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Lucas Ramalho

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Tudo que Lucas Ramalho postou

  1. Valeu. Espero que dê certo sua trip. Precisando de alguma dica especifica, é só entrar em contato. Abraço
  2. No começo de dezembro de 2012 estava na Jordânia e segui para o Egito. O ferry saíria às 23h, à 0h ou à 1h. Não se tinha uma idéia exata. Cheguei cedo para garantir meu lugar. Nenhum viajante à vista, apenas locais com centenas de quilos de muambas tentando ganhar a vida do outro lado do Mar Vermelho. A travessia durou uma hora, mas a viagem durou sete. Chegando no Egito não se podia desembarcar. Como que religiosamente, foi aguardado o nascer do sol. Às 5h, uma gritaria no convés me deu a impressão do armageddon, mas ainda era 2 de dezembro e o mundo só acabaria dia 21. Todos tentavam pegar as malas e muambas ao mesmo tempo. Por sorte achei a minha e me esquivando dos outros segui em direção à saída. Mais um pouco de espera e fianalmente pus os pés no Egito. Fui para a famosa Dahab, berço egípcio do mergulho. A temperatura e as condições de visibilidade do mar vermelho garantem uma experiência sem igual. De fato eu tinha medo de mergulhar. Tentara uma vez na Bahia sem sucesso. Então decidi fazer o curso de mergulho para perder o medo. O curso dura cinco dias combinando o iniciante e o avançado. A parte teórica consiste na leitura de livros e vídeos explicativos. A parte prática começa à beira-mar. E logo o medo foi embora. No hostel conheci Lirón, da Dinamarca, e fizemos juntos alguns mergulhos. Os primeiros foram até 12 metros de profundidade. Já dava pra sentir a incrível paz de se estar no mundo submarino. O avançado consiste no mergulho a 30 metros tanto de dia quanto de noite. Na primeira vez que chegamos a essa profundidade, eu tive a famosa narcose nitrogênica, quando o cérebro fica saturado com o nitrogênio alterando os reflexos, o raciocínio e o poder de decisão. É quase como fumar um baseado, só que embaixo d’água. Eu fiquei tonto e sinalizei para meu instrutor Jay que algo estava errado. Ele rapidamente me levou para cima. A 12 metros eu recuperei um pouco o raciocínio. Mas ainda estava em pânico, com a pressão acelerada. Fui me acalmando pouco a pouco. Estes efeitos ocorrem com alguns poucos mergulhadores de primeira viagem que chegam próximo aos 30 metros. Eu fui premiado. Mas só ocorreu uma vez. Nos outros mergulhos profundos tudo se deu normalmente e eu achei fantástica a experiência. É algo para nunca se esquecer e para sempre se repetir. Dahab também é muito barata, os hotéis, a alimentação e o transporte. Nem parece que você está em um paraíso de tão barato que são as coisas. Até pela distância, é um lugar meio alheio ao que acontece em Cairo ou em outos pontos do país. Tanto que lá não se sentia os efeitos da turbulência pela qual passava o Egito na época entre a revolução de 2011 e o golpe de estado de 2013, no qual os militares, auxiliados pelos Estados Unidos, depuseram um governo legítimo e democraticamente eleito. Eu continuei a viagem. Subi o Monte Sinai antes do nascer do sol. Lá, segundo reza a Bíblia, Moisés teria recebido as tábuas da lei diretamente do Senhor. Resta saber como ele comprovou a autenticidade das tábuas, mas isso é outra história. Fui então para Cairo. Uma cidade no mínimo caótica com um trânsito bem difícil de entender. Pra atravessar a rua, a dica era fechar os olhos, abrir o coração e seguir em frente hehe. Tudo era muito barato lá. Havia até um serviço similar ao bom prato e com apenas R$1,00 era possível comer. Visitei lugares bem interessantes. Primeiro e óbvio, as grandes Pirâmides de Gizé e a famosa Esfinge. São grandiosas e é possível entrar em algumas delas. Se o mundo acabasse, seriam um ótimo abrigo, porém faltavam alguns dias ainda. Já a Esfinge, apesar de colossal, não é tão bonita quanto se pinta nos filmes. Mas deixo para avaliação do leitor quando tiver a oportunidade de visitá-la. Fiz o passeio das pirâmides a cavalo e é realmente divertido andar por lá. Me sentia num faroeste caboclo. Escalei uma das pirâmides menores e consegui ótimas fotos. Cairo ainda conta com uma vila-cemitério urbana, com isso quero dizer que as pessoas moram no cemitério. Eu vi até escolas no local. Entrei em umas das tumbas e o rapaz explicou que dormia ao lado de um dos esqueletos. Chocante. Já o museu egípcio de Cairo é fantástico, mesmo para quem não gosta, há tantas relíquias e preciosidades que um dia apenas não é suficiente. Destaque para a máscara de ouro de Tutancâmon. Era 19/12 quando peguei o super econômico trem para Aswan. São 16 horas de viagem sem serviço de bordo e sem escalas. Venha preparado. Como não tinha alimentos comigo, as outras pessoas do trem começaram a me oferecer comida. É como eu digo, as pessoas mais simples são as mais humanas e cordiais. Quanto mais rica, mais provável é que a pessoa seja sórdida e desumana. É óbvio que não é uma regra geral. Encontrei na cidade um grupo de conhecidos japoneses e eles me indicaram o hostel. Lá marquei a ida aos templos de Abu Simbel para o dia seguinte às 4h da manhã. Em uma van, fomos em dez pessoas. Eu sentei no fundo do carro e ao meu lado, uma russa, Victória. Estava sozinha e conversando descobri que ela também temia o fim do mundo. Tivemos afinidade imediata. Estava de férias havia dois meses e caso o mundo não acabasse, voltaria para a Rússia no dia 22. O templo é incrível e um prato cheio para quem gosta de história, com muitos hieróglifos nas paredes, estátuas colossais e uma visão panorâmica do Nilo sem igual. Após a visita, nós decidimos passar a última noite no deserto. Pegamos o trem para Luxor. Já era noite e tomamos um táxi com destino ao deserto, por mais estranho que isso possa parecer. O taxista não entendia o nosso destino. Perguntava onde ficava o hotel. Eu com o GPS apenas indicava as direções para ele, porém eu também não tinha muita certeza sobre o local. Após meia hora ele começou a ficar em pânico e já estávamos bem afastados de Luxor. Ao passar por uma rua de terra, um morador local perguntou o que ele fazia com dois viajantes por lá. Aí começou a confusão. O morador tinha poder de polícia e poderia fazer uma denúncia caso acontecesse alguma coisa conosco (veja como eles se importam com os viajantes). Após 20 minutos de discussão, o táxista já estava bem alterado e optamos por voltar para o centro de Luxor. Lá, levamos mais uma hora até achar um hotel decente. Hotel Nefertiti, nome perfeito. Caso acabasse o mundo, eu estaria nos braços de Nefertiti hehe. Eram 22h, e nós praticamente esquecemos de tudo, até mesmo do fim do mundo. Ele já poderia acabar e estaríamos felizes… Mas ele não acabou. Diante dessa situação inesperada, a russa voltou para a Rússia no dia seguinte e eu, após participar de um casamento muçulmano em Luxor, peguei o avião nas vésperas de Natal para Nairobi começando então uma viagem por outra África, mais brutal, mais dura, mais abandonada. Lucas Ramalho
  3. Depois do Quênia, eu segui viagem para Tanzânia com Thierri, um chef francês que me acompanhava. Fomos direto para Dar es Salaam, capital do país. A cidade é um pouco mais organizada do que Nairobi, mas ainda assim, caótica. Ruas de Terra, má-iluminação, baixas condições higiênicas e transporte degradante estão entre suas características. Não há albergues na cidade e a opção novamente foi se hospedar na casa dos nativos. Dessa vez tivemos uma anfitriã de nome Jay, queniana que vivia na tanzânia. Muitos vizinhos migram para a capital tanzaniense em busca de melhores condições econômicas de trabalho. De fato acontecia algo interessante com ela: como ganhava muito bem em comparação com o restante da população, tinha dificuldades de encontrar um namorado ou marido, já que eles não se sentiam bem com uma mulher que ganhava mais do que eles. Ficamos uma noite em sua casa e no dia seguinte seguimos para a famosa Zanzibar. A ilha nem parece que se localiza na África. Cosmopolita e mais desenvolvida, atrai turistas locais e estrangeiros, viajantes, mergulhadores, trabalhadores temporários e prostitutas. Ela é bem cara em comparação com os outros locais e não é possível encontrar quartos por menos de 50 mangos. Era a última parte da trip de Thierri e nós conseguimos uma ótima oferta. A água da praia é tão límpida que é possível ver o fundo do mar a todo instante. Apesar de ter feito apenas snorkel, mergulhar por aqueles lados é algo que realmente vale a pena. A ilha tem várias peculiaridades, uma delas é a banana vermelha que nasce quase que exclusivamente por lá. Há uma espécie de macaco vermelho que também é nativa do lugar. O cantor inglês Freddie Mercury nasceu em Zanzibar. A ilha foi colonizada pelos portugueses (mais uma vez) e ainda conta com habitações e museus relativos aquela época. Porém logo eles foram expulsos e os turcos reinaram absolutos. Indianos e asiáticos em geral também se instalaram na região. Nós seguimos para Kendwa Rocks, norte da ilha, menos movimentada e com um por do sol espetacular. Restaurantes à beira-mar com ótima comida fecharam com chave de ouro. Festas famosas como a da lua cheia atraem gentes de todas as partes. Infelizmente elas são dominadas por prostitutas que literalmente tentam te agarrar. Bizarro! É bom não beber muito por lá. Eu me despedi de Thierri que estava voltando para Mayotte, onde vive, e segui para Moshi aos pés de uma pequena colina chamada kilimanjaro. Outrora um vulcão ativo, a montanha conta com “apenas” 5895 metros. Para quem conhece montanha, isto é uma altitude considerável. Para subir o Kili, é necessário contratar um grupo com 2 carregadores, 1 cozinheiro e 1 guia. As taxas são exorbitantes. Não se sobe ele com menos de 2 mil. Você paga por dia e muitos acabam optando pelo tempo mínimo de 5 dias e aí começam os problemas. Não é um tempo adequado para uma boa aclimatização. A trilha começa a 2 mil metros e você precisa subir quase 4 mil em 3 dias, já que os outros dois são para a descida. Comigo ainda foi pior: eu fiz o ataque ao cume na segunda noite, já que o guia pensou que eu estava preparado para isso. Sem experiência com altitude, nós fomos direto do primeiro abrigo a 2900 metros para o último abrigo a 4900 metros. Chegamos lá no entardecer do segundo dia e eu logo comecei a sentir os efeitos colaterais da subida rápida. Dores de cabeça, taquicardia, cansaço, sonolência, eu não conseguia comer nada e mesmo a sopa que me deram eu vomitei. Na mesma noite nós começamos o ataque. Eu estava extremamente cansado e subia lentamente. Todos os outros me passaram e quando eu percebi que não teria condições de subir, optei por voltar para o abrigo e cancelar o ataque. Descansei e na manhã seguinte o guia já se preparava para ir embora quando eu bati o pé: eu iria tentar novamente. Geralmente após falhar no ataque, todos os trilheiros acabam tendo que dar meia-volta e desistir da expedição. Mas eu ainda tinha 2 noites e não iria sair de lá sem tentar novamente. O plano foi voltar para o abrigo intermediário, a 3700 metros, se aclimatizar melhor e atacar o cume na última noite. O guia ficou relutante com isso, mas eu insisti e ele acabou cedendo. Eu descansei bastante na terceira noite, comi muito bem e nós então subimos vagarosamente até o último abrigo. Ao chegar lá, estava bem melhor do que na primeira vez, mas ainda sentia uma leve dor de cabeça. Pelo menos consegui dormir por duas horas e comer alguma coisa. À meia-noite iniciamos o ataque e eu me sentia muito bem. Porém, conforme subíamos, os efeitos da altitude se intensificavam e tivemos que diminuir o ritmo. Eu fazia diversas paradas e estava ofegante. Ao alcançarmos os 5600 metros, finalmente o terreno se tornava mais plano e assim conseguimos fluir pela montanha. Agora o problema não era tanto a altitude, mas sim o frio. Eram cinco da manhã e o sol ainda iria demorar mais uma hora para aparecer. Eu congelava. Como me movia devagar, o calor do corpo não conseguia balancear a temperatura. Mas seguimos em frente. Na última parte, a trilha se encontra com outras duas e foi possível então perceber a quantidade de pessoas naquele lugar. Uma serpente de luz que rastejava montanha acima. Era lindo. Exatamente na hora que o sol nasceu às 6h22min eu consegui atingir o cume. Uma experiência para a vida toda. Do teto da África era possível ver a grandiosidade e imensidão do continente e do planeta. Um pedido de casamento emocionou a todos e histórias de superação ecoavam naquele lugar sagrado. Mas não havia muito que esperar, 5 minutos depois já iniciávamos a descida. Voltamos direto como um foguete. Era meu último dia na montanha e caso eu pernoitasse outra noite, teria que pagar ainda mais. Naquele dia, depois de passar a noite inteira acordado atacando o cume, nós caminhamos quase 40 quilômetros montanha abaixo e atingimos a entrada do parque na hora do fechamento, às 17h. Missão cumprida. Eu voltei pra Moshi e tive uma refeição digna de deuses e aproveitei para agradecer o Deus Óreas das montanhas que novamente protegeu este caminhante que vos fala. Deixei Moshi com um sorriso na cara, passei rapidamente por Arusha e me dirigi então para Uganda, onde tive ótimas e péssimas experiências. Caso queiram ver mais fotos: http://bomdiauniverso.com.br/portfolio/tanzania/ Abraços Lucas Ramalho
  4. Aproveitando o final do mês de outubro, nós decidimos realizar a famosa travessia entre Extrema-MG e Joanópolis-SP. Seria o batismo da Patrícia no mundo das trilhas e eu estava encarregado de guiá-la sã e salva por entre os perigos da floresta. Antes de mais nada somente recomendo esse percurso pra quem já tem experiência com trilhas já que não há placas indicando o caminho e é muito fácil se perder por lá. Além disso o clima é bastante instável e o que é aparentemente um lindo dia ensolarado pode virar uma poderosa tempestade. Nós chegamos em Extrema-MG de carro às 10h da manhã. Estacionamos perto da rodoviária e deixamos o carro por lá. Após conseguirmos algumas informações do começo dela com os locais, colocamos o pé na estrada, ou melhor, na trilha. Da rodoviária até o começo dela são apenas 15 minutos. Basta perguntar onde é a trilha da pedra do sapo e as pessoas te indicarão o caminho. A única placa da trilha está justamente no começo dela e depois não há mais nada. Mais 20 minutos de caminhada e vocês devem chegar na biquinha, um pocinho com um cano no fundo por onde a água sai. Na verdade nós chegamos a um terreno cercado e então seguimos pela direita beirando a cerca e logo adiante foi possível ver a trilha principal. Ao descermos 30 segundos de volta pela trilha achamos a tal biquinha. Então voltamos e subimos em frente. Mais 15 minutos e nós chegamos ao que aparentemente era um reservatório de água, talvez fosse o bicão, talvez não. Não havia água por lá, apenas canos e caixas d’água quebradas. Seguimos então morro acima por uma trilha que aparece à direita desse “bicão”. A subida é bem íngrime e a Paty patinou um pouco hehe. A trilha vai fechando e não é a principal, mas nós seguimos por ela e em mais 20 minutos chegamos a um cruzamento de trilhas. Pela direita, uma trilha bem batida que era provavelmente a principal, pela esquerda talvez uma continuação de trilha, porém mais fechada e em frente a trilha que vai dar na torre da Embratel e no morro dos Cabritos. Se você veio pela principal, então deve subir à direita nesse cruzamento, e se pegou a alternativa, é só subir em frente. Nós ficamos em dúvida se estávamos certos, porém após minutos de indecisão, seguimos em frente. Em 20 minutos, chegamos a uma clareira com uma pedra enorme na frente. Traços de acampamentos recentes e fogueiras nos indicaram que aquele era o caminho certo. Subimos à direita e continuamos a trilha. Andamos por 20 minutos até nos depararmos com um regato de água entre duas pedras. Se você seguir em frente, irá em direção ao morro dos cabritos. Ao invés de seguir em frente, nós pegamos à direita antes desse córrego e logo em seguida à esquerda. A trilha é bem batida e é só continuar por ela. Ela vai subindo, porém tem uma leve descida já no final. Após quase 30 minutos avistamos à famosa torre da Embratel. Comemoramos e comemos alguns morangos silvestres que nasciam por lá. Então contornarmos a torre e saímos na estrada das pousadas. Dali basta seguir pela estrada até o trevo e de lá subir por 30 min em direção à rampa de Voo Livre e Pedra do Cume ou Pico do Lopo. Porém uma tempestade estava se formando e nos pegou no meio da estrada. De repente um carro apareceu no meio da chuva e nos ofereceu carona até o topo. Nós fomos no porta-malas do corsinha, já que havia cinco pessoas dentro dele. Foi bem divertido. Em cinco minutos chegamos ao topo e a chuva gelada congelava a gente. Nos abrigamos atrás de uma pedra, porém a tempestade não passou. Eram 17h e tínhamos que procurar um lugar para acampar. 30 segundos antes do Pico do Lopo, uma entradinha do mesmo lado dele nos levou até uma clareira na qual colocamos a barraca. Já dentro da barraca ou do barraco hehe, nos secamos. Cozinhamos um macarrão integral com azeitonas, cenouras e tomates e dormimos. Estávamos super cansados e o dia seguinte seria longo. O som da chuva e da mata é maravilhoso e relaxa até os mortais mais estressados. Dormimos 12 horas seguidas e acordamos com um lindo sol e uma vista encantadora. Após fotos, meditações, deslumbres, arrumamos as coisas e voltamos até o trevo. De lá seguimos em direção à Joanópolis. A estrada passa por várias pousadas. Após quase uma hora chegamos a uma bifurcação. Pegamos à direita seguindo uma seta azul e logo chegamos a uma casa. Não havia ninguém, apenas três cães e uma família de porcos com dois bebês lindos. Nós fomos até a lavanderia para pegar água e eles nos encurralaram lá dentro. A mãe e o pai não estavam muito felizes com a nossa presença e nós tivemos que espantá-los senão eles nos atacariam hehe. Saimos do terreno e seguimos pela trilha imediatamente à esquerda dela. Mais a frente a trilha vai afinando até chegar a um terreno pedregoso. Dessa vez um bode e uma cabra estavam protegendo o lugar. Era a entrada de outra pousada. A Paty pensou em voltar, mas eu conferi no GPS e para cortar caminho, nós teríamos que cruzar essa pousada e pegar a estrada do outro lado dela para seguir em frente. Porém o bode também não estava feliz com a nossa presença e veio em nossa direção para desespero da Paty. Nós pegamos os bastões de caminhada e ensaiamos uma possível luta. Eu recuei um pouco e eles pararam. Então nós os atraímos para fora da entrada da pousada para então conseguir cruzá-la. Porém eles não desistiram tão fácil e começaram a nos perseguir estrada abaixo. Nós batíamos os bastões nas pedras e gritávamos para tentar afugentá-los, a cena era bizarra hehe. Finalmente a cabra recuou, após alguns gritos de apavoro da Paty e logo em seguida o bode também. Chegamos então à entrada principal da pousada. Não havia ninguém nem mesmo cachorros para nossa alegria. Depois de porcos e bodes, nós estávamos preparados para tudo hehe. Chegamos até a outra entrada e de lá a uma estrada larga que seguia em frente. Após uma hora e meia de caminhada passando por diversas pousadas e uma tempestade chegamos até a rodovia. Missão quase cumprida, pegamos então uma carona e dois ônibus de volta à Extrema. Comemoramos o sucesso da trilha e o batismo da Paty na padaria do Gordo bebendo um delicioso café com leite e comendo um pãozinho de alho fantástico. Existem diversos caminhos do Pico do Lopo até Joanópolis, nós levamos apenas duas horas e meia até a rodovia e saímos a 7 kms da cidade. Pela estrada principal, leva-se mais tempo, porém não é preciso enfrentar animais pelo caminho. Lucas Ramalho
  5. Eu voei do Cairo para Nairobi na véspera do natal de 2012, mas sem bagagem. A horrível companhia aérea Etiopian Airlines deixou minha bagagem na Etiópia, onde o avião fez a escala. Engraçado que aconteceu o mesmo com no mínimo mais vinte passageiros. Disseram que chegaria no Natal, presente da companhia, e chegou. Passei o natal na casa de Hellene e David, uma família queniana. Com dois quartos e uma sala, eles viviam com seus filhos e pais. Eu dormi na sala envolto em uma nuvem de mosquitos. Mas eles me tranquilizaram de que por lá não havia Malária. Eu me recusei a tomar os duvidosos medicamentos que supostamente preveniriam a doença, os efeitos colaterais eram piores do que a própria Malária e eles não eram 100% efetivos, longe disso. Mas tem gente que adora tomar um remédio. David me levou para conhecer um pouco do centro. A comida lá é super barata, mas é sempre um tiro no escuro. Ele insistiu para que eu provasse uma carne que estava na grelha de um bar, mas eu decidi não arriscar, lembranças da carne de pombo que eu comi no Marrocos me vieram à cabeça. Eles me receberam de coração aberto e foi muito especial passar o natal na casa deles. Lá também conheci o divertido Chef francês Thierri da idade do meu pai que fazia um tuor pelo país. Começamos a viajar juntos. Fomos fazer o famoso Safári Maasai Mara. 3 dias para conhecer toda a reserva e os big five: leão, elefante, leopardo, búfalo africano e rinoceronte. Desses apenas o leopardo eu não avistei, já que ele costuma se esconder na copa das árvores. Em compensação, testemunhei uma tentativa de caça de uma mãe gueparda contra uma gazela que foi incrível. Ela passou rente à minha janela e eu pudia até tocá-la. Me sentia em um documentário do National Geographic. O povo Maasai é uma tribo que históricamente vive na região. Eles constumam andar com cangas vermelhas ao redor do corpo, de sandalhas, braceletes e jóias e com várias pinturas brancas no rosto. Tem um vídeo na net de uma outra tribo que vive no Quênia, Dorobo, em que três homens roubam a carne que 15 leões conseguiram, dá uma olhada aqui pra começar a entender um pouco mais. Fodidos, não? A palavra canga vem do Suaíli, idioma original daquela região, que é incrivelmente fácil de se aprender. A famosa expressão Hakuna Matata também vem de lá e significa não se preocupe ou sem problemas. A visita pelo safári inclui também um passeio de 300 metros ao longo de um rio acompanhado de um segurança armado. É o único momento em que se pode caminhar pela reserva. É possível avistar crocodilos na outra margem e hipopótamos se banhando no rio. À noite, dormimos fora da reserva em um hotel com diversas cabanas. De manhã, um café da manhã e uma nova visita. Gazelas, girafas, chacais, avestruzes, abutres estão entre os outros animais avistados por lá. A reserva ainda conta com uma pista de pouso de terra e quem tem mais grana geralmente vai direto da capital para a reserva nos aviões de até dez lugares evitando assim os perigos da estrada. Ainda com Thierri, fomos passar o ano novo em Mombasa, litoral do Quênia, que foi em parte colonizada por Portugal (eles adoram uma praia), mas também conta com uma forte presença indiana. O centro da cidade inclui diversas casas antigas e um forte. Ficamos em um camping na beira da praia. A celebração da passagem do ano foi por incrível que pareça em um shopping center, um dos únicos da cidade. Jantamos em um restaurante anexado e já perto da meia-noite três damas aparentemente embriagadas ficaram apenas de calcinha no meio do restaurante fazendo uma espécie de rebolation. O gerente era brasileiro e ficou furioso com a cena bizarra huahuahua. Tem coisas que só são vistas quando se viaja. A praia tem uma água bem agradável e é incrivelmente limpa. A cidade tem um vento constante e a prática de kite surf é bem comum por lá. Logicamente os praticantes são em sua maioria europeus de passagem pelo país. Não foi dessa vez que me aventurei nesse esporte. Minha iniciação foi no Vietnã, mas isso é outra história. Mais fotos em http://bomdiauniverso.com.br/portfolio/aventuras-e-loucuras-do-quenia/ Lucas Ramalho
  6. Já havia visitado Peruíbe algumas vezes, inclusive indo até Barra do Una dentro da reserva da Juréia. Só que dessa vez resolvi fazer o trajeto de Barra do Una até o Guaraú a pé. Pela estrada são 20 quilômetros por dentro da reserva. Já pelas praias com um visual bem mais interessante são 16 km. Passaria por praia do Una, Caramborê, praia Deserta, Juquiazinho, Parnapuã, Arpoador, Guarauzinho e finalmente Guaraú. A idéia inicial era ir pelas pedras, mas após consulta providencial ao André Pimentel que conhece bem Peruíbe, mudei de planos e resolvi fazer pelo menos um trecho de vara mato entre a praia Deserta e Juquiazinho e o restante iria pelas trilhas existentes. Mapa com mais detalhes: http://www.bikely.com/maps/bike-path/barra-do-una-peruibe Muito bem. Antes das 6h já estava de pé. Iria fazer a trilha sozinho. Peguei o carro e de Peruíbe me dirige a Barra do Una num trajeto de 27 quilômetros e 1 hora e 15 minutos. Chegando num botequinho da vila, tomei dois cafés com leite e proseei um pouco com os moradores locais. Me falaram de um antiga trilha que havia da praia Deserta até Juquiazinho pela crista do morro, mas que certamente já estava fechada. Um dos rapazes me alertou para o perigo de fazer a trilha sozinho, pois eu poderia me machucar, poderia aparecer algum animal ou até mesmo uma assustadora alma penada. Conversa de lado, comecei minha caminhada as 7h e 20min. Meia hora depois já sai no Caramborê. Deve se passar pelas pedras no final da praia tomando cuidado pois elas são bem escorregadias. Mais 20 min e eu desembarcava na Deserta agora por uma trilha óbvia por entre a mata. A partir daí eu começava realmente a realizar o vara mato pra chegar até a praia do Juquiazinho. Entrei pelo meio de duas pedras que encontrei no final da praia e comecei a subir o primeiro morro em meio as teias de aranhas. O caminho inicial é relativamente fácil, basta ir acompanhando à esquerda a pedreira que surge pra então chegar ao topo do primeiro morro. Em seguida fui circundando o próximo morro evitando descê-lo e acompanhando a crista passando por três pequenos vales para enfim começar a descer e descer na direção noroeste e acabar saindo na estrada que vai para o Juquiazinho. Eram 9h 10min e como minha intenção era seguir pelo topo dos morros e não pela estradinha, eu resolvi voltar para o morro e continuar o vara mato. Subi novamente até a crista e continuei caminhando evitando descer demais. Em alguns trechos a mata fechava e eu precisava usar bastante as mãos para me desviar dos galhos e espinhos que surgiam pela frente. Algum tempo depois cheguei ao que parece o ponto mais alto daquele vara mato, onde havia uma árvore sobre uma pedra. A partir dai desci já em direção a praia saindo de volta na mesma trilha às 11h 20min, soh que agora com apenas mais 5 min de caminhada até Juquiazinho. Outra praia deserta, havia apenas três pescadores e eu segui em frente procurando a trilha. Após cruzar sua metade vi a trilha óbvia que se abria em direção aos morros. Após passar por uma placa de alerta de área particular e uma escola fechada e algumas bifurcações onde mantive à direita, desembarquei meio-dia em Parnapuã. Pois bem nesta praia por grande distração acabei não encontrando a trilha e resolvi fazer outro vara mato até Arpoador. Aí começou realmente meu perrengue. A estratégia era subir o segundo morro e circundá-lo sentido anti-horário. Este trecho era realmente mais difícil, a mata era muito fechada, desniveis mais altos, muitas bromélias e muitos espinhos até na cara. Em alguns trechos cheguei a engatinhar pra passar. Já na descida começando a dar a volta no morro, descia desníveis de até 3 metros no estilo macaco me pendurando nos galhos e me soltando no chão. Eu estava na metade da volta no morro quando ele começou a ficar mais íngrime, as árvores rareavam, só havia bromélias quase na horizontal e eu sem para refletir tentava avançar lentamente. Pisava na vegetação sem sequer tocar no chão e sendo atacado pelos espinhos. Parei um instante para tirar esta foto exclusiva, onde vemos Peruíbe ao fundo: Mas meu perrengue continuava. Já passava de uma 1h e meia desse vara mato. Enquanto insistia pelas bromélias, minha água acabava e eu começava a ficar exausto. Eu estava com luvas de ciclista, então meus dedos acabavam ficando expostos aos espinhos. Tinha alguns salgadinhos, mas como já estava no último gole de água, resolvi adiar um pouco para matar a fome. Eu já me preocupava com as horas achando que não iria conseguir mais descer da montanha, quando resolvi parar e respirar fundo. Elevei minha confiança, comecei a agradecer por aquela aventura e na verdade passei a respeitar mais a natureza ao meu redor. Vi onde estava errando, resolvi voltar um pouco e subir de novo para o topo e tentar dar a volta pelo outro lado do morro buscando um caminho mais fácil para descer. Um tempinho depois e encontro um pequeno filete de água escorrendo para minha alegria e felicidade. Bebo um gole da preciosa água mesmo com um pouco de terra e começo a subir por ele. Chegando já perto do topo, com o caminho mais aberto do que com as bromélias, começo a descer a encosta seguindo uma grande rocha que afunilava no vale. Era claramente uma corredeira de água da chuva e eu descia esfuziante de alegria sabendo que dessa vez sairia na praia. Já quase no fim da descida, começo a ouvir um forte barulho de queda de água. Era uma pequena cachoeira. Eu entrei em êxtase quando a vi. Não pensei duas vezes, me joguei dentro dela e fiquei meia hora me banhando. Naquele momento era tudo que eu precisava. Eram 14h 15mim quando comecei a caminhar pela praia. Avistei 2 pessoas, aparentemente vigias da reserva. Tive que parar pra conversar com eles. Me explicaram que aquela praia era de acesso fechado para visitantes e que geralmente recomendavam as pessoas voltarem, o que depois de todo esse perrengue seria bem difícil. Me falaram que havia uma trilha óbvia entre as duas praias que eu passei batido. Após observarem bem meu estado, disseram que eu poderia os acompanhar até a próxima praia. Fui até a base deles entre as 2 praias, onde pude desfrutar de uma pequena refeição com eles. Após algumas minutos de prosa eu os acompanhei até a praia do guarauzinho de onde exatamente às 15h 40min me atravessaram gentilmente de barco até a outra margem do rio Guaraú. A travessia estava quase completa, restava caminhar até o ponto e esperar o demorado ônibus até Barra do Una de onde poderia pegar meu carro e voltar pra casa. Eu esperei na padaria com direito a brejas e queijo quente. Eram quase 21 horas quando cheguei em Barra do Una após pegar um busão pau de arara que ia a toda velocidade pelo estradão da reserva. Estava exausto, mas feliz com a aventura pelas matas da Jureia.
  7. Ah sim. O nome dela eh "Ventania", uma Caloi 10 da década de 70. Minha primeira bike e que me acompanha até hoje nas pedaladas mais longas. Abraço
  8. Ano novo tradicionalmente passo em Peruíbe e já fazia um tempo que queria ir de bike pra lá. Dessa última vez logo depois depois do natal resolvi fazer o trajeto pedalando. Pela Imigrantes e Anchieta normalmente não se pode pedalar, então restava duas opções: Mogi-Bertioga e Rodovia Régis Bittencourt. Eu já havia feito a descida pela primeira até santos, então optei pela Régis. Muito bem como decidi em cima da hora, acabei indo sozinho. O plano era sair as 6h do Butantã rumo à peruíbe no dia 28, mas eu fiquei tão ansioso que resolvi sair as 23h do dia anterior mesmo. Sai de São Miguel rumo a Itaquera, peguei o metrô e desci na estação Butantã 00h 20min de onde de fato começava a pedalada. Perguntei ao guardinha do metrô como chegava na Rodovia a partir da estação, ele fez uma cara de dificuldade, mas me explicou dizendo que de bike até a Régis era meio longe!! Mal sabia ele que eu iria até Peruíbe. Naquele horário quase não era incomodado pelos veículos, tirando um ou outro que passava buzinando que nem louco. Estava com 2 lanternas, uma realmente bem forte, o que a noite é algo essencial e pode garantir o sucesso da viagem. Mantive um ritmo bom pelo acostamento passando por Embu das artes e se aproximando de Itapecerica quando comecei a me perguntar se realmente haveria esse acostamento por toda a rodovia. Do contrário teria que esperar no mínimo o amanhecer para seguir viagem já que os caminhões passavam a toda velocidade pela primeira faixa. As 2h fiz minha primeira parada num posto Br onde pude comer um lanche que havia feito em casa. A partir de Itapecerica, a rodovia ficava totalmente escura e eu dependia exclusivamente de minha lanterna. Em algumas poucas subidas, o acostamento virava segunda faixa e eu tinha que me equilibrar bem no cantinho para não ser carregado pelos motoristas. Lá pelas 4h fiz minha segunda parada já em Juquitiba. De volta a estrada, peguei o grande descidão do início da serra do cafezal e já imaginava a subida. Nessa altura fiz mais uma rápida parada já esperando o amanhecer para começar a subida sem acostamento que eu pensava ser bem longa. Pra minha alegria e espanto a subida era curtinha e eram 6h quando começou a melhor parte da viagem: 20 quilômetros de descida em pleno amanhecer com o visual incrível dos morros da região com pouca neblina e vento na cara. Este momento valeu toda a viagem. Segui viagem. Passei pelo segundo pedágio e cheguei ao trevo sentido Peruíbe quando algumas gotas de chuva anunciavam a sina do paulista que vai pro litoral no fim do ano. Já estava na interminável rodovia Padre Manoel da Nóbrega, quando às 8h parei pra tomar um suco de manga e um café com leite pra acordar. Veja minha cara de conforto por sentar um pouco na cadeira. Após alguma prosa com os clientes que admiraram minha coragem, voltei a pedalar pela rodovia que tinha mais subidas do que descidas e um suposto acostamento que ora tinha muita lama, ora tinha muita pedra e nada de asfalto. A chuva não dava muita trégua e meu corpo começou a sentir um pouco de cansaço principalmente pelas subidas bem íngremes e irregulares. Passei Pedro de Toledo, Itariri e nada de chegar em Peruíbe. Psicologicamente eu falava pra aguentar que já estava chegando. Mais adiante uma placa indicava Peruíbe à direita onde o acostamento já melhorava um pouco. Eram os últimos 10 kms. Não haviam mais subidas e descidas, apenas retas e eu já via sinais de vida, pessoas andando e ciclistas. Meu corpo estava no automático, cansado, enlameado, molhado nas pernas, mas às 11h ele chegava finalmente no centro do Peruíbe, mais precisamente em frente a um restaurante onde pode tomar uma cervejinha e devorar um grande prato de comida apimentado e saboroso. Estava feliz e satisfeito com esta aventura e após pedalar os últimos 5 quilômetros dos 170 até em casa, tomei um merecido banho quente e pude descansar até de noite.
  9. Mais um ótimo bate-volta. Agora sabemos da trilha existente até o morro do careca. Valeu a todos pelo perrengue.
  10. Muito feliz de ter participado desta aventura. Bem desafiador passar pelas cinco cachoeiras, mas conseguimos com bastante determinação cumprir nosso objetivo. Valeu pelas companhias, pelas risadas, pela bebemoração. Que venham as próximas!!
  11. Estive em Colares há dois e dias e acrescento também como atração a enorme e centenária árvore samaumeira de Colares. Além disso, para quem se interessa por ufologia, operação prato, parapsicologia, radiestesia, hipnose, política, rádio, viagens e muito mais, sugiro fortemente uma conversa com o senhor Hilberto Freitas, diretor da rádio comunitária Rosário. Todos o conhecem na região e sem dúvida ele tem muito o que falar. Em relação a pousadas, há poucas disponíveis, até pelo tamanho da comunidade. Eu fiquei na Zolima e paguei barato e apesar de não ter encontrado área de camping, recomendo também acampar na região.
  12. Olá pessoal. Estou indo para Cusco no carnaval. Li todo o tópico e estou com uma dúvida: pretendo fazer o passeio do vale sagrado e já ir direto pra Aguas calientes. Eu precisaria comprar a passagem de trem de Ollantaytambo pra AC agora ou na hora eu encontro passagens e qual seria o valor, pois eu vi no site do incarail e o trajeto ida e volta está 100 dólares. Valeu
  13. Fernando de Noronha é um passeio caro, porém todas as suas belezas naturais valem a pena. Fiquei 4 dias por lá que eu acho que é o ideal para conhecer a ilha sem gastar tanto. Fiquei em uma casa mesmo da Maria de Gouveia das mais baratas da ilha. É bem simples, mas fiquei em um quarto grande e com banheiro tel. 81 3619-1827. Eu recomendo que você compre snorkel e nadadeira antes de ir para a ilha, o aluguel custa 15 reais. voce pode ver peixes, tartarugas, corais, tubarões, principalmente na praia do porto (a melhor), e do sueste. Nao fiz o mergulho em apnéia, mas uma amiga minha fez e nao viu nada muito diferente do que eu vi com snorkel, tirando a liberdade de você estar em baixo da água e ter maior deslocamento. Voce pode ir para quase todos os passeios na ilha de onibus, passam de meia em meia hora e custam atualmente 3 reais e 10 cents. O taxi a partir do aeroporto para as vilas custa 20 reais em geral. Leve protetor solar e bastantes alimentos para a ilha. Qualquer visitinha ao mercado sai bem caro e você nao tem muitas opções de compra. Pra almoçar e jantar você desembolsa em geral 40 reais por vez. Eu experimentei a carne de tubarão no museu do tubarão e gostei. Reserve antes o jantar do zé maria e o passeio do atalaia. Caso queira andar a pé pelas praias, vá em maré baixa. Não faça como eu que tive que se aventurar pelas montanhas e grandes pedras quanto a maré estava alta. A correnteza na ilha é grande. Cuidado ao nadar e surfar. Fique atento e perto da areia. A noite é morta na ilha, mas voce pode ir nas palestras do tamar muito interessantes. tenha espírito de aventura e aproveite este grande santuário ecológico do Brasil e do Mundo.
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