Use o menu Tags para buscar informações sobre destinos! - Clique aqui e confira outras mudanças!

Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''argentina''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Fóruns

  • Não sabe por onde começar? Entre aqui!
    • Novidades + Como usar o Mochileiros.com
  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
  • Destinos e Roteiros
    • América do Sul
    • África
    • Ásia
    • América Central, Caribe e México
    • Brasil
    • Europa
    • Estados Unidos e Canadá
    • Oceania
    • Oriente Médio
    • Volta ao Mundo
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Equipamentos
    • Equipamentos de Camping e Aventura
  • Avaliações
    • Avaliações
  • Estilos de Viajar
    • Mochilão Roots
    • Viagem de Barco ou Navio
    • Viagem de carro
    • Cicloturismo - Viagem de Bicicleta
    • Viagem de moto
    • Vanlife: Viver e viajar em uma casa sobre rodas
  • Classificados
    • Classificados
  • Central de Caronas
    • Caronas
  • Outros Assuntos
    • Papo Mochileiro e Off Topic
  • Blogs de Viagem
    • Blogs de Viagem
    • Posts
  • Guia do Mochileiro
    • Guia do Mochileiro
  • Ajuda e Suporte
    • Ajuda & Suporte
    • Arquivo (Somente leitura)

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrado 119 registros

  1. acabei de ver online agora... quem acabou de chegar de Buanos Aires ? confere !! o peso vem caindo gradativamente .. estou acompanhando desde outubro!
  2. Oi, pessoal. Gostaria de compartilhar o relato da cicloviagem que eu e meu irmão fizemos no norte da Argentina no fim do ano passado. Foi um cicloviagem pela província de Salta, passando por Cafayate, Ruta 40, Valles Calchaquíes, Reta de Tintin, Parque Nacional Los Cardones, Piedra del Molino, Cuesta del Obispo e Quebrada de Escoipe. Lugares realmente sensacionais. Algumas das fotos estão aqui no Google Photos: https://photos.app.goo.gl/2R9tt05cmMftjKkp2 As dicas estão todas aqui: https://eueamagrela.wordpress.com/2018/01/05/pedalando-pelas-quebradas-e-vales-de-salta/ Vale muito a pena para quem quiser conhecer um lugar muito diferente do que estamos acostumados.
  3. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  4. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  5. Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  6. Olá pessoal, gostaria da ajuda de vocês. Quero fazer um mochilão para Argentina e Uruguai de no máximo 15 dias. Quero conhecer Rosário, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este. Quero gastar no máximo 1.500,00 vocês acham que consigo? E se vocês teverem dicas de roteiros mais baratos entrem em contato comigo no email: [email protected] E quem quiser ir comigo, pretendo ir no dia 07 ou 08 de Fevereiro.
  7. Rota Alternativa à Policia Corrupta Argentina

    Olá Mochileiros Em Julho de 2017, fiz uma viagem de carro até Buenos Aires, ficamos uma semana na cidade. Não consegui ainda fazer o relato desta viagem para postar aqui, mas fiz uma rota alternativa para fugir da polícia corrupta argentina, ou pelo menos evitar algumas. No meu trajeto de ida, fiz a fronteira em Uruguaiana-RS e segui pela Ruta 14 até Bs.As., passei diversas barreiras policiais e não fui parado, somente na cidade de Mocoreta é que fui parado, ainda na província de Corrientes , notei que aquela policia é uma policia quase que municipal, na abordagem já pediram vários documentos e eu tinha todos, ai pediram para ver meu extintor de incêndio, e por azar ele estava descarregado, neste ponto foi falha minha em não olhar antes de viajar. Como já é sabido, assim que estes policiais encontram um motivo para multar começa a novela, me falaram em 1000 pesos de multa se pagasse na hora, fiz uma choradeira e mostrei que só tinha reais e que os poucos pesos que eu tinha era para o pedágio, ai o chefe do posto policial até me levou com a viatura até um banco na pequena cidade para sacar, o que achei muito estranho mas topei ir, no banco me fiz de louco e voltei para a viatura e disse que não havia conseguido sacar porque aquele banco era muito pequeno e provavelmente estrangeiros não podiam sacar ali, no caminho de retorno ao posto policial falei para o policial que só tinha R$100,00, ele acabou aceitando e me liberando. Depois desta cidade entrei na província de Entre Rios, e em todos os postos que passei não fui parado. Como a melhor rota de retorno de Bs.As. era pelo mesmo caminho, e eu havia ficado muito indignado com todo o ocorrido, resolvido retornar por um caminho que havia estudado pelos mapas, e com este caminho só passei por um posto policial que acredito não ser de corruptos, pois é num trecho muito movimentado da rodovia. Enfim, a rota que fiz foi, retornando de Bs.As., fui até a cidade de Gualeguaychú-AR e cruzei a fronteira para o Uruguai, chegando na cidade de Fray Bentos, depois peguei a Ruta 24 até a cidade de Paysandú, depois a ruta 3 até a cidade de Bella Unión, cruzando a fronteira para o Brasil na cidade de Barra do Quaraí-RS, o trajeto é todo em asfalto de pista simples em ótimo estado, somente 2 pedágios sendo 1 na fronteira e outra dentro do Uruguai, e somente um trecho de uns 20km com buracos mas que está em reforma, e o mais importante é que não tem policiais corruptos. Com este trajeto evitei de passar pelo menos uns 5 ou 6 postos policiais. Algumas observações sobre este trajeto: - Abasteça antes de entrar no Uruguai, pois a gasolina está mais de R$6,00 o litro; - Você fará uma aduana a mais, mas é bem tranquilo, não precisa nem descer do carro pois é num guichê semelhante aos postos de pedágio, rápido e sem enrolação. - Este trajeto tem pouco movimento, então a viagem rende bem. Vou anexar uma imagem da rota que fiz. Estou planejando em uma próxima viagem fazer outro trajeto semelhante, pelo Uruguai, mas quero fazer a rota Riviera até Fray Bentos, já vi que a estrada é um pouco pior, mas acredito que possa valer a pena, somente para não ter que viajar com medo da policia de Corrientes e Entre Rios. Qualquer dúvida estou a disposição dos colegas mochileiros. Abraço.
  8. Hola, como estão? Sou nova aqui no grupo, e vendo as postagens fiquei muito animada e resolvi compartilhar um pouco das minhas experiências !!! Primeiramente vou me apresentar, me chamo Ana Flavia, tenho 21 anos e a cerca de 1 ano tenho me aventurado viajando pelo Brasil e meu primeiro país fora no qual sou apaixonada pelas suas belezas e cultura, Argentina ! Em Agosto de 2016 comecei essa grande aventura, não me lembro exatamente dos valores, me perdoem, porém sempre busquei gastar o menos possível, ficando na casa de amigos que conheci pela internet, viajando pedido carona ... sim, nem eu imaginava que chegaria a ter essa experiência, porém como conheci vários amigos que faziam resolvi experimentar e gente, foi a melhor coisa, baixo custo e novas amizades. Bem, dando inicio a essa história eu tive a oportunidade de fazer um intercâmbio para a Argentina de 6 meses em Mar del Plata para estudar na Universidad Nacional de Mar del Plata, como eu queria aproveitar ao máximo o país, fui 20 dias antes de ter inicio as aulas para me adaptar a língua (sabia nada) e também para conhecer a cidade e tal. Esse relato vai ser das minhas viagens nos meus primeiros 10 dias na Argentina, em que conheci as cidades ao redor da onde viveria, então vamos .... Lembrando, esse é um relato dos meus primeiros 10 dias na Argentina. No dia 04 de agosto de 2016 sai de São Paulo Guarulhos com um vôo destino Buenos Aires, chegando troquei cerca de 1000 reais para pesos argentinos, e peguei um ônibus do Aeroporto, empresa Tienda Leon, com direção a Mar del Plata, o preço foi cerca de 700 pesos. Como foi uma viagem durante a madrugada, dormi bastante no ônibus, chegando em MdP, peguei um remis (Taxis da Argentina) com direção a Rodoviária. Na Rodoviária de MdP peguei outro ônibus com direção a Balcarce, cidade que viveria durante os próximos 6 meses. Eu já estava conversando com pessoas que estudavam na universidade que iria estudar a cerca de 1 mês, e ficaria os primeiros dias na casa de um amigo que chama Fran, argentino genuíno, que foi um grande amigo durante minha estadia. Chegando na casa do Fran, ele não estava em casa, e sim uma amiga que vivia com ele que me recebeu super bem, oferecendo o famoso Mate e algumas facturas ( uma das grandes maravilhas que me apaixonei na Argentina ). Depois de umas duas horas o Fran chegou em casa, e super agitado, me chamou para ir visitar a casa dele em uma cidade próxima, chamada Tandil, como eu estava super feliz de ter chegado, aceitei na hora. Arrumei minha mochila, e como não era acostumada a viajar nem nada, vocês vão ver o look que fiz minha primeira experiência como viajante O que eu não imaginava é que a gente iria pedindo carona, só vi ele pegando uma plaquinha, e a gente indo para a estrada, só fui entender depois que chegamos realmente na rodovia e começamos a pedir carona hahahaha foi simplesmente incrível, e ali o Fran já começou a me ensinar algumas dicas, como por exemplo, não pegar carona com caminhoneiros. Essa viagem fiz em companhia do Fran. Olha eu super noob pedindo carona, e isso já foi no dia 05 de agosto de 2016 hahahaha Primeiro destino: Balcarce - Tandil (Locomoção: Carona) - 100 km - 06 DE AGOSTO DE 2016 Nessa foto eu estava em Balcarce pedindo carona para ir para Tandil. Depois de esperar cerca de meia hora, conseguimos carona com uma mulher e sua filha que moravam em Tandil. Elas estavam de viagem de Mar del Plata para Tandil, e nos aceitaram super bem e nos levaram super curiosas fazendo várias perguntas. Tandil fica a cerca de 100 km de Balcarce, e a mulher que nos deu Carona, nos deixou na porta da casa dos familiares do Fran, onde a gente dormiria aquela noite. Os familiares do Fran foram super receptivos, fizeram uma janta especial, Pastel de papas e tomamos algumas cervejas quilmes. No dia seguinte, o Fran me levou para conhecer a cidade, recomendo visitarem um dia. Vou deixar algumas fotos para vocês verem a cidade, que é onde o famoso tenista Del Potro e o atual presidente da Argentina Macri nasceram. Dia 06 de agosto de 2016. A cidade é cheia dessas laranjas, porém elas são muitos azedas, claro várias vezes peguei delas Finalizando Tandil com uma foto com Fran e seus familiares. Segundo Destino: Tandil - Mar del Plata (Locomoção: Carona - 200 km) - 06 DE AGOSTO DE 2016 No mesmo dia 06 de agosto, umas 17:00 horas, eu e Fran saímos correndo para a Rodovia, para ver se a gente conseguia alguma carona antes de anoitecer para Mar del Plata. Depois de uns 40 minutos conseguimos carona em um carro que vinham 2 mecânicos, e estavam indo para Mar del Plata. Com muita sorte conseguimos chegar a Mar del Plata, porém não ficamos no nosso local de destino e um pouco longe. Os mecânicos nos deixaram na entrada da cidade, e de lá eu e Fran seguimos a pé por uns 5 km até chegar ao nosso destino ( Nesse momento comecei a sentir no pé o sapato que estava usando hahahahahaha), a gente ficaria pelos 2 dias seguintes na casa de verão de um amigo do Fran em Mar del Plata, a uma quadra do mar. Em MdP, pela noite fomos conhecer o mar, mesmo que eu já estivesse passado por MdP, ainda não tinha conhecido realmente. Foram dois dias incríveis na cidade, onde comemos empanadas, caminhamos pelo Mar, muitas novidades para alguém que nunca tinha viajado sozinha. Eu ainda voltei a cidade várias vezes, caso queiram posso fazer alguma publicação falando mais da cidade. Mar del Plata dia 06 de agosto de 2016. Dia 07 de agosto de 2016, estava cerca de 12 graus em MdP. Dia 08 de agosto de 2016 Terceiro destino: Mar del Plata - Balcarce ( Locomoção: Carona) - 70 km - 08 DE AGOSTO DE 2016 No dia 08 de agosto de 2016 pegamos uma carona para Balcarce, tivemos sorte pois pegamos a Carona e já era de noite, cerca de 20:00 horas. Pegamos carona com uma família que estava voltando de um final de semana em Mar del Plata, e que viviam em Balcarce. Chegamos em Balcarce, nos deixaram em uma praça próxima a casa de Fran, e fomos para a casa de Fran onde jantamos hamburguesas com purê de batata, e depois de conversar bastante, ele me contar as experiências dele como mochileiro, fomos dormir. Os próximos dias em Balcarce foram super agitados, onde conheci várias pessoas e que me levaram para conhecer a cidade do famoso Juan Manuel Fangio, e me apresentaram muito da cultura local. Balcarce é uma cidade pequena, com cerca de 40 mil habitantes, dá para caminhar por praticamente toda a cidade a pé, e caso seja um pouco mais longe, tem linhas de ônibus que custam 10 pesos por viagem. Comecei a ter aulas de dança que é tipico da região, Musica Folclórica, e fiz vários passeios para conhecer os pontos turísticos da região e comi bastante também, empanadas, tartas, alfajores ... não é atoa que ganhei alguns quilinhos Logo consegui uma casa para alugar ( pagava 2000 pesos, com energia, internet, água e gás incluso) , e também conheci a Toti, que me convidou para conhecer a sua cidade Necochea, e que fui conhecer me aventurando pedindo carona mais uma vez. Antes de falar sobre Necochea, algumas fotos sobre os meus primeiros dias em Balcarce. Esse era o edifício que eu morava com outra Argentina, morávamos no ultimo andar. PS: Eu e minha companheira de apartamento sempre faziamos janta em casa, e era muito tarde, os Argentinos tem o costume de comerem depois das 23:00 horas, demorei a me adaptar porém valia a pena, pois eram super gostosas. A alimentação não saia muito caro, como dividiamos entre a gente, e sempre chamava alguns amigos, por refeição ficava cerca de 20-30 pesos argentinos. PS: Essa é uma comida tipica Argentina, o guiso. O fran que cozinhou, é bem pesado porém gostoso. É feito com fava, batatas, cenoura, abóbora entre outros codimentos, é muy rico !!! PS: Esses são dois grandes amigos que fiz, o Francisco e a Mili, que me levaram para conhecer as Serras de Balcarce, que recomendo, para ver o Autódromo atualmente desativado de Manuel Fangio, é uma vista incrível. PS: A maioria dos Argentinos que conheci gostam muito de cozinhar, e sempre fazem muito bem ! Nessa foto está o francisco fazendo um pastel de papas. PS: Festa em que tive o primeiro contato com as músicas Folcloricas, as famosas festas Peña. Os jovens de Balcarce estão muito ligados a cultura local, e tinham muitas festas com a temática de Peña. PS: Outra comida muito tipica que tive contato, o Pollo al disco, que é frango ao molho feito em um disco com batatas fritas. Quarto destino: BALCARCE - NECOCHEA E QUEQUÉN (Locomoção: Carona) - 153 KM - 12 DE AGOSTO DE 2016 A convite de uma amiga que estudava na mesma faculdade, Toti, fui para a sua Cidade Necochea para ficar em sua casa e de sua familia. Mais uma vez viajei pedindo carona, e consegui uma carona que me deixou no destino final com Toti. Pedir carona era algo muito comum na região, sendo que os motoristas tem o prazer de ajudar esses jovens aventureiros Fui bem recebida por toda a sua familia, e nos dois próximos dias conheci toda a cidade, e os principais pontos turisticos. Por ser uma cidade que atrai muita gente por conta das suas praias, em Agosto a cidade estava deserta por conta do frio, porém voltei outra vez no fim do ano para conhecer outra Necochea, caso queiram também posso fazer outra publicação falando sobre a cidade. Os pais de Toti me levaram de carro para conhecer a cidade, e também uma cidade vizinha Quequén para me mostrar os lobos marinhos que ficam na praia. São cidades muito próximas, com apenas uma ponte dividindo as duas. Também conheci a vida noturna, fomos em uma boate em Necochea, onde dançamos bastante Cumbia e Reggaeton. Os argentinos são bem mais timidos que os Brasileiros para dançar, porém foi uma ótima experiência. Para economizar, tomamos bastante vinho em casa antes de ir para a balada, e como começa somente 03:00 hrs da manhã as boates da Argentina, deu para ficar bem borrachas hahaha PS: Rio que separa Necochea e Quequén. PS: As empanadas fizeram parte da minha dieta, por serem baratas e muito deliciosas. Ps: Os vinhos na Argentina são bem mais em conta que no Brasil, e são uma ótima opção para quem gosta. PS: Pai da Toti fazendo o famoso assado. PS: Praias de Necochea. ps: Em quequén. Escultura em Quequén ! Depois de 2 dias nessas incriveis cidades voltei para Balcarce de ônibus mesmo, e assim encerrou o meu ciclo de viagens antes do inicio das aulas, durante o meu período na Argentina também fiz outras viagens, porém fica para outro post !!!! Hasta luego amigos viajeros !!!
  9. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK.
  10. Galera, devo passa 6 dias em Buenos aires... Minha dúvida cruel é: Pelo que venho estudando, e meu estilo .. R$ 150,00 reais, sem hospedagem daria por dia ? gosto de tomar uma cervejinha rsrsrs .. mas vou evitar Baladas.. apesar de ser difícil! Como ficarei em palermo, próximo a estação, vou economizar um pouco no transporte, e a noite UBER ! Trocaria no aeroporto de Jorge R$ 300,00 .. Cotação comercial agora R$ 300,00 daria $1588,14 porem no Turismo ficaria $1400,00 cotado em $4,70.. Penso em Levar R$ 1000,00 em especie + Cartão de debito e crédito unificado apenas para emergência (internacional) Viagem ainda é em Agosto, cotação pode variar até lá, e deve cair devido a influencia politica (amem) mas devo começar em Janeiro, pois tenho outras viagens... oqe acham ?
  11. Buenos Aires, onde ficar?

    Mochileiros, Quero ajudaaaaa! Preciso decidir onde ficar em janeiro. Vou 5 dias pra BsAs e preciso decidir se fico na casa de uma amiga no centro, bem perto da Plaza de Mayo ou em Palermo, onde reservei um hostel... Por custo, quero ficar na amiga, mas já me disseram que Palermo é MUITO mais legal. Dá muitos helps por favor! Grata! =)
  12. Qual é o melhor hostel de Buenos Aires?

    Olá pessoal! Vou passar o Ano Novo em Buenos Aires. Alguem tem alguma indicação de Hostel pra eu ficar, uma vez que irei sozinha e gostaria de um lugar animado
  13. Feriado no Ushuaia

    Olá Mochileiros! Este é meu primeiro relato de viagem. Acho importante criar o relato para ajudar futuros viajantes, assim como li vários relatos antes de fazer a minha viagem. Bem, eu não tiro férias há um bom tempo, e para não ficar na seca, eu me aproveito de alguns feriados prolongados para fazer passeios interessantes. Ano passado fui para Santiago com minha família, mas como a maior parte do passeio foi por pacotes turísticos acho que não é interessante relatar num site de mochileiros. Esse ano fui para o Ushuaia, só eu e a mochila: algo mais próprio de um mochileiro. Desde 2013, quando passei um mês na Itália – realização de um sonho pessoal de anos – fiquei viciado em viagens. Quando acaba uma, já estou pensando na próxima. Quem aqui no site é assim levanta a mão! E essa viagem para o Ushuaia foi muito marcante para mim, apesar de ser relativamente rápida. Peguei os últimos dias de inverno do dia 6 a 10 de Setembro. Fiquei surpreso como o inverno da cidade mais austral do mundo não é tão rigoroso quanto se esperaria. Minha jornada já começou antes, quando comprei as passagens. Comprei pela GOL, uma viagem com conexão de 8 horas na ida e 10 horas na volta. Pouco depois de ter comprado o meu vôo foi cancelado. Fiquei muito decepcionado, e procurei outros lugares para ir. Quando apareceu um vôo da LATAM no mesmo dia e horário, por um valor um pouco mais caro. Estava decidido a ir, então aceitei essa mudança e comprei a outra passagem. Saí do trabalho na quarta-feira rumo à uma aventura. Trem até a estação Tatuapé, e de lá um ônibus para o aeroporto de Guarulhos. E de lá para Buenos Aires. Depois de muito pesquisar e pedir dicas a colegas, decidi por levar reais e trocar por pesos argentinos no aeroporto. E me dei muito bem, acabei comprando pesos por um ótimo preço. A noite que passei no aeroporto foi tranquila até, com outras pessoas como eu tentando dormir no chão frio, nas cadeiras azuis com encostos duros, usando de suas mochilas como travesseiros. Uma experiência cansativa, mas memorável. O vôo para o Ushuaia foi tenso. O avião tremulava bastante, mais do que o normal. Percebia que os passageiros ficaram assustados e começaram a reclamar. O próprio piloto tentou acalmar a tripulação, dizendo que aquilo era normal. Quando chegamos a vista era sensacional. O Ushuaia é uma cidade pequena entre as montanhas que encerram a cordilheira dos Andes. O aeroporto mais parece uma cabana de madeira. Não fiquei muito tempo lá, pois já me aguardava o meu transfer. Minha estadia foi na casa de um humilde senhor chamado Hugo, que contratei via AirBnB. Sua residência tinha vários quartos e era bem simples. Sou econômico, estava sozinho e não sou do perfil sociável, e por isso escolhi o local mais barato onde não precisaria dividir quarto. Apesar do local simples, tive transfer de ida e volta gratuito no velho Siena verde-esmeralda do senhor Hugo.
  14. Galera, bom dia! Vou de carro pra Ushuaia no ano novo, mas ainda tô com mtas dúvidas sobre os itens obrigatórios e proibidos no carro na Argentina! Sabem me dizer sobre cambão de reboque, quebra mato, essas coisas? Agradeço desde já![emoji2]
  15. Tango em Buenos Aires

    Falaê pessoal! Numa boa? Estou planejando uma vigem para Buenos Aires no ano que vem com a mulher amada! Dentre as coisas que gostaríamos de fazer está o tradicional tango portenho com um bom jantar! o problema é que já pesquisei inúmeras casas de oferecem o espetáculo, já li recomendações e críticas em diversos sites mas as informações são muito contraditórias! É claro que cada um tem a própria experiência e forma de analisar o evento como um todo, mas confio mais no pessoal daqui do Mochileiros, por questão de perfil, talvez tenha mais chances de condizer com o meu e o da minha Pitanguinha viajante! Sendo assim, se possível, gostaria de saber se vocês podem indicar qual show de tango assistiram, se o serviço é bacana, comida gostosa e claro, se puderam citar o valor, é melhor ainda! Valeuuuuuu!
  16. Olá pessoal! Depois de tantas viagens, sempre usando dicas daqui, finalmente tomei coragem para escrever um relato. Durante os meses de janeiro, fevereiro e março/2017, eu e meu namorado, Renato, conseguimos tocar um projeto antigo, que era percorrer a Huella Andina Patagonica, uma trilha de longa distancia (aprox. 550km) no norte da Patagonia argentina, pela zona da cordilheira. Informações gerais sobre a trilha A Huella Andina uniu trilhas já existentes, criando uma trilha de longa distancia, para valorizar a natureza e a cultura local e, com isso promover o turismo. As trilhas atravessam tres provincias, Neuquen, Rio Negro e Chubut, e cortam 5 parques nacionais, PN Lanin, PN Los Arrayanes, PN Nahuel Huapi, PN Lago Puelo e PN Los Alerces.O projeto era apoiado pelo governo e contava com a ajuda de voluntários. A sinalização da maioria das trilhas é impecável, e o projeto contava ainda com um guia de campo e um site que continha informações variadas, como por exemplo, a condição de cada trilha. Além disso tem também uma série promocional dividida em vários capítulos disponivel no youtube. Infelizmente, com as mudanças no governo da Argentina, o novo presidente decidiu descontinuar o projeto, tirando o site oficial e todo o material que ele continha do ar. Dessa maneira, a melhor forma de tentar saber as condicoes das trilhas é acompanhar as páginas dos Parques Nacionais e refugios no facebook. Existe um grupo no fb que se chama Huella Andina, onde tem sempre informaçoes atualizadas. É também sempre importante passar nas intendencias dos parques para receber informaçoes e se registrar! Sobre a viagem Tinha MUITA vontade de fazer essa trilha desde a primeira vez que ouvi falar sobre ela, em 2014. Foram então quase 3 anos juntando dinheiro, comprando equipamentos adequados e planejando. Eu lia, estudava, assistia e absorvia absolutamente qualquer informação que encontrava sobre a Patagonia! O plano inicial era percorrer a patagonia inteira, de norte a sul, chegando até Ushuaia. Mas como imprevistos sempre acontecem, o tempo disponível se tornou inviável, então decidimos dividir a viagem e chegar mais ao sul em outra oportunidade. Nós criamos um blog, onde pretendemos atualizar (estamos enrolando desde março rsrs) com informações mais detalhadas sobre as trilhas, sobre equipamentos, e como nos preparamos e pesquisamos tudo: https://napatagoniaa.wordpress.com ROTEIRO 16/01 – Rio – Santiago – Pucon O voo saiu às 7:20 do Rio e chegou às 11:10 em Santiago. Trocamos pouco dinheiro no aeroporto, apenas para pegar o onibus que nos leva a cidade. Pegamos o onibus e descemos um ponto depois do terminal rodoviários onde se compra as passagens para Pucon (metro universidad Santiago), já que a única casa de cambio na rodoviária tem cotações HORRÍVEIS e enche o saco na hora de trocar o dinheiro (as notas não podem ter um amassadinho, mas te devolvem notas de peso velhas e rasgadas). No ponto seguinte tem um shopping com uma casa de cambio Afex, onde trocamos o dinheiro suficiente para comprar as passagens para Pucon e chegar ao centro, e depois fomos andando para a rodoviária. Compramos o onibus noturno pela Turbus e deixamos os mochilões num guarda bagagens que tem lá. Pegamos o metro para o centro da cidade e descemos perto da Calle Augustinas, onde fizemos o cambio de todo o dinheiro que pretendiamos gastar no Chile, demos uma volta e almoçamos por lá. As cotaçoes em Santiago são muito melhores do que as encontradas ao sul. Daí pegamos um metro para o Costanera Center, onde compramos algumas coisas nas lojas e mercados, fizemos hora, jantamos e voltamos para o terminal de onibus para viajar para Pucon. 17/01 – Pucón Chegamos cedo em Pucón e usamos o wifi do terminal para reservar um hostel. Deveríamos ter reservado com alguns dias a mais de antecedencia, pois estavam quase todos cheios e acabamos ficando em um hostel caro e ruim (pelo preço), Hostel Nature. Pretendiamos comprar a ascensão do vulcão Villarica, mas estava muitos mais cara do que das últimas vezes! Desistimos por medo de comprometer o orçamento da viagem logo no começo e acabamos comprando só o passeio para as Termas Trancura para o dia seguinte e ficamos curtindo a cidade. 18/01 – Pucón Trocamos de hostel no começo do dia e fomos para o Hostal Monica. Tudo muito limpo, excelente custo benefício. De tarde fomos para as termas, que são demais! Com vista para o vulcão, vale muito a pena. Quando voltamos compramos as passagens para Junin de Los Andes para o dia seguinte. 19/01 – Pucón – Junin de los Andes - San Martin de los Andes Pegamos o onibus em Pucon, que saiu mais ou menos as 10h. A viagem é bonita e agradável. Os tramites de fronteira foram rápidos e 5h depois chegamos em Junin de los Andes, de onde pretendíamos seguir para Villa Pehuenia (início da Huella Andina). Entretanto, não havia nenhum lugar que fizesse cambio em Junin, por isso tivemos que pegar outro onibus para San Martin. A passagem é barata e a viagem dura uns 40 min. O problema é que o onibus que nos trouxe a Junin segue viagem até San Martin, então se soubéssemos teríamos economizado tempo e dinheiro. Em San Martin, passamos no centro de informações turísticas, que estava bem cheio. A cidade toda estava, por sinal. Perguntamos sobre cambio e sobre hostels, já que não tínhamos wifi disponível para pesquisar pelo booking. Quase todos os hostels estavam cheios. Conseguimos um quarto compartilhado em um hostel um pouco afastado, tudo bem limpo e com um bom café da manhã incluido, mas bem caro. Trocamos reais na única casa de cambio da cidade, a uma cotação bem mais ou menos. Comemos as melhores empanadas na loja Noninos, fizemos compras no La Anonima, passeamos pela cidade e passamos no centro de informações do PN Lanín. Lá pegamos panfletos e nos informamos sobre condições das trilhas e maneiras de se chegar. Descobrimos que a primeira etapa da Huella estava fechada, parece que nunca chegou a ser habilitada, o que gerou uma pequena mudança nos planos. 20/01 – San Martin - Junin - Alumine Acordamos, tomamos café e fomos para o terminal de onibus. O onibus de San Martin para Junin sai de hora em hora. Chegando e Junin, descobrimos que só tem um onibus diário para Aluminé, que sai as 17h30 e chega às 19h45. A viagem para Aluminé é bonita. O onibus é um pouco velho e a estrada bem empoeirada. Eramos os únicos turistas... Chegando em Aluminé, fomo nas informações turísticas e descobrimos que o onibus para Ruca Choroy só sai as segundas e quartas (era sexta)! A senhorita que nos atendeu foi bem prestativa e ligou para vários taxis e transfers, tentando negociar o preço. Por fim, conseguiu que um amigo dela nos levasse por um preço bem mais em conta. Lá anoitece tarde, mesmo assim chegamos em Roca Choroy já escuro e montamos acampamento. 21/01 – Lago Ruca Choroy - Vivac Pampa de Castro Essa trilha estava prevista para ser feita da seguinte forma: (1) Villa Pehuenia – Moquehue - (2) Moquehue - Vivac Puesto Viejo - (3) Vivac Puesto Viejo – Ñorquinco - (4) Ñorquinco - Vivac Pampa de Castro - (5) Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy. Entretanto, os tramos (1), (2), (3) não estavam habilitados, e não havia onibus para Ñorquinco, por isso decidimos fazer Lago Rucachoroy - Vivac Pampa de Castro, no dia seguinte um bate e volta sem as cargueiras par Ñorquinco e no terceiro dia retornar para Ruca Choroy. Tivemos que andar cerca de 3km beirando o lago Rucachoroy ate o começo da trilha. A trilha é bem empoeirada, com poucas sombras e os tábanos (tipo de mutuca) são insuportáveis. Esporadicamente passa um carro ou outro e as vezes passamos por casas. No caminho passamos por muitas araucárias (chamadas de Pehuenes) e por muitos papagaios. A trilha passa por áreas de pasto com muita ovelhas, vacas e cavalos. Cerca de 2/3 da trilha é plana e sem muitas dificuldades, mas o trecho final é uma longa subida. Cruzamos pequenos riachos, alguns com pontes e outros que não davam nem pra molhar o pé. Ao final chegamos em Pampa de Castro, onde a vegetação predominante é um capim baixo onde o gado pasta. Existe uma cabana de madeira bem rustica que é usada por quem cuida das vacas, com uma cama, espaço para fogueira, uma mesa e alguns utensílios de cozinha. A área de camping consiste em um gramado para montar a barraca na beira de um rio, onde é proibido fazer fogo. Camping em Ruca Choroy Vivac Pampa de Castro 22/01 – Vivac Pampa de Castro - Norquinco - Vivac Pampa de Castro Deixamos a barraca montada em Pampa de Castro e fizemos um bate e volta a Norquinco com mochilas leves. A trilha começa com uma subida intensa, de cerca de 3km com desnível de mais de 200 metros. Após a longa subida, chegamos a uma área de pasto, onde a trilha contorna uma área com uma placa indicando ser de uma comunidade mapuche (so vimos uma cabana). Apos esse trecho, seguimos por uma área de bosque e uma longa descida. Passamos por um riacho com uma pequena cachoeira, ótimo para um descanso e para encher as garrafas (agua muito boa e gelada). Entramos então em uma área mais aberta e extremamente linda, com uma infinidade de flores do campo te acompanhando ao longo do caminho. Pouco depois a vegetação começa a mudar e se torna mais seco. Pouco tempo depois, chegamos a cascada coloco, uma linda cachoeira que é avistada ao longe. A partir dai a trilha segue sem muitas novidades até o lago Norquinco. Não fomos ate a guardaria do PN Lanin por conta do tempo para a volta, mas a trilha segue fácil beirando o lago. Ao chegarmos de volta em pampa, conhecemos o Freire, um mapuche quase gaúcho que tomava conta do gado. Ficamos conversando e preparando nossas refeições na cabana e depois fomos dormir. Freire nos disse que no dia seguinte seu chefe viria busca-lo numa 4x4 para levá-lo a Aluminé, então combinamos uma carona. 23/01 - Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy Esperamos até quase 15h o chefe do Freire, que deveria chegar 12h. Ficamos com medo de esperar mais e acabar ficando tarde, e resolvemos arrumar nossas coisas e fazer a trilha de volta. O tempo estava mais agradável por ser mais tarde, e a trilha foi mais fácil por ser só decida. Chegamos antes das 20h em Rucachoroy, comemos uma pizza e acampamos. 24/01 – Lago Ruca Choroy Como saímos tarde, acabamos perdendo o ônibus de segunda feira e tivemos que esperar até quarta para voltar. Foi um dia de descanso. 25/01 - Lago Rucachoroy - Aluminé Pegamos o ônibus de Rucachoroy para Aluminé. O ônibus para Junin/San Martin só sai bem cedo, então tivemos que ficar em Aluminé. Ficamos no Camping La Anita, a 2km do centro. O Camping era bom, possuindo parcelas com um fogão a lenha, pia e eletricidade. 26/01 - Alumine - San Martin - Junin - Puerto Canoa Acordamos as 5h, arrumamos tudo e fomos para a rodoviária caminhando. Acabamos pegando o ônibus no caminho. Tivemos que ir a San Martin trocar reais. Chegamos, usamos o wifi gratuito da rodoviária, fomos cambiar e comemos mais empanadas deliciosas na loja Nonino. Voltamos para Junin e compramos as passagens para Puerto Canoa pela empresa Transportes Castelli. Os ônibus saem ou as 9:45 ou 16:25 para ir e 12:30 e 19:10 para retornar. Fomos no mercado La Anonima fazer compras, próximo a praça San Martin. Pegamos o ônibus pontualmente. A viagem demora um pouco. Ao chegarmos em Puerto Canoa, o motorista nos disse para ir ate o ponto final (2km mais distante), porque em Puerto Canoa não haviam campings. Confiamos nele, mas no caminho, poucos metro após Puerto Canoa (onde fica o inicio da trilha para a base do vulcão), vimos uma placa de camping livre. Questionamos e ele afirmou que esse camping era pago e era mais distante que o do ponto final. O do ponto final era pago e tinha que atravessar o lago, o que também era pago. Por conta disso, decidimos andar de volta Puerto Canoa e nos informarmos na Guarderia. A guarda parque nos disse que o camping livre que havíamos visto era de graça, tendo que pagar apenas para atravessar, mas não havia nada, nem banheiros, apenas um local para montar a barraca. Decidimos ficar no camping livre por ser mais perto do inicio na trilha. Sinalizamos para que o barqueiro nos atravessasse num barco a remo. A travessia era paga, e o camping era gratuito, mas contava com parcelas com local para fazer fogo, mesas e um banheiro de uso comum (sem chuveiro). 27/01 - Puerto Canoa Faríamos a trilha para a base do vulcão, mas acordamos muito cansados e decidimos ter um dia livre para descansar, lavar roupas e organizar as coisas. Fizemos amizade com um casal de Buenos Aires, Walter e Jorgina e sua filinha Milena. Walter é professor de historia, mas fez um curso de guia de trilhas. Caminha desde novo e conheceu Aila, um dos primeiros moradores da região, que ajudou na demarcação do parque. 28/01 - Puerto Canoa - Cara Sur del Volcán Lanín A trilha começa pouco após a casa do guarda parque e tem a entrada bem marcada. A primeira parte é plana e segue por uma área de bosque, alternando trechos de vegetação mais e menos densa. A trilha passa a margear um rio pela direita, até atravessá-lo. Começa a margeá-lo então pela margem esquerda. O trecho final começa com uma subida muito íngreme, que está sinalizada como a ultima subida. Também há uma placa dizendo para recarregar a agua, entretanto, não ha riachos no local, então é necessário pegar agua um pouco antes. Pouco depois a subida se suaviza, mas continua por um longo trecho, saindo do bosque para uma região onde predominam os arbustos e continua subindo, ate chegar a um descampado, a partir dai é so pedra ate a base do vulcão. 29/01 – (9) Puerto Canoa – Aila Caminhamos uma boa distancia até inicio da trilha, a maior parte do tempo por um caminho no pasto paralelo ao lago. A trilha começa com uma subida muito íngreme, vencendo um grande desnível. Se sobe por cerca de 1h, e logo se suaviza. A trilha é muito interessante e bonita, em algumas partes atravessamos o rio por pontes improvisadas de troncos. Ao chegarmos, descobrimos que a “Población Aila” era na verdade um sítio, com uma família morando. Apesar de o guia indicar que teria proveduria, eles tinham somente os produtos do sítio para vender, ovos e pão caseiro. Compramos mesmo assim e comemos um dos melhores macarrões com ovo da viagem. O camping era num local muito bonito, na beira do lago. Tinha somente mais um casal acampando. Pensamos que não tinha banheiro, entretanto vimos um num local um pouco mais adiante no dia seguinte, quando seguimos a trilha para Termas. 30/01 – Aila - Termas de Epulafquen Mais uma vez, a trilha era muito bonita, mas longa e cansativa. Logo no começo, haviam dezenas de lebres no caminho, que se afastavam saltitando assustadas conforme nos aproximávamos. Também vimos dois carpinteiros (pica pau de cabeça vermelha, bem grande) e ossadas de cavalos na trilha, além de um ratinho. Deveríamos ter visto uma antiga máquina abandonada, mas passamos batidos. A trilha segue suave por um longo trecho e começa a subir por mais um longo trecho no final, até chegar na estrada, onde percorremos cerca de 4km até a área de camping. Em determinado momento na trilha encontramos o guarda parque Franklin vindo na direção oposta, em busca de um casal de alemães que tinha desaparecido na região a alguns dias. Quando ele estava voltando, encontrou conosco mais uma vez e foi nos acompanhando ao longo da trilha, até a estrada. Era um homem muito simpático, que enriqueceu nosso caminho com informações sobre a fauna, a flora e a região em geral. Obrigada, Franklin. O camping de Termas foi um dos piores, pois era caro, na beira da estrada, não tinha wifi nem nenhum serviço que justificasse o preço e foi onde tomamos o “banho quente” mais frio de toda a viagem!! Tinha proveduria, onde nos reabastecemos. 31/01 – Termas de Epulaufquen - Laguna Verde Trecho de conexão, sem dúvida um dos piores da Huella! Era só estrada o tempo todo, um sobe e desce, sem paisagens ou qualquer tipo de coisa interessante na maioria absoluta do tempo, o que fazia com que o tempo não passasse. O ponto alto foi o escorial do vulcão. O camping em Laguna Verde era bem aceitável. O banho quente era bom, e o camping bonito, na beira do rio, com parcelas para montar a barraca, local para fazer fogo e proveduría. Achamos um pouco caro, mas depois vimos que estava na faixa de preço dos demais ao longo da Huella. 01/02 – Laguna Verde - Rincón de Los Pinos Trilha extremamente bonita! Começa contornando a Laguna Verde, logo depois começa a subir, subir, subir, até sair da linha das arvores e chegar na parte onde pequenas moitas, pouquíssimas arvores e muitas cinzas dominam a paisagem. A trilha é marcada majoritariamente por estacas de madeira, com a ponta pintada de azul e branco. Nesse descampado já é possível ver toda a região que foi percorrida nos dias anteriores e o vulcão lanin, sempre atras. A trilha é realmente muito bonita e é impossível não querer tirar fotos o tempo todo, o que fez com que fossemos em um ritmo mais lento. Após esse campo de altidude, entramos novamente numa parte com vegetação mais densa e começamos um longo trecho com muito sobe e desce, até chegar no campo aberto de capim alto, onde após algum tempo é possível ver o refugio. Chegamos muito cansados e fizemos o jantar. Demos uma olhada no refugio, mas preferimos montar a barraca do lado de fora por causa do rantavirus. Continua...
  17. Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017 Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país. EDIT: Consegui colocar fotoss Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem. Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00. Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00 Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca) Roteiro: 27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia 03/03 - Ushuaia/ El Calafate 06/03 - El Calafate/ El Chalten 12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois. Ushuaia - 27/02 Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos. O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby.. Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel. Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos) 28/02 - Tour Beagle Channel À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos. Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol. Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha. Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho. Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco. Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes. Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça! De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario). Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui. 01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia. Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs ) Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados. Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado. Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico. Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos. O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!! À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou. Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora. 02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã. Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis... Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos.. À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro.. O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região. Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas. 03/03 - Voo para El Calafate Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate. Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget. Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal. Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs. Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar. Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo. 04/03 - Big Ice Perito Moreno Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel. Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo. A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida. O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago. E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes. Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol. Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar. Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo. Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs. Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança. 05/03 - Descanço e passear no centro Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade. Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten. Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena.. Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas. Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel. 06/03 - El Calafate/ El Chalten Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria. Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet. Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel. Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso. Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva.. Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse.. 07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres) Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos. Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular. Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy.. Minha primeira "vista" do Fitz Roy.. Laguna Capri 08/03 - Salto del Chorrillo Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas. Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia. A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular.. No resto do dia não fiz nada de muito interessante... 09/03 - Mirador de los Condores Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten. Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele. Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta. 10/03 - Descanso Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy. E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado.. Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy). Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario. 11/03 - Fitz Roy de novo! Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar. A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite.. Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes. E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy. Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3.. Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas. Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista. Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar.. O Glaciar que tem no caminho: 12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo Dia de ir embora Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho. A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate. Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque. E enfim cheguei em SP Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
  18. Boa noite, colegas Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato. Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas. Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes! Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017. Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta. As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ. Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima. Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse. Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário. VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE! Dia 1 - Embarque Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten. Dia 2 – Ida até El Chalten Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20! Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira. Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria. Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa. A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten. Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila. De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira. Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas. Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA. Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado. Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos Minitrekking – 2400 pesos Dia 3 – El Chalten Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo. Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo. Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema. Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60. Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos Garrafa de água 1,5l – 25 pesos Dia 4 – El Chalten O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado. Milanesa com papas – 200 pesos Pote de iogurte de 1l – 60 pesos Coca cola 1,5l – 65 pesos Dia 5 – El Chalten Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha. Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais. De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel. Hamburguesia – 50 pesos Empanada – 25 pesos Bastão de caminhada – 100 pesos o par Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante. Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa. Dia 6 – El Chalten/El Calafate Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã. Sanduichão de ½ m - 165 Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10. Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão. Dia 7 - Minitrekking Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura. A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos. Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito. Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram. Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche. Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior. Mini trekking – 3200 (quase 600 reais) Entrada – 500 pesos (90 reais) Dia 8 – El Calafate Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos. Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram! Codeiro com papas – 195 pesos Lembrancinha chinfrim – 60 pesos Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47. Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens. Dia 9 – Buenos Aires Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel. Uber - 108 pesos Trio Big Mac - 140 pesos Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço! Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado. Dia 10 – Rio de Janeiro Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer. Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder. Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.
  19. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Buenos Aires. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Buenos Aires me hospedei na casa de um couchsurfer que eu já havia hospedado na minha casa há uns 8 anos. CHEGANDO EM BUENOS AIRES Cheguei em Buenos Aires por Colônia de Sacramento no Uruguai, que fica do outro lado do estuário do Rio do Prata. Fiz a travessia pela empresa COLONIA EXPRESS, que era a única que o sistema estava funcionando. Na noite anterior caiu uma forte tempestade que comprometeu com a comunicação das empresas SEACAT e BUQUEBUS que são considerada “melhores”. Paguei UYU 970 e embarquei às 10h30. Por volta do meio-dia estava chegando na capital argentina. ******ATENÇÃO*****: Não havia nenhum funcionário de migração no terminal de chegada da Colonia Express. Ou seja, entrei na Argentina sem carimbar a minha entrada. Na hora não me dei conta e segui em frente, mas isso me deu uma grande dor de cabeça quando fui tentar sair para o Chile. Portanto caso aconteça o mesmo PROCUREM REGULARIZAR sua entrada assim que chegarem. O QUE FAZER Há muitas coisas pra fazer em Buenos Aires. Fiquei 6 dias e consegui conhecer muita coisa, mas ainda assim deixei de ver outras. Certamente voltarei para a capital argentina. 1º dia: 09 de Março de 2017 (quinta-feira) Assim que deixei o terminal da Colonia Express caminhei uns 15 minutos até encontrar uma agência do Santander para sacar Pesos Argentinos (ARS). É cobrado ARS 94 por saque, independente do valor sacado. O sistema de transporte público de BA funciona com cartão pré-pago, tipo o Bilhete Único de SP. Então antes de embarcar em qualquer ônibus ou metrô é necessário comprar o cartão e colocar créditos nele. Várias lojas da cidade vendem o cartão (paguei ARS 40 e coloquei ARS 50 de crédito). Peguei um ônibus até a estação Retiro-Mitre e lá encontrei um guarda-volumes, que fica num salão de cabeleireiro, abaixo da estação e no caminho do acesso ao metrô. Deixei meu mochilão (ARS 50) e caminhei por uns 10 min. até um quiosque de informação turística que fica no início da Rua Florida. Peguei vários mapas e informação e fui de metrô até o CONGRESSO NACIONAL. Por volta das 15h, ao lado do Congresso, se iniciou o BUENOS AIRES FREE WALKS e nossa guia foi a simpática Maria Eugênia (Maru). O free walks é um passeio guiado gratuito baseado em gorjetas. Passamos por vários pontos turísticos como PALACIO BAROLO, AV. DE MAYO, CAFE TORTONI, AV. 9 DE JULIO, OBELISCO, CATEDRAL MUNICIPAL E PALACIO ROSADO. Recomendo MUITO fazer esse tour uma vez que tudo muito bem explicado por nossa guia. (ver mais detalhes em: http://www.buenosairesfreewalks.com). O tour leva cerca de 4 horas e pode ser bastante desgastante uma vez que percorre boa parte do centro. Leve água e proteja-se do sol com óculos escuros, protetor solar e boné/chapéu. Deixei USD 20 de gorjeta uma vez que eu gostei demais. Mas o valor vai de cada um. 2º dia: 10 de Março de 2017 (sexta-feira) Na parte da manhã fui até o TEATRO CÓLON fazer o outro Free Walks. Saímos por volta das 10h30 e desta vez nossa guia foi a JEANETTE, tão divertida e solícita quanto a Maru. Passamos por: TEATRO CÓLON, PLAZA LAVALLE, AV. 9 DE JULIO, PLAZA SAN MARTIN, RETIRO, TORRE MONUMENTAL, AV. ALVEAR, PLAZA FRANCIA, IGLEZIA DEL PILAR E CEMITÉRIO DA RECOLETA. Depois fui até a uma loja do time de futebol RACING (R. Lavalle, 1650) e comprei um ingresso para a partida de domingo (ARS 470). Um amigo meu de lá ficou de me levar ao jogo. Sai da loja e fui tomar um chopp e comer uma fatia de pizza de mussarela na tradicionalíssima PIZZARIA GUERIN (ARS 65). A pizza estava deliciosa e o chopp muito gelado, vale a pena experimentar! 3º dia: 11 de Março de 2017 (sábado) Fui cedo, tomei café e peguei o ônibus 107 Cidade Universitária para o MONUMENTAL DE NUÑES, o estádio do RIVER PLATE. Falei com o motorista e ele me avisou na hora exata de descer em frente ao museu do estádio. Comprei a entrada para o museu e o tour pelo estádio (ARS 210). Fiquei olhando o museu que fala da história do River de sua fundação aos tempos atuais. O interessante é que eles fazem um paralelo entre a história do time e o que estava acontecendo no mundo ao mesmo tempo (guerras mundiais, Juan Manuel Fangio na F1, ditadura militar, etc). Por volta do meio-dia fiz o tour guiado pelo estádio, que é muito grande e bonito. Passamos pelas arquibancadas, partes internas, vestiários, até chegar na pista de atletismo em volta do gramado. No final do tour acessei o wi-fi do estádio e agendei uma visita à CASA ROSADA para o dia seguinte. NOTA: A visita guiada pela Casa Rosada é gratuita mas tem que ser agendada pela internet. No entanto o agendamento só é liberado com no máximo 15 dias de antecedência. Para mais informações acesse: https://visitas.casarosada.gob.ar/ SaÍ do estádio e caminhei por uns 15min até a estação de trem de NUÑES. De lá fui até o RETIRO e caminhei até a RUA FLORIDA. Lá entrei na GALERIA PACÍFICO para conhecer os afrescos de sua cúpula. Muito legais e definitivamente vale a visita. Aproveitei e comi um EXTREME BURGER BACON na rede de fast food MOSTAZA (ARS170). De lá fui caminhando até a CATEDRAL METROPOLITANA e a visitei por dentro pois durante o FREE WALKS a gente só vê ela por fora. Dentro da catedral está o MAUSOLÉU DE SAN MARTIN. Continuei caminhando até a IGLEZIA DE SAN IGNACIO, a mais antiga de BA. Dei uma passeada pelo bairro de SAN TELMO e no começo da noite voltei pra casa. Umas 21h meu amigo e sua namorada que estavam me hospedando me levaram para conhecer o bairro de PALERMO. É uma área boêmia, cheia de bares, cervejarias artesanais, restaurantes e hamburguerias. Lembra um pouco a Vila Madelena de SP. Paramos pra comer um hamburger no BURGER JOINT. Pedi o lanche um combo LE BLEU (hambúrguer artesanal, blue cheese, cebola caramelizada, tomate seco, cogumelos e rúcula) + fritas + 1 chopp artesanal por ARS180. Estava simplesmente delicioso e foi, sem dúvida, um dos melhores lanches que comi na viagem! Continuamos caminhando pelo bairro e paramos numa cervejaria artesanal chamada GROWLERS. Tomei uma pint (copo com aprox. 600ml) de BLOND ALE (ARS 90) que estava muito boa. Seguimos caminhando até a cervejaria artesanal ANTARES. Desta vez pedi uma cerveja PILSEN (ARS 105). O ambiente é muito legal e o atendimento foi bem atencioso, apesar de estar bem cheio. Por fim terminamos a noite em um pub chamado SHANGAI DRAGON. Lembra muito os pubs ingleses com seu piso acarpetado e as mobílias de madeira. 4º dia: 12 de Março de 2017 (domingo) Cheguei a CASA ROSADA e comecei o tour guiado às 11h15. A parte interna é muito bonita, com muitos detalhes nos pisos e móveis e tapeçaria que lembram castelos europeus. Em alguns lugares não é permitido tirar fotos. Deixei a Casa Rosada e fui caminhando até a FEIRA DE SANTELMO. Passei por várias barracas de antiguidades, artesanatos, roupas até chegar ao MONUMENTO A MAFALDA, uma pequena estátua dos personagens do cartunista QUINO. Depois de uns 10 minutos de fila consegui tirar uma foto com os personagens. Comi num restaurante chinês por kg ali perto (não lembro o nome) e a comida estava muito ruim! (ARS 95). Segui caminhando pela feira e encontrei um mercado. Comprei uma cerveja QUILMES 500ml (ARS 28) e fui encontrar com meu outro amigo para irmos ao jogo do RACING. O estádio do RACING fica na cidade de Avellaneda, na região metropolitana de BA. Do centro até o estádio (de carro) leva uns 20 minutos. A atmosfera de um jogo do campeonato argentino é indescritível. Nosso “hermanos” são muito fanáticos e não param de torcer um segundo sequer. A partida terminou Racing 3 x 0 Lanús. Jogão! Na volta fiquei no centro, passei no CARREFOUR e comprei 2 garrafas do vinho DADA (ótimo custo x benefício!) e uma garrafa de QUILMES (ARS 195). Voltei pra casa do meu amigo, fizemos um churrasco até o começo da madrugada e fui dormir. 5º dia: 13 de Março de 2017 (segunda-feira) Fui até o bairro de LA BOCA, passei pelo CAMINITO e cheguei na LA BOMBONERA, estádio do BOCA JUNIORS. Paguei ARS 205 pelo tour guiado + museu. O museu faz muitas referências aos ex-ídolos, especialmente ao Palermo e Riquelme. O tour começa na arquibancada, passando pela geral, o campo, vestiários e termina em um salão com estátuas de ex-jogadores. Deixei o estádio e peguei um ônibus até o PUERTO MADERO. Almocei no SIGA LA VACA, que tem uma grande diversidade de carnes (picanha, costela, costela de porco, bife de chorizo, etc) e um farto buffet de saladas. Pra acompanhar, uma jarra de chopp QUILMES e uma garrafa d’água (ARS 375). Segui caminhando pelo porto e passei pela PUENTE DE LA MUJER e outros lugares da região. 6º dia: 14 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei e fui até o JARDIN BOTÂNICO (entrada gratuita), onde havia uma exposição de pinturas no prédio principal. Fazia muito calor e os mosquitos atacavam sem dó. ***DICA***: Leve um repelente quando for visitar os parques de BA. Você vai precisar. Segui caminhando até o JARDIN JAPONÊS (entrada ARS 95). O jardim é lindo! Tem lagos com carpas, pontes, árvores e arbustos perfeitamente aparados. Um lugar perfeito para tirar ótimas fotos. Reserve ao menos UMA HORA nesse local. Em frente ao Jardin Japonês está a PLAZA ALEMANIA que só consegui conhecer porque um funcionário do parque me emprestou um spray repelente. De lá passei pelo MALBA mas não consegui entrar pq ele fecha justamente no dia que deixei pra visitá-lo (às terças-feiras). Fica pra próxima. ***DICA***: Procure saber com antecedência os dias que as atrações que deseja visitar ficam abertas. Continuei caminhando sob um sol escaldante até a PLAZA DE LAS NACIONES UNIDAS onde se encontra a FLORALIS GENERICA, a enorme flor de metal. O lugar rende belas fotos, vale visitar. Depois segui caminhando até o CEMITÉRIO DA RECOLETA. Já tinha passado lá antes com o Free Walks mas resolvi voltar para conhecê-lo com mais calma. O cemitério é um museu ao céu aberto, com belíssimas esculturas. Em frente ao cemitério há vários bares e restaurantes. Parei no BULLER PUB & BREWING. Tomei uma pint de cerveja RUBIA e comi uma porção de batata assada (ARS 250). Estava uma delícia! À noite fui com 3 amigos em uma pizzaria chamada KENTUCKY. Pedimos uma entrada de empanada de carne e a pizza foi meia mussarela meia verdura com creme branco. Tomei 2 chopps e estava tudo absolutamente divino. A conta saiu ARS 625 (ARS 156 pra cada), preço justíssimo. No manhã seguinte segui viagem para ROSÁRIO Anexo ao relato algumas fotos de Buenos Aires. Espero ter ajudado.
  20. Trekking e escalada no gelo - Glaciar Viedma O Glaciar Viedma fica próximo à meca dos escaladores e trilheiros da Argentina, El Chalten, e é o maior glaciar da Argentina. Nós amamos escalar, então a vontade de experimentar uma modalidade de escalada tão peculiar como a escalada no gelo nos atraiu muito. Estava decidido, escalaríamos no gelo na Patagônia! Fazer o trekking em uma geleira também estava nos planos, e durante muito tempo debatemos se seria melhor e/ou mais bonito fazer o trekking no Perito Moreno ou no Viedma. Uma das dúvidas que surgiu era com relação à estética do glaciar: o Glaciar Perito Moreno é bem branquinho, ou seja, não há partículas das rochas ao redor sendo depositadas nele. Já o Glaciar Viedma possui um acúmulo muito grande de partículas, o que dá esta aparência mais escura. Coisa boba mesmo!rsrs Já leu nosso post sobre o Glaciar Perito Moreno? Leia AQUI! Como queríamos fazer o ice-climbing (escalada no gelo) chegamos à conclusão que este seria um passeio "3 em 1" perfeito: navegação pelo Lago Viedma, trekking (afinal teríamos que caminhar até chegar nos paredões de escalada) e a escalada no gelo propriamente dita - FECHADO! Não é um passeio barato - na verdade, muito pelo contrário! Mas estava no topo de nossa lista e decidimos fazê-lo. Entramos em contato com a empresa Patagonia Aventura por e-mail para agendar nosso passeio. Em El Chaltén, fomos direto até a agência fazer o pagamento (já que eles não aceitam cartão de crédito). A próxima parada seria uma loja de aluguel de equipamentos, precisávamos de botas de sola rígida, próprias para escalada no gelo. Isso não é um equipamento obrigatório, mas queríamos fazer a coisa do jeito certo (afinal o investimento era grande). No dia seguinte, encontramos com o restante do grupo na frente da agência e seguimos de ônibus até o píer no Lago Viedma, local de saída do catamarã. A travessia do lago é espetacular, a paisagem em volta parece uma pintura. A caminhada começa direto na rocha mesmo, onde um dia foi gelo (o glaciar está em retrocesso, ou seja, perde mais massa do que acumula). Eu já comecei sofrendo, a bota rígida quase me matou - sem exageros! Caminhamos em um terreno muito irregular e a bota não tinha maleabilidade nenhuma! A cada passo aumentada a pressão no meu pé e eu era a última do grupo! Na companhia de um dos guias, que pacientemente me acompanhava. Antes de iniciarmos a caminhada no gelo propriamente dita, os guias nos ajudam a colocar os crampons de pontas frontais, que são grampos de ferro acoplados à nossa bota, que permite caminharmos e escalarmos no gelo. Os grupos são então separados - os que irão fazer o trekking e nós, que vamos procurar paredes de gelo para escalar! O grupo de escaladores é bem menor, eramos em 12 escaladores e 5 guias. Me senti muito segura o tempo todo e todos os guias era muito simpáticos e ao que parecia, muito experientes. A caminhada no gelo é uma aventura encantadora! Vi tons de azul (e branco) que jamais imaginei (e lembra minha preocupação com a deposição de sedimentos? Eles deixaram o gelo ainda mais lindo!). Chegamos na primeira parede para iniciar o treinamento, que é iniciado da base da parede. É uma parede bem fácil, onde aprendemos como nos posicionarmos, como utilizar a piqueta de escalada, como fixar os pés na parede (através de chutes com força suficiente para fixar os crampons na parece). Depois deste primeiro contato (que foi até fácil), subimos de fase e fomos para uma parede um pouco mais difícil. Desta vez não iniciamos da base da parede, mas do topo dela e descemos de "baldinho" (ser descido por alguém desde um ponto de segurança instalado mais acima) até a base da via para então subirmos escalando. A parede era mais longo (12m aproximadamente) na metade da via já senti o cansaço! É preciso de muita força! Mas foi incrível, já tinha um certo entendimento da técnica (pelo menos o suficiente para me divertir! A terceira parede era negativa! Ou seja, tarefa impossível para mim! Não entendi nem como fazia para ficar na parede, a força necessária é impressionante. O Antonio mandou muito bem nesta (e em todas as outras vias), nem parecia estar fazendo força! Almoçamos (lanche de trilha), descansamos e fomos para a última parede do dia, onde o guia montou 2 paradas (sendo uma delas muito difícil), não havia tempo para todos do grupo escalarem novamente. O Antonio quis ir na via mais difícil, claro! Ao retornar parecia uma criança! Com muita alegria descrevendo o que tinha visto lá em baixo. Disse que viu tons de azul jamais imaginados, ele estava no meio de dois paredões de gelo de um azul difícil de descrever (ainda bem que contra minha vontade ele levou a câmera e pode compartilhar com todos nós). Ele insistiu para que eu escalasse pela última vez, mesmo cansada decidi ir - e posso dizer que não me arrependi!! Foi a parede mais linda de todas e a vista daqueles blocos de gelo com tons jamais vistos! Impossível de descrever, apenas sentir e agradecer! Os guias nos serviram licor com gelo da geleira para comemorar nosso dia de aventuras. Como é bom fazer algo pela primeira vez na vida, experimentar algo que você nunca imaginou viver, sentir o novo! Já visitou a nossa galeria de fotos da escalada no Glaciar Viedma? Clique aqui. Informações - Tem idade para escalar no gelo? Não tem não! No nosso grupo havia uma família inteira: pai e mãe (por volta de seus 55 - 60 anos) e seus 3 filhos (20 e poucos anos)! Claro que os pais não escalaram todos as vias, mas sentiram o gostinho da experiência e vibraram junto com os filhos! - Empresa que faz o passeio de trekking e escalada no gelo (a única com licença para esta atividade): Patagonia Aventura - Tipos de passeio disponíveis: 1) Viedma Light – apenas a navegação para ver o Glaciar 2) Viedma Ice Trek – caminhada sobre o gelo ARS 4200 (+- R$838: transfer + catamarã + trekking no gelo + escalada no gelo + equipamentos) 3) Viedma Pro – caminhada e escalada Dicas Se puder alugar a bota de solado rígido, alugue! Mas se você não está acostumado (assim como eu) leve sua bota de trekking e somente troque de bota na hora que for andar no gelo (com os crampons) e escalar. Locação das botas de solado rígida: Patagonia Hikes (Lago del Desierto 250, 9300 El Chalten) Custo: ARS 130 (+- R$25) Quer continuar viajando com a gente? Então não deixe de nos seguir nas nossas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube. Precisa reservar seu hotel ou hostel? Nós sugerimos Booking.com! Utilize ESTE LINK, você não paga nada a mais por isso (nem 1 centavo, prometo!) mas nós recebemos uma pequena comissão, que ajuda a pagar as contas do blog e escrever mais posts incríveis como este!
  21. Mochileiro ou não, todo mundo sonha em conhecer a Patagônia. E não é para menos. Se quando vemos as fotos, ficamos admirados, ir e ver com os próprios olhos e sentir na pele o vento cortante é uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Eu estava com uma parte das minhas férias programadas para a primeira quinzena de setembro. Sempre monitorei preços de passagens aéreas para Ushuaia e El Calafate e eis que para a minha sorte, surgiu uma promoção aérea para El Calafate exatamente para o meu período das férias. Não pensei duas vezes e comprei a passagem em abril por R$1.193,76 com taxas. Depois que eu comprei e fui ler sobre roteiros, eu quase caí para trás com os preços. Sim, visitar a Patagônia é muito, mas MUITO caro. Muito mais do que eu imaginava. Mas assim como para qualquer outra conquista, você deve se planejar. Além disso, não encontrei muitos relatos de pessoas que foram no inverno. Das poucas informações que eu consegui, a maioria dos comenta´rios era de que tudo estaria fechado por causa da neve e que as temperaturas eram muito negativas no inverno. Pois bem, então aqui segue o meu relato com todos os meus perrengues, histórias e informações possíveis que possam te ajudar de alguma forma ou para que você possa viajar junto comigo. Qual a desvantagem de ir na Patagônia no final do inverno? Primeiro, o frio. Lembre-se que eu fui mais para o final do inverno do que no início, então já não estava tão rigoroso assim. No início do inverno, as temperaturas são quase todas abaixo de zero (me informaram temperaturas de até -17°C). Alguns lugares são mais frios que os outros. Em El Calafate a variação foi entre -1°C (6h da manhã e fim da noite) a +8°C (a tarde). Torres del Paine -3°C (na estrada às 9h) a +8°C (a tarde). El Chaltén -6°C a +3°C. Ushuaia -7°C a +3°C (um dos dias a máxima foi -1°C). As áreas internas dos estabelecimentos e de alguns transportes possuem aquecimento. Então toda hora você tira casaco e põe casaco (quase um treinamento do Karatê Kid! Hahaha!). Segundo, a neve. Algumas trilhas ou alguns passeios são interrompidos durante o inverno ou só abrem no verão. Mas mesmo com alguns lugares fechados, ainda há muito o que se fazer. Em El Calafate eu queria fazer a caminhada no Big Ice, mas ela só abriria a partir do dia 15 de setembro, data impossível para mim. Então fiz o minitrekking que é excelente e funciona o ano inteiro. Qual a vantagem de se visitar a Patagônia no final do inverno? Primeiro, a baixa temporada. As hospedagens e os passeios são mais baratos, além das cidades e atrações estarem mais vazias, permitindo encontrar hostels, contratar passeios diretamente nas agências de última hora e não disputar espaço nas atrações para as fotos. Li diversos relatos sobre a necessidade de se reservar o passeio do minitrekking com pelo menos 2 meses de antecedência. Até cheguei a entrar em contato com a empresa responsável alguns meses antes da minha viagem, mas como precisava pagar a reserva (e o câmbio do cartão pelo brasil + iof deixava ainda mais caro), resolvi arriscar a contratação do minitrekking na própria agência. E deu certo. O ônibus de 47 lugares estava com cerca de 30 assentos ocupados. Segundo, a neve. Ao mesmo tempo que a neve é ruim porque fecha alguns passeios, ela dá uma paisagem única. Além disso, você ainda pode pegar algum dia que vá nevar e se divertir com isso. E alguns passeios, como skis, snowboard, trenós com cães, obviamente dependem da presença de neve. Terceiro, ausência de vento. Apesar de ser muito fria, a Patagônia possui um clima temperado, e não ártico. Eu sempre fui MUITO friorenta e uma das coisas que mais me assombrava era o frio. É frio? Demais. Eu peguei entre -7 (geralmente noite/madrugada) a +8. Claro que a temperatura é problema, mas mais do que a temperatura, o maior vilão é o vento. Dói, literalmente. Principalmente as mãos. E olha que eu dei sorte de pegar pouco vento. Segundo um dos guias que eu conversei, a temporada de ventos é em outubro e novembro e no inverno (julho, agosto e setembro) venta pouco, mas quando venta, geralmente são ventos muito fortes. Praticamente todo o passeio no perito Moreno e em TDP foi zero vento. Claro que eventualmente tinha uma brisa leve, mas o vento patagônico mesmo foram poucos os momentos que vivenciei na viagem. Quando ele aparece, ele te desequilibra na caminhada de tão forte, torna a caminhada bem cansativa (pois vc precisa as vezes fazer força com o corpo) e a sensação térmica despenca muito e de uma vez só. Resumo da viagem: 02/09/17: voo BH - São Paulo 02/09/17: voo BH-Congonhas 03/09/17: voo Guarulhos - Buenos Aires 04/09/17: voo Buenos Aires - El Calafate 05/09/17: El Calafate (Minitrekking Perito Moreno) 06/09/17: Torres Del Paine (bate e volta de El Calafate) 07/09/17: El Calafate - El Chaltén (Trilhas Mirador dos Condores e das Águias) 08/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Los Tres-Fitz Roy) 09/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Torre) 10/09/17: El Chaltén - El Calafate (Museu Paleontológico e Lago Argentino) 11/09/17: El Calafate – Ushuaia (Canal do Beagle) 12/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Lago Fagnano) 13/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Trem do Fim do Mundo, Montanha Glaciar Martial, Presidio) 14/09/17: Ushuaia (Cerro Castor) 15/09/17: Ushuaia - El Calafate 16/09/17: voo El Calafate - Buenos Aires 17/09/17: voo Buenos Aires - Asunción - São Paulo - BH Mesmo no final do inverno, o dia era longo. Amanhecia por volta da 8h da manhã e anoitecia por volta das 20h. Tenha em mente que a Patagônia recebe gente do mundo inteiro. Além do espanhol, muitas pessoas falam inglês e algumas português. É fácil se virar com o portunhol (Há MUITOS brasileiros viajando por lá, então muitos restaurantes e guias falam português). Por ser um lugar muito turístico, associado à crise econônica na Argentina e serem lugares isolados para o abastecimento, as comidas também são caras. Uma comida simples você não pagará menos de 40,00 reais. Há opções de mercadinhos, padarias, sacolão e supermercado nas cidades. Uma forma de economizar bastante é você comprar as coisas e preparar sua própria comida, como eu fiz na casa das minhas CS ou nos hostels. Das vezes que eu comi fora, o valor de um prato barato era o valor do meu supermercado para 2 ou 3 dias inteiros. É imprescindível viajar com seguro viagem. Primeiro por causa de acidentes. A probabilidade de você escorregar e cair em algumas caminhadas é muito alta. Além disso o vento forte pode quebrar galhos e eles caírem em você. E segundo por causa do clima, que é muito instável e pode cancelar ou atrasar os voos (é muito comum). Não faça economia porca de menos de 200 reais e correr o risco de ter que gastar muito mais do que isso. Itens indispensáveis para se levar: Protetor solar (a incidência de UV é alta) Óculos de sol Protetor labial Gorro Protetor para pescoço Bota impermeável Luvas finas que possuam nas pontas um tecido que te permita usar o celular Luvas grossas Primeira e segunda pele (blusa e calça) Corta vento impermeável Todas as minhas roupas eu comprei na Decathlon. Por ser muito friorenta, comprei roupas superquentes, como roupas próprias para neve. Raramente as usarei novamente, mas não me arrependi em nada. Vi muita gente usando roupas mais simples e passando muito aperto. Eu não daria conta. Então depende do quão resistente ao frio você é. É importante você sempre ter várias camadas e que a maioria seja impermeável ou resistente a água para você andar na neve ou pegar neve/chuviscos sem se preocupar em ficar molhado depois. No meu caso, eu sempre estava com a primeira e segunda pele, um casaco pesado impermeável e que cortava o vento, além de segunda pele para as pernas e calça impermeável. As vezes usava mais do que isso. É importante também a primeira e segunda pele sejam respiráveis, pois em algumas caminhadas você vai suar MUITO, mesmo em temperaturas negativas (as camadas de roupa criam uma microsauna). Sobre as hospedagens, você encontra de todos os preços. Obviamente os mais baratos são os hostels (e que geralmente são incríveis!). Há vários, mas não vou listá-los pois essas informações e preços você consegue facilmente consultar na internet ou apps de reservas. O mais barato eu vi em El Calafate foi atrás da rodoviária, em que a diária pelo Booking.com estava saindo cerca de 10.00 reais! A média dos hostels era 30-50 reais e dos hotéis simples, 100 a 150 reais. Alguns com ou sem café da manhã (que geralmente era torrada, chá, suco e geleia). Meus 3 primeiros dias em El Calafate e o primeiro dia em Ushuaia eu me hospedei pelo couchsurfing. Geralmente eu sempre viajo usando o CS, especialmente quando viajo sozinha. Eu sou suspeita para falar do CS pois amo a proposta dele. E gente, tirem da cabeça que o CS serve para se viajar sem gastar com hospedagem. Claro que isso é bom, mas o CS é muito mais do que isso. O CS é uma proposta principalmente social, para se fazer novos amigos, ter companhia, apoio e boas conversas com pessoas que vivem no lugar diariamente. Isso é muito mais gratificante do que economizar 10.00 reais por diária. Eu já fiz amigos incríveis do mundo inteiro pelo CS e sempre usarei essa plataforma de troca. Domingo (03/08/17) - Sai às 13:40h de Guarulhos e meu voo estava previsto para aterrissar às 16:30h no aeroporto Newbery (mais conhecido como Aeroparque), em Buenos Aires. Porém devido ao mau tempo, tivemos que aterrissar no aeroporto Pistarini (mais conhecido por Ezeiza pelo fato de estar localizado no município de Ezeiza, região metropolitana de Buenos Aires), que fica cerca de 40km de distância. Como o meu voo para El Calafate sairia pelo Aeroparque, tive que seguir para lá de ônibus. Mas para isso acontecer, foi uma luta. Depois que aterrissamos ficamos quase uma hora presos dentro do avião porque não sabíamos se o avião voltaria para o Aeroparque ou como a Latam iria proceder. No meio da falta de informação, vários passageiros começaram a ficar nervosos e a histeria começou a ficar de tal maneira, que algumas pessoas tiveram ataques de pânico dentro do avião pensando na possibilidade de voarmos novamente para o Aeroparque (na tentativa de descer na chuva, o avião teve que arremeter e com muita turbulência. Aí a galera pirou! Foi tenso! Quando pousamos, parecia final de campeonato de tanto que as pessoas aplaudiam e comemoravam! Hahaha! Depois descobri que os argentinos sempre batem palmas depois da aterrissagem, mas nesse dia acho que comemoração foi digna de final de campeonato porque estavam todos vivos!! Hahahaha!). Enfim, decidiu-se que para passageiros em conexão, alguns teriam que ir para o Aeroparque (como é o meu caso) e alguns sairiam do Ezeiza mesmo, já que todos os voos haviam sido desviados para lá. O aeroporto estava um verdadeiro caos e os funcionários completamente perdidos. Quando desci do avião, havia somente um funcionário chamado Carlos para dar informações aos passageiros e ele me indicou procurá-lo no balcão do check-in da Latam (na verdade ele foi lá só para encontrar com uma das mulheres que deu ataque de pânico e não de fato orientar os outros passageiros, o que deixou muita gente sem saber o que fazer). Quando cheguei ao check-in, o Carlos não estava lá e os outros funcionários não sabiam quem era. Então uma funcionária falou que era para eu ir aos guichês ao lado do desembarque para pegar o ônibus que levaria ao Aeroparque, porém o ônibus custava cerca de 500 pesos! Voltei ao guichê da Latam e outro funcionário me indicou para pegar o ônibus direto para o Aeroparqie no terminal C e que era só apresentar o meu bilhete e eu não pagaria. O terminal C fica cerca de 5 min andando rápido do terminal A, onde foi meu desembarque. Fiquei lá esperando o ônibus uns 10 min. Ao conversar com o motorista, ele me disse que o ônibus custava 200 pesos. Me conformei que eu teria que pagar o ônibus, ainda que eu achasse que isso seria um problema da Latam. Fui então para o Banco Nacional (que fica no terminal A) trocar dinheiro e na fila chegaram duas aeromoças brasileiras do meu voo, que me falaram que a Latam estava levando os passageiros de graça para o Aeroparque e alguns ônibus com pessoas do meu voo já tinham saído e que o último já estava de saída. Saí correndo para o terminal 41, que era onde os passageiros deveriam se apresentar para pegar esse ônibus. Esse terminal era exatamente onde os outros dois funcionários estavam e que me mandaram pegar ônibus pagos. Fiquei completamente sem entender. Por que raios eles me mandaram pegar um ônibus pago se eu tinha direito ao ônibus da Latam e eles quem estavam organizando a fila?! Preferi não discutir e finalmente encontrei o tal do Carlos e ele me tranquilizou, me pediu para esperar e ainda conseguiu uma funcionária que falava português para conversar comigo e pegar meus dados para não haver erros de novo. Fiquei em frente ao guichê até a hora da saída do outro ônibus (previsto para às 19:30h, mas que só chegou às 19:50h - e pelo que parece eles não cumprem o horário), quando um dos funcionários me levou até o ônibus. Ao chegar ao Aeroparque, fui direto ao Banco de La Nácion trocar real: 4,37 pesos argentinos por real (dólar estava 17.00 e euro 20.50). Nem tentei trocar dinheiro em outras áreas do aeroporto (na verdade nem achei). Além do câmbio melhor no banco comparado com o comércio que aceitava pagamentos em real, o aeroporto estava lotado de policiais. Não valia a pena correr risco de trocar no câmbio negro. Não troque real por peso no Brasil. Você perderá dinheiro. Além de pagar iof, o câmbio é menor. Depois que trocar dinheiro, coma antes do embarque pois existem mais opções de restaurantes (que fecham às 22h). Achei pouquíssimos bebdouros dentro da área de embarque. A garrafa de água mais barata que achei era cerca de 40 pesos de 500 Ml (parece que assim como na Inglaterra, água se bebe diretamente da torneira, pois em toda a viagem, tirando os raros bebedouros do aeroporto, não há filtros de água). Economize bateria do telefone pois você praticamente não achará tomadas. Se achar, além de ter o padrão argentino (tão diferente quanto o brasileiro), provavelmente estará ocupada. O avião para El Cafalate não tinha tomada. É possível deitar e dormir nos bancos da área de embarque. Na imigração, você tem que fornecer o endereço de onde irá se hospedar. Então não adianta ir no mochilão no estilo mais roots de procurar hospedagem somente quando se chega à cidade de destino da primeira pernoite. Até porque é perigoso. Imagina que você chega à El Calafate e você não consegue hospedagem... você não conseguirá se abrigar em nenhum lugar e certamente vai morrer de hipotermia se dormir na rua. Segunda (04/08/17) - O voo saiu para El Calafate no horário previsto às 06h. O amanhecer obviamente ocorre no lado esquerdo do avião, mas recomendo que tente sentar do lado direito para observar a cordilheira, os lagos e as montanhas cobertas com neve. É possível ver os Cerros Torres e Fitz Roy em El Chaltén. É lindo!! Essa viagem eu não despachei mala - estava só com uma de mão (mesmo tendo comprado passagens no Brasil quando ainda existia franquia de bagagem de 23kg, o voo interno para Ushuaia exigia bagagem de até 10kg, então me virei para levar tudo o que precisava para uma viagem de 15 dias dentro desse limite de peso – e já adiantando, obvio que eu repeti muitas roupas). Assim, logo que desci do avião já fui direto para o saguão onde você pode contratar os táxis ou transfers para o centro (fica cerca de 20km). O táxi custa 480.00 pesos e carrega até 4 pessoas. Embora tenham muitas pessoas viajando sozinhas, não é tão fácil conseguir arrumar pessoas para rachar um táxi. A maioria das pessoas já vai direto para o guichê do transfer da Ves Patagônia, que é o mais barato e custa 160,00 (ou 240,00 se você comprar a ida e a volta). A vantagem de não ter que esperar a minha mala na esteira é que já fui direto para o guichê e não peguei fila (que ficou gigantesca depois), além de ter acesso fácil às roupas de frio (quando cheguei estava -1). O aeroporto de El Calafate é pequeno e muito simples. Vi somente duas lanchonetes por lá (uma dentro da área de embarque e outra fora). Aproveitei e comprei minha passagem de volta para o dia 16/09, onde a empresa me deu um voucher com o dia, local a sua escolha e horário que eles passariam para buscar (eles levam em consideração o horário do seu voo). Saindo do aeroporto, o transfer irá deixar você em algum hotel/hostel. Segui para o hotel que a minha couch me indicou como ponto de referência e de lá segui para a casa dela. Deixei as minhas coisas lá por volta de meio dia e saí para andar pela cidade. El Calafate não é uma cidade muito grande e se estiver com disposição, pode fazer tudo a pé. A rodoviária fica pelo menos a 20 min do miolo do centro. A cidade tem uma avenida principal (av. El Libertador), onde se encontra o maior número de restaurantes, agências e comércio em geral. É uma cidade completamente segura, organizada, muito limpa e na beira do Lago Argentino. Mas prepare-se para ver uma quantidade enorme de cachorros grandes soltos na rua (se vc estiver carregando comida, eles podem andar em bandos atrás de você) Na Argentina, o comércio geralmente fecha durante o horário do almoço e nos supermercados eles não fornecem sacolas (Em El Cafalte, El Chalten e Ushuaia tudo abria de 09 às 13h e depois das 17 às 21h.). Eu não peguei ônibus urbanos. Então não tenho ideia de preço das passagens. Se for alugar carro, há dois postos de gasolina. Um da Petrobrás (preço 16,40 pesos) e o YPF (preço 15,94 pesos). Ambos ficam na avenida principal. Fui direto para a agência Hielo y Aventura, que é a única que faz o passeio do minitrekking (3.200 pesos argentinos + 500 da entrada do parque) para reservar o passeio. Depois comecei orçar preços de outros passeios, como bate e volta em Torres del Paine e horários/preços de passagens para El Chaltén. Para trocar dinheiro, você pode ir ao Banco lá Nacion ou na Western Union. Não se pratica câmbio negro nos comércios e restaurante. O máximo que consegue fazer é pagar a conta com dólar, euro ou real (em El Calafate, o câmbio era o mesmo do banco). O Banco la Nácion funciona de 08 às 13h em El Calafate (Em El Chalten não tem e em Ushuaia funciona de 10 às 16h). A Western Union fechava às 18h e tinha a mesma taxa de câmbio que o banco (dólar 17.00, real 4.37, euro 20.50). Quando precisei, troquei dinheiro lá. Os Parques em El Calafate são pequenos e gratuitos. No centro tem a Intendência Parque Los Glaciares. Lá tem algumas esculturas e conta a história de quem foi o Perito Moreno e a importância do meu patrono, Charles Darwin. Segunda (05/09/17) - Há vários glaciares na Patagônia. O mais visitado e acessível é o Glaciar Perito Moreno que fica no Parque Nacional Los Glaciares, situado a 80km de El Calafate. O caminho até lá é todo asfaltado. Quando comprei o pacote do minitrekking, já estava incluso no valor o transfer (do contrário, você tem que ir até a rodoviaria e pegar um ônibus por conta própria. Se você for fazer o minitrekking, compre com o transfer. Do contrário, será muito complicado chegar ao parque a tempo do início do passeio (na verdade não sei se a agência vende o pacote do minitrekking sem o transfer, mas li na internet que sim e que não valia a pena). A comida não está inclusa e você tem que levar. Eles te buscam no hotel (embora no meu caso eu tive que ir até a agência pois não tava hospedada em nenhum hotel). Sente do lado esquerdo do ônibus para ver a paisagem do lago argentino e do glaciar quando estiver na área do parque. O minitrekking é muito tranquilo e achei pouco cansativo. Eles irão colocar os grampos no seu sapato para que você possa caminhar no gelo. Rapidamente você se acostuma a andar com eles (cada um pesa cerca de 1kg). Eles te darão instruções de segurança e te darão apoio o tempo inteiro. Eles prezam muito pela segurança dos caminhantes. Vale muito a pena fazer o passeio. A experiência é única. Ao final do minitrekking, você terá uma hora para andar pelas passarelas do parque e ver o Glaciar de frente. Assim como a agência pede, eu também sugiro que ande somente pela passarela amarela para curtir o visual com calma. As outras não darão tempo de serem feitas em apenas uma hora. Todo do passeio tem a duração de um dia inteiro. Você sai às 7h e retorna às 17h. Vá com roupas impermeáveis. O tempo é instável e pode chuviscar (quando chegamos para o minitrekking estava chuviscando e quando estávamos retornando do glaciar, voltou a chuviscar + associado ao vento que te desequilibra - foda de congelante! A temperatura caiu de +8 para a sensação de uns 0 de uma vez só). Quando cheguei em El Calafate, fechei o pacote de bate e volta para TDP pela agência Mondo Austral pelo fato deles terem folhetos mais detalhados sobre o passeio e o que incluía (como por exemplo o lanche e os valores corretos do parque). Mas pelo que parece, a Mondo Austral, assim como a Cal-Tur, é terceirizada (ou deve ser uma espécie de consórcio) por uma outra (Patagônia Extrema), que é a dona do ônibus. Além de preços iguais (2700.00 pesos argentinos), um casal que fez o passeio comigo no perito Moreno também foi para TDP comigo no dia seguinte e sei que eles fecharam pela agência Cal-Tur. Não procurei informações sobre a Patagônia Extrema. Na rodoviária, há somente uma empresa que oferece o passeio de bate e volta (Andesmar) mas custava 3000.00, além da entrada no parque (não sei se incluía comida). O bate e volta para TDP pelas empresas Mondo Austral, Cal-Tur e Patagônia Extrema saem somente às segundas, quartas e sextas (saindo às 06:45 e voltando às 21h). Não sei quais os dias da semana que a Andesmar oferecia, mas os passeios saíam em dois horários: saindo às 05:30h e retornando às 16:30h ou saindo às 11h e retornando às 22h. Quarta (06/08/17) - Como combinado com a agência Mondo Austral, o ônibus me pegou no ponto de encontro marcado (Hotel Mirador Del Lago) pontualmente às 06:45h. Era um ônibus de 32 lugares, dos quais 14 estavam ocupados. Depois que todos os passageiros foram recolhidos e pegamos a estrada, o guia entregou um mapa e explicou todos os detalhes e informações importantes. A alimentação está inclusa no pacote pois não se pode atravessar com alimentos frescos (como legumes e verduras), carnes e derivados de leite, ainda que industrializados (costumamos lembrar desse detalhe, ou eu pelo menos, somente quando viajamos de avião de um país para o outro. Mas essa regra de aplica também aos meios terrestres). Assim, se você levar algo do tipo, você tem que consumir antes da fronteira ou terá que deixar lá. A viagem é cansativa, pois anda-se no total cerca de 700km de ônibus. Saindo de Calafate, pega a ruta 11 e depois a famosa ruta 40 (que tem no total mais de 5.000km). O desnível até o parque TDP é pequeno, cerca de 500 m, que sobe-se gradativamente. A estrada é excelente e toda asfaltada, com exceção de uma parte em que o veículo anda sobre uma espécie de cascalho. É possível desviar pela ruta 5 e depois voltar para a ruta 40, mas o desvio é muito grande. Baseado no mapa, creio que aumentaria pelo menos 2 h de viagem. Não havia neve no asfalto, mas ao redor, muitos lugares tinham neve e algumas áreas da estepe estavam inteiramente cobertas por neve. Muitos carros possuem pneus adaptados para a quebra de películas de gelo que podem se formar no asfalto. Se você for alugar um carro, talvez seja interessante procurar informações sobre esse pneu (ele tem várias bolinhas de ferro ao longo da borracha), e considerar o lugar para onde irá viajar. No acostamento, haviam várias poças de água completamente congeladas (na estrada em si, eu só vi um riachinho muito estreito formado pelo escoamento de uma poça de água à outra). Embora o guia tenha falado que somente carros 4x4 passavam por lá, não é verdade. Carro comum de passeio passa normalmente e sem nenhum esforço. Acho que eles falam 4x4 só porque é cascalho. Inclusive só vi carros de passeio passando por lá. Apenas recomendo que faça seguro do parabrisas. A probabilidade de uma pedrinha acertar o vidro é grande, principalmente ao cruzar com outros veículos (muitos carros em todas as cidades que visitei tinham o parabrisas trincado). Outra recomendação é respeitar os limites de velocidade, pois o vento costuma frequentemente desviar ou balançar muito o veículo e sempre há guanacos (um animal parecido com lhama) atravessando a estrada. O guia irá te entregar o formulário da imigração para a entrada no Chile. Leve caneta para preenchê-lo no ônibus, pois o guia não fornece. Somente um passageiro tinha caneta e emprestou para todos, demorando para o preenchimento dos formulários. A primeira parada é na imigração da Argentina para pegar o carimbo de saída do país e o carro é vistoriado. No posto da imigração também funciona a aduana e o serviço de agrícola. No caso da minha excursão, nenhuma mochila foi vistoriada, mas se estiver de carro, provavelmente eles irão verificar. Eles verificaram o ônibus. Então depois você chega à imigração chilena. Lá você tem o passaporte carimbado de entrada no Chile (eles te darão um papel que você tem que guardar para entregar na saída do país), tem que entregar o formulário preenchido e passar todas as suas coisas no raio x. O ônibus foi verificado de novo. Além da imigração e aduana, lá também fica o serviço agrícola. Não arrisque entrar com os produtos proibidos que eu citei. Para se ter uma ideia, a multa para cada maçã, por exemplo, é 400 doletas. Então pense nisso se for atravessar a fronteira com alimentos para acampamentos. Caso vá viajar de carro, fique atento aos horários de funcionamento das imigrações. Não vi os horários da Argentina, mas a imigração do Chile funciona todos os dias do ano de 08 às 22h. Todo o processo nas duas imigrações demorou cerca de 40 min (considerando que só tinha o meu grupo de 14 pessoas. Na alta temporada com certeza você perderá um bom tempo lá pois não há muitos fiscais). Logo depois da imigração há uma cafeteria onde você troca dinheiro para entrar no parque TDP. A entrada é paga somente em pesos chilenos. Considerando as relações de câmbio do dólar, peso argentino e chileno e fazendo umas contas muito loucas com a minha matemática da área de biológicas (nada boa!), cheguei a conclusão que seria melhor trocar dólares (daria 18.33 dólares). A entrada custou 11.000 pesos chilenos. Porém eles não tinham troco para 100 dólares, então acabei pagando em peso argentino (440.00). Assim, leve dinheiro trocado. A cotação estava: 600 para dólar, 710 para euro, 25 para peso argentino, 170 para real (no dia seguinte quando estava na rodoviária, descobri que a empresa Andesmar também trocava dinheiro. Para pesos chilenos a cotação estava 600 para dólar e 160 para real. O câmbio de real para pesos argentinos estava 5,00, ao invés de 4,37). Além de parada para lanches e troca de dinheiro, a cafeteria também tem várias opções de lembrancinhas e alguns itens de acampamento, como coisas para higiene pessoal e gás para fogareiro. Depois da cafeteria, o guia indicou sentar do lado esquerdo para ver as paisagens. Como o ônibus estava vazio, todo mundo teve a oportunidade de sentar do lado esquerdo. Vantagens da baixa temporada! (Bem antes da fronteira é possível observar bem de longe as torres à direita por somente por uns 5 min. Então se o ônibus estiver cheio, recomendo sentar do lado esquerdo para garantir a visão quando estiver chegando no parque, que são emocionantes) A Cordilheira dos Andes é algo impressionante! E embora a previsão do tempo fosse muito ruim, não choveu dei a sorte de pegar as torres e as montanhas ao redor sem nuvens o dia todo. O tempo lá é muito variável e muito frio. Às 13h, quando paramos para almoçar estava fazendo +4 e todo mundo comeu dentro do ônibus (às 16h chegou a +8 e depois voltou a cair abuptamente. Às 18h já estava +3). Impossível comer do lado de fora, mesmo sem vento algum. Recomendo também levar um lenço de papel para enxugar o vidro para bater fotos, já que dentro do ônibus estará quente e a água irá condensar. Eles emprestam um rodinho de mão, mas não é muito bom, além de ser disputado. Na cafeteria tem Wi-Fi free, banheiro e uma tomada. O padrão é diferente do da Argentina, mas serve para aparelhos brasileiros de 2 pinos (antigo padrão). Não há banheiros nas imigrações. A primeira parada foi no mirador do Lago Sarmiento. Depois Laguna Amarga. Paramos na beira do rio para o almoço e seguimos para a entrada do parque, onde pagamos as entradas e pudemos usar banheiros. Depois passamos em mais um lago pequeno e fizemos uma caminhada de nível fácil por 1h. Embora a viagem seja cansativa, vale a pena demais para quem dispõe de pouco tempo para aproveitar o parque TDP. Chegamos em El Calafate às 20:30h. Quinta (07/09/17) – Há ônibus de El Calafate para El Chaltén todos os dias saindo da rodoviária por duas empresas. A empresa Cal-Tur oferece às 08h ou às 17h (450 pesos) e a Andesmar às 07:30 (475 pesos), 8h (475 pesos), 11:30 (475 pesos) e 18h (450 pesos). Acordei cedo para pegar o das 8h e estava chuviscando, então tive que esperar. Cheguei na rodoviária pouco antes das 10h e o atendente da empresa Andesmar me informou que havia uma van saindo do aeroporto e que eu poderia ir com eles antes das 11h. Essa empresa era a Las Lengas (não sei se a Andesmar era terceirizada por essa Las Lengas, pois não tinha nenhum guichê da Las Lengas na rodoviária de El Calafate). A viagem até El Chaltén dura cerca de 3 horas. Na ida o motorista fez algumas paradas na estrada para que pudéssemos tirar fotos das paisagens e dos lagos (por causa das paradas, gastamos quase 4h de viagem). Também foi feita uma parada no hotel La Leona na estrada. Esse hotel fica na beira de um rio, onde o célebre Perito Moreno foi atacado por um puma enquanto estudava a área e sobreviveu (e por isso o hotel é bem famoso). O hotel possui uma cafeteria, vende algumas lembrancinhas, tem várias fotos e reportagens históricas sobre a região e um minimuseu com fósseis. Eles oferecem alguns passeios também, como caiaque no rio. Cheguei em El Chaltén no início da tarde. Deixei as coisas no hostel, fui passear pela cidade e aproveitei para ir no terminal rodoviário para ver os preços e horários das passagens para El Chaltén. Lá há cerca de 5 empresas que fazem diversos trajetos (como a Cal-Tur e a Andesmar, que oferecem passagens nos mesmos horários das saídas de El Calafate) e há o guichê da Las Lengas, que é a que possui maior número de horários para transporte para El Calafate. Essa empresa também oferece transporte direto de El Chaltén para o aeroporto (ou vice e versa). Da rodoviária fui para a trilha Los Condores e Las Águilas. Ambas são bem fáceis, embora a subida seja um pouquinho cansativa. Fiz as duas em duas horas e meia. Em El Chaltén não há supermercados e sim pequenos mercadinhos. Assim, há pouca variedade de alimentos, especialmente frutas, verduras e legumes, além de serem de péssima qualidade (muitos estavam apodrecendo) e mais caros. Então a dica é levar alimentos de El Calafate, que além do supermercado La Anonima, tem um sacolão muito bom. El Chaltén tem muitos hostels. Eu me hospedei no Rancho Grande pela a indicação da minha couch em El Calafate. Fiz a reserva pelo app do Booking. O hostel é grande, muito bonito e organizado, além de possuir um bar/restaurante 24h. Os pagamentos de hospedagem em geral saem mais baratos se forem pagos pelo cartão de crédito pois sendo um cartão estrangeiro você não precisa pagar o IVA, que é um imposto argentino e que torna cerca de 20% mais caro o valor das hospedagens. Minha conta para 3 diárias ficou em 730,79 pesos (que no cartão foi convertido para 42,74 dólares + 2,73 de IOF). Não estava incluso o café da manhã. Sexta (08/09/17) – Levantei às 07h e olhei para a janela e voilá: estava nevando! Foi a primeira vez que vi! E é claro que eu comi! Hahahaha! Na noite interior, um argentino chamado Patrício chegou no meu quarto. Ele ficou apenas um dia em El Chaltén e queria fazer a trilha até a Laguna Los Tres (Sendero al Fitz Roy). Eu também estava planejando fazer essa trilha, então caminhamos juntos toda a trilha. Foi ótimo ter a companhia dele, pois além das conversas e risadas, o clima estava MUITO ruim para caminhar sozinho. Primeiro você deve evitar caminhar sozinho por causa de acidentes e segundo para evitar encontros com pumas que ocorrem na região (com mais pessoas, sua probabilidade de morrer é menor pq você pode empurrar o outro! Hahahahaha!!). Tomei um café da manhã reforçado no hostel (130.00 pesos - incluía suco, chá, torradas, geleia, manteiga e doce de leite para as torradas, 3 fatias de mussarela, salada de frutas e Sucrilhos). Saímos às 8h em ponto em uma temperatura de -4°C. Nossa sorte que não estava ventando pois o frio era intenso e a neve não parou de cair um segundo até às 13h. Então toda a trilha e todas as paisagens estavam completamente brancas. Até a laguna são cerca de 10.5km de caminhada, sendo o primeiro km uma subida forte e o último km de altíssima dificuldade. Entre os km 2 e 9 é praticamente tudo plano. Andar na neve é tão cansativo quanto andar na areia. Por causa do peso das roupas de frio e da mochila, além do frio intenso, a caminhada foi difícil. No último km o terreno era muito íngreme e a neve já estava cobrindo todo o pé. Além disso havia a formação de gelo debaixo da camada de neve, o que nos fazia escorregar demais. Faltando uns quinhentos metros para o topo, desistimos. Já estávamos praticamente engatinhando e agarrando em todos os arbustos para tentar continuar, mas o caminho estava muito perigoso. Subíamos um metro e escorregávamos dois. Seria fácil perder o controle do escorregão e despencar montanha a baixo. Praticamente todo mundo chegava no mesmo ponto que o Patricio e eu chegamos e desistia. Não vimos ninguém que conseguiu aquele dia (em dias normais esse trecho já é difícil, mas nesse dia em especial acho que só quem tinha grampos que conseguiria). Mas mesmo não conseguindo, o sentimento foi de realização. Até onde chegamos, a vista foi maravilhosa e o tempo estava começando a melhorar. Descer a parte íngreme também foi uma super diversão. Tivemos que descer de bunda em um super escorregador natural! Hahaha! Só tínhamos que tomar cuidado para não perder o controle da velocidade e sair da trilha. Na volta conhecemos algumas pessoas que nos acompanharam boa parte do caminho. A medida que o sol foi aparecendo, foi incrível ver a transformação da paisagem. A temperatura máxima foi +3°C, suficiente para derreter praticamente toda neve acumulada entre os km 0 e 8 e revelar a vegetação. Alguns lugares que passamos eram irreconhecíveis com tanta mudança. Porém o derretimento da neve deixou várias partes da trilha com muita lama, o que gerou vários escorregões também. Dicas: não leve muita água. Você pode encher a garrafinha em vários pontos ao longo da trilha. Bastões fazem muita falta para essa trilha, tendo neve ou não. Recomendo levar. Sábado (09/09/17) - O dia amanheceu lindo. Muito sol e o Fitz Roy ficou a maior parte do tempo descoberto, ao contrário das torres. Creio que a maior parte dos turistas foram para a trilha da laguna Los Tres e eu fui para a Laguna Torres. Eu achei a caminhada muito mais fácil. Dos 18km, somente o primeiro é puxado, mas particularmente eu achei menos do que o primeiro km da trilha do Fitz Roy. Os outros km são praticamente todos planos. E como o dia estava mais quente, fui com menos roupa, o facilitou muito a caminhada também. Tomei um café no hostel (80.00 pesos - incluía suco, chá, torrada e geleia, doce de leite e manteiga para as torradas) e saí às 9h com uma temperatura de -1. Alguns lugares ainda tinham neve do dia anterior, o que deixou algumas áreas escorregadias por causa do gelo e principalmente da lama. Mas foram poucas áreas. A maior parte do caminho estava seco e o acesso à água para beber também foi fácil. Não senti falta de bastão dessa vez. Ande de óculos. Por causa do vento, foi comum terra e pedrinhas caírem no olho ou rosto. Há duas entradas para a trilha: uma mais próxima ao início da trilha do Fitz Roy e uma outra mais em direção ao mirante dos condores (que é a entrada principal, com plaquinha e tudo mais). Eu comecei pela entrada mais perto da trilha do Fitz Roy e desci pela entrada principal. O primeiro km será puxado nas duas entradas, mas para mim a mais fácil foi essa mesma que eu subi, pois a entrada da subida principal tem muita escadaria de pedras e você precisa fazer força com as pernas. A que eu fui era mais uma subida constante. As trilhas em geral são bem marcadas, mas por ter muitas pedras, as vezes você pode se confundir, principalmente o primeiro km pela a entrada que eu subi. Mas é só ficar atento. Na ida eu fiz a trilha em cerca de 2 e meia e na volta 3h. O problema dessa trilha foi o vento (há muitas áreas de campo aberto). Até que na parte da manhã nem tanto, mas na volta, durante a tarde, eu literalmente lutei contra o vento nos últimos 3 km, o que me deixou extenuada e muito gelada. Cheguei no hostel às 15:30h com uma temperatura de +6°C, mas a sensação era de 0°C ou até menos. Fiquei tão cansada por causa do vento que dormi durante duas horas seguidas. A noite fui até a rodoviária comprar minha passagem para El Calafate, que custou 450.00 + 10.00 de taxa da rodoviária para às 17 do dia 10/09. Nessa trilha eu senti um problema da baixa temporada: falta de pessoas para fazer a trilha comigo. Por que? Simples. Como já comentei, em toda a região ocorrem pumas e outros animais de grande porte. A trilha estava recheada do início ao fim de marcas recentes de patas de puma, raposas e outros animais. Andei com o c* na mão o tempo inteiro pq fiz toda a trilha sozinha, ida e volta. Não havia absolutamente ninguém. Somente na volta que eu vi umas 8 pessoas, no máximo, que estavam indo em direção à Lagoa enquanto eu já estava voltando para a cidade. Domingo (10/09/17) - O dia também amanheceu lindo e com menos vento. A princípio tinha planejado de ir para a trilha Pliegue Tumbado, que dizem ser a trilha com melhor visão de todas e com vários fósseis ao longo do caminho. Porém ela é considerada de alta dificuldade e provavelmente teria neve no caminho, o que não daria para encontrar muitos fósseis. Mas resolvi não fazê-la. Estava com cansaço acumulado e eu teria que fazê-la muito rápido e preocupada com o meu horário de retorno para El Calafate às 17h (e eu não poderia perder o ônibus de jeito nenhum por causa do meu voo no dia seguinte). Então como seria um dia a toa perdido em El Chaltén uma vez que eu já tinha feito as outras trilhas do meu interesse, consegui adiantar minha passagem de ônibus para El Calafate para às 8h. Fui sozinha na van, assim o motorista só fez a parada no Hotel La Leona e chegamos em El Calafate às 11h. Ele me deixou no hostel America del Sur, que era um hostel bem recomendado aqui no fórum e pelo app do Booking. Realmente. O hostel foi demais. Café da manhã incluído, ambiente super legal, restaurante/bar disponível, ambiente legal e funcionários muito simpáticos e prestativos. Fui andando até o Lago Argentino e passei no Centro de Interpretação. A entrada custou 150 pesos. O museu é bem simples e pequeno, mas eu achei bem interessante pois além de ter alguns fósseis, réplicas de dinossauros e informações sobre eles, também tinha muita informação sobre arqueologia e geologia da região patagônica. Quando voltei para o Hostel, uma das recepcionistas entrou em contato com a Ves Patagônia para me buscar na manhã seguinte para me levar ao aeroporto, porém as passagens já estavam esgotadas. Assim, eles ficaram de ver outros hóspedes do hostel que iriam para o aeroporto também no dia seguinte para rachar um táxi. Segunda (11/09/17) – Apareceu somente uma pessoa (Dario) para rachar o táxi comigo, que ficou 150 pesos para cada um (pedindo o táxi pelo Hostel, o valor dos transportes saem mais barato. Se eu tivesse conseguido vaga no ônibus da Ves Patagônia, a passagem sairia por 100 pesos ao invés de 160 (valor individual do trecho, ou 120 caso tivesse comprado ida e volta), assim como o táxi saiu por 300 ao invés de 480). Tomei café da manhã (que incluía pão, bolos, biscoitos, geleias, doce de leite, suco, chá, leite e cereal) e peguei o táxi com o Dario às 08:30h. Ele também estava indo para Ushuaia no mesmo voo. Decolamos no horário previsto (10:10h) e pousamos em Ushuaia às 11:30h (eu tinha comprado a passagem área ainda no Brasil por R$900,00 pelo site das Aerolíneas Argentinas. Se você planejar com bastante antecedência e monitorar os preços, você pode conseguir passagens por até R$400,00. Lá em El Calafate, a única empresa que vi que fazia o trajeto terrestre foi a Andesmar, em que o ônibus saí às 08:30h e chegava às 20h (não sei se há saídas todos os dias). Preço 1360.00 pesos). Se comprar a passagem área, escolha a janela do lado direito. A paisagem é deslumbrante dos lagos e da cordilheira com neve. No aeroporto de Ushuaia não existe ônibus para o centro. Somente táxis, que custava 150 pesos para te deixar na região central (Dá pra ir andando para o centro também, mas a caminhada é de pelo menos 1h se o tempo estiver bom). Quando o Dario e eu estávamos indo pegar o táxi, escutei um outro cara (Marcos) falando com o taxista que estava sozinho e queria ir para o Centro. Então chamei ele para o nosso táxi e rachamos a corrida (50 pesos para cada) até o Hostel Torre del Sur, local onde o Dario e o Marcos ficaram hospedados nos dois primeiros dias. O meu primeiro dia em Ushuaia eu iria usar o couchsurfing. Então as meninas do Hostel me permitiram deixar minha mala lá até a noite, quando eu iria para a minha CS. O Dario e eu então saimos para andar e conhecer a cidade, além de orçar o passeio no canal do Beagle, que é um passeio de aproximadamente 3h. Diversas empresas oferecem o passeio e o preço é praticamente um cartel: 1300 pesos, mas se chorar consegue por 1200. A maioria das agências que oferecem especificamente o passei pelo canal ficam concentradas ao lado do porto em frente ao Centro de Informações ao Turista. Fomos até uma chamada, se eu não me engano, Navegando (a logomarca dela é uma gaivota alaranjada e é a primeira agência ao lado do porto), que haviam recomendado ao Dario. O vendedor, Rafael, é um senhor muito simpático e nos deu várias dicas sobre passeios mais baratos e restaurantes em Ushuaia. A empresa dele oferecia o passeio em um barco pequeno, com capacidade máxima de 12 pessoas (fuja dos catamarãs, que levam centenas de pessoas). O passeio incluía a ida até o farol e depois uma parada em uma outra ilha para uma caminhada de meia hora (uma bonita visão da cidade e das ilhas ao redor), além de incluir bebidas (água, chá, café ou achocolatado – mas é com água!! Horrível… - chop artesanal e alfajor de biscoito). A guia também foi muito boa. O Dario é um argentino muito simpático e tem uma boa lábia para negociação (ele mexe com imobiliária). Então essa habilidade dele de negociação, associado ao espanhol fluente, nos fez economizar bastante dinheiro ao longo da viagem em Ushuaia! O Rafael inicialmente nos ofereceu o passeio por 1300, depois 1200 e ao final das contas, ele fez por 1000! Hahaha! Todos os embarques são feitos pelo porto e você deve tagar uma taxa de 20 pesos. O passeio saiu às 15h e desembarcamos às 18h. Os passeios ocorrem duas vezes ao dia (manhã e tarde) e dependem da maré e dos ventos. A dica é fazer esse passeio logo que tiver a oportunidade por causa do clima. Se estiver ventando muito, chovendo e nevando, os passeios são cancelados e eles devolvem o dinheiro ou adiam o passeio para outro dia, se vc tiver disponibilidade. Quando chegamos estava ventando muito e não haveria o passeio, mas para nossa sorte o vento diminui até o horário de embarque (nos dias seguintes eu praticamente só peguei neve e estava previsto ventos muito fortes). Nas rochas há muitas aves e leões marinhos (não tem pinguins nesse época do ano lá). No barco conhecemos um casal de argentinos que estava de férias lá e havia alugado um carro de uma pessoa particular, após a indicação de outas pessoas que conheceram. Pegamos o telefone com eles e entramos em contato com o dono do carro, que nos alugou por 1000 pesos. Vale muito a pena alugar um carro. Depois do passeio, o Dario e eu rodamos o centro orçando os transfers para os locais que gostaríamos de ir e são muito caros. A média do aluguel do carro nas agências era de 1200 a 1400, sendo que algumas não tinham mais disponibilidade de veículos. A noite eu fui para a minha couch (paguei 100 pesos de taxi até lá, pois minha couch morava longe do centro e não dava pra ir andando com a mala e as compras do supermercado) e o Dario ficou de olhar pessoas no hostel interessadas em sair com a gente no dia seguinte de carro. O comércio também não pratica o câmbio negro, mas o real estava mais valorizado (5,00 ao invés de 4,00 ou 4,50) em Ushuaia caso vc quisesse pagar em real. O valor do dólar ficou entre 16,00 e 17,00 pesos. Terça (12/09/17) – Entregaram o carro para o Dario às 8h e ele foi me buscar na minha couch junto com o Marcos (o argentino do táxi no aeroporto) e o Gregor (francês) para ir para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. Pelo fato de ser baixa temporada, a entrada no parque foi gratuita (no verão custa 130 para adultos residentes do mercosul). Na parte da manhã rodamos todo o parque de carro e fizemos algumas trilhas. No Parque é possível pegar um barco para ir até a Isla Redonda, que é onde fica a agência de correios mais austral do mundo e você pode pegar o carimbo no passaporte do “Fin del Mundo”, mas a ilha só abre no verão. Mas ainda assim é possível conseguir um outro carimbo (mais simples, mas ainda assim fantástico!) para o passaporte na entrada do parque. No Centro de Informação ao turista no centro de Ushuaia também é possível carimbar o passaporte com até 7 estampas diferentes. Dentro do Parque, não deixe de ir também ao final (que na verdade é o início) da Ruta 3, que é a rodovia mais austral do mundo também. A tarde fomos para o bonito lago Escondido (Lago Fagnano) na cidade de Tolhuin, que fica cerca de 1:30h de Ushuaia. Nessa cidade, que é super pequeninha, tem uma padaria bem movimentada e famosa entre os artistas, com uma variedade enorme de pães, rosquinhas e churros. E os preços eram bons (paguei 10 pesos no churros). Alugar o carro foi a melhor coisa que fizemos. Além de termos feito várias coisas, várias paradas para fotos, e horas de risadas garantidas, saiu MUITO mais barato que se tivéssemos contratado agências. No total, gastamos 1000 do aluguel + 380 de gasolina = 1380/4 = 345 pesos para cada. Somente o transfer para o Parque Tierra del Fuego sairia 350 pesos para cada um, sendo que gastaríamos o dia inteiro para percorrer a pé o que andamos em duas horas de carro. Nem sei quanto sairia uma excursão até o lago escondido, mas por menos de 1000 pesos para cada um, com certeza não sairia. No caminho para Tolhuin começou a nevar muito e várias partes Ruta 3 ficou com muito neblina. Quando já estávamos chegando em Ushuaia, a estrada estava muito escorregadia por causa da neve acumulada e o vento estava balançando demais o carro, mesmo pesado. Na volta, paramos nos centros de passeios de trenós com cachorros e motos para orçar passeios para o dia seguinte, já que estava nevando. Mas fomos informados que para funcionar, especialmente os das motos, o volume de neve deveria se bem grande para a formação de gelo e que naquele dia, mesmo tendo nevado bastante, ainda não seria possível falar se eles iriam funcionar no dia seguinte. Seguimos até o alto da montanha do hotel Arakur Ushuaia Resort (que possui singelas diárias a partir de 800 reais e é onde o Leonardo diCaprio ficou hospedado quando foi fazer as filmagens do filme O Regresso). Lá de cima tem-se uma visão 360° de toda cidade. Chegamos por volta das 20h e me hospedei no mesmo hostel que os meninos. Fechei 3 diárias por 852 pesos (pagamento só em dinheiro, embora eu tenha feito a reserva pelo app do Booking). O pessoal do hostel foi muito simpático, mas sinceramente me arrependi um pouco de ter ficado lá, pois eles possuiam algumas regras muito chatas. Primeiro que você não podia entrar de sapato, então vc tinha que tirar logo na entrada do hostel, sem lugar para sentar, em um lugar super apertado, e com várias pessoas transitando. Segundo, a cozinha fechava às 21h. Então você tinha que cozinhar até as 20:30h para dar tempo de limpar tudo até às 21h. Se você precisasse de qualquer coisa da cozinha, como um copo para beber água ou utensílios para comer qualquer coisa que não dependesse do fogão/microondas/geladeira, não tinha como pegar ou lavar as coisas, além de não poder comer em outras áreas do hostel. Terceiro, as tomadas elétricas só tinham na sala. Quarto e o pior de tudo: a água do banho estava fria. No primeiro dia eu tomei banho frio (na verdade a água começou quente e no meio do banho esfriou - o Gregor já tinha me falado que também tomou banho frio nos dois dias anteriores). Então reclamei sobre isso e a menina falou que iria olhar. No meu segundo dia o banho estava ótimo (mas não tinha ninguém tomando banho ao mesmo tempo), mas no terceiro dia a água esta friou de novo. Tive que colocar roupa de novo para ir na recepção reclamar. Elas arrumaram as válvulas lá, mas a temperatura da água ficou oscilando (a água só esquentava quando tinha uma pessoa só tomando banho). O café da manhã também foi super simples. Enfim, como já tinha pagado as diárias, não quis criar mais mal estar pra mim. Mas o Dario e Marcos não fecharam toda a estadia (pagavam por dia) e foram para outro hostel (mais barato e melhor). A noite, Gregor e eu conhecemos a Leila, uma francesa que tbm estava no hostel e saimos para jantar cordeiro e vinho patagônicos junto com o Dario e o Marcos (achamos um restaurante na Av. San Martin, que é a principal do Centro de Ushuaia, onde você podia comer a vontade por 380 pesos + 1 garrafa de vinho dividida para 4, ficou no total 420 pesos para cada um). Utilizamos o carro, pois estava -6 às 22h. Quarta (13/09/17) – Alugamos o carro por mais um dia por 1000 pesos. O Gregor foi embora para Ushuaia, porém a Leila assumiu sua vaga no carro e assim continuamos a dividir as despesas por 4. Saimos por volta das 10h do hostel e fomos para o Parque Tierra del Fuego novamente pois a Leila não tinha ido ainda e queríamos ver o Parque com neve, já que na manhã do dia anterior não havia neve lá (e as paisagens são muito diferentes!). Aproveitamos e visitamos pontos do parque que ainda não tínhamos ido, como alguns lagos, algumas trilhas e a estação do trem. Não fizemos o passeio do trem (que é muito caro – classe econômica: 690 ida e volta para adultos, 140 para menores de 6 a 17 anos, menores do que 5 é de graça; primeira classe: 1190 adultos, 690 menores, inclui um simples café da manhã; classe premium: 1540 adulto, 890 menores, incluindo café da manhã mais completo), mas demos a sorte de ver 2 locomotivas chegando à estação. Dentro da estação há uma ou duas cafeterias, banheiros, lojas de lembrancinhas e é possível ver, por um vidro, o pessoal da manutenção dos trens trabalhando nas ferragens ou montando peças. Vale umas fotos lá. Saindo do Parque, fomos para o Cerro Montaña, que é de onde começa a trilha para o Glaciar Martial. Porém a trilha estava fechada devido ao mau tempo e caminhamos um pouco nas áreas destinadas ao ski (que tbm estava fechada por causa do mau tempo), mas que nos deu uma visão também bem bonita da cidade. Nossa ideia era ir para o Lago Esmeralda a tarde, porém o tempo também estava muito ruim (nevando muito) e várias pessoas nos avisaram que o acesso estava muito difícil, com lama afundando pelo menos o pé todo e em alguns pontos até o joelho (o Dario e o Marcos chegaram até a alugar botas impermeáveis para fazermos a caminhada até o Lago Esmeralda. Mas como o tempo só piorava, tivemos que desitir. Retornamos para a Cidade por volta das 15:30h e fomos almoçar em um restaurante chamado Banana. Ele é bem bonito, mas não é um dos mais baratos. Comi uma pizza de 4 pedaços (que me encheu demais) por 128 pesos (+ 2 de gorjeta). Os gastos do carro totalizaram cerca de 290 pesos (1000 aluguel + 150 gasolina/4). Depois a Leila e o Marcos voltaram para os hostels e o Dario e eu fomos até o Museu de Ushuaia (entrada gratuita). Porém chegamos exatamente às 17h, horário que ele estava fechando. Então seguimos para o museu do Presídio. Confesso que não estava tão empolgada para ir e fui no espírito “já que estou aqui...”. Mas ainda bem que eu fui! Me surpreendeu demais. Aprendi muito sobre a história do presídio e histórias dos barcos das grandes explorações náuticas da patagônia e da Antártida, além de ter um minimuseu de animais empalhados. Paguei 150 pesos com minha carteirinha de estudante (o preço normal é 250 pesos). Jantei no hostel o restante das minhas do supermercado. Quinta (14/09/17) – Já estava nevando há mais de 24 horas e mesmo não sendo um tempo ideal, o Dario, o Marcos e eu fomos para o Cerro Castor, que é o maior centro para ski e snowboard. O Dario, com seu poder de negociação (hahaha!) conseguiu reduzir o aluguel para 850 pesos, que junto com a gasolina (70,00 pesos) totalizou cerca de 306 pesos para cada um. Novamente economizamos muito com isso, pois só o transfer para o cerro custava entre 350 a 500 pesos. Saimos às 9h para alugar skis e capacetes (eles alugam roupas para neve também) no centro, pois é mais barato do que alugar lá. Não lembro os preços dos alugueis dos equipamentos no Cerro Castor, mas os preços não eram tão diferentes assim e talvez compensaria alugar lá. Por que? Primeiro pela agilidade. O carro que alugamos era um Peugeot 208 e não tinha suporte para levar as pranchas de snowboard e skis no teto do carro e eles não caberiam dentro do carro. Então fomos para o Cerro e tivemos que esperar até meio dia a van da empresa levar os equipamentos para a gente (chegamos lá às 11h). Segundo pq se seus equipamentos sumirem, vc deverá pagá-los. Lá na estação tem muita gente e pode ocorrer de pessoas pegarem seus equipamentos sem querer (já que muitos se parecem) quando vc os coloca nas baias suporte em frente aos restaurantes (eu paguei o maior mico lá... é tanto equipamento estacionado, que eu olhei no lugar errado e achei que tinham pegado o meu por engano... fiquei doida e um tempão lá esperando “a suposta pessoa” se dar conta que pegou o equipamento errado e voltar. Até eu ver que eu tava enganada e meus equipamentos estavam lá em outra parte, uma funcionária já tinha ido lá, pegou as descrições no meu equipamento e passou as informações via rádio... aff... vergonha master! Ela achou que eu tava bêbada! Kkkkkk! E eu nem bebo! Enfim. Se vc alugar o equipamento lá no Cerro Castor mesmo, caso alguém pegue seus equipamentos de forma equivocada de verdade, eles te fornecem outro na hora para vc não ficar parado, pois ao final do dia a pessoa enganada obrigatoriamente entregará o seu original na saída e vc não terá que pagar por eles. Aluguei os skis+bastões por 360 pesos + capacete por 150 pesos na empresa Jumping. Os meninos alugaram pranchas de snowboard por 480 pesos cada. O Marcos tbm teve que alugar uma calça para neve, que custou 200 pesos. A entrada no Cerro Castor custa em um dia normal 1080 pesos, mas como o tempo estava muito ruim e a maioria das áreas da estação estavam fechadas, eles cobraram 750 pesos, o que foi ótimo para mim, pois fiquei só nas pistas de nível fácil. Se você quiser ir somente visitar a estação, sem praticar ski ou snowboard, vc paga 500 pesos, que te dá direito a pegar o primeiro teleférico uma única vez (ida e volta). Ainda na entrada da estação, ao lado da bilheteria há uma cafeteria muito boa, onde comi uma torta de doce de leite divina por 85 pesos. Todos os restaurantes lá, dentro ou fora da estação, possuem banheiros e wifi free. Para acessar as pistas de ski/snowboard vc precisa pegar o teleférico que te leva até o alto da primeira montanha. É muuuuuuito alto (nem sei como não morri do coração, especialmente quando a cadeirinha balançava com o vento. Pelo amorrrrr!). Logo após descer do teleférico, a pista mais fácil para iniciantes está à esquerda. Lá há muitos professores ensinando os princípios básicos (para contratar a aula é bem caro - mais de 1000 pesos). Eu aprendi mais na prática mesmo, seguindo os conselhos de um amigo meu que faz ski com regularidade e ouvindo de bico as instruções dos professores aos seus alunos. Depois de alguns tombos e ganhar confiança, fui para as pistas da direita do teleférico, que também é de nível fácil, mas com um desnível e um comprimento bem grande. Ao final dessa pista vc pega outro teleférico para ir para o topo de outra montanha, onde as trilhas são nível médio e difícil. Fazer ski foi muito, mas muito divertido. Mas também muito cansativo. Mesmo nas descidas, exige demais força nas pernas para freiar os skis. Com duas horas de brincadeira eu já estava muito cansada e ao final do dia eu comecei a sentir dor nos joelhos por sobrecarga. Tomei uma Pepsi (75 pesos) para repor um pouco a energia e desci a montanha pelo teleférico novamente (descer a montanha esquiando exigia experiência, coragem e energia!). O Cerro fechava às 17h e a van da Jumping já estava no estacionamento nos esperando para recolher os equipamentos. Curiosamente eles levavam somente as pranchas, capacetes e bastões. As botas não. Pq? Nem ideia, pois isso para mim não fazia o menor sentido. Com jeitinho, consegui convencer o motorista a abrir uma exceção e levar minhas botas, já que eu chegaria em El Calafate quase na hora do encerramento da loja (e no dia seguinte eu sairia cedo para o aeroporto antes da abertura da loja), além do desconforto de ter que ir na Jumping somente para entregar as botas. Sexta (15/09/17) – Tomei café da manhã e rachei um táxi para o aeroporto (75,00 pesos para cada) com um Japonês que estava no meu hostel. Saímos às 10h e meu voo para El Calafate estava previsto para às 12:20h. O tempo em Ushuaia estava ótimo, mas o voo atrasou mais de uma hora devido ao mau tempo em El Calafate, que estava chovendo e com muito vento. Voltei para o hostel America del Sur e por lá fiquei descansando até o dia seguinte. Lá no hostel a tarde eu comi um sanduiche (160 pesos), com uma coca (30 pesos) e a noite eu jantei legumes e salada com um copo de vinho por 290 pesos. Sábado (16/09/17) – A van da Ves Patagonia me pegou no hostel às 09:45h. Meu voo saiu atrasado em mais de uma hora do horário previsto (11:55h) para o Aeroparque, onde peguei um ônibus da empresa Arbus por 220 pesos até o Ezeiza, onde lachei, jantei e segui a viagem para conexão em Asunción (22:25h), onde madruguei e peguei o voo para Guarulhos às 05:30h, horário local. Eu queria muito ter passeado um pouco por Buenos Aires, mas devido aos atrasos dos voos, o meu tempo que já era curto, ficou menor ainda, pois vc deve levar em consideração o trânsito e que as cias aéreas solicitam para vc chegar 2 horas antes em voos internacionais (lembrem da fila na imigração que pode estar lotada e demorar muito!). Pelo pouco que eu vi de Buenos Aires de dentro do ônibus, eu achei uma cidade fantástica e não vejo a hora de ir conhecê-la! Em frente ao Aeroparque é possível caminhar um pouco pela Av. Costanera e ver o movimento das pessoas se exercitando e pescando. Cheguei a olhar um táxi para fazer uma espécie de City Tour comigo antes de me levar ao Ezeiza, mas me cobraram mais de 2000 pesos. Domingo (17/09/17) – O voo saiu de Asunción para Guarulhos no horário previsto e consegui adiantar meu voo para BH pela Azul em duas horas. Depois de mais de 24h de viagem, finalmente cheguei em casa! O que eu mudaria na viagem? Para aprimorar ainda mais o meu roteiro, o que eu mudaria: ao invés de ir para El Calafate primeiro, eu iria direto para El Chaltén. Mais para otimizar o tempo de deslocamento, pois em relação a preços é quase igual: aeroporto Calafate-Chaltén 600.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto Calafate 160.00 = 1220.00 pesos/ aeroporto-Calafate 120.00 + Calafate-Chaltén 475.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto 150.00 = 1205.00 pesos - dependendo do horário do seu voo na volta, você pode ir direto para o aeroporto de Calafate saindo de El Chaltén por 460.00, economizando assim 160.00 do deslocamento Calafate-aeroporto (eu paguei 150 pq não consegui vaga na Ves Patagônia e rachei um táxi com um cara do hostel). Nada no aeroporto de El Calafate funciona a noite, então não é recomendável dormir lá (Nem na área de embarque pode ficar). Então no meu caso, eu me vi obrigada a ir de Chaltén para El Calafate por causa do horário do meu voo para Ushuaia no dia seguinte. Também mudaria o meu voo de retorno para o Brasil a partir de Ushuaia. Economizaria muita grana e muito tempo. Mas como eu havia comprado as passagens de El Calafate por promoção relâmpago, só comprei a passagem e fui planejar os roteiros só depois. Então acabei dando bobeira sobre a questão da volta para o Brasil a partir Ushuaia. Além disso, o voo Ushuaia-Calafate estava previsto para às 12:20h (e com isso perdi a manhã). Pelo fato do voo ter atrasado em mais de uma hora, eu praticamente perdi a tarde também. Ou seja, gastei dinheiro com transporte e hospedagem para não fazer absolutamente nada em El Calafate no dia 15/09. Se meu voo tivesse saído de Ushuaia, eu teria mais tempo para fazer outras coisas que não tive oportunidade (como andar de moto ou com trenós de cachorros, já que esses passeios necessitavam de muita neve – e o dia 15/09 seria perfeito, já que os 3 dias anteriores haviam nevado muito e no dia 15 mesmo o tempo estava ótimo). Para uma próxima oportunidade e como dica também, eu tentaria encaixar Puerto Madryn no roteiro nem que fosse por um dia só. Setembro é o auge das baleias jubartes lá. Porém Puerto Madryn é bem longe das cidades que eu visitei. Melhor seria ir de avião para lá, mas obviamente as passagens são caras. Ainda sobre os voos, tente encontrar as opções de melhores preços o mais cedo possível e o mais tarde possível para você conseguir fazer render o dia para explorar as cidades ou passeios. Mas lembre-se sempre de deixar um tempo de segurança para possíveis imprevistos, especialmente climáticos. O tempo na Patagônia é maluco. Mesmo. Você pode sair do hostel com uma tempestade de neve e voltar com um sol parecendo verão (ou vice e versa). Você pode ver sol com chuva, sol com neve, não ver nada por causa de neblina e neve, dias muito escuros por causa de chuva, dias com ou sem vento... enfim. Nunca confie no tempo. As vezes a previsão era uma e em menos de 24h, era publicado uma previsão completamente diferente. Os meus gastos estão compactados na tabela em anexo. Claro que ela não está 100% fidedigna, mas tentei anotar o máximo dos meus gastos. Para facilitar calcular do total gasto, todas os valores em pesos eu calculei por real no câmbio a 4,37. Mas vc deve lembrar que eu comprei dólares também para levar, uma vez que nem todos os lugares aceitavam real (e dólar é aceito praticamente em qualquer lugar do mundo). Então quando o meu dinheiro em real acabou (troquei R$1850,00), comecei a trocar os dólares (comprei 600 dólares para levar ao valor de R$3,28 + IOF, mas acabei trocando na viagem somente 450). Isto é, leve isso em consideração para o cálculo do valor total gasto. Minha matemática da área de biológicas não me permite fazer um cálculo dessa magnitude! hahahaha! Daria para economizar mais? Claro. Principalmente com comida em Ushuaia, que foi o local onde eu mais comi em restaurantes. Mas também teria me privado demais de uma das melhores coisas do mundo que é o turismo gastronômico, além de conforto de se comer uma boa comida boa e sem esforço. Se vc conseguir otimizar os transportes, como eu mencionei, tbm poderá fazer uma boa economia. Já tive a oportunidade de conhecer muitos lugares paradisíacos e a Patagônia hoje situa-se no topo da minha lista de belezas que tiram o fôlego. Que região maravilhosa! Não vejo a hora de voltar, fazer passeios que não tive oportunidade e conhecer outras cidades além das que eu visitei. Não sei quando terei a oportunidade de ir novamente, mas que um dia eu volto, eu não tenho dúvidas! Gastos.xlsx
  22. Expedição Aconcágua dez/2016

    Expedição ao cume do Aconcágua em dez/2016 (sem guia). Como antes da atualização do site não havia o tópico para montanhismo, o relato acabou ficando neste tópico de trilhas na Argentina: http://www.mochileiros.com/aconcagua-dez-2016-relato-t145561.html
  23. Aos pés da Cordilheira dos Andes, a cidade de El Calafate (Argentina) é a base para quem visita o Glaciar Perito Moreno, no Parque Nacional dos Glaciares. O Glaciar Perito Moreno é sem dúvida uma das paisagens mais impressionantes da Patagônia, localizado a 80km (1h30 de ônibus) de El Calafate. São 250 km² de formação e 19 km de comprimento, mas "apenas" 1 dos 48 glaciares do Campo de gelo do sul da Patagônia Veja todas as fotos do Glaciar Perito Moreno aqui. Eu tive que me beliscar para acreditar que sem muito (ou nenhum) esforço eu poderia chegar tão perto desta obra-prima da natureza. Isso mesmo, não precisa escalar nem fazer horas de trilha, nem ir de barco para chegar pertinho do glaciar. As trilhas pelo parque são suspensas, de fácil acesso e indicadas para todas as idades (mas com degraus) e existem várias rotas que nos levam a diferentes pontos de observação. São muito bem cuidadas e inclusive há rotas para cadeirantes. Nós optamos por descer do ônibus na segunda parada (a primeira é a entrada principal e início das trilhas por passarelas) e iniciarmos as trilhas pelo ponto mais alto. A vista é incrível e a sensação de ir chegando cada mais próximo ao paredão de gelo é indescritível. Nós optamos por fazer o passeio autônomo. Existem várias empresas que oferecem esta opção de passeio e você pode comprar direto com a empresa, no guichê na rodoviária. Existem outras opções de passeios com guias que podem ser muito interessante e enriquecedora também. Sugiro que aproveite o parque sem pressa, caminhando pelas diversas trilhas no seu tempo, assim terá o maior proveito de todos os ângulos. E prepare-se, a cada novo ângulo uma nova surpresa, um novo wow e mais fotos! Custo Entrada do parque 250 ARS (+- R$90, para portadores de passaporte de países do Mercosul). Consulte o site do parque AQUI para informações atualizadas. Transporte | Empresa Taqsa - 450 ARS (+- R$50) - compramos no dia anterior na rodoviária. Valores atualizados em Janeiro de 2017. Fizemos um galeria de fotos do Glaciar Perito Moreno AQUI. Fanpage: www.facebook.com/calangosviajantes Instagram: www.instagram.com/calangosviajantes/
  24. VIAGEM A FOZ DO IGUAÇU – março de 2016 (data da viagem) – setembro de 2017 (data do relato) Lado Brasileiro, lado Argentino, Visita a Usina de Itaipu, Marco das 03 fronteiras e mercado no Paraguai. “Tentarei contar o mínimo de detalhes e postar vídeos ao invés de muitas fotos para não estender a publicação, e nem dar muitas dicas e informações sobre o planejamento. Espero não ter me esquecido de nenhum detalhe importante ou dizer algo errado”. Após 01 ano e meio finalmente arrumei um tempo e também deixei a preguiça de lado para fazer o relato de uma das principais viagens da minha vida. Como também poderia acontecer comigo, esta viagem tinha sido combinada com uma moça que eu estava envolvido e a relação infelizmente não deu certo. Então, cancelar os planos e aceitar, correto? Errado, aí é que eu me motivei a planejar e a fazer a esta viagem que eu desejava a pelo menos uns 20 anos, onde eu via fotos e vídeos na televisão e também pela internet desta maravilha da natureza. E também estava eu diante da oportunidade de fazer minha primeira viagem sozinho, seria outra experiência ótima que me aguardava. A primeira coisa boa de quando se viaja sozinho é poder fazer as pesquisas dentro do seu tempo e também fazer o cronograma da viagem de acordo com sua vontade e disponibilidade, assim sendo, fiz pesquisas sobre os diversos atrativos daquela região e então fui montando de acordo com a localização e o tempo que se gasta em cada. Pesquisei e comprei as passagens, logo em seguida pesquisei hospedagem e fechei. O passo seguinte era pesquisar os atrativos e encaixar naquele espaço de tempo que reservei para ficar na região então, assim que cheguei no aeroporto internacional de Foz do Iguaçu, peguei um ônibus direto para o hostel que fica estrategicamente no meio da avenida mais famosa chamada Avenida das Cataratas, olhando no mapa turístico até se impressiona com as facilidades logísticas. Tetris Hostel é o lugar ideal para quem quer gastar pouco, ser bem recebido, se acomodar super bem num clima de ambiente jovem e bem organizado em que todos os dias vários estrangeiros de diversas partes do mundo ali chegavam e saíam. Meu pouco conhecimento em língua espanhola e algumas palavras em inglês me ajudaram no primeiro dia de convivência com a galera, já que os únicos que falavam português eram os que trabalhavam ali. Fui me enturmando e conheci uma galera: uma holandesa, duas belgas e um italiano, bebemos bastante e tentando falar em “espanhol” e palavras de inglês, depois fomos a uma pizzaria. Bora falar da viagem senão isso vira um livro. Como havia me programado, na manhã seguinte, peguei um ônibus sentido as cataratas pelo lado Brasileiro, chegando lá, após comprar os bilhetes, entro num ônibus de 02 andares que nos leva até onde se começam as trilhas para as quedas e sentido os mirantes onde se veem de várias alturas e ângulos. E são diversas trilhas sobre estruturas de metal e concreto para se chegarem a diversos pontos das cataratas do lado brasileiro e com vários ângulos se podem avistar os mesmos lugares, ou seja, tem muita coisa para ver, mesmo sendo mais curta esta parte (em média de 3 horas sem pressa), o que não falta é água para ver e cortina de gotículas d’água vindo pra cima de nós. Neste próximo vídeo já se pode ver o ponto mais alto do lado brasileiro com uma bandeira. À medida que avançamos vamos seguindo ao que digamos “patamares” onde, se tem além dos diversos ângulos das cachoeiras, temos também vistas mais altas delas e até mais próximas... (nunca vi tanta água caindo tão próximo de mim).... E assim chegando ao ponto mais alto através de um elevador pode-se ver também algumas quedas do lado argentino além de um pouco da garganta do diabo... Lá em cima conheci uma alemã que adorou minha cerveja, tentamos nos apresentar e nos comunicar naquele espanhol “expert” e deu certo rsrs, pouco tempo depois apareceu um australiano que estava no mesmo hostel que eu e que não falava nada de português e nem espanhol então, quando ele queria falar comigo ele falava em inglês com ela e ela traduzia em espanhol para mim, e vice versa kkkkkk. Ficava lá em cima quase por uma hora e sempre que acabava minha cerveja saia, andava um tanto e voltava pra ficar apreciando aquela água toda caindo porque sabia que demoraria anos pra voltar (e se voltar)......... E assim termina o primeiro dia, volto para o hostel, faço novas amizades (desta vez com 2 brasileiros entre eles), e saímos para um barzinho a noite. No dia seguinte tomo aquele café da manhã e parto rumo as cataratas do lado argentino. Para este dia era diferente o cronograma: se eu bobeasse ficaria sem ver coisas por lá. Um ônibus de linha que mais parecia um de viagem daqueles antigos passara na avenida das cataratas para quem queria ir para aquele sentido e, chegando na aduana argentina o ônibus para, todos descem, vão a um guichê e apresentam seus documentos para registro de entrada no país, após isso podemos entrar novamente no ônibus e seguir. Creio que em média de uma hora e 20 minutos estávamos na portaria do parque de Foz Del Iguazú, e eu que já andava com meus pesos argentinos trocados no supermercado Mufato, que fica próximo ao hostel, já que lá não se aceitam outra moeda ou forma de pagamento.Adentrando ao enorme parque era só escolher uma das diversas trilhas e seguir. E assim escolhendo uma das trilhas sigo rumo ao circuito inferior onde se pega uma trilha estruturada que dá uma bela vista para quem chega..... ......e logo mais algumas trilhas a frente encontramos mais isso.... Fui então passear de bote onde se levam as pessoas quase que debaixo das cataratas, encontrei o Australiano do hostel que iria também nessa, pra variar a comunicação foi “ótima”, mas nada como mímicas e algumas palavras que se aprende no dia a dia. Infelizmente eu estava com celular e o australiano é quem tinha uma câmera tipo a GoPro, então, no vídeo mostra nós com o bote parado para apenas tirarmos fotos antes da aventura começar e tudo dentro do barco molhar...... Depois do passeio de bote e feliz da vida, fui explorar mais a região e conhecer mais cachoeiras e de pontos de vistas diferentes. Eis então que paro e fico assistindo isso.......(reparem as outras trilhas estruturadas e os botes indo em direção as cataratas)..... Para seguir rumo a outras partes como cachoeiras escondidas, há diversas trilhas e para se chegar a alguns pontos e até na Garganta Del Diablo, a gente usa um meio de transporte bem curioso: uma espécie de bondinho com vários vagões nos leva enquanto admiramos a mata. Enfim, seguimos por uma enorme trilha/passarela até a tão famosa Garganta Del Diablo, muitas, mas muitas borboletas de cores diferentes ficam por ali, atraindo a japonesada que adora tirar fotos de bicho e de planta kkkk. A Garganta Del Diablo é coisa que vale a pena parar, ouvir seu som, tomar um banho da cortina de gotículas d’água e agradecer pela oportunidade de estar ali...... Voltando pra o Hostel, tomei um banho e fiquei na piscina, depois vi duas meninas em uma mesa, outra belga e outra holandesa, o papo pra variar era em espanhol meia boca e as tais palavras em inglês, a pedido delas lá vai eu tentar ensinar como se chama os dias da semana aqui no Brasil usando 07 cartas de baralho para marcar e com o “super domínio do idioma” kkk. No dia seguinte, tomo o meu café, e saio em direção a Usina de Itaipu, pensem numa construção gigante, fica bem na fronteira com Brasil e Paraguai e a super indústria tem até uma linha de divisa de fronteira. Funcionários brasileiros e paraguaios em igual número fazem parte da corporação. Um guia de lá mesmo nos acompanha nesses roteiros. Para conseguir entrar na usina tem que agendar com antecedência e pagar o ingresso na hora, de acordo com as opções de passeio que quiser de lá, que são várias Depois da Usina, fui então conhecer o tão falado mercado do Paraguai. A avenida San Blas é tipo a 25 de março daqui, só que mais feia ainda rs. Lá os vendedores ambulantes te abordam e vão te seguindo vários quarteirões se for possível te oferecendo produtos tanto das lojas quanto dos camelôs. A abordagem era sempre de tom de volume normal quando ofereciam roupas, perfumes, brinquedos, etc.....mas o som da voz abaixava quando eles ofereciam: armas, drogas, mulheres, etc.....acreditem kkkkkk. Os preços das lojas se baseiam no dólar, enquanto o dos camelôs se baseiam no Guarany, moeda paraguaia. Comprei um licor e bebi uma breja de lá e fui rumo a Ponte da Amizade, onde é a fronteira entre os 2 países naquele ponto da região. Depois fui conhecer o Marco das 03 Fronteiras, e olha, se arrependimento matasse, era melhor eu ter voltado pra piscina do hostel ou conhecer ou o Parque das Aves ou o Templo Budista, mas quem sabe numa próxima irei rs. Segue o vídeo da minha decepção kkkk...... E a noite eu volto pro hostel, encontro os 02 brasileiros, outro Brasileiro se junta a nós e conhecemos uma moça de Barcelona e uma Equatoriana. Resultado: saímos para beber pela cidade. E assim se encerra minha viagem! Da esquerda p/ à direita: Daniel (RJ), Felipe (RJ) fazendo chifres na Marian (Barcelona/Espanha), eu, Lourdes (Quito/Equador) e Rafael (Pirassununga/SP) que tirou a foto.
  25. Glaciar Perito Moreno - imensidão de gelo

    Já pensou em chegar pertinho desta imensidão de gelo sem precisar pedalar, escalar ou navegar? É sim possível! O Glaciar Perito Moreno é sem dúvida uma das paisagens mais impressionantes da Patagônia, localizado a 80km (1h30 de ônibus) de El Calafate, cidade base para quem visita o Glaciar Perito Moreno e os arredores. É possível fazer diversas atividades como caminhada pelas trilhas suspensas, trekking no gelo ou navegar pelo Lago Argentino. Você também pode contratar um guia, comprar um tour com uma agência ou ir sozinho mesmo, já que tudo lá é super bem marcado. Foi desta maneira que eu fui e conto AQUI no blog como foi - com custos e tudo mais! Fizemos um galeria de fotos do Glaciar Perito Moreno AQUI. Fanpage: www.facebook.com/calangosviajantes Instagram: www.instagram.com/calangosviajantes/ Inspire-se!! Bons Ventos!
×