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  1. Boa Tarde. Em cima da hora um amigo meu me convidou e as pressas embarcamos com interesse em fazer a trilha e escalarmos o Pico das Agulhas Negras. Antes, entramos no site do Parque do Itatiaia, que faz a guarda da portaria de entrada, e imprimimos a ficha para acessar ao parque. O processo é sempre assim: Leva-se a ficha impressa (em anexo) ou preenche-se lá a ficha para dar entrada no parque. Recomendo muito mesmo que chegue bem cedo, por volta das 6 da manhã, pois a liberação se dá por ordem de chegada, tanto para entrar no parque quanto para estacionar dentro (caso contrário terá que andar em média 3KM a mais). Todo o caminho foi muito lindo e cansativo, e cada parada para descansar valia muito pelo visual deslumbrante do Pico das Agulhas negras e adjacências. Levamos cerca de 4 horas para fazer todo o trajeto, em um ritmo baixo. O que não sabíamos, pois nenhum relato diz sobre é preciso alguns conhecimentos de escalada e apresentar o equipamento básico pra entrar no Parque. Descobri isso num dia anterior no hostel e então procurei um guia para nos ajudar. Demos sorte de encontrar o Ivan (35) 99271676. Esta é uma informação que considero crucial. Se você não tem muita experiência com escalada PRECISA contratar um guia. Durante todo trajeto vimos diversas pessoas se arriscando, por falta de orientação e/ou por abuso mesmo. A subida é íngreme e não é raro ficar próximo a desfiladeiros altos, o que pode ser muito perigoso e qualquer erro pode ter consequencias bem sérias. Vi algumas crianças na trilha e eu não recomendo devido aos riscos, mas é algo pessoal e cada pai sabe o que é melhor... Segue abaixo o contato do Ivan, muito legal e prestativo mas, o mais importante, um cara extremamente experiente em escalada e que leva a segurança dos clientes ao extremo. Usa corda dupla com nós muito firmes e sempre fica "na cola" da gente em todas as situações que envolviam qualquer risco: Ivan (Guia turístico do Pico das Agulhas Negras): (35)99271676 - atende por WhatsApp Valeu muito a pena mesmo e espero voltar mais vezes! Ficha_de_Controle__de_Visitante_2018.pdf
  2. Olá, Meu nome é Wilder,estou com a intenção de viajar até a chapada dos veadeiros sozinho,moro em Goiânia e estou procurando economizar,dei uma lida nos últimos relatos de viajantes e me parece que a saída para alto paraíso/São jorge é a partir de brasília,alguém pode me confirmar? Também estou a procura de alguém que possa estar indo para o mesmo destino em alguma data de Novembro/19,quando estarei de férias. Pretendo ficar aproximadamente 7 dias,caso alguém tenha interesse para o mesmo destino/período, podemos conversar sobre maiores detalhes sobre: datas,caronas e custos gerais. Grato!
  3. Alguém indo para Chapada no começo de novembro, querendo dividir passeios e carro?!
  4. Fala Galera, Alguem interessado em chapada dos veadeiros Novembro de 2019 ?
  5. Alor, Estou cogitando ir pra Chapada no feriado de novembro, mas pelo que tô pesquisando, ir sozinha sem agência é beeeem perreio. Alguém anima ir nessa data e dividirmos os corres? bjs
  6. Travessia feita em: 28/09/2019. Todas as fotos estão em: https://photos.app.goo.gl/sS4m5bB5wDXsYJNe6 - Introdução - Uma semana antes dessa caminhada, estava conhecendo o Morro do Saboó em São Roque. Do seu topo, comecei a reparar em outros picos bem maiores ao redor, qdo um em específico me chamou muito a atenção. Era uma enorme elevação com 2 picos enormes e outras menores se destacando no horizonte e estava com parte do topo encoberto pelas nuvens. Mas foi no final do dia, qdo a nebulosidade dispersou sobre o topo dessa montanha, que eu pude ver que é bem mais alta do que eu imaginava. E obviamente me atiçou a curiosidade de desbravar esse pico. Mas antes, precisaria buscar infos do nome, como chegar, qual é o ponto mais próximo de ônibus ou carro. Pois bem, na semana seguinte ao morro do Saboó, me debrucei no pc e olhando no google earth, descobri o nome da tal elevação: Serra do Voturuna. Outra coisa que me chamou mais a atenção ainda, é a altitude de seus picos: mais de 1.200 metros. Foi a deixa para descobrir como chegar lá. Buscando relatos aqui, ali e acolá, encontrei um do famoso colunista, montanhista e trilheiro conhecido: Jorge Soto, que já esteve lá algumas vezes e havia disponibilizado um relato de uma travessia que fez de ponta a ponta de toda a cadeia montanhosa da Serra de Voturuna. Pois bem, após ler todo o relato, onde ele diz em detalhes o percurso e como chegar, era hora de bolar a melhor logística possível para chegar lá, usando transporte público. 1º dia - Do centro de Araçariguama ao Topo do Pico do Morro Negro Para essa travessia, chamei várias pessoas, mas apenas 6 corajosos toparam ir na empreitada comigo: Marcio, Paola, Monike, Diego e a novata do grupo do Whats: Andréia. Eram 7:40 qdo saltei do trem na Estação Itapevi, cujo movimento estava tranquilo por ser um Sábado. Lá, encontrei o Diego que já havia chegado antes e me aguardava no ponto marcado. Aos poucos, a turma foi chegando, mas logo tivemos uma baixa: A Monike, que havia perdido a hora e não conseguiria vir. Caiu na armadilha de "ah, só mais 5 minutos" e se deu mal. Com isso, continuamos em 5. Com todos reunidos, fomos para o ponto de ônibus esperar o coletivo para Araçariguama. O tempo estava com cara de poucos amigos, uma fina garoa caia sobre nossos rostos ansiosos e nisso, vinha a pergunta que não quer calar: Será que sol vai aparecer e teremos algum visual? Sim, as previsões meteorológicas para o fds estavam favoráveis. Aproveitei para tomar um café da manhã reforçado em frente a estação e depois logo embarcamos no latão rumo a Araçariguama que passou as 10:00hs. Parte do trajeto é feito ao lado do antigo leito da Sorocabana e depois adentra uma estrada de terra que só por deus. Após muito chacoalhar, balançar e até pula-pula, finalmente chegamos ao trecho da Castelo Branco, onde não demorou muito e logo chegamos a pacata Araçariguama, após 1 hora desde a estação Itapevi. Ao longo do trajeto, o tempo abriu um pouco, corroborando a previsão meteorológica, para a alegria e o entusiasmo de todos. Ao lado esquerdo, ainda na Castelo Branco, a Serra do Voturuna aparecia em alguns momentos com todo seu explendor e seus 2 picos mais altos aparecendo em destaque, quase que rasgando os céus. Araçariguama é uma cidade bem montanhosa, cujas ruas são verdadeiras pirambeiras. Deve ser por isso que não vi nenhuma academia por lá...😂 Tão logo desembarcamos, a turma resolveu fazer um café da manhã reforçado e sem perder tempo, partimos em direção ao nosso objetivo: a Serra do Voturuna. O avião lá em cima, visto do centro da cidade. Munidos apenas do relato, infos e uma bússola, lá fomos nós em direção ao morro do Avião, onde há um avião da decada de 50, que visto de longe, parecia estar se equilibrando a meio caminho. O relógio já havia passado das 11:00hs e vi que precisávamos apertar o passo, já que nenhum de nós tinha noção alguma de quanto tempo iriamos demorar para chegar até a base, quiça o topo. Partindo do centro da cidade, chegamos a um enorme campo de futebol e uma praça, onde a partir dali, pega-se uma estrada de terra que sobe até o topo. Não demora muito e vem o primeiro trecho de subida forte, em direção ao topo do morro do avião, que segundo o relato, é a nossa referência do caminho em direção ao sopé da Serra do Voturuna. As primeiras vistas da Serra de Voturuna durante a subida No trecho inicial da estrada de terra, uma trilha a direita serviu de atalho e evitou uma grande volta que a estrada de terra dá em boa parte de sua subida. A medida que iamos ganhando altitude, já conseguíamos visualizar parte da Serra do Voturuna, com seus 2 maiores picos em destaque, para a animação de todos. A Subida é ingreme, mas não dura muito tempo e logo estamos no topo, onde pudemos ver o tal "avião" todo carcomido e enferrujado pelo tempo, repousando no alto do morro. Do topo, passa uma rodovia vicinal que segue na direção desejada. Do morro do avião, se tem um belo visual da cidade e do entorno, mas com o tempo passando, nos limitamos a algumas fotos, pois ainda tinhamos muito chão pela frente. Do mirante do avião, pegamos o caminho da direita pela rodovia e seguimos por cerca de 6 km até o sopé da Serra, onde parte a trilha que sobe. No mirante do avião Desse ponto, a Serra do Votoruna aparece com todo o seu explendor e imponência e vale até alguns minutos para contempla-lo. No trecho da Rodovia, após a mesma fazer uma grande curva a esquerda, ela inicia um longo trecho de descida até um grande vale. Nesse vale, passa um riacho e é o unico ponto de água disponível nesse primeiro dia. Nós não pegamos água nesse riacho e só fomos descobrir lá na frente que foi uma péssima decisão. Pegue água nesse ponto ou terá problemas! Na Rodovia, chegando próximo a base da Serra do Voturuna todo imponente a sua frente. 1 hora e 20 minutos desde o avião e 2 horas desde o centro de Araçariguama, finalmente chegamos ao ínicio da trilha que subia forte logo de cara e vimos que não seria nada fácil. As 13:35 começamos a subida da trilha, que começa em meio a trecho de grama baixa, com trilha meio precária, que hora aparecia e desaparecia constantemente, mas o sentido a seguir era obvio: sempre para cima, seguindo pela crista....30 minutos desde a Rodovia, chegamos a um ombro, onde a subida dá uma trégua e desse ponto, já era possível avistar todo o percurso a frente, com os 2 grandes picos do Voturuna à esquerda, parecendo estar perto, mas distante umas 2 horas de subida ainda. Trecho inicial da subida só com vestígio de trilha ou mesmo sem mesmo, porém de grama rala e por isso, a subida foi facil. As primeiras vistas do trecho onde ainda iriamos passar e os 2 principais picos do Voturuna a esquerda, ainda distantes. Aqui a trilha fica mais definida, o que ajudou nessa parte com o mato mais alto, composto em sua maioria por Samambaias. Felizmente o trecho mais fechado não dura muito tempo e logo saímos em um trecho onde parece que a grama foi cortada e com isso, a caminhada fica bem mais fácil e rápida. Com visual total de tudo a frente, vamos ganhando altitude e a medida que subíamos, o vento e o frio iam apertando mais. O sol ia e vinha entre muitas nuvens o tempo todo, o que foi um alivio, pois não há nenhum ponto de sombra e imaginei subindo com o sol castigando a todo momento. Subida segue pela crista acima Mais 30 minutos e chegamos ao primeiro dos 3 topos e aqui, a subida da uma trégua. Nesse ponto, se visualiza a imponente Serra do voturuna bem a sua frente, com seus 2 principais picos parecendo estar perto, mas ainda restava a descida de um vale até lá. Um Pinheiro solitário e fora do contexto chama a atenção, pois é o unico visivel no topo e aqui também encontro vestígios de acampamento, mas como o lugar é totalmente exposto aos ventos, é arriscado acampar aqui. As 14:47 inicio a descida do vale em direção a base do Pico do Morro Negro e logo a frente vejo o enorme subidão pirambeiro por onde ainda iria passar e vejo que não será nada facil, pois é uma subida bem íngreme. No primeiro topo, com visão total dos próximos 2 picos a sua frente. Trecho de descida até um vale A descida é tranquila e é feito por um trecho de estradinha de terra, o que me faz supor que aqui deve subir veículos motorizados vindos de alguma bifurcação a frente. A descida é rapida e nesse trecho, passo por 2 bifurcações, uma a direita e outra a esquerda e percebo que existe outro acesso ao Voturuna vindo lá da rodovia, de algum outro ponto posterior ao que eu entrei, provavelmente usados por quem vem de carro. Resolvo dar uma descansada aqui na base antes de começar a subir, pois só de olhar o paredão íngreme a frente, cansou até a vista. Olho para trás e vejo os demais se aproximando, mas com o vento gelado, nem consigo ficar muito tempo parado e logo começo a subida. Aqui, a trilha é bem marcada e definida, com isso, nosso avanço foi bem mais rápido. A medida que ia subindo, a trilha vai ficando mais íngreme e nisso, fui parando algumas vezes para retomar o fôlego ao mesmo tempo que curtia o visual e aguardava os demais me alcançar. Iniciando o segundo trecho de subidão pirambeiro em direção ao próximo pico A subida é árdua e com o peso da cargueira, esse trecho não é nada facil e vou seguindo em um ritmo lento. Vamos ganhando altitude rapidamente e felizmente, com o tempo encoberto, não tivemos o sol castigando, já que toda a subida é exposta e quase sem nenhuma area de sombra. Seguimos subindo em trilha bem demarcada e com vários trechos de pedrinhas soltas e rochedos, sem grandes dificuldades. 25 minutos desde o vale lá embaixo, chegamos ao topo do primeiro dos 2 picos e aqui, a trilha passa a descer entre os cocorutos do topo. A partir desse ponto, temos a visão total do trecho final até o Pico do Morro Negro, que aqui já se encontra bem próximo e bem visível a nossa frente. Trecho de vale após passarmos pelo topo do 2ºpico Vales enormes Descemos um pequeno vale e entramos definitivamente na subida final em direção ao cume. O relógio marcava 15:40hs e vendo que estamos relativamente próximo, resolvo fazer um pit stop para molhar a goela e mastigar algo, afim de forrar o estomago e também aguardar o pessoal que ficou para trás. O que preocupa aqui é que desde a rodovia, não passamos por nenhum ponto de água e sem expectativa de qdo encontrar um, aviso a turma para maneirar no consumo da água. 20 minutos depois, retomamos a caminhada e a medida que íamos nos aproximando do topo, o visual de todo o contraforte serrano do Voturuna ia se abrindo e se destacando cada vez mais, o que chamou bastante a atenção. Aqui também era possível ver todo o percurso que ainda falta e o que já passamos. Trecho final ao cume O trecho final de subida ao cume a partir do segundo pico é mais leve, já que as subidas mais íngremes acabaram. Mas mesmo assim, os músculos das pernas já estavam esgotados, pois toda a força foram dirigidas a eles. Os ventos estavam bem fortes, o que dificultou nosso avanço, mas continuar era preciso! O topo parecia estar bem próximo e as 16:00hs, com pouco mais de 3 horas cravadas de subida desde a rodovia, finalmente chegamos ao cume do Pico do Morro Negro, a mais de 1.200 metros de altitude, para literalmente, desabarmos ali. Chegando ao topo e todo o trecho percorrido atrás Enfim, barracas montadas e o merecido descanso no cume Não havia ninguém no cume e com isso fomos donos absolutos do lugar. Fomos em busca de um local protegido dos fortes ventos para montarmos a barraca e nem demorou muito para encontarmos um bom local, amplo, plano e com um pouco de proteção. Até há outros descampados, mas todos expostos aos fortes ventos. Enquanto montavamos as barracas, uma forte neblina bateu no topo e a visão ficou prejudicada, frustrando a expectativa de todos por algum visual e o por-do-sol. Com o tempo fechado, a temperatura diminuiu rapidamente e ficou próxima dos 10ºC. Após montada a barraca, exploro as laterais do topo, afim de encontrar a trilha que desce para Sudeste. Encontro algumas bifurcações levando a outros mirantes e até encontro a trilha que segue na direção desejada. Mas com a visão prejudicado pela forte neblina, deixo para fazer isso melhor amanhã, torcendo para que o tempo esteja melhor. Com o anoitecer, resolvemos fazer nossa janta, ficamos jogando conversa fora e fazendo um pouco de hora. Mas com os fortes ventos, a neblina e o frio, nem fico muito tempo fora da barraca e logo fui dormir. 2ºDia - Do topo do Morro Negro à Pirapora do Bom Jesus O domingo amanheceu ensolarado e com um tapetão de nuvens cobrindo os vales. Mas com a neblina do dia anterior e sem expectativa alguma de que abrisse o tempo antes do amanhecer, ninguém acordou para ver o nascer do sol. Acordei pouco depois das 7:00hs com os raios do sol batendo do lado de fora da barraca e ao colocar a cabeça para fora, vejo tudo aberto e as nuvens embaixo, o que me deixou bastante animado! A neblina da noite anterior tinha dissipado e na verdade, as nuvens estavam embaixo, o que deixou todos radiantes. Com o tempo aberto, deu para ver todo o caminho que viemos no dia anterior, com as cidades de Araçariguama, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, dentre outras até onde a vista alcançada. É um visual de tirar o fôlego. Aproveitei para analisar melhor a trilha que desce para Sudeste em direção aos 2 outros picos da Serra, planejando o percurso de descida. Do topo, dava para ver boa parte do percurso por onde irei descer, com algumas pequenas subidas e vejo que será uma caminhada longa, mas relativamente tranquila. Volto para as barracas e vejo que boa parte da turma ainda estavam se fartando de clicks do topo. Afinal, o dia estava radiante e o sol brilhava forte em um céu estupidamente azul e sem vestígio de nuvem acima, só embaixo. Após os clicks, fomos fazer nosso café da manhã e em seguida, começamos a arrumar as coisas. Pirapora do Bom Jesus lá embaixo Barraca desmontada e mochila nas costas, começamos a descer sentido Sudeste pouco depois das 9:30 da manhã em uma pequena trilha que ora sumia, ora reaparecia. Seguindo sentido Sudeste/leste, a descida é tranquila e a maior parte feita só no visual. Nesse trecho, vestígios de trilha vão aparecendo e indo na direção de um pico mais baixo. 15 minutos desde o acampamento lá no topo, chegamos a um vale, onde a trilha reaparece mais definida a esquerda, no meio desse vale e indo na direção desejada. A trilha está bem demarcada e com isso, nosso avanço fica mais rápido. Aos poucos, vamos perdendo altitude, enquanto passamos por várias paisagens do alto da Serra do Voturuna, com inumeras vistas do entorno e uma vegetação diferenciada. Uma pecularidade dessa Serra é os cavalos selvagens soltos por vários pontos e suas fezes encontrados em vários pontos da trilha. A trilha principal tem algumas ramificações, mas vamos seguindo pelo trecho principal mais demarcada em direção Sudeste, a caminho de Pirapora do Bom Jesus, visivel algumas vezes lá do alto, mas ainda distante. A trilha segue descendo discretamente em direção a um grande vale a esquerda, onde avisto uns cavalos tomando agua. Primeiro ponto de água a mais ou menos 1 hora de descida do topo, mas impropria para o consumo, infelizmente Cume do Morro Negro ficando para trás As 10:05, chegamos ao vale que vimos lá de cima, mas por conta dos cavalos e seus dejetos, a água está imprópria para consumo e por isso, somos obrigados a continuar em frente em busca de outro ponto de água potável. Felizmente, a turma soube racionar bem a agua que dispunha e por isso, ainda tínhamos agua suficiente para chegar até o próximo ponto. Atravessamos o pequeno vale e começamos uma nova subida ao alto de um morro. Chegamos à uma bifurcação em "T" onde pegamos o caminho da direita sentido Sul. O da Esquerda parecia ser a tal "trilha norte". A trilha da direita segue pelo alto da crista do pequeno morro. 10 minutos após a birfurcação, a trilha começa a descer até uma grande planície, onde se dividiu em pequenas ramificações, mas que todas se encontravam. Aqui o caminho é um pouco confuso, mas a trilha principal se mantem bem demarcada e é só seguir por ela que não tem erro. Mais 20 minutos e chegamos a um enorme descampado plano e protegido para umas 10 barracas pelo menos. Descampado em um trecho bem amplo Continuamos em frente e as 10:45h chegamos a beira de um enorme precípicio. Ali, tivemos um perdido: A trilha termina ali e não tinha caminho a seguir em frente. Segui à esquerda, depois a direita e nada de trilha ou de um caminho visivel. A frente, só um enorme precipício intransponível, sem continuação. Diante dessa situação, pensei: E agora, José? Considerando as várias ramificações da trilha principal, resolvemos voltar e ver se encontramos alguma bifurcação que deixamos passar batido. Dito e feito, 10 minutos de retorno, demos de cara com uma bifurcação a direita (esquerda para quem está descendo) que ia na direção desejada. Resolvido o perdido, bora continuar a pernada. Pico que é a referência da bifurcação que desce/sobe por um vale A Referência dessa bifurcação, é um pico que fica bem a frente. Depois que entramos na bifurcação, ela logo mergulha na mata fechada e segue por dentro dela até encontrar uma pequena nascente de um corrego com água limpa. Enfim, após 1 dia e meio sem ver agua, finalmente encontramos o precioso líquido. Era uma nascente, então descemos mais um pouco até um ponto onde o corrego fica com mais vazão e paramos para coletar água limpa e corrente. Goela molhada e cantis cheios, retomamos à caminhada de descida em direção a Pirapora do Bom Jesus e a partir desse ponto, a trilha fica mais íngreme e vamos descendo com mais cuidado. Outro detalhe desse ponto são os carrapatos. Pegamos vários no trecho, então, muito cuidado nesse trecho de mata mais fechada. Use um bom repelente para evita-los, de preferência aqueles com ação forte contra carrapatos. As 11:40hs, saimos da mata mais fechada e a caminhada passou a bordejar a encosta direita do morro onde estavamos, com o sol castigando o tempo todo. Passamos por uma cerca e chegamos a um ponto onde demos de cara com uma família de bois e vacas com seus filhotes bem no meio da trilha. A trilha vem lá do meio do vale, entre os 2 picos Trecho final de descida pela trilha Tentamos passar, mas o macho, ao perceber nossa aproximação, deu uma bufada de aviso. Perdemos algum tempo aqui e tivemos que esperar, mas conseguimos passar, fazendo um desvio por cima e logo retomamos a trilha logo a frente. As 12:40, chegamos ao trecho final, onde a trilha desce e cruza um enorme campo de cerrado bem aberto. Aqui a caminhada fica mais tranquila. Passamos por uns trechos de mineiração e logo a frente já se vê as ruas da pequena cidade de Pirapora do Bom Jesus, com a trilha descendo para lá. Enfim, chegamos a cidade E finalmente, as 13:10, com mais de 3 horas de caminhada desde o topo do Pico do Morro Negro (incluindo os perdidos e as paradas), pisamos no asfalto da pequena cidade, para a alegria de todos. Andamos mais alguns minutos e logo estacionamos numa lanchonete para bebemorarmos o sucesso da empreitada e forrar o estomago com algo "gorduroso". Foram cerca de 21 km de pernada em 2 dias com 1 pernoite com perrengues, superação e muitos carrapatos. Mas tb com visuais e desafios para andarilho algum botar defeito. As 14:30 embarcamos no ônibus para a Estação Barueri e depois no trem da CPTM de volta para SP, onde cheguei pouco antes das 17:00hs, cansado, mas feliz. DICAS: -> Pontos de água nessa travessia são escassos. Só há um ponto de agua na rodovia, pouco antes de iniciar a subida até a base, onde começa a trilha. Não há nenhum outro ponto de agua durante toda a subida e no topo. Só fui encontrar água na metade da descida do dia seguinte, em um pequena nascente a mais ou menos 2 horas de caminhada do topo. Por isso, traga toda a água que for precisar da cidade ou pegue em um riozinho no vale ainda na rodovia, pouco antes de entrar na subida final até a base. O ideal é levar pelo menos 3 litros. -> A trilha no começo da subida é pouco demarcada. Mas a maior parte do percurso é só no visual, é só tocar para cima pela crista e mais a frente, ela aparece e depois adentra a um trecho de estrada de terra, onde a grama foi aparada e a caminhada fica bem mais fácil. -> Não há local para deixar o carro no começo da trilha, nem tem como parar, pois ela começa em um trecho da rodovia. -> A distancia de Araçariguama até o inicio da trilha é de 6,5km. Deve-se subir até o mirante onde tem um avião da decada de 50 exposto lá no alto e depois seguir pela rodovia a direita, até chegar na base da Serra, que é visível a maior parte do tempo. -> Os horários dos ônibus de Itapevi para Araçariguama são bem ingratos. Tem apenas 8 horários por dia e um dos horários é 7:45 e o próximo só as 9:50. Os onibus partem do lado da Estação de Itapevi, em um local reservado para paradas somente de ônibus intermunicipais e com o logo da EMTU. Na dúvida, informe-se com moradores. -> A Subida da rodovia para o topo do Pico do Morro Negro leva em média 3 horas com mochila cargueira e em um ritmo médio. Ela passa pelo topo de um dos picos vistos lá embaixo. É uma subida exigente e não é uma trilha recomendada para iniciantes. -> No Topo há vários locais para barraca, mas a maioria são expostos aos ventos. Mas há um ponto que fica dentro de um pequeno vale e é uma boa opção para montar barracas.com um pouco de proteção dos ventos. -> Não há água durante toda a subida, no topo e nem próximo dele. -> Só há 2 pontos de água e ambos ficam na descida para a cidade. -> O primeiro ponto de agua da descida é impróprio para o consumo humano, pois é usado pelos cavalos e bois, tendo vários dejetos deles lá. Só vai ter água potavel entre 30 minutos a 1 hora de descida após passar por esse ponto. -> Encontrei muitos carrapatos nessa travessia. Leve um bom repelente e passe várias vezes ao dia, mesmo em locais onde você achar que não vão picar. Os carrapatos costumam andar pela roupa e buscam locais quentes e escondidos. -> Em Pirapora do Bom Jesus, há linhas de ônibus direto para a Estação de Barueri. Só não sei os horários, mas pode ser consultado no site da EMTU. -> Sinal de celular pega no topo e na maior parte dos trechos da crista. Principalmente o da VIVO. É isso.🙂
  7. Gonçalves é um município brasileiro do estado de Minas Gerais e é atualmente um dos pólos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. Além das inúmeras cachoeiras na região, a pequena cidade mineira conta com diversas trilhas para os amantes de trekking, e assim resolvi fazer a trilha da PEDRA BONITA no último final de semana. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha Pedra Bonita é o ponto mais alto da região, sendo ponto de divisa entre Gonçalves/MG e Sapucaí Mirim/MG, com 2.120m de altitude. No topo é possível avistar toda a região, inclusive o Vale do Paraíba, Campos do Jordão, Serra do Mar, entre outros. A trilha tem 08 km (ida e volta) contando com 500/600 metros de desnível, acabei fazendo a subida em 02 horas e a descida em 01 hora e 30 minutos, num ritmo normal, com algumas paradas para hidratação e contemplação da natureza. Por ser uma trilha curta, optamos por realizar um bate volta, saí de São Paulo as 06 horas da manhã e cheguei no inicio da trilha as 10:30 para começar a caminhada, as 16 horas já estava retornando para São Paulo. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha - Como Chegar Para chegar ao inicio da trilha, você tem que colocar no GPS o seguinte endereço Refúgio Kalapalo (Fazenda Campestre), porém houve uma ALTERAÇÃO do começo da trilha, antigamente os proprietários do Refúgio autorizavam a entrada dos trilheiros e dali começava o trajeto, porém eles não autorizam mais a passagem de pessoas em sua propriedade. Para isso, é necessário somente andar mais uns 200 metros de carro pela mesma estrada de terra, onde terá uma porteira do seu lado esquerdo, ali terá uma estrada subindo, vá a pé, ate ter em seu lado esquerdo uma porteira para a propriedade do Refúgio Kalapalo, quando chegar nesse ponto, do seu lado direito terá um pasto, você terá que atravessar essa parte, mantendo a floresta a sua direita, até que você irá encontrar o inicio da trilha, após essa parte, você encontrará mais um pasto, e na mesma direita você verá mais um acesso e pronto, agora é só encarar os 500 metros de subida. Uma das regiões mais bonitas de São Paulo Resumindo: Vá ate o Refúgio Kalapalo 200 metros a frente da entrada da fazenda você encontrará uma porteira (deixe o carro por ali) Suba a pé pela estrada ate encontrar uma porteira a sua esquerda, na sua direita terá um pasto, atravesse ele. Ande uns 500 metros, mantendo a floresta a sua direita, até que surgirá o inicio da trilha Ao atravessar a pequena parte com floresta, surgirá um novo pasto, andando 50 metros a frente, a sua direita terá o outro acesso da trilha que subirá ate o cume A partir daí, não tem mais bifurcações. Eu e 01 dos 02 cachorros que me acompanhou até o cume da Pedra Bonita - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, onde dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. Turma feliz com o objetivo conquistado Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  8. Gonçalves é um município brasileiro do estado de Minas Gerais e é atualmente um dos pólos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. Além das inúmeras cachoeiras na região, a pequena cidade mineira conta com diversas trilhas para os amantes de trekking, e assim resolvi fazer a trilha da PEDRA BONITA no último final de semana. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha Pedra Bonita é o ponto mais alto da região, sendo ponto de divisa entre Gonçalves/MG e Sapucaí Mirim/MG, com 2.120m de altitude. No topo é possível avistar toda a região, inclusive o Vale do Paraíba, Campos do Jordão, Serra do Mar, entre outros. A trilha tem 08 km (ida e volta) contando com 500/600 metros de desnível, acabei fazendo a subida em 02 horas e a descida em 01 hora e 30 minutos, num ritmo normal, com algumas paradas para hidratação e contemplação da natureza. Por ser uma trilha curta, optamos por realizar um bate volta, saí de São Paulo as 06 horas da manhã e cheguei no inicio da trilha as 10:30 para começar a caminhada, as 16 horas já estava retornando para São Paulo. Visão de 1 dos 3 mirantes existentes na trilha - Como Chegar Para chegar ao inicio da trilha, você tem que colocar no GPS o seguinte endereço Refúgio Kalapalo (Fazenda Campestre), porém houve uma ALTERAÇÃO do começo da trilha, antigamente os proprietários do Refúgio autorizavam a entrada dos trilheiros e dali começava o trajeto, porém eles não autorizam mais a passagem de pessoas em sua propriedade. Para isso, é necessário somente andar mais uns 200 metros de carro pela mesma estrada de terra, onde terá uma porteira do seu lado esquerdo, ali terá uma estrada subindo, vá a pé, ate ter em seu lado esquerdo uma porteira para a propriedade do Refúgio Kalapalo, quando chegar nesse ponto, do seu lado direito terá um pasto, você terá que atravessar essa parte, mantendo a floresta a sua direita, até que você irá encontrar o inicio da trilha, após essa parte, você encontrará mais um pasto, e na mesma direita você verá mais um acesso e pronto, agora é só encarar os 500 metros de subida. Uma das regiões mais bonitas de São Paulo Resumindo: Vá ate o Refúgio Kalapalo 200 metros a frente da entrada da fazenda você encontrará uma porteira (deixe o carro por ali) Suba a pé pela estrada ate encontrar uma porteira a sua esquerda, na sua direita terá um pasto, atravesse ele. Ande uns 500 metros, mantendo a floresta a sua direita, até que surgirá o inicio da trilha Ao atravessar a pequena parte com floresta, surgirá um novo pasto, andando 50 metros a frente, a sua direita terá o outro acesso da trilha que subirá ate o cume A partir daí, não tem mais bifurcações. Eu e 01 dos 02 cachorros que me acompanhou até o cume da Pedra Bonita - Dicas Leve: 2 Litros de água no mínimo. Lanche e frutas Boné e lanterna Óculos Protetor solar Blusa de Frio ou corta vento Protetor Labial Um calçado adequado para a trilha Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia. Melhor época é sempre no outono/inverno, onde dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia. Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  9. Sem data definida. Intenção de fazer um grupo com várias pessoas e várias datas para trekking. Durante a semana e fds.
  10. Estou querendo viajar para Chapada dia 31/12/2019 e ficar uns 5 ou 6 dias. Procuro um grupo para dividir custos e compartilhar boas experiências. Saio do Rio de Janeiro, destino Brasília e depois Alto Paraíso. Sou flexível com datas.
  11. Procuro companhia pra viagem para a chapada dos veadeiros no período do carnaval de 22 a 26 de fevereiro de 2020.
  12. Oi Camila.  To indo pra chapada dos veadeiros amanhã e dps quero subir sentido jalapao e chapada das mesas. 

    Mas vi que vai ser dificil conhecer a regiao sozinha (fica muito caro alugar carro e guia sozinha) e alguns passeios exigem mais pessoas tbm.

    Vc ainda vai? Tem algum planejamento? 

    Se quiser me add no instagram eh @amanda.izidoro 

    Obrigada bjus

    1. Camila Cursino

      Camila Cursino

      Oi Amanda, 

      Eu fechei com uma agencia já, entrei em outro grupo que ainda não conheço.

      Voce chegara no Jalapao por essas datas? 20/10 á 25/10?

       

      Beijos

    2. amanda.izidoro

      amanda.izidoro

      Sim, talvez chegue ate antes . Vc pode me passar os detalhes q vc fechou? To achando os preços um tanto puxados rsrs

       

    3. Camila Cursino

      Camila Cursino

      Claro,

       

      Fechei com Rajalao, 5 dias

      chego no domingo e ele ja pega no aeroporto, R$2.600

      Foi o mais em conta que achei, levando em consideração que nao vou gastar com hospedagem por fora do pacote já que a maioria pede para chegarmos um dia antes da expedição.

  13. Olá! Alguém topa Chapada dos Veadeiros primeira quinzena de Nov/19? Me add no WhatsApp 015991686040
  14. Estou indo para a Chapada no começo de novembro 02/11, alguém indo nessa data para dividir passeios ou aluguel de carro?!
  15. Galera cheguei ontem de viagem e está tudo fresco em minha memória. Este post é direcionado a mochileiros mas aproveitem que tem dicas para todos. Meu objetivo é fazer um post completo, com muitas informações e indicar todos que me ajudaram. Utilizei esse site para ler muito relatos e fazer essa viagem mas quase tudo que postarei aprendi na estrada, estando na chapada. Eu parti no dia 01/06/2019 (bem recente) e contactei alguns guias locais para pegar dicas e o luan 061 99854-3912 GUIA de alto paraiso me ajudou bastante. O guia COLECI 061 99809-3603 me cedeu informações excelentes e eu pude começar a minha viagem. Ele me passou um numero de telefone de lotação( pessoal de cavalcante que trabalha levando pessoas e buscando em Brasília) Nildo 061 9962-6311, é o cara desse translado. Além da Pousada Sol onde paguei apenas 40,00 (quarto de solteiro individual com banheiro, tv, wi-fi e ventilador). Saí de Nova Friburgo em direção ao Rio de janeiro no sábado (1/6) e lá embarquei as 16:30 no ônibus da ÚTIL (252,00) que me levou para Brasília e cheguei às 10:20 (2/6). Esperei uns 20 minutos e o Dinei motorista do Nildo me buscou e logo em seguida pegou outras pessoas para levar a Cavalcante ( Paguei 80,00 e valeu muito a pena pq é longe e eu não consegui carona no gp do face por ser domingo). Essas lotações buscam as pessoas em qualquer lugar e deixa direto no local de hospedagem. Fui muito bem recebido na Pousada Sol 062 9634-6132. Estando em Cavalcante entrei em contato novamente com dois guias com quem eu ja havia conversado antes pelo zap para eu acertar meu roteiro por esse local conhecido como a cidade das cachoeiras. ZEZINHO 062 9689-4358 e TOTA 062 9673-0765. A orientação foi que no dia seguinte eu me dirigisse ao CAT (CENTRO DE TENDIMENTO AO TURISTA) pois alguns turistas passavam por lá para contratar guias e pegar orientações. Caso alguns desses tivessem vaga no carro e aceitassem que eu agrupasse, eu conseguiria dividir os gastos do passeio e somar com esse grupo. Porém cheguei as 07:00 (03/6) e aguardei até as 08:30, sem sucesso. Liguei para o ZEZINHO e ele aceitou me levar de moto até o território KALUNGA para conhecer as cachoeiras e assim começa meu primeiro dia desbravando por esse local. A cachoeira Santa Barbara está nesse território e fica a 27km da cidade de cavalcante (estrada de chão, não tão boa). Fiz esse trajeto na garupa da moto. Cabe ressaltar que a todo momento os guias me ofereceram moto e carro emprestados (algo que não seria comum na minha região) para eu chegar aos ponto turisticos e lá contratar outro guia. Não achei justo e conversei para que eles me conduzissem e assim eu pagasse a diaria de cada um deles. Dessa forma, ZEZINHO me conduziu e lá pude conhecer as 3 cachoeiras (Candaru, Sta Barbara e Capivara) normalmente os grupos fazem apenas duas, e eu consegui fazer as 3. Ele me cobrou 160,00 para as 3 cachoeiras (claro, que se eu estivesse em grupo, eu teria dividido esse valor) e apenas 20,00 de combustível para sua moto. Quebrou meu galho pois ja estava ficando tarde para eu conhecer aquele local. Conheci também o Mirante da Nova Aurora que fica nesse caminho e a 13 km de cavalcante. Aprendi que era nesse local que os escravos fugiam e seguiam através do rio para não deixarem rastros. Eles observavam a grande área e quando alguém estivesse por perto, eles se escondiam. Subiram o rio e assim se instalaram num local longe daqueles que os escravizavam. Voltei para a pousada no fim do dia e descansei para o próximo dia.
  16. Há tempos venho tentando organizar uma viagem para o RJ, para conhecer as maravilhosas trilhas e paisagens da cidade. A intenção inicial era ir para a Pedra da Gávea, mas após inúmeras desistências e contratempos, acabei indo para o Pico dos Marins. Lugar que eu já tinha na minha lista há um bom tempo mas que pretendia ir um pouco mais pra frente. O Marins fica entre Piquete e Cruzeiro, sendo que o acesso mais fácil para quem vem de São Paulo ou RJ seria a Dutra, pegando a saída 51 que cai na Rod Lorena-Itajuba, a partir de lá as placas facilitarão o trajeto. No site oficial dos Marins podemos ver o mapa mais detalhado do caminho. http://www.marinzeiro.com/como_chegar.html O roteiro deste caminho é o seguinte: Pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459, passar por Piquete e logo em seguida (800 metros) virar à direita para a Estrada Viscinal José Rodrigues Ferreira que dá acesso à Vila dos Marins. Quando chegar ao fim do asfalto, que é na saída da Vila dos Marins, suba à esquerda até o final da serra, passe o portal do município de Marmelópolis na divisa SP-MG, entre à direita e logo em seguida você chegará ao Acampamento Base Marins. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 40 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 19 km • Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 20 km • Portal de entrada de Marmelópolis - Acampamento Base Marins: 1 km Ainda para quem vem de São Paulo ou Rio de Janeiro outro roteiro de estrada é pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459 até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Passar pelo posto da barreira fiscal e pelo trevo de Venceslau Brás, seguir mais 1.500 metros e entrar na estrada de terra atrás do ponto de ônibus do lado direito da estrada (há uma placa indicando a Fazenda Saiqui). Seguir por cerca de 14 Km na estrada e entrar no pequeno trevo indicando Pico dos Marins/Montanha. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 53 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Saída para a estrada da Fazenda Saiqui: 38 km • Estrada para a Fazenda Saiqui - Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha: 14 km • Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha - Acampamento Base Marins: 1 km Vale ressaltar que já próximo do Acampamento Base Marins, você ira pegar mais ou menos uns 4km de estrada de terra, e o caminho lá não é dos melhores, você irá achar relatos de pessoas que sobem com os mais diversos veículos, mas a chance de parar na estrada é real. Sendo que apesar de engraçado, não será nada agradável se você estiver indo de madrugada e num grupo pequeno. Após as tentativas e fracassos na viagem para o RJ, escolhi Domingo dia 23/07 para fazer a subida aos Marins, com a idéia de acampar no Cume e fazer a descida na segunda-feira 24/07. Fomos em dois amigos, amigo esse que me garantiu que estaria pronto para fazer a trilha, isso veríamos kkk. Combinamos de sair de São Paulo em torno de 07 horas da manhã, porém com alguns “pequenos” atrasos às 10:00 estávamos pegando a estrada. O caminho é bem tranqüilo e saindo de São Paulo são exatamente 4 pedágios, totalizando R$ 26,00 ( 3,40 / 3,40/ 6,10/ 13,80) e um pouco antes à saída 51 (para quem vem de São Paulo) existe um GRAAL que é uma ótimo opção para abastecer e fazer a refeição antes de por o pé na trilha. Continuamos nosso caminho e como falei eu temia mais a serra dos Marins do que a montanha hehe, e como a Lei de Murphy nunca falha, já próximos ao Acampamento Base atolamos. Já imaginei que ficaríamos um bom tempo ali, pois não aparecia ninguém, porém demos sorte e logo um carro descia com 4 rapazes que disseram que no dia anterior atolaram exatamente no mesmo ponto. E assim com muito esforço conseguimos tirar o carro de lá e trilha que segue. Hehehe. Chegamos ao Acampamento Base em torno das 14:00 horas, chegando la conversei com o rapaz que é encarregado do lugar, e não é mais o Milton como vocês devem ter visto em outros relatos por aqui. No acampamento é possível comer e comprar ainda algumas bebidas para levar para a trilha, aproveitamos para comprar algumas águas extras e antes de subir ainda fomos informados pelo novo dono que eles oferecem o serviço de resgate para quem vai fazer a Travessia Marins x Itagaré, tudo pode ser combinado assim que você chegar ao acampamento base. A diária para o estacionamento do acampamento é de R$ 20,00. Iniciamos a subida e com 10 minutos de caminhada meu amigo já queria parar para descansar Na verdade quando mandei os vídeos, fotos e relatos da trilha, ele não olhou nada e estava achando que uma trilha tranqüila, mesmo eu tendo o alertado diversas vezes. Ok, já entendi naquele momento que não seria mais possível acampar no cume, não tínhamos mais o tempo hábil para subir, muito menos naquele ritmo. Mas mesmo assim ele não quis voltar e disse que iria até o final, então decidimos ir até onde desse, acamparíamos e terminaríamos a subida no dia seguinte. O primeiro ponto no tracklog é o morro do careca, leva-se em torno de 40 minutos para chegar, e partindo dali começa oficialmente a trilha para o Pico dos Marins. No começo não tem segredo e a trilha é bem marcada, com alguns pequenos trechos de escalaminhada. A partir da metade da trilha que inicia a subida em pedra que passa a ficar um pouco mais técnico, porém nada que seja impossível ou demasiadamente difícil. Obviamente que não chegamos ao pico com a luz do sol e quando deu 18:00 horas escureceu. Porém mesmo não estando no topo é possível ver toda a beleza que existe nesse lugar. Durante praticamente toda a caminhada é possível ter o vislumbre de vistas e paisagens incríveis. Daquelas que realmente ficam guardadas na memória. E porque não tentar guardar num registro fotográfico também ! Rs !! Após escurecer andamos por mais 2 horas, porém a navegação no Marins, não é das mais simples a partir da metade do caminho, e no escuro ainda com uma lanterna fica bem complicado de prosseguir. Levem sempre mais de uma lanterna e com bateria reserva. Por fim achamos uma área onde era possível acampar e por lá ficamos. Nesse momento em torno de 21 horas, não estava ventando muito, porém ao longo da noite os ventos aumentaram muito, mas a barraca resistiu bem e não passamos muito pouco frio. ( Se serve de indicação a barraca ARPENAZ 2 da QUECHUA vale muito o custo beneficio na minha opinião. Para quem não quer investir uma grana muito alta em barraca esse modelo da Quechua atende muito bem as necessidades !! ) Dormimos bastante e no dia seguinte com um vento bem gelado prosseguimos em nosso caminho. Nesse segundo dia já começamos no trecho onde se inicia alguns trechos por pelo capim elefante. Em uma primeira vez realmente se tem um pouco de dificuldade em navegar pelo caminho, porém a impressão que tive é que não existe um caminho certo quando se sobe o Marins, em alguns trechos você tem a indicação de setas e totens, mas pelo que percebi você pode ir de diversas maneiras. Não estou aconselhando a abrir novas rotas e nem demarcá-las, porém, você verá que não esta preso, e você consegue subir pelo tracklog, ou indo 20 metros para La ou para Ca. Caso você tenha se perdido pode usar o tracklog como uma referência mesmo que um pouco longe da trilha. Mas assim que você localizar as setas novamente nesse trecho de pedras, não tem erro. Dificilmente se perderá. O trecho final do Marins requer um pouco mais de cuidado e atenção, alguns pedaços de pura escalaminhada, subir em 4 apoios, escolha um bom calçado para não ter nenhum imprevisto, esse ultimo trecho é muito gostoso de ser feito e a recompensa fica logo a vista. Passados alguns minutos estávamos lá, chegamos ao cume !!! Mesmo não tendo a oportunidade de ver o por do sol ou o nascer do sol, ficamos sem palavras, e explicar o que é aquela vista, aquela sensação é até difícil !!! O céu estava totalmente aberto, sem nenhuma nuvem, e de La é possível ver todas as principais cidades da região da Mantiqueira, é realmente indescritível. Ficamos algum tempo apreciando tudo aquilo e fazendo o máximo de fotos que conseguimos RS. Mesmo no pico existe diversos pontos para visitar, apreciar e fazer lindas fotos. É possível avistar a travessia de Serra Fina, Pedra redonda, entre outros... Depois de explorar bastante, resolvemos descer, apesar de ser mais simples agora que tínhamos idéia do caminho, não foi tão mais rápida a nossa descida, e em torno de umas 16:00 horas estavamos de volta no acampamento base. Fomos de domingo para segunda, encontramos muitas pessoas descendo que haviam ficado La no sábado, porém domingo fomos os únicos a subir, para quem vai aproveitar um final de semana para fazer essa aventura, inicie a trilha cedo, para que consiga pegar um bom lugar para acampar, caso esteja indo dentro da semana, ou domingo não precisa se preocupar muito com isso. O tempo que se leva para subir é muito relativo, depende da sua condição física, do seu costume de fazer esse tipo de trilha, da sua mochila, então não vou falar em tempo pois muda muito de pessoa para pessoa. Por fim, a visita ao Marins não só valeu muito a pena como me deixou com vontade de mais, e pretendo logo estar voltando para fazer a travessia, e aproveitando a oportunidade para acampar no cume. A quem ainda não foi e tem vontade o único conselho que tenho é que vá, aproveite cada segundo da trilha e de tudo que essa maravilhosa montanha tem para oferecer, com certeza ficarão tão apaixonados por ela quanto eu. OBS: provavelmente quando forem verão pelo caminho uma cachorrinha que fica no acampamento base, ela parece uma raposa, deve ser algum espírito reencarnado sei La..kkk, enquanto estávamos lá, ela subiu e desceu a montanha 3 vezes, ela é a guia oficial pode-se dizer, mostra o caminho de verdade, e tem um pique maior que todos os viajantes juntos hehe, quando estávamos no final da trilha a encontramos novamente e resolvi retribuir o favor levando ela no colo, até que a danada dormiu, hahaha. Boa sorte a todos, e boas aventuras !!
  17. Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
  18. Olá mochileiros, estou com intenção de ir a chapada dos veadeiros em dezembro de 2019. A data mais provável seria 10 a 17/12/2019. Será que seria uma boa época ou data? alguém tem outra sugestão? Há! também estou querendo companhia, se alguém tiver com intenção vamos conversar, é só me responder por aqui para começar. Abraços a todos, beijos a todas e vamos viajar.
  19. “no meio do caminho havia uma pedra E essa pedra era um quartzo rosa gigante Com um parque que vivia em cima dela” ~Parque nacional da chapada dos veadeiros Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!) É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei. A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017. Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. Partiu? 1º dia: chegada à chapada A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar” essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos. Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro. A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs . Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00 e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado. Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região. Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não? Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses Diga xis Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge. Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande. Típica noite na vila A rua principal Pista de pouso para OVNIS? O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a). Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar. 2º dia: compensando o dia anterior Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou quando alcança o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL Finalmente nessa delícia de lugar O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem). A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser Mimosa A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente. Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok? A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente. Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm? Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada). Rumo às corredeiras E o passeio fica cada vez melhor! A água dança e renova a vida no meio das pedras Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar. Gravidade zero em solo lunar é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola. Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo! Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge. Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte. E ae, amigo. Ets hoje, ets amanhã, ets sempre 3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa. Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas). Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também. Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos. A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D Cara.....a gente estava ali ontem... A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação Como a chapada é magnífica, cara! Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima. Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos. uma parte do cânion (vale das andorinhas) O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok; A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado. 4º dia: se despedindo de São Jorge =’( Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida! Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km. Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento 😃 em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc. O famoso chuveirinho do cerrado Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado Lindo Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos! Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos Magnífico tesouro do Parque Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não? Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?). Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte. 5º dia: a menina dos olhos da chapada. Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo. No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk). Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério. Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash). Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também. Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor? Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito. Mais trilha aberta Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara? Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será? Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também. Outro tesouro guardado pelos quilombolas Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade. Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”. 6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião) Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi Menino barrigudo me encarando Um amanhecer desses, bicho O que vc tá olhando? Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po. Será que isso sairá do chão um dia? Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas. vai por mim, rola O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....* Ah, que coisa boa As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm. O magnífico poço da Xamã O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens? Tranquilitas. O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo. Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim. Estacionamento errado, chapa! Indo para o jardim. O ar esfria mas o sangue ferve de excitação Pôr do sol na estrada com a magrelinha Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi. 7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã. Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso... Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto. No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos. La muralha Show de bola pra nadar Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir Eita poha Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora. aviso dado. Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado. Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue. A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também. Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. 😃 Agora as infos básicas: Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio. Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto. Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem! Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge. melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada. O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa). Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos... Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite. Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também 😃
  20. Olá pessoal. Estou planejando uma viagem para a chapada. Roteiro em aberto. Como estou viajando sozinho, estou buscando companhia para compartilhar a viagem e os custos. Já estou com a passagem comprada, irei passar uns dias antes para conhecer Brasília. Enfim. Vamos conversando.
  21. Trilha feita entre dias 25 a 27/06/2016. Todas as fotos estão em: https://photos.app.goo.gl/KW1dFw1v57i7oVhq8 Fazia anos que o Pico Paraná estava em meus planos, mas pela distancia e falta de tempo habil, fui deixando de lado até que nesse ano, decidi que estava na hora de sair um pouco da região Sudeste e ir trilhar em algum pico na Região sul. E nada melhor que começar pelo pico mais alto e mais conhecido da região, o Pico Paraná. Em Março, lancei um evento no face para a primeira quinzena de Maio afim de encontrar outros interessados em me acompanhar (além de facilitar a logistica de transporte), indo no esquema de racha de caronas. Pois bem, não tive sorte nas 2 primeiras tentativas, por conta de ter chovido muito na região. Então, após ter adiado 2 vezes o evento no mês de Maio, resolvo tentar mais uma vez, mas dessa vez resolvo empurrar a data para o periodo mais seco do ano, ou seja, o Inverno. Não que isso faça muita diferença na região sul, já que o regime de chuvas durante o ano é bem distribuida e não há um periodo seco ou chuvoso definidos, como nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Mas depois de saber que o inverno é o periodo onde mais tem janelas de tempo firme na região do Paraná, não pensei 2 vezes e marquei para o último fds de Junho. Nesse eu iria de qualquer forma, sozinho ou em grupo. 10 pessoas toparam ir comigo nessa empreitada, na qual dividi em 2 carros. Porém, com desavenças passadas entre alguns deles, outros abortaram de ultima hora e para piorar, um dos motoristas ficou doente, deixando todas as suas caronas sem carona. Com isso, havia caronas de sobra e carro de menos. E ai, a pernada que iria ser em grupo, acabou sendo solo mesmo, como inicialmente havia previsto e era um plano B, inclusive. 1º Dia Com a previsão meteorologica totalmente favorável para todos os dias que iria permanecer na região, lá estava eu, saltando do metrô na estação Tietê as 9h30 da manhã, rumo a ala de embarque da rodoviária de mesmo nome, para embarcar no ônibus das 10:00hs da viação Kaissara, com destino a Curitiba. A viagem foi tranquila e ao passar pela placa de divisa de SP com o Paraná, fico atento a quilometragem na rodovia (que a partir da divisa ela zera e começa a contar novamente). Peço para o motorista parar no Km 46, logo após passar pela ponte do Rio Tucum. Nesse ponto, é onde fica o acesso a estradinha de terra que leva a fazenda Pico Paraná. Chego nela pouco antes das 16h00hs e após ajeitar a cargueira, dou inicio a caminhada pela estradinha de terra em direção a fazenda numa bela tarde de sol, mas com o frio típico da região se fazendo presente. A placa indicando o Pico Paraná a direita O acesso fica logo a frente dessa placa no sentido São Paulo. Não tem erro. Desceu do busão, atravessa a rodovia para o outro lado e pega o acesso A temperatura estava agradável naquela tarde (em torno de 16ºC) que ajudou bastante na caminhada nesse trecho inicial, que segue tranquila, ótima para aquecer os músculos. Após descer um pequeno trecho da estrada e ao virar a esquerda e depois a direita, começa a aparecer as primeiras vistas para alguns picos, com o Caratuva parecendo estar perto, mas ainda com uma longa caminhada até lá. Passo por algumas bifurcações, mas o caminho a seguir é obvio: Sempre pela estrada principal, mais batida e bem fácil de identificar, seguindo em direção aos picos que são visíveis a maior parte do tempo a sua frente. começando a caminhada As primeiras vistas Cruzo com alguns pontos de água pelo caminho na estradinha, mas que não são confiáveis, pois vejo casas próximas. Não encontrei nenhum ponto de água confiável durante todo o trajeto da rodovia até a fazenda, chegando a conclusão que não dá para contar com água nesse trajeto. Por isso, traga água na mochila, pois só haverá agua confiável qdo chegar na fazenda. 40 minutos de caminhada desde a rodovia, passo por um bar a esquerda que estava aberto e aproveito para ver o que tinha de bom e confirmar o caminho mapeado. Era um bar e uma pequena mercearia, onde havia miojo, sucos, etc. É uma opção para o caso de você estar sem água ou quiser comprar alguma coisa a mais para levar. Ainda falta 3,5km Retomo a pernada e logo que saio do bar, vejo uma bifurcação onde o caminho a seguir é o da esquerda (o Bar é a referência). A partir da bifurcação, a estrada inicia uma sequencia de subidas constantes serra acima e com alguns trechos mais íngremes que durou até quase o final. Por isso, acabo ficando mais lento, sendo obrigado a parar algumas vezes para retomar o fôlego. Durante a caminhada, encontro algumas placas indicando o caminho para a Fazenda Pico Paraná. No caminho, passo por uma casa, onde um minúsculo cãozinho solitário, do tamanho de um gato late durante a minha passagem. Algumas janelas na mata, revelavam alguns picos do entorno.... As 17:10 hs, com pouco mais de 1 hora de caminhada desde a rodovia, chego ao trecho final, onde visualizo uma placa indicando "Fazenda Rio das pedras a 1 Km". Termino a longa e exaustiva subida e logo chego ao alto de um morro, onde visualizo o vale e a fazenda lá embaixo. Falta pouco Trecho de descida final A partir desse trecho, a estrada desce até um grande vale, onde passo por uma ponte sobre um rio. E após cruzar a ponte, com 1 hora e 25 minutos de caminhada desde a rodovia, finalmente chego a sede da Fazenda Pico Paraná, onde um garoto de aproximadamente 12 anos aparece perguntando se eu iria seguir direto ou iria pernoitar na Fazenda. A sede da fazenda é bem simples, mas seu camping é bastante espaçoso, com grama bem aparada e plana, água perto e de quebra, chuveiro quente e fogão a gás para cozinhar tb. Chegando na entrada da fazenda Casa de apoio ao montanhista Não havia ninguém no local e nem no camping e após deixar meus dados na ficha e pagar R$ 10 pelo pernoite no camping, monto minha barraca, preparo a janta e logo vou dormir, pois os próximos 2 dias seriam mais puxados. 2º dia - Da Sede da Fazenda ao A2 (Acampamento base 2) e cume do Pico Paraná. O Sábado amanheceu com uma nevoa baixa e temperatura amena de 07ºC. Acordei por volta das 6h30 com a movimentação da turistada chegando para subir o pico... Fui até o ponto de apoio da fazenda para tomar café e durante esse período, mais gente foi chegando e logo o estacionamento da fazenda já estava lotado. Fiquei sabendo que alguns grupos já haviam começado a subida, o que me fez pensar que precisaria ter começado a trilha mais cedo afim de chegar antes e pegar os melhores lugares nas areas de acampamento. Turistada chegando em massa Após tomar um belo café reforçado com 2 pães de queijo suculentos na fazenda, as 7h20 já estava desmontando a barraca. Antes de iniciar a subida, peguei algumas coordenadas da trilha e as 8h00 em ponto, inicio a caminhada em direção ao Pico Paraná. Arredores da fazenda A trilha começa com uma subidona logo de cara, o que deve assustar muita gente, principalmente iniciantes, mas também dá uma ideia que não seria uma trilha facil. Segundo infos da fazenda, o tempo de caminhada médio da Sede até o A2 (Acampamento base 2) é de 6 horas, pelo menos. Então, estimei chegar lá por volta das 14h00hs. Acabou a mamata do pedágio.... Iniciando a caminhada O trecho inicial começa com uma subidona constante e a 1º hora é quase toda assim, o que deixou muitos dos grupos bem devagar. Vou subindo em ritmo forte e aproveito para ultrapassar alguns grupos que estavam mais lentos, pois havia bastante pessoas na minha frente. 1 hora de subida desde a fazenda, chego ao alto de um morro e a subida dá uma trégua. A trilha passa a seguir quase que no plano, em linha reta, mas que não dura muito tempo e logo a subida recomeça em um trecho em largos zig-zag, onde ganho altitude rapidamente. No trecho inicial - abaixo das nuvens e tempo fechado. Próximo ao morro do getúlio, acima das nuvens, tempo aberto As primeiras vistas começam a aparecer e as 9:15, chego ao alto de um morro conhecido como Getúlio, onde havia alguns grupos descançando e tirando fotos. Desse ponto, se tem uma bonita vista do vale lá embaixo, com a represa do Capivari em primeiro plano a oeste e a sudeste, os Picos do Caratuva a esquerda e Itapiroca a direita bem imponentes. As nuvens haviam ficado embaixo e o sol já brilhava forte na lá em cima. Caratuva a esquerda, Itapiroca a direita Seguindo pela crista, em direção a base do Caratuva Como havia muita gente no local, faço uma breve parada ali apenas apenas para molhar a goela e mastigar uma barra de cereal. A partir desse trecho, a subida dá uma tregua e a caminhada segue no plano por um trecho de gramídeas e vegetação baixa no alto de uma crista. Retomo a caminhada e 15 minutos desde o morro do getúlio e 1 hora e meia desde a fazenda, chego a bifurcação onde há uma placa indicando Pico Paraná a direita e Caratuva a esquerda. Nesse ponto, havia um grupo de 4 pessoas parado tirando fotos, a qual cumprimento cordialmente e sigo na trilha a direita, sentido Pico Paraná. Na bifurcação.... As 9:40, chego ao 1º ponto de água desde a fazenda, conhecida como "Bica" e sem saber direito qtos pontos de agua confiável iria encontrar pela frente, encho metade do cantil aqui e aproveito para fazer uma parada para descanço, já que no alto do morro do getúlio não foi possivel, devido ao excesso de pessoas ocupando o local. No trecho entre a fazenda e o Morro do Getúlio até passei por um ponto de água, mas era um poção represado e não confiável. Por isso, deixe para pegar água na bica ou traga da fazenda. Após a bica, a trilha inicia um longo e exaustivo trecho de subida forte com muitos galhos caídos e trechos eroditos, além de alguns trechos técnicos, onde o auxilio das mãos foram constantemente exigidos para impulsos nos troncos e pedras. Esse trecho perdura até próximo do A1, por isso, é preciso estar 100% para passar aqui, caso contrário, terá problemas, pois é um trecho que exige muito das panturrilhas, coxas, musculos e joelhos. 1ºponto de água desde a fazenda 30 minutos desde a Bica, a subida dá uma tregua e as 10:10 chego a placa que indica a bifurcação para o Itapiroca a direita. Seguindo em frente vai para o Pico paraná. A partir desse ponto, a trilha segue por um vale entre o Caratuva e Itapiroca. Com tantos galhos, troncos, arvores e trechos eroditos, fiquei bastante lento, pois era preciso passar por cada ponto com muita cautela, afim de evitar acidentes como escorregões ou de torcer os pés em alguma das dezenas de fendas entre os troncos em um trecho carcomido pelo tempo e o excesso de uso. A trilha estava bem marcada, mas parecia que estava mesmo é varando mato de tantos obstáculos no caminho. A trilha vai seguindo pelo vale e logo que atravessou para o outro lado, aparece a primeira vista do imponente Pico Paraná meio distante, envolvida em nuvens baixas. Passo por uma enorme rocha a esquerda e chego a um outro trecho de rocha lisa onde encontro uma corda estratégicamente instalada para auxilio de descida/subida. Trecho de corda.... As 10:38, com cerca de 10 minutos após o trecho da corda na rocha, passo por mais 2 pontos de água, mas ambos de filete pequeno. Imagino que, em epoca de estiagem longa não é bom contar com esses pontos de agua, pois as fontes podem estar secas. Da placa até o A1, contei 4 pontos de agua, mas somente o da bica é o mais confiável e por ter mais agua corrente. Portanto, pegue água no 1º ponto na Bica ou deixe para reabastecer no A2. A trilha segue descendo discretamente o vale e dando a volta pela base do Caratuva. Após o último ponto de agua, saio da mata fechada e passo a caminhar por um trecho de bambuzinho baixo e capim ralo, que é parte de um trecho de transição para os campos de altitude. Nesse ponto visualizo bem a frente, o conjunto rochoso do imponente Pico Paraná bem a frente, parecendo estar perto, mas que ainda restava a descida de um grande vale até lá. As 10:55, saio do trecho da mata fechada e entro definitivamente no trecho de campos de altitude onde visualizo logo abaixo, os pequenos descampados do A1 a frente. Mais alguns minutos e chego a um mirante com uma bela vista do percurso. A partir desse ponto, o Itapiroca e Caratuva estão atrás e a minha frente, visualizo todo o trecho de crista que ainda iria passar. E o conjunto rochoso do Pico Paraná bem a frente o tempo todo. um dos descampados do A1 lmais abaixo Litoral paranaense tomado pelas nuvens Pico Paraná Passo por alguns pequenos descampados para 1 ou 2 barracas que podem ser usados em caso de emergência ou se as areas de acampamento do A1 e A2 estiverem lotados. Mais 15 minutos e 3 horas de caminhada desde a Fazenda, chego a primeira grande área de acampamento denonimado A1, onde aproveito para fazer um pitstop afim de relaxar os músculos do logo trecho de troncos e galhos que foi de matar. Itapiroca a esquerda Um dos vários descampados do Acampamento Base 1 (A1) a mais ou menos 3 horas de caminhada do cume. Nesse ponto, parte uma trilha que sobe até o cume do Caratuva e que pode ser uma opção para aqueles que quiserem conhecer o Pico do Caratuva na volta. Após o breve descanço, retomo a pernada, agora pronto para encarar o trecho mais dificil da trilha, que é a escalada da base do PP. A trilha continua agora pelo alto de uma fina crista, que liga os picos do Caratuva e Itapiroca com o conjunto rochoso do Pico Paraná, com enormes vales dos lados esquerdo e direito que foram merecedores de vários clicks, é claro. Descendo em direção ao enorme paredão rochoso que compõe a base do PP. Gigantescos vales a esquerda e direita Após a descida de crista, chego a primeira de uma série de trechos técnicos, onde há grampos de ferros estrategicamentes instalados para auxilio na descida e subida. No 1º trecho de acesso ao pequeno vale, se desce até a base para depois iniciar uma forte subida em direção ao A2 e ao cume do PP. Ao pé dessa rocha, se tem uma ampla vista do enorme paredão gigante rochoso do Pico Paraná (que aparece com todo o seu explendor e imponencia), o que vale uma parada de alguns minutos para contempla-lo. Pico Paraná todo imponente a frente Nesse mesmo ponto, visualizo o enorme encosta exposta íngreme por onde a trilha sobe, mas é o caminho a seguir e é para lá que eu sigo. O paredão rochoso e a trilha subindo por ela Após a curta caminhada pelo vale, chego a base do PP e vejo mais grampos de ferros para auxílio da subida. Começo a escalaminhada do paredão praticamente na vertical e só de olhar a pirambeira acima, cansou até a vista. Com mochila cargueira, não foi nada facil vencer esse trecho. Trecho técnico Descer foi pior que subir.... É preciso passar com bastante cautela por ali, afim de evitar acidentes. Ganho altitude rapidamente e após o 1ºtrecho, passo por outros 2 com grampos de ferro e após o trecho tenso, chego ao alto da crista para um merecido descanço. Do alto, da para ver todo o trecho de crista que vem lá do Caratuva e a marcação da trilha pelo alto crista O trecho de crista por onde a trilha vem (com o Itapiroca a esquerda e o Caratuva a direita) bem a frente.... As 12:10, após vencer os trechos de grampos, entro no trecho final da crista antes do A2. E assim, pouco antes das 13:00hs e com quase 5 horas de caminhada desde a fazenda, finalmente chego a area de acampamento denonimada A2 para literalmente, desabar ali. Um dos vários descampados do A2 O Acampamento Base 2 (mais conhecida como A2) é bem amplo, com vários descampados (alguns muito bem protegidos pela vegetação) com espaço para pelo menos umas 15 barracas. Não havia ninguém no local ainda, com isso, pude escolher o melhor lugar para montar a barraca. Até pensei em tentar a sorte e ir acampar no cume, mas sabendo que no topo em relação ao A2 tem pouco espaço e que tinha gente que havia subido no dia anterior, acabo desencanando da ideia e resolvo ficar no A2 mesmo. Uma das belas vistas do A2 Pico Paraná visto do A2 A distancia do A2 para o cume é de aproximadamente 1 hora de caminhada com mochila cargueira. Após montada a barraca, as 13:45 parto para o ataque ao cume munido apenas de um lanche, suco e máquina fotografica. Morro do camelo visto do A2 A partir do A2, a subida continua e passa por mais alguns trechos técnicos, onde alguns grampos de ferro ajudam na subida. Em alguns pontos, tive que saltar de uma pedra para a outra. É preciso passar com cautela, pois em alguns trechos, a trilha some por alguns instantes e deve-se olhar bem para encontrar a continuação dela. 20 minutos desde o A2, a subida fica mais ingreme e a trilha entra em uma fina crista, onde visualizo de ambos os lados, enormes precipicios com um colchão de nuvens embaixo. É uma visão que impressiona, mas só de olhar no vazio lá embaixo, chega até a dar medo. Crista (a esquerda) onde está o A2 e por onde a trilha sobe. Ao fundo a esquerda e direita, Itapiroca e Caratuva Por conta de sucessivos trechos de escalaminhada, vou parando em alguns momentos para retomar o fôlego. O trecho de subida final ao cume é de matar e os músculos das pernas já estão esgotados, já que toda a força é dirigida a eles. Mais 20 minutos de escalaminhada, chego ao alto de fina crista, onde a subida da uma tregua e visualizo bem a minha frente, o cume final do PP. Face oposta do PP visto durante a subida Um dos precipicios gigantescos bem ao lado da trilha O Topo visto do ultimo trecho de crista Passo por um descampado protegido (para umas 2 ou 3 barracas na base) que estava vazio e que é uma otima opção para o caso do topo estar lotado, mas sem água perto. A partir desse descampado, acesso o trecho final da subida ao cume. E finalmente, após 45 minutos de caminhada desde o A2, finalmente chego ao topo do Pico Paraná, na cota dos 1.877 metros de altitude as 14:35, para o merecido descanço. Do Topo se avista todos os Picos da Serra de Ibitiraquire, com os Picos do Itapiroca e Caratuva bem a frente, em destaque. É uma visão em tanto e que valeu todo esforço para chegar. Enfim, no cume do Pico Paraná Como eu já imaginava, todos os lugares protegidos no cume estavam ocupados e só havia 2 lugares livres, mas totalmente expostos aos ventos. A subida do A2 até o cume foi bem cansativa devido aos trechos técnicos e imaginei como seria se estivesse com mochila cargueira nas costas. Por isso, se quiser acampar no cume, a melhor opção é sair um dia antes ou na madrugada de sabado. Caso contrário, fique no A2 que tem mais espaço e com água próxima. A fina crista vista do topo, por onde sobe a trilha e com o pequeno descampado Vista de tirar o fôlego Após vários clicks e contemplação do visual, com a tarde caindo, os ventos começam a ficar mais fortes. A temperatura tb estava caíndo, por isso, nem fico muito tempo lá e logo pego o caminho de volta para o A2, apenas para constatar que o local estava lotado e quem chegasse depois, teria que tentar a sorte no cume ou voltar para o A1. Sorte que eu cheguei bem antes e já garanti meu lugar. Barracas no topo A vista durante o retorno do cume ao A2 De volta ao acampamento, encontrei com parte da galera do grupo trilhadeiros do face e que foi uma grata surpresa para mim. Estavam o Henrique, Jéssica, Ana Paula e mais 2 figuras que não me lembro o nome e é claro que após as apresentações de praxe, fiquei conversando com eles contando meus causos e pq estava sozinho. Com o por do sol, a temperatura diminuiu bastante e com o cair da noite, voltei para a barraca onde preparei minha janta e fui dormir cedo, por volta das 20h00. Continua logo abaixo.....
  22. Esse é meu primeiro relato e minha primeira Travessia solo em um lugar que nunca tinha feito, já havia feito algumas outras Travessias mas em grupo, então vou tentar compartilhar um pouco do que aconteceu e como é o caminho. Pico do Pão de Açucar no Saco do Mamanguá, Paraty-Rj. Serra da Bocaina ao longo - Foto: Pedrogabrielmaciel / Wikimedia Commons A Travessia ocorreu entre os dias 16/01 a 20/01 de 2018, o percurso foi Saco do Mamanguá + Pico do Pão de Açúcar e Travessia da Ponta da Joatinga + Cachoeira do Saco Bravo Embarquei 22:40hrs no Tiete/SP sentido Paraty via Viação Reunidas 1º Dia - Paraty a Praia Grande da Cajaíba Cheguei na Rodoviária de Paraty +/- 5:20hrs o primeiro ônibus para Paraty-Mirim saia as 5:30hrs deu tempo de pegar a mochila, ir ao banheiro e já embarcar. Achei que seria o único a descer em Paraty por ser um Terça-feira, mas engano meu porque 80% do bus desceu por que da rodoviária também saem os ônibus para Trindade. Chegando em Paraty-Mirim deu tempo de pegar aquele amanhecer fantástico do céu com várias cores, aproveitei a vista para comer algo e passar repelente porque ‘pqp’ como tem uns mosquitinho chato e eu não sou alérgico nem nada mas eles incomodam muito. Café tomado borá começar a travessia, a trilha começa ao lado do posto da polícia ambiental, uma subidinha chatinha, ainda mais para quem tinha vestido a cargueira em Outubro na Travessia da Serra dos Órgãos, a trilha para atravessar até o Saco do Mamanguá é bem marcada e não há bifurcações, quando você sentir o cheiro ou ver vários pés de Jaca quer dizer que você já acabou a parte da trilha na “floresta” ou também quando você ver postes de energia elétrica é só seguir eles que você irá chegar na casa de algum morador, seguindo os você passara sempre por trás das casas dos caiçaras. A minha “meta” era chegar até a Praia do Curupira e conseguir alguém barco para atravessar para a outra costa, porém quando eu cheguei na Praia Grande do Saco do Mamanguá encontrei uns funcionários do hostel/hotel/pousada que tem por lá e consegui um barco para atravessar a para a Praia do Cruzeiro por R$30, para min foi perfeito porque estava sozinho pelas pesquisas que eu havia feito os barcos lá custam em média R$100~200. Chegando do outro lado (10min de barco) no camping/restaurante do Orlando, na Praia do Cruzeiro, de lá é possível ir para Cachoeira do Rio Grande - 5,5km ou subir o Pico do Pão de Açúcar - 1,5km, como estava sozinho, não sabia como era a trilha e “pretendia” acampar na Praia do Engenho me contentei em somente subir o Pão de Açúcar (dica se você estiver de cargueira converse com o pessoal do camping para deixar a mochila por lá ou esconder na matar o que eu fiz ahahah) subidinha tranquila e quando se chega no topo da pra se ver todo Saco do Mamanguá e se o dia estiver bom é possível ver as usinas nucleares de Angra dos Reis bonito demais. Voltado para trilha da P. Cruzeiro até P. do Engenho 3,6km, a trilha segue contornando as casas de praia de pessoas que devem ter enriquecido com negócios escusos, só acho. Seguindo o Wikiloc a trilha as vezes some, as vezes surgem cercas e etc, não é possível seguir pela praia porque ela está “ocupada” pelas casas, mas passando esse perrengue da trilha cheguei na placa que indicava a Praia do Engenho, Cadeia Velha e Praia Grande da Cajaíba, a minha intenção era acampar na Praia do Engenho porém ao descer para praia, para minha surpresa estava cercada, de volta para placa encontrei um caiçara que morava por ali e ele me informou que não havia camping por ali perto somente na Praia Grande. Borá então mais 4,5km montanha acima, com cargueira pesada e cansado até a P.G., se você tiver dúvidas do caminho é só seguir os postes e fios de alta tensão porque acho que a companhia elétrica deve ter utilizado a trilha já aberta para coloca-los ao invés de abrir novos caminhos “palmas”. Cheguei na P.G. da Cajaíba quase a noite e peguei o primeiro camping que eu achei na praia camping da Dona Dica - R$20 e Coca R$5 (coca mais barata da travessia) nesse dia cheguei na praia morto só queria tomar um banho e dormir e foi o que eu fiz. 2º Dia Praia Grande da Cajaíba a Praia Martim de Sá Começando o segundo dia da minha “loucura pessoal” acordei por volta das 5:30hr varado de fome ahahah então como bom aventureiro preparei aquele café caprichado que foi arroz carreteiro Tio João, feijão e linguiça rs enquanto o “café” ficava pronto fui tomar aquele banho de mar. Com a mochila arrumada e me preparando para partir ganhei aquele cafezinho coado fresquinho, aproveitei o convite e já fiz minha lição de casa perguntando sobre o caminho e quanto tempo levava e etc, aquelas perguntas de sempre. Nesse meio tempo entre o primeiro café e segundo café fiz amizade com o melhor amigo e companheiro de trilha que um homem pode querer dois cachorros vou chamá-los de Prestigio e Chokito porque eu esqueci o nome deles. Quando estou partindo vejo os dois partindo na frente, pensei que eles devem ter ido dar uma volta ahahah mas não eles foram na frente me mostrando o caminho. A primeira praia que você do dia é a Praia de Itaoca, recomendo muito acampar nessa praia, é +/-20min da P.G. da Cajaíba, sabe aquela prainha pequena, sem ondas e de água cristalina - o meu tipo de praia. Seguindo o caminho até a próxima praia encontrei um curso de água que fica bem no meio do caminho que aproveitei para tomar banho de canequinha para refrescar, o sol lá é muito forte e não venta para dar aquela refrescada então qualquer oportunidade que eu tinha eu aproveitava. Nessa pausa encontrei um cara que estava fazendo o percurso inverso do meu ele tinha ficado 11 dias acampado na Martim de Sá, descobri que tinha várias cachoeiras ali na região. Na segunda praia do dia Praia de Calhaus havia uma vila de pescadores, descobri que meus companheiros de aventuras tinham nome rs e é normal eles acompanharem as pessoas até Martim de Sá e não tem problema nenhum porque eles sabem o caminho de volta e etc. Próxima praia do caminho era a Praia de Itanema logo após a Praia do Pouso da Cajaíba o caminho até aqui é bem tranquilo subidas e decidas normais, é dessa praia que geralmente as agencias começam a Travessia da Joatinga, nessa praia tem uma estrutura maior, mercadinho/padaria, passeios de escuna e onde tem uma vila de caiçaras grande se comparado as outras que eu passei. A trilha continua no meio da praia subindo o morro, quando você passar acabarem, começam a aparecer vários Teiu na trilha, encontrei muitos, as vezes tomava alguns sustos porque estava andando sozinho e não havia ninguém na trilha e vinha aquele barulho da mata aahhaha. Mas continuando subindo as vezes encontrará um mirante que é possível ver a praia e os barcos. Quando você chegar no topo +/- 2km você vai encontrar a bifurcação para Praia da Sumarca de onde é possível ir até o Farol da Joatinga - 2,9km – ficou para próxima e Martim de Sá 2,2km meu destino do dia, até Martim de Sá é bem tranquilo no caminho há algumas bifurcações a partir da placa porque há cachoeiras na região e trilha de caçadores. Chegando em Martim de Sá no camping do Sr Maneco o único da praia e mais famoso da região da Joatinga, diária R$20 e Coca R$7, servem refeição e tem cozinha comunitária, o camping é bem limpo e organizado, estava bem cheio. Aquele banho de mar na tardinha para relaxar e depois ficar curtindo relaxado na areia esperando escurecer, banho e jantar. Final do segundo terminado, Chokito e Prestigio chegaram em segurança também. 3º Dia Martim de Sá a Ponta Negra Acordei cedo e tomei aquele banho de mar para energizar, porque o dia iria ser punk conforme me falaram. A trilha para Cairuçu das Pedras é bem tranquila mesmo rapidinho se chega em uma placa com ums bifurcação para Cairuçu e outro que segue pela trilha, descendo na praia tem uma banheira de água doce que os moradores fizeram que dá pra ficar relaxando olhando o mar. Seguindo sentido a Praia da Ponta Negra começa acho que a pior parte da trilha porque é uma subida sem parar na mata e tipo fica um forno. Nesse dia conheci dois casais que estavam indo sentido a Ponta Negra, um casal iria fazer o mesmo que eu, acampar na Ponta Negra e fazer a Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte e terminar a travessia na Vila do Oratório o outro iria acampar na Ponta Negra porém não fariam Saco Bravo e terminariam a Travessia em Trindade. No caminho eu encontrei umas 5 pessoas indo sentido a Martim de Sá acampar acho que é o mais comum, porque dá para ir da Vila do Oratório até Martim de Sá pegando somente uma subida grande. Mas voltando nesse dia estava muito quente e abafado e alinhado ao cansaço dos dias anteriores eu estava muito devagar parando toda hora para tomar aquele ar para continuar ahahah, no caminho quase chegando a Toca da Onça encontrei 2 caçadores com cachorros no caminho. Chegando no topo do morro tem um mirante que chama “Vista da ....” que eu esqueci o nome, a partir daí é só uma descida sem fim até a praia, quando você chegar na primeira casa abandonada de pau-a-pique quer dizer que você está “chegando” um pouco antes das outras casas há um quedinha d’água que dá para se refrescar e também você vários canos que descem o morro para levar água até a praia. Nesse dia fiquei no camping do Leleco, diária R$20 e R$6 a Coca na ponta negra tem algumas pousadas então é possível dormir em uma cama de verdade rs. Nesse dia também resolvi me dar o presente de não fazer o jantar resolvi comer comercial de peixe na praia R$36 bem servido. Dica não pergunte se é possível dividir porque estava acontecendo havia uma moça inconformada que não poderia pedir 1 refeição e dividir em 2 pessoas ahahah achei engraçado. Descobri também o porquê Brasil ser considerado o pais do futebol, no final da tarde os moradores puxam os barcos mais para dentro da praia e rola um futebol ali na areia até o sol se por, é maneiro demais ver a cena o sol se pondo lá no fundo naquele tom laranja enquanto os últimos barcos do dia passam no mar e o povo jogando futebol na praia até escurecer. 4º Dia Praia da Ponta Negra a Praia do Sono Nesse dia acordei cedo tomei meu café e parti em direção a Cachoeira do Saco Bravo, a trilha começa no mesmo caminho para quem está indo em direção a Praia do Sono ou quem vem da Martim de Sá só muda a bifurcação que você pega, segundo uma placa que havia no caminho o tempo até a cachoeira era de 2:30hr, a trilha até a cachoeira é bem marcada com algumas subidas, pelo caminho da trilha encontrei um grupo 6 pessoas que estavam indo para lá, eles estavam acampados na Praia do Sono +/- 1hr da Ponta Negra. Chegando na Saco Bravo já havia um cara lá e era cedo ainda 8hr acho, a cachoeira fica bem na encosta onde forma uma piscina natural que desagua no mar e que marzão da porra. Na volta encontrei a segunda cobra da travessia toda uma cobra-cipó que estava a +/-1m do meu rosto ahahah, também encontrei várias pessoas indo em direção a cachoeira umas 15 pessoas para uma sexta não eram nem 10hrs. No caminho aproveitei que tinha visto um pé de limão rosa e peguei uns 2 para fazer uma limonada rs, também no caminho tinha pés de mexerica e pitanga mas estavam todos verdes. Voltei para Ponta Negra tomei aquele banho de mar arrumei minha coisas e parti para Praia do Sono, a primeira praia a se passar é a Praia das Galhetas uma prainha pequena cheia de pedras, mas subindo um pouco o rio que desagua nela você chega na Cachoeira das Galhetas. A próxima praia a se passar é a Praia dos Antiguinhos depois Praia dos Antigos para assim chegar a Praia do Sono, o caminho até a praia do sono é como se fosse um passeio no parque não tem dificuldade, no caminho também encontrei um povo indo para a Saco Bravo e estranho que eu respondi algumas vezes se “Vale a pena?” a ida até lá, para mim tudo vale a pena. Antes de chegar na Praia do Sono fiz uma pausa grande na Praia dos Antigos para tomar um banho de mar porque o Sono estava logo atrás do morro, chegando na Praia do Sono você fica espantado porque tem muitaaaa gente e até a mente assimilar demora um pouco rs, possuem vários campings a média de preço também R$20, no camping que eu fiquei o Camping do Claudinho era bem legal tinha umas coisas de reciclagem nas paredes, compostagem do lixo orgânico, cozinha comunitária e banho quente. Nesse camping também conheci uma moça nome dela era “Arara” sério isso ela estava lá desde o dia 26/12 e iria ficar até depois do Carnaval, ela me disse que todo ano faz isso para desestressar, nossa eu não conseguiria ficar tanto tempo parado em um só lugar assim. Nesse dia também caiu a tão esperada chuva, porém no camping tinha lona de cobertura então tranquilo. 5º Praia do Sono a Vila do Oratório Acordei cedo tomei banho de mar, que por sinal estava bem forte acho que era por causa da chuva da noite anterior, mas mochila nas costas despedidas feitas e agora era só chegar na Vl. do Oratório +/-1hr e pegar o bus sentido Paraty e voltar para SP. Como sendo minha primeira Travessia solo em um lugar desconhecido percebi que é uma vibe totalmente diferente do andar em grupo, mesmo com grupo de conhecidos e etc. Acho que essa travessia me serviu de inspiração para algumas outras Travessias maiores que quero fazer nos próximos anos. Mas também quero voltar a faze-la em grupo para ter uma ideia da vibe de fazer com grupo compartilhando as coisas boas e ruins que uma aventura traz.
  23. Pessoal, estou querendo ir com quatro amigos para Chapada dos Guimarães em janeiro 2020. Já trnho roteiro pré definido (Guimarães e Nobres). Como a passagem aérea está muito cara, pretendemos alugar um carro e partir aqui do Rio. Gostaria de saber se alguém já fez esse percurso de carro RJ - Chapada - Nobres . Como são 24h de viagem, aceito sugestões de onde parar e orientações sobre a estrada. 😃
  24. Olá pessoal! Pretendo conhecer um dos quatro lugares a seguir em outubro/19. Chapada dos Veadeiros/GO, Chapada dos Guimarães/MT, Patagônia Argentina ou México. Período 03 a 27/10/19. Alguém vai para um deles nesse período?
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