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  1. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Buenos Aires. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Buenos Aires me hospedei na casa de um couchsurfer que eu já havia hospedado na minha casa há uns 8 anos. CHEGANDO EM BUENOS AIRES Cheguei em Buenos Aires por Colônia de Sacramento no Uruguai, que fica do outro lado do estuário do Rio do Prata. Fiz a travessia pela empresa COLONIA EXPRESS, que era a única que o sistema estava funcionando. Na noite anterior caiu uma forte tempestade que comprometeu com a comunicação das empresas SEACAT e BUQUEBUS que são considerada “melhores”. Paguei UYU 970 e embarquei às 10h30. Por volta do meio-dia estava chegando na capital argentina. ******ATENÇÃO*****: Não havia nenhum funcionário de migração no terminal de chegada da Colonia Express. Ou seja, entrei na Argentina sem carimbar a minha entrada. Na hora não me dei conta e segui em frente, mas isso me deu uma grande dor de cabeça quando fui tentar sair para o Chile. Portanto caso aconteça o mesmo PROCUREM REGULARIZAR sua entrada assim que chegarem. O QUE FAZER Há muitas coisas pra fazer em Buenos Aires. Fiquei 6 dias e consegui conhecer muita coisa, mas ainda assim deixei de ver outras. Certamente voltarei para a capital argentina. 1º dia: 09 de Março de 2017 (quinta-feira) Assim que deixei o terminal da Colonia Express caminhei uns 15 minutos até encontrar uma agência do Santander para sacar Pesos Argentinos (ARS). É cobrado ARS 94 por saque, independente do valor sacado. O sistema de transporte público de BA funciona com cartão pré-pago, tipo o Bilhete Único de SP. Então antes de embarcar em qualquer ônibus ou metrô é necessário comprar o cartão e colocar créditos nele. Várias lojas da cidade vendem o cartão (paguei ARS 40 e coloquei ARS 50 de crédito). Peguei um ônibus até a estação Retiro-Mitre e lá encontrei um guarda-volumes, que fica num salão de cabeleireiro, abaixo da estação e no caminho do acesso ao metrô. Deixei meu mochilão (ARS 50) e caminhei por uns 10 min. até um quiosque de informação turística que fica no início da Rua Florida. Peguei vários mapas e informação e fui de metrô até o CONGRESSO NACIONAL. Por volta das 15h, ao lado do Congresso, se iniciou o BUENOS AIRES FREE WALKS e nossa guia foi a simpática Maria Eugênia (Maru). O free walks é um passeio guiado gratuito baseado em gorjetas. Passamos por vários pontos turísticos como PALACIO BAROLO, AV. DE MAYO, CAFE TORTONI, AV. 9 DE JULIO, OBELISCO, CATEDRAL MUNICIPAL E PALACIO ROSADO. Recomendo MUITO fazer esse tour uma vez que tudo muito bem explicado por nossa guia. (ver mais detalhes em: http://www.buenosairesfreewalks.com). O tour leva cerca de 4 horas e pode ser bastante desgastante uma vez que percorre boa parte do centro. Leve água e proteja-se do sol com óculos escuros, protetor solar e boné/chapéu. Deixei USD 20 de gorjeta uma vez que eu gostei demais. Mas o valor vai de cada um. 2º dia: 10 de Março de 2017 (sexta-feira) Na parte da manhã fui até o TEATRO CÓLON fazer o outro Free Walks. Saímos por volta das 10h30 e desta vez nossa guia foi a JEANETTE, tão divertida e solícita quanto a Maru. Passamos por: TEATRO CÓLON, PLAZA LAVALLE, AV. 9 DE JULIO, PLAZA SAN MARTIN, RETIRO, TORRE MONUMENTAL, AV. ALVEAR, PLAZA FRANCIA, IGLEZIA DEL PILAR E CEMITÉRIO DA RECOLETA. Depois fui até a uma loja do time de futebol RACING (R. Lavalle, 1650) e comprei um ingresso para a partida de domingo (ARS 470). Um amigo meu de lá ficou de me levar ao jogo. Sai da loja e fui tomar um chopp e comer uma fatia de pizza de mussarela na tradicionalíssima PIZZARIA GUERIN (ARS 65). A pizza estava deliciosa e o chopp muito gelado, vale a pena experimentar! 3º dia: 11 de Março de 2017 (sábado) Fui cedo, tomei café e peguei o ônibus 107 Cidade Universitária para o MONUMENTAL DE NUÑES, o estádio do RIVER PLATE. Falei com o motorista e ele me avisou na hora exata de descer em frente ao museu do estádio. Comprei a entrada para o museu e o tour pelo estádio (ARS 210). Fiquei olhando o museu que fala da história do River de sua fundação aos tempos atuais. O interessante é que eles fazem um paralelo entre a história do time e o que estava acontecendo no mundo ao mesmo tempo (guerras mundiais, Juan Manuel Fangio na F1, ditadura militar, etc). Por volta do meio-dia fiz o tour guiado pelo estádio, que é muito grande e bonito. Passamos pelas arquibancadas, partes internas, vestiários, até chegar na pista de atletismo em volta do gramado. No final do tour acessei o wi-fi do estádio e agendei uma visita à CASA ROSADA para o dia seguinte. NOTA: A visita guiada pela Casa Rosada é gratuita mas tem que ser agendada pela internet. No entanto o agendamento só é liberado com no máximo 15 dias de antecedência. Para mais informações acesse: https://visitas.casarosada.gob.ar/ SaÍ do estádio e caminhei por uns 15min até a estação de trem de NUÑES. De lá fui até o RETIRO e caminhei até a RUA FLORIDA. Lá entrei na GALERIA PACÍFICO para conhecer os afrescos de sua cúpula. Muito legais e definitivamente vale a visita. Aproveitei e comi um EXTREME BURGER BACON na rede de fast food MOSTAZA (ARS170). De lá fui caminhando até a CATEDRAL METROPOLITANA e a visitei por dentro pois durante o FREE WALKS a gente só vê ela por fora. Dentro da catedral está o MAUSOLÉU DE SAN MARTIN. Continuei caminhando até a IGLEZIA DE SAN IGNACIO, a mais antiga de BA. Dei uma passeada pelo bairro de SAN TELMO e no começo da noite voltei pra casa. Umas 21h meu amigo e sua namorada que estavam me hospedando me levaram para conhecer o bairro de PALERMO. É uma área boêmia, cheia de bares, cervejarias artesanais, restaurantes e hamburguerias. Lembra um pouco a Vila Madelena de SP. Paramos pra comer um hamburger no BURGER JOINT. Pedi o lanche um combo LE BLEU (hambúrguer artesanal, blue cheese, cebola caramelizada, tomate seco, cogumelos e rúcula) + fritas + 1 chopp artesanal por ARS180. Estava simplesmente delicioso e foi, sem dúvida, um dos melhores lanches que comi na viagem! Continuamos caminhando pelo bairro e paramos numa cervejaria artesanal chamada GROWLERS. Tomei uma pint (copo com aprox. 600ml) de BLOND ALE (ARS 90) que estava muito boa. Seguimos caminhando até a cervejaria artesanal ANTARES. Desta vez pedi uma cerveja PILSEN (ARS 105). O ambiente é muito legal e o atendimento foi bem atencioso, apesar de estar bem cheio. Por fim terminamos a noite em um pub chamado SHANGAI DRAGON. Lembra muito os pubs ingleses com seu piso acarpetado e as mobílias de madeira. 4º dia: 12 de Março de 2017 (domingo) Cheguei a CASA ROSADA e comecei o tour guiado às 11h15. A parte interna é muito bonita, com muitos detalhes nos pisos e móveis e tapeçaria que lembram castelos europeus. Em alguns lugares não é permitido tirar fotos. Deixei a Casa Rosada e fui caminhando até a FEIRA DE SANTELMO. Passei por várias barracas de antiguidades, artesanatos, roupas até chegar ao MONUMENTO A MAFALDA, uma pequena estátua dos personagens do cartunista QUINO. Depois de uns 10 minutos de fila consegui tirar uma foto com os personagens. Comi num restaurante chinês por kg ali perto (não lembro o nome) e a comida estava muito ruim! (ARS 95). Segui caminhando pela feira e encontrei um mercado. Comprei uma cerveja QUILMES 500ml (ARS 28) e fui encontrar com meu outro amigo para irmos ao jogo do RACING. O estádio do RACING fica na cidade de Avellaneda, na região metropolitana de BA. Do centro até o estádio (de carro) leva uns 20 minutos. A atmosfera de um jogo do campeonato argentino é indescritível. Nosso “hermanos” são muito fanáticos e não param de torcer um segundo sequer. A partida terminou Racing 3 x 0 Lanús. Jogão! Na volta fiquei no centro, passei no CARREFOUR e comprei 2 garrafas do vinho DADA (ótimo custo x benefício!) e uma garrafa de QUILMES (ARS 195). Voltei pra casa do meu amigo, fizemos um churrasco até o começo da madrugada e fui dormir. 5º dia: 13 de Março de 2017 (segunda-feira) Fui até o bairro de LA BOCA, passei pelo CAMINITO e cheguei na LA BOMBONERA, estádio do BOCA JUNIORS. Paguei ARS 205 pelo tour guiado + museu. O museu faz muitas referências aos ex-ídolos, especialmente ao Palermo e Riquelme. O tour começa na arquibancada, passando pela geral, o campo, vestiários e termina em um salão com estátuas de ex-jogadores. Deixei o estádio e peguei um ônibus até o PUERTO MADERO. Almocei no SIGA LA VACA, que tem uma grande diversidade de carnes (picanha, costela, costela de porco, bife de chorizo, etc) e um farto buffet de saladas. Pra acompanhar, uma jarra de chopp QUILMES e uma garrafa d’água (ARS 375). Segui caminhando pelo porto e passei pela PUENTE DE LA MUJER e outros lugares da região. 6º dia: 14 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei e fui até o JARDIN BOTÂNICO (entrada gratuita), onde havia uma exposição de pinturas no prédio principal. Fazia muito calor e os mosquitos atacavam sem dó. ***DICA***: Leve um repelente quando for visitar os parques de BA. Você vai precisar. Segui caminhando até o JARDIN JAPONÊS (entrada ARS 95). O jardim é lindo! Tem lagos com carpas, pontes, árvores e arbustos perfeitamente aparados. Um lugar perfeito para tirar ótimas fotos. Reserve ao menos UMA HORA nesse local. Em frente ao Jardin Japonês está a PLAZA ALEMANIA que só consegui conhecer porque um funcionário do parque me emprestou um spray repelente. De lá passei pelo MALBA mas não consegui entrar pq ele fecha justamente no dia que deixei pra visitá-lo (às terças-feiras). Fica pra próxima. ***DICA***: Procure saber com antecedência os dias que as atrações que deseja visitar ficam abertas. Continuei caminhando sob um sol escaldante até a PLAZA DE LAS NACIONES UNIDAS onde se encontra a FLORALIS GENERICA, a enorme flor de metal. O lugar rende belas fotos, vale visitar. Depois segui caminhando até o CEMITÉRIO DA RECOLETA. Já tinha passado lá antes com o Free Walks mas resolvi voltar para conhecê-lo com mais calma. O cemitério é um museu ao céu aberto, com belíssimas esculturas. Em frente ao cemitério há vários bares e restaurantes. Parei no BULLER PUB & BREWING. Tomei uma pint de cerveja RUBIA e comi uma porção de batata assada (ARS 250). Estava uma delícia! À noite fui com 3 amigos em uma pizzaria chamada KENTUCKY. Pedimos uma entrada de empanada de carne e a pizza foi meia mussarela meia verdura com creme branco. Tomei 2 chopps e estava tudo absolutamente divino. A conta saiu ARS 625 (ARS 156 pra cada), preço justíssimo. No manhã seguinte segui viagem para ROSÁRIO Anexo ao relato algumas fotos de Buenos Aires. Espero ter ajudado.
  2. Van/DF

    Buenos Aires

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Buenos Aires. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Buenos Aires, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Buenos Aires por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Buenos Aires Procurando companhia para viajar para Buenos Aires? Crie seu Tópico aqui! Buenos Aires - Tópico de Perguntas e Respostas Troque informações sobre Hospedagem em Buenos Aires Troque informações sobre Alimentação em Buenos Aires Troque informações sobre Baladas e Noitadas em Buenos Aires Relatos sobre Buenos Aires: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Lelê Floripa Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leandro Moção Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelos mochileiros Isângelo & Lili Relato sobre viagem de 3 semanas à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Celso Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Cazu99 Relato sobre viagem de 22 dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro PNTRS Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pela mochileira Aline Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox] Olá Mochileiros!!!! Tomei a iniciativa de escrever essas dicas em função de eu ter lido, relido, e lido novamente todas as postagens e sempre ter ficado com muitas dúvidas. Encontrei muita informação, porém não encontrei a consolidação delas. Por essas razão, resolvi escrever assim, em tópicos. A pessoa interessa já lê o que realmente quer lê, sem perder tempo com tópicos que não sejam do seu real interesse. Se alguém tiver alguma idéia de um tópico que eu não tenha abordado, me dá um toque!!!!!!!!!!!!!! Muitos foram os obstáculos que eu coloquei para fazer essa viagem. E quanto mais penso em todos os dias que eu fiquei lá, mas tenho vontade de voltar o tempo. Simplesmente amei Buenos Aires, tudo é lindo. A cidade é apaixonante. As pessoas, a cidade, o clima. Claro que de início vc vai sentir uma grande diferença entre os dois países, mas com certeza não é nada tão drástico assim. As pessoa são diferentes, o clima, os hábitos, os costumes, realmente a Argentina é um pedaço da Europa na América do Sul. Os portenhos amam de paixão o Brasil. Todos são muito receptivos, mas depois que descobrem que vc é brasileira, esquece...começa a rasgação de seda. Se vc tiver a oportunidade vá a Buenos Aires. Reserve 4 ou 5 dias. Esse período é mais do que suficiente para vc conhecer tudo, de cabo à rabo. Rss [t3]Comida[/t3] A culinária portenha redunda-se em: pão, carne, batata (frita e purê), espinafre, e empanada. Os bifes são simplesmente gigantescos. Tem dois tipos de bife: os grandes do tamanho de um prato, ou os medianos de largura, mas com dois dedos de altura. Fica a sua escolha. Lá a carne e baratérrima, e todas são muito macias e suculentas. Eu simplesmente nunca comi tanta carne na minha vida.. Agora tem uma coisa. Lá o tempero não se assemelha em nada com o brasileiro. As carnes são temperados somente com sal. Ninguém merece!!! A principal guarnição são as papas fritas (batata frita). Mas você encontra o purê de batata, o arroz (lá vc encontrará somente o parborizado ou um que, quando cozido, fica empapado) e saladas. Procurei o nosso aclamado feijão mas não encontrei em nenhum restaurante. Outro prato típico é a Parrilhada. Mas sinceramente não tive coragem de experimentar, são lingüiças recheadas com os miúdos do boi. As empanadas são como esfirras para nós brasileiros, e essa sim, eu me fartava de comer. Uma coisa: peça do cardápio somente o conhecido. Entrei muitas vezes pelo cano ao pedir um prato e vir outro totalmente diferente do que eu imaginava. Os refrigerantes são horríveis. Lá vc encontrará principalmente o Seven Up, Fanta e Pepsi. Todos com o gosto totalmente diferenciados dos refrigerantes brasileiros. A Fanta tem gosto de Cebion, a Pepsi tem gosto de água suja e o Seven Up, não tem nem parâmetro de comparação. A água também é muito salgada. A melhor água mineral que encontrei foi a Nestlé, mas existe uma enorme variedade para os diferentes gostos e bolsos. Uma boa pedida são os vinhos. São muito bons e baratos. Os sorvetes são ótimos. São totalmente diferentes dos brasileiros. A textura, o sabor, principalmente se vc for tomar sorvete de frutas. Sem contar que lá existem as frutas típicas, vale à pena conferir os diferentes sabores. Eu tomei sorvete de gema de ovo com licor, de frutas patagônicas, etc, etc... Me indicaram o Dulce de Leche do Freddo, mas para mim foi decepcionante, não gostei mesmo. O sorvete de Dulce de Leche do Freddo está para os argentinos, na mesma proporção que o acarajé está para os baianos. O alfajor Havana é o melhor de todos, trouxe várias de presente, esse é um excelente souvenir. [t3]Dinheiro[/t3] Traga dólar. Você vai lucrar muito quando for fazer a troca da moeda. As melhores casa de câmbio encontram-se na Corrientes e na Sarmiento. Existem dezenas delas. Vale à pena vc pesquisar bastante, pois 3 ou 4 centavos podem não representar nada inicialmente, mas se vc for trocar uma grande quantia, passa a tornar um considerável montante. Uma dica: vc tem de levar a sua identificação pessoal para poder fazer a troca, e serão pedidas algumas informações como: quanto tempo ficará, quando chegou, endereço de hotel, essas coisas básicas, mas tudo muito rápido. Jamais troque dinheiro com doleiros, os que ficam na rua. È muito arriscado, existe um volume muito grande de notas falsas circulando na Argentina, e se vc for pego com uma nota falsa, baú, baú, na melhor das hipóteses ela será apreendida na hora. Caso queira, sempre confirme se a nota tem ou não marca d'água. Não precisa se acanhar, isso no comércio é um hábito mais do que normal. Outra dica importante é solicitar ainda aqui no Brasil o desbloqueio do seu cartão para saques internacionais. Se vc for comprar algo no débito, tb terá de ter autorização. Lá tem Banco do Brasil e Itaú. Em Buenos Aires tem uma agencia do BB na Rua Sarmiento 487. [t3]Vida Noturna[/t3] Tudo começa entre às 02h e 03h da manhã. Quando me contaram não acreditei, mas realmente é verdade. Até vc entrar no ritmo.... O happy hour inicia em torno das 22h. Sempre que eu podia, dormia um pouco à tarde para poder agüentar o turbilhão. Em compensação, já ouvi falar de balada que termina às 11h. Eu mesmo não me encorajei. O dia em que saí mais tarde de uma balada foi no meu último dia de Buenos Aires, que eu fui em uma balada brasileira, saí de lá às 08h30 e ainda tinha muita gente. Buenos Aires tem uma vasta gama de cafés, bares, boates. Se eu fosse tentar conhecer a metade sairia de lá completamente falida. Indico duas baladas para mim imperdíveis: Opera Bay, em Puerto Madero e o Club 69 em Palermo, na frente do Club 69 tem um bar chamado Carnal que tb é muito bom. O Opera Bay é inspirado no Opera Hall em Sydney é uma mega boliche com 4 ambientes, simplesmente gigantesca. E o Club 69, que é tida como balada para gays mas que é simplesmente um arraso. Tem bolinha de sabão, show coreografado, chuva de papel, drags como recepcionistas, performances, nada vulgar, muito pelo contrário, muito engraçado e alegre. Vale á pena conferir, muito bom mesmo. [t3]Gays e Lésbicas[/t3] A Argentina é o primeiro país da América Latina que permite legalmente o matrimônio de casais homossexuais. Em função dessa situação, vários homossexuais de todas partes do mundo viajam para lá tendo em vista essa "abertura". Vc sempre encontrará nos guias noturnos programações para gays e afins. Sinceramente, eu nunca vi tantos gays e lésbicas ao vivo e a cores. E o engraçado, é que eles andam de mãos dadas pelas ruas, assim como os casais heteros, principalmente as lésbicas. Mas tb tem muitos veados. Para as solteiras de plantão uma notícia: tem muito mais homem do que mulher em Buenos Aires. E os homens argentinos são incrivelmente bonitos e charmosos. São muito, mas muito bonitos mesmo. Parece que vc está em outro mundo. Todos altos, magros, loiros e com os olhos claros. Um colírio. Rsssss. Teve uma passagem que foi hilária, eu estava indo a padaria comprar algumas cositas e quando eu passo ao lado de um beco, vejo um mendigo fazendo uma fogueirinha, no que eu olho penso: Meu Deus eu casava com esse mendigo. Ele era uma gato, realmente muito bonito, estilo Rodrigo Santoro. Também vi um gari lindérrimo. Agora o ápice de todos foi o pedreiro (que gato). Quem já foi a Buenos Aires sabe o que eu digo, todos são lindos, todos, sem exceção. [t3]Pontos Turísticos[/t3] Puerto Madero - Maravilhoso à noite. Pode-se passear na calçada, namorar nos bancos, jantar em um excelente restaurante. Casa Rosada - Esperava mais. Tem visitas guiadas free. Marque com antecedência. Teatro Colón - Show de bola. Visitas guiadas. Rio Tigre - Muito bom, porém cansativo. Existem duas cias de barco que te levam à Tigre. Tem uma feirinha de artesanato bem legal também. São Telmo - Imperdível aos domingos. Existem vários antiquários e shows de tango ao ar livre. Os melhores shows de tango que eu vi foram em São Telmo. Zoológico - Muito bom. Vc paga um passaporte que te dá o direito de conhecer todas as áreas do zôo, inclusive assistir ao show das focas. È muito fofo. Túmulo da Evita - Imperdível passeio. Muito emocionante. O cemitério é belíssimo, a arquitetura é bárbara. Flor de Metal - Flor gigantesca de ferro que fica aberta ao dia e se fecha à noite. Bem próximo ao cemitério, dá para ir a pé. Obelisco - Bem legal para tirar as típicas fotos de turista de 1ª viagem. Café Tortoni - O café mais antigo de Buenos Aires, muito charmoso. Tem um show bem legal de tango. O show é bem hollywoodiano, mas compensa cada centavo. Recomendadíssimo. Galeria Pacifico - Ótimas para um bom passeio e compras. O shopping Design na Recoleta - Mediano, o atrativo maior é o Hard Rock Café. Caminito - Lindo porém a área que foi restaurada é muito pequena. Em 30 minutos vc percorre tudo. A combinação de cores é fascinante. Dá para ir ao La Boca a pé. Estádio do La Boca - Vi somente por fora. As visitas guiadas são pagas. Calle Florida - Muito boa pedida. Comércio, movimento trânsito de pessoas indo e vindo. Na diagonal da Florida tem a Lavage que tem vários cinemas baratos. Assisti 2 filmes por 5 pesos. Exatamente atrás do Hotel Hilton, em Puerto Madero existe um parque lindo, poucos o conhecem, ótimo para fazer caminhadas matinais e para passar o tempo lendo um livro debaixo de uma árvore. Não tem erro, atrás do Hilton, em uma enorme área verde. [t3]Compras[/t3] O lugar que concentra a maior quantidade de lojas para comprar barato é no bairro Once. Lá as roupas são vendidas a preço de banana. Compensa não comprar nada o ano intero e comprar tudo em Buenos Aires. É muito barato. [t3]Acomodação[/t3] Vou falar um negócio para vcs, eu nunquinha tinha me hospedado em um hostel. Sempre tive preconceito com relação a isso. Sempre pensei que fosse algo que não estivesse a minha altura. È o que pensa as grande maioria das pessoas que não conhecem esse tipo de serviço. Tenho de confessar: estava completamente enganada. O ambiente é excelente, muito bom mesmo. A grande maioria das pessoas que se hospedam em hostel, são pessoas que estão há mais de 4 meses viajando e preferem pagar menos na hospedagem para pode viajar mais. Conheci pessoas do mundo inteiro. Façanha que jamais teria conseguido, caso tivesse me hospedado em um hotel. O ambiente é muito bom, todos são muito esclarecidos. Show de bola. Claro que vc tem de contar com o fator sorte. Afinal de contas, não é muito fácil lidar com o ser humano, mas vc tendo bom senso e as suas colegas de quarto tb, tudo dará certo. Na minha segunda semana de hospedagem, colocaram uma senhora de uns 200 anos no meu quarto, Ela já chegou reclamando das 18 horas de viagem que tinha enfrentado, do calor, do quarto, disso, daquilo, um saco. Eu me apresentei educadamente, e arranjei um jeito de fugir para não ficar ouvindo os seus murmúrios. Rss. Depois, colocaram uma menina que fazia questão de ligar todos os dias pontualmente às 08h, era engraçado pq ela fazia zilhões de ligações, e acabava acordando todas as outras meninas do quarto. Eu particularmente gostei mais do Portal del Sur. Realmente a Milhouse tem mais festas, é muito maior se comparada a Portal, é mais barata,e a estrutura tb é melhor. Mas se vc não fala inglês, desista. Na Milhouse a língua oficial é o inglês. E outra, as pessoas não abrem espaço. São as famosas panelinhas. Europeu com europeu, americano com americano, e assim vai... E os que já estão, não permitem que vc entre e faça parte do grupo. Tinham várias pessoas que foram para a Milhouse e depois voltaram para o Portal descontentes. Realmente é notória essa diferença entre os dois hostels. [t3]Clima[/t3] Passei 19 dias em Buenos Aires, se vcs forem no mês de janeiro, como no meu caso, aconselho levar roupas bem leves e um guarda chuva. Peguei 37°. Outra coisa: chove muito pelas bandas de lá. E o clima é bem seco, mas bem seco mesmo. Eu como moro em Brasília tirei de letra. Mas que não esta, prepare-se.... [t3]Idioma[/t3] Compre um dicionário de espanhol de bolso. Se vc fala inglês não terá problemas, quase todos falam inglês. Mas se você não fala inglês e arranha um portunhol, tem de levar um bom dicionário. Paguei muitos micos por conta do idioma. Teve uma vez que estava no Café Tortoni assistindo um show de tango, e uma colega brasileira pediu um sanduíche com suco. Quando o garçom perguntou o que eu ia comer, respondi "o mesmo", só que o garçom entendeu que eu tinha falado "un beso" , cai na gargalhada e disse: "no, la misma cosa", aí foi que ele entendeu que eu tava falando. [t3]Segurança[/t3] Fique sempre muito atento. Principalmente se vc estiver em lugares movimentados. Duas conhecidas minhas foram assaltadas. Uma no bairro Once e a outra em um restaurante. No Once, enfiaram a mão na bolsa e levaram a carteira. Na outra ocasião, estávamos sentadas aguardando a nossa refeição no restaurante, sentou alguém atrás da minha colega, e sem vermos, levou a bolsa. Como estávamos dentro de um restaurante, nunca iríamos pensar que seríamos vítimas de um assalto. Mas foi justamente o que ocorreu. Portanto, sempre alerta. Para dizer a verdade, sempre me senti muito segura. Mas melhor prevenir do que remediar. [t3]Condução[/t3] Fui de bus. Peguei um ônibus de Brasília à Foz do Iguaçu. De Foz do Iguaçu fui para Buenos Aires. De Brasília a Foz são 23 horas de viagem. De Foz do Iguaçu a até Buenos Aires são mais 24 horas de viagem. Cruzeiro do Norte, o ônibus é Semi Leito (de Foz à Buenos Aires). À noite paramos no restaurante da empresa para jantar. A janta foi o seguinte: frango com panqueca recheada de espinafre, Pepsi, cerveja, água, vinho, champagne, e de sobremesa sorvete. No café da manhã foi chá, leite, café, biscoite, alfajor e doce de leite em pasta. Excelente atendimento. Não vá de Pluma a Cruzeiro do Norte custa o mesmo preço e é infinitamente melhor. Ahh vc tb pode utilizar o cobertor e o travesseiro. Muito bom né??? [t3]Curiosidades[/t3] Lá não existem negros (se vc for negro fará o maior sucesso) Uma bebida muito apreciada pelos argentinos é o chá com leite. Se vc for a uma padaria, a balconista te servirá o pão, ou u que vc tiver escolhido com a mão. Lá eles não usam pegadores ou luva. Teve uma vez que eu fui em restaurante e pedi um salada. A garçonete veio com a maior boa vontade para temperar a minha salada. Até aí tudo bem. O que eu não contava, era que ela ia deixar cair uma folha de alface ao misturar a salada e pior, pegar (com os dedos) a folha de alface caída de colocar novamente na saladeira, na minha frente, como se nada tivesse acontecido.... Lá as pessoas molham o pão no leite antes de comê-lo. Os argentinos não se relacionam com os peruanos, paraguaios ou bolivianos. A segregação entre eles é enorme. Infinitamente pior que a negro/branco aqui no Brasil. Quase todos possuem tatuagem. Sabe aquela sensação de cansaço, de quando vc viaja para praia?? Pois então, lá é a mesma coisa. As pessoas se cansam com maior facilidade em função de Buenos Aires estar ao nível do mar. Bom, é isso aí. Bjs a todos...
  3. Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho]. Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes: http://tudorocha.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html Lista de Episódios: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7] Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora. Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia. A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia. Yamaha Ténéré 250cc. [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa] Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018 Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem! Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho. MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG). Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo. Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho. Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia. Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto. Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura! Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito: Vídeo 01: Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018 Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias] Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap. Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná. Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h. Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas! Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade! E a família não perdoou! Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível! [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!] Coisas interessantes vistas pelo caminho: Vídeo 04: Vídeo 05: Vídeo 06: Esse é um quati, um animal típico dessa região: Vídeo 07: Vídeo 08: Vídeo 09: Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo. Vídeo 10: Vídeo 11: Mais fotos de Foz do Iguaçu: Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil. Cara de conquista realizada: Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados: - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado] - Salar del Uyuni, Bolívia - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile - Antofagasta, Chile :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer:: Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno. Vídeo 12: Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado. Vídeo 13: Esse foi o resumo da minha noite: E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir! Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui! Vídeo 14 [Parte 1] [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva! Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte. E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento: Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
  4. Diego G Cardoso

    Rota Alternativa à Policia Corrupta Argentina

    Olá Mochileiros Em Julho de 2017, fiz uma viagem de carro até Buenos Aires, ficamos uma semana na cidade. Não consegui ainda fazer o relato desta viagem para postar aqui, mas fiz uma rota alternativa para fugir da polícia corrupta argentina, ou pelo menos evitar algumas. No meu trajeto de ida, fiz a fronteira em Uruguaiana-RS e segui pela Ruta 14 até Bs.As., passei diversas barreiras policiais e não fui parado, somente na cidade de Mocoreta é que fui parado, ainda na província de Corrientes , notei que aquela policia é uma policia quase que municipal, na abordagem já pediram vários documentos e eu tinha todos, ai pediram para ver meu extintor de incêndio, e por azar ele estava descarregado, neste ponto foi falha minha em não olhar antes de viajar. Como já é sabido, assim que estes policiais encontram um motivo para multar começa a novela, me falaram em 1000 pesos de multa se pagasse na hora, fiz uma choradeira e mostrei que só tinha reais e que os poucos pesos que eu tinha era para o pedágio, ai o chefe do posto policial até me levou com a viatura até um banco na pequena cidade para sacar, o que achei muito estranho mas topei ir, no banco me fiz de louco e voltei para a viatura e disse que não havia conseguido sacar porque aquele banco era muito pequeno e provavelmente estrangeiros não podiam sacar ali, no caminho de retorno ao posto policial falei para o policial que só tinha R$100,00, ele acabou aceitando e me liberando. Depois desta cidade entrei na província de Entre Rios, e em todos os postos que passei não fui parado. Como a melhor rota de retorno de Bs.As. era pelo mesmo caminho, e eu havia ficado muito indignado com todo o ocorrido, resolvido retornar por um caminho que havia estudado pelos mapas, e com este caminho só passei por um posto policial que acredito não ser de corruptos, pois é num trecho muito movimentado da rodovia. Enfim, a rota que fiz foi, retornando de Bs.As., fui até a cidade de Gualeguaychú-AR e cruzei a fronteira para o Uruguai, chegando na cidade de Fray Bentos, depois peguei a Ruta 24 até a cidade de Paysandú, depois a ruta 3 até a cidade de Bella Unión, cruzando a fronteira para o Brasil na cidade de Barra do Quaraí-RS, o trajeto é todo em asfalto de pista simples em ótimo estado, somente 2 pedágios sendo 1 na fronteira e outra dentro do Uruguai, e somente um trecho de uns 20km com buracos mas que está em reforma, e o mais importante é que não tem policiais corruptos. Com este trajeto evitei de passar pelo menos uns 5 ou 6 postos policiais. Algumas observações sobre este trajeto: - Abasteça antes de entrar no Uruguai, pois a gasolina está mais de R$6,00 o litro; - Você fará uma aduana a mais, mas é bem tranquilo, não precisa nem descer do carro pois é num guichê semelhante aos postos de pedágio, rápido e sem enrolação. - Este trajeto tem pouco movimento, então a viagem rende bem. Vou anexar uma imagem da rota que fiz. Estou planejando em uma próxima viagem fazer outro trajeto semelhante, pelo Uruguai, mas quero fazer a rota Riviera até Fray Bentos, já vi que a estrada é um pouco pior, mas acredito que possa valer a pena, somente para não ter que viajar com medo da policia de Corrientes e Entre Rios. Qualquer dúvida estou a disposição dos colegas mochileiros. Abraço.
  5. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  6. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  7. Boa noite, colegas Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato. Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas. Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes! Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017. Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta. As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ. Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima. Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse. Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário. VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE! Dia 1 - Embarque Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten. Dia 2 – Ida até El Chalten Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20! Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira. Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria. Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa. A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten. Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila. De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira. Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas. Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA. Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado. Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos Minitrekking – 2400 pesos Dia 3 – El Chalten Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo. Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo. Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema. Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60. Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos Garrafa de água 1,5l – 25 pesos Dia 4 – El Chalten O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado. Milanesa com papas – 200 pesos Pote de iogurte de 1l – 60 pesos Coca cola 1,5l – 65 pesos Dia 5 – El Chalten Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha. Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais. De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel. Hamburguesia – 50 pesos Empanada – 25 pesos Bastão de caminhada – 100 pesos o par Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante. Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa. Dia 6 – El Chalten/El Calafate Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã. Sanduichão de ½ m - 165 Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10. Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão. Dia 7 - Minitrekking Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura. A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos. Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito. Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram. Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche. Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior. Mini trekking – 3200 (quase 600 reais) Entrada – 500 pesos (90 reais) Dia 8 – El Calafate Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos. Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram! Codeiro com papas – 195 pesos Lembrancinha chinfrim – 60 pesos Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47. Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens. Dia 9 – Buenos Aires Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel. Uber - 108 pesos Trio Big Mac - 140 pesos Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço! Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado. Dia 10 – Rio de Janeiro Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer. Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder. Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.
  8. bbkid

    Ushuaia

    Quais passeios em Ushuaia quem já foi recomenda ??? Pelo que ouvi falar são basicamente os seguintes 6: 1 - Centro da cidade (visitando os museus da prisão e do fim do mundo) 2 - Passeio de barco pelo canal Beagle, e passando pela isla de los lobos, pinguineira, etc... 3 - subida ao glaciar martial 4 - lagos escondidos e fagnano 5 - parque nacional terra do fogo com o trem 6 - laguna esmeralda Eu vou ficar 4 dias em Ushuaia e gostaria de saber o que seria melhor escolher, já que penso que não vai dar tempo de fazer TODOS esses passeios. O que recomendam ???? Obrigado e até mais!!
  9. PATAGÔNIA 2017 16/01/2017 A 22/02/2017 Patagônia 2017 (Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Natales, Torres de Pàine, El Calafate e El Chalten) Tudo começou com aquela de vontade de ir a Patagônia de novo. No dia 16 de Janeiro parti para Ushuaia. Meu intuito a princípio era fazer umas trilhas e conhecer a terra do fim do mundo. Exatamente no dia 16 embarquei em Vix e fui a Ushuaia via Buenos Aires. Foi uma viagem e tanto. No dia 17 cheguei por volta das 9:hs e já enfrentando um frio de 4 graus. fui ao hostel e me instalei. No mesmo dia dei um role pela cidade. no outro dia 18 fui numa trip irada com a http://www.piratur.com uma empresa que te leva para ver pinguins e leões marinhos top. Fomos Fazenda Harberton, caminhada na ilha pinguineira (Ilha Martillo), ilha dos pássaros, Ilha dos Lobos Marinhos, Museu Harberton, Farol Les Eclaireus,Cruise do Zodíaco. No dia 19 fui ao Cerro Martial mas devido a ameaça de chuva descemos mas foi compensador, fizemos quase 15 km. de trekking. No dia 20 fui ao parque nacional tierra del fuego em Ushaia e fui ao correio no fim del mundo. Fiz a trilha de quase todo parque. Puerto Arias, laguna verde, laguna Roca, e a Trilha Costeira. No dia 21 embarquei com destino a punta arenas as pela http://www.bussur.com 08:hs e chegamos por volta das 19:hs. Passamos por San Sebatinan que é a fronteira entre Argentina e Chile. Passamos também pelo estreito de Magalhães mundialmente conhecido pelas suas histórias. Esta viagem foi muito legal pelos obstáculos a serem transpostos. Valeu a pena. Em Punta Arenas pude conhecer um pouco mais da história do estreito de Magalhães. A cidade é muito legal, com seu calçadão e seus monumentos. No dia 23 fui de ônibus para Puerto Natales, cidade de entrada do parque Torre Del Paine, lugar Maravilhoso e com pouco a oferecer aos turistas, mas que é de vital importância para o Paine. No dia 24 embarquei em direção ao Parque. TORRE DEL PAINE 1° dia. Entrada no parque. Hospedagem no Refúgio Las Torres. Início trilha 10:20 h, término 20:30hs. Saindo do refúgio Las torres, Refúgio Chileno. Área de acampar Torres e mirador Base Las Torres. Trilha punk com desnível de 875 metros. Distância. 18 km Tempo. 10:hs Elevação. 875 mts. 2°dia. Saída de do refúgio Las Torres, indo em direção ao Camping Serón as 09:30hs e x chegada as 13:30 h. Esta caminhada foi tranquila. Com Desnível de 475mts. Distância. 12 km Tempo. 4 hs Elevação. 475 mts 3° dia. Saída em direção a Guarderia de Coirón que fica há 3:hs de caminhada. Já que não tinha reservas no Refúgio Dickson, os guardas não me deixaram passar, no Percurso foi observada a presença de ventos de até 60 km/h em um lugar chamado Passo de Los Ventos. Vista do Lago Paine. Rio Paine e Vista do Lago Dickson. Ao retornar ao acampamento choveu bastante. Aumentando ainda mais o frio. Distância. 18 km Tempo 6:hs. Elevação. 250 mt 4°dia. Saída do camping Seron em direção ao acampamento Los Cuernos. Antes uma Passada no Refúgio las torres. Logo em seguida ida ao Refugio e Camping Los Cuernos. Pude observar vários animais no trajeto. o lago que me acompanhou até o refúgio. Foi uma caminhada sensacional. Cheguei no Refúgio e vi que se não tiver vaga acampa em qualquer lugar. Eu só tinha reserva no dia seguinte e acampei de graça . Distância. 23 km Tempo. 9:hs Elevação. 385 mts. 5°Dia. Saída do Refúgio e Camping Los Cuernos x Camping Francês x Camping Italiano x Britânico x Miraxor Britânico x Los Curenos. Caminhada top sem igual. Visual show de bola. Choveu bastante na ida, mas o visual do Mirador Francês e do Mirador Britânico foi sensacional. A trilha nem se fala irada. Vista geral do Glaciar Francês. Glaciar Los Gemelos. Ainda por cima fomos agraciados com várias avalanches que dão um barulho anormal. Distância. 18 km Tempo. 9:hs Elevação. 800 mts 6°Dia. Saída do Refúgio Los Cuernos em direção ao Refugio e Camping Paine Grande, passando pelo Camping do Francês, Camping do Italiano. Guarderia Pehoé e Paine Grande. Distância. 13 km Tempo. 4 horas. Com chuva direto. Elevação. 388 mts 7°Dia. Saída as 8:hs para Refúgio Gray e Glaciar De mesmo nome, subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. 7°Dia. Saída as 8:hs do Camping Paine Grande para o Refúgio e mirador Gray. Subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. Refugio Gray e Mirador Gray. O incrível foi ver blocos gigantes de gelo que se desprende do Glaciar. Distância. 25 km. Até o Mirador. Ida e Volta Tempo. 8:hs Elevação 300 mts. Assim encerro minha Expedição a Torres Del Paine. No dia 31 fiquei em Puerto Natales para ir a Caverna do Milondon foi o máximo. Pude também descansar dos dias em Torres del Paine. Irado o Monumento Natural Cueva Del Milodón. Na verdade, são 3 cavernas. Pequena, Média e Grande. A caverna principal é muito grande onde habitavam os Milondons. No dia 1° fui para El Calafate e em seguida para El Chalten. Onde quero concluir todas as trilhas que não fiz no ano de 2016. Peguei o ônibusas 14 hs com chegado em El Calafate às 19:hs. Onde ia tentar pegar um bus para El Chalten ainda neste dia. No dia 2 fui para El Chalten no bus das 08:hs chegando as 11:hs. Encontrei a Galerada Chapagonia. Foi o dia de descanso. No dia 3 amanheceu um tempo chovendo. Na verdade, esta temporada em Chalten pela previsão não vai ser das melhores. Muita chuva. PARQUE NACIONAL DE LOS GLACIARES. EL CHALTEN. ARGENTINA. 1°Dia. Saída às 4:hs da manhã em direção Piedra del Frade. Logo após ida a Acampamento base de Piedras Negras. Local de base para quem vai escalar o Fitz Roy e várias agulhas desta cadeia de montanhas. Aliás a maior da Patagônia. O bom desta trilha é que se tem uma visão extraordinária do Glaciar Marconi, do Lago Eléctrico. Subida é punk. As pedras soltas rolam a todo momento, mas vale a pena. Distancia. 13 km. Tempo. 5:hs. Elevação. 1000mts. 2°Dia. Saída do acampamento Piedras Negras em direção a Piedra del Frade e Rio Elétrico. Onde pegamos um Táxi até Chalten. Descida punk. Distância. 13 km Tempo. 5:hs. 3°Dia. Caminhada até o Mirador Las Aguilas. e Mirador Los Condores. E ida a base de escaladas do Paredão de Los Condores. Distancia. 10 km Tempo. 4 horas. Parada para ver amigos escalando. Elevação. 200mts. 4°Dia. Caminhada até a Cachoeira Chorillo Del Salto. Uma longa queda com água das geleiras do maciço do Fitz Roy. Distancia. 10 km Tempo. 3 horas. 5°Dia. Caminhada até o Camping Poicenot. No sendero Fitz Roy. Passando pelo Mirador do Rio de la Vuelta e Laguna Capri. Desta trilha se avista o Fitz Roy principal montanha da Patagônia. Acampamos no Camping Poicenot. Distancia. 13 km Tempo. 3 horas Elevação. 391mts 6°Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping Poicenot. Esperei o tempo melhorar e fui a Laguna de Los Três e Laguna Sussia, o que é uma coisa fascinante. La de cima pude observar as Lagoas Madre e Hija. Lagoas estas que ficam numa intersecção entre o Sendero Fitz Roy e Laguna Torre. Retornei desarmei a barraca e fui para para Chalten. Distancia. 19 km Tempo. 6:hs Elevação. 598mts. 7°Dia. Saída de El Chalten as 16:hs em direção a Laguna Torre. Passamos por Mirador Margerita, Mirador Del Cerro Torre, entroncamento com as Lagoas Madre e Hija e Acampamos no Camping De Agostini. Aproveitei para ir a Laguna Torre. Muito linda e fascinante. Distância. 11 km Tempo. 4:hs. Elevação. 250mts 8° Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping De Agostini. Sem opção ficamos esperando a chuva passar. As horas foram passando e agora já são 14 hs e nada da chuva passar. Sai as 14:30 h passando pelo mesmo trajeto da ida. Distância. 13 km. Tempo. 3:hs Elevação. 150mts. No dia 16 de fevereiro choveu a noite toda e o dia inteiro. A temporada 2017 realmente não está das melhores. 9°Dia. Saída de Chalten em direção a Laguna Toro. Passando pela conexão com Pilegue Tumbado, Margeando o Rio Tunel, Avistando o Glaciar Rio Tunel, e Lago Toro. Choveu todo o percurso. Punk e frio. Distância. 32 km Tempo. 8:hs Elevação. 650mts 10° Dia. Ida ao Lago Del Deserto. Passando pelo Rio Elétrico. Laguna Condor. Plaza Soberania. O point foi ver inúmeras cachoeiras que desaguam no Lago vindas direto da geleira e glaciares. A beleza do lugar me impressionou devido a clareza da água. https://www.facebook.com/pedraodobrasil
  10. Ever

    Mendoza

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Mendoza. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Mendoza, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Mendoza Procurando companhia para viajar para Mendoza? Crie seu Tópico aqui! Mendoza - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Mendoza: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de dezesseis dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Furuta Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Alex Melo Relato sobre viagem de vinte e quatro dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Duke[/linkbox] Em Mendoza tem uma estação de esqui chamada Los Penitentes - http://www.penitentes.com - mas não abriu este ano por falta de neve. Estive lá em Agosto e fiz uma subida até o topo com teleférico. Tinha neve mas não o bastante para cobrir as pistas e poder esquiar. Mesmo assim o passeio valeu a pena, fiz a tour que eles chamam de Alta Montaña ($50 Pesos) - você passa pela cidade de Uspallata, e visita Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas que já fica na boca do tunel para o Chile. De Mendoza até Santiago são apenas 5 horas de ônibus. De Mendoza você pode ir a Las Leñas e a Portillo (Chile), mas mesmo lá não sei se tem esqui em fevereiro... pouco provável. Mendoza é uma cidade legal e bem tranquila. Muito bem arborizada com casas bonitas e um parque muito legal - San Martin. Tem uma universidade e por conta disso alguns barzinhos interessantes na Avenida Collon proximo ao parque. Os preços no geral são mais baratos que Buenos Aires. As agências tem um leque de passeios tradicionais e radicais. Os vinhos de lá são os melhores da Argentina e bem baratos ... aproveite ! Tem várias empresas que fazem o trajeto Mendoza-Chile, uma delas é a Andesmar - http://www.andesmar.com.ar. Veja outras nesta mensagem copiada de outro forum: . . . . -- Departure From Santiago: Terminal Sur AKA Terminal Santiago (Terminal South ) Updated November 6, 2003................Exchange rate is 620 pesos= 1 dollar US Company,..Destination,..Approximate Prices,..Departure Time,..Duration Tur Bus, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00 and 22.30, 6-7 hrs Tur Bus, Cordoba,18000 pesos=$24 US, Only Friday 12:30, 16 hrs Fenix, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00,-- 6-7 hrs Fenix, Buenos Aires,30000pesos=$40.5 US, Wed,Thurs,Sat,Sun 10:30, 22 hrs Andesmar, Mendoza,8000 pesos = $11 US, Every Day 9:30, 6-7 hrs Andesmar, Buenos Aires,28000 pesos=$37 US, Every Day 9:30, 22 hrs Andesmar, From Osorno to Bariloche,8000 pesos, Every Day 10:20, 6-7 hrs El Rapido, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:00,9:30,13:30,23:30,-- 6-7 hrs El Rapido, Buenos Aires,25000 pesos=$36 US, Same Bus To Mendoza at 9:30, 24 hrs Tas Choapa, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:30, 23:30, -- 6-7 hrs Tas Choapa, San Louis,8000 pesos=$11 US, Tues. and Sat. 9:00, 11 hrs Tas Choapa, Cordoba,15000pesos=$20 US, Tues. and Sat. 14:30, 18 hrs Ahumada, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00, -- 6-7hrs Ahumada, Buenos Aires,30000pesos=$40 US, Wed.,Thurs.,Sat.,Sun., 10:30, 20 hrs Pullman Del Sur, Buenoa Aires,25000pesos=$36 US, Mon. And Fri. 13:00, 19 hrs TAC, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 8:30,12:00,21:30, -- 6-7hrs TAC, Buenos Aires,25000pesos=$33.5 US, Every Day 10:00, 20 hrs CATA, Mendoza,7000 pesos= $10 US, Every Day 7:30,10:15,23:00, -- 6-7 hrs CATA, Buenos Aires,23000pesos=$31 US, Same 10:15, 20 hrs CATA, Cordoba,20000pesos=$27 US, Same 10:15, 18 hrs O´Higgins, Mendoza,7000 pesos=$10 US ,--Every Day8:15,10:30,14:45,22:00,-- 6-7 hrs Chi-Ar Mendoza,12000pesos=$16 US, 6-7 hrs Nevada, Mendoza,8000 pesos=$11 US,-- Every Day 8:30,10:30,12:30,14:30-- 6-7 hrs Nevada has three different size mini buses-10,14 and 16 passenger Coitram, Mendoza,7000 pesos=$10 US, Every Day 8:30,12:30,14:30, --- 6-7 hrs Coitram has 12 passenger mini buses Alsa also has a new service and they are running a special for 6000 pesos to Mendoza, I seen it today when I was at the bus terminal!! ---
  11. bluzes.dust

    Mendoza 2017

    Depois de muito tempo resolvi postar alguns relatos... Enfim, depois vencer a preguiça e falta de tempo, aqui estou! Mendoza eh um estado da Argentina que deve ser visitado! Além do Aconcagua existem varios motivos para incluir essa beleza quando for passar pela Argentina. Não tenho info de passagem aerea do Brasil para Mendoza porque moro em Buenos Aires, então vou ficar devendo essa informação. Regra geral e chave de ouro> ficar na capital *Mendoza*, acordar cedo e ir pro terminal de onibus escolher para onde ir de forma rapida e barata Total> 8 dias Gasto *sem aereos> fazendo a conversão pesos para reais> 2 mil reais total para o casal, incluindo hospedagem, transporte e alimentação Rotreiro> Mendoza Capital, San Rafael, El sosneado, Godoy Cruz, Potrerillos, Cacheuta e Parque provincial Aconcagua Dia 1 Chegamos no aeroporto e tomamos um onibus até o centro. No terminal compramos passagem de onibus para San Rafael, super barata! Tem um site que dá para consultar os preços atuais, mas la na rodoviária é tranquilo de comprar. Eles aceitam todo tipo de pagamento, incluindo cartão de crédito. Deixo o site> http://www.plataforma10.com.ar/pasajes-micro?gclid=CN7Px5GVt9QCFVcGkQodXEYLAg Chegamos em San Rafael e ficamos de boa na cabana que reservamos pelo booking com um preço super economico. De Mendoza a San Rafael são 3 horas, mas optamos por não fazer nada nesse dia e descansar. Dia 2 Valle hermoso Pegamos um onibus que nos levou até o topo do vale e baixamos caminhando até a metade. A outra metade baixamos pelo rio fazendo rafting. Nesse dia gastamos tão poco que ficamos emocionados. Contando onibus, rafting e comida gastamos 150 reais para os 2! Dia 3 El Sosneado Acordamos tarde, tipo 7 da manhã e perdemos a chance de nos meter na unica excursão que tinha para visitar as ruínas do hotel abandonado em El Sosneado. Antes de deixar a depressão tomar conta de mim eu corri na secretaria de turismo e perguntei pra menina da recepção> se existe alguma forma de chegar la por minha conta me diga e eu o farei! Ela me disse que alguns taxistas se aventuravam com carros normais, porque normalmente somente veiculos 4x4 faziam o trajeto. Eu logo pedi o contato do doido que ia e chamei. O Miguel me atendeu e disse que me levava por 100 dólares, eu aceitei, claro! Foi incrivel, porque o Miguel viveu toda a vida em San Rafael e nos contou tudo sobre o lugar. Se alguém animar a fazer o mesmo é só ir na secretaria de turismo e pedir o contato de remis que vai a El Sosneado, perguntem por Miguel. Dados sobre o lugar> hoje existem apenas as ruínas de um grande hotel construído em 1938. Diz a lenda que por um mistério todos abandonaram o hotel. Dizem que Perón ia se encontrar com nazistas no lugar... Hoje além das ruínas estão as termas com agua que descem do vulcão Overo. Dia 4 Godoy Cruz Voltamos para o norte do estado e ficamos na cidade Godoy Cruz. Passamos por umas bodegas para provar e comprar vinhos. Depois ficamos dando voltas pelo centro e voltamos para casa. Ficamos numa casa super barata que se chama casa malbec e vocês podem encontrar por airbnb. Recomendo! A unica coisa ruim é que não tem toalha, mas como sempre levo pra mim não fez diferença. Essa cidade esta a 20 minutos da capital e eh mais tranquila. Tem ônibus e esta muito bem localizada. Dia 5 Potrerillos Pensa num dia que só gastamos 100 reais e nada mais! Lindo! Enfiamos lanche na mochila e pagamos o onibus. O resto> caminhar e observar a natureza. Do terminal é só pegar o onibus de linha e descer em Potrerillos. Tem um restaurante pra quem não levar comida e um senhor muito esperto que aluga o banheiro da casa dele kkkk Dia 6 Cacheuta Novamente, levantamos e fomos direto ao terminal de onibus. Passagem para cacheuta super barata outra vez... com 100 reais estávamos os 2 felizes na estrada. Entrada das termas uma piada> 100 pesos cada um, tipo 35 reais. Esse foi o dia para ficar o dia todooo descansando nas piscinas quentes! Dia 7 Parque provincial Aconcagua Muito sol! Pagamos 100 pesos cada um pra entrar e o mesmo de onibus dos dias anteriores... Levamos mate, agua e lanche leve só para passar o dia. Essa é a regra> ficar hospedado em Mendoza capital e ir para o terminal escolher para onde ir pagando barato kkkkk Dia 8 Dia de acordar tarde, tomar um lindo cafe da manha e voltar pra casa Se tiver aguma duvida é só perguntar e respondo!
  12. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  13. (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  14. trotatorres

    Salta e San Salvador de Jujuy

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Salta e San Salvador de Jujuy. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Salta e Jujuy, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder! Salta e San Salvador de Jujuy SALTA A província de Salta está localizada no noroeste da Argentina com uma área de 154.775 km². Sua população total é de 950.000 habitantes, enquanto a sua capital, com o mesmo nome, fundada em 1582, tem 390.000. Outras importantes cidades são: San Ramon de La Nueva Oran, Tartagal e General Güemes. Está ao norte da província de Jujuy e da República da Bolívia, ao leste da República do Paraguai e das províncias de Chaco e Formosa, ao sul das províncias de Santiago del Estero, Catamarca e Tucuman, e ao oeste da província Jujuy e da República do Chile. Desde o frio dos Andes e da Puna até sua selvas subtropicais, Salta está inserida entre montanhas, vales férteis de sol e temperatura agradável o ano todo. A hospitalidade provincial qualifica a sua rica herança cultural, que se expressa com música folclórica e religiosa que se deslocam manifestações. Salta foi historicamente importante porque, em seu território foram lutadas as principais batalhas pela independência argentina e, muito antes da descoberta das Américas, foi o berço da rica cultura pré-colombiana. As casas antigas e quintas, agora transformadas em albergues, convidam à aventura. As principais atividades produtivas são culturas industriais, produtos hortícolas, frutas cítricas e hortaliças. É completada por tipo pampeano produções agrícolas e de alguns minerais. A taxa média de crescimento anual é 25,7% e densidade de 5,6 pessoas por quilômetro quadrado. Nesta cidade, é ainda largamente predominante a arquitetura colonial do país, representado pelo seu urbanos coloniais e edifícios de interesse histórico como o Cabildo, a Catedral e a Casa de Hernandez, entre outros.[/align] SAN SALVADOR DE JUJUY É a capital da província e está localizada ao sul de Jujuy, na região dos Vales Temperados. É um dos circuitos básicos para ir ao resto da província. San Salvador de Jujuy tem um aeroporto internacional a poucos quilômetros do centro da cidade. O verão é quente na cidade ao meio-dia e no início da tarde, no inverno temperaturas máximas oscilam em torno de 20°C, mas as suas noites são frias com registros abaixo de 0°C. A estação mais confortável é a primavera. Um moderno processo de expansão que fazia com que a cidade crescesse para além das encostas dos morros e isto a levou à unificação dos últimos edifícios com os antigos edifícios da época colonial.[/picturethis] Esta região do país apresenta montanhas, planícies verdes, rios, lagoas de sonho, com paisagens coloridas e climas agradáveis que fazem o visitante pode desenvolver atividades como caminhadas, turismo contemplativo, o turismo cultural e de safaris fotográficos. Entre os mais proeminentes locais que podem ser visitados no setor, são as Termas de Reyes, Laguna Yala e o povo do Rio Blanco, apenas 7 quilômetros de onde está o santuário de Nossa Senhora do Rosário e Paypaya Rio Blanco, padroeiro da província e venerado desde o século XVII. Para ir a Vales é sempre importante manter um chapéu para cobrir-se dos raios do sol, roupas confortáveis e vara de pesca para tentar a sua sorte em torno do lago área.
  15. Plano inicial: - Pegar o máximo de caronas possíveis. -Acampar o máximo de dias possíveis. -Fazer meu rango na panelinha. Praticamente as principais refeições. Porquê: - Para testar minha disposição. -Pegar carona pela primeira vez na vida e comprovar para mim(e agora para vocês) que pegar carona funciona. -Acampar e ficar mais em contato com a natureza. -Se sentir vivo, totalmente fora da zona de conforto. Planejamento: - Não tive algum, nem direções precisas, a Patagônia foi mostrando seu esplendor. Decidi muito em cima da data que iria até Ushuaia. O que vocês acham no relato: -Acampamento ; natureza ; neve ; comida no camping ; barraca ; viajar barato funciona ; frio ; pessoas de coração grande ; fotos ; câmbio ; caronas ; comida na panela ; O que eu levei: -Para cozinhar: -Espiriteira(fogo a álcool) -Uma panela média -Álcool desidratado ou de posto de gasolina, pode ser de cozinha também, mas demora pra aquecer. -Talheres: faca, garfo e colher -1kg de arroz -Temperos; orégano, gengibre em pó, sálvia -Lentilha -Massa No caminho comprava coisas frescas para cozinhar. Para a viagem: - 1 barraca Guepardo Everest 1, uma pessoa, queda d'água 2000mm -1 saco de dormir -1 isolante térmico, para colocar entre o chão e o saco de dormir. -2 calças, um jeans, uma calça moletom.(levar calça impermeável, eu não levei e fez falta). -4 camisas -3 cuecas -4 meias -1 bota -1 chinelo -2 bermudas -1 casaco grande -1 moletom -2 camisetas manga comprida -1 boné -1 toca de lã -óculos de sol -1 facão Se eu lembrar de algo mais coloco aqui, mas isso foi o essencial. Sobre medicamentos - Eu não levei nenhum medicamento, pra dor de cabeça, estômago ou qualquer dor que o pessoal diz que têm. Só levei carvão vegetal, que serve pra desintoxicação. E na viagem inteira não passei mal, nem xorrioo . Fiz um vídeo rápido mostrando um pouco da aventura. Início: De Feliz a capital Porto Alegre fui de ônibus, porque imagina aqui no interior se parar na estrada com duas mochilas e um cartaz escrito: Porto Alegre e um :'> do lado e segundo o que o povo aqui da minha cidade costuma falar: Meu deus, o filho do cara pirou, ta na estrada com 5 mochilas e uns 3 cartazes, me parece que perdeu o emprego e agora vai tentar a vida em Porto Alegre, vai vira mendigo, é uma pena, o guri é tão bom. Porto Alegre peguei outro ônibus para sair da capital, andei uns 27 km até Butiá, cidade pequena e isolada. Duas horas na estrada e nada, sol das duas fervendo meu crânio, estava totalmente decepcionado com o lance de pegar carona, mas não desisti, fui caminhando e conversando com o pessoal, até que me indicaram umas saída de caminhões adiante. Na guarita me ofereceram água e consegui minha primeira carona de uns 110 km até um posto de gasolina :'> :'> . No posto mais decepção, nada de uma carona parar, sol rachando. Sem esperanças e com medo de acampar a primeira vez perto de um posto de gasolina, comprei uma passagem até Uruguaiana. Chegando perto das 12:30am e acabado do dia inteiro, montei a barraca do lado de fora da rodoviária e foi ali que comecei a ter gosto pela trip. Pela manha o guarda me acorda e diz que já está na hora amigo ... levanto acampamento e começo a caminhar direção fronteira, atravesso a ponte de Uruguaiana até Paso de Los Libres, que no caso é proibido passar por lá caminhando ou de bicicleta. Como a funcionária da aduana me disse que podia, eu fui. Chegando os guardas me abordam e dizem que não posso passar caminhando que tenho que voltar e pegar o carimbo do lado brasileiro, ãã2::'> ...falei que não iria voltar e que eu só preciso do carimbo quando entro no país dele, e o cara queria que eu voltasse a pé . Tudo resolvido, passei minha mochila no detector de metais e o meu facão apareceu , o segurança me disse que não podia entrar com uma faca grande como aquela,hahaha, mas eu converti a conversa em acampamento e falei que precisava do facão e no final entrei na Argentina com todo meu kit acampamento, hahaha. Paso de Los Libres: Domingo, tudo fechado, não têm nem casa de câmbio na cidade, então tive que voltar pra aduana e cambiar e perder grana, foram $1.00 Dolar pra $13,00 pesos. Na cidade estava um pouco deprimido da viagem, acho que era cansaço. Ali na praça conheci um cara que viaja a uns 10 anos pela America do Sul sozinho e estava indo pro Brasil, agora nesse momento 13\01\2017 ele se encontra em Maceió, detalhe que ele só viaja de carona. Esse cara é o guru das caronas, me deu várias dicas e me passou contatos de amigos dele no sul da Argentina, em um contato desses acabei passando duas noites... Sem muitas forças para acampar depois de escutar os moradores dizendo que era perigosa a cidade, acabei mandando mensagem para um CS que eu havia feito contato um pouco antes da viagem e ele me hospedou na noite. Na manha seguinte o pai dele me levou até a Ruta 14 e alí começaram as caronas de los hermanos. Incrível, menos de 10 minutos para um caminhão e lá vou eu. Depois de alguns 100 km, desço em uma rotatória e continuo as caronas... 1:30h até um senhor parar com seu carro e me levar uns 95 km, uns 30 minutos até outro caminhão parar e me levar mais por uns 120 km, e depois rolou uma espera de umas 3:30h ou 4:30h, não fiquei contando certinho as horas. Ali fiquei um bom tempo fora da estrada porque o sol estava rachando, não dava pra aguentar. Pelas 17:30h, sem esperanças, com um cartaz feito a caneta, porque o outro bonito com letras grandes eu esqueci dentro de um caminhão na vinda ãã2::'> ... lá estava eu parado feito um beduíno, seco pelo vento e queimado pelo vento, me para um maluco de caminhão e me leva até uma cidade pertinho de Buenos Aires, foram 456 km. Ele me disse que ultimamente os caminhoneiros não param tanto porque teve casos que o pessoal usa caronas pra transportar drogas. Em um dia, fiquei das 7:00am até as 10:30pm, na estrada, chegando em um posto, durante a noite, e acampando atrás do posto, fiz minha primeira refeição na panelinha e ficou muito bom, e bora dormir neh. Detalhe, três da manha acordo com frio, saco de dormir mostrando primeiras falhas. Zarate: Dali peguei um bus até a capital, foram 53 pesos. Na capital de Buenos Aires, não tinha nada, nem hostel reservado e eu não queria acampar no centro da capital. Procurei hostel, bati em portas, até que achei um hostel barato, o Granado Hostel. Sobre Buenos Aires não vou comentar muito, porque é um destino muito padrão já. O câmbio ficou $1.00 pra 15 pesos, 2 pesos a mais por dolar comparado com a fronteira. Bahía Blanca: Depois de uma semana em BsAs, pego uma van da capital até Canuellas(140 pesos), para sair da capital e continuar as caronas. Dei uma volta enorme na cidade, pedi informações de onde pegar bus, ou trem e ninguém sabia informar direito. Fui revistado pelos policiais. Caminhei no sol do inferno do meio dia até chegar no ponto onde iria começar as caronas. Em poucos minutos para um carro e ando uns 180 km com um cara gente fina, viaja bastante também, mas têm um trabalho estável, é policial, e ganha uns 60 dias por mês de férias. Chegando na cidade do motorista, ele me deixa num posto de gasolina e oferece a casa dele para eu passar a noite caso eu não consiga carona até Bahía Blanca. Vendo um senhor na estrada pedindo carona, vou lá conversar e me informar se é fácil caronar por aí, e ele não me dá muita atenção e o outro amigo dele me diz pra eu ir em outro lugar pedir carona , toma guri, então me parei com a placa mais a frente, e do nada, um cara atrás de mim pergunta: -Hey amigo, donde vás? Bahía Blanca senhor, respondo eu. -Bueno, voy comprar una agua e una cosa para comer e vuelto. ...em alguns minutos vêm o senhor e me da uma carona até meu destino final, que faltavam alguns 430 km, insano. Agora imagina a cara que os outros fizeram quando me viram passar com minha carona ...foi lindo de se ver. Cheguei na cidade após lindas paisagens, pôr do sol, um céu imenso... Na cidade fiquei hospedado na casa de uma CS por quatro dias. Río Callegos: Em Bahia Blanca, tive uma vida muito boa, com chuveiro, comida boa, festa de aniversário e muitas risadas. E também fiquei quatro dias porque estava esperando uma carona que consegui no grupo do face( Viajar causa Adicción), de 1876 km, de Bahia Blanca até Rio Callegos foram outros 1876 km insanos em cima de uma cegonha lotada de carros. Dormi duas noites dentro de uma camioneta que estava no segundo andar da cegonha, e a paisagem foi se modelando ao longo da Ruta 3, o calor de Bahia Blanca foi se perdendo, e o frio da Patagônia abrindo as portas. No segundo dia eu já tive que usar o casaco, numa manha congelante de muito vento em alguma cidade perdida do meu roteiro vivo. Depois de dois dias e uma bunda em forma de banco, e também, a poltrona de caminhão saltitante, desci em Rio Gallegos, mais uma vez sem nada, somente com minhas coisas, a bunda de banco e os saltos do banco que me acompanhavam. Dei umas voltas na cidade, muito cansado, pés doendo, costas doendo, uma sensação de fome estranha. Bom, achei uma casa de câmbio e troquei 1 dolar pra 15 pesos mais uma vez, e tava bom esse câmbio. Tentei caronas na estrada, mas meu corpo não aguentava, dois dias viajando e dormindo no banco de trás de um carro não é fácil. Fui no mercado comprar uma comida fresca, me sentei no pátio e comecei a preparar meu almoço, com muito vento. No caso, minha espiriteira demorou muito pra esquentar a comida, mas no final saiu um rango barato, e meia boca. Caronas, sem chance do local onde eu estava, então, eu teria que sair da cidade e ficar na Ruta 3 , em algum ponto mais longe, e isso requer mais tempo e mais sofrimento no sol, vento e frio . Eu, cansado e acabado , decidi dormir na cidade mesmo e pegar um bus no dia seguinte até USHUAIA, Do lado do posto acabei achando um lugar com um pátio bacana e pedi pra vizinha se eu podia passar uma noite ali e deu certo. No posto eu paguei só 15 pesos pra tomar um dos melhores banhos da minha vida , depois de três dias sem banho, um chuveiro quente vira Oásis Claro, que fiz minha janta na panelinha neh, sempre. Dia seguinte, vou até a rodoviária e compro o ticket bem caro de Rio Gallegos até USHUAIA R$785,00 pesos. USHUAIA: Ao longo da viagem de ônibus deu pra refletir muito sobre a vida e sobre o destino, observando aquela imensidão de nada e de tudo, um sentimento único pela Patagônia, e já um pouco mais perto de Ushuaia, baldeamos o busão, no caso pra um pior, e o clima já estava muito frio, muito frio e vento acompanhado de chuva, uma bosta na real pra quem não sabe onde vai dormir quando chegar no lugar. Quanto mais ao sul, as montanhas foram mostrando sua beleza, os lagos, e a mata verde de Ushuaia. Cheguei pelas 20:30h, procurei um mercado e comprei algo pra cozinhar, achei uma praça pública e acampei nela mesmo, com uma vista da baia de Ushuaia e as montanhas de picos nevados, fiz minha janta e dormi tranquilo. Na manha seguinte, 6:00h da manha dois guardas me acordam e me expulsam do lugar. Muito frio e vento pela manha, desarmo minha barraca e sigo viagem. Minha intenção era fazer uma trip roots mesmo, então evitei pagar pra ir nos lugares mais turísticos. Conheci um pouco a cidade, acampei duas vezes perto de um riacho no meio da mata(onde acordava a cada uma hora de tão frio que tava, isso porque o saco de dormir que comprei não suportava tanto frio assim), que ficava perto das montanhas nevadas. Peguei um bus até o ponto máximo da cidade em direção ao Parque Nacional, e de lá fui caminhando. Saí pelas 21:00h e cheguei de madrugada pelas 1:30h, fui caminhando 18 km, com duas mochilas, e tudo isso porque não queria pagar a van até lá que era uns 450 pesos. Bom, me lasquei na caminhada, pés doendo, costa, cansaço bateu de frente mesmo, eu já estava disposto a dormir onde eu fosse cair. Cheguei no Parque Nacional, entrei e não vi guardas, então segui parque adentro, no meio do caminho passam eles de camioneta e me dão instruções. Beleza, faltava pouco pra chegar no camping, e eu estava no fim do meu esforço físico, estava prestes a descobrir meu potencial máximo naquela noite. Chego no acampas, cumprimento um grupo sentando em volta da fogueira e vou montar minha barraca para logo fazer minha janta e dormir(outra vez acordo de madruga porque o saco de dormir não segura o calor). Pela manha, vou até o ponto máximo da Ruta 3, deixo minha barraca sozinha no camping beira de estrada, deixo minha cargueira dentro e levo só a mochila pequena, com as coisas de maior valor. Bahia Lapataia, fim da Ruta 3. No dia seguinte, inicio a volta, e dentro do Parque Nacional uma família me da carona até o centro da cidade ... Chego no centro de Ushuaia outra vez, vou no mercado comprar comida e volto pro mato pra acampar e fazer minha janta com um bom vinho. Detalhe que até aqui eu não tinha gasto um pila em restaurantes. Detalhes que eu observei, que fizeram falta na trip: -Ter um bom saco de dormir(que aguente uma temperatura baixa). -Ter botas boas para caminhar(invista em botas). -Roupas Impermeáveis é totalmente Indispensável(choveu os 4 dias que fiquei em Ushuaia, plus outras cidades). Fechamento dessa parte: Agora saíndo de USHUAIA eu subi pela Ruta 40, passei por várias cidades famosas, turísticas, mas não visitei quase nada, porque o motivo da trip era não gastar muito e os valores das entradas de tudo é muito caro, pra conhecer tudo em uma trip só uma pessoa precisa desembolsar uma grana legal. Eu passei por Puerto Natales(Chile), Punta Arenas(Chile), El Calafate(Argentina), El Bolson(ARG), Barriloche(ARG), Villa La Angustura(ARG), San Martin de Los Andes(ARG) e depois voltei até fronteira de ônibus. Só essa subida pela Ruta 40 já vai gerar um novo relato, porque aconteceram muitas coisas também, acampei muitos dias também. Vou criar um novo post e agrego aqui. Tenho muitos videos, quero montar um vídeo curto pra vocês terem uma ideia mais viva da experiência, então quando terminar ele posto aqui o link pra vocês. Fiz um vídeo rápido pra vocês terem uma ideia. Espero poder fazer vídeos melhores em um futuro próximo para inspirar mais viajantes. Um Salve Mochileiros!
  16. Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco. Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem. RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho. Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente. Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. Roteiro Chegando em Foz do Iguaçu Ponte da amizade
  17. Trekking e escalada no gelo - Glaciar Viedma O Glaciar Viedma fica próximo à meca dos escaladores e trilheiros da Argentina, El Chalten, e é o maior glaciar da Argentina. Nós amamos escalar, então a vontade de experimentar uma modalidade de escalada tão peculiar como a escalada no gelo nos atraiu muito. Estava decidido, escalaríamos no gelo na Patagônia! Fazer o trekking em uma geleira também estava nos planos, e durante muito tempo debatemos se seria melhor e/ou mais bonito fazer o trekking no Perito Moreno ou no Viedma. Uma das dúvidas que surgiu era com relação à estética do glaciar: o Glaciar Perito Moreno é bem branquinho, ou seja, não há partículas das rochas ao redor sendo depositadas nele. Já o Glaciar Viedma possui um acúmulo muito grande de partículas, o que dá esta aparência mais escura. Coisa boba mesmo!rsrs Já leu nosso post sobre o Glaciar Perito Moreno? Leia AQUI! Como queríamos fazer o ice-climbing (escalada no gelo) chegamos à conclusão que este seria um passeio "3 em 1" perfeito: navegação pelo Lago Viedma, trekking (afinal teríamos que caminhar até chegar nos paredões de escalada) e a escalada no gelo propriamente dita - FECHADO! Não é um passeio barato - na verdade, muito pelo contrário! Mas estava no topo de nossa lista e decidimos fazê-lo. Entramos em contato com a empresa Patagonia Aventura por e-mail para agendar nosso passeio. Em El Chaltén, fomos direto até a agência fazer o pagamento (já que eles não aceitam cartão de crédito). A próxima parada seria uma loja de aluguel de equipamentos, precisávamos de botas de sola rígida, próprias para escalada no gelo. Isso não é um equipamento obrigatório, mas queríamos fazer a coisa do jeito certo (afinal o investimento era grande). No dia seguinte, encontramos com o restante do grupo na frente da agência e seguimos de ônibus até o píer no Lago Viedma, local de saída do catamarã. A travessia do lago é espetacular, a paisagem em volta parece uma pintura. A caminhada começa direto na rocha mesmo, onde um dia foi gelo (o glaciar está em retrocesso, ou seja, perde mais massa do que acumula). Eu já comecei sofrendo, a bota rígida quase me matou - sem exageros! Caminhamos em um terreno muito irregular e a bota não tinha maleabilidade nenhuma! A cada passo aumentada a pressão no meu pé e eu era a última do grupo! Na companhia de um dos guias, que pacientemente me acompanhava. Antes de iniciarmos a caminhada no gelo propriamente dita, os guias nos ajudam a colocar os crampons de pontas frontais, que são grampos de ferro acoplados à nossa bota, que permite caminharmos e escalarmos no gelo. Os grupos são então separados - os que irão fazer o trekking e nós, que vamos procurar paredes de gelo para escalar! O grupo de escaladores é bem menor, eramos em 12 escaladores e 5 guias. Me senti muito segura o tempo todo e todos os guias era muito simpáticos e ao que parecia, muito experientes. A caminhada no gelo é uma aventura encantadora! Vi tons de azul (e branco) que jamais imaginei (e lembra minha preocupação com a deposição de sedimentos? Eles deixaram o gelo ainda mais lindo!). Chegamos na primeira parede para iniciar o treinamento, que é iniciado da base da parede. É uma parede bem fácil, onde aprendemos como nos posicionarmos, como utilizar a piqueta de escalada, como fixar os pés na parede (através de chutes com força suficiente para fixar os crampons na parece). Depois deste primeiro contato (que foi até fácil), subimos de fase e fomos para uma parede um pouco mais difícil. Desta vez não iniciamos da base da parede, mas do topo dela e descemos de "baldinho" (ser descido por alguém desde um ponto de segurança instalado mais acima) até a base da via para então subirmos escalando. A parede era mais longo (12m aproximadamente) na metade da via já senti o cansaço! É preciso de muita força! Mas foi incrível, já tinha um certo entendimento da técnica (pelo menos o suficiente para me divertir! A terceira parede era negativa! Ou seja, tarefa impossível para mim! Não entendi nem como fazia para ficar na parede, a força necessária é impressionante. O Antonio mandou muito bem nesta (e em todas as outras vias), nem parecia estar fazendo força! Almoçamos (lanche de trilha), descansamos e fomos para a última parede do dia, onde o guia montou 2 paradas (sendo uma delas muito difícil), não havia tempo para todos do grupo escalarem novamente. O Antonio quis ir na via mais difícil, claro! Ao retornar parecia uma criança! Com muita alegria descrevendo o que tinha visto lá em baixo. Disse que viu tons de azul jamais imaginados, ele estava no meio de dois paredões de gelo de um azul difícil de descrever (ainda bem que contra minha vontade ele levou a câmera e pode compartilhar com todos nós). Ele insistiu para que eu escalasse pela última vez, mesmo cansada decidi ir - e posso dizer que não me arrependi!! Foi a parede mais linda de todas e a vista daqueles blocos de gelo com tons jamais vistos! Impossível de descrever, apenas sentir e agradecer! Os guias nos serviram licor com gelo da geleira para comemorar nosso dia de aventuras. Como é bom fazer algo pela primeira vez na vida, experimentar algo que você nunca imaginou viver, sentir o novo! Já visitou a nossa galeria de fotos da escalada no Glaciar Viedma? Clique aqui. Informações - Tem idade para escalar no gelo? Não tem não! No nosso grupo havia uma família inteira: pai e mãe (por volta de seus 55 - 60 anos) e seus 3 filhos (20 e poucos anos)! Claro que os pais não escalaram todos as vias, mas sentiram o gostinho da experiência e vibraram junto com os filhos! - Empresa que faz o passeio de trekking e escalada no gelo (a única com licença para esta atividade): Patagonia Aventura - Tipos de passeio disponíveis: 1) Viedma Light – apenas a navegação para ver o Glaciar 2) Viedma Ice Trek – caminhada sobre o gelo ARS 4200 (+- R$838: transfer + catamarã + trekking no gelo + escalada no gelo + equipamentos) 3) Viedma Pro – caminhada e escalada Dicas Se puder alugar a bota de solado rígido, alugue! Mas se você não está acostumado (assim como eu) leve sua bota de trekking e somente troque de bota na hora que for andar no gelo (com os crampons) e escalar. Locação das botas de solado rígida: Patagonia Hikes (Lago del Desierto 250, 9300 El Chalten) Custo: ARS 130 (+- R$25) Quer continuar viajando com a gente? Então não deixe de nos seguir nas nossas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube. Precisa reservar seu hotel ou hostel? Nós sugerimos Booking.com! Utilize ESTE LINK, você não paga nada a mais por isso (nem 1 centavo, prometo!) mas nós recebemos uma pequena comissão, que ajuda a pagar as contas do blog e escrever mais posts incríveis como este!
  18. Boa tarde amigos, venho relatar aqui a viagem de 29 dias que minha namorada e eu fizemos por 4 países. Depois de muito pesquisar aqui no site acabamos fazendo o seguinte roteiro: Santa Fé, Mendoza, Santiago, La Serena, Antofagasta, San Pedro de Atacama, Iquique, Arequipa, Cusco, Puno, Copacabana, La Paz, Potosí, Uyuni, General Guemes, Alegrete. Somos de Porto Alegre e fizemos a trip com um Gol 1.000, sem direção hidráulica mas com um ar condicionado que funciona perfeitamente, chamamos o auto de "El Tanque". No total foram 11.070 Km, 17 hoteis/hostels/pousadas, 4 países, uma infinidade de novos amigos. O custo total ficou por volta de 17 mil reais, 8.500 para cada, levamos 2.900 dólares em espécie. Dia 1 - Porto Alegre - Santa Fé Saímos de Poa dia 23/12/17 ás 6h da manhã, esse primeiro dia era um dos trechos mais longos da viagem, podem imaginar que quase não dormimos pois estávamos ansiosos para sair, foram alguns meses de planejamento e muitas dúvidas ainda pairavam pois não achei nenhum roteiro completamente igual ao que iríamos fazer. Malas no Tanque, check list feito e chimarrão na mão. Vamos lá!! O trajeto Poa até a fronteira muito tranquilo, a aduana estava vazia e foi muito rápido, mostramos passaportes, carta verde e segue o baile. Na Argentina que começaram algumas complicações, assim que entramos na Ruta 14 fomos parados pela polícia, uns sujeitos com roupas de milicianos nos pediram documentos e para ver o extintor de incêndio, então disseram que o mesmo estava vencido, na verdade ele venceria 31/12. Um dos sujeitos me levou para uma sala uns 200m do carro e outro ficou com minha namorada na porta do carro, lá dentro inventou mil histórias e tive que desembolsar depois de muito negociar, paguei 20 dólares. Ao longo desse trajeto fomos parados mais 5x, todas as vezes pediram as mesmas coisas e nenhum deles falou que o extintor estava vencido, nessas outras 5 paradas os policiais que nos pararam estavam com coletes verdes e nos pareceram mais "sérios" que aqueles primeiros que tinha roupas de militares e cara de malandro. Chegamos em santa fé já era noite e ficamos num hotel que havia reservado pelo booking, no outro dia sairíamos cedo novamente e o trajeto também era longo. Dia 2 - Santa Fé - Mendoza Acordamos cedo novamente e na recepção do hotel encontrei um casal de brasileiros que estavam sem dinheiro porque haviam pago tanta propina na estrada que não sobrou quase nada, então fiquei um pouco mais aliviado por ter sido extorquido apenas 1 vez, pois passei o caminho todo com raiva daqueles primeiros policiais. Saímos 7h com destino a Mendoza, lá ficaríamos 2 dias. Aqui algumas considerações: não tínhamos interesse em visitar vinícolas, pode parecer estranho pois a região é propícia, mas a verdade é que no RS acabamos visitando tantas na Serra que acaba que o processo é todo o mesmo; nas vinícolas os preços de vinhos são na maioria das vezes mais caros que no mercado da cidade e pq estaríamos dia 25/12 lá, feriado, então poucas estariam abertas. Nosso estilo de viagem é mais lado B e conhecer pessoas. Caminho cansativo, alguns pedágios, mas termina na Ruta 7, aí quase dorme no volante. A estrada toda duplicada e desemboca dentro de Mendoza. Chegamos estava anoitecendo, era noite de natal e estava absolutamente tudo fechado, então acabamos comendo num restaurante bem "pega turista" no centro da cidade, menu de natal que era caro e ruim, mas estávamos cansados mesmo, comemos e fomos dormir. Dia 3 - Mendoza Finalmente acordamos em um horário "digno" e fomos conhecer a cidade, praças e afins. Como estávamos quase sem Pesos e as casas de câmbio estavam fechadas, resolvi ir sacar dinheiro em um caixa eletrônico, sempre libero meu cartão (débito e crédito) no exterior, assim qualquer aperto consigo dinheiro, eis que a máquina engole meu cartão que "nunca mais voltou" (nessa parte imagina o Tim Maia cantando), fiquei apavorado, era o cartão que levamos com limite mais alto, que seria fundamental em qualquer imprevisto mecãnico, médico ou sei lá o que. Bom, passado a frustração e depois de 10 chutes na máquina fui cancelar o cartão e pensar em plano B. Lembramos que o NuBank vc consegue gerar boletos sempre que quiser, assim poderíamos gerar, pagar e liberar mais crédito sempre que precisasse. Resolvido o drama fomos finalmente passear, fomos nas 5 praças menores e no parque da cidade, parque General San MArtin tem inclusive um estádio de futebol no meio, muitas famílias fazendo assado e tentando diminuir o calor nas sombras do mesmo. Foi muito legal e nos divertimos conhecendo o gigante parque, apenas uma loja de conveniência estava aberta, então compramos vinho, água e alguns petiscos e curtimos o feriado. Nota: Numa viagem dessas abridor de garrafas sempre é útil.
  19. antoniocalves

    De carro pro Chile

    Ola Mochileiros! Em outubro 2018 vamos fazer (eu e minha esposa) a viagem dos sonhos, venho planejando a viagem por uns 3 anos e já está se aproximando da partida. Serão 36 dias de viagem, percorrendo um total de 12.000 mil km, sairemos da cidade de Feira de Santana-Bahia rumo ao Chile, passando pelas seguintes cidades: No Brasil BAHIA MINAS GERAIS SÃO PAULO RIO GRANDE DO SUL Santo Estevão * Montezuma Barretos * Uruguaiana Planaltino Mato Verde São José do Rio Preto Maracás Porteirinha * Presidente Prudente Anagé Janaúba Presidente Jânio Quadros Montes Claros PARANÁ Mortugaba Pirapora Maringá Vitória da Conquista * Patos de Minas Campo Mourão Jequié Araxá Cascavel Uberaba * Foz do Iguaçu Na Argentina Puerto Iguazú Tilcara Posadas Susques * Corrientes * Mendoza Presidencia de la Plaza San Luis Pampa del Infierno Río Cuarto Monte Quemado * Villa María El Quebrachal Santa Fé Joaquín Víctor González * Paraná * Salta * Purmamarca No Chile * San Pedro de Atacama Calama * Antofagasta * Bahía Inglesa * La Serena * Valparaíso * Santiago Los Andes Uspallata * Cidade onde vamos pernoitar Gostaria de saber de dicas atualizadas que possam colaborar a viagem. Obrigado
  20. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK. DIA 01 Saímos de São Jose dos Campos via Dutra, marginal tietê, rodoanel, regis Bitencourt (Br116), trecho já habitual até Curitiba, com pit stop em Registro (graal buenos aires) ,chegada a tarde, enchemos o tanque a R$3,79, hospedagem casa de familiares. DIA 02 Saída as 07:00 hs pela br 101, trecho também já conhecido, abastecemos na última cidade de Santa Catarina R$3,79, pois ao entrar no RS o combustível já fica caro R$4,20, não paramos para almoço, continuamos, pista dupla até Porto Alegre, após pista simples BR 116 sentido Pelotas, em seguida pista dupla até Rio Grande. Hospedagem hotel costa doce, muito bom, ótimo custo beneficio, a beira da lagoa, próximo ao shoping onde decidimos jantar e descansar após os 1000 km. DIA 03 Aproveitamos bem o café da manhã, pois o dia seria longo e demoraria um próximo café caprichado. Enchemos o tanque pela (bagatela) de R$4,52 o litro e fomos em busca da cidade de Chui BR 471, fronteira Uruguai. O trecho é muito bonito pois passa pela reserva do Taim com sua exuberante fauna e no meio das lagoas Mirim e Mangueira. Chegando em Chui, completamos o tanque, pois no uruguai é bem mais caro, procedemos a aduana Uruguaia, e seguimos em direção a Montevideo ruta 9, estradas boas, pedágios a R$11,00 (sim, pode pagar em reais, porém com trocado, se der R$50, pelo cambio, o pedagio sai por R$16,00, e o troco vem em Pesos Uruguaios). Chegada em Montevideo, transito de cidade grande, estacionamos e fomos fazer uns cliques. Porém sem demora, porque ainda faltava alguns kilometros até Ushuaia, Rodamos pelas Rambias beira mar e em seguida ruta 1 até Colonia del Sacramento, chegando as 20hs. Procuramos hospedagem e ficamos no Hostel Celestino, 18 de Julio, 70000 Col Del Sacramento,Departamento de Colonia, Uruguai, U$13, beliche quarto compartilhado. O carro pode ficar estacionado em frente (na rua mesmo, a cidade é tranquila).Fomos jantar próximo. Buquebus - Conforme relatos, o esquema é voce comprar antecipado (2 dias) pela internet, pelo site do Uruguay, www.buquebus.uy, tem quatro partidas diarias, sendo a primeira as 07hs (hora local) a qual é o melhor preço, saiu R$ 470, o carro e 3 passageiros, excelente custo benefício. DIA 04 Saímos 06hs do hostel e em 2 minutos já estavamos no terminal portuário. Voce estaciona o carro na area de embarque de veiculos e retorna para fazer o check in no balcao, fazer a imigração, e sobe no 1o andar aguardar o horário de embarque. Quando chamado, os passageiros vão para o embarque e o motorista vai pela escada ao lado pegar o carro e embarcá-lo no porão do navio, tudo organizado e tranquilo, após é subir as escadas e encontrar com os passageiros. Esse horário é excelente, poucos veículos, poucos passageiros, vai com metade da capacidade, navegação tranquila, possui cambio no barco, não muito vantajoso, para não chegar zerado em Buenos Aires. Após 2 hs chegamos no porto de Buenos Aires, todos podem ir ao veículo para sair juntos. Após sair do barco já tem o controle imigratorio, onde pedem passaporte, DUT, e carta verde, conferem o porta malas e, ADELANTE. Quando for sair do terminal tem duas saidas, não faça que nem eu de pegar a primeira, pois o sentido da pista é para direita, e para ir ao centro deve-se ir sentido a esquerda sendo que a primeira voce tem que esperar o transito deixar voce entrar, e na segunda tem um confortável sinaleiro que voce aguarda e entra tranquilo, além do mais voce desembarca bem no horário de rush, mas sem emoção não tem graça, rss. Buenos Aires é uma cidade muito legal, tem amplas avenidas, que de tão amplas se voce ficar nas pistas do meio não enxerga o sinaleiro, por isso fique nas pistas da direita para evitar de furar o sinal, kkk. Achamos um estacionamento na Av Passeo Colon, após a Casa Rosada, excelente localização, fomos caminhando passando pelos principais pontos turísticos do centro em direção a mais famosa rua de Buenos Aires para brasileiros, rss, Calle Florida, para efetuar o cambio e sentir-se de bolso cheio, pegamos a cotação de R$1 = 5 pesos na agencia Gavitur, mas não adianta comemorar muito pois o custo de vida lá é caro. Para efetuar o cambio basta apresentar o passaporte nas agencias de turismo, mas nos bancos tem que ter um comprovante de endereço de buenos aires então, novamente, deixe sempre um print de tela do hotel da cidade, cartão. Feito isso, fomos de tradicional mesmo, mc donald´s tomar aquele café já que estavamos ricos, mas como bom brasileiro pagamos com cartão, kkk, tem outras lanchonetes, cafés e kioskos, no calçadão, é só escolher. Próximo passo, no calçadão mesmo comprar chip na loja Movistar, 50 pesos, 4 horas para ativar, quando receber SMS é só recarregar, aonde? kioskos e nos postos YPF Adelante, comprar um mapa rodoviario da Argentina 75 pesos na banca de revista, e um mapa da cidade de buenos aires para poder achar ruta 3, kkk. Aqui no Brasil baixamos os mapas para o GPS, mas ele é bom para o local em que se está, nada como um bom velho mapa para ter uma visão completa dos trajetos e atualização dos tipos de rodovias. (considero imprescindível e custo insignificante). Devidamente equipados de bolso, estomago e papel, as 12 hs, bora ao estacionamento pegar o carro e ir direto para..., o posto shell abastecer é claro, 24,52 pesos o litro, ou quase R$5 o litro. Pegamos dica com o Sr do estacionamento, então não deu 10 minutos e já estavamos na avenida em direção ao aeroporto e sequencia a famosa ruta 3, transito pesado, pedágios 20 pesos, 30 pesos, e uma placa dizendo que Ushuaia a 3000 kilometros, moleza. A ruta 3 é de pista simples e nos primeiros 300 km transito pesado de caminhoes puxando a safra Argentina, e cheio de caminhões antigos, lentos, ou seja demorado esse trecho como já estava ficando tarde, optamos por pernoitar em Tres Arroyos distante 500km de Buenos Aires, cidade tranquila, hotel Plaza, histórico porém mais ou menos, e pizzaria excelente, La Tabla, H Yrigoyen 157,Tres Arroyos, Buenos Aires, Argentina. DIA 05 Acordamos pelas 07 hs, fomos tomar o cafe da manhã incluido, uma xícara de café e uma medialuna, o qual possibilitou energia para ir até o próximo YPF a 1km e comprar um kit café para viagem, tanques cheio, o nosso e o do carro, bora pegar a ruta 3 ate Bahia Blaca, ruta 22 até La Adela, ruta 251 ate Santo Antonio Este, ruta 3 ate Puerto Madryn, percurso 750 km. Importantíssimo, coloque no GPS a cidade de General Conesa, pois ela fica as margens do rio Colorado que faz divisa entre as provincias de Buenos Aires e Chubut, então passou o rio já tem um posto com Super a 17,50 e seu bolso ficará feliz. passando por Bahia Blanca e chegando em Puerto Madryn, cidade balneária média, mas top, claro que frio e muuuuito vento. Se hospedamos na La casa de Silvia, Nueva León 761, Puerto Madryn, Chubut, Argentina, ótima anfritiã, quarto confortável, wifi, passou varias dicas do lugar, recomendo. DIA 06 Programamos ir conhecer a cidade de Puerto Madryn e seus miradores, a Peninsula Valdez, e seguir viagem. Tirando a parte do seguir viagem conseguimos fazer quase tudo, kkk. Segundo informações de nossa anfitriã, a região rege pela tabela de marés, maré cheia aumenta as possibilidades de ver as baleias jubarte, e para peninsula Valdez o principal seria o passeio de barco, caríssimo, e os miradores ficam distantes. Entãoooo, neste dia a maré cheia era das 04 as 06 hs, ou seja, já era, mas como bons brasileiros e já estavamos alí, levantamos tarde e fomos conhecer assim mesmo. Segue-se por estrada de ripio contornando o porto e por 10 km tem alguns miradores, onde voce deixa o carro e faz caminhada para observação e fotos, nessa brincadeira foi umas 2 horas. Retornamos até a porto e segue-se a esquerda po estrada asfaltada até o parque nacional entrada a 415 pesos por cabeça, e após estrada de asfalto até porto piramides (lugar do barco), e um pouco antes entrada para Punta Delgada e Punta norte, estrada de rípio no começo 20 km trafegável e após intrafegável (ou quebravel, como queiram), costeletas de vaca ao extremo, power, turbo, ou seja sem condiçoes, retornamos a puerto piramides ao mirador de puerto piramides, estrada de ripio de 5 km, porém boa. Excelente, visão da peninsula, loberia, altas fotos. Retornamos a Puerto madryn e já eram 17hs, então decidimos pernoitar por ali mesmo. Recomendo assim, separar 1 dia inteiro pelo menos para a região; deixar o carro e pegar uma Van pelas agencias da cidade para ir a Península. DIA 07 levantamos cedo, tomamos café no apartamento mesmo, e vamos para mais 800 km. Saimos de Puerto Madryn, após 440 km, pit stop no YPF de Comodoro Rivadavia, cidade grande, movimentada, polo da petrolera YPF, de Comodoro até Caleta Olivia, pista ruim esburacada, porém estão duplicando esses 60 km com pistas novas, e vao abandonar a velha (já está, kkk). Também após Comodoro tem uma barreira policial da provincia de Chubut, ali tem que fazer procedimentos quase identicos a imigração, mas tudo bem cortês, de boa para esticar as pernas, rss. Logo em seguida vem a dica principal, lembram dos 415 pesos da entrada da peninsula Valdez, na beira da estrada, tem uma placa, loberia, estacione e vai tirar selfie com os 1000 lobos, leoes, elefantes, marinhos, que ficam "lagarteando" na praia, e o principal, 0800, gratis, a um metro das crianças, ou seja, por que fomos pagar 415 pesos. Voce saindo de Madryn na região de Trelew, tem a pinguinera paga, e no caminho tem lugares para voce entrar e ir ver nos mirantes, nao fomos pelo tempo, mas se tiver dias sobrando, a região é bacana, vale a pena. Assim dirigimos por 800 km e fomos pernoitar em puerto San Julian. Paramos no YPF e conversando com o frentista, informou que o esquema é procurar por Cabanas ao inves de hotel pousada, é mais economico. Dito isso entramos no acesso a cidade e já tinha uma na beira do lago, preço legal, equipada, fomos no mercado la Anonima e compramos suprimentos para o cafe da manha e viagem. Decidimos conhecer um pouco a cidade e jantar no centro, preço qualidade ok, padrao Argentina. DIA 08 Novamente cedo, seguimos viagem pela ruta 3 e após 360 km, Rio Galegos, cidade grande, movimentada, paramos no YPF, pit stop completo, rss, e próxima parada, aduana Chilena, sim, como é aduana integrada, voce passa reto na da Argentina, e faz os procedimentos na Chilena, (saída/entrada), já mais demorada pela quantidade de pessoas, busão, caminhão, carimbo e papel para tudo que lado, vistoria do veiculo, e após uns 40 minutos, adelante, voce entra no sul do Chile, rodamos até o estreito de magalhães, estrada ótima, e aí, parou, parou por que, tempestade, rsss. Ao chegar no estreito de magalhães 15 hs, uma fila enorme, no acostamento caminhões, na pista automóveis, tudo parado, fomos verificar e a notícia oficial era que teria uma janela para a travessia, lá pelas 19 hs, kkk. Voce olhando pela janela, tempo ruim, mar agitado, frio, vento estilo tsunami, bem vindo ao extremo sul das Américas. Passa uma hora, abre um solzinho, acho que agora vai, vai, vai chover tempestade, granizo aos quilos, todos carros se abrigando pelos baú dos caminhões ao lado, voando de tudo um pouco, mas passou, isso era la pelas 17 hs, abriu outro sol, agora acho que vai, fomos verificar e, informaram que está vindo outra, mas com esse sol, e daki a pouco..., REPLAY, nossa, emocionante, os amortecedores e molas dos carros acho que nunca trabalharam tanto, rss, mas como os profetas falaram, chegou 19 hs, passou a tempestade, vimos as barcas ligarem os motores, foram até o meio do canal vazias verificar o mar, kkk, voltaram e chamaram os carros para entrar que nem em dia de promoção, rápido, tinham que entrar voando nas balsa, chegou a primeira, entrou tudo rápido, e partiu estilo Shumacker, na cola, encostou a segunda, entramos no mesmo ritmo, travado o carro, voce desce e vai pagar no caixa, tudo isso nao deu 2 minutos, e olhando pela janelinha, já estavamos surfando o mar, os carros tomando um banho das ondas do mar, altas ondas, mar revoltoso, estilo discovery channel, rss, mas após uns rápidos 50 minutinhos com muita emoção, chegamos do outro lado, a fila do outro lado estava maior ainda, não ia caber todo mundo nas duas balsas. Agora em terra firme, 20 hs, Patagônia, a viagem não pode parar, kkk, bora então. No chile estrada ótima, (concreto), sinalizada, saimos de bahia azul e a próxima cidade é Cerro Sombreiro, tem hostel, posto Copec até 20 hs, kkk, mas como estavamos descansados, partiu froteira San Sebatian. Estrada concretada, perfeita, falta 20 km finais para terminar a pavimentação até a fronteira san Sebatian. Na fronteira, do lado chileno há hostel, e após 5km, fronteira Argentina, há hostel e abastecimento, então já eram 22:30, fazer novamente todos os procedimentos de imigração, para saida Chilena, anda 5 km, para entrada Argentina, isso já era 23 hs, e o agente pergunta, vai pra onde, respondo agora, só até Rio Grande, e outra pergunta, tem reserva hotel, está muito lotado por causa do encontro de motociclistas, hã, como assim, não, forneceu uns mapas, ligou para uns hoteis, tudo lotado, ligou nesse do lado da fonteira, o tonto aki achou que tava caro, ia ver o outro que tambem havia vaga no centro, ou seja, viajamos mais 80 km até o centro e, no hay vagas, full, lotado, pergunta aki, ali,e nada, decidimos, vamos ao YPF abastecer e comer e depois, de estomago cheio, decidimos. Entramos na fila do posto as 01 hs da manha, cidade grande, lotada, abastecemos, conveniencia cerrada, perguntei e o frentista indicou uma pizzaria (Mostaza Planet Rock) que funcionava aquela hora. Chegamos lá, excelente, estilo fast food, saboreamos ela, resolvido o problema do estomago, conseguimos reservar pelo booking uma cabana para Ushuaia para o dia seguinte, problema resolvido, e agora o negócio é onde ficar hoje, isso já pelas 02:30hs, kkk. Nas procura pelas ruas tinha visto uma com balada e cheios de carros estacionado nas ruas no entorno, é aki mesmo,achamos uma vaga boa, com movimentação,bora dormir, kkk. DIA 09 Acordamos pelas 04:30hs, maior solzão na cara, após o excelente pernoite no hotel, lá bancada del coche, kkk, pegamos a ruta 3 e bora Ushuaia. Rodamos 110 km até Tholuin, pit stop no YPF, e ..., tudo congelado, caiu a maior Nevasca, 50 cm de neve para todo lado, poucos carros vindo, cade as cadenas, kkk. Sem cadenas, bora dormir mais um pouco e esperar o gelo derreter ou aumentar a movimentação na rodovia. Reacordamos novamente, o fluxo na rodovia melhorou, carros, caminhoes, então dá para rodar, rss. Superdica: esse trecho de 110 km de Tholui até Ushuaia é o ápice da viagem começa contornando o lago Fagnano, as montanhas todas nevadas, altos picos, rodovia com 50 cm de neve no acostamento, já tinham passado máquina e jogado sal, kkk, alguns miradores e suas vistas padrão windows, rodovia sinuosa, mas tudo muito top, imperdível. Finalmente as 09:30hs após alguns dias e kilometrozinhos do Brasil, chegamos finalmente no portal de Ushuaia ( nada é tão fácil como gostaríamos que fosse, porém nada tão impossível como está escrito nos manuais, kkk), pausa para fotos com muita neve, e fomos caminhar na cidade do fim del mundo em busca do café da manhã,(sim, ela existe, kkk) porém era domimgo, poucos lugares abertos, estacionamos na orla, achamos um lugar aberto, já estava cheio, advinhem, estava tendo além do encontro de motociclistas uma etapa da maratona da Argentina, alguns cruzeiros no porto, enfim cidade abarrotada, mas pela manhã transito tranquilo. Após café, fizemos o passeio pela orla e seus pontos turisticos, a neve constantemente caía e parava alternando com chuva. Questionamos os passeios, mas pela quantidade de chuva e neve, ficou inviável, e aliado ao cansaço, fomos para a cabana recuperar o sono da noite anterior. pelas 20 hs acordamos e saímos até..., a porta, a neve estava a todo vapor, os carros que estavam na rua todos congelados, por sorte nossa cabana tinha garagem coberta, senão..., estava impraticavel sair assim, visibildade quase zero, frio também, então o negócio era ficar entocado mesmo observando tudo pela janela, imaginando aquilo no inverno, tem que ter um trenó para circular por la, kkk. DIA 10 Dia amanheceu, a nevasca deu uma trégua, tentamos pesquisar e achar outro lugar para ficar, mas, tudo lotado, a nossa cabana só tinha vaga para 1 dia, a previsão era que a nevasca seria forte por mais alguns dias, visibilidade baixa, e decidimos que a missão Ushuaia estava definidamente cumprida, com toda plenitude da neve, e com receio de ficar com a estrada fechada, e comprometermos a próxima missão, a lendária ruta 40. Um pouco tristes por não poder aproveitar uns dias a mais, porém com gostinho de poder voltar brevemente, partimos, rodamos até.... o portal da saída, e na barreira policial fomos informados que a rodovia estava com muita neve, seria de bom senso, não arriscar ficar atolado congelado na neve, gritando help, help, kkk, aguardar pelo menos até 11hs, pois iriam passar a máquina e jogar sal para melhorar a trafegabilidade. Assim sendo, retornamos para a cabana e aguardar o horário e pontualmente, partimos novamente, e realmente a quantidade de Neve era impressionante, mas tinha uma rodovia no meio da neve, rss, novamente muito top o trecho, paisagens, miradores, muitas fotos, chegamos em Rio grande, estava acabando uma greve e protesto na rodovia, mas contornamos pela cidade que já tinha decorado pela noite anterior, abastecemos e partiu fronteira para procedimentos de imigração, saída/entrada, rodovia chilena, e novamente quem, o estreito de magalhães, que desta vez estava calminho, calminho, devia estar revoltado com alguma coisa no dia anterior, kkk, aguardamos um pouco a balsa chegar, embarcamos, fomos na segunda novamente, e na outra margem, a fila estava maior ainda, pois tinha um comboio de uns 30 motor home da europa para atravessar também, realmente é um destino muito procurado nacional e internacionalmente, roda-se mais um pouco, chega-se ao trevo que leva ou para Punta Arenas/Porto Natales ou Rio Galegos, nesse ponto voce deve decidir se quer ir fazer o parque torres del paine, no mínimo dois dias úteis para compensar os 21.000 pesos, R$115 pila de ingresso por cabeça, hoteis, alimentação e a infinita beleza do lugar, kkk, maaas, não foi dessa vez, seguimos a direita e novamente os procedimentos na aduana integrada, agora passa reto na Chilena e para na Argentina, lotada, mais uma hora de procedimentos, e partiu Rio Galegos, chegamos 19 hs, destino final do dia, fomos almojantar, abastecer, rápido city tour, fazer as reservas do dia seguinte. DIA 11 Café caprichado, esse fora do padrao Argentina, e vamos inaugurar a RUTA 40, palco de todo piloto que se preza, o resto é só motorista, kkk. Inicia-se pela Ruta 5 que após a metade do trecho encontra a Ruta 40. Esse trecho de Rio Galegos até El Calafate 300 km, continua com as paisagens do pampa Argentino, retas e retas, um monte de Guanácos atravessando a pista, quase nenhuma árvore, pássaro, bem desértico, até chegar próximo ao Lago Argentino, aí volta ao nível, top, plus, ultra, power, kkk, da cordilheira dos andes, e chega-se ao nosso próximo destino, El Calafate, cidade TOP com vários hoteis, pousadas, restaurantes, mercado, maaas, somente dois postos de combustíveis, ou seja, chegou, já entra na fila e encha o tanque, neste YPF, a conveniencia também é 10, tem empanadas e gaseosas a bom preço, pode-se fazer um estoque para jornada da geleira. DICA: a partir daki sempre tanque cheio antes de sair para qualquer destino, primeiro pelas distancias, e segundo pela possibilidade de escassez, não dá tempo de voltar para trás, kkk. Feito isso partimos para o parque los glaciares e sua geleira, Perito Moreno, 90 km, estrada maravilhosa, entrada 500 pesos, R$100 pila por cabeça, mas esse sim é barato e vale a pena, vá o mais cedo possível e volte a hora que te tocarem de lá, kkk, da entrada do parque percorre-se a estrada contornando o lago e frente para a geleira, dois miradores providenciais, cliks e cliks, chega-se ao estacionamento, pega-se a Van, free, que leva ao topo das passarelas, e aí prepare-se para caminhar e tirar fotos a cada minuto, pois, a cada angulo, voce descobre outro detalhe. Ela é imponente em tamanho e beleza, embaixo blocos de gelo flutuando, simplesmente ignorante. Após 17 hs retornamos para El Calafate, completamos o tanque de novo, achamos nossa pousada, e fomos caminhar pela cidade, o comércio principal ´fica na avenida central e suas transversais. Tendo dias disponíveis, recomendo o primeiro dia para conhecer a cidade e seus arredores, lago argentino, e outro inteiro para o parque e sua geleira para aproveitar o máximo posível e descansar intervalos de caminhada, pois o parque é grande. DIA 12 Missão cumprida El Calafate, partimos para El Chaltein, 200 km, retorna-se para a RUTA 40, e segue direção esquerda, estrada, paisagem continua top, na reta da estrada saindo da RU 40 até El Chaltein, é uma suave descida com vista das geleiras e lago, na chegada a cidade possui um mirador e em seguida o único posto de combustível, que fica fora da cidade, funciona a energia ..., das 06 as 22hs, 1 atendente, ou seja, sempre vai ter fila e demorar. Na entrada da cidade tem o centro de visitantes, para ter um breve conhecimento e pegar seu fundamental mapa, pois aki há várias trilhas e direções, escolha a sua, para montar o seu roteiro, basicamente é uma por dia, pela distancia e direção. A cidade é pequena ainda com pouca variedade de opções, hoteis, restaurantes, lojas, etc, porém, percebe-se que irá ficar igual ou maior que El Calafate em curto prazo, portante é ótimo aproveitar enquanto é recente, e sem taxa de ingresso para as trilhas, pois com certeza isso mudará pelo volume do fluxo de visitantes e pela beleza de suas trilhas no meio da cordilheira dos andes. Devidamente instalados, preparar-se para o amanhã de muita caminhada. Dia 13 O ideal é partir o quanto mais cedo possível, e é recomendável, não indispensável, estar em forma, pois a trilha é longa e cansativa, fomos em busca do fritz Roy, 10 km, a lingua vai ficando pelo caminho, as pernas no meio da montanha, paradas para recuperar o folego, enfim, daquele jeito, mas alguma hora voce chega lá. Tem vários pontos de coleta de aguá pelo caminho, voce vai precisar e muito, e cruéis placas de km em km indicando o que terá pela frente, vários cenários perfeitos contemplando os pés das geleiras, enfim imperdível. O ideal é ir de Van para reduzir um pouco a bronca e retornar pela trilha completa, para descer todo santo ajuda, mas não é massagista e nem amortecedor se escorregar nas pedras, kkk. Mas enfim, as 17hs conseguimos chegar de volta na cidade e a primeira lanchonete para comer e repor as energias, se é que tinha sobrado alguma, para conseguir chegar até a pousada e recobrar os sentidos dos viventes, kkk. Outro detalhe, que no dia anterior haviamos deixado nossa roupas em uma lavanderia a kilo, boa e barata, fundamental para a sequencia da viagem, a qual coletamos a noite antes do jantar. Então, vamos fazer outra trilha no dia seguinte ?.... Aí bateu aquela vontade de continuar a viagem, kkk. Mas, realmente, se tiver despreparado, ou descansa um dia para energizar, ou é melhor fazer uma só, não tem taxi nem ambulância na montanha, e o frio é implacável, cada um sabe seus limites, e o do cartão de crédito, kkk. DIA 14 Levantamos com a missão de rodar os próximos 590 km, com destino a cidade de Perito Moreno na RUTA 40. Nesse trecho só há dois postos de combustíveis, saindo de El Chaltein o primeiro fica 1 km antes da cidade de Tres Lagos, muito pequena, e depois somente em Gobernador Gregores. Após Tres Lagos pega-se um trecho de XX km ainda sem pavimentação, mas em bom estado, depois retorna o asfalto de chega-se em Governador Grebores, cidade para abastecimento e alimentação, posto YPF, tendo pela frente 360 km até a cidade de Perito Moreno, estrada boa, região desertica, vento constante, muito frio, pouco movimento, chegamos pelas 18 hs, enchemos o tanque como sempre, se instalamos e fomos em busca novamente de nosso almojantar, cidade simples sem muitas opções, mas resolveu o problema. Aqui cabe um parentesis, haviamos optado por essa cidade em função do custo do hotel, mas o dia posterior apresentou a cidade de Los Antiguos, com mais 60 km pela frente, como a mais indicada, pois fica a beira do lago Buenos Aires, com casas de veraneio (ou inverneio, kkk) com mais opções de restaurantes, enfim tem mais cara de cidade, e já fica na fronteira com o Chile, com várias cabanas para locação. DIA 15 Aqui novamente é um ponto de controle onde voce deve decidir o rumo em função do tempo e cascalho, rss. Dentro da meta, vamos em rumo agora da CARRETERA AUSTRAL no Chile, seguimos em direção a Los Antiguos que faz fronteira com Chile Chico no Chile. Aqui a fronteira da Argentina é rápida, mas a Chilena é demorada, pois além da papelada normal, tem que descer toda a bagagem, pegar aquele carrinho de aeroporto, passar pelo raio X, fazer caber tudo de novo no bagageiro, porém, conversar com várias pessoas e contar sua viagem, aguentar ainda os 7 x 1 da Alemanha, kkk, mas voce sobrevive, só que demora. Feito isso, chega-se ao centro da cidade de Chile Chico e precisamos agora fazer câmbio para enfrentar a parte chilena, porém era Sábado, e segundo informações, somente a loja do Martin pescador operava com este produto, achamos, trocamos um pouco, cambio nada favorável, mas melhor do que ficar liso em terras estrangeiras, não se pode ganhar sempre. Partimos pela carretera austral que é de rípio e sinuosa, mas com mirantes espetaculares. Se voce já rodou por lugares lindos, daqui em diante, papai do céu tirou nota 10 em tudo. Pegamos esse dia ensolarado, fundamental para apreciar sem moderação nenhuma a Cordilheira dos Andes. Voce inicia contornando o lago General Carrera que após o Lago Titicaca no Peru, é o maior da América, com sua coloração azul intensa, verde brilhante, montanhas com seus picos nevados, rios caudalosos de degelo, aki o cenário é Bruto, inúmeras paradas em seus miradores para cliks, fomos em busca das CAPILLAS DEL MÁRMOL, saída localizada em baía Mansa, uns 15 km antes de Rio Tranquilo (180 km de rípio). Tem placa na entrada, voce tem que descer uns 1000 mt montanha abaixo numa estradinha que não passa dois, deixa o carro estacionado e pega um barco (voadeira), com duração de 1 h (com certeza, essa será uma das melhores hora da sua vida), navegando pelo lago General Carrera, aquele mesmo que a umas horas atrás voce estava admirando em vários pontos lá de cima, e chega-se nas esculturas naturais na rocha em cima e abaixo dágua, o lugar é Animal, voce entra com o barco em algumas, depende do vento, o contato com a natureza é ao extremo. Nessa tarde estava ventando muuuito, então pensa na emoção. O ideal ´sair bem cedo, pois a estrada não ajuda, voce tem que ir a 40km/h se quiser chegar com seu carro inteiro, e fazer pela manhã para aproveitar a luz solar completa. Feito o passeio, a missão agora é ..., subir aquela estradinha, meu, carro 1.0 acho que não sobe, pois está cheio de pedras soltas para tracionar, na hora da saída, tinha algumas vans e uma teve que ser puxada, pois não subiu, tivemos que embalar desde lá de baixo e não diminuir nem nas curvas e pedras para todo lado, mas o guerreiro venceu, chegamos ao topo, então fica a dica, deixe o carro confortavelmente estacionado na placa da entrada e vá caminhando, sei que a volta é subidão, mas conserva o carro e a viagem no lugar, kkk. Próxima parada depois em Rio Tranquilo, tem posto Copec, abasteça, aki a cidade tem opções de hospedagem e alimentação, altamente recomendável pernoitar nela, pois o próximo destino é Cohialque e voce pega 120 km de rípio, ou seja 3hs tranquilo, e mais 100 km de asfalto até Cohialque, porém atravessando a cordilheira, assim fomos chegar quase 22:00 hs, esgotados, não tinhamos reservado hotel, a cidade é grande, aquele perrengue até achar um no padrão BBB, mas nós é brasileiro, achamos uma cabana excelente, os proprietários mais ainda, indicaram e pedimos um disk pizza excelente, inclusive no cartão, também depois do dia inteiro sem comer naquela hora, até papelão no espeto era prato principal, kkk, em resumo, é um trecho grande pelas dificuldades, deve-se dividir em dois dias no mínimo. DIA 16 Pela primeira vez depois da neve, choveu muito a madrugada inteira, mas não vimos nada, kkk. Acordamos mais tarde, aquele vento da Patagônia, mas agora tinhamos que cumprir o roteiro pois senão comprometia a sequencia da viagem em termos de data. Vamos indo devagarinho, a chuva parou, agora esse trecho da estrada está asfaltado, bora lá. Já havia dito que a paisagem é nota 10, mas pode considerar agora um 11, pois até então imagina-se que a cordilheira dos andes é uma barreira montanhosa intransponível que divide o Chile e Argentina. Nããão. Ela é um complexo, de vales com muito verde no meio das montanhas, com fazendas, sítios, belíssimos rios, embaixo, e no alto aquele picos nevados, geleiras, vulcões, é um contraste impressionante. Com certeza a CARRETERA AUSTRAL CHILENA é uma das estradas mais belas do mundo, claro que fora do inverno, pois deve congelar tudo nessa época, e a dificuldade ser enorme. Rodamos pelo asfalto 200 km, aí tem o trecho de subida de 15 km e descida de 10 km do parque Nacional Queluat, o de subida já prepararam a brita para o futuro asfalto, mas a descida ainda não, estão vindo de Puyuapi para cá, por isso tem que pegar um balsa para chegar em Puyuapi num trecho de 3 km, mas as carretas vao pela estrada mesmo, então em curto prazo esse trecho também ficará pronto. Puyuapi também é uma cidade pequena mas bem ajeitada e depois de finalizado o asfalto deve crescer bem, detalhe alí que voce tem o acesso ao ventisqueiro Queulat, dá para ver da rodovia, mas como já tinhamos pego o começo dele em El Calafate e a demora da Balsa, optamos por seguir em frente, pois já haviamos reservado cabana em Futaleufú, fronteira com a Argentina, mas compensa se tiver tempo em pernoitar ai e curtir todo o visual. Após a saida de Puyuapi, novamente pegamos um trecho de 15 km de ripio preparado para asfalto, ou seja um poeirão e muita brita solta, a tecnica consiste pelo jeito, em deixar os veiculos compactarem bem a base para eles passarem o asfalto, afff, cruzamos com as máquinas asfaltando em pleno domingo, então, essa hora devem estar acabando mais esse trecho de asfalto ate Puyuapi, passamos por Vila Santa Lucia, abastecemos, e aí voce deixa a carretera austral e vira a direita na 235 que é toda de ripio mas em bom estado, vai contornando as montanhas dos Andes, beirando o lago Yelcho, tudo TOP também, e após percorrido 200 km, estamos em Futaleufú, fronteira com a Argentina, terra das corredeiras e raffting, para os amantes do esporte, aqui é o lugar, estilo radical. Cidade pequena mas tem hotel, restaurante, combustível, mercado, etc. Toda essa região tem muita coisa para ver e fazer, haja tempo e dinheiro para poder aproveitar tudo, porque para nós brasileiros, o custo é meio caro. Achamos nossa cabana, após instalados, fomos caminhar nas ruas da cidade em busca de nosso merecido jantar. DIA 17 Embora rápido, pudemos conhecer um pouco da Patagônia Chilena, seus contrastes, na certeza de retornar para apreciar com mais calma, a magnitude da região. Como não ganhamos na mega ainda, partiu Argentina novamente. Fizemos os tramites aduaneiros, esse Paso é bem mais tranquilo e menos movimentado, rapidamente já estávamos em solo Argentino ainda no rípio, em busca da cidade de Trevelin, agora já asfalto, Esquel a 90 km, e Ruta 40. Esquel também já é bem estruturada, movimentada, pausa para lanche, abastecimento, posto YPF, e retomamos a ruta 40 para percorremos mais 300 km até BARILOCHE, nosso próximo destino, aqui esse trajeto já é bastante movimentado, com a cordilheira ao fundo e seus vulcões. Também tem a cidade de El Bolson no caminho para Bariloche, que também é bom ponto de hospedagem para os viajantes como alternativa a horário e custos, embora Bariloche, fora de temporada é bem tranquilo de achar lugar e com inúmeras opções. Chegamos no meio da tarde e fomos se acomodar, optamos por fazer um mercado para a janta e café, mas o mercado argentino não tem muitas opções como os nossos, e os preços não compensam, único ponto forte é os vinhos, tem desde R$7,00 aqueles que a gente paga R$30 aki, os intermediarios de R$ 25, que é os caríssimos daki, até os top de tudo quanto é preço, então dá-lhe comprar vinho, para comparação Coca Cola 2lt estava R$22, fizemos pequeno reconhecimento da cidade, mas deixamos para o dia seguinte para fazer o circuito completo. DIA 18 Bariloche também é um ponto alto da viagem, a cidade margeando o lago Nahuel Huapi com a cordilheira dos Andes com seus picos nevados emoldurando ao fundo, temperatura agradável, o pessoal estava até curtindo um bronze a beira do lago, cidade super movimentada com inúmeros hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados, enfim, estruturada. Como já estavamos estasiados de tanta neve e paisagem exuberantes da viagem inteira, resolvemos não fazer os miradores tradicionais, fomos fazer o circuito chico mas sem subir o campanário, catedral, e sim conhecendo os atrativos diversos das ruas em si, passando pelo famoso hotel Lao Lao, contornando o lago Nahuel, e de repente uma movuca em uma colina, com vendedores ambulantes, carros parados, opa, aqui é lugar, estacionamos, e tivemos a grata surpresa de ser um mirador 0800, com vista de todo o lago, o dia estava perfeito, ensolarado, aquele tom de azul do majestoso lago, as montanhas com seus picos nevados, show, imperdível. Retornamos, aproveitando cada paisagem em direção ao centro, onde após percorremos a pé suas ruas, setor histórico, calçadão, várias lojas, completando o curriculum de turista, kkk. Inicialmente o roteiro estava na expectativa de seguir na sequencia em direção a Pucón e Santiago no Chile, e retornar pelos famosos caracoles, Aconcágua, e passar em Mendoza e suas vinicolas, porém o prazo já estava no limite ( a grana também, kkk), assim iniciariamos no dia seguinte a viagem de retorno. DIA 19 Com muito arrependimento por não ter ganho na Mega sena ainda, rss, fomos batendo em retirada de Bariloche e da surpreendente Cordilheira dos Andes. Voce inicia a saida contornando o lago Nahuel Huapi pela RN 40 em direçao a Vila La Angustura e prossegue reto pela RN 237 sentido a cidade de Neuquén, após alguns quilometros voce vai contornando o Embalse Alicura do rio Limay, que é um dos maiores diques da Argentina: (La represa de Alicurá, está equipada con cuatro turbinas Francis de eje vertical con una potencia instalada unitaria de 262,5 MW lo que totaliza 1.050 MW. Se ubica en la estepa patagónica, sobre el cauce del río Limay, 130 km al norte de la ciudad de Bariloche, El embalse se usa primariamente para generar hidroelectricidad. El reservorio se emplea para la cría de salmones y de truchas de río. Alicurá almacena de una cuenca hidrográfica de 67,5 km², su prof. media es de 48 m (máximo 110 m) y 327.000 hm³, fonte: wikipédia), ou seja, é enorme e excelente cenário com a Cordilheira ao fundo, se tiver tempo lá vai mais um album de fotos, kkk. Após percorrer 450 km por 5 hs chegamos a cidade de Neuquen, cidade enorme, transito intenso, e tava difícil de fazer uma pausa para o rango, pois os postos ficam nas vias marginais da Ruta 22, que estavam mais intensas ainda, como dia seria longo, continuamos, voce tem duas opções, continuar pela ruta 22, ou seguir a esquerda pela RN 151, foi o que fizemos para pegar menos transito, mas não tem jeito, também com muito movimento, e fomos conseguir parar no YPF na cidade de Veintecinco de Mayo as 15:01 hs, abastecemos, e fomos nas tradionais Hamburguesas, porém, só atende até 15hs, kkk, vamos lembrar disso na próxima viagem, kkk. Enchemos o estomago de ...agua e vamos em frente percorrer, agora pela RN 20, mais 300 km até a cidade de General Acha, ponto de apoio perfeito, cidade pequena mas com vários hotéis BBB e varias opçoes de restaurantes, ou seja, voce não perde tempo procurando e enfrentando transito desconhecido, decisão super acertada, pois a idéia inical era pernoitar na cidade de Santa Rosa, porém teriamos mais 110 km e a cidade é grande. DIA 20 Devidamente descansados, abastecidos e alimentados, continuamos pela RN 152 após a esquerda pela RN 35 até a cidade de Santa Rosa, grande, movimentada, e segue a direita pela RN 5 sentido Buenos Aires, até a cidade Trenque Lauquen, abastecemos, e novamente duas opções, continuar pela RN 5, ou seguir a esquerda pela RN 33, a qual definimos em função de possiveis ponto de apoio, e nossa meta neste dia era a grande cidade de Rosário. A estrada vai beirando grandes plantações de Arroz, ou seja agua dos dois lados da pista, então em temporadas de chuvas, deve ter alagamento em alguns trechos, tem que ficar esperto. O trecho até Rosário tem 750 km pelo pampa Argentino, com um mix de estâncias de Arroz, Trigo, cidades pequenas e médias, muito transito de caminhoes, pista simples, motorista Argentino andando a 130 km/h, o dia vai passando, e finalmente e anoitecendo a cidade de Rosário, agora sim, cidade Top, enorme, transito intenso, mas a cidade é planejada e voce se acha bem, lá pelas 20 hs estavamos em nosso hotel, em seguida no resturante alí perto. Rosário é uma cidade universitária, polo da região, e o pouco que conhecemos, se tiver disponibilidade, vale a pena conhecer bem, fica a beira do enorme Rio Paraná, temperatura quente, bem vinda após os frios intensos da Patagonia. DIA 21 Esse era o dia de fazer o trecho pela temível província de Entre Rios, assim utilizamos uma engenharia de rota para amenizar possíveis surpresas. Então cruzamos o rio Paraná pela majestosa ponte com vistas incriveis, pela RN 174 passamos por Victoria até Nagoya, após a direita utilizamos a RN 12 até Governador Solá, viramos a esquerda pela RN 6 até Paso de La Laguna, a direita pela RN 18 até Calabacilas na autoestrada RN 14. Uma boa rota, somente uma vez a polícia parou, pediu documentos, mas agora o espanhol já é mais enrolado, tinha pedido uma tal de caderneta, mas a que eu conheço e somente da Poupança da Caixa, kkk, aí resmungou não sei o que e foi parar outro carro deixando falar sozinho, então também vamos embora, depois que fui saber que a tal de caderneta é a Identidade ou passaporte, que é apresentada junto com a habilitação, mas como nóis é brasileiro, o queko, fica para a próxima, kkk. De CAbacitas até Paso de Los LIbres é praticamente uma reta sentido Norte, estrada excelente, que funciona assim, velocidade permitida até 130 km/h e de 80 km/h nos retornos e entrada de cidades, com radar funcionando nuns furgões descaracterizados, ou seja, ficar ligado, pois existem muitos retornos e cidadezinhas pequenas, muitos postos de policia, porém só estavam parando no sentido para Buenos Aires, em nosso sentido não vimos nada, perfeito. Após 610 km chegamos ao anoitecer em Paso de Los Libres onde aproveitamos fara fazer as compras de estoque de Alfajor, paramos na fronteira para fazer a saida da imigração Na Argentina, cruzamos a ponte sobre o rio Uruguay e estamos finalmente em solo brasileiro em Uruguaiana, onde pernoitamos. DIA 22 Agora em ritmo brasileiro, bora retornar para casa, aqui voce tem a opção mais longa de ir pela BR 290 até Porto Alegre e pegar BR 101 pista dupla e plana até a fronteira com o Paraná e subir a serra e seguir até curitiba, ou ir pela BR 285 até Passo Fundo e BR 153 até União da vitória no Paraná, foi o que fizemos, porém até São Borja a estrada está ruim, leva-se um bom tempo, paramos para almoço na terra de Getulio Vargas em São Borja, e também depois para conhecer as ruínas de São Miguel das Missões (somente interessante), e nessa brincadeira acabamos demorando mais tempo do que o previsto, que ao chegar em Erechim decidimos pernoitar para evitar rodar de noite e pegar chuva até Curitiba e assim faríamos com tranquilidade no dia seguinte. CONCLUSÃO Uma enorme experiência para o curriculum, tres países, tivemos a liberdade de conhecer muita coisa sem depender de pacotes engessados, conhecer muitas pessoas, cidades, lugares inesquecíveis, outras formas de viver e conviver, enfim, com um bom planejamento, disponibilidade de tempo e grana, o resultado é Excelente, e bora preparar a próxima, rss.
  21. Pessoal vcs que já foram ao perito moreno, o que aconselham, fazer o Big Ice onde se caminha por 6 horas no gelo ou apenas o mini trekking de 2 horas??? Não enjoa ficar caminhando 6 horas naquela imensidão gelada não? Obrigada desde já, Larissa
  22. trotatorres

    El Chaltén

    Tópico para troca de informações sobre El Chaltén PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN Vai encarar uma travessia nos gelos continentais? Escalar o mítico Fitz Roy? Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!
  23. Olá Pessoal, Depois de ler muitos relatos aqui no Mochileiros que foram fundamentais pra a construção do nosso roteiro de viagem ao Uruguai e Argentina, me sinto na obrigação de dividir com vocês um pouquinho da nossa experiência de viagem à Punta Del Este, Montevidéu, Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Nossa viagem durou 12 dias, de 02 a 14/06/2017 e posso dizer que foi mais que perfeita! Compramos nossas passagens áreas com 2 meses de antecedência, com a CIA Aerolíneas Argentinas através da decolar.com, pagamos na época R$ 1090,00 com Seguro viagem incluso. Optamos por comprar a ida para Montevidéu e a volta por Buenos Aires, uma vez que todos que já fizeram essa rota indicam conhecer primeiro o Uruguai e depois Buenos Aires por uma questão de transporte e confesso que foi nossa melhor escolha. Fechamos nosso roteiro da seguinte forma: 02/06 – Chegada em Montevidéu – Ida para Punta Del Este 03/06 – Punta Del este 04/06 – Punta Del este 05/06 – Saída de Punta Del este - Chegada em Montevidéu pela manhã 06/06 – Montevideu 07/06 – Montevideu – 08/06 – Saída de Montevideu – Chegada em Colônia do sacramento pela manhã – A noite Ida para Buenos Aires 09/06 – Buenos Aires 10/06 – Buenos Aires 11/06 – Buenos Aires 12/06 – Buenos Aires 13/06 – Buenos Aires 14/06 – Buenos Aires – Pela manhã retorno para SP Concluindo, ficamos 2 dias em Punta Del este, 3 dias em Montevidéu, 1 dia em Colônia do Sacramento e 5 dias em Buenos Aires. Foi tempo suficiente e mais que perfeito para conhecer todos os cantinhos das cidades.
  24. Já fui 8 vezes a Bariloche e Villa la Angostura. Gosto tanto que virei referência entre amigos e no meu blog Atravessar Fronteiras. Fiz um Guia digital com dicas sobre as cidades http://www.atravessarfronteiras.com/2015/11/conheca-o-guia-de-bariloche-e-villa-la.html Vou postar aqui algumas dicas, mas fiquem à vontade para perguntar mais. Quando você vai a Bariloche você tem que escolher se quer ficar no centro e ter facilidade para andar pelas ruas, fazer compras, comer chocolate, etc. Eu já fiquei algumas vezes no centro (apesar de que prefiro ficar mais longe) e posso te dar algumas dicas de hotel. Só posso dizer que nunca fui a Bariloche sem carro alugado, e acho uma perda de tempo não alugar. As atrações mais legais, os restaurantes mais transados, ficam longe do centro, a maioria na av. Bustillo, que margeia o lago. Então inclua logo a despesa de alugar um carro na sua viagem. ONDE FICAR EM BARILOCHE? No centro, eu posso começar dizendo ONDE NÃO FICAR! O hotel Aconcágua é um horror! Quartos e banheiros pequenos e sujos, quente quando faz calor, barulhento. Se puder evitar, evite! E se você optar por ficar no centro, pergunte se o hotel em que deseja ficar aceita as excursões de adolescentes argentinos, que passam uma semana em Bariloche. A cidade fica LOTADA de adolescentes em qualquer época do ano, e imagino que se hospedar no mesmo hotel que eles não seja uma experiência … digamos… tranquila. Já fiquei também no hotel Edelweiss http://www.booking.com/hotel/ar/edelweiss.en.html?aid=850843. Esse eu recomendo, o quarto familiar era muito bom, o único problema é que não tinha wifi gratuito nos quartos. Já fiquei no centro também num hotel chamado http://www.costasdelnahuel.com.ar/, na beira do lago... Era simples, mas a vista compensava por tudo. A Av. Bustillo, que eu já falei aqui, margeia o lago, começa onde acaba o centrinho de Bariloche. E os números querem dizer os km que cada atração fica do centro. Por exemplo, se você for ficar num hotel na AV. Bustillo 3.400, fique sabendo que estará a 3,4km do centro. Em 2006, eu e Bruno fomos estudar espanhol em Bariloche, com o Arthur com apenas 2 anos. Ficamos 6 semanas ali, vivendo como eles, amando muito tudo aquilo. Ficamos num bangalô simples, mas delicioso, o http://www.elbosquedeloselfos.com.ar/. Estivemos lá agora depois, vi que mudaram os donos, mas os bangalôs continuam lá, à beira do Lago. Nas minhas duas últimas idas a Bariloche, fiquei nos bangalôs da minha professora de espanhol, a Ani, chamado http://www.booking.com/hotel/ar/bungalows-unsur.en.html?aid=850843, no km 8,4. A família da Ani é um amor, os bangalôs ficam próximos (menos de 10 km) à estação de esqui, Cerro Catedral, e o Jorge, marido dela, faz um serviço de levar os turistas até lá na van. Os bangalôs são confortáveis, não ficam bem em frente ao lago mas dá vista para o lago e o preço é imbatível! ONDE COMER EM BARILOCHE? barix2É também às margens do Nahuel Huapi que ficam as melhores opções de comida em Bariloche. O meu restaurante preferido é El Patacón, que fica próximo ao centro (coisa de 7km). É um restaurante chique, lindo, com atendimento impecável, onde se come bem e não se paga tanto assim. Não comparado aos restaurantes chiques do Brasil. Outro lugar onde sempre vamos muuuuuito é a Cervecería Blest, que já fica um pouco mais distante, no km 11 da av. Bustillo. Lugar despojado, com centenas de recados deixados por frequentadores, miniaturas de aviões, foguetes, trens penduradas no teto, uma lojinha gostosa dentro. A comida: pizza e cerveja artesanal. Pra que mais? Eu não posso ir a Bariloche sem ir à Blest. Outras opções são a Família Weiss, que é bem turística, bem no centro de Bariloche, também tem o Rincón Patagonico, que fica a 14km. Ah, e os chocolates... hummmm. Nem precisa falar nada, é só chegar e escolher uma das dezenas de opções... Ah, os alfajores... Eu sou viciada em alfajores, para mim, os melhores são da Abuela Goya. Mas é melhor provar todos e fazer sua própria escolha. Clima em Bariloche Bariloche faz frio quase o ano todo. Já fomos para lá no inverno, já fomos na primavera, já fomos no verão e no outono. Eu, particularmente, prefiro o verão. As praias são deliciosas, as pessoas realmente aproveitam para tomar um sol, entrar no lago gelado, etc. Tem caminhadas para todo gosto. Mas prepare-se para, mesmo no verão, pegar temperaturas congelantes, se você der azar de topar com uma frente fria. Eu cheguei lá em 2012 no fim de dezembro e estava NEVANDO nas montanhas de Bariloche. Fiquei uma semana com temperaturas que não passaram dos 10 graus. Mas já ouvi dizer que é normal chegar até a 30 graus no verão mesmo. No verão pode-se aproveitar todos os minutos dos dias longos. Adoro. Cerro Otto no inverno, BarilocheFui no inverno em 2011 e só posso dizer uma coisa: prepare-se! O frio é cortante, mas se você quer esquiar, prepare sua viagem para a última semana de julho. Antes disso, pode não encontrar estação de esqui aberta. No inverno, a única coisa a fazer é aproveitar a neve, então os outros passeios de natureza ficam cancelados. A única estação de esqui de Bariloche é o Cerro Catedral, e tem atrações para todo tipo: crianças, iniciantes e experts. Se você gosta de esquibunda, não deixe de subir o teleférico do Cerro Otto, que tem esquibunda para todo tipo, adulto e criança. Uma diversão. O Cerro Otto é um passeio imperdível em qualquer época do ano, a vista é linda demais! Outro teleférico que você não pode deixar de subir é o Campanário, bem longe do centro, cuja vista é tida como uma das mais impressionantes do planeta. Cerro Tronador, Argentina O QUE FAZER em Bariloche Fomos ao Cerro Tronador, um passeio que dura o dia todo. O Tronador é a maior montanha da região, fica sempre nevada. O caminho é maravilhoso. Fomos uma vez em setembro e tinha tanta neve que não conseguimos chegar aos pés do tronador, colocamos o Arthur na mochila e saímos caminhando na neve (veja o vídeo aqui). Passeio imperdível. Fomos outra vez em abril, fazia muuuuuuito frio mas não tinha neve no chão. Passear pelo lago também é muito bom. Tem um passeio que todos fazem, mas vale muito a pena, vai para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes (já em Angostura). O passeio é delicioso, e você ainda sai do porto em frente ao hotel Llao llao, ponto turístico de Bariloche, quando eu crescer que ficar hospedada ali.
  25. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Rosario LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Rosário fui hospedado pelo Pablo, um couchsurfer que mora no centro da cidade. CHEGANDO EM ROSÁRIO Peguei um ônibus na estação de Retiro (Buenos Aires) por volta das 9h30 e cheguei em Rosário por volta das 15h. Havia uma manifestação na entrada da cidade por isso o ônibus atrasou um pouco. O táxi da estação ao centro me custou ARS100. O QUE FAZER Rosário é a terceira maior cidade da Argentina (atrás apenas de Buenos Aires e Córdoba) mas no entanto não é muito turística. Na verdade eu só decidi passar por ela pois estava no caminho de Salta, cidade que visitei posteriormente. 1º dia: 15 de Março de 2017 (quarta-feira) Devido a uns desencontros com meu anfitrião só fui chegar à casa dele por volta das 18h. Bem perto dali havia um supermercado e fui até lá comprar pão e achocolatado para o café da manhã e umas cervejas Quilmes. Voltei, conversei um pouco com o Pablo e saí para o encontro semanal do Couch Surfing. Comprei um cartão de transporte (ARS30) e coloquei mais ARS30 de crédito nele. Peguei um ônibus na Calle 3 de Febrero e desci na Bv. Oroño. Caminhei umas 10 quadras até a Calle Suipacha, onde se encontra o bar “Gatufo”. Um bar bem pequeno, mas tinha umas cervejas artesanais muito boas. Bebi 3 “rubias” e 1 “negra”. Conversei bastantes com os couchsurfers locais (uns 15 no total). Na volta dividi um táxi com 5 pessoas e por ARS20 voltei pra casa. 2º dia: 16 de Março de 2017 (quinta-feira) Acordei por volta das 9h, tomei um café, conversei com o Pablo e sai para caminhar. Fui até a orla do Rio Paraná, que tem um passeio bonito e arborizado. Cheguei até o Monumento à Bandeira e paguei ARS15 para subir nele. De lá se tem uma vista belíssima vista da cidade e do rio. Ali do lado está a Pasaje Juramento e também bem próximo está a simpática Basílica Catedral Nossa Senhora do Rosário. Segui caminhando até o centro e encontrei o Centro Cultural Roberto Fontanarrosa. Estava tendo uma pequena exposição de um cartunista argentino chamado Andrés Cascioli. Suas incríveis caricaturas criticavam o governo argentino mesmo nos tempos de ditadura. Conversei com um solícito funcionário chamado Marcelo que me explicou qual ônibus pegar até o Parque de la Independência. O parque tem um lago com patos e é bem cuidado. Lá também se encontra o Museu Histórico Provincial de Rosario Dr. Julio Marc. No museu há uma sessão com objetos da América pré-colombiana, arte sacra e quadros dos heróis da América do Sul como San Martin e Simón Bolivar. Apesar de pequeno (dá pra ver tudo em 30min.) vale a visita. Ao lado do museu está o estádio do Newell's Old Boys. Não existem tours guiados pelo estádio, mas eu pedi para um funcionário e ele me deixou entrar para tirar umas fotos lá de dentro na arquibancada. Voltei caminhando para casa. Tomei um banho, conversei com o Pablo, descansei e fui dar uma volta pelo bairro. Encontrei um bar chamado Zodiako (Calle 3 de Febrero, 562). Até às 21h30 qualquer pint de cerveja saia pelo preço de ½ pint (de ARS70 por ARS42). Primeiro tomei uma Blond Ale, mas tinha muito gás e parecia cerveja de garrafa. Depois pedi uma Red Ale e uma Kolch que estavam muito boas. Ficou tudo por ARS130. Na volta pra casa encontrei na mesma rua um restaurante por kg para levar. Fiz um marmitex de arroz, bife à milanesa, lula, almôndegas e salada (ARS87) e levei pra comer em casa. Jantei, conversei mais um pouco com o Pablo e fui dormir. 3º dia: 17 de Março de 2017 (sexta) Acordei por volta das 8h30, tomei café e saí para caminhar mais uma vez pela cidade. Passei por um teatro e casa de show chamado Plataforma Lavardén, que tem uma belíssima escada em espiral. Vale a visita para quem ama (assim como eu) tirar foto de escadas em espiral. Segui caminhando até a Plaza de la Cooperación, onde era a casa natal de Ernesto “Che” Guevara. Não há mais vestígios da casa, apenas uma pequena praça com uma ilustração do rosto de Che Guevara. Sinceramente só vale ver se estiver passando por lá, caso contrário nem perca seu tempo. Caminhei mais umas 4 quadras até o Parque España, que também não tem muita coisa pra ver. Fui até o Planetário mas estava fechado. Voltei pra casa, arrumei minhas coisas, me despedi do Pablo e fui pegar o ônibus (115 Aeropuerto) até o aeroporto. Entrei no ônibus às 13h e ele cruza a cidade inteira. Fui chegar no aeroporto mais de 14h. Por volta das 16h estava decolando sentindo Salta. Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Rosário. Espero ter ajudado.
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