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  1. Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em alguém relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!! Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís... 05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00 Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele. Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças. Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita: O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche. Você verá o pôr do sol. Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa. 06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe). 07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha. Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param. Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão. As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia! Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros. Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá.... Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel. 08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00. Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc.... 09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto. Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel! Vimos o nascer do sol (fantástico). Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito). Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30. Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos. 10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro. Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira. 11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco. O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h. 12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã. Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas. 13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós . Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00. Gastos: Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00 Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00 Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00 Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00 Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00) Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00 Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00 Alimentação em Atins : R$ 60,00 Alimentação em Caburé: R$43,00 Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00 Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00 Água , Cerveja, Picolé : 28,00 Quadriciclo: R$ 100,00 Baixa Grande: R$ 107,00 Queimada dos Britos: 118,00 Betânia: 146,00 Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00 Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00 Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00 Gastos sem passagens aéreas: R$ 1458,00 O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso. O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein! Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso, que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversas, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia. É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário. Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor! Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk Obrigada Maranhão!
  2. Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!! Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís... 05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00 Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele. Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças. Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita: O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche. Você verá o pôr do sol. Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa. 06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe). 07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha. Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param. Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão. As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia! Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros. Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá.... Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel. 08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00. Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc.... 09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto. Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel! Vimos o nascer do sol (fantástico). Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito). Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30. Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos. 10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro. Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira. 11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco. O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h. 12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã. Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas. 13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós . Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00. Gastos: Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas) Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00 Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00 Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00 Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00 Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00) Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00 Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00 Alimentação em Atins : R$ 60,00 Alimentação em Caburé: R$43,00 Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00 Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00 Água , Cerveja, Picolé : 28,00 Quadriciclo: R$ 100,00 Baixa Grande: R$ 107,00 Queimada dos Britos: 118,00 Betânia: 146,00 Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00 Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00 Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00 Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00 O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso. O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein! Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso, que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia. É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário. Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor! Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk Obrigada Maranhão!
  3. TRAVESSIA SERRA FINA - BATE/VOLTA AO PICO CAPIM AMARELO - PASSA QUATRO-MG 29° dia - 26.07.2019 - Sexta-feira Saída pousada de carro até estacionamento próximo toca do lobo, subida/descida pico capim santo. +-12 kms em aprox. 06:43hrs Acumulado total: 288 kms Nossa intenção ontem, era dormir no Pinheirinho em Passa Quatro-Mg e, hoje acordar bem cedo e ir até a base do Pico do Itaguaré, subir o pico e depois terminar nossa viagem. Mas chegando no hostel Serra Fina, o Felipe dono do hostel estava dizendo que um grupo ia começar a travessia da Serra Fina no dia seguinte. Perguntei pra ele se não era complicado fazer um bate/volta no mesmo dia no Pico Capim Amarelo, ele disse, se vcs conseguiram fazer bate/volta na Pedra da Mina, com certeza nós não teríamos nenhuma dificuldade na subida do capim amarelo, então resolvemos mudar nossos planos. Na noite anterior chegou o grupo de Botucatu - SP, para fazer a travessia da Serra Fina. Conversamos com o pessoal, e gentilmente fomos "incorporados" ao grupo, entre os montanhista reina a amizade e companheirismo, o NOSSO MUITO OBRIGADO A TODOS DO GRUPO DE BOTUCATU-SP(eles contrataram uma kombi para levá-los até próximo a toca do lobo e, acertamos com eles que iríamos com nosso carro, seguindo a kombi). Tomamos café da manhã bem cedo, acompanhamos kombi( por uma estrada de terra com muitas pedras, pontes de madeira), que foi levar o grupo de Botucatu-Sp até o estacionamento antes da toca do lobo (9 kms da rodovia asfaltada). Deixamos o carro no estacionamento e seguimos à pé com o grupo de Botucatu-Sp (pessoal jovem com astral maravilhoso) até a toca do lobo, uns 2 kms (onde começa a trilha). Pegamos água no rio, atravessamos ele(aqui fomos na frente do pessoal pois estávamos bem mais leves do que eles), começa subida bem forte, no início dentro dum bosque, depois entramos num descampado, mais à frente outro trecho dentro dum pequeno bosque, entramos novamente numa área de pedras soltas, até um outro topo. Pegamos descida forte na crista da montanha(vento forte, alguns abismos) até um trecho com árvores e capim alto. Entramos na verdadeira subida ao pico, no início com muito capim alto, depois em mata com árvores baixas, alguns trechos com pedras soltas. Chegando próximo ao topo subidas bem fortes em pedras, inclusive alguns trechos têm cordas para auxiliar a subida, tinha gelo numa pedra. Contornamos a montanha do lado esquerdo e chegamos no topo do Capim amarelo (têm muito capim alto, onde tem área camping). Assinamos o livro, conversamos com várias pessoas que estavam acampados lá e descemos rapidamente(como tinha trechos com pedras soltas, fomos bem devagar). Como estávamos bem mais leve que o grupo de Botucatu, chegamos primeiro no topo, na descida encontramos eles no meio da subida verdadeira, conversamos e brincamos muito e continuamos nossa descida e eles iam pernoitar no pico acima. Chegamos na toca do lobo, atravessamos o rio, e pouco depois ao estacionamento. Fomos no Centro de Passa Quatro-Mg, comprar mantimentos pra fazer o almoço no hostel e ir ao banco. SUBIDA Até o início das cordas 03:02hrs - 2305msnm Até o topo pico do capim amarelo- 03:26hrs - 2395msnm DESCIDA Aqui é mais ou menos igual a Pedra da Mina, a descida é complicada, pois tem muitos trechos com pedras soltas o que torna perigoso acelerar muito o passo. Do topo do Pico do Capim Amarelo até o estacionamento 03:17hrs - 1450msnm Hospedagem: hostel e pizzaria Serra Fina, fone: 035 99720-3939, bairro Pinheirinhos - Passa Quatro-Mg casa antiga, rústica mas extremamente limpa e confortável. Camas ótimas, wifi, sala TV a cabo, cozinha completa, água, banheiro compartilhado, estaoionamento, churrasqueira, tanque lavar roupa. Felipe é super atencioso. RECOMENDADO Cama compartilhado: $60 com café Casal privativo: $70 com café Camping: $35 sem café Faz traslado: Para toco do lobo: $150 até 3 pessoas Para itaguaré: $200 até 3 pessoas Travessia Serra Fina: $350 (leva para toca do lobo e busca Pierre) Travessia Marins/itaguaré: $400 levar e buscar Dia nascendo, aqui primeiro descampado Na nossa frente o incrível Pico do Capim Amarelo reina absoluto, talvez um dos caminhos mais bonito que já fizemos SIMPLESMENTE LINDO ISSO AQUI Trecho complicado com pedras soltas Próximo ao topo têm alguns trechos com cordas para auxiliar as subidas mais complicadas Topo do Pico do Capim Amarelo, o famoso caderno de assinatura à direita do pé da parceira. QUE VISUAL, à esquerda o caminho que fizemos e íamos fazer na descer Uma simples homenagem ao nosso site Mochileiros.com Descidas fortes, aprendemos a descer alguns trechos de costas, facilita muito, sempre aprendendo coisas novas. Descendo através de cordas Não adianta pensar muito, tem que encarar aquela subidinha sem reclamar..QUE VISUAL Outro ângulo da região (do lado direito os picos do Itaguare, Marinzinho e Marins), UM DOS LUGARES MAIS BONITO QUE JÁ PASSEI Outro angulo Subida forte. .. Não me canso de ver essas fotos Idem Chegando ao topo Olhamos para trás e vimos isso aí. DEMAIS E DEMAIS! OUTRO ÂNGULO, S E N S A C I O N A L Outra descida, e o visual. Falta pouco Mais um pouco Pronto chegamos a toca do lobo Toca do Lobo, tinha esquecido que ainda faltavam uns 2 quilômetros, estava achando que o carro estava aqui......coisa da montanha, é muito sofrimento bom!
  4. Isto é com vocês, somente vocês podem decidir isto. O que eu posso lhe falar, é que independente dos destinos escolhidos, será uma viagem espetacular, e no ano que vem, vocês estarão fazendo contas e economizando dinheiro para ir nos locais que não foram este ano... rsss Não é questão de moda e que toda brasileiro faz, Paris, Amsterdam e Italia são os destinos top mundiais, são locais que tem muito o que oferecer em termos de turismo, não é a toa que atraem milhões de turistas todos os anos, turistas de todos os cantos do mundo, não somente brasileiros, na verdade brasileiros são minoria por lá... rsss Italia e França é um mais fácil para uma primeira viagem por que existe muita, mas muita mesmo, informação na internet, então você consegue planejar e pesquisar tudo em detalhes antes mesmo de viajar. Já Alemanha, Viena, Budapeste e Bratislava não tem tanta informação assim na internet, mas também não é nada complicado, que você também não consiga resolver facilmente com um pouco de vontade e paciência. Mesmo que custe um pouquinho mais caro, numa primeira viagem, na minha opinião, eu acho que vocês tem que ir nos lugares que são o sonho de vocês, pois ir em outros lugares antes, só vai fazer aumentar a vontade de ir naqueles lugares dos sonhos depois, rss... Então na minha opinião, vocês tem que chegar num acordo, ir no local que é o sonho do seu noivo, e combinar com o local que você mais tem vontade de conhecer. Se seu noivo gostaria de conhecer a Alemanha, e você Paris, Amsterdam ou Roma por exemplo, bem planejado, visitar Alemanha, Roma, Amsterdam e Paris pode até ficar mais barato do que ir para Viena, Budapeste, etc, pois passagens para Paris, Amsterdam, Itália ou Alemanha costumam ser bem mais baratas do que passagens para Viena, Budapeste e Praga. Ou seja, você até pode economizar um pouco com o custo das hospedagens e alimentação ser um pouco menor em Praga e Budapeste, mas o custo mais alto das passagens até lá provavelmente vai anular boa parte, se não toda a economia que vocês fariam.
  5. Esse relato é dividido em duas partes: A primeira foram mais de 900 kms (da página 1 até a 6), trechos de picos, travessias e alguns trechos no entorno de cidades; A segunda parte, mais de 300kms, só teve uma travessia e muitos picos, começa na página n° 7. Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos, comidas deliciosas, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas. Algumas fotos Subida ao pico dos Marins - SP Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg Vista desde o pico da Lapinha Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg A incrível JANELA DO CÉU flora exuberante Cachoeira do Tabuleiro - Mg Pico da Bandeira - ES Pedra do Altar - Mg
  6. PICO 3 ESTADOS BATE/VOLTA - ITAMONTE - MG 31° dia - 28.07.2019 - Domingo Saída da casinha fazenda do Pierre, ida até pico dos 3 estados +-18 kms em aprox. 10:08hrs Acumulado total: 306 kms IDA Acordamos bem cedo, arrumamos as coisas rapidamente e começamos a trilha à esquerda da casinha, no inicio subida leve em trilha bem larga, dentro dum bosque, a noite estava bem escura. Depois de 30 minutos chegamos na primeira bifurcação e viramos à direita(como estava escuro dava para ver as plaquinhas reflexivas nas árvores à partir dali). NOTA IMPORTANTE: Cuidado na subida, principalmente nas regioes que tem bambus, pois foram cortados e ficam virados para quem sobe, são pontiagudos, alguns na altura do rosto, quase entrou um no meu olho, poderia perder um, se ele entrasse um centímetro abaixo. Alguns relatos asseguram que não existem bambus desse jeito, mas realmente tem, PORTANTO CUIDADO NOS TRECHOS COM BAMBUS. Na volta os bambus servem de apoio para descer os lugares íngremes. Depois de 01:30hrs chegamos num descampado e seguimos à direita com lindo visual de montanha - 2085msnm, logo a seguir começa subida forte em pedras e terra com mais bambus e capim elefante Após 15 minutos chegamos numa bifurcação e viramos à direita subindo ...mais 2 minutos outra bifurcação viramos à esquerda Mais alguns metros chegamos num mirante e começamos a descer, pouco tempo depois começa outra subida com muitos bambu e capim alto, trecho de trilha com difícil marcação. Obs.: esse trecho tem algumas bifurcações que podem facilmente se perder, siga a trilha mais batida. Chegamos, 02:23hrs - 2160msnm, na base de um Pequeno pico com capim(com uma trilha bem nítida subindo esse pico), seguimos essa trilha e chegamos ao topo. Obs.: apesar da trilha ser bem demarcada, não é essa que leva ao pico dos 3 estados. Funciona assim: Assim que chegar na base desse pico, tem uma trilha que começa à esquerda(tem um pequena árvore do lado direito, é em frente a ela) e logo a seguir tem uma pequena clareira e depois pega trilha com descida forte e muito capim elefante e depois bambus até o vale, começa outra subida e mais a frente uma descida leve, chegamos numa pedra preta, seguimos reto (têm 2 caminhos a esquerda e a direita). Começa outra subida forte, mais descida e subida até o picos dos Ivos (03:45hrs - 2410msnm), começa descida forte escorregadia e capim elefante até vale chegamos numa área de campina e pegamos trilha à esquerda e começa outra subida forte. ..e mais à frente descida forte....aí começa outra subida forte...mais uma descida forte até vale em 04:55hrs - 2370msnm. Aqui começa a última subida até o pico dos 3 estados ...achávamos que era....kk Mais em cima começa outra descida leve e curta, aí sim a ataque final ao pico dos 3 estados. 05:51hrs - 2575msnm. RETORNO O retorno foi bem mais tranquilo, pois diferentemente da Pedra da mina, aqui não tinha piso com pedras soltas, o que facilitou muito. Sem dúvida o visual na volta é muito mais bonito, pois ficamos de frente com as montanhas e o Pn do Itatiaia bem em frente. Chegamos no Ivos com 01:48hrs de caminhada. Continuamos descendo, como já conhecíamos bem o trecho chegamos rapidamente à casinha onde dormimos na fazenda do Pierre 04:17hrs - 1780msnm, pegamos nosso carro que estava embaixo das árvores, descemos pela mesma estrada toda esburacada e logo chegamos a casa do Luciano, onde efetuamos o pagamento, ali resolvemos dormir novamente no Hostel Serra Fina. Passamos num supermercado em Itanhandu e compramos nossa janta. Hospedagem: Hostel Serra Fina, Passa Quatro-mg, ver descrição dias anteriores Na ida não deu pra tirar fotos pois estava muito escuro, aqui uma das inúmeras subidas fortes Esse é o lugar que erramos e muita gente também, pela quantidade de trilhas existentes no topo desse pequeno pico, se notarem bem tem uma trilha subindo, bem batida, aqui sim tem risco de se perder mesmo O céu sem nenhuma nuvem e alguns picos para subir Trecho com muitas pedras e um visual maravilhoso, depois desse topo tem uma descida bem complicada numa laje de pedras Lindo visual da parte alta do PN do Itatiaia Agora é bem fácil, era só descer e subir aqueles picos, logo ali...mas para chegar ali foi bem.complicado mesmo, e o sol batente forte apesar de ser inverno. Aqui já começamos a encontrar o pessoal que estava terminando a serra fins, muitos deles com pouca ou nenhuma água Essa foto não está errada e nem foi tirada na subida da "Misericordia" no Pico da Mina, esse é mais um pico dos inúmeros que subimos para chegarmos ao topo do pico dos 3 estados Alguns trechos complicados em pedras, como calma subimos sem grandes problemas Outro "misericórdia" para subir Agora é "só" descer e subir aqueles morrinhos ali e pronto chegaremos...mas não foi "tão" fácil chegar até lá no topo Chegando ao topo do pico dos 3 estados, e o céu ainda sem nuvens. Outra simples homenagem ao nosso site, ao fundo a parte alta do PN do Itatiaia, com destaque ao pico das agulhas negras Agora voltar tudo de novo, aqui início da descida desde o topo Terminando uma grande subida Esse lugar é simplesmente maravilhoso Agora é só descer Reta final..... Trecho bem arborizado na chegada à Fazenda do Pierre THE END
  7. Olá, Meu nome é Wilder,estou com a intenção de viajar até a chapada dos veadeiros sozinho,moro em Goiânia e estou procurando economizar,dei uma lida nos últimos relatos de viajantes e me parece que a saída para alto paraíso/São jorge é a partir de brasília,alguém pode me confirmar? Também estou a procura de alguém que possa estar indo para o mesmo destino em alguma data de Novembro/19,quando estarei de férias. Pretendo ficar aproximadamente 7 dias,caso alguém tenha interesse para o mesmo destino/período, podemos conversar sobre maiores detalhes sobre: datas,caronas e custos gerais. Grato!
  8. ROTEIRO À PÉ: RIO GRANDE DO SUL: Portão Bom Princípio Carlos Barbosa Garibaldi Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos Bento Gonçalves - Pinto Bandeira Bento Gonçalves - pela cidade Bento Gonçalves - caminho de Pedras Caxias do Sul - flores da Cunha Caxias do Sul - estrada dos imigrantes Nova Petropolis Gramado - Natal de Luz Canela - Cachoeira do Caracol Gramado - pela cidade (parques, centro) Santa Maria Herval Picada Café Ivoti Sapiranga Três Coroas São Francisco de Paula São Francisco de Paula (parques, lagos e pela cidade) Tainhas Cambará do Sul Cambará do Sul - Canyon Itambezinho Cambará do sul - canyon Fortaleza Torres - praia SANTA CATARINA: Praia Grande - descida Serra do faxinal Balneário Gaivota - Praia Balneário arroio do Silva - Praia Balneário Rincão - Praia Balneário corrente - Praia Farol de Santa Marta - Praia Laguna - cidade histórica + Praia Orleans Guatá (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro Bom Jardim da Serra ROTEIRO DE ÔNIBUS : São Joaquim Urubici Bom Retiro Lages Fraiburgo CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA: Videira Treze Tílias Água Doce Jaborá Concórdia Seara Chapecó PARANÁ (ÔNIBUS): Curitiba Paranagua Morretes QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias PESSOAS: No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado. Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada). Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas. Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos. CIDADES: Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal). ESTRADAS: Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região. COBRAS: Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada. Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima). ANIMAIS SELVAGENS: Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós. PRECONCEITO: Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda. O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado. O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto. Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo. PREÇOS HOTÉIS: Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores, Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista. Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo. PREÇOS REFEIÇÕES: variou de $10 a $35 por pessoa à vontade. Peso : de $20 a $44 o quilo. Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas. ABUSO CONTRA TURISTA: Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante: Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois. Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável! Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema. CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir. .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo. .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho). .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer. SEGURANÇA: Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados. .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado. NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM: Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.
  9. 31/01/2019 a 05/02/2019 - San Pedro de Atacama. Apenas relembrando que o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama, fica na cidade de Calama distante 100 km um do outro, dá mais ou menos 1 hora e 30 minutos de carro. Após desembarcar no aeroporto em Calama, você é surpreedido por várias agências de turismo que realizam o transfer entre as cidades que mencionei anteriormente. Os preços não são caros e nem baratos. Acho que vale a pena por conta da praticidade, pois eles vão te deixar bem na frente do hostel, caso você já tenha realizado a reserva anteriormente. Eles cobravam 12.000 pesos chilenos apenas para ida, que dá em torno de R$ 70,00 e 20.000 pesos com ida e volta que vai dar uns R$ 120,00. De ônibus não compensa porque é um pouco mais trabalhoso, já que você tem que ir até o Terminal de ônibus no centro da cidade de Calama, que fica a uns 7 km do aeroporto, com todas as suas malas. De lá vai ter que combinar com os horários de saída desses ônibus e também a disponibilidade. Chegando em San Pedro de Atacama, terá que caminhar até a sua hospedagem. E a economia não é tão considerável. Então recomendo utilizar do serviço de Van, os detalhes estão no video abaixo: Video - Transfer Van Calama à San Pedro de Atacama Em San Pedro de Atacama, fiquei num hostel chamado Aji Verde. Apesar deles terem preços baixos comparado a média da cidade, o ruim é que ficava um pouco afastada do centro, o que era um incômodo quando as ruas ficam cheias de lama ou quando se tem um calor infernal. Não gostei muito do local, porque geralmente ocorriam blecautes, haviam vazamentos em dias de chuva e os quartos meio que tinham um cheiro peculiar. Mas não espere muito das hospedagem em geral da cidade, porque a grande maioria são assim. Caso queira um lugar decente, vai pagar muito caro por isso. Fiz a besteira de reservar e pagar antecipadamente (no momento do check-in) todos os 5 dias de estadia e isso me prejudicou bastante, pois fui na época do tal "Inverno Altiplânico", que geralmente ocorre durante o Verão nos meses de Dezembro à Março. Com isso temos o alto índice de chuvas na região que acabam alagando toda a cidade e os demais pontos turísticos ou passeios. Então você acaba ficando ilhado em alguns dias, sem poder fazer NADA, tampouco entrar ou sair da cidade. Como não queria perder o valor da hospedagem, acabei ficando os 5 dias em Atacama, esperando as chuvas secarem, sem poder fazer um plano B, que era talvez sair da cidade. Paguei em torno de 86.500 pesos chilenos para 5 noites e 2 camas, não ofereciam café da manhã. Então a diária por cama estava saindo por R$ 48,00 o que estava um pouco acima do que havia pagado em todas as viagens até agora. E foi o primeiro hostel em que tivemos a nossa comida furtada dentro da geladeira, o que achei bem desagradável, realmente presenciei os "ratos de geladeira". Não recomendo o local, acredito que existem opções melhores e mais próximo ao centro da cidade. Os videos do local estão no video abaixo: Video - Hostel em Atacama (Aji Verde) Como estava em época de chuvas, todos os parques e os passeios estavam fechados durante os 5 dias que fiquei na cidade. Teve dias em que a estrada principal estava fechada por conta das chuvas. Lembrando que nesse período é arriscado até para as pessoas que planejam atravessar do Chile até o Peru via as cidades de Arica e Tacna, porque as inundações destruíam pontes e rodovias. Sempre digo uma coisa EVITEM ATACAMA NO VERÃO, entre os meses de Dezembro à Março. É caro e tem um grande risco de jogar dinheiro fora, talvez não consiga nem sair da cidade. Os poucos pontos turísticos que visitei em Atacama estão registrados no video abaixo: Video - Atacama em 5 dias Segue algumas dicas antes de chegar em Atacama: 1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera. 2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável. 3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores. 4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas). 5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias. 6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedagem, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel. 7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles. 9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos. Segue abaixo a média praticada dos passeios em Atacama, que compilei de 3 a 4 agências de turismo da região: * Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total. Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos Pukará de Quitor: 3.000 pesos * Bolivia Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada) Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada) Passados os 5 dias na cidade, em que fiquei somente no centro da cidade ou no hostel, estava doido para sair de Atacama. Comprei a passagem para ir de San Pedro de Atacama até Arica. De Arica estava planejando em atravessar a fronteira até a cidade de Tacna no Peru, MAS por conta dessas malditas chuvas as estradas estavam todas fechadas o que afetou e muito o meu planejamento e vários perrengues que passei na viagem. Os detalhes relatarei no próximo post. Valeu!
  10. Pico dos marins 07/07/2019 bora so chamar 11 947694840 procuro companhia pra subir a trilha pico dos Marins
  11. No primeiro mergulho da manhã deste dia encontramos um natiloide, que é uma espécie de molusco pré histórico. Podem ser encontrados numa profundidade de até 500m. É comum encontra-los no leste do oceano índico. Finalmente chegamos em Osprey Reef, as marolas ajudou e passamos a madrugada inteira a todo vapor rumo a esse requisitadíssimo lugar pelos mergulhadores, chamado Osprey Reef. Estava todo mundo na expectativa, é um lugar repleto de enormes tubarões. Fizemos uma espécie de arquibancada natural para assistir a alimentação dos tubarões. Fomos nos acomodando nas rochas de forma circular, onde no centro será despejado as carcaças de peixes para os tubarões. Os enormes tubarões iam chegando na medida que o odor desses peixes se espalhavam pelo mar. Achei um espetáculo a concentração de tantos tubarões, foi um dos cenários mais incríveis que já presenciei. Os corais nessa região são muito bonitos e diferentes. É um paredão enorme colorido formado pelas algas e corais, deixando as imagens sensacionais e exóticos Tivemos a companhia de um cardume de barracudas. No final da tarde após os mergulhos, fomos brindados com uma bela confraternização. Para voltar ao continente desembarcamos em Lizard Island, onde peguei um vôo de volta a Cairns. A ilha é muito bonita, tem vários mirantes com belos visuais, mar cristalino e uma sensação de paz e muita tranquilidade. Achei esse sobrevôo sobre os corais um verdadeiro espetáculo. Foram 4 horas de vôo até o aeroporto de Cairns. Aproveitei que estava no aeroporto e comprei uma passagem até Sidney. O Centro é formado por prédios e praças, representando um mundo corporativo. Essa é a casa da Ópera de Sydney, também conhecida como Teatro de Sydney, é um dos edifícios de espetáculo mais marcantes a nível mundial, e um dos símbolos da Austrália. Sua construção foi iniciada em 1959. Aproveitei e visitei o Aquário de Sidney. chegando a ter mais de 650 espécies e mais de 6 mil peixes e outros animais aquáticos de toda a Austrália. O Aquário de Sydney foi aberto em 1988, durante as comemorações do Bicentenário australiano. É um dos maiores aquários do mundo. Vale a pena conferir!
  12. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  13. Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista.... Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen imagina pegando 1 grau em gramado!!! Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm. O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo ) Le parque farroupilha no seu esplendor verde Aquela foto bem maneira e clássica no centrão Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa. Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão. Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero. A tão comentada Gonçalo de Carvalho O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍 Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito). GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro. O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita. Casa de cultura Mário Quintana War.......War never changes O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus. A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício. Dia 09-10: De POA para Torres. Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes o que é mais a minha cara. Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. E cá estamos em Torres, que beleza! Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também. Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse: Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje.... A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada. Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres. O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽 Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores Um pouco da vida local Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora? De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país. Acredite, isso vai bem longe... Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar. O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica. Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais..... ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️ Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado. Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou? Era o sentimento naquela segunda A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá? Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍 A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!! Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também. Dia 15: La Cittá pela terra da Uva No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer? Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva. O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver. "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!" Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa Exposição da imigração italiana no museu municipal Catedral de São Pelegrino Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas. Legendas são dispensáveis Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação. A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear. Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem. Gramado e seu clima para romances O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto. os gigantes na estrada em obras A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas? O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento. Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra. Aquele clima padrão europeu, adoro! A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes. Que visão é essa cara! Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões. Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante. Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei. O Lago negro nos dias ensolarados E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê! Agora as infos básicas: Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um. Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento. Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios. Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante. Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer. Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado. Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade. Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região!
  14. E ai pessoal, tudo certo? To vendendo minha barraca, usada umas 5 vezes mais ou menos. Motivo: Comprei outra para apenas 1 pessoa. A barraca está em perfeito estado, nenhuma observação a ser feita. Lembrando que a Trilha e Rumos da garantia vitalícia contra defeito de fabricação. Características técnicas • Costuras seladas – SIM • Resistência – Mínima de 2000mm de Coluna Dágua • Tratamento contra raios UV – SIM – tratamento de 50+ UV • Peso – Aprox. 3,8 kg. • Medida embalada – Aprox. 45 cm x 20 cm de diâmetro • Material do Sobreteto – Em náilon resinado • Material do Quarto – Em náilon fino, bastante ventilado • Material do Piso – Trama impermeável de material plástico • Armações – fibra ôca com proteção em PVC • Material dos Espeques – de aço • Materiais que acompanham – 01 Corpo de Barraca, 01 Sobreteto, 03 Jogos de armação, 15 Estacas de Aço, 6 Esticadores (cordinhas), 1 Estante interna (rede), 1 Embalagem para transporte com alças. * estas informações valem para itens atuais. Algumas versões deste modelo de barraca podem ter valores e itens diferentes. Capacidade: 2 pessoas Comprimento: 2,05 m Largura: 1,50 m Altura: 1,20 m Peso: 3,8 kg To pedindo R$450,00. Posso fazer um anúncio no ML caso queira parcelar o valor. Sou de Criciúma - SC, e finais de semana vou pra Torres - RS, caso alguém queira retirar em mãos ou ver ela. Abraços!
  15. Alor, Estou cogitando ir pra Chapada no feriado de novembro, mas pelo que tô pesquisando, ir sozinha sem agência é beeeem perreio. Alguém anima ir nessa data e dividirmos os corres? bjs
  16. 24/01/2019 a 26/01/2019 - Mendoza. Na verdade eu vim mais aqui nesta cidade, pois a minha intenção inicial era atravessar a Cordilheira dos Andes via ônibus, durante o trajeto até Santiago. Sempre ouvi falar da famosa estrada Los Caracoles (Caracol) e posso dizer que realmente a vista foi fantástica. Voltando sobre a cidade, para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas do Rio Grande do Sul, vai se decepcionar de Mendoza. Apesar de ter uma abordagem diferente, creio que nesse quesito o nosso Brasil está bem melhor. Então evitei de realizar esses passeios. Existe um tour para visitar o Aconcágua, mas como iria para Atacama, creio que valeria a pena gastar o meu dinheiro lá, já que é bem melhor. Separei 1 dia para realizar um "City Tour" pelo centro, mas nada que tenha me impressionado, já que a grande maioria deles estavam em reformas. No verão a cidade é bem abafada e quente, no inverno é bem frio. Sempre recomendo optar por um hostel que tenha ar condicionado, senão vai se arrepender e muito. Sobre a hospedagem fiquei no Windmill Hostel. Por 2 noites e 2 camas paguei 1.620 pesos, que daria R$ 162,00. Então o valor da diária e por cama estava po R$ 40,00 aproxidamente, o que é um valor justo. O local oferecia café da manhã, tinham pães preparados no próprio local, o ambiente era bem legal para conhecer as pessoas, o atendimento também foi bom. Uma pena é que acabei escolhendo um quarto sem ar condicionado e estava muito, mas muito abafado. Em relação ao câmbio de moedas, recomendo o local abaixo que foi bem confiável: * Cambio Santiago em Mendoza Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina http://www.cambiosantiago.com.ar/ O ruim dessa cidade é a "Siesta", que é um horário na parte da tarde entre 13:30 às 16:00 em que as pessoas reservam para cochilar. Toda a cidade fecha, exceto Mc Donalds, alguns grandes restaurantes ou vinícolas. As ruas ficam desertas, achei isso bem estranho, sei que é questão cultural, mas achei isso inútil e contra-produtivo. Os detalhes dos pontos turísticos visitados estão no video abaixo: Video - Mendoza Após a visita a esta cidade me dirigi para a cidade de Santiago, escolhi a empresa de ônibus CATA International para realizar a travessia da Cordilheira dos Andes. Sempre reserve um dinheiro para pagar a gorjeta dos guarda-malas, senão as pessoas vão fazer cara feia. O valor da passagem saiu por 1.200 pesos por pessoa, então em R$ 120,00 o que achei o valor razoável. O ônibus foi bem confortável, eles ofereciam lanches e bebidas a bordo, mas não gostei que eles trancaram o toalete, forçando as pessoas a se segurarem até chegar na imigração do Chile. A avaliação e os detalhes deste trajeto estão no link abaixo: Video - Ônibus CATA International (Cordilheira dos Andes) Fiz um video em separado comentando sobre a imigração entre a Argentina e o Chile: Video - Imigração Argentina e Chile Por fim, registrei as imagens da descida na estrada de Los Caracoles, que é fantástica: Video - Estrada de Los Caracoles No próximo tópico estarei comentando sobre a cidade de Santiago.
  17. Não se dá gorjeta no Japão para nada! É ofensivo. Uma maravilha. Nem para garçon em restaurante. No caso dos voluntários , o acordo é pagar despesas com transporte e alimentação ( dentro do seu orçamento, se for almoçar um sanduiche, pagar um sanduiche para o guia, se for num restaurante, convidá-lo). No meu caso , levei lembrancinha do Brasil - bananada e um souvenir do Rio de Janeiro. E paguei o almoço. Eu nem precisei pagar transporte, pois as tres guias com que sai tinha passes mensais .
  18. Boa Noite pessoal. Tudo bem? Sou nativa de Barreirinhas(cidade portal de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), lendo os comentários de vocês gostaria de informar que nossas chuvas começam a partir de Dezembro e que esse ano de 2019 choveu tanto como a 10 anos não havia chovido assim na região. Estamos com varias lagoas cheias sendo visitadas nessa época do ano. Para quem prática o trekking nos trechos das caminhadas ainda tem muitas lagoas cheias e grandes que não irão mais seca pois mês que vem começa as chuvas. Informo também que nossa cidade tem um lindo Rio chamado Preguiças que abrange a cidade de Barreirinhas aonde existe passeios de kaiak para conhecer e assimilar a cultura local. Um abraço e espero ter ajudado de alguma forma.
  19. Boa Noite pessoal. Tudo bem? Sou nativa de Barreirinhas(cidade portal de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), lendo os comentários de vocês gostaria de informar que nossas chuvas começam a partir de Dezembro e que esse ano de 2019 choveu tanto como a 10 anos não havia chovido assim na região. Estamos com varias lagoas cheias sendo visitadas nessa época do ano. Para quem prática o trekking nos trechos das caminhadas ainda tem muitas lagoas cheias e grandes que não irão mais seca pois mês que vem começa as chuvas. Informo também que nossa cidade tem um lindo Rio chamado Preguiças que abrange a cidade de Barreirinhas aonde existe passeios de kaiak para conhecer e assimilar a cultura local. Um abraço e espero ter ajudado de alguma forma.
  20. Mata de bétulas amarelando às margens do Rio Tjäktjajåkka 5º DIA - 03/09/19 - de Singi a Teusajaure Distância: 22km Maior altitude: 788m no platô entre os refúgios Kaitumjaure e Teusajaure Menor altitude: 499m no Refúgio Teusajaure Resumo: nesse dia desci do Refúgio Singi ao Refúgio Kaitumjaure num desnível de 105m acompanhando o Rio Tjäktjajåkka. Em seguida atravessei um platô numa subida de 203m e descida de 289m ao Refúgio Teusajaure. Logo cedo lebres corriam entre as casas do refúgio. Felizmente o vento gelado da tarde anterior cessou e o sol da manhã espantou o friozão. Conversei mais um pouco com os simpáticos anfitriões e deixei o local às 11h03. Seriam 13km diretamente para o sul até Kaitumjaure e depois, numa guinada para sudoeste, mais 9km até Teusajaure. Continuo acompanhando o Rio Tjäktjajåkka. No caminho uma garota solitária colhia berries e me mostrou algumas que eu não conhecia, dando o nome de cada uma. Foi aí que eu descobri qual era a lingonberry dos sucos dos refúgios. Às 13h05, após passar entre duas belas montanhas rochosas, o vale se abre e a trilha desce às margens do rio, que também se alarga. Mais abaixo ressurgem as árvores, que eu não via desde o segundo dia de caminhada. Às 13h52 cruzei por uma ponte suspensa o Rio Tjäktjajåkka e a paisagem mudou bastante. Às margens do rio aparece uma linda mata de bétulas com as folhas amareladas pelo final do verão. Descendo avisto à esquerda (sudeste) o grande e verdíssimo Lago Padje Kaitumjaure e me despeço do Rio Tjäktjajåkka, que vinha acompanhando desde o Passo Tjäktja no dia anterior, pois ele deságua nesse lago. Alcanço o Refúgio Kaitumjaure às 14h54 e sou efusivamente recebido pela comunicativa Mônica, que me ofereceu suco (de lingonberry, claro), me explicou todo o meu futuro trajeto no mapa e me informou a respeito dos barcos que eu teria de tomar a partir de Teusajaure. Seriam quatro barcos até meu destino final, Kvikkjokk, num total de SEK 900 (US$ 96). A travessia estava começando a pesar no bolso... Altitude de 612m nesse refúgio, que tem sauna e mercadinho, mas não tinha pão sueco nesse dia. Comprei uma lata de almôndegas que comi com pão sueco (que tinha na mochila) ali mesmo nas mesinhas de piquenique. Não era boa a almôndega mas a fome é o melhor tempero. A garota das berries fez seu lanche ali também. Ela era americana. Deixei o refúgio às 16h26 para mais 9km até Teusajaure, de agora em diante para sudoeste, me afastando do bonito lago. Desci até o Rio Kaitumjåkka e o atravessei por uma ponte suspensa às 16h52. Segui-o por sua margem direita verdadeira por cerca de 900m e no caminho cruzei uma inusitada porteira de varas. A trilha se afasta do rio e começo a subir a encosta, o que me levou a um extenso platô que atravessei ainda na direção sudoeste. A chuva me pegou nesse platô e tive de vestir toda a roupa impermeável. Muita pedra nesse trecho. Alcancei o topo do platô (788m) às 18h14 e em menos de 10 minutos iniciei a descida. Às 18h55 cruzo um rio e passo a acompanhá-lo. Quando a descida para Teusajaure se torna bastante inclinada esse rio forma bonitas cachoeiras. Ignorei o aviso de "Último ponto de acampamento gratuito. Taxa de acampamento a partir daqui" que vi na descida e cheguei ao Refúgio Teusajaure às 19h19. A chuva havia parado. Esse refúgio fica às margens do Lago Teusajaure e tem sauna e mercadinho. Fui muito bem recebido novamente pelo anfitrião Roland mas tive de me afastar do refúgio para acampar sem pagar a taxa de SEK 250 (US$ 26,71) (ao sul de Singi vale uma outra tabela de preços, um pouco mais barata). As últimas cachoeiras da descida do platô são visíveis do refúgio e a água que bebemos vem delas, coletada atrás das casas. Reencontrei a Lílian, a americana das berries, e acampamos perto um do outro. Altitude de 499m no Refúgio Teusajaure. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 6,6ºC Barco para cruzar o Lago Teusajaure 6º DIA - 04/09/19 - de Teusajaure a Vakkotavare Distância: 13km Maior altitude: 938m no platô entre os refúgios Teusajaure e Vakkotavare Menor altitude: 451m no Lago Akkajaure Resumo: nesse dia cruzei um extenso platô num desnível positivo de 439m e negativo de 487m. Caminhei dentro da área do Parque Nacional Stora Sjöfallet. Desmontei a barraca logo cedo, antes até de tomar o café, pois ameaçava chover de novo. Comprei mais pão sueco no mercadinho e às 9h estava no píer para tomar o barco para a outra margem do Lago Teusajaure. Além dos trilheiros que estavam no refúgio apareceu um grupo de 17 outros que acamparam lá no alto, antes da descida do platô. O barco comporta só 4 pessoas por vez e é conduzido pelo anfitrião do refúgio, o Roland, que teve de fazer várias viagens. Esse grupo de 17 pessoas era de Malta! A travessia dura apenas 2 minutos no barco a motor. Ela pode ser feita com barco a remo também, o próprio trilheiro remando, mas nesse caso pelo menos um barco precisa ficar ancorado em cada lado do lago. Isso significa que se você tiver o azar de encontrar apenas um barco a remo ancorado, terá de cruzar o lago três vezes para rebocar outro barco para o lado onde iniciou a travessia. Ao cruzar o lago estava entrando na área do Parque Nacional Stora Sjöfallet, criado em 1909, um dos primeiros parques nacionais da Europa. Do outro lado tomei o café da manhã e pus o pé na trilha às 9h41. O caminho começa no rumo oeste mas logo dá uma guinada para o sul e se mantém assim até Vakkotavare, distante 13km. Já inicia com uma subida pela mata. Em apenas 100m há uma trilha saindo para a esquerda com a placa "Raststuga 75m" (algo como abrigo de descanso). Fui xeretar e encontrei um abrigo de emergência de nome Dievssajávri. Estava menos limpo que os anteriores mas daria para passar a noite. Voltei à trilha principal e a retomei para a esquerda, subindo ainda. Essa subida foi suave mas constante até o topo de um extenso platô, a 5,4km dali. Logo no início, ao sair da floresta de bétulas avisto o Lago Teusajaure ficando para trás e a chuva chegando. Parei para vestir a capa de chuva, mas felizmente o vento levou a chuva pela extensão do lago, de oeste para leste, e eu estava me afastando para o sul. Parei para guardar a capa de chuva... de novo. Às 11h alcancei uma bifurcação com uma lacônica placa "Bro" (= ponte, mas eu não sabia) apontando para a direita. O gps dava os dois caminhos como possíveis sendo o da esquerda mais curto - continuei subindo por esse lado. Logo a trilha desceu para cruzar um rio. O desvio à direita, por ter uma ponte, certamente era mais fácil, mas por ali também não foi complicado, bastando procurar o local com mais pedras para não ter de tirar as botas. Com esse atalho, passei quase todos os que estavam à minha frente. Subi até o ponto mais alto do grande platô (938m) e já iniciei a suave descida às 11h31. Cruzo um riacho. O caminho é bastante pedregoso também. A sudoeste avisto uma bela cadeia de montanhas nevadas com os cumes encobertos por nuvens. Uma delas é o Pico Sarektjåkkå, terceiro mais alto da Suécia depois dos cumes norte e sul do Kebnekaise. Cachoeira na chegada a Vakkotavare Nesse trecho de descida a Vakkotavare pelo platô foi onde vi o maior número de renas. Eram muitas, muitos grupos espalhados pelo extenso campo verdejante. Como eu tinha passado todos os outros e estava na dianteira, tive a oportunidade de vê-las mais de perto, ainda não assustadas com a presença de gente. Às 13h14 a paisagem muda. Visualizo o grande Lago Akkajaure à minha frente e até ele uma longa descida forrada por uma floresta de bétulas. Na descida cada vez mais íngreme me aproximo de um rio, que despenca em lindas cachoeiras à esquerda da trilha. Já dentro da mata cruzo o rio e sou o primeiro a chegar a Vakkotavare, às 13h49. A primeira impressão não foi tão boa porque o refúgio fica na beira de uma rodovia... voltar à civilização depois de oito dias na montanha é sempre um choque, mas fui muito bem recebido pela simpática e sorridente Birgitta e seu marido Anders, porém sem suco dessa vez. O refúgio tem mercadinho mas não tem sauna e é o primeiro com essa configuração (todos os outros tinham sauna e mercadinho, ou nenhum dos dois). O rio das cachoeiras passa bem ao lado e é a principal fonte de água. A Lílian foi a segunda a chegar e se decepcionou ao saber que não havia ônibus à tarde para Kebnats, para a continuidade da travessia. A partir de 02/09 só circula o ônibus das 9h50 (não mais o das 14h35). Ela andou rápido à toa e agora teria que aguardar o ônibus do dia seguinte. Eu já tinha essa informação desde o Refúgio Kaitumjaure, dada pela Mônica. Esse ônibus vai de Ritsem a Gällivare e pode ser uma rota de fuga da Kungsleden, se necessário, pois em Gällivare há trem para Estocolmo. Como sempre, acampar ao lado do refúgio implicava pagar uma taxa (SEK 250 = US$ 26,71), então o Anders nos indicou bons lugares para acampar de graça às margens do Lago Akkajaure, do outro lado da rodovia, protegidos do vento pela mata. Não tinha pão sueco no mercadinho, comprei feijão em caixinha. Altitude de 459m no Refúgio Vakkotavare. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 3,7ºC O Refúgio Saltoluokta tem os banheiros mais criativos 05/09/19 - de Vakkotavare a Saltoluokta Esse foi um dia de deslocamento em ônibus e barco até o Refúgio Saltoluokta. Lá não dei continuidade à caminhada por causa da chuva incessante. Aliás ninguém continuou a caminhada por esse motivo. Em Vakkotavare tive de novo de desmontar a barraca às pressas pois a chuva estava chegando. Corri para o refúgio com a barraca na mão e organizei a mochila na oficina do Anders pois não poderia entrar no refúgio sem pagar o day visit. Às 9h50 eu, a Lílian, o grupo de 17 pessoas de Malta e várias outros trilheiros pegamos o ônibus para Kebnats sob chuva fraca. Custo da passagem: SEK 95 (US$ 10,15). O ônibus tinha tomadas para recarregar o celular, mas não tinha wifi. O motorista fez uma parada no Hotel Stora Sjöfallet e pude usar o wifi aberto para dar notícias de que estava vivo. No mercadinho comprei pão sueco e queijo com camarão em bisnaga. Descemos na beira da estrada ainda sob chuva em Kebnats às 11h15 e caminhamos 400m até o píer para pegar o barco das 11h20 para cruzar o Lago Langas. Como lotou foi preciso fazer uma segunda viagem, na qual fomos eu, a Lílian e 3 pessoas que ficaram do grupo de 17 de Malta. Custo do barco: SEK 200 (US$ 21,37), podendo pagar com cartão de crédito. Travessia de 11 minutos. O Refúgio Saltoluokta é uma estação de montanha da STF. Ali você encontra um público totalmente diferente dos outros refúgios. A grande maioria vai para descansar no fim de semana ou participar de eventos ou simplesmente saborear a comida especial preparada pelos ótimos cozinheiros (o jantar é bem caro). Nesse dia estava acontecendo um grande evento e o refúgio estava lotado. Eu já estava desacostumado de tanta movimentação, mesmo assim fiz questão de almoçar pois já estava cansado de pão sueco e comida industrializada. Mas antes fui procurar um lugar distante do refúgio o suficiente para não pagar a taxa de acampamento de SEK 250 (US$ 26,71) e montei a barraca numa curta trégua que a chuva deu. O almoço era um buffet à vontade por um preço bem camarada, SEK 120 (US$ 12,82). Choveu o resto do dia. Esse refúgio é muito antigo. O primeiro refúgio em Saltoluokta foi contruído em 1912! Atualmente tem sauna, mercadinho, loja de roupas e souvenirs. Mas por conta desse excesso de gente o atendimento é muito ruim, as garotas são estressadas e atendem com má vontade. Os banheiros (gratuitos mesmo em estação de montanha) são os mais criativos da Kungsleden, cada cabine decorada com um tema diferente. Na travessia de barco de Kebnats a Saltoluokta eu saí dos limites do Parque Nacional Stora Sjöfallet, no qual havia entrado na travessia de barco em Teusajaure no dia anterior. Altitude de 400m no Refúgio Saltoluokta. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: 4,3ºC Igreja sami em Saltoluokta 06/09/19 - Saltoluokta Permaneci acampado em Saltoluokta porque o tempo ainda não estava bom, céu carregado, podia voltar a chover a qualquer momento. Confesso que pensei em parar a travessia nesse dia e ir embora. A combinação de dias cinzentos, chuvas repentinas e frequentes, paisagem sem nada de espetacular e bastante frio estava me tirando o ânimo de continuar. O gasto de SEK 600 (US$ 64) nos dois barcos seguintes também estava pesando contra. Conversei com outros trilheiros no refúgio sobre os planos de cada um, consultei o yr.no e resolvi continuar a travessia, mas só no dia seguinte. Isso porque a única razão de eu continuar era para subir a montanha Skierfe e eu queria estar lá com sol (ou pelo menos sem chuva). E o Yr previa tempo bom para daí a dois dias, justamente quando eu chegaria lá. Almocei no refúgio e aproveitei o resto do dia para conhecer o vilarejo sami próximo dali, com sua singular igrejinha. Temperatura mínima durante a noite fora da barraca: -0,1ºC
  21. PICO 3 ESTADOS BATE/VOLTA - ITAMONTE - MG 31° dia - 28.07.2019 - Domingo Saída da casinha fazenda do Pierre, ida até pico dos 3 estados +-18 kms em aprox. 10:08hrs Acumulado total: 306 kms IDA Acordamos bem cedo, arrumamos as coisas rapidamente e começamos a trilha à esquerda da casinha, no inicio subida leve em trilha bem larga, dentro dum bosque, a noite estava bem escura. Depois de 30 minutos chegamos na primeira bifurcação e viramos à direita(como estava escuro dava para ver as plaquinhas reflexivas nas árvores à partir dali). NOTA IMPORTANTE: Cuidado na subida, principalmente nas regioes que tem bambus, pois foram cortados e ficam virados para quem sobe, são pontiagudos, alguns na altura do rosto, quase entrou um no meu olho, poderia perder um, se ele entrasse um centímetro abaixo. Alguns relatos asseguram que não existem bambus desse jeito, mas realmente tem, PORTANTO CUIDADO NOS TRECHOS COM BAMBUS. Na volta os bambus servem de apoio para descer os lugares íngremes. Depois de 01:30hrs chegamos num descampado e seguimos à direita com lindo visual de montanha - 2085msnm, logo a seguir começa subida forte em pedras e terra com mais bambus e capim elefante Após 15 minutos chegamos numa bifurcação e viramos à direita subindo ...mais 2 minutos outra bifurcação viramos à esquerda Mais alguns metros chegamos num mirante e começamos a descer, pouco tempo depois começa outra subida com muitos bambu e capim alto, trecho de trilha com difícil marcação. Obs.: esse trecho tem algumas bifurcações que podem facilmente se perder, siga a trilha mais batida. Chegamos, 02:23hrs - 2160msnm, na base de um Pequeno pico com capim(com uma trilha bem nítida subindo esse pico), seguimos essa trilha e chegamos ao topo. Obs.: apesar da trilha ser bem demarcada, não é essa que leva ao pico dos 3 estados. Funciona assim: Assim que chegar na base desse pico, tem uma trilha que começa à esquerda(tem um pequena árvore do lado direito, é em frente a ela) e logo a seguir tem uma pequena clareira e depois pega trilha com descida forte e muito capim elefante e depois bambus até o vale, começa outra subida e mais a frente uma descida leve, chegamos numa pedra preta, seguimos reto (têm 2 caminhos a esquerda e a direita). Começa outra subida forte, mais descida e subida até o picos dos Ivos (03:45hrs - 2410msnm), começa descida forte escorregadia e capim elefante até vale chegamos numa área de campina e pegamos trilha à esquerda e começa outra subida forte. ..e mais à frente descida forte....aí começa outra subida forte...mais uma descida forte até vale em 04:55hrs - 2370msnm. Aqui começa a última subida até o pico dos 3 estados ...achávamos que era....kk Mais em cima começa outra descida leve e curta, aí sim a ataque final ao pico dos 3 estados. 05:51hrs - 2575msnm. RETORNO O retorno foi bem mais tranquilo, pois diferentemente da Pedra da mina, aqui não tinha piso com pedras soltas, o que facilitou muito. Sem dúvida o visual na volta é muito mais bonito, pois ficamos de frente com as montanhas e o Pn do Itatiaia bem em frente. Chegamos no Ivos com 01:48hrs de caminhada. Continuamos descendo, como já conhecíamos bem o trecho chegamos rapidamente à casinha onde dormimos na fazenda do Pierre 04:17hrs - 1780msnm, pegamos nosso carro que estava embaixo das árvores, descemos pela mesma estrada toda esburacada e logo chegamos a casa do Luciano, onde efetuamos o pagamento, ali resolvemos dormir novamente no Hostel Serra Fina. Passamos num supermercado em Itanhandu e compramos nossa janta. Hospedagem: Hostel Serra Fina, Passa Quatro-mg, ver descrição dias anteriores Na ida não deu pra tirar fotos pois estava muito escuro, aqui uma das inúmeras subidas fortes Esse é o lugar que erramos e muita gente também, pela quantidade de trilhas existentes no topo desse pequeno pico, se notarem bem tem uma trilha subindo, bem batida, aqui sim tem risco de se perder mesmo O céu sem nenhuma nuvem e alguns picos para subir Trecho com muitas pedras e um visual maravilhoso, depois desse topo tem uma descida bem complicada numa laje de pedras Lindo visual da parte alta do PN do Itatiaia Agora é bem fácil, era só descer e subir aqueles picos, logo ali...mas para chegar ali foi bem complicado mesmo, e o sol batendo forte apesar de ser inverno. Aqui já começamos a encontrar o pessoal que estava terminando a serra fina, muitos deles com pouca ou nenhuma água Essa foto não está errada e nem foi tirada na subida da "Misericordia" no Pico da Mina, esse é mais um pico dos inúmeros que subimos para chegarmos ao topo do pico dos 3 estados Alguns trechos complicados em pedras, com calma subimos sem grandes problemas Outro "misericórdia" para subir Agora é "só" descer e subir aqueles morrinhos ali e pronto chegaremos...mas não foi "tão" fácil chegar até lá no topo Chegando ao topo do pico dos 3 estados, e o céu ainda sem nuvens. Outra simples homenagem ao nosso site, ao fundo a parte alta do PN do Itatiaia, com destaque ao pico das agulhas negras Agora voltar tudo de novo, aqui início da descida desde o topo Terminando uma grande subida Esse lugar é simplesmente maravilhoso Agora é só descer Reta final..... Trecho bem arborizado na chegada à Fazenda do Pierre THE END
  22. NEW YORK CITY - 1a PARTE 23º dia de viagem: Philadelphia -> New York City, 9 de Junho de 2019 (domingo) Trem pela 162 Northeast Regional - USD 44 Acordei 7h, arrumei minhas coisas, me despedi do Bharat e saí 7h15. Cheguei à estação 30th Street às 7h25. O trem saiu às 8h15 e 9h45 estava chegando em NY. A estação de Pennsylvania Station é enorme e tem de tudo lá: lojas, lanchonetes, restaurantes, etc. Comi um sanduíche de ovo com queijo e tomei um cappuccino (USD 10). Fui para o metrô e comprei o passe ilimitado válido por 1 semana (USD 33) ***Dica: Se você for ficar pelo menos uns 4 dias em NY (menos que isso acho que não vale a pena), aconselho muito a comprar este passe de metrô. Apesar de antigas, as linhas metroviárias te levam para praticamente todos os cantos da cidade e te faz economizar um bom tempo uma vez que o trânsito dela é infernal. Quem me hospedou lá foi um casal de amigos que eu havia hospedado pelo Couchsurfing quando morava em SP. Hj o Jesse e a Shannon moram em um incrível bairro na ilha de Manhattan chamado UPPER WEST SIDE. Apesar de não fazerem mais parte do CS, assim que ficaram sabendo que eu ia para NY fizeram questão de me receber. Quando cheguei à casa deles, fui recebido pela simpática Connie, mãe da Shannon que mora no andar de baixo. Meus amigos estavam na igreja, então deixei minha mochila e saí para conhecer o CENTRAL PARK, que ficava menos de uma quadra de lá. CENTRAL PARK Primeiro passei pelo JACQUELINE KENNEDY RESERVOIR, um lago situado bem no meio do parque. Em volta dele há uma pista onde várias pessoas caminham e corriam. Passei também pelo DELACORTE THEATER e a TURTLE POND. Conheci também o belo SHEAKESPEARE GARDEN e a SWEDISH COTTAGE. Segui caminhando até o STRAWBERRY FIELDS, onde há o memorial IMAGINE, para o John Lennon. Fazia muito calor e o céu estava aberto, então havia muitos turistas lá. Com muito esforço consegui tirar uma foto. IMAGINE Deixei o Central Park e peguei o metrô na 72th St. e voltei à Penn Station. De lá fui para o HUDSON PARK, onde se encontra o THE VESSEL: um prédio em forma de colméia com várias escadas que parecem uma obra do ESCHER. Tinha sido inaugurado em março daquele mesmo ano, então estava cheio de turistas. A entrada é gratuita, mas vc tem que pegar uma senha: peguei uma para entrar às 15h50 e era 13h30. THE VESSEL Logo ali atrás do The Vessel tem a HIGH LINE, que são trilhos de trem que foram desativados e transformaram num enorme passeio com alguns pequenos parques. É um passeio que vale muito a pena! Vc passa entre vários prédios da cidade e pode contemplar também alguns grafites. HIGH LINE Deixei a High Line na altura do CHELSEA MARKET e fui pra lá. O mercado é fechado, mas bem grande. Havia muitos restaurantes com muitos tipos de comida: italiana, alemã, frutos do mar, coreana, chinesa, japonesa, francesa, etc. Estava muito cheio e praticamente todo lugar tinha fila. Tomei uma cerveja PALE ALE** (USD 6) num bar que não aceitava dinheiro, apenas cartão - primeira vez na minha vida que vi isso. Sai do mercado e caminhei até o MCKENNA'S PUB e tomei 2 Brooklyn Lager *** que estava na promoção “2 por 1” (USD 8,50). Troquei umas mensagens com o Jesse e ele estava no Central Park. Fui até lá para tentar encontrá-lo mas não consegui. Quando voltei pra casa o encontrei em frente da porta. Tinha acabado de voltar do parque. Conheci os 3 filhos deles: Sean de 3 anos, Luke de 5 e James de 7. A Shannon preparou um delicioso jantar: salmão, cuscuz, salada de vagem e abóbora. Os pais dela, Paul e Connie, também jantaram com a gente. Conversamos um pouco e subi para meu quarto para tomar banho. Desci de volta, fiquei conversando com eles até umas 21h quando voltei para meu quarto. Respondi umas mensagens e fui dormir 23h Distância percorrida no dia: 15km Dinheiro gasto no dia: USD 58 24º dia de viagem: New York City, 10 de Junho de 2019 (segunda-feira) Acordei 7h40, arrumei o quarto e fui para o supermercado. A região de Upper West Side é bem “chique” mas tem um supermercado que é relativamente barato: o Trader’s Joe. Comprei o café da manhã (leite, peito de peru, queijo, salame e pão), alguns chocolates (para dar de lembrança) e cerveja (USD 34). Voltei pra casa, tomei café e dei uma enrolada pq chovia muito. A chuva não passou então sai mesmo assim. Por volta das 9h45 passei em frente ao MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL e já tinha uma pequena fila. Como a chuva tinha dado uma trégua, resolvi caminhar até o DAKOTA BUILDING, edifício que morava o John Lennon e fica umas 3 quadras do museu. Fui lá, tirei umas fotos e voltei. A fila tinha triplicado de tamanho e esperei uns 15 minutos pra conseguir entrar. DAKOTA BUILDING Tinha comprado antecipadamente pela internet o NY CITY PASS (USD 133) e, além da entrada no museu, o passe dá direito de ver um filme no cinema 360º que é projetado no teto em forma de domo. ***DICA: Assim como fiz em Toronto e Chicago, resolvi comprar o city pass para NY. E mais uma vez achei que foi uma ótima escolha. O passe te dá acesso às seguintes atrações: Empire State Building, Museu de História Natural, The Metropolitan Museum of Art, Deck de observação do Top of the Rock OU Guggenheim Museum, Ferry boat para a Estátua da Liberdade e Ellis Island OU Circle Line Sightseeing Cruises, Memorial do 11 de Setembro & Museu OU Intrepid Sea, Air & Space Museum O filme que eu escolhi ver foi o DARK UNIVERSE, narrado pelo Neil DeGrasse Tyson e que mostra nossa galáxia e várias outras, até chegar ao “Universe Background”. O filme também fala da “Energia Escura” e “Matéria Escura”. Curti DEMAIS! Passei por todas as alas do museu, que estava completamente lotado. Na ala dos dinossauros havia tanta gente que estava difícil até para tirar foto. Fazia um tempo ruim lá fora (chovia muito) então muitos turistas tiraram o dia para fazer atividades “indoor”. MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL Fui deixar o museu 14h45 e caminhei até o SHAKE SHACK, lanchonete que fica na rua de trás. Pedi um Shack Burger, batata e refri (USD 12,50). Além de ser pequeno, achei o lanche bem meia boca. Não aconselho comer nessa rede de fast food não. Como ainda chovia muito, decidi ir ao METROPOLITAN MUSEUM OF ART que ficava quase que na mesma reta que o Museu de História Natural, mas do outro lado do Central Park. Vi no Google Maps que ali perto passava um ônibus que cruzava o parque até o outro lado. Cheguei ao ponto bem na hora que o ônibus estava passando. O bilhete tem que ser comprado em uma máquina automática que fica no ponto. Pedi para o motorista esperar um pouco para eu comprar o bilhete, mas como chovia muito ele mandou eu entrar sem ter que pagar. Cheguei ao Metropolitan 15h30. O museu tem várias obras de arte, esculturas, vasos, estátuas, etc. Havia pinturas do Renoir e Cézanne. Gostei muito de uma chamada “Princese de Broglie”, de Jean Auguste Dominique Ingres. Outras que também me chamaram atenção foi “The Beeches” de Asher B. Durand e a “A Gorge in the Mountains” de Sanford R. Gifford. Fiquei lá até o museu fechar (17h15) e de lá fui para um pub chamado Carlow East, onde tomei 1 Fat Tire Brown Ale *** (USD 9) e 1 Whale’s Tale Pale Ale *** (USD 9). A chuva tinha parado um pouco então resolvi voltar pra casa caminhando, cruzando o Central Park. Me perdi um pouco nele, mas depois uns minutos consegui chegar até o outro lado. Cheguei em casa, tomei um banho e tomei uma cerveja conversando com o Jesse. Fui dormir 23h. Distância percorrida no dia: 16km Dinheiro gasto no dia: USD 64 25º dia de viagem: New York City, 11 de Junho de 2019 (terça-feira) Acordei 7h40, tomei café e saí 8h30. Peguei o metrô até a estação SOUTH FERRY onde sai o barco para a ESTÁTUA DA LIBERDADE. Caminhei até o BATTERY PARK onde ficam os quiosques de compra de ingresso. Como tinha o city pass, só precisei retirar o meu. Peguei o barco das 9h40. O tempo estava nublado mas começando a abrir. ESTÁTUA DA LIBERDADE Cheguei à ilha da estátua e peguei um áudio guia (tem em 12 línguas diferentes). O áudio guia falava sobre a história da Estátua da Liberdade, que foi um presente da França. Também falou do desafio de engenharia para construir uma estátua oca que suportasse o vento e chuva naquele local. A estátua é de cobre mas tem um “esqueleto” de ferro, projeto pelo Gustav Eiffel (o mesmo da Torre Eiffel). Na ilha há também um museu contando a história da estátua e um pequeno cinema mostra fotos e ilustrações da época que ela foi construída. Há também réplicas de partes da estátua (pé e rosto) que podem ser tocadas. VISTA PARA A ILHA DE MANHATTAN Peguei o barco de volta e no caminho parei na ELLIS ISLAND. Lá foi, por muito tempo, a entrada dos imigrantes que chegavam aos EUA. Há um grande museu dedicado à eles. Tem também um centro de pesquisas com registros de todos os imigrantes que passaram por lá. Fiquei só uns 20 min e voltei para NY. De volta ao Battery Park, comi um hot dog minúsculo (USD 4) e segui caminhando até o CHARGING BULL, ou TOURO DE WALL STREET. Havia centenas de turistas se acotovelando para tirar foto na estátua, então resolvi passar direto. Passei em uma loja de souvenirs e comprei umas lembrancinhas (USD 18,50). Comi outro hotdog (USD 2) e tomei uma coca (USD 4). Segui caminhando pela BROADWAY até a PONTE DO BROOKLYN. Mais uma vez, havia centenas de turistas na ponte. Cruzei a ponte até chegar na área conhecida como DUMBO - Down Under Manhattan Bridge Overpass. Passei pelo JANE'S CAROUSEL, que estava fechado e pelo TIME OUT MARKET, um pequeno mercado “descolado” com alguns restaurantes e lojas. PONTE DO BROOKLYN PONTE DE MANHATTAN Segui andando até o RANDOLPH’S BAR, que é um bar hipster e microcervejaria. Tomei 1 Orange You Lovely IPA *** (USD 10) e esperei dar 16h para começar o Happy Hour e as cervejas começarem a custar USD 7. Pedi uma Coffee Cream Ale *** (USD 7 + 1USD de gorjeta = USD 8). Essa foi, sem dúvida, a cerveja mais gostosa que eu provei em toda a minha viagem. E olha que não foram poucas, hein? Pedi outra (USD e comentei com o barman que tinha realmente gostado daquela cerveja. Ele fez questão de chamar o cervejeiro responsável que veio me agradecer. ***DICA 1: Atentem-se aos horários de Happy Hours dos bares de NY. Na grande maioria deles há descontos em cervejas e outras bebidas, geralmente entre 16h/17h até umas 20h/21h. ***DICA 2: Não deixem de experimentar essa COFFEE CREAM ALE. Vale muito, mas MUITO a pena! ***DICA 3: É possível abrir contas (tab, em inglês) na maioria dos bares. Vc deixa seu cartão de crédito de garantia e vai marcando. No final vc pode escolher em pagar no cartão ou no dinheiro. É possível debitar as gorjetas no cartão. Eles passam o valor total e no final vc escolhe a porcentagem (geralmente de 10, 15 ou 20%) que quer dar de gorjeta. COFFEE CREAM ALE Deixei o bar por volta das 18h e voltei para casa para jantar com o Jesse e sua família. Brinquei um pouco com os filhos dele na sala e jantamos. Brinquei mais um pouco com eles e saí. Fui até o outro lado do Central Park, na 5a Avenida. Ela estava bloqueada para carros e acontecia um desfile. Uma fanfarra marchava pela avenida tocando alguns clássicos como a “Dancing Queen” do Abba e a “Don’t stop me now” do Queen. Terminaram a apresentação dentro da CHURCH OF HEAVENLY REST que é linda. Os museus da região estavam com entrada gratuita (das 18h as 21h). Até pensei em entrar no GUGGENHEIM MUSEUM mas já era 20h15 então achei melhor não. CHURCH OF HEAVENLY REST FANFARRA Peguei o metro para o 230 FIFTH AVE ROOFTOP BAR, um bar no topo de um prédio com uma vista bem legal para o Empire State Building. A entrada é gratuita e tomei 1 pint de Blue Moon (USD 10). Tirei umas fotos e fui embora. Caminhei até a Penn Station e peguei o metrô de volta pra casa. Cheguei umas 22h30, tomei banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 15,5km Dinheiro gasto no dia: USD 65 FIM DA 1a PARTE
  23. Pois bem, irei também escrever um relato sobre a viagem ao Perú, que aconteceu entre os dias 08/11 e 18/11. Fomos eu (Matheus) e minha namorada (Neila). [t1]PREPARATIVOS[/t1] Decidimos que iríamos ao Perú ali por junho desse ano. Surgiu uma oportunidade de férias para a Neila em novembro, então também iria solicitar alguns dias nesse mês. Comecei a pesquisar aqui no fórum e montei um roteiro legal pelos 10 dias que tínhamos disponíveis. Não perfeito, hoje eu faria algumas alterações, mas para um primeiro mochilão foi bom. Depois de ler bastante e deixar tudo meio pronto, foi hora de fazermos as reservas. Muitos deixam isso livre, para ir fazendo com um ou dois dias de antecedência enquanto viajam, mas decidi fazer tudo antecipadamente. Fechei os tickets do MC, transportes e hospedagens tudo em Agosto. Por um lado foi bom, peguei o dólar valendo R$ 2,21. Só teria sido melhor se já tivesse comprado ele em espécie para levar naquela época... quem iria dizer que iria subir tanto Bom, depois de gastar uma boa grana, tb precisaria investir em mochilas e vestuários, visto que não tinha nada. Comprei uma bota de trekking da Bull Terrier (R$ 250,00), uma Mochila Curtlo Mountaineer 60l + 15l (R$ 750,00), além de alguns outros artigos tipo chapéu, calça que vira calção, jaqueta à prova de água (recomendadíssima) (acho que paguei R$ 170,00 na Decathlon, que é uma loja ótima pra esses materiais) etc. Bom, no total, com a mochila, eu gastei uns R$ 1.600,00. Comprei alguns itens que se mostraram inúteis também. E eu investi alto na mochila. A maioria recomenda a Curtlo ou a Deuter... bem, Deuter é demais pro meu bolso. Adorei minha escolha, até porque pretendo fazer trilhas com ela. A Neila comprou uma Curtlo Highlander 50l + 10l (uns R$ 500,00). Estou relatando isso para o pessoal que vai fazer seu primeiro mochilão. Além da viagem, há esse gasto extra, então é sempre bom se preparar para ele. Um item indispensável é a DOLEIRA!!! Compre-a e deixe tudo que for importante nela e sempre grudado no seu corpo. Outro item que adoramos foram as meias próprias para trekking (MEIAS CANO ALTO FORCLAZ 100 QUECHUA). Sensacionais!!! Li bastante sobre o SOROCHE e decidimos antes de partir tomar umas cápsulas de uma erva chamada GINKO BILOBA. Li sobre ela em um fórum sobre montanhistas. Ela ajuda a dilatar as veias do corpo, deixando passar mais sangue e mais oxigênio. É essa dilatação que causa o Soroche. Ela precisa ser feita de forma muito abrupta, e daí causa todos os problemas. Começamos a tomar ela 7 dias antes de Cusco, para chegar já meio pronto. E continuamos tomando por toda a viagem. Acreditamos que deu certo, pq sentimos no máximo uma dorzinha de cabeça ou alguma vertigem... o cansaço não tem como fugir. [t1]07/11 - INTERIOR - PORTO ALEGRE[/t1] Moramos no interior do RS. Eu em Iraí, divisa com SC e quase com a Argentina. A Neila em Passo Fundo. Fui no dia 06/11 pra Passo Fundo para que fizéssemos a carteirinha de vacinação a ANVISA (febre amarela) (não é obrigatórias, mas vai que...) e para que trocássemos dinheiro. Cobraram absurdos R$ 2,71 cada dólar . Bom, no aeroporto deveria estar bem pior, nem olhei. Trocamos R$ 3.050,00 em espécie. Eu tinha calculado que precisaríamos de uns R$ 3.800,00. Como levamos a menos, então estava com os cartões de crédito habilitados para compras e saques no exterior. Pegamos o ônibus de Passo Fundo para Porto Alegre (custo de R$ 60,00 aproximadamente por pessoa), táxi da rodoviária até o hotel (uns R$ 30,00) e ficamos no Novotel Porto Alegre Aeroporto. Sim, é caro, mas eu queria ficar próximo do aeroporto, porque o voo saía às 07h33min do sábado. CUSTOS 07/11 Ônibus interior - Porto Alegre R$ 120,00 Táxi rodoviária aeroporto - R$ 30,00 TOTAL = R$ 150,00 [t1]08/11 - PORTO ALEGRE - LIMA[/t1] Acordamos aproximadamente às 5h. Ficamos sem café (servido somente depois das 6h30min), mas tínhamos levando alguns itens para comer. Pagamos o hotel (R$ 208,95) e eles tinham translado gratuito ao aeroporto (também, é do lado, só o que faltava cobrar). Nenhum de nós tinha ido ao exterior de avião... bem, a Neila iria andar de avião pela primeira vez. Então era tudo novidade de ficar apresentando passaporte, etc. O avião é direto, demora aproximadamente 4h30min de POA até LIMA. Saiu às 07h33min e chegou às 09h30min. Ganhamos 3 horas devido ao fuso No avião tinha um monte de brasileiro, todos fazendo doutorado e pós-doutorado que iriam para um congresso de solos em Cusco. Como não tínhamos feito check in antes, ficamos sem 2 assentos juntos, então sentamos separados. Eu do lado desses que iriam para o Congresso (tinha uns 10 ali) e a Neila do lado de um casal de dançarinos que iria ficar 2 dias em Lima e depois iriam para um festival na Colômbia (ou Venezuela, não lembro bem). Chegamos em Lima e trocamos 100 dólares no aeroporto. A cotação de 2,76. O casal de dançarinos também iria para MIraflores, então fechamos uma Van por 70 soles para todos. Já na van, quando cada um pediu para ir para um hostel diferente, o taxista disse que seria mais caro, que 70 soles era para somente um local... pois bem, fechamos por 90 soles. Daria 45 soles para cada casal. Nosso hostel foi o 511 Lima Hostal. Bem legalzinho, bem localizado, mas sem nenhuma placa de informação. Parece uma casa normal de fora. Já tinha feito a reserva de um quarto matrimonial para 2 dias. Reservei no booking.com pelo valor de US$ 74,00 a diária. Não muito barato, mas em Miraflores o preço não muda muito quando se quer quarto de casal Saímos em direção ao calçadão e depois ao Larcomar. Andamos no shopping procurando algo para comer, e eu tinha ouvido falar muito no tal do Ceviche. Pois bem achamos um local com isso e nos atracamos. Olha... nenhum gostou. Um peixe cru com um molho com um gosto de limão puro e um monte de cebola... O que salvou foi o arroz com alguns frutos do mar. Acho que foi uns 50 soles para os 2, não lembro ao certo. Esses dois prédios grandes não são o Larcomar, mas o shopping está bem em frente a eles. A foto foi tirada de dentro do shopping. Ceviche no Shopping Saímos dali e trocamos mais alguns dólares com uma cotação de 2,84 no shopping mesmo. Lá também tem um guichê de informações muito bom, uma atendente super atenciosa. Nos encheu de guias de tudo que tem em Lima e no Peru inteiro. Como o tal do Ceviche não tinha caído muito bem, e não conseguimos dormir no voo, voltamos ao Hostel dormir um pouco. Depois retornamos ao calçadão e vimos algo que queríamos fazer muito: PARAPENTE!!! Tinha anotado que o valor do passeio era de S/. 130,00. Quando fomos olhar a plaquinha estava em S/. 240,00 . Que porcaria. Muito alto para um voo de 10 minutinhos. Eles filmam, tiram fotos, mas achamos muito caro e riscamos isso da nossa lista. Decidimos ficar por ali para ver o pôr do sol, invejando quem andava de parapente... mas faz parte. Pessoal fazendo parapente (a maioria deles são pessoas que praticam mesmo, mas tinha alguns turistas) Pôr do sol en el Parque del Amor em Lima Depois do sol se pôr fomos atrás de um taxista para que nos levasse até o Parque das Águas (Parque de La Reserva). O cara queria cobrar absurdos 40 soles. Choramos um muito para ele baixar para S/. 35,00 (DICA: não pegue os taxis do Larcomar... eles são todos nessa faixa absurda de preço). Era quase 19h quando chagamos lá, e combinamos de eles ir nos buscar às 21h. Olhamos tudo, conseguimos assistir 2 vezes o espetáculo, e fomos esperar o taxistas. Bom, chegou 21h10m e nada do taxista, pegamos outro por S/. 30,00 até o Hostel. Parque das Águas Parque das Águas Parque das Águas Aqui algo importante: Gastamos S/. 75,00 de burros. Poderíamos ter economizado S/. 67,00 brincando se tivéssemos usado nesse dia o Metropolitano (http://metropolitano.pe/). Chegamos no Hostel era quase 22h e pedimos um local para comer. Nos indicaram uma lancheria umas 2 quadras longe dali, chamada de Súper Rueda. Muito boa, bem localizada e cheia. Comemos 2 hambúrgueres (aquele ceviche ainda nos atormentava) e provamos 2 Cusqueñas. Custou 36 soles tudo. CUSTOS 08/11 Voo ida e volta POA-LIMA-POA R$ 2.195,00 (incluído 2 seguros viagem, operado pela TACA/AVIANCA e comprado no Decolar.com) Novotel Porto Alegre Aeroporto R$ 208,95 Táxi Aeroporto até Miraflores S/. 45,00 Almoço S/. 50,00 Táxi Larcomar até Parque de la Reserva S/. 35,00 Entrada Parque das Águas S/. 8,00 (S/. 4,00 por pessoa) Táxi Parque de la Reserva até o Hostel S/. 30,00 Janta no Súper Rueda S/. 36,00 TOTAL = R$ 2.403,95 + S/. 204,00 [t1]09/11 - LIMA[/t1] Fomos dormir decididos que iríamos pegar o Metropolitano e iríamos para o centro histórico na manhã seguinte. Olhei que o terminal mais próximo de nós era o Ricardo Palma, na Via Expressa Passeo de la Republica. Quase 2 km de caminhada, mas é bom pra ir se adaptando a sofrer depois nas altitudes. É super tranquilo de usar o Metropolitano. Com 5 soles você compra um cartão. Ele serve para quantas pessoas você quiser. Depois é só carregá-lo com soles. Custa 2 soles cada viagem por pessoa. Gastamos então 13 soles para ir e voltar do centro histórico, sendo que se os taxistas continuassem cobrando 30 soles, teríamos gastado 60 soles no total, ou seja, 4x mais . Cada estação tem uma máquina que emite cartão e carrega ele. E era um domingo, os ônibus estavam lotados e tinha atendente ajudando os turistas perdidos (no caso, nós ). Dentro do sistema é tranquilo decidir qual linha pegar. Só dar uma olhadinha no mapa que se acha. Pegamos o busão na estação Ricardo Palma e fomos até a Estação Central (uma mega estação subterrânea). Pedimos qual saída tomar para ir ao centro histórico, e ali é tranquilinho. Pega a calle Jirón de La Únion e logo se está na Plaza San Martin (calle é rua em espanhol ok :'> ). Indo para a estação Ricardo Palma Plaza San Martin Depois essa rua vira um calçadão e tem uma igreja mega legal nela (Convento de La Merced), antes de se chegar na Plaza Mayor. Pena que estava fechada. Era umas 10h e não tinha quase ninguém andando, o comércio começando a abrir. É um local meio sinistro, se fosse no Brasil eu teria medo de caminhar... mas lá não me senti com medo em nenhum momento... bem, a não ser num beco em Cusco. Convento de La Merced Logo se está na Plaza Mayor. Olhamos, tiramos fotos, e como era quase meio dia ficamos esperando a troca da guarda. Pois bem, não tem troca da guarda no domingo Plaza Mayor Tem um monte de restaurantes meio escondidos por ali. Comemos em um chamado Tres i Punto, localizado atrás do Palacio Municipal de Lima. Ali foi sensacional. Descobrimos o chamado "Menú del Día". Normalmente vem entrada + principal + sobremesa (postres em espanhol) + bebida, por um preço mega convidativo. Nesse era S/. 23,00 por pessoa, e normalmente te enchem de comida. Geralmente são umas 3 entradas para escolher e uns 3 pratos principais, depende do local. Nesse eram 5 de cada. De entrada comemos Palta Rellena (abacate com frango, tomate, ervilha, etc.); prato principal Parrilla de Mariscos com Tacu Tacu (maravilhoso!!!! é arroz com um molho de mariscos, lula, ostras e camarões) e de sobremesa sorvete de Lúcuma (fruta típica peruana). Ali vingamos o Ceviche hahahaha. Como o atendente era muito show, deixamos S/. 4 soles de "propina" para ele. Palta Rellena Parrilla de Mariscos com Tacu Tacu Importante destacar que estávamos com medo da comida. Porque falamos mal espanhol, e as comidas tem nomes próprios. Então o que comemos acima foi indicação do próprio garçom... excelente indicação!! Bom, comidos fomos visitar a Basílica de San Francisco e suas catacumbas. Se fosse indicar 2 passeios imperdíveis em Lima seria o Show das Águas e essa Basílica. Não anotei o preço do ingresso, mas não é mais que 10 soles por pessoa. O passeio é guiado e não pode tirar fotos (mas as pessoas tiram escondido... eu preferi respeitar). Guia muito prestativo, explicava bem direitinho. Não só as catacumbas, mas todo o local é extraordinário. A biblioteca então... me fez lembrar aquele filme "O Nome da Rosa". Maravilhosa. Se alguém quiser tem cartão postal dela pra vender na saída. Quase comprei um de recordação mesmo. Basílica de San Francisco Já era quase 15h decidimos pegar o Metropolitano e voltar. Chegamos em Miraflores e voltamos pra ver novamente o pôr do sol, mas estava bem nublado. Ficamos por lá mesmo, aproveitei pra tirar uma fotos noturnas e voltamos por hostel. Fotos noturnas do calçadão de Miraflores Fotos noturnas do calçadão de Miraflores Fotos noturnas do calçadão de Miraflores Pesquisei no TripAdvisor um local pra jantar, e achei um muito bem cotado há 3 quadras de distância. Nos dirigimos para lá e para surpresa: FECHADO. Fomos para a Av. José Prado, que tínhamos visto vários restaurantes e paramos no Donatello. Um restaurante italiano, mas o garçom não era muito prestativo. Pedimos 1 pizza (sim, 1 pequena dá pra 2 pessoas comer... desde que você não seja exagerado) e uma limonada. As nossa pizzas são bem melhores, mas tudo bem. Custou 39 soles com as bebidas. CUSTOS 09/11 Metropolitano (cartão + 4 viagens) S/. 13,00) Almoço no Tres i Punto S/. 50,00 Basília de San Francisco S/. 10,00 Janta no Donatello S/. 39,00 TOTAL = S/. 112,00 [t1]10/11 - LIMA - CUSCO - PUNO[/t1] Nosso voo para Cusco saía às 09h30min, então acordamos às 6h. Não tinha café nesse horário ainda, e o atendente da noite/manhãzinha não era muito esperto. Não sabia usar o cartão, não sabia onde achar quanto devíamos... uma bagunça. Pelo que notei em Lima muitos hostels são bem bagunçados (constatamos isso conversando com outros brasileiros). Decidi pagar em Soles e Dólares. Deu 415 soles as 2 diárias. Ele chamou um táxi para o aeroporto (desconfio que era irmão do atendente o taxista, muito parecido) que cobrou S/. 50,00. Entregamos as mochilas e fomos tomar café no Restaurante 4D no aeroporto, que custou 30 soles. Algo interessante sobre o aeroporto. Ele fica numa área pobre. Lá fede um monte. O trânsito em Lima é um caos, mas eles se entendem muito bem. E dirigem extremamente bem. Se fossem brasileiro teria um acidente em cada esquina. Eles têm uma noção de espaço espantosa! Bom, pegamos o voo pra Cusco. Chegamos lá já com receio do Soroche. Ah, uma dica interessante: leve casaco no avião! Não, não é pra usar nele, mas sim no desembarque. Onde pega as bagagens em Cusco estava extremamente frio. Tinha uma gringa com um mini shortinho, coitada. Eu de calça e camiseta tava gelado, imagina ela... Aí quando sai do aeroporto é um calorão. Cusco é estranho. Se tem sol está 30ºC, se tem sombra está 15ºC. Sempre tenha algum abrigo na mochila de ataque. Aqui outra burrada. Um taxista de aeroporto nos atacou oferecendo serviço, oferecendo folinha de coca pra mastigar, acabamos aceitando. Cobrou 30 soles. Sabe quanto custa o táxi do centro histórico até o aeroporto? 12 soles!!!! Ok, blz... a vida segue. Fomos até o Pariwana deixar as mochilas e desvendar Cusco. Lá chegando já tomamos um cházinho de Coca e depois saímos pernear, mas beeem lentamente , pra evitar o soroche. Chá de Coca no Pariwana Chegamos na Av. El Sol, lembrei que tínhamos que comprar os tickets (130 soles por pessoal o integral). Em frente tem um local bem bom pra trocar dinheiro, a cotação tava 2,91. Vi + ou - quanto precisaria e troquei. Depois fomos atrás de algum local para almoçar. Plaza de Armas Cusco É um saco andar em Cusco. Toda hora gente te oferecendo passeio, bugigangas, massagens, restaurantes, pinturas... Encontramos um bem legal chamado Costumbres Dulces y Salgados. Estava meio zonzo então pedi um chá de coca e pedimos 2 menus do dia (22 soles cada e 3 soles pelo chá). Não lembro bem o nome da entrada, mas era uma porção de frango com batatinhas fritas e alguns vegetais. Prato principal era Trucha a la plancha e de sobremesa um sorvete. Para beber era um suco que é uma mistura de algumas frutas com milho. Um gosto bem exótico. Trucha a la plancha Tiramos algumas fotos e fomos no Museo Inka (embaixo de Qorikancha). Entra com o boleto turístico mas o guia é privado. Pagamos 20 soles por uma guia bem prestativa. Achei que valeu a pena pagar, explicou muito que seria revisto depois e ficaria meio vago sem essa explicação. Bom, enquanto estávamos no museu começou a chover. Estávamos com as jaquetas impermeáveis então esperamos passar um pouco e demos um pega até o hostel (umas 3 quadras longe). Andar rápido 1 quadra, e ainda no primeiro dia, é quase correr uma maratona. Chegamos zonzo no hotel . Sentamos por lá e ficamos tomando chá de coca, olhando a internet, enquanto chovia. Aí parava 10 minutos, nos preparávamos para sair, e voltava a chover. Decidimos ficar por lá até às 20h, quando pegamos um táxi até o terminal da Cruz del Sur. Qorikancha Pariwana Uma coisa legal do Hostel Pariwana é o serviço de táxi deles. É tabelado com preços super acessíveis. Pra ir pro aeroporto é S/. 12,00, e pro terminal da Cuz del Sur S/. 8,00. E os táxis chegam ali quase instantaneamente. Eu estava esperando que o terminal de ônibus fosse uma bodega, assim como muitos Brasil afora... mas é muito bonito, organizado, mais parece um mini aeroporto. Comemos 2 pastéis lá (5 soles cada) e ficamos esperando nosso horário (22h para ir à Puno). Eu já tinha reservado via internet a viagem. Peguei as poltronas VIP (que ficam embaixo e deitam mais que as outras). Pena que o ônibus é desenhado para peruanos. Para quem tem mais de 1,80m de altura não consegue espichar completamente as pernas Mas eles dão travesseiros, cobertores, comida, e tem TV individual pra assistir filmes se quiser. Nem fucei nela pq eu só queria mesmo é dormir. CUSTOS 10/11 511 Lima Hostel S/. 415,00 Táxi Hostel até Aeroporto S/. 50,00 Restaurante 4D Aeroporto S/. 30,00 Voo LIMA-CUSCO-LIMA R$ 605,00 (operado pela Peruvian, comprei diretamente no site deles num dia que teve promoção) Táxi aeroporto até o Pariwana Hostel S/. 30,00 Tickets turísticos S/. 260,00 (130 por pessoa) Almoço no Costumbres S/. 47,00 Guia Museo Inka S/. 20,00 Táxi terminal Cruz del Sur S/. 8,00 Lanche terminal Cruz del Sur S/. 10,00 Passagem VIP pela Cruz del Sur Cusco até Puno S/. 150,00 (75 por pessoa) TOTAL =R$ 605,00 + S/. 1.020,00 [t1]11/11 - PUNO[/t1] Chegamos em Puno depois das 5h da manhã. Eu queria aproveitar para tirar fotos do nascer do sol no Titicaca, mas não sabia que amanhecia tão cedo no Peru! Era 4h40min e eu vi pela janela do bus os primeiros raios. Não dava pra tirar foto pq estava toda suada (início da viagem o ar frio ao máximo, e depois desligaram tudo, virou uma sauna). Uma dica é também levar roupa de frio no ônibus. Nunca se sabe como vão deixar a temperatura. Bom, pra Puno então levem no mínimo uma roupa de lã. De manhã normalmente bate 0ºC . Aqui eu tinha pego um hostel chamado Titiuta Puno. Tinham combinado de ir nos buscar, mas uma semana antes da viagem me avisaram que entrariam em reformas, e que estavam passando nossa reserva pro Suites Antonio´s Hotel, mantendo o valor de US$ 29,00. Bacana, fui olhar e esse hotel cobrava US$ 39,00 o quarto matrimonial. Esse novo hotel tb avisou que iria nos buscar, e às 5h e pouco estava lá alguém com a plaquinha e meu nome. Chegamos no hotel, largamos as bagagens, tomamos um banho, chá de coca e já agendamos com eles mesmo o passeio do dia todo, que sairia às 7h da manhã pelo valor de 50 soles por pessoa, com almoço incluso. Chegou uma van nos buscar e foi arrecadando pessoas pelos hostels. Fomos até o porto e lá tem muito, mas muito barquinho atracado. Nos apresentaram nosso guia, nosso barco e fomos. Dentro do barco um cara tocando música peruana, tocou umas 2 ou 3, recolheu a "propina" e o barco zarpou. O guia vai explicando sobre o canal, sobre o lago, sobre a lerdeza do barco (duvido que anda a mais de 10 km/h, mas tem barcos mais rápidos... e caros). Eu aproveitei e fui dormindo, demoraria 1h30min até as ilhas flutuantes de Uros. Chegamos nas ilhas, um cheiro não muito agradável daquelas Totoras. Fizeram o teatrinho deles, andamos de barco de totora (cobram 10 soles por pessoa) e depois tentaram vender as coisas deles. É interessante, mas nada surpreendente. Ilhas Flutuantes de Uros Ilhas Flutuantes de Uros Dali fomos para a Ilha Taquile. Mais umas 2h no barquinho, mais sono... Chegamos na ilha e o guia já avisou que teria uma subida tensa para o almoço. Que são 3.950m de altitude... bobagem. Sobe, para, sobe, para, até que chegamos ao "quase" pico. Para comer tinha sopa de Quinua e Trutcha a la Plancha. Refrigerantes eram pagos separadamente. No final serviram chá de coca. Gostei da sopinha, bem boa. Ilha Taquile Sopa de Quinua Trutcha a la Plancha Comemos e voltamos a subir, até a Plaza de Armas deles. Chegamos lá, olhamos, tiramos fotos. O guia reuniu todos e vamos descer... mas não pro mesmo porto, pra um outro. E caminha, caminha, caminha... Ele tinha falado que a ilha tem 5 km de extensão... bem, acho que andamos uns 6 km . Depois de 1h mais ou menos caminhando (dessa vez para baixo) chegamos ao tal porto, embarcamos, e aí foram mais umas 3h para voltar a Puno. Era umas 15h~16h isso, subimos em cima do barco para ir pegando uma brisa, e pra varia era frio. Tudo em Puno aparentemente é bem frio. Topo da Ilha Taquile Nos levaram novamente ao Hotel, descansamos um pouco, mais chá de coca e à noite saímos em busca de janta. Puno é feio. Parece um favelão. As ruas são mega estreitas (mais que as de Cusco). Mas até que gostamos do local. Foi a primeira (e única) vez na viagem que tirei da mala minha blusa de lã. Aí fomos num restaurante que o ar quente estava bufando ao máximo. Só pra deixar as pessoas doentes mesmo. Esse restaurante se chama Mojsa. Comemos Aji de Galinha (arroz com um molho um pouco picante no qual tem pedaços de frango com batata) e uma coca, custo 52 soles. Aji de Galinha Saímos caminhar pelo centro de Puno. Nos deu uma vontade de comer chocolate, pq o Aji de Galinha é meio apimentado. No calçadão encontramos uns mini-mercados, entramos e olhamos. Os chocolates de 100g custam nada menos de 13 soles, e alguns mais requintados chegam a custar 30 soles . Bom... passou a vontade de chocolate depois de olhar os preços. Tiramos umas fotos da igreja iluminada, bem legal, e voltamos dormir. Igreja de Puno à noite Na cama tinha cobertor pra enfrentar frio de -50ºC. Sério que tinha alguns kilos de cobertas. A Neila deitou e apagou. Eu dormir um pouco, me levantei, arrumei algumas coisas, joguei aqueles kilos de cobertas que estavam me sufocando e pequei uma de lã, que foi o suficiente para a noite. Bom, quando acordamos o celular marcava 0ºC para Puno. CUSTOS 11/11 Passeio Lago Titicaca S/. 100,00 Passeio barco Totora S/. 20,00 Janta no Mojsa S/. 52,00 TOTAL = S/. 172,00 CONTINUA...
  24. Oi Camila.  To indo pra chapada dos veadeiros amanhã e dps quero subir sentido jalapao e chapada das mesas. 

    Mas vi que vai ser dificil conhecer a regiao sozinha (fica muito caro alugar carro e guia sozinha) e alguns passeios exigem mais pessoas tbm.

    Vc ainda vai? Tem algum planejamento? 

    Se quiser me add no instagram eh @amanda.izidoro 

    Obrigada bjus

    1. Camila Cursino

      Camila Cursino

      Oi Amanda, 

      Eu fechei com uma agencia já, entrei em outro grupo que ainda não conheço.

      Voce chegara no Jalapao por essas datas? 20/10 á 25/10?

       

      Beijos

    2. amanda.izidoro

      amanda.izidoro

      Sim, talvez chegue ate antes . Vc pode me passar os detalhes q vc fechou? To achando os preços um tanto puxados rsrs

       

    3. Camila Cursino

      Camila Cursino

      Claro,

       

      Fechei com Rajalao, 5 dias

      chego no domingo e ele ja pega no aeroporto, R$2.600

      Foi o mais em conta que achei, levando em consideração que nao vou gastar com hospedagem por fora do pacote já que a maioria pede para chegarmos um dia antes da expedição.

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