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  • Meus Relatos de viagem
    Pelo Brasil, em ordem alfabética de Estados (geralmente em fim de semana):

    =Alagoas=
    Maceió (com muita chuva)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maceio-com-muita-chuva-t62306.html

    Cânion de São Francisco, Piranhas, Xingó e Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-canion-de-sao-francisco-piranhas-xingo-e-aracaju-t62920.html

    Foz do Rio São Francisco, Penedo-AL, Piaçabuçu-AL e Aracaju-SE
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-foz-do-rio-sao-francisco-penedo-al-piacabucu-al-aracaju-se-t77356.html

    Maragogi e Japaratinga
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maragogi-e-japaratinga-al-t87307.html

    São Miguel dos Milagres (e arredores)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-miguel-dos-milagres-t136707.html

    =Amapá=
    Macapá [a publicar]

    =Amazonas=
    Hotel de selva (esquema-patrão)
    http://www.mochileiros.com/carnaval-em-hotel-de-selva-na-amazonia-esquema-patrao-t114199.html

    Manaus
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-manaus-3-dias-t88857.html

    =Bahia=
    Salvador (e Praia do Forte)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-salvador-ba-t66912.html

    Praia do Forte e Imbassaí
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-praia-do-forte-e-imbassai-ba-t102408.html

    Trancoso
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-trancoso-ba-t122019.html

    Morro de São Paulo
    https://www.mochileiros.com/topic/65933-feriado-em-morro-de-s%C3%A3o-paulo-4-dias/

    =Brasília=
    Brasília
    http://www.mochileiros.com/um-fim-de-semana-em-brasilia-t56723.html

    =Ceará=
    Fortaleza e Morro Branco
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-fortaleza-e-morro-branco-ce-t87017.html

    Jericoacoara
    http://www.mochileiros.com/natal-em-jericoacoara-t112025.html

    =Espírito Santo=
    Vitória, Vila Velha e Guarapari
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-vitoria-vila-velha-e-guarapari-es-t73253.html

    Pedra Azul e arredores
    [a publicar]

    =Goiás=
    Goiânia e Goiás
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-goiania-e-goias-t59526.html

    Pirenópolis – com Festa do Divino
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-pirenopolis-go-com-festa-do-divino-t69905.html

    Chapada dos Veadeiros (3 dias)
    http://www.mochileiros.com/feriado-na-chapada-dos-veadeiros-3-dias-t112936.html

    Caldas Novas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-caldas-novas-t117375.html

    =Maranhão=
    Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e São Luís)
    http://www.mochileiros.com/carnaval-nos-lencois-maranhenses-barreirinhas-sao-luis-t79633.html

    São Luís e Alcântara
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-luis-e-alcantara-ma-t105724.html

    =Mato Grosso=
    Chapada dos Guimarães
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-chapada-dos-guimaraes-t72511.html

    Transpantaneira
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-transpantaneira-t86275.html

    Bom Jardim (Nobres)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-bom-jardim-nobres-mt-t99725.html

    De volta a Nobres e Chapada dos Guimarães (feriado de 3 dias)
    https://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=767&t=145081

    =Mato Grosso do Sul=
    Bonito - 5 dias
    http://www.mochileiros.com/bonito-ms-em-5-dias-t91672.html

    =Minas Gerais=
    Diamantina-MG (e também Sete Lagoas, Cordisburgo, Serro)
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-diamantina-mg-passando-tambem-por-sete-lagoas-cordisburgo-serro-t73767.html

    Serra do Cipó
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-serra-do-cipo-t85743.html

    Belo Horizonte
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-belo-horizonte-mg-t49897.html

    Ouro Preto
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-ouro-preto-mg-t49895.html

    Inhotim e Sabará/Caeté
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-inhotim-e-sabara-caete-t112391.html

    Conceição do Mato Dentro
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-conceicao-do-mato-dentro-mg-t116058.html

    Santuário do Caraça
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-caraca-mg-t129338.html

    Lapinha da Serra
    https://www.mochileiros.com/topic/64285-fim-de-semana-na-lapinha-da-serra-mg/

    =Pará=
    Belém
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-belem-pa-t74310.html

    Alter do Chão
    https://www.mochileiros.com/topic/73293-carnaval-em-alter-do-ch%C3%A3o-5-dias-em-alter-do-ch%C3%A3o/

    =Paraíba=
    João Pessoa (e praias do sul da Paraíba)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-joao-pessoa-pb-t70670.html

    Cariri (Cabaceiras, Pai Mateus)
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-cariri-paraibano-lajedo-do-pai-mateus-t121320.html

    Litoral Norte (Barra de Camaratuba, Baía da Traição)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-barra-de-camaratuba-e-baia-da-traicao-t134947.html

    =Paraná=
    Curitiba (e também Morretes e Vila Velha)
    http://www.mochileiros.com/quatro-dias-em-curitiba-com-muitas-fotos-inclui-morretes-e-vila-velha-t53466.html

    Ilha do Mel
    http://www.mochileiros.com/ilha-do-mel-3-dias-t92055.html

    Foz do Iguaçu (e Puerto Iguazu), em diferentes tempos
    [a publicar]

    Lapa (em bate-volta rápido)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-curitiba-com-esticada-ate-lapa-pr-t116784.html

    Castro, Tibagi, Prudentópolis, Carambeí e etc.
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-parana-explorando-castro-tibagi-prudentopolis-carambei-e-etc-t127876.html

    Maringá e Londrina
    https://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-maringa-e-londrina-pr-t146224.html

    =Pernambuco=
    Recife, Olinda e Cabo de Santo Agostinho
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-recife-olinda-e-cabo-de-santo-agostinho-t63610.html

    Porto de Galinhas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-de-galinhas-t79832.html#p814744

    Tamandaré e Praia dos Carneiros
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-tamandare-e-praia-dos-carneiros-pe-t87082.html

    Igarassu, Itamaracá, Caruaru e Bezerros
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-igarassu-itamaraca-caruaru-e-bezerros-pe-t92238.html

    Olinda
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-olinda-t131624.html

    =Piauí=
    Parque Nacional Sete Cidades, Pedro II e Teresina
    http://www.mochileiros.com/parque-nacional-sete-cidades-pedro-ii-e-teresina-t89515.html

    Feriado na Serra da Capivara
    https://www.mochileiros.com/topic/67448-feriado-na-serra-da-capivara-4-dias/

    =Rio de Janeiro=
    Feriado do Papa passeando pelo Rio (Mauá, Penedo, Vassouras, Terê)
    http://www.mochileiros.com/aproveitando-o-feriado-do-papa-pelo-rio-maua-penedo-vassouras-tere-t86147.html

    Quatro dias de sol em Paraty
    http://www.mochileiros.com/quatro-dias-de-sol-em-paraty-t111706.html

    Pico das Agulhas Negras
    http://www.mochileiros.com/de-volta-ao-pico-das-agulhas-negras-t118618.html

    =Rio Grande do Norte=
    Natal
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-natal-rn-t74745.html

    Praia de Pipa
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-pipa-rn-t102337.html

    São Miguel do Gostoso
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-miguel-do-gostoso-rn-t111515.html

    =Rio Grande do Sul=
    Cambará do Sul – nos cânions!
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-cambara-do-sul-nos-canions-t59925.html

    A Serra Gaúcha menos badalada
    http://www.mochileiros.com/serra-gaucha-menos-badalada-t66987.html

    Porto Alegre
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-alegre-rs-t49896.html

    =Rondônia=
    Porto Velho
    https://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-porto-velho-t146913.html

    =São Paulo=
    Ubatuba
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-em-ubatuba-t77948.html

    São Paulo
    http://www.mochileiros.com/um-fim-de-semana-em-sao-paulo-t58119.html

    =Santa Catarina=
    São Francisco do Sul (e também Piçarras, Barra Velha, Penha)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-sao-francisco-do-sul-sc-e-tambem-picarras-e-barra-velha-t81307.html

    Blumenau, Pomerode e arredores
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-blumenau-e-arredores-t65491.html

    Balneário Camboriú, Bombinhas e arredores
    http://www.mochileiros.com/feriado-em-balneario-camboriu-bombinhas-e-arredores-t75696.html

    Florianópolis
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-florianopolis-t60497.html

    Serra Catarinense (Urubici)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-serra-catarinense-urubici-t84461.html

    Praia do Rosa
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-praia-do-rosa-sc-t93573.html

    Litoral Sul (Laguna, Garopaba, Praia do Rosa)
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-no-litoral-sul-de-sc-laguna-garopaba-praia-do-rosa-t123153.html

    Guarda do Embaú
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-guarda-do-embau-t140586.html

    =Sergipe=
    Cânion de São Francisco, Piranhas, Xingó e Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-no-canion-de-sao-francisco-piranhas-xingo-e-aracaju-t62920.html

    Foz do Rio São Francisco, Penedo-AL, Piaçabuçu-AL e Aracaju-SE
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-na-foz-do-rio-sao-francisco-penedo-al-piacabucu-al-aracaju-se-t77356.html

    Aracaju
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-aracaju-t121589.html

    =Tocantins=
    Jalapão - 4 dias
    http://www.mochileiros.com/jalapao-roteiro-de-4-dias-abril-14-t95989.html

    Palmas
    http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-palmas-to-t84725.html



    Pelo exterior (em ordem cronológica decrescente):

    De volta a Bogotá
    [a publicar]

    Isla Negra, Valpo/Viña, Cajon del Maipo e Santiago – feriado de 4 dias
    https://www.mochileiros.com/topic/76157-isla-negra-valpovi%C3%B1a-cajon-del-maipo-e-santiago-%E2%80%93-feriado-de-4-dias/

    De volta a Santiago
    https://www.mochileiros.com/topic/67796-de-volta-a-santiago/

    Rosario (Argentina)
    https://www.mochileiros.com/topic/63516-feriado-em-rosario/

    Myanmar, Malásia e Singapura
    http://www.mochileiros.com/myanmar-malasia-e-singapura-20-dias-t144045.html

    Cinco dias pela Toscana (Carnaval na Toscana)
    http://www.mochileiros.com/cinco-dias-na-toscana-carnaval-na-toscana-t143936.html

    Galápagos (+Guaiaquil e Quito)
    http://www.mochileiros.com/galapagos-guayaquil-quito-12-dias-t135179.html

    Tailândia, Cambodja e Laos
    http://www.mochileiros.com/tailandia-camboja-e-laos-3-semanas-t128201.html

    Cinco dias em Roma (Carnaval em Roma)
    http://www.mochileiros.com/5-dias-em-roma-carnaval-em-roma-t130618.html

    Réveillon em Montevidéu
    http://www.mochileiros.com/reveillon-em-montevideu-t124287.html

    Aruba e Curaçao
    http://www.mochileiros.com/aruba-e-curacao-em-10-dias-t120037.html

    Leste Europeu II: Romênia, Sérvia e Bósnia
    http://www.mochileiros.com/leste-europeu-ii-romenia-servia-e-bosnia-t115596.html

    Luxemburgo e Bélgica
    http://www.mochileiros.com/luxemburgo-e-belgica-1-semana-t115539.html

    Réveillon em Assunção
    http://www.mochileiros.com/reveillon-em-assuncao-t111466.html

    Reino Unido e Irlanda
    (Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda do Norte e Irlanda)
    http://www.mochileiros.com/reino-unido-e-irlanda-2-semanas-t105897.html

    Índia e Nepal
    (Nova Delhi, Jaipur, Agra, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu, Amritsar, McLeod Ganj/Dharamsala)
    http://www.mochileiros.com/india-e-nepal-20-dias-t99794.html

    Argentina (Córdoba, Buenos Aires)
    http://www.mochileiros.com/argentina-cordoba-buenos-aires-t95620.html

    Uruguai (Colonia del Sacramento)
    http://www.mochileiros.com/colonia-del-sacramento-em-bate-volta-de-buenos-aires-t95621.html

    Peru (Lima, Paracas, Nazca e Huacachina) - 5 dias [Reveillon em Lima e arredores]
    http://www.mochileiros.com/peru-sem-cusco-lima-paracas-huacachina-nazca-5-dias-t92597.html

    Itália (Roma, Vaticano, Nápoles, Florença, Bolonha, Veneza, Verona, Milão)
    http://www.mochileiros.com/italia-12-dias-roma-napoles-florenca-bolonha-veneza-verona-milao-t90924.html

    Nova Zelândia (Auckland, Waitomo, Rotorua) – 1 semana
    http://www.mochileiros.com/nova-zelandia-auckland-waitomo-rotorua-1-semana-t84234.html

    Austrália (Sydney, Outback, Cairns) – 2 semanas
    http://www.mochileiros.com/australia-sydney-outback-cairns-2-semanas-t83816.html

    Uruguai (Punta del Este, Montevidéu) - 4 dias
    http://www.mochileiros.com/feriado-no-uruguai-punta-del-este-montevideu-t82144.html

    Colômbia (Bogotá, Medellin, Cartagena, San Andres, Zipaquirá)
    http://www.mochileiros.com/colombia-bogota-medellin-cartagena-san-andres-zipaquira-2-semanas-t76823.html

    Grécia (Santorini, Atenas)
    http://www.mochileiros.com/grecia-santorini-atenas-t70305.html

    Turquia (Selçuk, Pamukkale, Capadócia, Istambul)
    http://www.mochileiros.com/turquia-selcuk-pamukkale-capadocia-istambul-t69631.html

    Rússia (São Petersburgo, Moscou)
    http://www.mochileiros.com/russia-sao-petersburgo-moscou-t69218.html

    Fim de ano na Suíça
    http://www.mochileiros.com/fim-de-ano-na-suica-t65367.html

    Leste Europeu -- de Helsinki a Ljubljana
    http://www.mochileiros.com/leste-europeu-de-helsinki-a-ljubljana-t55550.html

    Deserto do Atacama (com Uyuni, Santiago, Valparaíso e Vina Del Mar)
    http://www.mochileiros.com/deserto-do-atacama-15-dias-com-uyuni-santiago-valpo-vina-com-fotos-t49972.html

    Munique, Berlim, Praga, Viena (e outras)
    http://www.mochileiros.com/munique-berlim-praga-viena-e-outras-abril-2010-t43919.html

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  1. EXCELENTE, Érica! Aplausos de pé! Dos melhores que já li sobre esse tesouro mundial que é a Capivara. Espero voltar para conhecer mais lugares, rever outros tantos, e conhecer a Serra das Confusões.
  2. Oi, @Marcos Nakayama Eu presumo que tenha no aeroporto, mas não prestei a atenção, sinceramente. O paralelo é na rua, em frente às casas de câmbio, com os arbolitos locais. Tal qual Buenos Aires, na cara de pau mesmo.
  3. mcm

    São João em São Luís

    Há algum tempo eu tinha ideia de conhecer o Bumba Meu Boi do Maranhão, especificamente o São João de São Luís. É a maior festa da cidade e do Estado do Maranhão, e é daquelas manifestações culturais regionais brasileiras que o Brasil (ou que o Sudeste/Sul do Brasil) pouco ou nada conhece. Pegamos o fim de semana que seria Dia de São João. Nós chegamos na madrugada de sexta para sábado. Era bem tarde, 3 da manhã, não rolava mais boi. Então fomos direto dormir. Ficamos num hostel bem barato no centro histórico. Cedo pela manhã saímos a desbravar novamente aquele centro. Eu tenho fascínio pelo Centro Histórico de São Luís. Acho que escrevi isso em relatos anteriores. De alguma forma aquela beleza largada e destruída, com algumas relíquias restauradas ou em restauração, mexe comigo. Adoro andar por aquelas ruas e admirar cada construção. Estranhamente as degradadas me atraem ainda mais. Algumas precisam ser escoradas para não desabar. De outras só resta a carcaça. Várias cimentaram portas e janelas, provavelmente para evitar invasões e/ou vandalismo. Algumas estão restauradas. Os fundos da escola de música, por exemplo, fica num meio termo; não está tão largado, nem restaurado. E é das coisas mais bonitas que conheço naquela área. Se vc der a sorte, como demos, de ouvir alguém praticando canto, ou qualquer instrumento mais leve, por ali, torna-se momento cinematográfico. A Casa do Nhozinho estava fechada. Museu de Artes Visuais também. Como falei, tinha muito mais gente visitando o centro histórico do que nas vezes anteriores em que lá estivemos. Tanto no sábado quanto no domingo. No domingo, aliás, rolava uma feirinha na Praça Benedito Leite (ao lado da Igreja Matriz) com apresentação de alguns bois. Dessa vez conhecemos também o Espigão e o Forte que fica logo em frente. O forte é bacaninha, tem dois museus por lá. Um mostrando alguns barcos (salvo engano, era praticamente a mesma coisa que vi na Casa do Maranhão), e um de imagem e do som. Grátis, guiada e rápida. O espigão é bacana também, mas tava bem vazio. Provavelmente fica mais cheio do fim de tarde, quando o calor arrefece. É pena que as praias são impróprias, tem muita extensão de areia para curtir. Foi um fim de semana relax. Curtíamos o centro pela manhã, pausamos para beber/comer, curtíamos algo mais pelo começo da tarde, descansávamos no fim de tarde (assistindo ao jogo das 15hs --- época de Copa do Mundo!), e saíamos à noite para curtir algum arraial. Na madrugada de domingo para segunda-feira voltamos. Os bois Uma boa referência que li antes sobre como é o São João por lá (para leigos) foi via Ricardo Freire, aqui. Os bois têm “sotaques”, que entendi como diferentes tipos/estilos. Zabumba, Costa de Mão, Matraca, Baixada e Orquestra. Alguns, como o Costa de Mão, estão cada vez mais raros. O de Orquestra, mais musical, anda em alta. Os melhores lugares para vc conhecer melhor os bois na teoria são a Casa do Maranhão e a Casa da Festa (Centro Cultural Domingos Vieira Filho). Na Casa do Maranhão vc conhece os diferentes estilos dos bois e até a disposição deles no espaço. Tem vídeos também. E tem um belo visual do rio. Além de diversas outras festas e manifestações culturais do Maranhão. Vale muito a pena. É grátis. Das outras vezes que fomos lá, não estava aberta. Na Casa da Festa tomamos um banho de conhecimento da Alice, estagiária que daria aulas para muitos profissionais. Foi das melhores apresentações que eu já vi, mesmo que tenha levado duas (!!) horas. E não era mera reprodução de cartilha, Alice sabia do que estava falando e respondia na lata às várias perguntas que fazíamos. Era muita coisa para apreender em meras duas horas, aquilo foi um curso. No sábado fomos no Arraial do Ipem. Galera do albergue disse que era arraial dos ricos (mas a entrada é grátis!) e sugeriu um tal de Maracanã. Fomos no Ipem mesmo, era mais perto e conhecido. Com mais tempo, iria em todos que pudesse, mas a ideia -- para um fim de semana -- era conhecer um pouco. Tem muito arraial, todos os dias, em toda a cidade. E estou falando dos programados. Tem ainda aqueles que surgem do nada no meio da rua. No trajeto de uber para um dos arraiais acabamos bloqueados por um desses que surgem do nada na rua. Queria ter curtido um desses. Fica para uma próxima. O Arrial do Ipem fica numa área fechada. Num determinado horário eles fecharam a entrada, de tanta gente que tinha lá dentro. Chegamos um pouco antes das 20hs, mas a primeira atração estava programada para as 19hs. A última estava marcada para 1 da manhã (mas fomos embora antes). Tem um palco grande, que é para as maiores atrações musicais. E outro palco menor, que é onde rolam as apresentações dos bois. Foram os que curtimos mais. Tem várias barraquinhas de comidas e bebidas. Tem outras áreas também, com outras atrações musicais (uma delas era a do forró), tinha uma Igreja de Santo Antonio, tinha área para a galera brincar de estalinho, bombinhas e fogos de pequeno porte, tinha área para as crianças. Mas chegou uma hora em que estava difícil circular – foi quando fecharam a entrada. Felizmente o entorno da apresentação dos bois não fica cheio, vc chega perto do palco facilmente. O que fica cheio mesmo é a área das barracas de comes e bebes. Demos a sorte de um dos bois contarem a história inteira da saga de Catirina e Chico. Foi bem legal. Se eu bem me lembro, foi o Boi de Sonhos. No dia seguinte, a Alice (da Casa da Festa) nos falou que tem sido cada vez mais raro os bois contarem a história toda. Notei que a galera não fica dançando ao som dos bois, ficam mesmo é admirando. Claro que tem gente que se sacode, mas é exceção. Ao menos do que eu vi naqueles dias. Eu admirava também. É interessante, é bonito. Uma coisa que eu notava era a cara de alegria das pessoas que se apresentavam. Nem todos, mas a maioria parecia curtir muito estar ali. Os grupos são grandes, algumas dezenas de pessoas, e geralmente com sorriso estampado no rosto. Que legal! Os bois estavam atrasados nesse dia (vários deles provavelmente se apresentam em lugares diversos na mesma noite, então o risco de atrasar deve ser grande mesmo), o que gerou necessidade de acelerar alguns. Percebi isso pelo discurso do Mestre de Cerimônias. Enfim, conhecemos, curtimos, e voltamos para dormir. No domingo fomos no Arraial Maria Aragão. Fica a uma distância caminhável do albergue, e já estive naquela praça antes, mas de dia. De noite preferimos pegar um uber. Lá o arraial é aberto, é uma enorme praça. Tem ainda a praça Gonçalves Dias, que fica logo acima, de onde vc pode ver as atrações. Maior galera fica na escadaria vendo lá de cima, nós ficamos um pouco também. Tem barracas, mas lá tem muito ambulante também. Tal qual no Ipem, o entorno do palco é tranquilo, dá pra chegar perto e admirar os bois. Nesse dia tivemos a sorte de ver um Boi Costa de Mão, que é raro. Mas que, a bem da verdade, não empolgou muito. O seguinte, de Orquestra, mexeu mais com a galera. Lá também tinha dois palcos, a mesma coisa do Ipem. Show no maior, bois no outro. O espaço por lá é maior, então vale ir na praça de cima e curtir o visual. Ver o boi de cima, ver da escada, ver de perto, vc escolhe. Novamente conhecemos, curtimos e voltamos. Eu realmente gostaria de curtir mais e por mais tempo, mas o dia seguinte era de trabalho, então valia a pena dormir algumas horas antes de encarar o voo de volta. E assim foi!
  4. Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável. Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim: Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar Dia 3 – Cajon del Maipo Dia 4 – Santiago E assim fizemos. Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando. Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço. Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã. Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade. O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita. Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral. Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver. Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã. Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua. A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde. Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele. Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão! Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor. Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo. De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs. Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. Dia 3 – Cajon del Maipo Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme. Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda. A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas. Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo! Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria. Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir. Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando. Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons! Dia 4 – Santiago Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático! Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem. Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos. Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
  5. Olá, Stanlley. Em média eu não saberia dizer, mas vamos lá com os custos em geral: Passagens Rio-STM-Rio = 800 pp Transfer aeroporto-Alter = 90 por trecho e por carro Pousada = 900 casal para os 5 dias Passeios variam de 200 a 400 por barco Comida varia como em qq canto Cerveja Tijuca de 600 ml a 8 pratas!
  6. mcm

    Chernobyl - Relato e Fotos

    EXCELENTE! Parabéns, e mto obrigado!
  7. Depois de 2 anos aproveitando o Carnaval na Itália, não houve promoção para 2018. Quer dizer, até houve, mas nem perto daqueles patamares de 2k e para o período exato dos 5 dias de Carnaval. Nem para a Itália, nem para os vários outros cantos que busquei. Ao menos nos momentos em que busquei. Então começamos a olhar para dentro. Via de regra, o NE era um local a ser evitado. Preços nas alturas e gente transbordando. Tudo o que não queremos. Dentre as opções restantes, um certo dia a passagem ideal para Santarém bateu na casa dos 400 ida e volta e decidimos fechar com Alter. Mesmo sabendo que tem o CarnAlter, a informação que tinha era de que a cidade não ficava tão cheia nessa época. Alter do Chão é parte de Santarém, mas na prática é um bairro/distrito relativamente distante. São 40 km desde o aeroporto, dá cerca de meia hora de madrugada sem trânsito (somente quebra molas). Consta que é muito utilizada pelos moradores de Santarém em fins de semana. A parte urbana é relativamente pequena, podendo ser facilmente percorrida a pé. Se vc fica no chamado centrinho, mal anda. Há ainda muitas ruas não asfaltadas que, com água das chuvas, ficam bem ruins de transitar. Reservei uma pousada um pouco afastada do centro, imaginando que a festa de carnaval se dava por lá, no centro. Errei. A festa de carnaval se dava exatamente na praça ao lado da nossa pousada! :0 Do que pude identificar, o Carnaval em Alter é mais ou menos assim (em 2018): tem a festa “limpa”, em que a galera curte um showzinho na praça principal, praticamente na Beira Rio. O show acaba relativamente cedo. E tem a festa “suja”, que rola nessa enorme praça ao lado da nossa pousada, com um palco com música e outros carros de som tbm com música. Todos em alto volume, ao mesmo tempo. Parece estranho, mas é assim. De longe vc ouve vários sons (2, 3 às vezes mais) ao mesmo tempo agora. É considerado “sujo” porque lá é liberado jogar espuma e maisena nos outros. Na área “limpa” não pode. Um dia eu entrei na tal parte “suja” de noite para comprar umas cervejas, foi quando presenciei essa peculiaridade de um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. Mas volta e meia víamos pessoas “maisenadas” pela cidade. Um dia, acho que domingo de carnaval, foi o ápice da confusão de sons. Além dos sons se digladiando na praça, a casa ao lado tbm promoveu um show (claro, com volume nas alturas). Ainda assim, eu dormia numa boa. Era deitar e dormir. Amem (2). Apesar dessa proximidade, só tenho a elogiar a pousada (Serra da Lua). Simples, aconchegante, simpática, com piscininha para relaxar no fim do dia, e um delicioso café da manhã. Pacote de carnaval saiu por 900 / casal. Dia 1 Chegamos em Santarém na madrugada de sexta para sábado. Já tínhamos agendado transfer com uma recomendação da própria pousada (90 pratas) e ele estava lá. Em mais meia hora, chegávamos à pousada. Direto dormir! Horas depois acordamos para o café. Dia nublado, tinha chovido de madrugada. O esquema da viagem era relax, então decidimos primeiro fazer uma caminhada de reconhecimento geral e depois morgar na Ilha do Amor. E assim fizemos. Eu tinha dúvidas se em fevereiro ainda existiria Ilha do Amor. Isso pq a ilha surge no 2º semestre com o “inverno” local (quando chove menos e o rio “abaixa”), mas as águas voltam a subir na virada de ano. Aquela famosa faixa de areia que é a Ilha do Amor desaparece. O que eu descobri é que não desaparece por completo, as barracas são transferidas para mais para dentro, onde é mais alto e “sobrevive” à cheia do rio. Mas a charmosa ponta de areia some. Na seca é até possível ir a pé (cuidado com as arraias!) da Beira Rio para a ilha. Na época em que fomos, tinha de pegar barco (ou arriscar ir nadando). Custa 5 reais pelo barco, leva poucos minutos. A ilha estava lá, ainda. Amem. Depois de brevemente explorada a parte urbana, seguimos para a Ilha do Amor. Buscamos uma barraca mais distante, achando que ficaria cheio. Estava tudo beeeem vazio. Tempo nublado, ok. Mas era um sábado de carnaval. Seguiu vazio assim até irmos embora. Estacionamos numa barraca e ficamos lá de relax. Depois trocamos de barraca em busca de cervas mais geladas (Tijucas de 600 ml a 8 reais em todas as barracas; uma semana antes nós fomos em Balneário Camboriú, onde se cobrava o dobro por Heinekens do mesmo tamanho). Rumo à Ilha do Amor Tinha lido no relato da Letícia sobre barcos que paravam lá com som nas alturas. Vi campanhas contra isso pela cidade, vi placas sinalizando proibição de som alto. Como vejo em tudo quanto é canto do país, aliás. E não ouvi som automotivo na ilha do amor nesse primeiro dia. Amem. Bolinhos de Piracuí são o petisco mais característico da região. Parecem esteticamente com bolinho de bacalhau. Comemos todos os dias. Além disso, várias pessoas passam vendendo coisas na praia. Geralmente comidinhas (castanha, ovos de codorna, doces, queijo), mas também tinham umas venezuelanas oferecendo massagem. Fizemos. É meio desconfortável, vc faz sentado na cadeira, mas... massagem é sempre bom. Elas cobram 20-25 por 15-20 minutos de massagem. Ficamos batendo papo com uma delas, bem simpática. Situação na Venezuela anda cada vez pior, galera está se virando do jeito que pode. Relax na Ilha do Amor No meio do dia fomos fazer a trilha para o alto da Serra da Piroca (sim, é esse nome mesmo que está escrito), que eventualmente também é descrita como Serra da Pira-Oca. A trilha é bem tranquila, mas fomos ajudados pelo tempo nublado daquela ocasião. Subir com o sol a pino ao meio dia deve ser mais torturante. De todo modo, vc vai suar muito. Antes de subirmos, o sol deu uma breve abertura para nos mostrar o óbvio mandamento: praia com o sol é sempre muito mais bonita. Partiu? Mirante do alto da serra Subimos, registramos, curtimos, descemos, curtimos mais praia e depois pegamos o barco de volta. Passamos o resto da tarde na Praia do Cajueiro, que fica logo em frente. Gostei demais dessa praia. Possivelmente gostei ainda mais pq o sol abriu nesse fim de tarde. Fomos andando para o deck local, de onde curtimos nosso 1º pôr do sol da viagem, já pelas 19hs. Pôr do sol no Rio Tapajós, um espetáculo. Curtir pôr do sol passou a ser escala obrigatória no fim do dia. Relax na Praia do Cajueiro Pôr do sol em Alter do Chão Voltamos para a pousada e fomos curtir um relax na piscina. Fui comprar umas cervas na praça do lado, a do carnaval “sujo”, mas ainda estavam montando as estrutura. Vi que um dos blocos de lá chama-se “Há jacu do pau”, e isso ficou martelando nossa cabeça durante a viagem. Depois do relax e de um bom banho, voltamos para o centrinho para jantar. Fomos no Piracuí, com boa vista para a galera nas mesinhas lá embaixo, e um showzinho que rolava. Bem bacana. Comemos muito bem no Piracuí! Na volta, como em todos os outros dias, rolava um som altíssimo do carnaval “sujo”. Mesmo assim, chapamos na cama. Dia 2 Acordamos cedo, sob chuva. Sem chance de fazer nada decente. A ideia era fazer passeio de barco. A chuva só amenizou às 9:30, que foi quando saímos. Em frente à ilha do Amor, na Beira Rio mesmo, tem a associação dos barqueiros. É lá que vale a pena verificar e negociar passeios (e preços). Os preços são inicialmente tabelados, mas rola negociação. Como estávamos em quatro, sempre negociávamos o pacote. Mas imagino ser mais complicado para quem estiver sozinho ou em dupla. No dia anterior um barqueiro, o Moisés (93-9175-8441), nos contatou. Não estávamos na vibe de fazer passeios no 1º dia, mas queríamos ouvir as opções e preços. Tinha um passeio para o Canal do Jari + Praia Ponta de Pedras que saía por 400 para o grupo. Ele fazia por 350. Voltamos lá no 2º dia, mas teve de rolar negociação. “Hoje é domingo, o desconto era pra ontem”, e tal. Fechamos em 370. Partimos. O barco foi batendo um pouco na ida até o Canal do Jari. É lancha rápida, então vai batendo mesmo. Chegando lá as águas se acalmaram. E nisso pudemos tentar observar alguns bichos, majoritariamente pássaros. A chuvinha eventualmente voltava, mas beeeem de leve. Fora isso víamos casinhas aqui e ali, comunidades ribeirinhas que dependem integralmente do transporte fluvial. Ali já tem as águas mais barrentas do Rio Amazonas. Fomos então ver Vitórias Régias. A que fomos fica numa das casinhas ribeirinhas, que tbm era um mercadinho. Custou 10 por pessoa. Além do barato das plantas, vc acaba conhecendo um pouco as pessoas de lá e a vida delas. É bem bacana. Mas não pode pisar! Depois fomos para outro local, onde fizemos uma trilha na selva (15 por pessoa). Trilha na selva é passeio clássico da região amazônica. Vimos e ouvimos pica paus, vimos uma enorme jiboia enroscada no alto de uma enorme árvore, algumas preguiças tb lá no alto, muitos macaquinhos etc. É bacana, mas vai sempre depender da natureza pra ver os bichos. Ainda dava pra fazer a pé (eles providenciam botas), mas dias depois estaria alagado, e aí só de barco. Uma coisa que estava realmente pesada por lá eram os mosquitos. Tomamos banho de repelente, e ainda assim alguns descobriam partes vulneráveis e atacavam. Uma menina na minha frente (que não quis repelente) tinha as costas cobertas de mosquitos toda vez que eu via. Meio difícil de ver, mas era uma Jiboia no alto da árvore Curtida a trilha, fomos para a Ponta das Pedras curtir praia. E o sol abriu de vez. Já eram mais de 14 hs, ficamos lá de relax até o fim da tarde. Curtimos o por do sol, sem sol dessa vez (havia nuvens no horizonte), na famosa Ponta do Cururu, mas dentro do barco mesmo, pq uma chuva se aproximava de nós – e nos alcançou assim que chegamos em terra firme. Vimos botos enquanto curtíamos o pôr do sol. Aliás, vimos botos quase todos os dias. Ponta de Pedras Pôr do sol na Ponta do Cururu Fomos pra pousada, curtimos a piscininha de início da noite, antes de voltar para o centrinho. Nesse dia vimos vários ônibus em fila partido para Santarém. Maior galera na fila para entrar nos ônibus. Até hoje não sei se iam ou voltavam. Curtimos o showzinho de Carnaval que rolava na praça perto do rio, jantamos e voltamos. Dia 3 Esse dia seria o do passeio à FLONA (Floresta Nacional do Tapajós), mas a mulherada amarelou. O barco batendo na água no dia anterior impôs algum receio. (não se iludam, não é nada de mais, depende muito do grau de cada em relação a passeios de barco em rio – seja em relação a medo, seja em relação a enjoo). Dia estava nublado de manhã, mas ao menos não chovia. Foi o melhor amanhecer até então! Acertamos com nosso barqueiro Moisés um passeio alternativo: Lago verde, alguns igarapés e Praia do Pindobal, pra morgar. Saiu por 250. Fomos primeiro para o Lago verde, que fica logo “do lado”. É bem bonito, passeio bacana. Só de barco, embora eventualmente vc possa descer em alguma praia e/ou mergulhar. A floresta encantada, que compõe um dos passeios de barco, ainda não “existia” na época, só quando o rio estivesse mais cheio. Anotei que ali era Cuicuera, mas agora não me lembro se era o nome da floresta ou de alguma outra coisa. Falha minha. Foi visita relax e relativamente rápida. Partimos para Pindobal. Antes ainda passamos rapidamente pela Ponta do Muretá. Paramos no Pindobal, sem praticamente ninguém, e estacionamos de vez. Fiz uma longa caminhada em direção ao sul da praia e voltei. De resto, morgamos o dia todo. Tijucas, Piracuí, tambaqui desossado, águas calminhas (eventualmente até quentes!). Amem. E sol, a partir de uma determinada hora até o fim do dia. Barquejando pelo lago verde Praia do Pindobal Pôr do sol do dia foi na Ponta do Muretá. Dessa vez ele se pôs atrás de nuvens ao horizonte. Ainda assim, o espetáculo persiste. Pôr do sol na Ponta do Muretá De volta à cidade, repetimos o programa anterior de piscina + assistir ao showzinho na praça principal + jantar. Dia 4 Esse foi o dia da FLONA, finalmente. Mulherada aquiesceu. Choveu forte de noite, fazia sol de manhã. De barco até a comunidade Jamaraquá dá +- 1 hora. Ida foi tranquila. Chegando lá, o Moisés nos levou ao guia pela floresta, o Seu Lourenço. Ele assava uma tartaruga para posterior refeição. Dele, não nossa. Tradições diversas. Antes da trilha, conhecemos um pouco da comunidade, muito rapidamente. E aproveitamos para pedir nosso almoço. Escolhemos peixe. Tinha filhote e pirarucu. Tá ótimo, é o que buscamos mesmo. A trilha é coisa de 10km pela floresta, leva 4 hs no máximo (condições normais). Programa muito semelhante ao que tem em hotéis de selva na Amazônia, tem o barato de conhecer fauna e flora, e com o atrativo de uma Samaúma no meio da trilha. Tínhamos visto uma Samaúma enorme meses antes na Ilha de Santana, nos arredores de Macapá. Mas é sempre bacana. Como é floresta tropical, vc sua o que houver de líquido no corpo. Bichos da Floresta Um cogumelo chamado "Véu de Noiva"... A Samaúma centenária Terminamos a trilha por volta das 14hs e fomos para o almoço relax. Muito farto, muito saboroso. Escolhemos uma mesa bem no meio do vento para tentar espantar as moscas, mas nem assim (moscas eram figuras constantes nas refeições diurnas da região). Pratiquei o pecado da gula, comi muito, deu bode. Depois disso fizemos um passeio de canoa (a remo) pelo igapó local. Foi uma delícia de passeio, belíssimo, mas que não consegui curtir na plenitude por conta de fatores externos (desconforto na pequena canoa, sol a pino na cabeça, sono pós comilança). A paz, o silêncio, os pássaros, o rio praticamente imóvel... toda essa paz foi quebrada por um barco a motor, e com som de música alta, que entrou no igapó, mas felizmente logo zarpou. Amem. O passeio levou cerca de 1 hora. De barco a remo navegando por entre a paz e o silêncio da FLONA Fizemos os acertos com a galera. Guia saiu por 100 para o grupo. Almoço também (e não sei se era 25 por cada um, ou se era 20 e pagamos o do guia; sei que foi barato pela qualidade e quantidade). Barco a 60 para o grupo. E partimos de volta. Ainda dava tempo de curtir o pôr do sol em algum canto bacana. Já eram 18hs! Primeira pausa foi na Ponta do Maguari. Espetáculo. Lindo lugar. Excelente pra curtir pôr do sol. Mas nosso pôr do sol do dia foi mais adiante, na Cajatuba. Outro lugar espetacular. Eventualmente nesses lugares havia algum barco sem noção com som nas alturas quebrando o clima de paz, mas pelo menos havia espaço para fugir do som. Ponta do Maguari Pôr do Sol na Cajatuba E enveredamos por nossa longa volta, chegamos de volta à cidade já de noite. Barco veio quicando. Tanto na ida quanto na volta vimos botos nadando. Na chegada, a chuva. De novo. Amem, que bom que não foi ao longo do dia! Assim que a chuva arrefeceu, fomos direto comer o carpaccio de pirarucu do restaurante logo em frente, muito saboroso! Tínhamos comido no dia anterior e adoramos. Dessa vez voltamos só pra comer o carpaccio, de gula, pq já estávamos mais que satisfeitos com a comilança do almoço. Nesse dia não teve showzinho na praça perto do rio, mas na praça “suja” a barulheira rolou como sempre. De noite fui lá na praça da festa “suja” comprar cerveja, em meio à festança. Foi quando observei melhor como era a festa e a coisa de ter um palco com um som e outros carros de som na mesma praça com outros sons, todos muito altos. Acho estranha aquela mistura, mas presumo que cada um curta o seu som. Ninguém me jogou espuma, nem maisena. Amem. Dia 5 Nosso último dia foi relax, meio que um repeteco do primeiro. Com o adianto de ter sido um dia de sol! Ficamos de bobs na Ilha do Amor e na Praia do Cajueiro ao longo de todo o dia. Andamos de caiaque, fomos para longe e o mais bacana disso foi ver botos nadando perto de nós. Comemos mais bolinhos de piracuí, nadamos muito nas águas quentes e calmas. Pôr do sol foi atrás das nuvens novamente, além de eu ter chegado atrasado para o evento. A cidade estava meio morta na Quarta de Cinzas, restaurantes fechados (alguns abririam mais tarde). Acabamos jantando na praça central, hamburguer de filhote. Muito bom. Sol, praia e relax na Ilha do Amor Último dia foi o de mais sol na viagem Nesse dia voltamos mais cedo para tentar dormir alguma coisa. Nosso transfer nos pegaria no começo da madrugada para o périplo da volta. Santarém – Brasília – Rio, direto para o trabalho. E assim foi mais um feriadão desbravando algum canto pelo Brasil! ------------ [Fotos majoritariamente do instagram da Katia]
  8. [2004] A primeira vez que fui a Foz do Iguaçu foi em 2004. Foi no período que chamo de hibernação do meu instinto viajante, foi num raro momento que consegui tirar férias. Fui sozinho, fiquei lá uns 5 dias. Fiquei no Paudimar, acho que era o único albergue na área naquela época. Era isolado, numa área rural, de modo que havia até um ônibus gratuito para a população pegar de/para a estrada. O fato de ser isolado praticamente empurrava todo mundo que estava hospedado lá a socializar, que é o que ocorria toda noite depois da janta. Galera ficava nos arredores da piscina bebendo e conversando. Dei sorte de ter pego uma galera muito bacana por lá no período, eu era o único brasileiro em meio a diversas nacionalidades. Lembro de um cara do País de Gales que era professor e tinha vendido a casa para viajar pelo mundo. Lembro de dois ingleses com quem ainda me encontrei no Rio posteriormente e com quem mantive contato durante alguns anos. Lembro de umas garotas irlandesas que falavam um inglês complicado de entender, toda vez tinha de pedir para elas repetirem (ou era socorrido pelos ingleses que as entendiam). Eram as únicas pessoas que eu não entendia. Toda noite era bem bacana por essa troca de experiências, era muito bacana ouvir as experiências deles nas viagens que faziam, o que achavam do Brasil, Rio, etc. Foi ótimo. Além disso, é claro, conheci o que acho que havia para conhecer em Foz. Parque brasileiro, parque argentino, Parque das Aves, Itaipu, Ciudad del Este (sem compras!), Mesquita (fiz uma longa visita pré-agendada e particular, e foi excelente para eu desfazer resquícios de preconceitos e conhecer melhor a cultura islâmica; foi das coisas mais legais daquela viagem), zoológico público, rafting no Macuco, etc. Cinco dias foi tanto tempo que eu me lembro de passar uma tarde lendo no albergue. Lembro do espetáculo para os olhos que foi ver aquelas cataratas pela 1ª vez. Fotos, vídeos, nada disso é como estar lá e ver com os próprios olhos. Sentir o vapor, os respingos, ouvir aquele barulho das águas, ver aquele volume de águas, aquela . As Cataratas em 2004 Lembro de como visitamos o lado argentino. Era um ônibus particular de um argentino que fazia esse serviço para o albergue. Ele levava de manhã, organizava a parada toda na fronteira, e trazia no fim do dia. Ainda parava em algum canto de Puerto Iguazu. Mas a lembrança mais divertida era ele, naquele dia em que nos levou, zoando geral na Argentina pq o time dele tinha ganho na noite anterior. Provavelmente era Boca x River, mas realmente não me lembro. Sei que ele zoava até os policiais e caras da imigração, passava por eles buzinando e cantando vitória. E a galera recebia numa boa. Divertida e sadia, como deveria ser a rivalidade. Lembro de como eu me senti bem fazendo o rafting pelo Iguaçu. Foi uma esbanjada na época, a segunda e última da viagem. Tinha sobrado orçamento, então decidi esbanjar no Macuco e escolhi o rafting. Já tinha feito o Gran Aventura (a outra esbanjada), então optei por um passeio diferente. A lembrança que ainda tenho descendo o rio nadando (depois do rafting tem um relax) ao redor do bote é deliciosa. (Era 2004, as câmeras digitais ainda eram relativa novidade. Não havia fotos na água como hoje.) [2014] Dez anos depois voltei. Fiz anotações na época, mas nunca publiquei o relato, então agora vai. Soube que empresa para a qual eu trabalhava iria enforcar Corpus Christi. Entre as opções, acabamos escolhendo Foz do Iguaçu, que eu já conhecia, mas Katia não. Seria legal rever as coisas 10 anos depois. No entanto, o Rio Iguaçu havia sofrido dias antes com uma das suas maiores cheias naquele período. O lado brasileiro tbm teve várias passarelas fechadas. Quando fomos, a cheia já estava diminuindo e os parques estavam abertos. Ainda assim, o volume de água estava muito alto, a água estava bem barrenta, e algumas poucas partes do lado brasileiro estavam fechadas. Do lado argentino o estrago foi bem maior: todo o circuito da Garganta do Diabo, principal atração do parque, estava fechado. Várias passarelas tinham sido destruídas pela força do rio. Outras partes do Circuito Superior tbm estava fechadas. Não ver a Garganta de fato diminui a experiência, mas o espetáculo da natureza no Iguaçu prossegue esplendorosamente espetacular. Naquela vez optamos por passar duas noites em Foz e duas em Puerto Iguazu. Seria interessante conhecer a pequena cidade argentina, bem menor e mais pacata que Foz. Ficamos na Pousada Natureza Foz e na Iguazu Royal (ambas com custo-benefício muito bom na época). Era meio do ano, fazia frio. No feriado, fez bastante frio, chegou a bater 7 graus de noite. E dessa vez alugamos carro, optamos pelo conforto (e agilidade). No 1º dia fomos para o Parque Nacional do Iguaçu, +- na hora de abrir. Deixei o carro em frente ao Parque das Aves e logo fomos abordados por alguém. Escolado pelo assédio constante da Índia (que havíamos visitado meses antes), já meio que repeli, mas o cara era um agente oficial de turismo (ou coisa parecida), deu boas informações. E nos vendeu uma capa de chuva bem guerreira (a um preço mais baixo que no parque). Percorremos o parque todo, revi toda aquela maravilha, tomamos muito banho de água (gelada!) devido ao ainda alto volume, ao vapor. Era muita água Fui conferir no Macuco se ainda havia o rafting que eu tinha feito dez anos antes. A galera informou que só o passeio de barco do Macuco que estava rolando, todos os demais estavam suspensos e/ou cancelados. A cheia devastou a plataforma de rapel, por exemplo. Optamos pela aventura do Macuco. O passeio do lado argentino (Gran Aventura) me trazia ótimas lembranças, seria legal ver agora do lado brasileiro. E foi mesmo muito maneiro! Ainda que eu tenha ficado tremendo de frio com a água gelada no corpo. Teria facilitado MUITO se eu tivesse levado uma toalhinha para me enxugar! Macuco rumo ao arco-íris! Encerrado o parque, fomos realizar o grande barato que tínhamos programado para a viagem: fazer o passeio de helicóptero. Caríssimo, sem dúvida. Se vc tem algum medo, entendo que é igual a mergulhar de muito alto: melhor não pensar muito. Ande, pule e pronto. Pague e curta. Depois trabalhe para pagar a conta do cartão. A memória será eterna. Ao menos enquanto durar – e a minha dura até hoje. Cada dia que passava nas semanas e meses seguintes eu tinha uma lembrança cada vez melhor daquele passeio, que dura míseros minutos, mas que sobrevoa as cataratas dos dois lados. Sublime. Tranquilo. Inqualificável. E o melhor: já nos esquecemos de quanto pagamos. Inesquecível Lembro que o que eu mais queria fazer quando acabou o voo era... fazer o voo novamente. Mas aí o bom senso prevalece, claro. Atravessamos a rua e fomos no Parque das Aves. Eu também tinha ótimas lembranças do Parque das Aves, mas achei que foi ainda melhor. Maravilha de lugar. Ficamos lá até o parque fechar e a galera nos intimar a sair. Era época de Copa do Mundo e, na saída, o Uruguai derrotava a Inglaterra. Ou seja, num dia inteiro dá para conhecer o Parque, fazer o Macuco, sobrevoar de helicóptero e conhecer o Parque das Aves. Sem pressa, nem correria. Basta pular o almoço. (mas, claro, isso sempre vai depender do ritmo de cada um) Encerramos o dia jantando muuuito bem na Vó Bertilla. No 2º dia fomos cedo para o centro da cidade. Arrumamos um estacionamento por lá, negociamos o preço por algumas horas e rumamos para a Ponte da Amizade. Dez anos antes eu fui ao Paraguai para conhecer. Fiquei basicamente ali na entrada de Ciudad del Este, entrei em algumas lojas e shoppings e não comprei nada. Fui muito assediado nas ruas, me ofereceram até revólver (!!). Mas cruzei a ponte de volta sem nada comprado. É raro eu comprar coisas em viagem. Dessa vez o espírito era semelhante, era mais para ver. Com a diferença de que eu queria e comprei um ipod, que tinha realmente bom preço por lá. Achei Ciudad del Este bem melhor daquela vez. Menos zoneada, menos gente assediando. Fomos, passeamos, curtimos, voltamos. [O ipod era original, mas durou pouco mais de 3 anos somente, o fone esquerdo pifou meses atrás. Fui na Apple, que me ofereceu trocar por outro (não consertam) por cerca de *800* reais. Deve ser mais barato comprar um novo, sem trocar. Enfim, adeus, ipod (e Apple). Comprei um sandisk por 200.] Ainda conhecemos o Templo Budista. Esse era um lugar que eu não tinha ido da outra vez. Muito bacana, muito bem cuidado. Curtimos um bom momento. Templo budista em Foz Katia não tinha interesse em visitar Itaipu e eu já tinha ido da outra vez, então descartamos. Próxima parada era a Mesquita Muçulmana. Dessa vez, no entanto, a mesquita estava fechada para visitas naquele horário. Apenas observamos de fora. Já era meio de tarde e já não havia mais o que fazer em Foz para o que havíamos planejado, então partimos para Puerto Iguazu. No caminho passamos no Marco das Três Fronteiras, que estava bem vazio. Pareceu meio largado. Sair do Brasil é mole, não houve qualquer barreira. Entrar na Argentina é mais sacal, tem de abrir a mala, ficar na fila para passaporte etc. Mas não durou tanto. Ainda passamos no badalado Duty Free, que não achei nada de mais. Em Puerto Iguazu, fizemos nosso check-in na pousada e ficamos batendo perna pelo centrinho, conhecendo a pequena cidade. É pequena, beeeem menor que Foz. Aconchegante. Fomos no bar de gelo Icebar Iguazu, que é bem divertido. Você fica uns 20 minutos lá dentro (é frio pacas, não dá pra ficar muito mais que isso, mesmo com o casaco que eles dão) e pode beber à vontade. E se divertindo com o gelo e tudo mais. Relax no gelo O 3º dia foi dia de conhecer o parque argentino e lá fomos cedo pela manhã. Mesmo cedo pela manhã já havia um monte de grupos organizados (o que acaba impedindo o livre trânsito nas passarelas) – acho que deve ser melhor na hora do almoço. De qualquer forma, nos saímos bem, percorremos todas as passarelas abertas daquele espetáculo. Lamentavelmente diversas passarelas, incluindo todo o circuito da Garganta do Diabo, estava fechada por conta da destruição da cheia. Curtimos o que foi possível. As águas barrentas pós enchente em 2014 Com tempo de sobra, fomos fazer a trilha do Salto Arrechea, que era algo que havia me faltado dez anos antes. Foi legal. Na volta, chegamos a tempo de ver o final do jogo entre Argentina e Irã, quando o Messi fez o gol da vitória nos minutos finais. Festa argentina na Argentina! Rumamos de volta a Puerto Iguazu e vimos que rolava uma festa local em função do jogo. Uma ou duas ruas estavam fechadas e a galera se divertindo. Uma das ruas fechadas chamava-se Av. Brasil! Muita gente celebrando tomando vinho, e não cerveja. No 4º e último dia fomos conhecer o Marco das Três Fronteiras argentino. Não há muito o que inventar com essa coisa de marco de três fronteiras, mas o do lado argentino naquele ano era muito superior ao brasileiro. Em termos de acesso, manutenção, atratividade, etc. Dentre as atrações que havíamos listado, fomos conhecer Guira-Oga. Foi muito interessante. Não é um zoológico, é um abrigo de animais que são encontrados. Atropelados, mal tratados, ilegalmente vendidos, etc. Ótima visita. Fomos guiados por um argentino que já viveu em diversos cantos no Brasil, então ele sempre conseguia traduzir para o português o nome dos bichos de que falava. Mas o tour era em espanhol, numa boa. Almoçamos em Puerto Iguazu mesmo, e confirmei minha impressão geral dos restaurantes badalados de lá: todos bons, mas em Buenos Aires comemos melhor e por menos. Seguimos de volta para o Brasil para nosso voo de volta. Ainda passei no albergue Paudimar para rever o lugar, dez anos depois. Estava vazio quando entrei, mas foi muito bacana rememorar. [2017] Desde nossa ida a Foz do Iguaçu em 2014 que ficou no radar de voltar lá. A cheia da época trouxe limitações em ambos os lados. Faltou sobretudo a Garganta do Diabo. Enfim, rolou promoção para Foz, com voos diretos e ótima logística, e compramos. Foi para o começo de dezembro. Dessa vez um simples fim de semana (e é suficiente!). Chegamos a Foz na sexta-feira de noite. Ficamos dessa vez no Blue Star II, com uma ótima promoção pelo booking de 80 reais a diária. Hotel bem simples, custo-benefício excelente. Aproveitamos para curtir um pouco a noite ao redor tomando umas cervas no Guns’n Beer. Boa vibe. Fazia muito calor em Foz naquele fim de semana. O plano dessa vez era um dia inteiro para o lado argentino e outro dia inteiro para o lado brasileiro + Parque das Aves. Sábado acordamos cedo e partimos logo depois de um rápido café. Saímos do hotel umas 7:30. O parque abre às 8hs. Tinha a dica de fazer câmbio na casinha onde vende a carta verde, no acesso para a Argentina. De fato, o câmbio por lá é bom. Estava pouco mais de 5 por real e 17 por dólar (especificamente no dia 09/12/2017). Trocamos 250 reais. A entrada no parque para cada um e estacionamento já somam a bagatela de quase 200 reais (400 ARG para cada para entrar + 100 ARG para estacionar). Trocamos 50 a mais para comprar água e etc no parque. Dados os preços, teria sido consideravelmente melhor levar água. Não comprei carta verde. Ultimamente todos dizem que é necessário em qq ocasião, mas entendo que só precisa se vc entrar mais de 50km na Argentina. Em 2014 não comprei, e ficamos 2 dias em Puerto Iguazu. Não comprei dessa vez tbm. E nunca me pediram por lá. A saída do Brasil na fronteira foi sem qualquer checagem. Seguimos direto. Entrada na Argentina foi rápida tbm. Tinha uma pequena fila, mas acho que não levou nem 10 minutos. Identidades, “vamos somente ao Parque e voltamos hoje mesmo”, cadastra, ok, liberado. Aduana idem, nem inspeção teve dessa vez. Já dentro da Argentina vimos uma fila monstra que se fazia para quem saía de lá. Looonga, bem longa. Deu medo de ter de encarar aquilo na volta. Já dirigindo em direção ao parque... vi que o celular marcava 7 e pouco da manhã. Putz! Esqueci do fuso! O parque só abre às 8, eu achava que chegaria lá um pouco depois disso. Enfim, chegamos antes de abrir. De qq forma, a estrutura já está pronta, estacionamentos funcionam, alguns funcionários já estão lá. Alguns grupos chegam antes tbm. Bilheterias abriram um pouco antes. Assim que entramos, fomos direto para o trenzinho para ir direto para a Garganta do Diabo. Foi o que nos faltou da última vez, era o que queríamos conhecer. Fomos nós e todo mundo daquela primeira leva. Trenzinho saiu lotado. Fazia um lindo dia de céu azul, e muito calor. Foi assim por todo o fim de semana. Obrigado, São Pedro!! Fomos andando pelas passarelas até chegar no mirante da Garganta e curtir toda aquela grandiosidade. Subia um vapor forte que nos molhava de vez em quando. Molhava, mas não encharcava. De modo que era tranquilo prescindir de capa de chuva. O vapor refrescava, na verdade. O vapor tbm impede que se veja o fundo da Garganta, tamanha é a quantidade de água descendo ali. Curtimos aquele lugar durante um longo tempo, em cada canto, por mais de uma vez. Mais que bonito, é grandioso demais. Pássaros voam nos arredores e entre as cataratas. Helicópteros sobrevoam. E a água segue. Voltamos. Voltamos, e pegamos o trenzinho de volta. Próximo passeio foi o Circuito Superior. Outro que tinha alguns acessos fechados em 2014, algumas passarelas tinham sido danificadas pela enchente. É redundante chamar de espetáculo o que se vê nas Cataratas do Iguaçu. O circuito é uma agradável caminhada por passarelas e sucessivos mirantes de cataratas, cachoeiras, saltos, rios e etc. Cada um mais belo que o outro. Completamos o circuito, fizemos uma pequena pausa para reidratação, e seguimos para o Circuito Inferior. Outro redundante espetáculo. O que víamos de cima, agora vemos de baixo. E não necessariamente as mesmas coisas, mas há interseções. Completamos e retornamos para a área de comidas, para mais um relax. Lembro que foi lá que vimos o gol do Messi em 2014. Não eram nem 14hs ainda. Ou seja, 6hs para conhecer, e bem, o lado argentino. Um lugar que eu queria conhecer, mas acho que nunca vi aberto (realmente não me lembro de 2004) é a Isla San Martin. Do que eu vejo de longe, parece fechado há tempos. Mas esqueci de perguntar. Depois de uma nova pausa, tínhamos a opção de refazer uma trilha do Salto Arrechea, mas achamos que não valia a pena. E Katia não queria fazer aventura náutica nenhuma. Então decidimos voltar à Garganta para ver novamente aquela imensidão, agora com outra luz. E lá fomos. Muito menos gente no meio da tarde. Muito mais quente. Bem menos vapor. Se as passarelas estavam molhadas de manhã, agora estavam secas. Curtimos ainda um bom tempo e encerramos nossa visita. O lado argentino Ainda paramos em Puerto Iguazu para um almojanta, que reconfirmou minha percepção de anos antes: é bom, mas em BA é melhor e mais em conta. Retornamos para Foz. Nada daquela fila monstra para sair da Argentina. Amem! Saímos rapidamente, nem fila tinha. Ainda perguntei para o cara da imigração sobre isso, a mega fila de manhã, se era galera indo para o Paraguai (?!), mas ele disse que não fazia ideia do motivo. Na entrada do Brasil, passamos direto novamente. Ainda ficamos de relax no Falls, uma área aberta de lanchonetes em estilo foodtruck antes de voltar e dormir. Domingo saímos um pouco mais tarde, direto para o Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro. Tinha uma mega fila para comprar ingressos. Mas havia indicações para comprar nos totens de auto-atendimento, com cartão. Lá fomos. Tinha fila também, mas muito menor. Compramos e entramos. Tinha fila para pegar o busum, mas andava rápido, saía um ônibus atrás do outro. Era outro belo dia de céu azul. O ingresso do lado brasileiro é beeem mais em conta que no lado argentino. Brasil = 36 BRL Argentina = 400 ARG = aprox. 80 BRL As coisas dentro do parque tbm são mais em conta no Brasil, ainda que caras. Mas já compramos algumas garrafinhas de água no lado de fora (3 por 5!). Pelo que vi em cartazes dentro do Parque, agora o Marco das Três Fronteiras é pago. Não era das outras vezes em que fui. Nunca achei nada de mais por lá, custo a crer que valha a pena agora. Mas não sei as atrações que criaram para cobrar ingresso. Cheguei a pensar em ir lá no dia anterior para o ver o pôr do sol, mas deixei passar. De ônibus o habitual é descer em frente ao Hotel das Cataratas, que é onde começa a trilha até as cataratas. O impacto é crescente, vc vai chegando cada vez mais perto das quedas. É o jeito adequado de se conhecer aquele espetáculo, parando pelos mirantes ao longo do caminho. No entanto, como já conhecíamos, optamos por descer no final, no restaurante, e fazer o trajeto inverso. Do ápice para o começo. A área do restaurante estava vazia. É bacana ver o alto do rio, antes das quedas, ainda aparentemente calmo. O mirante da Garganta do Diabo, do lado argentino, ali do outro lado. Fomos então no sentido inverso, e aproveitamos que o mirante do elevador panorâmico estava bem vazio. É um ótimo visual dali do alto. Observa-se as passarelas, as quedas e etc. Fomos nas passarelas, que estavam fechadas quando fomos anos antes. Havia vapor, mas nada que encharcasse. Novamente achei que era desnecessário ter capa de chuva (fora do parque vendiam capas por 6 reais). Curtimos um longo tempo. Acho que o visual do lado brasileiro permite ver melhor o cânion que é formado pela Garganta do Diabo. Depois seguimos a trilha no sentido inverso. Era domingo, havia muita gente. Em sua ampla maioria, grupos de excursão com crachá de identificação no peito e/ou seguindo o guia de bandeirinha ou guarda-chuva para o alto. No lado argentino tbm tinha muita gente. O lado brasileiro Desconheço Parque Nacional brasileiro melhor estruturado do que o do Iguaçu. Aliás, custo a me lembrar de algum PN brasileiro que chegue perto em termos de organização e estrutura. Também desconheço um Parque Nacional que tenha mais visitantes que lá. Ainda assim, entendo que destratamos nossos vizinhos próximos, que são, de longe, os principais visitantes estrangeiros do Parque: o áudio do ônibus é em português e inglês somente. Além disso, presumo que o país perde provavelmente uma boa receita com a exigência de visto – presumo que muitos turistas estrangeiros que estão no lado argentino deixam de visitar o lado brasileiro por conta da exigência de visto. Mas essa é outra (e longa) história. Encerrada a visita, pegamos o ônibus de volta e fomos para o Parque das Aves. Acho aquele lugar muito bacana. Entrada mais cara que o Parque: 40 BRL. E muitos bichos para curtir lá dentro, muito bem organizado e tratado. Eram pouco mais de 16hs qdo encerramos nossas atividades do dia. Nosso voo era somente às 19hs e alguma coisa, então dava tempo tranquilo para um clássico almojanta. Das dicas nos arredores que tínhamos, fomos conhecer o Recanto Gaúcho. Chegando lá, fomos informados que o almoço já tinha encerrado, então partimos para o plano b, que foi o Cantinho da Lasanha, lugar simples e saboroso que nos satisfez bastante. De lá fomos para o aeroporto. E assim foi mais um fim de semana revendo algum lugar pelo Brasil! Dicas gerais sobre Foz: - Tem 2 dias? Um dia para o lado argentino, 1 dia para o lado brasileiro + Parque das Aves (e ainda dá para voar de helicóptero!). - Tem mais dias? Tem Itaipu (hoje tem muito mais atrações do que quando fui), Templo Budista, Mesquita (verifique horários e como visitar). Tem atrações em Puerto Iguazu. E agora tem Museu de Cera em Foz (não fui). E tem Ciudad del Este. - Ciudad del Este é um mercado brasileiro no Paraguai, para brasileiros. Se vc for a Assunção, verá uma vibe completamente diferente. - No lado argentino, entendendo que o ideal é deixar o principal para o fim, então deixe a Garganta do Diabo para o fim. - No lado brasileiro, desça do ônibus na altura do hotel das cataratas (salvo engano, é a parada da Trila das Cataratas), e siga a trilha. - Eu acho muito bacana os passeios náuticos, seja o Macuco brasileiro, seja o Macuco argentino. Escolha um e seja feliz. Mas tenha em mente que vc sai encharcado: o barato dos passeios é justamente chegar bem perto das cataratas (das menores, claro). E no inverno a água é gelada. - Verifique o fuso horário da Argentina, para vc não chegar antes de o parque abrir! - Carta verde? Vários dizem que precisa para entrar na Argentina. Nunca comprei, nunca precisei. Fiquei 2 dias em Puerto Iguazu uma vez, com carro alugado no Brasil. E fiquei um dia inteiro no Parque agora. Salvo engano, precisa de carta verde se vc for 50 km adentro em território argentino. Se quiser comprar, vendem a 50 reais. - Faça câmbio antes de chegar ao parque argentino, só aceitam cash e moeda local para pagar a entrada e estacionamento. Lá dentro aceitam real e dólar a um câmbio justo. Em Puerto Iguazu o câmbio dos restaurantes é variado, verifique antes. - Fui em alguns dos restaurantes badalados de Puerto Iguazu e acho que, embora bons, não compensam. Acho que como melhor e por menos em Buenos Aires. E em Foz. Mas muita gente discorda de mim, então essa é uma avaliação bem pessoal. - Tem promoção de pagar metade no 2º dia, se vc ficar 2 dias no parque argentino. Eu não vejo motivo para 2 dias no parque, salvo se for para repetir passeios, ou fazer todos os passeios cobrados à parte. No meu ritmo, conhecemos todos os circuitos (com calma e muita contemplação) em cerca de 6hs.
  9. mcm

    Feriado em Macapá (e Belém)

    Mais uma capital brasileira conquistada! Macapá, Amapá. Depois de “completar” as capitais do Nordeste em 2013, levou tempo até avançar pelas capitais restantes do Norte. Este ano conhecemos Porto Velho e agora Macapá. Ainda nos faltam Rio Branco e Boa Vista. Macapá acabou sendo uma opção para o feriado (ao menos no Rio!) de 20 de novembro. Tínhamos várias opções para a data, mas estava difícil de encontrar bons preços. Aliás, 2017 foi um ano difícil para promoções. Ao menos nos patamares a que nos acostumamos. Quase comparamos para o Recife, para explorarmos o Vale do Catimbau – mas a proximidade com nossa viagem para a Serra da Capivara nos fez buscar outro estilo para o feriado. Então optamos pelos preços relativamente baixos, mas não tão promocionais, que nos levaram a Macapá. Com 3 dias nas mãos, avaliei que seria muito para Macapá. Turisticamente falando. De fato, é. Mas vc pode buscar opções nos arredores. Flona, Tumucumaque, Serra do Navio... Mas talvez acabe precisando de mais tempo ainda. Para a capital somente, considerei que um par de dias bastava. Então organizamos de passar um dia em Belém, que fica do lado, e que já conhecíamos. Depois de ter ido, posso dizer que um dia já basta em Macapá – para o nosso ritmo e interesse. O roteiro ideal, nesse sentido, seria o que o diogomarxx fez, que me parece ideal para conhecer o “combo” Belém e Macapá. Mais próximo da viagem, pesquisando o roteiro do que fazer, vi que teríamos um dia sobrando. Em Porto Velho isso tbm ocorreu, de modo que fizemos um esquema bem slow travel (novamente, para o nosso ritmo – cada um tem o seu). Mas em Macapá descobri que poderíamos passar o domingo na Ilha de Santana, fazendo passeio de barco e curtindo praia. Achamos boa ideia e fomos. Para uma capital, Macapá ainda é bem pacata. Construções ainda baixas, com um ou outro espigão sobressaltando aqui e ali. Do aeroporto para o Ibis, onde nos hospedamos, dá coisa de 2 ou 3km. 15 reais de taxi. Não me lembro de proximidade tão grande em outras capitais brasileiras. Chegamos tarde da noite, direto para o Ibis dormir. Saímos sábado de manhã para passear. Macapá está na linha do Equador e era 2º semestre, ou seja, o calor predomina. Melhor dizendo, muito calor. Mas já conforme esperado. Do Ibis fizemos uma caminhada pelos arredores, para conhecer alguns pontos mapeados. A igreja de São José, pequena e simples. Acho que é a mais importante – certamente não é a mais imponente – do estado. Uma pracinha simpática logo em frente e o Teatro das Bacabeiras ao lado. Não achei programação do teatro na Inet. No local, não parecia haver programação para aquele fim de semana. Então foi só contemplação externa mesmo. Passamos pelo Museu Histórico de Amapá Joaquim Caetano da Silva, que estava fechado. Li alguns raros relatos sobre ele, e alguns diziam que estava sempre fechado. Bingo. Todo reformado, mas fechado. Talvez só abra durante a semana. Brasil tem essas coisas: atrações que só abrem durante a semana. Dali para a Praça do Coco é um pulo. É onde a noite ferve, com visual para o Rio Amazonas, que passa pela cidade. A chamada Praça do Coco compreende (acho) uma vasta área perto do Trapiche Eliezer Levy. Que era, aliás, uma das atrações listadas da cidade. Só que estava em reforma, fechado. Pena, uma atração a menos. O trapiche segue metros adentro do Rio Amazonas e chega perto de uma estátua de São José, de costas para a cidade (como que a protegendo), já dentro do rio. É chamada Pedra do Guindaste. Com o trapiche fechado, dava para seguir andando até a estátua. É que, naquele momento de manhã, a maré estava baixa, era possível caminhar metros adentro pela areia (ou lama). Trapiche pela manhã Dali seguimos pela orla em direção ao Forte São José, que fica logo ao lado. Primeiro contornamos o Forte. Muito bonito por fora. Muita gente curtindo os jardins e o barato do entorno do Forte. Isso naquele fim de manhã, com o sol a pino. Qdo o calor se vai, aparece muito mais gente. Passamos pelo Parque do Forte, que fica ao lado do Forte. Um dia o parque foi reformado e acho que ficou muito bacana. Hoje é mais um retrato de Brasil, estando abandonado e se deteriorando. No Brasil gasta-se em reforma, não em manutenção. Certamente dá mais votos. Fortaleza de São José Entramos no Forte. É muito bonito. Belíssimos visuais, em relativo bom estado de conservação. Algumas salas são abertas ao público. Tal qual outros fortes pelo Brasil, poderia ter mais informações, mais contextualização. Mas o de São José já vale pela beleza que é. Fiquei um bom tempo passeando pelo forte e curtindo o visual. Em frente ao Forte tem o Mercado Central. Fomos lá. Um fracasso. Fechado, largado totalmente. Algumas lojas e lanchonetes nos arredores. Na frente do mercado havia um cara vendendo chopp a 1 real. Como assim, chope a 1 real?? Chega a dar medo. Mas, na verdade, é que chopp é como chamam o sacolé por lá. Tá explicado o 1 real. É sacolé! Já era hora do almoço e não tinha rolado café da manhã, então aproveitamos para seguir andando pela orla até o Restaurante Estaleiro, famoso na cidade. Sob calor forte a galera não curtiu muito de ficar andando pela cidade, mas fomos. No caminho tinha um monte de carros da polícia na frente do Hotel do Forte. Metros adiante um motociclista atropelado, mas felizmente não parecia ferido gravemente. A coisa não tava boa na área. Enfim, chegamos ao Estaleiro. Ar condicionado! Rolava um buffet de comida mineira. Mas estávamos lá para saborear os pratos locais. Enfim, lugar caro, mas gostamos muito dos peixes que pedimos. Chamamos um taxi para nos levar ao Marco Zero, a outra grande atração da cidade (além do Forte). Onde cruza a Linha do Equador. Os dois hemisférios a nossos pés. Curtimos bastante, aproveitando estar vazio naquela hora pós-almoço de sol forte. Ao lado tem o Sambódromo da cidade, mas ao que vi não fica aberto à visitação. Idem para o Zerão, o estádio tbm ao lado em que cada campo (cada metade do campo) fica num hemisfério. Então ficamos somente no Marco Zero. Tem uma lojinha de artesanato na parte de baixo, e tem umas outras salas que não entramos. A estrutura em geral nos pareceu aquém do potencial. Mas o lugar é icônico! Estivemos no ano passado em Quito, mas não chegamos a esticar para “La Mitad del Mundo”. Dessa vez estivemos na metade do mundo! Marco Zero Chamamos novamente um taxi, agora para nos levar até o Museu Sacaca, outra das grandes atrações da cidade. Eu não sabia exatamente o que esperar de lá, e acabei sendo positivamente surpreendido. É um museu-parque contando sobre a biodiversidade e tbm a história da região. Curtimos um bom tempo por lá. Museu Sacaca A algumas quadras do Sacaca tem a sorveteria Clara Neve, que foi nossa parada seguinte. Vale conhecer nem que seja para provar o exótico sabor Ribeirinho (salvo engano meu), que é de açaí com camarão! Vc não leu errado, sorvete de açaí com camarão. Camarão não é minha praia, mas galera gostou. Eu escolhi um delicioso sabor de cupuaçu com coco. Açaí com camarão! Já era fim de tarde, então retornamos à orla para curtir o entardecer em algum quiosque ou restaurante com vista para o rio. Pedimos para o taxi nos deixar na Casa do Artesão, para ver o que tinha por lá. A Casa estava fechada para obra e com uma placa bem característica do Brasil: com valor da obra, data de início e prazo de término. O término era para abril de 2017, mas a Casa seguia fechada e não parecia estar sequer em obra, muito menos reformada. Ahê, Brasil! Ficamos curtindo o pôr do sol na orla. O sol se põe na verdade no lado oposto da orla, mas a beleza das luzes do entardecer está presente no visual sobre o Rio Amazonas. Que, naquela hora, estava na maré cheia. Completamente diferente de quando estivemos lá pela manhã. Trapiche pela tarde - repare a diferença da maré! Das atrações listadas da cidade, ficou faltando conhecer a Praça Floriano Peixoto e o Centro de Cultura Negra do Amapá. Escolhemos um lugar com vista para o rio para curtir o visual com cervas para todos. Voltamos mais tarde para a mesma região e aí sim vimos como a área enche qdo cai a noite. Os diversos quiosques enfileirados na Praça do Coco nos pareceram muito semelhantes entre si. Itaipava e Nova Schin dominando a área. Diversas (muitas mesmo!) barraquinhas de batata frita, algumas de churros, outras de sorvetes. Os restaurantes de frente para o rio ficam colados um no outro, mas cada um tem sua música. Escolhemos um lugar que tivesse Original para acompanhar algum petisco. Felizmente tocava música que nos agrada, mas não dá para escapar das músicas dos outros. Night na orla No domingo acordei cedo e fui dar uma corrida pela cidade. Vi uma galera jogando bola no rio, aproveitando a maré baixa. Depois soube que é o “Futelama”, ahahahah. Fui até a Praia de Araxá. Rola um mercado de manhã cedo na orla. Parecia de peixe, mas tem mais que peixe. É pequeno. Vi outros lugares para curtir pela orla, sempre quiosques. Na pracinha em (no?) Araxá tem outros quiosques. Opções à noite ao ar livre a cidade oferece! Futelama matinal Nesse dia, domingo, programamos de fazer um passeio de dia inteiro até a Ilha de Santana. Fiquei catando passeios de dia inteiro e encontrei a Amapa Ecocamping. O preço é salgado (150 pp), mas era o que tinha. Lembrei que passeios de barco em Manaus tbm eram caros. No horário marcado, nossa guia Annie foi nos buscar. Fomos até Santana, onde pegamos um barco que circundaria toda a Ilha de Santana. Um casal do Sul, também a turismo na cidade, se juntou a nós no passeio. No caminho a Annie ia falando de Macapá, de Santana, de diversas coisas. Contou tbm sobre a lenda da Cobra Sofia, que vive sob o rio nos arredores de Santana. Além de guia, a Annie tbm é geógrafa, escritora e poetisa, e contou sobre os poemas. Palafitas no Rio Amazonas, Ilha de Santana, Amapá Fomos contornando a ilha de barco, vendo as construções dos ribeirinhos – quase sempre com as casas bem pintadas --, com a Annie nos apontando algumas características dos lugares. Até chegarmos a uma praia, que foi onde descemos. Dali seguimos para uma curta trilha até uma enorme Samaúma, que ficamos curtindo um tempo. Uma criançada da região logo se junta ao pelotão e fica fazendo arte pelos cipós ou pelas sapopemas (ou sapopembas?; são as impressionantes raízes) da Samaúma, subindo e descendo com facilidade. Consta que o filme Tainá 3 foi filmado naquela Samaúma. Na trilha, infelizmente vimos garrafas plásticas espalhadas em alguns cantos – o Brasil avançou, mas ainda tem muitos passos a galgar em termos de educação ambiental básica. Samaúma Na volta paramos na casa de um casal, onde saboreamos um almoço caseiro delicioso. Isso além de saborosos chopes (o sacolé, não a cerva). Algumas redes na casa nos chamavam para descansar, mas era melhor descansar na praia, logo adiante. Fomos para lá depois do almoço. Água quentinha, maré alta. Algumas lanchas param por ali para a galera curtir a praia. Curtimos o restante da tarde na praia. Depois retornamos de barco, seguindo o contorno da ilha. Curtindo praia no Rio Amazonas, Ilha de Santana [A Annie nos deixou na orla, conforme pedimos. Ela tinha dito que poderia nos levar ao aeroporto por um preço mais baixo que o taxi. Katia que me falou. Achei estranho, o taxi já era bem barato (15 reais), mas ok. Além disso, ela estava tentando achar um lugar bacana para curtirmos a noite daquele domingo, ela iria conosco inclusive. Ok. Qdo nos deixou, ela deu os preços. 50 para o aeroporto (25 por casal) e 20 para nos acompanhar na noite. Achei estranho, deveria ter falado na hora, mas não falei. Mesmo sem saber qual tinha sido o acerto dela com as meninas (eu estava na água da praia na hora), devia ter reagido ao preço do taxi. Talvez ela estivesse contando desde o bairro onde ela mora, nós estávamos perto do aeroporto. E tinha a coisa desconfortável de cobrar para sair conosco – podia ser ao menos a título de pagar a gasolina, ok. De qq forma, depois cancelamos por whatsapp.] Ficamos de relax na orla, passeamos mais um pouco no entorno do Forte aproveitando os últimos raios solares. A orla parecia mais cheia ainda naquele domingo. Segunda-feira era feriado em Macapá, fazia sentido. Encerramos a noite comendo espetinhos e tomando Original na Cia dos Espetos. Longo tempo por lá. Retornamos ao hotel a pé e pegamos um taxi até o aeroporto. Deu 16 pratas. Nosso voo para Belém era bem tarde da noite. Chegamos em Belém e chamei um uber. Ficamos na Ecopousada Miriti, a mesma que ficamos da outra vez. Era madrugada, chegamos para dormir. Belém Segunda-feira, 20 de novembro, é feriado em diversas cidades do Brasil. Mas em Belém não. Para piorar, todas as atrações da cidade fecham na segunda-feira. TODAS. Não que eu quisesse rever todas, mas teria curtido rever o Mangal e a região do Forte do Presépio. E fazer um passeio de barco ao entardecer, Enfim, paciência. Praça da República Revimos a Praça da República (o teatro estava fechado), agora reformada e muito mais bonita de quando estivemos lá, 5 anos antes. Seguimos andando pela Av. Nazaré até a Basílica de Nazaré. Dessa vez visitamos a Basílica com mais calma, contemplamos melhor. O Círio tinha sido no mês anterior. Deve ser uma baita experiência vivenciar o Círio. Aliás, as ruas estava todas enfeitadas para o Círio, e os enfeites perduram pelo Natal até o dia da cidade de Belém, se não me engano. Basílica de Nazaré Da Basílica ainda passeamos pela Praça Batista Campos, e depois para o Bar Meu Garoto, tradicional local onde se popularizou a cachaça de jambu. Diversas cachaças são produzidas por lá, e na mesma rua tem uma lojinha. Aproveitamos para almoçar, além de provar a diversidade chachaçal. Cachaçaiada no Meu Garoto Seguimos então para o Ver-o-Peso, que felizmente funciona na segunda-feira, assim como a Estação das Docas. O Ver-o-Peso é local que vc pode passar horas admirando, percorrendo, observando, saboreando. Ou pode passar minutos, tomar horror e sair correndo. Cada um tem sua percepção. Nós curtimos. Castanhas, farinhas, peixe com açaí, sucos diversos, peixes, poções milagrosas, frutas, souvenirs, made in china, tem de tudo por lá. Curtimos um tempo por lá, mas teria sido melhor ir de manhã cedo. Algumas coisas já estavam fechando ou fechadas no meio da tarde. Curtimos o que pudemos. Um dia ainda vou provar essa coisa de peixe com açaí. Docas Ver-o-peso Seguimos para o Ver o Rio, que fica alguns km antes (não é para ir a pé, pegue um transporte), para curtir o pôr do sol. Lá é onde fica o Memorial dos Povos Indígenas. Tá um pouquinho largado, mas as passarelas estão lá ao menos. E o visual do entardecer naquele dia estava ESPETACULAR. Ficamos por lá curtindo com cerpinhas para acompanhar. Ver o Rio Pôr do sol no Ver o Rio Imagem de Nossa Senhora iluminada para o Círio de Nazaré que só é desmontada no dia 12 de janeiro, data em que se comemora o aniversário da cidade. Já de noite voltamos para a Estação das Docas, onde passaríamos as horas restantes do nosso feriadão. Cervas na Amazon Beer, pratos paraenses no Lá em Casa. Programa sempre muito bom! Amazon Beer Cairu Nosso voo de volta era de madrugada, e dia seguinte já era dia de batente. Mais um feriado desbravando algum canto pelo Brasil!
  10. Santiago do Chile, 7 anos depois. Estivemos lá em 2010, quando conhecemos o Deserto do Atacama. Foi das primeiras viagens que fiz no período que chamo de desibernação viajante, foi também um dos meus primeiros relatos no mochileiros.com. Naquela vez, ficamos na cidade 1,5 dia antes do Atacama e alguns outros dias depois. Dessa vez seria uma viagem para rever, reviver e conhecer outros cantos. Aproveitamos preços razoáveis (mas não promocionais) da Latam em se tratando de feriado, e fomos. Foi no feriado de 2 de novembro. Chegamos, fizemos um câmbio rápido no embarque, já que todas as do desembarque estavam fechadas. Constatei que a diferença de se fazer câmbio nos aeroportos de Santiago e Buenos Aires é colossal. Em Buenos Aires (Banco de La Nacion) precisa preencher ficha, pegar dados do passaporte, notas de USD são recusadas por qualquer micro-mancha, etc. Perde-se muito tempo, forma-se uma longa fila, um horror. Em Santiago entreguei a nota e recebi o equivalente em pesos. Ponto final, simples assim. Sem filas. Questão de minutos. Mas o câmbio é naturalmente ruim, de modo que só vale trocar o necessário para chegar até a cidade. Pegamos um taxi compartilhado para nosso hostel, o Bella. Deu 7.600 CHP pra cada. Era pra ter pego o taxi especial (para 2 pessoas acho que sai umas 20 pratas, um pouco mais caro que o taxi compartilhado), mas muquiranei. Fomos os últimos a ser deixados, mas foi bacana pra rodar de madrugada pela cidade. O hostel estava dominado por brasileiros, até na recepção. Como já era madrugada, nem saímos. Fomos dormir. Dia 1, Quinta-feira Fomos passear pelo Centro. Fomos rever Plaza de Armas, arredores, ruas, igrejas, Mercado, etc. Faltou rever o Museu de História e o de Arte Pré-Colombina. Aproveitamos para fazer câmbio na Augustinas, tem diversas casas e os câmbios variam quase nada. E o processo, mais uma vez, é colossalmente mais rápido que na Argentina. Ou melhor: é o mesmo processo que se tem quando se faz câmbio nas cuevas de Buenos Aires (que ainda existem, mesmo com o spread muito reduzido). Catedral La Moneda Aproveitamos para dar uma esticada por outras áreas e acabamos passando do lado do Palácio Cousiño, que não estava no nosso roteiro. Vimos e entramos. Uma agradável visita pelo antigo casarão da família que produz o famoso vinho. Minhas viagens recentes andam tão menos planejadas que antes, que fui reler meu relato de 2010 depois desta viagem e vi que na ocasião não apenas o Palácio estava no meu roteiro como eu passei por lá e estava fechado! Agora, então, finalmente curtimos. As visitas são guiadas e saem de hora em hora. Mas há grande tolerância pra quem chega depois (junta-se ao grupo e depois o guia refaz a parte que faltou do passeio). Não pode fotografar dentro do Palácio. Palácio Cousiño Ainda aproveitamos para rever a agradável região Paris-Londres, onde nos hospedamos pela 1ª vez na cidade. De tarde fomos rever o Cerro Santa Lucia. O tempo fechou, mas felizmente não choveu. Muito interessante um morro como aquele encravado no meio da área urbana. Curtimos um bom tempo por lá. Cerro Santa Lucia Esticamos para o bairro Lastarria, onde nos deparamos com uma espetacular pintura estilo "trompe d'oeil" em um dos prédios. Linda demais, ficamos fascinados. Admiramos por um longo tempo aquela arte. Pinturas impressionantes no estilo "trompe d'oeil" em um prédio no Bairro Lastarria Aproveitamos que estávamos por lá e fomos no Museu de Artes Visuais. Acabou sendo uma visita rápida, o que estava exposto não nos atraiu muito. Paramos num lugar para saborear um pisco sour, e então me dei conta de uma regra chata no Chile (que nem sempre os estabelecimentos seguem), em que não podem servir álcool sem alguma coisa para comer. Nem sempre quero comer e acabo obrigado e pedir algum petisco em função disso. Enfim, é a regra. Sugiro verificar antes com o local se é possível pedir apenas bebida. Aproveitamos para ir num lugar recomendado de vinhos, Bocanariz, que foi excelente. Vc pede alguns queijos para saborear e combinar com os vinhos, que vc tbm pede em doses. Claro que pode pedir uma garrafa (tem dezenas!), mas acho que o barato é saborear diferentes tipos. Momento muito agradável. É meio esquema patrão. Bocanariz Nesse dia jantamos no Barandiaran, que eu tinha lido como recomendado. De fato, muito saboroso! Anos antes nós fomos em diversos restaurantes bacanas na cidade, e um deles era o Como Água para Chocolate, que agora já não era mais tão recomendado assim e com preços mais altos que os concorrentes. Depois da janta ficamos tomando saideiras nos arredores do Patio Bellavista, sempre agradável. Aquela região de Bellavista é sempre bacana para a noite. Night no Bellavista Dia 2, Sexta-feira. Eu tinha agendado por e-mail uma visita à Vinícola Cousiño Macul. Em 2010 dispensei visitas a vinícolas. Em 2017, depois de uma penca de vezes no Vale dos Vinhedos, decidi experimentar ao menos uma. Fomos para lá de metrô + taxi (no que vc sai do metrô tem taxis esperando, mas pode pegar busum ou mesmo ir a pé, dá uns 2 ou 3 km). As visitas são caras, eu achei (mas está sempre cheio, sinal de que o preço não está alto). Na hora de escolher o tour, escolhi o mais caro. A diferença é na hora da prova, o tour pela área é o mesmo. Brasileiros são maioria expressiva entre visitantes, tanto que há tour em espanhol e em português. Mesmo no tour em espanhol, a maioria é de brasileiros. E o guia, escolado, já traduz automaticamente diversas palavras. Para quem já visitou Miolo ou Casa Valduga, o esquema é o mesmo. É bom, e as degustações no fim, combinando com queijos, é mesmo muito bacana. Mas uma visita está de bom tamanho para mim. Ao longo das nossas idas às vinícolas do Vale dos Vinhedos, passei a curtir cada vez mais as vinícolas menores, com atendimento mais personalizado (ainda que recentemente as pequenas estejam cada vez mais “profissionalizando” a visita). Aliás, um passeio que me pareceu ser uma ótima ideia pra fazer lá na Cousiño Macul é o de bicicleta! Cousiño Macul Na hora da volta fomos pegar o ônibus para nos deixar no metrô. Eu tinha indicação do número do busum a tomar (17 ou 57, não lembro agora). Chegou e entramos. E só aí que vimos que não tem como pagar dentro do ônibus, vc precisa comprar antes um cartão e carregá-lo. Fomos de calote involuntário. No final ainda fui falar com o motorista como que poderíamos fazer para pagar. E falou que teria de ir no metrô, comprar, voltar, etc. Ou seja, muito tempo, e ele já teria saído. Estava na boa. Que bom. Pegamos o metrô e fomos até o Centro Artesanal Los Dominicos, que é um grande mercado de artesanato, mas num esquema “cidadezinha”. São lojinhas de artesãos locais, mas tem tbm exposições (havia uma de insetos que achamos do cacete) e restaurantes. Um lugar bacana para conhecer. Para quem quer comprar artesanato, um ótimo lugar. Los Dominicos De volta ao metrô, nossa ideia agora era conhecer a tal rua Alonso de Córdova, tida como a Oscar Freire local. Descemos num lugar errado (na verdade, a área “Oscar Freire” da rua não fica perto de metrô algum) e ainda pegamos uma rua errada. No fim das contas foi bacana: conhecemos o parque Araucano, que une o Parque João Paulo II até a Alonso de Cordova. Tinha uma feira gastronômica no meio do parque (mas com entrada paga, e o valor não era simbólico, então não entramos) e um lindo rosedal. Valeu a pena ter errado a saída! Parque Araucano e seu belo rosedal Ainda seguimos andando até a parte Oscar Freire, mas, embora seja interessante, não nos atraiu. Logo pegamos um taxi para conhecer o Sky Costanera. Não existia quando fomos na cidade em 2010, o céu estava azul, então esse era o dia. Fica num shopping e, lá dentro, acha-se facilmente a entrada. Quase não havia fila. O visual é mesmo um espetáculo! Vista ampla dos arredores, indicativos das coisas que vc pode ver (e tradução eventualmente errada para português...), além de uma parte externa, mas sem grande diferença para a parte fechada. Ficamos um bom tempo por lá, curtimos bastante. Sky Costanera Shoppings muito raramente fazem parte de qq programação nossa em viagem (exceto se for um lugar bacana a céu aberto, como o Asiatique em Bangkok, ou se for para usar o banheiro!), mas eu queria dar uma conferida nas lojas de equipamentos de montanha para ver os preços. Em 2010 comprei casaco, calça e mochila de marcas como North Face e Columbia (não os da linha shopping, mas os para montanha mesmo) e os uso até hoje. Foram seguramente dos melhores investimentos (caros) que já fiz na vida. Por outro lado, uma bota da Columbia que comprei numa promoção na Nova Zelândia não entregou o prometido: apesar de muito confortável, fez bico e deixou de ser impermeável. De modo que as botas da Columbia estavam, naquele shopping do Chile, novamente numa bela promoção, mas acabei não comprando por conta desse histórico. No fim das contas não comprei nada. Nem mesmo na Tattoo, que fica ali perto e que fui conferir também. Os preços, em geral, não me pareceram tão mais atrativos do que nas Decathlons da vida no Brasil. As opções, sim, são mais variadas. Caída a tarde, fomos jantar no bairro Lastarria. Queria curtir o bairro de noite, achei o lugar muito bacana. Mas antes compramos um vinho para dar uma calibrada no hostel, depois saímos. Acabamos escolhendo o Tambo, famoso peruano com filiais pela cidade. Foi bom, mas o da noite anterior foi melhor. Lastarria de noite Dia 3, Sábado Fomos para a região oeste da cidade. Queria conhecer o Museu da Memória. Não me lembrava se ele já existia em 2010, depois vi que não. Aproveitamos para passear um pouco novamente pela Quinta Normal. Parque Quinta Normal O Museu da Memória é excelente. Trata-se de um museu destinado a contar a história das vítimas da ditadura militar chilena dos anos 70. Conta desde o golpe em 1973 até o período em que o poder voltou às mãos civis. Milhares de pessoas foram torturadas e assassinadas e as histórias de diversas delas estão lá. Muito audiovisual. Fotos não são permitidas lá dentro. Museu da Memória Dali aproveitamos para fazer uma longa caminhada, começando pelo próprio bairro, que eu acho bem pitoresco. Primeira parada foi na simpática Plaza Yungay, com e bela, e deteriorada, Paróquia de San Saturnino. Depois fomos rever um lugar especial, o Boulevard Lavaud, sempre uma opção muito boa. Um restaurante-antiquário, talvez. O lugar é muito bacana, temos de ir um dia jantar lá. Tanto dessa como da vez anterior, apenas beliscamos alguma coisa (ceviche!). Dessa vez havia uma pequena exposição num andar de cima, que o simpático maitre nos convidou a conhecer. Boulevard Laveaux Seguimos andando pelo bairro, passamos pela tbm simpática Plaza Brasil e nos deparamos com uma pequena feira de ceramistas no bairro Concha y Toro. Tem uma região nesse bairro, justamente a região onde rolava essa feira, que era muito pitoresca. O tempo nublado reforçava essa sensação. Bairro Concha y Toro Demos um tempo por lá, e seguimos andando. Passamos em frente ao Museu de Solidariedade Salvador Allende -- em 2010 eu visitei, dessa vez pulamos. Cruzamos o Parque O’Higgins, que é grande, mas sem muitas atrações. Não me lembrava que já tinha passado por lá da outra vez que estive na cidade. Fomos andando até um mercado ao sul da cidade, que eu tinha lido erradamente (provavelmente não li direito) que era um mercado interessante de antiguidades. Chegando lá, era uma 25 de Março, ou um Saara. Cheio de gente, cheio de bugingangas mil. Voltamos correndo de lá, pegamos o metrô e descemos no centro novamente. Estava rolando uma grande feira geek, ou coisa parecida, no Parque Bustamante. O nome oficial era Encontro Literário, Medieval e Fantástico Leyenda em Tierra Firme. Ficamos lá um tempo, curtindo as fantasias, as performances e etc. Bem legal. Ficaríamos mais, só que queríamos ir na La Chascona antes de fechar. Então escapamos no fim da tarde e lá fomos. Em 2010 eu não fui na La Cascona, mas fui na La Sebastiana, em Valparaíso. As casas do Neruda são muito legais. Queria gostar de ler Neruda, mas poesia não é minha praia. Encontro Literário, Medieval e Fantástico Leyenda em Tierra Firme Ainda fomos curtir uns piscos na happy hour do Patio Bellavista (e o melhor, sem precisar pedir petisco!) e, nos arredores do Patio, vimos uma galera local tocando um olodum bem bacana, na rua mesmo. Ficamos um tempo curtindo tbm. Nesse dia novamente calibramos um vinho no quarto para depois sair. Fomos rever a badalada pizzaria Tiramisu, na Isidora Goyenechea, que tinha sido nossa última janta da outra vez e que tínhamos adorado. Continua muito boa (e muito cheia). Como chegamos ainda relativamente cedo, havia mesas. Quando saímos, havia fila de espera. O lugar é enorme, e os restaurantes nos arredores não estavam cheios. O sucesso prossegue, pelo visto. Tiramisu Voltamos para Bellavista para curtir nossa última noite. Dia 4, Domingo Era o dia de rever o Cerro San Cristobal. Fomos direto para lá, ficava próximo do hostel. Chegamos lá e já tinha fila para o trenzinho vertical. Afinal, era Domingo! E de sol, céu azul. Então decidimos subir a pé mesmo. Ótimo para o visual do alto. Aliás, tanto no Sky Costanera quanto no San Cristobal tivemos a sorte de estar céu azul. Viva São Pedro! Subimos pela trilha. Muita gente subindo, correndo, pedalando. Galera curtindo o domingo de sol. Movimento parecido com a praia de Copa/Ipanema, ou Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio aos domingos. Chegamos no alto e vimos que não havia fila para o teleférico, então achamos melhor curtir o passeio logo. Estava fechado quando estivemos lá anos antes. Ignoramos a parada do meio e descemos na outra base. Tinha um grupo de meninas fazendo espetáculo de dança (com direito a funk carioca!) na entrada do parque que estava divertido. Teleférico Fomos andando até o Parque das Esculturas, que beira o rio. Parque bacana, público, com diversas esculturas a céu aberto. Curtimos um tempo por lá. Parque das Esculturas Na volta que fomos curtir devidamente todo o visual do Cerro San Cristobal. Aliás, parece que tem muita trilha para explorar por todo aquele parque, mas que não curtimos dessa vez. Ficamos admirando a vista e tomando um mote con huesillos, pra tentar curtir uma de local. Cerro San Cristobal Nesse dia almoçamos (não haveria janta!) muito bem no Galindo, que fica numa esquina movimentada de Bellavista. Preços abaixo dos dias anteriores, pratos saborosos da culinária chilena. Depois ficamos curtindo as cervas da Kunstmann até dar a hora de ir para o aeroporto. Voltamos para o hostel, pegamos um uber (motorista era da Venezuela!) e voltamos. E assim foi mais um feriado explorando (e revendo) algum canto da América do Sul! [Fotos majoritariamente do Instagram da Katia]
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    Feriado na Serra da Capivara (4 dias)

    Dia 4 Domingo era nosso último dia, e tínhamos ainda a manhã inteira. Fomos na Baixa do Paulino. Percorremos um cânion até o fim, depois subimos por escadas de metal estrategicamente posicionadas entre as pedras. Katia nem grilou com essas escadas, foi bem tranquilo. No alto, o visual. Belo, como há de ser naquela região bela. Depois fizemos ainda uma caminhada no Baixão das Mulheres, onde tem a pintura rupestre famosa de um pássaro trovão. Foi nossa programação no parque naquela manhã. Escada sim Do alto do Baixão do Paulino Agora dentro Pássaro Trovão no Baixão das Mulheres Uma longa escadinha e uma bela formação rochosa Deixamos o Museu do Homem Americano para o fim, foi nossa última visita. Seria interessante ir lá no começo, antes de visitar o parque, é bem bacana. (No entanto, quando chegamos na cidade, no primeiro dia, só pensávamos em ir para o parque!). Ficamos uma horinha por lá e voltamos para a cidade. Conseguimos uma pequena folga com o hotel para um check-out um pouquinho mais tarde, o que permitiu um merecido banho antes de seguir viagem de volta. Partimos de SRN umas 13hs, chegamos em Teresina pouco mais de 6hs depois. Velocidade vai diminuindo quanto mais próximo se chega de Teresina. E ainda pegamos chuva em algum ponto depois de Floriano, com direito a um belíssimo arco-íris! Arco-íris na estrada de volta Ainda deu tempo de rever o Parque Potycabana, que segue muito bacana, e a Ponte Estaiada (mas só de longe), antes de saborear novamente a carne de sol do São João, que agora tem filial pertinho do aeroporto. Bateu um bode violento depois da janta, fomos tirar uma soneca nas cadeiras do aeroporto até nosso voo da madrugada partir. Dia seguinte já era dia de trabalho novamente. Teresina Mais um feriado desbravando lugares pelo Brasil! Mais que isso: desbravando um tesouro da humanidade. Inesquecível. Três posts que me ajudaram Serra da Capivara: roteiro completo do Thiago [pena que foram somente os dois primeiros dias no relato!] Dicas rápidas para finalmente ir à Serra da Capivara [pequena matéria, útil para confirmar o caminho a seguir e as condições das estradas; e valeu também pela dica do livro – muito bom!] Serra da Capivara: senta que lá vem pré-história [esse foi um ótimo teaser que li – e que guardei na memória desde quando fui ao Piauí pela primeira vez --, do Ricardo Freire; muito embora meu esquema de viagem seja geralmente diferente do dele] Quando eu voltar (e hei de voltar) - Quero ir de 4 x 4, para conhecer sítios somente acessíveis com carro tracionado. - Quero esticar para a Serra das Confusões, que fica “logo ali”, a 100 km. - Quero voltar a caminhar por alguns daqueles lugares espetaculares que conhecemos. Eu tinha grandes expectativas sobre a Serra da Capivara. E o lugar é ainda mais fantástico do que eu esperava. [As fotos são majoritariamente do Instagram da Katia]
  12. mcm

    Feriado na Serra da Capivara (4 dias)

    Dia 3 Sábado de manhã lá estávamos nós seguindo estrada para o parque. Vindo para SRN por Campo do Buriti tem um visual espetacular conforme vc se aproxima da cidade de SRN. São chapadas no horizonte, tem a Serra Vermelha. Mas falta um mirante na estrada. Onde tem mirante é na outra estrada, que vai por Cel. José Dias. Foi nessa que fomos no sábado, seguindo para o Desfiladeiro da Capivara. O mirante é bacana, amplo, mas não tem as chapadas ao horizonte. O visual não é tão estonteante quanto na outra estrada. O roteiro daquela manhã foi pelo Desfiladeiro da Capivara. Pajaú, Barro (pinturas nas pedras encravadas no conglomerado de seixo), Inferno, Baixão da Vaca, Saída, Veadinho Azul, Paredão dos Veadinhos, caminhada por sobre o desfiladeiro, Paraguaio. Desfiladeiro da Capivara Formações No fim da manhã vimos macacos. Eles ficam numa das guaritas do parque, deve rolar uma alimentação por ali. Eles pareciam bem à vontade. [Mais tarde, na verdade semanas atrás (antes da publicação deste relato), teve um Globo Repórter que mostrava como o Parque lidava com esses animais. De fato o Parque providencia água e alimento a eles.] Nesse dia passamos pela cidade de Cel. José Dias, que tem tentado desenvolver alguma infraestrutura para o turismo. Cidade bem pequena, com ainda menos opções que SRN, com cabras nas ruas, porém na cara de uma das entradas do parque. E perto da famosa entrada da fábrica de cerâmica. Os preços da lojinha de cerâmica são inicialmente os mesmos praticados na cidade, mas dão 20% de desconto. Não estava nos nossos planos parar por lá, mas entendemos que o Rafael queria almoçar (e queríamos água fresca!) então fomos. A fábrica não estava aberta, mas a lojinha sim. Katia comprou algumas peças, aproveitamos para hidratar e tomar uma cajuína. O veadinho azul -- que não é azul Aliás, gostei muito de o Rafael topar de não fazer pausas para almoço! Isso era das coisas que me angustiavam no Cariri paraibano, onde só havia passeios de manhã ou no meio da tarde, ninguém encarava o sol escaldante do meio-dia. Na verdade, em outras ocasiões a pausa para almoçar em passeios de dia inteiro me traz a sensação de que podia estar explorando mais algum lugar e estou parado. Mas isso é tara minha, sei que o normal da galera é fazer essa pausa. Via de regra, se eu tomo café da manhã, pulo o almoço numa boa. Em viagens eu busco sempre pular o almoço. De tarde fizemos algumas das trilhas interpretativas hombu. São diversas trilhas pelo parque, com placas explicativas. Muito bacana, acho que atende aos colégios que levam estudantes na região. Diversas tocas e sítios pelo caminho. Pinturas -- e branco com vermelho sobrepostos Salvo engano, passamos por Toca da Ema do Sítio do Brás, Casa do Alexandre, Toca do Mangueiro, Toca da Roça do Sítio do Brás, Museu do Neco Coelho. E ainda fomos conferir uma caverna (Toca de Cima do Sítio do Pilão) que fica fora da área do parque, mas que ainda estava fechada. Pareceu ser muito legal, com estrutura interna de madeira, mas que estava deteriorada. Deu vontade de explorar, mas estava com entrada proibida, e era de fato arriscado demais pisar sobre aquelas passarelas de madeira parecendo que iriam cair. Madeira sobre pedra Ainda fizemos mais trilhas hombu depois. Toca de Cima do Caldeirão do Gado, Toca da Igrejinha do Sítio do Mocó, Toca do Elias, Toca da Invenção (pinturas brancas sobrepostas às vermelhas, contrariando conhecimento firmado), e Fundo do Baixão da Pedra Furada. Nesse dia vimos porcos do mato e um veado, novamente em área próxima a uma guarita, onde havia água para os bichos. No fim da tarde, fomos para o Baixão da Pedra Furada para a observação noturna. Eles ligam os refletores quando escurece para o grupo que agendar. Sai por 50 pratas para o grupo. Nesse dia o grupo era só eu e Katia mesmo. Private!! Seria melhor ter mais gente para ratear o custo, mas foi bacana ter aquele painel espetacular só para nós também. Enquanto escurecia, ficamos assistindo a alguns vídeos (já antigos) do parque numa sala na sede ao lado do Baixão. Ver aquele espetáculo de noite foi redundantemente um espetáculo. Ficamos um bom tempo vendo, admirando, fotografando e revendo e re-admirando (e re-fotografando) as pinturas. E as pedras sob a penumbra do início da noite, ou sob a iluminação dos refletores. É pra não esquecer. Baixão da Pedra Furada noturno Tirei uma quantidade absurda de fotos nos dois dias cheios que estivemos lá (mas paradoxalmente coloco poucas aqui). Cismei de fotografar cada pintura que me parecesse interessante, uma a uma. Uma leve obsessão. Várias pinturas me pareceram interessantes, não enjoei delas.
  13. mcm

    Feriado na Serra da Capivara (4 dias)

    Dia 2 No segundo dia fomos na Serra Branca. Foram diversas tocas, com belíssimos visuais, novamente. Mas nesse dia não fizemos caminhadas longas, eram mais curtas. Teve mais deslocamento de carro, no esquema de parar, ver uma ou mais tocas, e voltar para o carro e seguir para outra toca ou região. Pelas minhas anotações, passamos por Toca do Caboclo da Serra Branca, Toca da Pedra, Toca da Pinga do Boi, Toca da Onça (não vimos onça, mas tinha pegadas!), Toca da Pinga do Nicolau, essas últimas com belíssimo visual. Toca da Rancharia da Escada (com um roda-moinho em baixo relevo), Toca do Sobradinho (sexo!), Toca do Caldeirão da Vaca I, Toca do Veado (um enorme veado, hoje coberto para proteger do sol), Toca do João Arsena (muitas pinturas), Extrema II, Toca do Vento, etc. Visual Sexo rupestre? Antiga casa de João Sabino e Ana Rosa da Conceição. Essa é uma das "tocas" escavadas na rocha que eram ocupadas por maniçobeiros (trabalhadores que extraíram o látex da maniçoba para a fabricação de borracha). Eles conviviam com as pinturas rupestres bem antes de sua descoberta pela comunidade científica. Pinturas Visitando os vários sítios arqueológicos (tocas) Antes de embicarmos para o Baixão das Andorinhas de tarde, paramos num lugar que o Rafael chama de Canoas da Serra Vermelha. Fica fora do parque e trata-se de um cânion espetacular. Boa parte do espetáculo desses cânions não é possível de se visualizar em fotografias, precisa estar lá. Acredito que um dia, quando (se) finalmente souberem explorar o turismo por lá de forma sustentável (a la Foz do Iguaçu), haverá voos de helicóptero por aqueles cânions. Se vc olha pelo Google Earth, já vai identificar. Estar ali e ver com os próprios olhos é qualquer coisa de sublime. Caminhar pela borda dos cânions observando o espetáculo abaixo é das diversas lembranças memoráveis que tenho da Capivara. Fomos então para a Serra Vermelha. Fomos primeiro nas tocas do Baixão do Perna, depois seguimos para o pôr do sol. O fim desse dia foi no Baixão das Andorinhas, ponto tradicional de fim de tarde na região. Além do pôr do sol, o grande barato é ver as Andorinhas dando rasantes cânion adentro para seguirem para seus ninhos. Se a galera fizer silêncio (felizmente o grupo que estava lá não era brulhento!), vc ouve o rasante delas. É muito bacana. Mais que isso: a velocidade do rasante é impressionante. Vimos algumas dando esse rasante cânion adentro, mas Rafael falou que foi um dia fraco: geralmente elas descem em grupo e em maior número. Ele tinha ouvido e identificado que várias delas já tinham descido “antes da hora”, enquanto fazíamos uma caminhada pelas bordas do cânion. Baixão das Andorinhas Tem de voltar um pouco antes das 18 hs, que é a hora de fechamento do parque. Quando o sol se põe mais tarde, tem tolerância maior. Nesse dia rodamos uma boa quantidade de kms de carro, e caminhamos menos que na tarde anterior no total. Começamos +- às 8 da manhã, voltamos para a cidade já depois das 18hs. Estávamos em dúvida sobre o passeio de sábado. Eu queria conhecer o Circuito das Chapadas, mas era necessário subir uma escada na rocha, e sabia que Katia ia encanar com isso. Rafael nos levou num sítio e aproveitamos para “testar” uma escadaria na rocha que havia ali perto. Katia nem tentou, vetou logo. Então dia seguinte fomos conhecer o Desfiladeiro da Capivara de manhã. Escada não
  14. mcm

    Feriado na Serra da Capivara (4 dias)

    Relato Dia 1 Chegamos na sexta-feira a Teresina, conforme previsto. Era começo de madrugada. Enquanto esperava o transfer da locadora, vi que galera fazia uma fila quádrupla (!!) na chegada dos passageiros. Tinha fila de taxi, outros dois carros parados em fila dupla, e do outro lado tinha taxi parado também. Sobrava um espaçozinho para quem quisesse passar, o que naturalmente provocava engarrafamento na pequena área do aeroporto. Ehê, Brasil! Nesse dia só fizemos seguir para o hotel e dormir. Acordaríamos horas depois para partir em viagem, agora rodoviária. Partimos pouco depois das 6. Havia muitos caminhões na saída de Teresina, conforme havia lido, conforme previsto. Tinha colocado como meta conservadora chegar umas 14hs em SRN, avisei ao guia. Fui avisando nosso paradeiro nas duas paradas que fizemos. Qdo chegamos no hotel em SRN, em poucos minutos ele estava lá nos esperando (ficamos no Real Hotel, mais central, mas de diária salgada – os preços de hospedagem por lá não são baixos). Conversamos rapidamente, expliquei nosso estilo e o que queríamos (aproveitar ao máximo o dia, não fazer pausa para almoço, mesclar caminhadas com pinturas e visuais), e logo partimos. Nesse primeiro dia fizemos uma longa caminhada mesclando pinturas rupestres e formações rochosas. Foi uma travessia do Sítio do Meio para o Baixão da Pedra Furada. Passamos pelo Boqueirão Pedro Rodrigues, e, claro, pela Pedra Furada, um cartão postal da Serra da Capivara. Paramos o carro num ponto e somente caminhamos dali em diante. Eu diria que foi uma apresentação de gala do Parque. Ainda havia a chance de ficarmos até escurecer para ver o Baixão sob iluminação noturna, mas o corpo estava bem cansado – muito mais da sequência de pouco sono (da noite anterior e dos dias anteriores, no meu caso; além do completo jejum do dia!) e da longa viagem de carro do que da caminhada, sinceramente. Apesar de longa (o mytrail do Rafael indicou 16kms), a caminhada foi tranquila. Visual (1o dia) Famosas pinturas rupestres do Baixão da Pedra Furada Árvore nas pedras Plaquinhas Pedra Furada - cartão postal da Capivara Na cidade, fomos na rua paralela ao hotel para jantar. É a rua onde rola o agito noturno, ao que parece, com bares e restaurantes, geralmente com mesas na rua. Nos dias em que estivemos por lá, tinha um lamentável som automotivo (mas que parecia fazer sucesso com a galera) em volume altíssimo. Jantamos e chapamos.
  15. mcm

    Feriado na Serra da Capivara (4 dias)

    De volta ao Piauí. Por uma causa nobre, muito mais que nobre. A Serra da Capivara. Não sei exatamente quando a Serra da Capivara entrou no meu subconsciente. Nos anos 90 eu gostava de ler e folhear (então raros) livros sobre parques nacionais, nem sempre atualizados. Talvez ele já estivesse lá e talvez tenha entrado no meu subconsciente desde então. Mas não me lembro. Sei que entrou na lista dos lugares a ir nos últimos anos, quando passei a ler e pesquisar com mais frequência sobre lugares a se conhecer no Brasil (e no mundo). No momento que talvez tenha sido o último suspiro do Brasil antes do coma, a Serra da Capivara figurou com merecido destaque no encerramento das Olimpíadas do Rio 2016. Ela, a Serra da Capivara, já estava em alta nos meus planos naquela época. Faltava o plano e a chance. Estive no Piauí pela primeira vez num fim de semana cheio, onde conheci alguns pontos turísticos de Teresina e fui conhecer o espetacular Parque Nacional Sete Cidades, no interior. Foi uma ótima viagem, mas não voltei mais ao Estado. Não é fácil conseguir passagens a preços promocionais para Teresina. E nem dessa vez conseguimos: a passagem foi emitida com milhas smiles, vários meses antes. Custou cerca de 36 mil milhas ida e volta para cada um. Considerando que as milhas smiles são um tanto inflacionadas, achei bom negócio. Quando / clima Busquei muito para o Carnaval, época (teoricamente) já de chuva na área. Sempre achei que precisaria ao menos de 5 dias por lá, já contando os dias quebrados de ida e volta. Mas acabamos fechando para outro momento. Foi no feriado de 12 de outubro (2017). Com a forca na sexta-feira, era um momento talvez ideal para conhecer a Capivara. Mês do BRO, ou seja, secura total. Isso é o que eu achava, com base no que me lembrava de Sete Cidades. Mas o Piauí é grande e as regiões têm climas variados, e ali já me parece ter mais o perfil do Brasil central, com o meio do ano mais seco. Outubro por lá já seria mês de começar a chover. Não choveu dia algum, e fez o tradicional sol escaldante da caatinga brasileira. Outubro, por ser tido como mês de transição da secura para o começo da chuva, também é tido como um dos mais quentes. Rafael, nosso guia, disse que habitualmente estaria mais quente do que a temperatura que pegamos. Pegamos céu estalando de azul todos os dias. Havia algumas nuvens no começo e no fim do dia, no máximo. A paisagem da Serra da Capivara muda radicalmente, dependendo da época do ano. Em outubro estava aquele visual seco de caatinga. Em períodos de alguma chuva, o cenário esverdeia fortemente. Veja o contraste do local entre época chuvosa x seca O Parque Nacional da Serra da Capivara O parque foi criado em 1979. Consta que nos anos 60 uma arqueóloga brasileira, Niède Guidon, estava numa exposição de pinturas rupestres em São Paulo quando um morador de São Raimundo Nonato informou que havia diversas daquelas na cidade dele. E aí a coisa começou. Uma expedição franco-brasileira foi ao local anos depois e foi descobrindo esse tesouro arqueológico que veio a se chamar Parque Nacional da Serra da Capivara. Conforme descrito na wikipedia (em 23 de outubro de 2018), “Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade - UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo.” Estudos em função de achados por lá alteraram concepções arqueológicas vigentes até então. O Museu do Homem Americano indica essas mudanças, ainda que com uma linguagem enviesada. Diversos dos sítios arqueológicos estão abertos à visitação (somente com guia), dentre os outros ainda mais diversos existentes. Há também sítios históricos, há as formações rochosas, a fauna, a indefectível e espetacular vegetação da região. Se eu me conheço bem, caso estivesse sozinho por lá, sem guia, iria querer entrar em cada trilha sinalizada para visitar cada toca ou sítio que estivesse no caminho. Levaria dias, semanas visitando cada um. Mais ou menos como fiz no Camboja (eu me lembro até hoje do menino que nos levava de tuk tuk dizendo que não havia mais templos interessantes, e eu sacava mais um do meu mapinha, pedindo para ele parar – e, para mim, era sim mais um templo interessante!) ou em Bagan (onde era inviável conhecer todos os templos, ainda que tenhamos ido em diversos). Mas é necessário desencanar e confiar no seu guia. Não é para tanto, não precisa entrar em cada um, a não ser que vc seja um pesquisador ou coisa parecida. O guia sabe quais tocas ou sítios que tem pinturas mais interessantes, ou que tem visuais bacanas. E o guia saca os interesses do grupo. Uma boa ideia, tendo tempo, é comprar o livro sobre o parque (vende em algumas guaritas e no Museu do Homem Americano), estudar as trilhas e mapear o que vc quer fazer, eventualmente trocando ideia com o guia. O parque é muito bem sinalizado, com setinhas indicando tocas, sítios, trilhas e etc. Escadas de ferro, degraus em rocha ou pedras cimentadas (ou coisa parecida) mesmo. Estradas de terra transitáveis numa boa por carros baixos (foi sem chuva!), guaritas organizadas, acesso controlado. Somente com guia. Estrutura muito boa. Acima do padrão Brasil. Como / Transporte Não é simples chegar. Fica a mais de 500 km de Teresina. E mais de 300km de Petrolina. Tem aeroporto, e já tem cia aérea voando para lá duas vezes por semana. Os voos não me atendiam (nem por logística, nem por preço), Petrolina não me atendia (idem, nem logística, nem preço), de modo que o jeito era ir por Teresina, que tinha boa logística: chegava na quarta-feira de noite, voltava na madrugada de domingo para segunda-feira. De Teresina seguiríamos de carro para São Raimundo Nonato. Alugamos um carro. Como iria encarar viagem de 500+ km e ainda rodar pelo parque, não mesquinhei dessa vez: nada de basicão, o carro tinha de ter ar e direção. Consegui na Localiza o que achei ser um bom preço para 5 dias, a 465 reais. De combustível gastamos ainda uns 350 reais. Embora várias fontes confirmassem que a viagem dura cerca de 6 horas, o google maps indicava mais de 7. Na dúvida, assumi o pior tempo. Mas as 6 horas se confirmaram. Saímos pouco depois das 6 da matina de Teresina, chegamos ao hotel em São Raimundo Nonato (SRN) quase meio-dia. Com duas paradas no caminho para esticar pernas e/ou abastecer. O waze indicava uma rota meio louca, acho que não considera algumas das estradas existentes. Reforçou minha concepção de que o waze para estradas no interior não é tão eficiente como o google maps. O maps dava o caminho que eu queria seguir. Floriano, Campo do Buriti, SRN, a grosso modo. Importante: mesmo com estradas em ótimo estado, não há pedágios. Desconheço outro lugar no Brasil que conjugue isso: estradas boas não pedagiadas. Sobre combustível: na ida abasteça em Campo do Buriti, última cidade antes de SRN. Combustível por lá estava na faixa de 4 reais (gasolina), enquanto em SRN estava por 4,3. Em Teresina é mais em conta. De Floriano a Campo do Buriti a gasolina estava na faixa de 4. Além dos 500+ km de distância entre Teresina e SRN, vc ainda vai rodar bastante na região do Parque. Qualquer saída, para qualquer das entradas, significa dezenas de kms a rodar. Dentro do parque vc rodará outras dezenas de kms tbm. No total rodamos mais de 1.500 km nos 4 dias. Não dirigia tanto assim havia 20 anos, quando percorri a clássica Rota 66 (dirigi muito mais que isso naquela viagem). Eu achava que dessa vez seria bem mais cansativo do que foi na prática. No fim das contas, achei bem tranquilo. A qualidade do asfalto é bem acima da média brasileira, em praticamente todo o trajeto. Havia obras na saída de Teresina, dentro das cidades é padrão Brasil e já havia alguns buracos entre Campo do Buriti e SRN. Fora isso está muito bom. Longos trajetos retos sem carro nem nada à vista, mas é necessário ter muito cuidado com animais na pista, sobretudo cabras. Uma delas atravessou bem na nossa frente e numa curva. Felizmente não estávamos em alta velocidade. Há burros também, eventualmente. Guia Todos os passeios no parque precisam de guia. A página do parque indica os guias credenciados (mas acho que nem todos). Eu não tinha indicações. No extraordinário relato do Diego Minatel, ele falava do Zezão, mas não achei contato dele. Contatei inicialmente o Wilk (089-81300291), que tinha sido o guia do Ricardo Freire. O Wilk respondeu rapidamente, mas já tinha compromisso para o período. Acho que contatei um mês antes da viagem. O Wilk foi excelente: mesmo ocupado no período, preocupou-se em me indicar outro guia, além de me dar diversas informações sobre o parque. Muito bom! Acabou que o guia indicado pelo Wilk também tinha compromisso e me indicou o Rafael Martins (089-81324551 / 089-94533761). Rafael foi ótimo! Dosou, na medida certa para nós, caminhadas com visuais das espetaculares formações rochosas e pinturas rupestres. Digo isso porque o interesse do visitante varia bastante: vc pode querer fazer longas caminhadas, ou nenhuma caminhada, ou pode querer visitar o quanto puder das pinturas, ou pode querer fazer programas leves de manhã e à tarde, fugindo do sol. Falei com Rafael que queríamos passar o dia inteiro fazendo passeios, sem pausas para almoço (nossos guias sofrem!) e explorar pinturas, visuais e fazer caminhadas. Ele fez roteiros que preencheram isso perfeitamente. Eu tinha alguns lugares que queria conhecer necessariamente e disse isso a ele. De resto, deixei nas mãos dele que organizasse. Sempre sobrava algum tempo, e ele sempre encaixava algum passeio adicional. Muito bom mesmo. Tínhamos a tarde da chegada, dois dias cheios e a manhã do dia de ir embora. Acho que conhecemos mais que o principal das áreas mais acessíveis. A diária do guia estava em 150 reais, e isso já me foi colocado desde o começo pelo Wilk. Dia inteiro, meio dia, só um passeiozinho, não importa, o preço era esse para o dia. Para o grupo, não por pessoa. Eu acho que é negociável, mas achei justo o valor. O Rafael ficava conosco desde o café da manhã até escurecer. Excelente. Saíamos do hotel umas 7 da manhã e voltávamos já escurecendo ou de noite mesmo. A entrada no parque custa 16 reais por dia por pessoa. Estrangeiros pagam o dobro. Já deixamos pago todos os dias logo na chegada, isso facilitava o acesso nos dias seguintes. O lance de pinturas rupestres nunca foi algo que me cativasse, sinceramente. Lembro-me de ver algumas muito bacanas em Sete Cidades, lembro que Urubici também tinha alguma coisa, e outros lugares que já nem me lembro mais. Eu achava interessante, mas não era algo que me impulsionasse a visitar. Mas a Serra da Capivara é isso! Eu estava lá para ver pinturas rupestres também. Inteiramente desencanado de buscar compreender significados, embora praticasse esse exercício eventualmente. Voltei maravilhado. Fauna Muitos mocós. Em tudo quanto era lugar do parque encontrávamos os mocós. Ou corriam, ou faziam estátua. Eram graciosos. A presença deles nas cavernas e tocas, quando não visível, é facilmente identificável pelos cocozinhos que deixam de rastro. Parece que estão ameaçados de extinção em outros lugares. Por lá eles são figurinha fácil. Mocó Além dos passarinhos de montão, inclusive andorinhas, vimos macacos, veados, lagartixas-da-serra, porcos do mato. Tem onça no parque também, mas só vimos (possíveis) pegadas. Esse era meio domesticado Macaco-Prego Comer O hotel tinha café da manhã, então somente jantávamos. Primeiro dia no Varandas, muito bom. Fica na rua do agito (acho que Avenida dos Estudantes), com restaurantes de mesas na calçada. Churrasco e acompanhamentos. 50 pratas a picanha pra 2 pessoas. Segundo dia no Bode Assado do Tanga, também muito bom. 39 reais o bode para 2. Ambiente bem simples, não se iluda. Terceira janta foi dividida entre o Donizete, onde saboreamos uma saborosa paçoca (carne seca) com queijo coalho, e depois a pizzaria do Paulinho, famosa por ter calzone de carneiro, mas que não tinha carneiro naquele dia! Comemos pizza “normal”, então. Eu gostei, Katia não. Galera tradicionalmente almoça no restaurante que fica do lado da fábrica de cerâmica. Estivemos lá uma vez, mas não almoçamos. Esquema buffet, mas que vc paga extra se desperdiçar. Comida parecia boa e cheirosa.
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