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  1. ALTO GRANDE X ESPELHO Estávamos à beira do abismo colossal quando ele apareceu, vindo sei lá de onde. Como um dragão cuspidor de fogo, parecendo ter saído das páginas do apocalipse, veio em nossa direção, sobrevoou os vales do Rio Cachoeira, Puruba e Verde, passou próximo da Montanha mais alta de toda a Serra do Mar Paulista e botou força nos seus motores e suas hélices. Ninguém sabia o que estava acontecendo, uns gritavam que era a Polícia Militar, outros insistiam que se tratava da Federal, eu mesmo só pensava em não cagar nas calças diante daquela cena dantesca e inusitada. Aquela era sem dúvida uma das montanhas mais isoladas de Ubatuba, lugar onde pouca gente já teve a honra de botar os pés e o seu nome refletia a angustia presente no olhar de cada um daqueles dez aventureiros que ali estavam, depois de uma jornada duríssima até o seu cume, esquecido pela civilização. Quando pairou sobre nossas cabeças, há 5 metros do chão, eu pensei em fugir, mas atrás de mim uns 500 metros de vazio me dizia que era caminho sem volta e aquela frase clássica escapou da minha boca num sussurro quase inaudível: “ AGORA FUDEU! Agora fudeu de verdade “ A EQUIPE: Régis ferreira, Paulo Potenza, Luciano Carvalho, VGN Vagner, Daniel Trovo, Divanei Goes de Paula, Rafael Araujo, Alan Flórido, Maurício Carbone e Thiago Silva(fora da foto) Se fizéssemos uma pergunta sobre qual o CUME da Serra do Mar de São Paulo, muitos daqueles que estão acostumados com os esportes de aventura e detêm um mínimo de conhecimento, vão dizer logo, com razão, que essa montanha é sem dúvida o TIRA CHAPÉU ( 2088 M) , mas outros poderiam contestar e chutariam que a mais alta é a Pedra da Bacia( 2090 m , mas nunca provado) , as duas turística e de fácil acesso, situadas lá pelas bandas de São José do Barreiro, no Parque Nacional na Serra da Bocaina. Pois bem, mas quando nós dizemos Serra do Mar Paulista sempre estamos nos referindo a sua parte litorânea, seu espigão fantástico, coberta de florestas quase intocadas, de onde rios selvagens escorrem do planalto em direção ao mar, num dos mais lindos ecossistemas do mundo. Dos 16 municípios que compõem o nosso litoral, QUAL SERIA A MONTANHA COM MAIOR ALTITUDE E ONDE ESTARIA LOCALIZADA, ou seja, QUAL O CUME DA SERRA DO MAR PAULISTA, em todo seu litoral? Durante muitos anos em que estivemos explorando a Serra do Mar, essa pergunta sempre martelou em nossas cabeças, muito porque nos faltavam mapas confiáveis e cartas com divisas de municípios e unidades de conservação. Quando meus estudos técnicos começaram antes da EXPEDIÇÃO que descobriu o Cume da Serra dos Itatins/Juréia, fui empurrado para o litoral norte tentando descobrir se aqueles picos gigantes, em se tratando de Serra do Mar, estavam ou não localizados na Bocaina e sinceramente na época, não consegui angariar informações convincentes, tanto que os 1425 metros do Pico Desmoronado nos Itatins, que eu pensava ser o cume da Serra, acabamos nem nos apegando a isso, porque faltava uma confirmação. Para muita gente, ou pelo menos para uns 99 % delas, o CORCOVADO de Ubatuba seria o cume de Ubatuba e para alguns vai muito mais além, alguns afirmam que seria o ponto mais alto também da Serra do Mar, inclusive até para alguns órgãos oficiais, uma vergonha gigantesca, uma desinformação que chega a ser patética diante do nanismo do Corcovado que não passa de míseros 1.181 metros. Outros mais antenados apostariam suas fichas no Cuscuzeiro (1278 m), ainda que pertencendo a Bocaina, mas situado também em Ubatuba. E por fim, alguma meia dúzia de gato pingado, e gente mais letrada em se tratando de estudos de mapas, irá dizer que existe um pico na divisa com Parati que atende pelo nome de PEDRA DO ESPELHO, mesmo que jamais tenha botado seus pés lá. A PEDRA DO ESPELHO eu já tinha ouvido falar e havia chegado a ela nas pesquisas dos mapas, mesmo não tendo essa certeza toda, mas havia algo que me intrigava: Pouco mais de dois quilômetros e meio ao norte/noroeste do Espelho, um cume proeminente me dava quase a certeza de que o Espelho era mais baixo e quando tive acesso a alguns mapas mais detalhados, a minha dúvida começou a ruir. Era certo que aquela montanha estava acima dos 1600 metros, mais de 100 metros acima do Espelho, mas tinha um, porém: Aquele pico até então desconhecido e sem nome, ao menos para mim, pertencia a Cunha-SP ou a Ubatuba-SP, pertencia a Serra do Mar ou a Serra da Bocaina? Aí alguém poderá me perguntar que diferença faria isso e eu simplesmente diria que se esse pico pertencesse a Cunha ou pior ainda, a Paratí-RJ, não faria o menor sentido se preocupar com ele, porque seria mais um, dentre tantos outros picos altos naquela região. Aliás, mesmo a PEDRA DO ESPELHO, apesar de pertencer a Ubatuba, estaria inserida no Parque Nacional da Serra da Bocaina, que é compartilhada tanto por São Paulo, mas também pelo Rio de Janeiro, mas mesmo assim ainda seria o ponto mais alto do LITORAL DE SÃO PAULO, só que nem isso seria verdade, como descobriríamos mais adiante. Sem saber como acessar nem o Espelho e nem muito menos essa montanha que eu supunha ser o Cume da Serra, mas não tinha certeza, fui cuidar de outras expedições à essa Serra onde a aventura te chama para qualquer lugar que você olhe e numa dessas aventuras foi que conhecemos o Alan Flórido e o Thiago Silva, dois conhecedores do litoral norte, inclusive o Flórido foi convidado por nós na expedição que ascendeu ao cume da Pedra da Boracéia( 1270 m) por uma nova rota, mas como estava às voltas com outra viagem e por infelicidade ficou fora de combate por causa de uma hérnia de disco, acabou abortando sua ida, mas numa discussão informal, acabou deixando vazar que conhecia uma rota para o Espelho e que o Thiago também já havia estado nessa montanha que eu buscava e não tardou em a gente alinhar uma data para irmos juntos desvendar esse mistério, mesmo que ainda pairasse no ar a dúvida sobre se essa montanha pertenceria ou não a Ubatuba. Dessa vez então deixamos o roteiro e os convites a cargo do Flórido e do Thiago e eu me mantive firme atrás de outros mapas e em pesquisas mais avançadas, mas infelizmente , mesmo pesquisando até no limbo da internet, nada encontrei sobre essa montanha, que agora sabia o nome que foi dado pelos locais das fazendas vizinhas e seu nome não poderia ser outro, ALTO GRANDE , um nome sugestivo para o gigantismo geográfico que ela representava, mesmo que nenhum desses nativos tivesse ciência disso, aliás nem mesmo os nossos “guias” haviam se dado conta da importância dela, pensando que fosse apenas mais uma grande montanha no caminho da lenda chamada Espelho. Bom, mas isso eu também ainda não sabia, mas tudo mudou quando sem querer cai num mapa que me deu a divisa exata entre UBATUBA E CUNHA e melhor ainda, esse mapa delimitava as divisas do Parque Estadual da Serra do Mar com o Parque Nacional da Serra da Bocaina e BINGO! O ALTO GRANDE era Paulista, o ALTO GRANDE era terras de UBATUBA, o ALTO GRANDE pertencia ao Parque Estadual da Serra do Mar e nesse dia eu fui dormir feliz, aquilo que eu buscava já estava definido e com o grupo que tínhamos nas mãos, com os caras mais experientes em se tratando de Serra do Mar, era questão de tempo para que botássemos os pés no cume dessas montanhas. (VERDE- Pq.Nac. Serra da Bocaina- Rj/SP) (BRANCO - Pq. Est. Serra do Mar- SP) O Flórido montou o grupo e no final acabamos ficando com 10 integrantes, um número grande, mas infelizmente outros companheiros ficaram de fora, alguns já vinham mesmo não querendo mais participar dessas travessias incertas, outros compareciam esporadicamente, mas paciência, dessa vez eu mesmo não tinha controle sobre isso e me mantive apenas como convidado, ainda que ajudando na logística da coisa. Outro problema era que não tínhamos mais nenhum feriado prolongado nesse inverno, então tudo teria que ser resolvido em um único final de semana e para ajudar aqueles que trabalhavam aos sábados, escolhemos o fim de semana com o feriado da Independência. Partimos da capital Paulista em dois veículos rumo a Cunha-SP e depois rodamos uns 15 km em direção à Parati, entramos à direita numa estrada de terra, andamos mais uns 06 km até estacionarmos enfrente da fazenda onde partira nossa trilha, mas como ainda era alta madrugada, tratamos de montar nossas barraquinhas enfrente a porteira e deixamos para conseguir as tais autorizações quando o dia amanhecesse. Como disse a previsão, o dia amanheceu lindamente ensolarado e pouco depois da 6 da manhã já estávamos de pé, bem a tempo de dar explicações para um dos habitantes da fazenda que deve ter se assustado com nossa invasão. Estávamos apreensivos porque uma fonte havia nos dito que os fazendeiros estavam barrando quem se atrevesse a passar por suas terras rumo aos picos, mas fomos atendidos muito bem pelo seu Lourival, com toda simplicidade do homem do interior que nos recebeu com um cafezinho quente e ainda nos ofereceu para guardar nossos carros. Pouco depois das sete já estávamos prontos para partir, jogamos as mochilas às costas e nos pusemos a caminhar pelos Campos de Cunha, sua direção a partir de agora era para o alto, em busca do Cume da Serra do Mar Paulista. Nossa jornada começa por adentrarmos um portão de fazenda do lado direito da estrada, ganha logo uma casa e intercepta uma trilha que vai atravessar uma língua de mata em direção ao sul e uns 800 metros depois viramos à direita numa cama de pinhões, um amontoado de sementes da araucária, disposta em um cercado, que não faço a mínima ideia para que serve. Cruzamos mais alguns metros de mato e subimos o barranco e começamos a ganhar altitude de vez, sempre acompanhado alguma trilha de cavalo. Perdemos um pouco de altitude e descemos à um riacho onde aproveitamos para um gole de água e voltamos a subir, atravessamos uma cerca e nos enfiamos num corredor de samambaias mais alto até sairmos de frente para um vale bonito de onde se descortina grandes montanhas a nossa frente, que revelam toda a beleza desses Campos de Cunha. O sol já se mostra impiedoso mesmo sendo ainda muito sedo e a próxima subida já não é feita no mesmo ritmo das anteriores. Cruzamos uma porteira e quando nosso GPS marca 1480 metro de altitude nos diz que já andamos quase 4 km desde a fazenda, tropeçamos na placa que delimita a divisa entre Cunha e Ubatuba e ao mesmo tempo nos diz que estamos entrando no Parque Estadual da Serra do Mar, geograficamente tudo que havíamos estudo acaba confirmando que estamos no rumo certo e aproveitando que a trilha entra na mata fechada, descemos por mais 300 metros até desembocarmos bem no meio de um vale, juntamente a nascente de uma das pernas do Rio Puruba, que na carta topográfica consta como Rio Cachoeira, hora de parar, sentar, tomar um gole de água e morder alguma coisa. Geograficamente estamos num bico do mapa bem nos cafundós mais distantes de Ubatuba, encima do Planalto Paulista. E é mesmo surpreendente estar ali naquele riacho onde o rio Puruba pode ser cruzado com a água pela canela. Mais surpreendente ainda foi a capacidade que tivemos em unir dessa vez tanta gente diferente umas das outras, um dos grupos mais heterogêneos que já formamos, mas uma coisa acaba igualando todo mundo que ali estava: A PAIXÃO INCONTROLÁVEL PELA SERRA DO MAR DE SÃO PAULO, gente capaz de largar tudo por uma aventura nessas montanhas e florestas e esse amor incondicional acaba por ligar essa gente a ponto de se tornarem quase uma família. Como eu já havia dito, os caras que puxavam a fila eram o Thiago Silva e o Alan Flórido, sendo o Thiago o único que já estivera no Alto Grande. A nossa jornada continua agora por uma trilha estreita no meio da mata sombreada, mas como havia sido uma semana chuvosa, o caminho era uma lama só e parar em pé era um desafio do tamanho daquelas montanhas que buscávamos. Quando a subida começou de verdade, o grupo se fragmentou e alguns ficaram para trás e como a subida não faz distinção de idade, velhos e novos se alternavam como cú de tropa, experientes e novatos arrastavam suas línguas no chão até que sem prévio aviso ela surgiu à nossa frente e sorrindo nos chamou para uma conquista, mas antes era melhor estacionarmos por um momento sobre uma grande pedra no caminho à 1579 m, juntar todo o grupo antes da subida final. Pelo meu gps aquela pedra que marcava a saída da trilha principal para ascendermos ao cume, marcava também a divisa de Ubatuba com Paratí, portanto, dividia também São Paulo do Rio de Janeiro e ia muito mais além, dividia Parque Estadual da Serra do Mar do Parque Nacional da Serra da Bocaina e essa informação era o “X” de toda a questão, porque sempre pairava uma dúvida se o cume ficaria ou não em terras Paulistas e agora diante dos nossos olhos , na palma das nossas mãos, a confirmação final e incontestável diante da tecnologia, faltava agora confirmar a altura aproximada do Cume, distante menos de meia hora de onde estávamos. Escondemos as mochilas no mato, mas nem precisava, e adentramos na mata rala em direção ao cume. Uns 200 m mais acima, um grande amontoado de pedras nos dá uma visão maior. O horizonte já se ampliou consideravelmente e já é possível avistar a Serra da Mantiqueira e seus famosos cumes, além da baia de Paratí e a cumeada da Bocaina. A subida final é suave, passa por uma toca e só aí começa a inclinar de vez, atravessamos um capão de mata mais fechada e desembocamos de cara com duas grandes rochas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito e uma delas marca geograficamente o CUME DO LITOAL PAULISTA. Durante anos eu olhei para os mapas e cartas e agora diante dos meus olhos aquilo que era apenas um ponto aleatório, se materializou na minha frente. Para muitos poderia ser apenas uma pedra jogada no cume de um morrote qualquer naquele fim de mundo perdido encima do Planalto Paulista de Ubatuba, mas para mim era a consolidação de uma busca de anos, porque foram muitas noites de sono perdidas estudando mapas, buscando informações onde elas estivessem e agora nós estávamos prestes a fincar os pés naquele cume lendário. Um a um, fomos nos agarrando a qualquer coisa que desse sustentação e como era um cume não muito grande, nos amontoamos em grupos sobre ele e um abraço coletivo marcou a CONQUISTA FINAL, o CUME MAIS ALTO DA SERRA DO MAR PAULISTA era nosso, o ALTO GRANDE agora não era só uma montanha isolada nas bordas da serra, acabará de ganhar outro patamar com a nossa presença, não éramos nem de longe os primeiros, mas coube a nós revelá-la ao mundo da Aventura e talvez mudar a geografia da Serra do Mar que de agora em diante e para todo o sempre e para o conhecimento de todos, tem um cume oficial, não só o mais alto de todo o litoral, mas também o mais alto de UBATUBA. (Alto Grande) Na realidade o Cume é composto por essas duas rochas, mas a da esquerda é levemente maior, então foi nela que juntamos os 3 GPS para uma medição oficial, claro que é uma medição aproximada e num futuro, poderá se usar equipamentos ultramodernos e precisos, mas os números que achamos condiz com o que estão nas cartas, nas análises das curvas de nível. Juntos e no mesmo local os nossos equipamentos marcaram praticamente a mesma coisa, com uma miséria diferença de 1 metros entre os 3 equipamentos, então diante disso, o número estabelecido para a altitude do ALTO GRANDE foi de 1.662 metros acima do nível do mar. Se a rocha da esquerda é o cume da serra, foi a rocha da direita que escolhemos para instalar o nosso LIVRO DE CUME, bem debaixo de uma pedra, protegido da chuva e do vento e de qualquer outras intemperes do tempo, foi uma doação nossa, um presente para Serra do Mar Paulista. Tirando a importância geográfica dessa montanha, nós sinceramente não achávamos que teríamos algum visual que prestasse, pensávamos que seria um cume cercado de mato por todos os lados, porque é assim que ele se apresenta nas fotos de satélite, mas nos enganos bonito e se não é possível daqui ver o mar de Ubatuba e o litoral Paulista, vamos ter as vistas soberbas da Baia de Paratí, das montanhas que fecham o vale da Toca do Ouro , de toda a cadeia de montanhas da Bocaina, inclusive com a Pedra da Macela e o Pico do Frade, além da incrível Mantiqueira e seus ícones rochosos. Olhando para o sul/sudoeste, que é a direção do litoral Paulista, vamos ver uma sequência de montanha com cerca de 100 metros mais baixa que o Alto Grande, mas por incrível que pareça, uma delas reina como o segundo ponto mais alto do nosso litoral, com altitude em torno de 1550 metros, mas por não parecer ter nenhum cume rochoso, essa espécie de k2 da Serra do Mar, que resolvi então chamar de UB 2, por pertencer a Ubatuba, decidimos não perder tempo com ela, nosso próximo objetivo então seria o terceiro cume nessa hierarquia , a não menos fantástica e LENDÁRIA , PEDRA DO ESPELHO, de onde o mar de São Paulo te convida para um deslumbramento inesquecível. O dia quase se aproximava da sua metade quando abandonamos o Alto Grande. A descida foi rápida e sem entreveros e assim que chegamos na bifurcação, não perdemos tempo e pegamos logo para a direita e não demora muito a trilha já volta a entrar na mata fechada e entre sobe e desce, intercepta algum riachinho mais caudaloso. É uma trilha bem consolidada porque vai percorrer todo o vale até Paratí, 20 km de pernada que teremos que fazer na manhã seguinte, mas hoje o objetivo é abandoná-la em favor de outra trilha que nos levara direto para o sul em direção a Pedra do Espelho. Uma hora de caminhada desde o Alto Grande, nos faz sairmos em campo aberto e já é possível avistar a imponência do Espelho assim que cruzamos uma porteira. Os nosso “guias” sussurram que está perto, mas não passa de conversa fiada, logo se vê que a montanha está lá na puta que o pariu, mas eu mesmo me enganei ao fazer essa análise de distância, nunca vi puta que o pariu ser tão longe. ( Rumo a Pedra do Espelho) A trilha começa a descer bruscamente em campo aberto e agora o grupo voltou a se fragmentar, porque alguns fizeram questão de ficar apreciando o visual e angariar umas boas fotos. Vamos perdendo altitude até que ela volta a entrar na mata e quando chega a uma outra bifurcação, nos detemos por um instante até que todo o grupo se juntasse novamente. Nessa bifurcação vamos pegar para direita e abandonar a trilha principal. Então descemos a ribanceira até sairmos novamente em campo aberto junto a um rancho e um bucólico riacho e subimos a colina à frente até pararmos no mirante do vale, hora de nos determos por mais um momento e apreciarmos as paisagens até onde a vista alcança. A chegada ao mirante marca definitivamente o fim da trilha, de agora em diante é só mato no peito e as vezes alguma picada ou outra, mas sem gps não se vai a lugar nenhum. Reunido todos ali já se vê que o cansaço já tomou conta de boa parte do grupo. Viajamos quase a noite toda, dormimos quase nada e nos alimentamos muito pouco e a maioria não vê a hora de esticar o esqueleto, mas a pior parte da trilha ainda estava por vir. Deixamos o descampado e caímos logo na capoeira, uma mata fechada e não deu nem 5 minutos para o Daniel Trovo soltar um galho no olho do Vagner e aí tivemos que nos deter por um tempo para prestar os primeiros socorros, mas isso não foi nada porque o Vagner ia “tomar no zóio” mesmo era lá no cume do Espelho. Restabelecido o moribundo, seguimos enfrente, sempre rumando para sudoeste, descendo e subindo pequenos vales, cruzando riachos e atravessando vegetação fechada. A quilometragem total não passa de míseros 3 km desde o rancho , mas para quem já está no bagaço, 100 metros subindo é uma tortura. O calor tá de matar e a umidade acaba por ir minando a energia da gente. Alguns já vão ficando para trás, Luciano perna manca e joelho podre, assume a rabeta de vez e pega para si o título de cu de tropa da subida final. Rafael é só mais um zumbi vagando sem rumo tentando acompanhar o grupo, ao seu lado, Paulo Potenza vai tentando lhe dar um conforto psicológico, mas não demora muito para ele anunciar que o Rafa teve um mal súbito e agora jaz ali caído no meio da mata a espera do SAMU. Um km depois nosso caminho se vira para o sul e embica para cima e os “fi duma égua” do Thiago e do Flórido anunciam que logo estaremos passando pela última água antes do cume, mas, ou se enganaram ou estavam de onda com a nossa cara, porque essa água nunca chegava, passávamos por centenas de riachos, mas nunca era o último. O tempo vai passando e cada vez mais a língua da maioria vai se arrastando pelo chão, tirando 2 ou 3 novinhos, o resto arrasta seu sofrimento montanha acima e o problema não é por estarem fora de forma, mas é que no primeiro dia sem dormir e como a tarde já bate as portas, aquela leseira vai se acentuando, a fome vai tomando conta e quando é anunciado que o último ponto de água chegou, enchemos todos os reservatórios e sem perder tempo começamos a galgar a rampa final rumo ao cume. Até caras forte como Trovo e Régis já vão dando sinal de fraqueza e o Maurício é outro que resolveu trazer comida para todo mundo e se enrosca carregando uma mochila muito acima do necessário. Mas eu não, apesar de me manter firme no grupo de elite que vai à frente, meus quase 50 anos já viraram 100 faz tempo, minha perna direita resolve que não iria subir mais e fez corpo mole, se acabando em câimbras. Sem querer pagar mico e pedir para o grupo parar na reta final, apenas dou ordem para que minha perna esquerda se vire e araste a direita e quando um grande clarão surge no meio das árvores logo vem o grito do homem à frente: “CUME GALERA”. A chega ao cume da PEDRA DO ESPELHO é feita aos poucos, porque é um grande platô plano, quase do tamanho de um campo de futebol e quanto mais perto da borda, mais a paisagem vai se abrindo para um mundo de sonhos e beleza e antes mesmo de irmos a borda final, jogamos nossas mochilas numa clareira de mato mais ralo e nos cumprimentamos ali mesmo, com a sensação do dever comprido e com a certeza de que todo o nosso planejamento tinha tido êxito. Aquele mar visto lá de cima do Espelho era algo mágico e inexplicável, não só por estarmos em uma das regiões mais isoladas do litoral norte, mas também por fazermos partes dos poucos aventureiros que tiveram a honra de colocar os pés naquele cume lendário. Extasiados e sem saber para que lado olhar, corremos todos para onde o terreno despenca mais abruptamente, porque a Pedra do Espelho está virada para sudoeste, de onde vales gigantes emolduram um cenário incrível e olhando para aquele vale, quase que hipnotizados, vimos surgir ao longe um helicóptero que vinha em nossa direção, voando baixo, mas apenas ficamos ali, apreciando seu magnífico voo, mas quando ele embicou de vez para o cume do Espelho, um frio na barriga foi inevitável. Quando o troço voador começou a vir em nossa direção, dando pinta que pousaria mesmo no Espelho, não quisemos acreditar, mas quando a ficha caiu de vez, começou a gritaria de opiniões desencontradas: “ Caralho mano, é o Águia da Policia Militar”, gritou alguém. “ Que nada, é um helicóptero da POLÍCIA FEDERAL”, retrucou o Trovo do outro lado. Outros, como eu, não gritaram absolutamente nada, apenas não acreditavam no que estava acontecendo: Estava na cara que a casa havia caído para a gente. Sairíamos dali presos, multados e com os equipamentos apreendidos. O pior é que para evitar qualquer confusão com parques ou coisa assim, subimos pelas fazendas do Norte, onde tecnicamente o caminho é permitido e necessita apenas a liberação dos donos das propriedades. O helicóptero pairou no ar como um beija-flor e vagarosamente foi descendo. Eu já não sabia se corria, mas quando pensei na possibilidade, me vi acuado na beira de um abismo de mais de 500 metros de altura e parte dos exploradores, sem ter mais o que fazer diante da situação, correram em direção ao helicóptero que ameaçava pousar encima das nossas mochilas. O HELICÓPTERO foi baixando até tocar o solo. O mais perto da aeronave era o Thiago e notou logo que quem pilotava era uma mulher, acompanhada de outro homem e ao ver que corríamos (menos eu) na direção deles, permaneceu no chão por algum segundo e alçou voo rapidamente. É provável que ao verem aquele monte de malacabados indo em sua direção, ficaram com medo e picaram a mula do topo. A gente ficou a ver navios, sem saber do que se tratava, mas aliviados de mais uma vez sermos deixados em paz naquele cume sombrio e distante da civilização, 10 homens isolados do mundo, donos absolutos daquelas paragens, soberanos sobre o TERCEIRO CUME mais alto do LITORAL PAULISTA. Depois desse acontecimento inusitado, foi uma festa só, comemoração e risadas sem fim. Estávamos felizes e aproveitamos as horas de sol para montarmos nossas barracas e fazer uma comida e enquanto o fogareiro trabalhava, fomos apreciar o pôr do sol que pela localização da montanha ficava quase que paralelo ao mar, num dos cenários mais fabulosos do litoral Paulista. Dentre outras paisagens se destacava a Baia de Ubatumirim, Ilha Bela, Ponta da Joatinga, além do distante pico do Corcovado e dezenas de outras ilhas, num mar qualhado de belezas inigualáveis, além do proeminente cume do Alto Grande e o UB2, que fechava os abismos da serra. Vales e gargantas profundas podia se contar em dezenas, numa selva isolada, de onde rios desciam do planalto em direção a planície litorânea, enfim, a Serra do Mar Paulista com tudo que tem direito. Foi um dia longo e de múltiplas experiências e com a ida do sol era hora de nos voltarmos para o jantar e para o descanso merecido. Eu e o Régis dividimos a barraca e o rango, que dessa vez, como era uma única refeição quente, resolvi levar uma carne seca já dessalgada e cozida na panela de pressão, nela juntei cebola, alho, pimenta e outros temperos diversos, coloquei azeitonas picadas e quando o bacon fritou, misturei com uma caixinha de creme de leite e fizemos um super strogonoff e para complementar cobrimos com queijo ralado e para beber um suco de jabuticaba, nossa típica fruta da Serra do Mar, tudo isso com um arroz quentinho e uma saladinha de tomate cedido gentilmente pelo Mauricinho, que trouxe 5 kg pra não faltar mesmo, porque miséria não é com ele. Quando juntamos aquele grupo com os novos integrantes (Flórido, Mauricio e Thiago), a galera combinou de fazer uma grande confraternização no cume do Espelho e dessa vez resolveram que levariam um aperitivo para tomar lá encima. Eu mesmo, que não sou dado ao álcool, nem me intrometi, mas a intenção de levar uma garrafa de vinho acabou se multiplicando por vária garrafas de bebidas diversas e enquanto eu e o Regis nos recolhemos cedo depois de quase morrer de tanto comer, a galera ficou lá fora bebendo e comemorando e vez ou outra eu acordava com a algazarra, mas voltava a dormir novamente. Sei que alguns exageraram a ponto de a meia noite surgirem convites para ver disco voador colorido à beira do abismo. Mas nada se comparou ao “VGN Valita Vagner”, que passou a noite inteira espremendo laranjas. Dá barraca de onde estávamos, só ouvíamos suas “gorfadas” que iam parar na cabeça dos turistas lá no litoral. Parecia um espremedor de laranjas em ação, vomitando no mundo e até na cabeça do próprio Trovo, seu companheiro de barraca avistador de nave espacial. É mais um lindo dia que nasce e antes que o sol explodisse no horizonte, o grupo já estava de pé para saudá-lo, menos o Vagner que ainda estava às voltas com fabricação de suco de laranja, aliás, ele mal parava em pé e essa ressaca ia perdurar pelo menos até a metade daquele dia. Com a iluminação da manhã, novos cenários vão surgindo e novos ângulos vão nos dando a dimensão desse lugar. Fica até impossível escolher o melhor ângulo para uma foto diante de tantas possibilidades. E estar no topo da Pedra do Espelho é ter o privilégio de avistar um mundo diferenciado e de cima daquele pico isolado, o litoral Paulista em nada parecia com aquele lugar agitado, ali de cima o silencio reina absoluto e é possível ficar olhando aquela paisagem pela eternidade sem se cansar. Já havíamos feito as medições do cume do Alto Grande e instalado um livro de cume nele, mas para completar o serviço, também levamos uma capsula para deixarmos um livro no Espelho e aproveitamos também para atualizarmos a marcação de altitude. Pelas cartas topográficas e satélite, imaginávamos que a altitude pudesse chegar a ultrapassar a linha dos 1500 metros e realmente estávamos totalmente certos quanto a nossa expectativa. Quem chega já vê que existe uma pequena elevação uns 50 metros afastado das bordas, que o Thiago disse se chamar Cabeça do Tigre, mas minha imaginação não conseguiu saber de que tigre se tratava, mas mesmo assim é uma elevação muito pequena e irrelevante, então resolvemos proceder as marcações na borda da montanha, onde o mundo acaba em abismos colossais e foi lá também que escolhemos para instalar o LIVRO DE CUME, onde o amarramos em um pequeno arbusto para que não seja levado pelo vento e foi ali que travamos nossos GPS e marcamos a altitude que nos deu PEDRA DO ESPELHO – 1504 METROS de altitude acima do nível do mar, o terceiro maior cume de Ubatuba e também de toda a Serra do Mar Paulista. A gente se apegou aquela montanha de tal maneira que ninguém fazia menção de descer, ficamos todos reunidos ali nas suas bordas vislumbrando e conversando sobre expedições futuras na Serra do Mar, mas chega uma hora que é preciso voltar para o mundo dos homens e alguém nos acorda daquele sonho e avisa que é hora de descermos, porque ainda teremos um longo dia de caminhada pela frente. Devagar e meio contrariados, fomos desmontando as barracas, tomamos café, jogamos tudo para dentro das mochilas e partimos rumo a Paratí. Aliás, quando acaba o cume plano do Espelho e entramos na mata, automaticamente estamos também cruzando a linha imaginária que separa São Paulo do Rio de Janeiro e como agora estamos descansados e bem alimentados, a descida do cume em direção ao interior mais plano da floresta é feita numa velocidade inimaginável e o sofrimento do dia anterior, desta vez vira um bonito passeio sombreado e os 3 km até o rancho é feito com os pés nas costas, em meio a muita conversa e descontração de todo o grupo e até o Vagner já se recuperou e voltou a ser o VGN de sempre. Chegando à bifurcação acima do rancho, desta vez pegamos para a direita, vamos começar a descer o VALE DA TOCA DO OURO em direção a Parati. A trilha se enfia mata à dentro e vai alternando entre grandes descidas e pequenas subidas, mas sempre perdendo altitude, mesmo que sejam mínimas. É uma caminhada gostosa e sombreado e por não exigir muito esforço e a gente ainda estar com o nível de energias lá no alto, vamos ganhando terreno com uma certa velocidade, até que uma hora depois de termos pego essa trilha principal, galgamos uma subida exposta até sermos obrigados a nos desfazermos das nossas mochilas e pararmos para contemplarmos a PEDRA EMPILHADA. Essa formação rochosa é belíssima, num cenário de sonhos, sendo uma pedra arredondada, sustentada por outra quadrada, no início de um vale aberto, donde montanhas pontudas e picos bicudos, emolduram uma paisagem incrível. Diante daquele cenário ninguém quer ir embora e cada qual busca o melhor ângulo para uma boa foto e com a ajuda do Thiago, consigo ir ao cume da rocha redonda e depois um a um foram brincar de escalar o monumento rochoso e aproveitando a parada, nos detemos mais um pouco para comer alguma coisa e descansar numa sombra. Quando retomamos a pernada , nossa direção que era sudeste , virou drasticamente para o sul, mas 300 m depois vai dar uma guinada e seguir para o leste, ainda continuando em campo aberto, com montanhas e paredões nos acompanhando pelo lado esquerdo do vale , mas depois de queimar o couro em campo aberto, voltamos para mata e caminhamos por uns 500 metros de sombra até voltarmos novamente para o sol e mais 500 metros darmos de cara com um rio que veio para salvar nossa pele e nossa garganta já seca. Aquele era mais um rio bucólico dessas serras, água cristalina onde alguns resolveram se jogar e se refrescar de vez, enquanto outros resolveram usar o tempo para tirar as botas e apenas refrescar os pés. Do outro lado do rio, um rancho de madeira bem construído faz inveja a quem gostaria de largar tudo e passar uma boa temporada longe da civilização e nossa trilha começa por atravessar o próprio rio, contornar a casinha de madeira e ganhar novamente a descida entre grandes rochas e caminho desimpedido, hora ou outra tendo de correr de alguma vaquinha mais perigosa. A caminhada segue, mas agora estamos bem próximo do fundo do vale com o Rio do Ouro emoldurando a paisagem e menos de uma hora de caminhada já estamos novamente atravessando mais um capão de mata e passando encima de outro afluente, mais uma pausa para m gole de água e um refresco. O dia vai passando e a gente enfurnado dentro daquele vale sem ver uma viva alma além de nós mesmo. Uma meia hora depois, desde o último riacho, nos enfiamos mais uma vez dentro da floresta e sem aviso prévio, somos apresentados a tal TOCA DO OURO que nomeia esse vale incrível. Antes da Travessia, ainda nas conversas de organização, eu perguntava para o Alan sobre que raios de toca seria essa que dava nome ao vale e ele sempre desconversava, então a chegada a esse marco natural acabou por se tornar uma surpresa muito agradável para mim, achei um cenário bem marcante e bem interessante, mais um lugar para um bivac em caso de emergência, aliás, atravessar esse vale é muito possível sem ter que carregar uma barraca, apenas usando os abrigos naturais como moradia provisória . Mais 2 km vagando por campos aberto nos leva até um outro bonito rancho, vazio por sinas, aí o contornamos pela esquerda, passamos a descer bruscamente até passarmos embaixo de uma grande rocha e mais uma vez adentrarmos floresta à dentro, onde outro grande córrego nos convida para um banho mais demorado. A tarde já se anuncia e o calor vai batendo seus recordes nesse inverno e nossa energia já não é mais a mesma, muito porque estamos caminhando desde as nove da manhã e o terreno parece não querer perder altitude. Ao longe vemos Paratí e seu aeroporto e sua linda baia, mas a sensação é que o mar foge da gente. Abandonamos o riacho pelo lado errado, mas logo descobrimos que era hora de cruzar o Rio do Ouro para seu lado esquerdo e quando fizemos isso, tivemos que engolir uma subida que não esperávamos ter que enfrentar. Nesses próximos 500 metros vamos torar ao sol e depois ganhar novamente a sombra por mais 1 km e saindo novamente no aberto, vamos nos deslumbrar com um MIRANTE SENSACIONAL, onde é impossível desgrudar os olhos do mar e mesmo tendo que aguentar as altas temperaturas, nos sentamos ali naquela colina e ali ficamos grudados e hipnotizados com a paisagem. Ao longe a visão da Igrejinha da Penha já nos alegra a alma por sabermos que não está muito longe nosso destino, então adiantamos o passo, cruzamos por um vale bonito onde um desmoronamento nos surpreende pelo tamanho e agora sim, parece que estamos perdendo altitude considerável, ziguezagueando floresta à dentro até o fundo de outro vale de onde uma CACHOEIRA despenca e somos obrigados a parar para mais um banho. ( Thiago Silva) Engraçado que quando estudei esse roteiro, jurava que quase todo o vale era servido por uma estradinha, ainda mais por avistar diversos ranchos ao longo do caminho, mas vejam só, são quase 20 km de trilhas perdidas no meio de um vale selvagem e é incrível que esse lugar ainda não tenha sido descoberto pelos caminhantes do Brasil, sinal que esse nicho ainda continua a palmilhar pelos mesmos caminhos de sempre e a exclusividade desse roteiro nos deixa ainda mais satisfeitos. Mas chega uma hora que é preciso dar fim a caminhada, então por mais 2 km apertamos o passo, agora despencando freneticamente até que sem percebermos, caímos bem nos encontros do Rio do Ouro com o Rio do Sertão, numa pontinha que cruza um fim de estrada, um rio lindo demais e é à beira desse Rio que nos cumprimentamos, chegamos ao fim de mais uma jornada, mais uma empreitada bem-sucedida pela Serra do Mar Paulista e desta vez o final glorioso acabou no Rio de Janeiro, Paratí está sob nossos pés. Aproveitamos o Rio do Sertão, que logo mais à baixo vai se chamar Perequê-Açu e tomamos um belo de um banho para lavar a lama e a alma, trocamos de roupa e ganhamos a estrada até estacionarmos numa lanchonete mais à frente, para tentarmos retornar aos nossos veículos, estacionados ainda lá no início da fazenda de onde havíamos partido 2 dias atrás. Na lanchonete rural, conseguimos o contato de um carro que mediante um pagamento, nos ofereceu para resgatar os veículos. Então decidimos que os motoristas (Alan e Luciano) subiriam, enquanto nós esperaríamos eles voltarem, mas o Mauricio e o Potenza, na ânsia de experimentar o tal leitinho do Jambú lá na fazenda do seu Lourival, fizeram questão de ir fazer peso no carro do resgate. Foram e voltaram só depois de umas 2 horas e sem muita pressa, cada carro tomou seu destino e fomos chegar de volta a capital Paulista beirando as duas da manhã, o que obrigou parte do grupo a dormir como mendigo esticado num canto qualquer da Estação Tatuapé do metrô até que um novo dia nascesse e nos mostrasse a cara cinzenta de uma segunda feira de trabalho. Levou quase uma década para que puséssemos os pés nessas montanhas lendárias e eu acho que jamais sossegaríamos até nos vermos no tão sonhado CUME DA SERRA DO MAR PAULISTA. Esse era um MARCO GEOGRÁFICO que buscávamos e mesmo que essa montanha seja subida por alguns nativos oriundos das bordas dos Campos de Cunha, coube a nós a honra de desvendar esse mistério ou ao menos revela-lo ao MUNDO DA AVENTURA. Eu tive o prazer de me perder nos mapas e cartas topográficas, buscar referencias e divisas, vasculhar o submundo da internet atrás de informações que comprovasse nossa tese de que aquelas montanhas estariam no topo do nosso litoral, mas toda a glória dessa “expedição” deve cair nas costas do Thiago e do Flórido, que foram os exploradores que botaram a cara e nos lideraram até esses cumes. O resultado final dessa “EXPEDIÇÃO GEOGRÁFICA” foi a confirmação de que o ALTO GRANDE reina absoluto sobre Ubatuba e todos os picos do litoral de São Paulo e mesmo que seus 1662 metros de altitude careça um dia de uma medição mais precisa, com equipamentos de ponta, sua magnitude quanto a geografia será “inderrubável”. Já a PEDRA DO ESPELHO não precisa de glamour altimétrico porque a seu favor conta o deslumbramento, o fascínio e a soberba visão do Litoral Norte Paulista e dos mares Fluminenses e mesmo figurando entre os três maiores cumes do litoral, seus 1504 metros não fica devendo nada a nenhuma outra montanha. Divanei Goes de Paula- setembro/2019
  2. Boa tarde amigos, Gostaria de convidar a todos para uma aventura espetacular!!! Uma trilha + expedição fotográfica, que irá unir montanha e litoral, praia e cachoeira, em um cenário surreal!!! Iremos unir um pernoite na Pedra da Macela com uma trilha de 2 dias pelo litoral de Paraty, saindo de Laranjeiras até a praia de Ponta Negra, onde faremos um bate-volta até a cachoeira do Saco Bravo. Programação: 27/09/19: Trilha da Pedra da Macela, para pernoite no cume da pedra, onde teremos a oportunidade de fazer uma sessão de Astrofotografia, aproveitando a noite de lua nova. 28/09/19: Acordar cedo para vislumbrar o nascer do Sol do alto da Pedra da Macela, e após o café da manhã descer a trilha e seguir para Laranjeiras, onde daremos início a trilha para a praia de Ponta Negra. 29/09/19: Bate-volta para a cachoeira do Saco Bravo, saindo da praia de Ponta Negra. Retorno de barco para Laranjeiras. E aí, quem topa essa aventura??? OBS 1: Não haverá nenhuma cobrança para realização da trilha, apenas divisão dos gastos comuns (combustível, estacionamentos, barco) OBS 2: Ponto de encontro e horário a combinar. Sairei de SP na quinta, para aproveitar a região de Cunha, e no domingo seguirei para o RJ.
  3. Resumo: Itinerário: Caxias → Flores da Cunha → São Marcos (Criúva e Mulada) → Farroupilha → Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio → Bento Gonçalves → Garibaldi → Porto Alegre Período: 15/05/2019 a 28/05/2019 (13 dias) Gasto Total: R$ 835,05 Gasto sem Transporte de Ida e Volta: R$ 643,02 - Média Diária: R$ 49,46 Ida: Voo de São Paulo (Congonhas) a Caxias do Sul no Rio Grande do Sul pela Gol, com a passagem paga com pontos da Emirates. A taxa de embarque foi de R$ 32,95. Volta: Voo de Porto Alegre a São Paulo (Guarulhos) pela TAM por R$ 159,08, sendo R$ 128,00 de passagem e R$ 31,08 de taxa de embarque. Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Na primeira semana da viagem houve bastante sol. Depois houve 4 dias de tempo instável, mas sem temporais, somente garoa e chuva fraca, com alguns poucos momentos de chuva média. Então houve um final de semana de sol e depois houve chuva na tarde e noite do último pernoite. As temperaturas estiveram um pouco baixas (para um paulistano) ao amanhecer e anoitecer, chegando a 11 C, com pico para baixo de 6 C. Ao longo do dia chegaram a mais de 20 C em geral, ficando por volta de 13 C a 15 C nos dias mais frios. A população de uma maneira geral foi cordial e gentil ☝️. Mal recebido só fui uma vez no Chateau La Cave, mas que se tornou irrelevante perto do excelente tratamento recebido no resto dos locais. As paisagens rurais, as cachoeiras, as montanhas, os mirantes, as construções históricas e típicas, as igrejas, com seu alto astral, imagens e pinturas de Jesus ressuscitado e o Santuário de Caravaggio agradaram-me muito . Era época de mexericas (bergamotas), então pude aproveitar para comer muitas caídas nas estradas ao longo dos caminhos rurais 🍊. Foi impressionante a generosidade dos anfitriões, sendo que vários ofereciam degustações gratuitas de produtos, principalmente vinhos . Como não costumo beber e não pretendia comprar nada, procurei ser o mais educado possível e recusei quase todos para não abusar da hospitalidade. A caminhada no geral foi tranquila. Os únicos problemas foram a falta de acostamento em alguns trechos, incluindo estradas bem movimentadas e cachorros 🐕 nas áreas rurais que vinham correndo atrás e latindo, ameaçando morder, mas nenhum chegou a atacar de fato. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas estradas nem nas cidades. Quase todos aceitaram cartão de crédito sem acréscimo, com exceção de alguns ônibus e pequenos comerciantes. Gastei na viagem aproximadamente R$ 835,05, sendo aproximadamente R$ 39,42 com alimentação, R$ 504,80 com hospedagem, R$ 98,80 com transporte durante a viagem, R$ 64,03 com taxas de embarque de ida e volta e R$ 128,00 com a passagem aérea de volta. A passagem aérea de ida foi paga com milhas da Emirates. Sem contar o custo das passagens aéreas e taxas de embarque entre São Paulo e Caxias do Sul e entre Porto Alegre e São Paulo, o gasto foi de R$ 643,02 (média de R$ 49,46 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Aeroporto de Congonhas) a Caxias do Sul em 15/05/2019 pela Gol (https://www.voegol.com.br). O voo saía às 9:15 e estava previsto para chegar às 10:50. Chegamos cerca de 20 minutos antes, sem nevoeiro. Paguei o voo com milhas da Emirates (https://www.emirates.com) e paguei R$ 32,95 de taxa de embarque com cartão de crédito. O avião tinha muitos lugares vazios. Na viagem e após a chegada comi sanduíches 🥪 que tinha trazido de casa . No aeroporto ganhei uma mapa turístico da cidade ☝️ e a jovem atendente me falou um pouco da cidade e das condições de segurança. Fui andando por 7 km (cerca de 1 hora e meia) do aeroporto até o hostel, que havia reservado pelo Booking (https://www.booking.com). No caminho passei pelo centro e fui apreciando a cidade. Fiquei no Hostel Famiglia Susin (https://www.facebook.com/hostelfamigliasusin) por R$ 35,00 a diária, paga em dinheiro, com direito a café da manhã. Solina recebeu-me e me deu as informações da hospedagem, além das roupas de cama e toalha de banho. Ela era mãe do dono, que estava viajando e tinha outro hostel em Goiás. Fiquei numa cama num quarto compartilhado. Quando ela me explicou como era o café da manhã, quis trocar e ficar com a opção sem café, algo com que ela concordou, mas depois de falar com o filho disse que não seria possível, pois a reserva feita pelo site incluía café e ele teria que pagar comissão sobre ela. Paguei a metade dos 8 dias (R$ 140,00) em dinheiro. Depois de me acomodar aproveitei o fim da tarde para ir visitar os pontos no centro. Fui ao estádio e memorial do Juventude, museu municipal, Parque Getúlio Vargas, Praça Dante, catedral, prefeitura, câmara municipal e centro cultural. As atendentes dos diversos locais foram muito cordiais ☝️. Na Praça Dante estava havendo manifestação contra os cortes na educação. Antes de voltar passei no Sacolão 24 Horas, que havia conhecido na vinda do aeroporto, e comprei vários tipos de vegetais (cenoura, abóbora moranga, mexerica, mandioca e repolho) por R$ 4,74 com cartão de crédito. À noite cozinhei mandioca e juntei com os vegetais para o jantar. Após o jantar Solina permitiu-me usar a TV para assistir o jogo Corinthians x Flamengo pela Copa do Brasil. Como não coloquei meias e peguei cobertores leves, acabei passando um pouco de frio nos pés durante a 1.a noite . Para as atrações de Caxias do Sul veja https://www.viagensecaminhos.com/2011/04/caxias-do-sul-rs.html e https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g303534-Activities-Caxias_Do_Sul_State_of_Rio_Grande_do_Sul.html. Gostei bastante da cidade e de sua população. Os pontos de que mais gostei foram as áreas rurais, as cachoeiras, as vistas a partir do alto, a pintura no teto da Igreja de São Pelegrino e as construções históricas e típicas . Na 5.a feira 16/05 de manhã fui comprar pães, arroz integral e cuca por R$ 10,39 com cartão de crédito no Supermercado Rossetti (https://www.facebook.com/superrossetti). Depois tomei o café da manhã com sanduíches do que havia comprado. Saí já um pouco tarde, perto de 10 hs e iniciei meu passeio pelo Pavilhão da Uva. Demorei um pouco para encontrar a entrada . Gostei das réplicas das casas antigas da cidade, do busto do Cristo, com sua fisionomia diferente e tocante, da vista a partir dele e do Atelier Zambelli, com suas esculturas . Daí segui para a Casa de Pedra, que achei bastante interessante pela construção em si e por todo o estilo de vida dos imigrantes italianos pioneiros. Após esta visita fui caminhando por cerca de 12 km para o Vale Trentino (https://caxias.tur.br/roteiros/vale-trentino). Inicialmente fui à praça central do bairro de Forqueta, visitei a igreja e fui ao Museu da Uva e do Vinho, onde fui muito bem recebido e a atendente, provavelmente filha dos donos, explicou-me detalhadamente os vários itens ☝️. Ofereceram-me degustação, que educadamente recusei. Saindo de lá fui à vinícola Silvestri, onde encontrei o próprio Silvestri e com ele conversei sobre suas origens e sua vida ali. Seu avô chegou em 1888 e em 1896 casou-se. Ele foi muito simpático e atencioso ☝️. Após a conversa e a apreciação das áreas rurais a partir de pontos altos da estrada, fui caminhar um pouco pelo Vale Trentino. Caminhei cerca de 1 hora e meia entre ida e volta. Achei as paisagens belas, com vários parreirais e áreas de mata nativa, além de pontos de elevação que permitiam ver ampla área com montanhas e vegetação. Tirei esta foto do pôr do sol. Depois voltei caminhando até perto do centro do bairro de Forqueta e peguei o ônibus de volta, pagando R$ 4,25 em dinheiro. À noite cozinhei arroz integral para vários dias e comi junto com os vegetais que havia comprado, com mexerica e cuca de sobremesa 🍚. Desta vez coloquei meias e troquei meus 2 cobertores leves por 1 bem mais pesado. Não tive frio durante a noite . Na 6.a feira 17/05 paguei a metade restante (R$ 140,00) para Solina, tomei o café oferecido pelo hostel (um copo de café com leite e dois pães com margarina e muçarela – havia presunto, mas eu não como carne) em dobro, pois havia perdido o do dia anterior, e saí cerca de 9 horas. Primeiramente fui ao Estádio do Caxias, que achei muito bom, depois segui para a Igreja de São Pelegrino. Achei-a linda, especialmente as pinturas internas, principalmente do teto e do altar . Tirei esta foto do teto com o juízo final. A seguir, caminhando pela rua, vi uma galeria de obras de arte. Parei para ver a vitrine e uma mulher (acho que a dona) convidou-me para entrar. Fiquei cerca de 30 minutos apreciando as pinturas, fotografias e esculturas. Eles iriam inaugurar uma exposição à noite e me deixaram ver em primeiríssima mão ☝️. Acompanharam-me Márcia e posteriormente Bruna. Chamaram-me atenção as pinturas feitas sobre lona (talvez de caminhão), com temas delicados em cima de material rude. Depois de lá fui à Paróquia Imaculada Conceição, que estava fechada. Segui para frente em direção à Estrada do Imigrante (https://www.viagensecaminhos.com/2017/03/estrada-do-imigrante-gruta-da-terceira-legua-caxias-do-sul.html), que era meu roteiro principal planejado do dia. Achei as paisagens naturais muito bonitas, parreiras, criação de animais, incluindo ovelhas . Passei pela Casa Zinani, que apesar de fechada, pude apreciar por fora, incluindo toda a área da propriedade. Em frente, pedi a uma mulher que colhia mexericas, se poderia pegar uma do chão e ela me disse para pegar do pé ou do balde em que colhia. Agradeci, mas peguei uma boa do chão, sob seus protestos . Passei pela Igreja de São Pedro e São Paulo, que também estava fechada, e depois pelo orquidário Pebi, que estava aberto. A dona ficou um pouco assustada quando pedi para conhecer. Na entrada ela viu um rapaz caminhando comigo, para quem eu havia pedido informações e que seguia na mesma estrada, e acho que desconfiou de algo. Perguntou-me quem era ele. Percebendo que ela estava um pouco assustada, expliquei-lhe e lhe mostrei minha identidade, algo que ela disse que não queria ver e não pedia para ninguém. Apreciei as flores e as achei belas ☝️. Saindo de lá, peguei mais algumas mexericas do chão e segui para a Gruta Nossa Senhora de Lourdes da Terceira Légua. Achei a gruta bonita e a cachoeira espetacular. Tirei esta foto da cachoeira. Achei linda a vista da paisagem a partir do ponto do começo da descida onde havia um crucifixo . Perto do fim da descida, já nas pedras molhadas caí. Rodopiei, virei de costas e caí. Ralei e esfolei as pernas e um pouco menos os braços e sujei a blusa amarrada na cintura . Acho que tive muita sorte. Se tivesse caído com o meio das costas num dos bicos de uma das pedras poderia ter sido um acidente muito mais grave e até fatal. Não entrei em baixo da cachoeira porque não estava de calção de banho. Depois de subir de volta fiquei um tempo lavando a blusa na água que escorria das pedras. A seguir peguei o resto da estrada para a BR-116, que depois conduzia a Galópolis. Gostei das paisagens rurais deste caminho ☝️. Neste trecho vários cachorros correram atrás de mim, latiram, rosnaram e tentaram intimidar-me . Já na BR-116 pude ver a Cachoeira Véu de Noiva no meio da mata a partir de um mirante. Achei muito bela também toda a paisagem que a circundava, combinando bem com a lua cheia que aparecia ao fundo . Chegando em Galópolis ainda visitei a igreja por fora e depois tomei o ônibus para voltar, pagando R$ 4,25 em dinheiro. Jantei arroz integral, mandioca, abóbora moranga, cenoura e repolho, com cuca de sobremesa. No sábado 18/5 tomei o café normal (sem ser dobrado) e complementei com sanduíches. Chegou um rapaz chamado Washington de Sorocaba na noite anterior para trabalhar. Saí perto de 8:15 para pegar o ônibus que iria para Flores da Cunha. Peguei-o cerca de 8:45 no ponto de ônibus próximo à Igreja Universal, não muito distante do hostel. Paguei R$ 5,15 em dinheiro pela passagem do Expresso Caxiense (http://www.expressocaxiense.com.br). Para as atrações de Flores da Cunha veja https://www.viagensecaminhos.com/2017/10/o-que-fazer-em-flores-da-cunha.html, https://www.viagensecaminhos.com/2017/10/mirante-gelain-flores-da-cunha.html e https://www.turismoflores.com.br. Eu gostei da cidade. Na área urbana visitei praças, vinícolas, igreja, o Parque das Vindimas, o castelo e paisagem das plantações e mirante da Vinícola Argenta, onde fui bem recebido e de que gostei ☝️. Depois fui caminhando até o Mirante Gelain (ficava a cerca de 13,5 km). A paisagem rural da estrada agradou-me, com plantações, animais e vinícolas, principalmente no trecho final depois de sair da estrada principal ☝️. Achei a vista espetacular a partir do mirante, incluindo a Cachoeira Bordin que também era lá . Pedi informações ao homem que lá morava e tinha uma lanchonete. Ele me falou de uma possível trilha para descer, mas disse que não era muito simples, pois exigiria quase escaladas em alguns trechos. Mesmo assim decidi ir verificar. Segui a trilha, passei por trechos com escada e cordas, mas provavelmente errei alguma bifurcação e fui parar num paredão em que se fazia rapel. Por desconhecimento andei perigosamente um pouco sobre ele até perceber que parecia muito arriscado e uma queda seria fatal . Depois de voltar um pouco e procurar por algum outro ramal, desisti, e resolvi sentar e fazer meditação apreciando a Natureza. Fiquei contemplando a vista por razoável período. Voltei e conversei com o dono da lanchonete novamente e ele me falou que se eu tinha ido parar no paredão então eu havia errado a trilha. Falou-me também da vida naquele local com exuberante Natureza, do pôr do sol tardio no verão. Depois de ficar bastante templo contemplando a paisagem a partir dos diversos pontos do mirante, despedi-me e voltei caminhando para Flores da Cunha. Ao longo do dia comi várias mexericas (cerca de 6) pegas no chão dos caminhos. Chegando à cidade voltei ao castelo para vê-lo iluminado à noite e depois à praça, para vê-la à noite. Fui pegar mais 6 mexericas de uma árvore da cidade para trazer para o hostel e quase perdi o horário do ônibus de volta por causa do tempo para procurar a árvore . Um africano ou haitiano ainda deu um leve sorriso de reprovação quando eu cheguei correndo no ponto com as pessoas já embarcando . Peguei o ônibus das 7:15 (penúltimo) da mesma viação pagando R$ 5,15 em dinheiro. Chegando no hostel encontrei Eduarda, neta de Solina de uns 10 anos, que havia perdido a mãe há cerca de 1 ano e estava visitando a avó. Jantei o mesmo do dia anterior, acrescentando 1 mexerica e sem a cuca. Perdi R$ 1,00 no troco do ônibus (acho que distraí tanto o cobrador com perguntas que ele se enganou) . No domingo 19/5 tomei o mesmo café do dia anterior sem cuca, mas com mexerica. Fui a pé a Otávio Rocha, distrito de Flores da Cunha. Saí às 8:30 e cheguei perto de 11:45. Achei bela a estrada ☝️. Novamente apareceram alguns cachorros latindo. Parei na Sociedade Esportiva Juvenil, que possuía um escudo do Palmeiras na porta. Lá uma voluntária cozinheira deu-me várias explicações e contou como certa vez um membro do Palmeiras que passava pela região ofereceu o fardamento e suporte ao time e eles tinham se tornado uma espécie de representantes do Palmeiras no local. Ela também me falou da história do local e de sua família. Para as atrações de Otávio Rocha veja https://www.viagensecaminhos.com/2017/10/otavio-rocha-flores-da-cunha.html. Gostei deste local. Já chegando passei na Vinícola Gazzaro, onde o atendente (talvez dono) parou brevemente de atender um grupo para me dar explicações. Como não havia visitas naquele dia, agradeci e continuei. Fui visitar a igreja, o museu (ambos fechados), praça e passei pelo Túnel da Uva. Depois subi o Belvedere e fui até o Mirante da Cruz e o Monumento ao Centenário. Achei a vista interessante. Descendo segui para o Parque da Gruta, onde havia uma cachoeira, atrás da qual se podia passar, mas em que não era permitido o banho. Havia também área para piquenique e lazer e uma roda de água. Fiquei lá razoável tempo contemplando a cachoeira. Um jovem de 58 anos e cabelos brancos, fazendo churrasco com a família, que me havia informado que não era permitido tomar banho na cachoeira, veio conversar comigo, perguntar de onde eu era e falar da viagem. Quando respondi que não tinha almoçado, mas tinha tomado um enorme café da manhã ele se foi e voltou algum tempo depois com um prato de carne do churrasco que estavam fazendo. Eu não queria ofendê-lo, mas se comece toda aquela carne muito provavelmente iria passar muito mal, pois depois de muito tempo sem comer carne já não tenho as bactérias e demais elementos necessários para sua digestão. Peguei um pedacinho pequeno para mostrar que não estava rejeitando, mas percebi que ele ficou decepcionado. Conversamos ainda um tempo sobre a vida, ele despediu-se e se foi. Deixo aqui meu agradecimento a ele . Saindo de lá fui para a Igreja de Nossa Senhora do Caravaggio (não era o santuário). Achei as paisagens do caminho muito bonitas, principalmente vistas das áreas mais elevadas ☝️. Peguei várias mexericas do chão. Chegando lá vi que existia outra sede da Sociedade Esportiva Juvenil e um rapaz que estava na cantina dispôs-se a ir abrir a porta da igreja para eu poder visitá-la, dando-me explicações sobre ela e a região. Achei a igreja simples, com alto astral e bonita ☝️. Ele me contou de um acidente que havia ocorrido com uma menina de cerca de 10 anos. Na semana anterior um agricultor da comunidade deles dirigindo um trator com itens agrícolas atropelou a menina que estava atravessando por trás do ônibus escolar após descer para ir para casa. A menina ficou na UTI e havia partido deste mundo naquele domingo 😭. O motorista falou-lhe que nunca iria imaginar que alguém atravessaria por trás do ônibus. Na volta comi mais mexericas. Visitei ainda o Casarão dos Veronese (https://casaraodosveronese.blogspot.com), que ficava na entrada do distrito. Achei-o grandioso e bem restaurado. A parte final do caminho foi à noite. O pequeno trecho da rodovia RS-122 em que caminhei à noite não foi muito agradável, pois faltava acostamento em vários pontos. Jantei o mesmo do dia anterior. Chegaram 2 homens para um curso de transporte público (acho que era no SESC). Na 2.a feira 20/5 tomei café da manhã só com o ofertado pela pousada e saí cedo para sacar dinheiro e pegar o ônibus das 9 horas para São Marcos na rodoviária. Meu destino eram Criúva e Mulada. Peguei o ônibus do Expresso São Marcos (http://expressosaomarcos.com.br), pagando R$ 10,20 com cartão de crédito. Chegando lá dei uma volta na praça, olhei a igreja por fora, visitei sua capela e fui andando pela avenida que se transformava em estrada e fazia a ligação com Criúva. Fui tentando conseguir carona sem sucesso. Parei no último boteco e mercado, perguntei se poderia pedir carona na porta, autorizaram-me, e fiquei lá tentando. Depois de 30 a 45 minutos passou um casal num Monza antigo e parou para me dar carona. Eles iriam até Mulada, o que facilitaria muito para mim ☝️. Ele era descendente de português aposentado, que tinha um sítio em Mulada e ela era sua segunda mulher (a primeira havia morrido). Ele veio contando sobre como era a região e sua história. Levaram-me até o centro de Mulada. Lá informei-me sobre visita à Fazenda dos Bertussi, que estava fechada e não foi possível, e ao Memorial, que era aberto ao público. Para as atrações de Criúva e Mulada veja https://www.viagensecaminhos.com/2017/08/roteiro-por-criuva-e-mulada.html. Fui então ao Memorial dos Bertussi, conheci sua história e apreciei a vista a partir dele, incluindo a vista de parte da Fazenda onde ficava sua sede. Andei um pouco a pé na estrada que ia até o cânion, mas como disseram que era longe, logo voltei. Depois voltei pela estrada em direção a Criúva, parei para apreciar a ponte e o Rio Mulada, e entrei no camping que dava acesso à Cachoeira da Mulada. O casal isentou-me da taxa por eu estar só. Peguei a trilha e cheguei a pequenas quedas de água. Banhei-me nelas, mas esperava uma cachoeira maior. Procurei outras trilhas, mas não as encontrei. Retornei, encontrei o casal e me disseram que eu não havia visto a cachoeira certa. Resolvi tentar de novo e desta vez encontrei a continuação da trilha após um campo aberto. Segui conforme haviam orientado, passei por uma cachoeira razoavelmente maior, mas pela descrição que deram achei que ainda não era a procurada, cruzei o rio nas pedras, desci a escada que havia ao seu lado e encontrei a maravilhosa cachoeira , que disseram ter cerca de 80 metros. Banhei-me em algumas de suas quedas centrais e laterias e a fiquei contemplando por um tempo. Adorei . Achei-a espetacular, larga e alta. Voltei e atravessei o rio pela barragem, o que me pareceu um pouco perigoso e necessitou de concentração. Recolhi lixo na trilha como forma de contribuição. Agradeci o casal, peguei a estrada e voltei para Criúva andando e apreciando a paisagem, de que gostei. Perto da chegada uma kombi passou por mim e me ofereceu carona até Criúva, dizendo que iria para Caxias. Fiquei tentado, mas não quis perder o resto da estrada e o passeio pela vila. Assim sendo, recusei. Chegando lá fui visitar a igreja e a praça. Já estava escurecendo e percebi que seria um pouco difícil conseguir carona. Havia outro rapaz esperando e pedi a ele para me incluir na carona se seu amigo fosse para São Marcos de fato. Fiquei na saída da vila e começo da estrada, debaixo do poste de iluminação pedindo. A mulher da casa em frente disse que seria difícil naquele dia e naquele horário, mas poderia tentar. Lembrei-me da carona desprezada . Mas após cerca de 15 minutos pedindo, passou uma caminhonete moderna com 2 homens que voltavam do sítio. Pararam e me deram carona. Que sorte ! Ele falou que parou, mesmo já estando bastante escuro, porque já havia andado muito a pé na vida e quis me auxiliar e achava que se não tivesse parado eu teria que dormir por lá. Viemos conversando sobre a vida por ali e a situação do país. Ofereceram-me banana que haviam colhido no sítio, que educadamente recusei. Acabei chegando em São Marcos cedo e pude pegar o ônibus das 18:45, pagando os mesmos R$ 10,20, mas desta vez em dinheiro. Cheguei na rodoviária de Caxias perto de 19:45 e voltei andando para o hostel. Os 2 que haviam chegado para o curso de motorista haviam gostado da primeira aula, mas a acharam puxada. Chegou outro rapaz chamado Claiton para trabalhar com obras. Jantei o mesmo do dia anterior e conversei um pouco com eles e Solina. Na 3.a feira 21/05 tomei o café da manhã ofertado pela pousada acrescido de uma mexerica. Saí bem cedo para pegar o ônibus para Farroupilha na rodoviária às 8:30. Fui pela Viação Ozelame (http://ozelame.com.br/ ou http://rodoviariacaxias.com.br/) pagando R$ 5,35 em dinheiro. Para as atrações de Farroupilha veja http://farroupilha.rs.gov.br/portaldoturista/ e https://www.viagensecaminhos.com/2011/06/farroupilha-rs.html. Ao chegar estava chovendo 🌧️, de fraco a moderado, e eu decidi esperar na rodoviária até amenizar. Após cerca de 40 minutos, quando achei que já estava bem fraca, fui caminhando até o centro. Visitei a catedral, o museu e o centro cultural. Devido à chuva, achei melhor pegar o ônibus para o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio (http://caravaggio.org.br) e esperar no ponto abrigado. Peguei o das 11:50, paguei R$ 3,90 em dinheiro e cheguei lá perto de 12:10. Lá visitei o santuário novo e o antigo, o rosário, a sala de velas e as salas de exposição. Achei belos todos os itens e grandioso o santuário ☝️. Esperei mais um pouco para a chuva diminuir e quase parar e voltei caminhando para o centro pela rota dos peregrinos. Em boa parte do trajeto havia uma pista para pedestres e ciclistas e gostei bastante da paisagem natural. A chuva parou completamente. Ao me aproximar do centro, fui à Casa de Pedra, que estava fechada para reforma, mas prestes a reabrir. A responsável permitiu que eu visitasse a parte de baixo. Foram cerca de 6 km do santuário até lá. Saindo de lá fui ao Parque dos Pinheiros. Perguntei a funcionários se havia trilhas no meio do mato e poderia andar por elas. Disseram que sim, mas que não eram trilhas com segurança nem manutenção. Andei pela pista e depois fui em direção às trilhas. No caminho encontrei um rapaz, perguntei se era seguro e ele me perguntou se iria usar drogas e disse que a polícia poderia aparecer às vezes. Como meu intuito não era nada disso, e depois de ver como era abandonado o início da “trilha”, achei melhor não ir, pois poderia haver algum problema de segurança com usuários de drogas. Após o passeio no parque, voltando para o centro, vi o Museu do Engenho e aproveitei para visitá-lo. Ficava ao lado de um café do mesmo proprietário. Aproveitei para comprar chuchu, limão, alface na Fruteira do Parque (https://fruteiradoparque.com.br/) por R$ 1,86 e bananas por R$ 0,62 no Supermercado Multi Economico, ambos com cartão de crédito. No caminho de volta para a rodoviária ainda peguei mexericas de uma árvore da rua. Perguntei a uma mulher de uma casa do outro lado da rua se poderia e ela respondeu que sim. Peguei o ônibus das 17:20, que me deixou num ponto mais próximo do que a rodoviária em Caxias (cerca de 1 km mais perto). Aproveitando que havia chegado mais cedo, passei no Supermercado Rosseti e comprei pães e cuca por R$ 10,10 com cartão de crédito. Comi um pão de milho e um pão multigrãos ao chegar ao hostel. Conversei com o pessoal que estava fazendo curso e organizei minhas coisas. Mais tarde jantei o mesmo do dia anterior acrescido de alface, limão, banana, chuchu e cuca de sobremesa. Na 4.a feira 22/05 tomei o café oferecido pela pousada acrescido de 2 sanduíches, banana, mexerica e cuca. Meu roteiro principal era Ana Rech, mas eu resolvi passar antes por outros atrativos do caminho. Comecei caminhando para o Jardim Botânico, cujas trilhas e paisagens muito me agradaram, particularmente o pinheiro símbolo, enorme, as árvores, as flores da estufa e o lago . Dali fui ao Memorial e Museu do Imigrante, que também me agradou, com variedade de itens, e onde fui bem atendido ☝️. Agradou-me a vista de cima do Memorial. No caminho para lá ao perguntar para um motociclista, um imigrante negro que vinha pela mesma rua antecipou-se e me orientou. Fui caminhando a seu lado e lhe perguntei se não era brasileiro, para começar uma conversa. Mas acho que ele se assustou, talvez já tivesse sofrido alguma discriminação por isso, acelerou o passo e depois atravessou a rua. Disse-lhe “benvindo ao Brasil” e agradeci, mas acho que a primeira pergunta acabou aborrecendo-lo e o fazendo sentir-se em possibilidade de discriminação . Saindo do Memorial e Museu, fui conhecer o campus das UCS (Universidade de Caxias do Sul – https://www.ucs.br), que achei grande, bem cuidado e com muitos institutos ☝️. Um homem, talvez professor, mostrou-me que havia um alojamento gratuito para professores visitantes. Achei muito interessante toda a estrutura que vi, considerando que era uma universidade comunitária. Após sair de lá fui caminhando para o bairro de Ana Rech. No meio do trajeto vi uma igreja com formato diferente, um retângulo que se ligava a uma esfera. Era a igreja de São Ciro, que entrei para conhecer, após pedir para a atendente. Ela me explicou que era o formato de um navio chegando no globo terrestre. Os vitrais coloridos internos iluminados pela claridade do dia me pareceram dar um ar de alegria espiritual, que me agradou . Continuei no caminho e cheguei ao Chateau La Cave (https://www.lacave.com.br). Originalmente eu tinha planejado fazer a visita guiada, mas como já tinha conhecido tantos outros itens semelhantes gratuitamente, desisti desta ideia. Mas entrei na portaria principal, fui até a recepção e perguntei repetidamente às 3 atendentes se poderia conhecê-lo por fora e visitar o jardim. Elas disseram que sim por 3 vezes. Explicaram que o castelo era recente, mas havia sido inspirado em um castelo espanhol do século XI. Fui então dar uma volta por fora do castelo e andar no jardim. Como começou a garoar, eu coloquei meu plástico capa de chuva. Quando estava nos fundos, apareceu um outro atendente e me disse que se precisasse de alguma explicação era só falar. Junto com ele saiu um aparente segurança de terno, que me pareceu acompanhar o passeio. Após eu andar pelo jardim, quando voltava para o pátio central, apareceu um outro homem, aparentemente o dono, gerente geral ou chefe da segurança, olhou-me fixamente (parecia estar com raiva) e me perguntou por onde eu tinha entrado, se fora pelos fundos. Disse que não, que tinha entrado pela portaria e que as recepcionistas haviam autorizado a visita, mas que se não era permitida, eu pedia desculpas e iria embora. Ele parecia um pouco nervoso e com raiva repetiu a pergunta por onde eu tinha entrado e me disse que não era permitida visita por fora. Pedi desculpas mais uma vez e perguntei se poderia conhecer o último trecho lateral que não havia visto, ao que ele respondeu que não, que eu já tinha visto e era para ir embora. Fui embora então. Acho que ele pensou que eu pretendia roubar, danificar algo, praticar algum ato ilícito ou que pela minha aparência com aquele plástico e chinelo iria assustar os visitantes . Logo a seguir já era a entrada para o bairro de Ana Rech. Vi o mapa na entrada, informei-me sobre distâncias e fiz um roteiro das atrações que pretendia conhecer. Passei e visitei uma loja de artigos locais, onde me chamaram atenção os feitos com lã de ovelha, depois fui ver os quadros da Epopeia Imigrante, contando as várias etapas da chegada e vida dos imigrantes italianos, que achei muito interessantes ☝️. Vi a igreja de Nossa Senhora do Caravaggio (não era o santuário) por fora e a estátua de Ana Rech em sua frente, que me pareceu ter um semblante triste, ou talvez de cansaço pelas dificuldades encontradas. Lá conheci Ivone Rech, que disse ser tetraneta de Ana Rech, mas que fazendo as contas acho que era trineta. Ela me falou de seu bisavô, filho de Ana Rech, que disse que não viriam emigrar para pedir auxílio, mas sim para trabalhar, contou que Ana Rech havia tido uma filha surda-muda, talvez com Síndrome de Down, que tinha adotado uma menina negra, que morreu antes da mãe, de ter ameaçado atirar-se ao mar quando tentaram impedi-la de emigrar para o Brasil e de fazer sopão para os homens durante o trabalho de construção da igreja. Ivone falou que recentemente seu marido tinha decepado parte do pé, seu filho tinha morrido após ter ficado 35 dias no hospital após ser baleado num assalto e sua mãe tinha morrido neste período . Achei uma sequência bem pesada de acontecimentos. Após despedir-me dela fui para a Praça dos Presépios, onde havia um feito de metal, que achei bem interessante ☝️. Seguindo peguei uma rua lateral e fui à Aldeia dos Presépios, que achei bela, onde ainda havia alguns montados. Ao longo do dia ocorreram chuviscos leves, que começavam e paravam. Voltei caminhando. À noite conversei com o pessoal do hostel e com a Solina, jantei o mesmo que o dia anterior e assisti junto com um dos homens que era gremista ao jogo entre Juventude e Grêmio pela Copa do Brasil. Na 5.a feira 23/05 meu destino era Bento Gonçalves. Mas desta vez eu iria hospedar-me e ficar lá. Os que estavam fazendo o curso vieram despedir-se de mim antes de saírem, mesmo eu ainda na cama. Tomei o café igual ao do dia anterior. Despedi-me de Solina e a agradeci por tudo. Antes de pegar o ônibus fui visitar a Igreja Imaculada Conceição, que estava fechada quando por lá tinha passado. Aproveitei e visite o Museu dos Capuchinos ao lado, onde fui atendido por Adriana. Achei ambos interessantes ☝️. Não sabia que os frades haviam tido um conjunto musical . Peguei o ônibus cerca de 10:45 na Lancheria Real, que era uma parada numa avenida no trajeto do ônibus, que vendia cartão para embarque, sem imprimir o bilhete. Era o ônibus da empresa Ozelame, que custou R$ 11,65 em dinheiro. Fui o começo do trajeto de pé, até chegar perto de Farroupilha, onde desceu um rapaz ao lado do banco em que eu estava. Cheguei a Bento Gonçalves pouco antes do meio dia. Fui procurar hotéis baratos, mas nenhum era mais barato que a Pousada Thiany (http://www.pousadathiany.com.br). Então fui para ela. No caminho passei pela Vinícola Aurora e me informei sobre visitas. Cheguei lá, conversei com Maria, a dona, e fiquei hospedado por R$ 49,00 a diária, em quarto privativo, com banheiro compartilhado e buffet de café da manhã, que achei excelente. Deixei R$ 5,00 de caução devido à chave automática do portão, que permitia entrar e sair a qualquer hora independentemente de atendentes. Almocei, parte no caminho, parte após me instalar na pousada, 3 pães de milho, 2 pães multigrãos e 2 sanduíches. Com o estômago cheio, fui fazer a visita à Vinícola Aurora (http://www.vinicolaaurora.com.br) . Fui guiado por Rogério, que atendeu muito bem. Inicialmente eu estava sozinho, mas após começar o vídeo chegaram dois rapazes paraibanos e quando terminou o vídeo e olhei para trás havia mais cerca de 7 pessoas. Ele falou sobre os equipamentos, sobre o processo de confecção das bebidas, sobre a história e sobre o sistema de trabalho. No final houve degustação de 4 vinhos, 3 espumantes e 1 suco orgânico. Experimentei um pouquinho de cada e gostei especialmente dos vinhos suaves, dos espumantes e do suco. Agradeci e fui visitar o centro da cidade. No caminho encontrei com um grupo de descendentes de japonesas que tinha participado da visita e comentaram que também haviam gostado, principalmente da degustação. Eram paranaenses e falaram que gostavam de ir ao Bairro da Liberdade em São Paulo. Desci a escadaria que levava ao centro e fui a um quiosque de turismo que me forneceu mapas da cidade e de 2 roteiros que eu pretendia fazer. A mulher atendeu-me muito bem e me deu várias informações sobre a cidade, a segurança, as estradas e outras. Visitei casas históricas, prefeitura, igreja, via turística e o miolo central. Achei bem interessante e bem cuidado ☝️. No fim do dia, comprei peras, caquis-chocolate e bananas no Mini Mercado e Fruteira Tutti Fruti (https://www.facebook.com/fruteiratuttifruti) por R$ 2,25, tomate e chuchu (também deram-me uma couve amarelada) num horti fruti por R$ 2,50 e pães sovados no Supermercado Apolo – filial do Shopping L’América (http://www.superapolo.com.br) por R$ 2,95, todos pagos com cartão de crédito. Ao voltar para a pousada, cozinhei arroz integral e o jantei com chuchu, cenoura, repolho, alface, couve, tomate, banana, pera, caqui e mexerica. Conheci Rose, atendente da pousada, que me atendeu muito bem ao longo de toda a estadia ☝️. Para as atrações de Bento Gonçalves veja http://bento.tur.br/, http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/turismo/pontos-de-visitacao e https://www.viagensecaminhos.com/2018/04/bento-goncalves.html. Na 6.a feira 24/05 fui visitar os atrativos urbanos de Bento Gonçalves. Inicialmente tomei o café da manhã , que era buffet, com vários tipos de pão, manteiga, queijo amarelo, presunto ou salame, ovos, linguiça, banana, caqui-chocolate, mexerica, 2 ou 3 tipos de bolos, 2 ou 3 tipos de biscoitos, 4 tipos de doces, 2 tipos de suco, café, leite, cereais e similares. Antes de sair paguei para Maria a diária de R$ 49,00 com cartão de crédito. Ao sair da pousada vi uma área verde em frente. Resolvi pegar uma trilha dentro dela e ir em frente descendo. Ao chegar lá embaixo perguntei a um homem se era um parque, mas ele disse que era um loteamento, mas que poderia andar por ele. Inicialmente fui ao Parque de Eventos. Achei-o bem amplo e bom para caminhar. Só dei a volta no complexo por fora. A vista dos arredores parecia ser muito boa, porém estava um pouco restrita devido à nebulosidade. Saindo de lá passei pelo conjunto olímpico e pelo SESC ou similar. Começou a chuviscar 🌧️. Fui em direção ao Museu do Imigrante e à Fundação Casa das Artes. Gostei de ambos ☝️. Esperei a chuva amainar um pouco e fui conhecer o Monumento aos Imigrantes, a Igreja São Bento ☝️, que achei muito interessante, com seu formato diferente e seus vitrais, e a praça em que elas ficavam. Daí fui conhecer as construções históricas, o estádio antigo, as praças indicadas no roteiro, a Igreja Cristo Rei , que achei linda e diferente, com sua imagem de Jesus no trono de rei, a estação ferroviária, a Maria Fumaça, a Casa do Artesão, a entrada do espetáculo da Epopeia Italiana e encerrei indo até o Pipa Pórtico. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas de São Bento e Cristo Rei, a Maria Fumaça e o pórtico . Um ponto de que gostei foi que havia banheiros públicos em muitos locais diferentes, como praças, o que facilitou muito a situação, pois num dia frio como aquele acabei urinando muitas vezes ☝️. A chuva perdurou por quase todo o dia, após começar por volta de 10 a 11 horas da manhã. O dia foi mais frio do que os anteriores, com temperatura máxima por volta de 13 a 15 C. Quando cheguei à noite Rose falou-me que a pousada tinha um robô comprado nos EUA para fazer limpeza. Quando fui tomar banho vi o robô operando. Jantei o mesmo que o dia anterior, com exceção do caqui. No sábado 25/5 fui fazer o Roteiro Caminhos de Pedra (http://www.caminhosdepedra.org.br). O café da manhã foi igual ao do dia anterior. Novamente paguei para Maria a diária de R$ 49,00 pela manhã. A pousada estava cheia. Saí cedo para poder ir caminhando e cobrir todo o roteiro. Na cidade e no início do caminho houve muito sobe e desce com muitas ladeiras . Logo no princípio da estrada um cachorro começou a me seguir e parecia meio perdido. Fiquei com medo dele ser atropelado e tentei não olhar para ele para que não me seguisse na estrada e voltasse para a área rural. Fui muito bem tratado durante todo o roteiro ☝️. Achei a estrada em si muito bela. Num dos primeiros pontos do roteiro havia um mirante com vista para uma cachoeira no meio da mata e toda a vegetação ao redor . Apreciei bastante esta vista ao lado de um casal de gaúchos que também lá parou. Fui passando pelos outros pontos e parei na Vinícola Fontanari para fazer visitação. Um jovem membro da família acompanhou-me, junto com um casal de Porto Alegre e mostrou as instalações da vinícola, que parecia bem familiar. No fim ainda foi possível apreciar a vista a partir de uma sacada que lá existia. Eu agradeci mas não quis participar da degustação. Mais à frente também fui conhecer outra vinícola, a Salvati, em que fui atendido pelo próprio Salvati ☝️. Muito simpático e comunicativo apresentou-me sua vinícola, ofereceu-me repetidamente vinhos e sucos, que eu educadamente recusei, contou-me a história da região, do trabalho, da sua família, da construção de partes da casa, da casa de pedra e de outros pontos. Falou-me do muro grande da frente que foi construído por apenas um homem com pedras encaixadas e sem rejunte. Conhecia bairros de São Paulo devido ao que os viajantes contavam. Chegou um casal de Mogi Mirim e realizou degustação enquanto conversávamos. Aí chegou um grupo grande de excursão e ele continuou nos atendendo, deixando o grupo esperar. Eu até fiquei preocupado e fui avisar-lhes de que ele estava acabando de nos atender e já iria. Ensinou-me um atalho para sair. Passei também pela Casa das Ovelhas, em que degustei queijo de ovelha e as atendentes me explicaram o trabalho deles com as ovelhas ☝️. Na Casa dos Queijos, experimentei a geleia de café, que parecia bala de café e de que gostei ☝️. Houve várias capelas e casas de pedra e madeira históricas ao longo do caminho. Peguei várias mexericas do chão durante o dia. Achei a estrada com pouco acostamento, mas como o movimento não era tão grande, não gerou grande impacto. Não choveu e a temperatura começou abaixo de 10 C e subiu para cerca de 20 C ao longo do dia. Jantei o mesmo do que o dia anterior, sem banana. Rose contou-me que seu marido era caminhoneiro e que ela já o havia acompanhando em algumas viagens com um filho. Eles tinham 5 filhos e no dia seguinte sua irmã viria para cidade e ela iria estar de folga. Despedi-me dela. Durante a noite houve bastante movimento e barulho 🔊, pois a entrada era do lado do quarto em que eu estava. No domingo 26/5 fui fazer o roteiro do Vale dos Vinhedos e Via Trento (http://www.valedosvinhedos.com.br). Logo pela manhã abriu-se uma vaga para mais um dia na pousada, algo que estava pendente. Mas precisei mudar de quarto. Paguei o mesmo valor de R$ 49,00 com cartão de crédito para Maria. O café foi similar ao do dia anterior. Dei algumas informações sobre meu passeio do dia anterior para um casal que pretendia conhecer a região. Saí cedo para poder cobrir a maior parte do vale possível. Fui caminhando pela cidade, passei o pórtico e peguei uma rua local que me levava diretamente à estrada do vale, conforme estava no mapa e seguindo a orientação dos atendentes do posto de turismo que ficava embaixo do pórtico. Achei as estradas do Vale dos Vinhedos e a Via Trento muito bonitas ☝️, com muitas construções históricas, antigas ou típicas, porém com pouco acostamento. Fui muito bem tratado em todo o roteiro. Visitei várias vinícolas, tanto pequenas como grandes. Passei mais tempo na Miolo, Cave de Pedra e Casa Valduga por serem maiores e terem ampla área de visitação. Comecei passando por algumas pequenas em que me permitiram a visita externa e até interna em alguns casos, com explicações dadas pelos responsáveis sobre vários assuntos. Uma abelha enroscou-se no meu cabelo e quando a fui tirar levei uma picada no polegar 🐝. Passei também pelo empreendimento de cerveja artesanal, pela biscoiteria, que me permitiu uma visita completa, que apreciei, e ainda me deu um delicioso biscoito com frutas de presente, pelo engenho, que me permitiu visitar seu museu, mirante e área externa, de que gostei, e pela capela. Não pude entrar no Memorial do Vinho, pois era restrito a hóspedes. Depois fui à Vinícola Miolo (https://www.miolo.com.br), que tinha uma enorme área externa, com jardins, parreirais, lago e área com vegetação. Gostei bastante, fiquei razoável tempo e dali segui para a Cave de Pedra (http://www.cavedepedra.com.br), que era uma espécie de vinícola dentro de um castelo. Permitiram entrar e subir no mirante da torre para apreciar a vista e conhecer um pouco do castelo. Além disso pude dar uma volta na área externa para apreciar a construção. Gostei bastante também. Daí voltei para pegar a Via Trento. Lá passei novamente por vários empreendimentos, vinícolas, jardins, artesanato, capela e outros, parando mais demoradamente na Casa Valduga (http://www.casavalduga.com.br), em que foi permitido dar um amplo passeio na área externa, que tinha amplas áreas verdes, parreirais, construções históricas e uma construção que me pareceu ser também em forma de castelo. Apreciei bastante. Ao lado conheci a matriarca da família Valduga, casada com Cândido, na Vinícola Dom Cândido. Já com uma certa idade, parecia ter alto astral. Para encerrar passei ainda em outras vinícolas pequenas, sendo que na Terragnolo (acho que foi esta) pude visitar as caves e fiquei ouvindo as explicações do dono, que compunha o simpático casal. Na última, Peculiare, já perto do pôr do sol, conversei com o aparente dono e ele me pareceu revelar uma ampla visão estratégica e de gestão do seu negócio e das suas possibilidades. Perto de 15 hs, reencontrei o casal com que havia conversado no café da manhã na pousada e eles ainda pretendiam ir aos Caminhos de Pedra. O dia começou um pouco frio, mas logo esquentou para mais de 20 C, com sol o tempo todo. Comi várias mexericas pegas do chão ao longo do caminho. O jantar foi igual ao do dia anterior, menos arroz e pera e acrescentando pães. A pousada estava bem mais vazia. Na 2.a feira 27/5 fui conhecer Garibaldi. Tomei café igual ao do dia anterior. Durante o café uma moça perguntou-me quem havia morrido ao ver as bandeiras das manifestações a favor do Presidente Bolsonaro. Eu estava de boca cheia e antes de responder o atendente respondeu que havia sido o PT. Ela me pareceu ficar desconcertada com a resposta. O atendente perguntou-me se eu era petista, pensando ter criado alguma animosidade, ao que respondi que não (embora não seja a favor da maioria das ideias do presidente). Mas isso evidenciou o clima de discórdia presente entre as pessoas naquele momento. Despedi-me do atendente, devolvi as chaves e itens na recepção e peguei a caução de volta. Saí pouco antes de 9 horas. Comprei pães para o almoço, jantar e café da manhã no Supermercado Apolo por R$ 2,18 com cartão de crédito. Decidi ir a pé a Garibaldi, imaginando poder apreciar a paisagem da estrada e porque a Vinícola Chandon era no caminho. Eram cerca de 8 km de estrada mais o trecho urbano, perfazendo uns 12 km. Como a estrada era a BR-470, bem movimentada, a apreciação da paisagem não foi tão boa quanto nas estradas rurais menores, mas mesmo assim houve trechos de vegetação que achei interessantes. Parei na Vinícola Chandon (https://www.chandon.com.br) para tentar fazer uma visita. A porteira disse-me que só o varejo estava disponível e que eu não poderia fazer uma visita às áreas externas. Perguntei-lhe então se poderia ir ao varejo e ela autorizou. Chegando lá pude visitar o terraço e depois fazer degustação de 2 espumantes, ambos deliciosos, um feito especialmente para o Brasil. Algumas garrafas pareciam aquelas dos prêmios dados na Fórmula 1. O recepcionista ainda me disse que poderia ir ao belvedere em frente e andar pelo parreiral. Achei bela a vista. Gostei da visita. Chegando em Garibaldi, depois de passar pelo monumento a Giuseppe, perguntei a uma mulher sobre os pontos turísticos e ela me deu informações completas. Decidi então começar pela estação ferroviária, que estava fechada. Depois fui à Vinícola Cooperativa Garibaldi (https://www.vinicolagaribaldi.com.br), onde fui muito bem atendido e fiz a visitação completa, que tinha um enfoque histórico. Adriana guiou-me e me falou dos processos passados e presentes e de alguns produtores de itens diferenciados, como orgânicos ou vinhos especiais. Havia frases de várias personagens históricas nos barris, desde a Antiguidade até a Idade Contemporânea. Gostei bastante da visita. No final houve degustação de vinho, espumante e suco integral, todos muito bons. Saindo de lá fui visitar o centro histórico, com seus casarões, igreja, museu e outros. Achei-os muito bem preservados. A igreja matriz estava em restauração e o museu estava fechado. Subindo a ladeira a partir de lá fui à Ermida Nossa Senhora de Fátima e ao mirante. Achei a ermida muito acalentadora e a vista do mirante permitiu ver outra parte da cidade, além do centro a partir do alto. Descendo de lá perguntei a um rapaz como ir à Vinícola Peterlongo (http://www.peterlongo.com.br) e ele disse que estava indo para perto dela. Fui com ele, mas ele se confundiu e me levou à cooperativa. Agradeci, voltei e pedi informações sobre a Peterlongo, que até nem era tão longe dali. O único inconveniente é que começou a garoar. Mesmo assim fui até lá. Carol atendeu-me e disse que eu poderia visitar a área externa, a loja e alguns espaços internos. A visita completa guiada custava R$ 30,00 e eu não quis fazer. Achei interessante a área de eventos, estilizada para parecer espaço interno de vinícola, onde faziam exibições de cinema e outros, a loja, com sua variedade de produtos e a área externa, onde havia uma bonita área verde. Ela me explicou que a Peterlongo é a única vinícola brasileira que pode usar o nome Champagne no rótulo, pois já o usava antes da patente ser obtida pelos franceses, na primeira metade do século XX. Também gostei da visita. Saindo de lá, já satisfeito com tudo que havia conhecido, decidi ir para a rodoviária. A garoa continuava, um pouco mais forte. Cheguei bem em cima da hora de pegar o ônibus da Bento Transportes (http://www.bentotransportes.com.br) das 15:20 para Porto Alegre, que saiu às 15:30, pelo qual paguei R$ 33,35 com cartão de crédito. A viagem foi quase toda sob chuva. Chegamos por volta de 18:10. Haviam informado para mim que o entorno da rodoviária poderia ser perigoso, então eu pedi informações sobre o melhor caminho para chegar até a Rua Alberto Lins, que era bem próxima. Disseram-me para não pegar a passarela e ir por baixo do viaduto. O trajeto foi tranquilo, porém como havia chovido e ainda garoava, havia muitas poças de água, o que fez com que tivesse que tomar muito cuidado para não levar um banho dos carros. Na chegada ao hostel toquei a campainha errada por 3 vezes até entender que o morador estava me dizendo que não era aquele interfone e sim algum outro. Um uruguaio foi abrir a porta para mim. Fiquei no HostelRock.com (https://www.hostelrock.com.br/), pagando R$ 28,80 com cartão de crédito por uma cama em quarto compartilhado, sem direito a café da manhã. Estavam hospedados ou morando lá o uruguaio, uma uruguaia, um chinês, um gaúcho, um paranaense e talvez outros. Fui comprar mandioca e limão no Supermercado Gecepel (http://www.gecepel.com.br) pagando R$ 0,83 com cartão de crédito e bananas e cenouras no ambulante Fernando pagando R$ 1,00 em dinheiro. Ele me falou de sua descendência polonesa, do seu trabalho ali na rua e de que gostaria de conhecer São Paulo, perguntando sobre hábitos de paquera das mulheres paulistas. Cozinhei arroz integral com mandioca e os jantei junto com limão, cenoura, chuchu e alface, com pão com banana de sobremesa. Depois conversei bastante com o chinês sobre viagens, a roteiro dele pela América do Sul e Brasil, a situação na China, Taiwan e outros. Pedi para o gaúcho Rogério acordar-me, caso meu despertador falhasse. Na 3.a feira 28/5 voltei para São Paulo. Após acordar conheci Diego, o dono do hostel e paguei a diária para ele. Tomei café da manhã com sanduíches de pão, chuchu, limão, cenoura, alface e banana. Rogério conversou comigo durante o café, falando de sua experiência de vida, seu trabalho como pioneiro em câmeras digitais e sua estadia na Califórnia. Fui a pé ao aeroporto, a cerca de 6 km de distância. Após o embarque uma mulher passou mal e requisitou a equipe médica do aeroporto, mas aparentemente não foi nada grave. O voo foi tranquilo, mas um pouco nublado, o que impediu a apreciação da paisagem em boa parte do trajeto. Almocei pães e sanduíches durante a viagem. Após descer no aeroporto de Guarulhos em São Paulo peguei o ônibus contratado pela TAM para ir até Congonhas e lá conheci uma família do norte do Mato Grosso, pai, mãe, filho e cachorrinha, provavelmente poodle ou similar, que estavam voltando da região de Nova York. Vim conversando com o pai e mostrando os vários pontos de São Paulo pelos quais passávamos.
  4. A Trilha Transcarioca Inicialmente idealizada pelo diplomata Pedro Cunha e Menezes em seu livro “Todos os Passo de Um Sonho” (2000), a ideia da trilha Transcarioca foi a de implantar no Brasil um circuito de caminhos naturais de longo curso e sinalizado. Inspirado em casos de sucesso internacionais, como a Appalachian Trail (E.U.A), Huella Andina (Argentina), Hoerikwaggo Trail (África do Sul) e Te Araroa Trail ( Nova Zelândia), a ideia era criar um longo percurso de trilhas sinalizadas que interligasse as áreas de proteção natural do Município do Rio de Janeiro, estimulando deste modo a visitação à estes parques. Depois de alguns avanços e muitos retrocessos, a Trilha Transcarioca finalmente saiu do papel e foi implantada e inaugurada em fevereiro de 2017. Com 180 Km. de trilhas sinalizadas pelo trabalho de centenas de voluntários, o circuito atravessa grandes áreas de preservação ambiental do Rio de Janeiro, tais como: Parque Municipal de Grumari Parque Estadual da Pedra Branca (Maior Floresta Urbana do Mundo) Parque Nacional da Tijuca Parque Municipal da Catacumba Parque Natural Paisagem Carioca Monumento Natural do Pão de Açúcar Hoje o circuito é uma das grandes atrações e programas dos cariocas amantes de Hiking e Trekking. É ideal para quem mora numa grande cidade e não deseja realizar uma grande viagem para completar um grande circuito de trekking. Ele pode ser completado de uma só vez só ou aos poucos, como eu fiz, dando um intervalo de descanso de alguns dias entre um trecho e outro. Também pode ser feito no sentido Guaratiba – Urca ou no contrário. Os intrépidos excursionistas que completam o percurso no primeiro sentido são conhecidos como Guarurcas, enquanto os segundos atendem pelo apelido de Urcibas. Comecei minha empreitada logo depois da inauguração da supertrilha, e relato todos os detalhes desta aventura no meu blog Saga Transcarioca. Vou resumir aqui um pouquinho da aventura e todos seus principais atrativos. Percorri a trilha em 23 etapas, fazendo uma adaptação pessoal no roteiro recomendado pela organizadora do circuito, de modo que não deixasse de lado as badaladas Pedras da Gávea e Bonita. Já no primeiro dia da aventura, visitei uma das maiores atrações naturais do Rio: a famosa Pedra do Telégrafo, que passou a ser bem procurada depois que passaram a circular nas redes sociais fotos de aventureiros pendurados na ponta da pedra que se projeta sobre o abismo. Mas a sensação de perigo, não passa de uma ilusão de ótica, já que a base da pedra está situada poucos metros abaixo, e uma queda dali não causa mais do que alguns arranhões. Nos finais de semana, chega a se formar até uma fila de trilheiros que buscam tirar fotos ali em posições criativas. Ainda no primeiro dia, visitei as belíssimas praias selvagens que são avistadas do alto da pedra, como as praias do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno. No segundo dia, iniciei a caminhada na Praia de Grumari e retomei a caminhada feita pelos piratas franceses que desemcarcaram ali no longínquo ano de 1710 e adentraram a mata, para sair na Baixada de Jacarepaguá e atacar a cidade do Rio pela retaguarda. No dia 3, começo a adentrar o coração do Maior Parque Natural Urbano do Mundo, percorrendo o sobe e desce da selvagem Serra Geral de Guaratiba. O quarto dia é reservado para mais alguns mirantes e a visitação da zona rural de Campo Grande. O alto do Mangalarga com sua vista magnífica é atingido no dia 5 e o Pico da Pedra Branca, que é o mais alto do Rio com 1021 mts. é conquistado no dia 6. O sétimo dia é um dos mais intensos com a visita à duas das maiores atrações da Transacarioca, o belíssimo Açude do Camorim e a Pedra do Quilombo. O dia seguinte é o mais cansativo de todos, pois uma subida extenuante e feita debaixo de Sol durante boa parte do tempo, é o que espera o excursionista que deseja atingir a Pedra do Ponto, que tem uma visão ímpar do Município. Altitudes baixas e caminhadas leves com poucas sombras prevalecem nos dias 9 e 10. Deixei o pouco conhecido Parque da Pedra Branca, para adentrar a famosa Floresta da Tijuca pelos fundos no dia 11. Atravessa-se um vale muito selvagem com belas cachoeiras até se atingir os cumes de alguns dos picos mais altos do Parque como o Andaraí Maior, o Tijuca-Mirim e o Tijuca. Grandes altitudes são a norma também do dia seguinte, quando visitei pelo menos quatro grandes picos: o da Coruja, do Papagaio, do Cocanha e da Taquara. O roteiro oficial recomenda que a partir daí se atravesse para a Serra da Carioca do outro lado do parque, mas resolvi fazer um looping completo para conquistar as Pedras do Conde, da Caixa e do Anhanguera e visitar a Cachoeira das Almas, o circuito das Grutas, as ruínas do Humaitá, a Fazenda, o Alto do Cruzeiro, o Museu do Açude e o Mirante da Cascatinha, não deixando de fora nenhuma grande atração da floresta. Assim me senti satisfeito o suficiente para atravessar o vale e visitar alguns dos mirantes mais espetaculares de todo o circuito como o da Freira e do Morro Queimado. Descendo deste morro, resolvi fazer mais um desvio para visitar as Pedras da Gávea e Bonita. No meio do caminho passei pelas imponentes ruínas da Fazenda Van Moke, que foi uma das maiores produtoras de café do Brasil, durante o século XIX. A Pedra Bonita, que é um dos morros mais visitados do Rio, foi conquistada no dia 16 e a imponente e misteriosa Pedra da Gávea no dia 17. Por ser a trilha mais difícil, e pela vista incrível que proporciona, a conquista da Gávea, representa um dos momentos culminantes da Transcarioca. No dia 18 volto para a rampa de voo livre da Pedra Bonita e de lá inicio uma árdua caminhada em mata muito fechada, passando por trilhas de traçado muito indefinido que interligam os Picos da Agulhinha, Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas. No final do dia reencontro com o traçado oficial da Transcarioca, saindo logo adiante na famosa Vista Chinesa. E de lá pego uma trilha que sai no Solar da Imperatriz no bairro do Jardim Botânico. Lá retomo a caminhada no dia 19, que reservado para o banho nas várias cachoeiras do Horto, como as do Jequitibá, do Chuveiro e da Gruta. Começo o dia seguinte com o banho em mais uma cachoeira: a dos Primatas, mas a atração principal do dia, também é a principal de todo o circuito: o topo do Corcovado, que é alcançado depois de vencida trilha bem sinuosa e cansativa. A vista única do alto do Cristo, justifica o título de ponto turístico mais visitado do Brasil. Do alto do Corcovado vislumbro minhas próximas e últimas metas: os morrinhos de Sacopã, São João e Babilônia, que os destinos dos dias 22 e 23. Suas baixas altitudes não apequenam em nada as visões grandiosas e inusitadas que proporcionam de Botafogo e de Copacabana. A Transcarioca é finalizada com a fácil subida do Morro da Urca, seguida da descida até a praça de fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nenhum lugar seria mais apropriado para terminar esta épica jornada de 23 dias, e que ficará para sempre na memória.
  5. Alguém indo para Cunha - SP sábado dia 29/06/2019 ou domingo dia 30/06/2019, disposto a ceder um lugar em seu veículo? Posso ajudar na gasolina.
  6. Fiz um bate e volta em Cunha, no interior de São Paulo. Levei quase 4 horas para chegar, e fui direto pra Pedra da Macela, na madrugada mesmo. Fiz a trilha bem rápido, pois não queria chegar lá em cima com o Sol já nascendo. A trilha é fácil, sem obstáculos, somente tem uma subida bem puxada, que faz qualquer um ter dor na panturrilha, mas nada que um tempinho parado não resolva. Dá entre quase 3km de subida! Chegando lá em cima, encontrei um lugar lotadíssimo, praticamente sem lugar para assistir o por do sol. Barracas, violões, cachorros passando frio, e pessoas tentando achar um lugar pra tirar uma foto e ver o nascer do Sol. Vídeo da viagem: A vista de lá é linda, e vale totalmente a subida. Além de que a noite as estrelas são um espetáculo a parte. Dá pra ver Angra dos Reis, Paraty, etc. Sofri a semana toda com medo do tempo não estar bom, mas estava perfeito para um nascer do Sol. Fiquei até 7:20 e desci. Fui tomar um café na cidade, e parti pra Cachoeira do Pimenta. A estrada é tranquila, e o carro chega até a cachoeira, que por sinal é linda! tem 3 quedas, e fazendo uma pequeno trilha de 1 minuto, você chega na mais bonita delas. Estava bem vazia, e deu pra aproveitar bem. Voltei pra cidade, almocei, e fui para o Lavandário de Cunha, uma plantação de Lavanda, Alecrim e outras coisas. Entrada: 10 reais por pessoa. A vista de lá é linda! O céu estava muito azul, e fiquei dando uma volta por lá, vendo as abelhas, as plantinhas, e pensando que moraria fácil num lugar como aquele. É um pouco corrido e cansativo, mas vale a pena fazer as 3 atrações no mesmo dia!
  7. Oi pessoal! Cês tão massa? Tava vendo aqui e fiquei enloquecida pra conhecer CUNHA,SP ( serra do mar) mas não dirijo, não tenho carro/moto nem bicicleta. Procurei na net mas não encontrei passagens de busão partindo de SP, alguém ai sabe se tem?? Galera massa, não psicoticos e casais bacana que topem rachar a gasosa e levar 2 mochileiros ( casalsinho amor nóis) . Bora marcar?
  8. @Renato Cunha eu fiquei 23 dias lá percorri 10 cidades,calculei 100 euros dia,para duas pessoas,com hospedagem, alimentação e transporte,voltei com 100 euros 😂. Quanto ao oriente,fui a Santiago de Cuba, realmente é outro mundo, assédio na saída da rodoviária é pesado,tem de ter paciência,as pessoas lá não são tão solicitas como em outras cidades que passei,mas gostei muito da cidade.
  9. Mirante com vista para o Vale do Rio das Antas e para a Cascata Bordin. Localizado no Travessão Alfredo Chaves em Flores da Cunha. Para passar o dia, acampar e praticar esportes de aventura, como rapel e passeios de quadriciclo. Local com quiosque. Horário da temporada primavera/verão: todos os dias das 7h às 20h, e aos sábados durante o verão o Mirante e o quiosque ficam abertos até às 23h. Restante do ano: de terça a domingo das 7h às 18h. Informações: (54) 98147-9534.
  10. Se tiver afim de trocar informações, fotos e energias positivas: 💖 - www.instagram.com/guiint Pedra da Macela (1840 metros) • Trilha Fácil • Cunha/Paraty Reunida a galera partimos subir a Pedra da Macela durante a madrugada para ver o céu estrelado enquanto o Sol nasce no horizonte atrás de Angra dos Reis e Ilha Grande. Apesar do frio de 10°C e do ventinho gelado da Serra, a subida íngreme e asfaltada (mas um pouco esburacada) foi tranquila, mais fácil do que a descida, talvez pelo efeito psicológico que andar a noite nos proporciona, ao não vermos o caminho a frente temos a sensação de que o percurso é bem mais curto que realmente é, ou na verdade o nosso cérebro só está aí pra pregar uma peça na gente ? Hehehe Chegando no topo vi o mais lindo céu aberto e estrelado, o maravilindo Sol nascendo e iluminando toda aquela beleza natural única. Não estávamos sozinhos, dezenas de pessoas também puderam contemplar esse momento enquanto acampavam ou namoravam, registravam suas selfies e até mesmo formavam grupos de orações, tudo muito significativo pra cada um. Descemos e aproveitamos o resto do dia em uma bem cuidada plantação de lavanda do Contemplário (de quebra trouxe um hidromel da região pra tomar enquanto assisto Vikings e alguns biscoitos de lavanda, mais exótico do que gostoso 😬); almoçamos e comemos umas frutas do pomar do próprio restaurante (economia total na sobremesa) enquanto na TV passava a surra da França em cima da campeã moral Croácia; conhecemos a Cervejaria Artesanal Wolkenburg e tomamos umas cervejas feitas sob a Lei da Bavária, alemã, assim como os donos carismáticos do local; faltou conhecermos a Cachoeira do Pimentas, mas fica pra uma certa próxima visita a Cunha... Quem fizer a trilha para a Pedra da Macela faça um duplo favor pela natureza: recolha o seu lixo e os demais que puder ver pelo caminho.⚠️
  11. Dois mirantes para o Rio das Antas, os dois em Flores da Cunha, mas ambos com uma distância por terra entre si considerável. São dois destinos interessantes para quem deseja ver a grandiosidade da nossa serra e os contornos do belíssimo rio, mas antes compare os detalhes entre os dois. Destacando que estes destinos são preferencialmente realizados com carro próprio ou moto. Não há maiores dificuldades para ir com carro de passeio comum. Mirante Gelain: O acesso que já era relativamente fácil ficou perfeito com o asfaltamento recente de todo o caminho. No local há um bar, plataforma de observação que além do rio proporciona vista de uma incrível cascata, estacionamento e entrada gratuita. O acesso é via Estrada de Nova Pádua, depois Travessão Alfredo Chaves. O local fica bastante movimentado nos finais de semana. Mirante Gaio: Proporciona lindíssima vista do rio e ainda da foz do Rio Tega, que após atravessar a cidade de Caxias do Sul não se parece em nada com o que atravessa a área urbana da mesma. Fica em uma propriedade particular mas possui acesso livre, não há qualquer infra-estrutura, apenas uma grade de proteção. O acesso é fácil e todo asfaltado até Mato Perso e próximo de São Vitor onde fica uma entrada para a estrada de terra que segue até o mirante por alguns quilômetros. Para chegar lá é ideal estudar primeiro o satélite do Google Maps. Praticamente não há ninguém no local nos finais de semana.
  12. Cicloturismo Mogi X Paraty-RJ 3º Capítulo Ae galera chegou o 3º e último capítulo da minha cicloviagem junto com minha esposa Andreia para Paraty-RJ Obrigado a todos que curtiram.... Lagoinha X Cunha X Paraty 3º e último capítulo Bem continuando na Cidade de Lagoinha tratamos logo de almoçar, paramos em um restaurante a Kilo almoçamos e logo já para sair pedimos mais umas informações do caminho para o dono do restaurante, ele como já de costume...kk...perguntou de onde estávamos indo e pra onde iríamos, e com nossa resposta novamente a famosa cara de espanto.....rimos juntos e ele começou a explicar o caminho com uma riqueza de detalhes, pois ele disse ser dono de uma fazendinha no mesmo caminho, uma das orientações primordiais como já visto em relatos anteriores foi a de seguirmos a rede elétrica (uma fiação mais grossa com 4 fios unidos por isoladores), ele também nos deu uma dica que descobrimos ser maravilhosa....pois bem no final de uma reta onde o caminho se dividia em 2 e teoricamente deveríamos nos manter a direita ele orientou a assim que avistássemos uma pé de manga bem no meio da bifurcação virássemos a esquerda, disse que escaparíamos de uma subida muito grande e de uma certa forma ainda andaríamos só em planos.....dito e feito....achamos a bifurcação, viramos a esquerda e logo adiante chegamos a rodovia de acesso a Cunha. Pinheirinho é easy perto dessas subidas....kkk...viemos lá debaixo Paramos um pouco pra descansar nessa ÚNICA sombra...ainda tem subida...kkk Agradecimento a árvore pela sombra Na Rodovia pegamos algumas subidas leves, não muito íngremes o que facilitou a pedalada, mesmo assim devido a distância acabamos chegando em Cunha já com o Sol se pondo já no finalzinho da tarde....fomos logo para o centro e já comecei a me decepcionar, pois a cidade é toda em subidas, tudo era subindo, Igreja, Restaurante e etc....já não aguentava mais pedalar, o jeito foi empurrar as bikes morro acima...bem agora começa a história....kkkk Chegamos....kkk Portal de Cunha Agora só falta um trecho...kkkk Entaum acontece que a cidade estava em Festa, cheia de visitantes e carros por toda parte, como não tínhamos reservado nenhuma pousada (1º erro fatal) começamos a perguntar para as pessoas e nas pousadas.....aí o que aconteceu.....TUDO LOTADO....SEM VAGAS...TUDO RESERVADO...já com um friozinho na barriga, pois o pior que poderia acontecer e termos que dormir na praça, que por mim tudo bem, mais tinha preocupação com minha esposa, andamos mais um pouco... Chegamos á uma pousada (https://www.facebook.com/EstalagemPrimavera?ref=ts&fref=ts) perguntamos a uma moça sobre vagas e ela pediu para entrarmos, fomos até uma área externa muito aconchegante até que aparece a Dona com uma cara meio de espanto e preocupação, ela olha pra gente e diz: “__ Casal eu não tenho vagas, tá tudo reservado, e não tem vaga em nenhum lugar na cidade, tá tudo lotado mesmo...” Sabe aquela hora que só um palavrão descreve o sentimento??....Entã[email protected]#%....kkk A moça era muito simpática e disse que ia tentar dar um jeito, começou a fazer umas ligações para ver se teria alguma desistência...nessa hora apareceu o marido dela, tbm muito gente fina, disse que na pior das hipóteses nós dormiríamos na sala dele....vê se pode...kkk....nos ofereceu seu banheiro, disse que sabia que estávamos cansados e poderíamos ficar a vontade, pois bem, ferrado...ferrado e meio, pegamos nossas coisas, tomamos aquela ducha e por orientação do próprio casal saímos pra jantar....enquanto isso a gentil moça estava gastando seu telefone e esquentando a cabeça pra conseguir uma vaga pra gente.... Trocamos de roupa e subimos as ladeiras de Cunha até o Centro da cidade, aí realmente vímos que a cidades estava cheia, até os restaurantes estavam reservados (fechados para grupos), achamos um lugarzinho aconchegante Jantamos e pra fazer a digestão fomos dar uma volta e paramos em um Cyber Café...pra darmos informações pra família também, assim fazíamos uma horinha na rua e nos preparávamos para dormir na sala da dona da pousada.....sensação estranha...kkk... Festa do Divido Relógio Solar....gostei Depois de algum tempo, já passando das 21hs voltamos pra Estalagem....a Dona veio correndo nos avisar de uma desistência em uma pousada....agradecemos a eles que não quiseram receber nenhum centavo pelo banho e pelo serviço de telefonia...kkkk...ainda pediram mil desculpas por não ter podido nos acolher, era nítido realmente no rosto deles a decepção de não poder ter nos atendido melhor....guardamos as melhores lembranças do casal...podem acreditar ainda existe gente boa nesse mundo... Juntamos as coisa meio de qualquer jeito, subimos nas magrelas e fomos em direção a pousada, imagina a cena e a dificuldade de pedalar uma bike em descida de chinelo com pedal SPD...kkk....chegamos no local, nos acomodamos, demos muita risada da situação e fomos dormir.....pois no outro dia seria mais tranquilo (2º engano...erro fatal...kkk). Acordamos tranquilos, tomamos café tranquilos, sem pressa, pegamos nossas coisas, montamos as magrelas, amarramos as bagagens, compramos água e uma caixa de BIS e outras coisinhas....tudo sussa. Nesse ponto já que o caminho era um só nem lembrei de consultar os mapas que havia levado, pegamos o caminho da roça, aí começou o verdadeiro sofrimento, pois descobrimos que na realidade este seria um dos piores trajetos que iriamos fazer, foram 55kms de subidas + subidas + subidas e + subidas....pense numa cara bravo....meu humor foi pra casa do chapéu, já não aguentávamos mais escalar, alguns poucos lugares tínhamos umas descidas par descansar, chegamos ao ponto de deitar em uma das subidas pra descansar e quase dormimos de cansados....quase no final das estrada de terra, paramos e fizemos um lanche com as poucas coisas que levamos, já estávamos enjoados de comer frutas secas(no começo é bom, depois enjoa só de sentir o cheiro), saímos no asfalto e de novo subimos...aliás só subimos...kkk Essa estrada antigamente era toda de terra com poucos pontos de asfalto, agora estava toda revitalizada, mais infelizmente perigosa, pois em quase em toda sua extensão não existe acostamento...fomos seguindo os totens e conversando para esquecer o cansaço... Próximo a entrada da rua de acesso a Pedra da Marcela (só descobri depois que passamos), minha esposa chegou ao seu limite...estava muito cansada, com fome e sede, já não tinha forças pra empurrar e muito menos pedalar sua bike, em uma curva sentamos na guia e eu quase que obriguei ela a comer uns chocolates “BIS” que restavam na mala...e dividimos o último restinho de água das caramanholas...a situação tava crítica, liguei o GPS e ví que estávamos a quase 25kms de um comercio local...imagina a cena...kkk...hoje rimos disso, mais condesso que na hora bateu um desespero, eu já estava empurrando as 2 bikes há algum tempo, os braços já estavam meio dormentes, mais tirei forças não sei de onde e continuei, pedi para a Andreia ir caminhando devagar e parasse se fosse preciso, assim eu ia na frente mais devagar.... Agora começa a parte estranha da história, logo depois daquela parada avistamos uma cachoeira bem próximo a uma curva, e como aparentava estar meio barrenta pela cor da água, passamos direto, nem paramos pra uma foto, pois também não estávamos bem humorados para isso....logo que passamos saiu um rapaz daquela cachoeira, ele rapidamente nos alcançou e puxou conversa, ele era negro, usava calças de moleton, blusa de lã, tênis do tipo jogador de basquete, observei que levara no bagageiro de sua Barraforte Vermelha com freio contra pedal uma caixa do tipo de feira com um cobertor enrolado, umas roupas, e umas ferramentas, na costa uma bolsa do tipo capa de violão que não deu pra identificar o que carregava, mais não era violão com toda certeza.... Bem ele puxou conversa, perguntou de onde estávamos vindo e com nossa resposta logo disse que estava vindo de Curitiba...na mesma hora eu olhei para a Andreia e ela pra mim, neste momento a Andreia pediu pra levar a sua bike que eu estava empurrando, e continuamos a conversar com o rapaz, ele contou um pouquinho da sua viagem e disse que há alguns quilômetros atrás tinha parado pra pedir água em uma casa de família e acabou almoçando com eles...confesso que tive um pouco de inveja na hora, pois estava com muita fome, nesse momento ele perguntou se conhecíamos a estrada, falamos que era a 1ª vez que passávamos por alí e ele também disse que era a primeira vez dele...fomos subindo empurrando os 3, pois a subida era bem íngreme e conversando, naquele momento parece que todo o cansaço havia passado, ou pelo menos esquecemos dele...logo depois de algumas curvas o rapaz olhou para gente e disse, eu vou indo, aqui já dá pra pedalar, fiquem tranquilos pois logo depois desse morro é só descida até chegar em Paraty, mais prestem atenção nos freios porque o caminho é perigoso, pois é só descida mesmo tomem muito cuidado, subiu na sua bike e se foi....naquele momento eu e a Andreia também subimos na bike e começamos a pedalar, o rapaz sumiu de vista, aí começamos a analisar...como ele sabe que é só descida se ele disse a pouco que nunca tinha vindo pra cá...como ele sabia que o caminho era perigoso??? Só sei que depois daquela última subida chegamos ao começo da descida de Serra da Bocaina, como estava toda cheia de lama e muito molhada, ainda ví um rastilho de marcas de pneu do rapaz...mais por pouco tempo, pois depois de alguns metros não existia mais rastro nenhum, não vímos mais um sinal do rapaz....agora me respondam, descer uma serra toda elameada, bem íngreme, com freio contra pedal em uma barra forte que muitos não teriam coragem nem de subir pelo estado de conservação, pneus totalmente lisos....onde eu e a Andreia estávamos sofrendo para descer com pneus cravados???...Sei lá quem explica, sei que toda a situação foi muito estranha, ainda nos questionamos até agora sobre aquele rapaz que apareceu do nada, nos deu um animo com sua conversa, nos incentivou com sua história de superação e do mesmo jeito que apareceu sumiu....???...Quem entende??? Paramos um pouquinho pra um descanso e começamos a descer a serra, caminho todo esburacado, cheio de lama, pedras escondidas, valetas, ribanceiras e etc...pra quem curte local perfeito para um belo DH...ai mais uma pra coleção de apuros, logo que comecei a descer acabou meu freio dianteiro, as pastilhas zeraram, ficaram no aço, tive que descer usando só o freio traseiro que em alguns momentos chegava a ficar azul de tão quente, e minha esposa falava lá atrás que estava sentindo o cheiro de queimado...kkk....eu parava esperava esfriar o disco e continuava, quase no final da serra logo depois de um pneu furado da bike da Andreia a mulher resolveu soltar os freios e foi embora...kkk...sumiu na minha frente, e como eu não podia embalar por causa do freio, minha descida foi tensa,,,não passava nem agulha...kkk...em vários pontos eu jogava a bike nas entradas onde era subida pra poder parar e em outros pontos mais íngremes cheguei até a colocar o pé no pneu....sim daquele mesmo jeito que fazíamos quando eramos crianças...pelo menos eu fazia...kkk....aí pude ver que a sapatilha era muito boa..... Nesta parte não tiramos muitas fotos....tava osso...kkk Bem era para vermos Paraty desse mirante....inicio da Serra da bocaina....kkkk Era pra ser um ponto de descanso e alimentação SQN...kkk...Fechado Bora descer mais um pouco... Depois desse ponto foi onde a Andreia soltou os freios.... No finalzinho da serra onde voltei a encontrar a Andreia, meio pálido ainda pela descida insana, paramos em um barzinho, comemos um salgado e pegamos mais informações, inclusive a indicação de uma pousada “Pousada Coco Verde”, do irmão da dona de uma lojinha do lado do barzinho.....ótima indicação, pois ficamos a 200mts do centro histórico de Paraty, pagamos barato e ainda tínhamos o café servido do quarto....chic heim...kkk Em Paraty ficamos 2 dias, curtimos, nos divertimos, conhecemos a cidade e enfim achamos o Totem marco inicial da Estrada Real....o nº ZERO.... Fotinhos de Paraty-RJ Lugar maravilhoso.... Pra variar...Festa em Paraty Café da Manhã SELFIE Passamos umas 5 vezes por este totem....vimos só quase indo embora...kkk Marco ZERO Tudo placa de São Paulo....com certeza não sabiam que a maré sobe muito...kkkk... Prejuízo Bikes embaladas para a volta pra casa Resumo da TRIP Nunca mais esqueceremos desse primeiro Cicloturismo....ficará guardado para sempre na memória, e nesses relatos confesso que em alguns pontos cheguei a ficar emocionado, pois são sensações únicas, que só que já viveu pode explicar....Obrigado galera por viverem um pouquinho dessa nossa história, até breve.
  13. Bom dia a todos. Foi concluído o estudo de impacto ambiental no mirante da pedra da macela, região de da serra da Bocaina, entre Cunha e Paraty. Devido a falta de respeito de muitos frentedores do local, agora há uma série de restrições para a visitação. Agora é proibido acampar, levar animais de estimação, ir até a borda da pedra do suicídio, entre outras.
  14. Boas amigos de caminhada, descrevemos aqui nossa aventura pela estrada - caminho velho. Nosso roteiro foi de Ouro Preto a Paraty em 12 dias. Acampando duas noites em cada cidade. Chegávamos de manhã, armava acamp curtir a cidade de tarde e o dia posterior inteiro. As cidades sedes foram: Ouro Preto, Tiradentes, Carrancas, Aiuruoca, Cunha e Paraty. Dia 1 - Saímos de Sorocaba depois do trabalho, 10:00 h, curtindo Raul, chegamos em Contagem 18:30 h. resolvemos achar um hotel barato, dormir e curtir a estrada até Ouro Preto de manhazinha. Dia 2 - Saímos de Contagem de manhazinha com destino a Ouro Preto. No centro da cidade de Glaura saímos do asfalto e seguimos para São Bartolomeu e de lá para Ouro Preto. São Bartolomeu foi uma grata surpresa, cidade pequena e aconchegante, conversamos muito com seu Vicente o rei do doce de goiaba e outros. Mas não vá a cidade final de semana, pois lota do pessoal de BH. Chegamos a Ouro Preto pela estrada real. Nosso camping ficava a 18 km do centro, chegando descobrimos que era aniversário da cidade e resolvemos ficar por lá, achamos uma pousada baratinha e por lá ficamos, curtimos todo o dia todo, rua acima, rua abaixo. Voltamos a noite para a festa. Dia 3 - Partiu Tiradentes. Armar barraca e curtir cidade de tarde e de noite. Dia 4 - Resolvemos conhecer Bichinho e Prados. Em Prados subimos o morro da bica que dá uma vista linda da região. Em Prados almoçamos no restaurante Gauchão, comida boa e preço acessível. O dono, sr. Moretson Rezende, recém formado em sociologia nos conta suas histórias de tropeada e aulas ao ar livre com seus alunos, uma boa conversa. Na volta a Tiradentes paramos para uma prosa com sr. José que faz esculturas na beira da estrada com pedra sabão. Dia 5 – Partiu Carrancas. Passamos em São João Del Rey, almoçamos e passeamos. Armar Barraca e passeios complexos da Toca e da Ponte. Ponte é só seguir a trilha. Da Toca passa pelo mata burro e mais a frente vira a direita seguindo a agua, lá tem o coração da novela. Atravessando tem a caverna da Toca, precisa de lanterna para atravessa-la. Dia 6 – Carrancas: cachu da fumaça e esmeralda de manhã, onde almoçamos, comida simples e boa. De tarde complexo da Zilda, lugar lindo e magico, dá pra ficar mais dias por lá, um gostinho de quero mais. Dia 7 – Partiu Aiuruoca. Fomos pela estrada real que indica uma serra bonita, estrada de terra, bom passeio. Armar barraca (ficamos no vale do Matutu) e passeio cachu dos macacos. Conversa com sr. Gerônimo que faz balaio de bambu desde os 10 anos de idade. Dia 8 –Aiuruoca: Conhecer o casarão do Vale do Matutu e cachu arco íris e do meio, a cachu do fundo dizem que é a maior, mas não fomos por falta de informação, caminhada boa. Na volta Cachoeira das Fadas. No casarão nos informaram que lá é um dos sete centros espirituais de Minas Gerais. Dia 9 – Partiu Cunha – Paramos em Passo Quatro com passeio pela aconchegante cidade e visita a cachu Iporã. Chegamos em Cunha final da tarde e não achamos o camping, paramos na cidade toda enfeitada para festa do Divino. Achamos hotel por 50,00 e por lá ficamos. D. Celia nos atendeu, lhe perguntei sobre garagem para o carro. Ela me apontou o carro forte parado na frente de um banco e disse que não tinha problema pois até o carro com dinheiro ficava na rua. Eu e minha mulher demos muitas risadas. Passeamos a noite na cidade, comemos tomamos quentão da festa e fomos dormir. Resolvemos encurtar Cunha e ficar mais dias em Paraty. Dia 10 – Partiu Paraty de manhazinha. Paramos no km 65 para subir o morro da Macela. 15 minutos de estrada de terra e 50 minutos de caminhada íngreme até o topo, que vale muito a pena, enxerga-se a praia e Paraty. Chegamos na cidade e almoçamos. Fomos pra Paraty-mirim por indicação de um amigo no camping dona Ana. Esperamos muito e ela não apareceu. Voltamos a Paraty, camping no centro tudo de bom. Área coberta, cozinha comunitária e umas camas pra depois do churrasco. Passeamos na cidade mágica. Dia 11 – Paraty: amigos da barraca ao lado nos convidam para ir a Trindade. Ele e o filho de bike. Levamos comida, e embaixo de uma arvore frondosa almoçamos. Foi conversar conosco o Mauro que nos relatou a luta dos moradores de Trindade contra os invasores de condomínio de classe alta que desmataram a praia e suas belezas e tomaram conta de parte dela; inclusive, segundo ele mandaram matar uma família que morava nas confluências do local. Fomos na cachu da pedra que engole, e depois piscinas naturais, belíssimo passeio. Dia 12 – Passeio de escuna pelas ilhas e praias mais longes. Bons pulos na agua. Dia 13 – Partiu Sorocaba. Subimos por Cunha. No meio da estrada visualizamos a placa indicando São Luiz do Paraitinga. E resolvemos visitar. Belíssima estrada cheia de curvas. Passamos por Lagoinha, cidade aconchegante, compramos um enorme círculo de biscoite de polvilho por R$ 2,80, levamos vários pra família. 20 km depois chegamos em São Luiz, demos uma volta na praça e fomos parar na cachaçaria, reparamos uns motoqueiros que não saiam de um cantinho, era onde se experimentava as bebidas, também fomos e descobrimos por que não saiam de lá. Tudo muito bom. Compramos varias. Chegamos em Sorocity 16:00 h. Ótimo passeio. Muitas lembranças. Muitos dias para separar as muitas fotos. Nos prometemos voltar em Carrancas e São Luiz. Boas aventuras a todos e todas.
  15. Olá Carlos Roberto Cunha,

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  16. Olá Rose Flores Da Cunha,

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  17. DESISTÊNCIA Quando fazíamos os Caminhos pela Serra da Mantiqueira, olhávamos a Pedra da Mina e ficávamos encantados com o visual dela. Sempre tivemos vontade de subir até ela para apreciar o visual lá de cima, deve ser maravilhoso. Nesta nossa viagem, passamos pela região umas 6 vezes, sempre esperando uma janela no tempo para fazer um bate/volta, o problema é que temos que ter uma janela muito longa, cerca de 14 horas sem chuva para subir e descer com segurança, pois não carregamos equipamentos para pernoitar. Tentamos de toda maneira mas não foi possível, mas subimos outros picos na região que demandava pouco tempo para subir e descer. Pelo menos teremos motivo para retornar à serra da Mantiqueira em outra oportunidade. Dia 27.02.2019 - Quarta-feira Ontem à noite ficamos acompanhando a previsão do tempo, nos telejornais e na internet informavam que haveria muita chuva nos próximos dias, inclusive foi decretado alerta amarelo. diante disso, abortamos nossa subida ao pico Itaguare ou da Mina. Uma pena, nos preparamos bastante para fazer um bate/volta na pedra da Mina, vai ficar para a próxima. Pegamos o carro e partimos, passamos embaixo da pedra da mina pela rodovia, estava todo encoberto pela neblina e nuvens negras com raios , confirmando que tomamos a decisão acertada. Resolvemos ir até Ubatuba-Sp, litoral paulista para aproveitar 2 dias antes do carnaval, chegamos a Via Dutra e logo à Guaratingueta-Sp. Viramos à esquerda numa outra rodovia asfaltada e passamos na cidade de Cunha. Neste trecho dava para vizualizar a Pedra da Mina e Itaguaré, paramos no acostamento para ver melhor, e realmente estava chovendo forte naquela região(na região da Mantiqueira estava chovendo, enquanto na parte baixa e na região de Cunha o sol estava forte), confirmando a previsão do tempo. Descemos a Serra da Bocaina (hoje toda pavimentada até Parary), pensamos até em ficar em Paraty, mas já ficamos aqui várias vezes. Pegamos a Rodovia Rio x Santos com pouco movimento. Vimos algumas pousadas em Ubatuba, umas lotadas e outras caras. Resolvemos partir para outra cidade, até para descansar das andanças, subimos a serra, e resolvemos pernoitar em Santo Antônio do Pinhal-Sp, chegamos debaixo de uma chuva forte. Hospedagem: pousada Beira Rio, S.A do Pinhal-Sp, centro, camas razoáveis, tv aberta, wifi, aquecedor, banheiro privado. Preço $55 por pessoa com café da manhã simples. VISITA À HOLANDA BRASILEIRA No outro dia saímos e fomos conhecer Holambra-Sp, linda cidade do interior, com a maior produção de flores do Brasil, como tem uma grande colônia de Holandeses na região, a arquitetura e as atrações turísticas são baseadas naquela país. Demos umas voltas pela cidade, visitamos um shopping que vendem somente flores (que flores lindas), queríamos visitar uma plantação de flores mas tem contratar agência, então resovemos partir no final do dia para São Paulo capital. Onde permanecemos até Quarta-feira de cinzas. Curtimos a cidade no feriado de carnaval(fomos visitar o instituto Butantã, levamos as fotos das cobras que tiramos na viagem, mas as pessoas que estavam nos museus não conseguiram identificá-las). Estávamos hospedados num hotel defronte a escola de samba Vai-Vai, vimos da janela do apartamento a tristeza de todos, pelo rebaixamento da escola para a "segunda divisão", muito choro na rua. Depois começou uma forte chuva que dissipou o pessoal, muito triste! E assim, terminamos mais um role pelas terras brasileira. SIMPLESMENTE DEMAIS! Hospedagem: Hotel New Point próximo ao Bexiga, a uns 10 minutos a pé da Avenida Paulista, todo reformado, camas boas, ar condicionado, frigobar, TV a cabo com alguns canais, banheiro privado. Preço $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO Easa é a região da pedra da mina toda encoberta com chuva e trovoadas. Descida da serra da Bocaina, toda pavimentada, toda florida Construíram essa passagem em nivel para a animais circularem pelos dois lados da rodovia, evitando atropelamentos, pelo aumento do trânsito e da velocidade. Moinho em Holambra-Sp, réplica dos encontrados na Holanda Jardins floridos numa praça do centro da cidade Ida,à pé, no instituto Butantã em São Paulo, capital. Atravessando ponte sobre o rio Pinheiros. Depois de muitos anos, e esses mais de 900 quilômetros, como ficou o estado do bravo tênis. Na viagem, devido às chuvas tive que mandar "colar" duas vezes. Mesmo assim aguentou o pico do Marins numa boa.
  18. @Ana Caroline Cunha boa tarde Ana, tudo bem? Estou indo em dezembro deste ano para fazer o circuito O, Estou indo sozinho tbm, podemos combinar. Abraços
  19. Continuando meus relatos de viagem, em DEZEMBRO 2014 fui com meu marido e minha irmã para Paraíba e Rio Grande do Norte. Uma viagem incrível. A Paraíba tem uma comida barata e deliciosa, peixes super frescos. Fiquei no Hotel Nord Imperial na orla da Praia de Tambaú. O hotel nos disponibilizou um taxista por um valor muito bom, para nos buscar no aeroporto. Foi bem pontual. A surpresa é o sol a "pino" às 04:00h da manhã, uma delícia para quem gosta de acordar cedo e ama o sol.  O primeiro dia chegamos de madrugada e nos surpreendemos com a alvorada, coisa linda o sol nos recepcionando na praia de Tambaú. O Hotel Nord Imperial um espetáculo, café da manhã delicioso, tapioca fresquinha (coma quantas quiser), funcionários nota 10. Contratamos um guia para maximizar nossos dias e fazer bastante coisa, valeu muuuito a pena. Ele nos levou nas melhores praias e para comer em lugares baratos e deliciosos. A praia dos meus sonhos eu encontrei lá. BARRA DE GRAMAMI, não deixe de ir. Um rio incrível que encontra com a praia de areis brancas. uma extensão de areia a perder de vista, muitos coqueiro na orla. A verdadeira visão do paraíso. Fomos a outra praia que não me recordo o nome, mas tiramos muitas fotos em uma falésia. Almoçamos por lá um camarão empanado nota 10. Lembro que arroz, isca de peixe e camarão empanado, macaxeira e pirão, custou para 4  pessoa comendo muito, 80,00 (em 2014). Valeu super a pena. A praia era incrível de linda. Outro dia almoçamos na rua lateral do Hotel Nord em uma simples varanda de casa de pescador, onde ele pescava e a esposa fazia a comida. Comemos um peixe com leite de coco delicioso, bataa frita, salada e pirão para 3 pessoas por 40,00 reais (em 2014). Se você não conhece mangaba, pare para tomar um suco ou sorvete no Farol do Cabo Branco, é uma fruta deliciosa. O Farol é lindo, voce tira foto no ponto do Brasil mais próximo da Africa. Fomos na Praia do Jacaré, que na verdade é um Rio (vá no por-do-sol). Lugar maravilhoso, muito romântico e família. No por-do-sol tem um homem que toca Bolero de Ravel. É super relaxante. A feirinha é boa para comprar lembrancinhas, comer uma tapioca. Vende pimenta para tudo quanto é gosto.  Comprei Castanha caramelizada de vários sabores por 10,00 reais meio kilo. O calçadão da Praia de Tambaú é uma delícia a noite, gente super educada, muitas famílias, policia e guarda municipais. Tem uma feira já na Praia de Manaíra, que é tipo uma continuidade da Praia de Tambaú. Comprei um chapéu lindo de couro (tipo boiadeiro) por 60,00 reais.   Depois de alguns dias na Paraíba pegamos um taxi e fomos para Pipa no Rio Grande do Norte. o taxi valeu super a pena, pois éramos 3 pessoas, a passagem de ônibus sairia pouca coisa mais barata. NÃO ANDE DE ÔNIBUS NO NORDESTE, INCLUSIVE ÔNIBUS DE TURISMO. SÃO PÉSSIMOS. TODAS AS EXPERIÊNCIAS MUITO TRAUMÁTICAS. COMO SÃO POUCOS OS ÔNIBUS, ACABA QUE ELES DÃO A VOLTA AO MUNDO PARA CHEGAR EM QUALQUER LUGAR E SÃO PRECÁRIAS AS CONDIÇOES DOS MESMO (EM 2014).   PIPA  O taxista que nos levou, foi parando para nos mostrar pontos lindos do local. Parou sob uma falésia (antes de entrar em PIPA) que tem uma vista do mar perfeita, parece o mar da Grécia que aparece nos filmes. Dá vontade de chorar de tão lindo. Pipa é gostosinho, pegamos a cidade vazia, aproveitamos os restaurantes, os preços são ótimos para a qualidade da comida. Teve um dia que comi um crepe de camarão que estava delicioso, nem consegui chegar até o fim de tanto camarão que tinha. Fiquei na Pousada Cavalo Marinho, em um chalés próximo ao centrinho, em uma morreba, almocei um dia lá e valeu a pena, comida boa e tinha feijão preto. Recomendo a pousada. No Rio nós comemos feijão preto, lá eles comem o feijão de corda (verde). Passei perrengue no feijão com arroz. BAÍA DOS GOLFINHOS Vale super a pena. Saímos da pousada umas 8h da manhã, fomos caminhando. No caminho, várias pessoas oferecendo passeio para ver os golfinhos, nós não compramos. Fomos nos divertindo beirando o paredão da falésia. A água do mar estava começando a recuar, então a areia nos sugava (como se fosse areia movediça, mas voce consegue sair numa boa) isso acontece, pois a areia está sobre as rochas, o ar entra e voce afunda. Que delícia!!! Brincamos muito no caminho e de quebra vimos um lagarto verde gigante tomando sol no paredão da falésia. NA REAL: ACHEI QUE A HISTÓRIA DE GOLFINHO ERA ESTÓRIA PARA CRIANÇA DORMIR. MAS... de imediato vimos vários, inclusive muitos filhotes, que deram um show a parte. Não precisamos pegar barco, eles estavam se alimentando e nadavam atras dos peixes até quase atolar na areia, então passavam muuuuito perto de nós. Foi a experiência da natureza mais legal que já tive. Teve um dia que saímos de Pipa para Sibaúma, pegamos uma combe lotada no centrinho, nos deixou na cidade, fomos andando uns 20 minutos até a praia Barra de Cunhaú. Pegamos uma água cristalina, deitamos em espreguiçadeiras com os pés na água e comemos peixe, camarão e macaxeira (aipim). Que vida boa, por mim não vinha embora nunca mais. Ficamos um dia inteiro nessa praia de tão bom que foi.   Partimos para NATAL. PEGAMOS UM ÔNIBUS DE PIPA PARA NATAL, DEU A VOLTA AO MUNDO, LOTADO. UM VERDADEIRO HORROR. NÃO FAÇA ISSO!!! Em Natal nos hospedamos no hotel Areias de Ouro (2014), próximo a orla da praia do morro do careca. Não gostei do hotel, eles nos deixaram em um quarto ruim no primeiro andar, a hospede sobre nosso quarto andava de salto alto e não nos deixava dormir, expus o caso e pedi para nos trocar de quarto (eu procurei saber e descobri que haviam muitos quartos disponíveis) simplesmente me ignoraram. A praia do morro docareca é divertida, muita gente, espreguiçadeira, na época era só consumir, não precisava pagar a espreguiçadeira em si. Na praia passa gente vendendo.de tudo.Paguei 25 reais em 50 Camarões com macaxeira. DUNAS DE GENIPABU   Você vai precisar contratar um bugueiro para te levar. São dunas de areia quente, com um litoral lindo. Tem até passeio de camelo. Desci de tirolesa da duna para o lago, muito bom. Algumas pessoas ficam vendendo espetinho de lagosta por 5 reais (em 2014), que delícia. No final do passeio o guia nos levou a um restaurante ruim e caro, a única coisa que valeu foi a vista incrível. O TURISMO EM NATAL É MUITO EXPLORADO, ME SENTI UM POUCO INCOMODADA COM ISSO, JÁ O TURISMO NA PARAÍBA É TRANQUILO, VOCÊ É TRATADO COMO SE MORASSE LÁ, NÃO COMO TURISTA. Marcamos um passeio com sr que apareceu no programa Estrelas da Globo. Ele nos levaria para dar uma volta na praia pendurado em um paraquedas colorido que ele puxa com seu jipe. Infelizmente não rolou, ele mal conseguia falar pelo telefone, estava embriagado. Furou no dia do passeio. Ainda bem que não adiantei valores! Troquei pelo passeio de quadriciculo, foi maravilhoso, inclusive paramos para ver o maior cajueiro do mundo. No último dia deixamos para ir ao restaurante Camarões, mas como não aguentavamos mais peixe resolvemos ir a churrascaria Sal e Brasa. Nos buscaram e levaram no hotel. Super recomendo. Só para constar que depois de 30 min na churrascaria já não aguentava mais comer, era muito bem servido. No diaseguinte fomos pegar um ônibus de viagem da melhor empresa do Estado para retornar a Paraíba e pegar o avião. Foi desesperador, o ônibus enguiçou, chovia muito e o motorista nos largou no ônibus com as portas trancadas, pedi para abrir a porta batendo no vidro e o mesmo se irritou. Mais uma vez,não peguem ônibus no nordeste. Amei os dois estados, a comida, as pessoas da Paraíba. E pretendo voltar um dia. Praias incríveis!!!
  20. A pedra da macela é um pico situado entre as cidades de Cunha e Parati. Pela estrada Cunha-Parati ela fica na altura do km 65. Tem 1840 metros de altura e um ótimo visual que permite enxergar Angra dos reis, Parati e Ubatuba. A noite as cidades ficam iluminadas e o espetaculo é sem duvida muito bonito. Fiz a trilha sózinho e a pé. Peguei onibus até chegar em Cunha que fica a 1 hora de viagem de Guaratinguetá. A cidade é tranquila e a caminhada é feita na estrada mesmo, mas pode pedir carona também. Chegando ao kilometro 65 (27 km de caminhada partido do centro da cidade) vê se uma entrada para um estrada de terra ( Bairro da Grama ) que leva ao pico. Esta estrada possui 6 km e é ladeada por sitios, podendo utilizar um carro para chegar até o fim dela. Depois há uma cerca fechada para evitar animais. ela não pode ser ultrapassada e a partir daí o caminho deve ser feito a pé obrigatóriamente. A subida é muito ingrime e exigente, mas possui apenas 3 km até o topo. Lá de cima a visão é fantastica porém em época de inverno o clima muito é muito rigoroso e o vento também é bastante forte. O espaço para colocar as barracas é pequeno e pela proximidade com antenas de transmissão não se deve ascender fogueira, uma espiriteira é muito util. Durante todo o percurso há pequenas cachoeiras e filetes de água que permitem abastecer o cantil. A viagem apesar de cansativa é muito recompensadora pois a vista la de cima é impressionante, vê se o mar ao fundo e formações rochosas intactas em grande trechos de mata atlantica preservada. Descendo o pico até a estrada e andando até o km 66 pode-se desfrutar da cachoeira do mato limpo. A todos que quiserem ter a fantastica experiencia um bom passeio. Humberto S. Ribeiro
  21. Além do belo cenário natural que inclui cachoeiras e a conhecida Pedra da Macela, o típico clima de montanha e um campo de lavanda daqueles de encher os olhos (falamos sobre o Lavandário de Cunha, aqui), a Estância Climática de Cunha, no interior de São Paulo receberá o “Verão na Montanha – 1º Cunha Fest”. […] The post Cunha (SP) terá festival “Verão na Montanha” appeared first on Mochila Brasil. Visualizar artigo completo
  22. Olá mochileiros! Em Abril de 2018, minha namorada e eu, planejamos conhecer a cidade de Cunha. Em nosso roteiro está a Pedra da Macela, onde pretendemos acampar e seguir viagem no dia seguinte pela manhã até Paraty. Infelizmente não encontrei um tópico que falasse sobre essa trilha. Nossa maior dúvida é sobre a trilha do Café que liga a cidade de Cunha até Paraty. Em média a trilha dura até 7 horas de caminhada forte. Porém, não conhecemos o trajeto. Alguém que já percorreu esse caminho poderia nos dar algumas informações e dicas sobre essa trilha? Onde ela inicia e onde termina em Paraty. É seguro para duas pessoas iniciantes? Agradeço a atenção de todos os mochileiros
  23. Olá mochileiros! Procurei em todo o fórum e não encontrei uma resposta específico para essa minha dúvida. Peço desculpas se já tem um tópico sobre. Minha namorada e eu vamos para Cunha em Abril (não vamos de carro, mochilão mesmo rs), e não encontrei informações para chegar até a Pedra da Macela partindo do centro de Cunha. Existe algum ônibus, van, taxi ou até mesmo é possível ir a pé? Pretendemos acampar na Pedra e descer até Paraty no dia seguinte pela manhã, mas não sabemos se tem algum transporte da Pedra até paraty. Pegamos carona ou vans/ônibus fazem esse percurso? Agradeço à todos!
  24. Estrada Real – Caminho Velho / Paraty a Ouro Preto – 4x4 Há algum tempo que eu planejava percorrer a estrada real, e depois de conseguir informações suficientes, grande parte no próprio site da estrada real http://www.estradareal.tur.br o que faltava definir era qual caminho e como percorrê-lo. Devido ao pouco tempo, decidi que o primeiro caminho seria o caminho velho e seria de 4x4, assim, teria uma base de como é o percurso e suas dificuldades. Desde o inicio que planejei a estrada real, queria fazer a pé, o que somente o caminho velho leva em torno de 48 dias caminhando. Infelizmente, não disponho desse tempo e agora que finalizei o percurso de 4x4, vi que embora caminhar leve suas vantagens, sobretudo visualizar e sentir a estrada real mais intensamente, a cada passo e cada gota de suor perdida no calor das Serras, quando o caminho nos leva as rodovias o perigo é eminente. Muitos trechos não há acostamento, e ficava ao todo tempo imaginando eu mesma passando por esses trechos. Bicicleta também não me arriscaria. Bom, acho que escolhi o melhor trajeto e meio de me locomover, ao menos, para as MINHAS necessidades. De São Paulo a Paraty Fiz o caminho ao contrário, subindo ao invés de começar por Ouro Preto. Achei que fazia mais sentido, e a volta eu poderia passar em alguns trechos ou fazer outro caminho. Deixei São Paulo no começo da tarde, e só nesse trecho já é uma aventura... A serra Taubaté – Ubatuba estava lindíssima, muitas árvores com flores roxas, alegrando todo o caminho, lindo de ver. O que não foi lindo de ver foram todos os acidentes que vi na viagem, só de SP a Paraty foram três carretas tombadas, e todas em curvas. Cheguei em Paraty à noite, e fui logo rever a cidade que já não visitava há dois anos. Caminhei pelas ruas de pedras de Paraty, o centro histórico é um deslumbre a parte... Muitos tropeções depois (andar naquelas ruas de pedras é complicadinho viu rs) Cervejas, papo furado e música ao vivo, voltei ao carro para um cochilo rápido, pois as 7:00hs eu precisava retirar meu passaporte da Estrada Real no Centro de informações ao turista, ali no centrinho mesmo, em frente à Pousada do Sandi. Esse passaporte pode ser retirado em Paraty, Ouro preto e Diamantina, assim como o certificado do final do trajeto percorrido. As 7:20hs estava em frente ao Centro de informações, e foi aí que soube que só abriria as 9:00hs. Tudo bem, tomei um ótimo Café e caminhei mais um pouco sem pressa no cais e centro histórico de Paraty. A atendente foi super atenciosa, me entregou o passaporte e ficou receosa sobre eu subir a serra de Paraty a Cunha. Isso por que ano passado as vésperas de Natal, houveram vários incidentes na serra de assaltos e até mesmo morte. E por eu estar sozinha, a recomendação era que eu voltasse por Taubaté e seguisse para Cunha. Bom, o caminho era esse e eu lembrava desse caminho, e sabia que era muito lindo de se ver, queria novamente percorrê-lo e segui em frente, não antes de visitar alguns pontos interessantes de Paraty. Segui para a Cachoeira da Pedra branca, e passei um bom tempo por lá aproveitando que não havia mais ninguém, e proseando com o senhor que toma conta do local, que também recomendou que eu não fosse pela serra, devido estar só. A cachoeira na parte de cima estava maravilhosa, a água estava em uma temperatura muito boa e aproveitei bastante. No caminho, ainda passei pela Cachoeira do Escorrega, onde várias pessoas estavam aproveitando o local, e subi mais um pouco para o poço do Tarzan, que fica subindo a cachoeira do escorrega, e tem uma pedra alta onde os mais corajosos pulam de lá, gritando... Daí, o nome do lugar. Ali sim, curti mais um pouco a água para refrescar pois o calor estava muito forte e ainda era cedo. Enfim, a Serra de Paraty Cunha. Trecho pavimentado 36km – Estrada de terra 20km. Foi muito tranqüilo e até alguns carros baixos estavam descendo. A não ser um Honda Fit que decidiu voltar no meio do caminho rs. No KM 38 a vista de Paraty é de tirar o fôlego, parei rapidinho e tirei algumas fotos mas, não fiquei muito com receio de ficar muito tempo por ali sozinha. Em Cunha, carimbei o passaporte no centro de informações e bati papo com os funcionários de lá, todos ávidos em saber sobre o caminho e ouvi com suspiros “ah seu eu pudesse”... Bom, tudo é possível, basta querer não é mesmo? O centro de Cunha achei uma correria, já conhecia a cidade, mas somente as cachoeiras do Desterro e Pimenta, o centro mesmo não conhecia ainda e parti dali logo quando pude rs. Para meu próximo destino escolhi Passa Quatro, que já tinha apenas passado por lá para iniciar e finalizar a travessia da Serra Fina, mas não tive tempo de conhecer a cidade, o que resolvi nessa minha estadia. Centro de Informações (Centro) Telefone: (24) 3371-1222 Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 29 – Centro Histórico. Horário de funcionamento: 09h00min às 20h00min – Todos os dias Passa Quatro Cheguei em Passa Quatro no final da tarde, a cidade é muito aconchegante e o visual das montanhas ao redor é de sentir saudades da Travessia da Serra Fina. O centro de informações ao visitante já estava fechado, porém, a Pousada São Rafael carimba o passaporte e te dá todas as informações do que fazer na cidade e também um preço camarada para hospedagem. Não me hospedei nessa pousada, e sim, no hostel Harpia onde fui muito bem recebida pela Dona Doca. É um casarão enorme, que era uma fazenda antigamente na própria cidade. O lugar é bem limpo, chuveiro quente, cozinha, wi fi, e a vista para a montanha é revigorante. Foi muito bom bater papo com a Doca, que além de me deixar a chave do lugar, pois só voltava no dia seguinte para fazer o Café da manhã para mim, e como eu era a única hospede, o casarão foi todo meu hehe. Não bastasse a simpatia dela, ainda buscou limões do pé para eu fazer uma limonada a noite antes de ir dormir, e após voltar da cidade. Detalhe: A cidade de Passa Quatro dorme as 20:00hs kkkkk... Andei pela cidade e tudo já estava fechado, salvo a Choperia Napoleão, não podia finalizar a noite sem uma cervejinha. Ainda hoje, trago belas lembranças dessa cidade viu Voltei ao casarão flutuando rs, dormi um pouco e as 7:30hs o café estava pronto pela Dona Doca. Sai do quarto bem recebida pelos gatinhos do quintal que corriam para lá e para cá rs. Reorganizei a mala do carro, me despedi da Doca e fui até a estação de Passa Quatro, e comprei o bilhete para passear no trem conduzido por uma Maria Fumaça marca Baldwin de 1929. O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro, com uma parada para compras na Estação do Manacá, seguindo até à Estação Cel. Fulgêncio, na boca do túnel de mesmo nome, na divisa de MG/SP onde a memorável batalha entre os dois estados foi travada com presença de JK. Um percurso histórico de 12km inaugurado por D. Pedro II, no século XIX. O cenário é deslumbrante: uma floresta de Mata Atlântica e muitas montanhas, vales e riachos. Viagem embalada por um violeiro muito animado. O passeio dura cerca de 2 horas e possui duas saídas: Sábados as 10:00hs e 14:30hs, Domingo somente as 10:00hs. Por volta de 12:30hs estava de volta a Passa Quatro e segui viagem para Itanhandu. Pousada São Rafael - A diária estava R$ 130,00 Telefone: (35) 3371-2211 Endereço: Rua Ângelo D'Alessandro, 95 - Centro Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias Hostel Harpia - Pernoite R$ 60,00 Rua Ângelo D’Alessandro, 137 – Centro de Passa Quatro – MG (35) 3371-2616 (35) 9149-0080 Chopperia Napoleão Rua Tenente Viotti, Centro Trem da Serra (Maria Fumaça) - Valor passeio R$ 45,00 - Maiores informações, reservas e viagens especiais: - Tel: (35) 3371 2167
  25. aline.farias.7

    Cunha

    Olá pessoal vai uma dica de lugar bem tranquilo , mas que tem passeios belíssimos e radicais, a cidade de Cunha-SP próximo a Guaratinguetá , a cidade é bem pequena, mas ao seu redor temos trilhas e cachoeiras belíssimas, eu quando visitei a cidade foi rápido só consegui ir na Pedra Macela, visual lindo , leva em torno de 1 hora de caminhada e ao chegar ao topo temos a vista para o mar, Ubatuba e Paraty, visual deslumbrante, vale a pena conhecer.
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