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  • Meus Relatos de viagem
    Pelo Brasil, em ordem alfabética de Estados (geralmente em fim de semana):

    =Alagoas=
    Maceió (com muita chuva)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maceio-com-muita-chuva-t62306.html

    Cânion de São Francisco, Piranhas, Xingó e Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-canion-de-sao-francisco-piranhas-xingo-e-aracaju-t62920.html

    Foz do Rio São Francisco, Penedo-AL, Piaçabuçu-AL e Aracaju-SE
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-foz-do-rio-sao-francisco-penedo-al-piacabucu-al-aracaju-se-t77356.html

    Maragogi e Japaratinga
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maragogi-e-japaratinga-al-t87307.html

    São Miguel dos Milagres (e arredores)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-miguel-dos-milagres-t136707.html

    =Amapá=
    Macapá [a publicar]

    =Amazonas=
    Hotel de selva (esquema-patrão)
    http://www.mochileiros.com/carnaval-em-hotel-de-selva-na-amazonia-esquema-patrao-t114199.html

    Manaus
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-manaus-3-dias-t88857.html

    =Bahia=
    Salvador (e Praia do Forte)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-salvador-ba-t66912.html

    Praia do Forte e Imbassaí
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-praia-do-forte-e-imbassai-ba-t102408.html

    Trancoso
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-trancoso-ba-t122019.html

    Morro de São Paulo
    https://www.mochileiros.com/topic/65933-feriado-em-morro-de-s%C3%A3o-paulo-4-dias/

    =Brasília=
    Brasília
    http://www.mochileiros.com/um-fim-de-semana-em-brasilia-t56723.html

    =Ceará=
    Fortaleza e Morro Branco
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-fortaleza-e-morro-branco-ce-t87017.html

    Jericoacoara
    http://www.mochileiros.com/natal-em-jericoacoara-t112025.html

    Canoa Quebrada
    https://www.mochileiros.com/topic/79608-feriado-em-canoa-quebrada/

    =Espírito Santo=
    Vitória, Vila Velha e Guarapari
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-vitoria-vila-velha-e-guarapari-es-t73253.html

    Pedra Azul e arredores
    [a publicar]

    =Goiás=
    Goiânia e Goiás
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-goiania-e-goias-t59526.html

    Pirenópolis – com Festa do Divino
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-pirenopolis-go-com-festa-do-divino-t69905.html

    Chapada dos Veadeiros (3 dias)
    http://www.mochileiros.com/feriado-na-chapada-dos-veadeiros-3-dias-t112936.html

    Caldas Novas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-caldas-novas-t117375.html

    =Maranhão=
    Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e São Luís)
    http://www.mochileiros.com/carnaval-nos-lencois-maranhenses-barreirinhas-sao-luis-t79633.html

    São Luís e Alcântara
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-luis-e-alcantara-ma-t105724.html

    =Mato Grosso=
    Chapada dos Guimarães
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-chapada-dos-guimaraes-t72511.html

    Transpantaneira
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-transpantaneira-t86275.html

    Bom Jardim (Nobres)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-bom-jardim-nobres-mt-t99725.html

    De volta a Nobres e Chapada dos Guimarães (feriado de 3 dias)
    https://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=767&t=145081

    =Mato Grosso do Sul=
    Bonito - 5 dias
    http://www.mochileiros.com/bonito-ms-em-5-dias-t91672.html

    =Minas Gerais=
    Diamantina-MG (e também Sete Lagoas, Cordisburgo, Serro)
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-diamantina-mg-passando-tambem-por-sete-lagoas-cordisburgo-serro-t73767.html

    Serra do Cipó
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-serra-do-cipo-t85743.html

    Belo Horizonte
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-belo-horizonte-mg-t49897.html

    Ouro Preto
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-ouro-preto-mg-t49895.html

    Inhotim e Sabará/Caeté
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-inhotim-e-sabara-caete-t112391.html

    Conceição do Mato Dentro
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-conceicao-do-mato-dentro-mg-t116058.html

    Santuário do Caraça
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-caraca-mg-t129338.html

    Lapinha da Serra
    https://www.mochileiros.com/topic/64285-fim-de-semana-na-lapinha-da-serra-mg/

    =Pará=
    Belém
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-belem-pa-t74310.html

    Alter do Chão
    https://www.mochileiros.com/topic/73293-carnaval-em-alter-do-ch%C3%A3o-5-dias-em-alter-do-ch%C3%A3o/

    =Paraíba=
    João Pessoa (e praias do sul da Paraíba)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-joao-pessoa-pb-t70670.html

    Cariri (Cabaceiras, Pai Mateus)
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-cariri-paraibano-lajedo-do-pai-mateus-t121320.html

    Litoral Norte (Barra de Camaratuba, Baía da Traição)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-barra-de-camaratuba-e-baia-da-traicao-t134947.html

    =Paraná=
    Curitiba (e também Morretes e Vila Velha)
    http://www.mochileiros.com/quatro-dias-em-curitiba-com-muitas-fotos-inclui-morretes-e-vila-velha-t53466.html

    Ilha do Mel
    http://www.mochileiros.com/ilha-do-mel-3-dias-t92055.html

    Foz do Iguaçu (e Puerto Iguazu), em diferentes tempos
    https://www.mochileiros.com/topic/68437-foz-do-igua%C3%A7u-em-3-diferentes-momentos/

    Lapa (em bate-volta rápido)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-curitiba-com-esticada-ate-lapa-pr-t116784.html

    Castro, Tibagi, Prudentópolis, Carambeí e etc.
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-parana-explorando-castro-tibagi-prudentopolis-carambei-e-etc-t127876.html

    Maringá e Londrina
    https://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maringa-e-londrina-pr-t146224.html

    =Pernambuco=
    Recife, Olinda e Cabo de Santo Agostinho
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-recife-olinda-e-cabo-de-santo-agostinho-t63610.html

    Porto de Galinhas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-de-galinhas-t79832.html#p814744

    Tamandaré e Praia dos Carneiros
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-tamandare-e-praia-dos-carneiros-pe-t87082.html

    Igarassu, Itamaracá, Caruaru e Bezerros
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-igarassu-itamaraca-caruaru-e-bezerros-pe-t92238.html

    Olinda
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-olinda-t131624.html

    =Piauí=
    Parque Nacional Sete Cidades, Pedro II e Teresina
    http://www.mochileiros.com/parque-nacional-sete-cidades-pedro-ii-e-teresina-t89515.html

    Feriado na Serra da Capivara
    https://www.mochileiros.com/topic/67448-feriado-na-serra-da-capivara-4-dias/

    Litoral piauiense
    https://www.mochileiros.com/topic/80452-feriado-no-litoral-do-piau%C3%AD-barra-grande-lu%C3%ADs-correia-parna%C3%ADba/

    =Rio de Janeiro=
    Feriado do Papa passeando pelo Rio (Mauá, Penedo, Vassouras, Terê)
    http://www.mochileiros.com/aproveitando-o-feriado-do-papa-pelo-rio-maua-penedo-vassouras-tere-t86147.html

    Quatro dias de sol em Paraty
    http://www.mochileiros.com/quatro-dias-de-sol-em-paraty-t111706.html

    Pico das Agulhas Negras
    http://www.mochileiros.com/de-volta-ao-pico-das-agulhas-negras-t118618.html

    =Rio Grande do Norte=
    Natal
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-natal-rn-t74745.html

    Praia de Pipa
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-pipa-rn-t102337.html

    São Miguel do Gostoso
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-miguel-do-gostoso-rn-t111515.html

    =Rio Grande do Sul=
    Cambará do Sul – nos cânions!
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-cambara-do-sul-nos-canions-t59925.html

    A Serra Gaúcha menos badalada
    http://www.mochileiros.com/serra-gaucha-menos-badalada-t66987.html

    Porto Alegre
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-alegre-rs-t49896.html

    =Rondônia=
    Porto Velho
    https://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-velho-t146913.html

    =São Paulo=
    Ubatuba
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-em-ubatuba-t77948.html

    São Paulo
    http://www.mochileiros.com/um-fim-de-semana-em-sao-paulo-t58119.html

    =Santa Catarina=
    São Francisco do Sul (e também Piçarras, Barra Velha, Penha)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-francisco-do-sul-sc-e-tambem-picarras-e-barra-velha-t81307.html

    Blumenau, Pomerode e arredores
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-blumenau-e-arredores-t65491.html

    Balneário Camboriú, Bombinhas e arredores
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-balneario-camboriu-bombinhas-e-arredores-t75696.html

    Florianópolis
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-florianopolis-t60497.html

    Serra Catarinense (Urubici)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-serra-catarinense-urubici-t84461.html

    Praia do Rosa
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-praia-do-rosa-sc-t93573.html

    Litoral Sul (Laguna, Garopaba, Praia do Rosa)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-no-litoral-sul-de-sc-laguna-garopaba-praia-do-rosa-t123153.html

    Guarda do Embaú
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-guarda-do-embau-t140586.html

    =Sergipe=
    Cânion de São Francisco, Piranhas, Xingó e Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-canion-de-sao-francisco-piranhas-xingo-e-aracaju-t62920.html

    Foz do Rio São Francisco, Penedo-AL, Piaçabuçu-AL e Aracaju-SE
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-foz-do-rio-sao-francisco-penedo-al-piacabucu-al-aracaju-se-t77356.html

    Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-aracaju-t121589.html

    =Tocantins=
    Jalapão - 4 dias
    http://www.mochileiros.com/jalapao-roteiro-de-4-dias-abril-14-t95989.html

    Palmas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-palmas-to-t84725.html



    Pelo exterior (em ordem cronológica decrescente):

    África do Sul
    https://www.mochileiros.com/topic/79855-%C3%A1frica-do-sul-jb-safari-cabo-2-semanas/

    De volta a Bogotá
    https://www.mochileiros.com/topic/79637-de-volta-a-bogot%C3%A1/

    Isla Negra, Valpo/Viña, Cajon del Maipo e Santiago – feriado de 4 dias
    https://www.mochileiros.com/topic/76157-isla-negra-valpovi%C3%B1a-cajon-del-maipo-e-santiago-%E2%80%93-feriado-de-4-dias/

    De volta a Santiago
    https://www.mochileiros.com/topic/67796-de-volta-a-santiago/

    Rosario (Argentina)
    https://www.mochileiros.com/topic/63516-feriado-em-rosario/

    Myanmar, Malásia e Singapura
    http://www.mochileiros.com/myanmar-malasia-e-singapura-20-dias-t144045.html

    Cinco dias pela Toscana (Carnaval na Toscana)
    http://www.mochileiros.com/cinco-dias-na-toscana-carnaval-na-toscana-t143936.html

    Galápagos (+Guaiaquil e Quito)
    http://www.mochileiros.com/galapagos-guayaquil-quito-12-dias-t135179.html

    Tailândia, Cambodja e Laos
    http://www.mochileiros.com/tailandia-camboja-e-laos-3-semanas-t128201.html

    Cinco dias em Roma (Carnaval em Roma)
    http://www.mochileiros.com/5-dias-em-roma-carnaval-em-roma-t130618.html

    Réveillon em Montevidéu
    http://www.mochileiros.com/reveillon-em-montevideu-t124287.html

    Aruba e Curaçao
    http://www.mochileiros.com/aruba-e-curacao-em-10-dias-t120037.html

    Leste Europeu II: Romênia, Sérvia e Bósnia
    http://www.mochileiros.com/leste-europeu-ii-romenia-servia-e-bosnia-t115596.html

    Luxemburgo e Bélgica
    http://www.mochileiros.com/luxemburgo-e-belgica-1-semana-t115539.html

    Réveillon em Assunção
    http://www.mochileiros.com/reveillon-em-assuncao-t111466.html

    Reino Unido e Irlanda
    (Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda do Norte e Irlanda)
    http://www.mochileiros.com/reino-unido-e-irlanda-2-semanas-t105897.html

    Índia e Nepal
    (Nova Delhi, Jaipur, Agra, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu, Amritsar, McLeod Ganj/Dharamsala)
    http://www.mochileiros.com/india-e-nepal-20-dias-t99794.html

    Argentina (Córdoba, Buenos Aires)
    http://www.mochileiros.com/argentina-cordoba-buenos-aires-t95620.html

    Uruguai (Colonia del Sacramento)
    http://www.mochileiros.com/colonia-del-sacramento-em-bate-volta-de-buenos-aires-t95621.html

    Peru (Lima, Paracas, Nazca e Huacachina) - 5 dias [Reveillon em Lima e arredores]
    http://www.mochileiros.com/peru-sem-cusco-lima-paracas-huacachina-nazca-5-dias-t92597.html

    Itália (Roma, Vaticano, Nápoles, Florença, Bolonha, Veneza, Verona, Milão)
    http://www.mochileiros.com/italia-12-dias-roma-napoles-florenca-bolonha-veneza-verona-milao-t90924.html

    Nova Zelândia (Auckland, Waitomo, Rotorua) – 1 semana
    http://www.mochileiros.com/nova-zelandia-auckland-waitomo-rotorua-1-semana-t84234.html

    Austrália (Sydney, Outback, Cairns) – 2 semanas
    http://www.mochileiros.com/australia-sydney-outback-cairns-2-semanas-t83816.html

    Uruguai (Punta del Este, Montevidéu) - 4 dias
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-uruguai-punta-del-este-montevideu-t82144.html

    Colômbia (Bogotá, Medellin, Cartagena, San Andres, Zipaquirá)
    http://www.mochileiros.com/colombia-bogota-medellin-cartagena-san-andres-zipaquira-2-semanas-t76823.html

    Grécia (Santorini, Atenas)
    http://www.mochileiros.com/grecia-santorini-atenas-t70305.html

    Turquia (Selçuk, Pamukkale, Capadócia, Istambul)
    http://www.mochileiros.com/turquia-selcuk-pamukkale-capadocia-istambul-t69631.html

    Rússia (São Petersburgo, Moscou)
    http://www.mochileiros.com/russia-sao-petersburgo-moscou-t69218.html

    Fim de ano na Suíça
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-na-suica-t65367.html

    Leste Europeu -- de Helsinki a Ljubljana
    http://www.mochileiros.com/leste-europeu-de-helsinki-a-ljubljana-t55550.html

    Deserto do Atacama (com Uyuni, Santiago, Valparaíso e Vina Del Mar)
    http://www.mochileiros.com/deserto-do-atacama-15-dias-com-uyuni-santiago-valpo-vina-com-fotos-t49972.html

    Munique, Berlim, Praga, Viena (e outras)
    http://www.mochileiros.com/munique-berlim-praga-viena-e-outras-abril-2010-t43919.html

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  1. Desde sempre que Noronha está no radar. O problema sempre foi preço e logística. Não cabe num fim de semana e, para mim, não cabia num feriado. Dado que perdemos o dia de chegada e boa parte do dia da volta, um feriado de 4 dias resultaria em 2 dias cheios somente. Eu arbitrei para mim que precisava de pelo menos 4 dias cheios. Noronha caía então num limbo: não cabe num feriado, e nas férias vamos para fora. Mas eis que a oportunidade chegou. O Rio de Janeiro tem feriado no dia 20 de Novembro. Junte esse com o do dia 15 e temos um mega emendão de 6 dias. Assim que identifiquei isso, no começo de 2018, corri para emitir passagens com milhas. Foram as milhas mais caras que já usei (25 mil por perna com o smiles), mas usei com muita felicidade. Sabendo dos altos preços na ilha, logo reservei uma pousada – Flat do Indio, a mais em conta que encontrei no booking com ar condicionado e banheiro privativo. Por 300 a diária. Chegamos em Fernando de Noronha conforme previsto, por volta das 16hs. Fizemos rapidamente o check in na ilha – já havíamos pago a taxa antecipadamente – e, como não tínhamos mala, fomos os 1os a sair. Mas eis que... não havia taxis no aeroporto na chegada! Primeira coisa estranha. Não demorou 5 minutos para que um aparecesse, e assim fomos para nossa pousada. Apenas largamos as coisas por lá e imediatamente partimos para curtir o pôr do sol em algum canto próximo. Podia ser no forte da Vila dos Remédios, mas preferimos as praias. Fomos mapeando o lugar a pé, e logo descobrimos as ladeiras de que tanto falam. De onde estávamos – ficamos na Vila do Trinta -- até a praia era só descida. Primeira praia foi a do Cachorro. Era pequena, naquela época com muito pouca areia (muita pedra) e não daria pra ver o pôr do sol na plenitude. Seguimos para a Praia do Meio. Melhor, mas seguimos antando ainda assim. E estacionamos no Bar do Meio, que fica entre a Praia do Meio e a da Conceição. Depois soube que é um bar famoso e badalado. Tinha a long neck mais cara que vi na ilha: 20 reais. O preço padrão de Noronha era 15 reais. Curtimos o pôr do sol a seco mesmo. O primeiro pôr do sol de tantos outros, de todos os outros dias. Sempre um belo espetáculo. Da Conceição, após escurecer, seguimos andando novamente, agora para o Boldró. Dá uma boa caminhada, por estrada de terra desinteressante, mas tranquilamente caminhável. A ideia era já fazer a carteira do ICMBio, que permite a entrada nas 2 regiões principais da ilha: Golinhos/Sancho/Mirante dos Porcos, e Sueste. Cerca de 100 pratas pelo ingresso. Perguntamos sobre as trilhas, e a galera do próprio ICMBio disse que, se quiséssemos fazer a do Atalaia, o ideal era chegar às 4 da madrugada pra ficar na fila e esperar abrir, o que só ocorreria às 8:30. Não, obrigado. Sem trilhas. Na verdade, do que apurei, tem fila sempre. Mesmo para trilhas com pouca demanda, como a Capim-Açu. Queremos fila não, dispensamos as trilhas. Ao lado do ICMBio tem o Projeto Tamar, sempre bem legal. E o de Noronha é grátis! Coisa rara na ilha. Todos os dias às 20hs tem palestra sobre alguma coisa, e creio que seja sempre interessante. Nesse primeiro dia demos a sorte de ser sobre como é viver em Noronha, ou seja, praticamente uma introdução geral para quem chega. Excelente! Às 19hs geralmente também tem outras atividades, sejam visitas guiadas sobre as tartarugas, sejam apresentações de vídeos. Um bom lugar para curtir. Depois da palestra ainda voltamos andando até a Vila dos Remédios. Como havíamos almoçado no aeroporto do Recife, só queríamos uma coisa tipo pizza. Encontramos uma na praça, a 40 pratas por cabeça, e que eu diria que era beeem mais ou menos. Enfim, fomos dormir. Sexta-feira. Era nosso primeiro dia cheio na ilha, previsão de tempo bom. Vamos logo para o filé mignon, é claro! Chamamos um taxi logo cedo para ir direto para o PIC do Sancho. (PIC = Posto de Informação e Controle, onde verificam sua credencial – aquela que vc precisa tirar no ICMBio). O PIC só abre às 9 (ou será 8?), mas vc pode chegar antes que o pessoal libera acesso para quem quer ir até a Baía dos Golfinhos observar os golfinhos nadando. O Projeto Golfinho Rotador tem sempre gente por lá observando e fazendo contagem dos golfinhos, e também disponibilizando binóculos para quem quiser ver mais de perto (vale a pena!). Nesse dia, conseguimos uma façanha: não havia golfinhos. Nenhum! Nada. Era um belo dia, águas estavam calmas para o período, mas eles não estavam lá. Nem estiveram antes (eventualmente vc vai ler que precisa estar lá às 6 da manhã pra ver). Não era dia. Desistimos e seguimos a trilha que vai margeando o paraíso, com sucessivos mirantes para os édens locais. Leia-se Praia do Sancho. Estava um dia sublime, fazendo jus à fama da praia. Do alto de algum dos mirantes, observamos alguns tubarões fazendo a festa com cardumes de sardinhas. Esses cardumes geralmente são identificados como uma mancha escura na beira da praia. Os tubarões vão fazendo strike no cardume para o café da manhã. Logo eles vão embora, e a praia fica acessível a todos. Mas tinha gente nos mirantes que dizia não entrar mais naquela água. Chegamos então ao Sancho. E logo pegamos a famosa escada, que parece impor algum medo às pessoas. Não é pra tanto, é mais fácil do que parece, só é eventualmente apertado. E, claro, pessoas inaptas à atividade física não devem se arriscar. Descemos e chegamos ao Sancho. Havia gente por lá, mas ainda muito pouca. Ficamos do lado com sombra. E partiu snorkel. De cara me deliciei com uma enorme arraia, pertinho da areia. E vários peixes. Visibilidade excelente, como esperado. Curtimos um bom tempo ali no Sancho, areia, snorkel, areia... Não vi tubarões, acho que àquela altura eles já tinham saciado a fome matinal. No fim da manhã decidimos subir e conhecer o mirante da Baía dos Porcos. Na hora de subir, havia uma longa fila, então demos mais um tempo na praia. Qdo a fila diminuiu, vimos que havia horários de subida e descida! É coisa nova que começaram a implantar em Novembro mesmo. E naquele horário era descida. Então curtimos mais uma horinha no Sancho, agora do outro lado (naquela hora o sol estava em cima, praticamente não havia sombras). Mais areia, snorkel, areia, e enfim subimos. Fomos andando pelos mirantes até finalmente nos deparamos com o (ou mais um) cartão postal de Fernando de Noronha, os Dois Irmãos. O visual a partir do mirante da Baía dos Porcos é mesmo extraordinário. Curtimos outro longo tempo por lá. Tem uma fortaleza por lá (na verdade, Fernando de Noronha tem uma série de fortalezas que hoje são meras ruínas em grande parte – mas há planos de revitalizá-las, tanto que a principal, dos Remédios, está em processo), o Forte São João Baptista dos Dois Irmãos, de onde se tem espetacular vista dos Dois Irmãos, da Baía dos Porcos, e do outro lado da Praia do Sancho. Ótimo lugar, de onde pelo visto modelos (e aspirantes) tiram sempre um mesmo tipo de foto deitadas numa árvore com o Dois Irmãos ao fundo. Encerramos nossa visita e seguimos de volta. Uma outra coisa muito bacana de lá são os atobás, que de alguma forma me lembraram os boobies de Galápagos. Tem vários ninhos, e vários deles voando por lá. Demos saída do PIC e fomos andando para a Cacimba do Padre, que era a praia seguinte, e que é onde há acesso à Baía dos Porcos por baixo. Na hora em que chegamos a maré estava crescendo, então tivemos de subir tudo pelas pedras (na baixa vc faz uma pequena parte pela areia mesmo). É tranquilo. Na Baía dos Porcos, mais snorkel. Mais arraia! E a peixarada de sempre. Ótima visibilidade novamente. O mar não estava nos dias mais calmos – a temporada de mar calmo consta que é de julho a setembro, mais ou menos. A de surf vai de dezembro a março. Então estávamos prestes a entrar na época de surf. Mas o máximo que ocorria era o mar te levar para cá e para lá um pouco, nada que atrapalhasse o snorkel. Curtida a Baía dos Porcos, seguimos. Maré então já estava baixando de novo, de modo que pudemos seguir pela praia, passando pela Cacimba do Padre (lá tinha cerveja; nos PICs não vendem álcool), Quixabinha (que é uma praia escondidinha entre as outras duas) e Bode, onde havia belas piscinas naturais no cantinho. Na Cacimba e no Bode rola aluguel de barraca + 2 cadeiras a 50 pratas. Fora o consumo. Do Bode pegamos trilha. A ideia era seguir pela praia, mas a descida para a praia seguinte, a do Americano, nos pareceu meio complicada, então seguimos pela trilha. Até que nos deparamos com um lugar com barzinho e um forte na frente. Depois do Americano (com vista para lá) e antes do Boldró. Já estava perto do fim de tarde, decidimos estacionar ali para curtir o pôr do sol. Descobrimos que era ali o famoso forte do Boldró, dos locais mais famosos para se assistir ao pôr do sol na ilha. De fato, um espetáculo. E local de parada de diversos buggies e vans e etc. da galera que, presumo, tenha passeado por todo o dia. Fica cheio. Mas tem espaço para todos. E ainda rola música do bar. Encerrado o espetáculo nosso de cada dia de admirar o pôr do sol, seguimos por trilha novamente, agora para o Boldró. Não estava sinalizada (a sinalização na ilha em geral é muito boa), mas facilmente identificável – e a galera local nos mostrou. Chegamos não na praia do Boldró, mas no alto. Curtimos o Tamar novamente. Nesse dia teve música (forró) e comidinhas na parte externa depois da palestra. Simples e bacana. Foi onde finalmente comemos. Depois de visita guiada, palestra e showzinho com comidinhas, chamamos um taxi e fomos para a pousada dormir. Sábado. Nesse dia tomamos um café (a pousada deixa um café para galera beber, embora não ofereça café da manhã) e pegamos um busum para o Sueste. Eu achando que saímos tarde, mas chegamos lá e o PIC do Suste ainda estava fechado: só abre às 9. Chegamos pouco antes disso. Se tivesse chegado muito antes, ideal era ir para o Leão. O Sueste é outro espetáculo. Mas sem sombras. Andamos a praia toda, depois estacionamos na área onde se pode banhar. Existem áreas delimitadas na praia: onde ninguém pode entrar, onde todos podem entrar, e onde só se pode entrar com colete para não pisar nos corais. Lá vc pode contratar um guia para fazer snorkel. Ele leva onde geralmente se encontra mais bichos (arraias, tubarões, tartarugas). Sai por 60, cai para 50 por pessoa se for mais de 1. O aluguel do colete custa 10. Eu fui. Vimos tartaruga, arraia e uma cobra (esqueci o nome correto! E não era moreia). A correnteza tava meio forte, acabei me cansando na quase uma hora de natação. De volta à areia dei uma descansada e logo vimos que tinha um tubarãozinho bem na beirada da praia nadando para lá e para cá. E lá fomos nós atrás dele. Nós e vários outros – felizmente apenas para filmar, ninguém cometeu a insanidade de tentar segurar ou mesmo cercar bicho. Deve ser um raro lugar de praia onde as pessoas falam “tubarão” e a galera sai correndo *pra ver* o tubarão, não pra fugir. Salvo engano, era um tubarão-limão. Ele (mas podia ser mais de um) ficou um bom tempo ali nas redondezas, volta e meia alguém apontava e tal. Reconheci um dos integrantes do projeto Tamar por lá, que na verdade era um estagiário de turismo. Ficamos trocando ideia por um tempo (estagiar em Noronha deve ser um paraíso para estudantes de turismo!) antes de mergulhar novamente. Fiz novas incursões de snorkel, mas agora solo. E foi paradoxalmente bem melhor do que com guia! Nadei para longe (nadadeiras ajudam muito nesse ponto!), vi tartarugas grandes e um tubarão lixa que estava recluso debaixo de uma pedra. Já valeu pelo snorkel! Com o sol do meio dia, decidimos levantar acampamento e seguir para o Leão. Andando. No caminho, um casal de buggy nos ofereceu carona – a única que tivemos em toda a estadia. Bem simpáticos. O visual da chegada à Praia do Leão é estonteante. Estão construindo uma estrutura que vai servir de mirante também. Por ora é no improviso. Mas o espetáculo é o mesmo. Descemos e curtimos um pouco da praia, num canto onde as águas batem com mais calma. Dá até pra ficar de piscininha. Mas era maré alta naquela hora, então as ondas, mesmo ondinhas, davam uma chacoalhada. Não há infra no Leão. Curtimos um tempo na praia e depois seguimos de volta. Fomos percorrer os mirantes da região até Caracas. Todos são sublimes, mas destaco o mirante para o Sueste. Pelas cores do mar que vimos daquela posição. Andamos de volta para o PIC do Sueste, onde pegamos o busum para a outra ponta da ilha, a Praia do Porto. Estacionamos por lá. Fui verificar o mergulho para fazer no dia seguinte. Tinha a dica do Bodão, mas acabei indo primeiro na Sea Paradise, onde já tive uma boa referência de como seria o mergulho. 250 para credenciados, no cartão, para 1 mergulho. Fui no Bodão e era um pouco acima disso (acho que 270), mas com um percurso mais limitado – era o mesmo do batismo. Na verdade, entendi que ali, em ambos os casos – seja vc mergulhador ou não --, vc vai fazer praticamente a mesma coisa. Optei pela Sea Paradise e marquei para o dia seguinte. Só tinha saída ao meio dia. Ficamos de relax no Porto até o pôr do sol. Descobrimos o Recanto da Graça, que tinha cervas de 600ml (Original, Heineken, Bud, Stella) a 18 pratas -- em Noronha, na praia, isso é barato. Foi onde estacionamos. Aproveitamos para petiscar e sair do jejum. Fomos andando de volta para a Vila dos Remédios, em direção ao Forte. Haveria às 19hs um showzinho por lá, do Projeto Música no Forte. Violino pop, foi bacana, curtimos. Depois ainda fomos curtir uma saideira comendo nachos num barzinho em frente ao cachorro. Muito bom. Domingo. Saímos cedo para conhecer o Buraco do Galego, que fica na Praia do Cachorro. Maré tava baixa, mas crescendo. Maior galera na fila para fazer foto, ninguém curte. Não tem como curtir. Tem mais gente que espaço, e todos querem foto. Desencanei de entrar, e logo voltamos. Ficamos um tempo numa sobrinha na Praia da Conceição de relax, aproveitando para mergulhar na maré baixa. Aproveitei para ver o esquema das barracas. Aluguel por 40 da barraca com 2 cadeiras. Na barraca do DudaRei, se vc consumir mais de 50, não paga. Ou pode ficar no restaurante deles, logo atrás. Depois fomos andando para a Praia do Porto. Estacionamos novamente na Graça (pegamos a última mesa!), e fui para o mergulho. Eu e mergulho: Em 2012 estivemos em San Andres e foi quando me veio à cabeça aprender a mergulhar. Acabei não levando o plano adiante, mas no ano seguinte eu fiz o curso para logo depois mergulhar na Grande Barreira de Corais, num liveaboard na Austrália. Inesquecível. Mergulhei ainda esporadicamente naquele ano em Arraial (novamente, além dos mergulhos do curso), no Rio e no Abismo Anhumas, no Natal de 2013. Foi quando tive uma inflamação no ouvido. E nunca mais. Passei por algumas grandes oportunidades de mergulho (Caribe, Tailândia, Galápagos), sempre me contentando com snorkel. Mas decidi que voltaria em Noronha. Só que já somavam 5 anos sem mergulhar. A rigor, eu já havia esquecido boa parte do que aprendi. Precisava de uma boa reciclagem, o que felizmente fizemos. Mergulhamos 3 pessoas, além do guia. Os outros 2 também eram mergulhadores credenciados que não mergulhavam havia algum tempo, ou seja, todos precisávamos de uma reciclagem. O guia, Rafael, foi ótimo: nos relembrou as coisas básicas, as coisas necessárias, fez um rápido treinamento e seguimos adiante. Um Scuba review express, mas muito útil (ao menos para mim!). Mergulhamos na praia mesmo (na Praia do Porto há duas barracas: a do Sea Paradise e a do Bodão; ambas descem ali mesmo). Vc entra na água e vai baixando. O começo foi realmente de adaptação para mim, de reencontrar o equilíbrio de respiração, sobretudo a calma. Levou um tempinho, e relaxei. E curti. Mas curti muito. Nós fomos nos dois naufrágios, o Eleni e o Maria Stathatos, além do Trator de Esteira (que também afundou e lá ficou). Vimos tartaruga, arraias, moreias e muitos peixes coloridos. Passamos por um túnel do naufrágio que é local de peixes praticamente estacionados, muito bacana. Visibilidade excelente. Deu quase uma hora de mergulho, que achei um barato. Por ver o naufrágio, pela peixarada que vimos, e pela minha volta ao fundo do mar. Saí muito feliz. Passei o resto do dia mergulhando de snorkel na Praia do Porto, que achei excelente para ver bichos. Vi tartarugas facilmente, e até duas de uma só vez, nadei atrás de um tubarão lixa, e ainda cheguei de novo na área do naufrágio. Praia do Porto para snorkel é ótima! De resto, ficamos de relax na Graça com as cervas e petiscos. Tentei descolar passeio de barco para o dia seguinte, mas a galera dizia que estava para entrar um swell que tornaria o passeio mais “agitado”. Como Katia veta solenemente passeios de barco que não sejam absolutamente tranquilos, desencanei. Pegamos um busum para a Vila dos Remédios e fomos ver o pôr do sol do alto do Forte. Passamos no mercado e compramos umas cervas para acompanhar (latinhas geladas de Heineken a 6). Mais um espetáculo. Encerramos o dia repetindo o anterior, com nachos no barzinho em frente ao Bar do Cachorro. Segunda-feira. Acordamos mais cedo e saímos pra ver o sol nascer do forte da Vila dos Remédios. Chegando lá, tinha mais gente. Acho que o melhor lugar deve ser o Buraco da Raquel, que dá de frente. De qq forma, foi bacana, curtimos. Vimos golfinhos ao longe lá do alto do forte. Ainda passamos na Praia do Cachorro pra ver o Buraco do Galego sendo castigado pelas ondas. Aproveitamos para passear pela área quando todos ainda estão acordando, e ir no mercado comprar suprimentos para comer no café da manhã. Depois do café, fomos pegar o busum. Como era dia de swell, conforme previsões – a discussão era quanto à intensidade --, optamos por pegar praia. Escolhemos a Cacimba do Padre para a 1ª parada. Descemos do busum e fomos andando, via Bode. Estacionamos numa das barracas de 50 pratas e passamos a manhã por lá. A Baía dos Porcos estava com o mar bem agitado. A maré baixa embeleza bastante o cenário, mas mar estava agitado mesmo. Conforme o dia foi passando, e a maré aumentando, a força do mar foi aumentando também. Houve momentos em que era difícil resistir ao mar puxando pra dentro. Era dia pra não entrar no mar. Ainda assim vimos alguns barcos – ou seja, rolou passeio. Mas vimos ao longe como eles chacoalhavam entre as ondas. Consta que a Cacimba do Padre é a praia que os surfistas buscam, mas na temporada de surf. De tarde fomos para a Praia da Conceição, passando novamente pela Quixabinha, Bode e Boldró. Maré estava um pouco alta pra passar, mas dava. Entre a Quixabinha e o Bode, me estrepei nas pedras (se beber, evite as pedras!), mas foi coisa leve. Com maré alta e swell, nada de piscinas no Bode. Na Conceição estacionamos no DudaRei, onde ficamos observando as ondas altas. Nesse dia fomos curtir o pôr do sol no Bar do Cachorro, com direito a sax. Não tinha visão direta do sol, mas o clima é bem bacana. Nesse dia nos permitimos uma esbanjada e fomos jantar em restaurante pela 1ª e única vez – era nossa última noite. Escolhemos o Cacimbas, e foi realmente ótimo. Terça-feira. Decidimos rever o principal de Noronha, então partimos cedo de taxi para o PIC do Sancho. Mais cedo que da 1ª vez. Direto para a Baía dos Golfinhos. E dessa vez, sim, eles estavam lá! Dessa vez havia vários – e havia bastante gente pra ver também, tanto que não havia mais binóculos disponíveis. Curtimos um longo tempo por lá, aprendemos mais sobre os golfinhos conversando com o pessoal do Projeto Golfinho-Rotador. E seguimos nosso passeio. Além de o céu estar um pouco nublado, a Praia do Sancho estava bem diferente nesse dia. O swell tinha entrado firme, e era nítido como o mar estava remexido. Longa faixa de espuma, onde antes víamos o azul, a mancha escura de sardinhas e os tubarões passeando. Manchas de areia espalhadas, indicando como o mar estava levantando a areia daquelas áreas. E ondas mais fortes batendo na praia, que dias antes estava calma. Seguimos para o Mirante da Baía dos Porcos e a diferença era ainda maior. Onde eu havia feito snorkel dia antes agora era um mar de espuma e areia, visto do alto. O cenário de beleza da praia fica intacto praticamente, no entanto. Mas não estava interessante para banho de mar. Voltamos para o PIC, e a ideia era tentar o Sueste. Mas mudamos de ideia, presumindo que toda a ilha estaria afetada pelo swell. Fomos então conhecer o Buraco da Raquel e arredores. Pegamos o busum para lá. Descemos no Porto e vimos como estava a praia. O que antes eram ondinhas mínimas, ideal para a criançada e para ficar flutuando de snorkel, agora era onda que atraía surfistas. Completamente diferente. As barracas de mergulho (Bodão e Sea Paradise) nem deram as caras. Era outro cenário. Conhecemos o Buraco da Raquel, visitamos o Museu do Tubarão – muito bacana, bem informativo não apenas sobre os tubarões (ensinava até mesmo o swell!), e grátis – depois fomos seguindo até a pontinha, onde se chama Air France, onde tem o encontro do mar de dentro com o mar de fora. Ambos agitados. Mirante dos tubarões, onde possivelmente se enxerga o bichão, estava lá, também com o mar agitado. Nada de ver tubarões. Fizemos um relax na praia. Só tinha surfista. Depois pegamos o busum de volta para a vila. Na vila ficamos visitando algumas atrações culturais que deixamos para o final. Tinha um museu, mas que estava fechado (mas a placa na porta indicava que ele deveria estar aberto...), tinha o Palácio, e outras atrações menores. Noronha é praia mesmo, de modo que descemos para o Cachorro para admirar o swell batendo firme na praia e puxando para o mar o que tinha pela frente. O som do mar recuando em meio às pedras era um barato. E o Buraco do Galego lá ao longe, sendo castigado. Encerramos nossa estadia com uma saideira no Bar do Cachorro. Voltamos para a pousada, banho, taxi, aeroporto, Recife. A Gol mudou algumas vezes os vôos desde a emissão da passagem e, no fim das contas, a volta acabou prejudicada. O que antes era uma simples conexão de uma hora em Recife chegando de noite no Rio, virou uma longa conexão de mais de 9 horas, chegando ao Rio de manhã no dia seguinte. Passamos a noite na Boa Viagem e aproveitamos para jantar e rever amigos. Dia seguinte estávamos de volta ao Rio e ao batente. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Quantos dias? Eu sempre tive para mim que pelo menos 4 dias cheios eram necessários. Eu hoje diria que o mínimo para Noronha são 3 dias cheios. Eu dividiria +- como fiz: 1º dia percorrendo Golfinhos, Sancho, Porcos, Cacimba e etc. Mar de dentro. 2º dia com Sueste, Leão e qq outro canto que sobrar para o fim de tarde. 3º dia para mergulho, passeio de barco e praia do Porto. E os bônus eventuais de tempo dos dias da chegada e partida. Necessário ter sorte para todos os dias estejam bons e sem swell. Mas esse é o mínimo. Quanto mais, melhor (e mais caro!). Quanto $$$$$? Isso vai de cada um. Vc pode ficar no albergue com banheiro compartilhado, pode ficar na pousada finesse das celebridades. Idem para comida. Mas vamos a alguns preços comuns (em Novembro de 2018): Garrafinha de água (500ml) varia entre 5 e 6 reais. Cerveja long neck é praticamente tabelada a 15 nos bares (20 no Bar do Meio, 16 no DudaRei, 12 no Recanto da Graça). Nos mercados esse preço cai pela metade. Barracas de praia: aluguel de guarda sol e 2 cadeiras sai a (acho que) 25 no PIC Sueste, 50 na Cacimba e no Bode. Na Praia do Porto era 40. Mas no bar Recanto da Graça você se sentava de graça (desde que consumisse, claro). Na Conceição o 1o que perguntei falou em 30. Em seguida o bar DudaRei disse cobrar 30 mas se consumir 50 reais não paga pelo aluguel. Corridas de taxi custam entre 30-40. Busum sai a 5 reais. Guarde o número da cooperativa de taxis – mas qualquer pessoa na ilha vai ter. Onde ficar? Vila dos Remédios. É onde tem o agito, é onde tem mais opções. Fiquei na Vila do Trinta e também achei muito bom, fica um pouco mais afastada e basta caminhar (não temos problemas em caminhar – vide o relato). Mas é importante saber que é ladeira. Por exemplo: Da praia do cachorro até o ponto do nortaxi é subida em pedra antiga. Ruim de andar de chinelos. Depois é subida em asfalto. E segue subindo, até a Vila do Trinta. Tem pousadas no Sueste, mas só se vc alugar carro e/ou quiser isolamento, ou se quiser se dedicar ao Sueste. Curiosidades linguísticas: Fernando de Noronha é como a galera começou a chamar Fernão de Loronha, que foi o primeiro “dono” da ilha, ainda nos tempos das capitanias. Boldró é como ficou conhecida a região em que os americanos ocuparam (daí a Praia do Americano, logo ao lado) e que chamavam de “bold rock”. Bold rock = boldró. Durante a 2GM, os americanos fizeram base na região e chamavam a região de bold rock.
  2. De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente. Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km. Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados. Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime. Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar. Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa. Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela. Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari. Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime. A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também. Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar). Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado. Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem. Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos. Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém. Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá). Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco. Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes. De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia. Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado. Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande. De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!). Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área. No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado. Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia. O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente. Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!
  3. Dia 13 – 6af – Foi o dia de ir na Robben Island. Tinha comprado o ingresso dias antes, numa das vezes em que encerramos o dia no VA. Só eu fui, Katia pegou certo trauma de barcos. E peguei o único horário que dava felizmente, o que saía às 9 da manhã. Fazia sol, mas isso não quer dizer que o mar esteja em boas condições -- no dia que chegamos estava sol e o mar estava bem violento. O barco saiu umas 8:45 e levou cerca de 1h até a ilha. São barcos diversos que partem, com velocidades diversas. Galera passa mal, o barco vai batendo. Eu consegui ir numa boa, já estava escolado desde as 3 horas de catamarã de/para Morro de São Paulo. Chegando na ilha vc segue para ônibus apertados. Cada ônibus tem um guia, que vai contando sobre a ilha. Naquele esquema de ônibus para, guia fala, ônibus segue, etc. Se vc estiver na janela, eventualmente fotografa alguma coisa. Desencanei de fotografar, as histórias da guia me interessavam mais. Nesse passeio, não ouvi brasileiros. O ônibus faz uma pausa numa área com lanchonete e banheiros, e belíssimo visual do mar, da cidade ao fundo, e de pinguins e outros bichos nas pedras. Mais adiante, o ônibus encerra sua participação. É quando inicia o tour a pé pela antiga prisão, com um ex-preso político que lá esteve. Ele apresenta a prisão por dentro, fala como era e tal. É bem bacana. Alguém perguntou ao nosso guia p motivo de ele ter sido preso, mas ele pediu desculpas e preferiu não responder. Tem ainda a visita obrigatória à cela do Mandela. Encerrado o tour, todos voltam para pegar o barco de volta à cidade. Aí tem uma longa fila para passar por alguma checagem. O barco da volta era mais rápido, chegou em meia hora. Katia me esperava e ainda demos uma volta geral no VA antes de partir. Pegamos um uber para o trajeto de volta. Mochilas na guesthouse e aeroporto. Ainda pegamos uma fila medonha de grande para checagem de passaporte no aeroporto. Apenas 4 atendendo (de 14 possíveis), e volta e meia alguém desesperado para pegar algum vôo cortando pela longa fila. África do Sul e Brasil têm muito em comum, enfim. E assim foram nossas férias na África do Sul! Comentários diversos e gerais: Onde ficar na Cidade do Cabo: num dos relatos que li, vi alguém falando que dividiu a estadia entre centro da cidade e arredores do VA. De fato, uma excelente ideia. Eu diria que ficaria nos arredores do VA, se voltar à cidade. O uber do VA para onde estávamos dava em média 50 ZAR, bem razoável. Acho que valeu também, sobretudo porque o lugar que pegamos era muito bom. Mas sempre prefiro voltar andando – e sempre voltávamos de uber, de onde fosse. Impressões gerais da Cidade do Cabo: Achei o turismo na Cidade do Cabo mais desenvolvido que no Brasil – o que não é vantagem (é necessário muito esforço para ser pior). Sinalização de trânsito também bem superior. Casas com cercas elétricas e cartazes de segurança armada. Motoristas uber em regra de outros países da África. Em média 50 ZAR entre VA e centro da cidade. Tinha lido relatos de anos atrás falando de motoristas de taxi cobrando 200 ZAR no tiro. Água na Cidade do Cabo: Como muitos sabem, Cidade do Cabo enfrenta um sério problema de escassez de água. Havia inclusive previsão de faltar água em 2018, o que felizmente foi postergado. Há, então, maciça campanha para que se economize. Na nossa guesthouse havia a expressa recomendação de banhos de máximo de 5 minutos, não deixar torneira aberta enquanto escova o dente ou passa sabão nas mãos e/ou no corpo, etc. Em diversos locais da cidade não há água para lavar as mãos, há um “sanitiser” que substitui adequadamente a água. Em alguns mictórios havia uma forma ecológica de descarga sem água. Depois desse tempo por lá, passei a estranhar como São Paulo, por exemplo, que esteve próximo de sofrer com falta de água, não tenha implantado campanha semelhante. Gorjetas: em regra não é esperada, mas é apreciada. Sugestão fica na faixa de 10-20% do valor da conta. Comida: eu buscava sempre carne. Muito lamb – tinha até no café da manhã, eventualmente. Sempre muito bom. Almofadas: em todos os quartos onde ficamos havia muitas almofadas e travesseiros. Era complicado onde largar tudo aquilo na hora de dormir. Parece ser tradição local. Questão racial: o apartheid tem sequelas visíveis, com negros em postos de trabalho menos qualificados. Vimos muito pouca, ou praticamente nenhuma, miscigenação. Mas vimos casais inter-raciais, inclusive conversamos rapidamente com um de Moçambique no Aquário na Cidade do Cabo. Talvez seja a melhor forma de encerrar o preconceito, que naturalmente persiste. Angola: na volta para o Brasil tínhamos mais tempo no aeroporto de Angola, na conexão para o Brasil. Aeroporto quente, infra meio caída. Não tem fingers. Conforme já tinha lido. Mas provamos algumas cervas locais. Achei tudo meio skol. O interessante foi a quantidade de vezes que conferiram nosso bilhete de embarque num simples embarque: 1º - para passar no raio x 2º - para entrar na área de embarque 3º - para descer da área de embarque para o ônibus 4º - para entrar no ônibus 5º - para subir a escada do avião 6º - para entrar no avião Surreal! Taag: foi tranquilo, dentro do esperado, mas vários comandos (lazer, iluminação, chamada de comissário) não estavam funcionando. Nos 4 voos que pegamos, nenhum joystick funcionava no meu assento. Em dois dos voos, sequer a tela funcionava.
  4. Dia 9 – 2af – Aproveitamos para já comprar tours do próprio CS para 4a e 5a. Um para vinícolas, outro para o Cabo da Boa Esperança. Tinha dicas de outros tours, mas optamos pela facilidade e conveniência (e preço) do CS. Nesse dia fomos direto para o World of Birds. Tem muita atração, são muitos bichos, é bem legal. Rola uma polêmica com esse tipo de atração (mas que o parque se defende ferrenhamente, alegando que os bichos são resgatados e reabilitados). Curtimos a manhã por lá. Em seguida fomos para Hout Bay. Descemos, passeamos, curtimos e voltamos. Tem um passeio de barco por lá para ver uma ilha de focas, salvo engano. Deve ser bacana, mas dispensamos (convivemos com leões marinhos em Galápagos!). Voltamos pro VA, onde curtimos um passeio de barco pela região, que também estava incluso no combo que compramos do CS. É bacaninha, mas diria que dispensável. Fizemos ainda um cerva relax no Food Market com um som bacana que rolava na praça ao lado (Nobel Square). Era outro dia bonito de céu azul. Ainda pegamos o CS para o centro, onde conectamos com a linha amarela, que circula somente no centro. A ideia era ter um apanhado geral, no dia seguinte percorreríamos a região central a pé. O trajeto da linha amarela é curto, leva coisa de meia hora. Encerrado o passeio, estava também encerrado nosso passe de 3 dias de CS. Fomos andar um pouco pela Long Street. Já anoitecia, então toda hora vinha um pedinte, quase sempre insistente que ignorava nossas negativas. Enfim, depois da segunda negativa passávamos a ignorar também. Fomos curtir umas cervas numa espaçosa beer house que tem na rua, com diversos tipos de chopes artesanais e visual para a rua. Fizemos reserva no Mamma Africa, que ficava em frente, para o dia do aniversário da Katia. E fomos jantar num restaurante etíope muito bom que ficava ali perto, Addis. Tivemos uma experiência muito bacana com comida etíope dez anos antes, em Amsterdã. E no ano anterior, quando ganhei upgrade da Ethiopian Airlines e me serviram comida etíope! A experiência no Addis foi novamente muito boa, comida saborosa – e comer com as mãos! Embora relativamente perto (10-15 minutos andando) de onde estávamos hospedados, pegávamos uber para nossa guesthouse. Não convinha andar a pé naquela hora da noite. Dia 10 – 3af – Era dia de andar pelo centro da cidade. Museus e walking tours. Começamos descendo até o District 6 Museum, onde nos encaixamos num tour com um ex-residente da área que era muito divertido. Um muçulmano que se fantasia de drag queen no carnaval local! Sensacional. Vale a pena pegar esses tours para contextualizar. Seguimos para o Castelo da Boa Esperança. Nesse dia o tempo estava fechado – a Table Mountain, que esteve aberta nos 3 dias anteriores, fechou e nunca mais a vimos sem estar coberta por uma nuvem espessa. No último dia na cidade chegamos a ver o céu azul em praticamente toda a região – EXCETO na Table Mountain, ainda coberta por nuvem. Ou seja, reitero o que li: corra para lá assim que estiver aberta. Não deixe a chance passar. Chovia um pouco quando saímos do District 6. O Castelo da Boa Esperança é amplo e contém 3 museus, que dispensamos. Chegamos a percorrer um deles, de arte, mas não era nosso foco. Fizemos o tour guiado e depois rodamos pela área – percorremos todo o perímetro do castelo pelo alto. Passamos pelo City Hall, onde tem uma estátua de Nelson Mandela. Ponto obrigatório para nós, que tanto admiramos essa figura histórica (fico aterrorizado com um segmento, que me parece crescente, que ataca o Mandela -- mas não o apartheid). Este foi o lugar onde Mandela fez seu primeiro discurso depois que foi libertado da prisão. Aliás, Nelson Mandela faria 100 anos em 2018! Faz muita falta ao mundo. Em seguida fomos conhecer e passear pelo Company’s Garden e arredores. Muito bonito, curtimos um tempo por lá. Esquilos fazem a festa da galera não acostumada (nós!!) a eles. E ainda rodamos um pouco pela Long Street e arredores. Galera diz que souvenir por ali é mais barato que no VA, mas não tenho como atestar, não comprei nada. E fizemos nosso primeiro walking tour do dia: o Apartheid to Freedom, naturalmente focado nos tempos de Apartheid – passamos em frente à Corte local, com bancos reservados para brancos e para negros, mantidos até hoje como memória. Revisitamos o Company’s Garden e a estátua do Mandela. Emendamos com outro walking tour, agora para Bo Kaap. Nesse segundo tour a maioria era de brasileiros, no primeiro só havia nós 2. Vimos as tais casinhas coloridas, ouvimos sobre a história do lugar e o processo recente de gentrificação, e terminamos numa lojinha/café de chocolate que era uma delícia. Honest Chocolate. Nesse dia jantamos tapas num espanhol nas redondezas. Também muito bom. Dia 11 – 4af – Nesse dia saímos mais cedo, pulamos o café. Era dia de tour por Stellenbosch, novamente com o CS. Rolava uma chuvinha, conforme previsto. O tour pelo CS conta com um guia, e o desse dia era muito bom, divertido. Tem uma parada no caminho, numa praia, salvo engano onde se pode observar a Table Mountain de longe. Mas tava nublado e não se via nada nesse dia. Com o vento e chuvinha, fazia um friozinho. Ainda assim, houve quem quisesse desde na areia. Primeira parada de vinhos foi na Backsberg. Vi que era esquema escala industrial também (se chega ônibus, a vinícola tem infra para atender grandes plateias; diferente de vinícolas menores, mais familiares, de pequena produção). Uma moça muito simpática e divertida apresentou rapidamente a vinícola e, o mais importante, as provas de vinhos. Gostamos de vinho e vamos com alguma frequência no Vale dos Vinhedos conhecer novidades e rever conhecidos, mas passamos longe de ser avaliadores de vinho. A regra é gostei x não gostei, e todas as diferentes gradações que se pode ter. Dito isso, gostamos muito dos vinhos de lá. Mais ainda pelo custo-benefício: tinha garrafas de bons vinhos por meros 10-15 ZAR. As melhores saíam por 40 ZAR. Achei muito barato pela qualidade. Em seguida o busum ruma para Franschhoek, onde faz uma pausa de 2 horas para a galera passear e almoçar. Como habitualmente não almoçamos em viagem, fomos verificar se havia alguma vinícola que pudéssemos visitar naquele ínterim. Até rolava o esquema de pegar um tuk-tuk (sim, lá tem!) e ir em alguma, mas arriscava perder a hora, até porque também queríamos passear um pouco pela cidade. Então flanamos um pouco por lá e depois ficamos de bebes numa micro-cervejaria local. De volta ao busum, fomos então para a segunda visita. Era numa vinícola conhecida, pelo visto, pelos patos. Vergenoegd. Rolou um estranho desfile de patos (centenas de patos) para os turistas (nós!). E depois seguimos para as provas. Achei menos saboroso que a Backsberg, e mais caro. Mas nessa tinha queijos para fazer o pairing, o que é sempre legal. E retornamos para o VA. Vimos favelas pelo caminho, nos arredores. Ainda tentamos ir no Museu de Arte Contemporânea -- Zeitz MOCAA, mas fecharia logo a seguir, não valia a pena entrar. No dia seguinte estava programado de ficar aberto até tarde. Jantamos no VA novamente, sempre muito bom. Dia 12 – 5ªf – Era o dia de conhecer o Cabo da Boa Esperança. Chovia. Dessa vez o busum chegou na Long Street já cheio (o de ontem não). Eu teria escolhido o lado esquerdo (seaside), mas não tinha mais vaga. Fomos no fundão, lado direito. Primeira parada é na Boulders Beach, onde ficam os pinguins. São vários, e a praia é só deles. Turistas visitam em passarelas para admirar a pinguinzada. Que eventualmente passa por debaixo da passarela. No total tem 1h para sair e voltar pro ônibus, o que dá uns 40 minutos para curtir os pinguins. É ok, mas eu teria explorado mais a área, se estivesse por conta própria. É bem bacana. Em seguida, o Cabo da Boa Esperança. Era um dos lugares que eu mais queria visitar na viagem. Onde Bartolmeu Dias fez história séculos atrás! O ônibus deixa, e há tempo suficiente para curtir. Subimos a pé, com muitas pausas para fotos e curtição do visual. Chegando no alto, no farol, muita gente, e todos querendo tirar foto num mesmo lugar. Fugimos rapidamente dali! Fomos fazer a trilha até o mirante do novo lighthouse. Dá pra ir e voltar tranquilamente em meia hora, com pausas para fotos e tudo o mais. Uma placa indica que leva 1,5 hora – não é verdade. Depois da trilha, descemos. Haveria uma trilha de lá até o Cabo da Boa Esperança, guiada pelo guia da CS. Como o tempo estava fechado e havia previsão de chuva, o guia deu uma aterrorizada dizendo que sugeria não ir, que ficava escorregadio e tal. Maior galera (umas 25 cabeças) compareceu na hora marcada e se dispôs a ir. E o mais bacana: o tempo foi abrindo conforme descíamos a trilha. Abriu quase que completamente, um espetáculo! Muito visual, lindo lugar! Muito vento também, mas não tanto frio – era mais questão de o vento literalmente empurrar você. Vale muito a pena fazer essa trilha. O final dela é na clássica e disputada placa do Cabo da Boa Esperança, onde Bartolomeu Dias cruzou no Séc. XV pela primeira vez. Naturalmente tem fila para fotos exclusivas na placa, fila nem sempre respeitada. Enfim, muito bacana estar ali, e ter curtido todo aquele visual. O busum volta por outro caminho, e novamente o lado esquerdo é melhor! É onde se observa o mar. De volta ao VA por volta das 17hs, fomos tentar o Museu de Arte Moderna novamente. Tinha uma mega fila, looooonga pacas. Era dia de museus abertos até tarde e entrada gratuita. Acho que era dia do turismo. Mas com aquela fila, não, obrigado. Pulamos, infelizmente. Ficamos passeando pelo VA, era nossa última noite na África do Sul, última noite da viagem. Fomos celebrar tomando um vinho branco numa varanda com visual para o mar, barcos e etc. E as seagulls, claro! Curtimos o anoitecer de lá. E fomos curtir nossa última noite no Mamma Africa, tradicional restaurante turistão que fica na Long Street com música ao vivo. Provamos algumas carnes “exóticas”, carnes de “game”. No nosso caso, Kudu e Springbok. Foi ok, mas não repetiria. Prefiro o lamb! Aproveitamos para finalmente provar o Bobotie, prato tradicional de lá. E ficamos curtindo o showzinho, que era bacana. Celebramos nossa última noite!
  5. Dias 6 – 13 – Cidade do Cabo Em nosso último dia no Umlani, fizemos nosso safari matinal ainda sob céu nublado e friozinho. Tomamos um segundo café à beira de um enorme lago, mas não havia bichos na área naquele momento. Partimos para o aeroporto logo depois do café da manhã “oficial”. E o tempo foi abrindo. O voo da CemAir foi tranquilo e galera nos enchia de vinho. Perguntavam se queríamos mais, e a resposta era sempre “sim”, no que nos atendiam prontamente. Viva! Já que foi caro, que seja bom. Chegamos na Cidade do Cabo, pegamos o uber para a cidade, largamos as coisas na guesthouse e logo pegamos outro uber para o VA Waterfront. Parecia ser uma boa opção para aquele fim de tarde belíssimo. De fato, o lugar é um imã para turistas. Mais uma área portuária que se modernizou via restaurantes, lojas, etc. e ganhou nova vida. Naquele fim de tarde fazia um lindo dia de céu azul. Table Mountain inteiramente disponível no visual. Prometia para o dia seguinte! Passeamos, exploramos, aproveitamos para passear na roda gigante ao pôr do sol, bebemos, comemos, curtimos. E voltamos tarde para dormir. Dia 7 – Sábado – Organizamos nossos 3 primeiros dias com o passe do busum vermelho do City Sightseeing (CS). Saímos logo cedo e fomos andando até o escritório no centro. Caminhada rápida de 10-15 minutos. Mas já vimos mendigos e pedintes no trajeto. Tal qual vemos em centros de cidade no Brasil. Pegamos logo o pacote de 2 dias do CS, que vinha com desconto e algumas gratuidades. Como havíamos usado também em Jb, tivemos descontos adicionais. Os preços estão na página deles. Nosso primeiro destino foi a Table Mountain. Dado que estava um dia esplendorosamente bonito, céu estalando de azul, disparamos para lá. Em todos os relatos que li, havia a ordem: assim que vc vir o tempo abrir, corra para a Table Mountain. Amem. O ingresso já tínhamos comprado no CS mesmo. Galera falou que havia neve na Table Mountain uma semana antes. Uaaau! Mas prefiro subir com visual livre, que foi o que conseguimos. Pegamos fila, mas direto para entrar, não para comprar. A fila, aliás, só aumentou enquanto estávamos lá. Acho que a galera da própria África do Sul fazia turismo por lá, dado que era fim de semana com feriado. Enfim, pegamos o bondinho e subimos. Que visual. QUE VISUAL!! E reforço o que 10 entre 10 pessoas dizem: lá em cima faz frio. Com o vento cortando, faz muito frio. Eu estava de fleece (um velho fleece de mais de 20 anos comprado na Bolívia), que não dava conta do vento – vale a pena levar um corta vento lá pra cima. Curtimos demais os locais de vistas panorâmicas (praticamente qualquer local por lá!), fizemos o trajeto por todo o alto. Ainda estiquei até o começo da trilha, mas a rigor rodamos mesmo o perímetro mais próximo. Passamos a manhã por lá. Espetáculo. Descemos e pegamos o CS, que demorou acima do tempo habitual. Transito provavelmente. Descemos na praia de Camps Bay e fomos andando para Clifton, curtindo o visual e as casas de alta classe. Foi uma longa caminhada até a parada seguinte do CS, mas com belo visual do mar, das praias e etc. Reparamos que as casas seguem um padrão bem conhecido por nós: cerca elétrica, plaquinha de “protegido por ...”, etc. Pegamos o CS e paramos para conhecer o Green Park, legado da Copa na cidade. É amplo, bacana, bonito. Visitamos rapidamente. Seguimos de CS para o VA novamente. Curtimos o Aquário (Two Oceans Aquarium), que é muito bacana. Fica em frente à estação do CS, e havia tempo até nossa atração seguinte, que era o pôr do sol na Signal Hill. Curtimos um bom tempo no Aquário. O CS proporciona um sunset bus para curtir o pôr do sol na Signal Hill, e ganhamos o ingresso no combo de 2 dias que pagamos. Chegando lá no alto, lotaaaaado. Maior galera curtindo aquele dia espetacular. Como tem de ser! Rola um parapente também, o que embeleza muito o visual. Ficamos receosos de comprar alguma coisa para beber por lá, mas depois vi que deveríamos ter levado umas cervas. Não vendem lá em cima (aquela coisa inglesa de não poder consumir álcool em público), mas vi diversas pessoas abrindo champagne, vinho e com latinhas de cerva na mão. Deve ser no mínimo tolerado, então. Enfim, curtimos um extraordinário pôr do sol e descemos de volta ao VA. Jantamos novamente na área, agora curtindo um pub de frente para o mar com boa (boa para nós, claro) música ao vivo. Dia 8 – Domingo – Nesse dia nosso café da manhã atrasou praticamente uma hora (o café da manhã – estilo inglês (pesado) -- era preparado na hora). A menina da pousada pediu mil desculpas, falou que as ruas estavam fechadas e tal, teve problema no transporte. De fato vimos no dia anterior que algumas ruas seriam fechadas para uma maratona na cidade. Nesse dia pegamos outra linha do CS, fomos direto para o Jardim Botânico. Vale dizer: foi outro dia espetacular, céu azul. O que só torna o jardim botânico ainda mais bonito. Percorremos o que pudemos por lá, mas sempre fazer as diversas trilhas mais longas que partem ou chegam por lá. Belíssimo lugar. Curtimos umas 2 horinhas e partimos para Constantia. Curtimos a tarde inteira provando vinhos – os da rota do CS. Um deles tinha de reservar antes, então dispensamos. O Groot Constantia foi nossa primeira parada e tinha muita gente. Escala industrial, tipo Miolo em Bento Gonçalves. Fizemos o cellar tour (mas, olhando para trás, eu dispensaria – já fizemos n tours desse tipo no Vale dos Vinhedos), mas o que queríamos mesmo era provar. E saboreamos bem: os vinhos são muito bons. Necessário saborear com calma, para curtir e não embebedar. Eram 5 provas a escolher. Anotei aqui que escolhemos Chardonnay, Merlot, Shiraz, Pinotage e o Governeur’s Reserve. Curtimos um momento muito bom. Ainda visitamos um museu, que achei bem bacana. Achei o preço justo. Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Nosso plano seguinte era curtir o World of Birds ou Hout Bay, mas o tempo ficou curto e o momento vinho estava muito bom para encerrarmos, então decidimos conhecer também a Beau Constantia, que fica do lado de uma das paradas do CS. Enquanto esperávamos, conhecemos uma extrovertida família de Johannesburg, claramente mais alegre após as provas de vinhos. Muito divertidos, já falando em visitar o Rio de Janeiro e nos encontrarmos por lá. Contaram com orgulho que vieram de Soweto e que hoje dirigem Mercedes. Reforçou para mim que brasileiros e africanos têm essa em comum essa coisa mais calorosa. Beau Constantia estava cheio naquele meio ou fim de tarde. Mas felizmente encontramos um espaço para sentar e provar os vinhos. Eram 4 provas. Achei boas, sobretudo dos tintos, mas abaixo do anterior. O maior valor de lá era o visual lindo que se tinha da área onde degustamos os vinhos: vista panorâmica do vale e dos vinhedos. Saímos a tempo de pegar o último busum, que ainda percorreria uma linda rota (lado esquerdo pro mar!) beirando o mar até o VA. As várias provas de vinho cobravam seu preço (leseira!), mas logo os olhos ficaram abertos para curtir aquele visual. Encerramos o dia novamente no VA. Dessa vez escolhemos um lugar mais finesse para jantar e celebrar.
  6. Dias 3-6: Safari na Reserva Privada Timbavati Na 3af de manhã já tinha deixado um Uber agendado para nos buscar beeem cedo. Dormi pensando no “e se não tiver uber de madrugada por aqui” (penei pra conseguir uber uma vez numa madrugada em São Luis, então vai saber...), mas deu tudo certinho. O horário marcado pela Ashtons era no aeroporto às 6:45 da matina. Chegamos conservadoramente quase 1 hora antes. O carro é uma van. O trajeto foi tranquilo, com paradas rápidas e pontuais pelo caminho. Num posto de gasolina, um segurança armado com cano longo me chamou a atenção. O trajeto leva lá suas algumas horas de duração que perfizeram a manhã inteira. As estradas em geral são muito boas (bem acima do padrão Brasil), mas pegamos algumas buraqueiras (padrão Brasil) quando rumamos ao norte. Fomos os últimos a ser despejados. Van tava cheia. E estava um calor absurdo para aquela época na região mais ao norte do Kruger. E pleno setembro no sul do hemisfério sul e um calor de meio dia no verão do Norte do Brasil. Galera falou que era uma onda incomum de calor na região, pra mais de 40 graus. Surreal. A van da Ashtons nos deixou num ponto final, um pub, onde outra van, a do Umlani, nos pegou para levar até o alojamento. Quem nos buscou foi um dos guias, e no caminho já fomos conversando com ele. E de cara um diálogo a que já estamos nos acostumando: “É só isso que vocês tem?” [ref bagagem] “Yes, we travel light” “The lightest I’ve ever seen!” No relativamente curto caminho até Umlani, já vimos girafas passeando nos arredores. É um barato! Queríamos ficar uma eternidade ali, mas ele alertou que veríamos outras novamente nos dias seguintes, de posições melhores e em carro aberto. Tinha razão. A primeira vez que vc vê aquele bichão (e tantos outros) é sempre impactante. Depois acostuma, claro – mas sempre curtindo. Chegamos ao Umlani, recebemos as instruções gerais (horários, refeições, regras, etc.) e já fomos comer alguma coisa light de almoço. Enquanto almoçávamos, zebras passeavam do outro lado, logo em frente. Um veado (ou similar) andava pelos arredores do lugar. Eu admirando de olhos abertos. Ninguém parecia ligar. Devia ser comum ali, pensei. De fato era. O Umlani fica na reserva privada Timbavati, que é adjacente ao Kruger. Os animais então cruzam da reserva para o Kruger (e vv) livremente. As instalações são algumas cabanas (uma dúzia, talvez) com chuveiro externo (mas tem água quente!) – e era um barato tomar banho olhando para as estrelas e a lua! As cabanas têm sempre repelente, rádio, laterna. Não tivemos problemas com insetos por lá. Tem áreas comuns, onde a galera faz as refeições – é também onde tem energia elétrica (e várias tomadas e fios para carregar celulares e câmeras) e wifi, mas bem fraco e somente durante o dia claro (tanto energia quanto wifi). Tem também uma piscina, que curtimos na tarde de calor intenso que fazia no 2º dia. O cotidiano no Umlani era o seguinte: cada cabana era acordada antes do sol raiar, +- às 5:15. Alguém passava nas cabanas batendo na porta e avisando que era hora. Vc então tinha +- meia hora para se arrumar, tomar um café e então seguir para o safari matinal. A saída geralmente era antes das 6. Cada safari durava geralmente pouco mais de 3hs. Safari em carro aberto, vista plena. Depois do safari matinal tinha o café da manhã. Estilo inglês, pesado! Uma vez teve costeleta de cordeiro, excelente! Mais tarde tinha um almoço leve, praticamente um lanche. No meio da tarde partia para outro safari, o do pôr do sol, do qual voltávamos já de noite. Ou seja, tinha safari para o nascer e o pôr do sol. A janta era servida de noite, e era quando a galera mais confraternizava. Com bebidas inclusas, ficávamos bebendo vinho (com gelo!) e conversando com a outros casais até altas horas, antes de voltar para a cabana e dormir. De noite não era permitido caminhar sozinho para a (ou da) cabana sem estar acompanhado por um ranger. Conversando com os rangers, eles disseram que os turistas por lá geralmente são estrangeiros. Mas por coincidência havia uma família da Cidade do Cabo por lá, e estávamos no mesmo jipe com eles. Interessante que eles meio que praticavam o que se chama de “game”, que é basicamente avistar animais. O “game” é na linha de “quem viu primeiro”. Para quem leva muito a sério, tem até tabela de pontos. Um deles, dessa família (o “pai”, já que tinha filho e avô também – e não me lembro os nomes), era muito bom no game, avistava animais de longe, às vezes até antes dos rangers e guias. Depois, conversando com ele, identificamos que ele estava acostumado e fazia safaris com alguma frequência. Essa família era grande e o estranho (para mim, sobretudo considerando o preço pago) era que poucos iam nos safaris matinais. Era uma meia dúzia, e só ele, e eventualmente o “avô”, estavam lá de manhã. De tarde todos iam. Em geral essas hospedagens em bushcamps me parecem programa de família ou de casal. Geralmente vimos casais de meia idade, em grande parte de outros países onde se fala inglês (Austrália, EUA, Reino Unido). Mas vimos também alemães e italianos. Um jovem casal italiano em lua de mel quebrava o padrão “casais-de-meia-idade ou aposentados”. Quando chegamos no Umlani a temperatura estava nas alturas. Mais de 40 graus. MUITO quente, anormalmente quente para a época. Na segunda noite o tempo virou. Ventou muito de madrugada, com muito barulho nas cabanas. E o dia seguinte amanheceu nublado e com frio. Diria que a temperatura despencou 20 graus em questão de horas. Com o frio, e sobretudo com o vento, havia menos animais. Metade do nosso tempo lá foi sob calor escaldante. A outra metade nublada sob relativo friozinho. O Umlani proporciona também a experiência de você ficar um tempo – ou até dormir – numa casa da árvore. É uma casa construída no alto de uma árvore no meio da reserva. Eles te deixam de carro e marcam horário para pegar de volta. Vc fica com rádio e, claro, está expressamente proibido de descer para caminhar ao relento. Tem cama, banheiro, vc leva uma caixa térmica com o que quiser e fica lá curtindo. Nosso dia de curtir a casa da árvore foi justamente no dia da ventania + frio. Com o vento constante e cortante, e a temperatura baixa, era difícil de permanecer na casa da árvore, que é toda aberta – é praticamente uma varanda na árvore. Quando o ranger nos deixou lá, ele mesmo falou que provavelmente chamaríamos pelo rádio para nos buscarem antes do horário combinado (dali a umas 3hs, a tempo de voltar para o safari da tarde). Mas não chamamos, curtimos nosso tempo por lá. Muito aquecidos, claro. Pena mesmo foi que, com o vento + frio, não tenhamos observado animais pela área. No máximo alguns pássaros ao longe. A casa (varanda!) fica em frente a um lago, então sempre há (ou deveria haver) bichos indo lá beber água. Passamos por lá algumas vezes nos safaris e quase sempre tinha algum bando por lá. No finalzinho da nossa estadia, chegaram uns impalas – adoráveis figurinhas fáceis por lá. De qq forma, aquela tarde na casa da árvore foi paradoxalmente um dos momentos memoráveis da viagem. Na segunda noite, aquela da ventania que mudou o tempo, eu esqueci de fechar corretamente a porta da cabana, só encostei. Com a ventania, a porta abria e batia. Ao mesmo tempo ouvíamos o rugido sinistro e altíssimo de algum leão (ou leoa?) nos arredores próximos. Era fascinante. Mas pode ser aterrador também. Parecia estar ao lado, mas galera disse que provavelmente estava do outro lado do rio (o que significa um “ao lado” um pouco mais distante). No meio da noite em meio ao vendaval, Katia acordou e, no transe do sono, desesperou porque “se a porta estava aberta, então o Leão podia entrar na cabana!!”. Ahahahahah, não chegaria a tanto, mas fui lá e fechei direito a porta. Não há muito o que relatar de cada safari feito e do dia a dia por lá. Vimos todos os tais Big 5 mais de uma vez, e tantos outros bichos. Logo de cara já avistamos diversos animais, e curtimos um longo tempo com eles. É um lance meio voyeur também, de certa forma. Além do guia, vai um tracker na frente do carro, que fica buscando rastros de animais. Os caras são bons. Eles têm rádios e se comunicam, o que facilita muito encontrar os animais. Em regra, não podem ter mais de dois carros observando animais (os guias se organizam em filas virtuais), e vc jamais deve incomodar os animais (parece óbvio, mas..., né?). Podendo,sugiro ficar na frente. Vc ouve melhor o guia, tem visão aberta. Em qq posição do carro vc terá vista ampla, de todo modo. A lembrança que tenho desses momentos de safari é sublime. (Nota: chamo de safari o que habitualmente se chama de “game”) Mas a lembrança geral que tenho daqueles dias no Umlani é talvez ainda melhor. Pelos safaris, pelos bichos, os banhos no fim da noite olhando para o céu, o rugido do leão na madrugada, os jantares à luz de velas regados a vinhos com gelo (era muito quente!), o café em volta da fogueira, os guias, as pessoas, o astral. Para guardar na memória eterna.
  7. Relato: Johannesburg O avião da TAAG é no esquema 3x3x3 de poltronas. Tive problemas com o monitor (não funcionava) em 3 dos 4 voos com eles. De resto, foi ok, dentro do esperado para um bilhete econômico. Em Luanda de fato o aeroporto é quente, sem wifi e, dependendo da hora em que vc chega, tem uma looooonga fila para passar por um único raio x para ir para a sala de trânsito. Enfim, chegamos a Johannesburgo. Fiz logo o câmbio no aeroporto (sugiro fazer na parte de fora, a cotação é a mesma, a facada de comissões e taxas é a mesma, mas não tem fila). Acho que vale mais a pena para o IOF do saque, sinceramente. No total dá mais de 7% de perda entre taxas, comissões e o k7a4. Compramos um chip no aeroporto tbm. Foi 1ª vez que comprei – foi para usar uber para cima e para baixo, em função dos relatos de ausência de transporte público decente e de taxistas malandros (do tipo que via muito no Rio). E já partimos de uber do aeroporto. Reservamos uma pousadinha em Melville. Queria ficar num lugar onde pudesse curtir a noite e andar de volta para onde estivesse hospedado. Via de regra, é isso que busco. Melville é local perfeito nesse sentido. Ficamos do lado da 7ª, que é onde rola o agito da noite por lá. Como já chegamos no meio da tarde, ficamos apenas rodando pela nossa área. As atrações fecham relativamente cedo por lá (16-17hs), então não daria tempo pra mais nada mesmo. Ficamos passeando, parando para cerva nos bares e fomos jantar no Lucky Beans. Dia seguinte era 2ª feita e partimos logo cedo para Rosebank, que é onde sai o City Sightseeing (CS). E aqui vale uma dica que vários outros dão: para quem está sem carro, o busão do CS provavelmente é a melhor opção para conhecer a cidade. Passamos o dia com ele, selecionarmos algumas atrações que queríamos conhecer, e curtimos assim. Enfim, partimos e fomos conhecendo a cidade pelo 2º andar do busum. Acho que não andava nesses ônibus de turismo havia uns 20 anos. Foi opção muito boa. Passávamos por áreas muito verdes, casas impressionantes de bonitas (sempre com cerca elétrica – bem tipo Brasil). Nossa primeira pausa foi em Constitutional Hill. Rodamos um pouco pela área, mas não entramos (tem um museu), apenas ficamos lá por meia hora, até a partida seguinte do CS. Havia pouca gente no CS, e somente nós 2 paramos lá. Em seguida paramos para ir no Top of Africa. Um prédio alto num shopping no centro da cidade, de onde vc tem vista panorâmica da cidade. Era isso que eu tinha em mente. Novamente só nós 2 que descemos nessa parada. E mais: não podíamos ir sozinhos, tínhamos de ser acompanhados por um funcionário do CS desde a descida do ônibus até chegar no andar da vista. Medida de segurança do próprio CS. Achei exagerado, mas vamos lá. O Top of Africa tá beeeem largado, bem caído. Janelas sujas, áreas que já tiveram lojas e/ou lanchonetes vazias/largadas. O visual é bacana. Diria que é uma parada que pode ser pulada. Foi novamente uma pausa de meia hora. Parada seguinte foi num cassino, onde pegaríamos a van para o tour pelo Soweto. Em princípio eu descartei essa parada de visitar Soweto. Achava que era favela tour. Depois li melhor e achei que valeria a pena conhecer – não é favela tour, pode desencanar. O Soweto hoje é um mega bairro com moradias de todos os tipos – inclusive de luxo (algumas) e com cercas elétricas (raras). Tem setores de classe mais alta, de classe média, de classe baixa e de classe miserável – eventualmente em condições de moradia ainda piores do que vemos habitualmente em favelas de grandes cidades brasileiras. O tour faz pausas breves, mas optamos por ficar mais tempo na Casa do Mandela. Pegaríamos a van seguinte, do tour seguinte. Ficamos uma hora na região, que é bem turística. É a tal rua de dois prêmios Nobel. Como é muito turística, tem uns pedintes na região, mas basta driblar. Pegamos a van seguinte, voltamos para o ponto de partida e logo seguimos para o Museu do Apartheid, que fica praticamente em frente ao cassino. Chegamos lá pouco depois das 15hs. Quando deu 17hs, houve um blecaute. Fui ligar a lanterna do celular para tentar ler o que eu estava lendo, quando me dei conta de que... o Museu havia fechado. Eles apagam as luzes para a galera vazar de lá. Ainda tinha MUITO o que ver! Eu achava que ficaria um bom tempo por lá, mas não me dei conta de quanto. Foram duas horas e acho que mal havíamos passado da metade. Uma pena, tenho profunda admiração pelo Mandela e queria ter conhecido mais sobre a luta anti-Apartheid, sobretudo nesses tempos atuais um tanto sinistros em termos de direitos civis. Enfim, saímos com a galera e fomos pegar o busum vermelho de volta para o começo, Rosebank. Até tinha planos de parar no SAB, mas não daria tempo. E eles ainda fecham mais cedo na 2af. Ficou também para uma próxima vez. Aliás, havendo próxima vez em JB, eu partiria para o Museu do Apartheid diretamente. Tentaria emplacar o Craddle of Humankind também, e Liberty park. Foi o que ficou de sobra na agenda. Pegamos o uber para Melville e partimos para a janta. Por ser 2ª-feira, alguns restaurantes não abriam. Conseguimos um, mas que fechou assim que terminamos. Depois de uma saideira fomos dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo e viajar para o Kruger. Observações diversas: não pegamos trânsito em JB. Tinha lido sobre isso, mas não ficamos parados em momento algum durante o tour de busum vermelho. Não teve high5 em Soweto, coisa que tinha lido bastante. No entanto, a galera em geral é bem calorosa, com aquela ginga, cumprimentos calorosos, tapinha nas costas, etc. Nesse ponto, bem brasileiros.
  8. Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo. África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas. Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá. Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir. Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi. Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar. As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem. Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga. Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas. Roteiro básico: Johannesburgo – 2 dias Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias Cidade do Cabo – 7 dias Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018 Custos: Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias) Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias) Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
  9. Planejando os feriados de 2018, reservamos os de 4 dias para uma possível volta a Bogotá. Dependeria, claro, de uma boa promoção da Avianca. Que rolou! Justamente para Corpus Christi, a aceitáveis 1,2 KBRL por cabeça. A ideia dessa vez seria explorar mais e melhor Bogotá. Sempre que retornamos a uma cidade, sobretudo a uma cidade com diversos atrativos como Bogotá, a ideia é passear, rever, e conhecer tudo com mais calma do que na 1a vez. Eventualmente com alguma escapada de 1 dia para os arredores, o que acabou nem rolando. Voos do Rio para Bogotá partem de manhã cedo pela Avianca e chegam por volta de 12:30. Ao chegarmos no Galeão, vimos que o voo estava atrasado por... 2 horas. Anticlimax total. Pra piorar, no fim das contas atrasou 2,5 horas. Isso acabou meio que matando nossa chegada e os planos de aproveitar alguns lugares que eu havia mapeado para conhecer na tarde da chegada. Em nossa viagem à Colômbia em 2012, ficamos hospedados no Ibis em Bogotá, na ida. Um dia antes de voltar, dormimos novamente em Bogotá e ficamos na Plaza Chorro de Quevedo. Dois ótimos lugares, eu diria. Dessa vez optei por ficarmos na Zona Rosa, para curtir as noites por lá. Também foi bacana, aquela área bomba toda noite. Ficamos num hostel, que na verdade me pareceu ser um apartamento que foi transformado. O preço, na faixa de 33 COP por noite, foi o diferencial. Naquela região não é fácil achar preço bom assim. Enfim pousamos em Bogotá às 2 da tarde. Até passar pelas longas filas da imigração, aduana, taxi, trânsito pesado, e chegar na Zona Rosa, chegamos no nosso hostel depois das 16:30. Matou a tarde praticamente. Saímos para fazer câmbio e dar um rolê nos arredores, rever a Zona Rosa e tal. E logo escureceu. Katia estava com um pouco de dor de cabeça, que logo se resolveu com uma pausa para recarga. Então decidimos dar uma esbanjada na chegada. Um dos planos possíveis para esta viagem era pegar um tour que levasse até o Andre Carne de Res em Chia, o original. Vi que alguns albergues organizam de levar a galera num determinado horário e voltar de madrugada. Deve ser meio que um party bus, ou party van provavelmente. Mas acabamos optando pela solução caseira, que era voltar ao Andre DC da Zona Rosa mesmo. E ficamos um longo tempo por lá bebendo, jantando e curtindo o lugar. Muito bom. Ainda esticamos para conhecer um lugar de cervas na área, mas que tinha poucas opções. Fomos então dormir. Na sexta-feira saímos de manhã para caminhar. Não era forca, nem quinta-feira tinha sido feriado na Colômbia (seria feriado na 2ª feira seguinte), era um dia normal de trabalho. Havia um café badalado na nossa esquina, mas tinha fila naquela hora da manhã. Fomos andando então até o Parque de La 93, curtindo as quadras daquele bairro/região abastado da cidade. O padrão de prédios de tijolinhos se espalha por toda a cidade. Demos uma pausa num Juan Valdez, aproveitamos o wifi (ainda não usamos chip em viagem internacional!) e chamamos um uber para a Candelária. Estava meio chuvoso naquela manhã (Bogotá é cidade de tempo instável). Minha ideia era fazer um tour chamado War and Peace tour, que eu havia pesquisado antes. Ponto de saída era o mesmo do Free Walking tour, em frente ao Museu do Ouro. Gosto muito desses Free Walking tours, os guias são sempre muito bons e vc paga o que achar que deve – embora agora felizmente tenha um valor sugerido (no caso de Bogotá, eles sugerem algo na faixa de 10 USD ~ 30 COP). Mas, com uma classe ímpar, em nenhum desses free walking tours que fiz pelo mundo eu vi o guia conferindo o quanto estava ganhando. Amem. Chegamos um pouco mais cedo, ficamos rodando e revendo um pouco a área, e lá fomos às 10hs para a frente do Museu do Ouro. Basta procurar os guarda chuvas vermelhos. Havia lá os dois tours, fomos no Free War and Peace tour. Que era em inglês, e com público bem mais restrito. O foco do tour é reviver esse aspecto mais recente da história colombiana, com sucessivos conflitos armados, narcotráfico, guerrilha, paramilitares, acordos de paz. Acho que a Colômbia (Medellin sobretudo, mas Bogotá também) é exemplo mundial de recuperação de imagem após criar e cultivar uma péssima fama mundial. O tour foi ótimo, recriando a origem do conflito, os seus vários capítulos e a discórdia recente quanto ao acordo de paz com a guerrilha. Ao longo do tour, vamos passando por determinados pontos da cidade que se ligam com a história que vem sendo contada. Para quem tem interesse na história colombiana, especificamente nesse capítulo conflitivo, achei excelente e recomendo. Durou cerca de 3 horas, com direito a uma pausa para café. Para tornar ainda mais interessante, na semana anterior teve o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Foram para o 2º turno dois candidatos claramente identificados como direita x esquerda, Duque x Petro (Duque venceria semanas depois – no dia do Brasil x Suíça na Copa). Achei bacana que o guia não se furtou a dar a opinião dele quando perguntado. Nossa ideia era emendar com o Graffitti tour, que sairia às 14hs da Plaza de los Periodistas. Tínhamos uma hora de folga. Mas... fomos dar uma pausa num Bogotá Beer Company, e aí essa hora se estendeu. Mas por vontade própria. A Colômbia fazia seu último amistoso antes da Copa (empatou com o Egito num jogo bem chinfrim), ficamos curtindo o jogo, com cervas, com a galera local. Depois da cerva, fomos rodar pelo centro histórico. Tinha um centro cultural mapeado, Estacion Odeon, mas nos pareceu meio estranho. Parecia não ter exposição alguma, sei lá. Seguimos adiante. Aproveitamos para rever a Plaza Chorro de Quevedo, local histórico de efervescência cultural, grafites sensacionais, e também da nossa última hospedagem no país, 6 anos antes. Nosso albergue estava lá, mas o lugar parecia ter muito mais vida agora. Aproveitamos para curtir um canelazo na área. Das igrejas mapeadas para conhecermos, acabou ficando muito tarde, caiu a noite e já estavam fechadas. Fomos então conferir o tal queijo com chocolate do La Puerta Falsa (achei grande coisa não), e aproveitamos para rever o Museu Botero, pouco antes de fechar. Acho Botero muito bacana. Pegamos o uber de volta, jantamos num food park da Zona Rosa. Ainda rodamos pela área antes de voltarmos para dormir. Sábado amanheceu com sol. Então decidimos não desperdiçar a chance e fomos para Montserrat. Dessa vez de funicular pra subir e descer (da outra descemos pela trilha). 10 COP cada trecho. Talvez seja a idade, talvez seja a idade e também a relativa altitude, mas a verdade é que nos achamos mais cansados lá em cima. Andamos para todos os lados, curtimos o visual do alto (dessa vez mais aberto que anos atrás), aproveitamos para tomar um café e uma arepa. Enfim, curtimos. E logo descemos, de funicular de novo. Novamente passamos na Quinta Bolivar, que da outra vez estava fechado. Agora aberto. É interessante, uma visita rápida. Depois duma breve pausa no Juan Valdez, fomos curtir a Cnadelaria novamente. Dessa vez não havia a mega feira que rolava no dia anterior na Plaza Bolivar. Já tinham desmontado tudo. Outro visual. Tentamos conhecer a espetacular igreja gótica de Nossa Senhora de Carmen, mas estava fechada. Descobri que as igrejas fecham ao meio-dia nos sábados. Fomos então para o Graffitti Tour, das 14hs. Maior galera para esse tour. Dezenas de pessoas, contei umas 70. Guia com amplificador de voz. Tour em inglês. Ele vai contando a história do grafite local, a interação com La Candelaria, mostra algumas áreas pesadamente grafitadas, técnicas de grafite, modos, artistas, etc. Muito bacana, muito interessante. Não se iluda: você não vai ver todos os grafite, e nem necessariamente os melhores. É apenas um apanhado – até porque os grafites eventualmente são apagados. Durou um pouco mais de 2hs. Encerramos e voltamos para a Zona Rosa ainda de dia. Ficamos de bobs por lá, pausamos na BBC para cervas e peoplewatching. Jantamos num restaurante local de comida colombiana, onde finalmente pude comer novamente a bandeja paisa, o prato pesadão que eu tanto havia gostado da outra vez. Nesse dia voltamos mais cedo, e a chuva bateu forte de noite. Domingo. Nesse dia teve café no hostel. Tomamos e saímos. Fomos andando até o Parque Chicó. O parque estava aberto, mas o museu só abriria às 10hs, dali a meia hora. Ficamos curtindo o lugar, e fomos conferir o museu às 10. Nada, o responsável ainda não havia chegado. Então partimos para a Candelária. Ideia era conhecer finalmente O Santuário de Nossa Senhora de Carmen. Chegando lá, estava rolando missa. Fico bem constrangido de turistar em igreja no meio de missa. Então fomos na de Santo Agostinho, ali perto. Também rolava missa. Ambas belíssimas por dentro, mas especialmente e de Carnen. Curtimos e voltamos para Carnen. E então a missa tinha acabado e ficamos curtindo toda aquela maravilha daquele interior. Dos mais belos que vi por lá. Fomos então caminhando pela Carrera 7, que fica fechada aos domingos. Somente pedestres e ciclistas. O problema é que em algumas áreas estavam rolando obras de reforma, o que restringia muito o espaço. Resultado era que estava difícil de andar. Ainda entramos em outras igrejas mapeadas pelo caminho, geralmente bem bonitas também. Fomos em direção ao Mambo. Mas... o Mambo estava sem exposições. Em meio a uma troca de eventos, sem qualquer atração. Paciência. Parque Independência era o destino ao lado. E começou a chover. A Plaza de Toros estava fechada para visitas. Fomos buscar abrigo da chuva no Museu Nacional, então. Lembro que tinha gostado bastante de lá, mas dessa vez acho que buscava mais sobre a história recente de Colômbia – e o museu não chega tão perto dessa época. O bom de domingo é que é grátis. Ainda chovia quando saímos, então fomos almoçar em La Macarena, uma região gastronômica ali perto. É a mesma região do Ibis, onde ficamos da primeira vez. Simpatizamos com um lugar de hambúrguer, e lá fomos. Com cervas artesanais que não conhecíamos, que bom. De lá ainda fomos no Parque Nacional. A lembrança que tínhamos era de quando passamos por ele de noite voltando da Zona Rosa e estava todo iluminado de azul que, sob chuva, dava um belíssimo efeito. O parque é bem grande. Caminhamos por ele e retornamos. Uber de volta para a Zona Rosa. Ficamos novamente de bobs na Zona Rosa, novamente BBC para saideiras, e logo embicamos de volta. Chamei um Easy taxi para o aeroporto. Nas simulações dava que sairia mais em conta que uber. De fato, deu 23, quando o uber dava na faixa de 25. Curtimos a sala vip da Avianca local e embarcamos novamente já com muito atraso. Nosso assento era no fundo do avião. Embarquei e dormi. Daqui a pouco acordo com o comandante avisando que o voo estava cancelado. PQP. Meio da madrugada. Fomos para um hotel, voo sairia no dia seguinte. Aí tem aquela coisa de sempre, pessoas revoltadas, alguns gritando, alguns tentando provocar revolta, outros tentando embarcar na revolta, etc. Mas eram somente um ou dois. Fomos para o hotel, dormimos poucas horas, e logo voltamos para o aeroporto. Voo partiria às 8 da manhã. Eu perderia o dia de trabalho. Ainda recebemos um bônus pelo atraso, um voucher para ser usado em voos internacionais da Avianca dentro de 1 ano. Chegamos ao Rio no meio da tarde de segunda-feira. Uber Zona Rosa – Candelária ficava na faixa de 10-15 COP por trecho. Numa das vezes, sexta de noite, bateu nos 20 COP. Considerando a má fama dos taxistas de Bogotá (idem à dos taxistas do Rio de Janeiro), é uma opção mais segura. Não somente e necessariamente o uber, mas qualquer aplicativo. Por exemplo, usei o Easy para o aeroporto (por alguma razão o uber para o aeroporto sai mais caro que taxi).
  10. mcm

    Feriado em Canoa Quebrada

    Feriado de 7 de Setembro + promoção para Fortaleza = não recusar. Eram 3 dias, e algumas áreas ainda estavam por explorar. Ubajara era uma delas, Canoa Quebrada era outra. Desde que fomos a Jericoacoara pelo litoral que fiquei na memória que voltaria a Mundaú. No fim das contas, elegemos Canoa Quebrada para o feriado relax de 3 dias. Chegamos em Fortaleza na quinta de noite, apenas para dormir num hotel econômico e partir logo cedo na manhã seguinte. A estrada para Canoa Quebrada está muito boa para os padrões nacionais. E com muitos radares, dentro dos padrões nacionais. Pegamos algum trânsito no caminho (saída de feriado!), mas fomos numa boa. No planejamento eu identifiquei um lugar um pouco antes de Canoa que era encontro de rio com mar. Adoro locais com foz de rio, e esse parecia valer a pena conhecer. Trata-se de Fortim. Foi nossa primeira parada. Chegamos com a maré ainda baixa, mas já crescendo. Curtimos o resto da manhã e o começo da tarde naquele cantinho bacana. Fomos caminhando até perto da foz, passamos por uma pousada isolada à beira-rio, perto do mar, dedicada a esportes de vento. Bem bacana. Local ótimo para quem pratica. Antes de seguirmos para Canoa, ainda entramos mais na cidade para conhecer o Pontal de Maceió, onde já é praia de mar. Apenas conferimos, não era ideia ficar lá. Chegamos em Canoa, largamos o carro na pousada (e só pegamos para ir embora) e fomos conhecer... as falésias! Descemos para a praia, vimos as várias e sucessivas barracas de praia instaladas num patamar mais elevado para “sobreviver” à maré alta. A maré estava alta. Vimos no alto uma passarela que, presumo, enseja um belo visual da área. Mas... está interditada. Visivelmente deteriorada. Enfim, aquele Brasil de sempre. Curtimos o logo de Canoa Quebrada na falésia (tem outro num ponto mais distante) praticamente sozinhos (um raro momento naquele feriado!) e fomos curtir o pôr do sol no Restaurante O Nain, que foi nosso ponto de fim de tarde, em todas as tardes. Das melhores lembranças que tenho desse feriado é o visual do gramado e o mar ao fundo com cervejinha ou água de côco no Restaurante O Nain. Voltamos, piscinamos um pouco, e fomos jantar e bater perna no centrinho, a famosa Broadway. É bem bacana, com diversas opções de restaurantes, lojinhas, bares, showzinhos, etc. Dia seguinte foi dia do tradicional passeio de buggy. Fomos andando até o centrinho, pouco antes da Broadway tem o ponto dos buggys. Preço e roteiro são tabelados, então nos descolamos de ficar pesquisando. Passeio para Ponta Grossa custa 350 por buggy. Eu queria esticar até a Praia Redonda, mas não rolava por causa da maré. Ok, então. O passeio dura pouco, umas 3 ou 4 horas, e proporciona belíssimos visuais. Extraordinários mesmo. Pelo caminho vc vê falésias (claro!), para na Garganta do Diabo (onde tem uma fonte de água, mas o que mais curti lá foi o visual), apenas passa pela Lagoa do Mato, passa num mirante estonteante, e segue até Ponta Grossa. Lá há uma parada geral dos buggys, e é onde vc pode curtir o mar (rola um snorkel), ou tentar subir as dunas. Depois de um tempo lá, é hora de voltar. De tarde ficamos de relax na praia, vendo a maré engolir a areia e a área dos banhistas. Tinha a dica da barraca Lazy, mas tava lotada. Ficamos onde havia lugar, até que o mar chegou e acabou com a festa. Galera sobe para as barracas, que ficam lotadas (era feriado!) com a maré alta. Nós fomos para o nosso O Nain, novamente curtir aquela vibe de fim de tarde com visual, paz e cerveja. Nesse dia ainda fomos curtir um voo de parapente (270 para 2 pessoas), que curtimos demais. Eu não voava em algo parecido havia 20 anos (tinha voado de asa delta algumas vezes). Maior paz, maior tranquilidade. E maior visual. Recomendo muito. É outra coisa que levarei na memória durante muito tempo, espero. Ainda deu tempo de curtir o por do sol na duna, delicioso programa tradicional de fim de tarde por lá (vá a pé!). De resto, seguimos o roteiro Broadway, piscina, Broadway de novo. Tava mais cheio nesse dia. No último dia, fomos fazer uma caminhada pela praia seguindo para leste. Passamos pelo outro logo de Canoa Quebrada. Ainda fui até a praia seguinte, Majorlândia, depois voltei. É um longo trajeto, acho que de 1h, entre uma praia habitada e outra. Galera voltou antes e estacionou numa barraca de praia mais tranquila, um pouco distante do burburinho. Curtimos a praia na maré baixa e novamente ficamos curtindo a maré crescendo e tomando a areia. Galera de kyte, de surf. De tarde batemos nosso ponto no O Nain (lembrei-me do Bar Utopia, de Luang Prabang, achei a vibe semelhante). Só no relax com o mar à frente. E o gramado mega aconchegante de lá. Voltamos para Fortaleza de noite. Pernoitaríamos perto do aeroporto para embarcar de madrugada de volta ao Rio – dia seguinte já era novamente dia de trabalho! E assim foi mais um feriado desbravando algum canto do Brasil. [Todas as fotos são do Instagram da Katia]
  11. mcm

    Fim de semana em Porto Velho

    @vfeitosapvh Muito obrigado pela observação -- já corrigi no texto.
  12. EXCELENTE, Érica! Aplausos de pé! Dos melhores que já li sobre esse tesouro mundial que é a Capivara. Espero voltar para conhecer mais lugares, rever outros tantos, e conhecer a Serra das Confusões.
  13. mcm

    Feriado em Rosario

    Oi, @Marcos Nakayama Eu presumo que tenha no aeroporto, mas não prestei a atenção, sinceramente. O paralelo é na rua, em frente às casas de câmbio, com os arbolitos locais. Tal qual Buenos Aires, na cara de pau mesmo.
  14. mcm

    São João em São Luís

    Há algum tempo eu tinha ideia de conhecer o Bumba Meu Boi do Maranhão, especificamente o São João de São Luís. É a maior festa da cidade e do Estado do Maranhão, e é daquelas manifestações culturais regionais brasileiras que o Brasil (ou que o Sudeste/Sul do Brasil) pouco ou nada conhece. Pegamos o fim de semana que seria Dia de São João. Nós chegamos na madrugada de sexta para sábado. Era bem tarde, 3 da manhã, não rolava mais boi. Então fomos direto dormir. Ficamos num hostel bem barato no centro histórico. Cedo pela manhã saímos a desbravar novamente aquele centro. Eu tenho fascínio pelo Centro Histórico de São Luís. Acho que escrevi isso em relatos anteriores. De alguma forma aquela beleza largada e destruída, com algumas relíquias restauradas ou em restauração, mexe comigo. Adoro andar por aquelas ruas e admirar cada construção. Estranhamente as degradadas me atraem ainda mais. Algumas precisam ser escoradas para não desabar. De outras só resta a carcaça. Várias cimentaram portas e janelas, provavelmente para evitar invasões e/ou vandalismo. Algumas estão restauradas. Os fundos da escola de música, por exemplo, fica num meio termo; não está tão largado, nem restaurado. E é das coisas mais bonitas que conheço naquela área. Se vc der a sorte, como demos, de ouvir alguém praticando canto, ou qualquer instrumento mais leve, por ali, torna-se momento cinematográfico. A Casa do Nhozinho estava fechada. Museu de Artes Visuais também. Como falei, tinha muito mais gente visitando o centro histórico do que nas vezes anteriores em que lá estivemos. Tanto no sábado quanto no domingo. No domingo, aliás, rolava uma feirinha na Praça Benedito Leite (ao lado da Igreja Matriz) com apresentação de alguns bois. Dessa vez conhecemos também o Espigão e o Forte que fica logo em frente. O forte é bacaninha, tem dois museus por lá. Um mostrando alguns barcos (salvo engano, era praticamente a mesma coisa que vi na Casa do Maranhão), e um de imagem e do som. Grátis, guiada e rápida. O espigão é bacana também, mas tava bem vazio. Provavelmente fica mais cheio do fim de tarde, quando o calor arrefece. É pena que as praias são impróprias, tem muita extensão de areia para curtir. Foi um fim de semana relax. Curtíamos o centro pela manhã, pausamos para beber/comer, curtíamos algo mais pelo começo da tarde, descansávamos no fim de tarde (assistindo ao jogo das 15hs --- época de Copa do Mundo!), e saíamos à noite para curtir algum arraial. Na madrugada de domingo para segunda-feira voltamos. Os bois Uma boa referência que li antes sobre como é o São João por lá (para leigos) foi via Ricardo Freire, aqui. Os bois têm “sotaques”, que entendi como diferentes tipos/estilos. Zabumba, Costa de Mão, Matraca, Baixada e Orquestra. Alguns, como o Costa de Mão, estão cada vez mais raros. O de Orquestra, mais musical, anda em alta. Os melhores lugares para vc conhecer melhor os bois na teoria são a Casa do Maranhão e a Casa da Festa (Centro Cultural Domingos Vieira Filho). Na Casa do Maranhão vc conhece os diferentes estilos dos bois e até a disposição deles no espaço. Tem vídeos também. E tem um belo visual do rio. Além de diversas outras festas e manifestações culturais do Maranhão. Vale muito a pena. É grátis. Das outras vezes que fomos lá, não estava aberta. Na Casa da Festa tomamos um banho de conhecimento da Alice, estagiária que daria aulas para muitos profissionais. Foi das melhores apresentações que eu já vi, mesmo que tenha levado duas (!!) horas. E não era mera reprodução de cartilha, Alice sabia do que estava falando e respondia na lata às várias perguntas que fazíamos. Era muita coisa para apreender em meras duas horas, aquilo foi um curso. No sábado fomos no Arraial do Ipem. Galera do albergue disse que era arraial dos ricos (mas a entrada é grátis!) e sugeriu um tal de Maracanã. Fomos no Ipem mesmo, era mais perto e conhecido. Com mais tempo, iria em todos que pudesse, mas a ideia -- para um fim de semana -- era conhecer um pouco. Tem muito arraial, todos os dias, em toda a cidade. E estou falando dos programados. Tem ainda aqueles que surgem do nada no meio da rua. No trajeto de uber para um dos arraiais acabamos bloqueados por um desses que surgem do nada na rua. Queria ter curtido um desses. Fica para uma próxima. O Arrial do Ipem fica numa área fechada. Num determinado horário eles fecharam a entrada, de tanta gente que tinha lá dentro. Chegamos um pouco antes das 20hs, mas a primeira atração estava programada para as 19hs. A última estava marcada para 1 da manhã (mas fomos embora antes). Tem um palco grande, que é para as maiores atrações musicais. E outro palco menor, que é onde rolam as apresentações dos bois. Foram os que curtimos mais. Tem várias barraquinhas de comidas e bebidas. Tem outras áreas também, com outras atrações musicais (uma delas era a do forró), tinha uma Igreja de Santo Antonio, tinha área para a galera brincar de estalinho, bombinhas e fogos de pequeno porte, tinha área para as crianças. Mas chegou uma hora em que estava difícil circular – foi quando fecharam a entrada. Felizmente o entorno da apresentação dos bois não fica cheio, vc chega perto do palco facilmente. O que fica cheio mesmo é a área das barracas de comes e bebes. Demos a sorte de um dos bois contarem a história inteira da saga de Catirina e Chico. Foi bem legal. Se eu bem me lembro, foi o Boi de Sonhos. No dia seguinte, a Alice (da Casa da Festa) nos falou que tem sido cada vez mais raro os bois contarem a história toda. Notei que a galera não fica dançando ao som dos bois, ficam mesmo é admirando. Claro que tem gente que se sacode, mas é exceção. Ao menos do que eu vi naqueles dias. Eu admirava também. É interessante, é bonito. Uma coisa que eu notava era a cara de alegria das pessoas que se apresentavam. Nem todos, mas a maioria parecia curtir muito estar ali. Os grupos são grandes, algumas dezenas de pessoas, e geralmente com sorriso estampado no rosto. Que legal! Os bois estavam atrasados nesse dia (vários deles provavelmente se apresentam em lugares diversos na mesma noite, então o risco de atrasar deve ser grande mesmo), o que gerou necessidade de acelerar alguns. Percebi isso pelo discurso do Mestre de Cerimônias. Enfim, conhecemos, curtimos, e voltamos para dormir. No domingo fomos no Arraial Maria Aragão. Fica a uma distância caminhável do albergue, e já estive naquela praça antes, mas de dia. De noite preferimos pegar um uber. Lá o arraial é aberto, é uma enorme praça. Tem ainda a praça Gonçalves Dias, que fica logo acima, de onde vc pode ver as atrações. Maior galera fica na escadaria vendo lá de cima, nós ficamos um pouco também. Tem barracas, mas lá tem muito ambulante também. Tal qual no Ipem, o entorno do palco é tranquilo, dá pra chegar perto e admirar os bois. Nesse dia tivemos a sorte de ver um Boi Costa de Mão, que é raro. Mas que, a bem da verdade, não empolgou muito. O seguinte, de Orquestra, mexeu mais com a galera. Lá também tinha dois palcos, a mesma coisa do Ipem. Show no maior, bois no outro. O espaço por lá é maior, então vale ir na praça de cima e curtir o visual. Ver o boi de cima, ver da escada, ver de perto, vc escolhe. Novamente conhecemos, curtimos e voltamos. Eu realmente gostaria de curtir mais e por mais tempo, mas o dia seguinte era de trabalho, então valia a pena dormir algumas horas antes de encarar o voo de volta. E assim foi!
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