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  1. Esse relato é dividido em duas partes: A primeira foram mais de 900 kms (da página 1 até a 6), trechos de picos, travessias e alguns trechos no entorno de cidades; A segunda parte, mais de 300kms, só teve uma travessia e muitos picos, começa na página n° 7. Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos, comidas deliciosas, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas. Algumas fotos Subida ao pico dos Marins - SP Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg Vista desde o pico da Lapinha Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg A incrível JANELA DO CÉU flora exuberante Cachoeira do Tabuleiro - Mg Pico da Bandeira - ES Pedra do Altar - Mg
  2. Caminho da Fé – Pedra do Baú – Travessia da Serra Fina – Agulhas Negras e Prateleiras (PNI). Estou escrevendo este relato um ano depois que fiz esse passeio. Talvez eu esqueça alguma coisa. Eu estava precisando me desligar da vida que eu vinha levando. Estava precisando fazer o que eu mais gostava, caminhar bastante, travessias em trilhas, subir montanhas, me isolar do mundo “civilizado”. Tinha decidido que eu iria “largar tudo” e sair, sem saber até onde eu iria ou quando voltaria. Tinha uma grana guardada (cinco mil) e deveria ser suficiente para eu viver por pelo menos uns 3 meses. Falei com meu irmão que ele teria que se virar sozinho em nosso comércio. Falei com minha família que eu estava indo por não sei quanto tempo, mas que eu voltaria qualquer dia. Trabalhei até 31 de agosto, quase meia-noite. No dia 01 de setembro fui para um apartamento onde fiquei por 4 dias planejando lugares que queria conhecer, vendo preço de ônibus, tracklogs, etc. Na manhã de 4 de setembro parti para São Paulo e naquela noite para águas da Prata, onde minha jornada começaria. Como eu iria para vários lugares, diferentes um do outro, tive que levar muita coisa na mochila. Coisas que usaria em algum passeio, mas que seriam dispensáveis em outro. Ainda assim tentei levar o mínimo possível. Ítens que levei: - Mochila Osprey Kestrel 48 litros com Camel Back de 2 litros - Dois cantis de 900 ml. Um com caneca de alumínio. - Rede Amazon e tarp Amazon da Guepardo. - Saco de dormir Deuter 0º - 4 camisas dry fit - 2 blusas finas de fleece. - 2 calças quechua de secagem rápida - 6 cuecas - 3 pares de meia - 1 boné - 1 touca - 1 par de luvas (daquelas de pedreiro) - 1 par de sandálias Quechua - 1 par de botas La Sportiva - Kit Fogareiro + panela pequena - 2 isqueiros - 1 canivete - 1 colher plástica - 1 botija de gás Nautika pequena - GPS - Celular (para fotografias) - Caderneta e caneta - 1 Anorak - Corda e cordelete - Bolsa de nylon (para transportar a mochila no ônibus) Caminho da Fé. Águas da Prata até Aparecida. Caminho da Fé – 1º dia. 30Km 05-09-2018 Águas da Prata (SP) até Andradas (MG). Início 05:15 horas e chegada 12:55 horas Almoço : Pavilhão hamburgueria Jantar: bolachas e sanduba no hotel. Pernoite: Palace Hotel. Seguindo o conselho de um cara que desceu comigo e iria fazer o caminho de bike eu iniciei cedo para evitar o sol. Só que por esse motivo fui sem comida. Só comi uns pedacinhos de rapadura que ele me deu e uma banana que ganhei de um ciclista. Pelo longo tempo inativo, eu senti um pouco o peso dos 17Kg que estava levando na mochila. Caminho da Fé – 2º dia. 36 Km 06-09-2018. Andradas (MG) até Crisólia (MG). Partida às 08:00 horas e chegada às 17:40 horas. Almoço: salgadinho no Bar Constantino, comunidade da Barra. Jantar: miojo num banco ao lado da rede. Pernoite: rede Subidas cavernosas. Serra dos Lima, Barra, Taguá e Crisólia. Cheguei tarde, fui numa pousada carimbar a credencial e depois procurei duas árvores para esticar a rede, fazer o rango e dormir. Nesse dia não teve banho. Caminho da Fé – 3º dia. 38 Km 07-09-2018 Crisólia (MG) até Borda da Mata(MG). Partida às 07:30 e chegada às 18:00 horas. Almoço: pastel no Bar do Maurão em Inconfidentes Jantar: x-salada em lanchonete perto do hotel. Pernoite: Hotel Virgínia. Feriado da Independência. Fui acordado às 6 da manhã com queima de fogos e hinos. Passagem por Ouro Fino e Inconfidentes. Desfile cívico em todas as cidades. No hotel em borda da mata conheci um casal de cicloturistas que estava com um carro de apoio. Consegui que levassem um pouco das minhas coisas até Estiva. Foram 6 Kg a menos para carregar. Caminho da Fé – 4º dia. 17,5 Km. 08-09-2018. Borda da Mata(MG) até Tocos do Mogi (MG). Início às 08:00 horas e chegada às 12:40 horas. Almoço: um pouco de morangos colhidos no caminho. Jantar: Lanche na festa da padroeira. Pernoite: Pousada do Zé Dito. (muito boa e barata) Dia mais curto. A pousada ficava no calçadão principal, onde estava acontecendo a festa da padroeira. Estava difícil dormir. O jeito foi sair para a festa e tomar umas, apesar do frio que fazia de noite. Caminho da Fé – 5º dia. 21,5 Km 09-09-2018 Tocos do Mogi (MG) até Estiva (MG). Início às 09:00 horas e chegada às 14:20 horas. Almoço: moranguinhos (quase 1 Kg) e queijo fresco com caldo de cana. Jantar: Restaurante perto da pousada. Pernoite: Pousada Poka. Trecho muito bonito. Muitas plantações de morango. Muitos pássaros. Na pousada eu recuperei minhas coisas que haviam sido deixadas ali e já consegui ajeitar um novo transporte delas até Potim, já pertinho de Aparecida. Caminho da Fé – 6º dia. 20 Km 10-09-2018 Estiva (MG) até Consolação (MG). Partida às 07:30 e chegada às 12:45 horas. Almoço, jantar e pernoite: Pousada Casarão Destaques deste dia. Cervejinha gelada num bar onde um piá gordinho queria tirar uma selfie comigo. E também queria meu bastão de selfie de qualquer jeito. Também destaque para o canto da seriema, triste e ao mesmo tempo bonito, que se fez presente muitas vezes. Também tem a subida da serra do Caçador, cavernosa. Além disso, nesse trajeto é comum vermos carros de boi e também “canteiros”onde os agricultores esparramam o polvilho para secar. Caminho da Fé - 7ºdia. 22,5 Km 11-09-2018. Consolação (MG) até Paraisópolis (MG). Início às 07:00 e chegada às 12:30 horas. Almoço: Restaurante Sabor de Minas. Muito bom e barato. Comi pra danar. Janta: coxinha na praça. Pernoite: Hotel Central Foi um dia especialmente marcado pela presença dos pássaros ao longo do caminho, canários, sabiás, pássaros pretos, coleirinhas, gralhas, joões-de-barro, tucanos, maritacas. E aves maiores, como gaviões, seriemas e garças brancas. Também vale destacar a grande quantidade de flores, principalmente nos portões das casas dos sítios. Caminho da Fé – 8º dia. 28,5 Km. 12-09-2018 Paraisópolis (MG) até A pousada da Dona Inês, que fica 4 Km depois do distrito de Luminosa, município de Brazópolis. Início às 07:55 e chegada às 15:15 horas. Almoço: Salgadinho e coca numa mercearia em Brazópolis. Jantar e Pernoite: Pousada da Dona Inês. Foi o dia mais quente desde o início do caminho. Era meu aniversário de 52 anos e ficou marcado porque depois do jantar na Pousada, uma amiga de caminho, a Fabiana, puxou um parabéns a você, junto com as outras cerca de 20 pessoas que estavam ali. Fiquei bem emocionado. Caminho da Fé – 9º dia. 33 Km 13-09-2018 Pousada Dona Inês (Luminosa-MG) até Campos do Jordão (SP). Início às 05:45 e chegada às 18:45 horas. Almoço: Restaurante Araucária. Fica perto da placa que indica a entrada para a pousada da Dona Rose e da madeireira Marmelo. Comida muito boa. Jantar: Caldo de Mandioca com carne. NIX Caldos e lanches. Pernoite: Refúgio dos Peregrinos Na verdade, a quilometragem total desse dia foi de 51 Km porque no meio do caminho decidi que iria subir a Pedra do Baú. Isso me custou várias horas e me fez chegar em Campos do Jordão já de noite. Mas valeu muito a pena. O dia amanheceu lindo. Logo de cara a temida subida da Luminosa, mas que não é nada de tão difícil. Depois é asfalto até o fim do dia. A pousada Refúgio dos Peregrinos é bem diferente. Tem uma tabela de preços na parede. Você anota o que consumiu, faz as contas, paga e faz o troco. Tudo na base da confiança. Caminho da Fé - 10º dia. 52 Km 14-09-2018 Campos do Jordão(SP) até Pindamonhangaba(SP). Início às 06:00 horas e chegada às 17:45 horas. Almoço: Sanduíche em Piracuama. Jantar e pernoite: Pousada Chácara Dois Leões. Nesse dia todos os que estavam no refúgio dos peregrinos foram por Guaratinguetá, menos eu que fui por Pindamonhangaba. Descida pela linha do trem até próximo a Piracuama, com uma garoa fininha que de vez em quando virava um chuvisco. De tarde foi só asfalto e chuva. Cheguei na pousada já escurecendo. Foi o dia mais cansativo, pela quilometragem, pela chuva e principalmente pelo asfalto. Caminho da Fé - 11º dia. 24 Km. 15-09-2018. Pindamonhangaba(SP) até Aparecida(SP). Início às 09:00 horas e chegada às 15:15 horas. Almoço: Pesqueiro Potim. Comida muito boa. Comi feito um louco. Aqui eu recuperei o restante de minhas coisas que tinham vindo no carro de apoio de amigos. Pernoite: Hotel em Aparecida. Esse era o último dia no caminho. Um misto de ansiedade por chegar e de nostalgia antecipada das experiências vividas e das paisagens do caminho. A chegada na basílica é emocionante, não importa em que você acredita, ou se acredita em algo. Fica a saudade dos lugares. Dos amigos. Dos passarinhos. Fiquei em Aparecida até segunda-feira, quando fui ao correio e despachei para casa algumas lembrancinhas que tinha comprado e coisas que tinha levado e que vi que não ia usar. A calça jeans e a camisa de passeio. Umas cordas. Um dos fleeces e a bolsa de transporte. A Vida e o Caminho da Fé. Durante esse derradeiro dia de caminhada me veio à mente uma analogia entre a vida e o “caminho da fé”. O caminho da fé cada um começa de onde quiser, mas todos com o mesmo destino. No caminho o destino é a basílica de Aparecida, na vida a gente sabe o destino. No caminho as pessoas vão chegando, amizades vão sendo feitas. Uns mais lentos outros mais apressados. Uns madrugadores outros nem tanto. Uns alegres e comunicativos, outros mais quietos e introspectivos. Muitos de bike, passam pela gente voando, só dá tempo para um “bom dia”. Assim também é a vida e os amigos que vamos fazendo. Uns continuam por perto, outros se distanciam, mas continuam amigos No caminho não importa sua classe social, sua cor, opção sexual, grau de instrução ou idade. O destino é o mesmo para todos. Assim também é na vida. No caminho a jornada é longa, alguns dias são mais difíceis, parecendo que não vão terminar. Outros passam leves e agradáveis, a gente nem queria que terminassem. Igualzinho a nossa vida Temos que superar o cansaço, as bolhas, os pés inchados, joelhos e tornozelos doendo, a mochila pesada que nos deixa com os ombros marcados. Enfrentar as subidas, as descidas, os buracos, as pedras, a fome e a sede em alguns momentos. Por mais difíceis que sejam esses obstáculos, eles são superados. Ficam para trás. Igualzinho na vida. O caminho também nos oferece muitas coisas boas. Simples, mas inesquecíveis. Os pássaros cantando ao lado da estrada. A beleza e o perfume das flores. Os riachos que nos permitem um banho refrescante depois de uma subida cansativa. As conversas com os amigos. O pôr do sol por trás das montanhas. A janta e a cama quente que nos restabelecem para o dia seguinte. O nascer do sol de um novo dia, nos lembrando que sempre nos é dada uma nova chance de sermos felizes. Assim também acontece na nossa vida. Seja no caminho da fé, ou na vida, o destino a gente sabe qual é. O importante é deixar para trás o que para trás ficou. E aproveitar ao máximo a jornada. Pedra do Baú. Eu sempre gosto de planejar meus passeios, travessias. Mas sobre a Pedra do Baú eu não sabia nada. Só de ouvir falar, de ler alguma coisa de relance. Mesmo assim era uma coisa que eu tinha vontade de fazer algum dia, se desse certo. Era o dia 13-09-2018, meu nono dia no caminho da Fé. Era de manhã e eu caminhava pela rodovia, junto com um peregrino de nome Donizete, que eu conhecera na pousada da Dona Inez. Passamos por uma placa que indicava a entrada para o Parque Estadual da Pedra do Baú. Eu falei para ele: - Donizete, vai em frente que eu vou subir a Pedra do Baú. Ele disse: - Cara, isso vai demorar. Você só vai chegar em Campos do Jordão de noite. Isso se der tudo certo. Daí eu disse:- Tem que ser hoje. Não sei se vou ter outra chance. Quem sabe eu nunca mais passe por aqui. Me despedi dele e entrei na estradinha que levava ao parque. Escondi minha mochila e fui só de ataque, levando água, uma rapadura, uma paçoca, o GPS e o celular para tirar as fotografias. Depois de uns 4 Km cheguei onde começavam as trilhas e entrei na que indicava Pedra do Baú, face norte. Passei por uns caras que eram guias e estavam levando equipamentos de escalada. Depois de um tempo cheguei num local que tinha uma escada amarela grande, fixada na parede de pedra. Não pensei duas vezes. Subi aquela escada e depois continuei uma escalaminhada, com misto de escalada em alguns pontos, até que já estava bem alto e não tinha mais para onde subir. Estava pensando até em desistir e voltar embora, quando avistei uns caras no cume de um morro que eu julguei ser o Baú, mas acho que era o Bauzinho. Gritei para eles e eles responderam de volta. Perguntei como chegava na Pedra do Baú e eles me disseram para descer de novo e seguir mais em frente. Desci e estava chegando ao ponto em que tinha começado a subida quando vi eles vindo. Esperei por eles. Conversamos por um tempo e eles me deram as informações sobre como chegar até onde a subida começava realmente. Segui em frente pela trilha e pouco depois eu chegava na base da Pedra do Baú, onde um guia estava terminando os preparativos para iniciar a subida com um casal de clientes. Capacetes, corda, mosquetões, etc. Eu estava ali de bermuda, boné e botina. Eu vi aquela parede enorme e aquela sequência de grampos na pedra que eu não sabia onde terminaria. Pensei: - vou esperar ele começar a subida e assim pego uma carona. Se o negócio apertar eu peço arrego para ele. Foi quando ele virou pra mim e perguntou: - Vai subir? Falei que sim e ele disse:- Pode ir na frente então. A gente ainda vai demorar uns minutos. Eu pensei:- já era minha carona. Era uma parede de pedra quase vertical e muito exposta, que devia ter mais de 300 metros de altura. O jeito foi encher o peito de ar, mirar para cima e começar a subida. Subi meio que com medo no começo, mas também com muita confiança Parei algumas vezes no meio para tirar fotos. Passei por mais dois guias com clientes antes de chegar ao cume. Um deles foi bem legal e me deu umas dicas sobre o percurso que faltava. Muitos trechos com vento forte e eu pensava: - se eu parar agora eu travo. E ia em frente. Os últimos grampos, quando se está chegando no cume são especialmente complicados, porque você tem que abandonar a “segurança” que os grampos te dão para poder chegar no cume. Mas depois de uns 20 minutos de subida, lá estava eu no cume da Pedra do Baú. Foi um momento mágico. Bem mais do que eu esperava. O visual era incrível. Tirei foto de tudo que é jeito. Deitado sobre a beira do abismo, em pé, etc. Aqui vou abrir um parênteses. Apesar de estar no caminho da Fé, um caminho católico, onde se passa por muitas igrejas, as únicas vezes na vida que eu senti realmente uma presença muito forte, do que alguns podem chamar de Deus, foi quando estive no cume de alguma montanha ou embaixo de uma cachoeira. Nunca em uma igreja. Deixei de frequentá-las faz muito tempo. Me lembro de ter me encontrado com “Deus”, no cume do Alcobaça (2013), em Petrópolis. Embaixo da cachoeira do Tabuleiro, literalmente, em 2013 (e agora em 2019 de novo). Nos Portais de Hércules, Travessia Petro-Tere, em 2014. No cume do Pico Paraná em 2015 (não encontrei quando retornei em 2017). Na base das Torres e no Mirante Francês, no Parque Nacional Torres del Paine, em 2016. E agora, na Pedra do Baú. É uma sensação difícil de explicar. É como se você se sentisse realmente parte de um todo, de uma coisa muito maior. Se sentisse nada e tudo ao mesmo tempo. Uma paz muito grande torna conta da gente. E em todas essas vezes eu senti a presença do meu pai, já falecido. Restava agora a descida, que metia mais medo que a subida. Principalmente os primeiros grampos, onde tinha que se virar de costas para o abismo para alcançar os grampos. A Mesmo assim a descida foi rápida e durou cerca de 15 minutos. Cheguei na base e peguei o caminho de volta pela trilha. Pouco tempo depois quase pisei em uma jararaca de cerca de um metro de comprimento. Ela estava junto a uma pedra onde eu iria colocar meu pé. Ela se mexeu e eu a vi. Consegui dar um pulinho e evitei pisar nela. Foi por muito pouco. Segui rápido pela trilha e tempo depois eu já estava de volta à rodovia, rumo a Campos do Jordão. A Pedra do Baú foi muito gratificante. Mais do que eu esperava. Mais do que eu merecia. Serra Fina. Fiquei em Aparecida até na segunda-feira, 17-09-2018 e daí fui para Passa Quatro (MG), onde cheguei já escuro na rodoviária local. Peguei um ônibus circular e fui para o hostel Serra Fina, do Felipe, onde fiquei até na sexta-feira quando comecei a travessia. Choveu na terça, quarta e quinta, mas na sexta a previsão era de tempo limpo que duraria tempo mais que suficiente para a travessia e por isso decidi esperar e aproveitar para descansar e ler. Mesmo assim fui até a toca do lobo, pra passear e conhecer o Ingazeiro gigante. Também fui conhecer o centro da cidade. A região estava em alvoroço. Dois rapazes cariocas estavam perdidos em algum ponto da travessia e vários bombeiros, guias e montanhistas estavam à procura deles. Por sorte conseguiram um ponto onde tinha sinal de celular e conseguiram passar a localização e foram resgatados. Se bem que já estavam próximos de uma propriedade rural. Passa Quatro é uma cidadezinha linda e é um lugar onde eu moraria tranquilamente. O Hostel Serra Fina também é muito bom e o Felipe é um cara nota dez. Eu me senti em casa. Todas as travessias que eu faço eu vou sozinho. Não que não goste de pessoas. É que eu gosto de ir no meu rítmo. Gosto de ficar sozinho. Andar sozinho. Pensar na vida, etc. A intenção era fazer essa travessia também de modo solitário. Mas na quinta-feira de noite chegou ao hostel uma gaúcha baixinha, menor que eu até, que iria começar a travessia na sexta também, então decidimos começar juntos. A mochila dela era enorme e certamente tinha coisa que não precisava. Começamos o primeiro dia da travessia, 21-09-2018, uma sexta-feira, mais tarde do que eu queria. Saímos da toca do lobo já era meio-dia. Logo no começo da travessia, primeira subida, eu percebi que ela iria me atrasar, mas já que estávamos juntos, seguiríamos juntos. Foi quando ele me disse:- Vai na frente, você anda mais rápido. Eu disse que não, mas ela insistiu. Disse que ficaria bem. Eu então dei um até logo e disse que a reencontraria no Capim Amarelo..A subida é intensa e o ganho de altitude é rápido. Talvez pelo “treino” feito no Caminho da Fé eu não senti muito e passei por mais gente no caminho. Primeiro por 3 mineiros (que depois se tornariam grandes amigos) e depois por outros dois caras que pareciam ser militares. Cheguei ao cume do Capim Amarelo eram 15:15 horas. Praticamente 3 horas só de subida. Montei minha “barraca”, que era na verdade a minha rede estendida sob a lona que tinha sido disposta como se fosse uma barraca canadense. Fiz um rango e fiquei apreciando a paisagem. Como sabia da falta de água eu decidi que não levaria comida que precisasse de água no preparo, então comi basicamente tapioca de queijo, ou de nutella, ou de salaminho, paçoca, geléia de Mocotó e castanhas, durante toda a travessia. Os mineiros chegaram um pouco mais tarde e armaram suas tendas. Os militares chegaram quando já estava começando a escurecer. Eles não traziam barracas, dormiram de bivaque. Quando já estava quase escuro chegou um grupo que iria passar direto pelo Capim Amarelo e acampar no Maracanã. Perguntei pela gauchinha e me disseram que ela tinha montado acampamento em algum local no meio do caminho. Depois disso fiquei sabendo que ela desistiu e retornou para Passa Quatro. E que depois reiniciou a travessia na segunda-feira, tendo que ser resgatada de helicóptero no cume dos 3 Estados. E que depois disso voltou mais uma vez, acompanhada de um escoteiro, só que mais uma vez desistiram, abortando a travessia na Pedra da Mina, via Paiolinho. Estávamos a 2490 m de altitude e o pôr do sol e a noite foram lindos e gelados. Meu termômetro marcou a mínima de 3,5ºC. O dia 22-09-2018 era o segundo dia da travessia. A intenção era dormir no cume da Pedra da Mina. Depois do café da manhã, junto com os mineiros, desarmei e guardei toda a tralha e deixei o Capim Amarelo para trás às 10:20 horas. Logo no começo encontrei uma garrafa de uísque que tinha sido esquecida pelos militares. Voltei até onde os mineiros estavam e depois de bebermos uns goles eu retornei para a trilha, levando a garrafa para devolvê-la assim que encontrasse os rapazes. Não demorou muito para encontrá-los porque eles tinham pegado uma trilha errada logo na saída do Capim Amarelo. Depois de muito sobe e desce, mata fechada, bambuzal, escalaminhada, trepa pedra, cheguei na cachoeira vermelha e no ponto de abastecimento de água. Estava cedo e daria para pernoitar no cume. Foi o que fiz e cheguei ao cume eram 16:40 horas. Chegando ao cume estendi a minha lona fazendo um teto que ligava uma parede de pedras empilhadas até o chão Estendi ali embaixo o isolante e joguei o saco de dormir por cima. Essa noite não teria o mosquiteiro. Deixei a rede guardada. Comi meu jantar, assinei o livro de cume e fui apreciar o fim da tarde, o pôr do sol e as estrelas aparecendo. A noite estava bem fria. Os 3 mineiros chegaram quando a noite já tinha caído. Ajudei eles a montarem as barracas e depois ficamos conversando até altas horas. Os militares chegaram ainda mais tarde e no dia seguinte abandonariam a travessia, descendo pelo Paioloinho. Essa noite teve como temperatura mínima 3,7º C, mas a sensação foi de que era uma noite muito mais fria que a anterior. Talvez pela exposição ao vento, o que não tinha acontecido pela proteção que o capim elefante fornecera na noite anterior. A noite foi linda, repleta de estrelas e prometia um amanhecer incrível, fato que aconteceu. O único porém foi a grande quantidade de pessoas que estavam na Mina, quase todos fazendo bate-volta, o que trouxe muito barulho até algumas horas da noite. Apesar disso dormi muito bem e acordei bem disposto. A água até aqui não tinha sido problema. O dia 23-09-2018 era o terceiro dia da travessia e amanheceu espetacular, apesar de muito frio. Acordei antes do sol nascer e escolhi um bom lugar para apreciar o espetáculo. Depois disso o café da manhã (sem café) e desmontar acampamento. A surpresa foi quando levantei o saco de dormir e vi que uma aranha bem grande tinha vindo se aquecer embaixo dele. Peguei a bichinha com cuidado e a levei para perto de uma moitinha de capim. A travessia começou mesmo já eram 10:50 horas da manhã e daí para frente decidi caminhar junto com os 3 mineiros, afinal a gente combinava bastante. E assim saímos nós 4 da Pedra da Mina, eu , o Vinícius (Vini), o Daniel (boy) e o Nelson (Bozó). E assim passamos pelo Vale do Ruah, onde abastecemos os cantis pela última vez, com água que deveria ser suficiente até as 16 horas do dia seguinte. Daí foi uma grande sequência de morros até chegarmos ao Pico dos Três Estados às 17:20 horas. Mais uma vez montei a lona no estilo canadense, dispus a rede com mosquiteiro dentro e esparramei minhas coisas. De noite nos reunimos junto ao triângulo de ferro que representa a divisa dos 3 estados para a janta. Os caras já tinham pouca água. Eu ainda tinha meus dois cantis cheios e mais um bom tanto no camelback. Dessa maneira cedi um cantil para que eles fizessem a janta e bebessem o que sobrasse. Essa noite foi a mais fria, com o termômetro marcando 2,7º C, mas o capim elefante nos protegeu bem dos ventos e deu para dormir muito bem. No dia seguinte pela manhã, o Bozó sugeriu que fizéssemos café. Lá se foram mais 500 ml de água. Mas foi muito bom aquele cafezinho e aquela vista que se tinha lá de cima. De lá dava para ver Prateleiras e Agulhas Negras, minha próxima empreitada. Era o dia 24-09-2018, nosso quarto e último dia de travessia. Deixamos o 3 Estados às 09:40 da manhã. Esse foi um dia bem sofrido. Uma sequência de morros. Sobe e desce. Muitos trechos de mata, e bambuzal. Mas o principal obstáculo era a falta de água. Minha água era para dar tranquilamente, mas depois da janta, café e dividir com os amigos, eu tinha deixado o 3 Estados somente com a água que restava no camelback, que era pouco mais de meio litro. Fomos racionando, mas quando chegamos no Alto dos Ivos, todos bebemos o que nos restava de água. Foram mais 3 horas até encontrarmos água de novo. A falta de água aliada ao esforço físico fez com que o Vini começasse a passar mal. Mesmo assim tocamos em frente.Chegamos inclusive a beber água acumulada nas bromélias. Eu e o Bozó, que estávamos melhor, seguimos mais rápido enquanto Daniel ficou para trás acompanhando o Vini. Chegamos ao ponto de água e enchemos os cantis e o Bozó voltou correndo para encontrá-los e matar a sede dos amigos. Já eram 16:50 horas quando chegamos na rodovia BR-354, onde o resgate que eles tinham combinado estava esperando. A Patrícia, que era a dona da caminhonete de resgate me deu uma carona até Itamonte, onde seria meu pernoite. Por coincidência, a Patrícia era o resgate dos rapazes que estavam perdidos quando cheguei em Passa Quatro. Como eles não chegaram no ponto de resgate no dia combinado, ela entrou em contato com os bombeiros e com a família dos rapazes. Era o fim da travessia. Uma das mais puxadas e mais bonitas que já fiz. Foi também a última vez que vi os amigos Daniel e Vinícius. O Bozó eu encontrei de novo em Belo Horizonte agora em maio de 2019. Foi uma travessia que exigiu muito, mas que ofereceu muito mais em troca. Alvoradas e crepúsculos inesquecíveis. Paisagens sem igual, amizade, companheirismo. E que deixou uma vontade enorme de retornar e fazê-la novamente. Parque Nacional de Itatiaia. Agulhas Negras e Prateleiras. Desde que eu estava no hostel em Passa Quatro, eu já estava procurando um guia para o Parque Nacional de Itatiaia. Sabia que se tudo desse certo eu terminaria a travessia na segunda-feira 24-09 e na terça-feira 25-09 queria ir para o PNI, para subir o Agulhas Negras e o Prateleiras. Durante os telefonemas para casa, eu vi que teria que voltar logo. Dessa maneira, eu teria que fazer os dois cumes no mesmo dia. Entrei em contato com vários guias, mas ninguém queria fazer os dois cumes em um único dia. Uns disseram que não dava. Outros disseram que não era permitido. Até que encontrei um cara. Tudo isso pela internet e pelo tal de whats app, que eu nunca tinha usado antes disso. Deixamos mais ou menos combinado. Ele me cobraria 300 reais pela guiada. Eu sabia que o PNI exigia equipamentos para a subida aos cumes. Eu não tinha esses equipamentos. Após o PNI eu teria que voltar para casa, minha jornada terminaria ali, portanto não precisaria mais ficar regulando a grana. Durante a travessia da Serra Fina a gente ficou sem contato. No final da travessia, o resgate dos mineiros me deu uma carona. Eu tinha planejado ficar no Hostel Picus, ou no Yellow House, mas ambos estavam fechados. Dessa forma fui com eles até Itamonte, onde me deixaram e seguiram rumo a Passa Quatro. Saí procurando hotel ou pousada e acabei ficando no Hotel Thomaz. O Hotel era bom e tinha um restaurante onde eu jantei. Só que fica bem na rodovia e eu peguei um quarto de frente para a rodovia e o barulho dos caminhões e carros freando durante toda a noite incomodou um pouco e prejudicou o sono. Na manhã do dia 25-09-2018, terça-feira, acordei bem cedo, tomei banho, preparei as coisas que levaria para o Parque, entrei em contato com o guia e desci para tomar o café da manhã no Hotel. Por volta das 7 horas o guia chegava de carro para me pegar e seguirmos para o parque. Durante o caminho fomos conversando e falei pra ele sobre a travessia e sobre o caminho da fé e pedra do Baú, que tinha feito recentemente. Ele também é guia na travessia da Serra Fina. Chegamos ao parque fizemos os procedimentos de entrada, onde um guarda-parque alertou que caso não começássemos a subida do Prateleiras até as 14 horas, não deveríamos continuar. Desse modo, às 08:45 da manhã iniciamos nossa caminhada rumo a base do Agulhas Negras. Ele apertou o passo, acho que querendo me testar. Eu fui acompanhando de boa. Paramos num riozinho para abastecer a água e fazer um lanchinho, já próximo da base. A conversa ia progredindo e ele me falou que achava que eu era um cara que parecia estar preparado e que normalmente ele guiava por uma via conhecida como Via Normal ou Via Pontão, mas que se eu quisesse a gente poderia tentar uma via diferente, pra se divertir um pouco. Falei pra ele que ele é quem estava guiando e que por mim tudo bem. Dessa maneira subimos por uma via menos utilizada, que passa por dentro de uma espécie de chaminé que é conhecida como útero. Na verdade quando você emerge dessa “chaminé” é como se você estivesse nascendo. Não levamos capacete, nem cadeirinha, apenas uma corda e uma fita. Usamos a corda somente duas vezes, uma delas para rapelar e depois subir um lance de rocha que fica entre o falso cume e o cume verdadeiro onde fica o livro de cume. Atingimos o cume verdadeiro às 10:40 horas. Comemos, descansamos um pouco, apreciamos a paisagem, tiramos várias fotos e depois iniciamos a descida. Dessa vez por uma via diferente, a Via Bira. No início da descida um rapel de uns 40 metros por uma descida bem íngreme junto a uma fenda e uma parede. Bem legal. Foi uma descida bem bacana. Uma via bem mais interessante que a tradicional. Eram 12:40 quando chegamos de volta ao ponto onde tínhamos iniciado a caminhada. Fizemos um lanche rápido e às 13:00 horas partimos em direção ao Prateleiras. Desta vez sem mochila, sem corda, sem água. Só levamos uma fita de escalada, que foi usada uma única vez. Achei bem mais tenso que o Agulhas, apesar de mais rápido. Muita fenda, muito lance exposto, muito salto de uma pedra para outra com abismos logo embaixo. No ataque final, nos últimos 15 minutos, o cara me salvou por duas vezes. A primeira em um lance de escalada livre onde se tem que fazer uma força contrária. Como não tem "pega", a gente sobe com os pés numa face da fenda, empurrando a outra face para baixo. Complicado. Eu tava a abrindo o bico de cansaço aí ele me deu a mão e a puxada final. Depois disso, num paredão bem inclinado, tinha que começar a subir quase correndo agarrando na pedra para conseguir chegar ao fim. Faltando um meio metro para o fim dessa rampa minha bota começou a escorregar na pedra e eu fiquei sem força. Gritei ele e novamente me deu a mão ajudando a chegar. Muito tenso. Atingimos o cume às 13:50 e depois de alguns minutos começamos a descida. Paramos para comer uma bananinha e paçoca e descemos mais tranquilos. Às 14:58 estávamos de volta ao local onde tinha ficado o carro. Daí o cara olha pra mim e fala: - Agulhas e Prateleiras em 6 horas. Nada mal. E rachamos o bico de dar risada. Tinha acabado de subir dois cumes que sempre tinha sonhado. Agulhas Negras e Prateleiras. Os dois em cerca de 6 horas. Eu estava muito feliz. O visual de cima dessas montanhas é incrível. Mas a experiência da subida é demais. A adrenalina a mil. Saber que um escorregão e já era. Isso não tem preço que pague. Acabei ficando amigo do guia e ele me deu uma carona para Itanhandu no dia seguinte, onde pegaria o ônibus de volta pra minha terra. Dormi mais uma noite no mesmo hotel, dessa vez num quarto de fundos e o sono foi muito melhor. Desci para comer um sanduíche de pernil numa lanchonete próxima e bebi uma coca-cola de 1 litro. Depois de todo aquele esforço eu merecia. VID-20180925-WA0004.mp4 VID-20180928-WA0014.mp4 VID-20180928-WA0014.mp4 vidoutput.mp4 Na manhã da quarta-feira, 26-09, eu parti de volta para Maringá, com uma parada longa em São Paulo, de onde saí de noite e cheguei em casa na manhã de 27-09-2018. Decidi ir pra casa a pé. Pra caminhar um pouco. rsrsrs. Logo depois do almoço eu estava em casa e na manhã do dia seguinte tudo voltaria à mesma rotina de antes. Mas eu não era o mesmo cara que tinha saído 23 dias antes. Eu tinha caminhado mais de 420 Km. Tinha estado em 3 dos dez pontos mais altos do país. Tinha visto o sol nascer e se por proporcionando espetáculos inesquecíveis. Tinha conhecido gente da melhor qualidade, o povo bom e humilde do interior de Minas Gerais. Dá para aguentar essa rotina por mais um tempo, numa boa.
  3. PICO 3 ESTADOS VIA PIERRE - PREPARAÇÃO 30° dia - 27.07.2019 - Sábado Saída de carro Hostel Serra fina Passa Quatro-Mg e pernoite fazenda do Pierre, 3 kms antes da garganta do registro, base do pico 3 estados. Dormimos até mais tarde, batemos um longo papo com o Felipe, e o Milton, guia da região (já administrou o Camping da base do Pico dos Marins), eles me perguntaram se não íamos subir o Pico dos 3 estados. Respondemos que esse Pico (segundo um relato que tinha lido algum tempo antes), a sinalização era meio confusa, o Milton disse que era de boa fazer esse bate/volta, desde a fazenda do Pierre. Como era sábado, e no domingo, sabíamos que alguns grupos iam terminar a travessia da Serra Fina, na fazenda do Pierre, animamos e mudamos nossos planos (que até então era ir para São Paulo). Despedimos do pessoal, retornamos de novo para Passa Quatro e passamos em Itamonte para consertar o carro(a grade de proteção do motor soltou de novo), foi só apertar uns parafusos), almoçamos selfservice $12 à vontade na saída de Itamonte para o Rio de Janeiro(nesta região tem comida bem barata devido a concorrência). Passamos no Hostel Picus mas estava lotada, depois de uns 2 kms(numa curva à direita (cuidado) tem um estacionamento e um portão) viramos à direita numa estradinha de terra até a entrada da fazenda do Pierre (parece que ele vendeu a fazenda para outra pessoa ) conversei com o responsável(Luciano) e ele me mostrou uma casinha desativada mais acima, uns 2 kms numa estradinha de terra com muitas pedras e buracos, mas devagar chegamos sem problema(no início da trilha para o pico dos 3 estados)(o problema que não tem energia elétrica na casa, e estava abandonada mesmo). Nós fizemos uma faxina na casa e resolvemos passar a noite neste local. A casinha fica no meio de pinheiros, na casa principal (que também está abandonada) que foi do Sargentelli (antigo apresentador de televisão), tem um lindo visual de montanha e um belo pôr -do-sol. Hospedagem: casa abandonada no início da trilha para pico 3 estados, contatar o Luciano na casa na entrada da fazenda, verificar se ainda está alugando. A casinha tem um fogão a lenha, uma cama de casal com colchao bom, banheiro privativo, não tem energia elétrica. Preço: $30 por pessoa sem café da manhã + $20 do estacionamento do carro. Apesar de nao ter energia elétrica, dá pra ficar numa boa, fica no início da trilha a uns 3 kms da rodovia asfaltada. Ou seja, iríamos começar a trilha mais acima. Casa principal que também está abandonada. Outra visão do lugar Visual do pico Picus próximo dali Entardecer, no alto parte da Serra Fina Idem Casinha abandonada num lindo bosque de pinheiros Fizemos uma grande faxina para ficar assim. Detalhe: a cortina da porta do banheiro era tão velha que estava desintegrando, vc colocava a mão nela e ficava com os plásticos nas mãos. Depois de muita dificuldade, conseguimos acender o fogo, por sorte tínhamos óleo e um saco de pipoca, acedemos umas velas e curtimos uma linda noite estrelada comendo pipoca quentinha.
  4. Choquequirao – 4 dias e 3 noites Saída do hostel as 5:30 da manhã, com destino a São Pedro de Cachora. Embora se possa iniciar a caminhada já em Cachora, realizando um percurso de 12 km em uma estradinha “pendurada” nas montanhas, a trilha propriamente dita começa mesmo em Capulyoc, onde tem um posto de controle em que se registra a entrada junto ao Guarda Parque, paga a entrada (60 soles para brasileiros) e, se quiser, eles carimbam seu passaporte. Capulyoc se localiza a 2.915 metros de altitude e é muito lindo, pois de um lado se abre um amplo vale em que se vislumbram as típicas plantações em terraços dos moradores locais e em frente se pode admirar um bonito grupo de nevados do complexo Salkantay “o Padreyok”. Cerca de 500 metros após o vilarejo de Capulyoc é que inicia a descida, no “Camino de Herradura”, que desce em zig zag e já permite vislumbrar o Rio Apurimac, com suas águas muito verdes, no fundo do cânion. “Apurimac” em quechua significa “Deus que fala” em razão do rumor de suas corredeiras muito audível quando se começa a chegar mais perto do rio. Seguindo a descida, no KM 16 fica o acampamento Cocamasa que pode ser uma opção de estadia para quem inicia a caminhada no final da tarde. Mas nós seguimos a caminhada até o KM 19, ao acampamento Chikisca, que está localizado a 1.950 metros de altitude. Iniciamos a caminhada em Capulyoc cerca de 10:30 horas da manhã e chegamos em Chikisca perto das 13 horas. Caminhada tranquila, com muitas paradas para fotos, mas muito quente nesta época do ano (agosto) e com muita poeira. No acampamento, que é uma espécie de oásis verde, com muitas árvores frutíferas, como manga, abacate, limão, chirimóia e outras, e se destaca em meio à vegetação do vale muito mais seca nesta época do ano, nos refrescamos em uma ótima sombra e aguardamos o almoço, que foi preparado por moradores locais. Ali tem um pequeno mercadinho com itens básicos de higiene, bebidas e comidas. Como estava muito quente almoçamos e aguardamos até as 15 horas para retomar a caminhada. Dali se descemos em zig zag por mais 400 metros de desnível, cerca de uma hora de caminhada, até chegar a Playa Rosalina, as margens do Rio Apurimac, a 1.560 metros de altitude. Descemos até as margens do rio para molhar os pés em suas aguas geladas e ficamos curtindo o visual por cerca de uma hora. Reiniciando a caminhada, atravessamos a bonita ponte suspensa e iniciamos a subida pelo outro lado do vale, num interminável zig zag até o acampamento Santa Rosa,no KM 25,5 e a 2.115 metros de altitude. Chegamos já quase escurecendo. Neste acampamento tem água, banheiros, banho frio, mercadinho básico, local para cozinhar e bonitos platôs de frente para o vale, onde se acampa. Noite de lua quase cheia propiciando um vista espetacular do vale em frente. No segundo dia iniciamos a caminhada ainda no escuro, cerca de 4 horas da madrugada, até o Caserio Marampata, no KM 28,5 a 2.910 metros de altitude. É uma subida bem puxada, com altimetria de cerca de 800 metros e na parte final já se sente um pouco os efeitos da altitude. Em Marampata, sentido o vento frio daquela altirude, tomamos nosso café a manhã preparado por uma moradora local e as 8 horas da manhã partimos para a parte final da caminhada até Choquequirao, no KM 36, a 3.033 metros de altitude. A partir de Marampata a trilha deixa de ser íngreme e vai alternando entre trechos com retas, subidas e descidas e, após 500 metros de caminhada já se começam a divisar terraços “pendurados” nas encostas e a choquequirao muito ao longe. Cerca de um quilometro antes de chegar às ruínas há um desvio para o camping Raqaypata, que também é uma boa opção de estadia. A chegada às ruínas já impressiona pela grandiosidade dos terraços com suas pedras extremamente bem alinhadas. Choquequirao trem 12 setores, nem todos reconstruídos / escavados: Praça principal – local onde o pessoal costuma para descansar; Colcas – onde eram armazenados produtos alimentícios e vestuário; Terraços ou “andenes” – onde eram realizadas as plantações, com destaque para o setor de “llamas” com seus 440 degraus; Habitações dos sacerdotes – localizada na parte alta; Cemitério inca Kallancas – edifícios retangulares que serviam como oficinas, centro administrativo, espaço para reuniãos, etc. Ushnu – plataforma cerimonial no topo da colina. Chegamos às ruínas pelas 10 horas da manhã, não sem antes nos impressionarmos com dois setores de terraços já recuperados “pendurados” nos penhascos e visíveis de vários pontos do caminho. Chegando na Plaza Central descansamos alguns minutos na sombra de uma “arbol papel” ou polilépis, no meio de uma gramado muito verdinho curtindo o astral do local com apenas outros três turistas que estavam ali naquele momento. Depois, subimos por uma trilha a esquerda até o “Ushnu” ou platô cerimonial, de onde se tem uma bonita vista do cânion formado pelo Rio Apurimac, das ruínas e das montanhas nevadas, ou quatro “Apus” que cercam Choquequirao. Após, voltamos a Plaza Central e atravessamos para a parte de trás e seguimos a trilha que conduz ao setor de Llamas, numa descida com desnível de cerca de 200 metros até chegar a um mirante que permite ver este setor de frente. Na verdade o setor de “Llamas” se trata de terraços que “despencam” da montanha abaixo de forma quase vertiginosa, que tem em suas paredes de pedra incrustados desenhos de llamas em uma rocha branca, provavelmente quartizito branco. No retorno, ao invés de seguir a trilha, subimos a escadaria original, com infindáveis 440 degraus em meio aos terraços. Na parte alta dos terraços está incrustado desenho de a uma serpente. Após a cansativa subida retornamos a Plaza Mayor onde nosso cozinheiro nos esperava com uma marmita de almoço bem quentinho. Sentamos no gramado em uma área um pouco mais afastada para almoçar e descansar / cochilar um pouco. Depois fomos visitar o setor de colcas e o da residência dos sacerdotes, bem como observar o sistema hidráulico do complexo. Após as 16 horas iniciamos o retorno para o acampamento Marampata e na descida pudemos apreciar um lindo pôr do sol. Já no acampamento descobri que pagando 10 soles eu teria direito a um banho quente, em chuveiro a gás, o que vale ouro depois de tanta caminhada e do vento frio da noite. Tivemos outra noite fantástica, bem fria, mas agora com a lua um pouco mais cheia. No terceiro dia saímos cedinho, despencando cânion abaixo por cerca de 1400 metros de desnível. Após atravessar o Rio Apurimac reiniciamos a subida pelo outro lado e após 400 metros de desnível, chegamos em ChiKisca já com muito calor. Aguardamos o almoço e esperamos por bastante tempo, até as 15 horas, para reiniciar a caminhada, pois fazia muito calor. Chegamos ao final da tarde em Capulyoc. O acampamento fica num lugar sensacional, um platô com vista privilegiada do vale e dos nevados em frente. Consegui um banho quentinho, a 10 soles, num sistema de água aquecida no fogo. O jantar foi oferecido pelos donos do acampamento e a noite estava belíssima com a lua cheia e o visual montanhoso completamente iluminado. No quarto dia pudemos dormir um pouco mais e após o café da manhã, também oferecido pelos anfritriões, ficamos curtindo o visual em uma sacadinha de frente para as montanhas enquanto aguardamos o nosso transporte de retorno que chegou as 10 horas da manhã. E levou quase cinco horas para chegar em Cusco. Eu realizei o passeio com a agência Qorianka Tour – 084 505959, cel: +51 974-978771 e +51 974-739305 ou contato direto com Renato no watts +51 986-960796 e paguei USD 230,00 com tudo incluído (transporte de ida e volta a Cusco, alimentação, guia, mulas para levar equipamentos comuns e mais cinco quilos de bagagem individual, acampamento em barraca com isolante). Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia e bebidas adquiridas nos acampamentos. Recomendo ainda: Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453 (USD 245,00) e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros. Querendo contratar direto se pode fazer contato com Choquequirao Wasi (tem página do facebook), watts app: +51 974-555258. Quando estive lá os valores eram os seguintes: 50 soles por dia para o cavalo; 50 soles por dia para o “ariero” (condutor do cavalo ou mula);10 soles por acampamento; de 30 a 40 soles pra retorno a Cusco nas vans que trazem os turistas das agências (sempre tem lugar) ou 60 soles em transporte local (táxi) até ramal de onde se pode pegar o ônibus para Cusco por cerca de 10 soles. A única coisa que não consegui verificar é como conseguir um transporte de van privado a partir de Cusco, mas o pessoal da Choquequirao Wasi deve ter essa informação. Se for de ônibus tem que pegar ônibus para Abancay e depois para Ramal e de lá conseguir transporte para Cachora ou Capuliok. Ou seja: é um trajeto que pode ser feito de várias maneiras. Com agência contratada em Cusco, se tem menos preocupações e está tudo incluído. Contratando cavalo/mula e ariero local é mais em conta e se privilegia a distribuição de renda aos efetivos moradores da região. Fazendo 100% solo é bem mais barato, mas é preciso atentar para o preparo físico, pois o desnível do percurso é de mais de 1500 metros, o que torna a caminhada bem pesada. Mas a distribuição dos acampamentos também permite fazer o caminho com mais calma, utilizando mais dias. Recomendações: tome muita água, pois o clima é muito seco e quente e procure organizar a caminhada para não estar na trilha nos horários mais quentes do dia. Os acampamentos de altitude (primeiro e último dia) são bem frios, então leve uma roupa bem quente. Observação: A partir de Cachora é possível fazer o Trekking até Machupichu. Ou seja, você vai até Choquequirao e não volta, mas segue até Santa Tereza / hidroelétrica e de lá pelo trilhos do trem até Águas Calientes. Me pareceu um maravilhoso passeio, mas leva de 07 a 08 dias e requer um bom planejamento, pois se precisa mais comida e não tenho informação acerca de possibilidades de comprar no caminho entre Choquequirao e Santa Tereza.
  5. Olá, viajantes! Deixo aqui alguns relatos e dicas de uma viagem que fiz com minha esposa no início de 2018 para Cusco, incluindo o Valle Sagrado e Machu Picchu. O roteiro completo sai por pouco menos de R$ 1.000,00 por pessoa – não incluindo as passagens – sendo bem aproveitado. É possível talvez reduzir um pouco mais, optando por refeições mais econômicas, por exemplo. Porém, com a excelente culinária peruana, fica difícil não ceder às tentações, rs. Obs.1: Alguns valores podem estar desatualizados, porém servem como base; Obs.2: Não estão incluídos custos opcionais, como souvenires e afins; Obs.3: O relato ficou um pouco longo, mas procurei fazê-lo bem completo e detalhado. Espero que gostem! DIA 1 - CUSCO Gastos (por pessoa): Almoço: 30 Soles Jantar: 15 Soles Total: 45 Soles Fomos até Cusco de avião, partindo de Curitiba com escalas em Guarulhos e Lima, chegando lá pela manhã. Como levamos dinheiro em dólares, trocamos uma parte já numa agência de câmbio no aeroporto mesmo, e em seguida pegamos um táxi até o hotel. Os valores das corridas são negociados com o próprio taxista no momento do embarque. Ficamos hospedados no hotel Pachacuteq Inn, na avenida Pachacuteq, a 1,3 km do centro, 15 minutos de caminhada até a Plaza de Armas. As diárias giram em torno de R$ 100,00 para duas pessoas, com café da manhã (simples, mas suficiente), banheiros privativos (suítes), televisão e wi-fi. O atendente chamou um guia turístico, Heber, da agência Andean A.W.E., para nos dar informações sobre pacotes e afins. Atencioso, nos deu explicações bem completas sobre os passeios, locais turísticos, diferentes opções de pacotes, e fechamos um cronograma completo conforme nossa disponibilidade de tempo e dinheiro (detalhado mais adiante). Obs.: Durante a conversa experimentamos o famoso chá de coca, que ajuda a amenizar os efeitos da altitude (Cusco está a cerca de 3.400m). No hall do hotel, folhas de coca e água quente ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia. Ficamos com o primeiro dia livre, para nos aclimatarmos e darmos uma volta por Cusco. Sendo assim, saímos para uma caminhada e para almoçar. Aqui sentimos pela primeira vez os efeitos da altitude, nos deixando bastante ofegantes numa caminhada leve. Pelo menos sem dores de cabeça ou náuseas. Durante o passeio encontramos uma senhora com uma alpaca (parecida com a lhama), que nos persuadiu a tirar uma foto com ela por 5 Soles cada. Em seguida paramos para almoçar em um simpático restaurante, chamado Los Tomines, a cerca de uma quadra da Plaza de Armas. Os valores de todos os restaurantes que vimos giravam em torno de 30 Soles por prato, e neste que almoçamos este valor incluía uma entrada e sobremesa. Recebemos de cortesia de entrada uma bandeja de pãezinhos de alho, e duas taças pequenas do famoso coquetel Pisco Sour. A culinária peruana se caracteriza por ser bem condimentada, de sabores marcantes, e de fato não decepciona. Dica: carne de alpaca, um sabor excelente, semelhante a carne de boi. Após o almoço seguimos para a Plaza de Armas. Por aqui circulam diversos ambulantes – sempre oferecendo seus produtos e muito abertos a negociações, ou seja, pechinchar é fundamental! Ao redor da praça é possível encontrar diversas casas de câmbio, agências de turismo, e restaurantes. Aproveitamos para dar uma caminhada nas proximidades, conhecer as redondezas, e visitar algumas feiras de artesanato, com suas infinidades de produtos e cores. Final da tarde retornamos ao hotel – pela avenida El Sol, uma das principais – e depois saímos para jantar em um local próximo. Nossa opção foi uma pizzaria chamada Leños, que oferecia uma pizza média com uma jarra de suco ou chicha morada (bebida típica local, feita a base de milho) por 30 Soles, aproximadamente. Assim como no almoço, nos ofereceram pãezinhos de alho de entrada. Além disso, aqui e em diversos outros estabelecimentos, são oferecidas promoções de coquetéis. Dois pelo preço de um, cerca de 15 Soles, e, em alguns casos, quatro pelo preço de um. Uma ótima pedida para quem aprecia coquetéis. DIA 2 - CITY TOUR Gastos (por pessoa): City Tour: 30 Soles Entrada para Qoricancha: 15 Soles Boleto turístico: 130 Soles Jantar: 30 Soles Total: 205 Soles No dia seguinte, para o começo da tarde, estava programado o City Tour. Nos buscaram de van no hotel pontualmente, nos levando ao encontro de outros turistas e da Mariela, nossa bem humorada guia. Nosso ponto de partida foi o Convento de Santo Domingo, originalmente chamado de Qoricancha. grande templo com uma praça central, da época do império Inca e que foi saqueado durante a colonização espanhola. Diversas cerimônias eram realizadas no templo, que durante o império tinha suas paredes forradas de ouro, retirado pelos espanhóis. O que chama a atenção é a arquitetura do local, com as paredes construídas de pedras sobrepostas, encaixadas com perfeição. Após visitarmos o templo, seguimos caminhando por alguns minutos até o ônibus que nos levaria aos demais locais. Percorremos um trajeto de cerca de 15 minutos de ônibus até nossa segunda parada, Sacsayhuaman, a dois quilômetros ao norte de Cusco. Aqui compramos o boleto turístico, que da direito a entrada em praticamente todos os pontos turísticos (com exceção da Qoricancha e Salinas de Maras). Sacsayhuaman era uma fortaleza, hoje em ruínas, com propósitos militares para defender Cusco, na época capital do império Inca. O que mais impressiona são as dimensões gigantescas de algumas pedras ali utilizadas, pesando toneladas. Percorrendo os interiores da fortaleza chega-se a um mirante, com vista da cidade de Cusco. Em seguida fomos até as ruinas de Qenqo, a seis quilômetros de Cusco. Este local era dedicado ao rito e são de particular interesse seu anfiteatro de forma semi-circular e suas galerias subterrâneas. Além disso, há uma enorme pedra que na época era esculpida em formato de um puma sentado, animal símbolo da cultura inca. Nas galerias internas encontra-se um altar esculpido na rocha, extremamente fria, que por conta disso era utilizada em rituais de mumificação, uma vez que a baixa temperatura ajudava a preservar o corpo por mais tempo. Ao lado deste altar, como o local é escuro, era colocada uma placa de ouro que refletia a luz que entra por uma abertura superior, com o intuito de iluminar o recinto. Presume-se que Qenqo foi um dos santuários mais importantes da era inca. Nossa terceira parada foi a poucos minutos de Qenqo, nas ruinas de Puka Pukara, com suas enormes paredes, terraços e escadarias. Assim como Sacsayhuaman, este local tinha propósitos militares, principalmente no sistema defensivo de Cusco, e também era utilizado como quartel e hospedagem. Dali é possível ter uma bela vista dos vales e montanhas da região, um dos motivos de sua finalidade militar. Finalizando o roteiro deste dia chegamos a Tambomachay, local mais alto em que estivemos, a cerca de 3.800 metros de altitude. Da entrada até as ruínas é preciso caminhar um pequeno trecho, e aqui sentimos novamente o ar rarefeito. O nome vem do Quechua, idioma inca, que significa tambo = refúgio e machay = cavernas. O local possui diversas cavernas nas encostas dos morros, e era utilizado como refúgio para pastores e viajantes. Além disso, na parte edificada há uma fonte de água canalizada, cuja origem é desconhecida até hoje. Esta fonte é dividida em duas vertentes, e a vazão de ambos os lados foi calculado e constatado como idêntico, mais uma prova da engenhosidade dos incas. Cumprido o cronograma, já no final da tarde, foi hora de voltar para o ônibus e retornar para o centro de Cusco. No caminho fizemos mais uma parada em uma loja de tecidos na estrada, onde um senhor deu uma explicação detalhada sobre as diferenças entre lã sintética, de alpaca jovem, e de alpaca velha. Após a explicação, tivemos um tempo livre para conhecer o local e, caso desejasse, comprar os produtos. No trecho final para Cusco recebemos no ônibus a visita de uma jovem vendedora local, que trazia Sumaq Andino, uma bebida alcoólica a base de anis. Ela nos ofereceu uma prova e propôs um brinde, disponibilizando para venda a seguir. Segundo informações, o Sumaq é uma bebida com diversas propriedades medicinais, e pode ser consumido diariamente em pequenas doses. Chegando a Cusco, já de noite, fomos a um mercado de artesanatos próximo ao hotel, onde paramos para jantar, na mesma média de 30 soles por prato. Um delicioso ceviche, prato tradicional da culinária peruana, feito com peixe cru temperado com limão e outras especiarias, acompanhado de uma bela cerveja Cusqueña. Ao voltar para o hotel tivemos uma surpresa. Tínhamos agendado a ida para Machu Picchu para o dia seguinte, de van. Porém uma greve estava prevista, o que causaria bastante tumulto no trânsito. Heber, o guia da agência, estava nos aguardando para informar que iríamos antecipar nossa ida, e sairíamos dentro de 1 hora e meia aproximadamente. Sendo assim, arrumamos nossas coisas, e partimos em seguida. DIA 3 - AGUAS CALIENTES Custos (por pessoa): Pacote para Machu Picchu: 75 dólares Total: 75 dólares A opção que escolhemos para ir até Machu Picchu foi de van até a Hidrelétrica de Santa Teresa – uma viagem de 6 horas – e de lá percorrer uma trilha de 13 km até o vilarejo de Aguas Calientes, base para a visita a Machu Picchu. Escolhemos essa opção por se enquadrar melhor no nosso orçamento, já que a opção tradicional, de trem, sairia bem mais caro. Fechamos por 75 dólares por pessoa, incluindo o transporte de ida e volta até a hidrelétrica, um pernoite em Aguas Calientes, almoço e janta, e também a entrada para Machu Picchu com acompanhamento de um guia. Somente a passagem de trem já sai mais caro que isso. Além do fato de que caminhando podemos admirar e aproveitar muito melhor o trajeto! Vale lembrar que também é possível fazer essa opção por conta, ao invés de contratar com uma agência. Saímos de Cusco por volta da meia noite, percorrendo uma estrada bastante sinuosa madrugada adentro. Dica 1: se possível, é bom tomar um remédio para enjoo, pois a viagem é bem torturante para quem fica enjoado na estrada. Fizemos uma parada para lanche e banheiros na metade do caminho, e chegamos na hidrelétrica pouco depois do amanhecer. A partir daqui, mochila nas costas e pé na trilha. O caminho acompanha os trilhos do trem que vem desde Ollantaytambo até Aguas Calientes, margeando o rio Urubamba, contornando as belíssimas montanhas da região, incluindo o conjunto Machu Picchu e Huayna Picchu. Dica 2: Importante levar algo para comer e água, pois no trajeto existem fontes de água mas de qualidade duvidosa. Após cerca de 2 horas de caminhada, a trilha chega a uma bifurcação que, para um lado leva a Machu Picchu e para o outro a Aguas Calientes. Mais uns 30 minutos e o vilarejo começa a surgir entre as montanhas. Um lugar extremamente charmoso, onde não existe circulação de veículos, cortado por um afluente do rio Urubamba e rodeado por enormes paredões rochosos e montanhas. Ao chegar fomos até a Plaza de Armas encontrar com o guia que nos levou ao hotel, onde deixamos as mochilas e recuperamos as energias após a longa caminhada. Em seguida o guia foi nos encontrar no hotel para nos levar ao restaurante onde iríamos almoçar e jantar. Um local pequeno na margem do rio, acolhedor e com uma comida excelente. Como o pacote que fechamos incluía as refeições, arcamos apenas com as bebidas. Aproveitamos a tarde para descansar, já que não dormimos quase nada na viagem durante a noite, e depois fomos conhecer um pouco a cidade e tirar algumas fotos. Visitamos o mercado local, onde compramos algumas frutas e um lanche para o dia seguinte. No início da noite voltamos ao restaurante para jantar, depois passamos numa farmácia para comprar remédios para o enjoo (pois sabíamos o que a viagem de volta nos reservava), e fomos para o hotel. Dica: em vários pontos da cidade há máquinas de venda de medalhas colecionáveis de Machu Picchu, uma ótima recordação, por 5 soles. DIA 4 - MACHU PICCHU Custos (por pessoa): Ônibus Aguas Calientes/Machu Picchu: 15 dólares Jantar: 15 Soles Total: 15 dólares + 15 Soles Saímos do hotel antes do sol nascer, com todas nossas coisas pois não retornaríamos mais. Nos deram um lanche de café da manhã, e fomos para a fila de embarque dos ônibus que levam até Machu Picchu. Este ônibus é pago a parte, no valor de 15 dólares por pessoa, e vão e voltam o dia inteiro. Optamos por comprar o ticket apenas para subir, a descida resolveríamos depois. O trajeto leva cerca de 30 minutos, subindo a encosta da montanha. Ao chegar na bilheteria de Machu Picchu os primeiros raios de sol iluminavam o topo das montanhas, um grande alívio, já que no dia anterior uma chuva fina e persistente caiu em Aguas Calientes. Encontramos o nosso guia e, enquanto aguardávamos os portões abrirem, deixamos algumas coisas no guarda volumes, pelo valor de 5 soles, para aliviarmos o peso durante a visita. A estrutura conta também com banheiros na entrada. Dica: ficar atento aos seus pertences antes de entrar, pois é um local com muita gente, e um descuido pode custar caro. Ao entrar o guia nos ofereceu folhas de coca para mascarmos, para amenizar os efeitos da altitude. Subimos um caminho de pedras até o mirante, que revela todo o esplendor da cidade perdida dos incas, o primeiro contato com a cidadela. A cidade é cercada por muros, e a única porta de entrada fica próxima ao mirante, pela parte alta da cidadela. Esta parte corresponde a área nobre de Machu Picchu, onde se encontram o Templo do Sol e a residência real, além de diversas outras residências e locais usados como estábulos, oficinas, entre outros. Percorrendo a parte alta passamos pela pedreira, de onde eram retiradas as pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, e onde é possível observar algumas pedras inicialmente entalhadas. Um pouco adiante fica a Praça Sagrada, onde se localiza o Templo das 3 Janelas, o Templo Principal, onde eram realizadas cerimônias, e onde, curiosamente, uma enorme pedra que estava sendo transportada foi deixada. Seguindo o caminho, subimos por onde fica a Intihuatana, o calendário solar, uma pedra entalhada que foi relacionada com uma série de lugares considerados sagrados, a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanhas circundantes. Passando Intihuatana, descemos as escadas que levam até a Praça Central, uma enorme área de gramado que corta a cidade ao meio, dividindo a parte alta da parte baixa. Atravessando a praça entramos na área popular, e chegamos até a Rocha Sagrada, uma pedra de proporções imensas postada sobre um pedestal, que marca o extremo norte da cidade e é o ponto de partida para subir o Huayna Picchu. Dali percorremos a parte baixa, através de corredores entre diversas residências, passando por um mirante com uma vista espetacular do Cerro Putucusi e do vale do Urubamba, conhecendo os engenhosos canais de drenagem e irrigação da cidade, os espelhos d’água, e os impressionantes terraços agrícolas, responsáveis pelo cultivo de alimentos e também pela drenagem das chuvas, evitando a erosão da encosta da montanha. No final do percurso passamos por construções que eram utilizadas como armazéns, no extremo leste dos terraços, onde os telhados foram reconstruídos. Dica 1: Ao sair, há uma pequena bancada onde fica a disposição um carimbo de Machu Picchu para o passaporte. Curiosidade 1: As construções de Machu Picchu passam por manutenções constantes. As paredes são desmontadas para limpeza entre as pedras, e depois montadas novamente, exatamente da mesma maneira. Por conta disso, alguns setores podem estar fechados para acesso. Além disso, diversos funcionários se encarregam de raspar e tirar musgos que crescem nas pedras. Curiosidade 2: Os funcionários que trabalham na cidadela usam roupas com tons parecidos das pedras, para ficarem camuflados e chamarem o mínimo de atenção possível na paisagem. Ao sair pegamos novamente nossas coisas, carimbamos os passaportes, e decidimos descer a pé, tanto pela economia (30 dólares para os dois) quanto para conhecer a trilha de acesso à Machu Picchu. Consiste em uma escadaria de pedras entalhadas, com 1,7 km de extensão entre a mata nativa, que encontra os trilhos do trem no vale do Urubamba. No trajeto existem alguns pontos de descanso, um dos quais utilizamos para fazer um lanche. Após cerca de 1 hora de descida chegamos aos trilhos, onde retomamos os quase 13 km de trilha até a hidrelétrica. No trecho final existem áreas de camping e lanchonetes, onde é possível utilizar banheiros e comprar algo para comer ou beber. Chegando na hidrelétrica localizamos nossa van, tomamos nosso comprimido contra enjoo, e seguimos viagem para Cusco. Para quem quer fazer por conta própria, é possível contratar o retorno para Cusco ali mesmo. Chegamos em Cusco já de noite, e desembarcamos na Plaza de Armas, de onde fomos jantar (novamente a opção foi uma pizza) e depois ao hotel. DIA 5 - VALLE SAGRADO Custos (por pessoa): Pacote Valle Sagrado: 80 Soles Entrada para as Salinas de Maras: 10 Soles Total: 90 Soles O Último dia começou cedo. Novamente uma van foi nos buscar no hotel, pontualmente as 6:30 da manhã. Apanhamos outros passageiros, e então partimos para o Valle Sagrado. O pacote custou 80 soles por pessoa, incluindo almoço. Nossa primeira parada foi em Chinchero, uma cidadezinha a quase 3.800 metros de altitude e cerca de 30 km de Cusco, com suas ruas estreitas e uma praça, onde os espanhóis ergueram uma igreja sobre ruínas incas. A principal atividade econômica de Chinchero é a têxtil, e o nosso passeio incluía a visita a um casarão com um pátio onde são produzidos, expostos, e vendidos diversos tipos de tecidos, blusas, toucas, tapetes, e todo tipo de produto têxtil que se pode imaginar, dando ao local um colorido especial. Fomos brindados com uma excelente aula de uma jovem local – com um senso de humor apurado – sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção, que acontece todo de forma artesanal e sem produtos industriais. Desde o processo de tratamento da lã, tingimento – utilizando plantas e até insetos – até a confecção dos tecidos. Fomos servidos também com um chá de coca cortesia. Em seguida fomos até o vilarejo de Maras, onde o forte é o sal e chocolates. Paramos em um comércio ao lado da praça central, onde se pode adquirir o sal rosado dos Andes, flor de sal, sal medicinal, chocolates diversos, pedras, entre outras coisas. Pudemos também provar diferentes tipos de chocolate, incluindo chocolate com sal, um sabor peculiar mas muito gostoso. De lá partimos para as salinas, de onde são extraídos os famosos sais da região. Um complexo sistema de aproximadamente 3 mil piscinas, abastecidas pela água salgada que brota dos subterrâneos da montanha adjacente, com uma salinidade de 27%, bem mais alta do que a água do mar, que tem 17%. A extração é feita através da evaporação da água, resultando nas três camadas de sal: a primeira é a flor de sal, no meio o sal rosado, e embaixo o sal medicinal. Na entrada existem diversos produtos a venda, e uma estrutura com banheiros. Nossa próxima parada foi em Moray, um conjunto de terraços agrícolas esculpidos em uma depressão natural do terreno. O local era utilizado principalmente como um laboratório de plantios, devido a diferença de temperatura entre os níveis altos e os baixos. De lá é possível ter uma bela vista de alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Em seguida partimos rumo a Ollantaytambo, descendo a encosta das montanhas por estradas sinuosas por cerca de 30 minutos. Ollantaytambo é a única cidade do império Inca ainda habitada, e é de onde parte o trem para Aguas Calientes. A cidade, como o nome sugere (tambo), servia de refúgio para viajantes, e logo na entrada há uma feira de artesanatos. Entrando na cidade nos deparamos com um imenso sistema de terraços entre duas montanhas. Nas encostas das montanhas existem construções que eram utilizadas como armazéns, pois a temperatura no alto é mais baixa, preservando melhor os alimentos. Subimos o sistema de terraços, e do alto é possível ter uma bela vista da cidade. Partindo de Ollantaytambo rumamos para a cidade de Urubamba, onde fizemos uma parada para almoço no Inkas House, um excelente restaurante, com uma área externa, buffet livre com ótima comida, e musica andina ao vivo. Como estava incluído no pacote, arcamos apenas com as bebidas. O custo do almoço é cerca de 40 soles para quem paga a parte. Após o almoço fomos para nossa última visita, as ruínas de Pisac, cuja área é maior que Machu Picchu. A cidade de Pisac fica a 33 km de distância da cidade de Cusco e a aproximadamente 3.500 metros de altitude. Pesquisadores acreditam que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro cerimonial e residencial, que foi povoado desde o século X. Chama a atenção, do outro lado do rio, um paredão rochoso com inúmeros pequenos buracos, que constituem o maior cemitério inca conhecido. Os buracos eram as tumbas, e são cerca de 3 mil conhecidas. No retorno paramos no centro comercial de Pisac, onde visitamos uma loja de pratas e pedrarias. O trabalho em prata de Pisac é reconhecido por utilizar prata .950, ou seja, pureza de 95%. Como em outras ocasiões, tivemos outra excelente aula sobre a produção – também artesanal – dos produtos, com demonstrações e explicações dos processos, tipos de pedras utilizadas, lapidação, até o produto final. O local também oferece inúmeros produtos em prata e pedras diversas para venda. Por fim retornamos a Cusco de noite, até a Plaza de Armas, onde paramos para tomar um café em uma das charmosas sacadas que rodeiam a praça, nos despedindo das belezas e riquezas culturais e históricas do Peru. GASTOS DIÁRIOS (POR PESSOA): 355 Soles + 90 dólares = R$ 733,00 (aproximadamente, na cotação atual). HOSPEDAGEM (POR PESSOA): R$ 50,00 x 5 DIAS = R$ 250,00 TOTAL DE GASTOS*: R$ 983,00 *NÃO INCLUSO PASSAGENS Para quem teve paciência para ler até o final (rs) espero que tenham gostado! E que sirva de inspiração para seus próximos roteiros! E para quem tiver interesse, deixo também este mesmo guia/roteiro em versão PDF, com alguns detalhes a mais, além de mapas e fotos! (disponível logo abaixo) Abraços a todos, e boas viagens! "O que importa é a jornada, e não o destino". ebook.pdf
  6. Domingo de sol na Serra Gaúcha, coisa rara... E "vamonos " rumo a Cambará do Sul, desbravar o teto do Rio Grande. Já havíamos estado em Cambará, mas por problemas técnicos, não conseguimos visitar os Canyons. Na verdade não me planejei direito, chegamos tarde, e o parque estava fechando. Mas dessa vez nos preparamos, pegamos uma excursão, que saia as 6 da matina de Caxias do Sul. Mantimentos preparados, um tênis para trilha, varias garrafas d'água, e lá pelas 8 horas chegamos a Cambará. Paramos em uma padoca para um cafezito, R$ 15,00 pilas por cabeça, propaganda de café colonial, mas o café era simples, salgados bem gostosos até, mas pouca variedade, de colonial não tinha nada, enfim... Dali mais 1 hora até o Canyon Fortaleza. Canyon Fortaleza: Do centro da cidade, até o Canyon, são uns 15 km de estrada de chão, bem ruim, cheia de pedras. Chegamos ao Parque, e o guia Fabio, da Moguitur de Caxias, foi nos indicando o caminho. Alias Fabio é bem comunicativo, foi super atencioso, e o serviço da agência foi bem profissional, entregou o que vendeu. Recomendamos! Da entrada do Parque ao Canyon, são uns 2 km a subir, num descampado, onde não tem uma sobrinha sequer, o sol a pino batendo na moleira. Trilha média, é bom ir com sapato apropriado e levar bastante água, pois, depois se tem que voltar então os 2 km, viram 4. Lá em cima tudo muito lindo, uma vista de cair o queixo, um belo vale, com muita vegetação, cercado de paredões de pedra descomunais, e até uma cachoeira despencando um fio de água. Estranho o lugar não ter estrutura nenhuma, nenhum mirante nada feito pelo homem, é aquele imenso Canyon, cru, onde as pessoas podem chegar no parapeito sem segurança nenhuma, aí é por conta e risco de cada um. Curtimos ali por 1 hora, debaixo do sol, sem uma sombra sequer, e depois voltar a trilha, entre as pedras. Essa trilha durou umas 2 horas, e depois fomos almoçar, no Casarão Costaneira, um restaurante estilo gaudério, com comida típica, e musica tradicionalista ao vivo, o lugar é bem rustico, tem até provas de efusões de cachaça. E o almoço em sí delicioso, comida estio caseira, mas muito boa mesmo. Canyon Itaimbézinho: De estomago cheio, entramos no micro-ônibus, para o 2ª Canyon do dia, o Itaimbézinho. Esse sim com muito mais estrutura. Seguimos a trilha do cotovelo por uns 3 km, mas agora na sombra, entre as arvores, no plano. No lugar há mirantes, e proteção nas bordas. Local muito lindo também, com os paredões mais fechados, e vegetação exuberante. Ali ficamos admirando a beleza estonteante que os aparados nos oferecem. De bom o guia nos dizer, que podíamos ficar por ali, que o restante da trilha era apenas mais do mesmo, de feio varias pessoas cruzando a corda com uma placa, com letras garrafais, dizendo NÃO ULTRAPASSE. O ruim de excursão é isso, pessoas mal educadas. Enfim... Tiramos varias fotos do lugar, e depois voltar os 3 km da trilha, onde muita gente sofreu um pouco, por não estar preparado, então se for visitar os Canyons se liga, é Trilha! Tem que caminhar, bastante e é bem cansativo. Mais Fotos: Rota: Postado há 2 hours ago por Unknown Parque Nacional dos Aparados da Serra: Passeio pelo Canyon Fortaleza e Itaimbézinho. Cambará do Sul.RS.Setembro.2019
  7. Olá amigos mochileiros. Hoje vou compartilhar com vocês um relato sobre a travessia das 7 quedas da Chapada Dos Veadeiros com eventos que podem ajudar todos que quiserem realizar a travessia, ou estejam pensando em fazer a primeira trilha com camping. Todo mundo que ingressou nesse mundo de trekking passou por perrengues que acrescentou grande vivência e amadurecimento, conhecimento dos limites do corpo, aprendizados valiosíssimos que carrega-se para o resto da vida. Esse fim de semana eu e a Nanda realizamos a famosa travessia das 7 quedas pela segunda vez junto com quem nunca havia feito e com quem já fez, mas não adquiriu muita noção ainda. E essa experiência me inspirou a contar para vocês como faz diferença ter um bom planejamento, conhecer o corpo e saber tomar boas decisões. São 23 quilômetros de caminhada feita em dois dias e conhecer a trilha (tipo do terreno, clima, fauna e flora) é fundamental antes mesmo de iniciar a aventura, pois é a partir daí que começamos a montar a mochila com as coisas mais essenciais, e isso faz muita diferença, pois previne de levar coisas desnecessárias que se transformaria em peso e previne de esquecer coisas extremamente necessárias. Primeiro vou fazer uma breve explicação sobre esse pequeno trekking. A Chapada dos Veadeiros se situa no estado de Goiás, é uma região muito extensa no coração do cerrado, região essa que é predominada por árvores baixas, vegetação rasteira e clima extremamente seco, a travessia só é permitida ser realizada no período da seca, de julho a setembro, período este que o clima é mais duro ainda. O percurso tem ao todo 23 quilômetros (não é uma trilha longa) que se inicia na entrada do parque nacional da Chapada Dos Veadeiros na cidade de São Jorge e acaba na beira da estrada a 11 quilômetros da cidade. Normalmente a travessia é realizada em dois dias e no final tem-se 3 opções: alguém deve estar esperando os trilheiros para serem resgatados na rodovia, ou os trilheiros pedem carona para voltar para São Jorge, ou voltam a pé pela beira da estrada. Voltando a trilha, ela é iniciada seguindo as setas vermelhas, caminho para os Canions, até encontrar com as setas laranjas que são as especificas das 7 quedas, nesta trilha há contato com com o rio em 3 ocasiões, uma quando se encontra o acesso aos Canions I (Não recomendado), outra quando tem que atravessar o rio e a última no camping. Agora que vocês ja conhecem o básico, vamos ao relato: Organizamos a travessia com um grupo que a princípio seria de 12 pessoas, mas ao final restaram apenas 6. Como só há 30 vagas no camping e é necessário agendar a travessia pela internet, se a pretensão é ir no fim de semana, o recomendado é que faça a reserva logo no dia que é aberta a temporada de reserva, pois elas acabam muito rápido. A reserva custa 18 reais. Vou apresentar os integrantes dessa aventura: - Eu (Andrei) e Nanda: os experientes do grupo, já tendo realizado a travessia das 7 quedas e outras trilhas de longa distância com camping. - Sônia (minha mãe) e Gabi (minha sobrinha): Já haviam realizado a travessia das 7 quedas uma vez e outra trilhas pequenas sem camping. - Kleber e Livia (amigos): Já realizaram trilhas pequenas sem camping. Como falei anteriormente, conhecendo para onde vamos é que podemos montar a mochila. Em uma trilha que, apesar de curta, é no cerrado em época de seca e com poucos pontos de água, devemos levar um reservatório de água de no mínimo 2 litros por pessoa, lanches leves com grande fonte de energia, uma farmacinha completa também não deve faltar (com no mínimo anti-séptico, álcool, algodão, bandaid, comprimidos para dores musculares, dores de estômago, problemas intestinais, problemas alérgicos, soro, sal e açúcar, pinça, etc). Como a caminhada é com muito sol, tem que ter protetor solar fator 50 no mínimo, repelente, camiseta de manga comprida, calça leve tipo tactel, tênis apropriado e amaciado. Como terá camping, temos que pensar também na barraca, saco de dormir, colchonete ou isolante (algo para não dormir no chão duro) fogareiro (pois é proibido fazer fogo), panela, copo, talher e comidas que não pesem muito na mochila, pois caminhar com muito peso nas costas de baixo de um sol quente não é fácil e lanternas. Por último, roupas leves para mais um dia, roupas para entrar no rio, bonés ou chapéu que cubram o pescoço. Nesta época faz muito calor, então é dispensável roupas de frio. Fomos sexta-feira em dois carros para São Jorge as 16:00hs, saindo de Brasília. Já com reservas feitas em uma pousada com o nome de Pousada Refúgio. Decidimos ficar em uma pousada e não em camping para descansarmos melhor, tomar café, poupar tempo para sair e as 8:00hs estarmos iniciando a trilha. A informação que tinha era que o parque abria as 8:00hs, então levantamos as 7:00hs, nos arrumamos e colocamos as mochilas no carro. Fui verificar a equipe, todos ja estavam acordados, fui no quarto de minha mãe e parecia que tudo ja estava pronto, as mochilas pareciam arrumadas, faltando pequenos itens. Dei bom dia e fui pegando uma das mochilas que entendi estar pronta, perguntando se ja podia levar, elas me deram um ok e eu levei. Aquele quarto tudo parecia certo, já eram 7:20hs. Depois fui no quarto do Kleber e da Livia e parecia que as mochilas também estavam prontas, o Kleber estava com uma nas costas dizendo estar testando, olhei a mochila de relance e parecia uma mochila de trilha com alças de peito e barrigueira e não dei muita atenção para a outra. Como tudo parecia ok falei que ia tomar café e que aguardava todos lá. Eu, a Nanda e a Gabi estávamos no horário tomando café, minha mãe chegou um pouco depois, mas o Kleber e a Livia se atrasaram um pouco e acabamos demorando e se atrasando em meia hora. Chegamos no parque por volta das 8:20hs e como da última vez, deixaríamos os carros em um chácara ao lado que tinha parceria com o pessoal do estacionamento do parque, mas surgiu o primeiro imprevisto, não havia mais parceria, se fôssemos deixar o carro no estacionamento além de ter que pagar 15 reais por dia, não teríamos segurança a noite. Minha mãe então resolveu falar com um funcionário do parque que ofereceu carona para que pudéssemos deixar os carros na pousada, levar os carros para a pousada e voltar de carona para o parque foi mais atraso. Ao entrarmos no parque, tivemos outro imprevisto, agora além de pagarmos a reserva da pernoite no camping, temos que pagar 17 reais de entrada para uma empresa nova que administra o local. Ainda ficamos sabendo que para os que vão realizar a travessia o parque abria as 7:00hs, falha nossa. Para resumir, iniciamos a trilha ad 9:30hs. O que aprendemos foi sempre se atualizar com todas as informações novas que possa ter e sempre sair no mínimo 30 minutos antes do planejado. A trilha: Começamos a caminhada seguindo as setas vermelhas. Como estávamos atrasados não tiramos fotos. A Nanda puxava o grupo e eu seguia atrás com os mais lentos. Ao andarmos alguns metros percebi um problema, a Livia estava com uma mochila muito grande para a altura dela, a barrigueira ficava folgada e as alças também, isso iria prejudicar seus ombros. A mochila que minha mãe utilizava também não era apropriada, mas se encaixava bem nas costas. Não falei nada, mas sabia que mais na frente teríamos problemas. Apesar do atraso resolvemos passar nos Canions II e relaxar lá por uns 30 minutos. Todos entenderam e tudo foi conforme o planejado, a trilha, incluindo o Canions, aumentou em 3 quilômetros, totalizando 19 quilômetros até o camping. Neste dia tivemos a sorte de estar nublado o tempo todo, minimizando o efeito dos raios do sol. A caminho dos Canions II a Nanda, que puxava o grupo, não percebeu a planta angiquinho, uma planta nativa do cerrado que tem uma flor linda, e acabou batendo o rosto e se cortando toda, foi a primeira necessidade da farmacinha, limpamos o rosto dela e batemos anti-séptico e passamos pomada. Quando estávamos no lago dos Canions II, acabei colocando minha mão em uma rocha cheia de minúsculo espinhos que só consegui tirar com pinça, utensílio indispensável na farmacinha. A Nanda estava sentindo dor na virilha e a Gabi estava com dor de cabeça, então a farmacinha novamente entrou em ação com comprimidos para dor. Seguimos caminho, voltando dos Canions II para seguir as setas laranjas, a partir deste ponto surgiram novos imprevistos: caminhamos por mais 3 quilômetros e a Gabi começou a passar mal do estômago, com náuseas e dor, paramos na sombra de uma árvore para dar um tempo e analisar a situação, então o Kleber aproveitou para urinar ali perto, foi ai que surgiu a primeira preocupação séria. O Kleber havia feito uma cirurgia para retirada de pedras no rim e estava com um catéter na uretra e só ficamos sabendo naquele momento, pois ele havia urinado sangue e estava preocupado. A história era que o médico do Kleber havia liberado ele para realizar a travessia, mesmo com a informação de que seriam dois dias de caminhada com mochila pesada nas costas. Pelo ponto que estávamos, ou ele e a Livia voltavam 7 quilômetros, ou seguiam por 9 quilômetros até o camping. Ai vai uma dica, nunca pense em fazer alguma trilha logo depois de qualquer tipo de cirurgia, pois seu corpo precisa se recuperar muito bem. Voltando a história, Kleber acabou por assumir o risco e resolveu seguir em frente, a Nanda para ajudar resolveu carregar a mochila do Kleber por um tempo para evitar que ele fizesse muito esforço, a Gabi se recuperou um pouco comendo uma barrinha de cereal e nós seguimos para o camping, eram 11:30 da manhã e foi ai que a Livia começou a sentir o desconforto da mochila, era impossível regula-la em seu corpo, então dei a idéia do Kleber trocar de mochila com ela, não ficou 100%, mas melhorou muito, uma mochila no tamanho ideal para o corpo e bem ajustada nunca irá prejudicar a lombar. Seguimos viagem e por algumas vezes precisei abastecer os cantis da Gabi e de minha mãe, pois a garrafinha que elas levaram era apenas de 500ml e para caminhar em um cerrado na seca não era suficiente, ai mais uma dica, nunca leve menos de 2 litros de água para uma trilha de mais de 20 quilômetros. Como estávamos um pouco atrasados e sem fome, decidirmos não almoçar ao meio dia e seguir em frente. Ao chegarmos no cruzamento do rio, um ponto onde é necessário atravessar o rio para seguir do outro lado do seu leito, resolvemos dar uma paradinha para encher as garrafinhas de água, ai tivemos mais um probleminha, minha mãe e a Gabi não haviam levado pastilhas de clorin (purificadora de água), por essa razão acabamos compartilhando as que nós tínhamos e isso iria fazer falta, nova dica: se quiser tomar água mais segura sempre tem que levar clorin. No rio resolvemos também dar uma pequena pausa para comer o que minha mãe tinha levado, ela havia preparado charutos de carne enrolados na couve, já prontos e congelados que, com o tempo, foram descongelando, como não era necessário preparar, foi essencial para não perder tempo, comidas rápidas podem poupar muito tempo em uma trilha. Após atravessarmos o rio começamos o trajeto mais difícil do dia, pois seriam 8 quilômetros de trilha subindo sem água, com pouca sombra e muito calor e seca. Não sei se aquelas plaquinhas que indicam a distância do camping mais ajudam ou mais atrapalham: Só sei que quando encontrávamos com uma era uma alegria e um desespero misturados. Fomos caminhando e tivemos que parar novamente, pois a Gabi não estava muito bem, acabou passando mal do estômago novamente, com dores de cabeça e náuseas, estava cansada e próximo de estar naqueles dias. Nada que a farmacinha não possa ajudar, dei para ela um comprimido de buscopan e a Nanda novamente se prontificou em carregar a mochila da Gabi até a plaquinha de 3 quilômetros, demos um tempo para o remédio fazer efeito e seguimos. Depois de passarmos a plaquinha de 3 quilômetros, a Gabi já se sentia muito melhor e pode levar sua bagagem, mas logo na subida do morro na metade do trecho minha mãe sentiu o cansaço da subida e precisou parar. A Wonder Woman, Nanda, agiu novamente e resolveu levar a mochila de minha mãe, um detalhe, quando ela levava mochila dos outros era carregando a dela nas costas e a dos outros na frente, fazia isso puxando o grupo ainda. Minha mãe precisou de um tempo para se recuperar e eu fiquei com ela, depois que se sentiu melhor emprestei meus bastões de caminhada para que ela pudesse caminhar melhor, mas uma dica para os que sentem o peso da mochila nas pernas e pés, o bastão de caminhada é essencial e ajuda a distribuir o peso do corpo. Mesmo sem a mochila, foi difícil para ela chegar, mas quando chegou foi uma alegria só. Chegamos por volta das 16:30hs e a dica era montar as barracas antes de qualquer coisa no camping. Depois de devidamente instalados fomos curtir o rio das sete quedas, relaxar as costas, tomar um banho sem químicos, pois é proibido utilizar shampoo e sabonete no rio, abastecer nossas garrafas e fazer o almoço. Foi nesse momento que tivemos outro contratempo, pois para um grupo de 6 pessoas nós só tínhamos o meu fogareiro. Isso não foi um problema, mas quando o grupo é grande o ideal é ter no mínimo um fogareiro para cada duas pessoas, ou fazer um jantar bem coletivo de uma panela só, se não acaba gerando fila. Para nós isso foi facilmente resolvido pois fizemos um almoço que deu para todos. Mais tarde resolvemos tirar fotos das estrelas, relaxar mais um pouco e depois ir pra cama. Como resultado da trilha a Lívia acabou com o pé cheio de bolhas, pois o tênis era muito novo e não fora amaciado direito, iria ser um problema para o dia seguinte. A dica aqui é sempre amacie o tênis muito bem antes de realizar uma trilha longa, assim diminui o atrito no pé e evita as bolhas. O Kleber e a Lívia não tinham levado nada para deitar, então para eles a noite foi um pouco mais dura pois dormiram apenas em cima do saco de dormir. É sempre bom levar pelo menos um isolante térmico para não deitar diretamente no chão. No dia seguinte acordamos as 6:00hs da manhã, mas o problema de ter apenas um fogareiro acabou por alongar demais o tempo do café da manhã e eu também acabei perdendo a noção do tempo no rio, fazendo com que fôssemos sair as 10:00hs da manhã. É sempre importante deixar todos os horários bem definidos com o grupo, pois ai todo mundo aproveita o dia e não atrasa ninguém. Por causa disso minha mãe acabou que entrou na água das sete quedas por 10 minutos apenas e a Lívia nem entrou, uma pena. A trilha final é bem puxada, são 7 quilômetros onde, metade é subindo o morro e o resto é por uma estrada de chão. Na subida a Gabi novamente passou mal e ficou pra trás comigo, foi preciso tomar outro buscopan e esperar um pouco, no meio do caminho ainda teve uma farpa imensa entrando em seu dedo e adivinhem, tinha na farmacinha álcool, anti-séptico, algodão, pinça, agulha e bandaid, tudo que precisamos para tirar qualquer farpa do dedo. Após ela melhorar ainda acabamos por alcançar a Lívia e o Kleber algumas vezes, pois devido as bolhas nos pés da Lívia ela andava com dificuldade, mas no final todos se encontraram na casinha da torre de celular. Dali para frente seriam mais 3 quilômetros de estrada de terra. Minha mãe emprestou um chinelo para a Lívia e ela conseguiu seguir a caminhada mais aliviada. Na torre liguei para os resgates nos pegar na rodovia e todos se superaram e chegaram bem as 12:40hs. Fomos agraciados pelo Célio com uma maravilhosa ducha e uma sauna para relaxar os músculos na pousada Refugio. Espero que esse relato ajude todos os trilheiros de primeira viajem a estarem mais preparados. Um grande abraço!
  8. Olá, Meu nome é Wilder,estou com a intenção de viajar até a chapada dos veadeiros sozinho,moro em Goiânia e estou procurando economizar,dei uma lida nos últimos relatos de viajantes e me parece que a saída para alto paraíso/São jorge é a partir de brasília,alguém pode me confirmar? Também estou a procura de alguém que possa estar indo para o mesmo destino em alguma data de Novembro/19,quando estarei de férias. Pretendo ficar aproximadamente 7 dias,caso alguém tenha interesse para o mesmo destino/período, podemos conversar sobre maiores detalhes sobre: datas,caronas e custos gerais. Grato!
  9. Olá, Estou indo para Amsterdam agora em outubro e queria alguma indicação de algum Pub que passe jogos dos times do Brasil. Abs
  10. Olá gente boa! Estou organizando para ir conhecer um dos lugares mais belos e exuberantes do Brasil, a Chapada dos Veadeiros. A proposta é sair bem no início de outubro, alugar um carro em Brasília e pé na estrada para conhecer tudo que der vontade. Quem disposto a se aventurar e aproveitar as maravilhas daquele lindo lugar?
  11. Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico). Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia! “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨 “[email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️ Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito! Roteiro Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar. Quem foi Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo! Como De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente. Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!! Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo. Documentos Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha; PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu; Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma; Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar! Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro; Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto; Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos! Money Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem! Internet Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! Na mala Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega. Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato. Hospedagens Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo. As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes: Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa! Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1 Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia! https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1 San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI. https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1 San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel. https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1 SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa! Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs. https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1 Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema! https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1 TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom! Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa. Clima Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados! As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs. Mas qual é a do inverno e a do verão? Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO. E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação! ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente! Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica! E na véspera... Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs! Finalmente... Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio. No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES. Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
  12. A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo. O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país. Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro. Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos). Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky. Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz. 05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Cusco e Machu Pichu -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar. -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio. -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias. Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro. -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo. -1º dia (06/06): – –City Tour (20 soles). pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado 45 soles com almoço incluído. pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m. pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Puno -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles. pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas Arequipa -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal. -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena. Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores Lima 12ºdia (17/06): Dicas -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles -Usar Uber - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici. - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel; -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión. A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas. -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Huaraz -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz Mirador Andino -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Lima Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação. -19º dia (24/06): – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores -20º dia (25/06): - dia livre – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores (Este hotel não era bem localizado em função das atrações) Retorno Lima – São Paulo -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima gffgdgsdf Nossas observações e outras generalidades - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros). - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora. - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso. - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico. - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja. - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade. - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca. -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar. - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro. Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos. - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa. - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta. - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta. - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio. - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie. - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos. - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa: https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos. - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa. - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então... - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”. - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias. - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas. Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza. - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo. -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito. - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio. - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante. - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão. - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco. - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro. - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil. - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local. - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta. - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem bonitinhos. - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho. - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela. - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são: - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde). - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço. - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde. - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay. Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação. 20190609_133509.mp4
  13. SÓ PARA LOUCOS Procura companhia para pegar a BR com objetivo de conhecer A SERRA DO RONCADOR (UM DOS LUGARES MAIS MISTICOS DO BRASIL E DO MUNDO)
  14. Fala Galera, Alguem interessado em chapada dos veadeiros Novembro de 2019 ?
  15. Esse é meu primeiro relato e minha primeira Travessia solo em um lugar que nunca tinha feito, já havia feito algumas outras Travessias mas em grupo, então vou tentar compartilhar um pouco do que aconteceu e como é o caminho. Pico do Pão de Açucar no Saco do Mamanguá, Paraty-Rj. Serra da Bocaina ao longo - Foto: Pedrogabrielmaciel / Wikimedia Commons A Travessia ocorreu entre os dias 16/01 a 20/01 de 2018, o percurso foi Saco do Mamanguá + Pico do Pão de Açúcar e Travessia da Ponta da Joatinga + Cachoeira do Saco Bravo Embarquei 22:40hrs no Tiete/SP sentido Paraty via Viação Reunidas 1º Dia - Paraty a Praia Grande da Cajaíba Cheguei na Rodoviária de Paraty +/- 5:20hrs o primeiro ônibus para Paraty-Mirim saia as 5:30hrs deu tempo de pegar a mochila, ir ao banheiro e já embarcar. Achei que seria o único a descer em Paraty por ser um Terça-feira, mas engano meu porque 80% do bus desceu por que da rodoviária também saem os ônibus para Trindade. Chegando em Paraty-Mirim deu tempo de pegar aquele amanhecer fantástico do céu com várias cores, aproveitei a vista para comer algo e passar repelente porque ‘pqp’ como tem uns mosquitinho chato e eu não sou alérgico nem nada mas eles incomodam muito. Café tomado borá começar a travessia, a trilha começa ao lado do posto da polícia ambiental, uma subidinha chatinha, ainda mais para quem tinha vestido a cargueira em Outubro na Travessia da Serra dos Órgãos, a trilha para atravessar até o Saco do Mamanguá é bem marcada e não há bifurcações, quando você sentir o cheiro ou ver vários pés de Jaca quer dizer que você já acabou a parte da trilha na “floresta” ou também quando você ver postes de energia elétrica é só seguir eles que você irá chegar na casa de algum morador, seguindo os você passara sempre por trás das casas dos caiçaras. A minha “meta” era chegar até a Praia do Curupira e conseguir alguém barco para atravessar para a outra costa, porém quando eu cheguei na Praia Grande do Saco do Mamanguá encontrei uns funcionários do hostel/hotel/pousada que tem por lá e consegui um barco para atravessar a para a Praia do Cruzeiro por R$30, para min foi perfeito porque estava sozinho pelas pesquisas que eu havia feito os barcos lá custam em média R$100~200. Chegando do outro lado (10min de barco) no camping/restaurante do Orlando, na Praia do Cruzeiro, de lá é possível ir para Cachoeira do Rio Grande - 5,5km ou subir o Pico do Pão de Açúcar - 1,5km, como estava sozinho, não sabia como era a trilha e “pretendia” acampar na Praia do Engenho me contentei em somente subir o Pão de Açúcar (dica se você estiver de cargueira converse com o pessoal do camping para deixar a mochila por lá ou esconder na matar o que eu fiz ahahah) subidinha tranquila e quando se chega no topo da pra se ver todo Saco do Mamanguá e se o dia estiver bom é possível ver as usinas nucleares de Angra dos Reis bonito demais. Voltado para trilha da P. Cruzeiro até P. do Engenho 3,6km, a trilha segue contornando as casas de praia de pessoas que devem ter enriquecido com negócios escusos, só acho. Seguindo o Wikiloc a trilha as vezes some, as vezes surgem cercas e etc, não é possível seguir pela praia porque ela está “ocupada” pelas casas, mas passando esse perrengue da trilha cheguei na placa que indicava a Praia do Engenho, Cadeia Velha e Praia Grande da Cajaíba, a minha intenção era acampar na Praia do Engenho porém ao descer para praia, para minha surpresa estava cercada, de volta para placa encontrei um caiçara que morava por ali e ele me informou que não havia camping por ali perto somente na Praia Grande. Borá então mais 4,5km montanha acima, com cargueira pesada e cansado até a P.G., se você tiver dúvidas do caminho é só seguir os postes e fios de alta tensão porque acho que a companhia elétrica deve ter utilizado a trilha já aberta para coloca-los ao invés de abrir novos caminhos “palmas”. Cheguei na P.G. da Cajaíba quase a noite e peguei o primeiro camping que eu achei na praia camping da Dona Dica - R$20 e Coca R$5 (coca mais barata da travessia) nesse dia cheguei na praia morto só queria tomar um banho e dormir e foi o que eu fiz. 2º Dia Praia Grande da Cajaíba a Praia Martim de Sá Começando o segundo dia da minha “loucura pessoal” acordei por volta das 5:30hr varado de fome ahahah então como bom aventureiro preparei aquele café caprichado que foi arroz carreteiro Tio João, feijão e linguiça rs enquanto o “café” ficava pronto fui tomar aquele banho de mar. Com a mochila arrumada e me preparando para partir ganhei aquele cafezinho coado fresquinho, aproveitei o convite e já fiz minha lição de casa perguntando sobre o caminho e quanto tempo levava e etc, aquelas perguntas de sempre. Nesse meio tempo entre o primeiro café e segundo café fiz amizade com o melhor amigo e companheiro de trilha que um homem pode querer dois cachorros vou chamá-los de Prestigio e Chokito porque eu esqueci o nome deles. Quando estou partindo vejo os dois partindo na frente, pensei que eles devem ter ido dar uma volta ahahah mas não eles foram na frente me mostrando o caminho. A primeira praia que você do dia é a Praia de Itaoca, recomendo muito acampar nessa praia, é +/-20min da P.G. da Cajaíba, sabe aquela prainha pequena, sem ondas e de água cristalina - o meu tipo de praia. Seguindo o caminho até a próxima praia encontrei um curso de água que fica bem no meio do caminho que aproveitei para tomar banho de canequinha para refrescar, o sol lá é muito forte e não venta para dar aquela refrescada então qualquer oportunidade que eu tinha eu aproveitava. Nessa pausa encontrei um cara que estava fazendo o percurso inverso do meu ele tinha ficado 11 dias acampado na Martim de Sá, descobri que tinha várias cachoeiras ali na região. Na segunda praia do dia Praia de Calhaus havia uma vila de pescadores, descobri que meus companheiros de aventuras tinham nome rs e é normal eles acompanharem as pessoas até Martim de Sá e não tem problema nenhum porque eles sabem o caminho de volta e etc. Próxima praia do caminho era a Praia de Itanema logo após a Praia do Pouso da Cajaíba o caminho até aqui é bem tranquilo subidas e decidas normais, é dessa praia que geralmente as agencias começam a Travessia da Joatinga, nessa praia tem uma estrutura maior, mercadinho/padaria, passeios de escuna e onde tem uma vila de caiçaras grande se comparado as outras que eu passei. A trilha continua no meio da praia subindo o morro, quando você passar acabarem, começam a aparecer vários Teiu na trilha, encontrei muitos, as vezes tomava alguns sustos porque estava andando sozinho e não havia ninguém na trilha e vinha aquele barulho da mata aahhaha. Mas continuando subindo as vezes encontrará um mirante que é possível ver a praia e os barcos. Quando você chegar no topo +/- 2km você vai encontrar a bifurcação para Praia da Sumarca de onde é possível ir até o Farol da Joatinga - 2,9km – ficou para próxima e Martim de Sá 2,2km meu destino do dia, até Martim de Sá é bem tranquilo no caminho há algumas bifurcações a partir da placa porque há cachoeiras na região e trilha de caçadores. Chegando em Martim de Sá no camping do Sr Maneco o único da praia e mais famoso da região da Joatinga, diária R$20 e Coca R$7, servem refeição e tem cozinha comunitária, o camping é bem limpo e organizado, estava bem cheio. Aquele banho de mar na tardinha para relaxar e depois ficar curtindo relaxado na areia esperando escurecer, banho e jantar. Final do segundo terminado, Chokito e Prestigio chegaram em segurança também. 3º Dia Martim de Sá a Ponta Negra Acordei cedo e tomei aquele banho de mar para energizar, porque o dia iria ser punk conforme me falaram. A trilha para Cairuçu das Pedras é bem tranquila mesmo rapidinho se chega em uma placa com ums bifurcação para Cairuçu e outro que segue pela trilha, descendo na praia tem uma banheira de água doce que os moradores fizeram que dá pra ficar relaxando olhando o mar. Seguindo sentido a Praia da Ponta Negra começa acho que a pior parte da trilha porque é uma subida sem parar na mata e tipo fica um forno. Nesse dia conheci dois casais que estavam indo sentido a Ponta Negra, um casal iria fazer o mesmo que eu, acampar na Ponta Negra e fazer a Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte e terminar a travessia na Vila do Oratório o outro iria acampar na Ponta Negra porém não fariam Saco Bravo e terminariam a Travessia em Trindade. No caminho eu encontrei umas 5 pessoas indo sentido a Martim de Sá acampar acho que é o mais comum, porque dá para ir da Vila do Oratório até Martim de Sá pegando somente uma subida grande. Mas voltando nesse dia estava muito quente e abafado e alinhado ao cansaço dos dias anteriores eu estava muito devagar parando toda hora para tomar aquele ar para continuar ahahah, no caminho quase chegando a Toca da Onça encontrei 2 caçadores com cachorros no caminho. Chegando no topo do morro tem um mirante que chama “Vista da ....” que eu esqueci o nome, a partir daí é só uma descida sem fim até a praia, quando você chegar na primeira casa abandonada de pau-a-pique quer dizer que você está “chegando” um pouco antes das outras casas há um quedinha d’água que dá para se refrescar e também você vários canos que descem o morro para levar água até a praia. Nesse dia fiquei no camping do Leleco, diária R$20 e R$6 a Coca na ponta negra tem algumas pousadas então é possível dormir em uma cama de verdade rs. Nesse dia também resolvi me dar o presente de não fazer o jantar resolvi comer comercial de peixe na praia R$36 bem servido. Dica não pergunte se é possível dividir porque estava acontecendo havia uma moça inconformada que não poderia pedir 1 refeição e dividir em 2 pessoas ahahah achei engraçado. Descobri também o porquê Brasil ser considerado o pais do futebol, no final da tarde os moradores puxam os barcos mais para dentro da praia e rola um futebol ali na areia até o sol se por, é maneiro demais ver a cena o sol se pondo lá no fundo naquele tom laranja enquanto os últimos barcos do dia passam no mar e o povo jogando futebol na praia até escurecer. 4º Dia Praia da Ponta Negra a Praia do Sono Nesse dia acordei cedo tomei meu café e parti em direção a Cachoeira do Saco Bravo, a trilha começa no mesmo caminho para quem está indo em direção a Praia do Sono ou quem vem da Martim de Sá só muda a bifurcação que você pega, segundo uma placa que havia no caminho o tempo até a cachoeira era de 2:30hr, a trilha até a cachoeira é bem marcada com algumas subidas, pelo caminho da trilha encontrei um grupo 6 pessoas que estavam indo para lá, eles estavam acampados na Praia do Sono +/- 1hr da Ponta Negra. Chegando na Saco Bravo já havia um cara lá e era cedo ainda 8hr acho, a cachoeira fica bem na encosta onde forma uma piscina natural que desagua no mar e que marzão da porra. Na volta encontrei a segunda cobra da travessia toda uma cobra-cipó que estava a +/-1m do meu rosto ahahah, também encontrei várias pessoas indo em direção a cachoeira umas 15 pessoas para uma sexta não eram nem 10hrs. No caminho aproveitei que tinha visto um pé de limão rosa e peguei uns 2 para fazer uma limonada rs, também no caminho tinha pés de mexerica e pitanga mas estavam todos verdes. Voltei para Ponta Negra tomei aquele banho de mar arrumei minha coisas e parti para Praia do Sono, a primeira praia a se passar é a Praia das Galhetas uma prainha pequena cheia de pedras, mas subindo um pouco o rio que desagua nela você chega na Cachoeira das Galhetas. A próxima praia a se passar é a Praia dos Antiguinhos depois Praia dos Antigos para assim chegar a Praia do Sono, o caminho até a praia do sono é como se fosse um passeio no parque não tem dificuldade, no caminho também encontrei um povo indo para a Saco Bravo e estranho que eu respondi algumas vezes se “Vale a pena?” a ida até lá, para mim tudo vale a pena. Antes de chegar na Praia do Sono fiz uma pausa grande na Praia dos Antigos para tomar um banho de mar porque o Sono estava logo atrás do morro, chegando na Praia do Sono você fica espantado porque tem muitaaaa gente e até a mente assimilar demora um pouco rs, possuem vários campings a média de preço também R$20, no camping que eu fiquei o Camping do Claudinho era bem legal tinha umas coisas de reciclagem nas paredes, compostagem do lixo orgânico, cozinha comunitária e banho quente. Nesse camping também conheci uma moça nome dela era “Arara” sério isso ela estava lá desde o dia 26/12 e iria ficar até depois do Carnaval, ela me disse que todo ano faz isso para desestressar, nossa eu não conseguiria ficar tanto tempo parado em um só lugar assim. Nesse dia também caiu a tão esperada chuva, porém no camping tinha lona de cobertura então tranquilo. 5º Praia do Sono a Vila do Oratório Acordei cedo tomei banho de mar, que por sinal estava bem forte acho que era por causa da chuva da noite anterior, mas mochila nas costas despedidas feitas e agora era só chegar na Vl. do Oratório +/-1hr e pegar o bus sentido Paraty e voltar para SP. Como sendo minha primeira Travessia solo em um lugar desconhecido percebi que é uma vibe totalmente diferente do andar em grupo, mesmo com grupo de conhecidos e etc. Acho que essa travessia me serviu de inspiração para algumas outras Travessias maiores que quero fazer nos próximos anos. Mas também quero voltar a faze-la em grupo para ter uma ideia da vibe de fazer com grupo compartilhando as coisas boas e ruins que uma aventura traz.
  16. Olá pessoal! Estamos trabalhando em um projeto pra facilitar a experiência de viajantes brasileiros e gostaria que me ajudassem respondendo à uma breve pesquisa: https://pt.surveymonkey.com/r/D8C6Q2B Se puderem dar uma força! 😉 Muito obrigado! @voei.turismo
  17. @suzyrolloff oiee eu estou num grupo planejando Chapada dos Veadeiros ou Jalapão. Topa?
  18. Peço desculpas se não poderia postar aqui ou se já há outro post semelhante. Pretendo fazer o Pico da Bandeira nesta temporada de montanha e tenho uma Super Esquilo 2, mas acredito que o ideal seja levar uma barraca de bem menos peso para uma pessoa mais equipamento (cargueira grande). A dúvida que tenho e peço a ajuda dos mais experientes é sobre barracas leves que possam ser usadas no frio da região, que chega a uns -4ºC (como ano passado). Já li em alguns posts que vale mais o tipo de saco de dormir e roupas do que a barraca, outro ponto que tenho dúvida, pois tenho um modesto Micron X-Lite e penso em usá-lo com um liner Thermolite Reactor Extreme da Sea to Summit (os dois juntos bem mais leves e com menor volume do que um saco de dormir de 1,7Kg. Seria uma boa opção para a região em Julho?
  19. A região do Complexo do Baú é uma das mais conhecidas de toda Serra da Mantiqueira, situada próximo a Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí. A região atrai milhares de turistas ao ano, que procuram desde o turismo convencional até ao turismo de aventura. O Complexo do Baú é uma grande formação de rochas de 360 m de altura, 540 m de comprimento, com encostas de até 180 m de altura. Ele é formando por três montanhas: a Pedra do Baú (1.950 m), A pedra do Bauzinho (1.760 m) e a pedra da Ana Chata (1.670 m). A Pedra do Baú no centro, ao lado esquerdo da foto, atrás do ramo de folha, o Bauzinho O trajeto até a pedra do Bauzinho pode ser realizada de carro e tem uma linda visão para a Pedra do Baú. Já o trajeto da Pedra do Baú e para a pedra da Ana Chata só por trilha, que podem levar de 03 a 06 horas dependendo do ritmo de cada um, a nota especial é que na Pedra do Baú você tem que encarar 600 grampos. (recomendado fazer com um guia e equipamentos de segurança). O desafio da Pedra do Baú é encarar a altura e os famosos grampos. Os grampos são totalmente seguros, instalados na pedra desde os anos 40. Muitas pessoas contratam guia com os devidos equipamentos de segurança, mas existe a possibilidade de você fazer por conta própria, não tem muito erro, é só você ir com calma, de grampo em grampo sempre mantendo 03 pontos de apoio fixo. São 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú - Como chegar Usando o Waze ou Google Maps coloque a localização Restaurante Pedra do Baú, de São Paulo dá em torno de 200 km. O local é bem estruturado, oferecendo estacionamento, banheiro, restaurante, hospedagem e dá acesso à trilha Pedra do Baú e da Ana Chata. A diária do estacionamento custa R$20,00 e o uso dos banheiros esta incluso nisso. A trilha tem em torno de 05 a 06 km, sendo 1,5 km de seu trajeto de subida, depois mais 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú, então as pernas acabam ficando doloridas no retorno. Para se ter uma ideia, fiquei mais cansado nessa do que na de 25 km que fiz pela região de Biritiba Mirim. Bauzinho ao fundo A trilha é bem demarcada, com totens indicando a distância que falta até o inicio dos grampos. Quando chegar ao inicio dos grampos, terá um responsável controlando o acesso, caso você não opte fazer a subida com algum guia, será necessário assinar um termo de responsabilidade. Nesse mesmo ponto você verá o acesso para a trilha da Ana Chata. A subida pela FACE SUL da Pedra do Baú esta INTERDITADO, houve um deslizamento de pedra que acabou arrancando 03 grampos, porém mesmo sem eles, as pessoas estavam se arriscando com cordas para pular a parte sem grampos, os responsáveis do parque acabaram tirando mais alguns grampos tanto no meio como no começo para que nem com corda fosse possível. Tudo isso foi feito pela sua segurança, a face Sul não é tão firme quanto a Face Norte. Logo evite. Visão da Serra da Mantiqueira Como o mesmo lugar para subir é a mesma via para descer e não cabem 02 pessoas no meu grampo, ai você pensa "e como faz com o congestionamento de pessoas?" Bem, o Parque disponibiliza 04 funcionários que ficam um no começo, dois no meio e um no fim, controlando o transito de pessoas, isso ajuda muito. A Pedra do Baú é muito bem cuidada, não há lixo na trilha, é bem demarcada, gostei muito de conhecer a região, os grampos são firmes e estão em um espaço muito confortável entre um e outro, assim não dificultando para quem tem a perna curta. O medo sempre ira surgir, mas qual seria a graça da vida se a gente não encarar nossos medos né? O que posso recomendar é pensar em um degrau por vez, devagar, sem pressa e sempre da forma mais segura possível, caso tenha muito medo ainda, é possível contratar guias locais que vão te acompanhar e irão fornecer os equipamentos de segurança. - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, época que dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. **** Aos amigos do blog que vão viajar e reservar sua hospedagem, peço para usarem minha caixa de pesquisa na página inicial do site, assim o Booking repassa uma parte da comissão para mim, ajudando eu a seguir com o trabalho aqui no blog, isso não gera nenhum custo adicional para você. Valeu =] **** Follow me
  20. TRAVESSIA SERRA FINA - BATE/VOLTA AO PICO CAPIM AMARELO - PASSA QUATRO-MG 29° dia - 26.07.2019 - Sexta-feira Saída pousada de carro até estacionamento próximo toca do lobo, subida/descida pico capim santo. +-12 kms em aprox. 06:43hrs Acumulado total: 288 kms Nossa intenção ontem, era dormir no Pinheirinho em Passa Quatro-Mg e, hoje acordar bem cedo e ir até a base do Pico do Itaguaré, subir o pico e depois terminar nossa viagem. Mas chegando no hostel Serra Fina, o Felipe dono do hostel estava dizendo que um grupo ia começar a travessia da Serra Fina no dia seguinte. Perguntei pra ele se não era complicado fazer um bate/volta no mesmo dia no Pico Capim Amarelo, ele disse, se vcs conseguiram fazer bate/volta na Pedra da Mina, com certeza nós não teríamos nenhuma dificuldade na subida do capim amarelo, então resolvemos mudar nossos planos. Na noite anterior chegou o grupo de Botucatu - SP, para fazer a travessia da Serra Fina. Conversamos com o pessoal, e gentilmente fomos "incorporados" ao grupo, entre os montanhista reina a amizade e companheirismo, o NOSSO MUITO OBRIGADO A TODOS DO GRUPO DE BOTUCATU-SP(eles contrataram uma kombi para levá-los até próximo a toca do lobo e, acertamos com eles que iríamos com nosso carro, seguindo a kombi). Tomamos café da manhã bem cedo, acompanhamos kombi( por uma estrada de terra com muitas pedras, pontes de madeira), que foi levar o grupo de Botucatu-Sp até o estacionamento antes da toca do lobo (9 kms da rodovia asfaltada). Deixamos o carro no estacionamento e seguimos à pé com o grupo de Botucatu-Sp (pessoal jovem com astral maravilhoso) até a toca do lobo, uns 2 kms (onde começa a trilha). Pegamos água no rio, atravessamos ele(aqui fomos na frente do pessoal pois estávamos bem mais leves do que eles), começa subida bem forte, no início dentro dum bosque, depois entramos num descampado, mais à frente outro trecho dentro dum pequeno bosque, entramos novamente numa área de pedras soltas, até um outro topo. Pegamos descida forte na crista da montanha(vento forte, alguns abismos) até um trecho com árvores e capim alto. Entramos na verdadeira subida ao pico, no início com muito capim alto, depois em mata com árvores baixas, alguns trechos com pedras soltas. Chegando próximo ao topo subidas bem fortes em pedras, inclusive alguns trechos têm cordas para auxiliar a subida, tinha gelo numa pedra. Contornamos a montanha do lado esquerdo e chegamos no topo do Capim amarelo (têm muito capim alto, onde tem área camping). Assinamos o livro, conversamos com várias pessoas que estavam acampados lá e descemos rapidamente(como tinha trechos com pedras soltas, fomos bem devagar). Como estávamos bem mais leve que o grupo de Botucatu, chegamos primeiro no topo, na descida encontramos eles no meio da subida verdadeira, conversamos e brincamos muito e continuamos nossa descida e eles iam pernoitar no pico acima. Chegamos na toca do lobo, atravessamos o rio, e pouco depois ao estacionamento. Fomos no Centro de Passa Quatro-Mg, comprar mantimentos pra fazer o almoço no hostel e ir ao banco. SUBIDA Até o início das cordas 03:02hrs - 2305msnm Até o topo pico do capim amarelo- 03:26hrs - 2395msnm DESCIDA Aqui é mais ou menos igual a Pedra da Mina, a descida é complicada, pois tem muitos trechos com pedras soltas o que torna perigoso acelerar muito o passo. Do topo do Pico do Capim Amarelo até o estacionamento 03:17hrs - 1450msnm Hospedagem: hostel e pizzaria Serra Fina, fone: 035 99720-3939, bairro Pinheirinhos - Passa Quatro-Mg casa antiga, rústica mas extremamente limpa e confortável. Camas ótimas, wifi, sala TV a cabo, cozinha completa, água, banheiro compartilhado, estaoionamento, churrasqueira, tanque lavar roupa. Felipe é super atencioso. RECOMENDADO Cama compartilhado: $60 com café Casal privativo: $70 com café Camping: $35 sem café Faz traslado: Para toco do lobo: $150 até 3 pessoas Para itaguaré: $200 até 3 pessoas Travessia Serra Fina: $350 (leva para toca do lobo e busca Pierre) Travessia Marins/itaguaré: $400 levar e buscar Dia nascendo, aqui primeiro descampado Na nossa frente o incrível Pico do Capim Amarelo reina absoluto, talvez um dos caminhos mais bonito que já fizemos SIMPLESMENTE LINDO ISSO AQUI Trecho complicado com pedras soltas Próximo ao topo têm alguns trechos com cordas para auxiliar as subidas mais complicadas Topo do Pico do Capim Amarelo, o famoso caderno de assinatura à direita do pé da parceira. QUE VISUAL, à esquerda o caminho que fizemos e íamos fazer na descer Uma simples homenagem ao nosso site Mochileiros.com Descidas fortes, aprendemos a descer alguns trechos de costas, facilita muito, sempre aprendendo coisas novas. Descendo através de cordas Não adianta pensar muito, tem que encarar aquela subidinha sem reclamar..QUE VISUAL Outro ângulo da região (do lado direito os picos do Itaguare, Marinzinho e Marins), UM DOS LUGARES MAIS BONITO QUE JÁ PASSEI Outro angulo Subida forte. .. Não me canso de ver essas fotos Idem Chegando ao topo Olhamos para trás e vimos isso aí. DEMAIS E DEMAIS! OUTRO ÂNGULO, S E N S A C I O N A L Outra descida, e o visual. Falta pouco Mais um pouco Pronto chegamos a toca do lobo Toca do Lobo, tinha esquecido que ainda faltavam uns 2 quilômetros, estava achando que o carro estava aqui......coisa da montanha, é muito sofrimento bom!
  21. Há tempos venho tentando organizar uma viagem para o RJ, para conhecer as maravilhosas trilhas e paisagens da cidade. A intenção inicial era ir para a Pedra da Gávea, mas após inúmeras desistências e contratempos, acabei indo para o Pico dos Marins. Lugar que eu já tinha na minha lista há um bom tempo mas que pretendia ir um pouco mais pra frente. O Marins fica entre Piquete e Cruzeiro, sendo que o acesso mais fácil para quem vem de São Paulo ou RJ seria a Dutra, pegando a saída 51 que cai na Rod Lorena-Itajuba, a partir de lá as placas facilitarão o trajeto. No site oficial dos Marins podemos ver o mapa mais detalhado do caminho. http://www.marinzeiro.com/como_chegar.html O roteiro deste caminho é o seguinte: Pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459, passar por Piquete e logo em seguida (800 metros) virar à direita para a Estrada Viscinal José Rodrigues Ferreira que dá acesso à Vila dos Marins. Quando chegar ao fim do asfalto, que é na saída da Vila dos Marins, suba à esquerda até o final da serra, passe o portal do município de Marmelópolis na divisa SP-MG, entre à direita e logo em seguida você chegará ao Acampamento Base Marins. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 40 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 19 km • Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 20 km • Portal de entrada de Marmelópolis - Acampamento Base Marins: 1 km Ainda para quem vem de São Paulo ou Rio de Janeiro outro roteiro de estrada é pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459 até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Passar pelo posto da barreira fiscal e pelo trevo de Venceslau Brás, seguir mais 1.500 metros e entrar na estrada de terra atrás do ponto de ônibus do lado direito da estrada (há uma placa indicando a Fazenda Saiqui). Seguir por cerca de 14 Km na estrada e entrar no pequeno trevo indicando Pico dos Marins/Montanha. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 53 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Saída para a estrada da Fazenda Saiqui: 38 km • Estrada para a Fazenda Saiqui - Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha: 14 km • Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha - Acampamento Base Marins: 1 km Vale ressaltar que já próximo do Acampamento Base Marins, você ira pegar mais ou menos uns 4km de estrada de terra, e o caminho lá não é dos melhores, você irá achar relatos de pessoas que sobem com os mais diversos veículos, mas a chance de parar na estrada é real. Sendo que apesar de engraçado, não será nada agradável se você estiver indo de madrugada e num grupo pequeno. Após as tentativas e fracassos na viagem para o RJ, escolhi Domingo dia 23/07 para fazer a subida aos Marins, com a idéia de acampar no Cume e fazer a descida na segunda-feira 24/07. Fomos em dois amigos, amigo esse que me garantiu que estaria pronto para fazer a trilha, isso veríamos kkk. Combinamos de sair de São Paulo em torno de 07 horas da manhã, porém com alguns “pequenos” atrasos às 10:00 estávamos pegando a estrada. O caminho é bem tranqüilo e saindo de São Paulo são exatamente 4 pedágios, totalizando R$ 26,00 ( 3,40 / 3,40/ 6,10/ 13,80) e um pouco antes à saída 51 (para quem vem de São Paulo) existe um GRAAL que é uma ótimo opção para abastecer e fazer a refeição antes de por o pé na trilha. Continuamos nosso caminho e como falei eu temia mais a serra dos Marins do que a montanha hehe, e como a Lei de Murphy nunca falha, já próximos ao Acampamento Base atolamos. Já imaginei que ficaríamos um bom tempo ali, pois não aparecia ninguém, porém demos sorte e logo um carro descia com 4 rapazes que disseram que no dia anterior atolaram exatamente no mesmo ponto. E assim com muito esforço conseguimos tirar o carro de lá e trilha que segue. Hehehe. Chegamos ao Acampamento Base em torno das 14:00 horas, chegando la conversei com o rapaz que é encarregado do lugar, e não é mais o Milton como vocês devem ter visto em outros relatos por aqui. No acampamento é possível comer e comprar ainda algumas bebidas para levar para a trilha, aproveitamos para comprar algumas águas extras e antes de subir ainda fomos informados pelo novo dono que eles oferecem o serviço de resgate para quem vai fazer a Travessia Marins x Itagaré, tudo pode ser combinado assim que você chegar ao acampamento base. A diária para o estacionamento do acampamento é de R$ 20,00. Iniciamos a subida e com 10 minutos de caminhada meu amigo já queria parar para descansar Na verdade quando mandei os vídeos, fotos e relatos da trilha, ele não olhou nada e estava achando que uma trilha tranqüila, mesmo eu tendo o alertado diversas vezes. Ok, já entendi naquele momento que não seria mais possível acampar no cume, não tínhamos mais o tempo hábil para subir, muito menos naquele ritmo. Mas mesmo assim ele não quis voltar e disse que iria até o final, então decidimos ir até onde desse, acamparíamos e terminaríamos a subida no dia seguinte. O primeiro ponto no tracklog é o morro do careca, leva-se em torno de 40 minutos para chegar, e partindo dali começa oficialmente a trilha para o Pico dos Marins. No começo não tem segredo e a trilha é bem marcada, com alguns pequenos trechos de escalaminhada. A partir da metade da trilha que inicia a subida em pedra que passa a ficar um pouco mais técnico, porém nada que seja impossível ou demasiadamente difícil. Obviamente que não chegamos ao pico com a luz do sol e quando deu 18:00 horas escureceu. Porém mesmo não estando no topo é possível ver toda a beleza que existe nesse lugar. Durante praticamente toda a caminhada é possível ter o vislumbre de vistas e paisagens incríveis. Daquelas que realmente ficam guardadas na memória. E porque não tentar guardar num registro fotográfico também ! Rs !! Após escurecer andamos por mais 2 horas, porém a navegação no Marins, não é das mais simples a partir da metade do caminho, e no escuro ainda com uma lanterna fica bem complicado de prosseguir. Levem sempre mais de uma lanterna e com bateria reserva. Por fim achamos uma área onde era possível acampar e por lá ficamos. Nesse momento em torno de 21 horas, não estava ventando muito, porém ao longo da noite os ventos aumentaram muito, mas a barraca resistiu bem e não passamos muito pouco frio. ( Se serve de indicação a barraca ARPENAZ 2 da QUECHUA vale muito o custo beneficio na minha opinião. Para quem não quer investir uma grana muito alta em barraca esse modelo da Quechua atende muito bem as necessidades !! ) Dormimos bastante e no dia seguinte com um vento bem gelado prosseguimos em nosso caminho. Nesse segundo dia já começamos no trecho onde se inicia alguns trechos por pelo capim elefante. Em uma primeira vez realmente se tem um pouco de dificuldade em navegar pelo caminho, porém a impressão que tive é que não existe um caminho certo quando se sobe o Marins, em alguns trechos você tem a indicação de setas e totens, mas pelo que percebi você pode ir de diversas maneiras. Não estou aconselhando a abrir novas rotas e nem demarcá-las, porém, você verá que não esta preso, e você consegue subir pelo tracklog, ou indo 20 metros para La ou para Ca. Caso você tenha se perdido pode usar o tracklog como uma referência mesmo que um pouco longe da trilha. Mas assim que você localizar as setas novamente nesse trecho de pedras, não tem erro. Dificilmente se perderá. O trecho final do Marins requer um pouco mais de cuidado e atenção, alguns pedaços de pura escalaminhada, subir em 4 apoios, escolha um bom calçado para não ter nenhum imprevisto, esse ultimo trecho é muito gostoso de ser feito e a recompensa fica logo a vista. Passados alguns minutos estávamos lá, chegamos ao cume !!! Mesmo não tendo a oportunidade de ver o por do sol ou o nascer do sol, ficamos sem palavras, e explicar o que é aquela vista, aquela sensação é até difícil !!! O céu estava totalmente aberto, sem nenhuma nuvem, e de La é possível ver todas as principais cidades da região da Mantiqueira, é realmente indescritível. Ficamos algum tempo apreciando tudo aquilo e fazendo o máximo de fotos que conseguimos RS. Mesmo no pico existe diversos pontos para visitar, apreciar e fazer lindas fotos. É possível avistar a travessia de Serra Fina, Pedra redonda, entre outros... Depois de explorar bastante, resolvemos descer, apesar de ser mais simples agora que tínhamos idéia do caminho, não foi tão mais rápida a nossa descida, e em torno de umas 16:00 horas estavamos de volta no acampamento base. Fomos de domingo para segunda, encontramos muitas pessoas descendo que haviam ficado La no sábado, porém domingo fomos os únicos a subir, para quem vai aproveitar um final de semana para fazer essa aventura, inicie a trilha cedo, para que consiga pegar um bom lugar para acampar, caso esteja indo dentro da semana, ou domingo não precisa se preocupar muito com isso. O tempo que se leva para subir é muito relativo, depende da sua condição física, do seu costume de fazer esse tipo de trilha, da sua mochila, então não vou falar em tempo pois muda muito de pessoa para pessoa. Por fim, a visita ao Marins não só valeu muito a pena como me deixou com vontade de mais, e pretendo logo estar voltando para fazer a travessia, e aproveitando a oportunidade para acampar no cume. A quem ainda não foi e tem vontade o único conselho que tenho é que vá, aproveite cada segundo da trilha e de tudo que essa maravilhosa montanha tem para oferecer, com certeza ficarão tão apaixonados por ela quanto eu. OBS: provavelmente quando forem verão pelo caminho uma cachorrinha que fica no acampamento base, ela parece uma raposa, deve ser algum espírito reencarnado sei La..kkk, enquanto estávamos lá, ela subiu e desceu a montanha 3 vezes, ela é a guia oficial pode-se dizer, mostra o caminho de verdade, e tem um pique maior que todos os viajantes juntos hehe, quando estávamos no final da trilha a encontramos novamente e resolvi retribuir o favor levando ela no colo, até que a danada dormiu, hahaha. Boa sorte a todos, e boas aventuras !!
  22. “no meio do caminho havia uma pedra E essa pedra era um quartzo rosa gigante Com um parque que vivia em cima dela” ~Parque nacional da chapada dos veadeiros Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!) É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei. A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017. Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. Partiu? 1º dia: chegada à chapada A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar” essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos. Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro. A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs . Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00 e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado. Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região. Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não? Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses Diga xis Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge. Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande. Típica noite na vila A rua principal Pista de pouso para OVNIS? O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a). Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar. 2º dia: compensando o dia anterior Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou até alcançar o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL Finalmente nessa delícia de lugar O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem). A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser Mimosa A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente. Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok? A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente. Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm? Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada). Rumo às corredeiras E o passeio fica cada vez melhor! A água dança e renova a vida no meio das pedras Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar. Gravidade zero em solo lunar é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola. Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo! Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge. Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte. E ae, amigo. Ets hoje, ets amanhã, ets sempre 3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa. Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas). Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também. Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos. A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D Cara.....a gente estava ali ontem... A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação Como a chapada é magnífica, cara! Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima. Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos. uma parte do cânion (vale das andorinhas) O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok; A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado. 4º dia: se despedindo de São Jorge =’( Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida! Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km. Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento =) em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc. O famoso chuveirinho do cerrado Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado Lindo Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos! Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos Magnífico tesouro do Parque Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não? Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?). Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte. 5º dia: a menina dos olhos da chapada. Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo. No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk). Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério. Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash). Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também. Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor? Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito. Mais trilha aberta Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara? Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será? Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também. Outro tesouro guardado pelos quilombolas Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade. Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”. 6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião) Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi Menino barrigudo me encarando Um amanhecer desses, bicho O que vc tá olhando? Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po. Será que isso sairá do chão um dia? Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas. vai por mim, rola O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....* Ah, que coisa boa As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm. O magnífico poço da Xamã O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens? Tranquilitas. O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo. Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim. Estacionamento errado, chapa! Indo para o jardim. O ar esfria mas o sangue ferve de excitação Pôr do sol na estrada com a magrelinha Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi. 7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã. Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso... Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto. No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos. La muralha Show de bola pra nadar Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir Eita poha Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora. aviso dado. Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado. Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue. A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também. Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. =) Agora as infos básicas: Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio. Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto. Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem! Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge. melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada. O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa). Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos... Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite. Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também =)
  23. Ótimo saber dessas questões como a falta de estrutura dos mercados de Huaraz. Se for o caso compramos o grosso dos suprimentos em Lima mesmo! Quanto a equipamentos como barraca e saco de dormir teremos de alugar mesmo, bom saber que há esse serviço a disposição... Agradeço as informações, amigo!
  24. Gostaria de saber quem vai ta no rio entre 17/09 a 25/09 pra fazer esses passeios que coloquei no titulo
  25. Estarei indo para Cuiabá no dia 20 de setembro, e retorno pra Sao Paulo dia 30 de setembro... alguem interessado em ir pra Chapada dos Guimarães, Serra do Roncador, Nobres e Pantanal? Esse roteiro não está fechado! Podemos conversar e combinar um roteiro q seja bom para todos!
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