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Encontrado 11 registros

  1. Brasil

    Tags de Destinos do Brasil - Bonito - Caminho da Fé - Canoa Quebrada - Chapada das Mesas - Chapada Diamantina - Chapada do Veadeiros - Conceição do Mato Dentro - Fortaleza - Florianópolis - Ilha Grande - Ilha do Mel - Itacaré - Jalapão - Jericoacoara - Paranapiacaba - Paraty - Porto de Galinhas - Praia Grande SC - São Thomé das Letras - Serra da Canastra - Trilha do Rio do Boi - Trindade - Ubatuba
  2. Praias do Litoral Sul da Bahia

    Planejando visitar o litoral sul da Bahia e curtir as melhores e mais belas praias da Bahia? Não se preocupe pois você está no local certo 😉 Com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, o Brasil é o quinto maior país do mundo, e o maior da América Latina, sendo composto por 26 estados mais o Distrito Federal. Entre todos esses estados, há um muito especial que muitas pessoas consideram ser o coração do Brasil: Bahia. Por quê? Em primeiro lugar, os portugueses que descobriram o Brasil, desembacaram pela primeira vez na Bahia; em segundo, a capital da Bahia, Salvador, foi a primeira capital brasileira; em terceiro, a Bahia não só tem uma cozinha muito original e requintada, mas é também o berço de muitas pessoas talentosas e famosas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Amado, Wagner Moura, Péricles Rosa, etc… Ok, ok, esse último não é tão famoso assim, apenas talentoso 😉 Meu amado estado natal tem o maior litoral brasileiro com mais de 1200 km, e algumas das melhores e mais bonitas praias do Brasil estão localizadas no Litoral Sul da Bahia. Portanto se você adora praia e está planejando visitar o nordeste brasileiro, você deve colocar definitivamente as praias da Bahia e, principalmente as do litoral sul, no topo da sua lista. Praia de Moreré na Ilha de Boipeba, considerada uma das praias mais bonitas do Brasil O Litoral Sul da Bahia O litoral sul baiano possui 866 km de extensão, e é dividido em quatro áreas diferentes: Costa do Descobrimento: a área onde os primeiros portugueses desembarcaram no Brasil; destaque para as cidades de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Costa das Baleias: famosa por ser o maior refúgio natural de baleias jubarte no Brasil. Costa do Dendê: tem alguns dos destinos mais populares na Bahia, como Morro de São Paulo e Ilha de Boipeba. Costa do Cacau: inclui a região que tem a maior produção de cacau do Brasil e preservada Mata Atlântica; destaque para as cidades de Ilhéus, Itacaré, e 20 Fotos das Praias do litoral Sul da Bahia Costa do Descobrimento 1 – Visite Praia do Espelho, que é considerada uma das mais belas praias não só do Litoral Sul da Bahia, mas também de todo o Brasil. Praia do Espelho e suas águas azuis de tirar o fôlego. 2 – Se desestresse em Caraíva, uma vila muito simples, relaxante e super graciosa, dotada de casas coloridas, ruas de areia, e vegetação exuberante. Foi amor a primeira vista! Caraíva, distrito de Porto Seguro. 3 – Renove sua fé na Igreja Nossa Senhora D’Ajuda, o primeiro santuário católico no Brasil, que tem uma estátua da santa trazida pelos portugueses em 1549. A bela igreja barroca fica localizada no coração de Arraial D’Ajuda. 4 – Visite Trancoso, uma dos vilarejos mais luxuosos e glamourosos do Brasil, que roubou os corações de Bruna Lombardi, Elba Ramalho, Beyonce, Naomi Campbell, entre outros. Este distrito de Porto Seguro tem muitas casas magníficas, belas praias, e excelentes restaurantes. Trancoso é um dos lugares mais badalados no Brasil para passar o revéillon. 5 – Descubra que Porto Seguro não tem apenas algumas das melhores paias da Bahia, mas também um encantador centro histórico, que por sinal é um das primeiras vilas do Brasil. Igreja de Nossa Senhora da Pena and an old prison located at Porto Seguro’s historic center 6 – Conheça os povos indígenas da Litoral Sul da Bahia em Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrilha, local onde a primeira missa no Brasil foi realizada. Banuk, um indígena da tribo Pataxó e eu, no Mercado Indígena em Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabraliá. Costa das Baleias 7 – Observe as baleias em Abrolhos, um arquipélago formado por cinco ilhas e que recebe 80% das baleias jubarte que migram da Antártida para o Brasil todos os anos para se reproduzirem. Um baleia jubarte saltando nas águas de Abrolhos em Caravelas. Foto: Blog Pé na Estrada. Sugestão de leitura: Como é avistar baleias em Abrolhos 8 – Fuja do roteiros mais convencionais e vá para Corumbá, uma pequena vila de pescadores localizada na cidade de Prado numa área que é Patrimônio Natural da UNESCO. A Ponta do Corumbau é visível somente na maré baixa. Foto©: Blog Pé na Estrada Descubra um pouco mais de Corumbá aqui 😉 Costa do Dendê 9 – Surpreenda-se com Ponta do Mutá, Barra Grande, uma das mais belas praias da Península de Maraú, e uma das minhas favoritas do Litoral Sul da Bahia. Barra Grande, Península de Maraú, Brasil 10 – Faça snorkeling em um dos pouquíssimos lugares do Brasil onde você não precisa pegar um barco para chegar nos recifes de corais. Taipu de fora é considerada uma das praias mais bonitas do Brasil 11 – Deixe a adrenalina correr solta nas suas veias na maior tirolesa da América do Sul, com 70m de altura e 300m de comprimento, em Morro de São Paulo. E as praias de Morro de São Paulo são extraordinárias Aqui você encontra tudo sobre Morro de São Paulo 12 – Caminhe despretensiosamente na praia de Gamboa, uma aldeia perto de Morro de São Paulo, que é conhecida por sua argila rosa rica em enxofre que tem propriedades medicinais e deixa a pele super macia. Gamboa está apenas a alguns minutos de Morro de São Paulo. 13 – Coma bastante Moqueca! Este exótico e extraordinário prato feito com leite de coco e óleo de dendê que é servido com arroz, pirão e farofa (ambos feitos com farinha de mandioca), e é um dos melhores pratos brasileiros. E ele fica ainda mais saboroso quando é degustado numa das praias do litoral sul da Bahia. Acredite! Você vai adorar meu prato preferido. 14 – Perca o fôlego com a simplicidade e beleza estonteante de Boipeba, eleita a segunda melhor ilha da América do Sul, e a melhor do Brasil, pela Trip Advisor em 2013. A praia de Cueira é simplesmente incrível !! 15 – As praias de Boipeba possuem uma vegetação deslumbrante, e em algumas delas você encontra piscinas naturais com águas cristalinas, como Moreré, uma das praias mais bonitas não só do Litoral Sul da Bahia, mas também do Brasil. Piscinas naturais na praia de Moreré, Ilha de Boipeba, Bahia, Brazil Confira aqui dicas de Hoteis e Restaurantes em Boipeba Costa do Cacau 16 – Tome caipirinha numa das praias da Bahia, e aproveite a grande variedade de frutas presente no estado. E no litoral sul da Bahia, você ainda pode tomar uma caipirinha de cacau servida diretamente na fruta. Caipirinha, o drink brasileiro mais conhecido no mundo. 17 – Pegue algumas ondas em Itacaré, um dos maiores pontos de surf no Brasil. A cidade já recebeu várias competições de surf, incluindo algumas da World Surf League, a Liga Mundial de Surf. Isso é Itacaré: belas praias, água morna, e surf. Prainha. Foto: Viagens que Sonhamos 18 – Mergulhe na cultura do Sul da Bahia em Ilhéus. O centro da cidade tem muitos edifícios e casas soberbas, e serviu de inspiração e cenário para alguns livros famosos escritos por Jorge Amado, um dos mais renomados autores brasileiros de todos os tempos. Catedral de São Sebastião, uma das igrejas mais bonitas do litoral sul baiano! 19 – Admire a vista do mirante de Serra Grande. A cidade está na sombra de Ilhéus e Itacaré, mas tem um litoral surpreendente deserto, e uma visita a uma das praias vale totalmente à pena. Mirante de Serra Grande, Litoral Sul da Bahia, Brazil 20 – Disfrute de uma férias mais exclusiva no Resort Transamerica Comandatuba, um hotel de cinco estrelas com um aeroporto privado localizado na paradisíaca Ilha de Comandatuba, uma ilha de 8 milhões de m², 25.000 coqueiros, e 21 km de praias. E tudo isso para os seus hospedes! Foto Divulgação: Hotel Transamerica. Boa viagem e aproveite as praias do litoral sul baiano 😉 Nesse post você encontra mais informações de como chegar nessas praias : https://www.7continents1passport.com/litoral-sul-da-bahia-praias-da-bahia/?lang=pt-br
  3. Caronas em Florianópolis

    Alguém sabe me informar sobre caronas para chegar até o Rio Grande do Sul? Qual a melhor localização para consegui-las? Qual o nível de dificuldade?
  4. Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  5. Olá pessoal, gostaria da ajuda de vocês. Quero fazer um mochilão para Argentina e Uruguai de no máximo 15 dias. Quero conhecer Rosário, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este. Quero gastar no máximo 1.500,00 vocês acham que consigo? E se vocês teverem dicas de roteiros mais baratos entrem em contato comigo no email: [email protected] E quem quiser ir comigo, pretendo ir no dia 07 ou 08 de Fevereiro.
  6. Vou e Volto Já! Blog de Viagem

    Olá! Meu nome é Aline, e do meu esposo, fiel companheiro Juninho. Gostamos muito de passear e compartilhar nosso momentos. Nosso blog é totalmente direcionado para ficas de viagens, passeios, gastronomia e muito mais. Tudo que considero importante para um viajante ou mochileiro eu escrevo, para assim poder ajudar outros que gostam de buscar informações antecipadamente Espero que gostem e se tiverem alguma crítica para melhorarmos estamos totalmente abertos Blog: https://vouevoltoja.blogspot.com.br/ Instagram: https://www.instagram.com/vouevoltoja/ Facebook: https://www.facebook.com/vouevoltoja Abraços!
  7. MOCHILÃO PELO BRASIL SENDO MENOR DE IDADE

    Boa noite. Como completarei o ensino médio, não vou querer festa de formatura e sim um mochilao com minha amiga pelo Brasil. Escolhi o Brasil pq é menos burocrático já que vou ser menor de idade com 17 anos. Gostaria de saber uma maneira de economizar bastante e um roteiro pelo Brasil com duração no máximo de 1 mês, e que dê pra ficar uns 4 dias em cada cidade. E tbm o que devo levar na mala e os documentos necessários para a hospedagem (partindo de Recife). Valeu desde já!
  8. E ai pessoal, tranquilo?? Eu to planejando de começar um mini mochilão em janeiro de 2018 porém eu sinto que preciso de um empurrãozinho pra pelo menos sair da minha cidade, não vou ter coragem logo de cara de ir a pé pra BR tentar pedir carona, então, alguém por aqui está indo pra santos??? ou pra qualquer cidade próxima? pode ser até Estado próximo, tipo RJ e que possa me deixar perto; Sinto que se for pra ter que já sair falando com as pessoas pra conseguir sair da minha cidade não vou conseguir e isso ta me bloqueando; Comenta aqui em baixo algo que possa me ajudar de qualquer forma, como como pegar carona com caminhoneiros, melhor trajeto pra chegar em santos saindo de curitiba e etc. Outra coisa, alguém aqui já pegou carona em trem de carga? entendo que deve ser ilegal, além de muito perigoso, mas sempre tive curiosidade e é algo que eu quero muito fazer. Eu espero a compreensão de vocês, porque entendo das complicações que podem surgir e outras que vão surgir durante a viagem, então peço pra evitar comentários do tipo "a melhor não ir" "é isso de ruim ou aquilo", eu desde já agradeço ESPERO QUE VOCÊS CONSIGAM ME AJUDAR, PORQUE ESSA VIAGEM TEM QUE ROLAR ANO QUE VEM SE ALGUÉM QUISER SABER POR ONDE QUERO PASSAR EU SAIO DE CURITIBA - QUERO IR PRA SANTOS (AS CIDADES NO MEIO DO CAMINHO NÃO IMPORTAM MUITO) DPS PRA SERRA DO RIO DE JANEIRO, ESPIRITO SANTO, MINAS GERAIS, DEPOIS TOCANTINS E POR ULTIMO NORDESTE (SALVADOR E OUTRAS CIDADES, OUTROS ESTADOS) ESPERO QUE ENTENDAM, PARECE SER UM MOCHILÃO DE VERDADE, MAS EU VOU CHEGAR ATÉ ONDE DER, SEM PRETENSÃO ALGUMA, SE NA METADE DO CAMINHO PRECISAR VOLTAR PRA CURITIBA É ISSO QUE IREI FAZER. PEÇO DESCULPAS POR SER UM TÓPICO MUITO ABERTO COM VÁRIOS TIPOS DE RESPOSTAS MAS É ISSO AI heheheh ESPERO DE CORAÇÃO TER ALGUM TIPO DE RETORNO <3
  9. AMAZÔNIA: Um passeio inesquecível

    Clipe com resumo da minha viagem pela Amazônia no começo deste ano. Fui por uma rede que organiza viagens para estudantes estrangeiros aqui em São Paulo e foi uma das minhas mais incríveis na vida. Me entristeceu bastante o fato de ter poucos brasileiros, na verdade nenhum turista na época que eu fui (abril). Essa floresta é nossa e precisamos visitar, conhecer e reverenciar essa natureza tão linda e abundante. Espero que gostem, qualquer dúvida me respondam aqui que eu tiro e se gostarem, não se esqueçam de se inscrever no canal pq tem muita coisa boa por lá kkkk
  10. Sobre a Coragem...

    Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem... As palavras que se seguem são um ato de coragem. CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis) Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava. Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso. Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado. Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente. A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado. Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece o banquete de coração ofertado. Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência. Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles... E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam. Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo... Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado. E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência. Viajar de bicicleta é outro universo...! Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade. Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta. Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos... E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'. Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade. Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada! E o que ficou disso tudo? O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas; A suculência da fruta madura saboreada direto do pé; O farfalhar das folhas com o vento no dossel; O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você. Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço. Trilha sonora da escrita: *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974) *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto PRABHU AAP JAGO
  11. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
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