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os caminhantes

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Tudo que os caminhantes postou

  1. Patagônia A motivação: Quando pensamos em ir para a Patagônia, assim, sem pesquisar, pensamos (na nossa ignorância) que seria visitar um glaciar (o Perito Moreno),beber whisky com gelo de geleira, e tínhamos ouvido falar em El Calafate, El Chaltén, em Monte Fitz Roy, em Torres del Paine, mas tudo muito solto,e não sabíamos das infinitas possibilidades de passeio neste lado do mundo. Pesquisando um pouco mais (cabe ressaltar aqui que foi o relato do Michel, aqui nos mochileiros, trekking-w-em-torres-del-paine-guia-de-informacoes-t33579.html nossa motivação principal para começar a pesquisa, a viagem para o mesmo lugar da amiga Carla, http://expedicaoandandoporai.blogspot.com, mais a ajuda de vários outros blogs e uma outra coisa pinçada na internet que aguçou nossa curiosidade e resolvemos nos aventurar por essas terras. O planejamento: Loucura total para os nossos padrões de planejamento!!! Resolvemos de última hora, depois de uma conversa informal numa viagem no feriado de 02 novembro, que iríamos para a Patagônia e daí foi uma corrida contra o tempo para conseguir concretiza-la. O começo de tudo foi conseguir comprar as passagens aéreas, que conseguimos através de uma agência de viagens http://www.semfronteiras.tur.br, somente em 26/11/10!! Daí, decidir o que fazer dentro de aproximadamente 10 dias de férias. Poderíamos optar pelo lado argentino, fazendo El Calafate e El Chaltén, com seus roteiros clássicos (entenda-se Pq. Nacional Los Glaciares- Perito Moreno e Fitz Roy, Poincenot, Laguna de Los Tres e Piedras Blancas, Cerro Elétrico, acampamento de Agostini, com acampamento selvagem e contratação de guia ou agência local) ou o Parque Nacional Torres Del Paine, na Patagônia Chilena, e fazer um dos circuitos, também um roteiro clássico de trekking e ainda as cidades mais austrais, Punta Arenas, Ushuaia... Concordamos que não teríamos tempo nem disposição para fazer tudo desta vez, então acabamos optando pelo W em TDP, que consideramos mais viável devido ao tempo, por ser autoguiada, existir uma estrutura (ainda que por vezes precária) para acampamento e nós ditaríamos o ritmo conforme nossa disposição, fator importante considerando que estaríamos com criança e depois visitar o lado “shopping’-Zona Franca de Punta Arenas. As dificuldades no Planejamento: Desde o tempo escasso, até informações desencontradas, e-mails não respondidos,a própria língua, afinal não falamos espanhol para uma simples reserva, a falta de um guia (sim, acredito que apesar do advento da era da informática, nada substitui ainda um bom guia impresso com informações confiáveis). Procuramos em São Paulo, nas maiores livrarias e não achamos. Comprei um em Puerto Natales, da Lonely Planet, finalmente!. Portanto, para auxiliar aqueles que estão pesquisando, vamos colocar algumas informações que de alguma forma poderão ajuda-lo no seu planejamento. Transporte Companhias de ônibus em Puerto Natales: Bus Sur: (061-614221; http://www.bus-sur.cl, Baquedano, 658) para Punta Arenas, Torres Del Paine, Puerto Montt, El Calafate, Rio Turbio e Ushuaia. Buses Fernandez: (061-411111; http://www.busesfernandez.com, cnr Esmeralda & Ramirez) para Torres del Paine e Punta Arenas (CH 4.000,00, quatro horas). Buses Gómez: (061-411971; http://www.busesgomez.com , Arturo Prat 234) para torres del Paine. Cootra: (061-412-785; [email protected], Baquedano 456) para El Calafate, às 8:30 hs. Turismo Zaaj (061-412260-411471; http://www.turismozaahj.co.cl, Arturo Prat 236/79) para Torres Del Paine e El Calafate. Parque Nacional Los Glaciares-Glaciar Perito Moreno Administração de Parques Nacionais- (011) 4311-6633 0303 Site: http://www.parquesnacionais.gov.ar Como chegar: partindo de Rio Gallegos, Ruta Provincial nº 5 e Nacional nº 40. Continuando pela Ruta nº 11, se chega a El Calafate, distante 50 km do Parque Nacional. A entrada é de AR 75,00 e criança até 12 anos não paga. O barco, para o passeio até a proximidade do Glaciar custa AR 50,00 e criança até 12 anos também não paga. Parque Nacional Torres Del Paine Fone: (56-61)69 19 31 E-mail: [email protected] Oficina de informações, reclamações e sugestões: [email protected] A entrada no Parque Torres Del Paine custa CH 15.000,00 e criança até 12 anos também não paga. Catamarã. No período da alta temporada, existem 3 horários, 10:30, 12:00 e 18:00 hs. Não precisa reservar. Você chega um pouquinho antes dele partir, e paga a viagem (one way) por CH 11.000,00 por pessoa. Criança até 12 anos não paga. Para refúgios e áreas de camping: a Vértice http://www.verticepatagonia.cl administra as áreas de Paine Grande, Grey, Dickson e Perros; O Fantástico Sur http://www.fslodges.com administra as áreas do Cuernos, Chileno, Torres e Serón. A Vértice nos respondeu prontamente, mas tivemos dificuldades com o Fantástico Sur. Nossa confirmação do camping (que todos diziam não ser necessário e depois a empresa disse que teríamos que fazer a reserva) chegou uma semana antes somente, da nossa viagem. Distâncias, tempos e graus de dificuldade segundo a Conaf- Corporação Nacional Florestal Circuito W 76,1 km (4 dias aproximadamente) Senderos De: A: Distancia Tempo Grau km hs dificuldade Refúgio Pehoe Refúgio Grey 11,0 3,5 Média Refúgio Pehoe Camp. Italiano 7,6 2,5 Fácil Camp. Italiano Camp. Britânico 5,5 2,5 Média Camp. Italiano Camp. Los Cuernos 5,5 2,5 Média Camp. Los Cuernos Hosteria Las Torres 11,0 4,5 Média Hosteria Las Torres Mirador Torres 9,5 3,5 Média Circuito “Macizo Paine” 93,2 km (7 dias aproximadamente) Senderos De: A: Distancia Tempo Grau km hs dificuldade Refugio Pehoe Camp. Italiano 7,6 2,5 Fácil Camp. Italiano Camp. Britânico 5,5 2,5 Média Camp. Italiano Camp. Los Cuernos 5,5 2,5 Média Camp. Los Cuernos Hosteria Las Torres 11,0 4,5 Média Hosteria Las Torres Mirador Torres 9,5 3,5 Média Hosteria Las Torres Camp. Serón 8,9 4,0 Média Camp. Serón Refugio Dickson 18,5 6,0 Média Refugio Dickson Camp. Los Perros 8,7 4,5 Média Camp. Los Perros Camp. Paso 12,0 4,5 Alta Camp. Paso Refúgio Grey 10,0 4,0 Média Refugio Grey Refúgio Pehoe 11,0 3,5 Média Refugio Pehoe Sede Administrativa 17,5 5,0 Média Dicas: 1-O parque é organizado, sinalizado, não dá medo de ficar sozinho, ainda mais em temporada, você encontra gente o tempo todo. Uma dica, que é meio óbvio, mas para que você não caia no mesmo erro, onde nos perdemos (de leve, para variar). A trilha toda tem marcação através de uns postezinhos (às vezes bonitinhos, às vezes bem tortos e toscos) alaranjados, ou umas marcas laranjas nas árvores. Quando você ficar em dúvida, procure o próximo poste laranja (ou uma marca laranja) que não tem erro.No Vale do Francês eram fitinhas cor de rosa nas árvores. Quando o caminho começar a ficar muito fechado, (principalmente nesta época de alta temporada, quando passa gente o tempo todo, a vegetação não tem tempo de ficar cerrada), pode voltar e procurar o caminho certo. 2-O roteiro W de Torres Del Paine, é factível sim, porém desaconselhamos para crianças (apesar da nossa ter ido, completado o percurso, mas sofrido um pouco, coitada, pelo fato de ter que carregar seu equipamento) até completarem seus 14~16 anos, a não ser que sejam crianças muito habituadas a trekkings pesados. 3-Achamos que a estrutura de Puerto Natales para quem vai a Torres Del Paine fazer o circuito, ou que seja um trekking com alguns dias é bem melhor que El Calafate. Os mercados têm mais opções de alimentos, existem casas que vendem frutas secas de todos os tipos, a oferta de suprimentos de acampamento são maiores, as opções de transporte são maiores e a distância para o Parque é menor. 4- Existe um ônibus do Fantástico Sur que sai às 14:00 hs de frente da Hosteria e que nos leva até a Guarderia Laguna Amarga, por CH 2.500,00 por pessoa. Como comentado nos mochileiros, realmente é um percurso de 7,5 km numa estradinha sem graça, e creia-me, depois de ter andado tanto e visto tanta coisa linda, vale a pena pegar o ônibus. Não precisa reservar, é só subir e pagar. 5-Se possível, reservem tudo com antecedência, principalmente se estiverem com crianças.Além de diminuir a quantidade de dinheiro que você vai carregar, (ou passar pelo câmbio, é mais garantido), não é nada agradável chegar em um lugar à noite, morto de cansado ,descobrir que não tem vaga e sair procurando. Só tem um probleminha, se você quiser negociar isto, principalmente com o Fantástico Sur não tem conversa. Perguntamos se poderíamos trocar a hospedagem no Chileno pelo Torres quando estávamos ainda no Cuernos, com medo da distância e eles disseram que não, que poderíamos reservar para o Torres, mas perderíamos o valor pago para o Chileno (mais as refeições que pagamos adiantado). Segue abaixo, o roteiro detalhado dia a dia. Dia 1- 30/12/10- 5ª feira- São Paulo- Buenos Aires Saímos do Aeroporto de Guarulhos aproximadamente às 22:30 hs, chegando no Aeroparque de Buenos Aires por volta das 23:30 hs, (menos 1 hora, por causa do nosso horário de verão). Deixamos de desembarcar em Ezeiza, como era o previsto, e o nosso primeiro problema acabou acontecendo aí, pois pretendíamos trocar o dinheiro em Ezeiza, pois todas as informações que pegamos diziam que o câmbio melhor era lá. Mas, depois de algumas cabeçadas, conseguimos sacar dinheiro via cartão de crédito.Deu preocupação de não conseguir sacar e passarmos apuro sem grana nenhuma, mas deu tudo certo, no final... Ps. Vale a pena informar-se sobre a habilitação de saque no exterior na moeda local via cartão de sua conta corrente particular. Ainda, lembre-se de habilitar a utilização do cartão de crédito para utilização no exterior. Dicas meio básicas, mas que para nós “iniciantes” só habilitamos o cartão para uso no exterior. Dia 2- 31/12/10- 6ª feira- Chegada em El Calafate Achamos que nossa espera seria de aproximadamente 5 horas, para pegar a conexão para El Calafate, mas acabou se estendendo para umas 7 horas... Devemos confessar que não foi lá muito confortável, mas acabamos até dando risada depois da nossa inventada “posição para dormir no Aeroporto”. E não éramos só nós, tinha mais gente, e alguns mais práticos, acabavam dormindo no chão mesmo, o que achamos que seria até mais confortável... Enfim, embarcamos às 7:45 hs, num Aeroporto num caos total, fizemos conexão em Trelew e chegamos em El Calafate às 12:20 hs. O táxi mandado pelo Hostel América Del Sur http://www.americahostel.com.ar já nos esperava. Aqui devemos comentar todos os serviços que utilizamos da equipe: a hospedagem em El Calafate, dos dias 31/12 a 02/01, os transfer de táxi, ida e volta, do Aeroporto para a cidade, o passeio para o Parque Nacional Los Glaciares- (Perito Moreno), no dia 01/01/11 e o transfer para o Parque Nacional Torres Del Paine, no dia 02/01/11. Todos estes serviços estão no site da empresa, e achamos mais conveniente e mais prático (além do preço acabar sendo mais acessível) em todos os serviços oferecidos. Chegamos, fomos recebidos por toda a grande equipe, nos encaminharam para o quarto, só deixamos a bagagem e fomos bater perna, afinal, por ser o último dia do ano, o comércio não estaria funcionando até tarde. El Calafate é muito graciosa, com o Lago Argentino ao seu lado, casinhas típicas do frio, com rosas, muitas rosas, por todo o lado mais canteiros imensos de lavanda e flores multicoloridas. Procuramos as casas de câmbio mas estavam todas fechadas. Almoçamos na La Lechuza Pizzas, o tão famoso e recomendado bife de chorizo com papas fritas (AR 63,00) e bife a milanesa (AR 38,00). Fomos ao mercado depois para comprar os mantimentos para o trekking em Torres Del Paine. Como o João estava com medo de passar fome, achamos que compramos um pouquinho de coisas demais... Voltamos para o Hostel, deixar a “compra do mês”, acabamos cochilando um pouquinho, para desespero da Júlia e saímos para passear de novo. Fomos até a Laguna Nimez, ver os flamingos rosas e os patinhos. Tivemos o primeiro contato (que seriam depois inúmeros, mal sabíamos, do vento patagônico).Voltamos pelo centro da cidade e nossa ceia de Ano Novo foram empanadas e bombas de vários sabores de uma padaria (La Baguette) numa travessa da Av. Libertador, (a principal da cidadezinha). Aproveitamos para levar algumas mais 3 alfajores caseiros para comer no Perito Moreno no dia seguinte. Foi a primeira vez que precisei usar óculos escuros às 20:00 hs, pois o sol estava me incomodando...Voltamos cansados mas felizes, por passar um Ano novo tão diferente e fomos dormir após uma ducha deliciosa do Hostel, às 22:30 hs, com o sol ainda se pondo. Dia 3- 01/01/11- sábado- Glaciar Perito Moreno Acordamos tarde, tomamos café (cereais, pães, 2 tipos de bolo, panetone, café, chá, leite, 2 tipos de suco, manteiga e doce de leite), o ônibus nos pegou às 10:00 hs no Hostel para a excursão para o Perito Moreno. Iríamos fazer o passeio na volta,depois do W em TDP, porém no dia 01/01, não haveria a excursão para Torres Del Paine, e para não ficarmos de bobeira na cidade, descansar um pouco depois da noite mal dormida,lá fomos nós para o Glaciar Perito Moreno. É excursão que vai todo mundo, aquele bando de turistas, aquela coisa que todo mundo vai.. é, mas uma vez que você está lá, é passeio obrigatório, inclusive pegar o barquinho e andar todas aquelas escadarias muito bem montadas, parar em cada lance do mirante, e tirar "N" fotos. Logo depois da entrada, existe um restaurante, onde você pode almoçar ou tomar um lanche. Não foi o nosso caso, pois tínhamos nossas empanadas. Chegamos no parque por volta das 12:30 hs, a entrada é de AR 75,00 e criança até 12 anos não paga. O barco é AR 50,00 e criança até 12 anos também não paga. É um visual indescritível, as fotos, aliás, como sempre, nunca fazem jus ao impacto de você ver pessoalmente, a grandiosidade da natureza que se descortina na sua frente. Saímos do Parque às 16:30 hs e voltamos para o Hostel. Comemos o tão aclamado churrasco deles e realmente, segundo o lema: coma até explodir!!! Muuuito melhor que o bife de chorizo de qualquer restaurante. Não me lembro realmente do valor, mas era algo em torno ao equivalente a R$ 40,00 por pessoa, incluído a bebida. Dia 4- 02/01/11- domingo- transfer para Torres Del paine Começo do roteiro W no Parque Torres Del paine. Estudamos em vários roteiros, de muitos blogs e sites relacionados (aqui nos mochileiros, a amiga Carla, ....) e fizemos a opção por este formato de roteiro, principalmente por estarmos com uma criança, de 11 anos (quase 12 anos) e também por não sabermos se iríamos aguentar o tranco, considerando que não estávamos (pelo menos eu) com um condicionamento físico assim, uma Brastemp, além do fato do joelho dar sinais de vida novamente (ou da ausência dela, rsrsrs). Fizemos o roteiro em 6 dias de acampamento, quando o normal é entre 4 e 5 dias no máximo. Desta forma, teríamos um dia para caminhar com a mochila cargueira, mais pesada,armar acampamento e tal, no dia seguinte, visitar o destino daquele acampamento, de mochilinha e quando voltássemos, o acampamento armado, seria jantar e descansar “somente”. O ônibus da excursão nos pegou no hostel às 5:30 hs . Outra explicação:fizemos as contas, e considerando, três pessoas, mais o translado de ônibus para Puerto Natales, que seria a opção mais perto, mais uma diária à noite, mais o carregamento da nossa mochila com a carga total para lá e para cá, consideramos que seria mais demorado, mas mais cômodo ir via excursão. O ônibus foi passando por vários locais e pegando mais passageiros. Passamos na fronteira da Argentina para o Chile, primeira parada do ônibus para carimbar os passaportes e depois uma segunda parada para a vistoria das malas. Mais um pequeno contratempo aqui. Não é permitida a entrada de nenhum tipo de alimento no Chile, parecido com sementes, nem alimentos frescos, como frutas, etc. Já haviam nos explicado isto, por isso compramos tudo enlatado, ou coisas como macarrão e sopas instantâneas, mas o João cismou que tinha que levar a aveia diária sagrada, e quando perguntou para o guarda da fronteira e ele disse que não podia entrar com aveia,o João tirou a aveia, mais as frutas secas e teve que preencher um novo papel com essa declaração e desmontar todinha a mochila para tirar a bendita aveia. No final das contas, nem precisou porque eles nem fizeram questão da entrada da aveia. Paramos depois na Cafeteria El Ovejero, para comer alguma coisinha e lá é possível também trocar o dinheiro para pesos chilenos. Fomos visitando e parando nos principais pontos do parque. Onde ficam os guanacos pastando livremente, o mirante do Lago, o Salto Grande, a Laguna Amarga, junto com todos da excursão. Algumas pessoas foram ficando em alguns pontos e nós saltamos em Pudeto, às 16:00 hs, para pegar o catamarã das 18:00 hs. No período da alta temporada, existem 3 horários, 10:30, 12:00 e 18:00 hs. Ficamos preocupados se deveríamos ir comprar bilhete em algum lugar, ou reservar, mas depois conseguimos a informação que seria só ficar lá esperando e entrar no barco e pagar. E foi isso mesmo. A viagem com catamarã dura 30 minutos e com uma condição de tempo excepcional, conseguimos avistar os 3 montes priincipais: Paine Grande, os Cuernos e Monte Almirante Nietto. O que foi excepcional também foi o calor, que comentamos com um casal inglês e uma japonesa, que todos esperavam enfrentar o frio, mas o calor... estávamos todos de camiseta e acabamos indo molhar os pés no lago (gelaaado!!, mas uma delícia!) Chegamos no Campeamento Paine Grande, administrado pela Vértice http://www.verticepatagonia.cl enfrentamos a fila para pagar o camping (bom, todos ou a grande maioria, que estavam no catamarã, com exceção daqueles que reservaram vaga no refúgio há pelo menos 6 meses aproximadamente, conforme disseram) , não é necessário reservar antes, a área de camping é grande, e montamos nossa barraca. O acampamento têm plataformas de madeira, para facilitar o caminho, a área dos banheiros (feminino e masculino) têm 3 chuveiros e ao lado, 3 banheiros. Existe também uma construção que serve como cozinha, com uma pia grande, e dois fogareiros e algumas mesas e bancos , então você pode cozinhar lá dentro e ir comer perto da sua barraca onde existem várias mesas e bancos espalhados pelo acampamento, ou comer dentro desta construção mesmo. Dentro da área do Refúgio, existe um mini mercado também, dá para comprar mantimentos de última hora. Fizemos o jantar, capeletti de vegetais, com uma viandada meio fritinha, comemos no banco perto da barraca e fomos dormir. Dia 05-03/01/11-2ª feira-Glaciar Grey Dormimos bem, acordei às 6:15 da manhã, com um lindo amanhecer, montamos nosso café e saímos para nossa primeira perninha do W, que seria conhecer o Glaciar Grey. Este dia, diferente do dia anterior, já estava bem frio, para os nossos padrões de sensações de calor e frio tropical. Uma caminhada de 11 km, que acabamos não indo até o final, chegamos somente até o Mirante, que já foi bastante bonito. Sentamos numa rocha do mirante, tomamos um lanche lá, e ficamos, com muito frio, que vinha da geleira, admirando o Glaciar de lá mesmo. Voltamos, preparamos nosso jantar e como estava muito frio, comemos lá dentro da área da cozinha mesmo. Comemos dessa vez um pouco de purê de batatas, que sem manteiga e leite ficou esquisito, sopa e um restinho do capeletti. Tivemos problemas com os chuveiros também, que não esquentavam nunca, e depois de muita luta de um funcionário conseguimos ter água quente nos chuveiros. Dia 6- 04/01/11- 3ª feira- Pehoe- Cuernos Acordamos, preparamos o café novamente, dentro da cozinha e comemos lá mesmo, por causa do frio e do vento.Vimos que a previsão da velocidade do vento para este dia era de cerca de 60 km/h. Não íamos conseguir acender o fogareiro com aquela ventania. Acabamos saindo tarde, umas 10:30 hs, do Campeamento Paine Grande em direção ao Italiano e ainda tínhamos que chegar no Cuernos. Um visual lindo, mas a mochila pesava muito, cansamos bastante, tivemos que fazer várias paradas para descansar, o vento foi aumentando, a Júlia não agüentou toda a bagagem e acabou passando para o João o sleeping dela. Resultado: conseguimos chegar no Italiano somente lá pelas 16:00 hs,detalhe, a caminhada de acordo com o mapa do Parque fala em 2,5 h, exaustos, e ainda sabíamos que tínhamos que chegar ao Cuernos. Na verdade, acabamos optando por ir até o Cuernos por causa de alguns relatos, onde diziam que, o acampamento tinha sido fechado por causa de muita m... espalhada, por não existir banheiro, ser um acampamento selvagem, etc. Foi uma pernada à mais de 5,5 km para chegar até Cuernos e no dia seguinte para voltar até lá para visitar o Vale do Francês, os 5,5 km de volta, mais 5,5 km novamente de volta até o Cuernos, ou seja, realmente, 16,5 km a mais.Temos que considerar ainda, o caminho para o Vale do Francês, de 5,5 km. Não sabemos dizer até agora, se valeu a pena ou não, mas, ficam aqui algumas informações constatadas: o acampamento é grande, realmente não tem chuveiro, mas tem 4 banheiros e não tem pia nenhuma, ou área para pegar água. Vimos uma estrutura onde poderia ser um abrigo para cozinhar, provavelmente, mas não não haviam mesas ou bancos, seria colocar o fogareiro no chão e cozinhar assim mesmo. Não tinha jeito mesmo, afinal já havíamos reservado nossa área de camping no Cuernos, através do Fantástico sur http://www.fslodges.com e até o banheiro não nos pareceu lá, tanto problema, mas não tínhamos água, então, seguimos em frente, depois de uma breve pausa para comer alguma coisinha. No caminho do Italiano para o Cuernos, o vento aumentou muito, e mesmo com o peso que carregávamos, por incrível que pareça, éramos quase que jogados ao chão. Nunca havíamos visto ventar tanto na água, que a água levantava e virava quase que um chuvisco, chegando a nos molhar, quando passávamos perto dela. Para completar a desgraça, ainda erramos um trechinho do caminho, na praia de pedra e tivemos que refazer o percurso. Chegamos exaustos no acampamento Cuernos, um lugar muito bonito sim, mas a infra... dois vasos sanitários e um chuveiro, pois o outro estava quebrado, para todo mundo!! Um horror!!! Ainda mais por causa da ventania, tudo estava coberto por terra. O cansaço foi tão grande, que preparamos mal e mal uma sopa de letrinhas,após montar a barraca, não deu coragem de usar os chuveiros, e mesmo que tomássemos banho, rapidamente seríamos transformados em milanesa com terra preta assim que saíssemos, então usamos nossos lencinhos umedecidos e desabamos exaustos. A única alegria aqui, foi a Júlia, que disse que estava morrendo de vontade de tomar aquela sopa de letrinhas, e tomou aquilo como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo, com uma alegria ainda de criança, que foi marcante. Modéstia muuuito a parte, mas tivemos muito orgulho deste desprendimento dela, apesar de todo o esforço enfrentado no dia. Dia 7- 05/01/11-4ª feira-Los Cuernos- Vale do Francês Voltamos só de mochilinha para o Vale do Francês. Fizemos todo o percurso de volta dos Cuernos para o Italiano, só que bem mais aliviados e tranqüilos. O percurso, realmente, só de mochilinha é tranqüilo até, tirando uma parte de subida. Neste percurso, deu para tirar fotos com calma e ir mais devagarzinho. De mochilinha, conseguimos fazer o percurso como consta na indicação do roteiro do parque, em 2,5 hs, até o Acampamento italiano. Começamos a subida do Vale do Francês, até alcançarmos um lugar com vista para o Glaciar do Francês e a Júlia, muito cansada do dia anterior (e confesso, eu também), acabamos ficando por lá. O João seguiu até o final da trilha, e depois, voltamos para o Cuernos. No caminho, na praia de pedras, ele cumpriu o que tinha prometido, de dar um mergulho pelo menos na Patagônia. Entrou e saiu, gritando de frio, logo em seguida, mas cumpriu a promessa. Tínhamos reservado um jantar e lá fomos nós, para nossa primeira refeição depois que iniciamos o W. Foi mais à título de experimentar o tipo de comida e um presente para nós três, depois do sacrifício do dia anterior. O preço é realmente salgado, comparado ao custo benefício, digo do que é servido, mas vamos combinar que uma comida fresca, realmente não tem preço . Digo, tem sim, e lá um tanto caro...Foi servido uma sopa na entrada, depois uma carne (que não conseguimos identificar que tipo) com arroz a grega e depois, uma salada de frutas com creme de leite. Além do preço da refeição, atenção para as bebidas e qualquer outra aquisição. A latinha de refrigerante custa CH 2.000,00, assim como o pacote de bolacha recheada. Dia 08- 06/01/11- 5ª feira- Cuernos- Chileno Saída dos Cuernos, por volta das 9:30 hs. Tomamos sopa de café da manhã, para ver se conseguiríamos mais “força” para a travessia, de aproximadamente 16 km. Só de saber a distância, já dava um cansaço antes do tempo. A primeira parte do percurso é subida, cansa bastante; no meio do caminho dá uma suavizada, com descidas e partes retas, onde eu e a Júlia conseguíamos um rendimento melhor. A mochila estava um pouco menos pesada, pois havíamos consumido boa parte dos mantimentos e também adotamos a estratégia de colocar o sleeping da Júlia, por dentro da mochila, dando uma estabilidade maior, além das roupas sujas serem carregadas pelo João. Existe realmente um atalho, no meio do caminho, então, em vez de seguir até a Hosteria Las Torres e subir, pegue o atalho à esquerda. A subida bem no começo é devastadora, quando a gente via o sinaleiro laranja lá no topo do morro, deu até uma canseira antecipada. Encontramos um casal logo após a subida, perguntamos se estava muito longe, e eles disseram que deveriam faltar umas 2 horas, mas que o caminho era muito bonito de se fazer, com vistas de lagos, belas flores de campo e algumas vezes a visão de condores. De fato, avistamos tudo isso, menos os condores, e fomos subindo, subindo, subindo. No finalzinho da trilha, o atalho se junta com a trilha principal que vem da Hosteria Las Torres para o Acampamento Chileno e depois para o Mirador Torres. Penamos na subida, mas a visão que tivemos do vale , com o Acampamento Chileno fincado no meio do vale, foi, para nós a visão mais bonita que tivemos na vida. Novamente, as fotos não traduzem a beleza do lugar, além do fato de termos sentido o que achamos que se sente quando se avista um oásis num deserto. Nosso lugar de chegada e de descanso, finalmente estava lá, ao alcance da visão (longe, mas estava lá). O Acampamento é pequeno, todo o lugar cheira a b. de cavalo, pois estes levam os hóspedes da chiquetérrima Hosteria Las Torres que não conseguem (ou não querem, lógico), andar todo o percurso a pé até o Campeamento Chileno, têm dois chuveiros quentes que funcionam (importantíssimo) e dois sanitários (um feminino e outro masculino), além de uma impressionante composteira de esterco a céu aberto que não deu para entender qual a finalidade daquilo, mas... Montamos acampamento e resolvemos nos dar de presente, até o final do período do W, o restante dos jantares e dos cafés da manhã. Jantamos sopa de entrada, um frango com creme esquisito e salgado, uma torta de batata com creme de leite gratinado e de sobremesa um mousse de chocolate com coco ralado em cima. Dia 09-07/01/11-6ª feira- Chileno- Mirador Torres Café da manhã no acampamento, mingau de aveia e leite (até eu tomei, e confesso, estava uma delícia!- detalhe, eu não tomo leite nunca, em hipótese nenhuma...), suco de laranja, 2 fatias de pão caseiro chapeados, café e chá, manteiga , doce de leite e ovos mexidos (até o João que não come ovo frito comeu e achou bom). Subidão. Você sai de 400 m para chegar na região do Mirador, a quase 900 metros. Quase desistimos no meio do caminho, mas uma moça passou pela gente, deu uma injeção de ânimo na Júlia e conseguimos força para continuar mais um pedacinho. É um trecho complicado, com aquela areia toda e pedrinhas que vão escorregando, mas devagarzinho, você consegue chegar. O João foi primeiro, fiquei com a Júlia numa parte do caminho que ela cansou, esperei o João voltar e depois fui eu. É uma visão clássica, das Torres, com o laguinho verde aos pés, mas vale a vista. O que foi “interessante”, é a quantidade de pessoas lá em cima, descansando, comendo e observando o lago. Guardada as proporções, e o visual da turma, procurei o ônibus da CVC que havia despejado toda aquela gente ali. Aliás, cabe dizer aqui, que durante todo o percurso, não ficamos nunca absolutamente sozinhos. Sempre encontrávamos as pessoas, e interessante, como isso é universal, seja lá na Patagônia, ou nas Chapadas, quando você encontra um trilheiro, cumprimenta. Teve momentos que até enjoava de “...hola, hello, hi”... Bem legal era encontrar pessoas que você já havia encontrado no Hostel em El Calafate, ou pessoas que estavam na excursão e depois tornava a encontrar, ou encontrado nos acampamentos anterior e nos saudávamos como se fôssemos amigos de muuuito tempo... Depois da travessia do dia anterior,com bagagem e tudo, a subida para o Mirador acabou tornando-se até relativamente “tranqüila”. Voltamos para o Acampamento, e jantamos desta vez sopa, torta de batata com carne moída (modéstia de novo à parte, ai que saudades da minha torta de batata com carne...) e salada de frutas de sobremesa. Dormimos cedo, pois acho que foi o dia mais frio que enfrentamos em acampamento nesta noite. Os sleepings que compramos Quechua, foram testados e aprovados nesta noite, apesar das opiniões contrárias a marca dos mais elitistas. Dia 10-08/01/11- sábado- Chileno- Hosteria Las Torres-Puerto Natales Café da manhã, o mesmo que o anterior , mas sem o mingau de aveia e geléia no lugar de doce de leite. Saída do acampamento por volta das 10:00 hs. Conforme o previsto no mapa do Parque, realmente a descida foi feita em 2 horas, considerando até que estávamos com carga, a descida foi muito tranqüila. Legal foi ver também a comemoração de cada trilheiro que chegava, normalmente era recebido com uma salva de palmas por aqueles que estavam esperando o ônibus, e também a comemoração dos grupos que chegavam, comemorando o circuito W realizado, e nos parabenizamos, quietinhos, e principalmente, nossa filha valente. Usamos o banheiro da Hosteria Las Torres e ficamos até com vergonha de pisar lá dentro, pois nossa ‘indumentária” , como diz meu sogro, sujo e fedido de 6 dias de trekking não combinava nadinha com aquele lugar chiquetê, mas foi um alento entrar em um banheiro limpo, depois de 6 dias, e foi a primeira vez que vimos um espelho, depois de muito tempo... Aqui cabe novamente um comentário a respeito do nosso roteiro. Também não sabemos até agora se foi melhor ter ido direto do Cuernos até o Chileno, e poupamos pela metade a subida até o Mirador Torres no dia seguinte. O fato é que, realmente, da Hosteria até o Mirador, é subida que não acaba mais. Se optar por este formato, em vez de sair de 400 m, como nós saímos, você tem que sair de 135 metros para chegar ao Mirador, à 900 m. Quando você chega no Chileno, ainda tem mais o dobro de subida. Depende do seu grau de resistência à subida. No meu caso e da Júlia em particular, é nossa maior fraqueza. Como eu já contei, existe a opção (não sei informar direito quanto custa e os maiores detalhes), mas os cavalos devem ser agendados e reservados na Hosteria Las Torres, o Campeamento Chileno não faz este serviço. (pelo que pudemos observar, são os hóspedes da Hosteria que utilizam o serviço). Esperamos o ônibus que sai às 14:00 hs de frente da Hosteria e que nos levou até a Guarderia Laguna Amarga, por CH 2.500,00 por pessoa. Como comentado aqui nos mochileiros, realmente é um percurso de 7,5 km numa estradinha sem graça, e creia-me, depois de ter andado tanto e visto tanta coisa linda, vale a pena pegar o ônibus. Não precisa reservar, é só subir e pagar. Vimos um grupo de pessoas também esperando, mais na frente, perto da área do acampamento e o motorista comunicava via rádio, que haviam mais 15 pessoas aproximadamente, e entendi que mandariam um outro ônibus realmente, como eles haviam informado aos outros passageiros que não conseguiram embarcar neste. Desembarcamos em Laguna Amarga 30 minutos depois, e o ônibus da Buses Gómez, http://www.busesgomez.com que havíamos reservado, chegou logo em seguida. Apresentamos o voucher, pagamos as passagens (CH 8.000,00 por pessoa) e embarcamos rumo a Puerto Natales. Paramos novamente na Cafeteria El Ovejero e nosso almoço foram 3 empanadas saídas do forno. Chegamos a Puerto Natales por volta das 18:00 hs, no Nikkos II, http://www.nikostwoadventure.com que havíamos feito a reserva via internet, mas não havíamos pagado, junto com outros turistas que saltaram do ônibus, inclusive brasileiros. Aconteceu algum problema na reserva e fomos transferidos pelo mesmo valor do Nikkos II, ao Nikkos I. As instalações do Nikkos II, aparentemente, pois não pudemos entrar, são mais novas e melhores que sua matriz e percebemos que talvez o “problema” foi que deram preferência para aqueles que haviam feito e pago a reserva. Em circunstâncias normais, iríamos estressar, afinal foi dito que poderíamos pagar na apresentação, e as instalações não eram lá, essas coisas, mas depois de 6 dias de acampamento, a Júlia e nós ansiávamos por dormir sob um teto, poder tomar um banho no tempo que cada um quisesse, sair no quarto quentinho, e não no vento e dormir numa cama, que não ligamos e achamos tudo ótimo. Interessante como dependendo do momento e das circustâncias, nossos valores são relativos...São mais um dos aprendizados que temos viajando... Lá fomos nós, bater perna na cidade e arrumar as passagens de ônibus para Punta Arenas para o dia seguinte e a volta de Punta Arenas para Puerto Natales e depois para El Calafate, para o dia 11/01. Conseguimos na Buses Fernandes um ônibus para Punta Arenas às 10:00 hs no dia seguinte e no mesmo horário a volta para Natales. (CH 4.000,00 por pessoa cada trecho).Numa agência perto, a Carfran, http://www.carfranpatagonia.com, conseguimos a volta para El Calafate somente para às 18:00 hs. (CH 12.000,00 por pessoa). A cidade é pequenininha, cerca de 20.000 habitantes apenas, e é a porta de entrada para o Parque Nacional Torres Del Paine, e se movimenta em torno praticamente do turismo. Não é uma cidadezinha “bonitinha” como El Calafate, mas tem uma característica mais rústica,mas mais autêntica, com suas casinhas de madeira simples. Em Puerto Natales, existem várias empresas de ônibus, Buses Fernandez, Zaahj, Cootra, Pacheco e Buses Sur, espalhadas pelo centro, com horários diversos. Somente depois de agendado estes horários é que descobri num guia que compramos da Lonely Planet, que existiam ônibus direto de Punta Arenas para El Calafate pela Bus Sur. Comemos um hambúrguer do Masay Pizzas, Manuel Bulnes, 427, indicado pela moça da lavanderia que fica ao lado do restaurante Picada de Carlitos (CH 1.500,00 o kg da roupa, o melhor preço que encontramos), e o hambúrguer é conforme a Júlia disse tamanho Man X Food, (um programa besta que assistimos de vez em quando), enooorme, mas uma delícia, e impossível de comer praticamente um inteiro sozinho. Só tomem cuidado com o catchup, que é picante demais (aliás, acho que trocamos o frasquinho e na verdade era pimenta mesmo!!! ). Pagamos CH 13.500,00 os 3 hambúrguers mais 3 refrigerantes. Voltamos ao hostel e dormimos divinamente, numa cama, quentinhos, depois de 6 dias de acampamento. Dia 11-09/01/11- domingo- Puerto Natales- Punta Arenas Café bem simples no hostel. Café, chá, pão, manteiga, geléia, suco de laranja e iogurte. Pegamos o ônibus às 10:00 hs e combinamos de deixar todo o equipamento de camping, que não iríamos utilizar no hostel para pegar na volta, no dia 11/01. Chegamos a Punta Arenas às 13:00 hs, e mais um probleminha. Não anotamos o endereço do hostel, pois em toda cidade que chegamos as pessoas sabiam pelo nome onde ficavam as hospedagens (até aqui no Brasil, em qualquer cidadezinha). Perguntamos no terminal do Buses Fernandez, para os taxistas e nada. Ficamos lá parados, e apareceram na nossa frente nossas fadas madrinhas , Marilisa e Voluspa, que tentaram nos ajudar a descobrir o hostel, mas como disse a Voluspa, em Punta Arenas, com 250 hostels, se não tivermos o endereço do lugar, nada feito. Nos levaram ao Hostel que elas ficariam, Joshiken, http://www.hostaljoshiken.cl, na mesma rua do Buses Fernandez e acabamos ficando lá mesmo, pois o preço era bem semelhante ao que havíamos reservado antes, ficava pertinho do centro, havia a indicação das nossas recém conhecidas amigas e ser muito limpo e aconchegante. É uma cidade portuária, e sua principal atividade hoje está centrada no turismo. Seu porto recebe transatlânticos que utilizam a cidade como ponto de partida para viagens à Antártida. É uma cidade bonita, e o que surpreendeu foram as grandes construções, antigas, com uma arquitetura muito bonita. Deixamos nossas coisas no Hostel, passamos no mercado, Unimarc, compramos algumas coisinhas para comer, fizemos farofa ali mesmo no estacionamento do mercado, para vergonha completa da Júlia; encontramos um pessoal que fez o W, em Torres Del Paine também,nos cumprimentamos como velhos amigos. Depois, pegamos um táxi (CH 2.000,00~2.500,00 ) até a tão famosa Zona Franca, na entrada da cidade, na verdade, nosso motivo principal para visitar Punta Arenas. É um “shopping”, praticamente, com várias lojas, mas sinceramente, foi uma decepção. Qualquer shopping de São Paulo é maior, e infelizmente, como estamos acostumados na metrópole de compras do Brasil, acabamos comparando preços, oferta de produtos, variedades, novidades e em nenhum quesito destes a Zona Franca ofereceu vantagens. Como era domingo, nem todas as lojas estavam abertas, mas serviu para vermos os preços. O que vale a pena, são realmente, as roupas, sejam elas as esportivas e técnicas (loja Balfer) ou as roupas normais mesmo. Atravessamos em frente a Zona Franca e fomos ao mercado Sanchéz & Sanchez e lá fizemos a festa comprando roupas para o inverno, com preços realmente bons. Voltamos ao Hostal, e pedimos indicação de restaurante, e nos indicaram o Restaurante Arco Íris, ao lado do Unimarc, na Rua Bories. Um bufê de self service imenso, com comida chinesa, vários tipos de salada, massas, churrasco, muita variedade, com sobremesa (vários tipos) incluída por CH 6.500,00 por pessoa. Vale muito a pena! Voltamos rolando para o Hostal para descansar. Dia 12-10/01/11- 2ª feira- Programa Shopping Café no Hostal com pão, manteiga, duas fatias de queijo e presunto para cada um, café e suco. Dia literalmente de comprar. Depois de nos despedir das nossas fadas madrinhas que estavam indo embora, fomos para as lojas no centro de Punta Arenas, (principalmente na Rua Bories e arredores), e nesta época, os grandes magazines, (Johnson, Corona, Estilo de Vestir, etc) estão fazendo suas liquidações, com 60, 70% de desconto ou do tipo pague 1 e leve 2. Almoçamos no centro novamente no Restaurante Arco Íris, que foi muito bom e aproveitar o horário da siesta, onde todas as lojas fecham (entre 12:00~12:30 hs, retornando por volta das 15:00 hs, inclusive na Zona Franca). Andamos numa ventania horrorosa, que quase nos arrastava pelas ruas!! Parece inacreditável, mas é essa a sensação mesmo, de ser carregado a qualquer momento pelo vento!! Soubemos no dia seguinte, no Hostal, que o vento atingira 120 km/ h!!! Seguimos depois novamente, para a Zona Franca para dar uma última olhada, agora com as lojas abertas, confirmar que não vale a pena mesmo, passamos em frente, no mercado Sanchéz & Sanchéz para mais algumas aquisições. O taxista que nos levou para a Zona Franca nos informou da greve que teria início no dia seguinte, mas não imaginávamos a dimensão desta paralisação. Voltamos para o centro à noite, comemos um tostado com chá e chocolate quente e fomos ver o mar de Punta Arenas no friiiiiiooooooo. Dia 13-11/01/11- 3ª feira- Punta Arenas- Puerto Natales- El Calafate Depois do café, saímos de Punta Arenas para Puerto Natales no Buses Fernandes (só atravessar a rua, praticamente) às 9:00 hs, debaixo de frio e uma chuva fininha. Chegamos a Puerto Natales por volta das 13:00 hs. Passamos no Nikkos para pegar nosso equipamento de acampamento deixado lá e levamos até a agência de viagens. Nosso ônibus sairia às 18:00 hs, tempo então para almoçar (no La Tranquera, Manuel Bulnes, 581, menu do dia,merluza com purê de batatas ou bife a milanesa com arroz por CH 3.500,00 o prato) e comprar algumas coisinhas. A cidade já estava em movimentação para a greve marcada para iniciar aquela noite. Vimos chegando carros do exército, soldados fardados e os Carabineros do Chile. Alguns comerciantes locais, já nem atendiam mais os turistas, preocupados em preparar faixas e cartazes para a paralização do dia seguinte. Mal sabíamos da nossa sorte em estar saindo da região ainda nesta noite, pois no dia seguinte, já estaria tudo fechado, como pudemos constatar nos noticiários quando chegamos em casa. O ônibus da Cootra saiu às 18:15 hs e passou por outro lado, na portaria via Rio Túrbio. Chegamos em El Calafate por volta das 23:30 hs, sem nenhum táxi no terminal de ônibus para o nosso desalento total e fomos lá, caminhando com todo a bagagem de acampamento e agora todas as nossas compras até o Hostel América Del Sur, que já nos esperava e onde fomos recebidos com um entusiástico “Hola, Marcia, sejam bem vindos de volta!!!” pelo simpático Patrício àquela hora da noite, foi um alento. Observamos que apesar da demora nos translados, foi muito bom termos deixado tudo reservado assim que chegávamos. Portanto, reservar sua volta de Punta Arenas para Puerto Natales ou El Calafate, assim como sua hospedagem na cidade de destino é importante, pois vimos pessoas tendo que esperar ou simplesmente saindo procurar outra alternativa de transporte e de hospedagem na hora, o que nem sempre é possível. Dia 14- 12/01/11- 4ª feira- El Calafate- Buenos Aires-São Paulo Tomamos café, arrumamos pela última vez nossa bagagem, fizemos o check out, deixamos as malas no hostel, pedimos um táxi para nos levar até o Aeroporto e descemos para o centro para esperar o horário do vôo. Andamos no centro de novo, comemos de novo nas empanadas, com a diferença desta vez que a proprietária estava presente e nos destratou achando que estávamos consumindo outros alimentos que não o dela. Indicamos o lugar da primeira vez, mas devido a este fato desagradável, desaconselhamos. Ficamos chateados com a situação, e como já era quase hora de voltar para esperar o táxi, voltamos ao hostel, nos despedimos da equipe com um forte abraço e rumo ao aeroporto. Estava um caos o aeroporto de El Calafate, demoramos 1:15 h para fazer o check in e embarcamos para Buenos Aires por volta das 15:40 hs. Desembarcamos em Guarulhos à 1:30 h e assim terminou nossa aventura. Nossas considerações finais: 1- O roteiro W de Torres Del Paine, é factível sim, porém desaconselhamos para crianças (apesar da nossa ter ido, completado o percurso, mas sofrido um pouco, coitada, pelo fato de ter que carregar seu equipamento) de até seus 14~16 anos, a não ser que sejam crianças muito habituadas a trekkings pesados. 2- Achamos que a estrutura de Puerto Natales para quem vai a Torres Del Paine fazer o circuito, ou que seja um trekking com alguns dias é bem melhor que El Calafate. Os mercados têm mais opções de alimentos, existem casas que vendem frutas secas de todos os tipos, a oferta de suprimentos de acampamento são maiores, as opções de transporte são maiores e a distância para o Parque é menor. 3- Se possível, reservem tudo com antecedência. Não sabemos se conseguiríamos voltar se não tivéssemos reservado nossas passagens de ônibus antes.
  2. Classificação: Clássicas Fechando nossas viagens de férias pela região do Mato Grosso, estivemos visitando o Pantanal. A princípio, não iríamos para lá, mas a Lu, da Família Muller, nos convenceu,dizendo que pelo menos deveríamos conhecer a Transpantaneira, então, lá fomos nós. Realmente, como ela conta em seu livro, é uma região ainda selvagem, quase inexplorada e só pela Transpantaneira vale a pena conhecer esta região. Saímos de Nobres, passamos por Cuiabá e fomos em direção à Poconé, onde se inicia a rodovia. Fomos apanhados numa condição completamente atípica para a região, que foi o frio intenso. A condição foi tão extraordinária que uma amiga contou que no noticiário foi falado em cerca de 3 mil cabeças de gado mortos pelo frio. Pois é, estávamos bem aí nessa época. Bom, mas como todos sabem, até essas condições adversas, fazem parte das nossas viagens, e o negócio é encarar com bom humor e depois rir dos perrengues que a gente passou. Isso rende boas risadas depois ... Ficamos na Ueso Pousada: http://www.pantanal.ch , da Sonia e do Ueli, com uma consciência e ações voltadas a preservação e manutenção da fauna e flora no Pantanal. A maior área da propriedade é mantida, sem fazer queimadas nem desmatamento, como uma reserva particular. Nesta área são feitos os passeios a cavalo e à pé. Estávamos hospedados nós e uma família grande de suíços. Foi bem diferente, pois nós não entendíamos uma palavra e nos comunicávamos por vezes, com a matriarca, que era chilena, uma longa história. As crianças eram uma diversão à parte, porque falavam entre elas, riam entre elas, depois olhavam para nós e riam como se estivéssemos entendendo tudinho...ahã... A Pousada foi a que ofereceu o melhor custo para nós, com pensão completa, e direito a um passeio a cavalo ou de barco, por dia. Ficamos quatro dias ao total, porém dias inteiros foram dois, então no primeiro fizemos o passeio a cavalo, guiados pelo Marcos, pela manhã. Até o João, que tem receio de andar a cavalo foi numa boa. A Júlia teve alguns problemas com o cavalo teimoso dela, o que rendeu boas gargalhadas das crianças suíças. No dia seguinte, a Sônia nos levou até uma fazenda vizinha para passearmos de barco pelo Rio Clarinho e pescar piranha. Ela ria muito, e disse que nós inventamos uma nova modalidade de pescaria: a voadora, onde nossos peixes não eram bem fisgados e voavam por cima das nossas cabeças, para cair na água de novo... deixa meu pai pescador saber da nossa inabilidade total com esta modalidade esportiva que ele tanto aprecia... À tarde, o Marcos nos levou para uma caminhada pela mata preservada da Pousada, e também até o mirante, onde, apesar do frio, conseguimos avistar alguns animais. O Pantanal dessa vez ficou nos devendo o tão famoso pôr do sol, mas voltamos com outras lembranças e aprendizados, como o modo delicado, gentil e responsável que o europeu educa suas crianças, observando os suíços e a visão que a Sônia passou da educação e criação de seus filhos mudando alguns conceitos nossos. E viajar também é isso,é ter o espírito e a mente abertos para situações diferentes daquela que esperávamos encontrar, não fazer disso um problema, e absorver todo o tipo de conhecimento e experiência que nos engrandeçam de alguma maneira.
  3. Classificação: descobertas Por sugestão da família Muller, http://www.familiamülleraventura.com.br/, aproveitamos nossa estada no Mato Grosso e conhecemos Nobres. Para encurtar o caminho, usamos a indicação do Sr. Isaías, da Pousada Bom Jardim , http://www.pousadabomjardim.com/, e na estrada de volta da Chapada dos Guimarães, seguimos em direção à Usina do Manso, sem precisar passar novamente por Cuiabá e na cidade de Nobres, afinal as maiores atrações estão na Vila Bom Jardim, distante cerca de 60 km da cidade.O único porém é que nós erramos o caminho (novidade!!!), pois a estrada estava em manutenção e o caminho de terra de 45 km viraram 90 km, mas, faz parte do pacote.... (pelo menos pra gente). Mas ainda deu tempo de chegar para almoçar e almoçar ao lado da Pousada. A nossa maior dificuldade aqui, foi conseguir achar um pacote razoável, pois as informações encontradas na internet ficaram confusas para mim e tivemos que pedir ajuda à família Müller para entender. Os pacotes de visitação são todos pagos, é necessário a emissão de um voucher para a visitação, mas muito caros, na nossa opinião, tornando proibitivos, para uma família mais numerosa. Bom, vamos lá, para o que importa. No primeiro dia, visitamos a Lagoa das Araras, à tarde. R$ 10,00 por pessoa. Um passeio muito bonito. No segundo dia, visitamos a Cachoeira Serrra Azul e o Rio Triste, na companhia do guia Silvano, que também tem agência na vila, a SM Agência de Turismo,[email protected], que também oferece hospedagens, um pouco mais rústicas que a Pousada Bom Jardim e também refeições, além de emitir os vouchers também . A Cachoeira Serra Azul tem uma cor única, azul,linda, onde fizemos mergulho (a agência fornece o equipamento), e se você tiver sorte (a Júlia e o João conseguiram), pode ver um cardume de peixes circundando você. Lindo! O pacote por pessoa custa R$ 50,00. Voltamos para almoçar no Estivado, (a agência se encarregou da reserva), onde também tomamos banho, naquela água límpida, e à tarde fomos fazer a flutuação no Rio Triste. Também R$ 50,00 por pessoa. Não deixe de fazer este passeio. A flutuação segue por 1 km, naquelas águas transparentes, mornas, (com equipamento também), onde dourados e piraputangas vão acompanhando seu trajeto. Como diz a propaganda da cidade, Nobres não é bonito (referência à cidade), mas é lindo! Realmente, a vontade que dá é de terminar o passeio e voltar até o começo para fazer a flutuação novamente... :'> No dia seguinte, fomos visitar o Aquário Encantado (ou Recanto Ecológico), outro cartão postal da localidade.Também R$ 50,00 por pessoa. É diferente do primeiro passeio, porque você fica num poço restrito, fazendo a flutuação, sai desse local, caminha um trajeto curto e depois vai para a flutuação no Rio Saloba, mas num trajeto bem menor que o do Rio Triste e não vimos tanto peixes aqui. À tarde, subimos até o cruzeiro, para uma visão geral da Vila Bom Jardim. Nossa impressão: A vila ainda é muito pequena, ainda não está com toda sua infra-estrutura adequada para o turismo, acabamos ficando sem almoço, em um dos dias, mas ao mesmo tempo, isso aumenta sua “rusticidade” e ar de novidade. Ainda deve crescer, existem locais incríveis, muito bonitos, diferentes de tudo o que havíamos visto. O Sr. Isaías promove o desenvolvimento da localidade, agregando um valor social, na nossa opinião, pois além da pousada em si, que oferece uma hospedagem honesta, emite os vouchers da própria pousada e também aloca os serviços de outros locais (guias, agências e restaurantes) no seu serviço. Como dizemos há necessidade de explorar o turismo, para promover o local e não explorar o turista, como parece ser o caminho que algumas agências locais estão trilhando.
  4. Classificação: descobertas Descobrimos Tapiraí em uma reportagem do Ecoviagem: http://ecoviagem.uol.com.br , que falava na verdade, de um outro lugar, o Salve Floresta, que depois de visitarmos o local duas vezes ainda não visitamos. É bem pertinho de São Paulo, cerca de 160 km pela SP 270, e o próprio caminho já é gostoso de fazer.Tem um visual bonito, e pegamos nas duas vezes, a neblina, que oferece um encanto a mais ao local. Ficamos na Pousada do Professor http://www.pousadadoprofessor.com.br, do Seu Evaldo e da Heloísa, uma pousada familiar, com chalés e duas casas aconchegantes, em número pequeno, seguindo a filosofia dos proprietários de não “lotar” o local e permanecer num ambiente o mais familiar possível. Os chalés e as casas são equipados com todos os apetrechos de cozinha. Aconselhamos aqui, leve seus dotes culinários junto com você nesta viagem, ou arranje um amigo que os tenha, pois a cidade (se é que a gente pode chamar assim, na verdade é um vilarejo, daqueles de beiradinha de estrada, e quando você percebeu, já passou por ela) possui sim, locais para refeição, mas não nos aventuramos a comer ainda por lá. Para quem tem crianças, elas irão gostar da trilha com uma ponte suspensa dentro da Pousada, vão se sentir a própria Lara Croft (bom, a Júlia pelo menos dizia isso na época). A Pousada oferece na sua diária o café da manhã, bem gostoso. Peça os ovos que a Heloísa prepara, que são uma delícia! Seguimos aqui, nossa rotina de viagem, café da manhã bem reforçado e ir para as cachoeiras do lugar. O professor faz um mapinha e você consegue chegar aos locais. A cidade ainda não tem infra-estrutura nos locais turísticos. Não nos entenda mal, todos sabem que odiamos aqueles locais com restaurante no pé da cachoeira, é a coisa mais odiosa que existe, mas umas plaquinhas não fazia mal... A mais famosa, é a Cachoeira do Chá, com queda de 30 m, acesso pelo km 164,5 da SP 079, sentido Juquiá. São cerca de 3 km em estrada de terra e depois, a trilha mais ou menos 1 km. Existe também a Cachoeira do Rio Belchior, que possui duas quedas em um paredão de 15 m de altura, mas nós penamos para conseguir achar o local. Visitamos também a Cachoeira do Rio Alecrim, que fica meio escondidinha, mas o acesso até a Cachoeira é bem fácil. A Cachoeira do Rio Limoeiro também é perto, e a trilha é bem curtinha. Dicas gastronômicas: a cidade é o maior exportador brasileiro de gengibre. Existe uma casinha na estrada, a Sweet’n Simple, se você perguntar assim, ninguém vai saber, pergunte pela Dona Lourdes, que vende doces de gengibre , com chocolate e também lasquinhas de casca de laranja ou limão com açúcar ou chocolate. Achamos o preço um pouquinho salgado na segunda vez que passamos lá, mas vale a pena experimentar. Na cidade, uma casinha mais simples também, que faz outros tipos de doce com gengibre e um xarope que o proprietário fala que cura desde tosse até dor de cotovelo, brincadeira...
  5. Classificação: matando saudades.. Começamos a frequentar São Francisco em 1997, fomos algumas vezes pela proximidade com São Paulo, e voltamos agora, na Páscoa, depois de 10 anos. Foi o lugar da estréia da Júlia nas caminhadas. Continua ainda um lugar simpático e acolhedor. Fica a aproximadamente 150 km de São Paulo, passa dentro da cidade de São José dos Campos, onde existem placas indicativas até lá, passando por Monteiro Lobato. A cidade é daquelas típicas de interior, com uma avenida principal, uma praça central, com coreto e igreja, todos se encontram o tempo todo, nas lojinhas de artesanato (aproveitem as mantas e os tapetes, que são bonitos e têm preços bons) e nos restaurantes, cafés e depois nas cachoeiras. O que nos assustou desta vez foi que o custo de vida da cidade aumentou consideravelmente. O preço das pousadas, de maneira geral, ficou assustador. Parece que o público que passou a frequentar a cidade busca mais aquele clima meio "Campos do Jordão", aquela coisa mais chique e para nós, que gostamos mais daquela atmosfera alternativa, mais hipponga, perdeu um pouco o ar de "Visconde de Mauá". Como diz nossa amiga Tânia, e como toda nossa Ogroturminha sabe, nós procuramos lugares com um bom custo-benefício, considerando sempre, que vamos passar praticamente o dia inteiro passeando e voltar à tardezinha,quase à noite apenas para um bom banho quente e uma cama limpa numa pousada honesta. Ficamos novamente na Estalagem Alpina (12)39261180, da Cleusa, que fica bem na frente da praça, muito simples, mas que satisfaz as nossas poucas necessidades. Sinceramente, porque como conversávamos com o nosso velho e bom amigo Miragaia do CAT (onde ele começou o serviço, desde os idos de 97, quando nos conhecemos), para pagar R$ 800,00 o pacote de feriado (e por aí vai), você tem que chegar na pousada e não sair mais. (o que particularmente não é o nosso caso). Mas, as implementações que foram feitas na praça, no coreto, nas plaquinhas das ruas, ficou muito bonitinho. Muitas das atrações que visitávamos na época estão fechadas por estarem dentro de propriedades particulares e pelo fato dos proprietários terem sofrido alguns prejuízos por turistas não tão conscientes, digamos assim. Desta vez quem nos guiou foi a Sabrina, a filha do Mira,(ai gente, o tempo passa....) para a Toca do Muriqui, que acaba numa pequena cachoeira. Lembramos desta trilha só na volta, pois o começo da trilha é mesma trilha que fizemos há 13 anos atrás para a Travessia para Monte Verde. (essa trilha na época ficou na nossa história, porque não conseguíamos nem falar no final do passeio, de tão cansados. Pelo menos eu e o João.Estávamos ainda com o Renato e o Maurício). Existem outras trilhas, agende no CAT, mas acabamos fazendo só esta. No dia seguinte, fomos conhecer o Pouso do Rochedo, http://www.pousodorochedo.com.br/ que nos surpreendeu.Você paga o "day use", (pagamos se não me falha a memória R$ 10,00 por pessoa) recebe um mapinha das trilhas pela simpatia do proprietário, Sr. Antonio ,pode andar pelas trilhas dentro da pousada (que têm da mais levezinha até uma, de subir um pico, que desta vez não deu coragem), e visitar várias cachoeiras, terminando na última muito bonita,e de quebra ainda pode tomar um banho nas piscinas da Pousada. Existem várias opções de hospedagem, desde chalés até casas para famílias maiores. A casa ele cobra R$ 50,00 por pessoa, (é melhor vc checar antes, em todo caso) com direito a café da manhã. Combinamos nós e a Tânia e o Felipe de passar um final de semana nesta pousada e fazer o pico (quando não estiver chovendo, porque nós pegamos muita chuva desta vez). Não temos dicas gastronômicas uau!!, dessa vez, infelizmente. Tentamos comer num restaurante que servia trutas (que parece ser a especialidade da região), mas as crianças (ops, me esqueço que não posso chamá-los mais assim) não quiseram. Como caminhávamos e chegávamos tarde (por volta das 14:00 hs), e a fome apertava, almoçamos dois dias no restaurante da Pousada São Francisco, self-service. Comemos uma pizza muito ruim, que não lembramos o nome do restaurante, que se dizia feita na pedra, mas não era nada.Só valeu porque de lá vimos a procissão da cidade da Paixão.Coisas que você vê só no interior mesmo. Foi surreal, porque a Júlia não havia visto nunca e ela se aterrorizou com aquela gente vestindo branco, carregando uma pessoa morta (ela achou que a cruz com Jesus fosse um cadáver) acho que ela andou assistindo filmes demais...e entrou em estado de pânico. Até explicar o que era uma procissão e que não era gente morta... Como todo guia falava no Photozofia, fomos lá para conhecer o espaço. É muito diferente, deve ser muito legal, mas à noite, realmente, a gente estava só o pó, além de estarmos com as crianças (ops, de novo), então... quem sabe numa próxima.
  6. Classificação: clássicas Estivemos 2 vezes, em 1996, solteiros, num grupo de amigos e em janeiro de 2008, com nossa filha, mais uma amiga e seu filho, da mesma idade da Julia. Uma das grandes caminhadas clássicas, onde aliam-se paisagens exuberantes, a simplicidade e simpatia dos moradores, a boa infra estrutura local e a possibilidade de conhecer gente do mundo todo. Contratamos uma agência local, a Explorer Brasil [email protected] , com o Kikiu, uma simpatia de pessoa e o nosso guia local Aércio (um dos guias mais pacientes que já nos enfrentaram...) e passamos em janeiro de 2008, por locais diferentes dos que havíamos visitado da primeira vez. Fora os essenciais que você deve visitar (Morro do Pai Inácio, Poço do Diabo, Cach. do Sossego, Gruta Azul e da Pratinha, Poço Encantado -não entramos nesta última vez-Ribeirão do Meio, Cachoeira da Fumaça, entre outras atrações), não deixe de visitar : a Cachoeira do Buracão (nadar por entre os cânions é uma experiência!), a Cachoeira do Mosquito e a Serra das Paridas, com o Renato Hayme, terminando com um farto almoço de casa de vó, a gruta da Torrinha, com formações que nunca havíamos visto (a rara flor de aragonita), nadar no Poço Azul e sentir vertigem olhando aquela água transparente. Hospedagens: em Lençóis, ficamos na Pousada Alto do Cajueiro http://www.altodocajueiro.com.br/, fica meio longe do centro, mas é bastante agradável e não é tão caro quanto as pousadas do centro. Em Caeté-Açu, na Pousada Lendas do Capão http://www.valedocapao.com.br/, uma pousada que nós gostaríamos de ter ficado mais que um dia, fica no meio da mata e tem um clima muito aconchegante e em Igatu, a Pousada Pedras de Igatu http://www.igatu.com.br/. Esta Pousada tem história prá gente, porque tomamos café lá quando ainda estava em construção, em 1996, e desta vez, ficamos hospedados lá. Além de ser pousada, também é restaurante. Fomos duas vezes, mas ainda gostaríamos de voltar para fazer a Travessia do Vale do Paty, nesta última, fizemos o comecinho,só eu e o João, que é a Trilha Vale do Capão- Guiné, faltou ainda o Marimbus, e novamente tomar banho naquelas águas mornas... ai, ai, saudades... Comer (não pode faltar, né?) -em Lençóis: Neco's Bar: encomende com antecedência o especial da casa, com os pratos típicos, como godó de banana e cortado de palma, acompanhado de galinha e tucunaré. Infelizmente, não conseguimos estar na sexta-feira para comer o acarajé. Depois deste acarajé, todos os outros não têm comparação; -no Vale do Capão, nosso querido guia Aércio, nos preparou uma surpresa, encomendando anteriormente num barzinho local , pastéis fresquinhos com recheio de palmito de jaca (vc deve imaginar: argh!!), mas parece palmito, é bem saboroso. Para comentários, dúvidas e maiores informações, encaminhe um e-mail:[email protected] e também acesse nosso blog: http://oscaminhantes-ogrotur.blogspot.com
  7. Classificação: clássicas Estivemos duas vezes também na Chapada dos Veadeiros, Goiás. A primeira vez em 97 e voltamos em julho de 2009. A melhor opção para nós (após algumas cotações) foi alugar um carro em Brasília e seguir viagem para Alto Paraíso, a aproximadamente 230 km. Dica: há dificuldade na locação de veículo econômico aos finais de semana. Todos os turistas resolvem passear com os carros locados . Os modelos que sobram são os mais completos (ar, direção, vidro, etc) e portanto o valor da sua locação pode até dobrar, portanto, dormimos uma noite, no domingo em Brasília e seguimos viagem na segunda-feira, quando voltam os carros econômicos. Valeu a pena dormir uma noite em Brasília (financeiramente, porque o lugar que a gente ficou parecia locação de filme de terror,esconderijo de sequestrador ou calabouço de prisão.Alguém já viu abrir a porta do guarda-roupa e achar um banheiro lá dentro? ééée, cara, nem tudo são maravilhas nas nossas viagens). Primeiro dia, chegada no povoado de São Jorge, a entrada do Parque Nacional. Ficamos na Pousada Casa Grande, que fica em frente à praça central do pequeno lugarzinho. Foi o lugar mais em conta, mas os quartos são bastante apertados, para três pessoas. Como no nosso caso, saímos logo após o café e chegamos à tardezinha, não teve muito problema. Escalonamos os passeios mais perto do vilarejo nesta primeira etapa, assim fizemos os roteiros do Pq. Nacional , clássicos, os Saltos 1 e 2 do Rio Preto, Cânions, cachoeira das Cariocas e as Corredeiras. Nosso guia, foi o maravilhoso Deni (que depois soubemos que foi um privilégio, pois é um dos guias mais experientes e requisitados e é destinado pelo CAT- Centro de Apoio ao Turista-aos grupos grandes), além da companhia agradabilíssima de sua companheira Joyce .Além de ser um guia excepcional (assim como foi seu primo Neto, na nossa primeira viagem em 97), foi quem dirigiu (e nos aliviou desta penosa função naquela estradinha) nosso carro alugado. Ainda fazem parte do roteiro clássico (e obrigatório), porém, fora do Parque Nacional, o famoso Vale da Lua, a Morada do Sol e o Salto do Rio Raizama. Dica: não é muito perto, mas não deixe de fazer o passeio à noite, das Águas Termais, piscinas naturais com água a 38º C. É surreal boiar naquela piscina natural de água quente, olhando as estrelas... Seguimos depois, para Alto Paraíso, e ficamos na Pousada Veadeiros- http://www.pousadaveadeiros.com.br/, da Ana Rosa e da Noraney. Fica bem localizada e junto da agência EcoRotas. A pousada é nova, e para quem tinha saído de um quarto pequeno, nos pareceu imenso... Do lado de lá, visitamos : Almécegas 1 e 2 (roteiro clássico), o Portal da Chapada (onde fica a Cachoeira São Bento) e dois lugares que não havíamos visitado da primeira vez. Não deixe de conhecer : - Cataratas dos Couros: o lugar tem remansos, piscinas naturais no começo da trilha e termina, num "grand finale" numa cachoeira imensa, e inesperada, porque a gente vai seeguindo por um lado que não é possível visualizá-la e só no final vc se depara, extasiado, com a cachoeira. -A Cachoeira do Vale do rio Macaquinho: um lugar diferente, com água verde, e se vc tiver a felicidade de pegar os guias como os nossos, eles te levam até o final, onde se encontram dois rios, formando uma cachoeira, e depois, a gente salta numa piscina (eu fiz isso de colete, óbvio, quase morri, mas a segurança que os dois- Deni e Joyce me passaram, me possibilitaram fazer isso) Comidinhas: imprescindível, não? -Quando você vai chegando na região de Alto Paraíso, as plaquinhas já avisam: temos gergeliko. O que é gergeliko? É um salgadinho, estilo porcaritos, mas feito de gergelim, numa fábrica local de Alto Paraíso. É diferente e uma coisa que você só vai achar aqui. - Em Alto Paraíso, duas coisas: o sorvete de forno da sorveteria da avenida principal da cidade. Não consigo lembrar o nome agora, mas é a maiorzinha, bem no final da avenida já. Maravilhoso e você pode escolher as opções de sabor das frutas regionais. -Também em Alto Paraíso: o Jatô, que tem um bufê de saladas muito bom, funciona em sistema de quilo e self service e fica aberto até mais tarde, uma boa pedida pra que vem esfomeado das caminhadas. Dúvidas, comentários, sugestões ou outros contatos, entre conosco no nosso e-mail: [email protected] ou nosso blog: http://oscaminhantes-ogrotur.blogspot.com
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