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  1. Hey galerinha, depois de quase 9 meses meu roteiro nasceu Durante o próximo mês vou compartilhar por aqui meu roteiro pela América do Sul ( Bolívia, Chile, Peru) de forma detalhada e no instagram em um formato mais compacto. Quem quiser me seguir no instagram e já pegar algumas dicas, fiquem a vontade vocês me acham lá como @Mochilaetc . Link: Mochilaetc Está com viagem marcada e ainda tem alguma dúvida ? Pode me mandar mensagem que tento ajudar Antes de começar, gostaria de agradecer a Maryana Teles do Vida Mochileira por todas as dicas e por ter me inspirado a escrever esse roteiro o mais detalhado possível. IMPORTANTE !!! - TODAS AS INFORMAÇÕES ESTÃO COTADAS COM O GASTO PARA 2 PESSOAS ! - Em anexo está o roteiro inicial (com a previsão de gastos) Bora lá Nosso estilo de viagem: Nossa intenção seria gastar em média R$ 12.000,00 (os dois) em 32 dias de viagem, não é o estilo de viagem mais econômico, mas também não seria o mais luxuoso. Optamos por fazer o roteiro e deixar um valor estipulado, dentro desse valor ao longo dos dias fomos escolhendo nossas prioridades. Nosso mochilão, acabou sendo uma viagem de férias em casal e nossa intenção era curtir do nosso jeito e no nosso tempo. Nada de passar perrengue, mas também nada de esbanjar. Hospedagem: Todas as hospedagens foram em quartos de casal (motivos: gosto de dormir em paz, segurança, conforto), não fechamos nenhuma hospedagem com antecedência. No roteiro, anotamos algumas dicas e a média de preço, e quando chegávamos no local procurávamos o melhor custo x benefício. *O único local que achamos que vale a pena reservar com antecedência é o Atacama. * Hotel / Hostel / Hostel badalado / ECÔNOMICO ? Tudo vai depender do seu estilo de viagem. - Viagem romântica: Existem boas opções de hotel em todas as cidades (PRINCIPALMENTE NO ATACAMA), - Hostel custo x benefício: Conforto, silêncio, café da manhã, quarto privativo (é possível achar ótimos preços, em geral nossa média de diária pra casal variou entre R$ 50,00 à R$ 120,00) * Se gosta de silêncio, fuja dos hostels mais badalados. - VIVA LA VIDA LOCA: Quer curtir noite e dia, como se não houvesse amanhã ? Procure os hostels mais conceituados ! A rede Wild Rover é uma ótima opção e existe em quase todas as cidades. Porém não costumam oferecer quartos privativos. Obs: nem sempre vai ser a opção mais barata. - Econômico: Para economizar o máximo possível, fique sempre atento as promoções relâmpagos do Booking, em todos os locais cheguei a achar diárias na faixa de R$ 20,00 (por pessoa), sinceramente acho que nem sempre é a melhor opção. Alimentação: Variou entre bons restaurantes, pf, podrão da rodoviária . A realidade foi que na maioria dos dias comemos PIZZA (minha comida preferida). "Cachaça" : Foi uma coisa que não abrimos mão. Pisco, singani, cerveja, vinho... todo dia era uma novidade alcoólica (trabalhamos com bar, então é tudo em nome do trabalho rs). Passeios: Só fechamos com agência os passeios necessários, a maioria fizemos por conta própria. Os que fechamos super valeu o preço. - Uyuni: Fechamos com a Esmeralda Tour, indicação da @Maryana Teles, anotamos algumas opções de agências bem avaliadas e no dia fizemos aquela busca pra saber qual seria o melhor custo x benefício. - Atacama: Fechamos com a FuieGosteiTrips, agência de brasileiros (Carla e Renato ), indico de olhos fechados. Amamos tanto o atendimento e as dicas, que esse casal querido acabaram virando nossos amigos. A equipe da FuieGostei é enorme e conta com vários "agentes", eles montam o roteiro de acordo com o seu orçamento e estilo de viagem, tem opções para todos os gostos e bolsos. Sem contar que de brinde ganhamos ótimas dicas. Obs 1: Eles atendem São Pedro do Atacama, Santiago do Chile, Uyuni. Obs 2: Pra quem prefere fechar os passeios com antecedência, tem a opção de solicita o orçamento com antecedência. Obs 3: Também foi indicação da Mary Telles - La Paz: Downhill - Estrada da Morte - Xtreme Downhill (uma das agências mais bem avaliadas e por incrível que pareça uma das mais baratas) a única coisa ruim são as fotos (não levamos equipamento para filmar com a nossa GoPro, então não conseguimos bons registros desse dia [email protected]), mas mesmo assim vale muito a pena fechar com essa agência / Chalcataya e Valle de La Luna - Buho's Tour - a única agência que não indico, nosso passeio saiu super atrasado e acabou atrapalhando o roteiro. Pré Viagem: Companhia: Mozão ( Bernardo) Roupas e itens de viagem: Compramos o necessário na Decatlhon Passagem: Milhas Smiles 2x Total: 77.000,00 ( passagem + bagagem despachada) + R$ 500,0 tx Seguro Viagem: Seguro viagem Mondial Br x 2 Total: R$ 300,00 Documentos necessários: RG + Certificado Internacional de Vacinação - CIVP Dolar ou Real ? Levamos os dois (mas teria sido mais vantagem levar tudo em Dólar) USD: 3.000,00 ( $1,00 = R$ 3,30) + R$ 1800,00 (Acabei sacando dinheiro em La Paz - Bs 1800,00 = R$ 2.000,00) Total gasto em real R$ 13.700,00 O que reservamos com antecedência ? Compramos o ticket para Machu Picchu + Montaña Picchu Obs: 1: Melhor opção é comprar com antecedência, principalmente se você pretende visitar alguma das montanhas do parque Obs2: Comprar ingresso para o 1° horário. Como programei o meu roteiro ? Escolhi o mês de março pois a ideia principal seria comemorar meu aniversário viajando (11/03), pesquisei bastante sobre condições climáticas já que março é conhecido com mês das chuvas. Queria pegar o salar alagado, mas fiquei com medo de pegar chuva durante o resto da viagem. A escolha de datas deu super certo, pegamos o salar MUITO alagado e pegamos pouquíssima chuva durante os 32 dias. Fora isso, montei meu roteiro baseado em fase da lua, dia de semana. *Atacama é lindo de todos os jeitos, mas a melhor opção pra quem gosta de observar o céu é chegar em SPA em época de lua nova / Em Pisac existe uma feirinha local em determinados dias da semana / Visite Isla del Sol com lua cheia - é SURREAL de tão lindo. Obs: Tudo isso está no roteiro que anexei. Apps : - Google Maps : existem outros apps de mapa online (a real é que em todos os lugares arrumamos um mapa de papel) - Booking e HostelWolrd: Não reservamos nenhum hostel com antecedência, mas o app nos ajudou bastante comparar preços e descobrir opções de hostel. Normalmente abríamos a plataforma, procurávamos as hospedagem que mais agradavam e anotávamos os preços. Depois disso íamos até o local e verificávamos se era melhor fechar no local ou pela plataforma Só fechamos uma hospedagem pelo app do Booking. - Rome2Rio: Tipo um Movit, um app que te diz a média de preços de transportes. Ao longo da viagem anotamos as melhores companhias, mas todas as passagem compramos direto nas rodoviárias. - Transporte: - Rio da Janeiro > Santa Cruz de La Sierra : AVIÃO (nem se quer cogitamos a hipótese de nos aventurarmos de ônibus) a única passagem que compramos com antecedência. - Santa Cruz de La Sierra > Sucre: Nossa primeira opção seria ir de avião, pesquisamos preço, tempo de viagem, condições de estrada e acabamos achando que não seria uma boa economia. Porém com medo de voo atrasar ou cancelar, deixamos pra comprar a passagem no aeroporto de VVR. - Sucre > Uyuni: Ônibus "semi leito" -não vá contando com isso- . Era a única opção, lemos muitos relatos sobre a estrada e condições dos ônibus, não é uma maravilha.. mas da pra chegar vivo. - Uyuni > SPA: 4x4, a maioria das agências usam o mesmo modelo de carro (os carros das agências do Atacam são mais novos) - SPA > Arica: Ônibus semi leito, um dos melhores deslocamentos. - Arica > Tacna: Taxi é a melhor forma de atravessar a fronteira. - Tacna > Arequipa: Ônibus "semi leito", a viagem foi super tranquila (essa viagem foi durante a tarde) - Arequipa > Cusco: Ônibus caindo aos pedaços, tinha uma goteira, poltrona quebrada, motorista dirigindo feito um louco. (não recomendo rs) - Cusco > Ollantaytambo: Van local (opção mais barata) - Ollantaytambo > Hidroelétrica Santa Maria: Ônibus (esse ônibus sai de Cusco e é um transporte oficial), bem confortável e deixa bem no "pé" da trilha. Se você gosta de aventura, vá sentado do lado do motorista rs. - Cusco > Copacabana: Ônibus semi leito, ok. - Copacabana > La Paz: Ônibus, ok. - La Paz> Santa Cruz de La Sierra: Ônibus leito, o melhor ônibus da viagem. * OBS: Se sua viagem for durante a noite, não economize, opte pela melhor cia terrestre e por bancos confortáveis. Perdemos um dia em Cusco, pois cheguei na cidade me sentindo péssima, depois de ter passado a noite toda acordada (foi a viagem mais tensa da minha vida rs) *OBS 2: Quando o ônibus tem 2 andares, a melhor opção é ir na primeira fileira, da pra apoiar o pé na janela (mas se por algum acaso acontecer algum acidente..rs) Dicas: - Voos RJ - Se o seu voo é na parte da manhã, a melhor opção é o Galeão. - Sempre chegue com antecedência. Conte com trânsito e outros imprevistos. - Se atente para regras de bagagem de mão da cia aérea escolhida. - Verifique sempre se suas bagagens são despachadas direto ou se você precisa despachar novamente entre uma conexão e outra.No meu caso na ida não foi necessário, mas na volta precisei despachar novamente e mudar de terminal. - Documentos exigidos, parece bobeira mas eu vi uma moça quase sendo barrada por conta do estado da carteira de identidade. Se você pretende viajar para algum país da América do Sul, pode viajar apenas com identidade, alguns como no caso da Bolívia, também pedem certificado internacional de vacina contra febre amarela. - Conte com surpresas desagradáveis da CIA aérea rs. Uma semana antes da minha viagem meu voo foi alterado, não consegui voar na data que planejei. - Verifique condições climáticas e notícias do seu destino. MOCHILA ! Documentos & outros (foi tudo na mochila de attack) - Passagem ou número de localizador - Identidade Carol - Identidade Bê - Comprovante + Certificado Vacina Internacional Carol - Comprovante+ Certificado Vacina Internacional Bê - Mini roteiro impresso - Caderno anotações - Livro - Uno - Pasta - Doleira Carol - Doleira Bê *Baixar filmes/musicas/jogos BOLSINHA DA HERMIONE ! Remédios - Vitamina C (tomamos todos os dias) - Remédio garganta (minha garganta vive ferrada) - Spray garganta - Remédio cólica - Diamox (não usamos) - Vicky (não usamos) - Band-aid - Cataflan - Pomada tattoo (usamos muito) - Paracetamol (não usamos, mas é bom levar) Cuidados Rosto - Sabonete rosto - Hidratante rosto - Esfoliante - Lenço rosto - Escova de dente Carol - Escova de dente Bê - Pasta de dente - Fio dental Make - Rímel - Batom nude - Gloss labial - Protetor/base * O QUE ESTA NESSA RELAÇÃO FOI DIVIDO ENTRE OS DOIS MOCHILÕES !!! * LEMBRANDO QUE ALGUNS ITENS FORAM NA MOCHILA DE ATTACK !!! Cuidados Corpo - Sabonete - Hidratante - Repelente - Álcool em gel - Hidratante mãos - Barbeador bê - Gilete Carol - Desodorante Carol - Perfume Carol - Desodorante Be - Perfume Be Cuidados Cabelo - Pente - Prendedor (muitos) - Shampoo neutro - Condicionador - Ampola hidratante (o cabelo vira palha no Uyuni) - óleo reparador Cuidados Geral - Lixa - Algodão - Cotonete - Cortador - Pinça - Palito - Absorvente - Lenço umidecido - Lenço de papel MOCHILA DE ATTACK ! Carol - Celular - Documentos (Identidades, comprovantes, caderno de anotação..) - Livro - 01 Muda de roupa (legging,segunda pele, calcinha,meia) - Manta - Fom (preso do lado de fora) - Anorak+fleece - Necessaire (hidratante mão, protetor rosto, corpo, boca, bepantol, dorflex, diomax, dramin, neosaldina, colírio, neosoro,lenço umidecido) * foram os remédios mais uteis, de resto usei muito pouco. - Óculos (sol e grau) - Acessórios (cordões, pulseiras e anéis) - Encharpe Roupa Aeroporto - Blusão Jeans, t-shirt, legging, tenis keds - Doleira Bê - Celular - Eletrônicos (GoPro, carregador portátil, fones, adaptador fone, benjamim,hd externo, lanternas,carreadores celular) - 01 Muda de roupa (calça 2-1, segunda pele, cueca, meia) - 01 Encharpe - 01 Anorak - 01 Luva - 01 Gorro - Snack's - Óculos de sol Roupa Aeroporto - Fleece, t-shirt, calça jeans, bota impermeável MOCHILÃO BERNARDO ! Blusas 01 Blusa segunda pele 01 Blusa xadrez 02 Blusas manga longa 04 T-shirts Calças 02 Calças segunda pele 01 Bermuda cargo preta 02 Bermuda tactel *Acessórios (alguns foram na mochila de attack e outros no mochilão) 02 Baterias extras (MUITO ÚTIL) 01 Carregador GoPro 01 Bastão X Acessórios GoPro 01 Lente celular (não usamos) 02 Cartões de memoria extra 01 Canivete 02 Isqueiros Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Roupa de dormir 01 Sunga 08 cuecas 04 meias Sapatos 01 Chinelo * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! MOCHILÃO CAROL ! Blusas 01 Segunda pele pretas 01 Blusa manga longa 05 Blusas sem manga 04 T-shirts Calças 01 Meia calça grossa 01 Leggings 01 Short Jeans 01 Calça moletom * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Pijama 04 Meias 01 Echarpe 01 Maio 01 Biquíni 01 Top 04 Sutiãs 08 Calcinhas 01 Cinto Sapatos 01 Bota impermeável 01 Chinelo Mochila Etc - Bolívia, Chile, Peru.docx
  2. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  3. O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura. Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço. Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar. Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo. Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos. A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas! Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada! Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes, é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada. Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras. Depois de completarmos a descida, há um almoço delicioso com comida bem típica e depois, começamos a volta à La Paz, já dentro da van. Experiência de quase morte: Depois do almoço, retornamos à van e notei logo de cara que o guia estava bêbado e não conseguia formar uma frase, provavelmente, tinha bebido enquanto almoçava. Mesmo com essa situação, ninguém se manifestou de início e seguimos viagem pela estrada, que não é da morte, mas ainda sim, haviam precipícios e neblina. Um pouco antes da metade do caminho, nossa pista estava interditada em um pequeno trecho, sendo necessário desviar por um minuto na contramão, era uma manobra fácil e foi o que nosso motorista fez, o único problema era o caminhão vindo em nossa direção e o motorista da van continuou indo, mas parou bem em cima! Depois desse susto, todos ficaram preocupados e alguns até mais exaltados. Assim, exigimos que eles parassem a van, o que eles se recusaram de início, mas cederam quando viram um comércio na beira da estrada. Nós descemos da van e paramos uma outra van de transporte público que estava indo para La Paz e nos levou junto. Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam. Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
  4. Vou começar dizendo que escrever relato do Clássico Bolívia Chile e Peru é muito difícil. A maioria de vocês aqui já leu relatos fantásticos e super detalhados e com fotos maravilhosas.( @rodrigovix não te conheço mas já te amo!) Muitas pessoas fazem esse mochilão então muita coisa acaba se repetindo. Mesmo assim, Olha eu na América do Sul dando a minha versão de como são 23 dias por essas bandas. ^.^ A preparação: A preparação dessa viagem começa lendo os roteiros postados por aqui (leia-se o Rodrigo é a melhor pessoa desse mundo) e todas as dicas possíveis que todos os demais mochileiros puderam nos dar. Depois vem a compra das malas, roupas, passagens e afins haha O que eu levei e não precisava: Para quem pretende ir durante o verão (também conhecida como a época de chuva!) mesmo para os passeios mais frios não é necessário luva e muitas camadas de roupa (calças e blusa segunda-pele foram e voltaram dobradas na mala). Pijama ou “roupa apenas para dormir” Tênis para passeio (se você for com essa botinhas padrão de mochilar o tênis é dispensável). Blusinha mais arrumadinha para sair a noite (aqui é muito particular, eu preferi sempre que possível dormir e descansar.. mas sou casada e fui com meu esposo.. se você é solteiro talvez queira levar uma roupa menos esportiva) Almofadas para o pescoço (aqui também é particular mas achei que ia ser útil para dormir nos ônibus, a mim mais atrapalhou do que ajudou e tinha que ficar carregando fora da mochila porque não cabia) O que esqueci e fez falta/tive que comprar: Desde o primeiro dia tenha contigo protetor solar e um estoque de remédio para estômago/intestino haha Uma mochila de ataque de tamanho considerável para não precisar ficar apertando todas as coisas (tem que caber uma garrafa de 1,5l de água e mais todas as suas coisas, pelo menos) Compras antes de ir: É muito pessoal saber o que precisa comprar, como foi meu primeiro mochilão tive que começar do zero, incluindo a compra da mochila e muitos passeios na Decatlon. O que comprei aqui e foi importante: Passagens ida e volta de avião Curitiba –SP – Santa Cruz Seguro viagem Pré-reserva (sem pagamento) de hospedagem em São Paulo na ida Pré-reserva (sem pagamento) do tour de 3 D – 2 N no Uyuni Entrada do Machu-Picchu O que comprei aqui e não precisava: Passeios no Atacama (reserva com pagamento de parte dos passeios antecipada) Hospedagem em Arequipa Hospedagem em Águas Calientes O que não comprei mas deveria/recomendo: Passagem de ônibus de Sucre-Uyuni No mais a dica é simples: quanto mais confortável melhor. Essa é uma viagem cansativa em muitos aspectos. É corrida, dorme-se em ônibus e em camas de qualidade duvidosa e a altitude pode te pegar a qualquer momento assim como a intoxicação alimentar haha Quanto mais confortável você puder estar maiores as chances de curtir tudo com a devida intensidade. O roteiro: Depois de muito ler os roteiros pesquisar e olhar infinitos instagram de viagem, ver preço de passagem e combinação com os dias de férias o roteiro final ficou o abaixo. Mesmo com os problemas que aconteceram durante a viagem seguimos esse roteiro ficando os dias exatos previstos em cada uma das cidades muito porque em algumas já tínhamos a reserva dos hotéis e não quisemos nos estressar com trocas ou mudanças em cima da hora. Espero que esse relato ajude os próximos viajantes, inspire os que estão com a viagem marcada e, se puder sirva de guia para algum detalhe de um próximo mochileiro assim como todos os relatos que li me ajudaram e inspiram e a montar o meu. Darei o meu melhor!
  5. Oi galera! No feriado de 7 de Setembro viajarei sozinha a turismo por 5 dias para Bolivia (Santa Cruz de La Sierra e arredores ) saindo do Brasil de aviao (São Paulo) e diversos blogs de viagem mencionam uma "taxa de saída do país" cobrado pelo governo boliviano para estrangeiros que voltam para seus países sem residência na Bolívia. Gostaría de confirmar se isso é verdade e se é legal e também se é legal que hotéis agreguem ao valor da diária do hotel o imposto IVA que segundo relatos é ILEGAL a cobrança para turistas estrangeiros. Não acho essas informações no site do consulado e já mandei vários mails para todos os consulados do país sem resposta. Alguém que já tenha viajado via aérea para lá sabe informar os procedimentos para obter este papel/carimbo de entrada e saída para Bolivia? Antes de eu passar pelo check in tenho que ir em algum setor especifico do aeroporto do DPF para obter esse carimbo de entrada para Bolivia ? E na saída é a mesma coisa? Tem um setor específico do aeroporto na Bolivia para ir antes de passar pelo check in ? E alguém saber mais sobre esse imposto IVA ? Caso alguém esteja indo para lá esse período me fale para nos encontrarmos lá. Como disse estarei sozinha e companhia é sempre legal. Meu mail: [email protected] Desde já agradeço. Beatriz Amorim
  6. Com o atraso de quase um ano, estou deixando aqui meu relato dessa viagem que fiz em Julho de 2017 para Bolívia e Peru. Na época Lula tava solto e tinha acabado de ser condenado, brasileiros ainda não tinham feito Piedras Rojas ser fechado pra visitação, Game of Thrones S07 tava estreando na HBO (assisti na viagem inclusive) e Despacito tava bombando no mundo todo. Desculpe quaisquer erros gramaticais ou de concordância desde já, e se esquecer algo que você quer saber, pode perguntar aí embaixo. PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM Os integrantes da viagem são eu e minha namorada. Planejamos a algum tempo nos mudar pra Irlanda, economizando nosso dinheiro para ir, portanto nas alturas de Fevereiro/17, ela vivia triste por que não íamos ver Machu Picchu antes de ir, que era um sonho antigo de nós dois, e provavelmente se desse certo na Irlanda, só conseguiríamos visitar essa maravilha do mundo moderno depois de uns 4 ou 5 anos, de acordo com nossos planos. Então em um final de semana desse fevereiro, a família dela ligou dizendo pra eu verificar uma passagem pra Cuiabá, onde parentes dela moram, para eles irem visitar. Ligaram pra mim porque sou uma espécie de agente de viagens independente e comunitário, sempre verificando pra parentada passagens. Não sei se outros mochileiros também tem essa funções voluntárias, podia tirar uma grana boa com isso. Ao verificar vi que realmente estava com uma promoção boa, a passagem estava muito barata. Achar algo de Macapá pra qualquer parte do Brasil com bom preço é muito difícil, muitas vezes tem que ter sorte, como foi esse caso. Então enquanto pesquisava pra eles as datas, me bateu um estalo de um relato antigo que tinha lido aqui uma vez, que falava de ir pra Bolívia por Cáceres, cidade próxima a Cuiabá. Na mesma hora a cabeça de viajante começa a ficar a mil, comecei a maquinar o percurso na cabeça, pensar se valia a pena, fazer cálculos, etc. Fiquei como a Nazaré. Bolando roteiro e calculando gastos de um mochilão ainda imaginário Após verificar tudo mentalmente, fui ver a volta. Tinha na conta Multiplus uns 15 mil pontos, que sobraram de outra viagem, e 15 mil na conta de minha mãe, que tinha transferido do cartão de crédito, que é de meu uso. Então como quem não quer nada, fui pesquisar quanto estava custando passagens de Lima para Macapá, somente a volta. Pan, 14.000 pontos cada! Com essa nova informação a cabeça ficou a mil, compartilhei com a namorada a descoberta. A gente tinha que decidir rápido, por que a qualquer momento podia mudar a pontuação ou o preço da passagem. Por fim, por causa da passagem muito em conta, e o sonho de ver Machu Picchu, resolvemos "embarcar" nessa!! Uhul, em um espaço de tempo de 2 horas, fomos de conformados a não visitar Machu Picchu, a ter Julho praticamente todo e alguns dias de agosto lá pras bandas dele. Euforia da viagem tomou conta, e passei a planejar furiosamente o roteiro e preparativos. Como tiramos a passagem com muita antecedência, tempo para se programar não faltou. Juntamos uma graninha, compramos algumas coisas que precisavam, outras já tínhamos do Mochilão feito para o Chile em 2016 (que também ainda não fiz relato, futuramente quem sabe). Abaixo terá a relação do que levamos em detalhes. Tudo pronto, fizemos o seguro viagem com a Real Seguros, que era a mais em conta, e já adianto que não precisamos utilizar os seus serviços, mas isso é uma coisa boa, melhor passar a viagem sem perrengues de saúde, pois como bem já dizia Paulo Cintura “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”. Agora vou falar de outra parada importante pra você se organizar pré-viagem. Como garantir que você não vai perder suas fotos tão queridas que você vai usar pra ter uma ideia do visual que viu ao vivo futuramente. Parece clichê falar mas as fotos não passam nem 50% da sensação que você tem ao presenciar tudo pessoalmente, todo o seu campo de visão preenchido por aquelas paisagens, a proximidade que você sente de montanhas e quedas d’água que nas fotos parecem estar muito distantes. Por isso, você tem que garantir que você terá as fotos para avivar sua memória, e também, para os que curtem as redes sociais de fotografia, compartilhar com quem quiser suas aventuras e conseguir aqueles likes. Para lhes safar dessa, o que eu digo é o seguinte: Tenha mais de um Backup. O sistema que eu uso até agora nunca perdi uma foto de viagens, dá um trabalho mas vale a pena. Ele consiste no seguinte: Ao final do dia, quando você voltar para o hostel faça o Ritual do Backup. Minha câmera tem Wifi, então eu passava as fotos que bati no dia pro Smartphone, e nele eu tinha o App Google Fotos instalado (tem pra iOS e Android). Com ele você consegue fazer o backup de fotos e vídeos ilimitadamente (mantendo a qualidade original das fotos) para a Nuvem. Então eu botava o celular pra fazer o backup no wifi durante toda a noite, enquanto recarregava-o. Além disso, sempre que o Hostel tinha Computadores para uso dos hóspedes, ou tava com um tempo livre e via uma lan house, eu pegava os cartões de memória e passava todas as fotos batidas pro HD externo, que ficava sempre comigo na mochila de ataque. Pode fazer isso que é garantido não perder nada! Durante nossa viagem achamos no chão uma bolsa contendo vários cartões de memória e acessórios de um casal alemão, que entregamos após gritar perguntando de quem era. Eles nos agradeceram bastante, porque disseram que não tinham backup e se perdessem teriam perdido as fotos de toda a viagem praticamente, que já estava no final. Não corra esse risco, sempre tenha o backup seguro. Desde já também já me desculpo por não ser mestre em fotografia como alguns que já vi por aqui, caras muito bons mesmo que manjam demais e nos entregam muitas pinturas para nosso deleite. Eu não tenho tanta noção assim de coisas básicas, mas tento fazer o máximo com o que sei, acho que deu pra fazer umas boas fotos na viagem. Julguem. INFORMAÇÕES IMPORTANTES LEVAMOS: R$3.500 cada, mais 150 dólares por via das dúvidas, com cartões de crédito para emergências (que não foram muito utilizados, só para pagar um ou outro hostel que não cobrava a mais ou até dava desconto). Deu de boa, usando o TrabeePocket pra calcular os gastos é difícil ficar apertado. Você vai saber quando o dinheiro tiver acabando, aí só pensar no que ainda vai querer fazer, calcular a comida, etc, que você não vai passar fome nem ficar sem camisinha pra uma eventualidade (mas se for fazer trilha, favor levar a uma boa quantidade, pra não ter que ficar pedindo nas outras barracas no meio da noite) e acabar gerando um mochileirinho não-planejado. CÂMERAS UTILIZADAS: - Semi-profissional Canon Powershot SX530HS. É boa por que a lente é angular, e tem um zoom bomzinho. Pelo preço, foi um bom negócio. - Gopro 3 - Motorola G4 - OnePlus 3T Para edição das fotos, não manjo muito desses aplicativos complicados, então somente fiz ajustes no Snapseed mesmo, nada mais. O QUE LEVEI: Em mim: Doleira durante toda a viagem, que não tirava pra nada (até tomava banho com ela.. brinks) contendo: - Dinheiro - Cartões - Passaporte Uma doleira é INDISPENSÁVEL no Mochilão. Todo mundo fala isso mas não custa repetir. Na Mochila de Ataque (uma caselogic de notebook veinha que tinha aqui): - Câmeras mencionadas acima, menos o Moto G4 - Acessórios diversos para as câmeras, como Tripé, bastão, etc 1 - HD externo para Backup das fotos sempre que possível 2 - Cartões de Memória 1 - Lanterna led (recomendo as pra cabeça, lhe deixa com as mãos livres) e baterias 1 - Fone de ouvidos 1 – Tapa-olhos (Para dormir sem incômodos) 1 - Tapa ouvidos (Mesmo motivo acima, pode ser usado fones de ouvidos intra auriculares também) 2 – Óculos de sol (favor levar um com uma lente de qualidade, especialmente pro Salar, pois seu uso é praticamente obrigatórios pois as corneas queimam por algum fator que eu esqueci agora, reflexo da luz solar no chão se não me engano) 1 – Par de Luvas 1 – Toalha Quechua Ultra Absorvente 1 - Kit Viagem com Shampoo e Condicionador 250ml 1 - Bepantol 1 – Desodorante Rolon 1 - Escova de dentes e pasta 1 – perfume em uma embalagem de viagem 50ml 1 – Protetor Solar (No mínimo uns 30fps, na altitude o sol dói mais na pele, pondo da maneira mais simples possível) 1 – Repelente loção (Spray talvez barrem) 1 – Rolo de papel filme 1 – Pacote de lenços umedecidos 1 – Pente 1 – Pasta com papéis como: mapas Salkantay, Passagens compradas antecipadamente de volta e Santa Cruz-Sucre e Seguro Saúde 1 – Powerbank 10000mHa (muito importante, principalmente nos dias sem energia que passei no Salar de Uyuni e na Trilha Salkantay) 2 – Cadeados (Para deixar suas coisas seguras nos lockers de Hostels) 1 – Carteira com pouca coisa, pra enganar besta em caso de um roubo, ou furto etc. 1 – Carregadores de todos os eletrônicos 1 – Extensão/filtro de linha e adaptadores de tomadas (As vezes você terá somente ou duas tomadas para utilizar e vários apetrechos para carregar, então leve no mínimo um Benjamin) 3 – Cartelas de Clorin para usar nas trilhas, porém já adianto que não foi preciso, sempre havia água disponível, mas nunca é demais previnir 1 – Bolsa com uma grande variedades de remédios: Estomazil, Ibuprofeno, Imosec, Multigrip, Aspirina, Buscopan Composto, Clarimir, Diamox, Tylenol, Esparadrapo, Gaze, Algodão, Oftalbiotica, Plasil, Tesourinha, Serra de unha. Foi bastante pesada, depois de um tempo deixei o shampoo e condicionador no mochilão, além de alguns acessórios de câmera que sabia que não ia precisar e a extensão e adaptadores de tomadas. Mas não tava nada absurdo, deu pra levar ou eu me acostumei depois de um tempo. No Mochilão (Uma Quechua de 40L que comprei na Decathlon): 8 - Camisas/Camisetas 1 – Calça Jeans (fui vestido) 1 – Calça Moleton 1 – Calça de trilha Forclaz Quechua modulável 2 – Bermudas 1 – Blusa Fleece 1 – Calça Fleece 1 – Blusa Moleton 1 – Corta vento 1 – Blusa Segunda Pele 1 – Calça Segunda Pele 1 – Tênis 1 – Sandália 1 – Bota Impermeável Timberland Flume Mid As roupas em camada são essenciais para o frio que faz, comprem tudo na decathlon que sim, é a mais em conta que tem em 95% das vezes. Eu não recomendo a bota da Timberland, apesar de se dizer impermeável, ela molhou na viagem, meus pés ficarem ensopados. Quando voltei entrei em contato com a Garantia (mesmo fora do período) e pedi meu dinheiro de volta. Depois de uma ameaça de Procon eles devolveram meu dinheiro. Não acho que esqueci algo muito importante, tudo me serviu muito bem na viagem. Planejamento é tudo, pensem bem no que vocês podem precisar, se informem nos diversos relatos que tem aqui para basear o seu. Abaixo uma foto da arrumação (ainda não saiu tudo aí, faltou coisa): Era véspera de viagem, não reparem a bagunça! Tudo pronto, planejado e organizado (viagem sem planejamento é privilégio de quem tem dinheiro, se você é liso como eu e quer aproveitar, faça-o), embarcamos para Cuiabá, onde não começa o relato (já que vou focar só na Bolívia e Peru) e termina o pré-viagem que falei até agora. Segue o roteiro padrão que seguimos, bem simples, lembrando que ele foi bastante personalizado, devido as situações pouco comuns de entrada e saída que tínhamos e também as prioridades de visitações. Foi tudo escolhido a dedo, então não sei se ele como um todo pode servir para pessoas que não moram no Mato Grosso, mas partes com certeza podem se encaixar com o seu. O importante é não engessar o seu ao que outras pessoas fizeram, e procurar fazer o que você acha que vai dar mais certo. ROTEIRO 05/07/2017 Macapá > Cuiabá 06/07/2017 Cuiabá 07/07/2017 Cuiabá 08/07/2017 Cuiabá 09/07/2017 Cuiabá > Cáceres 10/07/2017 Cáceres > San Matías > Santa Cruz 11/07/2017 Santa Cruz > Sucre > Uyuni 12/07/2017 Uyuni 13/07/2017 Uyuni 14/07/2017 Uyuni > La Paz 15/07/2017 La Paz 16/07/2017 La Paz 17/07/2017 La Paz 18/07/2017 La Paz 19/07/2017 La Paz > Copacabana 20/07/2017 Copacabana >Puno > Cusco 21/07/2017 Cusco 22/07/2017 Cusco 23/07/2017 Cusco 24/07/2017 Cusco 25/07/2017 Cusco 26/07/2017 Cusco 27/07/2017 Cusco 28/07/2017 Cusco > Machu Picchu Pueblo 29/07/2017 Machu Picchu 30/07/2017 Machu Picchu > Cusco 31/07/2017 Cusco > Huacachina 01/08/2017 Huacachina 02/08/2017 Huacachina 03/08/2017 Huacachina > Lima > Huaraz 04/08/2017 Huaraz 05/08/2017 Huaraz 06/08/2017 Huaraz 07/08/2017 Huaraz > Lima 08/08/2017 Lima 09/08/2017 Lima > Macapá Partiu terra dos Jajajas que tanto me fazem estresse nos jogos online! RELATO 05/07/2017–08/07/2017 Cuiabá Nesses dias ficamos mais com a família e fizemos passeios pela cidade. Então, para manter o foco do relato a Bolívia e ao Peru, vou passar pra quando fomos pra Bolívia. Fiquem abaixo somente com uma foto que tiramos na Chapada dos Guimarães: Meme look at all the fucks I give.jpg 09/07/2017-11/07/2017 – Ida para Uyuni Começamos nossa peregrinação onibulesca para Uyuni indo para Cáceres, de onde dia 10 pegaríamos um ônibus que nos levaria até San Matías, para que pudéssemos comprar nossa passagem para Santa Cruz de la Sierra. Já tínhamos a passagem de Santa Cruz para Sucre, e de Sucre iríamos pegar um ônibus para Uyuni. Pra quem quiser pegar esse caminho para entrar no Bolívia, você deve chegar em Cáceres (Vans da Meira Tur lhe pegam onde você estiver em Cuiabá, e lhe deixam em Cáceres), se dirigir a PF que tem lá, para informar sua saída do Brasil, eles lhe darão um carimbo e um papel para você entregar no retorno, então se dirija a Rodoviária e compre sua passagem para Corixá, onde fica a divisa com a Bolívia, fizemos como nos foi recomendado, chegando lá você verá vários taxistas só esperando sua ilustre presença, para lhe levar por uma estradinha de terra até San Matías, onde você deverá ir até a imigração e também fazer câmbio para pagar a passagem de ônibus. Troque somente o essencial, pois a cotação não vai estar muito boa. Não esqueça do principal na viagem: a arte de pechinchar. É assim que você se identifica como brasileiro nas viagens, porque os gringão dasoropa só perguntam o preço e pagam. Não faça isso, sempre há margem para um desconto sulamericano. Nós fazíamos uma estratégia good cop / bad cop, onde minha namorada ia na frente, perguntar o preço, e depois me dizia, e eu fazia aquela cara de quem diz que tá caro, e perguntava se não dava pra dar uma baixada. Quase sempre dava certo, então tenha isso em mente em todas as transações comerciais que fizer. Não vou me prender tanto na questão do câmbio, até por que as cotações já não estão as mesmas de quando fui. Para efeitos de conhecimento, levei 150 dólares e o resto todo em reais, pois na minha opinião perder 2 vezes ao trocar para dólar e depois a moeda local não valia tanto a pena na Bolívia. Já no Peru sim, então recomendo levar dólares para lá (se bem quem tá em crise lá agora, se pá deve tá bom reais também). Há várias postagens com dicas para câmbio, então não posso lhes ensinar mais que eles. No final da postagem vou deixar o que gastei nos dias que estou relatando, e desde já deixo a recomendação de um excelente aplicativo para você calcular seus gastos na viagem sem ter que ficar contando os borós onde chegar. É o TrabeePocket, nele você cria uma viagem com um período de tempo, e vai inserindo quanto tem, quanto trocar e tudo que gastar. Pra lançar na moeda local os gastos, você tem que comprar o premium do App, se não me engano são uns 8 reais somente. Vale muito a pena, pois inclusive é de onde agora, quase um ano depois, estou tirando os valores de tudo que gastei. Após você pode exportar seus gastos em forma de planilha, para consultar. Foi uma mão na roda. Com o andar da carruagem também vou falando outros apps que auxiliaram bastante na viagem. Infelizmente eu esqueci de botar no TrabeePocket os câmbios que fiz, então esse é outro motivo pelo qual não vou detalhá-los aqui. Retornando ao relato, chegamos na rodoviária, com pesos bolivianos trocados e o passaporte de entrada na Bolívia carimbado, eles também lhe dão documentos para guardar e devolver na saída do país, então baste cuidado com tudo isso, deixe sempre na doleira, ou em um compartimento seguro da mochila de ataque. San Matías é uma cidadezinha com estrada de chão, então tem muita poeira por lá, e o SOL também não dava muito sossego. Não é interessante, é bastante feinha, porém sem ela não chegaríamos a nossos objetivos de viagem, então não vou difamar a coitada. Compramos duas passagens para Santa Cruz, dois Salgadinhos, e ficamos lá, esperando nosso ônibus. Estava pensando aqui, e é engraçado que nos grandes centros turísticos de nossas viagens, é comum encontrar outras pessoas como nós, com mochila nas costas, talvez um bronzeado, aquela pinta mochileira. Já no começo da viagem, somos só nós, nos dirigindo aos lugares onde nos reunimos com os demais de nossa tribo. Isso é algo que sempre percebi e achei legal. Em San Matías nossa companhia nos ônibus eram trabalhadores rurais, vendedores de coca, e família Bolivianas, só nós dois e talvez mais um casal de turistas. Não é uma rota muito comum para entrar na Bolívia, nem muito confortável ou agradável, mas era o que tinha pra gente, então foi o jeito. Os perrengues fazem parte da rotina mochileira, e eu principalmente estava utilizando essa viagem também como uma espécie de prova de fogo que vamos conseguir nos manter na Irlanda. Eu pensava que se conseguíssemos passar aquele mês em 2 países novos, com todos os perrengues e cuidados inerentes ao mochilão, a Irlanda ia ser fichinha. Daqui pro final do relato vocês vão saber se a missão foi cumprida ou não. Bom acho, que por agora é só, no próximo capítulo vou narrar nossa chegada em Santa Cruz até Uyuni, e talvez o começo do Salar. Até lá! GASTOS DO DIA (lembrando que somos 2, então vou dividir o que gastamos e colocar o valor individual): 09/07 Suco E Laka Oreo – R$5 Passagens Cuiabá-Cáceres – R$66 Hotel Cáceres – R$35 10/07 Táxi para PF ida e volta – R$15 Passagem Van Corixá – R$25 Taxi para a imigração, câmbio e rodoviária de Santa Matías – R$20
  7. Dicas de como viajar de carro para Bolívia. Antes de tudo, dirigir na Bolívia pode ser uma imensa satisfação, como pode se tornar uma tremenda dor de cabeça. Não, este tópico não tem a função de lhe fazer desistir de andar por terras bolivianas, e sim servir como ajuda mostrando alguns detalhes vivenciados por este que vos fala. As paisagens encontradas as margens das estradas bolivianas, são um espetáculo a parte, vão desde montanhas, com picos nevados, desertos. As estradas são para todos os gostos, retas, curvas, serras etc. Primeiramente vamos falar sobre a documentação necessária. PID – Permissão Internacional para Dirigir. Documento adquirido no Detran do seu estado pagando uma taxa. Demora poucos dias. Este documento não foi exigido por nenhuma guarita, nem a habilitação comum foi exigida. Mais em conversa com alguns policiais estes falaram que alguns exigem de turistas, com o pretexto de extorsão. Pelo certo, pelo errado aconselho a levar consigo. Lembre-se de verificar se a sua carteira de habilitação está válida. Há muitos casos de visitantes que descobrem, já na Bolívia, que seus documentos estão expirados. Documento do Veículo em nome do Condutor. Para adentrar em território boliviano com o veículo, este tem que ser de propriedade do solicitante. Outro fato que é um muito importante é que quem esteja na direção do veículo seja o proprietário. Pois muitos guardas questionam que se o proprietário não for o motorista, tem que ter um tipo especial de declaração, mesmo que o dono do carro esteja junto dentro do veículo. ( Nesta viagem fomos em duas pessoas, eu e minha esposa. Somente eu Dirigi na Bolívia). Identidade ( RG). As carteiras de identidade na Bolívia têm validade. Por isso, as autoridades policiais bolivianas costumam não aceitar a apresentação de carteiras de identidade estrangeiras com mais de dez anos. Se você pretende visitar a Bolívia com sua carteira de identidade e ela é antiga, sugo que renove a sua RG antes de partir em viagem. Seguro do veículo: A Bolívia aderiu ao Mercosul em 2012. Com isso um dos documentos que esta em implantação é o seguro Carta Verde. Em nenhum momento este seguro foi solicitado. Mais é prudente dispor dele. Outro importante procedimento que deve ser adotado pelo viajante é possuir um seguro que abrange o MERCOSUL, como vou citar no decorrer deste relato, é melhor estar prevenido. Declaración Jurada de Ingreso y Salida de Vehiculo de Uso Privado para Turismo . Muito importante isto, não entre em hipótese alguma no território boliviano sem que este procedimento ou documento seja feito. Fiz em duas oportunidades. Quanto ingressei em território boliviano pela cidade de Villazion, e quando retornei pela cidade de Desaguadero. Os dois foram feitos depois dos tramites de imigração, sem custo e de forma rápida. Este documento foi exigido em todas as vezes que a polícia nos parou ( um total de 20 vezes). Sem este documento o carro pode ser preso e leiloado conforme vontade do governo boliviano. Orden de Traslado. Este documento é comum ser exigido quando você entra na Bolívia via Corumba MS, nas outras fronteiras solicitei ao policial se necessitava do documento para transitar e o mesmo relatou que não, somente a declaração jurada. Mais na volta da viagem, trecho entre Santa Cruz de la Sierra e Corumbá em três barreiras policiais exigiram. Relatei por onde entrei na Bolívia, todo o trajeto que tinha feito, que até aquele momento só em solo Boliviano já tinha rodado 4 mil km e em nenhum momento foi exigido tal documento, e se me fosse aplicado qualquer multa, teria que entrar em contato com todas as outras barreiras policiais que nos fomos parados até o momento para pedir porque até então não tinha sido exigido este documento. Não foi uma boa ideia bater de frente com o policial, ficou irritado nós deu um chá de espera, mais por fim liberou bestemando. Aconselho fazer. Equipamentos obrigatórios do veículo: O veículo deverá conter os seguintes equipamentos: · "kit" de primeiros socorros; · Dois (2) triângulos; · Um extintor de incêndio; Cuidado com a validade. · Estepe (em espanhol, "llanta de auxílio"), · Macaco (em espanhol, "gato") · Chave de roda (em espanhol, "llave de cruceta"). Valor do combustível na Bolívia. Lembrando que o Governo boliviano determinou a cobrança de preços de combustível distintos para os carros com placas de outros países. Os veículos com placas estrangeiras -- como as placas brasileiras -- devem pagar mais que o dobro do preço do cobrado para os automóveis registrados na Bolívia. O custo de um litro de gasolina na Bolívia é tabelado, em qualquer posto o valor vai ser o mesmo. Para carros bolivianos estava tabelado em BS 3.74 (três bolivianos e setenta e quatro centavos). O valor do litro da "Gasolina Especial Internacional (GEI)" --, cobrada para veículos estrangeiros, situava-se em BS 8,68 (oito bolivianos e sessenta e oito centavos). Quanto ao abastecimento aconselho a fazê-lo sempre que o marcador do carro estiver em meio tanque, pois acontece de muitos trechos com pouquíssimos postos de combustíveis e alguns não abastecem carros com placa estrangeiras, oras porque dizem que está sem sistema, ou não possuir permissão para venda de combustível a estrangeiro. Então sempre que chegar a meio tanque já busque um posto. Abasteci o carro em seis oportunidades dentro da Bolívia. Somente duas foram me cobrado o valor para estrangeiro. As demais o frentista, ou o funcionário do Exercito que cuida do posto vinham sempre com a mesma conversa. Que o valor para estrangeiro 8,70 bolivianos, mais que ele podia fazer sem nota por sete bolivianos. Nos abastecimentos que foram solicitados o cadastro da placa estrangeira, não questionei e paguei o valor. Nas outras oportunidade em que eles ofereciam com valor abaixo, sempre eu pechinchava um pouco, se pedissem o valor de 7 oferecia 5. Pois para os frentistas a diferença entre o valor cobrado dos bolivianos do que foi pago fica com eles. Em alguns postos, que eles veem chegando placa estrangeira, já abrem um sorriso. Dirigindo na Bolívia. O consulado brasileiro na Bolívia tem a seguinte recomendação O consulado não recomenda que os brasileiros venham à Bolívia trazendo seus veículos com placas brasileiras. Há muitas restrições para a entrada de automóveis estrangeiros. Isto se deve a muitos relatos de problemas envolvendo motoristas brasileiros. Durante os processos alfandegários e emigratórios em que se perde bastante tempo por conta da burocracia burra dos países, conversei com diversas pessoas na fila, agentes de polícia, bolivianos viajando, brasileiros com carro particular visitando parentes em território boliviano e com alguns caminhoneiros brasileiros que trabalham exclusivamente na Bolívia, com caminhões placas brasileiras, e obtive bastantes relatos, para junto com minha experiência adquirida formular a minha opinião sobre dirigir na Bolívia. Como todo bom país subdesenvolvido a corrupção reina na Bolívia, tanto na policia, na imigração, nos abastecimentos conforme já relatei, bem como a população em geral. Não estou em nenhum momento menosprezando o país, sei que o Brasil tem problemas maiores, mais por este relato ser um guia para quem deseja andar na Bolívia, estou relatando o que presenciei. Em 90% das estradas que transitei estavam em perfeito estado de conservação, somente um trecho situado entre a cidade de Oruro e Cochabamba estava sendo duplicados, com obras na pista e consequentemente alguns desvios por estradas de terra, mais estas totalmente transitáveis. Transito – O transito na Bolívia é uma loucura mesmo existindo poucos carros particulares, existe uma imensidão de Vans de transporte de passageiros, taxis e caminhões e em sua grande maioria não tem muito apresso pelas normas de transito. Em muitos trechos com bastante retas se torna mais fácil à direção, havendo alguns excessos de velocidade, mais no geral tranquilo, fácil de dirigir. Em trechos de serras e montanhas complica um pouco. Quase todos os motoristas de van e taxis forçam as ultrapassagens, alguns caminhoneiros não dão passagem e tentam te jogar para fora da estrada, então toda a atenção é necessário. Sei que no Brasil têm motoristas assim também, mais o que percebi na Bolívia que as leis de transito não são respeitadas, e se a policia para algum infrator, dificilmente se converte em multa, geralmente é cobrado propina e o motorista é liberado. O transito dentro das grandes cidades também é um caos, pouco ou nenhum respeito. Não existe organização. Tem que ter muito cuidado. Dirigir em cidades grandes é uma aventura, diferente de tudo que já presenciei na vida. A polícia Tive muitos contatos com a polícia boliviana, fui parado aproximadamente 20 vezes em todo o trajeto. Em dois oportunidades tentaram me extorquir dinheiro, inventando multas altíssimas. Em outras 10 oportunidades, conferiam documentação, e mandavam seguir adiante, sem mostrar os dentes e em oito oportunidades conferiam documentação e interagiam, perguntavam sobre a viagem, e tudo mais. Em questão à polícia, que é o grande medo de muitos brasileiros que tem interesse em ir para a Bolívia, existe os bons policiais, e existe alguns poucos que querem se aproveitar, igual a qualquer lugar do mundo. Eu já viajei para Uruguai, Chile, Argentina e Peru, e confesso que o país que mais tive receio foi à Bolívia. Mais como podem ver nos relatos, tive problema em apenas 5% das vezes parado pela polícia, o restante foi tranquilo. Em algumas guaritas que fui parado o policial solicitava um regalo, eu não considerei uma extorsão, ou propina, dava 5 boliviano, aproximadamente R$ 2,50 e seguia viagem. Outros pediam o mesmo valor para carimbar a declaração, sei que não existe lei que obrigue a pagar, ou que tenha custo este carimbo, mais como era um valor baixo, e os caras não ficavam enchendo meu saco inventando multa, pagava, eles carimbavam a folha e eu seguia viagem. Em uma das guaritas, que o policial tentou me extorquir, foi perto da província de Tupiza. O mesmo alegou que faltavam remédios para dor de cabeça e muscular no kit de primeiros socorros, mostramos a ele que tínhamos tais remédios, mesmo sabendo que não era obrigatório nos kit´s. Quando ele viu que tínhamos, pediu sobre os triângulos de transito, que precisava dois, mostramos os dois, dai falou que ia dar multa porque a água oxigenada do kit não era a correta. Fiquei alguns minutos fazendo de conta que não entendia o que ele falava, e mostrando o nosso kit de primeiros socorros. Ele cobrou 10 Bolivianos para nos liberar. Paguei e fui embora. A segunda tentativa de extorsão já estava perto da fronteira com Corumbá cidade de Santa Ana de Chiquitos. Fomos parados por três policiais, o qual falou que estávamos acima do limite de velocidade. Pedi com educação para ver o radar. Eles relataram que tinha um policial com carro comum escondido antes do trevo, 5 km aproximadamente atrás. Expliquei para ele que deveria ser um equivoco, pois a 3 km atrás tínhamos parado para almoçar no posto de gasolina, e ficamos lá quase 1 hora. Ele insistiu no argumento e eu na minha defesa, falando para ele me acompanhar até no posto para confirmar. Um dos policiais ficou louco, mandou descer do carro, falou para eu calar a boca que lá ele mandava, revistou o carro inteiro, bolsa da minha esposa, fez o diabo. Enquanto ele revistava tudo, entreguei a outro policial a declaração jurada, com os carimbos de todas as guaritas que passamos, e falei pra ele que se em todos aqueles locais não tivemos nenhum problema, tanto de documentação como de obediência às leis de transito, não era chegando ao Brasil que queríamos criar um. Este policial foi bem cordial, pediu desculpas pela atitude do colega e mandou nós seguir viagem. Agradeci e fomos embora. Sempre que for parado haja de forma tranquila e seja educado, sempre, e caso o policial insista em te multar e você ter consciência da sua inocência, tente argumentar sem demonstrar muito domínio em espanhol. kkkkk Para finalizar esta parte, meu conselho aos viajantes que gostam deste tipo de aventura, é que não se intimidem por alguns poucos policiais corruptos. Claro, uma viagem assim aconselha-se a ter o máximo de atenção sempre, cuidado, obediência às normas de transito e tudo mais. Por relatos de muitas pessoas, que conversei todas sempre foram muito enfáticas, caso você se envolva em um acidente dentro do país, com feridos ou mortos, você vai preso, e até provar sua inocência, se foi uma boa quantia de dinheiro e tempo. ( Esta informação graças a Deus não presenciei, somente ouvi relatos). Faça um bom seguro em seu veículo, seguro que atenda os países a serem visitados, revise o automóvel, organize a documentação necessária e Boa Viagem.
  8. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  9. João Paulo Falanque

    Bolívia : La paz ou Santa cruz ?

    Boa noite galera , minha dúvida é o seguinte , vou fazer o Salar em junho , e gostaria de saber se saindo de la paz para uyuni é mais perto , do que sair de santa cruz ?
  10. marcelo.sobata

    Ônibus na Bolívia - Via site

    Oi, pessoas! Tudo bem? Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018. Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni. Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni. Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável. Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus? Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia? Obrigado!
  11. Ale Rosenberg

    20 dias na Bolívia

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias na Bolívia em março de 2015. Trajeto da viagem: i. Sugestão de avião: https://www.boa.bo/. Costuma ser o mais barato. ii. Sugiro pegar o voo que vai para La Paz (alguns vão para Santa Cruz, eu não conheci a cidade pois ela fica mais distante dos demais locais que visitei). iii. Em La Paz procure um hostel de no máximo 1-1,5 km da Igreja de São Francisco de La Paz (de preferência do outro lado da Avenida Ismael Montes). Achei um pouco perigoso as ruas atrás da Igreja à noite (embora eu tenha ido lá toda noite). iv. Em La Paz tem muitos locais interessantes de conhecer, entre eles: Museu Etnográfico, Plaza Murillo , teleférico (leva para a parte alta da cidade, passeio imprescindível para ter uma nova visão socioeconômica da cidade), na região perto da Igreja tem algumas ruas que vendem produtos para turistas. Por alí tem uma escadaria com um restaurante vegetariano bom (Tierra Sana, na Calle Tarija 21). v. Estive em La Paz durante o Carnaval. Este é um dos principais eventos culturais do ano do país e, se possível, sugiro ir neste período. Plaza Murillo Avenida Ismael Montes perto da Igreja de São Francisco de La Paz Entrada do Museu Etnográfico Foto do carnaval de rua vi. A cerca de 1h30 de La Paz fica a montanha Chacaltaya. Algumas agências realizam passeios para conhecê-la. O local é muito bonito (principalmente se o tempo colaborar, o que não foi o meu caso) e, se tiver com um dia de sobra, vale a pena fazer o passeio. Para ir ao local é preciso estar muito bem agasalhado, pois fica a cerca de 5 mil metros. Chacaltaya vii. Fazer o passeio de bicicleta na Estrada da Morte também foi uma das melhores experiências nos arredores de La Paz. O pacote que as agências oferecem é um dos passeios mais caros realizados no país (assim como os pacotes de Uyuni). Acredito que fiz o passeio com a agência Altitude e recomendo. O passeio na Estrada da Morte começa ainda na estrada em uma longa descida em alta velocidade. Esta região inicial do passeio é muito bonita por conta da cadeia de montanhas do local. Durante todo o trajeto é preciso muito cuidado para equilibrar a atenção entre a beleza do local e os riscos de andar em alta velocidade em uma estrada com poucos, mas grandes buracos. Menos que em São Paulo. viii. Após passar cerca de 4 dias em La Paz pegamos um ônibus na estação central em direção à Copacabana. O trajeto leva cerca de 3h30. Em Copacabana vale subir até o Cerro Calvario, conhecer a Igreja e caminhar até o final da ‘praia’. No final da ‘praia’ há um local para camping. De Copacabana partem os barcos que levam às ilhas do Lago Titicaca. ix. Sugiro ir para a Isla del Sol e por alí realizar a caminhada guiada e dormir no Refugio Ecologico Wiracocha. Sem dúvida este é o melhor local para se instalar, pois tem a melhor vista da ilha (entre os locais possíveis de se dormir), ótimos quartos e maravilhosa receptividade dos donos do local. O Refugio fica no topo da montanha, logo após chegar de barco ir para o lado esquerdo e subir a montanha até faltar ar. Chegada na Isla del Sol Vista do Refugio Fotos da Ilha x. Após ir para a Isla del Sol voltamos para La Paz e no dia seguinte pagamos um ônibus direto para o Salar de Uyuni. Compensa comprar antes esta passagem de ônibus para não correr o risco de chegar por volta das 22:00 e estar sem passagens ou apenas com as mais caras. De La Paz para o Salar são cerca de 9 horas de viagem. Recomendo realizá-la durante a madrugada. Assim que chegar na cidade haverá muitas agências oferecendo o passeio. Recomendo fechar um pacote que inclua o passeio no Salar e em todas as lagunas, de preferência com um motorista/guia simpático e responsável (o que não foi o nosso caso), pois ele irá guiar a turma por dois dias. O passeio nas lagunas é muito bonito, embora cansativo, pois boa parte do passeio é feita dentro de um 4x4. Dormir no deserto é uma experiência sensacional. Fotos do Salar de Uyuni Fotos do deserto, lagunas e geysers xi. Depois de conhecer durante dois dias a região do Salar e das lagunas fomos para Potosí. A viagem até lá é curta, demora cerca de 2 horas. Em Potosí recomendo o Hostal La Casona. A cidade é muito bonita. Recomendo fazer o passeio na mina. Potosí xii. Após Potosí fomos para Sucre. Esta viagem demora cerca de 3 horas. Em todas as cidades comprar os bilhetes de ônibus foi muito fácil e barato. Sempre tinham muitos horários para pegar os ônibus entre as cidades. xiii. O centro histórico de Sucre é muito bonito. Sugiro caminhar até a Praça da Recoleta e ver o pôr do Sol por lá. Ao lado da praça há uma feira de artesanato e um restaurante com a vista mais bonita da cidade. Este é o restaurante mais caro que estive na Bolívia. Mas o preço do prato com uma jarra de suco não passou de um prato feito em São Paulo. Vista de Sucre do restaurante (foto extraída da internet) Vista de Sucre da Praça da Recoleta (foto extraída da internet) xiv. De Sucre voltamos para La Paz. De lá fomos para Coroico. Esta cidade fica em uma cadeia de montanhas em uma região mais baixa que La Paz. A temperatura no local é mais quente que nas demais cidades que visitamos. Por lá fomos em uma cachoeira, pudemos conhecer um pouco esta região em que são realizadas muitas plantações de coca e fazer caminhadas.
  12. erick fernando123

    18 dias por Peru e Bolívia

    Bom dia, gostaria de deixar aqui a minha contribuição para os futuros e porque não atuais mochileiro, também é uma forma de agradecimento ao site pelas diversas informações que aqui eu encontrei! Bem Vamos la entao... Depois de muitas e muitas mudanças deixo aqui o roteiro utilizado, nada muito diferente, tendo em vista que esta foi a minha primeira viajem fora do país não tinha condições de fazer muitas coisas, então ficou assim: 27/09 Curitiba > São Paulo, 28/09 São Paulo > Lima, 29/09 Lima, 30/09 Lima > Huaraz, 01/10 Huaraz, 02/10 Huaraz, 03/10 Huaraz > Lima, 04/10 Lima> Cusco, 05/10 Cusco, 06/10 Cusco, 07/10 Cusco > Águas Calientes, 08/10 Águas Calientes > Machu Picchu > Águas Calientes > Cusco > La Paz, 09/10 La paz, 10/10 La Paz > Santa Cruz, 11/10 Santa Cruz, 12/10 Santa Cruz > Puerto Quijarro, 13/10 Puerto Quijarro > Corumbá >Campo Grande, 14/10 Campo Grande > Curitiba Saímos de Curitiba na quarta a tarde rumo a São Paulo, começando a viajem e já estava com aquele friozinho na barriga, chegamos em sampa la pelas meia noite e fomos pro aeroporto ( a ideia inicial era pegar o busao que sai de SP rumo a Cusco com 5 dias de viajem, mas como a viajem foi durante as aula eu necessitava ganhar um pouco de tempo, então resolvemos pegar um voo até Lima, a vontade de pegar o bendito busao continua e espero fazer num futuro não muito distante...), chegamos e nosso voo era só as 07:40 da manha, aquela cochiladinha marota do saguao do aeroporto foi muito boa, enfim embarcamos com 2 conexões, Assunção e Santiago... Por fim chegamos em lima, logo de cara aquela pressãozinha psicológica... a mochilão do meu amigo havia sido extraviada já deu aquele desespero ne... por sorte no voo conhecemos uma peruana que foi super gente boa e nos ajudou a falar com o pessoal do aeroporto... nada certo, só falavam que provavelmente a mochila havia ficado em Santiago, tentei acalmar o bichinho e depois dos tramites felei que era melhor e gente ir pro hostel e esperar que a mochila fosse enviada até lá como prometido pelos funcionários... fomos pro hostel com aquela tristeza , depois disso a caminho pro hostel logo veio a diferença cultural... aquele monte de carro como em toda a cidade grande... e buzina... a impressão que tivemos é que la tudo se resolve na buzina, esta num cruzamento é buzina, vai ultrapassar é buzina, muito loko... pedimos pra descer um pouco antes do busão para caminhar um pouco até o hostel e já ir conhecendo tudo, chegamos e o coitado triste, mas a vida continua vamos comer alguma coisa e tomar uma bera já chegamos perguntando da comida regional, não conhecia nada mesmo então foi pelo nome mais legal, e la veio o lomo saltado um tipo de carne de gado picado com muiiiita cebola e pimenta, bem saboroso tomamos uma cuscena e fomos andar... no hostel tinha um barzinho, socializamos com a galera e bora curti... se passou o primeiro dia e nada da mochila... segundo dia e nada da mochila, coitado do celinho ja estava querendo voltar pra casa, mas antes passamos no aeroporto uma ultima vez pra ver o que se passava... fomos na sala das bagagens e nada, ja estava fechada, fomos numa outra do lado e a guria não fez a menor questão de nos ajudar, sem jeito ja estavamos saindo que era só tristeza entao como ultima luz falamos com a galera do balcao de embarque... tinha uma abençoada pra nos ajudar e deu certo a bendita mochila estava lá já com mochila e alegria continuamos mais tranquilos com o passeio... proxima parada Huaraz os onibus no Peru são muito melhores que os daqui! serviço de bordo, tv e tudo mais, em huaraz o negocio era conhecer o nevado Pastoruri, laguna paron e a famosa laguna 69 fechamos os passeio com o Scheler por varias recomendações e porque no final das contas estavamos hospedados no seu hostel entao fomos pro nevado... lugar incrivel que esta acabando, tres anos e não teremos mais pastoruri para visitar no segundo dia fomos pra laguna Paron descemos para o desaiuno e como todo bom paranaense queria café, e veio café... um copinho bem pequenininho de café case como uma dose de pinga, olho pro celio, o celio olha pra mim e ue não aguentei e tramei na risada, o negocio é que la o café é mais concentrado, então vem essa quantia de café e depois tu completa com agua blz... e vamos pra paron, outro lugar sensacional do Peru, que lugar lindo... no outro dia não deu laguna 69 porque era o dia todo e tinhamos que fazer uma bendita pesquisa pra apresentar na facul... já que faltei em muitas aulas os professores nao perdoaram e pediram trabalho... vida que segue, vamo faze a pesquisa... proxima parada Lima e depois Cusco queríamos chegar em Lima de manha e ja ir pra Cusco, naaaada! busão pra cusco só a tarde então aproveitamos um pouco mais de lima ne, com a gente não tem tempo ruim mesmo Cusco é um espetáculo de cidade a antiga capital do império inca é realmente incrível, fico pensando que cidadezona da pohaaa devia ter sido! visitamos alguns lugares e cidade e procuramos o meio de chegar a Machu Picchu como não tínhamos nada fechado o negocio foi acertar tudo com o Washington, passeio pelo vale sagrado e passeio a Machu Picchu , os incas eram mesmo uns cara foda né, os cara entendiam astronomia, engenharia, agricultura... tudoooo depois dizem que os índios não sabem nada né é... visitamos o vale sagrado que é incrível e na minha opinião indispensável pra quem quer conhecer Machu Picchu e a história dos cara... Depois o negocio foi ir de van até a hidrelétrica, sim porque o trem é os dois rim de caro ta loko, sem falar que a emoção mesmo ta em ir de van... delhe subida, e curva, muiiita curva, e precipicio que você não faria em sã consciência (eu nao tenho!!) depois de 7 horas chegamos na hidrelétrica... mais 3 hrs de caminhada e la estava Águas Calientes, se tem um país loko é o Peru, você anda no meio do mato um tempão e quando ve tem uma cidade bem loka e cheia de gente blz jantamos e fomos dormir, para no outro dia beeem cedo pegar o bus pro parque, resolvemos subir de bus e descer a pé que é a coisa mais sensata a fazer, principalmente quando voce esta com uma mochila de 15 kg nas costas... visitando Machu Picchu tua mente buga... como que eles construiram uma puta cidade no alto de uma montanha sendo que "nao tinham nenhuma tecnologia" mais uma vez os cara eram foda!!! Nesse dia o negocio foi loko, de aguas calientes para a hidreletrica, então cusco e la paz, tudo no mesmo dia, deu certo, chegamos em cusco com tempo de bagar o busao pra La Paz, dae na hora de atravessar a fronteira eles entregam o papel da alfandega blz, dae os idiotas em vez de ja ir com o papel preenchido que nada chega no controle depois de uma fila dos inferno e o pepel em branco " tiene que rellenar la ficha" diz a boliviana da imigração, gente tongo tem que se lascar ne... passada a burrice chegamos em La Paz, muito cansado ambos... então não fizemos muita coisa... o negocio foi descansar... no outro dia visitamos Tihuanaku, outro lugar emblemático dos Andes quanta história temos aqui que não é valorizada ou sequer conhecida... agora que estão restaurando este sitio pré inca... Depois de La Paz chegamos em Santa Cruz, saimos da rodoviaria e fomos logo atras de comida para então ir atraz do trem ate Puerto Quijarro pensamos, pegaremos um taxi até o terminal do trem ne? Blz... Entramos no taxi " Hasta terminal de trem" e o motorista "Donde?" o celinho - "ii não sabe!" e eu "trenemos que sacar el Trem" e o motorista - "estamos en frente a terminal de trem!" estavamos em frente ao terminal mesmo! pouco burro esses dois não... vida que segue não conseguimos trem pro mesmo dia, tivemos que ficar em Santa Cruz, então visitamos a plaza maior, um mercadinho perto de onde ficamos, e no outro dia pegamos o famigerado trem da morte!!! Nada de mais, além da paisagem que não vimos porque era noite! Em Puerto Quijarro Tratamos logo de ir pra aduana, chegamos e não tinha luz, 3 horas na fila pra atravessar a fronteira... Agora no Brasilzão pegamos o bus pra Campo Grande em Campo Grande o plano era pegar outro bus para Curitiba... 18 hrs que nem celio nem eu aguentaríamos, resolvemos pegar um voo pra casa na manha seguinte... E assim foi a nossa primeira aventura fora do país. Viajar é magico, como dizem é a unica coisa em que você gasta e ninguém nunca vai te tomar... A experiencia, a vivencia, as amizades, isso é único. Viva o Mochilão, Viva as novas experiencias, Viva os amigos que fazemos e viva as viagens futuras! Agradeço ao site pelas informações que aqui consegui, e por fim deixo alguns números sobre a viagem bus de CWB a SP - 110, voo de SP a Lima 1090, gastos em Lima 150 Soles ou menos, busao até Huaraz 75, em Huaraz 200 S, bus ate Lima 35 S, de Lima a Cusco 145 S, em Cusco passeio pelo vale sagrado 60 S com almoço, guia e transporte, passeio Machu Picchu com Transporte eté Aguas Calientes entrada no parque, hospedagem em Aguas Calientes, Janta, café da manha e guia em MP 300 S, bus para subir eté MP 40 soles, bus até La Paz 80 soles, La Paz teve um gasto de 100 R$, bus até Santa Cruz 50 reais mais ou menos, em Santa Cruz uns 75 reais, trem 115 reais, bus até campo grande 120 reais, e agora o preço pelo cansaço 950 pelo voo até CWB e mais 65 do hotel... o gasto total foi de 4500 pra não esquecer nada! espero ter ajudado valew
  13. Vania Caetano

    12 dias pela Bolívia

    Fiz uma viagem de 12 dias pela Bolívia. Fiz o seguinte roteiro sai de SP de avião até Cochabamba, Oruro, Sucre, Uyuni (Salar de Uyuni), Copacabana e La Paz. De La Paz a Santa Cruz de la Sierra ponte aérea para SP. Fiquei em cada cidade 1 a 2 dias. De uma cidade para outra viagem só de ônibus (todos peguei nas rodoviárias)são mais baratos que as vans clandestina. Fiquei em hostel (escolhia todos no dia anterior a viagem pelo booking) Dicas - Leve um pouco de moeda de la somente para chegar e pagar um táxi,lanche .deixe para trocar pós lá é mais valorizado o real e não paga taxa de câmbio. 1 real e 2,09 Bol +/- - Sempre pergunte preço antes táxi,bus ,negocie também,táxi e barato e não tem taxímetro,mas andei mais de ônibus/van - Não leve muito roupa se quiser lavanderia e barato lá e se acha fácil. - Sempre que chegar no hostel peça o mapa turístico da cidade,não tem muito o que fazer nas cidades por isso fiquei 1 a 2 dias em cada,no salar fiz o passeio de 2 noites 3 dias e o suficiente pra aproveitar. Sucre e a cidade mais bonita que passei mais limpa TB.la paz e a maior e mais perigosa. - Fui dias 14/09/10/17 estava bem frio se quiser comprar roupas de frio lá tem preços bons.alimentacao também é barato só tem que ficar atento onde comer,a cultura deles é bem diferente em locais mais populares pegam as comidas com a mão. - Não preocupa muito com idioma guando eles querem falar devagar a gente entende,algumas palavras mudam,e o resto é com gestos e portunhol. Gastos Levei total de 3 mil sendo 1.400 em reais 500 dólares, voltei com 150 reais e 370 dólares hehe. Cartao internacional em caso de necessidade. ah fiz seguro viagem A média que paguei em hostel de até 35 reais ( sendo 1 quarto duplo a maioria com banho duplo) Comida tem pra todos os bolsos e gostos ,procurei não comer na rua e em mercados popular ,paguei uma média de 20 a 30 reais. Leve - Manteiga de cacau (protetor labial não ajuda contra o frio) - Hidratante pra pele seca,protetor solar,papel higiênico,lenço umedecido,soro p o nariz( o meu ficou muito ressecado) - Beba muito líquido,não senti mal de altitude,mas lá procure comprimido acho que se chama (saroche Pilsen) não acho que a folha de coca ajuda,só deixa a língua adormecida, remédio pra dor de cabeça. - Óculos escuro no Salar é fundamental. Qualquer dúvida se quiserem pergunta posso responder. Boa viagem. VID_20170921_070432098.mp4
  14. Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia. Participantes da viagem : Maria Emília e Jailson César. Período : 11 à 25 julho 2017. Percurso : Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Santa Cruz de la Sierra > La Paz > Copacabana > Isla del Sol e retorno pelo mesmo caminho. Transporte : Ônibus, trem, van, barco. Dinheiro : Real e poucos dólares. Valor : R$ 4.000,00 (para duas pessoas) Depois de + de 2 anos longe, era hora de retornar à terras bolivianas. Como agora moramos em Campo Grande (MS) a viagem foi via Corumbá. O melhor horário de saída de Campo Grande é às 23h59m, para chegar em Corumbá às 6h, a empresa Andorinha é única que faz esse trajeto (por isso a e$ploração). Em Corumbá, saindo da Rodoviária, ande seis quadras (caminhada tranquila em rua plana) até o Terminal Rodoviário Urbano, de onde saem ônibus para a Fronteira. Desde Campo Grande, estava viajando no mesmo ônibus, um casal de mochileiros do interior de São Paulo (esqueci de anotar os nomes, perdão). Chegando na fronteira, a imigração brasileira e boliviana ainda estarão fechadas, mais já terá fila, aguarde até 8 horas quando abrir, para dar saída do Brasil e entrada na Bolívia (além da fila imensa, ainda tem a concorrência de caminhoneiros que tem “direito” de furar a fila) Depois de cruzar a ponte que divide Brasil/Bolívia terá vários cambistas, sentados em banquinhas, na porta das lojas, faça uma pesquisa para saber qual oferece mais vantagem, agora em julho/2017 a variação estava entre 2,00 e 2,03 bolivianos para real. Importante : Se for cambiar, faça nesses locais, na Estação Ferroviária (na compra do bilhete aceita reais, em julho/2017 o câmbio era 1 x 2) e no Shopping China não tem câmbio. Procuramos um táxi para seguir até a Estação Ferroviária, não pague + que 10 bol. ou 5 reais pelo percurso, alguns querem cobrar até 30 bol. quando veem que é “turista”. Pagamos 10 bol. para duas pessoas. Na estação compramos passagens no trem Expresso Oriental para as 13h, pelo valor de 100 bol., embora na placa na entrada da estação o preço seja de 70 bol. Aqui quero fazer um comentário, esse trem para mim foi o “trem da morte” por uma simples razão, pagamos 100 bol. por uma passagem que vale 70 bol. e todos os brasileiros que estavam no trem foram colocados no vagão 1, logo atrás da locomotiva, esse é um vagão com poltronas “comuns” e uma única televisão. O vagão estava praticamente vazio, além de nós e do casal de mochileiros do interior de SP, também um casal de Santos, que tinha deixado o carro em Corumbá e seguiria de trem e ônibus até Cuzco e MP, uma senhora com o filho de 12 anos, que ia passar férias em Santa Cruz de la Sierra, dois amigos do sul e mais algumas poucas pessoas. Bom, o trem saiu no horário estipulado e lá pelas tantas resolvi ir até o vagão-restaurante que é o último, nesse “passeio” descobrir que os vagões 2 e 3 são super, hiperconfortáveis, com várias telas de led, além de cortinas em todas as janelas e poltronas mais largas e mais reclináveis e aire condicionado e quem tava ocupando, tinha pago “apenas” 70 bol. e sabe quem estava viajando nesses vagões ? ? ? à grande maioria, “cambas”, que raiva, mais serve como experiência para próximas viagens e para futuros viajantes. Apesar desse “contratempo” a viagem foi tranquila, com várias paradas e chegamos em Santa Cruz de la Sierra às 6h30m. Em tempo : o trem saiu no horário estipulado. Ainda em Puerto Quijarro depois de comprar as passagens, caminhamos até o Shopping China, que fica na mesma avenida, cerca de 500 metros adiante. Tudo muito caro, mas lá tem um restaurante que vende uma isca de jacaré que é uma delícia, a porção supergenerosa custa R$ 30,00, depois de almoçar e comprar outra porção para viagem voltamos para a estação, pois já era quase hora do embarque. Jailson, voltou no centro de mototáxi (5 bol. a corrida) para cambiar mais reais e aproveitou para comprar dois chips bolivianos da Tigo (10 bol. cada) que tem cobertura nacional e funciona até nas estradas “longe da civilização” Chegamos em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira, as 6h30m, era dia de jogo Palmeiras x Corinthians e resolvemos ficar na cidade para assistir (na Pizzaria Net Pizza de nossa amiga Cristiane, brasileira que mora lá a muitos anos). Não tivemos sorte com nenhuma partida da Copa Sulamericana, na terça-feira (11/07), enquanto estamos no trem, jogou em Santa Cruz de la Sierra, Oriente Petrolero x Atlético Tucumán, no quarta-feira (12/07), dia do jogo do verdão, jogou em La Paz, Bolívar x Universidad de Quito e na quinta-feira (13/07) em Potosí, Nacional Potosí x Estudiantes. Decepção total com o verdão, perdendo para os gambás, mas vamos em frete, nada nos abala (aqui é poooooorco) Em Santa Cruz, fomos até a plaza 24 de Septiembre, em frente ao Banco de la Nación Argentina, fazer câmbio, lá ficam vários senhores, aqui cuidado, o valor do câmbio é bom, mais esses senhores são todos “malas”, eles fazem uma aglomeração, para distrair sua atenção na hora de contar o $$$$$$, troquei R$ 1.000,00 (mil reais) por 2,03 bolivianos, o que daria 2.030,00 bolivianos, o senhor me passou o valor, o primeiro lote de mil bolivianos, com as notas todas abertas, o segundo lote, com as notas dobradas e mais 30 bol. contei e estava certo, saímos de lá e entramos na sorveteria Picolo, meu esposo que é desconfiado, mandou eu contar outra vez o dinheiro, nota por nota, e “pimba” estava faltando 300 bolivianos. Voltamos lá e meu esposo já foi para cima do “mala” falando que tava faltando dinheiro, ele “sabia” desse “detalhe" e foi logo devolvendo os 300 bol. Então, muito cuidado na hora da contagem das notas, conte nota por nota. Na quinta-feira cedo, seguimos rumo a Cochabamba pela Empresa Entre Rios, como sempre, o horário nunca é cumprindo, depois de rodar até quase a saída da cidade, o ônibus para e o motorista e o auxiliar tentam consertar a porta, conserto esse que não dá certo e o ônibus faz toda a viagem “sem porta”. Essa parada para conserto foi de quase uma hora, então começamos a ouvir ruídos de helicópteros voando baixo e pensei que era Evo Morales vistoriando as obras da double via de Montero, pois no dia anterior tinha acontecido uma inauguração de um trecho da via. Depois começou a “pipocar” as notícias de um assalto em uma joalheria no centro da cidade, com a participação de brasileiros do pcc, no qual morreram 5 pessoas. Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas e como sempre acontece nesse horário, devido a grande quantidade de ônibus, o “nosso” não conseguiu entra no Terminal e tivemos que descer na rua de acesso e caminhar até o Terminal. Compramos passagem para La Paz, no horário das 21h30. Flota Bolívar, ônibus panorâmico de três fileiras. Saímos para procurar um local para jantar e achamos uma loja de departamento com uma praça de alimentação no 3º andar, tinha pouca coisa aberta, mas, mesmo assim, comemos um pollo assado delicioso (será que foi a fome), na volta, compramos uma manta, pois o frio “prometia” e voltamos para o Terminal. Viagem tranquila, com chegada em La Paz por volta 6h30m. La Paz tava gelada, na entrada do Terminal tinham duas moças oferecendo hospedagem em um hostel próximo por 130 bol. recusamos, pois ficaríamos longe do “fervo” Fomos de táxis até a calle Sarganaga, minha opção era pelo Hostel Fuentes, mas nesse horário tava “fechado”, Jailson foi até o Hotel Sagarnaga, não tinha vaga e a habitaccion matrimonial com baño privado era 290 bol. Subimos a Sagarnaga rumo a Illampu e entramos no Muzungu B & B (já ficamos hospedados lá), 140 bol. por uma habitaccion matrimonial, com baño privado e desayuno (perfeito) e já pudemos subir para o quarto (114 no primeiro andar). Nesses dias em La Paz, quebrei alguns paradigmas, como não visitar o Mirador Killi Killi e Laikakota, não ir até a Mallasa e não tomar Pil (o Danone boliviano). Estávamos de férias das férias, sem planos e pressa. Andamos de teleférico, linea amarilla e verde até Irpavi e caminhamos até o MegaCenter. Aliás foi no Factory do Megacenter, que dia 19.07 assistimos ao jogo Palmeiras x Flamengo, jogão de bola, empate de 2 x 2, gritamos tanto que chamamos a atenção de outros clientes. Esse bar e grill é cheio de televisores e telões onde só transmite esportes, é só chegar e pedir para a gerente sintonizar no seu preferido. Aqui quero agradecer a Mariana, proprietária do restaurante de comida brasileira, Paladar, liguei lá para saber se abria no período da noite e transmitia jogos do Brasileirão, então ela informou esse local. Não conheci nem a Mariana nem o restaurante, fica para a próxima. No MegaCenter, na parte externa, além do Factory, tem o The Dubliner (pub irlandês) e está em construção a Hard Rock Café – La Paz (a original, pois a pirata fica próximo do Muzungu e cliente desse tem entrada free) Também andamos na linea roja e azul do teleférico até El Alto, aqui vai uma dica, se tiver oportunidade, procure andar nessa linha no domingo, do alto, a imensa feira ao ar livre, em que se transformam as ruas, é uma loucura. Alias, o teleférico está com uma promoção, para os meses de julho e agosto, utilizando a tarjeta, pode ser feita a integração de duas linhas pelo valor de 4 bol. enquanto a viagem avulsa custa 3 bol. O valor da tarjeta é 15 bol. Comprei uma, já fica para as próximas viagens. O domingo dia 16.07 foi de comemoração por toda a cidade, em alusão aos 208 anos da Revolução de Julio. Festa desde o sábado pelas ruas, com o fechamento para os carros da Ave Mariscal Santa Cruz. Às 00 do domingo, teve uma queima de fogos de artifícios na plaza Mayor de San Francisco. Durante todo o dia várias apresentações de Entradas Folclóricas. Tínhamos planejado ir até El Alto, assistir ao Cholitas Wrestlig (70 bol. comprado diretamente com as lutadoras entre as 13 e 16 horas na plaza de San Francisco de onde saí o ônibus, também pode ir independente, pela linea roja do teleférico), mas desistimos. Depois de vários dias em La Paz, na segunda-feira era hora de partir para Copacabana, arrumamos a mochila pequena para levar e guardamos as maiores no guarda-volume do hostel. Seguimos para a região do cemitério, por volta das 7h30m, chegando lá já tinha um ônibus pronto para partir. Viagem maravilhosa, chegamos em Copacabana por volta das 11h30m. Já compramos a passagem de barco para a Isla del Sol, com saída às 13h30m. Fomos procurar onde almoçar, pois já estava com “água na boca” por um trucha, as melhores, na minha opinião, são as vendidas nas barracas em frente a orla. Realmente não decepcionou, depois do almoço fomos comprar água e Jailson comprou um pack de Cusqueña para levar para a Isla. A travessia Copa x Isla nesse horário é melhor, devido não ter tantos barcos fazendo o percurso, então não tem tanta “marola”. A travessia está levando somente para a parte Sul (Yumani), devido uma briga com o povo do centro (Challa), quem quer ir para o lado Norte (Challapampa), alguns poucos barcos, no período da manhã levam do lado Sul para o Norte e também para a Isla de la Luna. Na chegada, pagamento de 10 bol. para a comunidade. Sempre tem comunitários oferecendo hospedagem, somos abordados por um senhor que ofereceu estadia em cabaña, com baño privado e água caliente (o chuveiro que é elétrico não dá conta de aquecer a água gelada), por 40 bol. por pessoa, é para o lado esquerdo de quem chega, subindo e subindo. Aceitamos e fomos olhar, gostamos e acertamos com a esposa. Pagamos + 15 bol. pelo desayuno. Guardamos as coisas e sentamos no pátio para tomar umas Cusqueñas e apreciar a paisagem do lago Titicaca e que paisagem. Depois saímos para fazer uma caminhada, fizemos uma trilha alternativa, que acho que é usada pelos pastores, subimos, subimos e subimos, mas a vista compensa. Já na parte “comercial” Jailson comprou uma blusa de alpaca e eu uma polaina, de uma menina que já visitou São Paulo e no próximo ano vai morar lá com a irmã e o cunhado para estudar, ela até conhece o Palmeiras. No final do passeio sentamos no terraço de uma pousada para tomar uma breja. A noite já caia e o frio aumentava. Voltamos para a cabana e fomos testar o chuveiro, tomamos um banho de “gato” rápido, pois a água estava geladíssima. Descansamos um pouco e por volta das 20 horas saímos para comer algo, procuramos e procuramos, quase tudo fechado, depois achamos um restaurante aberto, quase ao lado de nossa cabana, isso depois de ter descido e subido os caminhos. A Isla à noite é uma calmaria, silêncio e semi-escuridão, além do frio cortante. Onde estávamos o sinal da internet da Tigo era fraco, mas na praia e no topo, o sinal era “potente”, depois da janta, sem nada para fazer, era hora de dormir. Na manhã seguinte, depois do desayuno, resolvemos voltar para Copacabana e descemos ao porto para esperar os barcos. A passagem de volta é mais cara que a vinda, porque os barcos são da comunidade, que só levam os passageiros até Copacabana e voltam vazios. Entre San Pedro de Tiquina e San Pablo de Tiquina a travessia custa 2 bol. Em Copacabana resolvemos almoçar em um restaurante “chick” também na orla, comemos trucha outra vez acompanhada de cusqueña. Era hora de retornar à La Paz, Jailson comprou dois packs de cusqueña para trazer ao Brasil e eu aproveitei para comprar Inka Cola. A passagem de ônibus, Copa x La Paz também é mais cara que a vinda, 25 bol. Saímos de Copacabana às 14h30m e as 17m estávamos chegando em El Alto e “aquele” trânsito, então resolvemos descer na Estação Wana Javira (Ex-Tranca Río Seco), a primeira ou última de El Alto e utilizar o teleférico até a Estação Central, a primeira ou última da linea roja, de lá descemos a pé até o Muzungu. Desta vez ficamos hospedados no 2º piso, habitaccion 217, vista maravilhosa para o Illimani, que nessa época do ano se tem uma visão maravilhosa de toda a cidade. Quando estávamos no barco encontramos uma senhora de Aquidauana (MS) que estava viajando com a filha e um amigo e tiveram problemas na Imigração brasileira, pois a menina era menor de idade e estava sem a autorização do pai. Na realidade encontramos esse trio em vários locais da viagem, inclusive em Campo Grande, na chegada, haja coincidência. Na quarta-feira, fomos até o Terminal de Buses comprar passagens para Santa Cruz de la Sierra para a quinta-feira, compramos na TransCopacabana, bus-cama panorâmico de 3 fileiras, com saída às 14h30m e previsão de chegada em Santa Cruz às 8h do outro dia. Agora vem o “porém” na quinta-feira quando chegamos no Terminal, estava uma “calmaria”, então descobrimos que estava tendo um parô (bloqueio) da via em Colomi (depois de Cochabamba), realizado pelos plantadores de coca, que exigiam liberação para plantar coca dentro de um parque nacional, o que foi negado pelo presidente Evo Morales, estão não estava saindo ônibus para Santa Cruz, somente para Oruro, Potosi e algumas poucas empresas para Cochabamba, devolveram nosso dinheiro, então achamos passagem na El Dorado, ônibus panorâmico, semi-cama, 3 fileiras, para as 14 horas, compramos as passagens a aguardamos a partida. Na TransCopacabana a próxima saída para Cochabamba seria somente às 19h. Saímos às 14h30m, quando chegamos em El Alto, uma parada de + de 40 minutos. A double via La Paz x Oruro (para nós até Caracolo) está perfeita. Viagem sem contratempos, chegamos em Cochabamba às 22h. Como sempre o ônibus não conseguiu entra no pátio do terminal, então tivemos que descer na rua de acesso e fazer uma longa caminhada até a parte interna do terminal. No "caos" que é o Terminal, muitas empresas vendendo passagens para Santa Cruz de la Sierra, afirmando que o parô tinha sido suspenso. Bom, fazer o que, arriscamos, compramos as passagens, na Flota Carrasco, ônibus semi-cama, com saída às 23 horas. Partimos de Cochabamba com algum atraso (afinal aqui é Bolívia), ônibus lotado, depois de algum tempo dormimos e acordamos por volta das 2 horas já parados, tínhamos chegado no “bendito” parô em Colomi, que depois descobri, fica distante somente 52 km de Cochabamba. Ficamos parados até por volta de 6 horas, quando a estrada foi liberada, mas estava um caos, pois é descida e com trânsito pesado indo e vindo, então sem espaço para ultrapassagens. Gastamos cerca de 22 horas nesse trajeto de 480 km, tendo chegado em Santa Cruz de la Sierra por volta das 20h30m. Nossa sorte foi que em La Paz, tínhamos comprado muitas bolachas, batata frita e castanhas, além de água e sucos. Entre Santa Cruz e Cochabamba ou vice-versa, tem um paradero de ônibus, quando chegamos lá por volta das 14 horas, não tinha praticamente nada para comer, devido à quantidade de ônibus parados, pois com o parô, todos foram liberados no mesmo horário. O que encontramos foi um pollo “meio crú” que tinha acabado de ir para o carvão, quase nos agarramos a ele e comemos assim mesmo, para a nossa fome, estava “uma delícia”. Nossos planos era parar em Vila Tunari, pois na ida, como foi durante o dia, pudemos vê como é bonito o lugar, muita água, corredeiras, mais depois de tantas horas dentro do ônibus, resolvemos seguir direto. Vila Tunari, fica no final da descida da serra, entre Cochabamba e Santa Cruz. Em Santa Cruz, procuramos um hotel em frente ao Terminal Bimodal, ficamos no Hotel Ébano, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, por 160 bol. Era hora de tomar um banho, depois de praticamente 24 dentro de um ônibus. Depois, apesar do cansaço, seguimos até o Ventura Mall, para "almojantar" e tomar umas paceñas. Ficamos em Santa Cruz até o domingo pela manhã, quando partimos para Puerto Quijarro, pela empresa Pantanal, ônibus leiro, panorâmico, 3 fileiras. Estrada com pavimentação ótima (muito melhor que muita estrada brasileira), chegamos em Puerto Quijarro por volta das 20 horas. Como a imigraccion já está fechada nesse horário, ficamos em um hotel próximo, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, aire condicionado e TV cable. Na segunda-feira, fomos até o Shopping China, outra vez, comer isca de jacaré. Jailson comprou uma caixa de pacenã, no centro. Depois seguimos até a fronteira, para dar saída na Bolívia e entrada no Brasil (fila rápida nas duas fronteiras) e seguimos de táxi até a rodoviária de Corumbá, era cerca de 14 horas e só tinha passagem para as 7 horas do dia seguinte, compramos e fomos procurar um hotel. Na saída da rodoviária, para o lado direito, tem um hotel, que pela aparência é muito bom, mas está em reforma e com poucos quartos disponíveis, que estavam ocupados, seguimos para o lado esquerdo e encontramos o Hotel Corumbá, um “muquifo” de R$ 70,00, c/ ar, banheiro privado (que fedia mijo) e tv local, então fica a dica, só fique hospedado aí, se for muito, mais muito necessário, Jailson falou para o proprietário, que ia chamar a vigilância sanitária. No outro dia cedo, seguimos para a rodoviária de onde saímos no horário, chegando em Miranda, tivemos a notícia de um bloqueio na rodovia, depois de Anastácio, por parte do MST e que se a pista não fosse liberada o ônibus ficaria na cidade, graças a Deus a PRF liberou a via e a viagem seguiu normal até Campo Grande, onde chegamos por volta das 13 horas. Era hora de retornar ao "batente" pois só fã do lema "Trabalhar, trabalhar, trabalhar, viajar, viajar, viajar"
  15. Fernando S Goes

    Bolívia em 8 minutos : Dicas Rápidas

    Dicas referentes ao trajeto que fiz: Santa Cruz, Sucre, Potossi, Uyuni, Salar + volta. Outros trajetos podem ter diferenças Visto e passaporte: // Não é necessário nem passaporte nem visto. Pode ir de RG mesmo. // IMPORTANTE: Bolívia passou a fazer parte dos países que solicitam vacinação contra febre-amarela de brasileiros. Não nos pediram nada no aeroporto e nem em hora alguma, mas pode acontecer. Dinheiro: // Não troque real por dollar para trocar depois dollar por Bolivianos (bS). Você vai perder dinheiro. // Troque um pouquinho de real no aeroporto de Santa Cruz (para o táxi e comer algo) e depois troque mais perto da praça, com cotação melhor, nas casa de câmbio. // Em Sucre também efetuei troca. Roupas e acessórios: // "Posso usar as roupas de frio que tenho no armário?". Não. // Leve roupas adequadas compradas em lojas de esporte (segunda-pele de peito e pernas, luva grossa, bota, gorro, meias grossas, óculos escuros), além das suas roupas de frio. // Peguei -20 no inverno. Ir despreparado é se arriscar // Importante: levar lenço umedecido, papel higiênico, protetor/hidratante labial, protetor solar. Trajetos e transportes: ida: // De Santa Cruz a Sucre: fui de avião. BoA, Amaszonas e Ecojet fazem o caminho. Não comprem em cima da hora. Fui fazer isso e paguei mais caro por um voo com escala (Sta Cruz - Cochabamba - Sucre). // De Sucre a Uyuni: não fiz esse trajeto porque a via estava bloqueada. O que fiz foi: Sucre - Potossi - Uyuni // De Sucre a Potossi: rachei um taxi. Deu R$200,00 // De Potossi a Uyuni: tem ônibus que saem com certa frequência (tipo de 4 em 4 horas, aproximadamente) // De Uyuni ao Salar de Uyuni: ai você deve contratar uma agência volta: // De Uyuni à Potossi: peguei um ônibus. Tem uma empresa que sai às 11 e outra que disse sair de meia em meia hora, mas não sei se é real. // De Potossi à Sucre: peguei um "Velozes&Furiosos" (ironia, mas eles são "personalizados"). $60Bs por pessoa. São carros particulares que ficam do lado de fora da rodoviária // De Sucre à Santa Cruz: avião pelas empresas acima. Perto do centro de Sucre tem agências dessas empresas, não precisa ir até o aeroporto. obs: Tem ônibus direto de Uyuni à Sucre, só que eles saem durante a noite e não quis ficar esperando. Agências para o Salar de Uyuni: // Saem todos os dias do centro de Uyuni, pela manhã (aproximadamente as 10:00). // Me parecem semelhantes. Entre em umas e escolha // Fui de "Sandra Travell". Não recomendo. Não era ruim, mas também não era a boa a ponto de ser recomendada. // Pergunte sobre a idade do motorista. Preferi essa agência porque o motorista era mais velho e segundo a moça me garantiu, não bebia. (realmente não mesmo e era ótimo motorista, apesar de não atuar tanto como guia) // Paguei $650Bs Alimentação: // "Nossa, falaram pra eu comer só enlatado"... Honestamente, como pastel de feira, yakisoba na rua e etc... É a mesma coisa. Só fique esperto para não comer nada estranho. O guia nos ofereceu uma carne branca falando que era vaca. Como minha mulher é alérgica à porco, decidiu não comer na dúvida. // Meu guia fez sopa de repolho várias vezes. Tive gases na altitude e isso foi ruim mesmo (doeu). Fique esperto nesse tipo de alimentação. Eles carregam muito na cebola também. Cartão de crédito& ATMs: // Em Santa Cruz e Sucre encontrei bastante ATMs // Muitos restaurante não aceitam cartão de crédito. Ter dinheiro é sempre mais garantia. Mal-estar de altitude // Rola mesmo. Sintomas: dor de cabeça, falta de ar, nauseá, taquicardia. // Faça as coisas devagar: não corra tanto, ande em um ritmo mais lento para seu corpo acostumar. Respire devagar // Algumas pessoas tem grande falta de ar. Se acontecer com você, não se desespere. Simplesmente mantenha a calma e respira devagar e de leve // Para reduzir os efeitos: mascar folha de coca ou tomar chá de folha de coca. Evitar fazer durante a noite para não perder o sono // Soroche Pills: são uns remédios que vendem nas farmácias. Importante começar a tomar dias antes de ir para cidades altas. Não tomei, então não sei se são bons (vejam do que são feitos para não sofrerem de alergias) É isso ai, valeu!
  16. Boa tarde. Parto amanhã pra Campo Grande em minha primeira viagem sozinha e primeira internacional. Foram 6 meses de idealização e planejamento. Criei um blog que pretendo atualizar todas as noites, com informações e fotos. A quem se interessar o link é esse: https://tatuviajante.wordpress.com Mas o relato do dia a dia (imagens só posteriormente), colarei nessa postagem do fórum. Quaisquer opiniões, dicas, sugestões são super bem-vindas. Abraços. ---x---x---x---x--- Dia 1 – Campo Grande / MS (07/07) Acordei às 7h30, porque minha vó me chamou. Não fosse por ela, eu teria perdido meu vôo que era às 9h40. Eu não sou a pessoa que mais ama acordar cedo, e acordar sozinha, então, impossível. Obrigada, vovó! ❤ Porém, por ter acordado no pulo, joguei de qualquer jeito dentro da mala as coisas que ainda estavam faltando, me troquei correndo, engoli meia xícara de café preto e o táxi já chegou na porta de casa. Mal deu pra me despedir direito da Ana (minha filha) e da dona Marina (minha avó). Optei pelo táxi, pois o trânsito costuma ser intenso na região onde moro, e o Uber não poderia pegar a faixa de ônibus. Cheguei ao aeroporto com uma boa folga, mas minha sorte foi ter feito o check-in online ontem à noite, pois a fila estava enorme, principalmente por causa dessa nova regulamentação do peso das bagagens. Agora a Gol tem um serviço de despacho de bagagem express (na real, eu não sei se isso realmente é uma novidade, mas é que eu raramente despacho mala, então nunca vi/usei essa parada). Na hora de pesar minha bagagem, achei que ia ficar em cima do limite mas, para minha surpresa, a minha pequena malinha só estava pesando 12kg. Poucos minutos depois embarquei no avião e às 10h20 cheguei a Campo Grande. Não, o vôo não durou só 40 minutos, é que o fuso horário de Campo Grande não é o mesmo de Brasília, é uma hora a menos, ou seja, em SP eram 11h20 quando eu desembarquei. Saí dos 16º que estavam em SP e cheguei aos 26º do Mato Grosso do Sul. Já fui tirando as blusas e me dirigi à Anvisa. Deixei pra última hora a vacina de febre amarela, que é exigida para quem vai entrar na Bolívia, e tomei na segunda-feira, mas ainda não tinha tirado o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia) e fiquei mais de 1h esperando atendimento, pois tinha um árabe com 6 filhos, cadastrando e tirando esse mesmo certificado pra família inteira. O meu atendimento não durou nem 10 minutos, pois eu já tinha feito o pré-cadastro no site da Anvisa. A quem vai viajar, pfv, ajudem no atendimento dos coleguinhas e façam também o pré-cadastro. Por mais que conste como “necessário”, não sei se é obrigatório pois, estou em contato com um rapaz que veio conversar comigo por causa de um fórum de mochileiros e ele tinha esquecido de tomar a vacina, entrou em desespero achando que não poderia sequer embarcar no Brasil pra Santa Cruz de la Sierra, mas foi tudo bem e tá lá sem a vacina mesmo mas, por via das dúvidas, é melhor tomar. Vai que, né? Enfim, enquanto esperava o atendimento, percebi que não podia ficar zanzando pela cidade com 12 kg nas costas e tratei de fazer uma pesquisa rápida no Booking. Peguei o contato do hostel mais barato, joguei no Google, entrei em contato por Whatsapp, pedi as informações necessárias no aeroporto e fui pro ponto de ônibus. Eu até pensei em chamar um Uber, mas decidi que só vou usar transporte particular em última caso, afinal, eu não tenho muito dinheiro pra ficar esbanjando, se existe transporte público. Daí, veio o primeiro imprevisto: entrei no site da Andorinha, pra reservar minha passagem pra Corumbá hoje à noite e, simplesmente, não tinha mais vaga. O único horário disponível era às 7h30 de amanhã. Lá tava eu pensando no gasto que ia ter com uma hospedagem de última hora ou que teria que, já logo de cara, no primeiro dia, ir pro plano C e dormir na rodoviária. Pra ajudar, nenhum ônibus de Campo Grande tem cobrador. Mas o motorista foi super gente boa comigo, entendeu minha situação, parou em uma loja de conveniência, explicou aos demais passageiros que ia me esperar comprar o bilhete, pra depois seguir viagem. Achei que ia ver várias caras feias mas, pelo contrário, todo mundo levou bem de boa. Desci no meu ponto (santo Google Maps), subi 100m de ladeira e dei de frente com o Hostel Vitória Régia. A dona Leda me recebeu com o maior carinho, me ouviu reclamar sobre a impossibilidade de viajar pra Corumbá nessa mesma noite pois as passagens já tinham esgotado e eis que, salvadora, ligou pra uma colega que trabalha em uma agência de viagens e conseguiu uma passagem pra mim e ainda vinham entregar no hostel. O único problema era que não aceitavam cartão de crédito, mas tudo bem, só um pequeno rombo de R$130, mas como meu planejamento é gastar, no máximo, R$50 por dia e vai ter dias que eu não vou gastar praticamente nada (em Corumbá, por exemplo, e em Santa Cruz), acho que talvez não tenha sido tããão rombo assim! Dona Leda me acomodou em um quarto, me apresentou o hostel, me orientou sobre algumas regras e depois me deu todas as informações que eu precisava para chegar na Av. Afonso Pena (principal avenida da cidade), onde eu já tinha pesquisado alguns lugares que queria conhecer. Primeiro fui à Casa do Artesão, pra já garantir os meus souvenires de viagem (em todo lugar eu compro um imã de geladeira e um bibelô de mesa), em seguida desci pro Mercadão, onde comprei uns docinhos caseiros e “almocei” um pastel de queijo com uma bela Tubaína Funada. A Tubaína Funada, apesar de ser produzida no interior de São Paulo, é um clássico aqui no Centro-Oeste, principalmente MT e MS e a primeira vez que eu experimentei foi no restaurante Sobaria, que eu, inclusive, recomendo fortemente. Daí peguei o celular pra ver se o Parque das Nações Indígenas estava perto e me deparei com um centro cultural bem na rua debaixo e fui lá. Com uma construção meio moderninha, meio retrô, o Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho me surpreendeu com o conteúdo. Dentro dele uma mini exposição de fatos e fotos sobre o homem que dá nome ao centro, o Museu de Arqueologia da UFMS (MuArq) e o Museu da Imagem e do Som (MIS). Pelo conjunto da obra, nesse lugar eu senti vontade de conversar com meu tio Eduardo que, além de comunista, é historiador, arqueólogo e músico. Acho que esse seria um lugar que ele gostaria de visitar. Saindo do memorial, dona Leda me mandou mensagem, avisando que o rapaz da agência ia entregar minha passagem às 16h30, e eu não tinha deixado o dinheiro com ela. Passei em um mercadinho e comprei meu “jantar”: um Cup Noodles e um suco de laranja de garrafinha, fiz o caminho todo de volta, paguei o rapaz e saí novamente. Dessa vez peguei um ônibus e fui até o Parque das Nações Indígenas. O parque não tem nada demais, é tipo um Ibirapuera menorzinho. Me lembrou o zoológico de Goiânia. Nesse parque estão alguns museus que eu queria muito muito ter visitado mas, só durante o trajeto, pesquisando no Google, que eu vi que fechavam entre as 16h30 e 17h30. Quando cheguei lá o sol já estava se pondo, mas ainda deu pra ver (e chegar pertinho) de umas capivarinhas lindas (eram muitas, mas muitas mesmo) e de ver o Monumento ao Índio: Na volta pro hostel passei por uma escola que estava tendo Festa Junina e rolando, adivinha o quê? A Ana já teria um rolê pra ir hoje, se tivesse vindo comigo. Emfim, Campo Grande não tem muitos atrativos, é mais uma metrópole, porém, é mais uma capital brasileira que risquei da lista. Agora é tomar um banho, tomar um Dorflex (minhas costas já estão me matando) e esperar a hora de ir pra rodoviária. Amanhã de manhã chego em Corumbá / MS, fronteira com a Bolívia. *** Gastos do dia: R$32 (táxi até o aeroporto) R$11,75 (passagens de ônibus) R$15 (hostel – 1/2 diária) R$10 (souvenires) R$6 (docinhos) R$8,50 (almoço no Mercadão) R$8,50 (Cup Noodles + suco) R$2,50 (garrafinha de água) R$128 (passagem CG X Corumbá) ---x---x---x---x--- Dia 2 - Corumbá / MS e Puerto Quijarro (BO) (08/07) Entrei no ônibus Campo Grande X Corumbá ontem à noite e, pasmem, estava tocando Raça Negra. Quase meia-noite e o pagodão anos 90 rolando solto (e alto) até o ônibus dar a partida. Em menos de 15 minutos, eu já estava enroladinha no meu cobertor e fechando os olhinhos. Não vi nem a hora que o ônibus parou em Miranda. Quando vi, já estava em Corumbá e eram 5h10 da manhã. Me falaram que chegaríamos às 6h30 e eu já fiquei desesperada, que ia ter que pagar meia diária por ter chegado tããão mais cedo do que tinha avisado. Verifiquei no mapa que era impossível ir andando até o hostel com os meus meros 12kg nas costas e, como de costume, já abri o Uber. Mas Corumbá não tem Uber! Oh, really? Como eu não pensei nisso antes, né?! Pois bem, peguei um táxi. Bem na nossa frente estava uma placa enorme, com os dizeres "Não deixe o motorista partir sem ligar o taxímetro". Olhei pra placa, olhei pro taxímetro desligado, olhei pro motorista e pensei "Ah, meu, nem 6h da manhã, a rodoviária lotada, o cara vai me botar pra fora" e deixei quieto. Em menos de 5 minutos estacionamos em frente ao Hostel Road Riders e lá me veio a facada: "20 reais". Abri o zóião bem grande e falei: "Rapaz, não pago isso nem em São Paulo por uma corridinha dessa, mas tudo bem, né, fazer o quê?" O bonito sequer me ajudou a tirar a mala do carro. Pessoas que vierem a Corumbá: NÃO PEGUEM TÁXI! A cidade é super quente, mesmo de madrugada, então fiquem um pouco na rodoviária e esperem os ônibus começarem a rodar. Assim que entrei no hostel fui me desculpando pelo horário e fui informada de que meu relógio estava errado. Não era 5h30, já era 6h30! De novo meu relógio estava fora do fuso horário. Me disponibilizaram um quarto, onde fiquei sozinha, pois não queria atrapalhar quem estivesse dormindo no quarto que eu realmente ia ficar. Pensei em tirar um cochilinho rápido, deixei o celular carregando e, quando levantei pra ir ao banheiro, já eram 11h. Abri o note pra comprar minha passagem pro Trem da Morte e, adivinhem? ESGOTADO! Meu mundo caiu! Eu queria ir pra casa! Um dos momentos mais esperados por mim era o Trem da Morte! NÃÃÃOOO!!! E aí apareceu um novo salvador pra mim, o David, que trabalha no hostel. Me falou pra atravessar a fronteira hoje mesmo e tentar comprar direto na Ferroviária. Joguei minhas coisinhas dentro da mochila, tomei um café da manhã rápido no hostel, pedi as informações necessárias e fui até o ponto de ônibus. Depois de uns 15 minutos de espera peguei o ônibus até a fronteira Brasil X Bolívia. No caminho, me senti indo a Paranapiacaba. Quem já foi, sabe qual é a sensação e a adrenalina, hahaha... O ônibus lotado, eu em pé, sendo esmagada, até o caminho era parecido: várias curvas, o motorista pisando no acelerador, mato, mato, mato e mais mato, por todos os lados. Chegando na fronteira já me meti na fila de imigração, documentos na mão, coração a mil, boliviano pra cá, americano pra lá, um alemão pra cá, aquele ali parece meio árabe, caraio, um japonês... Um só atendente pra umas 20 pessoas na fila, esperei quase 40 minutos pra fazer a minha saída, preenchi um papelzinho mixuruca (mas se eu perco e pedem no meio da viagem, tô fudida), andei 50m e, PÁ, tô na Bolívia, mermão! Cara, não tem ninguém fiscalizando. Nessa horas a gente pensa como é fácil entrar com droga no Brasil. Eu entrei em Puerto Quijarro, ninguém me parou, ninguém me perguntou nada. Se eu quisesse sair andando, foda-se, sabe? Daí já vi uma casa de câmbio, fui perguntar quanto tava valendo a troca de real por bolivianos e, mais cedo, tinha visto a cotação de hoje, 1Bs (boliviano, essa é a moeda boliviana) tava valendo em torno de R$2,10 e o cara me fez por R$2,02. Eu sei lá que que foi que aconteceu. Achei que ele estava me dando dinheiro falso, daí troquei só R$100, fui no vizinho comprar uma paradinha e tava tudo certo. Voltei lá e troquei o resto da grana... Milzão! Sim, eu não tenho mais R$1500, tava com R$1200, mas ainda precisava pagar o hostel e comprar coisas no Brasil e precisava de reais. Por fim, acabei com 2222Bs. E o medo de sair e ser assaltada? Paulista é foda, né? Desconfia de tudo e todo mundo. Meti a grana dentro de um livro, coloquei com todo cuidado dentro da mochila, olhei pros lados, pra trás, pra cima e pra baixo e quando saí andando, o rapaz que me trocou o dinheiro, perguntou se eu já tinha feito a entrada. Gente, pera, eu sou mochileira de primeira viagem, nunca cruzei nenhuma fronteira internacional e achei que fazendo a saída, automaticamente, ganhava a entrada. Voltei pro posto de imigração, mas esse era do outro lado de ponte, depois dos 50m que andei. Em uns 10 minutinhos peguei meu outro documento: o de entrada na Bolívia. Tinha um posto de câmbio lá também, mas o câmbio tava bem mais alto. Uma diferença de R$0,18. Eu realmente não sei como que pode uma diferença estrondosa como essa (sim, pra trocar R$1200, "só" 18 centavos é bastante. Façam as contas! Saquei o celular pra ver se a ferroviária era muito longe da fronteira, e é lógico que estava sem internet, né? Vivo, a maior cobertura do Brasil." BRASIL, não Bolívia. Comecei a andar, já procurando alguém pra pedir informação, e começaram a pular taxistas, oferencendo viagens. Perguntei pra um deles, que fui mais com a cara, quanto ficava até a ferroviária, e ele me saltou um "20Bs". Como já sei que na Bolívia tudo é negociável, disse: "En el hostal en Brasil me hablaran que son apenas 5Bs" (meu espanhol deve ter saído bem porco, eu tava me tremendo toda e suando frio, debaixo de um calor de 30º), e o taxista me faz a contrapoposta de 10Bs. Como não sei qual é a distância, aceitei e lá fomos nós. Puerto Quijarro é uma enorme cidadezinha dos interiores do Brasil. No meio da viagem descubro que é hora do almoço e as atividades da ferroviária só voltam depois das 14h30, então, ele me levaria até o Shopping China. Quando chego lá, descubro que esse shopping é a parte paraguaia da Bolívia: milhares de produtos americanos, tipo, cremes da Victoria Secret's, Pringles e Coca-Cola de manga, morango e abacaxi, com preços bem baixos. Eu compraria a loja inteira, mas repeti o mantra de "Não posso gastar muito". Resultado: não comprei nem um agulha. :'( Olhei pro relógio e era 13h30. Saí andando pelo shopping, entrei em outro, outro e outro. Começou a bater aquela fominha, parei em um restaurante e me vem um "brasiviana" (inventei agora, é um neologismo para "brasileira boliviana"). Eu realmente não consegui distinguir se ela era brasileira ou boliviana, porque ela falava um portunhol sem sotaque aparentemente boliviano. Conversamos sobre o preço, me levou até o buffet e foi dizendo o que era cada comida. Quando ela soltou um "Aqui é carne de jacaré" e continuou andando, eu pedi pra ela repetir e já coloquei uma porção no prato. Eu sequer imaginava qual era o sabor daquele negócio mas, mesmo assim, eu queria experimentar! Sinceramente? É igualzinho frango, só que um pouco mais adocicado. Sim, carne de jacaré é doce! E é muito gostoso. Meu Deus, eu comi CARNE DE JACARÉ!!! E eu devia ter registrado isso com uma foto, mas a aparência não era nada diferente de iscas de frango. Já era quase 15h, então paguei (podia escolher entre pagar com reais, bolivianos ou dólares) e meti os últimos reais que me sobraram depois do câmbio. Do shopping à ferroviária são 5 minutos de caminhada, então, no meio do caminho começo a escutar um bando de gente gritando uns negócios que eu não entendi bulhufas nenhuma e, quando olho pra trás, me deparo com uma pelotão de militares. É lógico que eu tirei foto depois que eles já tinham passado porque, é lógico, eu fiquei com medo de ser presa caso eles pensassem que era falta de respeito ou se eles descobrissem que eu sou comunista! Não sei como são os militares bolivianos, né, gente? Entro na ferroviária e tem um grupinho de funcionários saindo de um trem de carga. Quando eles passam por mim, só escuto sair do celular de um deles: "Vai taca, taca, taca, taca, taca..." Eu não acreditei naquilo! O funk brasileiro vai dominar o mundo, gente! É sério! Tinha de tudo: funcionário do trem,auxiliar de limpeza, tinha uns 3 trens, só não tinha billetero (bilheteiro) na cabine. Perguntei a uma das auxiliares e ela me disse que, como é sábado, os billeteros não tem horário fixo. Eles vêm e vão o dia inteiro. Eu tenho que ter paciência e esperar até alguém aparecer, o que pode ser daqui meia hora ou só no dia seguinte. WTF??? Eu não vou esperar até o dia seguintem, irmã. Decido a ir até um bar ali perto e, quando chego la, me deparo com uma placa enorme de propaganda da Tigo, uma das operadoras de celular da Bolívia. Olhei pro cel e pensei que o roaming da Vivo na Bolívia deve ser um absurdo e decido comprar um chip boliviano. Peço pro vendedor que, gentilmente, me ajudou a configurar o celular, me fez um recarga até que camarada (100Mb, por 2 dias, a 4Bs). e ainda registrou a linha no nome dele, porque senão eu teria que ir até uma agência da Tigo pra fazer meu registro de extranjero. Voltei pra ferroviária e fiquei lá, esperando alguém aparecer. Passa 10 minutos, 15, 20 e eu já pensando que tenho que voltar pra Corumbá e, de preferência, enquanto ainda é cedo. Meia hora depois aparece o chefe de limpeza (percebo pela diferença dos uniformes), me fala que dificilmente a billetera voltará do almoço, já que é sábado. Começamos a conversar e, então, meu terceiro salvador dessa viagem, ligou pra billetera e reservou um billete para mim amanhã. Por mais que não tenha mais disponíveis no site, eles ainda têm billetes para compra presencial. Quando disse que eu ia pegar "el trem de la muerte", ele sacudiu a cabeça e disse que o trem era super seguro e tive que explicar a ele que "nosottos, brasilenos aventureros, llamamos el Expreso Oriental de Trem de la Muerte" e que essa é um dos trajetos mais esperados durante uma viagem pela Bolívia/Chile/Peru. Eu quase dei um beijo naquele homem lindo. Saí toda saltitante da ferroviária e eis que me lembro que ainda tenho que voltar pra fronteira, mas não quero pegar outro táxi. Não dou nem 3 passos e um senhor em uma moto me pergunta pra onde estou indo. Me bateu o medo, quando percebo que ele tem um uniforme verde-limão escrito "MOTOTAXI". Perguntei o preço e era R$2. Gente, pera, eu não paguei 20Bs só pra ir??? :'( Subi na moto e o doidão sai em disparada. Atenção, crianças, não façam isso casa: SEM CAPACETE! Gente, eu andei de moto na Bolívia a toda velocidade sem capacete! Eu sou uma retardada, e a sensação foi parecida com a de voar de asa-delta! Hahahahaha... Enfim, cheguei à fronteira, andei, novamente, os 50m, e entrei no Brasil. O ônibus já estava esperando e lá voltei eu pra Corumbá. Já comprei o jantar dessa noite (mais um Cup Nooddles) e voltei pro hostel. O dono estava por lá dessa vez e informou que, à noite, teria uma festa junina e que eu deveria descer pra curtir um pouco. Só deixei as compras guardadas, escondi meu pequeno tesouro boliviano e desci uma ladeira íngreme de paralelepípedos (mais uma vez: Paranapiacaba!), até o porto, a beira do Rio Paraguay. Já passava das 17h e logo o pôr-do-sol começaria e já dava indícios de que seria maravilhoso. *.* Andei pela orla, comprei alguns souvenires, descobri que o Google me enganou e todos os museus, ao invés de fecharem às 18h e, os que ainda existiam, sequer abriam aos sábados. Resultado? Mais uma cidade que eu não conheci as coisas que realmente queria. Mas, por outro lado, fui compensada com uma arquitetura belíssima (apesar de mal cuidada) e uma pôr-do-sol fantástico. Quando estava já mais escuro do que claro, decidi voltar pro hostel, tomar um banho, descansar e depois descer pra festinha do hostel. Chegando lá troquei de quarto e, quando comecei a levar as bagagens pra cima, me deparo com o Louie, um neozelandês, que já começou me perguntando se falo inglês. Juro gente, que achava que meu inglê tava indo muito bem, mas foi começar a conversar com Louie, que percebi o quão merda meu inglês é. Você, migo, que acha que seu inglês é maravilhoso: ELE NÃO É! Kkkkkkkkkkkkk... Acabamos começando a conversar através do Google Translate, pois eu até entendia o que ele estava querendo dizer mas na hora de falar, eu tremi feio na base. Então chegaram os outros 2 hóspedes do quarto: Rodrigo e João, dois mineiros. Entre meu banho e as apresentações entre os meninos, Louie lança um vodka vagabunda que comprou por R$8 no Rio de Janeiro. Eu lanço o meu Guaraná Conti e começamos o esquenta pré-festa. Ninguém contou pro Louie que as bebidas mais vagabas eram vendidas em garrafas de plástico. Bebemos, conversamos (só eu capengando com minha insegurança no inglês, já que os outros meninos dominam bem o inglês) e descemos pra festa. Meia hora depois percebemos que é uma coisa bem de amigos mesmo, que estamos ali sobrando e voltamos pro quarto. Louie e eu trocamos Whatsapp, pois ele também seguirá pra Bolívia e, talvez, em um momento, podemos nos esbarrar novamente, já que ele é o único que sguirá o mesmo caminho que eu. Os brasileiros vão continuar a trip só pelo Brasil mesmo. Lá embaixo tá rolando um Falamansa. O Louie queria, de qualquer jeito, dançar comigo, mas só tocava Legião Urbana. Se estivessemos lá embaixo agora, talvez eu o ensinasse uns passinhos de fooró, mas já estamos todos deitados: os meninos dormindo e eu, a única menina do quarto, aqui escrevendo. Vou desligar logo isso aqui, porque dormir cm claridade é muita sacanagem. Amanhã, se tudo der certo, vou até o Cristo do Pantanal vem cedinho e sigo pra Santa Cruz de la Sierra com o Trem da Morte depois do almoço. Se a minha internet boliviana pegar bem entre as montanhas, eu conto sobre a aventura na Bolívia, que começa, efetivamente, amanhã. *** Gastos do dia: R$20 (táxi) R$ 6,50 (ônibus) R$2,00 (Garrafinha de água) R$17,60 (almoço Shopping China) R$2,00 (mototaxi) R$12,00 (mercadinho) 10Bs (táxi) 21 Bs (chip Tigo+ recarga) 1 Bs (pirulito) ---x---x---x--- Dia 3 - Trem da Morte (09/07) Acordei mais cedo do que imaginava, pois os meninos do quarto iam sair cedo pra pegar a Transpantaneira. Louie ia pegar o trem comigo mas desistiu quando soube do que se tratava o rolê que os mineiros iam fazer. Até eu desistiria se não tivesse um objetivo. Me convidaram, mas eu tive que recusar. Quando levantei decidi ir até o Cristo Rei do Pantanal (é tipo o Cristo Redentor de Corumbá) depois de tomar o café da manhã. Quando desci descobri que, devido a festa de ontem ter durado a noite inteira e acabado só perto das 4h, não tinha ninguém acordado pra fazer e servir o café. Aí tive que decidir se ia até o Cristo ou se procurava algum lugar pra comer e, lógico, a necessidade fisiológica veio antes. Saquei o Google Maps e fui atrás da padaria mais próxima. Fechada! Fui até a outra mais próxima e... fechada também. E assim se seguiram as outras 3 opções pra comer. Pleno domingo, 8h30 e nada aberto. Absolutamente nada! Já tinha andado bem uns 50 minutos quando desisti. Desci uma ladeira errada e fui parar na avenida do porto. Sentei um pouco e fiquei vendo os pescadores entrarem nos barcos e saírem pra trabalhar. Até os pescadores estavam começando tarde no domingo, pois já era quase 9h30. Voltei pro hostel, ajeitei minhas malas, joguei uma água no corpo e, quando desci, enfim, tinha um cafézinho. Assim como no dia da viagem, engoli uma xícara de café preto, fiz o check-out e saí. Do hostel até o ponto onde passa o ônibus pra fronteira são apenas 3 quadras, mas foram as 3 quadras mais longas da minha vida. Nunca mais eu viajo com 12kg nas costas. Até o momento a maior parte das roupas foi desnecessária, já que eu só peguei calor. E calor MESMO, de 28º pra cima. Por mais que eu saiba que vou pegar um frio do capeta em La Paz e Oruro, por exemplo, acho que 3 blusões são desnecessários. Um só tava é muito bom! Vivendo e aprendendo, né? Fiquei bem uma meia-hora esperando o ônibus, mas a viagem até a fronteira foi rápida. Quando vi a fila no posto de imigração percebi que tinha dado, pelo menos, uma dentro, já que estava com a documentação prontinha desde ontem. Peguei um táxi até a ferroviária e, quando o carro estacionou, desceu um senhor de uns 70 anos correndo a escada pra me ajudar com a mala. Eu contesei, mas ele estava muito determinado a carregar aqueles 12kg pra cima, então eu deixei. Com uma dor no coração, mas deixei. Começamos a conversar e ele me contou que era carregador da ferroviária, pois o que recebe de aposentadoria não dá pra viver dignamente na Bolívia. Ele tinha trabalhado durante 15 anos em Corumbá, na estação de trem que começava no interior de SP (Bauru) e ia até Santa Cruz de la Sierra que era o Tren de la Muerte original. Contei pra ele sobre o meu plano de viagem e ele ficou animadíssimo, disse que conhecia todos esses lugares e que se fosse mais jovem se juntava a mim nessa aventura. Comprei a passagem e tinha longas 2h de espera. Por mais que na placa esteja 70Bs, eu paguei 100Bs, pois esse é o preço para turistas. O lugar estava vazio, só tinha eu, o senhor carregador e meia dúzia de gato pingado. Troquei uma nota de 10Bs e dei 5Bs de gorjeta pro senhor carregador. Ele relutou um pouco mas, assim como ele estava determinado a carregar minha mala mesmo em meio aos meus protestos, eu disse que me ofenderia se ele não aceitasse aquele dinheiro. Minutos depois ele começou a me contar a mesma história de que trabalhou em Corumbá durante 15 anos... E depois de mais uns 20 minutos contou novamente. Aquilo me partiu o coração. Não demorou muito pra eu perceber que ele não era funcionário coisa nenhuma, pois nem uniforme ele tinha e aí, o senhor da limpeza que me ajudou ontem, sentou ao meu lado, perguntou se eu tinha conseguido comprar a passagem e me confirmou que aquele senhor vinha mesmo todos os dias, já há alguns anos, e todos os funcionários juntavam um pouquinho de dinheiro de cada e pagavam um pequeno salário pra ele no fim do mês. E toda pessoa que chegava cheia de bagagem lá ia ele descer correndo a escada pra ajudar. Resolvi desviar a atenção dele, antes que me batesse uma bad forte e abri um livro. Perto das 12h começaram a chegar as pessoas. Grande parte era de mochileiros e a outra era de numerosas famílias. Vi uma ou outra pessoa sozinha como eu. Mochileiros se reconhecem de longe, claro, e nos olhávamos e sorríamos uns aos outros, como se fosse um desejo de boa viagem silencioso. Eu estava me sentindo sozinha desde a sexta-feira mas, nesses últimos momentos antes de entrar no famigerado Trem da Morte, eu me senti acolhida, protegida, incentivada e motivada. O TREM DA MORTE Bom, vou começar sendo bem direta: NÃO TEM NADA DEMAIS. Eu fui com um hype bem alto pra essa parte da viagem e me decepcionei. O que eu vivenciei não é nada parecido com as descrições que li por aí. Eu não peguei o Regional, peguei o Expreso Oriental, mas já vi relatos sobre o Expreso Oriental que, agora, me soam como exageros ou mentiras mesmo. Bolivianos viajando com galinhas e cachorros? Exagero. Bolivianos andando pra lá e pra cá oferecendo bebidas e comidas das mais diversas? Exagero. Pode até ser que seja assim no Regional e aí eu não posso falar muito mas, o que mais interessa, que são as paisagens, é a mesma coisa nos dois! No vagão em que eu fiquei tinha, pelo menos, 5 crianças, que faziam barulho por 10, mas era só isso. Na TV só rodava filmes do Vin Diesel. A paisagem é um eterno matagal... Não há planícies, não há montanhas, enfim, não há paisagens. Pelo menos fiquei do lado certo do trem, de onde pude ver o começo do pôr-do-sol. O momento em que começa o trecho de montanhas que, provavelmente, valeriam à pena ver, já eram 21h, tudo escuro e eu só consegui visualizar os contornos pois estava uma Lua cheia gigantesca e super brilhante. Em algumas paradas existe sim a venda de comidas e bebidas e, desobedecendo às dicas, eu experimentei uma empanada (descobri o nome do que era só quando cheguei à Santa Cruz de la Sierra). Mas é uma empanada diferente das chilenas e argentinas, às quais já experimentei em restaurante em SP. A empanada boliviana tem uma massa adocicada e o recheio é de queijo. Por mais que pareça estranho, é uma delícia! Já quero encontrar alguém vendendo na rua pra comer novamente. Quanto a bebidas, só vendiam café e té de manzanilla (chá de maçã) e eu só desejando um té de coca! Na parada de Roboré, pudemos descer por 20 minutos pra esticar as pernas e aí sim eu vi um corre-corre de vendedores com marmitas de riz e pollo (arroz e frango) ou espeto de cerdo (espetinho de carne de porco). Eu queria muito mesmo chegar aqui e contar sobre a minha experiência incrível no Trem da Morte mas, infelizmente, não foi lá tudo isso. :'( Após longas 17h de viagem (é o trem da morte porue eu já queria morrer na metade da viagem), desci na Estação Bimodal de Santa Cruz às 6h, vi as mensagens da minha hostess Mirlla, uma paraense que veio à Bolívia pra estudar Medicina e fui em busca de um táxi. Sabe o que disseram que com boliviano sempr dá pra negociar? Ao que parece, aqui em Santa Cruz, não é bem assim. Chorei, chorei, chorei e não consegui nem um bolzinho de desconto. Cheguei à casa de Mirlla e, depois de muita conversa, um bom banho e um café da manhã bem brasileiro (Mirlla me fez umas tapiocas), vamos dar umas voltas pela cidade. *** Gastos do dia R$58,00 (hostel + bebidas) R$3,25 (ônibus até a fronteira) 10Bs (táxi até ferroviária) 5Bs (gorjeta) 100Bs (passagem Trem da Morte) 3Bs (cafézinho) 3Bs (empanada) ---x---x---x--- Dia 4 - Santa Cruz de la Sierra (10/07) Já tinha lido que por aqui não havia muito o que se fazer mas, ainda assim, foi uma boa oportunidade pra descansar e ter uma noção do que é a Bolívia. Minha hostess do Couchsurfing é Mirlla, uma paraense que veio pra cá estudar Medicina. Ambas estávamos cansadas: ela por ter ido dormir tarde (e eu cheguei muito cedo) e eu por ter passado 17h no trem, com as pernas encolhidas, dormindo de mal-jeito, acordando o tempo todo com os solavancos. ATENÇÃO! Se vc tem tendência a enjôos, nem pense em pegar o Trem da Morte. Ele sacoleja o tempo todo. Em alguns momentos é mais leve, mas em outros dá pra impressão de que o vagão vai tombar. Enfim, Mirlla fez tapiocas pro café-da-manhã e, enquanto eu terminava o relato sobre ontem, pra postar no blog, ela pensava onde poderia me levar pra conhecer a cidade. O zoológico, uma das poucas atrações daqui, fecha às segundas, o Parque Regional Lomas de Arena é muito longe (e se é pra ver areia e dunas, eu já vi recentemente em Floripa, hihihihihi), então sobrou a praça principal, com sua catedral mas, no calor de 27º que está aqui hoje, Mirlla achou melhor irmos mais pro final da tarde. No fim, ficamos até mais de 14h conversando, trocando experiências e eu postando as fotos que ainda não tinha feito desde sexta. Mirlla mora em um condomínio fechado, nenhuma das casas tem portão e tem uma área verde enorme, com um pequeno parque pra crianças e onde os cachorros da vizinhança também brincam. Sim, eles ficam soltos por aí! Quem dera podermos todos morar em lugares assim. Por volta das 14h30 fomos à um complexo comercial que fica bem ao lado do condomínio, com um pequeno pátio de comidas, supermercado, farmácia, bancos e lojas. Escolhi um lugar chamado Boccato Burguer, mas peguei um prato econômico com arroz, batata frita, banana frita (sim, bolivianos também adoram isso) e uma coxa de frango. Pra beber uma Fanta sabor papaya (mamão). Eu não suporto mamão, mas até que essa fanta é delicinha. Depois passamos no mercado, onde comprei algumas besteirinhas, já que amanhã pretendo pegar o ônibus das 8h pra Cochabamba e são, nada mais, nada menos, do que 10h de viagem. Então Mirlla me lembrou de um detalhe importante: sorojchi pills. Mas o que é isso? Sorojchi pills é um medicamente específico que previne o MAM (Mal Agudo de Montaña), também conhecido como mal de altura, mal de páramo, soroche, yeyo, apunamiento ou puna, ou seja, os sintomas desagradabilíssimos que a altitude elevada da Bolívia pode fazer ao desacostumados, no caso, EU! Quais são os sintomas? Dor de cabeça, náuseas, tontura, pulso acelerado, falta de apetite, fadiga, fraqueza, esgotamento físico, transtornos do sono (sonolência ou insônia) e falta de ar. Por que isso acontece? Falta de aclimatação ou adaptação do corpo a falta de oxigênio (hipoxia) e a pressão atmonsférica menor das alturas. Você, querido amigo, que um dia pretende viajar à Bolívia ou outros países cde altitude elevada (Peru, por exemplo), não deixe de ter esse medicamento em mãos. Você encontra, facilmente, em qualquer farmácia boliviana (acredito que nas peruanas também). Você pode aliar o sorojchi pills ao té de coca ou às folhas de coca pra mastigar. Não deixe sua viagem se transformar num mal-estar que pode ser contornado com facilidde. É só se informar com antecedência. E isso vale pra qualquer viagem. Até os aventureiros mais roots, que saem por aí com uma mochila nas costas, sem rumo, se informam sobre possíveis doenças e enfermidades. Ok, chega de lição de moral. Voltamos pro condomínio, Mirlla tirou um cochilo, enquanto eu lia um livro. Por volta das 16h30 Mirlla acordou e ficamos na dúvida se era melhor esperar o sol baixar mais um pouquinho, porém, perderíamos muito tempo e voltaríamos bastante tarde. Pegamos o minibus na porta do condomínio e Mirlla me explicou que não existem pontos de ônibus fixos, é só estender a mão que o motorista para pra você subir e, quando quiser descer, é só pedir pra parar, em qualquer lugar. Isso tem lá suas vantagens, mas também alguns contras. A vantagem é que você pode descer bem em frente ao lugar que vc quer, mas o contra é que, nessa de parar em qualquer lugar, a viagem acaba ficando mais longa, pois o motorista vai parando o tempo todo. O minibus custa 2Bs e o truffi 3Bs, o que eu achei um tanto quanto estranho, já que no trufi cabem bem menos pessoas. O tráfego na cidade é intenso e existem poucos faróis, o que faz o trânsito virar uma bagunça, em muitos momentos. Uma dica importante, que tanto o taxista que peguei na estação de trem, quanto Mirlla me deiram foi que não se deve dar bobeira com o celular nos minibuses. As janelas são baixas e estão sempre abertas, devido ao calor, portanto, sempre ocorrem furtos. Uma vergonha terem que explicar isso pra uma paulistana que já perdeu 5 celulares, né? Kkkkkkkkkkkkk... Descemos no centro da cidade e entramos em um complexo comercial só de artesanatos. Comprei mais uma ímã de geladeira pra minha coleção! <3 Depois, Mirlla me levou pra conhecer a Plaza 24 de Septiembre, que é a principal atração turística da cidade e, pelo jeito, a única, rsrsrs... A praça estava cheia, mas Mirlla me falou que aos finais de semana dobra o número de pessoas. Nessa praça também fica a Catedral de Santa Cruz. Eu não tomo leite, mas como raramente me recuso a experimentar coisas quando viajo, comprei um café com leche de alpaca. Mentira, não era de alpaca, mas eu não podia deixar passar a piadinha. Ficamos algum tempo sentadas tomando o café com leche, conversando e "cuidando da vida dos outros", como disse Mirlla. A praça é o grande ponto de encontro da cidade, o lugar onde parece que tudo acontece. Quando começou a escurecer, Mirlla me disse que ali perto tinha um cão da raça são-bernardo muito famoso e que o dono cobrava pra tirar foto. Andamos até lá e eu nunca tinha visto um são-bernardo ao vivo. Não tirei foto, porque estou na maior contenção de gastos, já que extrapolei nesses últimos dias e ainda tenho mais 20 dias pela frente. Demos a volta na praça e, chegando ao outro lado, um grupo de meninos ensinando e aprendendo passos de hip-hop. Vários, por todos os lados. Ninguém parecia dar muita atenção, mas eu estava encantada! Andando mais um pouco esbarramos em uma espécia de galeria de arte. Mirlla nem sabia da existência desse lugar e ficamos animadas com o nosso achado inesperado. Meu pai é artista plástico, então eu sempre tive uma queda por artes, de um modo geral. Não que eu seja grande entendedora e apreciadora, mas é algo que me chama a atenção e, como boa paulistana, museu, pra mim, é um puta passeio. Já era por volta de 20h e Mirlla me disse que pegaríamos o minibus lotado e muito trânsito, pois ainda era hora do rush (todo lugar tem, né?), então, enquanto andávamos em direção à rua em que o minibus passava, nos deparamos com uma portinha onde vendia charutos e pizza. Olha, se tem uma coisa que paulistano manja é de pizza e eu já comi muita pizza ruim nessa vida (fora de SP, obviamente) e não podia deixar passar logo uma pizza em outro país. Pedimos uma foccacia de entrada, que nem sabíamos o que era, mas estava baratinho e na foto parecia apetitoso e, depois, duas pizzas chicas de queso. Sinceramente? Pizza boa demais. Bem artesanal. Não me surpreenderia descobrir que até o queijo tinha sido feito ali naquele espacinho meio cubano (do lado tinha uma charuteria, com várias caixas de charuto cubano, umas poltronas de couro surradas e aquele cheirinho gostoso que só um charuto tem). Bem alimentadas, seguimos pra pegar o minibus. Santa Cruz que, a primeira vista, parece não ter muito o que se fazer, demonstrou ter potencial pra surpreender. Queria ter mais tempo pra ver se encontrava outro desses lugarezinhos escondidos (Mirlla também nunca tinha visto essa portinha da pizzaria cubana). E Mirlla, bom, fui sua primeira surfer oficial (ela já hospedou pessoas, mas nunca através do site). Espero que eu não a tenha decepcionado. Já combinamos dela me encontrar no fim do mês em Samaipata, nos meus últimos dias bolivianos. Vamos ver se eu realmente vou sobreviver até lá. *** Gastos do dia 30Bs (táxi até a casa de Mirlla) 15Bs (almoço) 25Bs (supermercado) 17Bs (4 Sorojchi Pills) 4Bs (microbuses) 5Bs (ímã de geladeira) 5Bs (café con leche) 23Bs (pizza) Tenho gastado mais do que planejava por dia, mas ainda há muito dias que eu passarei viajando e gastando pouco ou, até mesmo, nada. Ainda tenho por volta de 2000Bs até o fim do mês. ---x---x---x--- Dia 5 – autobús Santa Cruz X Cochabamba (11/07) Já há muitos anos, desde que eu ouvi o nome Cochabamba pela primeira vez, eu queria conhecer esse lugar. Sei lá, só pra poder dizer que eu tinha ido a um lugar chamado Cochabamba. Acho a palavra bonita, harmoniosa, gostosa de se falar. Cochabamba. Repitam aí, em voz alta e digam se não é gostosinho falar CO-TXA-BAM-BA! E agora eu tô aqui. Mas peraí que eu vou contar como é que eu cheguei. O despertador de Mirlla tocou às 6h15. Como eu já tinha armado o meu pras 6h30, virei e dormi por mais 15 minutinhos. Levantei, tomei um iogurte que tinha comprado ontem, me troquei rapidinho e joguei as coisas que tavam espalhadas dentro da mala. Chamei Mirlla que pediu um táxi e, às 7h, eu estava me despedindo da minha primeira hostess na Bolívia. Chegando no Terminal Bimodal, antes mesmo de terminar de tirar as malas do carro, vieram 4 vendedores em cima de mim gritando "Cochabamba, Cochabamba, Cochabamba". Ahá, exatamente o lugar pra onde eu ia. Um deles gritou "60Bs", o outro gritou "55Bs" e um terceiro pulou na minha frente, com a passagem em mãos, dizendo "50Bs". Sorri pra ele e saquei o dinheiro que eu já tinha deixado reservado no bolso do blusão. Eu sequer precisei falar uma palavra e a passagem veio assim, caindo no meu colo e já com "desconto", hahahahaha. Aos desavisados, não achem estranho se isso acontecer com vcs em algum terminal de buses na Bolívia. É assim mesmo, super normal. Eles vêm pra cima mesmo e, por mais que pareça bagunçado, tem um fiscal ali no canto observando, pra ver se nenhum aproveitador aparece só pra tirar dinheiro fácil dos outros, vendendo passagens falsas. O ônibus já estava prestes a sair e lá fui eu correndo, com 12kg nas costas, procurando a porta que me levava ao ônibus. Quando achei a catraca, fui barrada por estar sem o ticket de uso do terminal. Eu tinha esquecido completamente desse detalhe, então voltei à cabine indicada, paguei a taxa de 3Bs e voltei à catracas. Bem em cima da hora, pois o ônibus já estava fechando as portas. O motorista abriu a porta meio mau-humorado e a cara dele ficou ainda pior quando viu que eu tinha um mochilão enorme nas costas. Desligou o motor, desceu resmungando alguma coisa que eu não entendi, abriu o compartimento de bagagem e eu joguei a mala, de qualquer jeito, pedindo desculpas desajeitada no meu melhor portuñol. Na pressa de comprar a passagem e encontrar o ônibus, eu esqueci de pedir pra ficar na janela e, bom, eu me odiei durante toda a viagem por causa desse pequeno (grande) detalhe. A previsão do motorista era que chegássemos às 16h em Cocha e, quando eu olhei pro fundo do ônibus, vi que não tinha banheiro. Sim, eu peguei um autobús sem banheiro pra uma viagem de 10h. Naquele momento, eu percebi que as coisas não iam ser muito legais pra mim hoje. Começou com o detalhe da janela, depois o motorista bravão comigo, daí não tem banheiro na desgrama do busão e, pra completar tudo, esqueci meu cobertor na mala que estava no compartimento e, do meu lado, um adolescente de uns 13 anos, com o cabeção grudado na janela, o que atrapalhava totalmente a minha visão lá de fora. Então, já fiquem avisados que de, hoje, não teve foto nenhuma e, sim, eu quero morrer com isso, pois boa parte da paisagem entre Santa Cruz e Cochabamba é maravilhosa!!! Por outro lado, foi nesse ônibus que eu comecei a me sentir, efetivamente, na Bolívia. Acho que Santa Cruz de la Sierra é perto demais do Brasil pra eu me sentir fora do país. Assim que sentei, olhei em volta e comecei a perceber as coisas a minha volta: nos 2 assentos ao lado do meu, haviam 3 pessoas da mesma família se esmagando pra caberem juntas, pois só tinham pagado 2 passagens e não havia lugar em outra poltrona do ônibus pra pessoa sobressalente. Olhando pra trás, vi mais umas 4 situações iguais à essa. Também ouvi uns pintinhos piando e daí vi um senhor com uma gaiola no colo, com uma galinha e uns 10 pintinhos. E o cheiro, então? Não sei, era uma mistura de suor boliviano com um toque de frutas, flores, cigarro e naftalina. E, sinceramente, eu amei esse cheiro! De verdade mesmo. Amei o cheiro, amei a bagunça, amei o barulho, só não amei o cabeção daquele moleque desgramento tapando minha visão! EU ESPERO QUE ELE TENHA UM SOROCHE FUDIDO!!! As primeiras 5h de viagem não tem graça nenhuma. É um monte de cidadezinha e mato, mato, mato, cachorro, mato, porco (toda casinha tem um par de porcos) e, em cada fronteira de cidade, o ônibus para e entram alguns vendedores no ônibus, enquanto outros ficam gritando do lado de fora. E vendem de tudo: cana, mexerica, sorvete, pipoca, amendoim, café... E aí o cheiro do ônibus vai ganhando novas fragrâncias! Cara, é sério, era mais ou menos isso que eu esperava do Tren de la Muerte, mas foi o ônibus Santa Cruz X Cochabamba que me proporcionou. Eu comecei a gostar mais ainda de Cochabamba por causa disso. Ah, o que dizer dessa cidade que eu nem conheço e já considero pacas? Por causa da contenção de gastos, acabei não comprando nada dos vendedores das paradas e fui beliscando as coisas que eu tinha comprado no mercado ontem: chips de banana, bolacha maria (sim, bolacha, e bolivianos concordam, pois eu perguntei), bolacha wafer e suco de limão Wilson (que eu comprei em Corumbá). Eu não tinha ideia se o ônibus ia fazer alguma parada. Na Bolívia a gente pode esperar por tudo, né? Então fui dosando o líquido, porque não ia ter coragem de gritar "Baño", como alguns relatos que eu li disseram que era normal isso acontecer. Eu ia esperar a primeira pessoa gritar isso, pra ir no embalo depois. Foi só lá pras 13h que fizemos a nossa parada, numa churrascaria de beira de estrada, que o banheiro custava 1Bs, mas eu não tive coragem nem de lavar as mãos. Fiz uma nota mental de que preciso comprar álcool em gel. Meu suco de limão já estava quase acabando, então fui em uma das vendinhas que tinham ao redor da churrascaria e comprei uma agua de cereza (nada mais é do que tipo uma H2O sabor cereja) e não é que o negocim é bom? Pelas contas do motorista, chegaríamos a Cocha em 3h. Aham, claro, só que não, né? Foi só lá pras 14h30 que a paisagem começou a ficar estonteante mas, como já foi citado aqui, eu só pude olhar, e ainda por cima pescoçando pela janela do banco da frente e dos lados, porque a do meu assento mesmo, eu só via cabeça. Aaahhhh, que ódio!!! Primeiro começamos a subir a serra, e subimos, subimos, subimos e o autobús não parava de subir, e quanto mais subia mais estreita a estrada ia ficando, e tinha partes asfaltadas e partes só de terra, e precipício pra tudo quanto era lado e, quando era 16h, nós tínhamos acabado de chegar ao topo da montanha e eu desconfiava que ainda estávamos bem longe do nosso destino final. Aí pensei que fôssemos começar a descer, mas não. Andamos mais 1h bem devagar, devido a neblina espessa. Não conseguia ver nada além de um branco total. E quando a neblina começou a se dissipar, o paraíso! A paisagem mudou bruscamente de serra, montanhas e escarpas, pra um lindo vale amarelado, que parecia dourado, já que o sol tinha voltado a brilhar, do nada, novamente. Em um determinado momento, havia tantas nuvens no céu, e tão espessas, que parecia que o sol estava equilibrado em cima delas e cairia se elas se dissipassem. Eu queria demais mesmo ter tirado uma foto disso! Então passamos por um lago enorme, todo margeado por essa montanhas douradas e, quando consegui um pouquinho de sinal no celular, descobri que era Laguna Corani. Pretendo visitar esse lugar, famosíssimo, caso volte no fim do ano com a Ana, já que é verão, e dá pra se banhar, o que é impossível debaixo dos 14º que estava pela região hoje. Logo em seguida passamos por Colomi, onde pegamos um congestionamento de uns 40 minutos. Nesse momento eu tinha desistido de tentar tirar fotos, mas foi outro lugar que eu deixei marcado pra perder, pelo menos, 1 dia pra conhecer. Por fotos eu não imaginava que fosse um lugar tão encantador. Então, comecei a tentar entrar em contato com minha hostess em Cochabamba, a Carol. Acho que eu fui um pouco grossa com ela, sem querer, pois as mensagens estavam demorando a chegar e chegaram todas muito tempo depois. Eu achei que ela estava me ignorando e quase comecei a chorar, pois já era mais do que certo de que eu chegaria em Cochabamba muito depois das 18h, quando na Bolívia já está escuro. Eu me imaginei tendo que dormir na rodoviária, pra não gastar dinheiro com hostel que, assim, em cima da hora, só teria preços exorbitantes. Eu estava cansada, com fome, com sono e, pra piorar, abandonada??? Hoje não era meu dia!!! Quando entrei na cidade de Cochabamba vi de longe o Cristo de la Concordia e, logo abaixo dele, a Laguna Alalay. Impossível não lembrar do Rio, vendo o Cristo Redentor lá em cima do Corcovado da Lagoa Rodrigo de Freitas. A cidade é toda margeada por montanhas e as luzes são todas laranjas, o que deu um efeito bem acolhedor à minha chegada, já que eu estava quase entrando em desespero. Mas foi descer do autobús e as mensagens da Carol chegaram todas, com a ubicación (localização) de sua casa. O terminal de buses de Cocha estava lotaaado de gente e, ao que me parece, é assim todos os dias, o dia inteiro. Fui já pesquisar o preço da passagem para La Paz, para onde sigo viernes (sexta-feira) e já saí pra esperar um táxi. Eu até pensei em usar transporte público, mas eu já tinha passado quase 12h dentro de um ônibus e só queria chegar logo em um lugar seguro e menos frio do que a rua. O taxista não sabia onde era o endereço e ativei o GPS pra poder ajudá-lo. Ele pareceu maravilhado com essa nova invenção e disse que nunca tinha pensado em usar o celular com essa intenção. Gente, pera, para tudo! Será que ele tava tirando uma com a minha cara ou que eu vou ajudar a revolucionar a malha de taxistas de Cochabamba?! Só sei que cheguei na casa de Carol em menos de 15 minutos e fui recebida pela dona Miriam, mãe de Carol, pois ela ainda estava trabalhando (e deve estar até agora, pois ainda não a conheci). Dona Miriam me apresentou a casa, a gatinha Kati, a cadela Luna, me deu água, café, pão com manteiga e uma boa dose de conversa. Já peguei algumas dicas sobre a cidade e, ao que parece, amanhã vai ter manifestação nas ruas, em protesto contra o aumento da eletricidade. Ó lá, eu me metendo em política até no país alheio, hahahahaha... Dona Miriam também me deu muitas dicas sobre o soroche, e sobre Oruro e Potosí, e me disse que, no dia 16, está previsto neve em La Paz. Eu chego em La Paz no dia 15!!! Gente, eu vou ver neve? É isso mesmo? De verdade, assim, bem na hora que ela começar a cair? Aqui na casa de Carol me disponibilizaram um quarto só pra mim, com uma cama de solteiro queen size e muitas cobertas, pois a previsão pra madrugada é de 3º. Tomei um banho, ajeitei as coisas pra amanhã, pois pretendo sair cedo e passar o dia andando, já que, devido às manifestações, os transportes coletivos não funcionarão e lá vou eu conhecer a cidade de pé-dois e tô nem aí pra isso não. *** Gastos do dia: 20Bs (táxi até terminal de buses) 50Bs (passagem Santa Cruz x Cochabamba) 1Bs (banheiro) 6Bs (agua de cereza) 20Bs (táxi até Carol) Primeiro dia que gasto o que me propus a gastar diariamente. 100Bs, aproximadamente, 50Bs. Aaaeeewww!!! Ou eu economizo, ou posso esquecer Chacaltaya e o Downhill em La Paz! Bora lá diminuir essa conta amanhã. ---x---x---x--- Dia 6 – Cochabamba a pé (12/07) Hoje o dia foi bem cansativo. Armei o despertador para as 8h da manhã e nem o escutei. Desde que saí de SP, não tinha uma noite de sono longa e satisfatória, então, acabei desmaiando mesmo. Lá pras 9h30 acordei e Carol já tinha ido trabalhar, portanto, ainda não nos conhecemos. Olha que coisa, eu estou hospedada na casa dela e só nos conhecemos por foto, rsrs… Dona Miriam me serviu um café-da-manhã e me disse que, talvez, não teria transporte rodando hoje por causa da manifestação. E eu lá me importo em andar? Da casa até o centro da cidade são, aproximadamente, 5km. O dia estava ótimo, céu claro, um calorzinho de 23º, mas dona Miriam me fez colocar uma blusa na mochila, porque à tarde costuma baixar a temperatura. Coisa de mãe, né, gente? Então juntei minhas coisinhas na mochila, liguei o Google Maps e lá me fui até o centro da cidade. Cochabamba é tão encantadora como imaginei ontem à noite vendo suas luzes. As ruas são todas bem largas e limpas e, é lógico, as construções são todas muito coloridas. Depois de uns 40 minutos andando pela Avenina Galindo Blanco, uma das principais de Cocha, avistei uma simpática lagarta. Era um parque infantil, mas a entrada era 2,50Bs, eu só tinha uma nota de 100Bs e a moça não tinha como trocar, então voltei pro meu caminho. Passei por um pedaço da Avenida Aroma (é outra palavra que eu acho bonita, por isso quis comentar aqui: Avenida Aroma de Cochabamba) e cheguei ao Terminal de Buses. Do outro lado da rua vi uma movimentação de pessoas e várias barracas e já me liguei que estava em La Cancha. Não tive dúvidas, atravessei a rua, meti o celular no bolso e me perdi naquele mundáreu de barracas. La Cancha era um dos lugares que eu mais queria ir em Cocha e, com certeza, voltarei lá todos os dias até ir embora porque, gente, sem brincadeira, é um lugar fantástico. La Cancha é a 25 de Março dos paulistanos, é o Saara dos cariocas. Você encontra de tudo! Roupas, tênis, bolsas, brinquedos, frutas, flores, eletro-eletrônicos, ócuos de sol, modistas, até serviços de cabeleireiro, tatuagem (sim, tatuagem mesmo, não de henna, feita a céu aberto), manicure… Inclusive vou voltar lá pra fazer minhas unhas, pois a unha artística varia de módicos 10Bs e 30Bs (algo entre R$5 e R$15). Parei em uma barraquinha que me pareceu simpática, sentei com os bolivianos que dividiam uma mesa e pedi uma sopa de maní (amendoim) e uma Fanta (gente, boliviano adora Fanta e Sprite, é só o que eles tomam). Depois passei em uma barraca que vi uma jaqueta linda e quentinha, por 40Bs e só não comprei porque a mala já está abarrotada mas, como estou passando calor, comprei uma regata por 15Bs. E não pensem vcs que é uma porcaria qualquer não. Tecido bom pra caramba! Eu realmente devia ter deixado pra comprar roupas aqui na Bolívia mas, agora, com esse pouquinho de dinheiro que tenho, só vou ficar passando vontade mesmo. O lugar parece um labirinto e a primeira vista parece bagunçado, mas é organizadíssimo. Os produtos não são vendidos aleatoriamente. Há a parte só de roupa, a só de sapatos, a só de brinquedos, a só de utensílios de cozinha, a só de flores, e por aí vai.. E é uma feira mesmo, daquelas que o feirante grita um preço e o do outro lado da rua grita 1 ou 2Bs a menos, e de repente tem outro oferecendo 2 por 1. Depois de quase 1h30 me metendo em vários bequinhos aleatórios e saindo em lugares também aleatórios, saquei meu Google Maps e decidi ir até o Jardim Botânico, também a pé. Comprei um saquinho de “granola”, com as mais variadas sementinhas mas, quando abri, percebi que era tipo uma pipoca doce de saquinho, ou seja, ISOPOR. Hahahahaha… Mas, no meio do caminho, acabei dando de frente com o Museu Arqueológico, porém, estava fechado, então abri o mapa e vi que tinha vários museus e igrejas ali perto, então decidi ficar por ali mesmo hoje. Fui até a Plaza 14 de Septiembre, alimentei os pombos (que são infinitos nessa praça) e ia entrar na Catedral Metropolitana, mas ela também estava fechada. Olhei pro relógio e era 13h00. Perguntei a uma senhora que estava vendendo laranjas se não era permitida visitação à catedral e ela me disse que tinham fechado para o almoço e só reabririam às 14h. Um pouco mais pra frente fica o Museo La Casona Santivañez. O acesso era livre, porém, todas as portas estavam fechadas e havia um aviso para me registrar antes de visitar. Quando me dirigi à porta da recepção, estava fechada para almoço. Tirei só algumas fotos do pátio aberto e algumas esculturas que estavam ali expostas. Então andei até a rua detrás, onde tinha visto um pequeno restaurante chamado Pollos Pachita e foi ali mesmo que almocei. Bolivianos adoram pollo (frango). A maior parte dos pratos dele vai frango. Na Bolívia vc vai ver e ouvir a palavra “pollo” muitas, muitas, mas muitas vezes mesmo. E vai comer muito pollo também. Detalhe: na Bolívia não existe McDonald’s! Foi nesse restaurante que eu descobri que, por ter manifestação, muitos comércios, museus e igrejas não abririam e, gente, verdade mesmo: não abriu NADA! Eu não consegui entrar em nenhum igreja, em nenhum museu e até o shopping que passei na volta pra casa, só estava funcionando o pátio de comidas! Acho que isso é uma das coisas que nós, brasileiros, deveríamos aprender com os bolivianos. Não houve uma manifestação assim lá muito grande e cheia de gente, mas a cidade realmente parou. Quem não foi à manifestação, também não foi trabalhar. E eu não ouvi ninguém reclamando da falta de transporte ou chamando os manifestantes de vagabundos! Sério, eu moraria em Cochabamba com muita tranquilidade. Bom, andando sem rumo, novamente, pela cidade, dei de frente com um museu aberto. Êêêêê… Não era um museu muito grande e está bem descuidado, pra falar a verdade. Museo Martin Cardenas. Por ser um museu histórico, uma casa com móveis originais e tudo mais, deveria ter uma atenção maior por parte das pessoas que ali trabalham. Tinha toalhas de mesa secando na escada de madeira, da década de 40, quando a casa foi construída. Saí de lá até meio chateada. Então fui pra minha última tentativa: o Convento de Santa Teresa e seu museu. Já de longe, quando vi sua arquitetura, me arrepiei. E, ao fundo, dava pra ver o Cristo de la Concordia. No momento em que comecei a pesquisar sobre Cochabamba, me interessei, antes de mais nada, pelo Convento. Eu via as fotos e ficava maravilhada. Daí que, adivinhem? Fechado! Mas, como já haviam me dito que os lugares estavam fechados por causa da manifestação, ainda tinha a esperança de poder vê-lo amanhã. TINHA. Vi uma casinha ao lado da igreja, oferecendo pacotes turísticos e fui pedir informações sobre a igreja e daí, a moça fez uma cara super triste e me disse que a catedral está em reforma há quase 2 meses, sem previsão para término e reabertura. Disse que como a cidade está em festividade (não entendi muito bem o que ela me disse), talvez eu conseguisse ver um pouco durante a noite, quando eles abrissem para a missa mas, o museu, com certeza, estaria fechado. Eu quase comecei a chorar ali mesmo. Vendo a minha situação ela começou a pegar vários prospectos e me mostrar vários outros lugares que eu ia gostar de conhecer mas me confirmou que hoje seria impossível que alguma coisa estivesse aberta. Juntei os prospectos e peguei o caminho de volta pra casa. Já era quase 17h e eu resolvi não fazer o caminho inverso, mas um outro caminho. Abri o Google Maps, me localizei e saí andando. Quando cheguei em uma ponte foi que me dei conta de que Cochabamba é, realmente, toda margeada por altas montanhas. Chegando à Avenida Galindo Blanco comprei um helado cono doble (sorvete duas bolas no cone) de limão e cereja, depois parei em um shopping e subi até o último andar, de onde se tem uma vista panorâmica parcial da cidade, só pra tirar uma foto e continuar o caminho pra casa. Então, lembrei que não tinha pegado o telefone de dona Miriam, para visá-la quando estivesse voltando e pedi a Carol que falasse com ela. Minha última bateria estava acabando (lembrem-se que eu trouxe duas) e eu já não estava mais em condições de andar rápido, com os pés moídos. Quando, enfim, cheguei ao portão, Carol me avisou que dona Miriam tinha saído e que era para eu tocar a campainha e falar com seu abuelito (vovozinho), porém, ele também não atendia à campainha. Sentei na calçada e fiquei ali esperando minha bateria morrer. Alguns minutos depois chegou um carro, com duas tias e os abuelitos de Carol, que também tinham saído. Nos apresentamos, me deixaram entrar e fiquei um pouco na casa os abuelitos. Dona Miriam avisou que tinha deixado a porta aberta e, então, eu subi, tomei um banho e dei uma organizada na mala, que estava absurdamente bagunçada! Dona Miriam chegou a pouco, mas Carol ainda não. Será que vou embora sem conhecer, pessoalmente, minha hostess? *** Gastos do dia 9Bs (sopa de maní + Fanta) 15Bs (blusa em La Cancha) 6Bs (granolas) 18Bs (almuerzo) 1Bs (gelatina na plaza) 10Bs (cañapés) 10Bs (helado cono doble) ---x---x---x--- Dia 7 - Cochabamba com guia particular Carol chegou ontem, depois da postagem. Conversamos um pouco, mas ambas estávamos cansadas, pois já passava da meia-noite. Percebo que meu portuñol está se troando mais español do que português. Até que enfim. Mais uma vez armei o despertador para as 8h da manhã, mas só vou levantar, efetivamente, quando passava das 9h30. Carol não ia trabalhar cedo hoje, então me levou para tomar café da manhã em um lugar que eu nunca, jamais, conseguirei falar o nome: Wist'upiku. Comi uma empanada de queso ótima e um apí, uma bebida quente de maíz blanca e maíz roja, ou seja, nada mais, nada menos que MILHO. Sim, milho! Um suco de milho branco e milho vermelho, só que quente. Parecia, tipo, um vinho quente cremoso. Sem brincadeira, apesar de ser milho, o gosto era parecidíssimo com o de vinho quente. Carol e eu conversamos sobre nossas experiências de viagem e trocamos muitas informações sobre nossas respectivas culturas. Acho que agora estou começando a entender o que, realmente, o Couchsurfing proporciona, o que ele realmente prega e propõe aos viajantes. Quando Carol foi trabalhar, peguei um trufi até o centro da cidade, de onde iria recomeçar o mesmo caminho de ontem e, dessa vez, conseguir ver os locais que não consegui ontem. Minha primeira parada foi o Museu Casona Santivañez. Como já tinha visto as esculturas, já queria logo entrar na casa mas, antes, me direcionaram a um espaço com fotos antigas da cidade. Como já tinha passeado um pouco ontem e sempre presto muita atenção aos nomes das ruas, pra me localizar, sem precisar ficar ativando GPS o tempo todo (porque gasta uma bateria do caramba), reconheci alguns lugares e comparei com as fotos que eu tinha no celular. Quando saí, percebi que as portas da casa estavam todas fechadas e perguntei a uma funcionária se não havia forma de visitar o interior da casa. Ela me disse que a guia tinha acabado de sair, mas ia verificar com o chefe se podia liberar minha entrada. Então, se aproximou de mim um senhor e perguntou, em espanhol, se eu era turista, respondi que sim, que era brasileira e ele me respondeu em português. Não me contive e dei um abraço nele! Ele me explicou que não era brasileiro, mas falava português pois já tinha vivido no Brasil. Quando a moça voltou, disse que podíamos subir e conhecer a casa. O lugar é fantástico e o acesso é gratuito. Lauro e eu continuamos conversando e ele foi me explicando algumas coisas sobre a casa, sua arquitetura, obras de arte, a história e sobre como ela é usada para alguns eventos do governo cochabambino. Então, ele perguntou se tinha alguma problema se me acompanhasse e me mostrasse alguns lugares da cidade. Bom, eu sou desconfiada. Apesar de bastante sociável, eu sou extremamente desconfiada. Desconfio até das pessoas mais próximas a mim. Não confio nem em mim mesma, na maioria das vezes. Mas sei usar minha intuição e Lauro não me pareceu má pessoa. Durante nosso tour pelo museu, Lauro me contou muitas coisas sobre sua vida, tanto pessoal quanto profissional e isso me deu mais segurança. Em último caso, era só eu inventar uma desculpa qualquer e sair de fininho, né? Então, Lauro me disse que tinha que dar uma entrevista pra um dos canais locais e me convidou para ir junto e, depois, me levaria pra um tour pela cidade. Fui. Gente, é sério, eu tava num canal de TV boliviano, hahahaha... Tá certo, é um canal pequeno, da Univalle (uma universidade boliviana), mas eu nunca tinha entrado assim nos bastidores de um programa de TV e tive essa experiência, justamente, fora do meu país. Enquanto Lauro dava a entrevista, conheci Pedro, um colega de faculdade de Lauro, que também estava lá na emissora, pra dar uma entrevista sobre uma feira de produtos naturais que está rolando em Cocha. Pedro não falava absolutamente nada de português, mas conseguimos nos comunicar muito bem. Conversamos sobre cultura, sobre nossas profissões, sobre gramática espanhola e portuguesa, sobre Fórmula 1 (quando eu disse que morava próximo ao Autódromo de Interlagos) e, até mesmo, sobre o nosso atual cenário político brasileiro. Pedro demonstrou uma enorme admiração e respeito por Lula e Dilma e, antes mesmo de eu falar qualquer coisa, chamou o nosso querido "presidente" de golpista. <3 Então, Lauro me levou até o Museu Arqueológico, onde eu fiz amizade com a Mumi, mesmo depois do susto que ela me deu. Depois fomos ao Banco Central de Bolivia, que é um prédio fantástico, perto do Museu Arqueológico. Ele não faz parte do roteiro turístico, afinal, é um banco, mas Lauro me fez entrar e admirar a arquitetura do lugar, me mostrou alguns detalhes, contou de onde tinham vindo todos os mármores da construção. Lá dentro, óbvio, é proibido tirar foto, mas é um lugar centenário, que as pessoas não dão nem um pingo de atenção. Então, ele me convidou para almoçar, disse que iríamos de carro e aí, é lógico, bateu um pouco de medo. Mas o cara já tinha aparecido na TV, parecia conhecer todo mundo do banco, falava abertamente sobre sua vida profissional. Daí que eu fui começar a entender que eu tinha conhecido um famoso, tipo, um figurão da sociedade cochabambina. Lógico que, por ser mulher, a gente acha que, no fundo, existem segundas intenções, mas Lauro me deixou muito a vontade, em nenhum momento tocou em assuntos que pudessem me soar como assédio. Antes de ir ao restaurante, Lauro me levou a uma de suas lojas de queijo e experimentei um sorvete de queijo. Muito bom, por sinal. Depois demos uma volta por um bairro mais chique, Los Prados, enquanto ele ia me mostrando alguns locais que eu deveria conhecer antes de ir embora. Enquanto me descrevia, também, algumas opções de comida típica que poderia me levar para experimentar (uma delas era rins de vaca, e eu realmente me animei), optamos por um prato menos "pitoresco", um sillpancho. Embaixo dessa carne, tem arroz e batatas fritas. Eu não consegui comer tudo. Bolivianos comem bastante e bem. As comidas que experimentei aqui são, todas, sem excessão, deliciosas! Então Lauro me deixou no centro da cidade e voltei à Casona Santivañez e, dessaa vez, havia uma guia. Entrei novamente na casa, com algumas explicações adicionais, porém, o jardim estava inacessível, por causa de uma exposição que vai acontecer e todos os quadros estavam "guardados" (leia-se jogados) no tal jardim. Tá, né? Fazer o quê? Então saquei o Google Maps e fui entrando em todas as igrejas que estavam por perto: Eu queria ir ao Cristo de la Concordia perto do pôr-do-sol, mas quando fui pesquisar sobre o teleférico, vi a informação de que funcionava até as 18h e já era mais de 16h, o Jardín Botânico estava fechando em meia-hora, então segui até o Palácio Portales, que fica aberto a visitação até as 18h30. Fui caminhando devagar, pois meus pés ainda estavam doloridos de ontem. Cheguei, novamente, ao bairro nobre de Cochabamba. Parece até outra cidade, se comparada com onde estou hospedada e o centro da cidade. Tudo super modernoso, prédios enormes, shoppings, um cinema gigante... Me senti até meio oprimida e, pra falar a verdade, eu não curto muito lugares assim. Eu sou da perifa, né? Sempre fui. Apesar do meu sonho de infância ser Paris, rsrsrsrs... Quando estava chegando à rua do Palácio, fui abordada por um rapaz e, nesse momento, minha intuição apitou. Ele veio dizendo que tinha um perfil no AirBnB e alugava casas aqui em Cochabamba e em Tarija e que tinha me abordado pois percebeu, pela minha fisionomia, que eu era turista e queria deixar o contato dele caso, um dia, eu voltasse a Cochabamba ou algum amigo meu. Eu grudei no meu celular, parei num banquinha de doces e fiquei ali parada, conversando com ele. Ele perguntou pra onde eu estava indo e disse que poderíamos ir andando e aí eu disse que ia comprar algumas coisas na barraca antes de continuar, que ele podia me passar o contato ali mesmo. Foi tudo bem rápido, eu sequer anotei o nome completo dele, agradeci e logo me virei pra falar com a vendedora. Ele ainda ficou uns segundos parado, depois se virou e foi embora. Eu olhei no Google Maps e peguei outro caminho. Andei bem uns 10 minutos a mais, mas pelo menos me senti segura. Chegando ao Palácio pedi informações, perguntei se havia desconto para estudantes e, além de desembolsar 20Bs pra visitar o palácio, só depois fui informada de que não poderia tirar fotos lá dentro! O Palácio é fantástico. Lindo mesmo. Mas muito europeu pro meu gosto. Se eu quisesse ver coisas europeias, eu ia pra Europa. Nossa, que chata, né? O tour durou uma meia hora e então podíamos passear pelo jardim ou pela galeria de exposições de arte, e lá sim poderíamos tirar fotos, sem problemas. Mas já estava escurecendo e as fotos não ficariam lá grandes coisas. Enquanto eu olhava alguns quadros, chegou o guia perto de mim e começou a perguntar de onde eu era, o que estava achando daBolívia, quantos dias mais eu ficaria em Cochabamba... Não sei se foi só impressão minhas, mas achei mesmo é que ele tava querendo me convidar pra sair. Bolivianos não devem estar muito acostumados com loiras de cabelo azul. Aqui acho que eu sou meio exótica, sei lá... Dei uma volta rápida pelo jardim e fui pra rua, esperar o micro que me levaria ao centro. Hoje eu queria tentar entrar na Catedral de Santa Teresa e a missa já devia estar quase começando. Como já estava ficando muito escuro e eu estava bem longe, acabei pegando um táxi mesmo. E foi ótimo fazer isso, pois o taxista me falou sobre uma igreja em La Paz, que tem enormes murais baseados no Inferno da Divina Comédia de Dante, mas eu não perguntei o nome e ele também não me falou, portanto, pessoas, por favor, me digam se souberem que igreja é essa, pois eu quero e preciso muito ir nela. Chegando na praça da Catedral, vi algumas barraquinhas de comida e a porta semi-aberta. Ouvi vozes lá dentro e empurrei a porta só um pouquinho. Meu queixo quase caiu no chão! É a igreja mais linda que eu já vi em toda minha vida. Eu entrei olhando pra todos os lados e a emoção foi subindo. Quando eu peguei o celular pra tirar foto, o altar se acendeu por completo e eu comecei a chorar. Literalmente. Eu chorei de verdade. Como eu já disse, a Catedral de Santa Teresa era um dos lugares que eu mais queria conhecer e foi um banho de água fria descobrir que ela estava fechada pra reformas, junto com o museu e o convento. Quando todas aquelas luzes se acenderam, no instante exato em que eu ia tirar foto, pareceu como se fosse Deus ou seja lá o que vcs acreditem, que estivesse me dizendo pra não ficar tão triste por não poder conhecer aquilo que eu tanto queria. Eu me sentei um pouco, escutei um pouco da missa e agradeci por esses últimos dias que têm sido tão perfeitos. Não sou religiosa, nem tampouco católica, mas senti que precisava agradecer. Saí de lá ainda com os olhos marejados e parei na barraquinha, onde comi um pastel e tomei um copo de tojori (parece bastante com a nossa canjica). Pedi informações sobre onde pegar transporte a Quillacollo (o lugar onde estou hospedada fica no caminho para essa cidadezinha) e lá me fui. Eu tô sem óculos de grau, quebrei o meu no trem (da morte!). Os itinerários estão escritos em letras minúsculas e, com as luzes dos carros vindo direto na minha cara, eu não conseguia enxergar nada. Fora o trânsito caótico da cidade, também é aquela coisa de vc poder pegar o transporte onde quiser. Existem algumas esquinas em que as pessoas se juntam e ficam todas lá esperando os micros e trufis, mas eu posso subir e descer onde eu quiser. E passaram 3, 6, 10 e eu só enxergava quando já tinha passado a toda velocidade. Resolvi ir andando até um certo trecho e tentar pegar um táxi mas, da mesma forma que os micros e trufis, eles não têm lá uma marcação muito visível. Alguns têm luminosos escrito "taxi", mas a maioria só tem um adesivo de uns 20cm colados no vidro. Eu demorei uns 50 minutos até conseguir pegar um micro. Em 15 minutos cheguei em casa. Amanhã pretendo ir ao Cristo cedo e fazer minhas unhas em La Cancha. *** Gastos do dia 4Bs (microbuses – ida e volta) 13Bs (café-da-manhã) 20Bs (Palácio Portales) 10Bs (tojori + pastel) ---x---x---x---
  17. Giselli de Jesus Miranda

    Breve passagem pela Bolívia

    Tenho sede por conhecer esse mundão espalhado pelo nosso planeta. E assim, de forma despretenciosa, meu irmão anunciou que iria tirar férias e gostaria de ir à Bolívia. Seu principal foco era conhecer o local de morte do Che Guevara. E logo surgiu um ímpeto de acompanhá-lo em sua aventura. Foi uma viagem gostosa, cada dia num lugar diferente, experimentando sabores, contemplando paisagens e conhecendo o povo boliviano. Saímos do Brasil por via terrestre, chegamos na fronteira da Bolívia via Corumbá/MS. Lá esbarramos no descaso, enquanto o lado do desembaraço do Brasil levava duas horas pelo seu serviço demorado e ruim, a Bolívia levava 10 min. Sentimos um certo descaso dos servidores brasileiros que atuam na fronteira, e a educação também passa longe. Mas do lado da Bolívia, tudo é muito desembaraçado. O que mais me encantou na Bolívia foi a hospitalidade do povo boliviano e a sua rica comida em grãos e raízes, por aí vão quinoa, trigo, linhaça, milho, batata. Algumas desses alimentados eles também preparam sucos e licores que são saborosos e nutritivos. As cidades por onde passamos foram conhecidas com a ajuda de mapas dispostos nas rodoviárias, casa de turistas e casas de hospedagem, tudo bem sinalizado e que divulgavam os pontos turísticas e as rotas pela cidade. Isso nos ajudou bastante na liberdade do deslocamento sem precisar estar contratando algum translado. O lugar que todos nos avisavam de perigo e eu achei a cidade mais ocidental da Bolívia, foi Cochabamba. Lá haviam bastantes supermercados, coisa não muito comum pelo país, já que o comum são os mercados de ruas, que eu particularmente acho muito interessante. E, retornando ao perigo de Cochabamba, todos que pedíamos informações sobre os locais que queríamos conhecer nos avisavam para tomar cuidado com assalto pelo mercado central de Cochabamba e também andar pela rua tarde da noite. Avisos dados e cuidados tomados não tivemos qualquer imprevisto ruim. Nosso roteiro foi intenso. Por todas as cidades que passávamos íamos ao encontro do mercado central, queria experimentar toda comida típica de lá. Experimentei chá de coca no barraca da chula, comi pão com natas, leite quente com chocolate, carne de alpaca e trucha em Copacabana, sopa de pollo, sopa de farinha, sopa de mani, muita papa frita, muito pollo e chuleta em todos os lugares, sonso de Santa Cruz, humintas, cuñape, chocolate com coca de Sucre, licores de coca e frutas locais, buñelos, api caliente, maiz, saltenhas e muitas empanadas de queso e de pollo, e muitos sucos de sabores variados. Não tive problemas de estômogo ou dores de barriga por conta de comer comidas de rua e de barracas. A Bolívia é encantadora, nossa rota iniciou em Puerto Quijarro e até os limites de Copacabana. Passamos por Santa Cruz e foi bom dar de cara com as Chulas e as suas vestes e sua graciosa praça 14 de Septiembre. Em Valle Grande foi legal andar pelas ladeiras, montanhas e precipícios até La Higuera. A bonita Cochabamba foi difícil de encontrar passagem, tivemos que ir de trecho a trecho até chegar porque tentamos partir de Valle Grande até ela, e para chegar até lá viajamos a noite, senti que a estrada era sinuosa e cheia de barro, o ônibus balançava muito, um balanço gostoso para dormir. Ainda, em Cochabamba tive uma impressão de estar em algum dos palácios europeus ao visitar a mansão do rei do estanho, o guia relata que a construção se deu pelo senhor Simón Patiño, um genuíno boliviano que de forma despretensiosa comprou umas terrinhas e que lá foram descobertos uma grandiosa mina, e assim, tornou-se um dos homem mais rico do mundo no início do século XX. Em La paz foi um divisor de águas até chegar, ela é a capital política, possui um trânsito intenso, barulhento e muito diferente para mim, mas não se vê nenhum acidente, isso demonstra que os motoristas são muito atenciosos; também, achei muito interessante as contruções, não são prédios muito altos mas que parecem ser muito bem construídos dada a irregularidade do terrento, acho que os construtores são ótimos. E a Copacabana linda e congelante, estar lá em julho e ver sua água linda sem nem conseguir molhar o pé no lago é difícil, contém beleza, frio e somados aos cachorros enormes, muito fofos e mais dóceis de toda viagem, eles te seguem, pedem carinho e cuidam dos visitantes. Mas tenho um desabafo para fazer, como é difícil achar banheiros pela Bolívia, tem que pagar para usar. Também a higiene dos banheiros não eram lá grande coisa e por muitas vezes água só no latão, fria e congelante. Água quente é luxo na Bolívia. Outro relato ruim é o acúmulo de lixo pelas ruas das cidades e pelas margem das estradas também. Isso é ruim! Gostei de lá e achei o povo boliviano feliz e hospitaleiro estão sempre a te receber com um sorriso dourado de ouro cravados nos dentes, gostam muito de festas e se ocupam muito de trabalhos pesados do cotidiano.
  18. Olá galera da mochila!!! Relato o passeio que fiz com amigos para a Bolívia no Carnaval de 2017 dando informações úteis e otimistas para aqueles que desejam chegar ao Salar de Uyuni e outras maravilhas bolivianas sem perrengues, gastando a partir de um valor bem razoável e viável para se hospedar em hotéis com quartos individuais, banheiro privativo e água quente e fazer os passeios durante o dia em um carro confortável, seguro, sem aperto, sem pressa nas paradas e com guia “gente fina”. (risos) A ESCOLHA DA AGÊNCIA PARA O PASSEIO Quando decidimos ir à Bolívia, lemos vários relatos de viajantes e mochileiros e ficávamos desanimados com o que contavam: pessoas se apertando em carros caindo aos pedaços, motoristas-guias ranzinzas, quartos coletivos de abrigos precários, banheiros coletivos sem água quente ou ter que pagar por ela etc. Raramente encontramos posts otimistas sobre o passeio em Uyuni. Sobre a viagem, primeiramente queríamos ir por Corumbá/MS, mas, em pesquisas por voos de Boa Vista a Campo Grande vimos que os preços estavam muito elevados e que a opção mais viável era ir por Rio Branco/AC, depois seguir para a fronteira (cerca de 240 km de Rio Branco) e na cidade boliviana de Cobija pegar um avião para La Paz pela BoA - Boliviana de Aviación (http://www.boa.bo) que tem saída diária para outras cidades bolivianas também. Sobre a agência, no mês de janeiro passado, fechamos o pacote para a Bolívia com a agência peruana Go2Inkas (http://www.go2inkas.pe), com quem fiz a Trilha Salkantay em julho de 2015, no Peru. Rodolfo, proprietário da agência, nos apresentou a proposta de passeios na cidade de La Paz (city tour, Calle de las Brujas, Valle de La Luna, Sitio Arqueológico de Tiwanaco) e na região do Departamento de Potosi (Salar de Uyuni, lagoas, vales rochosos, desertos, gêiseres, vulcões, entre outros) com 8 dias e 7 noites, entre os dias 24 de fevereiro a 03 de março de 2017. O valor acertado foi de 730 dólares (para um grupo de no mínimo 6 pessoas), incluídos ainda hotel em Laz Paz, translado aeroporto-hotel-aeroporto, passagens de ida e volta de ônibus de La Paz a Uyuni, hospedagens em Uyuni com banheiros privados, alimentação, água, transporte em carros 4x4 e entradas nos parques. Enviamos uma parte do dinheiro através do Western Union que foi recebido pelo Rodolfo sem problemas. Por este meio, enviamos também 207 dólares ao agente da Go2Inka em La Paz, Sr. Fausto Lopez, para que este comprasse antecipadamente nossas passagens de Cobija a La Paz, ida e volta, pela BoA, com partida para o dia 24 de fevereiro as 11h35min, no horário boliviano, e a volta para o dia 3 de março, às 10h da manhã. SAÍDA DE BOA VISTA/RR PARA LA PAZ Com tudo encaminhado, viajamos para Rio Branco no dia 23 de fevereiro passado, eu e uma amiga em voo da Tam e outra pela Gol. Em Rio Branco, outra amiga já nos aguardava, pois resolveu ir uns dias antes para conhecer a cidade. No grupo ainda foi um amigo, “o bendito entre as mulheres” (risos), que saiu de Humaitá, sul do Amazonas em seu carro particular e com quem viajamos até a fronteira Brasil x Bolívia. A sexta pessoa do nosso grupo desistiu. Saímos de Rio Branco no dia 24 de fevereiro às 7 horas da manhã – uma hora de atraso em relação ao horário que prevíamos sair. A rodovia tem trechos bons e trechos com muitos buracos. Por volta das 10h20min chegamos na cidade de Epitaciolândia (“colada” com a cidade de Brasileia) e fomos à Polícia Federal para registrarmos a saída do país. Na PF descobrimos que o fuso horário da Bolívia é diferente do Acre e que o voo que pegaríamos em Cobija sairia em alguns minutos! Nesse momento ficamos angustiados e corremos para Cobija na tentativa e na esperança do voo estar atrasado. Mas, tínhamos que passar na imigração boliviana e nosso amigo ainda tinha que ver um lugar para deixar seu carro com segurança... Tudo indicava que o voo estava perdido. (risos) Ao chegarmos no aeroporto de Cobija, descobrimos que o avião ainda não havia chegado e estava atrasado! Que Sorte!!!!!!!!!!!!! Com nossos bilhetes confirmados, a nossa preocupação foi com o carro do nosso amigo. Nenhum dos gerentes dos hotéis próximos do aeroporto quis se responsabilizar pelo carro nas garagens. E o estacionamento do aeroporto aparentava não ser seguro para deixar um carro por oito dias sozinho. Com os passageiros se preparando para embarcar, nosso amigo estava sem esperança e quase desistindo da viagem até que um mototaxista boliviano ofereceu seu quintal para guardar o carro por uma certa diária. Correndo contra o tempo, os dois saíram para deixar o carro e retornar ao aeroporto. (rss) Conseguimos embarcar no voo aos “quarenta e cinco minutos do segundo tempo”. Ou seja, só conseguimos chegar em La Paz nesse dia porque o voo estava muito atrasado (cerca de duas horas!). Foi muita sorte e todos os anjos estavam do nosso lado nesse dia (risos). Mas, é bom não contar com a sorte sempre e que fique de lição para nós. HOTEL E CÂMBIO DE MOEDAS O voo para a cidade de El Alto foi tranquilo e durou uma hora. El Alto é uma cidade metropolitana de La Paz que está a uma altitude de 4050m. No aeroporto estava Fausto nos aguardando com uma plaquinha de identificação! Fausto nos levou direto para o Hotel Eva Palace 3***, localizado no centro de La Paz. Um hotel aconchegante com quartos encarpetamdos camas de casal duplas, TV e frigobar em alguns quartos, próximo a lojas, feiras, praças, bancos, etc. Após acertarmos o restante do pagamento do pacote com Fausto e ele nos repassar a programação do dia seguinte, fomos procurar casas de câmbio para efetuarmos a troca de dinheiro. A cotação nesse dia estava o seguinte: 1 real por 2,16 bolivianos; e 1 dólar por 6,70 bolivianos. Almoçamos no terraço de um prédio com vista maravilhosa para a área central da cidade. Nesse primeiro dia em La Paz, sentimos um pouco de dor de cabeça, cansaço, mas, talvez a causa poderia ser a série de situações que vivemos nesse dia desde quando saímos de Rio Branco. Tomamos chá de coca após o almoço e depois fomos andar um pouco aos arredores do hotel. À noite demos um rápido passeio na Plaza San Francisco para prestigiar a abertura do carnaval por uma banda militar. CITY TOUR EM LA PAZ No segundo dia em La Paz, pela manhã, a guia Amara nos pegou no hotel de van e fomos visitar o Valle da Lua, que tem esse nome porque suas formações rochosas aparentarem o solo da Lua. Em seguida fomos conhecer uma parte do Teleférico de La Paz (Mi Teleferico), que tem 11 km de extensão e foi inaugurado em 2014 e é considerado o mais extenso do mundo. A título de informação, o teleférico venezuelano de Mérida é o mais alto alcançando uma altitude de 4765m. O Mi Teleférico liga La Paz (3600 metros de altitude) até a cidade de El Alto (acima dos 4000 metros). Há quatro linhas operando: Amarela (Amarilla), Vermelha (Roja), Verde e Azul (esta é recém-inaugurada). Demos uma volta no teleférico Verde, depois fizemos um city tour por diferentes pontos atrativos de La Paz, como Plaza Murillo, Palácio do Governo, Palácio Legislativo, Catedral Metropolitana entre outros. A título de esclarecimento, politicamente, La Paz é a sede dos órgãos executivo, legislativo e eleitoral, enquanto Sucre é a capital da Bolívia e sede do órgão judicial. La Paz é uma cidade de muitos contrastes: tem frio e calor é atual e ao mesmo tempo conservadora e é rica e pobre. É limpa e segura, de trânsito movimentado e um buzinaço ensurdecedor. As Cholas, mulheres que tentam manter a tradição indígena e estão por toda a parte envolta em tecidos de todas as cores alegram a cidade, se misturando aos bolivianos de terno e mulheres ligadas em moda atual. Em La Paz você encontrara uma rica vida cultural, importantes museus, igrejas, mercados e muitas outras atividades. Ao fim do tour, fomos almoçar num restaurante/pub próximo ao hotel e mais tarde fomos a um complexo de feira livre chamado Alasita, onde se tem de tudo: diferentes tipos de artesanato, restaurantes, parque de diversão etc. Enquanto isso, pelas ruas, a população pulava o carnaval, animadamente espirrando jatos de espuma uns nos outros. Até eu entrei na brincadeira!!! (risos). Achei o carnaval de La Paz genuíno, diferente e, claro, animado como todo carnaval. Havia até desfile de fuscas fantasiados!!! Muito legal!!! À noite, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para circular na Calle de las Brujas (Rua das Bruxas) e em outras ruas próximas ao hotel para fazer algumas compras. É um dos pontos turísticos mais visitados de La Paz. Lá são vendidos produtos indígenas que são usados na cultura dos Bolivianos, além das blusas, ponchos e roupas feitas de lã de alpaca, tecidos coloridos, objetos de prata, cerâmica, artesanato e uma imensidão de ervas, sapos e fotos de lhama dissecados. Esse mercado fica a poucos metros do Hotel Eva, onde ficamos hospedados. SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE TIWANACO E LAGO TITICACA No dia seguinte, fomos para o Sítio Arqueológico de Tiwanaco (também se escreve Tiahuanaco, Tiahuanacu e Tihunaco), Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000, a 72 km de La Paz. É um passeio imperdível para quem visita a capital administrativa da Bolívia. Ir por conta também é possível. A viagem durou cerca de 1hora e visitamos os dois sítios arqueológicos e o Museu Nacional de Arqueologia de Tiwanaku. Tiwanaco está localizado a uma altitude de 3.850 m, um pouco mais alto que La Paz, fica próximo à margem do Lago Titicaca, mas do sítio arqueológico não é possível avistá-lo. A guia Amara nos contou a história da cidade de Tiwanaku, a capital de um poderoso império pré-hispânico que dominou uma grande área do sul dos Andes entre 1500 a.C. a 1000 d.C. e com o seu apogeu alcançado entre 500 e 900 d.C. Tiwanaku desempenhou um papel de liderança no desenvolvimento da civilização pré-hispânica nos Andes. Por isso, a visita ao sítio arqueológico de Tiwanaku é importante para entender também sobre a civilização Inca e encontrar semelhanças entre os dois impérios. No Museu de Arqueologia de Tiwanaku estão peças de cerâmicas, metais e cestaria descobertas na área do sítio arqueológico. O sítio arqueológico é composto por uma série de estruturas arquitetônicas de diferentes períodos, como o Templo Semi-subterrâneo, o templo de Kalasasaya, pirâmide de Akapana, Pirâmide de Pumapumku. A pirâmide de Akapana e a Porta do Sol são os maiores destaques. O outro sítio visitado no bilhete é Puma Punku, que não tem as construções tão bem preservadas quanto Tiwanaku mas é interessante para observar as estruturas arquitetônicas da civilização, como, por exemplo, o encaixe das pedras e como usavam metais para fortalecer as construções. No fim da visita às ruínas, fomos almoçar no terraço de um hotel, lugar muito agradável com vista para o Sitio Arqueológico. Fizemos um pedido a Amara para visitarmos uma parte do Lago Titicaca já que teríamos um tempo livre antes voltarmos a La Paz. Ela conversou com o motorista da van e ele concordou em nos levar o mais próximo possível do lago. No fim da tarde, voltamos para La Paz e enfrentamos um quilométrico engarrafamento por conta de ruas fechadas para o carnaval. Mas, não atrapalhou nossa chegada ao hotel para pegarmos nossas mochilas e partirmos para Uyuni. VIAJANDO DE LA PAZ PARA UYUNI A distância entre La Paz e Uyuni é de cerca de 550 km. Viajamos no ônibus da agência Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com) que partiu às 21h de La Paz e chegou por volta das 6 horas em Uyuni. A viagem foi tranquila e sem contratempos. Os ônibus da agência são relativamente novos e limpos com banheiro interno. As poltronas reclinam bem, têm encosto para os pés e mesinha de refeições. Há travesseiros e cobertas disponíveis, wi-fi (mas só funciona mesmo na parte inicial da viagem), serviço de bordo com janta, café, chá de coca, chocolate e desjejum com iogurte e biscoitos, embalados de forma padronizada com a logo da agência. O ponto de descida dos passageiros foi no escritório da referida agência em Uyuni, que por sinal é bem confortável, tem espaço para espera de ônibus, banheiro, lojinha de souvenir, wi-fi e chá de coca. Dona Rosa, nossa agente em Uyuni, nos recepcionou e nos levou para um local onde funciona sua agência, a Expediciones Incahuasi (http://www.expedicionesincahuasi.com), para deixarmos as mochilas e, em seguida, tomar um café da manhã num local bastante movimentado por turistas. Ali encontramos uma brasileira do Rio de Janeiro que acabara de chegar na cidade e estava aguardando seu companheiro que tinha saído para ver hotel e pacotes para o Salar em valores mais em conta. Depois voltamos para a agência de D. Rosa para aguardar os guias e iniciar nosso passeio que foi realizado em dois jipes 4×4 com capacidade para 6 pessoas cada um, além do motorista-guia. Um padre polonês entrou no nosso grupo que também tinha uma cozinheira especial, dona Bete. (Como se vê, nem sempre são os próprios motoristas que cozinham). Nossos motoristas-guias se chamavam José Carlos e Alex. Os dois foram muito atenciosos e prestativos conosco. José Carlos só não nos acompanhou no Salar, pois neste foi outro guia. A respeito de Uyuni, esta é uma cidade no departamento de Potosí, na Bolívia, capital da província Antonio Quijarro. Situada numa aérea de deserto, é pequena e rústica e muito movimentada por turistas de várias partes do mundo. É o ponto de partida mais frequente para a visita ao circuito de desertos e lagoas coloridas nessa região da Bolívia. Uyuni se encontra a 219 quilômetros da cidade de Potosí e aproximadamente 310 quilômetros de Oruro. Tem uma altitude de 3.676m e uma população aproximada de 11.320 habitantes. A temperatura média anual é de 10 graus com uma baixa precipitação e radiação solar intensa. CEMITÉRIO DE TRENS E SALAR DE UYUNI Uyuni é também um importante entroncamento ferroviário no meio do deserto por onde passam trens que exportam minérios para países vizinhos. Por isso, a primeira parada foi no Cemitério de trens, onde centenas de turistas se divertiam escalando as carcaças abandonadas ao lado da linha férrea. Estas locomotivas foram utilizadas no transporte de minério até a costa do pacífico, no início do século XX. Com a segunda guerra e o declínio do comércio, os trens foram abandonados no meio do deserto, criando um “cemitério”. Depois, seguimos para o vilarejo de Colchani, importante centro de extração e processamento de sal, com uma capacidade de produção de quase 20.000 toneladas por ano, dos quais 90% es destinado al consumo humano, segundo informações obtidas no local. Também se caracteriza por confecção de artesanato de sal. Tanto que na entrada da cidade há várias bancas e lojinhas que vendem artesanatos. Nossos guias nos deram vinte minutos para irmos ao banheiro ou fazer compras. Depois do tempo estimado, seguimos para o Salar e simplesmente foi tudo aquilo que imaginávamos e muito mais. A primeira parada no sal é fantástica e não tem como não tocá-lo e tirar fotos e mais fotos. Nossos guias nos deram botas de borracha para usarmos com a intenção de proteger nossas roupas. O Salar de Uyuni tem uma extensão de cerca de 12.000km² e é conhecido como o maior deserto de sal do mundo. Fica localizado no sudoeste da Bolívia, próximo das cidades de Uyuni e Potosí, distante cerca de 600 km de La Paz e com 3.663m de altitude. O Salar foi, há milhares de anos, um lago de água salgada que secou em um processo lento e resultou na paisagem no deserto que se vê hoje. A maior parte do ano o Salar fica seco, mas, tivemos a oportunidade de visitá-lo no período chuvoso (verão) e encontrá-lo alagado. Foi um espetáculo inesquecível! Alagado, o Salar é como um espelho que, reflete o céu, as nuvens e até as estrelas durante a noite. Numa certa parte do Salar, há um monumento do famoso RALLY DAKAR que tem passado por ali nos últimos anos. Mais adiante tem um antigo hotel de sal que está desativado e virou um museu, o Museo Hotel de Sal Playa Blanca (Por questões ambientais é proibido hotéis dentro do Salar). Não é cobrado taxas para entrar no museu, mas pode-se consumir alguma coisa. Eles vendem água, refrigerantes, bolachas, etc. Nosso consumo foi a ida ao banheiro que é pago. Ao lado do hotel fica o famoso monumento com bandeiras de vários países. Depois de ficarmos à vontade para conhecer o local e, claro, tirar fotos e mais fotos. Testemunhamos até um casamento sendo realizado naquele momento. Almoçamos ali mesmo, no meio do Salar, diante de uma paisagem espetacular. Inesquecível! Foi-nos servido linguiças e carne de lhama fritos, quínoa e legumes cozidos, além de frutas, refrigerantes e água. Depois do almoço, nos despedimos do Salar passando por amontoados e blocos de sal que estavam sendo preparados para a refinação. Voltamos para Uyuni para troca de um dos guias, inclusive de carro também. Com isto, infelizmente não tivemos tempo para retornar ao Salar e visitar a região dos cactos gigantes. Fica para a próxima. Partimos rumo a San Juan de Rosário, na região sul da Bolívia para janta e descanso. Durante a viagem para San Juan, observamos uma paisagem singular, linda e encantadora. Nos campos havia vários grupos de vicunhas e lhamas. E por falar em vicunhas, de longe elas se assemelham a veados, mas são camelídeos andinos ameaçados de extinção e cuja caça foi proibida, segundo o guia José Carlos. Chegamos no povoado de San Juan no fim da tarde e logo fomos acomodados no Hostal de Sal Los Lipez (https://www.facebook.com/turismoseldesierto). Nesse hostal, tudo é feito de blocos de sal: paredes, piso, a base da cama, mesinhas de apoio. Muito interessante!!! Ficamos em quartos com camas duplas e banheiro privado e água quente. Mas, esse hostel oferece também quartos com até 6 ou mais camas e banheiros coletivos. O vilarejo de San Juan se compõe de casas com vários albergues turísticos e foi um dos pioneiros a investir na atividade turística na região, além disso, seus habitantes vivem do cultivo de quínua e da criação de lhamas, entre outras atividades. Depois de nos acomodar nos quartos, a equipe nos serviu um lanche contendo café, chá, biscoitos, chocolate. E no jantar nos foi servido uma sopa como entrada e depois carne com legumes. SALAR DE CHIGUANA, LAGOAS CAÑAPA, HEDIONDA E HONDA No dia seguinte, após um bom café da manhã, às 7 horas e com uma temperatura de 4 graus segundo o guia José Carlos, seguimos nossa viagem pela rota das lagunas altiplanas, com destino final a lagoa Colorada. No trajeto observamos o Salar de Chiguana, na fronteira com o Chile avistamos o vulcão semiativo conhecido como Ollague e depois fomos para um mirante para uma melhor visão dele. Em seguida, passamos pelas Lagunas Cañapa, Hedionda, Honda e outras. Nestas lagoas, os inúmeros flamingos rosados compartilhavam o espaço com outras aves andinas, dando um charme especial à paisagem. Almoçamos na laguna Hedionda. Neste local havia banheiros ecológicos ou banheiros secos e por 15 bolivianos a internet era liberada por 20 minutos. RESERVA NATURAL DE FAUNA ANDINA EDUARDO AVAROA – ERA Continuando nosso circuito, entramos a Reserva Natural de Fauna Andina Eduardo Avaroa (http://boliviarea.com/ES/) localizada no extremo sul de Potosi, na fronteira com Argentina e o Chile. A Reserva Eduardo Avaroa (REA) ocupa a região vulcânica da cordilheira ocidental com uma superfície de 7.147 Km² e altitude que oscila entre 6.000 e 4.200m. Nessa região administrada pelo SERNAP (Serviço Nacional de Áreas Protegidas), a Bolívia mostra um lado selvagem apresentando uma geografia de cenários surreais, uma fauna se mostrando sem timidez e uma vegetação com plantas milenares. Os pontos mais visitados na região são: Árbol de Piedra, Sol de Mañana, Polques, Valle de Dalí, Avifauna, Laguna Colorada e Laguna Verde. As ameaças sobre a REA provêm de atividade de mineradoras dedicadas à exploração de Bórax, dos impactos negativos do turismo não regularizado, as intenções de explorar energia dos poços geotérmicos (por exemplo no Sol de Mañana), entre as mais importantes. DESERTO SILOLÍ, LAGOA COLORADA, ARVORE DE PEDRA Atravessamos o deserto Silolí (Pama Silolí) situado a 4550 m de altitude e por onde transcorrem algumas etapas do rally Dakar. Considerado como parte do deserto de Atacama (o deserto mais árido do mundo), o deserto de Silolí é caracterizado pelas suas formações rochosas, resultantes dos fortes ventos que a região tem. No trajeto, em uma parte de cânions, visualizamos uma vizcacha, espécie de roedor parecido com um coelho. Falando em animais, vimos também, além das vicunhas e aves, a fox, a raposinha do deserto. Muito fofinha!! rsss Na famosa Árvore de Pedra (Árbol de Piedra) e outras diferentes esculturas rochosas que a rodeiam, a beleza é cinematográfica. Essas impressionantes rochas foram lançadas a grande distância pelos vulcões e depois o vento e as condições extremas do lugar foram modelando pouco a pouco as enormes pedras. A Arvore de Pedra, que tem 5 metros de altura, é um dos ícones da reserva e foi declarada Monumento Natural da Bolívia. A força do vento no local é impactante, podendo chegar a 70 km/h. E o frio é de ranger os dentes! Não demoramos muito neste lugar pois a forte ventania e o frio nos incomodava um pouco. Seguimos nosso trajeto para a laguna Colorada a 18km dali. A laguna Colorada se encontra a uma altitude de 4278 metros, é a maior da região com uma extensão de 60 km e com profundidade de 80 cm mais ou menos. A laguna tem uma singular cor vermelha intensa e brilhante devido aos pigmentos de algas microscópicas vermelhas e sedimentos que muda a intensidade ao longo do dia. A lagoa se encontra rodeada por salares, vulcões nevados e águas termais. A paisagem é um espetáculo! Seguimos nossa viagem para janta e pernoite no acampamento de Huayllajara, que fica a 15 minutos dali. As acomodações no acampamento de Huayllajara são básicas. Eu e minhas amigas dividimos um quarto com quatro camas e banheiro privativo, mas também há a opção de quartos com mais camas e banheiros coletivos. O acampamento estava lotado de turistas. Fizemos um lanche reforçado e logo em seguida jantamos carne de lhama com purê de batatas. Depois do jantar tomamos um bom vinho boliviano para comemorarmos o maravilhoso passeio. Esse lugar é bastante frio. José Carlos disse que as temperaturas frequentemente ficam abaixo de zero grau. GÊISERES, ÁGUAS TERMAIS, DESERTO DE DALI, LAGUNA VERDE E VALE DAS ROCHAS Dando continuidade ao nosso circuito, no dia seguinte o passeio começou às 5 horas da manhã para podermos visualizar melhor o volume dos gêiseres que ocorre sempre antes das 6h. Vários outros grupos também fizeram o mesmo. O Sol da Manhã é uma das áreas mais altas da região com quase 5000 m de altitude. O lugar se caracteriza pela presença de crateras que produz uma constante atividade vulcânica desprendendo-se gases de enxofre e poços que produzem emissões verticais de vapor de agua que alcançam alturas de 10 a 50 metros normalmente e excepcionalmente de 80 até uns 200 metros de altura. De maneira prudente, os visitantes podem se aproximar até a uma certa distância para sentir a temperatura dos gêiseres. Primeiro visitamos os gêiseres artificiais e depois outros gêiseres originários de vulcões. Continuando o percurso, seguimos para Águas Termais de Polques para fazermos o desjejum e visitar a laguna Verde e o espetacular Deserto de Dalí. O Deserto de Dali é uma encosta de areia com pedras de formatos surreais e de montanhas de cores vibrantes. Os tons de cores das montanhas que cercam o deserto se dão devido aos minerais contidos na região advindos de atividades vulcânicas e energia geotérmica do lugar. Esse deserto se encontra a uma altitude média de 4750m e tem uma superfície aproximada de 110 km² e leva o nome do pintor espanhol devido as formações rochosas assemelharem-se com as paisagens dos quadros de Salvador Dalí. A laguna Verde é linda demais! A lagoa tem uma superfície aproximada de 17 km², localiza-se aos pés do imponente Vulcão Licancabur (5.868 m de altitude) e sua cor se deve pelo elevado teor de arsênio e cobre. A intensidade da cor verde da água depende do vento e no caso de não existir o vento é possível ver o reflexo do vulcão na Lagoa. O vulcão Licancabur indica o limite natural entre Bolivia e Chile. Sobre as Águas Termais de Polques, estas são resultados de atividades vulcânicas, a temperatura varia de 28 a 30 graus. Acredita-se que a grande quantidade de minerais presente na água pode aliviar sintomas de artrites e reumatismo. Finalizando o passeio, voltamos para Uyuni sempre nos deparando com paisagens incríveis. Vimos uma área com produção do Bórax e como isto avança pelo deserto. Almoçamos no Valle das Rocas, outra região com gigantes formações rochosas. Neste local uma espécie de planta conhecida como yaretas (Azorella compacta), que de longe parece um musgo gigante, chama a atenção. Essas plantas são antigas e algumas estão na região há milhares de anos. Após o almoço, visitamos uma cidade chamada San Cristobal, uma histórica cidade mineira. E por fim, ao chegamos no escritório da agência de dona Rosa, despedimo-nos dos nossos guias e depois fomos apreciar uma pizza como cortesia de D. Rosa. Nosso ônibus para La Paz partiu as 20h. FIM DA VIAGEM Chegamos cedo em La Paz e Fausto Lopez já estava a nossa espera. Chovia na cidade e fomos direto para o Hotel Eva. Quando a chuva passou, eu e uma amiga saímos para tomar café próximo à feira Alasita. A intenção foi de fazer comprar na feira, mas as tendas estavam fechadas. No local fomos informados de que quando chove na cidade, a feira não abre. Ou, dependendo do tempo de duração da chuva, pode abrir no mais tarde. Então, resolvemos voltar para o comércio próximo ao hotel para fazer as compras. E assim foi o nosso penúltimo dia em La Paz. Na manhã chuvosa do dia 03 de março, Fausto prontamente nos levou para o aeroporto, dessa vez não tivemos sustos!! rss. Em Cobija, meu amigo foi buscar seu carro na casa do mototaxista. Mas, fronteira estava fechada devido a uma manifestação. Quando a passagem foi liberada, resolvemos almoçar em Xapuri e conhecer um pouco a cidade. Depois seguimos para Rio Branco onde ficamos hospedados na casa de um amigo até o dia do voo de volta para nossas cidades. CONSIDERAÇÕES SOBRE O PASSEIO NA BOLIVIA Nosso passeio transcorreu de maneira pontual, rica de informações e que nos permitiu conhecer paisagens muito lindas como se fossem um quadro pintado de tão perfeitas que são. Quando se visita o Salar de Uyuni, por exemplo, normalmente se faz um passeio que abrange várias paradas, e apenas uma delas é o Salar propriamente dito. Ao longo do trajeto as paisagens são distintas e sempre surpreendentes. Nos deparamos com lagos coloridos cheio de flamingos e outras aves, gêiseres em pleno funcionamento, uma enorme lagoa com águas avermelhadas, montanhas, vulcões, pedras esculpidas pelo vento, animais silvestres e cenários que parecem como um oásis no meio do deserto. O passeio é, sem dúvidas, lindo e impressionante. Diversas agências turísticas oferecem o passeio ao Salar de Uyuni e outras atrações na região. O passeio tradicional é feito em carros tracionados, com capacidade para 6 passageiros cada, fora o motorista, que podem ser compartilhados com diferentes pessoas ou não. Ao longo da viagem, o motorista pode ser, além de condutor do veículo, cozinheiro, guia, mecânico e qualquer outra coisa que as necessidades exijam. Vale a pena incluir La Paz no roteiro. A cidade, que é a capital administrativa da Bolívia, tem diversas atrações para todos os gostos. É possível também fazer trekking na região de San Juan do Rosário e em outras localidades. Há um circuito de bike que os mais aventureiros podem realizar. As agências oferecem desde a bicicleta às vestimentas apropriadas. O lago Titicaca é outro passeio imperdível e pode ser visitado principalmente por Copacabana. Enfim, na Bolívia tem para todos os gostos! Visite Bolívia. Por fim, agradeço ao Rodolfo Hermoza por mais uma viagem linda e inesquecível, aos agentes Fausto Lopez e Rosa por serem muito prestativos e atenciosos, à guias Amara e aos guias José Carlos e Alex pelas excelentes informações sobre os pontos que visitamos e por parar os carros sempre que solicitávamos para fazer fotos, à cozinheira D. Bete, que preparava deliciosos pratos e me fez até comer a carne de lhama e foi uma delícia! Às amigas Elizene, Amanda e Roseli e aos amigos André pela coragem e determinação e ao Fábio e sua Sandra por mais uma acolhida em sua casa em Rio Branco, sendo mais uma vez apoio para nossas aventuras pelos lados de lá e a Deus por ter nos guiado nessa aventura de conhecer outras realidades e paisagens naturais. Foi um passeio inesquecível. O QUE LEVAMOS PARA UYUNI - uma garrafinha de água; - Protetor solar; - Óculos de sol; - Boné ou chapéu; - Toalha; - Papel higiênico; - Roupas de frio: segunda pele, casaco corta-vento, gorro, cachecol e luvas; - Tênis ou calçado de trekking; - Hidratante para o corpo, rosto e boca (principalmente); - Escova e pasta de dente; - Lenços umedecidos; - Mochila cargueira; - Remédios de uso costumeiro; - biscoitos, barras de cereais, chocolate, castanhas, etc.
  19. Corumbá não é apenas uma cidade de passagem, cidade que possui o maior território no ecossistema pantanal. Corumbá possui uma arquitetura interessante, andar pelas ruas admirando as influências portuguesas, espanholas, e árabes é uma atração à parte. Tem um Cristo com um mirante interessante, de onde é possível ver toda a cidade e o Rio Paraguai. Possui alguns museus e centro culturais, como o do Boticário, que conta de forma lúdica a história desse ecossistema tão rico, tem o maior território no pantanal mato-grossense. Conseguimos uma carona com o pai de um grande amigo de minha namorada (sou péssimo para nomes, mas lembro que é um nome bem diferente). Eu, Ademir JR, e nosso condutor chegamos na fronteira, descemos, pegamos nossa equipagem, e fomos para a fila de imigração para dar saída no Brasil. Esperamos algo em torno de 30 a 40 minutos na fila. Um pouco antes me recordo que JR disse :"sempre responda sim, ou não, quanto menos falar melhor". Quando chegou a minha vez, não me recordo de uma pergunta, foi simples e rápido. Depois de pegar a saída, caminhamos um pouco mais de 5 minutos e chegamos na aduana Boliviana. Essa sim, senti um pouco como uma entrevista, me perguntaram o que eu ia fazer, quanto tempo, para onde iria. Eu de forma inocente, preenchi o documento de entrada no país, dizendo que iria para trabalho e turismo, pois na minha cabeça maluca, tudo que eu faria durante a viagem seria um tipo de pesquisa. Porém não é possível preencher afirmando que fará os dois, ou você irá a trabalho, ou a turismo. Tive este problema, que poderia ter ficado pior, nas Imigrações você também depende do humor do funcionário que está lhe atendendo. Enfim, preenchi um novo papel pedindo 30 dias como turista, e passei, quando alguns minutos depois Ademir vem até mim e diz, não vou poder passar, não permitiram a minha entrada! Eu incrédulo lhe perguntei: "o que aconteceu, qual foi?! Ademir me responde dizendo que pediu 120 dias, que esse período era maior que o permitido e que para essa quantidade de dias teria que ter um visto de trabalho. Bom, entendo as autoridades, e sei que vai parecer um absurdo para alguns o que irei dizer. JR não tem uma das aparências mais "receptivas", estava cheio de equipamento de malabares, e pensei: "bom, se eu estivesse no lugar do funcionário da Aduana, diria que ele iria residir na Bolívia, sem data pra voltar, e eu não quero mais uma pessoa utilizando os semáforos para conseguir prata dos bolivianos. Resumindo a ópera, ele não obteve entrada, e eu fiquei sozinho nessa. JR ainda teria uma esperança, de aguardar após o almoço uma suposta troca de turno, e solicitar novamente acesso à Bolívia, fato que não aconteceu, Ademir só iria cruzar a fronteira uma semana após a minha entrada no país. Bom, essa foi uma situação interessante, é um pouco assustadora, porque esse meu amigo domina o espanhol, inclusive dá aulas, eu já não tenho a facilidade para o idioma, e pouco estudei espanhol em minha vida. E de certa forma, estava contando com sua presença para conseguir as informações, pedir as coisas no mercado, tendas.. Me considero um cara experto, e na minha cabeça já tinha repetido diversas e diversas vezes uma mesma frase: " señor, señora, una consulta por favor? Como es possible llegar en...? E te digo, funcionou e as pessoas me entendiam, afinal, depois de algumas vezes pedindo informações, comprando comida, você se solta um pouco e começa a falar naturalmente. O que me atrapalhou um pouco era a compreensão do idioma, era difícil entender algumas vezes, mas por experiência, perguntava a mesma coisa para pessoas diferentes, andava um pouco mais e confirmava a informação ao anterior, e tenho que dizer, algumas vezes as informações não batiam, ou seja, obtia informações distintas para a mesma pergunta, e o que eu fazia? Bom acreditava nas informações que se repetiam, simples. Uma observação se faz necessária, muita gente na Bolívia não gosta de dizer que não sabe, te respondem alguma coisa, quase sempre e não necessariamente está correta a resposta, por isso a importância de perguntar o mesmo para outra pessoa. Porto Quijarro Cruzei a fronteira, fui até a estação de trem, mas quando cheguei descobri que só tinha um tipo de trem que me custaria 230 bolivianos aproximadamente. É claro que não comprei, peguei informações para chegar até o "terminal de ônibus". Ao Chegar, me deparei com muitas companhias fazendo a mesma rota, que diferença para o Brasil, enquanto uma companhia (Andorinha) apenas fazia a rota entre Campo Grande - Corumbá umas 6 horas de viagem, serviço mediano 115 reais, na Bolívia um trajeto entre Porto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra, 8 horas de viagem, bom serviço, sem-cama me custou 37 reais. Que diferença! Pensava que brasil era uma vergonha. Continuando.. O pior do serviço não tinha relação com a empresa, na verdade era a educação das pessoas, como o fato do jantar livre a bordo. Em porto Quijarro, também aconteceu dois fatos, importantes de se relatar. Quando entrei no terminal um homem me abordou, não me recordo o nome dele, era um nome curto, ele não tinha das melhores aparências, e aparentava estar levemente bêbado, falava um pouco enrolado, quando descobriu que era brasileiro, arriscou usar o português que tinha. Quis me indicar alguma companhia, e obviamente tive que dar 5 bs para ele, como uma espécie de comissão depois de comprar a passagem. Falha minha, não tinha necessidade, era só perguntar de companhia em companhia os preços e horários. E sempre tentar negociar, creio que paguei 60 Bolivianos na passagem, mas a habitual taxa de embarque, que deve ter me custado em torno de 1 a 1,50 bs. De certa forma fiz uma "amizade" com esse Boliviano, guardei minha equipagem com a companhia de transporte e dei uma pequena caminhada com esse homem, sentamos em um bar, e comprei duas Paceñas, na verdade acho que foi Brahma. Creio que tenha me custado 10 bs, 5 reais duas latas, bom preço. Entre conversas e quase sempre se dirigindo à mim como "ermáõ" pela dificuldade da pronúncia, me disse que ao final da rua tinha uma vista interessante do pantanal Boliviano. Acabei de tomar a cerveja e fui sozinho caminhando até o final da rua, uma vista bacana mas nada demais, a vista de Corumbá é bem melhor. Tirei umas fotos, cheguei a fazer um vídeo, urinei na grama, e comecei a voltar. Estava de boa, tranquilo, caminhando só, quando de repente, dois cães saem lá de dentro de uma casa e começam a latir como loucos, vindo em minha direção, em um primeiro momento não dei muita bola, quase todos os perros latem para estranhos, mas na velocidade com que vinham, e ao se aproximarem pensei:" merda, f****! De fato, f**** brabo! Os dois cães chegaram muito perto, e por experiência sabia que não devia dar muita bola, ou deveria?!Fiquei em dúvida, de fato me senti ameaçado e fiquei com medo, este último sentimento tentei evitar, já que também sempre me disseram que cães farejam o medo. Me agachei e "peguei" uma pedra, mas acho que na verdade, não cheguei a pegar nenhuma, e comecei a andar por alguns momentos de frente para as feras, hora de costas. Pensando, só vão latir, quando em um momento que me viro as costas, um dos cães me golpeia na perna. Pensei, Puta que Pariu! Acabou a minha viagem. Nesse momento que um dos animais me "golpeia" eu já estava a uma distância considerável da casa de onde saíram, e após a mordida, eles começaram a regressar. Com certo desespero iniciei a avaliar a situação, pensando, acabou a viagem, tenho que retornar ao Brasil e tomar a vacina contra raiva pensei que se voltasse ao Brasil, não voltaria a viajar, afinal, já estava na Bolívia, já tinha passagem para Santa Cruz de La Sierra, e já tinha 3 noites de hospedagem com um CouchSurfista em Santa Cruz. Nervoso, com adrenalina a flor da pele, assustado, reviro a minha calça, e percebo o buraco deixado pelo cão, muito triste, sentindo uma dor na perna, digo mais uma vez, agora em voz alta, Puta que pariu! Que merda! Porque. Não peguei a PORRA do tripé para me defender, é impressionante como algumas vezes nossa inteligência só vem depois do acontecido. Começo a levantar a calça, não encontro nada, não acredito, sento na calçada, e busco com mais atenção, nada de sangue, nada de marcas, nada de perfurar, rasgar, arranhar a pele. Simplesmente inacreditável, uma sorte do caralho pensei, fico com os olhos marejados, porque afinal, minha viagem poderia, ou deveria ter terminado naquele momento, primeiro dia na Bolívia e já deveria voltar, e juro, fiquei uns dias sem acreditar que não tinha acontecido nada, por 3 dias olhava minha panturrilha esquerda pensando que não tinha feito uma boa avaliação, que algum pequeno corte poderia ter passado desapercebido, mas de fato aqui lhes escrevo, e nada aconteceu. Além do rasgo na calça, que fica de história.
  20. Isabella Franzoni

    É perigoso a Bolívia?

    Boa noite! Eu e minha amiga estamos nos preparando para nosso primeiro mochilão no Peru, Bolívia e Chile, e muitos me disseram que Bolívia é perigoso, já que ela tem 19 e eu 17. Alguem q ja foi poderia opinar sobre isso?
  21. Meu nome é Pedro Lopes, estou planejando um mochilão para Bolívia e Peru desde o mês de abril de 2016, já tenho um roteiro pronto que inclusive postarei em breve, as passagens já foram compradas, porém preciso comprar uma outra passagem na Bolívia para viajar de Santa Cruz de La Sierra à Sucre e procuro companhias aéreas com um bom preço e confiabilidade. Ao ler outros roteiros antes de montar o meu, conheci uma companhia boliviana, chamada Boa, que parece atender as expectativas, gostaria de saber se alguém já voou com esta e recomendações de outras companhias. A viajem está marcada para Janeiro, portanto preciso rapidamente de um retorno. Desde de já, agradeço!
  22. Falaê Pessoal! Tudo numa boa? Estive na Bolívia entre os dias 08 e 16 de setembro de 2016 e vou tentar contar os causos dessa viagem, incluindo algumas dicas pra vocês! Peguei um período muito curto de férias, apenas 12 dias, ainda sim deu pra fazer um planejamento um pouco apertado mas que foi possível aproveitar e descansar bastante! No final desse tópico vou deixar a planilha que usei para planejar a trip, com orçamento, calendário, itens da mala e timetable. Espero que ajude! Embora não tenham pedido a mim, e eu também não conheço ninguém que foi solicitado, é OBRIGATÓRIO o certificado internacional de vacinação da febre amarela! *A vacina deve ser tomada no mínimo com 10 dias de antecedência da viagem! Há algumas informações bacanas no link abaixo. http://oquefazer.blog.br/febre-amarela-onde-tomar-que-paises-exigem-e-como-emitir-o-certificado-blog-o-que-fazer/ Enfim, vamos ao relato! Cronograma Datas --- Local --- Missão 08/09/2016 --- Chegada a La Paz --- Ônibus à Uyuni 09/09/2016 --- Chegada a Uyuni --- Início do Salar (3 dias 2 Noites) 10/09/2016 --- Uyuni --- Salar 11/09/2016 --- Uyuni --- Fim do Salar - Volta a La Paz 12/09/2016 --- Chegada a La Paz --- Check in Loki Hostel 13/09/2016 --- La Paz --- Dia Livre - Comprar Muambas - Agendar DeathRoad e Chacaltaya 14/09/2016 --- La Paz --- DeathRoad 15/09/2016 --- La Paz --- Chacaltaya 16/09/2016 --- Caminho da Roça --- Ir embora Postei esse roteiro pouco antes de ir viajar aqui no fórum, muitos, inclusive eu, consideraram muito arriscado chegar à La Paz e partir para Uyuni na mesma hora, tanto pelo horário quanto pelo temido Soroche, abaixo estão os tópicos em que dúvidas em relação aos temas foram respondias! Valeu a força, pessoal! Roteiro: http://www.mochileiros.com/missao-bolivia-9-dias-sozinho-t131462.html Soroche: http://www.mochileiros.com/medicamentos-para-o-soroche-t132078.html Dia #1 - Chegando e Partindo Embarquei em São Paulo às 14h15 (horário BR) com destino a Cochabamba, após mais ou menos 1h no aeroporto de Cochabamba, peguei o mesmo avião com destino a La Paz, chegando no aeroporto de El Alto às 18h15 (horário BO). No aeroporto de El Alto, após pegar a mochila e passar pelas inspeções de imigração, você passar por uma espécie de detector de metais com uma luz verde e vermelha, um agente do aeroporto aperta um botão, se acender a luz verde, é só cantar Let It Go e ir ao saguão, caso dê vermelha, deu ruim! Eles vão abrir sua mala, fazer perguntas e etc. Deu luz verde! Já no saguão do aeroporto, troquei uns BoB, numa cotação bem ruim, mas seria necessário para o táxi até a rodoviária. Na Bolívia os táxis não possuem taxímetro, então é necessário negociar o preço antes de entrar no carro, pechinchar é regra universal, embora os Bolivianos sejam ferrenhos negociadores, as vezes da pra conseguir algum desconto. Não consegui no táxi. Entrei no táxi e após uns 30 minutos e um pouco de trânsito, cheguei a rodoviária. Dica Importante: Existem 2 rodoviárias em La Paz, fale pro taxista onde você pretende ir viajar, e ele te levará para a rodoviária correta. Cheguei na rodoviária por volta das 19h, o ônibus para Uyuni sairia apenas as 21h, então estava tranquilo, andei um pouco pela rodoviária e encontrei uma Lan House, entrei para avisar o pessoal de casa que estava vivo. Rodei um pouco mais pela rodoviária e depois de um pouco de desespero descobri que a Todo Turismo* (empresa que comprei a passagem para Uyuni antecipadamente pela internet) ficava fora da rodoviária! Entrei na Todo Turismo e conheci Marcela e Lucas, dois irmãos aqui de SP que estavam viajando juntos pela primeira vez. Eles foram ótimos companheiros de viagem! Trocamos algumas dicas e informações e às 21h embarcamos no ônibus à Uyuni! Sobre o ônibus: Cama Semi-leito; Confortável; Oferecem jantar (uma marmita com arroz, frango e legumes) Muito bom!; Assistimos Perdido em Marte, em espanhol; Oferecem um pequeno travesseiro e cobertor*; Nas primeiras horas o ônibus tem Wi-fi! *Aceite! Faz frio demais durante a viagem! Assim se encerrou o primeiro dia de viagem, na madrugada fria do ônibus com destino a Uyuni! Custos do Dia Táxi: Aeroporto - Rodoviária - BoB 60 Água Rodoviária: 3 Bob Lan House: 2 Bob Ônibus: La Paz - Uyuni (ida e volta) - Comprado Antecipadamente - Bob 580.* O preço foi bem alto, mas considerando o planejamento apertado, optei por não correr riscos. Site Todo Turismo: http://www.todoturismosrl.com/ Continua... Missão Bolívia - Final.xlsx
  23. Durante esta nossa viagem, nosso mochilao de volta ao mundo passamos 29 dias na Bolívia, mas temos certeza que voltaremos a visitá-lo. A tanto para se ver que 1 mês é pouco! Árvore de Pedra no Deserto de Siloli Lugares e experiências que vivemos: - Cruzamos a imensidão do Salar do Uyuni http://mundosemfim.com/salar-do-uyuni-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-fazer-um-dos-tours-mais-impressionantes-da-america-do-sul/ - Visitamos as minas de Potosí, que tinham tanta prata no passado que tornaram esta a cidade mais rica do mundo http://mundosemfim.com/visitando-as-minas-de-potosi-conheca-o-dia-a-dia-duro-dos-mineiros-bolivianos/ - Assisttimos às violentas lutas no Festival de Tinku, um ritual com origens pré-colombianas http://mundosemfim.com/festival-de-tinku-bolivia-a-verdade-sobre-um-dos-festivais-mais-brutais-do-mundo/ - Caminhamos pelo Fuerte de Samaipata, sítio arqueologico inca tombado como Patrimônio da UNESCO http://mundosemfim.com/fuerte-de-samaipata-conheca-as-reliquias-da-cultura-pre-inca-na-bolivia/ - Conhecemos belíssima Sucre, cidade onde foi firmada a independência da Bolívia - Vivenciamos o dia-a-dia na caótica La Paz, a capital mais alta do mundo. - Navegamos até a Isla del Sol pelo surpreendente Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo http://mundosemfim.com/conhecendo-a-isla-del-sol-passeio-belissimo-pelo-titicaca/ Aqui está nosso roteiro: Aqui estão os números de nossa viagem pela Bolívia: -29 dias -2429,27 reais gastos (+ 250 dólares do tour para cruzar do Atacama até o Uyuni.) - Valores para o casal -apenas 1 carona Crianças brincando com pombos em La Paz Preços A Bolívia é, provavelmente, o país mais barato da América do Sul. Isso não quer dizer, necessariamente, que você vai gastar pouco por aqui. De fato, foi o país onde a nossa média diária foi mais alta até agora (depois do Uruguai). O grande problema é que, aqui, tudo é pago: banheiro, rodoviária, museu, reserva ecológica, entrada para ver ruína, etc. Sucre, a “cidade branca”, considerada a cidade mais bonita da Bolívia Vamos contar como são os gastos: Hospedagens: Há para todos os bolsos. Para quem está economizando ao máximo, um hostel costuma sair por algo entre 20 e 30 bolivianos por pessoa. Um casal consegue um quarto privado por algo entre 30 e 60 bolivianos tranquilamente (praticamente o mesmo preço que se ficassem os dois em um quarto com camas compartilhadas). Em regiões mais baratas, é possível conseguir hospedagem de até 10 bolivianos por pessoa. Nas regiões de selva, há campings, que podem custar desde 5 bolivianos por barraca até 20 bolivianos por pessoa. Mercado: frutas, verduras, legumes e grãos costumam ser bem baratos. Roupas nacionais e artesanatos também são bem econômicos. Produtos industrializados, como pasta de dente, protetor solar, sabonete, etc geralmente são bem caros. Vale a pena comprar essas coisas em outro país. Transporte: Os ônibus na Bolívia são baratos, e há de diversas qualidades. Em uma viagem de 12h, por exemplo, a passagem fica entre 30 bolivianos (ônibus velho) e 60 bolivianos (leito). Aqui estão os gastos que tivemos nos nossos deslocamentos: -Uyuni – Potosí: 30 bolivianos por uma viagem de 6h. Chorando conseguimos por 20 (ônibus velho). -Potosí-Macha: 20 bolivianos para 6 horas de viagem (sem negociação). Ônibus velho. -Macha-Sucre: 30 bolivianos para 6 horas de viagem (sem negociação). Ônibus velho. -Sucre-Samaipata: 50 bolivianos para 11h de viagem. Chorando conseguimos fazer os dois por 50 (ônibus velho). -Samaipata-Santa Cruz: 20 bolivianos para 4h de viagem (sem negociação). -Santa Cruz – Cochabamba: 40 bolivianos para 11h de viagem. Chorando conseguimos por 35. Ônibus semi-leito. -Cochabamba-La Paz: 30 bolivianos para 6h de viagem (sem negociação). Ônibus leito de luxo. -La Paz – Copacabana: 20 bolivianos para viagem de 5h. Chorando conseguimos por 18. No meio do caminho tem que pagar mais 2 bolivianos para cruzar uma parte do lago. -Copacabana – Puno (Peru): 30 bolivianos para uma viagem de 3h (sem negociação). Ônibus ok. Uma passagem interna na cidade custa entre 1 e 2 bolivianos, dependendo da cidade. Um táxi em La Paz vai cobrar entre 5 e 15 bolivianos. Restaurantes: Comer na Bolívia é barato. Inclusive, em algumas situações um restaurante pode sair mais barato que comprar comida para fazer em casa. Os mais econômicos saem entre 10 e 15 bolivianos. Em cidades como La Paz e Potosí, por exemplo, é possível encontrar pratos por apenas 7 bolivianos. Se quiser comer em um lugar for gringos, vai pagar algo como 50 bolivianos por pessoa. Comendo no mercado de Sucre por 9 bolivianos Passeios: Praticamente todos os passeios na Bolívia são pagos. Uma entrada a um museu fica ente 5 e 30 bolivianos. Para entrar em um sítio arqueológico, espere pagar entre 20 e 80 bolivianos, dependendo da magnitude do lugar. Como o transporte público na Bolívia não é dos mais eficientes, alguns lugares só são acessíveis com excursões ou pegando um táxi. Bebidas: A cerveja não é das mais baratas aqui: uma garrafa de 600ml da mais barata custa algo entre 15 e 20 bolivianos. Destilados custam um pouco mais caro que no Brasil. Outros gastos: Todos os banheiros públicos são pagos, e custam entre 50 centavos e 2 bolivianos. Se for pegar um ônibus em um terminal, é preciso pagar separado a taxa de embarque, que custa de 1 a 4 bolivianos, dependendo do terminal. -Uma garrafa de 2 litros de água custa de 5 a 7 bolivianos. -Um pão custa entre 30 e 50 centavos. Câmbio Nas cidades grandes, é possível trocar praticamente qualquer dinheiro. Se levar reais, espere perder algo em torno de 10% na conversão. Dólares e Euros são os mais aceitos: geralmente pagam muito perto da cotação oficial em qualquer lugar. Teleféricos em La Paz – transporte de primeiro mundo. Polícia Escutamos várias reclamações sobre a polícia ser corrupta na Bolívia, principalmente a rodoviária e a da imigração. De nossa parte, não podemos reclamar de nada: a imigração na Bolívia (tanto de entrada quanto de saída) foi a mais tranquila até agora, e em nenhum momento fomos abordados por nenhum policial durante nossa estadia. Aos que pedimos informações, todos foram bem simpáticos e atenciosos. Pachamama Você vai ouvir muito este termo. É como os povos antigos chamavam a “mãe-terra”. É comum um boliviano jogar um pouco de sua bebida no chão como oferenda à Pachamama. Bebidas Quem passa pela Bolívia deve experimentar: Cocoroco: Esta é, provavelmente, a bebida alcoolica mais forte do mundo: teor de 96°! Tomar uma tampinha já é suficiente para queimar até a alma. É barato e vende com o rótulo de “alcool potable”. Geralmente se toma isso misturado com alguma coisa durante os rituais, ou é servido como oferenda à Pachamama. Uma garrafa de Cocoroco, possivelmente a bebida mais forte do mundo Chicha: é uma bebida azeda, feita de milho, que não conseguimos entender se é alcoolica ou não. Diz a lenda que o milho é mascado e cospido, e a fermentação acontece por conta da saliva. Melhor não pensar muito nisso… A chicha é muito consumida durante festivais, mas pode ser encontrado a venda em qualquer cidade. Herbido: Bebida vendida pelas ruas de qualquer cidade. Pelo que entendemos, é uma água fervida com alguma fruta (geralmente pêssego ou abacaxi). É comum colocarem a fruta dentro do copo antes de servir. Chá de coca: Chá feito com as folhas de coca. Apesar de ter a mesma origem, tomar o chá não tem nada a ver com cheirar cocaína: seria preciso comer 1kg de folhas de coca para sentir o efeito de chegar 1g da droga. O chá de coca é muito apreciado na região andina, e ajuda a amenizar os efeitos da altitude. Se quiser fazer o chá, basta jogar algumas folhas de coca (estas se compram em qualquer lugar) em um copo com água fervendo e adicionar açúcar. Água Não é recomendado tomar água da torneira em nenhum lugar na Bolívia, a menos que tenha como fervê-la. Mesmo na natureza e nos parques nacionais, só é recomendável tomar água dos rios de tiver uma pastilha purificadora. Rede elétrica A maioria das tomadas são de dois furos redondos, iguais as do Brasil. Não vimos nenhuma tomada de 3 pinos por lá. A rede elétrica, no geral, é de 220V e 50Hz. Carona É possível viajar a Bolívia inteira de carona, mas não é muito fácil. O problema é que poucos bolivianos possuem carros, e com isso as estradas são pouco movimentadas. Os caminhoneiros costumam usar seus caminhões como uma forma de transporte público informal: eles param, mas provavelmente vão cobrar. Convém aclarar isso antes de entrar no veículo. Outra complicação para viajar de carona é que as estradas não são muito boas. Alguns lugares, se tarda 10h para andar apenas 300km. Nestes casos, pode ser mais interessante comprar uma passagem de ônibus noturno e ir dormindo do que correr o risco de levar uns 2 ou 3 dias para andar este mesmo percurso de carona. Para curtas distâncias, a carona pode ser uma boa maneira para economizar uma graninha com o táxi: os carros particulares não terão problemas em te levar se sobrar espaço no carro. Estas pequenas vans são os “ônibus” de La Paz O povo O povo boliviano, no geral, é um povo honrado e trabalhador. Alguns podem parecer fechados à primeira vista, mas quando ganham confiança são bem calorosos. Apesar das muitas recomendações que dão aos que vão à Bolívia, não achamos o boliviano nem um pouco malandro (apesar de um ou outro tentar subir o preço dos produtos para os extrangeiros). O que pode acontecer, principalmente em povos muito pequenos e tradicionais, é que alguns tenham certa aversão a gringos. Embora seja a minoria, às vezes acontece de você chegar a um estabelecimento e não ser bem atendido (a fisionomia deles é bem característica, e se nota de longe quem é extrangeiro). Este gelo geralmente se quebra, porém, quando você menciona que é brasileiro – aí eles se tornam muito mais simpáticos e receptivos, e podem até te convidar a ir tomar uma cerveja. Bolivianos com suas roupas típicas para o Tinku De fato, tivemos a impressão que o Brasil é considerado um país exemplo para eles. Muitas pessoas com as quais conversamos se orgulhavam te ter parentes trabalhando em São Paulo. Mesmo nas propagandas na televisão, quando querem dizer que um produto é de boa qualidade, enfatizam que o produto tem “calidad brasileña”. Por fim, a maioria na Bolívia é de etnia indígena, e você vai se encantar em como suas raízes foram mantidas. Para nós, tudo é impressionante, desde as vestimentas até a forma de carregarem os bebês (enrolados nas costas das mães). Drogas Apesar de o país ser famoso produtor de maconha e cocaína, e de ser relativamente fácil encontrar estas drogas para comprar, seu porte ou consumo é punido com severidade, não importa se você é extrangeiro ou não. Além disso, a sociedade é bastante conservadora com este tema. Melhor não arriscar. Comida A base da comida boliviana é muito parecida com a brasileira: arroz, salada e carne (que pode ser de vaca, porco ou frango). Em regiões próxima a lagos, a truta e outros pescados é bastante comum também. Geralmente é servida uma sopa antes do prato principal. Se pedir sem a sopa, é capaz de conseguir um desconto de 1 ou 2 bolivianos. Outros pratos comuns são o “pique-macho” (uma mescla de legumes e salsichas, podendo ter também carne moída) e o “pollo broaster”, um frango assado que vem geralmente acompanhado por batatas-fritas. A comida no país é muito barata, tanto nos mercados quanto nos restaurantes. Idioma A Bolívia possui mais de 30 idiomas oficiais, sendo os principais: o espanhol, o quechua, o guarani e o aymara. De forma geral, o espanhol falado pelos bolivianos é fácil de entender e gostoso de escutar. O “ll” tem o mesmo som do nosso “lh” e o “y” tem som de “i”. Alguns bolivianos podem ter dificuldades com o “rr”, e o som acaba saindo parecido ao “z”. Assim, a palavra carretera (estrada), por exemplo, pode soar como “cazetera”. Nos povoados mais tradicionais, onde a língua principal não é o espanhol, a comunicação pode ser um pouco mais difícil. Embora não tenhamos conhecido nenhum boliviano que não falasse castelhano, alguns tinham bastante dificuldade com o idioma, e mesclavam palavras de seu idioma tradicional durante a conversa. Criança boliviana comendo cana em Macha Segurança Apesar dos muitos alertas que nos passaram, não achamos a Bolívia nem um pouco insegura. Muito pelo contrário: mesmo em La Paz, considerada pelos guias de viagem como uma cidade muito perigosa, víamos gringos caminhando tranquilamente com suas câmeras caríssimas penduradas no pescoço (imaginamos o que aconteceria se andassem assim por São Paulo). Isso não quer dizer que não se deva ter cautela, mas também não precisa ser paranoico. Basta tomar os mesmos cuidados que se toma no Brasil Imigração Muito se fala da corrupção nos postos de imigração bolivianos, mas não tivemos o menor problema nem para entrar nem para sair do país. Muito pelo contrário: a imigração boliviana foi a mais tranquila de todas até agora. Algumas fronteiras podem cobrar uma taxa (tanto de entrada quanto de saída). Apesar de estas taxas não serem oficiais, não adianta muito reclamar. O ideal é evitar cruzar por aí. Convém perguntar na empresa de ônibus que for fazer o trajeto se há cobrança ou não. Postos com grande fluxo de turistas, como o do Titicaca ou o com Corumbá, não costumam causar problemas. Pequeno posto de imigração com o Chile na região do Salar do Uyuni Outra coisa é importante mencionar: apesar de nós, do Mercosul, termos direito a 90 dias no país, é comum o oficial de imigração te dar um visto de apenas 30 dias. Se quiser ficar mais tempo, avise antes que carimbem seu passaporte. Caso tenha entrado com apenas 30 dias e depois queira ficar mais, é possível fazer a extensão do visto gratuitamente nas cidades grandes do país. Brasileiros podem entrar e sair do país portando somente a identidade, desde que esta esteja em bom estado e tenha sido emitida há menos de 10 anos. Altitude Grande parte do país está a uma altitude muito elevada, com algumas cidades superiores a 4000 metros acima do nível do mar. O país detém vários recordes: capital mais alta do mundo, estação de esqui mais alta do mundo, lago navegável mais alto do mundo, etc. Assim que chegar no país, é comum começar a sentir os mals da altitude elevada, como dor de cabeça, enjoo e náuseas. Tomar chá de coca pode ajudar, mas é bem possível que você passe mal pelos três primeiros dias. A altitude também faz você cansar mais rápido, e é bem provável que você tenha que conviver com isso a viagem inteira (estamos há quase 2 meses em terras altas, e ainda nos cansamos com facilidade). Isso explica um pouco o desempenho medíocre dos jogadores brasileiros quando vão jogar uma partida na Bolívia. Por isso, evite se esforçar demais: se tiver que subir uma montanha, mantenha um ritmo mais lento do que está acostumado, tome bastante água e faça paradas regulares. ]Piriri A higiene não é o ponto forte da Bolívia, e é muito comum viajantes terem dor de barriga durante sua estadia no país, pelo menos pelos primeiros dias. Se não quiser correr o risco de ter que trocar um dia de passeio pelas montanhas por um dia no banheiro, evite consumir produtos que possam levar água da torneira, como sucos ou refrescos. As frutas e verduras comercializadas no país costumam ser orgânicas e levar pouca ou nenhuma toxina. Apesar de mais saudáveis e saborosas, é possível que contenham microorganismos ou bactérias. É uma boa ideia esterelizá-las com hidrosteril, cloro ou algum outro produto similar antes de consumi-las. Tecidos à venda na Feira de Tarabuco O que mais você precisa saber -Os teminais de ônibus cobram uma taxa de embarque. Lembre-se de pagá-la para não ter que ficar na correria na hora que o ônibus for sair. -Guarde qualquer recibo que te entregarem: seja a passagem de ônibus, a entrada em um parque, comprovante do pagamento da taxa de embarque, etc. Não importa se alguém já o verificou, é bem possível que peçam para verificá-lo novamente mais tarde. -Sempre que contratar um tour nas agências, pergunte sobre possíveis custos adicionais. É muito comum venderem o passeio sem mencionar que você precisará pagar as entradas a parte. -Na Bolívia, tudo é negociável: o preço do hotel, da passagem de ônibus, da comida, do artesanato, do tour, etc. -Sempre chore um desconto, principalmente se estiver viajando em grupo. -Se estiver viajando sozinho, procure se juntar com outros viajantes na hora de fechar um passeio ou comprar uma passagem: é mais fácil conseguir um desconto se chegar de galera e fecharem todos no mesmo lugar. -Evite trocar dinheiro na rua. O problema de notas falsas não chega a ser crônico na Bolívia, mas pode acontecer. -Se estiver viajando em casal, um quarto matrimonial privado pode ser mais barato do que duas camas em um quarto compartilhado no hostel. Fique atento. -Os terminais rodoviários na Bolívia costumam manejar a bagagem da mesma forma que nos aeroportos: você “despacha” a mochila grande pela própria agência. Se preferir levar sua própria mochila até o ônibus, não há problema. Só peça na agência que te entreguem o ticket para prender na mochila (já aconteceu de chegarmos ao ônibus e termos que voltar para pegar este ticket). -Se conseguir uma passagem de ônibus muito mais barata que as outras, saiba que a qualidade do serviço vai ser proporcional ao preço. Eles provavelmente vão te mostrar a foto de um ônibus de luxo na hora da compra da passagem, mas não se iluda. -Ande sempre com papel higiênico. Os banheiros públicos (mesmo sendo pagos) não oferecem. Os hotéis, a menos que sejam de luxo, não costumam ter papel higiênico também. -Se estiver viajando com a identidade, é provável que tenha que tirar uma cópia do seu cartão de entrada no momento da saída do país. Esta cópia pode custar até 1 boliviano. Guarde pelo menos uma moeda para quando for fazer a imigração de saída. -Apesar de não ser comum, estudantes extrangeiros podem ter descontos em algumas entradas. Se for estudante, leve sua carteirinha na viagem. -Se for visitar a região da selva, certifique-se de estar em dia com a vacina da febre amarela. -Em quase todas as cidades grandes, as imediações da rodoviária costuma ser uma zona mais perigosa. Não se iluda com os preços baixos dos hotéis nestas regiões. -Se for para a Bolívia, prepare-se para ficar desconectado: o wi-fi costuma ser péssimo em qualquer lugar. -Os táxis não tem taxímetro. Negocie o valor da viagem antes de subir ao veículo. -Tudo é motivo para festa na Bolívia. Antes de viajar, verifique se haverá algum festival no país durante sua estadia, e tente participar se tiver a oportunidade. -Os ônibus mais bataros não têm banheiro. Se ficar apertado no meio da estrada, grite “banho!” para o motorista parar. -Nos povos pequenos, os bolivianos costumam deixar e até gostam que você tire fotos deles. Nos lugares mais turísticos, é provável que te deixem tirar uma foto em troca de alguma gorjeta. Convém pedir autorização antes de fotografar alguém. Por-do-sol no lago Titicaca, em Copacabana :'> Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
  24. Boa tarde mochileiros! Precisando de ajuda! Em novembro vou fazer meu mochilão Bolívia, Peru e Chile. Vou entrar pela Bolívia de ônibus. Chego em Campo Grande dia 04 as 10:40 da manhã, e creio que consigo pegar um ônibus para Corumbá umas 12:30...chegando na fronteira lá pelas 18:30...mas não sei como funciona lá...até que horas posso atravessar? Será que consigo no mesmo dia ou só na manhã seguinte? ãã2::'> Qria mto conseguir atravessar no mesmo dia para não perder tempo.
  25. Primeiramente gostaria de agradecer a ajuda do Fórum Mochileiros de onde eu tirar as dicas e pude me divertir com os relatos da galera, de tantos relatos teve um que dei muitas risadas e me fez viajar nessa aventura, quem quiser procurar o nome é Guia Politicamente Incorreto, no ano de 2013, mas digo que as dicas ainda são atuais, quero agradecer a galera do facebook onde possui uma página destinadas ao roteiro Bolívia-Chile e Peru. Contando um pouco da minha viagem sozinha, que não era a primeira, mas sempre deixar uma sensação de única. Primeiro porque viajar sozinha? Não sei! Mas te digo uma coisa, é a melhor sensação que existe, é como se eu saísse do meu Eu e incorporasse uma outra pessoa, nos despimos de qualquer tipo de preconceito e medo e nos tornamos mais fortes a cada momento da viagem, sempre utilizo as viagens solas para pensar na vida e estudar o meu próprio comportamento diante das situações, por que em uma viagem sozinha tudo pode acontecer. Te digo uma coisa, se você tem medo de viajar sozinha (o) já é hora de perder. Meu nome é Any e tenho 29 anos, vivi em alguns países e em outros só de passagem, adoro viajar e levo isso como filosofia de vida. Mas te conto um pouco do meu roteiro inicial, por que a final não foi o que ocorreu de fato, por que imprevistos acontecem e as vezes são bem-vindos. A princípio meu roteiro era, Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), Uyuni, San Pedro do Atacama (Chile), Santiago, Mendoza (Argentina) e por último Buenos Aires, minha viagem iria durar 18 dias. Fiz todos os cálculos e gastos com passagem de ônibus, essa viagem fiz tudo de ônibus, utilizei somente um trajeto de avião que irei comentar mais baixo, meu plano era gastar R$ 3.500,00 + gastos com roupas, seguro de viagem (viajo sempre com seguro). Fiz o trajeto que muitos mochileiros fazem para ir para Bolívia, entrada por Corumbá, no dia 11 de junho de 2016 peguei o ônibus das 23:59 passagem R$ 115,00 horário tranquilo, 6 h de viagem mais ou menos, nesse momento cai a fixa que você está indo para o tão sonhado mochilão, só quero ressaltar que sou uma mochileira com mala de rodinha, me sinto mais confortável em levar uma mala pequena assim, e uma mochila de ataque com muitos cadeados haha, vi uma galera relatando a compra de mochilas de muitos litros e tal, mas de verdade esse detalhe é o de menos na minha viagem. Cheguei em Corumbá sobre as 6 h da manhã do dia 12/06 como já sabia que teria que pagar um taxi até a imigração fiquei de olho em quem descia do ônibus e procurando alguém para rachar 50 magos, olhei pro lado e encontro dois meninos com mochilas nas costas, ai pensei: Certezas que estão indo pra Bolívia, eu simpática fui puxar assunto e tentar tirar alguma informação, um Brasileiro e um Italiano, que estavam indo para o mesmo lugar que eu mas não quiseram dividir o taxi (pensa numa pessoa que ficou de cara?) haha, beleza peguei minha mala de rodinha e fui procurar outra pessoa, encontrei Isabel uma boliviana que estava indo pra fronteira, nos unimos e fomos juntas (você sempre vai encontrar alguém na mesma situação que você), como era um lindo domingo tivemos que esperar até as 8 da manhã para a bendita fronteira (lado brasileiro) abrir para dar saída ao país, depois de mais uma hora na fila, partimos para o lado boliviano 2h e meia no sol esperando o bendito carimbo de entrada no país, (pensa em uma imigração desorganizada), quando olho na minha frente ali estavam os dois meninos da rodoviária (Gui e Gabriele), fiquei na minha e nem dei moral mais, (na verdade fiquei chateada) mas estávamos a duas horas e meia ali resolvemos conversar e comentei o quanto foram rudes, magoas passadas era a hora de ir para a rodoviária de Puerto Quijarro, outra coisa quem quiser trocar dinheiro acho que ali é o lugar, só troca em Santa Cruz se você realmente tiver certeza que está mais alto, paguei 1 real 1,95 Bol, como já tinha feitos os meus cálculos de quanto iria gastar na Bolívia troquei 800,00 reais e te digo que foi o melhor cambio em toda a Bolívia, Guilherme e Gabriele trocaram na estação por 1,90. Aí juntou Isabel, Gui e Gabriele e fomos para estação, rachamos um taxi 10 Bol para cada, chegando lá umas 11:40 e quase todos os ônibus já tinham saído, em Puerto Quijarro só sai ônibus de manhã ou de noite, como o ultimo ônibus que saia só tinha lugar para duas pessoas e estávamos em 4, resolvemos passar todo o dia naquele lugar maravilhoso (mentira) parece mais um lugar abandonado, comemos umas comidas mais ou menos e passamos a tarde toda jogando bozó, ganhado a maioria das vezes haha. Sobre o lugar digo uma coisa, cuidado onde come e com os seus pertences, acredito que não é um lugar para estar sozinha, eu graças a Deus encontrei as melhores pessoas no caminho. Compramos passagem para Santa Cruz no ônibus das 20h pagamos 110 Bol (55,00 reais mais ou menos) ônibus cama, eu como levei uma manta consegui dormir, mas fazia um frio que só por Deus, um detalhe: se quiser usar o banheiro nesse terminal tem que pagar 1 Bol, então guarda umas moedas para essas necessidades. Os meninos iriam para o Peru e Isabel iria para uma cidade de Santa Cruz e eu seguiria viagem, ali era o nosso ponto de despedida, quando chegamos em Santa Cruz dia 13/06, fui atrás da minha mala, já que vi relatos de pessoas que levavam as malas embora, quando fui procurar Isabel tinha evaporado, achei uma falta de respeito, procuramos ela e nada. Por fim pegamos nossas coisas e fomos atrás de ônibus para os meninos que iam para o Peru, a impressão do terminal de ônibus as 6 da manhã era assustadora, gente te olhando estranho, fomos atrás de informações, eu ficaria em Santa Cruz a manha toda, por que tinha comprado uma passagem de avião para Sucre as 17:30, precisa de um lugar para descansar e tomar um banho, achamos onde ficam os guichês de ônibus, e fui informada de um lugar perto da rodoviária, tipo muito perto, era so atravessar a quadra aff,(e eu paguei taxi 15 Bol) o momento triste da partida, foi como se fossemos amigos há algum tempo, pelo menos da minha parte haha, talvez não os verei mais, só pelo face.  Fiquei em um hostel chamado La Tia, uma chinesa ou japonesa sei lá. Me cobrou 60 Bol para ficar até as 16h, pedi desconto e quase me mandou tomar banho no banheiro público. Fiquei mesmo assim, um quarto individual com chuveiro com água quente, isso é bem importante perguntar, se tem água quente nos chuveiros. Haha Sobre Santa Cruz fiquei bem pouco tempo lá, a cidade é bonita, foi construída em círculos, se você tiver algum interesse é só procurar no mapa, achei curioso a sua construção. A cidade é organizada na desorganização, os taxis são uma loucura, sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar, e tente se informar antes. Por que eles adoram enfiar a faca. Mas eu sou macaca velha nisso, paguei táxi do hotel a cidade por 15 Bol cada corrida. Tinha a intenção de andar de ônibus, mas quando vi os ônibus tudo lotado e caindo aos pedaços achei melhor pegar um taxi caindo aos pedaços só para mim. A cidade e suas buzinas, o dia todo, os carros se entendem entre eles e nenhum acidente acontece. Andei um pouco pelo centro da cidade, fui tomar um café e usar o wifi por aí, e como sempre faço, momento de observação do lugar que irei almoçar. Não é interessante pegar uma infecção alimentar no início da viagem ne? Almocei em um restaurante chamado Prèstto coffe-Pub bem gostosinha a comida, com entrada e prato principal e suco, 18 Bol.
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