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eduardo.camardelli

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Tudo que eduardo.camardelli postou

  1. Muito legal andrefontess, fico feliz em saber que o meu relato ajudou de alguma forma. Esta é uma região do globo sensacional de se viajar, se eu puder ainda repetirei alguns lugares que gostei muito como Costa Rica e México. Abraços, Eduardo.
  2. Está difícil porque não é recomendado. Problemas na fronteira Colômbia/Panamá por causa das FARC. Quem faz "terrestre" vai até Cartagena na Colômbia e lá pega um barco até o Panamá. Tudo o que eu sei infelizmente...acho mais tranquilo pegar um vôo Manuaus/Panamá City da Copa e começar por lá. Abraço.
  3. Não precisa agradecer, espero que alguma informação tenha sido útil. Não saberia te dizer o melhor tempo, o país é grande e tem climas variados assim como o Brasil. Vai depender muito da região que vocês querem visitar. Mesmo que tenhamos pego alguns dias com chuva, nada atrapalhou nenhum aspecto da viagem. Desculpa não poder ajudar mais. Abraços, Eduardo.
  4. davileichs, Obrigado por ler todo o relato, sei que não é tarefa das mais simples mesmo. Ainda não coloquei as fotos, estou construindo o blog - viajanteintraplanetario.blogger.com Devo finalizar essa etapa de colocar algumas fotos lá nas próximas semanas. Um abraço, Eduardo.
  5. Esse relato é apenas uma parte de uma longa viagem que, para mim, começou em Agosto de 2011 quando saí da Austrália onde eu morava. Desde então, visitei muitos países e tive ótimas experiências que carregarei comigo pela eternidade. A primeira parte do relato ja’ esta’ publicada no site, por favor verifique os meus links para saber mais sobre o Mexico e a America Central. Nesse tópico está apenas a parte Européia da minha viagem, que começou em 11 de Novembro e acabou em 21 de Janeiro. Tive o prazer e o privilégio da companhia da minha mãe por todo o tempo, que foram 70 dias, e tambem do meu irmão por 35 dias. Espero que esse relato seja prazeroso. Já aviso que é muito longo. Obviamente que ficaria dificil colocar fotos, pois o site demoraria a carregar, entao terei que ficar devendo essa. Have fun! Estatísticas totais da viagem: Países: (27) Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, México, Belize, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Holanda, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda do Norte, Rep. da Irlanda, Dinamarca, Suécia, Portugal, Espanha, Marrocos, França, Mônaco e Itália. Se você quiser também considerar a cidade do Vaticano como um país, voi lá, 28 no total. Línguas: (13) Espanhol, Português, Inglês, Holandês, Flamengo, Francês, Galês, Irlandês, Dinamarquês, Sueco, Árabe, Catalão e Italiano. Regiões: (9) América do Sul, México, América Central, Países Baixos, Grã-Bretanha, Península Ibérica, Escandinávia, Noroeste Africano, Costa do Mediterrâneo Europeu. Meios de Transporte: Avião, barco, balsa, trem, carro, ônibus, van, cavalo, vagão puxado a cavalo, táxi e o mais utilizado, as pernas. Continentes: (3) América, Europa e África. Moedas: (17) Peso Argentino, Peso Uruguaio, Real, Peso Chileno, Peso Mexicano, Dólar de Belize, Quetzal, Dólar Americano, Lempira, Córdoba, Colón, Balboa, Euro, Libra Esterlina, Coroa Dinamarquesa, Coroa Sueca, Dirham. Dia 1 – Amsterdam - 12/11/2011 Chegamos ao aeroporto da Cidade de Amsteram e pegamos um trem para a estacao Central e de la’ caminhamos ao nosso hotel. Ja’ era noite e apenas saimos pra jantar e voltamos ao quarto, que era num edificio muito tipico e situado numa rua que tem um pequeno canal de frente pro apartamento que ficamos. Algo mais caracteristico que isso era impossivel. Dia 2 – Amsterdam - 13/11/2011 Caminhamos ate’ o centro de informacao ao turista, que fica em frente a estacao central, para adquirir o cartao I Amsterdam. Com ele varias atracoes sao gratuitas ou com 25% de desconto, incluindo os principais museus e cruzeiros nos canais. Se realmente voce planeja visitar as atracoes mais importantes de Amsterdam o cartao pode lhe representar uma ecnonomia. Alem disso ele tambem da direito a utilizar a rede de transporte publico da cidade que conta com onibus, trem, ferry boats e trams (bondinhos modernos). Pegamos o tram numero 5 ate’ a museumplein, onde estao localizados alguns museus como o Van Gogh museum e o Rijksmuseum, possivelmente os dois mais visitados da Holanda. No museu de Van Gogh varias obras e tambem a historia da vida do artista sao expostas e com certeza vale uma visita, mesmo para quem nao e’ um amante de arte. Visitamos depois o Rijksmuseum que consta de varias pinturas e artefatos relacionados a historia da Holanda, inclusive o curto periodo de invasao no Brasil com mapas de Olinda e da capitania de Pernambuco. Nao e’ tao grande o museu mas e’ bem interessante e cheio de gente sempre, assim como o Van Gogh. Planeje sua visita para cedo pela manha ou mais pro meio ou final da tarde para evitar multidoes desanimadoras. Almocamos e fomos fazer um cruzeiro pelos canais da cidade e o passeio todo dura 1h15min. A partir do barco, que tem explicacoes em varias linguas, pode-se conhecer de forma rapida a cidade e aprender um pouco sobre suas ruas e canais centrais. Terminamos o cruzeiro e fomos ao bonito Vondel Park e caminhamos por seus bosques e lagos abrilhantados pela paisagem de outuno por aproximadamente 30 minutos e, ao sair, ja’ comecamos a percorrer a famosa rua de lojas de grife, a PC Hooftstraat, e depois, caindo mais na realidade financeira, fomos ate’ a Leidsestraat, outra rua de compras com muito mais opcoes e para todos os bolsos, nao apenas dos mais favorecidos. As duas ruas valem uma visita. Fechamos o dia com um jantar e voltamos ao hotel. Dia 3 – Amsterdam - 14/11/2011 Como nosso apartamento de hotel ficava literalmente ao lado do canal Singel, um dos maiores e mais conhecidos da cidade, fomos caminhando ao longo dele ate’ o seu final, onde encontra-se o mercardo das flores. Obviamente que durante o outono o Mercado nao e’ tao espetacular assim e destacavam-se mais os souvenirs do que as proprias flores, mas mesmo assim vale uma visita. De la’ fomos ao Amsterdam Museum que conta a historia da cidade, sua ascencao, decadencia e volta ao foco apos o periodo iluminista Europeu, desde sua criacao em meados do ano 1200. Muito interessante esse museu alem de ser bem interativo e com recursos modernos. Eu nao dava muito credito a ele pelo que tinha lido e sai de la’ bem surpreso positivamente. Caminhamos ate’ o Dam Square ou praca Dam para vermos a nova catedral e o Palacio Nacional (este ultimo estava fechado no dia) e depois fomos ate’ o famoso Red light district, onde sim, as mulheres expoem-se nas vitrines ou janelas com cortinas mesmo durante o dia, a espera de clientes. Ainda no distrito visitamos a Old Church, que eu achei meio sem graca, com excecao do orgao de tubos gigantesco que ela possui e de la’ voltamos a central station para comprar os nossos tickets para a Belgica, dando sequencia a nossa jornada em terras do velho continente. Na saida da estacao fomos ao bairro Jordaan, para conhece-lo e visitar o pequeno mas simpatico museu da Tulipa. Apos um dia cheio, hora de regressar para jantar e um merecido descanso. Dia 4 – Amsterdam - 15/11/2011 Pegamos um onibus saindo da estacao central rumo a cidadezinha de Zaanse Schans, do lado de Amsterdam e que na verdade e’ um vilarejo tipico Holandes. Demoramos aproximadamente uns 35 minutos no onibus de linha pra chegar la’. Na visita a pequena vila, pode-se ver o museu dos tamancos holandeses e uma demonstracao ao vivo de como eles sao fabricados, tem tambem lojinhas vendendo queijos e especiarias, o museu do relogio Holandes e, a principal atracao da pequena vila, os moinhos de vento. Ha’ varios deles na cidade, acho que 8, desde moinhos de graos ate’ moinhos de oleo. Vale a pena uma visita. Voltando para Amsterdam fomos ate’ o Dam Square para visitarmos o Palacio real. Finalizada a visita caminhamos ate’ o NEMO museum, que e’ um moderno museu de ciencias e tecnologia. Saindo de la’ ja’ era final da tarde, jantamos e voltamos ao hotel. Dia 5 – Antuerpia - 16/11/2011 Partimos de Amsterdam no trem das 7:00 e chegamos as 9:00. Saimos da lindissima estacao central de Antuerpia e atravessamos a praca pra pegar o bonde (tram) numero 5 que ficava no subterraneo ao lado do hotel Radisson. Descemos na estacao proxima do hotel e caminhamos ate’ a entrada, fizemos check-in e fomos explorar o centro historico. Visitamos a cathedral e todas as outras atracoes na cidade velha, com arquitetura e ar medieval, com estilo predominantemente gotico com suas ruas de paralelepipedo. Fomos depois ate’ o castelo que fica em frente ao estuario e perto de onde atracam os navios de cruzeiro. Apos o almoco, a tarde atravessamos o tunel Sant’ana ate’ o outro lado do rio. Para descer ate’ o tunel utilizam-se escadas rolantes bem antigas, inicio da decada de 40, creio eu, que ja’ sao uma atracao por si so’. Descemos mais ou menos 30 metros e caminhamos 1/2 km ate’ chegarmos ao outro lado. Vale a pena para ter-se uma outra visao da cidade, conhecer o bonito parque do outro lado da margem e tirar algumas fotos mais panoramicas. Regressamos ao centro historico pelo mesmo tunel e exploramos mais umas ruas historicas. Final de passeio e era hora de se preparar pra seguir viagem na manha seguinte. Dia 6 – Bruxelas - 17/11/2011 Chegamos em Bruxelas na estacao norte no final da manha. Era perto do nosso hotel, entao fizemos o check-in e ja’ partimos para explorar a capital Belga. Fomos caminhando pela Rue Royale ate’ a central station, de onde compramos os tickets e partimos no bus turistico. No trajeto percorremos os pontos turisticos mais famosos da cidade, como por exemplo, o Royal park, Royal Palace, Parlamento Europeu e o baiiro administrativo da Uniao Europeia, Botanic e o Atomium onde descemos. Nao visitamos o Atomium em si mas la’ pertinho, caminhando mais pra cima um pouco, fica o mini Europe, um parque sobre locais famosos de todos os paises da Uniao europeia, mas tudo em miniatura. Achamos bem interessante. No Brasil tem algo parecido em Gramado no RS, mas e’ bem menor do que esse em Bruxelas. Vale a pena uma visita. Depois pegamos o onibus novamente ate’ a Grand plaza, lindo ponto no meio do centro Medieval de Bruxelas onde ficam o Hotel Deville e outros predios importantes. Para os amantes da arquitetura de estilo Gotico, um verdadeiro colirio para os olhos. Dali caminhamos ate’ a famosa estatua do menininho urinando, o Maneken Pis, que na verdade achei a coisa mais sem graca. Fora o fato de que a estatua e’ minuscula e, na verdade, ninguem sabe o proposito dela, ha’ varias historias e lendas a respeito, uma mais absurda do que a outra. Ja’ era noite e tarde entao caminhamos pelo centro medieval rumo ao nosso hotel. Na hora do jantar nao resisti e comi o prato tipico Belga, mariscos com batatas fritas. Dia 7 – Ghent - 18/11/2011 Da estacao Brussels Nord pegamos um trem ate’ Ghent, estacao Saint Peters. Tinhamos decidido passar o dia la’ e conhecer a cidade medieval. Alem disso, todas as pessoas que conversavamos diziam que valeria a pena visitar a cidade. Fica ha’ uns 40 minutos de trem de Bruxelas entao e’ bem facil e acessivel. Descemos na estacao e ja’ pegamos o bonde moderno deles (tram) ate’ a Cathedral Saint Nikolaas, que e’ imponente e muito bonita, toda em estilo gotico do seculo 13. Caminhamos por mais umas ruas, de incrivel beleza arquitetonica e charme historico, fomos ate’ o Belfort, de onde pode-se aprender um pouco mais sobre a historia local. Depois visitamos o Campanario, onde e’ possivel visitar o mini museu e subir bem alto para obter-se uma vista mais privilegiada da cidade. Continuamos caminhando pelas ruas do centro historico da cidade, uma mais bonita do que a outra, antes de retornar a Bruxelas. Voltamos satisfeitos com a decisao de ter ido passar o dia em Ghent. Dia 8 – Brugge - 19/11/2011 Chegamos na principal estacao de trem em Brugge e fizemos check-in no hotel que era literalmente do lado da estacao e uns 15 minutos de caminhada ate’ o centro da cidade. Logo nos apaixonamos pela arquitetura medieval e pela atmosfera da pequena e bela cidade. Caminhamos pelas ruelas e tiramos milhares de fotos. Para onde se olha se encontram casas e edificios de estilo bem caracteristico mesmo, um charme a cidade. Fomos ate’ o castelo de Brugge, onde pode-se visitar e aprender um pouco mais sobre a historia da Belgica medieval em, aproximadamente, 1:30 minutos. Saindo de la’ dirigimo-nos ate’ a praca principal onde ficam lindos edificios medievais no grande espaco circular do local. Ha’ tambem uma lindissima catedral em estilo Gotico, caracteristica das cidades medievais belgas. Apos visitar esses lugares, caminhamos tambem pelo restante das ruas medievais no centro de Brugge. E’ uma cidade para ser explorada a pe’ e em pouco mais de ½ dia se conhece a cidade tranquilamente. Jantamos por la’ mesmo e regressamos ao hotel. Dia 9 – Brugge / Bruxelas / Londres - 20/11/2011 Iriamos para Londres nesse dia e tivemos que pegar um trem na estacao de Brugge, voltar a Bruxelas na estacao Midi e de la’ embarcar no Eurostar para Londres. Fizemos imigracao de saida da Belgica e entrada no reino unido, tudo na estacao em Bruxelas e embarcamos. A viagem ate’ a estacao St. Pancras em Londres dura 2h15 e o trem vai pelo famoso canal da Mancha. Chegando em Londres, pegamos um taxi ate’ o nosso hotel que ficava entre Victoria e Pimlico, bem situado para ir caminhando ate’ a Victoria Station e fizemos check-in. De la’, caminhamos uns 15 ou 20 minutos e, ja’ ao entardecer, deparamo-nos com a Abadia de Westminster e, logo ao lado, avistam-se tambem o famosissimo Big Ben e as Casas do Parlamento. Comecamos a secao fotografica e registramos os pontos turisticos de varios angulos. Caminhamos rapidamente pela ponte de Westminster, que fica exatamente onde comeca o Big Ben e a Parliament Houses e, satisfeitos com os registros fotograficos, voltamos ao hotel ja’ com uma otima impressao da linda capital Inglesa e do que ainda nos aguardaria. Dia 10 – Londres - 21/11/2011 Tinhamos comprado o London pass, um cartao que da’ entradas gratis, evita filas, descontos e brindes em varias atracoes da cidade, e fomos coleta-lo. Ele pode ser adquirido pela internet e o local de coleta para quem opta por essa alternativa e’ pertinho da Trafalgar square, passando a National Portrait Gallery. Saimos do hotel e caminhamos ate’ o Picadilly Circus, passando pelo Palacio de Buckhingham no caminho. Chegamos em Picadilly Circus, fotografamos e dirigimo-nos entao ate a Trafalgar Square, famoso local em Londres por ser o palco final de uma grande vitoria military Inglesa sobre os Espanhois se nao me engano e, onde fica tambem a famosa National Gallery. Permita entre 1 e 2 horas para visita pois ha’ varios quadros interessantes de pintores famosos por la’. Mesmo aqueles que nao sao aficcionados por arte vao aproveitar. O predio em si e’ lindo e ja’ vale a visita. Caminhamos de la’ ate’ o rio Tamisa, pois o tempo estava otimo no outono Londrino – fato raro – e decidimos fazer o muitissimo turistico passeio da London Eye, a roda gigante de Londres. De la’ tem-se uma vista legal da cidade e pode-se fotografar bem varios pontos turisticos ao longo do Tamisa e ate’ mais adiante num dia bom. A volta na roda dura 30 min. Chato e’ esperar para comprar os tickets. Pode-se pagar extra e pegar “fast track tickets” que evita filas para comprar e para entrar na roda gigante. Finalizada mais essa atracao, pegamos um onibus ate’ o British museum, onde, para mim, esta’ localizado um dos mais importantes artefatos arqueologicos do mundo: a Rosetta Stone, que permitiu a traducao dos hieroglifos egipcios pois na pedra, constava um texto escrito em 3 linguas: Egipcio hieroglifico, Egipcio “moderno” e Grego, fazendo com que hoje saibamos um pouco sobre a maravilhosa cultura dessa mistica civilizacao. Ha’ varias outras obras e pecas de importancia. Reserve de 2 a 3 horas para uma visita rapida. Pode-se, tranquilamente, ficar um dia inteiro por la’. Voltamos ao hotel. Dia 11 – Londres - 22/11/2011 Comecamos o dia visitando a Abadia de Westminster, que nao estava aberta nos outros dias. Ja’ visitei igrejas majestosas e belas nesse mundo, mas essa e’ uma das que mais me impressionou. Acho que so’ perde pra Basilica de Sao Pedro. Um belissimo exemplo da arquiterura gotica medieval, a abadia e’ o local onde sao coroados os reis e rainhas da Inglaterra e, tambem, onde sao enterrados os mesmos, alem de varias outras pessoas importantissimas para o reino. A visita dura de 1 hora a 1 hora e meia e vale muitissimo a pena pagar o ingresso. Preste atencao nos detalhes dentro da igreja. De la’ pegamos um onibus ate’ outra igreja importante, a St. Paul’s Cathedral. Tambem de arquitetura majestosa e imponente, ela possui uma cripta com varios vultos historicos enterrados la’, alem de um domo gigantesco, onde os turistas podem subir para visitar. Saindo da catedral, mais ou menos perto ficam a Tower of London e a Tower Bridge. Aproveitamos que ja’ estavamos por la’ e visitamos as 2 atracoes. A Tower of London era um antigo forte usado pelos reis para proteger Londres. Mais tarde foi transformado em prisao e local de execucao dos priosioneiros mais ilustres (14 no total morreram la’…). Hoje pode-se caminhar nos muros da fortaleza, visitar uma pequena exposicao de joias da coroa e ter vistas otimas para a famosa Tower Bridge. Saindo da torre de Londres, fomos ate’ a ponte e entramos na exposicao e na area de visitantes, onde pega-se o elevador para subir no alto da ponte e ter uma vista privilegiada de Londres. Nao poderia faltar a fotinho classica com a ponte no fundo, obvio. Feita a visita, fomos fazer um “cruzeiro” no Tamisa, indo da Tower Bridge ate’ Westminster. Durou uns 30 minutos. Esses mesmos barcos te levam ate’ Greenwich para os que desejam visitar a pequena vila famosa por causa do meridiano ou ponto de divisao entre leste e oeste geograficos. Mais tarde, ainda restou folego para o maravilhoso musical We Will Rock You, baseado claro na banda Queen com seus grandes hits. Se voce vai a Londres, assista pelo menos um musical em Soho ou West End. E’ fantastico e, claro, recomendo esse que fui conferir pessoalmente por ser um grande fa da banda. Vale muitissimo cada centavo e muito mais. Hora de dormir. Dia 12 – Londres - 23/11/2011 Comecamos o dia com o objetivo de realizar um dos sonhos da minha mae, compartilhado tambem por varios turistas: visitar a Abbey Road e tirar aquela foto classica da capa do album homonimo dos Beatles. Pegamos o onibus e descemos numa rua paralela, mais ou menos 2 quadras da Abbey road e chegamos no famoso cruzamento da capa do disco. Foto tirada, registrei tambem o Abbey road studios onde o album foi gravado e voltamos a parada de onibus para dirigmirmo-nos a area mais central de Londres. Queriamos visitar o Palacio de Buckingham, com a Queen’s gallery – colecao de pinturas e fotografias da coroa Britanica e o Royal mews, onde ficam as carruagens, veiculos, estabulos, e outros meios de locomocao da realeza desde epocas medievais ate’ os tempos modernos. Devido a visita do ilustrissimo pe’ no saco senhor presidente da Turquia, o Royal Mews estava fechado e nao conseguimos visitar. Olhamos a Queen’s gallery onde tinha uma interessantissima exposicao fotografica sobre um senhor chamado Ernest Shackleton, primeiro explorador Britanico no polo sul, famoso por seus relatos e fotograficas para a corte Britanica e tambem por sua ultima expedicao terminar em desastre com a sua morte. De la’ partimos ao interessantissimo e pouco badalado Victoria & Albert Museum, que alem de ser em um predio lindo, tem otimos artefatos e itens de varios lugares do mundo e de muitas epocas. Na real achei ele melhor que o badalado British Museum, mesmo ele nao possuindo uma Rosetta Stone ou a mumia de Cleopatra. Fim do dia e regressamos ao hotel, no dia seguinte pegariamos a estrada rumo ao interior Ingles. Dia 13 – Windsor / Stonehenge / Salisbury - 24/11/2011 Comecei o dia coletando um carro que aluguei em Londres e devolveria em Edimburgo 7 dias depois. Melhor decisao que poderiamos ter tomado. O interior da Inglaterra e’ lindo e viajar de carro proporciona a oportunidade de visulaizar toda essa beleza. Saindo de Londres fomos direto ao vilarejo de Windsor, onde visitamos o luxuosissimo Castelo de Windsor, residencia da rainha Elizabeth II. Visitamos, dentro do castelo, os apartamentos reais e toda as salas de jantar, entretenimento, dentre outras varias salas do castelo. E’ simplesmente sensacional, vale muitissimo a visita e la’ ha’ varias oportunidades para aprender um pouco mais sobre a historia da Gra-Bretanha e tambem de tirar fotos incriveis. Reserve uma manha inteira para se deslocar de Londres e visitar o castelo meio rapido. Com mais calma para tudo recomendo umas 6 horas, pois acho que so’ abre as 9:30 da manha. De la’ partimos rumo a Salisbury, cidade medieval do sul da Inglaterra que possui como principal atrativo uma catedral Gotica que data do seculo XII se nao me engano. Salisbury tambem e’ um ponto importante de destino para quem quer conhecer Stonehenge, pois fica a 8km do monumento neolitico. Como estavamos pertinho de Stonehenge e eram ainda umas 15 horas, decidimos visitar no mesmo dia, visto que nao se precisa muito tempo para visualizar e fotografar um circulo de pedras. No outono e inverno o parque de Stonehenge fecha as 16 horas entao programe bem a visita se planeja conhecer o monumento nessa ecpoca do ano. Achei bem interessante, apesar de admitir que seja sim um circulo de pedras, so que erguido em varias etapas a partir de 3000 a.C. Mas ouvir as explicacoes de diversas teorias e explicacoes sobre o porque do monumento pre-historico mais famoso da Europa e sua finalidade, me fascinaram. Visita totalmente recomendada. Saimos de la’ e fomos para o nosso simpatico hotel em Salisbury, finalizando mais um otimo dia de viagem. Dia 14 – Salisbury / Bath / Bristol - 25/11/2011 Comecamos o dia visitando a catedral de Salisbury, que e’ grande e muito bonita. Porem, sua importancia se deve a um artefato historico – a carta Magna, que la’ esta’ exposta em uma salinha ao lado da catedral. A carta Magna foi um documento que definiu direitos dos cidadaos Britanicos em uma epoca conturbada onde quem nao era da corte ou de familia nobre, nao tinha muito o que esperar da vida. Todo escrito a mao e em latim, um dos 4 pedacos do original esta’ la’ exposto. Os outros 3 nao tenho certeza mas acho que ha’ 2 no British Museum em Londres. Finalizada a visita, saimos de Salisbury rumo a cidade romana de Bath, famosa pelas termas romanas e arquiterura de influencia do grande Imperio antigo. Visitamos Bath Circus, que e’ uma rotatoria gigante com casas na volta formando um bonito mosaico arquitetonico, Bath Royal Crescent, que e considerada a rua mais imponente da Inglaterra, em forma de arco composta por 30 casas. Parece com Bath circus mas e’ “cortado” pela metade e fica de frente para um bonito parque. Fomos ate’ Bath Abbey, catedral no centro e visitamos os famosos Roman Baths (termas romanas erguidas no seculo I e um dos maiores vestigios daquela era). Esperava um pouco mais de Bath pelo que ja’ tinha escutado, sei la’…mas gosto e’ gosto e de la’ ainda tinhamos que dirigir ate’ Bristol, que fica distante uns 60km e era onde eu tinha feito reserva no hotel pois queria dar uma olhada rapida nessa cidade tambem. Chegamos a noite entao nao conseguimos ver nada. Dia 15 – Bristol / Cardiff - 26/11/2011 Em Bristol o mais interessante e’ uma ponte suspensa, grande e famosa no sudoeste Ingles, que acabamos por nao visitar pois ficava meio fora de mao e queriamos conhecer o Pais de Gales e a cidade de Cardiff. La’ chegando, fomos estacionar o carro e conhecer o Castelo de Cardiff, bem bonito com sua muralha medieval e torres de guarda. A parte dos apartamentos do castelo e’ mais moderna, do seculo XVIII e pertencia a uma familia nobre da regiao. Fomos ate’ o City Hall, visitamos os Cardiff Markets, almocamos pelo centro mesmo, visitamos as ruas mais famosas de compras da cidade e depois fomos ate’ a baia de Cardiff, com seu porto revitalizado para virar uma atracao turistica. Achei a cidade bem interessante, bonita, com uma boa mescla entre antigo e moderno, com boa comida e facil de se localizar. Os precos la’ tambem sao bons, comparados com Londres e algumas cidades do sul da Inglaterra. Vale muito a visita. Dia 16 – Cardiff / Liverpool - 27/11/2011 Proximo destino: Liverpool, claro. Bote uma coisa na cabeca: Se voce esta’ na faixa etaria dos 25-35 e viaja com seus pais, ou um dos seus pais, ha’ serias chances de eles te convencerem a visitar Liverpool, mesmo que voce nao seja fa dos Beatles. Mas uma coisa e’ certa, nao ha’ como negar a importancia e influencia da banda no cenario musical mundial. Tenho muito respeito apesar de nao curtir muito. Independentemente dos Beatles eu estava curioso para visitar a cidade de qualquer forma. Chegamos la’, fizemos check-in, almocamos e fomos ate’ a parte turistica da cidade, chamada Waterfront, nas docas do antigo porto. King’s docks, Queen’s docks e a mais famosa, Albert Docks, onde ficava nosso primeiro destino turistico, a famosa experiencia/loja chamada The Beatles Story. Ficamos uma hora e pouco la’ conhecendo um pouco mais sobre a historia da banda e de seus integrantes. E’ tipo um museu e vale a pena a visita, e’ bem interessante. Como toda cidade do Reino Unido, nessa epoca, nas ruas acontecem os mercados de natal ou Christmas markets e em Liverpool nao era diferente. Fazia muito frio la’, entao fizemos aquela visita mais expressa e voltamos ao hotel que ficava bem localizado na frente da Queen’s docks. Dia 17 – Liverpool - 28/11/2011 Nesse dia visitamos o novissimo Liverpool museum, inaugurado em Julho de 2011 e ainda nao totalmente pronto, contando a historia da cidade e de como ela se tornou um dos pontos mais ricos da Inglaterra. Visitamos o Derby square, no centro, e de la’ fomos para o famoso Cavern quarter, area no centro onde ha’ varios pubs de importancia no cenario Rock and Roll ingles, com destaque para o The Cavern club, bar que lancou os Beatles para o mundo. Minha mae se realizou la’. Depois fomos ate’ o estadio do Liverpool, no museu e na loja e depois completamos indo ao estadio do Everton. Finalizada a visita na cidade e encerramos o dia passeando pelos shoppings e ruas do centro. Dia 18 – York - 29/11/2011 Partimos de Liverpool cedo pela manha e tomamos a estrada ate’ York. Foram mais ou menos umas 4 horas pelas lindissimas paisagens do interior da Inglaterra. Ao chegarmos, fizemos check-in na nossa guest house, com a senha de internet mais estranha e complexa que ja’ vi na minha vida - 27 caracteres. Isso mesmo, 27 caracteres, letras e numerous combinados todos em maiusculas. Pode? Largamos tudo no quarto e fomos explorar a cidade medieval. Comecamos pela famosa catedral, a Yorkminster. Em estilo gotico e dominando a paisagem da entrada da cidade medieval, a catedral impression pela imponencia e riqueza de detalhes. Depois fomos ate’ os Shambles, ou pequenas ruelas de paralelepipedo que ainda conservam a atmosfera da epoca medieval e, na famosa, little shambles street, que supostamente era para ser a menor rua da Europa, em termos de largura. Ja’ adianto que nao e’, vi ruas bem mais estreitas na Escocia, no centro de Edimbrugo por exemplo. De la’ fomos ate’ o local onde existe a Jorvik viking experience, uma especie de museu interativo que conta a historia da fundacao pela cidade no seculo XI pelos Vikings. Muito bem reproduzida, com cheiros e ate’ um mini-treno suspenso misturado com teleferrico eles realmente fornecem uma experiencia unica dentro da cultura e historia local. Vale muito a pena. Fomos ate’ o Castle museum mas nao visitamos. Na frente, fica a York tower, uma ruina remanescente das fortificacoes que envolviam a cidade na epoca medieval. Caminhamos depois ate’ o York museum gardens, tiramos algumas fotos e fugimos logo do frio e da chuva e de la’ fomos ate’ o enorme e fantastic National Railway Museum. Se voce nao gosta de trem, mesmo assim vai se impressionar e aproveitar a experiencia. Se voce gosta de trem, prepare-se para deleitar-se com a maravilhosa exibicao. Trens, vagoes, motores, pecas, trens modernos, operacoes de linhas, sinais, estacoes em replica, miniaturas, trens funcionando, engenheiros reparando pecas, e muitas coisas mais que nao listo porque ocuparia o dia inteiro do leitor. Vale muito a visita no maior museu de trens da Inglaterra que ganhou varios premios nacionais por varios anos, devido a experiencia que ele fornece. Reserve no minimo umas duas horas e, para completar, a visita e’ gratuita, como na maioria dos museus nacionais Ingleses. Se voce tem tempo e esta’ rumando para a Escocia, considere fortemente uma parada na encantadora cidade de York, vale muito a pena mesmo. Dia 19 – York / Edimburgo - 30/11/2011 Saimos cedo tambem porque encarariamos mais 4 horas de estrada ate’ chegarmos em Edimburgo, capital Escocesa. Paramos no caminho na fronteira da Inglaterra com a Escocia para tirar aquelas fotinhos protocolares de turista, nas placas que dizem bem vindo a Escocia, ou desse lado e’ a Inglaterra e desse e’ a Escocia. Voces sabem. Ja’ em solo Escoces, no caminho e na linda estrada para Edimburgo, fizemos um rapido pit stop em Jedburgo, pequena cidade do interior do pais, para fotografarmos as ruinas de uma muralha. Chegamos ao hotel em Edinburgo e deixamos todas as coisas e fomos logo visitar a Catedral de Edimburgo. Pegamos o carro e fomos ate’ o Calton Hill, onde encontram-se todos no mesmo lugar, varias atracoes turisticas da cidade, como o National Monument, National Observatory, Nelson Monument e Old Scottish Parliament, alem do local fornecer magnificas vistas da cidade e belas oportunidades de foto. Final de mais um dia de passeio apos entregarmos o carro que foi nosso companheiro por 7 dias. Com certeza valeu a pena alugar um carro, a perspectiva e’ outra, se faz as coisas com mais calma e no teu tempo e, por incrivel que pareca, nao e’ caro. Principalmente se reservares online em grandes empresas como a Hertz, Avis, Thriffty, Europcar, etc. Dia 20 – Edimburgo - 01/12/2011 Comecamos o dia caminhando ate’ o Castelo de Edimburgo, que fica no meio da cidade e se avista facilmente de qualquer lugar pois fica em cima de uma pequena colina. O castelo e’ muito bonito e, de la’, e’ possivel tambem tirar lindas fotos da cidade. Ha’ varias salas que podem ser visitadas mas nao sao muito luxuosas. O destaque sao as joias da coroa Escocesa, muito tempo perdidas para evitar que fossem confiscadas pelos conquistadores Ingleses. Hoje estao expostas no castelo sob forte esquema de seguranca. Saindo de la’ ja’ e’ o inicio da Royal Mile, que se extende por uma milha e e’ repleta de lojas de souvenirs, roupas, restaurantes, pubs e escritorios, alem de alguns predios historicos e bem antigos. Uma rua muito bonita e agradavel de se caminhar com certeza. No final dessa rua, fica o Palacio Holyrood, famoso por ter sido casa da Mary Queen of Scots, na epoca em que a Monarquia Escocesa era independente da Inglesa. Hoje o local e’ residencia oficial da rainha Elizabeth II do Reino Unido quando esta’ em visita a Escocia. Finalizada a visita ao bonito e luxuoso palacio, fomos ate’ a famosa Princess Street, com lojas, street performers e opcoes de comida tambem. Final da visita na bonita cidade de Edimburgo. Dia 21 – Glasgow - 02/12/2011 Cedo pela manha saimos do hotel e pegamos um trem de Edimburgo ate’ Glasgow. A viagem durou uma hora e chegamos na costa Oeste da Escocia para fazer uma parada estrategica mesmo e de descanso. Chegamos na linda estacao Central e caminhamos ate’ a famosa rua de compras Princess Street, depois de fazermos check-in no hotel. Regressamos ao nosso quarto e fizemos mais algumas pesquisas, reservas de hoteis e planejamentos de viagem durante a tarde e noite. Um break necessario deveras. Dia 22 – Glasgow / Belfast - 03/12/2011 O motivo de termos ido ate’ Glasgow era pegar um voo de la’ para Belfast, capital da Irlanda do Norte. Ha’ 2 aeroportos em Belfast, o internacional que e’ longe do centro e o George Best airport, que fica perto do centro e grudado na baia da cidade. Chegamos no hotel, fizemos check-in no nosso hotel que ficava no suburbio e fomos visitar o Cavehill Park, onde fica o Castelo de Belfast. O castelo em si e’ pequeno e nao muito luxuoso. O predio por fora e’ lindo, porem, uma vez que se entra, nao se tem aquela sensacao de estar em um palacio ou residencia real. E’ um lindo casarao no alto da montanha. Foi residencia de uma familia nobre da Irlanda do Norte por 2 seculos e hoje foi doada ao municipio e la’ se realizam casamentos e recepcoes de luxo. Vale a visita pelo contexto historico e pela beleza do predio e dos jardins, alem da vista para a baia e a cidade de Belfast. Fazia muito frio, quase 0 graus e voltamos ao hotel debaixo de vento e chuva. Hora de descansar e recuperar as energias para o dia seguinte para o passeio pelo famoso Giant’s Causeway e a estrada costeira, cartao postal da Irlanda do Norte. Dia 23 – Giant’s Causeway day trip - 04/12/2011 Para esse dia que gostariamos conhecer o Giant’s Causeway, achamos melhor comprar uma exursao de onibus, com guia e tudo direitinho. E’ barato, 16 libras e bem confortavel. Senta no onibus e nao se preocupa com nada, a nao ser tentar entender o sotaque do nrote da Irlanda. Paramos primeiro no Carrickfergus Castle, em ruinas e que fica logo na saida de Belfast. Na estrada, que e’ espetacular, passamos pelo meio de varias pequenas vilas, e, para minha surpresa, varios pontos onde foi filmado o seriado Game of Thrones, que sou fa. Ja’ na Causeway coastal route, que como o nome diz, vai beirando a magnifica costa Irlandesa, chegamos na famosa ponte de corda suspense Carrick-a-rede rope bridge, que os Pescadores usavam para acessar uma area onde salmoes do atlantico ficavam presos enquanto migravam. Valia o risco para eles conseguirem encher sacos com o peixe delicioso e que era vendido por otimos precos nos mercados costeiros. Apos atravessar a assustadora ponte, com muito frio, vento e balance, sobrevivi enquanto minha mae assistia a tudo, provavelmente com seu curacao a quase 200bpm. Voltamos a estrada e chegamos no maravilhoso espetaculo natural de Giant’s causeway. Poupa-los-ei das lendas, teorias e possiveis explicacoes para o fenomeno. Sao rochas basalticas em formato hexagonal perfeito, criadas a milhoes de anos. Impressionante. So’ vendo de perto para crer. Apos deixarmos o local, atonitos pela beleza e impressionados com o poder da natureza, passamos ainda numa velha destilaria de whisky. Velha mesmo pois a Old Bushmills Whisky Distillery foi fundada em 1608 e ainda funciona no mesmo local ate’ hoje. Voltamos pela estrada normal, nao mais a cenica costeira, e direcao a Belfast, passando pelo aeroporto para deixar passageiros que iriam embora. Final de mais um excelente dia de passeio. Saimos com otima impressao em relacao as paisagens da Irlanda do Norte. O povo tambem muito acolhedor e engracado, principalmente nosso motorista e guia multitarefa. Dia 24 – Dublin - 05/12/2011 Amanhecemos com neve em Belfast. Um pouco de neve pra ser mais preciso. A temperature estava entre -1 e -2 graus e nevou por uns 15 minutos, enquanto esperavamos nosso taxi. Fomos ate’ a estacao central de trem pegar o Enterprise de Belfast ate’ Dublin, totalizando 2h de viagem pela linda paisagem interiorana Irlandesa. Chegamos no nosso hotel, centralmente localizado pertinho da famosa O’Connell street, fizemos check-in e ja’ caminhamos ate’ o Trinity College, que ficava ha’ 2 quadras tambem do hotel e de la’ pegamos o Bus turistico, mais um, daqueles estilo sobe e desce onde quer. O ticket era valido por 2 dias entao era uma otima forma de se orientar na cidade e tambem ja’ conhecer alguns pontos turisticos mais afastados do centro, posto que teriamos nao muito tempo na capital da Republica da Irlanda. Seguindo esse raciocinio, descemos no ponto mais afastado do trajeto do onibus turistico e um dos mais tipicos que os turistas frequentam, a famosa cervejaria Guinness. Visitamos a fabrica e um museu e os tickets dao direito a desgustacao no bar panoramico do setimo andar da cervejaria. Nao sou o maior fa de Guinness para ser honesto. E’ uma boa cerveja na minha opiniao, porem, a visita na cervejaria vale a pena e acompanhar um pouco a historia dessa cerveja famosissima no cenario mundial e que se tornou um dos simbolos da republica da Irlanda no mundo e’ uma experiencia recomendada. Pegamos o bus turistico novamente, descemos perto do hotel e fomos descansar pois a maratona continuaria no dia seguinte. Dia 25 – Dublin - 06/12/2011 Comecamos o dia visitando o Trinity college, que e’ famoso por ser uma instituicao de ensino influente na vida literaria Irlandesa e, mais ainda, por abrigar em sua antiga biblioteca o Book of Kells, um evangelho escrito a mao em latim do seculo 8 se nao me engano. Subimos no bus turismo e passamos pelas Georgian streets, com sua arquiterura tipica e que ficam ao lado do St. Stephens green, um bonito parque no centro de Dublin. Saindo de la’ descemos na Christ Church Cathedral e tambem na famosa Saint Patrick’s cathedral. Nessa ultima, vale a pena a visita pois ela e’ muito bonita por fora e por dentro e e’ “casa” do principal santo Irlandes. Varios nobres e antigas pessoas de influencia estao la’ enterrados. Voltamos ao centro e camihamos pelas bonitas ruas da regiao. Dia 26 – Dublin - 07/12/2011 Saimos do hotel e fomos explorar a famosa O’Connel Street e seus arredores, com lojas, restaurantes, cafes, shoppings, etc. Tem de tudo por ali, alem do famoso Spire, ponto de referencia e de encontro de varias pessoas. Fomos depois ate’ a rua de compras Grafton street, que fica ha’ algumas quadras de distancia da O’Connell e continuamos, basicamente, todo o dia no centro de Dublin. Visitamos ainda a regiao de Temple Bar, com diversos pubs e restaurantes e onde a vida noturna de Dublin acontece com mais firmeza. Paradinha basica no hard rock café, que e’ novo e, honestamente, nao me impressionou muito. De volta ao hotel, reservamos um passeio para o dia seguinte que fariamos com uma prima minha que esta’ estudando em Dublin, iriamos para o interior da Irlanda, mais especificamente, Glendalough e Kilkenny. Dia 27 – Dublin / Glendalough / Kilkenny - 08/12/2011 Saimos cedo de Dublin para comecar o nosso day tour para as Wicklow mountains, mais famosa entre os estrangeiros por ter o rio que fornece agua para producao de Guiness e por ter o local de filmagens do famoso filme Coracao Valente. A paisagem e’ exuberante na subida para as montanhas. Logo em seguida chega-se em Glendalough, um lindo vale nas montanhas onde visitamos 2 lagos. O segundo e’ simplesmente maravilhoso e mesmo com o pessimo tempo, frio e chuva, nao deixamos de admirar a beleza do local. Visitamos la’ tambem um famoso cemiterio celta com uma “round tower” ou torre redonda, construida pelos monges celtas no seculo XII. Muito legal tambem e rico em historia. Seguindo pelo interior do pais, tomamos a direcao de Kilkenny. Linda cidade medieval com suas ruelas repletas de historia e, como highlight, o imponente e maravilhoso castelo de Kilkenny. Espetacular. Vale a pena fazer essa excursao rapida com saida de Dublin. As 16 horas saimos de Kilkenny e ja’ estavamos em Dublin por volta das 18. O melhor ainda foi que encontramos uma prima minha que mora em Dublin e ela conseguiu passar o dia conosco fazendo o passeio em familia. Dia 28 – Dublin / Copenhagen - 09/12/2011 Tinhamos voo de Dublin para Copenhagen e pegamos o bus Aeroporto, saindo da O’Connel street a cada 15 ou 20 minutos por 6 Euros. Fica ai a dica, pois a viagem e’ rapida e confortavel. Chegamos em Copenhagen e tomamos um metro ate’ a estacao central e de la’ caminhamos ao hotel. Mesmo chegando a noite ja’ deu pra perceber a limpeza, beleza e organizacao da cidade. Bem o que se espera de uma grande cidade Escandinava. E nao fazia tanto frio, uns 7 ou 8 graus. Dia 29 – Copenhagen - 10/12/2011 Apos o café-da-manha caminhamos ate’ a famosa rua Nyhavn, talvez o principal cartao postal da linda capital Dinamarquesa. De la’ fizemos o Tour nos canais, passando por alguns pontos turisticos da cidade como a Langelinie (boardwalk com pequena sereia). O tour de barco durou 1 hora e pouco e descemos para caminharmos ate’ o Amalienborg museet, que na verdade e’ um passeio pelo castelo da familia real Dinamarquesa e conhecer um pouco mais sobre a vida da nobreza Dinamarquesa. Uma coisa que aprendi e’ que eles nao eram muito criativos para nomes. Faz mais ou menos umas 10 geracoes que todos, eu disse todos, os reis e seus filhos sao Christian e Frederik. A regra e’ a seguinte: Se teu nome e’ Christian, teu filho mais velho vai se chamar Frederik e ponto final. E assim sucessivamente. Nao tem como errar. Saindo de la’ fomos visitar a Stroget (shopping street). Nao compramos nada la’ alem de souvenirs. A Escandinavia e’ um pouco cara, comparada com outros lugares da Europa entao deixamos para comprar o que precisavamos mais tarde, cuidando apenas do mais urgente, claro. Escurece muito cedo tambem, mais ou menos as 15:30 ja’ estava noite, entao fica um pouco desanimador ficar na rua, no frio, alem das 17 horas por exemplo. Voltamos cedo ao hotel apos jantarmos no horario do cha’ da tarde no Brasil. Dia 30 – Copenhagen - 11/12/2011 Mais caminhada do hotel ate’ o Rosenborg Castle, onde visitamos mais uma antiga residencia da familia real Dinamarquesa. E que luxo. Christians e Frederiks tiveram vida boa la’. O castelo nao e’ tao grande, mas e’ bonito e com certeza vale uma visita. La’ tambem tem a sala dos tesouros da Coroa que vale a visita. Voltamos ao centro para explorar outras varias ruas bonitas, limpas, organizadas e cheias de turistas de final de semana. A cidade realmente impression. Fomos visitar o parque de diversoes mais antigo do mundo, aberto no seculo XIX, o famoso Tivoli. O parque e’ bem legal, apesar de nao ser muito grande e fica no meio do centro de Copenhagen. A proximidade com o natal deu um charme a mais na decoracao e fez com que o lugar lotasse de criancas e familias, muitas delas mesmo. Alias, povo que sabe fazer filho tambem…como tem crianca pequena na Dinamarca, por tudo. Descobri depois que o governo tem muitissimos incentivos como maneira de rejuvenescer a populacao. Copenhagen e’ uma metropole vibrante e bonita, com uma otima mescla entre o antigo e o novo, o historico e o moderno. Vale a visita e se voce receber aquela proposta de trabalho, nao recuse! A cidade deve ser espetacular pra morar tambem. Dia 31 – Copenhagen / Gothenburg - 12/12/2011 Hora de finalizar nossa rapida visita a Dinamarca e embarcar no trem para Gotemburgo, passando por Malmo. Foram mais ou menos umas 3 horas e meia de trem e chegamos na moderna e bonita estacao de trem de Gotemburgo. A Suecia, no interior do pais, e’ linda demais. A viagem de trem para apreciar a paisagem vale muito a pena, alem dos trens serem pontuais e confortaveis. Nem sente-se as horas passarem. A mesma regra da organizacao, limpeza e eficiencia que existia na Dinamarca, aplicada em mesma ou maior escala. Todos falam Ingles, entao nao se preocupe muito em aprender as linguas escandinavas, nao sera’ necessario. Quando digo todos, incluo nesse grupo a melhor idade, maiores de 60. Os menores indices historicos de analfabetismo, ha’ muitas decadas, sao de la’. Chovia muitissimo em Gotemburgo, alem de estar um pouco frio e escuro. Fomos ao hotel, fizemos check-in e por la’ ficamos. Dia 32 – Gothenburg / Stockholm - 13/12/2011 Saimos no trem de Gothenburg por volta do horario do almoco e chegamos ja’ a noite em Estocolmo (15:30 da tarde…hehehe). Fizemos check-in, nos orientamos com o pessoal do hotel e comemos algo proximo de onde estavamos mesmo, para restaurar as energias e estar inteiro pro dia seguinte. Voce deve estar pensando, eta povo que descansa esse…nos passamos, antes de chegar na Europa, 40 dias seguidos no Mexico e na America Central e, ja’ estamos na Europa, fazendo uma viagem um tanto quanto abrangente, e, por consequencia, cansativa, ha’ 32 dias. Contudo, qualquer oportunidade de descanso e’ sempre bem vinda. Dia 33 – Stockholm - 14/12/2011 Nesse dia compramos os tickets para o onibus turismo que fazia 2 recorridos pela cidade, passando pelos principais pontos turisticos e que funcionava tambem no sistema hop on hop off. Decidimos parar no Skansen, que e’ uma especie de parque e museu ao ar livre, contando como e’ a vida no interior da Suecia desde os seculos mais antigos. Ha’ tambem brinquedos em uma especie de mini parque de diversoes e tambem um mini zoologico com animais tipicos da Escandinavia, principalmente a Suecia claro. La’ vimos o lobo cinza, coruja da neve, alces, focas, lontras, Volverines e nao vimos o Urso marrom que estava hibernando pois era inverno. Creio que o parque deva ser mais legal ainda durante o verao, estava tudo meio deserto por la’. Bom programa para quem viaja com criancas, da’ pra passar o dia inteiro no parque se quiser, pois coisa pra fazer e ver la’ nao falta. Saindo de la’ fomos caminhando ao proximo Vasa museum e ai vi uma das coisas mais fantasticas que ja’ vi na vida. Um navio completamente de madeira, que afundou na baia de Estocolmo em 1628 se nao estou enganado. Foi achado, recuperado e restaurado em um trabalho minucioso e hoje encontra-se em exibicao em Estocolmo para quem quiser ve-lo. E’ simplesmente fantastic o navio e pensar que, todo o trabalho para construi-lo, foi, literalmente por agua abaixo, logo na primeira viagem em menos de 20 minutos de navegacao. Realmente impression nao so’ pela historia, mas pela estrutura e tambem conservacao da madeira. Ha’ um documentario de mais ou menos 20 minutos, exibido em varias linguas, dentro do museu e vale muito a pena assisti-lo para entender tudo sobre o navio. Para mim esse foi um dos pontos fortissimos de toda a viagem. Nao deixe de conferir quando visitar Estocolmo. Voltamos ao hotel, ja’ era noite la’ pelas 17 horas. Dia 34 – Stockholm - 15/12/2011 Dia de visitar a principal ilha dentre as diversas que formam a linda Estocolmo, Gamla Stan, onde ficam varias atracoes turisticas como o Royal Palace, Kronor museet, Treasury e Christmas markets. Essa ilha e’ tambem, alem de muito bonita, importante historicamente para a capital e para a nacao Sueca. Comecamos a visita caminhando pelas estreitas e charmosas ruas do centro antigo, com muitas lojas de souvenirs, restaurantes e vendedores de rua tambem no Mercado de natal. Subimos ate’ o topo da ilha para visitar o imponente e luxuosissimo Royal Palace, que exibe muitos itens da colecao real Sueca, bem como varios artigos historicos como trajes, armamentos e colecoes de arte. O predio em si tambem e’ bonito arquitetonicamente. Vale muito a visita. Depois fomos na sequencia ao museu da coroa e ao tesouro da coroa. Sao pequenos e a visita e’ rapida. Os tickets podem ser comprados separadamente mas compramos um ingresso que dava direito a entrada nas 3 atracoes. Tudo isso levou praticamente o dia inteiro pois as caminhadas em Gamla Stan nao sao tao curtas e, tambem, porque o charme da ilha e’ mesmo se perder nas ruelas. Passamos em mais mercados de natal mas que ja’ se encontravam em outra parte da capital e nao mais na ilha de Gamla. Hora de voltar ao hotel pois ja’ havia escurecido as 3 da tarde e fazia bastante frio! Estava encerrada a nossa visita a Suecia e a linda cidade de Estocolmo, para mim uma das mais lindas do mundo. Dia 35 – Stockholm / Lisbon / Porto - 16/12/2011 Pegamos um taxi desde o hotel em Estocolmo ate’ o Aeroporto de Arlanda, que leva esse nome por ficar numa cidade proxima a capital Sueca. Mai sou menos como Sao Paulo – Guarulhos. Tinhamos um voo para Lisboa logo apos o almoco, com duracao de 4 horas. Isso nos tomaria o dia inteiro em deslocamento pois chegando no aeroporto da capital Portuguesa, ainda teriamos que nos deslocar ate’ a estacao de trem/onibus Oriente e de la’ embarcar no “comboio”, como chamam os trens em Portugal, ate’ a bonita cidade do Porto. Pegamos o ultimo trem da noite, que saia as 21h e chegamos as 23 em Porto. Tempo apenas de pegar um taxi ate’ o hotel, fazer check-in e recuperar as forcas par air ao aeroporto cedo na manha seguinte receber o meu irmao, que chegaria do Brasil e nos encontraria para passar os proximos 35 dias de viagem conosco. Dia 36 – Porto - 17/12/2011 Fomos de taxi ate’ o aeroporto buscar o meu irmao que tinha saido do Brasil no dia anterior. Voltamos ao hotel para fazermos o check-in dele e trocar de quarto. Caminhamos entao pelo centro historico da cidade, comecando pela movimentada Rua de Santa Catarina, depois seguimos ate’ o topo de uma colina ainda no centro para visitar a Catedral da Se que possui uma vista linda para o rio D’Ouro. Descemos pelas tipicas ruelas Portuguesas com suas casas decoradas com os conhecidos azulejos e fomos ate’ a mais famosa atracao turistica da cidade, a regiao da Ribeira, que como o nome diz, fica as margens do rio D’Ouro. Ainda la’ embarcamos num cruzeiro pelo rio de aproximadamente 50 minutos. Ao regressarmos almocamos na Ribeira mesmo e atravessamos a maior ponte da cidade para visitar, na outra margem, as vinicolas produtoras de um dos tipos de vinho mais famosos do mundo, o vinho do Porto. Escolhermos a Sandeman pelo horario de abertura, por ser perto e por ter um tour bem baratinho tambem. Apos, mais ou menos, 1 hora e 15 minutos de passeio pelas cavas da vinicola, emergimos novamente no centro da cidade, ja’ no final da tarde. Voltamos ao hotel porque mais tarde iriamos ate’ o lindo e moderno estadio do Dragao, assistir um jogo do Porto pela Taca de Portugal, contra o Maritimo. Com as musicas da torcida organizada do Porto, puxadas por um maluco ao microfone, saimos satisfeitos com a vitoria dos locais por 2x0 e mais por ter presenciado uma partida de futebol de primeiro mundo, nem tanto pela qualidade do adversario do Porto, mas sim pela organizacao do evento…ainda exemplo a ser seguido no nosso Brasil. Dia 37 – Porto / Coimbra - 18/12/2011 Ao realizarmos nosso planejamento para esse dia, percebemos que as atracoes turisticas da cidade nos tomariam apenas umas 3 ou 4 horas, no maximo. No roteiro estavam a Torre dos Clerigos, o Palacio da Bolsa e a Igreja de Sao Francisco. A torre dos clerigos e’ interessante pois propicia uma vista diferente da cidade daquela que vimos da Catedral da Se. Vale a visita. A subida e’ por escadarias antigas num estreitissimo corridor. 1 pessoa por vez. Apos visitarmos a torre, descemos a colina rumo a Ribeira novamente, porem, umas 2 quadras acima encontra-se o lindo Palacio da Bolsa, onde teve sede por mais de um seculo a federacao do comercio Portugues e, claro, por curto espaco de tempo, a Bolsa de mercadorias e valores de Portugal. Um tour rapido de 30 minutos e aprendemos um pouco sobre a historia do comercio do pais, principalmente do norte, e tambem sobre cada sala do local. Almocamos e decidimos visitar a cidade de Coimbra, famosa por uma das universidades mais antigas da Europa, fundada em 1219 (se nao me engano), a Universidade de Coimbra. Ela tem um campus nao muito grande mas bonito, antigo, localizado tambem no topo de uma colina de onde avistava-se a cidade inteira. Na saida da universidade caminhamos pelo famoso Jardim Botanico da cidade que, preciso admitir, no inverno, alem de bonito mantem um aspecto sinistro pela ausencia de turistas e cores diferentes do verde e cinza das plantas queimadas pelo frio. Prato cheio para alimentar historias de suspense para aqueles que gostam de escrever eu diria. No final da tarde caminhamos pelo centro da cidade e voltamos a pe ate’ a estacao para retornar a cidade do Porto. Final da nossa rapida jornada pelo norte Portugues. Dia 38 – Porto / Lisboa - 19/12/2011 Logo cedo pela manha tomamos café, fizemos check-out e pegamos o trem, que em Portugal e’ chamado de Combio, ate’ Lisboa, 2 horas e meia de viagem mais ou menos. Fizemos check-in no nosso hotel na regiao central da cidade e, apos o almoco, fomos visitar a Praca do Comercio, a Catedral da Se, que se destaca muito mais pelo seu interior do que seu exterior propriamente, todavia, nao achei muita graca na igreja. Esperava mais. Continuando a subida e passando pela Se’, chega-se ao Castlo de Sao Jorge, apos passarmos por uns 2 miradores onde tem-se uma linda vista da bonita cidade de Lisboa. O Castelo de Sao Jorge e’ um dos principais ponto turisticos de Lisboa e a vista la’ de cima e’ simplesmente fantastica. So’ por isso ja’ valeria a visita, porem, o castelo em si e as ruas a sua volta tem uma antiga e relevante historia pra contar. As ruinas estao relativamente bem convservadas e, dentre outros atrativos, ha’ tambem um museu dentro do castelo que conta um pouco da exploracao e das descobertas arqueologicas do local que nos levaram a entender um pouco mais sobre Portugal e sua historia influenciada nao so’ pela expansao maritima medieval, mas tambem pela influencia moura em meados dos seculos 11 e 12. Saimos de la’ e fomos fazer uma caminhada na orla do Tejo, em Belem, um dos bairros mais tradicionais de Lisboa. No caminho encontra-se o Monumento aos Descobridores, e, uns 5 minutos de caminhada mais adiante nas margens do Tejo, a famosissima Torre de Belem, cartao postal de Lisboa. Voltamos pela orla e fomos comprar os famosos Pasteis de Belem, tradicionalissimos e bem gostosos. Depois de mais uma dia cheio, voltamos ao hotel. Na passada ficava o Hard Rock café Lisboa, como bom fa de rock e “enganador” da guitarra, nao pude deixar de entrar e visitar a loja e os instrumentos e roupas expostos. Dia 39 – Sintra - 20/12/2011 Saimos do hotel de café tomado e caminhamos ate’ a estacao de trem que nos levaria a Sintra, distante uns 35 minutos de Lisboa de trem. Na chegada, ja’ sente-se o clima de cidade pequena e historica e que, na minha opiniao, e’ o lugar mais bonito do pais. Castelos, palacios e vistas incriveis das montanhas sao apenas alguns dos atrativos turisticos de Sintra. Destaque tambem para as lojas de artesanato e souvenirs, que espalham-se pelas antigas ruas as dezenas. Visitamos o Palacio da Pena, o Castelo dos Mouros datado do seculo X e XI e tambem o antigo palacio real de Portugal. Os destaques ficam para o Palacio da Pena, com sua arquitetura totalmente influenciada por motivos mouro-espanhois, com amplas salas e decoracao predominantemente caracterizada por azulejos. Ja’ no castelo dos mouros, que esta’ em ruinas, exceto pelos muros e pelas torres que tiveram restauracoes ao longo dos seculos, pode-se entender um pouco do modo de vida dos povos arabes que exploravam o oeste do mundo conhecido da epoca e tambem como eles protegiam suas ocupacoes. O castelo e’ mais um forte do que uma residencia nobre e a vista que se tem la’ de cima e’ fantastica. Para chegar ate’ o castelo e o palacio, pode-se comprar um bilhete de onibus que leva do centro de Sintra ate’ as duas atracoes e da’ direito a volta. 5 euros se nao me engano e, acredite, e’ praticamente impossivel subir caminhando. A estrada e’ sinuosa, nao e’ feita para pedestres e as trilhas nao tem indicacao. Eu diria ate’ que e’ facil de se perder. Pague os 5 euros e poupe suas pernas de um esforco que eu classificaria como “desgracado”. A cidade e’espetacular, os comerciantes sao simpaticissimos e a historia do lugar e’ riquissima. Se voce tem pouco tempo para visitar Portugal, tire 1 dia de qualquer outra coisa do roteiro e coloque uma visita a Sintra nos planos. Voce nao ira se arrepender. Dia 40 – Lisboa - 21/12/2011 Dia de visitar atracoes que nao conseguimos antes porque estavam fechadas. Comecamos pegando um taxi (que sao bem baratos em Portugal) ate’ Belem para visitarmos o Monasterio dos Jeronimos, que, em minha opiniao, e’ muito mais bonito e interessante do que a Catedral da Se’. Seu lindo interior impression ate’ quem ja’ visitou as maiores e mais lindas igrejas do mundo. Ha’ tambem um patio interno, caracteristicas das construcoes religiosas medievais da Europa para abrigar os monges nos seus horarios de folga dos estudos e oracoes. Saindo do Monasterio, logo ao lado esta’ a entrada do Museu da marinha Portuguesa, bem interessante e riquissimo em informacoes historicas sobre as navegacoes portuguesas ao longo dos seculos, tanto conhecida pelos Brasileiros ao estudarmos a historia do nosso pais e o periodo de desenvolvimento do Brasil-colonia. Almocamos por ali mesmo e, ainda nas ruas de Belem, fomos conferir o Palacio Nacional e o Museu dos Coches, que pode ser visitado. Dois grandes ambientes, parecidos com saloes de opera, sao a casa de varios modelos de carruagens usados pela realeza e nobreza Portuguesa desde o seculo XVII. Vale a pena a visita porque e’ barato (5 Euros) e os exemplares sao bem interessantes e bem conservados. Saindo de la’ fomos ate’ o recem inaugurado Oceanario de Lisboa. Enorme diga-se de passage e, bem interessante. Para quem viaja com criancas entao eu classificaria como imperdivel. Ele e’ todo interligado com um tanque principal onde ha’ varias especies, inclusive tubaroes e leos marinhos. Vale a pena conhecer, alem de ser super moderno e instalado numa bonita regiao na frente do mar. Ha’ tambem um Bondinho que liga a area do Oceanario com a regiao dos pavilhoes da Expo Lisboa, que ocorreu no final da decada de 90, o Shopping Oriente e a grande e famosa estacao de trens e onibus Oriente, que liga a capital Portuguesa com o resto do pais e tambem outros destinos Europeus. Hora de voltar pro hotel e pegar nossos apetrechos. As 23 horas partiria o nosso onibus rumo a Espanha. Dia 41 – Sevilla - 22/12/2011 Chegamos cedo a Sevilha, na Andalucia, e fomos diretamente ao hotel larger as malas e fazer check-in. Apos descansar um pouco demos uma caminhada pelas ruas tranquilas da cidade e dirigimo-nos ate’ a Plaza de Toros. Visitamos um dos icones da cultura Espanhola e, para ser sincero, esperava um pouco mais. Nao era mais temporada de touradas e mesmo nao sendo fa do espetaculo devido a falta de respeito e descaso para com o animal, gostaria de ver uma acontecendo ao vivo e creio que isso modificaria totalmente a nossa experiencia. Todavia, visitamos a arena e os “bastidores” por assim dizer de uma plaza de toros. O mal humor da atendente espanhola que liderou o tour para nos 3 e outro casal de turistas tambem foi algo memoravel. Parecia que ela era o touro sendo espetada pelas espadas dos habilidosos toureiros. Azeda! Saindo de la’, na beira do rio que banha Sevilha ficava a Torre de Oro, antigo ponto de observacao astronomica e que abriga hoje um mini museu da marinha Espanhola que usava a torre como entreposto. Caminhamos ate’ o centro da cidade para procurar uma boa comida Espanhola, comprar souvenirs e tambem verificar pelo lado de fora as atracoes que visitariamos no dia seguinte. Tivemos o desgosto de assistir e ouvir o sorteio de uma das loterias mais famosas da Espanha, a chamada loteria das criancas…acreditem em mim, voces nao querem nunca fazer parte da experiencia. Alem de longo demais, o jeito que as criancas “cantam” os numeros sorteados irrita qualquer ser humano com o minimo de bom senso. Os “meseros” se divertiam com a nossa “furia” ao perceber que nao iriam trocar de canal ou abaixar o volume. Transformamos o insuportavel em divertido, no melhor espirito do turista vida mansa. Voltamos ao hotel apos passear pelo movimentado e interessante centro de Sevilha, sem titubear na hora de parar num tipico boteco Espanhol, ou restaurante de tapas, para comer umas ‘croquetas’ caseiras, deliciosas por sinal. Dia 42 – Sevilla / Marrakesh - 23/12/2011 Tinhamos a manha inteira livre para visitar outras atracoes em Sevilha, como o Real Alcazar, a imponente e linda catedral de Sevilha, antes de rumarmos para o aeroporto. O Alcazar e’ um bonito palacio medieval Espanhol com forte influencia Moura e, meus amigos, vale a pena a visita, ainda mais em um dia ensolarado pois apos o tour guiado pelos apartamentos reais, conduzido pelos funcionarios locais, e’ possivel caminhar livremente por outras salas do palacio e pelos grandiosos jardins. Em frente a saida do Alcazar fica a majestosa Catedral, umas das maiores e mais bonitas da Espanha. Em estilo gotico e um pouco romano, ela tem interiores enormes e decoracoes extravagantes, como todas as grandes catedrais cristas Europeias da idade media. Destaque para a subida nas torres que pode ser feita com um certo esforco (sao uns 15 minutos de subida de degraus e rampas) mas que brindam o turista com magnificas vistas da cidade inteira. Com certeza vale a pena conferir. Finalizado o passeio, voltamos ao hotel, pegamos os apetrechos e rumamos ao aeroporto. No roteiro, uma visita rapida de 7 dias ao exotico Marrocos, no extremo Noroeste Africano. Apos tranquilos 70 ou 80 minutos de voo, chegamos em Marrakesh e fizemos check-in. Os Marroquinos sao muito simpaticos e receptivos. Claro que vao querer, alguns deles, passar a perna e tirar uma vantagem, ainda mais lidando com turistas que nao conhecem o local nem a lingua (Arabe ou Frances). Mas reflita se nos Brasileiros tambem nao fazemos isso com os ‘gringos’ e outras culturas? Pensemos antes de julgar. Ainda sobrava tempo par auma rapida visita a famosa praca Djeema-El-Fna, coracao de Marrakesh e tambem ponto de encontro de turistas e locais. E’ uma experiencia por si so’ e horas podem ser alocadas para visitar a praca. Ha’ mercadores, comidas, contadores de historias, encantadores de serpentes, tem de tudo. Imperdivel. Claro que nos perdemos no caminho e os famosos e aproveitadores “faux-guides” ou falsos guias, que geralmente sao meninos com menos de 18 anos, oferecem-se para guiar os turistas perdidos. For free segundo eles mas ao final, fica a dica, eles sempre pedem dinheiro. Dei 1,20 Euros, que e’ uma boa gorjeta fazendo a conversao deles, e o menino reclamou e fez cara feia. Me ofereceu o dinheiro de volta e falou que era pouco. Sinceramente era tudo o que tinhamos de trocado pois recem tinhamos chegado ao pais. Pensei comigo, vou pegar de volta entao ja’ que tu nao queres 1.20 Euros eu uso em outro dia para gastar no almoco ou em algum souvenir. Dai o menino nao hesitou recolher mesmo os 1.20 Euros. Saiu de cara feia mas satisfeito com certeza. Essa e’ a cultura Arabe. Eles vivem pra negociar e se sustentam com isso desde que o mundo e’ mundo. Nao ache voce, Brasileiro que se acha malandro, que vai chegar no Marrocos e passar a perna em quem tem isso no sangue. Nao confunda malandragem com habilidade e lisura, tino mesmo para o comercio. Se tu negocias com eles e achas que fez um grande negocio, pode ter certeza que para eles foi 5 vezes mais lucrative. Sempre e’ assim, sempre foi e sempre sera’. E eles esperam que a gente negocie. E’ cultural, quase ofensivo nao negociar. Dia 43 – Marrakesh / Ourzazate / Marrakesh - 24/12/2011 Tinhamos negociado com o motorist do hotel que foi nos buscar no aeroporto um passeio de dia inteiro, bem cansativo, pela estrada das montanhas Atlas, uma visita a mais famosa casbah Marroquina, a Ben-Ait-Haddou, os estudios Oscar e a cidade de Ourzazate, voltando para Marrakesh no final do dia. Importante salientar que esse passeio e’ caminho de quem faz o passeio maior e mais comum, de dormir nas tendas com os berbers acampando no deserto e andando 2 ou 3 horas de camelo. Minha mae nao foi muito partidaria de passar a noite no deserto e tambem de ficar quase 3 desconfortaveis horas no lombo de um camelo. Se algumas pessoas de 30 ou menos reclamam, imagina para quem beira a sexta decada? Entao decidimos apenas ter um gosto do interior Marroquino. E valeu muito a pena. A estrada, subindo as montanhas nevadas foi linda demais, visual memoravel. Apos umas 3 horas chegamos na Casbah, tipica fortificacao marroquina usada para defesa e abrigo de exercitos nomades que lutavam contra invasoes de outros povos barbarous. La’ foi cenario de alguns filmes famosos, dentre eles, a Joia do Nilo com Michael Douglas e Kathleen Turner. Seguimos na estrada ate’ a pacata e linda cidade de Ourzazate, verdadeiro oasis no deserto. Limpa, organizada e tao silenciosa em comparacao a Marrakesh, vale a pena para quem tem tempo, ficar 1 noite e visitar a maior casbah da cidade, que me pareceu olhando por fora, mais conservada e ate’ mais bonita que a Ben-Ait-Haddou. Finalizado o passeio, mais quase 4 horas de estrada para voltar a Marrakesh. Chegamos no hotel quase as 21 horas esgotadissimos. Um passeio imperdivel. Dia 44 – Marrakesh / Casablanca - 25/12/2011 Nesse dia tinhamos uma viagem de trem de 3h entre Marrakesh e Casablanca. A novissima estacao de trem de Marrakesh e’ otima e e’ facil achar atendentes que falam Ingles. Os trens sao bons e modernos e o preco e’ otimo. Com certeza e’ a melhor forma de se viajar pelo pais. Iriamos chegar em Casablanca logo apos o meio-dia e dormiriamos la’ pois a minha namorada chegaria na manha seguinte vinda do Brasil. Tinhamos, entao, tempo para visitar uma unica atracao. A imponente, espetacular e diferente Mesquita Hassan II. Nosso hotel ficava no final da Medina, perto do mar, entao fomos caminhando pelo porto ate’ a fantastica construcao, que ja’ ao longe enxergavamos. Fizemos um tour guiado em Espanhol por dentro da Medina, sala de oracoes, Banhos turcos e purificadores dos muculmanos. E’ um passeio interessantissimo pois alem de presenciar esta magnifica obra arquitetonica esplendorosa, pudemos tambem aprender um pouco sobre a religiao muculmana, tao prejudicada em termos de imagem devido ao radicalismo idiota de muito. La’ pelas 4 da tarde saimos de la’ e fomos caminhando ate’ a Medina mas entramos pouco. O cansaco dominava e entao decidimos parar. Importante salientar que essas caminhadas eram sempre, no minimo, uns 5 ou 6km…haja sola de sapato! Dia 45 – Casablanca / Marrakesh - 26/12/2011 Fomos ate’ o aeroporto de Casablanca buscar a minha namorada e de la’ partimos para a principal estacao de trem da cidade, conhecida como Casa Voyageurs. De la’ fomos de trem p/ Marrakesh, onde chegamos no final da tarde e fomos direto para o nosso hotel. A noite demos uma caminhada basica ate’ a praca, olhando as milhares de lojas nos souks e ruelas estreitas da medina de Marrakesh. Dia 46 – Marrakesh - 27/12/2011 Decidimos nesse dia visitar a praca Djeema-El-Fna durante o dia, para perceber a diferenca. Nao e’ tao tumultuada quanto a noite pois de dia nao ha’ as barracas de comida no centro da praca, porem, ha’ os encantadores de serpentes com diversas najas sendo enfeiticadas pela musica incessante das flautas norte-africanas. Aquilo que a gente conhece de desenho animado, foto ou historia de amigos e familiares, acontecendo ali na tua frente. O mais legal e’ que eles vem com a maior naturalidade pra cima do turista com 1 ou 2 najas na mao, com a maior naturalidade, ja’ pedindo dinheiro pra tirar fotos. Obtemos as nossas de uma distancia bem segura e pronto, fomos pra longe delas e de sua danca reptilica milenar. Fomos visitar 2 palacios em Marrakesh, o Palacio Baldi, que parece um mini-forte em ruinas e que achei bem sem granca e tambem o Palacio Bahia, um pouco mais luxuoso e mais estruturado, que serviu de residencia para o pessoal da corte. Depois do almoco fomos a parte nova da cidade, moderna, com grifes de luxo e tudo mais, conhecida como ville nouvelle, e onde ha’ mais uma feirinha de artesanatos, numa versao mais requintada e muito menor dos famosos souks. Nisso passamos a tarde inteira e voltamos, ja’ ao anoitecer, para a famosa e interessantissima Djeema-El-Fna e souks, onde tudo acontece em Marrakesh noite e dia. Acho que so’ quem visita o Marrocos entende a magia do pais, sua cultura, seu povo e costumes e tambem sua comida. Creio que seja uma experiencia unica e recomendo ao viajante visitar esse pais, principalmente, aquele que esteja melhor preparado para o choque cultural que, sem sombre de duvidas, existira. Dia 47 – Marrakesh / Tangiers - 28/12/2011 Descansamos pela manha e logo apos o almoco fomos para a estacao de trem pois rumariamos ao extreme norte do Marrocos, cidade de Tangiers, que e’ onde chegam as balsas que vem da Espanha fazendo a travessia do estreito de Gibraltar. O trem Marrakesh ate’ Tangiers demora entre 4 e 5 horas pelo que me lembro. Chegamos no anoitecer ja’ e fizemos check-in no nosso hotel. Nao pudemos visitar a cidade que pareceu tranquila e simpatica. O taxista nos garantiu que era uma cidade tranquila e agradavel, bastante frequentada por Espanhois e outros Europeus nos meses de verao. Segundo ele, as temperaturas da agua na estacao do calor chega aos 27 graus! Dia 48 – Tangiers / Madrid - 29/12/2011 Nesse dia partiriamos de volta a Espanha, porem tinhamos voos em horarios diferentes e com empresas distintas tambem. Minha namorada chegaria em Madrid 2 horas antes da gente, no meio da tarde, enquanto nos chegariamos por volta das 17:30. Passamos pela imigracao Espanhola, tomamos um taxi e fomos ate’ a nossa guesthouse no centro de Madrid, a menos de uma quadra da famosissima Puerta del Sol. Fizemos check-in, descemos para jantar e caminhar nas ruas do centro da linda capital Espanhola, verificar algumas lojas de souvenir e tambem tentar ver um restaurant para reservarmos nossa janta de ano novo nos dias seguintes. Dia 49 – Madrid - 30/12/2011 Nesse dia, la’ pela metade da manha, compramos o Bus turismo que roda a cidade num percurso de mais ou menos 2 horas. Decidimos fazer o trajeto inteiro, conhecer um pouco, nos situarmos para depois escolher que parade fariamos. Por ser pertinho do feriado de ano novo, varias atracoes estavam funcionando com horarios diferenciados. Fique atento sempre a esse detalhe quando planejar sua viagem. Decidimos entao, em virtude da longa fila que vimos formada quando passamos de onibus, visitar o famoso Palacio Nacional. Apos uma espera de 30 minutos, considerada rapida pros padroes de grandes atracoes turistiscas da Europa, adentramos no lindo e pomposo palacio. Ele realmente e’ luxuosissimo e possui todos os ingredients que alimentam aquele sonho infantil de todos, muitas joias e colecoes, pinturas, salas amplas e bem decoradas, moveis luxuosos, antiguidades e reliquias pertencentes a coroa. Pode-se aprender muito sobre a historia da Espanha e de seus governantes desde os tempos mais primordios. Separe, para visitar essa magnifica atracao, no minimo, 1 hora e meia. Saimos do palacio e fomos caminhando pelas charmosas ruas do centro Madrilenho ate’ o nosso hotel, sem hesitar, claro, em parar nas lojas do caminho. E’ uma cidade muito agradavel de se conhecer caminhando. Dia 50 – Toledo - 31/12/2011 Como nesse dia muitas atracoes que queriamos visitar em Madrid, como o Museu do Prado, estariam fechadas, decidimos fazer um dia de visita a charmosa cidade medieval de Toledo, distante uns 45 minutos de Madrid de trem. E que escolha mais acertada. Uma das mais bonitas cidades que ja’ vi na vida, ela preserva ate’ hoje seu estilo e sua cultura medieval. Na chegada na estacao de trem, ja’ nos impressionamos com a beleza da mesma e sua arquitetura com influencias Europeias medievais e decoracao de estilo Mouro. Uma bela mistura. Fomos caminhando ate’ a famosa Puente Alcantara, um dos cartoes postais da cidade. O frio castigava os menos agasalhados e subir um ingreme morro com 1 grau de temperature apresentava os seus desafios. Tinhamos que parar uma vez que outra para recobrar o folego. Na chegada a parte medieval da cidade, de onde eramos agraciados com uma vista espetacular do restante da cidade, chegamos ao Alcazar, principal predio administrativo e governamental da regiao e que possui um estilo arquitetonico tambem condizente ao resto da cidade. Visitamos algumas lojas de souvenir e fomos caminhando pelas ruas medievais, estreitissimas e que representam uma das atracoes da cidade. Chegamos ate’ a Catedral de Toledo, ponto turistico mais procurado da cidade. E logo ao entrar-se na igreja percebemos o porque. Na minha opiniao a mais bonita que vi na Espanha e sua imponencia e luxo surpreendem os viajantes e fieis do mundo todo. Dentro dela, varias mini capelas contam a historia do catolicismo em pinturas gigantes e o altar, que chama muito a atencao, possui toda sua decoracao em ouro e prata. Impressionante. Mesmo para quem nao gosta muito de Igrejas, essa vale a pena visitar. Almocamos tarde e continuamos nossa caminhada pelas ruelas pequeninas e charmosas de Toledo. Voltamos ate’ a estacao de trem com tranquilidade caminhando sob o sol que nos brindava com um dia perfeito, apesar do frio intenso. Esperamos nosso trem para Madrid e compramos num dos famosos pequenos mercados da cidade, algumas guloseimas para passar o ano novo na Puerta del Sol, tradicao local. Nao tinhamos conseguido reservas nos restaurantes entao tivemos que improviser. Uma multidao imensa reuniu-se na Puerta del Sol para comemorar a passagem de 2011 para 2012. Muita gente mesmo, com isolamento feito pela policia e tudo mais. Tudo bem organizado. Emissoras de televisao nos terracos dos predios antigos e edificios de luxo transmitiam a aglomeracao e a festa que ja’ acontecia. Para nossa decepcao, apos a meia-noite, alguns poucos fogos foram soltados, deu uns 3 minutos e a galera comecou a ir pra casa! Pode!? Nos Brasileiros, com espirito festivo e loucos para comemorar nossos momentos de felicidade com a chegada de 2012, voltamos cedo para o hotel (ficava mais ou menos ha uns 2 minutos – exagerando!) de caminhada dali e curtimos nossas companhias mesmo, aproveitando e agradecendo a oportunidade de passarmos em familia uma ocasiao tao especial. Lembrem-se que para quem mora no exterior, passar com a familia as festas e’ uma bencao! Dia 51 – Madrid - 01/01/2012 Esperavamos, neste dia, estar com aquela ressaquinha basica de ano novo, porem, como a comemoracao Madrilenha deixou a desejar, acordamos bem e dispostos. O clima era uma mistura de alegria e tristeza. Alegria pela chegada do novo ano e tristeza porque minha namorada tinha que voltar ao Brasil apos apenas 6 dias juntos (esperamos quase 5 meses para ficarmos juntos por 6 dias – que valeram muito a pena). Fui leva-la ao aeroporto e quando voltei, com a cara inchada e “tristonho”, fomos eu, minha mae e meu irmao jantar no tradicional museu do Jamon. Essa e’ uma experiencia a parte para quem visita a Espanha. Com todas as atracoes turisticas fechadas, so’ poderiamos fazer uma coisa: comer! O museu do Jamon eu recomendo porque tem comida boa, rapida e barata, alem de conter, no andar de baixo, aqueles tipicos pernis de porco pendurados que serao o presunto de amanha! Sensacional. Nao deixe de visitar uma loja deles, estao em todo lugar. Dia 52 – Madrid - 02/01/2012 Fomos visitar varias atracoes que estavam fechadas ate’ o dia anterior, como a Calle de Atocha. Depois pegamos um taxi e fomos ate’ o Santiago Bernabeu, conhecer o estadio do Real Madrid e fazer o tour. Bem interessante. Ate’ a minha mae que nao e’ chegada em futebol curtiu o passeio. Diz ela pelo menos! Ja’ no meio da tarde voltamos a regiao central de Madrid e ficamos na fila do museu Reina Sofia, ja’ que o museu do Prado nao abria nesse dia. Me decepcionei com o lugar. O fato de eu nao gostar de arte moderna e contemporanea tambem nao ajuda, mas ja’ visitei outros lugares com esse tipo de arte e gostei ou nao achei tao ruim. Exposicoes confusas, grandes e muito alternativas pro meu gosto classico e rabugento. Boa sorte pra quem gosta, mas, se o tempo e’ curto, passe esse museu e va’ ao Prado ou a outro qualquer. Dia 53 – Madrid / Barcelona - 03/01/2012 Dia de viajar para a Cataluna, ficariamos 4 dias em Barcelona. Fomos ate’ a estacao Atocha em Madrid de onde partiria o trem rapido AVE. Apos 2:30 min de viagem chegamos em Barcelona e fizemos check-in. Fomos caminhando ate’ o bairro central Las Ramblas, onde ficam as ruas mais famosas do centro da cidade, seguimos ate’ o antigo e bonito Bairro Gotico, onde fica a Catedral de Barcelona. Saindo de la’, caminhamos ate’ a beira da praia, onde fica a grande avenida Cristoban Colon, conhecida como Passeio Colon. Fomos ate’ o Mirador de Cristovao Colombo, e subimos a apertadissima torre para uma vista nao tao boa da cidade. Seguindo nossa exploracao por Barcelona, fomos ate’ o Funicular de Montjiuc, para subir na historica montanha com uma vista linda da cidade. Conhecemos o castelo de Montjiuc e de la’ saimos caminhando tambem ate’ a regiao Olimpica da cidade, onde haviam parques, quadras de esporte e o Estadio Olimpico. Ainda em Montjiuc, fomos ate’ o Poble Espanyol, que e’ uma vila construida para representar a historia e arquitetura de varias regioes da Espanha. Achei um pouco sem graca e caro, entao nao recomendo. De la’ fomos ate’ a Fira de Barcelona, que e’ uma linda e grande fonte com show de luzes. So’ falou o show de luzes, ficamos la’ ½ hora esperando no frio ate’ nos darmos conta de ler uma placa que explicava que naquele dia nao haveria o espetaculo, infelizmente. Na volta ao hotel, fomos ate’ o Shopping Arenas que parece uma Plaza de Toros, bem iluminado e com varias lojas famosas, vale uma visita com certeza. Dia 54 – Barcelona - 04/01/2012 Programados para o dia estavam os passeios mais culturais, com foco, claro, em Gaudi, magnifico arquiteto Espanhol que pensava muito a frente de seu tempo. Fomos caminhando ate’ a Casa Amatlier, para logo visitar a vizinha surpreendente e famosa Casa Batlo. Vou poupar as descricoes primeiro porque e’ dificil descrever o estilo dele e tambem porque as fotos dirao muito mais do que as palavras. Impressionante o que ele fez la’, nao deixe de visitar a casa Batlo se fores a Barcelona. Seguimos a caminhada ate’ a Casa Mila (La Pedrera). Fizemos tambem a visita por dentro e fomos almocar. No meio da tarde caminhamos ate’ a famosissima Sagrada Familia, uma das igrejas cartao-postal da cidade. Pegamos de la’ um taxi ate’ o Parc Guell, construido tambem por Gaudi e onde ele chegou a residir tambem. Outro taxi ate’ o Funicular Tibidado, para subirmos nessa montanha que tambem tem uma vista bonita da cidade e uma imponente Catedral. A noite, nossa mae ficou em casa e eu e meu irmao pudemos ir ate’ o estadio do Barcelona, o Camp Nou, pois jogariam naquela noite, para nossa sorte, Barca e Osasuna pela Copa do Rei da Espanha. Sim, vimos Lionel Messi marcar 2 gols dos 4 do Barcelona no jogo. Um fenomeno do futebol o tal Argentino franzino. Vale ressaltar que ele entrou no jogo aos 15 minutos do segundo tempo apenas. Dia 55 – Barcelona - 05/01/2012 No roteiro para o nosso ultimo dia na Espanha estavam o Museu Nacional de Arte da Catalunya e Palacio Real, a Gran Via e o Mercado de reis magos. O museu mistura arte antiga de varios periodos e tambem arte moderna e contemporanea. Atende todos os gostos entao eu recomendo uma visita. 2 horas no maximo para ver o museu sao suficientes. Ele era tambem o antigo palacio real Espanhol entao a construcao em si e’ muito bonita alem de propiciar otimas fotos. Saindo de la’ nos caminhamos ate’ a Gran Via, uma das principais avenidas de Barcelona e la’ acontecia a tradicional feira dos reis magos, que e’ um feriado bastante comemorado na Europa catolica, no dia 6 de Janeiro. A tarde entao tinhamos encerrado nossa programacao em Barcelona, sairiamos cedo na proxima manha para Marselha. Dia 56 – Barcelona / Marseille - 06/01/2012 Na falta de trens com precos aceitaveis e horarios que nos serviriam, fomos de onibus mesmo ate’ Marselha. 8 horas de viagem mais ou menos numa otima estrada com lindo visual. Chegamos ja’ quase no final da tarde em Marselha, pegamos um taxi e fomos ao hotel. Caminhamos rapidamente ate’ a prefeitura que se ilumina a noite e por outras ruas da cidade. Dia 57 – Marseille - 07/01/2012 Comecamos nossa visita da manha pela regiao do porto velho e da marina de Marselha, com varios restaurantes localizados proximos a agua. De la’ pegamos um onibus para subir o monte e visitar a famosa igreja Notre-Dame de la Garde, que nao e’ muito grande mas e’ linda por dentro. La’ de cima tem-se uma vista espetacular de Marselha e do mar mediterraneo. Descemos com o onibus e fomos ate’ a area do porto novo e caminhamos mais um pouco pelas ruas do centro. A noite iriamos de trem ate’ a linda cidade vizinha de Aix-en-Provence, onde iriamos jantar com minha amiga e seu namorado. Na volta pra Marselha, trem ate’ a estacao e taxi pro hotel. Dia 58 – Aix-en-Provence - 08/01/2012 Na agenda do dia iriamos conhecer, dessa vez com a luz do sol, a lindissima e charmosa cidade universitaria de Aix-en-Provence, onde mora a minha amiga Francesa Aurelie. Pegamos o trem em Marseille e descemos em Gardanne, pequeno vilarejo no interior de Aix, nas montanhas, onde eles moram. Nos buscaram de carro por la’ e nos levaram ate’ a rua principal de Aix, com varias padarias tipicas e uma feira de antiguidades de rua. Fomos ate’ uma feira livre tipica da regiao, visitamos a igreja principal da cidade, o palacio de justice e um Mercado de flores, tudo isso, caminhando calmamente pelas ruelas tipicas do centro. Fomos ate’ a casa dos pais dela pois teriamos um almoco em familia, que eu ja’ tinha conhecido quando visitei o sul da Franca em 2007, e foi otimo reve-los 5 anos depois. Apos o delicioso almoco tipico Provencal, meus amigos Aurelie e Ludovic nos levaram ate’ as montanhas proximas a Aix, onde o famoso pintor Cezanne se inspirava na exuberante natureza local para criar suas obras primas. Fomos ate’ Gardanne novamente para conhecer o flat onde moravam a Aurelie e o Ludovic e depois nos despedimos, com promessa de uma visita deles ao Brasil, e eles nos deram uma carona ate’ a estacao de trem para voltarmos a Marselha. Dia 59 – Marselha / Nice / Menton - 09/01/2012 Seguindo nosso roteiro pelo Sul Frances, pegamos um trem de Marselha para Nice, chegando cedo ainda a linda cidade Mediterranea. Fizemos check-in e o pessoal do hotel nos deu uma dica valiosa. Por 1 Euro, isso mesmo, 1 misero Euro, embarcavamos em uma das principais pracas de Nice para visitar toda a regiao, fazendo o trajeto Nice-Monaco em 1 hora. Desistimos de alugar carro na hora, pois, alem da economia, poderiamos aproveitar a vista sem ter que dirigir e se preocupar com estacionamento, acidentes, etc, e ainda no conforto dos onibus locais que sao otimos e pontuais. O numero da linha Nice-Menton e’ 100. Monaco seria visitada no dia seguinte, entao, pegamos o bus em Nice e fomos ate’ Menton, ultima “grande” cidade antes da fronteira com a Italia e nos deslumbramos. Realmente e’ uma linda regiao e a vista que se tem do onibus e’ algo indescritivel. De carro nao se tem a mesma perspectiva, entao, recomendo o onibus totalmente. Conhecemos Menton rapidamente, almocamos, compramos souvenirs e pegamos o onibus para nos deslumbrar novamente no caminho de volta ate’ Nice. Simplesmente espetacular. Ja’ tinhamos passado por Monaco nesse trajeto, mas nao tinhamos descido do onibus, apenas olhamos pelas janelas. A previa do dia seguinte foi, simplesmente, fantastica. Dia 60 – Monaco - 10/01/2012 Empolgados pelo que tinhamos visto no dia anterior, tomamos novamente o onibus numero 100 para Monaco. Descemos e fizemos longas caminhadas pelas ruas do GP (meu irmao e’ um grande fa de Formula 1), Casino de Montecarlo, Castelo de Monaco e as lindas ruas que o cercam e assim seguimos explorando a cidade. Achei que o grande prazer de Monaco, pra quem nao tem dinheiro pra ficar jogando em Monte Carlo, era mesmo caminhar e explorar visualmente cada canto do luxuoso principado. Ao anoitecer, depois de tomarmos um café e uma cerveja na frente da Marina, voltamos para o nosso famoso bus 100, ja’ saudosos do exuberante local que deixavamos para tras nesse roteiro epico. Dia 61 – Nice / Roma - 11/01/2012 Nesse dia tinhamos um voo no final da tarde para Roma, entao decidimos aproveita-lo conhecendo Nice mesmo e o que a bonita cidade tinha para oferecer. Caminhamos pelo centro velho de Nice, Marina e Promenade des Anglais. Nao era muito perto do hotel mas, com um café-da-manha reforcado dava pra encarar a caminhada numa temperature agradavel. No meio da tarde, deslocamo-nos ate’ o aeroporto para pegar nosso voo pra Roma. Fizemos o check-in no hotel na capital Italiana e tivemos tempo, apos o jantar, para passar rapidamente pelo Templo de Adriano, visitar a famosissima Fontana de Trevi, que fica linda a noite, o imponente Panteao, que fica tambem muito bonito quando esta’ iluminado. Caminhamos ainda ate’ a Piazza Navona e depois, ja’ bastante cansados, retornamos ao nosso hotel proximo a estacao Termini, famoso ponto de referencia da capital Italiana. Dia 62 – Roma / Cidade do Vaticano - 12/01/2012 Nesse dia haviamos planejado visitar a cidade do Vaticano, comecando pelo Museu do Vaticano. Aqui ja’ deixo uma importante dica, compre seu ingresso online porque as filas sao sempre gigantescas. Lembre-se que voce vai visitar uma das cidades com maior numero de turistas do mundo, logo, filas e longas esperas sao inevitaveis. Visitamos o vasto e lindo museu, sua atracao principal - a Capela Sistina e o restante do museu. Para uma visita rapida, recomendo, no minimo, meio-dia, pois o museu e’ muito grande e interessante. Depois, na saida, fomos ate’ a Praca Sao Pedro, entramos na imponente e maravilhosa Basilica de Sao Pedro, inclusive subimos na cupula apos passarmos pela claustrofobica escadaria em espiral e, no final, vale muito a pena pois tem-se uma exuberante vista da Roma antiga. Caminhamos entao ate’ o Castelo Sant’Angelo, que, pra ser honesto, achei muito sem graca. Ate’ nos livros de Dan Brown ele parece mais interessante. Saindo do castelo nos caminhamos ate’ a famosa Piazza del Popolo, onde fica a famosa estatua de Romulo e Remo alimentando-se da loba. Seguimos caminhada pela Via del Corso e de la’ fomos ate’ os disputadissimos Spanish steps, lotado de turistas. Voltamos ao hotel pois ja’ havia entardecido e estavamos cansados da maratona. Dia 63 – Roma - 13/01/2012 Roteirão turístico básico na programação do dia. Estrategicamente estávamos hospedados num hotel próximo à Termini e de lá fizemos tudo caminhando. Sim, é tranquilo e não é tudo muito longe. Pense também que Roma tem tanto monumento, escultura, igreja, ruína, que a cada esquina há uma atração que pode surpreender o turista e, com isso, mesmo as caminhadas mais alongadas tornam-se prazerosas. Iniciamos pelo Coliseu, que também tínhamos comprado ingresso online. Era minha segunda vez lá então fiquei mais de guia da minha mãe e meu irmão e fotógrafo, já sabia os melhores ângulos do local para tirar aquela foto bacana. De lá, fomos ao Palatino e ao Foro Romano (o ingresso que compramos online para o Coliseu também valia para o Palatino e o Capitólio). Acho o Palatino meio sem graça pra ser honesto, mesmo conhecendo um pouco da história. Agora o Foro Roamano é mesmo sensacional. Não tem como não ficar imaginando o que acontecia ali há milhares de anos atrás em virtude do ótimo estado de conservação das ruínas, fascinante mesmo. Após deslumbrarmo-nos com esses locais, já era umas 14 da tarde e fomos até a Fontana di Trevi, para vê-la imponente à luz do dia (muito mais legal à noite). Almoçamos por ali com toda calma e tranquilidade e visitamos umas lojinhas de souvenir no caminho. Tem bastante loja e muita opção, para todos os gostos. É tanta loja naquela região da cidade que não tem como não comprar uma coisinha aqui e ali. Fomos até o Panteão (mais bonito também quando iluminado à noite). Entramos no Panteão, que é sem dúvida uma construção fantástica, observamos seu interior respeitoso, as tumbas de entes históricos e tiramos algumas fotos. Calmamente fomos caminhando de volta ao hotel, jantamos num ótimo restaurante que achamos perto e com bons preços e fomos dormir cansados. Lembrem que fizemos tudo à pé...sim, é possível e não cansa muito, o segredo é saber parar na hora certa, tomar bastante água e se alimentar direito. Não tem erro. Dia 64 – Roma - 14/01/2012 Dia para mais caminhadas pelo centro histórico da cidade. Iniciamos a visita pela linda igreja de Santa Maria Maggiore. De lá, seguimos até o famoso Campo di Fiori, que é uma feira ao ar livre. Muitas frutas e verduras é verdade, mas também há massas, perfumes naturais, outras atrações para o turista ávido em gastar alguns Euros. Tem de tudo na feira e a praça em que ela acontece é bem bonita e típica, com vários restaurantes tradicionais na volta. Vale a pena. De lá caminhamos até o Rio Tevere, que não é dos mais limpos mas tem muita história. No meio do rio tem a Isla Tiberina, minúscula e simpática, com umas 2 construções e que se tornou cartão postal também. Na frente mais ou menos da Ilha, fica a saída para a Piazza de la Boca de la Veritta, que apesar do nome, não abriga a Boca da Verdade. Na verdade não encontramos a Boca pois falam que não é tão fácil assim do turista encontrá-la. Próximo à Piazza ficava o famoso Circo Massimo, que era um local famoso onde os Romanos da época do Império se entretiam com corridas de Bigas, lutas de Gladiadores, shows de animais, etc. Citei todos os pontos turísticos do dia de forma linear, porém, caminha-se devagar, apreciam-se os nomumentos, cada esquina tem uma construção ou uma estátua imponente, observa-se a loucura do trânsito e o jeito tosco dos Romanos estacionarem, ou melhor, jogarem os carros de qualquer jeito, e daí o tempo passa. No meio disso acha-se um tempo pra almoçar. Após cumprir a programação do dia, voltamos caminhando do Circo Massimo para o Coliseu, porque o Circo fica atrás da montanha do capitólio e do Palatino, ao lado do Coliseu. De lá caminhamos até nosso hotel que, como disse, era muito bem localizado pra fazer tudo a pé, desde que tenha-se um pouco disposição para caminhar. Dia 65 – Roma / Napoli / Sorrento - 15/01/2012 Dia de dar ‘ciao’ para Roma. Alugamos um carro e buscamos o mesmo na estação Termini, porque queríamos visitar a região mais ao sul da Costa Amalfitana de carro, no nosso tempo, parando onde quiséssemos e na hora que bem entendêssemos. Foram umas 2 horas de estrada desde Roma até Napoli. A estrada é ótima, ampla, bem sinalizada e agradável de viajar. Recomendo totalmente. Nosso destino era Sorrento, uma linda cidadezinha no topo da montanha, com vista pro mar, pra Capri e também para o monte Vesúvio. Na chegada fizemos check-in e fomos almoçar. Após enchermos a barriga, visitamos o pequeno centro de Sorrento, a famosa Piazza Tasso e de lá caminhamos até um famoso mirador, para apreciar o por-do-sol pois já era final de tarde. A vista do mirador é bem bonita e fica difícil descrever as belezas de todos os lugares da costa Amalfitana em palavras. Apenas fotos podem fazer 10% de justiça à extrema beleza do local. Os outros 90%, só estando lá e presenciando como a natureza forjou tantas belezas em uma única região geográfica. Minha dica: Não fique dirigindo o dia inteiro na Costa Amalfitana. Você pode achar que é o melhor piloto (a) ou motorista. As ruas são estreitíssimas e absolutamente sinuosas. A estrada vai serpenteando muito, subindo e descendo à todo instante e se faz muitas paradas para observar o lindíssimo visual. Resultado disso é que se tomam algumas horas para fazer um percurso de não muitos quilômetros. No final do dia, de tanta curva e de desviar de tanto ônibus e Italianos que dirigem sem a mínima noção, fiquei com dores musculares nos braços e nos ombros. Tive que relaxar cedo e bastante para estar inteiro nos dias seguintes, onde repetiria-se a mesma epopéia no trânsito uma vez que tínhamos o carro por mais uns 2 ou 3 dias. Dia 66 – Capri - 16/01/2012 Reservamos o dia para visitar a famosíssima e badalada ilha de Capri. Como era inverno, aquela horda de turistas que se comenta que tomam aquela região nos meses de altíssima temporada na Europa simplesmente não existia. E mesmo assim o tempo estava absolutamente maravilhoso e ensolarado, então tivemos sorte e visitamos a ilha num ótimo dia. Isso é o bom de alugar um carro por lá. Se o dia está ruim, com muita chuva ou nublado, vai fazer outra coisa e volta à Capri quando o sol aparecer. Pegamos o Barco/Ferry no terminal portuário de Sorrento e iniciamos a travessia até Capri. Acho que são uns 50 minutos mais ou menos, não me recordo muito bem. Ao chegar, para-se na maior Marina da ilha e logo na saída já nos deparamos com a íngreme subida até o Centro Histórico. Pode-se ir caminhando mas eu não recomendo nem um pouco. É muito inclinado e eles têm ônibus e uma espécie de trenzinho que faz os trajetos de ida e volta. No inverno somente os ônibus. Dica: Tudo é muito caro na ilha, muito mais caro que no continente. Então, se você tem o orçamento apertado, prepare-se para ser criativo e tentar economizar por lá. Após descermos do ônibus ao lado do centro histórico da ilha, caminhamos pelas infinitas ruelas estreitíssimas até chegarmos aos Jardins de Augusto. Há muitas placas indicando o caminho aos turistas, uma vez que os Jardins são muito visitados. O bom de lá, na verdade, não são os jardins e sim a estupenda vista que tem-se de cima da ilha para o mar azulzinho lá embaixo. Simplesmente ficamos boquiabertos e acho que, no total, ficamos 1 hora lá parados, apreciando a vista e tirando claro um montão de fotos. Realmente esse lugar ficou na memória. Difícil descrever, mais uma vez, a beleza dessa ilha. Fica aí a dica. Se você só tem 1 hora em Capri, vá pra lá. Após nos deleitarmos com a natureza e a visão do local, pegamos um outro ônibus (tipo van mesmo) até Anacapri, outra parte da ilha. Caminhamos pelo pequenino centro histórico, almoçamos uma massa ruim e cara num restaurante dos Indianos e tomamos mais um ônibus até a famosa Grotta Azurra. Pra falar a verdade, achei Anacapri totalmente sem graça. Muito ruim mesmo. Lá fica a gruta azil mas tivemos azar de pegar a maré alta e muitíssimo vento, então as condições metereológicas não permitiram a visita debarco ao interior da gruta. Fazia muito frio, tipo, uns 10 graus mas a sensação era duns 2 ou 3 devido ao vento que não dava trégua e também por estarmos em uma ilha mesmo. Voltamos de ônibus até o centro de Capri e caminhamos mais um pouco, olhamos algumas lojinhas de souvenir, compramos algumas coisas e voltamos à Marina, para aguardar nosso barco pra Sorrento. Dica: No inverno, não se preocupe em comprar tickets de ida e volta já em Sorrento. Não tem muita gente então os barcos enchem somente na hora de embarcar, os Italianos compram na última hora. Assim você pode visitar a ilha no seu tempo, voltar e comprar o próximo ticket. As balsas fazem o trajeto dia e noite, porém, a última, sai da ilha lá pelas 19:30 mais ou menos. Assumo que no verão deve ser diferente e talvez seja melhor fazer a reserva com antecedência, talvez até de dias. Chegamos ao hotel em Sorrento, comemos num restaurante bem familiar e típico próximo ao hotel e recolhemo-nos. Estava riscada mais uma daquelas atrações do tipo ‘preciso visitar antes de morrer’. Dia 67 – Costa Amalfitana (Sorrento/Ravello/Amalfi) / Montesano Sula Marcellana - 17/01/2012 Esse dia foi especial para nós por vários motivos. Além de visitar lugares incríveis em termos de beleza natural, ainda entramos em comunhão com a história da minha família. Saímos de Sorrento de carro lá pelas 10 da manhã. O plano era percorrer a costa Amalfitana meio ‘sem planos’, parando nos mirantes, tirando fotos, visitando as minúsculas cidades e tendo uma experiência mais de contao com os locais. O problema disso, naquela região, é que muitas vezes fica difícil mesmo parar o carro, pois o espaço é muito apertado e não há ruas, apenas a estrada principal onde todo mundo estaciona (leia-se ‘joga’ o carro de qualquer jeito) e ainda passam ônibus e veículos maiores. Ficamos com receio de deixar o carro alugado daquele jeito Italiano e então acabamos parando apenas nos mirantes. No caminho até Amalfi, que é a última cidadezinha da costa Amalfitana, paramos na Grotta Dello Smeraldo, uma linda gruta com água bem clara que se formou com a erosão marinha. Vale a pena a descida de elevador e depois pegar a canoa com a figuraça que era o barqueiro Italiano. Ele pede uma ‘gorjeta’ depois. Demos lá uns 5 Euros e ele ficou feliz da vida. Fazia piada o tempo inteiro, mas explicou direitinho... a figura ainda falava tudo em Português. Havia um casal de Argentinos na canoa conosco e ele também explicava tudo em Espanhol. Acho que ele arranhava um Francês também, mas, sem dúvida, ficou na memória o espirituoso canoeiro Italiano. De lá seguimos na estrada, observando a incrível beleza dessa região da Itália. Na chegada à cidade de Amalfi, um pouco maior que os vilarejos do caminho, estacionamos e fomos até a praça principal e decidimos entrar um pouco nas ruelas. É uma bonita cidadezinha, bem típica Italiana mesmo. Procuramos um restaurante por lá e decidimos relaxar um pouquinho, comendo com toda calma, olhando mais umas lojinhas no caminho. Quando percebemos já eram umas 14:30. Daí tive um ‘lapso’ de querer reviver a história e comentei com a minha mãe e meu irmão: Estamos há umas 2 horas, no máximo, de carro da cidade onde meus antepassados viviam antes de emigrarem ao Brasil. Vamos lá fazer uma visita, tentar descobrir alguma coisa? Não tínhamos muito um propósito, porém, decidimos ir até lá mesmo assim. Pegamos a estrada pra Salerno e de lá para a pequenina Montesano Sula Marcellana. A linda cidade fica no topo da montanha com vista pra todo um grande e bonito vale no interior da província de Salerno. Chegando lá, arranhando uma mistura de Italiano, Português, Espanhol e Inglês, conseguimos entrar na prefeitura, falar com o vice-prefeito e sermos encaminhados ao departamento de registro onde solicitei, formalmente, a certidão de nascimento do meu antepassado, para o processo de cidadania Italiana. Não sei como preenchi o formulário mas o fiz. Rimos muito de toda a ‘farra’ e a tarde já caía e a noite começava a se acusar quando voltamos, acompanhados do lindo pôr-do-sol das montahas e vales da Campania, na estrada rumo à Sorrento. Chegmaos no hotel e capotamos. Segue a viagem no dia seguinte! Dia 68 – Pompéia / Catania - 18/01/2012 Dia de visitar a famosíssima Pompéia, que é uma cidade antiga do Império Romano que está em ruínas, pois foi, por algumas vezes, vítima da ira devastante do majestoso Vesúvio, vulcão situado naquela região da Itália. A cidade é enorme e algumas construções ainda estão muitíssimo bem preservadas. Estava praticamente vazia no dia em que nós fomos e foi muitíssimo tranquilo para estacionar, pagar entrada e visitar as ruínas. Para quem realmente quer aprender sobre a história do Império Romano, aquele lugar é um prato cheio. Acho que eu esperava talvez um pouco mais de Pompéia, sei lá porque, achei mais ou menos. Reserve, no mínimo, 1 turno para fazer uma visita com um guia e tirar várias fotos. Sem guia, com panfletos ou com seu próprio guia de viagem, pode-se fazer a visita em umas 2-3 horas. Passamos a manhã inteira por lá e procuramos, na saída das ruínas, um restaurante. Como era baixa temporada, não foi uma tarefa fácil achar um restaurante por ali. Hora de voltar para o aeroporto de Napoli, entregar o carro alugado e embarcar num voo rápido de 1 hora para a Sicília. Chegamos, pegamos mais um carro alugado e instalamo-nos no centro da cidade. Demos uma rápida volta na praça principal do centro da cidade, jantamos e voltamos ao hotel. Na manhã seguinte pegaríamos mais um pouco de estrada para explorar a magnífica ilha da Sicília. Dia 69 – Catania / Siracusa - 19/01/2012 Na programação do dia, acordar mais tarde e sair para Siracusa e conhecer uma das praias mais famosas e visitadas da Sicília. Fica a uma distância de 70km, mais ou menos, de Catania então é rapidinho pra chegar. No caminho há alguns pontos da estrada, quando se começa a subir uma colina, que se enxerga o mar e o vulcão Etna no fundo. Vale a pena preparar a câmera fotográfica e clicar aquela foto espetacular. Chegamos na cidade e fomos direto ao famoso Teatro Greco, que são ruínas do Império Romano também encontradas no extremo sul da Itália. A visita levou em torno de 1 hora, entre estacionar, caminhar até chegar ao teatro, fotos e retornar. Seguimos no carro e paramos numa parte mais turística e central, na ilha que fica dentro da própria cidade, chamada Ortigia. Foi feita uma fortificação ou uma muralha mesmo pra barrar as ondas do mar e impedir que elas invadam a ilha, ficou bem bonito e vale também tirar umas fotos por ali. Mas, tirando isso, não achei tão interessante. Acabamos por decidir que voltaríamos cedo e exploraríamos um pouco mais de Catania, caminhando mesmo. E foi o que fizemos. Dia 70 – Catania / Taormina / Messina - 20/01/2012 Bem mesmo antes de chegar na Sicília achei que iria me deslumbrar mais com Siracusa e nem tanto com Taormina. Pois eu me enganei. Taormina é uma linda cidade no topo de um morro e para chegar até lá, saindo de Catania, são mais ou menos uns 50km de uma estrada que começa bem reta e à medida que vai se aproximando de Taormina, começa a ficar íngreme e sinuosa. Parecia um pouco com a Costa Amalfitana. É uma cidade para se explorar a pé mesmo. Deixamos o carro estacionado e fomos então conhecer os atrativos locais. Os maiores atrativos turísticos de Taormina são as praias e o teatro Greco, assim como Siracusa. Todavia, o teatro de Taormina é maior e mais bonito, além de suas ruínas estarem também muito bem conservadas, lá de cima, no topo das ‘arquibancadas’ localizadas mais acima em relação ao palco, tem-se uma maravilhosa vista para as praias de um lado e o vulcão Etna do outro. Simplesmente deslumbrante. Ficamos 1 hora ou mais explorando o teatro e tirando fotos da vista maravilhosa. Saindo de lá, olhamos várias lojas de souvenir pelo caminho e começamos a fazer uma das melhores coisas que se pode fazer na Itália: caminhar meio sem rumo e sem destino nas magníficas ruelas minúsculas, cheias de restaurantes, lojas e gente meio sem ter o que fazer demais que fica olhando o movimento dos turistas. Muitas cafeterias também pra quem gosta. Seguindo na avenidazinha principal fomos até uma igreja muito antiga e com luz natural apenas (século XIII ou XIV se não me engano) e paramos num mirante que tem lá, onde os velhinhos jogavam xadrez com tampinhas de garrafa e alguns turistas buscavam o melhor ângulo para suas fotos. Quando terminamos de almoçar e verificamos o horário, percebemos que seria muito cedo para voltar à Catania e daí pensamos em ir até Messina, no extremo norte da Sicília, onde se embarca nas balsas para chegar à parte continental Italiana. Lá também é o local de origem da família da minha namorada, então decidi ir lá e tirar várias fotos da cidade, para mostrar aos avós dela, ainda vivíssimos e cheios de saúde, que nasceram na Sicília e emigraram para São Paulo. Passeamos umas 2 ou 3 horas em Messina, tiramos várias fotos e, mais uma vez, pé na estrada. Hora de voltar pra Catania. No dia seguinte, sim, acreditem, terminaria a epopéia e nós 3 voltaríamos ao Brasil. Minha mãe e meu irmão rumariam à Porto Alegre e eu iria para São Paulo. Sim, depois de meses e meses realizando um grande sonho de vida, a mamata estava acabando. Dia 71 – Catania / Brasil - 21/01/2012 Dia de ir embora. Minha mãe e meu irmão fizeram o trajeto Catania – Munique – Frankfurt – São Paulo – Porto Alegre. Meu trajeto foi mais simples e rápido: Catania – Roma – São Paulo. Fim da história. Espero que isso ajude alguém a planejar e executar uma viagem por algumas dessas cidades e desses locais maravilhosos que visitei. Uma coisa é certa, boa companhia, seja família ou amigos, sempre faz um momento mais especial, ainda mais uma viagem como essa. Estou à disposição para ajudar, escreva. [email protected]
  6. Drigamma, Vamos por partes para facilitar o entendimento. Otimas perguntas, nao me dei conta de postar isso e creio que va' ajudar bastante outros usuarios do forum tambem. Sobre o trem em si Como é a limpeza das cabines? A limpeza das cabines nao e' la' grandes coisas, nao ha' um servico "diario" como camareiras por exemplo. Eles tiram o lixo da cabine e e' so'. Cabe aos usuarios da cabine tentarem mante-la organizada. Tem roupa de cama ou seria o caso de levar? Sim, tem roupa de cama. Nao precisa levar. Se tem, elas são limpas, cheirosas? Sao limpas sim, porem, nao sao trocadas e tambem sao inodoras. O jeito e' conservar o maximo q puder. O ar/clima dentro do trem é agradável? Foi tranquilo pra gente, pois era inverno. Ouvi dizer que no verao e' bem pior, por causa do calor, tem mais gente no trem, todo o pessoal sem banho...da' pra imaginar. Você viajou de 2ª classe (4 pessoas), correto? Correto. Chegou a conhecer as demais, a Econômica, por exemplo? Nao havia classe mais economica do que a segunda na verdade, no trem que andamos. A primeira classe, tem cabines mais decoradas, com lampadas melhores e me parece que sao so' 2 pessoas. Mas vi um vagao no trem que andei com assentos de primeira classe pra 4 pessoas. Tem uma diferenca mas nao creio que seja algo que justifique o preco a mais. Dai vai de cada um. Existe alguma possibilidade de tomar banho dentro do trem, ainda que seja na 1ª classe ou nas paradas? Na segunda nao ha' banho. Ficamos 5 dias e meio no trem so' no banho de gato! Porem, no inverno, por mais horrivel que isso soe, foi tranquilo ate'. Esgotamos o nosso estoque de lenco umedecido. As "ferromoças" são atenciosas? Nao. Na verdade, eram ferromocos. Chineses, pois o trem e' de Beijing, mesmo que tu facas o trajeto Moscou - Beijing que foi o que fizemos. Eles sao meio toscos, nao falam Ingles e nem se preocupam muito em ser atenciosos. Nao tiro a razao deles tambem, ha' mtas pessoas estupidas e eles devem ganhar uma mixaria pra fazer um trabalho pesado, pois eles tem que ficar colocando carvao a toda parada, cada 3 horas mais ou menos. O trem e' antigo. Eles limpam o banheiro, que sempre fica ruim no meio da viagem (melhor usar logo depois que sai de uma parada pois e' qdo eles limpam) e ficam colocando combustivel. Eles tambem trazem agua quente pra fazer cha' e cafe', pois faz muito frio no inverno. Nao e' viagem pra quem gosta de muita frescura, mas eu sinceramente, nao achei nada de mais, bem tranquilo por sinal. Todos os inconvenientes fazem parte da aventura e a pessoa pra visitar esses lugares tem que estar um pouco mais aberta mesmo a esse tipo de experiencia. Recomendo muito a leitura do site do "man on seat 61". Procura no google. Ele e' "doente" por trens e ja' viajou o mundo dessa forma. Ha' fotos, descricoes, tabelas, precos, rotas, tudo. Vai enriquecer a tua pesquisa com certeza. Espero ter ajudado. Abracos e boa viagem, Eduardo.
  7. marcosalan, Estive la' agora e, pelas minhas impressoes, 11 dias sao suficientes. Da' ate' pra fazer em menos tempo. Sugiro o seguinte: Marrakesh - 2 dias pra cidade Deserto - nao fiz o passeio mas pelo que li, reserva 2 ou 3 dias Ourzazate - Achei a cidade legal e a estrada pra chegar ate' la' e' linda demais, porem, o pessoal faz isso no caminho pro deserto mas sem parar la. Tem uma casbah incrivel la' e a cidade e' mto tranquila. Valeria a pena sair de Marrakesh de manha, nao faria a visita aos estudos de filmes (rapido, ruim e tem q dar gorjeta pros guias) pois acho que nao se perde nada, curtir a estrada, chegar em Ourzazate, visitar a casbah e dormir la. No outro dia seguiria para o deserto (Zagora e arredores). Casablanca - 1 dia (dormindo ou nao - acho que nem precisa) e pode fazer de trem mesmo de Marrakesh - sao 3 horas. A visita a Mesquita Hassan II e' mto legal, considero imperdivel. E' a 3a maior do mundo e muito bonita e luxuosa. Fez - 1 dia Tangier - Gostei da cidade, recomendo 1 dia la' se tiver tempo de praia. Nao fui pra Rabat e pras outras cidades da costa do Atlantico. Meu roteiro, no total, teria 8 ou 9 dias no maximo. Independente do numero de dias, o Marrocos e' um pais muito interessante, bonito, forte em cultura e com um povo adoravel. Desde que tu respeite e entenda a cultura deles, tanto no aspecto religioso quanto socio-economico. Abracos e boa viagem.
  8. Marcos, Para passaporte Brasileiro os unicos paises que precisam de visto sao Mexico e Belize. Para o Mexico, e' possivel tirar um visto eletronico pelo site do governo do Mexico ou mesmo nas companhias que voam para la' e sao cadastradas junto ao governo Mexicano e que aderiram as regras do sistema. Para Belize a historia e' um pouco mais complicada. Recomendo muito que tu leias os topicos aqui do site sobre o visto. Eu achei mais facil aplicar pro visto na hora (minha mae fez e tiramos o visto dela em 1 hora no consulado de Belize em Merida). Eu nao precisei do visto pois usei outro passaporte que nao o Brasileiro. Sobre hoteis, utilizamos opcoes mais baratas em alguns lugares e menos "mochileiras" em outros. Isso e' muito particular, entao fica dificil apontar os detalhes. Mas se tu quiseres uma especie de lista posso postar aqui no site. Custos - mais uma vez, isso depende do estilo dos viajantes. Hoteis sao baratos, mesmo para padroes Brasileiros. Comida tambem. Mexico e Costa Rica sao os mais caros desses paises q visitamos. Abracos, Eduardo.
  9. Contexto: Fiz essa viagem com a minha mae e com certeza valeu a pena. Como de costume, escrevo em um teclado na lingua Inglesa entao peco perdao antecipado pela falta de acentuacao grafica. Nao revisei o texto, portanto, erros de Portugues ou trocas automaticas que o word faz podem estar presentes. Decidimos percorrer um pouco de cada pais da America Central continental, com seus highlights. Obviamente que uma regiao tao rica natural e culturalmente merece mais tempo, porem, nem sempre a vida do mochileiro e' tao simples. Espero que aproveitem o relato e as informacoes. Ele e' longo, obvio, foram 40 dias. Se tiveres paciencia, leia tudo, caso contrario, procure as cidades ou paises que lhe interessam diretamente. Comecamos no Mexico e descemos ate' o Panama. Boa leitura e boa viagem. Dia 1 – Cidade do Mexico - 04/10/2011 Chegamos ao aeroporto da Cidade do Mexico as 13h e fomos recebidos pela minha amiga Mexicana Angelika que nos daria uma carona ate’ o hotel no centro da cidade. Fui trocar uns dolares e na casa de cambio do aeroporto mesmo, o senhor me informa que uma das minhas notas de 100USD e’ falsa. Ele me explica que quando isso acontece, o banco retem a nota e envia ao banco central do Mexico para analise e confirmacao. Se a nota for falsa mesmo, e’ destruida. Caso seja verdadeira, te enviam para o endereco nominado a mesma ou outra nota diferente no mesmo valor. A decisao sai em 30 dias. Angelika foi nos mostrando um pouco da cidade que parece um pouco com as grandes metropoles Brasileiras, porem, bem mais arborizada. O transito e’ um horror, evite os horarios de pico de manha e no final da tarde. Ela nos informa que tem aula de Portugues na universidade e nos convida para participar. Aceitamos na hora e chegamos la’, na sala onde estavam os Mexicanos estudando Portugues, sentamos e fomos interrogados pelos alunos. Uma experiencia cultural e tanto e ja’, no inicio da viagem, um grande contato de culturas. Retornamos ao hotel e combinamos de jantar com Angelika e o namorado Miguel no dia seguinte. Dia 2 – Cidade do Mexico - 05/10/2011 Na programacao do dia estava o passeio com o Bus turismo da cidade do Mexico, que possui 2 circuitos, o Centro e o Sul. Queriamos fazer o circuito centro para visitar o museu de Antropologia e tambem o bosque e o castelo Chapultepec. O custo do ticket e’ de 125 Pesos e pode-se descer e subir no onibus quantas vezes quiser ate’ o ultimo horario que era as 21 horas. Descemos na frente do museu e fomos visita-lo. E’ bem grande e conta tudo da historia e da cultura Mexicana. As secoes sobre os Aztecas e Maias sao tambem bastante grandes e informativas. Reserve umas boas horas para visitar o museu com calma. Paga-se extra para uma permissao de fotografias. Entrada no museu = 50 pesos. Permissao para fotos = 45 pesos. Na frente do museu, atravessando a avenida Paseo de La Reforma, a principal da cidade, esta uma das entradas para o bosque de Chapultepec. Imagine um parque do Ibirapuera mais ou menos. Dentro do bosque ha’ lagos, cafes, praca de alimentacao, centenas de banquinhas vendendo de tudo, esquilos e o imponente castelo de Chapultepec. Pode-se pegar um trenzinho que sobe ate’ o topo e te deixa na porta do castelo mas tambem pode-se ir caminhando. Recomendo o trem porque e’ uma boa subida. Trem = 13 pesos ida e volta. O castelo e’ bem grande e muito bonito. Vale a pena uma visita. Paga-se uma entrada (51 pesos) e cobram tambem para entrar com maquina fotografica. La’ estao expostos varios objetos e moveis e artigos sobre a historia do Mexico, sua luta pela independencia e sua historia ate’ os dias mais modernos. Parecido com o museu imperial no RJ. Vale a visita com certeza. Depois voltamos ao onibus para passar pelos outros pontos turisticos, mas sem descer do onibus e voltamos ao hotel. Jantamos no famoso café Tacuba, com a otima companhia da minha amiga Angelika e seu simpaticissimo namorado Miguel, no centro da cidade e comemos uma comida Mexicana tipica, com direito a Fajitas, Enchiladas e outros pratos tambem. Recomendo o café Tacuba que localiza-se na rua de mesmo nome. Dia 3 – Cidade do Mexico - 06/10/2011 Fomos ate’ o hostel Catedral (entrem no google e procurem por hostal cathedral Mexico City – o website e’ bem bom, com tours e precos) e compramos o tour de 1 dia para Teotihuacan. Estavam inclusos no preco do tour o guia, um café’ da manha simples com frutas, agua e uns bolinhos e tambem as ruinas Aztecas de Tlatelolco, a Basilica de Guadalupe e, obviamente, Teotihuacan. O preco foi de 30 USD por pessoa, ou, 390 pesos. No site eles anunciam o passeio por 32 USD. O passeio e’ feito numa van bem confortavel e comeca no meio da cidade do Mexico, com as ruinas Aztecas. Nao achei grande coisa mas vale a visita e saber um pouco da historia e da arquitetura desse grande povo. Apos finalizarmos a visita, por mais ou menos 1 hora, dirigimo-nos para o santuario e a Basilica de Guadalupe. Menor que o de Aparecida em SP, mas nao menos bonito, e’ visitado por 14 milhoes de pessoas todos os anos. Os Mexicanos sao muito religiosos (Catolicos) e ha’ muitas pessoas no santuario, rezando, pagando promessas, visitando. A Igreja nova funciona normalmente e e’ de um estilo arquitetonico moderno. A Basilica antiga e’ muito grande e bonita, vale com certeza a visita. Apos sairmos da Basilica, o passeio segue em direcao a Teotihuacan, mas, antes de visitarmos as ruinas, aquela parada basica numa lojinha de artesanato onde parariamos par a ver como sao feitos os trabalhos em pedras daquela regiao, as bebidas como Tequila e Mezcal e tambem para almocar (100 pesos nao inclusos para um buffet de comida tipica Mexicana). Finalizamos essa parte e fomos entao as ruinas. Impressionante, muito bonitas as piramidaes do Sol e da Lua que ainda estao bem conservadas e pode-se subir. A cidade foi importante na epoca do apogeu da civilizacao Azteca, porem foi construida antes da chegada deles pelos povos mais antigos da regiao. Ainda existem la’ murais pintados com arte Azteca que descrevia a vida e o contato religioso do povo. Vale muito a visita nesse que e’ um dos lugares mais famosos de todo o Mexico. Finalizamos o passeio e voltamos ao hotel. Dia 4 – Cidade do Mexico - 07/10/2011 Dia de fazer o outro circuito do onibus turistico da Cidade do Mexico, o circuito Sul. Demoramos um pouco para achar a parade numero 1 desse circuito, que e’ a parada numero 4 do circuito centro (as 2 se interconectam) mas depois de encontrarmos, tudo tranquilo. Nao gostei muito desse circuito, mas os destaques ficam para o bairro de Coyacan e o museu Frida Kahlo. Como nao sou fa dela nem entrei no museu. Minha mae entrou (65 pesos) sem a permissao pra tirar fotos (mais uns 50 pesos eu acho) porque tenho uma tia que e’ apaixonada por ela e queriamos comprar uma lembrancinha legal. Depois de quase 1 hora minha mae finaliza a visita e embarcamos no bus turistico que demorou e demorou para chegar, dai caiu uma chuva torrencial e, pra ajudar, o horrivel transito da cidade do Mexico tambem nao contribua. Final de mais um dia, mas este nao agradou muito. Dia 5 – Cidade do Mexico - 08/10/2011 Saimos cedo do hotel e fomos fazer uma caminhada no centro historico da cidade, conhecer o Zocalo (praca principal em frente a Catedral), a bonita e pomposa catedral metropolitana, Templo Mayor e edificio dos correios. Tudo fica pertinho e tranquilo pra fazer a pe mesmo. No templo maior, que sao ruinas Aztecas no meio do centro da cidade, se paga uma admissao (uns 30 pesos eu acho) mas da’ pra ver as ruinas de fora, sem pagar entrada. A praca e catedral se tornam atracao a parte no final de semana, com milhares de vendedores ambulantes oferecendo seus artesanatos, souvenirs, descendentes de indigenas fazendo limpeza em pessoas carregadas, comidas, tem de tudo. Vale a pena conferir. Depois, no predio dos correios, chama a atencao para a arquitetura e a riqueza de detalhes do predio. No quarto andar tem o museu da Marinha que e’ gratuito e vale a pena conferir. O predio funciona como os correios Mexicanos normalmente. Vale muito a pena uma visita. Depois disso voltamos ao hotel, hora de dizer adeus a interessantissima cidade do Mexico. Dia 6 – Merida - 09/10/2011 Chegamos num voo da Vivaaerobus as 9:00 no aeroporto e as 9:30 na cidade de Merida. Taxis do aeroporto custam 180 pesos ate’ o centro ou qualquer outro lugar em Merida. Tente ver com o seu hotel se nao arranjam um transfer que, possivelmente, vao cobrar mais barato. O nosso, por exemplo, sairia 60 pesos. No nosso hostel, Casa Chalia, gerenciado por um senhor Belga e sua esposa Mexicana, o conforto nao era grande mas a simpatia dele e as informacoes compensaram e acabamos concluindo que pra uma estadia de 1 ou 2 noites foi tranquilo. Caminhamos ate’ o Zocalo (10 min), centro historico e praca central. Por sorte chegamos no domingo onde ha’ a feirinha local na praca e a cidade fica mais viva. Compramos o onibus turistico da turibus e fizemos o percurso todo, sem descer, em torno de 1h e 15 minutos. For a do centro da cidade, nas direcoes dos hoteis 5 estrelas, ha’ uma avenida larga e bonita com muitas casas historicas e muito bonitas. Voltamos ao centro e fomos visitar a galeria maya, onde, insistentemente uns 3 ou 4 locais tentaram trocar comigo a minha camiseta oficial do Gremio. Dizem que e’ a tradicao Maya. A verdade e’ que te oferecem uma camiseta de um time Mexicano ou outras camisetas de estilo Maya mesmo bem simples. Se voce coleciona ou gosta leve uma camiseta extra do seu time para andar em Merida. Voltamos caminhando ao hotel, a cidade e’ tranquila e segura. Dia 7 – Merida - 10/10/2011 Nesse dia tinhamos a missao de encontrar o consulado de Belize, pois minha mae precisava tirar o visto uma vez que iriamos ate’ Flores na Guatemala numa rota de onibus que passaria por Belize. Eu utilizei um passaporte de outra nacionalidade e por isso nao precisava de visto. Achar o consulado ja’ foi uma Aventura por si so’. Tinhamos enderecos obtidos na internet mas eles diferiam um pouco um do outro. Dei um desses enderecos para o taxista. Chegamos la’ e nada. Uma casa fechada. Ai o taxista decidiu perguntar no radio. Ninguem sabia. Parou na rua e perguntou para outro taxista. Sei que e’ por aqui diz o outro senhor mas nao lembro exatamente onde. Paramos entao num quiosque de informacao turistica, onde quem fornece a informacao e’ a policia estadual e, o policial, muito simpatico, conversando comigo em Espanhol ou Ingles se eu quisesse, chamou a central pelo radio e 30 segundos depois, retornaram a chamada e pediram para ele anotar o endereco correto. Ele anotou ainda pra mim no papel e mostrei ao taxista. Estava la! Com 50USD, 1 foto 3x4 e mais ou menos 1 hora de espera, visto obtido e preocupacao encerrada. DICA: Pelo que vi na fronteira, nao sao emitidos vistos de transito na hora para Brasileiros. Por seguranca, tire seu visto no Brasil ou no Mexico. Ha’ consulados de Belize em Monterrey, Cidade do Mexico, Merida e Chetumal. Hora de fazer o passeio dos 3 cenotes. Decidimos ir de forma independente pois custaria menos da metade do preco. Pegamos, em um terminal alternativo (e’ so’ perguntar na rua onde se pegam os onibus para Cuzama) um colectivo local para a cidade de Cuzama. Depois de 1 hora passando por uns vilarejos de descendentes dos maias, pegamos um moto taxi ate’ o inicio de uma estradinha que leva aos cenotes. Nessa estradinha se paga 250 pesos por um carrinho para 4 pessoas que e’ puxado por um cavalo em cima de trilhos de trem. Todo o percurso, incluindo parada de 30 minutos em cada um dos cenotes dura 3 horas. Os cenotes sao impressionantes e recomendo muito a visita. Pode-se tomar banho e a dificuldade vai aumentando para chegar a cada um dos cenotes. Mas e’ muito tranquilo, minha mae fez todos, inclusive o terceiro que tem uma escadinha praticamente vertical, de madeira, meio assustadora. Chegando embaixo vale a pena o esforco. Voltamos para Merida realizados. Veja as fotos! Dia 8 – Merida / Chichen Itza / Cancun - 11/10/2011 Saimos do terminal da ADO Merida, chamado CAME, muito bem organizado, seguro e limpo e pegamos um bus ate’ Chichen Itza. Fomos com as malas e tudo. La’ em Chichen, ha’ onde deixar as malas antes de entrar no parque e e’ de graca. Demora mais ou menos 1h30min e o bus e’ bem tranquilo numa boa estrada federal. As entradas em Chichen custaram 166 Pesos por pessoa. Visitamos toda a cidade em mais ou menos 2h30. Com mais calma pode-se fazer em 3h ou 3h30min. Mas nao e’ tao enorme assim. Leve agua e protetor solar, alem de um chapeu. Faz um calor impressionante la’ e o sol castiga. Ao terminarmos a visita, na saida do parque ha’ o terminal de onibus (mesmo onde chegam os onibus de Merida ou outros lugares) e de la’ fomos ate’ Cancun. Umas 3h30 de onibus, tambem bem confortavel. Se tu viajas com a ADO no Mexico, e’ certeza de qualidade e pontualidade, alem de terminais bem organizados, seguros e limpos. Fica a dica. Chegamos ao hotel e descansamos. Dia 9 – Cancun / Isla Mujeres - 12/10/2011 Tomamos café e, claro, descobrindo que eramos Brasileiros o assunto caiu no futebol. Ainda mais que, na noite anterior, quando chegamos ao hotel, o Brasil tinha jogado com o Mexico um amistoso na cidade de Torreon e ganhamos por 2x1. Apos o bate papo com os simpaticos garcons do hotel, nos presentearam com 2 passes de onibus gratis, tipo o vale transporte deles la’, que custa 7.50 cada, para pegarmos um onibus da zona hoteleira em Cancun, chamado Ruta 1, ate’ Puerto Juarez, um dos 3 ou 4 locais de onde saem os ferries para Isla Mujeres. Chegamos na ilha e ai e’ algo incrivel. A praia e’ absurdamente linda. De um azul claro impressionante e quente, muitissimo agradavel. Ficamos o dia inteiro la’. Se voce so’ tem tempo para 1 dia em Cancun, va’ a Isla Mujeres. Um paraiso no mar do Caribe. Ai se escolhe um restaurante ou quiosque, paga-se um deposito para as cadeiras e guarda-sol e esse valor se abate do que se consome com eles de bebida e comida. Conforto total e uma paisagem incrivel. Pegamos o ferry para voltar e descemos em Playa Tortuga, para conhecer. Caminhamos de la’ ate’ a playa Caracoles, uns 2km, e depois fomos visitar o Hard Rock Café. A noite fomos a Plaza La Isla, com varias opcoes de restaurantes, cafes e lojas de souvenirs e de grife tambem. Vale uma visita. Dica: em frente ao café’ Ah Cacao tem internet wireless gratuita e varios outros estabelecimentos oferecem wi-fi para clientes, pois nem todos os bons hoteis da zona hoteleira em Cancun tem internet gratuita. Mercenarios! Dia 10 – Cancun / Playa del Carmen - 13/10/2011 Pegamos um onibus de Cancun ate’ Playa del Carmen, mais ou menos 1h, bem confortavel com wi-fi e tudo. Chegamos ao hotel, deixamos as malas e fomos caminhar na famosa 5a avenida em Playa. O tempo nao ajudou e chovia pra mais de metro. Entao so’ nos restou caminhar toda a avenida, olhando as milhares de lojas de souvenirs, restaurantes e pousadas que batalham pela atencao do turista. As maiores lojas tem muita coisa, com bons precos e algumas possuem ate’ museus da Tequila, exibindo suas colecoes para atrair os turistas. Os precos das Tequilas sao otimos e das outras bebidas tambem. Como chovia muito, voltamos ao hotel e nao fizemos mais nada. Dia 11 – Cozumel - 14/10/2011 Dia de explorar a badalada Ilha de Cozumel. Chovia muito e ventava tambem, porem, decidimos ir mesmo assim pra nao morrer de tedio em Playa del Carmen. A cidade nao tem muito a oferecer, a nao ser pela 5a avenida e as praias. Com tempo ruim e pra quem ja’ conheceu a avenida, nada mesmo pra fazer. Pegamos o ferry que custou 16 USD cada trecho e depois de uns 35 minutos chega-se a Cozumel. Muitos free shops, lojas e mais lojas de souvenir, Mariachis, operadores de turismo, tudo para atrair a atencao do turista. Mesmo em dia de tempo ruim, havia muita gente vendendo de tudo. Para quem vai mergulhar, Cozumel e’ sempre uma otima opcao creio eu. Muita gente fez mergulho la’. Como nao temos certificado, nao podemos fazer. Caminhamos pelas principais ruas da ilha, almocamos e visitamos mais umas lojinhas, alem da praca principal e do Mercado de artesanias. Pegamos o ferry e voltamos para Playa del Carmen as 16h. Dica: Na baixa temporada nao ha’ ferries voltando toda hora. Planeje bem quanto tempo vai ser necessario na ilha e tente ja’ comprar a sua passagem de volta. Ficamos esperando 1 hora la’ por acharmos que tinha ferry toda hora. Dia 12 – Xcaret - 15/10/2011 Nesse dia tinhamos planejado visitar o famoso parque de Xcaret o dia inteiro e assistir o show no final da tarde/inicio da noite. A entrada no parque mais barata custa USD 79 e sao varias atracoes. Porem, como estavamos em nosso inferno astral climatico, a chuva e o vento ainda castigavam com vontade a regiao. Desistimos. Ficamos no hotel mesmo, planejando o restante da nossa epopeia centro-americana. Uma lastima sem duvida, mas prefiro enxergar como mais um motivo para voltar a visitar a regiao da Riviera Maya. Dia 13 – Tulum / Chetumal - 16/10/2011 Nesse dia o plano era sair de Playa del Carmen e ir ate’ Chetumal, na fronteira com Belize. Porem, parariamos em Tulum no caminho, para conhecer as lindas ruinas maias na beira do mar Caribenho. Mais uma vez a chuva castigou e nao conseguimos visitar Tulum. Estava impraticavel mesmo com tanta chuva e vento. Compramos o bilhete com a ADO direto ate’ Chetumal. Ao chegarmos la’, visitamos o shopping Plaza de Las Americas, o interessantissimo Museo de la Cultura Maya e do museu, caminhamos mais ou menos 1km ate’ a Baia de Chetumal, de onde se avista Belize e umas praias de lagoa que la’ existem. Bonito mas nada de especial. Gaste tempo em Chetumal apenas se tu fores um total aficcionado pela cultura Maia, pois o museu realmente e’ legal ou se voce vai para Flores na Guatemala saindo do Mexico e passando por Belize. Dia 14 –Chetumal / Belize / Flores - 17/10/2011 Ok, sei que comprar passagens na hora nao e’ a coisa mais confortavel do mundo, porem, no Mexico, com a quantidade e a otima frequencia de onibus tu podes fazer isso tranquilamente na baixa temporada. Todavia, para quem vai de Chetumal para Flores, atravessando 2 fronteiras no caminho, o buraco e’ mais embaixo, ainda mais por Belize onde Brasileiros necessitam de visto. Encontrei aqui no site em varios relatos mais antigos a informacao de que a empresa Guatemalteca Linea Dorada fazia o trajeto em onibus de primeira classe e, como todos os mochileiros que planejam essa rota, frustrei-me ao nao encontrar a origem Chetumal disponivel no site da Linea Dorada. Esqueca tudo isso. O negocio e’ resolvido na hora mesmo e dependendo do numero de passageiros eles usam uma van (ate’ 12 passageiros) ou um micro-onibus (acima de 12 e ate’ 25). Sim, tem saida diaria e e’ as 7 da manha. Dura 7 horas mais ou menos, incluindo todos os processos aduaneiros (para sair do Mexico, entrar em Belize, sair de Belize e entrar na Guatemala). Portanto, se tu ja’ tens o visto e vais fazer esse caminho, chegue na rodoviaria de Chetumal e compre na hora. Tentamos comprar 1 dia antes mas nos disseram que venderiam somente no outro dia. Vao te pedir para chegar as 6:30. Foi tudo certo e bem tranquilo. Para comprar chegue no quiosque verdinho da boletotal.com.mx que tera uma pessoa la’ com essas informacoes e que tambem emite os boletos. Saimos tranquilamente do Mexico, passamos por Belize em Orange Walk, Belize City e dai toma-se o caminho oeste rumo a Guatemala. Chegamos em Flores por volta das 15 horas e o motorista ainda parou para irmos ao banco trocar dolares porque a taxa era bem melhor do que nas lojas e hoteis. Eramos 10 pessoas viajando na van e ele te deixa na ilha de Flores mesmo e nao em Santa Elena onde fica a agencia que ele trabalha. O custo foi de 400 pesos Mexicanos. Dia 15 –Tikal / Flores / Antigua - 18/10/2011 Dia de fazer o passeio a cidade Maia de Tikal. Pode-se sair as 4:00, 5:00, 8:00, 9:00 ou 10:00 da manha. Na alta temporada essa frequencia aumenta mais. Dica: As agencias vao sempre tentar te vender a saida das 4 da manha mas saimos as 10h e nao achamos que perdemos nada por ter podido dormir decentemente, tomar um café e ir mais tranquilo. Os retornos tambem sao praticamente de hora em hora na alta temporada e tem uns 3 ou 4 a partir das 12:30. Sao necessarias, mais ou menos, umas 3:30min para visitar a cidade. O que chama a atencao em Tikal e’ que as ruinas ficam, literalmente, no meio da selva e pode-se entao ter uma sensacao melhor de como o povo Maia vivia naquela regiao. Impressionante como a maioria das estruturas, tirando as da Gran Plaza (famosa pelas fotos de Tikal) ainda estao encobertas pela selva. As vezes caminha-se e podem-se observar pequenos montes que, na verdade, sao piramides encobertas por mato e terra. Os animais selvagens andam livres e e’ muito legal de observa-los em seu habitat. Vimos macacos-aranha, quatis e tucanos. Leve agua e repelente pois os mosquitos nao dao tregua por la. Visitamos tudo em 3 horas e voltamos ate’ flores. A distancia e’ de mais ou meno suns 60km e de van da’ uma hora e um pouco de viagem. Vale muito a pena, mesmo depois de ja’ visitar outras ruinas Maias. A noite partimos, as 21h, num onibus de Flores ate’ Guatemala city. 9h de viagem mais ou menos e fomos com a Linea Dorada. Leve um agasalho pois eles ligam o ar a toda e faz muito, mas muito frio dentro do onibus e fica bem desagradavel. Custo da passagem e’ de aproximadamente uns 200 Quetzales em primeira classe e qualquer agencia em Flores vende. Como queriamos ir ate’ Antigua e nao “Guate” como eles chamam a capital, compramos um transfer privado do terminal da Linea Dorada em Guatemala City ate’ Antigua na porta do nosso hotel. Dia 16 –Guatemala City / Antigua - 19/10/2011 Chegamos em Antigua por volta das 8:30 da manha e deixamos as malas no quarto, tomamos um banho e fomos explorar a simpatica cidade. O tempo nao estava muito bom entao nao poderiamos programar nenhum passeio para o dia mesmo. Caminhamos, tiramos umas fotos dos principais pontos da cidade (tudo pode ser feito a pe’…) e fomos pechinchar nas agencias as passagens para El Salvador e tambem os passeios para o vulcao Pacaya, que foi o que realmente tinha nos chamado a atencao na regiao. Visitamos os mercados tipicos com muitos souvenirs, muitas cores e praticamente encerramos o dia comendo uma comida tipica da regiao. E’ uma cidade muito aconchegante, segura e com varios estrangeiros. Com certeza vale a pena incluir no roteiro. Dia 17 –Antigua - 20/10/2011 Choveu tanto na nossa viagem de Flores para Antigua que nossas malas tomaram um banho, mesmo dentro do bagageiro do onibus. Entao iniciamos o dia separando umas roupas e levando-as para a lavanderia. Lavam, secam e dobram por 6 quetzales a libra. Depois fomos a uma das agencias que tinhamos visitado no dia anterior para comprar nossas passagens de Antigua para San Salvador e tambem o passeio guiado ao vulcao Pacaya. Almocamos num restaurante tipico e voltamos ao hotel para descansar um pouco pois os efeitos da gelida noite no onibus estavam comecando a ser sentidos. Mais pesquisas na internet para o restante da nossa saga centro-americana e terminei o dia provando 2 cervejas Guatemaltecas – Victoria e Moza. A primeira e’ bem comum e nao tao boa e a segunda e’ mais escura e encorpada, porem leve e facil de digerir. Boas opcoes no final das contas. Dia 18 – Antigua - 21/10/2011 A van passa nos hoteis para buscar os turistas e entao nos dirigimos ao ativo Vulcao Pacaya as 6 da manha. A ultima explosao do vulcao e’ bem recente, Maio de 2010 e ainda percebe-se ao visitar a vegetacao tentando recuperar-se em meio as milhares de toneladas de rocha vulcanica. Demora mais ou menos 1h20min para chegar de Antigua ate’ o inicio da caminhada ate’ o topo do vulcao. O vulcao tem altitude de 2.552m mas a subida dos turistas chega ate’ 2.400m porque apos isso o chao ja’ e’ muito quente e segundo os guias ha’ risco de ter churrasco de gente. Sao 4km de subida vulcao acima e aqueles que nao estao com o preparo fisico em dia, como eu, podem subir a cavalo. Recomendo bastante pois a subida nao e’ muito facil. A paisagem e’ bem interessante mas infelizmente nao vimos a lava de perto. Chegamos ao topo, pertinho da boca da cratera e o guia distribui marshmellows para que os colocassemos em uma das saliencias das rochas de onde saia muito vapor e mal se podia aguentar mais do que uns 30 segundos pois comecava a queimar as maos. Mesmo sem ver a lava a paisagem e’ muito bonita e vale a pena. De la’ pode-se avistar os outros vulcoes que cercam Antigua – Agua, Fuego e Acatenango. Voltamos a Antigua e fomos descansar no hotel e nos organizar para sair a San Salvador no dia seguinte as 4 da manha. Dia 19 – Antigua / Guatemala City / San Salvador - 22/10/2011 Pegamos o transfer para Guatemala City as 4:30 da manha e chegamos no terminal da Tica Bus as 5:15. O onibus para San Salvador sai as 06:00, mesmo que o site da Tica Bus informe as 05:30. As fronteiras sao tranquilas, porem, em El Salvador, e’ mais rigoroso o controle com agentes migratorios, policiais, cachorros, tudo bem controlado e, com isso, um pouquinho de demora e’ claro. Chegamos em San Salvador as 11 da manha e fomos ao hotel. Apos o almoco pegamos um taxi ate’ o shopping center Metrocentro e passamos umas horas olhando la’. E’ bem novo e grande e se voce nao tem nada pra fazer ate’ vale uma visita. Regressamos ao hotel, janta e nos organizamos para os dias seguintes. Dia 20 –San Salvador / Playa La Libertad - 23/10/2011 Pegamos um taxi do hotel ate’ o centro da cidade com o objetivo de conhecer os principais pontos da capital. Nao havia muita coisa pra se ver, exceto a Catedral e o palacio nacional, que ficam ao lado um do outro. Tiramos nossas fotos e voltamos ao hotel. De la’ contratamos um taxi para nos levar a “Playa” como eles chamam. O nome da cidade e’ Playa La Libertad e e’ conhecida por ser boa para surf, assim como varias outras praias da costa do pacifico na America Central. Fomos, antes de chegar em La Libertad, para uma praia bem menor e mais a frente, chamada El Tunco. Visitamos a praia, almocamos e fomos entao a La Libertad. O que tem la’ pra quem nao surfa, meu caso, e’ um monte de restaurant de frutos do mar e uma plataforma que virou mercado de peixes e frutos do mar. No final dela os pescadores vendem os peixes e outros frutos do mar pescados na hora, dentro do barco mesmo. Bem interessante. O taxi a nossa disposicao por 4 horas custou 45 dolares. Poderiamos ter ido de bus local tambem mas por questoes de seguranca e conforto achamos melhor o taxi. O motorista ainda foi nos explicando varias coisas sobre o local e o pais tambem, inclusive fatos e locais historicos na cidade de San Salvador na volta. Dia 21 –San Salvador / San Pedro Sula / La Ceiba - 24/10/2011 Tinhamos o onibus da King Quality agendado para as 7 da manha e ele so’ foi sair as 09:30 no final das contas. Problemas no ar condicionado da unidade. Resolvido tudo, fomos encarar as quaase 7 horas de onibus num onibus que nao valia o preco que cobravam. Alias, achei a King Quality muito low quality. Jamais viajarei com eles novamente. Chegando no terminal de San Pedro Sula, que e’ enorme, ja’ compramos um bus local mesmo chamado Diana Express pra La Ceiba. Fomos chegar quase as 20:30, tudo por causa do atraso da King Quality na saida de San Salvador. La Ceiba nao e’ muito segura a noite. Chegando no terminal pegue logo um taxi ao seu hotel. Negocie, sempre da’ pra baixar o primeiro preco oferecido. Dia 22 – La Ceiba / Tegucigalpa - 25/10/2011 Tinhamos 3 dias programados em Roatan, principal ilha das Islas de la Baia e a previsao do tempo era catastrofica. Chuvas, ventos e nada de sol. Acordamos e pegamos um “taxi” com o dono do nosso hotel ate’ o Ferry e, chegando la’, descobrimos que o barco da manha, que sai as 09:30, foi cancelado. O da tarde, que sairia as 16:30, tambem nao iria navegar naquele dia. Tudo devido a um furacao que se aproximava das ilhas e deixou o mar daquele jeito. Como a previsao era de muita chuva nos proximos dias, decidimos cancelar as Ilhas da Baia infelizmente e rumar para Tegucigalpa, antecipando um pouco as outras cidades do nosso roteiro. Paciencia, deixariamos a principal atracao de Honduras para uma proxima oportunidade. Fomos ate’ uma das empresas que tem onibus executivos bons para Tegucigalpa e encaramos a viagem de 6 horas. Chegamos e fomos fazer check-in no nosso hotel que ficava em frente ao shopping Metrocentro, bem bom por sinal. Dia 23 – Tegucigalpa - 26/10/2011 Sabiamos que a cidade nao tinha muitos atrativos e realmente constatamos isso. Apos passarmos a manha toda reajustando os planos, fomos a tarde visitar a catedral, praca central e o palacio nacional, que ficam todos ao lado um do outro. Entramos tambem na biblioteca nacional que e’ pequena e nao muito interessante. E foi isso para Tegucigalpa. Achamos a cidade bem sem graca. Voltamos ao hotel para jantar e nos ajeitar para a viagem do dia seguinte rumo a Nicaragua. Dia 24 – Tegucigalpa / Managua - 27/10/2011 Nesse dia passamos a manha no hotel e apos o almoco embarcamos para Managua. Chegamos a noite e fomos direto fazer check-in. Dica: leve sempre uns dolares extras no bolso pois quase em toda fronteira voce paga uma taxa pra entrar e em outras tambem para sair. Nao vi nada de corrupcao, policiais pedindo dinheiro, etc. Indo com as empresas de onibus grandes, esse problema e’ minimizado pois na maioria dos casos os funcionarios mesmos recolhem as taxas e os passaportes e te devolvem tudo carimbado, so’ precisando aguardar no onibus ou junto a ele em algumas oportunidades. Dia 25 – Managua - 28/10/2011 Tambem nao ha’ varias coisas pra se ver em Managua, porem, o principal e’ o Centro historico abandonado, com a catedral em ruinas, ao lado do museu nacional antigo e tambem da casa dos povos das Americas. Tudo na mesma praca. O local nao e’ muito seguro e e’ praticamente deserto. Caminhando uma quadra em direcao ao lago Managua ve-se o teatro nacional Ruben Dario, principal icone da cultura Nicaraguense. Depois de ir dar uma olhada no lago, pegamos um taxi ate’ a Loma de Tiscapa, um mirante no alto de um morro onde se ve, de um lado, a cidade com uma vista que tem uma lagoa verde formada na cratera de um ex-vulcao. Do outro, uma bonita vista do lago Managua com outros vulcoes ao fundo. Pode-se fazer canopy ou tirolesa la’ tambem com a vista bonita da cidade e da lagoa verde na cratera. Apos isso fomos de taxi ao shopping Galerias Santo Domingo. Pra nossa decepcao, o shopping e’ pequeno e tem mais restaurantes ao ar livre do que lojas. Nao gostamos e fomos ate’ outro shopping, o Metrocentro que tambem era pequeno e ruim. Tinhamos lido que era bom comprar em Managua e barato. Nao achamos nem um nem outro. Ruim e caro. Deixe pra comprar no Panama ou, se passar por Tegucigalpa, o shopping metrocentro la’ e’ grande, bom e tem precos interessantes. Voltamos ao hotel e jantamos um prato tipico no otimo restaurant Gueguense. Dia 26 – Managua / Granada - 29/10/2011 No dia seguinte negociei com a empresa Paxeos o transfer para Granada. Eles tem precos tabelados mas, como quase tudo na America Central, e’ negociavel. Uma van otima, nova, com ar condicionado para o trajeto de 45-50 minutos. Pode ser feito tambem em bus ou vans locais e o preco sai bem mais em conta. Chegamos ao nosso hotel, caminhamos na famosa calle La Calzada e la’, onde ha’ algumas agencias de tours, acertamos o passeio das Isletas para o dia seguinte. Decidiriamos tambem sobre o passeio do Vulcao Masaya a noite onde, supostamente, poderiamos ver a incandescencia da lava, se nao chovesse. Dia 27 – Granada - 30/10/2011 Nosso tour das Isletas saiu as 10 da manha. Pegamos uma van ate’ o ponto de embarque dos barcos e comecamos a navegar no gigantesco lago Nicaragua. Eramos 6 pessoas, mais o guia e o barqueiro. O guia Camilo era uma figura. Chamava minha mae de mama’ e dizia que era seu hijito. Ganhei um irmao Nicaraguense. Ele era uma figura rara e muito engracado. Pegou no pe’ de uma Eslovena que estava conosco no barco. Passaram a viajem toda fazendo piada um com o outro. As isletas sao mais ou menos 365 ilhas formadas por erupcoes vulcanicas e nelas muita gente local e tambem de muito dinheiro vive. Os milionarios da Nicaragua compram ilhas e constroem mansoes. Para-se na ilha dos macacos e la’ um deles sobe no barco e comeca a comer de tudo. Eles adoram pao e os peixes tambem brigam por comida se atiramos pao na agua. Tiramos varias fotos e o barco segue ate’ uma ilha que e’ restaurant e casa de uma familia local. Paramos la’ por uns 20 minutos e regressamos ao local de embarque. O passeio todo dura mais ou menos 2h30min. Na volta a Granada, optamos por nao fazer o passeio noturno ao vulcao Masaya pois estava chovendo e os gases que levantariam da reacao da chuva com os quimicos da cratera do vulcao nao nos permitiriam apreciar a incandescencia da lava. Jantamos e voltamos ao hotel. Dia 28 – Granada - 31/10/2011 Usamos esse dia pra descansar e fazer mais pesquisas (temos outra viagem comecando no final dessa) e fomos tambem ao terminal da Tica Bus comprar as passagens pra Costa Rica. Granada e’ uma cidade boa para isso, descansar. Tem uma atmosfera muito tranquila e e’ agradavel e segura de se caminhar e praticar um pouco de Espanhol. Caminhamos pela cidade e pela calle La Calzada para acertar nosso tour para o Vulcao Masaya no proximo dia. Dia 29 – Granada - 01/11/2011 O tour comecava as 08:30 e estavam inclusos no passeio o Vulcao Masaya, o Mercado de artesanias de Masaya e os povoados de Catarina e San Juan. Nosso guia era o joia do Camilo novamente e fomos conversando sobre politica e economia da America do Sul e America Central ate’ a chegada ao parque nacional do Vulcao Masaya. Aconteceriam 5 dias depois as eleicoes nacionais na Nicaragua e ele era bem envolvido na questao politica. Chegamos ao parque e o Camilo foi pagar as entradas (ja’ inclusas no preco do passeio) e comecamos a subir de carro ate’ o mirante da cratera Santiago, a principal do vulcao. A vista e’ sensacional e se chega realmente a uma distancia bem proxima da cratera. Vale muito a pena. Apos varias fotos saimos de la’ e descemos ate’ o museu que existe no centro de visitantes. Bem interessante o pequeno museu com historia dos vulcoes, animais que habitam a regiao, migracoes e placas tectonicas do globo. Vale a pena. Dirigimo-nos entao a Masaya para conhecer o Mercado de artesanias de la’, o mais famoso da Nicaragua. Como estamos mochilando, nao compramos quase nada. Mas tem varias opcoes de souvenirs e artigos de decoracao pra casa. Ficamos 1 hora pra olhar tudo e como e’ grande mesmo, demora-se isso ou mais se vais fazer compras. Rumamos entao a um dos povos blancos como eles chamam la’, onde ha’ o mirador de Catarina. Bem bonito e com uma vista para outra lagoa formada numa cratera de vulcao. Ao fundo tambem se enxergam outros 2 vulcoes Nicaraguenses. Pra finalizar o passeio, fomos ate’ o pueblito de San Juan para ver como eles fabricam ate’ hoje a ceramica com tecnicas ancestrais. Apos ½ hora de demonstracao, passa-se para a lojinha (claro) e dai finalizamos o passeio. O interessante da escolar/loja de ceramica e’ que e’ um projeto social de reintegracao de jovens, tirando-os das ruas e das drogas e ensinando-lhes uma tecnica que os liga com as raizes dos seus ancestrais. Bem interessante. Regressamos a Granda, mais conversa sobre economia e desenvolvimento das Americas e pronto, mais um interessante dia na Nicaragua chegava ao fim. Achamos a Nicaragua bem mais tranquila e segura do que El Salvador e Honduras. La’ a atmosfera e’ outra e nao ha’ aquela tensao de se andar na rua inseguro e com pressa pra tudo. Dia 30 – Granada / San Jose - 02/11/2011 Pegamos um taxi ate’ o terminal da Tica Bus e embarcamos as 7h da manha rumo a Costa Rica. Chegamos em San Jose as 15h e fomos direto ao hotel. Jantamos por la’ mesmo e fomos dormir cedo pois no outro dia fariamos tudo caminhando. Dia 31 – San Jose - 03/11/2011 Reservamos esse dia para visitar a cidade de San Jose. Caminhamos desde o nosso hotel que ficava no bairro de Los Yoses, na regiao central da cidade, ate’ a rua principal chamada Paseo Dario. Vimos o predio da Assembleia legislativa, visitamos apos o museu nacional, que fica dentro de um antigo forte no centro da cidade e que custa 8 dolares para entrar. Nao e’ muito grande mas tem um borboletario e umas salas interessantes, principalmente a de historia pre’ e pos Colombiana. Em 1 hora visita-se o museu tranquilamente. Saindo de la’, em frente ha’ uma praca que eles chamam de boulevard e la’ esta’ localizado o Mercado de artesanias que e’ bem interessante e com precos bons se comparados com o resto do pais. Seguimos caminhada ate’ o teatro nacional, que fica mais ou menos umas 10 quadras de distancia do museu e Mercado de artesanias. O teatro e’ muito bonito por fora e tambem por dentro, com detalhes em marmore e uma entrada e saguao bem luxuosos. Custa 7 dolares a entrada para o teatro e podem ser visitadas as salas internas. Na praca lateral ao teatro esta’ localizado tambem o museo de ouro e numismatica da Costa Rica. Depois seguimos a caminhada pelo centro par aver umas igrejas e tambem o teatro Morazan. Fomos ate’ o Paseo Colon que e’ uma rua que comeca no centro, numa parte fechada para pedestres apenas e segue ate’ os bairros. Nada de muito interessante tambem nessa rua. Voltando ao hotel, decidimos andar pela quadra de cima para visitar outras atracoes que ali estavam localizadas. Destaque para o parque Morazan e o colegio de mocas, que fica em frente a ele. Na altura da Assembleia Legislativa ha’ o parque nacional, onde fica o movimento da revolucao Costariquenha contra os Espanhois. Fim da visita a cidade de San Jose. Ha’ mais coisas pra fazer na cidade, obviamente, porem isso e’ o principal e pode ser feito a pe. Com 4 horas se vet udo com tranquilidade. Dia 32 – San Jose / La Fortuna - 04/11/2011 Dia de encarar a estrada pra La Fortuna. Alugamos um carro para o resto da nossa estadia na Costa Rica e saimos de San Jose as 09:30 da manha. La Fortuna, em termos de distancia, nao fica tao longe. Entretanto, a Estrada que liga as 2 cidades e’ uma subida de morro e passa por cidadezinhas menores apos os primeiros 60km entao demora-se para chegar. Aproximadamente 3h30min se nao me engano. Aproveite a Estrada pois ela e’ muito bonita. Montanhas ao fundo e a vegetacao da floresta tropical, principalmente na estacao chuvosa, proporcionam um visual inesquecivel. Viaje durante o dia. Na chegada a La Fortuna, ja’ passando do ½ dia, fizemos check-in no hotel e conversamos com o pessoal mesmo sobre tours e coisas para fazer na regiao. E’ uma das partes mais movimentadas da Costa Rica, em termos de turismo, e opcoes de atividades nao faltam. Ha’ tambem muitos hoteis e agencias de viagem no centro da cidade, nao se preocupe em ver no hotel na chegada e, claro, pechinche pois a concorrencia entre agencias e’ grande. Visitamos a pracinha principal da cidade que e’ bem bonita e tem uma vista impressionante do vulcao. Na estacao chuvosa, entre Maio e Novembro, o vulcao tende a ficar encoberto uns 40 ou 50% durante a maior parte do dia. La’ pelo ½ dia ele esta’ sempre mais limpo e podem-se tirar as melhores fotos e apreciar a melhor vista. No inicio da tarde fomos visitar as termas e optamos por Baldi hot springs, por ser bem mais barata que a Tabacon e bem interessante. Pagamos entre 25-30 dolares por pessoa e incluia a entrada no resort/hotel e tambem o jantar num buffet livre de comida, algumas sobremesas e sucos naturais de frutas locais. O jantar e’ servido entre 17h e 21h. Vale muito a pena, as termais sao bem legais e tem umas 10 piscinas diferentes com temperaturas variando entre os 35 e 40 graus. Dia 33 – La Fortuna - 05/11/2011 Esse era um dia bem esperado para mim pois iriamos fazer o passeio do Canopy ou Tirolesa com a sky adventures. Pode-se reservar esse passeio nos proprios hoteis ou agencia de viagem ou comprar la’ na hora mesmo, na chegada ao parque deles. Creio que comprando em La Fortuna sai ate’ mais barato do que la’ com eles direto. O preco deles e’ de 66 dolares que inclui o teleferrico e a tirolesa, alem de uma visita ao borboletario. Na noite anterior minha mae tinha decidido fazer o canopy pois tinhamos visto um video e criancas estavam fazendo (com guia). Chegando la’ a historia foi diferente e os cabos a intimidaram de certa forma. Achei que para ela talvez fosse um pouco demais mesmo e ela acabou fazendo o passeio de teleferrico e a visita ao borboletario enquanto eu fazia o canopy. Realmente vale cada dolar pago, gostei muito e fiquei com vontade de fazer novamente. Os cabos sao longos, rapidos e os guias sao muito gente boa e fazem piada todo tempo. A vista para o vulcao e o lago Arenal te acompanha a todo instante durante o trajeto e deixa tudo mais especial. Uma experiencia imperdivel e inesquecivel. Se voce tem tempo para 1 dia ou 1 coisa pra fazer apenas na Costa Rica, faca o canopy em La Fortuna com a sky adventures. Na saida seguimos mais 2 km na estradinha de chao batido ate’ chegar num povoado pequeno onde tem mais borboletarios e outras atracoes. La’ tem um mini ecozoo com cobras, ras, lagartixas, passaros e outros animais tipicos. E’ pequeno mas interessante e tem um restaurant muito bom ao lado. Pode-se fazer uma visita guiada ou independente ao local e custa, aproximadamente, uns 10 dolares por pessoa. Se conversar com o pessoal la’ rola um desconto ou ate’ uma visita gratis rapidinha. Para fazer o canopy ha’ tambem opcoes com o transporte ida e volta inclusos, desde o seu hotel em La Fortuna. E’ recomendado fazer reserva pois mesmo na baixa temporada tem sempre bastante gente fazendo essa atividade. Final de um dia memoravel. Pura vida. Dia 34 – La Fortuna / Manuel Antonio - 06/11/2011 Tinhamos planejado visitar a cachoeira La Fotruna e depois pegar a estrada para Manuel Antonio. O tempo ruim e a chuva nao ajudaram e entao fomos direto para Manuel Antonio. Nao ha’ uma Estrada direta de La Fortuna pra la’ entao e’ preciso voltar quase ate’ San Jose e pegar a Estrada para Manuel Antonio. Chegamos apos o almoco e fomos ao hotel. A tarde demos uma volta em Quepos que e’ mais movimentada que Manuel Antonio em si, mas nao achei nada de especial. Dia 35 – Manuel Antonio - 07/11/2011 Tinhamos planejado visitar o parque nacional Manuel Antonio nesse dia. Detalhe importantissimo: Era segunda-feira e o parque nao abria. O tempo estava perfeito e o que restou, sem maiores reclamacoes, foi curtir a interessante e bonita praia local. Caminhamos ate’ o final da praia onde ha’ pedras e um morro e pode-se subir. De la’ chega-se num portao que e’ uma das saidas alternativas do parque. Conversei com o funcionario e ele deu algumas informacoes mas nada de deixar-nos passar. Deu pra ver um pouco das praias reclusas do parque que pareceram ser lindas mesmo mas ficamos so’ na vontade. Almocamos e fomos resolver umas pendencias em Quepos (sacar $, passagens para o Panama, etc…) e ficamos la’ ate’ o meio, quase final da tarde e voltamos ao hotel. Dia 36 – Manuel Antonio / San Jose / Panama City - 08/11/2011 Dia de voltar para San Jose e de la’ embarcar no onibus para Panama City. Fomos de Tica bus, 37 dolares por pessoa saindo ao meio-dia do terminal em San Jose (especifico da Tica Bus). A passagem no onibus executivo, que sai as 23h, custa 48 dolares mas nao tinha mais lugar entao encaramos a viagem de 14 horas mais ou menos no economico mesmo, que e’ bem tranquilo por sinal. Faz um pouco de frio pois eles ligam o ar condicionado com vontade. Leve uma blusa mais quente. No caminho ele faz 2 paradas tambem em restaurantes com comida caseira. Se tu es fresco (a), leve algo pra comer contigo. Se tu encaras qualquer comida e tem estomago de super heroi, os restaurantes de beira de Estrada serao uma otima solucao. Creio que nao precisaria comentar isso, mas, todo caso, ai vai: nessas viagens longas de onibus, procure pegar um assento mais a frente. Isso vai evitar alguns inconvenientes como acordar toda hora que alguem abre ou fecha a porta do banheiro, caso seja uma viagem noturna, o user agraciado com aquela fragrancia de urina que assola o onibus inteiro, com mais forca na parte traseira, uma vez que alguem entra ou sai do sanitario. Pense nisso. Passamos a tarde e a noite no onibus. As fronteiras demoram um pouco e sao um pouco confusas. Fique alerta e tudo saira’ bem. Paga-se 1 USD para entrar no Panama. Dia 37 – Panama City - 09/11/2011 Chegamos no terminal Albrook na cidade do Panama, que e’ gigante, as 4 da manha. So’ haviam taxis esperando a chegada dos onibus. O centro de informacoes do terminal tambem estava aberto, eles ficam 24h funcionando. Caixas eletronicos que emitem USD tambem estavam funcionando, entao, e’ tranquilo de chegar mesmo nesse horario. Pegamos um taxi ate’ o hotel perto do centro na avenida costaneira e pagamos 5USD (preco da madrugada inflacionado, o normal sao 3.50 USD durante o dia). Se voce chega em outro horario mais conveniente, uma visita ao shopping de Albrook e’ uma boa pedida. Prepare-se para caminhar pois o shopping e’ enorme. Varias lojas interessantes e com bom preco. Dormimos ate’ a metade da manha e fomos caminhar na avenida costaneira e conhecer outros 2 shoppings (tinhamos outra viagem comecando quando essa acaba e necessitavamos umas roupas de frio e Aventura). Visitamos 2 bons shoppings (Metrocentro e Multiplaza). Fizemos tudo caminhando e voltamos ao hotel de taxi. A Cinta Costaneira como eles chamam e’ uma avenida larga e bonita na beira-mar com otimas oportunidades de fotos. Vale uma visita. Ha’ wi-fi gratis em varios pontos ao longo da avenida. Dia 38 – Panama City - 10/11/2011 Reservamos esse dia para conhecer a cidade. Fizemos um tour pelo canal do Panama (5USD para entrar nas docas ou 8USD com a entrada das docas mais museu e filme de 10min). Na hora em que chegamos estava atracando um barco e pudemos ver a operacao do canal por completo. Foi bem legal ver como tudo funciona e a velocidade com a qual navios cargueiros gigantes passam pelo canal e se elevam ou abaixam para fazer a travessia. Uma obra-prima da engenharia com certeza. De la’ fomos visitar o Amador Causeway, ou calcada Amador, que e’ uma bonita avenida grande que conecta 3 ilhas pequenas onde ha marinas, restaurantes e lojas com o continente onde fica a cidade. Palmeiras e iates de luxo ajudam na decoracao e o local se torna uma agradavel opcao para caminhadas ou corridas e, segundo os panamenhos, e’ popular entre as pessoas de maior poder aquisitivo da cidade. Saindo de la’ fomos visitar o Casco Viejo, antigo centro historico da cidade com suas ruas de paralelepipedo e muitas casas em estilo colonial restauradas. E’ uma parte muito bonita da cidade e se podem tirar otimas fotos la’. Vale a pena a visita. De la’ tambem tem-se uma vista muito bonita do centro da cidade com seus arranha-ceus modernos e imponentes. Saimos de la’ e fomos ao Albrook Mall, o maior da cidade e que nao conseguimos visitar quando chegamos pois eram 4 da manha. O shopping e’ muitissimo grande e encontramos varias opcoes de compras la’. Se tu vais viajar pela America Central e pensa em fazer compras, esqueca todos os outros paises e capitais. Li relatos aqui no mochileiros e respeito a opiniao alheia mas discordo de quem achou Guatemala, Tegucigalpa ou Managua boas cidades para compras. Nem de perto elas chegam a qualidade e precos da cidade do Panama. Fica a dica. Melhores precos estao no Multicentro e Albrook mall. Regressamos ao hotel e finalizamos o dia com algumas comprinhas feitas. Dia 39 – Panama City - 11/11/2011 Dia de encerrar essa magnifica jornada pelo Mexico e America Central. Usamos a parte da manha para ajeitar malas, se livrar de umas tralhas velhas e prepararmo-nos para o inicio de uma outra jornada, a qual pretendo relatar tambem. Gostamos muito da cidade do Panama. Na minha opiniao e tambem na da minha mae foi a melhor grande cidade que visitamos, em termos de estrutura e seguranca. Ande sempre alerta, claro, mas na cidade do Panama tudo nos pareceu mais tranquilo durante o dia. A noite, por precaucao, andamos de taxi e essa regra valeu para todos os lugares na America Central. Espero que o relato tenha proporcionado entretenimento e, sobretudo, informacao que lhes possa ser util para uma viagem a regiao, que, com certeza, merece a visita e ate’ mais atencao do turista Brasileiro e estrangeiro. Boa viagem e obrigado pela paciencia e leitura.
  10. Parabens pelo relato, muito engracado e bem escrito.
  11. Mais informacoes sobre o visto para Belize (para quem esta no Mexico): Na verdade, mesmo q esteja no Brasil e va viajar para Belize, e' mais facil tirar o visto no Mexico pelo jeito. Ha consulados de Belize mas seguintes cidades Mexicanas: Monterrey Mexico City Merida Chetumal Estavamos em Merida e iriamos a Flores na Guatemala, saindo de Chetumal num onibus (van) e essa rota passa por Belize. Minha mae precisava do visto e chegariamos em Chetumal no final de semana (o consulado la so funciona de seg a sex) entao decidimos procurar o consulado em Merida. Chegamos la, segunda as 10 da manha. Aplica-se na hora, custa 50usd, tem q ter uma foto 3x4. Preenche-se um formulario de 3 paginas frente e verso e 1 hora depois o visto esta na mao. Nao acho q se consiga o visto nessa fronteira, na hora, porem, li alguns relatos de pessoas q conseguiram. Acontece q na rodoviaria em Chetumal, qdo se compra o boleto, o motorista pergunta a nacionalidade e quando ele ve o passaporte Brasileiro ja avisa q precisa e visto para Belize. Nao tem? Simples, nao embarcava. Talvez seja Esse motorista apenas, vale confirmar mas eu nao correria o risco pois ha apenas 1 saida diaria de Chetumal ate Flores as 7 da manha. Endereco do consulado de Belize em Merida (vai ser preciso pq ninguem conhece ou sabe onde fica o consulado): 53 x 56 y 58 número 598A Centro Mostre isso a qualquer taxista e pronto. Espero que isso posso ajudar. Abracos, Eduardo.
  12. Relato de Viagem - Chile em 10 dias - Santiago, Atacama e Regiao dos Lagos (com fotos) Contexto: Somos um casal jovem (31 e 29 anos) que decidiu passar uns dias no Chile para tentar ver varias atracoes em um curto espaco de tempo. Nao conseguimos encaixar a regiao Patagonica, que tera que ficar para uma proxima, porem, com um roteiro otimizado conseguimos ver muitas das principais atracoes desse belo pais. Visitamos a regiao de Santiago, incluindo Valparaiso e Vina del Mar, alem do extremo norte do Atacama (San Pedro e arredores) e tambem a regiao dos lagos ao sul do pais, pelas cidades de Puerto Montt e Puerto Varas. Espero que o relato possa ser util e lhes de uma ideia do quao especial foi essa viagem. Como de costume em meus relatos, desde ja', desculpo-me pela falta de acentuacao grafica, pois escrevo de um computador que possui o teclado em Ingles e nao contem os sinais. Dia 1 – Santiago - 19/09/2011 Partimos no voo direto da Gol, Porto Alegre – Santiago com 2h50min de duracao. Organizamos o nosso transfer para o hotel (13,000 pesos com a Transfer Delfos comprados na chegada em Santiago). Apos uma espera para liberar um quarto (o check-in era somente a partir das 13h mas gentilmente nos cederam o quarto antes) tomamos o café da manha e descansamos ate’ as 14h. Organizamos entao o city tour no bus turismo hop on hop off da Turistik (18,000 pesos comprados na recepcao do hotel – acredito que nesse onibus o preco seja tabelado). Nao fizemos o tour no bus turismo porque era feriado nacional pelo dia das Festas Patrias e o transito no centro da capital estava completamente alterado, afetando as rotas do bus turistico. Ate tentamos encontra-lo na Catedral e proximo a Plaza de Armas mas nao tivemos sucesso. Apos desistirmos de esperar pelo bus, voltamos ao hotel e fomos pesquisar os passeios. Eles vendiam em nosso hotel mas tivemos a ideia de pesquisar nos sites de alguns hostels de Santiago e encontramos os mesmos passeios, em alguns casos ate’ com mais inclusoes, pela metade do preco. Achamos o hostel mais perto de nosso hotel e fomos fazer as reservas. De volta ao hotel, descansamos apos um dia cansativo para nos prepararmos para o passeio do dia seguinte, Vina del Mar e Valparaiso. Dia 2 – Valparaiso e Vina del Mar - 20/09/2011 Tomamos o café da manha e caminhamos ate o hostel tche lagarto. De la’ partiu a nossa van para Vina del Mar e Valparaiso. No caminho, na otima estrada que liga Santiago a estas cidades, uma parada para visitar um galpao tradicional Chileno com fornos feitos de barro e onde tambem vendiam empanadas, cafes, artesanato e o “trago” (bebidas alcoolicas da regiao). Ainda na estrada, passamos por varias vinicolas, dentre elas a popular Concha Y Toro, fabricante do Casillero del Diablo. Na chegada a Valparaiso logo percebe-se a peculiar distribuicao populacional da cidade. Varias casas ocupando os morros, no estilo favela mesmo, todas coloridas e com vista para o mar. Talvez por isso nao as chamem de favelas. No topo de um dos morros, estava a casa de veraneio de Pablo Neruda, famoso poeta Chileno ganhador do Nobel de Literatura. La’, com a bonita vista para o mar, Pablo inspirava-se para escrever suas famosas poesias. Seguindo ainda por dentro dos morros passamos pelo bairro bohemio de Valparaiso, onde ha’ varios bares e tambem hostels. Segundo nosso guia-motorista, la’ e’ o local preferido dos jovens para curtir as noites da cidade. Para finalizar a visita a cidade, paramos num mirante no topo do morro, que fica de frente ao porto da cidade e tambem em frente ao museu maritimo. A curiosidade sobre esse museu e’ que la’ esta’ exposta a capsula que resgatou os 33 mineiros Chilenos, famosos agora no mundo inteiro. Partiriamos entao rumo a Vina del Mar, que fica ao lado de Valparaiso. Chegando em Vina del Mar ja’ percebe-se a drastica mudanca de ares, pois esta e’ uma cidade turistica mesmo e com muitos edificios luxuosos. E’ uma praia badalada e que atrai tambem muitas pessoas de Santiago para aproveitar os finais de semana e o verao. Paramos para almocar la’ por volta das 14h e depois demos uma caminhada na bonita orla. As casas e apartamentos tambem sao construidas nos morros mas com muito mais charme e bom gusto, com interessantes formatos e alguns ate’ possuem seus proprios “funiculars” ou bondinhos que servem como elevadores panoramicos que vao subindo em angulo diagonal. Apos deixarmos a orla, passeamos mais um pouco pelas principais ruas da cidade e comecamos a subida para um mirador, de onde avistavam-se tanto Vina del Mar quanto Valparaiso. Fim de passeio e voltamos no final do dia a Santiago. Chegamos por volta das 19h e nos dirigimos ate’ a estacao de metro universidade, que tem lojas da Turbus e da Pullman, uma ao lado da outra, e acertamos nossas passagens de Santiago para a regiao dos Lagos. Jantamos e voltamos ao hotel para descansar apos mais um dia cheio. Dia 3 – Santiago - 21/09/2011 Dia de explorar a cidade com o famoso bus turismo da Turistik (18.000 pesos por 1 dia inteiro). O onibus funciona no sistema hop on – hop off, ou seja, pode-se descer em qualquer ponto de interesse e reembarcar no onibus quando ele passar novamente no ponto escolhido. Descemos no popular Cerro San Cristobal, de onde avista-se, quando a neblina assim permite, a cidade inteira e ainda a cordilheira dos Andes no lado esquerdo. La’ no cerro ha’ um zoologico, trilhas de mountain bike, 1 capela e 1 igrejinha e a subida e’ feita de funicular (teleferrico) em 5 minutos. Apos visitarmos o cerro, embarcamos no onibus e descemos no Mercado Municipal. Aqui uma dica, nao coma nada no Cerro se estiver com fome e proximo da hora de almoco. Ha’ varios bons restaurantes no Mercado que servem especialidades Chilenas como peixes diversos. Nao conseguimos comer porque tinhamos devorado empanadas no Cerro. Apos conhecermos o Mercado descemos na parada do Cerro de Santa Lucia, onde, na verdade, nao queriamos ver o cerro que era bem pequeno, mas sim visitar uma feira de artesanatos bem grande ate que encontra-se 2 quadras distante do cerrto. Apos deixarmos a feira, fizemos algumas compras basicas em um supermercado, caminhamos por algumas ruas do centro como Moneda, Paseo Huerfanos e Augustina e fomos jantar e voltar para o hotel. Encerrado mais um dia pois tinhamos um voo cedo para a cidade de Calama, ao norte do pais, regiao do famoso deserto do Atacama. Dia 4 – San Pedro de Atacama - 22/09/2011 Pegamos nosso transfer para o aeroporto as 5 da manha, para embarcarmos para Calama as 7h com chegada prevista para as 9h. Chegamos em Calama e compramos o transfer para San Pedro de Atacama (10.000 pesos por pessoa) e tomamos nosso rumo na van da empresa Licancabur. O transfer durou mais ou menos 1 hora e 15 minutos. Chegamos no nosso hostel em San Pedro de Atacama e apos largarmos as mochilas fomos ao “centro” da cidade, na rua principal que chama-se Caracoles, verificar os precos e acertar os passeios que iriamos fazer na regiao. Acertamos tudo na agencia Cumbres 600 com a sra. Rossana, muito simpatica e atenciosa. Isso era mais ou menos 1 hora da tarde ja’ e entao almocamos, voltamos ao hostel e esperariamos o primeiro passeio que sairia no mesmo dia as 16 horas – Laguna Cejar. Laguna Cejar e’ uma laguna formada em pleno salar de Atacama com uma coloracao verde-azulada incrivel. Pode tomar banho e agua e’ bem salgada. Realmente e’ um oasis no meio do deserto do Atacama e vale muito a pena a visita. Apos visitarmos a laguna, o passeio segue para os “Ojos del Salar” que sao 2 “pocos” de agua doce no meio do salar. Nao achei nada de mais, mas estava no roteiro entao foi feito. Apos essa parte, dirigimo-nos para uma outra laguna para assistir ao por-do-sol e como ele afeta a coloracao das montanhas da cordilheira dos Andes. Realmente e’ um espetaculo natural muito especial. Jantamos em San Pedro no retorno do passeio e voltamos ao hostel para descansarmos para o proximo dia. Dia 5 – San Pedro de Atacama - 23/09/2011 Dia de fazer o passeio das Lagunas Altiplanicas, que tem duracao de mais ou menos 7h, saindo as 7 da manha e retornando as 3 da tarde. Nesse passeio, primeiramente visitamos a laguna de Chaxa, que ainda nao e’ uma das lagunas principais do passeio, que ficam em cima dos vulcoes ha’ mais ou menos 4 mil metros de altitude. Essa fica no salar de Atacama, ha’ mais ou meno suns 2700m de altitude e e’ especial por reunir grande quantidade de flamingos migratorios, que la’ se refugiam e buscam alimento (um pequeno crustaceo abundante na laguna). Faz muito frio de manha no deserto, entao vao preparados com bastante roupa. Enquanto a turistada se esbanja tirando fotos dos flamingos e das paisagens maravilhosas da laguna e do salar, o guia e motorist vai preparando o café da manha. Nada de luxo mas serve e muito bem para matar a fome sim. Finalizada essa etapa, seguimos na Estrada rumo a Toconao, um minusculo vilarejo do povo Inca da montanha e la’ comecamos a subida ate 4 mil metros. Dirige-se mais ou menos por 1 hora e poucos minutos na linda paisagem do deserto com montanhas e vulcoes. No caminho, 2 vilarejos menores ainda, que nao chegam a ter 100 habitantes, quando comecamos a encontrar o topo da montanha onde ficam as lagunas Miscanti e Minique. Um espetaculo indescritivel da natureza, ha’ mais de 4 mil metros de altitude, com essa coloracao incrivel e ainda com um vulcao de pano de fundo. Como se nao bastasse isso tudo, ainda conseguem-se ver as Vicunas (veados da montanha) livres tomando agua na laguna. Simplesmente espetacular. Depois de fazermos uma pequena caminhada para mais fotos da laguna, hora de voltar pra San Pedro com a sensacao de ter-se visitado um dos lugares mais especiais, inospitos e intocados pelo homem ainda existente. No mesmo dia, ainda tinhamos o passeio ate o Valle de La Luna, que saia as 4 da tarde. Mais paisagens de se tirar o folego. Impressionante a regiao do deserto do Atacama. Tudo e’ de uma beleza indescritivel, estonteante. As fotos dao uma nocao, mas quando voce visita o local, tudo e’ mais magico e especial. Voltando ao passeio…para-se primeiro num mirante, a poucos quilometros da saida de San Pedro e o guia conta um pouco da historia da cadeia de montanhas que forma o Valle de la Luna. Para os que se interessam, ai vai um pouco de geografia e historia da regiao. San Pedro e’ uma cidade de pouco mais de 2 mil habitants no meio de 3 cordilheiras, a imponente e famosa cordilheira dos Andes, a cordilheira Domeico e a menor, que forma o vale da lua, Cordilheira do Sal. Esta ultima sendo a mais nova a se formar (alguns poucos milhoes de anos, em plena juventude!). Ali onde hoje localiza-se a Cordilheira do Sal, tinha um lago que foi se encolhendo e se secando ao longo das transformacoes climaticas do planeta, com destaque para as eras glaciais e seus finais. Com isso, o clima da regiao tornou-se desertico e os minerais que ali existiam e iam tambem escorrendo ou surgindo a partir de erupcoes de vulcoes das cordilheira dos andes, comecou a formar a cordilheira do sal. A oxidacao de todos os depositos minerais e’ o que da’ a coloracao marrom, ferro, bronze, acinzentada do Vale da Lua. O format, alem das influencias da pressao atmosferica em tal altitude, e’ derivado dos movimentos das placas tectonicas e tambem da erosao dos ventos e dos rios (formados por neve derretida das cordilheiras que a cercam). Falei tudo isso para tentar explicar o porque do nome do vale ser Valle de la Luna. Parece, como podemos comparar nas fotos, com as paisagens lunares mesmo. Apos o banho de historia e geografia que recebemos, o guia motorista nos leva para caminhar no proprio vale, visitar cavernas formadas pela erosao dos ventos e tam bem para um mirador, ja’ no final do passeio, no topo de uma das montanhas para vislumbrarmos o por-do-sol e como ele influencia na coloracao das montanhas das cordilheiras dos Andes. Um dia cansativo todavida, porem, aprende-se muito e com certeza apreciam-se paisagens que certamente levarao muito tempo para serem esquecidas. Final de passeio, janta e hotel, para descansar e dormir cedo, pois o passeio para os Geysers El Tatio sai as 5 da manha. E faz frio no deserto, muito frio durante a noite e o inicio da manha. Dia 6 – San Pedro de Atacama - 24/09/2011 Desde quando marcamos esse passeio, ja’ sabiamos da sua fama. Era incrivel, porem, para poder apreciar mais um espetaculo da natureza, tinhamos que acordar muito cedo e provavelmente iriamos passar frio. Muito frio. Acordar as 5 da manha, com aquela vontade de querer ficar na cama, nao foi nada perto do que estava por vir. Ritual normal da manha, banho, preparar a mochila de ataque com agua, uns mantimentos e tudo o que coubesse de roupa de frio e preparar-se para esperar a van do tour, que poderia chegar entre 5 e 5:30 da manha. Ate’ ai tudo bem, mas no nosso hostel, teriamos que esperar na rua aguentando o frio. Estavamos bem agasalhados entao nao teriamos tantos problemas. Ruim era vencer o sono. Quando de repente, o inesperado acontece…o que e’ mais comum de acontecer no deserto, com chilenos bebados numa casa de madeira seca, fumando, com um aquecedor a todo vapor? a) Nada b) Queimada de proporcoes faraonicas c) Festa com musica tipica d) Todos dormirem como anjos e) Incendio Resposta correta: e a) Incorreta por todos os elementos juntos representarem uma receita para o desastre. b) Incorreta porque nao havia vegetacao, entao, as unicas proporcoes faraonicas poderiam significar queimar a cidade inteira e ai voces saberiam por outros meios e nao o meu relato. c) Incorreta porque, mesmo havendo musica tipica, os elementos elencados indicam uma tragedia e nao uma festa. d) Incorreta porque ninguem, que eu saiba, fuma dormindo. Sim, um incendio. Ha’ uma quadra do nosso hostel, esperavamos a van as 5:30 da manha quando um casebre da esquina comeca a pegar fogo. Vimos a labareda de longe e ficamos boquiabertos, meio que sem reacao. Comecam entao os barulhos de gente batendo em portas dos vizinhos pra acordar e pedir agua e criancas correndo e gritando, com choro. Foi um caos. Ao longe a sirene dos bombeiros tocava e eu vi uma senhora segurando um bebe no colo, cheio de roupa, chorando desesperada na frente da casa. Sai em disparada ate’ a frente da casa, pois eu e mais uns 2 vizinhos chegariamos muito antes dos bombeiros. Impressionante como o fogo tomou conta da casa em poucos segundos. Muito seco. Perguntei se todos os humanos tinham saido da casa em tempo. Sim. Depois perguntei dos cachorros. Impressionante como ha’ cachorros no Chile. Sim pelo que entendi. E ai os vizinhos corriam de um lado pro outro com baldes pra tentar pegar agua. Que agua? Estamos no deserto. A casa se destruindo em fogo e os caras com 2 baldes de agua, tentando salvar alguma coisa. Tiraram o botijao de gas de dentro mas nao deu tempo. Chegaram os bombeiros e chegou a nossa van. Mais tarde soubemos que nada da casa se salvou. Era uma casa pobre e ficamos com pena da senhora com a crianca no colo que chorava desesperada. Uma pena. O governo la’ ajuda com dinheiro e outros auxilios descobrimos mais tarde. Menos mal. Agora sim o passeio, depois de comecar o dia mais acordados do que jamais imaginariamos estar num frio de 0 graus as 5:30 da manha. O caminho ate’ os Geysers demoraria mais ou menos 1 hora e meia. Nao pela distancia, mas por ser em Estrada de chao e subirmos, em alguns pontos, acima dos 5 mil metros de altitude. Impressionante. Nem preciso comentar que as paisagens sao lindas, como tudo na regiao do Atacama. Chegamos na entrada do parque e ja’ conseguiamos ver as fumacas dos geysers tomando a atmosfera. E’ realmente muito interessante ver como que, com o frio imenso que faz, a agua consegue atingir temperaturas de mais ou menos 85 graus Celsius na superficie. A temperature do ar, as 8 da manha, era de -11 graus, isso mesmo, 11 graus negativos. Muito frio mesmo, va’ muito bem agasalhado! Poupa-los-ei da explicacao tecnica sobre os Geysers, pois ja’ me alonguei muito e o Google tem memoria muito melhor do que eu. Ao final da visita pode-se tomar um banho num pequeno poco de agua termal, formado pelos geysers, com temperatura entre 30 e 35 graus Celsius. Fica uma cena engracada, porque esta’, mais ou menos, uns -2 ou -3 graus e a galera comeca a se despir e andar de maio, biquini, sunga, pegando toalhinha, etc. Nao entrei na agua mas quem toma banho nao se arrepende. Fica ai a dica. O guia e motorista prepara um café da manha no mesmo estilo dos outros passeios e, no caminho de volta, paramos na pequena vila de Machuca, com uns 30 habitantes mais ou menos. Ali pode-se comer uma empanada frita e comprar uns artesanatos ou artigos de la de alpaca ou llama. Estrada de volta pra San Pedro e chega ao fim mais um sensacional tour da regiao, por volta das 12:30. Almocamos e voltamos ao hostel, ajeitamos as malas e entao nos buscou o nosso transfer para o Aeroporto de Calama, onde iriamos pegar o voo para Santiago. O transfer durou 1 hora e era entao hora de dizer Adeus para uma das regioes mais sensacionais do planeta. Se voce so’ tem tempo ou dinheiro para 1 lugar no Chile, escolha San Pedro de Atacama. Chegamos em Santiago por volta das 20 horas e pegamos um taxi ate’ o terminal de onibus, onde embarcariamos num onibus Pullman ate’ a regiao dos lagos, no sul do Chile, com destino a cidade de Puerto Varas. Dia 7 – Puerto Varas - 25/09/2011 Apos as quase 12 horas de viagem, num confortabilissimo onibus da Pullman, chegamos no terminal de onibus exclusivo desta empresa, as 09:30, na cidade de Puerto Varas. Caminhamos uns 200m ate’ o nosso hotel e pedimos para deixar as malas e pegar algumas informacoes sobre a regiao e passeios disponiveis. Apos vislumbrarmos nossas opcoes, com o folhetinho de empresa turistour na mao, decidimos alugar um carro. Otimo negocio, pois por 3 dias, se compararmos com os precos de todos os passeios que iriamos fazer, economizamos mais de 50.000 pesos por pessoa. O site da turistour vale para dar uma ideia do que se fazer e tambem de gastos “na pior das hipoteses”. Chegando la’ e pegando um carro alugado, como expliquei, fica mais em conta. As cidades sao faceis de se achar e os passeios tranquilos de se fazerem de forma independente. Com tudo isso resolvido, demos uma volta na cidade, almocamos, colocamos e-mails em dia, pesquisamos sobre cada passeio e como chegar e descansamos um pouco. Mais energizados, pegamos o carro e fomos conhecer as cidades que ficam em torno do lago Llanquihue. No roteiro da tarde estavam Puerto Octay, Frutillar e Llanquihue. A cidade mais ao norte e’ Puerto Octay entao decidimos que iriamos pra la’ primeiro e depois iriamos descendo a rota 5, Estrada principal da regiao, e visitando as outras cidades. Sao todas muitissimo pequenas e com excessao de Frutillar, tiramos algumas fotos e ficamos poucos minutos em Puerto Octay e Llanquihue. Em Frutillar, que e’ bem pequena tambem mas muito simpatica fomos visitar o museu do Alemao, principal atracao da cidade. 1 hora de visita e’ o suficiente, pois o museu e’ uma antiga vila onde alemaes colonizadores viveram e conta um pouco da historia da imigracao alema no Chile desde o final do seculo XIX. Vale a pena uma visita. Terminado o roteiro do dia, fomos jantar e ficar relaxando no otimo hotel Bellavista, ate’ a manha seguinte quando retomariamos o ritmo forte de visitacao turistica. Dia 8 – Saltos de Petrohue e Vulcao Osorno - 26/09/2011 Saimos por volta das 9 da manha do nosso hotel e pegamos a Estrada CH-225, que passa na beira do lago Llanquihue em Puerto Varas e seguimos sempre reto. Ha’ muitas obras na Estrada mas nada que chegue a perturbar. No final do caminho, ha’ uma bifurcacao e, seguindo para direita, e’ o caminho dos Saltos e, para esquerda, no outro lado, sobe-se ao vulcao Osorno. Comecamos pelo passeio dos Saltos do Petrohue, onde paga-se uma entrada baratinha e pode-se caminhar livremente pelas trilhas do belo parquet que fica no pe’ de uma montanha. O highlight, com certeza, e’ chegar pra ver os saltos, que tem uma cor meio azul turquesa ou verde esmeralada impressionante, com a vista pro Vulcao Osorno no fundo. E’ simplesmente sensacional. Apreciamos o parque na parte da manha e, a tarde, subiriamos ate’ o Vulcao para andar de teleferrico e subir o maximo para ver a neve e apreciar a vista do lago de outro angulo. Na chegada ao vulcao, almocamos um salmao delicioso no proprio restaurant/café da estacao. Era baixa temporada e estava vazio, mas ainda com muita neve no vulcao. Alguns Brasileiros aprendendo a esquiar e 1 ou 2 Chilenos se arriscando no snowboarding. A paisagem do vulcao nem preciso falar ou descrever, vejam pelas fotos. Incrivel. Pagamos o teleferrico para subir nas 2 estacoes, acho que saiu 12,000 pesos por pessoa e, no total de ida e volta, da’ 1 hora pra fazer todo o trajeto. Pode-se descer e tirar fotos em quaisquer das paradas. Vale muito a pena o passeio e ainda mais se e’ feito por conta propria. Apos visitarmos o vulcao, hora de voltar pro hotel, dar uma descansada e procurer um restaurante legal pra jantar na charmosa Puerto Varas. Dia 9 – Ilha de Chiloe - 27/09/2011 Esse foi o unico dia da viagem que nao demos sorte com o tempo. Estava chovendo e nublado , mas, mesmo assim, decidimos visitar a ilha porque nao tinhamos outra coisa programada mesmo e tinhamos boas recomendacoes. Dirigimos de Puerto Varas ate’ a cidade de Pargua para pegar a balsa que faz a travessia, que dura entre 25 e 30 minutos. Acho que pagamos 11,000 para o carro. Chega-se do outro lado no minusculo vilarejo de Chacao. Simpatico e com uma praca bonitinha, nada mais. Seguimos na Estrada entao rumo a Ancud, segunda maior cidade da ilha e importante ponto turistico do local. Nao gostamos muito, achamos meio suja a cidade, com dificuldade de achar lugar pra estacionar sem pagar, sei la’, o tempo nao ajudou tambem. Visitamos o forte que havia no topo de um dos morros e fomos procurar algo pra almocar. Estavamos decidindo ainda se iriamos ate’ Castro (principal cidade da ilha) ou se ficariamos pela volta de Ancud, visitando as Penguineras e uma vilinha de Pescadores chamada Mar Brava. As estradas pra chegar nesses lugares nao sao asfaltadas e, como estava chovendo, nao conseguimos chegar nas penguineras. Estava um lodo so’ e fiquei receoso de tocar o carro da locadora na lama e ainda atolar e perder um tempao no meio do nada. Fomos entao ate’ Mar Brava que e’, literalmente, minuscula. Tipo umas 3 casinhas de Pescadores e era isso. Nao achamos nada de mais tambem. Decidimos voltar e resolver outras coisas. Voltamos para Puerto Varas (acho que sao uns 60km mais ou menos numa otima Estrada). Chegamos ao hotel, jantamos e mais um dia se encerrava. Dia 10 – Puerto Montt e Puerto Varas - 28/09/2011 Tinhamos reservado esse dia para conhecer Puerto Montt e o restante de Puerto Varas que ainda nao tinhamos conhecido. Pegamos o carro apos o café da manha e saimos para a Estrada. Acho que sao uns 16km mais ou menos entre as 2 cidades. Chegando em Puerto Montt, logo percebe-se a diferenca entre as cidades. Puerto Varas e’ muito mais calma, bucolica, charmosa. Puerto Montt e’ bem maior, mais agitada, mais barulhenta. Na verdade nao gostamos muito e ficamos muito felizes com o fato de termos escolhido nos hospedar em Puerto Varas. Visitamos uma ou outra coisa em Puerto Montt e logo voltamos para Puerto Varas, para almocar, entregar o carro para o rapaz da locadora (que levou e buscou o carro no nosso hotel) e dar uma volta em Puerto Varas a tarde, comprar uns souvenirs e se preparar para a viagem de volta a Santiago. Nosso bus saiu as 18 horas, parou em 2 cidades no caminho e chegou a Santiago na manha seguinte, as 7 horas. Fomos com a Turbus, que, na minha opiniao, e’ bem inferior a Pullman. Dia 11 – Santiago - 29/09/2011 Nesse dia tinhamos o plano de chegar na rodoviaria, comprar os transfers ate o aeroporto (usamos a Turbus mesmo, sai tipo uns 1,700 pesos por pessoa) e la’ alugar um carro para o dia, entregando no final da noite quando ja’ estaria proximo o nosso retorno a cidade de Porto Alegre. Fizemos isso, chegamos ate’ as locadoras e acertamos um carro com a Alamo por um dia. Queriamos visitar o Vale Nevado, uma vinicola e talvez ir ao restaurant giratorio. Ficamos rodando pela cidade, conhecendo outros pontos e fomos ate’ o Vale Nevado. Uma subida xarope de carro, mas, o Vale e’ bem bonito. Achei meio normal demais, ainda mais depois de visitar o vulcao Osorno, meio que perde a graca. Agora se voce vai esquiar o fazer snowboarding, o Vale e’ uma otima pedida. Eles tem uma otima estrutura de suporte para os esportes da neve e a paisagem e’ sim muito bonita. Almocamos e tentamos achar a vinicola Undurraga, por recomendacao de um dos guias que tivemos anteriormente (o que nos levou a Vina e Valparaiso). Meio que nos perdemos na estrada e nao conseguimos encontrar. Quando percebemos, ja’ era umas 16:30 e achamos que a vinicola fechava cedo e desistimos, voltando entao para Santiago. Fomos ate’ o shopping Florida, em frente ao estadio do Colo-Colo, fazer hora, jantar e desistimos do giratorio. A neblina nao nos deixaria apreciar muito a vista da cidade e tambem ja’ tinhamos ido ao cerro San Cristobal e ao Vale Nevado. Hora de voltar ao aeroporto, devolver o carro e embarcar rumo ao Brasil. Final de mais uma excelente viagem.
  13. Absolutamente correto Andre. A viagem de trem iria encarecer um pouco, mas nada muito absurdo nao. Nada que fizesse desistir. Nao e' uma viagem barata, mas com esses valores eu comi bem, fiz muitos passeios e sempre fiquei em quartos com baheiro privado. Um destino comum pros viajantes mochileiros, nessa viagem, e' comprar a passagem Moscou - Lago Baikal, depois Lago Baikal - Ulan Baator e dai Ulan Baator - Beijing. Se tiveres tempo, recomendo fazer esses trechos. Mas o inverno e' bem frio e rigoroso por la', se escolheres essa epoca, va' preparado. Abracos, Eduardo.
  14. Opa Andre, beleza... Estou tentando me lembrar aqui. Gastei no total, incluindo compra de presentinhos e lembrancas um pouco menos de 6,000 USD com tudo. 6000 tudo 1300 passagem Australia - Moscou 150 passagem ida e volta Moscou - Sao Petersburgo 200 passagem ida Shanghai - Hong Kong (comprei de ultima hora) 800 passagem ida Hong Kong - Australia Entao, gastos da viagem mesmo, tirando essas passagens, sairam por volta de 3,500 mais ou menos (inclusos USD 550 do trem transsiberiano). Abraco, Eduardo.
  15. Ola' a todos...vou contextualizar um pouco, como faco em todos os meus relatos, pra voces entenderem um pouco do meu roteiro. Meu semi-mochilao volta ao mundo comeca agora pelo Mexico e America Central. Nao estou contando os centavos, mas tambem nao posso gastar horrores pq depois da America Central rumamos para a Europa pra uns 2 meses e alguns dias de viagens por la. 1 - Estou indo viajar com a minha mae (uma jovem Turismologa de 57 anos e minha grande companheira de viagens) entao, claro, nao vou ficar em dormitorio com 14 camas e banheiro compartilhado, mas nao nos importamos de ficar em albergue com quarto e banheiros privados. 2 - Nao quero visitar toda e qualquer ruina no caminho, so' as principais, porque passaremos um bom tempo na regiao. 3 - Nao, nao vamos escalar todos os vulcoes ou visitar todos eles. Mas queria ver alguns legais e que tenham uma certa estrutura (passeios pra chegar, guias, se possivel ver a lava, etc...). Tambem nao vamos fazer passeios no meio da floresta tropical etc, a nao ser que precise pra fazer a tirolesa ou canopy que eu farei mas a minha mae disse que nao fara' (ainda vou tentar convence-la). 4 - Nossa maior preocupacao e' a historia de cruzar a fronteira do Mexico com Belize em Chetumal, pois queremos entrar na Guatemala, saindo do Mexico, via Belize. Nao vamos mergulhar em Belize e nem fazer nenhum passeio naquele pais nessa oportunidade, queremos apenas "transito" para a Guatemala. Ja' li alguns relatos aqui sobre "ganhar" (depois de pagar USD40 ou 50) o carimbo de 24h de permanencia. Gostaria de informacoes atualizadas de quem voltou de la' agora ou nos ultimos anos, horarios dos onibus de Chetumal, saber se a rodoviaria la' em Chetumal fica aberta ate' tarde pra comprar as passagens pra Flores, essas coisas mais praticas. 5 - Usaremos o Tica Bus de San Pedro Sula (Honduras) ate' Panama City, deslocamentos locais com cias de onibus dos paises ou outros meios. Segue o roteiro. Por favor, comentem, critiquem, sugiram principalmente. Desde ja' obrigado pela ajuda e, claro, fica a promessa do relato ao final da viagem, como sempre faco. Grande abraco a todos e muito obrigado. Mexico - Mexico City - Chegada as 13:30. Check-in hotel. Resto da tarde e noite livres. 04/10/11 Mexico - Mexico City - Bus turismo 05/10/11 Mexico - Mexico City - Dia livre 06/10/11 Mexico - Mexico City - Tour Xochimilco 07/10/11 Mexico - Mexico City - Teotihuacan - sai as 9 e retorna as 18. 08/10/11 Mexico - Mexico City - Passeio para Puebla ou Tula - 09/10/11 Mexico - Merida - Voo para Merida as 6:45 com a vivaaerobus. Resto do dia livre 10/10/11 Mexico - Merida - 3 cenotes 11/10/11 Mexico - Merida - Passeio Chichen Itza. Final da tarde, ida pra Cancun 12/10/11 Mexico - Cancun - Dia livre 13/10/11 Mexico - Cancun - Isla Mujeres 14/10/11 Mexico - Cancun - Playa del Carmen 15/10/11 Mexico - Cancun - Playa del Carmen e Tulum 16/10/11 Mexico - Cancun - Tulum e bus para Chetumal (3h30min). Chegar e comprar passagem p/ Flores 17/10/11 Belize - Belize City - Bus cedo (5am ou 6am) outros horarios? de Chetumal p/ Flores via Belize (Orange Way e Belize City) 18/10/11 Guate - Flores - Passeio para ruinas Tikal e bus noturno para Guatemala City 19/10/11 Guate - Flores - Dia livre 20/10/11 Guate - Guate City - Dia livre (ver se tem bus turismo) 21/10/11 Guate - Guate City - Guatemala City 22/10/11 Guate - Antigua - Antigua 23/10/11 Guate - Antigua - Antigua 24/10/11 El Salv - San Salvador ? 25/10/11 El Salv - San Salvador ? 26/10/11 Honduras - 27/10/11 Honduras - 28/10/11 Honduras - 29/10/11 Honduras - 30/10/11 Honduras - 31/10/11 Nicaragua - 01/11/11 Nicaragua - 02/11/11 Nicaragua - 03/11/11 Nicaragua - 04/11/11 Costa Rica - 05/11/11 Costa Rica - 06/11/11 Costa Rica - 07/11/11 Costa Rica - 08/11/11 Costa Rica - 09/11/11 Costa Rica - 10/11/11 Panama - 11/11/11 Panama - 12/11/11
  16. Vi que várias pessoas etão penando com o visto de Belize, que parece ser bem chato mesmo. Como pretendo ir do México para a Guatemala e já vou estar pela região de Cancún, acredito que passando por terra ou barco em Belize, como o Paulera indicou em vários outros posts, seria um meio mais rápido. Até aí meu post não acrescenta nada mas eu acabei de encontrar o bendito formulário de aplicação de visto para Belize, para aqueles que não vão tirá-lo na fronteira. Segue o link e espero que possa ser de utilidade. E sim, é de confiança pois é do site oficial do governo de Belize. http://www.belize.gov.bz/public/Attachment/15128203871.pdf Abraços, Eduardo.
  17. Buenos Aires e side trip para Colonia De Sacramento (Uruguai) – 4 dias (com fotos) Contexto: Sai da Australia onde moro e desembarquei em Buenos Aires (stopover) no caminho ao Brasil. Decidi conhecer direito a cidade e ficar uns 4 ou 5 dias por la’. Minha mae saiu de Porto Alegre num voo da Aerolineas e me encontrou na capital Argentina onde fizemos a viagem juntos antes de meu retorno ao Brasil. Como de costume em meus relatos, peco desculpas antecipadamente pela falta de acentuacao e sinalizacao grafica. Nao pretendo ofender a lingua deliberadamente, mas a limitacao existe em virtude de eu estar escrevendo em um teclado de lingua Inglesa, onde acentos e sinais graficos nao existem. Dia 1 - 8/Ago/2011 Desembarquei no aeroporto de Ezeiza as 11 da manha e tinha que encontrar a minha mae no outro aeroporto da cidade, o Aeroparque Jorge Newberry. O trajeto e’ um pouco longo porque o aeroporto de Ezeiza fica afastado do centro de Buenos Aires, onde fica o Aeroparque. Minha mae chegaria de Porto Alegre por volta das 15:30. Apos o desembarque dela pegamos um taxi do aeroporto ate’ o nosso hotel no centro de Buenos Aires (61 pesos). A noite, caminhamos pelas principais ruas do centro e queriamos verificar a possibilidade de algumas compras (o real e tambem os dolares estao bem valorizados em comparacao com o Peso Argentino). Visitamos entao as galerias Pacific, outras lojas na calle Florida e tambem na calle Lavalle. Jantamos no café Valerio (caro e nao muito bom) e retornamos ao hotel para descansar. O Fuso horario estava me matando, ainda mais depois de ter ficado 13 horas no voo que partira de Sydney na Australia. Dia 2 - 9/Ago/2011 No nosso Segundo dia em Buenos Aires decidimos pegar o Bus turismo, no sistema hop on / hop off para conhecer os principais pontos turisticos da cidade e tambem descer em alguns deles como o estadio do Boca, Caminito, Puerto Madero e conhece-los mais detalhadamente. Custa 70 pesos para 1 dia de validade e 90 pesos para 2 dias. Partimos do centro mesmo, inicio do trajeto na avenida Diagonal Norte e fizemos todo o percurso com algumas paradas. Ja’ sabiamos onde queriamos parar e os locais escolhidos foram a casa rosada e plaza de Mayo, estadio do Boca Juniors (La Bombonera e museu boquense), Caminito e Puerto Madero. Na verdade, para quem se hospeda no centro, e’ muito facil fazer tudo a pe’ mesmo. Compras e principais edificios e locais como a casa rosada sao facilmente acessiveis com curtas caminhadas. Ja’ no estadio do Boca, entramos no museu boquense e visitamos as arquibancadas de La Bombonera. Pagamos 35 pesos para acessar o museu e as arquibancadas, sem visita guida que sai de hora em hora. Dali partimos para o Caminito, um dos mais famosos destinos de Buenos Aires. O simpatico bairro e’ local de artistas e muitos tem os seus estudios nas modestas e coloridas residencias locais, casinhas simples mesmo, porem muito charmosas e com um colorido vibrante. Ali ha muitos restaurantes, lojas de souvenirs e tambem artistas locais vendendo suas artes. Nao posso tambem deixar de mencionar o “Maradona” que e’ um sosia de Dieguito que fica la’, vestido com um abrigo da selecao Argentina e que tem um penteado e um corte de barba parecido com o original e fica tentando tirar fotos com os turistas e ganhar um troco extra. Para ficar igual ao original ele tem que engordar mais uns quilinhos com certeza. Saindo do Caminito fomos ate’ Puerto Madero, revitalizada regiao da capital Argentina onde ha’ restaurantes chiques e lojas tambem bem bonitas e se pode almocar ou jantar tendo um belo panorama do bairro com suas gruas antigas e restauradas e tambem as marinas nos 4 gigantescos diques do local. Procurando bem se acham boas promocoes de comida ali, principalmente na hora do almoco. Comemos muito bem com sobremesa e bebida por 63 pesos. Pela regiao e pela qualidade, o preco estava tranquilo. DICA: Ao lado de Puerto Madero fica o terminal da Buquebus, local de onde saem todos os passeios de barco pelo rio da Prata para Colonia de Sacramento e Montevideo, mesmo que tu compres passagens pela SEACAT ou COLONIA EXPRESS. Dia 3 - 10/Ago/2011 Nesse dia fizemos o passeio a Colonia de Sacramento no Uruguai. Cidade pequena e historica de muita importancia no contexto da colonizacao Portuguesa e Espanhola no sul da America Latina. Suas ruas com residencias antigas e pavimentacao de paralelepipedo dao um charme especial ao pequeno local e por esse fator, alem de sua relevancia historica, tornou-se patrimonio da humanidade tombado pela Unesco. Para chegar ate’ Colonia, pega-se uma balsa em Buenos Aires. A distancia entre os portos e’ de 45km. Ha’ 2 tipos de embarcacao, uma faz o percurso rapido (1 hora) e a outra faz o percurso mais lento (3 horas). Podem-se comprar as passagens de 3 empresas – Buquebus, Seacat Colonia e Colonia Express. A Buquebus e’ a mais cara, podendo-se comprar so’ a passagem de ida e volta, passagem com café’ da manha e tambem passagem com café’ da manha e city tour (que e’ feito num onibus turistico tambem no sistema hop on / hop off). Comprar na Seacat ou na Colonia Express sai bem mais em conta e ambas tem escritorios na Avenida Cordoba, altura do numero 800 se nao me engano. Uma fica quase em frente a outra. Gastamos, por pessoa, 203 pesos com as passagens de ida e volta no barco rapido e city tour incluso, comprando pela Seacat. Para tours de segunda a quarta-feira os precos sao sempre mais baratos. Na verdade nao recomendo ficar mais do que ½ dia em Colonia. Nao tem muita coisa interessante pra ver e pode-se fazer tudo no bus turismo tranquilamente. Com certeza visitar a cidade no verao deve ser mais bonito e interessante. Fica ai a dica. Em Colonia saimos do porto e ja’ pegamos o bus turismo na pequena praca em frente e comecamos o trajeto pela cidade. Todo o percurso no bus turismo dura mais ou menos 1 hora e foi o que fizemos. Completamos o percurso e descemos no centro historico, onde realmente e’ a parte mais interessante da cidade. Destaques sao a Plaza de Toros (longe do centro), a “Basilica” e as proprias ruas do centro da cidade. Voltamos a Buenos Aires no final do dia e nos dirigimos ao hotel. Dia 4 - 11/Ago/2011 Na agenda para o dia algumas compras nas galerias Pacifico e tambem na Rua Florida. Tinhamos alguns compromissos familiares no Brasil e precisavamos presentear algumas pessoas. As galerias Pacifico tem um ar mais luxuoso e, por isso, podem dar uma impressao errada de serem mais caras do que algumas outras lojas. O fato e’ que la’ se vendem produtos de melhor qualidade e, com isso, existe um acrescimo natural no preco. Ha’ um otimo quiosque da Havanna (para quem gosta dos famosos alfajores) e tambem algumas perfumarias mais em conta tambem. Fizemos algumas compras de praxe e fomos almocar. Nosso destino: o famosissimo Café Tortoni. O local e’ espetacular e a comida boa. Vale mesmo pela decoracao, podem-se tirar muitas fotos e tambem apreciar as paredes, tetos, objetos de decoracao e salas especiais. Indispensavel uma visita. Os precos sao turisticos, nao muito baratos, mas nada absurdos tambem. Apos o almoco, tinhamos como plano visitar o bairro da Recoleta. Decidimos ir caminhando do centro pois olhando nos mapas nao parecia ser longe. E nao era. Porem, em um lapso de meu senso natural de orientacao, tomamos a direcao errada na Avenida 9 de Julho e fomos parar do simpatico bairro de San Telmo. De la, decidimos pegar um taxi ate’ a Recoleta, que e’ destino obrigatorio para quem visita Buenos Aires. Dentre as principais atracoes, alem do charme do bairro em si, estao o Cemiterio da Recoleta e tambem o Centro Cultural. La’ fica tambem o Hard Rock café Buenos Aires, fica ai a dica pra quem curte. O cemiterio da Recoleta e’ famoso por 2 motivos. Primeiro, por conter o tumulo de Eva Peron, mesmo que sua lapide esteja inscrita como ‘familia Duarte’. Outro motivo sao as incriveis lapides de todas as familias la’ enterradas. Todas sao verdadeiras obras de arte, verdadeiras esculturas. Vale com certeza uma visita. Caminhamos ate’ o tumulo de Evita, depois tiramos algumas outras fotos de outras lapides e mausoleus e saimos do cemiterio, com destino ao centro cultural que fica, literalmente, do lado. Na frente do Cemiterio, uma bonita praca e charmosas cafeterias Argentinas que dao um tom especial e fino ao bairro. Fomos ate’ o centro cultural, visitamos o Hard Rock café e paramos a tarde para um drink. Voltamos caminhando ao centro com um objetivo para a noite. Jantar numa boa pizzaria. Nessa altura, claro, ja’ tinhamos provado todos os pratos mais tipicos e especiais da culinaria Argentina. Por recomendacao do simpaticissimo taxista que nos levou de San Telmo para a Recoleta, fomos jantar na Pizzaria Las Cuartetas. Fui ler a respeito no google e descobri otimos “reviews” e entao decidimos pore la mesmo. Ficava ha’ 1 quadra e meia do nosso hotel. Nao tinhamos desculpa. O local em si e’ simples. Pequeno e de decoracao modesta. Porem, a pizza, famosa por ser generosa na quantidade de queijo, e’ uma delicia. Totalmente recomendada! Depois de encher o estomago fomos ao hotel dormir e nos organizar para a manha seguinte, quando voltariamos ao Brasil antes do ½ dia. Dia 5 - 12/Ago/2011 Final da nossa viagem por Buenos Aires e Colonia de Sacramento. Embarcariamos rumo a Porto Alegre do Aeroparque Jorge Newberry e encerrariamos mais uma viagem com otimas memorias e fotos de uma agradavel estadia. Ate’ a proxima!!!
  18. caortulan, Nao e' tao caro nao ir de aviao, de uma olhada no site da Jetstar (www.jetstar.com.au) e veja os precos dos voos de Melbourne pra Hobart ou Launceston na Tasmania. Tem o ferry tambem, www.spiritoftasmania.com e as passagens sairiam por volta de uns $125 dolares ida e volta na categoria mais barata. Esse barco tambem permite o transporte de carros ou trailers/caravans se decidires alugar um. Arrisco a dizer que tu consegues mais barato de aviao, alem de ser um voo bem rapido.
  19. Sem sombra de duvida. Nem te preocupes com isso agora. Na chegada no aeroporto tambem ha varios folhetos informativos e gratuitos, inclusive com as tabelas de linhas e horarios dos trens e onibus.
  20. Carla, De taxi e' bem mais caro, mas com certeza mais confortavel e eficiente. Tem muito taxi na rua. Onibus ou trem sao opcoes boas e baratas, uma vez que, devido a popularidade das praias, eles sao bem frequentes e pontuais. Totalmente seguro tambem. Recomendaria um desses 2. Atenciosamente, Eduardo.
  21. lamenha, Para te "tranquilizar, teu roteiro na parte da Australia esta um pouco corrido sim mas creio que voces conseguirao ver o principal com essa programacao. Em Melbourne nao deixe de fazer o passeio para a Great Ocean Road e os 12 Apostolos, onde recomendo um passeio de helicoptero. Em Sydney, concentre o tempo na parte central da cidade e nas praias. Com certeza e' o mais bonito. Se conseguir fazer o passeio de 1 dia para as Blue Mountains tambem seria uma boa. Se precisares de mais detalhes poste as perguntas no topico. Boa viagem!
  22. Obrigado Maria Emilia e Frida. Recomendo muito essa viagem, mesmo no inverno. As paisagens do trem sao fantasticas!
  23. Obrigado Henrique. Respondi por mensagem privada uma vez que tua questao nao se relaciona totalmente com o topico. Atenciosamente, Eduardo.
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