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mcm

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mcm venceu a última vez em Dezembro 12 2019

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  1. Paulo, ao menos quando fui valeu muito a pena!
  2. Dia 12 – Veliko Tarnovo Só teríamos esse dia cheio na cidade, então tratamos de acordar bem cedo e desbravar o máximo possível. De manhã demos um rolê matinal em direção ao centro moderno da cidade. Passamos em diversas áreas muito bacanas, mas que ainda estavam para ‘amanhecer’. Voltaríamos a elas. Conhecemos um cara divertido e falante num café em que paramos (pausa para o café era hábito no Kosovo, adotamos para a viagem toda – eventualmente nem era pausa, era para tomar andando mesmo), numa parte histórica bem bacana da cidade. Ali perto fica a área do antigo bazar, que é bem bacana, pitoresca. Tentamos o free walking tour que começava às 11hs, mas não vimos ninguém. Como fica em frente ao centro de informações turísticas, fomos perguntar: tinha encerrado a temporada no dia anterior. Então lá fomos nós desbravar por conta mesmo. Fomos para Tserevets e curtimos um bom tempo por lá. Visuais belíssimos (fazia mais um lindo dia!), castelo/fortaleza, ruínas, aquela coisa toda bacana de cada viagem. Depois fomos explorar algumas igrejas mais adiante (que ficam depois de Tseverets). Entramos numa (e paga!), na outra precisava ligar para um número tal para abrirem, e numa outra a moça disse que não valia a pena pq iria fechar em 10 minutos. Eram 16:20 e havia um cartaz dizendo que fecha às 16:30 para entrar e 17:00 para visitar. Apontei, mas não houve desenrolar, demos meia volta. Terminamos nossa visita antes do fim de tarde, de modo que então fomos curtir um entardecer num bar com visual panorâmico. Depois fomos provar uns vinhos búlgaros numa lojinha na região do Bazar. Foi bacana tbm pela conversa que desenrolamos com o dono do local. Qdo saímos já estava tudo fechado na região. Jantamos no mesmo lugar de antes, e depois aproveitei para dar um rolê noturno pela cidade. Muito bacana, muito bonita. Dia 13 – Plovdiv Acordei de madrugada para ver o placar do Flamengo x Grêmio. 0x0. Acordei de novo. Tava 5x0! Putz, “foi pra pênaltis”?!, pensei. Nada, foi goleada homérica mesmo. Voltei a dormir feliz. Saímos 6am na esperança de descolar algum taxi na rua para a rodoviária, que era longe. Ainda tudo escuro. Havíamos pego os horários dos ônibus para Plovdiv no centro de informações. Tinha um às 6:50 e outro às 8:00. Felizmente conseguimos um taxi na rua mesmo. E no taxímetro! Mas motorista fumando, ahahahaha. Aliás, na Bulgária não vimos o problema do lixo (littering), como na Macedônia. Mas fuma-se em ambientes fechados. Conseguimos o busum das 6:50, que na verdade era uma van. Não muito confortável, diga-se. Mas dormi uma parte da viagem. Fui acompanhando pelo GPS e comparando com um roteiro que eu havia pego na inet no dia anterior, e achei que a van foi bem mais rápida. Ou as infos da inet sobre transportes na área não são confiáveis, como li em diversos fóruns. Acabamos chegando mais cedo que o previsto, umas 10:30. Chegamos, pegamos um taxi e partimos. Motorista não usava GPS, ficou ligando para outro para saber onde era nosso hostel. Que ficava bem na rua de pedestres. Foi no taxímetro também, tudo certinho. Largamos as mochilas e partimos para o reconhecimento inicial. Percorremos toda a longa avenida de pedestres para um dos lados, fomos na charmosa parte histórica, curtimos o free walking tour (e com ele fomos novamente na parte histórica!), adaptamo-nos ao aylyak local, curtimos o pôr do sol do alto de uma das colinas da cidade, provamos vinhos locais, passeamos mais um pouco, curtimos até tarde e fomos dormir. Dia 14 – Plovdiv Nosso último dia no Leste Europeu, nessa viagem! Saímos cedo para curtir um parque num dos extremos da longa avenida para pedestres e subir um morro um pouco mais distante, onde fica uma enorme estátua de um soldado soviético. Depois do check-out, optamos por entrar em algumas atrações: rolava um pacote de 5 lugares ao preço de 3 Entramos sobretudo em casas antigas na parte histórica, que foi bem bacana. Além do teatro, que já havíamos entrar no dia anterior. Demos rolês por áreas onde não estivemos no dia anterior, exploramos mais a parte histórica, demos até mesmo uma pausa relax para um vinho no meio da tarde no mesmo lugar de ontem. No fim da tarde voltamos para o albergue, pegamos mochilas, catamos um taxi e embicamos para o aeroporto. Fim de viagem pelo Leste! Chegamos em Londres pelo Stansted umas 23hs. Havia pouca fila, e o melhor: a fila para passaportes do 3º mundo era bem menor que para os desenvolvidos, ahahaha. Alegria de pobre! Pegamos o busum para cidade (demora um pouco mais – mas era tarde da noite, não faria muita diferença – e custa menos), para a Liverpool St. De lá fomos andando para nosso hotel. Tarde da noite, chuvinha. Depois de 2 semanas de sol e céu aberto, a chuvinha londrina. Ainda deu tempo de ir a um pub nos arredores para fechar a noite! Dormimos bem tarde. Dia 15 - Londres Nubladaço (ô, contraste!). Foi um dia de caminhada pela cidade, não entramos em lugar algum (somente pubs!). Saímos cedo, os mercados dos arredores ainda estavam abrindo. De resto passamos o dia passeando pela cidade ao ar livre com uma amiga que foi nos reencontrar. Eventualmente, qdo a chuva apertava, apelávamos para o pub mais próximo. Fora isso, flanamos o dia todo. Até verificamos algumas atrações, mas as filas (e os preços – para entrar na St. Paul custava 20 libras!) nos afastaram. Dia 16 – Metrô, trem, aeroporto e longa viagem diurna de volta. Dia seguinte já era dia de trabalho novamente.
  3. Dia 9 – Sofia Madrugamos e fomos andando ao amanhecer para a rodoviária. Como sempre. Pegamos o busum das 7. Foram mais de 5hs de viagem, com um tempo razoável na fronteira. E uma hora a mais de fuso. Fazia sol em Sofia, viva! Como fez em todos os nossos dias de viagem pelo Leste. Fomos andando para nossa pousada (no caminho passamos por um mercado local bacana, e tbm pelo Ladies Market), que na verdade eram uns quartos alugados em cima de um bar. Bem simpático, ainda ganhamos cervejas de welcome drink. E saímos a explorar a cidade. Andamos bastante, fizemos o free walking tour no fim do dia. Bem divertido o de Sofia, com 4 horários ao longo do dia. No grupo havia uma menina americana que fez intercâmbio e viveu em Floripa uns tempos, e falava português muito bem. Tivemos uma ótima impressão inicial de Sofia, ao contrário do que li algumas vezes. O destaque maior da cidade talvez seja a impressionante a catedral de Alexander Nevsky. E pensar que foi erguida para homenagear soldados russos no fim do século XIX! Rolava algum ritual (reza?) qdo entramos, de modo que me sentei para curtir aquele momento. Ficamos um bom tempo nessa curtição. A rigor, novamente andamos os principais pontos turísticos da cidade antes do walking tour, eheheheh. Mas foi muito legal caminhar novamente, e com contexto. De noite, já tarde, jantamos pela rua de pedestres. Dia 10 – Sofia (Rila) Com uma hora à frente, amanhece mais tarde em Sofia. Nem adianta acordar cedão, está escuro. Nossa meta era ir para onde saem as vans para o Monastério de Rila (atrás da catedral de Alexander Nevsky) e tentar um lugar, visto que não fizemos reserva. Deu tudo certo, havia vaga. Pagamos na hora e partimos. Elas saem 9hs, chegamos lá uns 15 minutos antes. Fomos de esquema patrão, 30 euros por cabeça. É um passeio que inclui dois patrimônios Unesco: Boyana e Rila. Inclui transporte e guia. Por conta própria sai bem mais em conta, claro, mas optamos dessa vez pelo conforto da melhor logística. Chegamos na Boyana pouco antes de abrir. Nossa recém amiga americana que fala português estava lá (ela foi por conta própria, mas só na Boyana). São grupos pequenos e limitados que entram na igreja, e permanecem lá dentro tempo contado de 10 minutos. Fomos com a guia, que tentou falar tudo rápido no espaço de tempo. É um espetáculo mesmo, bem pequena. Tudo impressionantemente preservado, sem se tratando de algo de dez séculos atrás. Na Boyana não vi os tradicionais olhos mutilados característicos da era otomana (salvo engano de minha parte). De lá nós partimos para Rila. Fizemos um caminho um pouco diferente na ida, acho que para passar por uns vinhedos. Lindo visual. No Monastério, primeiro fizemos uma visita guiada e depois ficamos um bom tempo livre. Teoricamente era para almoçar, mas dispensamos. Ficamos rodando o monastério, vendo e revendo os desenhos e a igreja. Para quem tem fome, vale a pena levar um lanche: não vi galera vendendo comida. E vale levar um casaquinho: mesmo naquele (mais um!) dia espetacular de céu azul de outubro, fazia um ventinho frio. Ah, o Monastério é um espetáculo. Pode-se ficar horas observando (eventualmente tentando decifrar) os desenhos espalhados por todas as paredes (o que me pareceu ser uma característica de igrejas ortodoxas daquela região). Vários deles foram ‘desvendados’ para nós pela guia. Outros tantos ficamos apenas admirando. Retornamos e aproveitamos para dar um rolê em outras áreas de Sofia. Confirmamos que achamos a cidade bem agradável. Era nossa última janta, então demos uma boa esbanjada, a maior da viagem. E valeu a pena, comida excelente. E garçom flamenguista! Sabia cantar um pouco do hino, contou que tempos atrás um dirigente do Flamengo esteve lá e prometeu mandar pra ele material (camisa e etc) do Flamengo. Cumpriu a promessa. Apenas dois dias depois rolaria o jogo 2 da semifinal contra o Grêmio. Dia 11 - Sofia Acordamos mais tarde. Optamos por ficar mais tempo em Sofia e partir para Veliko Tarnovo de tarde. Tentamos novamente entrar na Sinagoga, mas pelo visto ela não abre pra visitas. Curtimos o mercado, comemos mais banitsa, conhecemos melhor as ruínas que foram descobertas com as escavações para o metrô, voltamos à Alexander, conhecemos outros pontos menos badalados, e pegamos o metrô para uma atração mais afastada da cidade. Era o Museu de arte socialista. Já vimos coisa parecida em Budapeste e Moscou, é um lugar onde largaram as estátuas de líderes do comunismo após a queda do regime. No caso desse de Sofia, ainda havia uma parte com cartazes da época (vimos coisa semelhante em Xangai este ano), bem interessante. Voltamos, ainda fomos no Ladies Market para Katia comprar artesanato de que ela tinha gostado. Depois pegamos as mochilas e partimos para a rodoviária. Pegamos o busum das 15hs. Demos relativa sorte, pq chegamos na rodoviária sul, que fica a uma distância caminhável do centro histórico. Então andamos! Já era noite, mas já foi bacana percorrer algumas partes da cidade e imaginar como seria no dia seguinte. Nossa pousada ficava bem numa rua histórica, foi um dos fatores que me fizeram reservar ali (foco sempre em localização x preço!). Em alguns momentos a região me lembrou Valparaíso (Chile) ou mesmo Las Peñas em Guayaquil, Equador. Mas não tem nada a ver, eram pontos específicos que me remetiam Jantamos num badalado local, a preços MUITO mais baixos que os splurges que temos em Sofia. E muito boa janta, tanto que repetimos no dia seguinte. Outra coisa que reparei na Bulgária era que todos os cardápios tinham lista de lista de alergênicos (?) que cada prato contém. E que os pratos não chegam à sua mesa ao mesmo tempo, em geral.
  4. Dia 5 - Ohrid Acordei 4:40 e fomos andando para a rodoviária. Ninguém nas ruas. Nem carros. OU melhor, passamos por uma alma viva pelo caminho. Nosso busum das 5:30 partiu certinho. Na rodoviária, pessoas simpáticas nos ajudando com informações sobre qual ônibus pegar. As janelas dos ônibus (salvo engano, de todos que pegamos) não abrem. E nessa viagem o motorista fumava! Dentro do ônibus! Relação com cigarro no Leste Europeu nos remonta aos anos 80 ou 90 no Brasil. Enquanto sol nascia e o ônibus pegava galera pelo caminho eu assistia novamente a “Cinema, Aspirinas e Urubus” no celular. Que filme bacana! Foram quase 3,5 horas até Skopje, de modo que chegamos a tempo de emendar com o busum das 9hs para Ohrid. Depois vimos que outras pessoas que vierem de Prizren no ônibus conosco fizeram a mesma rota. A Macedônia do Norte fazia parte da antiga Iugoslávia. Predomina o cirílico. Ganhou independência em meio à debacle iugoslava, nos anos 90. Teve briga com a Grécia pelo nome (por isso ficou “do Norte”). Muito pouco conhecida pelo Brasil no geral. Outras 3hs depois, chegávamos a Ohrid. Fomos a pé para o centro. Achamos endereço da nossa pousada, que na verdade eram aptos alugados. Tocávamos e nada de atenderem. Já estávamos desistindo quando alguém abriu a porta para deixar o lixo na rua. Era o pai do cara que alugava os aptos. Salvos na hora h. Largamos nossas coisas e partimos para o rolê geral. Nesse dia não entramos em lugares pagos, só queríamos conhecer e explorar a pé o centro histórico. Assim fizemos. Ohrid é muito bonita, com um lago lindo, e um visual extraordinário da igrejinha sobre o lado – a igreja de São João Teologista (!). É a foto mais famosa de Ohrid, e com muita razão de ser. Andamos muito, relaxamos muito (pausas aqui e ali, sempre com visual), curtimos muito esse dia. Dia 6 - Ohrid. Saímos bem cedo, ainda fazia frio. Fomos conhecer a igrejinha agora com o sol pelas costas, diferente do fim de tarde de ontem, com o sol pela frente. Meus caros, que visual. Que visual! E sem ninguém. Descolamos um barco para conhecer outra das principais atrações locais: o monastério de São Naum. Havia 2 opções: barco de 10 euros com maior galera, e barco de 20 euros com umas dez cabeças. Fomos no mais patrão (20), também pq ele ainda faria uma parada adicional pelo caminho. A trilha sonora do barco, como de toda a Macedônia (turística?) era de músicas lentas dos anos 80. Ouvimos no barco, nos restaurantes, nas ruas. Não sei se era moda, ou se era para turistas. Notamos. E curtimos. O barco vai margeando o lago e para primeiro no Museu Bay of Bones. Bem bacana. Em seguida para também na igreja de Zhamusca (se é que anotei o nome corretamente!). Bacana tbm. Entradas sempre 100 dinares. 60 = 1 eur. E chega no S. Naum, onde fica por 2,5 horas. É a pausa do almoço, da qual não conseguimos escapar quando estamos em grupo. É aquela coisa de restaurantes grandes, mesa reservada para grupos, etc. Dispensamos e ficamos rodando a área. As 2,5 horas são mais que suficientes. St Naum é linda! Tem afrescos dentro, mas que também não podem ser fotografados. Belíssimo visual, espetáculo mesmo! Depois de muito rolê, e uma breve pausa para cervas (viva um mercadinho local!), regressamos às 15:30. 1h depois estávamos de volta a Ohrid. Partimos para um bar de praia, onde ficamos curtindo o pôr do sol, mais um espetáculo. Jantamos de frente para o lago (esbanjada), aproveitei para experimentar a famosa truta de Ohrid. Achei nada demais não. Mas o momento foi sublime. E ainda demos um longo rolê noturno para curtir as atrações iluminadas. Que lugar bonito, Ohrid. Dia 7 – Ohrid Acordar cedo para outro rolê matinal. Era dia de entrar nas atrações, e a primeira que fomos foi a Fortaleza. A placa dizia que abre às 9hs, mas não estava aberta às 9. Então partimos para fazer trilhas, conhecer outras igrejas, rever (sempre!) aquele espetáculo da igreja do São João (Kaneo, o Teólogo?). Mais tarde voltamos e a Fortaleza estava aberta. Bacaninha, belos visuais. Entramos em casas-museus e igrejas pagas, curtimos a cidade. Em geral custavam 50-100 pra entrar. Revimos lugares. Em Ohrid uma das coisas mais bacanas a se fazer é flanar pelas ruas do centro histórico, em diversas horas do dia, perder-se por elas, e reencontrar-se. Preferencialmente, se puder, tentando olhar ao redor, 360 graus. Eventualmente vc tem uma vista espetacular atrás de vc. Nesse dia tentamos outra esbanjada na janta, e novamente achei que não foi nada demais. Ao menos o vinho da casa era bem saboroso. Dia 8 – Skopje Dormi mal nessa noite, não me lembro o pq. Fiquei achando que bebi pouca água no dia anterior. Enfim, saímos às 6:15 da matina para a rodoviária. É tranquilo ir andando, quase ninguém nas ruas. Pegamos o busum das 7:15 para a capital. 3hs depois estávamos em Skopje. Aproveitamos para comprar o bilhete de outro busum, agora para Sofia para o dia seguinte. Custou o dobro do que estávamos pagando. Como de hábito, fomos andando para o hotel. Os taxistas até falavam que custava apenas 2 euros para o centro. Tinha lido sobre taxistas malandragem na rodoviária, de modo que já estava no radar ir andando mesmo. Nosso hotel na região do bazar ainda não estava pronto, chegamos antes da hora de checkin. Deixamos as coisas lá e fomos explorar a cidade. Só teríamos aquele dia. Comemos comida de rua no bazar, percorremos partes nova e velha, ambas mais de uma vez, curtimos cervas artesanais no bazar, curtimos sobretudo as enormes estátuas que hoje caracterizam a cidade reformada. E as pontes, com sucessivas estátuas de personalidades históricas locais. Tem um memorial interessante dedicado à Madre Tereza, que nasceu no que hoje é Macedônia quando a região fazia parte da Albânia. E curtimos o entardecer na Fortaleza da cidade, que nos pareceu bem largada. No Lonely Planet havia informação de que (na época do texto) dois museus estavam em construção lá dentro. Do que identificamos, um estava construído e fechado, sem nada dentro. O outro pareceu ser uma construção largada no meio. Nesse dia jantamos muito bem pelo bazar, num lugar tradicional, e a ótimos preços. Ainda demos um rolê noturno para ver os monumentos iluminados, sobretudo as pontes. E fomos dormir, dia seguinte era pra madrugar novamente. Skopje foi um dos lugares eleitos para ficarmos apenas 1 dia nessa viagem. Prizren foi outro. Mas eu teria ficado mais um em Skopje, sinceramente. Uma das coisas que vimos com alguma frequência nos lugares em que estivemos na Macedônia, e que já havíamos lido sobre isso antes, é a questão de lixo. Estava na parte de ‘Dangers & Annoyances’ do Lonely Planet, o ‘littering’. De fato, detectamos isso em alguns lugares por lá. Mas não nas ruas bacanas do centro histórico de Ohrid ou mesmo do centro de Skopje. Mas vimos nos parques, fortalezas e etc. Nada diferente do que vemos no Brasil, diga-se. É como se as pessoas desconhecessem a existência de lixeiras (e, de fato, elas nem sempre são lá muito presentes), então vão largando o lixo pelo caminho. No nosso dia em Skopje, estavam distribuindo latinhas de uma fanta nova, amarela. Vimos várias latas largadas em plena mureta da ponte de pedestres. Surreal. A Fortaleza também carecia havia tempos de uma boa limpeza.
  5. Estivemos outras duas vezes pelo Leste Europeu. Os relatos podem ser vistos nos links abaixo: De Helsinque a Lubljana Leste Europeu II - Romênia, Sérvia e Bósnia A escolha dos três países foi circunstancial. Eram países que ainda não conhecíamos. Nos arredores da região também estavam na lista Montenegro, Albânia e a costa croata, que acabaram excluídos por questões logísticas. Encontramos passagens promocionais pela Norwegian para Londres, e aqueles saudáveis preços baixos com as low cost locais para o Leste. Ideia inicial era começar em Dubrovnik, mas acabei gostando mais da logística que prevaleceu. Foram duas semanas de férias, partindo num sábado e voltando num domingo. Cidades e países Pristina, Prziren (Kosovo) Ohrid, Skopje (Macedônia) Sofia, Veliko Tarnovo, Plovdiv (Bulgária) Além disso, passamos um dia inteiro em Londres na volta. Gastos Menos de 50 euros/dia por pessoa no Leste. Exclusive passagens aéreas somente. Incluindo algumas esbanjadas nas jantas (nos permitimos, sobretudo pq não almoçamos). Em Londres, mais de 100 euros/dia por pessoa. Londres é cara demais. Hospedagens Nome – Onde - $$ dia Ibis budget Luton - Londres – 35 GBP Sleep Inn Prishtina - Pristina - 21,25 EUR Guesthouse Hotel My Home - Prziren – 23 EUR Ivanoski Studios and Guest Rooms - Ohrid – 23 EUR Hotel Old Konak - Skopje – 28 EUR Rooms43 - Sofia – 51 BGN Hostel Pashov - Veliko Tarnovo - 35,7 BGN Gramophone Hostel - Plovdiv – 50 BGN ibis budget London Whitechapel - Londres - 80,75 GBP Passagens Rio – Londres – Rio (Norwegian) = 2,8 KBRL cada Londres – Pristina (Wizz) = 51 USD cada Plovdiv – Londres (Ryanair) = 78 EUR cada Em todos os voos apenas compramos o assento, além da passagem. Dispensamos refeições e não despachamos bagagem, viajamos com mochila de mão. Os ônibus internos custavam em média 10 euros por cabeça, salvo engano. Não anotei cada um. Exceto de Skopje para Sofia que, salvo engano, custaram quase o dobro. Relato Chapei de sono durante quase todo o voo da Norwegian. Galera reclama de ser tudo cobrado e de ter poucas opções de entretenimento. Na boa, eles avisam que é *tudo* cobrado. Inclusive água. Não tem travesseiro, cobertor, essas coisas. E nem me fez falta. Compramos água no aeroporto e foi tudo numa boa. Viva a Norwegian (enquanto mantiver esses bons preços)! Dia 1 - Londres Nosso dia 1 resumiu-se a chegar em Londres no Gatwick e pegar um trem até Luton, onde dormiríamos perto do aeroporto para no dia seguinte seguir viagem para Pristina, Kosovo. Houve algum contratempo com o trem, parece que houve um acidente na linha que pegaríamos. Sem galho, fomos redirecionados a outra e seguimos viagem. Como o vôo chega às 16hs em Londres, chegamos a Luton já de noite. Sob chuva. Ainda me meti a tentar ir andando da estação até o Ibis Budget, mas isso revelou-se um erro. Não é área afeita a pedestres. Logo voltamos e identificamos que o ônibus que conecta a estação com o aeroporto para perto dos hotéis, e a ida está inclusa no bilhete de trem. Simples assim. Enfim, ibis budget, janta e dormir. Dia 2 – Pristina, Kosovo Acordamos de madrugada 3am e fomos andando para o aeroporto (sempre acho um luxo ir andando para o aeroporto!). Coisa de 15 minutos. Novamente chuvinha, que não deve ter parado desde nossa chegada. Nosso voo partiu às 6 e levou umas 3,5 horas até Pristina. O Kosovo é o país mais recente da Europa e um dos mais recentes do mundo. Tornou-se independente em 2008, com grande apoio dos EUA. Mas diversos países (Brasil entre eles) ainda não reconhecem a independência. Sobretudo o país de quem o Kosovo se libertou, a Sérvia. As reverências aos EUA aparecem em algumas homenagens: estátua do Bill Clinton, rua George Bush, estátua da Madeleine Albright. Foi o que vimos. O Kosovo tem forte influência albanesa (é a língua do país), e viveu história semelhante à da Bósnia em relação aos sérvios (isso para simplificar MUITO a coisa). É um país com forte cultura islâmica, com diversas mesquitas. Desde minha ida à Turquia em 2012 que passei a adorar o azham, a chamada para a oração. Adoro toda vez que ouço a chamada pelos minaretes das mesquitas. No Kosovo ouvimos muito. Tempo completamente diferente no Kosovo. Céu azul, aberto. Chegamos, perguntei nas informações sobre preço de taxi para o centro (15 euros fixos), e partimos. Tinha lido sobre motoristas que tentavam cobrar 20 ou 30. Taxi nos deixou na avenida principal de pedestres, nossa pousada era em algum canto paralelo a ela. Encontramos rapidamente. Não havia comunicação em inglês, mas nos entendíamos. Foi a melhor hospedagem da viagem, tudo novo e ótima localização. Largamos mochilas e saímos para explorar a cidade. Em poucas horas já havíamos percorrido os principais pontos turísticos da pequena capital kosovar. Eu sabia que, para nosso ritmo, um dia seria suficiente. Mas queria evitar de já começar viagem saltando de lugar em lugar, então optamos por esticar nossa estadia em Pristina. Nesse dia demos longos rolês, chegamos até a repetir algumas áreas. Foi bem bacana. Curtimos um ótimo pôr do sol do alto da torre (campanário) ao lado da igreja moderna. E jantamos no badalado (e muito bom!) Liburnia, com direito a uma taça de vinho muito guerreiro local. Meu prato foi um lamb tradicional, que estava ótimo. Dormimos mais cedo nesse dia. Dia 3 – Pristina, Kosovo Dormimos muito, mas merecidamente. No dia anterior estávamos acordados direto desde às 3am de Londres. Dentro do conceito de slow travel desses primeiros dias, fomos tomar café na rua principal e rodar mais pela área. Em Pristina vi que os carros estacionam em qualquer canto disponível, tal qual vi na Rússia em 2012. Mas em geral param na faixa para os pedestres. Outra coisa que reparamos foi o cumprimento entre pessoas: são 3 beijos no rosto. Às 11am fomos fazer o free walking tour, que foi bacana. Bem informativo. Passou pelos lugares que já havíamos visitado antes, ahahaha, mas agora com mais contexto. Era uma 2ª feira, dia de museus fechados. No domingo estivéramos num museu nacional, que achei meio decepcionante. Belo externamente (vale passar para vê-lo de noite também), mas sem muito interessante o que ver dentro. Depois do tour, pegamos um taxi para Gracanica (7eur). Patrimônio Unesco, lugar lindo. Afrescos sensacionais, que não podem ser fotografados. Admiramos muito o lugar. Voltamos de busum. Havia alguma troca no meio do caminho, e não conseguimos nos comunicar em inglês, mas a galera simpática nos ajudou com mímica. Entendemos que era para esperar com eles e seguirmos o mesmo caminho. De busum era beeeem mais em conta, 0,5 eur. Nesse dia rolaria um jogo importante para o Kosovo contra Montenegro, uma qualificatória para a Eurocopa. Era no estádio local, bem perto de onde estávamos. Mas o guia do walking tour avisou que já estava esgotado (alguém do grupo confirmou que não conseguiu encontrar ingressos), e sugeriu de irmos um local perto do estádio cheio de bares e alguns com telões para a galera assistir. Fomos num de cervas artesanais e curtimos o Kosovo vencer por 2 x 0, com a galera local (ao que me pareceu) celebrando. Bem bacana. No bar vimos diversos vendedores ambulantes entrando para vender coisas (amendoim, cigarros). E vimos pedintes entrando também. Coisas a que não estamos acostumados no Rio. Jogo acabou tarde, e havia poucos restaurantes ainda abertos. Felizmente caímos num que foi muito bom. Dia 4 – Prizren, Kosovo Acordamos e saímos cedo, fomos andando até a rodoviária. Prizren. Galera orientou a esperar no box 5, que é de onde partem os ônibus para Prizren. Não precisava comprar antes, paga no próprio ônibus. O nosso saiu às 8:20. Nada de cinto de segurança. Nem mesmo p motorista usava, ou tinha. Viagem saiu por 4 euros cada. Chegamos em Prizern, e optei por garantir logo nosso busum que sairia às 5 da matina no dia seguinte para Skopje. 10 Euros. Depois fomos andando até o centro histórico para nossa pousada. O cara da pousada falava português, muito simpático. Ele tinha morado em Moçambique. Prizren é muito charmosa no centrinho histórico. A ponte lembra Mostar, mas beeem menor. Era outro lindo dia. Eu tinha um roteiro de caminhada que percorria os pontos turísticos da cidade, e que esticava por uma trilha mais longa até a fortaleza, que foi o que fizemos. Passamos por igrejas sérvias destruídas pelos albaneses em 2004, e que até hoje estão fechadas para a visitação. Cercadas com arame farpado. Em frente a uma delas, que é patrimônio Unesco, um simpático menino veio falar conosco. Aquela coisa, Brasil, futebol, etc. Ainda o nosso melhor embaixador, o futebol. A longa trilha é bem bacana, passando por bonitos lugares no caminho. Até o belo visual da Fortaleza. Curtimos bastante. Depois ficamos de relax pela cidade, fazendo café crawl, e depois cerva crawl. Ainda subi novamente a Fortaleza, pela trilha mais rápida, para o pôr do sol. Jantamos, demos nosso rolê noturno, e fomos dormir um pouco mais cedo. Madrugaríamos novamente. Uma coisa que me recordo do Kosovo é que raramente via bebidas (e respectivos preços!) no cardápio. Era meio que na base da confiança, e os preços eram meio que uniformes mesmo.
  6. Olá, @Rafael Cerigatto Ao menos eu posso garantir que não paguei nada além do táxi e do caríssimo serviço de guarda de bagagem.
  7. No ano passado aproveitamos uma promoção e fomos rever Bogotá. A Avianca atrasou o voo de ida em algumas horas. O da volta tava atrasado tbm, e acabou cancelado. Como compensação, nos deram vouchers – e o melhor, na época eu tinha status alto na Star Alliance, ganhei um voucher mais alto ainda! Os vouchers tinham validade de 1 ano, para usar com a Avianca. Leia-se Avianca Internacional, não a brasileira que faliu. Bom, então as opções eram basicamente Colômbia ou Peru. E tinha de ser em feriado. Um antigo prefeito instituiu feriado de São Jorge no dia 23 no Rio. Enforcando o 22, isso deu 5 dias de feriadão em 2019. Ótimo para rever Cusco! E, claro, Macchu Picchu. Estive em Cusco no meu primeiro mochilão solo internacional, em 1995. Fiz a trilha inca de mochilão pesado nas costas, armando e desarmando barraca. Sei que hoje em dia precisa reservar, pagar taxa e etc, mas na época bastava meter a mochila nas costas, dar um jeito de chegar ao começo da trilha, e... andar. O primeiro mochilão vc nunca esquece! Aliás, nenhum outro. Então, 24 anos depois, retornei. Katia nunca tinha ido, então seria a chance dela. Na verdade Cusco esteve no meu radar em diversos feriados de 5 dias, mas nunca rolava. Geralmente não era época boa de estar lá (Carnaval, fim de ano, etc.), por ser chuvosa. Abril já me parecia melhor. Os voos que compramos tinham logística perfeita. Chegava em Lima e conectava logo para Cusco. Na volta saía de Cusco no fim de tarde e conectava logo em Lima para o Rio. Mas... a Avianca foi cancelando voos e reorganizando as conexões, sempre piorando. De modo que acabamos chegando no meio da tarde em Cusco e o voo de volta passou a ser de manhã, com o dia inteiro em Lima. Não havia alternativa, então assim foi. Organizei +- assim: D1 – chegar e curtir Cusco D2 – taxi esquema patrão até Ollantaytambo, depois trem para Aguas Calientes D3 – Machu Picchu, e volta para Cusco D4 – explorar Cusco, rever sítios nos arredores (sobretudo Sacsayhuaman) D5 - Lima No plano original – com os voos e conexões originais – incluíam a rainbow mountain no dia 4, tendo o dia 5 ainda quase inteiro em Cusco e mais tempo no dia 1. Com as mudanças, e diante da incerteza do tempo para a rainbow mountain, acabamos cortando a badalada atração instagram. Fica para um retorno a Cusco, e que não leve outros 24 anos. Compramos antecipadamente os bilhetes de trem de ida e volta para Aguas Calientes, assim como a entrada para Machu Picchu. Fico me lembrando de como cheguei a Machu Pichhu em 1995, no último dia da trilha inca. Havíamos dormido em algum alojamento e acordado para ver o sol nascer na Porta do Sol. Em algum momento pagamos nossa entrada. Naquela época havia muito menos gente, então era chegar, pagar e entrar. Hoje divide-se por horários. Horário fixo para pegar o ônibus de ida e volta, horário fixo para entrar e máximo para sair. A expansão mundial do turismo leva a mais organização e mais rigidez. Relato Dia 1 Chegamos em Cusco e pegamos um taxi para o centro. 20 soles, conforme havia lido. Chegamos ao hostel às 15hs, largamos mochilas e fomos passear. Como é bom estar de volta em Cusco! Como é bom rememorar o primeiro mochilão! Aquela belíssima Plaza de Armas, felizmente parcialmente fechada para carros durante algum tempo do dia, aquelas igrejas cercando a praça, aquelas colinas ao redor, aquele clima meio que de montanha, aquela sensação de mais altitude, as ladeiras, as pedras. Além de Cusco, na sua parte central e turística, ser muito cosmopolita. Nesse dia de chegada ficamos apenas rodando pela área a pé. Fiz câmbio, acertei com um taxi o esquema patrão para o dia seguinte – 200 soles para o dia todo, visitando Chinchero, Moras y Moray e até Ollantaytambo. Jantamos alpaca (achei nada demais, parece fígado), curtimos o vai-vem noturno, fiz massagem (saudável atração turística implementada na Plaza de Armas!) e fomos dormir. Dia 2 Acordamos cedo e às 7am lá estava nosso motorista Wilfredo nos esperando. Dia nublado. Depois de algum tempo, primeira pausa em Chinchero. Ideia era ir direto para o Parque, mas ele perguntou se queríamos visitar alguma produção de tecidos de alpaca – coisa que geralmente recusamos, mas nem sempre – e topamos. Fomos os primeiros a chegar. Foi bacana ver a diversidade de tipos de milho e batata. Bem legal também de ver a produção de cores dos tecidos. No fim das contas Katia comprou um ou dois cachecóis, os preços eram muito bons. Não tenho certeza se eram de alpaca mesmo, embora esteja dito que sim (e há inclusive um teste para teoricamente saber se é legítimo ou não), e no fundo pouco me importa. Parada seguinte foi no Parque Chinchero, um belo lugar. Na verdade, visitamos as ruínas, não entramos na cidade. Consta que há vários mercadinhos por lá, mas não era nosso foco. Nas ruínas vimos vários grupos chegando e saindo, guias falando e tal. Estávamos sem guia, apenas curtíamos o visual. Em seguida partimos para Moray. Que lugar! Trata-se de um complexo arqueológico com terraços circulares que, conforme se presume, serviam para estudos agrícolas. Olhando as fotos, achei que era bem mais fundo – muita gente fala que é melhor não descer para “não perder tempo”. Não achei perda de tempo algum descer! E até desceria uma 2ª vez, pra falar a verdade. No entanto, hoje em dia não se pode mais entrar na parte mais baixa, vc apenas rodeia. Parada seguinte foi na salineira de Maras. E então o sol surgiu, espantando as nuvens. Lugar enorme, a salineira! E cheio. Há um circuito pré-determinado para percorrer e observar, enquanto as pessoas lá embaixo trabalham nas salinas. O caminho é relativamente curto e fácil de percorrer, embora estivesse lotado de gente no começo tirando fotos. Basta seguir adiante e tudo se acalma. Acho que boa parte apenas chega, bate fotos e vai embora, sem percorrer e observar aquela imensidão. Antes da trilha, várias barraquinhas vendendo coisinhas – uma delas era muito recomendada pelo Ricardo Freire, os chips de banana. Compramos alguns, de fato saborosos. Ah, a água evidentemente é salgada. (Com)provamos! Seguimos então para Ollantaytambo. No caminho vimos um famoso hotel que tem cabines penduradas na pedra. Vc desce de tirolesa de sua habitação. Taí uma experiência bacana. Em Ollanta, dispensamos o nosso motorista Wilfredo e ficamos por lá. Largamos mochilas na estação de trem e fomos rodar pela cidade. Como pulamos almoço, havia tempo de sobra. Curtimos muito o sítio arqueológico naquele fim de tarde (Ricardo Freire diz que o melhor seria pela manhã, mas era o que tínhamos). Fizemos todos os circuitos disponíveis, em meio a diversos grupos com guias e respectivas explicações. Nosso trem sairia de noite, então fomos buscar um lugar para comer e curtir o vai e vem. Arrumamos um na praça da cidade, que demorou mais de uma hora para trazer o prato (e eu avisando que teria de sair até tal hora para pegar o trem!). Felizmente deu tudo certo, e a comida era bem saborosa. Chegamos na estação de trem a tempo, e partimos para Águas Calientes. Aguas Calientes me pareceu muito maior do que a minha memória gravou de 1995. Eu tinha na cabeça uma rua principal com algumas transversais. É muito maior. Tem muito mais concreto. Em tese haveria alguém na estação esperando por nós da pousada que eu tinha reservado, mas não. Sempre saímos rápido e cedo (sem malas, amem!), então fomos direto para a pousada. Seguindo o maps. Demos um rolê pela área antes de dormir. Aproveitei para comprar os tickets de busum para o dia seguinte, 12 USD por perna. O conjunto da obra (bilhetes para MP, trem, ônibus) acaba saindo bem caro. Muito mais, aliás, do me lembro de ter pago em 1995 (ônibus de ida, entrada para MP, trem guerreiro de volta). Mas, enfim, é por uma causa muito mais que nobre. E, mesmo caro assim, cada vez tem mais gente querendo ir. Todo esse trajeto entre Cusco e MP de 1995 meio que sumiu da minha memória. Lembro-me de ter agendado de ir numa van até o começo da trilha inca, junto com uma galera. Não passamos por atração alguma, e muito provavelmente passei por Ollanta, mas também não tenho qualquer recordação. Dia 3 Acordamos cedo, 5 da matina. Nossa entrada era às 7, o busum sairia às 6:15. E não adianta achegar antes, vc só vai ficar na frente na fila do ônibus. A coisa parece meio não muito organizada, mas cada horário tem sua fila e tem a galera orientando e tentando organizar. Mesmo de madrugada, já tem muita gente por lá. Afinal, quem está em Águas Calientes é pq vai a MP. Seguimos o fluxo. Pegamos o ônibus e lá fomos nós, morro acima. No caminho fui relembrando a trilha com seus atalhos – foi por onde eu havia descido, a pé, desde MP até a cidade. Tinha gente subindo dessa vez. Chegamos e fomos para o aglomerado da galera das 7am. No caminho, recebemos várias ofertas de guias. Tinha lido que era obrigatório entrar com guia, mas que estavam flexibilizando isso. Preferimos entrar por conta própria. Passamos por eles e estacionamos na fila. Vimos que a galera que tinha ingresso para as 6am podia entrar até 6:59. Assim que deu 7, chegou a nossa vez. Nesse ínterim, o sol nasceu. E, meus caros e meu São Pedro dos Viajantes, que sol! Que dia para coroar meu reencontro com o ápice da viagem que marcou o meu primeiro mochilão! Céu azul, estalando, limpo. Obrigado, São Pedro! Mais uma vez! (vale lembrar que, verificando previsão do tempo alguns dias antes, estava com previsão de chuva para aquele dia). Passamos pelo controle na entrada. Levamos nossos passaportes anteriores (com os quais compramos o ingresso), mas acho que nem precisava. Não precisa de guia, comprovamos. Não tem como voltar no circuito, e isso é importante saber. É monitorado/policiado pela equipe local. Claro, vc pode dar aquela recuadinha para foto, ou ver algo que passou e está logo ali atrás. Mas nada de andar para trás no circuito, vc será repreendido. Não há banheiros ou qq venda de comidas/bebidas lá dentro. Se vc sair (banheiro, comida), não pode voltar. Isso é imperativo, vimos gente reclamando sem sucesso. Lá fora tem banheiro por 2 soles. Nossa estratégia foi ficar a seco mesmo. Entramos, e logo de cara já nos maravilhamos. O visual é mesmo estupendo. Com aquele dia então, nem sei o que dizer. Muita gente, sim, mas tem espaço para todos. Curtimos, admiramos, e logo desviei para a Porta do Sol. Foi lá onde cheguei quando fiz a trilha inca. Vimos o sol nascer e descemos até MP. Dessa vez fomos andando até lá. Mais pelo prazer de andar, de rever o lugar (para mim) e de curtir mais tempo naquele templo. Batemos lá, curtimos, e voltamos. A ideia era fazer o circuito completo, e assim fizemos. Ainda tinha a Ponte dos Incas (?), mas acabamos dispensando. Tomaria mais umas 2 hs, e tínhamos 4hs no total. Aliás, usamos quase todas as 4hs. Não sei sobre o controle dessas horas lá dentro, não transbordamos o nosso tempo. Há páreas fechadas para manutenção, mas o circuito segue um fluxo muito bem definido, com diversos mirantes e coisas muito interessantes de se ver – e, para essas paradas interessantes, aí vc precisa de guia mesmo. Em 1995 eu percorri rapidamente a cidade e logo parti para subir Huayna Picchu. Lembro de ir sozinho, mas havia gente no caminho e lá em cima. Não tenho lembrança de desfiladeiros, precipícios, etc. que li em relatos recentes, mas nossa memória apaga coisas. Lembro do visual lá de cima, e do barato de ter subido aquela montanha. Naquela época não havia o controle atual, com número limitado e devidamente reservado de pessoas para subir. Dessa vez não fui, Katia não curte, prefere a cidade mesmo. Depois de muito curtir, rodar, sem qualquer pressa – pelo contrário! --, encerramos nossa visita. Deu pouco menos de 4hs. Fomos para a fila do busum, e descemos. Ainda ficamos dando um rolê pela cidade, almoçamos, e pegamos nosso trem de volta de tarde. Águas Calientes é um lugar mais caro que Cusco. Restaurantes ainda cobram 20% de serviço na conta. Ao menos os que verificamos. Certamente deve rolar algum esquema mais guerreiro e sem esses 20% para os orçamentos mais restritos, no entanto. No restante do dia curtimos nosso retorno de trem (achei que o visual nem é tão assim) e van de volta para Cusco. Pegamos trânsito na volta para a cidade. E ainda demos um tradicional rolê noturno + janta em Cusco. Um dia de MP, relax em Aguas Calientes, e transporte de volta. Ficamos numa pousada histórica (e econômica!) mais perto da plaza de armas, cheia de motociclistas brasileiros. Dia 4 Foi o dia reservado para caminhar por Cusco. Compramos o bilhete (30 soles) para as igrejas e saímos visitando geral. Do que eu anotei aqui, San Cristóbal, San Blas, Catedral e ainda 2 templos vizinhos. Ou coisa parecida, mas o barato mesmo é andar e curtir as ladeiras, construções, visuais e etc da cidade. Demos sorte quando estávamos na Catedral, pq começou a chover quando entramos e quando saímos já tinha parado. Catedral imponente, que não estava mais na minha memória. Da cidade de Cusco de 1995 eu me lembrava bem somente da Plaza de Armas, Sacsayuaman e Qenqo. Descolamos um tour na plaza de armas por 15 soles que nos levaria às ruínas nos arredores, que era o que queríamos. Passaria tbm em Qorikancha, que fica na cidade, então pulamos esse lugar no nosso passeio de manhã. De tarde lá estávamos na plaza de armas para o passeio. Aliás, sobre esse passeio: há uma relativa diversidade de roteiros e preços. Verifique o que se encaixa melhor no que vc quer. Nós queríamos basicamente só o transporte para os sítios nos arredores. Primeiro fomos para Qorikancha, que estava lotada. Naquele esquema de segue-o-guia-e-tenta-ouvir. O lugar é bacana e mereceria uma visita mais pausada. Ficamos lá um tempo e depois seguimos para o busum para conhecer os famosos 4 sítios dos arredores próximos: Qenqo, Sacsayhuaman, Puca Pukara, Tambomachay. Fomos em todos eles, curtimos o pôr do sol (sem sol) no Tambomachay. Como eu faria com mais tempo: o tempo padrão do tour para Puca Pukara e Tambomachay está ok. Qenko talvez eu ficasse mais tempo. Mas Sacsayhuaman, mesmo sendo o local com mais tempo para curtir, eu entendo que demanda muito mais. Dia inteiro talvez seja demais, mas eu ficaria ao menos metade do dia lá. Eu ainda tinha na memória o esplendor que aquilo é, aquelas rochas monstruosas e precisamente entrecortadas num tempo longínquo da humanidade. Era o sitio mais impressionante dos arredores da cidade na minha retina. E reconfirmei, é mesmo. Minha lembrança de 1995 é que eu fiz tudo isso de busum e a pé. Eu me recordo de voltar de Qenko andando, e cortando caminho pelo mato. Acho que fui de busum, ou de van alternativa (na época já tinha esse tipo de transporte por lá). Na volta de noite demos nosso tradicional rolê de despedida da cidade. Cidade muito agradável. Dia 5 Acordei cedo para dar uma volta pela cidade antes de ir embora. Tomamos o café e partimos para o aeroporto. Descemos em Lima e a única alternativa de locker para deixar as mochilas era uma bela de uma facada de 56 soles para o dia todo. PQP. Pegamos um taxi green (45 soles) para o Museo Larco, que havia nos faltado quando estivemos na cidade. O museu é um espetáculo arqueológico. Impressiona pelo acervo, e tbm pela excelente apresentação. E a descrição, as peças, a conservação (ou recuperação) delas, etc. Além de ter um belo jardim. Pegamos um uber para o centro histórico, onde ficamos rodando por toda a tarde. Revimos alguns lugares, verificamos que agora a região fica fechada para carros, revimos a impressionante limpeza da plaza de armas e arredores (sem comparação com praças centrais brasileiras nesse quesito). Acho aquele centro histórico de Lima muito bacana de passear, muito bonito. Muitas igrejas para visitar, geralmente cobram 10 soles para entrar. No fim da tarde fomos curtir umas saideiras e depois pegamos um taxi para o aeroporto (uber tava mais caro). Aeroporto, voo de volta, etc. Dia seguinte já era batente novamente. Mais um feriadão explorando algum canto!
  8. @casal100, obrigado! Vc me pegou nesse ponto, pq confesso minha ignorância sobre o que tem ou não gluten. Leite (e derivados) é coisa rara na China. Em regra o que via nos restaurantes locais era muito vegetal, me parecia sempre ter muita coisa saudável. Nas ruas muitos espetinhos de bichos (!!), e muita coisa que realmente não faço ideia do que seja. Em outros países do SE asiático onde estive, eu diria que não difere muito. Singapura é mais internacional.
  9. Dia 19 Acordei cedo e fui fazer uma longa caminhada de despedida. Nosso voo era no começo da tarde, quebrando o dia. Voltei ao parque, vi uma galera fazendo Tai Chi, rodei pelo Promenade. Depois pegamos o esquema busum + Aeroporto expresso. Dica: o octopuss devolve os 50 de depósito, mas tem refund tax de 11! Pequim Chegamos em Pequim antes do horário previsto, que era 17hs. Naquela hora, já estávamos no trem para o metrô. Sem filas na chegada, novamente. Nosso hotel esquema-patrão ficava na cara do metrô. Largamos mochilas lá e partimos para tentar pegar alguma atração aberta. Escolhemos o Beihai Park. Chegamos a tempo de curtir o anoitecer, o parque fecha às 21hs. Excelente momento! O parque é muito bonito! Curtimos anoitecer, sol! Bela luz, depois de dias seguidos de chuva! Ah, e eu estava de volta aos espirros alérgicos, provavelmente por conta do ar poluído de Pequim. Rodamos bastante o parque até anoitecer. Ainda estivamos no lago Houhai, que fica logo acima, numa passada rápida. Havia uma galera dançando e karaokê na área. Sempre muito bacana ver pessoas de idades diversas dançando nas ruas. E jogando peteca com os pés, tipo altinha. Pegamos o metrô para uma Ghost food st, que não achei. Então fomos buscar uma Great Leap Brewery da área, mas estava fechada. Felizmente tinha outra cervejaria, a JingA Taproom, que salvou o fim de noite! Excelentes cervas. Raro lugar com maioria absoluta de ocidentais. Dia 20 Dia de conhecer outras grandes atrações da cidade. Primeira parada, Temple of Heaven. Logo na entrada do parque, novamente vimos pessoas dançando, cantando, jogando peteca, fazendo musculação e alongamentos, etc. Outros vários jogando baralho. Um barato. O parque é espetacular! Estimei ficar 2hs por lá, levamos 3! Era um lindo dia, era um lindo parque. Sem filas para entrar e circular, embora houvesse muita gente. No fim da visita, tivemos de acelerar, era muita coisa bacana para ver – e ainda havia outro parque enorme e lindo para curtir. O plano original incluía o Old Summer Palace antes do Summer Palace para aquele dia. Reavaliamos e cortamos o Old da lista. Se já ficamos tanto tempo no Heaven, o Summer tomaria todo o restante do dia. Foi sábia decisão! O Summer é um espetáculo para o dia inteiro. Chegamos lá às 13hs e só saímos às 19hs, achando que poderíamos ficar presos lá, eheheheh. E ainda teve áreas que não percorremos. Rodamos muito, subimos, descemos, erramos, acertamos, pegamos barco, voltamos a pé, e faltou lugar para percorrer. Um visual extraordinário atrás de outro. Muita gente numas áreas (mas com espaço para todos), pouca gente noutras. Curtimos um belíssimo momento de fim de tarde por lá. Na volta, fizemos uma janta um pouco mais finesse. Era nossa última janta. Restaurante de comida chinesa, mas claramente tourist friendly. Dia 21 Último dia de viagem. Fomos tentar ver o Mausoléu do Mao, que nos escapou da primeira vez. Mas dessa vez havia a famosa fila monstra pro security check pra entrar na praça. Exatamente no mesmo lugar onde pegamos zero de fila. Pode ter sido horário, pode ter sido momento (quando fomos não era sábado), pode ter sido apenas sorte mesmo. Enfim, com aquela fila, descartamos. Rodamos pelo Quianmen e sua rua pedestres, os hutongs da região. Curtimos bastante. Pegamos então o metrô até a Marco Polo Bridge. Fica longe, em outra cidade. Mas foi tranquilo. Depois do metrô vc ainda anda por 1.5km até chegar à cidade murada, e logo depois está a ponte. Tudo muito mais calmo que em Pequim. Bem menos turistas. Curtimos a ponte por um bom tempo. Diversos leões de diversas maneiras ao longo das bordas. Sem ocidentais naquele momento. Mas éramos encarados normalmente. Voltamos para a cidade murada. Havia lá um “Museu da Agressão Japonesa”. Era grátis e imponente, fomos conferir. Para entrar, era necessário obter o ingresso numa outra salinha. E a menina não conseguia se fazer entender. Nem nós. E logo chegaram três outras pessoas para ajudar na comunicação, inclusive uma que falava algum inglês. Todos muito simpáticos. No fim das contas a menina (guarda do museu) já estava nos dando o ingresso de qq forma, mas o que ela queria que apresentássemos era o passaporte. Simples assim. O museu é muito bem exposto e organizado. Tem linguagem meio panfletária (mas que, em tempos de "notícias" de whatsapp, parece estar voltando à moda), mas curtimos e aprendemos. Voltamos ao metrô e à cidade (e cada trajeto desses de caminhada + metrô pode contar 1 hora por baixo) e fomos conhecer a região da Bell e Drum Towers. O badaladíssimo bairro Shishahai. A Bell tower tava fechada para obras, então fomos somente na Drum. É bacana, mas teria dispensado. Achei a de Xian bem mais bacana. Demos um rolê na área e fomos finalmente na Great Leap Brewery. Ficava meio escondida num hutong. Lugar cheio de estrangeiros. Cervas muito boas. Aliás, para efeito comparativo, as artesanais na China custavam entre 4 a 7 vezes mais que as comuns. Saboreamos, choveu, abriu o sol, e voltamos. Demos um rolê geral em Shishahai, que naquele domingo estava cheia de gente nas ruas. Curtimos aquele vai e vem, o peoplewatch, e tudo o mais. Tinha lago, barquinhos, pontes, mercado, comidas, etc. Aproveitamos para experimentar mais espetinhos e um belo de um chamado hamburguer chinês que, seja lá o que for, era bom e barato! Por ser lugar badalado, as coisas saíam mais caro: espetinho (acho que de carneiro) por 13, enquanto em Pingyao (sei lá do que era) eram 3 por 10! Anoiteceu e fomos conhecer a última atração da viagem. Pegamos um metrô para os arredores de um lugar chamado The Place, que eu tinha informação de ter um mega telão no teto, coisa bem high tech. O visual do telão digital no alto é mesmo monumental. E tinha ainda uns mega telões com simulador de corrida de carro. Mas é um lugar estilo shopping, uma rua fechada para pedestres com lojas e lojas e esse barato no teto. Curtimos. Bateu uma chuvinha e lá fomos então pegar o metrô para o hotel, pegar as mochilas e partir para o aeroporto. Último metrô para o aeroporto parte às 2230, pegamos o anterior. Começaria nossa jornada de volta, Pequim, Doha, São Paulo, Rio. Chegamos domingo de noite, 2af já era dia de trabalho. E assim foi mais uma viagem explorando algum canto do mundo!
  10. Dia 15 Em todos os lugares que eu lia, galera falava que leva mais de 1 hora até o aeroporto de taxi. Que tem de chegar no aeroporto 3 horas antes, ainda mais na China. De metrô só chegaria lá às 7 (olhando para trás, eu vejo que deveria ter organizado de dormir por lá perto). Eu via no maps.me e a estimativa de taxi era de meia hora. Mas, enfim, vamos conforme recomendações. Pegamos o taxi às 4:30. E chegamos no aeroporto em 20 minutos, confirmando estimativa do maps.me. Pra piorar, o check-in só abria às 6 da manhã. PQP. Novamente nada de fila para entrar no aeroporto – não havia quase ninguém por lá! Enfim, não precisava ter saído tão cedo. Hong Kong Chegamos em Hong Kong debaixo de chuva. Pegamos o trem (comprando para 2 tem desconto) e o busum grátis para o nosso hotel. Dez dias depois, google estava de volta. Cheio de msg no gmail para apagar. Comprovei que existe vida sem google. Quando a chuva deu folga, descemos para dar um rolê pela área. Era um domingo, mas felizmente havia onde fazer câmbio. Subimos a Hollywood Rd., conhecemos o Mo Temple, passamos pelo belo HK Park (inclusive no enforme viveiro) e seguimos para pegar o tram par ao Victoria Peak. Chegando lá, o tram estava fechado para obras. Teria de andar sei lá até onde para pegar um busum. Desencanamos disso e fomos seguir nosso rolê de exploração dos arredores, mas acabamos achando ao acaso um ponto final de ônibus que seguia justamente para o Victoria Peak, então não recusamos! No caminho, vimos um protesto dos estudantes pela democracia em Hong Kong, o que vem ocorrendo até a presente data. Paradoxalmente era o mesmo domingo de passeatas no Brasil, onde grupos pediam o fechamento do Congresso e do STF. O busum vai serpenteando pelos morros. Aliás, mão inglesa! E muito inglês nas ruas, além de muitos estrangeiros. Ainda assim, em diversos locais só havia coisas escritas em chinês. Lá no alto, ótimos visuais da cidade. Curtimos bastante, inclusive com uma caminhada por uma das trilhas (pavimentadas), para curtir mais visuais. Tinha um quê de Paineiras. Láno alto tinha também um shopping com acesso pago a uma plataforma com visual mais amplo, mas não fomos. Sequer entramos no shopping, aliás. Depois de curtir mais visuais das trilhas, pegamos o busum de volta. Vimos muita gente acampada nas ruas, majoritariamente mulheres. Não sei bem o que era, mas varias faziam coreografias de dança. Devia estar rolando alguma coisa nesse sentido naquele dia, pq não vimos esses grupos nos dias seguintes. Aliás, era domingo, havia muita gente nas ruas. Fomos para o deck dos ferries e partimos para a roda gigante. Fila, finalmente! Mas não demorou. Era fim de tarde, umas 1830, mas o tempo não ajudava para um pôr do sol com sol. Foi sem. Achei a roda gigante incrivelmente barata (20 HKD) para o padrão local. Era patrocinada, deve ser isso. Aliás, a moeda local, o dólar de Hong Kong (HKD) era nominalmente 15% acima da chinesa. Mas os preços reais eram muito mais altos do que na China. Para efeito de comparação: a tarifa básica do metrô era 11 HKD por lá, enquanto na China saía por 3 CNY. Depois da roda gigante, pegamos a barca para o outro lado. 3.1 HKD no fds, 2.2 HKD em dias da semana. O trajeto já e um visual, bem barato. Do outro lado, Tsim Sha Tsui, curtimos o espetáculo de cada dia de ver as luzes dos prédios acendendo. Tipo Bund, mas em Hong Kong rola música, efeitos, etc. É um espetáculo coordenado. Que começa às 20hs em ponto. Ainda demos um rolê pelo Promenade e Av. of Stars antes de voltar ao outro lado do rio, agora de metrô. Nesse dia fomos jantar no Soho, a preços MUITO mais alto que na China. E, se já havíamos achado Xangai mais cosmopolita, HK era muito mais. Dia 16 Dia amanheceu nubladaço e, na hora que iríamos sair, desabou o maior toró. Aguardamos acalmar e saímos pra tentar fazer uma caminhada por um roteiro que o LP sugeria. Mas a chuva voltou a apertar, de modo que ativamos o plano B: museu. Compramos o Octopuss card (devia ter feito isso ontem!), que facilita a vida, e ainda dá desconto de 1 HKD nas passagens. No metrô vimos propagandas de roupas intimas femininas. Isso não tem na China! Provamos um delicioso pão local de manhã, um tal Pineapple branco com manteiga. Fomos para o Museu de História de HK, e entramos logo que abriu ás 10hs. Estava na lista para visitar, e é muito bom, muito informativo e bem transado. Vale muito a pena. Depois da visita, a chuva prosseguia. Como havia previsão de melhora para a tarde, fomos almoçar (coisa rara!) e depois ainda tentamos passear pelo parque Kowloon. Assim que a chuva sinalizou acalmar, decidimos pegar o metrô. A ideia era conhecer o longo teleférico até o Buda gigante. Chegamos e havia pouca ou quase nenhuma chuva. Ufa! O teleférico é uma facada: opção normal por 235 HKD, ou cabine fashion (sei lá qual diferença) por 315 HKD. O teleférico é um barato, longo, com altos visuais. Gosto muito de teleféricos e esse foi dos mais legais. E o melhor: em diversos relatos que li, galera falava de neblina, que não dava pra ver nada, etc. Embora estivesse meio chuvoso, não havia neblina! Chegamos lá já no fim do expediente, de modo que tivemos de fazer uma visita acelerada a tempo de pegar o último teleférico de volta – mas que foi suficiente. O tempo firmou (não choveu mais), e curtimos muito o Buda gigante, além do monastério que fica logo ao lado. O monastério, aliás, é dos mais bonitos que vimos na viagem. Mas não pode entrar nos halls. Voltamos e pegamos o metrô. Até pensamos em arriscar algum busum, mas optamos pela certeza e rapidez do subsolo. Direto para o Tsim Sha Tsui para curtir o espetáculo. Passamos num 7/11 local para comprar umas cervas para acompanhar o espetáculo. Não sei se pode beber em público por lá (vimos outros fazendo, mas...), de modo que fomos discretos. Curtimos o show das 20hs de novo! Depois fomos percorrendo várias ruas e blocos numa longa caminhada noturna desde a Nathan Rd. Passamos pelo Night Market local (tipicamente Chinatown), Ladies Market (uma área de muita vida noturna) e fechamos a desbravada com uma cerva artesanal num bar chamado Tap Project. Na volta pegamos um busum para experimentar. Cartão Octopuss na mão e roteiro descrito nos pontos é outra coisa. Além de estar precisamente descrito no google maps. Já era tare e não tinha nenhum restaurante chinês aberto nos arredores. Arrisquei um noodles do 7/11, então. Larguei o pozinho todo e, pqp, haja pimenta. Tive de comer e 3 etapas. Em HK vi grandes variações de preço de um mesmo item entre lojas. Refiro-me a garrafinhas de chá, refri, cerveja. Ou de água mesmo. Mesmo nos 7/11 vi diferenças significativas de preço (p.ex, 8 x 12) entre lojas. Dia 17 Dia reservado para conhecer Macau. Acordamos bem cedo. Sem chuva! Até sol estava ameaçando. Atrasamos um pouquinho a saída. O tempo fechou e a chuva desceu forte na partida da barca. Foi bom, pq foi só ali que choveu no dia! Durante o trajeto já achei bacana ouvir o speech de segurança em português! Chegamos em Macau com o céu mais claro depois de chuva forte. Pegamos um busum grátis para um dos hotéis com cassino, o Grand Lisboa. Demos um breve rolê lá dentro, cassinos não me atraem. Depois fomos andando para o centro histórico. Vai, Portugal! Em Macau, circulamos pela rota turística. Provamos biscoitos, bolinho de bacalhau, pastel de nata. Chão de pedras portuguesas. Bacana ver coisas em português. De fato o português é oficial, mas inglês vem tomando espaço claramente. Aliás, provavelmente fala-se mais inglês que português por lá. Fora do centro, fomos andando até a Fortaleza, suando muito! Umidade mais alta, pelo visto. Visual nada demais, vale pelo monumento em si. Na volta, cedemos à tentação da culinária local e demos uma pausa num restaurante focado em pratos da culinária portuguesa e suas colônias – inclusive brasileira! Mas fomos de bacalhau, que estava muito bom! Depois do almoço focamos em atrações mais ao sul, até fechar a visita no alto do morro da Penha. Ficamos até tarde em Macau, ainda voltamos aos cassinos para ver um diferente e na esperança de pegar o shuttle de graça de volta pra estação, eheheheh. Mas acabamos pegando um taxi e voltamos. A volta foi mais cara, pq era noite. Ida às 8:30 a 170 HKD volta às 20:15 a 200 HKD. HK e Macau não requerem visto. E não carimbam o passaporte. Dia 18 Dia de ir pra longe, mas em HK. Primeiro fomos na Ping Shan Heritage Trail. Achei bem caído, ainda que com algumas coisas interessantes. Voltamos logo e pegamos o light rail pra o Wetland Park. Dia nublado, mas sem chuva. O parque é bacana. Tem trilhas sobre passarelas de madeira, muito birdwatching. Fica geograficamente perto de Schenzen. Rodamos o parque todo e pegamos o busum volta. Nos arredores de Wetlando tem muitas construções residenciais. E já havia dezenas de espigões. É muita gente. Descemos na região onde estávamos e fomos andando para Wai Chai, bairro que tem um mercado de rua (novamente estilo Chinatown). Seguimos então para o Centro de Convenções e Exposições de HK, local do grande evento que selou a devolução de HK para a China. Do lado de fora havia várias estátuas de comics locais, bem bacana. Ficamos de relax ali, curtindo os personagens e o visual do rio. Estava sem chuva, mas rolava um sereninho e neblina, com nuvem baixa encobrindo prédios. Pegamos o ferry para o outro lado para curtir a Av. of Stars de dia. Chegando lá, a chuva apertou para uma garoa forte. Pegamos o metrô de volta. Ficamos tomando umas cervas no Soho, enquanto a garoa apertava e diminuía. Curtimos nossa última noite por ali mesmo, o visual (e o local!) do espetáculo noturno estaria prejudicado pela chuvinha. Jantamos num indiano muito bom perto do hotel.
  11. Dia 12 Depois de dias sucessivos dormindo de madrugada e acordando às 6 da matina, dessa vez deixamos rolar e acordamos tarde. 9:30! Tomamos um café na varandinha e partimos. Passeamos pela Nanjing Rd (badalada e ampla rua de pedestres cheia de lojas) até o Bund. Agora de dia! Pegamos o Tunnel para o outro lado (achei que não vale a pena) e desembarcamos no Pudong. Compramos um combo do Tunnel + Shanghai Tower. Na região do Pudong, fomos descortinando as ruas até a margem do rio e depois sob aqueles prédios imensos e icônicos. Em direção ao Shanghai Tower. Muito bacana. Chegamos na torre e, novamente, nada de fila. Mesmo já com ingressos na mão, nada de fila para entrar (e nem tinha fila pra comprar também). O preço é uma facada, acho que todas as torres cobram facadas. Essa custava 180 e o túnel custou 50. O combo dava desconto de míseros 5. Mas que visual! Que visual!!! Excelente! Curtimos um bom tempo por lá. E pensar que as Petronas, que visitamos anos antes em KL, hoje nem está nos top 10 de arranha céus do mundo. Descemos e fomos buscar o metrô. Ficava perto de um shopping por onde passamos e aproveitamos para tomar um café e provar uma torta que chamava a atenção. Serviu para reforçar como as coisas na China têm muito menos açúcar que no Brasil. Próxima visita era o Yuyuan Garden. De novo: sem fila. Foi bem tranquilo de andar dentro, embora estivesse cheio. Lugar é lindo, muito bacana de explorar. Ficamos até fechar, hora em que a galera começa a expulsar geral, ahahahah. Depois ficamos dando rolê nas ruas dos arredores, área também conhecida como old town de Xangai. Muito turística, com preços bem mais elevados que em outros cantos. Mas a área é bem legal de passear e conhecer. Voltamos para o Metrô, rumo a Tienzifang. Já era área da French Concession. Uma região muito bacana! Esquema de lojinhas, bares, ruelas, tudo bem descolado. Não sei descrever bem, mas gostamos muito da vibe de lá. Deveríamos ter ficado e jantado por lá, mas ainda havia um outro ponto a conhecer: Xiantiandi. Fomos andando. As ruas eram agradáveis, arborizadas. Podíamos ter pego taxi, mas tava de boa. Comparando com Tienzifang, diria que Xiantiandi é muito mais elite, com bares e restaurantes mais requintados. Preferimos bem mais Tienzifang, é mais nossa praia. Mas não iríamos andar tudo de volta àquela altura. Então jantamos num que eu tinha mapeado por lá. Din tai fung. Uma breve e controlada esbanjada. E foi bom. Pegamos o metrô de volta para o Bund, e finalmente vimos as luzes noturnas da região! Havia muita gente, mas com muito espaço para todos. Um barato. Nesse dia voltamos cedo, compramos umas cervas para tomar no quarto mesmo. A ideia de ter ficado na área era ir no Bund todas as noites! Achamos Xangai uma cidade bem mais cosmopolita. Éramos apenas mais 2 em meio a tantos outros, não chamávamos atenção em canto algum. Víamos e ouvíamos ocidentais em maior quantidade que nas outras cidades. Dia 13 Fomos andando até o People’s Park de manhã. No caminho, pela Nanjing Rd, vimos novamente aquela deliciosa sequência de grupos dançando, praticando Tai Chi, etc. Dessa vez vimos Tai Chi com espada e uma figura andando de costas (mas depois vimos outros fazendo isso, não deve ser tão incomum) Tudo muito bacana. Depois de um tempo curtindo esse peoplewatch no people’s park, decidimos entrar no Museu de Planejamento da cidade. Em algum momento já dentro do museu, ouvimos novamente a música do Em Algum Lugar do Passado! Achei o começo do museu meio marromeno, sobretudo para o padrão esperado. Até que fui subindo os andares. Aí sim: é sensacional, enorme. Mostra (e vende) Xangai do passado ao futuro, de forma sustentável. Enquanto aqui no Brasil brigamos por mais estradas, menos radares, carro do ano e dane-se o meio ambiente, Xangai demonstra preocupação em aumentar transporte público para diminuir carros nas ruas, diminuir a poluição e diminuir acidentes. Pegamos o metrô para conhece o Jade Temple. Parece novíssimo, acho que estava em reforma. Lindo lugar. De lá fomos andando para o M50, um lugar de arte a céu aberto da cidade -- tipo o 768 de Pequim. Tava sol e não rolava muito movimento (possivelmente o agito era mais tarde, ou outro dia da semana), mas rodamos as galerias, lojinhas e etc. De volta ao metrô, seguimos para outro bairro, para conhecer uma atração meio underground que tinha no LP e que me atrai: um museu de propaganda comunista. Demos uma pausa numa cervejaria local muito boa, e lá estávamos procurando o tal museu. Não é lá muito simples de achar, ele fica num subsolo de um dos blocos de um condomínio de prédios. Mas encontramos. É historicamente muito interessante! Cheio de pôsteres antigos de propaganda comunista da China, sobretudo da época da implantação do regime. Seguimos então para o Jingan temple, que fica em meio a prédios altos modernos. Também muito bonito. Ficamos lá até fechar, acabamos presenciando uma cerimônia com os monges (locais?). Ainda demos um tempo num parque por ali perto, ficamos curtindo o laguinho e um grupo de chineses que se divertia e tirava fotos sucessivamente. Nesse dia fomos jantar no Di Shui Dong (ou coisa parecida), que havia mapeado. Esse foi muito bom!! Foi outra esbanjada, mais forte ainda, aliás. Mas pq acabamos comemos muito. Era muita coisa interessante pra provar! Dormiríamos mais que fartos, não fosse por uma longa esticada que ainda daríamos. Pegamos o metrô e embicamos de volta para o Bund Demos um longo rolê até a parte sul e voltamos. Maior galera por lá. Deu 22hs e ainda estava cheio. Mas no dia da chegada, às 23hs, nada! Enfim, fomos para nosso albergue dormir. Dia 14 Era um possível dia para conhecer Suzhou, mas acabamos deixando para uma outra ocasião. Optamos por conhecer Qibao, ainda em Xangai, acessível por metrô. Era sábado, havia maior galera por lá. Dia de nuvens, sem sol. Qibao se apresentava inicialmente como um lugar cheio de lojinhas e comidinhas pelas ruas. As comidinhas, aliás, bem mais em conta que na Old Town de Xangai. Aproveitamos para provar mais coisas que nos pareciam estranhas e atraentes. Comemos mais coisas saborosas e que desconheço o que tenha sido. Qibao também tem uns canais bacanas, fotogênicos, no centrinho histórico. Lembram Morretes. Esticamos até o Qibao temple, que estava bem vazio e era bem legal. Demos um rolê geral, provamos mais coisas, tiramos muitas fotos das comidas pelas ruas. Identificamos algumas novidades, identificamos aquele cheiro que muito nos desagradava e que achamos que era do stinky tofu. Mas naquela hora não sabíamos o que era, nem suspeitávamos. As comidas que identificávamos e que nos eram estranhas, como pata de porco, pata de galinha, sapo no espeto, estavam lá. Além de outras mais habituais. O lugar difere do muslim quarter de Xian, por exemplo. Salvo engano, difere também da Wangfujing de Pequim. Ficamos umas 4hs em Qibao. Pegamos o metrô e fomos conhecer o Longhua temple, que foi muito legal! Foi grátis, acho que pq estava em reforma. Já era fim tarde quando saímos, e fomos direto para o Pudong. Aproveitamos para passear pelas passarelas com vista do para a famosa torre dos Jetsons. Aliás, embora seja uma região que pareça ter sido desenvolvida para carros, há calçadas e passarelas para pedestres em larga área. Fomos para a margem do rio, a ideia era ver o outro lado do rio no anoitecer. Rolava uma chuvinha beeeem leve, nada que atrapalhasse. Fomos andando pela margem até chegar a um ponto de barca para o outro lado. A noite cai, alguns prédios ligam suas luzes, mas o horário mesmo de ligar é às 19hs, qdo a coisa começa. Estava mais escuro naquele dia nublado com chuvinha. Descemos do outro lado longe do nosso ponto escolhido - a Hanghe - de janta, então pegamos o metrô. Antes disso, despedimo-nos do Bund e suas luzes de cada noite. A janta dessa noite foi guerreira e deliciosa. Bem barato. Escolhemos o Yang's fry dumplings. O lugar já é guerreiraço, mas entende-se numa boa. Dumplings saborosos e baratos. Voltamos caminhando pela Nanjing. Nesse dia voltamos mais cedo que o habitual, acordaríamos de madrugada para pegar o voo para Hong Kong. Ainda ficamos tomando umas cervas no albergue, enquanto outros grupos faziam o esquenta para a noitada. Ainda ficamos de conversa com um executivo americano de LA que vive por lá – no albergue!
  12. Dia 10 Dormir tarde, acordar cedo. Lei de qualquer viagem. Era para sairmos às 7 da matina, mas deslizamos para 7:30. Era dia de conhecer o famosíssimo Exército de Terracota! Parei para pensar como estava sendo nosso começo na China. Cidade Proibida, Muralha da China, Guerreiros da Terracota. É bem comum que isso ocorra, mas são sucessivos blockbusters turísticos. Enfim, a ideia era pegar logo algum dos primeiros ônibus pra terracota. A estação do busum que vai pra lá fica entre duas estações de metrô, de modo que decidimos ir andando até lá. Respirar um pouco Xian. Assim fizemos. Os ônibus saem, a rigor, da estação de ônibus mesmo. Pegamos no ponto final o famoso 306. Mas tinha outros, 914, 915. Já li que tem pirata também. Seja como for, é dali que saem. Tem tipo um guia, que faz uma explanação em chinês. Ao menos foi o que me pareceu, já que evidentemente não entendemos nada. Ele é também o cobrador. Saiu por meros 7 RMB! Somente nós de ocidentais naquele busum. Mas lá em Xian não éramos novidade. Chegamos na atração e lá fomos procurar onde comprar a entrada. No caminho já recebemos ofertas de guias, mas estávamos na vibe de conhecer por conta própria mesmo (essa vibe varia, mas geralmente optamos por fazer por conta). Zero de fila para comprar. E lá vamos para a entrada. Zero de fila para entrar. China seguia contradizendo o que tanto havíamos lido quanto a filas. Fazia mais um belo dia de sol e céu azul. Lá dentro a sinalização era em chinês. Não sei se por falha minha, mas resolvi rapidamente com o salvador maps.me de sempre. São três espaços de visitação, e queríamos deixar o 1 para o final, porque é o maior e principal. Fomos no 2, depois 3, e finalmente 1. Vou simplificadamente resumir: é ESPETACULAR. Não tivemos qq fila ou amontoado nos pits 2 e 3. Mas no 1 a coisa estava cheia. De todo modo, sem problemas. Esperávamos a galera sair da frente e tomávamos posição. A maioria suprema que está lá vai com grupo, então a maioria suprema vai ter tempo limitado para ficar nos melhores pontos (o guia segue adiante, e o grupo deve seguir atrás!). Conseguimos curtir todos os pontos de visão que queríamos, apenas esperando um pouco para vagar lugar. E só havia esses congestionamentos nas áreas mais concorridas do pit 1. Encerrada a visita, pegamos o primeiro busum que vimos de volta, agora foi o 915, ou coisa parecida. 8 pratas, mas agora com ar condicionado. Chegamos umas 9, partimos de volta umas 13:30. No fim das contas, o custo total por pessoa foi de 135 RMB. 120 pra entrar e as passagens. Havia um tour pelo albergue que custava 380 RMB incluindo transfer com ar condicionado desde a porta, guia e... cerveja liberada! Voltamos a Xian e partimos direto para a muralha que cerca a parte central da cidade. Sol estava a pino, e queríamos dar o famoso rolê de bicicleta pela muralha. Paga pra subir, paga para alugar a bicicleta por 3hs – tempo suficiente para dar a volta em toda a muralha com calma, pausa para fotos, pausa para refrescar, etc. E o passeio é uma delícia: a muralha é tão larga no alo que mais parece uma avenida. Inclusive com faixas teóricas (1 pra quem vem, outra pra quem vai, outra para quem está a pé). Tivemos de andar um pouco até o ponto onde efetivamente se aluga. Curtimos muito. Pegamos o metrô e disparamos para a Great Goose Pagoda. Chegando lá, estava fechada. Já era fim de tarde, o horário que eu tinha visto de fechamento estava errado. Mas logo do outro lado da entrada havia uma área que nos pareceu bacana e fomos lá dar uma conferida. Trata-se do Grand Tang Mall, uma enorme e longa (China!) área para pedestres, com diversas atividades e atrações. Tudo absolutamente muito limpo. Músicos, esculturas, apresentações, comidas, etc. Um barato. Quanto mais caía a noite, mais gente chegava. Rolou show de águas (chafarizes) e luzes. Rolou até mesmo um desfile, meio que carnavalesco, acho que para uma apresentação fechada que rolaria por lá mais tarde. Ficamos muito mais tempo que prevíamos, foi um barato. Pegamos o metrô de volta, descemos na Bell Tower. Muita gente curtindo a região, e fica bem bacana iluminada de noite. Nessa área, a caminho do Muslim Quarter, vimos pedintes. É coisa rara nas grandes cidades chinesas (ao menos foi raro para nós vermos). O Muslim Quarter estava lotado de gente. Tinha tudo pra ser uma daquelas áreas imundas que tanto conhecemos pelo Brasil, em função da combinação gente + comida + rua. Mas não. Havia lixeiras enormes a cada poucos metros no meio da rua, uma atrás da outra. Lembrei-me da Festa Pomerana, que também não economiza em lixeiras (e na limpeza delas). Mais uma vez nos pareceu ser algo primordialmente com foco no turismo local, com quase tudo em chinês somente. Estávamos em jejum praticamente naquele dia (ainda que bebendo bastante água e os chás, ou isotônicos, que comprávamos sucessivamente para experimentar), e já era noite, de modo que demos um rolê na área e entramos no primeiro restaurante que demonstrava ter cardápio em inglês (ou figuras dos pratos na porta). Acabou que o que escolhemos tinha pratos gigantes. Tanto que sobrou para o café da manhã do dia seguinte – levamos num saquinho para o albergue. Fomos dormir tarde. Dia 11 Acordamos cedo de novo, 6am. Estava estranhamente disposto. Saímos cedo também. Fizemos check-out e fomos explorar nossas horas remanescentes na cidade. Direto para a Grand Goose novamente. No caminho do metrô até a entrada, observamos as atividades matinais da galera no parque. Tinha dança, ginástica, Tai Chi, um barato. Galera majoritariamente de meia idade, bem democrático aos nossos olhos. Chegamos, entramos (de novo, sem fila!) e curtimos. Mais um belo dia de sol, mais um belo lugar! No caminho de volta para o metrô, vimos mais gente curtindo a manhã com danças, ginástica e etc. E um trio jogando peteca. Bem bacana. Seguimos para a Drum Tower e fomos direto para a mesquita local, que fica dentro da região do Muslim Quarter. A mesquita é diferente do que estamos acostumados. Não é imponente, tem um vasto jardim. Mesquita estilo chinês. A área de oração, no entanto, era fechada a visitas. Curtimos um tempo ali. Na saída, vimos que estávamos num mercadão local de rua. Vi uma camisa com tudo escrito em chinês e perguntei quanto era. E aí começou uma longa negociação. 150 RMB foi o começo e foi despencando a cada negativa que eu dava. Fechei por 30 RMB. E ainda acho que cairia mais. Ficamos dando rolê na área das comidas do Muslim Quarter, e compramos algumas coisas pra provar e comer na nossa viagem de trem até Xangai. Katia aproveitou para provar um daqueles espetos pitorescos de polvo, carregao de pimenta e feito na hora. Ela gostou. Nessa região de muita comida, senti cheiros muito bons e um especificamente muito ruim. Somente mais para o final da viagem nos demos conta de que provavelmente era o “stinky tofu” ou “smelly tofu”, muito característico dessas “praças de alimentação” ao ar livre. Mas presumimos isso pelo nome, não fiquei rastreando o cheiro, e nem provamos o tal tofu. Bateu a hora, voltamos para pegar nossas mochilas, metrô, trem. Achei que faltaram dias em Xian. Para a cidade e para os arredores. Fui por conta dos Guerreiros de Terracota, adicionei 1 dia (meio, no fim das contas) para a cidade, mas valeria mais. Como em quase qualquer canto, aliás. Sempre temos de fazer escolhas. Chegamos na estação de trem umas 14hs, ainda seguindo as recomendações de chegar uma hora antes e tal. Mais uma vez: nenhuma fila para entrar na estação. O trem mesmo era pouco depois das 15hs. Na nossa experiência (veja bem, pode ser diferente em outra ocasião!), foi inútil chegar tão cedo nas estações. Em todas as 3 vezes que pegamos trem (Pequim, Pingyao, Xian). Não pegamos fila pra entrar em nenhuma delas. Somente para embarcar, o que não é problema (esperávamos a galera embarcar antes). Nesse longo trajeto de trem, comprei uma pipoca. Na hora de comer, não tinha sal. Nem açúcar. Bem estranho para os padrões salgados a que estou acostumado. Fui no vagão restaurante tentar descolar sal. Consegui me comunicar (viva os tradutores!), mas não tinha. Não apenas não tinha, pareceu estranho às comissárias alguém pedir sal. Felizmente havia cerveja, o que nos acompanhou durante a viagem. Nessa viagem, ou em alguma anterior, constatei o estranho desconhecimento da existência do fone de ouvido por parte de algumas pessoas no trem. Mas é algo que vejo comumente no Brasil também. XANGAI Chegamos em Xangai, pegamos o metrô e, após breve caminhada, estávamos no nosso hostel. Só largamos as coisas, corremos para o Bund. Queria ver aquela parada toda iluminada. No caminho, notamos que o fluxo era contrário, ok, mas seguimos. Chegando lá, decepção: já tinha acabado e estava tudo escuro. Ou melhor, não escuro, apenas sem a iluminação estilos a efeitos de cada noite. Entendemos que havia horário. Passamos numa cervejaria local para uma saideira, e logo a seguir galera começou a fechar conta e avisar que horário tava no fim. Movimento expulsório, ahahahah. Ok. Já era quase 1 da madrugada. No caminho de volta para o hostel, vimos um restaurante local cheio. Decidimos entrar e encarar. Foi muito bom e barato! Cardápio tinha figuras, e “beer” é sempre conhecido. Escolhemos pratos com alho e bacon, ou seja, sem erro. E uma massa molenga lá. Dormimos bem tarde nesse dia.
  13. Dia 8 Dia de andar e explorar Pingyao. E assim fizemos: andamos 9 horas seguidas pela cidade, seus museus e sua muralha. Foi um dia de sol e céu aberto, com bem menos poluição do que Pequim. Compramos um passe (125 CNY, mas nos cobraram 65CNY não sei pq) que dava direito a visitar todos os museus da cidade durante 3 dias. São vários museus, nem dá pra almejar conhecer todos. Os principais são mapeados, e fomos em todos eles nos dois dias em que ficamos por lá. Olhávamos, entrávamos. Nem sempre nos interessava, o que eventualmente tornava a visita mais rápida. Salvamos também algumas coisas para conhecermos no dia seguinte. Esquema relax em Pingyao. Lá nós tivemos um grande India revival: era comum as pessoas nos olharem com cara de novidade e pedirem para tirar fotos conosco. Nós curtimos, tirávamos várias fotos deles também. Galera no geral muito simpática. Via de regra as pessoas não falam inglês e normalmente não há coisas escritas em outra língua que não o chinês. Mas dava para se virar numa boa. Os museus continham placas informativas em inglês – mas não de tudo. Mal comparando, é como o turista estrangeiro que vem ao Brasil – há muito pouca coisa escrita em inglês no geral. Lá também. A diferença é que lá estava tudo em ideogramas! Em Pingyao aproveitamos também para sair provando o que nos desse vontade de experimentar. De comida, claro. Muita comida de rua, muita coisa muito estranha aos nossos olhos. Algumas não sei até hoje o que eram (porque também estou até hoje para pesquisar do que se trata...). Outras eram fáceis: churrasquinho de carne (seja lá de qual carne era, mas era bom) ou daqueles frutos do mar característicos. Vários biscoitinhos, bolinhos, pães – em geral eu achava com pouco gosto (as comidas por lá tinham muito menos sal ou açúcar do que as no Brasil). Em geral os bolinhos que provamos eram de arroz doce. Sucos, chás, tinha de tudo, e buscávamos experimentar. Cerveja só no fim do dia, ehehehe. Havia algumas regras, amplamente ignoradas: não fotografar em determinados espaços; áreas de mão e contramão para pedestres; proibido subir/descer, etc. Como falei, andamos o dia inteiro, sem pausa. Mas nada cansativo, era bem bacana curtir os lugares, as pessoas, acho que foi uma imersão maior na China – ainda que o lugar seja bem turístico (para os chineses). No final da tarde, umas 18hs, paramos na rua principal para relaxar, bebericar e observar. E aí vimos como éramos observados. Galera vinha para tirar fotos, ou tirava fotos de longe, ou filmava na careta. Sei que isso pode incomodar alguns, mas nós levamos numa boa. Escureceu, e fomos rodar a cidade de noite. Esfriou bem naquela noite, chegou a 10 graus. Foi a única vez em toda a viagem que usei um fleece para me aquecer. Jantamos, rodamos mais e mais, e fomos dormir. Mas fui numa massagem antes! Em Pingyao, sei lá pq, o whatsapp funcionou. Para receber msgs somente. E somente durante a madrugada. Teve ter sido algum desbloqueio. Ou falha. Dia 9 Fez frio de madrugada, mas, com o sol, tudo esquentou. Foi outro dia flanando pela cidade. Tentamos percorrer mais partes da muralha, mas estava quase tudo fechado para caminhar. Somente um pequeno trecho aberto, que havíamos percorrido no dia anterior. No mais, obras ou simplesmente não é aberto para transeuntes. Do total de 6km de muralha, só uns 2km talvez estivessem abertos para se caminhar. Fomos também nos museus restantes, assim como outros que encontrávamos pelo caminho. São muitos, não dá pra ir em tudo, e nem sempre é de interesse. Via de regra, os menores só recebem luz natural, o que deixa algumas salas bem escuras. Vimos também algumas traduções meio toscas para o inglês – mas a verdade é que vimos isso em todos os outros lugares (exceto HK, salvo engano). Aliás, falando nisso, o translator (tanto o meu do google quanto o local, que não sei qual é) ajudaram bastante na comunicação por lá. Em algumas ocasiões, qdo precisava elaborar mais, precisávamos recorrer aos tradutores. Eventualmente a galera já nos oferecia o celular para escrever e traduzir. Muito prático! Ainda acho que isso vai matar, ou no mínimo mitigar, a necessidade de se aprender línguas estrangeiras um dia. Esse dia era um belo dia de sol. Era também uma 2ª-feira, e a cidade estava mais tranquila. Galera fala que na China não tem isso de fim de semana, que trabalham os 7 dias, mas sei não. Sábados e domingos eram mais cheios. Nesse dia rodamos um pouco fora dos muros da cidade. A cidade em si é muito maior, claro, refiro-me aos muros da parte histórica. Chegamos a andar para ver se rolava transporte para alguma atração nos arredores (há algumas a alguns kms), mas não nos organizamos direito e simplesmente não vimos táxis por onde andamos. Ou talvez houvesse tours ou coisa parecida, mas tudo estava escrito em chinês. Foco do turismo por lá, e na verdade em toda a China, é o turismo interno. Nada que não se resolvesse descolando com a própria pousada, claro, mas deixamos rolar. Estava de boa curtir a cidade no esquema relax. Aproveitamos para provar mais comidinhas de rua, que seguíamos escolhendo pela atração ou interesse visual. No fim das contas, só curti mesmo foi o espetinho, seja lá do que tenha sido (porco, provavelmente). Não desgostei de nada, mas em geral não tinha muito sabor. No fim da tarde descolamos um taxi para a estação de trem. Nada de chegar muito cedo, saímos 1 hora antes, o que já foi mais que suficiente. Novamente nada de fila para entrar (cidade pequena!) na estação. Aliás, dica (de novo) para o trem: bilhetes vermelhos tem fila separada. Bilhetes azuis são nas normais. Nosso bilhete era vermelho, comprado antecipadamente via agência. Acho que o azul é para a galera que compra na estação ou direto. Há fila separada para entrar na estação, para embarcar e desembarcar. Vermelho ou azul. Precisa do bilhete pra sair da estação no desembarque. O vermelho não passa na catraca eletrônica, passa em separado com checagem manual. Xian. Chegada foi dentro dos conformes. Direto para o metrô e breve caminhada até o hostel. Mesmo à noite, achei bem tranquilo. Aliás, andei tarde da noite algumas vezes na China, e sempre foi bem tranquilo. Zero de insegurança – mesmo para os radares sempre ligados de alguém nascido e vivido no Rio de Janeiro. Chegamos ao hostel, que era num andar de um prédio. Estava com saudades desse espírito de hostel! Tinha uma TV passando “Em algum lugar do passado”. Fomos recebidos por uma menina que falava um inglês nota 10, o melhor que ouvimos até então. Mikki, se não escrevo errado. Ou melhor, foi o melhor inglês da viagem! O hostel na verdade era um andar, ou mais de um, de um prédio na cidade. Nosso quarto tinha até box. Jantamos e bebemos por lá mesmo, no skybar do hostel. Pedi um prato chinês, e Katia resolveu pedir uma comfort food, mas apimentada. Veio mega spicy, de fazer chorar. Lição: na China, não peça para apimentar o que já é apimentado! Mas foi na boa, compensamos com mais cerveja. Ficamos por lá até tarde conversando com menina do hostel, que também era a chef.
  14. RELATO Saímos de Doha de manhã e chegamos em Pequim no começo da madrugada, mas antes do previsto. Logo na chegada havia máquinas para vc já scanear suas impressões digitais. Coisa rápida e sem fila. A máquina inteligente identifica que vc é do Brasil e fala em português com vc. Um papel é emitido, que vc leva para a imigração. Imigração, aliás, que foi rápida, talvez pelo horário. Primeira fila esperada que não rolou. Vencida a primeira etapa, fui buscar o Bank of China pra fazer câmbio. Não achei, ou estava fechado, não sei. Tinha essa dica de já fazer antes de sair do desembarque, mas não achei. Lá fora havia um câmbio a 6,25 para o dólar, e ainda tinha comissão. Achei baixo, tinha visto que estava na faixa de 6,80. Havíamos agendado um transfer com nosso hotel para 1 da manhã, e desembarcamos antes disso, então fui pesquisar em outras áreas do aeroporto. Aliás, embora monumental, achei o aeroporto de Pequim – ao menos aquele terminal – meio datado e não muito claro. Achei outra casa de câmbio no embarque, que pagava melhor: 6,54, também com comissão. Ainda achei baixo e deixei para arriscar no dia seguinte na cidade (e fiz muito bem, troquei no Bank of China por 6,81 sem comissão). Nosso transfer chegou, partimos para a cidade para nosso hotel, que ficava num hutong. Tivemos boa impressão do quarto, embora a janela fosse interna – todas eram internas. TV só em chinês. Fomos dormir tarde, umas 3 da madrugada. (Relato começa no dia 5, os dias anteriores foram em Doha) Dia 5. Saímos meio tarde, eram umas 9am. Fui conferir se minha correspondência havia chegado, com os bilhetes de trem, e sim, tudo ok. Partimos para um Bank of China por lá perto para fazer o câmbio. Já tivemos nosso primeiro contato com um local, perguntando informação – o moço simpático não sabia dizer. Mas o guarda apontou onde era o banco. Só tinha uma pessoa na fila. E os atendentes falavam inglês! Primeiras boas impressões na cidade. O processo é burocrático e toma um tempinho (papelada, preenche, assina, etc.), mais tempo que nas casas de câmbio argentinas, por exemplo. Resolvida a parada fomos desbravar o metrô. É simples, tem as informações em inglês. Como tem muita linha, é bom identificar antecipadamente a estação para onde vc vai e qual linha passa por lá. Valor varia conforme distância e conexões, mas fica entre 3 e 6 CNY por viagem. Tinha lido que não adianta comprar antecipadamente, então sempre comprávamos na hora mesmo. Partiu Tiananmen! E, claro, Cidade Proibida, que era nosso foco do primeiro dia. Começar logo pelo principal! Descemos em Quianmen e ficamos curtindo um pouco o boulevard ali por perto. Rodamos e fomos em direção à monumental Praça da Paz Celestial. Conforme avançávamos, íamos identificando por onde entrar e para onde ir. Atravessar ruas geralmente é por passagens subterrâneas. Como tem muita gente eventualmente há setores para grupos e outros separados para quem estiver solo. Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco estávamos nela, a Praça da Paz Celestial, ou a Praça Tiananmen. Somente muito depois fui me dar conta de que não pegamos fila alguma para chegar lá. Embora houvesse muita gente na região, a maioria era de grupos que ficavam reunidos com seus guias. De alguma forma milagrosa, não entramos em fila. Apenas flanávamos pela monumental praça e seus diversos cantos, quando vimos uma entrada para alguma atração e lá fomos nela. Fomos barrados, não podia entrar de bolsa. Voltamos e Katia deixou a bolsa num guarda volumes do outro lado da avenida. Voltamos para a fila. Galera correndo, acho que fechava meio dia. Descobri que era o Mausoléu do Mao. De novo: zero de fila! Mas... eu estava com câmera fotográfica, e também não era permitido. Teria de voltar, e não haveria mais tempo para visitar, fechava meio dia. Sem galho, voltamos, pegamos a bolsa de volta e seguimos passeando pela praça. Destino: Cidade Proibida. Embora monumental, acho que estávamos tão maravilhados com tudo que não nos demos conta do quanto andamos por toda a Praça Celestial da Paz. Andávamos, admirávamos, fotografávamos, curtíamos. Sempre avançando na direção da Cidade Proibida. Sem pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Olhei para o lado e vi a fachada do Museu Nacional da China. Queria conhecer, mas entrar em museu não era prioridade do dia. A fotografia do Mao aparecia cada vez maior na nossa frente – a fachada estava em reforma, mas muito bem escamoteada por um pano da mesma cor do que estava antes. Ali já havia muita gente, mas com espaço para todos. Eventualmente já recebíamos alguns olhares curiosos, presumidamente de chineses que chegam de outras cidades menores para conhecer e que não tem contato com ocidentais. E então revivemos uma experiência muito divertida (ao menos nós achamos divertido...) que é tirar foto com a galera. Eles pedem para fotografar conosco, e nós pedimos para fotografar com eles também. Todos curtem. Isso se repetiu nos dias seguintes e em Pingyao. Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco lá estávamos, a entrada da Cidade Proibida. Meridian Gate. Onde era a bilheteria? Não estava indicado, ou eu não identifiquei. Mas o LP indicava que era nas laterais. De fato. Lá fui comprar. Zero de fila. Entrega o passaporte e paga, somente isso. Em seguida fui alugar um audioguide. Eu não alugaria normalmente, mas um amigo insistiu que eu fizesse uma visita guiada, “ou então eu não entenderia nada”. Fui de audioguide – e era mesmo interessante, qdo eu prestava atenção; é tanta coisa bela e monumental que os olhos desviam a atenção. O cérebro acaba preferindo os olhos aos ouvidos. Enfim, no audioguide já tivemos a primeira experiência com um fura-fila. Havia apenas uma menina comprando na minha frente e lá veio um fura-fila direto no guichê. De audioguide na mão e ingresso no passaporte, entramos. Vasculhamos a cidade proibida por umas 4 horas, até praticamente a hora de fechar. Em princípio busquei seguir o roteiro descrito pelo Lonely Planet. Eventualmente caíamos em exposições em que só havia coisas escritas em chinês! Mesmo dentro da Cidade Proibida, há atrações que demandam pagamento adicional (depois vi que isso é comum na China) – havia uma de relógios que era sensacional, valeu muito a pena o ingresso extra. Em geral são monumentos seguidos de monumentos que nos deixavam de queixo caído sucessivamente. Uma ou outra pausa breve para descanso no meio do caminho. De resto busquei explorar tudo o que pudesse por lá. Havia muita gente sim, eventualmente não dava para ver alguma coisa dentro de uma sala porque só havia uma porta aberta e um monte de gente vendo, mas era só esperar a vez que chegava. No fim da tarde, acho que umas 17 hs, encerramos e saímos. Do outro lado da rua tem o parque Jingshan, nosso destino seguinte. Eu achava que fechava logo a seguir, mas acho que não. Logo na entrada fomos abordados por uma simpática moça, que, depois de conversar um pouco, perguntou se não queríamos tomar um chá. Nós não iríamos mesmo (havia uma programação a cumprir!), mas logo nos lembramos do famoso golpe do chá que rola por lá, sobretudo em Xangai (é só dar um google). Apenas dissemos não e seguimos nosso passeio. Subindo as trilhas do parque Jingshan vc tem uma vista sensacional da Cidade Proibida. Ah, o parque é pago, acho que 20 CNY. Os parques na China geralmente são pagos. Fomos subindo e curtimos um bom tempo admirando aquele espetáculo da Cidade Proibida ao cair do sol. Havia poluição, conforme esperado, mas nada que impedisse de admirar. Não era um fog (de partículas de poeira!) nada pesado. Ainda rodamos pelo parque, e foi muito bacana: músicos praticando (alguns muito bons, outro muito iniciantes) diversos instrumentos ao ar livre, embora relativamente escondidos. Havia pessoas dançando (mais tarde vimos que isso é muito comum na China), havia pessoas fazendo Tai Chi Chuan (adoro ver!). Tudo muito limpo e organizado no parque. Saímos pela porta leste e fomos jantar no Little Yunnan, que estava listado e recomendado no Lonely Planet. Não me lembro mais do que comemos, mas gostei. Foi também nosso primeiro contato com a cerveja local, que viríamos a beber tantas outras vezes, a Tsingtao. Nada de mais, é uma skol da vida, e que geralmente custava barato (10 CNY). A versão de trigo, no raros locais em que encontrei, me agradava bem mais. Jantados, fomos andando para uma breve parada no hotel (reservar nosso passeio do dia seguinte até a Muralha!), e logo partimos para conhecer a famosa rua Wangfujing. Estávamos hospedados perto dela – na verdade, busquei um hotel perto dela. Mas a parte em que ela é fechada para carros era mais distante. Na nossa caminhada até lá, vimos enormes grupos dançando, um barato. Geralmente senhoras, e de meia idade. Todos curtindo, sem vergonha alguma (quem vos escreve teria vergonha, daí o destaque), muito legal. Era um grupo atrás do outro ao longo da avenida. Passamos ainda por uma bela igreja cristã (São José), fechada, e com a galera curtindo o jardim dela praticando... dança! A Wangfujing fechada aos carros é cheia de grandes lojas e tal. O que eu queria ver era a área das comidas (food stalls), mas passamos batidos na ida. Na verdade é uma ruela lateral, que sai da Wangfujing. Na volta encontramos e entramos. Ali, sim, é área de comida guerreira! Como havíamos jantado, e bem, não provamos nada, só curtimos visualmente a galera e as comidas. Na verdade, teríamos mais contato com comidas ‘estranhas’ -- aos nossos olhos – em outras cidades. Acabamos o dia tomando uma cerva artesanal caríssima curtindo um som ao ar livre local. Dia 6 Dia de conhecer a Muralha da China. Mal chegamos e já desbravamos aquela maravilha monumental que é o conjunto Praça Celestial da Paz e Cidade Proibida, e já partíamos para conhecer outra maravilha (mais monumental ainda) da China. E do planeta. O acordado era que uma van nos buscaria às 7am na esquina do hutong. Havia outros esperando também, acho que do nosso hotel. Foi tudo certinho. Primeiro van, depois desce todo mundo e segue num busão. Tem guia, que falava bem inglês e era divertido. Havia opção de subir a pé, o que foi desmotivado amplamente pelo guia. Galera que vai no esquema guerreiro, ou que vai também pelo trekking, escolhe essa opção. Nó subimos de bondinho. 120 CNY ida e volta, cada. O dia nublado e com mais poluição no ar do que o normal (que já é alto) não permitia visuais amplos. Mas sempre curto muito passear de cable car. Enfim, chegamos. A Muralha da China. Não precisa de mais palavras pra descrever. O guia havia nos orientado seguir até a torre 20, que é meio que um final de rota. A muralha está reformada até ali – e na verdade, ela fica fechada a partir daquela torre. Nada que impeça a galera de seguir viagem (pulando ou driblando o muro!), mas era a referência. A chegada é entre as torres 14 e 15, salvo engano. E a caminhada até a 20 é subida – depois é só descer! Assim fizemos, curtindo cada pausa pelo caminho (e foram algumas, estávamos fora de forma). Na volta Katia optou por descer para o ponto de encontro, eu ainda estiquei até a torre 10, descendo, curti e voltei. Tínhamos 3 horas para curtir (limitações de excursões em grupo!), curti todo o tempo disponível. Voltamos, almoçamos com a galera (comida saborosa para a turistada!), e voltamos. Chapei no ônibus. Demos uma passada no hotel e decidimos conhecer o 798 Art District naquele resto de dia. As atrações já estariam fechadas àquela hora, e o dia nublado não recomendava conhecer alguns belos parques da cidade, então essa nos pareceu uma boa opção. Leva um tempo até lá de metrô, e ainda tem uma caminhada a ser feita, mas fomos. Chegamos no fim de tarde, já sabendo que as galerias estariam fechadas, ou fechando por aquela hora. Mas ainda curtimos bastante o lugar. O 798 Art District é uma área muito bacana. Arte de rua, galerias, restaurantes moderninhos, etc. Tudo isso em meio às antigas instalações de uma fábrica, então diversos “restos” da fábrica foram reaproveitados como arte, ou mesmo adaptados ao novo cenário. A área é grande, estamos falando de alguns quarteirões. Foi lá que tivemos nosso primeiro problema de comunicação. Fomos comprar um chá e a menina foi apontando cada um para saber qual queríamos (falando não rolava, embora os nomes estivessem em inglês!). Eleitos os chás, na hora de pagar ela não tinha troco, e não aceitava cartão de crédito (galera lá usar QR code direto), pelo que entendi. Sei que ela foi extremamente simpática, mas demonstrou que não havia jeito. Ok, seguimos em frente. Fui tomar chá em outro canto, num lugar que tudo estava em chinês – escolhi o mais barato e tinha algo parecido com leite (soja?) misturado. Era bom. Bacana ver as maquininhas de tampar/vedar os copos automaticamente, para sair tomando de canudinho pela rua (lá toma-se chá como se fosse refrigerante – ou mate! – por aqui). Bateu uma ameaça de chuva e nos abrigamos num japa local, onde jantamos. Nesse dia Katia não tava bem, achou melhor pular a janta. É muito comum, mas fui dormir pensando que, em dois dias na China, tinha conhecido duas das maiores atrações do planeta: Cidade Proibida e Muralha. Que dias! Dia 7 Dia mais relax com viagem de trem pela tarde. Katia ainda se recuperando do revertério de ontem, saímos um pouco mais tarde que o habitual. Fomos no templo Lama e no templo de Confúcio, que ficam numa mesma região (salvo engano chamada de Arrow). São belos e amplos templos onde, além de toda a beleza, pudemos observar os chineses em seus rituais religiosos. Já tinha visto em alguns vídeos antes da viagem. Pagamos para entrar no Lama, mas o do Confucio foi grátis. Lá também é a região do Wudaoying hutong, área bem badalada turisticamente, que foi onde fizemos uma pausa para comer. Não é normal pararmos para comer durante o dia, mas Katia queria uma comfort food depois de um dia de estômago sensível. Nossa ideia com trens era sempre pegar o mais tarde, pegar o transporte de noite. Mas nem sempre o que queremos é o que está disponível, de modo que quebramos um pouco o dia com a viagem. Além disso, tinha lido em dez entre dez relatos (e também nas instruções que recebemos da agência que nos vendeu os bilhetes) a recomendação para chegar nas estações com uma hora de antecedência. E que possivelmente haveria fila para entrar na estação, porque todos passam por raio x para entrar. Com tudo isso planejamos então de sair 2hs antes da partida. Para dar tempo de pegar mochilas no hotel + metrô para estação + todo esse tempo que nos diziam ser necessário para a estação. Não é Europa em que vc chega 5 minutos antes e tá na boa. Enfim, demos esse tempo todo e... não havia fila alguma pra entrar na estação. Entramos na fila errada, mas logo uma boa pessoa nos indicou simpaticamente onde deveríamos ir (nosso bilhete era de outro tipo, requer outra entrada). Entramos e fomos para nossa sala de embarque. Lotada, conforme esperado. Ali sim havia fila, o que é natural – é como a fila para entrar no avião. O trem chega e o embarque é aberto uma meia hora antes, ou menos. E aí vai a galera, em teóricas filas. Sei que novamente estávamos na fila errada, e novamente uma boa alma nos indicou qual era a nossa. Depende do bilhete que vc tem. Rosa ou azul (nada a ver com Damares). O trem é primeiro mundo total. Novo, rápido, limpíssimo. A disposição era de fileiras de 3 x 2. O nosso era o de 2, e havia um cara sentado num dos nossos assentos, mas que logo se levantou quando chegamos. A comissária também foi muito simpática e disse que nos avisaria quando chegássemos em Pingyao. De novo: todas pessoas bacanas conosco. A viagem foi numa boa. Alternei a curtição do visual, com leitura, com Netflix e com algum sono. De fato, ainda há gente que parece desconhecer a existência de headphones e assiste a vídeos no celular ou ipad com volume aberto no máximo (ou muito alto). É algo que ocorre também no Brasil, enfim. Chegamos em Pingyao e fui direto para o taxi. Mostrei o nome do hotel para ele, que ligou para o lugar. Disse que o dono nos buscaria na muralha. Bacana. Cobrou um preço fechado (malandro!) um pouco acima do que eu tinha em mente, mas tava tão relax que não grilei com isso. Fomos de taxi até a muralha e de lá o dono da pousada nos recebeu. Nem taxista nem ele falavam nada de inglês, as frases trocadas eram todas via aplicativo do taxista. Houve alguma falha de comunicação pq o moço da pousada veio sozinho com uma moto, e éramos 2. Logo depois chegou outra, e lá fomos nós em direção à pousada. Fomos muito bem recebidos por uma moça surpreendentemente falando inglês e nos dando orientações, além de um saboroso chá. Nosso quarto era ótimo, num courtyard – um padrão em Pingyao. Preço excelente pela qualidade. E já partimos para curtir a noite na cidade. Era fim de semana, sábado de noite, e estava cheio de gente nas ruas. Lojinhas, comidas, e muita gente. Teoricamente é área somente para pedestres, mas -- lembre-se! -- motos ignoram regras, então volta e meia havia uma buzinando para a galera sair e abrir espaço. Nada que fosse problema. Pingyao mostrava ser mesmo uma cidade graciosa. Rodamos bastante de noite, jantamos o pingyao beef (meio que uma carne defumada gelada), aproveitei para fazer massagem (thai moment!) e fomos dormir. Tudo estava fechado às 23:30.
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