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  1. Roteiro de cidades: Belo Horizonte - MG Alfenas – MG Botucatu – SP Prudentópolis – PR Serra do Rio do Rastro – SC Urubici – SC Cascata do Avencal – SC Morro da Igreja e Pedra Furada – SC Serra do Corvo Branco – SC Laguna – SC (Marco do Tratado das Tordesilhas e Pedra do Frade) Imbituba – SC Bombinhas – SC Blumenau – SC Cananéia – SP Ilha do Cardoso – SP Bertioga – SP São Sebastião – SP (Praia de Maresias) Ubatuba – SP (Praia da Enseada, Praia Vermelha do Centro e Praia do Cedro) Pindamonhangaba – SP Campos do Jordão – SP São João Del Rei – MG Rio Casca – MG Belo Horizonte – MG Total gastos com gasolina: R$1,623,72 Total gastos com pedágios: R$123,70 Total gastos com hospedagens: aproximadamente R$ 900,00 (sendo cerca de R$500,00 de estadia em Botucatu) Total gastos com passeios/guias: aproximadamente R$ 200,00 Total gastos com alimentação: aproximadamente R$ 800,00 Total gastos aproximado: R$ 3.650,00 Juntando as minhas férias e alguns dias de hora extra do trabalho, acumulei 39 dias de folga, que tirei entre os dias 23 de março a 5 de maio de 2019. Nesse período, passei os primeiros 25 dias em Botucatu (SP) fazendo um estágio na UNESP. Eu já fui de Belo Horizonte para Botucatu 3 vezes, sendo duas de carro, e sempre tento fazer caminhos diferentes para conhecer novas cidades em paradas (BH a Botucatu são mais de 800 Km e eu faço em 2 dias para não cansar muito). A primeira vez que eu fui de carro para Botucatu foi em janeiro de 2017 e desci de BH até Extrema - MG (que é uma cidade muito boa pois é um destino de aventuras, sendo cheia de cachoeiras, atividades de rafting, rapel, trekking, asa delta…), depois segui até Campinas (BR 381), onde peguei as Rodovias SP050 e 373 até Botucatu. Esse é o melhor e mais rápido caminho de BH a Botucatu. As estradas são duplicadas ou triplicadas, com acostamento, com asfalto impecável… mas tais benefícios custam muito. Eu não lembro por quantos postos de pedágios eu passei, mas gastei mais e 100 reais só de pedágios. Dessa vez, em 2019, eu fui de BH até Alfenas (MG), onde parei para descansar e conhecer a cidade, e de lá segui para Botucatu. Alfenas é uma cidade tranquila, mas que não tem muitas coisas para fazer ou conhecer, embora seja perto do lago sul de FURNAS. Esse caminho que fiz desta vez foi praticamente a mesma quilometragem da viagem anterior, mas muito mais demorado. Praticamente todas as estradas que peguei eram simples, sem acostamento, com asfalto bem ruim (alguns lugares eram PÉSSIMOS, com buracos demais), com muitas curvas perigosas. Embora eu tenha fugido de alguns pedágios (principalmente no Estado de São Paulo) e visto uns cenários lindos (passei por muitas serras e lagos), não sei se valeu a pena. O risco foi bem grande, o tempo de direção foi bem maior pois a velocidade é bem menor, além da possibilidade do carro estragar na buracaiada. 19/04/19 (sexta) - Depois de fazer muita balbúrdia na Universidade, eu saí de férias propriamente dita no dia 19 de abril. Saí de Botucatu por volta das 6 horas da manhã e parei em Prudentópolis (PR), terra conhecida como “cidade das cachoeiras gigantes”, por voltas das 14h. Cidadezinha linda! Pequena, organizada e limpa. Estava toda enfeitada com coelhinhos e ovos de páscoas gigantes por causa do feriado de páscoa. As cachoeiras de lá realmente são muito grandes (mais de 100 metros), porém elas são mais afastadas da área urbana e pra acessá-las você deve pegar estrada de chão de terra batida com alguns buracos. Um carro popular (eu tenho um Palio Attractive) passa tranquilamente, só precisa ir mais devagar por causa da trepidação. As cachoeiras ficam entre 10 a 40 Km da cidade. Eu visitei os Saltos Barão do Rio Branco, São Sebastião, São João e São Francisco. Haviam outros lugares para ir, mas eles ou estavam fechados ou não deu tempo. As quedas das águas são impressionantes. O Salto São Sebastião foi o que eu mais gostei por ser bastante diferente. São duas cachoeiras literalmente uma em frente a outra. Para acessar essa cachoeira, paguei R$10,00 (fica em uma propriedade particular) e tem que descer um barranco bem grande (cerca de 20 minutos de descida). É bastante cansativo e exige um esforço físico grande, pois muitas vezes você precisa usar cordas, seja para subir ou para descer. 20/04/19 (sábado) - Saí de Prudentópolis (8h) em direção a Serra do Rio Rastro (SC), na Serra Catarinense na cidade de Bom Jardim da Serra, chegando lá por volta das 17h. Lugar muito legal de se visitar e ver a estrada do alto da serra fazendo um super ziguezague. A região é muito movimentada e cheia de motoqueiros. Em frente ao mirante da Serra do Rio Rastro, tem uma propriedade particular (entrada R$10,00) que você vai praticamente de carro (1km da portaria) até umas torres de produção de energia eólica e também em um mirante do Cânion do Ronda. Lugar imperdível. Saí de lá já estava escuro para ir para Urubici, a cidade mais fria do Brasil. Cheguei em Urubici por volta das 20h e realmente lá é bem frio. Estava fazendo 14°C e segundo informações dos comerciantes da área, estava quente para aquele período do ano. Como era feriado de páscoa, a cidade estava lotada e não consegui nenhuma hospedagem barata. Acabei dormindo no carro para economizar uma grana. Além disso, eu tava tão cansada de dirigir naquele dia que nem percebi desconforto. O único problema foi o frio. Tive que vestir umas duas blusas de frio, mais o saco de dormir, pois a temperatura abaixou mais ainda durante a madrugada. 21/04/19 (domingo) - Fui para a Cachoeira do Avencal e para o Parque Nacional São Joaquim para visitar a Pedra Furada e o Morro da Igreja. O parque exige que você retire uma autorização de visita junto à sede do ICMBio na cidade. Lá eles te dão uma pulseirinha que permite a sua entrada no parque. Segundo informações do ICMBio o parque está ficando fechado para reformas pelo exército (o parque também é uma área controlada pelo exército e qualquer outra atividade lá dentro, como trilhas para trekking, tem que ter a autorização deles), mas como era feriado de páscoa, eles abriram para visitação. SORTE! (Eu basicamente fui para SC para visitar esse parque. Imagina se não tivesse conseguido?!). Isto é, com exceção de feriados, a visitação está fechada para a Pedra Furada e o Morro da Igreja (fica no mesmo lugar). Com a minha pulseirinha na mão, fui primeiro para a Cachoeira do Avencal (entrada RS12,00), que fica cerca de 15km de Urubici. A cachoeira é gigante também e não tem que andar para chegar no mirante. Você chega de carro até ele. Lá tem duas propriedades, que oferecem a mesma visão da queda. Mas a que eu fui, tinha uma infraestrutura melhor. Da Cachoeira do Avencal eu fui para o Parque Nacional São Joaquim. O número de veículos lá é controlado e só pode subir para as atrações 30 carros por vez. Ou seja, encheu as 30 vagas você tem que esperar alguém retornar para seu acesso ser liberado. Eu cheguei lá por volta das 9h e esperei cerca de 10 minutos na fila (3 carros na minha frente). A recomendação é que cada um não permaneça lá mais de 15 minutos, para que todos tenham acesso. O que é bem difícil, pois o lugar é bem bonito e dá vontade de ficar um tempão admirando a paisagem. Vá bem agasalhado pois lá venta muito e é bem gelado. Quando saí de lá a fila de carros já estava bem grande. Conversando com o soldado que controla a entrada e saída de veículos, ele disse que no dia anterior, no sábado de páscoa a fila chegou 2,5 Km e o tempo de espera de mais de 2 horas. Isto é. Chegue muito cedo. Não só para não pegar a fila de carros, mas também porque existe um limite por dia de pulseiras que o ICMBio distribui. A menina da padaria onde tomei café me disse que era 200, mas não confirmei essa informação no ICMBio. Depois que saí da Pedra Furada fui para o mirante da Serra do Corvo Branco. Lugar bem diferente! Dois paredões gigantes de pedras cercam uma parte da estrada, que tem um visual incrível e curvas que você acha que o carro não vai dar conta de fazer de tão fechadas. Bem no mirante da Serra do Corvo Branco tem uma propriedade particular (R$20,00) que você acessa a Serra pela parte de cima. Vale demais a visita. Primeiro pela aventura de subir com o carro lá. Tinha hora que ele mal saía do lugar em uma subidas extremamente íngremes de cascalho e com um desfiladeiro do lado! Hahaha! Segundo pelas paisagens. Tem umas trilhas lá em cima e dá pra ver alguns cânions e locais famosos. Infelizmente eu peguei muita nuvem, mas ainda assim foi surreal! Desci a Serra do Corvo Branco e fui para Laguna, minha primeira cidade do litoral, onde cheguei por volta das 16 horas. Laguna é uma cidade histórica e bem bonitinha. Dentre seus atrativos, eu fui na Pedra do Frade e no Marco do Tratado das Tordesilhas. Já a noite segui para Imbituba, onde dormi. 22/04/19 (segunda) – O dia amanheceu muito chuvoso e acabei tendo que mudar meus planos. A ideia seria curtir a praia de manhã e seguir para Florianópolis. Mas realmente estava chovendo muito e a estrada bastante congestionada. Um percurso de 2 horas e meia, gastei mais 5 horas. Acabei indo para Bombinhas, onde cheguei a tarde e fui direto para a praia. Mas a chuva continuava. Não deu nem para passear pelo centrinho da cidade, que aliás é bem charmoso. Porém as coisas eram extremamente caras. O centrinho me lembrou a vila da Praia do Forte, na Bahia. Acabei ficando só no hostel. 23/04/19 (terça) – O dia continuou chuvoso e acabei não indo para Balneário Camboriú, que seria minha próxima parada. Mas fui direto para Blumenau, que não estava no meu roteiro, e valeu a pena ter ido para lá. A cidade é boa, mas ela não é toda no estilo alemão, como eu imaginava. A arquitetura alemã basicamente está concentrada no Parque Vila Germânica (entada gratuita). Esse é o local onde ocorre a Oktoberfest e realmente o ambiente me fez sentir que estava no Centro de Munique, na Alemanha. Para quem aprecia cervejas, lá é o point. Da Vila Germânica fui para o centro da cidade conhecer alguns pontos turísticos, mas acabei não indo em alguns museus que eu queria. Estava de sentindo um pouco mal nesse dia e resolvi pegar estrada mais cedo. A ideia seria ir para o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange para fazer uns trekkings, mas o tempo continuava ruim e vi alguns relatos na internet que as trilhas necessitavam de guia ou que estavam fechadas. Além disso, começaram aparecer notícias de que haveria uma nova paralisação dos caminhoneiros no domingo, dia 29. Daí fiquei muito receosa de nesse período tá longe demais de casa e ficar sem gasolina ou parada em algum lugar da estrada por tempo indeterminado. Assim, fui direto para Iporanga (SP), chegando na parte da tarde. Lá é uma das entradas com atrativos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Este parque é recheado de cavernas e trilhas. Praticamente todos os passeios no PETAR exigem guia, independente da cidade que esteja acessando o parque. Indo para a entrada do Parque, parei em um vilarejo em busca de um guia para me acompanhar ainda naquele dia e acabei conhecendo o Eduardo (contato: [email protected], (15) 99802.3308). Cara muito legal, guia credenciado, treinado e que têm todos os equipamentos de segurança necessários. Após uma choradinha no preço pra ele me acompanhar, paguei R$50,00 pelo serviço dele pois além de estar sozinha, não daria tempo de irmos em todas as áreas do parque pela a entrada por Iporanga, uma vez que era por volta das 15h e o parque fecharia às 18h. Além do valor do guia, também tive que pagar a entrada do Parque (não lembro o valor, mas se eu não me engano era R$15,00). Lá no PETAR o Eduardo primeiro me levou na Caverna do Santana (caverna super grande e sem iluminação artificial) e depois na Caverna Morro Preto (que é considerada um sítio arqueológico e tem vestígios lá). Saímos do parque por volta das 17h e eu segui em direção à Eldorado (SP), que é a cidade mais próxima da entrada da Caverna do Diabo. No meio do caminho, próximo a uma comunidade quilombola e já anoitecendo, ainda faltava, 48 Km para a cidade, mas eu estava somente a 5 Km da entrada do Parque. A estrada era de asfalto, mas uma das piores que eu já passei na minha vida, de tanto buraco. Acabei dormindo no carro de novo em frente à Escola da comunidade Quilombola. Se eu tivesse continuado para Eldorado, além da buracaida e gasolina, eu teria que dirigir os 48 km da ida para Eldorado, 53 Km de volta até à entrada do PETAR e retornar em direção à Eldorado novamente mais 53 Km para seguir viagem para Cananéia (SP). A noite foi bem difícil dentro do carro, pois como estava muito próxima ao PETAR, a umidade e o calor da Mata Atlântica da região deixou a noite bem complicada. 24/04/19 (quarta) – Logo cedo fui para a Caverna do Diabo, mas o parque só abria às 8h, então tive de esperar. A entrada custou R$30,00 já com o valor do guia incluso. Depois da Caverna do Diabo (ela é iluminada artificialmente e é bem bonita. A maior do Brasil até hoje das que eu já fui), subi até o Mirante do Governador. A maior parte da paisagem estava coberta, mas ainda assim valeu a pena a EXTENUANTE subida. No total gastei entre 2 a 2:30h entre a subida e descida e cerca de 800 degraus de rocha de diferentes tamanhos e dificuldades. Na parte da tarde eu segui para Cananéia (SP). O que valeu super a pena. Cananéia é um lugar pouco conhecido pelos turistas e é um local encantador. A cidade é cercada por ilhas, mangues e dois parques de Mata Atlântica conservada. Além disso, a cidade é super tranquila e parece mais uma vila de pescadores, do que uma cidade propriamente dita. Cheguei na cidade a tarde, passeei pelo centro e agendei meu transporte para a Ilha do Cardoso no dia seguinte. 25/04/19 (quinta) - O barco saiu por volta das 08:30h e demorou cerca de 20 minutos para chegar à Ilha do Cardoso. O dia estava um pouco nublado, mas quente e sem chuva. Quem fez o passeio comigo foi o pescador Ilso, um dos pescadores da região mais famosos e queridos pela população. E foi uma sorte conhecê-lo e recomendo demais ele. O passeio custou R$40,00. Junto comigo foi uma escola particular de ensino fundamental da região para passar o dia estudando o bioma marinho na Ilha do Cardoso, que é um Parque Estadual de conservação da Mata Atlântica. Antes de chegar na Ilha, durante o percurso, paramos em uma armadilha fixa de pesca sustentável da região e acabei escutando a explicação de um colega biólogo marinho que havia sido contratado para acompanhar a escola como monitor. E foi bem enriquecedor. Chegando na Ilha, conversando com o Ilso, perguntei dicas sobre as trilhas do Parque Estadual, mas recebi a triste notícia de que ele estava fechado/abandonado e que não tinha mais passeios (necessitam de guias). Mas por ser morador da ilha e ativista no Parque, ele me levou, juntamente com um outro cara que visitava também a ilha, até a sede do Parque, no manguezal e no museu de lá. Nos deu uma verdadeira aula sobre os animais e biomas de lá. Foi ótimo. O cara que estava visitando a ilha se chamava Belmiro e era um fotógrafo que mora em Cananéia (que aliás, faz um trabalho belíssimo! Recomendo muito o seu trabalho – Contato: José Belmiro, (13) 997503326 Vivo). Ele já havia ido à ilha do Cardoso algumas vezes, mas naquele dia ele tinha ido para fazer uma caminhada pela praia até um marco do descobrimento que tem lá. Acabei me juntando ao Belmiro e fomos caminhando (cerca de 14 km ida e volta, mas que pareceu ser mais pelo fato de tá andando na areia) até o marco. Tivemos a companhia de um cachorro comunitário da Ilha chamado Radar. Vira-lata animado aquele! Corria de um lado pro outro sem parar, nadava… aliás ele tem esse nome de Radar porque está sempre atento ao aparecimento de golfinhos na praia (que nadam bem perto da beira da água e você os vê toda hora com muita facilidade). Quando o Radar vê um golfinho, ele entra na água e fica nadando/brincando com bicho! O Ilso me disse que inclusive o golfinho de vez enquanto joga ele pra cima. A Ilha do Cardoso tem dois quiosques, que aceitam somente dinheiro. Passamos o dia todo na ilha e voltamos para Cananéia no final da tarde. O biólogo que eu conheci me deu uma dica que a noite teria uma apresentação de dança/música regional e tradicional em um dos restaurantes da cidade. Assim fui pra lá. A apresentação foi bem interessante, mas bastante inusitada. Tinha uma banda de senhores tocando uma música (que me lembrou Congado) e um outro grupo de diferentes faixas etárias fazendo uma dança com tamancos de madeira no pé em um tablado de madeira. Era tanto barulho dos tamancos que mal dava pra ouvir a música. Hahaha! 26/04/19 (sexta) – Na manhã seguinte fui para Bertioga (SP). Inicialmente eu iria dormir lá, mas ao chegar à praia desisti. A orla era arrumadinha, mas a água da praia suja, pois o esgoto descia na areia livremente. Tudo bem que eu fui na praia da área urbana, que geralmente não é recomendável em nenhum lugar. Mas as praias “boas” de Bertioga eram bem afastadas. Por conta disso, segui viagem. Fui para a praia de Maresias, em São Sebastião. Essa praia é famosa por ser o berço da maioria dos surfistas famosos do Brasil. A areia é bem clara e fininha, a água é mais clara, mas as ondas são muito grandes e fortes. Acabei nem entrando. No final da tarde segui para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde passei na Praia da Enseada, antes de ir para o hostel onde dormi. De Cananéia até Ubatuba (passando pela BR101) são aproximadamente 470 Km, mas demorei cerca de 8 horas pra fazer caminho (sem considerar minhas paradas nas praias de Bertioga, Maresias e Enseada). Tem que ter uma paciência de Jó. A pista é simples, sem acostamento, LOTADA (e olha que era a tarde de uma sexta-feira de uma baixa temporada. Feriados e finais de semana fica impossível), com muitas serras e cheias de radares de 40 Km/h (que era a velocidade média). É um saco e tornou a viagem bem cansativa. Pelo menos o asfalto não é ruim. 27/04/19 (sábado) – Na noite anterior fiquei conversando com a galera que estava no hostel, que era muito gente boa. E como o mundo é pequeno, entre essas pessoas tinha um outro biólogo que foi orientado de um colaborador meu do doutorado (BH é um ovo!). Pela manhã (estava um sol de rachar!! Finalmente!) fui para o projeto TAMAR, para o aquário de Ubatuba e depois encontrei com o pessoal do hostel na praia. Inicialmente fomos para a Praia Vermelho do Centro e depois para a Praia do Cedro (que foi a minha preferida dentre todas as praias que passei desde Santa Catarina). Em Ubatuba a água é bem clara (nada comparado ao litoral de Alagoas, que para mim são as praias mais bonitas do Brasil) e com uma temperatura agradável (achei que ia ser super fria, como no Rio de Janeiro, mas não). A Praia Vermelha do Centro é maior e tem ondas mais fortes, mas a Praia do Cedro praticamente não tem onda. A noite fizemos um churrasco no hostel e ficamos papeando até de madrugada. 28/04/19 (domingo) – Queria ter ficado pelo menos mais um dia em Ubatuba, mas por conta da possibilidade da greve dos caminhoneiros fui embora, e segui para Pindamonhangaba (SP) para visitar um casal de amigos. Acabei dormindo na casa deles. 29/04/19 (segunda) – Saí cedo da casa dos meus amigos e fui para Campos do Jordão (SP), onde passei a manhã. A cidade é realmente bonitinha, mas sinceramente eu esperava bem mais pelo fato dela ser super famosa. Estava tendo uma festa lá em comemoração aos 145 anos da cidade e várias instituições e escolas estavam desfilando pela avenida central em um ato cívico. Dentre as opções de pontos turísticos, o único que me chamou atenção foi o passeios do Parque Amantikir, que é uma propriedade particular (R$40,00 a inteira. Doadores de sangue, professores, idosos e estudantes podem pagar meia) cheia de jardins com plantas de todo o mundo. O lugar é muito bem cuidado e o paisagismo é fantástico. Além disso, você tem uma visão exuberante de alguns pontos da Serra da Mantiqueira. Recomendo demais a visita. A tarde segui para São João Del Rei (MG). 30/04/19 (terça) – Na parte da manhã conheci São João Del Rei, a tarde fui para Tiradentes (me lembrou bastante Paraty – RJ) e voltei para São João. O centro histórico de São João é bem pequeno, assim como Tiradentes. Embora eu tenha adorado a visita a essas cidades, achei que as cidades eram maiores, como Ouro Preto (que dentre as cidades históricas do Brasil, continua sendo a minha preferida, disparadamente). A noite, junto com um pessoal que conheci no hostel, fui em uma apresentação de Jazz gratuita no Centro de Convenções da UFSJ e de lá seguimos para um barzinho. As igrejas de ambas as cidades históricas são bem bonitas e algumas pagam entre R$3 a 5. Mas de longe a Igreja mais bonita para mim era a Igreja Igreja do Pilar, que é gratuita e fica em São João. 01/05/19 (quarta) – De São João Del Rei segui para Rio Casca (MG), cidade da família do meu melhor amigo. Era aniversário da sobrinha dele de 1 aninho e fui comemorar com eles. Aproveitei e me empaturrei de docinhos! Rs! 02/05/19 (quinta) – Retorno para Belo Horizonte. No total rodei 5.500 Km cravados. E foi uma viagem linda, mas bastante cansativa, uma vez que bati volante sozinha o tempo inteiro e por muito tempo. Queria ter tido mais tempo em alguns lugares, pois foi tudo muito corrido e intenso. Mas conheci lugares incríveis que só poderiam ser acessados de carro. Muita gente até hoje se espanta com as minhas viagens sozinhas, principalmente de carro. E vejo muita gente com vontade de fazer o que eu faço: pegar o volante e sair por aí. Já tive experiências diversas no Brasil e algumas fora do Brasil. E eu digo que nada é mais libertador do que viajar sozinha, ainda mais de carro. Nessa viagem eu replanejei de última hora meu roteiro pelo menos umas 4 vezes. Muitos me perguntam se eu eu não fico com medo ou insegura. Claro que eu fico. Mas eu vou com medo mesmo. Porque eu não quero que nada me impeça de fazer aquilo que eu quero da minha vida. Principalmente que essa limitação seja interna. Se confrontar é um dos maiores desafios da vida e até agora sinto que estou no caminho certo. E você? O que te limita? Liberte-se.💪❤️ Alfenas - MG Avencal - SC Blumenau - SC Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Caverna do Diabo - PETAR, SP Caverna do Santana - PETAR, SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Marco do descobrimento, Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Pedra do Frade, Laguna - SC Praia do Cedro, Ubatuba - SP Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Serra do Rio Rastro - SC São João Del Rei - MG Tiradentes - MG Prudentópolis_(1).mp4 Prudentópolis - PR Cânion do Ronda - SC (não sei o motivo, mas não consigo desvirar essa foto de jeito nenhum...) Serra do Corvo Branco - SC Pedra Furada - Parque Nacional São Joaquim, SC
  2. Acordei em uma quinta-feira com a intenção de ver o pôr do sol. Arrumei a mochila, peguei o carro, e estava indo em direção a Pedra Bela, no interior de SP. Mas antes, passei na cidade de Bom Jesus dos Perdões, onde queria conhecer a Cachoeira do Barrocão. Cheguei na cidade, e seguindo o GPS, logo cheguei a zona rural. Andei um pouco, e logo vi uma abertura na estrada de terra, sem placas ou avisos, eu cheguei na cachoeira. Estava vazia, com uma luz muito bonita passando por entre as árvores. Parei o carro, andei até as pedras e fiquei ali curtindo o sol. Tirei umas fotos, dei uma voltinha pra olhar os detalhes, e fiquei aproveitando a cachoeira sozinho e em silêncio, uma das coisas que mais gosto. Estava um clima tão bom, que fiquei tempo demais. Peguei minhas coisas, entrei no carro e coloquei no GPS a cidade de Pedra Bela. Porém vi que não daria tempo de chegar antes do pôr do sol, e pensei em outras possibilidades. Pensei em chegar a noite, e como o céu lá é incrível, tirar umas fotos e observar as estrelas. Mas como queria ver o pôr do sol, lembrei que Atibaia ficava ali do lado, e lá existe a Pedra Grande, onde eu poderia subir e assistir o pôr do sol. Saí com pressa, e parti rumo a Pedra Grande. Vídeo da viagem: Subi a estrada da terra bem rápido, e cheguei na hora exata lá em cima. A paisagem estava incrível, o tempo perfeito (pôr do sol no inverno é demais!), e vivi uma das coisas mais legais da minha vida. Aos poucos, vi a cidade de Atibaia aparecer em forma de luzes. E percebi que graças aos meus planos terem dado errado, tudo deu certo. Gastos: 70 reais de gasolina (acabei pegando um valor acima da média) O pedágio custou mais ou menos 5 reais na ida, e 5 na volta. Comi em um restaurante na beira da estrada, comprei água e um chocolate, gastei em torno de 30 reais. Good trips!
  3. Essa viagem foi possível graças a uma promoção anunciada pelo Melhores Destinos, onde as passagens de ida e volta de Guarulhos a Tel Aviv custaram a bagatela de 1040 reais por pessoa! Na verdade, não foi um mochilão propriamente dito, pois levei minha mãe que quis ficar em hotéis e com carro alugado, mas pela escassez de informação sobre os países do Cáucaso, achei que seria interessante deixar meu relato. Esse é um resumo do que constará em breve em meu blog de viagem Rediscovering the World. Dia 1 Ao chegarmos no aeroporto de Guarulhos vindo de Floripa, eu e minha mãe pudemos aproveitar meu cartão de crédito MasterCard Smiles Platinum para termos acesso à sala VIP. Lá comemos e bebemos à vontade, até o embarque no avião grande da Ethiopian Airlines, rumo à conexão em Adis Abeba. O voo de 11,5 horas contou com refeições e entretenimento decentes. Como nosso voo seguinte seria apenas na tarde do dia seguinte, ao pousar, tivemos que encarar mais duas horas na fila da imigração temporária para recebermos os vouchers; estes, dão direito a hospedagem, transporte e refeições gratuitas. Nos colocaram no hotel Blue Sky, um lugar de qualidade duvidosa como a média etíope, e com água fria no chuveiro. Para incrementar o jantar básico que é oferecido aos ocidentais, pedi uma "injera", que é uma massa feita do grão "teff", na qual se envolve a comida com o uso das mãos. Dia 2 Dormi bem pouco, graças ao jet lag. Antes das 8, já tomamos o café da manhã. Depois, trocamos euros por birr (32 pra cada) na recepção do hotel. Sob leve chuva, paramos um táxi na rua para nos levar por 100 birr até a estação de trem. É um sistema elétrico moderno e inovador na África, tendo sigo erguido pelos chineses há alguns anos. Custa apenas de 2 a 6 birr, então fica cheio. Descemos na praça Meskel, onde há dois anos estive na comemoração do ano etíope. Seguimos em direção norte, na companhia de um nativo que foi conversando em inglês com a gente. Passamos por uns prédios governamentais e áreas verdes. Em seguida, compramos um souvenir. Retornamos sozinhos pelo centro, que deixou minha mãe, novata na África, bem ressabiada. Caminhar com tantos olhos desconfiados não foi agradável, então logo pegamos o trem de volta. Aproveitamos o almoço gratuito no hotel. Logo depois, foi a hora de enfrentarmos as checagens de segurança infinitas do aeroporto de Adis Abeba. Voamos a Israel de Ethiopian. Só que dessa vez, sem telas de vídeo individuais. Mas não fez diferença, pois eu capotei no voo de tanto sono. Mais além, descemos no aeroporto moderno de Tel Aviv. Ao procurar o transporte público, percebi que cometi um engano feio: não lembrei que sexta à noite já era "shabbat", o dia sagrado dos judeus, onde quase tudo fecha. Se fôssemos ficar em Tel Aviv ainda conseguiríamos pegar um "sherut" (van) até lá, mas acabei optando por uma hospedagem caseira bem cara, mas próxima do aeroporto, já que retornaríamos no dia seguinte. Sabe quanto custaria um táxi só de ida até Or Yehuda, 16 km distante? Uns 150 shekel (cerca de 170 reais)! E para alugar um carro na hora sairia ainda mais caro. Enquanto trocamos dinheiro num câmbio desfavorável e comíamos alguma coisa, tive a sorte de ver que existem táxis com tarifa reduzida pré-fixada no segundo andar. No final, saiu pela metade do preço. Passamos a noite no House on the Road, uma casa só pra gente. Qualidade decente, mas pelo preço abusivo, poderia ter sido melhor. Dia 3 Dormimos bem. No resto da manhã, caminhamos nas quadras ao redor para conhecer o bairro. É limpo, tranquilo e florido, mas os israelenses não são simpáticos. O sol de 30 graus impediu que continuássemos explorando, então pegamos um táxi e voltamos ao aeroporto, passando por uma infinidade de controles de segurança. Voamos com a Alitalia para Moscou, com uma escala de algumas horas em Roma. Peguei esses trechos com 20 mil milhas Smiles por pessoa. No caro aeroporto, só comi uma pizza (10 euros). No resto do tempo, usei o wi-fi liberado. Dia 4 Desembarcamos no aeroporto Sheremetievo pelas 4 h, com o dia quase nascendo. Passamos a imigração rapidamente e pegamos o ônibus noturno até a estação de Kitay-Gorod (55 rublos ~ 3,3 reais). No caminho, fiquei surpreso com o tamanho dos prédios, principalmente residenciais. Na chegada, caminhamos ao hotel CityComfort Kitay-Gorod. A suíte pra 2 pessoas com 3 diárias custou 11250 rublos. Quarto bom, mas internet ruim. Para não perder o dia, botei o despertador para tocar às 12 h. Como minha mãe não estava se sentindo bem, saí sozinho. Peguei o metrô (55 rublos por vez) até o Centro Pan-Russo de Exposições. Estava cheio de gente bonita nesse domingo lindo de sol e temperaturas agradáveis. É uma área enorme, cheia de construções suntuosas, até mesmo com ouro, além de muitos museus, aquário e áreas verdes. Caminhei bastante ao redor, mas visitei por dentro só o Centro de Cosmonáutica e Aviação (500 rublos). Há bastante informação (parcialmente em inglês), além de representações e até mesmo equipamentos e naves originais do programa espacial russo. Bem interessante. Almocei e jantei na praça de alimentação de um centro comercial. Pedi um prato com salada, purê de batata e uma carne que parecia hambúrguer por 230 rublos na primeira refeição e um "kebab" russo por 190 rublos na segunda. Entender o russo está sendo um desafio. Ler algumas coisas em alfabeto cirílico até que consigo, graças ao Duolingo, mas ouvir e falar tá bem complicado. E pela minha aparência eles assumem que sou russo e já vem falando comigo nesse idioma diferente. À noite, quando seguia pra praça Vermelha, duas coisas ruins aconteceram. Minha câmera emperrou o obturador e parou de funcionar, e a tal praça estava fechada para uma parada militar que ocorreria na semana seguinte. Assim, só pude admirar à distância a parte mais turística de Moscou, que conta com a fortificação do Kremlin, a catedral de São Basílio, de arquitetura única no mundo, bem como diversas outras edificações. Dia 5 Para resolver a questão da câmera, localizei a Pixel24, uma loja de câmeras com preço bom. Fui até lá de metrô, conhecendo algumas das belas estações decoradas. Em seguida, eu e minha mãe visitamos o centro cultural de Izmaylovo. É uma área turística entre construções de arquitetura diferente, contando com souvenires, lanchonetes e museus, como o da vodka. Almoçamos espetos de frango e vegetais por uma graninha (1500 rublos), tomando "kvass" (100 rublos), que é uma bebida alcoólica fraca fermentada de pão, e cerveja (200 rublos). Posteriormente, sempre de metrô, atravessamos ao outro lado para conhecer o convento de Novodevichy, patrimônio da UNESCO. Normalmente custa 300 rublos, mas como estava todo em reforma, entramos de graça. Ao lado, fica um cemitério de pessoas importantes, que também custa 300 rublos. Só depois de entrarmos, descobrimos que ali ficava um cemitério e não o tal convento. Entre diversas lápides e árvores, vimos as tumbas de Gorbachev, Yeltsin, Trotski, Kruschev, entre outros. Ponto seguinte: rua Arbat. Antes, porém, entramos num supermercado para comprar uns mantimentos. Mais caro do que eu esperava. Essa rua pedestre é cheia de gente, lembrancinhas e artistas de rua. O longo caminho nos levou até a enorme catedral do Cristo Salvador, às margens do rio Moscou. Caminhamos mais um tanto até a praça Vermelha novamente, e de lá pro hotel. Dia 6 Metrô até a estação Paveletskaya, e de lá, o trem Aeroexpress (500 rublos pra 1 pessoa ou 850 pra 2). Desembarcamos no aeroporto Domodedovo 45 minutos depois. Minha passagem aérea, sem bagagem, custou 5350 rublos. Lá, gastamos os últimos 560 rublos num combo do Burger King. Enfim, partimos de S7, sem entretenimento, mas com um lanche. A entrada sem visto fluiu sem problemas. Trocamos euros por dram na cotação de 1 pra 529, só que depois tivemos que esperar um tempão pro atendente da Alamo trazer ao aeroporto o Kia Rio que alugamos. Como o veículo era automático, teríamos que cruzar uma fronteira e ainda devolver o carro em outro país, o aluguel para 14 diárias custou 723 dólares. Se você acha o alfabeto cirílico complicado, precisa ver o armênio. Nem tentei decorar. Melhor saber um pouco de russo quando vier pra cá, pois o inglês dos locais não é tão bom. Estava um calor danado quando deixamos o terminal em direção às igrejas de Vagharshapat. Visitamos 3 das que, em conjunto, são patrimônios da humanidade. De pedra, são todas bem antigas, sendo que a principal da Armênia, chamada Etchmiadzin, é a catedral mais antiga do mundo (ano 301). Ao redor dela fica um complexo eclesiástico. Não se paga pra entrar em nenhuma. Com o sol se pondo, pegamos a estrada remendada e cheia de radares até Erevan, a capital armena de 1 milhão de habitantes. Deixamos o carro numa viela e fizemos check-in no Holiday Hotel & Hostel (34200 dram pra 2 diárias numa suíte de 2 pessoas com café), que deixou um pouco a desejar. A pé, demos uma bela volta no centro, movimentado até tarde. Tomamos milk-shakes de frutas silvestres (900 dram cada), enquanto passeávamos pelo chique calçadão de Northern Avenue. Mais além, vimos um espetáculo gratuito digno de rivalizar com o de Dubai, e bem mais longo: o show das águas da raça da República de Erevan. São várias cores, amplitudes e formatos, embalados por músicas famosas e nacionais, durante 2 horas! Pena que não sabíamos que durava tanto. Com o fim às 23 h, comi o salgado "khachapuri" (450 dram) e tomei uma cerveja local (600 dram) no restaurante típico Karas. Dia 7 O café da manhã até que é incorpado. Depois dele, pegamos o carro para visitar o museu do Genocídio Armênio. Gratuito, conta a terrível história do massacre de cerca de 1,5 milhões dessa etnia por meio dos turcos, sobretudo em razão da diferença religiosa (cristão x muçulmano). Não tem como não deixar uma lágrima escorrer pelo lado do olho. Posteriormente, entramos no museu do sítio arqueológico de Erebuni, a antiga capital da Armênia, que deu origem a Erevan. O museu mostra alguns artefatos do reino antigo que ocupava essas terras há alguns milênios. Já o sítio, no alto de uma colina, não é tão interessante, mas a vista 360º de cima sim. A entrada para ambos custa mil dram. Almocei quase ao lado, optando por 2 "kebabs" de frango e salada por 2600 dram. De barriga cheia e com o sol fritando a 37 graus, dirigi algumas dezenas de km morro acima até Garni. Um templo a Mitra ergue-se na beira de uma garganta, famosa por suas colunas basálticas poligonais. Entrada de 1500 dram. Um pouco adiante e acima, jaz o monastério de Geghard. Cravado no topo do morro, ali fica uma igreja e no passado já moraram religiosos em cavernas nas rochas, ainda visíveis. Grátis. Sobrevivendo aos motoristas barbeiros e já de volta a Erevan, demos uma volta no jardim botânico, que não é grandes coisas. Custa 300 dram. À noite, passeei pelo complexo artístico da cascata e assisti novamente às fontes, admirando um pouco mais enquanto tomava um milk-shake de banana com Nutella (1200 dram = AMD). Dia 8 Antes de deixar Erevan rumo ao sul, demos uma olhadela e uma compradinha no grande mercado aberto de artesanatos Vernissage. Em seguida, centenas de quilômetros em estradas asfaltadas, mas não tão boas, subindo em altitude pela estepe árida. Primeira parada em Khor Virap, um monastério que fica bem em frente ao lendário monte Ararat, que dizem ser onde a arca de Noé encalhou. Agora é parte do território turco. Deixando para trás a região mais seca, almoçamos no vilarejo de Areni. No bom restaurante Arpeni Tavern, pedimos salada grega (1800 AMD), vinho de romã (400 AMD), "kebab" bovino (1000 AMD) e "hachar" (parente do trigo) com cogumelos (1300 AMD). Esperamos um bocado, mas valeu a pena. Mais à frente fica a caverna Areni-1, onde foram encontrados o cérebro, o sapato e a adega mais antiga do mundo, essa última de cerca de 6100 anos! Paga-se mil dram pra entrar, mas só se consegue ver os recipientes de vinho e as escavações. Desviando um pouco da rota, entramos no cânion Noravank. Vegetado e cênico, leva ao monastério de mesmo nome. Muito além, quase no pôr do sol, e já descendo numa estrada melhor, paramos em Zorats Karer, a Stonehenge da Armênia. É basicamente um circuito de pedras pontudas. Logo mais, ingressamos em Goris, uma pequena cidade entre montanhas. Nos hospedamos no hotel Christy. Por 18 mil, ficamos com uma suíte grande e café da manhã. Jantamos lá mesmo, um banquete típico digno, mas bem caro: 9 mil! Dia 9 O café, incluso, foi bem mais ou menos. Pegamos o carro para chegar nas rochas de Goris, cujas cavernas eram habitadas até os anos 60! Sem mais combustível no carro, e devido à impossibilidade de pagar com cartão de crédito, precisamos sacar dinheiro num caixa eletrônico. Depois de resolvida a questão, começamos a voltar o caminho. Paramos na bonita cachoeira Shaki. Um pouco além, entramos numa outra estrada rumo ao norte. Subimos a passagem de montanha Selim em ziguezague. Em seu topo, funcionava um caravançarai, tipo de hospedagem antiga para mercadores viajantes e seus animais de transporte. Ao descer o lado oposto, avistamos o enorme e cênico lago Sevan. Antes de chegar ao mesmo, todavia, estacionamos no restaurante Khrchit. Comemos dois deliciosos peixes (2 mil drama cada) e salada (mil dram). Adiante, ainda vi o famoso cemitério Noratus, que comporta um monte de "khachkars", lápides com cruz esculpidas desde o século 9, um símbolo da Armênia. Seguimos pelo litoral, parando com certa frequência para fotografar a paisagem interessante, bem como seus mosteiros Haynavank e Sevanavank. Esse último fica num balneário turístico, mas a praia de rio não é legal. Com o sol baixo, atravessamos um túnel. Na saída, presenciamos a primeira floresta no país. Essa área é a do parque nacional Dilijan. Como já estava escuro, só deu tempo de chegar à requintada hospedagem no meio de um morro, a Casanova Inn. Pagamos 20,5 mil dram por uma suíte e café. Antes de dormir, desci à estrada principal da cidade para arranjar algo barato pra comer. Achei um "kebab" por 800 dram. Dia 10 Melhor café da manhã até então. Deu pra sair de barriga cheia com todos os salgados e doces. Visitamos 3 conjuntos religiosos nesse dia. O primeiro foi o mosteiro de Haghartsin. Fica situado em meio às florestas do parque nacional, então a paisagem é bacana. Há algumas ruínas a mais que os outros. Em sequência, pegamos a estrada que leva até a fronteira com a Geórgia. A segunda foi a igreja Odzun. Ela fica acima de uma chapada bem alta, e começou a ser erguida no século 5. O terceiro, Sanahin, é um patrimônio da UNESCO. Por um acaso, encontramos uma brasileira filha de armênio lá. Já do outro lado do morro, uma de suas características é a quantidade de túmulos usados como piso. Continuamos à beira de um rio, numa estrada esburacada por vilarejos velhos, até achar uma lanchonete para almoçar "kebab" (700 cada). Chegamos à fronteira no meio da tarde, levando cerca de uma hora para encarar todos procedimentos, incluindo o seguro obrigatório de carro de 30 lari pra 2 semanas. Na pista contrária, no entanto, a fila se arrastava por dezenas de quilômetros! Deu até pena. Na fronteira o câmbio estava bem desfavorável, mas um pouco adiante conseguimos trocar 1 euro por 3,23 lari, praticamente a cotação oficial. Enchemos o tanque e partimos para Tbilisi, achando que tínhamos nos livrado dos motoristas imprudentes da Armênia, que estão entre os piores que já vi. Ledo engano, na Geórgia são iguais - só não há tantos Lada. Ficamos na hospedagem Heyvany, fora do centro. Por 56 lari (=GEL) a noite, já fomos recebidos com um ótimo vinho georgiano tipo Saperavi - uma das 525 variedades do país! Dia 11 Café da manhã aceitável. Depois disso, guiei até o morro onde fica a igreja Jvari, que pertence ao conjunto de Mtskheta, antiga capital da Geórgia, agora patrimônio da humanidade. Muitos turistas estavam no local, que tem uma vista bacana. Hora de pegar a autoestrada. Ficamos impressionados com a diferença no desenvolvimento do país em relação às Armênia, nem parece que são vizinhos. Tarde, paramos para almoçar num restaurante movimentado na beira da estrada, o Antre Batono. Apesar de cheio, fomos servidos bem rápido. Pedimos um "pkhali" (10 GEL), que é uma salada triturada de espinafre, berinjela, repolho, feijão e beterraba, temperada com um molho de nozes, vinagre, cebola, alho e ervas. Não apreciei muito. Acompanhando, truta (6 GEL), porco (10 GEL), e salada normal (7 GEL). A estrada piorou em seguida, pois adentrou as cidades. No final da tarde, uma chuva surgiu e deixou a visibilidade bem ruim, pois o limpador de parabrisa não funcionava direito. Quatrocentos quilômetros depois, já escurecendo, chegamos no trânsito intenso de Batumi, no mar Negro. Estacionei o carro na rua, fiz o check-in no hotel Argo (105 lari) e saí para explorar a pé. Tirando alguns prédios históricos, visitei a Piazza, onde tomei um milk-shake por 7 lari GEL. Continuei caminhando aleatoriamente, até que ouvi um som distante no parque que fica em frente ao mar. Acabei descobrindo um festival de música e bebida (Batumi Beer Fest). Lá conversei com uns locais, provei o salgado recheado "khinkali" (6 GEL), o destilado de uva "chacha" (5 GEL) e uma cerveja (4 GEL), enquanto curtia o rock georgiano. Passado o tempo, voltei pelo parque costeiro cheio de atrações, onde muita gente ainda se encontrava naquele domingo à noite, e regressei ao hotel. Dia 12 Passeamos novamente pelas ruas de dia. Estavam mais vazias que à noite. Mas com a luz pudemos apreciar a arquitetura urbana mista de Batumi. Entramos no museu de arqueologia (3 GEL). Apresenta diversos artefatos da região de Adjara. Compramos uns salgados para almoçar e tocamos pro sítio arqueológico da fortaleza de Gonio-Apsaras (10 GEL), que passou de mão entre romanos, bizantinos e otomanos. A muralha externa está quase intacta, enquanto que seu interior apresenta as escavações e o resultado delas em uma sala no interior. Outra coisa legal é que há alguns equipamentos a mostra e você pode vesti-los. No dia seguinte haveria uma feira medieval ali. O jardim botânico foi o passo final. Já fora de Batumi, custa 15 GEL para entrar em sua área grande. Um porém é que ele fica em uma encosta, então é necessário força nas pernas pra conhecer tudo. Há jardins temáticos de várias partes do mundo. Foi o melhor que vi nessa viagem. Antes de escurecer, conduzi o carro em direção norte até Zugdidi. O caminho rural incluiu tudo quanto é animal doméstico cruzando a pista. As vacas ficam paradas e soltas até mesmo em estradas movimentadas nesse país. Com o fim do dia, chegamos ao suposto hotel 5 estrelas Zugdidi Bookhouse (140 GEL). Dentro do que parecia ser uma escola, recepcionistas que não falavam nada de inglês (ao contrário da maioria em outras cidades) nos receberam. Depois de muita enrolação, ficamos num quarto nos fundos do prédio, onde não havia nenhum outro hóspede, aparentemente. De 5 estrelas não tinha nada. Dia 13 Depois do café, subimos a serra em direção à região da Suanécia. Logo de cara, a estrada ondulosa passa pelo reservatório do rio Enguri, num tom de azul lindo. Assim que o deixa, no entanto, a cor fica cinzenta e o rio agitado. Vimos muitos cicloviajantes nos dias anteriores da Geórgia, e na serra não foi diferente. Foram algumas horas lentas de sobe e desce, até ver alguns picos com neve ao chegar perto de Mestia. Outra coisa notável dessa cidadezinha montanhosa é a quantidade de torres defensivas erguidas e ainda de pé, uma mostra de quão violenta era a região no passado. Nos hospedamos no hotel Riverside (80 GEL), que como o nome sugere, fica ao lado do turbulento rio. Até que é confortável a hospedagem, mas o chuveiro é o pior que usamos nessa viagem. Seguindo uma dica, almoçamos no restaurante Nikala: cerveja (5 GEL), "ostri" de gado (7 GEL), "odjakhuri" de frango (10 GEL), salada (7 GEL). Pedir salada está sendo essencial, pois as carnes vêm meio secas. Depois da digestão, parti pra trilha que leva à geleira de Chalaadi. O caminho até a ponte do início é de estrada de chão, toda empoeirada com os caminhões que estão operando na obra de uma hidrelétrica. Já na trilha em si, eu e mais uns quantos atravessamos uma pequena floresta de pinheiros até a beira do rio, subindo. Depois, o caminho passa por cima das pedras da morena da geleira. Uma hora depois, enquanto os demais turistas ficaram no nível inferior da geleira, onde pouco gelo está exposto, eu subi pelas pedras soltas até mais próximo dela, num local arriscado. Dei uma conferida numa abertura de caverna de gelo e desci, pois o gelo em constante derretimento movia as pedras para baixo. À distância, vi uma pedra enorme desabando sobre um local onde eu passei anteriormente. Dito e feito. Ao anoitecer, visitamos o centro, onde as construções são de pedra e madeira. Como minha mãe estava com vontade, jantamos pizza no restaurante Sunseti. Com bebidas e mais uma salada, nos custou 30 GEL. Dia 14 Desde que entrei na Geórgia, meu estômago não vai bem. E não foi nesse dia que melhorei. Ainda assim, tomei um café da manhã substancial no hotel. Depois, passamos em frente a uma igreja antiga (Laghami) para uma foto, e nos dirigimos ao principal museu de Mestia. É o histórico e etnográfico Svaneti Museum, que possui muitas peças sobre a região. Descemos a serra em seguida. Brava parada para um hambúrguer no McDonald's de Zugdidi, antes de continuar até próximo a Kutaisi. Com um desvio forçado na estrada, chegamos apenas quase no final da tarde numa atração turística lotada, a caverna Prometheus. São 23 GEL para visitar a pé 1,4 km, apenas uma parte da longa caverna. A cavidade é iluminada e cheia de espeleotemas, mas em compensação a guia não explica nada e a multidão de pessoas de cada grupo (o nosso tinha umas 50) faz com que fique difícil sacar boas fotos. No caminho a Kutaisi na saída, entrei no sanatório abandonado de Tskaltubo. É horripilante a destruição lá dentro. Fico imaginando como seria à noite. Para jantar, estacionamos na praça central, onde há um belo chafariz. O restaurante, Baraqa, nos serviu rápido um prato de carne e também "khinkali" de queijo, a 80 centavos de lari cada. O limpo hotel onde passamos a noite, o Green Town (108 GEL), fica ao lado de uma baita igreja. A catedral de Bagrati, iluminada à noite, foi construída no século 11. Dia 15 Café da manhã reforçado. A pé, regressamos à igreja próxima. Dessa vez, estava aberta, mas por dentro não tinha nada de mais. Do contrário, o mosteiro de Gelati, onde fomos em seguida, era tão interessante por fora quanto em seu interior, cheio de afrescos originais. É um patrimônio da UNESCO. No centro de Kutaisi, a terceira maior cidade georgiana, entramos no mercado de alimentos, mas não compramos nada. Parada seguinte a algumas dezenas de km, no pilar de Katskhi. É uma igrejinha isolada no alto de uma torre calcária de cerca de 30 metros, impressionante. Mais um caminho à frente, Chiatura, um resquício dos tempos soviéticos. A principal atração são as jaulas metálicas enferrujadas, digo, teleféricos, construídos em 1954, que até ano passado ainda estavam em operação entre os diversos morros da pequena cidade. Almoçamos do lado da estação principal, no restaurante meio escondido Newland. A decoração é refinada, mas demoraram tanto pra servir que até tirei um cochilo. Pedimos uma mistura de cogumelo (6 GEL), salada grega (6 GEL) e "odjakhuri" de porco (6 GEL). Na saída da cidade para a autoestrada, o GPS acabou nos levando a uma estrada rural precária, onde quase atolei o carro e rachei ele por baixo. Ao final da tarde, chegamos a Gori, a cidade natal de Stalin. Só deu tempo de eu subir na fortaleza, que é um mirante gratuito, e caminhar num parque de diversões local, que tem um infeliz urso numa jaula. Aproveitei um pouco da piscina do hotel Royal "4 estrelas", antes de me enclausurar em nosso quarto privado com nada menos que 5 camas (117 GEL). Dia 16 Já com o estômago renovado, tomei o café da manhã à vontade. Como as atrações só abriam às 10 h, subimos antes de carro no mirante da igreja Goridjvari. Ao abrir dos portões de Uplistsikhe (7 GEL), entramos antes dos bandos de turistas. Essas são as ruínas de uma cidade moldada no interior de um morro da Idade do Bronze à Idade Média, quando os mongóis a destruíram. Novamente no centro de Gori, por 15 GEL cada, adentramos o museu dedicado a Joseph Stalin, o segundo líder mais sanguinário do mundo - só que o espaço não faz qualquer menção às suas atrocidades… Há apenas um bando de fotos, textos, artigos pessoais, além de um vagão de trem e de sua primeira casa. Almoçamos já na rodovia em direção ao norte. Natakhtris Vely foi a escolha refrigerada. Rapidamente paramos para uma foto na represa Zhinvali e na fortaleza Ananuri. Morro acima, atravessamos de Gudauri a Stepantsminda, uma área de incrível beleza cênica, graças a suas montanhas preservadas. Dois destaques são o monumento à amizade entre Rússia e Geórgia, além do passo de Djvari, com suas águas sulfurosas e depósitos de calcário. Antes de chegarmos à fronteira russa, regressamos a Gudauri com o tanque de combustível vazio. Com 10 GEL, pedi um "khachapuri imeruli" (massa com queijo típico) para jantar, no estiloso hotel onde nos hospedamos por 110 GEL (Good Inn). Veio mais do que pude comer. Dia 17 A noite estava fresca. Comemos uns doces no café da manhã. Às 10 horas eu já estava na fila do teleférico da estação de Gudauri. Mas ela levou quase outra hora para abrir. Paguei 30 GEL para a ida e volta. Durante o verão, apenas 4 gôndolas estão em operação, sendo que cada segmento leva 15 minutos. Foi bem bacana o passeio, pois vi paisagens lindas de dentro das cabines ou nas estações, como picos nevados, montanhas coloridas e cachoeiras. O vento lá em cima era forte. Ao descer, fomos almoçar a caminho de volta. Paramos no restaurante Mleta, pedindo um prato de cogumelos com batatas + 5 "khinkalis" de carne + salada por apenas 19 GEL. Pouco mais de uma hora depois, chegamos à capital. Como fazia tenebrosos 37 °C, fomos para um ambiente refrigerado, no shopping Tbilisi. Cheio de lojas de roupas e de brinquedos, além de um Carrefour completíssimo. Ao anoitecer, voltamos ao hotel Heyvany, onde passamos a primeira noite na Geórgia - só que sem vinho grátis e num beliche dessa vez, já que mudamos de itinerário na última hora. Dia 18 Como usual, às 10 horas já estávamos na porta de uma atração, que demorou um pouco pra abrir. Foi o museu etnológico a céu aberto, onde várias casas de regiões distintas do país foram trazidas para representar como o povo vivia. A entrada custa somente 5 lari e inclui a explicação em inglês de cada casa. Deixamos a mala no hotel seguinte e partimos pro museu nacional da Geórgia. Esse custa 15 GEL e inclui exposições sobre a biodiversidade, arqueologia, antropologia e uma sessão sobre a temida ocupação soviética. Comi um salgado de almoço e segui a caminhar por horas a fio no centro histórico de Tbilisi. A arquitetura é o que mais chama a atenção. Há bastante coisa pra ver. À minha mãe também interessou as lojas de souvenir. Ao retirar o carro, descobri que pra estacionar nas maiores cidades é necessário comprar um passe - levei uma multa, mas ainda bem que era de apenas 10 GEL. O problema foi entender o que estava escrito e onde pagar, já que ninguém sabia direito. Só retornamos ao hotel Lowell (190 GEL pra 2 noites) à noite. Dia 19 Café sequencial interessante, incluiu até o "matsoni", iogurte azedo georgiano, que fica delicioso misturado com geléia de fruta. Tentamos chegar de carro no jardim botânico, mas como não tivemos sucesso, pegamos o teleférico até lá. O cartão custa 2 GEL e pode ser devolvido; já a passagem, 2,5 GEL cada trecho. Enquanto minha mãe caminhava pela área turística da fortaleza de Narikala, eu entrei no jardim. Esse também fica numa encosta, e conta com um tanto de floresta. Depois de apreciar a vista, retomamos a direção. Fomos até o shopping aberto East Point, onde almoçamos pizza. De sobremesa num quiosque, um dos sorvetes mais baratos que já provei: 3 bolas na casquinha por apenas 3,5 GEL. Contornamos o grande reservatório chamado de mar de Tbilisi. No lado norte, pessoas se banhavam na praia, enquanto nós subimos ao monumento gigantesco "Crônicas da Geórgia". De volta ao centro, deixamos o carro no estacionamento e passeamos pelo mercado de pulgas em Dry Bridge. Há souvenires interessantes, junto com várias velharias. Posteriormente, andamos pelo cânion onde ficam os banhos sulfurosos e as ruínas. Lá perto, lanchamos com uma vista do movimento das ruas, no restaurante Machakhela-Samikitno. Uma cerveja de meio litro saiu por 4 GEL e cada "acharuli" de cogumelo 6,5. Dia 20 Acordamos mais cedo para devolver o carro no aeroporto, onde a locadora quase nos deixou na mão. Mais além, passamos pela imigração rapidamente e embarcamos rumo a Baku, capital do Azerbaijão. O voo foi pela companhia Azerbaijan Airlines, ao custo de 70 euros para cada um. Apesar de curto, contou com um sanduíche. No desembarque, apresentamos o visto eletrônico emitido por 23 dólares. Em seguida, retiramos um Hyundai Accent automático alugado na Avis (5 diárias por 140 dólares) e caímos nas terras azeris, cercadas por cavalos de pau em terra e plataformas marítimas, numa busca incessante por petróleo. Sob sol forte, primeira visita dedicada ao templo do fogo, que serviu a hindus e zoroastrianistas no passado. Ingresso de 4 manat (1 = 2,4 reais). O segundo ponto de parada também é ligado ao fogo. Yanardag é uma falha no solo desértico onde escapa gás natural. Há mais de 70 anos, desde que alguém acendeu sem querer, queima sem interrupção. Aqui a entrada custa 9 manat, mas pode ser combinada com a da outra atração por 11. Fizemos compras num supermercado normal e passamos pelo lago salgado Masazir, antes de parar na Heydar, uma mesquita enorme, nova e monocromática. Pena que não pudemos ver seu interior de mármore. Com o céu ficando roxo ao se pôr, chegamos ao hotel 4 estrelas Mavi Dalga. Ficamos com dois quartos por 90 manat no total. Antes de nos retirarmos, lavamos os pés na praia própria do hotel, de frente pro mar Cáspio. Ainda pedi um "kebab" pra janta (7 manat), onde fui devorado pelos mosquitos. Já deu pra perceber que aqui o russo, junto com o próximo turco, é mais falado que o idioma inglês. Dia 21 Café básico, mas moscas por todos os lados. Deixamos o hotel rumo ao Gobustão. Nessa área ficam vulcões de lama e uma área protegida de arte rupestre. Para chegar à primeira parte, pagamos 20 manat para um taxista clandestino de Lada, que ficou sem gasolina no meio do caminho. Passado o aperto pela estrada de barro, subimos no pico com algumas poças borbulhando lama fria na paisagem desoladora. Para visitar o museu moderno e os petroglifos de verdade, é preciso pagar 10 manat por pessoa. Esse é um patrimônio da humanidade. Almoçamos alguns km adiante na autoestrada. O restaurante, nomeado Qedir Kum, estava cheio. Pedimos um gorduroso e saboroso prato de carneiro com vegetais no "saj" por 20 manat, mais complementos. O caminho a seguir foi bastante monótono: duzentos e quarenta quilômetros de linha reta por um semi-deserto quente. No final da tarde, descemos no centro de Ganja. Sem relação com o apelido da maconha, é a segunda maior cidade do Azerbaijão. Caminhamos ao redor das praças com prédios antigos bonitos, além de virmos a casa feita com garrafas. Jantamos "kebab" no Ganja Mall e, já à noite, entramos no hotel Deluxe, um 4 estrelas de verdade. Por 80 manat, ficamos com um quarto bem grande. Dia 22 O café da manhã foi um buffet variado. Com muitas das ruas bloqueadas, deu certo trabalho rumar de Ganja ao parque nacional Göygöl, mas um tempo depois de subir uns morros, lá chegamos. São basicamente lagos cercados por floresta temperada. Custa 2,5 manat de entrada + 2 pra ir e vir de van até o pitoresco lago Maragöl, onde se pode caminhar ao redor, o que fez valer a visita. Breves horas depois, partimos para o norte. Passando pela hidrelétrica de Mingachevir, chegamos à estrada em obras que nos levou pelas montanhas até a pequena Shaki. Antes de conhecer a dita cuja, fomos um pouco adiante na vila Kish, onde adentramos um templo cristão (4 manat). Ali ficam os achados arqueológicos da região que era chamada de Albânia do Cáucaso. Com um "kebab" na mão, saí a explorar as ruas e construções de pedra de Shaki. Uma das edificações antigas era um caravançarai, atualmente um hotel, mas que mantém a estrutura e é aberto aos turistas. Outro que conheci foi o palácio de inverno (5 manat), uma das residências dos "khans", soberanos persas dos séculos passados. A mobília interna é quase ausente, mas os detalhes arquitetônicos são impressionantes. Mais impressionante é o complexo onde fica o palácio principal Shaki Khan (5 manat). Tanto que foi nomeado patrimônio da humanidade, junto com o centro da cidade. Chegamos lá com o sol se pondo, mas o guarda abriu clandestinamente para nós vermos. Pena que fotos no interior não são permitidas. Depois da visita, fizemos check-in no hotel 4 estrelas MinAli. A construção de pedra é do século 19, mas bem que o quarto de 95 manat poderia ter um frigobar. Fomos dormir ao som da MTV do Azerbaijão. Dia 23 Outro buffet bem bom de café da manhã. Pegamos a estrada, mais cênica dessa vez. Por pouco tempo, paramos em Gabala, a cidade mais antiga do país. Antigos mesmos eram os carros dos moradores. Depois, deixamos a rodovia em direção ao vilarejo elevado de Lahic. A estrada que cerca essa vila, com formações geológicas, é bela e traiçoeira. Já o povoado, é de pedra e famoso pelos artesanatos com materiais como o cobre. Pena que os artigos com o metal sejam tão caros. Passado um nevoeiro, almoçamos no friozinho em outro povoado, no restaurante Malham. Pedimos o mesmo carneiro no recipiente "saj" de 2 dias atrás, mas aqui custava 18 manat. É bem bom, mas problema é que esse prato demora até meia hora para ser feito. Estrada novamente, chegando no final da tarde no trânsito caótico de Baku. Desembarcamos no jardim botânico (1 manat), que nos desapontou. Depois foi a encrenca pra encontrar um lugar pra estacionar na rua, no meio do centro. Daqui em diante, seguimos a pé. Primeiro, entramos numa sorveteria para provar os "gelatos" italianos da Ca' D' Oro. Estavam muito bons, mas acabamos comendo demais. Eu fiquei com 4 bolas por 7 manat e uns centavos. Antes de dormir, caminhamos na rua pedestre Nizami, movimentada e iluminada à noite. Por fim, demos entrada no hotel La Casa, onde tivemos que nos contentar com um quarto sem janela por 2 diárias (145 manat). Dia 24 O café no restaurante indiano foi simples. Depois dele, caminhamos várias horas ao redor de boa parte da cidade. Primeiro, passamos pelo parque central, que vai desde o palácio Heydar Aliyev até a maravilha arquitetônica moderna Flame Towers. Nesse caminho, há bastante coisa pra ver, como a mesquita Tazapir. Do lado das torres, há um parque com um mirante de onde se vê toda beira-mar e a cidade velha. Quando descíamos as escadarias, entramos no museu de arte (10 manat). Só que havia poucas obras do Azerbaijão dentro. Na cidade velha, entre muralhas, almoçamos no restaurante Rast. Pedimos "dolma" e "choban qovurma", por 6 manat cada. Também aproveitei que não estava mais dirigindo para tomar um chope. A sobremesa foi num lugar próximo, provando "baklava", que são aqueles doces turcos folhados. Só que além de não serem nada baratos (1 a 2 manat cada), não achei saborosos. Depois de conferirmos os souvenires, visitamos o palácio dos Shirvanshahs, agora um museu. São 15 manat pra entrada. Voltamos ao hotel e nos separamos. Enquanto minha mãe foi atrás de mais lojas, eu peguei a bicicleta grátis da hospedagem e percorri o calçadão-parque que fica ao longo do mar Cáspio. É bem bacana, cheio de gente e atrações. Inclusive, é onde passa o circuito de rua de Fórmula 1 de Baku. Ao escurecer, voltei para jantar com minha mãe. Como eu estava com vontade de comer arroz, fomos num restaurante indiano, onde comemos "biryani". Meu prato estava bom, mas foi um tanto salgado: 18 manat. Dia 25 Devolvemos o carro e pegamos o voo (140 manat para ida e volta) até a República Autônoma do Naquichevão, exclave do Azerbaijão que fica entre a Armênia e o Irã. Do avião já deu pra perceber a aridez desse território. Do aeroporto internacional minúsculo, fomos num táxi clandestino (5 manat) até o Qrand Nakhchivan Hotel, que fica na entrada da cidade. Como a capital tem menos de 100 mil habitantes e praticamente não recebe turistas de fora (éramos os únicos no voo), esse 3 estrelas é um dos raríssimos hotéis disponíveis pela internet para reservar. Pagamos 161 manat por 2 diárias num quarto grandão, mas com ar condicionado sem funcionar e internet deficitária. Almoçamos ali mesmo por apenas 3 manat. Com o clima quente, saímos a explorar Naquichevão a pé. De cara, já é notável a esplêndida arquitetura dos prédios da região central, com materiais nobres, detalhes e cores. As ruas, largas e vazias, pois os atuais 90 e poucos mil habitantes não preenchem tudo. Ao passar em frente a um dos edifícios, nos convidaram a entrar. Era um teatro requintado, mas o que vimos foi uma exposição de quadros e de livros em miniatura. A guia, que fala um pouco de inglês, nos conduziu sem cobrar nada. Em seguida, visitamos o mausoléu de Möminə Xatun. Tumbas altas estilizadas como essa, também são um diferencial do território. Depois, adentramos a mesquita Jame, do século 18. De uma das praças, ainda vimos uma segunda mesquita, iraniana. Seguimos caminhando pelo minúsculo centro em direção norte. Se na outra parte do Azerbaijão, as menções ao falecido ex-presidente eram muitas, aqui elas são onipresentes, já que essa era sua terra natal. Com dificuldade, encontramos um lugar para comer um sanduíche de 1,5 manat. Esse lugar foi o Kitab Kafe (Book Café), que entre seus diversos livros incluía uma versão em azerbaijano de uma obra do Paulo Coelho. Após apreciar o pôr do sol sobre o rio que faz fronteira com o Irã, vimos os edifícios iluminados e retornamos. Um som alto ao lado do hotel chamou a atenção, então fui atrás. Descobri que havia um praça interna com lugares para comer, e também um show. Dia 26 O buffet de café da manhã do hotel foi razoável. A coisa boa dele foi o creme de avelã com cacau. Pegamos um táxi até a rodoviária (2 manat). Lá estão os ônibus de longa distância para outros países e as vans e micro-ônibus para os vilarejos próximos e outras cidades do Naquichevão. Escolhemos o que levaria a Ordubad, por apenas 2 manat cada. Só foi preciso esperar alguns minutos, que logo o veículo encheu e partiu às 9 da manhã. O caminho até lá, que leva cerca de 1 hora e 20, é atrativo do ponto de vista cênico. Formações montanhosas áridas de um lado da rodovia e plantações na margem do rio que faz fronteira com o Irã do outro lado. Ficamos cerca de uma hora e meia na pequena segunda maior cidade do território. Só vimos algumas ruínas, mesquitas e um museu regional, tudo gratuito. Ao meio-dia, regressamos. Ao desembarcarmos, tivemos a maior sorte quando fomos abordados por um estudante de idiomas, que queria praticar inglês e espanhol e nos ofereceu uma carona guiada até dois dos locais que eu gostaria de conhecer. O primeiro, chamado Əlincə Qalası, foi apelidado de Machu Picchu do Naquichevão. Só que diferentemente do similar peruano, aqui não se paga nada para acessar e nem há turistas para atrapalhar as fotos. Essa é uma fortaleza dos primeiros séculos, que resistiu a invasões e foi restaurada recentemente. Dizem que são 1600 degraus até o topo - não cheguei a contar, mas levei quase meia hora para subir. A vista lá de cima é sensacional; fiquei impressionado com a obra e o panorama. O camarada, que nos ensinou bastante sobre o Naquichevão, ainda nos levou ao hospital para problemas respiratórios que fica dentro de uma mina de sal. Surreal lá dentro, e também não se paga nada para conhecer. Com o fim da tarde, nos despedimos dele e nos ajeitamos para mais tarde jantar ao lado do hotel. Escolhemos um restaurante turco, desembolsando 18 manat pra comida e bebida suficiente pros dois. Dia 27 Pela manhã, conhecemos o interior de uma fortaleza do século 7, que conta com um museu e muralhas intactas. Subimos nelas, tendo uma boa vista da cidade abaixo. Também vimos por fora o mausoléu de Noé, do século 6 em diante. Ainda, ao lado está em construção a maior mesquita do Cáucaso. Dei uma volta final pelo centro, passando por alguns dos museus, entrando no que trata do ex-presidente e o do palácio dos Khans. Definitivamente, todas atrações do Naquichevão são gratuitas. Pagamos o hotel, almoçamos e nos direcionamos ao aeroporto. Horas depois, deixamos Naquichevão, uma terra única e ainda desconhecida. Durante esses mais de 2 dias, vimos apenas 4 turistas de fora da região. No aeroporto de Baku, pegamos um ônibus até a estação ferroviária. Esse sai a cada meia hora de ambos os terminais e custa 1,5 manat, fora o cartão que deve ser comprado numa máquina e custa 2, mas pode ser usado por mais de uma pessoa. Compramos uns mantimentos, jantamos na estação e retiramos as passagens do vagão de "primeira" classe (cabine privada), compradas dias antes pela internet. Até Tbilisi, custaram 57 manat cada. Às 20 e 40, começou a longa viagem num trem meio velho. Dia 28 Dormi mais ou menos e minha mãe nada, devido às chacoalhadas e ao barulho. Às 5 e meia da manhã fomos acordados para os procedimentos de imigração, que duraram 3 horas e meia! Ao menos, não precisamos sair do trem, pois os oficiais é que foram até nós. De metrô (2 lari pelo cartão e 50 centavos por cada passagem) chegamos a uma das estações centrais de Tbilisi, onde fica o shopping Galleria Tbilisi. Enquanto o check-in pro nosso hotel não começava, matamos um tempo ali, almoçando comida chinesa. Ficamos hospedados no Hotello, próximo da região central. Suíte com café = 105 lari. Enquanto minha mãe retornou ao centro histórico, voltei ao shopping para ver um filme no cinema. Passamos a noite no hotel. Dia 29 Tomamos o café e fomos de Bolt (Uber local) até o aeroporto, por 18 lari. Quem quiser economizar mais, pode ir de ônibus ou trem. Voamos com a MyWay Airlines para Tel Aviv, por 125 lari cada bilhete. O voo teve serviço de bordo. Já no desembarque, pegamos o trem que sai a cada meia hora para Jerusalém (23,5 shekel). Da estação final, seguimos de bonde (6 shekel) até Damascus Gate. Nosso hotel (Rivoli) estava um pouco adiante. Tivemos que pagar 235 shekel por uma hospedagem não tão boa assim. Logo saímos para explorar a cidade velha entre as muralhas. Começamos pelo portão de Herodes, caminhando pelos becos residenciais do quarteirão muçulmano. Quando chegamos à parte cristã, nos encontramos com uma multidão. Minha mãe ficou de olho nas lojas de souvenires. Entramos ainda na igreja do Santo Sepulcro. Deixamos a muralha pelo portão Jaffa, nos direcionando para a parte menos velha da cidade, caminhando pela avenida ao longo dos trilhos do bonde. Entramos no grande mercado de comidas Machane Yehuda, mas só pudemos olhar, de tão caro que é Israel. Com o sol se pondo, jantamos numa das poucas lanchonetes que aceitou cartão de crédito. Foram nada menos que 76 shekel para somente 2 cervejas e 2 sanduíches típicos! A refeição mais cara da viagem não foi nem o suficiente. Dia 30 Não dormi bem, devido ao ambiente luminoso e barulhento onde se encontra o hotel. Quanto ao café, esse foi razoável. Saímos a caminhar infinitamente pela cidade antiga. Em primeiro lugar, quase infartei minha mãe para subirmos ao mirante do monte das Oliveiras, de onde se tem uma vista bem privilegiada. Também fora das muralhas, ela entrou no jardim do Getsêmani e passamos por uma igreja ortodoxa russa. Atravessamos a infinidade de sepulturas judaicas, de um lado, e islâmicas, do outro. Depois das tumbas de profetas, entramos em um dos portões, dando no Muro da Lamentações. É preciso passar pela segurança para chegar no paredão que é o que restou do segundo templo de Herodes. Vagamos por muitas vielas comerciais, passando pela grande sinagoga Hurva, além de um local com um vídeo memorial da guerra da independência israelense. Atravessamos o quarteirão da Armênia, para enfim procurarmos um lugar para almoçar. Como é tudo caro e poucos estabelecimentos aceitam cartão, paramos num onde comemos somente um sanduíche "pita" de falafel e outro de "kebab" + uma cerveja por 69 shekel. Não foi suficiente para aplacar nossa fome, então pouco depois nós tivemos que complementar num mercadinho, também meio caro. Depois disso, só nos restou caminhar mais até a Via Dolorosa e aguardar no hotel o transporte de van que havíamos reservado. Como esse dia era "shabbat", o transporte estava bem prejudicado, então só nos restou pagar 75 shekel cada para chegar no aeroporto. À noite, aguardamos mais um pouco no terminal, até o voo da Ethiopian Airlines da madrugada seguinte, com conexão em Adis Abeba e final em São Paulo. Fim de jogo! Curtiu? Então não deixe de conferir meu blog de viagem Rediscovering the World, lá há muitos outros locais poucos visitados nesse belo mundo
  4. ALTO GRANDE X ESPELHO Estávamos à beira do abismo colossal quando ele apareceu, vindo sei lá de onde. Como um dragão cuspidor de fogo, parecendo ter saído das páginas do apocalipse, veio em nossa direção, sobrevoou os vales do Rio Cachoeira, Puruba e Verde, passou próximo da Montanha mais alta de toda a Serra do Mar Paulista e botou força nos seus motores e suas hélices. Ninguém sabia o que estava acontecendo, uns gritavam que era a Polícia Militar, outros insistiam que se tratava da Federal, eu mesmo só pensava em não cagar nas calças diante daquela cena dantesca e inusitada. Aquela era sem dúvida uma das montanhas mais isoladas de Ubatuba, lugar onde pouca gente já teve a honra de botar os pés e o seu nome refletia a angustia presente no olhar de cada um daqueles dez aventureiros que ali estavam, depois de uma jornada duríssima até o seu cume, esquecido pela civilização. Quando pairou sobre nossas cabeças, há 5 metros do chão, eu pensei em fugir, mas atrás de mim uns 500 metros de vazio me dizia que era caminho sem volta e aquela frase clássica escapou da minha boca num sussurro quase inaudível: “ AGORA FUDEU! Agora fudeu de verdade “ A EQUIPE: Régis ferreira, Paulo Potenza, Luciano Carvalho, VGN Vagner, Daniel Trovo, Divanei Goes de Paula, Rafael Araujo, Alan Flórido, Maurício Carbone e Thiago Silva(fora da foto) Se fizéssemos uma pergunta sobre qual o CUME da Serra do Mar de São Paulo, muitos daqueles que estão acostumados com os esportes de aventura e detêm um mínimo de conhecimento, vão dizer logo, com razão, que essa montanha é sem dúvida o TIRA CHAPÉU ( 2088 M) , mas outros poderiam contestar e chutariam que a mais alta é a Pedra da Bacia( 2090 m , mas nunca provado) , as duas turística e de fácil acesso, situadas lá pelas bandas de São José do Barreiro, no Parque Nacional na Serra da Bocaina. Pois bem, mas quando nós dizemos Serra do Mar Paulista sempre estamos nos referindo a sua parte litorânea, seu espigão fantástico, coberta de florestas quase intocadas, de onde rios selvagens escorrem do planalto em direção ao mar, num dos mais lindos ecossistemas do mundo. Dos 16 municípios que compõem o nosso litoral, QUAL SERIA A MONTANHA COM MAIOR ALTITUDE E ONDE ESTARIA LOCALIZADA, ou seja, QUAL O CUME DA SERRA DO MAR PAULISTA, em todo seu litoral? Durante muitos anos em que estivemos explorando a Serra do Mar, essa pergunta sempre martelou em nossas cabeças, muito porque nos faltavam mapas confiáveis e cartas com divisas de municípios e unidades de conservação. Quando meus estudos técnicos começaram antes da EXPEDIÇÃO que descobriu o Cume da Serra dos Itatins/Juréia, fui empurrado para o litoral norte tentando descobrir se aqueles picos gigantes, em se tratando de Serra do Mar, estavam ou não localizados na Bocaina e sinceramente na época, não consegui angariar informações convincentes, tanto que os 1425 metros do Pico Desmoronado nos Itatins, que eu pensava ser o cume da Serra, acabamos nem nos apegando a isso, porque faltava uma confirmação. Para muita gente, ou pelo menos para uns 99 % delas, o CORCOVADO de Ubatuba seria o cume de Ubatuba e para alguns vai muito mais além, alguns afirmam que seria o ponto mais alto também da Serra do Mar, inclusive até para alguns órgãos oficiais, uma vergonha gigantesca, uma desinformação que chega a ser patética diante do nanismo do Corcovado que não passa de míseros 1.181 metros. Outros mais antenados apostariam suas fichas no Cuscuzeiro (1278 m), ainda que pertencendo a Bocaina, mas situado também em Ubatuba. E por fim, alguma meia dúzia de gato pingado, e gente mais letrada em se tratando de estudos de mapas, irá dizer que existe um pico na divisa com Parati que atende pelo nome de PEDRA DO ESPELHO, mesmo que jamais tenha botado seus pés lá. A PEDRA DO ESPELHO eu já tinha ouvido falar e havia chegado a ela nas pesquisas dos mapas, mesmo não tendo essa certeza toda, mas havia algo que me intrigava: Pouco mais de dois quilômetros e meio ao norte/noroeste do Espelho, um cume proeminente me dava quase a certeza de que o Espelho era mais baixo e quando tive acesso a alguns mapas mais detalhados, a minha dúvida começou a ruir. Era certo que aquela montanha estava acima dos 1600 metros, mais de 100 metros acima do Espelho, mas tinha um, porém: Aquele pico até então desconhecido e sem nome, ao menos para mim, pertencia a Cunha-SP ou a Ubatuba-SP, pertencia a Serra do Mar ou a Serra da Bocaina? Aí alguém poderá me perguntar que diferença faria isso e eu simplesmente diria que se esse pico pertencesse a Cunha ou pior ainda, a Paratí-RJ, não faria o menor sentido se preocupar com ele, porque seria mais um, dentre tantos outros picos altos naquela região. Aliás, mesmo a PEDRA DO ESPELHO, apesar de pertencer a Ubatuba, estaria inserida no Parque Nacional da Serra da Bocaina, que é compartilhada tanto por São Paulo, mas também pelo Rio de Janeiro, mas mesmo assim ainda seria o ponto mais alto do LITORAL DE SÃO PAULO, só que nem isso seria verdade, como descobriríamos mais adiante. Sem saber como acessar nem o Espelho e nem muito menos essa montanha que eu supunha ser o Cume da Serra, mas não tinha certeza, fui cuidar de outras expedições à essa Serra onde a aventura te chama para qualquer lugar que você olhe e numa dessas aventuras foi que conhecemos o Alan Flórido e o Thiago Silva, dois conhecedores do litoral norte, inclusive o Flórido foi convidado por nós na expedição que ascendeu ao cume da Pedra da Boracéia( 1270 m) por uma nova rota, mas como estava às voltas com outra viagem e por infelicidade ficou fora de combate por causa de uma hérnia de disco, acabou abortando sua ida, mas numa discussão informal, acabou deixando vazar que conhecia uma rota para o Espelho e que o Thiago também já havia estado nessa montanha que eu buscava e não tardou em a gente alinhar uma data para irmos juntos desvendar esse mistério, mesmo que ainda pairasse no ar a dúvida sobre se essa montanha pertenceria ou não a Ubatuba. Dessa vez então deixamos o roteiro e os convites a cargo do Flórido e do Thiago e eu me mantive firme atrás de outros mapas e em pesquisas mais avançadas, mas infelizmente , mesmo pesquisando até no limbo da internet, nada encontrei sobre essa montanha, que agora sabia o nome que foi dado pelos locais das fazendas vizinhas e seu nome não poderia ser outro, ALTO GRANDE , um nome sugestivo para o gigantismo geográfico que ela representava, mesmo que nenhum desses nativos tivesse ciência disso, aliás nem mesmo os nossos “guias” haviam se dado conta da importância dela, pensando que fosse apenas mais uma grande montanha no caminho da lenda chamada Espelho. Bom, mas isso eu também ainda não sabia, mas tudo mudou quando sem querer cai num mapa que me deu a divisa exata entre UBATUBA E CUNHA e melhor ainda, esse mapa delimitava as divisas do Parque Estadual da Serra do Mar com o Parque Nacional da Serra da Bocaina e BINGO! O ALTO GRANDE era Paulista, o ALTO GRANDE era terras de UBATUBA, o ALTO GRANDE pertencia ao Parque Estadual da Serra do Mar e nesse dia eu fui dormir feliz, aquilo que eu buscava já estava definido e com o grupo que tínhamos nas mãos, com os caras mais experientes em se tratando de Serra do Mar, era questão de tempo para que botássemos os pés no cume dessas montanhas. (VERDE- Pq.Nac. Serra da Bocaina- Rj/SP) (BRANCO - Pq. Est. Serra do Mar- SP) O Flórido montou o grupo e no final acabamos ficando com 10 integrantes, um número grande, mas infelizmente outros companheiros ficaram de fora, alguns já vinham mesmo não querendo mais participar dessas travessias incertas, outros compareciam esporadicamente, mas paciência, dessa vez eu mesmo não tinha controle sobre isso e me mantive apenas como convidado, ainda que ajudando na logística da coisa. Outro problema era que não tínhamos mais nenhum feriado prolongado nesse inverno, então tudo teria que ser resolvido em um único final de semana e para ajudar aqueles que trabalhavam aos sábados, escolhemos o fim de semana com o feriado da Independência. Partimos da capital Paulista em dois veículos rumo a Cunha-SP e depois rodamos uns 15 km em direção à Parati, entramos à direita numa estrada de terra, andamos mais uns 06 km até estacionarmos enfrente da fazenda onde partira nossa trilha, mas como ainda era alta madrugada, tratamos de montar nossas barraquinhas enfrente a porteira e deixamos para conseguir as tais autorizações quando o dia amanhecesse. Como disse a previsão, o dia amanheceu lindamente ensolarado e pouco depois da 6 da manhã já estávamos de pé, bem a tempo de dar explicações para um dos habitantes da fazenda que deve ter se assustado com nossa invasão. Estávamos apreensivos porque uma fonte havia nos dito que os fazendeiros estavam barrando quem se atrevesse a passar por suas terras rumo aos picos, mas fomos atendidos muito bem pelo seu Lourival, com toda simplicidade do homem do interior que nos recebeu com um cafezinho quente e ainda nos ofereceu para guardar nossos carros. Pouco depois das sete já estávamos prontos para partir, jogamos as mochilas às costas e nos pusemos a caminhar pelos Campos de Cunha, sua direção a partir de agora era para o alto, em busca do Cume da Serra do Mar Paulista. Nossa jornada começa por adentrarmos um portão de fazenda do lado direito da estrada, ganha logo uma casa e intercepta uma trilha que vai atravessar uma língua de mata em direção ao sul e uns 800 metros depois viramos à direita numa cama de pinhões, um amontoado de sementes da araucária, disposta em um cercado, que não faço a mínima ideia para que serve. Cruzamos mais alguns metros de mato e subimos o barranco e começamos a ganhar altitude de vez, sempre acompanhado alguma trilha de cavalo. Perdemos um pouco de altitude e descemos à um riacho onde aproveitamos para um gole de água e voltamos a subir, atravessamos uma cerca e nos enfiamos num corredor de samambaias mais alto até sairmos de frente para um vale bonito de onde se descortina grandes montanhas a nossa frente, que revelam toda a beleza desses Campos de Cunha. O sol já se mostra impiedoso mesmo sendo ainda muito sedo e a próxima subida já não é feita no mesmo ritmo das anteriores. Cruzamos uma porteira e quando nosso GPS marca 1480 metro de altitude nos diz que já andamos quase 4 km desde a fazenda, tropeçamos na placa que delimita a divisa entre Cunha e Ubatuba e ao mesmo tempo nos diz que estamos entrando no Parque Estadual da Serra do Mar, geograficamente tudo que havíamos estudo acaba confirmando que estamos no rumo certo e aproveitando que a trilha entra na mata fechada, descemos por mais 300 metros até desembocarmos bem no meio de um vale, juntamente a nascente de uma das pernas do Rio Puruba, que na carta topográfica consta como Rio Cachoeira, hora de parar, sentar, tomar um gole de água e morder alguma coisa. Geograficamente estamos num bico do mapa bem nos cafundós mais distantes de Ubatuba, encima do Planalto Paulista. E é mesmo surpreendente estar ali naquele riacho onde o rio Puruba pode ser cruzado com a água pela canela. Mais surpreendente ainda foi a capacidade que tivemos em unir dessa vez tanta gente diferente umas das outras, um dos grupos mais heterogêneos que já formamos, mas uma coisa acaba igualando todo mundo que ali estava: A PAIXÃO INCONTROLÁVEL PELA SERRA DO MAR DE SÃO PAULO, gente capaz de largar tudo por uma aventura nessas montanhas e florestas e esse amor incondicional acaba por ligar essa gente a ponto de se tornarem quase uma família. Como eu já havia dito, os caras que puxavam a fila eram o Thiago Silva e o Alan Flórido, sendo o Thiago o único que já estivera no Alto Grande. A nossa jornada continua agora por uma trilha estreita no meio da mata sombreada, mas como havia sido uma semana chuvosa, o caminho era uma lama só e parar em pé era um desafio do tamanho daquelas montanhas que buscávamos. Quando a subida começou de verdade, o grupo se fragmentou e alguns ficaram para trás e como a subida não faz distinção de idade, velhos e novos se alternavam como cú de tropa, experientes e novatos arrastavam suas línguas no chão até que sem prévio aviso ela surgiu à nossa frente e sorrindo nos chamou para uma conquista, mas antes era melhor estacionarmos por um momento sobre uma grande pedra no caminho à 1579 m, juntar todo o grupo antes da subida final. Pelo meu gps aquela pedra que marcava a saída da trilha principal para ascendermos ao cume, marcava também a divisa de Ubatuba com Paratí, portanto, dividia também São Paulo do Rio de Janeiro e ia muito mais além, dividia Parque Estadual da Serra do Mar do Parque Nacional da Serra da Bocaina e essa informação era o “X” de toda a questão, porque sempre pairava uma dúvida se o cume ficaria ou não em terras Paulistas e agora diante dos nossos olhos , na palma das nossas mãos, a confirmação final e incontestável diante da tecnologia, faltava agora confirmar a altura aproximada do Cume, distante menos de meia hora de onde estávamos. Escondemos as mochilas no mato, mas nem precisava, e adentramos na mata rala em direção ao cume. Uns 200 m mais acima, um grande amontoado de pedras nos dá uma visão maior. O horizonte já se ampliou consideravelmente e já é possível avistar a Serra da Mantiqueira e seus famosos cumes, além da baia de Paratí e a cumeada da Bocaina. A subida final é suave, passa por uma toca e só aí começa a inclinar de vez, atravessamos um capão de mata mais fechada e desembocamos de cara com duas grandes rochas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito e uma delas marca geograficamente o CUME DO LITOAL PAULISTA. Durante anos eu olhei para os mapas e cartas e agora diante dos meus olhos aquilo que era apenas um ponto aleatório, se materializou na minha frente. Para muitos poderia ser apenas uma pedra jogada no cume de um morrote qualquer naquele fim de mundo perdido encima do Planalto Paulista de Ubatuba, mas para mim era a consolidação de uma busca de anos, porque foram muitas noites de sono perdidas estudando mapas, buscando informações onde elas estivessem e agora nós estávamos prestes a fincar os pés naquele cume lendário. Um a um, fomos nos agarrando a qualquer coisa que desse sustentação e como era um cume não muito grande, nos amontoamos em grupos sobre ele e um abraço coletivo marcou a CONQUISTA FINAL, o CUME MAIS ALTO DA SERRA DO MAR PAULISTA era nosso, o ALTO GRANDE agora não era só uma montanha isolada nas bordas da serra, acabará de ganhar outro patamar com a nossa presença, não éramos nem de longe os primeiros, mas coube a nós revelá-la ao mundo da Aventura e talvez mudar a geografia da Serra do Mar que de agora em diante e para todo o sempre e para o conhecimento de todos, tem um cume oficial, não só o mais alto de todo o litoral, mas também o mais alto de UBATUBA. (Alto Grande) Na realidade o Cume é composto por essas duas rochas, mas a da esquerda é levemente maior, então foi nela que juntamos os 3 GPS para uma medição oficial, claro que é uma medição aproximada e num futuro, poderá se usar equipamentos ultramodernos e precisos, mas os números que achamos condiz com o que estão nas cartas, nas análises das curvas de nível. Juntos e no mesmo local os nossos equipamentos marcaram praticamente a mesma coisa, com uma miséria diferença de 1 metros entre os 3 equipamentos, então diante disso, o número estabelecido para a altitude do ALTO GRANDE foi de 1.662 metros acima do nível do mar. Se a rocha da esquerda é o cume da serra, foi a rocha da direita que escolhemos para instalar o nosso LIVRO DE CUME, bem debaixo de uma pedra, protegido da chuva e do vento e de qualquer outras intemperes do tempo, foi uma doação nossa, um presente para Serra do Mar Paulista. Tirando a importância geográfica dessa montanha, nós sinceramente não achávamos que teríamos algum visual que prestasse, pensávamos que seria um cume cercado de mato por todos os lados, porque é assim que ele se apresenta nas fotos de satélite, mas nos enganos bonito e se não é possível daqui ver o mar de Ubatuba e o litoral Paulista, vamos ter as vistas soberbas da Baia de Paratí, das montanhas que fecham o vale da Toca do Ouro , de toda a cadeia de montanhas da Bocaina, inclusive com a Pedra da Macela e o Pico do Frade, além da incrível Mantiqueira e seus ícones rochosos. Olhando para o sul/sudoeste, que é a direção do litoral Paulista, vamos ver uma sequência de montanha com cerca de 100 metros mais baixa que o Alto Grande, mas por incrível que pareça, uma delas reina como o segundo ponto mais alto do nosso litoral, com altitude em torno de 1550 metros, mas por não parecer ter nenhum cume rochoso, essa espécie de k2 da Serra do Mar, que resolvi então chamar de UB 2, por pertencer a Ubatuba, decidimos não perder tempo com ela, nosso próximo objetivo então seria o terceiro cume nessa hierarquia , a não menos fantástica e LENDÁRIA , PEDRA DO ESPELHO, de onde o mar de São Paulo te convida para um deslumbramento inesquecível. O dia quase se aproximava da sua metade quando abandonamos o Alto Grande. A descida foi rápida e sem entreveros e assim que chegamos na bifurcação, não perdemos tempo e pegamos logo para a direita e não demora muito a trilha já volta a entrar na mata fechada e entre sobe e desce, intercepta algum riachinho mais caudaloso. É uma trilha bem consolidada porque vai percorrer todo o vale até Paratí, 20 km de pernada que teremos que fazer na manhã seguinte, mas hoje o objetivo é abandoná-la em favor de outra trilha que nos levara direto para o sul em direção a Pedra do Espelho. Uma hora de caminhada desde o Alto Grande, nos faz sairmos em campo aberto e já é possível avistar a imponência do Espelho assim que cruzamos uma porteira. Os nosso “guias” sussurram que está perto, mas não passa de conversa fiada, logo se vê que a montanha está lá na puta que o pariu, mas eu mesmo me enganei ao fazer essa análise de distância, nunca vi puta que o pariu ser tão longe. ( Rumo a Pedra do Espelho) A trilha começa a descer bruscamente em campo aberto e agora o grupo voltou a se fragmentar, porque alguns fizeram questão de ficar apreciando o visual e angariar umas boas fotos. Vamos perdendo altitude até que ela volta a entrar na mata e quando chega a uma outra bifurcação, nos detemos por um instante até que todo o grupo se juntasse novamente. Nessa bifurcação vamos pegar para direita e abandonar a trilha principal. Então descemos a ribanceira até sairmos novamente em campo aberto junto a um rancho e um bucólico riacho e subimos a colina à frente até pararmos no mirante do vale, hora de nos determos por mais um momento e apreciarmos as paisagens até onde a vista alcança. A chegada ao mirante marca definitivamente o fim da trilha, de agora em diante é só mato no peito e as vezes alguma picada ou outra, mas sem gps não se vai a lugar nenhum. Reunido todos ali já se vê que o cansaço já tomou conta de boa parte do grupo. Viajamos quase a noite toda, dormimos quase nada e nos alimentamos muito pouco e a maioria não vê a hora de esticar o esqueleto, mas a pior parte da trilha ainda estava por vir. Deixamos o descampado e caímos logo na capoeira, uma mata fechada e não deu nem 5 minutos para o Daniel Trovo soltar um galho no olho do Vagner e aí tivemos que nos deter por um tempo para prestar os primeiros socorros, mas isso não foi nada porque o Vagner ia “tomar no zóio” mesmo era lá no cume do Espelho. Restabelecido o moribundo, seguimos enfrente, sempre rumando para sudoeste, descendo e subindo pequenos vales, cruzando riachos e atravessando vegetação fechada. A quilometragem total não passa de míseros 3 km desde o rancho , mas para quem já está no bagaço, 100 metros subindo é uma tortura. O calor tá de matar e a umidade acaba por ir minando a energia da gente. Alguns já vão ficando para trás, Luciano perna manca e joelho podre, assume a rabeta de vez e pega para si o título de cu de tropa da subida final. Rafael é só mais um zumbi vagando sem rumo tentando acompanhar o grupo, ao seu lado, Paulo Potenza vai tentando lhe dar um conforto psicológico, mas não demora muito para ele anunciar que o Rafa teve um mal súbito e agora jaz ali caído no meio da mata a espera do SAMU. Um km depois nosso caminho se vira para o sul e embica para cima e os “fi duma égua” do Thiago e do Flórido anunciam que logo estaremos passando pela última água antes do cume, mas, ou se enganaram ou estavam de onda com a nossa cara, porque essa água nunca chegava, passávamos por centenas de riachos, mas nunca era o último. O tempo vai passando e cada vez mais a língua da maioria vai se arrastando pelo chão, tirando 2 ou 3 novinhos, o resto arrasta seu sofrimento montanha acima e o problema não é por estarem fora de forma, mas é que no primeiro dia sem dormir e como a tarde já bate as portas, aquela leseira vai se acentuando, a fome vai tomando conta e quando é anunciado que o último ponto de água chegou, enchemos todos os reservatórios e sem perder tempo começamos a galgar a rampa final rumo ao cume. Até caras forte como Trovo e Régis já vão dando sinal de fraqueza e o Maurício é outro que resolveu trazer comida para todo mundo e se enrosca carregando uma mochila muito acima do necessário. Mas eu não, apesar de me manter firme no grupo de elite que vai à frente, meus quase 50 anos já viraram 100 faz tempo, minha perna direita resolve que não iria subir mais e fez corpo mole, se acabando em câimbras. Sem querer pagar mico e pedir para o grupo parar na reta final, apenas dou ordem para que minha perna esquerda se vire e araste a direita e quando um grande clarão surge no meio das árvores logo vem o grito do homem à frente: “CUME GALERA”. A chega ao cume da PEDRA DO ESPELHO é feita aos poucos, porque é um grande platô plano, quase do tamanho de um campo de futebol e quanto mais perto da borda, mais a paisagem vai se abrindo para um mundo de sonhos e beleza e antes mesmo de irmos a borda final, jogamos nossas mochilas numa clareira de mato mais ralo e nos cumprimentamos ali mesmo, com a sensação do dever comprido e com a certeza de que todo o nosso planejamento tinha tido êxito. Aquele mar visto lá de cima do Espelho era algo mágico e inexplicável, não só por estarmos em uma das regiões mais isoladas do litoral norte, mas também por fazermos partes dos poucos aventureiros que tiveram a honra de colocar os pés naquele cume lendário. Extasiados e sem saber para que lado olhar, corremos todos para onde o terreno despenca mais abruptamente, porque a Pedra do Espelho está virada para sudoeste, de onde vales gigantes emolduram um cenário incrível e olhando para aquele vale, quase que hipnotizados, vimos surgir ao longe um helicóptero que vinha em nossa direção, voando baixo, mas apenas ficamos ali, apreciando seu magnífico voo, mas quando ele embicou de vez para o cume do Espelho, um frio na barriga foi inevitável. Quando o troço voador começou a vir em nossa direção, dando pinta que pousaria mesmo no Espelho, não quisemos acreditar, mas quando a ficha caiu de vez, começou a gritaria de opiniões desencontradas: “ Caralho mano, é o Águia da Policia Militar”, gritou alguém. “ Que nada, é um helicóptero da POLÍCIA FEDERAL”, retrucou o Trovo do outro lado. Outros, como eu, não gritaram absolutamente nada, apenas não acreditavam no que estava acontecendo: Estava na cara que a casa havia caído para a gente. Sairíamos dali presos, multados e com os equipamentos apreendidos. O pior é que para evitar qualquer confusão com parques ou coisa assim, subimos pelas fazendas do Norte, onde tecnicamente o caminho é permitido e necessita apenas a liberação dos donos das propriedades. O helicóptero pairou no ar como um beija-flor e vagarosamente foi descendo. Eu já não sabia se corria, mas quando pensei na possibilidade, me vi acuado na beira de um abismo de mais de 500 metros de altura e parte dos exploradores, sem ter mais o que fazer diante da situação, correram em direção ao helicóptero que ameaçava pousar encima das nossas mochilas. O HELICÓPTERO foi baixando até tocar o solo. O mais perto da aeronave era o Thiago e notou logo que quem pilotava era uma mulher, acompanhada de outro homem e ao ver que corríamos (menos eu) na direção deles, permaneceu no chão por algum segundo e alçou voo rapidamente. É provável que ao verem aquele monte de malacabados indo em sua direção, ficaram com medo e picaram a mula do topo. A gente ficou a ver navios, sem saber do que se tratava, mas aliviados de mais uma vez sermos deixados em paz naquele cume sombrio e distante da civilização, 10 homens isolados do mundo, donos absolutos daquelas paragens, soberanos sobre o TERCEIRO CUME mais alto do LITORAL PAULISTA. Depois desse acontecimento inusitado, foi uma festa só, comemoração e risadas sem fim. Estávamos felizes e aproveitamos as horas de sol para montarmos nossas barracas e fazer uma comida e enquanto o fogareiro trabalhava, fomos apreciar o pôr do sol que pela localização da montanha ficava quase que paralelo ao mar, num dos cenários mais fabulosos do litoral Paulista. Dentre outras paisagens se destacava a Baia de Ubatumirim, Ilha Bela, Ponta da Joatinga, além do distante pico do Corcovado e dezenas de outras ilhas, num mar qualhado de belezas inigualáveis, além do proeminente cume do Alto Grande e o UB2, que fechava os abismos da serra. Vales e gargantas profundas podia se contar em dezenas, numa selva isolada, de onde rios desciam do planalto em direção a planície litorânea, enfim, a Serra do Mar Paulista com tudo que tem direito. Foi um dia longo e de múltiplas experiências e com a ida do sol era hora de nos voltarmos para o jantar e para o descanso merecido. Eu e o Régis dividimos a barraca e o rango, que dessa vez, como era uma única refeição quente, resolvi levar uma carne seca já dessalgada e cozida na panela de pressão, nela juntei cebola, alho, pimenta e outros temperos diversos, coloquei azeitonas picadas e quando o bacon fritou, misturei com uma caixinha de creme de leite e fizemos um super strogonoff e para complementar cobrimos com queijo ralado e para beber um suco de jabuticaba, nossa típica fruta da Serra do Mar, tudo isso com um arroz quentinho e uma saladinha de tomate cedido gentilmente pelo Mauricinho, que trouxe 5 kg pra não faltar mesmo, porque miséria não é com ele. Quando juntamos aquele grupo com os novos integrantes (Flórido, Mauricio e Thiago), a galera combinou de fazer uma grande confraternização no cume do Espelho e dessa vez resolveram que levariam um aperitivo para tomar lá encima. Eu mesmo, que não sou dado ao álcool, nem me intrometi, mas a intenção de levar uma garrafa de vinho acabou se multiplicando por vária garrafas de bebidas diversas e enquanto eu e o Regis nos recolhemos cedo depois de quase morrer de tanto comer, a galera ficou lá fora bebendo e comemorando e vez ou outra eu acordava com a algazarra, mas voltava a dormir novamente. Sei que alguns exageraram a ponto de a meia noite surgirem convites para ver disco voador colorido à beira do abismo. Mas nada se comparou ao “VGN Valita Vagner”, que passou a noite inteira espremendo laranjas. Dá barraca de onde estávamos, só ouvíamos suas “gorfadas” que iam parar na cabeça dos turistas lá no litoral. Parecia um espremedor de laranjas em ação, vomitando no mundo e até na cabeça do próprio Trovo, seu companheiro de barraca avistador de nave espacial. É mais um lindo dia que nasce e antes que o sol explodisse no horizonte, o grupo já estava de pé para saudá-lo, menos o Vagner que ainda estava às voltas com fabricação de suco de laranja, aliás, ele mal parava em pé e essa ressaca ia perdurar pelo menos até a metade daquele dia. Com a iluminação da manhã, novos cenários vão surgindo e novos ângulos vão nos dando a dimensão desse lugar. Fica até impossível escolher o melhor ângulo para uma foto diante de tantas possibilidades. E estar no topo da Pedra do Espelho é ter o privilégio de avistar um mundo diferenciado e de cima daquele pico isolado, o litoral Paulista em nada parecia com aquele lugar agitado, ali de cima o silencio reina absoluto e é possível ficar olhando aquela paisagem pela eternidade sem se cansar. Já havíamos feito as medições do cume do Alto Grande e instalado um livro de cume nele, mas para completar o serviço, também levamos uma capsula para deixarmos um livro no Espelho e aproveitamos também para atualizarmos a marcação de altitude. Pelas cartas topográficas e satélite, imaginávamos que a altitude pudesse chegar a ultrapassar a linha dos 1500 metros e realmente estávamos totalmente certos quanto a nossa expectativa. Quem chega já vê que existe uma pequena elevação uns 50 metros afastado das bordas, que o Thiago disse se chamar Cabeça do Tigre, mas minha imaginação não conseguiu saber de que tigre se tratava, mas mesmo assim é uma elevação muito pequena e irrelevante, então resolvemos proceder as marcações na borda da montanha, onde o mundo acaba em abismos colossais e foi lá também que escolhemos para instalar o LIVRO DE CUME, onde o amarramos em um pequeno arbusto para que não seja levado pelo vento e foi ali que travamos nossos GPS e marcamos a altitude que nos deu PEDRA DO ESPELHO – 1504 METROS de altitude acima do nível do mar, o terceiro maior cume de Ubatuba e também de toda a Serra do Mar Paulista. A gente se apegou aquela montanha de tal maneira que ninguém fazia menção de descer, ficamos todos reunidos ali nas suas bordas vislumbrando e conversando sobre expedições futuras na Serra do Mar, mas chega uma hora que é preciso voltar para o mundo dos homens e alguém nos acorda daquele sonho e avisa que é hora de descermos, porque ainda teremos um longo dia de caminhada pela frente. Devagar e meio contrariados, fomos desmontando as barracas, tomamos café, jogamos tudo para dentro das mochilas e partimos rumo a Paratí. Aliás, quando acaba o cume plano do Espelho e entramos na mata, automaticamente estamos também cruzando a linha imaginária que separa São Paulo do Rio de Janeiro e como agora estamos descansados e bem alimentados, a descida do cume em direção ao interior mais plano da floresta é feita numa velocidade inimaginável e o sofrimento do dia anterior, desta vez vira um bonito passeio sombreado e os 3 km até o rancho é feito com os pés nas costas, em meio a muita conversa e descontração de todo o grupo e até o Vagner já se recuperou e voltou a ser o VGN de sempre. Chegando à bifurcação acima do rancho, desta vez pegamos para a direita, vamos começar a descer o VALE DA TOCA DO OURO em direção a Parati. A trilha se enfia mata à dentro e vai alternando entre grandes descidas e pequenas subidas, mas sempre perdendo altitude, mesmo que sejam mínimas. É uma caminhada gostosa e sombreado e por não exigir muito esforço e a gente ainda estar com o nível de energias lá no alto, vamos ganhando terreno com uma certa velocidade, até que uma hora depois de termos pego essa trilha principal, galgamos uma subida exposta até sermos obrigados a nos desfazermos das nossas mochilas e pararmos para contemplarmos a PEDRA EMPILHADA. Essa formação rochosa é belíssima, num cenário de sonhos, sendo uma pedra arredondada, sustentada por outra quadrada, no início de um vale aberto, donde montanhas pontudas e picos bicudos, emolduram uma paisagem incrível. Diante daquele cenário ninguém quer ir embora e cada qual busca o melhor ângulo para uma boa foto e com a ajuda do Thiago, consigo ir ao cume da rocha redonda e depois um a um foram brincar de escalar o monumento rochoso e aproveitando a parada, nos detemos mais um pouco para comer alguma coisa e descansar numa sombra. Quando retomamos a pernada , nossa direção que era sudeste , virou drasticamente para o sul, mas 300 m depois vai dar uma guinada e seguir para o leste, ainda continuando em campo aberto, com montanhas e paredões nos acompanhando pelo lado esquerdo do vale , mas depois de queimar o couro em campo aberto, voltamos para mata e caminhamos por uns 500 metros de sombra até voltarmos novamente para o sol e mais 500 metros darmos de cara com um rio que veio para salvar nossa pele e nossa garganta já seca. Aquele era mais um rio bucólico dessas serras, água cristalina onde alguns resolveram se jogar e se refrescar de vez, enquanto outros resolveram usar o tempo para tirar as botas e apenas refrescar os pés. Do outro lado do rio, um rancho de madeira bem construído faz inveja a quem gostaria de largar tudo e passar uma boa temporada longe da civilização e nossa trilha começa por atravessar o próprio rio, contornar a casinha de madeira e ganhar novamente a descida entre grandes rochas e caminho desimpedido, hora ou outra tendo de correr de alguma vaquinha mais perigosa. A caminhada segue, mas agora estamos bem próximo do fundo do vale com o Rio do Ouro emoldurando a paisagem e menos de uma hora de caminhada já estamos novamente atravessando mais um capão de mata e passando encima de outro afluente, mais uma pausa para m gole de água e um refresco. O dia vai passando e a gente enfurnado dentro daquele vale sem ver uma viva alma além de nós mesmo. Uma meia hora depois, desde o último riacho, nos enfiamos mais uma vez dentro da floresta e sem aviso prévio, somos apresentados a tal TOCA DO OURO que nomeia esse vale incrível. Antes da Travessia, ainda nas conversas de organização, eu perguntava para o Alan sobre que raios de toca seria essa que dava nome ao vale e ele sempre desconversava, então a chegada a esse marco natural acabou por se tornar uma surpresa muito agradável para mim, achei um cenário bem marcante e bem interessante, mais um lugar para um bivac em caso de emergência, aliás, atravessar esse vale é muito possível sem ter que carregar uma barraca, apenas usando os abrigos naturais como moradia provisória . Mais 2 km vagando por campos aberto nos leva até um outro bonito rancho, vazio por sinas, aí o contornamos pela esquerda, passamos a descer bruscamente até passarmos embaixo de uma grande rocha e mais uma vez adentrarmos floresta à dentro, onde outro grande córrego nos convida para um banho mais demorado. A tarde já se anuncia e o calor vai batendo seus recordes nesse inverno e nossa energia já não é mais a mesma, muito porque estamos caminhando desde as nove da manhã e o terreno parece não querer perder altitude. Ao longe vemos Paratí e seu aeroporto e sua linda baia, mas a sensação é que o mar foge da gente. Abandonamos o riacho pelo lado errado, mas logo descobrimos que era hora de cruzar o Rio do Ouro para seu lado esquerdo e quando fizemos isso, tivemos que engolir uma subida que não esperávamos ter que enfrentar. Nesses próximos 500 metros vamos torar ao sol e depois ganhar novamente a sombra por mais 1 km e saindo novamente no aberto, vamos nos deslumbrar com um MIRANTE SENSACIONAL, onde é impossível desgrudar os olhos do mar e mesmo tendo que aguentar as altas temperaturas, nos sentamos ali naquela colina e ali ficamos grudados e hipnotizados com a paisagem. Ao longe a visão da Igrejinha da Penha já nos alegra a alma por sabermos que não está muito longe nosso destino, então adiantamos o passo, cruzamos por um vale bonito onde um desmoronamento nos surpreende pelo tamanho e agora sim, parece que estamos perdendo altitude considerável, ziguezagueando floresta à dentro até o fundo de outro vale de onde uma CACHOEIRA despenca e somos obrigados a parar para mais um banho. ( Thiago Silva) Engraçado que quando estudei esse roteiro, jurava que quase todo o vale era servido por uma estradinha, ainda mais por avistar diversos ranchos ao longo do caminho, mas vejam só, são quase 20 km de trilhas perdidas no meio de um vale selvagem e é incrível que esse lugar ainda não tenha sido descoberto pelos caminhantes do Brasil, sinal que esse nicho ainda continua a palmilhar pelos mesmos caminhos de sempre e a exclusividade desse roteiro nos deixa ainda mais satisfeitos. Mas chega uma hora que é preciso dar fim a caminhada, então por mais 2 km apertamos o passo, agora despencando freneticamente até que sem percebermos, caímos bem nos encontros do Rio do Ouro com o Rio do Sertão, numa pontinha que cruza um fim de estrada, um rio lindo demais e é à beira desse Rio que nos cumprimentamos, chegamos ao fim de mais uma jornada, mais uma empreitada bem-sucedida pela Serra do Mar Paulista e desta vez o final glorioso acabou no Rio de Janeiro, Paratí está sob nossos pés. Aproveitamos o Rio do Sertão, que logo mais à baixo vai se chamar Perequê-Açu e tomamos um belo de um banho para lavar a lama e a alma, trocamos de roupa e ganhamos a estrada até estacionarmos numa lanchonete mais à frente, para tentarmos retornar aos nossos veículos, estacionados ainda lá no início da fazenda de onde havíamos partido 2 dias atrás. Na lanchonete rural, conseguimos o contato de um carro que mediante um pagamento, nos ofereceu para resgatar os veículos. Então decidimos que os motoristas (Alan e Luciano) subiriam, enquanto nós esperaríamos eles voltarem, mas o Mauricio e o Potenza, na ânsia de experimentar o tal leitinho do Jambú lá na fazenda do seu Lourival, fizeram questão de ir fazer peso no carro do resgate. Foram e voltaram só depois de umas 2 horas e sem muita pressa, cada carro tomou seu destino e fomos chegar de volta a capital Paulista beirando as duas da manhã, o que obrigou parte do grupo a dormir como mendigo esticado num canto qualquer da Estação Tatuapé do metrô até que um novo dia nascesse e nos mostrasse a cara cinzenta de uma segunda feira de trabalho. Levou quase uma década para que puséssemos os pés nessas montanhas lendárias e eu acho que jamais sossegaríamos até nos vermos no tão sonhado CUME DA SERRA DO MAR PAULISTA. Esse era um MARCO GEOGRÁFICO que buscávamos e mesmo que essa montanha seja subida por alguns nativos oriundos das bordas dos Campos de Cunha, coube a nós a honra de desvendar esse mistério ou ao menos revela-lo ao MUNDO DA AVENTURA. Eu tive o prazer de me perder nos mapas e cartas topográficas, buscar referencias e divisas, vasculhar o submundo da internet atrás de informações que comprovasse nossa tese de que aquelas montanhas estariam no topo do nosso litoral, mas toda a glória dessa “expedição” deve cair nas costas do Thiago e do Flórido, que foram os exploradores que botaram a cara e nos lideraram até esses cumes. O resultado final dessa “EXPEDIÇÃO GEOGRÁFICA” foi a confirmação de que o ALTO GRANDE reina absoluto sobre Ubatuba e todos os picos do litoral de São Paulo e mesmo que seus 1662 metros de altitude careça um dia de uma medição mais precisa, com equipamentos de ponta, sua magnitude quanto a geografia será “inderrubável”. Já a PEDRA DO ESPELHO não precisa de glamour altimétrico porque a seu favor conta o deslumbramento, o fascínio e a soberba visão do Litoral Norte Paulista e dos mares Fluminenses e mesmo figurando entre os três maiores cumes do litoral, seus 1504 metros não fica devendo nada a nenhuma outra montanha. Divanei Goes de Paula- setembro/2019
  5. Esse relato é dividido em duas partes: A primeira foram mais de 900 kms (da página 1 até a 6), trechos de picos, travessias e alguns trechos no entorno de cidades; A segunda parte, mais de 300kms, só teve uma travessia e muitos picos, começa na página n° 7. Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos, comidas deliciosas, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas. Algumas fotos Subida ao pico dos Marins - SP Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg Vista desde o pico da Lapinha Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg A incrível JANELA DO CÉU flora exuberante Cachoeira do Tabuleiro - Mg Pico da Bandeira - ES Pedra do Altar - Mg
  6. Boa tarde amigos, Gostaria de convidar a todos para uma aventura espetacular!!! Uma trilha + expedição fotográfica, que irá unir montanha e litoral, praia e cachoeira, em um cenário surreal!!! Iremos unir um pernoite na Pedra da Macela com uma trilha de 2 dias pelo litoral de Paraty, saindo de Laranjeiras até a praia de Ponta Negra, onde faremos um bate-volta até a cachoeira do Saco Bravo. Programação: 27/09/19: Trilha da Pedra da Macela, para pernoite no cume da pedra, onde teremos a oportunidade de fazer uma sessão de Astrofotografia, aproveitando a noite de lua nova. 28/09/19: Acordar cedo para vislumbrar o nascer do Sol do alto da Pedra da Macela, e após o café da manhã descer a trilha e seguir para Laranjeiras, onde daremos início a trilha para a praia de Ponta Negra. 29/09/19: Bate-volta para a cachoeira do Saco Bravo, saindo da praia de Ponta Negra. Retorno de barco para Laranjeiras. E aí, quem topa essa aventura??? OBS 1: Não haverá nenhuma cobrança para realização da trilha, apenas divisão dos gastos comuns (combustível, estacionamentos, barco) OBS 2: Ponto de encontro e horário a combinar. Sairei de SP na quinta, para aproveitar a região de Cunha, e no domingo seguirei para o RJ.
  7. Desfrutamos três dias incompletos em Fernando de Noronha, no mês de março de 2019, onde aproveitamos otimizar o maior tempo possível, para passearmos na ilha. Compartilho este pequeno guia com algumas dicas interessantes para auxiliar os visitantes interessados em curtir esse maravilhoso arquipélago. Fernando de Noronha (PE) Fernando de Noronha pertence ao estado de Pernambuco e está a 345 km de Natal (RN) e a 545 km de Recife (PE). Surgiu há aproximadamente 12 milhões de anos, através de uma série de erupções vulcânicas. O arquipélago é formado por 21 ilhas ou ilhotas, com área total de 26 km². A ilha principal, a única habitada, possui 17 km² e a segunda menor BR do Brasil, com apenas 7 km de extensão. Patrimônio Mundial Natural declarado pela UNESCO, Noronha é um santuário ecológico que abriga centenas de espécies de fauna e flora protegidas sob o Parque Nacional Marinho, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que regula sua visitação, projetos de educação ambiental e pesquisas científicas. São 16 praias paradisíacas, onde golfinhos, tartarugas marinhas, tubarões, raias e cardumes de peixes coloridos são encontrados com frequência. Além delas, as construções históricas, fortalezas e mirantes completam o cenário ideal para quem gosta de caminhar, fotografar, mergulhar, surfar, ou, simplesmente relaxar ao som das ondas do mar. 1º Dia 12:00h – Chegada a Fernando de Noronha, PE – Aeroporto - Desembarque; 12:05h – Controle migratório – (Aeroporto, Fernando de Noronha – PE) Entrega do formulário de controle migratório assinado, apresentado a guia de identificação e o comprovante de pagamento taxa de preservação ambiental. → CUSTO: R$ 147,04 (2 dias de permanência, valor individual http://www.noronha.pe.gov.br) 12:20h – Check-in na Pousada Michelle – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) → CUSTO: R$ 836,20 (2 noites para 2 pessoas) 12:40 – ALMOÇO - Farmácia e Restaurante Tempero da Mãezinha - (Rua São Miguel, Fernando de Noronha - PE) → Comida caseira variada estilo self service a quilo, ambiente externo e local com no qual abriga farmácia, restaurante e loja de souvenir. 14:00h – Centro de Visitantes do ICMBio – (Alameda do Boldró, s/n Fernando de Noronha - PE, 53990-000) Trocado o voucher pelo cartão de acesso ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, local próximo ao projeto Tamar de Fernando de Noronha com o funcionamento de 08 h às 22 h. → CUSTO: R$ 106,00 – (valor individual, ingresso válido para até 10 dias https://tickets.parnanoronha.com.br/) 14:30h – Passeio na Praia do Sancho – (Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Localizada a 2,5 km do centro, tem águas cristalinas perfeitas para mergulho e lindas falésias. É considerada uma atração cinco estrelas pelo Guia Quatro Rodas e foi eleita a melhor praia do mundo pelos leitores do TripAdvisor. 15:30h – Morro dos Dois Irmãos – (PIC Sancho, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Morro Dois Irmãos é uma formação rochosa que emerge do fundo do Oceano Atlântico, na Praia da Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha, Pernambuco. Recebe esse nome devido característica peculiar de estarem lado a lado e possuírem praticamente mesmas formas estruturais. 16:30h – Retorno à Pousada Michelle – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 17:00h – Deslocamento para o centrinho da vila dos remédios. 17:15h – Palácio de São Miguel – (Vila dos Remédios, Fernando de Noronha – PE) → Constituía-se num casarão colonial erguido no centro da praça de armas da Vila dos Remédios, acedido por uma grande escadaria. É a sede da administração do arquipélago de Fernando de Noronha. 17:30h – Ruínas do antigo Presídio – (Vila dos Remédios, Fernando de Noronha – PE) → As ruínas do edifício em que pernoitavam os sentenciados de mau comportamento. Constava de dois salões laterais, voltados para um pátio central, onde eram dispostas barras de madeira para dormida. Celas, vestíbulo, cozinha e cacimba, também compunham o conjunto. Infelizmente mal conservadas e é um passeio de aproveitamento para quem vai a praia do cachorro. 17:45h – Igreja Nossa Senhora dos Remédios – (Vila dos Remédios, Fernando de Noronha – PE) → O templo foi iniciado em 1737, mas apenas foi concluído em 1772, data que ostenta em sua fachada, sendo-lhe acrescidos os ornamentos e paramentos a partir de então, processo que estaria concluído em 1784. 18:30h – Retorno à Pousada Michelle – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 19:30h – Projeto TAMAR Fernando de Noronha – (Alameda do Boldró, sem número, Fernando de Noronha– PE) → É uma ótima opção de passeio na noite noronhense. Todas as noites eles têm apresentações, ou palestras sobre a vida marinha e sobre a conscientização da flora marinha, com capacidade para 90 pessoas. A palestra desta noite foi sobre o Projeto Tamar e As Tartarugas Marinhas. 21:00h - JANTAR - Farmácia e Restaurante Tempero da Mãezinha - (Rua São Miguel, Fernando de Noronha - PE) → Comida caseira variada estilo self service a quilo, ambiente externo e local com no qual abriga farmácia, restaurante e loja de souvenir. – Retorno a Pousada Michelle (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 2º Dia 07:30h – CAFÉ DA MANHÃ na Pousada Michele – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 08:30h – Nortax - Telefone: (81) 3619-1314 → Deslocamento até a Praia do Porto de Santo Antônio para o mergulho do Bodão. 09:00h – Mergulho de Batismo com a Mar de Noronha "do Bodão" – (Praia do Porto de Santo Antônio, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Mergulho de Batismo na praia do Porto em Fernando de Noronha, o ponto de mergulho foi o Navio do Porto, com uma profundidade de oito metros, o navio naufragado é o grego Eleani Stathatos, que levava equipamentos ferroviários e carvão para a Argentina, mas encalhou no porto em 1929 e o naufrágio completo ocorreu em 1946. Neste mergulho fomos nadando desde a praia e retornamos nadando para a praia, ideal para inexperientes. Fonte: DVD com as fotos do mergulho - Underwater Feelings No início do passeio ocorrem, o preenchimento da ficha de cadastro, com informações médicas e assinatura do termo. Montagem dos Equipamentos: Neoprene, lastro (cinto com pesos que impede o mergulhador suba à superfície) e o colete com o cilindro, nadadeiras e máscara. Em seguida entra-se na água caminhando e depois mergulhando na parte próxima, para que o mergulhador acostume-se com a água e a flutuabilidade aos poucos. Fonte: DVD com as fotos do mergulho - Underwater Feelings Ao cair na água, o instrutor ensina alguns sinais para que seja possível a comunicação embaixo d’água. Por exemplo, para subir, descer, indicar de está tudo bem, qual animal está passando, como também controlar a pressão no ouvido. Treino da respiração, como o nariz está tampado pela máscara, deve-se soltar e puxar o ar pela cavidade bucal. É preciso respirar de maneira devagar e só puxar o ar quando o pulmão estiver completamente vazio. Fonte: DVD com as fotos do mergulho - Underwater Feelings → CUSTO: -R$ 270,00 Mergulho de Batismo do Bodão (valor individual); -R$ 150,00 Fotos do Mergulho, feito pela Underwater Feelings fotógrafa Roberta Viegas (opcional, valor individual com desconto por ser um DVD por dupla. O valor individual sem desconto são R$ 200,00). – Retorno a Pousada Michelle (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 11:00h – Passeio na Praia do Sueste – (Mar de Fora, Fernando de Noronha – PE) → Sueste é uma das melhores praias para observar a vida marinha em Fernando de Noronha porque é um local de alimentação de tartarugas e tubarões. A prática de snorkeling na área da praia é maravilhosa porque com um pouco de sorte você poderá admirar corais, peixes de diferentes espécies, tubarões, tartarugas, polvos e lagostas. Essa praia costuma ter ondas fracas mesmo quando em outras praias as ondas estão fortes porque ela é como uma baía, protegida por pedras. Há um trecho em que não é permitido nadar para preservar a vida marinha. ALMOÇO - Farmácia e Restaurante Tempero da Mãezinha - (Rua São Miguel, Fernando de Noronha - PE) → Comida caseira variada estilo self service a quilo, ambiente externo e local com no qual abriga farmácia, restaurante e loja de souvenir. 15:00h – Trilha Baia dos Golfinhos – (PIC Sancho, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) Retornamos a Praia do Sancho para realização da trilha da Baia dos Golfinhos até a Praia do Sancho. → O Mirante da Baia dos Golfinhos, fica em uma falésia de 70 metros de altura. 19:00h – JANTAR Burgueria Noronha - (BR-363, Fernando de Noronha - PE, 53990-000) → Hamburgueria artesanal com porções grandes, com bom custo x benefício e rápido atendimento. – Retorno a Pousada Michelle (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 3º Dia 07:00h – CAFÉ DA MANHÃ na Pousada Michele – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 07:30h – Nortax - Telefone: (81) 3619-1314 → Utilizamos um táxi buggy para ir na praia do Leão. 08:00h – Passeio na Praia do Leão – (Mar de Fora, Fernando de Noronha – PE) → A Praia do Leão é a principal praia de desova de tartarugas da ilha, sem infraestrutura, sendo uma praia isolada e ideal para quem busca pouco contato humano. Quem visita o local pode observar a Ilha do Leão, que recebeu esse nome porque há uma fenda na pedra que faz um som similar a um rugido de leão, e a Ilha da Viuvinha. No alto, alguns canhões com meio corpo enterrado. São vestígios do antigo Forte do Bom Jesus do Leão, construído com fins militares, mas desativado há algum tempo. Em um canto da praia formam-se piscinas naturais cristalinas com vários peixes e, ocasionalmente, até tubarões acabam presos ali. O mar nessa praia é muito azul, mas pode ser bastante traiçoeiro. A pedra do meio é conhecida como Morro da Viuvinha e tem um braço que leva até a areia, onde as ondas se chocam naquela linha. Repare que tanto na Pedra do Leão como no Morro da Viuvinha há uma diversidade de ninhos de pássaros e muitas aves voando ao redor delas. É nessa praia que biólogos do Projeto Tamar fazem a tartarugada e acompanham durante as madrugadas a desova das tartarugas. Essa é uma atividade muito legal para aqueles que gostam de animais. No geral, é bastante cansativo, mas ver de perto uma tartaruga num momento tão especial é uma oportunidade única. Também por causa das tartarugas, é proibido ficar na praia após às 18h, e sempre há um controle rígido para evitar qualquer acidente. 09:00h – Praia do Porto de Santo Antônio – (Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) Retornamos a praia do Porto de Santo Antônio para buscar o DVD com as fotos do mergulho, realizado no dia anterior. → É uma praia e baía naturais adornadas por barcos coloridos. As colinas verdejantes cercam essa linda baía com um quebra-mar de pedra para embarcações. Usa-se o porto como sua base para fazer passeios de barco e excursões de mergulho em torno das ilhas. 09:15h – Letreiro Turístico de Fernando de Noronha – (Praia do Porto de Santo Antônio, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Inaugurado em 2017, o painel no Porto de Santo Antônio segue o mesmo modelo implantado no Marco Zero, na capital pernambucana. 09:30h – Capela de São Pedro dos Pescadores – (Praia do Porto de Santo Antônio, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Com sua simples fachada branca e ambiente sereno, a Capela de São Pedro é um cenário muito procurado para casamentos, devido a sua elegância, importância religiosa e vistas espetaculares do oceano. Ela é composta de uma pequena estrutura branca e, do lado de fora, há uma grande cruz de madeira. Aprenda como ela é dedicada à santa padroeira dos pescadores, para lembrar a história da pesca na ilha. A capela tem pouco em termos de decoração e depende apenas da fé dos devotos locais. Dentre os poucos símbolos de extravagância estão os entalhes religiosos compostos com uma tartaruga e um caranguejo no portal de madeira marrom, posicionado sob um pequeno sino. Curiosidade, ao lado da capela de São Pedro dos Pescadores, há uma inusitada moradora: a gata Sardinha. Fonte: Instagram @gatasardinhanoronha A gata Sardinha tem mais de 11 anos de idade e pertence a família da jornalista Glória Moreira Lima. A gatinha chegou a família ainda filhote e é presença garantida aos visitantes que passeiam na capela. 09:45h – Museu do Tubarão – (Praia do Porto de Santo Antônio, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → Localizado perto do início da BR-363, com arcadas de tubarões expostas. No lado de fora do museu há monumentos de bronze para tirar fotografias, e um restaurante na varanda, solicitamos uma das antigas especialidade que era o bolinho de tubalhau, que é feito de carne de tubarão salgada e desfiada, porém a atendente tratou este pedido como ofensa, por nossa parte, no fim das contas ficamos sem experimentá-lo. 10:00h - Buraco da Raquel – (Praia do Porto de Santo Antônio, Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → A Raquel era uma menina que costumava se esconder no buraco, que fica na pedra, quando não queria ser encontrada pelo próprio pai, um militar. 11:00h – Praia da Conceição – (Mar de Dentro, Fernando de Noronha – PE) → A Praia da Conceição é uma típica praia familiar, tranquila até mesmo com espaço para vôlei de praia e uma excelente visualização da Morro do Pico. → Também há um ponto de apoio para o visitante, que é um quiosque particular, na qual permitiram gratuitamente a utilização da água para lavarmos os pés. 12:30h ALMOÇO - Farmácia e Restaurante Tempero da Mãezinha - (Rua São Miguel, Fernando de Noronha - PE) → Comida caseira variada estilo self service a quilo, ambiente externo e local com no qual abriga farmácia, restaurante e loja de souvenir. 13:30h – Retorno à Pousada Michelle – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 14:00h – Check-out na Pousada Michelle – (Rua das Amendoeiras, número 544, Fernando de Noronha – PE) 14:10h – Nortax - Telefone: (81) 3619-1314 → Deslocamento até o aeroporto. 15:35h – Voo de retorno. → CUSTO: R$ 572,21 Voo de ida saída de Natal pela GOL (valor individual); → CUSTO: R$ 496,47 Voo de retorno para Natal pela Azul (valor individual). Dicas de Ouro → 1ª Dica de ouro: Com o intuito de no desembarque ganhar tempo na fila do controle migratório, efetue com antecedência o pagamento da taxa de preservação ambiental através da internet (https://tpa.noronha.pe.gov.br), no qual o valor varia conforme os dias de permanência. → 2ª Dica de ouro: O visitante que passar apenas dois ou três dias na ilha de Fernando de Noronha, após a saída do aeroporto a sugestão é contratar um Táxi privativo, pois o transfer gratuito ofertado pelas pousadas na ilha de Fernando de Noronha demoram de 30 minutos a 1 hora para a saída do aeroporto, pois eles aguardam todos passageiros saírem do avião e passarem pelo controle migratório, não obstante o tempo de deslocamento até a hospedagem. Optamos pelo táxi, o custo total foi de R$ 25,00 trajeto do aeroporto até a pousada. → 3ª Dica de ouro: Leve diversas garrafas de água mineral, levamos na mala de mão 10 garrafas de 500 ml. → 4ª Dica de ouro (imperdível): Recomendo fazer o mergulho, foi uma experiência única, não se contempla Fernando de Noronha apenas com a parte terrena, mas sim também conhecendo o mar com a espetacular vida marinha. Ponto de atenção, o mergulho tem que ser feito em até 24 horas antes do voo, para não correr o risco de sofrer da doença de descompressão. Sugestões de passeios programados que não conseguimos contemplá-los Pôr do Sol no Mirante do Boldró → O Mirante do Boldró e Forte do Boldró são um dos ótimos lugares para terminar o dia em Noronha. Isso porque o pôr do sol dali é incrível, além da visão do Morro dos dois irmãoes. Do mirante você pode admirar o mar de águas cristalinas da ilha se encontrar com o sol, um espetáculo para ver, registrar na mente e com lentes fotográficas. O local fica junto ao Forte São Pedro do Boldró - que hoje em dia tem apenas ruínas. – Levar repelente, porque os mosquitos podem incomodar. Passeio guiado de Canoa Havaiana com a Noronha Canoe Clube "do Danilo" – (saída Praia do Porto de Santo Antônio) → Remada com a Canoa Maka Lauana, para 04 pessoas mais um instrutor, com 01 hora de duração; → CUSTO: R$ 180,00 (valor individual). Mapa turístico do arquipélago Fonte: parnanoronha.com.br
  8. Caminho da Fé – Pedra do Baú – Travessia da Serra Fina – Agulhas Negras e Prateleiras (PNI). Estou escrevendo este relato um ano depois que fiz esse passeio. Talvez eu esqueça alguma coisa. Eu estava precisando me desligar da vida que eu vinha levando. Estava precisando fazer o que eu mais gostava, caminhar bastante, travessias em trilhas, subir montanhas, me isolar do mundo “civilizado”. Tinha decidido que eu iria “largar tudo” e sair, sem saber até onde eu iria ou quando voltaria. Tinha uma grana guardada (cinco mil) e deveria ser suficiente para eu viver por pelo menos uns 3 meses. Falei com meu irmão que ele teria que se virar sozinho em nosso comércio. Falei com minha família que eu estava indo por não sei quanto tempo, mas que eu voltaria qualquer dia. Trabalhei até 31 de agosto, quase meia-noite. No dia 01 de setembro fui para um apartamento onde fiquei por 4 dias planejando lugares que queria conhecer, vendo preço de ônibus, tracklogs, etc. Na manhã de 4 de setembro parti para São Paulo e naquela noite para águas da Prata, onde minha jornada começaria. Como eu iria para vários lugares, diferentes um do outro, tive que levar muita coisa na mochila. Coisas que usaria em algum passeio, mas que seriam dispensáveis em outro. Ainda assim tentei levar o mínimo possível. Ítens que levei: - Mochila Osprey Kestrel 48 litros com Camel Back de 2 litros - Dois cantis de 900 ml. Um com caneca de alumínio. - Rede Amazon e tarp Amazon da Guepardo. - Saco de dormir Deuter 0º - 4 camisas dry fit - 2 blusas finas de fleece. - 2 calças quechua de secagem rápida - 6 cuecas - 3 pares de meia - 1 boné - 1 touca - 1 par de luvas (daquelas de pedreiro) - 1 par de sandálias Quechua - 1 par de botas La Sportiva - Kit Fogareiro + panela pequena - 2 isqueiros - 1 canivete - 1 colher plástica - 1 botija de gás Nautika pequena - GPS - Celular (para fotografias) - Caderneta e caneta - 1 Anorak - Corda e cordelete - Bolsa de nylon (para transportar a mochila no ônibus) Caminho da Fé. Águas da Prata até Aparecida. Caminho da Fé – 1º dia. 30Km 05-09-2018 Águas da Prata (SP) até Andradas (MG). Início 05:15 horas e chegada 12:55 horas Almoço : Pavilhão hamburgueria Jantar: bolachas e sanduba no hotel. Pernoite: Palace Hotel. Seguindo o conselho de um cara que desceu comigo e iria fazer o caminho de bike eu iniciei cedo para evitar o sol. Só que por esse motivo fui sem comida. Só comi uns pedacinhos de rapadura que ele me deu e uma banana que ganhei de um ciclista. Pelo longo tempo inativo, eu senti um pouco o peso dos 17Kg que estava levando na mochila. Caminho da Fé – 2º dia. 36 Km 06-09-2018. Andradas (MG) até Crisólia (MG). Partida às 08:00 horas e chegada às 17:40 horas. Almoço: salgadinho no Bar Constantino, comunidade da Barra. Jantar: miojo num banco ao lado da rede. Pernoite: rede Subidas cavernosas. Serra dos Lima, Barra, Taguá e Crisólia. Cheguei tarde, fui numa pousada carimbar a credencial e depois procurei duas árvores para esticar a rede, fazer o rango e dormir. Nesse dia não teve banho. Caminho da Fé – 3º dia. 38 Km 07-09-2018 Crisólia (MG) até Borda da Mata(MG). Partida às 07:30 e chegada às 18:00 horas. Almoço: pastel no Bar do Maurão em Inconfidentes Jantar: x-salada em lanchonete perto do hotel. Pernoite: Hotel Virgínia. Feriado da Independência. Fui acordado às 6 da manhã com queima de fogos e hinos. Passagem por Ouro Fino e Inconfidentes. Desfile cívico em todas as cidades. No hotel em borda da mata conheci um casal de cicloturistas que estava com um carro de apoio. Consegui que levassem um pouco das minhas coisas até Estiva. Foram 6 Kg a menos para carregar. Caminho da Fé – 4º dia. 17,5 Km. 08-09-2018. Borda da Mata(MG) até Tocos do Mogi (MG). Início às 08:00 horas e chegada às 12:40 horas. Almoço: um pouco de morangos colhidos no caminho. Jantar: Lanche na festa da padroeira. Pernoite: Pousada do Zé Dito. (muito boa e barata) Dia mais curto. A pousada ficava no calçadão principal, onde estava acontecendo a festa da padroeira. Estava difícil dormir. O jeito foi sair para a festa e tomar umas, apesar do frio que fazia de noite. Caminho da Fé – 5º dia. 21,5 Km 09-09-2018 Tocos do Mogi (MG) até Estiva (MG). Início às 09:00 horas e chegada às 14:20 horas. Almoço: moranguinhos (quase 1 Kg) e queijo fresco com caldo de cana. Jantar: Restaurante perto da pousada. Pernoite: Pousada Poka. Trecho muito bonito. Muitas plantações de morango. Muitos pássaros. Na pousada eu recuperei minhas coisas que haviam sido deixadas ali e já consegui ajeitar um novo transporte delas até Potim, já pertinho de Aparecida. Caminho da Fé – 6º dia. 20 Km 10-09-2018 Estiva (MG) até Consolação (MG). Partida às 07:30 e chegada às 12:45 horas. Almoço, jantar e pernoite: Pousada Casarão Destaques deste dia. Cervejinha gelada num bar onde um piá gordinho queria tirar uma selfie comigo. E também queria meu bastão de selfie de qualquer jeito. Também destaque para o canto da seriema, triste e ao mesmo tempo bonito, que se fez presente muitas vezes. Também tem a subida da serra do Caçador, cavernosa. Além disso, nesse trajeto é comum vermos carros de boi e também “canteiros”onde os agricultores esparramam o polvilho para secar. Caminho da Fé - 7ºdia. 22,5 Km 11-09-2018. Consolação (MG) até Paraisópolis (MG). Início às 07:00 e chegada às 12:30 horas. Almoço: Restaurante Sabor de Minas. Muito bom e barato. Comi pra danar. Janta: coxinha na praça. Pernoite: Hotel Central Foi um dia especialmente marcado pela presença dos pássaros ao longo do caminho, canários, sabiás, pássaros pretos, coleirinhas, gralhas, joões-de-barro, tucanos, maritacas. E aves maiores, como gaviões, seriemas e garças brancas. Também vale destacar a grande quantidade de flores, principalmente nos portões das casas dos sítios. Caminho da Fé – 8º dia. 28,5 Km. 12-09-2018 Paraisópolis (MG) até A pousada da Dona Inês, que fica 4 Km depois do distrito de Luminosa, município de Brazópolis. Início às 07:55 e chegada às 15:15 horas. Almoço: Salgadinho e coca numa mercearia em Brazópolis. Jantar e Pernoite: Pousada da Dona Inês. Foi o dia mais quente desde o início do caminho. Era meu aniversário de 52 anos e ficou marcado porque depois do jantar na Pousada, uma amiga de caminho, a Fabiana, puxou um parabéns a você, junto com as outras cerca de 20 pessoas que estavam ali. Fiquei bem emocionado. Caminho da Fé – 9º dia. 33 Km 13-09-2018 Pousada Dona Inês (Luminosa-MG) até Campos do Jordão (SP). Início às 05:45 e chegada às 18:45 horas. Almoço: Restaurante Araucária. Fica perto da placa que indica a entrada para a pousada da Dona Rose e da madeireira Marmelo. Comida muito boa. Jantar: Caldo de Mandioca com carne. NIX Caldos e lanches. Pernoite: Refúgio dos Peregrinos Na verdade, a quilometragem total desse dia foi de 51 Km porque no meio do caminho decidi que iria subir a Pedra do Baú. Isso me custou várias horas e me fez chegar em Campos do Jordão já de noite. Mas valeu muito a pena. O dia amanheceu lindo. Logo de cara a temida subida da Luminosa, mas que não é nada de tão difícil. Depois é asfalto até o fim do dia. A pousada Refúgio dos Peregrinos é bem diferente. Tem uma tabela de preços na parede. Você anota o que consumiu, faz as contas, paga e faz o troco. Tudo na base da confiança. Caminho da Fé - 10º dia. 52 Km 14-09-2018 Campos do Jordão(SP) até Pindamonhangaba(SP). Início às 06:00 horas e chegada às 17:45 horas. Almoço: Sanduíche em Piracuama. Jantar e pernoite: Pousada Chácara Dois Leões. Nesse dia todos os que estavam no refúgio dos peregrinos foram por Guaratinguetá, menos eu que fui por Pindamonhangaba. Descida pela linha do trem até próximo a Piracuama, com uma garoa fininha que de vez em quando virava um chuvisco. De tarde foi só asfalto e chuva. Cheguei na pousada já escurecendo. Foi o dia mais cansativo, pela quilometragem, pela chuva e principalmente pelo asfalto. Caminho da Fé - 11º dia. 24 Km. 15-09-2018. Pindamonhangaba(SP) até Aparecida(SP). Início às 09:00 horas e chegada às 15:15 horas. Almoço: Pesqueiro Potim. Comida muito boa. Comi feito um louco. Aqui eu recuperei o restante de minhas coisas que tinham vindo no carro de apoio de amigos. Pernoite: Hotel em Aparecida. Esse era o último dia no caminho. Um misto de ansiedade por chegar e de nostalgia antecipada das experiências vividas e das paisagens do caminho. A chegada na basílica é emocionante, não importa em que você acredita, ou se acredita em algo. Fica a saudade dos lugares. Dos amigos. Dos passarinhos. Fiquei em Aparecida até segunda-feira, quando fui ao correio e despachei para casa algumas lembrancinhas que tinha comprado e coisas que tinha levado e que vi que não ia usar. A calça jeans e a camisa de passeio. Umas cordas. Um dos fleeces e a bolsa de transporte. A Vida e o Caminho da Fé. Durante esse derradeiro dia de caminhada me veio à mente uma analogia entre a vida e o “caminho da fé”. O caminho da fé cada um começa de onde quiser, mas todos com o mesmo destino. No caminho o destino é a basílica de Aparecida, na vida a gente sabe o destino. No caminho as pessoas vão chegando, amizades vão sendo feitas. Uns mais lentos outros mais apressados. Uns madrugadores outros nem tanto. Uns alegres e comunicativos, outros mais quietos e introspectivos. Muitos de bike, passam pela gente voando, só dá tempo para um “bom dia”. Assim também é a vida e os amigos que vamos fazendo. Uns continuam por perto, outros se distanciam, mas continuam amigos No caminho não importa sua classe social, sua cor, opção sexual, grau de instrução ou idade. O destino é o mesmo para todos. Assim também é na vida. No caminho a jornada é longa, alguns dias são mais difíceis, parecendo que não vão terminar. Outros passam leves e agradáveis, a gente nem queria que terminassem. Igualzinho a nossa vida Temos que superar o cansaço, as bolhas, os pés inchados, joelhos e tornozelos doendo, a mochila pesada que nos deixa com os ombros marcados. Enfrentar as subidas, as descidas, os buracos, as pedras, a fome e a sede em alguns momentos. Por mais difíceis que sejam esses obstáculos, eles são superados. Ficam para trás. Igualzinho na vida. O caminho também nos oferece muitas coisas boas. Simples, mas inesquecíveis. Os pássaros cantando ao lado da estrada. A beleza e o perfume das flores. Os riachos que nos permitem um banho refrescante depois de uma subida cansativa. As conversas com os amigos. O pôr do sol por trás das montanhas. A janta e a cama quente que nos restabelecem para o dia seguinte. O nascer do sol de um novo dia, nos lembrando que sempre nos é dada uma nova chance de sermos felizes. Assim também acontece na nossa vida. Seja no caminho da fé, ou na vida, o destino a gente sabe qual é. O importante é deixar para trás o que para trás ficou. E aproveitar ao máximo a jornada. Pedra do Baú. Eu sempre gosto de planejar meus passeios, travessias. Mas sobre a Pedra do Baú eu não sabia nada. Só de ouvir falar, de ler alguma coisa de relance. Mesmo assim era uma coisa que eu tinha vontade de fazer algum dia, se desse certo. Era o dia 13-09-2018, meu nono dia no caminho da Fé. Era de manhã e eu caminhava pela rodovia, junto com um peregrino de nome Donizete, que eu conhecera na pousada da Dona Inez. Passamos por uma placa que indicava a entrada para o Parque Estadual da Pedra do Baú. Eu falei para ele: - Donizete, vai em frente que eu vou subir a Pedra do Baú. Ele disse: - Cara, isso vai demorar. Você só vai chegar em Campos do Jordão de noite. Isso se der tudo certo. Daí eu disse:- Tem que ser hoje. Não sei se vou ter outra chance. Quem sabe eu nunca mais passe por aqui. Me despedi dele e entrei na estradinha que levava ao parque. Escondi minha mochila e fui só de ataque, levando água, uma rapadura, uma paçoca, o GPS e o celular para tirar as fotografias. Depois de uns 4 Km cheguei onde começavam as trilhas e entrei na que indicava Pedra do Baú, face norte. Passei por uns caras que eram guias e estavam levando equipamentos de escalada. Depois de um tempo cheguei num local que tinha uma escada amarela grande, fixada na parede de pedra. Não pensei duas vezes. Subi aquela escada e depois continuei uma escalaminhada, com misto de escalada em alguns pontos, até que já estava bem alto e não tinha mais para onde subir. Estava pensando até em desistir e voltar embora, quando avistei uns caras no cume de um morro que eu julguei ser o Baú, mas acho que era o Bauzinho. Gritei para eles e eles responderam de volta. Perguntei como chegava na Pedra do Baú e eles me disseram para descer de novo e seguir mais em frente. Desci e estava chegando ao ponto em que tinha começado a subida quando vi eles vindo. Esperei por eles. Conversamos por um tempo e eles me deram as informações sobre como chegar até onde a subida começava realmente. Segui em frente pela trilha e pouco depois eu chegava na base da Pedra do Baú, onde um guia estava terminando os preparativos para iniciar a subida com um casal de clientes. Capacetes, corda, mosquetões, etc. Eu estava ali de bermuda, boné e botina. Eu vi aquela parede enorme e aquela sequência de grampos na pedra que eu não sabia onde terminaria. Pensei: - vou esperar ele começar a subida e assim pego uma carona. Se o negócio apertar eu peço arrego para ele. Foi quando ele virou pra mim e perguntou: - Vai subir? Falei que sim e ele disse:- Pode ir na frente então. A gente ainda vai demorar uns minutos. Eu pensei:- já era minha carona. Era uma parede de pedra quase vertical e muito exposta, que devia ter mais de 300 metros de altura. O jeito foi encher o peito de ar, mirar para cima e começar a subida. Subi meio que com medo no começo, mas também com muita confiança Parei algumas vezes no meio para tirar fotos. Passei por mais dois guias com clientes antes de chegar ao cume. Um deles foi bem legal e me deu umas dicas sobre o percurso que faltava. Muitos trechos com vento forte e eu pensava: - se eu parar agora eu travo. E ia em frente. Os últimos grampos, quando se está chegando no cume são especialmente complicados, porque você tem que abandonar a “segurança” que os grampos te dão para poder chegar no cume. Mas depois de uns 20 minutos de subida, lá estava eu no cume da Pedra do Baú. Foi um momento mágico. Bem mais do que eu esperava. O visual era incrível. Tirei foto de tudo que é jeito. Deitado sobre a beira do abismo, em pé, etc. Aqui vou abrir um parênteses. Apesar de estar no caminho da Fé, um caminho católico, onde se passa por muitas igrejas, as únicas vezes na vida que eu senti realmente uma presença muito forte, do que alguns podem chamar de Deus, foi quando estive no cume de alguma montanha ou embaixo de uma cachoeira. Nunca em uma igreja. Deixei de frequentá-las faz muito tempo. Me lembro de ter me encontrado com “Deus”, no cume do Alcobaça (2013), em Petrópolis. Embaixo da cachoeira do Tabuleiro, literalmente, em 2013 (e agora em 2019 de novo). Nos Portais de Hércules, Travessia Petro-Tere, em 2014. No cume do Pico Paraná em 2015 (não encontrei quando retornei em 2017). Na base das Torres e no Mirante Francês, no Parque Nacional Torres del Paine, em 2016. E agora, na Pedra do Baú. É uma sensação difícil de explicar. É como se você se sentisse realmente parte de um todo, de uma coisa muito maior. Se sentisse nada e tudo ao mesmo tempo. Uma paz muito grande torna conta da gente. E em todas essas vezes eu senti a presença do meu pai, já falecido. Restava agora a descida, que metia mais medo que a subida. Principalmente os primeiros grampos, onde tinha que se virar de costas para o abismo para alcançar os grampos. A Mesmo assim a descida foi rápida e durou cerca de 15 minutos. Cheguei na base e peguei o caminho de volta pela trilha. Pouco tempo depois quase pisei em uma jararaca de cerca de um metro de comprimento. Ela estava junto a uma pedra onde eu iria colocar meu pé. Ela se mexeu e eu a vi. Consegui dar um pulinho e evitei pisar nela. Foi por muito pouco. Segui rápido pela trilha e tempo depois eu já estava de volta à rodovia, rumo a Campos do Jordão. A Pedra do Baú foi muito gratificante. Mais do que eu esperava. Mais do que eu merecia. Serra Fina. Fiquei em Aparecida até na segunda-feira, 17-09-2018 e daí fui para Passa Quatro (MG), onde cheguei já escuro na rodoviária local. Peguei um ônibus circular e fui para o hostel Serra Fina, do Felipe, onde fiquei até na sexta-feira quando comecei a travessia. Choveu na terça, quarta e quinta, mas na sexta a previsão era de tempo limpo que duraria tempo mais que suficiente para a travessia e por isso decidi esperar e aproveitar para descansar e ler. Mesmo assim fui até a toca do lobo, pra passear e conhecer o Ingazeiro gigante. Também fui conhecer o centro da cidade. A região estava em alvoroço. Dois rapazes cariocas estavam perdidos em algum ponto da travessia e vários bombeiros, guias e montanhistas estavam à procura deles. Por sorte conseguiram um ponto onde tinha sinal de celular e conseguiram passar a localização e foram resgatados. Se bem que já estavam próximos de uma propriedade rural. Passa Quatro é uma cidadezinha linda e é um lugar onde eu moraria tranquilamente. O Hostel Serra Fina também é muito bom e o Felipe é um cara nota dez. Eu me senti em casa. Todas as travessias que eu faço eu vou sozinho. Não que não goste de pessoas. É que eu gosto de ir no meu rítmo. Gosto de ficar sozinho. Andar sozinho. Pensar na vida, etc. A intenção era fazer essa travessia também de modo solitário. Mas na quinta-feira de noite chegou ao hostel uma gaúcha baixinha, menor que eu até, que iria começar a travessia na sexta também, então decidimos começar juntos. A mochila dela era enorme e certamente tinha coisa que não precisava. Começamos o primeiro dia da travessia, 21-09-2018, uma sexta-feira, mais tarde do que eu queria. Saímos da toca do lobo já era meio-dia. Logo no começo da travessia, primeira subida, eu percebi que ela iria me atrasar, mas já que estávamos juntos, seguiríamos juntos. Foi quando ele me disse:- Vai na frente, você anda mais rápido. Eu disse que não, mas ela insistiu. Disse que ficaria bem. Eu então dei um até logo e disse que a reencontraria no Capim Amarelo..A subida é intensa e o ganho de altitude é rápido. Talvez pelo “treino” feito no Caminho da Fé eu não senti muito e passei por mais gente no caminho. Primeiro por 3 mineiros (que depois se tornariam grandes amigos) e depois por outros dois caras que pareciam ser militares. Cheguei ao cume do Capim Amarelo eram 15:15 horas. Praticamente 3 horas só de subida. Montei minha “barraca”, que era na verdade a minha rede estendida sob a lona que tinha sido disposta como se fosse uma barraca canadense. Fiz um rango e fiquei apreciando a paisagem. Como sabia da falta de água eu decidi que não levaria comida que precisasse de água no preparo, então comi basicamente tapioca de queijo, ou de nutella, ou de salaminho, paçoca, geléia de Mocotó e castanhas, durante toda a travessia. Os mineiros chegaram um pouco mais tarde e armaram suas tendas. Os militares chegaram quando já estava começando a escurecer. Eles não traziam barracas, dormiram de bivaque. Quando já estava quase escuro chegou um grupo que iria passar direto pelo Capim Amarelo e acampar no Maracanã. Perguntei pela gauchinha e me disseram que ela tinha montado acampamento em algum local no meio do caminho. Depois disso fiquei sabendo que ela desistiu e retornou para Passa Quatro. E que depois reiniciou a travessia na segunda-feira, tendo que ser resgatada de helicóptero no cume dos 3 Estados. E que depois disso voltou mais uma vez, acompanhada de um escoteiro, só que mais uma vez desistiram, abortando a travessia na Pedra da Mina, via Paiolinho. Estávamos a 2490 m de altitude e o pôr do sol e a noite foram lindos e gelados. Meu termômetro marcou a mínima de 3,5ºC. O dia 22-09-2018 era o segundo dia da travessia. A intenção era dormir no cume da Pedra da Mina. Depois do café da manhã, junto com os mineiros, desarmei e guardei toda a tralha e deixei o Capim Amarelo para trás às 10:20 horas. Logo no começo encontrei uma garrafa de uísque que tinha sido esquecida pelos militares. Voltei até onde os mineiros estavam e depois de bebermos uns goles eu retornei para a trilha, levando a garrafa para devolvê-la assim que encontrasse os rapazes. Não demorou muito para encontrá-los porque eles tinham pegado uma trilha errada logo na saída do Capim Amarelo. Depois de muito sobe e desce, mata fechada, bambuzal, escalaminhada, trepa pedra, cheguei na cachoeira vermelha e no ponto de abastecimento de água. Estava cedo e daria para pernoitar no cume. Foi o que fiz e cheguei ao cume eram 16:40 horas. Chegando ao cume estendi a minha lona fazendo um teto que ligava uma parede de pedras empilhadas até o chão Estendi ali embaixo o isolante e joguei o saco de dormir por cima. Essa noite não teria o mosquiteiro. Deixei a rede guardada. Comi meu jantar, assinei o livro de cume e fui apreciar o fim da tarde, o pôr do sol e as estrelas aparecendo. A noite estava bem fria. Os 3 mineiros chegaram quando a noite já tinha caído. Ajudei eles a montarem as barracas e depois ficamos conversando até altas horas. Os militares chegaram ainda mais tarde e no dia seguinte abandonariam a travessia, descendo pelo Paioloinho. Essa noite teve como temperatura mínima 3,7º C, mas a sensação foi de que era uma noite muito mais fria que a anterior. Talvez pela exposição ao vento, o que não tinha acontecido pela proteção que o capim elefante fornecera na noite anterior. A noite foi linda, repleta de estrelas e prometia um amanhecer incrível, fato que aconteceu. O único porém foi a grande quantidade de pessoas que estavam na Mina, quase todos fazendo bate-volta, o que trouxe muito barulho até algumas horas da noite. Apesar disso dormi muito bem e acordei bem disposto. A água até aqui não tinha sido problema. O dia 23-09-2018 era o terceiro dia da travessia e amanheceu espetacular, apesar de muito frio. Acordei antes do sol nascer e escolhi um bom lugar para apreciar o espetáculo. Depois disso o café da manhã (sem café) e desmontar acampamento. A surpresa foi quando levantei o saco de dormir e vi que uma aranha bem grande tinha vindo se aquecer embaixo dele. Peguei a bichinha com cuidado e a levei para perto de uma moitinha de capim. A travessia começou mesmo já eram 10:50 horas da manhã e daí para frente decidi caminhar junto com os 3 mineiros, afinal a gente combinava bastante. E assim saímos nós 4 da Pedra da Mina, eu , o Vinícius (Vini), o Daniel (boy) e o Nelson (Bozó). E assim passamos pelo Vale do Ruah, onde abastecemos os cantis pela última vez, com água que deveria ser suficiente até as 16 horas do dia seguinte. Daí foi uma grande sequência de morros até chegarmos ao Pico dos Três Estados às 17:20 horas. Mais uma vez montei a lona no estilo canadense, dispus a rede com mosquiteiro dentro e esparramei minhas coisas. De noite nos reunimos junto ao triângulo de ferro que representa a divisa dos 3 estados para a janta. Os caras já tinham pouca água. Eu ainda tinha meus dois cantis cheios e mais um bom tanto no camelback. Dessa maneira cedi um cantil para que eles fizessem a janta e bebessem o que sobrasse. Essa noite foi a mais fria, com o termômetro marcando 2,7º C, mas o capim elefante nos protegeu bem dos ventos e deu para dormir muito bem. No dia seguinte pela manhã, o Bozó sugeriu que fizéssemos café. Lá se foram mais 500 ml de água. Mas foi muito bom aquele cafezinho e aquela vista que se tinha lá de cima. De lá dava para ver Prateleiras e Agulhas Negras, minha próxima empreitada. Era o dia 24-09-2018, nosso quarto e último dia de travessia. Deixamos o 3 Estados às 09:40 da manhã. Esse foi um dia bem sofrido. Uma sequência de morros. Sobe e desce. Muitos trechos de mata, e bambuzal. Mas o principal obstáculo era a falta de água. Minha água era para dar tranquilamente, mas depois da janta, café e dividir com os amigos, eu tinha deixado o 3 Estados somente com a água que restava no camelback, que era pouco mais de meio litro. Fomos racionando, mas quando chegamos no Alto dos Ivos, todos bebemos o que nos restava de água. Foram mais 3 horas até encontrarmos água de novo. A falta de água aliada ao esforço físico fez com que o Vini começasse a passar mal. Mesmo assim tocamos em frente.Chegamos inclusive a beber água acumulada nas bromélias. Eu e o Bozó, que estávamos melhor, seguimos mais rápido enquanto Daniel ficou para trás acompanhando o Vini. Chegamos ao ponto de água e enchemos os cantis e o Bozó voltou correndo para encontrá-los e matar a sede dos amigos. Já eram 16:50 horas quando chegamos na rodovia BR-354, onde o resgate que eles tinham combinado estava esperando. A Patrícia, que era a dona da caminhonete de resgate me deu uma carona até Itamonte, onde seria meu pernoite. Por coincidência, a Patrícia era o resgate dos rapazes que estavam perdidos quando cheguei em Passa Quatro. Como eles não chegaram no ponto de resgate no dia combinado, ela entrou em contato com os bombeiros e com a família dos rapazes. Era o fim da travessia. Uma das mais puxadas e mais bonitas que já fiz. Foi também a última vez que vi os amigos Daniel e Vinícius. O Bozó eu encontrei de novo em Belo Horizonte agora em maio de 2019. Foi uma travessia que exigiu muito, mas que ofereceu muito mais em troca. Alvoradas e crepúsculos inesquecíveis. Paisagens sem igual, amizade, companheirismo. E que deixou uma vontade enorme de retornar e fazê-la novamente. Parque Nacional de Itatiaia. Agulhas Negras e Prateleiras. Desde que eu estava no hostel em Passa Quatro, eu já estava procurando um guia para o Parque Nacional de Itatiaia. Sabia que se tudo desse certo eu terminaria a travessia na segunda-feira 24-09 e na terça-feira 25-09 queria ir para o PNI, para subir o Agulhas Negras e o Prateleiras. Durante os telefonemas para casa, eu vi que teria que voltar logo. Dessa maneira, eu teria que fazer os dois cumes no mesmo dia. Entrei em contato com vários guias, mas ninguém queria fazer os dois cumes em um único dia. Uns disseram que não dava. Outros disseram que não era permitido. Até que encontrei um cara. Tudo isso pela internet e pelo tal de whats app, que eu nunca tinha usado antes disso. Deixamos mais ou menos combinado. Ele me cobraria 300 reais pela guiada. Eu sabia que o PNI exigia equipamentos para a subida aos cumes. Eu não tinha esses equipamentos. Após o PNI eu teria que voltar para casa, minha jornada terminaria ali, portanto não precisaria mais ficar regulando a grana. Durante a travessia da Serra Fina a gente ficou sem contato. No final da travessia, o resgate dos mineiros me deu uma carona. Eu tinha planejado ficar no Hostel Picus, ou no Yellow House, mas ambos estavam fechados. Dessa forma fui com eles até Itamonte, onde me deixaram e seguiram rumo a Passa Quatro. Saí procurando hotel ou pousada e acabei ficando no Hotel Thomaz. O Hotel era bom e tinha um restaurante onde eu jantei. Só que fica bem na rodovia e eu peguei um quarto de frente para a rodovia e o barulho dos caminhões e carros freando durante toda a noite incomodou um pouco e prejudicou o sono. Na manhã do dia 25-09-2018, terça-feira, acordei bem cedo, tomei banho, preparei as coisas que levaria para o Parque, entrei em contato com o guia e desci para tomar o café da manhã no Hotel. Por volta das 7 horas o guia chegava de carro para me pegar e seguirmos para o parque. Durante o caminho fomos conversando e falei pra ele sobre a travessia e sobre o caminho da fé e pedra do Baú, que tinha feito recentemente. Ele também é guia na travessia da Serra Fina. Chegamos ao parque fizemos os procedimentos de entrada, onde um guarda-parque alertou que caso não começássemos a subida do Prateleiras até as 14 horas, não deveríamos continuar. Desse modo, às 08:45 da manhã iniciamos nossa caminhada rumo a base do Agulhas Negras. Ele apertou o passo, acho que querendo me testar. Eu fui acompanhando de boa. Paramos num riozinho para abastecer a água e fazer um lanchinho, já próximo da base. A conversa ia progredindo e ele me falou que achava que eu era um cara que parecia estar preparado e que normalmente ele guiava por uma via conhecida como Via Normal ou Via Pontão, mas que se eu quisesse a gente poderia tentar uma via diferente, pra se divertir um pouco. Falei pra ele que ele é quem estava guiando e que por mim tudo bem. Dessa maneira subimos por uma via menos utilizada, que passa por dentro de uma espécie de chaminé que é conhecida como útero. Na verdade quando você emerge dessa “chaminé” é como se você estivesse nascendo. Não levamos capacete, nem cadeirinha, apenas uma corda e uma fita. Usamos a corda somente duas vezes, uma delas para rapelar e depois subir um lance de rocha que fica entre o falso cume e o cume verdadeiro onde fica o livro de cume. Atingimos o cume verdadeiro às 10:40 horas. Comemos, descansamos um pouco, apreciamos a paisagem, tiramos várias fotos e depois iniciamos a descida. Dessa vez por uma via diferente, a Via Bira. No início da descida um rapel de uns 40 metros por uma descida bem íngreme junto a uma fenda e uma parede. Bem legal. Foi uma descida bem bacana. Uma via bem mais interessante que a tradicional. Eram 12:40 quando chegamos de volta ao ponto onde tínhamos iniciado a caminhada. Fizemos um lanche rápido e às 13:00 horas partimos em direção ao Prateleiras. Desta vez sem mochila, sem corda, sem água. Só levamos uma fita de escalada, que foi usada uma única vez. Achei bem mais tenso que o Agulhas, apesar de mais rápido. Muita fenda, muito lance exposto, muito salto de uma pedra para outra com abismos logo embaixo. No ataque final, nos últimos 15 minutos, o cara me salvou por duas vezes. A primeira em um lance de escalada livre onde se tem que fazer uma força contrária. Como não tem "pega", a gente sobe com os pés numa face da fenda, empurrando a outra face para baixo. Complicado. Eu tava a abrindo o bico de cansaço aí ele me deu a mão e a puxada final. Depois disso, num paredão bem inclinado, tinha que começar a subir quase correndo agarrando na pedra para conseguir chegar ao fim. Faltando um meio metro para o fim dessa rampa minha bota começou a escorregar na pedra e eu fiquei sem força. Gritei ele e novamente me deu a mão ajudando a chegar. Muito tenso. Atingimos o cume às 13:50 e depois de alguns minutos começamos a descida. Paramos para comer uma bananinha e paçoca e descemos mais tranquilos. Às 14:58 estávamos de volta ao local onde tinha ficado o carro. Daí o cara olha pra mim e fala: - Agulhas e Prateleiras em 6 horas. Nada mal. E rachamos o bico de dar risada. Tinha acabado de subir dois cumes que sempre tinha sonhado. Agulhas Negras e Prateleiras. Os dois em cerca de 6 horas. Eu estava muito feliz. O visual de cima dessas montanhas é incrível. Mas a experiência da subida é demais. A adrenalina a mil. Saber que um escorregão e já era. Isso não tem preço que pague. Acabei ficando amigo do guia e ele me deu uma carona para Itanhandu no dia seguinte, onde pegaria o ônibus de volta pra minha terra. Dormi mais uma noite no mesmo hotel, dessa vez num quarto de fundos e o sono foi muito melhor. Desci para comer um sanduíche de pernil numa lanchonete próxima e bebi uma coca-cola de 1 litro. Depois de todo aquele esforço eu merecia. VID-20180925-WA0004.mp4 VID-20180928-WA0014.mp4 VID-20180928-WA0014.mp4 vidoutput.mp4 Na manhã da quarta-feira, 26-09, eu parti de volta para Maringá, com uma parada longa em São Paulo, de onde saí de noite e cheguei em casa na manhã de 27-09-2018. Decidi ir pra casa a pé. Pra caminhar um pouco. rsrsrs. Logo depois do almoço eu estava em casa e na manhã do dia seguinte tudo voltaria à mesma rotina de antes. Mas eu não era o mesmo cara que tinha saído 23 dias antes. Eu tinha caminhado mais de 420 Km. Tinha estado em 3 dos dez pontos mais altos do país. Tinha visto o sol nascer e se por proporcionando espetáculos inesquecíveis. Tinha conhecido gente da melhor qualidade, o povo bom e humilde do interior de Minas Gerais. Dá para aguentar essa rotina por mais um tempo, numa boa.
  9. A região do Complexo do Baú é uma das mais conhecidas de toda Serra da Mantiqueira, situada próximo a Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí. A região atrai milhares de turistas ao ano, que procuram desde o turismo convencional até ao turismo de aventura. O Complexo do Baú é uma grande formação de rochas de 360 m de altura, 540 m de comprimento, com encostas de até 180 m de altura. Ele é formando por três montanhas: a Pedra do Baú (1.950 m), A pedra do Bauzinho (1.760 m) e a pedra da Ana Chata (1.670 m). A Pedra do Baú no centro, ao lado esquerdo da foto, atrás do ramo de folha, o Bauzinho O trajeto até a pedra do Bauzinho pode ser realizada de carro e tem uma linda visão para a Pedra do Baú. Já o trajeto da Pedra do Baú e para a pedra da Ana Chata só por trilha, que podem levar de 03 a 06 horas dependendo do ritmo de cada um, a nota especial é que na Pedra do Baú você tem que encarar 600 grampos. (recomendado fazer com um guia e equipamentos de segurança). O desafio da Pedra do Baú é encarar a altura e os famosos grampos. Os grampos são totalmente seguros, instalados na pedra desde os anos 40. Muitas pessoas contratam guia com os devidos equipamentos de segurança, mas existe a possibilidade de você fazer por conta própria, não tem muito erro, é só você ir com calma, de grampo em grampo sempre mantendo 03 pontos de apoio fixo. São 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú - Como chegar Usando o Waze ou Google Maps coloque a localização Restaurante Pedra do Baú, de São Paulo dá em torno de 200 km. O local é bem estruturado, oferecendo estacionamento, banheiro, restaurante, hospedagem e dá acesso à trilha Pedra do Baú e da Ana Chata. A diária do estacionamento custa R$20,00 e o uso dos banheiros esta incluso nisso. A trilha tem em torno de 05 a 06 km, sendo 1,5 km de seu trajeto de subida, depois mais 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú, então as pernas acabam ficando doloridas no retorno. Para se ter uma ideia, fiquei mais cansado nessa do que na de 25 km que fiz pela região de Biritiba Mirim. Bauzinho ao fundo A trilha é bem demarcada, com totens indicando a distância que falta até o inicio dos grampos. Quando chegar ao inicio dos grampos, terá um responsável controlando o acesso, caso você não opte fazer a subida com algum guia, será necessário assinar um termo de responsabilidade. Nesse mesmo ponto você verá o acesso para a trilha da Ana Chata. A subida pela FACE SUL da Pedra do Baú esta INTERDITADO, houve um deslizamento de pedra que acabou arrancando 03 grampos, porém mesmo sem eles, as pessoas estavam se arriscando com cordas para pular a parte sem grampos, os responsáveis do parque acabaram tirando mais alguns grampos tanto no meio como no começo para que nem com corda fosse possível. Tudo isso foi feito pela sua segurança, a face Sul não é tão firme quanto a Face Norte. Logo evite. Visão da Serra da Mantiqueira Como o mesmo lugar para subir é a mesma via para descer e não cabem 02 pessoas no meu grampo, ai você pensa "e como faz com o congestionamento de pessoas?" Bem, o Parque disponibiliza 04 funcionários que ficam um no começo, dois no meio e um no fim, controlando o transito de pessoas, isso ajuda muito. A Pedra do Baú é muito bem cuidada, não há lixo na trilha, é bem demarcada, gostei muito de conhecer a região, os grampos são firmes e estão em um espaço muito confortável entre um e outro, assim não dificultando para quem tem a perna curta. O medo sempre ira surgir, mas qual seria a graça da vida se a gente não encarar nossos medos né? O que posso recomendar é pensar em um degrau por vez, devagar, sem pressa e sempre da forma mais segura possível, caso tenha muito medo ainda, é possível contratar guias locais que vão te acompanhar e irão fornecer os equipamentos de segurança. - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, época que dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. **** Aos amigos do blog que vão viajar e reservar sua hospedagem, peço para usarem minha caixa de pesquisa na página inicial do site, assim o Booking repassa uma parte da comissão para mim, ajudando eu a seguir com o trabalho aqui no blog, isso não gera nenhum custo adicional para você. Valeu =] **** Follow me
  10. RotaseTrips www.cenasperdidas.blogspot.com.br Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis na Região do Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Que compreendem atualmente 6 municípios: São Luiz Gonzaga, São Borja, São Nicolau, São Miguel, Entre-Ijuis e Santo Ângelo. Texto:wikipedia São Borja Imagem:Portal das Missões A cidade foi constituída sobre as estruturas da redução de São Francisco de Borja, especificamente onde está hoje a igreja e a Praça Matriz. Nesta última, estão as chamadas “pedra cupim”, utilizadas na redução. Blocos de pedra das ruínas também foram utilizados como material de construção durante as edificações de casarões. São Nicolau Imagem::Portal das Missões Foi fundada em 1626 e refundada em 1687. No sítio arqueológico, conjunto de ruínas remanescentes da redução, restam partes do piso original, do cabildo, da igreja, da adega e do sistema de esgoto. Há objetos encontrados nas escavações arqueológicas e informações sobre o local. São Luiz Gonzaga Imagem::Portal das Missões O município está localizado onde haviam duas reduções. Da primeira, que deu nome à cidade, não há mais vestígios. Mas da outra, São Lourenço Mártir, ainda há parte da igreja, do cemitério, do colégio e o espaço da quinta da antiga redução. Na portaria, existe uma exposição de objetos encontrados em escavações. São Miguel das Missões Imagem:www.cenasperdidas.blogspot.com.br As ruínas da redução de São Miguel Arcanjo são as mais conservadas e constituem o mais importante sítio arqueológico de sua natureza no Estado. Ele é reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Boa parte da catedral está preservada. A cruz missioneira e o sino seguem praticamente intactos. Entre-Ijuís Imagem::Portal das Missões O sítio arqueológico da redução de São João Batista abriga restos da estrutura do cemitério, da igreja e do colégio, além de estruturas complementares como olarias, barragem e estradas. Em todo o sítio podem ser observadas peças esculpidas em pedras grês. Placas contam a história a partir de cartas escritas pelos padres da época. Santo Ângelo Imagem:cenasperdidas.blogspot.com.br A atual Igreja Matriz da cidade foi construída em cima das ruínas da igreja anterior. Hoje, existem várias janelas cobertas, protegendo os fragmentos da redução, conhecidas como Museu a Céu Aberto, mas as antigas paredes e muralhas que compunham a missão se resumem ao que está no interior do Centro Histórico. Texto: http://www.jornalminuano.com.br/noticia/2019/03/22/turismo-regiao-das-missoes-os-sete-povos
  11. Olá, viajantes! Deixo aqui alguns relatos e dicas de uma viagem que fiz com minha esposa no início de 2018 para Cusco, incluindo o Valle Sagrado e Machu Picchu. O roteiro completo sai por pouco menos de R$ 1.000,00 por pessoa – não incluindo as passagens – sendo bem aproveitado. É possível talvez reduzir um pouco mais, optando por refeições mais econômicas, por exemplo. Porém, com a excelente culinária peruana, fica difícil não ceder às tentações, rs. Obs.1: Alguns valores podem estar desatualizados, porém servem como base; Obs.2: Não estão incluídos custos opcionais, como souvenires e afins; Obs.3: O relato ficou um pouco longo, mas procurei fazê-lo bem completo e detalhado. Espero que gostem! DIA 1 - CUSCO Gastos (por pessoa): Almoço: 30 Soles Jantar: 15 Soles Total: 45 Soles Fomos até Cusco de avião, partindo de Curitiba com escalas em Guarulhos e Lima, chegando lá pela manhã. Como levamos dinheiro em dólares, trocamos uma parte já numa agência de câmbio no aeroporto mesmo, e em seguida pegamos um táxi até o hotel. Os valores das corridas são negociados com o próprio taxista no momento do embarque. Ficamos hospedados no hotel Pachacuteq Inn, na avenida Pachacuteq, a 1,3 km do centro, 15 minutos de caminhada até a Plaza de Armas. As diárias giram em torno de R$ 100,00 para duas pessoas, com café da manhã (simples, mas suficiente), banheiros privativos (suítes), televisão e wi-fi. O atendente chamou um guia turístico, Heber, da agência Andean A.W.E., para nos dar informações sobre pacotes e afins. Atencioso, nos deu explicações bem completas sobre os passeios, locais turísticos, diferentes opções de pacotes, e fechamos um cronograma completo conforme nossa disponibilidade de tempo e dinheiro (detalhado mais adiante). Obs.: Durante a conversa experimentamos o famoso chá de coca, que ajuda a amenizar os efeitos da altitude (Cusco está a cerca de 3.400m). No hall do hotel, folhas de coca e água quente ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia. Ficamos com o primeiro dia livre, para nos aclimatarmos e darmos uma volta por Cusco. Sendo assim, saímos para uma caminhada e para almoçar. Aqui sentimos pela primeira vez os efeitos da altitude, nos deixando bastante ofegantes numa caminhada leve. Pelo menos sem dores de cabeça ou náuseas. Durante o passeio encontramos uma senhora com uma alpaca (parecida com a lhama), que nos persuadiu a tirar uma foto com ela por 5 Soles cada. Em seguida paramos para almoçar em um simpático restaurante, chamado Los Tomines, a cerca de uma quadra da Plaza de Armas. Os valores de todos os restaurantes que vimos giravam em torno de 30 Soles por prato, e neste que almoçamos este valor incluía uma entrada e sobremesa. Recebemos de cortesia de entrada uma bandeja de pãezinhos de alho, e duas taças pequenas do famoso coquetel Pisco Sour. A culinária peruana se caracteriza por ser bem condimentada, de sabores marcantes, e de fato não decepciona. Dica: carne de alpaca, um sabor excelente, semelhante a carne de boi. Após o almoço seguimos para a Plaza de Armas. Por aqui circulam diversos ambulantes – sempre oferecendo seus produtos e muito abertos a negociações, ou seja, pechinchar é fundamental! Ao redor da praça é possível encontrar diversas casas de câmbio, agências de turismo, e restaurantes. Aproveitamos para dar uma caminhada nas proximidades, conhecer as redondezas, e visitar algumas feiras de artesanato, com suas infinidades de produtos e cores. Final da tarde retornamos ao hotel – pela avenida El Sol, uma das principais – e depois saímos para jantar em um local próximo. Nossa opção foi uma pizzaria chamada Leños, que oferecia uma pizza média com uma jarra de suco ou chicha morada (bebida típica local, feita a base de milho) por 30 Soles, aproximadamente. Assim como no almoço, nos ofereceram pãezinhos de alho de entrada. Além disso, aqui e em diversos outros estabelecimentos, são oferecidas promoções de coquetéis. Dois pelo preço de um, cerca de 15 Soles, e, em alguns casos, quatro pelo preço de um. Uma ótima pedida para quem aprecia coquetéis. DIA 2 - CITY TOUR Gastos (por pessoa): City Tour: 30 Soles Entrada para Qoricancha: 15 Soles Boleto turístico: 130 Soles Jantar: 30 Soles Total: 205 Soles No dia seguinte, para o começo da tarde, estava programado o City Tour. Nos buscaram de van no hotel pontualmente, nos levando ao encontro de outros turistas e da Mariela, nossa bem humorada guia. Nosso ponto de partida foi o Convento de Santo Domingo, originalmente chamado de Qoricancha. grande templo com uma praça central, da época do império Inca e que foi saqueado durante a colonização espanhola. Diversas cerimônias eram realizadas no templo, que durante o império tinha suas paredes forradas de ouro, retirado pelos espanhóis. O que chama a atenção é a arquitetura do local, com as paredes construídas de pedras sobrepostas, encaixadas com perfeição. Após visitarmos o templo, seguimos caminhando por alguns minutos até o ônibus que nos levaria aos demais locais. Percorremos um trajeto de cerca de 15 minutos de ônibus até nossa segunda parada, Sacsayhuaman, a dois quilômetros ao norte de Cusco. Aqui compramos o boleto turístico, que da direito a entrada em praticamente todos os pontos turísticos (com exceção da Qoricancha e Salinas de Maras). Sacsayhuaman era uma fortaleza, hoje em ruínas, com propósitos militares para defender Cusco, na época capital do império Inca. O que mais impressiona são as dimensões gigantescas de algumas pedras ali utilizadas, pesando toneladas. Percorrendo os interiores da fortaleza chega-se a um mirante, com vista da cidade de Cusco. Em seguida fomos até as ruinas de Qenqo, a seis quilômetros de Cusco. Este local era dedicado ao rito e são de particular interesse seu anfiteatro de forma semi-circular e suas galerias subterrâneas. Além disso, há uma enorme pedra que na época era esculpida em formato de um puma sentado, animal símbolo da cultura inca. Nas galerias internas encontra-se um altar esculpido na rocha, extremamente fria, que por conta disso era utilizada em rituais de mumificação, uma vez que a baixa temperatura ajudava a preservar o corpo por mais tempo. Ao lado deste altar, como o local é escuro, era colocada uma placa de ouro que refletia a luz que entra por uma abertura superior, com o intuito de iluminar o recinto. Presume-se que Qenqo foi um dos santuários mais importantes da era inca. Nossa terceira parada foi a poucos minutos de Qenqo, nas ruinas de Puka Pukara, com suas enormes paredes, terraços e escadarias. Assim como Sacsayhuaman, este local tinha propósitos militares, principalmente no sistema defensivo de Cusco, e também era utilizado como quartel e hospedagem. Dali é possível ter uma bela vista dos vales e montanhas da região, um dos motivos de sua finalidade militar. Finalizando o roteiro deste dia chegamos a Tambomachay, local mais alto em que estivemos, a cerca de 3.800 metros de altitude. Da entrada até as ruínas é preciso caminhar um pequeno trecho, e aqui sentimos novamente o ar rarefeito. O nome vem do Quechua, idioma inca, que significa tambo = refúgio e machay = cavernas. O local possui diversas cavernas nas encostas dos morros, e era utilizado como refúgio para pastores e viajantes. Além disso, na parte edificada há uma fonte de água canalizada, cuja origem é desconhecida até hoje. Esta fonte é dividida em duas vertentes, e a vazão de ambos os lados foi calculado e constatado como idêntico, mais uma prova da engenhosidade dos incas. Cumprido o cronograma, já no final da tarde, foi hora de voltar para o ônibus e retornar para o centro de Cusco. No caminho fizemos mais uma parada em uma loja de tecidos na estrada, onde um senhor deu uma explicação detalhada sobre as diferenças entre lã sintética, de alpaca jovem, e de alpaca velha. Após a explicação, tivemos um tempo livre para conhecer o local e, caso desejasse, comprar os produtos. No trecho final para Cusco recebemos no ônibus a visita de uma jovem vendedora local, que trazia Sumaq Andino, uma bebida alcoólica a base de anis. Ela nos ofereceu uma prova e propôs um brinde, disponibilizando para venda a seguir. Segundo informações, o Sumaq é uma bebida com diversas propriedades medicinais, e pode ser consumido diariamente em pequenas doses. Chegando a Cusco, já de noite, fomos a um mercado de artesanatos próximo ao hotel, onde paramos para jantar, na mesma média de 30 soles por prato. Um delicioso ceviche, prato tradicional da culinária peruana, feito com peixe cru temperado com limão e outras especiarias, acompanhado de uma bela cerveja Cusqueña. Ao voltar para o hotel tivemos uma surpresa. Tínhamos agendado a ida para Machu Picchu para o dia seguinte, de van. Porém uma greve estava prevista, o que causaria bastante tumulto no trânsito. Heber, o guia da agência, estava nos aguardando para informar que iríamos antecipar nossa ida, e sairíamos dentro de 1 hora e meia aproximadamente. Sendo assim, arrumamos nossas coisas, e partimos em seguida. DIA 3 - AGUAS CALIENTES Custos (por pessoa): Pacote para Machu Picchu: 75 dólares Total: 75 dólares A opção que escolhemos para ir até Machu Picchu foi de van até a Hidrelétrica de Santa Teresa – uma viagem de 6 horas – e de lá percorrer uma trilha de 13 km até o vilarejo de Aguas Calientes, base para a visita a Machu Picchu. Escolhemos essa opção por se enquadrar melhor no nosso orçamento, já que a opção tradicional, de trem, sairia bem mais caro. Fechamos por 75 dólares por pessoa, incluindo o transporte de ida e volta até a hidrelétrica, um pernoite em Aguas Calientes, almoço e janta, e também a entrada para Machu Picchu com acompanhamento de um guia. Somente a passagem de trem já sai mais caro que isso. Além do fato de que caminhando podemos admirar e aproveitar muito melhor o trajeto! Vale lembrar que também é possível fazer essa opção por conta, ao invés de contratar com uma agência. Saímos de Cusco por volta da meia noite, percorrendo uma estrada bastante sinuosa madrugada adentro. Dica 1: se possível, é bom tomar um remédio para enjoo, pois a viagem é bem torturante para quem fica enjoado na estrada. Fizemos uma parada para lanche e banheiros na metade do caminho, e chegamos na hidrelétrica pouco depois do amanhecer. A partir daqui, mochila nas costas e pé na trilha. O caminho acompanha os trilhos do trem que vem desde Ollantaytambo até Aguas Calientes, margeando o rio Urubamba, contornando as belíssimas montanhas da região, incluindo o conjunto Machu Picchu e Huayna Picchu. Dica 2: Importante levar algo para comer e água, pois no trajeto existem fontes de água mas de qualidade duvidosa. Após cerca de 2 horas de caminhada, a trilha chega a uma bifurcação que, para um lado leva a Machu Picchu e para o outro a Aguas Calientes. Mais uns 30 minutos e o vilarejo começa a surgir entre as montanhas. Um lugar extremamente charmoso, onde não existe circulação de veículos, cortado por um afluente do rio Urubamba e rodeado por enormes paredões rochosos e montanhas. Ao chegar fomos até a Plaza de Armas encontrar com o guia que nos levou ao hotel, onde deixamos as mochilas e recuperamos as energias após a longa caminhada. Em seguida o guia foi nos encontrar no hotel para nos levar ao restaurante onde iríamos almoçar e jantar. Um local pequeno na margem do rio, acolhedor e com uma comida excelente. Como o pacote que fechamos incluía as refeições, arcamos apenas com as bebidas. Aproveitamos a tarde para descansar, já que não dormimos quase nada na viagem durante a noite, e depois fomos conhecer um pouco a cidade e tirar algumas fotos. Visitamos o mercado local, onde compramos algumas frutas e um lanche para o dia seguinte. No início da noite voltamos ao restaurante para jantar, depois passamos numa farmácia para comprar remédios para o enjoo (pois sabíamos o que a viagem de volta nos reservava), e fomos para o hotel. Dica: em vários pontos da cidade há máquinas de venda de medalhas colecionáveis de Machu Picchu, uma ótima recordação, por 5 soles. DIA 4 - MACHU PICCHU Custos (por pessoa): Ônibus Aguas Calientes/Machu Picchu: 15 dólares Jantar: 15 Soles Total: 15 dólares + 15 Soles Saímos do hotel antes do sol nascer, com todas nossas coisas pois não retornaríamos mais. Nos deram um lanche de café da manhã, e fomos para a fila de embarque dos ônibus que levam até Machu Picchu. Este ônibus é pago a parte, no valor de 15 dólares por pessoa, e vão e voltam o dia inteiro. Optamos por comprar o ticket apenas para subir, a descida resolveríamos depois. O trajeto leva cerca de 30 minutos, subindo a encosta da montanha. Ao chegar na bilheteria de Machu Picchu os primeiros raios de sol iluminavam o topo das montanhas, um grande alívio, já que no dia anterior uma chuva fina e persistente caiu em Aguas Calientes. Encontramos o nosso guia e, enquanto aguardávamos os portões abrirem, deixamos algumas coisas no guarda volumes, pelo valor de 5 soles, para aliviarmos o peso durante a visita. A estrutura conta também com banheiros na entrada. Dica: ficar atento aos seus pertences antes de entrar, pois é um local com muita gente, e um descuido pode custar caro. Ao entrar o guia nos ofereceu folhas de coca para mascarmos, para amenizar os efeitos da altitude. Subimos um caminho de pedras até o mirante, que revela todo o esplendor da cidade perdida dos incas, o primeiro contato com a cidadela. A cidade é cercada por muros, e a única porta de entrada fica próxima ao mirante, pela parte alta da cidadela. Esta parte corresponde a área nobre de Machu Picchu, onde se encontram o Templo do Sol e a residência real, além de diversas outras residências e locais usados como estábulos, oficinas, entre outros. Percorrendo a parte alta passamos pela pedreira, de onde eram retiradas as pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, e onde é possível observar algumas pedras inicialmente entalhadas. Um pouco adiante fica a Praça Sagrada, onde se localiza o Templo das 3 Janelas, o Templo Principal, onde eram realizadas cerimônias, e onde, curiosamente, uma enorme pedra que estava sendo transportada foi deixada. Seguindo o caminho, subimos por onde fica a Intihuatana, o calendário solar, uma pedra entalhada que foi relacionada com uma série de lugares considerados sagrados, a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanhas circundantes. Passando Intihuatana, descemos as escadas que levam até a Praça Central, uma enorme área de gramado que corta a cidade ao meio, dividindo a parte alta da parte baixa. Atravessando a praça entramos na área popular, e chegamos até a Rocha Sagrada, uma pedra de proporções imensas postada sobre um pedestal, que marca o extremo norte da cidade e é o ponto de partida para subir o Huayna Picchu. Dali percorremos a parte baixa, através de corredores entre diversas residências, passando por um mirante com uma vista espetacular do Cerro Putucusi e do vale do Urubamba, conhecendo os engenhosos canais de drenagem e irrigação da cidade, os espelhos d’água, e os impressionantes terraços agrícolas, responsáveis pelo cultivo de alimentos e também pela drenagem das chuvas, evitando a erosão da encosta da montanha. No final do percurso passamos por construções que eram utilizadas como armazéns, no extremo leste dos terraços, onde os telhados foram reconstruídos. Dica 1: Ao sair, há uma pequena bancada onde fica a disposição um carimbo de Machu Picchu para o passaporte. Curiosidade 1: As construções de Machu Picchu passam por manutenções constantes. As paredes são desmontadas para limpeza entre as pedras, e depois montadas novamente, exatamente da mesma maneira. Por conta disso, alguns setores podem estar fechados para acesso. Além disso, diversos funcionários se encarregam de raspar e tirar musgos que crescem nas pedras. Curiosidade 2: Os funcionários que trabalham na cidadela usam roupas com tons parecidos das pedras, para ficarem camuflados e chamarem o mínimo de atenção possível na paisagem. Ao sair pegamos novamente nossas coisas, carimbamos os passaportes, e decidimos descer a pé, tanto pela economia (30 dólares para os dois) quanto para conhecer a trilha de acesso à Machu Picchu. Consiste em uma escadaria de pedras entalhadas, com 1,7 km de extensão entre a mata nativa, que encontra os trilhos do trem no vale do Urubamba. No trajeto existem alguns pontos de descanso, um dos quais utilizamos para fazer um lanche. Após cerca de 1 hora de descida chegamos aos trilhos, onde retomamos os quase 13 km de trilha até a hidrelétrica. No trecho final existem áreas de camping e lanchonetes, onde é possível utilizar banheiros e comprar algo para comer ou beber. Chegando na hidrelétrica localizamos nossa van, tomamos nosso comprimido contra enjoo, e seguimos viagem para Cusco. Para quem quer fazer por conta própria, é possível contratar o retorno para Cusco ali mesmo. Chegamos em Cusco já de noite, e desembarcamos na Plaza de Armas, de onde fomos jantar (novamente a opção foi uma pizza) e depois ao hotel. DIA 5 - VALLE SAGRADO Custos (por pessoa): Pacote Valle Sagrado: 80 Soles Entrada para as Salinas de Maras: 10 Soles Total: 90 Soles O Último dia começou cedo. Novamente uma van foi nos buscar no hotel, pontualmente as 6:30 da manhã. Apanhamos outros passageiros, e então partimos para o Valle Sagrado. O pacote custou 80 soles por pessoa, incluindo almoço. Nossa primeira parada foi em Chinchero, uma cidadezinha a quase 3.800 metros de altitude e cerca de 30 km de Cusco, com suas ruas estreitas e uma praça, onde os espanhóis ergueram uma igreja sobre ruínas incas. A principal atividade econômica de Chinchero é a têxtil, e o nosso passeio incluía a visita a um casarão com um pátio onde são produzidos, expostos, e vendidos diversos tipos de tecidos, blusas, toucas, tapetes, e todo tipo de produto têxtil que se pode imaginar, dando ao local um colorido especial. Fomos brindados com uma excelente aula de uma jovem local – com um senso de humor apurado – sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção, que acontece todo de forma artesanal e sem produtos industriais. Desde o processo de tratamento da lã, tingimento – utilizando plantas e até insetos – até a confecção dos tecidos. Fomos servidos também com um chá de coca cortesia. Em seguida fomos até o vilarejo de Maras, onde o forte é o sal e chocolates. Paramos em um comércio ao lado da praça central, onde se pode adquirir o sal rosado dos Andes, flor de sal, sal medicinal, chocolates diversos, pedras, entre outras coisas. Pudemos também provar diferentes tipos de chocolate, incluindo chocolate com sal, um sabor peculiar mas muito gostoso. De lá partimos para as salinas, de onde são extraídos os famosos sais da região. Um complexo sistema de aproximadamente 3 mil piscinas, abastecidas pela água salgada que brota dos subterrâneos da montanha adjacente, com uma salinidade de 27%, bem mais alta do que a água do mar, que tem 17%. A extração é feita através da evaporação da água, resultando nas três camadas de sal: a primeira é a flor de sal, no meio o sal rosado, e embaixo o sal medicinal. Na entrada existem diversos produtos a venda, e uma estrutura com banheiros. Nossa próxima parada foi em Moray, um conjunto de terraços agrícolas esculpidos em uma depressão natural do terreno. O local era utilizado principalmente como um laboratório de plantios, devido a diferença de temperatura entre os níveis altos e os baixos. De lá é possível ter uma bela vista de alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Em seguida partimos rumo a Ollantaytambo, descendo a encosta das montanhas por estradas sinuosas por cerca de 30 minutos. Ollantaytambo é a única cidade do império Inca ainda habitada, e é de onde parte o trem para Aguas Calientes. A cidade, como o nome sugere (tambo), servia de refúgio para viajantes, e logo na entrada há uma feira de artesanatos. Entrando na cidade nos deparamos com um imenso sistema de terraços entre duas montanhas. Nas encostas das montanhas existem construções que eram utilizadas como armazéns, pois a temperatura no alto é mais baixa, preservando melhor os alimentos. Subimos o sistema de terraços, e do alto é possível ter uma bela vista da cidade. Partindo de Ollantaytambo rumamos para a cidade de Urubamba, onde fizemos uma parada para almoço no Inkas House, um excelente restaurante, com uma área externa, buffet livre com ótima comida, e musica andina ao vivo. Como estava incluído no pacote, arcamos apenas com as bebidas. O custo do almoço é cerca de 40 soles para quem paga a parte. Após o almoço fomos para nossa última visita, as ruínas de Pisac, cuja área é maior que Machu Picchu. A cidade de Pisac fica a 33 km de distância da cidade de Cusco e a aproximadamente 3.500 metros de altitude. Pesquisadores acreditam que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro cerimonial e residencial, que foi povoado desde o século X. Chama a atenção, do outro lado do rio, um paredão rochoso com inúmeros pequenos buracos, que constituem o maior cemitério inca conhecido. Os buracos eram as tumbas, e são cerca de 3 mil conhecidas. No retorno paramos no centro comercial de Pisac, onde visitamos uma loja de pratas e pedrarias. O trabalho em prata de Pisac é reconhecido por utilizar prata .950, ou seja, pureza de 95%. Como em outras ocasiões, tivemos outra excelente aula sobre a produção – também artesanal – dos produtos, com demonstrações e explicações dos processos, tipos de pedras utilizadas, lapidação, até o produto final. O local também oferece inúmeros produtos em prata e pedras diversas para venda. Por fim retornamos a Cusco de noite, até a Plaza de Armas, onde paramos para tomar um café em uma das charmosas sacadas que rodeiam a praça, nos despedindo das belezas e riquezas culturais e históricas do Peru. GASTOS DIÁRIOS (POR PESSOA): 355 Soles + 90 dólares = R$ 733,00 (aproximadamente, na cotação atual). HOSPEDAGEM (POR PESSOA): R$ 50,00 x 5 DIAS = R$ 250,00 TOTAL DE GASTOS*: R$ 983,00 *NÃO INCLUSO PASSAGENS Para quem teve paciência para ler até o final (rs) espero que tenham gostado! E que sirva de inspiração para seus próximos roteiros! E para quem tiver interesse, deixo também este mesmo guia/roteiro em versão PDF, com alguns detalhes a mais, além de mapas e fotos! (disponível logo abaixo) Abraços a todos, e boas viagens! "O que importa é a jornada, e não o destino". ebook.pdf
  12. e ai galera !!! então criei este topico , pra a galera poder dispoibilizar as fotinhas mais legais que cada um tem do nascer e do por do sol !! uma das coisa que a maioria da galera que faz aventuras na natureza é poder curtir essa maravilha que todos os dias DEUS nos proporciona !!! é isso galera vamo postar as fotonhas ai !! pode ser nas montanhas numa pedra num lago ou mesmo na praia !! e vamos colocar de onde foi tirada a foto !! abço bruno sjc
  13. Olá pessoal, tudo bem? Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo! Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados. Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos! Bora lá! MORRO DA PEDRA BRANCA Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando. O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi. Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou. Localização do Morro da Pedra Branca Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe. São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas! Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando. Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada! Caminho pela estrada! Era tudo névoa! Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter! Só mais essa linda, rs! A torre de telefonia perdida na névoa! A imensidão verde ainda tímida! Abrindo! Descortinando!! Vento e descabelo! Vista bem bonita! Meu mini trilheiro! Fotinha da vista! Parece mais perigoso do que era ok? rs Céu azul! Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha. Linha férrea estilosa! Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. FIM
  14. Procuro parceria para passar o FDS de 27/09 em São Bento do Sapucaí. - Saindo de carro de São Paulo na sexta - trilha até a Pedra do Baú - por do sol mirante do baú - trilha pedra do Bauzinho - hospedagem em camping com toda infraestrutura - volta para São Paulo domingo fim da tarde
  15. Boa tarde Rodrigo, tudo bem? Está podendo acampar no cume da Pedra da Macela? Sei que teve algumas mudanças.. e que alguns lugares seria proibido acampar ou algo assim. Não voltei lá depois das mudanças! Infelizmente tenho compromisso no fds que vocês vão.. se não eu animava fácil!
  16. A Trilha Transcarioca Inicialmente idealizada pelo diplomata Pedro Cunha e Menezes em seu livro “Todos os Passo de Um Sonho” (2000), a ideia da trilha Transcarioca foi a de implantar no Brasil um circuito de caminhos naturais de longo curso e sinalizado. Inspirado em casos de sucesso internacionais, como a Appalachian Trail (E.U.A), Huella Andina (Argentina), Hoerikwaggo Trail (África do Sul) e Te Araroa Trail ( Nova Zelândia), a ideia era criar um longo percurso de trilhas sinalizadas que interligasse as áreas de proteção natural do Município do Rio de Janeiro, estimulando deste modo a visitação à estes parques. Depois de alguns avanços e muitos retrocessos, a Trilha Transcarioca finalmente saiu do papel e foi implantada e inaugurada em fevereiro de 2017. Com 180 Km. de trilhas sinalizadas pelo trabalho de centenas de voluntários, o circuito atravessa grandes áreas de preservação ambiental do Rio de Janeiro, tais como: Parque Municipal de Grumari Parque Estadual da Pedra Branca (Maior Floresta Urbana do Mundo) Parque Nacional da Tijuca Parque Municipal da Catacumba Parque Natural Paisagem Carioca Monumento Natural do Pão de Açúcar Hoje o circuito é uma das grandes atrações e programas dos cariocas amantes de Hiking e Trekking. É ideal para quem mora numa grande cidade e não deseja realizar uma grande viagem para completar um grande circuito de trekking. Ele pode ser completado de uma só vez só ou aos poucos, como eu fiz, dando um intervalo de descanso de alguns dias entre um trecho e outro. Também pode ser feito no sentido Guaratiba – Urca ou no contrário. Os intrépidos excursionistas que completam o percurso no primeiro sentido são conhecidos como Guarurcas, enquanto os segundos atendem pelo apelido de Urcibas. Comecei minha empreitada logo depois da inauguração da supertrilha, e relato todos os detalhes desta aventura no meu blog Saga Transcarioca. Vou resumir aqui um pouquinho da aventura e todos seus principais atrativos. Percorri a trilha em 23 etapas, fazendo uma adaptação pessoal no roteiro recomendado pela organizadora do circuito, de modo que não deixasse de lado as badaladas Pedras da Gávea e Bonita. Já no primeiro dia da aventura, visitei uma das maiores atrações naturais do Rio: a famosa Pedra do Telégrafo, que passou a ser bem procurada depois que passaram a circular nas redes sociais fotos de aventureiros pendurados na ponta da pedra que se projeta sobre o abismo. Mas a sensação de perigo, não passa de uma ilusão de ótica, já que a base da pedra está situada poucos metros abaixo, e uma queda dali não causa mais do que alguns arranhões. Nos finais de semana, chega a se formar até uma fila de trilheiros que buscam tirar fotos ali em posições criativas. Ainda no primeiro dia, visitei as belíssimas praias selvagens que são avistadas do alto da pedra, como as praias do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno. No segundo dia, iniciei a caminhada na Praia de Grumari e retomei a caminhada feita pelos piratas franceses que desemcarcaram ali no longínquo ano de 1710 e adentraram a mata, para sair na Baixada de Jacarepaguá e atacar a cidade do Rio pela retaguarda. No dia 3, começo a adentrar o coração do Maior Parque Natural Urbano do Mundo, percorrendo o sobe e desce da selvagem Serra Geral de Guaratiba. O quarto dia é reservado para mais alguns mirantes e a visitação da zona rural de Campo Grande. O alto do Mangalarga com sua vista magnífica é atingido no dia 5 e o Pico da Pedra Branca, que é o mais alto do Rio com 1021 mts. é conquistado no dia 6. O sétimo dia é um dos mais intensos com a visita à duas das maiores atrações da Transacarioca, o belíssimo Açude do Camorim e a Pedra do Quilombo. O dia seguinte é o mais cansativo de todos, pois uma subida extenuante e feita debaixo de Sol durante boa parte do tempo, é o que espera o excursionista que deseja atingir a Pedra do Ponto, que tem uma visão ímpar do Município. Altitudes baixas e caminhadas leves com poucas sombras prevalecem nos dias 9 e 10. Deixei o pouco conhecido Parque da Pedra Branca, para adentrar a famosa Floresta da Tijuca pelos fundos no dia 11. Atravessa-se um vale muito selvagem com belas cachoeiras até se atingir os cumes de alguns dos picos mais altos do Parque como o Andaraí Maior, o Tijuca-Mirim e o Tijuca. Grandes altitudes são a norma também do dia seguinte, quando visitei pelo menos quatro grandes picos: o da Coruja, do Papagaio, do Cocanha e da Taquara. O roteiro oficial recomenda que a partir daí se atravesse para a Serra da Carioca do outro lado do parque, mas resolvi fazer um looping completo para conquistar as Pedras do Conde, da Caixa e do Anhanguera e visitar a Cachoeira das Almas, o circuito das Grutas, as ruínas do Humaitá, a Fazenda, o Alto do Cruzeiro, o Museu do Açude e o Mirante da Cascatinha, não deixando de fora nenhuma grande atração da floresta. Assim me senti satisfeito o suficiente para atravessar o vale e visitar alguns dos mirantes mais espetaculares de todo o circuito como o da Freira e do Morro Queimado. Descendo deste morro, resolvi fazer mais um desvio para visitar as Pedras da Gávea e Bonita. No meio do caminho passei pelas imponentes ruínas da Fazenda Van Moke, que foi uma das maiores produtoras de café do Brasil, durante o século XIX. A Pedra Bonita, que é um dos morros mais visitados do Rio, foi conquistada no dia 16 e a imponente e misteriosa Pedra da Gávea no dia 17. Por ser a trilha mais difícil, e pela vista incrível que proporciona, a conquista da Gávea, representa um dos momentos culminantes da Transcarioca. No dia 18 volto para a rampa de voo livre da Pedra Bonita e de lá inicio uma árdua caminhada em mata muito fechada, passando por trilhas de traçado muito indefinido que interligam os Picos da Agulhinha, Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas. No final do dia reencontro com o traçado oficial da Transcarioca, saindo logo adiante na famosa Vista Chinesa. E de lá pego uma trilha que sai no Solar da Imperatriz no bairro do Jardim Botânico. Lá retomo a caminhada no dia 19, que reservado para o banho nas várias cachoeiras do Horto, como as do Jequitibá, do Chuveiro e da Gruta. Começo o dia seguinte com o banho em mais uma cachoeira: a dos Primatas, mas a atração principal do dia, também é a principal de todo o circuito: o topo do Corcovado, que é alcançado depois de vencida trilha bem sinuosa e cansativa. A vista única do alto do Cristo, justifica o título de ponto turístico mais visitado do Brasil. Do alto do Corcovado vislumbro minhas próximas e últimas metas: os morrinhos de Sacopã, São João e Babilônia, que os destinos dos dias 22 e 23. Suas baixas altitudes não apequenam em nada as visões grandiosas e inusitadas que proporcionam de Botafogo e de Copacabana. A Transcarioca é finalizada com a fácil subida do Morro da Urca, seguida da descida até a praça de fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nenhum lugar seria mais apropriado para terminar esta épica jornada de 23 dias, e que ficará para sempre na memória.
  17. Expedição a Gran Sabana - Venezuela Provavelmente todo mundo dever ter um sonho de visitar um local especial por ter de alguma forma vivido uma experiência boa, seja assistindo a um filme, lendo um livro, ouvindo uma história, lendo um relato ou seja algo que te fez querer conhecer aquele local especial pessoalmente. No meu caso, na minha infância e adolescência, sempre viajávamos de carro de Manaus- AM até Ilha de Margarita na Venezuela todos os anos nas férias de fim de ano e no percurso sempre atravessávamos o Parque Nacional de Canaima onde fica lugares como Monte Roraima, La Gran Sabana e Salto Angel, e por incrível que pareça eu só tinha conhecido a cachoeira de Kamoiram em uma rápida parada para abastecer o carro. Por esse motivo sempre tive a curiosidade e o sonho de explorar essa região, assistir filmes como Up Altas Aventuras e Caçadores de Emoção (2015) sempre despertavam ainda mais esse desejo de aventura. Porém veio a crise venezuelana, o país sucumbiu a corrupção e má gestão publica, o povo fugia do país preferindo morar nas ruas de Manaus-AM e Boa Vista – RR do que passar forme em suas casas na Venezuela. Com tudo isso acontecendo sempre me perguntava se era seguro ir para o país nesse momento, então sempre adiava a viagem, esperando que a situação melhorasse, mas infelizmente até setembro de 2019 não melhorou. Sem esperança de conhece esses locais que sempre sonhei, acabei conhecendo a agência de turismo de aventura Radical King de Manaus-AM que em parceria com a agência Fui Trilharr de Boa Vista-RR levam brasileiros para fazer atividades pela La Gran Sabana, pesquisei bastante sobre as duas agências e depois de vermos que eram de confiança decidimos fechar o passeio. Compramos o pacote de R$ 520,00 por pessoa com saída de Manaus-AM dia 05 as 19:00 hs e retorno dia 08/09/2019 as 08:00 hs que incluía: Transporte Manaus-AM x Pararaima-RR em ônibus de turismo, semi-leito. Seguro de Viagem. Veiculo 4x4 de Santa Elena-VE até as Cachoeiras ida e volta. Visitas a 10 Pontos Turísticos. Visita em local para compra de artesanato. Pousada em habitações de ocupação triplo ou quadruplo. Guia 05/09/2019 Partimos de Manaus-AM de um posto de gasolina próximo da saída da cidade, o ônibus é bem confortável, logo no inicio os guias explicam o itinerário, tiram algumas duvidas e colocam um filme para passar o tempo. Sobre viajar a noite de ônibus eu achei bastante tranquilo, pelo meu GPS o motorista não passava de 80 km por hora, infelizmente eu não consigo dormir de qualquer forma, fui pegar no sono as 1:00 hs da madruga e acordei as 5:00 hs. 06/09/2019 Passamos por Boa Vista-RR aproximadamente as 5:30 hs, seguimos viagem por mais 100 km e paramos no Bar e Restaurante Quarto de Bode no município de Amajari-RR, aqui descemos para tomar um café da manhã e colocarmos as roupas de banho. Para quem quiser experimentar um prato típico de Roraima peça a Paçoca de Carne de Sol feita à base de farinha de mandioca e carne seca. Após o café da manhã seguimos por mais 100 km até Pacaraima-RR, a ultima cidade brasileira antes de entrar na Venezuela, aqui saímos do ônibus e seguimos viagem nos veículos 4x4 venezuelanos. O clima na fronteira estava bem tranquilo, não fomos parados em momento algum, nem se quer cheguei a mostrar meus documentos para ninguém, para entrar na Venezuela basta estar portando identidade ou passaporte, porém não é preciso dar entrada na imigração. Para ir apenas até a Gran Sabana não é necessário Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Fizemos uma rápida parada em Santa Elena-VE para compramos bebidas e gelo e seguimos viagem por mais uns 75 km até chegarmos a primeira atração. Por volta das 11:00hs já estávamos dentro da Gran Sabana, mas dessa vez eu não iria só atravessa-la mas sim conhece-la. Cachoeira do Soroapé Não vou falar muito somente fazer um breve resumo de cada atração. A Cachoeira do Soroapé fica próximo a estrada, não sendo necessário fazer trilha, as pedras são bastante escorregadias, então é aconselhado a usar meias para evitar quedas. Parada de uns 35 minutos. Cortinas de Yuruani Cachoeira para tirar fotos, o carro entra em uma pequena trilha e para bem ao lado da cachoeira, a correnteza é bastante forte, ficamos nela aproximadamente uns 25 minutos. Parada para o Almoço Em Santa Helena os guias perguntam que prato você irá querer comer para já adiantar o almoço, as opções são frango, carne e um peixe da região que para mim parecia um jaraqui. O frango custa R$ 15,00 e a carne e peixe custam R$ 20,00, uma garrafa de refrigerante de 2 L custa R$ 15,00, aliais esse parece ser o único valor em Real que os venezuelanos aprenderam pois tudo que perguntávamos era R$ 15,00. Almoçamos na cidade de San Francisco de Yuruaní a mesma que iriamos dormir. OBS: não precisamos fazer troca de dinheiro, eles estavam aceitando Real. El Oasis Cachoeira do Oasis, esse nome não poderia ser mais perfeito, um local dentro de uma depressão, com grama, buritizeiros e água esverdeada bem gelada. Para chegar a cachoeira é preciso fazer uma pequena trilha íngreme que requer bastante atenção. Tobogã do Pacheco Fica localizado próximo a estrada, são umas pedras muito lisas que podem ser utilizadas como escorregador. Não é preciso fazer trilha. Aqui conhecemos o pium, um mosquito que te da uma ferrada que demora dias para sumir, infelizmente não sabíamos que minha esposa tinha alergia a esse inseto (ela nunca teve problema de alergia) e derrepente ela começou a ficar toda empolada e com a orelha inchada, logo o guia deu um remédio antialérgico para ela melhorar, e para nossa sorte tinha uma colega em nosso grupo que por ser alérgica a outras coisas nos ajudou bastante, depois de 2 horas ela já estava bem. Mirador de La Plaita O carro te leva até uma elevação natural bastante alta, de onde é possível ver o Monte Roraima e apreciar o final da tarde, infelizmente tinha bastante nuvens nesse dia. Jantar Durante o almoço os guias perguntam se você irá querer jantar para já adiantar o pedido, os valores são os mesmo R$ 15,00. E durante o jantar perguntam o que você irá querer para o café da manhã que também é R$ 15,00. 07/09/2019 Acordamos as 5:00 hs para tomamos café as 6:00 hs, no meu caso só pedi um pão com ovo para dividir com minha esposa, pois já tinha visto no dia anterior que era um baguete que dava para duas pessoas tranquilo. Rápidos De Kamoiran Depois do café seguimos viagem por 78 km até chegarmos a Rápidos de Kamoiran, local onde tem um posto de gasolina com restaurante, lojas de artesanato e uma pequena cachoeira. Aproveitamos para conhecer o local enquanto os guias abasteciam os carros, aqui foi possível ver que a crise de combustível na Venezuela é real, algo difícil de acreditar já que o pais pertence a Organização dos Países Exportadores de Petróleo–OPEP. Poso Manakachí Após abastecemos seguimos viagem já voltando por 2 km até chegar ao Poso Manakachí umas piscina com águas escuras, não precisa fazer trilha para chegar ao local. Salto Kama Meru Seguimos viagem sempre no sentido de volta a pousada por 30 km até chegar ao Salto Kama Meru, também fica próxima a estrada e não é preciso fazer trilha. Essa foi a maior e mais imponente queda que visitamos. A parada no local é somente para tirarmos fotos, aproveitei a feirinha de artesanato do local para comprar uma lembrancinha. 3 Piscinas Só é possível chegar a cachoeira de veiculo 4x4, o carro faz uma trilha um pouco longa e depois seguimos a trilha a pé descendo até chegarmos a cachoeira. Na minha opinião foi a mais divertida de todas e a mais diferente, pois a mesma tem uma ponte de pedra na sua frente, onde você tem que passar por baixo nadando para chegar a cachoeira de água esverdeada. Quebrada do Pacheco Por ultimo visitamos a Quebrada do Pacheco, mas só para tirarmos algumas fotos pois já eram umas 14:00 hs e ainda iriamos nos arrumar e almoçar para podermos ir embora. Almoço e Partida para casa Tomamos banho arrumamos nossas coisas e fomos almoçar, as 15:00 hs já estamos partindo de volta para Pacaraima-RR. Na volta ainda paramos para tirar uma foto na fronteira. A noite paramos no Quarto de Bode para comermos algo, as 6:00 hs do dia 08/09/2019 paramos em Presidente Figueiredo-AM para tomar café da manhã e as 8:00 hs já estávamos em Manaus-AM. Viagem tranquila, sem nenhum problema e com um ótimo profissionalismo das agencias Radical King e Fui Trilharr, fizemos novos amigos e realizamos mais um sonho. A Gran Sabana foi só um teste para ver a competência das agências, agora que foram aprovadas que venha o Monte Roraima. Informações: Radical King Fui Trilharr Instagram: @rapelradicalking Instagram: @fuitrilharr Telefone: (92) 98437-4420 Telefone: (95) 99152-9006 Este relato também pode ser visto no meu blog: https://aventurasamazonia.blogspot.com/2019/09/expedicao-da-gran-sabana-venezuela.html
  18. Quando fui fazer a trilha para a Cachoeira da Pedra Furada, no retorno a São Paulo, conheci muitos viajantes que tinham ido para a famosa Pedra do Sapo, desde então fiquei com essa vontade na cabeça, até que no último final de semana resolvi conhece-la. Pedra do Sapo A Pedra do Sapo fica no município de Biritiba Mirim, na grande Mogi das Cruzes, e fica apenas 80 km do centro de São Paulo, então um destino perfeito para fazer um bate volta de final de semana. - Como chegar Dá para chegar lá de carro ou ônibus, para quem vai de ônibus, a caminhada é maior, já que o centro do bairro de Manoel Ferreira fica afastado da entrada da trilha, mas há sinalização nos postes indicando o caminho, então não tem como se perder, você deve ir ate a estação de trem Estudantes e dali pegar um ônibus no terminal chamado Manoel Ferreira e descer no próprio bairro. Para quem vai de carro, recomendo ir ate o Rancho da Dona Maria, lá você pode estacionar seu carro e menos de 01 km dali. você terá o acesso a trilha para da Pedra do Sapo, é preciso apenas seguir pela estrada até chegar esse ponto, onde tem um quadro de luz, todo pintado de azul (foto abaixo), no final da cerca há um espaço onde você pode passar sem precisar se contorcer, ai é só seguir descendo a estrada. No fim dessa estrada você terá uma grande bifurcação, a esquerda seguirá para a Torre da Vivo e a direita para a Pedra do Sapo, pegue a direita Você verá esse aviso da Suzano Papel e Celulose, já que ali é uma propriedade privada, depois dali será necessário ir ate o final desse trajeto e pegar a subida que estará a sua esquerda. Existem 02 lados para subir a Pedra do Sapo, onde esse lado que conto é o mais difícil, pois conta com uma elevação de 400 metros, totalizando, desde o rancho da Dona Maria ate o pico, 03/04 Km. Subida para o cume A subida é bem ingrime, em alguns pontos tem corda para ajudar na subida, é recomendável ter um bom preparo físico, mas todo esforço é recompensado quando chegamos ao cume e temos a linda visão da Serra do Mar, da praia Riviera de São Lourenço e de toda região de Biritiba Mirim. - Dicas Leve: 2 Litros de água (não há como captar água pelo caminho) Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, época que dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia, a região de Biritiba Mirim chove muito por causa da Serra do Mar. Cume da Pedra do Sapo Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Caso seja marinheiro de primeira viagem ou nunca tenha feito a trilha para a Pedra do Sapo, recoendo que contrate um guia que conduza você e seu grupo com segurança. A trilha é considerado um esporte de aventura e todo cuidado é pouco. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  19. Choquequirao – 4 dias e 3 noites Saída do hostel as 5:30 da manhã, com destino a São Pedro de Cachora. Embora se possa iniciar a caminhada já em Cachora, realizando um percurso de 12 km em uma estradinha “pendurada” nas montanhas, a trilha propriamente dita começa mesmo em Capulyoc, onde tem um posto de controle em que se registra a entrada junto ao Guarda Parque, paga a entrada (60 soles para brasileiros) e, se quiser, eles carimbam seu passaporte. Capulyoc se localiza a 2.915 metros de altitude e é muito lindo, pois de um lado se abre um amplo vale em que se vislumbram as típicas plantações em terraços dos moradores locais e em frente se pode admirar um bonito grupo de nevados do complexo Salkantay “o Padreyok”. Cerca de 500 metros após o vilarejo de Capulyoc é que inicia a descida, no “Camino de Herradura”, que desce em zig zag e já permite vislumbrar o Rio Apurimac, com suas águas muito verdes, no fundo do cânion. “Apurimac” em quechua significa “Deus que fala” em razão do rumor de suas corredeiras muito audível quando se começa a chegar mais perto do rio. Seguindo a descida, no KM 16 fica o acampamento Cocamasa que pode ser uma opção de estadia para quem inicia a caminhada no final da tarde. Mas nós seguimos a caminhada até o KM 19, ao acampamento Chikisca, que está localizado a 1.950 metros de altitude. Iniciamos a caminhada em Capulyoc cerca de 10:30 horas da manhã e chegamos em Chikisca perto das 13 horas. Caminhada tranquila, com muitas paradas para fotos, mas muito quente nesta época do ano (agosto) e com muita poeira. No acampamento, que é uma espécie de oásis verde, com muitas árvores frutíferas, como manga, abacate, limão, chirimóia e outras, e se destaca em meio à vegetação do vale muito mais seca nesta época do ano, nos refrescamos em uma ótima sombra e aguardamos o almoço, que foi preparado por moradores locais. Ali tem um pequeno mercadinho com itens básicos de higiene, bebidas e comidas. Como estava muito quente almoçamos e aguardamos até as 15 horas para retomar a caminhada. Dali se descemos em zig zag por mais 400 metros de desnível, cerca de uma hora de caminhada, até chegar a Playa Rosalina, as margens do Rio Apurimac, a 1.560 metros de altitude. Descemos até as margens do rio para molhar os pés em suas aguas geladas e ficamos curtindo o visual por cerca de uma hora. Reiniciando a caminhada, atravessamos a bonita ponte suspensa e iniciamos a subida pelo outro lado do vale, num interminável zig zag até o acampamento Santa Rosa,no KM 25,5 e a 2.115 metros de altitude. Chegamos já quase escurecendo. Neste acampamento tem água, banheiros, banho frio, mercadinho básico, local para cozinhar e bonitos platôs de frente para o vale, onde se acampa. Noite de lua quase cheia propiciando um vista espetacular do vale em frente. No segundo dia iniciamos a caminhada ainda no escuro, cerca de 4 horas da madrugada, até o Caserio Marampata, no KM 28,5 a 2.910 metros de altitude. É uma subida bem puxada, com altimetria de cerca de 800 metros e na parte final já se sente um pouco os efeitos da altitude. Em Marampata, sentido o vento frio daquela altirude, tomamos nosso café a manhã preparado por uma moradora local e as 8 horas da manhã partimos para a parte final da caminhada até Choquequirao, no KM 36, a 3.033 metros de altitude. A partir de Marampata a trilha deixa de ser íngreme e vai alternando entre trechos com retas, subidas e descidas e, após 500 metros de caminhada já se começam a divisar terraços “pendurados” nas encostas e a choquequirao muito ao longe. Cerca de um quilometro antes de chegar às ruínas há um desvio para o camping Raqaypata, que também é uma boa opção de estadia. A chegada às ruínas já impressiona pela grandiosidade dos terraços com suas pedras extremamente bem alinhadas. Choquequirao trem 12 setores, nem todos reconstruídos / escavados: Praça principal – local onde o pessoal costuma para descansar; Colcas – onde eram armazenados produtos alimentícios e vestuário; Terraços ou “andenes” – onde eram realizadas as plantações, com destaque para o setor de “llamas” com seus 440 degraus; Habitações dos sacerdotes – localizada na parte alta; Cemitério inca Kallancas – edifícios retangulares que serviam como oficinas, centro administrativo, espaço para reuniãos, etc. Ushnu – plataforma cerimonial no topo da colina. Chegamos às ruínas pelas 10 horas da manhã, não sem antes nos impressionarmos com dois setores de terraços já recuperados “pendurados” nos penhascos e visíveis de vários pontos do caminho. Chegando na Plaza Central descansamos alguns minutos na sombra de uma “arbol papel” ou polilépis, no meio de uma gramado muito verdinho curtindo o astral do local com apenas outros três turistas que estavam ali naquele momento. Depois, subimos por uma trilha a esquerda até o “Ushnu” ou platô cerimonial, de onde se tem uma bonita vista do cânion formado pelo Rio Apurimac, das ruínas e das montanhas nevadas, ou quatro “Apus” que cercam Choquequirao. Após, voltamos a Plaza Central e atravessamos para a parte de trás e seguimos a trilha que conduz ao setor de Llamas, numa descida com desnível de cerca de 200 metros até chegar a um mirante que permite ver este setor de frente. Na verdade o setor de “Llamas” se trata de terraços que “despencam” da montanha abaixo de forma quase vertiginosa, que tem em suas paredes de pedra incrustados desenhos de llamas em uma rocha branca, provavelmente quartizito branco. No retorno, ao invés de seguir a trilha, subimos a escadaria original, com infindáveis 440 degraus em meio aos terraços. Na parte alta dos terraços está incrustado desenho de a uma serpente. Após a cansativa subida retornamos a Plaza Mayor onde nosso cozinheiro nos esperava com uma marmita de almoço bem quentinho. Sentamos no gramado em uma área um pouco mais afastada para almoçar e descansar / cochilar um pouco. Depois fomos visitar o setor de colcas e o da residência dos sacerdotes, bem como observar o sistema hidráulico do complexo. Após as 16 horas iniciamos o retorno para o acampamento Marampata e na descida pudemos apreciar um lindo pôr do sol. Já no acampamento descobri que pagando 10 soles eu teria direito a um banho quente, em chuveiro a gás, o que vale ouro depois de tanta caminhada e do vento frio da noite. Tivemos outra noite fantástica, bem fria, mas agora com a lua um pouco mais cheia. No terceiro dia saímos cedinho, despencando cânion abaixo por cerca de 1400 metros de desnível. Após atravessar o Rio Apurimac reiniciamos a subida pelo outro lado e após 400 metros de desnível, chegamos em ChiKisca já com muito calor. Aguardamos o almoço e esperamos por bastante tempo, até as 15 horas, para reiniciar a caminhada, pois fazia muito calor. Chegamos ao final da tarde em Capulyoc. O acampamento fica num lugar sensacional, um platô com vista privilegiada do vale e dos nevados em frente. Consegui um banho quentinho, a 10 soles, num sistema de água aquecida no fogo. O jantar foi oferecido pelos donos do acampamento e a noite estava belíssima com a lua cheia e o visual montanhoso completamente iluminado. No quarto dia pudemos dormir um pouco mais e após o café da manhã, também oferecido pelos anfritriões, ficamos curtindo o visual em uma sacadinha de frente para as montanhas enquanto aguardamos o nosso transporte de retorno que chegou as 10 horas da manhã. E levou quase cinco horas para chegar em Cusco. Eu realizei o passeio com a agência Qorianka Tour – 084 505959, cel: +51 974-978771 e +51 974-739305 ou contato direto com Renato no watts +51 986-960796 e paguei USD 230,00 com tudo incluído (transporte de ida e volta a Cusco, alimentação, guia, mulas para levar equipamentos comuns e mais cinco quilos de bagagem individual, acampamento em barraca com isolante). Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia e bebidas adquiridas nos acampamentos. Recomendo ainda: Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453 (USD 245,00) e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros. Querendo contratar direto se pode fazer contato com Choquequirao Wasi (tem página do facebook), watts app: +51 974-555258. Quando estive lá os valores eram os seguintes: 50 soles por dia para o cavalo; 50 soles por dia para o “ariero” (condutor do cavalo ou mula);10 soles por acampamento; de 30 a 40 soles pra retorno a Cusco nas vans que trazem os turistas das agências (sempre tem lugar) ou 60 soles em transporte local (táxi) até ramal de onde se pode pegar o ônibus para Cusco por cerca de 10 soles. A única coisa que não consegui verificar é como conseguir um transporte de van privado a partir de Cusco, mas o pessoal da Choquequirao Wasi deve ter essa informação. Se for de ônibus tem que pegar ônibus para Abancay e depois para Ramal e de lá conseguir transporte para Cachora ou Capuliok. Ou seja: é um trajeto que pode ser feito de várias maneiras. Com agência contratada em Cusco, se tem menos preocupações e está tudo incluído. Contratando cavalo/mula e ariero local é mais em conta e se privilegia a distribuição de renda aos efetivos moradores da região. Fazendo 100% solo é bem mais barato, mas é preciso atentar para o preparo físico, pois o desnível do percurso é de mais de 1500 metros, o que torna a caminhada bem pesada. Mas a distribuição dos acampamentos também permite fazer o caminho com mais calma, utilizando mais dias. Recomendações: tome muita água, pois o clima é muito seco e quente e procure organizar a caminhada para não estar na trilha nos horários mais quentes do dia. Os acampamentos de altitude (primeiro e último dia) são bem frios, então leve uma roupa bem quente. Observação: A partir de Cachora é possível fazer o Trekking até Machupichu. Ou seja, você vai até Choquequirao e não volta, mas segue até Santa Tereza / hidroelétrica e de lá pelo trilhos do trem até Águas Calientes. Me pareceu um maravilhoso passeio, mas leva de 07 a 08 dias e requer um bom planejamento, pois se precisa mais comida e não tenho informação acerca de possibilidades de comprar no caminho entre Choquequirao e Santa Tereza.
  20. Travessia realizada em 17/08/2019. Todas as fotos da travessia estão em: https://photos.app.goo.gl/iALbK8QSahnj7Lku6 - Introdução - Fazia algum tempo que não batia perna na região de Paranapiacaba, ainda mais por conta da proibição e o aperto da fiscalização nas tradicionais trilhas do entorno da vila, como a da Fumaça e Cristal. Então, para evitar problemas, tenho optado por ir para outros lugares, como na Serra do Mursa, Itapety e Mogi, entre outros. Já tendo feito um batevolta na pouco conhecida Pedra Grande do Quatinga em 2013, es que me surge a ideia de retornar a mesma, mas não mais como um simples batevolta, mas sim, como travessia com 1 pernoite. Chamei várias pessoas, mas dado a logística e ter que acampar, apenas 5 toparam ir comigo na empreitada. Passava das 9:00 da manhã qdo saltei do metrô da linha 2 (verde) na estação de Tamanduateí, local previamente marcado com parte da turma. Lá encontrei o Marcio, Janaína e a Suzana que já me aguardavam no local. Sem perder tempo, logo embarcamos no trem da linha 10 da CPTM sentido Rio Grande da Serra, onde encontraríamos a 5º integrante da trupe, a Monike que é do ABC e que iria nos encontrar diretamente lá. Na Estação de Rio Grande da Serra esperando a ultima integrante da trupe, a Monike. Com toda a trupe reunida e após um breve café da manhã reforçado, embarcamos no latão rumo a Paranapiacaba que por sorte, estava com problemas na catraca e por isso, não houve cobrança da passagem, para a alegria de todos. 1º Dia - Da Vila de Paranapiacaba ao Topo da Pedra Grande do Quatinga. Desembarcamos do ônibus em uma Paranapiacaba incrivelmente ensolarada e de céu estupidamente azul, coisa rara e que poucas vezes se vê por lá, com a ausência total do famoso "Fog" tradicional da vila inglesa. Para quem não sabe, o tradicional nevoeiro e os dias sem visual algum faz parte da vila inglesa, construída no Século XIX. O Relógio marcava pouco depois das 11:30 e precisaríamos apertar o passo afim de chegarmos até o topo da Pedra Grande a tempo de ver o por-do-sol. Após alguns clicks de praxe da vila inglesa e a tradicional foto clássica da trupe em frente a igreja, iniciamos a caminhada descendo a ladeira que liga a parte alta a baixa da vila. A turma na tradicional foto antes de começar a caminhada. Durante a caminhada na vila de Paranapiacaba, notei que muita coisa mudou desde a ultima vez que lá estive, anos atrás: O Bar da Zilda parecia um bar de balada, os quiosques do lado da passarela já não existiam mais e por fim o baixo movimento da vila para um Sábado ensolarado, reflexo da decadência que se tornou o local, que teve inicio após a proibição abusiva de acesso ao que foi um dos principais atrativos da vila: As trilhas que levam a várias cachoeiras da região. Pelo menos restauraram o velha replica do big ben de Londres da vila. Percebi tb que os moradores tiveram que ser criativos para atrair novos turistas para a região, que estavam espalhados pela vila, mas de nada lembrava a epoca boa de quando aquilo lá bombava. Acredito que, o que deve estar mantendo a vila de Paranapicaba em pé são os artesanatos, os vários festivais que são realizados ao longo do ano e que atraem centenas de milhares de turistas, como o tradicional festival de inverno. O novo "Big Ben" restaurado Com pouco tempo disponível, nem tiramos muitas fotos, pois tinhamos pela frente, vários quilômetros de caminhada até a Pedra Grande. As 12:15, deixamos Paranapiacaba e adentramos a pacata e tranquila estrada de terra do Taquarussu, palco inicial de várias outras trilhas feitas anteriormente. Essa estrada também liga o Bairro de Mogi a vila de Paranapiacaba. O trajeto começa logo de cara com uma subida que parecia assustar, mas como estavamos em um pequeno vale, esse trecho inicial de subida não foi um problema, pois aqui há enormes árvores que nos brindaram com uma refrescante sombra, o que foi um alívio para todos. Passamos por uma portaria e uma placa indicando que ali pertence ao parque natural nascentes de Paranapiacaba e que o acesso as trilhas requer a contratação de um guia, o que ignoramos é claro. Afinal, nosso destino estava bem distante dali, numa trilha em outro municipio. Algumas placas pelo caminho sugerem que essa mesma estradinha também faz parte do conhecido "caminho do sal". 30 minutos de caminhada desde a vila de Paranapiacaba, passamos pela conhecida entrada da trilha que leva a cachoeira da Agua fria, onde havia um pessoal parado na beira da estrada e que parece ter ido a cachoeira. Minha vontade de adentrar na trilha para rever a cachoeira foi reprimida pela obrigatoriedade de acompanhamento de um monitor, já que a trilha faz parte do pseudo parque natural de Paranapiacaba. Então, passamos batido por ela. Mais 15 minutos e passamos pelo marco divisor que divide os municipios de Sto André e Mogi das Cruzes, localizado no ponto mais alto da estradinha. A partir dai, inicia-se uma grande descida até o pitoresco vale do Taquarussu, pequeno vilarejo com meia duzia de casinhas simples. O Marco divisor fica do lado dessa placa, fincado da terra. Durante a descida, cruzamos com vários bikers e chegamos na pitoresca vila de Taquarussu as 13:20hs, mas nos limitamos a apenas algumas fotos, já que ainda tinhamos muito chão pela frente. Deixamos Taquarussu por volta das 13:30h e a partir dai, iniciamos um trecho pela mesma estrada de terra ainda mais deserta e em meio a um enorme vale. Aqui, as árvores são mais espaçadas e o sol passou a nos cozinhar, literalmente. 2 horas de caminhada desde a vila de Paranapiacaba, resolvemos fazer um pit-stop para forrar o estomago e molhar a goela seca em um pequeno descampado ao lado da estrada. A Pitoresca Vila do Taquarussu, por ser uma propriedade particular, agora é toda cercada e fechada Descansados e saciados, voltamos a caminhada e as 14:20hs, chegamos a uma bifurcação, com uma placa indicando o camping simplão de tudo a direita, mas o caminho correto a seguir é a esquerda, em linha reta em direção ao pesqueiro trutas pedrinhas. Mais 10 minutos e chegamos em uma trifurcação, sendo que a esquerda vai para o Bairro de Quatinga sem passar pela Pedra Grande e a direita segue para o camping simplão de tudo. Mas o caminho correto é seguir em frente, em linha reta. Chegando nesse ponto, siga em frente ignorando os caminhos a esquerda e a direita Depois da trifurcação, passamos pelo 2º ponto de água, um enorme poção de água potavel que em um dia de calor de verão poderia ser a deixa para um convidativo tchibum. Aproveitamos para pegar água para o restante do dia e o seguinte. Como não lembrava de mais nenhum novo ponto confiável de agua a frente, sugeri a turma que coletasse toda a agua que fosse precisar a partir dali. O Poção e 2ºponto de água. O primeiro ponto é no acesso a cachoeira da Agua Fria, antes da vila de Taquarussu Recarregados com o precioso líquido, continuamos a caminhada e as 15:00hs, finalmente alcançamos o tal pesqueiro trutas pedrinhas. Mais uns 100 metros após o pesqueiro, chegamos a uma bifurcação, onde o caminho a seguir é para a direita. A partir desse ponto, passamos a caminhar por uma estrada mais estreita e precária, com a visão da face oeste da Pedra Grande agora visivel a maior parte do tempo. Passamos por alguns sitios e um lago a direita, enquanto a estradinha vai dando voltas pelo vale em direção a base da Pedra Grande e após passarmos por um grande vale, inicia-se uma sequencia de pequenas subidas. Pouco depois do pesqueiro, vire a direita. A Estrada correta vai levar diretamente a base da Pedra Grande, esse pico com a face careca logo acima na foto Face oeste da Pedra Grande visivel a maior parte do tempo Em uma curva a esquerda, já quase na base da Pedra Grande, uma trilha a direita serve de atalho e nela, havia uma placa indicando que ali é a continuação do conhecido "caminhos do sal." Adentramos a trilha e começamos uma das primeiras subidas em direção ao topo em uma trilha cheio de erosões e bem escorregadia, devido a constante passagem de motos. Muito cuidado nesse trecho. Durante a subida, passamos por mais um ponto de água, o último antes de chegar a base. Pegue toda a agua que for precisar desse ponto, que é o último. No topo e durante o restante da subida, não encontramos mais nenhum outro ponto de água. O acesso da trilha atalho: notem a placa no tronco indicando que ali é o caminhos do sal Trilha enlamenada, erodita e escorregadia por conta da passagem constante de motos Enfim, finalmente chegamos a entrada da trilha as 15:50hs. No meio das arvores ao lado da trilha, era possível ver o topo da Pedra Grande com seu topo bem visível dali. Agora iria começar a parte mais puxada desse primeiro dia, depois de quase 4 horas e 14 km de caminhada, que é subir até o topo, ainda mais com cargueira nas costas. A trilha é bem aberta e seu trecho inicial é composto por uma leve subida, sem grandes dificuldades. Caminhamos por cerca de 350 metros e chegamos a uma bifurcação, onde o caminho correto a seguir é para a esquerda, marcada por uma fita vermelha presa no tronco de uma árvore. Trecho inicial da trilha A partir desse ponto, a moleza acaba e a trilha inicia uma das várias subidas fortes em direção ao topo. Como acontece nos picos em geral, a medida que avançavamos, a subida ia ficando mais ingreme e o auxílio das mãos passou a ser constantemente necessários para impulso nos troncos, rochas e pedras. A subida é ardua, e com o peso da cargueira e o cansaço da longa caminhada até aqui, vou parando algumas vezes para retomar o fôlego. A Janaína e a Monike esboçavam sinais de estarem nas últimas e foram subindo em ritmo de tartaruga manca com muletas, mas não tinham escolha, pois subir era preciso! Felizmente, os trechos mais íngremes não duram muito tempo e logo adentramos a um trecho de ombro, com a subida mais forte dando uma trégua. 20 minutos desde a estradinha lá embaixo, eu e a Suzana emergimos da mata fechada e passamos a subir na parte descampada do topo, que era o trecho final da subida, mas que voltou a ficar bem íngreme e dessa vez com o sol forte na cachola. Finalmente, com pouco mais de 30 minutos de subida desde o inicio da trilha lá embaixo, chegamos ao topo dos 1.155 metros de altitude da Pedra Granda do Quatinga as 16:32hs, encerrando a caminhada desse 1ºdia de travessia. Não havia ninguém no topo e é claro que fomos donos absolutos do lugar, para a alegria da Suzana que passou a se fartar de fotos do topo. O cume tem um visual de 360 graus e lá do topo, consegue-se visualizar todas as cidades do entorno, como Mogi das Cruzes, Suzano e até Mauá bem distante. Sem perder tempo, fui logo procurando um lugar plano e protegido para montar a barraca. Qdo estava montando a barraca, Marcio, Janaina e a Monike chegaram ao topo, uns 15 minutos depois. Com a trupe reunida novamente, montamos rapidamente as barracas e ficamos só de boa só aguardando o Astro-rei repousar no horizonte que mais uma vez, foi um espetáculo a parte. A noite, a bola da vez foi as luzes das cidades do entorno todas iluminadas. Depois cada um foi preparar a sua janta e ficamos só jogando conversa fora e vendo as estrelas com um plus a mais: O nascer da lua as 19:20hs toda avermelhada que foi um espetáculo único a parte. Mas com o vento frio e o sono vindo, nem fiquei muito tempo fora da barraca e fui dormir por volta das 21:30hs. 2º Dia - Do Topo da Pedra Grande ao Bairro do Quatinga em Mogi Nascer do Sol O domingo amanheceu sem vestígio de nuvem alguma e apenas uma leve nevoa nos vales. Como de praxe, todos ficamos aguardando o surgimento do Astro-rei e após os clicks, fomos preparar o café da manhã. O meu foi com pão e um café bem quentinho para espantar o frio da manhã. Barraca desmontada e mochila nas costas, iniciamos a descida por volta das 8:30 com o belo visual da cadeia de morros e vales do alto da Serra do mar bem a nossa frente ainda encoberto por uma fina camada de névoa, o que foi mais um atrativo a parte. Descemos por uma trilha alternativa que faz algumas curvas para diminuir o desnível de quem sobe, evitando a pirambeira que sobe direto. Mas no restante da trilha, e as meninas sofreram um pouco, principalmente a Janaina que estava só com uma mochila comum carregando a barraca e isolante térmico nas mãos (que coragem). Vales tomados pela nevoa Com a descida muito íngreme, os escorregões dela foram inevitáveis, o que me deixou um pouco preocupado, dado o fato que poderia se machucar gravemente e ter que chamar o resgate. Mas felizmente o Marcio deu um auxilio nos trechos mais pirambeiros e a descida foi tranquila. Pouco depois das 9:00hs já estavamos todos de volta ao inicio da trilha e a partir dai, passamos a seguir pela continuação da estrada de terra da trilha atalho em que viemos no primeiro dia. 20 minutos após sair da trilha da Pedra Grande, a estrada começa uma longa, mas sinuosa descida até um grande vale, para depois virar a direira, subir um pouco e novamente descer. As 9:32, chegamos ao primeiro ponto de água desse trecho, que é um riozinho que corre paralelo a estrada e depois cruza ela um pouco a frente. A turma aproveitou para recarregar seus cantis pq segundo infos, seria o unico ponto de agua limpa e confiavel de todo o trecho. Como eu tinha 1 litro de suco e 500ml de agua de coco que eram mais que suficientes para mim para o trecho final, nem me preocupei. Após o trecho do rio, a estrada de terra passa a ficar mais movimentada, aparecem os primeiros sitios e casas e junto com eles, os carros, que nos fazem comer poeira. Mais 1 hora de caminhada tediosa pela estradinha, passamos por uma bifurcação com uma placa indicando que a esquerda, segue para o sítio Itaguassu e aproveitamos para fazer um rapido pit-stop nesse ponto para um lanche e molhar a goela seca. E enfim, após 2 horas desde o topo da Pedra Grande, alcançamos o bairro de Quatinga bem a tempo do próximo ônibus para Mogi . Após uma viagem de quase 1 hora, saltamos na estação central de Mogi das cruzes, onde pegamos o trem de volta para SP, chegando em casa por volta das 14:30h, cansado, mas feliz. Dicas: --> Durante toda a travessia, existem poucos pontos de água, mas bem distribuidos, não sendo necessário sair carregado de agua da vila ou de casa. O 1º ponto está na base da cachoeira da agua fria, após a trifurcação no poção e no inicio da trilha atalho. No segundo dia, o unico ponto de agua está bem na metade do caminho. --> Se for acampar, pegue toda a agua que precisar no ultimo ponto, pois na trilha e no topo não há água. Eu carreguei comigo 1 litro de agua e outro de suco que foram mais do que suficientes pra mim. --> No topo não há areas protegidas dos ventos, somente adentrando na trilha a esquerda que parte na direção sul. Lá há uns pequenos descampados para 1 ou 2 barracas em cada trecho e que são uma boa opção de area protegida. É só descer uns minutos pela trilha para achar os pequenos descampados planos e protegidos no meio da mata. --> As linhas de ônibus para o terminal Central de Mogi são: C192 Quatinga via Tomoki hiramoto e C193 Quatinga via Barroso. A Linha C192 tem poucos horários, mas a C193 tem vários horários, mesmo aos domingos. Ambos as linhas são municipais e a tarifa é de R$ 4,50 (Ref.Agosto/19) Maiores informações podem ser obtidas no site www2.transportes.pmmc.com.br ou pelo telefone 0800-195755.
  21. @rafacarvalho33 estive subindo a pedra da Mina ano passado, encontrei com um pessoal que disse que não tá podendo subir sem guia. Procede essa informação?
  22. Fiz uma viagem ao México em outubro de 2017. Meu relato "nada" atrasado! 😅 Foram 24 dias incríveis. Mts relatos daqui me ajudaram na hora de montar o roteiro. Então, n poderia ser ingrata e deixar de compartilhar minha experiência. Antes de contar os detalhes de cada dia, segue um resumo: Roteiro: -Cidade do México -Cancún -Bacalar -Playa del Carmen e arredores (passeios em: Cozumel, Tulum, Cobá, Xcaret, Cenotes, Isla de las Mujeres e Cenotes) -Valladolid (Chichen Itza) -San Cristóbal -Oaxaca -Puebla Deslocamento: Voo: Brasil - Cidade do México Voo: Cidade do México – Cancún Ônibus (ADO): Cancún – Bacalar Ônibus (ADO): Bacalar – Playa del Carmen Ônibus (ADO): Playa del Carmen - Valladolid Õnibus (ADO): Valladolid - San Cristóbal de las Casas Ônibus (ADO): San Cristóbal – Oaxaca Ônibus (ADO): Oaxaca - Puebla Ônibus (ADO): Puebla – Cidade do México Voo: Cidade do México – Brasil Dinheiro: Levei dólar e fiz o câmbio em vários pontos da viagem. Em Cancún e Playa melhor usar dólar para os passeios, para não pagar câmbio duas vezes, visto q em todos lugares aceitam. Levei uns US$ 1.800,00 em espécie, sendo que já havia pago as passagens de avião no cartão que comprei com antecedência. Esse dinheiro foi suficiente e ainda cheguei com uma graninha boa na mão... Comida: Nem tudo é apimentado como muitos dizem. Os preços são mais em conta que no Brasil. Comem muita carne de porco, mas também tem outras opções. Quando começar a enjoar de algumas coisas, tem como adaptar bem para o que estamos acostumados. Roupa: Clima semelhante ao Brasil. Em outubro, no interior do país um pouco mais frio (fresco, na verdade), principalmente a noite, mas um casaco resolve. Litoral só roupas leves porque é bem quente (moro no litoral baiano, então meu parâmetro de quente é quente! rs'). Opte por calçados confortáveis visto que se anda bastante nos passeios. Agora vou relatar o que fiz cada dia e as minhas impressões: 30/09 – Chegada Cidade do México Saí do Brasil dia 29/09 e cheguei na Cidade do México no fim da noite do dia 30. Como tenho amigos lá, foram me buscar no aeroporto. Apesar da enorme fila, n tive problemas na imigração. Fiquei hospedada c eles numa "colónia" (bairro) um pouco distante do centro, mas como estava acompanhada foi fácil me locomover. A cidade lembra bastante SP (ou qqr grande capital) c clima agitado, mts rodovias, movimento 24h. Na minha cabeça ia ver um monte de Mariachis, chapéus gigantes e ouvir música típica em todo canto. Mas nd a ver... Tudo bem “normal”. 01/10 – Cidade do México (Zócalo, Templo Mayor e centro histórico) Depois de uma boa nt de sono, aproveitamos o domingo p fazer um passeio pelo centro (pq mesmo no domingo td funciona). Saímos de manhã p tomar café numa cafeteria perto de casa. Confesso q estranhei akela pasta de feijão junto com meu pão, mas td bem, vamos experimentar! Me esbaldei no "pan dulce" q encontramos em todo canto. De lá fomos p o Zócalo. A "Plaza de la Constituición" estava bem enfeitada, várias apresentações com roupas indígenas e muita gente passeando (os próprios mexicanos q são bem culturais). Ah, vale lembrar que o período de minha viagem foi logo após aquela trágica série de intensos terremotos. Então pense na minha tensão de sentir algum tremor. Mas correu tudo bem... Haviam vários prédios e até ruas fechados p reforma. Minha amiga me mostrou um alto edifício levemente inclinado... Mas p os mexicanos estava td normal. Depois de tirar várias fotos fui visitar o Templo Mayor que fica bem pertinho. Já dá para conhecer um pouco da cultura asteca nessas ruínas tão próximo do centro (mas nd comparado as ruínas q veria durante o restante da viagem). Andamos um pouco pelo centro histórico e à tardinha fomos ao shopping p “almoçar” (horários das refeições são diferentes). Experimentei um monte de coisa e me surpreendi ao ver q nem td era tão apimentado como diziam. A noitinha apreciei as ruas do centro voltando p casa. 02/10 – Cidade do México (Netflix e Tacos) Surpreendentemente fiquei em casa assistindo Netflix... Rsrs Mas foi bom, pq depois descobri q esse seria meu único dia de cara p cima. A nt fui numa taquería e me acabei. Me apaixonei pelos tacos de pastor. Detalhe é q todo mundo come td c a mão e sem lavar msm. Andava c meu álcool em gel na bolsa, então usava e aderia à cultura. 03/10 – Cidade do México (Museo de Antropologia e Museo da Independéncia) Fui ao Museo de Antropología que é incrível. Aprendi mt sobre os astecas e os maias, além de muitas outras coisas. A medida q a viagem prosseguia p outros lugares nos dias seguintes, lembrei e vi várias coisas q aprendi lá. Fiquei impressionada ao ver como eram um povo tão civilizado, estruturado e organizado. Andamos pela Avenida da Independência. Tirei foto no Ángel. Almoçamos por ali msm no Subway que vem com guacamole, pão torradinho e muito chile para quem gosta. Achei engraçado q msm c um gigante papel enrolando o sanduíche, as pessoas tiravam e seguravam só c a mão...rsrs Aproveitei também para comprar um chip de lá para o meu celular. À tarde fui ao Museo da Independência. A história mexicana é bem interessante, tem um parque ao redor bastante movimentado. Nesse dia, andei de metrô, uber, ônibus (ridiculamente desmantelado, mas p mim td era uma diversão) e andei em ônibus chique de uma linha q n lembro o nome. Por falar nisso, transporte público é bem desorganizado. Então vá em último caso, pq é muito louco o sistema dos ônibus de lá. Uber é super em conta, então acho bem melhor. Andei em td pq estava acompanhada de minha amiga q é de lá. 04/10 – Cidade do México (Tehotihuacán) Conheci alguns amigos de meu amigos e eles me levaram para Teotihuacán. Foi um dia maravilhoso. Subi só a pirâmide do Sol q é a maior. A vista é incrível e o vento é bem forte. P descer aqueles gigantes degraus q é problema. Desci sentada segurando uma corda p n sair rolando. A da Lua apreciei só de longe e não subi. Impressionante imaginar a construção dakelas pirâmides de pedra tão bem feitas há tanto tempo atrás. A nt um amigo daqui do Brasil q me acompanharia o resto da viagem chegou e foi maravilhoso conversar em português. 05/10 – Cidade do México – Cancún (com previsão de tormenta tropical) Eu e meu amigo pegaríamos o vôo p Cancun início da tarde. Então saímos de manhã, tomamos café com a família que nos hospedou e eles nos levaram até o aeroporto, o maldito aeroporto! Aconteceu de td. Para começar meu amigo se passou e esqueceu de comprar a passagem incluindo bagagem e tivemos q pagar uns 350,00 por elas. Mas ok. Daí, andando entre um portão e outro perco minha lente de contato q caiu sem motivo. Nessa hora descobri q a lente reserva q levei havia ficado na casa q estava. Pense no ódio mortal... Comprometer os passeios e mergulhos. Fiquei desesperada. P completar, na hora de passar pelo raio X, o bicho apitou q nem um louco. Aí fiquei lá esperando p ser revistada, por uma criatura super agreste. Enfim, entrei no avião rumo a Cancun. Apesar de bem feliz, estava chateada sem minha lente pq fico totalmente cega e meu óculos era mt feio. Chegando no aeroporto pegamos um táxi p o hostel. Daí o taxista comentou q ia ter toque de recolher no dia seguinte por causa da "tormenta". Olhei p cara do meu amigo e: "What? como assim?". Outro detalhe é q além dos terremotos no sul, pouco antes da viagem teve akele monte de furacão no Caribe e EUA. P n correr risco de ficar no hostel ou tomando banho de chuva mudamos o roteiro (Sempre importante ter plano B e C). Depois de um bom banho, fomos ao shopping e, apesar de já serem quase 22h, achei uma ótica q fazia o exame gratuitamente e vendia as lentes. Pense na minha felicidade! Ficamos no shopping até fechar. Depois ficamos conversando sentados em frente ao shopping fechado até às 3h da manhã. Cancún é super tranquilo, n faz medo nenhum. 06/10 – Cancún – Bacalar (ahhhhh, Bacalar... 😍) Depois do longo dia anterior, o dia amanheceu chuvoso como previsto. Fomos p rodoviária e pegamos o ônibus para Bacalar. Uma viagem um pouco longa mas q vale super a pena. Ficamos num hostel chamado Yake (indicadíssimo), na beira da famosa Laguna Bacalar q é a atração do local. Ela possui sete tons de azul. Depois de nos acomodar, fomos p o fundo da pousada q tem um cais p a lagoa q esbalda beleza c seus tons de azuis incríveis. Tinha um monte de gente simpática. Assistimos o pôr do sol e ficamos curtindo uma música calma e batendo papo. Saímos p comer e voltamos p o hostel. 07/10 – Bacalar (Passeio na lagoa) Nesse dia fizemos o passeio de lancha (principal passeio) q saía da pousada msm. É perfeito! Os cenotes dentro da lagoa, akeles azuis, o banho de argila, Deus! Lindo demais... Retornamos no começo da tarde e achamos um restaurante escondidinho chamado La Piña. Ambiente simples mas aconchegante e a comida incrível. Caminhamos pela cidade e voltamos para o hostel, pois na manhã seguinte voltaríamos para Riviera Maya sem tempestades tropicais... Para mim, Bacalar foi incrível: relaxante, apaixonante e muito maravilhoso. Se puderem, não deixem de ir. 08/10 – Bacalar - Playa del Carmen Pegamos o ADO pela manhã e fomos para Playa del Carmen. Chegamos fim da tarde. Pense num lugar massa! Ficamos hospedados na rua paralela à Quinta Avenida q é a principal, bem centralizados. Depois de nos acomodar, saímos p comer e andamos bastante. Só tem turista! Ótima estrutura num lugar aconchegante sem ar de cidade grande. É o point p quem quer só relaxar ou para quem quer curtir a madrugada toda. Assistimos várias apresentações nas ruas, restaurantes e na praça. Vi os mariachis enfim! Aproveitamos para pesquisar os preços dos passeios. A localização de Playa é ótima e de lá saem todos os passeios para região. Além disso, Cancún se resume a resorts. Então, para quem gosta daquele clima aconchegante e ao mesmo tempo cheio de opções, fique hospedado em Playa. (Dica: não compre na primeira barraca. Pesquise! E diga que é brasileiro para receber um bom desconto pq eles dizem que dinheiro norte americano e europeu vale muito, mas os latinos tem q receber desconto porque somos irmãos...rsrs) 09/10 – Playa del Carmen (Passeio Cozumel) No dia anterior compramos o passeio p Cozumel. Então cedinho tomamos café e saímos p pegar o Catamarã. Em Cozumel entramos numa lancha e paramos em alguns pontos p snorkear. Pense num azul inigualável. É azul anil! Akela imensidão de uma cor q nunca vi em nenhuma praia q visitei pelo Brasil. O azul é msm marcante. E dá p ver um monte de peixes cá de cima pq a água bem cristalina. C os pés em terra, alugamos um carro e fizemos à volta a ilha. As praias ficam bem desertas ao redor, mas tem pontos de parada c mirantes e restaurantes. Paramos p comer e a tarde devolvemos o carro e passeamos pelo centrinho. Final do dia, voltamos p Playa de Catamarã e aproveitamos p relaxar e comer na Quinta Avenida. 10/10 – Playa del Carmen (Passeio Tulum e Cobá) Contratamos um passeio q incluía Tulum pela manhã e Cobá pela tarde. Gente, Tulum é linda demais! Quando vi as fotos no Google pensei que tinha uns filtrinhos, mas n precisa! A foto que vou postar depois é de celular e sem filtro... Das ruínas q visitei, achei a mais bonita. O cinza das construções contrastando com o azul esverdeado do mar... De cair o queixo! Depois da visita guiada, tomamos um banho de mar e paramos numa barraca p nos refrescar. A van saiu começo da tarde p Cobá. Foi bem divertido. Ela fica no meio da mata e é bem diferente de Tulum. Alugamos bicicletas e saímos andando pelas ruínas, subindo entre uma e outra. Final da tarde ainda nos levaram p conhecer uma família local p ver um pouco da cultura. Casas bem humildes, mas os moradores receptivos. As crianças correm atrás dos turistas c florzinhas na mão em troca de alguma moedinha... Muito simpáticas. De lá voltamos p Playa. Nessa nt, minha amiga e companheira de várias viagens estava chegando. Como ela já havia viajado ao México antes, porém aproveitado pouco a Riviera, nos dias anteriores fomos aos lugares q ela já conhecia e daí em diante visitamos lugares diferentes. 11/10 – Playa del Carmen (Passeio Xcaret, iuhuuuuuu!) Enfim chegou o dia q estava bem ansiosa: passeio no Xcaret. Pense num parque lindo, c a infraestrutura incrível. Td bem conservado e organizado. O preço n é baratinho (acho q paguei cerca de US$120 no Plus, mas vale cada centavo). É um passeio necessário! Depois de passear durante todo o dia, almoçar super bem, encarar algumas aventuras, ver o show dos golfinhos e várias outras coisas, fim da tarde tomamos banho nos vestiários (bem organizados) e então pensei: "Foi ótimo, mas esperava um pouquinho mais". Mas mal sabia eu q um dos pontos altos ainda estava por vir. A nt inicia o espetáculo numa arena dentro do parque. Genteeeee, muiiiitooooo perfeito! Achava que era uma coisa simples, mas n. A apresentação é de alto nível e vc conhece a cultura de todas as partes do país e a história de antes da colonização até os dias atuais. São mts atores. É incrível! São quase 3h de show com um intervalo no meio. Finaliza perto das 22h e têm vários ônibus q te levam de voltam p Playa e q são estilizados, todo enfeitado e colorido. Mt fofo! 12/10 – Playa del Carmen (Cenotes) Esse foi o dia reservado p os cenotes. Conhecemos o Cristalino, Azul e Xcacelito (e tbm fomos a praia Xcacel que fica do lado). Os preços não são absurdos e vale a pena. Se tiver interesse, leia um pouco sobre esses espetáculos da natureza e não deixe de visitar. 13/10 – Playa del Carmen (Passeio Isla de las Mujeres) - Valladolid O passeio sai numa van que vai até Cancún e de lá vamos numa embarcação p Isla de Las Mujeres. Era um barco parecendo um iate, bem estruturado, c bebida livre. Atravessamos akele mar caribeño incrível apreciando a paisagem. Paramos no meio do caminho p conhecer o MUSA, o museu debaixo d’água (o que eu vi foram várias estátuas de cimento jogadas no meio do mar... Arte! rsrs). C o snork dá p ver td claramente. O que mais me impressionou foram os cardumes coloridos passando de um lado p outro. Foi demais! Voltamos p a embarcação e fomos p Isla. Conhecemos um casal de ingleses no barco q colaram no nosso pé. A mulher falava q nem uma matraca. Fomos simpáticos mas depois fugimos pq encheu o saco! Rsrs... Descemos em Isla e ficamos na praia p relaxar. Andamos nas lojas e de tardinha voltamos. A tequila subiu a cabeça de umas americanas que estavam no barco e q ficaram bem “felizes”, fazendo uma dança esquisita, gritando. Mas n nos tirou a paz. Retornamos ao hostel e no fim da noite pegamos um ônibus numa longa viagem p Valladolid. Chegamos na manhã seguinte. 14/10 – Valladolid (Passeio Parque Xkenkén) Valladolid n tem mt coisa. A cidade tem um estilo colonial, mas bem sujinha. Depois de nos acomodar, fizemos um passeio pelo centrinho, comemos e pesquisamos os passeios. A tarde fomos p o Parque Xkenkén onde estão os cenotes Cenotes Xkenkén e Samula (estrutura do parque ruinzinha e fedorenta). Ainda assim os cenotes são muito bonitos. Podem ver q conheci vários cenotes, mas cada um tem sua própria beleza e são totalmente diferentes. Vale a pena conhecer o máximo possível. 15/10 – Valladolid (Passeio Chichen Itza e Cenote Ik’il) – San Cristóbal de las Casas Fomos conhecer umas das ruínas mais famosas: Chichen Itza. É bem organizado, andamos bastante e foi bem legal. No retorno passamos pelo Cenote Ik’il. Pense num lugar lindo! Ótima infraestrutura e o cenote é muito lindo. É um poço com 50m de profundidade e dá para pular de uma plataforma. Final da noite nós três pegamos o ônibus e fomos para San Cristóbal de las Casas. Viagem de quase um dia (o que não sabíamos porque as informações da internet não bateram) 16/10 – San Cristóbal de las Casas Visto que pensamos q essa viagem seria mais curta, comprometeu nossa programação. Durante a viagem, fomos parados várias vezes pela policia federal que pediam nosso passaporte. Como essa região já é perto de fronteiras, acaba que é bem fiscalizado porque o pessoal entra no México para ir pros EUA. Enfim, chegamos no hostel fim da tarde, descansamos e passeamos a nt pela cidade q é mt aconchegante, limpa e organizada. Nosso objetivo era conhecer Palenque (um pouco distante) por causa das ruínas q são bem conhecidas. Mas o passeio acabou ficando inviável devido ao pouco tempo q teríamos, daí tivemos q acionar um plano B. 17/10 – San Cristóbal de las Casas (Passeio Cañon del Sumidero) Fizemos o passeio pelo Cañón del Sumidero q é ótimo. Akeles paredões gigantes de pedra ao redor faz a gente se sentir minúscula. Vimos algumas cascatas no caminho, crocodilos e várias coisas legais. Só fiquei assustada c uma parte do passeio em q nos deparamos com um mar de lixo no meio do rio, nessa área não era possível nem ver a água pela quantidades de garrafas e outras coisas q boiavam. Triste o q fazemos com o meio ambiente... 18/10 – San Cristóbal de las Casas (Passeio Cascada del Chiflon e Lagos Montebello) - Oaxaca Nesse dia fizemos um passeio que incluía Cascada del Chiflon e Lagos Montebello. Foi bem legal. Os lagos são lindos A nt pegamos o ônibus p Oaxaca. 19/10 – Oaxaca (Passeio Centro histórico) Conhecemos o centro histórico e fomos num mercadão onde comi chapolines (gafanhotinhos cheio de tempero...). Comprei várias lembrancinhas, experimentei comidas típicas. Foi um ótimo dia. Estávamos hospedados c uma família q minha amiga conhecia. Foram bem legais. 20/10 – Oaxaca (Passeio Hierve el Agua e El Tule) - Puebla Alguns amigos nos levaram p conhecer Hierve el Agua, q n tem nd de água fervendo... Rsrs Mas o lugar tem uma vista incrível demais e um lugar para tomar banho. Tem uma cascata de pedra mt bonita. O acesso não é do mais fácil, mas vale a pena. Tbm fomos conhecer El Tule, dizem ser a maior árvore, mas tem lá suas contradições. Fica numa cidadezinha muito simpática com um belíssimo jardim. De lá visitamos uma fábrica de Mezcal, bem interessante (nas estradas da região tem várias). Depois retornamos para Oaxaca e início da madrugada pegamos o ônibus p Puebla. 21/10 – Puebla (Tur de ônibus) – Cidade do México Guardamos nossa bagagem na rodoviária e fomos passar o dia na cidade. Tem um estilo europeu e é bem organizada. Pegamos um ônibus de turismo na praça principal e fizemos um tur passando pelos principais pontos. Foi bem agradável. Fim do dia, voltamos à rodoviária e fomos p Cidade do México 22/10 – Cidade do México (Casamento) O verdadeiro objetivo da viagem foi o casamento de minha amiga. Então o dia se resumiu a arrumação no visual e aproveitar o máximo a festa. 23/10 – Cidade do México - Brasil De volta p minha terra! Esse foi meu último dia lá. Pela manhã tomamos café c a família de minha amiga que casou e fomos ao aeroporto. Conclusão: Meu conselho é: Vá!!! Gente, o México é incrível. É mt mais q Caribe. Uma riqueza cultural e natural incrível. N consegui fazer td q gostaria, mas acho q aproveitei mt bem. N sei se um dia voltarei lá, n por falta de vontade! Mas é que gosto de conhecer lugares novos, por isso q tento fazer o máximo de coisas qndo vou. A medida q foram programando a viagem, montando o roteiro e fazendo pesquisas, verão quantas coisas incríveis esse país oferece.
  23. Pois é... eu saí daqui exclusivamente para subir o bichinho, mas quis ele expelir pedra incandescente e o governo interditou o acesso. Como 'plano B', escalei o Quetrupillán e fiz o rafting no Rio Trancura (alto), nível 4. Valeu a pena, mas eu ainda volto pra lá um dia!!!!
  24. Domingo de sol na Serra Gaúcha, coisa rara... E "vamonos " rumo a Cambará do Sul, desbravar o teto do Rio Grande. Já havíamos estado em Cambará, mas por problemas técnicos, não conseguimos visitar os Canyons. Na verdade não me planejei direito, chegamos tarde, e o parque estava fechando. Mas dessa vez nos preparamos, pegamos uma excursão, que saia as 6 da matina de Caxias do Sul. Mantimentos preparados, um tênis para trilha, varias garrafas d'água, e lá pelas 8 horas chegamos a Cambará. Paramos em uma padoca para um cafezito, R$ 15,00 pilas por cabeça, propaganda de café colonial, mas o café era simples, salgados bem gostosos até, mas pouca variedade, de colonial não tinha nada, enfim... Dali mais 1 hora até o Canyon Fortaleza. Canyon Fortaleza: Do centro da cidade, até o Canyon, são uns 15 km de estrada de chão, bem ruim, cheia de pedras. Chegamos ao Parque, e o guia Fabio, da Moguitur de Caxias, foi nos indicando o caminho. Alias Fabio é bem comunicativo, foi super atencioso, e o serviço da agência foi bem profissional, entregou o que vendeu. Recomendamos! Da entrada do Parque ao Canyon, são uns 2 km a subir, num descampado, onde não tem uma sobrinha sequer, o sol a pino batendo na moleira. Trilha média, é bom ir com sapato apropriado e levar bastante água, pois, depois se tem que voltar então os 2 km, viram 4. Lá em cima tudo muito lindo, uma vista de cair o queixo, um belo vale, com muita vegetação, cercado de paredões de pedra descomunais, e até uma cachoeira despencando um fio de água. Estranho o lugar não ter estrutura nenhuma, nenhum mirante nada feito pelo homem, é aquele imenso Canyon, cru, onde as pessoas podem chegar no parapeito sem segurança nenhuma, aí é por conta e risco de cada um. Curtimos ali por 1 hora, debaixo do sol, sem uma sombra sequer, e depois voltar a trilha, entre as pedras. Essa trilha durou umas 2 horas, e depois fomos almoçar, no Casarão Costaneira, um restaurante estilo gaudério, com comida típica, e musica tradicionalista ao vivo, o lugar é bem rustico, tem até provas de efusões de cachaça. E o almoço em sí delicioso, comida estio caseira, mas muito boa mesmo. Canyon Itaimbézinho: De estomago cheio, entramos no micro-ônibus, para o 2ª Canyon do dia, o Itaimbézinho. Esse sim com muito mais estrutura. Seguimos a trilha do cotovelo por uns 3 km, mas agora na sombra, entre as arvores, no plano. No lugar há mirantes, e proteção nas bordas. Local muito lindo também, com os paredões mais fechados, e vegetação exuberante. Ali ficamos admirando a beleza estonteante que os aparados nos oferecem. De bom o guia nos dizer, que podíamos ficar por ali, que o restante da trilha era apenas mais do mesmo, de feio varias pessoas cruzando a corda com uma placa, com letras garrafais, dizendo NÃO ULTRAPASSE. O ruim de excursão é isso, pessoas mal educadas. Enfim... Tiramos varias fotos do lugar, e depois voltar os 3 km da trilha, onde muita gente sofreu um pouco, por não estar preparado, então se for visitar os Canyons se liga, é Trilha! Tem que caminhar, bastante e é bem cansativo. Mais Fotos: Rota: Postado há 2 hours ago por Unknown Parque Nacional dos Aparados da Serra: Passeio pelo Canyon Fortaleza e Itaimbézinho. Cambará do Sul.RS.Setembro.2019
  25. Parque Nacional dos Aparados da Serra: Passeio pelo Canyon Fortaleza e Itaimbézinho. Cambará do Sul.RS.Setemebro.2019 Domingo de sol na Serra Gaúcha, coisa rara... E "vamonos " rumo a Cambará do Sul, desbravar o teto do Rio Grande. Já havíamos estado em Cambará, mas por problemas técnicos, não conseguimos visitar os Canyons. Na verdade não me planejei direito, chegamos tarde, e o parque estava fechando. Mas dessa vez nos preparamos, pegamos uma excursão, que saia as 6 da matina de Caxias do Sul. Mantimentos preparados, um tênis para trilha, varias garrafas d'água, e lá pelas 8 horas chegamos a Cambará. Paramos em uma padoca para um cafezito, R$ 15,00 pilas por cabeça, propaganda de café colonial, mas o café era simples, salgados bem gostosos até, mas pouca variedade, de colonial não tinha nada, enfim... Dali mais 1 hora até o Canyon Fortaleza. Canyon Fortaleza: Do centro da cidade, até o Canyon, são uns 15 km de estrada de chão, bem ruim, cheia de pedras. Chegamos ao Parque, e o guia Fabio, da Moguitur de Caxias, foi nos indicando o caminho. Alias Fabio é bem comunicativo, foi super atencioso, e o serviço da agência foi bem profissional, entregou o que vendeu. Recomendamos! Da entrada do Parque ao Canyon, são uns 2 km a subir, num descampado, onde não tem uma sobrinha sequer, o sol a pino batendo na moleira. Trilha média, é bom ir com sapato apropriado e levar bastante água, pois, depois se tem que voltar então os 2 km, viram 4. Lá em cima tudo muito lindo, uma vista de cair o queixo, um belo vale, com muita vegetação, cercado de paredões de pedra descomunais, e até uma cachoeira despencando um fio de água. Estranho o lugar não ter estrutura nenhuma, nenhum mirante nada feito pelo homem, é aquele imenso Canyon, cru, onde as pessoas podem chegar no parapeito sem segurança nenhuma, aí é por conta e risco de cada um. Curtimos ali por 1 hora, debaixo do sol, sem uma sombra sequer, e depois voltar a trilha, entre as pedras. Essa trilha durou umas 2 horas, e depois fomos almoçar, no Casarão Costaneira, um restaurante estilo gaudério, com comida típica, e musica tradicionalista ao vivo, o lugar é bem rustico, tem até provas de efusões de cachaça. E o almoço em sí delicioso, comida estio caseira, mas muito boa mesmo. Canyon Itaimbézinho: De estomago cheio, entramos no micro-ônibus, para o 2ª Canyon do dia, o Itaimbézinho. Esse sim com muito mais estrutura. Seguimos a trilha do cotovelo por uns 3 km, mas agora na sombra, entre as arvores, no plano. No lugar há mirantes, e proteção nas bordas. Local muito lindo também, com os paredões mais fechados, e vegetação exuberante. Ali ficamos admirando a beleza estonteante que os aparados nos oferecem. De bom o guia nos dizer, que podíamos ficar por ali, que o restante da trilha era apenas mais do mesmo, de feio varias pessoas cruzando a corda com uma placa, com letras garrafais, dizendo NÃO ULTRAPASSE. O ruim de excursão é isso, pessoas mal educadas. Enfim... Tiramos varias fotos do lugar, e depois voltar os 3 km da trilha, onde muita gente sofreu um pouco, por não estar preparado, então se for visitar os Canyons se liga, é Trilha! Tem que caminhar, bastante e é bem cansativo. Mais Fotos: Rota: Postado há 2 hours ago por Unknown
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