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  1. O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura. Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço. Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar. Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo. Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos. A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas! Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada! Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes, é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada. Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras. Depois de completarmos a descida, há um almoço delicioso com comida bem típica e depois, começamos a volta à La Paz, já dentro da van. Experiência de quase morte: Depois do almoço, retornamos à van e notei logo de cara que o guia estava bêbado e não conseguia formar uma frase, provavelmente, tinha bebido enquanto almoçava. Mesmo com essa situação, ninguém se manifestou de início e seguimos viagem pela estrada, que não é da morte, mas ainda sim, haviam precipícios e neblina. Um pouco antes da metade do caminho, nossa pista estava interditada em um pequeno trecho, sendo necessário desviar por um minuto na contramão, era uma manobra fácil e foi o que nosso motorista fez, o único problema era o caminhão vindo em nossa direção e o motorista da van continuou indo, mas parou bem em cima! Depois desse susto, todos ficaram preocupados e alguns até mais exaltados. Assim, exigimos que eles parassem a van, o que eles se recusaram de início, mas cederam quando viram um comércio na beira da estrada. Nós descemos da van e paramos uma outra van de transporte público que estava indo para La Paz e nos levou junto. Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam. Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
  2. Vou começar dizendo que escrever relato do Clássico Bolívia Chile e Peru é muito difícil. A maioria de vocês aqui já leu relatos fantásticos e super detalhados e com fotos maravilhosas. Muitas pessoas fazem esse mochilão então muita coisa acaba se repetindo. Mesmo assim, Olha eu na América do Sul dando a minha versão de como são 23 dias por essas bandas. ^.^ A preparação: A preparação dessa viagem começa lendo os roteiros postados por aqui e todas as dicas possíveis que todos os mochileiros podem nos dar. Depois vem a compra das malas, roupas, passagens e afins haha O que eu levei e não precisava: Para quem pretende ir durante o verão (também conhecida como a época de chuva!) mesmo para os passeios mais frios não é necessário luva e muitas camadas de roupa (calças e blusa segunda-pele foram e voltaram dobradas na mala). Pijama ou “roupa apenas para dormir” Tênis para passeio (se você for com essa botinhas padrão de mochilar o tênis é dispensável). Blusinha mais arrumadinha para sair a noite (aqui é muito particular, eu preferi sempre que possível dormir e descansar.. mas sou casada e fui com meu esposo.. se você é solteiro talvez queira levar uma roupa menos esportiva) Almofadas para o pescoço (aqui também é particular mas achei que ia ser útil para dormir nos ônibus, a mim mais atrapalhou do que ajudou e tinha que ficar carregando fora da mochila porque não cabia) O que esqueci e fez falta/tive que comprar: Desde o primeiro dia tenha contigo protetor solar e um estoque de remédio para estômago/intestino haha Uma mochila de ataque de tamanho considerável para não precisar ficar apertando todas as coisas (tem que caber uma garrafa de 1,5l de água e mais todas as suas coisas, pelo menos) Compras antes de ir: É muito pessoal saber o que precisa comprar, como foi meu primeiro mochilão tive que começar do zero, incluindo a compra da mochila e muitos passeios na Decatlon. O que comprei aqui e foi importante: Passagens ida e volta de avião Curitiba –SP – Santa Cruz Seguro viagem Pré-reserva (sem pagamento) de hospedagem em São Paulo na ida Pré-reserva (sem pagamento) do tour de 3 D – 2 N no Uyuni Entrada do Machu-Picchu O que comprei aqui e não precisava: Passeios no Atacama (reserva com pagamento de parte dos passeios antecipada) Hospedagem em Arequipa Hospedagem em Águas Calientes O que não comprei mas deveria/recomendo: Passagem de ônibus de Sucre-Uyuni No mais a dica é simples: quanto mais confortável melhor. Essa é uma viagem cansativa em muitos aspectos. É corrida, dorme-se em ônibus e em camas de qualidade duvidosa e a altitude pode te pegar a qualquer momento assim como a intoxicação alimentar haha Quanto mais confortável você puder estar maiores as chances de curtir tudo com a devida intensidade. O roteiro: Depois de muito ler os roteiros pesquisar e olhar infinitos instagram de viagem, ver preço de passagem e combinação com os dias de férias o roteiro final ficou o abaixo. Mesmo com os problemas que aconteceram durante a viagem seguimos esse roteiro ficando os dias exatos previstos em cada uma das cidades muito porque em algumas já tínhamos a reserva dos hotéis e não quisemos nos estressar com trocas ou mudanças em cima da hora. Espero que esse relato ajude os próximos viajantes, inspire os que estão com a viagem marcada e, se puder sirva de guia para algum detalhe de um próximo mochileiro assim como todos os relatos que li me ajudaram e inspiram e a montar o meu. Darei o meu melhor!
  3. Oi galera! No feriado de 7 de Setembro viajarei sozinha a turismo por 5 dias para Bolivia (Santa Cruz de La Sierra e arredores ) saindo do Brasil de aviao (São Paulo) e diversos blogs de viagem mencionam uma "taxa de saída do país" cobrado pelo governo boliviano para estrangeiros que voltam para seus países sem residência na Bolívia. Gostaría de confirmar se isso é verdade e se é legal e também se é legal que hotéis agreguem ao valor da diária do hotel o imposto IVA que segundo relatos é ILEGAL a cobrança para turistas estrangeiros. Não acho essas informações no site do consulado e já mandei vários mails para todos os consulados do país sem resposta. Alguém que já tenha viajado via aérea para lá sabe informar os procedimentos para obter este papel/carimbo de entrada e saída para Bolivia? Antes de eu passar pelo check in tenho que ir em algum setor especifico do aeroporto do DPF para obter esse carimbo de entrada para Bolivia ? E na saída é a mesma coisa? Tem um setor específico do aeroporto na Bolivia para ir antes de passar pelo check in ? E alguém saber mais sobre esse imposto IVA ? Caso alguém esteja indo para lá esse período me fale para nos encontrarmos lá. Como disse estarei sozinha e companhia é sempre legal. Meu mail: [email protected] Desde já agradeço. Beatriz Amorim
  4. Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho]. Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html Lista de Partes: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7] Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora. Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia. A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia. Yamaha Ténéré 250cc. [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa] Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018 Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem! Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho. MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG). Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo. Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho. Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia. Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto. Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura! Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito: Vídeo 01: Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018 Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias] Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap. Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná. Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h. Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas! Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade! E a família não perdoou! Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível! [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!] Coisas interessantes vistas pelo caminho: Vídeo 04: Vídeo 05: Vídeo 06: Esse é um quati, um animal típico dessa região: Vídeo 07: Vídeo 08: Vídeo 09: Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo. Vídeo 10: Vídeo 11: Mais fotos de Foz do Iguaçu: Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil. Cara de conquista realizada: Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados: - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado] - Salar del Uyuni, Bolívia - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile - Antofagasta, Chile :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer:: Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno. Vídeo 12: Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado. Vídeo 13: Esse foi o resumo da minha noite: E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir! Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui! Vídeo 14 [Parte 1] [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva! Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte. E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento: Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
  5. Olá! Depois de 1 ano que fiz essa viagem resolvi compartilhar aqui, onde fico horas lendo as experiencias dos mochileiros. A ideia é fazer um relato rápido pra nao ser uma leitura cansativa, e tá mais focado nas experiencias, já que faz um ano que fiz a trip e nao lembro muito bem nome de hostels e quanto gastei, mas fica a dica de alguns lugares pra ir e fotos pra inspirar. Quem sou eu? Me chamo David, carioca, 25 anos, no momento a profissao é recepcionista de hotel, mas tenho sangue mochileiro. Saí do RJ com 22 depois de uma viagem ao Uruguai, onde me apaixonei pelo país e resolvi ficar pra estudar e trabalhar. Em junho de 2017 me surgiu a oportunidade de viajar, já que nao queria comecar a vida em outro país sem conhecer nada da América do Sul. O foco foi a Bolívia por X motivos - País barato, lindas paisagens, turismo de aventura, cultura totalmente diferente. Os objetivos foram o Lago Titicaca (Senti uma conexao com o lugar que vou explicar mais adiante, mas eu só sabia que PRECISAVA ir aí) e o Salar de Uyuni (por motivos obvios). Entao depois de 1 mes de voluntario num hostel em Rio das Ostras - RJ, parti sozinho pro que seria minha viagem mais intensa até agora. Fui a Sao Paulo, onde saiu o bus que fiquei por umas 17 horas rumo a Campo Grande (MS). Passei o dia em Sampa com os migos e de noite segui viagem. Foi uma das minhas primeiras viagens de ID Jovem, a essa altura era facil conseguir passagens 100% free, hoje em dia tem que solicitar com bastante antecedencia. Enfim, cheguei em CG e já fui direto pra fronteira, Corumbá e me ferrei! Cheguei de noite, parecia uma cidade fantasma, aquele clima de mal-assombrado, tudo escuro, uns fenos passando pela rua (exagero)... Eu tinha reservado um hostel no booking, mas chegando na rua que supostamente estava esse hostel no mapa, era uma rua super escura, com uns cachorros mal encarados que latiam pra mim, fiquei com medo e saí dali kkkkk Nisso já era mais ou menos 00h e tava eu rodando no meio de Corumbá com a mochila enorme nas costas. Achei um hostel e negociei um preco (acho que foi 30 reais) pra passar a noite e ir a Bolivia no dia seguinte. Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra Dia de ir a Boliviaaaa!!!!! weeeee 😜 Saí de Corumbá em um moto taxi que me levou até a migracao (eu nao tinha tomado a vacina da febre amarela, mas até aí sussa). Muita emocao atravessar a fronteira a pé, ver o verde e amarelo se transformar em verde/amarelo/vermelho da BO. Fiz um cambio (troquei 300 dolares por 2000 bolivianos e basicamente essa a grana que eu fiz a trip, com excessao de quando passei ao chile e o tour da bike que paguei no cartao) e fui rumo a estacao de trem pra pegar o famoso Trem da Morte. Fronteira Corumbá - Puerto Quijarro Eu pensativo no Trem da Morte A passagem de trem me custou 70 bol (35 reais, sempre divide os bol por 2) e o trem leva até Santa Cruz de La Sierra. E vou eu em mais uma viagem de 17 horas!!!!!!! Voce queria estrada @???? "É conhecido como Trem da Morte por causa de uma epidemia de malária que ocorreu durante a construção da ferrovia, que matou milhares de trabalhadores bolivianos." (wikipedia) Eu tava apreensivo mas foi uma experiencia bem normal pra falar a verdade. Legal viajar de trem e tudo, e era bem confortável, diferente de muito onibus na Bolivia hahah Dormi como um bebe. Nao senti falta de seguranca em nenhum momento, digo isso pq ja tinha lido muito de bagagens que desaparecem nesse trem, mas comigo foi bem tranquilo. Cheguei no outro dia em Santa Cruz e já na rodoviária senti a diferenca, acostumado com a rodoviaria do Rio que parece um shopping e a de Montevideo que literalmente tem um shopping, alguns terminais na bolivia sao bem feios, mas como já tinha lido muito já tava preparado pro que ia encontrar visualmente. O que eu nao estava nada preparado era para o frio!!!! Saí do terminal e voltei em seguida, paguei 1 bol pra usar o banheiro e lá coloquei o máximo de roupas que podia pra me proteger do frio, saí de la parecendo um esquimó. Andei bastante procurando lugar pra ficar, acabei em um muquifo que saia 35bol um quarto privado, mas o quarto tinha barata e nao tinha agua quente, tenso. Mas eu tava na Bolivia, tava feliz! Saí pra conhecer Santa Cruz e me pareceu uma cidade bem feia, muuuuuuuita gente na rua e a primeira surpresa: Cade o supermercado?? Nao existe, sao comerciantes ambulantes pela rua vendendo de tudo que vc possa imaginar. Andei um pouco pela city e descobri uma praca muito bonita que se chama Parque Arenal, tinha muuuuuito pombo, adoro pombos, sao simpaticos! 😂 Parque Arenal - Santa Cruz de la Sierra Próximo ao terminal de bus também tem um parque muito bonito que se chama Parque Urbano, pra gente como eu que é mais tranquila vai querer fugir da loucura de Santa Cruz nesses parques também. Basicamente aí descansei e procurei ter o primeiro contato com a Bolivia, observar a cultura e relaxar. Mas aí já tava na Bolivia e agora? Pra onde eu vou? Ainda meio na duvida fui no dia seguinte pro terminal e eu só pensava em chegar no Lago Titicaca, entao comprei minha passagem pra La Paz. Que bom! Uma viagem que nao é de 17hrs. Mas sim de 19hrs... uma eternidadeeeeeee, nao recomendo, parem em Cochabamba antes de seguir a La Paz, é uma viagem sofrida. Mas no caminho a primeira montanha nevada no horizonte, muita emocao! La Paz, Copacabana e Isla del Sol - LAGO TITICACA Chegando em La Paz achei um hostel pra ficar depois de andar um montao e me cansar demais, aí comecei a sentir um pouco os efeitos da altitude e sentia o ar mais denso, tinha que fazer um pouco mais de esforco pra respirar. Acho que o hostel se chamava GIMENEZ, numa acima da rua do mercado das bruxas, recomendo muito. Daí fui dar uma volta pelas agencias de viagens pra conhecer os tours que ofereciam aí (foi onde eu percebi que amo turismo e to estudando isso no Uruguai, mas isso é outra historia rs). Em uma dessas agencias eu conheci o Erick, um brasileiro muuuuuuito gente boa que tava estudando medicina em Cochabamba e tinha tirado uns dias pra conhecer La Paz. Recomendei pra ele o hostel que eu tava e saímos pra tomar uma cerveja e curtir a city. No nosso tour pelas Agencias de Viagens eu fiquei doido! Queria fazer todos os tours, um mais interessante que o outro kkkkk Queria ir ao lago, queria escalar montanha (ainda vou escalar o Huayna Potosi), queria descer a estrada da morte em bicicleta, queria tudo... Compramos o bus pra nos levar a Copacabana no dia seguinte pra ir ao lago, e eu tbm comprei o Valle de la Luna + Cerro Chacaltaya e o tour da Estrada da Morte (nao resisti, tinha que fazer rs). Assim no dia seguinte saimos bem cedinho com destino a COPACABANA, queria muito conhecer pra dizer que vim da Copacabana carioca a Copacabana boliviana kkkkk O caminho é lindo, primeiro vc tem uma visao panoramica de La Paz, que parece uma grande favela no meio da cordilheira porque as casas nao sao pintadas, é tudo no tijolo mesmo. Depois vem o lago imeeeeenso com aquela cor azul surreal. É impossível descrever com palavras o que é o Lago Titicaca, parece que voce entrou num quadro surrealista, voce se sente num paraíso. Chegando em Copacabana, conhecemos um casal de brasileiros e fomos todos almocar a famosa truta que se pescam aí, gostosa, mas nada imperdível, assim que se voce for mochileiro e sua prioridade é economizar, come algo barato mesmo, agora se tiver grana vale a pena. Depois já pegamos o barco e fomos pra Ilha do Sol, porque minha ideia era acampar lá (Ó AZIDEIA DA PESSOA). Descemos do barco e ali tinham duas meninas com uma barraca, eu perguntei se era seguro acampar ali e elas disseram que só tavam pelo dia, nao tinham passado a noite, mas que era tranquilo. Falei ok, montei minha barraca ali mesmo, tranquei com um cadeado e subi pra conhecer a ilha. LINDA! É UM LUGAR MUUUUUITO MÁGICO, SÉRIO! Se voce vai a Bolivia e nao vai na Ilha do Sol vai ter que ir de novo. Foi o lar antigo dos Incas, tem uma energia incrível e é cheio de ruínas históricas. Tudo isso com o azul do lago rodeando. É muito incrivel que nao dá pra descrever. Eu, o Erick e o casal comendo a Truta Lago Titicaca y yo Onde eu acampei a primeira noite Vista da minha barraca Bom, andei um pouco, tirei muitas fotos, e depois bateu a paranóia e desci pra ver a barraca. Descendo ajudei uma boliviana a descer com uns burros e ela foi me contando um pouco como o turismo transformou aquele lugar e como a comunidade local se adapta a isso. Muito interessante, mas chegando lá embaixo... CADE MINHA BARRACA? Desci e nao tava, olhei em volta, tinha uma escada que eu nao tinha reparado antes, fiquei confuso, disse QUE PASÓ??? Nao sabia se estava no lugar certo, perguntei e as pessoas diziam que só tinham 2 portos e queriam me vender um barco pra me levar até lá mas eu disse nao, eu faco a trilha até lá, obrigado. Andei pra caceeeeeeete sozinho na ilha do sol procurando minha barraca, cheguei no outro porto e eram umas ruínas belíssimas mas nada a ver com o lugar que cheguei. Entao resolvi voltar né, que ia fazer? Daí quando cheguei no primeiro porto já reconheci minha barraca, estava lá onde eu tinha deixado, eu nao entendi porque nao estava quando fui da outra vez, fiquei muuuitas horas pensando nisso, já estava convencido que tinha sido uma falha na matrix e eu tinha sido transportado a outro tempo quando vi que esse porto tinha duas descidas, entao com certeza eu desci por uma que nao foi a que eu subi, por isso a barraca nao tava ali do lado e quando cheguei e nao vi já me desesperei e nao olhei o outro lado do porto kkkkkkk Coisa minha, finge que nada aconteceu, seguimos viagem... De repente vem uma crianca boliviana falar comigo, já era noite, falando que tava procurando o brasileiro que tava acampando no porto kkkk Ele tinha uma mensagem do Erick (que estava hospedado num hostel subindo a ilha) e tava sem lanterna pra voltar, entao eu peguei minha lanterna, tranquei a barraca e subi com ele pra onde o Erick tava. Fumamos um, desci e fui dormir. Acampei sozinho essa noite cagado de frio, o céu caiuuuuu chovendo, uns raios muito loucos. Mas minha barraca aguentou bem! Acordei no dia seguinte com uma vista do caraiooooo, logo se aproximaram duas argentinas fazendo a mesma coisa que eu no dia anterior: perguntando se era seguro acampar ali kkkkk Eu disse que sim, tava tudo certo, acabou que fizemos amizade e desayunamos juntos, muito amor por essas meninas. Resolvemos acampar mais em cima e subimos com as barracas e os mochiloes. QUASE MORREMOS!!! Foi um grande esforco subir com tudo pela altitude e por ser subida, obvio, mas quando escolhimos o lugar pra montarmos nossa comunidade nao podia ser melhor!!! Uma puta vista! Tiramos muitas fotos e fomos buscar lenha pra fazer uma fogueira. Aí passamos por uma galera que tinha uma outra argentina que nao lembro o nome e a Jéssica, uma outra carioca que vai ser importantíssima na historia, mas nesse momento nem nos falamos. Essa outra argentina tava sem lugar pra ficar e a convidamos pra acampar com a gente, já que eu tinha um lugar na barraca. Caiu a noite e estávamos nós 4 e a fogueira lá e fizemos um ritual. Cada um fez um desejo e queimou uma folhinha de coca. RITUAL INCA! Eu nem lembro o que eu desejei mas com certeza se realizou. Jantamos paes com queijo e tomamos café, mate e chá de coca (QUE POR SINAL É DELICIOSO). Gi e Lala, as duas argentinas buena onda que me acompanharam na Isla del Sol Cachorro que acompanhava a gente lá e colocamos o nome de Salchi, que vem de Salchipapas, uma comida comum lá na bolivia que é batata frita com salsicha kkkk E uma llama posando pra foto ali atrás. Sem palavras... No dia seguinte subimos pra ter uma visao panoramica da ilha, muito lindo! Assim completei meu primeiro objetivo! Voltamos a Copacabana, me despedi das meninas e voltei a encontrar o Erick!!! Completamente por acaso! E onde? Numa agencia de viagens! kkkk Ele tinha comprado passagem pra ir ao Peru, e eu ia voltar a La Paz pra fazer meus tours, mas isso fica pro próximo post, onde vou contar como foram os tours Valle de la Luna + Chacaltaya (NEVEEEEEEE), Estrada da Morte (quase morrendo em bicicleta), Salar de Uyuni, minha aventura MUITO TENSA no Chile e Cochabamba! Bem patriota na Isla del Sol Nossa comunidade ARBRAZINCA (argentinas + brasileiros + incas) Eu bem mochileiro subindo a ilha Até o próximo post!
  6. Olá, meu nome é Débora, tenho 32 anos, sou servidora pública. Fiz a viagem para Bolívia e Peru com meu namorado, Pedro, 30 anos, advogado. Nós moramos em Campo Grande/MS. Tínhamos o sonho de conhecer Machu Picchu, e queríamos experimentar o jeito mais tradicional (mochileiro). Confesso que eu esperava encontrar muito mais mochileiros nesse trecho, mas eles foram ficando mais frequentes somente após La Paz. Quisemos aproveitar o recesso forense (que são 3 semanas de folga no fim do ano), pois a viagem seria longa. Então saímos de Campo Grande/MS no dia 19/12/17, de ônibus, sentido Corumbá/MS, às 23h (passagem R$ 140). Chegamos em Corumbá às 5:30, tomamos um café na rodoviária e tomamos um táxi até a Polícia Federal brasileira para sair do Brasil e entrar na Bolívia. Esse táxi é caro, custou R$ 50 (uns 15 min de trajeto). Chegamos na Polícia Federal pelas 7h, sendo que ela abriu às 9h. Estava muito quente, Corumbá/MS tem temperaturas altíssimas (quase 40ºC), então trocados a calça pelo shorts. Na fila havia umas 300 pessoas. Desses, uns 20 no máximo eram mochileiros, o restante todos bolivianos. Só tinha 2 pessoas atendendo, então ficamos lá até umas 11h. Passada a fronteira brasileira, você vai a pé uns 100m e para no posto da polícia federal boliviana. Demorou no máximo 1h e então estávamos com nosso permisso para entrar na Bolívia. No Brasil havíamos tomado a vacina da febre amarela e estávamos com nossa carteira internacional de vacinação, mas, na viagem toda, que durou 16 dias, ninguém pediu. Nesse procedimento de saída, usamos somente o RG. Nossos RG’s tinham mais de 10 anos, também não teve problema. Eu levei meu passaporte, mas foi ótimo não ter usado neste dia porque, como contarei depois, na volta estávamos querendo chegar em casa o mais rápido possível e, chegamos na fronteira Bolívia/Brasil à noite, atravessamos de táxi sem passar pela aduana e tomamos o ônibus Corumbá/Campo Grande às 23:30 (algo assim). Depois nos informamos se havia problema nesta situação ocorrida e algum policial federal disse que não. Mas se eu tivesse carimbado o passaporte na ida sem o carimbo da volta, aí provavelmente eu teria mais problemas. Antes de ir ouvimos pessoas dizendo que era muito difícil fazer tudo no mesmo dia (passar pelas aduanas e tomar o trem). Mas dessa vez deu. Após passarmos pela aduana brasileira e boliviana tomamos um táxi para a estação do trem, que vai de Porto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra (o antigo trem da morte). Este táxi custou somente uns 20 bolivianos (10 reais), num trajeto que durou uns 10min. Ali a pobreza da cidade já choca. Havíamos assistido à série Narcos e eu brinquei que me sentia na série. Chegamos na estação do trem por volta de meio dia e não havia sequer 1 passageiro lá, só os funcionários (eu imaginava que, por ser fim de ano, estaria agitadíssima). Estávamos nós dois, e mais 2 mineiros que viajavam juntos. O trem funciona assim: um dia sai o mais luxuoso (ferrobus – 35 dólares/140 reais), e no outro o intermediário (oriental? - 10 dólares/35 reais). Neste dia (20/12) era o dia do ferrobus às 18h. Compramos passagens numa boa, deixamos as mochilas aí com os funcionários e fomos almoçar perto. É uma região muito muito muito pobre. Almoçamos perto da estação por 12 bolivianos (6reais – arroz, feijão e carne). Era 14h, já estávamos sujos e, como o trem era somente 18h, fomos a um hostel quase em frente a estação para tentar tomar um banho e descansar um pouco. Cobraram acho que 50 reais pelo quarto duplo. O chuveiro estava caótico, foi difícil tomar banho (20 gotas), mas ok. Compramos água pela redondeza e fomos 17h para a estação. Havia umas 20 pessoas lá. Chegou o trem, era bonito, poltrona confortável (reclinava bastante e era bem larga), mas saiu com atraso de quase 1h. O trem só tinha 2 vagões e estava quase vazio. Tocava Talia no DVD (de uns 15 anos atrás). Todos os ônibus que pegamos daí em diante tinham essa poltrona massa (bem larga, reclina bastante), é o que eles chamam de ônibus 3 filas (2 poltronas de um lado e 1 do outro). E, da mesma forma, todos atrasam para sair (de 30min a 1h), eu ficava superestressada e reclamava bastante com eles. A viagem de trem foi agradável. Serviram um jantar por 20 bls (10 reais) com um frango delicioso (o frango deles é pequeno, tipo um galeto, de pele amarela, tipo frango caipira, é bem macio, nós adoramos), arroz e macarrão. Comemos porque não sabíamos quando comeríamos de novo, foi bom. À noite pessoas vão entrando no trem e fazem barulho, falam alto e ouvem música sem fone. O trem saiu “18h” de Porto Quijarro e chegou umas 10h (21/12) em Santa Cruz de la Sierra (15h de viagem). A estação onde chega o trem já é dentro da rodoviária. Então usamos el banho (banheiro) e já compramos a passagem de ônibus para La Paz, para as 14h. A viagem duraria 20h e já seria a terceira noite viajando, eu estava meio tensa. Tomamos um táxi para o centro de Santa Cruz (foi barato – 20bls), paramos num café, comemos, andamos pela praça, fomos ao mercado comprar água e comida, almoçamos no mesmo café (tipo um PF), pegamos um burguer king para levar e voltamos para a rodoviária. Tomamos o ônibus rumo a La Paz. Nesta viagem eu passei mal à tarde, tive enjoo (acho que almocei meio rápido e sem fome). Tomei remédio, coca, dormi e melhorei à noite. A Coca deles é muito boa, mais forte que a nossa, tomamos muitas na viagem. No meio da noite o ônibus parou num lugar muito feio para banheiro e lanche. Coisa muito simples, chão batido e molhado, comidas estranhas sendo assadas etc. Não compramos nada, fomos ao banheiro e partiu. O ônibus foi MUITO devagar e a viagem durou mesmo umas 20h ou mais. Chegando em La Paz (na parte alta), há muito congestionamento e demorou muito também. Aí já estava muito frio lá fora, mas dentro do ônibus fica super abafado (não ligam o ar), os vidros suam, é um horror (isso serve para todos as viagens lá rsrs). Chegando em La Paz eu senti sensação de sufocamento, falta de ar. Parecia que era o calor que estava me sufocando, até comecei a pedir que abrissem as janelas, mas era a altitude. Quase passei mal. A cidade, no primeiro momento, nos choca. É um buracão, com muitas casinhas sem reboco (ar de favela), de cara achamos feia. Chegamos na rodoviária de La Paz, trocamos dinheiro (toda rodoviária troca. Na época estava 100 dólares para 700 bolivianos, em regra. Levamos todo nosso dinheiro em dólar. Eu levei uns 400 reais também. O Pedro uns 200) e tomamos um táxi para o Hostel Copacabana, que haviam nos indicado, que fica próximo ao mercado das bruxas. Ficamos lá mesmo, era 150 bls o quarto de casal (75 reais – 38 para cada), com desajuno (café da manhã) e banho (banheiro) privativo. Banho é ducha. Aí tomamos um banho e fomos almoçar. A região é turística, há a rua Sagarnaga, que tem restaurantes, agências e hotéis há 2 quadras do hostel. O mercado das bruxas é uma rua cheia de vendinhas que vendem a mesma coisa (roupas e acessórios de frio, lembrancinhas, comprei tocas, luvas, cachecóis e presentinhos – tudo baratão). Almoçamos em um restaurante cubano na famosa rua Sagarnaga (30bls um PF de arroz, feijão, frango e banana – tava bom, feijão com tempero diferente, talvez cominho) e voltamos descansar. Em La Paz (4.300m de altitude) você sobe uma quadra de ladeira e parece que coração e pulmões vão pifar. rsrs Então você vai caminhando e descansando, sempre. Ali perto tem a igreja de São Francisco, que é bonita, e reúne muita gente todo dia em frente. No ano novo assistimos à missa lá. Gostamos de sentar e tomar uma cerveja e, embora a região ali seja muito turística, não há barzinhos lá, só restaurantes. Tomamos cerveja num pub inglês (The Lion King, algo assim). A cerveja é cara (chega a 32 bls), e a comida na Bolívia é muito barata (geralmente você come por 25-30bls). Ao lado do restaurante cubano (Sabor Cubano?) há uma pizzaria muito boa (Italian Pizza?), comemos lá várias vezes. Uma noite fomos ao Sol Y Luna (um restaurante/pub), o atendimento é bom, comemos o tradicional prato boliviano pique a lo macho, que leva carne, batata, cebola, pimentão, ovos, linguiça, e é bem apimentado. Nos primeiros dias eu tive azia, havia levado sachets de ENO e me ajudaram bem. Em La Paz, mesmo sendo verão, estava beeeeem frio (mais frio que La Pa só Cusco). A chuvinha frequente e mansa nunca foi problema na viagem (há muita gente que não recomenda a viagem em dezembro). O quarto do hostel era bem frio, eles têm cobertas boas/pesadas, mas eu passei um tanto de frio lá, em geral. Fomos com um mochilão cada, levamos mais ou menos isso: uma calça no corpo e uma na mochila, 6 camisetas, 2 casacos, boot no pé; tênis e chinelo na mochila, 1 shorts, só. Protetor solar e repelente são importantes, além de medicamentos para digestão, dor de cabeça, antiinflamatório. (Em Cusco lavamos as roupas, foi baratão, tipo 15 reais para cada). Em La Paz começamos a dormir mal por conta da altitude, é deitar e o nariz trancar. Compramos Vick boliviano, passávamos no nariz e boa. Tomamos chá de coca umas 3x na viagem e foi bom. Também tomamos um remédio contra altitude vendido em qualquer farmácia lá (mas não direto, imagino que tomamos somente uns 3 comprimidos na viagem toda). Outro detalhe marcante é que na Bolívia há muitos cachorros nas ruas; cachorros lindos, grandes, peludos, raças que não são muito comuns no Brasil; e eles não têm doenças de pele (acredito que por ser frio lá). No Peru reduz um pouco, mas também há. Na viagem devemos ter visto uns 500 cachorros ou mais. São umas graças, nos seguem. Ficam em frente aos comércios, casas; até os comerciantes têm cachorros ali. É muito comum. Nesta primeira tarde em La Paz fizemos essas coisinhas e fomos a uma agência ver um passeio para o outro dia. Todos falam superbem do passeio de bike; mas era o dia todo e estávamos cansados de 3 dias de viagem, abandonamos a ideia. Depois soube que era só descida. Mas, mesmo assim, não me arrependi de não ter feito. Optamos pelo Monte Chacaltaya e Vale de la Luna (sempre oferecem juntos). Não me lembro se foi 90bls para cada, acho que sim. Compramos em qualquer agência. Passam no hostel pegar, fomos de van, primeiro ao monte, subimos a 5.600 metros. O trecho de ida, que leva uns 40min, é bonito, vemos lagos e lhamas. Lá é muito frio; nesta época neva (tivemos essa sorte; nevou enquanto estávamos lá). Então podemos subir ao pico, que fica a uns 300m da base, acho. Mas é muito difícil, pelo ar rarefeito. Eu dava 10 passos e já precisava sentar. Sugeri ao Pedro de ficarmos só na metade, por sorte ele topou. rsrs Tiramos fotos lindas com a GoPro, apreciamos a paisagem e descemos. Na base há uma estação de esqui abandonada. Curtimos mais um pouco e a van voltou. Talvez 1h30 no Monte Chacaltaya. Aí a van volta para a cidade, atravessa ela toda e vai para o outro lado, para o Vale de la Luna. É um lugar lindo/impressionante, de formações vulcânicas, que antigamente ficava embaixo do mar. Você passeia por ali uns 40 min, tira muitas fotos e está pronto para vazar. Detalhes: no caminho eu cochilei, porque após o Monte Chacaltaya senti bastante estafa. E, ao contrário do frio do monte, o vale é quente e seco (impressionante). Então você deve ir com roupas frescas por baixo e casacos muito quentes por cima, e vai tirando feito uma cebola. rsrs Neste dia me queimei de sol. No caminho entre um e outro começamos a ver umas partes mais bonitas de La Paz. Adoramos o passeio. Na volta a van deixa todos na Igreja de São Francisco. Almoçamos na Italian Pizza e já fomos ver o roteiro do próximo dia, seria 24/12 (véspera de natal). Ao lado do nosso hostel havia um hotel chique com agência, então fomos ali mesmo e uma moça bacana nos vendeu a ida para Copacabana, de ônibus. Acho que foi 40bls para cada. (Detalhe: La Paz no natal e réveillon eles enchem as ruas de vendinhas e ficam trabalhando, tadinhos; senhores de idade, crianças, todos na rua). O ônibus saiu da rua Sagarnaga às 8 e fomos sentido Copacabana, passar o nosso natal. São aproximadamente 4h no total. Saindo de La Paz a paisagem já começa a ficar extraordinária. Vistas MARAVILHOSAS do Lago Titicaca; sem brincadeira, uma das coisas mais lindas que já vi na vida, deslumbrante. Você chega a um vilarejo para tomar uma balsa. Todos descem, o ônibus vai na balsa e as pessoas num barquinho beeeeem simples. A água do lago é azul marinho, mas transparente que você vê as pedras no fundo. Incrível, deslumbrante, perfeito. Então mais uns 40min de busão até Copa. Aí você desce do ônibus e tem umas 30 pessoas oferecendo pousada. Caímos nessa e fomos parar num hostel horripilante. Após dar o sim eu entrei em depressão. rsrs Fiquei com muito medo de falar pro Pedro que havia me arrependido, mas ele topou, avisamos que não gostamos do quarto e vazamos. Nem 30min no local. Ufa. Então precisávamos de outro hostel, almoçar, trocar dinheiro e buscar meu melhor casaco que esqueci no ônibus (socorro!). Uma das maiores lições que tirei dessa viagem foi: quando você já está cansado ainda vai demorar umas 3 horas, no mínimo, para você deitar na sua cama. Affe! Que trabalheira. Casaco recuperado, encontramos outro hostel muito simples (Hostel Sofia) e descansamos. Copacabana é muito simples. A orla é feia, um caos (ao contrário do que imaginávamos). Optamos por não ir à Isla del Sol (passeio quase obrigatório), para descansar e passar um natal tranquilo em Copa. A Igreja de lá é linda (tentamos ir à missa). Então compramos uma cerveja nas conveniências e ficamos andando por ali, conhecendo a cidade e vendo onde íamos cear. Há poucas opções. Encontramos somente uns 2 lugares legais, mas acabamos adorando o que escolhemos. Na Bolívia na noite de Natal comem um prato típico chamado Picana, que é um caldo ralo, com carne e um milho grande por cima. Não apeteceu. Então comemos qualquer outra coisa, bebemos e voltamos para o hostel que fechava às 23h (ninguém avisou, descobrimos na rua por sorte). Esse milho grande que eles têm lá é bem gostoso; comemos algumas vezes, sem medo de ser feliz. Outro prato típico de lá é o lomo saltado (que é carne grelhada com cebola e tomate). O Pedro comeu alpaca no Peru (a aparência é de cordeiro). Outros pratos típicos do Peru são cuy (porquinho da índia – não provamos por pena) e o famoso ceviche (provei e não gostei muito – de truta, nada de mais). Em Copa é tradicional comer truta (trucha), pescada do lago Titicaca. É gostosa como um salmão, mas comemos uma vez só; é meio pequena geralmente no prato. Ah, na Bolívia é tradicional comer saltenha também; nós já conhecíamos porque o MS faz fronteira com a Bolívia e em Corumbá tem muito. Tanto Bolívia quanto Peru possuem muitas variedades de batata (boas); prepare-se para comer muita batata; mas dá uma enjoada. Nessa noite o Pedro achou que ia morrer, não conseguia respirar. Passamos uns momentos de pânico e depois ficou tudo bem. rsrs No outro dia tomamos um ônibus sentido Cusco, com parada em Puno. Saiu de Copa pelas 13h, passa pela fronteira Bolívia/Peru (enroladinha), para em Puno e espera umas 4h e depois vai para Cusco a noite toda. Puno não estava no nosso roteiro, mas muita gente depois falou bem. Chegamos em Cusco de madrugada, tomamos um táxi e fomos a um hostel que haviam me indicado. Estava cheio, indicaram um ao lado, cheio também, então o taxista (espertão) indicou um lugar para ficarmos, a 4 quadras da praça das armas. Acabou sendo bom (Ccoscco House, algo assim). Era uma grande construção e uma das moradas era esse hostel, o lugar era feio, mas o hostel era ok. Com desajuno era uns 70 soles, acho. No Peru eles comem um pão muito fofo. Parece pão sírio, mas melhor. O café da manhã deles é: pão, manteiga, geléia e café preto (o café é muito estranho, um extrato que você mistura com água quente). Prepare-se para comer MUITO carboidrato e pouca proteína. Como a Bolívia é muito pobre e o Peru razoavelmente também, ovos, frios, carne são luxo. A moeda da Bolívia (bolivianos) vale a metade do real, aproximadamente. E a do Peru (soles) vale o mesmo do real, aproximadamente. Logo, o que antes era a metade do preço para nós, agora era preço cheio; logo, no Peru, você começa a gastar mais. Tivemos um choque também porque é raro aceitarem cartão na Bolívia. No Peru aceitavam um pouco mais, mas ainda nesse quesito o Brasil está muito bem, porque lá, em geral, é raro você usar o cartão. Nem passagem de ônibus geralmente você pode pagar com cartão. Logo, ande com dinheiro sempre. Cusco é maravilhosa, linda, charmosa. E muito fria, cruzes. Andamos pela cidade, conhecemos (principalmente ali ao redor da plaza de las armas) e já compramos o próximo passeio rumo ao supra-sumo “Machu Picchu” (S2). Em Cusco você já compra a entrada de MP, que custa, se não me engano, 50 dólares. O trem que leva de Ollantaytambo a Águas Calientes (cidade abaixo de Machu Picchu) geralmente custa 130 dólares. Naquele dia estava em promoção (75 dólares), mas acabou rápido. Então a única opção que nos sobrou foi: ir de van de Cusco até a hidrelétrica (aprox. 5h de van – demorou 6); aí você chega à hidrelétrica, almoça e encara 11km de caminhada até Águas Calientes, pelo trilho de outro trem. Esse é o jeito raiz. (Há um jeito mais raiz ainda de uma caminhada que dura 3 dias. Affe) Resumo: saímos de Cusco às 8h, pegamos muita chuva no trajeto de van (o que atrasa), chegamos à hidrelétrica pelas 14h, almoçamos e encaramos a caminhada. Nossa ida caminhando demorou 4h e me rendeu bolhas enormes nos pés. No restaurante do almoço compramos capas de chuva (5bls) porque garoava. Mas ali não é frio, graças a Deus. O percurso da caminhada é bonito e plano (quanto mais perto de AC, mais bonito). E ali a altitude é tranquila (2.600m). Centenas de pessoas vão caminhando. Se quiséssemos ir de trem da hidrelétrica até AC era 31 dólares o trecho (achamos caro). E a pergunta que todo mundo faz: e se o trem vier e me atropelar? Não acontece. Quando o trem vem todos vão para o lado e ele passa tranquilamente. Havíamos deixado parte da mochila em Cusco (no hostel guardam), mas ainda fomos com mochilas grandes. Detalhe: em Cusco você compra um pacote que inclui a entrada de MP, a van, o almoço na hidrelétrica, a hospedagem em AC com jantar e a van de volta. Isso sai por uns 100 dólares, se não me engano. Mas nós optamos por ir num dia, visitar MP no outro, dormir mais uma noite, e voltar no terceiro dia. Acho que saiu uns 20 dólares a mais, se não me engano. No fim foi uma ótima escolha, senão teríamos que conhecer MP correndo e voltar caminhando na mesma manhã. (Tivemos problema na hospedagem em AC porque a dona da pensão dizia que só havíamos pagado uma noite, quando na verdade havíamos pagado por duas noites. Foi complicado, ela causou algumas vezes – batia na nossa porta à noite, fiquei aterrorizada –, mas nós tínhamos um recibo e batemos o pé que havíamos pagado por tudo e ela que se virasse com o agente de Cusco – Chino – que era um cara bem enrolado. Quase perdeu meu permisso.) Chegamos a Águas Calientes pelas 19:30. Exaustos. A única coisa que queria era ir pro hostel. Mas, Débora, você está muito ingênua. Nos orientaram a chegar a AC e procurar a praça central. Lá fomos. Espera daqui, espera dali, um frio do cão se instalando, e você deve aguardar até seu guia chegar gritando seu nome. Cara, é aventura mesmo. Aproveitamos para tomar umas cusqueñas na praça enquanto isso. A guia chegou, nos levou para jantar e explicou que quem quisesse subir a MP de ônibus deveria comprar já, porque fechava 21:40. Então lá fomos nós. Bolhas nos pés, cansaço, peso, frio, mas ok. Já fomos decididos a não subir a MP à pé. Este ônibus, que sobe e desce várias vezes durante o dia custa 26 dólares o trecho. (É caro. Mas subir à pé é para os fortes. E, conforme um amigo disse, consertar o joelho depois sai mais caro ainda rsrs) De ônibus você leva meia hora; à pé talvez 1h30m (depende do ritmo). Mas não é caminho, é escada, só escada. É a própria escada usada pelos incas que habitaram MP. Quando você vai entrar no parque em MP você vê os pedestres chegando. É emocionante. Estão acabados, suados, vermelhos, exaustos, mas com cara de felicidade. Pedro e eu não aguentaríamos. Outro detalhe: Machu Picchu tem duas visitações durante o dia – ao comprar eles colocam você ou no turno da manhã ou no da tarde. O nosso foi da manhã. Então você precisa entrar em MP com um guia às 6:15. A fila do ônibus começa na rua às 4. O pessoal do micro-ônibus começa a checar os ingressos às 5. O ônibus começa a partir às 5:30. Resultado: nesta noite dormimos da meia noite às 3:20; e eu dormi de cabelo molhado, num frio de rachar (no dia mais importante, óbvio, ele não estava legal). Conseguimos ir no segundo ônibus. Neste dia foi punk pro Pedro; ele só conseguiu acordar de fato ao entrar em MP. É punk mesmo (para mim também foi). Quando entramos no ônibus, o Pedro tirou um cochilo e eu me emocionei. Não acreditava que havíamos conseguido chegar até ali, que enfim eu ia realizar o sonho de conhecer aquele lugar. Foi demais. Entramos em MP e a primeira volta você faz com um guia, que dura umas 2h. MP é impressionante de linda. As montanhas são muitas e altíssimas, e os vales são muito profundos. A paisagem chegando em MP já é muito peculiar e específica. Nesta primeira volta nós tiramos algumas fotos, mas eu quis prestar atenção mais no guia; pois poderíamos retornar em uma segunda volta e tirar mais fotos. Mas acabamos nos arrependendo, porque não queríamos dar uma segunda volta. rsrs Cansa. Eu imaginava que eu ia gostar de passar o dia todo em MP. Mas pelas 11 já estava suficiente e até eu quis ir embora. rsrs Levamos água e lanches, porque lá é precário. Dentro do parque não há banheiros ou estrutura de lanchonete, só antes de entrar no parque, e mesmo assim dizem ser caro pra caramba (o lanche). O banheiro é ótimo lá fora. Em MP estava frio de manhã (na tomada do ônibus etc), mas durante o dia ficou até que calor (daria para ficar de camiseta). Ah, a paisagem fica meio nublada (não são aqueles dias limpos do inverno), mas achamos que isso não interferiu na beleza do lugar e na experiência. Neste dia (apesar de somente visitarmos o parque) andamos uns 5km. No dia anterior uns 15km e no próximo também. Ou seja, nesta viagem anda-se muito. Voltamos a Águas Calientes, almoçamos e descansamos. Em AC você já pode usar mais cartão, há um café expresso aqui e ali (porque antes não havia); mas quiseram nos cobrar (e cobraram) 20% de taxa para usar o cartão. Absurdo. AC é um vilarejo bem charmoso e ali comprei uns colarzinhos de prata para levar de lembrança (colar e pingente saem uns 60 reais cada). Dormimos cedo neste dia porque estávamos exaustos e no outro dia haveria a caminhada de volta. Acordamos 8h, arrumamos a bagagem e vazamos. A caminhada de volta foi bem mais tranquila que a de ida. (Talvez porque já estivéssemos preparados psicologicamente) Fizemos em 2h, porque queriamos acabar logo com aquele sofrimento rsrs. No caminho encontramos um casal conhecido de Campo Grande/MS. É mole? Chegamos na hidrelétrica pelas 11, almoçamos no mesmo restaurante e aguardamos a van para voltar, que só sai umas 15h. Enquanto esperávamos a van fui picada por muitos pernilongos, foi bem ruim, picavam por cima da roupa (meu repelente havia deixado em Cusco). Na região da hidrelétrica é floresta amazônica no Peru, então é meio quente e úmido durante o dia. Tomamos a van e voltamos a Cusco, chegando à noite. No outro dia queríamos tomar o ônibus rumo a La Paz. Cedo arrumamos as coisas e saímos rumo à rodoviária de Cusco. Só havia ônibus para La Paz às 20h. Então deixamos a mochila na empresa do ônibus e voltamos ao centro, almoçamos, andamos, conhecemos uns mercadinhos, ficamos na praça, entramos num Starbucks usar a internet e tomar um café e voltamos tomar o ônibus (não acharam a mochila do Pedro – pensamos que haviam trocado, mas após 5min de tensão achamos). Em Cusco há nos mercadinhos uns produtos bons, importados, como não temos no Brasil. Mas, em geral, os mercadinhos são simples (tanto na Bolívia quanto no Peru). Outro detalhe é que em Cusco, na praça central (das armas), há umas crianças vestidas tradicionalmente carregando filhotes de alpacas para os turistas tirarem fotos. Somos contra essas coisas, mas como passamos muito tempo na praça nesse dia, quando assustei estavam elas perto de nós e colocaram a alpaca no meu colo. Tiramos umas fotos com elas (ficaram lindas) e demos umas moedas. A pobrezinha da alpaca só tinha 1 semana, chupou nosso dedo, morremos de dó. De Cusco a La Paz você passa pela aduana boliviana (umas 3h na fila sob o sol escaldante - sofrido). Chegamos em La Paz para passar o revéillon (31/12) e, para nossa surpresa, não havia ônibus para Santa Cruz no dia 1º, só no dia 2 às 13h e só no dia para comprar a passagem. Ficamos meio tristes porque não estava no roteiro perder um dia em La Paz na volta. E, além de tudo, era um dia em que praticamente nada abre, portanto nem poderíamos fazer um passeio ou algo assim. Mas ok. Fomos à missa na noite de 31/12 na Igreja de São Francisco e depois fomos na nossa pizzaria favorita passar o revéillon (italian pizza). Mas bateu a deprê porque só havia umas duas mesas ocupadas lá (nosso réveillon ia ser uma derrota rsrs). Então pelas 21h uns amigos do Pedro que estavam na cidade nos chamaram para ir no Hostel Lóki para passar a virada, pois lá haveria uma festa aberta a não hospedados no Lóki. Fomos. Estava SUPER legal. Uns 400 estrangeiros, música boa, bebida, animação, foi muito legal. Salvou nossa noite. No dia 1º saímos dar uma andada pela cidade e conhecemos uma parte mais bonita. Na avenida da igreja São Francisco, abaixo, há bastante docerias, gelaterias, fast foods, valeu a pena ter conhecido, porque ficamos um pouco assustados com a pobreza da região em que nos hospedamos (mercado das bruxas). No outro dia o Pedro foi bem cedo à rodoviária garantir as passagens do ônibus de Santa Cruz, que sairia às 13h. Chegamos cedo a Santa Cruz (no outro dia de manhã), tomamos café e já tomamos o ônibus para Porto Quijarro (fomos de trem e voltamos de ônibus, que é bem mais rápido). O trem dura 15h, o ônibus umas 6h. Um amigo teve azar nesta volta e o ônibus quebrou etc. Nós tivemos sorte, foi rápido e no fim da viagem a paisagem é bonita (já é pantanal). Mas não há lanchonetes no caminho (levem lanche/água). Chegamos a Porto Quijarro umas 20h, tomamos um táxi para Corumbá/MS e ao chegar na rodoviária compramos passagem para Campo Grande/MS às 23h acho. Neste ponto que disse que, se tivéssemos que passar pela aduana para sair da Bolívia e entrar no Brasil teríamos que dormir ali e esperar o outro dia. Como eu estava com muita pressa de chegar em casa, assumimos o risco para talvez termos que resolver isso depois, mas acabou não tendo problemas. Chegamos em CG às 6h da manhã, enfim em casa, após 16 dias. No fim das contas acho que gastamos cada um uns R$ 2.500,00 nesta viagem de 16 dias, contando tudo. Todos os preços e nomes de lugares são referentes a dez/2017. Todos os transportes atrasam. Eu dava uma causada. Valeu a pena? Muito. Foi inesquecível. Durante a viagem não tivemos a real noção do quanto foi legal (gostamos ‘médio’), mas hoje nos lembramos de tudo com muito carinho e saudade. Voltaríamos? Provavelmente não. Uma vez na vida está ótimo. Mas ficou a vontade de conhecer o salar Uyuni e o deserto do Atacama, para uma próxima oportunidade. Para os amigos indicaríamos ir de avião conhecer La Paz, Copacabana, Puno (que acabamos não conhecendo), Cusco, Águas Calientes/Machu Picchu. Como fomos pelo meio terrestre, não sentimos tanto a altitude; não sabemos como é quando se vai de avião. Também não conhecemos Sucre, que é a capital política da Bolívia e dizem ser legal. Indicamos que alguns passeios sejam cortados do roteiro sempre que o viajante estiver muito cansado. É bom avaliar as prioridades, caso contrário, fica estressante demais. Esperamos que este relato de viagem seja útil e/ou inspire alguém. =)
  7. Tarija é uma cidade boliviana de 500mil habitantes, onde há uma das maiores e mais reconhecidas produçoes de vinho da America Latina. Está a poucas horas de Uyuni (se vêm à Bolivia precisa ir ao Salar! Incrivel!!), mas como o turismo tarijense nao é tao explorado como em Sucre ou La Paz, muitos mochileiros nao sabem o que há para fazer e passam direto. Por isso vim contar um pouco da minha experiencia e falar para vocês que se têm espaço no seu roteiro, dá um jetinho de colocar essa cidade porque vale a pena. Eu dediquei algumas semanas da minha viagem em terras bolivianas para conhecer a gastronomia, a cultura, as paisagens, a historia e as belezas de Tarija. Comi comidas típicas deliciosas como Saice, Churrasco, Picante de Pollo (e muuuito barato), fiz alguns tours com agência e outros trekkings sozinha tambem. Em Abril é aniversario da cidade, entao têm varios eventos culturais interessantes todos os dias... apresentaçoes de dança, de musica e de teatro, feiras de roupas e de comida tradicionais, onde te fazem provar uma por uma de graça (por fim, eu ja estava satisfeita e nem precisei comprar nada haha). Passeios e trekkings têm vários! San Jacinto, Coimata, San Lourenzo, El Valle de La Concepción, sao povoados lindos que ficam ao redor da cidade e pode-se pegar um bus por 0,75 centavos e visitar com algumas horas, um dia ou acampar e fazer uma caminhada de dois dias. O centro da cidade também têm praças lindas, miradores, de onde se vê toda a cidade do alto, e construçoes antigas e coloniais. E o melhor dos passeios: tour guiado nas vinerias com degustaçao gratis! Vinhos incriveis! haha Por ultimo, o que tornou melhor minha estadia em Tarija: La Cúpula Hostel & Camping, uma pousada que fica perto do centro, é a mais barata da cidade (por 17 reais voce acampa e com 27 reais voce tem um dormitorio compartilhado, ambos com cafe da manha incluso) e têm uma energia super boa. No proprio hostel os donos preparam eventos de intercambio cultural, com dança, comida e musica, entao sempre há o que fazer. Nunca vai estar sozinho e, ao mesmo tempo, se quer relaxar um pouco, é um otimo lugar! Fotos da vigem e link do hostel La Cúpula: https://www.facebook.com/hostelandcamping.tarija.bolivia/?ref=bookmarks
  8. Com o atraso de quase um ano, estou deixando aqui meu relato dessa viagem que fiz em Julho de 2017 para Bolívia e Peru. Na época Lula tava solto e tinha acabado de ser condenado, brasileiros ainda não tinham feito Piedras Rojas ser fechado pra visitação, Game of Thrones S07 tava estreando na HBO (assisti na viagem inclusive) e Despacito tava bombando no mundo todo. Desculpe quaisquer erros gramaticais ou de concordância desde já, e se esquecer algo que você quer saber, pode perguntar aí embaixo. PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM Os integrantes da viagem são eu e minha namorada. Planejamos a algum tempo nos mudar pra Irlanda, economizando nosso dinheiro para ir, portanto nas alturas de Fevereiro/17, ela vivia triste por que não íamos ver Machu Picchu antes de ir, que era um sonho antigo de nós dois, e provavelmente se desse certo na Irlanda, só conseguiríamos visitar essa maravilha do mundo moderno depois de uns 4 ou 5 anos, de acordo com nossos planos. Então em um final de semana desse fevereiro, a família dela ligou dizendo pra eu verificar uma passagem pra Cuiabá, onde parentes dela moram, para eles irem visitar. Ligaram pra mim porque sou uma espécie de agente de viagens independente e comunitário, sempre verificando pra parentada passagens. Não sei se outros mochileiros também tem essa funções voluntárias, podia tirar uma grana boa com isso. Ao verificar vi que realmente estava com uma promoção boa, a passagem estava muito barata. Achar algo de Macapá pra qualquer parte do Brasil com bom preço é muito difícil, muitas vezes tem que ter sorte, como foi esse caso. Então enquanto pesquisava pra eles as datas, me bateu um estalo de um relato antigo que tinha lido aqui uma vez, que falava de ir pra Bolívia por Cáceres, cidade próxima a Cuiabá. Na mesma hora a cabeça de viajante começa a ficar a mil, comecei a maquinar o percurso na cabeça, pensar se valia a pena, fazer cálculos, etc. Fiquei como a Nazaré. Bolando roteiro e calculando gastos de um mochilão ainda imaginário Após verificar tudo mentalmente, fui ver a volta. Tinha na conta Multiplus uns 15 mil pontos, que sobraram de outra viagem, e 15 mil na conta de minha mãe, que tinha transferido do cartão de crédito, que é de meu uso. Então como quem não quer nada, fui pesquisar quanto estava custando passagens de Lima para Macapá, somente a volta. Pan, 14.000 pontos cada! Com essa nova informação a cabeça ficou a mil, compartilhei com a namorada a descoberta. A gente tinha que decidir rápido, por que a qualquer momento podia mudar a pontuação ou o preço da passagem. Por fim, por causa da passagem muito em conta, e o sonho de ver Machu Picchu, resolvemos "embarcar" nessa!! Uhul, em um espaço de tempo de 2 horas, fomos de conformados a não visitar Machu Picchu, a ter Julho praticamente todo e alguns dias de agosto lá pras bandas dele. Euforia da viagem tomou conta, e passei a planejar furiosamente o roteiro e preparativos. Como tiramos a passagem com muita antecedência, tempo para se programar não faltou. Juntamos uma graninha, compramos algumas coisas que precisavam, outras já tínhamos do Mochilão feito para o Chile em 2016 (que também ainda não fiz relato, futuramente quem sabe). Abaixo terá a relação do que levamos em detalhes. Tudo pronto, fizemos o seguro viagem com a Real Seguros, que era a mais em conta, e já adianto que não precisamos utilizar os seus serviços, mas isso é uma coisa boa, melhor passar a viagem sem perrengues de saúde, pois como bem já dizia Paulo Cintura “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”. Agora vou falar de outra parada importante pra você se organizar pré-viagem. Como garantir que você não vai perder suas fotos tão queridas que você vai usar pra ter uma ideia do visual que viu ao vivo futuramente. Parece clichê falar mas as fotos não passam nem 50% da sensação que você tem ao presenciar tudo pessoalmente, todo o seu campo de visão preenchido por aquelas paisagens, a proximidade que você sente de montanhas e quedas d’água que nas fotos parecem estar muito distantes. Por isso, você tem que garantir que você terá as fotos para avivar sua memória, e também, para os que curtem as redes sociais de fotografia, compartilhar com quem quiser suas aventuras e conseguir aqueles likes. Para lhes safar dessa, o que eu digo é o seguinte: Tenha mais de um Backup. O sistema que eu uso até agora nunca perdi uma foto de viagens, dá um trabalho mas vale a pena. Ele consiste no seguinte: Ao final do dia, quando você voltar para o hostel faça o Ritual do Backup. Minha câmera tem Wifi, então eu passava as fotos que bati no dia pro Smartphone, e nele eu tinha o App Google Fotos instalado (tem pra iOS e Android). Com ele você consegue fazer o backup de fotos e vídeos ilimitadamente (mantendo a qualidade original das fotos) para a Nuvem. Então eu botava o celular pra fazer o backup no wifi durante toda a noite, enquanto recarregava-o. Além disso, sempre que o Hostel tinha Computadores para uso dos hóspedes, ou tava com um tempo livre e via uma lan house, eu pegava os cartões de memória e passava todas as fotos batidas pro HD externo, que ficava sempre comigo na mochila de ataque. Pode fazer isso que é garantido não perder nada! Durante nossa viagem achamos no chão uma bolsa contendo vários cartões de memória e acessórios de um casal alemão, que entregamos após gritar perguntando de quem era. Eles nos agradeceram bastante, porque disseram que não tinham backup e se perdessem teriam perdido as fotos de toda a viagem praticamente, que já estava no final. Não corra esse risco, sempre tenha o backup seguro. Desde já também já me desculpo por não ser mestre em fotografia como alguns que já vi por aqui, caras muito bons mesmo que manjam demais e nos entregam muitas pinturas para nosso deleite. Eu não tenho tanta noção assim de coisas básicas, mas tento fazer o máximo com o que sei, acho que deu pra fazer umas boas fotos na viagem. Julguem. INFORMAÇÕES IMPORTANTES LEVAMOS: R$3.500 cada, mais 150 dólares por via das dúvidas, com cartões de crédito para emergências (que não foram muito utilizados, só para pagar um ou outro hostel que não cobrava a mais ou até dava desconto). Deu de boa, usando o TrabeePocket pra calcular os gastos é difícil ficar apertado. Você vai saber quando o dinheiro tiver acabando, aí só pensar no que ainda vai querer fazer, calcular a comida, etc, que você não vai passar fome nem ficar sem camisinha pra uma eventualidade (mas se for fazer trilha, favor levar a uma boa quantidade, pra não ter que ficar pedindo nas outras barracas no meio da noite) e acabar gerando um mochileirinho não-planejado. CÂMERAS UTILIZADAS: - Semi-profissional Canon Powershot SX530HS. É boa por que a lente é angular, e tem um zoom bomzinho. Pelo preço, foi um bom negócio. - Gopro 3 - Motorola G4 - OnePlus 3T Para edição das fotos, não manjo muito desses aplicativos complicados, então somente fiz ajustes no Snapseed mesmo, nada mais. O QUE LEVEI: Em mim: Doleira durante toda a viagem, que não tirava pra nada (até tomava banho com ela.. brinks) contendo: - Dinheiro - Cartões - Passaporte Uma doleira é INDISPENSÁVEL no Mochilão. Todo mundo fala isso mas não custa repetir. Na Mochila de Ataque (uma caselogic de notebook veinha que tinha aqui): - Câmeras mencionadas acima, menos o Moto G4 - Acessórios diversos para as câmeras, como Tripé, bastão, etc 1 - HD externo para Backup das fotos sempre que possível 2 - Cartões de Memória 1 - Lanterna led (recomendo as pra cabeça, lhe deixa com as mãos livres) e baterias 1 - Fone de ouvidos 1 – Tapa-olhos (Para dormir sem incômodos) 1 - Tapa ouvidos (Mesmo motivo acima, pode ser usado fones de ouvidos intra auriculares também) 2 – Óculos de sol (favor levar um com uma lente de qualidade, especialmente pro Salar, pois seu uso é praticamente obrigatórios pois as corneas queimam por algum fator que eu esqueci agora, reflexo da luz solar no chão se não me engano) 1 – Par de Luvas 1 – Toalha Quechua Ultra Absorvente 1 - Kit Viagem com Shampoo e Condicionador 250ml 1 - Bepantol 1 – Desodorante Rolon 1 - Escova de dentes e pasta 1 – perfume em uma embalagem de viagem 50ml 1 – Protetor Solar (No mínimo uns 30fps, na altitude o sol dói mais na pele, pondo da maneira mais simples possível) 1 – Repelente loção (Spray talvez barrem) 1 – Rolo de papel filme 1 – Pacote de lenços umedecidos 1 – Pente 1 – Pasta com papéis como: mapas Salkantay, Passagens compradas antecipadamente de volta e Santa Cruz-Sucre e Seguro Saúde 1 – Powerbank 10000mHa (muito importante, principalmente nos dias sem energia que passei no Salar de Uyuni e na Trilha Salkantay) 2 – Cadeados (Para deixar suas coisas seguras nos lockers de Hostels) 1 – Carteira com pouca coisa, pra enganar besta em caso de um roubo, ou furto etc. 1 – Carregadores de todos os eletrônicos 1 – Extensão/filtro de linha e adaptadores de tomadas (As vezes você terá somente ou duas tomadas para utilizar e vários apetrechos para carregar, então leve no mínimo um Benjamin) 3 – Cartelas de Clorin para usar nas trilhas, porém já adianto que não foi preciso, sempre havia água disponível, mas nunca é demais previnir 1 – Bolsa com uma grande variedades de remédios: Estomazil, Ibuprofeno, Imosec, Multigrip, Aspirina, Buscopan Composto, Clarimir, Diamox, Tylenol, Esparadrapo, Gaze, Algodão, Oftalbiotica, Plasil, Tesourinha, Serra de unha. Foi bastante pesada, depois de um tempo deixei o shampoo e condicionador no mochilão, além de alguns acessórios de câmera que sabia que não ia precisar e a extensão e adaptadores de tomadas. Mas não tava nada absurdo, deu pra levar ou eu me acostumei depois de um tempo. No Mochilão (Uma Quechua de 40L que comprei na Decathlon): 8 - Camisas/Camisetas 1 – Calça Jeans (fui vestido) 1 – Calça Moleton 1 – Calça de trilha Forclaz Quechua modulável 2 – Bermudas 1 – Blusa Fleece 1 – Calça Fleece 1 – Blusa Moleton 1 – Corta vento 1 – Blusa Segunda Pele 1 – Calça Segunda Pele 1 – Tênis 1 – Sandália 1 – Bota Impermeável Timberland Flume Mid As roupas em camada são essenciais para o frio que faz, comprem tudo na decathlon que sim, é a mais em conta que tem em 95% das vezes. Eu não recomendo a bota da Timberland, apesar de se dizer impermeável, ela molhou na viagem, meus pés ficarem ensopados. Quando voltei entrei em contato com a Garantia (mesmo fora do período) e pedi meu dinheiro de volta. Depois de uma ameaça de Procon eles devolveram meu dinheiro. Não acho que esqueci algo muito importante, tudo me serviu muito bem na viagem. Planejamento é tudo, pensem bem no que vocês podem precisar, se informem nos diversos relatos que tem aqui para basear o seu. Abaixo uma foto da arrumação (ainda não saiu tudo aí, faltou coisa): Era véspera de viagem, não reparem a bagunça! Tudo pronto, planejado e organizado (viagem sem planejamento é privilégio de quem tem dinheiro, se você é liso como eu e quer aproveitar, faça-o), embarcamos para Cuiabá, onde não começa o relato (já que vou focar só na Bolívia e Peru) e termina o pré-viagem que falei até agora. Segue o roteiro padrão que seguimos, bem simples, lembrando que ele foi bastante personalizado, devido as situações pouco comuns de entrada e saída que tínhamos e também as prioridades de visitações. Foi tudo escolhido a dedo, então não sei se ele como um todo pode servir para pessoas que não moram no Mato Grosso, mas partes com certeza podem se encaixar com o seu. O importante é não engessar o seu ao que outras pessoas fizeram, e procurar fazer o que você acha que vai dar mais certo. ROTEIRO 05/07/2017 Macapá > Cuiabá 06/07/2017 Cuiabá 07/07/2017 Cuiabá 08/07/2017 Cuiabá 09/07/2017 Cuiabá > Cáceres 10/07/2017 Cáceres > San Matías > Santa Cruz 11/07/2017 Santa Cruz > Sucre > Uyuni 12/07/2017 Uyuni 13/07/2017 Uyuni 14/07/2017 Uyuni > La Paz 15/07/2017 La Paz 16/07/2017 La Paz 17/07/2017 La Paz 18/07/2017 La Paz 19/07/2017 La Paz > Copacabana 20/07/2017 Copacabana >Puno > Cusco 21/07/2017 Cusco 22/07/2017 Cusco 23/07/2017 Cusco 24/07/2017 Cusco 25/07/2017 Cusco 26/07/2017 Cusco 27/07/2017 Cusco 28/07/2017 Cusco > Machu Picchu Pueblo 29/07/2017 Machu Picchu 30/07/2017 Machu Picchu > Cusco 31/07/2017 Cusco > Huacachina 01/08/2017 Huacachina 02/08/2017 Huacachina 03/08/2017 Huacachina > Lima > Huaraz 04/08/2017 Huaraz 05/08/2017 Huaraz 06/08/2017 Huaraz 07/08/2017 Huaraz > Lima 08/08/2017 Lima 09/08/2017 Lima > Macapá Partiu terra dos Jajajas que tanto me fazem estresse nos jogos online! RELATO 05/07/2017–08/07/2017 Cuiabá Nesses dias ficamos mais com a família e fizemos passeios pela cidade. Então, para manter o foco do relato a Bolívia e ao Peru, vou passar pra quando fomos pra Bolívia. Fiquem abaixo somente com uma foto que tiramos na Chapada dos Guimarães: Meme look at all the fucks I give.jpg 09/07/2017-11/07/2017 – Ida para Uyuni Começamos nossa peregrinação onibulesca para Uyuni indo para Cáceres, de onde dia 10 pegaríamos um ônibus que nos levaria até San Matías, para que pudéssemos comprar nossa passagem para Santa Cruz de la Sierra. Já tínhamos a passagem de Santa Cruz para Sucre, e de Sucre iríamos pegar um ônibus para Uyuni. Pra quem quiser pegar esse caminho para entrar no Bolívia, você deve chegar em Cáceres (Vans da Meira Tur lhe pegam onde você estiver em Cuiabá, e lhe deixam em Cáceres), se dirigir a PF que tem lá, para informar sua saída do Brasil, eles lhe darão um carimbo e um papel para você entregar no retorno, então se dirija a Rodoviária e compre sua passagem para Corixá, onde fica a divisa com a Bolívia, fizemos como nos foi recomendado, chegando lá você verá vários taxistas só esperando sua ilustre presença, para lhe levar por uma estradinha de terra até San Matías, onde você deverá ir até a imigração e também fazer câmbio para pagar a passagem de ônibus. Troque somente o essencial, pois a cotação não vai estar muito boa. Não esqueça do principal na viagem: a arte de pechinchar. É assim que você se identifica como brasileiro nas viagens, porque os gringão dasoropa só perguntam o preço e pagam. Não faça isso, sempre há margem para um desconto sulamericano. Nós fazíamos uma estratégia good cop / bad cop, onde minha namorada ia na frente, perguntar o preço, e depois me dizia, e eu fazia aquela cara de quem diz que tá caro, e perguntava se não dava pra dar uma baixada. Quase sempre dava certo, então tenha isso em mente em todas as transações comerciais que fizer. Não vou me prender tanto na questão do câmbio, até por que as cotações já não estão as mesmas de quando fui. Para efeitos de conhecimento, levei 150 dólares e o resto todo em reais, pois na minha opinião perder 2 vezes ao trocar para dólar e depois a moeda local não valia tanto a pena na Bolívia. Já no Peru sim, então recomendo levar dólares para lá (se bem quem tá em crise lá agora, se pá deve tá bom reais também). Há várias postagens com dicas para câmbio, então não posso lhes ensinar mais que eles. No final da postagem vou deixar o que gastei nos dias que estou relatando, e desde já deixo a recomendação de um excelente aplicativo para você calcular seus gastos na viagem sem ter que ficar contando os borós onde chegar. É o TrabeePocket, nele você cria uma viagem com um período de tempo, e vai inserindo quanto tem, quanto trocar e tudo que gastar. Pra lançar na moeda local os gastos, você tem que comprar o premium do App, se não me engano são uns 8 reais somente. Vale muito a pena, pois inclusive é de onde agora, quase um ano depois, estou tirando os valores de tudo que gastei. Após você pode exportar seus gastos em forma de planilha, para consultar. Foi uma mão na roda. Com o andar da carruagem também vou falando outros apps que auxiliaram bastante na viagem. Infelizmente eu esqueci de botar no TrabeePocket os câmbios que fiz, então esse é outro motivo pelo qual não vou detalhá-los aqui. Retornando ao relato, chegamos na rodoviária, com pesos bolivianos trocados e o passaporte de entrada na Bolívia carimbado, eles também lhe dão documentos para guardar e devolver na saída do país, então baste cuidado com tudo isso, deixe sempre na doleira, ou em um compartimento seguro da mochila de ataque. San Matías é uma cidadezinha com estrada de chão, então tem muita poeira por lá, e o SOL também não dava muito sossego. Não é interessante, é bastante feinha, porém sem ela não chegaríamos a nossos objetivos de viagem, então não vou difamar a coitada. Compramos duas passagens para Santa Cruz, dois Salgadinhos, e ficamos lá, esperando nosso ônibus. Estava pensando aqui, e é engraçado que nos grandes centros turísticos de nossas viagens, é comum encontrar outras pessoas como nós, com mochila nas costas, talvez um bronzeado, aquela pinta mochileira. Já no começo da viagem, somos só nós, nos dirigindo aos lugares onde nos reunimos com os demais de nossa tribo. Isso é algo que sempre percebi e achei legal. Em San Matías nossa companhia nos ônibus eram trabalhadores rurais, vendedores de coca, e família Bolivianas, só nós dois e talvez mais um casal de turistas. Não é uma rota muito comum para entrar na Bolívia, nem muito confortável ou agradável, mas era o que tinha pra gente, então foi o jeito. Os perrengues fazem parte da rotina mochileira, e eu principalmente estava utilizando essa viagem também como uma espécie de prova de fogo que vamos conseguir nos manter na Irlanda. Eu pensava que se conseguíssemos passar aquele mês em 2 países novos, com todos os perrengues e cuidados inerentes ao mochilão, a Irlanda ia ser fichinha. Daqui pro final do relato vocês vão saber se a missão foi cumprida ou não. Bom acho, que por agora é só, no próximo capítulo vou narrar nossa chegada em Santa Cruz até Uyuni, e talvez o começo do Salar. Até lá! GASTOS DO DIA (lembrando que somos 2, então vou dividir o que gastamos e colocar o valor individual): 09/07 Suco E Laka Oreo – R$5 Passagens Cuiabá-Cáceres – R$66 Hotel Cáceres – R$35 10/07 Táxi para PF ida e volta – R$15 Passagem Van Corixá – R$25 Taxi para a imigração, câmbio e rodoviária de Santa Matías – R$20
  9. Oi, galera. Vim deixar meu relato porque sei o quanto é importante, para quem quer fazer esta viagem, ter informações recentes. O foco será um dos pontos que mais geram dúvida na hora de fechar o passeio: a agência contratada. No meu caso, foi a Cordillera Traveler. Contrarei o passeio saindo de Uyuni e voltando a Uyuni. Reservei por e-mail o tour coletivo (6 pessoas). O atendimento foi rápido, cortês e, quando cheguei a Uyuni de ônibus, havia, como prometido, um taxista me esperando e para levar até o escritório da agência. Abrindo parênteses: o tal homem tentou me dar um "golpe": disse para, enquanto a agência não abria, eu ir tomar um café no Noñis, que é aquele café cheio de gringo (que até compensa; é limpo, tem wi-fi, banheiro e uma ducha precária) e me apontou uma escada que não se parecia nada com o Noñis. Depois uma senhora apareceu me chamando pelo nome (evidente que comunicada pelo taxista), me pegou pelo braço e subiu a escada para me levar a um café que, embora ela tenha dito que era o Noñis, se chamava Café Satori: 200 pessoas amontoadas num espaço para 10, uma moça vem para cima de você perguntar o que quer comer e, até antes de trazer a comida, já traz a conta rs. Depois da experiência, descobri onde ficava o verdadeiro Noñis, que, inclusive, é um coringa se você precisar usar o banheiro enquanto seu passeio não sai; ninguém liga se você não comer nada. Enfim, quando o escritório abriu, fui recebido pela Bernardina, que foi muito prestativa e educada, me passando várias dicas valiosas sobre o que levar para o tour, inclusive coisas que não havia lido na Internet (por exemplo, chinelos para explorar o salar molhado). Ela também indicou comprar coisas - não se preocupe, Uyuni basicamente só tem, além de agências de viagem, lojinhas para comprar coisas para levar no passeio. Às 10:30, fui encaminhado ao motorista. Sobre os locais visitados, não tem como não se encantar com as paisagens. O Salar é uma maravilha, é surreal. Mas o passeio nunca se limita a ele: ao longo dos três dias, são diversas paisagens diferentes, uma mais bonita que a outra. Sobre a estrutura do tour, optei pela Cordillera porque, pesquisando na Internet, vi que era a que parecia conseguir os melhores alojamentos e ter os melhores carros. Isso pareceu se confirmar: o nosso carro era bem conservado e não quebrou (vimos vários carros velhos e com problemas no caminho) e nossos alojamentos pareceram melhores que os demais. Tinha banho quente nas duas noites (pago, como tudo no deserto) e até wi-fi (pago e lento, mas funciona para dizer que está vivo) na segunda. Vale destacar que o alojamento do segundo dia era mais confortável e limpo que o do primeiro; na Internet costumo ler o contrário. O único grande porém, e que quase estragou tudo, foi nosso motorista, chamado Isac. Elencando tudo o que aconteceu: - Ele foi rude e desrespeitoso desde o início. Falava pouquíssimo e respondia às nossas perguntas com mau humor e grosseria. Fez chacota de uma garota do grupo porque ela queria ir ao banheiro, mas não havia toalete (na verdade percebi que até havia, mas ele não quis levá-la) e deu o maior esporro em um rapaz que pôs sua bolsa de pano sobre o capô do carro, dizendo que ia danificar a pintura; isso falando de um carro que havia acabado de cruzar um deserto de SAL e depois pegou muita poeira na estrada e ainda voltaria a Uyuni sem ser lavado - o motorista ficava esfregando um pano toda hora!!. - Diferente de outros motoristas, quando nós parávamos para fotos ele só dizia quantos minutos tínhamos, desaparecia e, na maioria das vezes, nos fazia caminhar bastante até onde devíamos encontrá-lo. Isso de ele sumir atrapalhou muito no Salar; não conseguimos fazer nenhuma foto aproveitando os efeitos de perspectiva. Não é algo trivial de se fazer, mas vimos que os motoristas ajudavam os outros grupos. - Quando saímos do Salar, ele (que parecia cochilar ao volante) começou a nos levar para um lugar completamente alagado que não tinha nenhum outro grupo. O carro começou a morrer e não conseguíamos seguir em frente. O motorista apenas xingava em espanhol ("chucha! chucha!") e tentava ressuscitar o carro. Quando perguntei por que estava seguindo aquele caminho sendo que ninguém estava indo por ali, ele só retrucou. Depois de uns minutos, deu meia volta e escolheu outro caminho. Na parada seguinte, me confessou que ERROU o caminho porque se guiou pela montanha errada. Isso poderia nos ter posto em uma situação de alto risco e arruinado o passeio. - Como eu disse, o motorista falava pouco. Ao longo da tour, ele se limitava a dizer o nome dos lugares. Quando perguntávamos algo, normalmente ele dizia que não sabia. E, às vezes, até mesmo dava informações falsas. Não sei se para rir da nossa cara ou por desinformação mesmo. - Havia uma garota vegetariana no nosso grupo, e ela informou isso à agência. No entanto, não prepararam as refeições vegetarianas para ela. Quando fizemos a queixa ao motorista, ele simplesmente disse "ninguém me informou isso", deu de ombros e continuou servindo linguiça de porco. - No retorno a Uyuni (que é MUITO longo; se puderem sigam para San Pedro e terminem a viagem lá), ele foi muito imprudente. Todos os motoristas trafegavam na perigosa estrada a, no máximo, 60 km/h. Este ia de 80 a 100 km/h, ultrapassando os demais enquanto falava ao celular. Outra coisa que me preocupou foi que ele, sem nos explicar, parava o carro em alguns lugares e saía para falar com pessoas estranhas, retornando após alguns minutos. Resumo: as paisagens são espetaculares, a empresa tem estrutura para oferecer o passeio, mas fiquem atentos ao motorista. Percebi que alguns são bons e outros não. Sugiro verificarem na Internet indicações de nomes e pedirem por eles quando forem reservar. P.S.: se você quiser fazer o passeio com uma agência em específico, sugiro fazer a reserva ao invés de chegar lá e contratar. Contratar na hora é um pouco mais barato, mas vi muita gente chegando em uma empresa, contratando pensando que é aquela, mas no fim das contas, sendo empurrada para outra SEM AVISAR, porque eles ficam combinando de fechar as vagas de todo mundo. P.S.2: paguei USD 140 no passeio (janeiro de 2018).
  10. Sergio De jesus

    Chacaltaya 2018

    Salve salve mochileiros vou contar um pouco da minha viagem a la paz no monte chacaltaya e custo dessa viagem. atualmente estou morando em Santa Cruz de lá Sierra (bolivia) peguei um ônibus de Santa Cruz a la paz ônibus esse muito confortável com Tv banheiro poltronas ótimas,a passagem custou 130 bolivianos (65,00 reais).uma viagem que dura 17 horas até la paz,chegando na rodoviária de la paz contratei um táxi que me levou até a calle (rua) Linhares aonde tem varias agência de viagem e hoteis o custo do táxi foi 20 bolivianos (10,00 reais) o taxista me indicou o hotel lion gostei muito desse hotel no próprio hotel já tem a agência que leva ao chacaltaya,hotel muito bom tudo limpinho.obs: não pense que vai encontrar um hotel com ar condicionado em la paz pq anoite é muito frio. Custo do hotel 100,00 bolivianos (50,00 reais) com café da manhã incluso e serve tbm um delicioso chá de coca,lembrando que não é droga ok. fui na agência que fica no próprio hotel e contratei o passeio para o chacaltaya e valle de la Luna os 2 passeios por 90,00 bolivianos (45,00 reais) No dia seguinte a vãn passa no hotel as 8:00 horas da manhã recolhendo o pessoal,estávamos em 7 pessoas na vãn,chacaltaya fica uns 40 minutos de la paz assim que sai da cidade vc já sente o clima mudar e a vãn passa por um caminho que só cabe 1 carro e vai subindo vc olha pela janela e da um puta medo desse carro cair ladeira abaixo hehehe vai chegando num certo ponto vc já vê as montanhas nevadas e estrada tbm com neve,a vãn sobe e deixa vc na estação de esqui que hj se encontra desativada quando vc deçe da vãn é incrível vc afunda o pé na neve,dai o guia pergunta se vc quer subir o monte (é lógico que sim neh ) são mais ou menos 300 metros de subida mais que eu vou te contar parece “300 kilometros” no meu caso eu senti muito a altitude de 5.400 metros acima do nível do mar eu demorei muito pra subir mais cada um sobe no seu Ritimo quando vc chega lá em cima a vista é incrível vc vê vários montes nevados o vento frio que parece que vai congelar seu nariz e seus dedos mesmo com luvas, mas garanto é sensacional muito lindo fui numa época com bastante neve,segundo o guia a melhor época pra ver neve no chacaltaya é no verão de dezembro a março. Voltamos pra cidade para poder ir pro segundo passeio valle de la luna mais eu não consegui ir realmente estava muito cansado senti muito a altitude lá no monte chacaltaya tudo que eu queria era uma cama pra deitar e fiquei no centro próximo ao hotel. Se me perguntarem se eu faria denovo,é claro que sim super indico é uma sensação ímpar. la paz é uma cidade linda com o trânsito caótico um monte de pessoas buzinando ao mesmo tempo heheheh aquela loucura,a única coisa que não gostei e não gosto é a culinária local. Um abraço a todos espero ter ajudado de alguma forma e qualquer dúvidas estarei aqui pra tentar ajudar.
  11. Muita gente tem nos perguntado a respeito da nossa viagem para a Bolívia; como fizemos, por que fizemos, por onde fomos. Então, vamos lá! Nós queríamos uma viagem que não onerasse muito e que fosse diferente do que já fizemos. Pesquisando alguns destinos, descobrimos o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. A partir daí, traçamos um roteiro para fazer por terra, tendo como destino principal o Salar, indo por um trajeto e voltando por outro, para conhecer as cidades do caminho. Nosso roteiro: ● Saída Dourados > Corumbá / Carro 🚗 Fomos até Corumbá de carro, pois tínhamos onde deixá-lo, na casa de um amigo, e seria mais em conta do que ir até lá de Ônibus. * Em Corumbá: só ficamos um dia, então visitamos apenas o Cristo, lugar de onde se pode observar toda a cidade. ● Corumbá > Puerto Quijarro (fronteira) / táxi/a pé 🏃 Pegamos um táxi até a fronteira e o próprio taxista nos orientou como funcionava para atravessar. Você vai precisar passar primeiro na PF, ainda no lado brasileiro, para registrar sua saída do país. Depois, é só atravessar a pé até a polícia boliviana e registrar sua entrada lá. Não estava tão cheio, mas ainda assim demoramos cerca de 1h20min para atravessar. Nós usamos o passaporte como documento, mas você pode usar o RG mesmo (Atenção, CNH não é aceita)! *Em Puerto Quijarro: Passeamos pelo centrinho da cidade, onde tem muitas lojinhas de tudo que você imaginar e um feirão de roupas bem interessante! Como gostamos muito da Casa China de Pedro Juan/ PY, quisemos conhecer a de lá, apesar de as pessoas de lá nos avisarem que não era boa. Realmente, não recomendo! É muito pequena, sem muitas opções de produtos e é longe do centro. Então, fique no feirão! ●Puerto Quijarro > Santa Cruz / Ônibus 🚌 A vantagem de se viajar de Ônibus lá é que você consegue, com facilidade e por um preço muito bom, ônibus leitos e eles saem sempre à noite. Então, além de você não perder seu dia, ainda economiza uma noite de hotel. Pegamos com a empresa Baruc; carro novo, bem limpinho e atendimento excelente. * Em Santa Cruz: chegamos na cidade no dia 31, então passamos o réveillon lá. Ficamos em um hotel próximo à praça da cidade. Eu achei a cidade muito bonita e bem desenvolvida! Tem seu lado feio e seu lado bonito, como toda cidade grande. Mas, particularmente, achei um lugar muito agradável! Passeamos ali pelas redondezas durante o dia e também visitamos o shopping. Para o nosso réveillon, jantamos e tomamos em um restaurante americano no shopping e, antes da virada, voltamos para o hotel, pois estava tendo uma festa no terraço, de onde pudemos assistir à queima de fogos na praça. Na tarde seguinte, pegamos um vôo para Sucre. ●Santa Cruz > Sucre / Avião ✈ Este foi o único trajeto que optamos por não fazer por terra, pois a estrada entre essas duas cidades é extremamente perigosa e são 14 horas de viagem. Então, pegamos um vôo com Amaszonas. Confesso que passei um medinho bem tenso nesse pedaço da viagem! O avião era pequeno e um pouco velho, o que acabou me dando um certo pânico quando embarquei. Mas foi um vôo rápido, de apenas 35 minutos e o atendimento foi ótimo, então ainda acredito que compense mais que as 14 horas de estradas com precipícios! *Em Sucre: chegamos de tarde e tínhamos a intenção de dormir uma noite lá. Muitos não sabem, mas Sucre é a capital constitucional da Bolívia. É conhecida como a "cidade branca", devido à cor dos imóveis. Mas ao chegar e conversar com o taxista que nos levou do aeroporto até a rodoviária, decidimos seguir viagem até Potosi, de táxi, pois era realmente muito barato e compensaria mais do que dormir ali. ●Sucre > Potosi / Táxi 🚕 O táxi nos cobrou apenas 50 bolivianos, o que equivale a, aproximadamente, 25 reais para nos levar, num carro compartilhado com um casal boliviano, numa viagem de duas horas e meia. A estrada é muito bonita e achamos que valeu a pena ter ido de táxi para aproveitar a paisagem. *Em Potosi: não estava nos planos dormir ali, dependeria da hora em que conseguiríamos um ônibus para Uyuni. Quando chegamos na rodoviária já havia um ônibus saindo em 15 minutos, então decidimos seguir viagem. ●Potosi > Uyuni / Ônibus 🚌 O ônibus que pegamos na sorte ali já saindo era muito bom! Limpinho e confortável. Viajamos à noite e chegamos em Uyuni à meia noite. Reservamos um hostel pelo Booking, bem simples, mas confortável, limpo e com chuveiro quente. Oasis Blanco, recomendo. Antes de sair para o passeio no Salar, combinamos com o atendente de, na volta, poder tomar um banho ali, pois seguiríamos viagem direto. *Na cidade de Uyuni: é uma cidade pequena, mas muito graciosa, uma típica cidade de turismo. Não passeamos muito por lá, apenas andamos um pouco até encontrar as agências de passeio, que ficam todas próximas umas das outras. Há muitas agências e já havíamos pesquisado antes de ir. Conseguimos fechar com a Salty Desert Aventours, que era mesmo a que queríamos pegar. Recomendo muito! Há agências mais caras e mais baratas. Mas como você ficará três dias no deserto, sem comunicação, sugiro que não pegue qualquer empresa. A Salty tem um preço bom e o atendimento é de ótima qualidade! Nosso guia, Antonio, era muito paciente, simpático, atencioso e divertido. Durante o passeio, ouvimos outras pessoas elogiando os seus guias da Salty, então acredito que o bom atendimento seja critério da empresa. Os passeios iniciam às 10h30 da manhã, saindo da agência e voltam ao final do terceiro dia. São três dias e duas noites de passeio. Está incluso no valor a hospedagem e alimentação, que é preparada pelo próprio guia. Tudo muito simples, mas feito com muito capricho. (No caso da Salty Desert! Se pegar outra empresa, é bom pesquisar antes.) ●O PASSEIO Bem, aqui chegamos ao destino da nossa viagem: o passeio no Salar de Uyuni. Não são os três dias exatamente no deserto de sal, é um roteiro que passa por vários lugares na região (todos desérticos) e, ao final, você pode escolher entre atravessar para o Chile ou voltar para Uyuni. Nós optamos por voltar. > 1° Dia: Cemitério de trens - primeira parada parada pra fotos, nos trens que foram abandonados ali. Vila Colchani - uma vila onde você poderá comprar souvenirs, artesanato local e de sal e tomar a única cerveja gelada do passeio. Almoço no hotel de sal/ monumento Dakar - Parada para almoçar e tirar foto no monumento do Rally Dakar, feito de sal. Salar de Uyuni - Após o almoço, cada guia se dirige pra um ponto do deserto de sal com seus turistas. O Salar era uma lagoa de água salgada que, por um movimento das placas tectônicas se modificou e cujas águas, aos poucos foi sendo eliminada. Sobrou então o sal, que formou um enorme deserto. Aqui é possível ver a imensidão branca do Salar. Em época de chuvas, o sal úmido forma um espelho que reflete o céu. Não tivemos a sorte de ver esse fenômeno, pois não havia chovido nos últimos dias. Nesse ponto, o guia faz as famosas fotos de perspectiva, típicas do passeio. Ilha de Cactos - A ilha era uma formação de corais, no fundo da lagoa, que emergiu com a eliminação da água e hoje se tornou uma ilha. Com o tempo, nasceram cactos por cima dos corais. Pôr do sol - Esse é um dos momentos famosos do passeio, pois é realmente muito lindo. Mas é muito frio! Quando o sol começa a baixar, o vento fica muito forte, o que faz a temperarura baixar bastante. Mas o espetáculo do sol vale o esforço! Salar de Chiguana - É um salar que ainda está em formação e que fazia parte da mesma lagoa do Salar de Uyuni, que ficou separada após a movimentação das placas tectônicas. Hotel de sal - A hospedagem da primeira noite é num Hotel de Sal, bem simples mas muito bem arrumadinho. Aqui, você pagará 10 bolivianos para tomar o único banho do passeio. > 2° Dia: Vulcões e Lagoas - No segundo dia, já saímos do Salar e passamos a conhecer uma paisagem desértica, com lagoas e vulcões. Em grande parte das lagoas, é possível observar flamingos, que se alimentam das algas. Laguna colorada - Uma das lagoas mais famosas. O nome se dá devido à cor avermelhada da água, fenômeno que acontece por causa de algas presentes na lagoa. Árvore de Pedra - No meio do deserto, há algumas formações rochosas provenientes das erupções vulcânicas . A árvore de pedra é a mais famosa delas. Montanha das sete cores - Uma montanha tão maravilhosa que não conseguimos demonstrar nas fotos. Mirante Vulcão Ollagüe - Vulcão que faz divisa entre Bolívia e Chile e é ativo. Do mirante, se pode ver a fumarola dele. Gêiseres Sol de la mañana - Esse acabou sendo o ponto alto do nosso passeio, por um presente da natureza. Quando chegamos aos gêiseres, estava nevando! Foi muito rápido, questão de minutos, mas pra quem nunca presenciou e não esperava por isso, foi emocionante! Hotel e Lagoa termal - O hotel da segunda noite não é de sal, é um hotel comum, fica nas montanhas, perto de uma lagoa de água termal. Fomos tomar banho na lagoa à noite, um céu tão estrelado que não consigo descrever, estava muito frio e a água estava a 38°C. O guia nos instruiu a não levar câmeras e celulares por segurança, pois havia outras pessoas que não eram do grupo. Por isso, esse é um momento que você terá que experimentar por conta própria, ficou apenas nas nossas memórias. Mas garanto que é inesquecível! > 3° Dia: Laguna verde - Que não estava verde. Quando se visita a natureza, dependemos dela. A famosa Laguna Verde não estava verde, pois não estava ventando. Suas águas ficam verdes devido à presença de certos minerais na água. Quando não venta, os minerais se depositam no fundo da lagoa, não sendo possível ver a sua cor. Mas mesmo assim, a lagoa estava linda! Vulcão Licancabur (fronteira com Chile) - Do lado de cá, Deserto de Dalí. Do lado de lá, deserto do Atacama. Baía de rocas - Outra formação rochosa, proveniente das erupções. Se você for criativo, diz-se que é possível enxergar figuras nas formações. Volta à Uyuni - Como não optamos por atravessar para o Chile, nosso passeio terminou aqui e voltamos para a cidade de Uyuni. Segundo o guia, este era o dia mais cansativo do passeio e concordei com ele. Todos estávamos cansados, havíamos nos sentido mal no dia anterior, devido à altitude e não havia mais muito o que visitar. Chegando em Uyuni, passamos no hostel para tomar um banho, como havíamos combinado com o atendente, e seguimos viagem. ● Uyuni > La Paz / Ônibus 🚌 Como estávamos cansados, dormimos a viagem toda e chegamos à La Paz pela manhã. * Em La Paz: Fizemos o passeio nos teleféricos da cidade. 🚡 Os teleféricos são uma obra do governo e não tem como intenção principal o turismo. É como se fossem o metrô. Há cinco linhas, para diferentes lugares da cidade, com várias paradas, e é utilizado pela população para ir trabalhar. É possível atravessar a cidade em poucos minutos. O trânsito da cidade é um caos! Por isso, acredito que o teleférico resolva um grande problema para a população! Não havíamos planejado fazer nenhum passeio em La Paz. Mas, como já estávamos lá, não podíamos deixar de fazer o passeio de bike pela estrada da morte. A Death Road, hoje, está desativada e é utilizada apenas para turismo. Mas, por muito tempo, foi utilizada e tem em sua história um número altíssimo de acidentes e mortes. Reza a lenda que, em um ponto dela, em um único dia, morrreram duzentas pessoas, vítimas de um grande acidente entre caminhões de trabalhadores. Mas não se assuste! É um passeio tranquilo e que vale muito a pena. Fechamos com a empresa Adventur on Wheels. Não é a mais barata e nem a mais famosa, mas recomendo! O equipamento é bom e eles te dão toda assistência necessária. Nosso motorista, Ôli, e nosso guia, Maurício, foram extremamente atenciosos e divertidos. O guia sempre vai no seu ritmo, não te força a correr e deixa claro que não é uma competição. O motorista está sempre atrás do grupo. Então, se você se cansar ou estiver com medo e quiser parar, a qualquer momento, ele coloca sua bike na van e você segue com ele. Ao final do passeio, eles te levam até um hotel com piscina, te dão toalhas e xampu. Ali almoçamos e tomamos um bom banho! A van nos deixou direto na rodoviária e de lá seguimos viagem. ● La Paz > Santa Cruz / Ônibus 🚌 Esse foi o único ônibus ruim que pegamos. Empresa El Dorado. Não recomendo mesmo! O ônibus mesmo leito não era bom, estava com o banheiro estragado e os motoristas eram muito estúpidos! Chegamos em Santa Cruz perto das 13h. Ficamos em Santa Cruz mais dois dias, na casa dos meus tios. ● Santa Cruz > Puerto Quijarro / Ônibus 🚌 A Bolívia vem passando por alguns conflitos políticos e, por isso, nesses dias, estavam acontecendo algumas manifestações e bloqueios de estradas. Por isso, não conseguimos concluir nossa viagem com a volta de trem, como havíamos planejado. O trem estava lotado até o final da semana, pois era o único meio que não havia sido bloqueado pelos manifestantes. Fomos de Ônibus, novamente com a empresa Baruc, assim que desbloquearam a estrada. Foi tudo tranqüilo, ônibus bom, atendimento bom; realmente recomendo a Baruc. ● Puerto Quijarro > Corumbá (Fronteira)🏃 Atravessamos a fronteira a pé novamente. Mas, dessa vez, acredito que pelo fato de a fronteira ter sido bloqueada nos dias anteriores, demoramos a manhã inteira para atravessar! A fila estava gigantesca dos dois lados! Em Corumbá, pegamos o carro e voltamos pra casa. Foi uma viagem realmente incrível! Um pouco cansativa, pois passamos mais noites na estrada do que em hotel e foi um passeio atrás do outro. Mas valeu muito a pena. É uma realidade muito diferente da qual estamos acostumados. A paisagem é fascinante! A altitude judia um pouco. No Brasil, o ponto mais alto, o pico da neblina, tem cerca de 2.900m de altitude e eu nunca estive lá! Dourados está a 437m de altitude e o máximo que já estive de altitude foram as serras do sul do país. Nós chegamos a 4.980m, no passeio dos gêiseres!! Nesse ponto, eu passei mal, mesmo tomando o comprimido que eles vendem lá, as Sorojchi Pills. É um composto que ameniza os efeitos da altitude. Tomei durante toda a viagem, mas sucumbi aos quase 5mil metros. O que me salvou foi um chá de coca que o guia fez pra mim no hotel. Sei que a Bolívia é um destino que poucas pessoas pensam em visitar. Mas te garanto, é uma viagem que ficará nas suas lembranças pra sempre! Se quiser saber mais detalhes, pode falar conosco! Eu acredito que você deva fazer, pelo menos uma vez na vida, essa viagem! Se precisar, conte com nossas dicas!!
  12. Dicas de como viajar de carro para Bolívia. Antes de tudo, dirigir na Bolívia pode ser uma imensa satisfação, como pode se tornar uma tremenda dor de cabeça. Não, este tópico não tem a função de lhe fazer desistir de andar por terras bolivianas, e sim servir como ajuda mostrando alguns detalhes vivenciados por este que vos fala. As paisagens encontradas as margens das estradas bolivianas, são um espetáculo a parte, vão desde montanhas, com picos nevados, desertos. As estradas são para todos os gostos, retas, curvas, serras etc. Primeiramente vamos falar sobre a documentação necessária. PID – Permissão Internacional para Dirigir. Documento adquirido no Detran do seu estado pagando uma taxa. Demora poucos dias. Este documento não foi exigido por nenhuma guarita, nem a habilitação comum foi exigida. Mais em conversa com alguns policiais estes falaram que alguns exigem de turistas, com o pretexto de extorsão. Pelo certo, pelo errado aconselho a levar consigo. Lembre-se de verificar se a sua carteira de habilitação está válida. Há muitos casos de visitantes que descobrem, já na Bolívia, que seus documentos estão expirados. Documento do Veículo em nome do Condutor. Para adentrar em território boliviano com o veículo, este tem que ser de propriedade do solicitante. Outro fato que é um muito importante é que quem esteja na direção do veículo seja o proprietário. Pois muitos guardas questionam que se o proprietário não for o motorista, tem que ter um tipo especial de declaração, mesmo que o dono do carro esteja junto dentro do veículo. ( Nesta viagem fomos em duas pessoas, eu e minha esposa. Somente eu Dirigi na Bolívia). Identidade ( RG). As carteiras de identidade na Bolívia têm validade. Por isso, as autoridades policiais bolivianas costumam não aceitar a apresentação de carteiras de identidade estrangeiras com mais de dez anos. Se você pretende visitar a Bolívia com sua carteira de identidade e ela é antiga, sugo que renove a sua RG antes de partir em viagem. Seguro do veículo: A Bolívia aderiu ao Mercosul em 2012. Com isso um dos documentos que esta em implantação é o seguro Carta Verde. Em nenhum momento este seguro foi solicitado. Mais é prudente dispor dele. Outro importante procedimento que deve ser adotado pelo viajante é possuir um seguro que abrange o MERCOSUL, como vou citar no decorrer deste relato, é melhor estar prevenido. Declaración Jurada de Ingreso y Salida de Vehiculo de Uso Privado para Turismo . Muito importante isto, não entre em hipótese alguma no território boliviano sem que este procedimento ou documento seja feito. Fiz em duas oportunidades. Quanto ingressei em território boliviano pela cidade de Villazion, e quando retornei pela cidade de Desaguadero. Os dois foram feitos depois dos tramites de imigração, sem custo e de forma rápida. Este documento foi exigido em todas as vezes que a polícia nos parou ( um total de 20 vezes). Sem este documento o carro pode ser preso e leiloado conforme vontade do governo boliviano. Orden de Traslado. Este documento é comum ser exigido quando você entra na Bolívia via Corumba MS, nas outras fronteiras solicitei ao policial se necessitava do documento para transitar e o mesmo relatou que não, somente a declaração jurada. Mais na volta da viagem, trecho entre Santa Cruz de la Sierra e Corumbá em três barreiras policiais exigiram. Relatei por onde entrei na Bolívia, todo o trajeto que tinha feito, que até aquele momento só em solo Boliviano já tinha rodado 4 mil km e em nenhum momento foi exigido tal documento, e se me fosse aplicado qualquer multa, teria que entrar em contato com todas as outras barreiras policiais que nos fomos parados até o momento para pedir porque até então não tinha sido exigido este documento. Não foi uma boa ideia bater de frente com o policial, ficou irritado nós deu um chá de espera, mais por fim liberou bestemando. Aconselho fazer. Equipamentos obrigatórios do veículo: O veículo deverá conter os seguintes equipamentos: · "kit" de primeiros socorros; · Dois (2) triângulos; · Um extintor de incêndio; Cuidado com a validade. · Estepe (em espanhol, "llanta de auxílio"), · Macaco (em espanhol, "gato") · Chave de roda (em espanhol, "llave de cruceta"). Valor do combustível na Bolívia. Lembrando que o Governo boliviano determinou a cobrança de preços de combustível distintos para os carros com placas de outros países. Os veículos com placas estrangeiras -- como as placas brasileiras -- devem pagar mais que o dobro do preço do cobrado para os automóveis registrados na Bolívia. O custo de um litro de gasolina na Bolívia é tabelado, em qualquer posto o valor vai ser o mesmo. Para carros bolivianos estava tabelado em BS 3.74 (três bolivianos e setenta e quatro centavos). O valor do litro da "Gasolina Especial Internacional (GEI)" --, cobrada para veículos estrangeiros, situava-se em BS 8,68 (oito bolivianos e sessenta e oito centavos). Quanto ao abastecimento aconselho a fazê-lo sempre que o marcador do carro estiver em meio tanque, pois acontece de muitos trechos com pouquíssimos postos de combustíveis e alguns não abastecem carros com placa estrangeiras, oras porque dizem que está sem sistema, ou não possuir permissão para venda de combustível a estrangeiro. Então sempre que chegar a meio tanque já busque um posto. Abasteci o carro em seis oportunidades dentro da Bolívia. Somente duas foram me cobrado o valor para estrangeiro. As demais o frentista, ou o funcionário do Exercito que cuida do posto vinham sempre com a mesma conversa. Que o valor para estrangeiro 8,70 bolivianos, mais que ele podia fazer sem nota por sete bolivianos. Nos abastecimentos que foram solicitados o cadastro da placa estrangeira, não questionei e paguei o valor. Nas outras oportunidade em que eles ofereciam com valor abaixo, sempre eu pechinchava um pouco, se pedissem o valor de 7 oferecia 5. Pois para os frentistas a diferença entre o valor cobrado dos bolivianos do que foi pago fica com eles. Em alguns postos, que eles veem chegando placa estrangeira, já abrem um sorriso. Dirigindo na Bolívia. O consulado brasileiro na Bolívia tem a seguinte recomendação O consulado não recomenda que os brasileiros venham à Bolívia trazendo seus veículos com placas brasileiras. Há muitas restrições para a entrada de automóveis estrangeiros. Isto se deve a muitos relatos de problemas envolvendo motoristas brasileiros. Durante os processos alfandegários e emigratórios em que se perde bastante tempo por conta da burocracia burra dos países, conversei com diversas pessoas na fila, agentes de polícia, bolivianos viajando, brasileiros com carro particular visitando parentes em território boliviano e com alguns caminhoneiros brasileiros que trabalham exclusivamente na Bolívia, com caminhões placas brasileiras, e obtive bastantes relatos, para junto com minha experiência adquirida formular a minha opinião sobre dirigir na Bolívia. Como todo bom país subdesenvolvido a corrupção reina na Bolívia, tanto na policia, na imigração, nos abastecimentos conforme já relatei, bem como a população em geral. Não estou em nenhum momento menosprezando o país, sei que o Brasil tem problemas maiores, mais por este relato ser um guia para quem deseja andar na Bolívia, estou relatando o que presenciei. Em 90% das estradas que transitei estavam em perfeito estado de conservação, somente um trecho situado entre a cidade de Oruro e Cochabamba estava sendo duplicados, com obras na pista e consequentemente alguns desvios por estradas de terra, mais estas totalmente transitáveis. Transito – O transito na Bolívia é uma loucura mesmo existindo poucos carros particulares, existe uma imensidão de Vans de transporte de passageiros, taxis e caminhões e em sua grande maioria não tem muito apresso pelas normas de transito. Em muitos trechos com bastante retas se torna mais fácil à direção, havendo alguns excessos de velocidade, mais no geral tranquilo, fácil de dirigir. Em trechos de serras e montanhas complica um pouco. Quase todos os motoristas de van e taxis forçam as ultrapassagens, alguns caminhoneiros não dão passagem e tentam te jogar para fora da estrada, então toda a atenção é necessário. Sei que no Brasil têm motoristas assim também, mais o que percebi na Bolívia que as leis de transito não são respeitadas, e se a policia para algum infrator, dificilmente se converte em multa, geralmente é cobrado propina e o motorista é liberado. O transito dentro das grandes cidades também é um caos, pouco ou nenhum respeito. Não existe organização. Tem que ter muito cuidado. Dirigir em cidades grandes é uma aventura, diferente de tudo que já presenciei na vida. A polícia Tive muitos contatos com a polícia boliviana, fui parado aproximadamente 20 vezes em todo o trajeto. Em dois oportunidades tentaram me extorquir dinheiro, inventando multas altíssimas. Em outras 10 oportunidades, conferiam documentação, e mandavam seguir adiante, sem mostrar os dentes e em oito oportunidades conferiam documentação e interagiam, perguntavam sobre a viagem, e tudo mais. Em questão à polícia, que é o grande medo de muitos brasileiros que tem interesse em ir para a Bolívia, existe os bons policiais, e existe alguns poucos que querem se aproveitar, igual a qualquer lugar do mundo. Eu já viajei para Uruguai, Chile, Argentina e Peru, e confesso que o país que mais tive receio foi à Bolívia. Mais como podem ver nos relatos, tive problema em apenas 5% das vezes parado pela polícia, o restante foi tranquilo. Em algumas guaritas que fui parado o policial solicitava um regalo, eu não considerei uma extorsão, ou propina, dava 5 boliviano, aproximadamente R$ 2,50 e seguia viagem. Outros pediam o mesmo valor para carimbar a declaração, sei que não existe lei que obrigue a pagar, ou que tenha custo este carimbo, mais como era um valor baixo, e os caras não ficavam enchendo meu saco inventando multa, pagava, eles carimbavam a folha e eu seguia viagem. Em uma das guaritas, que o policial tentou me extorquir, foi perto da província de Tupiza. O mesmo alegou que faltavam remédios para dor de cabeça e muscular no kit de primeiros socorros, mostramos a ele que tínhamos tais remédios, mesmo sabendo que não era obrigatório nos kit´s. Quando ele viu que tínhamos, pediu sobre os triângulos de transito, que precisava dois, mostramos os dois, dai falou que ia dar multa porque a água oxigenada do kit não era a correta. Fiquei alguns minutos fazendo de conta que não entendia o que ele falava, e mostrando o nosso kit de primeiros socorros. Ele cobrou 10 Bolivianos para nos liberar. Paguei e fui embora. A segunda tentativa de extorsão já estava perto da fronteira com Corumbá cidade de Santa Ana de Chiquitos. Fomos parados por três policiais, o qual falou que estávamos acima do limite de velocidade. Pedi com educação para ver o radar. Eles relataram que tinha um policial com carro comum escondido antes do trevo, 5 km aproximadamente atrás. Expliquei para ele que deveria ser um equivoco, pois a 3 km atrás tínhamos parado para almoçar no posto de gasolina, e ficamos lá quase 1 hora. Ele insistiu no argumento e eu na minha defesa, falando para ele me acompanhar até no posto para confirmar. Um dos policiais ficou louco, mandou descer do carro, falou para eu calar a boca que lá ele mandava, revistou o carro inteiro, bolsa da minha esposa, fez o diabo. Enquanto ele revistava tudo, entreguei a outro policial a declaração jurada, com os carimbos de todas as guaritas que passamos, e falei pra ele que se em todos aqueles locais não tivemos nenhum problema, tanto de documentação como de obediência às leis de transito, não era chegando ao Brasil que queríamos criar um. Este policial foi bem cordial, pediu desculpas pela atitude do colega e mandou nós seguir viagem. Agradeci e fomos embora. Sempre que for parado haja de forma tranquila e seja educado, sempre, e caso o policial insista em te multar e você ter consciência da sua inocência, tente argumentar sem demonstrar muito domínio em espanhol. kkkkk Para finalizar esta parte, meu conselho aos viajantes que gostam deste tipo de aventura, é que não se intimidem por alguns poucos policiais corruptos. Claro, uma viagem assim aconselha-se a ter o máximo de atenção sempre, cuidado, obediência às normas de transito e tudo mais. Por relatos de muitas pessoas, que conversei todas sempre foram muito enfáticas, caso você se envolva em um acidente dentro do país, com feridos ou mortos, você vai preso, e até provar sua inocência, se foi uma boa quantia de dinheiro e tempo. ( Esta informação graças a Deus não presenciei, somente ouvi relatos). Faça um bom seguro em seu veículo, seguro que atenda os países a serem visitados, revise o automóvel, organize a documentação necessária e Boa Viagem.
  13. Boa tarde amigos, venho relatar aqui a viagem de 29 dias que minha namorada e eu fizemos por 4 países. Depois de muito pesquisar aqui no site acabamos fazendo o seguinte roteiro: Santa Fé, Mendoza, Santiago, La Serena, Antofagasta, San Pedro de Atacama, Iquique, Arequipa, Cusco, Puno, Copacabana, La Paz, Potosí, Uyuni, General Guemes, Alegrete. Somos de Porto Alegre e fizemos a trip com um Gol 1.000, sem direção hidráulica mas com um ar condicionado que funciona perfeitamente, chamamos o auto de "El Tanque". No total foram 11.070 Km, 17 hoteis/hostels/pousadas, 4 países, uma infinidade de novos amigos. O custo total ficou por volta de 17 mil reais, 8.500 para cada, levamos 2.900 dólares em espécie. Dia 1 - Porto Alegre - Santa Fé Saímos de Poa dia 23/12/17 ás 6h da manhã, esse primeiro dia era um dos trechos mais longos da viagem, podem imaginar que quase não dormimos pois estávamos ansiosos para sair, foram alguns meses de planejamento e muitas dúvidas ainda pairavam pois não achei nenhum roteiro completamente igual ao que iríamos fazer. Malas no Tanque, check list feito e chimarrão na mão. Vamos lá!! O trajeto Poa até a fronteira muito tranquilo, a aduana estava vazia e foi muito rápido, mostramos passaportes, carta verde e segue o baile. Na Argentina que começaram algumas complicações, assim que entramos na Ruta 14 fomos parados pela polícia, uns sujeitos com roupas de milicianos nos pediram documentos e para ver o extintor de incêndio, então disseram que o mesmo estava vencido, na verdade ele venceria 31/12. Um dos sujeitos me levou para uma sala uns 200m do carro e outro ficou com minha namorada na porta do carro, lá dentro inventou mil histórias e tive que desembolsar depois de muito negociar, paguei 20 dólares. Ao longo desse trajeto fomos parados mais 5x, todas as vezes pediram as mesmas coisas e nenhum deles falou que o extintor estava vencido, nessas outras 5 paradas os policiais que nos pararam estavam com coletes verdes e nos pareceram mais "sérios" que aqueles primeiros que tinha roupas de militares e cara de malandro. Chegamos em santa fé já era noite e ficamos num hotel que havia reservado pelo booking, no outro dia sairíamos cedo novamente e o trajeto também era longo. Dia 2 - Santa Fé - Mendoza Acordamos cedo novamente e na recepção do hotel encontrei um casal de brasileiros que estavam sem dinheiro porque haviam pago tanta propina na estrada que não sobrou quase nada, então fiquei um pouco mais aliviado por ter sido extorquido apenas 1 vez, pois passei o caminho todo com raiva daqueles primeiros policiais. Saímos 7h com destino a Mendoza, lá ficaríamos 2 dias. Aqui algumas considerações: não tínhamos interesse em visitar vinícolas, pode parecer estranho pois a região é propícia, mas a verdade é que no RS acabamos visitando tantas na Serra que acaba que o processo é todo o mesmo; nas vinícolas os preços de vinhos são na maioria das vezes mais caros que no mercado da cidade e pq estaríamos dia 25/12 lá, feriado, então poucas estariam abertas. Nosso estilo de viagem é mais lado B e conhecer pessoas. Caminho cansativo, alguns pedágios, mas termina na Ruta 7, aí quase dorme no volante. A estrada toda duplicada e desemboca dentro de Mendoza. Chegamos estava anoitecendo, era noite de natal e estava absolutamente tudo fechado, então acabamos comendo num restaurante bem "pega turista" no centro da cidade, menu de natal que era caro e ruim, mas estávamos cansados mesmo, comemos e fomos dormir. Dia 3 - Mendoza Finalmente acordamos em um horário "digno" e fomos conhecer a cidade, praças e afins. Como estávamos quase sem Pesos e as casas de câmbio estavam fechadas, resolvi ir sacar dinheiro em um caixa eletrônico, sempre libero meu cartão (débito e crédito) no exterior, assim qualquer aperto consigo dinheiro, eis que a máquina engole meu cartão que "nunca mais voltou" (nessa parte imagina o Tim Maia cantando), fiquei apavorado, era o cartão que levamos com limite mais alto, que seria fundamental em qualquer imprevisto mecãnico, médico ou sei lá o que. Bom, passado a frustração e depois de 10 chutes na máquina fui cancelar o cartão e pensar em plano B. Lembramos que o NuBank vc consegue gerar boletos sempre que quiser, assim poderíamos gerar, pagar e liberar mais crédito sempre que precisasse. Resolvido o drama fomos finalmente passear, fomos nas 5 praças menores e no parque da cidade, parque General San MArtin tem inclusive um estádio de futebol no meio, muitas famílias fazendo assado e tentando diminuir o calor nas sombras do mesmo. Foi muito legal e nos divertimos conhecendo o gigante parque, apenas uma loja de conveniência estava aberta, então compramos vinho, água e alguns petiscos e curtimos o feriado. Nota: Numa viagem dessas abridor de garrafas sempre é útil.
  14. Olá galera!!! Tudo bom? Eu sou a Paola, tenho 18 anos (sim, bem nova haha), sou da capital de São Paulo e vim retribuir toda a ajuda do site e dos relatos que eu li e que me incentivaram tanto a por uma mochila nas costas e ir com a cara e a coragem. Viajei para Bolívia, Chile e Peru por 29 dias com FUCKING 800 dólares (sim, eu sei que a maioria das pessoas- 99%- vai com mais dinheiro, mas fazer o que né ) e graças a isso passei vários perrengues e os melhores momentos da minha vida. Eu viajei com mais duas amigas, Carol e Yolanda. Viajamos do dia 11/12/17 à 09/01/18. Eu tenho muitas dicas para dar (coisas que ninguém conta haha), então espero que gostem e acompanhem . Roteiro: 12/12: São Paulo- Santa Cruz- Sucre 13/12: Sucre- Uyuni 14/12: Salar de Uyuni 15/12: Salar de Uyuni 16/12: Salar de Uyuni- San Pedro 17/12: San Pedro de Atacama 18/12: San Pedro de Atacama- Arica 19/12: Arica- Tacna- Arequipa 20/12: Arequipa 21/12: Arequipa 22/12: Arequipa 23/12: Arequipa 24/12: Arequipa (Já perceberam que moramos na cidade, né?) 25/12: Arequipa- Ica 26/12: Ica- Huacachina 27/12: Huacachina- Ica 28/12: Ica- Cusco 29/12: Cusco 30/12: Cusco 31/12: Cusco 01/01: Águas Calientes 02/01: Machu Picchu- Cusco 03/01: Cusco- Puno 04/01: Puno- Copacabana- La Paz 05/01: La Paz 06/01: La Paz 07/01: La Paz- Cochabamba 08/01: Santa Cruz 09/01: Santa Cruz- São Paulo Bom, fazia muito tempo que eu tinha o sonho de fazer um mochilão e acabou que me apaixonei pelo Salar de Uyuni e como não sou de ferro, fui colocando mais uma cidade e mais uma e mais uma, até que ficou três países haha demorou um certo tempo para conseguirmos o dinheiro, mas depois de muito tempo trabalhando duro, conseguimos, fomos, com pouco dinheiro, mas fomos. Então, se você quer vá lá e faça, foi nosso primeiro mochilão e aconteceu várias merdas- que fazem parte e deixam a viagem ainda mais legal- o que eu quero dizer é: SÓ VAI MANO! Com pouco dinheiro, com medo, mas VAI! O que levar: Eu não lembro tudo que eu levei, mas vou colocar os principais... Segunda pele: R$40 Fleece: R$20 Jaqueta Corta-vento: R$200 Duas luvas: R$15 (promoção) Doleira: R$8 Lanterna: R$10 Toalha Secagem rápida: R$35 Mochila de ataque: R$80 Mochilão 50L: 280 Calça segunda pele: R$40 3 pares de meia (grossas): R$25 Bota Impermeável: R$200 PS.: Fora a doleira e a lanterna, eu comprei tudo na Decathlon. Os preços lá eram mais em conta. Pra quem vai viajar mais pro final do ano, eu indico esperar até mais ou menos Setembro, porque já começa a aparecer umas promoções bem legais, por exemplo, a luva, paguei super barato nas duas e compensou muito o custo-benefício. 1 Touca 1 Cachecol 1 Calça jeans 1 calça legging 7 pares de meias 2 pares de meias (umas meias mais grossinha para os dias realmente frios) 8 blusas leves 10 calcinhas 2 sutiãs 1 short 2 vestidos 1 Moletom Biquini Chinelo Bandeira do Brasil (patriota que sou) Outras coisas: 2 Cadeados Batom de cacau Colirio Rinosoro escova e pasta de dente rolo de papel de higiênico (eu deveria inclusive ter levado o saco- mas não dava hahaha) (isso é muito importante, vai por mim) pote de shampoo, condicionador e hidratante lenços umedecidos (muito importante também, serve pra limpar qualquer coisinha) protetor solar e mais trezentas coisas PS.: Não se esqueçam do Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela, tecnicamente eles deveriam te pedir na fronteira, mas não pedem em nenhum momento. Mas sempre bom levar, afinal, você não quer voltar com febre amarela, né? PASSAGENS AÉREAS: Então, compramos nossa passagem com as milhas de um conhecido, saiu quase a mesma coisa, mas conseguimos economizar uns R$50, então foi válida a tentativa. Porém, nós acompanhamos os preços durante o ano todo esperando uma promoção. Pra quem vai viajar na mesma época que a gente ou até a partir de Outubro mesmo, fica esperando que lá pro final de Agosto começa a aparecer umas promoções muitos boas. Então, se puder, espere! Aguenta o coração. Porque, quando íamos pesquisar, geralmente estava mais de mil de reais e quando começou a surgir as promoções, estava lá pra R$850. Passagem de Guarulhos- SP para Santa Cruz- BO: R$823 Bagagens ida e volta (porque agora tem essa palhaçada ): R$70 Passagem de Santa Cruz para Sucre: R$130 (único luxo que nos demos ) Okay, chegou o dia 11/12. Tudo preparado. Coração a mil. Nosso embarque era o melhor horário: 23h30. Pegamos o transfer da Gol em Congonhas, depois de pouco mais de 1h30 chegamos em Guarulhos. Ficamos um bom tempo esperando o check-in, façam com antecedência, a fila da Gol sempre é enorme. Essa somos nós, ainda em Guarulhos, muito plenas antes da viagem No avião tivemos um lanchinho, recebemos o papel da imigração, cujo papel não entendi bosta nenhuma, mas só fui escrevendo na fé de que estava certo. Depois de 2h30 de viagem chegamos ao território Boliviano, chegamos por volta de 1h20, passamos pela imigração, carimbamos nossos passaportes, tudo ok. E o mochilão começou oficialmente!
  15. Salve, salve galera do mochileiros... Quero dizer que antes de começar esse relato, foram várias leituras de relatos aqui no mochileiros... Relatos que me motivaram tanto a ir para esse mochilão, quanto para relatar as minhas experiências vividas em território boliviano... Pra inicio de conversa, eu leio relatos desde 2014... quando me despertou a vontade imensa de viajar pela América do Sul.. Inicialmente pretendia fazer o roteiro clássico (Chile, Peru e Bolívia)... Mas.. a grana sempre curta.. me impediam de dar passos mais largos.. Mas em 2017 fui demitido do meu emprego.. e decidi ir pra onde eu conseguisse ir... Sou professor de História e Geografia.. logo estar em qualquer um dos países citados me faria imensamente feliz... Em outubro de 2017 comprei passagem só de ida para Santa Cruz de la Sierra.. Até pensei em comprar a passagem de volta... mas... "meti o loco".. conversei comigo mesmo (sempre faço isso.. tipo louco na rua)... e pensei: VOU PRA ONDE O DINHEIRO DER!!! E quando a grana acabar eu volto... Mas em Novembro.. acabei decidindo que iria pra Bolívia somente.. E que os pontos mais altos da trip ficariam por conta de La paz, Uyuni e Sucre... E o meu principal objetivo era entender (ou pelo menos tentar) o cotidiano do boliviano nos relevos altiplanos... Sua história, sua cultura, sua culinária, folclores, etc... Bem... Aqueles comentários dos amigos aconteceram é claro... tipo: O que vc vai fazer na Bolívia? Tem alguma coisa boa la? ahhh e sem contar naqueles comentários do tipo: Mano.. lá é pobre.. é isso.. é aquilo...Mas o pai aqui não deu a mínima.. Digo mais.. Sou de São Paulo.. Acho que não há cidade no mundo mais desigual.. e com mais bandido por metro².. rsrsrs.. então qualquer golpe pelo mundão a fora a gente sobrevive... kkkk.. E Chega o grande dia.. a ida..Comprei passagem só de ida pela Latam: São Paulo x Santa Cruz de la Sierra (Com conexão de mais de 12h em Lima.. custou R$499,00).. 1° dia - 28/12 Sai de SP dia 28/12 rumo a Santa Cruz de la Sierra Decolamos as 8h e cheguei em Lima as 10h (no fuso horário peruano.. -3h) Chegando em Lima.. decidi sair pra dar um rolê, pois o meu vôo para Santa Cruz seria só 00h30... Então cambiei uns 200 reais e parti para terras peruanas... Ahh vale lembrar que meu idioma nesse mochilão foi o popular "portunhol"... Dar uma estudada ajuda.. e o google tradutor foi super utilizado na Bolívia.. Pq no Peru?! kkkkk.. O esperto aqui não ativou o Roaming e nem comprei chip internacional... logo nem wi-fi eu tinha... Achei que seria possível comprar um chip no Peru sem Burocracias... mas...sai a caça de uma lan house.. kkkk.. acredite, em Lima pelo menos, todas as praças que passei tinha Wi-fi.. logo todo mundo usava o celular.. me fu.... Fui para Miraflores.. um bairro bem turistão.. ajuda pra quem fala portunhol.. os peruanos foram muito gentis em tentar me entender... hahaha.. A frase mais falada foi: "Habla despacio por favor"? hahaha.. sé loco... O taxi do aeroporto até lá me custou 100 soles.. 50 na ida e 50 na volta com o mesmo taxista.. Gente boa...manja de portunhol.. de política, futebol e de Peru... Miraflores é lindo!!! Mas estava sem comunicação com a família... e andando pelas ruas de lima encontro um desse: Sim.. Um orelhão... kkkk e mais 2 soles de moeda.. liguei pra minha mãe... e disse: to vivo.. o avião não caiu... hahaha e to ligando de um orelhão... hilário... Andei pra caraleo... mais não fiquei cansado... fiquei tão anestesiado com Lima.. que nem tirei fotos.. o que os meus olhos registraram ta aqui e ninguém me tira... Tirar fotos é bacana e tal.. mas nada substitui sua presença no espaço que vc quer estar.. e como um gordo que sou.. foto da comida eu tirei.. hahaha.. Foram 12 soles por essa belezura de macarrão com pollo e papas.. hahaha acompanhado de meio litro de chicha super gelada!! Depois do rango.. dei mais umas voltas.. e já deu 18h.. horário marcado com o Taxista.. Não curto andar a noite em lugares que não conheço.. por segurança.. Ahh me falaram que o trânsito em Lima era caótico... hahahaha... eu fico pensando que nome se dá ao trânsito de São Paulo??? Mas é tipo Marginal tietê sentido ZL às 17h... é ruim.. mas dá pra tolerar.. eu acabei dormindo... Voltei para o Aeroporto, fiz o check in e dormi lindo num mezanino... foram umas 3 horinhas de sono gostoso... 2° dia A conexão acabou e 00h30 decolamos para Santa Cruz de la Sierra.. Manos.... nunca fiquei com c... na mão em um vôo como nesse dia.. pqp.. foi turbulência do começo ao fim... só de lembrar me da agonia.. chuva.. Foram 3h de tortura.. e no pouso aquela derrapada.. o avião saiu até de lado... ufaa cheguei... As 4h30, horário da Bolívia... Pequei a mochila e bora pra imigração... foram 30 minutos... jogo rápido.. Fui com Rg novinho...passei na Aduana.. suave.. sem caô... 5h10 estava na rua... Não sabia pra onde ir... tinha uns soles no bolso e uns 200 reais.. cambiei no aeroporto.. deu uns 500 bols.. Tomei um mate de coca.. e esperei clarear...tava chovendo.. e eu tava sedento a uma cama macia e a um banho.. E tava decidido... ia dormir em Santa Cruz.. Umas 6h30 peguei um taxi por 60 bols até a plaza 24 de Sethembier.. E ainda chovendo fui no Resindecial Ikandire na Calle sucre, do lado da praça... quarto privado com "baño" compartilhado por 55 bols.. com desayuno... deixei minha mochila lá.. e fui dar um role.. tirar umas fotos.. ver o que tinha de bom por lá.... Depois do descanso e algumas voltas por Santa Cruz, foi possível perceber como os crucenhos ocupam os espaços públicos da cidade, as praças estão sempre lotadas no final de tarde. Achei bacana e registrei o momento.. Essa foi a primeira impressão que tive de Santa Cruz... E mandei um até logo para Santa Cruz, pois passei por lá na volta... No outro dia parti para La Paz, onde eu teria as melhores e as piores experiências da viagem... Comprei a passagem para La Paz pela Transcopacabana por 220 bols - bus cama.. Achei caro... mas.. não achei mais barato por bus cama.. lembrando que seriam quase 20h de viagem...
  16. Oi, Pessoal!!!!! Meu nome é Roberta e no fim de Dezembro de 2017 fiz meu primeiro mochilão. Fui para o Peru, Bolívia e Chile, num total de 20 dias viajando. Só a primeira semana do mochilão que eu estava acompanhada por uma amiga que já conhecia, o restante fiz tudo sozinha, conheci muitas pessoas, culturas e lugares sensacionais. Passei alguns perrengues, mas faz parte!!!!! Antes de ir fiz muitas pesquisas!!!! Muitas mesmo!!! Foram meses lendo relatos, conversando com amigos que já foram e tentando achar gente pra ir comigo. Quero deixar meu agradecimento para Laryssa Vivi que teve a maior paciência comigo, ela foi uns meses antes que eu e me deu muitas dicas, me ajudou muito com roteiro e me incentivou a não desistir mesmo indo sozinha. Valeuuuu Laryssa!!!!! Também agradeço o Jeff RUIM, ele foi uns anos antes, não fez o mesmo roteiro que eu, mas deu dicas super válidas e o maior incentivo!!!!! Valeuuuu Jeff. Meus pais me chamaram de louca por, primeiro, colocar todas as minhas roupas em uma mochila e, segundo, por ir sozinha para o "perigo e pobreza da América do Sul". Eu amei, recomendo e voltaria!!!! Meu roteiro foi assim: 21/12 São Paulo – Cusco 22/12 Cusco 23/12 Cusco – Vale Sagrado e Águas Calientes 24/12 Machu Picchu 25/12 Cusco 26/12 Cusco 27/12 Cusco – Arequipa 28/12 Arequipa 29/12 Arequipa 30/12 Arequipa - Puno 31/12 Puno – Copacabana 01/01 Copacabana – La Paz 02/01 La Paz 03/01 La Paz – Uyuni 04/01 Uyuni – 1º dia de Tour 05/01 Uyuni – 2º dia de Tour 06/01 Uyuni (3º dia de Tour ) – Atacama 06/01 a 10/01 – Atacama 10/01 Atacama – São Paulo Observação - Diminuiria um dia em Cusco, um em Arequipa e talvez um no Atacama, aumentaria talvez um dia e La Paz ou iria conhecer outra cidade do Peru. O que levei no Mochilão (60L Quechua): - 3 calças de ginasticas, 3 compridas e uma mais curta - 8 blusas (4 blusas eram daquelas de algodão da Hering, só mudou a cor kkkkk, 1 de ginástica que não amassava, 1 mais bonitinha e 2 de alcinha com pano mais bonitinho pra sair) – não levaria a blusa mais bonitinha porque amassou inteira e não consegui usar mais e só levaria uma de alcinha ao invés das 2. - 2 calças jeans – só levaria uma - 1 jaqueta moletom - 10 calcinhas - 1 par de chinelos - 1 pijama (usei uma calça de ginástica velha que ficou por lá e uma blusa de pijama) - 3 tops de ginástica - 2 sutiãs - 1 gorro - 1 par de luvas - 1 blusa segunda pele - 1 calça segunda pele (quase não usei, mas acho que foi mais de preguiça) - 1 biquini - 1 toalha de secagem rápida - 1 shorts (não levaria) - 1 rolo de papel higiênico - 1 pacote com 100 lenços umedecidos - 1 secador de cabelo (não levaria) - 2 tênis (um no pé e outro na mala – só usei um!) - 8 pares de meia (2 térmicas, 2 de trilha e 4 normais) - 1 shampoo pequeno - 1 condicionador pequeno (tive que comprar outro lá) - 1 sabonete em barras (tive que comprar outro lá) - 1 saboneteira - 1 desodorante aerossol - 1 gilete (não usei) - 1 alicate de unha (não usei) - protetores solares: corpo, rosto e boca - 1 repelente - 1 capa de chuva (não levaria, compraria lá) - 1 soro fisiológico Na mochila de Ataque: - jaqueta corta vento - minhas maquiagens (base, pó, corretivo, rímel, batom e pincéis) – peso totalmente morto!!! Não usei nada - 1 escova de cabelo - 1 escova de dente - 1 pasta de dente pequena - 1 fio dental - 1 pinça - 1 espelhinho - 1 lixa de unha - celular - carregador celular - carregador portátil de celular + carregador - adaptadores de tomada (não usei, porque meus carregadores já tinham saída em formato de bolinha) - 1 T - 1 pen drive (não usei) - lacinhos de cabelo - 1 fone de ouvido (não usei) - 1 caneta - 1 pasta com documentos: voucher passagem, ticket trem de Ollantaytambo a Águas Calientes, Vouches Passagem Todo Turismo de La Paz para Uyuni, Certificado de Vacinação Internacional, Passaporte, Confirmação de Hosteis, Roteiro e TODOS os papeis que me entregavam nas imigrações) - Capa de chuva para mochilão - Remédios (plasil, neosaldina, mioflex, amoxicilina, emosec, repoflor, eno,.... e um kit todo) - Band Aid - 1 óculos de sol Observações - Não levei bota, porque comprei uma muito ruim da Quechua na Decatlhon e machucou meu pé, dai levei um tênis waterproff da Quechua muito bom e no fim só usei ele. - Não levei, mas recomendo levar: Bepanthol (boca fica destruída!), cachecol, blusa mais fina de manga comprida, álcool em gel, colírio e remédio para o fígado. - PAPEL HIGIÊNICO É MUITO NECESSÁRIO! Comprei Antecipadamente - Passagens aéreas - R$2000 que podia ser parcelado até em 10x, entrando por Cusco e saindo por Calama. - Trem de Ollantaytambo para Águas Calientes – comprei só este trecho, porque fui de trem e voltei de trilha. Comprei pela Peru Rail (no site dele mesmo) na Black Friday e paguei 45 dólares, o preço normal para época era 62 dólares. - Ônibus da Todo Turismo de La Paz para Uyuni – R$133,00 semi leito, mas o meu era leito – indico fortemente que comprem as poltronas 10 ou 11 se não me engano, não senta ninguém na sua frente e elas descem mais que as outras! Certificado de Vacinação Internacional - Exigido pela Bolívia, não me pediram, mas eu tinha comigo, vai que... Hostels - Já deixei todos reservados pelo Brasil, como ia sozinha não queria ficar batendo de porta em porta pechinchando valor e vendo se tinha vaga. -Todos foram pagos no local e NÃO antecipadamente. Seguro Viagem - Fiz pela Mondial, paguei R$230,00 (podia parcelar até em 3x). Fiz o mais caro porque a diferença era de R$70 reais apenas e com cobertura maior, não precisei usar mas vi muita gente passando mal. Façam! Dinheiro Levei 1800 dólares (usei 1000 dólares) + 400 soles (levaria apenas 100 soles do Brasil para despesas iniciais, como táxi do aeroporto ao hostel) + R$300 reais + 3mil pesos chilenos (não levaria) + cartão de crédito para emergência (usei no aeroporto na volta apenas) Paguei no Brasil por 0,0062 no peso chileno e R$1,23 no sol peruano – super caro! Cartão de Crédito: tenho Mastercard do Banco do Brasil, desbloqueei um mês antes de ir. Dois dias antes de embarcar liguei no banco e fui informada que não estava desbloqueado porque no Peru tinha uma norma a ser seguida, deveriam informar não sei quem lá sobre meu possível uso do cartão e demoraria 72hs para confirmarem se deu certo. No fim deu certo! Veja certinho com seu banco... Táxi - Usei no Peru e na Bolívia – não tem taxímetro, portanto negocie antes. Não pegue qualquer táxi pela sua segurança. Hosteis que fechei (pelo Booking) - CUSCO Inka Wild Hostel: SUPER RECOMENDADO - cama confortável, banheiros limpos, comida muito boa e barata, tem bar pra quem quiser se divertir um pouco, excelente localização, próximo a Plaza de Armas, com café da manhã, tem agência no local com preços bem em conta, deixei mochilão no depósito para ir para Machu Picchu. - ÁGUAS CALIENTES Casa Paz Hostel: OK – tinha uma aranha na minha cama, mas vida que segue! Era o hostel mais barato que encontrei, bem próximo da pracinha e do ponto de ônibus para subir Machu Picchu, mas tinha que subir uma ladeira imensa para chegar até ele, tinha café da manhã super gostoso, quartos cheiravam um pouco de mofo, mas pelo valor e por uma pernoite eu voltaria. Sfatt acordou antes das 4hs da manhã para fazer nosso café. - AREQUIPA Los Andes Bed & Breakfast: SUPER RECOMENDADO – cama de solteiro super confortável e quentinha, quarto super limpo, com loker e criado mudo individual, café da manhã e localização muito boa, meio quarteirão da Plaza de Armas. - COPACABANA San Cristobal (reservei outro, mas me mudaram para esse...) NÃO RECOMENDO – sujo, banheiro sujo, sem café da manhã, staffs de mal com a vida. Única coisa que prestou foi a localização. - LA PAZ Loki: RECOMENDADO -.não achei o melhor hostel que eu fiquei, mas estava limpo, cama confortável e quarto quentinho, bar para se distrair e conhecer gente, boa localização, comida melhor que da rua, sem café da manhã. - SAN PEDRO DE ATACAMA: Ckappin: SUPER RECOMENDADO – hostel simples, com quarto pequeno e sem café da manhã, mas me senti em casa. Staffs muito legais e ótima localização, melhor valor que encontrei em San Pedro de Atacama.
  17. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  18. João Paulo Falanque

    Bolívia : La paz ou Santa cruz ?

    Boa noite galera , minha dúvida é o seguinte , vou fazer o Salar em junho , e gostaria de saber se saindo de la paz para uyuni é mais perto , do que sair de santa cruz ?
  19. marcelo.sobata

    Ônibus na Bolívia - Via site

    Oi, pessoas! Tudo bem? Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018. Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni. Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni. Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável. Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus? Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia? Obrigado!
  20. Ale Rosenberg

    20 dias na Bolívia

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias na Bolívia em março de 2015. Trajeto da viagem: i. Sugestão de avião: https://www.boa.bo/. Costuma ser o mais barato. ii. Sugiro pegar o voo que vai para La Paz (alguns vão para Santa Cruz, eu não conheci a cidade pois ela fica mais distante dos demais locais que visitei). iii. Em La Paz procure um hostel de no máximo 1-1,5 km da Igreja de São Francisco de La Paz (de preferência do outro lado da Avenida Ismael Montes). Achei um pouco perigoso as ruas atrás da Igreja à noite (embora eu tenha ido lá toda noite). iv. Em La Paz tem muitos locais interessantes de conhecer, entre eles: Museu Etnográfico, Plaza Murillo , teleférico (leva para a parte alta da cidade, passeio imprescindível para ter uma nova visão socioeconômica da cidade), na região perto da Igreja tem algumas ruas que vendem produtos para turistas. Por alí tem uma escadaria com um restaurante vegetariano bom (Tierra Sana, na Calle Tarija 21). v. Estive em La Paz durante o Carnaval. Este é um dos principais eventos culturais do ano do país e, se possível, sugiro ir neste período. Plaza Murillo Avenida Ismael Montes perto da Igreja de São Francisco de La Paz Entrada do Museu Etnográfico Foto do carnaval de rua vi. A cerca de 1h30 de La Paz fica a montanha Chacaltaya. Algumas agências realizam passeios para conhecê-la. O local é muito bonito (principalmente se o tempo colaborar, o que não foi o meu caso) e, se tiver com um dia de sobra, vale a pena fazer o passeio. Para ir ao local é preciso estar muito bem agasalhado, pois fica a cerca de 5 mil metros. Chacaltaya vii. Fazer o passeio de bicicleta na Estrada da Morte também foi uma das melhores experiências nos arredores de La Paz. O pacote que as agências oferecem é um dos passeios mais caros realizados no país (assim como os pacotes de Uyuni). Acredito que fiz o passeio com a agência Altitude e recomendo. O passeio na Estrada da Morte começa ainda na estrada em uma longa descida em alta velocidade. Esta região inicial do passeio é muito bonita por conta da cadeia de montanhas do local. Durante todo o trajeto é preciso muito cuidado para equilibrar a atenção entre a beleza do local e os riscos de andar em alta velocidade em uma estrada com poucos, mas grandes buracos. Menos que em São Paulo. viii. Após passar cerca de 4 dias em La Paz pegamos um ônibus na estação central em direção à Copacabana. O trajeto leva cerca de 3h30. Em Copacabana vale subir até o Cerro Calvario, conhecer a Igreja e caminhar até o final da ‘praia’. No final da ‘praia’ há um local para camping. De Copacabana partem os barcos que levam às ilhas do Lago Titicaca. ix. Sugiro ir para a Isla del Sol e por alí realizar a caminhada guiada e dormir no Refugio Ecologico Wiracocha. Sem dúvida este é o melhor local para se instalar, pois tem a melhor vista da ilha (entre os locais possíveis de se dormir), ótimos quartos e maravilhosa receptividade dos donos do local. O Refugio fica no topo da montanha, logo após chegar de barco ir para o lado esquerdo e subir a montanha até faltar ar. Chegada na Isla del Sol Vista do Refugio Fotos da Ilha x. Após ir para a Isla del Sol voltamos para La Paz e no dia seguinte pagamos um ônibus direto para o Salar de Uyuni. Compensa comprar antes esta passagem de ônibus para não correr o risco de chegar por volta das 22:00 e estar sem passagens ou apenas com as mais caras. De La Paz para o Salar são cerca de 9 horas de viagem. Recomendo realizá-la durante a madrugada. Assim que chegar na cidade haverá muitas agências oferecendo o passeio. Recomendo fechar um pacote que inclua o passeio no Salar e em todas as lagunas, de preferência com um motorista/guia simpático e responsável (o que não foi o nosso caso), pois ele irá guiar a turma por dois dias. O passeio nas lagunas é muito bonito, embora cansativo, pois boa parte do passeio é feita dentro de um 4x4. Dormir no deserto é uma experiência sensacional. Fotos do Salar de Uyuni Fotos do deserto, lagunas e geysers xi. Depois de conhecer durante dois dias a região do Salar e das lagunas fomos para Potosí. A viagem até lá é curta, demora cerca de 2 horas. Em Potosí recomendo o Hostal La Casona. A cidade é muito bonita. Recomendo fazer o passeio na mina. Potosí xii. Após Potosí fomos para Sucre. Esta viagem demora cerca de 3 horas. Em todas as cidades comprar os bilhetes de ônibus foi muito fácil e barato. Sempre tinham muitos horários para pegar os ônibus entre as cidades. xiii. O centro histórico de Sucre é muito bonito. Sugiro caminhar até a Praça da Recoleta e ver o pôr do Sol por lá. Ao lado da praça há uma feira de artesanato e um restaurante com a vista mais bonita da cidade. Este é o restaurante mais caro que estive na Bolívia. Mas o preço do prato com uma jarra de suco não passou de um prato feito em São Paulo. Vista de Sucre do restaurante (foto extraída da internet) Vista de Sucre da Praça da Recoleta (foto extraída da internet) xiv. De Sucre voltamos para La Paz. De lá fomos para Coroico. Esta cidade fica em uma cadeia de montanhas em uma região mais baixa que La Paz. A temperatura no local é mais quente que nas demais cidades que visitamos. Por lá fomos em uma cachoeira, pudemos conhecer um pouco esta região em que são realizadas muitas plantações de coca e fazer caminhadas.
  21. Olá! Fiz um relato sobre a minha viagem de 24 dias pela Bolívia, Chile e Perú. Vou deixar aqui também a planilha que usei para me organizar, exatamente como planejei, para que vocês possam ver como fiz. Espero que ajude vocês. Boa viagem! Bjs! Fernanda @nandaletsgo Relato_nandaletsgo_24dias_Bolivia_Chile_Peru.pdf Roteiro_planilha excel.pdf
  22. aletchos

    Dicas do Salar de Uyuni - Fotos e vídeos

    Estive no Salar em agosto e setembro deste ano e trago aqui meu relato para ajudar quem estiver planejando uma trip para lá. Além do Salar, passei por La Paz, Cusco, fazendo a Salkantay até Machu Picchu. No meu blog tem mais posts da trip toda - www.getoutside.com.br. Como chegar Em geral, o Salar de Uyuni é explorado a partir de duas bases: A cidade de Uyuni, na Bolívia, e também vindo do Chile, basicamente para as pessoas que juntam o Deserto do Atacama com o Salar de Uyuni. Vou relatar, aqui, as duas possibilidades: Terrestre: Eu cheguei em Uyuni vindo de ônibus de Potosí. Basicamente, cheguei do Brasil no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra e de lá peguei um voo para Sucre. Do aeroporto de Sucre peguei um táxi para a estação rodoviária de Potosí, de onde peguei o ônibus para Uyuni. Como muita gente escolhe fazer esse trajeto, vou relatar em detalhes a partir do aeroporto de Sucre. Também existe um ônibus que sai de La Paz (maiores informações no site da empresa Todo Turismo) e um que sai diretamente de Sucre (empresa 6 Octubre), mas me parece uma melhor opção fazer Sucre Potosí de taxi e de Potosí pegar o ônibus. Sucre a Potosí: Para quem chega no aeroporto de Sucre, existem táxis que fazem o trajeto saindo do próprio aeroporto diretamente a Potosí, sem efetivamente entrar na cidade de Sucre. Na saída do aeroporto já indique que você procura um táxi para a estação rodoviária de Potosí que irão direcionar você. Paguei R$32, dividindo com mais 3 pessoas. O trajeto durou algo como 2h30, praticamente todo em vias asfaltadas e em boas condições. O carro não era lá dos mais modernos, mas deu para o gasto. Potosí a Uyuni: Na estação rodoviária de Potosí existem ônibus frequentes saindo para Uyuni. O ônibus sai por BSB 30 (algo como R$ 13). Você também tem que pagar BSB 1 de taxa por utilizar a estação rodoviária. O trajeto é bem tranquilo (em torno de 4 horas), em estradas asfaltadas, e o ônibus era relativamente confortável. Em termos de horário, pelo que apurei tem ônibus saindo a cada meia hora. Como falei, muita gente une o Deserto do Atacama ao Salar de Uyuni. Neste caso, existem passeios que saem de ambos os lados e você tem a opção tanto de voltar para sua origem ou ficar em outro destino. No meu caso, saí e voltei para Uyuni, mas fica aqui registrado que você pode começar o tour no Deserto do Atacama e terminar em Uyuni. Leia aqui os posts da minha viagem ao Deserto do Atacama. Aéreo: Uyuni possui um aeroporto pequeno, que é servido por empresas locais. Obviamente, não há voos diretos do Brasil, mas você encontra voos para as principais cidades bolivianas. Eu fui de Uyuni para La Paz saindo do aeroporto de Uyuni e paguei algo como R$ 300 pela empresa aérea Amaszonas. Apesar de mais cara, a opção aérea pode ser uma boa opção para quem está com o tempo corrido. Quando ir ao Salar de Uyuni Você pode visitar o Salar de Uyuni em todos os períodos do ano. No período de chuva, contudo, alguns lugares ficam alagados e você não poderá rodar por todo o Salar. Contudo, é no período de chuva que você vai conseguir ver o espelho! São aquelas imagens do Salar refletindo o céu como se fosse um espelho. Por isso que algumas pessoas entendem que o melhor período seria logo após o período de chuva (que é durante o nosso verão). Saiba que, em geral, a temperatura é baixa no Salar de Uyuni e em Uyuni também, já que estamos falando de locais com grande altitude. Foto: Isla Incahuasi, no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Esteja preparado para o frio em qualquer época que você pretender visitar o Salar. Onde ficar no Salar de Uyuni Se você fizer viagens de 2, 3 ou 4 dias pelo Salar de Uyuni é bem provável que sua agência vá providenciar sua hospedagem, mas isso não significa que você não deve se preocupar. Li vários relatos de pessoas que ficaram em lugares bem ruins e que passaram muito frio à noite. Eu não tenho do que reclamar dos lugares que fiquei nas 2 noites que passei no passeio pelo Salar e região, então preste atenção e leia a respeito das agências antes de ir a Uyuni ou a San Pedro de Atacama, caso sua trip comece pelo Atacama. Como disse, eu saí de Uyuni, e fiquei hospedado no Hotel Bunker (paguei R$ 40 por um quarto duplo que dividi com um amigo). Simples, com um café justo e bem localizado (ao lado da estação de trem), porém não encontrei eles no Booking.com. Neste link aqui você tem uma listagem das melhores hospedagens em Uyuni, e as melhores avaliações são para o Hotel de Sal Casa Andina, Hotel Joya Andina, Hostal Quinua Dourada, Hotel Jardines de Uyuni e o Hostal Reina del Salar. Quanto gastei no Salar de Uyuni Sempre coloco que o seu budget é pessoal e cada um sabe onde a coisa aperta. Já passei dos tempos das vacas magras e hoje, apesar de curtir um perrengue de mochila por amor apenas, me dou alguns luxos, como quartos privativos e comida boas em alguns momentos. Foto: Local da parada para almoço no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Dito isso, vamos aos números. Do dia que pisei em Uyuni ao dia que fui embora eu gastei R$ 701, da seguinte forma (valores em reais convertidos de USD e BSB com cotação do dia que viajei): R$ 40, diária de quarto duplo (dividi com um amigo) no Hostal Bunker, em Uyuni. R$ 408, tour de 3 dias e 2 noites com a Cordillera Traveller; R$ 24, galão de água de 5 litros, biscoitos e protetor labial em Uyuni; R$ 13, entrada na Isla Incahuasi (ilha de Cactos que visitamos no primeiro dia do passeio pelo Salar de Uyuni); R$ 2, banheiro no segundo dia; R$ 9, 15 min de internet na parada para almoço na Laguna Hedionda, no segundo dia; R$ 2, banheiro na Laguna Hedionda; R$ 69, entrada na Laguna Colorado (obrigatório); R$ 7, banho no alojamento da segunda noite; R$ 7, cookies em uma parada do terceiro dia; R$ 87, diária de quarto duplo (paguei sozinho) no Hostal Bunker, já em Uyuni, depois do passei pelo Salar; R$ 28, pizza e uma cerveja no Restaurante Jalisco, em Uyuni; R$ 5, táxi de Uyuni ao aeroporto. Os valores acima não incluem os valores de passagem para chegar e sair de Uyuni. Agências de Viagem Existem muitas agências vendendo passeis pelo Salar de Uyuni, tanto em Uyuni como em San Pedro de Atacama. Pesquisei muito antes de ir e li inúmeras recomendações e críticas a algumas agências. Você vai passar 3 dias ou mais rodando pelo Salar, em lugares remotos, com muito frio e condições precárias. Economizar demais pode ser uma má ideia, já que são inúmeros os relatos de carros em más condições, hospedagens ruins e com muito frio. Dito isso, minha dica é contratar apenas com as agências que você possui alguma referência segura. Vídeo: Vídeo da minha viagem por Bolívia e Peru, incluindo a passada pelo Salar de Uyuni. Eu fiz meu tour com a Cordillera Traveller, que possui uma loja em Uyuni e outra em San Pedro de Atacama também. Li boas referências sobre eles e minha experiência foi muito boa, seja pelo guia que nos acompanhou, pelo carro, tempo que tivemos para explorar, locais aonde ficamos hospedados e pela comida que foi fornecida ao longo de todo o passeio. Como falei acima, paguei algo em torno de R$ 408 pelo tour de 3 dias. As fotos do próximo item aqui deste post mostram o carro e as hospedagens que passamos. Por fim, não vejo necessidade de contratar com antecedência. Você conseguirá espaço em algum tour mesmo contratando no dia anterior à partida. Atrações do Salar de Uyuni Enfim, vamos falar do tour de 3 dias que fiz pelo Salar de Uyuni. Como disse antes, você pode contratar tours de até um dia, então depende do tempo que você tem para explorar por lá. Você também pode contratar tour saindo de Uyuni e terminando em San Pedro de Atacama e vice versa, e muita gente escolhe essa opção. Na realidade, apenas o primeiro dia é, de fato, no Salar. Os demais dias são explorando a região, que é muito bonita também. Dia 1 – Uyuni a San Juan Partimos do escritório da Cordillera Traveller às 10:30 da manhã. A primeira parada é em Uyuni mesmo, na atração conhecida como Cemitério de Trens. São locomotivas antes utilizadas na extração de carvão e que ficaram abandonadas na região. Depois do Cemitério de Trens dirigimos por mais alguns minutos até o povoado de Colchani, que vive da extração de sal e de artesanatos. É uma parada rápida para que você possa comprar algum artesanato e dar uma volta pelo povoado. De Colchani seguimos para o meio do Salar de Uyuni, diretamente para o local aonde paramos para almoço. Trata-se de um antigo hotel de sal que fica no meio do Salar e hoje é utilizado como área de parada dos tours. É aqui que ficam dois ícones do Salar de Uyuni, que é a praça de bandeiras e o monumento de sal ao Rally Dakar. O almoço é preparado pelo próprio motorista. Neste primeiro dia tivemos carne de lhama (um bife bem duro!), batata, arroz e salada. Existem opções vegetarianas também, basta você avisar com antecedência ao pessoal da agência. Depois do almoço você rodará por alguns quilômetros Salar a dentro, até se perder na imensidão branca. Em algum momento no meio do nada seu guia irá parar para você apreciar o Salar e tirar as famosas fotos de perspectiva. Depois desta parada no meio do Salar partimos para conhecer a Isla Incahuasi, que é a ilha de cactos que fica no meio do Salar. Se você quiser fazer a pequena trilha até o topo você deve pagar algo em torno de R$ 13. A vista lá de cima é bem legal, mas em razão da altitude a subida é um pouquinho cansativa, mas nada demais. Eu recomendo a subida! Tirei umas fotos bem legais de drone nesse lugar, dá uma olhada aí abaixo: A próxima parada será no local da primeira noite. Cada agência para em um local diferente. No meu caso, o lugar da primeira noite era uma casa no povoado de San Juan. Aluguei um saco de dormir para o frio, mas a verdade é que a casa era super aconchegante e confortável, com bom isolamento térmico e sequer precisei do saco. Dividi o quarto com um grande amigo que conheci no aeroporto de Sucre ao acaso e depois seguimos viajando juntos (Grande Thiagão!) pelo Salar e, depois, nos encontramos em Cusco. Viajar tem dessas coisas legais! Logo que você chega você será acomodado no seu quarto. Aos que quiserem tomar banho, existe a possibilidade de tomar banho quente (nesse dia matei o banho). Logo após, o jantar é servido. O jantar foi uma sopa e frango com fritas! Você pode comprar bebidas também nesta parada, como cerveja e vinho. Ah, recebemos uma garrafa de vinho boliviano como cortesia. Depois do jantar dei uma volta na rua, já que o céu estava limpo e as condições estavam ótimas para observar as estrelas. Dia 2 – San Juan a Huayllajara Depois do café da manhã, o tour do segundo dia parte lá pelas 8:30 da manhã. Já não teremos mais a paisagem branca do Salar de Uyuni, mas sim as demais belezas da região, como vulcões, montanhas, lagunas, flamingos e outros animais da região. Nesse dia você visitará o Salar de Chiguana (primeira parada do dia), que não tem nem de perto a beleza do Salar de Uyuni, se destacando apenas pelos trilhos do trem que o corta e é bem fotogênico. Depois, você vai até o mirante do vulcão Ollague. Aqui existe uma lojinha para comprar água e comida e também utilizar o banheiro (paga-se algo como R$ 2). A partir daqui você vai para a parte mais bonita do dia, que são as lagunas. Você visitará as lagunas de Cañapa, Chiarcote e Hedionda, aonde você deve parar para almoço. Depois do almoço você vai até o Deserto de Siloli, onde você vai conhecer a famosa Arbol de Piedra, uma formação rochosa muito curiosa. Por fim, a última atração do dia é a Laguna Colorada. Aqui, você deve pagar R$ 69 para ingressar. Como o tour segue pelo parque aonde fica a Laguna Colorada, você não tem a opção de não ingressar e não pagar. Da Laguna Colorada você parte para a hospedagem do segundo dia. Aqui sim faz frio, então esteja preparado. É aqui que você vai precisar do seu saco de dormir também, já que, apesar das acomodações serem boas, a noite é extremamente fria e pode chegar a -20 graus. Mas não se assuste: Você ficará bem com o saco de dormir. Aqui os quartos são para 6 ou mais pessoas, então é provável que seu grupo todo irá dormir no mesmo quarto. Nessa hospedagem também é possível tomar banho quente (neste dia eu não matei o banho!), que sai por algo em torno de R$ 9. Você também terá Wi-Fi, mas por tempo limitado. Ah, é possível carregar seus celulares, câmeras, etc. Como você pode ver, o povo aproveitou para atualizar o Instagram nesse dia! O jantar foi muito bom. Em primeiro lugar, a tradicional sopa. Depois uma massa com molho bolognesa. Muito bom! Tivemos até uma sobremesa dessa vez (pêssego em conserva). Depois do jantar a maioria das pessoas foi dormir, já que no dia seguinte teríamos que partir às 5:00 da manhã. Dia 3 -Huayllajara a Uyuni O terceiro e último dia começa bem cedo. Você deve estar pronto, com suas coisas arrumadas e café da manhã tomado às 5:00 da manhã. Isso porque a primeira parada do dia é uma visita aos géiseres, que ficam a 4.900 metros de altitude. Os géiseres são mais ativos logo ao nascer do sol, por isso a necessidade de se acordar tão cedo. A parada nos géiseres é rápida, e logo você parte para uma piscina de águas termais localizadas à beira de um lago. Ninguém do meu grupo encarou o banho, já que fazia bastante frio, mas haviam algumas pessoas aproveitando. Daqui partimos para visitar as Lagunas Verde y Blanca, de onde você pode avistar o famoso vulcão Licancabur. Você poderá parar aqui para tirar algumas fotos e caminhar pelas lagunas, que são muito bonitas. Essa é a última parada do tour, que daqui parte para a fronteira com o Chile para deixar quem vai seguir até San Pedro de Atacama. O pessoal que optou por ir ao Chile deve fazer a passagem pela imigração e pegar uma outra van da agência que segue até San Pedro. Os que voltam para Uyuni tem um trajeto de aproximadamente 7 horas pela frente, com uma parada para almoço no povoado de Vila Mar. Aqui você pode dar uma volta pelo pequeno povoado e ver um pouco do dia a dia do povo que lá vive. Quem segue o blog sabe que eu adoro fotografar pessoas, e aqui tirei uma foto que gostei bastante: Também aproveitei para fazer umas imagens de drone, já que paramos à beira de um córrego muito bonito. O almoço foi bem simples, com arroz, tomate e atum. Comemos na beira do córrego das fotos acima, ao lado do carro mesmo. Depois do almoço dirigimos até Uyuni, aonde nosso tour enfim terminou. O Salar de uyuni é um lugar espetacular e sempre esteve na minha lista de desejos. Como você pode ver pelas fotos acima, é, de fato, um lugar lindo com paisagens fantásticas, e o melhor de tudo é que é possível você visitar esse destino a um custo baixíssimo, como se vê pelos meus custos, e isso que me dei ao luxo de algumas comodidades, como quartos individuais, etc. Mais informações dessa trip no www.getoutside.com.br.
  23. Viajei em novembro de 2017 para Santa Cruz de La Sierra, depois Sucre, Uyuni, fiz o passeio de um dia no salar e voltei para Santa Cruz.Estava só e fiquei em Santa Cruz na casa de uma amiga que mora lá, a Denise. Preparativos de viagem: Voo Rio de Janeiro – Santa Cruz -Comprei a passagem pela gol saindo do Rio de Janeiro com conexão em Guarulhos, se tivesse comprado a passagem com um mês de antecedência teria economizado uns 250 reais, mas estava verificando as datas com minha amiga, então acabei comprando na penúltima semana de outubro por R$ 1486,09 pelo Santos Dumont que é mais perto da minha casa.Esse valor inclui uma bagagem despachada de até 23 Kg. Se eu fosse somente a Santa Cruz, seria possível não levar mala no bagageiro, pq Santa Cruz é quente e abafada. Não usei nem calça jeans lá e olha que peguei uma frente fria..rs. Voo santa cruz –sucre - Comprei também passagem de Santa Cruz para Sucre ida e volta pelo site da Bolivariana aviacion –BOA por 571 BO (bolivarianos). A amazonas também oferece o mesmo voo. Os preços são semelhantes a diferença são os horários. Claro que usando o cartão de crédito, então tem IOF sobre esse valor. ATENÇÃO: Comprei o voo doméstico para o aeroporto Viru-Viru mas minha amiga me disse que deveria ter pesquisado se tinha voo para o outro aeroporto que é mais central, daí gastaria menos de transporte. Fiz as reservas de hotéis no booking.com. Os dois hotéis que paguei lá, então não teve IOF. Passagem ônibus sucre –uyuni - Eu li em um blog que vc pode comprar com antecedência no site: ticketsbolivia.com.bo. Eu tentei comprar mas meu cartão dava erro. Liguei para o banco mas mesmo assim não funcionou. Mal da altitude - Como planejei ir a lugares bem mais altos que Santa Cruz, tomei o Diamox, remédio para o mal de altitude uma semana antes, comecei com dois por dia e no final, três por dia e lá eu tomei 4 por dia. Não fui ao médico, peguei a dica aqui em uma viagem anterior à Bolívia, quando estive em La Paz e Copacabana. ATENÇÃO: Eu sou saudável! Não tome o remédio se vc tem problemas de saúde, especialmente de coagulação ou pressão alta. Essas duas doenças eu tenho certeza que o diamox não é recomendado pq os médicos da minha irmã e de uma amiga proibiram. Custo de transportes: R$ 1486,09 passagem gol rio –santa cruz de La sierra-rio R$ 289,25 passagem boa santa cruz-sucre-santa cruz (com 6,38% de IOF e 1R$=2,10 BO) R$ 114,29 passagem 6 octobre sucre-uyuni-sucre (1R$=2,10 BO) Hostel Solariega Sucre – suíte 125 BO Hostel Ciel de Uyuni – suíte 125 BO Dia 5/11 Meu voo era 6:25h para Guarulhos, mas a zebrinha pensou que voo internacional são 2h de antecedência, chegou no aeroporto antes dos funcionários! Pode chegar com uma hora tranquilamente. Tomei um caputino em Guarulhos por R$12,50 para matar o tempo da conexão que era 7:30h até 10:20h. Cheguei em santa cruz de La sierra 11:30h e minha amiga tinha tratado um motorista. O aeroporto Viru-Viru fica distante da cidade, custou 90 BO. Minha amiga disse que não conhecia nenhum lugar para trocar reais, mas eu lembrei que aqui já tinha lido relato de cambio de reais, então troquei 200 reais. 1R$=1,8BO. NUNCA FAÇA CAMBIO NO AEROPORTO! Deixei as coisas na casa dela, que fica em um bairro bem bonitinho, Equipetrol e fomos caminhando (ninguém caminha no bairro!) até um restaurante, Trivento, muito chique! Como taças, talheres...pedi um prato de 65BO e uma taça de vinho por 19BO. A conta não incluiu gorgeta (chamada de propina). Eu vou colocar aqui os restaurantes que estive com Denise, por mera curiosidade, mas que fique claro que eles fogem ao nosso estilo mochileiros. Depois descansamos um pouco e fomos ao teatro com os amigos dela, super legais Beth e Alex. Daí partimos para uns beslisquetes no LORCA perto da praça principal da cidade a 24 de setembro. Lá vc pode pedir um prato para dividir com 2 ou mais amigos por 150BO. 6/11 Chamei um uber para ir a Plaza 24 de setembro por 18 BO, pague no dinheiro para não ter IOF! Já levei uma garrafinha de água pq vc vai andar sempre com uma! Lá troquei reaias a 2,10 BO. Tem várias casas de cambio perto da praça e tem uns caras trocando na rua, mas sempre rola medo de notas falsas! Claro que usei aquelas bolsinhas de cintura que ficam dentro da roupa. Voltei no mesmo uber para a casa da Denise, peguei minhas roupinhas e fui para Viru-Viru, paguei 80 BO no uber. Tomei um voo anterior ao que tinha comprado. De novo a neura de perder o voo. Cheguei em Sucre 12:05h. o taxi local me cobrava 50 BO e diante da minha cara de “NO, gracias”, chegaram a oferecer 30BO, mas ai fui no balcão de informação e me disseram que poderia pegar uma van a 8BO. Claro que nem pensei, entrei na vanzinha. Se vc tiver com mala, eles colocam em cima da van, mas a minha era pequena. Detalhe não tinha wi-fi no aeroporto para chamar uber. O motorista da van me deixou em um ponto próximo do hotel, dizendo que eram três quadras. Na verdade seis quadras. Cheguei no hostel, onde reservei um quarto com banheiro privativo. O quarto era simples. Dava para ouvir o barulho das crianças de um colégio no Recreio. Do hostel descendo a rua, vc chega a pé na Praça principal da cidade. A localização é boa. Peguei um taxi para o terminal. Presta atenção que os taxis são lotadas! Esqueceram de me dizer isso e eu só notei quando entrou uma senhora no meu taxi. Perdi vários carros com passageiro. Custo 5 BO. No terminal comprei a passagem para Uyuni na 6 de octobre que fica no subsolo do terminal. A passagem é direto. Consegui convencer o vendedor a me vender a volta, pq ele dizia que teria que comprar em Uyuni. Imagina se não tem volta! Resolvi comprar a passagem mais cara, a tal de cama a 120 BO individual. O semi-leito era 80 BO. Achei que a diferença de 20 reais é pequena por um pouco de conforto. Afinal iria viajar de 22h até 5:30h. Notei que o vendedor me mostrou a foto dos dois ônibus vermellhos que eu iria pegar. Deve ter turista pegando ônibus errado. Voltei para o hotel e peguei 8BO pq estava cansada de andar, daí o taxi me deixou na porta do hotel. Sai para comer e achei um hostel perto da praça onde comi sanduiche de frango com batata frita e limonada e usei o wi-fi a 36 BO. Como era segunda muita coisa não abria. Então acabei indo conhecer a casa do tesouro com uma visita guiada em espanhol. Como tenho interesse em mineração, achei interessante. Não lembro o valor mas deve ter sido 20BO. Dormi um pouco no hotel – Isso também é férias! Dormi na sessão da tarde..luxo! Sai a noite para jantar, comi pizza em cone. Duas mais um refri de 600ml por 30 BO, essa pizza fica bem de frente para a catedral. Passei em uma farmácia na esquina da praça e comprei umas coisinhas para levar no busão: água, biscoitinhos, lenço de papel, bala...26,40BO. Uber equipetrol Plaza ida e volta – 40 BO Uber aeroporto viru viru -80 BO Transporte aeroporto sucre até hostel = 8 BO Taxi centro – terminal ida e volta = 10 BO/pessoa Sanduiche com refri – 36 BO Museu do tesouro = 20 BO Pizza com refri = 30 BO Dia 7/11 Sai bem cedo do hostel e fui ao terminal por 5BO. Lá vc precisa pagar uma taxa para embarcar no subsolo mesmo a 2,50 BO. Ao lado tem um balcão de informação para turista. Aproveitei para pegar um mapinha de Sucre e umas dicas, pq na véspera tava tudo fechado. O ônibus estava lá na plataforma 9. Bem tranquilo. O ônibus saiu pontualmente 9:30h, como minha bolsa era pequena, ela viajou embaixo de minhas pernas. O ônibus pegou poucos passageiros no caminho e deu uma parada em Potosi mas não pudemos descer. Estava preocupada pq Potosí é uma das cidades mais altas da mundo, mas fiquei bem. A parada do almoço é inacreditável. No meio do nada um restaurante familiar pequeno com comidas típicas e caminhoneiros. 20 min. Paguei 1 BO para ir ao banheiro com direito a papel higiênico fracionado. Depois de usá-lo uma senhora aponta um baldinho que vc tem que mergulhar em um galão para encher e jogar na privada. Não tem onde lavar as mãos. No restaurante eu não entendi o cardápio, mas não ouvi nada que parecesse vegetariano ou pollo (frango). Sei que tinha sopa e depois o prato principal. Comprei água a 5BO. Nenhum turista almoçou. Então leve biscoitinhos! Cheguei a Uyuni e a primeira impressão é bem típica da Bolívia: parece uma cidade de faroeste com muita poeira e ninguém na rua.Estava esfriando. Fui andando até o hotel que havia reservado, paguei os 125 BO pelo quarto com banheiro privativo. Subi então até o terceiro andar..aí o bicho pegou, parecia que estava levando uma tonelada nas costas, que tava fazendo uma maratona. Me joguei na cama até a cor voltar...rs. O quarto era limpo e amplo, uma cama de casal e uma de solteiro, quentinho e com vista para a cidade. Sai para comprar lanchinhos para o dia seguinte, água, achei mais caro que Sucre, mas é normal em cidade turística. Contratei o passeio com a esmeralda Tour, por conta de um relato na internet que recomendava a operadora. Custou 200 BO, mas já haviam me oferecido por 150BO. Para minha grata surpresa, o passeio de um dia não terminava as 17:30h e sim 19:30h pois incluía o por do sol! Voltei para o hotel, zap zap com a família, banho quentinho e sai bem agasalhada para pizza com refri a 51BO. A senha do wi-fi do restaurante não entrou de jeito nenhum. Muitos turistas comendo. Taxi terminal = 5 BO Taxa embarque = 2,5 BO Água =5BO Passeio salar = 200 BO Jantar = 51 BO 8/11 Acordei, tomei o café da manha que estava razoável. O café em si é bem ruim. Durante toda viagem não tomei nenhum bom como o nosso. O hotel não repõe os itens do café. Se ficar lá, recomendo acordar cedo para comer. Deixei minha mala na recepção e fui para o esmeralda tours. Na calçada do escritório tem muita lojinha de artesanato e restaurantes. Tudo no mesmo lugar. Comprei imãs, elástico de cabelo e água..lembrancinhas.No horário combinado me colocaram em um carro com outras pessoas que trataram em outras agências. Então contrata a operadora mais barata, pq no final eles trabalham de forma associada. A primeira parada é no cemitério de trens que é colado na cidade. Parada para fotos. O contraste dos trens enferrujados com céu azul e terreno cinza claro é bonito. Seguimos para o meio do nada, só sal e fotos. Daí seguimos para Cochani um povoado que vive de artesanato de sal e tem um museu. Não entrei no museu e achei os artesanatos carinhos. Parada de almoço no hotel de sal, onde o motorista coloca a comida que ele levou nas mesinhas com banquinhos, ambos forrados com tecidos coloridos. Comemos quinoa, batata cozida, legumes e carne de lhama, eu não comi esse ultimo. Coca cola quente ou água mineral. Bebi água. Banheiro a 5BO. Parada do vulcão extinto com lago onde tinham poucos flamingos e lhamas na vegetação verde. Achei bem bonita a paisagem, com diferentes cores. Daí a Ilha dos cactos gigantes, vc paga 30 BO para entrar e usar o banheiro. Não tem como vc usar o banheiro pagando menos, o que é uma boa razão para fazer a trilha da Ilha. Nem preciso dizer que parei diversas vezes para sentar nas pedras, beber água e recuperar o fôlego. Na saída perdi o ticket e queria usar o banheiro. Minha sorte é que o Ju, brasileiro que estava no mesmo carro comigo, me emprestou o ticket dele. Daí veio a melhor parte do passeio na minha opinião: o pôr do sol! Lindo mesmo. O guia Moisés foi maravilhoso, fez um vídeo do grupo aproveitando a perspectiva, tirou excelente fotos e acho que a melhor foto minha da viagem! Chegamos em Uyuni a noite e fui jantar pizza em um restaurante com wi-fi. Precisa dizer que estava viva e voltado para Sucre. Passei no hotel para pegar minha malinha, aproveitei para usar o banheiro, escovar os dentes, passar uma água no rosto e me preparar para esperar o ônibus. Fui para o terminal, que não é um terminal, apenas uma rua (uma depois da Calle Peru) com vários ônibus nas calçadas. Os restaurantes por ali só servem frituras e comidas bem típicas, mas a questão de higiene tem que ser observada, ok? Sentei para tomar uma coca cola. Na hora marcada lá estava eu no minha poltrona cama individual quando uma senhora exibiu sua passagem com mesma poltrona que a minha, mostrei a ela meu ticket e ela acabou ficando na poltrona a frente que por sorte estava vazia. Depois passou um funcionário que ficou com meu ticket e me deixou sem nada. Se aparecesse outro passageiro querendo meu lugar eu não teria nada para provar! Durante a madrugada o ônibus parou varias vezes na estrada e eu acordava estranhando a demora. Ilha de cactos gigantes =30 BO Banheiro no hotel de sal = 5 BO Jantar pizza = 60 BO (foi um pouco mais caro mas não lembro o valor exato) Coca cola =12 BO 9/11 Finalmente cheguei a Sucre e fui para o hotel, paguei uma diária a mais para dormir de 6h ate 12h. Estava muito cansada. Deixei minha malinha na recepção e fui tentar visitar Sucre mas esqueci que La tudo chega entre 12 -14:30h então restou o mirante perto do museu indígena de têxtil. Bem bonitinho o mirante com um café e uma feirinha de artesanato na rua do museu. Lá comprei umas lembrancinhas. Fui ao mercado central, lá so vende comida, mas ao redor tem lojas de artesanatos que achei tem carinhas. Perto desse mercado vi anúncios de cambio de reais, mas não olhei a cotação. Era cambio informal. Fui almoçar na rua mesmo do hostel, perto da praça, onde vi um anuncio na entrada. 18 BO e comi salada, sopa, espaguete com vegetais e frango, suco de laranja e ainda salada de fruta de sobremesa. Acabou toda minha grana. Daí voltei ao hotel para pegar a mala e pedi para pagar a estadia em dólares e me devolverem os bolivianos que havia dado. Deu 20 dolares e peguei 135 BO. Infelizmente conheci pouco de Sucre. Deveria ter ficado mais um dia. Peguei um taxi até as vans que vão para o aeroporto no final da Calle (rua) Camargo por 5BO, peguei a van por 8BO e lá no aeroporto paguei a taxa de embarque de 11BO. O taxi do hotel até o aeroporto seria 50 BO. A van so parte quando esta cheia e leva 40 min no maximo para chegar. O banheiro do aeroporto foi mo melhor fora o da casa da minha amiga..rs. Tomei um caputino a 18 BO no segundo andar, tava bom! Lá tem tb restaurante, caso vc prefira almoçar lá. O aeroporto, exceto pelo banheiro, parece uma rodoviária. Parei de tomar diamox! Em santa cruz paguei 80 BO para equipetrol o bairro da minha amiga. Foi difícil achar o uber, pq o aplicativo me mandava esperar em um lugar e o motorista ficou em outro. Taxi terminal hostel = 5 BO Almoço = 18 BO Taxi para van aeroporto = 5 Bo Van aeroporto = 8 BO 10/11 Taxi para a praça 24 de setembro 20 BO. Na casa de cultura em frente a praça peguei um mapinha e dicas para ir a Samaipata. Fui a catedral e no mirante, onde vc paga 3BO, mas não achei a vista bonita não. Fui então ao museu de historia nacional que gostei muito. Almocei no irish pub em um centro comercial ao redor da praça. Frango ao curry com arroz e salada a 60 BO refri a 5 BO. Como tudo fecha no almoço, isso te obriga a almoçar. Minha amiga disse que eu não conseguiria wi-fi no centro. No irish tem. Era aniversário da cidade de Potosi, então a associação das pessoas nascidas lá fizeram uma festa na praça com banda, discurso, coca cola, bolo, TV e dança. Fui a uma lojinha de artesanato e achei mais barato que Sucre, mas fiquei com a impressão de ser de acordo com a cara do cliente. Voltei para casa da Denise e encontrei com ela. Fomos ao zoológico aproveitar o fim de tarde, ingresso 10 BO, 14 BO de uber. A ilha dos macacos é bonitinha, mas a jaula dos felinos parece pequena demais para eles. Pegamos um uber para o supermercado por 19BO. Lá comprei vinho, chocolate e cerveja para trazer. Na volta chuvinha e tomamos um taxi 15 BO. Fomos a um restaurante chic: o Bistrô. Mesa para 5 pessoas, três pediram truta, eu frango e Denise polvo, vinho e água mineral e um carpacio de entrada. Deu 155 BO para cada. Taxi ida e volta equipetrol praça = 40 BO Museu indígena – grátis Almoço irish pub = 70 BO (com dois refris) Zoológico = 10 BO 11/11/17 Ficamos na piscina da casa da Denise conversando. Almoçamos no shopping por 30 BO ventura mall e a noite fomos ao Sark restaurante de frutos do mar. Uma mesa de 9 pessoas, pedimos 10 pratos para compartilhar e duas garrafas de vinho. Minha amiga me ofereceu o jantar, então não sei quanto foi. Recomendo a causa (me disseram que é comida peruana) de polvo. Almoço no ventura mall = 30 BO Taxi ida e volta 30 BO. 12/11 Voltando ao ritmo mochileira, sai bem cedinho de casa com uber para a av Omar Chávez Ortiz com a Calle Soliz Olguin, onde fica o transporte alternativo para Samaipata. O uber saiu por 21 BO. Segundo me informaram os ônibus tem horários limitados e as vans saem quando lotam. Como era domingo, achei que lotaria fácil. Só que não era uma van, era um carro em péssimas condições, com pneu meio careca. Custou 30 BO. Cheguei bem 3h depois em samaipata, onde vários taxis te oferecem para levar ao El fuerte. O motorista da van me disse que a ultima van para retornar era as 19h. Mas era domingo, então é bom vc perguntar. Achei melhor ir ao museu onde tem um centro de informação turística. Lá usei o banheiro de graça. Bem limpinho e sobre o El fuerte: o ingresso custa 50 BO e da direito a visitar tb o museu, Pode ir de taxi que custa 100 BO, para levar, esperar 2h e voltar ou mototaxi 50 BO pelo mesmo serviço. Como estava só e não tinha nenhum taxi lotando que eu pudesse dividir, encarei o mototaxi que fica na rua do mercado municipal. Preferi fazer a trilha cedo pq se houvesse algum imprevisto teria tempo para resolver e voltar para Santa Cruz. Claro que andar de moto na carretera me fez pensar que se houvesse um acidente, seria muito, muito ruim, bom...o motorista não achava que deveria ficar em uma pista só...então olhinhos cerrados na ida e na volta. Na entrada da trilha paguei os 50 BO e guardei o ticket com carinho. A trilha é de 2km, mas acho que é só ida..rs. No início, até o segundo mirante, é bem íngreme, mas depois fica tranquila. Leve água pq não a vende nada lá dentro. Gastei apenas 1h 30 min na trilha, parando para tirar fotos e observar. Bem bonita! A trilha é super bem sinalizada e limpa, mas só achei um guardinha no 5 honorários. Se tiver problemas de saúde não faça a trilha sozinha. Não achei perigoso pq só tem uma entrada e no domingo tinha muita gente. O calor era intenso. Então levei casaco a toa mesmo. Indo de Samapaita para El fuerte vc passa por um camping balneário Mama Pascuala com lama preta no fundo do rio. Voltei para a cidade com meu mototaxista, fui na feira nas ruas em volta do mercado municipal para observar as cores e as pessoas. Comprei uma água a 5 BO, uma toalha para Mami e percebi que as lojas de artesanato estavam fechadas pois era domingo. Fui almoçar no La chakana na praça mesmo: espaguete com molho branco e cogumelos a 40 BO, coca cola 10 BO. Durante meu almoço solitário tocou one do U2! Que dia perfeito. Carreguei meu celular lá mesmo e depois esperei até o museu reabrir. Fiquei lá um bom tempo. Peça para assistir o vídeo. Não achei um imã de Samaipata para vender! As 15:55h estava no escritório da cooperativa que fica bem pertinho da praça esperando a van. 30 BO e voltei em uma van, mas o motorista era doido nas ultrapassagens a prova de anjo da guarda. Desci no ponto final da van e peguei um taxi a 20 BO para a casa da minha amiga, onde encarei uns ovos mexidos de jantar. Estava cansada. Taxi equipetrol ponto van samaipata ida e volta = 40 BO Van samaipata ida e volta = 60 BO Entrada do El fuerte + museu = 50 BO Mototaxi ida e volta = 50 BO Almoço La Chakana = 50 BO 13/11 Acordei tarde, tomei café rapidinho e fui a Plaza 24 setembro comprar umas lembrancinhas que esqueci, daí 20 BO para o ventura mall, onde paguei 10 BO para o micro ônibus do parque guembe. Ele saiu do shopping pontualmente as 10:30h com muitos funcionários do parque. Ele fica bem perto do supermercado tia. Na bilheteria passei o cartão de credito 180 BO. Disseram que o ultimo ônibus de volta era 16:45h. Lá tem 14 piscinas. Estava calor e eu tive um dia de madame. Para não perder tempo, decidi não almoçar e beliscar na beira da piscina: batata frita e coca cola. 26 BO. Visitei o aviário, que é uma gaiola gigante onde vc entra e fica com os pássaros e também o borboletário. O orquidário tava feinho sem flores. Recomendo que vc vá dia de semana pq as piscinas são próximas e final de semana deve ser cheio. Paguei 10 BO para voltar ao shopping e de lá peguei o taxi para casa a 13 BO. A noite voltei ao shopping com Denise e comi a melhor pizza de cogumelos da minha vida na FAMOSA. Tomei uma caipivodka 88 BO. Ônibus parque guembe ida e volta do ventura mall = 20 BO Entrada do parque = 180 BO Lanche = 26 BO Taxi ida e volta do ventura equipetrol = 30 BO Pizza + caipi = 88 BO 14/11 Café da manhã e uber para o aeroporto. O voo era 12:05h. Não tem taxa de embarque. Nos taxis e ubers que peguei a maior parte tocava cumbia que eu achei que parecia bastante com as tonadas (será esse mesmo o nome?) de Parintins. Uber aeroporto = 80 BO. legenda das fotos na ordem: 1.Catedral da Plaza 24 Setembro Santa Cruz de La sierra 2. Plaza 25 Mayo Sucre 3. Vista cidade de Uyuni 4. Praça da cidade de Uyuni 5. Cemitério de trens 6. Hotel de sal parada almoço 7.Vulcão extinto 8. Ilha dos cactos gigantes 9. Pôr do Sol- foto cedida pela namorada do Ju. 10. Ilha dos macacos zoológico Santa Cruz de la Sierra 11. Pedra talhada de El fuerte Samaipata 12. Parque Güembe Santa Cruz de La sierra
  24. Amigos Viajantes, eu fui um ferrenho crítico dos Mochileiros que começavam seus relatos e demoravam meses para terminar (quando terminavam). E agora, eu estou aqui, começando meu relato CINCO MESES depois de minha viagem. Para ser bem sincero, eu nem iria fazer o relato, pois estava muito ocupado e quando tinha tempo livre, eu sempre procurava fazer outra coisa. Mas recentemente eu vi uma mensagem do Mochileiros.com no Facebook que dizia “Faça o relato de sua viagem e viaje 2 vezes”. Então, resolvi fazer esse relato para viajarmos juntos para o Peru, Bolívia e Chile. Desde já agradeço todos os mochileiros que dispuseram de seu tempo para fazer seus relatos, pois eles foram essenciais para o meu itinerário e planilha de gastos. Aliás, quem quiser minha planilha de gastos, basta informar seu e-mail para eu enviar. Eu farei um relato breve dos 24 dias que viajei, focando nos trajetos, passeios e valores. Minha esposa Gilci fala que fomos Mochileiros de Rodinhas nessa viagem, pois, como foi nossa lua de mel, nos permitimos determinados “luxos”. Se vocês tiverem alguma dúvida, estarei à disposição para ajudá-los. Pois bem!!! Nossa viagem durou 24 dias, percorremos Peru, Bolívia e Chile, e gastamos cerca de R$ 11.000,00 (fora nossas passagens aéreas e alguns hotéis que pagamos com antecedência). Nosso itinerário deu-se da seguinte forma: - 09.06: Manaus > Lima; - 11.06: Lima > Cusco; - 15.06: Cusco > Arequipa; - 19.06: Arequipa > Puno; - 21.06: Puno > Copacabana; - 23.06: Copacabana > La Paz; - 24.06: La Paz > Uyuni; - 27.06: Uyuni > San Pedro de Atacama; - 01.06: San Pedro de Atacama > Calama > Santiago - 02.06: Santiago – Manaus O que fazer antes da viagem: - Passagem Compramos nossa passagem de ida e volta pelo programa de pontos Multiplus. O voo de Manaus - Lima custou 36.000 pontos e o Santiago - Manaus, 38.000 pontos. MUITO mais barato do que comprar diretamente pela LATAM. Como conseguimos os pontos? Lá no Posto Ipiranga hehehehe. Eu e Gilci nos inscrevemos no programa KM de Vantagens e começamos a acumular pontos. Depois compramos milhas aéreas da Multiplus pela metade do preço. Hoje, por exemplo, você pode comprar 20.000 pontos por R$620,00. - Hotéis e Passeios Eu e Gilci ganhamos de presente de casamento as acomodações nos hotéis. É para glorificar de pé!!!!!! As reservas foram feitas pelo Hotéis.com, que dá a opção de pagar com antecedência e em até 10x sem juros. Quanto aos passeios, reservamos com antecedência apenas o passeio pra Machu Picchu, com a subida em Huayna Picchu, que contratei com a GO2MachuPicchu por USD 500, com todos os trajetos e ingressos incluídos. - Roteiro impresso com endereços Viajantes, vocês DEVEM ter impresso os seus roteiros, com o endereço detalhado do seu hotel ou hostel e demais passeios. Eu e Gilci passamos por um perrengue desgraçado em Arequipa, pois eu não tinha o roteiro impresso, meu celular (onde estavam todas as informações) havia descarregado e eu não sabia o endereço do nosso hotel, e para piorar, ele tinha acabado de ser inaugurado. Pegamos dois táxis, mas eles não sabiam onde era o hotel. A Gilci começou a ficar nervosa e aflita, e eu me senti um $#%@&, pois a culpa toda era minha. Mas ainda bem que encontramos um taxista que saiu perguntando pelas esquinas onde ficava nosso hotel. Deus abençoe esse santo motorista. - Aplicativos Antes da viagem, baixei estes aplicativos que foram essenciais em nossa viagem: Google Maps, Google Tradutor, TripAdvisor, Peru Travel, Moeda+, Rome2rio, Uber. - Estude antes de ir Para quem vai ao Peru, é imprescindível estudar sobre a cultura incaica, pois tudo, literalmente TUDO, envolve algo sobre era enorme civilização da América do Sul. Caso não faça isso, sua experiência será 50% menos valiosa. - Seguro Viagem Compramos nosso seguro pela Mondial Travel, por recomendação da maioria dos Mochileiros. Graças a Deus que não precisamos usar em nenhum momento de nossa viagem. - Passaporte Para visitar esses três países, você não precisa de passaporte. Porém, eu e Gilci preferimos tirar nosso passaporte, pois queríamos colecionar carimbos. E o bom é que, além dos carimbos da imigração dos países, também conseguimos o carimbo de Machu Picchu e Ilha dos Uros. - Vacina Eu li que, para entrar na Bolívia, precisávamos de carteira internacional de vacinação, comprovando que havíamos tomado vacina contra febre amarela. Porém isso não foi solicitado no momento da entrada no País. Entretanto, é melhor você ir com sua carteira devidamente atualizada, para não correr o risco de ser barrado. - Mala e o que levar nela Bem, eu e Gilci levamos malas e não mochilões. Literalmente, somos Mochileiros de Rotinhas. Hehehehe Mas graças a Deus que isso não nos causou transtorno, salvo o pequeno trajeto da parada de ônibus de Puno para nosso hotel, pois tivemos que arrastar nossas malas nas ruazinhas de “auto-relevo”. A Gilci ficou responsável por comprar nossas “roupas de frio” na Decathlon e gastamos uma pequena fortuna. Rsrsrsrs Compramos corta-ventos, segunda-pele, calças térmicas e fleeces. Algumas outras peças já tínhamos da nossa viagem ao Chile em 2015. Agora, peço que me perdoem, mas não lembro com exatidão o que levamos em nossas malas!!!! Acho que é só isso!!! Logo eu posto nosso primeiro dia em Lima – Peru. Até mais.
  25. Mais um relato do clássico roteiro e eu resolvi compartilhar com vocês tudo ou boa parte do que foi vivido nesses 25 dias de viagem, para começar irei deixar meu roteiro para que vocês possam se basear no que for escrito. Roteiro: 02/out São Paulo - Santa Cruz - Sucre 03/out Sucre - Uyuni 04/out Salar de Uyuni 05/out Salar de Uyuni 06/out Salar de Uyuni - San Pedro de Atacama 07/out San Pedro de Atacama 08/out San Pedro de Atacama x Arica 09/out Arica x Tacna x Arequipa 10/out Arequipa 11/out Arequipa - Ica 12/out Ica - Huacachina 13/out Islas Ballestas + Paracas - Ica - Lima 14/out Lima x Huaraz 15/out Huaraz 16/out Huaraz x Lima 17/out Lima x Cusco 18/out Cusco 19/out Cusco 20/out Cusco 21/out Cusco 22/out Cusco - Copacabana 23/out Copacabana 24/out Isla x Copacabana - La Paz 25/out La Paz 26/out La Paz - Santa Cruz 27/out Santa Cruz de la Sierra - SP Esse foi o roteiro seguido por mim e por minha parceira de viagem (Katarine) que eu conheci graças ao mochileiros.com e foi uma pessoa parceira/irmã em toda a viagem e a quem eu sou muito grato por tudo o que ela fez antes, durante e depois da nossa viagem. Muito obrigado Ka . Gostaria de agradecer também a todas as pessoas que compartilharam suas viagens aqui, rodrigovix, Mary Telles, Barbara e muitos outros, obrigado mesmo . Preparativos: Antes de viajar comprei algumas roupas para frio que me faltavam e não vou colocar isso aqui no custo final da viagem pois é algo que a maioria pode ter. O que foi comprado antes foi: Passagens Ida x Volta São Paulo x Santa Cruz - Passagem de avião de Santa Cruz x Sucre pela amazonas - R$ 130,00 - Passagem de avião Lima x Cusco pelo site da Avianca Peruana o que nos rendeu um frio na barriga enorme antes da partida, aguardem os próximos capítulos USD 38,00 - Passagem La Paz x Santa Cruz pela Boa R$ 205,00. Comigo levei 930 dólares e 300 reais, não levei cartão de crédito pois estava sem e não foi necessário em momento nenhum da viagem inteira. O que levei na mochila: 7 camisetas 3 calças jeans 2 terceira pele 1 capa de chuva 1 corta vento 1 moleton 8 pares de meia 1 chinelo 3 bermudas 1 bota 1 capa de chuva do mochilão 1 Canon sx510hs 1 Go pro hero 3+ 1 protetor solar 1 óculos de sol Alguns remédios para dor e alergia. O mochilão que eu usei foi um da Quechua de 50 litros que eu havia comprado no ano passado e que serviu tranquilamente, levei uma mochila de ataque de 20 litros que foi de uma serventia tremenda. Também levei uma pequena de 10 litros que usa para carregar a câmera, protetor, óculos e doleira pois eu não estava afim de andar com ela na cintura e não tive problemas. Pronto todas as coisas que antecederam a viagem estão aqui, caso eu lembre de algo irei adicionar e aviso vocês. Próximo capítulo - A partida para um grande sonho.
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