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  1. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Buenos Aires. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Buenos Aires me hospedei na casa de um couchsurfer que eu já havia hospedado na minha casa há uns 8 anos. CHEGANDO EM BUENOS AIRES Cheguei em Buenos Aires por Colônia de Sacramento no Uruguai, que fica do outro lado do estuário do Rio do Prata. Fiz a travessia pela empresa COLONIA EXPRESS, que era a única que o sistema estava funcionando. Na noite anterior caiu uma forte tempestade que comprometeu com a comunicação das empresas SEACAT e BUQUEBUS que são considerada “melhores”. Paguei UYU 970 e embarquei às 10h30. Por volta do meio-dia estava chegando na capital argentina. ******ATENÇÃO*****: Não havia nenhum funcionário de migração no terminal de chegada da Colonia Express. Ou seja, entrei na Argentina sem carimbar a minha entrada. Na hora não me dei conta e segui em frente, mas isso me deu uma grande dor de cabeça quando fui tentar sair para o Chile. Portanto caso aconteça o mesmo PROCUREM REGULARIZAR sua entrada assim que chegarem. O QUE FAZER Há muitas coisas pra fazer em Buenos Aires. Fiquei 6 dias e consegui conhecer muita coisa, mas ainda assim deixei de ver outras. Certamente voltarei para a capital argentina. 1º dia: 09 de Março de 2017 (quinta-feira) Assim que deixei o terminal da Colonia Express caminhei uns 15 minutos até encontrar uma agência do Santander para sacar Pesos Argentinos (ARS). É cobrado ARS 94 por saque, independente do valor sacado. O sistema de transporte público de BA funciona com cartão pré-pago, tipo o Bilhete Único de SP. Então antes de embarcar em qualquer ônibus ou metrô é necessário comprar o cartão e colocar créditos nele. Várias lojas da cidade vendem o cartão (paguei ARS 40 e coloquei ARS 50 de crédito). Peguei um ônibus até a estação Retiro-Mitre e lá encontrei um guarda-volumes, que fica num salão de cabeleireiro, abaixo da estação e no caminho do acesso ao metrô. Deixei meu mochilão (ARS 50) e caminhei por uns 10 min. até um quiosque de informação turística que fica no início da Rua Florida. Peguei vários mapas e informação e fui de metrô até o CONGRESSO NACIONAL. Por volta das 15h, ao lado do Congresso, se iniciou o BUENOS AIRES FREE WALKS e nossa guia foi a simpática Maria Eugênia (Maru). O free walks é um passeio guiado gratuito baseado em gorjetas. Passamos por vários pontos turísticos como PALACIO BAROLO, AV. DE MAYO, CAFE TORTONI, AV. 9 DE JULIO, OBELISCO, CATEDRAL MUNICIPAL E PALACIO ROSADO. Recomendo MUITO fazer esse tour uma vez que tudo muito bem explicado por nossa guia. (ver mais detalhes em: http://www.buenosairesfreewalks.com). O tour leva cerca de 4 horas e pode ser bastante desgastante uma vez que percorre boa parte do centro. Leve água e proteja-se do sol com óculos escuros, protetor solar e boné/chapéu. Deixei USD 20 de gorjeta uma vez que eu gostei demais. Mas o valor vai de cada um. 2º dia: 10 de Março de 2017 (sexta-feira) Na parte da manhã fui até o TEATRO CÓLON fazer o outro Free Walks. Saímos por volta das 10h30 e desta vez nossa guia foi a JEANETTE, tão divertida e solícita quanto a Maru. Passamos por: TEATRO CÓLON, PLAZA LAVALLE, AV. 9 DE JULIO, PLAZA SAN MARTIN, RETIRO, TORRE MONUMENTAL, AV. ALVEAR, PLAZA FRANCIA, IGLEZIA DEL PILAR E CEMITÉRIO DA RECOLETA. Depois fui até a uma loja do time de futebol RACING (R. Lavalle, 1650) e comprei um ingresso para a partida de domingo (ARS 470). Um amigo meu de lá ficou de me levar ao jogo. Sai da loja e fui tomar um chopp e comer uma fatia de pizza de mussarela na tradicionalíssima PIZZARIA GUERIN (ARS 65). A pizza estava deliciosa e o chopp muito gelado, vale a pena experimentar! 3º dia: 11 de Março de 2017 (sábado) Fui cedo, tomei café e peguei o ônibus 107 Cidade Universitária para o MONUMENTAL DE NUÑES, o estádio do RIVER PLATE. Falei com o motorista e ele me avisou na hora exata de descer em frente ao museu do estádio. Comprei a entrada para o museu e o tour pelo estádio (ARS 210). Fiquei olhando o museu que fala da história do River de sua fundação aos tempos atuais. O interessante é que eles fazem um paralelo entre a história do time e o que estava acontecendo no mundo ao mesmo tempo (guerras mundiais, Juan Manuel Fangio na F1, ditadura militar, etc). Por volta do meio-dia fiz o tour guiado pelo estádio, que é muito grande e bonito. Passamos pelas arquibancadas, partes internas, vestiários, até chegar na pista de atletismo em volta do gramado. No final do tour acessei o wi-fi do estádio e agendei uma visita à CASA ROSADA para o dia seguinte. NOTA: A visita guiada pela Casa Rosada é gratuita mas tem que ser agendada pela internet. No entanto o agendamento só é liberado com no máximo 15 dias de antecedência. Para mais informações acesse: https://visitas.casarosada.gob.ar/ SaÍ do estádio e caminhei por uns 15min até a estação de trem de NUÑES. De lá fui até o RETIRO e caminhei até a RUA FLORIDA. Lá entrei na GALERIA PACÍFICO para conhecer os afrescos de sua cúpula. Muito legais e definitivamente vale a visita. Aproveitei e comi um EXTREME BURGER BACON na rede de fast food MOSTAZA (ARS170). De lá fui caminhando até a CATEDRAL METROPOLITANA e a visitei por dentro pois durante o FREE WALKS a gente só vê ela por fora. Dentro da catedral está o MAUSOLÉU DE SAN MARTIN. Continuei caminhando até a IGLEZIA DE SAN IGNACIO, a mais antiga de BA. Dei uma passeada pelo bairro de SAN TELMO e no começo da noite voltei pra casa. Umas 21h meu amigo e sua namorada que estavam me hospedando me levaram para conhecer o bairro de PALERMO. É uma área boêmia, cheia de bares, cervejarias artesanais, restaurantes e hamburguerias. Lembra um pouco a Vila Madelena de SP. Paramos pra comer um hamburger no BURGER JOINT. Pedi o lanche um combo LE BLEU (hambúrguer artesanal, blue cheese, cebola caramelizada, tomate seco, cogumelos e rúcula) + fritas + 1 chopp artesanal por ARS180. Estava simplesmente delicioso e foi, sem dúvida, um dos melhores lanches que comi na viagem! Continuamos caminhando pelo bairro e paramos numa cervejaria artesanal chamada GROWLERS. Tomei uma pint (copo com aprox. 600ml) de BLOND ALE (ARS 90) que estava muito boa. Seguimos caminhando até a cervejaria artesanal ANTARES. Desta vez pedi uma cerveja PILSEN (ARS 105). O ambiente é muito legal e o atendimento foi bem atencioso, apesar de estar bem cheio. Por fim terminamos a noite em um pub chamado SHANGAI DRAGON. Lembra muito os pubs ingleses com seu piso acarpetado e as mobílias de madeira. 4º dia: 12 de Março de 2017 (domingo) Cheguei a CASA ROSADA e comecei o tour guiado às 11h15. A parte interna é muito bonita, com muitos detalhes nos pisos e móveis e tapeçaria que lembram castelos europeus. Em alguns lugares não é permitido tirar fotos. Deixei a Casa Rosada e fui caminhando até a FEIRA DE SANTELMO. Passei por várias barracas de antiguidades, artesanatos, roupas até chegar ao MONUMENTO A MAFALDA, uma pequena estátua dos personagens do cartunista QUINO. Depois de uns 10 minutos de fila consegui tirar uma foto com os personagens. Comi num restaurante chinês por kg ali perto (não lembro o nome) e a comida estava muito ruim! (ARS 95). Segui caminhando pela feira e encontrei um mercado. Comprei uma cerveja QUILMES 500ml (ARS 28) e fui encontrar com meu outro amigo para irmos ao jogo do RACING. O estádio do RACING fica na cidade de Avellaneda, na região metropolitana de BA. Do centro até o estádio (de carro) leva uns 20 minutos. A atmosfera de um jogo do campeonato argentino é indescritível. Nosso “hermanos” são muito fanáticos e não param de torcer um segundo sequer. A partida terminou Racing 3 x 0 Lanús. Jogão! Na volta fiquei no centro, passei no CARREFOUR e comprei 2 garrafas do vinho DADA (ótimo custo x benefício!) e uma garrafa de QUILMES (ARS 195). Voltei pra casa do meu amigo, fizemos um churrasco até o começo da madrugada e fui dormir. 5º dia: 13 de Março de 2017 (segunda-feira) Fui até o bairro de LA BOCA, passei pelo CAMINITO e cheguei na LA BOMBONERA, estádio do BOCA JUNIORS. Paguei ARS 205 pelo tour guiado + museu. O museu faz muitas referências aos ex-ídolos, especialmente ao Palermo e Riquelme. O tour começa na arquibancada, passando pela geral, o campo, vestiários e termina em um salão com estátuas de ex-jogadores. Deixei o estádio e peguei um ônibus até o PUERTO MADERO. Almocei no SIGA LA VACA, que tem uma grande diversidade de carnes (picanha, costela, costela de porco, bife de chorizo, etc) e um farto buffet de saladas. Pra acompanhar, uma jarra de chopp QUILMES e uma garrafa d’água (ARS 375). Segui caminhando pelo porto e passei pela PUENTE DE LA MUJER e outros lugares da região. 6º dia: 14 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei e fui até o JARDIN BOTÂNICO (entrada gratuita), onde havia uma exposição de pinturas no prédio principal. Fazia muito calor e os mosquitos atacavam sem dó. ***DICA***: Leve um repelente quando for visitar os parques de BA. Você vai precisar. Segui caminhando até o JARDIN JAPONÊS (entrada ARS 95). O jardim é lindo! Tem lagos com carpas, pontes, árvores e arbustos perfeitamente aparados. Um lugar perfeito para tirar ótimas fotos. Reserve ao menos UMA HORA nesse local. Em frente ao Jardin Japonês está a PLAZA ALEMANIA que só consegui conhecer porque um funcionário do parque me emprestou um spray repelente. De lá passei pelo MALBA mas não consegui entrar pq ele fecha justamente no dia que deixei pra visitá-lo (às terças-feiras). Fica pra próxima. ***DICA***: Procure saber com antecedência os dias que as atrações que deseja visitar ficam abertas. Continuei caminhando sob um sol escaldante até a PLAZA DE LAS NACIONES UNIDAS onde se encontra a FLORALIS GENERICA, a enorme flor de metal. O lugar rende belas fotos, vale visitar. Depois segui caminhando até o CEMITÉRIO DA RECOLETA. Já tinha passado lá antes com o Free Walks mas resolvi voltar para conhecê-lo com mais calma. O cemitério é um museu ao céu aberto, com belíssimas esculturas. Em frente ao cemitério há vários bares e restaurantes. Parei no BULLER PUB & BREWING. Tomei uma pint de cerveja RUBIA e comi uma porção de batata assada (ARS 250). Estava uma delícia! À noite fui com 3 amigos em uma pizzaria chamada KENTUCKY. Pedimos uma entrada de empanada de carne e a pizza foi meia mussarela meia verdura com creme branco. Tomei 2 chopps e estava tudo absolutamente divino. A conta saiu ARS 625 (ARS 156 pra cada), preço justíssimo. No manhã seguinte segui viagem para ROSÁRIO Anexo ao relato algumas fotos de Buenos Aires. Espero ter ajudado.
  2. Van/DF

    Buenos Aires

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Buenos Aires. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Buenos Aires, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Buenos Aires por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Buenos Aires Procurando companhia para viajar para Buenos Aires? Crie seu Tópico aqui! Buenos Aires - Tópico de Perguntas e Respostas Troque informações sobre Hospedagem em Buenos Aires Troque informações sobre Alimentação em Buenos Aires Troque informações sobre Baladas e Noitadas em Buenos Aires Relatos sobre Buenos Aires: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Lelê Floripa Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leandro Moção Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelos mochileiros Isângelo & Lili Relato sobre viagem de 3 semanas à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Celso Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Cazu99 Relato sobre viagem de 22 dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro PNTRS Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pela mochileira Aline Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox] Olá Mochileiros!!!! Tomei a iniciativa de escrever essas dicas em função de eu ter lido, relido, e lido novamente todas as postagens e sempre ter ficado com muitas dúvidas. Encontrei muita informação, porém não encontrei a consolidação delas. Por essas razão, resolvi escrever assim, em tópicos. A pessoa interessa já lê o que realmente quer lê, sem perder tempo com tópicos que não sejam do seu real interesse. Se alguém tiver alguma idéia de um tópico que eu não tenha abordado, me dá um toque!!!!!!!!!!!!!! Muitos foram os obstáculos que eu coloquei para fazer essa viagem. E quanto mais penso em todos os dias que eu fiquei lá, mas tenho vontade de voltar o tempo. Simplesmente amei Buenos Aires, tudo é lindo. A cidade é apaixonante. As pessoas, a cidade, o clima. Claro que de início vc vai sentir uma grande diferença entre os dois países, mas com certeza não é nada tão drástico assim. As pessoa são diferentes, o clima, os hábitos, os costumes, realmente a Argentina é um pedaço da Europa na América do Sul. Os portenhos amam de paixão o Brasil. Todos são muito receptivos, mas depois que descobrem que vc é brasileira, esquece...começa a rasgação de seda. Se vc tiver a oportunidade vá a Buenos Aires. Reserve 4 ou 5 dias. Esse período é mais do que suficiente para vc conhecer tudo, de cabo à rabo. Rss [t3]Comida[/t3] A culinária portenha redunda-se em: pão, carne, batata (frita e purê), espinafre, e empanada. Os bifes são simplesmente gigantescos. Tem dois tipos de bife: os grandes do tamanho de um prato, ou os medianos de largura, mas com dois dedos de altura. Fica a sua escolha. Lá a carne e baratérrima, e todas são muito macias e suculentas. Eu simplesmente nunca comi tanta carne na minha vida.. Agora tem uma coisa. Lá o tempero não se assemelha em nada com o brasileiro. As carnes são temperados somente com sal. Ninguém merece!!! A principal guarnição são as papas fritas (batata frita). Mas você encontra o purê de batata, o arroz (lá vc encontrará somente o parborizado ou um que, quando cozido, fica empapado) e saladas. Procurei o nosso aclamado feijão mas não encontrei em nenhum restaurante. Outro prato típico é a Parrilhada. Mas sinceramente não tive coragem de experimentar, são lingüiças recheadas com os miúdos do boi. As empanadas são como esfirras para nós brasileiros, e essa sim, eu me fartava de comer. Uma coisa: peça do cardápio somente o conhecido. Entrei muitas vezes pelo cano ao pedir um prato e vir outro totalmente diferente do que eu imaginava. Os refrigerantes são horríveis. Lá vc encontrará principalmente o Seven Up, Fanta e Pepsi. Todos com o gosto totalmente diferenciados dos refrigerantes brasileiros. A Fanta tem gosto de Cebion, a Pepsi tem gosto de água suja e o Seven Up, não tem nem parâmetro de comparação. A água também é muito salgada. A melhor água mineral que encontrei foi a Nestlé, mas existe uma enorme variedade para os diferentes gostos e bolsos. Uma boa pedida são os vinhos. São muito bons e baratos. Os sorvetes são ótimos. São totalmente diferentes dos brasileiros. A textura, o sabor, principalmente se vc for tomar sorvete de frutas. Sem contar que lá existem as frutas típicas, vale à pena conferir os diferentes sabores. Eu tomei sorvete de gema de ovo com licor, de frutas patagônicas, etc, etc... Me indicaram o Dulce de Leche do Freddo, mas para mim foi decepcionante, não gostei mesmo. O sorvete de Dulce de Leche do Freddo está para os argentinos, na mesma proporção que o acarajé está para os baianos. O alfajor Havana é o melhor de todos, trouxe várias de presente, esse é um excelente souvenir. [t3]Dinheiro[/t3] Traga dólar. Você vai lucrar muito quando for fazer a troca da moeda. As melhores casa de câmbio encontram-se na Corrientes e na Sarmiento. Existem dezenas delas. Vale à pena vc pesquisar bastante, pois 3 ou 4 centavos podem não representar nada inicialmente, mas se vc for trocar uma grande quantia, passa a tornar um considerável montante. Uma dica: vc tem de levar a sua identificação pessoal para poder fazer a troca, e serão pedidas algumas informações como: quanto tempo ficará, quando chegou, endereço de hotel, essas coisas básicas, mas tudo muito rápido. Jamais troque dinheiro com doleiros, os que ficam na rua. È muito arriscado, existe um volume muito grande de notas falsas circulando na Argentina, e se vc for pego com uma nota falsa, baú, baú, na melhor das hipóteses ela será apreendida na hora. Caso queira, sempre confirme se a nota tem ou não marca d'água. Não precisa se acanhar, isso no comércio é um hábito mais do que normal. Outra dica importante é solicitar ainda aqui no Brasil o desbloqueio do seu cartão para saques internacionais. Se vc for comprar algo no débito, tb terá de ter autorização. Lá tem Banco do Brasil e Itaú. Em Buenos Aires tem uma agencia do BB na Rua Sarmiento 487. [t3]Vida Noturna[/t3] Tudo começa entre às 02h e 03h da manhã. Quando me contaram não acreditei, mas realmente é verdade. Até vc entrar no ritmo.... O happy hour inicia em torno das 22h. Sempre que eu podia, dormia um pouco à tarde para poder agüentar o turbilhão. Em compensação, já ouvi falar de balada que termina às 11h. Eu mesmo não me encorajei. O dia em que saí mais tarde de uma balada foi no meu último dia de Buenos Aires, que eu fui em uma balada brasileira, saí de lá às 08h30 e ainda tinha muita gente. Buenos Aires tem uma vasta gama de cafés, bares, boates. Se eu fosse tentar conhecer a metade sairia de lá completamente falida. Indico duas baladas para mim imperdíveis: Opera Bay, em Puerto Madero e o Club 69 em Palermo, na frente do Club 69 tem um bar chamado Carnal que tb é muito bom. O Opera Bay é inspirado no Opera Hall em Sydney é uma mega boliche com 4 ambientes, simplesmente gigantesca. E o Club 69, que é tida como balada para gays mas que é simplesmente um arraso. Tem bolinha de sabão, show coreografado, chuva de papel, drags como recepcionistas, performances, nada vulgar, muito pelo contrário, muito engraçado e alegre. Vale á pena conferir, muito bom mesmo. [t3]Gays e Lésbicas[/t3] A Argentina é o primeiro país da América Latina que permite legalmente o matrimônio de casais homossexuais. Em função dessa situação, vários homossexuais de todas partes do mundo viajam para lá tendo em vista essa "abertura". Vc sempre encontrará nos guias noturnos programações para gays e afins. Sinceramente, eu nunca vi tantos gays e lésbicas ao vivo e a cores. E o engraçado, é que eles andam de mãos dadas pelas ruas, assim como os casais heteros, principalmente as lésbicas. Mas tb tem muitos veados. Para as solteiras de plantão uma notícia: tem muito mais homem do que mulher em Buenos Aires. E os homens argentinos são incrivelmente bonitos e charmosos. São muito, mas muito bonitos mesmo. Parece que vc está em outro mundo. Todos altos, magros, loiros e com os olhos claros. Um colírio. Rsssss. Teve uma passagem que foi hilária, eu estava indo a padaria comprar algumas cositas e quando eu passo ao lado de um beco, vejo um mendigo fazendo uma fogueirinha, no que eu olho penso: Meu Deus eu casava com esse mendigo. Ele era uma gato, realmente muito bonito, estilo Rodrigo Santoro. Também vi um gari lindérrimo. Agora o ápice de todos foi o pedreiro (que gato). Quem já foi a Buenos Aires sabe o que eu digo, todos são lindos, todos, sem exceção. [t3]Pontos Turísticos[/t3] Puerto Madero - Maravilhoso à noite. Pode-se passear na calçada, namorar nos bancos, jantar em um excelente restaurante. Casa Rosada - Esperava mais. Tem visitas guiadas free. Marque com antecedência. Teatro Colón - Show de bola. Visitas guiadas. Rio Tigre - Muito bom, porém cansativo. Existem duas cias de barco que te levam à Tigre. Tem uma feirinha de artesanato bem legal também. São Telmo - Imperdível aos domingos. Existem vários antiquários e shows de tango ao ar livre. Os melhores shows de tango que eu vi foram em São Telmo. Zoológico - Muito bom. Vc paga um passaporte que te dá o direito de conhecer todas as áreas do zôo, inclusive assistir ao show das focas. È muito fofo. Túmulo da Evita - Imperdível passeio. Muito emocionante. O cemitério é belíssimo, a arquitetura é bárbara. Flor de Metal - Flor gigantesca de ferro que fica aberta ao dia e se fecha à noite. Bem próximo ao cemitério, dá para ir a pé. Obelisco - Bem legal para tirar as típicas fotos de turista de 1ª viagem. Café Tortoni - O café mais antigo de Buenos Aires, muito charmoso. Tem um show bem legal de tango. O show é bem hollywoodiano, mas compensa cada centavo. Recomendadíssimo. Galeria Pacifico - Ótimas para um bom passeio e compras. O shopping Design na Recoleta - Mediano, o atrativo maior é o Hard Rock Café. Caminito - Lindo porém a área que foi restaurada é muito pequena. Em 30 minutos vc percorre tudo. A combinação de cores é fascinante. Dá para ir ao La Boca a pé. Estádio do La Boca - Vi somente por fora. As visitas guiadas são pagas. Calle Florida - Muito boa pedida. Comércio, movimento trânsito de pessoas indo e vindo. Na diagonal da Florida tem a Lavage que tem vários cinemas baratos. Assisti 2 filmes por 5 pesos. Exatamente atrás do Hotel Hilton, em Puerto Madero existe um parque lindo, poucos o conhecem, ótimo para fazer caminhadas matinais e para passar o tempo lendo um livro debaixo de uma árvore. Não tem erro, atrás do Hilton, em uma enorme área verde. [t3]Compras[/t3] O lugar que concentra a maior quantidade de lojas para comprar barato é no bairro Once. Lá as roupas são vendidas a preço de banana. Compensa não comprar nada o ano intero e comprar tudo em Buenos Aires. É muito barato. [t3]Acomodação[/t3] Vou falar um negócio para vcs, eu nunquinha tinha me hospedado em um hostel. Sempre tive preconceito com relação a isso. Sempre pensei que fosse algo que não estivesse a minha altura. È o que pensa as grande maioria das pessoas que não conhecem esse tipo de serviço. Tenho de confessar: estava completamente enganada. O ambiente é excelente, muito bom mesmo. A grande maioria das pessoas que se hospedam em hostel, são pessoas que estão há mais de 4 meses viajando e preferem pagar menos na hospedagem para pode viajar mais. Conheci pessoas do mundo inteiro. Façanha que jamais teria conseguido, caso tivesse me hospedado em um hotel. O ambiente é muito bom, todos são muito esclarecidos. Show de bola. Claro que vc tem de contar com o fator sorte. Afinal de contas, não é muito fácil lidar com o ser humano, mas vc tendo bom senso e as suas colegas de quarto tb, tudo dará certo. Na minha segunda semana de hospedagem, colocaram uma senhora de uns 200 anos no meu quarto, Ela já chegou reclamando das 18 horas de viagem que tinha enfrentado, do calor, do quarto, disso, daquilo, um saco. Eu me apresentei educadamente, e arranjei um jeito de fugir para não ficar ouvindo os seus murmúrios. Rss. Depois, colocaram uma menina que fazia questão de ligar todos os dias pontualmente às 08h, era engraçado pq ela fazia zilhões de ligações, e acabava acordando todas as outras meninas do quarto. Eu particularmente gostei mais do Portal del Sur. Realmente a Milhouse tem mais festas, é muito maior se comparada a Portal, é mais barata,e a estrutura tb é melhor. Mas se vc não fala inglês, desista. Na Milhouse a língua oficial é o inglês. E outra, as pessoas não abrem espaço. São as famosas panelinhas. Europeu com europeu, americano com americano, e assim vai... E os que já estão, não permitem que vc entre e faça parte do grupo. Tinham várias pessoas que foram para a Milhouse e depois voltaram para o Portal descontentes. Realmente é notória essa diferença entre os dois hostels. [t3]Clima[/t3] Passei 19 dias em Buenos Aires, se vcs forem no mês de janeiro, como no meu caso, aconselho levar roupas bem leves e um guarda chuva. Peguei 37°. Outra coisa: chove muito pelas bandas de lá. E o clima é bem seco, mas bem seco mesmo. Eu como moro em Brasília tirei de letra. Mas que não esta, prepare-se.... [t3]Idioma[/t3] Compre um dicionário de espanhol de bolso. Se vc fala inglês não terá problemas, quase todos falam inglês. Mas se você não fala inglês e arranha um portunhol, tem de levar um bom dicionário. Paguei muitos micos por conta do idioma. Teve uma vez que estava no Café Tortoni assistindo um show de tango, e uma colega brasileira pediu um sanduíche com suco. Quando o garçom perguntou o que eu ia comer, respondi "o mesmo", só que o garçom entendeu que eu tinha falado "un beso" , cai na gargalhada e disse: "no, la misma cosa", aí foi que ele entendeu que eu tava falando. [t3]Segurança[/t3] Fique sempre muito atento. Principalmente se vc estiver em lugares movimentados. Duas conhecidas minhas foram assaltadas. Uma no bairro Once e a outra em um restaurante. No Once, enfiaram a mão na bolsa e levaram a carteira. Na outra ocasião, estávamos sentadas aguardando a nossa refeição no restaurante, sentou alguém atrás da minha colega, e sem vermos, levou a bolsa. Como estávamos dentro de um restaurante, nunca iríamos pensar que seríamos vítimas de um assalto. Mas foi justamente o que ocorreu. Portanto, sempre alerta. Para dizer a verdade, sempre me senti muito segura. Mas melhor prevenir do que remediar. [t3]Condução[/t3] Fui de bus. Peguei um ônibus de Brasília à Foz do Iguaçu. De Foz do Iguaçu fui para Buenos Aires. De Brasília a Foz são 23 horas de viagem. De Foz do Iguaçu a até Buenos Aires são mais 24 horas de viagem. Cruzeiro do Norte, o ônibus é Semi Leito (de Foz à Buenos Aires). À noite paramos no restaurante da empresa para jantar. A janta foi o seguinte: frango com panqueca recheada de espinafre, Pepsi, cerveja, água, vinho, champagne, e de sobremesa sorvete. No café da manhã foi chá, leite, café, biscoite, alfajor e doce de leite em pasta. Excelente atendimento. Não vá de Pluma a Cruzeiro do Norte custa o mesmo preço e é infinitamente melhor. Ahh vc tb pode utilizar o cobertor e o travesseiro. Muito bom né??? [t3]Curiosidades[/t3] Lá não existem negros (se vc for negro fará o maior sucesso) Uma bebida muito apreciada pelos argentinos é o chá com leite. Se vc for a uma padaria, a balconista te servirá o pão, ou u que vc tiver escolhido com a mão. Lá eles não usam pegadores ou luva. Teve uma vez que eu fui em restaurante e pedi um salada. A garçonete veio com a maior boa vontade para temperar a minha salada. Até aí tudo bem. O que eu não contava, era que ela ia deixar cair uma folha de alface ao misturar a salada e pior, pegar (com os dedos) a folha de alface caída de colocar novamente na saladeira, na minha frente, como se nada tivesse acontecido.... Lá as pessoas molham o pão no leite antes de comê-lo. Os argentinos não se relacionam com os peruanos, paraguaios ou bolivianos. A segregação entre eles é enorme. Infinitamente pior que a negro/branco aqui no Brasil. Quase todos possuem tatuagem. Sabe aquela sensação de cansaço, de quando vc viaja para praia?? Pois então, lá é a mesma coisa. As pessoas se cansam com maior facilidade em função de Buenos Aires estar ao nível do mar. Bom, é isso aí. Bjs a todos...
  3. Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos... Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos. Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3. Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17) A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ). Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss. Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok. Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria. Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel. No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água... Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos. Dia 6/fev/2018 Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada. Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português 😉. Próxima parada LA BOMBONERA! A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP! Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu. Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia. Dia 7/fev/2018 A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar. Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após. O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje! 08/fev/2018 Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua! Tomamos um café no IBÉRICO, top! E partimos pra Mendoza... 09/fev/2018 Chegamos por volta de 09/10:00hrs. Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!). Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde. Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área. Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos. Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro. Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro. Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena! 10/fev/2018 Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade. Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes! E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL! Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs. Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite. Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande. No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras. A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa. Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs. Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho. Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio! 11/fev/2018 Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA. Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!! Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio. A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!! No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos. Passamos por diversos povoados. Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs… A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera… Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos. Mas, muito lindo. Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”. Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO! Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU). 12/fev/2018 Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro. 13/fev/2018 Dia de voltar a Buenos Aires. 14/fev/2018 Chegada em Buenos Aires. Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps. O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis. 15/fev/2018 Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito. Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições. MALBA, com suas belas exposições! Floralis Genérica; Museu Nacional de Arte Decorativo; Jardim Botânico Carlos Thays; 16/fev/2018 Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!! Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo… Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos. Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana ! 17/fev/2018 Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita ! Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também. Museu Fragata Sarmiento. Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP! A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara. 18/fev/2018 Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio. 19/fev/2018 Ficamos de molho, sem compromisso. 20/fev/2018 A volta... *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa. - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA. - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também. - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido. ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS: *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS*** PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08) COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas) TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00 HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”) JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho) OBELISCO (0800) ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs) LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780 ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos) ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens) HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520 ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa) ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa) EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560 EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970 ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50 HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248 JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360 ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante) Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250. Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso. Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições. Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos. Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia. A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho. O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido. No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir. Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também. Grande abraço família e até a próxima.
  4. Mochileiros, Fizemos uma viagem pela Argentina e Uruguai no verão deste ano. Passamos por Buenos Aires, Tigre, Colônia Del Sacramento, Punta Del Este e Montevidéu. Abaixo está o link e nosso site com o relato de nossa passagem por Buenos Aires e o link do vídeo com imagens de toda a viagem. https://www.caminhosmundoafora.com/blog/buenos-aires Acompanhem no site os relatos desta e de outras viagens, com dicas de um verdadeiro mochilão! Good trips!
  5. Olá! Aqui apresento um relato de minha viagem de 10 dias por Buenos Aires e por trechos da Patagônia Argentina. Esse foi meu terceiro mochilão, mas foi o primeiro que fiz sozinho, então decidi compartilhar um pouco dessa experiência! Vou dividir esse relato em seções. Assim, se você estiver interessado em um assunto específico pode ler só a seção de interesse! No fim eu discuto um pouco sobre como foi viajar sozinho! 1. ITINERÁRIO Buenos Aires: 2 dias (Casa Rosada, praça de maio, museu de arte latina – americana) El Calafate: 5 dias (Geleira Perito Moreno, Minitrekking na Geleira, Museu centro de interpretação histórica, Lago Argentino, Laguna Nimez) El Chalten: 3 dias (É um lugar para se fazer trilhas) Fiz o mochilão entre 5 e 10 de janeiro. O clima nessa época é mais agradável na Patagônia, já que é verão. No inverno grande parte dos passeios não podem ser realizados por conta do frio. Então escolha dias entre os meses de janeiro, fevereiro ou março. Adicional (informações sobre o clima de El Calafate): https://www.queroviajarmais.com/quando-ir-el-calafate-clima-temperatura/ 2. DINHEIRO Não sou um modelo de organização quando se trata de dinheiro, então vou apresentar somente os valores dos quais tenho certeza. Gastei em torno de 3500 reais no total (com a passagem aérea) Passagem aérea: 1500 reais (São Paulo – Buenos Aires/ Buenos Aires – El Calafate/ El Calafate – Buenos Aires/ Buenos Aires – São Paulo) Comprei pela Aerolineas Argentinas. Vários relatos que eu li apresentam uma opinião não muito boa dessa companhia, mas eu não tive nenhum grande problema. Minha única critica é que os horários dos voos foram modificados várias vezes antes da data de embarque. Eram questão de horas ou minutos, mas eu tive que ficar atento às mudanças. Hostel: 512 reais* (Total para 8 dias) Fiquei em dois Hostels em El Calafate: O Calafate Hostel e o Bla GuestHouse. Gostei bastante do Calafate Hostel, ele tem uma aura de casa antiga e é bem espaçoso. A atendente foi sempre muito gentil. O Bla GuestHouse também é um bom Hostel, mas nele há somente dois banheiros para todos os hospedes, o que faz com que você tenha que grudar na porta e esperar alguém sair para poder usar. Agendei pelo aplicativo HostelWorld, sempre uso ele em minhas viagens e sempre foi sucesso. *Já estive em outros países da América do Sul (Peru, Chile e Bolívia) e os Hostels da Argentina são os mais caros que vi por aqui. Esses são os preços que posso dar com total certeza, mas vou tentar dar mais algumas dicas relacionadas a questões que envolvem dinheiro: Que moeda levar: Levei uma pequena parte em peso Argentino. Só o suficiente para que pudesse pagar um táxi se eu me perdesse em Buenos Aires (me perdi) e para pagar o translado entre o Aeroporto de El Calafate e a cidade (falo mais sobre isso quando descrevo minha experiência lá) De resto, seguindo o conselho de um amigo que fez uma viagem semelhante, levei somente Real evitando fazer câmbio duas vezes (o que teria acontecido se tivesse levado Dólar) e cartão de crédito. Cartão: Em Buenos Aires praticamente qualquer lugar aceita. Em El Calafate consegui usar sem problemas no supermercado (só tem um), mas tive problemas em lojas menores. Em El Chalten, não tentei. Não esquece de habilitar para viagem internacional!! Dá para fazer pelo aplicativo do banco para celular Câmbio: Em Buenos Aires existem vários locais oficiais para fazer Câmbio (só dar uma olhada no google). Em El Calafate não há nenhum local oficial, mas existem dois comércios que fazem (pergunta para o atendente do Hostel). Em El Chalten não tentei. Comidas e Bebidas: Bebidas alcoólicas são muito baratas!!! Mas o preço das outras comidas é mais caro que no Brasil (viver de vinho é uma opção a ser pensada).Eu optei por comprar no supermercado e cozinhar no Hostel (e viver de vinho). Adicional: HostelWorld (aplicativo para agendar Hostels): https://www.hostelworld.com/ Preços das excursões em El Calafate (os preços estão no fim do relato do Link e acredito que estejam atualizados, já que ele foi escrito em 2018): https://www.queroviajarmais.com/quando-ir-el-calafate-clima-temperatura/ 3. O QUE LEVEI Vou apresentar uma lista das coisas que levei. Não é preciso se preocupar em levar muitos agasalhos, porque no verão não faz muito frio (passei calor andando na geleira haha). Mas uma jaqueta corta vento é importante, porque em El Calafate e em El Chalten venta bastante (mesmo). 9 camisas 1 Toalha 3 Shorts Óculos de sol 4 Calças 2 Jaquetas corta – vento 1 Segunda pele Cadeado (para o Locker do Hostel) 3 Livros (Se você se interessa por biologia ou história natural, vale muito a pena levar o livro “Viagem de um naturalista ao redor do mundo”. Ele foi escrito por Charles Darwin e narra sua passagem pela Patagônia, Brasil e pelas ilhas. É bem fácil de ler e ele também aborda questões sociais da época). Luva (É útil se você for fazer o Minitrekking, senão é desnecessário) Escova de dente Chinelos Bota para trekking (Muito útil em El Chalten) 2 Jaquetas Desodorante Kindle Touca (É importante por causa do vento) Adaptador de tomada (Não levei haha, mas teria sido útil. O padrão de tomadas da Argentina é diferente do nosso. Em El Calafate não tive problemas, mas em Buenos Aires (no aeroporto) tive dificuldade de encontrar tomadas em que eu pudesse recarregar meu celular. Elas existem, mas são raras, algumas não funcionavam (muitas esperanças frustradas) e concorridas) 4. BUENOS AIRES Quando comprei as passagens escolhi as que tinham maiores tempos de escala. Assim, visitei Buenos Aires durante o primeiro e o último dia da viagem (e não tive que gastar com Hostel haha). Em minha primeira passagem pela cidade tive 8 horas e na segunda tive 10 horas. O único inconveniente desse planejamento é que eu contava que o mochilão seria despachado diretamente para El Calafate no primeiro dia. Não rolou. Eu tive que fazer meus passeios com ele nas costas, mas como não tinha levado muitas coisas, deu tudo certo. Na escala da volta, minha bagagem foi direto para São Paulo (vai entender) e tive mais liberdade para conhecer a cidade. Optei por utilizar Taxi/Uber, porque não tinha pesquisado muito sobre a cidade antes de chegar lá (haha) e porque tinha que voltar ao aeroporto ainda no mesmo dia, mas metrô e ônibus são opções bem mais em conta. A CIDADE Buenos Aires me surpreendeu. A cidade é bastante bonita, em muitos momentos me senti em uma cidade europeia pela quantidade de monumentos e pelo estilo clássico da arquitetura. No entanto, eu só visitei regiões centrais, então imagino que a cidade como um todo seja bastante diversa em termos de arquitetura e de padrão de urbanização. Se você decidir seguir minha dica e levar o livro “Viagem de um naturalista ao redor do mundo”, Darwin faz uma descrição de Buenos Aires no século XIX. A diferença é enorme! (Não é propaganda haha) Mais informações sobre Buenos Aires: https://pt.wikipedia.org/wiki/Buenos_Aires (Wikipédia é meio óbvio, mas é bom para informações mais gerais haha). A CASA ROSADA E A PRAÇA DE MAIO A casa rosada (Figura 1) foi meu primeiro destino. Logo que passei pela imigração, fui até o centro de informações do aeroporto e peguei um mapa da cidade (é de graça!) e tirei algumas dúvidas com a atendente. Ela falava português, então não tive que arriscar minhas habilidades em espanhol (que são vergonhosas). Ponderei minhas opções e decidi pegar um Uber (sim, eles existem lá e o aplicativo funciona normalmente! Desde que você tenha habilitado seu cartão de crédito) para a casa rosada com medo de me perder caso pegasse ônibus ou metrô (me perdi mesmo assim). A viagem durou cerca de 30 minutos. Sempre quis conhecer o lugar e não fiquei decepcionado! A casa em si é bastante interessante e a praça de maio (que a circunda) (Figura 1 ) é muito bonita e tem uma história fascinante. Se você quiser saber mais sobre a história antes de ir até lá, recomendo esse artigo sobre as mães da praça de maio (só copiar o link): http://www.pgletras.uerj.br/palimpsesto/num6/estudos/MariaFernandaPonzio-A praca da memoria.pdf Na hora de voltar para o aeroporto meu plano era almoçar em algum lugar próximo e pedir a senha do Wifi (haha) para chamar um Uber. Não deu certo. Nenhum lugar queria me passar a senha. Então me afastei um pouco da região central procurando algum outro restaurante. Em algum momento percebi que tinha me perdido. Foi uma das etapas desesperadoras da viagem, porque eu tinha que voltar para o aeroporto em pouco tempo, mas no fim encontrei um taxi e consegui pegar meu voo para El Calafate. Adicional: Existe a opção de se fazer uma visita guiada por dentro da casa rosada (gratuita!!), mas ela precisa ser agendada com antecedência neste site:https://visitas.casarosada.gob.ar/ Figura 1. Casa Rosada e Praça de Maio O MUSEU DE ARTE LATINA – AMERICANA (MALBA) Visitei o museu em minha segunda parada por Buenos Aires. Dessa vez decidi não apostar na chance de encontrar um Wifi e fiz um acordo com um taxista. Ele me levou até lá e agendamos um horário para ele me buscar. A entrada do museu é paga e custa 90 pesos argentinos (15 reais), mas consegui pagar metade desse valor, porque eles aceitaram minha carteira de estudante da universidade. No museu fiz uma visita autoguiada (sem um mediador). O acervo não é extenso, mas tem uma boa seleção de obras do século XX. Foi bastante emocionante ver a obra Abapuru de Tarsila do Amaral (já vale a visita). A exposição também possui obras de Frida Kahlo, Di Cavalcanti e Portinari. Adicional: Site oficial do museu: http://www.malba.org.ar/ Relato sobe o museu: https://www.360meridianos.com/2016/01/visita-ao-malba-o-museu-de-arte-latino-americana-de-buenos-aires.html 5. EL CALAFATE O aeroporto de El Calafate é bastante bonito (Figura 2), mas fica MUITO distante da cidade. Para chegar até ela existem quatro opções: (1) contratar um transfer no aeroporto (2) contratar um taxi no aeroporto (3) agendar o transfer com o Hostel (é só enviar um e-mail para eles pedindo o agendamento) (4) alugar um carro. Optei pela terceira opção (a mais barata). Quando cheguei no aeroporto o transfer já estava me esperando e me levou direto para meu Hostel. Se você precisar ir da cidade até o aeroporto, as opções (2) e (3) também são validas. Figura 2. Aeroporto de El Calafate A CIDADE E O CENTRO DE VISITANTES El Calafate é uma cidade bem pequena, mas bastante bonita e aconchegante. Os comércios ficam todos concentrados em uma única rua central. Lá é possível encontrar lugares para cambiar dinheiro (discuti isso no tópico 2), um supermercado grande, restaurantes, agências de viagens e lojas de lembranças. Não existem muitos locais de venda de artesanatos e outros artefatos culturais como você encontraria em outros países da América do Sul. Os povos indígenas da Patagônia sofreram bastante com a colonização espanhola, então muito da cultura deles se perdeu (embora hoje exista um forte movimento de resgate dessa cultura). É possível encontrar bebidas e doces feitos com o fruto da planta que dá nome para a cidade (calafate) (diz a lenda que quando você como esse fruto, você está destinado a voltar para a Patagônia em algum momento da vida) e lembranças como cartões postais e chaveiros (é ...). Se você estiver um dia sem nenhum passeio agendado, sugiro uma visita ao centro de visitantes que fica na rua central da cidade. Além de conseguir um mapa de El Calafate (gosto de mapas haha), lá existem vários exemplares da flora patagônica (com placas explicativas!) e uma pequena exposição das figuras históricas que estiveram na região (Figura 3). Há estátuas de Charles Darwin e do historiador natural que deu nome ao Glaciar Perito Moreno (Francisco Pascasio Moreno) Mais uma vez indico o livro “Viagem de um naturalista ao redor do mundo”. Eles valorizam muito a passagem da expedição da qual Darwin fez parte pela região. Existem referências sobre ela aonde quer que você vá (mesmo). Figura 3. Estátua de Darwin - Centro de visitantes de El Calafate LAGO ARGENTINO E LAGUNA NIMEZ Descendo a rua central de El Calafate, você já encontra o Lago Argentino. É super perto. Lá existe uma pista para caminhar. Pelo que o atendente do Hostel me disse, ele é um dos maiores lagos da Argentina e tem origem glacial (mas eu admito não ter conferido essa informação haha). O lago é muito bonito (Figura 4) e se você der sorte flamingos podem chegar bem perto da margem. Também é um bom lugar para sentar e ler um livro. A conformação do lago forma uma laguna: a Laguna Nimez. Ela é uma área de proteção ambiental, mas pode ser visitada ao se pagar uma taxa (que é destinada para conservar o local, o que faz valer a pena). Lá é possível ver várias espécies de aves, incluindo flamingos (não precisa ter sorte nesse caso, eles se alimentam de crustáceos da laguna, então estão sempre por lá) Figura 4. Lago Argentino Adicional: Laguna Nimez (tripadvisor): https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312851-d1368446-Reviews-Laguna_Nimez_Reserve-El_Calafate_Province_of_Santa_Cruz_Patagonia.html MUSEU: CENTRO DE INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA Esse museu fica a dez minutos a pé da rua central de El Calafate. Eu fiz uma rota no google maps e cheguei lá bem fácil. Para entrar é necessário pagar uma taxa, mas em minha opinião vale a pena (caso você tenha tempo em El Calafate). O museu busca contemplar diferentes períodos da história da região. Assim, a exposição é dividida temporalmente. Ela tem início com os registros fósseis do Triássico (eles têm impressões de folhas, réplicas e fósseis reais de dinossauros), depois é mostrada a irradiação de mamíferos após o período da extinção em massa (Figura 5), a seguir os primeiros povos humanos que habitaram a região são apresentados, seguidos pelo período da invasão espanhola ( e suas consequências para os povos da região) e da criação do parque Perito Moreno. Eu gostei bastante da exposição, todas as placas explicativas possuem as fontes de onde as informações foram retiradas e elas são confiáveis. Minha única crítica é que embora seja permitido tirar fotos, as luzes atrapalham bastante o processo. Não consegui nenhuma muito boa. Figura 5. Réplica de Megaterium presente no museu GLACIAR PERITO MORENO E MINI TREKKING Logo que cheguei no Hostel agendei o mini trekking pela geleira (que era uma coisa que eu queria muito fazer!) com o próprio pessoal de lá. Em alguns relatos li que era necessário agendar o passeio com grande antecedência, mas não é não haha (só se você for ficar em El Calafate 1 dia, aí é bom já ter agendado mesmo). Esse passeio vale muito a pena por dois motivos (1) você anda em uma geleira! (2) Ele já inclui a visita pela murada do parque Perito Moreno e a viagem de barco (não é o mesmo trajeto que outro passeio oferece, mas barco é barco). Vou tentar descrever como foi. A empresa me buscou de manhã no Hostel (eles atrasaram bastante, mas como só existe uma empresa que faz esse passeio (Hielo y Aventura), não posso indicar outra). Durante a viagem para o parque nacional dos glaciares, a guia nos explicou a formação geológica do parque, a dinâmica das geleiras e um pouco sobre a fisionomia da vegetação. Foi bem legal, mas ela fez toda a apresentação em espanhol e não traduziu para o inglês, então eu perdi várias informações (mas como só tinham brasileiros e argentinos no ônibus, eu entendo). Na entrada do parque eles recolheram o dinheiro da entrada (100 reais) e o ônibus nos levou até perto das muradas que permitem ver a geleira (Figura 6). É muito bonito! É incrível pensar como a natureza pode construir monumentos tão colossais! E o quanto nós somos pequenos perto dessa imensidão. O som de pedaços de gelo se desprendendo também é sensacional. Nós ficamos lá por 1 hora. Depois desse tempo, o ônibus nos levou até o barco que nos levaria até o local do Minitrekking. A viagem de barco também é muito bonita. Além de ser possível ver o outro lado da geleira, existem vários pedaços de gelo flutuante que são bem bonitos de se ver. Para fazer o Minitrekking eles fornecem grampos para os calçados (não é preciso nenhum tênis especial). A experiência de andar em uma geleira (Figura 6) é diferente de tudo o que eu tinha feito. Os tons de azul da geleira (causados pela forma como o gelo absorve os raios solares) também são muitos bonitos. Minhas únicas críticas negativas quanto a esse passeio são que (1) a comida não está inclusa (2) o tempo em que andamos na geleira é bem curto (uns 35 minutos). Fora isso, é uma ótima experiência. Figura 6. Visão da murada do glaciar e imagem do final do Minitrekking 6. EL CHALTEN El Chalten é uma cidade próxima à El Calafate (2h30min) e é conhecida como a “capital do trekking na Argentina”. É possível pegar um ônibus da rodoviária de El Calafate até El Chalten (foi o que eu fiz). Para chegar até a rodoviária de El Calafate fiz uma rota no google maps (fica uns 15 minutos do centro). Tomei uma decisão bem ruim de ir e voltar entre as duas cidades, porque fiquei com medo de não conseguir Hostel em El Chalten (era alta temporada), mas mesmo a cidade sendo pequena, tem vários Hosteis, então compensa ficar lá. A primeira coisa a se fazer quando chegar é ir no centro de visitantes (fica perto da rodoviária – perguntando para qualquer pessoa você acha bem fácil) em que funcionários do parque explicam as trilhas disponíveis e dão informações sobre elas. Lá você também consegue mapas das trilhas (mais mapas!) El Chalten foi definitivamente o que eu mais gostei desse mochilão (Figura 7). Foi um momento em que senti uma grande sensação de liberdade. As trilhas são muito bem demarcadas e bem cuidadas (fui sozinho e não sou acostumado a fazer trilhas). Todas as trilhas são de graça Vou colocar links com as trilhas disponíveis, eles explicam muito melhor do que eu poderia fazer: (1) http://www.daytours4u.com/pt/argentina4u/melhores-trilhas-em-el-chalten/ (2)http://apureguria.com/america-do-sul/el-chalten-fitz-roy/ (3) https://conhecendolugares.com/tag/melhores-trilhas-em-el-chalten/ Figura 7. Centro de visitantes de El Chalten e imagem do início de uma das Trilhas 7.VIAJAR SOZINHO Esse mochilão marcou a primeira vez que eu viajei sozinho. Durante a viagem confesso que evitei o contato com outras pessoas (mesmo sendo totalmente possível fazer amigos viajando sozinho), porque queria aproveitar o máximo possível o tempo que eu tinha comigo mesmo e com o ambiente natural que me cercava. Considero que tive mais oportunidade de me relacionar com os locais que visitei e aprender mais sobre eles. Meu senso de responsabilidade também se beneficiou, porque eu tinha que tomar todas as decisões e resolver todos os problemas que aconteceram durante a viagem. É claro que viajar com amigos é bem legal, mas viajar sozinho é libertador. OUTRAS FOTOS
  6. Fala mochileiros, como vão?? Então galera, vim aqui para mostrar pra vocês como foi nossa primeira aventura como mochileiros... caronas, perrengues e tudo mais. Enquanto planejávamos nosso mochilão, buscamos relatos acerca de viajar de carona, como dicas e dificuldades, porém não encontramos muita coisa aqui no site. Então esse post é direcionado principalmente a pessoas que tem o interesse ou curiosidade de viajar de carona, por isso não vou focar muito nos lugares que conhecemos, mas sim no nosso dia-a-dia pedindo carona e como foi essa aventura. Os lugares que conhecemos tem bastante coisa aqui no site e o TripAdvisor salva todo mundo. Quando começamos a planejar o mochilão buscamos três principais coisas: a distância que iriamos percorrer diariamente, o lugar que passaríamos a noite e o custo envolvido. Nossos planos eram de certa forma ousados, pelo fato de nenhum dos dois já ter saído do país, nenhum dos dois saber falar espanhol e mesmo assim já nos jogamos em um mochilão de 5.000 quilômetros assim pedindo carona... nunca fui chamado de louco tantas vezes rsrsrs No final do post vou fazer um tópico com dicas valiosas na hora de pegar a estrada e pedir carona. Tempo esperado de viagem: 30 dias (leia e descubra o porque da nossa volta antecipada) Dinheiro: R$2.000 por pessoa Principais cidades percorridas: Lages, Porto Alegre, Cabo Polônio, Punta del Este, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu. Nosso roteiro: Urubici - Lages Lages - Pelotas Pelotas - Fortaleza Santa Teresa Fortaleza Santa Teresa - Cabo Polonio Cabo Polonio - Punta del Este Punta del Este - Montevidéu Montevidéu - Buenos Aires Buenos Aires - Rosário Rosário - Cordoba Cordoba - Foz do Iguaçu Foz do Iguaçu - Ciudad del Este Ciudad del Este - Urubici 19/12/2017 – Lages Saímos de Urubici rumo a Lages de carona com um amigo no final da tarde, nossa intenção era ir para Porto Alegre no ônibus das 23:30 para viajar a noite e ganhar tempo para pedir carona no outro dia, porém chegamos na rodoviária e já demos de cara com o primeiro perrengue, NÃO TINHA MAIS VAGA NO ÔNIBUS. Esse ônibus era indispensável, pois faríamos cerca de 500km e nosso roteiro estava com tempo programado. Acabamos passando a noite na casa de um amigo que mora em Lages e conseguimos uma carona pelo Blablacar para Caxias do Sul no outro dia as 7:00h. 20/12/2017 – Pelotas Caxias não estava no nosso trajeto, porém era a única carona para o Rio Grande do Sul naquele dia, nos obrigamos a ir assim mesmo. Pegamos nossa carona até Caxias do Sul logo cedo, dormimos praticamente a viagem toda, pois em Lages na noite anterior nós saímos para beber e fomos dormir tarde. O cara nos deixou próximo a um shopping que era na rota para Porto Alegre, sacamos dinheiro e fomos para a estrada pedir carona. Caminhamos um pouco até um lugar onde havia um pequeno acostamento e começamos a pedir carona. 1ª CARONA – 4 minutos depois Empresário super gente boa de Caxias do Sul que também já viajou de carona viu que nós estávamos em um lugar muito ruim e resolveu nos dar uma carona até um trecho mais para frente, até saiu da sua rota original para nos deixar em um ligar bom. Ficamos em um trevo próximo a cidade de Carlos Barbosa e começamos novamente a pedir carona. O tempo ameaçava chover. 2ª CARONA – 9 minutos depois Viajamos com um mineiro muito calmo e sangue bom que trabalhava com detonação de rochas, nos deu várias dicas sobre Porto Alegre, também saiu da sua rota para nos deixar em um lugar seguro, pois disse que o lugar onde a gente queria ficar era muito perigoso. Nos levou para Gravataí até um ponto de ônibus. Pegamos um ônibus metropolitano e paramos no centro de Porto Alegre. Uma das dicas desse mineiro era não passar a noite dentro da região metropolitana de Porto Alegre, pois a criminalidade na região está muito alta. Com isso acabamos decidindo pegar um ônibus até Pelotas, que era um trecho bom e o custo não era muito alto (cerca de R$60,00 por pessoa). Entramos no ônibus as 18h e ainda não tínhamos lugar para ficar em Pelotas, então começamos a mandar mensagens no couchsurfing e a segunda pessoa já nos aceitou. Arrumamos uma mãe pela estrada, Dona Marli, mulher super gente fina que nos acolheu com muito carinho. Fizemos uma janta e ficamos jogando conversa fora até tarde. Fomos dormir. 21/12/2017 – Fortaleza Santa Teresa Acordamos bem cedo e já fomos para a estrada começar a pedir carona. Ficamos em um posto cerca de 15 minutos pedindo carona, mas sem sucesso. Logo em frente havia uma rótula onde o fluxo de carros era bem maior, resolvemos ir para lá. 3º CARONA – 17 minutos depois (15 no posto + 2 na rótula) Carona com um representante da Petrobrás que passava por essa estrada quase todos os dias. Demos sorte, pois havia 2 pessoas um pouco a frente também pedindo carona. Ele nos deixou em um trevo próximo a cidade de Rio Grande, caminhamos até a saída que ia em direção ao Chuí, paramos em uma sombra e já começamos a pedir carona. 4ª CARONA – 12 minutos depois Viajamos com um senhor gaúcho que transportava fertilizante e ia até uma parte do trecho onde queríamos chegar. O caminhão andava a 60 km/h, foi uma viagem que exigiu paciência, mas não tem problema, o que importa é progredir no roteiro. Ficamos em um posto de beira de estrada no meio do nada, devia estar uns 35 graus, fomos para a BR pedir carona. Ficamos um tempo pedindo carona, porém demorava uma eternidade para passar algum carro ou caminhão, então voltamos ao posto e tentamos outra forma de carona, abordando pessoalmente as pessoas que paravam ali. 5ª CARONA – 35 minutos depois Era um caminhoneiro de Blumenau que tinha família em Ibirama (cidade onde estudamos), mundo pequeno esse em! Conversamos a viagem toda e ele nos deixou em um posto policial desativado em Santa Vitória do Palmar, ficamos ali por um tempo mas não conseguimos nada. Caminhamos uns 800 metros até um trevo mais para a frente e voltamos a pedir carona. 6ª CARONA – 10 minutos depois Carona com um homem que estava indo ao Chuy comprar peça para seu carro que estava quebrado em Santa Vitória. O carro que ele estava usando para ir buscar a peça era um gol 89 caindo aos pedaços que ele havia conseguido emprestado. Dessa vez deu medo, mas nossa meta era chegar no Chuy, então não temos escolha. Chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai, primeira meta atingida. Mandamos um sinal de vida para a família e já começamos a pedir carona novamente. Ficamos um tempo na divisa pedindo carona, porém não tivemos sucesso. Um casal que passava por ali disse que seria mais fácil conseguir se nós estivéssemos para frente da Aduana, local onde é feita a imigração. Então caminhamos cerca de 1km até lá (o sol estava insuportável), fizemos nossos papéis e fomos em direção a saída da Aduana. 7ª CARONA – zero minutos depois Nem precisamos pedir e um Uruguaio parou em nosso lado oferecendo carona. Perguntamos até aonde ele iria, e por sorte ele estava indo para a Fortaleza Santa Teresa, mesmo local onde também iríamos acampar. Essa até então foi a carona de ouro. Chegamos na fortaleza e fomos arrumar um lugar para armar a barraca. Após estarmos com o acampamento montado saímos para conhecer o lugar, caminhamos até a praia e ficamos lá por um bom tempo jogando conversa fora. Voltamos ao acampamento, organizamos tudo e fomos procurar um lugar para comer e beber algo. Já era noite e não fazíamos ideia de onde tinha algum bar por lá, até que encontramos duas argentinas que foram muito queridas e nos levaram até o bar (que por sinal era bastante longe). Chegamos lá e comemos uma pizza de tamanho médio, cerca de R$25,00 e tomamos uma Heineken 1L por R$21,00. Preparem-se, Uruguai é um país extremamente caro para brasileiros. Voltamos ao acampamento e fomos dormir. 22/12/2017 – Cabo Polônio Acordamos não muito cedo nesse dia, arrumamos nossas coisas com bastante calma e depois fomos para a praça dos mochileiros tirar algumas fotos. Feito isso, caminhamos até a saída da fortaleza (essa caminhada foi tensa, muito longa) e quando chegamos até o asfalto para pedir carona demos de cara com aquelas duas argentinas que nos ajudaram a achar o bar na noite anterior pedindo carona também, ferrou, concorrência. Ficamos um pouco a frente delas onde tinha um ponto de ônibus (sombra, amém) porém não tivemos sucesso por um bom tempo, assim como elas. Deu um tempinho e elas conseguiram carona, então agora era a nossa vez. Fomos para onde elas estavam e continuamos pedindo, mas o dia não tava sendo muito bom pra nós. Ficamos mais um tempo ali e resolvemos caminhar para mudar de lugar. Nós estávamos no meio do nada, não sabíamos o que tinha a frente, mas novos ares trazem novas oportunidades. Enquanto caminhávamos em direção ao nada, uma camionete com 3 mulheres que tinham ido até o Chuy fazer compras pararam. 8ª CARONA – 2 horas e meia depois As mulheres estavam indo até um acampamento 10 km para frente de onde estávamos e nos deixaram novamente na beira do asfalto. Faltavam 3 km para chegar até Punta del Diablo, resolvemos caminhar essa distância, pois carona nesse trecho estava quase impossível. Com certeza foi a caminhada mais desgastante e longa que fizemos em toda a viagem, mas fomos guerreiros e chegamos até o trevo de acesso a Punta del Diablo. Paramos em uma venda, compramos água e algumas frutas e descansamos um pouco, lá tinha wifi. Nosso destino do dia seria Valizas, onde iríamos acampar e fazer um bate – volta até Cabo Polônio. Na estrada principal para Valizas já havia dois rapazes pedindo carona também (concorrência novamente). Nossa ideia era esperar eles conseguirem e depois ir para o lugar deles, porém também não estavam conseguindo e resolvemos ficar em uma das estradas que davam acesso ao trevo. Pedimos carona cerca de uma hora até o primeiro carro parar, ficamos extremamente felizes, mas ao perguntar para onde iriam, responderam que estavam indo para o Chuy, detalhe, nossas coisas já estavam todas no carro. Mas tudo bem, voltamos ao lugar de origem. Estava arrumando as coisas que havia tirado da mochila para poder entrar no outro carro enquanto minha amiga pedia carona. 9ª CARONA – 1 hora e meia depois Dois uruguaios malucos (Sebas e Russo) que iam para Cabo Polônio nos deram carona, fomos tão apertados no carro que mal dava para se mexer, pois eles carregavam muitas coisas também. Ao conversar com eles durante o caminho, nos recomendaram ficar em Cabo Polônio, que era muito melhor que Valizas. Conseguiram uma casa para ficarmos por 300 pesos (cerca de R$38,00) pois em Cabo Polônio não pode acampar. Aceitamos a dica e resolvemos ir para lá então. Os dois eram donos de um bar em Cabo Polônio e passavam todos os verões lá, conheciam todo mundo. Cabo Polônio é uma reserva ambiental e o único acesso ao vilarejo é com caminhão 4x4, pagamos cerca R$14,00 para chegar até la. Nossos planos eram ficar apenas um dia e no outro seguir para Punta del Este, porém nos apaixonamos pelo lugar e acabamos ficando 4 dias. Tivemos que cancelar nosso hostel em Punta e pagamos 30 dólares por isso. Prejuízo, mas tudo bem. PS: Não recomendo Cabo Polônio para pessoas que são contra a cultura da maconha, pois o lugar é bastante hippie e todos fumam. 26/12/2018 – Punta del Este Para irmos a Punta del Este acordamos muito cedo para pegarmos o primeiro 4x4 de volta para a Puerta del Polônio, mas dessa vez decidimos ir de ônibus para Punta del Este pelo fato de termos apenas 1 dia para conhecer Punta, e se dependêssemos de carona talvez a gente chegasse muito tarde na cidade e nem pudesse conhecer os principais lugares pelo menos. Pegamos um ônibus até San Carlos e outro até Punta del Este, custou no máximo R$50,00 (não lembro exatamente). Reservamos o hostel no caminho para Punta, escolhemos o Hostel del Barcito, mas não recomendo muito, os banheiros não eram muito limpos e o café da manhã é super fraco. Turistamos o dia todo e a noite fomos para uma balada, e o detalhe, fomos de carona na caçamba de uma saveiro para essa festa rsrsrs a noite foi doida. 27/12/2018 – Montevidéu Acordamos não muito cedo, tomamos um café bem tranquilos e saímos para trocar dinheiro já com todas as mochilas. Depois de feito o que tinha para fazer, fomos até um ponto de ônibus para pegar um para fora da cidade. Conseguimos um que nos deixou numa distância bem boa e que saiu barata, uns R$10,00. Mais uma vez estávamos em um trevo no meio do nada pedindo carona, e o sol infernal nos acompanhando novamente. Paramos em um ponto de ônibus para aproveitar a sombra enquanto pedimos carona. Mas não tivemos sucesso nesse lugar, então resolvemos caminhar até um viaduto que unia mais duas estradas, cerca de 600m para frente de onde estávamos. Algum tempo depois passou um carro com 3 rapazes olhando muito para nós e pararam o carro, porém pararam muito longe, e por se tratar de um trevo, pensamos que poderiam ter parado para entrar em uma das vias. NÃO ERA, estavam esperando a gente, porém como não nos mexemos eles arrancaram e seguiram viagem. DROGA, perdemos nossa carona. Mas não tem problema, continuamos na batalha. 10ª CARONA – mais de uma hora depois Um senhor que amava o Brasil nos deu carona, o cara era meio maluco, mas salvou nossas vidas. Nos mostrou todos os seus filhos, todos os amigos do Brasil (me fez até conversar com um deles), até o cachorro que ele ia comprar para usar de cão de guarda em sua oficina ele mostrou, e o mais engraçado, fazia tudo isso dirigindo e mexendo no celular. Loucura. Esse senhor nos deixou bem na entrada de Montevidéu, pegamos apenas um ônibus e chegamos em nosso hostel. Isso já era final do dia. Estávamos exaustos, arrumamos nossas coisas no hostel, tomamos banho e saímos para dar apenas uma caminhada pelo bairro. Fomos dormir. 28/12/2017 – Montevidéu Caminhamos por todo o centro antigo de Motevidéu, pela rambla (um tipo de beira-mar, mas para quem conhece cidades tipo Florianópolis ou Balneário Camboriu não vai se surpreender) e depois fomos ao Mercado Agrícola. A cidade é bonita, mas não me encantou como as outras. Aqui no site tem bastante coisa falando sobre, e no TripAdvisor também, então não comentarei a respeito dos pontos turísticos aqui. 29/12/2017 – Buenos Aires Preparem-se, esse dia vai ser longo rsrsrs Acordamos cedo para tomar café no hostel e logo já fomos pegar o ônibus para fora da cidade. Dessa vez pegamos um até um pouco mais longe, Vila Maria se não me engano. Como sempre, ficamos no meio do nada. Encontramos uma venda, pedimos para usar o banheiro e se nos davam um pedaço de papelão para escrever nosso próximo destino: Colônia del Sacramento. Nossa ideia inicial era chegar o quanto antes em Colônia para podermos visitar a cidade e a noite pegar o barco para Buenos Aires. Porém nossos planos não deram muito certo, acabamos demorando um pouco para conseguir a primeira carona. Era com certeza o dia mais calor que já havíamos enfrentado, então caminhamos um pouco pela estada até encontrar uma sombra. Revezamos um pouco, cada um ficava um tempo pedindo carona enquanto o outro ficava na sombra. Em um momento eu tive que ir “ao banheiro” e deixei minha amiga sozinha pedindo carona, foi nesse espaço de tempo que um caminhão resolveu parar para dar carona, quando eu vi isso saí correndo do meio do mato em direção ao caminhão, e adivinhem?!?! O caminhão arrancou ao me ver. De duas, uma: ou ficou com medo de ser um assalto, ou interessava ao caminhoneiro apenas a presença feminina em seu caminhão. Mas tudo bem, continuamos na luta. Em um momento eu resolvi ir para sombra com minha amiga e ficar um pouco ali, nisso aponta um caminhão e eu falo, “nem vou pedir carona para mais um caminhoneiro, esses pelo tipo não são carona aqui”, porém minha amiga insistiu que eu fosse para estrada e levantasse a plaquinha. 11ª CARONA – inúmeros minutos depois Graças a Deus eu ouvi minha amiga e fui para a estrada, um caminhoneiro muito querido resolveu nos ajudar. Carregava madeira para uma fábrica de papel. Falamos para ele que estava difícil conseguir carona e ele nos explicou que as empresas proíbem os motoristas de dar carona, pelo fato de que se houver algum acidente, não poderíamos estar dentro do caminhão, e quem responderia por isso era o próprio caminhoneiro. O mesmo nos deixou em um trevo a uns 70 km de Colônia del Secramento. Fomos caminhando alguns metros em direção ao ponto de ônibus e minha amiga resolveu levantar a plaquinha enquanto caminhávamos. 12ª CARONA- 1 minuto depois Era um senhor, com um carro japonês super compacto que ia para Colônia e resolveu nos dar uma carona. Muito simpático, porém não conversava muito. Ele nos deixou exatamente na frente do local onde é feita a compra das passagens do barco para Buenos Aires, muito bom. Era umas 16:30h quando chegamos lá, minha amiga não estava bem, provavelmente todo aquele sol a deixou fraca. Então por isso acabamos não saindo para conhecer Colônia e compramos a passagem para Buenos Aires o quanto antes. Fizemos a travessia com a empresa Colônia Express, custou R$90,00, muito mais barato e rápido que as outras empresas que fazem a travessia com a Buquebus e a Seacat. Durou cerca de 1h e 15min e chagamos no final do dia em Buenos Aires. Tínhamos um lugar para dormir fora de Buenos Aires e só teríamos que pegar um ônibus para chegar la. Porém nos demos conta de uma coisa muito importante que complicou bastante nossa vida: não tínhamos NEM UM PESO ARGENTINO na carteira, e como já era tarde não havia nenhuma casa de câmbio aberta. Fomos em um mercado para ver se trocavam dinheiro, porém não nos ajudaram. Nosso principal problema era que em Buenos Aires os ônibus funcionam com o cartão SUBE, e não aceitam dinheiro de forma alguma. Tentamos falar com outras pessoas para eles pagarem para a gente, porém como não tínhamos pesos argentinos para pagar dar de volta, ninguém aceitou. Entramos em um ônibus rápido meio que para tentar andar um pouco sem pagar, porém, o motorista nos mandou descer cerca de 3 quadras para frente. Havia uma casa lotérica próximo de onde descemos e resolvemos ir lá tentar trocar dinheiro. O cara que trabalhava lá era MUITO, mas quando eu digo MUITO, é porque ele era MUITO gente boa rsrsrs vocês vão entender o porquê. Explicamos nossa situação para ele, que não tínhamos nem cartão SUBE nem pesos argentinos, e que precisávamos trocar dinheiro. Ele nos explicou que na lotérica não fazem câmbio, porém como nossa vida dependia disso, ele nos ajudou e trocou 20 reais. Deu 125 pesos. Porém ainda não tínhamos o cartão para andar de ônibus, então o cara da lotérica deixou um cliente lá esperando e nos acompanhou até o lugar onde vendiam o carão SUBE, mas...... NÃO TINHAM O CARTÃO, apenas para a outra semana. FUDEU. Mas a cordialidade do cara não parou por aí, ele nos deu seu cartão, isso mesmo, NOS DEU seu cartão para que pudéssemos andar por lá e ainda recarregou ele para nós. O cartão dele custava 50 pesos e ainda pode ser usado mesmo sem créditos, ou seja, caso acabasse nosso limite, poderíamos usar mais 25 pesos no “crédito”. Com certeza esse cara foi um anjo. Vamos lá, parte do nosso problema foi resolvido. Ao nos informarmos qual ônibus pegar, descobrimos que onde iríamos ficar era bastante perigoso e longe, muito longe. Levamos quase 1 hora de ônibus para chegar lá, já era quase 22h. Ao descer do ônibus e pegar o celular para procurar a casa, um homem nos aborda rapidamente perguntando se precisávamos de ajudar para nos localizar, porque onde estávamos era muito perigoso, então ele colocou o endereço no seu celular e nos levou exatamente até aonde iríamos ficar. Outro anjo, pois estávamos indo para o lado errado e não tínhamos internet. Chegamos na casa na menina, comprei uma coca bem gelada, conversamos um pouco e fomos dormir. 30/12/2017 – Buenos Aires Acordamos e fomos para a rua procurar um ônibus que nos levasse até o bairro Palermo, onde tínhamos nosso hostel reservado. Perguntamos a algumas pessoas e finalmente achamos um que ia para onde queríamos. Havia um casal la esperando outro ônibus e conversamos bastante, até que o ônibus deles chegou e a mulher embarcou, o homem não. Ele veio e continuou nos acompanhando no ponto porque disse que o lugar era muito perigoso (mais um) e ficou conversando com a gente até nosso ônibus chegar. Nossa estadia em Buenos Aires apesar de curta, já nos mostrava a cordialidade da população. Chegamos ao centro, procuramos onde trocar dinheiro, porém não tínhamos mais reais para trocar e tivemos que achar um banco que aceitasse a bandeira no nosso cartão. Sacamos 2.500 pesos e pagamos 191 de taxa (cerca de R$30,00) e a cotação no banco foi de 4,7 pesos por real, ou seja, NOS FERRAMOS nesse câmbio. Fomos ao hostel, arrumamos tudo e saímos tomar uma cerveja. Nesse dia teria a noche de los tragos no hostel, quando voltamos do rolê fomos para onde tava rolando as bebidas. A noite foi longa, ficamos bebendo e conversando com o pessoal do hostel até 6 da manhã. Eram pessoas da Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Brasil, valeu a pena. Ficamos até dia 02/01/2018 em Buenos Aires, mas como falei anteriormente, não vou focar no que fizemos nas cidades, mas sim nas caronas. 02/01/2018 – Rosário Nosso mochilão só tinha um roteiro até Buenos Aires, dali para frente, decidiríamos para onde ir a partir do dinheiro que nos restou e das dicas que pediríamos as pessoas. Tínhamos duas opões: Chile ou Salta, no norte da Argentina, acabamos decidindo ir para Salta, porque para o Chile a distância seria um pouco maior e ao conversar com alguns viajantes, nos falaram que está tudo MUITO caro lá, então tiramos do nosso caminho. Acordamos cedo um Buenos Aires e saímos em direção a rodoviária. Caminhamos um bom trecho até chegar lá e descobrimos que os horários dos ônibus para fora da cidade iam demorar muito e atrasaria demais a gente. Então caminhamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus que nos levaria até outra estação que teria ônibus em outros horários. Porém ao chegarmos la, descobrimos que tinha um metro que nos levaria até um ótimo lugar, bastante afastado da cidade, rodamos 60km por R$5,00, muito bom. Chegamos de trem até Zárate e de lá pegamos um ônibus circular até a estrada, paramos em um pedágio. Lá começamos a pedir carona em direção a Rosário. 13ª CARONA – 5 minutos depois Caminhoneiro gente boa, tomamos vários mates com ele durante a viagem e conversamos bastante. Ele nos deixou a uns 80 km de Rosário em um trevo, caminhamos uns 800m até a estrada principal e começamos a pedir carona novamente. Não estava muito fácil, os carros passavam em alta velocidade por onde estávamos, o que acabou complicando bastante, mas fé que dá certo. 14ª CARONA – não sei quanto tempo depois, mas demorou Era um homem que viajava a trabalho pela região e estava indo para Rosário, deu boa. Nos deixou no centro, próximo a casa do couchsufing onde iríamos passar dois dias. Caminhamos até a casa do nosso couch, arrumamos tudo e saímos para jantar e tomar um chope a note. Fomos dormir. Passamos mais um dia em Rosário, cidade muito agradável, muitos parques e famílias fazendo piquenique por todos os lados. Vale a visita. 04/01/2018 – Córdoba Aqui começa um dia bastante difícil. Acordamos cedo e fomos para o centro em busca de um ônibus para a saída da cidade, mas acabamos pegando um tipo de táxi intermunicipal por um preço bom e nos deixou 60km de rosário. Ficamos em um posto, comemos algo, usamos o wifi e voltamos a estrada para pedir carona. Coloquei uma música no celular porque sabia que seria um dia difícil e esperamos. 15ª CARONA – muitos minutos depois Era um senhor em uma carreta caindo aos pedaços e carregava fertilizante. O caminhão não importa, queremos mesmo é rodar. Porém talvez não tenha sido uma boa escolha. Levamos 4 horas para percorrer cerca de 200km, foi uma carona tensa. E para piorar, ao estarmos chegando no local onde o caminhoneiro nos deixaria, comecei a procurar meu celular e adivinhem: NÃO ACHEI. Eu tinha usado ele dentro do caminhão, então tinha que estar ali, porém eu e o caminhoneiro reviramos o caminhão de ponta cabeça, mas não achamos. Coisa sinistra. Tudo bem, bola pra frente e sem celular. Entramos no posto, tomamos uma água e voltamos para a estrada. 16ª CARONA – 5 minutos depois O caminhoneiro iria até próximo a Córdoba e nos deu uma carona. Ele carregava uma colheitadeira monstruosa e também andava bastante devagar. Durante o trecho, o homem recebeu uma ligação: era seu patrão dizendo que vendeu a máquina. FERROU, ele teve que nos deixar no meio do caminho pois teria que fazer outra rota. Ficamos em uma cidade no meio do nada, de 8 mil habitantes, parecia uma cidade deserta. O calor era infernal, não tinha nenhum vento e não tínhamos água. Fomos até a rodoviária, esperamos uma hora e pegamos um ônibus para Córdoba, carona ali seria impossível. Chegamos em Córdoba e não tínhamos onde ficar, sabíamos que isso ia acontecer e já estávamos preparados para passar a noite na rodoviária. Foi uma noite longa e cansativa. Eu dormir 30 min, minha amiga não dormiu. 05/01/2018 – Córdoba Saímos cedo da rodoviária e fomos para o hostel que tínhamos reservado para aquele dia. Caminhamos muito, muito mesmo. Chegamos no hostel umas 9 horas, porém o check-in era apenas as 12:30, pedimos para entrar e ficamos no sofá, dormi em 5 minutos que cheguei a roncar rsrsrs até que minha amiga me acorda falando que tínhamos um problema, ela havia se confundido nas datas e fez a reserva para a noite do dia 04, aquela que passamos na rodoviária. Ela não gostou do hostel que estávamos, então conversamos com o dono e o mesmo não nos cobrou nada por ter feito essa reserva errada. UFA! Como ela não tinha gostado, acabamos encontrando outro no booking e fomos caminhando, longe pra [email protected]#$&%. Chegamos lá, tomamos banho, dormimos um pouco e saímos caminhar pela cidade. Voltamos ao hostel, comemos e fomos dormir. Estávamos destruídos. 06/01/2018 – Córdoba O dia começou com minha amiga perguntando até que hora queríamos dormir, era 8:30, falei para dormirmos até as 9:30. Dormimos, e um tempo depois ela acordou novamente e falou comigo: “Ferpa, tais com meu celular? “ “Não, usei ele ontem e deixei na tua cama” CARALHO, CADÊ O CELULAR DA MINHA AMIGA Pois não é que o filho da mãe que estava no mesmo quarto que a gente (era a única pessoa no quarto) roubou o celular dela enquanto dormia?!?! Ferrou, ferrou e ferrou. Eu já tinha perdido meu celular, agora era ela sem celular também. Para quem viaja de carona, é impossível andar sem um GPS. Ou seja, nossa viagem se encerrou mais cedo, não tinha como continuar viajando de carona assim. DROGA. Tentamos resolver tudo com nossa família, saímos do hostel e fomos para a rodoviária. Pegamos dois ônibus para chegar em Puerto Iguazu, custou R$450,00 por pessoa e durou 22 horas. 07/01/2018 – Foz do Iguaçu Chegamos em Foz do Iguaçu no final do dia e não tinha mais como irmos ao Paraguai. Temos um amigo que mora la e ia nos receber em sua casa, porém não tínhamos como ir naquele dia. Então tá, mais uma noite na rodoviária. Porém dessa vez a barra foi pesada, a rodoviária fechada as 23:30, ou seja, tivemos que passar a noite na rua. Estavamos com um argentino que conhecemos na rodoviária e depois apareceu mais um irlandês por la. Agora vem a parte foda da noite, esse irlandês foi dormir em um banco um pouco afastado de onde estávamos e pediu para nós o acordarmos as 4:00h da manhã. No relógio da rodoviária mostrava 3:57h, eu estava pronto para ir acordá-lo, até que um moleque de bike passa e rouba a mala do irlandês, olha que loucura. O coitado tinha tudo naquela mala, TUDO MESMO... roupas, celular, PASSAPORTE, documentos e MIL EUROS. Pra ele a noite foi pior que a nossa. Fomos para Ciudad del Este e ficamos por lá 3 dias fazendo compras. 10/01/2018 – Lages Pegamos um ônibus de volta para lages e assim encerra antecipadamente nosso mochilão. AGORA VOU DEIXAR ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR DE CARONA 1 - Andem sempre bem arrumados, vários pessoas que nos deram carona falaram que a roupa conta bastante 2 - Usem sempre uma placa para indicar o lugar onde querem ir 3 - Procurem sempre vias movimentadas 4 - Trevos são os melhores lugares para conseguir carona 5 - Sombra é a melhor saída para pedir carona, por algumas podem demorar horas 6 - Mudar de lugar quando não conseguem carona é uma boa ideia, sempre que fizemos isso ajudou bastante 7 - No Brasil é mais fácil do que vocês imaginam andar de carona 8 - Mulheres, não andem com roupas atraentes na hora de pedir carona 9 - Protetor solar é seu melhor amigo na hora de pedir carona 10 - Se forem fazer viagem de curta duração, levem sempre em reais todo seu dinheiro, a cotação é muito melhor do que se for sacar no banco. Espero que vocês gostem dessa aventura que fizemos, boa noite a todos.
  7. Se tem um lugar que me rendeu histórias foi em Buenos Aires, na verdade até antes mesmo de chegar la! Esse nosso lindo país vizinho, sem sombra de dúvidas tem muitas coisas para nos proporcionar. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de explorá-lo por completo (ainda), mas tive a oportunidade de conhecer sua linda capital Buenos Aires. Essa viagem aconteceu em Fevereiro de 2016. Sim eu estava tentando fugir do carnaval (me julguem! rs) Por 2 meses minha prima e eu discutimos qual seria o nosso primeiro destino internacional! (olha que chique), depois de muita pesquisa e muitos destinos e como não podíamos esbanjar decidimos então que iriamos para Buenos Aires, e posso confessar uma coisa? foi a melhor decisão que tomamos!! Apesar de termos ido no auge do verão, pudemos aproveitar ao máximo os 6 dias que passamos na capital do tango e foi simplesmente maravilhoso!! e é essa história que vou compartilhar com vocês agora! O que fazer em 6 dias em Buenos Aires O que vocês vão ler aqui são dicas da minha experiência em Buenos Aires. Nada melhor do que uma longa pesquisa pela web para vocês bolarem o próprio roteiro de vocês! No entanto acho que algumas coisas valem muito a pena de serem vistas!! Nós chegamos ao nosso hostel, aproximadamente ao meio dia, deixamos nossas coisas e fomos explorar a região onde estávamos. Antes de sair do Brasil, nós tinhamos um roteiro pré estabelecido que queriamos seguir, mas acabamos que não o seguimos a risca, mas conseguimos ver tudo o que tinhamos planejado em ver!! Dia 1 Como nosso hostel era muito bem localizado na avenida Corrientes, uma das principais e que dá acesso ao Obelisco, principal monumento histórico de Buenos Aires, esse é um ótimo local para apreciar a cidade, tomar um café, fazer uma refeição, ou ir a um dos muitos sebos espalhados por alí! Descendo essa mesma avenida você tem acesso a rua Florida, uma grande rua com o muito comercio espalhado e muitas pessoas gritando câmbio, câmbio (é que nessa rua estão os trocadores de moeda, onde você pode trocar seus reais por pesos argentinos mais em conta que em casas de câmbio) porém, fica a ressalva para a distribuição de muitas notas falsas nesse local! (o negócio e ter sorte, ou ir com alguém que conheça as notas). Essa é uma boa rua para fazer suas comprar de lembranças e alfajores! No nosso primeiro dia também decidimos comprar o nosso passe de ônibus e metro! é muito simples e barato utilizar o transporte público em Buenos Aires. Dia 2 Acordando tarde no segundo dia após uma baladinha no dia anterior resolvemos ficar pela região do dia anterior e conhecer melhor mais alguns lugares famosos de Buenos Aires. Descendo reto na avenida Corrientes, você tem acesso ao bairro de Puerto Madero, onde você pode apreciar a linda Puente de la Mujer, e ainda tomar um café em um dos vários restaurantes a beira do rio, apreciando também o por do sol. Minha dica é que você pode visitar no mesmo dia, locais como: Casa Rosada, sede da Presidência da Republica, Plaza de Mayo, Lugar importante para os Argentinos, local de muitas manifestações, Catedral Metropolitana de Buenos Aires, é a principal igreja católica de Buenos Aires, impressionante pela arquitetura, local também onde o atual Papa Francisco era arcebispo e rezava suas missas. Cabildo, edifício histórico localizado de frente a praça de maio, onde funcionava a administração da cidade na época colonial. O que não pode faltar no final do dia é apreciar uma das inúmeras atrações de tango pela cidade. Dia 3 No terceiro dia, o Teatro Colón foi o escolhido para visitar. É um local maravilhoso, cheio de histórias e de esculturas. O teatro é a principal casa de ópera da cidade, e considerado pela sua acústica como o 5 melhor do mundo. Neste dia fomos também conhecer a famosa livraria El Ateneo Grand Splendid, nesta linda livraria funcionava um dos teatros mais movimentados da cidade de Buenos Aires. Já no final da tarde, pegamos um ônibus para o bairro La Boca, famoso por suas arquitetura e seus prédios coloridos, ótimo local para comprar suvenires e aproveitar uma apresentação de tango na rua. Perto dali, fica o estádio do Boca Juniors. (nesse lugar não fomos), mas para quem gosta de futebol, vale a pena conhecer o La Bombonera. Dia 4 O quarto dia foi reservado para a Região da Recoleta, famoso pelo Cemitério da Recoleta onde estão enterrados figuras marcantes da História da Argentina como Eva Perón. Porém, antes demos um pulinho na Galerias Pacífico (pra mim o shopping mais bonito de Buenos Aires), famoso pela sua arquitetura e seu teto todo pintado. Também demos um pulinho na Estação Ferroviária Retiro, com uma incrível arquitetura é um lindo local para se visitar também! Museu Nacional de Belas Artes, Este museu conta com o maior patrimônio do país e é um dos principais da America Latina. MALBA Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Com peças incríveis para quem gosta de arte moderna e pós-moderna. (para quem não sabe, o quadro Abaporu esta exposto lá! assim como quadros de Frida Kahlo e Fernando Botero!). Na mesma região você pode dar uma passada para um chopp no Hard Rock Café® de Buenos Aires e Seguir em direção à Faculdade de Direto de Buenos Aires. Magnífica pela sua estrutura. Ao lado da Faculdade você encontra a Floralis Genérica é uma escultura metálica de 23 metros de altura, presenteada à cidade pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano. Dalí, você pode seguir de apé até a região de palermo e conferir o Planetário de Buenos Aires (porém, fomos no outro dia). Dia 5 Voltando a região de palermo, pudemos conferir os lindos bosques de palermo, ideais para se sentar e ler um livro, praticar atividades físicas, picnic ou passear com o seu pet (reserve um bom momento para relaxar embaixo de uma boa sombra). Nessa região você pode conhecer também o famoso jardim japonês (mas nesse eu não fui). obs. (esse é pago) O Rosedal, é um outro parque famoso pela sua coleção de rosas. O Jardim Botânico de Buenos Aires também é um ótimo lugar para os amantes de plantas. O Planetário de Buenos Aires é um ótimo lugar e garante fotos lindas!! (nós não entramos pois estava fechado). Dia 6 No domingo, aproveitamos para ir na famosa Feira de San Telmo. Se você estiver me Buenos Aires no domingo, não pode deixar de conferir essa grande feira de artesanatos e comidas típicas, além é claro dos famosos mercados de pulgas que fica nessa região. Saindo de lá, fomos para Belgrano, área nobre de Buenos Aires, famoso pelo Barrio Chino, (uma espécie de Liberdade-SP) da cidade. é uma espécie de feira de rua, mas com locais físicos também, com tudo o que você imaginar, é bem legal! vale a pena! ________________________________________________________________ Sem sombra de dúvidas Buenos Aires é tudo aquilo que falam!!! Um lugar lindo para se conhecer e com certeza voltar para presenciar tudo novamente! Se você gostou, ou quer acrescentar algo, ou contar sua experiência, não deixe de comentar ok! e não deixem de dar uma força no blog! https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Obrigado e até a próxima! X
  8. Estive duas semanas em Buenos Aires e agora realizei um novo desafio, seguir de Buenos Aires até El Calafate só pegando carona e passando as noites numa barraca. Eu estava em Los Cardales, cerca de Buenos Aires 70km, então decidi seguir para o início da rota 3 na cidade, tive que pegar dois ônibus e um trem para chegar até o início da rota, eu não tinha cartão SUBE e os motoristas não quiseram aceitar dinheiro e nenhum passageiro passou o cartão pra mim, então nos dois ônibus os motoristas me deixaram entrar sem pagar nada, quando cheguei na estação a catraca estava aberta, perguntei ao guarda onde pagava e ele disse que eu podia entrar, dia de sorte hein. Quando cheguei na rota 3, vi que foi uma furada, ela começa no centro de uma cidade, tem muitos carros e lojas, não rolava pedir carona, perguntei a um frentista onde era melhor para pedir carona e ele disse que ali era impossível, que eu devia seguir para Cañuelas, uma cidade mais distante e ali já tinha mais campo e era fácil conseguir carona, ele entao me ajudou, pediu a um carro que abastecia que me levasse até Cañuelas e assim fui, como eu disse, dia de sorte. Cañuelas está a 70km da capital, dá para ir de ônibus, fica uns 40 pesos, nesse dia nao gastei nada hahaha. A rota 3 vai direto a Río Gallegos, então meu plano era não sair dela, cheguei em Cañuelas e 20 minutos depois um caminhão parou, disse que podía me adiantar uns 300km, algo que sempre faço é perguntar se onde a pessoa vai me deixar existe algum pedágio ou estação de serviço (posto de gasolina) é importante para que tenha onde passar a noite, caso vá acampar. Passei a primeira noite no pedágio, perguntei se podia ficar ali e foi de boa, tinha até banheiro e água quente para uma banho, maravilha. Para caminhoneiros, conversar um pouco é o motivo para ajudar, eles estão cansados, então esteja aberto para uma boa conversa, assim você conhece uma boa história e ainda treinar o espanhol. Pedir carona em pedágio é o melhor para mim, os carros estão bem lentos e podem te ver melhor, então em 10 minutos mais um caminhão me levou até a cidade de Azul, saltei e já fui pedir carona na rotatória. Fiquei 30 minutos mas sem sorte, então caminhei até um ponto mais distante e consegui num carro que me levou uns 70km. Aqui uma coisa importante, nem sempre tudo é perfeito e seja homem ou mulher, você tem que estar preparado para algumas situações difíceis. Neste carro o cara deu em cima de mim, perguntou se eu curtia e tal, eu respondi que nao curtia homens, aí ele veio com um papo de que pensava que no Brasil todo mundo curtia e tal, difícil né? Estávamos no meio do nada, não via nenhuma estação de serviço e pedir carona no meio da estrada com carros em alta velocidade é difícil e além do mais estava chovendo, então eu comecei a falar e falar (estava tenso) para tentar amenizar o constrangimento, até passei uns contatos de gente que curtia, falei com ele que podia arrumar uns no Brasil e boas, tratei de desviar o foco até chegar num posto, ai logo saltei e boas, ele nao ficou insistindo, ufa. Aquí fiquei uma hora fazendo dedo e nada, ai resolvi almoçar no posto e descansar um pouco (importante não estressar, afinal se está de carona, não pode ter pressa), voltei do almoço e 10 minutos consegui uma carona que me adiantou 50 km até outro posto e depois de incríveis 5 minutos consegui outra carona até Adolfo Gonzales Chaves, em todas essas caronas eu falava sobre as mesmas coisas da minha vida, as mesmas piadas bla bla bla, mas faz parte. Cheguei em Adolfo e estava chovendo, ali já coloquei meu abrigo e roupas mais quentes e fui pedir carona debaixo de uma árvore, eu abaixava o capuz sempre que vinha um carro, assim as pessoas podem ver meu rosto, depois de 20 minutos um argentino muito doido parou seu carro, a primeira pergunta foi, Pelé ou Maradona? Respondi Pelé hahahah, ele tava só brincando, ele já deu uma mochilada pela américa e aí foi me dando umas dicas, eu vi que ele tava tomando mate e me ofereci para ir servindo, eu nao bebo, mas é sempre educado ajudar. Ele me levou uns 150km até o próximo posto, lá e não tive muita sorte durante 1 hora, parei para comer uns 30 minutos e voltei, eu estava fazendo um video quando uma Van parou, era o Jorge e sua cachorra India, ele me disse que podia me levar até Bahia Blanca e aí fomos. Foi uma viagem muito bacana, o Jorge viajava de moto e tinha boas histórias, aqui nessa altura da viagem, eu já consigo entender bem espanhol. Enquanto seguíamos, o Jorge sugeriu que seria melhor eu ir para Rio Colorado em Rio Negro, assim eu poderia tentar carona na rota 251 onde passam muitos caminhões com destino para rota 3 e diminuía o percurso, eu aceitei a dica e fomos, ele estava indo para Neuquen, então era caminho para ele também. Chegamos em Rio Negro por volta das 20:00, ele me deixou num posto Petrobras e seguiu, logo descobri que não era permitido acampar ali e o camping mais perto estava 10km distante. O Jorge e eu fizemos uma amizade legal e então eu liguei para ele e perguntei se podia voltar para me ajudar pq ali eu não podia ficar, ele voltou entao, nao estava tao longe e me deixou no camping. O camping estava vazio e fazia muito frio, perguntei quanto custava para passar a noite mas o cara nao cobrou, viu minha mochila nas costas e disse que se fosse uma noite apenas não era necessário pagar. Na manhã seguinte havia muita neblina, levantei as 6 para pedir carona, havia um controle sanitário 300 metros a frente e o dono do camping me disse que ali eles iriam barrar as 20 tangerinas que eu tinha na mochila. Já sabem o que eu fiz né? Comi todas hahaha, e quando passei pelo controle eles nem olharam para mim, passei direto, fiquei muito irritado pq agora estava com a barriga empanturrada e não tinha mais tangerina para mais tarde hahaha, que bosta. O Jorge tinha razão, ali passava muitos caminhos, muitos mesmo, eles usavam aquele trecho para cortar caminho, contudo entretanto nenhum parou, fiquei das 7 até as 12:00 e nada, comparando com o trecho da rota 3 que eu estava antes, passava menos carros e caminhões por hora mas havia mais ajuda, bem, fui comer e voltei às 14:00 para tentar mais carona, nessa hora eu já havia saído de perto do controle sanitário e tinha ido para saída da cidade num posto, 10 minutos e um cara parou, ele estava indo caçar jabalí na rota 251 e tinha 3 cachorros gigantes na carroceria, fiquei com medo de algum arrancar minha cabeça fora hahaha, mas foi de boa. Na 251 nao havia nada Nada Nada nos 100km de estrada até chegar em General Conesa, ali caminhei um pouco até a rotatória que seguia para rota 3 e segui o trabalho. O bom é que essas rotas cortam as cidades e entao vc nao precisa sair da estrada ou entrar na cidade para nada, tem posto e fica de boa. Nessa cidade eu achei lindo o clima de outono, com as flores amarelas e a atmosfera agradável, na verdade eu queria acampar ali para poder ver o nascer do sol pq tenho certeza que é incrível, tentei umas 3 horas carona e nada. Quando eu estava caminhando para ir montar a barraca um caminhão parou e me prometeu levar até Comodoro Rivadavia, quase 800km, show. Como já estava ficando tarde, paramos num posto para passar a noite, eu montei a barraca perto do posto e consegui WIFI a noite toda, maravilha hahahaha. Noite dormida, partimos cedo, confesso que foi uma viagem cansativa, o bom de caminhão é que fazem viagens longas, o porém é que vão em velocidade reduzida e ai vc tem que estar preparado para o corpo dolorido, o caminhao nao era muito confortável e as pernas já doíam de ficar na mesma posição. Tem que estar preparado também pq a conversa esgota tem alguns momentos, foram horas e horas e então alguns momentos a gente ficava em silêncio, vinha uma piada, uma pequena história e depois o silêncio reinava, as primeiras horas foram cheias de conversa mas depois acabou. O Lucenzo me ajudou muito e foi bem legal a viagem de qualquer maneira, pegar carona é um aprendizado e só pq as vezes fica cansativo, não quer dizer que nao seja bom. Ele me deixou num posto a 100 km de Comodoro, no meio da Rota 3 e só havia esse posto em km e km, o resto era pampa. Fiquei meia hora e o Miguel, um senhor de 70 anos parou seu carro e aí me levou até Caleta Olivia, um pequena cidade depois de Comodoro, ele foi muito gentil, entrou dentro de Comodoro para que eu tirasse fotos da cidade, da Praia, me apresentou a cidade, depois fomos para Rada Tilly, outra cidade pequena cerca do mar, fomos na Praia para tirar umas fotos e depois seguimos para Caleta Olivia, lá novamente, ele me mostrou a cidade antes de me deixar na estação de serviço, até me deu uns cds de tango para eu escutar. No posto Petrobras (finalmente) eles me deixaram passar a noite, montei barraca e dormi. Acordei de manhã e fazia um vento terrível, ainda bem que fixei bem a barraca pq caso contrario ia sair voando., fui pedir carona e tava difícil ficar sem capuz, o vento gelado fazia doer os ouvidos, mas usá-lo poderia diminuir minhas chances de sucesso, 20 minutos e 3 argentinos me levaram até Fitz Roy, um pueblito de 200 pessoas 70 km a frente. Eles foram legais, estavam indo trabalhar, gente simples, eles tomavam mate e comiam pão, e resolvi aceitar, nao pq eu queria, mas para ser educado e eles não pensarem que eu tinha nojo, pq eles repartiam o pão com as mãos e pareciam um pouco sujos, mas eu aprendi que quando alguém te oferece mate é um bom sinal. Em Fitz Roy nao tive sorte nas primeira duas horas, nem estressei, fui comer e quando voltei consegui uma carona com o Marin e Patricia direto para Rio Gallegos, foram pouco mais de 600 km pela rota 3, eles até queriam que eu dirigisse mas eu nao aceitei, havia muito avestruz e lhama na estrada, tinha medo de algum acidente. O Marin é um gaúcho nato da argentina, anda com faca e chapeu, gente finíssima, me deu um lanche e uma Quilmes para ir bebendo, maravilha hahaha. Quando chegamos em Río Gallegos estava muito frio, eles nao deixaram eu ficar no posto, me levaram para sua casa, lá jantamos e dormi. COnfesso que foi bom dormir numa cama quentinha e confortável. No dia seguinte conheci a família deles, ficamos tomando cerveja e almocei, ele queria que eu ficasse mais um dia lá, eu até queria também, mas devia chegar em Calafate naquele dia, não podia atrasar. Depois do almoço fui pedir carona, comecei na rotatória perto do posto na saída da cidade, mas estava difícil, são muitos carros e naquele ponto eu ainda estava dentro da cidade de qualquer jeito. Resolvi caminhar um pouco até a próxima rotonda, fiquei bem na rotatória para que quando diminuíssem os carros me vissem, 20 minutos e outro Miguel parou seu carro, esse argentino estava indo para Floripa, não ia passar por calafate, mas podia me deixar na entrada da rota 5, a que segue para Calafate, foi rápido e logo parei na rota. Aquí acho que me arrisquei pq nao perguntei se tinha posto próximo e de fato não tinha, só havia uns tratores de alguma e obra ali perto e nao passava muitos carros. O lugar era bonito, já eram umas 15:00 e já estava economizando a água e comida para caso tivesse que dormir ali, felizmente uma hora depois o Christian parou seu carro e meu levou até outra cidade mais a frente, onde tinha um posto e seria mais seguro. Ele disse que parou pq estava muito frio para eu ficar na estrada, aprendi que quando faz frio as pessoas ajudam mais. Incrivelmente quando saltei do carro, 2 minutos depois consegui um carro direto para Calafate, nem acreditei. Confesso que ja nao aguentava estrada, era só pampa pampa pampa, mas quando eu comecei a ver a neve, uhuuu show. Nunca havia visto neve de perto e estar vivendo aquele momento foi incrível, fizemos uma parada para umas fotos e chegamos em calafate. Foram 6 dias na estrada, 2800 km e muitas histórias, confesso que nao vi o tempo passar, foi tudo muito rápido. Para quem tá afim de fazer isso, é super possível, mas tem que estar preparado para curtir a aventura e não se estressar as vezes com a demora. Pensamento positivo sempre, É sério!! vc tem que estar confiante para que as pessoas possam sentir a energia boa. Nesses dias eu gastei 100 reais com comida, isso pq eu comi muito e tava com preguiça de cozinhar na estrada, faz vento e o frio dói, então esteja preparado. Eu tava torcendo para encontrar alguma mochileira na estrada para pedir carona junto, nao, eu nao quería nada de mais, é só que um homem e mulher é mais fácil que um homem sozinho e também dá para revezar na hora de conversa, assim não fica cansativo hahaha, mas nao vi ninguem, nesses dias na estrada não vi homem nem mulher de mochila nas costas, azar hahaha, ou não. Se você chegou até aqui e quiser acompanhar o dia a dia no stories do Instagram, eu sempre posto onde estou e como ta sendo a aventura. Agora estou em Calafate mas ainda nao sei o próximo roteiro, meus planos são ir até Costa Rica só de carona, e se você tiver afim é só poner uma mochila e curtir essa aventura. @viajeiuai Ps: Use cartaz, ajuda muito, quando fiz Puerto Iguazu a Buenos Aires nao usei e nesse novo trajeto comecei a usei e percebi uma melhor significativa. Achei melhor colocar o nome da rota do que a cidade, teve mais adesão.
  9. Olá Mochileiros! Como peguei váárias dicas de ouro por aqui, resolvi compartilhar as minhas também! Dividirei a postagem em alguns tópicos pra facilitar o relato. Informações Gerais Fomos para Buenos Aires em 4 pessoas dos dias 15 a 20 de Abril de 2018. Não troquem pesos no Brasil! Troquei por 1 real por 5,60 pesos aqui, e por 6,20 no Banco de La Nacion. Aquele famoso cambio paralelo da Calle Florida não está mais valendo a pena, então decidi trocar no aeroporto mesmo e não arriscar. Farei as conversões utilizando a base de 6,20. Ida voo direto Florianópolis - Ezeiza, e a volta Aeroparque - Guarulhos - Florianópolis. Comprei na Black Friday e saiu por 930 reais por pessoa. Como estávamos em 4, AirBnb saiu mais em conta, utilizamos este apartamento, por 190 reais a diaria - https://www.airbnb.com.br/rooms/2288937 Aqui está meu código caso alguém queira se cadastrar e ganhar 130 reais em créditos para a proxima viagem. www.airbnb.com.br/c/valeriab2886 Utilizei uber a viagem inteira. Nem sempre foi fácil achar wifi na rua, mas resolvi não comprar chip, e deu tudo certo no final! Código uber pra ganhar 5 reais de desconto - duw3jd Os preços de lá foram mais caros do que tinha antecipado, nos próximos posts colocarei preços dos locais que fui e o relato dos 5 dias.
  10. Pessoal estou indo viajar pela América do Sul no final do ano e vou passar por Montevideo e Buenos Aires e sei que existe uma balsa que liga as duas cidades, fiz a cotação saindo de Colônia del Sacramento para Buenos e o preço para 3 pessoas e 1 veículo foi quase 1000 reais, está certo este valor? Achei um absurdo, compensa muito mais ir por terra, mesmo levando muito mais tempo. Será que estou fazendo alguma coisa errada? Alguém já fez o caminho por terra? Obrigado
  11. Salve galera mochileira!!! Acabo de voltar de um sonho, de uma paisagem mais estonteante que a outra, de um paraíso gigante chamado Patagônia Não tinha a menor ideia que iria pra Patagônia até pouco mais de 6 meses atrás... Ocorre que nós, mochileiros, voltamos de uma viagem já pensando na outra Nas minhas últimas férias em agosto, fui pro Nordeste: Recife, Porto de Galinhas e Maceió, e na volta da viagem já pensava em algumas coisas pras próximas férias... Na verdade, durante aquela viagem e até antes mesmo de ir pro Nordeste, já passava pela minha cabeça a ideia de ir pra Colômbia, Cartagena... Estava eu no voo de volta, divagando possibilidades de dias pra dividir as férias, quando ir pra Colômbia e eis que começa a passar no avião um documentário sobre...quem??? Patagônia!!! Especificamente Perito Moreno. Talvez esse nome não fosse muito estranho pra mim, talvez já tivesse ouvido falar antes, mas nunca tinha dado muita atenção... Fiquei olhando aquele documentário, as imagens passando...peguei o fone de ouvido e conectei pois já comecei a ficar impressionado com aquelas imagens... A voz do narrador do documentário era de quem enchia a boca pra falar de algo estupendo, grandioso, fantástico...e obviamente que a Latam levava vc pra lá e blá blá blá Depois começou a passar imagens de picos e montanhas impressionantes, que posteriormente vim a descobrir que se tratava de Torres del Paine e o Fitz Roy Comecei a pensar...por que não??? Já tinha ideia de dividir uma parte das minhas férias pra fevereiro, o documentário já dizia que o verão é a melhor época...Então...#partiu!!! Cheguei de viagem e já comecei a devorar tudo quanto é informação sobre aquela região Me apareceu o nome de Ushuaia, fim do mundo...mais alimento pra minha fome de desbravar a Patagônia... Pois bem, em 6 meses a Patagônia me passou de um lugar que eu nunca tinha dado muita atenção, se algum dia passou pela minha cabeça de ir pra lá devo ter pensado que jamais seria capaz, mas hoje...hoje já é uma realidade E essa realidade vou compartilhar agora com vcs Comprei as passagens pela Aerolineas saindo do Rio. Trecho RIO-AEP-USH, USH-FTE, FTE-AEP, AEP-RIO por R$2157,00 comprados com 50 dias de antecedência pq foi o máximo q a passagem tava abaixando. Depois subiu mais ainda mas... pro meu desespero.. já agora na semana de viajar, o preço caiu pra 1795,00. Pois bem, depois q vc compra a passagem é melhor nem olhar mais os preços pra evitar esse tipo de dor de cotovelo Já ia ser uma boa economia pra poder gastar mais na Patagônia e a Patagônia é caaaara, caaaaaara, muito caraaaaa. Vou falar mais uma vez que a Patagônia é cara tá!!! Mas enfim, dinheiro se gasta com o que nos dá retorno né...vou dissertar mais sobre isso adelante... Fiz um seguro de viagem pela assist-med no valor de R$ 75,68, plano prata mundial. Me parecia ter uma cobertura razoável no caso de alguma zebra hehe. Aquele tipo de coisa q vc paga esperando não ter q usar...E ainda bem q nao tive, mas viajar sem seguro não é legal... Quanto a roupas, comprei pouca coisa. Primeiramente é bom saber que eu não sou de sentir muito frio. Esse sou eu Já tinha algumas roupas que achava suficiente e pra completar só comprei na decathlon essas coisas aki: http://www.decathlon.com.br/trilha-trekking/roupas-de-inverno-masculinas/segunda-pele-camada-1/calca-segunda-pele-simple-warm-masculino-wedze?skuId=882049 Usei essa calça o tempo todo, não exatamente pelo frio, mas pq eu não tinha calça impermeável e, no glaciar martial por exemplo, tava chovendo, a calça jeans molhou e a térmica segurou legal. Nos outros dias usava como precaução mesmo, pois as trilhas são longas, o clima da Patagônia é muito imprevisível e tudo pode acontecer, então melhor andar prevenido. Ela é bem térmica, então mesmo qdo sentia calor, ela não incomodava http://www.decathlon.com.br/ski-snowboard/roupas-masculinas/segunda-pele/blusa-segunda-pele-simple-warm-masculino-wed-ze?skuId=1276916 Essa eu usei o tempo todo, pq já tinha um fleece mas ele é com gola alta e pra caminhada ia ficar muito quente, desconfortável. Fiz quase todas as trilhas só com uma camiseta normal e esse fleece por cima. Apenas no glaciar martial e na pinguinera que tive que colocar a campera pra completar http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/acessorios/meias-de-trilha/meias-arpenaz-50-high-adulto?skuId=1087671 meias pra trilha, perfeitas, andei ate 25km nas trilhas de Chalten com essas meias, meus pés agradeceram!! Além disso levei minha campera impermeável, o fleece de gola alta, que não usei, uma blusa de moleton, gorro, luvas e demais roupas normais. Sem segredo. Tênis fui com um só, no meu pé Quando empoeirava nas trilhas eu chegava no hostel, levava ele na pia e dava uma recauchutada pra ficar sociável de novo Minha viagem começou de véspera. Moro em Cons. Lafaiete/MG a 300km do Rio, to a 2 horas de Confins mas como as passagens são sempre mais baratas pelo Rio então eu vou pra lá Saí no onibus pro Rio as 16h de sabado, cheguei no Rio 22h e lá vou eu pra uma agradável noite de espera no Galeão... Domingo, 05 de fevereiro de 2017 Voo saindo do Rio as 07:10, teve até pedido de casório no avião, o comissário que namora a comissária há 10 anos pediu ela em casamento durante o voo, ela aceitou, o capitão abençoou e o povo aplaudiu ÊÊÊÊÊÊÊÊ Eu fui pela Aerolineas Argentinas, já vi muito comentário do povo metendo o pau mas comigo foi tudo muito sossegado, não tenho nada a reclamar da Aerolineas. Nada de atraso, cancelamento, desorganização, extravio de bagagem, lanchinho ok, por mim tá aprovada :'> A unica intempérie não foi culpa da Aerolineas...Eu já tinha lido muito sobre os bizarros ventos patagonicos, os difíceis pousos em Ushuaia, entao tava meio nervoso. Porém 3 dias antes a previsão do tempo indicava uma Ushuaia sem vento e até quentinha. Assim ficou. Saí bem aliviado que os tais ventos patagonicos não iam incomodar meu pouso em Ushuaia Mas...Se Ushuaia está bem, daí vem Buenos Aires e trolla vc Depois do romântico pedido de casorio, nosso capitão avisa que Buenos Aires tá raivosa, com vento oeste de 40km/h e que o pouso vai ser um tanto quanto interessante... Apertem os cintos, segurem-se em seus lugares e lá vamos nós, descendo, acelerando no meio das nuvens sem ver nada, dando umas quedas bruscas muito loucas, de repente aponta BsAs no meio das nuvens e a gente caindo loucamente e rapidamente sobre a cidade num chacoalhar radical com direito a pneus cantando na aterrisagem Pousamos inteiros sãos e salvos as 9 da manhã (sem horário de verão em BsAs) e a galera toda aplaude o pouso. Pensava eu que era pq o piloto foi ninja, mas não, todos os outros voos da minha viagem, que pousaram sossegadamente, foram acompanhados de aplausos. Me disseram q isso virou uma modinha na Argentina. Pois bem Desembarcados, imigração ok, sem fila. Um voo da Aerolineas parece q a maioria é argentino então brasileiros não pegam fila e os argentinos vão pro filão. Se fosse um Gol ou Tam, ia ter um monte de brazuca e a fila da imigração ia tá grandona...Sei lá tb, palpite Olho na câmera, polegar na maquininha, carimbo no passaporte, bienvenido, nada más Aduana super sussa tb, só passar as mochilas enquanto os operadores conversam entre si e eu vi q eles nem tavam olhando minha mochila no raio x, tavam nem aeee Agora direto pro câmbio. Câmbio na Patagônia não é bom, depois fiquei sabendo que no Hotel Antartida em Ushuaia tava 1 real = 4,80 pesos e em Calafate ainda pior. E no aeroparque tava 1 real = 5,10 pesos, então era ali q eu ia trocar. Tinha uma fila básica no câmbio, umas 12 pessoas, e meu voo pra Ushuaia era 11:20, então eu não tinha pressa mas tb nao tinha tempo sobrando. Acabei ficando quase meia hora na fila do câmbio, então leve isso em conta se vc tem escala apertada... Quando tava quase na minha vez aparece uma menina desesperada, que o embarque do voo dela começava 10:20 e já era 10 horas e pedindo o povo pra passar na frente pq tinha q cambiar pesos, arrastando um portuñol bem tipico. Entao conheci a Tati, de BH, que tava indo pra Calafate. Como todo mundo ja tinha deixado ela passar e eu era o proximo, tb fiz a caridade, já q meu embarque só começava 15 min depois dela. Enquanto o caixa do cambio não liberava, ela me contava q ia pra Chalten depois e pelas datas a gente ia esbarrar por lá tb e saiu um tanto quanto esbaforida com medo de perder o voo Levei todo dinheiro em grana viva. 5 mil reais. Cartão de débito liberado pra uso no exterior, mas só em emergência. Cartão de crédito idem. Troquei 4 mil reais, deu 20400 pesos, tudo em nota de 100. Imagina o paçoco de dinheiro, 204 notas Como disse, a cotação de real era 5,10 e todos os preços q eu relatar em pesos aqui vcs dividem por esse valor pra ter uma ideia em reais. Eu vou falar aqui todos os preços de passagens, hospedagens, passeios...comida as vezes, pq aí já é mais pessoal, tem quem cozinhe e quem coma na rua, quem goste de carne e quem não goste. E presentinhos tb sao gastos mto particulares, acho q nao precisa relatar. Mas vou fazer um balanço geral de gastos no final :'> Saí do cambio direto pra sala de embarque domestico, nem procurei o guichê da Aerolineas pra despachar e fui assim mesmo, com o mochilão nas costas e a mochilinha na mão. Sem problema, passei Depois de 3h de um voo tranquilo, cheguei em Ushuaia no meio de uma tarde de verão, sem vento, sol entre algumas nuvens, 15 graus :'> Tentei dar uma espiada pra ver se tinha alguem com cara de mochileiro pra tentar dividir um táxi mas nao, não deu Peguei um táxi de fora do aeroporto e a corrida até o Antartica Hostel deu 160 pesos O Antartica Hostel é muito bom, confortável...de incoveniente só o que todo mundo já citou aqui, que os banheiros são no térreo, atrás da recepção. Então se vc tá no 2° andar e quiser dar um pulinho no banheiro na madruga, vai ter q sair do quarto quentinho, dar uma corridinha na varanda geladinha até entrar na cozinha e descer a escada, passar pela recepção onde o cara lá vai olhar pra tua cara amassada e aí sim vc chega no banheiro Fora isso, os quartos tem um tamanho bom, fiquei num de 6 camas, os lockers sao bem grandes, o café da manhã é suficiente, os ovos estão lá inteiros pra vc fazer o q bem entende com eles. Só não tem nenhuma fruta mas tem sucrilhos e um pãozinho macio q é uma beleza. Os chuveiros são quentes e é só pedir toalha na recepção que eles te dão. :'> Fiz a reserva pelo próprio site do hostel, os contatos foram por email. Reservei 45 dias antes de ir pq me falaram q o Antartica é concorrido no verão. Não precisa pagar nada adiantado, só confirmar a reserva por email uns 4 dias antes O valor da diaria é 400 pesos, pagando em dinheiro dão descontinho. Minhas 4 diarias que seriam 1600 pesos, com desconto deu 1520 Depois do checkin, animadissimo pra desbravar o fim do mundo Fui na clássica placa do fim do mundo tirar a clássica foto Pouco ali pra frente tem umas casinhas das empresas que fazem os passeios no canal. Eu queria a Pinguinera. Sabia que era caro e só a Piratour fazia. E é caro, foi o passeio mais caro de toda viagem. Tinham 1 vaga para o dia seguinte e depois vagas para quarta. Apesar de caro, é concorrido. E esse caro eu to falando de 2500 pesos!!!!!!!!! Existem outros por 1500 pesos, mas não descem na ilha dos pinguins, só chegam perto. Mas era o passeio q eu mais queria fazer em Ushuaia. Queria muito andar bem pertinho dos pinguins Pensei algumas coisas: 1 - Qual a chance de um pinguim chegar aqui em Minas? Vez ou outra, no inverno, aparece um pinguim perdido no Sul, em Floripa...Mais incrivelmente ja vi noticia uma vez de um pinguim perdidão no Rio. Mas e o pinguim subir a serra e vir parar aqui pra Minas? Sem chance! Pinguins nunca virão em Minas, mas o mineiro estava em Ushuaia.... 2 - Qual a chance de eu voltar na Patagônia? Eu, particularmente, tenho uma filosofia de que figurinha repetida não completa álbum e esse mundo é muito grande pra pouca vida 3 - Pra que eu trabalho? Pra que eu aturo chefe todo dia? Cobrança de meta todo dia? Cliente chato todo dia? Pensei que todas essas coisas que passei é que me proporcionaram ganhar meu salário e poder estar ali. Então é caro? Sim. Mas eu queria fazer. Demais. Me permiti o presente, e se vc tem vontade de fazer, vá! Então bora, pinguinera reservada pra quarta. Depois fui bater pé a toa pela cidade, andar pela famosa San Martin. Procurar algo pra comer e o primeiro lugar que vou a hamburguesa é 230 pesos uauaaaaaaaa To fora Sem base essa inflação patagonica. Os sanduíches da Aerolineas eram até bem fartos e eu não tava com muita fome. Vi uma padaria que vendia churros, era 2 por 20 pesos, então ataquei hehe. Dei uma volta na orla, tava uma bela tarde de sol, aquele arzinho frio típico, mas até tirei a blusa, de boa, tempo super agradável, 15º no sol e sem vento é gostoso. Passei no mercado La Anonima, na rua de trás do hostel, comprei uns lanchinhos de trilha, frutas, biscoitos, sanduiche natural... kits de sobrevivencia na Patagonia deu 89 pesos e o resto do dia descansando no hostel depois da maratona de quase 24 horas pra chegar no fim do mundo Nos supermercados não tem sacola. Tem pra vender, 10 pesos essas sacolas ecológicas. Eu levei pouca coisa na mão mesmo, mas como tinha levado muitas sacolas plásticas daqui pra colocar roupa suja ou molhada, essas coisas, então das outras vezes q ia no supermercado já levava sacola Anoitece depois de 22 horas Segunda, 06 de fevereiro de 2017 O tempo virou em Ushuaia. O domingo de sol virou uma segunda nublada e de garoa. Frio o dia todo, minima de 9° e máxima de 11° Mesmo com o tempo assim, resolvi ir no glaciar Martial. Era umas 11 horas, tinha pouca gente no hostel essa hora, os poucos q estavam lá não pareciam mto animados. Saí andando mas o tempo tava bem feio, eu tava com medo de piorar, então peguei um táxi pra chegar rapidinho lá em cima. O taxi deu 180 pesos. Mas não precisa, pode ir a pé, a não ser que vc queira chegar mais rapido ou se poupar da subida. Uns 15 minutos o táxi me deixou na entrada do parque do glaciar. Nenhuma alma viva, 1 carro parado, tempo fechadão... Entrei no guardaparque, peguei um mapa e o cara me disse aproximadamente 2 horas pra ir e voltar. Fui subindo a pé pela pista de ski q em fevereiro é só uma estrada de pedras. Tava 10 graus, eu de camiseta, fleece e campera, tava garoando e a mochila nas costas, subindo aquele morro, mesmo com o frio minhas costas suavam. Foi aí que dei importância pra um item que muita gente fala aqui e eu não levei mas é importante: camiseta dry-fit. Qdo vc sua no frio, o suor fica frio e qdo vc puxa a camiseta pra trás e encosta ela de novo no corpo, vc sente o qto o suor tá gelado... Maior bruma envolvente, não via nada!! Cheguei na plataforma superior e dali tem 2 trilhas, uma indo pelo bosque e outra beirando o rio. Vc pode ir por uma e voltar pela outra. Fui pelo bosque, voltei pelo rio. No fim dessas trilhas é que começa propriamente a trilha pro glaciar. Da entrada do parque até esse ponto é uma subida contínua mas não é dificil. Desnivel de 220 metros. Daqui pra frente é a trilha ao glaciar, desnivel de 275 metros e trilha entre pedras. Segui enxergando poucos palmos à minha frente... Lá pelo meio da trilha a bruma envolvente começou a ir embora. Já dava pra ter uma visão melhor do que tinha pra frente. No final da trilha q a subida é mais pesadinha, zigue zague, pedras...mas cheguei lá de boa Só tirei umas fotos do gelo, pisei no gelo, meu primeiro contato com um glaciar!!! Fui voltando, o tempo seguiu abrindo, mesmo assim ver Ushuaia lá em baixo era sem chance. Tem uma outra trilha que vai pra um mirador da cidade. Fui até lá mas obviamente não tinha cidade pra mirar... Na volta o tempo já tava um pouco mais limpo... Pero, donde está la ciudad? Cheguei de volta na entrada do parque 14:30. Fui voltando a pé pra Ushuaia, ziguezagueando por aquela estradinha sinuosa, vez ou outra pegando um atalho onde via as estacas amarelas. Devo ter levado uma hora pra descer Não recomendo ir ao Martial se o tempo tiver feio. Vc nao vai ver muita coisa, não dá pra ter aquela panorâmica bacana. Mesmo assim achei muito bonito e recomendo como ótimo passeio pra dias de tempo bom Chegando em Ushuaia fui procurar comida. Caríssimo comer em Ushuaia. Fiquei num lanche, 2 empanadas e café por 135 pesos. Passei no supermercado, comprei 2 peras e 3 pêssegos por 41 pesos e fui completar isso como janta no hostel
  12. oli ara

    Onde fazer Câmbio em Buenos Aires?

    Pessoal, me ajuda, por favor. Estou indo para a Patagônia agora em abril (com conexão em Buenos Aires) e queria saber se é realmente mais vantajoso fazer o cambio em Buenos Aires. Minha conexão será no Aeroparque Jorge Newbery. Alguém sabe me informar se lá tem casa de cambio? Se não tiver, alguém pode me indicar algum lugar com cotação boa? Me ajudem. Estou bastante perdida.
  13. Olá Pessoal, Depois de ler muitos relatos aqui no Mochileiros que foram fundamentais pra a construção do nosso roteiro de viagem ao Uruguai e Argentina, me sinto na obrigação de dividir com vocês um pouquinho da nossa experiência de viagem à Punta Del Este, Montevidéu, Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Nossa viagem durou 12 dias, de 02 a 14/06/2017 e posso dizer que foi mais que perfeita! Compramos nossas passagens áreas com 2 meses de antecedência, com a CIA Aerolíneas Argentinas através da decolar.com, pagamos na época R$ 1090,00 com Seguro viagem incluso. Optamos por comprar a ida para Montevidéu e a volta por Buenos Aires, uma vez que todos que já fizeram essa rota indicam conhecer primeiro o Uruguai e depois Buenos Aires por uma questão de transporte e confesso que foi nossa melhor escolha. Fechamos nosso roteiro da seguinte forma: 02/06 – Chegada em Montevidéu – Ida para Punta Del Este 03/06 – Punta Del este 04/06 – Punta Del este 05/06 – Saída de Punta Del este - Chegada em Montevidéu pela manhã 06/06 – Montevideu 07/06 – Montevideu – 08/06 – Saída de Montevideu – Chegada em Colônia do sacramento pela manhã – A noite Ida para Buenos Aires 09/06 – Buenos Aires 10/06 – Buenos Aires 11/06 – Buenos Aires 12/06 – Buenos Aires 13/06 – Buenos Aires 14/06 – Buenos Aires – Pela manhã retorno para SP Concluindo, ficamos 2 dias em Punta Del este, 3 dias em Montevidéu, 1 dia em Colônia do Sacramento e 5 dias em Buenos Aires. Foi tempo suficiente e mais que perfeito para conhecer todos os cantinhos das cidades.
  14. Relato de viagem 16 de dezenbro ate 4 de janeiro Antes de começar o meu simples relato de viagem, gostaria de deixar algumas dicas para ajudar viajantes de primeira viagem, assim como eu. Essa foi a minha primeira viagem sozinho e a primeira internacional. Eu infelizmente sou bem desconfiado das coisas e um pouco paranóico com segurança, como estaria boa parte do tempo sozinho, achei melhor me precaver. A primeira coisa que eu acho importante é saber o que você realmente quer na viagem. Você é uma pessoa que gosta da noite, gosta de museu, gostar dos dois, pode gastar muito ou não quer gastar tanto. É importante que tenha isso em mente para ir o mais preparado possível. No meu caso eu não sou de balada, e a minha viagem era para conhecer os pontos turísticos, tentando sempre ir caminhando aos locais , conhecer a culinária local e ao mesmo tempo a minha viagem seria mais econômica, por isso não realizei visitas guiadas ou outras coisas que geram gastos. Dicas Segurança Como era a minha primeira viagem, estaria sozinho e acabei lendo relatos de brasileiros que foram assaltados em BS AS, resolvi seguir alguns conselhos que li aqui e em outros sites. - Usar uma doleira (money Belt); - Fazer uma lista com os endereços da embaixada ou consulado brasileiro; - Levar RG e passaporte, deixei o passaporte onde estava hospedado e levei o RG comigo. - Distribuir o dinheiro e cartões entre money belt e carteira. Meu cartão do Itau deixava na money belt, junto com uma cópia do seguro viagem, RG, lista de endereço importantes e 500 pesos. Na carteira eu deixava meu cartão do Nubank e o dinheiro que gastaria; - Tirar fotos de documentos e deixar no celular; - Qualquer tipo de documento impresso (roteiro de viagem, seguro viagem, rg, endereços e etc), ter uma cópia de tudo no celular e no e-mail; - Essa dica foi dada por uma amiga argentina, evite pegar celular ou câmera fotográfica em cruzamento. Geralmente passam de moto puxando o celular. Tecnológica Aqui umas dicas na parte de tecnologia que me ajudou muito. - Caso você use o celular para tirar foto e não vai postar nas redes sociais, recomendo instalar o google photos. O app sincroniza as fotos tiradas ou recebidas diretamente para o serviço da google. Assim caso você perca o celular, não perderá as fotos que já foram sincronizadas. Como eu não possuía 3g e o meu roaming não funcionou. Toda noite sincronizava usando a conexão wifi dos lugares que eu estava; - Maps.me, como eu não tinha 3g o maps.me ajudou-me muito porque o mapa era offline. - Criar um mapa com os pontos turísticos e outros lugares no google maps. Esse é o mapa que eu criei com os pontos turísticos e alguns restaurantes. Dá para criar algumas rotas, achei bem legal. - EasyTaxi ou Uber, caso você consiga conexao wifi ou 3g, utilize esses apps para se locomover pela cidade, se não quiser pegar o metro. Uma amiga argentina disse que é mais seguro chamar um táxi pelo app que diretamente na rua, porque o preço geralmente não varia tanto do que foi simulado; - O app restorando mostra alguns restaurantes em BS AS e a média de preços, também pode ser pesquisado por bairro ou tipo de comida. O lado negativo que nem todos os restaurantes estão no app; - Existem dois apps um chamado Banelco MAP e o outro LINK Celular, mostram onde estão os caixas eletrônicos para poder sacar dinheiro. Não os achei tão preciso assim. Eu consegui sacar dinheiro dentro do banco Macro porque usava o mesmo sistema Banelco. No Banco de la Nación utiliza um outro sistema; - Se o celular for um pouco mais antigo, remova qualquer app, foto, música ou documentos que não sejam importantes para a viagem. Deixando o celular mais rápido para abrir o app de foto ou verificar o mapa; Diversas - Compre o cartão SUBE do metro dentro de alguma estação, sai mais barato que comprar em kiosko. Paguei 25 pesos no cartão e é bem simples andar de metro em Buenos Aires; - Caso a sua viagem seja econômica como foi a minha, evite restaurantes turísticos. Em alguns casos no mesmo bairro, em duas ou três quadras de diferença, encontra-se restaurantes onde se consegue economizar até 60 pesos; - Se possível compre um frasco pequeno e leve um pouco de protetor solar. Paguei 254 pesos em um da Nivea. E leve também escova e pasta de dente, evite gastar com essas coisas, caso a viagem seja econômica; - Se for comprar algum produto de higiene recomendo ir na farmacity, é bem mais em conta que em outras farmácias. - Não sei se são todas as operadoras, mas a Movistar para ativar o chip é necessário o número do DNI (RG argentino). Eu ativei o meu usando o DNI de uma amiga e como ela usava Personal não ia ter problema. Eu achei bem difícil encontrar cartão de recarga e meus dois cartões de crédito e débito não funcionaram para recarregar pelo site. Por fim consegui encontrar um cartão e recarreguei, mas o 3G não funcionou hahahaha. - Mercados chinos e o mercado Dia, são mais em conta que o Carrefour Express. - As melhores águas que tomei foram Kin e ECO de los andes, as outras eu achei um pouco estanha. Dia 16 Dez - São Paulo - Buenos Aires Peguei o avião às 19:10 em Guarulhos e cheguei as 20:50 no Aeroparque (não existe horário de verão na argentina). Cheguei e depois de 1 hora começou a chover muito forte. Como já havia lidos sobre os táxis no país preferi pegar um remis oficial, paguei 460 pesos até caballito, onde ficaria na casa de uma amiga. Troquei 2 mil reais no banco de la nacion, a cotação estava R$ 5,40, deu 10800 pesos. Eu tinha visto a cotação antes de pegar o avião e na CambioMaisBrazucas estava a 5,60, preferi perder alguns pesos e optar pela comodidade. Apesar do remis ser bem caro, compensou o preço. Cheguei tranquilo em Caballito, era quase meia noite, jantei com a minha amiga e fui dormir. Dia 17 Dez - Palermo Acordei cedo e fui em busca de medialunas em Caballito, encontrei um lugar chamado medialunas de la abuela, comprei 4 e deu 28,00 pesos. Passei em uma farmacia para comprar um desodorante Rexona 53 pesos. Esperei a minha amiga voltar e saímos para Palermo de ônibus. Eu não fiquei muito tempo na parte dos restaurantes e bares, meu objetivo era conhecer parques e bosques. O tempo ajudou bastante, estava sol e com bastante vento, lindo dia. O lugar é muito bonito e eu achei bastante limpo, pelo tamanho da área. O que me surpreendeu bastante em todos os lugares que eu fui, é muito comum você ver pessoas passeando com seus cachorros. Não é uma pessoa isolada, são muitas, achei bem legal isso. E os cachorros lá parecem ser bem tranquilos, não avançam e não saem latindo igual uns louco. Infelizmente não sei porque, mas o Rosedal estava fechado e algumas partes do bosque também, era final de ano e estavam armando umas atrações natalinas para as crianças. Passei pelo Jardm Botânico, Monumento de los Espanhóis, Rosedal (Por fora apenas), Planetário, bosques e terminamos na costanera norte. Recomendo verificar bem o caminho para a costanera norte ou pegar um taxi, escolhemos um caminho bem pouco movimentado e nos perdemos diversas vezes até encontrar um local que dava para entrar. Alguns pontos da costanera são fechados. A parte dos bosques e plazas são bem abertas e grandes, é difícil saber quando termina uma plaza e começa outra. A parte dos bares para os bosques são um pouco distantes, se você não gosta de andar e não quer pegar taxi, melhor se planejar. Mas no final valeu muito a pena, não fiquei para ver o pôr do sol que deve ser incrível nesse ponto. Já era quase 16 e fomos almoçar em um lugar chamado McNaff se nao me engano, paguei 247 pesos , um hamburguer, pizza, coca e água. A noite fui jantar com a minha amiga no Bronx Bar em Caballito, que é um bairro que tem bem menos turistas e possui muitos barzinhos e restaurantes. Pedi uma bandiola com batata frita, chimichurri e uma jarra de cerveja artesanal de mel, ficou 262 pesos por pessoa. Porções são grandes e a carne é deliciosa. Dia 18 Dez - Micro Centro e Retiro A argentina estava votando uma nova lei para aposentadoria e no dia 18 era esperado manifestações no centro, que iniciariam por volta das 11:30, no dia 19 era esperado greve do transporte público e eu só consegui passagem de ônibus para Misiones dia 21. Teria um día a menos em Buenos Aires, então fui tentar conhecer Micro Centro e Retiro em um só dia. Acordei as 05:00 e sai de casa as 06:40, passei na Farmicity e comprei pomada para queimadura de pele e protetor solar, tive problemas com o sol no primeiro dia, total 344,08 pesos (tragam protetor solar do Brasil !!!!). Comprei o cartão sube dentro da estação, 25 pesos e carreguei 50 pesos. Desci na estação Plaza de Mayo. Fui seguindo o meu roteiro, Parque Colón, Casa Rosada, Plaza de Mayo, Cabildo Buenos Aires, Catedral Metropolitana, Monumento a las Cataratas, Monumento Don Quijote, Palacio Barolo, Congresso Nacional, Obelisco, Teatro Cólon e Plaza Gal Lavalle. Achei tudo muito bonito, os prédios antigos as ruas largas e bem conservadas, os comércios não possuem letreiros enormes como aqui, são bem discretos, essas coisas me deixou muito maravilhado pelo local. Eu li em outros relatos de pessoas dizendo que a cidade era suja. Novamente não achei, onde eu moro é pior. Como era esperado manifestação alguns lugares estavam com barreiras. O lado bom de ter acordado cedo, tinham poucas pessoas na rua. Quando terminei de conhecer todos os lugares da minha lista eu vi que ainda eram 09:30. Fui para Retiro. Em Retiro fui apenas conhecer A Plaza de San Martin, Edificio Kavanagh, Torre Monumental, Igreja Santisimo Sacramento e na volta passei no El Ateneo e na frente do edifício The Water Company que é muito bonito. Não me passou uma boa sensação Retiro, achei o lugar um pouco estranho, mas a Plaza San Martin,o Edifício e a Igreja são belíssimos. Na Plaza San Martin, fui abordado por um homem dizendo que era de uma ong e começo a me dar dicas turistas e no final de tudo, pediu-me dinheiro para ajudar, dei 20 pesos. Passei no mercado Día e comprei dois pacotes de bolacha, 15 pesos. Já eram mais ou menos 11:00 horas e algumas ruas de acesso às estações de metrô estavam fechadas. Nesse momento me bateu uma hora e meia de total burrice e acabei caminhando do micro centro até a estação de trem do Bairro Once. Bairro bem diferente dos turísticos, um bairro mais sujo, com mais moradores de rua e pessoas te olhando direto. A minha inteligência voltou e peguei o metrô direto para Caballito, cheguei por volta das 13:30. Almocei na casa da minha amiga e passei a tarde toda tomando mate no parque Rivadavia, um dos pontos altos da minha viagem. Foi muito interessante conhecer essa rotina que eles tem, uma rotina totalmente diferente da minha. O parque muito bem cuidado, as pessoas tranquilas descansando depois de um dia de trabalho. A noite fui jantar em um restaurante em Caballito, infelizmente não me lembro o nome, gastei 210 pesos, pedi um lanche e uma coca. Dia 19 Dez - Recoleta Meus dias na casa da minha amiga terminaram. Iria agora para o quarto que eu aluguel no Airbnb, em Recoleta por 3 dias a 260 reais. Para minha sorte o metrô estava de greve, só funcionava ônibus. Como eu estaria de mala, não quis arriscar pegando ônibus e eu acho difícil me localizar neles. Esperei passar um taxi que estivesse escrito Rádio Taxi e peguei para Recoleta, quando chegou no local o motorista disse 300 pesos. Eu abri a carteira na frente dele, quando ele viu que eu tinha mais dinheiro, ele disse que eram 350 pesos. Não quis debater, nem reclamar, paguei e me livrei. Dica quando for pegar taxi, deixa 300 pesos no bolso, não abra a carteira na frente deles hahahaha. Não tive sorte com Taxista, nenhum era de muito assunto. Deixei a mala no quarto, tomei um banho e sai, começou a chover então tive que abortar a missão e voltar para casa. Encontrei um Carrefour Express e fui comprar algumas coisas; Bolacha: 8 pesos Agua 500ml : 25 pesos Alfajor: 10 pesos Aproveitei para comprar um chip movistar por 25 pesos e recarreguei 50 pesos (não duram nada 50 pesos). Comprei um guarda-chuva por 150 pesos. Dei um tempo no quarto e fui seguir o meu roteiro. Parei na casa de la milanesa e pedi uma milanesa tradicional e uma garrafa de água, 250 pesos. O tamanho é absurdo e extremamente macia a carne. Passei bem a tarde toda só com a essa milanesa. Após almoçar fui seguir o meu roteiro, Basilica Senhora del Pilar, Centro Cultura, Buenos Aires Design, Parque Carlos Thays, Plaza Repuclica del Brasil, Faculdade de Direito, Floralis, Plaza Francia e Museo de Arte. O ponto alto foi a faculdade de direito, edifício lindíssimo e muito imponente. Está sendo construída uma linha de metrô ao lado da faculdade, isso vai melhorar muito para estudantes e turistas. Em Recoleta eu comecei a ver brasileiros, antes eu não tinha visto nenhum. Voltei à casa para descansar e a noite fui jantar no Restaurante Pichi Huasi Parrila, pedi um asado de tira e uma lata de quilmes, 310 pesos. Recoleta os preços são bem diferentes, é um bairro bem caro e me indicaram esse restaurante por ter um bom custo beneficio. Gostei muito da comida, não tenho o que reclamar. 20 Dez - Puerto Madero. Acordei cedo, fui no Carrefour novamente e comprei uma água de 1 litro por 36 pesos, um alfajor, iorgute e bolacha por 43 pesos. Antes de ir a Puerto Madero encontrar uma amiga, eu ia ver onde ficava o CambioMaisBrazucas, eu ainda tinha 1500 reais para serem trocados. Infelizmente, não teve um dia que eu não me perdi, em vez de ir para um caminho, eu acabava indo para outro e aí teria que voltar tudo de novo. O que era para ser algo de 10 min, levava meia hora hahahahaha. Mas se perder faz parte, e nesse dia eu me perdi algumas vezes para tentar encontrar a casa de cambio. Andei pelo micro centro, na região da Calle Flórida e depois de algumas horas rodando, acabei deixando para outro dia e fui para Puerto Madero encontrar minha amiga. Puerto Madero não teve roteiro, apenas caminhei em volta, conversando, vendo alguns lugares, tirando algumas fotos, é muito bonito o lugar, realizaram um excelente trabalho revitalizando o bairro. Por volta das meio dia fomos almoçar no mostaza (uma rede de fast food argentina). Pedi um lanche extreme bacon, 160 pesos. Dica você pode pedir apenas um hamburguer com queijo, o combo acaba ficando 70 pesos, com coca e batata. Depois do almoço caminhamos pelas ruas de Puerto Madero e fomos a uma exposição no antigo prédio dos correio. No final da tarde voltei para casa. A noite fui jantar empanadas, eu ainda não tinha comido. Fui no Restaurante Anastacia, peguei 3 empanadas mais uma coca, 140 pesos. Dia 21 Dez - Recoleta Como eu tinha uma viagem marcada para Misiones, tive que encurtar a minha passagem por Buenos Aires. Tomaria um ônibus às 20:00 no terminal retiro. No dia anterior o dono da casa onde eu fiquei, disse que no shopping de Recoleta tem um guichê de câmbio. Como eu não queria mais ficar me perdendo e me encontrando pelas ruas e não achei segura a Calle Flória para ficar andando com dinheiro recém trocado. Resolvi cambiar no próprio shopping. A cotação estava 5,20 no shoppping e no CambioMaisBrazucas estava 5,40 ou 5,60, não lembro direto. Troquei 1500 por 7800 pesos. Agora com dinheiro trocado precisaria passar o tempo até chegar às 20:00. Fui de novo para os pontos turísticos de Recoleta, só que dessa vez entrei no Cemitério, Recoleta Design, entrei na Basílica Nuestra senhora del Pilar e fui ver as embaixadas francesa e brasileira, dois prédios lindos. Não gostei muito de entrar no cemitério e ficar tirando fotos de túmulos, não fiquei muito tempo e sai. Não achei interessante o Buenos Aires Design, além de ser bem caro as coisas, eu não encontrei nenhum produto feito na argentina, era tudo chinês. A Basilica é simples mas linda. Almocei no Almacen de la Pizza, pizza com massa fina e molho caseiro, excelente lugar. Pedi uma pizza de mussarela e uma água por 214 pesos. Voltei para casa, tomei um banho e o dono da casa chamou um taxi de confiança para me levar até o Terminal Retiro, 280 pesos. Eu cheguei muito cedo no terminal antes das 18, tive que esperar muito tempo até o ônibus chegar. Tem que tomar muito cuidado dentro desse terminal, nesse lugar eu senti medo. 22 Dez até 3 Jan Cheguei na cidade de Leandro N. Alem em Misiones, para passar o fim de ano na casa de uma amiga com os seus familiares. Nesse momento da viagem eu não programei nada e não fui para conhecer pontos turísticos. Fui para conhecer as pessoas e descansar, colocar os pensamentos em dia. Então peço desculpas, mas não poderia dar muitas informações sobre Misiones. O final de ano novo aonde eu fiquei não tem fogos, armaram uma baladinha no centro da cidade e fiquei por lá até as 06:00. Misiones é um departamento que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, é onde está Puerto Iguazu e o relevo lembra muito o Brasil, com morros. Diferente de Buenos Aires que é totalmente plana. Eu pude perceber que existem diversas atrações turísticas em várias cidades; cachoeiras, trilhas, rios e as ruínas de San Ignacio entre outras coisas. Mas as coisas são longe uma das outras, não dá para sair fazendo tudo a pé. Ou vai de ônibus de uma cidade para outra ou de carro. O valor dos ônibus variam muito, peguei ônibus pagando 25 pesos e ônibus pagando 35 pesos. Acredito que seja por conta da distância. É comum encontrar brasileiros e muita gente falando portunhol, por conta da proximidade com o Brasil, se fala muito portunhol. Em duas cidades onde fui visitar, existia um casino. Em relação a preço eu não achei tão diferente de Buenos Aires. O pessoal local disse que em Puerto Iguazu as coisas são bem mais caras. Considerações finais. Para economizar na viagem optei por não fazer nenhum programa que fosse pago. Infelizmente fiquei com tanto medo de ficar sem dinheiro que acabei economizando demais e poderia ter jantando ou tomado um café da manhã em um lugar mais bacana. Mas são aprendizados. Dentro do Terminal Retiro existem Remis Oficial, acredito ser mais seguro. Do terminal Retiro até o Aeroparque paguei 180 pesos no Remis Oficial, o Remis que eu peguei não tinha identificação nenhuma. Recoleta é um bom lugar para se hospedar se você ainda não conhece a cidade, porque dá para ir a pé para os principais bairros. Mas é um bairro mais caro para se comer. Optei também por não conhecer os bairros de la Boca e San Telmo e ver dança de tango, não me chamou tanto atenção. Argentino é muito acostumado a comer pão. É normal ter pão na mesa durante o almoço e janta. Não entrei em nenhum Outlet, meu objetivo de viagem não era esse. Acabei entrando no shopping de recoleta e os preços desse shop fazem o peso e o real valerem a mesma coisa hahaha. Não se enganem, apesar do real valer mais, algumas coisas acabam saindo mais caras comprando na argentina que no brasil. Passagem Avião Gol ida e volta comprada em Agosto = R$1.600 Seguro Viagem Porto Seguro = R$ 320 ( comprem outro mais barato ) Saquei 2000 pesos no caixa eletronico, não lembro a cotação, mas é cobrado uma taxa para usar o caixa eletrônico. Não recomendo. Ônibus ida e volta Buenos Aires - Leandro N. Alem = 3200 pesos. Vale a pena? Eu sou meio suspeito para dizer se vale a pena ou não viajar para Buenos Aires, porque para mim foi um sonho realizado, sempre tive vontade de ir para Buenos Aires do que para Disney por exemplo. Então valeu muitíssimo a pena, foi uma excelente experiência de vida, me fez ver algumas coisas de outra maneira e realizar um sonho e cumprir uma meta. Concerteza eu voltarei à cidade, e farei coisa que acabei não fazendo nessa viagem. Espero que esse meu relato possa ajudar alguém que esteja planejando conhecer Buenos Aires. Obrigado.
  15. carolbella

    Buenos Aires - Onde ficar?

    Estou indo com meu namorado a Buenos Aires em Janeiro pela primeira vez, e gostaria de obter dicas sobre hospedagens baratas em hoteis ou bed and breakfasts. Se algume tiver uma dica de albergue com quarto p casal que não seja muito barulhento, tb agradeço. Valeu! Carol
  16. Holá, que passa? jajajaja Antes, $ = peso argentino Troque apenas cerca de 200 reais no câmbio do Banco de La Nacion, pois a cotação não é favorável. Irei focar apenas na parte da agitação. Os programas turísticos tem bastante informação por aí. Bom, resolvi deixar meu relato a respeito da noite porteña pois como não consegui muita informação, eu e meus 3 amigos tivemos que descobrir na marra! Se você vai nesta intenção recomendo fortemente ficar por Palermo (de preferência Palermo SOHO). É por lá que ficamos, e a maioria dos pubs e baladas (ou boliches, como eles chamam) estão lá! A noite começa mesmo por volta de 1...2h da manhã, mas cuidado com as filas, que começam a se formar a meia-noite. QUARTA-FEIRA (MIÉRCOLES) - 16/09/2017 Bom, chegamos na quarta e fomos ver o jogo do Flamengo x Botafogo com a galera do consulado da FlaBsAs em um bar (Av Medrano 950) com cerveja artesanal (e forte!). Com 2 canecos de 500ml eu já estava no brilho! O preço foi $120 dose dupla, podendo escolher 2 brejas diferentes. O dono simpatizou conosco e me deu a única que não estava inclusa na promoção, de Whisk com Café. Nem preciso falar que é forte né? Depois, voltamos a pé para casa (ficamos em um loft pelo Airbnb, melhor coisa!) curtindo o frio. Paramos num McDonald's para comer algo. QUINTA-FEIRA (JUEVES) Acordamos tarde. Após trocar dinheiro no câmbio, almoçamos por lá e voltamos pra casa para descansar. De tardinha demos um role pelas redondezas para ver o que tinha de bom. Cerca de 21h fomos de Uber ao El Alamo (cerca de $100 a corrida) da Recoleta. É um bar/boate. Tem 3 andares. No segundo é para dançar e toca músicas locais e internacionais. Só dá jovem. (Detalhe que esqueci meu celular no Uber e foi um parto pra recuperar, mas enfim.) A entrada foi $120, revertidos em 2l de cerveja. Como eramos 4, ganhamos 2 jarras de 4l. Não conseguimos matar tudo e ficou metade de uma jarra lá! Dizem que a cerveja é batizada mas não senti nada de diferente, porém, não tome muito rápido pois é forte. Voltamos andando para Palermo Soho (mucho lokos), cerca de 20 min. As ruas em Palermo são tranquilas, preocupação quase 0 com segurança. Ainda paramos numa praça e ficamos trocando ideia com locais, fazendo rap (!!!) e cantando jajajajaja SEXTA-FEIRA (VIERNES) Na sexta depois de turistar, marcamos de casa e ao entardecer descemos para nossa esquina e ficamos numa mesinha do lado de fora da sorveteria bebendo umas Absoluts que compramos no freeshop do Brasil (dica: foi 46 reais cada uma) e conhecemos cerca de 8 garotas que ao ouvirem que éramos brasileiros sairam correndo pra sentar na nossa mesa (não estou exagerando, foi exatamente assim). Trocamos ideia no portunhol mas não passou disso. Ps.: As argentinas aparentam ser fáceis, mas são dificeis compañero!!! Porém, somos BR e não desistimos fácil hehehe Cerca de meia-noite partimos pra Kika (https://pt-br.facebook.com/KikaClubPalermo/) e cara, SÓ TINHA MULHER GATA, PIQUE MODELO. Ainda na fila fizemos amizade com uma galera que nos ouviram falando português. De início maldamos, depois vimos que eram gente como a gente. Dentro da boate, notamos que as mulheres ficavam nos olhando, literalmente encarando. No Brasil, isto quer dizer: pode chegar. Lá não. É comum elas te encararem a noite toda mas se você não chegar do jeito certo (que eu não sei qual é até hoje, mas dizem que é bailando), elas te dispensam. Não pegamos ninguém, saímos deprimidos rsrs SÁBADO Turistamos de dia. No fim da tarde, descobrimos um pub chamado Sullivan's Irish Pub(1702, Jorge Luis Borges) com chopp quilmes liberado de 18h a 00h por $180. Saímos trêbados. Resultado: meus amigos morreram em casa e eu saí sozinho em busca de alguma balada (era sábado a noite!). Entrei em um open bar chamado Gabbana. Foi $180 se eu não me engano. Não era grandes coisas, mas também não era ruim. Só era difícil chegar ao bar, então pegava logo 3 bebidas de uma vez rs DOMINGO De dia turistamos. A noite procuramos algo para fazer e achamos um Pubcrawl (http://www.buenosairespubcrawl.com/), que é um role por alguns pubs e termina numa boate. Funciona assim: $200 com 1h de cerveja e pizza liberadas no primeiro pub. Após, roda por mais 3 pubs com desconto nas bebidas e terminamos em na boate INK!. Foi lá que fiquei com minha primeira argentina <3 jajajaja Dica: se quer ficar loko, beba fernet cola. É uma bebida típica de lá, relativamente barata (entre $120 e $180 um copo generoso) e tem 38% de alcool. No início é amarga mas depois seu paladar acostuma. Começo da noite: Nos pubs: No fim da noite estávamos todos muito bem, como podem verificar: SEGUNDA: Fomos a uma boate a noite que não recordo mais o nome (me desculpem). Lá era mais underground, e subimos a área VIP apenas por sermos br. Lá compramos um combo de vodka smirnoff com 2 energéticos por $1000. Depois mais dois combos de Champagne com energético por $300 cada. Nos outros dias não saímos a noite, apenas turistamos. Qualquer dúvida, to a disposição. Saludos!
  17. Na Paola

    Buenos Aires, onde ficar?

    Mochileiros, Quero ajudaaaaa! Preciso decidir onde ficar em janeiro. Vou 5 dias pra BsAs e preciso decidir se fico na casa de uma amiga no centro, bem perto da Plaza de Mayo ou em Palermo, onde reservei um hostel... Por custo, quero ficar na amiga, mas já me disseram que Palermo é MUITO mais legal. Dá muitos helps por favor! Grata! =)
  18. Carolina Dalaqua Sant'Ana

    Qual é o melhor hostel de Buenos Aires?

    Olá pessoal! Vou passar o Ano Novo em Buenos Aires. Alguem tem alguma indicação de Hostel pra eu ficar, uma vez que irei sozinha e gostaria de um lugar animado
  19. HenriqueVanni

    Tango em Buenos Aires

    Falaê pessoal! Numa boa? Estou planejando uma vigem para Buenos Aires no ano que vem com a mulher amada! Dentre as coisas que gostaríamos de fazer está o tradicional tango portenho com um bom jantar! o problema é que já pesquisei inúmeras casas de oferecem o espetáculo, já li recomendações e críticas em diversos sites mas as informações são muito contraditórias! É claro que cada um tem a própria experiência e forma de analisar o evento como um todo, mas confio mais no pessoal daqui do Mochileiros, por questão de perfil, talvez tenha mais chances de condizer com o meu e o da minha Pitanguinha viajante! Sendo assim, se possível, gostaria de saber se vocês podem indicar qual show de tango assistiram, se o serviço é bacana, comida gostosa e claro, se puderam citar o valor, é melhor ainda! Valeuuuuuu!
  20. Olá mochileiros. Esse é meu primeiro relato aqui e nada mais justo que escolher minha primeira viagem internacional como ponto de partida . Estive visitando a capital argentina entre os dias 17 e 21 de janeiro de 2016, onde comi muito , dancei tango, fui assaltado e pude apreciar e curtir as principais atrações portenhas, seguindo sempre o lema ''bom e barato''. O quesito alimentação talvez tenha sido o que mais pesou no bolso, pois achei difícil encontrar opções baratas na cidade e quando encontrava, deixava a desejar em sabor. Roupas e lembrancinhas no geral também tem preços astronômicos na maior parte da cidade - a inflação é enorme na Argentina - então é sempre bom dar uma pesquisada. Em compensação o transporte público - ônibus e metrô - é extremamente barato e eficiente. Fiz a maior parte dos passeios a pé ou utilizando o transporte público, especialmente o abençoado metrô , que apesar de ser sujo e antigo (foi o primeiro da América do Sul) atende boa parte da área central, onde estão a maior parte das atrações. No geral achei Buenos Aires bem limpa e organizada, com uma arquitetura fantástica, cheia de vida e agitada, principalmente no cenário cultural. Espero que meu relato seja útil a vcs. Vamos lá. Para ver mais fotos, acesse meu insta: https://www.instagram.com/rafah.meireles/?hl=pt-br ou face: https://www.facebook.com/rafael.henriquecarter Dia 1 - Chegada Depois de uma noite em claro devido a uma crise de ansiedade incontrolável haha, Eu e o Danilo decolamos do aeroporto de Viracopos em Campinas (onde moro) as 07.50 e chegamos em Buenos Aires por volta das 15.30, depois de uma escala de quase duas horas em Brasília, com uma sensação muito gostosa de curiosidade e alegria. Voamos com a Gol, onde compramos um pacote pelo site da Decolar com passagem + hotel por cerca de R$ 1.200,00, já com impostos inclusos. Descemos no Aeroporto Internacional de Ezeiza, que fica localizado nos arredores de Buenos Aires e é o mais movimentado do país, apesar de ter achado o mesmo extremamente antigo, se comparado com os dois aeroportos que passei no Brasil antes desse. As placas informativas são confusas e existem muitos corredores que não levam a lugar nenhum, ou seja, nosso primeiro perrengue em terras argentinas foi tentar achar a saída do aeroporto haha. De lá pegamos um fretado da Tienda Leon que faz a ligação entre o aeroporto e Puerto Madero por 95 pesos, um valor relativamente baixo se comparado com os outros táxis credenciados que encontramos. O caminho pela rodovia foi bem tranquilo e não pegamos transito algum (talvez pelo fato de ser domingo) e em cerca de 40 minutos já estava avistando os prédios da capital no horizonte. GOLPE DA TINTA VERDE: Chegando na agência da companhia em Puerto Madero fomos tentar achar a estação de metrô mais próxima para irmos até o nosso hotel ao invés de pegarmos um táxi, pois sairia mais barato. Enquanto estávamos tentando achar a entrada da estação San Martin na Plaza San Martin eis que eu e o Danilo caímos no famoso golpe da tinta, no qual uma pessoa (no nosso caso uma mulher) joga uma tinta verde nas suas costas e aparece do nada dizendo que o passarinho fez coco em vc e começa ate ajudar a limpar. Nisso um aglomerado de pessoas se juntam ao seu redor e ao te distrair rouba suas malas e objetos que estão nos bolsos. E foi realmente isso que me aconteceu . Em um segundo minha mochila já não estava mais ao meu lado e com isso as pessoas começaram a se afastar. No desespero não sabia o que fazer, e como estávamos com outras malas atravessamos a rua e fomos até a Estação Retiro que ficava em frente, onde informamos o ocorrido aos policiais. Nos levaram em uma sala e um coordenador da estação veio nos ajudar. Não sabíamos falar espanhol e eles o inglês, então nos viramos no portunhol. Ele nos disse que esse tipo de golpe é comum na cidade e que poderíamos até prestar queixa, mas que não iríamos conseguir recuperar a mochila, no qual havia minha câmera fotográfica, óculos de grau e mais 700 reais em dinheiro , ou seja, foi um prejuízo lascado e minha primeira impressão da cidade foi uma das piores sem dúvidas. Com isso cheguei a conclusão que o barato acaba saindo caro e que realmente não podemos ficar desatentos em certos lugares, principalmente os que não conhecemos. Decidi não dar queixa e ir direto para o hotel tentar relaxar um pouco. Apesar desse acontecimento, aparentemente a cidade é bem tranquila e não traz uma sensação de insegurança, mas claro, vale a pena ter atenção (coisa que não tive haha). HOTEL: Pegamos um táxi em frente a estação Retiro e fomos até o Hotel Complejo Tango, que fica na avenida Belgrano e sem dúvidas foi uma das minhas maiores surpresas na cidade. Ele fica instalado em uma casarão de esquina e tem uma decoração temática que remete aos anos 50 . A diária por uma quarto duplo com banheiro privativo saiu por pouco mais de 100 reais e as instalações apesar de antigas eram muito boas, assim como o atendimento dos funcionários. Além do mais, o Complejo Tango oferece um pacote que incluí aula de tango, jantar e um show de tango (muito bom por sinal) que sai 1.200 pesos por pessoa e 600 pesos para quem for hóspede. Assim que fizemos o check-in fomos conhecer as ruas ao redor do hotel e ver se achávamos algo para comer. Abalados com o assalto, compramos algumas empanadas por 14 pesos em uma padaria na quadra ao lado, além de escova e pasta de dente ( sim, eles levaram isso também) em um mercadinho e voltamos para o hotel para tentar descansar e esquecer o ocorrido. Obs: o nosso hotel ficava a apenas uma quadra da estação de metrô Venezuela - linha amarela - na avenida Jujuy e sem dúvidas ajudou muito nossa locomoção. Então minha dica é: sempre pegue um hotel próximo ao metrô - caso a cidade tenha - pois facilita e muito. CÂMBIO: Sem dúvidas o melhor lugar para se trocar real por peso no famoso câmbio paralelo é na Rua Florida (Calle Florida) bem no centro da capital. A cada esquina você encontra alguém oferecendo cambio, principalmente se vc tiver cara de turista. Apesar de ser um ato ilegal e ter um alto risco de se pegar alguma nota falsa, a cotação do real perante o peso é geralmente vantajosa, mas é importante pesquisar - e a negociação é sempre feita em lugares inusitados, como no nosso caso, onde fizemos a troca dentro de uma banca de revistas e em uma sapataria. Acredito também que não é vantajoso trocar todo seu dinheiro por pesos no Brasil - troque alguns para táxi e comida no aeroporto apenas. Dia 2 - Congresso, 9 de julho, Recoleta e Palermo Acordamos bem cedo para conhecer a cidade e aproveitar o máximo nosso passeio (apesar do assalto) e adivinha? descobrimos que o comércio em geral na cidade só abre após as 10 hrs. Com isso fomos tomar café da manhã em uma pizzaria localizada na rua Albert, onde comemos empanadas (ohhh coisa gostosa que é essas empanadas ) e depois decidimos ir apé até o Congresso Nacional. Os pontos de interesse que visitamos nesse dia foram nessa ordem: Congresso Nacional - Fomos cortando por várias ruas do bairro de Balvanera e admirando a arquitetura da cidade até chegar no fabuloso prédio do Congresso, na minha singela opinião o mais belo da cidade. Plaza del Congreso - Fica bem em frente ao Congresso e é na verdade um conjunto de várias praças bem arborizadas com inúmeros monumentos e fontes. Avenida de Mayo - Se inicia bem em frente a Plaza del Congreso e vai até a Plaza de Mayo. É uma movimentada avenida repleta de muito comércio e prédios históricos. Palácio Barolo - não realizei o tour guiado pelo seu interior pois achei um pouco caro. Avenida 9 de julho - Essa sim é uma avenida monumental. Extremamente larga e com um transito caótico, foi um dos lugares que mais gostei na cidade, principalmente por ter um clima bem cosmopolita. Na 9 de julho aproveitei para conhecer o famoso Obelisco (paradinha para aquelas fotos básicas de turista), o monumento as cataratas do iguaçu (SIM, eles tem uma pequena réplica das cachoeiras em plena avenida) e depois seguimos até o majestoso Colón. Teatro Colón - o teatro mais bonito que já visitei até então. A própria estrutura do teatro impressiona, por ser bem alto e cheio de ornamentações, porém meu desejo mesmo era conhecer o seu interior. Eu e o Danilo entramos por uma de suas portas laterais e fomos até a bilheteria do teatro comprar os tickets para o tour guiado que é realizado de meia e meia hora. Os dois ingressos saíram por quase 300 pesos e o tour era feito em inglês, percorrendo os corredores do teatro, a grande escadaria, a plateia e o salão nobre. É realmente fantástico e apesar de caro, é um dos passeios mais interessantes da cidade. Aproveitamos que estávamos com fome e almoçamos no café do teatro (ambiente super lindo, mas um pouco caro). Plaza General Lavalle - fica bem em frente ao teatro Colón Tribunal de Justiça e a escola Presidente Roca Plaza del Vaticano Avenida Alvear - Seguimos caminhando por toda a 9 de Julho até chegar na avenida Alvear, já na entrada do bairro da Recoleta, onde encontramos por acaso o belíssimo palácio Pereda, de estilo francês, onde está a embaixada do Brasil em Buenos Aires. Ao longo de toda a avenida estão outros inúmeros palácios, grifes e hotéis badalados. Essa é sem dúvidas uma das área mais elegantes e caras de toda a cidade. Cemitério da Recoleta - Muita gente ainda torce o nariz para arte tumular, mas eu simplesmente acho lindo e o cemitério é fantástico, com um túmulo mais imponente que outro. Ficamos facilmente umas 3 horas dentro da necrópole onde visitamos os principais túmulos, entre eles o de Evita Perón (o único que continha flores entre todos os túmulos que vimos e realmente comprovamos o que dizem, ele é um dos mais simples ali existente). Saímos do cemitério e fomos dar uma volta pela grande praça bem em frente e demos uma olhada na pequena feira que estava ali montada. Igreja Del Pilar Centro Cultural da Recoleta Monumento a Alvear e Palais de Glace Hard Rock Buenos Aires Fica localizado dentro de um pequeno shopping e que inclusive estava praticamente vazio. Plaza Francia - localizada ao lado do Hard Rock, tem um belo monumento a comunidade francesa. Museu de Belas Artes - infelizmente estava fechado - era segunda feira. Faculdade de Direito - atravessamos a ponte universitária, que inclusive oferece a mais bela vista da Faculdade de Direito. Floralis Genérica - pausa obrigatória para fotos MALBA - Já estávamos extremamente cansados - e o calor de 30 graus do final da tarde não ajudava muito - mas mesmo assim decidimos continuar nosso roteiro e fomos caminhando por cerca de meia hora pela movimentada avenida Presidente Alcorta até chegar no bairro de Palermo, onde nosso objetivo era o MALBA - Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires, onde está a nossa famosa tela O Abaporu, além de telas da Frida Kahlo. O museu é bem grande e custa 60 pesos por pessoa. Lá dentro há um pequeno café e uma loja de lembrancinhas (todas caras por sinal). Plaza Uruguay - Saindo do MALBA voltamos pela mesma avenida, cruzamos o grandioso espaço verde dessa praça, onde havia muitas pessoas fazendo piqueniques ou simplesmente descansando em seu gramado. Inclusive havia muitas pessoas fazendo caminhada e exercícios pela avenida. Livraria El Ateneo - Seguimos de apé do bairro de Palermo até esse que é um dos lugares mais lindos da cidade (considerada a segunda livraria mais bela do mundo). Ela fica localizada em no prédio de um antigo teatro que foi transformado em cinema e anos depois nessa livraria. No que era o palco do teatro há um charmoso café (Café Ateneo). Por incrível que pareça fizemos todo esse roteiro a pé (emagrecemos uns quilinhos também hahaha). Foi bem cansativo, mas conseguimos conhecer muitas coisas e economizar bastante com locomoção. Dia 3 - Plaza de Mayo, Caminito Tomamos nosso café da manhã no hotel - um café simples mas muito saboroso - e fomos bater perna. Nosso destino no dia era a Plaza de Mayo e seus arredores. Pegamos a linha amarela do metrô, em seguida a linha azul e descemos na estação Catedral, que fica bem ao lado da praça, em frente ao Museu do Bicentenário. Nosso tour foi o seguinte: Ministério da Educação Parque Colón - Localizado bem atrás da Casa Rosada Centro Cultural Kirchner - Achei esse um dos prédios mais imponentes e bonitos da cidade Banco de la Nacion Casa Rosada - pausa para aquelas fotos básicas haha. Minha intenção era ter conhecido o interior da Casa Rosada no tour que é realizado aos domingos, porém o assalto dos dias anteriores tirou todo o meu clima . Sinceramente, esperava bem mais da tão falada Casa Rosada Plaza de Mayo e seus monumentos - a praça estava lotada de turistas, onde encontramos até um casal de britânicos super animados que nos pediu ajuda para tirar uma foto deles em frente a Casa Rosada haha. Catedral Metropolitana Cabildo de Buenos Aires - dentro desse prédio funciona um interessante museu - gratuito - que nos mostra como foi o processo de colonização espanhola não apenas na Argentina, mas em toda a América. Calle Florida - Essa rua foi um dos lugares mais legais da cidade. Cheia de lojas, shoppings e ambulantes haha, ela é super movimentada e é o melhor lugar para se fazer cambio. Galerias Pacífico - esse é o shopping mais bonito que já conheci, graças principalmente a incrível cúpula situada bem no centro do prédio. É um local extremamente luxuoso e caro. Igreja e Convento de Santa Catarina Café Tortoni - Claro que não poderíamos visitar Buenos Aires e não ir ao café mais famoso da cidade. O espaço estava lotado e tivemos que ficar uns 15 minutos esperando do lado de fora para conseguir uma mesa. Assim que entramos fomos atendidos pelo José, super simpático e atencioso, que disse que adora os brasileiros . Igreja de San Ignácio Igreja de San Francisco Basílica de Santo Domingo Como todas essas atrações estão bem próximas uma das outras, fizemos todo esse roteiro a pé e com isso economizamos mais uma vez uma graninha com transporte haha. Por volta de umas 15 hrs decidimos ir para o badalado Caminito. Pegamos um ônibus na rua Adolfo Alsina, próximo a plaza de Mayo e em cerca de meia hora chegamos no bairro de La Boca. Pagamos cerca de 2 pesos na passagem e a viagem foi super tranquila. Não me recordo o número do bus, mas ele para na Avenida Almirante Brown, onde seguimos apé pela rua Brandsen até o Estádio do Boca Juniors, que infelizmente não entramos, mas tiramos umas fotinhas na frente e nas lojinhas ao seu redor. Seguimos por algumas quadras e chegamos ao Caminito, que estava muito cheio. Não há muito o que se fazer nas pequenas travessas, mas sem dúvidas o Caminito foi o lugar que mais gastei na cidade haha, pois achei as coisas bem baratas se comparadas com o centro por exemplo. Pegamos o mesmo ônibus na volta, desta vez na avenida Pedro de Mendonza e paramos a apenas umas quadras do nosso hotel. Antes disso, porém, pegamos o nosso primeiro congestionamento na cidade - Ficamos mais de uma hora parados na região do congresso em um ônibus extremamente lotado. Legal que encontramos dois amigos italianos que estavam completamente perdidos e nos pediu ajuda. Dia 4 - La Plata e Puerto Madero Nesse dia acordamos cedo (pra variar rsrs), fomos até o bairro do Retiro para pegar um ônibus até La Plata, a capital da província de Buenos Aires. O embarque é feito em um terminal a céu aberto que fica localizado bem ao lado da estação de trem e é uma região bem degradada, cheia de ambulantes e moradores de rua, então é bom tomar cuidado nessa área. Existem duas empresas que fazem o trajeto até La Plata: Plaza e Metropolitana. Fomos com a primeira e a passagem custou cerca de 130 pesos (a passagem é comprada na hora e utiliza-se o cartão SUBE, o mesmo usado no metrô, para pagar a passagem). A viagem dura uma hora e meia e utiliza praticamente uma única rodovia para se chegar no local. Nosso destino na cidade era a Catedral, então pedi para o motorista nos deixar no ponto mais próximo, que era na Plaza Italia, que fica basicamente do outro lado do centro haha. Sendo assim, o jeito então foi ir apé (again). Incrível que só foi descermos do ônibus que uma forte tempestade caiu na cidade, com isso ficamos cerca de meia hora dentro de uma lanchonete esperando o tempo abrir um pouco. De lá seguimos pela Avenida 7 até a Plaza San Martin, onde pegamos a avenida 51, que sai bem em frente a Plaza Moreno. Nesse trajeto vale a pena apreciar os inúmeros palácios e edifícos de arquitetura eclética que trazem um clima europeu a cidade. Destaque também parao o moderno Teatro Argentino, que fica na avenida 51. A Plaza Moreno é uma gigantesca praça, repleta de fontes, estátuas e monumentos e é o marco gero da cidade. É nessa praça que fica a monumental Catedral de La Plata, a maior igreja gótica da América Latina. Essa construção é simplesmente fantástica e impressiona pelo seu tamanho, tomando todo o horizonte da praça. Para se ter ideia as suas torres podem ser vistas da rodovia que dá acesso a cidade, de tão altas que são. Para minha frustação a igreja estava fechada , já que meu desejo era subir até o alto de sua torre pelo elevador panorâmico. Mesmo assim a vista da igreja é fenomenal e aproveitei para comer alguma coisinha no Café Ritz que fica localizado no subsolo da igreja, em um ambiente super gostoso (e caro haha). Bem em frente a praça está o belo prédio da prefeitura da cidade. Para voltar até Buenos Aires, pegamos um ônibus municipal ao lado da catedral, na avenida 51 (não lembro o número da linha) e descemos na avenida 44, próxima a plaza Itália. De lá seguimos uma duas quadras pela Calle 4 até chegar na rodoviária de La Plata. Ficamos quase uma hora esperando o ônibus nesse lugar que é horrível, muito mal cuidado e com muitos moradores de rua e as pessoas ficam lhe encarando. Voltamos de La Plata por volta das 15 hrs. Descemos na avenida 9 de julho e seguimos de apé (SIM, novamente apé kk) até o bairro mais badalado da cidade. E sim, posso garantir que Puerto Madero é o mais badalado bairro e o que mais me deixou a vontade. Cheio de bares, restaurantes, hotéis, museus e com uma arquitetura fascinante que mistura os modernos arranha céus com os galpões do antigo porto, Puerto Madero é fantástico e vale muito a pena a visita. No bairro visitei a Ponte de la Mujer e o Fragata Sarmiento, um interessante barco ancorado que funciona como um museu. Os restaurantes em Puerto são um pouco caros, então decidimos partir para um fast food e fomos no Mostaza (rede muito popular na cidade, já que vimos várias unidades em diversos bairros). Dois lanches saíram por cerca de 120 pesos e olha, foi um dos lanches mais gostosos que comi em um fast food. UFFA. De lá seguimos até a Plaza de Mayo e pegamos o metrô para o nosso hotel, onde lá mesmo assistimos a um delicioso show de tango, com direito a aula e tudo mais. Dia 5 - Partida Esse foi o dia mais light que tivemos. Como nossa reserva ia até as 17 hrs e nosso vôo saia só as 22 hrs, deixamos nossas malas já prontas na recepção do hotel e fomos até o centro novamente andar, sem um destino especifico. Andamos pela 9 de julho, plaza de Mayo e por acaso acabamos encontrando o Museu Evita (esse não é aquele famoso museu dedicado a ex primeira dama e sim um mantido por uma associação trabalhista) que conta com uma coleção bem bacana de itens pessoais, além de inúmeros livros e revistas com Evita na capa. Depois fomos almoçar no restaurante Harmony na avenida de Mayo. Pedi um macarrão a bolonhesa por 60 pesos e o Danilo uma costela por 110 pesos. O atendimento foi bom mas achei a comida sem gosto. Pedi também uma empanada de carne que não estava gostosa (foi a única das milhares de empanadas que comi na cidade que não estava boa). De lá fomos caminhando até o congresso e ficamos sentados esperando a hora passar na plaza del Congreso. Engraçado que vimos uma movimentação de policiais na praça, ao redor de uma manta preta. Do nada uma policial veio em nossa direção e perguntou se poderíamos ir na delegacia testemunhar sobre o corpo de um morador de rua que foi encontrado morto ali kk. Na hora achei super bizarro isso e no nosso portunhol horrível falamos que éramos turistas e tal e a policial (que era super simpática) agradeceu e falou que não era mais preciso. Não entendi é nada hahah . De lá seguimos para o hotel de metrô, pegamos nossas malas e partimos de táxi até o Aeroparque Jorge Newbery - aeroporto que fica na área central da cidade, e que apesar de ser voltado para voos regionais, tem alguns internacionais rs). A corrida de táxi saiu por 120 pesos e o motorista era super curioso e ficou perguntando um monte de coisas pessoais haha, além de elogiar muito o Presidente Macri. Notei que não havia taxímetro, por isso é sempre melhor combinar a corrida antes, algo que não fiz. O Aeroparque é um aeroporto não muito grande, mas um pouco desorganizado. No segundo piso fica a praça de alimentação e as lojinhas (super caras, não recomendo comprar lembrancinhas no aeroporto). Na praça de alimentação comemos uma pizza na Accademia Della Pizza e posso garantir que essa foi uma das pizzas mais gostosas que comi na vida - e o melhor é que não é muito caro. Depois de esperar bastante - chegamos no aeroporto umas 17 hrs e o vôo era as 22 hrs, embarcamos e demos adeus a capital portenha [/size] Outros relatos: Chile: https://www.mochileiros.com/o-fantastico-chile-santiago-embalse-el-yeso-valpaiso-vina-e-san-pedro-de-atacama-com-fotos-roteiro-e-gastos-2017-t140000.html Bolívia: https://www.mochileiros.com/a-impressionante-bolivia-salar-de-uyuni-la-paz-copacabana-lago-titicaca-e-isla-del-sol-com-fotos-e-precos-2017-t141313.html https://www.mochileiros.com/bate-e-volta-em-campos-do-jordao-na-alta-temporada-junho-2016-t131749.html https://www.mochileiros.com/visitando-o-centro-historico-de-florianopolis-praia-de-canasvieiras-t138293.html https://www.mochileiros.com/um-dia-em-angra-dos-reis-vindo-de-paraty-com-roteiro-e-fotos-t138227.html
  21. Olá, passo a relatar minha viagem, de carro, de Cariacica/ES à Buenos Aires, passando por Montevidéu. Total rodado: 7.100 Km em 11 dias. IDA 1º dia-> Cariacica/ES a Itaboraí/RJ. -470 Km, 6,6 horas de viagem. -BR 101 com muito tráfego e pista simples até campos, depois 80% já com pista duplicada. -Pernoite em Itaboraí/RJ no Hotel Ibis. Diária R$ 125,00 (quarto triplo) Sugestão: Fiz a 1º parada em Itaboraí porque saí por volta de 12h de Cariacica/ES. Acho que o ideal seria sair mais cedo e fazer a 1º parada em Resende/RJ 2º dia-> Itaboraí/RJ à Curitiba -870 Km, 12 horas de vagem - Após o pedágio de Guarulhos/SP, logo em seguida á direita, peguei o rodoanel em direção a BR 101 litoral. Todo o trecho de estrada excelente com pista dupla, exceto no final da BR 101 para pegar a 116. Trecho numa reserva ambiental sem trafego pesado. -Pernoite em Curitiba no Hotel Dunamys ao lado da BR 116. Diária de R$ 220,00 (quarto triplo) 3º dia-> Curitiba à Pelotas/RS -1000 Km, 13 horas de viagem -BR 101 passando pelo litoral de SC. Estrada excelente com ótimas paradas. -Pernoite em Pelotas no Hotel Manta. Diária R$ 380,00 (quarto triplo) - 4º dia-> Pelotas/RS à Montevidéu (Uruguai) -560 Km, 7,5 horas de viagem -BR 471 até Chuí na fronteira. Rodovia não é duplicada mas é muito boa e sem trafego. Tá para desenvolver boa velocidade. Trecho chegando em Chuí de reserva ambiental do TAIM de paisagem muito bonita. -Passagem na aduana tranquila, tudo resolvido em menos de 5min apresentado o passaporte. Neste momento me solicitaram a "carta verde" (seguro obrigatório). Adquirí o meu seguro junto a "Porto Seguro". Tudo pela internet em menos de 4h. Fiz o cadastro, recebí e paguei o boleto e em seguida recebí a apólice, que deve ser impresa em papel VERDE. -Passando a Fronteira você irá pegar a Ruta 9 até o Departamento de Maldonado e depois a Ruta Interbalnearia até Montevidéu. Estradas excelentes e com vários pedágios de 10 pesos cada. -Pernoite em Montevidéu no Hotel Orpheo. Diária R$ 350,00 (quarto triplo). Hotel na cidade velha. Não recomendo. Escolha um no "Barrio Sur". 5º dia->Montevidéu (Uruguai) à Buenos Aires (Argentina) -590 Km, 7 horas de viagem -Ruta 2 no Uruguai e depois de passar a fronteira ruta 12 e 9 até BA. -Rodovias excelentes e com diversos pedágios. Pequeno trecho de uns 50Km de péssima qualidade ainda no Uruguai.. -Passagem na aduana tranquila e sem stress. Tudo resolvido em menos de 5 minutos, apresentando somente o passaporte e taxa de +/- R$ 150,00 (Posto de cobrança extremamente precário e não deu recibo, achei tudo muito esquisito). 6º, 7º e 8º dia curtindo Buenos Aires e seus pontos turísticos. "Hotel OWN Recoleta", diária a R$ 300,00 com quarto triplo com sala e cozinha americana. Recolleta é um bairro nobre de Buenos Aires e fica próximo ao centro de BA. Excelente localização. Dá para ir a pé na rua Florida e no marco ZERO na av. 9 de julho. Diversos cafés pela redondeza. O pessoal lá gosta muito de café. VOLTA 9º dia ->Buenos Aires à Porto Alegue -Resolví voltar por outro caminho, sem passar pelo Uruguai, indo direto a Uruguaiana/RJ e fazendo o percurso até Vitória/ES em 3 dias. -1300Km, 14 horas -Rodovias Argentinas Ruta 12 e 14 excelentes. Quanto a policia caminera (roviária), não fomos parados nenuma vez. Já o trecho Uruguaiana a POA é uma merda. Cheia de buracos e não duplicada. Não recomendo sair por Uruguaiana. -Pernoite no Hotel Ritter em POA. 10º dia ->Porto Alegue à Aparecida/SP -1300Km, 14 horas -Pernoite numa pousada ao lado da BR 116 na saída de Aparecida/SP (não recordo nome). 11º dia ->Aparecida/SP à Cariacica/ES -770Km, 10 horas Observações 1. Não tive nenhum problema com a polícia rodoviária, seja no Brasil, Uruguai ou Argentina. Não fui parado nenhuma vez. 2. Ao todo rodei 7.150Km. 90% de todo o percurso é de rodovias excelentes. Dos percursos registrados acima, somente 3 trechos são ruins, são eles: -BR 101 de Cariacica a Campos. A BR 101 está boa, mas não é duplica e trafego "intenso". -BR 290 de Uruguaiana a Porto alegre não é duplicado e rodovia muito irregular. -BR 116 Serra das araras. Não é duplicado e muito trafego. 3. Paisagem dos pampas. após RS é de tirar o fólego. 4. Trecho da BR 101 litoral de SC/RS é muito bonito também. 5. Apesar de muitas horas dirigindo não foi cansativo pois há infindáveis trechos de longas retas onde o piloto automático fica por horas acelerando o automóvel. 5. Ao todo gastei R$ 470,00 de pedágio. DICAS IMPORTANTES 1. Buenos Aires é uma metrópole gigante, pouco menor que São Paulo, porém, sem transito e é fácil se deslocar com auxílio de um GPS. Necessário comprar um chip de celular pré-pago (+/- R$ 10,00) e aproveite o GPS. Qualquer banca tem chip. Meu preferido é o "WAZE" pela vantagem de sinalizar radares. Você vai precisar desta facilidades, são inúmeros os radares, incontáveis, tanto no Brasil como na Argentina. Não ví radares no Uruguai. Fui e voltei sem levar nenhuma multa graça ao "WAZE". Ele é fantástico, indicada TODOS os radares. Já o google map é muito bom mas não tem este recurso. ´ 2. MAS NÃO SE ESQUEÇA DE LEVAR UM GPS TRADICIONAL. Demorei a operacionalizar o sinal do celular ( chip comprado no Uruguai e na ARG), neste momento foi ele quem me salvou. 3. Na fronteira tanto no Chuí como em Uruguaia tem diversas casas de cambio bem próximo do posto da aduana. Se passar por lá em horário comercial, sem problemas para troca. 4. Não se esqueça de habilitar o cartão de crédito internacional para uso fora do Brasil. 5. Adquira a CARTA VERDE antes de sair de casa. Trata-se de um seguro para cobrir eventuais danos a pessoas e ao patrimônio dos nossos vizinhos se você se envolver em um acidente por lá. Vale tanto para o Uruguai quanto para a Argentina. O meu por prazo de 15 dias custo +/- 150,00 pela "Porto Seguro". 6. Se possível use o passaporte, as autoridades ad aduana te identificam e te liberam mais rápido. Eu e mais 3 viajantes demoramos em média 5 minutos para receber o "carimbaço" de liberação. Já com RG tem que preencher o formulário X, Y e o Z.
  22. Fala aí, galera! Eu sempre pego dicas por aqui. Resolvi, dessa vez, dar as minhas dicas. Não sabia bem qual organização fazer, então optei por ser simples. Qualquer dúvida podem comentar que eu respondo assim que puder. Dicas gerais quentes: 1 - Baixe o aplicativo Maps.me (ou outro semelhante) para traçar as rotas offline pela cidade. É um ótimo aliado para quem anda de taxi. 2 - Leve reais. Troque apenas uns 200 no aeroporto para chegar até o hotel e depois troque o restante na Rua Florida. O câmbio era 1 para 4.2. 3 - Compre água Glacial. As outras são bem salgadas e todos nós passamos muito mal, cada um em um dia diferente. Acho que foi por isso. 4 - Vá na balsa lenta na ida para Colônia. Fomos (as 9:45) na lenta que chegou lá em 3 horas; Na volta (21:00), a rápida balançava bastante. 5 - Melhores programas da viagem: Degustar Palermo, relaxar fds no Parque Rosedal, ficar perdida (a pé) por São Telmo e pedalar por toda Colônia. Legendas: P$ - valor em pesos U$ - valor em dólares Valores sempre por pessoa IDA 15/02/2015 - Chegamos a noite no aeroporto Ezeiza (36 Km até o centro). O estilo do aeroporto já fala um pouco da cidade de Buenos Aires. Pegamos um taxi e já tivemos uma confusão com dinheiro. Não conferi quando troquei no aeroporto e ao pagar o taxi (P$390), percebemos que as quatro notas de 100 eram na verdade quatro notas de 10. Não sei o que aconteceu até agora, mas saímos no prejuízo. Tenham bastante cuidado com os taxistas. Sair do aeroporto é terrível, eles não ligam o taxímetro e o preço gira em torno de P$400. Na segunda vez no aeroporto conseguimos um acordo de P$300, mas é difícil. 1 Dia Café da Manhã em Puerto Madero (P$70) - Não peguei o nome, mas era bom. Era uma sorveteria também. Almoço na Plaza Serrano em Palermo no Restaurante Brujas de Madagascar (P$120) - Mais ou menos Passeio no Jardim Japones (P$50) Passeio no Parque Rosedal (Grátis) Voltamos andando para o Hostel (Calle Soler e Calle Armenia) 2 Dia Calle Florida (Câmbio...câmbio...câmbio!) Galerias Pacífico - Shopping na Calle Florida com arquitetura diferente. Plaza de la Republica - Menos turístico e movimentado, mas é legal. Casa Rosada (Grátis) - Pode entrar feriado e fds, achei razoável. Plaza de Mayo (em frente a Casa Rosada) - Legal pra relaxar um pouco. 3 Dia Cemitério Recoleta (Grátis) - Dica pra quem gosta de chopp, tem um lugar que faz vários ali perto. Eu não fui. Vilage Recoleta - Shopping ao lado do cemitério com um cinema bonitinho. O Hard Rock Café também fica por aqui. Museo Malba (P$30) - Tem o Abaporu, um quadro lindo da Frida Khalo, algumas obras de Garcias Torres e coisas modernas. Jantar no restaurante Osaka (P$350) - Bastante procurado, cheio de brasileiros. A comida era incrível e diferente. 4 Dia Café da manhã em São Telmo Passeio pelas galerias de antiguidades - Tem que se perder pra achar. Visita à estátua da Mafalda (Calle Defenda e Calle Chile) Almoço em Puerto Madero - Sol, passando mal, entrei num restaurante péssimo. Jantar no El Preferido ($100) - Simples e gostoso. Comida meio caseira. 5 Dia Acordamos cedo, pegamos o taxi, percebi que esqueci o documento. Voltamos rapidinho. Ao chegar no Buquebus a balsa rápida já havia saído. Tudo bem, optamos pela mais lenta, o que foi ótimo pra curtir o passeio. Na hora de comprar as passagens, cadê o carimbo? Aquele que a gente recebe na entrada de Buenos Aires. Aff! Mas não é tão terrível, ficam umas pessoas da imigração lá a postos (provavelmente pra isso mesmo). Com a autorização, tudo certo para a viagem. Passagem de ida e volta para Colônia com taxas (U$150) -> Atenção só pode pagar em dólares americanos ou cartão. Passeio de bicicleta em Colonia (U$18) - dia todo pela Thryfity, dá pra alugar no aeroporto mesmo ou no centro, que é muito perto! 6 Dia Caminito - Chegamos bem fácil de taxi (da Calle Florida apenas P$50), muito turístico e de compras. Eu comprei coisas como alfajor e meias da mafalda. Cuidado com a volta! Fica um cara encaminhando as pessoas pra alguns taxis e o que nós pegamos estava com taxímetro adulterado. Descemos logo, mas foi BAD. Tango Porteño (P$1300) - Com jantar incluso, buscando e levando em casa e em uma mesa no nível médio. Sinceramente não vale, principalmente se como eu você não come carne. O show apesar de curto é muito bom, mas parece que há alguns anos atrás era bem melhor. Talvez vale a pena procurar outras opções. 7 Dia Antes de voltar queríamos ir na feira de Sao Telmo, mas houve um desencontro. Acho que teria sido legal. Chegamos com antecedência no aeroporto. Deu pra comer um último Mc Donalds e comprar um livro do Quino com o dinheiro que sobrou. Eles não são muito rígidos na alfandega, eu passei pelo detector comendo um croissant e minha amiga comu ma água na mão. Tudo entre hermanos.
  23. Thiago A.

    Compras em Buenos Aires

    Toda cidade grande tem seus outlets, mas em BsAs tem mais e eles ficam mais concentrados. E pelo cambio atual, outlet de lá é muito mais outlet que os daqui... alguns endereços.... AKIABARA Gurruchaga 772 BENSIMON Guruchaga 817 BOLIVIA Acevedo BOWEN Aguirre 904. BROOKSFIELD Aguirre 966 CACHAREL Aguirre 865 CARDON Gurruchaga 888 CARO CUORE Aguirre 824 CHRISTIAN LACROIX E YVES SAINT LAURENT Gurruchaga 787 DESIDERATA Esquina de Aguirre y Gurruchaga ETIQUETA NEGRA / GOLA Gurruchaga 770puma LACOSTE Aguirre 875 LA MARTINA Aguirre 957 NEW MAN Aguirre 815 PORTSAID Aguirre 842 RAPSODIA Aguirre 729 SUSANA GUFFANTI Esquina de Aguirre y Acevedo OLD BRIDGE Gurruchaga 783 WANAMA Aguirre 843 WRANGLER Gurruchaga 783 INFANTIL CHEEKY Aguirre 827 SAPATOS, BOLSAS, ACESSÓRIOS CLONA SHOES Gurruchaga 888. MARY&JOE Gurruchaga 785 NINA PIU Aguirre 782 PEPE CANTERO Gurruchaga 721 PUMA Gurruchaga 806 PRUNE Gurruchuga 861 TIMBERLAND / HUSH PUPPIES Aguirre 840 VIAMO Aguirre 794 CASA & DECOR ARREDO (CAMA, MESA E BANHO) Gurruchaga 774 Não fui em todos esse claro, mas levar uma listinha de endereços pode ajudar... a grande maioria fica a partir do numero 4000 da Cordoba e na altura do 900 da Calle Aguirre, não sei se ali ainda é Palermo ou Villa Crespo. Bom dos que visitei: LACOSTE - Calle Aguirre: parece uma feira livre, mas tem provadores, por um lado é bom, voce pega o que quer vai pro provador e se vira, sem vendedor enchendo o saco. Eles sabem que estão direcionados para turistas então as pólos clássicas custavam 250 pesos, nem tão barato, mas também nem tão caro, pra gente sai uns 110 reais, bom negócio, aqui na loja não sai por menos que 200 reais. Infelizmente não tinha todas as cores que eu queria, mas deu pra escolher. Os sueters masculinos estavam por 150 pesos, ótimo preço. Muito cuidado. Eles vendem muitas peças com defeitos, tinha uma mulher lá trocando porque a pólo tava furada. Eu não levei nada fechado no saco sem ver, abri tudo, tinha uma polo verde com manchas, eu fui lá e peguei outra e abri de novo pra conferir...melhor fazer isso do que ter que voltar lá trocar. PUMA - a Puma fica bem na esquina e é toda vermelha, bem facil de achar. Pouca variedade. Mas comprei um moleton branco bem bacana, por 119 pesos. Algumas meias também. Os tenis estavam bem baratos mas não tinha o meu numero. TIMBERLAND - Bastante variedade. Camisas xadrez por 100 pesos. Botinões, não é muito meu estilo, mas estavam por 150 pesos. Mochilas de carga a partir de 150 pesos. Garrafas termicas de viagem por 60 pesos. ADIDAS - Esse fica na Cordoba, nao percebi se era outlet ou não, não comprei nada, mas vi que tinha muita mochila e estavam por 100 pesos. Lá tem muitos outlets de marcas locais que a gente não conhece, não posso falar sobre porque não entrei e também a grande maioria de outlets são de roupas femininas. Depois de ter ido na região dos outlets fui na Calle Florida no Microcentro. Lá tem uma loja grande chamada Falabella, que vende de tudo. Lá tinha quiosques da Lacoste com polos pelo mesmo preço do outlet. Achei ali mais confiável, peças sem problemas, enfim, mas a variedade muito pequena. Quiosque Christian Dior, comprei polo basica Dior por 120 pesos, também quiosque da Timberland, levei um jeans básico por 90 pesos, bem barato. Outra loja que aqui no Brasil não é tao barata e lá é bem popular é a Zara. Moletons por preços ótimos de 90, 100, 150 pesos. Além do fator cambio a nosso favor eles estavam liquidando peças de inverno, então estavam bem baratas mesmo. A Zara que eu fui foi a do Abasto Shopping. No mesmo shopping lojas Adidas, Nike, mas nada muito em conta As lojas das marcas gringas nos shoppings não são nada baratas. Lá tem loja Lacoste em tudo que é lugar até na Calle Florida, mas as polos custam de 350 pesos pra cima...ai não compensa... Minha grande decepção foi que peguei na net o endereço do outlet Ralph Lauren, acho que era na Calle Mabrida...acho que é isso...cheguei lá e não tinha nada no lugar. Fui numa loja muito chique na RL na Avenida Alvear, mas lá é tudo muito caro...não vão!! De forma geral pra quem curte vale muito a pena ir comprar em BsAs. Desde os outlets, lojas locais, dizem que artigos de couro (mas eu nao fui atras) e também artigos de perfumaria e higiene. Lá tem uma rede bem grande chamada Farmacity, tudo nessa farmácia, de gel de cabelo, cosméticos a Band-Aid é metade do preço daqui do Brasil... Portanto, preparem o bolso e enjoy!
  24. DICAS GERAIS Buenos Aires é caro? Depende! Como qualquer outro destino turístico, a estrutura de custos de uma viagem a BsAs depende do estilo de vida/viagem de cada um e de muita pesquisa prévia para não gastar mais do que o esperado. Fazer um bom câmbio também é fundamental para economizar por lá. Câmbio: boa parte da economia que você vai fazer em Buenos Aires vai derivar de fazer um bom câmbio. Eu cheguei numa quinta-feira à noite, mas nos quatro dias seguintes as casas de câmbio não funcionariam, por ser feriado na sexta e na segunda. Por isso acabei fazendo trocas ruins (1 real a 3,60 pesos no banco de La Nación do aeroporto) e trocas mais ou menos (3,80 em uma casa de câmbio não-oficial na Av Corrientes). A cotação cai demais em fins de semana, feriados e fora do horário bancário. O melhor é acompanhar no facebook a cotação de duas casas bem recomendadas por brasileiros: a TDBR Transfer e a CambioMaisBrazucas. No dia anterior a minha chegada, a TDBR Transfer estava trocando a 3,95, por exemplo. UPDATE: Nesse momento o real se valorizou bastante frente ao peso, hoje, 02/09/2016, vi na página da TDBR que estavam trocando a 4,60, uma cotação excepcional! Hospedagem: Fiquei no hostel Suites Florida. Diária a 9 dólares, reservei pelo Booking. A principal vantagem desse hostel é a localização, perto de estações de metrô de todas as linhas, o que faz economizar no transporte. Transporte: Use e abuse do metrô, pois a passagem custa apenas 4,60 pesos (na cotação média atual, dá R$ 1,10) e chega a quase todos os principais pontos turísticos. Os ônibus (6,50 pesos) rodam 24hs, é uma boa opção para voltar das baladas e fugir dos táxis, que embora sejam mais baratos que no Brasil, acabam pesando no orçamento (além de fugir da malandragem e golpes dos taxistas de lá). Uma das primeiras providências quando chegar em BsAs é procurar comprar o cartão SUBE, que está meio difícil de achar. É com este cartão que se paga o ônibus e o metrô, e custa 35 pesos. Alimentação: Em geral o preço da comida é mais alto em Buenos Aires que no Brasil. Em São Paulo é fácil achar um PF de 12 reais, lá nem tanto. Mas quem procura acha, tem lugares com refeições a aproximadamente 15 reais. Me recomendaram o El Nacional, em frente a igreja de San Ignacio (Microcentro), mas cheguei tarde e já tinha fechado. No microcentro os restaurantes são mais baratos, já em Palermo espere pagar mais. Pra economizar, dá pra cozinhar no hostel, ou comer pizzas e empanadas, sobretudo em lugares que fazem promoções ao se comprar mais de uma (exemplo: Terrazas). Bebida: Cerveja é praticamente o mesmo preço de São Paulo. Eu gosto muito de vinho, e como lá essa bebida é muito mais barata que aqui, aproveitei os dias em BsAs para deixar a breja um pouco de lado e tentar achar o Malbec perfeito!. Nos mercados chinos (pequenas mercearias de proprietários chineses), dá pra comprar ótimos vinhos pelo equivalente a 10 reais ou menos. Fiz vários passeios na base do piquenique com vinho e empanadas. Mesmo nos restaurantes é possível comer com um vinho acompanhando, sem precisar deixar um rim pra pagar a conta. Água mineral e refrigerante no geral é mais caro por lá. Mas descobri que no supermercado Dia% a água mineral marca própria deles é bem mais barato (11 pesos com Club Dia, a garrafa de 2 litros). Peça o chaveirinho do Club Dia na primeira vez que for lá, nas vezes seguintes tem descontos em alguns itens, usei muito pra comprar a tal água mineral de 2 litros. Ou faça o Club Dia no Brasil antes de ir. Passeios: Talvez o maior trunfo de uma viagem ecônomica a Buenos Aires é a possibilidade de conhecer muita coisa gastando pouco ou mesmo quase nada. Andando pelas imediações do microcentro, dá pra ir na Casa Rosada, Manzana de Las Luces, Catedral, Cabildo, Galerias Pacífico, feira e mercado de San Telmo, Puerto Madero, Café Tortoni, Obelisco sem pagar nada. Fora do centro tem o Cemitério da Recoleta e de Chacarita, Museu Nacional de Bellas Artes, Floralis Generica, Bosques de Palermo, Palais de Glace, Caminito, bairro de Abasto (berço do tango) e vários outras atrações gratuitas. Além de que, andar em Palermo e Recoleta por si só já é um passeio. RELATO DE VIAGEM 1° dia – 16/06 (quinta-feira) Cheguei ao aeroporto de Ezeiza quase às 21:00. Já sabia que seria feriado no dia seguinte e que possivelmente as casas de câmbio estariam fechadas, então troquei dinheiro somente para este fim de noite e para o dia seguinte: cotação (ruim) de 3,60 pesos para cada real no Banco de La Nación. Fui pro guichê da Manuel Tienda Leon, comprei a passagem do busão (190 pesos) que me levaria até o terminal Retiro. Do Retiro, uns 15 minutos de caminhada cheguei ao hostel Suites Florida. Encontrei o amigo que já estava lá e fomos ao Lito’s, uma lanchonete que fica na própria calle Florida. Pedi um super Pancho, que é um pão com salsicha e batata crocante por cima, mas o tamanho é bem maior que os hot dogs daqui, e custou 20 pesos. Cerveja de litro não me lembro o valor em pesos mas era mais ou menos o equivalente a 10 reais. Depois disso, cama. 2° dia – 17/06 (sexta-feira) Após o café fui trocar o resto do dinheiro numa pequena loja de relógios na Av Corrientes. Eu sei que todo mundo fala pra não trocar dinheiro fora das casas de câmbio oficiais, mas eu já tinha trocado em outras oportunidades em BsAs neste mesmo lugar sem nenhum problema. Depois fui correr atrás do bilhete SUBE que é aceito nos ônibus e metrô. Foi realmente difícil achar, perguntamos em todas as bancas de jornal nas imediações da Calle Florida. Custou 35 pesos. Eu e meu amigo queríamos ir para Recoleta, então pegamos o metrô e descemos na estação Las Heras.. Lá tem uma pracinha agradável e um fabuloso prédio, que depois descobrimos ser a Faculdad de Ingeníaria de Buenos Aires. Ficamos por ali, bebendo um vinho e comendo empanadas que levamos na mochila. Esse é um programa de ótimo custo-benefício, já que vinho em BsAs é MUITO barato! Ao acabar, andamos pela Avenida Pueyrredon até avistar o característico símbolo do Hard Rock Café, que faz parte do shopping Buenos Aires Design. Atrás do shopping fica o famoso Cemitério da Recoleta, mas não fomos lá por ora. Entramos no shopping só para usar o banheiro, ficamos sentados ao sol numa praça bem em frente ao shopping tomando mais vinho, naquilo que percebemos ser um dos programas favoritos dos argentinos sol+grama+bebida Atravessando a avenida e uma passarela, logo se chega à Floralis Generica, um dos maiores símbolos turísticos da cidade. Batemos umas fotos e depois batemos perna, seguindo pela avenida que avança em direção a Palermo, passando por diversas praças e pelo MALBA (que acabamos não entrando pois meu amigo não curte museus ). Andamos pra caramba, passamos pelos bosques de Palermo até chegar na mesquita árabe e acompanharmos a linha do trem até chegar na Plaza Itália. Entramos numa lanchonete e pedimos uma torre de chopp de 2 litros (que saiu uns 20 reais, não me lembro em pesos) e meia dúzia de empanadas (110 pesos). Já era noite, já estávamos cansados, voltamos de metrô pro hostel . Depois de tomar banho, uma voltinha pelas imediações para ver o movimento na Av Corrientes que é cheia de teatros e sempre tem muita gente circulando e terminamos a noite pelo hostel mesmo, já que ele tem um bar próprio no subterrâneo. 3° dia – 18/06 (sábado) Saímos cedo para bater perna em San Telmo, onde os mercadinhos chineses possuem os melhores preços para comprar vinho. Passamos pela Manzana de Las Luces (estava fechada no horário) e na Iglesia de San Ignácio, muito bonita. Andamos pelas ruas de San Telmo até chegar em Puerto Madero. Particularmente não sou muito fã dessa região, mas andamos bastante por ali, até chegar na Fragata Sarmiento, um navio-museu atracado lá. O preço do ingresso é de apenas 5 pesos, e o passeio é muito mais interessante do que parecia ser. Vários itens de época e a oportunidade de entender como era a vida a bordo de um navio de guerra em tempos passados. Saindo da fragata tem uma pracinha, paramos para comer empanadas e tomar vinho (sim, de novo!) que tínhamos comprado ao sair do hostel. Saindo de Puerto Madero, andamos pelas imediações antes de chegar na Plaza de Mayo. São muitos monumentos, muitos edifícios antigos/históricos, reminiscências de um tempo mais glorioso de los hermanos. Andar á toa pela região central já é um passeio por si só. Descansamos um pouco no hostel, e como estávamos com muita fome paramos num restaurante ali nas imediações da rua Florida. Guardem bem esse nome: LA CASONA DEL NONNO. A pior comida que provei na Argentina. Fomos atraídos por uma parrilla para 2 por 360 pesos, mas os assados estavam uma porcaria. A costela estava incomível, e olha que já comi muita coisa ruim por aí! Parece que requentaram o que sobrou de algum outro cliente, porque tava parecendo borracha. A elogiar, só a entrada com pão francês e grandes azeitonas no molho chimichurri. Cobram 10% de mesa e mais 10% para os garçons. Como protesto pela comida horrível não queríamos pagar essas taxas, mas os 10% de mesa são obrigatórios e acabamos pagando. Após esse perrengue deitamos no hostel para descansar e usar a internet para ver as empresas de barcos para o Uruguai, já que meu amigo cruzaria o Rio da Prata. Pesquisamos também sobre o Pub Crawl para curtir à noite, mas tinha dress code, onde o tênis cano alto do meu amigo não seria admitido. Procuramos na internet por baladas mais alternativas que não teriam restrições ao vestuário. Achamos a Kika, que segundo o blog Buenos Aires para Chicas era uma balada mais alternativa e de azaração. Decidimos que iríamos nessa. Para ir a Palermo, acabamos pegando um busão, já que o metrô fecha ridiculamente cedo em BsAs (a linha verde fechou as 22h24). Embarcamos na linha 29 e pedimos para descer na Plaza Itália, o trajeto foi bem rápido. Pegamos a rua Jorge Luis Borges, que desemboca direto na Plaza Serrano, onde existem diversas opções de bares, restaurantes e baladas em volta da praça. Paramos para comer na pizzaria Kentucky e fomos procurar a balada Kika, ao qual não pudemos entrar por causa do tênis cano alto do meu amigo. Ridículo, mas regras são regras. Andamos pela região e na rua Gorriti achamos o Chupitos, uma baladinha com público bem alternativo. Pouco menos de uma hora na fila e entramos, cobram 80 pesos que é totalmente convertido em consumação. Nas caixas de som hip hop, rock argentino e internacional, anos 80 etc. A especialidade do bar são os shots ou doses de bebidas, que em BsAs se chamam... chupitos! Galera animada, bebidas baratas, um bom local. Na Argentina ainda não é totalmente proibido fumar em lugares fechados, então tem um fumódromo lá dentro. Se o cheiro te incomoda fique afastado do local. As bebidas não são caras e de vez em quando saem umas promoções de doses lá dentro, pegamos uma que botam fogo hehe Saindo de lá e pegando o caminho para voltar a Plaza Italia, passamos por outra balada que estava animada e tocando umas cumbias (o teor alccolico no sangue não me permite lembrar o nome ). Entramos, bebemos umas cervejas e fomos embora já com o sol nascendo, e como o metro já estava funcionando, dispensamos o ônibus na volta e pegamos o café da manhã no hostel. 4° dia - 19/06 (domingo) Por causa da balada da noite anterior, acordei bem tarde. Já estava no planejamento “perder” metade do dia por causa da balada e seguir para a Feira de San Telmo a tarde. A feira é um programa super tradicional entre bonaerenses e turistas, tem de tudo naqueles vários quilômetros de barraquinhas que vendem de tudo um pouco: artigos de couro, blusas e camisetas piratas de times, acessórios para vinho, antiguidades, imãs de geladeira e lembrancinhas em geral, doce de leite... nas barraquinhas come-se churros recheados (o churro com massa de chocolate é sensacional!), rosquinhas, empanadas, comidas de outros países sulamericanos vendidas por imigrantes, parrilas, choripán... também se vê muitos artistas de rua, como bandas de rock, violinistas, manipuladores de bonecos, dançarinos de tango com música ao vivo... Entramos também no Mercado de San Telmo, uma edificação antiga e bonita, que tem um quê de mercado municipal de São Paulo, mas menor e com um certo charme decadente. Uma lojinha que vendia pôsteres me ganhou: comprei alguns em estilo antigo, com fileteados e desenhos que remetem ao tango. Custou 40 pesos cada um. Tinha uns imãs de geladeira bem bacanudos também, comprei alguns pra minha coleção, custou 10 pesos cada. Ficamos rodando por ali durante um tempo, e já estava escurecendo quando resolvemos voltar ao hostel para descansar e tentar dormir cedo. O motivo: no dia seguinte uma outra amiga se juntaria ao grupo e meu amigo buscaria ela bem cedo no Aeroparque enquanto eu iria dar uma volta pelo bairro Abasto. 5° dia – 20/06 (segunda) Acordei cedo, peguei o metrô e desci na estação Carlos Gardel. A missão era passear pelo bairro berço do tango de Abasto e fotografar algumas fachadas com o estilo de arte fileteado, recém reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da Humanidade. Ali fica o Museo Casa de Carlos Gardel, local que foi residência do cantor durante muitos anos. Infelizmente estava fechado, não sei se o fato de ser feriado teve alguma coisa a ver. Fotografei algumas fachadas nessa rua e entrei na Pasaje Zelaya que tem algumas pinturas fileteadas, mas o interessante mesmo é a Pasaje Carlos Gardel: além de um monumento dedicado ao cantor, há várias estátuas em tamanho natural de outros ícones do tango, como Astor Piazzolla. Também é aqui que tem as pinturas fileteadas mais bonitas da região. Pra quem gosta de shopping, o Abasto Shopping fica logo ali em frente. Voltei para a Av Corrientes andando sempre no mesmo sentido dos carros (que é sentido voltando para o microcentro) e passei em frente ao Paseo de La Plaza. Ali fica o Museu dos Beatles, mas vi que estava fechado e então fui à Pasaje Discépolo. Que na verdade não tem nada de mais durante o dia (embora tenha teatros e bares com ar alternativo que abrem à noite), a curiosidade dessa rua é que ela é uma “aberração” no urbanismo bonaerense. Por quê? Porque é uma das raríssimas ruas transversais de Buenos Aires, que conta majoritariamente com quadras perfeitas. Voltei ao hostel e a Sandra, amiga que estávamos esperando tinha chegado já. Depois dos procedimentos de check-in, levamos ela pra fazer um “city-tour” básico pelo centro: Casa Rosada, Obelisco, Catedral, Plaza de Mayo, Cabildo, Galerias Pacífico... Depois fomos à Seacat resolver a travessia deles para o Uruguai. Estava fechada, então fomos no Terraza, bem pertinho do Obelisco. Esta pizzaria tem um dos melhores custo-benefício que já vi em Buenos Aires, pois além de ser muito gostosas, tanto as pizzas quanto as empanadas possuem promoções de combinações. Por exemplo, isoladamente um pedaço de pizza ou empanada custa 18 pesos cada e um chopp custa 36 pesos. Pedindo duas empanadas ou dois pedaços de pizza + chopp, sai tudo por 55 pesos (ou 50, se comer no balcão e não na mesa), uma economia de 17 pesos. Outra coisa boa é que aceitam nossa moeda, com uma cotação melhor que as das casas de câmbio. Embarcamos na estação Florida do metrô e iríamos para a Recoleta, mas acabamos passando direto na estação de baldeação e de última hora decidimos ir no Paseo de La Plaza, ver o Cavern Club, e, talvez o Museo Beatle. O Paseo é um boulevardzinho muito bonito escondido na Avenida Corrientes. Seus corredores são um convite a boas fotos, com uma bela decoração e lojas descoladas, e na parte superior ainda conta com um terraço todo dedicado aos Beatles. É aqui que tem um museu, um bar, um café e um espaço para shows, tudo baseado nos FabFour. Fomos no café, mas acabei não entrando no museu porque lembrei que a maior exposição mundial sobre os Beatles está para ser aberta em São Paulo. Assim economizei os 90 pesos da entrada no museu e gastei bebendo A noite fomos a Palermo e apesar de ser feriado estava meio caído por lá, possivelmente pelo frio que fazia naquela noite. Fomos à Plaza Serrano, procuramos algo interessante pelas imediações e acabamos entrando no Diggs. Tem opção de mesas ao ar livre, mas como estava muito frio, preferimos o aconchego das mesinhas internas. Pedimos uma porção de salchipapas (batata frita + salsicha na chapa) que estava muito gostosa. Para beber uma jarra de chopp de 1 litro, que numa promoção de combo junto com a salchipapa saiu 180 pesos. O som estava ótimo com rock e pop anos 80 saindo das caixas de som. O atendimento é meio lento (isso é normal na Argentina). No andar superior, o teto é retrátil, bacana para dias de sol. Saímos bem tarde de lá e não tinha mais metrô. Voltamos para a Plaza Italia pegar ônibus e passamos um perrengue, porque o ônibus 152 passa na Plaza de Mayo e avisamos que desceríamos lá. Porém o ônibus parou num lugar nada a ver e mandou todo mundo descer! Tinha uma estação de metrô perto e fui ver onde estávamos: na estação Once, longe pra caramba pra ir andando naquela hora e naquele frio. Não estávamos com paciência para pegar outro bus, e pegamos um táxi. O motorista começou com a malandragem de querer ir devagar, e já quase na base da discussão falamos que se ele não fosse rápido desceríamos ali mesmo . Aí o milongueiro começou a dirigir normalmente e a corrida deu uns 15 reais. Mesmo o táxi sendo barato em BsAs prefiro evitar ao máximo pra não me estressar com essas falcatruas. 6° dia – 21/06 (terça) Último dia de viagem para mim, para o Binho e a Sandra ia durar mais um pouco. Por isso enquanto eles foram resolver coisas como trocar mais dinheiro e comprar as passagens para Colonia Del Sacramento, eu fui fazer um role e ver algumas coisas que ficaram faltando, e combinamos de nos encontrar as 15hs na Plaza Serrano. Não tomei café no hostel, porque ia iniciar o dia no Café Tortoni. Fui conhecer o café que acabou virando ponto turístico. Pedi um café e duas medialunas, que estavam bem boas, mas o café não estava tão bom porque os argentinos não costumam tomar café tão forte quanto o nosso. Como fui cedo o local estava vazio, mas dizem que dependendo do horário faz até fila. Tirei algumas fotos, admirei a decoração, paguei a conta, deixei a propina do garçom e saí. Voltando para pegar o metrô passei na igreja de San Ignácio e entrei para ver como era dentro. Por fora é muito bonita, mas a decoração interna não me encantou. Peguei o metrô, desci em Las Heras. Fui andando, entrei no Cemitério da Recoleta, e me peguei pensando que nunca imaginaria que um cemitério poderia ser um lugar tão bonito! A arte cemiterial, a arquitetura das tumbas são muito bem elaboradas. Fiquei andando ao léu ali, nem pensei em ir procurar a tumba de Evita Perón, passatempo dos turistas por ali. Toda aquela região da Recoleta é muito bonita, saindo do cemitério vêem-se praças muito bem conservadas, e ao lado tem o Centro Cultural Recoleta. Dei uma entradinha rápida, e fui no shopping Buenos Aires Design. Mas só para usar o banheiro mesmo, porque nem de shopping eu gosto Praticamente em frente a ele fica o Museu Nacional de Bellas Artes. Ótima opção de passeio para quem gosta de artes visuais. Além de estar num ótimo bairro com várias outras atrações ao redor e de ter uma bela arquitetura, o que mais chama atenção aqui é o assombroso acervo com obras de Van Gogh, El Greco, Renoir, Degas, Gauguin, Picasso, Portinari, Rembrandt, Goyá, Kandinsky e muitos outros. Com a vantagem de ser totalmente gratuito. Para quem está sem grana, é uma bela opção ao MALBA, que cobra 90 pesos. Voltei pela Av Pueyrredon até o metrô Las Heras. Fiz baldeação com a linha vermelha e desci na estação Malabia. Iria chegar a Plaza Serrano pelo sentido contrário que sempre fazia (em vez de descer em Plaza Itália e seguir sentido “sul”, seguiria pelas calle Malabia sentido “norte”). Andei pra caramba, mas foi ótimo conhecer regiões diferentes de Palermo, que é um bairro gigante. Passei na Plaza Armenia, uma pracinha com brinquedos para crianças, mas o legal é o entorno dela: vários restaurantes e barzinhos com cadeiras nas calçadas e até na rua, num clima bem descontraído. Encontrei com os parceiros quase no horário da Plaza Serrano. Andamos um pouco para pensar em algum lugar para comer e sugeri o El Preferido de Palermo, um bodegón recomendado pelo Aires Buenos, um blog de brasileiros que moram na cidade. Cada um pediu um prato, e depois nos demos conta de que era muita comida! Mas valeu a pena, atacamos os bifes e frangos grelhados com dois litros de cerveja. Enrolamos bastante pra passar a DPP (depressão pós-prato) e voltamos de metrô para o microcentro. Fui comprar alfajor e doces para presentear. O melhor lugar é a bomboniere Royal, que é tão grande que mais parece um supermercado, só que só vende doces! Fica na Lavalle, 951. Voltei ao hostel, arrumei a mala e descansei um pouco. Fui ao terminal Madero pegar o busão para Ezeiza e acabei descobrindo a empresa Arbus, que é tão boa quanto a Manuel Tienda Leon e custa 40 pesos a menos, com um ótimo wi-fi. Em menos de uma hora estaria no aeroporto para embarcar de volta para São Paulo.
  25. De Balneário Camboriú até Buenos Aires de Ônibus Depois de tantas viagens aqui pelo Brasil, chegou a hora de aumentar os quilômetros rodados e ir para mais longe. Este é meu primeiro relato aqui no site e peço desculpas caso meu relato não esteja tão bom quanto os muitos aqui do site, mas como para tudo há um começo lá vou eu. Decisão do Destino Inicialmente tinha certo receio de ir para fora sozinho, pois pensava uma coisa é viajar sozinho em seu país e outra é viajar sozinho no exterior. Pois bem como sempre tiro férias fim do ano e nunca sei ao certo as datas fica impossível poder programar a compra das passagens aéreas. Por isso decidi que iria viajar de ônibus. O destino inicial era o Uruguai, um país pequeno, e próximo de onde moro no caso Santa Catarina. Fiz várias pesquisas sobre o país, locais para visitar lista de hostels, e tinha no roteiro inicial a ideia de dar um pulo em Buenos Aires através dos barcos que fazem a travessia de uma país ao outro através do Rio da Prata. Mas em minhas pesquisas sobre o que fazer em um dia em Buenos Aires, acabei me encantando pela cidade e cai de cabeça nas pesquisas e decidi que iria para Buenos Aires devido ao grande número de atrações das cidades. Bem nas pesquisas acabei definindo quais pontos visitar nos dias que passaria na cidade e peguei dicas com amigos que já visitaram a cidade e claro com meu chefe que por sinal é argentino. A decisão mais difícil foi em qual bairro ficar na cidade, cheguei a abrir um tópico aqui no mochileiros.com pedindo uma ajuda para galera. Por fim decidi por me hospedar em San Telmo, um bairro lindo e histórico muito bem localizado na cidade. Tive um problema com meu cartão, o banco garantiu que a função internacional estava liberada, mas na prática na hora de reservar o hostel isso não ocorreu, por sorte fiz a reserva diretamente com a adm do hostel via watsapp e fiquei de pagar em dinheiro na minha chegada no dia 27/12/16. Feito isso chegou a hora de comprar as passagens, moro em Jaraguá do Sul no norte de SC, o embarque mais próximo para Argentina seria Balneário Camboriú SC, como estava de férias resolvi aproveitar para passar um dia em Balneário e comprar as passagens (Balneário fica a menos de uma hora e meia de viagem aqui de minha cidade). As passagens saíram R$ 480,00 cada totalizando R$ 960,00 ida e volta. (Bem menos do que apenas uma passagem de ida no mesmo período de avião). A data de embarque marquei para 26/12/16 e o retorno dia 03/01/17. Escolhi o serviço semi-cama que seria mais ou menos o nosso semi-leito do Brasil. Saída de Balneário Camboriú 26/12/16 Chegado o dia da viagem saí de Jaraguá do Sul as 05:30 da manhã rumo a Balneário Camboriú, pois conforme orientado é necessário chegar com uma hora de antecedência para ser feito o check-in. Chegando em BC fiz o check-in, no meu caso o fiz com minha carteira de identidade (dica a mesma deve estar “atualizada” para esta viagem fiz uma identidade nova pois a minha tem mais de 10 anos, e li em alguns blogs e sites que eles ás vezes não aceitam identidades antigas, por isso achei melhor não arriscar). Para entrar na Argentine você pode usar o passaporte ou a identidade (CPF, Habilitação, Título de Eleitor não são aceitos). Após fazer o check-in fui para a sala vip da empresa de ônibus na rodoviária de Balneário Camboriú uma sala espaçosa com café fresquinho, ar condicionado e televisão ( se bem que esses itens a rodoviária também conta), mas local agradável. Em fim foi anunciado o momento do embarque. No meu caso não tinha bagagem para deixar no maleiro do ônibus, pois levei apenas minha mochila (mochila pequena, diga-se de passagem, esse ano irei comprar uma mochila digna de um mochileiro hehehehe). Mesmo assim a mesma precisa ser etiquetada juntamente com a passagem. Meu acento era na parte superior nos fundos do ônibus, no embarque ganhei uma caixinha com biscoitos, alfajor e suco de maçã. O ônibus não sai lotado de Balneário Camboriú, ele faz paradas em Florianópolis SC, Torres RS e Porto Alegre RS daí sim ele acaba lotando. Como a viagem é longa aproveitei para colocar a leitura em dia, até o fim dia conclui a leitura de um livro de 400 páginas. O ônibus diz que conta com wi-fi porém o mesmo não funcionava. Chegamos na fronteira em Uruguaiana RS por volta das 01:00 da manhã do dia 27/12 /16, chovia torrencialmente, o ônibus para em frente ao prédio da Receita Federal, a onde descemos na chuva e ficamos numa fila, a onde quando chega sua vez o agente pede sua identidade e passagem e não fala nada e te libera (processo não dura 1 minuto) já a fila..... Feito isso todos embarcam no ônibus novamente e cruzam a ponte sobre o rio Uruguai rumo a Passo de Los Libres já na Argentina. Se achou que daí em diante é só seguir viagem rumo a Buenos Aires está completamente enganado, você cruza a ponte e cai direto em um posto da Gendarmeria Nacional Argentina e novamente todos descem do ônibus (como dito no meu caso em uma chuva daquelas com raio e trovões comendo soltos) e detalhe lá o posto é menor que o Brasileiro e você tem que fugir da chuva como pode. E o processo é mais demorado, quando chega sua vez de ser atendido, o agente novamente pede seu documento e passagem, e fica lá digitando um punhado de coisas e te entrega um papelzinho bem simples é o visto de turista com validade de 90 dias, este papel deve ser muito bem guardado pois tem que ser entregue na volta ao Brasil. Após todos fazerem o processo é hora de voltar ao ônibus e seguir viagem até Buenos Aires, e até a capital é chão mas as estradas no lado argentino até lá são duplicadas, e pelo que notei são pedagiadas. A viagem é tão longa que tu acaba fazendo amizades no ônibus, conheci uma galera bem legal e de várias partes do Brasil que escolhem o ônibus como meio de transporte até o país vizinho. Entre as pessoas que conheci, havia um brasileiro que mora em Buenos Aires há 07 anos e que estava em férias em Porto Alegre, ele foi de grande ajuda pois nos levou em um local seguro para trocar dinheiro na rodoviária mesmo (precisei trocar uma pequena quantia lá pois levei apenas reais, não fiz câmbio no Brasil) e também nos levou a um local para fazermos o cartão SUBE (que você usa no metrô e ônibus em Buenos Aires). Também conheci uma moça de Porto Alegre, a qual se tornou uma amiga de viagem. Uma última informação, saí no dia 26/12 ás 09:00 da manhã de Balneário Camboriú e cheguei no dia 27/12/ por volta das 13:00 horário local ( Buenos Aires não tem horário de verão então atrasei meu relógio) 1º dia - San Telmo, Centro e Puerto Madero Da rodoviária do retiro que fica numa região central, fui de subte (metrô portenho) direto para o Hostel. Como dito tudo certo no check-in, após quase 30 horas de viagem uma pessoa normal iria o quê? Descansar correto? Não eu, larguei a mochila no quarto e parti para conhecer as redondezas. San Telmo é um bairro lindo histórico repleto de bares, restaurantes, mercados, em fim um local boêmio. A primeira coisa que fiz foi conhecer a estátua da Mafalda (personagem das tirinhas de jornais de muito sucesso na América Latina) o local virou ponto turístico obrigatório em San Telmo. Aproveitei a caminhada e acabei seguindo entre as ruas estreitas do bairro e quando me dei conta estava em plena Praça de Maio, com a casa rosada bem a minha frente, claro que aproveitei para tirar muitas fotos por lá. Fui me informar se haveria visitas guiadas no fim de semana, porém por ser fim de dezembro as visitas estavam suspensas. Decidi retornar para o hostel e descansar. Mas no meio do caminho a amiga que tinha feito no ônibus perguntou o que faria durante a tarde. Disse que já estava caminhando pela cidade, ela sugeriu irmos à Praça de Maio para vermos a casa Rosada. Embora já tivesse passado por lá, topei na hora, afinal não tinha nada para fazer e ainda não conhecia ninguém na cidade. Retornei à Praça de Maio para espera-la. Novamente mais fotos em frente à casa rosada (o legal das praças de Buenos Aires é que elas são bem animadas, as pessoas deitam-se nos gramados para descansar, ler, beber com os amigos). Decidimos ir para Puerto Madero que é bem próximo da Praça de Maio. Antes passamos pelo Centro Cultural Kirchner um belo palácio próximo a Casa Rosada. Chegamos a Puerto Madero que realmente é um bairro lindo, moderno, cool e caro. Paramos em um restaurante tomamos uma água e um suco e lá se foram $200,00 (pesos). Mas valeu a pena porque o local é sensacional. De lá decidimos retornar a San Telmo a onde esta minha amiga tinha amigos também hospedados na cidade. Marcamos de nos encontrar em um barzinho próximo a Mafalda. Foi muito divertido de lá seguimos para um pub de estilo inglês também em San Telmo, e por fim fomos em um outro pub mais movimentado também em San Telmo próximo ao Hostel a onde estava hospedado. Assim conclui meu primeiro dia em Buenos Aires que adentrou o segundo dia, cheguei tarde no hostel digo cedo. 2ºdia inteiro dedicado ao Bairro da Recoleta Buenos Aires é uma cidade ideal para ser descoberta a pé, (isso é o que todos os guias falam) e realmente pude constatar que estavam cobertos de razão. A cidade de Buenos Aires é plana e suas calçadas estão bem cuidadas. Mas depois do meu primeiro dia agitado na cidade resolvi fazer um passeio cultural conforme tinha programado. Por isso decidir ir para Recoleta, um dos bairros que preservam aquele ar aristocrático da Buenos Aires de antigamente. O bairro é lindíssimo repleto de cafés e atividades culturais gratuitas. Minha primeira parada no bairro foi no Palácio das Águas Correntes, um prédio muito bonito que você ao vê-lo pensa ser algum órgão importante do governo local. O prédio realmente é bem importante, porém ele foi a primeira sede do departamento de saneamento da cidade, ou seja, um prédio lindíssimo feito exclusivamente para tratamento da água. Após algumas fotos no Palácio das Águas Correntes, segui direto para a livraria El Ateneo, que é uma rede de livrarias bem famosas na cidade, porém a unidade da Recoleta é ainda mais famosa e alguns sites a listam como uma das livrarias mais incríveis do mundo. O motivo? Esta livraria está localizada em um antigo teatro, que foi todo preservador a adaptado para receber os livros e claro um café muito charmoso. Como sou um amante dos livros passei com certeza umas duas horas no El Ateneo da Recoleta, tirei muitas fotos e claro aproveitei para ler muito. El Ateneo acabou sendo o ponto de encontro com aquela minha amiga que conheci no ônibus. Como as amigas delas ainda não haviam chego a Buenos Aires (elas saíram no Brasil um dia depois de nós) fizemos mais um dia de passeio. Do El Ateneo seguimos rumo ao cemitério da Recoleta a aonde estão enterradas diversas personalidades argentinas dentre as mais famosas a emblemática Eva Perón. Quando chegamos ao cemitério já era por volta do meio dia o sol estava castigando (pessoal fica a dica Buenos Aires tem um verão bem quente). Antes de irmos ao cemitério paramos em uma sorveteria (Buenos Aires possui muitas sorveterias ou gelaterias uma melhor que a outra). Na sorveteria que se localiza em um belo Bulevar em frente ao cemitério. Baterias recarregadas fomos ao cemitério, lá chegando existem horários de visitas guiadas (algumas pagas), decidimos achar o famoso mausoléu por conta através do mapa do cemitério, mas nos perdemos e tivemos que recorrer a um funcionário do local que nos indicou o caminho. A surpresa em vista dos túmulos suntuosos (que facilmente acolheria uma família inteira em vida) o de Eva Perón é bem simples, porém com uma fila de turistas querendo fotografá-lo. Após visitar o cemitério demos uma volta no shopping em frente ao cemitério para descansarmos no ar-condicionado e seguirmos com a pernada pelo bairro. De lá nosso roteiro seguiria para o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires). Porém antes acabamos fascinado com um belo prédio suntuoso com gigantes colunas gregas, era a faculdade de Direito de Buenos Aires, minha amiga quis entrar para vê-lo por dentro, e valeu muito a pena, o local é muito bonito (gratuito) wi-fi nota mil rsrsrs, e com muitas informações relevantes sobre a história da Argentina. (Este prédio não consta nos guias de viagens, pelo menos nos que pesquisei). Da faculdade de direito fomos para o Museu de Belas Artes de Buenos Aires, ali permanecemos um bom tempo porque as obras são belíssimas, o museu possui um ambiente mais lindo que o outro, você viaja no tempo e conhece vários momentos da história mundial e argentina através das obras ali expostas, esta também é uma atração com entrada gratuita que vale muito ser conhecida. Depois de conhecer o Museu de Belas Artes, fomos a Floralis Genérica, que nada mais é que uma bela flor metálica em meio a um belo parque n coração da Recoleta. Essa atração merece ser visitada sem sombra de dúvidas, aproveite tome um sorvete e tire muitas fotos. E por fim ainda na Recoleta, concluímos a pernada no MALBA a onde fui ver pessoalmente um quadro muito famoso em nossas aulas de artes e história, o Abaporu de Tarsila do Amaral. Essa obra faz parte do acervo permanente do MALBA. Sim um quadro brasileiro em terras portenhas. E o mais legal é que no MALBA você encontra obras de vários artistas famosos do continente como a Mexicana Frida Kahlo. Um detalhe importante o MALBA cobra entrada, quando fui foram $50,00 (pesos) Após concluída a jornada pela Recoleta por volta das 18:00 regressamos para nossos respectivos hostels, minha amiga em Palermo e eu para San Telmo, nos demais dias seguimos roteiros distintos. Conhecê-la foi uma destas alegrias inesperadas nestas viagens “sem roteiro. ” Ao retornar ao hostel conheci minhas colegas de quarto, como cheguei tarde e saí cedo não deu tempo de nos apresentarmos, uma brasileira de Porto Alegre e uma colombiana de Bogotá. Amizade à primeira vista, e um convite para um show de tango a céu aberto em San Telmo, junto com outro brasileiro e um americano do Texas. Os brasileiros e o americano se renderam a experimentar o Fernet bebida típica argentina, como trabalho em uma empresa argentina já conhecia a bebida e dispensei a rodada. No fim acompanhei a amiga colombiana no Gim. O show de tango ao ar livre foi legal, tamanha foi minha surpresa ao descobrir que o dançarino era brasileiro, brinquei com os colegas de mesa que isso era uma prova da globalização um brasileiro dançando tango em plena Buenos Aires, agora preciso ir ao Rio de Janeiro e conhecer um argentino dançarino de samba. Após o show acabamos indo para um dos barzinhos de San Telmo para pôr fim retornarmos ao hostel, e assim findou-se o 2º dia em Buenos Aires. 3º dia Caminito e Microcentro, e Congresso Nacional Acordei cedo tomei um café caprichado com muito doce de leite, e fui para mais um dia de caminhada, com um objeto comprar lembrancinhas, e uma dica preciosa o Caminito possui as lembrancinhas mais baratas da cidade, mas mesmo lá você deve pesquisar bastante. Como estava em San Telmo fui de transporte público (Linha C do Metrô até a estação Constituicion, e de lá um ônibus linha 53 que para em frente ao Caminito). Foi tranquilo usar o transporte até o Caminito além de ser mais barato, grande parte da frota parece antiga à primeira vista, mas ao entrar neles eles são bem confortáveis e na sua maioria contam com ar condicionado e wi-fi. Chegando lá você é abordado por suposto “dançarinos (as)” de tango que te convidam para tirar fotos, chega a ser chato a maneira como te abordam, como já tinha lido muito a respeito já sabia que as fotos são cobradas, ao ser abordado já fui direto ao ponto e perguntei quanto custava a foto, a guria me responder R$ 30,00 por três poses, mas nem em sonho pagaria esse valor para tirar 03 fotos com meu próprio celular, agradeci e disse que era um viajante econômico kkkk, pronto um santo remédio elas acabam falando para as outras supostas dançarinas que você não tem dinheiro e pronto não te importunam mais. O Caminito é um local muito lindo parece uma galeria de arte a céu aberto, você vai encontrar muitas apresentações musicais, cuide ao tirar fotos e filmar qualquer uma delas, você será cobrado, presenciei uma discussão com turistas lá. Quanto as lembrancinhas são muitas opções de preços variados, aconselho andar por todo Caminito antes de comprar qualquer item, pois você encontra o mesmo item com preços diferentes. Por exemplo comprei uma caneca da Mafalda para minha mãe, na primeira loja que vi estava a $50,00 (cinquenta pesos) e após andar todo o Caminito encontrei a mesma caneca por $ 25,00 (vinte e cinco pesos), os famosos imãs de geladeira então vale a pena pesquisas, por exemplo comprei 5 imãs por $50,00 (cinquenta pesos) já em algumas lojas o mesmo imã sai por $20,00 (vinte pesos). Aproveite o Caminito para tirar muitas e muitas fotos. O Caminito possui uma variedade boa de restaurantes com preços bem bacanas. Após muitas fotos, lembrei que precisava fazer câmbio, pois não troquei todos os meus reais ao chegar a Argentina. Decidi ir ao Micro Centro em busca de uma casa de Câmbio. Quando se fala em Câmbio em Buenos Aires, o endereço mais lembrado é a Calle Florida no centro da cidade, este local é uma rua fechada para pedestre na década de 70, a onde você encontra muitos, muitos mais muitos turistas em sua maioria brasileiros. Ao andar por esta espécie de “calçadão” gigante prepare seus ouvidos para ouvir pessoas berrando: “-Câmbio, Câmbio! ” Estas pessoas te abordam e te levam para locais pouco convencionais para fazer a troca do dinheiro, como pesquisei e vi muitos relatos de pessoas que foram roubadas ou que receberam notas falsas, achei por bem ir direto a uma casa de câmbio oficial (quando se vai com um orçamento mais ou menos na estica é melhor não arriscar). Na Calle Florida, você vai encontrar lojas dos mais variados produtos, porém por ser uma região de muitos turistas os preços não são os melhores da cidade, os portenhos mesmo compram em outras regiões da cidade. Mas em fim como uma das paradas obrigatórias na Calle Florida é a Galerias Pacifico, foi para lá que fui e já aproveitei para fazer a troca de dinheiro em uma casa de Câmbio existente dentro da galeria. Quanto as Galerias Pacíficos, posso dizer que todos os guias de viagens e blogs tem razão na descrição que fazem dela, realmente é um local muito bonito, não encontrei nada igual ainda aqui no Brasil, se tiver algo parecido por gentileza me informem nos comentários, um palácio transformado em shopping, dica para turistas econômicos os preços são salgados na Galerias Pacífico, porém a praça de alimentação tem opções baratinhas para um lanche rápido, mas como queria almoçar apenas tomei um sorvete nas Galerias Pacifico e saí em busca de um restaurante ali mesmo pela Calle Florida. Encontrado um restaurante BB (bom e barato), prato padrão (milanesa de carne com papas fritas e suco de laranja) $ 90,00 (noventa pesos). Na parte da tarde resolvi conhecer o Congresso Nacional, lá chegando um funcionário do congresso passando pela rua vendo que estava fotografando o prédio, me chamou e disse para segui-lo para tirar uma bela foto da cúpula do congresso de um ângulo diferente, o senhor me pareceu de confiança e acabei por segui-lo até uma lateral do congresso a onde ele me mostrou um prédio espelhado no qual a cúpula do congresso se reflete por inteiro, realmente rendeu fotos bem legais, o senhor um argentino funcionário do congresso apaixonado pelo Brasil, todos os anos passa férias no Rio de Janeiro, disse que sonha morar no Brasil. Agradeci do simpático senhor e descobri que o Congresso é aberto para visitas, e que a última visita de 2016 ocorreria naquele mesmo dia ás 15:00 horas. Me cadastrei para fazer a visita. Aproveitei para passear pela praça em frente ao congresso enquanto não chegava a hora da visita, aproveitei para visitar a biblioteca do senado, e também parei para tomar um café nas imediações. Chagada as 15:00 se iniciou a visita guiada pelo congresso Nacional (ironia como não conheço Brasília, acabei por conhecer primeiro Congresso, Senado e a Sede do Governo do País vizinho) O prédio é lindo, com uma história bem legal e no final da visita ainda lhe dão de presente a Constituição Argentina. (Agora tenho a obrigação de conhecer Brasília hehehehe). Neste dia andei tanto que cheguei no hostel tomei um banho e simplesmente apaguei. 4º Dia Palermo e Recoleta novamente Logo cedo foi de despedida da amiga brasileira que estava no hostel, assim como eu ela voltaria de ônibus, como ela chegou a Buenos Aires via Buquebus vinda do Uruguai, ela não sabia ao certo a onde era a rodoviária do Retiro, e acompanhei ela até lá Saindo do Retiro, me dirigi novamente a Recoleta, pois tinha que visitar um bar muito famosos o qual um amigo pedira que tirasse a foto de uma guitarra lá exposta, ambiente muito legal e uns drinks bem refrescantes para enfrentar o calor que fazia. (Nesse dia estava mais mão aberta como já havia economizado nos dias anteriores, estava sobrando uma graninha). Saindo da Recoleta me dirigi a Palermo, um bairro muito lindo e boêmio, bares e lojas para todas as tribos para todas as tribos mesmos. Li em um blog a respeito de um clube com restaurante que servia uma carne de ótima qualidade por um preço maneiro. Valeu a pena a carne era muito boa (dica se você não é fã de carne mau passada, sempre peça no ponto um pouco mais ) eles vão entender. Ao sair resolvi dar uma andada pelos bosques de Palermo (um jardim mais bonito que o outro). Ao retornar para o quarto encontrei meu novo colega um francês, por sorte minha amiga colombiana falava francês, e naquela noite lá fomos nós (brasileiro, colombiana, francês e um peruano) para um dos barzinhos de San Telmo, cerveja e empanadas para animar a noite! 5º Dia – Tour Pela Avenida de Mayo No dia 31 fiquei no hostel durante a manhã, e na parte da tarde eu, minha amiga colombiana e o amigo francês, fomos a um free tour a partir do congresso nacional até a casa rosada, foram umas 03 horas de tour caminhando e conhecendo um pouco mais da história dos pontos turísticos e outros nem tantos desta região central da cidade. Vale muito a pena, não fiz o city tour de ônibus (o mesmo está custando mais $400,00 pesos). O tour foi muito proveitoso e rendeu belas fotos. E você contribui com o que pode. Ao voltar para o hostel a cozinha estava lotada, também foi combinado um churrasco a onde cada hóspede faria uma salada de seu país para compartilhar com os demais, resolvi fazer um vinagrete (com ajuda via watss da minha mãe, porque não sou um hábil fazedor de saladas kkkk). Foi um banquete de sabores uma salada melhor que a outra e claro carne muita carne. Próximo à meia noite quem quisesse poderia acompanhar um grupo que sairia do hostel para ver a queima de fogos em Puerto Madero. 6º dia – Feirinha de San Telmo Domingo dia 1º de Janeiro, tudo fechado em Buenos Aires, o jeito foi mosquear no hostel até meio dia. No hostel informaram que alguns restaurantes estavam abertos. Lá fomos eu e o amigo francês caçar o almoço, mas no fim apenas fizemos um lanche. Ahhh pela manhã nossa amiga colombiana partiu rumo a Mendoza, de lá seguiria para Santiago do Chile e posteriormente para Lima Peru (que inveja boa dela rsrsrs). Na parte da tarde resolvemos ir na Feirinha de San Telmo que ocorre todo domingo faça chuva ou sol seja feriado ou não. Uma feirinha bem grande com antiguidades, roupas usadas, comidas, bebidas, lembrancinhas, artigos made in china, só não vende animais mas de resto tem tudo o que se possa imaginar. Meu amigo francês comprou sua cuia de mate, ele me questionou porque não comprei uma para mim, expliquei que a onde moro no Brasil também tomamos mate (chimarrão) e que já tinha algumas cuias em casa, assim como no Caminito é bom pesquisar a feira toda antes de comprar um item, os preços variam bastante. De volta o hostel foi fazer uma janta, banho e cama. 7º e último dia. No último dia hora de deixar o hostel, eu em direção ao Brasil e meu amigo francês seguindo viagem para Iguaçu na Argentina. Passamos o dia em San Telmo, almoçamos em um restaurante um bife de chouriço e milanesas (mais argentino impossível) E no fim da tarde seguimos para o terminal do Retiro (em vista das rodoviárias brasileiras o Retiro é uma grande bagunça e bem suja, contrasta com a limpeza que você vê na cidade). Meu amigo embarcou primeiro e eu aguardei minha vez até a meia noite graças a Deus na sala vip da empresa de ônibus, bem ampla e moderna. No retorno não ganhamos lanche igual na ida, raiou o dia e ainda não havíamos chego à fronteira, quando chegamos foi pior do que na ida, como o número de argentinos para entrar no Brasil nesta temporada está mais alto dos que nos anos anteriores, ficamos parados mais de 03 horas nas duas aduanas. Saí na terça feira uma da manhã de Buenos Aires e cheguei a Balneário Camboriú as seis da manhã de quarta-feira. Como curto muito viajar e gosto de conhecer novos locais valeu muito ir de ônibus (e claro financeiramente também). As paisagens são belíssimas, jamais esquecerei essa agradável viagem que foi a minha primeira trip fora do país! Espero que tenham gostado ficou um pouco longo, mas tentei ser o mais sucinto possível, forte abraço a todos! (Como sou novo aqui, ainda não estou dominando como postar fotos, mas caso desejarem passem no meu insta, a onde tenho postado as fotos e colocando algumas dicas dos locais visitados)
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