Ir para conteúdo

heltonp

Membros
  • Total de itens

    21
  • Registro em

  • Última visita

Tudo que heltonp postou

  1. Nossa, impressionante como na seca o rio fica diferente. Obviamente, voltarei para curtir essa trilha em um dia de sol e com um banho no rio e não de chuva!
  2. Oi Otávio, com certeza. O Parque aqui da Chapada dos Veadeiros merecia e muito ganhar trilhas novas e longas. abs!!
  3. As fotos ficaram ótimas, Renato. E que memória, hein? lembrou o nome de todo mundo! hehehe
  4. a matula é uma delícia. quando estive lá quase saí de ambulância de tanto que eu comi!!
  5. Tive o prazer de integrar um grupo do pessoal do ICMBio que está abrindo uma nova trilha dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. A ideia é criar uma alternativa para quem dispõe de dois dias e quer fazer uma caminhada mais radical. Já tinha combinado com o Renato aqui do Mochileiros uma trilha para o final de semana do dia 12 e 13, mas qual não foi minha surpresa quando ele me repassou o convite que o Fabio do ICMBio havia feito a ele. Aceitei sem pensar meia vez, apesar da previsão de chuva tenebrosa para o final de semana. A trilha tem 15 km no primerio dia e 8 Km no segundo, passa pelo Jardim de Maytrea e termina na base do Morro do Buracão. Saímos por volta das 10h da portaria do Parque e caminhamos até o Canyon 1, que segundo me informaram fica uma boa parte do ano fechada para que o Pato Mergulhão possa botar seus ovos tranquilamente por ali. Até o Canyon 1 a trilha é bem batida, já que é uma trilha oficial do parque. Dali para frente todo o resto está sendo aberto pelo pessoal do ICMBio e, por isso, tem muito vara mato ainda. Segundo nos informaram o objetivo é abrir a trilha em maio. Chegando no Canyon 1, a trilha sai pela direita e avança até chegar em uma área de vereda, em que o pessoal estuda construir uma passagem elevada (assim como no parte final na base do Morro do Buracão). A travessia cruza o Rio Preto duas vezes, uma no primeiro dia e outra no segundo. O objetivo desta expedição foi também avaliar a altura do rio em período de cheia (e ele estava bem cheio). No primeiro dia, atravessei de bota, levei um escorregão e me molhei inteiro, mas no segundo, apesar de estar mais cheio atravessei só de meia e foi muito melhor. Além disso, o Fabio providenciou pelo rádio uma corda que foi fundamental. A trilha tem paisagens interessantes nos dois dia. No primeiro dia, para mim, o ponto alto foi uma florestinha de pinheiros bebês (acho que o nome exato não é esse – são mini pinheiros, parece bonsai) e o visual de de Morro do Buracão e a Baleia também no primeiro dia. No segundo dia, o destaque foi um mirante, de onde a gente tem uma visão de 360. O ponto negativo foi a chuva. Chouveu quase que ininterruptamente durante toda a caminhada. Por sorte, na hora de montar acampamento e cozinhar a chuva tinha dado uma trégua. No segundo dia, até abriu um solzinho rápido quando a gente atravessava o rio, que foi suficente para me deixar com o rosto e com as mãos bronzeadas. (Nem cogitei levar protetor solar já que a previsão era chuva sem parar). Infelizmente tive que optar por aceitar uma carona, já que não queria chegar muito tarde em Brasília e, além disso, tinha pego um mal jeito desgraçado nas costas e assim encerrei junto com uma outra pessoa do grupo a caminhada do segundo dia na cota dos 4 km. A trilha passará por este ponto onde tem uma antena e uma casinha, que serve (acho) de ponto de apoio para fiscalização, combate a incêndio etc. A ideia é construir ali uma área de sombra e alguns bancos para os trilheiros. Dali também parte uma estrada que vai dar na estrada que liga a rodovia a São Jorge. No futuro, quem quiser encurtar o segundo dia poderá combinar o resgate ali tbm. O clima na cidade não estava lá muito amistoso, porque o ICMBio determinou a aplicação de uma resolução de 2008 que não obriga a contratação de guia para entrar no Parque. Agora contrata guia quem quiser. Não vou fazer nenhum juízo de valor sobre essa decisão, mas a impressão que eu tive é que há muita dúvida sobre a decisão ainda. Segundo o pessoal do ICMBio foi feita uma pesquisa que mostrou que 80% dos visitantes do Parque contratariam guia mesmo que não fosse obrigatório. Mas os guias não querem nem saber e diversas placas foram pichadas em sinal de protesto. O ICMBIO argumenta que a entrada em outros Parques Nacionais com trilhas muito mais difíceis (como é o caso da Serra dos Órgãos, por exemplo) não exigem a contratação de guia. Eles estão adensando a sinalização de todas as tilhas dentro parque para garantir que ninguém se perca lá dentro, apesar de as trilhas serem todas muito bem marcadas. Agradeço ao Renato e ao Fábio por terem me convidado para a empreitada. E espero encontrá-los novamente!! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20130115163411.JPG 500 375 Legenda da Foto]Esse é o Fabio, quase se afogando..hehehe. [ ].[/picturethis]
  6. hahaha... quase chamei um taxi foi demais! Trilhazinha pesada e selvagem, digna de duas feras como vcs. Parabéns. Peter, bem vindo ao centro-oeste, sou fã dos seus relatos (tu esquadrinhou aquela chapada diamantina, hein!) Eu aceito acompanhá-los na próxima..hehehe
  7. Caraca, perrengão gostoso esse, hein? Parabéns pela coragem e pelo relato, que ficou muito bem escrito. Fiquei curisoso para ler o texto do Divanei.... abs!
  8. Nunca é tarde para começar, seu pai mandou muito bem! Parabéns, Renato
  9. Sensacional!! Foi essa a caminha que eu perdi, droga! Renato, as fotos ficaram excelentes abraço!!
  10. Oi Renato, esse final de semana eu não posso, mas se for no outro estou dentro! Onde seria?? abs!!
  11. "Ofuro de motel"...kkkk. Parabéns pela bela trilha!
  12. Olá Renato, parabéns pela caminha e pelas lindas fotos. Moro em Brasília, se quiser podemos marcar um dia para trilhar o cerradão goiano juntos!! abs!
  13. Quando me mudei para Brasília em junho comecei a pesquisar trilhas na Chapada dos Veadeiros e logo vi que o Sertão Zen seria uma excelente opção. O problema é que a minha esposa não aguentaria a pernada, então eu precisaria de um final de semana em que ela não estivesse em Brasília. Passou todo o período da seca e pintou um trabalho para ela em São Paulo no final de semana do dia 15, em que a previsão de chuva de cara fez com que eu desistisse do plano orignal que seria acampar lá. Durante a semana entrei em contato com o Marcos (submarcos) aqui do Mochileiro e ele, muito solícito, me enviou um mapa da trilha (http://g.co/maps/wyjd4), já que eu não estava muito seguro porque não tenho lá tanta experiência em trilhas assim. Por sugestão dele, comprei uma bússula e o sertão Zen seria a primeria vez que eu usaria uma bússola na vida. Eu sei que tem que azimutar a bússola e tal, mas estava convencido de que ela poderia ser útil mesmo que não indicasse o caminho com precisão. Confesso que eu estava meio apreensivo se chegaria ou não e a previsão de chuva estava quase me fazendo ficar em casa sozinho durante todo o final de semana. Prefiro mil vezes ficar sozinho no meio do mato! Sai do trabalho na sexta feira pensando em três hipóteses: ir na sexta, ir no sábado ou não ir. Ir na sexta já foi logo descartada porque sai do trabalho meio tarde, então resolvi arrumar as tralhas (que foram mínimas) e ir no sábado. Acordei as 5h da manhã com a intensão de umas 9h estar iniciando a trilha. Rodei um pouco mais de 30 Km sob forte chuva e então resolvi que eu não iria encarar a trilha com uma chuva daquelas. Voltei, decepcionado, para casa. Fiquei no sofá pensando na vida e por volta do meio-dia me dei conta lá fora fazia um lindo dia. Pensei: "quer saber, eu vou!" Tocar arrumar a mochila novamente e partir rumo a Alto Paraíso sem antes deixar de almoçar voando em um restaurante por quilo. Cheguei em Alto Paraíso por volta das 15h arranjei um lugar para passar a noite e fui atrás do começo da trilha. Primeiro fui no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) onde me fizeram preencher uma pesquisa chata e a mocinha perguntou se eu já tinha guia. Respondi que ia sem guia e ela me fez um monte de perguntas tentou me convencer de que eu precisava de um guia. Logo vi que no CAT não ia me dizer onde começava a trilha então fui descendo a avenida principal da cidade e com informações coletadas pelo caminho cheguei a estrada e, depois no início da trilha, onde quase ao mesmo tempo chegou um carro com um homem e uma senhora. Fiquei ali batendo papo com eles. O homem era guia e veio buscar um grupo que estava voltando de lá. Quando a senhora soube que eu ia sozinho ela quase caiu de costas. Antes, ouvi de uma moça : "no sertão zen não se vai sozinho". No começo da trilha tem espaço para deixar o carro, então resolvi que no domingo iria de carro até lá, decisão muito apreciada pelos meus pés e minhas pernas no final da caminhada. Esse guia me disse que eu não demoraria mais que três horas para chegar lá. Então estava decidido tbm que se em três horas eu não chegasse, voltaria. Acordei no domingo às 7h, fui atrás de um café da manhã (a pousada não tinha) e de um lanche para a trilha e as 8h40 estava começando a trilha. A subida é realmente bastante forte, mas como estava com uma mochila levíssima cheguei no topo sem muita dificuldade. Logo que se chega no topo existe uma marco com o número 8 (que deve ser a distancia até a cachu, sei lá) e de lá existem dois caminhos. Um meio que reto, onde vc vê que faz uma curva para a direita e o outro a direita. Talvez esse reto encontre o da direita mais a frente, mas resolvi tomar o da direita porque me pareceu mais batido. Logo a trilha começa a descer e contornar um morrinho que está do lado esquerdo. A paisagem é deslumbrante, com a cidade atrás. A trilha segue bastante nítida, passa por uma subida com o caminho cheio de pedra. Mesmo com o caminho bem nítido eu ia checando na bússola e me alegrando a cada momento que via que a trilha me levava a Leste, como o Marcos tinha falado. Não marquei o tempo, mas não muito longe depois de passar por uma parte mais estreita de pedra com uma árvore do lado direito a mudança no cenário é perceptível. Acho que ali é tal do portal do Sertão Zen. Acabaram as pedras pelo caminho e agora o que se vê é o geralzão descrito no relato do Peter Tofte. Vou avançando sem dificuldade nenhuma de orientação porque a trilha é muito nítida. Há vários pontos onde ela se bifurca ou vira três, mas quase sempre vão dar no mesmo lugar. Apenas em um ponto percebi, na volta, que existe um caminho paralelo ao principal que fica do lado direito de quem vai. A trilha me levou sem dificuldades ao rio. Fiquei tentando descer o rio o máximo que dava, passando de um lado para o outro, mas chegou uma hora que eu não conseguia descer mais. Acho que foi mais ou menos nesse ponto (tinha um poço e uma biquinha) que eu deveria ter encontrado a trilha à direita do paredão de pedra que me levaria até o poção principal e a cachoeira do sertão Zen propriamente dita, mas eu não encontrei. Nessa de ficar procurando a trilha para a cachoeira eu encontrei uma trilha, entre as pedras que em alguns momentos ficava quase imperceptível que me levou ao mirante. Fiquei por ali sentado tranquilamente degustando uma banana quando o tempo se arma para uma chuva torrencial. Engoli a banana, tirei a capa de chuva da mochila e zarpei embora. Ou melhor, pensei que tivesse ido. Peguei um caminho que não me levava a lugar nehum. E a chuva caindo forte! Resolvi voltar. Na volta percebi uma bifurcação que também não levava a lugar nenhum. Voltei para o mirante. Estava começando a ficar preocupado, a chuva estava muito forte e eu já não tinha certeza de onde eu tinha vindo. De repente o que era preocupação virou desespero. Em outra tentativa de sair dali eu voltei pro mirante sem perceber! Andei em círculo! Calculo que fiquei perdido no mirante uns 40 minutos ou mais. A chuva ia e voltava e eu já estava pensando que tinha me lascado de verdade. Se o celular tivesse sinal eu teria ligado pedindo ajuda. Resolvi localizar a pedra onde eu tinha comido a banana e tentar relembrar a direção de onde eu tinha vindo. E dessa vez, deu certo. Para meu alívio achei o caminho! O saldo disso foi alguns tombos, mas sem nenhuma lesão e uma mão cheia de espinhos bem pequenininhos de um cacto que me apoiei cego na chuva. Voltei para o rio, mas não pude descansar nem 10 minutos porque a chuva voltou. Na volta tive alguns momentos de dúvida quanto ao caminho. O que era uma trilha óbvia na ida, depois da chuva ficou um pouco mais confuso na parte próxima da cachoeria onde se anda pelo geralzão com um mato bem alto. Nesse ponto até cheguei a pegar uma bifurcação errada, mas logo percebi. Alternou entre sol e chuva várias vezes na volta, mas a maior parte do tempo foi de sol. Minhas pernas estvam doendo e meus pés também. Encontrei um tatu muito engraçado no meio da trilha. Engraçado porque ele ficou me olhando um tempão, muito desconfiado. E a máquina fotográfica dentro da mochila, dentro de uma sacola plástica. Ainda consegui abrir a mochila, mas quando ele ouviu o barulho da sacola saiu saltitando pelo capim alto. Foi muito cansantivo ficar perdido no mirante e eu quase não tinha descansado. Na volta, parei várias vezes para descansar, mas apesar do cansaço estava feliz por ter conseguido chegar (mesmo que não tenha chegado até a cachoeira) e principalmente por ter conseguido sair do mirante. A paisagem durante todo o caminho é espetacular.
  14. Olá Divanei, que beleza de relato, hein, rapaz!! Uma grande trilha merece um grande texto. Parabéns.
  15. Oi Antonio, muito bom o seu relato. Ele é importante para mostrar que uma traverssia selvagem exige muita preparação e experiência. Esse do perfume e do creme de pentear levou uma boa lição... abs!!
  16. Oi Raffa, parabéns pelo relato. Queria saber se é possível acampar dentro do parque. Eu mandei essa mesma pergunta anteriormente, mas sei lá onde foi parar. Talvez vc tenha recebido ela privadamente. Acomapnho o fórum há anos, mas nunca tinha feito o registro.
×
×
  • Criar Novo...