja, é uma bela armadilha. Cachoeira do Isidro Seguindo pela trilha, que na verdade é uma estrada, andamos por mais 6,5 km até chegar na cachoeira das Posses. Essa tem cerca de 40m de queda e não é tão tentadora quanto a do Santo Isidro. Como já estava tarde e o tempo fechando resolvemos ficar apenas alguns minutos curtindo a cachoeira e fomos embora. Cachoeira das Posses. Voltamos à estrada em um passo já mais acelerado por conta do clima fechado e da luz do dia que já estava dando sinais de despedida. Mas de nada adiantou, chegamos ao abrigo da Barreirinha encharcados e no escuro. Eram por volta das 20:00 quando chegamos. Montamos as barracas rapidamente, tomamos banho e jantamos. Já mais calmos e aquecidos, tomamos um belo vinho e jogamos papo fora. 2º Dia: Com a noite anterior quase que virada e a longa caminhada de cerca de 22 km, nós nos demos ao luxo de não acordar tão cedo. A maioria acordou as 08:00 e as 09:00 já estava pronta, mas alguns demoraram um pouco mais e acabamos por sair da Barreirinha as 11:00 de baixo de um sol de rachar a cuca. Logo nos primeiros quilômetros haverá uma bifurcação, você deverá pegar a direita. Mais para frente passará pela pousada da Dona Palmeirinha. Camping da Barreirinha A trilha ainda segue como uma estrada por mais alguns quilômetros e depois vira o famoso calçamento “pé-de-moleque”, feito de pedras cuidadosamente ajeitadas pelos escravos. É de se pensar o quanto eles sofreram para conseguir fazer esse calçamento. A trilha virou rio. Nesse dia tivemos algumas subidas de tirar o folego, porém o maior desgaste foi por conta do sol. Mas depois de tanto suar e falar: “bem que podia ter umas nuvens”, o tempo fechou e começou uma baita chuva. Era tanta agua que a trilha virou um rio e a bota daria fácil como um aquário. Andamos assim por mais de uma hora até finalmente chegar ao acampamento do Tião, e para ajudar, quando chegamos a chuva parou. Para chegar ao sitio é necessário atravessar o rio utilizando uma tirolesa. Nada como um pouco de emoção. Montamos acampamento e enquanto alguns pararam para comer alguma coisa, outros já partiram para a cachoeira dos Veados a fim de voltar cedo para tomar um belo banho quente. Para chegar até a cachoeira é preciso voltar pela tirolesa e seguir por cerca de 1 km. No caminho passamos por uma pousada abandonada onde também serve como ótimo lugar para camping. Tirolesa. A cachoeira dos Veados é a mais conhecida do parque e da trilha, sendo a visita obrigatória para quem faz a trilha do Ouro. Do ponto onde fomos só é possível ver duas quedas, mas na verdade ela possui três quedas, sendo a ultima a de acesso mais fácil. “Infelizmente”, devido à força da queda, não é possível se banhar nos pés da cachoeira, mas alguns metros antes tem uma pequena prainha onde é possível dar um belo mergulho. Cachoeira dos Veados. Após alguns momentos de “brisa” apreciando a cachoeira, voltamos para o acampamento, tomamos banho, jantamos e dessa vez ficamos pouco tempo conversando. Com a noite chegando, a chuva voltou a ameaçar e essa foi a deixa para todo mundo ir dormir. 3º Dia: Ultimo dia e o mais longo. O alvorecer foi bem cedo, sem tempo para secar a barraca e as roupas. Tomamos um rápido café é já botamos o pé na trilha, ou melhor, na lama. A trilha era simplesmente lama pura. Andamos por mais de uma hora apenas sobre lama, com os pés atolando a cada passo, em um ritmo de tartaruga. No primeiro quilometro irá ter uma bifurcação, mas os dois caminho dão no mesmo lugar. Caminho das pedras. As pedras “pé-de-moleque” entravam em cena quando a lama dava uma trégua. Por conta da mata fechada e da umidade, criou-se um limo muito perigoso sobre as pedras. O bastão de caminhada foi muito utilizado nesse dia. Apesar da mata fechada, da lama e dos escorregões nesse dia, a trilha teve lá seus atrativos. Inúmeras nascentes, animais selvagens e um belo banho de cachoeira foram as recompensas. Do sitio do Tião até a ponte no final da trilha são 18 km. Lá conseguimos um transporte para ir até o vilarejo de Perequê, que fica a 14 km da ponte. E foi assim que passamos mais um carnaval com muita lama, chuva, sol, mata, animais e cachoeira. Recomendações: É essencial ter um tênis apropriado e pelo menos um bastão para caminhar. Também recomendo levar suas roupas em sacos estanques ou sacos plásticos bem selados. E lembrando que todo cuidado é pouco quando se está andando no ambiente de animais peçonhentos. Dados Gerais: 1º Dia: 22 km (Contando com a visita as cachoeiras do Isidro e das Posses) 2º Dia: 14 km (Com a visita a cachoeira dos Veados) 3º Dia: 18 km (Até a ponte) + 14 km até vilarejo de Perequê ICMBIO Parque Nacional Serra da Bocaina - http://www.icmbio.gov.br/parnaserradabocaina/ Gastos: São Paulo x Guaratinguetá: R$40,23 (CIA Passaro Marron) Guaratinguetá x São Jose do Barreiro: R$25,53 (CIA Passaro Marron) Café da Manha: R$6,00 Almoço Rancho Restaurante: R$18,00 + Cerveja R$6,00 Translado Rota da Aventura: R25 (http://www.facebook.com/rotadaaventura) Camping Barreirinha + Chuveiro quente: R$20 Cerveja Barreirinha: R$4,00 Camping Tião + Chuveiro quente: R$20 Resgate Ponte até vilarejo Perequê: R$130 / 8 pessoas Ônibus Perequê x Mambucaba: R$3,90? Não lembro Camping em Mambucaba: R$25
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