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  1. Samaipata não vou opinar pois não fui O tour do Salar está OK No terceiro dia do tour do Salar vc chega em San Pedro mais ou menos meio-dia, ainda dá pra fazer um passeio como o Valle de la Luna à tardezinha Eu fiquei 3 dias no Atacama e foi suficiente, não sei quais são suas prioridades lá mas defina quais passeios vc quer fazer e veja se compensa ficar tanto tempo lá, afinal será o destino mais caro do seu roteiro Dia dos mortos em La Paz...sei lá hein...lá não é México não 🤣
  2. Boa noite galera. Estou me preparando para o meu mochilão e vou aproveitar para empreender dezenas de objetivos pessoais nessa empreitada. E visto que sou psicólogo, pensei "Pq não aproveitar a oportunidade e realizar aquela pesquisa científica dos sonhos?" No entanto, eu sou psicoterapeuta e nunca realizei qualquer pesquisa científica de ampla magnitude, exceto meu TCC que foi um verdadeiro parto ^^' Enfim, alguém já realizou algum tipo de pesquisa científica durante seu mochilão? Tem notícias de alguém que fez? Ou conhece algum método a ser usado durante o mochilão? Pois após a minha pesquisa no Google, não descobri nenhuma pesquisa realizada na estrada nem vi métodos científicos que fizeram sentido para mim em serem realizados com o meu arcabouço de interesses. Descobri esses métodos: Pesquisa de estudo de caso, Pesquisa experimental, Pesquisa de Campo, Pesquisa descritiva, Pesquisa bibliográfica, Pesquisa de laboratório, Pesquisa quantitativa, Pesquisa qualitativa e Pesquisa exploratória. Expus os métodos já avaliados porque talvez eu esteja preso num labirinto de fixidez e talvez, com sorte, alguém criativamente mais flexível, poderia ver uma luz no fim do túnel ^^' Agradeço de qualquer modo qualquer ajuda <3
  3. Olá mochileiros, vou contar um pouco da minha experiência de viagem por Dubai e Abu Dhabi (04/03/2019 -- 22/03/2019) Dubai primeiras impressões: - Voo tranquilo saindo de GRU e com escala em Joanesburgo pela Emirates (Melhor classe econômica que vc vai conhecer rs)..depois de 26 horas de voo chegamos no maior e mais moderno aeroporto do mundo em Dubai (Elevadores por comando de voz e com capacidade para 50 pessoas, colunas e detalhes em ouro e diamantes, salas vip que mais parecia um hotel árabe) saindo do aeroporto você pode pedir um táxi (corrida até Deira ou Marina por aproxi. 20 dólares - 90% da frota é feita por carros novos e modernos) OBS.: cuidado com motoristas indianos pois passamos situações desagradáveis, não falam inglês e erram o caminho de propósito para cobrar mais. Pois bem. Ficamos em um ótimo hostel na Marina de Dubai, excelente localização 5-15 min de restaurantes, bares, Pier 7, Barasti Beach, Dubai Marina mall, passeios de barco e etc...para você que não quer se preocupar com transportes, sugiro ficar na marina de Dubai, 18 diárias nos custou R$ 800,00 – depositamos metade antes e pagamos a outra metade quando chegamos – checking super tranquilo...anfitrião e dono do hostel muito receptivo, nos ajudou em muita coisa e sempre com paciência e um sorriso no rosto. Agora vou contar um pouco dos passeios e lugares que visitamos: Burj Khalifa + Dubai Mall + Fontes de Dubai: - Acordamos cedo e saímos para tomar um café da manhã em um restaurante árabe perto do hostel (25 AED – R$ 29,00 suco de laranja + torta) Então seguimos para o metrô na Marina – OBS.: Metrô leva aos principais pontos turísticos da cidade alguns deles são: Burj Khalifa, Dubai Mall e Dabai Frame...Entrando no metrô vai direto e compre o cartão cinza passe livre (30 AED) Você consegue usar por 3-4 dias tranquilo (recarregue depois disso pelo mesmo valor). Chegamos no Dubai Mall, maior e mais moderno shopping do mundo, para se ter uma idéia dentro desse shopping tem um aquário gigante com tubarões, pista de esqui e um ZOOLÓGICO kkk isso mesmo que você ouviu, tem um zoológico dentro do shopping...é tão grande o lugar que aconselho a reservar um dia inteiro para dar a volta no shopping e outro dia só para visitar o aquário e o zoológico (Pagamos cerca de 150 AED – R$ 170,00 para as duas atrações, você pode comprar junto, pois fica um do lado do outro) Como o Burj fica colado, quase dentro do shopping Mall, não tivemos problemas em achar e na verdade é super tranquilo tem varias placas em todos os lugares indicando, não passamos pela bilheteria já tínhamos comprado o ingresso pelo site - https://www.headout.com/ pagamos cerca de R$ 200,00 para os Pisos 124/125 – no site você pode pagar mais caro para subir mais alto, tem opções de horários e dias - manhã/ tarde ou noite. Recomendo ir entre 10H da manhã e 14H da tarde para pegar o pico do dia e tirar as melhores fotos. Chegando lá em cima da maior torre do planeta, se prepare para se surpreender com a tecnologia, altura, grandiosidade...não sei descrever em palavras, uma das vistas mais bonitas que eu vi nas minhas viagens. Você consegue ver tudo de lá de cima, desde a antiga Dubai e do outro lado a nova Dubai, desertos, aeroporto e etc...Depois desse momento incrível na saída do Dubai Mall, vai estar na sua frente as fontes de Dubai, famosas por seu show de água, luzes e música recomendo esperar anoitecer para apreciar a dança das águas com o Burj Khalifa iluminado ao fundo, parece um sonho ou coisa de filme mesmo, ao passo que toca desde Andrea bocelli a Ed Sheeran com uma mistura de luzes, se prepare para se maravilhar. (Só não fique muito até tarde o metrô de Dubai funciona até 12PM - meia noite – passou desse horário se prepare para pagar um valor salgado no taxi rs) Dubai Frame: - Metrô vai parar ao lado da atração, você vai andar por 15 min e atravessar o parque de Dubai – recomendo fazer essa atração no mesmo horário do Burj (10 Hrs – 14 Hrs) pode comprar na hora o ticket, sem problema nenhum...fizemos isso e não pegamos fila, paguei cerca de R$ 100,00 para subir até o topo, pode ficar quanto tempo quiser lá em cima, assim é o Burj não tem horário fixo ou excursão. Você compra para determinado dia e o horário é por sua escolha ou opção, a revista para essas duas atrações Burj + Frame é bem rigorosa, então não se assuste. No aeroporto tbm a revista é bem rigorosa, guardas armados com armas pesadas a cada 10 metros. Mas se você não tem nada a esconder, abra um sorriso e siga em frente. Deserto + Atlantis The Palm + Aquário do Atlantis: - O metrô não chega em nenhuma dessas atrações, na verdade não chega nem perto. A melhor opção para você que não quer gastar muito dinheiro com transporte é fechar um pacote de atrações com o Big Bus Tours – tem um balcão na entrada do shopping Dubai Marina Mall e muitas outras espalhadas pelos principais pontos de Dubai, lembro até agora do carisma e simpatia da vendedora chamada Rose, nos tratou muito bem, nos aconselhou qual era opção mais em conta e ao mesmo tempo que nos atendesse... depois de alguns minutos de conversa fechamos 8 atrações por R$ 600,00 – você deve estar se perguntando mais esse valor está muito caro. Mas na verdade está MUITO barato - pois se fossemos comprar separado iriamos gastar o dobro desse valor, além do transporte. A partir do momento que você compra o pacote, você tem uma semana para usar...ótimo custo beneficio pois pagamos R$ 600,00 para o transporte e ingresso para 8 atrações. Deserto: - Escolhemos a opção do final da tarde para pegar o pôr do sol no deserto, além disso estava incluído passeio de camelo, segurar gavião, 2 fotos de brinde e chá/café (Atenção quando for fazer essa atração aconselho a ir de calça e blusa, mesmo que esteja muito calor na cidade, quando chega no deserto parece que você está no polo norte kkk isso mesmo o vento é muito forte) Se informe o local de saída para o deserto, geralmente sai do shopping Wafi City Mall. Para fazer um roteiro legal nesse dia, recomendo para você sair cedo com o Big Bus e ir até o museu de histórias de Dubai, onde ali conta um pouco da história da cidade, além disso tem roupas, utensílios, quadros, maquetes e etc...depois daqui siga para o Wafi City Mall, em frente tem um mercado gigante onde vende perfumes, roupas. O preço não é barato, mas é legal entrar para conhecer, pois para entrar não paga. Saindo você pode entrar no shopping Wafi e comer alguma coisa e depois passear pelo shopping, interessante que dentro tem varias estátuas e objetos dos tempos dos egípcios antigos. Espere até dar o horário e siga para o deserto (Isso foi o que eu fiz, se informe para ver se mudou o local de saída para o deserto) Atlantis The Palm (Parque aquático) + Aquário do Atlantis: - Recomendo fazer em um dia o Aquário (Muito grande o lugar) para aproveitar o dia sem pressa e no dia seguinte o parque aquático. Se você gosta de adrenalina, esse é o lugar certo pra você. Não tem segredo, tem o armário para guardar suas coisas e depois é só curtir. Hatta: - Um lugar que vai surpreender. Longe dos grandes arranhas céus e badalação de Dubai se encontra esse paraíso no meio do deserto, cercado por montanhas...uma paisagem de tirar o fôlego. Alugamos um carro por 3 dias em um balcão dentro do shopping Dubai Marina Mall (600 AED – R$ 680,00 é obrigatório ter a permissão internacional para dirigir) E seguimos para dentro do deserto, rumo ao Hatta (OBS.: Quem tiver interesse em conhecer o Hatta é só jogar no Waze que chega tranquilo, foi isso que fizemos) A distância de Dubai até o Hatta é de aproxi. 1 Hora e 30 min. Chegando lá alugamos um caiaque por 40 AED – 45 reais para o dia inteiro e entramos no enorme lago que tinha entre as montanhas, para quem gosta de aventura/ adrenalina, tem opção de alugar bike e fazer trilhas, quem não curti muito a bike, tem a opção de trilhas a pé. Ferrari Wolrd + Mesquita Sheikh Zayed (Abu Dhabi) - Acordamos cedo e seguimos para Abu Dhabi (Coloca no waze que chega tranquilo, estradas perfeitas, largas e sem trânsito) depois de 1H e 30 min dirigindo finalmente chegamos em uma das atrações mais desejadas por todos o parque da Ferrari em Abu Dhabi (Compramos pelo site https://www.headout.com/ - pagamos 295 AED – R$ 335,00 para o pleno acesso de todas as atrações) Recomendo tirar um dia inteiro só para o parque, pois você pode repetir quantas vezes quiser a montanha russa mais rápida do mundo e diversos outros brinquedos que até os adultos vão amar, não pagamos estacionamento. Se prepare para gastar uma pequena fortuna com alimentação e brinde lá dentro, um chaveiro paguei 35 AED e uma pizza grande para dois 150 AED. - No final do dia fomos para a mesquita Sheikh Zayed (30 Min do parque até lá – via Waze) Você vai pagar um valor simbólico de 30 AED – R$ 35,00 para entrar e as mulheres são OBRIGADAS a colocar uma burca para cobrir a cabeça e os homens a colocar uma calça para cobrir os joelhos (Tanto a burca como a calça é emprestado na entrada e você devolve na saída) Talvez você se pergunte, nossa mais porque tudo isso, mas lembre-se que você está em uma país que tem o respeito máximo pela religião local. A mesquita fica aberto até as 20h da noite , por isso aproveitamos e fizemos o tour a noite mesmo. Praias: - Nosso hostel estava 15 min a pé das melhores praias de Dubai. É muito parecido com Miami Beach...tem academia a céu aberto, praias para surfar, aluguel de bike, MUITA ferrari e Lamborghini parado no pé da areia. As mochileiras podem usar biquíni a vontade na areia e ao entrar no mar, mas pisou fora da praia o ideal é estar com a roupa no corpo, se um árabe se sentir ofendido pela sua saia, decote, biquíni e ele resolver chamar a policia, você vai ter um enorme problema, assim serve para o homens que andarem sem camisa, de sunga e etc. Se prepare para calor de pelo menos 50° no pico do dia 11h – 15H. Então recomendo pegar uma praia logo bem cedo ou bem no final da tarde, mas não espere chegar as 18H porque a noite em Dubai faz muito frio por causa do deserto. Barasti Beach: - De dia pool party e a noite balada. Conhecida como o melhor lugar de Dubai para beber e dançar. O Barasti é uma das melhores pool party/ baladas do mundo, você não paga nada para entrar, mas passa por uma revista rigorosa e é obrigado a deixar o passaporte e retirar na saída. Se prepare para pagar 50 AED - R$ 57,00 em um chopp e 20 AED - R$ 23,00 em um red bull. Alimentação: - Se você é como eu e gosta de economizar, sugiro comprar comida pronta, frutas, cereais e etc.. nos mercados espalhados pela cidade e comer no hostel. Pois duvido que você esteja disposto a gastar R$ 120/150 por dia em alimentação – chutando baixo. Clima: - Em Dubai não chove, faz um calor horroroso – chegando aos 50° fácil e a noite faz muito frio. Recomendo a você andar de metrô, pois o mesmo leva para quase todos os lugares, se estiver com mais pessoas pode alugar um carro popular, que dividindo o valor fica barato. Como o tempo é seco aconselho a andar com manteiga de cacau e uma garrafa de água gelada sempre na mochila, protetor solar, óculos de sol e boné recomendado. Visto e vacinas: - Brasileiro que vai para Dubai não precisa de visto: http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/tabela-de-vistos-para-cidadaos-brasileiros - Porém é obrigatório tomar a vacina contra a febre amarela (uma vez só) Depois disso você vai ter que emitir na anvisa o certificado internacional contra a febre amarela. Espero ter ajudado de alguma forma, qualquer dúvida estou a disposição !!!
  4. Sou de São Paulo e estou a dois anos no Espirito Santo desbravando tudo por aqui. Depois de pesquisar e encontrar poucas informações dobre os pontos turísticos do Espirito Santo e dos 78 municípios, resolvi montar um blog e um canal no Youtube onde mostro tudo por aqui. O estado é pequeno e lindo. Com muitos pontos turísticos diferentes. Com a cidade submersa de Itaúnas; os encantos Italianos de Santa Tereza; a cidade mais pomerana do mundo Santa Maria do Jetibá entre outras. Alem de ter praias lindas. Para saber mais veja os videos no canal: www.youtube.com/viagensdoroger E vários artigos no blog: www.viagensdoroger.com.br
  5. Vou na quinta 17/10 pra Bolívia, SOZINHA, para meu primeiro mochilão fora do Brasil. Viagem pouco planejada, tô com um frio na barriga e várias dúvidas. Podem ver meu roteiro e me ajudar a tomar as últimas decisões? Agradecida, muito mesmo! Dúvidas (no roteiro marquei as questões abertas em amarelo): 1) Vale ir de Uyuni pro Atacama passar 3d? Já terei feito o tour de 3d no salar. 2) Está muito justo o roteiro? Li vários relatos que precisamos deixar margem pra imprevistos (tentei fazer isso mas não sei se a margem que deixei é suficiente...). 3) Samaipata: Vale ir? ou faço um trekking saindo de La Paz? Quais paisagens mais incríveis, pensando que amo fazer trilha mas não sou muito do frio...? (O frio realmente é uma questão que vou enfrentar... mas não preciso enfrentar todos os dias, né hehehe) 4) Vôo pela BoA, atrasa muito? Tenho margem de 3h de atraso no vôo, pra ir de La Paz até Santa Cruz pegar meu vôo de volta... Se não for seguro vou ter que derrubar alguma coisa do roteiro. (snif) Detalhe, não fechei nada, pois curto ir aberta ao que pintar na viagem. Sempre deu certo aqui no Brasil (onde mochilei principalmente pelas chapadas, e praias) mas não sei se tô pirando de fazer assim no mochilão sozinha na Bolívia. Na real eu não gosto de viajar na correria, mas quero tb aproveitar pra conhecer o máximo de lugares legais sem pirar muito. Podem malhar o roteiro à vontade! Planejei pouco e não tive ajuda dos amigos que já foram, todo mundo atribulado falando: Se joga! Eu tô me jogando mas tá vindo um medo aqui forte, da véspera. Dicas práticas tô pegando aqui nos fóruns e em blogs. Agradeço toda a ajuda que vier, desde já! Aliás, que comunidade maravilhosa essa aqui, espero na volta compartilhar como foi e ajudar os próximos tanto quanto fui ajudada ❤️ sem mais delongas, segue meu roteiro! DATA DESLOCAMENTO O QUE FAZER SAÍDA CHEGADA TEMPO VIAGEM HOSPEDAGEM 17/10 Rio de Janeiro SDU - Santa Cruz VVI Viagem 19:35 02:15 aprox. 6h perto da catedral, plaza 24 de setiembro 18/10 Santa Cruz - Samaipata Praça 24 de setembro, câmbio, almoço e desloca para Samaipata 3h (confirmar) 2 noites 19/10 Samaipata Las cuevas (cachus) ou Parque Amboro 20/10 Samaipata El fuerte de Samaipata - sítio arqueologico samambaias gigantes 20/10 Samaipata - Sucre pegar onibus à noite 21h (pesquisar se tem) 11h aprox 14h 21/10 Sucre dia de margem. 22/10 Sucre - Potosí - Uyuni Se conseguir viajar à noite dia 21, melhor há serviços saindo de Sucre com destino a(ao) Salar de Uyuni por Uyuni aprox 12h 23/10 Salar de Uyuni tour de 3d no salar 24/10 Salar de Uyuni 25/10 Salar de Uyuni 14h 26/10 Uyuni - San Pedro de Atacama 7h (de carro pelo Maps, deve ser bem +) 27/10 Atacama Em dúvida ainda, se o tempo que tenho vale a pena 28/10 Atacama 29/10 Atacama 30/10 Atacama - Uyuni 7h (de carro pelo Maps, deve ser bem +) 31/10 Uyuni - La Paz Se conseguir viajar à noite dia 30, ainda melhor 10h (fica mais barato se fizer por Oruro) 1/11 La Paz Chacaltaya e Valle de La luna 8h dorme La Paz 2/11 La Paz Tiwanaco 08:30 Dorme La Paz . Ver programação de dia dos mortos na cidade (Há?) 03/11 La Paz - Copacabana 07:30 dorme em Copacabana 04/11 Copacabana - Isla Del Sol Conhecer Isla Del Sol, dormir lá 8h dorme Isla Del Sol 05/11 Isla Del Sol - Copacabana 10h 05/11 Copacabana - La Paz 13:30 18h 3h30min 05/11 La Paz - Santa Cruz 21:00 (chegar 20h) 22h 1h05min voo Boliviana Aviación R$ 323 (ver se tem bagagem despachada) 06/11 Santa Cruz - RJ 02:15 (chegar 1h)
  6. Alô povo, no dia 26/12/2019 irei fazer o trekking da Ponta da Juatinga. A ideia será fazer mais ou menos o que segue abaixo: Dia 1: Paraty Mirim a Pouso da Cajaíba Paraty Mirim – Praia do Cruzeiro (umas 2h de caminhada puxada, com um barco de uns 30 reais para atravessar o Saco do Mamanguá) Barco para o Pouso da Cajaíba (pesquisar preço) Dia 2: Pouso da Cajaíba a Praia Martim de Sá Pouso da Cajaíba a Praia Martim de Sá 4km – 1h30 Conhecer na região: Montijo – Itapema - Calhaus – Itaoca – Praia Grande Uns 5km Obs.: é possível acampar em Itaoca ou Praia Grande, locais mais sossegados Dia 3: Martim de Sá a Ponta Negra Martin de Sá – Ponta Negra +/- 6 horas (buscar informações) Dia 4: Cachoeira do Saco Bravo Ponta Negra – Cachoeira Saco Bravo 4,2km – 2h30 (trilha pesada) Volta 4,2km – 2h30 (trilha pesada) Dia 5: Ponta Negra ao Condomínio Laranjeiras Ponta Negra – Praia das Galhetas 300m – 10min Praia das Galhetas – Cachoeira das Galhetas 300m – 10min Parada na Cachoeira Cachoeira das Galhetas – Praia dos Antigos 1,5km – 45min Praia dos Antigos – Praia do Sono 1,5km – 45min Parada na Praia do Sono Praia do Sono – Laranjeiras 3km – 1h30 (No condomínio, pega-se um ônibus de linha para Paraty)
  7. Olá [email protected] de viagem, Fiquei 7 dias em Montevidéu, o que posso dizer sobre essa viagem? Surpreendente. De fato é lindo e caro rsrs Fiquei hospedada no Circus Hostel&Hotel Montevidéu, custo (em média de R$350) e localização muito boa. Mas não costumam trocar os lençóis, se você esquecer a toalha e precisar de uma lá, você consegue alugar uma toalha de rosto por US$2. Fui para um evento que era em um Hotel em frente a praça da independência, então era bem pertinho do Hostel, pontos turísticos e alimentação barata. Dei muita sorte de chegar no final de semana em comemoração ao Dia do Patrimônio, que a maioria dos museus estavam abertos no final de semana e melhor ainda 0800, nessa hora tenha foco e escolha muito bem o que deseja visitar, pq os Uruguaios costumam ir e as filas ficam enormes. A maioria das publicações que eu li, não indicavam local de refeições bons e baratos. Esse é o fator que mais me motivou a fazer o relato. Na maioria dos restaurantes você vai encontrar refeições individuais em uma média de 400 pesos para cima (acima de 40 reais) e no café você consegue gastar um pouco menos. Mas como todo brasileiro que não desiste nunca nas caminhadas da vida encontrei um café muito charmoso “Rincón Café” é uma portinha, mas com bom atendimento, tortas maravilhosas e um bom café, oferece um desayuno por 145 pesos (com café, suco, pedaço de torta e tipo um pão de queijo ou cookie), se não tiver um desses na hora, ele faz sanduiche ou qualquer coisa para complementar seu desayuno que mais parece um almoço. Ele tbm oferece almoço, mas não tive a oportunidade de provar, mas pelo cardápio parecia ser bom e com preço melhor ainda. Depois de 4 dias na cidade encontramos um almoço muito bom e barato o restaurante da Tia Maria (intimidade de quem ia com uma galera de 10 pessoas) que chama “Coristanco - Casa de Comida” fica na rua Ituzaingó, próximo a praça Matriz/ Constituição, ela é muito simpática e adora brasileiros. Para jantar, foi um probleminha, como fiquei bem no centro da cidade velha, a maioria dos locais fecham até as 19 horas, então nesse horário ainda não estava com fome, na maior parte dos dias, jantei poucas vezes. Mas em uma das vezes após a chegada do passeio em Punta, jantamos no Bar Sarandi, preço muito bom e boa comida, ele fica na esquina entre a rua Washington com rua Colón. Minha preferência de bebidas é a cerveja artesanal visitei apenas dois bares o “Ciudadela Bar de Cervezas” na rua Ciudadela e um barzinho na rua Bartilomé Mitre (não é o El Pony Pisador – meus amigos foram e não indicam jamais). Meus amigos foram em uma que chama “Baika Birras Uruguayas” na rua da Piedras. Graças ao destino fomos parados na praça por uma moça chamada Melissa que nos ofereceu pacotes de turismo. De fato galera não encontramos melhor preço, melhor guia e melhor agência (Master Turismo). Para Punta pagamos R$ 160, tbm oferecem outros pacotes. Nosso guia foi o Sérgio (@bemvindobrasileiro) é um baiano, muito gente boa e paciente, vale muito a pena seguir o instagram dele e tbm se tiver a oportunidade de fazer um passeio com ele. Agora para as comprinhas nada como fortalecer o empreendimento de nossos amigos brasileiros no Uruguai, Ana é uma das proprietárias, nos atendeu com honestidade, carinho, respeito e simpatia, a loja se chama “Gaúchos – Uruguay” localizada na rua Pérez Castellaño, nas proximidades do Mercado do Porto. Acho que é isso, qualquer dúvida só perguntar. Abraço
  8. Oi gente, boa noite, primeiro, desculpem a demora, ultimamente 24hs por dia tem sido pouco rsrs 10º dia (13/05) Acordei zerado, afinal ainda não tinha parado um dia sequer na viagem, tomei café com pão do dia anterior, fui ao centro comprar passagem para volta para Lima, comprei na Movil Tours, partida às 22h00, passei na farmácia para comprar protetor, sabonete, pois o que tem no hostel era pouco pra continuar kkkkkk, passei no mercado e comprei frutas, pão e ovo. No hostel o dia foi passando, fiz pão com ovo, me arrumei para a noite e partiu rodoviária, comprei uma água lá antes de subir no bus. Enquanto estava na rodoviária, consegui tirar foto de uma sra. na minha frente, é curioso a cultura de outros países né rs, as mulheres tem costume de usar chapéus, tipo cartola mesmo, bem legal e diferente rs Gastos em Huaraz Café da manhã no dia 12/05 - 12 soles Gastos do dia 13/05 (em Huaraz) Passagem de volta para Lima - 45 soles Laguna 69 - 40 soles Entrada no parque de Huascaran - 30 soles 2 estadias no hostel - 30 soles Frutas no mercado - 15 soles Escova de dentes - 4,50 soles Água - 4 soles 11º dia (14/05) Cheguei em Lima no horário previsto às 05h33, esperei um pouco na rodoviária, abraçado ao meu mochilão hahaha, quando clareou eu fui até a Oltursa, no entanto a que meu GPS indicava não tinha mais, então tive que pegar um táxi, e foi super válido pois o role foi longo rs Comprei a passagem para Cusco para 14h30, fiquei ali na internet e carregando meu celular, com meu mochilão enrolado nas pernas kkkkkk (que trauma), fiquei falando com o povo no Brasil, saudade recíproca rs. Comprei água e um doce. Partiu Cusco! Assim que entrei no bus dormi um pouco e acordei umas 18h00, estavamos chegando em Ica, jantei, pensei um pouco na vida rs, comecei a ver uns filmes, então dormi, até que a noite de sono foi boa. Gastos do dia Táxi - 10 soles Passagem para Cusco - 89 soles Água - 3 soles Doce - 4 soles 12º dia (15/05) Acordei umas 07h00, tomei café, dessa vez fiquei vendo filmes para me concentrar em algo, pois pense em uma estrada que tem curvas era aquela, minha dica aqui é levar filmes no celular ou livros, eram 24hs em um ônibus então toda distração é bem vinda rs, ainda bem que estavamos chegando, e quanto mais curvas mais cruzes no caminho, tenso rs... Cheguei em Cusco umas 13h00, fui na casa de câmbio trocar dinheiro, e aproveitei e me conectei ao wifi, pois havia falado com o Rafael para tentar encontra-lo e consegui, chegando no hostel ele simplesmente olhou para mim e falou: O que houve? Eu: Tomei sol sem protetor, é uma história zuada kkkkk Ele estava com outro Brasileiro de Minas Gerais (Alô povo mineiro!), mas o Rodrigo era bem mais tranquilo do que eu e Rafael kkkkkkk Ok, Rafael me deu um pouco de creme para passar no rosto, e fez toda diferença, minha pele estava seca demais. Os dois já haviam fechado os passeios, e me indicaram uma agência legal, fui lá também. Fechei Machu Picchu e a Rainbow, no entando MP não fechei 3 dias (duas noites), o valor é mais econômico claro, e tão bom quanto 3 dias, vão ver logo mais. De lá fomos almoçar, eu ainda não tinha comido e para variar estava morrendo de fome kkkkkkkkkk (almoço: Pollos fritos, arroz, salada e um pisco) Tive também que comprar uma calça, tentei pegar uma mas flexível possível para trekking, e também uma mochila "de ataque". Na volta ao Hostel tomei uma ducha e depois Rafael e eu fomos a praça principal (Plaza de Armas), que linda aquela praça, muita gente, bem cuidada e iluminada. Então fomos comer uma empada e beber Gastos do dia Cambei R$ 400,00 - 1,78 soles (Na Av. do Sol, tem muitas casas de câmbio ali) Hospedagem no Inka Wild - 24 soles Passeio Machu Picchu - 300 soles Passeio Rainbow - 65 soles (com ingresso) Almoço - 28 soles Calça - 30 soles Mochila - 20 soles Empada - 10 soles Cuba libre - 8 soles 13º dia (16/05) Fui para o passeio de Rainbow, acordei às 04h00, a van passou às 04h40, fui dormindo o caminho todo, acordei para tomar café que estava incluso, comi uma panqueca diferente lá rs, pão com manteiga e chocolate. Seguimos viagem, chegamos ao pé da trilha umas 09h23, o guia pede para não ter pressa pois é alto, ingrime e difícil, por isso algumas pessoas alugam os burrinhos ali. Não lembro se comentei nos capítulos acima, eu fiz a Rainbow simplesmente por me encantar por ela vendo fotos, óbvio que diversas coisas chamam atenção, no entanto faça o que preferir, sem ligar para a maioria, por que vou falar para vocês, ver aquele quadro que é a Rainbow na frente dos meus olhos, foi espetacular... vou falando aí... Comecei a trilha, o ar realmente é difícil de ser puxado, mas fui bem até, consegui fazer em 50mins, pelo menos ali já tinha protetor, mochila de ataque e água grande kkkkkkkkk, nesse passeio as pessoas utilizam bastões também, realmente ajuda. E pessoal, é incrível, quando estava chegando "perto" eu via aquele monte de gente lá em cima, mas pensava, "caramba, se é ali, cadê essa montanha?" hahaha Andando mais, continuava na dúvida se estava no passeio certo kkkkkkkkkkkkkkkkk quando de repente eu olho para trás, e meu Deus, o que era aquilooooo, uma montanha vasta de cores lindas feitas pela natureza, que só podia ver quem estava de um lado, era show! Fui indo até o cume, SEEEENHORR, era bonito demais aquela paisagem, sério era um quadro em 3D bem na minha frente, tirei algumas fotos, sentei e curti um pouco a vista, ah! e passei frio também, puta merda hahaha lá em cima é congelante kkkkkkkkkkkkkkk Gente, desculpa aí, mas a Rainbow é TOP! Na volta paramos para almoçar umas 14h45, almoço também estava incluso, comi sopa, salada, pollo, arroz e macarrão (comi pra cacete kkkkkkkkk) Na volta dei um leve cochilo até chegar em Cusco, chegando no hostel esperei o Rafael e Rodrigo que tinham ido para outro passeio, ao chegarem ficamos falando dos passeios, até que passou outro brasileiro (Helio, de Casa Verde, zona Oeste), e em seguida outro haha (Nelson, de São Caetano), e ali meus caros leitores o circo estava formado hahaha, cada um foi para seu banho e partiu Mama África (balada ali perto da praça principal). Vou ter que contar um pouco desse role hahahahahahhahahaha Primeiro que o povo Peruano gosta bastante de dançar, se não me engano dançam salsa, super legal e tals, com isso, nós brasileiros estavam ali apenas bebendo, conversando e tals... Mas quando o ritmo de música mudou, começando com eletrônica, aí o role era outro kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... E quando o ritmo foi black, me senti em casa hahahahhahahahaha E todo mundo curte dançar lá, e claro tem muitos gringos, geral na zoeira... Quando de repente eu estava dançando com uma menina e vem o namorado dela querendo se achar pra cima de mim, querendo dançar melhor que eu.. Pow, um gringo achar que dança melhor que um brasileiro? PARA NÉ! hahahahahhahha eu não sou nenhum Cris Brown, mas não iria perder uma disputa nem a pau, principalmente se o ritmo é black kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ele fez um passinho lá, pensando que iria apenas olhar, aí fui e fiz um melhor que ele.. hahahahahahahhahahahhahaha (rindo muito lembrando), então ele torna a fazer outros passos, e eu voltei a fazer outros kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk E o Rafael perto olhando tudo aquilo hahahahahahhahaha, depois ele falou, 'pow Kamilo, eu deveria ter filmado aquilo, você dança bem cara' kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk gente, o negócio foi tipo aquela disputa de dança do filme das Branquelas uahsuhasuhaushuahsuahsuhaushuahsaush Bom, os sem limites (Rafael e eu) voltaram para o hostel umas 04h30, e ainda ficamos falando na recepção, aí pegamos as coisas e partiu pegar a van para Hidrelétrica hahahahaha. Gastos do dia Balada - 60 soles Pessoal, agradeço novamente por lerem, espero ajudar! Não vou demorar muito para postar novos dias, até mais
  9. Tem idéia dos valores??? Queria ter uma base de preço e quantidade de Internet... Obrigado.
  10. Queridos mochileiros, Esse relato é da minha primeira travessia, já havia feito trilhas difíceis e longas, mas uma trilha de dias de duração, foi a primeira. No ano novo de 2012/2013 fui de Trindade até Ponta Negra, acampando na Praia do Sono. Foi então que, encantada com a paisagem selvagem da região inserida em uma Unidade de Conservação, em 2015 eu e mais duas amigas resolvemos ir de Trindade até Pouso da Cajaíba. Gostaria de aproveitar e agradecer os relatos que li aqui no fórum, nos ajudaram muito nessa travessia, posso garantir que não nos perdemos nenhuma vez. Obrigada a todos que colaboram nessa rede. Saímos de São Paulo bem cedo no dia 26/12/2015 de ônibus, rumo a Paraty-RJ. Pedimos ao motorista para nos deixar na entrada da Vila de Trindade, lá esperamos o ônibus Municipal de Paraty para descer até a vila. Ponto de ônibus na beira da Rio-Santos, entrada da Vila de Trindade. Na foto da esquerda para a direita: Eu, ainda estudante na graduação de Engenharia Florestal, Angela, chilena, na de medicina e a Nara também na florestal. Pegamos o ônibus e descemos no último ponto, a Vila do Oratório. É lá que inicia-se a trilha para a Praia do Sono. Um sol forte, mesmo já tendo passado das 14:00, nos deixou bastante ofegantes, mas a trilha é bem demarcada e fácil. Chegando lá, nos aconchegamos num camping mais ao fim da praia, a fim de ficarmos próximas da trilha para a Praia dos Antigos, seguiríamos bem cedo no dia seguinte . Nem começou e já deu uma canseira kkkk. Na praia do Sono, depois de desarmar nosso camping. De manhã, como combinado, fomos rumo a Praia da Ponta Negra. A primeira parada foi na Praia dos Antigos, lá tem uma pequena queda d'água que desemboca na praia, ficamos lá um bom tempo, estava extremamente quente e o mar era um convite irrecusável nesse paraíso. Subida íngrime entre a Praia do Sono e a Praia de Antigos, já de manhã o sol castigava nossas cabeças! Como podem ver, a Angela resolveu levar seu violão para a viagem! No cantinho com sombra na praia, passamos um bom tempo curtindo a Praia dos Antigos. Paraíso, sem mais. Chegando a Praia de Ponta Negra, acampamos no Camping da Branca, resolvemos dormir cedo, pois no dia seguinte faríamos a trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, a ideia era passar o dia lá e dormir novamente em Ponta Negra, para só então no outro dia seguir em frente na travessia para a Praia de Cairuçu das Pedras. A caminho da Cachoeira do Saco Bravo Ponta Negra vista de cima. Vista linda da trilha. Suando muito, mas tudo muito bem compensado com essa vista verde a perder-se no horizonte. É uma satisfação enorme ver a Mata Atlântica assim S2. Minhas queridas! Curtindo muito fazer a trilha sem o peso dos mochilões! A cachoeira do Saco Bravo é incrível, fiquei realmente impressionada com o lugar. A cachoeira fica no costão rochoso, desaguando portanto no mar. A única forma de acesso é por trilha, não há como ir de barco. Reparem na proporção, o tamanho da pessoa lá embaixo. Mais uma desse pico incrível. Na volta da trilha, nos deparamos com flores lindas na mata. Chegamos no fim da tarde em Ponta Negra, tomamos um banho, jantamos e fomos dar uma volta para se despedir do pico. Bateu uma saudade essa foto! Vista linda da Praia da Ponta Negra. Partimos pela manhã para Cairuçu das Pedras, a trilha é longa, mas escolhemos ir devagar e parando para curtir a trilha, demoramos cerca de quase 5 horas, com toda certeza dá pra fazer em menos tempo. Porém paramos para comer, curtir algum curso d'água que estivesse pelo caminho e cantar muito com o violão! Nessa foto, estamos ainda em Ponta Negra com mochilão e violão! Flor extraterrestre. Pelo caminho, só as belezas da Mata Atlântica. Reparem nessa bromélia! Chegamos em Cairuçu das Pedras ainda de dia. A praia é lindíssima e as águas límpidas. Acampamos no quintal dos caiçaras que nos receberam super bem, o camping fica no alto. De lá, a vista da praia com o céu estrelado é um show e serviu de palco para muitas canções com o violão na única noite que passamos por lá. Uma das fotos mais lindas da viagem!! No deck em frente a Cairuçu. Mais uma nessa praia maravilhosa. Nos munimos de banana para seguir viagem, agora, rumo a Martim de Sá para passar a virada de ano! Olhem a vista de Cairuçu!!! Bem cedinho, partimos para Martim de Sá, nosso objetivo era passar a virada de ano lá e também ficar alguns dias (mas acabamos estendendo até o dia 12 de janeiro). A trilha foi tranquila, quando chegamos lá, nos deparamos com o camping bem lotado. Depois de dar várias voltas, conseguimos achar um cantinho legal para armarmos nosso acampamento. Martim de Sá tem uma vibe e energia únicas, é fácil fazer amizades e logo todo mundo vira uma grande família. Nossa estada lá foi i-nes-que-cí-vel, é um verdadeiro paraíso na Terra. Parada para refrescar a caminho de Martim de Sá. Impossível não parar a trilha para curtir essa água doce transparente no meio da mata! A trilha também é atração principal, tanto quanto o destino final! Martim de Sá tem muita coisa pra fazer, não dá pra ficar entendiado! Tem o Encontro dos Rios, a cachoeiras, além de estar num local estratégico para ir até Cairuçu, Praia da Sumaca e Pouso da Cajaíba num tempo de trilha relativamente curto. O ano novo foi demais, foi feita uma fogueira na praia e todo mundo do camping se reuniu para celebrar a passagem do ano, vibe indescritível da galera, o céu "estralando" de estrelas, o clima perfeito! Curtindo a praia de Martim de Sá antes da grande virada. Um pouco do clima de Martim de Sá! Goró na mão pra não passar em branco! kkkk Feliz, feliz, feliz..... É disso que to falando! S2! Fogueira e música. Os dias transcorreram com muita alegria e aventura, como disse, acabamos ficando até o dia 12 de janeiro. Nesses dias fomos conhecer a Praia da Sumaca, voltamos a Cairuçu e íamos frequentemente para Pouso da Cajaíba para pegar mais comida e bebidas e dar um alô para nossa família. O camping, assim como em Cairuçu, é bem roots, o que pra mim não é problema algum, lá não tem energia elétrica e nem sinal de celular, é uma experiência única ficar REALMENTE desconectado do mundo moderno, posso afirmar que você curte sua viagem de maneira diferente e com certeza mais intensa. A conexão com a natureza nesse lugar é muito forte e logo começa a transparecer no nosso corpo físico. Eu me sentia extremamente bem lá, sempre disposta e com muita energia! Nosso mental/emocional fica muito ZEN e você se vê sendo gentil, amável e sociável com todas as pessoas. Lugar mágico! Cachu em Martim de Sá. Em dia de chuva em Martim, era comer e tocar violão. Camping esvaziando após a virada de ano. Um pouco mais do camping. Sossego em Martim. Eu no canto direito de Martim de Sá, por onde parte a trilha até o Encontro dos Rios. Bica no meio da praia Martim de Sá. Cachoeira do escorrega, mais conhecido como escorreguinha. 10 minutos de trilha. A caminho da Sumaca. Trilha para a Praia da Sumaca, já estávamos próximas. Na descida para finalmente chegar a Praia da Sumaca Morrendo de calor, mas estamos aí! Praia da Sumaca A Praia da Sumaca é ma-ra-vi-lho-sa. Dá para acampar também. Assim como em Martim, mora apenas uma família caiçara no local que dispõe de uma área para camping, também sem energia elétrica e sinal de celular: Roots! Eu e a praia da Sumaca S2 Outra grande atração de Martim de Sá é o Encontro dos rios. Um grande curso d'água que deságua direto no mar, para chegar até lá, basta pegar uma trilha rápida no canto direito da praia. Angela no Encontro dos Rios. Pescaria. Na dúvida de pular ou não! Vai que vai! Vários protelando o momento do salto! Com tantos dias em Martim, aproveitamos e retornamos num bate-volta até Cairuçu das Pedras com toda a turma do camping! Turma reunida para a foto, que lembrança! Após o bate volta para Cairuçu, começava a chegar a hora de partir de Martim de Sá. Aproveitamos nossos últimos dias no paraíso para então levantar acampamento até Pouso da Cajaíba, onde pegaríamos o barco para Paraty. Eu e minha irmãzinha Nara aproveitando os últimos dias em Martim. Hang Loose! Angela, mandando bem nos malabares. Abacaxi! Em Pouso da Cajaíba, aguardando a saída do barco até Paraty. Depois de muitos dias, tomando um guaraná geladíssimo! Pouso é uma delícia também, na próxima, pretendo acampar um dia lá antes de ir para Martim de Sá. Chegando em Paraty descobrimos que só tinha passagem para dali 2 dias, então aproveitamos duas noites super agitadas na cidade. O bom é que a despedida foi gradual, seria muito abrupto sair daquele lugar tão isolado, rodeado pela natureza, e já ir direto para São Paulo! Espero que tenham gostado do relato dessa odisseia. Recomendo muito esta aventura, estou a disposição para tirar dúvidas! Aliás, foi ótimo relembrar a viagem através desse breve relato, é o meu primeiro, então pode não estar bem estruturado, mas tentei passar um pouco da minha experiência com as fotos e os textos breves! No inicio deste ano (2019), fiz uma viagem de uma semana para a Praia do Puruba em Ubatuba, lugar mágico! Em breve farei o relato dessa trip! Abraços, mochileiros!
  11. Tem gente que faz Brugges e Ghent no mesmo dia, mas pessoalmente eu acho que é melhor você deixar rolar e decidir isto lá na hora, pois a passagem de trem custa o mesmo lá na hora. Acorde cedo dia 23, vá para a estação de trem e compre uma passagem para Brugges e visite a cidade com calma, se na hora do almoço você achar que já viu tudo, volte para estação de trem compre uma passagem até Gent no próximo trem, visite Gent, e lá pelas 18:00, ou quando achar que é hora de voltar, você volta para estação de trem e compra uma passagem para Bruxelas no próximo trem. Mas se chegar na hora do almoço, e você achar que precisa de mais tempo em Brugges, fique lá, não sacrifique o dia, pois pode não conseguir aproveitar nenhuma das duas. Em relação a Bruxelas, depende bastante dos seus interesses pessoais, mas você visita as atrações turísticas "relevantes" de Bruxelas em uma manhã! rsss Tipo acorda de manhã cedo, pega o metrô até o Atomium as 08:30, tira algumas fotos, pega o metrô de volta para o centro, troca de metrô na Gare de l'Ouest e vai até a estação Schuman visitar o Parc du Cinquantenaire. Neste momento vai ser uma 11:00, e ai você volta caminhando para o centro, passando pelo Palais de Bruxelles, Notre-Dame-du-Sablon, Palais de Justice, e termina as 13:00 na Gran Place onde você almoça, toma uma cerveja, vai ver o Manneken Pis.... Tudo isto até as 14:00, e você tem o resto do dia livre para ir no Delirium café, que durante a tarde é bem paradão e vazio, movimento mesmo só depois das 18:00. Ou seja, dependendo do horário que você chegar em Bruxelas no dia 22 e for embora no dia 24, se chegar antes do almoço, dá para "matar" praticamente todas as atrações de Bruxelas ainda neste dia, ou se chegar meio tarde, dá para ir no Café Delirium ainda no dia 22, e deixar as demais coisas de Bruxelas para o dia 24 de manhã... Só não exagere nas cervejas no Café Delirium se for querer acordar cedo no dia seguinte, elas são bem fortes, quando eu e minha esposa estivemos lá no ano passado, depois de uma cerveja dubbel, uma tripel e uma quadrupel pra fechar o caixão, já estávamos enxergando as coisas dobradas e de ressaca no dia seguinte! KKKKK
  12. Boa tarde. Queria informar aos que gostam de fazer caminhada que, quando fizerem a trilha dos trilhos de Viana a Santa Isabel evitem consumir algum produto do "Bar e Mercearia Recanto do Vale", pois o dono do estabelecimento fez péssimo tratamento aos caminhantes do ultimo final de semana, dia 12/10/2019, afirmando que não serviria almoço a quem estaria chegando de alguma caminhada e que só atenderia no balcão, não permitindo sequer que os trilheiros se sentassem nas mesas. Fui informado que o sujeito envenena animais dos vizinhos e não gosta de quem faz caminhada e chega desarrumado em seu restaurante. Esse é somente um conselho pois eu mesmo fui destratado pelo proprietário que não quis me atender como os clientes que não fizeram caminhada. Por favor, Repassem, pois desta forma estaremos impedindo outros trilheiros de passarem por situação constrangedora e ensinando ao respectivo proprietário o modo como tem que lidar com as pessoas ainda que estejam fazendo caminhada. Conto com a solidariedade de todos os que amam caminhada e não merecem mal tratamento por essa causa. abraços a todos. Helio Martins de Andrade
  13. Renato, Boa tarde ! Fiz esse roteiro, sem Egito. Vou fazer algumas observações baseada na minha viagem , pesquisas que fiz na época e o que vivenciei... 1 - Vc descontou o dia da chegada e da volta ? 2 - Em Israel é interessante fazer 2 bases : Tel Aviv e Jerusalem. Todo o resto pode ser feito a partir dessas bases, sem necessidade de ficar trocando de lugar. Te indico nas duas cidades o Abraham Hostel ! Limpo, arrumado, bem localizado e preço bom, pois Israel é caríssima . - A mesquita de Al-Aqsa, ou Domo da Rocha, em Jerusalem , tem um horário bem apertado para os não muçulmanos visitarem , além de não ser liberado todos os dias 3 - Não deixe de ir para o norte : Cesarea, Acra, Haifa ( já está no roteiro) e um lugar pouco conhecido, Rosh Hanikra, cavernas e penhascos na beira do mar Mediterrâneo.quase na divisa com o Libano. 3 - Planeje sua ida para Jordania com muito rigor, pois tem apenas 3 pontos de fronteira entre as cidades, com horários de funcionamento diferentes. 4 - Petra ( Wadi Musa) , Wadi Rum e Aqaba ficam no sul da Jordania, portanto pense na fronteira de Eilat, melhor e mais tranquila. Ela faz fronteira com Aqaba, aque aliás não tem nada , a não para quem gosta de esportes náuticos, mergulho , etc... 5 - Wadi Rum : Vc colocou dias demais, uma noite e dois dias são mais do que suficiente. O deserto é maravilhoso e dormir em um acampamento beduíno, uma experiência incrível. Tenha cuidado com a escolha do acampamento, verifique o credenciamento no parque. 6 - Petra : Também diminuiria o numero de dias: Duas noites e 2 dias inteiros são suficientes. Tente se hospedar perto da entrada , pois a cidade é acidentada, com transporte ruim e nada para fazer. 7 - Se pensar em fazer essas mudanças que estou sugerindo, pense em mudar o roteiro, entrar na Jordania pelo norte e incluir Aman, Madaba ( cidade dos mosaicos) e descer sentido sul para Petra, depois Wadi Rum. 8 - Mar Morto : O lado Jordaniano é mil vezes mais bonito que o lado de Israel !!! Essa região é maravilhosa, repleta de história e muito segura, apesar de tudo que passam. Dicas Gerais : - Em israel, não assuste com o exercito na rua o tempo todo e na juventude desse exercito. - Não se esqueça do Shabat em israel. A partir do por do sol da sexta feira até o por do sol do sábado, nada funciona, inclusive transporte , com raras exceções, principalmente em grandes cidades como Tel Aviv, mas cidades religiosas como Jerusalem, tudo fecha. Se programe.... - Respeite a religião dos dois países. Se estiver acompanhado de alguma mulher, oriente para usar um xale nas visitas às sinagogas e mesquitas, cobrir ombros e não usar decotes, para não serem barradas, no caso de homens, não usar bermudas. - Se pretende visitar alguma país muçulmano mais ortodoxo, peça para não carimbarem seu passaporte em Israel. Eles o farão e te darão uma espécie de documento que atesta a entrada, circulação e libera a saída. - Na Jordania, vale a pena comprar o Jordan Pass, ele cobre a taxa da imigração é a entrada em Petra, além de muitos outros lugares. - O transporte na Jordania é precário, se organize bem. Nós contratamos uma pessoa que nos pegou na fronteira Eilat/Aqaba, levou para Wadi Rum, depois Petra, passamos no Mar Morto, Madaba..... Foi ótimo e muito barato !Aliás Jordania é barata e Israel muito cara ! Bom, isso é o que me lembro agora, mas se precisar de alguma coisa tenho tudo anotado, é só pedir ! Aproveite !!! Essa, sem dúvida, foi uma das melhores viagens da minha vida ! Abraços Raquel
  14. Olá, tudo bem ? Vou tá na África do Sul a partir do dia 21/02 e quero ir ao Kruger Park, mas considero os preços dos safaris individuais caros... Se alguém estiver em Johanesburgo em datas próximas, animo dividir o safari ou até mesmo alugar um carro e dividir as despesas! Se animar, me contacte por aqui ou pelo Whatsapp (62) 98244-0151
  15. Boa tarde, amei seu post. estarei indo esse ano em dezembro, dia 17, e volto dia 23 parecido com o periodo q vc foi vamos de carro, eu meu esposo e minha filha de 5 anos. porém estou mto preocupada com as postagens sobre a linha vermelha para chegar a ponte rio niterói, vc comentou a volta sobre magé. qual seria a dica mais tranquila em relação a segurança? ou pela linha vermelha é tranquilo de ir durante o dia? vamos dormir ali por perto de jacarei, talvez sao jose dos campos, e sair bem cedo.
  16. Boa Tarde. Em cima da hora um amigo meu me convidou e as pressas embarcamos com interesse em fazer a trilha e escalarmos o Pico das Agulhas Negras. Antes, entramos no site do Parque do Itatiaia, que faz a guarda da portaria de entrada, e imprimimos a ficha para acessar ao parque. O processo é sempre assim: Leva-se a ficha impressa (em anexo) ou preenche-se lá a ficha para dar entrada no parque. Recomendo muito mesmo que chegue bem cedo, por volta das 6 da manhã, pois a liberação se dá por ordem de chegada, tanto para entrar no parque quanto para estacionar dentro (caso contrário terá que andar em média 3KM a mais). Todo o caminho foi muito lindo e cansativo, e cada parada para descansar valia muito pelo visual deslumbrante do Pico das Agulhas negras e adjacências. Levamos cerca de 4 horas para fazer todo o trajeto, em um ritmo baixo. O que não sabíamos, pois nenhum relato diz sobre é preciso alguns conhecimentos de escalada e apresentar o equipamento básico pra entrar no Parque. Descobri isso num dia anterior no hostel e então procurei um guia para nos ajudar. Demos sorte de encontrar o Ivan (35) 99271676. Esta é uma informação que considero crucial. Se você não tem muita experiência com escalada PRECISA contratar um guia. Durante todo trajeto vimos diversas pessoas se arriscando, por falta de orientação e/ou por abuso mesmo. A subida é íngreme e não é raro ficar próximo a desfiladeiros altos, o que pode ser muito perigoso e qualquer erro pode ter consequencias bem sérias. Vi algumas crianças na trilha e eu não recomendo devido aos riscos, mas é algo pessoal e cada pai sabe o que é melhor... Segue abaixo o contato do Ivan, muito legal e prestativo mas, o mais importante, um cara extremamente experiente em escalada e que leva a segurança dos clientes ao extremo. Usa corda dupla com nós muito firmes e sempre fica "na cola" da gente em todas as situações que envolviam qualquer risco: Ivan (Guia turístico do Pico das Agulhas Negras): (35)99271676 - atende por WhatsApp Valeu muito a pena mesmo e espero voltar mais vezes! Ficha_de_Controle__de_Visitante_2018.pdf
  17. Quando você descer do avião, lá no aeroporto vai haver várias lojas de todas as companhias de celular de Israel, é só tirar um tempinho e dar uma olhada nos preços dos pacotes.
  18. Cânion da Garganta del Collado de las Yeguas 10º DIA - 04/07/19 - de Jarandilla de la Vera à Garganta de los 3 Cerros (ou quase) Duração: 6h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1476m em Collado de las Yeguas Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Resumo: primeiro dia da Ruta de Carlos V com início em Jarandilla de la Vera, subida de 865m e descida de 435m até o local de acampamento Jarandilla de la Vera é a primeira cidade desse trekking que tem supermercado (Carrefour Express, Dia e Coviran). Saí do Camping Jaranda às 10h45 e fui ao centro para duas coisas: comprar mais comida e pegar informações sobre a Ruta de Carlos V (PR-1 ou PR CC 1), que liga Jarandilla de la Vera a Tornavacas. Porém no posto de informação turística o sujeito não quis nem me dizer onde iniciava essa trilha, alegando que ela não estava em boas condições e que eu iria me perder. Aquela conversa mole de sempre. Saindo do posto de informação às 11h52 tomei a direção do Camping Jaranda (norte) e logo após o Hotel Rural Robles entrei à direita na rua com marco de madeira com plaquinha PR-CC 1 (e faixas branca e amarela de PR). Depois novamente na primeira rua à direita, com placa "GR 111 - A Guijo de Santa Bárbara 1 hora" e as faixas branca e vermelha de GR. Após uma curva para a esquerda uma bifurcação: tomei a esquerda e o calçamento dá lugar a uma rua de terra (a direita sobe a Guijo de Santa Bárbara em 2,5km). Uma placa informa que estou na Ruta de los Puentes, sinalizada com faixas branca e verde de trilha local. A rua termina no portão de uma cerca à esquerda e ali nasce a trilha, às 12h13. Tomo o rumo norte por dentro da mata e 120m depois vejo o Camping Jaranda entre as árvores à esquerda. Às 12h30 cruzo a Puente de Palo (de madeira e pilares de pedras) sobre a Garganta de Jaranda e encontro a primeira placa da Ruta de Carlos V para confirmar que estou no caminho certo. Cerca de 110m depois chego a uma estrada de terra e vou para a esquerda por 160m, onde tomo a estradinha à direita numa curva bem fechada. Cruzo um pomar com cerejas maduras e aproveito para me deliciar. Subindo ainda por estradinha chego a uma rodovia (que vem de Guijo de Santa Bárbara, à direita). Vou para a esquerda por 110m e entro na trilha à direita para dentro da mata com sinalização de PR-CC 1. Às 13h04 chego a uma bifurcação em T e vou à direita, mas por apenas 20m, entrando numa trilha que sobe à esquerda com sinalização PR. Às 13h14 vou à esquerda em nova bifurcação e 4 minutos depois, antes de sair da sombra da mata, paro por causa do calor. Continuo às 13h35. Na subida avisto a cidade de Jarandilla ficando para trás, bem como Guijo de Santa Bárbara e a Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves. Às 13h54 encontro uma estrada de terra onde devo ir para a esquerda (oeste), mas antes vou conferir a tal Fuente de los Pilones que a placa indica. O que encontro é um cocho de concreto com água parada e cheio de abelhas. Mesmo sem pegar água paro na sombra de um carvalho centenário para um lanche. Voltando à estrada de terra às 14h31 vou à esquerda (oeste) e em 250m ela termina numa bifurcação de trilhas - vou para a direita reentrando na mata. Segui a sinalização PR e ao sair da mata há uma casa de pedra no alto à direita. Mais 160m e alcanço às 15h uma casa de pedras abandonada com placa de Senda de las Culatas, o início de uma trilha que desce à cidade de Aldeanueva de la Vera, que avistaria daí a alguns minutos. Numa bifurcação 60m depois da casa abandonada vou à direita e cruzo uma cerca aberta. A partir daí já visualizo a crista de serra que terei de transpor em meu caminho para Tornavacas e logo entro no grande vale da Garganta (rio) del Yedrón. Cruzo uma ponte de madeira sobre esse rio às 16h10, após um lanche junto a um lindo poço de águas transparentes e fundo de pedras (essa foi a primeira água do dia). Agora pela margem direita verdadeira do rio a subida se dá em zigue-zague. Às 17h08 alcanço uma bifurcação em T e subo para a direita; à esquerda desce a Senda de los Arrieros, outro caminho para Aldeanueva de la Vera. Com mais 140m, às 17h12, chego ao Collado de las Yeguas, ponto mais alto da Ruta de Carlos V (1476m). Aqui entro na Reserva Natural Garganta de los Infiernos, aquela que apenas "toquei" nas proximidades de Cuerda Mala no dia anterior. Uma placa me informa que tenho mais 4h30 até Tornavacas. A quantidade de lixo na trilha foi a maior até agora em toda essa travessia. Isso ajuda a explicar a proibição do camping selvagem nos parques da Espanha. Parei para descansar e retomei a caminhada apenas às 18h24, descendo no sentido norte-noroeste com todo visual da reserva natural à minha frente. Logo estou caminhando na encosta da margem esquerda da Garganta del Hornillo, rio ao qual desço para cruzar por uma ponte. Ali descanso por 24 minutos. Na clareira 110m depois da ponte vou à esquerda às 19h19 seguindo as placas. Dez minutos depois vou à esquerda na bifurcação e aparece um calçamento de pedras na trilha. Às 19h38 cruzo a ponte sobre o Arroyo de Colmenillas, que se junta à Garganta del Hornillo formando a Garganta del Collado de las Yeguas, a qual mais abaixo se afunila num profundo cânion. Às 19h56 entro na floresta de carvalhos e logo passo pelos Escalerones, uma clareira à esquerda com degraus de pedra que dão vista para o cânion. Às 20h22 passo por uma fonte de água (Fuente Peñalozana, a última do dia). A partir do Collado (selado) de la Encinilla, às 20h52, inicia uma descida em zigue-zague pela mata. Comecei a procurar algum lugar onde pudesse montar a barraca pois já avistava casas à frente e ouvia latidos ao longe. Na descida estava difícil encontrar um lugar plano, então tratei de parar num que achei às 21h13 mesmo sendo um pouco cedo ainda. Altitude de 1041m. Garganta de los 3 Cerros e a Ponte Nova 11º DIA - 05/07/19 - da Garganta de los 3 Cerros a Tornavacas Duração: 3h45 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1041m no local de acampamento Menor altitude: 716m Resumo: segundo dia da Ruta de Carlos V com descida de 325m e chegada a Tornavacas. Nesse dia pretendia ainda subir o Pico Calvitero para encerrar a caminhada na cidade de Candelário, porém o calor terrível que fazia diariamente alterou os meus planos. Deixei o local de acampamento às 9h33 e continuei descendo. Em 5 minutos cheguei a uma bifurcação em T com a trilha mais marcada e placas informando as distâncias a Jarandilla (17,5km) e Tornavacas (9,5km). Desci à direita e uns 80m depois vi que a fonte de Robledo Hermoso secou completamente. Aos poucos a visão vai se ampliando para os vales dos rios Garganta de los 3 Cerros e Garganta de los Infiernos. Depois avisto a Ponte Nova, para onde devo descer. Às 10h18 nova bifurcação com placas. Uma delas aponta Pilones 1 hora para a esquerda, este um dos mais bonitos atrativos da Reserva Natural Garganta de los Infiernos, porém não estava no meu roteiro. Continuei para a direita e em 4 minutos cheguei à Ponte Nova (ou Ponte de Carlos V), que de nova não tem nada pois tem origem medieval. Ela cruza a Garganta de los 3 Cerros, que mais abaixo se junta à Garganta del Collado de las Yeguas para formar a Garganta de los Infiernos. Essa foi a única água da trilha desse dia (a próxima só em Tornavacas). Subindo, às 11h02 entrei na floresta de carvalhos e 240m depois cheguei a uma estradinha de terra, onde aproveitei a sombra para descansar. Fui para a esquerda. Às 11h37 entroncou uma outra estradinha vindo da esquerda e eu saio da mata para a direita. Às 11h45 chego ao Collado de las Losas, um cruzamento de muitos caminhos (com placas): primeiro vou à direita numa estrada de terra, mas 25m depois entro à esquerda numa trilha com placa de Ruta de Carlos V. Desço pela sombra da mata de novo e assim passo para a outra vertente dessa pequena serra, entrando no vale de Jerte. Uns 130m abaixo vou em frente num cruzamento em que à esquerda se desce à cidade de Jerte, visível lá embaixo no vale. Às 12h16 aparece a primeira plantação de cerejas e eu não resisto a roubar algumas. Às 12h24 a trilha termina numa estrada de terra e vou para a direita. À esquerda da estrada outra plantação enorme de cerejas. Dali já visualizo a Serra de Candelário, meu suposto destino nesse dia. Nas duas bifurcações seguintes vou à esquerda e na trifurcação às 12h40 sigo pelo caminho do meio. Às 12h52 vou à direita numa bifurcação em T e 4 minutos depois vou à esquerda, descendo e quase voltando. Às 13h01 chego a uma estrada e vou para a esquerda. Quatro minutos depois vou à direita e saio da Reserva Natural Garganta de los Infiernos. A partir daqui a Ruta de Carlos V coincide com uma etapa da famosa e longa trilha GR 10, que vai de Valência a Lisboa. Os pés de cereja são milhares, o Vale de Jerte é um dos maiores produtores dessa fruta na Espanha, e eu não resisto a comer punhados delas, mesmo quentes do sol (as consequências disso viriam rapidinho...). A estradinha se torna concretada e às 13h58 tomo o caminho à esquerda, de terra, entrando na trilha à direita 30m depois. Ela parece terminar num portão de ferro mas continua à direita dele. Às 14h17 a Ruta de Carlos V continua pelo asfalto. Uns 190m depois vou à esquerda na bifurcação e cruzo a ponte sobre o Rio Jerte. A GR 10 continua à direita em direção a Puerto de Tornavacas. Subo 200m e tomo à direita a rua principal da cidade de Tornavacas. A caminho do centro parei para descansar junto a uma fonte de água potável com banco às 14h33. Ali decidi abortar a continuação da travessia em direção à cidade de Candelário porque o calor estava realmente insuportável (além do ar seco) e eu teria um desnível de 1498m a enfrentar até o Pico Calvitero ainda nesse dia. A escassez de fontes de água era um grande problema nesse calor todo. Dei por encerrada a caminhada e esperei o próximo ônibus para Salamanca, que só passou às 19h16 (ônibus para Plasencia para no dia seguinte tomar outro para Salamanca). Em Salamanca vi um termômetro de rua marcar 37ºC. Altitude em Tornavacas: 902m (no ponto de ônibus da rodovia) Informações adicionais: . Refúgio Elola: pernoite 10 euros, almoço/jantar menu do dia 12,50 euros, café da manhã 5 euros, meia pensão 25,50 euros, pensão completa 31 euros. Reserva obrigatória pelo site www.refugiolagunagrandegredos.es. . Camping Jaranda: barraca 10 euros (para 1 pessoa), jantar a la carte com preços em torno de 10 euros. Wifi grátis. Site: campingjaranda.es . ônibus Madri-Cuevas del Valle: samar.es . ônibus Madri-Bohoyo: www.cevesa.es . ônibus Madri-Jarandilla de la Vera: samar.es . ônibus Madri-Tornavacas: www.cevesa.es . roteiro adaptado a partir das informações do guia Lonely Planet Walking in Spain, 3ª edição, 2003 Rafael Santiago junho-julho/2019 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  19. Garganta de Bohoyo 7º DIA - 01/07/19 - do Refugio El Lanchón à serra entre Bohoyo e Navalonguilla Duração: 7h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1966m no alto da serra entre Bohoyo e Navalonguilla Menor altitude: 1132m no restaurante El Vergel de Gredos, em Bohoyo Resumo: o trajeto desse dia é uma ferradura que vai para o norte e volta para o sul, um grande arco, mas o único caminho viável entre a Garganta de Bohoyo e Navalonguilla. Desnível de 818m entre a cidade de Bohoyo e a serra entre Bohoyo e Navalonguilla Comecei a caminhar às 8h19 ainda pela margem direita da Garganta de Bohoyo. Às 9h31 fui à direita na bifurcação para conhecer o Refugio La Longuilla. Uma plaquinha com as faixas branca e amarela indica ser esta trilha a PR-AV 16. O refúgio é todo de pedras com telhas, tem bancos-camas e lareira. Estava cheio de vacas ao redor. Continuei para oeste por trilhas de vaca e cheguei a uma ladeira calçada, que desci e tomei a direita na bifurcação (com um X branco e amarelo à esquerda, sinalização PR). Às 10h32 cheguei ao Refugio La Redonda, também todo de pedras com telhas, bancos-camas e lareira. Uns 90m depois cruzei um portão de ferro. Às 10h56 outro refúgio nos mesmos moldes dos dois últimos: Refugio La Secá. As árvores vão reaparecendo e a trilha quebra de noroeste para norte. Às 11h37 entro na sombra rala da mata. O que incomoda mesmo são as moscas na cara. Às 11h51 a trilha é dupla e a floresta é de carvalhos (robles). Às 12h33 chego a um pasto com vacas e uma estrada de terra para a direita. Uma placa indica uma fonte 100m para a esquerda mas não fui até lá. Seguindo pela estrada cruzei uma porteira de ferro, segui em frente num cruzamento de caminhos e cheguei a um estacionamento às 13h05. Havia um painel informativo sobre a Senda de la Garganta de Bohoyo com mapa. Continuando pela estrada de cascalho para o norte passei pela entrada do Camping Los Chozos de Gredos e atingi às 13h22 o asfalto da rodovia AV-P-539. Fui para a esquerda e em 7 minutos cruzava a ponte sobre a Garganta de Bohoyo. Ao lado do rio está o restaurante El Vergel de Gredos. Era hora do almoço e o sol estava fritando, para variar. Parei para descansar, beber água gelada e comer. Menu do dia a 10 euros. Continuei às 14h27 pelo asfalto e uma placa me diz que estou na etapa 20 da GR 293 (a mesma da Calzada Romana e que é chamada de "A Vueltas con Gredos" por dar uma volta quase completa ao redor da serra). Cheguei às 14h37 à pequena cidade de Bohoyo e um painel agora me informa que a caminhada dali até a cidade de Navalonguilla será a etapa 21 da GR 293. Há uma fonte de água ao lado. Altitude de 1148m. Um outro painel, no outro lado da praça, mostra um mapa do Parque Regional de la Sierra de Gredos com todo o trajeto que fiz desde Cuevas del Valle. Dentro do meu percurso planejado, o limite do parque será no Pico Covacha, por onde passarei no 9º dia. O caminho para Navalonguilla estava diretamente para o sul a partir dali mas quis dar um giro pela cidade para conhecer, apesar do calor terrível. Essas pequenas cidades da Espanha são sempre uma linda surpresa, cheias de detalhes arquitetônicos e muita história. Há várias casas de pedra com sacadas de ferro fundido e algumas fontes de pedra também. Cegonhas sem nenhum pudor fazem enormes ninhos nas cumeeiras e até na torre do sino da igreja. Um bar parecia estar aberto, embora fosse hora da siesta. Feito o reconhecimento, tomei a direção sul pela Calle de las Escuelas e saí da cidade às 15h14. Um outro painel informa que a Ruta Bohoyo-Navalonguilla é também a PR-AV 57 - Senda Camino del Piesnillo (além de ser a GR 293). Subi por um caminho concretado, passei por uma quadra de esporte e às 15h28 subi à esquerda pois a direita levava a um galpão, mas 35m depois fui à esquerda de novo pois à direita havia um sinal de X (caminho errado). Bohoyo vai ficando lá embaixo à esquerda. Mas tive de parar numa sombra por 37 minutos pois não aguentava mais o calor. Às 16h27 cruzei uma porteira de ferro e a estradinha de terra vira trilha. Em 4 minutos já avisto a Garganta de Bohoyo, onde passei esta noite. Às 17h02 cruzo um muro de pedras e paro numa grande sombra, mas a trilha quase desaparece e gastei um tempo procurando-a (após o muro de pedras deve-se subir um pouco à direita, mesmo sem trilha no início, e tomar a direção sul). Às 17h51 alcanço uma estradinha de terra que tomo para a esquerda (X à direita). À frente (sul) já avisto a colina que devo subir, com a trilha bem marcada. Em 7 minutos tomo a direita na bifurcação (X à esquerda) e subo a um portão com pasto e vacas logo depois. Ali há uma fonte de água mas com pouca vazão. Melhor caminhar mais 150m para encontrar uma boa fonte acima do pasto e do muro de pedras (mesmo assim filtrei com o filtro Sawyer Squeeze). Essa é a última água do dia. Voltei a caminhar às 18h48 e aí o bicho pega. Só subida. Às 18h58 fui à direita numa bifurcação. E dá-lhe ladeira em zigue-zague! A vista para a Garganta de Bohoyo é cada vez mais ampla. Às 20h26 avisto o chapadão no alto e com mais 12 minutos vou à esquerda numa bifurcação em T. Às 20h53, antes de um refúgio no meio do campo de piornos, cruzo o longo muro de pedras que aparece à direita (com placa apontando Navalonguilla). A partir dali a trilha começa a descer, então procurei um lugar plano perto do muro (abrigo do vento) para montar a barraca. Esse é o ponto mais alto do dia, 1966m, com desnível de 818m desde a cidade de Bohoyo. Garganta de los Caballeros 8º DIA - 02/07/19 - da serra entre Bohoyo e Navalonguilla à Laguna de los Caballeros Duração: 9h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2021m em Laguna de los Caballeros Menor altitude: 1134m em Camping Restaurante La Guilera Resumo: nesse dia passei pela cidade de Navalonguilla e a vila de Navalguijo para em seguida me distanciar de tudo novamente ao percorrer a Garganta de los Caballeros e subir à laguna de mesmo nome, num desnível de 887m desde o Camping Restaurante La Guilera Comecei a caminhar às 8h52 descendo na direção oeste. Às 9h14 passei por uma fonte quase seca na descida. Às 9h33 chego a um amplo espaço bom para acampar e bivacar protegido pelas grandes pedras. Dali já é possível avistar a cidade de Navalonguilla. Encontrei um portão de ferro todo amarrado, foi mais fácil pular o muro de pedras. A descida continua em zigue-zagues por uma crista. Às 10h27 cheguei a um cocho com água corrente e parei para me refrescar por 30 minutos. Às 11h04 cruzo uma porteira de ferro e a trilha vai virando uma estrada precária. Passo por mais um cocho, porém este está seco. Cruzo outra porteira de ferro e a estrada passa a ser concretada. Onde entronca um outro caminho vindo da esquerda há um painel informativo sobre a Ruta Navalonguilla-Bohoyo semelhante ao da saída de Bohoyo. Às 11h41 alcanço a Ermita de Nuestra Señora de los Leones com uma fonte de pedra com água corrente em frente. Com mais 15 minutos pelo asfalto chego à igreja de pedra de Navalonguilla. Altitude de 1199m. Passeei pelas ruas estreitas da pequena cidade e vi pela primeira vez a fachada das casas recobertas por telhas. Fui até o Museo de la Transhumancia, mas funciona só de sábado, domingo e feriado. Transumância é o deslocamento de rebanhos para locais que oferecem melhores condições de clima durante certa época do ano. Como sempre, era hora da siesta e até o Bar Pedro estava fechado. A única fonte de água que encontrei na cidade (em frente à igreja) estava seca. Segui a placa de Navalguijo, meu próximo destino, e às 12h16 deixei Navalonguilla tomando a rodovia AV-P-537. Uma placa me informa que o percurso dali até a cidade de Nava del Barco é a etapa 22 da GR 293, mas na ponte da Garganta de los Caballeros irei à esquerda, deixando essa GR. Às 12h36 passei em frente ao Camping Restaurante La Guilera, que espantosamente estava aberto e funcionando, mas não parei. Menu do dia por 9 euros. Ali também fica o Hostal Rural Los Alisos. Às 12h48 cruzei a ponte sobre o verdíssimo e transparente rio Garganta de los Caballeros e parei para descansar e me refugiar do sol forte. Algumas pessoas nadavam no rio. Fiz meu almoço nas mesinhas de piquenique sob as árvores. Às 13h13 encarei a subida de asfalto onde dava pra fazer ovos mexidos de tão quente. Compensava a bonita vista à esquerda para o selado onde acampei esta noite. Passei pela Ermita de San Miguel e às 13h31 alcancei a minúscula Navalguijo, completamente deserta, uma vila-fantasma. Numa bifurcação com casa de pedras e fonte de água não havia placa - fui à esquerda. Há fachadas recobertas por telhas aqui também, além de lindas casas de pedras. Às 13h39, numa outra bifurcação com fonte, a placa indica Laguna de los Caballeros a 5h de caminhada pela PR-AV 40, à esquerda. A civilização fica para trás de novo. Às 13h47 vou à direita numa bifurcação sem placa e cruzo a Puente de Arguijo. Mais 4 minutos e paro para ler o painel informativo sobre a Laguna de los Caballeros. Fim da estrada concretada, agora estradinha de terra. Vou à esquerda na bifurcação e às 14h09 cruzo um riacho e uma porteira de ferro verde. A estradinha vira trilha. Às 14h22 a visão se abre à esquerda para o amplo vale da Garganta de los Caballeros e montanhas ao fundo. Cruzo um riacho pelas pedras e aparece um calçamento na trilha. Olhando para trás identifico ainda o selado onde dormi esta noite. Às 15h13 chego à cachoeira Chorrera del Lanchón, um dos principais atrativos dessa trilha. Ela despenca numa fenda do paredão rochoso e estava com bem pouca água. Tentei me aproximar mas não cheguei à queda pois a vegetação dificultava bastante. Me escondi do sol forte por um bom tempo e só saí às 16h43. Subindo, cruzei uma tronqueira, um riacho e caminhei por uma ladeira com calçamento e lindas lagoas verdes transparentes ao longo do rio à esquerda. Às 17h50 passei pelo Refugio de las LLanaíllas, mas ficava fora da trilha principal e não procurei caminho até ele. Parei 8 minutos depois num pequeno abrigo de pedra coberto de palha e com banco-cama. Continuei às 18h14 e às 18h42 cheguei à Antigua Mina de Blenda, que se resume hoje a ruínas de casas de pedra e peças de ferro espalhadas pelo chão. Às 18h54 cruzei pelas pedras a Garganta (rio) de los Caballeros para a margem direita verdadeira e encontrei a Fuente de Majá Baera com água corrente. Às 19h20 cheguei ao Refugio de Malacantones, de pedras e telhas com bancos-camas e lareira. Às 19h58 cruzo novamente a Garganta de los Caballeros. O lugar é bastante distante e isolado e começo a ter a impressão de que poderia encontrar ou avistar algum animal selvagem, mas em vez disso me deparo com vacas pastando (por enquanto...). Depois de cruzar moitas de piornos, às 21h06 chego enfim à Laguna de los Caballeros e seu circo glacial. Procuro um lugar abrigado do vento e monto a barraca num espaço pequeno entre moitas de piorno. Altitude de 2021m. Pego as garrafas para coletar água da laguna e quando olho para a encosta da montanha ao norte vejo um animal grande passando. Era um javali! E tinha um filhote o seguindo. Como não sei sobre a reação desses animais, e por ela (devia ser uma fêmea) ter uma cria, tratei rapidamente de me enfiar na barraca e fazer o mínimo de sinal de vida. Fiquei de ouvidos alertas e num momento ouvi o ronco do bicho próximo da barraca. Mas depois não ouvi mais nada e pude relaxar e dormir. Pico Las Azagayas 9º DIA - 03/07/19 - de Laguna de los Caballeros a Jarandilla de la Vera Duração: 9h10 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Resumo: um dia longo e difícil percorrendo inicialmente alguns dos cumes mais altos da Serra de Gredos para em seguida descer 1783m até a cidade de Jarandilla de la Vera Quando comecei a caminhar nesse dia não tinha idéia de quão extenuante ele seria. A travessia da crista rochosa dos picos La Covacha e Las Azagayas foi o trecho mais exigente de todo esse trekking. Deixei o acampamento da Laguna de los Caballeros às 9h44 felizmente sem sinal do javali e seu filhote. Em vez disso eram as vacas que visitavam a laguna nessa hora. Contornei a lagoa pela margem esquerda (sul) e tomei a trilha de subida da encosta. É uma subida por canchal (ladeira de pedras desmoronadas) também mas a trilha está definida e sinalizada por totens. Às 10h20 atingi a crista e pude visualizar o outro lado (sul) mas estava mesmo é num selado, ou seja, tinha de subir bastante ainda. Às 10h38 fui para a direita (noroeste) na crista e subi por caminho praticamente só de pedras. Escalaminhei uma parede, subi por lajes e segui os totens. Às 11h31 atinjo o cume do Pico La Covacha (2394m), ponto mais alto de todo esse trekking, com coluna de concreto e vértice geodésico. A visão é de 360º. A longa crista que se estende para oeste é o limite entre as comunidades autônomas de Castela e Leão (ao norte, província de Ávila) e Extremadura (ao sul, província de Cáceres). Dali observo que a face esquerda (sul) dessa crista é recoberta de piornos, enquanto a cumeeira e a face direita (norte) são de pura pedra. Continuando às 11h56, avisto dois lagos bem distantes ao norte e um deles tem uma barragem (a maior com barragem é a Laguna del Barco ou Laguna de Galin Gómez e a menor é a Laguna Cuadrada). O caminho pela crista é um sobe-e-desce por pedras e a dificuldade vai aumentando. Às 12h17, junto ao marco de granito do Pico El Poyo, fui alcançado por um casal (que surpresa!) que subiu de uma cidade próxima só para percorrer essa crista. Dali já avisto uma outra crista para o sul que descerei após terminar essa de cumes em que estou. Porém dali em diante a dificuldade foi ainda maior, as ladeiras de pedras se tornaram bastante íngremes. O trecho próximo ao Pico Las Azagayas (2367m), aonde cheguei às 12h47, foi o mais difícil. Continuo mais 240m para oeste de Azagayas e finalmente termina essa crista rochosa. Ufa! Alcanço assim às 13h24 a outra crista que avistei e ali há caminhos para a direita (noroeste) e esquerda (sul), dependendo do roteiro que se quer fazer. O meu destino era para o sul. Uma placa ali aponta para os picos Covacha e Azagayas e diz "Ruta Travesía de la Alta Extremadura". Nesse local estou saindo do Parque Regional de la Sierra de Gredos e estou nos limites da Reserva Natural Garganta de los Infiernos, mas não entro nela nesse dia (só no dia seguinte). Também estou deixando a comunidade autônoma de Castela e Leão e entrando na de Extremadura. Isso corresponde (mais ou menos) a sair de um estado e entrar em outro no Brasil. Às 13h58 inicio a descida da crista entre piornos floridos, porém na parte mais baixa dela (selado) um impasse: à minha frente (sudoeste) ela sobe para uma sucessão de cumes rochosos (Cerro Estecillo) que eu temia que fossem tão difíceis quanto os anteriores. O próprio nome não é animador: Cuerda Mala. E eu precisava descer e não subir mais. Que alternativas tenho? À minha direita (oeste) se abriu um amplo vale e tento descer a ele, mas a trilha e os totens vão sumindo e resolvo voltar à crista para tentar o outro lado (leste) às 14h43. Inicialmente há uma trilha descendo mas ela desaparece e continuo na direção de totens, porém num caminho complicado entre pedras e moitas duras de piorno. Às 15h55 cruzo uma riacho pelas pedras (primeira água desde a Laguna de los Caballeros) e o acompanho na sua descida pela encosta pois avisto trilha abaixo na direção que eu preciso (sul). Uma vez na trilha bem marcada às 16h24, passo por campos de piorno, mais pontos de água e por vacas pastando. Às 17h44 cruzo um muro de pedras por um portão de ferro caído e encontro caminhos para o norte, sul e oeste, com muitos totens. O caminho que chega do norte vem do Cerro Estecillo e é a alternativa que rejeitei lá no alto 3 horas antes, mas deve ser a trilha mais usada. Se é pior ou melhor do que a opção que fiz só saberei quando um dia repetir essa travessia. Avisto dali uma grande clareira na crista a sudoeste com a Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e é para lá que devo seguir. Às 18h05 desço para oeste mas a trilha vai girando para o sul. Passo por uma choupana redonda de pedras, coberta de palha e quase desabando. Bem abaixo cruzo às 18h48 um riacho pelas pedras e paro por 17 minutos. Na encosta oposta passo a seguir um canal de água e depois uma trilha. Às 19h34 chego à Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e de lá avisto a pequena cidade de Guijo de Santa Bárbara. Na descida para a cidade há um trecho inclinado com pedras soltas meio complicado. Tomo a direita numa bifurcação, cruzo uma pequena ponte de madeira e atravesso uma mata de carvalhos (robles). No cruzamento de caminhos com painel sobre a fauna sigo em frente. Saio numa estrada às 20h29 e vou para a esquerda. Após uma longa curva para a esquerda essa estrada desemboca em outra e vou para a direita. Na bifurcação seguinte desço à esquerda na direção da cidade, mas estava errado, a rua termina numa casa. Voltei e tomei a direita. Algumas curvas depois já estou entrando na cidade de Guijo de Santa Bárbara, às 21h06. Numa bifurcação em que há um painel da Reserva Natural Garganta de los Infiernos vou para a esquerda seguindo a placa de Jarandilla (se tivesse tomado a direita teria conhecido o centro e suas casas mais antigas). Às 21h20 saio da cidade e a placa na estrada indica Jarandilla de la Vera a 3,5km (o gps mediu 4,5km). Mesmo tarde resolvi ir para Jarandilla porque lá há um camping e porque esse trecho de asfalto seria melhor fazer nesse horário mais fresco, sem o forte calor que começa logo cedo. Há um caminho mais curto entre as duas cidades, mas naquele momento não tinha essa informação como certa. Cheguei ao centro de Jarandilla de la Vera às 22h18, já de noite, e me surpreendi com a agitação da pequena cidade. A rua principal tem bares e restaurantes com mesas na calçada e o movimento era grande. Procurei pelo Hostal Marbella mas ele fechou já há alguns anos. A partir do centro caminhei mais 1,3km para o norte (parte pela rodovia, no escuro) até o Camping Jaranda, aonde cheguei às 22h42, a tempo ainda de jantar. Altitude de 616m.
  20. Laguna Bajera, uma das 5 Lagunas 4º DIA - 28/06/19 - do Refúgio Elola às imediações de 5 Lagunas Duração: 5h10 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2367m em Portilla del Rey Menor altitude: 1896m Resumo: caminhada de Laguna Grande a 5 Lagunas através do passo Portilla del Rey. Quis evitar a subida direta de 5 Lagunas a Portilla de las 5 Lagunas para chegar à Garganta de Bohoyo, então tive de procurar um caminho alternativo (o que me tomou mais dois dias - sim, exagerei nas paradas por causa do calor) Saí do refúgio às 9h58 na direção norte pela margem oeste da Laguna Grande. Na sua extremidade norte fui à esquerda na bifurcação e comecei a subir a encosta pedregosa da montanha em zigue-zagues. Subi até os 2066m e logo iniciei a descida, às 11h07. A descida dessa encosta terminou às 11h28, cruzei um riacho pelas pedras no meio de um campo chamado Pradera del Gargantón e voltei a subir em zigue-zagues. Às 13h31 cheguei a Portilla del Rey, um passo de montanha que foi o ponto mais alto do dia (2367m), e o lance final foi uma escalaminhada por um canchal (em espanhol) ou scree (em inglês), uma ladeira de pedras desmoronadas. Mas não gostei do que vi lá do alto. Gostei sim da visão espetacular do Circo de 5 Lagunas e da verdíssima Laguna Cimera bem abaixo, porém a continuação do meu caminho em direção à Garganta de Bohoyo seria por uma ladeira de pedras enorme e bem íngreme a sudoeste da Laguna Cimera. Ladeira que atinge a chamada Portilla de las 5 Lagunas, de altitude semelhante à de Portilla del Rey, onde eu estava. Aquele caminho me pareceu arriscado. Havia alcançado um grupo que avistara pela primeira vez na Laguna Grande e conversei com o líder para confirmar se seria aquele mesmo o meu caminho. Ele disse que seria um pouco arriscado ir por ali e que deveria haver um outro caminho mais abaixo nas 5 Lagunas. Deixei o grupo todo sair primeiro pois aquela descida inclinada à Laguna Cimera, por pedras soltas e sem um caminho marcado, eu preferi fazer devagar e com cuidado. Saí de Portilla del Rey às 14h13 e cheguei próximo da Laguna Cimera às 14h56. Não desci até a margem, girei à direita (norte) e me dirigi à segunda lagoa, a Laguna Galana. O grupo parou nessa lagoa e eu continuei descendo, passando pelas lagunas Mediana, Brincalobitos e Bajera. Uma plaquinha me diz que estou na PR-AV 35. O caminho de pedras que desce dessas lagunas não é fácil, levei 1h30 para chegar ao final da ladeira desde a Laguna Cimera. Continuei descendo para o norte, mas parei depois de 300m para explorar alguns caminhos que eu tinha gravado no gps e que poderiam ser alternativas àquela ladeira que eu evitei. Porém não encontrei nenhum deles e resolvi acampar no lugar mais discreto que havia (embora fosse um campo aberto) para resolver o que fazer no dia seguinte. Altitude de 1907m. Laguna de Majalaescoba 5º DIA - 29/06/19 - das imediações de 5 Lagunas a Las Lagunillas Duração: 4h40 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1950m em Las Lagunillas Menor altitude: 1525m na Garganta del Pinar Resumo: continuação da procura por um caminho para chegar à Garganta de Bohoyo, uma alternativa à subida direta de 5 Lagunas a Portilla de las 5 Lagunas Comecei a caminhar às 9h17 ainda com a idéia de que encontraria uma trilha alternativa. Continuei descendo para o norte (como se fosse para a cidade de Navalperal de Tormes) pela margem direita da Garganta (rio) del Pinar, que se origina das 5 Lagunas, e passei pela Laguna de Majalaescoba. Por ser um sábado comecei a encontrar gente subindo para as 5 Lagunas e resolvi perguntar. As respostas contradiziam o que o líder do grupo havia me falado no dia anterior: o caminho era mesmo por aquela ladeira enorme de pedras, não era tão ruim quanto parecia e não havia outro caminho conhecido. Essas informações me deixaram numa sinuca pois eu já havia descido muito desde a Laguna Cimera e o caminho a partir dela também foi bastante difícil. Para completar, o calor estava de rachar. Continuei descendo. Às 12h14, 2,3km depois do abrigo Chozo de la Barranca, parei numa sombra à margem do rio (Garganta del Pinar) pois não estava aguentando o calor. Resolvi explorar uma trilha que aparecia no gps e estava do outro lado do rio. Realmente ela existia e poderia ser a alternativa que eu procurava. Porém só consegui ter coragem para voltar a caminhar depois das 16h, quando o calor já não era tão forte. Continuei então para o norte, agora pela margem esquerda da Garganta del Pinar por 1,1km e comecei a subir a colina. Encontrei uma fonte de água na subida. Às 16h40 cruzei uma porteira de arame num muro de pedras. Alcancei uma clareira onde deveria haver uma trilha voltando para o sul, mas apesar dos totens não a encontrava. Depois de muita procura (e outra pausa na sombra) finalmente a achei às 18h34. Segui por ela para o sul e sudoeste e encontrei às 19h54 o Refugio de Los Barquillos, refúgio livre (não guardado) com banco-cama e lareira, construído em pedra e coberto com telhas. Nele chegava uma outra trilha vindo do norte. A vista para o Circo de 5 Lagunas era privilegiada. Às 20h13, continuei para sudoeste e na bifurcação 220m depois do refúgio fui à direita pois a esquerda desce a encosta. Às 20h44 alcancei uma grande clareira forrada de capim que cruzei para a direita para tomar a trilha que subia para oeste entre moitas de piorno. Mas na primeira bifurcação, 110m depois, fui à esquerda (sul). Ao chegar a uma amplo circo glacial (com uma lagoa) às 21h08 a trilha pareceu sumir, mas mantendo a direção sudoeste ela reapareceu. Desci até um riacho seco, cruzei-o e encontrei um bom lugar para acampar às 21h35. Esse local é referenciado nos mapas com o nome genérico de Las Lagunillas. Altitude de 1940m. Água corrente havia a 300m dali, além da lagoa, mas era pouca. Estava num caminho muito promissor, mas ainda pairava a dúvida se conseguiria chegar por ele à Garganta de Bohoyo. Las Lagunillas 6º DIA - 30/06/19 - de Las Lagunillas ao Refugio El Lanchón Duração: 5h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2390m próximo ao Pico Meapoco Menor altitude: 1726m em Refugio El Lanchón Resumo: nesse dia encontrei finalmente um caminho alternativo para chegar à Garganta de Bohoyo. Subi 450m e desci 664m. Desmontado o acampamento, saí às 9h47 para explorar a trilha marcada no gps que subiria as encostas rochosas do circo glacial e quem sabe me levaria à Garganta de Bohoyo. Porém ela não existia - mais um balde de água fria... Fui pegar água perto da lagoa e já estava tomando o caminho de volta à Garganta del Pinar às 11h33 quando olhei para o fundo do vale e vi um totem. Uma esperança! Segui-o e encontrei finalmente uma trilha para o fundo que, após cruzar grandes blocos de pedra, continuou e subiu a encosta de pedras até o alto! Agora estava bem mais fácil atingir o meu objetivo. No alto às 13h32 encontrei vários caminhos para o sul e para oeste. Cruzei um muro de pedras que corria de norte a sul e parei para estudar qual seria o melhor caminho. Avistei uma casa 280m a noroeste, no meio das moitas de piorno, e fui até lá para ver. Era o Refúgio de Regajo Largo, livre também (como todos os seguintes), com bancos-camas e lareira, construído em pedra e coberto com telhas. Mas estava cheio de vespas. E o percurso de ida e volta até ele foi meio varação de mato pois não havia um caminho aberto no meio do piorno. Cruzei às 15h22 o muro de pedras de volta e 60m a leste dele entrei numa trilha que apontava para o sul com totens. A trilha foi girando para sudeste e logo sumiu entre as moitas floridas de piorno. Continuei para sudeste, mas logo quebrei para a direita (sul) seguindo os totens nas lajes de pedra e depois na subida de pedras soltas. Às 16h19 alcancei outro muro de pedras que corria na direção noroeste-sudeste, cruzei-o e fui para a esquerda (sudeste). Esse muro terminou numa encosta rochosa íngreme que subi às 17h por indicação de um grande totem no alto. Cruzei um chapadão (maior altitude do dia, 2390m) nas proximidades do Pico Meapoco e desci na direção sul até outra encosta rochosa, mas desta vez quebrei para a direita (sudoeste) e comecei a descer às 17h37 em direção à tão esperada Garganta de Bohoyo. Objetivo alcançado! Às 19h29 passei pelo Refúgio El Belesar mas não fui até ele pois vi um sujeito entrar nele assim que me viu. Às 20h25 o Rio Bohoyo se estreita num cânion e logo abaixo cruzo o rio para a margem esquerda. Parte do caminho é por grandes lajes de pedra. Às 20h58 cruzei novamente o Rio Bohoyo exatamente onde há um poço à direita chamado Baños de las Sirenas (sereias). Às 21h43 cheguei ao meu objetivo do dia, o Refúgio El Lanchón, todo de pedras também. Poderia ter dormido dentro dele, na plataforma que serve como cama, mas estava muito sujo lá dentro, então dormi na barraca mesmo. Aliás foi um dos refúgios mais precários que conheci, melhor evitá-lo. O Rio Bohoyo corre a poucos metros e é fácil coletar água. Altitude de 1726m.
  21. @Yell Tudo bem? Eu estarei com uma amiga de 26/12/2019 a 04/01/2020, no festival John John Rocks lá em Jeri. Já temos alguns roteiros em mente, além dos 7 dias de festa. Vamos falando? Um abraço!
  22. Laguna de los Caballeros Início: Cuevas del Valle Final: Tornavacas Duração: 11 dias Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Há grandes subidas e descidas quase todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 995m. A Serra de Gredos se estende no sentido leste-oeste cerca de 130km a oeste de Madri e está inserida nas comunidades autônomas de Castela e Leão e Extremadura (comunidades autônomas na Espanha são mais ou menos como estados no Brasil). Ela está dividida em Maciço Oriental, Maciço Central e Maciço Ocidental. Nesse trekking eu percorri de ponta a ponta o Maciço Central, que vai de Puerto del Pico a Tornavacas. Do 1º ao 9º dia eu caminhei dentro dos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. O único problema dessa caminhada foi a época escolhida. Em final de junho e início de julho o calor chega próximo dos 40ºC, o que é bastante desgastante e inapropriado para o trekking. No início de junho há o risco de ainda haver bastante neve nos picos mais altos. Creio que a melhor época seja o outono (set, out), antes das neves do final do ano. É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas em todo o percurso eu montei a barraca no cair da noite (ou quase), desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local. Serra de Gredos 1º DIA - 25/06/19 - de Cuevas del Valle à crista da Serra de Gredos Duração: 4h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1839m na crista da Serra de Gredos Menor altitude: 844m em Cuevas del Valle Resumo: nesse dia encarei a subida inicial da Serra de Gredos a partir da cidade de Cuevas del Valle, com desnível de 995m desde essa cidade à crista da serra Na Estacion Sur em Madri tomei o ônibus da empresa Samar às 11h para a cidade de Cuevas Del Valle. Desci do ônibus às 13h52 e aproveitei que havia um restaurante a poucos metros para uma última refeição decente antes de entrar na trilha. Altitude de 844m. Iniciei a caminhada às 15h05 cruzando o asfalto da N-502 e depois a cidadezinha de Cuevas del Valle no sentido norte. Como era hora da siesta, o lugar estava completamente deserto. O calor ajudava a manter as pessoas dentro de casa, longe daquele sol forte. Há uma bica de água fresca num largo logo à entrada da cidade para abastecer os cantis já que não haverá muitas fontes nesse dia. Passei à direita da Capela de Nossa Senhora das Angústias e na bifurcação seguinte tomei a direita, subindo e seguindo a sinalização da GR 293 em direção a Puerto del Pico (para mais informações sobre as trilhas GR: es.wikipedia.org/wiki/Sendero_de_Gran_Recorrido). Esse caminho é chamado de Calzada Romana. Mas logo tive de fazer a primeira parada na sombra, por 30 minutos, pois o sol estava fritando. Continuando a subida, fui à direita na bifurcação e encontrei um cocho com água corrente, mas cheio de lama ao redor. Às 16h08 cruzei a N-502 e continuei subindo pelo calçamento de pedras da Calzada Romana. Parei mais três vezes na sombra. Às 17h34 cruzei mais uma vez a N-502 e 17 minutos depois parei na última água do dia para completar todos os cantis. O caminho faz um zigue-zague e já se avista Cuevas del Valle bem abaixo. Passo pelas ruínas do Portazgo (posto de pedágio do século 13) às 18h07 e 10 minutos depois termina a Calzada Romana junto à rodovia (altitude de 1371m). Esse lugar se chama Puerto del Pico (puerto em espanhol significa passo entre montanhas) e aqui entro nos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. Puerto del Pico é o limite natural entre os maciços central e oriental da Serra de Gredos. Continuo por caminho paralelo à N-502 com a extremidade oriental do Maciço Central da Serra de Gredos à minha esquerda esperando para ser "escalada". Entrei no primeiro asfalto à esquerda e caminhei apenas 70m até um portão de ferro com mata-burro ao lado. Não cruzei o portão, entrei na trilha à esquerda antes dele às 18h25. Uns 170m depois entroncou uma outra trilha vindo da esquerda e a segui até encontrar uma cerca. Acompanhei a cerca subindo para a esquerda e ao final dela a trilha desapareceu por alguns metros. Segui os totens e a reencontrei. Já estava subindo a encosta da Serra de Gredos. Do outro lado de Puerto del Pico, a leste, avisto bem marcada a trilha de ascensão ao Pico Torozo, este já pertencente ao Maciço Oriental da Serra de Gredos. A subida pareceu ter fim aos 1622m, às 19h28, mas continuou. Procurei me manter à direita para chegar logo à crista. Novamente a subida pareceu ter fim aos 1749m, às 20h19, porém só atingi mesmo a crista da Serra de Gredos às 20h43, aos 1839m. Logo surgiu um aceiro vindo da direita e o tomei para a esquerda. Em 200m cheguei a uma estrada de terra bem no alto da serra (!?) e resolvi parar às 21h17 num lugar plano, abrigado do vento e sem tantas pedrinhas para montar a barraca. A primeira impressão da Serra de Gredos foi empolgante, com ampla visão em 360º. Há muitas formações rochosas de formatos curiosos, com grandes pedras equilibradas umas sobre as outras. Dali do alto também pude contemplar um belo pôr-do-sol às 21h45. Altitude de 1814m. Serra de Gredos 2º DIA - 26/06/19 - pela crista da Serra de Gredos até o Pico Peña del Mediodía Duração: 6h35 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2221m em Peña del Mediodía Menor altitude: 1810m Resumo: caminhada para oeste pela crista da Serra de Gredos, porém quase não há trilha definida. Procurar o caminho (ou abrir caminho) entre as moitas de piorno foi cansativo. Do local onde acampei na crista podia avistar toda a paisagem dos vales ao norte da Serra de Gredos e a continuação da serra para oeste, meu destino nos próximos dias. Deixei o acampamento às 10h42 e voltei a caminhar pela estrada no sentido oeste, mas quando ela fez uma curva para a direita (norte) subi à esquerda sem trilha seguindo totens para me manter na crista da serra. Às 11h39 um amontoado de rochas com uma coluna no topo me chamou a atenção e subi para conferir o que havia ali. Trata-se do cume La Fría, onde foi instalado um vértice geodésico. A visão para oeste se amplia bastante. Na continuação, me deparei com um grupo de cabras montesas que imediatamente fugiu, porém um filhote ficou para trás, no alto de uma pedra, apavorado com a minha presença. Ele saiu bem na foto, rs. A encosta norte da serra nesse ponto tem várias estradas de terra e há mais em construção, o que tira todo o "clima" de montanha do lugar. Às 12h25 cruzei uma fileira de mourões sem cerca (ainda) e 32 minutos depois encontrei uma bica de água quase seca, apenas um fio escorria, mas consegui coletar mais abaixo e bebi o máximo que pude pois as fontes são muito raras nessa serra (essa foi a única água desse dia). Um marco de madeira fincado tem uma plaquinha "Senda Puerto del Arenal". Continuei às 13h55 e 190m depois cheguei a uma placa em que se lê: Puerto del Arenal - Ruta Navarredonda-Puerto del Arenal PR-AV 45 (mais informações sobre as trilhas PR em es.wikipedia.org/wiki/Peque%C3%B1o_Recorrido). Nesse ponto chega uma trilha que vem da localidade de El Arenal pela vertente sul da Serra de Gredos e que serve como rota de fuga ou início alternativo a esse trekking. Já vinha avistando El Arenal lá embaixo no vale desde o Pico La Fría. Às 16h11 outra placa: Puerto de La Cabrilla - PR-AV 44, que é outro caminho de El Arenal a Navarredonda de Gredos. A partir daqui a serra começa a se mostrar mais florida pois surgem os grandes campos de piorno, que dá flores amarelas em abundância. A dificuldade era abrir caminho entre os piornos já que não encontrava trilha definida e contínua. Às 20h05 alcanço a maior altitude do dia no Pico Peña del Mediodía, de 2221m, também com uma coluna e um vértice geodésico. A partir desse pico aparece uma trilha ininterrupta, antes só pedaços de trilhas. Continuando para oeste, 400m depois do pico desvio alguns metros à direita até um marco de granito para fotos. A partir do marco a trilha inicia uma longa descida a um outro "puerto". Desconfiei que seria difícil encontrar um lugar plano para a barraca, então procurei nas imediações do marco, onde o terreno era plano e as moitas de piorno me davam alguma proteção contra o vento. Altitude de 2211m. Cabra montesa e ao fundo os picos Almanzor e La Galana 3º DIA - 27/06/19 - do Pico Peña del Mediodía ao Refúgio Elola Duração: 8h30 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2262m Menor altitude: 1948m na Laguna Grande Resumo: continuação pela crista da Serra de Gredos passando por dois refúgios em ruínas e descida ao Circo de Gredos, com a Laguna Grande e o Refúgio Elola Iniciei a caminhada do dia às 9h10, passei pelo marco de granito e comecei a descer ao Puerto del Peón. A decisão de acampar lá no alto se mostrou muito acertada pois encontrei um grupo enorme de jovens bivacando cerca de 300m antes do puerto. Como é proibido montar barraca eu teria no dia anterior que caminhar bem mais e me afastar deles para poder acampar. Às 9h42 passei pela placa que indica o Puerto del Peón, local que marca uma travessia no sentido sudeste-noroeste da Serra de Gredos e que provavelmente era o roteiro daquele grupo pois não os vi mais. Na continuação para sudoeste, a trilha cai por algum tempo para a vertente norte da serra e depois obriga a subir à crista outra vez. Cruzo mais campos de piornos floridos mas em seguida chego a uma região mais árida da serra, um local praticamente só de pedras, e ali, às 11h14, me deparo com as ruínas do Refúgio Los Pelaos, todo de pedras. Há bons espaços para pernoitar protegido do vento desde que você não se impressione com as paredes prestes a desabar. O local também é rota de uma travessia no sentido norte-sul da Serra de Gredos. Uma caminhada alternativa seria subir ao Pico La Mira, de 2343m (desnível de apenas 91m desde as ruínas), mas não encarei. O mais importante: tem água. Às 12h33 prossegui na trilha para oeste e 190m após as ruínas atinjo a maior altitude do dia, 2262m (alcançarei outra altitude igual ainda nesse dia). No horizonte a oeste já avisto uma cordilheira com os picos Almanzor, La Galana e o passo Portilla del Rey, pelo qual passarei entre a Laguna Grande e as 5 Lagunas. A trilha volta a cruzar o tapete amarelo de flores e a crista continua o seu sobe-e-desce. Caminho por alguns trechos com calçamento de pedras. Às 15h05 fui à esquerda (sudoeste) numa bifurcação seguindo os totens, sem trilha definida (à direita teria descido a um estacionamento chamado La Plataforma). Às 15h21 avistei a oeste o Refúgio del Rey, ainda bem distante. Desci e ao subir ao topo da colina seguinte visualizei a trilha à frente e abaixo. Desci novamente e a encontrei às 16h29. Com mais 8 minutos cheguei ao Puerto de Candeleda (com placas indicando ser a PR-AV 46), outra rota que cruza a serra de norte a sul. Parei para descansar e comer, e para meu espanto apareceu um outro louco solitário fazendo a travessia da serra com um enorme mochilão com não-sei-quantos litros de água. Conversamos um pouco e ele seguiu na frente. Às 17h22 continuei na direção oeste numa longa subida, percorrendo depois uma crista para o norte. Às 18h06 fui à direita numa bifurcação para ver de perto as ruínas do Refúgio del Rey. Ao lado fizeram um cercado com as pedras desabadas que serve como abrigo do vento para um bivaque. Perto do refúgio encontrei água quase parada mas 80m à frente (norte) havia uma ótima bica. Continuei para o norte por uma trilha larga às 18h55. Às 19h17 cheguei a uma cabeceira de vale com capim bem verde e bastante água, ao contrário da secura que vinha enfrentando até aqui. Seguindo os totens cruzei o riacho e subi por um caminho construído com pedras, passando por pequenas lagoas. Às 19h52 uma bonita visão para a esquerda (oeste) das montanhas pontiagudas próximas à Laguna Grande, meu destino nesse dia. Porém a laguna estava bem longe ainda e a descida direta para oeste não se mostrou animadora pela inclinação e ausência de trilha. O jeito foi continuar para o norte, dando uma volta bem grande, mas por trilha bem marcada e segura. Aqui atinjo também a maior altitude do dia, 2262m. Fui à esquerda na bifurcação e comecei a descer. Às 20h33 cheguei a uma bifurcação em T e continuei descendo para a esquerda. À direita se vai à Plataforma e esse é um caminho bastante usado para chegar ao Refúgio Elola. Passei por uma fonte de água e continuei no rumo sudoeste até as margens da Laguna Grande. Contornei toda sua margem leste e sul para enfim chegar ao Refúgio Elola às 21h36, quase no pôr do sol. Esse local é conhecido como Circo de Gredos. Este refúgio foi o único que encontrei guardado, ou seja, com guardas, que aliás estavam jantando e por sorte sobrou alguma janta para mim também. Dentro do refúgio deve-se usar apenas chinelos ou crocs, disponíveis em prateleiras na entrada. Há armários com chave. Os quartos são coletivos e têm beliches bem largas onde dormem muitas pessoas uma ao lado da outra, por sorte havia pouca gente e não precisei dormir espremido. A reserva costuma ser obrigatória mas pelo número pequeno de hóspedes não houve problema em não tê-la feito. O banheiro não tem vaso sanitário e sim uma peça de metal com buraco no chão, como no Nepal. Altitude de 1958m. Talvez o principal destino dos montanhistas que procuram esse refúgio seja o Pico Almanzor, o mais alto da Serra de Gredos, com 2591m.
  23. DIA 36 - 22/11 – Phi Phi Island – Phuket – Pequim Meu ultimo dia na Tailândia, o coração já estava apertado, tinha adorado aquele país, mas tudo que é bom dura pouco e logo estaria de volta à minha rotina. Mochila arrumada, aproveitei pra tomar um banho, pois iria ficar até domingo sem, tudo certo e nada resolvido, às 11h sai, deixando minha mochila num canto do quarto, e fui almoçar naquelas barraquinhas que eu frequentava, sem pressa pois tinha um tempo pra enrolar. Depois sai caminhando sem esmo, olhando aquele mar, estava um dia bonito, até que sentei em um banco de frente pra praia e fiquei lá, ouvindo um sonzinho no meu celular e admirando aquela beleza toda. Fiquei lá até mais ou menos 13h30, voltei pro hostel, peguei minha mochila, esperei a senhorinha voltar pra me despedir e segui pro píer. Assim que cheguei, já entreguei o tíquete, e o rapaz colou um adesivo na minha camisa, era pra saber quem teria transporte do outro lado, que era o meu caso. Já fui para o barco, mas dessa vez preferi ir dentro, sentado, o ar condicionado tava torando de gelado, e tinha uma espécie de open bar de coca-cola e melancia, podia pegar a vontade. Saímos umas 14h45, e assim que o barco começou a andar, começou uma chuva, ainda bem que eu estava indo embora. Aproveitei para ver do barco a praia de Maya Bay, ele passa, ainda que meio de longe, pelo lado de onde dá pra ver a famosa pedra flutuante, fiquei frustrado por não conhecer a praia mais famosa do país, mas infelizmente ela está fechada por tempo indeterminado por conta do turismo predatório que o lugar sofreu todo esse tempo. Chegamos em Phuket umas 16h15, e mal sai do barco já tinha umas pessoas com placa da empresa de barco gritando, um cara viu que eu tava com o adesivo e já me encaminhou pra onde estavam as vans, tinhas várias pra vários lugares diferentes, ele me levou num cara que gritava “seventeen, seventeen”, era a minha van. Sinceramente, achei bem organizado o esquema, pra quem tava preocupado como ia ser, fui muito tranqüilo. Achei que seria a única pessoa naquela van, mas logo chegou um casal, no final só fomos nós três pro aeroporto. Ele fica bem longe do píer, a van deu uma boa volta por Phuket, chegamos por volta depois das 18h no aeroporto, ele para no terminal doméstico, mas o internacional é quase do lado, basta subir uma escadaria e caminhar por uma passarela. Basicamente passei o tempo no aeroporto lendo, depois comi um lanche no Burger King, dei uma passeada pelo aeroporto, aproveitei e dei uma olhada nas casa de câmbio para trocar o que sobrou dos thai baths por euro (a moeda da China eu usaria os dólares que sobraram para trocar), só tinha duas e os valores eram os mesmos. O WiFi do aeroporto era com limite de tempo, então eu racionei o uso pra poder usar de vez em quando. Meu vôo só saia às 0h40, nesse meio tempo ainda comi alguns salgados do Starbucks e do 7-Eleven, e quando deu o horário de fazer o check in, eu fui ao banheiro e resolvi já colocar o conjunto segunda pele (calça e camisa) e deixei o fleece na mochila para adiantar, e o resto da roupa de frio eu deixei na mochila cargueira, pois chegando em Pequim, era só vestir o resto, afinal, eu sabia que iria estar bem frio lá. Aí começaria mais perrengue pra coleção... Já começou a azedar que na hora de fazer o check in (assim como na ida, só dava pra fazer no balcão, online nem pensar, dá-lhe Air China), os caras não achavam a minha reserva de jeito nenhum, demorou um tempão, eles olhavam no computador, vasculhavam, passavam rádio pra alguém e nada, eu já tava começando a ficar com medo que tivesse ocorrido algum cancelamento pela empresa, sei lá, nunca tinha usado o tal do Zupper. No final era algum erro que não lembro, se não me engano era o código da reserva, sei lá, mas que foi resolvido. Beleza, ok, inclusive já imprimiram as duas próximas passagens (Phuket – Pequim e Pequim – Frankfurt), bora embarcar. Ainda consegui pegar um pouco de Internet ao lado da King Power, uma rede de lojas que tem nos aeroportos da Tailândia ( essa é aquela rede que patrocina o Leiceter, da Inglaterra, e que o dono morreu num acidente de helicóptero ano passado, foi um baita luto no país) e embarquei rumo a Pequim, estava bastante ansioso pois rira realizar um sonho: conhecer a Grande Muralha. Pier de Phi Phi A ilha onde fica a praia de Maya Bay, do lado direito a tal pedra flutuante que fica na frente da praia Tabela com os horários dos ferry boats Caminho do aeroporto de Phuket Aeroporto Internacional de Phuket GASTOS DO DIA Almoço: THB 120,00 Coca: THB 20,00 Burger King: THB 269,00 7-Eleven: THB 45,00 Starbucks: THB 160,00 Câmbio: THB 759,80 - £ 20,00 TOTAL: THB 614,00 Continua...
  24. DIA 34 - 20/11 - Ao Nang – Phi Phi Island Assim como nos outros dias, acordei cedo e esperei pelo transporte na recepção. Quando fui tirar a mochila do locker que ficava embaixo da cama, tive uma surpresa: o cartão de acesso, que eu achava que eu havia perdido na praia no dia anterior, estava caído sobre ela, provavelmente caiu pelo vão entre a cama e a parede, e quando eu sai fui no piloto automático achando que estava com a chave. Imediatamente fui até a recepção e falei que havia achado a chave, na mesma hora me reembolsaram os 500 baths. Um prejuízo a menos, pena que os 250 dólares não apareceram... Esperei na recepção o transporte, que logo chegou e seguímos rumo ao píer de Krabi, que é de onde sai o ferry boat para Phi Phi. O carro chegou e embarcou eu e mais duas moças que estavam no hostel, junto com outras pessoas que já estavam no carro. Ao contrário dos outros píers, esse eram grande e você percorria um bom caminho até o embarque. Pra ajudar, eu tinha lacrado a minha mochila e tive que levar na mão, a bicha tava pesada que só, foi uma eternidade chegar lá kkk O barco partiu às 9h10, estava um tempo bonito e fui na parte de fora admirando o visual, sentei num banco (depois de educadamente pedir licença a um francês folgado que achava que tava deitado numa rede em frente ao mar) . O barco chegou por volta de 10h45, foi uma viagem tranquila, e logo que descemos temos que pagar uma taxa de lixo para entrar na ilha, é bem baratinho (20 baths), eu tinha lido que havia uma taxa de 300 baths pra entrar na ilha, mas não vi nenhum posto de cobrança, só essa do lixo. Do píer, caminhei até meu hostel, não era muito longe até, aliás, tudo na ilha é muito perto, é bem pequena. Fui recebido por uma senhorinha com trajes muçulmanos, ela quase não falava, apenas olhou minha reserva, me levou até o quarto e mostrou o resto do lugar. Basicamente, o hostel se resumia a recepção que ficava na calçada (aliás, lá, muitos hostels são assim, a porta do quarto literalmente já dá pra rua), dois quartos atrás, no fundo deles havia um corredor comum ligando eles e havia 4 banheiros com um vaso sanitário e um chuveiro, eram bem grandes, certamente os maiores banheiros que encontrei em hostel. O hostel era bem simples mas bem de boa, tinha ar condicionado e um galão de água em cada quarto. Saí para dar minha primeira volta e, por estar com uma camisa da seleção, fui chamado por uma voz em português, era um brasileiro que trabalhava como mergulhador. Sentei na agência e fiquei um tempo conversando com ele, tava com uma puta vontade de fazer mergulho (culpa do snorkel que me tirou o medo da água), mas como já tinha tomado um chapéu e precisado sacar dinheiro, preferi não sacar mais e ficar fodido depois. Ele contou que morava na Espanha e perseguia o verão, onde tava calor, ele ia, só lá na Tailândia ele tinha ido umas 3 vezes. De lá, almocei um pedaços grandes de pizza que é muito comum por lá e segui para a praia de Loh Dalan, fica no lado oposto onde os barcos atracam, e para meu espanto a maré estava muito, mas muito baixa, dava pra caminhar muito mar adentro e a água não passava da coxa, confesso que fiquei até assustado, pois antes da viagem, vi muitos documentários sobre o tsunami de 2004 (pra quem já leu meus relatos de outras viagens, sabe que tenho um imã pra desastre natural: já peguei terremotos, furacão, aí já viu né, melhor já se precaver ) e uma característica era o recuo do mar, exatamente como estava, mas ao mesmo tempo soube que esse recuo ocorre muito por lá, é normal. Além disso, achei a praia um tanto quanto suja, até porque também tem muito barcos nela que prestam serviço de táxi-boat. Quando sai da praia, aproveitei pra já garantir o ferry boat pra Phuket, que é de onde sairia meu vôo de volta, e infelizmente eu só teria 2 dias em Phi Phi, achei melhor garantir. Antes que alguém pergunte o porquê de tão pouco tempo lá, vou explicar: na verdade houve um erro crasso de planejamento meu, eu havia reservado 3 dias pra lá contado que meu vôo sairia de Phuket dia 23, e realmente, ele sairia nesse dia, só que era a 0h20, ou seja, de 22 para 23, e eu, jegue que sou, tava achando que sairia na noite de 23 (ou seja, teria todo o dia 23 e embarcaria de noite), portanto eu só poderia ficar até 22 lá, e só percebi quando fui reservar o hostel em Phi Phi, então só fiquei 2 dias, mas como a grana tava curta e lá é um pouco mais caro, foi até bom, nem ia rolar fazer os passeios de barco que planejei. Voltando ao assunto do ferry, assim como em Ao Nang, tem muitos lugares que vendem, basicamente é uma banquinha na rua com uma pessoa, só isso, e parei em uma que estava com um preço melhor, comprei o pacote que incluía o barco e o transporte para o aeroporto de Phuket, só que eu não entendi como funcionava quando chegasse no píer do outro lado, a mulher só dizia ok, ok, e mostrava o logo da empresa, aí tive a “genial” ideia de fotografar o logo da empresa que estava onde? Na camisa da mulher, que, claro, ficou P-I-S-T-O-L-A, começou a falar pra apagar e não sei o que, eu disse só queria registrar o nome da empresa para não ficar perdido na hora, e no tíquete não tinha, só o nome da empresa do barco, mas a mulher começou a gritar, apaguei na hora. Resolvi conhecer o famoso view point da ilha, é uma subida fila duma égua, mas de boa de fazer, é também a principal rota de fuga em caso de tsunami (a ilha foi bem destruída na época), assim que chega no primeiro ponto, há uma bilheteria onde você paga 30 baths e já curte uma bela vista da ilha. Mas ali ainda não é a melhor vista, tem que continuar subindo mais um pouco, é no view point 2 que se tem aquela imagem que é o cartão postal da ilha. O cansaço é recompensado, é um pôr do sol pra ninguém botar defeito. Ah, não façam como eu e levem repelente, porque senão vai sair todo picado. Ainda bem que não tenho alergia de inseto... não, pera! A noite, sai pra caçar um lugar pra jantar e encontrei um lugar cheio de barraquinhas de comida, das opções da ilha era o lugar talvez mais em conta, escolhi um resolvi sair um pouco do circuito pad thai / fried rice e pedi um arroz que vinha dentro de um abacaxi, tinha uns camarões dentro, tava da hora o negócio. O agito da ilha fica por conta das festas que rolam na praia, tem várias baladas e o povo basicamente enche a cara com os baldinhos do capeta ouvindo música muito alta até altas horas, com direito a muito show de pirotecnia. Resolvi encarar um, tem vários lugares que vendem, parei numa barraquinha, escolhi o “combo” (é você que monta o seu) mais baratinho que tinha e pronto. Galera, gaaaaleeeeraaa, pensa num bagulho do mal, eu lembro que na metade dele eu já tava meio louco, tanto que no final do rolê tenho alguma lembrança de voltar pro hostel, foi quase uma baldeação (ba da tuns). VID_20181120_162751.mp4 GASTOS DO DIA Taxa de lixo: THB 20,00 Pizza: THB 160,00 (2xTHB 80,00) Coca: THB 30,00 Ferry + ônibus: THB 450,00 Água: THB 30,00 View Point: THB 30,00 Jantar: THB 100,00 Coca: THB 20,00 Baldinho: THB 200,00 Pizza: THB 80,00 Hostel: THB 378,00 TOTAL: THB 1498,00 Continua...
  25. Isto vai depender dos seus interesses pessoais, e cada pessoa tem os seus. Suíça é um local muito bonito, mas o clima na Suíça e nos Alpes é uma b0$#@, muito instável, amanhece com sol e meia hora depois está tudo encoberto de nuvens e neblina, e no inverno a coisa só piora, e um clima destes é horrível para fazer turismo, pois as atividades legais na Suíça não são ficar passeando na cidade, mas sim os passeios de barco nos lagos, subir as montanhas de trem ou teleférico, visitar os vilarejos alpinos, etc... Mas para fazer estes passeios nos lagos, montanhas e vilarejos alpinos você precisa de tempo bom, pois gastar uma fortuna de dinheiro para subir a montanha e quando chegar lá em cima e só ver as paisagens abaixo é frustrante. Então se for para a Suíça no inverno, tem que ficar pelo menos uns 4 ou 5 dias numa cidade base, comprar um Swiss Travel Pass e esperar dar um dia de tempo bom bom para visitar as montanhas e vilarejos alpinos, mas mesmo ficando 4 ou 5 dias, você tem que ir ciente de que pode voltar para casa sem ter conseguido visitar as montanhas, pois são comuns 4 ou 5 dias seguidos de tempo fechado nas montanhas. Isto sem contar com o custo altíssimo das coisas na Suíça, hospedagem é cara, alimentação é cara, os passeios são absurdamente caros, as passagens de trem são caras, todos os deslocamentos são meio complicados e demorados, etc... Com o que você gasta em 5 dias na Suíça, dá para pagar 10 dias em Paris e Amsterdam ou 15 dias de férias na Itália. Pessoalmente eu não iria para a Suíça no inverno, eu morrei quase um ano lá, e no inverno costuma ser mais caro ainda do que fora da temporada, e o clima é uma bost.... Na Itália também vai ser frio, mas ao menos é um frio tolerável, e tem mais dias de clima bom do que na Suíça, e não costuma nevar, neve atrapalha um monte qualquer passeio. Bélgica e Amsterdam também será frio, pode nevar em alguns dias, o que atrapalha um monte qualquer coisa que você for fazer, mas em compensação tem mais opções de atividades indoor para você fazer nestes dias horríveis de frio e chuva. Se você achar que é muito tempo só para Paris, Bélgica e Amsterdam, dá para combinar Paris, Italia e Amsterdam no mesmo roteiro facilmente e de forma muito mais fácil e barata do que combinar Paris, Suíça e Italia, pois tudo o que envolve Suíça é meio complicado e caro. Eu faria algo parecido com isto: 30/12: Chegada em Paris 31/12: Paris 01/01: Paris 02/01: Paris 03/01: Paris 04/01: Paris - Voo Roma 05/01: Roma 06/01: Roma 07/01: Roma 08/01: Roma - Deslocamento para Florença no final da tarde 09/01: Florença 10/01: Florença(Bate-volta a Pisa e Lucca) 11/01: Florença 12/01: Florença - Deslocamento para Veneza de manhã 13/01: Veneza 14/01: Veneza - Voo para Amsterdam 15/01: Amsterdam 16/01: Amsterdam 17/01: Amsterdam - Voltar a Paris no começo da noite 18/01: Voo de volta
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