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  1. Alguém indo pro Ushuaia em agosto? Vou sozinha e gostaria de dicas de passeios que realmente valem a pena. Ficarei 7 dias
  2. Todos os Consulados Argentinos aqui no Brasil estão repassando informações erradas sobre o trânsito na Argentina, para mais informações acesse o post abaixo; https://www.mochileiros.com/topic/86202-leis-de-trânsito-américa-do-sul-argentina-chile-uruguai-bolívia-peru-colômbia/
  3. Pessoal, to fazendo esse post pois cansei da tamanha desinformação que encontro na internet a respeito dos itens obrigatórios exigidos nos carros em alguns países da América do Sul. Já fui parado pela polícia argentina em diferentes estradas mais de 20 vezes, portanto vou falar principalmente da Argentina, mas o procedimento vale para qualquer país. Primeira coisa: NÃO acredite em blogs de viagens e nem nos consulados de alguns países estabelecidos aqui no Brasil, se você quer saber o que é obrigatório ou não para o seu carro brasileiro circular em outros países, procura no Google por Ley de Tránsito + o país desejado + o ano vigente se deseja procurar o mais atualizado, apenas isso já abre um leque de informações, e todas oficiais do governo ou orgão responsável de cada país já na primeira página. Digo isso pois aqui no Brasil eles estão de sacanagem ou brincadeira com a população; se você acessar o site do Itamaraty do governo brasileiro, que sobre a Argentina está super desatualizado, você encontrará como item obrigatório a lendária mortalha (lençol ou sabana em espanhol, pra cubrir morto), que sempre foi um mito, aparentemente muito tempo atrás em algumas províncias isso constava como obrigatório, e dos anos 90 pra cá passou a ser usado pelos policiais corruptos como forma de extorquir o motorista argentino e estrangeiro. O portal G1 informando a população que cambão é obrigatório para circular na Argentina, e um monte de baboseira que já ví por aí. Agora recentemente (Junho 2019), mandei e-mail para diversos consulados argentinos aqui no Brasil (SP, RJ, Curitiba, Porto Alegre, Uruguaiana, Foz do Iguaçu) perguntando quais itens eram obrigatórios para o meu carro brasileiro poder circular na Argentina, e TODOS, todos os consulados me responderam prontamente em até 24h com diferentes anexos (pdf e doc) que o cambão e kit primeiros socorros eram obrigatórios junto com o extintor e dois triângulos. Eu argumentei de volta com todo meu conhecimento adquirido com as viagens e com o link oficial do governo argentino com a Ley Nacional de Tránsito 24449 Artículo 40, onde informa que apenas extintor (matafuego) e dois triângulos (dos balizas de sinalizacíon) eram obrigatórios, além claro, do encosto de cabeça para todos os passageiros presentes e a carta verde pra estrangeiro. Não consta nada de obrigatório o cambão (linga, cable de remolque ou barra de tiro que eles chamam) e nem kit primeiros socorros (botiquín de primeros auxilios). E NENHUM consulado me respondeu mais, parece que não estão interessados em passar as informações corretas a população. Em todas as vezes (2016 e 2018) nenhum policial argentino me solicitou cambão e kit primeiros socorros, apenas carta verde e extintor. Certa vez perguntei a um policial sobre o cambão e kit primeiros socorros e ele me disse que é recomendado, e não obrigatório. Depois conversando com alguns argentinos deu pra entender melhor, entre eles esses itens são bastante recomendado no trânsito, e entre os próprios argentinos há também aqueles que acham que são obrigatórios justamente pela tamanha desinformação e o famoso boca a boca. Portanto, se não está na lei não é passível de multa. No caso de ainda encontrar policiais corruptos exigindo qualquer item sem estar na lei, faça-o confeccionar a multa, não tem essa de pagar na hora só pra se livrar do problema e seguir viagem. Se você realmente estiver errado, no caso de uma multa por falta de extintor ou extintor vencido por exemplo, o procedimento de pagar a multa na hora com desconto é uma ação verídica e praticada legalmente entre os oficiais de trânsito na argentina, cabe a você escolher pagar na hora com desconto ou receber o ticket com o valor integral para pagar no Banco de LaNacion. As famosas histórias dos policiais corruptos se concentra basicamente nas províncias de Entre Ríos, Corrientes e Misiones, que são aqui próximos a fronteira do Brasil, Uruguay e Paraguay. Atualmente a prática tem diminuído bastante, o próprio governo argentino já é ciente da situação, alguns jornais locais como El Clarín já desmascarou esse problema, e ferramentas como o formulário de incidente do Ministério das Relaciones Exteriores y Culto enviado no post anterior pelo eniobeier, ajudam o cidadão comum. Em minha última passagem por lá (Dezembro 2018) fui de Uruguaiana a Mendoza, e Mendoza a Dionísio Cerqueira, notei vários policiais camineros bem novos, inclusive mulheres, e todos foram cordiais e apenas solicitaram o que estava na lei. Essa renovação na polícia caminera já estão vindo ciente de seus antepassados corruptos e a mudança para melhor é bastante significativa. Agora em Julho 2019 estarei fazendo Dionísio Cerqueira a Bariloche, percorrendo toda a Ruta14, se algum policial me permitir, irei gravar um vídeo com ele explicando o que é obrigatório ou não nos carros, aí quem sabe só assim para pararem de passar informações errôneas nos blogs de viagens e consulados. Enfim, pra resumir; Trânsito na Argentina: Ley 24449 Artículo 40 Extintor com validade, dois triângulos (se precisar usar no acostamento tem que usar um atrás do carro e um na frente do carro), encosto de cabeça para os passageiros e Carta Verde para estrangeiros. Ao se deparar com policial corrupto, procedimento é o seguinte: Leve a Ley de Tránsito impressa e argumente com o policial, seja cordial sempre. Mostre que você entende das coisas, se ele te pedir kit primeiros socorros diga que ele é obrigatório no Uruguay para todos os carros e no Chile apenas para veículos de carga e transporte, na Argentina não é obrigatório em nenhum carro, apenas recomendado. Se ele te pedir o cambão, diga também que não consta na Ley de Tránsito que você está segurando ali na mão. O policial corrupto irá querer dinheiro na hora, diga que tem Pesos somente para o pedágio (peaje) e que está viajando somente com cartão de crédito (tarjeta). Se ele insistir na multa corrupta, peça-o que confeccione o ticket e diga que você irá recorrer, e apresente o formulário de incidente para que ele anote suas credenciais e dados da multa, ele vai acabar cedendo pois seu trabalho estará em risco. Se a multa vier por radar móvel (eles operam em um lugar com radar móvel e um pouco a frente outro policial te pára pois recebeu um walkie talkie que você estava acima da velocidade, isso é comum em pequenas cidades e vilarejos ao longo da estrada, onde toda a estrada é 100km e somente próximo alguma entrada de vilarejo tem uma única placa de velocidade a 60km e se você passar acima disso vão te pegar), peça a contraprova da velocidade se você achar que não estava acima da velocidade, se eles não tiverem a prova peça para confeccionar a multa e você irá recorrer. O procedimento de pagar na hora a multa com desconto é opcional, faça isso somente se você tiver certeza que está errado. No geral, seja qualquer País em que for visitar, minha dica é; sempre desconfie de informações em blogs de viagens, seja auto critico em relação a informações que consulados e outros órgãos te passam. Sempre busque na internet informações direto na língua do país desejado, pesquise em sites oficiais do governo, seja o assunto trânsito ou qualquer outra coisa. Na normativa do Mercosul é explicado que os carros estrangeiros em circulação em outro país do Mercosul, deve seguir as leis de trânsito do país vigente, então o que vocês estão procurando em blogs de viagens e no boca a boca? Procura a Ley de Tránsito de cada país, verifica se é válido por todo o país ou província/estado tem divergências, traduza no Google Tradutor se não souber ou não ter certeza, e seja feliz viajando corretamente e sem gastos extras. Vou deixar em anexo um email da Seguridad Vial, orgão oficial de trânsito da Argentina, me respondendo quando questionei sobre o cambão e kit first aid. Abaixo mais algumas imagens, da Ley 24449 em sí e do site do governo mostrando quais províncias aderiram a Ley Nacional de Trânsito. Aqui deixo o pdf da Ley atualizado e o mesmo formulário de incidente do post anterior: Ley 24449 a febrero 2019.pdf form_argentina-incident report (1).pdf
  4. Boa tarde, mochileiros! Pretendo fazer uma viagem em agosto de 4 dias a mendoza e não acho informação recente em lugar nenhum... Sabem dizem como faço pra ir de mendoza a las lenas? Se os pacotes disponiveis no site de las lenas inclui ja os equipamentos ou é so o valor de entrada? Como encontro guias para ir ao concaragua? Quais vinhedos tem melhor custo beneficio? Melhor forma de me locomover na viagem? Heeeelp!!
  5. Boa tarde mochileiros.. Eu e meu marido vamos fazer uma viagem de duas semanas passando uma ou duas noites por Buenos Aires, atravessando o Rio da Prata ate Colonia do Sacramento e sem destino até então.. Já fizemos diversas pesquisas sobre hospedagem, vamos querer alugar um carro no Uruguai e passear por lá para conhecer o país.. Ando procurando em diversos posts daqui mas achei que seria melhor fazer um dedicado.. Teriam dicas sobre lugares para conhecer, viagens que podemos fazer de carro por lá etc.. Vamos no dia 17/06.
  6. Como comprar passagem de ônibus saindo de Tilcara ou até mesmo Purmamarca rumo à San Pedro de Atacama? Alguém já fez esse roteiro e poderia ajudar?
  7. Galera eu vou fazer um roteiro entre Argentina e Chile no final de Julho e começo de agosto. Preciso sair de Tilcara (Jujuy) rumo à San Pedro de Atacama e vejo na internet que há ônibus saindo de Purmamarca (próximo à Tilcara), mas não consigo encontrar onde reserva a passagem. Alguém poderia me ajudar?
  8. bea111

    Escolhendo roteiro

    Boa noite! Estou de viagem marcada para Buenos Aires no mês de Julho com duração de 22 dias, sem muito recurso financeiro, pretendia ir para Cordova, queria muito conhecer a região mas minha companhia de viagem não acha viável, e agora não sei se vale a pena ou se seria melhor visitar lugares mais perto de Buenos Aires, e nesse caso quais cidades seriam as melhores.
  9. Boa tarde. Alguém já levou uma multa nas estradas argentinas, não pagou, retornou ao Brasil e depois de algum tempo foi para Argentina novamente? Tiveram algum problema na aduana? Constataram a multa pendente? Abraços.
  10. Fala mochileiros !! Minha primeira trip internacional sozinha !!! Chegarei no Chile dia 23/05, vou embora dia 27/05 para Buenos Aires e volto ao Brasil dia 31/05. A passagem e o hostel já estão certos , minha dúvida é: Troco meu dinheiro aqui ou no chile/Argentina ? Compro um pouco de dólar ? Translado do aeroporto ao centro , qual a melhor e econômica opção ? Em todos os lugares vão aceitar meu peso ou vão pedir dólar ? Dicas de passeios to aceitando !
  11. Eai mochileiros ! Sou nova nesse '' negocio'' de viagem , em julho mais especificadamente 15/07 embarco para Buenos Aires com meu namorado, minha primeira viagem fora do brasil, mesmo sendo pertinho, gostaria de dicas de lugares e passeios que não posso deixar de fazer (restaurantes, parques, museus, vilas, passeios em geral), onde é melhor trocar o dinheiro, e experiências de quem já foi para Buenos Aires, toda dica será bem vinda, também gostaria de saber se quem já foi se conseguiu dar um pulo também no Uruguai tipo um bate e volta ou se não é viável. Valeuuu gente, agradeço desde já.
  12. vagner xavier

    Ushuaia

    Olá pessoal, tudo bem? Em outubro estou indo para Ushuaia (02/10 até 12/10), gostaria de saber se vai ter alguém daqui por lá. Para podemos marca uma cerveja ou sair comer e conversar. Abraços.
  13. "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
  14. Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018. Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas. Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo. PS.: MUITAS FOTOS. Nosso roteiro foi: - Vitória x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo) - El Calafate x Puerto Natales (ônibus) - Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus) - Punta Arenas x Ushuaia (ônibus) - Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Vitória. (aéreo) Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada. Detalharei a seguir. Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. Acima, umas fotos do quarto em si. 11/02 A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz. Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir. Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium. Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta. É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar. Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual. Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então. Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte Dia 12/02 No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe. Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa. Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho. Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.
  15. Olá, meu nome é Eduarda. Eu e minha prima, Billy Jeans, estamos querendo fazer nosso primeiro mochião na América do Sul, possivelmente para Argentina e Uruguai. Queremos dicas de cidades charmosas e baratas, além de dicas de como nos locomover com pouco dinheiro, inclusive sobre as passagens aéreas, que estão caríssimas na alta temporada de julho. Somos ambas estudantes de graduação, então não temos muito dinheiro. Nossos primeiros planejamentos incluíam essas cidades: Montevideo Carmelo San Javier Colonia del Sacramento Buenos Aires Tigre Córdoba Vila General Belgrado La Cumbrecita Na melhor ordem possível. Então, para quem conhece e tem dicas a dar, ficaríamos muito agradecidas. Inclusive dicas de hospedagem em holstels e albergues. Temos até trinta dias para o passeio. Obrigada desde já! 😃
  16. _______________________________ D E T A L H A M E N T O _________________________________________ Foram 10 dias de viagem cruzando o Chaco Argentino, a Cordilheira dos Andes, Salinas Grandes de Jujuy e o Deserto do Atacama, o mais árido do mundo. CUSTO TOTAL: R$1.800,00 (mil e oitocentos reais) ________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO ________________________________________________________________________________________________ HOSPEDAGENS 1º dia: NADA - Barraca no Posto em Foz do Iguaçu 2º dia: 400 pesos ARG - Hostel Catedral em Corrientes 3º dia: NADA - Barraca no Posto YPF em Taco Pozo 4º dia: 350 pesos ARG- Hostel Don Tomáz em Purmamarca 5º dia: 15.000 pesos CHI - Hostel Mirador em San Pedro de Atacama 6º dia: 6.500 pesos CHI - Hostel Pampaloja em Antofagasta 7º dia: 150 pesos ARG - Barraca no Camping La Reliquia em Purmamarca 8º dia: 400 pesos ARG - Hostel Catedral em Corrientes 9º dia: 28 reais - Hostel Beija Flor em Foz do Iguaçu ________________________________________________________________________________________________ ALIMENTAÇÃO Nessa viagem levamos diversas coisas e praticamente não comemos "na rua". Na nossa lista de comida tinha Arroz, Feijão, Atum, Salada Seleta, Salame, Macarrões, etc, etc, etc. Levei o fogareiro e nem terminamos a primeira lata de butano. Em todo Hostel tem uma cozinha. Segue uma lista detalhada: - Arroz - Feijão - Atum - Salame - Salsicha - Salada - Macarrões variados - Barras de Cereais - Bolinhos de Chocolate - Nescau - ClubSocial ____________________________________________________________________________________________ COMBUSTÍVEL E PEDÁGIO Infelizmente não registrei os abastecimentos portanto não sei quanto gastei com isso. Uma única vez consegui fazer a média e estava em 30km/L, porém um valor nada confiável... Lá os frentistas não abastecem até onde você quer. Eles decidem qual é o máximo e ai de você de falar alguma coisa. KKKKK. Alguns colocam até a "redinha", outros até quase vazar. O que posso dizer é que o preço médio na Argentina é de 48,9 pesos argentinos o litro e no Chile paguei 774 pesos Chilenos na 93 octanas e 817 pesos chilenos na 95 octanas. No Chile ainda tem pedágio, 900 pesos pra ir e 900 pra voltar à Antofagasta. No Brasil quase 130 reais apenas de pedágio. Acho que é isso. Qualquer coisa é só perguntar que eu respondo se souber. ______________________________________________________________________________________________ Mais vídeos de Viagens, Passeios, Cursos, Dicas, Acessórios e outras coisas mais: https://www.youtube.com/thiagoguido Outros detalhamentos: https://www.facebook.com/guidaodemoto/
  17. Segue o curto roteiro saindo de Porto Alegre e passando por pontos no Uruguai e Argentina. No final tem o valor gasto com cada passagem. Vamos lá... chegou o grande dia, na verdade nem acredito ser tão grande assim, mas mudanças, troca de hábitos ou qualquer atividade que permita sairmos da rotina é sempre bom, pois é mais uma oportunidade de aprendermos com nossos semelhantes. A possibilidade de desfrutar um período mais longo fora do dia a dia de trabalho surgiu no início de Dezembro, mas como um bom procrastinador que sou comecei a arrumar as malas somente no final da tarde, algumas horas antes de pegar o primeiro de muitos ônibus que iriam definir essa aventura. Então, 8 horas da noite eu estava entretido com opções de malas e acessórios para registrar cada momento da viagem, mas é claro, bem devagar, pois afinal de contas eu estava oficialmente de férias. Tudo que tínhamos até o momento era uma passagem de Porto Alegre até o lado brasileiro do Chui saindo as 23:30 do dia 1 de março, e já no início surge a primeira confusão, antes mesmo de iniciarmos, pois nos mandaram imprimir as passagens de um lado da rodoviária, quando na verdade era em outro e ai já começa a correria (Bem vindo às férias). Tudo certo, fomos os últimos a embarcar no ônibus, mas ainda tínhamos 3 minutos sobrando. Chegando pela manhã no lado oposto do Oiapoque (Chui - lado brasileiro), aproveitamos que era cedo e fomos em busca de um local para tomar um café. Eu lembrava que havia uma padaria muito boa na frente do centro de informações, local que eu estava acostumado a pedir tudo que é dica antes das minhas aventuras no Uruguai. A padaria devia estar sob nova direção, pois a preço subiu e a qualidade e limpeza estavam no chão. Quanto ao centro de informações estava em reforma, curioso que sou perguntei qual era a previsão para para concluírem, e a resposta não podia ser mais simples: "Quando acabarem as obras", parece que as coisas mudaram, mas como disse antes, mudança sempre é sempre para o bem, pois encontramos um hotel servindo um excelente café da manhã ao público. De barriga cheia, fomos trocar nossos reais por pesos uruguaios e fazer algumas compras para a viagem. Chegando na parada já no lado Uruguaio agora Chuy, já havia um ônibus saindo para nosso próximo destino: "Punta del Diablo". Para nossa surpresa. não fomos chamados para descer na Imigração, que por algum motivo não nos demos conta, mas em algum momento isso iria acontecer... (De acordo com a máxima: a cada ação ou nesse caso a falta dela uma reação). Na rodoviária de Punta del Diablo, pegamos uma lotação até a praia, onde descemos no final da linha e de mochila fomos buscar onde dormir. Conhecemos o Pablo, que não era um Peruano que vivia na Bolívia e sim um Uruguaio que vivia ali mesmo. Ele tinha uns quartos arrumadinhos, bem simples, bem simples mesmo. Agora, providos de um teto, saímos para aproveitar tudo de bom que a natureza de Punta tem para oferecer com sua costa litorânea, dunas, noite, comidas e tudo mais que se pode fazer quando estamos despreocupados com o tempo. Foram quase 4 dias neste ritmo, claro que nem tudo são flores, pois me deu uma dor de barriga no primeiro dia e o resultado foi literalmente catastrófico, se é que vocês me entendem. Na terça-feira dia 5, no início da manhã, pegamos a lotação de volta a rodoviária de Punta de Diablo e a partir dai partimos para Montevidéu no terminal Tres Cruzes, onde compramos uma outra passagem até Colônia del Sacramento. Às 20 horas chegamos na nossa próxima estádia através do AirBnB em um hostel coordenado por Sebastian e sua mãe Roxana. Mal largamos as coisas e saímos para comer uma pizza Uruguaia em um restaurante local, o qual fomos surpreendidos pelo tamanho dos pratos. Na manhã seguinte, após um café delicioso saímos para desbravar todos o cantos da cidade com uma bike alugada na própria casa. Essa cidade pitoresca fundada por Portugal e disputada por quase 100 anos entre espanhóis e lusitanos, provavelmente devido sua privilegiada localização geográfica no "Rio de la Plata" e suas ilhas. Outros pontos em destaque é a famosa "Calle de los Suspiros" construída em cunha de pedra, "Ruinas del Convento de San Francisco" destruído em 1704. "El Faro" de Colônia que começou a construção em 1845 e levou 12 anos para concluir, "Basílica del Santísimo Sacramento", construída em 1699. "Muelle de Colonia" construído em 1866, que foi o antigo porto da cidade e aeroporto, já que chegavam hidroaviões para conectar com outros destinos. Um pouco mais distante também conhecemos a "Plaza de Toros", hoje desmoronado, podia receber até 10.000 espectadores e também a "Capilla de San Benito", e por fim a costa, com destaque a qualidade das areias brancas, água morna e rasas. A tarde já com as passagens à mão caminhamos até a estação de Ferry para imprimir os tickets, aguardamos em uma fila muito grande até a hora de mostrar os passaportes quando veio a pergunta da oficial da imigração que nos remeteu ao passado, lembram, quando disse que iriamos descobrir, pois aqui vai: "Por onde vocês entraram no Uruguai, pois aqui não encontro nada em seus passaportes?". Boa pergunta, pois como podemos sair de um lugar de não entramos, pelo menos é difícil de explicar nos tempos de hoje. Como foi uma longa história de argumentações na sala da imigração, vou encurtar dizendo que o conserto para prosseguir ao próximo passo nos custou 2.778 pesos. Concluído os tramites legais, embarcamos e percorremos o "Rio de la Plata" até "Puerto Madero" em Buenos Aires, caminhamos o suficiente para se arrepender, trocamos o dinheiro que não tínhamos e pagamos a taxa que não precisava para assim pegar um Uber até o "Terminal de Omnibus de Retiro", onde compramos as passagens até Córdoba. Chegamos de manhã muito cedo, e ali mesmo na rodoviária foi feito a reserva pelo Booking para um hostel a 200 metros do terminal "Hostel Mediterranea". Nos acomodamos em um quarto compartilhado para 8 pessoas, que no dia haviam um americano, alguns argentinos e uma russa, o que mostra que esse tipo de acomodação é excelente para quem está em busca de socialização e esse também tinha um chuveiro muito bom, limpo, cozinha completa, bar no local e um amplo espaço com pessoas muito receptivas. No dia seguinte mudamos para um apartamento, um pouco mais afastado, mas com maior comodidade, conforto, privacidade e pelo mesmo preço. É interessante perceber o resultado das nossas escolhas quando estamos abertos ao novo, pois neste caso, Córdoba não estava nos planos e talvez não tivéssemos uma outra oportunidade de conhecer esse local incrível o qual passaríamos os próximos 4 dias. Caminhamos muito por toda a cidade que possui uma lista cultural muito grande, sendo algum dos destaques a "Plaza San Martín", onde tudo começou, la "Iglesia de los Capuchinos" que é simplesmente incrível admirar o estilo Neogótico, o centro cultural "Paseo del Buen Pastor" que funcionou por quase 100 anos como asilo e presídio de mulheres, este lugar tem uma história triste, porém cheia de superações e inspiração, inciada em 1886 por monjas que perceberam a necessidade de recuperar mulheres, após diversos conflitos sociais, hoje neste mesmo espaço se encontra mostras de pintura, escultura, fotografia, espetáculos de danças, shows de artistas, apresentações de teatros e por ai vai. O templo com planta em formato de cruz grega é o único em Córdoba. Dentro da capela havia um senhor com um conhecimento histórico incrível o qual poderíamos passar tranquilamente mais de um dia conversando. O local também possui uma diversidade muito grande de Igrejas, museus, todos como muitas história como o caso do antigo "Palacio Ferreyra" que é um símbolo da "Nueva Córdoba". Importante lembrar também do "Parque Sarmiento", que de tão grande que é, possui inclusive um Zoológico. A noite desta cidade universitária chega a ser uma história a parte, saímos para conhecer o "Ganesha", que funciona como um bar para "happy hours" e jantares até a 1 da manhã e depois as mesas são recolhidas e o mesmo lugar é transformado em uma balada, o lugar fica lotado logo, se não for cedo melhor fazer reserva. Como havia dito esse é apenas uma das diversas opções, pois ao redor do "Paseo de las Artes" na rua Belgrano existe uma infinidade de opções. Veja o mapa com toda a lista. Antes de se despedir para o próximo ponto, alguns fatos curiosos desta cidade é a quantidade de sorveterias "Grido", que não seria exagero dizer que tem uma a cada esquina, e tem um sorvete bom e barato, por exemplo a casquinha com três bolas sai 65 pesos. Outro fato interessante é saber que o mesmo local onde tem gente vivendo limpando para-brisas de carros na sinaleiras também tem restaurantes com mesas na rua onde as pessoas pagam as contas deixando o dinheiro na mesa o qual é recolhido pelo garçon somente quando for atender o próximo cliente nesta mesa para fazer o pedido. Saímos de Córdoba pela empresa Chevalli por volta das 19:30 e chegamos em Mendoza às 6 da manhã seguinte o qual aguardamos a única cafeteria da rodoviária abrir, aproveitamos o tempo para uma leitura até as 9 e fomos para nossa próxima hospedagem. Pegamos uns folhetos e partimos para nossas próximas visitas turísticas: "Acuario Municipal", "Plaza Pedro de Castillos" e o "Museo del Área Fundacional" sendo esse último local, o que contém uma explicação cronológica de Mendoza desde a fundação em 1561 por Pedro Castillo, sua destruição em 1861 por um terremoto até os dias de hoje. Ao fim da tarde fomos comprar os ingredientes para o primeiro assado em parilla na Argentina. Nosso anfitrião Max, fez questão de nos acompanhar e sugerir 1kg de "Tapa de asado" e mais cebola e batatas para acompanhamento, além de uma boa cerveja. É impressionante que apesar da terrível situação econômica com a inflação nas alturas, é possível fazer um churrasco de boa qualidade para duas pessoas por R$ 60,00. No dia seguintes saímos para um "City Tour" com conexão a vinícolas. A escolhida foi "Hacienda del Plata" uma vinícola familiar onde cada garrafa recebe o nome de um dos responsáveis do resultado da vinícola. Por 250 pesos conhecemos um pouco da história de 4 gerações através de muita hospitalidade, onde ainda conservavam a casa de um pouco mais de 100 anos, conhecemos vinhedo de uva Malbec 15 hectares, provamos a uva, visitamos a área de processamento do vinho, com generosas doses de degustação. Continuamos nosso trajeto pelos 21 pontos, com uma parada na rua "Aristides Villanueva" para almoçar, foi difícil escolher uma diante tantas opções em uma única rua. Continuando o City Tour, é claro que as paradas dependem de gosto e tempo, mas eu diria que o "Cerro Gloria" vale a experiência. Terminamos o tour no final da tarde o qual o cansaço era tão grande que nossa única preocupação era comprar algo para o café, pois amanhã nosso próximo destino nos espera. Saímos cedo para pegar o primeiro ônibus para "San Rafael", para aproximadamente 3.5 horas de viagem. Como estávamos sem internet na noite anterior, não conseguimos avisar nosso anfitrião, logo chegamos e batemos com a cara na porta. Nossas opções eram falar com os vizinhos e tentar contactar o anfitrião, primeira casa nada, a segunda não conseguimos muito além de assustar o bebê e uma ligação que não completava. Como ainda não estávamos desesperados de fome e o local parecia seguro, resolvemos aguardar, mas menos de cinco minutos depois, a vizinha do bebê vem nos dizer que conseguiu o contato e ele estava chegando. Nosso anfitrião Gonzalo, chegou e já ofereceu uma carona até o mercado para nos prepararmos para o próximo assado. Comemos na companhia dos cachorros da casa, um coelho e o irmão mais novo, lavamos roupa, tomamos banho e saímos para conhecer a famosa avenida "Hipólito Yrigoyen". A rua possui alguns bares e sorveterias pelo lado Oeste da "Av. San Martin", ou lado direito caso sua referência de meridianos seja tão boa quanto a minha, ao lado esquerdo (Leste) já é avenida Mitre, onde ficam os estabelecimentos comerciais. Veja no mapa: Além de um parque gostoso de ficar, o recém construído "Parque Hipólito Yrigoyen", também tem umas lojas de vinho, bares um centro de informações bem estruturado o qual recebemos diversas informações, incluído sobre nosso passeio no dia seguinte. No dia seguinte antes da 7 da manhã já estávamos esperando o primeiro ônibus para "Valle Grande" que custou 436 pesos para duas pessoas, que era o lugar mais apropriado para visitar devido a infra-estrutura. Exploramos do Dique ao deserto, que aliás, diria para repensar sobre o conceito deserto, pois o mesmo pode oferecer experiências incríveis, foram muitas trocas de cenários (incluindo um submarino) e cada passo uma nova foto, lembrando que foram mais de 20.000 passos ~14km percorridos. Um aviso é para quem for em baixa temporada, levar o que comer, pois quase todos o local comerciais da suposta infraestrutura estavam fechados e os abertos não aceitavam cartão. Chegamos aproximadamente às 16 horas onde fomos almoçar e comprar os ingredientes para uma massa especial. E aqui uma outra dica para quem não costuma ler todas a regras da casa pelo aplicativo, é de perguntar para o anfitrião o que pode ou não pode fazer, pois descobrimos da pior forma que não podíamos utilizar a cozinha, logo guardamos os ingredientes e fomos comer fora. No final, tudo dá certo, pois encontramos o mesmo restaurante que comemos na capital Mendoza, o "Zitto", a franquia mantém o mesmo padrão de atendimento que preza a excelência e qualidade comprovados através do "Lomo" e uma "Salada de camarão". No dia seguinte estávamos pronto para pegar o primeiro ônibus, mas não havia mais vaga, logo aproveitamos o tempo para atualizar a leitura e pegar o próximo às 9 horas. Para experienciar todo o tipo de hospedagem, passamos a noite em um hotel com café da manhã e na manhã seguinte deixamos as coisa no hotel a aproveitamos a manhã de domingo para conhecer um pouco mais da maravilhosa Mendoza, desde um trecho da missa, apresentação de Jazz na rua enquanto acontecia a meia maratona, Memorial da Bandeira e por ai vai. Pronto para embarcar de volta para casa, serão dois dias de viagem pela frente, parece muito? Nahh, estou pronto para a próxima viagem. 🌎 E aqui segue os valores das passagens para duas pessoas para cada um dos destino que totalizaram R$ 2837 1 Saída Porto Alegre para o Chui (R$ 344,20) 2 ~ 4 Chuí Uruguai para Punta del Diablo (R$ 26,00) 5 ~ 6 De Punta del Diablo para Montevideo (R$ 167,00) Montevideo para Colônia del Sacramento (R$ 98,00) 7 ~ 10 Colônia del Sacramento para Buenos Aires (R$ 373,00) Buenos Aires para Córdova (R$ 216,00) 11 ~13 Córdova para Mendoza (R$ 228,00) 14 ~15 Mendoza para San Rafael (R$ 49,00) 16 San Rafael para Mendoza (R$ 49,00) Mendoza para Buenos Aires (R$ 332) 17 ~18 Retorno Buenos Aires para Porto Alegre (R$ 955,00) Na cotação do dia 2 de Abril de 2019 sendo: 1 Peso Uruguaio vale 0,12 Real Brasileiro 1 Peso Argentino vale 0,090 Real brasileiro
  18. Boa tarde, Por gentileza, poderia nos ajudar com informações ou nos indicar forma de obter tais respostas? Pretendemos cruzar a fronteira da Argentina (El Soberbio) ao Brasil (Porto Soberbo) utilizando a balsa, mas como pedestres (sem veículo). Gostaríamos de saber se há opção de transporte público para sair de Porto Soberbo e qual seriam os destinos possíveis. Se souber nome de empresa, horário, qualquer informação nos ajudará. Ou ainda se há alguma opção de hospedagem no local, caso não tenhamos como sair de lá no mesmo dia. Muito obrigada!
  19. Olá pessoal, em junho vou fazer um mochilão saindo do Brasil indo para Argentina depois para o Chile e peru. Porém o trajeto da Argentina até o Chile pretendo fazer de moto, mas não sei se consigo alugar moto neste trecho quem puder me ajudar nesse sentido agradeço.
  20. Dica de alguma bagagem de mão estilo mochilão que se encaixe nas medidas 55x35x25? E que seja bem otimizada também?
  21. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  22. Blz Mochileiros! Estou planejando uma viagem em Setembro/Outubro desse ano (2019) pelo Chile, Argentina e Uruguai. Pesquisei bastante e montei o roteiro abaixo. Chile Quantiadade de dias Santiago 3 Valparaíso 1 Viña del Mar 1 Atacama 5 Aergentina Juyjuy 1 Purmamarca 1 Salinas grandes 1 Humahuaca 1 Salta 2 Rioja 3 Mendonza 3 Cordoba 3 Rosário 3 Buenos Aires 2 Uruaguai Colonia de Sacramento 1 Cidade Velha 2 Atlantida 1 Piriápolis 1 Punta del Leste 1 Jose Ignacio 1 ParqueSanta Tereza 1 Cabo Polonio 1 Puntal Del Diablo 1 Fortaleza Santa Tereza 1 Eu quero fazer ir e imergir o máximo possível na cultura local, então a ideia é ficar em hostel, airbnb fazer couchsurfing ou fazer work exchange durante a viagem. Aqui pelos fóruns do site vi que tinha bastante roteiro para esses países mas não necessariamente na ordem que fiz. Alguém já foi para algum desses lugares e podem contar como foram as experiências com carona, couchsurfing e fazer work exchange? Dicas sobre o roteiro são bem-vindas também.
  23. Oi gente! Como o Mochileiros me ajudou muito nesses últimos anos a planejar as minhas viagens, resolvi relatar a minha mais recente aventura pros lados argentinos e chilenos. É a minha segunda vez nesses 2 incríveis países e vou começar com algumas informações básicas. Roteiro 28/jan - Curitiba - Buenos Aires 29/jan - Buenos Aires 30/jan - Buenos Aires 31/jan - Buenos Aires 01/fev - Buenos Aires 02/fev - Buenos Aires 03/fev - Buenos Aires - Bariloche 04/fev - Bariloche 05/fev - Bariloche 06/fev - Bariloche - San Martin de los Andes e Villa la Angostura 07/fev - Bariloche - El Bolsón 08/fev - Bariloche - Puerto Varas 09/fev - Puerto Varas 10/fev - Puerto Varas 11/fev - Puerto Varas 12/fev - Puerto Varas - Bariloche 13/fev - Bariloche - Buenos Aires 14/fev - Buenos Aires - Curitiba Comprei os trechos Curitiba - Buenos, Buenos - Bariloche, Bariloche - Buenos e Buenos - Cwb por 2 mil reais na Aerolíneas Argentinas. Tinha passagem mais barata mas com muitas horas de conexão, perrengue que não tô mais disposta a pagar. Não compensava também ir pra São Paulo pegar o vôo, a diferença era mínima e não pagava a passagem à parte pra SP. Outra coisa: fiquei acompanhando por meses os preços mas ficaram bons em novembro, quando finalmente comprei. Como já conhecia Buenos Aires e parte da Patagônia, tentei fazer outras coisas nessa viagem, ainda mais que estava levando a minha mãe junto. Ela não conhecia nada e adaptei o roteiro pra que ela não tivesse desconforto, por isso optei por alguns passeios com tour na região dos lagos. Mas mesmo assim andávamos uma média de 10km por dia em Buenos e usamos metrô e ônibus. Ainda tenho que voltar pra região dos lagos pra fazer trekking, com certeza! Custos de Transporte Aéreos: R$2 mil cada Trecho Bariloche - Puerto Varas: R$109 (comprei um melhor assento na ida, valeu a pena!) Trecho Puerto Varas - Bariloche: R$83 Uber Ezeiza - Recoleta: ARS533,35 Uber Ezeiza - Palermo: ARS673 Uber Palermo - Aeroparque: ARS300 (estava na tarifa dinâmica) Uber Recoleta - Aeroparque: ARS138 Taxi Aeroporto - Airbnb em Bariloche: ARS500 Remis Hotel Bariloche - Aeroporto: ARS400 Táxi Airbnb Bariloche - Rodoviária: ARS170 Táxi Rodoviária Bariloche - Hotel: ARS160 Hospedagem Airbnb BA: R$1130,89 Airbnb Bariloche: R$1443,06 Hotel Bariloche: R$320 Hostel Puerto Varas: R$940 Hotel BA: R$190 Utilizei os sites do Booking e Airbnb pra reservar acomodações e Skyscanner e Busbud para as passagens aéreas e rodoviárias. A empresa com que viajei para Puerto Varas foi a Andesmar. Felizmente peguei cotações de câmbio boas: na Argentina o real estava valendo 9,80 e no Chile 187. Em Buenos Aires troquei reais no próprio Banco de la Nacion no Aeroporto Ezeiza, pegando uma fila de mais de meia hora, e em Puerto Varas troquei na esquina da Calle San Francisco, uma das ruas principais da cidade. O câmbio no Chile estava me preocupando pois pela internet todas as as casas fechavam às 18h e meu ônibus chegava às 17:40, porém chegando lá tive a boa surpresa de que no verão as casas de câmbio ficam abertas todos os dias e em dias de semana fecham às 20h! 😍 Pra escolher os lugares da viagem escolhi o critério de preço, localização e comodidade. Em Buenos Aires optei pela Recoleta porque tem vida à noite, é próximo de tudo e fazíamos praticamente tudo à pé. Estávamos atrás do Mall Recoleta e do Cemitério, e a 4 quadras da estação de metrô Las Heras, da linha amarela, além de ônibus que passavam na avenida principal próxima. O que ficou caro mesmo foi Bariloche e foi difícil escolher lugar tanto na ida quanto na volta. O Airbnb era bem compacto e o único defeito foi o calor (só tinha ventilador que não vencia) e fez muito calor na cidade pra ajudar. Porém a vista do lugar foi incrível - estava ao lado do lago Nahuel Huapi. Um problema de pegar hotel foi que os mais centrais tinham muitas avaliações negativas e continuavam caras; e os lugares mais em conta eram mais afastados. Como não alugamos carro, a opção foi pegar um airbnb mesmo. Na volta, decidimos pegar o hotel - que ficou atrás da rua do airbnb, bem central - para não ter incômodo em relação às malas. O nosso horário de volta para Buenos era apenas às 18h e precisávamos de um espaço guardar as bagagens sem nos preocuparmos se a pessoa estaria disponível ou não. Já em Puerto Varas, no Chile, pegamos um hostel com quarto privativo e banheiro (única exigência da minha mãe para ficar em hostel haha) e foi uma das acomodações mais baratas da região. A cidade é muito cara e tem pouquíssimos Airbnbs. Na volta em Buenos Aires o critério foi proximidade com o Aeroparque e preço - e valeu muito a pena! Todas as acomodações não tinham café da manhã, com exceção do hotel em Bariloche. Porém os Airbnbs de BA e Bariloche, além do Hostel em Puerto Varas tinham cozinha, amenidades tipo café, açúcar, chaleira elétrica para água, cafeteira, etc que ajudou. O hotel de BA não tinha cozinha mas tinha a chaleira e saquinhos de chá, café e snacks com manteiga e geléias para um café rápido. Pra complementar, a gente comprava medialunas, empanadas e até pêssegos que estavam baratos (em Buenos Aires só ;p) e assim economizavámos no café da manhã. Estou de férias ainda e quero terminar esse relato até o final de fevereiro/março. Até a próxima postagem!
  24. Olá, viajantes 😊 Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance! Espero que gostem 😉 Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui: - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza. - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂 - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio. - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa. - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças. - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento. - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir. - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar). - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online. - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito. - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados. - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons. Meu cronograma foi o seguinte: 20/12 – Florianópolis – Buenos Aires 21/12 – Buenos Aires - Ushuaia 22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda 23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial 24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião) 25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike 26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking 27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus) 28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine 29/12 – Puerto Natales – Trekking até Base deTorres del Paine 30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chalten (ônibus) 31/12 – El Chalten – Cerro Torre 01/01 – El Chalten – Chorrilo Del Salto 02/01 – El Chalten – Fitz Roy 03/01 – El Chalten – Laguna Electrica 04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo 05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus) 06/01- Chegada em Florianópolis Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂 21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto. O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos. Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300. No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo. Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa. Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando. Vista do avião Foto clássica na placa "fin del mundo" Canal Beagle 22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta. A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes. Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta. Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho. Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda 23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179. No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos. Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço. Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos. Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele. Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas. Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados. Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia). Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover e quando olhando para trás o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas. Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO. Patagônia e suas surpresas 😍 Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
  25. Para chegar ao Rio Tigre pegue um trem na estação Retiro, e vá direto até Tigre. Não tem segredo. A viagem dura mais ou menos uma hora e a passagem é super barato, você pode e deve usar o cartão SUB, (esse cartão você irá usar nos ônibus, trem e metrô). No Píer do Rio você verá diversas empresas que oferecem o passeio. O preço vai variar conforme o que você procura. Tem passeios com duração de trinta minutos a duas horas. Com jantar. Com degustação de vinhos. Você é quem sabe! Durante o trajeto, e antes de chegar em Tigre, fizemos uma breve parada na cidade de San Isidro para visitar o seu centro histórico e a sua catedral. O Tren de la Costa oferece a possibilidade de fazer essa e outras paradas e continuar com o próximo trem sem pagar a mais por isso. Os passeios de barco pelo delta do Paraná são a principal atração de Tigre. Ao caminhar pela orla do canal principal, é fácil encontrar diversas empresas que oferecem o tour. Não compre de primeira. Pesquise um pouco e procure por agências mais afastadas da ponte para conseguir um melhor preço. A dica é: antes de comprar, faça uma caminhada pela orla e vá perguntando o preço em todas as empresas. Há também diferenças nas opções de barcos, alguns com bar e restaurante e outros mais simples. Esse tipo de regalia pode influenciar bastante no preço. Outra opção legal de passeio em Tigre, é a visita ao Puerto de Frutos, um grande mercado a céu aberto que vende não apenas frutos, mas também artesanato, flores e plantas, comidas, doces, brinquedos e o que mais você imaginar. Um boa pedida é passar por ali na hora do almoço e sentar-se em um dos restaurantes na beira do rio. O Puerto de Frutos, está a apenas
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