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  1. Boa noite galera, Estou planejando minha próxima viagem para o fim de dezembro e inicio de dezembro desse ano, e queria muito ir até Torres Del Paine. Como pensei em ir pra lá, já adicionaria algumas cidades 'próximas' pra fazer tudo de uma vez Estou um pouco (bastante) enrolado com o roteiro e gostaria de dicas para otimizá-lo ao máximo (tanto no tempo, quanto no dinheiro). Vamos la, até agora pensei no seguinte: - Dia 25/11: Rio de Janeiro - Santiago: Atividades do dia: trocar dinheiro e conhecer qlqr coisa na capital -Dia 26/11: Santiago - Punta Arenas Achei por 46k pesos pela SKY (com bagagem inclusa) Atividades: chegar em P. Arenas a tarde e conhecer a cidade -Dia 27/11: Punta Arenas Tour para a Isla Magdalena pela manhã com a SOLO EXPEDICIONES. Esse passeio CARÍSSIMO (400 reais) vale a pena mesmo? Pensei em incluir pq seria a unica oportunidade de ver pinguins! Qual outro passeio legal de fazer em P. Arenas e que eu poderia substituir aqui? Existe algum tour até o famoso Farol San Isidro? Neste mesmo dia, vou de onibus pela BusSur pra Puerto Natales -Dia 28/11: Puerto Natales Atividades do dia: Full day Torres del Paine - Achei por 40k pesos com a Carfran Expediciones. Alguem conhece alguma agencia boa pra esse passeio?? - Dia 29/11: Puerto Natales Atividades do dia: Trekking até a Base de Torres del Paine. Meu objetivo principal da viagem é esse. Tenho 25 anos, forma fisica ok (sobrepeso leve) mas malho, corro constantemente, jogo bola e etc. Será que consigo fazer a trilha? Achei por 35k pesos com a Carfran. Alguem me indica outra agencia? -Dia 30/11: Puerto Natales Neste dia vou me deslocar até El Calafate de onibus, pela BusSur Preciso encaixar algo a tarde neste dia em El Calafate -Dia 01/12: El Calafate Atividades do Dia: Mini Trekking Perito Moreno Achei por R$ 640,00 na Brasileiro em Ushuaia. Ta caro??? Quem faz esse passeio precisa fazer o tour pelas passarelas também, ou ja está incluso nesse?? -Dia 02/12: El Calafate: Atividades do DIa: Glaciar Perito Moreno - Passarelas Achei por 250 na Brasileiros em Ushuaia. Ta caro? Consigo ir de taxi sozinho, será que fica mais barato?? -Dia 03/12: El Calafate Neste dia acaba a viagem. Andei olhando passagens e, pelo horario de chegada dos voos, teria que dormir no RJ pra no outro dia ir ate a minha cidade. então pensei em ir nesse dia de El Calafate pra Buenos Aires e no dia 04/12 cadinho de BA pro Rio. Somei todos os valores (passagens aereas + passeios citados + deslocamentos citados) e deu R$ 4.167,00 (cotação de internet para os pesos). Nesse valor teria que adicionar alimentação + hospedagem + lembrancinhas, etc. Acham que uns 6 mil dá??? (ficando em hostel com quarto individual). O preço final, pra quem ja foi, é mais ou menos esse mesmo? Posso avaliar se indo e voltando por Ushuaia ficaria mais barato..nao sei se Punta Arenas é tao indispensável assim, pelo que vejo pouca gente fica, de fato, na cidade. Enfim, me ajudem! rsrsrsrs
  2. Boa tarde, ele é prestativo e atencioso. Confiável tb! Comecei a tratar c ele em agosto/19. Fiz depósito de metade do valor em setembro, p a viagem em novembro/19. Dei tudo certo! Em Cusco me encontrou, me passou todos os detalhes e os voucher dos trens, qm iria me encontrar em MM p me entregar o voucher de acesso à montanha. Super solícito. Ficou a disposição pelo whatsApp , caso eu tivesse alguma dúvida.
  3. Olá pessoal, me chamo Icaro, sou de SP e venho novamente aqui no site, após pouco mais de 4 anos, relatar mais uma viagem, dessa vez ao velho continente que foi feita em Novembro de 2019. Fui com meu companheiro e tanto eu como ele nunca havíamos ido a Europa antes. Combinamos montar o nosso roteiro após descobrirmos o nosso ponto de partida (a intenção era esperar uma promo para Europa e começar o roteiro a partir dali). Em Janeiro apareceu uma promo para Roma pela LATAM, ida e volta direto por R$1.651,00 (sem despacho de bagagem), pensamos, pensamos e como Itália era um dos países que queríamos visitar acabamos comprando para irmos em outubro. Além da Itália a Espanha também seria passagem obrigatória, uma vez que visitaríamos um amigo em Madrid. Logo, nosso roteiro teria que incluir, obrigatoriamente, esses dois países. Primeiro transtorno Aqui no meu serviço geralmente eu que tiro féria entre setembro e outubro, porém um abençoado do meu setor também acabou optando tirar em outubro pois ele também iria para a Europa, como as férias dele vencia antes da minha então ele estava no direito dele de escolher a data que iria querer tirar. Fui contar com os ovos antes da galinha e me dei mal. Minha seção é pequena e fica bem complicado saírem de férias no mesmo mês, resultado? Fui obrigado a trocar a data da minha viagem e, consequentemente, pagar pra isso 🤦‍♂️. Até tentei negociar mas como meu colega viajaria com outras pessoas tbm então a situação ficou mais complicada pra mim, então não teve jeito! Acabei tento que pagar mais R$ 2.300,00 pela remarcação da viagem, e mudei então para Novembro (não queria pois além de frio é o mês que mais chove por lá, segundo pesquisas pela internet), fazer o quê?! 🤷‍♂️ Segundo transtorno Lembram que meu voo era ida e volta direto para Roma, certo?! Um belo dia, mexendo na internet, descobri que essa rota SP/Roma, sem conexão, seria descontinuada pela LATAM a partir de quando? Isso mesmo, 31/10/2019! Prontamente liguei lá para saber como ficaria o meu voo que, no caso, seria para o dia 04/11/2019. Liguei, a atendente me confirmou que a LATAM deixaria de operar essa rota em outubro mesmo e foi verificar o que teria ocorrido com o meu voo. Assim que ela retornou me informou que nosso voo havia sido transferido para a cia Ibéria com uma conexão em Madrid. Questionei o motivo pela qual eu não havia sido informado para decidir se aceitava ou não tal mudança, dai ela rebateu que a LATAM havia me realocado para o melhor voo disponível para aquela data que eu queria. Meu voo original partiria ás 15h do dia 04/11 de Guarulhos e chegaria em Roma ás 9h00 do dia 05/11, já a volta seria por volta das 11h do dia 27/11, já o voo pela Iberia sairia de Guarulhos ás 16h do dia 04/11 chegando em Madrid em torno de 6h com uma espera de pouco mais de 2h para o próximo voo pra Roma, chegando por lá, finalmente, ás 12h. Até ai, tudo bem, chegaria um pouco mais tarde em Roma do que gostaria, porém o problema era com o voo de volta que seria só as 19h do dia 27/11, sendo que dia 26/11 eu retornaria de Madrid, (iria visitar um amigo que mora lá), chegando em Roma por volta de 23h, a intenção era passar a noite no aeroporto de Roma e aguardar o voo de retorno ao Brasil no dia seguinte que, originalmente, deveria ter sido ás 11h, mas com alteração do voo a volta passou para ás 19h, logo teria que ficar por quase 24h no aeroporto aguardando pra retornar ao Brasil, não ia rolar! Como esse voo de volta tbm faria uma conexão em Madrid antes de vir pra SP argumentei com a atendente se não poderíamos embarcar em Madrid (já que iríamos estar por lá mesmo), teríamos que esticar mais um dia por lá, mas seria muito mais comodo para nós e resolveria nosso problema que a LATAM causou, porém, obviamente, tal sugestão não foi aceita já que a funcionária disse que se eu não embarcasse no avião em Roma seria considerado como "no show", logo, eu perderia o voo e não poderia embarcar mais. Como nenhuma das opções que eu ofereci foram aceitas e eu teria que gastar com 1 hospedagem em Roma se não quisesse passar um dia inteiro dentro de um aeroporto, minha única opção foi recorrer ao PROCOM que prontamente acionou a LATAM que antes do prazo entrou em contato para dar uma resposta. Resultado: Fomos indenizados em R$ 1.700,00 (cada um) e ainda nosso voo seria mantido! O saldo foi bom, pois, ao menos, cobriu o valor que havíamos gasto com a remarcação das passagens e ainda barateou (ainda mais) as passagens que havíamos comprado, saindo as duas por R$ 2.200,00, além do que conseguimos alterar (sem custo) o voo de volta por Londres. Por conta disso esticamos a viagem em mais 1 dia para conhecermos a cidade. Planejamento Bom, passagens compradas agora era hora de definir o roteiro e após muito dilema ficou assim: Itália: Roma (5 dias e 4 noites) e Veneza (1 dia e 1 noite); Áustria: Viena (3 noites e 2 dias); Hungria: Budapeste (3 dias e 3 noites); Rep. Tcheca: Praga (4 dias e 3 noites) e Kutná Hora (bate e volta); Alemanha: Berlim (3 noites e 3 dias com bate e volta em Sechsenhausen); Espanha: Madrid (4 noites e 4 dias com bate e volta em Toledo); Inglaterra: Londres (2 dias e 1 noite). Total: 24 dias Ficamos em Hotel em quase todos os lugares pois foi uma viagem em casal, apenas em Londres que seria o último destino da viagem e como passaríamos apenas 1 noite ficamos em Hostel. Paguei tudo antes da viagem, portanto, não tive gastos com hospedagem nessa viagem, se quiserem posso mandar por e-mail a planilha com todos os gastos que tive para realizar essa viagem, lembrando que o gasto total foi para um casal. Dica: Através do Airbnb, Hotéis.com e Expedia é possível pagar as hospedagens parcelando em até 10x, no caso do Airbnb entra juros, independente do número de vezes, mas não é nada absurdo, e no Hotéis.com e Expedia, sem juros, me ajudou demais com relação ao orçamento essas facilidades. Viajar apenas com bagagem de mão e uma mochila foi um desafio menos custuoso do que imaginei, ainda mais considerando a época (novembro), mês que além de frio é chuvoso. Claro que o fato de ser homem facilita bastante, já que mulheres, naturalmente, sempre acabam precisando levar mais itens em suas viagens. Assim que comprei as passagens eu também providenciamos a compra do seguro viagem e fechei com a Assist/Trip que nos oferecia uma cobertura de gastos hospitalares total de US$40.000,00 pra cada um por R$ 517,00 (os dois). Deslocamentos Decidido o roteiro agora era preciso definir como nos deslocaríamos até os locais que iriamos visitar, nessa viagem usamos formas diversas de deslocamento (avião, trem e ônibus), avião e trem você consegue comprar com bastante antecedência, já os trens só com, no máximo, 90 dias de antecedência é possível comprar passagens. Como para alguns destinos, em particular, a melhor opção era mesmo ir de trem, deixamos essas passagens para comprar com o máximo de antecedência permitido possível. No roteiro foi percorrido da seguinte forma: SP/Roma: Ibéria (9h de viagem), econômica, após todos os rolos acabou saindo R$ 1.100,00 pra cada Roma/Veneza: Trenitália (8h de viagem) +/- €20,00 cada passagem (2ª classe). Veneza/Viena: OBB (8h de viagem) €15,00 cada passagem (1ª classe), aliás, a melhor viagem de trem que fizemos! Viena/Budapeste: OBB (3h de viagem) €13,00 cada passagem (2ª classe), me stressei muito nessa viagem de Viena para Budapeste por conta de uma logística extremamente sem sentido da empresa, detalhe, não compramos as passagens pela OBB para esse trecho. Budapeste/Praga: Ryanair (1h de viagem) +/- €38,00 cada passagem Praga/Berlim: RegioJet (4h de viagem) €15,00 cada passagem Berlim/Madrid/Roma: Iberia +/- €128,00 os 2 trechos, por pessoa. Roma/Londres: Britsh Airways (1h50m de viagem), econômica, trecho incluso na passagem de ida e volta parta SP. Londres/SP: LATAM (11h de viagem), econômica, trecho incluso na passagem de ida e volta. Gastos Levamos um total de €2.600,00, (€1.300,00 p/ cada um), ou seja, teríamos uma margem de gastos de aproximadamente €55,00/dia por pessoa. O dinheiro foi suficiente, lembrando que fomos com todas as hospedagens e deslocamentos entre cidades (exceto de Praga para Kutná Hora e Madrid/Toledo), pagos. Abaixo todos os gastos relativos a essa viagem (valor para um casal) em R$: Obs: Como vocês podem ver dentro do custo total está incluso o valor da remarcação das passagens, custo esse que acabei compensando com o valor da indenização que a LATAM teve que pagar para nós no valor de R$ 3.400,00, por terem realocado a gente em outro voo com outra Cia sem nos consultar preliminarmente. Eu mantive esse gasto nessa planilha pq, de qualquer forma, tivemos que custeá-lo. Logo, seria um gasto que, muito provavelmente, vocês não teriam, diminuindo significativamente o custo total da viagem. Visto: Bom, como muitos já sabem não se exige visto para brasileiros para entrar na Europa, bastando estar com o passaporte dentro do prazo de validade. Vacinas: É bom ir com o comprovante da vacina para Febre Amarela, a única obrigatória, caso seja solicitado na imigração do país que você estiver entrando. Se você já tomou nos últimos 10 anos basta ir até um posto da Anvisa e solicitar o seu ou baixar pelo site (lá na ANVISA li em cartazes que era possível fazer isso pelo site), eu fui pessoalmente, então não posso confirmar isso, ah, lembrando que agora ele vale pra vida toda! Bom, essa foram as informações preliminares que eu queria passar antes de começar o relato, de fato, da nossa viagem! Caso eu ache necessário alimentar com mais alguma informação, eu vou editando. Bora lá?!
  4. Olá galera... Pensando em fazer Pico do Paraná Final de Dezembro, alguém tem alguma indicação de guia? Muita luz à todos!
  5. Em Casablanca você não passará pela imigração, sera somente uma conexão de transito. Mas devido ao Marrocos ser uma área sujeita a atentados terroristas, eles costumam ser um pouco mais rígidos, mesmo que você esteja só fazendo conexão, obrigando você a passar no raio-x e eventualmente uma revista pessoal e uma curta entrevista para conferir algumas informações. O que você pode fazer para se ajudar a si próprio quando tem conexões curtas, é não ficar enrolando na hora de desembarcar, ser um dos primeiros a desembarcar, e ir direto para os procedimentos de segurança e portão de embarque, deixando para ir no banheiro ou comprar alguma coisa só depois que já esteja lá no portão de embarque. Ou seja, vá no banheiro antes do pouso, para não ter que sair da fila do raio-x por que você está apertado... rsss Outra dica, evite usar muitos acessórios que você precise tirar na hora do raio-x, não vá com os bolsos cheios de trecos que você tenha que tirar, use calçados que você possa tirar e por facilmente, etc...
  6. Não tem como saber o caminho exato que você vai fazer dentro do aeroporto, pois o aeroporto é imenso, e dependendo das condições operacionais do dia, o seu avião pode estacionar num portão diferente e o caminho ser diferente, avião pode estacionar numa posição remota onde você tenha que pegar um ônibus do aeroporto até o prédio principal e você entre no aeroporto por um andar diferente... Nos momentos de muito movimento a administração do aeroporto direciona o fluxo de pessoas por caminhos diferentes, por exemplo, se a fila do raio-x num andar estiver muito grande, eles direcionam as pessoas para o andar de baixo, onde a fila pode estar menor... Ou seja, não tem como saber o caminho exato, mas não se preocupe, é tudo muito bem sinalizado, é só prestar atenção nas placas de sinalização e telas de informação dos voos, e se mesmo assim você não souber para onde ir, é só perguntar para algum funcionário do aeroporto, está cheio de funcionários por todos os lados cuja função é justamente auxiliar pessoas que eventualmente estejam perdidas.
  7. Trevas, escuridão, sede, fome, GPS inutilizado, água podre até o pescoço, lama para todo lado e numa fila de 5, dois otários se revezam, um na ponta e o outro fazendo às vezes de cu de tropa. Eu e o Vagner juramos um dia nunca mais pormos nossos pés novamente nas Restingas de Bertioga e agora nos encontrávamos justamente no lugar que prometemos nunca mais voltar. Havíamos partido quase 4 dias atrás para desvendarmos os mistérios de um rio Selvagem, descobrindo sua nascente, no longínquo Planalto Paulista e percorrendo-o até quase a sua foz, já na Planície litorânea e para escapar da fúria dos índios, resolvemos nos meter em mais essa furada, varando mato, mas nunca imaginávamos que, mais uma vez, o alagadiço litorâneo pudesse nos humilhar daquele jeito. Luciano Carvalho e os biólogos Fiorotto e Plácido, são os outros 3 trouxas que deixaram se levar pela ânsia da aventura e agora pagam o preço pela ousadia e com certeza, irão sair dessa empreitada mais bicho que homem. Há uma angustia grande sobre as costas de cada um daqueles aventureiros, são homens que ainda não desistiram porque não lhes sobrou essa opção, cientes de que é preciso continuar lutando, seguindo, navegando, mesmo que a saída não lhes pareça possível tão cedo. A ideia de fazer uma Expedição completa do Rio Silveiras, surgiu quando resolvemos subir a lendária Pedra da Boracéia e na verdade, naquela ocasião, o projeto inicial era subir a montanha e já despencar para o litoral utilizando o próprio rio como caminho, mas com um tempo curto e um grupo grande, acabamos por deixar esse plano para depois e desmembrar a travessia em duas partes, então subimos a Boracéia e voltamos pelo planalto mesmo, deixando o Silveira para uma próxima. Com a chegada do tempo quente, resolvemos que em novembro seria a vez de investir no Silveiras, mas o chamado de um amigo para outro rio icónico da Serra do Mar, nos fez mudarmos os planos e tentar juntar os grupos, mas o tempo virou e a previsão nos dava chuvas torrenciais para a região desse outro rio e aí um impasse se instalou: Metade queria continuar com o projeto, mas a outra metade achava que seria suicídio com aquele aguaceiro todo, principalmente no primeiro dia, que era o mais complicado. Conversas e debates acalorados começaram a dividir o grupo de vez, uns queriam ir, outros não, foi aí então que ressurgiu a possibilidade de retornamos os planos para o Rio Silveiras, já que o primeiro dia poderia ser feito com chuvas e a partir do segundo dia, a meteorologia já nos daria tempo bom para podermos enfrentar as gargantas. Egos inflamados e picuinhas desnecessárias de quem não quis abrir mão das suas convicções, fizeram o grupo rachar em três. A divisão ficou entre os que queriam descer um rio, entre os que aceitavam fazer o Silveiras e os que já não estavam a fim de fazer porra nenhuma. No fim, de quase 15, alguns picaram a mula e de um lado sobraram 5 para o Silveiras e outros 3 para o rio inicial e assim foi dado o start com dois grupos distintos, que um dos participantes rotulou em: Grupo dos Fudidos e Grupo dos Coxinhas, nós do Silveiras acabamos sendo esse segundo, claro, porque segundo ele, havíamos arregrado para o plano inicial, paciência, aceitamos a brincadeira e deixamos rolar.(rsrsrsr) O planejamento do Silveiras estava pronto, a intenção era ganhar o coração da floresta subindo o mesmo Rio do Alegre que nos deu acesso para uma rota inédita até o cume da Pedra da Boracéia e a partir da cabeceira desse rio, varar mato por uns 2 km até onde eu imaginei ter encontrado sua nascente, mas sem aquela certeza, então seria mesmo uma incógnita, um tiro no escuro achar essa nascente e a partir daí, despencar nas gargantas profundas e cânions vertiginosos até a planície litorânea, realizando um caminho inédito, uma verdadeira Expedição selvagem. Às nove da noite, na estação Tatuapé do metrô, lá me encontrava , sentado perto das catracas, quando apareceu os 4 cavaleiros do apocalipse com suas mochilas às costas e aí me juntei a eles e seguimos para a Estação Estudante, em Mogi das Cruzes. A chuva já havia dado novamente as caras e foi debaixo de um aguaceiro que tomamos o ônibus que vai para Salesópolis, que rodou um quarto do planeta até nos desovar bem no entroncamento com a ESTRADA DA PETROBRAS, fim de mundo perdido, junto a um boteco fechado, já que a noite já ia pela sua metade. Havíamos combinado o transporte com um taxista, velho conhecido de outra expedição, mas a notícia de que ele talvez não poderia nos levar para o nosso destino, começou a nos preocupar, ainda mais quando o Luciano fez menção de pegar o ônibus e retornar para São Paulo. Esses jovens parecem meio impacientes, querem resolver tudo de supetão, mas eu estava mais que decidido esperar o quanto fosse possível para por aquela expedição em prática e para nossa sorte, não levou nem 15 minutos e o taxista apareceu, e nos atiramos dentro do taxi, que saiu com lotação acima do permitido e fomos nos perder lá para as bandas do Bairro dos Pintos, 15 km de estrada de terra até sermos enxotados para fora do veículo, mas não sem antes morrer com uma garoupa, pagamento pelos serviços prestados. O Vagner era o cara que havia decorado o caminho de acesso para a trilha que nos levaria até o Poço Bonito, um atrativo do Rio Claro e realmente não demorou nem meia hora e lá estávamos nós, enfiados num caminho aberto e gostoso de trilhar, numa noite fresca, já que a chuva havia dado um tempo. Apertamos o passo e ganhamos terreno rapidamente, mas por pouco esse início de caminho não acabou se tornando numa tragédia: Entramos nessa trilha larga, descontraídos e eu nem perneira coloquei, já que logo acamparíamos e o descuido quase me fez ser picado por uma jararaca monstro, coisa que fazia tempo que eu não via, não daquele tamanho. Chegamos a pisar 2 dedos da boca dela e por muita sorte ela se manteve imóvel no meio da trilha e essa foi a deixa para eu me equipar com todos os equipamentos de segurança possíveis. Duas horas depois, desembocamos nas margens do Rio Claro. Poderíamos ter acampado na areia do Poço bonito, mas estávamos sem uma boa corda para montar um bivac mais elaborado, então decidimos usar uma clareira antes de atravessar o rio e ali a fizemos de nossa casa por umas 4 horas, tempo suficiente para dar uma descansada até que um novo dia surgisse, nos avisando que era hora de partir para aventura. (Poço bonito) Nosso caminho segue pela esquerda, subido o rio, ainda nos utilizando de uma trilha larga que vai nos levar até a Cachoeira do Poço Bonito, dessa vez um pouco mais cheia, devido às chuvas. Atravessamos o rio para a outra margem e nos enfiamos na mata, afim de ganharmos o alto da cachoeira e seguirmos subindo o rio, mas ao acessarmos a cabeceira, percebemos logo ser impossível ir pela margem do rio, que além de cheio, com vegetação impassável. O nosso objetivo era interceptar uma grande cachoeira que encontramos quando utilizamos esse caminho para a Expedição ao cume da Pedra da Boracéia e a partir dela, ganhar o afluente, subindo o Rio do Alegre para o sul até a sua nascente. ( Cachoeira do Poço bonito) Da esquerda para a direita - Plácido, Divanei, Luciano, Fioroto e Vagner. Azimutamos nossa direção para leste e fomos varando mato 100 metros paralelo ao Rio Claro, mas como eu havia marcado errado a posição da grande cachoeira, acabamos achando que havíamos cometido algum erro e ficamos desorientados. Eu e o Fiorotto tentamos voltar para o rio, mas não o encontramos mais, então foi aí que notamos o erro cometido e seguimos na direção proposta até desembocarmos de vez no Rio do Alegre, um pouco mais acima do encontro com o Rio Claro. A fim de mostrar a grande cachoeira para o Fiorotto e o Plácido, que não estiveram com a gente na subida da Boracéia, descemos o afluente por cinco minutos, interceptamos o principal e subimos por mais uns 10 minutos até tropeçarmos com a incrível CACHOEIRA PADRE DÓRIA, uma monumental queda d’água, conhecido por quase ninguém, além de nós e um ou outro caçador ou palmiteiro que por ali perambulem. ( Cachoeira Padre Dória) Voltamos para o Rio alegre e debaixo de uma chuvinha gelada, nos pomos a caminhar rio acima, transpondo pequenas cachoeiras, escalando barrancos baixos e as vezes nos metendo nas margens entrelaçadas por cipós e vegetação quase que intransponíveis. O rio vai subindo sem muito aclive, as vezes fundo nas curvas, outras vezes caminhávamos pela areia dentro do rio. Ao longo do dia a temperatura vai despencando e ter que passar com a água acima da cintura vai minando a gente. Uma hora ou outra, um trouxa tenta fugir de ter que passar pela água, se equilibrando em algum galho e faz a alegria da galera, quando despenca e vai bater com a fuça no fundo do rio gelado e como dizia o Plácido: “ Nossa menino, essa foi uma boa tainha que você deu”. Se referindo aos saltos dos peixes oceânicos. (Rsrsrsrsrs) (Rio do Alegre) O dia vai passando do mesmo jeito que começou, feio, embaçado e chuvoso. A gente vai definhando cada vez mais e não demora, alguns de nós já vão ao chão gritando com câimbras avassaladoras devido as temperaturas baixas. Pior que não podíamos nem reclamar, já havíamos previsto que aquele seria um dia para se fuder mesmo, mas a gente nunca está preparado para esses sofrimentos, então apenas caminhávamos, sem esperar nenhuma melhora, resignados com as desgraças do tempo. Nosso objetivo era chegarmos às cabeceiras do Rio alegre, bem onde ele passa por baixo das linhas de alta tenção e se fosse possível, continuar avançando para o norte e ganhar terreno para no dia seguinte conseguir acesso cedo a nascente do Rio Silveiras, mas diante do sofrimento coletivo, decidimos que acamparíamos embaixo da linha de transmissão, no mesmo acampamento que usamos para ir à Pedra da Boracéia. O nosso GPS nos diz que estamos perto, mas cada 100 metros percorridos, parece que estamos é retrocedendo e não avançando, talvez pelas curvas e meandros que o rio faz, se enfiando embaixo de árvores caídas, onde temos que nos rastejar, nos livrarmos de vegetação espinhosa, entrelaçada por cipós grudentos e as vezes dispostos sobre atoleiros. É nítido que estamos sofrendo, cada passo dado parece que arrastamos uma floresta nas costas. Todos não tiram os olhos do céu, tentando encontrar os fios da rede de alta tenção, como a buscar por uma salvação para suas almas, porque o corpo jaz numa penúria de dar dó, mas como não há sofrimento que dure para sempre, identificamos o barranco do lado direito que ao ser subido, nos levou à grande área de camping, com grandes árvores espaçadas, o Jardim do Éden se apresentou para nós, nos chamou para a Terra da felicidade. Vamos falar de felicidade: Só quem já passou por isso, por essas situações é que sabe o quanto de prazer se tem ao sair da tempestade dentro de uma floresta e correr para debaixo de um abrigo, tirar as roupas molhadas e vestir uma seca, não haverá nunca nenhum orgasmo que supere isso, podem lhe oferecer qualquer coisa, não vai querer mais nada senão vestir seu agasalho quentinho, parar de tremer feito vara verde. Essas situações sempre nos farão dar valor as coisas simples da vida, agasalho seco, comida quente, cama quentinha, é só isso que precisamos. Falando em comida, logo após instalarmos nossas redes, botamos fogo no fogareiro, mesmo ainda sendo antes das quatro da tarde, e fizemos um arroz, esquentamos um frango e um feijão, juntamos uns bacons, umas azeitonas, polvilhamos com queijo ralado e brindamos com suco de jabuticaba, isso sim é que é FELICIDADE. Depois da janta ninguém quis saber de mais nada, pulamos para nossas redes e nos demos como mortos. Como eu estava bem agasalhado, dormi muito bem, mas alguns sofreram com as baixas temperaturas da madrugada, mas no fim, 12 horas de sono teve o poder de renovar todo mundo. A noite foi sem chuvas e o dia amanheceu até que com uns raios de sol tímidos. Ás nove da manhã partimos e ao invés de continuarmos seguindo para o sul, resolvemos virar para oeste por um breve momento e subir até umas das Torres de Alta Tenção para termos uma visão mais ampla do terreno a seguir. (Pedra da Boracéia) Dez minutos varando mato, nos levou a campo aberto e outros dez minutos nos colocou debaixo da Torre. Eu e o Vagner escalamos, enquanto os outros se maravilhavam com a visão das encostas da Pedra da Boracéia. De cima da torre parecia um caminho fácil, mas ser enganado pelo terreno já era rotina, então nos posicionamos novamente para o sul e fomos seguindo o caminho que eu havia traçado sobre o mapa topográfico. No começo comemos logo uns bambus, mas logo o terreno se alternou em florestas de bromélias em meio a campos abertos e matas fechadas, subindo e descendo vales, cristas e travessias de pequenos rios ou charcos pantanosos até que nos elevamos o quanto deu e quase 2 km desde o acampamento, avistamos um fundo de vale cortado no terreno e lá embaixo imaginamos que poderíamos encontrar a fascinante NASCENTE DO RIO SILVEIRAS. É surpreendente como se pode pegar um rio com as mãos, pela nossa posição no mapa, nos confins perdidos dessa parte da Serra do Mar Paulista, é muito provável que homem jamais tenha pisado por aqui, muito porque, pela dificuldade de acesso, não há um só vestígio de caçador e muito menos palmiteiros e três dedos de água dão vida a um dos rios mais espetaculares do Estado de São Paulo. Eu fiquei imensamente feliz de encontrar essa nascente, estava apreensivo de não ter feito o trabalho de mapas como deveria, mas localizar esse rio já me fez estar com o dever cumprido, agora era segui-lo quase até a sua foz, tarefa e responsabilidade de todos. ( Nascente do Rio Silveiras) Estamos emersos dentro de um vale profundo, no centro de uma montanha de onde um rio acabara de nascer e o único caminho possível, era para baixo. No início perdendo altitudes aos poucos, passando por baixo de árvores caídas, donde um rio com água pela canela começava a ganhar corpo ao receber pequenos afluentes, que lentamente vão rasgando a rocha ao meio, furando o terreno que vai se abrindo cada vez mais. O caminho traçado no mapa nos dava conta que mais à frente o rio faria um cotovelo para a direita, voltando para a direção sul, mas antes de lá chegarmos, foi preciso desescalar algumas paredinhas, onde alguns se esgueiravam feito o homem aranha para não cair na água fria e passado esse trecho, foi hora de nos determos por um instante para um lanche rápido e para revermos nosso roteiro. De todos os trechos que eu havia estudado no mapa, esse primeiro grande desnível na cota dos 900 metros, era o que mais me preocupava e quando fizemos a curva para o sul e perdemos um pouco de altitude, nos deparamos com esse desnível. Era algo assustador, como chegar ao inferno e saber que não tardaria ser apresentado ao diabo. Um despenhadeiro absurdo, do qual não conseguíamos nem ver o fundo. Talvez os meninos mais novos tenham ficado ainda mais impressionados, mas eu e o Vagner já estávamos calejados de nos deparar com tais situações e logo traçamos um plano pela esquerda, que era o de perder altitude aos poucos, procurando patamares que pudesse ir nos baixando lentamente. Pela esquerda era o caminho, desceríamos escorregando e nos agarrando ao Deus árvore, enquanto houvesse um, estávamos protegidos de cair nas entranhas do inferno. Atravessamos o rio e ganhamos, portanto, a esquerda e logo de cara o Fiorotto e o Plácido fizeram com que nos detivéssemos imediatamente para apreciar um exemplar raríssimo de sempre viva da Mata Atlântica. Eu mesmo, com tantos anos de andanças na Serra do Mar, não me lembrava de ter visto uma sempre viva daquelas, mas a visão dos biólogos é diferente de nós, simples exploradores, então se vi, não me lembro, mas apreciamos a espécie e as aulas dos nossos professores. Chegamos mais abaixo no cânion, talvez descemos uns 60 metros e fomos nos apoiar em um patamar a beira de outro abismo potencialmente perigoso, tiramos uma foto e partimos novamente pela esquerda até cairmos novamente em uma laje monstruoso, que despencava para mais uns 100 metros de desnível. Pensamos logo que agora o melhor caminho seria pela direita, já que o próprio rio mudaria de rumo e viraria também para a direita, mas ao invés de cairmos novamente mato à dentro, surpreendentemente consegui me enfiar em uma fenda e fui abrindo caminho, desescalando metro à metro, me valendo de fissuras que desafiavam nossas habilidades de escaladores selvagens e quando a curva se aproximou, aí sim caímos para o mato e despencamos mais uns 30 metros até nos vermos novamente à beira do rio, agora mais manso, mas ainda continuando a furar a rocha, se enfiando no submundo do terreno, formando cavernas e grutas, onde éramos obrigados a nos arrastar feito ratões do banhado e ganhar a escuridão até voltarmos a ver a luz do dia. A luta foi grande, não chovia, mas também não fazia sol e o avanço era lento e moroso, sempre nos pegávamos em dificuldades, mas estávamos todos animamos e a diversão era certa. Passamos o resto do dia desescalando pequenas cachoeiras e grandes lajes, ainda tendo que nos metermos dentro de cavernas e hora ou outra tendo que escorregar à beira de desníveis consideráveis, alguns mais corajosos se enfiavam em alguns poços, mas eu queria mesmo era chegar no acampamento com o roupa o mais seco possível, mas as vezes um descuido já nos fazia cair de novo dentro do rio e as “tainhas” eram inevitáveis. Quando passou das 4 da tarde, foi hora de consultar nosso gps e analisar bem o terreno e chegamos a conclusão de que o único lugar possível para se acampar seria lá pela cota 650. Onde o terreno se abriu com linhas mais espaçadas e realmente quando lá chegamos, não demorou muito, localizamos do lado direito uma área bem favorável, uma espécie de ilha do lado direito, um terreno plano entre dois rios, quase uma “ Mesopotâmia” em plena selva e ali naquele lugar extremamente favorável, montamos nossas redes e nos pomos a cuidar do jantar. Agora estávamos acampados num lugar excelente, descansados, felizes por tudo ter dado certo. Éramos um grupo totalmente descontraídos, as piadas eram inevitáveis e os causos iam surgindo aos montes, histórias de aventuras passadas e algumas mentiras cabeludas também. Os novos integrantes se mostraram totalmente ambientados e pareciam velhos companheiros das antigas. Plácido, coitado, de nome de cantor de ópera, ganhou logo o apelido de TAINHA, de tanto ficar zuando o coitado do Vagner que abusou de se fuder em tombos memoráveis na água. Luciano Carvalho resolveu gastar a bateria do GPS colocando uma musiquinha e mesmo que isso não tenha influenciado em nada no final da expedição, iria pagar com a zueira eterna quando a bateria do seu celular simplesmente desfaleceu na hora mais crítica da expedição. O certo é que foi mais um acampamento memorável e para agradecer a ilustre presença do Fiorotto, outro que veio abrilhantar nosso grupo, eu e o Vagner o convidamos para ser nosso convidado no jantar e depois que, quase morremos de tanto comer, ficamos até tarde da noite jogando conversa fora, perdidos em algum lugar selvagem, completamente longe da civilização, onde macacos gritam ao longe e outros animais selvagens desfilam livremente sem ser incomodados por ninguém, onde a vida segue, como sempre seguiu, desde que o mundo é mundo e era muito provável que não houvesse um só homem mais isolado em todo o Estado que esses 5 aventureiros metidos a exploradores e que estavam ali por escolha própria, pela simples paixão que nutrem pela Aventura Autêntica. Um novo dia nasceu, cheio de raios de sol enganadores. Foi uma noite tranquila e acordamos bem-dispostos, mas uma coisa me deixava muito preocupado: Estávamos na altimetria 650 e tínhamos apenas um único dia pela frente para sairmos na civilização e jamais, em todos esses anos de expedição, conseguimos descer tantos desníveis em um só dia e eu particularmente desacreditava que até a noite terminaríamos aquela jornada. O Luciano achava que sim, achava que poderíamos avançar muito. Às vezes eu até chegava a concordar com ele, me valendo da possibilidade de encontrarmos trilha fácil lá pela cota 200 ou 250, imaginava que os índios poderiam subir até essa altimetria guiando algum turista até as grandes cachoeiras ali localizadas, mas era pura suposição. Tomamos café e partimos. É sempre um grande sacrifício ter que se jogar logo de cara para dentro da água fria àquela hora da manhã. A gente vai tentando fugir dos lugares mais fundos, mais hora ou outra, alguém dá logo uma “tainha” e solta um palavrão, mas quando a coisa aperta mesmo, rio vira caminho para evitar vara-mato desnecessário. Vamos perdendo altitude lentamente até que um mundo de abre a nossa frente, dizendo que a moleza acabou e é hora de voltar a se enfiar nas gargantas novamente, mas a visão do mar que se descortina no horizonte, anima todo mundo, é uma visão tímida, mas lá está a ilha Montão de Trigo para nos dizer para que lado fica a nossa saída. Os desníveis são vencidos com muita dificuldade, é uma pulação de pedra sem fim, mas o que está por vir causa ansiedade na equipe e caímos novamente para o mato a fim de escaparmos de um desnível monstruoso, de onde uma cachoeira se afunila em gargantas impassáveis, até que subitamente desembocamos numa cachoeira mais larga, com um poço nos convidando para um mergulho, hora de largar tudo, abandonar mochilas ao chão e correr para o deslumbramento. Os meninos se deliciam feito crianças, mergulham naquela água de uma pureza incrível, onde talvez homem nenhum jamais tenha se banhado ou se alguém aqui chegou, não contaram para ninguém, mas isso pouco importa, porque naquele momento erámos donos absolutos daquele lugar único e a satisfação de poder estar ali depois de mais de 2 dias de jornada selvagem, nos deixava numa felicidade inenarrável. Nossa descida vai se estender até nos depararmos com os grandes desníveis da cota 500 e essa era mais uma parte do rio do qual temíamos muito e ele não nos decepcionou, o rio se enfiou novamente numa sequência de gargantas, formando cachoeiras cênicas ,mas ao tentarmos fugir de um despenhadeiro assustador, acabamos nos metendo num caminho sem volta, ao descermos uma parede pendurados numa fita de escalada que havíamos levado para uma segurança providencial. É preciso deixar bem claro que a gente não carrega conosco nenhum equipamento para rapeis ou coisa desse tipo, muito porque, a proposta é fazer a descida no modo sertanista, livre, usando nossa capacidade de improvisar e descobrir rotas possíveis que nos faça avançar sem a necessidade de equipamentos mais elaborados. Então ter descido aquela parede potencialmente perigosa quase foi o nosso fim. Nos vimos presos, sem ter quase como voltar e sem ter como avançar, como se estivéssemos na proa de um navio, sem poder descer ao chão, aliás nem o chão eu conseguia avistar de onde estávamos. O Vagner seguiu e eu fiquei dando cobertura, até que ele encontrou uma grande árvore na diagonal que poderia nos levar para baixo, mas sem nenhuma certeza. O Vagner entrou no grande galho, abraçando o tronco e foi perdendo altura, seguro apenas em uma fita mequetrefe, segurada por mim apenas para dar uma segurança psicológica. Aquilo não parecia que daria certo e a chance de dar merda estava clara. Se ele caísse levaria eu junto. "Volta filho da puta", pensei baixinho, mas o desgraçado foi. Enquanto segurava a fita, tentava encontrar o chão em meio a vegetação que abraçava aquele galho mequetrefe. A fita chegou ao fim e o Vagner continuou descendo e eu gritando para ele tomar cuidado e não se ariscar tanto, enquanto os outros três continuam mais acima, pendurados à beira do precipício. Vagner parecia uma dançarina de poli dance, pendurado num pau a uma dezena de metros do chão e minha angustia com certeza era muito maior que a dele, porque eu não enxergava coisa alguma, mas quando ele gritou que havia chegado, meu coração desacelerou por um segundo, mas quando me lembrei que o próximo seria eu, voltei a ficar angustiado. Me pus a escorregar encima do tronco, me agarrando a um arremedo de fita, até que ela própria me abandonou. A barriga vai raspando na árvore cheia de protuberâncias, mas isso acaba por não ter importância nenhuma, a gente não quer é cair e mesmo que a pele vá se desintegrando pelo caminho, a gente pouco vai sentindo, porque nosso cérebro está condicionado a fazer com que a gente sobreviva. Lá de baixo o Vagner vai orientando e quando o sofrimento chega a sua metade, é hora de mudar de posição e tentar se livrar da vegetação que já te abraçou e quase enrolou no seu pescoço e não tem jeito, é se soltar e escorregar até o chão e ir chorar em um canto, o monte de hematomas que acabamos de ganhar, enquanto assiste mais 3 indivíduos passar pela mesma coisa. Voltamos a labuta, agora perdendo altitude até que rapidamente, brincando de escorregar em lajes de pedra, tentamos manter o ritmo constante até o próximo objetivo, que seria o encontro com uma grande afluente que vinha da esquerda. Na carta topografia do exército constava como Rio Una, mas aí também temos uma confusão geográfica onde alguns dizem que o próprio rio teria esse como nome oficial , mas em outras cartas e mapas o Nome SILVEIRAS é o que impera e os próprios índios o chamam assim, então é mais do que justo que respeitemos o nome dado pelos nativos. Encontrar esse grande afluente do Silveiras nos dá uma alegria na alma, é saber que se nada mais der errado, poderemos sair ainda hoje próximo à civilização. Estamos na altimetria 300 e o rio corre manso e desimpedido, dando um refresco momentâneo para nossas pernas. É uma caminhada gostosa e as conversas voltam a fluir, enquanto observamos aquele cenário único. Grandes poços esverdeados começam a cruzar nosso caminho e isso faz a alegria da galera que se precipita para dentro, numa algazarra barulhenta. A metade do dia já se foi faz tempo e a tarde já se avizinha, quando subitamente tropeçamos numa parte aberta do rio. Estávamos na Cota 200 quando uma laje gigantesca se apresentou à nossa frente. Era um escorregador monumental e sem nem pensar, corremos ao seu encontro e deixamos que a força da gravidade nos conduzisse para baixo. É o homem voltando a suas origens, é o ser barbado se desvencilhando das obrigações de macho sério e voltando a se divertir como criança e é para isso que viemos, para sermos nós mesmo, sem carregar peso nenhum imposto pela sociedade, somos homens livres para fazer o que quisermos, somos passageiros da felicidade, vivendo num mundo de sonhos. Pensando ter acabado, eis que na sequencia dessa laje inclinada, uma grande cachoeira em forma de tobogã veio nos dar as boas-vindas. O queixo caiu e não demorou para que alguém tocasse o foda-se e se jogasse no meio da queda indo parar dentro do grande lago esverdeado, emoldurando a CACHOEIRA DO TOBOGÂ. Naquela hora, estando naquele lugar mágico, nos esquecemos de todos os perrengues passado em toda expedição e nos jogamos de cabeça ao ócio e ao divertimento. Aquilo sim era um poço de respeito e ninguém queria arredar o pé de lá, mas foi preciso avisar a galera que tínhamos um objetivo de sair ainda hoje daquele vale e era preciso se adiantar, porque não era possível ser feliz para sempre. O Caminho seguiu sendo pontuado por vários outros poços, lajes inclinadas, corredeiras deslumbrantes até que tivemos que fazer um pequeno desvio para ganhar o alto de mais uma cachoeira, que até então não sabíamos sua dimensão. Era alta e larga, mas da posição superior, a visão ficava prejudicada. Resolvemos que o melhor caminho para descer até sua base seria pela esquerda, mas ao tentarmos passar rente a queda, ficamos presos em um abismo considerável e retornamos a fim de transpormos uma grande rocha e perder altura pelo outro lado. Escalamos o meio dessa rocha monumental e deslizamos como deu, nos segurando numa vegetação rala. Eu e o Vagner íamos à frente, tentando encontrar um caminho para descer, escolhendo a dedo algumas árvores espaçadas e torcendo para que fossem firmes, caso contrário, a chance de despencar no vazio era enorme. Dei apoio com uma fita para que o Vagner e o Tainha dessesse até a próxima árvore, mas quando escorregaram, levaram toda a vegetação e nos deixou órfãos sem ter onde nos apoiar. Atrás de mim ainda restavam o Fiorotto e o Luciano, que tentam se apoiar em qualquer coisa para não despencarem. Tentei buscar algo para me segurar, mas sabia que se deslizasse, só poderia me salvar abrindo as pernas e parando uns 4 metros abaixo em uma árvore isolada, mas se erasse a direção era o meu fim. O corpo é invadido por um caminhão de adrenalina, a gente começa a se perguntar porque se mete nessas encrencas. Por sorte consegui achar em meio a vegetação um galho que se estendia até um pouco mais abaixo e quando ele acabou, deslizei bonito, mas meu coração quase parou. Segurado na árvore isolada, só fiz xingar e amaldiçoar toda a geração do desgraçado que resolveu escolher esse caminho dos infernos. Orientei os meninos que vinham logo atrás sobre o galho e desci rapidamente para tirar satisfação com os safados, mas quando lá cheguei, só conseguir dizer: PUTA QUE O PARIU, QUE CACHOEIRA É ESSA MEUS AMIGOS! O Espetáculo em forma de água despencando da rocha. CACHOEIRÃO DO SILVEIRAS é daquelas quedas d’águas que nos deixa sem palavras, um monstro em um vale aberto, com um véu cobrindo quase toda a extensão da parede. Quando todo o grupo se juntou ali na cota 180, era impossível não ver um sorriso no rosto de cada um daqueles exploradores modernos e mesmo a gente sabendo que possivelmente um ou outro índio suba até ali, a sensação era a de conquista, de quem havia partido de terras longínquas, enfrentado terrenos hostis só para se pôr à frente daquela maravilha aquática. Tudo ia bem, a gente estava animado, fisicamente ninguém dava sinal de algum problema, se não uma dorzinha aqui, outra ali, tudo normal, mas era hora de apertar o passo, nos preocupávamos de não conseguir sair naquele dia, e sem podermos nos comunicar com o mundo externo, corrermos o risco de alguém querer acionar o resgate, pensando que estávamos em apuros. Jogamos as mochilas às costas e apertamos o passo, pulando pedra e se jogando dentro do rio, descendo lajes e barrancos. Num determinado momento, eu ia à frente, hipnotizado por um grande poço mais à baixo, quando ouvi uma gritaria: Alguém desesperado se batia tentando se livrar de um ataque de vespas. Corri o quanto pude na intenção de me jogar no poço, mas vi logo que o ataque havia cessado. Mais uma vez, “novamente de novo”, outra vez, o mesmo infeliz de sempre, foi agraciado com três picadas no rosto. Esse Vagner parece ter o poder de atrair as desgraças para si, nunca vi, todo raio parece cair na cabeça dele. (Rsrsrsrsrsrsrsr). Paramos para socorre-lo, um comprimido aqui, uma pomada ali e logo ele parou de gritar, pelo menos dessa vez estávamos com a medicação para esse tipo de acidente, outras tragédias nos ensinaram o caminho das pedras. O dia vai findando e nada de encontrarmos as tais trilhas que pensávamos existir, aliás, em nenhum momento vimos qualquer vestígio de passagem humana perto das cachoeiras, nada que denunciasse que os índios trouxessem algum turista para conhece-las e não é de se entranhar, porque não há nenhuma facilidade para chegar até a cota 200. Continuamos descendo, elogiando os inúmeros poços translúcidos até que baixamos para cota 50, onde localizamos a primeira pegada humana em 3 dias de caminhada e não demorou muito, interceptamos do lado direito do rio, uma trilha larga e bem consolidada. Passava pouco das cinco da tarde e em mais uns 15 minutos, desembocamos numa bifurcação, onde o rio já é manso e sem nenhuma pedra aparente. Sabíamos que para a direita poderíamos encontrar a TRIBO SILVEIRAS, não mais de meia hora nos levaria direto para o encontro deles e de la até a Rio- Santos. Era mais uma caminhadinha fácil e rápida, mas havia um, porém, que deveria ser levado em conta: Estaríamos invadindo terras indígenas, onde relatos antigos davam conta de que alguns brancos haviam sido achacados por alguns índios, obrigados a pagarem o que não tinham, para serem liberados. O pior não era isso, estaríamos reféns das vontades deles, afinal de contas, éramos os invasores e não adiantaria chamar a polícia, chamar a mãe, ou chamar o que fosse, estaríamos sujeitos a apanhar de todo mundo. Então o melhor a fazer era deixar esse povo em paz, procurar outra saída, nem que fosse para se fuder para outras bandas. Pegamos um caminho para a esquerda, o oposto da direção da tribo e fomos seguindo paralelamente ao rio Silveiras. Acontece que eu já havia previsto tudo isso no planejamento e havia marcado um caminho para varar mato direto para a Rio-Santos, seguindo sempre para o sul, muito porque não sabíamos se poderíamos ter problemas com aquela trilha que se dirigia para leste, poderia ela cair dentro de alguma fazenda, alguma propriedade particular, então o melhor era cair no mato logo e enfrentar tudo no peito, mas estávamos enganados, pagaríamos um preço alto por isso. Paramos para decidir o que fazer e ao olhar aquele mato ralo, com grandes árvores espaçadas, mais parecendo um bosque, não tivemos dúvidas, miramos nossa direção para o sul e adentramos na floresta cantando e fazendo festa, tudo estava se encaminhando para um desfecho glorioso, logo estaríamos no litoral e lá comemoraríamos mais uma conquista inédita. No início eu ia à frente, com o Luciano na retaguarda dando a direção correta, consertando a rota com o GPS e com a bussola. Caminho desimpedido, parecia até estarmos numa estradinha antiga e abandonada, mas logo ela começou a atravessar uns charcos, uns alagados enlameados, tínhamos que mudar constantemente de direção para poder passar. O terreno foi piorando, bambus foram tomando conta de tudo, a noite caiu numa velocidade impressionante e os rostos começaram a ficar carrancudos. O revezamento de quem ia na linha de frente se fez necessário porque era um esforço descomunal para passar e aos poucos fomos nos dando conta do tamanho da encrenca que estávamos enfrentando. Eu e o Vagner nos olhávamos, mas nada dizíamos, nem precisava, sabíamos que mais uma vez, num mesmo ano, havíamos caído nas temidas RESTINGAS DE BERTIOGA. Aquele terreno não é coisa para ser humano, uma área alagada e pantanosa, onde bromélias espinhudas e cipós navalha vão destruindo a parte psicológica. Não se consegue andar, qualquer passo dado é uma energia brutal que se gasta, o aventureiro vai definhando aos poucos até chegar num estado em que já não sabe nem mais o que é, se é gente ou se é bicho. Eu olhava na cara do Plácido Tainha e ficava era com pena, parecia estar sofrendo muito, mas nem falava nada, eu mesmo já estava sofrendo tanto quanto ele. A gente não progredia, o GPS cada vez mais com as baterias se esvaindo. Hora ou outra, rodávamos em círculos porque era preciso mudar rápido de direção e isso nos desorientava momentaneamente até conseguirmos voltar para o rumo. A água acabou, só liquido podre é que abundava. A fome era tanta que já tinha gente comendo miojo cru. Eram míseros 2 ou 3 km de vara-mato, mas as distancias pareciam maiores que atravessar a Floresta Amazônica. Tentávamos chegar as margens do Rio Verde, um rio que se junta e dá vida a um tal de Una, sei lá , outro Una, uma confusão de nomes que não vem ao caso, mas antes de acharmos esse rio para cruzá-lo, onde achávamos que encontraríamos um terreno mais favorável, o GPS morreu de vez, MISERICÓRDIA, o Fiorroto havia dito para não ouvir musiquinha no acampamento.(rsrsrsr) Nem as trevas eram mais escuras que aquela floresta, as lanternas foram acesas, mas agora sem gps, o bicho ficou feio, apelaríamos para uma invenção milenar chinesa, era hora de navegar com a bussola. Ninguém andava, apenas se arrastava na lama, as vezes com a àgua na cintura. Achamos o rio que procurávamos, mas um pouco abaixo de onde me pareceu haver um tronco para poder atravessá-lo, mas por sorte conseguimos passar com a água pela cintura e subir até o ponto marcado. Encontramos o tal caminho aberto que pensávamos ser uma estrada, mas que na verdade parecia mesmo um grande aceiro de linha de transmissão de energia, mas sem nenhuma torre. Acontece que nesse local, que poderia nos dar passagem, o mato era gigante, com áreas tão alagadas quanto a anterior e para piorar, a floresta havia tomado conta novamente e a gente descobriu que havíamos saído de um inferno para entrar em outro. No começo até parecia que avançaríamos fácil, mas foi pura ilusão e agora além de arrastar uma floresta no peito, vez ou outra caíamos numa vala de córrego que tentava sugar quem lá despencava. Teve uma hora que eu fazia as vezes de cu de tropa, quando pedi passagem para ir à frente, porque a fila não andava e quando lá cheguei, ví todo mundo exausto, quase desmaiados e o Vagner estropiado depois de ter aberto um pouco de mato, teria sido melhor apanhar de índio. Assumi a dianteira, mas o arrependimento não durou nem 5 minutos para vir. Conseguimos achar um pouco de bateria em um dos nossos celulares e o Luciano foi nos guiando com a bussola, mas tudo parecia interminável, a escuridão da noite diante das lanternas já meia boca ia transformando tudo num sofrimento quase inaguentável e não demorou muito para alguns começarem a surtar. Ninguém mais se entendia quanto a direção, a gente não progredia mais, a gente se arrastava no lamaçal e no mato intransponível e foi hora de alguém dar um grito e por ordem naquela bagunça. O relógio já se aproximava das 10 badaladas noturnicas. Eu voltei a ser cú de tropa, estava extenuado, nem dava mais palpites, apenas me deixava ir e assistia as investidas que eram dadas nuns lírios do brejo com mais de 3 metros de altura, o máximo que eu fazia era indicar o caminho a seguir porque consegui mais um pouco de bateria no meu celular e acompanhava o caminho no aplicativo de gps. Ao longe, uma luz denunciava que a Rodovia Rio-Santos estava próxima e aí achamos energia sei lá de onde para prosseguir e quando subimos o barranco, caímos bem em um ponto de ônibus. Éramos bicho, éramos réptil, éramos qualquer coisa, mas homens é que não éramos. Cinco seres fedorentos e grudentos se abraçaram, como a agradecer uns aos outros pela oportunidade da aventura vivida, entraram nessa expedição amigos, saíram uma família. Já passava das dez horas da noite e a gente não tinha forças nem para tirar a roupa molhada e fedorenta, ficamos ali, largados e desmontados no chão por um bom tempo, até que surgisse alguma energia para nos recompor e quando apareceu um ônibus na escuridão da noite, subimos nele, mas ele apenas nos deixou na próxima praia, que era a da Boracéia, em frente a um condomínio de luxo, mas nesse trajeto conhecemos dois garotos da comunidade local e eles ficaram maravilhados quando contamos de onde vínhamos . Os meninos se foram e nós ficamos largados em plena madrugada fria numa rodovia deserta. Sem nada mais para comer e sem esperanças de chegar em Bertioga, ficamos ali parados em mais um ponto de ônibus, esperando que o destino nos mostrasse uma solução. Foi aí que do nada, os garotos apareceram em suas bicicletas caiçaras e surpreendentemente nos abasteceram com um monte de lanches e salgados, que eles compraram sabe-se lá onde e do mesmo jeito que aparecerem, sumiram das nossas vistas e para gente não restou outra coisa senão a de voltar novamente a acreditar na humanidade. Pouco depois da uma da manhã, nossa esperança de voltar para casa acabou de vez. Sem ter o que fazer, resolvemos acampar na praia, porque o desespero é que move o homem em suas atitudes e se a lei proíbe camping selvagem na areia, o desespero e o sono justificam a desobediência civil, então fizemos um bivac junto de umas árvores e ali, diante daquele oceano imenso, nos jogamos para debaixo da nossa mansão plástica até que um novo dia rompesse e nos trouxesse a esperança de retornarmos para Bertioga e quando lá chegamos, embarcamos às oito da manhã para São Paulo e cada um foi se perder para um canto da região metropolitana e eu voltei para minha aldeia, no interior Paulista. Essa Expedição ao Vale do Rio Silveiras acabou por nos ensinar uma lição muito valiosa; mais uma vez tivemos que resistir e continuar enfrente, mesmo quando tudo parecia sem uma solução aparente. Resistir ao frio inclemente, debaixo de uma chuva fria e dentro de um rio de águas geladas e depois chafurdados a noite, numa lama fétida, sem comida e sem água potável, sendo devorados por mosquitos e mutucas e expostos a mais baixa humilhação que a natureza pode nos jogar às costas. Fomos atrás de aventura e realmente a encontramos de uma tal forma, para nunca mais esquecermos, mas isso é coisa que a gente já sabia, entrar na SERRA DO MAR PAULISTA é ter a oportunidade de se reencontrar como espécie humana, é viver uma vida de intensidades, é mergulhar atrás da AVENTURA AUTENTICA, que há muito tempo foi engolida pela mediocridade da nova civilização moderna.
  8. Falar qual é o melhor lugar, eu não sei! Mas se posso dar algumas dicas; * Local com pouca ou nenhuma luminosidade. * Ir em Lua Nova * Quanto maior altitude.. melhor. No Brasil o céu mais estrelado que peguei foi no Pico dos Marins. Algo com estrutura nós temos o Parque Nacional de Itatiaia. Alguns fotógrafos fazem Workshop em Caraíva na Bahia.. eu ainda não tive a oportunidade de conhecer!
  9. Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros. - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe. Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆 Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer. A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA!) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente. Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 2 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita. Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou? Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUDOOOOOO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí! Com antecedência: - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL) - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi muito tranquilo. Antecedência Opcional: - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo. O que tinha dentro do meu mochilão: 7 camisetas 3 bermudas 8 cuecas 1 toca 1 par de luvas 1 toalha microfibra (secagem rápida) 1 Money Belt (doleira) 1 relógio 1 sabonete 1 shampoo médio 1 protetor solar grande 1 protetor labial 1 repelente 1 cadeado 1 escova de dentes 1 creme dental 1 barbeador elétrico 1 desodorante aerossol 1 perfume 1 cortador de unhas 1 bepantol creme 1 par de óculos de sol 1 celular 1 carregador 1 par de fones de ouvido 1 caneta 1 bloco de anotações 1 capa de chuva 1 pasta plástica para documentos 1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional 1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em SPA 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00 os dois) 1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!) NA PASTA DE DOCUMENTOS: · Cartões de embarque · Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada! · Certificado do Seguro Viagem · Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!! NO MONEY BELT: 1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano...) 300 Reais Passaporte 03/01 Adiós Brasil! Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de Ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável tsc. O nosso voo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA! Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs: No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo. MAS ENFIM, DEPOIS DE UM TRECHO NÃO MTO LONGO: CHEGAMOS CARAI! 04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria! E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação! Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito). Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa). Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável. __________________________________________________________________________ Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man. Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH. (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.) Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Elas nos encarou pensando que estávamos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve. _____________________________________________________________________ 05/01 - Chegando em Uyuni: o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva! O Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO! Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão). Mendigos bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios. O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆). Carregamos nossos celulares, compramos umas tocas na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar. Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual. _______________________________________________________________ O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS! Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA. No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩 Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 🤩 Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho: O exato momento em que eu abri uma Coca e ela explodiu molhando a mesa toda. Só a PORRA DO RESTURANTE INTEIRO olhou pra mim e aquela bagunça toda, de boas. 😑 Marco das Bandeiras Aqui jpá foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar. Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. ______________________________________________________________________ Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK É bizarro, experiência foda. __________________________________________________________ 06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: Lagunas e mais lagunas! to be continue..
  10. O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos. Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia. Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais. O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia. Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar. Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino). 16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares). Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar. O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais. Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial. 17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes. Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia. Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam. Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular. 18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs. Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs). O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante. Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus. Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora. 19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h. Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs). Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz. O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h. A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso). O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz). Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas. Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal. Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma. Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs. Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%. 20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor. Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre. O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs. Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio. A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva. Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma). Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs. Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco. Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei). Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio. Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!) Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude). 21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile. Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos). Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço). Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol. Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele. Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal. Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema. A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir. O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas). Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque). Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto. 23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama. Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários. Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado. Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro. A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear. Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente. Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas). A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa! (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel. 24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h. 25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante. Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes. Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama. Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos. O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir. Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos. En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol. (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem). Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora. Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos. São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!! Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um. Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado. O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual. Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia. Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo. Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite. Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo. Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte. Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO. Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior. Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área. Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite. Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá. Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio! Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica). O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes). De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu. Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro. Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara. Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo. Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo. Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo. Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH. Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH) U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00 Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto). Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha! Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰.
  11. Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar! O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? Entrada da cidade velha no portão de Jaffa. Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz! A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto. A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo! Igreja do santo sepulcro: Jardim do túmulo: O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte. Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável. Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender! No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma. Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado. Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo. No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível! Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso. No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções. Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante. Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né? É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês: Ser mochileiro é sair da zona de conforto; É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece; É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar. Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal. Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um. Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes. Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros. Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena. Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares. Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar. Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar! Um grande abraço a todos e muitas viagens!
  12. Olá! Vou ficar 4 dias na região dos lagos, em Janeiro, qual a melhor opção de hospedagem?? é melhor passar todos os dias na mesma cidade? Dividir as diárias em cada lugar? Alguma outra dica pra me dar sobre a região? Agradeço muito <3333
  13. Viagem mochilão sem luxos... para descobrir a chapada raiz!
  14. 🏝️FERN. NORONHA/PE - 🏖️ARRAIAL DO CABO/RJ⛰️ - CHAPADA DOS VEADEIROS/GO🏕️ (26/set À 26/out) Prezados(as), estarei PARTINDO DE BOA VISTA/RR passando por MANAUS/AM desembarcando no RECIFE/PE dia 25/09/2019 para dar início a um tour de norte a sul, passando por: ________________________________________________ PERNAMBUCO (26/set à 05/out) - PRAIAS DO LITORAL SUL DE PERNAMBUCO - PRAIA DE CALHETAS - PORTO DE GALINHAS - MURO ALTO - PRAIA DOS CARNEIROS E ETC. - FERNANDO DE NORONHA *OBJETIVO: PRAIA E MERGULHO ________________________________________________ RIO DE JANEIRO (06/out à 19/out) - CABO FRIO - ARAIAL DO CABO - TREKKING PETROPOLISxTERESÓPOLIS - MORRO DOIS IRMÃOS - PEDRA DA GÁVEA - PICO DAS AGULHAS NEGRAS - PEDRA MACELA - PEDRA BONITA - COSTÃO DE ITACOATIARA - PEDRA DO TELÉGRAFO - PEDRA DA URCA E ETC. *OBJETIVO: ATIVIDADE DE TREKKING ________________________________________________ GOIÁS (com passagem em BRASÍLIA) (21/out à 26/out) - CHAPADA DOS VEADEIROS *OBJETIVO: ATIVIDADE DE TREKKING/HIKING ________________________________________________ Caso haja interessados, criei um grupo no whatsapp com o intuito de unir todos para traçar roteiros (tenho um pronto, podendo ser flexibilizado), fechar hospedagens, campings ou qualquer lugar para pernoitar (sou sem frescura), rachar alimentação, e locação de transporte (carro) para agilizar, facilitar, maximizar o tempo, e principalmente economizar na viagem, e etc. Deixe seu contato ou envie uma solicitação para meu whatsapp 95 99115.8608 ou facebook ( germanofh ) Segue anexo cronograma inicial, podendo ser alterado.
  15. 23 dias na Chapada das Mesas, Lençóis Maranhenses e Rota das Emoções 20/05 a 12/06/2016 Primeira Etapa – Chapada das Mesas No dia 20 de maio sai de Ipatinga em Direção a Imperatriz no Maranhão onde fica o Aeroporto mais próximo para chegar à Carolina Sul do Maranhão. Moro do lado do Aeroporto, mas mesmo assim meu pai me deu uma carona até o embarque. A Viagem Foi realizada com Milhas, mas vou detalhar no final relação de preços, pois fiz a pesquisa com valores também. Parti de Ipatinga às 10h30min e realizei uma escala em BH no qual continuei a viagem, chegando em Imperatriz às 16h50min. Já tinha realizado a pesquisa sobre o horário de ônibus, pequei carona com um anfitrião no taxi no qual saiu a 12 R$ sendo que sozinho eu pagaria 20 R$ até o Ponto para pegar o Ônibus. As 17h50min o ônibus da JR parou neste ponto e seguimos viagem, foi muito tranquilo, ele fez uma parada de 20 minutos para refeição, não tenho hábito de jantar, mas dentro do ponto no qual paramos tinha refeição a 19,90 R$ o kilo e do lado de fora anexo à parada um restaurante com comida a 12,00 R$ sem balança e já fazendo propaganda da famosa Galinha do Maranhão, chegamos em Carolina Próximo das 22 horas. A rodoviária fica na entrada da cidade, você pode pegar um taxi ou Moto taxi que já fica aguardando. Taxi 15,00 R$ e Moto Taxi dependem do local no qual vai ficar entre 5 e 8 R$. O Centro é próximo, mas dura cerca de 30 minutos caminhando, dependendo da sua mochila esta distância pode ser longa. O Carlos “Carolina” foi quem nos recebeu na Rodoviária novamente dividi o Taxi com o Carlos Paulista de São Bernardo do Campo, estava viajando sozinho e por coincidência sentou-se ao meu lado. Ele assim como eu não tinha realizado reserva dos passeios. Ficamos na mesma rua o que facilitou a integração. Ele já tinha reserva em uma pousada e eu fiquei de olhar lá porque não vi muitas pousadas no Site. O Carlos “Carolina” me indicou uma das mais em conta e também ofereceu a opção de fazer os passeios com ele, pois é guia e faria os passeios no carro dele. Esta para mim é a melhor opção, pois você não precisa alugar carro e ainda vai com o motorista. Pousada Vale das Águas antigo Hotel Maia paguei 30,00 a diária em um quarto privativo. Tomamos um banho e fomos para a praça tomar uma bebida e olhar questão dos passeios. Aproveitei para tomar um caldo por 6 reais, precisava me alimentar, pois 3 dias antes da viagem fui para no hospital com uma bactéria, estava tomando antibióticos e precisava melhorar rápido. Chegando lá olhamos nas Duas Cias existentes na Cidade a Cia do Serrado e a Torre da Lua, empresas especializadas em Passeios. Absurdamente Caro, nos cobraram 295 reais por pessoa para visitar as Cachoeiras mais distantes que fica no Estreito e 160 reais por pessoa para ir até o Poço Azul. Decidi correr atrás de mais informações. Após uma noite de sono para descansar acordei às 6 da manhã tomei um banho e em seguida um café bem caseiro, era para sair cedo, mas a Dona Ivanilde da pousada estava com aquele papo tão gostoso que acabei de envolvendo na conversa, não queria sair da pousada naquele momento. Quando fui atrás de informações percebi que não havia mais passeios para o dia, as Toyotas que fazem passeios estavam puxando pessoas para a Vaquejada que tinha em um povoado próximo. Pesquisei e descobri que tinha uma caminhonete que faz o frete de um distrito vizinho, o Douglas vem todas as manhãs com alguns mantimentos e retorna levando pessoas e encomendas, me cobrou 7 reais para deixar nas Cachoeiras Gêmeas de Itapecuru. Chegando lá Fiquei no Balneário Novo pagando 5 reais a Entrada, no Balneário aonde os passeios vão é 25 Reias. Passeio o dia por lá. O Paulista chegou depois e veio de Moto Taxi pagou 25 reais. Voltamos de carona, não ficamos 5 minutos na BR. Após Retornar para Carolina o paulista foi descansar e eu fui ver o Por do Sol no Rio Tocantins a 200 metros da Pousada, é simplesmente espetacular vale a pena conferir. Mais tarde reunimos na Praça, e escolhemos o Espaço Gourmet para o nosso encontro, tinha uma excelente musica ao vivo e uma variedade de pratos de dar água na boca com preços bem em conta. Tive a oportunidade de conhecer o “Carimbó” música e dança típica do Pará. Decidimos fazer o Passeio do Complexo da Pedra Caída com o Carlos Carolina e ele pediu para adicionar mais um integrante do Mato Grosso, o Passeio ficaria 80 reais para duas pessoas e ele fez a 60 reais para cada com nós três e propôs um roteiro excelente. Sair passar na Cachoeira do Dodô pagamos 7 reais à entrada, depois seguir para o Complexo da Pedra Caída, a entrada é salgada 50 reais, e lá fazer Dois Passeios o da Cachoeira do Santuário este passeio fica por mais 25 reais, e depois Caverna e Capelão este passeio ficou 40 reais para cada , na volta pegaríamos o por do sol no Portal da Chapada a Pedra Furada. Valeu a pena cada segundo inclusive tive a oportunidade de ver um roedor Gigante que vive apenas na Chapada das Mesas. Voltamos para a praça novamente e já agendamos o passeio para o dia seguinte. No dia seguinte saímos cedo e passamos nas Cachoeiras Gêmeas para o Antônio do Mato Grosso conhecer, seguimos viagem e paramos em Riachão para almoçar, apesar de ser cedo, mas pelas informações a comida no Poço azul não era boa e por ser segunda feira não arriscamos. Almoçamos no Restaurante Sampaio próximo as agencias bancárias, comida muito boa e preço razoável 17,90 comida a vontade. O Local é muito bem sinalizado e a entrada é mais em conta 20 reais por pessoa. A cachoeira de Santa Barbara é a mais alta da região e também a única com água fria na chapada das mesas. A água caindo na pedra e formando a imagem da Santa é fantástica. Passamos pela gruta e seguimos para o Poço Azul, onde ficamos a maior parte do tempo contemplando a beleza do local, nadando com os peixes. Após subimos seguindo pela Cachoeira do Seu Zica, Cachoeira do Moreno, Santa Paula, Pedra do Cálice, Cachoeira dos Namorados e A Pedra Dedo de Deus. Retornamos no Fim da Tarde com um por do Sol na estrada espetacular com a vista do Morro do Chapéu no fundo e o Sol se pondo bem ao lado. Paramos para assistir e retirar belíssimas fotos. Eu e o Carlos de SP tínhamos combinado com o Carlos Carolina de Subir o Morro do Chapéu no outro dia bem cedo pois tinha que pegar o ônibus de volta para Imperatriz as 14 horas. O Antônio que estaria viajando para São Luis durante a noite da terça resolveu subir o Morro conosco também. Acordamos cedo e já arrumamos as bolsas porque não voltaríamos para a Pousada, deixamos agendado o almoço com a mãe do Carlos Carolina a Dona Raimunda e seguimos. Ele nos cobrou 50,00 R$ por pessoa para levar até no alto. Ficamos um tempo admirando a paisagem. Ao retornar tomamos banho na pousada da mãe dele que fica ao lado da Rodoviária, Pousada Dois Irmãos é uma excelente opção com um ótimo custo beneficio. Agradeço a ela pela hospitalidade e por ter liberado a sua pousada para um banho antes de seguir viagem. Brindamos a excelente Cia, ela preparou uma Galinha para nós simplesmente maravilhosa. Posteriormente eu segui viagem para Imperatriz onde pegaria um Voo para São Luis, o Antônio foi para Balsas onde pegaria um Ônibus Noturno para São Luis e o Carlos de SP ficou em Carolina onde permaneceria por mais dois dias e também ia conhecer a míni Catarata de São Romão na Cidade de Estreito que não estavam nos meus planos de visitar. Contatos: - Carlos Carolina – 99 991728097 ou 99 981476817– Ele trabalha como taxista e como Guia Turístico na Cidade, mora ao lado da Rodoviária. - Pousada Vale das Águas – 99 981698760, 99 988014424 ou 99 991185398 – Direção da Dona Ivanilde e o Senhor Carlos. - Pousada Dois Irmãos – 99 991728097 ou 99 981476817 – Direção da Dona Raimunda (Não fiquei nesta Pousada, mas é uma boa opção, não precisa nem pegar taxi). - José Rodrigues – 99 981202784 – 99 988073715 – 99 991725434 – Ele tem uma Toyota e Realiza vários passeios é uma opção para quem vai sozinho. Custo: - Passagem de BH para Imperatriz – 165 reais sem as taxas. - Taxi do Aeroporto de Imperatriz para Terminal Rodoviário – 12 reais. - Ônibus de Imperatriz para Carolina pela empresa JR4000 – 30 Reais. - Taxi da Rodoviária de Carolina para a Pousada – 10 Reais. - Pousada Vale das Águas – 30 Reais a diária. - Caminhonete de Carolina para as Cachoeiras Gêmeas – 7 Reais. - Entrada nas Cachoeiras Gêmeas – 5 reais. - Entrada na Cachoeira do Dodô – 7 Reais. - Entrada no Complexo Turístico da Pedra Caída – 50 Reais. - Passeio na Cachoeira do Santuário – 25 Reais. - Passeio na Cachoeira da Caverna e Capelão – 40 Reais. - Entrada no Complexo Turístico do Poço Azul – 20 Reais. - Passeio na Cachoeira do Dodô e Complexo Turístico da Pedra Caída com o Por do Sol no Portal da Chapada (Pedra Furada) – 60 Reais. - Passeio nas Cachoeiras Gêmeas e Complexo Turístico do Poço Azul – 130 Reais. - Subida do Morro do Chapéu – 50 Reais. - Caldos na Praça – 6 Reais - Prato de Filé (Chega+) para Duas Pessoas no Espaço Gourmet – 32 Reais. - Almoço em Riachão – 17,90 Reais. Segunda Etapa – Lençóis Maranhenses Fui para imperatriz e segui para São Luis de avião, tem outras opções de chegar em São Luis como ir para Balsas e Pegar o Ônibus Noturno ou seguir para Imperatriz e pegar o trem, vale lembrar que o trem não corre todos os dias, pesquise antes de optar por esta opção. Chegando lá fui coletar informações para seguir para Barreirinhas no dia seguinte e não deu para rachar taxi com ninguém. Tive que morrer em 50 reais do aeroporto até o centro histórico onde ficaria no Hostel Solar das Pedras localizado bem no Centro Histórico. O Local é extremamente perigoso à noite, mas eu não sirvo de parâmetro para ninguém. Cheguei tomei meu banho e fui para a orla comer um espetinho e tomar qualquer coisa, a cidade estava vazia, devido uma onda de ataques que estava ocorrendo, fui ao lado do terminal rodoviário ali próximo e depois fui ver o centro histórico à noite. Deixei celular e carteira no Hostel e simplesmente fiquei encantado com a beleza noturna. Drogados e Marginais é comum ver a noite, mas não fui incomodado. Fiquei até as 02h30min da manhã pelas ruas. Fui descansar, acordei cedo tomei meu café e queria ir em Alcântara de acordo com meu roteiro, mas não consegui, devido à maré as balsas saíram muito cedo e as outras que saíram mais tarde só voltariam próximo da noite, e não dava para mim por que meu amigo de SP adiantou o Voo e eu tinha que ir para o Aero no final da tarde onde pegaríamos uma Van e Seguir para Barreirinhas. Aproveitei para conhecer o Centro, agora durante o dia e com a câmera na Mão, vale a pena conhecer. Fiz algumas compras no centro histórico, tem muita opção de artesanatos e de vestuários. Segui à tarde de Moto Taxi para o Aero paguei 20,00 Reais. Realizei uma refeição antes no Restaurante Dom Francisco no Centro Histórico e paguei 18,90 pelo kilo da comida. Quando ele chegou a Van só estava esperando uma turma de Brasília chegar para seguir viagem, pagamos 60 reais. Chegamos em Barreirinhas seguimos para o Deck do Rio Preguiça curtir a Noite, comer algo e ouvir uma musica ao vivo. A cidade é grande e tem muita opção de hospedagem, alimentação e para fazer compras. Olhamos a questão de seguir para Atins, ponto de partida para a travessia do Lençóis Maranhenses. Procuramos uma hospedagem pois não tínhamos realizado reserva, ficamos na Pousada Jatobá, simples, mas muito boa e com um ótimo café da manhã ficou 36R$ para cada. Tomamos o café e tentamos olhar uma Toyota para chegar em Atins mais cedo, entretanto só tinha as duas que fazem a linha, custa 20 reias e sai de Barreirinhas as 10h00min. Não se assuste quando ver carregando as encomendas, pessoas não é prioridade dentro da Toyota, achei hiper legal a travessia até Atins. Ao chegar lá o motorista já nos deixou no Restaurante Céu Aberto onde realizamos nosso almoço. Já tínhamos discutido que não começaríamos a caminhada pela madrugada como todos os guias fazem, seguimos para o Canto de Atins o ultimo povoado antes de entrar pelas Dunas, ganhamos carona do Sr João que também é guia e tentou nos guiar. Iniciamos nossa caminhada às 15 horas e já no começo deparamos com a Lagoa das Sete Mulheres a poucos metros do povoado, foi somente subir a primeira duna que tivemos uma imagem do que nos esperava no meio dos Lençóis. Fizemos a caminhada toda de sunga e descalço, não recomendo para quem tem a pele sensível, o sol é escaldante. Realizamos em linha reta, cruzando dunas e Lagoas com as Mochilas nas Costas, Caminhamos por 3 horas e contemplamos o por do sol, esplêndido. Caminhamos por mais duas horas pela noite até perceber que já estava ficando difícil a caminhada e que estávamos passando por Lagoas Gigantes, não queríamos perder nada. Nosso objetivo era contemplar o máximo da beleza possível. Paramos após 5 horas de caminhada e 18 kilometros percorridos, escolhemos uma duna bem alta para ver a alvorada e próximo de uma lagoa para um bom e relaxante banho. Montamos a barraca e após o banho deitamos para bater um papo e relembrar tudo que vivemos durante o dia, apaguei em poucos minutos e acordei com uma gritaria menos de uma hora depois, meu amigo estava vendo a lua nascer e com ela foi possível ver lagoas em todo horizonte brilhando como espelhos, é uma imagem que vai ficar guardada para sempre na memória, dormi nas dunas em noite de lua cheia foi uma experiência inesquecível. Ficamos muito tempo admirando a lua e as dunas parecendo neve durante a noite. Recomendo fazer a travessia em noites de lua cheia. Ainda restava mais 8 km até chegar na Baixa Grande, decidimos não sair muito cedo, também nem foi possível. Pegamos uma tempestade de areia após as 4 da manhã que foi necessário segurar a barraca durante um bom tempo, as mochilas ajudaram bastante, após veio a chuva e adormecemos novamente vencidos pelo cansaço. Foi só a chuva passar que me senti dentro de uma frigideira, o sol simplesmente raiou forte e tivemos que nos preparar para seguir caminho. Percorremos 4 km e já nos deparamos com a Lagoa Grande, um verdadeiro convite para um mergulho, uma das mais profundas da região. Refrescamos e seguimos caminhada. Ao Chegar próximo da Baixa grande é possível ver de longe nas dunas os Coqueiros presentes nos Oasis, são 7 Famílias, ficamos na dona Odethe para Almoçar, segundo eles é o único local próprio para receber turistas, eu fiquei na dúvida, como as outras famílias são distantes não resolvi procurar, solicitamos o almoço e aproveitamos o gerador ainda ligado para tomar algo gelado e descansar, ela preparou redes para o nosso descanso e estaria preparando o nosso almoço, lá encontramos com outros guias, turistas e uma mochileira que ficou com medo de fazer a travessia conosco, pois estávamos sem guia, percebemos que estava arrependida pois caminhou de madrugada como todos os guias fazem pela praia, resumindo perdeu metade da caminhada pois não viu nada dos lençóis, mas são detalhes. Após o almoço seguimos até o rio que passa ao lado do Oasis para dar uma relaxada, ficamos por lá durante um tempo e retornamos para a mochileira que faria a caminhada até a lagoa grande e meu amigo foi descansar um pouco, o acordei as 16 para seguir viagem, a nossa pernoite não seria ali, seria no próximo Oasis, a Queimada dos Britos a 8 km do nosso ponto de partida. Caminhamos até a Queimada dos Britos, Chegamos ao anoitecer, ao ver sinal de fumaça nos deslocamos para a Primeira casa que avistamos para coletar informações e que recepção calorosa o Sr. José Domingos e Sua Esposa Ivanira nos recebeu e acolheu como filhos, rapidamente ligou o gerador, providenciou a nossa rede e o Jantar, disponibilizou também colchões caso fosse de nosso interesse, sentou-se a sala para ouvir nossas histórias e claro nos contar uma pouco da vida deles, deu vontade de ficar ali a noite toda ao redor da mesa. O que era para ser apenas uma refeição se tornou um banquete, muita galinha, peixe frito e Cia, tudo acompanhado de uma boa conversa. O Sr. Domingos falou de uma excelente opção para quem não quer caminhar, ele tem um quadrissiculo e faz o translado de Barreirinhas até a Queimada dos Britos podendo já fazer o passeio pelas lagoas de Barreirinhas, além de outras opções. Quem optar por este passeio recomendo sair de Barreirinhas e depois seguir para Santo Amaro, mas este translado tem o limite de duas pessoas apenas. Em vez de fazer aqueles passeios de Toyota tradicional você pode optar o conhecer melhor os Lençóis pelo mesmo preço. Não demoramos muito para cair no sono, afinal enfrentaríamos no outro dia o maior percurso de caminhada. Acordamos cedo e a Dona Ivanira já havia preparado Tapiocas para o nosso café. Não queria nem nos despedir com tanto carinho que recebemos daquela família ali no momento, dava vontade de ficar, mas tínhamos nosso trajeto a seguir. O Sr Domingos nos acompanhou até o fim da vegetação, nos despedimos já com uma imagem magnífica, as mais belas lagoas estavam por vim. Foram 22 kilometros de caminhada, os 10 kilometros iniciais passei pelas mais belas lagoas da minha vida, algumas azuis, outras verdes e estávamos sempre parando para relaxar e hidratar afinal o sol resolveu castigar com força no dia, então nossas paradas foram mais frequentes. Os últimos 10 kilometros são os piores da caminhada, pelo motivo de que você já viu tudo de bom e do melhor e você começa a ver sinal de que o homem passou por ali, poluição e Cia. Após 7 horas chegamos ao nosso destino final, a cidade de Santo Amaro, uma Cidade Pacata, mas com estrutura para receber o Turista, Pegamos uma Carona até o Centro da Cidade para conhecer, lá conseguimos um banheiro para tomar um banho e tirar a areia do corpo com a Dona Maria Joana na Pousada Isabella. O Sr que nos deu carona falou que teria que ir a Sangue buscar mercadorias para o seu mercado o Mercado o Horti Fruti JM, decidimos seguir até a estrada onde eu retornaria para Barreirinhas e Continuar minha viagem e o meu companheiro foi para São Luis pegar a festa do Boi Bumba. Para quem vai pernoitar na Cidade recomendo ficar perto do Rio onde atravessa para sangue, tem várias opções de hospedagem, algumas com bares dentro d’água, o local é bem agitado com vários restaurantes, tem também um Redário para quem deseja economia. Ao chegar na BR fiquei poucos minutos e rapidamente peguei uma carona para Barreirinhas, na realidade colaborando com a gasolina, paguei 15 reais. Minutos depois o Ônibus de Barreirinhas para São Luis passou no local e meu amigo seguiu seu caminho. Ao chegar fui direto para Subway pois estava faminto, pedi logo um duplo e fui pesquisar um local para ficar, devido ser feriado e desta vez por estar sozinho não encontrei muita opção, fui infeliz na minha escolha do Hostel, apesar de ser bem localizado o Hostel não tem uma boa estrutura para receber mochileiros. Paguei 38 Reais, a única vantagem era um colchão bom, sem falar que deixou a desejar em muito no que é ofertado no site, mas vamos para os outros detalhes da viagem que nos interessa. No dia seguinte fiz o passeio do Rio Preguiça até Caburé via Farol de Mandacaru e Vassouras nos Pequenos Lençóis. Fui através do método tradicional que é a Voadeira o valor é 60 por pessoa, tem outras opções, como o Catamaram de 50 e de lancha privativa que é bem mais caro. O passeio finaliza no Rancho do Peixe, lá escolhemos o nosso almoço, a moqueca deles é para duas pessoas, mas serve bem quatro pessoas, os outros pratos são normais para duas pessoas e gira em torno de 80 reais. Novamente fiz muita amizade, a Edleuza e seu Namorido são de Garanhuns em PE e esteve no passeio conosco, fomos de quadrissiculo até o encontro do Rio Preguiça com o Mar, deixamos para o último momento o que tornou nosso passeio mais em conta ficou por 30 reais os 30 minutos, ao voltar combinamos de nos encontrar no Deck a noite e ganhei uma carona de Barreirinhas até Parnaíba da Dona Edleuza. Contatos: - Paulinho Tur (Van) – 98 991997897, 98 981495474 ou 98 999938855 - Maria Eduarda – 98 988271356, 98 982632820, 98 999139978 ou 98 992166865, não usei esse serviço, mas este é um contato de carros particulares que fazer o translado de São Luis a Barreirinhas no valor de 240 reais. - Pousada Jatobá – 98 33491838 - Pousada Lopes – 98 981846604 – Esta Pousada é onde a Edileusa ficou, rua ao lado da Jatobá, tem um bom custo benefício também. - Odethe e Moacir – Baixa Grande – 98 988747295 ou 98 988038994. José Domingos e Ivanira – Queimada dos Britos – 98 986040016 ou 98 989109494 - Não utilizei serviço de guia, mas coletei alguns contatos: - João do Canto de Atins – 98 999335783 - Chico Cação de Atins – 98 987206806 - Tavinho de Barreirinhas – 99 987581919 Custo: - Ônibus de Imperatriz para Carolina pela empresa JR4000 – 30 Reais. - Passagem de Imperatriz para São Luis – 99 Reais sem as taxas. - Passagem de Carolina para São Luis via Balsas de Ônibus pela JR4000 – 100,00 Reais (Opção, você compra saindo de Carolina e troca de Ônibus em Balsas) - Taxi do Aeroporto de São Luis para o Centro Histórico – 50 Reais. - Moto Taxi do Centro Histórico para o Aeroporto – 20 Reais. - Refeição em São Luis – 18,90 Reais o quilo. - Van do Aeroporto para Barreirinhas – 60 Reais. - Pousada Jatobá – 36 Reais. - Toyota de Barreirinhas para Atins 20 Reais. - Almoço no restaurante Céu Aberto – 20 Reais. - Refeição na Baixa Grande – 30 Reais. - Pernoite na Baixa Grande – 30 Reais. (Não utilizei esse serviço) - Cerveja na Baixa Grande- 10 Reais. - Refrigerante na Baixa Grande – 5 Reais. - Refeição na Queimada dos Britos – 20 Reais. - Pernoite na Queimada dos Britos – 20 Reais. - Cerveja na Queimada dos Britos – 7 Reais. - Refrigerante na Queimada dos Britos – 3 Reais. - Café da Manhã na Queimada dos Britos – 2,50 Reais. - Toyota de Santo Amaro para Sangue – 25 Reais (Não Utilizei esse serviço). - Hostel em Barreirinhas – 38 Reais. - Passeio no Rio Preguiça – 60 Reais. - Refeição no Rancho do Peixe para duas pessoas – 80 Reais (A Moqueca alimenta até 4 pessoas). Terceira Etapa – Lençóis para Jeri – Rota das Emoções Sentido Inverso A Rota das Emoções normalmente é Feita de Jeri até os Lençóis Maranhenses, entretanto eu fiz sentido inverso. E achei um absurdo a maioria deixar poucos dias para o Piauí, realmente me surpreendeu. Dia 30 acordei cedo, o café no hostel que fiquei não foi servido até às 8 da manhã, ou melhor, não tinha ninguém lá, deixa a desejar em organização, como estava de carona tive que sair. Sai sem o café e sem pagar o Hostel, me deu um transtorno depois porque efetuaram a cobrança no cartão, mas foi cobrado o dobro do valor, não é difícil, mas tive que recorrer ao meu gerente depois das férias para cancelar o débito, até hoje não acertei com eles porque liguei e enviei email, mas não obtive retorno. Uma dica é nunca efetuar reservas utilizando o número do cartão. As 08h30min da manhã partimos sentido Paulino Neves o único trecho sem asfalto entre Barreirinhas e Parnaíba, estávamos distraídos conversando e nos perdemos, passamos por fora de Paulino e Travoia, foi uma aventura maravilhosa, vimos vários igarapés e muitas crianças se refrescando, dava vontade de parar em todos e ficar por ali, demorou um pouco mais do que ir pelo asfalto, mas vimos à natureza com outros olhos e demos carona para uma Senhora que estava seguindo para Parnaíba para se tratar e fomos ouvindo como é sofrida a história do Nordestino. Paramos em uma pequena Cidade para almoçar, não é difícil encontrar, almoço com churrasco custa em torno de 13 reias. Chegamos em Parnaíba no Piauí, Tentei desviar a rota dos meus amigos e eles seguir meu roteiro, mas eles estavam doidos para chegar em Jericoacoara. Eu não insisti porque quando fui no Ceará também fui direto para Jeri. Eles me deixaram em Parnaíba e seguiram Viagem. Tinha olhado um hostel mais em conta e fui para o Paraíba Hostel, Muito Simples e me senti em casa, A Inês e Keyni estão formando em turismo e montaram seu próprio negocio, achei muito interessante porque o hostel ficou parecido com uma casa mesmo, só que bem jovem. Eles incentivam a integração e montaram uma empresa de turismo a “Delterra” o que facilita agendar os passeios, que tiver um pouco de tempo aproveite para fazer o Parque Geológico das Sete Cidades, parece ser muito interessante, les tem várias formas diferentes de fazer este passeio, inclusive de bicicleta. Eu aprendi a fazer caipirinha com a Inês, foi muito bom, ensinou passo a passo. Ficamos na varanda batendo um papo, trocando ideias. No outro dia como não consegui passeio devido ser inicio da semana fui fazer meu roteiro, colhi muitas informações no hostel e parti caminhando pela cidade. A Cidade de Parnaíba e simplesmente maravilhosa. Muito Bem estruturada, limpa, tranquila o que proporciona um bom passeio. Comecei passando pelas igrejas até chegar no centro da cidade que é completamente histórico e perfeito para belas fotos. Após passar pelo centro queria chegar no Santuário da Mãe dos Pobres que fica na Ilha Grande, pequei informações de ônibus, já estava na ponte sobre o Rio Parnaíba, segui para o ponto mais próximo e pedi para o motorista me deixar no Santuário. Os ônibus param onde você pedir, os motoristas são muito educados e atenciosos, parei em frente, é só subir as escadas. O Lugar é cheio de Paz, excelente para visitar, para aqueles que estão de carro ou vão pegar o último ônibus que é as 19 o ideal é visitar no por do sol, a iluminação noturna do Santuário é divina. Após um momento de meditação e agradecimento voltei para a avenida e segui para o Restaurante da Dona Moça e o preço não podia ser outro, 13 reais a refeição muita comida mesmo, uma carne de porco grelhada saborosa e o peixe também muito bom. Quando estava retornando para a Cidade o Inês do Hostel e da Delterra Turismo conseguiu um passeio para visitar o Delta do Parnaíba, desci na ponte e aguardei a chegada de mais dois mineiros de BH no qual estaria fazendo o passeio comigo. Voltamos novamente para Ilha Grande onde o Sr. João já estava esperando por nós, pegamos uma pequena lancha e seguimos para o Delta, o normal é passar nas Dunas do Delta primeiro, entretanto como estávamos fazendo o passeio na parte da tarde deixamos para depois para ver o por do sol. Seguimos pelo canal nos manques, visitamos os pescadores pegando caranguejos e nos igarapés vimos algumas espécies de macacos e micos além de muitas aves. Seguimos para a foz do rio Parnaíba, o interessante é pegar a maré baixa, onde forma grandes piscinas e bancos de areia na foz. Esta foz esta nas Ilhas Canárias, de um lado Piauí e do outro Lado Maranhão. Ficamos um bom tempo nos refrescando na piscinas. Seguimos posteriormente para o Restaurante Caboclo localizado nas Ilhas Canárias, tem um Mirante onde dá para tirar belas fotos das Dunas e do Delta. O Ambiente é temático e contém um luxo acessível. Para aqueles que querem ficar apenas na ilha tem as embarcações de linha que fazem o trajeto para ilha todos os dias levando pessoas pela manhã e retornando a tarde pelo valor de 10 Reais. Seguimos correndo para as Dunas, foi o tempo exato para pegar o pôr do sol. Chegamos no porto à noite, mas foi suficiente para pegar o último ônibus que passa por volta das 19 horas. Ao chegar no hostel ficamos tomando caipirinha deitado na área de recreação externa batendo um papo com a galera. Como não consegui fazer o passeio para ver a revoada dos Guarás decidi seguir meu caminho. No outro dia acordei tomei meu café e fui caminhando para o centro onde eu pegaria o ônibus da empresa Damasceno para Barra Grande (A Jeri do Piauí), eles tem três horários diários. Paguei 13 reais e cheguei à Barra Grande as 12h15min e fui direto para a praia, meio de semana não tinha muitas barracas abertas, fiquei no Espanhol o Kite Beach, os preços são bons e todos eles além dos pratos do cardápio fazem o famoso PF também, e o valor é igual aos demais 13 reais. A Inês do Parnaíba Hostel tinha me indicado o Chalé do Mozer, entretanto não consegui falar com ele. É uma forma de economizar também, ou seja, eles integraram o Hostel do Professor em Barreirinhas, o Parnaíba Hostel e o Chalé do Mozer, quando você faz a Rota das Emoções e fica neles você recebe um desconto por aceitar a indicação, achei a ideia muito boa. Chegando na Praia mandei algumas mensagens e ele me retornou falando que estava disponível, já fiquei tranquilo e aproveitei a praia. Os Turistas estrangeiros estão migrando para o povoado devido os ventos e as condições do local, propicio a prática de esportes. Repleto de Kite Surfistas, fiquei até o por do sol que por sinal é um cenário maravilhoso. Quando a noite chegou fui para o chalé, excelente custo beneficio, o Chalé tem uma cama Box, uma cama solteiro, banho e uma mini cozinha com microondas e refrigerador paguei 35 reias. Tomei um banho e depois fui conhecer os bares que ficam bem vazio fora de temporada, realmente é muito bom, ao chegar na rua das pousadas e restaurantes você começa a lembrar de Jeri com as ruas cheias de areia, mas com um diferencial, você pode caminhar pela areia ou simplesmente ir pela calçada de madeira que contorna todos os estabelecimentos. Fiz um giro completo pelo povoado e depois parei no bar. Quando o sono chegou fui descansar. Acordei no outro dia cedo e fui para a padaria tomar um café, aproveitei a manhã e fui caminhar até a Barrinha, uma praia que fica entre Barra Grande e Cajueiro, um cenário paradisíaco, quando vi a beleza e paz do local fiquei arrependido de ter reservado apenas um dia. Como queria chegar em Jeri na sexta não podia ficar no local, retornei correndo pois pegaria o ônibus as 12h15min e seguiria o meu caminho. Fiquei no povoado de Cumurupim na BR, no Trevo de acesso as praias de Luis Corrêa e Barra Grande às 13 horas onde teria que pegar um ônibus para Camocin, só que descobri que ônibus de linha mesmo somente às 22 horas. Não pensei duas vezes peguei uma folha de papel e uma caneta e escrevi “CAMOCIM” e fui para o Quebra mola mais próximo. 10 minutos depois o Senhor José de Parnaíba que estava viajando para Fortal, parou e me ofereceu carona em troca de pagar o valor da passagem, foi um bom negocio para quem teria que esperar 9 horas, paguei 18 Reais, nem fiquei muito no sol que estava simplesmente escaldante. Ao chegar em Camocim fui dar um passeio na orla, caminhando e pegando informações de passeio até Jeri. Os passeios fora de temporada e durante a semana são muito baratos, entretanto eu estava sozinho e não encontrei pessoas para dividir o Buggy. De Camocim até Jeri passando pela Ilha do Amor e Fazendo o Trajeto das Lagoas da Torta, Bonita e a Tatajuba fica em 160,00 reais. Para quem vim de turma vale a pena descer em Camocim e Já fazer este passeio. Em vez de voltar o Buggueiro deixa o grupo em Jeri. Fui para a pousada Ponta Porã a mais barata da região e de frente para a orla e da balsa para atravessar para a Ilha do Amor, tomei um banho e corri para a Praia das Barreiras para ver o Por do Sol. Falésias e ventos são os atrativos principais da praia, na praça que fica no alto de um morro tem um Mirante que dá para ver o Por do Sol e a Praia do Amor no Fundo. A noite chegou e passei na pousada, fui à Igreja Agradecer a Deus por tudo, depois retornei para a orla ontem pude aproveitar dois bares perfeitos que merecem ser visitados. O “Euclides” com uma imensa variedade de pratos executivos a partir de 13 reais e um preço bem mochileiro. O outro começa um pouco mais tarde o Bistrô Du Port, tem uma ambiente muito jovem e animado, não durei muito tempo, afinal estava muito cansado da viagem. No outro dia acordei preparei tudo e tomei meu café, que por sinal foi excelente, não esperava ter um café da manhã tão completo, repleto de sucos, frutas, iorgutes e Cia. Atravessei a rua e peguei a balsa para a Ilha do Amor, fiz uma caminhada pelas dunas e me refresquei em algumas pequenas lagoas. Retornei para a foz do rio e segui para a rodoviária pois tinha que pegar o ônibus da Fretcar para Jijoca as 11h30min. Se não me engano paguei 16 reais. Chegando em Jijoca na Rodoviária já tinha uma Caminhonete a espera, pelo valor de 15 reais eles levam até Jeri passando pelas dunas, percebi que após dois anos muita coisa mudou, rodoviária, calçamento com paralepipedos até a Lagoa do Paraíso, o acesso que até então era difícil ficou muito fácil, e o resultado não podia ser outro, onde esta o bicho homem está a devastação, Jeri já não tinha o mesmo brilho de antes, na entrada da cidade está se formando um lixão, muitos turistas estão fugindo da crise no pais de origem e se instalando naquele paraíso. A Caminhonetes não passam mais na rua principal devido afundamento da rua. Desci na rua São Francisco e fui procurar o Hostel que havia pesquisado no Booking, a sorte é que não paguei e nem reservei porque ao chegar em Jeri ninguém conhecia o estabelecimento. Ao entrar na cidade próximo ao estacionamento eu vi uma placa com a propaganda de um hostel a 20 reais a diária, não pensei duas vezes, corri pra lá e reservei meu lugar, as camas são confeccionada em maderite, não recomendado para pessoas com um peso um pouco maior, é desconfortável subir nelas, para quem fica na parte inferior é tranquilo, mas como eu estava visando economia não fiz muita questão, tinha um café e pão com manteiga no café já era o suficiente. Fui correndo almoçar e curtir um pouco da praia, quando cheguei no Beco do Guaxelo, locais que já conheço muito bem, fiz minha refeição a 12 reias e tomei uma bebida, quando fui pagar descobri que estava sem dinheiro na carteira, paguei com cartão, mas a minha intenção era de não utilizar cartão durante toda viagem. Fui correndo para a praia, a maré estava alta e o mar lindo como sempre, fiquei até o fim da tarde para ver o pôr do sol na duna, a principio não parecia que veríamos o por do sol devido algumas nuvens, mas na hora certa ele deu o seu espetáculo. Fui para o Hostel tomar um banho e me preparar para encontrar com a Amiga Edleuza e seu Namorido que estavam em Jeri, aquela que me deu carona de barreirinhas para Parnaíba, após tomar meu banho fui apanhar meu dinheiro para os gastos do fim de semana e foi ai que tive uma surpresa, a viagem estava tão tranquila que acabei deixando na Barra Grande PI o meu dinheiro e um celular. Liguei para o Mozer do Chalé e pedi para confirmar para mim se estava no mesmo local, como tinha pessoas no chalé eu pediu para esperar eles chegarem para ver, e mais tarde deu a resposta, por sorte estava lá. Avisei que depois tentaria ver o que fazer. Fui curtir a noite de Jeri com uma Maluquinha que encontrei no Hostel a Monique, Mochileira do Rio de Janeiro que já estava há vários dias mochilando pelo Nordeste. Aproveitei para trocar muitas ideias sobre viagens. Chegando na Praça encontrei com os Mineiros que estava em Parnaíba e ficamos por ali batendo um papo, ficamos ao lado do Samba Rock que para mim é o melhor ambiente de Jeri. Quando queria beber uma Caipirosca corria na Pousada do Mauricio e pedia uma Caprichada. Os funcionários lembraram de quando passei por lá há 2 anos, fiquei feliz pelo reconhecimento. Ficamos até altas horas na rua e a Edleuza me deu bolo, ela chegou do Passeio as 19 e foi descansar um pouco, mas acabou virando a noite...kkk No outro dia acordei e fui tomar um café logo cedo, fui até a praça para ver se alugava um carro e correr atrás do meu dinheiro porque eu estava liso, me informaram que encontraria em Jijoca, chegando lá encontrei poucos e com um valor muito elevado, a Monique mochileira do RJ foi comigo na esperança de conhecer Barra Grande a Jeri do Piauí, mas não foi desta vez, não aluguei o carro e nem consegui sacar dinheiro, pois não tem caixa 24 horas na cidade e os bancos existentes não eram do mesmo que o meu. Voltamos para a Lagoa do Paraíso caminhando e fiquei no ponto de costume, no Bar e Restaurante Nova Esperança, é o melhor ponto da Lagoa do Paraíso com muitos coqueiros e redes na água e algumas plataformas flutuantes, os preços não estavam mochileiros como os da última visita. Foi um dia muito gostoso, nos divertimos bastante. No fim da tarde seguimos para a estrada com o objetivo de chegar na Duna para ver o Pôr do Sol pois a Monique ainda não tinha visto o espetáculo, mas demorou um pouco a passar caminhonetes e quando chegamos na praia em Jeri e sol já estava sumindo. Seguimos para o Hostel para preparar uma comida e tomar um banho e nos preparar para a noite. A noite chegou e seguimos para a praça, lá encontramos a Edleuza e Namorido e mais alguns amigos, o Zé Roberto e sua esposa de São Paulo, sentamos na pousada do Maurício até o horário de fechar, batemos muito papo, trocamos muitas ideias dos passeios e das nossas trips, mais tarde seguimos para o Reggae na beira da praia e a madrugada já tinha chegado e quando estávamos seguindo para descansar já era mais de duas da manhã e a Padaria Santo Antônio já estava aberta, aproveitamos para experimentar alguns pães recheados e tomar um café, só um detalhe eu não tinha dinheiro em espécie e quando avistava alguém que pagaria a conta em dinheiro corria e pedia para ficar com o dinheiro pois necessitaria para chegar na Barra Grande Novamente . Divertimos muito e depois seguimos para o Hostel e descansar. O domingo começou, acordamos sem pressa, depois eu e a Monique seguimos para desfrutar da Praia de Jeri, descemos pela Malhada para tirar algumas fotos, a maré estava baixa e a praia gigante. Aproveitamos o sol e a beleza, estávamos parecendo duas crianças brincando na areia. A tarde chegou e sentamos no Clube dos Ventos para tomar uma bebida e comer algo, a vista da praia e da duna do Bar é magnífica, no fim da tarde seguimos caminhando pelo Serrote para a Pedra Furada, o nosso Pôr do Sol aconteceria lá. Foi espetacular, mais uma vez pegamos o Sol se pondo exatamente dentro da pedra, são imagens que ficam registradas na memória por toda a vida. A noite saímos para a Praça e encontramos o Zé Roberto e a esposa, sentamos no Mauricio e tomamos uma bebida, a Edileusa seguiu viagem. Depois conversamos um pouco sobre os lençóis e no fim da noite seguimos para as nossas pousadas para descansar. Contatos: Parnaíba Hostel – 86 998395382 ou 86 999634896 Delterra Turismo – 86 33224176 Casa de Caboclo nas Ilhas Canárias – 86 994137383 ou 86 999936178 Mozer Chalé – 86 999933558 Yvone Tur – 86 33231541, 86 994092321 ou 86 994064464, não utilizei esse serviço nesta etapa, mas tem três horários diários de Parnaíba para Fortaleza o que facilita deslocar-se do Piauí até o Ceará se, ter que pegar vários ônibus. Pousada Ponta Porã – 88 36210505 Buggy em Camocim (Nego) – 88 899212928 ou 88 992608332 Hostel Maresias 85 999530124 Custos: Hostel em Parnaíba – 35 Reais a diária. Passeio no Delta de Lancha – 80 Reais. Ônibus de Parnaíba para Barra Grande – 13 Reais. Chalé na Barra Grande – 35 Reais. Refeição na Barra Grande – 13 Reais. Ônibus de Barra Grande para Cumurupim – 5 Reais. Carona de Cumurupim para Camocim – 18 Reais. Pousada em Camocim – 30 Reais. Ônibus de Camocim para Jijoca – 16 Reais. Caminhonete de Jijoca para Jeri – 15 Reais. Hostel em Jericoacoara – 20 Reais a diária. Refeição em Jeri- 12 Reais. Quarta Etapa – De Jericoacoara a Fortaleza A segunda feira chegou, levantei cedo, não tive coragem de acordar a Monique para nos despedir, não sou bom nessas coisas. O trajeto correto para Fortaleza é pegar a caminhonete para Jijoca e de lá pegar o Ônibus da Fretcar direto para Fortaleza. Mas tive que alterar a rota. Peguei informações de como chegar a Barra Grande, já tinha acertado com o Mozer para reservar mais duas diária no Chalé, acordei cedo e as 6 da manhã peguei a caminhonete para Jijoca pois as 07 da manhã teria que pegar uma Van para Camocim, ônibus passa somente as 11 da manhã. Ao chegar em Jijoca já tinha um batalhão de pessoas para seguir. Tem que ficar esperto porque se não você fica para traz. Essa Van leva pessoas para várias pequenas cidades vizinhas e para Camocim no Valor de 12 Reais. Chegando em Camocim mais de duas horas depois fui me informar dos horários de ônibus para Parnaíba e fiquei sabendo que só as 15 horas, ou seja não daria para pegar o último ônibus para Barra Grande. Não pensei duas vezes corri para a BR, 5 minutos foi o suficiente, passou um caminhoneiro, o Senhor Flávio que seguia para Belém do Pará e me deu uma Carona até Cumurupim. Foi um abençoado, foi o tempo exato para chegar e aguardar alguns minutos para a chegada do ônibus da Damasceno. Chegando na Barra Grande fui informado que a chave estaria na Janela do Chalé, deixei a mochila lá e fui para o Bar do Mozer que fica na praia, fiquei até o fim da tarde onde de iniciou a formar uma chuva, fui para o Bar do Espanhol o Kite Beach para almoçar 13,00 R$, tem pratos completos, mas o PF como conhecemos é este valor. A noite chegou e fui curtir um barzinho, não fiquei até tarde pois havia programado de ir caminhando até Cajueiro no dia seguinte. Descansei e no dia seguinte fui para Cajueiro da Praia caminhando pela orla, da uns 10 kilometros de praia. Descobri lindas praias, a Barrinha e a Praia do Sardim. Passei no Bar do Suíço para conhecer, pena que estava fechado, mas é um ambiente que vale a pena conferir. Até chegar no Cajueiro são aproximadamente 10 km. Chegando lá fui conhecer o maior cajueiro do mundo e depois fomos até o manque. Retornamos e ficamos em um bar próximo da avenida, de repente passa um pescador com peixes frescos, foi ai que compramos por apenas 10 reais uma sacola de peixes, dirigimos para o Bar da Dona Maria, O Amêndoas Bar, parece brincadeira, mas ela cobrou apenas 6 reais para limpar os peixes, fritar e preparar um arroz com vinagrete para o almoço, simplesmente me senti hiper acolhido. A noite aproximava, não tinha mais Vans para Retornar para a Barra Grande, a opção era voltar pela praia, pouco mais de duas horas de caminhada, foi ai que recorremos aos pescadores pois não tem serviço de Moto Taxi no povoado, paguei 10 reais por uma moto de Cajueiro da Praia até a Barra Grande. Após o Banho caminhei pela praia e curti a praça central para ver horários da Empresa de Ônibus da Guanabara para Fortaleza na Padaria Central, só que devido não tem bloco de passagens não foi possível reservar a minha, eu teria que seguir até Parnaíba para pegar o ônibus, entretanto os horários da Empresa Damasceno são as 06h30min, 12h15min e 16h00min saindo da Barra Grande não sincronizando com os horários da Guanabara. Recorri a opção alternativa que é o Ônibus da Yvone, é uma linha alternativa com alguns horários de Parnaíba para Fortaleza, com preços similares, entrei em contato pelo Whatss com a Ivone e ela informou que tinha um ônibus saindo de Parnaíba as 7 da manhã e passaria em Cumurupim povoado no trevo de acesso a Luis Correa e Barra Grande por volta das 08h00min. Tem uma parada no Posto Cumurupim, mas só para e segue viagem, então é bom aguardar no local. Paguei 50 reais pela passagem e segui meu caminho para Fortaleza. A Guanabara tem preços variados e depende do horário que vai viajar, entre 40 a 80 reais. Chegando à fortaleza o Ônibus tem como ponto final o Mercado Central, bem próximo aos Hosteis que tinha pesquisado, entretanto não fiz reserva, mas quando cheguei a Fortaleza que deparei com um Congresso de Geografia na Cidade, este tipo de eventos é comum. Procurei um restaurante no caminho e fiz minha refeição a 8,99 R$ no Selv Service na rua que liga o Mercado Central ao Dragão do Mar. Fui para o Hostel Backpackers que fica na porta do Dragão do Mar, ao chegar à porta não gostei da fachada, quando uma senhora bem de idade me recebeu fiquei com o pé atrás, fui ao outro hostel, quando cheguei La não tinha mais vagas em quartos compartilhados. Retornei correndo, chegando ao local novamente meu Pré Conceito veio ao chão, apesar de que não tinha vagas nos quartos com 8 camas que era 20 reais fiquei em um com 3 camas apenas por apenas 25,00R$. O local tem muito verde, uma sala de integração ao lado da cozinha simplesmente aconchegante, e a Dona Maria é uma Mãe, já com um pouco de idade, mas cuida sozinha do hostel é dona de uma Carinho enorme, o hostel não servia café, mas o custo beneficio vale a pena. A noite chegou e fui para a feira da madrugada com um amigo de São Luis que fiz no hostel o Gustavo, esta feira acontece todas as quartas para quinta e de sábado para domingo com imensa variedade de vestuários com preços mochileiros. Conversei com ele sobre os locais que havia conhecido, mas não é viciado em viagens como a gente. Ele também estava de partida para João Pessoa PB. Depois fui curtir um pouco de musica ao Vivo no Dragão do Mar, fiquei no Bar e Restaurante Alma Gêmea que tem sempre uma musica boa e preços mais acessíveis. Fui mais tarde descansar pois queria visitar uma das praias que faltou na ultima visita a Fortaleza. Acordei cedo e fui tomar um café, bem na porta do Dragão tem um Jovem que vende uma variedade de tapiocas, pães, café e outras bebidas bem em conta. Olhei com a Dona Maria as formas de chegar até a Praia de Lagoinhas, ela tem uma memória espetacular, de todas as formas que olhei de ônibus, todas ficam mais caras que empresas de turismo e os horários não são agradáveis. Lembrei-me da Girafas Turismo e a Dona Maria mesmo ligou para mim perguntando se tinha vaga e se eu podia fazer o passeio com eles, foi a conta exata. Fui para Lagoinhas, paguei 50 R$, as empresas pegam na porta do Hotel e deixam novamente no mesmo lugar. No Micro Ônibus já fiz amizades com uma turma de Cuiabá e ficamos o dia todo juntos, não fiz passeios, pois não tinha esta intenção, os pontos de apoio destes passeios geralmente são mais puxados. Demos uma volta e descobrimos outro restaurante do lado o Dudé com valores em torno de 30 a 40% mais em conta e foi lá que realizamos nossa refeição, pedimos um prato para duas pessoas que na realidade alimentou três mulheres que comem pouco e Eu. Foi uma Carne de Sol com Batatas por 45 Reais. Retornamos no fim da tarde para fortaleza. Combinei de encontrar o Mochileiro Fábio de Fortaleza que estaria no Dragão do Mar à noite em uma apresentação de sua Namorada, batemos um bom papo e falamos um pouco da minha viagem, que por sinal estava sendo acompanhada por várias pessoas. O Gustavo que foi para João Pessoa não gostou do lugar, ele viu que a Paraíba não tem a mesma mobilidade e sentiu falta das noites de Fortaleza, decidiu que voltaria e me acompanharia por mais dois dias até a sua partida para Terezina no PI. O meu Amigo Fabrício Mochileiro de BH também estava chegando para passar uns dias no Ceará, combinei com eles que no outro dia poderíamos passar o dia no CrocoBeach a maior barraca a beira praia do Brasil na Praia do Futuro, eu gosto do ambiente e ambos aceitaram a proposta. Acordei na sexta e sai para tomar o café e já encontrei com o Gustavo chegando ao Hostel que também estava com fome. Seguimos para a barraquinha da Tapioca para tomar o nosso café. Aproveitamos o comercio abrindo e demos uma volta rápida pelas lojas depois seguimos para o ponto e Pegamos o Ônibus Caça e Pesca para ir até a Praia do Futuro, combinamos de encontrar com o Fabrício lá, pois ele não estava na próximo do nosso Hostel. Os preços da Barraca são bem em conta e o ambiente é muito bom para se passar o dia. Lá mostrei fotos da Praia de Lagoinhas que havia visitado. O Gustavo já tinha agendado o passeio e o Fabrício também gostou da ideia, foi ai que resolvi acompanhar os amigos, afinal para nós três o valor caiu para 40 reais por pessoa. Fim da tarde seguimos para o hostel para descansar e curtir um pouco da noite no Dragão do Mar. No dia seguinte e também último dia para aproveitar o Ceará seguimos para Lagoinhas, chegando lá passamos o dia por ali perto mesmo, meus amigos queriam andar de quadrissiculo, mas não deixei que eles fossem ao momento de chegada, perguntaram o valor na chegada e este valor caiu quase 50 % até a tarde, aproveitamos para fazer um roteiro diferente do tradicional e conhecer mais os pontos turísticos. Tudo Bem que o Fabrício quase jogou o Guia Ladeira abaixo, mas foi um passeio muito gostoso. Fim da Tarde retornamos, o Gustavo seguiu viagem para Terezina PI e o Fabrício no dia seguinte para Jericoacoara. Domingo chegou. Fim das férias e da viagem. Acordei e tomei meu café, peguei minha mochila e me despedi na Dona Maria, não voltaria para o hostel, fui para a Feira da Madrugada e para o Mercado Central para comprar algumas lembranças, meu voo estava marcado para as 13h30min, ainda deu tempo de ir até a Ponte dos Ingleses e tirar algumas fotos antes de Partir. Peguei o primeiro ônibus da Aldeota para o Terminal de Parangaba que passa no Dragão do Mar, lá fiz a integração e peguei o ônibus 066 Parangaba para o Terminal de Papicu que passa pelo Aeroporto. Retornei para minha casa após 23 dias de viagem chegando em casa as 21h30min onde paguei 10 reais por um Moto Taxi do Aeroporto até a minha casa. Contatos: Mozer Chalé – 86 999933558 Yvone Tur – 86 33231541, 86 994092321 ou 86 994064464. Hostel Backpackers – 85 984118997 Girafas Tur – 85 996527383 (Esse Telefone é da Taty, ela agenda os passeios para você). Gastos – Caminhonete de Jeri para Jicoca – 15 Reais. - Van de Jijoca para Camocim – 12 Reais. - Ônibus de Cumurupim para Barra Grande – 5 Reais. - Chalé na Barra Grande – 35 Reais a diária. - Moto de Cajueiro para Barra Grande – 10 Reais. - Refeição na Barra Grande – 13 Reais - Ônibus de Cumurupim para Fortaleza – 50 Reais. - Refeição em Fortaleza - 8,99 Reais. - Hostel em Fortaleza – 25 Reais a diária - Ônibus em fortaleza – 2,75 convencional e 3,50 com ar condicionado. - Voo de Fortaleza para Belo Horizonte – 275 Reais sem as taxas. Vou deixar aqui também o meu contato para esclarecer qualquer dúvida. Marcelo Farinha 31 999688159 – Vivo 31 986086502 – TIM Obs.: Segue abaixo uma relação de Blogs, páginas e relatos de viagens no qual fiz minha pesquisa e tracei meu roteiro, eles também podem te ajudar. http://www.mochilamundoafora.com.br/2014/12/chapada-das-mesas-parada-obrigatoria-no-centro-sul-do-maranhao/ http://www.destinoviagem.com.br/cinco-dias-na-chapada-das-mesas/ lencois-maranheses-maranhao-barreirinhas-atins-santo-amaro-9-dias-t56947.html http://www.mochilamundoafora.com.br/2014/12/cinco-dias-de-caminhada-pelos-lencois-maranhenses-de-barreirinhas-a-santo-amaro/ http://www.guiaviajarmelhor.com/trekking-nos-lenocis-maranheses-travessia-em-4-ou-5-dias/ http://mochilabrasil.uol.com.br/destinos/lencois-maranhesnses http://www.viajenaviagem.com/2014/08/sao-luis-lencois-delta-jeri-transporte-dicas http://www.viajenaviagem.com/destino/lencois-maranhenses/ http://www.destinoviagem.com.br/travessia-a-pe-doa-lencois-maranhenses/ http://mochilaotrips.com/como-conhecer-os-lencois-maranhenses-gastando-pouco/ travessia-santo-amaro-x-atins-lencois-maranheses-t38133.html
  16. Sem data definida. Intenção de fazer um grupo com várias pessoas e várias datas para trekking. Durante a semana e fds.
  17. Fala Galera, Alguem interessado em chapada dos veadeiros Novembro de 2019 ?
  18. Olá pessoal! O que irei compartilhar com vocês foi uma compilação bastante abrangente de informações sobre todos os pontos turísticos das cidades que visitei no Chile . As informações foram extraídas aqui do site e também de muitos blogs. Aproveitem! GUIA SANTIAGO PODEMOS COMEÇAR POR AQUI: subindo ao Cerro San Cristóbal, de onde se tem a vista mais bonita para a parte moderna de Santiago (com as montanhas ao fundo) e o rio Mapocho. O funicular funciona de 3ª a domingo das 10h às 20h; 2ª das 13h às 20h. Pegue o funicular para chegar até a Terraza Bellavista, 1600 pesos (US$ 3,20). Onde todos os ciclistas que subiram o morro pela estrada se reúnem para desfrutar do visual em 360º de Santiago e tomar um mote con huesillos, custam 1 dollar – 600 pesos. (Se você for com crianças, desça uma estação antes do funicular para o Zoológico, simplesinho, mas que agrada os pequenos). Tenho dúvidas de como acessar a casa do Neruda caso façamos isto: Fique ali curtindo o astral dessa tribo esportista, e depois suba a pé um curto caminho até o Santuario Inmaculada Concepción, bem no topo da colina, onde está a estátua da santa e uma capela concorrida. Desça pelo outro lado do monte com o teleférico e depois a pé, passando pelo Jardin Botánico Mapulemu e o Jardin Japonés, até a saída pela rua Pedro de Valdívia Norte, já em Providencia (a caminhada é longuinha; vá de tênis). OU POR AQUI: Na descida visitaria La Chascona, “A DESCABELADA”, uma das três casas-museu do poeta Pablo Neruda. Abre de 3ª a domingo das 10h às 18h; fecha 2ª. É imperativo fazer reserva: [email protected] Entrada 3500 pesos, 1500 pesos estudante. Metrô: Baquedano, linha 1-vermelha ou 5-verde. Parada Turistik: Parque Metropolitano. De lá continuaria ao centro antigo; passaria no incontornável Mercado Central, senão para almoçar, pelo menos para testemunhar o inacreditável assédio dos garçons (a minha tática: entrar no primeiro restaurantinho que não vier te caçar no corredor). Tomar cuidado com o GRANDE ASSÉDIO dos garçons. É desagradável. Os frutos do mar são excepcionais; mas não espere pagar barato pela centolla (caranguejo chileno gigante). Abre de segunda a domingo, das 7h às 15h. Metrô: Puente Cal y Canto, linha 2-amarela. Parada Turistik: Mercado Central. _____________________________________________________________________________ Do Mercado dá para ir a pé até o coração da cidade velha, a Plaza de Armas, (o marco zero onde Santiago del Nuevo Extremo foi fundada em 1541 pelo espanhol Pedro de Valdívia e sua trupe.). Onde está o elegante prédio dos correios, a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional (o museu abre de 3ª a domingo das 10h às 17h30 e custa 600 pesos ou 1,50 dollar, grátis aos domingos). Uma quadra a leste fica a Casa Colorada, a residência particular colonial mais preservada da cidade. A continuação natural do passeio seria o museu mais imperdível da cidade, o Museu de Arte Pré-Colombiana — mas infelizmente o prédio está em reformas e só reabre no final de 2013. (na saída desse museu, fica o tal café com piernas). O jeito é prosseguir, sempre a pé. Dobre à direita na rua La Moneda, passe pelo charmoso prédio da Bolsa de Valores até chegar ao: Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena, que foi bombardeado em 1973 pelas forças golpistas de Pinochet. Para mim o grande apelo da praça está na estátua ao presidente deposto Salvador Allende, bem ali, ao lado do palácio em que se suicidou. Mas para os guias o tchans do lugar é a troca da guarda, que ocorre dia sim, dia não, às 10h da manhã — ou seja, impossível para os passageiros desse meu tour. (Se você faz questão de ver, anote aí: a troca acontece nos dias pares nos meses de janeiro, abril, maio, agosto, novembro e dezembro; e nos dias ímpares nos meses de fevereiro, março, junho, julho, setembro e outubro.) Se não for dia dela, entre pela porta da frente de uma das poucas sedes de governo no mundo abertas à visitação pública, e aprecie os pátios internos enquanto lembra dos dramáticos bombardeios de 1973, quando Augusto Pinochet deu o golpe militar que levou ao suicídio o presidente socialista Salvador Allende. Na saída pelo lado oposto, não perca o novo Centro Cultural La Moneda, no subsolo do palácio. Tem exposições super bem cuidadas, um público bacana, um café e uma loja lindona da Fundación de Artesanías do Chile (dá ótimas compras). Volte à superfície e caminhe algumas quadras pela principal avenida que corta Santiago de leste a oeste, a Libertador Bernardo O’Higgins, muito mais conhecida por Alameda. No sentido leste, tarda pouco até aparecer a construção mais antiga da cidade, a Iglesia de San Francisco, de 1586. Do lado tem o Museo de San Francisco, bem bonitinho – mas não obrigatório. No sábado, fim da tarde, é possível ver hermosas noivas aproveitando aquele cenário insólito em uma das maiores metrópoles da América Latina. Metrô: Universidad de Chile. Há um importante museu de arte sacra ao lado. Atrás deles fica o fofo Barrio Paris-Londres, um pedaço da Europa no meio de Santiago, com ruas de paralelepípedos e mansões dos anos 1920 — hoje região de albergues e mochileiros. (Do palácio descemos até o “barrio” Paris-Londres. Pelo que entendi, “barrio” tem um significado diferente em chileno; estaria mais para “vila” em brazuquês. O Paris-Londres são apenas duas ruas (a Londres e a Paris) que se cruzam; os paralelepípedos são lindos, e há alguns hotéis antigos que se tornaram albergues). Santiaguinos não almoçam cedo, portanto, agüente um pouco mais a fome. Caminhando pela Alameda mais duas quadras chega-se ao imponente prédio da Universidad de Chile, à direita, e pouco mais à frente, ao da Biblioteca Nacional, à esquerda. Ao lado da biblioteca fica o Cerro Santa Lucia, a menor das duas colinas isoladas que despontam no meio da cidade e que viraram parques. Suba pela pomposa Escalinata Monumental, passe a fonte de Netuno e continue escalando caminhos tortuosos e degraus de pedra até o topo do pequeno castelo. Do cume tem-se uma idéia de como Santiago fica cercada de montanhas por quase todos os lados, e da distribuição dos bairros em relação ao centro. Cerro Santa Lucía, um parque de onde se tem uma visão complementar da cidade (mas não tão alta quanto a do San Cristóbal). O Cerro Santa Lucía, um morrinho baixo que se tornou um pequeno parque no coração da cidade. Infelizmente, a escadaria e o mirante estão interditados ao público, por “daños” (efeitos do terremoto). Por enquanto, só dá para passear pelos jardins externos; o portão está trancado. VERIFICAR SE AINDA ESTA´!!! Desça do Santa Lucia por trás, na saída norte, e você já está na porta do bairro Lastarria y Bellas Artes, um naco do centro que concentra os museus e o público ligado à arte, os cafés mais bacanas e lojas de estilistas alternativos. Dica no bairro: Celtika, um bar irlandes com excelente culinária e mais de 50 espécies de cerveja; Aos sábados, vários dos restaurantes dali só abrem de noite, mas o Patagônia Resto Bar serve desde o brunch da manhã: sente-se nas mesas da calçada de esquina, se for verão, ou no salão entre paredes inteiras forradas de vinhos, se estiver frio, e mande pra dentro uma parrillada de carnes de caça. O TRECHO A SEGUIR DEVE SER SEGUIDO COM CUIDADO POIS PESQUISEI EM VÁRIAS FONTES E NÃO SEI A ORDEM CORRETA A SE SEGUIR: “Aproveite que você está ao lado do bairro Florestal/Bellas Artes, visite o Museu Nacional de Belas Artes (aberto de 3ª a domingo das 10h às 18h50), Entrada a 1000 pesos (US$ 2,00), grátis aos domingos. Metrô: Bellas Artes ou Universidad Católica. e/ou o Centro Cultural Gabriela Mistral (salas de exposição abertas de 3ª a sábado das 10h às 20h, domingo das 11h às 20h). Depois, passe em revista a calle Lastarria para escolher um restaurante para jantar em alguma noite da sua estada. De 5ª a sábado há uma feirinha de antigüidades das 10h às 20h. Depois caminhe até a Plaza Mulato Gil de Castro, o coração do bairro, e dê uma olhada na tradicional feirinha de antigüidades e livros, bem pequenina, em frente ao pátio do Museo de Artes Visuales, o MAVI. Então entre para ver o acervo de arte contemporânea lindamente organizado no prédio de arquitetura moderna: passeio rápido e muito bom. Depois vá conferir as lojas bacanas em frente ao museu e as da Calle Merced – são vários endereços que concentram roupas e acessórios dos novos estilistas do país, ainda sem lojas próprias. Na ONA fica uma das melhores seleções de artesanato de todo o Chile, a preços acessíveis. Não perca o aconchegante ONA Café, quase na esquina da Rosal com a V. Subercauseaux. Finalize o passeio tomando os sorvetes do Emporio La Rosa, com sabores que combinam, por exemplo, chocolate com manjericão. De preferência, tome-o caminhando pelo Parque Forestal, em frente, um dos mais queridos da cidade e onde se pode descansar à sombra das árvores, em bancos ou mesmo esparramando-se aos pés dos troncos. FIM DO TRECHO. Se você está fazendo o circuito da Turistik, continue o passeio subindo na parada Santa Lucía em direção ao lado mais moderno da cidade; o tour completo vai lhe dar uma ótima noção da cidade e proporcionar oportunidades de compras. Paradas que valem a pena: Providencia (comércio de rua); El Golf – Isadora Goyenechea (a “Paulista” de Santiago); Parque Arauco (shopping mais tradicional) e Alonso de Córdova (a “Oscar Freire” de Santiago). NOITES – opções de passeios: Há três programações possíveis. Quem estiver viajando a dois e quiser entrar com tudo no romantismo, rume para o bairro Concha Y Toro, um cantinho de casarões históricos e totalmente europeus do Barrio Brasil. Ali fica o restaurante Zully (Conha Y Toro, 34, 56-2-696-3999). Pétalas de rosas forram as escadarias de entrada e pode-se sentar em salinhas privativas ou com vista para a praça mais charmosa da cidade. Para esticar a noite na agitada vizinhança — e tomar os primeiros pisco sours do fim de semana — o bar Boulevard Lavaud dá um banho de autenticidade: divide uma mansão de esquina com a Peluqueria Francesa, uma barbearia que tem mais de cem anos, e usa como decoração pias de cabeleireiro e demais móveis de salão de beleza em meio a peças de antigüidade que estão à venda. Já quem veio com os amigos e quer entrar de cabeça no bairro boêmio por excelência, Bellavista é o destino. Entre os novos restaurantes bacanas, o Santería tem decoração retrô e com interessante cardápio fusion de culinárias latino americanas — peça o primeiro dos vários ceviches que te esperam. Quem está na chuva é pra se molhar, então, continue a noitada no Ky, o resto-bar mais cool de Bellavista, na ambientação e nos freqüentadores, ou ouça o melhor do jazz e do blues nos shows do pequeno El Perseguidor — se der sorte pode ouvir o ótimo Angel Parra Trio, banda do neto de Violeta Parra, a compositora mais querida do Chile. (Se for um aficionado por jazz, confira antes a programação do Club de Jazz – no bairro de Ñuñoa, o templo do ritmo na cidade.) Programación VALORES: Corporación Cultural de La Reina: Entrada General $3.000 Tercera Edad y Estudiantes $2.000 *: Corporación cultural de La Reina está ubicado en Santa Rita 1153 esquina Echeñique. Sábado é quando os santiaguinos jantam mais tarde, mas em alguns restaurantes mais elegantes é bom não exagerar no horário (e reservar sempre). Um dos melhores cardápios da cidade fica em Providencia, no peruano fusion Astrid y Gastón. Os peixes, massas e carnes têm receitas inovadoras e são preparados impecavelmente, assim como as delicadas sobremesas que precisam ser pedidas junto com os pratos — são feitas na hora. Se quiser gastar um pouco menos, o bistrô Del Cocinero é a pedida: despretensioso e delicioso. Depois dele estique a noite no bar mais imperdível da cidade, ali perto, o Ligúria, na avenida Providencia, perto do metrô Manuel Montt, com decoração irreverente, gente de todo tipo e carta de vinhos e drinques imensa. Não abre mão de um programa de alto nível e quer conferir as novidades dos bairros classe A? Então comece a noite em Vitacura, o playground da elite. O jantar mais quente do momento é o do Mestizo (ao menos, era, no início de 2008), onde a moçada produzida se senta nas mesas ou no balcão para comer, beber e curtir o visual do Parque Bicentenario, em frente, todo iluminado. Ali pode-se esticar até tarde ou fazer escala em um bar antes de realmente sair para dançar: o pub Dublin é o lugar para quem curte música dos anos 80 e cerveja; o Esquina é um dos bares xodó da galera de 20 e poucos anos. Casais e grupos mais exigentes com relação à comida fazem bem em jantar no Nolita, um dos melhores italianos da cidade, no meio da elegante avenida Isidora Goyenechea, em Las Condes. E esticar no sexy Lamu Lounge, bar do complexo gastronômico de Vitacura Borderío. Quem gosta mesmo é de uma noite bem democrática e nem um pingo menos fervida pode jantar em Bellavista, no Etniko, que tem comida japonesa e asiática e DJs mandando um chil-lout. Mas se seu ideal de sábado à noite é economizar no rango para torrar tudo em bebida mais tarde, o Galindo é o restaurante-boteco mais amado de Bellavista — peça um pastel de choclo, umas empanadas ou qualquer prato típico com uma cerveja Kunstmann enquanto espera o horário de cair na farra — a lotação ali vai até alta madrugada, não se preocupe. Duas da manhã é horário para chegar em qualquer bom carrete (balada) da cidade. Quem ficou por Vitacura pode conferir o Las Urracas, boate imensa com duas pistas, house, tecno e reggaeton, que enche de mauricinhos e de todo o tipo de gente – eu achei breguíssima, mas de fato estava bombando. Em Bellavista, o Club La Feria é o templo da música eletrônica e do energético, e as salsotecas são onde se pode dançar música latina a dois. Quem gosta de hip hop, soul, funk, música dos anos 70 e algo dos 80, e dispensa ambiente e público arrumadinho, o El Tunel, em Bellas Artes, é o lugar: impossível não dançar a noite inteira. VALPARAÍSO Foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2003, graças à sua arquitetura, um labirinto gigante de ruas e escadas, que mistura as famosas casas coloridas de fachadas de zinco a mansões. Ônibus da TurBus e da Pullman saem a cada 10 ou 15 minutos do Terminal Alameda (em frente à estação Universidad de Santiago do metrô, linha 1-vermelha) para Valparaíso e Viña. A ida e volta custa desde 4.000 pesos (menos de 9 dólares). A viagem leva 1h30. Os 10 quilômetros entre os centros de Valparaíso e Viña podem ser percorridos pelo Merval, o metrô de superfície que vai pela orla e funciona até as 22h. A 140 km do centro de Santiago (120 km do aeroporto), estas duas cidades geminadas não poderiam ser mais diferentes entre si. Valparaíso é o porto pitoresco e boêmio; Viña del Mar, o balneário clássico. Valparaíso está para Santiago assim como o bairro de La Boca está para Buenos Aires — a diferença é que continua um lugar descolado; pense no Cerro Alegre como uma Santa Teresa/Olinda chilena. Já Viña del Mar é como um Guarujá dos bons tempos, ou uma Punta del Este menos badalada e mais família. Comece por Valparaíso. Suba de funicular ao Cerro Concepción e admire a arquitetura pitoresca das casas de zinco colorido (um Caminito habitado!). Não deixe de visitar La Sebastiana, a casa-museu de Pablo Neruda na cidade (aberta de 3ª a domingo das 10h10 às 18h; é recomendável reservar — use este formulário). Almoce num dos restaurantes do Cerro Alegre (leia mais aqui). Pertinho, tem o MUSEO A CIELO ABIERTO, com 20 painéis de rua, pintados por artistas plásticos chilenos. Aliás, a arte marca presença nos muros de toda a cidade, com pinturas, grafites e poesias de Neruda. ____________________________________________________________________________ Valparaíso é uma cidade linda, admire o porto, as construções em geral, o monumento aos que lutaram na Guerra do Pacífico e não deixe de visitar também o mirante de Valparaíso, que venta bastante e tem uma visão de abrir os olhos do Oceano Pacífico. A cidade tem personalidade própria e seus habitantes se chamam porteños, como em Buenos Aires. Que era um pólo gastronômico importante, berço de chefs em ascensão. Que estava experimentando uma espécie de renascimento, com uma vida noturna movimentada nos fins de semana. O trânsito de pedestres entre a cidade baixa (”El Plan”) e os morros se dá por elevadores (”ascensores”). O mais antigo é o Ascensor Concepción, que liga a calle Esmeralda, coração financeiro da cidade, ao Paseo Gervasoni, o mais elegante dos terraços dos morros. Descemos até El Plan, demos uma voltinha, mas subimos correndo de volta. Valeu para ver a arquitetura, que lembra a rua XV de Novembro do centrão de São Paulo, mas lá em cima é bem mais tranqüilo, bonito e gostoso. Lá em cima dá pra fazer tudo a pé. Tirando uma ou outra quadra com aclive mais acentuado, as ladeiras são facilmente encaráveis. Muitos dos restaurantes, cafés e galerias ficam na calle Almirante Montt (que é Almirante Alexandrino/Rua do Amparo do Cerro Alegre). COMIDAS: Café Vinilo estava aberto. O lugar é um charme, e totalmente multiuso: você pode passar lá para tomar um café, um trago, comer um sanduba. De entrada, pedimos um pebre (vinagrete com coentro e alga, servido com tortilhas) e uma ’salada chilena’ (tomate assado com recheio de legumes). Pratos principais: um enrolado de porco divino com purê, e uma carne de panela com risoto de quinoa. (A sobremesa é que foi assim-assim: um sorvete de abacate que o Rochinha faz melhor.) Filou de Montpellier, instalado por ali desde antes do renascimento do bairro. Sopa de cebola, quiche, couscous — tudo muito francês, muito bom e bem barato no almoço (12 dólares o menu completo, sem bebidas). Da próxima vez vou reservar um jantar no Pasta & Vino, da chef Verónica Alfageme, que recentemente abriu uma filial num hotel-boutique de Bellavista, em Santiago (ao pé do cerro San Cristóbal), o The Aubrey. ________________________________________________________________________________ A vida noturna porteña é agitada, cheia de bares históricos com música latina ao vivo e muita dança. Um dia desses, consegui conhecer um deles, o charmoso LA PIEDRA FELIZ. O legal é pegar um dos quinze ASCENSORES antigos (bondinhos) e subir os morros. Os melhores são: Cerro Alegre e concepcion. É difícil sugerir um roteiro, pois, estranhamente, tudo fica meio espalhado, mas arrisco algumas dicas: - Os PASEOS: com linda vista da baía e barraquinhas de artesãos locais. Tem o GERVASONI, no Cerro Concepción, onde chega o ascensor mais antigo, e onde tem também a casa mirador do cartunista Lukas, com seus divertidos personagens na porta. O Paseo ATKINSON, também no Concepción, onde fica o lindo hotel Atkinson, e o YUGOSLAVO, no Cerro Alegre (ascensor El Peral), com o Museo de Bellas Artes. - As lojinhas imperdíveis no Cerro Concepción: BAZAR LA PASIÓN tem moda alternativa bem bacana, em ambiente lindo demais! KIPU oferece artesanato de alto estilo: tapetes, cerâmica e roupinhas de tricô e crochê para crianças lindas (confira aqui). TRIO DISEÑO, cheia de coisinhas bacanas de feltro, bijuterias, lindos colares de malha e fofas roupinhas para bebês 'alternativos'. COMO CHEGAR LA SEBASTIANA, CASA PABLO NERUDA Ferrari, 692 - Cerro Florida BAZAR LA PASIÓN Almirante Jorge Montt, 1 - Cerro Concepción TRIO DISEÑO Calle Papudo, 514 - Cerro Concepción KIPU Paseo Gervasoni, 408 - Cerro Concepción VINÃ DEL MAR As maiores atrações de Viña del Mar estão interditadas: seus famosos palacetes-museus ficaram bastante danificados pelo terremoto de 2010 e ainda estão sendo restaurados. As cidades litorâneas guardam sem dúvida um charme que alia sua beleza ao grandioso Oceano Pacífico. Em viña del mar não deixe de visitar o Museo Fonck, onde existe uma das três estátuas genuínas retiradas da ilha de páscoa, além de uma obra de Augusto Rodin... Após, ainda em Viña del Mar, siga para a playa Reñaca, passando pelo Balneário las Salinas. Pare na orla e admire os dois flancos da praia, sua excelente estrutura, as construções a beira-mar, molhe seus pés nas águas do Oceano Pacífico e almoce em um belo restaurante. Opte por frutos do mar, que fazem parte da especialidade chilena. Depois de ter degustado um belo prato de frutos do mar, ou não, retorne pela orla de Viña del Mar que é explendida, admirando-a no sentido de Valparaíso, passando ainda, pelo Hotel Sheraton Viña de Mar que é muito bonito, e ainda, pelo Relogio de Viña de Mar, que foi construído para a Copa do Mundo realizada no Chile em 1962. ___________________________________________________________________________ Comece com um PASSEIO DE CHARRETE ou victória, por aqui. É uma boa oportunidade de ter uma visão geral da cidade, ver os lindos jardins floridos da Ciudad Jardín e passar pelos principais pontos turísticos. As meninas se sentem as próprias Cinderelas, aliás, Cenicienta, em espanhol. O passeio dura cerca meia hora e pode sair da Plaza Colombia (em frente à praia), do lado Cassino Municipal ou da Plaza Jose Francisco Vergara (Centro). Este não é barato, custa $20.000 pesos (cerca de R$80), mas vale muito a pena! Termine o passeio na PLAZA COLOMBIA, ao lado do Cassino, onde o lindo parquinho colorido, carrinhos, quadriciclos e pôneis garantem a diversão. Legal também é visitar o relógio das flores, cartão postal da cidade, que fica em frente à Praia de Caleta Abarca. Dizem que se vc tirar um foto em frente a ele, vc voltará acidade. Caminhando em frente, pela orla, tem mais diversão: a própria PRAIA (tem barraquinhas que vendem baldinhos e pás, se for preciso), os PARQUINHOS, TEATRO DE MARIONETES DE RUA, a CIUDADELA INFANTIL e a FEIRINHA DE ARTESANATO, na altura da rua 14 Norte. PÔR-DO-SOL COM SORVETE Bravíssimo: se vocês gostam de caminhar, continuem subindo pela orla e vão tropeçar em outros parquinhos coloridos, o museu de canhões a céu aberto, e a sorveteria Bravíssimo. A Bravíssimo também é uma opção para almoço: saladas, hamburguer, sanduíches e pratos básicos a um bom preço, com uma linda vista! Outra opção divertida para seguir este roteiro é alugar um quadriciclo na Plaza Colombia. PASSEIO POR UMA VINÍCOLA Não é preciso ir longe para visitar vinícolas. Três delas estão nos arredores da cidade e podem ser visitadas em passeios de uma manhã ou uma tarde. - A Concha y Toro oferece visitas guiadas todos os dias, exceto feriados, das 10h às 17h. O tour standard custa 8.000 pesos (17 dólares); o tour com degustação conduzida por sommelier custa 17.000 pesos (36 dólares). Para garantir horário e idioma do tour, é recomendável reservar (use este formulário). Para ir por conta própria, vá de metrô (linha 4-azul) até a estação Las Mercedes; lá tome o ônibus MB 72 ou um táxi (10 minutos). Estando de carro, siga estas instruções. Conte em levar 1h30 de transporte público ou 1h de carro desde o centro Santiago. - Na Cousiño Macul há visitas guiadas de 2ª a 6ª às 11h, 12h, 15h e 16h; sábados às 11h e 12h; não abre em domingos nem feriados. Custa 8.000 pesos (17 dólares) por pessoa, com direito a uma taça na degustação. Faça sua reserva por este formulário. Para ir por conta própria, vá de metrô (linha 4 – azul) até a estação Quilín; de lá tome um táxi. Conte em levar uma hora no transporte público. CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES 1. Cerro Santa Lucía A colina onde Santiago foi fundada abriga uma fonte em estilo neoclássico Você não precisa escalar as Cordilheiras dos Andes para ver Santiago lá de cima. Do alto das colinas, se tem uma vista panorâmica da cidade. Para chegar ao topo é preciso encarar quase 300 degraus. Mas o esforço compensa: as gigantescas montanhas parecem estar bem pertinho. Do alto se vê os antigos prédios históricos disputando espaço com arranha-céus espelhados. Pelo caminho, estátuas, chafarizes e canhões, já que foi aqui que o conquistador espanhol Pedro de Valdivia fundou Santiago, em 1541. Não deixe de fazer um pedido e jogar uma moedinha na fonte em estilo neoclássico, que lembra a romana Fontana di Trevi. Cerro Santa Lucia Endereço: Avenida Bernardo O'Higgins 499 Telefone: 56-02-6644220 Horário: Diariamente, das 9 às 19h Entrada: gratuita 2. Palácio La Moneda Troca de guardas em frente ao Palácio de La Moneda Com bela arquitetura neoclássica, o palácio é parada obrigatória aos turistas. Mas a melhor hora para visita-lo é às 10 horas da manhã, onde dia sim, dia não, ocorre a troca dos guardas na Plaza de la Constitución, em frente à porta principal do palácio. Durante meia hora, uma banda militar acompanha os movimentos rígidos e passadas largas dos “carabineros”, elegantemente vestidos. O palácio começou a ser construído em 1786 para abrigar a fábrica de moedas do país, daí o nome. Em 1846, se tornou a sede do governo chileno. O prédio ainda guarda resquícios do golpe militar de 1973, que causou a morte do presidente Salvador Allende. Nos seus subterrâneos abriga um centro cultural que merece uma visita. 3. La Chascona Terceira casa do escritor Pablo Neruda abriga fotos, anotações e o Nobel de Literatura O escritor Pablo Neruda era apaixonado pelo mar, embora morresse de medo das águas salgadas. Com muita criatividade, ele construiu uma casa que lembra um barco, mas em terra firme. Aqui viveu com sua terceira esposa, Matilde Urriaga. Os cômodos arredondados, de teto baixo e grandes janelas, foram decorados com móveis de antigos navios. O lugar é cheio de passagens secretas por onde Neruda gostava de surpreender seus convidados. Nos jardins corria até um pequeno riacho, que hoje é canalizado. A casa foi saqueada durante a ditadura militar, mas se transformou em um museu com um rico acervo. Há livros e anotações do poeta, além de fotos com escritores brasileiros como Jorge Amado e Vinícius de Moraes. No quadro do artista mexicano Diego Rivera, repare no perfil do poeta, inscrito nos cabelos revoltos de Matilde. O maior tesouro, porém, é o prêmio Nobel de Literatura, recebido em 1971 e em exposição permanente na casa. La Chascona Endereço: Fernando Márquez de la Plata 192, Bellavista Telefone: 56-02-777-8741 Horário: terça a domingo, das 10 às 19h Entrada: 2.500 pesos para visitas guiadas em espanhol (cerca de R$ 8,50) 4. Mercado Central Nos restaurantes, prove o congrio, peixe do Oceano Pacífico O Mercado Central pode ser um bom ponto de partida para provar a culinária chilena – e também fazer algumas comprinhas. Nas barracas de frutas, o colorido de cerejas, uvas e pomelos. Mas o forte são os peixes e frutos do mar. E a variedade é imensa: salmões, ostras, machas, ouriços, mexilhões e centollas, um gigantesco caranguejo das águas geladas Pacífico. Enquanto caminha pelos corredores, com certeza você será abordado por algum garçom dos restaurantes, que vai querer puxar papo em português e insistentemente levá-lo até uma mesa. Um dos mais tradicionais é o Donde Augusto. Peça o congrio, típico peixe chileno, servido frito ou grelhado. Mercado Central Endereço: San Pablo, 967 Telefone: 56-02-696-8327 Horário: Diariamente, das 8 às 19h 5. Cerro San Cristóbal Do alto dos mirantes, vistas panorâmicas de Santiago Depois de uma subida bem inclinada no velho funicular, se tem a vista panorâmica mais espetacular de Santiago. Ou melhor, vistas, porque o topo abriga dez mirantes. Fique ali contemplando a cidade, com as Cordilheiras ao fundo. Por causa da poluição, às vezes se vê apenas a silhueta das imponentes montanhas. Mais alguns degraus acima e uma enorme estátua da Virgem da Imaculada Conceição, de 14 metros de altura, lembrando o nosso Cristo Redentor. A área pertence ao Parque Metropolitano de Santiago, o maior da cidade, e abriga piscinas, parque infantil, zoológico, centro cultural, jardim japonês e espaços para piqueniques. Parque Metropolitano de Santiago Endereço: Calle Pio Nono, 450, Bellavista Horário: segunda, das 13 às 20h; terça a domingo, incluindo feriados, das 10 às 20h Telefone: 56-02-730-1300 Preço: O ticket de ida e volta custa 1.800 (R$ 6,20) pesos chilenos para adultos e 1.100 (R$ 3,80) para crianças até 13 anos 6. Mote con huesillos A bebida com graõs de trigo e pêssego é tomada gelada e com colher Diz um ditado que não existe nada mais chileno que o mote con huesillos. A refrescante bebida é um tipo de chá com grãos de trigo cozidos (mote), pêssegos desidratados (mote) e um aroma de canela . É servida gelada e com uma colher – para comer o trigo e os pêssegos. No verão, as ruas de Santiago ficam lotadas de carrinhos que se intitulam “El rey del mote”. E como nenhuma viagem é completa sem experimentar as típicas comidinhas de rua, vale a pena pedir um copo. Ainda mais no calorão. 7. Museu de Arte Precolombino Acervo reúne mais de três mil peças arqueológicas Bem antes dos colonizadores desembarcarem nestas bandas, os povos do continente americano eram exímios artistas na escultura. O rico acervo reúne mais de três mil peças arqueológicas de um período histórico que compreende cerca de 10 mil anos. São máscaras, vasos e até instrumentos musicais de sopro e percussão de povos maias, astecas e mapuches, entre outros. Estátuas da deusa terra Pachamama eram enterradas no solo para garantir a fertilidade das lavouras. Os espanhóis ficaram de boca aberta com a tapeçaria inca, usada até como uma espécie de censo, para quantificar a população. Museu de Arte Precolombino Endereço: Bandera 361 Telefone: 56-02-688-7348 Entrada: 3 mil pesos (R$ 10,40). Visitas guiadas são gratuitas Horário: terça a domingo, das 10 às 18h 8. Café con piernas Moças bonitonas usando vestidos e minissaias servem os clientes Uma atração única em Santiago são os “cafés com piernas”. São cafeterias elegantes onde as garçonetes, jovens e bonitas, usam vestidos curtíssimos e bem justos, ou minissaias. Em alguns, o expresso vem com um agrado: um beijinho no rosto do cliente, ao receber o café. Os balcões são abertos, justamente para permitir aquele olhar mais voyeur. Além disso, elas geralmente ficam em cima de tablados, o que alonga as pernas. E é claro que a maioria da clientela é masculina. Há dezenas de cafés com piernas no centro da cidade, como a rede Haiti, uma das mais tradicionais. 9. Concha y Toro O tour na maior vinícola chilena inclui visita às adegas e degustações de vinho Vale a pena dar uma esticadinha até Pirque, a uma hora e meia do centro de Santiago, para conhecer a mais famosa vinícola chilena. No tour guiado, o visitante percorre a imensa propriedade, com o belo casarão amarelo onde viveu Don Melchor Concha y Toro, fundador da empresa em 1883, cercado por belos lagos. Os vinhedos se esparramam a perder de vista, até a base da Cordilheira dos Andes. Depois, hora de conhecer as adegas, onde o vinho descansa em barris de carvalho por meses, na quase total escuridão. A adega mais curiosa é a Casillero del Diablo, onde Don Melchor armazenava as melhores garrafas. Percebendo que elas desapareciam misteriosamente, o astuto proprietário inventou a história de que um diabo morava ali para assustar os funcionários. O tour inclui duas degustações e o visitante leva sua taça de lembrança. Concha y Toro Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux, 210, Pirque Telefone: 56-02-476-5269 Entrada: 7 mil pesos chilenos (cerca de R$ 24). É necessário fazer a reserva da visita no site. Horário: Diariamente, das 10 às 17h 10. Viña del Mar Conhecida como Cidade Jardim, as flores estão por todos os cantinhos do balneário. Até o relógio, feito de florzinhas coloridas, se tornou o cartão postal da encantadora cidadezinha. A 120 quilômetros da capital chilena, Viña del Mar é o principal destino de verão dos santiaguinos. A extensa praia de Reñaca, point de gente bonita e bronzeada, é a mais conhecida. Repare nos prédios modernos na orla, em forma de escadas. Em alguns dias, a temperatura pode chegar perto dos 30°C, o que pede um mergulho no mar, certo? Mas se prepare, porque as ondas são fortes e as águas do Pacífico, geladíssimas. À noite, a pedida é apostar alguns pesos nas roletas do elegante cassino. Na última semana de fevereiro, a cidade fica apinhada de gente por conta do seu festival internacional de música. 11. Valparaíso As charmosas casinhas coloridas dão um toque ainda mais especial à Valparaíso, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. Espremida por 45 morros, os chamados cerros, a dica é pegar um elevador para conferir o visual lá de cima. Pegue um funicular para subir até o Cerro Concepción, que abriga antigas casas e igrejas construídas por imigrantes ingleses e alemães. Lá de cima se tem uma espetacular vista da baía. E dá para entender por que nem o poeta Pablo Neruda resistiu aos encantos de Valpo, como é carinhosamente chamada. Foi na casa tridimensional de cinco andares, com amplas janelas para a baía, que ele viveu com sua segunda esposa, Delia del Carril. Tudo em La Sebastiana lembra sua paixão pelos mares: mapas, estátuas e piratas. A casa também foi saqueada na ditadura, mas depois de restaurada, se transformou em um imperdível museu. La Sebastiana Endereço: Ferrari, 692, Cerro Florida Telefone: 56-32-225-6606 Horário: Em fevereiro, de terça a domingo das 10h30 às 18h50 3 mil pesos (R$ 10,40) PASEO AHUMADA E PASEO ESTADO A feirinha de domingo é uma delícia para um passeio sem compromisso. (Foto: Raul Mattar) O Paseo Ahumada é um calçadão comercial, onde você vai encontrar de tudo, desde casas de câmbio, supermercados, os tradicionais cafés com piernas (garçonetes usam microvestidos) e grandes lojas de departamentos como a Falabela – o El Corte Inglés deles. No domingo, o Paseo Estado (uma rua paralela ao Paseo Ahumada) tem uma feirinha que começa lá pelas 11h da manhã e vai até às 20h. Vai ser o melhor (e mais barato) lugar para comprar souvenirs e artesanato típico. Metrô: Universidad de Chile ou Plaza de Armas. BARRIO BRASIL O que eu li por aí: está cheio de mansões, com fachadas que vão do neoclássico à art dèco. Ruas de paralelepípedos e um casario antigo iluminado por arandelas de luz amarela. No quarteirão Concha y Toro, aqui no Barrio Brasil, viveu o irmão de Don Melchor, o fundador da famosa vinícola. Para passear sem rumo. Metrô: La República. Que moeda eu levo para o Chile? Vale a pena comprar pesos chilenos no Brasil? Não é comum haver pesos chilenos à venda no Brasil, mas as maiores corretoras podem arranjar para você. É difícil, porém, que a cotação seja vantajosa. Informe-se sobre o câmbio usado e compare com a cotação informada em sites como Oanda. Vale a pena levar reais para o Chile? Nas casas de câmbio do Centro e de bairros importantes de Santiago você consegue uma boa cotação pelos seus reais. Note que normalmente o câmbio fica menos vantajoso fora do horário bancário e nos fins de semana. A principal rede de casas de câmbio do Chile é a Afex. Algumas sucursais que abrem todos os dias: na calle Catedral 1063, Centro (2a. a 6a. das 9h às 19h; sábado, domingo e feriados das 10h às 19h); na Estação Central (2a. a 6a. das 9h às 20h, sábado das 10h às 19h, domingo e feriados das 11h às 18h) e no shopping Parque Arauco (2a. a sábado das 10h às 20h30; domingo e feriados das 11h às 20h30). Na zona hoteleira de Providencia há a sucursal da Pedro de Valdivia 012 (2a. a sexta das 9h às 18h; sábado das 10h às 14h; fechada domingo e feriados). Eu pessoalmente acho que o uso de casas de câmbio é coisa do século passado, antes da automação bancária. Carregar dinheiro vivo traz insegurança, e ter que procurar uma casa de câmbio interfere na sua viagem. Leia mais abaixo como fazer saques em moeda local com o cartão do seu banco e cartão de débito internacional. Vale a pena levar dólares para o Chile? Se você já tem os dólares na mão e quer gastar na viagem, leve. Dólares garantem boa cotação em casas de câmbio de todo o país (menos nos aeroportos, onde a cotação sempre é baixa). Além disso, podem ser usados para pagar conta de hospedagem — no Chile, quando o estrangeiro paga hotel em moeda forte (dólar, euro ou cartão de crédito/débito internacional) ganha isenção do IVA, o ICMS local. Leia no tópico acima sobre as casas de câmbio que abrem todos os dias. Mas aceita um conselho? Se você junta dólares para viajar, considere começar a acumular essas reservas num cartão de débito internacional para reduzir a insegurança de viajar com dinheiro vivo e os perrengues de precisar achar uma casa de câmbio aberta. Vale a pena comprar dólares para levar para o Chile? Não. Como os reais encontram boa cotação nas casas de câmbio, é bobagem fazer duas operações de câmbio — uma no Brasil, para comprar dólares, e outra no Chile, para vender as verdinhas. A cada câmbio você perde um pouco na forma de comissão. Só valeria a pena comprar dólares com o objetivo específico de pagar hospedagem, já que estrangeiros conseguem isenção do IVA (o ICMS local) quando pagam com moeda forte. Mas é mais seguro usar cartão de crédito ou cartão de débito internacional. Vale a pena fazer saques em moeda local nos caixas eletrônicos? Esta é a minha recomendação para conseguir o dinheiro para os gastos do dia a dia. A primeira alternativa para fazer isso é habilitar o seu cartão de banco para saques internacionais. Não é preciso que haja um caixa do seu banco para realizar os saques; normalmente todos os cartões funcionam em todos os caixas. A cotação costuma ser boa, o IOF é de apenas 0,38% e se você fizer retiradas do equivalente a 200 dólares (no Chile, algo como 100.000 pesos), as taxas fixas não assustam. Outra possibilidade de saque em moeda local é usando um cartão de débito internacional (tipo Visa Travel Money, MasterCard Cash Passport ou American Express Global Travel card). A cotação de venda é a mesma de papel-moeda (dólar turismo), o IOF é de apenas 0,38% e você pode fazer recargas à distância (normalmente, de segunda a sexta; o dinheiro entra na conta no dia útil seguinte à transferência bancária). Este tipo de cartão é, no mínimo, um plano B perfeito para o caso de haver problemas com o seu cartão de banco. O melhor de sacar dinheiro em caixa eletrônico é que sempre existem caixas no seu caminho, abertos 24 horas por dia, 7 dias por semana, oferecendo a mesma cotação em todos os horários. Vale a pena fazer gastos com cartão de débito no Chile? Vale muito a pena, porque o IOF é de apenas 0,38% para esse tipo de operação. Você pode usar o seu cartão de banco (desde que esteja habilitado para isso; verifique também o seu limite diário/semanal/mensal) ou um cartão de débito internacional tipo Visa Travel Money, MasterCard Cash Passport ou American Express Global Travel Card. TRANSPORTE CHEGANDO NO AEROPORTO Não há por que se estressar. Ao desembarcar, você naturalmente vai passar pelo guichê do Táxi Oficial, que por 15.000 pesos (mais ou menos US$ 30) te deixa no hotel em Santiago. Não precisa dinheiro: eles aceitam cartão de crédito. (Mas se você quiser já tirar dinheiro, é só passar no caixa automático e fazer um saque em moeda local.) Quer gastar menos? Pois não. As vans da Transvip levam ao centro de Santiago por 5.500 pesos (US$ 11), a Providencia por 6.000 (US$ 12) e a Las Condes por 6.700 (US$ 13). Quer gastar ainda menos? Então pegue o ônibus da Tur-Bus (1.700 pesos, US$ 3,50) ou da Centropuerto (1.400 pesos, US$ 2,80, menos confortáveis que os da TurBus) e continue de metrô (desça em Pajaritos, linha 1) ou faça o trechinho final de táxi (desça no fim de linha). Táxis e vans estão disponíveis 24 horas. O primeiro ônibus da Tur-Bus sai às 6h15; o último, à meia-noite. TÁXI Os táxis não são abundantes como em Buenos Aires, mas são tão baratos quanto. Funcionam pelo taxímetro. Espere pagar menos do equivalente a R$ 10 por corridas entre Bellavista-Providencia-El Golf, e cerca de R$ 15 até a área de shoppings de Las Condes. Os hotéis costumam ter táxis especiais, não-marcados, fazendo ponto. Esses não usam o taxímetro e custam um pouco mais caro do que os táxis comuns. Pergunte sempre o preço da corrida antes. Existem muitas companhias de radiotáxi. Quando sair à noite para jantar, ao pedir a conta, peça também para charamarem um táxi. Você também vai ver nas ruas um táxi que é peculiar ao Chile: o táxi colectivo, táxi aparentemente comum que funciona como lotação, cumprindo rotas fixas. Custa baratinho (desde 500 pesos, US$ 1) e sempre traz a rota resumida no luminoso. METRÔ É o meio mais conveniente para se locomover no eixo Centro – Lastarria – Bellavista – Providencia – El Golf. Fora do centrão, as estações costumam ser espaçadas — você sempre vai ter que caminhar um pouco. O horário de funcionamento é das 6h às 23h30 (as bilheterias fecham às 23h). O preço do bilhete varia conforme o horário — pode ser “punta”, “valle” ou “bajo” — e vai de 480 a 580 pesos (cerca de US$ 1). Os santiaguinos andam sempre com cartões magnéticos pré-carregados, então as bilheterias nunca têm fila grande. Você vai usar sobretudo a linha 1, vermelha. Estações-chave: Universidad de Santiago (rodoviária para Valparaíso e Viña del Mar), Universidad Católica (noite do barrio Lastarria), Baquedano (noite de Bellavista), Manuel Montt e Pedro de Valdivia (Providencia), El Golf (noite da av. Isidora Goyenechea) e Los Dominicos (feirinha de artesanato permanente). Para turistar no centro, faça baldeação em Baquedano para a linha 5, verde, e desça na estação Plaza de Armas. Veja o mapa aqui. Use o simulador de itinerário aqui. Não há metrô para a zona chique de restaurantes de Vitacura ou a zona de shoppings de Las Condes. Para os shoppings você pode descer na estação Escuela Militar (também na linha 1) e com o mesmo bilhete continuar com os ônibus C11 ou C20 ao Parque Arauco, ou com o C15 ao Alto Las Condes. ÔNIBUS Há poucos anos o sistema de ônibus de Santiago foi inteiramente reformulado à maneira de Curitiba, com linhas-tronco que trafegam por corredores desimpedidos e linhas alimentadoras até estações de transbordo. Não cheguei a usar, mas não deve ser difícil de entender não. É preciso subir no ônibus com a passagem já comprada (seja o bilhete-integração do metrô, seja um cartão recarregável). Saiba mais aqui. CARRO ALUGADO O trânsito em Santiago é bem complicado, e vem com pegadinhas: avenidas que invertem o sentido de acordo com o horário, vias expressas com pedágio… Os estacionamentos costumam ser pagos (a maioria funciona em subterrâneos; outros são controlados por flanelinhas oficiais com maquininhas). Se for dirigir, alugue (ou leve) um GPS! A VALPARAÍSO E VIÑA DEL MAR Há ônibus das empresas Tur-Bus e Pullman que saem a cada 10 ou 15 minutos do Terminal Alameda, uma rodoviária que fica pegada à estação Universidad de Santiago do metrô. A passagem de ida custa entre 2.500 e 4.000 pesos (US$ 5 a US$ 8). Entre Valparaíso e Viña existe um metrô de superfície, o Merval, que funciona até às 10 da noite. Quando fui, aluguei um carro no aeroporto (que já está no caminho do litoral), mas para o tipo de viagem que fiz (uma noite em Valparaíso, com um passeiozinho por Viña antes de voltar) não valeu a pena, não. Demorei horrores pra achar o meu hotel no Cerro Alegre (se viesse de táxi direto da rodoviária de Valpo não teria passado perrengue) e então ele ficou parado até a minha saída (no alto do morro você faz tudo a pé, dá uma descidinha de teleférico, e pronto). Recomendo carro só para quem quer se estender pelo litoral — indo pros lados Reñaca, ao norte (mas te pergunto: você faz mesmo questão de ir à praia no Chile???) ou até Isla Negra, ao sul (onde fica a terceira casa-museu de Neruda). Quanto ao vale de Casablanca, como em todo tour de degustação de vinhos, o melhor é pegar um passeio organizado ou fretar um carro com motorista para o dia. A VALLE NEVADO E FARELLONES Para que arriscar com as curvas e, na temporada, com o gelo, se não falta quem leve à montanha? Você tem duas opções: pegar um passeio guiado, como os da TurisTour, a 29.000 pesos/58 dólares por pessoa (veja relato aqui), ou contratar apenas o transporte com empresas como a Skitotal, a 10.000 pesos/20 dólares por pessoa, saindo do shopping Omni na av. Apoquindo, ou 20.000 pesos/40 dólares por pessoa, saindo do seu hotel. A PORTILLO O caracol final até o topo dos Andes é um deslumbre, mas tem certeza de que você precisa fazer ida e volta dirigindo? Novamente, há passeios organizados (o da TurisTour custa 59.000 pesos/118 dólares por pessoa) e também trânsfers ida/volta (o da SkiTotal sai 20.000 pesos/40 dólares por pessoa, saindo do shopping Omni na av. Apoquindo às quartas e sábados na temporada). Querendo um serviço mais exclusivo, parando pelo caminho quando e onde você decidir, então negocie um passeio com operadores de trânsfer como a Transvip.
  19. Olá pessoal! O que irei compartilhar com vocês foi uma compilação bastante abrangente de informações sobre todos os pontos turísticos das capitais escandinavas, que reuni para montar minha viagem quando estava morando em Portugal. As informações foram extraídas aqui do site e também de muitos blogs. Aproveitem! ROTEIRO ESCANDINÁVIA DIA SAÍDA CHEGADA HORA VÔO PREÇO HOSPEDAGEM PREÇO SEXTA – 10 PORTO COPENHAGEN 07:30 – 14:10 R$ 798 SÁB – 11 COPENHAGEN DOM – 12 COPENHAGEN HELSINQUE 17:00 -19:35 R$ 399 SEG – 13 HELSINQUE HELSINQUE - TALLIN - HELSINQUE TERÇA – 14 HELSINQUE ESTOCOLMO 15:55 – 15:55 R$ 288 79,60 euro QUAR – 15 ESTOCOLMO QUIN – 16 ESTOCOLMO OSLO 17:30 – 18:30 R$ 362 106,50 euros SEXTA – 17 OSLO SÁB - 18 OSLO PORTO 18:40 – 23:25 R$ 939 TOTAL R$ 2786 Copenhage Roteiro do 1º Dia Comece o seu roteiro em Copenhague no Nyhavn, um dos pontos turísticos mais populares e característicos da cidade. Nyhavn, na verdade, foi um porto bem movimentado, onde navios do mundo todo costumavam parar para descarregar a carga destinada a abastecer o país. Originalmente, esta área era a mais degradada da cidade, cheia de marinheiros, prostitutas e bares populares. Recentemente Nyhavn passou por um processo de revitalização e representa um dos pontos mais charmosos e sofisticados da cidade. Saindo de Nyhavn siga pelacharmosa orla denominada Larsen Plads, e depois entre no Kastellet, um complexo que antigamente foi uma vila e abrigou também um forte militar. Por lá você vai encontrar parques, igrejas, museus e até moinhos de vento. O passeio é extremamente agradável! Aproveite que está na área para visitar a tímida, mas icônica Pequena Sereia, ou Little Mermaid, uma escultura dedicada a Hans Christian Andersen’s, um escritor dinamarquês que escreveu o conto. Esta é uma atração muito polêmica e controversa. Muitos amam e outros odeiam. Seja qual for a sua opinião, acreditamos que vale a pena passar lá para verificar a obra de arte esculpida em bronze. De lá, siga para o complexo que engloba o Amalienborg Palace e o Frederiksstaden , com quatro edifícios idênticos, os quais já foram residência de muitos reis e onde você vai encontrar a guarda dinamarquesa organizada. Aliás, chegue lá em torno de 12 horas, pois é quando ocorre a troca de guardas, uma experiência fantástica e completamente diferente de todas as outras que você já viu. A cerimônia dura cerca de 15 minutos e é bem animada. É possível visitar o interior do Palácio Amalienborg. Para mais informações sobre ingresso ehorários clique aqui. Não deixe de visitar o jardim que fica em frente ao Palácio Amalienborg, de onde se pode admirar o moderníssimo prédio da Filarmônica de Copenhage. Depois siga para admirar a Igreja Marmokirken, com sua cúpula de mármore Norueguês e aparência impressionante. Sem dúvidas uma das igrejas mais lindas que já visitamos. Depois de explorar esta região siga para a praça principal, Kongens Nytorv, ou a Nova Praça do Rei. Ao redor da praça estão alguns dos mais importantes e icônicos edifícios da Dinamarca, como a Casa de Ópera, o “Hotel d’Angleterre” – que abriga famosos uma estátua equestre com a imagem de Christian V, um dos responsáveis pela revitalização da praça e da cidade no século 16 e também gigante Magasin du Nord, onde é possível encontrar produtos de alguns dos melhores designers da Dinamarca, Escandinávia e quem sabe do mundo. Você pode escolher uma boa opção de restaurante por lá para almoçar. Siga, então, para o Rosenborg Slot, um dos mais lindos e incríveis castelos que tivemos a oportunidade de visitar. É, sem dúvidas, uma sensação de estar em um conto de fadas. Este castelo de 400 anos, em pleno centro da capital dinamarquesa, representa a época de esplendor real e abriga diversos tesouros da monarquia – as jóias da coroa. Para visitar o interior, verificar informações sobre ingressos e horários clique aqui. Independente de sua visita ao interior do castelo, o que impressiona mesmo é o seu exterior, com lindos jardins, exposições artísticas e um edifício de tirar o fôlego! Passeie com calma e absorva todos os detalhes deste local incrível e inesquecível. Continue pela Rua Landemaerket até chegar na Rundetarn – a Torre Redonda, o mais antigo observatório europeu em atividade. Atualmente a torre é utilizada por astrônomos e também aberta aberta a visitação para os turistas. É interessante, pelo menos, visitar a atração para admirar a sua arquitetura completamente diferenciada. Para informações sobre ingressos e horários de funcionamento clique aqui. De lá, siga para a Vor Frelsers Kirke, uma igreja de 1680, que conta com uma das torres mais bonitas de Copenhague . A escadaria em espiral que vai até o alto tem 400 degraus, sendo 150 deles externos e do topo é possível ter uma visão incrível da cidade. Termine o dia na movimentada e super chique Avenida Stroget, que conta com muitas lojas, movimento, restaurantes e representa o coração pulsante de Copenhage. A Stroget é uma das mais largas avenidas destinadas a pedestres na Europa e merece uma visita com calma! Roteiro do 2º dia em Copenhage Comece o dia visitando o Christiansborg Palace, que além de ser sede do Parlamento dinamarquês divide sedia também a Suprema Corte Dinamarquesa, assim como os escritórios do Primeiro-Ministro e os Apartamentos Reais. É, sem dúvidas, uma atração imperdível na cidade. Você pode visitar o Great Hall, ou o Salão Real, onde ficam as tapecarias da rainha e outras obras de arte estão abertos a visitação. Este, contudo, é um espaço pago, mas existem outros aposentos do Palácio com entrada gratuita. Dica Imperdível: Se você estiver em Copenhage em um domingo pode chegar cedo para recolher os bilhetes gratuitos para a visita guiada que acontece neste dia. Clique aqui para verificar horários e valores de ingressos para visitar o Christiansborg Palace. Na saida, passe pela Ponte de Mármore, uma das principais pontes que liga a pequena ilha de Slotsholmen, onde fica o Parlamento, com o restante da cidade. Siga para o Museu Nacional, que fica bem próximo ao Palácio. Clique aqui para verificar informações sobre exposições e horários. A entrada do Museu é gratuita e a visita vale a pena, nem que seja muito rápida. Depois, visite a NY Carlsberg Glyptotek. Este museu tem a entrada paga, mas de qualquer forma, vale a pena visitar, pois a estrutura é super interessante. Clique aqui para verificar informações sobre preços e horários. De lá, siga para a Kobenhavns Radhus, a praça que abriga o prédio da prefeitura e é uma das áreas mais movimentadas da cidade. Aproveite para dar uma passeada pelos arredores da praça para depois conhecer o Tivoli Gardens. O Tivoli Gardens em Copenhagen é o segundo parque mais antigo do mundo e une modernidade com a tradição. Foi inaugurado em Agosto de 1843 e ainda conserva o charme retrô. Clique aqui para verificar o nosso post completo do Parque Tivoli. Engana-se quem pensa que o Tivoli Gardens é apenas mais um parque de diversões e não aproveita a viagem para Copenhagen para visitar o complexo. O Tivoli só abre na primavera e verão e no resto do ano apenas em dias específicos como o Halloween e no Natal. Se você visitar Copenhage na época certa, não pode deixar esta atração de fora do seu roteiro, pois ela é imperdível! Aproveite que está na cidade para conhecer comunidade Christiana, uma cidade alternativa e livre dentro de Copenhage. A área é mantida e dominada pelos habitantes que vivem um estilo de vida diferente. Muitos locais consideram Christiana perigosa, mas se você não invadir demais a área não terá problemas. Christiania (a Cidade Livre) foi fundada em 1971 a partir de um grupo de moradores do bairro Christianshaven. Os fundadores invadiram uma então área militar de 85 acres abandonada à beira do lago em busca de uma área verde e um parquinho para suas crianças. Depois da invasão, milhares de pessoas migraram para Christiania e criaram um mudo à parte da Dinamarca, mais especificamente, uma sociedade baseada nos ideais anarquista e que funciona a partir de suas próprias regras baseadas na liberdade e no senso de comunidade. Christiana é um local onde a liberdade impera e poucas coisas são proibidas, como, por exemplo, tirar fotografias e correr. É possível verificar o comércio de diversos itens por lá, inclusive drogas. Respeite as regras, não se assute e simplesmente aprecie a experiência cultural incrível que é visitar este espaço único no mundo. Para visualizar mais imagens de Christiana clique aqui. Para chegar lá, a estação de metrô mais próxima é a de Christianshavn. Depois,você pode visitar o moderníssimo Parque dos Museus de Copenhage, a mais nova atração da cidade.Clique aqui para saber mais detalhes. Se preferir, você pode voltar para o seu lugar predileto na cidade ou simplesmente andar sem rumo por Copenhage e se apaixonar ainda mais pela cidade! Roteiro do 3º Dia em Copenhagen (opcional) Visite o incrível Castelo Frederiksborg em seu terceiro dia de viagem. Dancedinedream O Castelo não está situado em Copenhague, mas em Hillerød, a norte da cidade. A maioria das pessoas limita-se a conhecer apenas a capital do país em suas viagens, contudo, se tiver disponibilidade, não deixe de ir além e conhecer jóias preciosas. Hillerød, assim como Roskilde, é uma cidade super pequena, com um pouco mais de 35 mil habitantes e a única atração da cidade é o Castelo de Frederiksborg. A visita ao castelo é uma atração imperdível e dura quase um dia todo. Aproveite e leve lanches para fazer pic nic nos jardins do castelo. Confira o post completo que encontramos no blog Contando as Horas, com muitas informações e fotos! Como chegar no castelo Frederiksborg Chegar no Castelo não tem erro. É possível pegar um S-tog (trem), que sai a cada 10 minutos da estação central de Copenhague até Hillerød. A viagem dura cerca de 40 minutos e você vai sair na estação central da cidade. Para consultar mais detalhes sobre valores e horários, consulte o site da DSB. Da estação central é só ir caminhando até a principal rua de comércio da cidade e lá, pedir informação de como chegar até o castelo. Trata-se de uma caminhada é curta de 15 minutos e rapidinho você estará no maior castelo da Dinamarca!! Ingressos e horário de funcionamento O Castelo abre de Segunda a Domingo e tem os seguintes horários de funcionamento: Janeiro a 17 de Março: De 11 a 15 horas 17 de Março a 31 de Outubro: De 10 a 17 horas 1 de Novembro a 31 de Dezembro: De 11 a 15 horas O ingresso custa: Adultos: 75 DKK, Crianças: (6-15 anos): 20 DKK, Estudantes: 60 DKK Para consultar informações atualizadas clique aqui. Qual a média de temperatura por lá? As temperaturas médias de verão costumam ser superiores a 21°C, principalmente em julho. Os meses com maior índice de chuva são os entre junho e dezembro. O mês mais frio é fevereiro, com mínima de -2°C, mas o bom é que é muito raro nevar por lá. 5. Quais os passeios são viáveis de se fazer em um dia para lugares próximos? – Malmo (Suécia) – 36 km; – Roskilde – 38 km; – Hillerod – 40 km; – Lousiania Museum of Modern Art – 40 km; – Helsingor (onde está o Castelo de Kronborg, o do Hamlet) – 47 km; – Helsimborg (Suécia) – 56 km; – Odense – 166 km; Como chegar ao Castelo de Hamlet, o príncipe da Dinamarca Postado por: Ana Catarina Portugal 15/09/2014em Curiosidades, Dinamarca Oficialmente ele é chamado de Castelo de Kronborg, mas ficou famoso por ser o cenário da história de Hamlet, um dos personagens mais famosos da obra teatral de William Shakespeare, por isso, todos os chamam de Castelo de Hamlet. É atualmente o castelo mais famoso da Dinamarca, recebendo em média 200 mil visitantes todos os anos. O Kronborg fica a 40 minutos de trem de Copenhagen, na pequena cidade portuária de Helsingør. É um passeio para uma manhã ou uma tarde, se você for visitar apenas o castelo, mas se quiser dar um passeio pela cidade ou, ainda, dar um “pulinho” na Suécia – que fica logo em frente – então, será preciso, ao menos, um dia inteiro. A origem da construção data de 1420, quando ainda era apenas um forte, o Forte Krogen. Apenas em 1585 ele ganhou o nome atual e se tornou de fato um castelo, pelas mãos do rei Frederico II. Ser ou não ser, eis a questão Até hoje é discutido se Shakespeare esteve ou não pessoalmente neste castelo, mas fato é que o escolheu para dar lugar a uma de suas mais famosas tragédias, que, segundo especialistas, foi a sua maior obra-prima. O texto foi escrito por volta de 1600 e entre os personagens da história, figuram nomes como Rosenkrantz e Guildenstern, que pertenciam a importantes famílias nobres dinamarquesas daquela época. Mas não se deixe ludibriar, pois apesar da história ter ficado tão famosa e por vezes ser creditada como real, Hamlet nunca existiu de fato, não passa de um riquíssimo personagem saído de uma mente brilhante. Como chegar ao Castelo de Hamlet? É muito fácil ir até lá! Na Estação Central de Copenhague pegue o trem em direção a Helsingør, a viagem dura cerca de 45 minutos e faz algumas paradas no caminho, mas a estação que você deverá descer é a última, então, não tem erro! Existem trens para lá o dia inteiro, portanto, não há qualquer necessidade de comprar passagem com antecedência, pois esse trem é usado diariamente por pessoas que moram fora da capital, mas precisam ir e vir para trabalhar. Ao chegar em Helsingør, assim que sair da estação verá diversas indicações marcadas no chão mostrando o caminho para o castelo, mas mesmo que não houvesse nada, não seria necessário, pois da frente da estação já é possível vê-lo. Você fará uma caminhada de uns 15 minutos até lá e um pouquinho antes de chegar nele, se quiser aproveitar, poderá visitar o recém inaugurado Museu Nacional Marítimo, uma construção moderna que fica ao lado da entrada do castelo. A visita Ao atravessar os primeiros muros do castelo você encontrará uma maquete da construção, que te ajudará a ter uma ideia do todo. Em seguida já encontrará as muralhas, o fosso e a ponte que te dará acesso ao pátio central do castelo. A entrada da visitação fica numa das portas de madeira que estão nesse pátio. Ali você compra o ingresso – e muitos souveniers – e começa a rodar lá por dentro. Lá dentro você não verá tudo, mas terá acesso a apartamentos reais, salões e a capela. Entre os destaques está o Salão de Baile, que era o maior da Europa, com cerca de 740 m². Mas, para mim, a parte mais interessante são os subterrâneos. É lá que está um dos principais símbolos do país, a estátua de Holger The Dane (Holger, o dinamarquês). Ele representa um herói legendário, que ali está dormindo, mas pronto para entrar em ação a qualquer momento, se for necessário defender o seu país. Diz a lenda que em caso de ameaça à Dinamarca, a estátua de pedra se transformará em carne e osso. Além do castelo… Como eu disse antes, você pode aproveitar a ida até Helsingør para fazer alguns outros passeios. Algumas opções são: – rodar pela própria Helsingør, pois ela é uma cidade pequena e encantadora, além de visitar o já mencionado Museu Nacional Marítimo; – dar um pulinho na Suécia e foi o que fizemos. No mesmo prédio onde fica a estação de trem você compra a passagem para a balsa que liga os dois países. A travessia do estreito de Øresund leva cerca de 20 minutos e logo você desembarcará em Helsingborg, cidade sueca que você pode conhecer basicamente a pé; – na volta para Copenhagem o trem passará por uma estação chamada Humlebæk. Descendo ali você poderá visitar o Lousiana Museum, que infelizmente não pude conhecer por causa da chuva, mas que é tido como lindíssimo, já que muitas de suas obras ficam num imenso jardim a beira d`água. Informações úteis: Castelo de Kronborg – Endereço: Kronborg 2C, 3000 – Helsingør – Funcionamento: de novembro a março de terça a domingo das 11 às 16h. Abril, maio, setembro e outubro diariamente das 11 às 16h. De Junho a agosto diariamente das 10h às 17:30h – Preço: DKK 40 (Small Castle) e DKK 80 (Large Castle) – Site: http://www.kronborg.dk/ HELSINQUE Helsinki (Finlândia) em um dia SOSViagem 03/09/2013 um dia escandinavia europa finlandia Helsinki: Monumento a Sibelius Helsinki, a capital da Finlândia, é uma cidade grande, mas a grande maioria de suas atrações está concentrada em uma mesma região. Logo, não é tão difícil assim ver todos os pontos principais em um dia. Pela manhã, para ganhar tempo, comece pelos pontos turísticos mais afastados do centro. Então é hora de visitar o Monumento Sibelius e a Igreja de Pedras. O Monumento Sibelius fica no meio de um parque de mesmo nome, ambos em homenagem ao músico Jean Sibelius. O monumento é um belíssimo exemplo de arte abstrata. Feito com 600 canos prateados que formam ondas, a idéia é capturar o estilo musical do compositor finlandês homenagiado. Se você der sorte, ainda pode encontrar um grupo de estudantes tocando obras de Sibelius. Igreja de Pedra Conhecida pelos finlandeses como Temppeliaukio Kirkko, a Igreja de Pedra é de origem luterana e sua construção em uma rocha atrai as atenções dos turistas. Escavada dentro de uma rocha de granito sólida, em 1969, com cobertura feita por um círculo côncavo de cobre, em seu interior a Igreja Luterana passa a impressão de que se está dentro de uma cratera. Com entrada gratuita diariamente, ao visitar a igreja você verá um interior com arquitetura moderna, com madeira, vidro e pedra misturados em meio aos raios de luz que entram pelo teto de vidro do monumento. Além disso, seu órgão imponente atrai os olhares de quem entra na igreja pela primeira vez. Quando não está sendo utilizada como local de apresentações musicais, principalmente concertos de música clássica, a igreja pode ser utilizada como um espaço para alguns minutos de tranquilidade e paz, sensações que sua atmosfera e energia transmitem a quem entra nesse local que é quase um templo. Com um charmoso contraste entre os materiais industrializados e aqueles oriundos da natureza, o local tem se tornado um destino cada vez mais visitado pelos turistas, que vão até a Igreja de Pedra conferir essa obra maravilhosa construída em meio a um bairro residencial de Helsinki. A Igreja das Pedras (Temppeliaukio Church) é totalmente diferente de qualquer igreja que você já visitou, porque, como o nome sugere, foi escavada em uma rocha enorme. Sim, todas as paredes são a rocha original. O teto é de madeira e tem várias aberturas para entrar luz natural. A acústica do lugar é excelente e, por isso, é comum fazerem concertos no local. Helsinki: Catedral Sua grandeza é visível tanto de fora quanto de dentro; o local possui espaço para até 1300 fiéis, que celebram seus encontros em meio a um altar construído em 1880, com belas estátuas de anjos, um órgão e púlpito. Suas belezas interior e exterior atraem grande número de turistas, sendo visitada anualmente por mais de 350 mil pessoas. Com uma restauração ocorrida entre 1980 e 1990, a Catedral tem sido utilizada para serviços litúrgicos, inclusive casamentos. De uma igreja para outra… agora é hora de visitar a belíssima Catedral. Um dos pontos turísticos mais reconhecíveis da Finlândia, a catedral tem uma cúpula verde maior no meio, e quatro outras ao redor. O design foi do arquiteto Carl Ludvig Engel, que foi contratado para projetar toda a Praça do Senado em conjunto, de modo que a catedral fosse o “ápice” do local. Acho que ele conseguiu. Se sua viagem ocorrer no verão, vai ver a escadaria na frente lotada de gente sentada aproveitando o sol! Há mais ou menos uma quadra de distância fica o Mercado Antigo (Old Market), que hoje em dia é mais voltado para turistas. Lá você vai encontrar vários tipos de souvenirs locais, algumas barracas de frutas e vários vendedores de comida, a grande maioria oferecendo peixes, especialmente salmão. Com certeza, fazer uma refeição na feira vai ser mais barato do que enfrentar um dos restaurantes caríssimos de Helsinki. Mas cuidado: se você for comer na feira, procure um lugar bastante protegido, pois as gaivotas não respeitam o prato de ninguém! No meio da praça, um obelisco e, no topo, uma águia de duas cabeças, considerado o símbolo da nação. Para terminar o dia, a pedida são dois museus. O primeiro é de graça e é o Museu da Cidade de Helsinki, que fica na área do Mercado Antigo. É legal para conhecer um pouquinho mais sobre a história e os moradores ilustres da cidade. No segundo andar, uma exposição com fotos antigas da cidade completa a experiência. Museu Nacional Outro ponto turístico em Helsinki é o Museu Nacional da Finlândia, que em seus seis complexos reúne diversas obras do país, desde a era pré-histórica, passando pela Idade Média, onde há exemplares de peças da sociedade finlandesa da época, a Era Pré-Industrial, onde o modo de vida rural destacava-se, chegando até os dias de hoje. Localizado em um edifício que lembra um castelo medieval neorromântico, o prédio por si só já é uma atração, mas vale a pena realizar o passeio completo, conhecendo um pouco da história do país. No Museu Nacional da Finlândia é possível conhecer um pouco da história do país O museu funciona às terças e quartas das 11h às 20h, de quinta a domingo das 11h às 18h e às terças a entrada é livre das 17h30 às 20h. Já o Museu do Design fica a algumas paradas de tram, mas, considerando que a Finlândia tem uma antiga história de grandes designs (a Ikea, a Nokia e o jogo Angry Birds, entre outros exemplos), o museu é mais uma forma de aprender um pouco sobre essa parte tão importante da cultura finlandesa. Dica do SOSViagem: A maioria das atrações nesse roteiro ficam na mesma linha de tram. E a gente tem ensina fazer um citytour em Helsinki usando o tram 2 e 3. City tour diferente no tram de Helsinki Helsinki conta com um ótimo sistema de transporte público formado por trams (ônibus elétricos) que te levam para todos os pontos da cidade. Mas o que a maioria dos turistas não sabem que é esse sistema tem um ótimo city tour disfarçado! As linhas 2 e 3 juntas (que na verdade são duas metades de um trajeto contínuo) formam um roteiro em formato de 8, e são uma ótima introdução à cidade de Helsinki. Tanto é que o Escritório de Informação ao Turista até organizou um panfleto com tudo que dá para ver em cada uma das paradas! O material (em inglês) pode ser baixado aqui. Vale observar que essas linhas mudaram de nome no mês de agosto/2013. Anteriormente eram chamadas 3B e 3T, e o panfleto ainda não foi atualizado. Mas não tem erro, já que a rota do tram não mudou. Mas, se você não quiser ler o panfleto em inglês, nós destacamos os 10 principais pontos do roteiro. Mapa das linhas de tram de Helsinki (ainda com os nomes antigos) 1. Parada: Kauppatori (linha 2) Sugere-se que o roteiro seja iniciado na parada mais próxima ao Old Market Square. Nós já comentamos tudo o que tem de mais importante perto do Mercado no nosso roteiro de Helsinki. 2. Parada: Senaatintori (linha 2) Essa é a parada para a Catedral e a Praça do Senado, que já mencionamos no nosso roteiro de Helsinki. 3. Parada: Aleksanterinkatu (linha 2) Aleksanterinkatu é uma das melhores ruas para compras da cidade. 4. Parada: Sammonkatu (linha 2) Essa é a parada para a Igreja das Rochas, que também já destacamos no nosso roteiro de Helsinki. 5. Parada: Ooppera (linha 2) Aqui é a parada para a Ópera Nacional da Finlândia e para o Estádio Olímpico. 6. Parada: Töölön halli (linha 2) A sua esquerda, o Museu do Tram. Essa também é a parada mais próxima para o Monumento a Sibelius. É só seguir a rua Humalistonkatu. 7. Parada: Kansaneläkelaitos (linha 2) A sua direita, a Arena de Gelo de Helsinki e o Estádio de Futebol. 8. Parada: Eiran sairaala (linha 3) Alguns dos melhores exemplos da arquitetura Art Nouveau de Helsinki estão nessa região. 9. Parada: Varsapuistikko (linha 3) À direita, o Jardim Botânico da Universidade. 10. Parada Fredrikinkatu (linha 3) Há várias lojinhas nessa região. Logo à direita da parada está o Café Ekberg, que é a cafeteria mais antiga de Helsinki. As linhas de tram 2 e 3 servem como um ótimo citytour a preços camaradas. Mas vale lembrar que não é grátis! Antes de embarcar em um dos trams, compre seu bilhete. Um bilhete para uma viagem única te dá direito de usar o transporte público por duas horas. Você também tem a opção de comprar um bilhete para o dia inteiro. Para otimizar o tempo, dividimos o nosso dia em dois momentos: 1. Manhã: conhecer a Fortaleza de Suomenlinna. 2. Tarde: conhecer os principais pontos turísticos de Helsinque. Fortaleza de Suomenlinna: Suomenlinna, patrimônio da Unesco, na Finlândia. Foto: CFR / Blog Pegadas na Estrada. A Fortaleza de Suomenlinna foi construída em 1747, pelo rei da Suécia, para proteger as províncias suecas na Finlândia dos avanços dos povos russos. Em 1772, a fortificação, chamada na época de Sveaborg, estava concluída: as seis ilhotas que compunham a região formavam um sistema defensivo articulado, envolvidas por uma cintura de proteção de muralhas de granito com 7,5 quilômetros de extensão. Essa defesa era complementada por uma série de torres de vigia, onde ficavam soldados suecos. Em 1802, no entanto, as tropas do czar cercaram a fortaleza, forçando os suecos a renunciar à posse de Sveaborg, bem como da Finlândia. A dominação russa na região durou mais de um século, até a Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, quando os finlandeses finalmente conseguiram obter a sua independência. A fortaleza foi então rebatizada como Suomenlinna e aberta à visitação. Atualmente, Suomenllinaé uma das principais atrações da Finlândia e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unescoem 1991. Para chegar à Suomenlinna, basta pegar o barco, operado pela Helsinki Region Transport Authority, na Praça do Mercado. Os bilhetes podem ser comprados em máquinas no próprio porto, não sendo possível comprá-los dentro do barco. Para consultar horários e tarifas, clique aqui. Observe, no entanto, que o ferry faz parte do sistema de transporte municipal e todos os tickets da Helsinki Region Transport Authority são válidos para o barco. Em resumo, se você tiver comprado o ticket de transporte de 24 horas da cidade de Helsinque, você não precisará comprar outro ticket para chegar a Suomenlinna. A viagem até a ilha é bem tranquila e rápida, cerca de 20 minutos. Assim que desembarcar no píer principal, você verá um centro de informações turísticas. Dê uma rápida passada lá e pegue o mapa gratuito com as rotas sugeridas. Nós fizemos a rota azul, que cobre a ilha de norte a sul. Passeamos pela ilha por cerca de 3 horas, tempo suficiente para conhecê-la. Se você tiver mais tempo, e for no verão, aproveite para curtir a natureza da ilha (tem até uma prainha) e experimentar um prato local em um dos seus vários restaurantes. Como fomos no outono, a ilha estava bem vazia e grande parte das lojas e restaurantes estavam fechados. Bate-volta para Tallinn, 1 dia na Estônia! Em meio à rota comercial que uniu a Rússia à Escandinávia, a pequena Tallinn, fundada em 1050, aos poucos ganhou o seu espaço na região, desenvolveu-se e chegou a fazer parte da Liga Hanseática, um poderoso grupo mercantil e militar formado pelos países do norte europeu. Para garantir a sua prosperidade, a cidade ergueu enormes muralhas ao seu redor, muralhasestas que podem ser vistas até hoje e dão um charme medieval à capital da Estônia. A Cidade Velha de Tallinn, listada como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, pode ser facilmente visitada em apenas 1 dia. É nessa região onde estão as principais atrações da cidade e excelentes restaurantes com pratos típicos da culinária estoniana. Em outubro de 2015, fizemos uma bate-volta de Helsinque para Tallinn. A seguir, descreveremos todos os detalhes que fizeram dessa viagem um dia tão especial. 1) Como chegar: O principal aeroporto do país é o Lennart Meri Tallinn, que oferece conexões principalmente para capitais do norte europeu, como Estocolmo, Copenhague, Londres e Moscou. A cidade também pode ser acessada por ferries, uma maneira super agradável de viajar. Existem ferries que chegam à capital da Estônia via Estocolmo (16h, viagem noturna) ou Helsinque (de 1h30 a 3h30). As companhias que fazem esses trajetos são Viking Line, a Tallink Silja, Linda Line eEckerö Line. Como estávamos em Helsinque, pegamos o ferry da Tallink Silja Line, às 7:30 da manhã e voltamos pela mesma empresa às 19:30. O nosso dia rendeu bastante e foi tempo suficiente para conhecer o centro histórico, almoçar em um restaurante típico, tomar uma cerveja local, comprar alguns souvenirs e claro, comprar bebidas alcoólicas baratas. 2) Viagem de Helsinque à Tallinn pela Tallink Silja Line A viagem de bate-volta de Helsinque para Tallinn foi bastante tranquila e agradável. Não precisamos passar por imigração, alfândega ou qualquer outro procedimento burocrático. A viagem demorou cerca de 2 horas. Por causa da proximidade e da facilidade de entrar e sair do país, diversos finlandeses vão à Estônia apenas para comprar bebidas alcoólicas. De fato, as bebidas lá são muiiiiiito mais baratas do que em outros países escandinavos e você encontra diversas lojas de bebidas bem próximas ao porto de chegada. O ferry da Tallink Silja Line é enorme, com lanchonetes, bares, restaurantes, lojas, playground e muitas máquinas de caça níquel. Um ponto negativo que achamos é que em seu interior não há poltronas para o viajante comum. É necessário se acomodar em alguma mesa em um dos seus espaços gastronômicos ou comprar a passagem em uma classe superior. Existem ainda algumas cabines individuais que nos pareceram confortáveis, mas não estavam disponíveis para essa viagem. Dica: embarque rápido e procure uma mesa, o ferry fica lotado. Se pretende tirar um cochilo durante o trajeto, evite o setor onde estão os caça-níqueis, o barulho ao longo da viagem chega a ser bastante incômodo. Atenção: existem dois terminais de ferry em Helsinque. Verifique com antecedência de qual terminal parte o seu navio. A Tallink Silja Line utiliza o terminal oeste (Lansiterminaali) em sua rota para a capital estoniana. 3) Roteiro na Cidade Velha de Tallinn: O centro medieval de Tallinn é bem próximo ao ponto de chegada do ferry (aproximadamente 1 km) e é composto por duas áreas principais: a parte alta Toompea e a cidade baixa. Seguimos à pé do porto até as muralhas da cidade velha, de onde começamos o nosso passeio pela parte baixa. O nosso roteiro ficou assim: Igreja de São Olavo (ou Oleviste) Construída no século XIII, a igreja chegou a medir 159 metros, por volta de 1500, mas teve o seu tamanho reduzido, ao longo dos anos, em virtude de vários incêndios. Atualmente a torre da igreja possui cerca de 124 metros de altura e está aberta à visitação. Praça Raekoja: Nessa praça estão diversos cafés, restaurantes, lojas, a prefeitura e a farmácia mais antiga da cidade (construída em 1422). Um ótimo local para tomar uma cervejinha e curtir o movimento. Avenida Vene: Localizada nas proximidades da praça Raekoja, a avenida Vene também é repleta de restaurantes e lojinhas. Entre a Vene e a Müürivahe, existe uma pequena passagem, chamada Katariina Kaik, onde estão diversos artesãos. Pikk jalg e Catedral de Alexandre Nevsky: Chegamos à parte alta da cidade através de uma pequena caminhada pela Pikk jalg, uma das ruelas mais bonitinhas da cidade. Assim que chegamos em Toompea, encontramos uma típica igreja ortodoxa russa, a Catedral de Alexandre Nevsky. Condenada por muitos estonianos e considerada um símbolo da dominação russa sobre o país, a catedral é hoje uma das principais atrações da cidade antiga de Tallinn, tendo sido declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1997. Bem em frente à catedral, existe um jardim de onde se tem uma boa vista da cidade e o Parlamento da Estônia (antigo Castelo Toompea). IgrejaToomkirik( St Mary’s Cathedral) A igreja mais importante de Tallinn é a luterana Toomkirik, que representa o período de domínio alemão na região. A igreja, construída no século XV, abriga túmulos da nobreza da época e também está aberta à visitação. Terraço Kohtu De lá, seguimos para o Terraço Kohtu, de onde se tem uma ótima vista da Igreja de Santo Olavo e da cidade. Para achá-lo, basta seguir a rua Kohtu, que começa atrás da igreja, e segui-la até o final. O terraço estará a sua direita. Bem perto dali, existe outro mirante, o Patkuli, que fica localizado na rua RahuKohtu, de onde se tem a melhor vista da igreja e das muralhas da cidade. Igreja de São Nicolau (ou Niguliste) Construída no século XIII, a igreja foi dedicada a São Nicolau, padroeiro dos pescadores e marinheiros. Atualmente abriga uma filial do Museu de Arte da Estônia, concentrando-se principalmente na arte eclesiástica da Idade Média em diante. Resumo do dia: esses foram os principais pontos turísticos visitados, mas não é necessário seguir o roteiro à risca. O legal é passear com calma pela cidade antiga e se perder por suas ruelas. Aliás, a região é tão pequena, que é provável que você passe em frente às atrações várias vezes por dia, rs. Por isso, não se afobe para conhecer tudo, o tempo é suficiente, apenas curta! 4) Alimentação As refeições na Estônia são bem mais baratas do que as servidas na Finlândia ou em outros países escandinavos. Aliás, tudo lá é mais barato! Por isso, aproveite para provar muita comida local e exótica em restaurantes aconchegantes, que levam ao pé da letra a cultura medieval. Tivemos um almoço delícia em um restaurante bem típico (Talu Korts) na Rua Viru, nº 18. Pedi um peixe local e o Renato, carne de javali. Comida boa e preço justo! Apesar de pequenininho, o centro de Tallinn está cheio de pequenos restaurantes como esse. Um outro local que achamos bem interessante, com funcionários a caráter e comida medieval, foi o Olde Hansa. Não chegamos a conhecê-lo, mas pelo que vimos no cardápio e na internet, pareceu-nos muiiiito atraente. Mas prepare o bolso, ele é bem carinho para os padrões estonianos. 5) Compras Para quem gosta de experimentar comidas diferentes e bebidas alcoólicas, Tallinn é o paraíso. Não é à toa que os finlandeses voltam com várias malas carregadas de bebidas. Uma das lojas que mais gostamos foi a Eesti Esindus, localizada na rua Viru 3. A loja tem vários produtos locais, como mel de frutas vermelhas, embutidos, bebidas estonianas, chocolates, um pouco de tudo. E o mais legal é que a maioria deles está disponível para degustação. A vendedora que nos atendeu foi super simpática, explicou tudo com a maior boa vontade. Aliás, os estonianos são bem simpáticos. Daria até para fazer um post, se tivéssemos anotado, só sobre as histórias dela e da loja, rs. Na volta para o porto, ainda passamos em uma grande loja de bebidas e compramos cerveja, espumante, Akavit (um aguardente originário dos países escandinavos) e vodka, muita vodka, para a família inteira!!! 6) A volta Para completar a nossa jornada, pegamos o ferry às 19:30 e voltamos bebendo parte das nossas comprinhas! Importante: não tenha vergonha, os finlandeses também fazem isso!!! E assim finalizamos o nosso bate-volta para Tallinn, a cidade que nos encantou e deixou muita saudades! Um passeio por Tallinn tem começo certo. A entrada da cidade dá o tom do dia: uma coisa meio medieval, muito parecido com um conto de fadas. É quase como entrarna história da Bela Adormecida. Seguindo a rua, há muitos floristas, restaurantes e cafés, com garçonetes fetidas em trajes de época. E depois de poucos minutos de caminhada, se chega na praça principal, onde fica a prefeitura e uma feira de artesanato que ocupa a praça inteira todos os dias. Se for verão, uma boa pedida é sentar em um dos cafés (em uma das mesinhas do lado de fora, claro) e observar o vai-e-vem das pessoas na praça. Passagem de St Catarina (Tallinn) Uma parada no Museu da Cidade de Tallinn é uma boa idéia para entender um pouco melhor a história da cidade. Em uma casa do século 14, uma boa cronologia da história da cidade é apresentada. Ainda no centro da cidade, sugerimos que você dê uma volta pela Passagem de St Catarina, uma das ruas mais simpáticas e pitorescas da cidade. Aproveite para olhar um pouco mais do artesanato local, já que essa passagem é cheia de artistas. Com um pouco de sorte, dá até para assistir um deles trabalhando! Vista de Tallinn do alto do Kiek in de Kök A última parada obrigatória é o Kiek in de Kök, a torre onde fica um museu que conta um pouco sobre a muralha e o sistema de segurança da cidade medieval. De lá também sai um passeio muito indicado pelos túneis da cidade, mas que exige reserva de ingressos adiantados. De toda forma, a vista da torre já vale a entrada! Na mesma região ficam a Catedral Ortodoxa St Alexander Nevsky e a Catedral Católica da Virgem Maria. Se você ficou interessado na cidade, que tal conferir um pouco mais sobre o clima medieval de Tallinn? Estocolmo O que fazer em Estocolmo – Roteiro de 2 dias: primeiro dia Uma boa maneira de conhecer as principais atrações de Estocolmo é comprando o Stockholm Pass, um cartão que inclui a entrada em mais de 60 atrações e museus, além de passeios de barco e de ônibus, por períodos de 24, 48, 72 ou 120 horas. No nosso primeiro dia na capital, aproveitamos o bom tempo para conhecer as principais atrações a céu aberto da cidade. 1) Ericsson Globe (Sky View) O Ericsson Globe, também conhecido como Stockholm Globe Arena, é uma arena multi-esportiva, em formato esférico, localizada no distrito Johanneshov em Estocolmo. Com capacidade para 16.000 espectadores para shows e concertos, e 13.850 para partidas de hóquei no gelo, o edifício, juntamente com a Tele2 Arena, um shopping, hotéis e escritórios, forma uma região de entreterimento conhecida como Stockholm Globe City. O Ericsson Globe também oferece aos visitantes, a possibilidade de subir até o topo da esfera para ter uma vista da cidade. A atração, chamada de Sky View, é formada por duas gôndolas de vidro, com capacidade para 16 pessoas por vez, que parte a cada 10 minutos. Apesar da região ser bem moderna e interessante, a vista da Sky View não é das mais bonitas, já que o edifício é distante do centrinho histórico de Estocolmo. Como estava incluído no Stockholm Pass, acredito que valeu à pena. Porém, caso tivesse que pagar à parte, talvez eu não pagaria. 2) Skansen Saindo do Sky View, nos dirigimos para a ilha Djurgården, onde estão várias atrações de Estocolmo. A primeira que visitamos, e talvez a mais legal, foi o Skansen, um museu a céu aberto que retrata a evolução dos costumes e estilo de vida suecos, em diferentes partes do país. É possível ver casas típicas, fazendas com animais, trabalhadores, torres e igrejas, elementos da cultura Sami, enfim, um pouco de tudo da Suécia. Ainda no Skansen, bem próximo à entrada principal, existe um pequeno zoológico, pago à parte, com vários animais diferentes, entre eles alguns Lêmures, Babuíno e Mico Leão Dourado. É possível entrar no ambiente onde ficam os Lêmures e ficar bem próximo deles. Para quem tem o Stockholm Pass, a entrada nesse zoológico é gratuita. 3) Nordiska museet Bem em frente ao Skansen, está o Nordiska museet, um enorme museu que também retrata a cultura do povo sueco. Lá encontramos exposições sobre os vários aspectos da vida na Suécia como: artes, vestimentas, jóias, trabalhos, móveis e gastronomia. A parte que mais gostamos foi, não por acaso, a parte que mostra os alimentos servidos em cada refeição e ocasião no país. Deu para aprender muito sobre a culinária sueca, bem interessante! 4) Vasamuseet (Barco Vasa) Atrás do Nordiska museet, está o Vasamuseet, um museu construído em volta de um barco (Vasa) e que conta a sua história. O barco Vasa foi construído como uma joia da força naval sueca em 1628. No entanto, assim que saiu do porto (1,3 km adiante), o navio afundou, permanecendo no fundo do mar por mais de 300 anos. Em 1961 o navio foi recuperado, restaurado e, então, transformado em um museu. Além do navio, o museu também expõe informações sobre a sua construção, detalhes do seu resgate, simulação de como seria a vida no seu interior e apresenta uma ala dedicada às pessoas que estavam no barco. 5) Museu da bebida alcoólica (Museum of Spirits) Ainda na ilha Djurgården, visitamos o Museum of Spirits, um museu que nos ensina, por meio dos 5 sentidos, um pouco sobre as tradições e a cultura da bebida alcoólica na Suécia. Há um espaço para degustação de vinho, whisky, vodka e outras bebidas tipo aguardente. Antes de escurecer, nos despedimos da ilha e corremos para outro ponto da cidade, o Monteliusvagen, de onde é possível tirar belas fotos da cidade. 6) Monteliusvagen O Monteliusvagen fica a 1,4 km à pé da catedral de Estocolmo, em um bairro residencial. Para acessá-lo, basta subir a rua Bastugatan. 7) Museu da fotografia (Fotografiska) Com um horário de funcionamento bastante amplo (09:00 às 23:00), ainda pudemos visitar mais um museu incluído no Stockholm Pass , o Fotografiska. Aberto em 2010, o Fotografiska é um centro de fotos contemporâneas e conta também com um bistrô, sala de conferência, loja e espaço para eventos. 1 a 2 horas são suficiente para visitá-lo. Para aproveitar ao máximo a nossa curta estadia em Estocolmo, fomos caminhar e jantar na Gamla Stan! Encontramos um pequeno restaurante na rua Västerlånggatan, o Corner Bar, com uma excelente comida típica e com bom custo-benefício, recomendamos! O que fazer em Estocolmo – Roteiro de 2 dias: segundo dia No nosso segundo dia em Estocolmo, dedicamos boa parte tempo a Gamla Stan, uma região medieval da cidade, datada do século XIII, onde estão atrações importantes, como a Catedral de Estocolmo, o Palácio Real, o Museu Nobel e a Igreja Riddarholm. Acordamos bem cedo e fomos caminhar na região antes que as excursões começassem a chegar. 1) Praça Stortorget A Praça Stortorget é a praça mais famosa de Gamla Stan e é onde fica o Museu Nobel(Nobelmuseet), que conta a história do Prêmio Nobel e de seu criador, Alfred Nobel. A região é bem agradável e é cercada por bares e restaurantes, vale à pena visitá-la também à noite. 2) Catedral de Estocolmo (Sankt Nikolai kyrka) A Catedral de Estocolmo, exemplo da arquitetura gótica sueca, é a igreja mais antiga da cidade e está localizada bem ao lado do Palácio Real. Entre os seus tesouros mais famosos, estão a estátua de madeira de São Jorge e o Dragão, atribuída a Bernt Notke e o altar principal, conhecido como “Altar de Prata” – feito em madeira ebanizada, com relevos esculpidos em prata, representando a Última Ceia. Em cada lado do altar de prata existe uma escultura: de um lado, São Nicolau (o patrono da igreja) e, do outro, São Pedro. A entrada está incluída no StockholmPass. 3) Palácio Real O Palácio Real é a residência oficial da família real e o cenário para a maioria das recepções oficiais da Monarquia. Distribuído entre 7 andares, o edifício abriga escritórios dos membros da realeza, aposentos particulares, apartamentos para hóspedes, espaços para festividades e museus. Parte do palácio é aberto à visitação. É possível conhecer os Apartamentos Reais, que são quartos coletivamente usados para realização de eventos reais e recepções; o Tre Kronor Museum, um museu subterrâneo que conta a história da origem do palácio como um forte; o Tesouro, onde estão expostas diversas jóias e coroas da família real; o Museu de Antiguidades do Rei Gustav III, com várias obras adquiridas da Itália e de outros países europeus e a Capela Real. Todos os ambientes abertos à visitação estão incluídos no Stockholm Pass. 4) Royal Canal Tour Após a visita ao Palácio Real, embarcamos em um passeio, incluído no Stockholm Pass, de 50 minutos de barco pelos canais de Estocolmo. Um áudio-guia, disponível em 11 línguas, narra a história da cidade e dos pontos turísticos. Muito interessante! 5) Palácio Drottningholm Construído no século XVI sobre a ilha Lovön, em Ekerö (município do Condado de Estocolmo), o Palácio Drottningholm é a residência privada atual da família real sueca. Declarado patrimônio mundial pela Unesco, o palácio está super bem preservado e exibe claramente as características da arquitetura europeia do século XVI. A decoração do seu interior foi baseada no estilo francês dos séculos XVII e XVIII, em especial no Chateau de Versailles. Espere encontrar enormes aposentos, com muita talha dourada e quadros com retratos da realeza. A entrada é marcada por uma escadaria com 13 estátuas e bustos. É possível fazer uma visita a alguns de seu aposentos, além do maravilhoso jardim barroco do palácio, do Pavilhão Chinês e do teatro de ópera. Pode-se comprar os tickets separados ou um combinado. Para acessar os valores, clique aqui. Além disso, todas as atrações estão incluídas no Stockholm Pass. Infelizmente, quando fomos, o Pavilhão Chinês estava fechado. Esse pavilhão, conhecido como um dos mais bem preservados ambientes rococó do mundo com elementos chineses, é aberto à visitação apenas de 1º de maio a 30 de setembro. É possível chegar ao palácio de transporte público. Durante o verão, existe um barco que sai do Cais da Prefeitura (Stadshuskajen), logo atrás da estação central, e segue para o Palácio Drottiningholm. Além disso, durante todo o ano, é possível fazer um combinado de metro e ônibus. Pegue o metrô até a estação Brommaplan. Logo na saída da estação, há um terminal de ônibus onde você poderá pegar qualqueruma dentre as seguintes linhas de ônibus: 176, 177 ou 301-323. O terminal consiste em duas pistas com vários pontos de ônibus. Localize o ponto de qualquer uma das linhas mencionadas e embarque. Depois, basta descer na parada “Drottningholm”. Não tem como errar! Além disso, o Stockholm Pass oferece um passeio de barco, com duração de 60 minutos, pelo lago Mälaren, que leva o visitante até o Palácio Drottningholm. Observe que esse passeio funciona apenas de 1º de abril a 23 de outubro. E assim finalizamos o nosso roteiro de 2 dias pela capital da Suécia. Para quem dispõe de mais tempo, aconselhamos ficar mais um dia. Apesar de 2 dias terem sido suficientes para ver as principais atrações da cidade, acreditamos que em 3 dias é possível curtir melhor, e com mais calma, a atmosfera de Estocolmo e, quem sabe, até incluir mais alguma atração. Com certeza, opções de atividades não faltarão! OSLO Destino: Oslo, Noruega - roteiro de 2 dias - dia 01 Como falei nos posts anteriores, minha recomendação de permanência para os que visitam Oslo é a de, no mínimo, dois dias completos. Durante esse bíduo, juntamente com a compra de um Oslo Pass de mesma duração, é possível completar, com folga, o circuito básico de visita à cidade, disfrutando de seus mais interessantes museus e parques. DIA 01 - Centro e Bygdøy Procure sair do hotel por volta das 08:45 e caminhe (ou tome um transporte público - não esqueça de validar o Oslo Pass com o motorista) com destino à Prefeitura da cidade. 01. Rådhus (Prefeitura de Oslo) O magnífico prédio é o nosso ponto de partida para os passeios do dia. O edifício abre diariamente para visitação a partir das 09:00. Foi inaugurado em 1950 (em comemoração ao 950º aniversário da Noruega) e é onde se entrega anualmente o prêmio Nobel da Paz. O Hall principal é de tirar o fôlego com seus afrescos gigantes de Alf Rolfsen Mas muito além do hall principal, diversas outras alas do prédio, com seus salões elegantérrimos, podem ser visitadas. Não dá pra visitar o prédio em menos de 40 minutos. Há visitas guiadas (em inglês) diariamente às 10, 12 e 14 horas. Mais informações: http://www.oslo.kommune.no/the_city_of_oslo/ Concluída a visita, dirija-se ao Pier 3 para pegar o ferry público para Bygdøy. O local é bem sinalizado. A linha de ferry 91 funciona de abril a setembro e possui duas paradas: Dronningen e Bygdøynes. Desça na segunda. O percurso levará cerca de 20 minutos. Aproveite para ver Oslo pelo lado do mar. Em pouco tempo, você já verá a ponta da península de Bygdøy e a estrutura triangular do Museu Fram: 02. Museu Kon-Tiki A segunda parada do nosso passeio é um verdadeiro barato. Aberto diariamente (de junho a agosto no horário das 09:30 às 17:30), o Kon-Tiki é um museu de embarcações marítimas. Mas não é qualquer embarcaçãozinha não. Lá estão expostos os famosos barcos Kon-tiki (trajeto Peru-Polinésia) e Ra II (trajeto Marrocos-Caribe), utilizados pelo explorador Thor Heyerdahl em 1947 e 1970, respectivamente. A “viagem” do cara, literalmente, era provar que, com barcos feitos de papiro, era possível cruzar oceanos desde muito tempo atrás, o que explicaria a existência de elementos da cultura peruana pré-incaica na Polinésia. Além das embarcações, o museu apresenta, ainda, uma exposição sobre a Ilha da Páscoa, incluindo uma cópia de dez metros de altura de uma das conhecidas estátuas da ilha. Mariores informações: www.kon-tiki.no 03. Museu Fram O museu, de 1892, guarda, em seu interior, o navio Fram, utilizado pelos exploradores Fridtjof Nansen, Otto Sverdrup e Roald Amundsen em suas expedições aos pólos norte e sul do planeta no início do Século XX. O mais legal do museu, porém, é que o visitante não se limita a apenas receber informações sobre o navio e as expedições. Subindo as escadas, você pode ENTRAR no navio e vê-lo por dentro, totalmente restaurado aos seus moldes originais. O Fram abre diariamente em horários que variam de acordo com os meses do ano. De junho a agosto, as visitas são possíveis das 09:00 às 18:00. Maiores informações: www.fram.museum.no 04. Complexo Akershus O complexo Akershus está certamente entre as atrações mais populares de Oslo. O espaço, localizado bem no centro de Oslo e bem próximo à Prefeitura, é bastante visitado pela sua agradável atmosfera verde e compõe-se de Castelo, Museu da Resistência, Museu das Forças Armadas, Centro de Informações Turísticas, Sala de Concertos e Café. Existem três entradas para a fortaleza, que você pode identificar facilmente em seu mapa turístico: pela Kongengate, pela Kirkegata e pelo caminho que segue em frente a partir do Pier 1. Se você, seguindo o roteiro, tiver acabado de voltar de Bygdøy, siga em direção ao Pier 1 que você visualizará esse caminho facilmente. É bem provável que você dê de cara com algum imenso navio de cruzeiros ancorado no porto. Uma boa forma de começar a sua visita em Akershus é procurar o Centro de Visitantes dentro do complexo e identificar o local de onde saem as visitas guiadas gratuitas (em inglês, a pé, de 15 de junho a 29 de agosto, às 11:00, 12:00, 14:00, 15:00 e 16:00). Tive a oportunidade de fazer a visita sozinho com a guia Marie e ela foi uma simpatia, explicando muito sobre a história da Fortaleza, do Castelo e outras construções em Akershus. Dentre outras coisas, a visita guiada mostra como seu deu o processo histórico de construção e reformas do complexo, o que pode ser percebido em três estilos e cores diferentes das pedras utilizadas ao longo dos séculos. Se você não dispuser de muito tempo para visitar a área, dê preferência ao Castelo. É verdadeiramente uma viagem por 700 anos de história da Noruega. A visita ao pátio e à lojinha do castelo é gratuita. Para visitar o castelo por dentro, aí você deverá utilizar o Oslo Pass e, acredite: não se arrependerá. Havendo tempo e disposição, prossiga sua visita pelo Norges Hjemmefront Museum (Museu da Resistência Norueguesa). Nele, conta-se, com fotos, objetos e painéis, um pouco da história dos 5 anos desde a invasão até a expulsão dos alemães nazistas no país. Havendo tempo suficiente, recomendo, ainda, uma visita ao Forvarsmuseet(Museu das Forças Armadas), que conta a história das formações bélicas e instrumentos de guerra utilizados desde a pré-história norueguesa aos dias atuais 05. Den Norske Opera og Ballet (A Ópera e Balé da Noruega) A Ópera de Oslo é um maravilhoso exemplo de arquitetura moderna. O prédio é lindo. A construção reflete a idéia de algo monumental que surge da água para se transformar em símbolo do brilhantismo humano na música e no teatro. O prédio, por si só, pode ser percorrido interna e externamente. Mas o que eu achei muito legal foi ter feito a visita guiada (100 NOK, às 14:00 em inglês; outras visitas às 15:00 quando há grande demanda), onde pude ver de perto as três salas que compõem o local: o teatro principal (1369 lugares), o "Scene 2" (400 cadeiras) e o teatro de ensaios (200 lugares), além de palcos, camarins, salas de treino, e oficinas. A visita dura perto de uma hora e depois você nem percebe que tanto tempo se passou. ATENÇÃO: Se você não fala inglês ou realmente não se interessar por visitas guiadas, a minha sugestão é que deixe a Ópera para visitar por último. É que os pontos 06 e 07 (abaixo) ficam no caminho até a Ópera. Eu apenas inverti a ordem das coisas para que o visitante consiga chegar a tempo da visita guiada das 14:00. 06. Nasjonalmuseet - Arkitektur (Museu Nacional - Arquitetura) Apesar de pequeno, o Museu de Arquitetura de Oslo (visitação gratuita) é boa sugestão. Se for uma segunda-feira, porém, passe direto, pois o museu é fechado nessa data. No verão, fica aberto às terças, quartas e sextas, das 11 às 17.00; quintas, das 11 às 19;e sáb e dom, das 12 às 17:00. Maiores informações: http://www.nationalmuseum.no/ 07. Museet for Samtidskunst (Museu de Arte Contemporânea) Nossa última atração do dia fica por conta do Museu de Arte Contemporânea, para quem curte as manifestações artísticas do gênero. A visitação é gratuitae segue os mesmo horários e dias do Museu de Arquitetura. Após rodar o dia inteiro pela cidade, volte pro hotel e descanse. O segundo dia de visitas é ainda maior! Destino: Oslo - roteiro de 02 dias - Dia 02 01. Vikingskipshuset (Museu de Barcos Vikings) O Vikingskipshuset (pronuncia-se algo como vi-rrin-ship-hüsset) é o primeiro ponto do nosso passeio. O motivo? Simples. É a atração do dia que abre cerca uma hora antes de todas as outras. Para estar lá, por volta das 08:30h, você deverá pegar o ônibus 30 (em frente à estação de trem, na Prinsens Gate, na Stortingsgata, perto do Teatro Nacional ou ao lado do parque do Palácio Real) e descer na parada Vikingskipene pouco antes das 09:00, que é quando abre o museu. O caminho, em si, é uma atração à parte, dadas as belas imagens das ruas de Oslo. O museu de navios é pequeno. Pode ser percorrido em bem menos de uma hora, o que, porém, não retira em nada a grandiosidade do que lá está em exibição. No Museus de Navios, o visitante aprende o curioso fato de que as embarcações, à exceção do Oseberg (utilizado para navegação por um curto período), na verdade, eram utilizadas para cerimônias fúnebres, como sendo o "caixão" de pessoas importantes da época. Além dos navios, é possível ver toda uma série de objetos e obras de arte pertencentes ao acervo fúnebre. Mais detalhes sobre o museu, clique aqui. 02. Norsk Folkemuseum (Museu do Folclore Norueguês) Gosto é algo pessoal. Mas se eu puder escolher a atração turística mais interessante de Oslo, o meu voto provavelmente iria para o Museu de Folclore. O local, aberto em 1894, além de ser imenso, apresenta ao visitante séculos de história de vida do país, através de suas casas e seus costumes. São 155 prédios (casas restauradas, celeiros, oficinas), móveis, utensílios de época, além de uma escola, uma fazenda completa (com animais e tudo) e uma igreja toda de madeira, original, em funcionamento até hoje. O ideal é que você já esteja lá desde a hora em que abre (10h, de meados de maio a meados de setembro; 11h, no resto do ano), de modo a que possa dedicar, pelo menos, umas 3 horas pra percorrer toda sua extensão. O carro-chefe do museu é a Igreja de Madeira. Construída em torno de 1200 d.C., foi transportada para o museu por ordem do Rei Oscar II para lá receber melhores cuidados Além de extremamente bela por fora, o interior da igreja também revela detalhes impressionantes. O mais legal é que você realmente não acredita que ela é tão antiga, de tão preservada que está. Aos domingos, há cultos às 13:30h. De algumas casas, o visitante só vê o exterior. Em outras, é possível observar o interior devidamente mobiliado, conforme se vivia nas vilas rurais norueguesas. Mas o que há de mais legal nessa exposição é que, em algumas casas, há atividades no interior. Nelas, funcionários do museu, vestidos a caráter, representam diversos papéis do exercício de funções típicas do estilo de vida no interior da Noruega: Além do pão, há atividades em outras casas: Thorstein, funcionário do museu, ensina como se fazia café nos tempos de antigamente, em que não havia filtro de papel. Ao final, ele oferece um copinho do produto. O problema é que, na hora, o açúcar estava em falta. Ficou amargo (além de muito fraco pros nossos padrões brasileiros e portugueses)... Johanna explica aos visitantes como as mulheres norueguesas também se transformavam, nos longos meses de inverno, em verdadeiras tecelãs. Saindo da área rural, o Museu ainda dedica uma boa área à Noruega urbana, com réplicas de prédios e casas, devidamente mobiliados, de várias décadas do Séc. XIX. Passear pelo Norsk Folkemuseum é uma festa para todas as idades. É "a" programação imperdível de Oslo. Mais informações aqui. 03. Det Kongelige Slottet (O Palácio Real) O Palácio Real, de 173 cômodos, é o local de residência da realeza da Noruega. Foi construído entre 1824 e 1848 na parte mais alta do Parque do Castelo (Slottsparken). No verão, há visitas guiadas de aproximadamente uma hora de duração, em inglês, de segunda a quinta e sábado (às 12, 14 e 14:20), às sextas e domingos (às 14 e 14:20). Os bilhetes podem ser comprados em qualquer agência dos correios (há uma agência na estação central de trem e outra perto da Catedral de Oslo), na Narvesen, nas 7Eleven, pelo site billettservice.no ou pelo fone 47 81 53 31 33. Ocasionalmente, os ingressos que sobram são vendidos na porta de entrada da visitação, mas isso não costuma acontecer com frequência. Diariamente, às 13:30, ocorre a cerimônia da troca da guarda real. Se tiver que escolher entre ela e a visita das 14:00, fique com o Palácio. Nesse caso, como prêmio de consolação, fica aqui um videozinho do evento: Para mais informações sobre as duas programações, clique nos seguintes links: Família Real e visita guiada. 04. Nasjonalgalleriet (Galeria Nacional) Perto do Palácio Real (cerca de 500 metros), fica a Galeria Nacional. A galeria contém o maior acervo de arte norueguesa e escandinava do país. A exposição permanente é composta de pinturas e esculturas dos Séculos XIX e XX, sendo o quadro "O Grito", de Edvard Munch, a obra mais popular. Pouco menos de uma hora é tempo suficiente para percorrer a maior parte do museu. De lá, dirija-se de volta à rua de pedestres Karl Johans Gate em direção ao Teatro Nacional. Procure a estação de metrô e embarque em qualquer uma das linhas que vão para o LESTE. 05. Munch-Museet (Museu Munch) Ao descer na estação de metrô Tøyen, procure as placas indicativas ou peça que mostrem a você pra que lado fica o museu Munch. Uma caminhada de dez minutos fará com que você chegue lá. Estando lá, relaxe. É a última programação do dia que tem horário de encerramento cedo (de junho a agosto, diariamente, das 10 às 18; no resto do ano, 10 às 16 - terça a sexta - e 11 às 17 - sábado e domingo). Se você compreende inglês, recomendo que, antes de ver a exposição, vá assistir aos documentários sobre o artista exibidos na sala de projeção. São uma mão na roda pra que se compreenda melhor a história de vida do artista e sua relação com os temas retratados em tela. O museu, como o próprio nome indica, cuida da obra do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944). Nele estão expostos praticamente toda a vasta obra do artista (mais de 1000 quadros e 4500 gravuras), com destaque para a segunda cópia da obra "O Grito" (a primeira está na Galeria Nacional). Terminada a visita, nosso próximo ponto é o Parque Vigeland. Para chegar lá, pode-se fazer o percurso de volta até o metrô, mas o melhor, mesmo, é pegar o ônibus 20 (rota Galgeberg - Skøyen). Serão aproximadamente 20 minutos conhecendo os subúrbios de Oslo até a parada em frente ao Parque. Para mais informações sobre o Museu Munch, clique aqui. 06. Vigelandsparken (Parque Vigeland) O parque Vigeland deve seu nome por abrigar a obra do escultor norueguês Gustav Vigeland (1869-1943). São mais de 200 esculturas em bronze, granito e ferro fundido, algumas com um apelo bem forte aos olhos. O Parque Vigeland atrai mais de um milhão de visitantes ao ano. Na minha opinião, ele o Museu de Folclore competem pelo título da programação mais legal de Oslo. A obra que mais impacta o visitante é o "Monolito", um mosaico de seres humanos no velho formato fálico, bastante comum aos povos do mundo inteiro. O Parque é bastante grande. E se ainda tiver disposição (e o tempo permitir, claro), lá também estão localizados o Museu Vigeland (www.vigeland.museum.no) e o Museu da Cidade (Oslo Museu - Bymuseet). Terminado o longo passeio, volte para o portão de entrada e pegue o Bonde 12 para Akker Brygge. 07. Akker Brygge Akker Brygge é o nome da região de prédios modernos ao lado do porto. É uma espécie de Puerto Madero de Oslo. Nos dias de verão, quando o sol vai até altas horas, é o ponto de encontro mais agitado da cidade. Além de shoppings, o local é repleto de bares e restaurantes. Programa perfeito para um fim de dia tão cheio como o nosso, não?
  20. Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Rucu Pichincha, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Trilhando o Rucu Pichincha - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Acordamos bem cedinho, preparamos o café e pedimos o táxi até o teleférico de Quito na recepção do hostel. Tentaríamos subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha. Deixamos tudo preparado no dia anterior para não perder tempo. Queríamos chegar no máximo às 9h da manhã, hora que o teleférico de Quito (chamado TelefériQo) abriria naquela terça-feira, 1 de janeiro. Saímos do teleférico rapidamente e logo começamos a trilha. Ela começa indo para a esquerda, subindo umas escadarias por trás de um prédio. Dali pra frente, não tem muito erro. Foram quilômetros e quilômetros de subidas intermináveis, mas como estávamos dosando os passos, não foi nada complicado. Eu diria que a trilha ao cume do vulcão Rucu Pichincha é dividida em três partes. A primeira parte, a mais longa, é composta de um hiking moderado em uma trilha bem sinalizada. É a parte mais tranquila de toda a trilha. A vista que tínhamos de Quito e das montanhas ao redor era incrível. Dava pra ver todos os principais vulcões do Equador no horizonte, principalmente o Cotopaxi, imponente, majestoso, surgindo ao fundo da cidade. Além disso, a vegetação era muito característica. Era praticamente rasteira com algumas árvores e flores que nunca tínhamos visto. Parecia um cenário do Senhor dos Anéis. A segunda parte da trilha começou lá pelo 3,5 quilômetro. Estávamos mais perto do cume do vulcão Rucu Pichincha, e lá, as coisas começaram a ficar mais complicadas. A trilha foi deixando de ser fácil para ser tornar somente um filetinho de terra na encosta do vulcão, composto principalmente de pedras soltas, alguns pequenos rochedos (que tivemos que escalar) e areia escorregadia. Um paredão de pedras negras surgiu mais a frente e o vento aumentou consideravelmente, assim como a temperatura ficou um pouco mais baixa. Até esse ponto, nada que nos assustou o bastante para nos desmotivar de continuar e alcançar o cume. E finalmente, a terceira parte e mais complicada de todas. Até ali, não sentimos em nenhum momento o efeito da altitude (estávamos a mais de 4000 metros de altura) e o corpo respondia a todos os comandos. Foi na terceira parte que tivemos a ideia de esforço. Depois de contornar o paredão de rochas negras, um enorme desfiladeiro de areia e pedras apareceu. Muito grande. Começava justamente bem perto ao cume e descia praticamente por todo o vulcão. A trilha ali já não tinha mais sinalizações que faziam sentido e cada um tentava subir da maneira que dava. Isso incluiu a gente. Começamos a subir e vimos que ninguém tinha ido atrás de nós. A pergunta ficou no ar: “Só a gente está certo?”. Demos meia volta, descendo quase que esquiando sobre a areia para acompanhar o grupo de pessoas que subiam com a gente. Depois de alguns minutos de trilha incompreensível, chegamos de fato ao paredão de rochas negras. Não tínhamos escolha, era subir ou subir. A inclinação passava dos 50 graus na maioria dos trechos. Começamos a subida, pedra por pedra, com o maior cuidado possível, pois qualquer deslize poderia ser fatal. Em um dado momento, não sabíamos mais como subir. Lá do alto, um equatoriano gritou, desceu alguns metros e nos ajudou a encontrar o melhor lugar para escalar. Foi muito gentil e nos ajudou bastante! Antes disso, estávamos quase pensando em desistir, com medo da inclinação e da dificuldade da subida. Além disso, algumas pedras que se desprenderam quase nos acertaram. Mas essa ajuda nos trouxe mais ânimo e alguns minutos depois, chegamos ao cume, a incríveis 4698 metros de altitude, nosso recorde até então. A emoção era tanta, eu e Gabriela nos abraçamos e começamos a lacrimejar. O abraço foi demorado, quase de alívio por ter chegado vivo ali em cima. Não conseguíamos acreditar que tínhamos chegado ao cume do Rucu Pichincha. A sensação foi intensa, uma alegria imensa de mais um passo cumprido rumo ao objetivo final. Nos sentamos, comemos e descansamos um pouco. Percorremos toda a extensão do cume e tiramos várias fotos. Lá no alto, encontramos um guia que levava um grupo de americanos ao cume. Era do Equador (se chamava Alejo) e parecia super doido. Conversando com a gente, ele disse que já percorreu todo o Rio Amazonas saindo do Equador de barco e em suas próprias palavras: “foi uma coisa de louco!”. Só ouvindo pra acreditar. Ele também nos ajudou nos informando a melhor rota pra descer o vulcão. Ficamos por mais alguns minutos no cume e resolvemos descer. A descida foi mais tranquila do que a subida, mas devido ao cansaço um pouco mais perigosa. Em um determinado momento, quase despenquei de um rochedo por não ter ponto de apoio para os pés. Mas não passou de um susto, se não estaria aqui para contar a história. A trilha de volta dava uma visão limpa e direta do Cotopaxi. Foi praticamente nosso companheiro durante toda a descida. Algumas horas depois, estávamos novamente no teleférico, prontos para descer e descansar. Teríamos mais um grande desafio no outro dia: o Illiniza Norte.
  21. Olá pessoal! O que irei compartilhar com vocês foi uma compilação bastante abrangente de informações sobre todos os pontos turísticos da cidade do Porto, que reuni para montar minha viagem. As informações foram extraídas aqui do site e também de muitos blogs. Aproveitem! ROTEIRO PORTO Localizada ao norte de Portugal, às margens do Rio Douro, o Porto é uma das principais cidades do país, famosa pelo vinho de sabor único que leva seu nome. De longe, esta é a minha cidade preferida de Portugal. É muito bonita, com seus prédios em vários estilos: alguns barrocos, outros em estilo belle époque francês... E o que dizer das igrejas com fachadas de azulejos pintados? E as casas coloridas vistas da Ribeira? É imperdível. A cidade está situada numa colina, o que faz ter muitas ruas em ladeiras, algumas até bastante íngremes. Mas antes que alguém desanime, digo que passear pelo Porto é bastante agradável, e quase sempre o plano inclinado não atrapalha as andanças. Se mesmo assim rolar uma preguiça de subir uma ladeira (aconteceu comigo também), a cidade conta com um ótimo transporte público, com pontos de ônibus bem informativos e um metrô moderno e eficiente. Boas opções para quem quer fugir das subidas. É em sua vizinha Vila Nova de Gaia, situada do outro lado do Rio Douro, onde está uma das principais atrações locais: as caves (armazéns) do famoso vinho do Porto. Parada obrigatória para quem visita a região. Não deixe de apreciar também o pôr-do-sol no Porto. É um dos mais bonitos do mundo! DIA 1 – Av. dos Aliados, Ribeira, Vila Nova de Gaia e as Caves do Vinho do Porto Saindo da casa da minha amiga, que ficava na região de Matosinhos (a 6 km do Porto), pegamos o metrô que nos levou até nossa primeira parada: a Avenida dos Aliados. Uma das mais bonitas da cidade, ela parece um boulevard parisiense. Com uma praça no centro e o belíssimo prédio da Câmara Municipal ao fundo, esse é o local onde frequentemente ocorrem eventos, exposições e afins. Nesta avenida, um destaque inusitado: o Mc Donald's. Localizado no edifício de um antigo café que ali existia, tem belíssimos vitrais. Vale a pena dar uma entrada, nem que seja só para apreciar. Seguindo a pé por entre as ruas da cidade, apreciando as casas coloridas, chegamos a uma das regiões mais famosas do Porto: a Ribeira. Localizada margens do Rio Douro, tem muitos restaurantes e lojinhas e é um lugar ótimo para sentar e ver o vai-e-vem das pessoas. Da Ribeira, podemos ver o cartão postal da cidade: a Ponte Dom Luís I. Construída em 1886 por um discípulo de Gustave Eiffel (o criador da famosa torre parisiense), ela possui 2 andares: no de baixo há uma pista para carros e, na de cima, há trilhos para a passagem do metrô. Em ambos há passagem para pedestres. Seguindo pela parte baixa da ponte, fomos em direção a Vila Nova de Gaia (ou simplesmente Gaia, como é conhecida), a cidade que fica do outro lado do rio. O nosso objetivo era visitar os armazéns (chamado de caves) do vinho do Porto. Há várias delas por lá e muitas oferecem visitas com degustação de vinho, geralmente pagas e em horários pré-determinados. A que minha amiga me levou foi a Sandeman, que fica logo na beira do rio. Na entrada desta cave, a gente se depara com umas marcações na parede, com datas de várias épocas. Elas representam as incríveis cheias do Rio Douro. As marcas mostram a altura que o rio atingia nas paredes, naquela determinada data correspondente. A que ocorreu em 1909 chegou quase no teto! Enquanto aguardávamos a hora do início da visita, ficamos sentadas ali na beira do Rio Douro, apreciando a bela vista do Porto pelo ângulo de Gaia. Lindo, lindo. Em frente às caves, flutuando nas margens do rio, estão os chamados rabelos, que são barcos que transportam os barris de vinho do Porto, que vem das vinícolas localizadas mais a leste. Os que estão lá hoje são apenas ilustrativos. Chegada a hora da visita, nos dirigimos até a Sandeman. Eles te levam para um passeio guiado por seus armazéns, contando um pouco sobre o vinho do Porto e a história dele. O guia estava vestido como o logotipo da marca: uma longa capa negra e um chapéu. Ao final da visita, há uma degustação dos vinhos. Recomendo! Voltando para o Porto, atravessando pelo andar de baixo da Ponte Dom Luís I, pegamos um funicular (um bonde que sobe um plano inclinado) que há ali em frente e subimos. Lá em cima, seguimos em direção à parte alta da ponte e dali, não só tive uma vista maravilhosa do Porto, como também pude ver um pôr-do-dol espetacular. Imperdível. Mas atenção: no centro da pista passam os trilhos do metrô e a proteção para a parte dos pedestres é vazada. A pessoa entretida, tirando foto da paisagem, geralmente se esquece deste detalhe e pode acabar invadindo, sem querer, a área do metrô. Cuidado! À noite, minha amiga me levou num restaurante muito bom, na região de Matosinhos: o Lage do Senhor de Padrão. Lá, comi um delicioso bacalhau assado na brasa com batatas ao murro. Recomendo! Mesmo que você esteja hospedado(a) no Porto, é possível pegar um taxi facilmente até a região onde está o restaurante. DIA 2 – Jardins do Palácio de Cristal e a Baixa do Porto Eu e minha amiga começamos o dia por volta das 10 horas da manhã, passeando pelos Jardins do Palácio de Cristal. É um parque localizado à oeste do centro do Porto, onde até 1951 existia o Palácio de Cristal, inspirado no original que havia no Kensingtons Garden em Londres, no final do século XIX. No lugar foi construído o Pavilhão Rosa Mota, um grande ginásio esportivo. Neste parque, que está numa parte mais alta da cidade, temos uma bela panorâmica do Porto. Atenção para a vista mais a oeste, onde podemos ver a Ponte Arrábida e a foz do Rio Douro ao fundo. Saindo do parque, fomos caminhando até um dos restaurantes mais conhecidos do Porto: o Capa Negra. Lá comi um dos pratos mais famosos da cidade e uma das especialidades da casa: a Francesinha. É um sanduíche feito com pão de forma, recheado com linguiça, salsicha, presunto e carne, coberto com queijo derretido e mergulhado num molho que leva vários ingredientes, como tomate, vinho, pimenta, entre outros. E ainda vem acompanhado de uma porção de batatas fritas, mergulhadas no molho. A refeição é deliciosa! Mas aviso que é bem grande. A menos que você esteja com uma fome de leão, 2 pessoas comem 1 sanduíche desse facilmente. Não deixe também de experimentar o Panachê, uma cerveja misturada com soda de limão. Muito bom! Depois do almoço, pegamos um ônibus até a região central da cidade, conhecida como Baixa do Porto. Passeando por suas ruas, a primeira parada foi na bela Igreja do Carmo. Sua fachada é toda preenchida por azulejos pintados, típicos de Portugal e bastante recorrente em algumas fachadas da cidade, como você verá mais a frente. Continuando a caminhada, passamos por um dos estabelecimentos mais bonitos do Porto: a Livraria Lello. Fundada em 1906, em estilo neogótico, possui uma belíssima escadaria que leva até um café que fica no segundo andar. Atenção para o vitral do teto. Infelizmente não é permitido tirar fotos no interior, mas vale a pena dar uma entrada para apreciar. Em seguida, chegamos a um dos mirantes mais conhecidos da cidade: a Torre dos Clérigos. É o edifício mais alto do Porto, com 76 metros de altura, e corresponde a torre do sino da Igreja dos Clérigos. Para subir, é necessário encarar os 225 degraus até o topo. Dado o meu sedentarismo, nem me atrevi a subir, mas a vista de lá de cima, dizem, é de tirar o fôlego. Seguindo para o sul, a próxima parada foi o Palácio da Bolsa. Em estilo neoclássico, ele é belíssimo. A entrada é paga, sendo necessária uma visita guiada que ocorre a cada 30 minutos. O destaque é o Salão Árabe, todo talhado em ouro. Infelizmente não é permitido tirar fotos. De lá, seguimos caminhando até a próxima atração, a Catedral da Sé. Do pátio em frente, temos uma vista panorâmica da parte antiga do Porto. Continuando a caminhada pelas ruas da cidade, a próxima parada foi na Estação de São Bento. Não é exatamente uma atração turística, mas as paredes de azulejos pintados da estação ferroviária são tão bonitas que acabam atraindo a atenção de quem passa por ali. Logo a frente, está a Igreja dos Congregados, outro edifício com fachada de azulejos pintados. Seguindo pelas ruas em direção nordeste, fizemos uma pausa no belíssimo e estiloso Café Majestic, para um chá da tarde. Não deixe de dar uma passada por lá, pois é um dos mais famosos da cidade. Na saída, fomos em direção ao metrô para voltarmos pra casa da minha amiga em Matosinhos. Em frente a estação, outro edifício de azulejos pintados: a Igreja das Almas de Santa Catarina. À noite, voltamos à Baixa do Porto, onde bares, restaurantes e casas noturnas funcionam a todo vapor e oferecem uma ótima opção de diversão para quem está na cidade, principalmente aos finais de semana. Há muitos lugares legais por lá, mas sugiro não deixar de ir ao Bar Galeria de Paris, com uma decoração pra lá de pitoresca: a parede contém prateleiras lotadas de antiguidades, como aparelho de telefone velho, máquina de costura, ferro de passar antigo, brinquedos, dentre outras quinquilharias. Tem até um carro antigo pendurado na parede! Muito bem frequentado e com um ótimo repertório musical. Imperdível. 1) Estação de São Bento. É uma das estações mais bonitas do mundo. Começou a funcionar em 1986, mas apenas em 1916 foi inaugurada oficialmente. Há linhas de trem que te leva a Braga e Guimarães, estações de ônibus (autocarros) e metrô. Nela, há mais de 500 metros quadrados de azulejos nas paredes, que levaram mais de 11 anos para o artista Jorge Colaço concluir, representando cenas históricas como: a história dos transportes em Portugal e a entrada de Dom João I no Porto. 2) Mercado do Bolhão. É o mercado mais emblemático de Porto. Fica na freguesia de Santo Ildefonso, com sua singular arquitetura neoclássica. Há dois pisos, o primeiro conta com uma variedade de alimentos frescos, como: peixes, talhos, hortícolas e florais. Na parte exterior há tecidos, perfumes e vestuários. Na sua redondeza há mercearias tradicionalíssimas de Portugal. Não deixe de conhecer esse patrimônio português! 3) Casa da Música. Essa sala é o símbolo da modernidade de Porto. Está entre os principais pontos turísticos da cidade. Ela foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001. A construção ficou pronta apenas em 2005. É um dos centros referência no mundo devido a sua beleza e singularidade, vale a visita de todos! 4) Castelo do Queijo. Para quem busca algo mais histórico e tradicional, esse pode ser o local ideal. O Forte de São Francisco Xavier do Queijo fica bem próximo à Praça Gonçalves Zarco, na proximidade do Rio Douro. Ambiente maravilhoso para desfrutar um final de tarde. Ele foi construído no século XVII, em 1661, sobre uma rocha de granito arredondada. Suas muralhas de pedra, cúpulas e canhões históricos são impressionantes. 5) Igreja de São Francisco. Com estilo gótico, construída no século XIV, essa é um dos monumentos mais históricos da cidade. Fica bem no centro de Porto. Há um estilo barroco também, adicionado no século XVIII, que é o grande destaque desta maravilha. 6) Livraria Lello e Irmão. Referência no que tange a beleza. Esta já foi considerada entre as mais belas livrarias do mundo, eleita pelo The Guardian. A sua arquitetura impressiona, é gótica e tem certo contraste com os arcos gregos. Há vários bustos dos mais famosos letristas, como por exemplo: Eça de Queiroz. Este é um daqueles lugares imperdíveis para quem gosta de cultura! 7) Adegas do Vinho do Porto. Esse é um daqueles passeios imperdíveis. É praticamente impossível ir para Porto e não visitar as adegas produtoras. Elas ficam em uma das cidades vizinhas da segunda maior cidade populosa de Portugal, no entanto, sugere-se que visitem os sítios eletrônicos das adegas para que consigam reservar antecipadamente e não ocorrer nenhum imprevisto. Além disso, é possível comprar artigos e degustar bons vinhos! 1 – Rotunda da Boavista O meu ponto de partida é a praça Mouzinho de Albuquerque, carinhosamente conhecida como Rotunda da Boavista. É uma das praças mais famosas da cidade e abriga o monumento em homenagem aos heróis da Guerra Peninsular, que aconteceu entre 1808 e 1814. 2 – Jardins do Palácio de Cristal Um espaço perfeito para quem quer fazer um piquenique ou apenas ficar sentado na grama curtindo uma tarde de domingo. Nesse espaço acontecem diversos eventos culturais e esportivos, com direito a aproveitar os parques, bosques, lagos, jardins e o Museu Romântico, ou ainda, uma vista bem privilegiada do rio Douro. 3 – Igreja de São Francisco Já na Baixa do Porto, conheça a igreja que tem o seu interior todo revestido em ouro. Assim como os azulejos azuis, as talhas de ouro são bem populares em Portugal. Construída no século 14, no lugar antes existia um templo bem modesto. A visita à igreja e ao museu custa € 3,50 e lá dentro não é permitido filmar e nem fotografar. 4 – Rio Douro Da igreja, já é possível avistar o Rio Douro (pausa para um suspiro de lembrança), um dos principais pontos turísticos do Porto. A sua nascente do rio fica na Espanha e ele corta o Norte de Portugal. Ali, são bem comuns os passeios de barco, lotados de turistas, já que é a forma mais simples e convidativa de se conhecer a região e as seis pontes sobre o rio. 5 – Ribeira Se você entrar no Google e digitar “Porto – Portugal” é a Ribeira que irá te conquistar, logo à primeira vista. Um dos principais cartões postais, é super famosa por suas fachadas coloridas, bares e restaurantes lotados, barracas de artesanato e muita música, criando um clima que todo brasileiro gosta. 6 – Ponte Luiz I Esta é mais famosa entre as seis pontes que ficam sobre o Rio Douro. Na sua parte mais superior passa uma das linhas de metrô que vai e vem de Vila Nova de Gaia, saindo da Estação São Bento. Fazer esse passeio de metrô também é uma dica para poder contemplar a Ribeira e o Douro do alto. 7 – Sé do Porto No coração do Centro Histórico fica a Catedral Sé do Porto, um dos monumentos mais antigos do país. Em frente à catedral, existe uma pequena praça de onde é possível ver a parte baixa da cidade, os telhados alaranjados e também as torres das igrejas. Aliás, igreja é o que você mais vê no Porto. 8 – Estação São Bento Essa é a principal estação do Porto, por onde passam várias linhas de metrô e de trem. Por dentro, ela é lindamente decorada com painéis de azulejos de temática histórica. Durante a noite, fica toda iluminada em meio ao vai e vem constante de passageiros. 9 – Avenida dos Aliados Esta é uma das mais importantes e imponentes vias da cidade. Nela, fica a Praça da Liberdade e a estátua Dom Pedro IV. 10 – Torre dos Clérigos E o nosso roteiro chega ao fim na torre mais alta de Portugal. Até o topo são 225 degraus. Mas, garanto que cada um deles vai valer à pena, quando, lá do alto, puder ver toda a beleza da cidade do Porto. São dez lugares incríveis em um passeio de cerca de cinco quilômetros. Recomendo um dia inteiro para fazer o percurso com tranquilidade, poder conhecer e apreciar cada ponto turístico, almoçar na Ribeira e terminar o passeio em uma das agradáveis praças próximas à Torre dos Clérigos. Entre um e outro ponto turístico, garanto que você vai se surpreender com cada detalhe que só pode ser visto por quem se dispõe a fazer uma boa caminhada. 1. Senta-te numa esplanada na zona da Ribeira. Pede uma Super Bock e uns tremoços e simplesmente desfruta do momento… 2. Viaja em eléctrico desde o Infante, no centro da cidade, até ao Passeio Alegre, na Foz do Douro (linha 1). Aproveita para passear a pé por esta bonita zona onde o Rio Douro se encontra com o Oceano Atlântico. 3. Faz um pequeno cruzeiro pelas pontes do rio Douro num dos típicos “barcos rabelo” que no passado transportavam o vinho do Porto. 4. Reserva um dos almoços para comer uma francesinha, um dos pratos mais típicos do Porto. Trata-se de uma espécie de sandwich com várias carnes e com um molho picante cujo segredo não se pode revelar… 5. Mima-te com um delicioso lanche numa das muitas pastelarias da cidade. Impossível passar indiferente a alguma destas vitrinas… Irresistível! 6. Nada melhor que uma visita ao Mercado do Bolhão para conhecer a gente mais genuína desta cidade! Desfruta dos cheiros, cores e sons únicos deste lugar tão especial… 7. Visita o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves e os seus inspiradores jardins. A entrada é gratuita nos Domingos pela manhã. 8. Aproveita para visitar as galerias de arte da Rua Miguel Bombarda. Cada dois meses organizam um sábado de inaugurações simultâneas, com música e animação de rua. Imperdível! 9. Prepara-te para entrar num espaço mágico, onde apetece ficar horas e horas… A Livraria Lello é um ponto de visita incontornável da cidade. É considerada uma das mais belas do mundo! 10. Visita o Palácio da Bolsa do Porto, considerado um dos mais belos edifícios do Porto e um dos mais ricos de Portugal. Aqui é onde se rende homenagem aos chefes de estado que visitam a cidade. 11. Cruza a Ponte Luis I em direcção à marginal de Vila Nova de Gaia. Aqui encontrarás todo o tipo de bares e restaurantes, com vistas panorâmicas sobre o Porto. Perfeito para uma comida romântica… 12. Programa uma visita às caves do vinho do Porto e aproveita para provar estes deliciosos vinhos. De certeza que vais querer voltar! 13. Assiste a um concerto na Casa da Música, uma fantástica obra arquitectónica desenhada pelo holandês Rem Koolhaas. 14. Assiste a uma obra de teatro no Teatro Nacional de São João, inaugurado por segunda vez em 1920 depois de ser totalmente destruído por um incêndio. 15. Visita as exposições gratuitas do Centro Português de Fotografia, localizado nas instalações de uma antiga prisão (Cadeia da Relação). Ainda se mantêm as portas originais… 16. Viaja à Belle Époque portuense tomando um chá no Café Majestic, fundado em 1921. É um dos locais com mais glamour da cidade… 17. Aproveita para fazer compras nas lojas mais tradicionais da Rua de Santa Catarina. Aqui encontrarás também todo o tipo de stands de artesanato e espectáculos de rua montados por artistas locais. 18. Relaxa-te com um passeio pelos jardins do Palácio de Cristal. Desde aqui poderás desfrutar de uma vista incrível sobre o rio Douro. 19. Respira a tranquilidade da cidade enquanto passeias a pé pela Avenida dos Aliados e admira a bela arquitectura dos edifícios que a rodeiam. 20. Visita o Estádio do Dragão e diverte-te nas bancadas com os adeptos do F.C.Porto enquanto assistes a um bom jogo de fútebol. 21. Sobe os 240 degraus da Torre dos Clérigos. De aqui poderás observar praticamente todos os pontos da cidade. 22. Senta-te numa das mesas do Café Piolho (Café Âncora d’Ouro) e deixa-te levar pelo seu ambiente boémio… Inaugurado em 1909, foi e continua a ser um dos mais importantes pontos de encontro dos estudantes e intelectuais da cidade. 23. Para conhecer o lado mais cosmopolita da vida nocturna da cidade, tens que passar pela zona da “Galeria de Paris” e pelas ruas paralelas. Aí encontrarás bares, restaurantes e muita gente simpática! 24. Não podes deixar de assistir a um espectáculo de fado ao vivo, para entender melhor o que é ser português e o significado da palavra “saudade”… 25.Pelo menos uma vez na vida, tens que celebrar o São João no Porto! Junta-te aos bailaricos espalhados pelos bairros da cidade, come sardinha assada, compra um manjerico e desfruta da noite mais divertida e mais longa do ano!
  22. Biografia de Cora Coralina: https://www.ebiografia.com/cora_coralina/ Terminamos ontem, domingo 24.06.2018, o mais novo Caminho do Brasil (Cora Coralina), situa-se no estado de Goiás, inicia na cidade de Corumbá de Goiás terminando no município de Goiás(antiga Goiás velho), terra da escritora que dá nome ao caminho. São aproximadamente 300 quilômetros de extensão, passando por alguns municípios e distritos do interior Goiano. Obs.: Paisagens magníficas, trilhas bem demarcadas(algumas difíceis), rica culinária, visualização de pássaros (destaco a quantidade de Araras e tucanos), receptividade incrível do povo Goiano, riquíssima cultura, muita histórias e estórias, foram 11 dias de muita alegria e tranquilidade, nenhum problema. Apesar desse caminho ter sido inaugurado a somente 2 meses, destaco que, pela quantidade de atrações, sinalização, apoio dos idealizadores, recebimento dos peregrinos, esse caminho, sem dúvida está entre os 5 melhores caminhos do Brasil. SHOW DE BOLA.
  23. Gostaria de saber quem vai ta no rio entre 17/09 a 25/09 pra fazer esses passeios que coloquei no titulo
  24. Salve, salve galera! Gostaria de compartilhar com vocês, o relato da viagem INESQUECÍVEL que fiz em Fevereiro de 2017, a Galápagos, Equador. Confesso que Galápagos não estava nos meus planos, porém foi difícil resistir a uma promoção que a LifeMiles lançou em Maio, 2016. E que bom que eu fui, simplesmente porque Galápagos é INCRÍVEL ! Viajei com 08 amigos mergulhadores, porém, eu não mergulho, ou seja, o relato será proveitoso para os que não mergulham e para aqueles que curtem mergulhar Vou tentar detalhar ao máximo as informações coletadas durante a viagem e se alguém tiver dúvidas, basta postar nos comentários. Segue abaixo o resumo do roteiro e dos gastos: Roteiro: 16 de Fevereiro: BSB – SP – BOG 17 de Fevereiro: BOG – QUITO – BALTRA - SANTA CRUZ 18 de Fevereiro: SANTA CRUZ 19 de Fevereiro: SANTA CRUZ 20 de Fevereiro: SANTA CRUZ 21 de Fevereiro: SANTA CRUZ - ISABELA (trânsito pela manhã) 22 de Fevereiro: ISABELA 23 de Fevereiro: ISABELA - SANTA CRUZ (trânsito à tarde) 24 de Fevereiro: SANTA CRUZ - SAN CRISTÓBAL (trânsito pela manhã) 25 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL 26 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL 27 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL - SANTA CRUZ (trânsito à tarde) 28 de Fevereiro: SANTA CRUZ - BALTRA – QUITO – LIMA – SP 01 de Março: SP - BSB Gastos: Por pessoa, incluindo todos os passeios, taxas que deverão ser pagas no aero, as passagens de barco (para se locomover de uma ilha para outra), taxi regular, acomodação, alimentação e cachaça ( bem importante) : USD 1.700,00. Passagens aéreas: BRL950 (SP – Santa Cruz) + BRL350 (trecho interno BSB-SP-BSB). Informações básicas sobre Galápagos As Ilhas Galápagos localizam-se no Oceano Pacífico a cerca de mil quilômetros da costa da América do Sul e fazem parte do território do Equador sendo, administrativamente, uma das 24 províncias do país (Província de Galápagos). O arquipélago que compreende o conjunto das Ilhas Galápagos, que são de origem vulcânica, é formado por dezenas de ilhas e rochedos, sendo treze ilhas maiores (entre 14 a 4 588 km²), seis ilhas menores, e dezenas de ilhotas e rochedos, que totalizam uma área terrestre de 8 010 km². O arquipélago se distribuí por uma área oceânica de 59 500 km², somando 140 555 km² de mar territorial ao Equador. (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1pagos). Quatro das ilhas são habitadas: Santa Cruz, Isabela, San Cristobal e Floreana. No caso, visitamos as três primeiras. Trânsito entre as ilhas: O trânsito entre as três ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) pode ser feito por barco ou avião. Pelo ar, custa em torno de USD 175 o trecho, leva uns 30 minutos e é possível ir de qualquer uma das três ilhas para outra sem dificuldade. A grande restrição (além da financeira!) é que somente é permitido levar 15kg de mala. Por mar, o trecho custa USD 30 e demora cerca de 2,5h. O grande inconveniente, no entanto, é que não existe barco ligando Isabela a San Cristobal direto. Para transitar entre essas ilhas, é preciso passar por Santa Cruz. Os horários dos barcos são os seguintes: Clima: As Ilhas Galápagos podem ser visitadas o ano todo (devido ao clima ameno) e apesar de ter lido em vários sites que a estação chuvosa vai de Janeiro a Abril, não presenciei um momento de chuva. Muito pelo contrário, foram dias ensolarados e BEM quentes (sensação térmica de 40 graus estilo verão no RDJ). Moeda: Desde o ano 2000, o Equador assumiu o dólar americano como moeda corrente devido à grande crise político-econômica enfrentada no final da década de 90 e que acarretou em uma recessão profunda, com grande inflação e desvalorização do Sucre – antiga moeda equatoriana. (Fonte: https://sundaycooks.com/qual-moeda-levar-para-o-equador/). Língua: A língua oficialmente falada no Equador (e em Galápagos) é o espanhol. Infelizmente, pouquíssimas pessoas incluindo os guias falam inglês (e muito menos português). Eu utilizei bastante o portunhol, hahaha, passei alguns perrengues, mas deu tudo certo no [email protected] Voltagem: 110 volts Documentos obrigatórios: Passaporte, que deverá estar com a validade mínima de 06 meses, com 02 (duas) páginas em branco (preferencialmente centrais, ou uma frente a outra). Vistos: Brasileiros estão isentos de visto de turismo para permanência de até 90 dias. Vacinas: Obrigatório o certificado de vacina contra Febre Amarela – CIV (Certificado Internacional da Vacina), que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. **Gostaria de mencionar que foi cobrado o cartão de vacinação logo no check-in. Tinha uma rapaz no balcão ao lado que não conseguiu embarcar, por não ter o cartão de vacinação contra a febre amarela Taxas: Obrigatório pagar USD20 no aeroporto em Quito e USD50 em Santa Cruz. Importante levar: Adaptador de tomada mundial, protetor solar, bota para trilha, roupas leves, um casaco quente para não morrer de frio no aeroporto, produtos de higiene pessoal, equipamento para fazer snorkel e trajes de banho. Obviamente eu levei mais um monte de coisas, porque não queria ter que comprar nada lá, já que é cobrado em dólar! Hospedagem: SEM RESERVAS DE ACOMODAÇÃO EM GALÁPAGOS Pela primeira vez na vida, viajei sem uma reserva sequer. Como fui com um grupo de amigos, decidimos procurar acomodação na hora. Essa decisão foi tomada, baseada em relatos de viajantes que disseram que era muito mais barato. E realmente foi! Por exemplo, um quarto com AC + água quente + TV + frigobar, em uma pousada simples no booking sai por +ou- USD60 + impostos. Encontrei quartos com o mesmo perfil por USD40 (duas pessoas), sem café da manhã. Aliás, é muito raro encontrar pousadas que servem café incluído no preço da diária! Outra coisa interessante é que muitas pousadas cobram por pessoa, dando pouco ou nenhum desconto para quarto triplo, por exemplo. Apenas o quarto individual costumava ser um pouquinho mais caro, algo em torno de USD 25 dólares. Em Santa Cruz, ficamos na pousada Costa del Sol. Simples, mas muito perto do porto e da rua principal. A dona era meio doidinha e a temperatura do chuveiro oscilava, mas, no todo, acho que valeu a pena. Pagamos USD 40 no quarto de casal. Em Isabela ficamos na pousada Paraíso de Isabela. Reservamos essa pousada através de uma agência em Santa Cruz, dois dias antes. Ao chegar no porto de Isabela, tinha uma pessoa nos esperando para nos levar ao hotel. Chegando lá, os quartos ainda não estavam prontos, o que foi um grande problema pois tínhamos um passeio às 11h e precisávamos nos arrumar. Vimos essa mesma desorganização em outros dias. O quarto em si era bom, limpo, com ar condicionado e água quente. Localização era ok (Isabela é bem pequena). Pagamos USD 40 no quarto de casal. Em San Cristóbal nos hospedamos no Hostal Enmanuel. Padrão muito parecido com os demais: AC, água quente (morna, no caso), sem café da manhã e excelente localização. Também pagamos USD 40 o casal. Sem mais delongas, vamos ao que interessa... Dia 1 Foi um pouco cansativa a viagem, como a passagem foi comprada em uma promoção, tinham várias conexões! Saí de BSB e fui até GRU. De GRU voei até Bogotá, depois fui para Quito e em Quito, peguei mais um avião até Santa Cruz (24 horas pulando de aero em aero). Os voos foram tranquilos (sem grandes turbulências) e não tenho nada a mencionar de especial, em relação ao serviço de bordo da AVIANCA. Em Quito tive que pagar a primeira taxa de USD20 e passar pela primeira inspeção de malas (sim, tiveram muiiiiitas). Mala despachada, finalmente estava bem perto de Santa Cruz lol Enquanto esperava o voo, experimentei a cerveza mais famosa do Equador "CLUB" (USD2.50). A cerveja é bem gostosa e lembrou muito a "Stella Artois". Cheguei no aero em Baltra no dia 17 de Fevereiro, aproximadamente às 16:00 horas. Para chegar no porto que liga Baltra a Santa Cruz, é preciso pegar um ônibus da companhia aérea no aeroporto (de graça). Depois, para atravessar para Santa Cruz, deve-se pegar um boat (US1). Já em Santa Cruz, é possível pegar ônibus (USD 1,8 + USD 1) ou taxi até o centro de Puerto Ayora. Como queríamos passar na fazenda que tem tartarugas gigantes já na chegada, optamos por taxi. Nos cobraram USD 50 do porto para Puerto Ayora, com parada de 1,5h no Rancho El Chato 2. Na volta conseguimos por USD 25 ãã2::'> Destaco que o trajeto Puerto Ayora-Baltra pode levar bastante tempo, portanto, no retorno, recomendo reservar ao menos três horas para fazer o caminho com segurança. Foi lindo chegar em Santa Cruz após ter prestigiado o mar de águas azuis lá de cima e ver iguanas amarelas tomando sol pelo trajeto até a entrada do aeroporto... Massss, a bagagem de uma das integrantes do grupo não chegou (enviaram para Guayaquil) e foi bem estressante resolver (Fica a dica: verifique se o destino na etiqueta da mala está correto). Após chegarmos no porto em Puerto Ayora, decidimos conhecer RANCHO EL CHATO 02 (USD3). Explico que, como estava no caminho e provavelmente não teríamos outra oportunidade para conhecer o lugar, fechamos 02 taxis (USD50 cada taxi) e fomos conhecer as tartarugas gigantes. No Rancho El Chato conseguimos ver as tartarugas gigantes de pertinho. Existem muitas, mas muitas tartarugas gigantes caminhando por todos os lados. Todos os visitantes devem calçar uma bota de plástico cano alto, e é recomendável chegar apenas a 02 metros das tartarugas, Nesta mesma chácara, há túneis de lavas, e é possível entrar nos túneis. Experiência inesquecível, recomendo! Dia 02 Acordei bem cedo e fui procurar um local para tomar o desayuno. Como eu disse anteriormente, a maioria das pousadas não fornece café da manhã. Bem perto da pousada tinha uma outra pousada chamada "Pousada de Espanha", e eles serviam café lá. Paguei USD5 por 03 torradas, ovo mexido, café e um copinho de fruta picada. O atendimento não foi muito bom, além de ter demorado um pouco, achei que veio pouca comida. Outra coisa, o café é servido geralmente, entre 07:00 ás 09:00. Após o café, a turma toda foi conhecer a Playa de Los Alemanes e Las Grietas.
  25. Boa Tarde. Em cima da hora um amigo meu me convidou e as pressas embarcamos com interesse em fazer a trilha e escalarmos o Pico das Agulhas Negras. Antes, entramos no site do Parque do Itatiaia, que faz a guarda da portaria de entrada, e imprimimos a ficha para acessar ao parque. O processo é sempre assim: Leva-se a ficha impressa (em anexo) ou preenche-se lá a ficha para dar entrada no parque. Recomendo muito mesmo que chegue bem cedo, por volta das 6 da manhã, pois a liberação se dá por ordem de chegada, tanto para entrar no parque quanto para estacionar dentro (caso contrário terá que andar em média 3KM a mais). Todo o caminho foi muito lindo e cansativo, e cada parada para descansar valia muito pelo visual deslumbrante do Pico das Agulhas negras e adjacências. Levamos cerca de 4 horas para fazer todo o trajeto, em um ritmo baixo. O que não sabíamos, pois nenhum relato diz sobre é preciso alguns conhecimentos de escalada e apresentar o equipamento básico pra entrar no Parque. Descobri isso num dia anterior no hostel e então procurei um guia para nos ajudar. Demos sorte de encontrar o Ivan (35) 99271676. Esta é uma informação que considero crucial. Se você não tem muita experiência com escalada PRECISA contratar um guia. Durante todo trajeto vimos diversas pessoas se arriscando, por falta de orientação e/ou por abuso mesmo. A subida é íngreme e não é raro ficar próximo a desfiladeiros altos, o que pode ser muito perigoso e qualquer erro pode ter consequencias bem sérias. Vi algumas crianças na trilha e eu não recomendo devido aos riscos, mas é algo pessoal e cada pai sabe o que é melhor... Segue abaixo o contato do Ivan, muito legal e prestativo mas, o mais importante, um cara extremamente experiente em escalada e que leva a segurança dos clientes ao extremo. Usa corda dupla com nós muito firmes e sempre fica "na cola" da gente em todas as situações que envolviam qualquer risco: Ivan (Guia turístico do Pico das Agulhas Negras): (35)99271676 - atende por WhatsApp Valeu muito a pena mesmo e espero voltar mais vezes! Ficha_de_Controle__de_Visitante_2018.pdf
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