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  1. Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros. - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe. Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆 Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer. A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA!) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente. Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 2 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita. Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou? Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUDOOOOOO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí! Com antecedência: - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL) - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi muito tranquilo. Antecedência Opcional: - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo. O que tinha dentro do meu mochilão: 7 camisetas 3 bermudas 8 cuecas 1 toca 1 par de luvas 1 toalha microfibra (secagem rápida) 1 Money Belt (doleira) 1 relógio 1 sabonete 1 shampoo médio 1 protetor solar grande 1 protetor labial 1 repelente 1 cadeado 1 escova de dentes 1 creme dental 1 barbeador elétrico 1 desodorante aerossol 1 perfume 1 cortador de unhas 1 bepantol creme 1 par de óculos de sol 1 celular 1 carregador 1 par de fones de ouvido 1 caneta 1 bloco de anotações 1 capa de chuva 1 pasta plástica para documentos 1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional 1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em SPA 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00 os dois) 1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!) NA PASTA DE DOCUMENTOS: · Cartões de embarque · Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada! · Certificado do Seguro Viagem · Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!! NO MONEY BELT: 1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano...) 300 Reais Passaporte 03/01 Adiós Brasil! Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de Ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável tsc. O nosso voo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA! Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs: No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo. MAS ENFIM, DEPOIS DE UM TRECHO NÃO MTO LONGO: CHEGAMOS CARAI! 04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria! E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação! Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito). Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa). Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável. __________________________________________________________________________ Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man. Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH. (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.) Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Elas nos encarou pensando que estávamos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve. _____________________________________________________________________ 05/01 - Chegando em Uyuni: o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva! O Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO! Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão). Mendigos bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios. O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆). Carregamos nossos celulares, compramos umas tocas na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar. Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual. _______________________________________________________________ O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS! Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA. No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩 Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 🤩 Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho: O exato momento em que eu abri uma Coca e ela explodiu molhando a mesa toda. Só a PORRA DO RESTURANTE INTEIRO olhou pra mim e aquela bagunça toda, de boas. 😑 Marco das Bandeiras Aqui jpá foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar. Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. ______________________________________________________________________ Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK É bizarro, experiência foda. __________________________________________________________ 06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: Lagunas e mais lagunas! to be continue..
  2. Mancha de neve que cruzei 4º DIA - 26/07/19 - de algum lugar entre Tyssevassbu e Torehytten ao vale do Rio Veig Duração: 8h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1473m Menor altitude: 995m Resumo: dia fácil pois, após uma subida inicial, o restante do dia foi quase todo de descida (com uma subida bem no final para o local de acampamento). A caminhada se tornou bem mais agradável e rápida pois em lugar dos campos de pedra agora há uma trilha bem marcada no capim. Deixei o local de acampamento às 9h56 já tendo de cruzar uma mancha de neve de mais de 40m. Subi no sentido nordeste. Cruzei um riacho às 10h29 e 10 minutos depois foi a vez de encarar a travessia de dois rios consecutivos. No primeiro foi possível atravessar pelas pedras mas no segundo tive de tirar as botas (água na altura da canela). Volto a subir. No alto parei por 34 minutos para conferir os caminhos no gps. Atinjo o ponto máximo do dia (1473m) às 12h31 e 4 minutos depois avisto ainda bem longe o Refúgio Torehytten à beira de um lago. Às 12h57 surge à direita o imponente pico Hårteigen, que eu avistara na tarde do dia anterior. Em 3 minutos encontro uma cachoeira que deságua num lago abaixo à esquerda. Desvio da mancha de neve acima do lago e tento continuar por uma trilha na encosta, mas ela vai sumindo e eu resolvo voltar à cachoeira e descer pela piramba de pedras soltas para tomar a trilha que segue abaixo, ao lado do lago. Às 13h22 cruzo um riacho pelas pedras com a espetacular vista do Pico Hårteigen refletido em suas águas. Uns 9 minutos depois atravesso uma mancha de neve de uns 30m com a dificuldade de ser inclinada para baixo, com maior risco de escorregar. Às 13h43 alcanço uma bifurcação e sigo para a esquerda após pegar água no riacho ao lado. À direita se vai ao Pico Hårteigen (e depois ao Refúgio Litlos), mas não planejei subi-lo durante essa travessia, quem sabe na próxima vez. Quando pensei que já estava chegando ao Refúgio Torehytten ainda tive de fazer um desvio à direita para contornar um canal que saía do lago. Desci ao canal, cruzei pelos blocos de pedra e subi a trilha íngreme do outro lado. Cheguei finalmente ao refúgio às 14h23. Fui recebido pela guarda e seu ajudante, ambos muito simpáticos, que me informaram que em Fossli/Liseth, vilarejo que é meu destino no dia seguinte, não havia lugar para comprar comida. Isso me obrigava a comprar comida-reserva ali mesmo e a guarda permitiu que eu pagasse em dinheiro (ao contrário da mal humorada do Refúgio Tyssevassbu). Anotamos tudo no formulário da DNT. Nesse local havia um trilheiro com queimaduras de sol pelo corpo todo, parece que eles não têm noção de como o sol pode ser perigoso. Nem boné eles usam. Esse refúgio é grande, ocupa duas casas, e tem uma despensa muito variada. Paisagens grandiosas A partir do Refúgio Torehytten há dois caminhos importantes: a noroeste se vai a Kinsarvik, voltando à rodovia 13 que passa em Odda, e a nordeste se vai a Fossli/Liseth e à rodovia 7. Como eu ia para Fossli e depois continuar para o norte tomei a direção nordeste, subindo, às 15h18. Às 15h56 avisto um grande lago azulado e passo a caminhar pelo alto de sua encosta oeste. Após o lago, o rio que se origina dele faz algumas curvas e desaparece num cânion. Mais abaixo ele despenca numa grande cachoeira ocultada pelos paredões e depois se espalha por um extenso e verdejante vale cortado pela trilha. Todo esse conjunto de paisagem chama muito a atenção pela beleza e grandiosidade. Considero que foi um lugares mais bonitos de todo esse trekking. A trilha segue pelo campo bem verdinho e me aproximo da margem esquerda do rio. Às 17h43 a sinalização continua na outra margem e sou obrigado a tirar as botas novamente para atravessar (água abaixo das canelas). Às 18h14 sigo a placa de Hadlaskard (refúgio), indo para a frente (esquerda) pois à direita se vai também ao Refúgio Litlos. Me aproximo de algumas casas isoladas, mas nenhuma é refúgio da DNT. Cruzo o rio raso pelas pedras bem em frente às casas e desperto a atenção de um cachorro, que começa a latir. Continuo caminhando pelos campos de vegetação baixa e às 19h36 cruzo um riacho pelas pedras. Às 20h06 aparece um rio à direita (Rio Veig) e começam a aparecer árvores também, algo que eu não via desde o início do segundo dia. Logo surge o Refúgio Hadlaskard na outra margem do Rio Veig. Às 20h22 vou à direita na bifurcação em que a esquerda leva ao Refúgio Stavali. Cruzo a ponte sobre o largo rio e entro no refúgio para conhecer. Ali também foi possível comprar comida sem burocracia. Coloquei o dinheiro num envelope e depositei numa caixa metálica de acordo com as instruções da guarda do refúgio, que não conferiu nada. Mas não acampei ali, achei que tinha gente demais e eu queria sossego. Também queria adiantar o percurso a Fossli/Liseth e tinha bastante tempo para isso nesse dia. Deixei o Refúgio Hadlaskard às 20h45 e tomei um caminho largo diretamente para o norte, seguindo o Rio Veig pela margem direita. Às 21h10 cruzei uma ponte de tábuas (peguei água para a noite) e em 5 minutos atravessei um conjunto de casas de pedra com vegetação no telhado (devem ser casas de pastores). Dali em diante a trilha subiu bastante e retomou a direção norte. A visão para o vale do Rio Veig se alarga. Às 21h58 parei numa clareira que surgiu à direita e montei a barraca com vista para o Pico Hårteigen (3,5km após o Refúgio Hadlaskard). Altitude de 1153m. Cachoeira Vøringsfossen 5º DIA - 27/07/19 - do vale do Rio Veig a Fossli/Liseth Duração: 8h25 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1188m Menor altitude: 670m na rodovia 7 em Fossli/Liseth Resumo: nesse dia desci ao Refúgio Hedlo e logo subi ao ponto mais alto do dia. Em seguida desci ao vale onde fica Hjølmo e subi a colina seguinte para descer ao ponto mais baixo do dia em Fossli/Liseth. Deixei o acampamento às 9h49 e continuei no caminho para o norte, inicialmente por extensas lajes de pedra, depois voltando a caminhar pelo campo bem verde. Às 10h19, numa bifurcação, a placa aponta para o Refúgio Dyranut à direita, mas sigo para o Refúgio Hedlo, em frente. Cruzei duas pontes consecutivas e em seguida passei por casas de pedra vazias. Me aproximo novamente do Rio Veig e ele forma um bonito lago com a água escorrendo sobre lajes. Continuo seguindo o rio e às 11h18 avisto o Refúgio Hedlo às suas margens. Numa bifurcação perto do rio uma placa aponta para o Refúgio Stavali à esquerda. Cheguei ao Refúgio Hedlo às 11h35 e ele é particular (não é da DNT) e staffed (com funcionário). É uma casa grande de dois andares ao lado de altas árvores. Numa demonstração da confiança que existe entre as pessoas na Noruega havia na sala uma mesa com guloseimas e refrigerantes e ao lado uma tigelinha onde se deixa o pagamento do que for consumido. Vi um grupo de noruegueses cinquentões (como eu) parar ali para descansar e, aproveitando a habitual simpatia norueguesa, fui conversar com eles e perguntar se eles sabiam de lugar para comprar comida na vila de Fossli. Também não conheciam. Eles estavam fazendo um circuito de trilhas a partir do Refúgio Vivelid. Deixei o Refúgio Hedlo às 12h41 continuando o caminho para o norte, seguindo as placas de Liseth (vila), Hjølmo (estacionamento) e Vivelid (refúgio). A trilha atravessa um pequeno bosque e tem muitas pedras. Às 13h16 avistei mais casas num vale mas a trilha não se aproxima delas, em vez disso as contorna pela esquerda e depois sobe a colina ao fundo, onde despenca uma bonita cachoeira. Nesse contorno pela esquerda cruzo uma ponte de tábuas às 13h40 e na bifurcação vou à direita (à esquerda se vai ao Refúgio Vivelid). Em seguida subo a colina e a visão do vale para trás vai ficando cada vez mais bonita. No alto (desnível de 169m) vou à direita na bifurcação às 14h20 seguindo a placa de Liseth (à esquerda se desce a Hjølmo). Uns 100m depois da placa parei por 18 minutos e escutei sinos de ovelhas por perto, portanto cuidado com a água! Subo mais e encontro sobre uma pedra um crânio de rena com uma grande galhada. Infelizmente essa foi a única rena que eu vi em todo esse trekking. Não há nenhuma sinalização indicando, mas consultando os mapas eu vi que estava saindo dos limites do Parque Nacional Hardangervidda. Rio Veig e Refúgio Hedlo Atinjo o ponto mais alto do dia (1188m) às 15h03 e para trás (sul) ainda vejo o Pico Hårteigen no horizonte. À esquerda (norte) enxergo bem longe também a ponta de um lago (Eidfjordvatnet) e de um fiorde (Eidfjorden). Começo a descer desse platô às 15h14 em direção a um vale (com algumas casas) e avisto montanhas nevadas ao fundo e Hjølmo à esquerda. Quase no final da descida passo por uma fonte de água e depois cruzo um riacho pelas pedras. Às 16h13 vou em frente na bifurcação com placa apontando Vivelid à esquerda e cruzo o rio principal do vale por uma ponte. Do outro lado não há placa e a trilha não é tão marcada, mas fui para a direita (leste), passei próximo das casas e a trilha vai fazendo uma curva para nordeste, subindo bastante pela encosta da margem direita verdadeira de um rio. Às 18h46 avisto a vila de Fossli/Liseth e pego uma trilha à esquerda bem marcada e até com estacas, mas não foi um bom caminho. Quando percebi que estava fora do trajeto gravado no gps já tinha descido bastante e achei que os dois fossem convergir, mas não aconteceu. Esse caminho tinha solo fofo (turfeira?) e foi ficando ruim de andar, mas continuei nele para ver onde ia parar. Desci bastante. Nas bifurcações que apareceram fui à esquerda (19h33), direita (180m depois) seguindo a placa Vøringsfossen e direita (15m depois). Me aproximei das primeiras casas e às 19h46 cheguei a uma estrada de cascalho, onde desci para a direita. Às 19h57 alcancei o asfalto da rodovia 7, chegando enfim a Fossli/Liseth. Fui para a direita por 800m, entrando na estrada de asfalto à esquerda. Subi e tomei a esquerda na bifurcação, chegando ao Fossli Hotel às 20h34. À esquerda (norte) do hotel começa uma trilha secundária para o Refúgio Rembesdalsseter, meu destino no dia seguinte. Mas antes de entrar na trilha fui visitar a maior atração do lugar, a linda cachoeira Vøringsfossen, que despenca 182m do platô Hardangervidda para dentro do Cânion Måbødalen, que corre em direção ao Eidfjorden (passando pelo Lago Eidfjordvatnet). O lugar é bem turístico, com passarelas e mirantes. Fica bem em frente ao hotel e o acesso é gratuito. No hotel fui informado de que os mercados mais próximos são: Coop em Eidfjord (18km a oeste pela rodovia 7) e no Garen Camping (2km a leste também pela rodovia 7). Como não quis fazer nenhum desvio da rota, teria que comprar comida no próximo refúgio. Entrei na trilha às 21h03 e subi. Coletei água num riacho onde havia mangueira de captação e subi mais. Procurei um lugar plano para montar a barraca e encontrei um bom local uns 160m antes de uma bifurcação que vem diretamente da Hospedaria Liseth. Essa é a trilha oficial da DNT, a que eu fiz nem sinalização tem. Altitude de 852m.
  3. Lago Mosdalsvatnet 1º DIA - 23/07/19 - de Odda ao Refúgio Mosdalsbu Duração: 6h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1445m Menor altitude: 0m em Odda Resumo: esse foi o dia de maior desnível (subida) já que saí da margem do fiorde (0m) e alcancei o platô Hardangervidda, que tem altitudes por volta de 1200m a 1500m. Nesse dia já percebi a dificuldade do terreno, muito pedregoso. No dia 20/07 viajei de Oslo a Odda. Tomei às 9h40 na rodoviária Bussterminal de Oslo o ônibus da empresa Nor-Way. Saltei dele 1,8km antes do centro de Odda, às 16h45, para ir ao Odda Camping, único camping da cidade. Cheguei com chuva e choveu nos dois dias seguintes. A promessa de tempo melhor, apontada pelo site yr.no, me fez esperar todo esse tempo para começar a travessia. No dia 23/07 saí do camping e me dirigi ao centro de Odda. Pretendia descer a pé até o centro mas o ônibus estava parado no ponto e o motorista gentilmente abriu a porta ao me ver, então não resisti (a mochila estava pesada por causa da comida para muitos dias). Passei ainda no supermercado e dei início à caminhada às 12h43 no posto de informação turística da cidade. Altitude de 0m já que estava de frente para o fiorde. Dali caminhei para leste, cruzei a ponte sobre o Rio Opo, passei pelo posto Esso e continuei pela estrada à esquerda. Uns 360m depois da ponte, onde há um ponto de ônibus, entrei na rua à direita, que bifurca. Fui para a esquerda seguindo a placa de Freimsvegen. Não entro na primeira rua à direita, continuo subindo e faço o zigue-zague mais longo. Após três curvas a rua toma o rumo sudeste. Nessa subida observo os curiosos telhados de pedra das casas e os quintais com pés de maçã e cereja. Na trifurcação no alto vou à esquerda. Às 13h15 chego a um estacionamento com cerca de 10 carros e descubro que há um ônibus que chega até ali (linha 994 Ragde-Freim). Altitude de 92m. Dali em diante o caminho é uma estradinha estreita de terra, há mais um estacionamento, a estradinha vira trilha e às 13h25 alcanço uma bifurcação num local chamado Freim. Há um painel informativo com mapa topográfico e as trilhas desenhadas. Ali encontro o primeiro T vermelho pintado numa pedra, sinalização usada pela DNT e que seguirei durante todas as caminhadas na Noruega. Subo à esquerda e a vista para Odda e o fiorde Sørfjorden vai se ampliando. Às 13h52 uma seta vermelha indica um desvio do caminho para a esquerda. Às 14h05, na altitude de 299m, entro na mata de pinheiros e encontro uma casal lanchando. Ele eram dinamarqueses e estavam terminando uma travessia ainda mais longa que a minha. Contaram que pegaram tempo muito ruim no alto da serra nos últimos dois dias. Geleira Folgefonna ao fundo Aos poucos a floresta de pinheiros vai dando lugar à mata nativa, mas às 15h41, na altitude de 882m, saio do limite das árvores. Na bifurcação vou à esquerda seguindo a placa de Møyfallsnuten. Uns 80m depois há uma trilha discreta subindo à esquerda com placa de Møyfallsnuten de novo e é para lá que devo seguir, mas antes paro no riacho próximo (primeira água do dia), onde outros trilheiros descansam e fazem um lanche. Esse local se chama Freimsstølen e há algumas casas vazias. Altitude de 916m. Retomo a caminhada às 16h33 subindo para nordeste por campo aberto e com visão do Pico Rossnos à direita e da Geleira Folgefonna (a terceira maior da Noruega) à esquerda, entre nuvens. Às 17h03 cruzo um riacho pelas pedras. Surgem ovelhas pastando, então é melhor tomar cuidado com a água (tive algumas emergências intestinais nessa caminhada, talvez por isso). Na altitude de 1394m, às 18h24, já estou caminhando num terreno só de pedras e desvio de uma grande mancha de neve e depois de um lago. A neblina já engoliu toda a paisagem, não enxergo mais que 100m. Às 19h03 atingi o ponto máximo do dia, aos 1445m, e estava a poucos metros do Pico Møyfallsnuten, de 1466m, mas não vi seu enorme totem. À medida que a neblina vai se tornando mais densa surgem pequenas geleiras que, apesar de próximas, eu mal consigo enxergar, tudo cinzento (das pedras e da neblina) e branco (da neve). É uma paisagem fantasmagórica. Tive de cruzar uma das manchas de neve mas ela era fofa e não escorreguei. A bota impermeável é necessária para não molhar os pés nessas situações. Cruzei alguns riachos que brotavam das pequenas geleiras ao redor. Às 20h05 cheguei à beirada desse platô e consegui visualizar a paisagem abaixo. A neblina foi se dissipando e pude ver quão bonita era a paisagem para noroeste, com o profundo fiorde Sørfjorden e a grande geleira além. Imensas cachoeiras despencam dos paredões. Na direção que eu deveria caminhar (nordeste) também havia um vale profundo que era do Lago Ringedalsvatnet, no qual está o superfotografado Trolltunga. A descida por caminho só de pedras teve a sua dificuldade também. Mas felizmente abaixo encontrei uma trilha bem definida e sem pedras. Às 20h52 avistei um lago, mas ainda não era o local do meu acampamento. Às 21h05 encontro a primeira placa apontando o Refúgio Mosdalsbu. Uns 3 minutos depois já avisto bem abaixo o enorme lago encaixado entre as montanhas com o refúgio na outra margem. É o Lago Mosdalsvatnet. Desço até ele e o contorno pela esquerda. Chego ao refúgio da DNT às 21h40. Altitude de 1011m. Esse refúgio me surpreendeu por ser não-guardado, ou seja, não tem guarda cuidando. E tinha muita comida disponível. Tudo funciona na base da confiança e honestidade. Você preenche o formulário calculando todas as despesas de comida utilizada e hospedagem e deixa na caixa metálica para receber a conta depois por e-mail. O telhado do refúgio é coberto de vegetação, como é comum na Noruega, para manter o isolamento térmico e a estabilidade da casa. Eu acampei perto do lago e havia mais três barracas nas partes mais altas. Nesses dias o sol estava se pondo por volta de 22h, mas às 23h ainda estava bem claro. A noite chega bem lentamente. Trolltunga 2º DIA - 24/07/19 - do Refúgio Mosdalsbu a Trolltunga Duração: 9h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1355m Menor altitude: 1011m no Refúgio Mosdalsbu Resumo: nesse dia subi dos 1011m aos 1355m e daí foi uma sucessão de sobe-e-desce por um terreno repleto de pedras bem ruim de caminhar Finalmente amanheceu um dia lindo de sol e céu azul depois de muitos dias cinzentos e de chuva. Assim o Lago Mosdalsvatnet se mostrou muito mais bonito, pena que as torres de alta tensão estraguem um pouco a paisagem. Deixei o local de acampamento às 9h51 na direção leste e cruzei uma ponte suspensa sobre o escoadouro do lago. Na subida seguinte pude avistar a oeste o topo nevado das montanhas num cenário bem mais bonito do que no dia anterior, sem nuvens. As poucas árvores vão ficando para trás, restritas ao entorno do lago. Às 10h43 cruzei um riacho pelas pedras e subi mais. Lá do alto às 11h24 tenho a última visão para trás do Refúgio Mosdalsbu. Às 11h39 fui à direita numa bifurcação com placa que apontava a montanha Einseten à esquerda. O caminho, que já vinha se tornando mais pedregoso, agora é um verdadeiro campo de pedras, lugar bem ruim de andar. Subi mais por entre diversos lagos e às 12h24 atinjo o topo (1346m), podendo vislumbrar o outro lado, o que não anima muito pois, apesar de muito bonito, é um mar de pedras, uma pedreira só. Sigo descendo por esse terreno difícil sempre seguindo o T vermelho pintado nas pedras. Às 13h08 avisto à esquerda (norte) os paredões do Lago Ringedalsvatnet. Às 13h31 cruzo um riacho pelas pedras e paro para conversar com um casal norueguês fazendo o trajeto ao contrário. Continuando, passo por lindos lagos azuis, sorte que o dia está ensolarado para ver toda essa beleza. Descendo ainda pelas lajes e pedras, às 15h15 surge um grande desmoronamento e a descida está sinalizada por ali mesmo. Tive de descer com cuidado saltando de bloco em bloco. Abaixo, continuando por uma trilha mais plana, surge um imenso lago à direita, o Langavatnet. Numa bifurcação o caminho segue para a esquerda, mas vou à direita para me aproximar de um abrigo de emergência, uma casinha minúscula de pedras com cama, mesa e lareira. Telhado coberto de vegetação. Dali a vista para o lago bem abaixo é privilegiada porém o vento estava quase me derrubando lá de cima. Lagos de montanha e muitas pedras pelo caminho Voltando à bifurcação, tomo a trilha da esquerda às 15h36 e logo avisto uma grande barragem e algumas casas do outro lado do lago. A descida até ela foi um pouco complicada, por uma parede quase vertical. Às 15h57 já estava cruzando a barragem por uma passarela. Me aproximo de uma das casas e vejo que há um T vermelho na parede: é um refúgio da DNT chamado Langavassbu. E é não-guardado também! Tinha uma quantidade maior de comida que o anterior e ninguém tomando conta. A regra é a mesma: pegou ou usou, pagou. É bem parecido com o Refúgio Mosdalsbu por dentro, porém mais espaçoso. O banheiro tinha papel higiênico. Há água corrente bem próximo. Deixei o refúgio às 16h44. Às 17h05 começo a avistar o magnífico Lago Ringedalsvatnet. E logo avisto também, no meio das grandes lajes e morros de pedra, uma outra barragem. A trilha aponta para lá. Às 17h37 me aproximei da barragem e vi por uma placa com mapinha que deveria desviar dela, não era permitido caminhar pela passarela como na anterior. Tive de descer por uma ladeira de pedra meio complicada a poucos metros do paredão da barragem, caminhar alguns metros por um canal e subir de novo pela encosta do outro lado. Parei para descansar nas lajes de pedra por 13 minutos. Depois subi mais por uma trilha não muito bem sinalizada, passei pelos postes de energia, desci um pouco, subi de novo e passei a caminhar por um platô onde o avanço ficou muito mais fácil e rápido por não haver tantas pedras. Às 19h41 tive de cruzar duas línguas de neve mas nada complicado. Como estou contornando o enorme Lago Ringedalsvatnet avisto à esquerda (sul) o Lago Langavatnet, o da primeira barragem. Às 21h05 segui a placa de Preikestolen à esquerda e me surpreendi com uma visão estonteante do Lago Ringedalsvatnet bem abaixo, espremido entre os paredões colossais, lindo como um fiorde. Em sua extremidade oriental despenca a imensa cachoeira Ringedalsfossen. Um cenário inacreditável! Voltei à trilha principal e dessa vez fui à direita (norte) na bifurcação para encontrar às 21h40 o Refúgio Reinaskorsbu, infelizmente em más condições, depredado e pichado, com parte do assoalho arrancado. O banheiro não tinha mais porta. Uma cena muito rara na Noruega (felizmente não vi mais nenhum refúgio nesse estado). O famoso e badalado Trolltunga estava a apenas 370m dali mas não fui até lá. Estava bem cansado e deixei essa visita para a manhã do dia seguinte. Por causa desse grande atrativo, que as pessoas adoram postar em Facebooks, Instagrams e outras redes, o local estava repleto de gente acampada. Contei cerca de 35 barracas mas devia haver mais escondidas entre as lajes de pedra. Montei a minha abrigada um pouco do vento e assisti a um belo pôr-do-sol às 21h45. Há pelo menos duas fontes de água corrente por perto. Altitude de 1191m. Lago Ringedalsvatnet 3º DIA - 25/07/19 - de Trolltunga a algum lugar entre Tyssevassbu e Torehytten Duração: 7h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1431m Menor altitude: 1174m Resumo: nesse dia não houve grandes desníveis, porém a dificuldade veio das travessias na neve e por caminhar a maior parte do dia ainda por pedras Tratei de ir logo cedo ver o Trolltunga pois sabia que as multidões iam começar a chegar. A maioria das pessoas faz um bate-e-volta de um dia até esse atrativo vindo por um caminho bem mais curto e com desnível menor do que o que enfrentei (por volta de 800m). Caminham cerca de 14km a partir da vila de Skjeggedal, onde chega um ônibus que sai de Odda (e do Odda Camping). Depois das fotos voltei ao mirante Preikestolen para fotografar o lugar com a luz da manhã. Desmontei acampamento e quando voltei ao Trolltunga, às 11h16, a fila para tirar fotos já era bem grande. Deixei esse frenesi para trás e às 12h05 segui a placa de Tyssevassbu (refúgio), indo para leste. Com 17 minutos cruzei um riacho pelas pedras e 8 minutos depois um canal de água. Caminho para nordeste e leste passando por vários bonitos lagos à minha esquerda. Às 13h12 cruzei uma mancha de neve, curta, de cerca de 20m, mas nesse dia ainda teria muita neve para atravessar. Às 13h26 alcanço um conjunto de lagos com uma bonita cachoeira. Desço e cruzo um riacho num salto para chegar mais perto dela. Parei para lanchar por 16 minutos. A trilha continua à direita da cachoeira. Subo, sigo o rio e às 14h09 tenho uma visão panorâmica de todo aquele lugar, como se tivesse atingido finalmente o grande platô Hardangervidda. Cruzo mais uma mancha de neve e tenho um enorme e recortado lago à esquerda. O que estraga novamente são as torres de alta tensão. Cruzo um riacho pelas pedras às 14h27 e 11 minutos depois chego a um canal de água um pouco complicado de ultrapassar já que corre entre paredes de pedra. Tentei onde o canal era mais estreito mas depois não consegui subir a parede do outro lado. Tive de percorrer o canal para a direita por 200m até encontrar um lugar onde fosse fácil cruzar a água e depois subir do outro lado. Quando voltei à trilha principal dois caras estavam tentando cruzar onde eu tentei inicialmente e conseguiram, um ajudando o outro. Platô Hardangervidda e grandes manchas de neve Às 15h25 cruzei outro canal de água mas esse tinha uma tábua que servia como ponte precária. Às 15h48 cheguei ao Refúgio Tyssevassbu, no topo de uma colina de pedra. Esse foi o refúgio mais bem equipado e bem arrumado até agora, com fogão de 4 bocas com forno (os dois primeiros tinham fogão portátil de 3 bocas), armários de cozinha, estante com livros e despensa lotada de comida. Mas nesse havia uma pessoa cuidando, uma guarda. Questionei sobre a forma de pagamento das despesas nos refúgios, que ela afirmou ser apenas através de transferência bancária internacional e não cartão de crédito. Expliquei sobre as as taxas que seriam cobradas por uma transação como essa, se não seria possível pagar em dinheiro ali para o(a) guarda do refúgio. Ela disse que as regras eram essas e ficou mal humorada. Paciência... Aproveitei o sol gostoso que havia e fiz meu lanche do lado de fora do refúgio. Se fizesse o lanche dentro do refúgio teria de pagar um day visit de NOK 90 (US$ 10,88). Às 16h42 segui meu caminho para leste pela margem esquerda do lago seguindo a placa do Refúgio Litlos e começa uma sucessão de campos de neve para cruzar, de trechos curtos de 20m a longas travessias de mais de 200m. Numa travessia longa assim na neve fica até difícil saber para que direção caminhar já que os T vermelhos ficam muito distantes entre si. E quando não estava caminhando sobre a neve estava andando sobre pedras, ambos bastante cansativos. Desviar dos campos de neve dava muito trabalho também, era mais fácil caminhar pisando onde outros já haviam feito um caminho. Às 19h36 passei por uma singela plaquinha onde está escrito em norueguês: Parque Nacional - área protegida pela Lei de Conservação da Natureza, indicando timidamente que estou entrando nos limites do Parque Nacional Hardangervidda. Cruzei um riacho e às 19h37 observo no horizonte a nordeste um grande rochoso de formato quase retangular, lembrando a Pedra do Baú de São Bento do Sapucaí, porém de ângulos mais arredondados. Era o Pico Hårteigen, ao largo do qual eu passaria no dia seguinte. Cruzo mais neve, outro riacho e continuam os bonitos lagos à esquerda. Às 20h22 surge um rio que deu mais trabalho. Procurei um lugar mais abaixo onde pudesse saltar para a outra margem mas não achei lugar seguro para isso, então o jeito foi tirar as botas e entrar na água gelada onde a correnteza fosse mais fraca. Água pelos joelhos. Uns 230m depois fui à esquerda na bifurcação seguindo a placa Torehytten (refúgio), à direita se vai ao Refúgio Litlos. A trilha deixa a direção leste e aos poucos toma o rumo norte, agora bem mais fácil, uma trilha bem marcada pelo campo, não mais um caminho mal definido no mar de pedras. Cruzei mais uma mancha de neve, um riacho e parei para acampar num vale à esquerda do caminho às 22h (com plena luz do dia). Altitude de 1327m.
  4. Pico Hårteigen Início: Odda Final: Finse Duração: 7 dias Maior altitude: 1508m Menor altitude: 0m em Odda Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Alguns dias apresentam subidas e descidas mais longas. O único grande desnível é o do 1º dia (1445m). Hardangervidda é o maior platô de montanha do norte da Europa (vidde = platô). Nesse lugar tão singular foi criado em 1981 o Parque Nacional Hardangervidda, que é o maior da Noruega e refúgio de um dos maiores rebanhos de rena selvagem do mundo. O parque se situa ao sul da famosa estrada de ferro Oslo-Bergen, numa distância aproximada (em linha reta) de 180km de Oslo e 120km de Bergen. Essa caminhada foi planejada para durar 10 dias, cobrindo, além do Hardangervidda, também o Parque Nacional Hallingsskarvet e o Cânion Aurlandsdalen, porém a chegada da chuva me fez interromper o percurso no 7º dia. A previsão do yr.no acertou e choveu ainda mais dois dias. Retomei a caminhada no dia 01/08 (relato em elaboração). O problema do trekking na Noruega (e na Suécia) é justamente o alto índice de chuva. Pelo menos para nós brasileiros, que não estamos acostumados a caminhar vários dias embaixo de chuva, porém para os noruegueses isso não tem a menor importância. Eles vão para a trilha com chuva ou sem chuva. Eu tive cinco dias seguidos de sol nesse trekking e isso foi uma tremenda sorte. A melhor época para o trekking nos parques da Noruega é o verão, com temperaturas mais agradáveis (não tão frio) e menos neve pelo caminho. Justamente nessa época os refúgios do tipo staffed permanecem abertos. No início de junho deve ainda haver neve do último inverno dificultando a caminhada. O guia Walking in Norway, de Connie Roos, sugere fazer a travessia do Parque Nacional Hardangervidda depois de 10 de julho. Outro fator que dificulta o trekking por lá é a quantidade de pedras pelo caminho, às vezes são áreas extensas só de pedras, o que é bastante cansativo e obriga a caminhar com mais atenção para evitar uma queda ou torção. Lago a 1194m de altitude no 6º dia de caminhada Em toda a Noruega, a DNT (Den Norske Turistforening = Associação Norueguesa de Trekking) (english.dnt.no) é a associação responsável pela manutenção das trilhas, pontes e refúgios de montanha. Os refúgios da DNT são de três tipos: self service, staffed ou no-service. Além dos refúgios da DNT há refúgios particulares. 1. Nos refúgios self service você pode utilizar a cozinha para preparar as refeições, comprar a comida disponível se não tiver a sua própria e dormir nos beliches em espaços compartilhados. Antes de sair deve deixar tudo em ordem (lavar, secar, arrumar tudo, varrer o chão) e preencher o formulário de despesas. A conta será enviado para o seu e-mail tempos depois. Visitas diurnas (day visit) para descansar, comer ou apenas se aquecer devem ser pagas. A hospedagem para não-membros neste tipo de refúgio custa NOK 390 (US$ 47,14) e o day visit até 18h custa NOK 90 (US$ 10,88). Após 18h a visita deve ser paga como uma hospedagem. Sim, tudo na Noruega é muito caro! Os refúgios self service podem ter guarda ou não na alta temporada. Eu conheci nove refúgios nesse trekking, apenas dois deles eram não-guardados. Nesses vale ainda mais a confiança de que o hóspede está pagando por tudo o que utilizou. A DNT tem uma chave (fornecida somente aos membros) que abre a porta dos refúgios não-guardados, mas nesse trekking eu não encontrei nenhum refúgio trancado. 2. Os refúgios staffed (com funcionários) são hotéis de montanha. Neles você tem café da manhã e jantar disponíveis e não é permitido usar a cozinha. De comida para vender costumam ter apenas lanches de trilha básicos, como chocolates. A hospedagem para não-membros neste tipo de refúgio custa NOK 286 (US$ 34,57) em dormitório. Consulte english.dnt.no/routes-and-cabins para outros preços. 3. Os refúgios no-service são do mesmo estilo dos self service porém não têm comida. Não cheguei a conhecer nenhum refúgio desse tipo nos trekkings que fiz na Noruega. Os refúgios particulares são também hotéis de montanha e têm tabelas próprias de preços. Para quem está com barraca, nos parques da Noruega vale mais ou menos a regra do "allemannsretten" ou direito de andar (ou direito de acesso), que diz que é permitido acampar em qualquer lugar a mais de 150m de uma casa, desde que não seja uma área cultivada ou haja uma placa de proibição. Digo 'mais ou menos' porque vi isso valer apenas nos refúgios self service; nos refúgios da DNT do tipo staffed eles pediam para acampar (gratuitamente) bem longe, fora da visão do refúgio. Acampar perto do refúgio DNT staffed custa NOK 100 (US$ 12,09) e dá direito de usar o banheiro e a sala de estar. Para mais informações sobre o "allemannsretten": www.visitnorway.com/plan-your-trip/travel-tips-a-z/right-of-access O uso do banheiro para quem está acampando (ou apenas de passagem) é livre nos refúgios self service e costuma ser cobrado nos refúgios DNT staffed e particulares (ou gratuito se consumir alguma coisa). Nos self service o banheiro é do tipo seco, uma casinha separada, com uma bancada e o assento sobre ela. Muitas vezes o assento e a tampa são de isopor e há uma outra tampa de madeira para colocar por cima. Costumam ter papel higiênico. Nos staffed é um banheiro normal e interno. Não há problema de escassez de água nesse percurso e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos.
  5. Parabéns Cantão...

    seja bem vinda ao lindo, mágico, encantador e viciante mundo dos mochileiros!

    aqui você vai saborear o que temos de melhor na vida.... a LIBERDADE!

    fico muito feliz de verdade, aproveite, curta, faça sempre valer a pena.

    Partiu trip!?

    bjos com carinho p ti.

     

  6. Alguém querendo conhecer o pico agudo? Vamos juntar uma galera que tenha vondade de conhecer. Eu nunca fui mas gostaria muito de ir
  7. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  8. Estou querendo viajar para Chapada dia 31/12/2019 e ficar uns 5 ou 6 dias. Procuro um grupo para dividir custos e compartilhar boas experiências. Saio do Rio de Janeiro, destino Brasília e depois Alto Paraíso. Sou flexível com datas.
  9. Portugal é um país pequeno, mas tem 9 pedacinhos paradisíacos destacados bem no meio do Oceano Atlântico, o Arquipélago dos Açores! São Miguel é a maior das ilhas, e com voos low cost regulares à partir de Lisboa e Porto, é também uma das mais visitadas. A Ilha de São Miguel é um dos lugares mais lindos que já vi! De origem vulcânica, a terra das “vacas felizes” tem paisagens deslumbrantes que vão da montanha ao mar. As estradas, sempre enfeitadas por hortências brancas e azuladas, levam à lagoas cenográficas e praias de areia escura. É o destino perfeito para quem gosta de estar em meio a natureza. O idioma falado é o português, mas o sotaque dos micaelenses (originários da Ilha de São Miguel) é tão diferente do resto de Portugal que muitas vezes parece que eles estão falando francês! A moeda corrente é o euro. Como se locomover nos Açores? A primeira coisa a se pensar ao planejar uma viagem para os Açores é alugar um carro! Não sei sobre as outras ilhas (imagino que seja o mesmo), mas em São Miguel é sem dúvidas a melhor opção. Até há transporte público e ônibus turísticos Hop On Hop Off, como o Yellow Bus, que passam pelos principais pontos, mas lá é daqueles lugares em que o caminho é tão interessante quanto o destino final. Estar de carro vai te dar muito mais liberdade e conforto, além de otimizar o tempo. Caso decida se deslocar de transporte público, confira aqui as linhas e horários. As locadoras de carro já ficam logo em frente ao portão de chegada no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, e de lá até o centro da cidade não dá nem 10 minutos. O ideal é já ter feito a reserva com antecedência. É fácil se locomover na ilha pois as distâncias são curtas (uma volta completa, de ponta a ponta dá 4h de viagem), as estradas são boas e não há pedágios. Quanto tempo ficar na Ilha de São Miguel? Tivemos apenas 3 dias inteiros na Ilha. Dá pra conhecer bastante coisa, mas definitivamente é pouco! Imagino que 5 dias inteiros, ou até uma semana seja o ideal, assim dá pra fazer as coisas com mais calma e ficar mais tempo curtindo cada lugar. É bom também levar em conta a época do ano. Como a maior parte das atrações são à céu aberto, faz bastante diferença se os dias são mais curtos ou mais longos. No verão o sol se põe por volta das 21:00 enquanto no inverno é pelas 18:00. O fuso horário também é diferente do de Portugal continental, sendo 1 hora a menos. Onde se hospedar na Ilha de São Miguel? Nós ficamos hospedados em Ponta Delgada, bem no centrinho da cidade. É a melhor opção para quem quer sentir um pouco de movimento, ter opções de restaurantes, cafés, lojas… mas ainda assim é uma cidade pequena e tudo fecha cedo. Para quem prefere mais tranquilidade, há vários pequenos vilarejos com opções de hospedagem perto do mar e das lagoas. Ficamos na Casa Conforto, um alojamento local bem simpático, com instalações novas e bem decoradas, funcionários super atenciosos e café da manhã no quarto (entregue todos os dias em uma cestinha de picnic ♥). Tem uma cozinha compartilhada caso queira guardar algo na geladeira ou tomar um café. Há um estacionamento público gratuito a 5 minutos a pé e vagas pagas nas ruas próximas. Como é o clima nos Açores? A fama é de ter as 4 estações do ano em um só dia, então acho que a palavra para o clima nos Açores é “instável”. Fomos em Julho, pleno verão, e estava bem quente! A temperatura estava sempre por volta de 24º mas a sensação era de bem mais. Pegamos alguns momentos nublados mas nenhuma chuva. Para essa época recomendo roupas leves, um casaquinho para usar a noite, roupa de praia e calçados confortáveis, pois as melhores vistas vem sempre acompanhadas de alguma caminhada. Nosso roteiro de 3 dias na Ilha de São Miguel Dia 1 No primeiro dia fomos explorar o lado leste da ilha. Começamos pelo Miradouro Pico do Carvão, meio improvisado no meio da estrada mas com uma vista impressionante! Um pouco mais a frente fica o Aqueduto do Carvão e atravessando da estrada, a entrada para o Miradouro Pico do Paul. Dá pra ir de carro até lá mas (apesar da subida) é um caminho agradável para fazer a pé, passando pelas aconchegantes Lagoa das Empadadas e Lagoa de Eguas. Seguindo ainda pela mesma estrada chegamos ao cartão postal dos Açores, o Miradouro da Boca do Inferno (ou Miradouro da Grota do Inferno). Ele fica dentro do Parque Florestal da Mata do Canário e tem horário pra fechar – 19:00 no verão e 15:00 no inverno. No começo da escadaria que leva à vista mais linda da Ilha de São Miguel, está estrategicamente posicionado um carrinho de sorvete artesanal com ingredientes típicos dos Açores. Pode ousar sem medo! A vista lá de cima é surreal! Vai revelando aos poucos a Lagoa e o vilarejo das Sete Cidades e as lagoas de Santiago, Rasa e do Canário. Há um trilho que leva à uma placa explicativa e muita gente para por aí, mas se caminhar um pouco para a esquerda a visão é ainda mais ampla e não é preciso dividir o espaço com quase ninguém. Se tem um lugar perfeito para um picnic, é este! E a rota dos miradouros ainda não acabou, seguimos para o da Vista do Rei, outra imagem bem conhecida da Ilha de São Miguel. Daqui vê-se a Lagoa das Sete Cidades, que tem um lado esverdeado e outro azulado, deslumbrante! Para ter a melhor vista da Lagoa das Sete cidades aconselho cometer um pequeno delito e “invadir” o hotel abandonado Monte Palace. O que parece ter sido um luxuoso refúgio, é hoje quase um cenário de filme de terror, com todo o interior destruído. Ainda assim dá pra imaginar o privilégio que era se hospedar em um daqueles quartos com varandas imensas de frente para as lagoas. Bateu a fome e decidimos descer até o vilarejo das Sete Cidades. Esse trecho da estrada é forrado de hortências e só por isso já valia a viagem, mas a cidadezinha também é um encanto! O gramado arborizado à beira da lagoa é um bom lugar para um momento relax. O almoço foi no Restaurante Lagoa Azul, que tem um buffet cheio de opções deliciosas e bem temperadas! Aliás, esteja atento ao horário se quiser parar para almoçar. Não há nada pelas estradas, é preciso entrar nas cidades e na grande maioria delas os restaurantes fecham entre o almoço e a janta (as vezes ficam abertos mas só para bebidas). A próxima parada foi a Ponta da Ferraria. Além de ser mais uma vista linda, lá em baixo há uma piscina natural de formações vulcânicas onde a água do mar fica quentinha! Essa é de acesso livre e tem duchas, banheiros e vestiários (tudo meio improvisado mas super útil!). Um pouco antes fica o Termas da Ferraria, um espaço com spa, piscinas e restaurante. Terminamos o dia no Miradouro da Ponta do Escalvado, quase um camarote para o pôr do sol. Dia 2 Como ficava pertinho do nosso Airbnb, passamos para conhecer o Mercado da Graça, onde se encontra frutas (especialmente o famoso ananás dos Açores) e vegetais fresquinhos, produtos regionais como queijos, geléias e biscoitos e até souvenirs. Depois partimos para Vila Franca do Campo, na expectativa de comprar o bilhete para visitar o Ilhéu de Vila Franca no dia seguinte. Não conseguimos, mas continuamos o roteiro pelo lado oeste da Ilha. Ali perto fica a Ermida de Nossa Senhora da Paz, uma igrejinha que além de já ficar no alto da colina, ainda está no topo de uma uma incrível e imensa escadaria. Lá de cima a vista para a cidade, o mar e o Ilhéu é fantástica! Outra coisa imperdível em Vila Franca do Campo são as Queijadas da Vila, um docinho típico da região que ganhou tanto meu coração que voltei no dia seguinte pra comprar uma caixa inteira! Clique aqui e conheça mais doces típicos de Portugal! E falando em comida, paramos em um restaurante na cidade para provar uma das especialidades açorianas, as lapas grelhadas! Lapas são um tipo de molusco geralmente encontrados em pedras nas regiões marítimas. As “conchinhas” chegam espalhadas por uma chapa fumegante e são temperadas com um molho de alho e limão. O sabor é bom, mas o fato de elas terem umas anteninhas me deixou um pouco agoniada. Para acompanhar pode provar a cerveja Especial Melo Abreu, também original dos Açores. Continuamos até o Jardim da Lagoa de Furnas, um parque super agradável que tem a Ermida Nossa Senhora das Vitórias como cartão postal. Na outra ponta da Lagoa de Furnas, em uma área de solo vulcânico, é onde é preparado o famoso cozido de furnas, outro prato típico açoriano. O cozido leva variados tipos de carnes branca e vermelha, além de embutidos e legumes. Como sou semi-vegetariana, não experimentei, mas se tiver coragem, deve ser uma experiência gastronômica diferente! O diferencial desse prato é o modo de preparo. Tanto os restaurantes da região quanto pessoas avulsas levam as panelas para serem “enterradas” nas caldeiras, onde cozinham por cerca de 6 horas. Há pessoas responsáveis no local para ajudar no processo. A região de Furnas é aliás muito conhecida pelas caldeiras em ebulição e pelas águas termais. Para chegar até lá mais facilmente pode procurar por “Largo das Caldeiras”, quando começar e ver focos de fumaça saindo do chão, chegou! Há várias bicas de águas com diferentes propriedades espalhadas pela cidade e as pessoas são encorajadas a provar. Eu não dei muita sorte e escolhi uma que tinha gosto de ferro gaseificado! Há alguns lugares em que a água tem uma coloração meio avermelhada devido a presença de enxofre e ferro. Para ter uma vista aérea da Lagoa de Furnas, seguimos até o Miradouro do Pico do Ferro. E com tanta água envolvendo essa paradisíaca ilha, não dá pra não falar de praia também. Escolhemos para fazer uma pausa com uma imperial a beira mar, a Praia dos Moinhos, na região norte de São Miguel. A entrada da praia fica quase escondida nas curvas de uma sinuosa estrada e ao chegar, a surpresa fica por conta da cor acinzentada da areia. Uma boa pedida para petiscar é O Moinho Terrace Café, com um ambiente interior agradável e uma ampla esplanada de frente para o mar. A menos de 10 minutos de carro da Praia dos Moinhos fica o Miradouro de Santa Iria, com uma vista espetacular das falésias açorianas. Por ser uma ilha de origem vulcânica, há várias opções de termas em São Miguel, sendo as mais conhecidas a do Parque Terra Nostra e a Poça da Dona Beija. Deixamos essas duas fora do roteiro e optamos pela Caldeira Velha, um pequeno paraíso natural de águas escaldantes. As piscinas do Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha, envoltas por uma vegetação diversa, tem águas de diferentes temperaturas, sendo que a mais quente pode chegar a 38º! Parece impossível mas na verdade é bem agradável – claro que por pouco tempo. A maior e mais concorrida atração é a cascata, que tem uma coloração avermelhada devido ao ferro presente na água. Aliás, o ideal é não ir com roupas novas ou claras pois podem ficar com manchas. O tempo máximo de permanência é de 2 horas e há um limite de 250 pessoas por vez. O valor do ingresso é de 8€ (ou 3€ caso não queira entrar nas poças termais) e grátis para residentes nos Açores. Há banheiros e uma estrutura simples de vestiários e lockers. Mais informações aqui. Dia 3 No nosso último dia na Ilha de São Miguel, acordamos cedinho com destino (de novo) a Vila Franca do Campo para fazer a travessia para o Ilhéu de Vila Franca. Leia aqui tudo sobre o Ilhéu de Vila Franca do Campo. No Norte da Ilha, já próximo à vila de Nordeste fica o Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões. O acesso é bem fácil e a estrada corta ao meio dois lados igualmente dignos de cenários encantados. Em um deles, uma cachoeira que brota por entre as árvores e é rodeada por uma abundante natureza. Do outro um riacho salpicado por pequenas quedas d’água e casinhas dignas de aldeia. Sem dúvidas vale a parada. Uma das paisagens mais famosas da Ilha de São Miguel é a Lagoa do Fogo. O acesso de carro só vai até um certo ponto, depois é preciso fazer uma trilha de mais de uma hora. Para ter uma vista aérea basta subir ao Pico Da Barrosa. Como é um dos pontos mais altos da ilha, recomendo checar a visibilidade aqui antes ou corre o risco de chegar lá e não enxergar absolutamente nada por causa da neblina (que infelizmente foi nosso caso). À noite ficávamos sempre pelo centro histórico de Ponta Delgada. As Portas da Cidade, a Câmara Municipal e a Igreja de São Sebastião demarcam o miolo central, onde turistas e micaelenses se misturam. As ruas adjacentes estão repletas de opções de cafés, bares e restaurantes. Uma boa pedida é o Calçada do Cais, que recomendo pelo risoto e pela sangria! A região em frente ao cais também é uma opção agradável para ver o cair da noite. Há sempre alguma coisa acontecendo em Ponta Delgada, consulte o site da Câmara Municipal para saber o que vai estar rolando nos dias da sua visita! 📷 Relato oficial com fotos e mapas aqui
  10. Oi [email protected], Estou querendo fazer algum roteiro diferente pela Europa, pois muitos dos "principais" países já conheci e não queria repetir. Minha preferência de data é de 11 de junho à 11 de julho, para pegar época de calor antes do período de férias. Roteiro sugerido, mas em aberto: Croácia (várias partes) - 10 dias Bósnia (Mostar que é do lado da Croácia) - 1 dia Hungria (Budapeste) - 2 dias Eslováquia (Bratislava) - 2 dias Mas podemos estender em qualquer outra cidade, adicionar stopover por exemplo em Londres, etc. Mínimo de 15 dias "úteis" de viagem tirando os deslocamentos. Alguém anima? Podemos fazer um grupo e ir esperando uma promoção boa para começar os planejamentos.
  11. Boa Tarde. Em cima da hora um amigo meu me convidou e as pressas embarcamos com interesse em fazer a trilha e escalarmos o Pico das Agulhas Negras. Antes, entramos no site do Parque do Itatiaia, que faz a guarda da portaria de entrada, e imprimimos a ficha para acessar ao parque. O processo é sempre assim: Leva-se a ficha impressa (em anexo) ou preenche-se lá a ficha para dar entrada no parque. Recomendo muito mesmo que chegue bem cedo, por volta das 6 da manhã, pois a liberação se dá por ordem de chegada, tanto para entrar no parque quanto para estacionar dentro (caso contrário terá que andar em média 3KM a mais). Todo o caminho foi muito lindo e cansativo, e cada parada para descansar valia muito pelo visual deslumbrante do Pico das Agulhas negras e adjacências. Levamos cerca de 4 horas para fazer todo o trajeto, em um ritmo baixo. O que não sabíamos, pois nenhum relato diz sobre é preciso alguns conhecimentos de escalada e apresentar o equipamento básico pra entrar no Parque. Descobri isso num dia anterior no hostel e então procurei um guia para nos ajudar. Demos sorte de encontrar o Ivan (35) 99271676. Esta é uma informação que considero crucial. Se você não tem muita experiência com escalada PRECISA contratar um guia. Durante todo trajeto vimos diversas pessoas se arriscando, por falta de orientação e/ou por abuso mesmo. A subida é íngreme e não é raro ficar próximo a desfiladeiros altos, o que pode ser muito perigoso e qualquer erro pode ter consequencias bem sérias. Vi algumas crianças na trilha e eu não recomendo devido aos riscos, mas é algo pessoal e cada pai sabe o que é melhor... Segue abaixo o contato do Ivan, muito legal e prestativo mas, o mais importante, um cara extremamente experiente em escalada e que leva a segurança dos clientes ao extremo. Usa corda dupla com nós muito firmes e sempre fica "na cola" da gente em todas as situações que envolviam qualquer risco: Ivan (Guia turístico do Pico das Agulhas Negras): (35)99271676 - atende por WhatsApp Valeu muito a pena mesmo e espero voltar mais vezes! Ficha_de_Controle__de_Visitante_2018.pdf
  12. Alguém indo para Chapada no começo de novembro, querendo dividir passeios e carro?!
  13. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol, mas também alguns períodos de chuva. As temperaturas estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 30 C ao longo do dia e não caindo a menos de 18 C à noite nem nos períodos de chuva. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil :'>. Em algumas ocasiões as pessoas se assustam com um mochileiro, vestido com roupas surradas, mas eu já me acostumei a isso. Talvez alguns hotéis tenham dito que estavam lotados por não quererem hospedar alguém com esta aparência. As paisagens das praias e da costa agradaram-me muito, principalmente a vista a partir de morros e costões ::otemo:: . A cor do mar, com diversos tons de azul e verde foi um espetáculo à parte, principalmente quando vista bem de cima, abrangendo uma grande área ::otemo:: . Pude ver uma cobra, lagartos, aves e peixes. O comportamento do mar variava bastante de acordo com a praia e o tempo. De uma maneira geral achei o mar bastante interessante para se brincar, pois tinha bastante ondas, mas era bravo em muitos locais e tinha depressões formando zonas que não davam pé e tinham ondas e correnteza (recomendo cautela a quem não sabe nadar ou não está acostumado ao mar, principalmente nas praias mais bravas e próximas a costões ou quando o tempo estiver com muito vento). Havia algumas praias com muitas pedras, o que exigia cautela se fosse desejado entrar no mar. O espetáculo das ondas chocando-se contra os costões pareceu-me magnífico ::otemo::. A água até que estava mais quente do que eu esperava. A caminhada no geral foi tranquila. Os habitantes locais orientaram muito bem sobre como seguir as trilhas :'>. Os maiores problemas foram os trechos de mangue e com costões íngremes. Houve um trecho em que acabei saindo numa propriedade privada e a mulher do caseiro disse que não poderia ter entrado ali de modo algum e que se seu marido lá estivesse iria pegar a espingarda para mim, mesmo após eu ter pedido desculpas. Em vários pontos precisei seguir pela estrada que costeava o litoral. Durante muito tempo estive só nas praias, que em parte estavam desertas. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada), mesmo com a mochila nas costas. Houve um único ponto em São José em que achei que poderia haver algum problema, mas nada ocorreu. Quase todos os estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (hotéis, supermercados, padarias e verdureiros) :'>. Gastei na viagem R$ 937,87, sendo R$ 90,08 com alimentação, R$ 735,00 com hospedagem, R$ R$ 10,40 com transporte durante a viagem, R$ 80,63 com a passagem de ida pelo BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br) e R$ 21,76 com a taxa de embarque aérea de volta. A passagem aérea paguei com pontos. Sem contar o custo da passagem de ida e da taxa de embarque o gasto foi de R$ 835,48 (média de R$ R$ 64,27 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (nesta viagem nem sempre consegui ser ). A Viagem: Minha viagem foi de SP (minha casa, no Cambuci) a Enseada do Brito em 24/11/2016 através do aplicativo de caronas compartilhadas BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br). Rafael Honório (https://www.blablacar.com.br/user/show/v_q9gBHqq1ZH3YIjuse4Hw) veio me buscar na porta de casa perto de 6:30 com seu Sandero e me levou até lá, pegando depois mais 2 pessoas (Antônio e o argentino Ignácio) que desceram depois de mim. Paramos algumas vezes no caminho para comer. Desci do carro por volta de 18:15. Paguei R$ 80,63 pela passagem (ele publicou R$ 95,00, mas como iria cobrar dos outros R$ 80,00, pois os contatou num grupo de caronas do Facebook, decidiu fazer o mesmo preço para mim) com o cartão de crédito para o posto de gasolina Túlio em São José dos Pinhais, em que ele reabasteceu o carro durante o trajeto. A viagem foi agradável e conversamos sobre muitos assuntos, sendo que num dado momento, quando surgiu a questão do impedimento da Dilma, gerou polêmica e envolvimento e ficou um pouco emocional. A volta foi de Navegantes a SP (Congonhas) em 07/12/2016 pela Tam. O voo saía às 14:25 e chegava às 15:25. Paguei 5.000 pontos pela passagem e mais R$ 21,76 pela taxa de embarque usando cartão de crédito. Ao chegar logo atravessei a estrada BR 101 pela passarela e fui procurar lugar para ficar. Tinha a referência que a Dilma da mercearia alugava quartos, mas decidi procurar também por outras opções. Tive alguma dificuldade, mas me disseram que eu acharia na Praia de Fora. Tentei algumas opções no caminho sem sucesso. Capixaba, que tinha quitinetes para alugar atrás de um templo da Igreja Universal disse que tinha vagas, mas preferia não me hospedar e sugeriu que eu fosse para um abrigo para pessoas necessitadas ou para um centro de recuperação dirigido por um padre . Fiquei na Pousada Lonas por R$ 50,00 a diária, com banheiro no quarto, TV, ventilador e vista para o mar a partir do corredor, mas sem café da manhã. Paguei com cartão de crédito. Tinha levado 2 sacos de sanduíches e 2 sacos de pães comigo, alguns dos quais comi durante a viagem e no jantar. Para as atrações da Enseada do Brito e arredores veja http://www.praias-360.com.br/santa-catarina/palhoca/praia-da-enseada-do-brito, http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2016/04/no-aniversario-de-palhoca-conheca-a-historia-da-enseada-de-brito-contada-por-seus-moradores-5784446.html e http://www.litoraldesantacatarina.com/palhoca/pontos-turisticos-de-palhoca.php. Os pontos de que mais gostei foram as vistas de paisagens naturais , as praias :'> e o Morro do Cambirela (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cambirela) . No dia seguinte, 6.a feira 25/11, comecei o dia com um banho de mar :'> e depois fui fazer compras para juntar aos meus pães. Gastei R$ 6,50 em legumes e frutas no verdureiro Grigg e R$ 2,89 num pote de doce de abacaxi no mercado Dona Bella (http://www.guiamais.com.br/palhoca-sc/mercados-e-supermercados/supermercados/15161753-1/mercado-dona-bella). Paguei ambos com cartão de crédito. Depois do café da manhã rumei para o Morro do Cambirela. Fui perguntando para descobrir onde era a entrada da trilha. Encontrei 2 militares numa loja de conveniência na estrada BR 101, que imaginei que poderiam já ter subido lá. Perguntei-lhes e os 2 já haviam subido, sendo que o que havia mais recententemente o fez há cerca de 1 ano. Ele me deu orientações sobre como chegar ao começo da trilha e sobre a subida e disse que provavelmente eu iria arrebentar meu chinelo antes de chegar ao topo (como a viagem era uma caminhada por praias, eu não levei tênis). Algumas pessoas falaram-me de possíveis cobras no caminho. Quando cheguei à entrada da trilha pedi autorização ao caseiro da propriedade em que ela começava, que me atendeu muito bem, deu-me orientações e disse que como não estava muito quente, provavelmente não iria encontrar muitas cobras. Cruzei com alguns bois mansos, encontrei o início da trilha e fui. Achei a subida difícil. Entre a subida, o tempo que fiquei lá em cima e a descida demorei cerca de 5:30 horas. Provavelmente 2:30 para subir, 1:30 lá em cima e 1:30 para descer. No meio do trajeto houve chuva leve, o que tornou o solo escorregadio. Achei a subida também um pouco perigosa, sendo que havia vários trechos íngremes e em alguns havia cordas, escadas móveis e grampos nas pedras, sendo necessário quase que escalar. Levei vários tombos , nenhum grave, mas o suficiente para me sujar um pouco e arranhar meus pés e partes das pernas. Durante o percurso vi lagartos e pássaros. A cerca de 80% da subida vi a única cobra do trajeto , que repousava ao lado da trilha e, quando me viu, esgueirou-se tranquilamente ainda mais para fora. Era bem fina, de cor cinza escura, com anéis pretos. Disseram-me posteriormente tratar-se de uma jararaca. Achei a vista espetacular ao longo da subida e lá de cima, dos vários pontos e morros ::otemo:: . Fiquei contemplando as várias faces por bastante tempo e depois andei entre os 3 possíveis morros para apreciar vistas diferentes. A trilha estava bem sinalizada até o antepenúltimo morro. Durante algum tempo houve nuvens, mas por várias vezes elas se dissiparam e pude ter a vista completa de todas as partes. Era possível ver as andorinhas abaixo e ao redor :'>. Após descer voltei à pousada, paguei R$ 50,00 por mais 1 noite, ainda tomei outro banho de mar e voltei posteriormente para apreciar a visão noturna da praia. Ali a sensação térmica era de um pouco de frio, provavelmente devido à proximidade com a serra. No sábado 26/11, depois do banho de mar matinal, do café e de saber da morte de Fidel, fui andando pela praia em direção ao Morro dos Cavalos, passando pela Praça da Enseada, sua igreja, suas casas açorianas e pela casa mais antiga da área :'>, que me foi indicada por uma moça que já havia trabalho nela. Houve muitas pedras e costões em vários trechos do caminho e não consegui ir da Praia do Cedro para a Enseada do Brito, tendo que pegar a estrada. Ali um morador me permitiu passar pela sua casa para voltar à rua quando cheguei ao fim da praia e não tinha mais como ir adiante. Achei as paisagens muito bonitas . Por fim cheguei até a Praia de Nudismo de Pedras Altas, em que a responsável permitiu-me entrar, mesmo sem pagar a taxa de R$ 5,00 (não levei dinheiro para a praia) :'>. Lá fui à área das pessoas com roupa, tomei banho de mar e depois perguntei a alguns que estavam nus se poderia ir até as pedras da praia de nudismo para apreciar a vista. Vários concordaram, mas quando estava descendo para passar perto de um trailer, um casal falou que não, que era exclusivo para nudistas. Como me pareceu que a vista não era muito boa e como já a havia apreciado em boa parte a partir da praia para pessoas com roupa, decidi voltar ao invés de tirar a roupa . Não pude ir além desta praia porque já começava o costão novamente. Acho que a próxima praia era após a reserva indígena, provavelmente a ponta da praia do Sonho, que havia sido meu último ponto em uma viagem anterior vindo de Jaguaruna (sc-de-jaguaruna-a-guarda-do-embau-a-pe-pela-praia-volta-pela-serra-por-sao-bonifacio-e-sao-martinho-t122507.html). Voltei, juntamente com alguns clientes do restaurante da pousada vi o finzinho dos jogos da rodada final da série B, eles me falaram da ausência de sol ali enquanto a TV mostrava sol na Ressacada a poucos quilômetros de distância na Ilha de Santa Catarina, brincaram com meu físico de palito em trajes de banho , tomei um banho de mar e fui comprar legumes (cebola, tomate, cenoura, beterraba, repolho e pepino), frutas (laranja e banana), doce de banana e um pedaço de bolo de coco para juntar aos pães que ainda tinha. Gastei R$ 0,20 no verdureiro Grigg em dinheiro e R$ 10,49 no mercado Dona Bella com cartão de crédito . Paguei R$ 50,00 por mais uma diária na pousada. No domingo 27/11 depois do banho de mar matinal e do café da manhã, comecei minha caminhada pelas praias rumo a Itajaí (meu destino previsto). Novamente as paisagens agradaram-me muito :'>. Depois de cerca de 1 hora a praia começou a ficar deserta. Encontrei Jumar, que me deu informações sobre o caminho e me falou que precisaria atravessar um rio (acho que era o Rio Cubatão) logo a seguir, entrando um pouco mar a dentro para pegar uma área rasa, seguindo algumas estacas fincadas. Falou-me para pedir mais detalhes quando estivesse mais próximo das estacas, pois seu irmão estava lá perto. Quando lá cheguei, expliquei o que queria fazer e perguntei a seu irmão Gilmar por onde deveria ir, mas ele e Rose, irmã deles, disseram que iriam me atravessar. Disse-lhes que não era necessário e que não desejava atrapalhá-los, mas disseram que estavam indo para lá mesmo para algo relativo a pesca. Fomos caminhando e Gilmar atravessou-me de canoa :'>. Agradeci, dispus-me a pagar, mas ele disse que aquele tipo de coisa não se pagava. Depois da travessia andei um bom trecho pela praia até chegar à Barra do Aririú, onde 2 pescadores que passavam pelo local atravessaram-me para o outro lado. Rodeei um pequeno morro e cheguei ao começo de uma área de mangue. Tentei procurar um caminho no mangue e logo na entrada encontrei um homem que me disse que era possível ir pelo mangue e que iria demorar cerca de 45 minutos para chegar ao centro de Palhoça. O Gilmar e o Jumar haviam-me dito que não era possível passar por ali. Tentei ir seguindo o que este último homem falou, mas depois de muito andar na lama, ficar sem saída várias vezes, entrar no mar para contornar trechos sem trilha e me espetar um bocado, desisti. Resolvi voltar e encontrei um barco passando pela margem enquanto voltava. Perguntei-lhes se havia caminho e me disseram que não. Voltei para o povoado e fui para o centro pela ruas da cidade. Pensei em ir direto à Pedra Branca, mas resolvi procurar primeiro um hotel para não subir com a mochila. Visitei a praça central e me hospedei no Hotel Pontal (http://hotelpontal.com.br), por R$ 65,00 a diária, com TV, banheiro interno, ventilador, sacada para a rua e café da manhã (buffet com várias opções). Paguei com cartão de crédito. Tentei ir à Pedra Branca, mas já estava tarde e deixei para o dia seguinte. Ainda passei no Supermercado Imperatriz (http://supermercadosimperatriz.com.br) para comprar um pacote de biscoito de maisena por R$ 3,39 com cartão de crédito e juntar ao que ainda tinha do dia anterior para o jantar. Para as atrações de Palhoça, que engloba a Enseada do Brito, veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/palhoca, http://www.guiasantacatarina.com.br/palhoca e http://www.litoraldesantacatarina.com/palhoca/pontos-turisticos-de-palhoca.php. Os pontos de que mais gostei, incluindo viagem anterior, foram as praias , as paisagens , principalmente do alto dos morros, e as trilhas :'>. Na 2.a feira 28/11, após o buffet do café da manhã :'>, fui subir na Pedra Branca. No caminho encontrei um homem dono de um estabelecimento comercial que me disse para não ir pela vila, pois poderia haver algum problema de segurança. Fui pela Universidade e depois peguei uma rua de terra que me levou a uma estrada sendo construída (era uma espécie de caminho alternativo à BR 101 para ligar municípios da Grande Florianópolis). Nela pedi informação para os trabalhadores que me indicaram a entrada da trilha de subida ao lado de um galpão cinza claro e azul. A subida foi fácil e tranquila. Lá em cima encontrei um grupo de adolescentes que lá havia pernoitado e estava passeando. Achei a vista espetacular, tanto da costa, como da mata e da cidade ::otemo:: . Era uma altitude menor do que a do Cambirela, mas permitia ver por outros ângulos. O dia estava bem claro. Os meninos até comentaram que estavam vendo as águias voando abaixo de nós, mas acho que eram urubus . Depois que eles desceram fiz um pouco de meditação contemplando a paisagem :'>. Desci e comecei a voltar para o hotel. Começou a ameaçar uma tempestade, mas só caiu uma leve chuva. Como cheguei de volta perto de 15 horas, decidi ir em frente na viagem rumo a São José. Pus a capa, pois chovia um pouco, cruzei a ponte que dividia Palhoça de São José e entrei numa imobiliária para perguntar se poderia dar a volta num morro que costeava o mar. Lá uma das atendentes era Cíntia Duarte, a mesma mulher que me permitiu entrar na Praia de Pedras Altas sem pagar, responsável por um bar lá. Ela me reconheceu. Como ela estava distante eu não a reconheci, mas depois que ela falou da minha visita à praia e eu olhei melhor, reconheci-a. Elas me informaram que eu poderia ir pelo morro sim, que foi o que eu fiz. No caminho havia uma estátua com traços orientais de Maria, com o menino Jesus no colo, e José, vestido de Monge Lama. Achei muito interessante :'>. A chuva parou e recomeçou várias vezes, porém fraca. Continuando o percurso e apreciando a orla, cheguei ao Centro Histórico de São José, que estava preservado, tinha monumento aos açorianos para comemorar 250 anos da fundação, museu, igreja e construções históricas :'>. Após rápida visita prossegui e fui sair na avenida da orla que tinha uma vista de que muito gostei . A chuva começou a apertar e perto do supermercado Bistek decidi sair da orla para procurar hotéis. Fui a um ali perto, havia vagas e o atendente me disse que dificilmente lotaria. Quando falei que iria pesquisar um pouco mais, gentilmente indicou-me aquele que achava ser o mais barato (postura comum na viagem e de que gostei :'>). Acabei indo ver vários outros antes do mais barato e quando lá cheguei não havia mais vagas no preço mais barato. Voltei aos outros por ordem de menor preço e nenhum mais tinha vagas . Restava-me tentar ver se havia vagas para o preço de casal (dobrado) do mais barato ou um de luxo. Decidi voltar para Palhoça e tentar ficar no mesmo hotel da noite anterior, que tinha preço bem menor. Peguei um ônibus por R$ 5,50 em dinheiro (poderia ter voltado a pé, mas como estava perto de escurecer e eu não sabia se encontraria vagas, decidi pegar o ônibus), voltei ao Hotel Pontal e, para minha sorte, ainda havia vagas. Fiquei no último andar (acho que estavam acabando as vagas) pagando os mesmos R$ 65,00. Como o café da manhã tinha sido muito bom e eu ainda tinha um pouco de biscoito de maisena e legumes, decidi comer o que tinha e fui dormir. Para as atrações de São José veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/sao-jose, http://www.saojose.sc.gov.br/index.php/turista/pontos-turisticos e http://www.falaturista.com.br/blog/pontos-turisticos-sao-jose. Os pontos de que mais gostei foram o centro histórico e as paisagens , principalmente da orla e da Ilha de Santa Catarina. Na 3.a feira 29/11, quando liguei a TV perto de 6 horas da manhã, fui surpreendido com a notícia de que o avião da Chapecoense havia caído, mas ainda não havia notícias sobre as pessoas . Logo a seguir, pouco antes de eu descer para o café, veio a notícia de pelo menos 25 mortos . Tomei o café ouvindo as notícias e saí. Refiz o caminho do dia anterior, só que desta vez sem chuva e sem dar a volta pelo morro. Em 1 hora e meia estava no mesmo ponto em que havia parado no dia anterior (até que o prejuízo não foi tão grande ). Deveria ter feito o trajeto sem a mochila até o Centro histórico e ficado em Palhoça . Andei por toda a orla pelo calçadão, com vista muito bela da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) e da Ponte Hercílio Luz, sob a qual passei. No final desviei para conhecer o estádio do Figueirense, Orlando Scarpelli. Lisiane acompanhou-me na visita gratuita, apresentou-me o estádio e falou da história do estádio e do Figueirense. Foi muito simpática e gentil. Lamentei não ver a flâmula do Santos no painel de flâmulas do Figueirense. Mas ela me falou que o costume da troca de flâmulas terminou e realmente faltavam as de muitos clubes. Ela perguntou-me se eu havia visto o ocorrido com a Chapecoense e comentou que era um competidor forte no disputado campeonato estadual. Após a visita voltei à orla e prossegui. Houve chuva fina e intermitente durante vários momentos daí em diante. Passou a existir praia, ou algo semelhante . Após alguns trechos de curta faixa de areia, precisei passar por pontos em que desaguavam esgotos ou havia obstáculos e lama . Várias vezes voltei para a rua. Ainda em São José, num trecho deserto, que logo a frente ficava sem saída devido ao mangue, encontrei 3 pessoas conversando e foi a única situação em que fiquei preocupado. 2 pareciam descontraídos, mas 1, que parecia morador local, de uma casa no mangue, pareceu tenso quando disse que pretendia ir pela praia. Disse-me que não era possível. Fui ver e realmente não parecia ser. Voltei, cruzei com eles novamente e ele me pareceu com o semblante ainda carregado. Retornei para a rua e prossegui por um longo trecho. Tive que ir para a BR 101 e cruzei a divisa com Biguaçu. Fiquei sabendo de hotéis na BR 101 e imaginei que poderiam ser os mais baratos. Passei num mercado de arte sacra e perguntei se poderia visitar. Eles estavam fazendo limpeza e não recebendo clientes, mas me permitiram visitá-lo com cuidado para não pisar na água. Gostei bastante, dos mais diferentes tipo de imagens, tamanhos e cores. No meio da minha visita chegou um cliente, que me viu e entrou. Na saída comentei com os donos que lhes havia trazido sorte, pois tinha chegado um cliente . Fiquei hospedado ao lado, no Hotel Carlinhos II (http://hotelcarlinhos2.blogspot.com.br) por R$ 40,00, com TV, ventilador, banheiro coletivo e buffet de café da manhã (o melhor de toda a viagem, pois provavelmente trazia alimentos da churrascaria coligada ). Paguei com cartão de débito. Depois fui caminhando até o centro histórico, que achei bonito e preservado, incluindo a igreja e algumas casas preservadas :'>, comprei meu jantar (pepino caipira, pepino japonês, beterraba, chuchu, pão francês, goiabada e cuca de pêssego) por R$ 8,03 no Supermercado Mercocentro (http://mercocentro.com.br) com cartão de crédito e voltei para o hotel. Ao voltar ao hotel ainda pude subir numa elevação de uma rua lateral para apreciar a vista noturna da Ilha de Santa Catarina, que me pareceu muito bela, incluindo a Ponte Hercílio Luz, lá ao longe :'>. Antes e durante o jantar conversei com o atendente do hotel Fabiano, que me disse que outra pessoa não teria aberto a porta para mim, com a aparência de mochileiro e parte de uma das camisas rasgada . Conversamos sobre a viagem e estilo de vida. Ele me deu várias (e precisas) informações sobre o trajeto até Governador Celso Ramos, pois já o havia feito correndo há tempos atrás. E me alertou para algo que acabou se concretizando, que eu poderia ter dificuldade de encontrar local para dormir lá. Durante todo o dia estive com um grande sentimento de compaixão (não pena, mas compaixão no sentido budista do termo, identificando-se com a dor e tentando mentalizar para que seja minimizada) devido ao acidente com a Chapecoense, principalmente à medida em que fui sabendo, ao perguntar nos locais públicos com TV, sobre os novos fatos noticiados. Para as atrações de Biguaçu veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/biguacu/ e http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/santa-catarina/biguacu/. Os pontos de que mais gostei foram as praias :'>, as construções históricas :'>, as paisagens , principalmente da Ilha de Santa Catarina, e o mercado de arte sacra :'>. Na 4.a feira 30/11, após um enorme buffet de café da manhã , com muitas opções (pena que parte delas tinha carne, que eu não como) rumei em direção a Governador Celso Ramos. Fabiano ainda me deixou levar uma banana e uma maçã adicionais, o que acabou se mostrando muito útil. Após conhecer uma pequena praia próxima que Fabiano havia me indicado, tentei seguir em frente pela costa, mas saí num lamaçal, voltei a BR 101 e segui novamente para o centro de Biguaçu. Entrei um pouco antes para poder ir ao máximo pela costa e por ruas locais, o que me fez dar uma volta maior, mas conhecer melhor o povoado. Passei pelo centro, atravessei um rio, passei por pequena praia e voltei para a BR 101. Daí por diante fui alternando entre a estrada e praias, pois houve vários trechos com costões, pedras e mangues que fizeram ser necessário caminhar pela estrada (tanto pela BR 101 como pela estrada estadual dentro de Governador Celso Ramos). Mais a frente houve uma longa faixa de areia, creio que era São Miguel, onde conheci Carlos, que tomava sua pinga de aperitivo na varanda e me deu informações precisas sobre o contorno de Governador Celso Ramos e por onde pegar o acesso a partir da BR 101. Depois de sair desta praia, voltando à BR conheci Paulo, que caminhava de Friburgo a Curitiba, passando as noites em postos de gasolina, voltando de um período de trabalho. Antes da estrada que dava acesso ao contorno de Governador Celso Ramos (que é uma espécie de península que vai mar a dentro), vi um pequeno aglomerado de casas em um pequeno trecho de areia e uma faixa litorânea que me faria cortar muito caminho. Desci lá, tentei perguntar a alguém se era viável seguir aquela faixa litorânea, mas não achei ninguém. Tentei segui-la, mas era mangue puro e a locomoção seria muito difícil. Achei que não valia a pena e resolvi dar a volta pela estrada. Peguei o acesso para Governador Celso Ramos, informei-me sobre o contorno no povoado de entrada e segui pela estrada. Passei pela Praia do Antenor, Fortaleza, Baía dos Golfinhos e da Fazenda Armação, além de outras menores. No começo da Fazenda Armação, perto de 18 horas, encontrei Miriam caminhando com seu cachorro, começamos a conversar e ela me disse que seria difícil achar locais para pernoitar ali, mas me deu informações para eu tentar. Depois de procurar bastante e somente achar preços de R$ 120,00 ou mais, indicaram-me um hotel na Armação da Piedade. Eu saí da praia e fui pela estrada até lá, pois já estava ficando tarde. Lá acabei ficando no Residencial Maremansa (ou do Haraldo), onde Marli, sua mulher, atendeu-me junto com seus 2 cachorros, Dora e Wilson. Fiquei lá em um apartamento mobiliado com cozinha, banheiro, quarto de casal, TV, ventilador e sem café da manhã por R$ 100,00 em dinheiro. O apartamento era bom, mas totalmente desnecessário para mim. Foi um desperdício de dinheiro , mas as outras opções eram mais caras. Já era tarde e lá só havia pequenos mercados com preços muito superiores aos dos anteriores nas cidades. Resolvi jantar e tomar café da manhã apenas com a banana, a maça, um pouco dos legumes que haviam sobrado e a goiabada. Foi suficiente . As paisagens ao longo do trecho deste dia foram espetaculares , incluindo a vista da Ilha de Santa Catarina, tanto diurna quanto noturna. Os banhos de mar foram deliciosos , anida mais porque estava quente. Para as atrações de Governador Celso Ramos veja http://governadorcelsoramos.sc.gov.br/turismo e http://www.turcelsoramos.com.br/Turismo.html. Os pontos de que mais gostei foram as praias , as paisagens , as trilhas :'>, as construções históricas :'> e o mar . Na 5.a feira 1/12, depois de um banho de mar e do café da manhã, seguindo informações da Marli, fui inicialmente sem a mochila fazer uma trilha até uma das pontas, de onde se podia ver Canasvieiras em Florianópolis e arredores. Wilson foi comigo durante todo o caminho :'>. A distância em linha reta parecia tão pequena. A vista pareceu-me muito bela . Após voltar, Marli deu-me algumas informações de trilhas e acessos, peguei a mochila e fui circundar a área, incluindo os pontos que não havia visto no dia anterior. Comecei por uma praia que só tinha acesso por um condomínio, mas era permitido. Quando voltava do trapiche em que tinha andado para apreciar a vista, pisei numa pedra molhada, caí e me machuquei (ralei) um pouco . Prossegui pela outras praias que se seguiam à do condomínio, conheci um gaúcho que estava na praia com seu filho e me disse que para ele aquele dia nublado estava ótimo, com o que concordei para mim também. Voltei para passar pelas praias que não havia conhecido no dia anterior, revi uma casa histórica feita com óleo de baleia e ossos de baleia na porta de um estabelecimento comercial na Praia da Fazenda da Armação, passei no Supermercado Sperandio (http://www.apontador.com.br/local/sc/governador_celso_ramos/supermercados/001392826000106/supermercado_sperandio.html) e comprei pães por R$ 3,12 com cartão de crédito, para não deixar a pressão nem a glicemia caírem muito. Daí fui em direção a Palmas pela estrada e, onde era possível, pela praia. Depois de sair da última praia e andar algum tempo pela estrada, achei uma trilha que saía da estrada e levava a uma praia quase deserta (havia um grupo de excursão de adolescentes lá). Após usufruir desta praia, achei uma trilha no meio da mata e resolvi segui-la. Embora bem mais difícil, as vistas a partir dela foram espetaculares e me levaram a uma outra praia deserta. Nestas trilhas um dos pés do meu chinelo quebrou (mas eu estava prevenido e tinha outro) e o zíper da minha mochila também quebrou (mas também estava prevenido e tinha levado um saco por dentro que não deixava cair nada). Ao chegar a Palmas, embora ainda fosse cedo, procurei por lugar para dormir e descobri um camping por R$ 40,00, que tinha uma estrutura coberta e banheiro. Estavam em reforma. Alcino concordou em que eu dormisse lá, abrigado nos locais em construção, se não achasse outro local, mas acabou não sendo necessário (nem viável). Prossegui pelas praias em direção a Ganchos. Um provável militar disse-me que era possível ir pela praia, apesar de outros terem falado que não, bastava passar um pequeno trecho com costão. Eu resolvi seguir o que ele disse, mas achei o trecho bem maior e difícil do que esperava. Em todo caso consegui passá-lo, conheci mais uma praia deserta e pude desfrutar de mais vistas e mar espetaculares . No fim da praia deserta encontrei um homem que estava indo pescar, que me indicou uma trilha para sair de lá e cair na estrada. De lá rumei para o primeiro dos Ganchos (Gancho de Fora). Lá Zélio explicou-me a origem do nome "Ganchos", que se devia ao formato das enseadas do Canto dos Ganchos, Calheiros e dos Ganchos e que havia lendas, porém não dignas de credibilidade sobre o Capitão Gancho. A explicação dele condiz com uma das versões oficiais (http://www.governadorcelsoramos.sc.gov.br/municipio/index/codMapaItem/33829). No fim do dia, já perto do anoitecer cheguei a Calheiros, onde Marli havia dito que existia um hotel. Realmente havia, tentei opções mais baratas, mas não consegui. Não quis voltar para o camping, que já estava longe. Fiquei no Hotel Maranata (http://www.hotelmaranata.com.br) por R$ 90,00 com TV, banheiro privativo mas externo (ao lado), ventilador e buffet de café da manhã. Passei no Mercado Gago e comprei legumes, pães e frutas para o jantar por R$ 8,35. Paguei ambos com cartão de crédito. Ainda fui ver a vista da praia após escurecer. Ao longo do dia andei por muitas trilhas e costões. Achei as praias deste dia com vistas e mar espetaculares . Na 6.a feira 2/12, após um banho de mar e o buffet de café da manhã :'>, fui tentar subir no Morro do Pique, cujo acesso ficava bem perto do hotel. Porém os donos da propriedade que dava acesso a ele não estavam em casa. Conversei com os vizinhos e na ausência de autorização, preferi não subir para não entrar em propriedade privada sem estar autorizado. Então decidi começar minha caminhada rumo a Bombinhas. Logo no início um cachorro de rua que vagava na estrada aparentemente quis seguir-me, mas quando foi atravessar quase foi atropelado. Tive que sinalizar para o motorista e depois tentar espantar o cachorro da estrada. Mais a frente um pardal foi atingido pelo para-choque de um carro bem na minha frente . Fui verificar e o pardal se debatia no chão. A princípio não queria que eu o pegasse, mas acho que cansou e aceitou. Coloquei-o na mão e o levei até uma loja de salgados, cujo nome era parecido com Dagnello. Perguntei para as jovens moças se sabiam cuidar de animais e pedi que colocassem água com açúcar no bico dele, algo que havia aprendido com minha prima Bernadeth. Perguntei à que o pegou e tomou a frente de ajudá-lo se podia contar com ela ou deveria procurar outros. Ela disse que sim, podia contar com ela. Perguntei se ela se responsabilizava pela vida dele e ela disse que sim, rindo. Achei que ela cuidaria bem dele e o deixei lá. Espero que tenha ficado bem e sido uma boa experiência para ela. Prossegui, voltei à BR 101 e lá conheci um homem que estava cumprindo condicional e levando metais para vender num ferro velho. Conversei um pouco com ele e depois apertei o passo para tentar chegar até onde pretendia naquele dia. Ao longo do caminho fui observando para ver se achava metais e, quando via algum, apontava para ele que vinha atrás de mim. Ao chegar em Tijucas começou uma fina garoa. Eram cerca de 16:30 e avaliei que não seria interessante prosseguir mais, pois até achar local para hospedagem em Bombinhas ainda teria que andar muito, sem considerar que proximamente o caminho seria por trilhas. Logo de cara vi casario antigo e comecei a apreciar. Vi o Casarão Bayer onde funcionava o Instituto Mathilde Bayer, que tinha algumas exposições públicas. Lá Márcia, seu filho Manoel e mais um menino, que tocava bem piano, deram-me informações sobre a continuação da viagem, locais onde me hospedar e pontos turísticos ::cool:::'>. Pediram para o morador da frente me mostrar sua coleção de carros antigos sendo restaurados, que achei interessante ::cool:::'>. Ainda me permitiram usar um computador para tentar falar com minha mãe por skype ::cool:::'>. Não consegui e quando cheguei em SP vim a saber que naquele dia e perto daquele horário havia tido uma tempestade que derrubou parte de uma árvore perto da casa dela, o que gerou curto circuito num transformador, fê-lo ficar fazendo estampidos de explosões, fez faltar energia e fazê-la ficar bastante agitada (ela tem Alzheimer). A chuva aumentou um pouco, fui procurar hotéis conforme eles tinham indicado e todos estavam lotados, menos o último, para minha sorte o mais barato ::cool:::'>, exatamente como haviam dito. Fiquei no Hotel Tijucas (http://www.guiamais.com.br/tijucas-sc/hospedagem/hoteis/12001746-2/hotel-tijucas) por R$ 50,00 pagos em dinheiro, com banheiro interno e ventilador, mas sem TV nem café da manhã. Depois fui dar um passeio pela cidade e parte da praia. Gostei dos vários casarões e construções históricas ::cool:::'>. Comprei pães por R$ 4,20 na Padaria Alesio (http://cnpj.info/ALESIO-BENEVENUTE-PANIFICADORA-ME-Av-Valerio-Gomes-361-Tijucas-SC-88200000/pe2C), frutas e legumes por 0,40 na Tiju Frutas e R$ 1,94 na Verdureira Sabor da Terra (https://www.facebook.com/Verdureira-Sabor-da-terra-192596467557762/), todos com cartão de crédito. À noite, antes de voltar para o hotel, 2 mulheres, aparentemente em situação de rua, pediram-me dinheiro. Como eu havia comprado alimentos para o jantar, ofereci-lhes pães, mas elas não quiseram. Após chegar no hotel conheci um casal de holandeses que estava indo para Buenos Aires de bicicleta. A dona do hotel falou-me que eles haviam vendido sua casa para fazer a viagem :o. Para as atrações de Tijucas veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/tijucas e http://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/SC/921/tijucas. Os pontos de que mais gostei foram as construções históricas ::otemo::, as paisagens ::cool:::'> e as trilhas ::cool:::'>. No sábado 3/12 após despedir-me dos holandeses e da recepcionista do hotel e tomar café da manhã, fui rumo a Bombinhas. Comecei indo até a praia e caminhando rumo a Santa Luzia, onde havia um rio que daria acesso a trilhas que levariam a Zimbros, já em Bombinhas, pela costa. Quando cheguei no rio, havia uma área prévia com lama. Andei cuidadosamente por ela para ver se achava um ponto de travessia e perguntei a pessoas numa pequena vila do outro lado se era possível atravessar. Um homem e uma mulher em diferentes casas responderam-me que não, que não dava pé, tinha correnteza e que eu precisava voltar e ir pela rua, o que seria uma volta enorme. Tentei perguntar mais detalhadamente a eles se não havia nenhum ponto e nenhum modo, eles começaram a ficar irritados e nervosos com a minha insistência. Acho que ficaram com medo de um acidente quando eu tentasse atravessar ou que eu estivesse mal intencionado. Apareceu uma moça, talvez filha da mulher, e se dispôs a pegar um barco e me atravessar, mas eu lhe disse que não desejava incomodá-la. Acho que ela achou que eu não tinha confiado nela ou se sentiu menosprezada e aí ficou irritada também. Dada a situação eu resolvi sair dali e tentar ver por mim mesmo se era possível atravessar. O homem e a mulher retiraram-se e a moça desistiu de me ajudar. Apareceu então uma menina, de uns 12 anos, e na maior calma me disse que se eu quisesse atravessar, era melhor ir perto do encontro com o mar, onde era mais raso e dava pé, além da correnteza não ser forte. Fui verificar e vagarosamente tentei fazer o que ela disse, mas envolvi minha mochila em plástico e estava preparado para nadar, caso não desse certo. Porém a menina tinha toda razão. A correnteza era fraca e a água não passou do meu peito (e eu só tenho 1,73 m) :lol:. Depois de atravessar, limpar-me um pouco e me recompor, vi uma trilha pela costa e decidi segui-la, pois a vista costuma ser mais bela e como as pessoas tinham ficado um pouco irritadas, preferi evitar a vila, para não gerar mais desgaste. Porém a trilha pela costa acabou e a única saída foi para uma propriedade privada. Tentei chamar pelos moradores, para pedir-lhes para sair para a estrada, mas eles não gostaram nada de me ver lá. A mulher me recebeu, disse que tomavam conta da casa para um juiz, os cachorros eram bravos e que se seu marido estivesse ali iria pegar a espingarda para mim. Eu expliquei que havia ficado sem saída, mas isso não lhes sensibilizou. Mesmo assim, depois de repetirem algumas vezes que eu não poderia ter feito aquilo (eu estava quase voltando, pois seriam só cerca 15 minutos para voltar e creio que mais 15 minutos para chegar ali pela estrada), disseram que iriam abrir o portão e me permitir sair para a estrada. Disseram que eu havia tido sorte de estarem lá, pois senão os cachorros ter-me-iam atacado. Depois de voltar para a estrada e andar com cuidado, pois era de terra e estava bastante escorregadia devido às chuvas anteriores, segui em frente e fui sair na última praia de Tijucas, em que havia algumas barracas de pessoas que pareciam estar querendo fixar moradia ali. A seguir encontrei a Praia Vermelha, quase deserta, onde só havia uma casa. Seu caseiro, Osnildo, quando me viu, fez um gesto como se estivesse surpreso e um pouco contrariado por um estranho ali estar. Com a memória do ocorrido antes, embora estivesse na praia, entrei parcialmente no mar para evitar qualquer problema com seus cachorros. Começamos a conversar e ele me falou de sua vida, como era feliz ali, no contato com a Natureza e fazendo aquilo de que gostava. Depois de quase meia hora de conversa e dele me explicar como eram as próxima trilhas, despedimo-nos e segui em frente. Passei por várias praias desertas que achei maravilhosas ::otemo::. Numa delas encontrei um jovem casal que me falou de uma cachoeira, que Osnildo havia dito não ser muito grande, por isso não fui conferir. Falaram-me também que existia um hostel em Bombas, que provavelmente seria a opção mais barata de hospedagem. Na sequência começou a chover fraco, porém nada que comprometesse a paisagem. Seguindo a trilha cheguei em Zimbros, mas como já estava além do meio da tarde e a chuva estava apertando, decidi procurar o hostel para me alojar. O hostel havia mudado de nome em relação ao que o casal me disse e ninguém o conhecia, nem com o nome velho, ainda mais com o novo. Entrei na loja G4 Pneus e perguntei se poderiam procurar na Internet pelo hostel para mim. Gentilmente procuraram e acharam o nome e o endereço ::cool:::'>, que era distante da zona de hotéis. Nunca teria encontrado sem a ajuda deles. Seguindo a indicação que me haviam dado, encontrei o hostel numa rua no interior de um bairro residencial, sem nenhuma placa, pois ainda estava sendo implantado. Lá conheci Tao, o dono, Amani, que creio que o ajudava, Luís Royal e Giovana, casal da zona leste de São Paulo que estava morando lá e pretendia fixar residência. O hostel se chamava Pasoka, pois eles pretendiam abrir uma paçocaria. Faziam paçocas com açúcar mascavo e sal marinho, diferente das com que eu estava acostumado, menos doce, mais encorpada, acho que mais substanciosa, parecia alimentar melhor, e de que muito gostei ::cool:::'>. Paguei R$ 35,00 em dinheiro pela diária em quarto coletivo, sem direito a café da manhã. Depois de instalado, ainda saí para dar uma volta na praia central de Bombas. Percorri a praia toda, com um pouco de chuva no começo e muita chuva no fim. Comprei pão, beterraba, cebola, abobrinha, cenoura, chuchu e pepino no Supermecado Schmit (http://superschmit.com.br) da Avenida Falcão, 637 por R$5,31, e doce no Veratoni Supermercado (https://www.facebook.com/pages/Supermercado-Veratoni/638180816197774) por R$ 2,55. À noite Tao emprestou-me celular para falar com a minha mãe por skype com imagem, e ela parecia bem. Ainda fiquei vendo-os fazer as paçocas com os moldes em forma de coração. Eles me deram uma gratuitamente para experimentar. Para as atrações de Bombinhas veja http://turismo.bombinhas.sc.gov.br, http://www.turismobombinhas.com.br e http://www.bombinhas.com. Os pontos de que mais gostei foram as praias (principalmente as desertas) ::otemo::, o mar batendo nas rochas ::otemo::, as paisagens (principalmente do alto dos morros) ::otemo:: e as trilhas ::cool:::'>. O domingo 4/12 começou com chuva, mas a chuva contínua parou antes das 9 horas da manhã e a chuva intermitente parou logo depois e não retornou. Fui conhecer parte da península ou enseada que formava Bombinhas. Comecei por Zimbros. No final da praia peguei a trilha e subi o Morro do Macaco. Achei a vista lá de cima espetacular ::otemo::. Depois peguei a trilha para a Praia da Tainha. No fim da trilha havia um índio com a cabeça abaixada dentro de um barco :o. Perguntei a moradores locais se estava passando mal e me disseram que ele costumava fazer isso, mas depois ia embora. Gostei da praia, mas preferi as outras no caminho do dia anterior. O mar era bravo. Lá perto havia uma casa em que havia um morro com uma vista que parecia boa. Chamei pelos moradores, mas saiu repentinamente um homem de uma espécie de galpão na entrada, parecendo estar com consciência alterada e me disse gritando que eu podia entrar :o. Não entrei, esquivei-me e fui embora. Peguei a estrada e dei a volta pelo outro lado em direção a Bombinhas, passando antes por Conceição, Mariscal e 4 Ilhas. As vistas a partir de pontos altos pareceram-me espetaculares ::otemo::. Passei pela praia do centro de Bombinhas e pelas outras mais afastadas do Retiro dos Padres e Sepultura e ao término do circuito fui parar em Bombas. As trilhas no geral estavam em bom estado, mesmo após a chuva. Ao longo do dia as vistas do mar batendo nas rochas também muito me agradaram ::otemo::. No fim da tarde comprei pão, chuchu, cenoura, beterraba, cebola, pepino, abobrinha e uma cuca no Supermercado Schmit (http://superschmit.com.br) da Avenida Falcão, 637 por R$8,44, doce no Veratoni Supermercado (https://www.facebook.com/pages/Supermercado-Veratoni/638180816197774) por R$ 2,55 e tomate em um verdureiro por R$ 0,50. Tirei um pequeno pedaço para experimentar e depois dei a cuca de presente para Tao. Ele compartilhou com seus amigos que o estavam visitando. Nos 2 dias eu havia pego um pouquinho da comida que eles faziam para experimentar. Depois do jantar eu paguei a 2.a diária e Tao me deu um pacotinho com 4 paçocas de presentes ::cool:::'>. Disse que eu era um bom andarilho :lol:. Despedi-me dele e fui dormir, pois no dia seguinte provavelmente sairia antes deles acordarem, o que realmente aconteceu. Houve alguns pernilongos durante as 2 noites, mas nada que cobrir o rosto não resolvesse. Na 2.a feira 5/12 logo depois do café da manhã despedi-me de Luís Royal, que já havia acordado, e rumei para Itapema. Logo que saí do hostel, encontrei Marcelo Alexandre trabalhando no jardim para fazer um bico. Ele era músico e me disse que havia enfrentado tempos difíceis no inverno, quase passando fome, pois o movimento caía muito. Ele me deu informações precisas sobre a trilha para a Praia da Galheta e a passagem para Porto Belo do outro lado. Na Praia de Bombas salva-vidas informaram-me detalhes sobre a trilha também. Achei a trilha de dificuldade média, sem nenhum ponto de passagem muito difícil, porém requeria bastante atenção, pois um erro poderia ser fatal, dado que havia quedas para mar bem bravo chocando-se contra as rochas. Achei as vistas ao longo da trilha espetaculares ::otemo::, incluindo os pontos em que se visualizava desfiladeiros com mar batendo com força nas rochas. Em um dado ponto da trilha, bem perto do fim, achei que não era viável prosseguir pelo costão e peguei uma trilha até a rua. De lá caminhei um pouco e logo achei outra trilha que saía diretamente na Praia da Galheta. Porém, antes da praia, ainda tinha uma bifurcação que levava à ponta de uma entrância no mar, de onde achei a vista espetacular ::otemo::. Depois de apreciar a praia fui explorar a região e encontrei bastante lixo na trilha :(. Peguei e depois dei para um homem que estava cortando a grama de sua casa, que aceitou colocar em seu lixo ::cool:::'>. Daí rumei para Itapema através de Porto Belo pela costa. Boa parte do trajeto foi pela estrada, pois só havia costões. Mas pude descer em algumas poucas praias para apreciá-las. Elas tinham muitas pedras. Ao chegar perto do centro de Porto Belo havia uma espécie de área turística, com vista para a orla de Itapema ::cool:::'>. Parei lá e fiquei apreciando a vista enquanto comia algumas fatias de pão e paçocas. Um casal chegou e me desejou boa viagem quando saí. Entrei então numa longa faixa de areia que começava em Porto Belo e se estendia por Itapema. No meio havia um rio que pude atravessar com água pela cintura. Acho que era a divisa entre Porto Belo e Itapema. Andei ainda vários quilômetros até um shopping que haviam me indicado como local onde acharia hotéis baratos. Não os encontrei, mas ao entrar numa loja e perguntar se o atendente poderia procurar por hostels na internet, ele gentilmente localizou 2 ::cool:::'>. Porém quando cheguei aos endereços indicados, eles estavam fechados ou desativados. Aí fui procurar hotéis na BR 101 de que me falaram, começando em um Posto Petrobras, onde achei o preço aceitável, mas após perguntar ao atendente, ele me falou que havia um mais barato no Posto Ipiranga a seguir. Fui até lá e era verdade. Fiquei ao lado do Posto Ipiranga na Pousada Sol e Mar por R$ 50,00 pago com cartão de crédito. Voltei, avisei o atendente do outro hotel que não ficaria ali e lhe agradeci pela indicação. Comprei pães, pepino, cenoura, abobrinha e cebola no koch Supermercado (http://www.superkoch.com.br) por R$ 5,74, tomate e laranja no Supermercado Sandi (https://www.facebook.com/supermercadosandi) por R$ 1,15 e doce no Supermercado Vilson (http://www.odovo.com.br/br/sc/itapema/vilson-martendal/a/) por R$ 2,80, tudo pago com cartão de crédito. Ainda fui dar um passeio noturno na praia para apreciar a vista da orla iluminada ::cool:::'>. Para as atrações de Itapema veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/itapema, http://www.portalitapema.com/turismo-em-itapema e http://www.guiasantacatarina.com.br/itapema/atrativos.php3. Os pontos de que mais gostei foram as praias ::cool:::'> e o mirante ::otemo::. Na 3.a feira 6/12 depois de tomar café fui conhecer as atrações urbanas de Itapema. Passei pela Praça da Paz, Igreja, Mercado, Lojas de Artesanato e Ponte dos Suspiros. No Centro de Informações Turísticas da Praça da Paz, Luciana deu-me informações turísticas e sobre o trajeto ::cool:::'>. Ela conhecia bem São Paulo, pois tinha tido câncer e feito tratamento em hospital no Bairro da Liberdade. Depois fui para o Mirante do Encanto, que era gratuito e tinha um elevador para subir. Achei a vista lá de cima espetacular ::otemo::. Dali rumei para as praias. Comecei pela Praia Grossa, depois precisei voltar para a BR 101 para ir até a praia onde havia um resort em obras e a Praia da Ilhota, onde pude ver a Pedra que Bole de longe. Segui pela rodovia Interpraias em direção a Balneário Camboriú. Durante muito tempo tive que andar pela estrada porque havia muitos trechos com costões. As praias possuíam uma areia em que era um pouco difícil de caminhar, tinham grandes caídas devido ao mar e o pé afundava na areia. Mas as achei muito bonitas ::cool:::'>. Um homem falou-me que havia presenciado um ataque de tubarão no raso na Praia do Estaleiro ::ahhhh::. Fiquei mais atento a partir daí. Fui na área para vestidos da Praia de Nudismo do Pinho. Havia uma mulher com quem conversei praticando nudismo em cima de uma pedra na divisa. Eu não passei para o outro lado (dos sem roupa). Na Praia da Taquara tive uma queda, mas nada grave. Tomei um delicioso banho de mar ::cool:::'>. Um caseiro disse que poderia dormir na casa de onde tomava conta, caso não encontrasse hotéis. Tatu, dono de um restaurante, indicou-me a Pousada do Rio como provavelmente sendo a mais barata ::cool:::'>. Ao chegar na entrada da área central de Camboriú, logo de cara havia um hostel por R$ 50,00. mas resolvi ir adiante para procurar algo mais central. Peguei o elevador, apreciei a vista a partir dele e cheguei ao início da praia central. Luís Fernando, para quem eu pedi informações sobre hotéis, quando me viu seguir caminhando pela praia pensou que eu não tinha dinheiro para a passagem de ônibus e foi atrás de mim para me oferecer ::cool:::'>. Eu agradeci, educadamente recusei, disse que caminhava para apreciar a praia e prossegui. Aproveitei para ver o entardecer da praia ::cool:::'>. Fui atrás de um hostel que me haviam informado, mas estava desativado. Lá, numa loja, disseram-me que havia outro e fui atrás dele. Depois de muito procurar, encontrei-o. Fiquei no Hostel Luccas Philipps (Rua 2850, 453) por R$ 55,00 com cartão de crédito em quarto compartilhado, sem direito a café da manhã. Por fim fui comprar manga, cebola, pão caseiro e uma pizza de mussarela por R$ 11,53 com cartão de crédito no Supermercado Big (http://www.bigsupermercados.com.br) para o jantar e o café da manhã. Na 4.a feira 7/12, perdi a hora e acordei perto de 9:20 ::putz::. Pretendia dar um grande passeio na praia, mas como perdi a hora, informei-me com o atendente e a faxineira como pegar um ônibus para a balsa de Itajaí, calculei o tempo necessário com pequena folga e fui à praia, para pelo menos um banho de mar, que foi delicioso ::cool:::'>. Ao perguntar ao salva-vidas se poderia ir no fundo, em profundidade além da minha altura, ele me disse que sim, mas que iria ficar prestando atenção em mim, pois estavam acontecendo muitas coisas estranhas. E ainda me disse para colocar os braços cruzados acima da cabeça caso ocorresse algum problema, como um mal súbito. Após voltar da praia e tomar café, saí para pegar o ônibus em direção à balsa por volta de 11:20 (um pouco atrasado). Levei 15 minutos a pé até o ponto, o ônibus demorou cerca de 15 minutos para chegar e custou R$ 3,50 (comprei num vendedor que ficava no ponto, disse que era legal e por alguma razão tinha preço menor). Um homem e o cobrador informaram-me onde descer e como ir até a balsa. Cheguei na balsa perto de 12:30 (atrasado). Não consegui pegar uma que estava saindo e ainda tive esperar alguns minutos. Paguei R$ 1,40 pela passagem. Achei a vista da travessia do alto da balsa muito boa ::cool:::'>. Cheguei em Navegantes do outro lado perto de 12:50 e rumei para o aeroporto a pé. Cheguei lá perto de 13:15 e aí descobri que o voo tinha tido seu horário alterado para 14:25 (não no dia, mas previamente aqueles voos haviam tido seu horário de 14:00 para 14:25 :o - não me lembro da Tam ter-me avisado disso). Bem, ao descobrir que na realidade não estava atrasado :lol:, fiz um balanço da viagem e o planejamento da chegada. A aterrissagem em São Paulo permitiu apreciar bastante a cidade, mesmo sem reconhecer alguns trechos :lol:.
  14. Laguna de los Caballeros Início: Cuevas del Valle Final: Tornavacas Duração: 11 dias Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Há grandes subidas e descidas quase todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 995m. A Serra de Gredos se estende no sentido leste-oeste cerca de 130km a oeste de Madri e está inserida nas comunidades autônomas de Castela e Leão e Extremadura (comunidades autônomas na Espanha são mais ou menos como estados no Brasil). Ela está dividida em Maciço Oriental, Maciço Central e Maciço Ocidental. Nesse trekking eu percorri de ponta a ponta o Maciço Central, que vai de Puerto del Pico a Tornavacas. Do 1º ao 9º dia eu caminhei dentro dos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. O único problema dessa caminhada foi a época escolhida. Em final de junho e início de julho o calor chega próximo dos 40ºC, o que é bastante desgastante e inapropriado para o trekking. No início de junho há o risco de ainda haver bastante neve nos picos mais altos. Creio que a melhor época seja o outono (set, out), antes das neves do final do ano. É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas em todo o percurso eu montei a barraca no cair da noite (ou quase), desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local. Serra de Gredos 1º DIA - 25/06/19 - de Cuevas del Valle à crista da Serra de Gredos Duração: 4h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1839m na crista da Serra de Gredos Menor altitude: 844m em Cuevas del Valle Resumo: nesse dia encarei a subida inicial da Serra de Gredos a partir da cidade de Cuevas del Valle, com desnível de 995m desde essa cidade à crista da serra Na Estacion Sur em Madri tomei o ônibus da empresa Samar às 11h para a cidade de Cuevas Del Valle. Desci do ônibus às 13h52 e aproveitei que havia um restaurante a poucos metros para uma última refeição decente antes de entrar na trilha. Altitude de 844m. Iniciei a caminhada às 15h05 cruzando o asfalto da N-502 e depois a cidadezinha de Cuevas del Valle no sentido norte. Como era hora da siesta, o lugar estava completamente deserto. O calor ajudava a manter as pessoas dentro de casa, longe daquele sol forte. Há uma bica de água fresca num largo logo à entrada da cidade para abastecer os cantis já que não haverá muitas fontes nesse dia. Passei à direita da Capela de Nossa Senhora das Angústias e na bifurcação seguinte tomei a direita, subindo e seguindo a sinalização da GR 293 em direção a Puerto del Pico (para mais informações sobre as trilhas GR: es.wikipedia.org/wiki/Sendero_de_Gran_Recorrido). Esse caminho é chamado de Calzada Romana. Mas logo tive de fazer a primeira parada na sombra, por 30 minutos, pois o sol estava fritando. Continuando a subida, fui à direita na bifurcação e encontrei um cocho com água corrente, mas cheio de lama ao redor. Às 16h08 cruzei a N-502 e continuei subindo pelo calçamento de pedras da Calzada Romana. Parei mais três vezes na sombra. Às 17h34 cruzei mais uma vez a N-502 e 17 minutos depois parei na última água do dia para completar todos os cantis. O caminho faz um zigue-zague e já se avista Cuevas del Valle bem abaixo. Passo pelas ruínas do Portazgo (posto de pedágio do século 13) às 18h07 e 10 minutos depois termina a Calzada Romana junto à rodovia (altitude de 1371m). Esse lugar se chama Puerto del Pico (puerto em espanhol significa passo entre montanhas) e aqui entro nos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. Puerto del Pico é o limite natural entre os maciços central e oriental da Serra de Gredos. Continuo por caminho paralelo à N-502 com a extremidade oriental do Maciço Central da Serra de Gredos à minha esquerda esperando para ser "escalada". Entrei no primeiro asfalto à esquerda e caminhei apenas 70m até um portão de ferro com mata-burro ao lado. Não cruzei o portão, entrei na trilha à esquerda antes dele às 18h25. Uns 170m depois entroncou uma outra trilha vindo da esquerda e a segui até encontrar uma cerca. Acompanhei a cerca subindo para a esquerda e ao final dela a trilha desapareceu por alguns metros. Segui os totens e a reencontrei. Já estava subindo a encosta da Serra de Gredos. Do outro lado de Puerto del Pico, a leste, avisto bem marcada a trilha de ascensão ao Pico Torozo, este já pertencente ao Maciço Oriental da Serra de Gredos. A subida pareceu ter fim aos 1622m, às 19h28, mas continuou. Procurei me manter à direita para chegar logo à crista. Novamente a subida pareceu ter fim aos 1749m, às 20h19, porém só atingi mesmo a crista da Serra de Gredos às 20h43, aos 1839m. Logo surgiu um aceiro vindo da direita e o tomei para a esquerda. Em 200m cheguei a uma estrada de terra bem no alto da serra (!?) e resolvi parar às 21h17 num lugar plano, abrigado do vento e sem tantas pedrinhas para montar a barraca. A primeira impressão da Serra de Gredos foi empolgante, com ampla visão em 360º. Há muitas formações rochosas de formatos curiosos, com grandes pedras equilibradas umas sobre as outras. Dali do alto também pude contemplar um belo pôr-do-sol às 21h45. Altitude de 1814m. Serra de Gredos 2º DIA - 26/06/19 - pela crista da Serra de Gredos até o Pico Peña del Mediodía Duração: 6h35 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2221m em Peña del Mediodía Menor altitude: 1810m Resumo: caminhada para oeste pela crista da Serra de Gredos, porém quase não há trilha definida. Procurar o caminho (ou abrir caminho) entre as moitas de piorno foi cansativo. Do local onde acampei na crista podia avistar toda a paisagem dos vales ao norte da Serra de Gredos e a continuação da serra para oeste, meu destino nos próximos dias. Deixei o acampamento às 10h42 e voltei a caminhar pela estrada no sentido oeste, mas quando ela fez uma curva para a direita (norte) subi à esquerda sem trilha seguindo totens para me manter na crista da serra. Às 11h39 um amontoado de rochas com uma coluna no topo me chamou a atenção e subi para conferir o que havia ali. Trata-se do cume La Fría, onde foi instalado um vértice geodésico. A visão para oeste se amplia bastante. Na continuação, me deparei com um grupo de cabras montesas que imediatamente fugiu, porém um filhote ficou para trás, no alto de uma pedra, apavorado com a minha presença. Ele saiu bem na foto, rs. A encosta norte da serra nesse ponto tem várias estradas de terra e há mais em construção, o que tira todo o "clima" de montanha do lugar. Às 12h25 cruzei uma fileira de mourões sem cerca (ainda) e 32 minutos depois encontrei uma bica de água quase seca, apenas um fio escorria, mas consegui coletar mais abaixo e bebi o máximo que pude pois as fontes são muito raras nessa serra (essa foi a única água desse dia). Um marco de madeira fincado tem uma plaquinha "Senda Puerto del Arenal". Continuei às 13h55 e 190m depois cheguei a uma placa em que se lê: Puerto del Arenal - Ruta Navarredonda-Puerto del Arenal PR-AV 45 (mais informações sobre as trilhas PR em es.wikipedia.org/wiki/Peque%C3%B1o_Recorrido). Nesse ponto chega uma trilha que vem da localidade de El Arenal pela vertente sul da Serra de Gredos e que serve como rota de fuga ou início alternativo a esse trekking. Já vinha avistando El Arenal lá embaixo no vale desde o Pico La Fría. Às 16h11 outra placa: Puerto de La Cabrilla - PR-AV 44, que é outro caminho de El Arenal a Navarredonda de Gredos. A partir daqui a serra começa a se mostrar mais florida pois surgem os grandes campos de piorno, que dá flores amarelas em abundância. A dificuldade era abrir caminho entre os piornos já que não encontrava trilha definida e contínua. Às 20h05 alcanço a maior altitude do dia no Pico Peña del Mediodía, de 2221m, também com uma coluna e um vértice geodésico. A partir desse pico aparece uma trilha ininterrupta, antes só pedaços de trilhas. Continuando para oeste, 400m depois do pico desvio alguns metros à direita até um marco de granito para fotos. A partir do marco a trilha inicia uma longa descida a um outro "puerto". Desconfiei que seria difícil encontrar um lugar plano para a barraca, então procurei nas imediações do marco, onde o terreno era plano e as moitas de piorno me davam alguma proteção contra o vento. Altitude de 2211m. Cabra montesa e ao fundo os picos Almanzor e La Galana 3º DIA - 27/06/19 - do Pico Peña del Mediodía ao Refúgio Elola Duração: 8h30 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2262m Menor altitude: 1948m na Laguna Grande Resumo: continuação pela crista da Serra de Gredos passando por dois refúgios em ruínas e descida ao Circo de Gredos, com a Laguna Grande e o Refúgio Elola Iniciei a caminhada do dia às 9h10, passei pelo marco de granito e comecei a descer ao Puerto del Peón. A decisão de acampar lá no alto se mostrou muito acertada pois encontrei um grupo enorme de jovens bivacando cerca de 300m antes do puerto. Como é proibido montar barraca eu teria no dia anterior que caminhar bem mais e me afastar deles para poder acampar. Às 9h42 passei pela placa que indica o Puerto del Peón, local que marca uma travessia no sentido sudeste-noroeste da Serra de Gredos e que provavelmente era o roteiro daquele grupo pois não os vi mais. Na continuação para sudoeste, a trilha cai por algum tempo para a vertente norte da serra e depois obriga a subir à crista outra vez. Cruzo mais campos de piornos floridos mas em seguida chego a uma região mais árida da serra, um local praticamente só de pedras, e ali, às 11h14, me deparo com as ruínas do Refúgio Los Pelaos, todo de pedras. Há bons espaços para pernoitar protegido do vento desde que você não se impressione com as paredes prestes a desabar. O local também é rota de uma travessia no sentido norte-sul da Serra de Gredos. Uma caminhada alternativa seria subir ao Pico La Mira, de 2343m (desnível de apenas 91m desde as ruínas), mas não encarei. O mais importante: tem água. Às 12h33 prossegui na trilha para oeste e 190m após as ruínas atinjo a maior altitude do dia, 2262m (alcançarei outra altitude igual ainda nesse dia). No horizonte a oeste já avisto uma cordilheira com os picos Almanzor, La Galana e o passo Portilla del Rey, pelo qual passarei entre a Laguna Grande e as 5 Lagunas. A trilha volta a cruzar o tapete amarelo de flores e a crista continua o seu sobe-e-desce. Caminho por alguns trechos com calçamento de pedras. Às 15h05 fui à esquerda (sudoeste) numa bifurcação seguindo os totens, sem trilha definida (à direita teria descido a um estacionamento chamado La Plataforma). Campos de piorno Às 15h21 avistei a oeste o Refúgio del Rey, ainda bem distante. Desci e ao subir ao topo da colina seguinte visualizei a trilha à frente e abaixo. Desci novamente e a encontrei às 16h29. Com mais 8 minutos cheguei ao Puerto de Candeleda (com placas indicando ser a PR-AV 46), outra rota que cruza a serra de norte a sul. Parei para descansar e comer, e para meu espanto apareceu um outro louco solitário fazendo a travessia da serra com um enorme mochilão com não-sei-quantos litros de água. Conversamos um pouco e ele seguiu na frente. Às 17h22 continuei na direção oeste numa longa subida, percorrendo depois uma crista para o norte. Às 18h06 fui à direita numa bifurcação para ver de perto as ruínas do Refúgio del Rey. Ao lado fizeram um cercado com as pedras desabadas que serve como abrigo do vento para um bivaque. Perto do refúgio encontrei água quase parada mas 80m à frente (norte) havia uma ótima bica. Continuei para o norte por uma trilha larga às 18h55. Às 19h17 cheguei a uma cabeceira de vale com capim bem verde e bastante água, ao contrário da secura que vinha enfrentando até aqui. Seguindo os totens cruzei o riacho e subi por um caminho construído com pedras, passando por pequenas lagoas. Às 19h52 uma bonita visão para a esquerda (oeste) das montanhas pontiagudas próximas à Laguna Grande, meu destino nesse dia. Porém a laguna estava bem longe ainda e a descida direta para oeste não se mostrou animadora pela inclinação e ausência de trilha. O jeito foi continuar para o norte, dando uma volta bem grande, mas por trilha bem marcada e segura. Aqui atinjo também a maior altitude do dia, 2262m. Fui à esquerda na bifurcação e comecei a descer. Às 20h33 cheguei a uma bifurcação em T e continuei descendo para a esquerda. À direita se vai à Plataforma e esse é um caminho bastante usado para chegar ao Refúgio Elola. Passei por uma fonte de água e continuei no rumo sudoeste até as margens da Laguna Grande. Contornei toda sua margem leste e sul para enfim chegar ao Refúgio Elola às 21h36, quase no pôr do sol. Esse local é conhecido como Circo de Gredos. Este refúgio foi o único que encontrei guardado, ou seja, com guardas, que aliás estavam jantando e por sorte sobrou alguma janta para mim também. Dentro do refúgio deve-se usar apenas chinelos ou crocs, disponíveis em prateleiras na entrada. Há armários com chave. Os quartos são coletivos e têm beliches bem largas onde dormem muitas pessoas uma ao lado da outra, por sorte havia pouca gente e não precisei dormir espremido. A reserva costuma ser obrigatória mas pelo número pequeno de hóspedes não houve problema em não tê-la feito. O banheiro não tem vaso sanitário e sim uma peça de metal com buraco no chão, como no Nepal. Altitude de 1958m. Talvez o principal destino dos montanhistas que procuram esse refúgio seja o Pico Almanzor, o mais alto da Serra de Gredos, com 2591m.
  15. Ola galera, sou o Rafael do site Follow the Portuga e estou deixando meu relato do belo Vilarejo do Vale do Capão na Chapada Diamantina, para quem quiser ver mais fotos tenho o instagram @followtheportuga e para mais relatos o facebook Follow the Portuga. Vale do Capão é outro lugar famoso da Chapada Diamantina, um vilarejo pequeno e simples com um estilo mais roots do que Lençóis. Aqui ficamos 03 dias também para aproveitar algumas coisas da região, não deu para fazer tudo, mas o que fizemos foi de valer a pena. A cada dia que passava a Chapada me encantava mais. Então vamos ao relato: - Hospedagem Ficamos hospedados em uma pequena pousada no Vale do Capão, ficava a 05 minutos andando do centro da cidade, o lugar era bem tranquilo, e o preço também, 30 reais por pessoa em um quarto com banheiro. A região oferece muitos tipos de hospedagem para todos os bolsos, não recomendarei onde fiquei porque o banho era frio e a maçaneta na porta estava sempre quebrada, não acho justo recomendar esse local a vocês, mas sei que essas coisas acontecem, e não quero queimar o filme dos caras rs. Recomendo testar o chuveiro antes de fazer o check in. - Transporte Infelizmente no Brasil o turismo não tem o investimento e a estrutura que merecem, geralmente se você não tiver um carro, você não conseguira chegar a lugar nenhum, só se estiver viajando de bike ou carona, pois se depender de transporte público dificilmente chegara aos lugares turísticos, ou então vai ter que depender de agências de viagem que vão cobrar o olho da cara e nem é em toda cidade que elas existem. O que posso recomendar é ter um carro, ou alugar um, pegar o mapa da cidade com os pontos de seu interesse e dirigir ate ele, aqui você já tem dicas dos principais pontos, jogue no google maps e vá. No Vale do Capão, existem algumas empresas de turismo, isso facilita para quem não tem carro, ou que não queira alugar um por lá, a questão é que tem muito passeio que daria para fazer sem guia, nem nada, somente indo ao lugar, mas sem carro, sem chance, você terá que fechar passeio nas agências, não tenho nada contra elas, só que eles tem tudo planejado, caso você goste mais de algum lugar e queira ficar mais algum tempo, não será possível, você acaba perdendo um pouco da sua liberdade, algumas pessoas acabam fechando passeio já em Lençóis também para conhecer essa região. - Alimentação No centro da cidade tem alguns mercadinhos onde é possível comprar algumas coisas para cozinhar, os mercados são bem simples, mas tem o básico. Existem alguns restaurantes no centro da cidade, mas o que chama atenção é o pastel de palmito de jaca, você precisa experimentar, é muito bom. Tem uma argentina que vende pizzas em cima de uma pedra, vale a pena também. - Segurança Vale do Capão por ser toda voltada ao turismo acaba se tornando muito segura. Não tivemos nenhum problema, mesmo deixando o carro na rua durante 2 dias a noite, não aconteceu nada. - Passeios Cachoeira do Riachinho: No caminho para o Vale do Capão, você encontrara esse complexo, a entrada custa apenas 06 reais. Um lugar muito bonito, para relaxar e curtir uma bela cachoeira. Não tem como não achar, porque ela fica bem na estrada e tem uma placa muito grande avisando. Cachoeira da Fumaça: Esse foi um dos pontos altos da viagem, um trekking de 06 km para ir e 06km para voltar, você consegue conhecer a incrível Cachoeira da Fumaça, o lugar é impressionante, um dos mais bonitos que vi por lá. A entrada é gratuita, mas caso você queira deixar uma doação para os guias que tomam conta do lugar, eles aceitam. A entrada fica na estrada também, muitos carros param pela região para começar a fazer a trilha a pé. Trekking do Morrão e Cachoeira da Água Clara: Escolhemos esse trekking pela possibilidade de fazer sozinhos, sem guia e com custo zero, e por ser uma trilha menos conhecida, teríamos pouca gente e poderíamos curtir toda a natureza do lugal. Foram 16 km para ir e voltar sempre em linha reta, passando por lugares lindos dentro do Parque, é um pouco difícil chegar de carro ate o inicio dela, a melhor coisa é ir perguntando aos poucos, é mais difícil chegar de carro ate o inicio da trilha do que a própria trilha hehehe. Essa foi nossa passada por Vale do Capão, um lugar incrível cheio de trekkings, mas agora estava na hora de ir mais para o sul, com destino a Mucegê. Follow me.
  16. Siete Picos Início: Cercedilla Final: Cercedilla Duração: 5 dias Maior altitude: 2427m no Pico Peñalara Menor altitude: 1027m na ponte sobre o Rio Manzanares Dificuldade: média para quem está acostumado a trilhar com mochila cargueira. Há muita subida e muita descida todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 1227m (4º dia) e 1435m (1º dia). A Serra de Guadarrama se localiza a cerca de 70km a norte-noroeste de Madri e é avistada tanto dessa cidade quanto da cidade de Segóvia. Há vários roteiros possíveis de caminhada pela serra, com durações que vão de um a vários dias, porém o acampamento selvagem é proibido no parque (bem como em toda a Espanha), sendo permitido apenas o bivaque acima dos 2100m e somente por uma noite. Eu escolhi fazer um trajeto de forma circular a partir da cidade de Cercedilla que percorresse seis dos cumes mais altos dessa serra: Peñalara (2427m), Cabeza de Hierro Mayor (2376m), Bola del Mundo ou Alto de las Guarramillas (2254m), La Maliciosa (2219m), Siete Picos (2117m) e Peña Águila (2011m). Essas altitudes parecem bastante modestas, inclusive se comparadas às montanhas mais altas do Brasil, porém todas ficam cobertas de neve no inverno, o que obriga ao uso de equipamentos apropriados. Vista do Pico Peña Águila 1º DIA - 17/06/19 - de Cercedilla a Puerto de Cotos com subida do Pico Peña Águila Duração: 8h05 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2011m no Pico Peña Águila Menor altitude: 1140m na ponte do Rio de la Venta, em Cercedilla Resumo: nesse dia encarei as primeiras subidas da caminhada com desníveis de 871m desde Cercedilla ao Pico Peña Águila, depois 149m até Puerto de la Fuenfría e 415m da rodovia CL-601 até Puerto de Cotos Na estação Chamartín, em Madri, tomei às 8h10 o trem Renfe com destino à pequena cidade de Cercedilla, aonde cheguei às 9h20. Demorei algum tempo para encontrar o início da trilha para o Pico Peña Águila pois não havia indicação e a trilha não era nada óbvia. O trajeto é o seguinte: saindo da estação do trem deve-se descer a rua à esquerda por 100m até sua guinada para a esquerda, onde passa num túnel por baixo da linha férrea - exatamente na guinada deve-se cruzar a ponte (Rio de la Venta) e o estacionamento em frente para encontrar sob as árvores a trilha com placas de Sendero Ródenas (toda pichada) e Camino Puricelli (com mapa). Outra alternativa é caminhar a partir da plataforma da estação ao longo da linha férrea para oeste e encontrar a mesma trilha num ponto acima das citadas placas. A partir das placas a trilha sobe em zigue-zague até uma rua de terra que deve ser tomada para a direita, subindo (a trilha que sai à direita antes da rua não serve). O casarão bem em frente à trilha funcionava como Albergue El Colladito, mas agora é uma escola infantil. Dali já avistei os Siete Picos, o Pico Bola del Mundo (Alto de las Guarramillas é o nome verdadeiro) e Pico La Maliciosa, meus objetivos para os próximos dias nesse trekking, todos a nordeste. Eram 10h20. Caminhei 640m por essa rua de terra (ignorando um caminho que sai para a direita logo no início dela) e às 10h32 entrei numa trilha à direita onde há uma placa de Parque Regional de la Cuenca Alta del Manzanares. É um atalho que me levou a caminhar entre muros de pedra e subir a uma clareira alta com a primeira visão ampla para as serras, com destaque para os Siete Picos. Caminhando na direção de uma casa vazia à esquerda reencontrei a estrada de terra e segui nela para a direita, mas por apenas 200m pois entrei na trilha à esquerda, subindo entre pinheiros. Ali há um cocho de pedra com água corrente. Nas árvores há marcações de PR (Pequeño Recorrido = Percurso Pequeno), que são duas faixas horizontais, uma branca acima e outra amarela abaixo. Para mais informações: es.wikipedia.org/wiki/Pequeño_Recorrido. Às 11h55 cruzei uma estrada de terra (com círculos vermelhos pintados nas árvores) e continuei subindo pela trilha. Alcancei enfim às 12h09 a crista da serra e nela uma bifurcação em T, onde fui para a direita (norte). Nesse ponto estou entrando na famosa e longa trilha GR 10, que vai de Valência a Lisboa (as marcações em tinta branca e vermelha vão aparecer mais acima). Não cruzo o muro de pedra da crista por enquanto. Deixo para trás a floresta de pinheiros e continuo paralelamente ao extenso muro de pedras. Já avisto o cume do Pico Peña Águila, com as encostadas tomadas pelo tapete amarelo das flores piorno. A trilha cruza finalmente o muro de pedras apenas 140m antes do cume, aonde cheguei às 13h17. Visão espetacular num dia de céu limpíssimo: La Pinareja e Montón de Trigo ao norte (cumes da Serra Mujer Muerta); Peñalara a nordeste; Siete Picos, Cabeza de Hierro Mayor, Cabeza de Hierro Menor, Bola del Mundo (esses três em Cuerda Larga) e La Maliciosa a leste. Altitude de 2011m e desnível de 871m desde Cercedilla. O vento estava forte e bem frio e usei o muro de pedra como proteção para tomar meu lanche. Pico Peña Águila com piornos floridos Às 14h iniciei a descida no sentido oposto ao que cheguei (nordeste) e em 12 minutos caí numa estradinha de terra muito chata. Caminhei por ela até um portão de ferro que cruzei às 14h42 e fechei com atenção seguindo a recomendação da placa (para o gado não fugir). Ali passava uma estrada tediosa de terra, mas procurei por trilha e encontrei uma no sentido nordeste, não muito óbvia no começo. A ela entroncou uma outra vindo da direita chamada Camino Viejo de Segovia. Atravessei uma ponte de madeira (água boa), outra ponte (quase sem água) e à direita surgiu a trilha conhecida como Calzada Romana. A Calzada Romana faz uma curva para a direita e eu preferi me manter no Camino Viejo de Segovia por ser mais direto, por isso segui à esquerda. Porém 190m depois fui à direita e passei a caminhar pela larga Calzada Romana, mas por menos de 100m pois alcancei uma estrada de terra às 16h06. Esse é um importante cruzamento de caminhos, inclusive de uma das rotas do Caminho de Santiago: Puerto de la Fuenfría. Observação: se tivesse caminhado à esquerda na estrada tediosa teria continuado na GR 10 e chegado a esse mesmo lugar. A partir dali a GR 10 toma a direção sul. Um dos significados da palavra puerto em espanhol é "paso entre montañas" ou "collado de montaña", portanto os puertos costumam ser lugares altos que dão passagem de uma vertente a outra da serra/montanha. Após a subida até esse puerto iniciaria uma suave descida. Há diversas placas nesse local indicando e explicando os muitos caminhos que por ali passam. Tantas placas que levei algum tempo para encontrar qual seria a continuação do meu caminho em direção a Puerto de Cotos. Mas era só continuar no meu sentido nordeste por uma estradinha de terra entre pinheiros. Um cocho de pedra tinha água corrente. Na primeira bifurcação fui à direita e na segunda, à esquerda. Às 16h44 a estradinha vira trilha e passo a caminhar pelo Carril del Gallo (sem placa mostrando essa informação). Às 17h41 cheguei a uma grande clareira usada como pasto e parei para descansar por 17 minutos com uma vista bastante ampla e bonita. Continuei no sentido sul (e depois leste) e reentrei na mata de pinheiros. Cruzei uma ponte de troncos e 130m depois alcancei uma estrada de terra, que tomei para a esquerda (norte) (aqui fui explorar uma alternativa à estrada mas não deu em nada, a trilha fechou; gastei 40min nisso). Desprezando as trilhas que nasciam dessa estradinha, às 19h11 cheguei ao asfalto da CL-601, exatamente num local chamado Las 7 Revueltas. Cruzei a cancela e desci à esquerda até uma cancela igual (à direita), onde tomei a estradinha de asfalto entre pinheiros. Altitude de 1409m. Parei para descansar por 22 minutos. Nas bifurcações continuei no asfalto até encontrar às 20h35 uma estradinha de terra à direita com placa de Puerto de Cotos a 3,2km. Passei por quatro riachos e alcancei as casas de Puerto de Cotos às 21h33, ainda com luz do dia (o sol estava se pondo às 21h45). Altitude de 1824m (desnível de 415m desde o asfalto da CL-601). Puerto de Cotos não chega nem a ser uma vila, o lugar se resume a uma estação de trem onde funciona um refúgio de montanha (El Refugio de Cotos), o Centro de Visitantes do Parque Nacional Sierra de Guadarrama e um bar-restaurante (Venta Marcelino). Como é proibido acampar de forma livre e não há camping pago busquei hospedagem no refúgio, onde fui o único hóspede da noite já que era uma segunda-feira (no final de semana estava lotado). Lá fui atendido pelo Carlos, que me preparou um saboroso jantar. O único problema ali foi o banho pois a água não esquentava de jeito nenhum. Além do trem há ônibus ligando Puerto de Cotos a Madri (veja nas informações adicionais). Laguna de los Pájaros 2º DIA - 18/06/19 - Pico Peñalara Duração: 5h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2427m no Pico Peñalara Menor altitude: 1816m na estação de trem de Puerto de Cotos Resumo: circuito passando pelo cume do Pico Peñalara a partir de Puerto de Cotos num desnível de 611m Após o café da manhã no Refugio de Cotos e uma boa enrolação saí às 11h36 para subir o Pico Peñalara com mochila de ataque apenas. Meu plano era subir pela crista do lado sul-sudoeste e descer pelo lado norte-nordeste, retornando pela face leste do pico. Passei pelo Centro de Visitantes Peñalara do Parque Nacional Sierra de Guadarrama para pegar informações e continuei no sentido nordeste por 370m. Logo após a curva do Mirador de la Gitana continuei pela trilha principal, a RV2, à esquerda (voltaria pela trilha da direita, a RV8). Após vencer um desnível de 611m desde o refúgio, com trechos em zigue-zague e grandes manchas de neve próximas ao caminho, alcancei o cume do Pico Peñalara às 13h34. Ele é o ponto mais alto da Serra de Guadarrama e das províncias de Madri e Segóvia. Dali se avistam Cabeza de Hierro Mayor, Cabeza de Hierro Menor, La Maliciosa e Bola del Mundo ao sul; Siete Picos, Peña Águila, Montón de Trigo e La Pinareja a sudoeste; Segóvia a noroeste. Iniciei o retorno às 14h46 seguindo a crista no sentido norte-nordeste. Cerca de 540m depois, num trecho com grandes blocos de pedra, desci pela face direita da crista, mas estava errado, o caminho foi sumindo e a descida se complicando. Voltei e desci pelo lado oposto, à esquerda da crista, onde havia uma trilha mais fácil. Observei depois que algumas pessoas continuavam pelo alto da crista, mas pelo que vi é preciso saltar grandes blocos de pedra bastante expostos. Desci por trilha bem marcada e alcancei às 16h45 a Laguna de los Pájaros, onde uma placa alerta para a proibição de banho e a permanência a menos de 3m da margem para evitar a mortalidade de anfíbios, entre outros motivos (porém poucos minutos depois encontrei vacas pastando livremente às margens de outras lagoas). Ali tomei a trilha da direita (sul) e efetivamente iniciei o retorno a Cotos. Cruzei com um grupo grande com mochilas cargueiras que pretendia bivacar no Peñalara sem nenhum medo do vento frio da noite. Às 18h13 parei para fotos no Mirador de Javier e tomei o atalho que sai à direita dele para alcançar em 12 minutos a Laguna Grande de Peñalara, que é cercada com um cabo de aço para evitar a aproximação. Saindo da Laguna Grande às 18h54 desci por uma passarela de madeira e depois trilha até a casinha de vigilância e continuei na trilha em frente (ignorando as trilhas da direita e da esquerda). Reentrei na mata, passei por uma bica e reencontrei a trilha da ida (RV2) às 19h38. Passei pelo Centro de Visitantes, pela Venta Marcelino (fechada) e estava de volta ao refúgio às 20h10. La Pedriza 3º DIA - 19/06/19 - de Puerto de Cotos a La Pedriza Duração: 7h50 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2376m no Pico Cabeza de Hierro Mayor Menor altitude: 1478m no acampamento em La Pedriza Resumo: subida de Puerto de Cotos ao cordão montanhoso Cuerda Larga num desnível de 560m e descida ao "parque" rochoso de La Pedriza num desnível de 898m Há dois caminhos possíveis para subir à crista de Cuerda Larga a partir de Puerto de Cotos. Um deles sai diretamente para o sul e passa próximo ao Albergue El Pingarron, o outro sai para leste e é 1,3km mais longo, porém foi o que escolhi (talvez tenha menos sobe-e-desce). Saí do refúgio às 10h53 no sentido leste e atravessei todo o estacionamento que fica ao longo da rodovia M-604. No final do estacionamento desci uma escada de madeira e encontrei na mata a trilha que me levaria a Cuerda Larga. Porém ao sair da mata, apenas 170m depois, a trilha sumiu. Cruzando o campo na direção sudeste, entrei em outra mata e reencontrei a trilha junto a uma pequena ponte de tábuas. Uma outra trilha entroncou nessa vindo da rodovia também. Um círculo amarelo pintado nas árvores confirma o caminho. Tomo o rumo sul e depois sudeste, direções que manterei por algum tempo. Cruzo um riacho pelas pedras e desemboco numa estrada, na qual vou para a esquerda, descendo. Atravesso a ponte sobre o Arroyo de las Cerradillas. Encontro outra estrada às 12h01 e desta vez vou para a direita, subindo por um vale com o Arroyo de las Cerradillas à direita. Surgem caminhos à esquerda que exploro tentando evitar a monotonia da estrada, mas foi só perda de tempo (apesar dos sinais vermelhos pintados nas árvores). Felizmente logo a estrada vira trilha (na bifurcação vou à direita), cruzo três pontes, a trilha dá uma guinada para o norte e chego a uma bifurcação com placas às 14h34. Da direita vem a trilha do Albergue El Pingarron, o outro caminho de Cotos. Eu sigo para a esquerda retomando o rumo sul. Cruzo quatro riachos em sequência, formadores do Arroyo de las Cerradillas. Alcanço o limite das árvores (1825m) e passo a subir por entre moitas de piornos floridos. Depois vem a parte mais inclinada da encosta da serra com a dificuldade de caminhar por um terreno chamado de canchal (em espanhol) ou scree (em inglês), uma ladeira de pedras desmoronadas. Cruzo um riacho para a direita às 15h26 e essa será a última água até descer para a outra vertente no final do dia. La Pedriza Às 16h40 alcanço enfim a crista de serra conhecida como Cuerda Larga. Desnível de 505m desde as placas. Dali avisto as formações rochosas de La Pedriza, a cidade de Manzanares El Real, meu objetivo deste dia, e bem distante no horizonte a capital Madri. Sigo para a esquerda (nordeste) na bifurcação em T às 17h02. O Pico Cabeza de Hierro Menor (2374m segundo a Wikipedia), segundo mais alto de Cuerda Larga, fica apenas 300m à direita dessa bifurcação, mas não fui até ele. Seguindo pela crista (PR-M 11), um desvio de apenas 40m à esquerda me leva ao cume mais alto de Cuerda Larga, o Pico Cabeza de Hierro Mayor, com 2376m de altitude pelo meu gps. Ele é o segundo em altitude da Serra de Guadarrama, perdendo apenas para o Peñalara. Avisto lá do alto o estacionamento de Puerto de Cotos onde iniciei a caminhada desse dia e também as montanhas: Peñalara ao norte; La Pinareja, Montón de Trigo, Siete Picos, Peña Águila e Bola del Mundo a oeste; La Maliciosa a sudoeste; La Pedriza e Manzanares El Real a sudeste; e ao sul-sudeste os prédios de Madri. Desnível de 560m desde o refúgio em Puerto de Cotos. Continuando pelo sobe-e-desce da crista no sentido leste passo pelos outros cumes de Cuerda Larga: às 18h08 pela Loma de Pandasco (2247m, segundo a Wikipedia, não fui medir cada um), às 19h06 por Navahondilla (2234m) e às 19h15 por Asómate de Hoyos (2242m). Nesse trajeto tive o primeiro contato com as cabras montesas e estavam em grande número, mas são mansas e ariscas. Cerca de 310m após o último cume sigo os totens e faixas pintadas à direita e abandono a crista de Cuerda Larga, que segue para nordeste, em favor de uma crista secundária a sudeste que me leva ao "parque" rochoso de La Pedriza. O lugar é incrível, com formações fantásticas de granito, algumas lembrando o nosso Parque Nacional de Itatiaia. Há inúmeros caminhos em La Pedriza, muitos deles usados por escaladores para acesso às pedras e suas vias. Vários outros levam ao vale do Rio Manzanares, o qual eu deveria percorrer para alcançar o Camping El Ortigal, a caminho da cidade de Manzanares El Real. Dos muitos caminhos ao Rio Manzanares optei pelo mais direto, passando pelo Refugio Giner de los Rios (PR-M 2). Após descer 330m (de altura) desde a crista de Cuerda Larga pela PR-M 2, às 21h02 chego a uma bifurcação em T em Collado del Miradero e vou para a esquerda (ainda PR-M 2), reentrando no bosque de pinheiros cerca de 100m depois. Voltam a aparecer as fontes de água e com elas os locais propícios para o bivaque para quem se aventura escalando as muitas pedras do entorno. Já estava começando a anoitecer (quase 22h) e o camping ainda estava muito longe, então parei no primeiro local plano que encontrei, na altitude de 1478m, para pernoitar. Sierra de los Porrones 4º DIA - 20/06/19 - de La Pedriza a Puerto de Navacerrada Duração: 8h10 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2254m no Pico Bola del Mundo Menor altitude: 1027m na ponte sobre o Rio Manzanares Resumo: descida de La Pedriza ao Rio Manzanares, em seguida subida aos picos La Maliciosa e Bola del Mundo e descida a Puerto de Navacerrada. Diferença de 1227m entre os pontos mais alto e mais baixo do dia. Esse dia e o dia seguinte são de escassez de água. É preciso reabastecer os cantis nas poucas fontes encontradas no começo desse dia para durarem até a tarde do dia seguinte (a menos que se consiga água em Puerto de Navacerrada, que não foi o meu caso). De manhã fui explorar o entorno do local onde acampei e encontrei um lajedo com pedras de diversos formatos e tamanhos, uma miniatura do Lajedo do Pai Mateus de Cabaceiras(PB). É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas eu montei a barraca já à noite, desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local. Comecei a caminhar às 8h18 ainda descendo. Apenas 340m depois do local de pernoite, aos 1433m de altitude, encontrei um cruzamento de trilhas mas fui em frente pois era o caminho mais rápido ao Refugio Giner de los Rios e depois ao Rio Manzanares. Continuo na PR-M 2. Aos 1256m encontrei a primeira água do dia. Às 9h28, na altitude de 1179m, uma placa aponta para o refúgio à esquerda, num desvio de 150m da trilha principal. Cruzei uma pequena ponte e depois uma clareira para subir ao refúgio, que encontrei em bom estado porém trancado. A bica ao lado estava quase seca. A clareira tem espaço de sobra para acampar porém logo cedo já começam a passar os trilheiros e escaladores uma vez que há um estacionamento a 2km dali. Voltei à trilha principal às 10h08. Às 10h39 cheguei ao Punto de Información Canto Cochino, mas estava fechado (só abre de sábado, domingo e feriado das 9h às 17h). Esse é o ponto de convergência de pelo menos quatro trilhas que descem de La Pedriza e as placas indicam esses caminhos. Foi também o local onde vi mais gente. Dali tomei a direção sul por um calçamento e cruzei às 10h58 a ponte sobre o Rio Manzanares, encontrando do outro lado uma estrada e um pequeno estacionamento. Essa ponte é o ponto de menor altitude do dia e de todo o trekking (1027m) e a última água do dia. A estrada quebra para a direita e ao fazer uma curva para a esquerda encontro dois grandes estacionamentos e um ou dois bares (se fosse ao Camping El Ortigal teria que tomar a direção sul aqui). Ao final dos estacionamentos cruzo o asfalto e entro na trilha em frente (oeste). Na bifurcação uns 35m depois vou à esquerda (pois a direita morre no asfalto mais à frente). Cerca de 1,1km depois da bifurcação chego às 11h31 a um cruzamento de trilhas, onde vou para a esquerda, quase voltando. Meu objetivo é subir à crista da Sierra de los Porrones e descer à cidade de Puerto de Navacerrada para pernoite. Sierra de los Porrones Não percebi uma trilha saindo para a direita e subi até um muro de pedras que fui contornando para a direita até reencontrar a trilha no sentido oeste novamente. Às 12h21 cruzei uma estrada de terra e parei para descansar e me refrescar do forte calor. Os insetos também estavam incomodando um bocado. Nesse ponto há algumas placas e uma delas apontava para o Pico La Maliciosa, meu destino. Faixas amarelas e brancas pintadas indicam ser uma rota de Pequeño Recorrido, nesse caso a PR-M 16. Havia um cocho de pedras mas as bicas estavam secas. Às 13h05 retomei a caminhada agora subindo bastante. Nessa subida pela encosta norte da Sierra de los Porrones tive de fazer mais algumas paradas longas porque o calor estava me tirando a energia. Às 15h53 atingi a crista da serra e fui à direita na bifurcação, subindo, pois a trilha da esquerda desce pela vertente sul da serra. Às 17h22 avistei uma grande formação rochosa à frente e uma nítida trilha subindo ao seu cume: era o Pico La Maliciosa, uma dura subida ainda a enfrentar. As árvores desaparecem. Alcancei o cume de La Maliciosa às 18h57 e havia mais duas ou três pessoas. Conversei com um rapaz de Madri que veio fazer um bate-e-volta desde a capital até esse pico e já ia retornar! La Maliciosa é o pico mais alto da Sierra de los Porrones, com 2219m, e dali se avistam: Bola del Mundo e Pico Peñalara ao norte; Cabeza de Hierro Mayor e Cabeza de Hierro Menor a nordeste; La Pedriza a leste; Manzanares El Real e o reservatório Embalse de Santillana a sudeste; Madri ao sul-sudeste; Navacerrada a sudoeste (não é Puerto de Navacerrada, que fica mais acima e não se vê dali); Peña Águila e Siete Picos a oeste. Retomei a caminhada às 19h18 em direção a Bola del Mundo e suas horríveis antenas parecendo três foguetes prestes a ser lançados. Continuei pela crista da serra por mais 520m no sentido noroeste e tomei a direita (norte) na bifurcação onde a esquerda desce a vertente sul em direção à cidade de Navacerrada. Desci por um caminho de pedras com bifurcações mantendo a direita e cruzei na parte mais baixa uma outra trilha que corria no sentido leste-oeste. Subi a encosta oposta por caminho largo e cheguei a Bola del Mundo, ou Alto de las Guarramillas, às 20h32. Aqui retorno ao cordão montanhoso Cuerda Larga já que esse pico é o mais ocidental dele, com altitude de 2254m. Mas aquelas antenas causam tanto incômodo que não parei, segui para oeste, agora por estradinha concretada (350m a leste de Bola del Mundo se situa o Ventisquero de la Condesa, local onde nasce o Rio Manzanares, mas não fui até lá para conferir se seria fácil coletar água abaixo do nevado). Desci 850m pela estradinha e cheguei a um bar-restaurante que deve funcionar somente no inverno, quando a pista de esqui da face oeste da montanha entra em atividade. Ao lado do bar-restaurante fica a chegada do teleférico que parte de Puerto de Navacerrada, mas a inclinação e o terreno de pedras soltas dificultam a descida direta por ali. Tive de descer pela estradinha de concreto mesmo, com todas as suas curvas e zigue-zagues. Às 21h35 cruzei a cancela ao lado do ponto de partida do teleférico e com mais 5 minutos cheguei a Puerto de Navacerrada, cortada pela rodovia M-601. Altitude de 1862m. Procurei hospedagem no Albergue Peñalara, mas estava fechado. O único lugar aberto e funcionando era o Hotel Residência Navacerrada, porém a mulher fez uma cara de assustada quando me viu entrar de mochila cargueira nas costas e foi logo dizendo que o hotel estava lotado. Já era noite. A única saída era acampar. Procurei o início da trilha do dia seguinte, desviei para dentro da mata com lanterna e encontrei um lugar plano, espaçoso e muito discreto para montar a barraca a menos de 300m da rodovia. Há trem e ônibus ligando Puerto de Navacerrada a Madri (veja nas informações adicionais). Siete Picos 5º DIA - 21/06/19 - de Puerto de Navacerrada a Cercedilla Duração: 6h05 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2117m no Pico Somontano, em Siete Picos Menor altitude: 1149m na ponte do Rio de la Venta, em Cercedilla Resumo: subida de Puerto de Navacerrada aos Siete Picos num desnível de 255m e descida a Cercedilla num desnível de 968m Desmontei acampamento e voltei à rodovia para ver se havia algum lugar aberto para tomar um café da manhã, mas continuava tudo fechado. Iniciei a caminhada do dia às 8h45 entrando na trilha sinalizada como "Sendero Arias" e "Estacion Ferrocarril" localizada entre o Hotel Residência Navacerrada e o estacionamento dos restaurantes/cafeterias mais acima. Após uma plataforma de teleférico à esquerda o caminho trifurca e fui para a direita. Cruzei uma cancela de ferro e subi à direita e depois esquerda na bifurcação. Cheguei a uma cerca de troncos finos que delimita uma pista de esqui pequena (talvez para iniciantes) e parei para tomar meu desjejum. Às 9h41 continuei subindo pela floresta de pinheiros e alcancei uma grande clareira com outro teleférico. À frente (oeste) já avisto toda a extensão dos Siete Picos. Percorro no sentido sudoeste por 230m um caminho largo que vem do teleférico mas o abandono para tomar um outro um pouco mais estreito à esquerda que me leva à formação rochosa com a pequena estátua da Virgen de las Nieves. Dali se avistam o Pico Peñalara, Bola del Mundo, Puerto de Navacerrada e La Maliciosa. A trilha continua a partir dali e corre paralela ao caminho largo que abandonei. Às 10h48 chego a uma grande clareira gramada onde caberiam muitas barracas, ainda com um lindo mirante uns 100m depois (porém não há água). Retomo às 11h07 o caminho largo que havia abandonado e ele começa a se estreitar ao cruzar uma outra trilha - continuo em frente (noroeste) e tomo a esquerda na bifurcação 45m depois. Começo a subir em direção aos cumes de Siete Picos. Nos 2109m de altitude vou à esquerda numa bifurcação em T e 165m depois já estou no ponto mais alto, o pico conhecido como Somontano, de 2117m, às 11h44. Desnível de 255m desde Puerto de Navacerrada. Porém uma forte neblina havia tomado conta do lugar, mal me deixando ver a formação rochosa do pico, o mais oriental do conjunto. Piornos floridos Às 12h12 continuo pela trilha da crista, que se divide em várias, mas tento sempre me manter na mais alta. Passo por mais um dos cumes, ainda com muita neblina, e às 12h38 surge uma bifurcação em que se deve continuar à esquerda pois a direita desce a vertente norte da montanha. Na bifurcação seguinte vou para a esquerda e passo por mais um dos cumes. A neblina começa a se dissipar e o dia volta a ficar perfeito para fotos. Paro por 46 minutos para almoçar e curtir o visual. Antes de descer a encosta sul da montanha faço um desvio de uns 50m para alcançar mais um dos cumes às 14h37. A partir desse ponto inicio a descida e aos poucos reentro na mata de pinheiros. Na altitude de 1906m saio da trilha principal para subir (escalaminhar) o Pico de Majalasna (1935m), o mais ocidental dos cumes de Siete Picos e um tanto afastado dos outros que se encontram na crista. Do seu alto, às 15h36, avisto La Maliciosa e Peña Águila (as nuvens não me deixam ver mais que isso). Só retomo a caminhada às 16h33. Continuando a descida passo por duas fontes de água mas com muito pouca vazão. Essas fontes são a primeira água que encontro desde o Rio Manzanares, na manhã do dia anterior. Às 17h46 cruzei uma estrada de terra com diversas placas e seguindo 120m para oeste encontrei uma bica com mais água sob um abrigo de pedras (Refúgio del Aurrulaque). Parei para descansar e beber bastante água. Ao cruzar essa estrada de terra estou cruzando novamente a GR 10. A partir do abrigo tomei às 18h35 a Vereda Alta: desci no rumo noroeste, cruzei outra estrada de terra e na bifurcação abaixo fui à direita (à esquerda um X pintado numa árvore). Às 18h59 parei em mais uma fonte de água. Surgem trilhas vindo da direita e sigo por 115m um muro de pedras, mas ele continua à direita numa bifurcação em que vou para a esquerda. Às 19h41 chego a uma clareira com muitos caminhos para todos os lados. Fica até difícil descrever em detalhe o que fiz, para resumir tomei a direção sudoeste e alcancei o Caminho del Agua, uma trilha bem larga em que há um cano semi-enterrado. Às 20h13 vou à direita numa bifurcação e já começo a marcar algum lugar discreto para acampar em caso de necessidade, porém logo encontro um portão de ferro e depois algumas casas. Às 20h30 chego à periferia de Cercedilla. Primeiro cruzo uma rua e continuo na trilha em frente. Mais abaixo a trilha termina no asfalto da M-966, onde vou para a esquerda. Com mais 290m, às 20h47, estou na estação ferroviária de Cercedilla, onde tudo começou cinco dias atrás. Ainda havia trens e ônibus para Madri mas eu não tinha reservado nenhum hostel lá e ia chegar muito tarde (o trem sairia 21h33 e deveria chegar a Madri às 22h37). Procurei hospedagem em Cercedilla mas só encontrei lugar caro. O jeito foi me meter na floresta de novo e encontrar um lugar afastado para montar a barraca. No dia seguinte peguei o trem das 8h30 e cheguei às 9h35 à estação de Chamartín, em Madri. Há opções de ônibus também (veja nas informações adicionais). Siete Picos Informações adicionais: . trens na Espanha: www.renfe.com . ônibus 680 - Madri-Cercedilla-Madri: www.crtm.es/tu-transporte-publico/autobuses-interurbanos/lineas/8__680___.aspx . ônibus 684 - Madri-Cercedilla-Madri: www.crtm.es/tu-transporte-publico/autobuses-interurbanos/lineas/8__684___.aspx?origen=2 . ônibus 691 - Madri a Puerto de Navacerrada e Puerto de Cotos www.crtm.es/tu-transporte-publico/autobuses-interurbanos/lineas/8__691___.aspx . Refúgio em Puerto de Cotos: 32 euros o quarto coletivo com café da manhã e jantar, banheiro no corredor. Mais preços no site elrefugiodecotos.com. . roteiro adaptado a partir das informações do guia Lonely Planet Walking in Spain, 3ª edição, 2003 Rafael Santiago junho/2019 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  17. Olá, Meu nome é Wilder,estou com a intenção de viajar até a chapada dos veadeiros sozinho,moro em Goiânia e estou procurando economizar,dei uma lida nos últimos relatos de viajantes e me parece que a saída para alto paraíso/São jorge é a partir de brasília,alguém pode me confirmar? Também estou a procura de alguém que possa estar indo para o mesmo destino em alguma data de Novembro/19,quando estarei de férias. Pretendo ficar aproximadamente 7 dias,caso alguém tenha interesse para o mesmo destino/período, podemos conversar sobre maiores detalhes sobre: datas,caronas e custos gerais. Grato!
  18. Visitando A Cidade Mais Austríaca do Brasil. Treze Tílias.SC.Out.2019: Museu, Arquitetura Germânica e Festa do Chopp. Após a visita a Marcelino Ramos/RS, seguimos para Santa Catarina, para pernoitar em um airbnb na cidade de Herval do Oeste/SC, com destino Final. Mas aí havia uma ponte no meio do caminho, no meio do caminho havia uma ponte... Tentei buscar informações qual o melhor caminho, pois após a ponte avistamos uma estrada de chão, e uma subida a pico. O primeiro cidadão que nos indicou, disse para pegar uma balsa, dali 5 km, depois andar mais 5 de estrada de chão, para chegar a cidade de Alto Bela Vista/SC, depois seguir para Joaçaba/SC. Não convencidos, fomos perguntar ao maquinista da Maria Fumaça, que estava li por perto da gente, após o passeio, e o mesmo disse que o melhor seria cruzar a ponte mesmo, pegaríamos 10 km de estrada de chão boa, depois mais um trecho de asfalto para chegar a Piratuba/SC, e daí era só seguir. Como queria conhecer Piratuba, fomos na dica do homem do trem. Então seguimos atravessando a ponte de ferro, rumo a Santa Catarina, cruzado uns 20 km de estrada de chão, nada que meu valente Siena 1.0, já não tenha encarado. A estrada é boa e foi tranquilo, até chegarmos a Piratuba/Sc, mas aprecia que não chegava nunca, a previsão era chegar antes das 18 horas, mas qual nada. Enfim.. No caminho fomos brindados com belas paisagens interioranas. Uma linda vista da ferradura do Rio do Peixe, no interior de Piratuba. Chegamos a Piratuba, e a cidade é linda, cheia de prédios estilo enxaimel, e um grande complexo de Águas Termais, bem movimentado (maior atrativo da cidade). Pegamos um bom trecho de asfalto até Herval do Oeste, cidade vizinha a Joaçaba, a 30 km de Treze Tílias. O airbnb foi simples, mas atendeu bem as expectativas. A noite fomos dar umas voltas no centro de Joaçaba, cidade do outro lado da ponte. A cidade é bem desenvolvida, mas no centro não tinha muita coisa aberta, então acabamos nos esbaldando na sorveteria Chantilly. Uma verdadeira tentação. O sorvete era deliciosos, e baratíssimo, R$ 28 o kg. Domingo pela manhã, enquanto as esposas se arruavam, eu e meu cunhado, fugimos para conhecer a maior atração da cidade de Joaçaba, O Monumento do Frei Bruno. Que segundo pesquisas é uma das maiores estatuas do Brasil, com seus 37 metros de altura. O monumento é imponente, e a vista lá de cima, belíssima, um delete aos olhos. Onde se avista a ponte que une as duas cidades, e o caudaloso Rio do Peixe ao meio. Tudo Pronto. Seguimos para Treze Tílias: A Tirol Brasileira. A 30 km de Joaçaba/SC. O caminho entre as duas cidades já vale o passeio, bem arborizado, com tuneis verdes. Chegando a Treze Tílias, já demos uma paradinha nos Chocolates Treze Tílias, um pouco antes do pórtico da cidade. Chocolates deliciosos por sinal, o bombom de cereja uma delícia! Depois fomos adentrando a cidade, que é um encantamento a cada passo. Lindos prédios estilo enxaimel, belos hotéis, com cúpulas, bem exóticas estilo germânico. Mais uma paradinha na prefeitura, para mais fotos. Bela construção, com um curioso banco, que são dois tiroleses segurando o assento do banco. Em frente a prefeitura a praça Ministro Andreas Thaler, simplesmente deslumbrante, com a igreja ao alto, e uma fonte em forma de cachoeira que descendo até a rua. Ali perto visitamos o Museu Ministro Andreas Thaler, que conta sobre a história dos fundadores da cidade. Antes de almoço ainda visitamos o Parque do Imigrante, pequeno, mas bem bonitinho e arborizado. É um dos vários da cidade, que possui ainda o Parque dos Sonhos, que até procuramos mas estava fechado, e parece que trocou de nome. E o Parque Lindenforf, que possui lagos, restaurantes, shows artísticos, e uma réplica miniatura da cidade, mas esse não deu tempo de visitar. Para o almoço, procuramos um lugar barato para almoçar, mas não achamos nada low cost, apenas restaurantes buffet livre. E o escolhido foi o Chef Haus, com buffet livre a R$ 36,00. Mas pense um troço bom... Muito bom, diversas carnes, entre salmão, gado, frango, e até marreco, saladas e etc. O marreco estava delicioso, acompanhado de um chop Bierbaun. Ótimo custo beneficio. Pós almoço fomos parque o Parque de Exposições Johan Otto Kung, onde estava acontecendo a principal festividade da cidade, A Tirolerfest. Tipo a Oktoberfest, mas em modo austríaco. Com muita comida típica, muita gente trajada tipicamente, várias torneiras de chop artesanal, Bierbaun, e inúmeros shows folclóricos. E mais um festival de tortas. Nos fartamos. Deu para tomar bons chops, e apreciar alguns shows. Lá pelo meio da tarde, hora de partir, ainda tentamos visitar o Mundo Tiroles, loja de artesanato típico, mas estava fechada. A cidade oferece muitas outras atrações para o visitante, como Ônibus Turísticos para passeios, e O Parque de Águas Termais- Águas Tirolesas, além de um boa rede hoteleira. Mas para meu gosto, pela cidade ser pequena, acho que não se precisa de um dia inteiro de visitação, da bem para encaixar um roteiro para visitação de outras cidades vizinhas, como Piratuba, Videiras e Fraiburgo. Vai do gosto do viajando. Rota: Mais Fotos:
  19. Visitando A Cidade Mais Austríaca do Brasil. Treze Tílias.SC.Out.2019: Museu, Arquitetura Germânica e Festa do Chopp. Após a visita a Marcelino Ramos/RS, seguimos para Santa Catarina, para pernoitar em um airbnb na cidade de Herval do Oeste/SC, com destino Final. Mas aí havia uma ponte no meio do caminho, no meio do caminho havia uma ponte... Tentei buscar informações qual o melhor caminho, pois após a ponte avistamos uma estrada de chão, e uma subida a pico. O primeiro cidadão que nos indicou, disse para pegar uma balsa, dali 5 km, depois andar mais 5 de estrada de chão, para chegar a cidade de Alto Bela Vista/SC, depois seguir para Joaçaba/SC. Não convencidos, fomos perguntar ao maquinista da Maria Fumaça, que estava li por perto da gente, após o passeio, e o mesmo disse que o melhor seria cruzar a ponte mesmo, pegaríamos 10 km de estrada de chão boa, depois mais um trecho de asfalto para chegar a Piratuba/SC, e daí era só seguir. Como queria conhecer Piratuba, fomos na dica do homem do trem. Então seguimos atravessando a ponte de ferro, rumo a Santa Catarina, cruzado uns 20 km de estrada de chão, nada que meu valente Siena 1.0, já não tenha encarado. A estrada é boa e foi tranquilo, até chegarmos a Piratuba/Sc, mas aprecia que não chegava nunca, a previsão era chegar antes das 18 horas, mas qual nada. Enfim.. No caminho fomos brindados com belas paisagens interioranas. Uma linda vista da ferradura do Rio do Peixe, no interior de Piratuba. Chegamos a Piratuba, e a cidade é linda, cheia de prédios estilo enxaimel, e um grande complexo de Águas Termais, bem movimentado (maior atrativo da cidade). Pegamos um bom trecho de asfalto até Herval do Oeste, cidade vizinha a Joaçaba, a 30 km de Treze Tílias. O airbnb foi simples, mas atendeu bem as expectativas. A noite fomos dar umas voltas no centro de Joaçaba, cidade do outro lado da ponte. A cidade é bem desenvolvida, mas no centro não tinha muita coisa aberta, então acabamos nos esbaldando na sorveteria Chantilly. Uma verdadeira tentação. O sorvete era deliciosos, e baratíssimo, R$ 28 o kg. Domingo pela manhã, enquanto as esposas se arruavam, eu e meu cunhado, fugimos para conhecer a maior atração da cidade de Joaçaba, O Monumento do Frei Bruno. Que segundo pesquisas é uma das maiores estatuas do Brasil, com seus 37 metros de altura. O monumento é imponente, e a vista lá de cima, belíssima, um delete aos olhos. Onde se avista a ponte que une as duas cidades, e o caudaloso Rio do Peixe ao meio. Tudo Pronto. Seguimos para Treze Tílias: A Tirol Brasileira. A 30 km de Joaçaba/SC. O caminho entre as duas cidades já vale o passeio, bem arborizado, com tuneis verdes. Chegando a Treze Tílias, já demos uma paradinha nos Chocolates Treze Tílias, um pouco antes do pórtico da cidade. Chocolates deliciosos por sinal, o bombom de cereja uma delícia! Depois fomos adentrando a cidade, que é um encantamento a cada passo. Lindos prédios estilo enxaimel, belos hotéis, com cúpulas, bem exóticas estilo germânico. Mais uma paradinha na prefeitura, para mais fotos. Bela construção, com um curioso banco, que são dois tiroleses segurando o assento do banco. Em frente a prefeitura a praça Ministro Andreas Thaler, simplesmente deslumbrante, com a igreja ao alto, e uma fonte em forma de cachoeira que descendo até a rua. Ali perto visitamos o Museu Ministro Andreas Thaler, que conta sobre a história dos fundadores da cidade. Antes de almoço ainda visitamos o Parque do Imigrante, pequeno, mas bem bonitinho e arborizado. É um dos vários da cidade, que possui ainda o Parque dos Sonhos, que até procuramos mas estava fechado, e parece que trocou de nome. E o Parque Lindenforf, que possui lagos, restaurantes, shows artísticos, e uma réplica miniatura da cidade, mas esse não deu tempo de visitar. Para o almoço, procuramos um lugar barato para almoçar, mas não achamos nada low cost, apenas restaurantes buffet livre. E o escolhido foi o Chef Haus, com buffet livre a R$ 36,00. Mas pense um troço bom... Muito bom, diversas carnes, entre salmão, gado, frango, e até marreco, saladas e etc. O marreco estava delicioso, acompanhado de um chop Bierbaun. Ótimo custo beneficio. Pós almoço fomos parque o Parque de Exposições Johan Otto Kung, onde estava acontecendo a principal festividade da cidade, A Tirolerfest. Tipo a Oktoberfest, mas em modo austríaco. Com muita comida típica, muita gente trajada tipicamente, várias torneiras de chop artesanal, Bierbaun, e inúmeros shows folclóricos. E mais um festival de tortas. Nos fartamos. Deu para tomar bons chops, e apreciar alguns shows. Lá pelo meio da tarde, hora de partir, ainda tentamos visitar o Mundo Tiroles, loja de artesanato típico, mas estava fechada. A cidade oferece muitas outras atrações para o visitante, como Ônibus Turísticos para passeios, e O Parque de Águas Termais- Águas Tirolesas, além de um boa rede hoteleira. Mas para meu gosto, pela cidade ser pequena, acho que não se precisa de um dia inteiro de visitação, da bem para encaixar um roteiro para visitação de outras cidades vizinhas, como Piratuba, Videiras e Fraiburgo. Vai do gosto do viajando. Rota: Mais Fotos:
  20. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  21. Fala Galera, Alguem interessado em chapada dos veadeiros Novembro de 2019 ?
  22. Travessia feita em: 28/09/2019. Todas as fotos estão em: https://photos.app.goo.gl/sS4m5bB5wDXsYJNe6 - Introdução - Uma semana antes dessa caminhada, estava conhecendo o Morro do Saboó em São Roque. Do seu topo, comecei a reparar em outros picos bem maiores ao redor, qdo um em específico me chamou muito a atenção. Era uma enorme elevação com 2 picos enormes e outras menores se destacando no horizonte e estava com parte do topo encoberto pelas nuvens. Mas foi no final do dia, qdo a nebulosidade dispersou sobre o topo dessa montanha, que eu pude ver que é bem mais alta do que eu imaginava. E obviamente me atiçou a curiosidade de desbravar esse pico. Mas antes, precisaria buscar infos do nome, como chegar, qual é o ponto mais próximo de ônibus ou carro. Pois bem, na semana seguinte ao morro do Saboó, me debrucei no pc e olhando no google earth, descobri o nome da tal elevação: Serra do Voturuna. Outra coisa que me chamou mais a atenção ainda, é a altitude de seus picos: mais de 1.200 metros. Foi a deixa para descobrir como chegar lá. Buscando relatos aqui, ali e acolá, encontrei um do famoso colunista, montanhista e trilheiro conhecido: Jorge Soto, que já esteve lá algumas vezes e havia disponibilizado um relato de uma travessia que fez de ponta a ponta de toda a cadeia montanhosa da Serra de Voturuna. Pois bem, após ler todo o relato, onde ele diz em detalhes o percurso e como chegar, era hora de bolar a melhor logística possível para chegar lá, usando transporte público. 1º dia - Do centro de Araçariguama ao Topo do Pico do Morro Negro Para essa travessia, chamei várias pessoas, mas apenas 6 corajosos toparam ir na empreitada comigo: Marcio, Paola, Monike, Diego e a novata do grupo do Whats: Andréia. Eram 7:40 qdo saltei do trem na Estação Itapevi, cujo movimento estava tranquilo por ser um Sábado. Lá, encontrei o Diego que já havia chegado antes e me aguardava no ponto marcado. Aos poucos, a turma foi chegando, mas logo tivemos uma baixa: A Monike, que havia perdido a hora e não conseguiria vir. Caiu na armadilha de "ah, só mais 5 minutos" e se deu mal. Com isso, continuamos em 5. Com todos reunidos, fomos para o ponto de ônibus esperar o coletivo para Araçariguama. O tempo estava com cara de poucos amigos, uma fina garoa caia sobre nossos rostos ansiosos e nisso, vinha a pergunta que não quer calar: Será que sol vai aparecer e teremos algum visual? Sim, as previsões meteorológicas para o fds estavam favoráveis. Aproveitei para tomar um café da manhã reforçado em frente a estação e depois logo embarcamos no latão rumo a Araçariguama que passou as 10:00hs. Parte do trajeto é feito ao lado do antigo leito da Sorocabana e depois adentra uma estrada de terra que só por deus. Após muito chacoalhar, balançar e até pula-pula, finalmente chegamos ao trecho da Castelo Branco, onde não demorou muito e logo chegamos a pacata Araçariguama, após 1 hora desde a estação Itapevi. Ao longo do trajeto, o tempo abriu um pouco, corroborando a previsão meteorológica, para a alegria e o entusiasmo de todos. Ao lado esquerdo, ainda na Castelo Branco, a Serra do Voturuna aparecia em alguns momentos com todo seu explendor e seus 2 picos mais altos aparecendo em destaque, quase que rasgando os céus. Araçariguama é uma cidade bem montanhosa, cujas ruas são verdadeiras pirambeiras. Deve ser por isso que não vi nenhuma academia por lá...😂 Tão logo desembarcamos, a turma resolveu fazer um café da manhã reforçado e sem perder tempo, partimos em direção ao nosso objetivo: a Serra do Voturuna. O avião lá em cima, visto do centro da cidade. Munidos apenas do relato, infos e uma bússola, lá fomos nós em direção ao morro do Avião, onde há um avião da decada de 50, que visto de longe, parecia estar se equilibrando a meio caminho. O relógio já havia passado das 11:00hs e vi que precisávamos apertar o passo, já que nenhum de nós tinha noção alguma de quanto tempo iriamos demorar para chegar até a base, quiça o topo. Partindo do centro da cidade, chegamos a um enorme campo de futebol e uma praça, onde a partir dali, pega-se uma estrada de terra que sobe até o topo. Não demora muito e vem o primeiro trecho de subida forte, em direção ao topo do morro do avião, que segundo o relato, é a nossa referência do caminho em direção ao sopé da Serra do Voturuna. As primeiras vistas da Serra de Voturuna durante a subida No trecho inicial da estrada de terra, uma trilha a direita serviu de atalho e evitou uma grande volta que a estrada de terra dá em boa parte de sua subida. A medida que iamos ganhando altitude, já conseguíamos visualizar parte da Serra do Voturuna, com seus 2 maiores picos em destaque, para a animação de todos. A Subida é ingreme, mas não dura muito tempo e logo estamos no topo, onde pudemos ver o tal "avião" todo carcomido e enferrujado pelo tempo, repousando no alto do morro. Do topo, passa uma rodovia vicinal que segue na direção desejada. Do morro do avião, se tem um belo visual da cidade e do entorno, mas com o tempo passando, nos limitamos a algumas fotos, pois ainda tinhamos muito chão pela frente. Do mirante do avião, pegamos o caminho da direita pela rodovia e seguimos por cerca de 6 km até o sopé da Serra, onde parte a trilha que sobe. No mirante do avião Desse ponto, a Serra do Votoruna aparece com todo o seu explendor e imponência e vale até alguns minutos para contempla-lo. No trecho da Rodovia, após a mesma fazer uma grande curva a esquerda, ela inicia um longo trecho de descida até um grande vale. Nesse vale, passa um riacho e é o unico ponto de água disponível nesse primeiro dia. Nós não pegamos água nesse riacho e só fomos descobrir lá na frente que foi uma péssima decisão. Pegue água nesse ponto ou terá problemas! Na Rodovia, chegando próximo a base da Serra do Voturuna todo imponente a sua frente. 1 hora e 20 minutos desde o avião e 2 horas desde o centro de Araçariguama, finalmente chegamos ao ínicio da trilha que subia forte logo de cara e vimos que não seria nada fácil. As 13:35 começamos a subida da trilha, que começa em meio a trecho de grama baixa, com trilha meio precária, que hora aparecia e desaparecia constantemente, mas o sentido a seguir era obvio: sempre para cima, seguindo pela crista....30 minutos desde a Rodovia, chegamos a um ombro, onde a subida dá uma trégua e desse ponto, já era possível avistar todo o percurso a frente, com os 2 grandes picos do Voturuna à esquerda, parecendo estar perto, mas distante umas 2 horas de subida ainda. Trecho inicial da subida só com vestígio de trilha ou mesmo sem mesmo, porém de grama rala e por isso, a subida foi facil. As primeiras vistas do trecho onde ainda iriamos passar e os 2 principais picos do Voturuna a esquerda, ainda distantes. Aqui a trilha fica mais definida, o que ajudou nessa parte com o mato mais alto, composto em sua maioria por Samambaias. Felizmente o trecho mais fechado não dura muito tempo e logo saímos em um trecho onde parece que a grama foi cortada e com isso, a caminhada fica bem mais fácil e rápida. Com visual total de tudo a frente, vamos ganhando altitude e a medida que subíamos, o vento e o frio iam apertando mais. O sol ia e vinha entre muitas nuvens o tempo todo, o que foi um alivio, pois não há nenhum ponto de sombra e imaginei subindo com o sol castigando a todo momento. Subida segue pela crista acima Mais 30 minutos e chegamos ao primeiro dos 3 topos e aqui, a subida da uma trégua. Nesse ponto, se visualiza a imponente Serra do voturuna bem a sua frente, com seus 2 principais picos parecendo estar perto, mas ainda restava a descida de um vale até lá. Um Pinheiro solitário e fora do contexto chama a atenção, pois é o unico visivel no topo e aqui também encontro vestígios de acampamento, mas como o lugar é totalmente exposto aos ventos, é arriscado acampar aqui. As 14:47 inicio a descida do vale em direção a base do Pico do Morro Negro e logo a frente vejo o enorme subidão pirambeiro por onde ainda iria passar e vejo que não será nada facil, pois é uma subida bem íngreme. No primeiro topo, com visão total dos próximos 2 picos a sua frente. Trecho de descida até um vale A descida é tranquila e é feito por um trecho de estradinha de terra, o que me faz supor que aqui deve subir veículos motorizados vindos de alguma bifurcação a frente. A descida é rapida e nesse trecho, passo por 2 bifurcações, uma a direita e outra a esquerda e percebo que existe outro acesso ao Voturuna vindo lá da rodovia, de algum outro ponto posterior ao que eu entrei, provavelmente usados por quem vem de carro. Resolvo dar uma descansada aqui na base antes de começar a subir, pois só de olhar o paredão íngreme a frente, cansou até a vista. Olho para trás e vejo os demais se aproximando, mas com o vento gelado, nem consigo ficar muito tempo parado e logo começo a subida. Aqui, a trilha é bem marcada e definida, com isso, nosso avanço foi bem mais rápido. A medida que ia subindo, a trilha vai ficando mais íngreme e nisso, fui parando algumas vezes para retomar o fôlego ao mesmo tempo que curtia o visual e aguardava os demais me alcançar. Iniciando o segundo trecho de subidão pirambeiro em direção ao próximo pico A subida é árdua e com o peso da cargueira, esse trecho não é nada facil e vou seguindo em um ritmo lento. Vamos ganhando altitude rapidamente e felizmente, com o tempo encoberto, não tivemos o sol castigando, já que toda a subida é exposta e quase sem nenhuma area de sombra. Seguimos subindo em trilha bem demarcada e com vários trechos de pedrinhas soltas e rochedos, sem grandes dificuldades. 25 minutos desde o vale lá embaixo, chegamos ao topo do primeiro dos 2 picos e aqui, a trilha passa a descer entre os cocorutos do topo. A partir desse ponto, temos a visão total do trecho final até o Pico do Morro Negro, que aqui já se encontra bem próximo e bem visível a nossa frente. Trecho de vale após passarmos pelo topo do 2ºpico Vales enormes Descemos um pequeno vale e entramos definitivamente na subida final em direção ao cume. O relógio marcava 15:40hs e vendo que estamos relativamente próximo, resolvo fazer um pit stop para molhar a goela e mastigar algo, afim de forrar o estomago e também aguardar o pessoal que ficou para trás. O que preocupa aqui é que desde a rodovia, não passamos por nenhum ponto de água e sem expectativa de qdo encontrar um, aviso a turma para maneirar no consumo da água. 20 minutos depois, retomamos a caminhada e a medida que íamos nos aproximando do topo, o visual de todo o contraforte serrano do Voturuna ia se abrindo e se destacando cada vez mais, o que chamou bastante a atenção. Aqui também era possível ver todo o percurso que ainda falta e o que já passamos. Trecho final ao cume O trecho final de subida ao cume a partir do segundo pico é mais leve, já que as subidas mais íngremes acabaram. Mas mesmo assim, os músculos das pernas já estavam esgotados, pois toda a força foram dirigidas a eles. Os ventos estavam bem fortes, o que dificultou nosso avanço, mas continuar era preciso! O topo parecia estar bem próximo e as 16:00hs, com pouco mais de 3 horas cravadas de subida desde a rodovia, finalmente chegamos ao cume do Pico do Morro Negro, a mais de 1.200 metros de altitude, para literalmente, desabarmos ali. Chegando ao topo e todo o trecho percorrido atrás Enfim, barracas montadas e o merecido descanso no cume Não havia ninguém no cume e com isso fomos donos absolutos do lugar. Fomos em busca de um local protegido dos fortes ventos para montarmos a barraca e nem demorou muito para encontarmos um bom local, amplo, plano e com um pouco de proteção. Até há outros descampados, mas todos expostos aos fortes ventos. Enquanto montavamos as barracas, uma forte neblina bateu no topo e a visão ficou prejudicada, frustrando a expectativa de todos por algum visual e o por-do-sol. Com o tempo fechado, a temperatura diminuiu rapidamente e ficou próxima dos 10ºC. Após montada a barraca, exploro as laterais do topo, afim de encontrar a trilha que desce para Sudeste. Encontro algumas bifurcações levando a outros mirantes e até encontro a trilha que segue na direção desejada. Mas com a visão prejudicado pela forte neblina, deixo para fazer isso melhor amanhã, torcendo para que o tempo esteja melhor. Com o anoitecer, resolvemos fazer nossa janta, ficamos jogando conversa fora e fazendo um pouco de hora. Mas com os fortes ventos, a neblina e o frio, nem fico muito tempo fora da barraca e logo fui dormir. 2ºDia - Do topo do Morro Negro à Pirapora do Bom Jesus O domingo amanheceu ensolarado e com um tapetão de nuvens cobrindo os vales. Mas com a neblina do dia anterior e sem expectativa alguma de que abrisse o tempo antes do amanhecer, ninguém acordou para ver o nascer do sol. Acordei pouco depois das 7:00hs com os raios do sol batendo do lado de fora da barraca e ao colocar a cabeça para fora, vejo tudo aberto e as nuvens embaixo, o que me deixou bastante animado! A neblina da noite anterior tinha dissipado e na verdade, as nuvens estavam embaixo, o que deixou todos radiantes. Com o tempo aberto, deu para ver todo o caminho que viemos no dia anterior, com as cidades de Araçariguama, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, dentre outras até onde a vista alcançada. É um visual de tirar o fôlego. Aproveitei para analisar melhor a trilha que desce para Sudeste em direção aos 2 outros picos da Serra, planejando o percurso de descida. Do topo, dava para ver boa parte do percurso por onde irei descer, com algumas pequenas subidas e vejo que será uma caminhada longa, mas relativamente tranquila. Volto para as barracas e vejo que boa parte da turma ainda estavam se fartando de clicks do topo. Afinal, o dia estava radiante e o sol brilhava forte em um céu estupidamente azul e sem vestígio de nuvem acima, só embaixo. Após os clicks, fomos fazer nosso café da manhã e em seguida, começamos a arrumar as coisas. Pirapora do Bom Jesus lá embaixo Barraca desmontada e mochila nas costas, começamos a descer sentido Sudeste pouco depois das 9:30 da manhã em uma pequena trilha que ora sumia, ora reaparecia. Seguindo sentido Sudeste/leste, a descida é tranquila e a maior parte feita só no visual. Nesse trecho, vestígios de trilha vão aparecendo e indo na direção de um pico mais baixo. 15 minutos desde o acampamento lá no topo, chegamos a um vale, onde a trilha reaparece mais definida a esquerda, no meio desse vale e indo na direção desejada. A trilha está bem demarcada e com isso, nosso avanço fica mais rápido. Aos poucos, vamos perdendo altitude, enquanto passamos por várias paisagens do alto da Serra do Voturuna, com inumeras vistas do entorno e uma vegetação diferenciada. Uma pecularidade dessa Serra é os cavalos selvagens soltos por vários pontos e suas fezes encontrados em vários pontos da trilha. A trilha principal tem algumas ramificações, mas vamos seguindo pelo trecho principal mais demarcada em direção Sudeste, a caminho de Pirapora do Bom Jesus, visivel algumas vezes lá do alto, mas ainda distante. A trilha segue descendo discretamente em direção a um grande vale a esquerda, onde avisto uns cavalos tomando agua. Primeiro ponto de água a mais ou menos 1 hora de descida do topo, mas impropria para o consumo, infelizmente Cume do Morro Negro ficando para trás As 10:05, chegamos ao vale que vimos lá de cima, mas por conta dos cavalos e seus dejetos, a água está imprópria para consumo e por isso, somos obrigados a continuar em frente em busca de outro ponto de água potável. Felizmente, a turma soube racionar bem a agua que dispunha e por isso, ainda tínhamos agua suficiente para chegar até o próximo ponto. Atravessamos o pequeno vale e começamos uma nova subida ao alto de um morro. Chegamos à uma bifurcação em "T" onde pegamos o caminho da direita sentido Sul. O da Esquerda parecia ser a tal "trilha norte". A trilha da direita segue pelo alto da crista do pequeno morro. 10 minutos após a birfurcação, a trilha começa a descer até uma grande planície, onde se dividiu em pequenas ramificações, mas que todas se encontravam. Aqui o caminho é um pouco confuso, mas a trilha principal se mantem bem demarcada e é só seguir por ela que não tem erro. Mais 20 minutos e chegamos a um enorme descampado plano e protegido para umas 10 barracas pelo menos. Descampado em um trecho bem amplo Continuamos em frente e as 10:45h chegamos a beira de um enorme precípicio. Ali, tivemos um perdido: A trilha termina ali e não tinha caminho a seguir em frente. Segui à esquerda, depois a direita e nada de trilha ou de um caminho visivel. A frente, só um enorme precipício intransponível, sem continuação. Diante dessa situação, pensei: E agora, José? Considerando as várias ramificações da trilha principal, resolvemos voltar e ver se encontramos alguma bifurcação que deixamos passar batido. Dito e feito, 10 minutos de retorno, demos de cara com uma bifurcação a direita (esquerda para quem está descendo) que ia na direção desejada. Resolvido o perdido, bora continuar a pernada. Pico que é a referência da bifurcação que desce/sobe por um vale A Referência dessa bifurcação, é um pico que fica bem a frente. Depois que entramos na bifurcação, ela logo mergulha na mata fechada e segue por dentro dela até encontrar uma pequena nascente de um corrego com água limpa. Enfim, após 1 dia e meio sem ver agua, finalmente encontramos o precioso líquido. Era uma nascente, então descemos mais um pouco até um ponto onde o corrego fica com mais vazão e paramos para coletar água limpa e corrente. Goela molhada e cantis cheios, retomamos à caminhada de descida em direção a Pirapora do Bom Jesus e a partir desse ponto, a trilha fica mais íngreme e vamos descendo com mais cuidado. Outro detalhe desse ponto são os carrapatos. Pegamos vários no trecho, então, muito cuidado nesse trecho de mata mais fechada. Use um bom repelente para evita-los, de preferência aqueles com ação forte contra carrapatos. As 11:40hs, saimos da mata mais fechada e a caminhada passou a bordejar a encosta direita do morro onde estavamos, com o sol castigando o tempo todo. Passamos por uma cerca e chegamos a um ponto onde demos de cara com uma família de bois e vacas com seus filhotes bem no meio da trilha. A trilha vem lá do meio do vale, entre os 2 picos Trecho final de descida pela trilha Tentamos passar, mas o macho, ao perceber nossa aproximação, deu uma bufada de aviso. Perdemos algum tempo aqui e tivemos que esperar, mas conseguimos passar, fazendo um desvio por cima e logo retomamos a trilha logo a frente. As 12:40, chegamos ao trecho final, onde a trilha desce e cruza um enorme campo de cerrado bem aberto. Aqui a caminhada fica mais tranquila. Passamos por uns trechos de mineiração e logo a frente já se vê as ruas da pequena cidade de Pirapora do Bom Jesus, com a trilha descendo para lá. Enfim, chegamos a cidade E finalmente, as 13:10, com mais de 3 horas de caminhada desde o topo do Pico do Morro Negro (incluindo os perdidos e as paradas), pisamos no asfalto da pequena cidade, para a alegria de todos. Andamos mais alguns minutos e logo estacionamos numa lanchonete para bebemorarmos o sucesso da empreitada e forrar o estomago com algo "gorduroso". Foram cerca de 21 km de pernada em 2 dias com 1 pernoite com perrengues, superação e muitos carrapatos. Mas tb com visuais e desafios para andarilho algum botar defeito. As 14:30 embarcamos no ônibus para a Estação Barueri e depois no trem da CPTM de volta para SP, onde cheguei pouco antes das 17:00hs, cansado, mas feliz. DICAS: -> Pontos de água nessa travessia são escassos. Só há um ponto de agua na rodovia, pouco antes de iniciar a subida até a base, onde começa a trilha. Não há nenhum outro ponto de agua durante toda a subida e no topo. Só fui encontrar água na metade da descida do dia seguinte, em um pequena nascente a mais ou menos 2 horas de caminhada do topo. Por isso, traga toda a água que for precisar da cidade ou pegue em um riozinho no vale ainda na rodovia, pouco antes de entrar na subida final até a base. O ideal é levar pelo menos 3 litros. -> A trilha no começo da subida é pouco demarcada. Mas a maior parte do percurso é só no visual, é só tocar para cima pela crista e mais a frente, ela aparece e depois adentra a um trecho de estrada de terra, onde a grama foi aparada e a caminhada fica bem mais fácil. -> Não há local para deixar o carro no começo da trilha, nem tem como parar, pois ela começa em um trecho da rodovia. -> A distancia de Araçariguama até o inicio da trilha é de 6,5km. Deve-se subir até o mirante onde tem um avião da decada de 50 exposto lá no alto e depois seguir pela rodovia a direita, até chegar na base da Serra, que é visível a maior parte do tempo. -> Os horários dos ônibus de Itapevi para Araçariguama são bem ingratos. Tem apenas 8 horários por dia e um dos horários é 7:45 e o próximo só as 9:50. Os onibus partem do lado da Estação de Itapevi, em um local reservado para paradas somente de ônibus intermunicipais e com o logo da EMTU. Na dúvida, informe-se com moradores. -> A Subida da rodovia para o topo do Pico do Morro Negro leva em média 3 horas com mochila cargueira e em um ritmo médio. Ela passa pelo topo de um dos picos vistos lá embaixo. É uma subida exigente e não é uma trilha recomendada para iniciantes. -> No Topo há vários locais para barraca, mas a maioria são expostos aos ventos. Mas há um ponto que fica dentro de um pequeno vale e é uma boa opção para montar barracas.com um pouco de proteção dos ventos. -> Não há água durante toda a subida, no topo e nem próximo dele. -> Só há 2 pontos de água e ambos ficam na descida para a cidade. -> O primeiro ponto de agua da descida é impróprio para o consumo humano, pois é usado pelos cavalos e bois, tendo vários dejetos deles lá. Só vai ter água potavel entre 30 minutos a 1 hora de descida após passar por esse ponto. -> Encontrei muitos carrapatos nessa travessia. Leve um bom repelente e passe várias vezes ao dia, mesmo em locais onde você achar que não vão picar. Os carrapatos costumam andar pela roupa e buscam locais quentes e escondidos. -> Em Pirapora do Bom Jesus, há linhas de ônibus direto para a Estação de Barueri. Só não sei os horários, mas pode ser consultado no site da EMTU. -> Sinal de celular pega no topo e na maior parte dos trechos da crista. Principalmente o da VIVO. É isso.🙂
  23. Sem data definida. Intenção de fazer um grupo com várias pessoas e várias datas para trekking. Durante a semana e fds.
  24. Garganta de Bohoyo 7º DIA - 01/07/19 - do Refugio El Lanchón à serra entre Bohoyo e Navalonguilla Duração: 7h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1966m no alto da serra entre Bohoyo e Navalonguilla Menor altitude: 1132m no restaurante El Vergel de Gredos, em Bohoyo Resumo: o trajeto desse dia é uma ferradura que vai para o norte e volta para o sul, um grande arco, mas o único caminho viável entre a Garganta de Bohoyo e Navalonguilla. Desnível de 818m entre a cidade de Bohoyo e a serra entre Bohoyo e Navalonguilla Comecei a caminhar às 8h19 ainda pela margem direita da Garganta de Bohoyo. Às 9h31 fui à direita na bifurcação para conhecer o Refugio La Longuilla. Uma plaquinha com as faixas branca e amarela indica ser esta trilha a PR-AV 16. O refúgio é todo de pedras com telhas, tem bancos-camas e lareira. Estava cheio de vacas ao redor. Continuei para oeste por trilhas de vaca e cheguei a uma ladeira calçada, que desci e tomei a direita na bifurcação (com um X branco e amarelo à esquerda, sinalização PR). Às 10h32 cheguei ao Refugio La Redonda, também todo de pedras com telhas, bancos-camas e lareira. Uns 90m depois cruzei um portão de ferro. Às 10h56 outro refúgio nos mesmos moldes dos dois últimos: Refugio La Secá. As árvores vão reaparecendo e a trilha quebra de noroeste para norte. Às 11h37 entro na sombra rala da mata. O que incomoda mesmo são as moscas na cara. Às 11h51 a trilha é dupla e a floresta é de carvalhos (robles). Às 12h33 chego a um pasto com vacas e uma estrada de terra para a direita. Uma placa indica uma fonte 100m para a esquerda mas não fui até lá. Seguindo pela estrada cruzei uma porteira de ferro, segui em frente num cruzamento de caminhos e cheguei a um estacionamento às 13h05. Havia um painel informativo sobre a Senda de la Garganta de Bohoyo com mapa. Continuando pela estrada de cascalho para o norte passei pela entrada do Camping Los Chozos de Gredos e atingi às 13h22 o asfalto da rodovia AV-P-539. Fui para a esquerda e em 7 minutos cruzava a ponte sobre a Garganta de Bohoyo. Ao lado do rio está o restaurante El Vergel de Gredos. Era hora do almoço e o sol estava fritando, para variar. Parei para descansar, beber água gelada e comer. Menu do dia a 10 euros. Continuei às 14h27 pelo asfalto e uma placa me diz que estou na etapa 20 da GR 293 (a mesma da Calzada Romana e que é chamada de "A Vueltas con Gredos" por dar uma volta quase completa ao redor da serra). Cheguei às 14h37 à pequena cidade de Bohoyo e um painel agora me informa que a caminhada dali até a cidade de Navalonguilla será a etapa 21 da GR 293. Há uma fonte de água ao lado. Altitude de 1148m. Garganta de Bohoyo Um outro painel, no outro lado da praça, mostra um mapa do Parque Regional de la Sierra de Gredos com todo o trajeto que fiz desde Cuevas del Valle. Dentro do meu percurso planejado, o limite do parque será no Pico Covacha, por onde passarei no 9º dia. O caminho para Navalonguilla estava diretamente para o sul a partir dali mas quis dar um giro pela cidade para conhecer, apesar do calor terrível. Essas pequenas cidades da Espanha são sempre uma linda surpresa, cheias de detalhes arquitetônicos e muita história. Há várias casas de pedra com sacadas de ferro fundido e algumas fontes de pedra também. Cegonhas sem nenhum pudor fazem enormes ninhos nas cumeeiras e até na torre do sino da igreja. Um bar parecia estar aberto, embora fosse hora da siesta. Feito o reconhecimento, tomei a direção sul pela Calle de las Escuelas e saí da cidade às 15h14. Um outro painel informa que a Ruta Bohoyo-Navalonguilla é também a PR-AV 57 - Senda Camino del Piesnillo (além de ser a GR 293). Subi por um caminho concretado, passei por uma quadra de esporte e às 15h28 subi à esquerda pois a direita levava a um galpão, mas 35m depois fui à esquerda de novo pois à direita havia um sinal de X (caminho errado). Bohoyo vai ficando lá embaixo à esquerda. Mas tive de parar numa sombra por 37 minutos pois não aguentava mais o calor. Às 16h27 cruzei uma porteira de ferro e a estradinha de terra vira trilha. Em 4 minutos já avisto a Garganta de Bohoyo, onde passei esta noite. Às 17h02 cruzo um muro de pedras e paro numa grande sombra, mas a trilha quase desaparece e gastei um tempo procurando-a (após o muro de pedras deve-se subir um pouco à direita, mesmo sem trilha no início, e tomar a direção sul). Às 17h51 alcanço uma estradinha de terra que tomo para a esquerda (X à direita). À frente (sul) já avisto a colina que devo subir, com a trilha bem marcada. Em 7 minutos tomo a direita na bifurcação (X à esquerda) e subo a um portão com pasto e vacas logo depois. Ali há uma fonte de água mas com pouca vazão. Melhor caminhar mais 150m para encontrar uma boa fonte acima do pasto e do muro de pedras (mesmo assim filtrei com o filtro Sawyer Squeeze). Essa é a última água do dia. Voltei a caminhar às 18h48 e aí o bicho pega. Só subida. Às 18h58 fui à direita numa bifurcação. E dá-lhe ladeira em zigue-zague! A vista para a Garganta de Bohoyo é cada vez mais ampla. Às 20h26 avisto o chapadão no alto e com mais 12 minutos vou à esquerda numa bifurcação em T. Às 20h53, antes de um refúgio no meio do campo de piornos, cruzo o longo muro de pedras que aparece à direita (com placa apontando Navalonguilla). A partir dali a trilha começa a descer, então procurei um lugar plano perto do muro (abrigo do vento) para montar a barraca. Esse é o ponto mais alto do dia, 1966m, com desnível de 818m desde a cidade de Bohoyo. Garganta de los Caballeros 8º DIA - 02/07/19 - da serra entre Bohoyo e Navalonguilla à Laguna de los Caballeros Duração: 9h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2021m em Laguna de los Caballeros Menor altitude: 1134m em Camping Restaurante La Guilera Resumo: nesse dia passei pela cidade de Navalonguilla e a vila de Navalguijo para em seguida me distanciar de tudo novamente ao percorrer a Garganta de los Caballeros e subir à laguna de mesmo nome, num desnível de 887m desde o Camping Restaurante La Guilera Comecei a caminhar às 8h52 descendo na direção oeste. Às 9h14 passei por uma fonte quase seca na descida. Às 9h33 chego a um amplo espaço bom para acampar e bivacar protegido pelas grandes pedras. Dali já é possível avistar a cidade de Navalonguilla. Encontrei um portão de ferro todo amarrado, foi mais fácil pular o muro de pedras. A descida continua em zigue-zagues por uma crista. Às 10h27 cheguei a um cocho com água corrente e parei para me refrescar por 30 minutos. Às 11h04 cruzo uma porteira de ferro e a trilha vai virando uma estrada precária. Passo por mais um cocho, porém este está seco. Cruzo outra porteira de ferro e a estrada passa a ser concretada. Onde entronca um outro caminho vindo da esquerda há um painel informativo sobre a Ruta Navalonguilla-Bohoyo semelhante ao da saída de Bohoyo. Às 11h41 alcanço a Ermita de Nuestra Señora de los Leones com uma fonte de pedra com água corrente em frente. Com mais 15 minutos pelo asfalto chego à igreja de pedra de Navalonguilla. Altitude de 1199m. Passeei pelas ruas estreitas da pequena cidade e vi pela primeira vez a fachada das casas recobertas por telhas. Fui até o Museo de la Transhumancia, mas funciona só de sábado, domingo e feriado. Transumância é o deslocamento de rebanhos para locais que oferecem melhores condições de clima durante certa época do ano. Como sempre, era hora da siesta e até o Bar Pedro estava fechado. A única fonte de água que encontrei na cidade (em frente à igreja) estava seca. Segui a placa de Navalguijo, meu próximo destino, e às 12h16 deixei Navalonguilla tomando a rodovia AV-P-537. Uma placa me informa que o percurso dali até a cidade de Nava del Barco é a etapa 22 da GR 293, mas na ponte da Garganta de los Caballeros irei à esquerda, deixando essa GR. Às 12h36 passei em frente ao Camping Restaurante La Guilera, que espantosamente estava aberto e funcionando, mas não parei. Menu do dia por 9 euros. Ali também fica o Hostal Rural Los Alisos. Às 12h48 cruzei a ponte sobre o verdíssimo e transparente rio Garganta de los Caballeros e parei para descansar e me refugiar do sol forte. Algumas pessoas nadavam no rio. Fiz meu almoço nas mesinhas de piquenique sob as árvores. Às 13h13 encarei a subida de asfalto onde dava pra fazer ovos mexidos de tão quente. Compensava a bonita vista à esquerda para o selado onde acampei esta noite. Passei pela Ermita de San Miguel e às 13h31 alcancei a minúscula Navalguijo, completamente deserta, uma vila-fantasma. Numa bifurcação com casa de pedras e fonte de água não havia placa - fui à esquerda. Há fachadas recobertas por telhas aqui também, além de lindas casas de pedras. Às 13h39, numa outra bifurcação com fonte, a placa indica Laguna de los Caballeros a 5h de caminhada pela PR-AV 40, à esquerda. A civilização fica para trás de novo. Poço na Garganta de los Caballeros Às 13h47 vou à direita numa bifurcação sem placa e cruzo a Puente de Arguijo. Mais 4 minutos e paro para ler o painel informativo sobre a Laguna de los Caballeros. Fim da estrada concretada, agora estradinha de terra. Vou à esquerda na bifurcação e às 14h09 cruzo um riacho e uma porteira de ferro verde. A estradinha vira trilha. Às 14h22 a visão se abre à esquerda para o amplo vale da Garganta de los Caballeros e montanhas ao fundo. Cruzo um riacho pelas pedras e aparece um calçamento na trilha. Olhando para trás identifico ainda o selado onde dormi esta noite. Às 15h13 chego à cachoeira Chorrera del Lanchón, um dos principais atrativos dessa trilha. Ela despenca numa fenda do paredão rochoso e estava com bem pouca água. Tentei me aproximar mas não cheguei à queda pois a vegetação dificultava bastante. Me escondi do sol forte por um bom tempo e só saí às 16h43. Subindo, cruzei uma tronqueira, um riacho e caminhei por uma ladeira com calçamento e lindas lagoas verdes transparentes ao longo do rio à esquerda. Às 17h50 passei pelo Refugio de las LLanaíllas, mas ficava fora da trilha principal e não procurei caminho até ele. Parei 8 minutos depois num pequeno abrigo de pedra coberto de palha e com banco-cama. Continuei às 18h14 e às 18h42 cheguei à Antigua Mina de Blenda, que se resume hoje a ruínas de casas de pedra e peças de ferro espalhadas pelo chão. Às 18h54 cruzei pelas pedras a Garganta (rio) de los Caballeros para a margem direita verdadeira e encontrei a Fuente de Majá Baera com água corrente. Às 19h20 cheguei ao Refugio de Malacantones, de pedras e telhas com bancos-camas e lareira. Às 19h58 cruzo novamente a Garganta de los Caballeros. O lugar é bastante distante e isolado e começo a ter a impressão de que poderia encontrar ou avistar algum animal selvagem, mas em vez disso me deparo com vacas pastando (por enquanto...). Depois de cruzar moitas de piornos, às 21h06 chego enfim à Laguna de los Caballeros e seu circo glacial. Procuro um lugar abrigado do vento e monto a barraca num espaço pequeno entre moitas de piorno. Altitude de 2021m. Pego as garrafas para coletar água da laguna e quando olho para a encosta da montanha ao norte vejo um animal grande passando. Era um javali! E tinha um filhote o seguindo. Como não sei sobre a reação desses animais, e por ela (devia ser uma fêmea) ter uma cria, tratei rapidamente de me enfiar na barraca e fazer o mínimo de sinal de vida. Fiquei de ouvidos alertas e num momento ouvi o ronco do bicho próximo da barraca. Mas depois não ouvi mais nada e pude relaxar e dormir. Pico Las Azagayas 9º DIA - 03/07/19 - de Laguna de los Caballeros a Jarandilla de la Vera Duração: 9h10 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Resumo: um dia longo e difícil percorrendo inicialmente alguns dos cumes mais altos da Serra de Gredos para em seguida descer 1783m até a cidade de Jarandilla de la Vera Quando comecei a caminhar nesse dia não tinha idéia de quão extenuante ele seria. A travessia da crista rochosa dos picos La Covacha e Las Azagayas foi o trecho mais exigente de todo esse trekking. Deixei o acampamento da Laguna de los Caballeros às 9h44 felizmente sem sinal do javali e seu filhote. Em vez disso eram as vacas que visitavam a laguna nessa hora. Contornei a lagoa pela margem esquerda (sul) e tomei a trilha de subida da encosta. É uma subida por canchal (ladeira de pedras desmoronadas) também mas a trilha está definida e sinalizada por totens. Às 10h20 atingi a crista e pude visualizar o outro lado (sul) mas estava mesmo é num selado, ou seja, tinha de subir bastante ainda. Às 10h38 fui para a direita (noroeste) na crista e subi por caminho praticamente só de pedras. Escalaminhei uma parede, subi por lajes e segui os totens. Às 11h31 atinjo o cume do Pico La Covacha (2394m), ponto mais alto de todo esse trekking, com coluna de concreto e vértice geodésico. A visão é de 360º. A longa crista que se estende para oeste é o limite entre as comunidades autônomas de Castela e Leão (ao norte, província de Ávila) e Extremadura (ao sul, província de Cáceres). Dali observo que a face esquerda (sul) dessa crista é recoberta de piornos, enquanto a cumeeira e a face direita (norte) são de pura pedra. Continuando às 11h56, avisto dois lagos bem distantes ao norte e um deles tem uma barragem (a maior com barragem é a Laguna del Barco ou Laguna de Galin Gómez e a menor é a Laguna Cuadrada). O caminho pela crista é um sobe-e-desce por pedras e a dificuldade vai aumentando. Às 12h17, junto ao marco de granito do Pico El Poyo, fui alcançado por um casal (que surpresa!) que subiu de uma cidade próxima só para percorrer essa crista. Dali já avisto uma outra crista para o sul que descerei após terminar essa de cumes em que estou. Porém dali em diante a dificuldade foi ainda maior, as ladeiras de pedras se tornaram bastante íngremes. O trecho próximo ao Pico Las Azagayas (2367m), aonde cheguei às 12h47, foi o mais difícil. Continuo mais 240m para oeste de Azagayas e finalmente termina essa crista rochosa. Ufa! Alcanço assim às 13h24 a outra crista que avistei e ali há caminhos para a direita (noroeste) e esquerda (sul), dependendo do roteiro que se quer fazer. O meu destino era para o sul. Uma placa ali aponta para os picos Covacha e Azagayas e diz "Ruta Travesía de la Alta Extremadura". Nesse local estou saindo do Parque Regional de la Sierra de Gredos e estou nos limites da Reserva Natural Garganta de los Infiernos, mas não entro nela nesse dia (só no dia seguinte). Também estou deixando a comunidade autônoma de Castela e Leão e entrando na de Extremadura. Isso corresponde (mais ou menos) a sair de um estado e entrar em outro no Brasil. Laguna de los Caballeros Às 13h58 inicio a descida da crista entre piornos floridos, porém na parte mais baixa dela (selado) um impasse: à minha frente (sudoeste) ela sobe para uma sucessão de cumes rochosos (Cerro Estecillo) que eu temia que fossem tão difíceis quanto os anteriores. O próprio nome não é animador: Cuerda Mala. E eu precisava descer e não subir mais. Que alternativas tenho? À minha direita (oeste) se abriu um amplo vale e tento descer a ele, mas a trilha e os totens vão sumindo e resolvo voltar à crista para tentar o outro lado (leste) às 14h43. Inicialmente há uma trilha descendo mas ela desaparece e continuo na direção de totens, porém num caminho complicado entre pedras e moitas duras de piorno. Às 15h55 cruzo uma riacho pelas pedras (primeira água desde a Laguna de los Caballeros) e o acompanho na sua descida pela encosta pois avisto trilha abaixo na direção que eu preciso (sul). Uma vez na trilha bem marcada às 16h24, passo por campos de piorno, mais pontos de água e por vacas pastando. Às 17h44 cruzo um muro de pedras por um portão de ferro caído e encontro caminhos para o norte, sul e oeste, com muitos totens. O caminho que chega do norte vem do Cerro Estecillo e é a alternativa que rejeitei lá no alto 3 horas antes, mas deve ser a trilha mais usada. Se é pior ou melhor do que a opção que fiz só saberei quando um dia repetir essa travessia. Avisto dali uma grande clareira na crista a sudoeste com a Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e é para lá que devo seguir. Às 18h05 desço para oeste mas a trilha vai girando para o sul. Passo por uma choupana redonda de pedras, coberta de palha e quase desabando. Bem abaixo cruzo às 18h48 um riacho pelas pedras e paro por 17 minutos. Na encosta oposta passo a seguir um canal de água e depois uma trilha. Às 19h34 chego à Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e de lá avisto a pequena cidade de Guijo de Santa Bárbara. Na descida para a cidade há um trecho inclinado com pedras soltas meio complicado. Tomo a direita numa bifurcação, cruzo uma pequena ponte de madeira e atravesso uma mata de carvalhos (robles). No cruzamento de caminhos com painel sobre a fauna sigo em frente. Saio numa estrada às 20h29 e vou para a esquerda. Após uma longa curva para a esquerda essa estrada desemboca em outra e vou para a direita. Na bifurcação seguinte desço à esquerda na direção da cidade, mas estava errado, a rua termina numa casa. Voltei e tomei a direita. Algumas curvas depois já estou entrando na cidade de Guijo de Santa Bárbara, às 21h06. Numa bifurcação em que há um painel da Reserva Natural Garganta de los Infiernos vou para a esquerda seguindo a placa de Jarandilla (se tivesse tomado a direita teria conhecido o centro e suas casas mais antigas). Às 21h20 saio da cidade e a placa na estrada indica Jarandilla de la Vera a 3,5km (o gps mediu 4,5km). Mesmo tarde resolvi ir para Jarandilla porque lá há um camping e porque esse trecho de asfalto seria melhor fazer nesse horário mais fresco, sem o forte calor que começa logo cedo. Há um caminho mais curto entre as duas cidades, mas naquele momento não tinha essa informação como certa. Cheguei ao centro de Jarandilla de la Vera às 22h18, já de noite, e me surpreendi com a agitação da pequena cidade. A rua principal tem bares e restaurantes com mesas na calçada e o movimento era grande. Procurei pelo Hostal Marbella mas ele fechou já há alguns anos. A partir do centro caminhei mais 1,3km para o norte (parte pela rodovia, no escuro) até o Camping Jaranda, aonde cheguei às 22h42, a tempo ainda de jantar. Altitude de 616m.
  25. Gonçalves é um município brasileiro do estado de Minas Gerais e é atualmente um dos pólos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. Além das inúmeras cachoeiras na região, a pequena cidade mineira conta com diversas trilhas para os amantes de trekking, e assim resolvi fazer a trilha da PEDRA BONITA no último final de semana. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha Pedra Bonita é o ponto mais alto da região, sendo ponto de divisa entre Gonçalves/MG e Sapucaí Mirim/MG, com 2.120m de altitude. No topo é possível avistar toda a região, inclusive o Vale do Paraíba, Campos do Jordão, Serra do Mar, entre outros. A trilha tem 08 km (ida e volta) contando com 500/600 metros de desnível, acabei fazendo a subida em 02 horas e a descida em 01 hora e 30 minutos, num ritmo normal, com algumas paradas para hidratação e contemplação da natureza. Por ser uma trilha curta, optamos por realizar um bate volta, saí de São Paulo as 06 horas da manhã e cheguei no inicio da trilha as 10:30 para começar a caminhada, as 16 horas já estava retornando para São Paulo. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha - Como Chegar Para chegar ao inicio da trilha, você tem que colocar no GPS o seguinte endereço Refúgio Kalapalo (Fazenda Campestre), porém houve uma ALTERAÇÃO do começo da trilha, antigamente os proprietários do Refúgio autorizavam a entrada dos trilheiros e dali começava o trajeto, porém eles não autorizam mais a passagem de pessoas em sua propriedade. Para isso, é necessário somente andar mais uns 200 metros de carro pela mesma estrada de terra, onde terá uma porteira do seu lado esquerdo, ali terá uma estrada subindo, vá a pé, ate ter em seu lado esquerdo uma porteira para a propriedade do Refúgio Kalapalo, quando chegar nesse ponto, do seu lado direito terá um pasto, você terá que atravessar essa parte, mantendo a floresta a sua direita, até que você irá encontrar o inicio da trilha, após essa parte, você encontrará mais um pasto, e na mesma direita você verá mais um acesso e pronto, agora é só encarar os 500 metros de subida. Uma das regiões mais bonitas de São Paulo Resumindo: Vá ate o Refúgio Kalapalo 200 metros a frente da entrada da fazenda você encontrará uma porteira (deixe o carro por ali) Suba a pé pela estrada ate encontrar uma porteira a sua esquerda, na sua direita terá um pasto, atravesse ele. Ande uns 500 metros, mantendo a floresta a sua direita, até que surgirá o inicio da trilha Ao atravessar a pequena parte com floresta, surgirá um novo pasto, andando 50 metros a frente, a sua direita terá o outro acesso da trilha que subirá ate o cume A partir daí, não tem mais bifurcações. Eu e 01 dos 02 cachorros que me acompanhou até o cume da Pedra Bonita - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, onde dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. Turma feliz com o objetivo conquistado Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
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